ACÇÃO DO ENVIDOR (spirodiclofena) NO CONTROLO DE ARANHIÇO AMARELO EM
VINHA, NO ALENTEJO
MATA, F.; ALMEIDA, J.M.; PARDAL, H.; RAMALHO, N.; FINO, C. e ROSA, A.
ATEVA – Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo
Horta das Figueiras Rua Fernanda Seno, 14 Apartado 498 7002–506 Évora [email protected]
RESUMO
O aranhiço amarelo é uma importante praga da vinha no Alentejo. O seu controlo faz-se
maioritariamente segundo as regras da protecção integrada, na região. Presentemente existe um
reduzido número de substâncias activas homologadas em protecção integrada para combater o
aranhiço amarelo.
O acaricida ENVIDOR possui acção sobre o aranhiço amarelo e um perfil que se enquadra
na protecção integrada. O objectivo do presente trabalho foi conhecer a eficácia e persistência
deste novo produto BAYER sobre as formas móveis de aranhiço amarelo.
Foi estabelecido um ensaio de eficácia numa vinha na região vitivinícola da Vidigueira,
cujos resultados apontam no sentido de uma boa acção directa e prolongada do ENVIDOR sobre
o aranhiço amarelo.
PALAVRAS-CHAVE
Aranhiço amarelo, spirodiclofena, envidor, eficácia, protecção integrada, fitoseídeos, Alentejo.
1 - INTRODUÇÃO
O aranhiço amarelo (Tetranychus urticae) é considerado uma importante praga da vinha
no Alentejo, embora num contexto não tão generalizado quer em termos de área, quer na
frequência dos ataques, como acontece por exemplo com a cigarrinha verde nesta região.
A sua importância deve-se a vários factores: tratar-se de um ácaro polífago e que surge
em espécies espontâneas muito frequentes em vinha; possuir grande capacidade de multiplicação
(até 100 ovos por fêmea); as condições climáticas que lhe são mais favoráveis são características
da região Alentejo, temperaturas elevadas e tempo seco.
Os ataques de aranhiço amarelo podem, assim, surgir nas vinhas com grande intensidade,
em condições favoráveis, mas frequentemente são bastante localizados. As principais causas são
a relativa baixa mobilidade dos ácaros quando comparada com a de outras pragas, a sua diferente
apetência pelas diversas castas, variadas contingências no controlo de infestantes, espécies
hospedeiras adjacentes às vinhas, entre outros factores de nocividade referenciados na
bibliografia especializada.
O aranhiço amarelo provoca estragos nas folhas, sua fonte de alimentação, e os sintomas
podem evoluir de manchas cloróticas para a total dessecação e queda. Esta desfoliação dá-se
inicialmente no terço inferior da vegetação (devido à hibernação das fêmeas adultas na estrutura
permanente e folhagem no solo, e à presença de formas móveis nas espécies espontâneas), mas
pode avançar de forma intensa e quase completa, comprometendo fortemente a produção e a
perenidade das plantas atacadas.
O controlo da praga passa essencialmente por medidas culturais, biológicas e químicas.
Relativamente à luta química, o leque de acaricidas dísponível em protecção integrada é limitado
(quatro substâncias activas homologadas) e foi reduzido recentemente com a retirada da
substância activa tetradifão, muito utilizada pela sua dupla acção, larvicida e ovicida, a qual
minimiza o problema das re-infestações. Acresce que todas as substâncias activas homologadas
estão classificadas como medianamente tóxicas para os fitoseídeos, considerados os principais
auxiliares predadores de ácaros fitófagos.
Face a estas limitações e tendo em conta o impacto do aranhiço amarelo e a expressão
da protecção integrada da vinha no Alentejo, surgiu a ideia do presente trabalho: conhecer e
avaliar a eficácia e persistência do novo acaricida da BAYER, ENVIDOR (substância activa
spirodiclofena) um produto com acção sobre o aranhiço amarelo e que, pelas suas características,
se enquadra no âmbito da protecção integrada.
2 - MATERIAL E MÉTODOS
2.1 - Descrição da vinha
O ensaio decorreu em 2004, na Herdade do Malheiro, freguesia de Selmes, concelho da
Vidigueira numa vinha com 28 ha. O seguinte quadro resume as principais características do
sistema de condução.
Quadro 1 - Sistema de condução da vinha da Herdade do Malheiro, Vidigueira.
Compasso
3,0 × 1,1 m
Orientação
NE – SW
Ano de plantação
1995
Casta
Alicante Bouschet
Porta-enxerto
140 Ru
Solo
Argilo-calcário
Topografia
Plana/ligeiramente inclinada
Forma de condução
Baixa, aramada
Sistema de poda
Cordão bilateral
Rega
Gota-a-gota
Perante a necessidade de reduzir, tanto quanto possível, fontes de variabilidade para o
ensaio, escolheu-se a vinha por apresentar uniformidade nos vários parâmetros do sistema de
condução e no vigor vegetativo, um bom controlo das infestantes e um baixo nível populacional de
fitoseídeos.
2.2 - Delineamento experimental
A parcela experimental foi estabelecida num sistema totalmente casualizado a um factor,
com quatro modalidades a quatro repetições cada (FIGURA 1). A unidade experimental mínima é
constituída por um grupo de 8 videiras contíguas. As modalidades são:
A: Envidor a 300 ml/ha
B: Envidor a 400 ml/ha
C: Referência homologada a 1500 ml/ha
T: Testemunha não tratada
SW
C
A
T
C
B
C
B
A
C
A
A
T
T
B
T
B
NE
Figura 1 - Esquema do delineamento experimental do ensaio instalado na vinha da Herdade do
Malheiro, Vidigueira.
As modalidades foram definidas como se apresenta no QUADRO 2, no que respeita às
doses de produto comercial utilizadas, volumes de calda aplicados e respectivas concentrações de
produto comercial.
QUADRO 2 - Doses, concentrações e volumes de calda aplicados no ensaio instalado na vinha da
Herdade do Malheiro, Vidigueira.
Tratamento
Volume de
Volume de
Dose de
Dose de
Concentração
acaricida
calda gasto
calda gasto
produto
produto
da calda
(32 plantas) (ha)
comercial
comercial
(32 plantas ) (ha)
16 l
1515 l
3,17 ml
300 ml
19,81 ml/hl
A
16 l
1515 l
4,22 ml
400 ml
26,38 ml/hl
B
16 l
1515 l
15,84 ml
1500 ml
99,00 ml/hl
C
0
0
0
0
0
T
Quanto à técnica de pulverização procedeu-se ao tratamento de cada um dos lados da
linha de videiras o mais uniformemente possível, tendo o cuidado de molhar bem toda a folhagem.
O material utilizado foi:
-
1 pulverizador de dorso de 16 litros
1 jarro graduado de 1 litro
1 seringa de 5 ml
equipamento de protecção do aplicador
2.3 - Registos efectuados
Foram recolhidos dados meteorológicos de duas estações meteorológicas próximas da
vinha, de Fevereiro a Julho, bem como informação relativa à protecção fitossanitária, no período
de repouso, e no decurso do ciclo vegetativo.
Os principais estados fenológicos da vinha foram anotados. Observou-se também a
fenologia nas diversas etapas do ensaio: estimativa do risco; realização dos tratamentos com os
acaricidas; contagem de ácaros após tratamentos para comparação das modalidades.
Os registos são apresentados no capítulo dos resultados e discussão.
A técnica de amostragem de folhas para observação de ácaros foi a seguinte:
-
selecção aleatória de folhas, com ou sem sintomas de ataque de aranhiço amarelo,
situadas no terço inferior da vegetação.
colheita de 25 folhas por unidade experimental, correspondendo a 100 folhas por
modalidade.
A identificação e contagem de formas móveis de aranhiço amarelo e de fitoseídeos fez-se
com recurso a lupas de bancada e bisturis para manter a distância de focagem.
2.4 - Análise estatística
Perante a natureza da variável em estudo no ensaio (densidade populacional expressa em
número de formas móveis), a quantidade de repetições estabelecidas e o consequente número de
graus de liberdade residuais, concluiu-se pela impossibilidade de realização de uma análise
estatística suficientemente robusta. Optou-se pela comparação dos somatórios das contagens de
ácaros em 100 folhas, como forma de avaliar a eficácia biológica dos acaricidas ensaiados, em
vez de se realizar a análise de variância e testes de comparação de médias das contagens em 25
folhas para detectar diferenças estatísticas significativas.
3 - RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os ataques de aranhiço amarelo podem surgir relativamente cedo no ciclo vegetativo das
videiras (em pré-floração) mas com fraca intensidade, aumentando significativamente com o
estabelecimento do tempo quente e seco no fim da primavera, início do verão, coincidindo com
estados fenológicos posteriores ao vingamento. Na vinha onde decorreu o ensaio, os primeiros
sintomas surgiram no mês de Maio, mas tornaram-se mais intensos apenas em Junho, após uma
consistente subida da temperatura, associada a uma redução da humidade relativa e da
precipitação. Este aumento da actividade biológica da praga ocorreu já em fase de paragem de
crescimento vegetativo e de forte desenvolvimento dos cachos, ou seja, entre o bago de ervilha e
o fecho dos cachos (QUADRO 3).
Quadro 3 - Temperatura do ar e humidade relativa da estação meteorológica da ATEVA e
precipitação da estação do Serviço de Avisos de Beja e fenologia da vinha da Herdade do
Malheiro, Vidigueira.
MÊS
TEMPERATURA DO AR (ºC)
FENOLOGIA
MÍN.
MÉD.
MÁX.
HUMIDADE
RELATIVA (%)
PRECIPITAÇÃO
(mm)
Fev
A, B
1,3
10,2
19,5
92,9
45,0
Mar
.
B, C, D, E, F
-0,8
11,4
23,0
83,8
36,5
Abr.
G, H
4,3
14,1
28,8
73,8
6,5
Mai.
I, J
5,3
16,1
30,6
78,7
13,5
Jun.
K, L
12,5
24,1
40,7
61,5
1,4
Jul.
L, M
11,0
22,7
35,9
53,6
0,0
Relativamente à protecção fitossanitária da vinha (QUADRO 4), a qual se faz de acordo
com as normas da protecção integrada, salienta-se a aplicação de enxofre em pó (a 4 de Maio e 9
de Junho) pela sua acção acaricida que, no entanto, não impediu a subida dos níveis
populacionais de aranhiço amarelo.
Quadro 4 - Protecção fitossanitária da vinha da Herdade do Malheiro, Vidigueira.
DATA
FENOLOGIA
INIMIGO DA
CULTURA
PRODUTO
COMERCIAL
DOSE
4 Fev. 2004
A
Infestantes
Touchdown
5 l/ha
22 Abr. 2004
G
Míldio/oídio
Rhodax/Thiovit
3 kg/ha; 8 kg/há
4 Mai. 2004
H
Míldio/oídio
Quadris Max
1,5 l/há
19 Mai. 2004
I
Oídio
Enxofre pó
12 kg/há
26 Mai. 2004
J
Míldio/oídio
Ridomil/Topaze
2 kg/ha; 0,35l/há
9 Jun. 2004
K
Oídio
Enxofre pó
12 kg/há
Assim, na estimativa do risco realizada a 18 de Junho, a intensidade de ataque foi de 44%
de folhas ocupadas com formas móveis da praga, ultrapassando o NEA mínimo oficialmente
estabelecido para o mês de Junho (30% de folhas ocupadas).
No QUADRO 5 apresentam-se os valores das contagens de ácaros e de percentagem de
folhas ocupadas, na referida data, em função dos quais foi tomada a decisão de realizar os
tratamentos.
Quadro 5 - Resultados da estimativa do risco do aranhiço amarelo realizada em 18/06/2004 na
vinha da Herdade do Malheiro, Vidigueira.
Modalidades
A
B
C
T
MÉDIA
Nº de ácaros/
100 folhas
98
110
175
236
155
% folhas
ocupadas
34
32
52
57
44
Estimativa
do risco
A aplicação dos acaricidas, nas modalidades A, B e C fez-se a 21 de Junho. Após as
pulverizações, verificou-se uma diminuição no nível populacional da praga nas três modalidades
tratadas, como se pode acompanhar no GRÁFICO 1 e no QUADRO 6. Fizeram-se contagens de
formas móveis de aranhiço amarelo em intervalos semanais, até um mês após os tratamentos, em
todas as modalidades, incluindo a testemunha não tratada. As observações iniciais visaram obter
informação quanto à eficácia na acção de choque do ENVIDOR a duas diferentes doses
comparativamente à de um acaricida homologado em protecção integrada para o controlo do
aranhiço amarelo. A última contagem teve por objectivo avaliar a persistência de acção do
ENVIDOR. Em todas as datas de observação fez-se igualmente contagem de formas móveis de
fitoseídeos, cujos valores se apresentam em anexo.
350
300
A
250
B
200
C
150
T
100
50
4
-0
-7
26
19
-7
-0
4
4
-0
-7
12
04
75-
-0
-6
28
-0
-6
21
-0
-6
14
4
4
0
4
Nº formas móvis aranhiço amarelo/100 folhas
400
Gráfico 1 - Evolução das formas móveis de aranhiço amarelo no ensaio instalado na vinha da
Herdade do Malheiro, Vidigueira.
Quadro 6 - Resultados da contagem de formas móveis de aranhiço amarelo, após tratamentos
acaricidas, na vinha da Herdade do Malheiro, Vidigueira.
Modalidades
DATA
A
B
C
T
Avaliação
de eficácia
28/06/04
5/07/04
12/07/04
19/07/04
Nº de ácaros/
100 folhas
12
34
39
158
% folhas ocupadas
9
20
17
45
Nº de ácaros/
100 folhas
3
5
10
132
% folhas ocupadas
2
4
8
47
Nº de ácaros/
100 folhas
15
4
78
285
% folhas ocupadas
6
3
34
61
Nº de ácaros/
100 folhas
12
1
51
334
% folhas ocupadas
7
1
23
74
Os principais aspectos a destacar são:
- na modalidade não tratada a intensidade de ataque aumentou até valores de 74% de
folhas ocupadas, um mês após os registos iniciais de estimativa do risco, comprovando a
capacidade de multiplicação da praga e consequentes prejuízos, quando as condições climáticas
se mantem particularmente favoráveis (QUADRO 3).
- o ENVIDOR provocou elevada mortalidade das formas móveis de aranhiço amarelo, um
pouco superior à da referência homologada, mesmo na dose mais baixa.
- o novo produto da BAYER evidenciou também acção acaricida prolongada em qualquer
das doses ensaiadas e apresentou melhor comportamento que o acaricida usado como referência.
Um mês após os tratamentos a percentagem de folhas ocupadas era de 7% em A e 1% em B,
enquanto na modalidade C o NEA tinha sido ultrapassado 21 dias aós a pulverização.
- houve diferenças pouco expressivas entre a modalidade A e B, ou seja, entre as duas
doses de ENVIDOR, quer na acção imediata quer no efeito a médio prazo sobre a praga.
4 - CONCLUSÕES
Não sendo possível referir conclusões sólidas em ensaios deste tipo, realizados num só
ano, casta, condicionalismo microclimático e cultural, os registos obtidos apontam no sentido da
boa eficácia biológica e persistência de acção do ENVIDOR no controlo do aranhiço amarelo em
vinha.
O ENVIDOR apresenta bom comportamento com uma dose de 300 ml/ha, não havendo
necessidade de aumentar a quantidade de substância activa a aplicar por hectare para assegurar
o controlo eficaz do aranhiço amarelo. A redução da dose traz evidentes vantagens económicas e
ecológicas.
Em face dos presentes resultados, é de todo o interesse a realização de um conjunto
amplo de ensaios que visem a homologação do ENVIDOR para o aranhiço amarelo em protecção
integrada da vinha.
AGRADECIMENTOS
À C.C.V. – Sociedade Agro-Pecuária Lda., proprietária da Herdade do Malheiro, em
especial ao Sr. Rodrigo Serpa Pimentel, pela cedência da vinha e por toda a colaboração e
disponibilidade.
À Adega Cooperativa de Vidigueira Cuba e Alvito, pela cedência do laboratório onde se
efectuaram as observações.
À CARMIM – Departamento de Olivicultura e à Cooperativa Agrícola de Vidigueira, pela
cedência das lupas de bancada.
Ao Serviço de Avisos de Beja, pelo fornecimento dos dados meteorológicos relativos à
precipitação.
À BAYER CROPSCIENCE, pelo incentivo e esclarecimentos prestados.
Ao corpo técnico da ATEVA, pela colaboração nas várias etapas do trabalho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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AMARO,P. (2001) – A protecção integrada da vinha na região norte. Projecto PAMAF 6077.
ISA/PRESS. 148 pp.
ARIAS GIRALDA, A. et al (1998) – Los parasitos de la vid. Estrategias de protección razonada.
Ministério de Agricultura, Pescas y Alimentacion & Ediciones Mundi-Prensa. 328 pp.
EPPO (European ande Mediterranean Plant Proteccion Organization) (1997) – EPPO Standards.
Guidelines for the efficacy evaluation of plant protection products. Insecticides and acaricides. Vol.
3. 232 pp.
FÉLIX, A.P. & CAVACO, M. (2004) – Protecção integrada da vinha. Lista dos produtos
fitofarmacêuticos e níveis económicos de ataque. Direcção-Geral de Protecção das Culturas.
Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. 48 pp.
FERREIRA, M. A. (1995) – Ácaros predadores nas vinhas alentejanas. Situação actual. Actas do
3º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo. Évora. 1: 181-185.
FLAHERTY, D.L. et al (1992) – Grape pest management. University of California. Division of
Agriculture and Natural Resources. 400 pp.
RAPOSO, C. et al (2001) – Os ácaros na flora adventícia da vinha no Alentejo. Actas do 5º
Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo. Évora. 1: 147-152.
ANEXO:
Resultados da contagem de fitoseídeos na vinha da Herdade do Malheiro, Vidigueira. Os valores
reportam-se a observação de 100 folhas, em cada modalidade e data. As folhas são as mesmas
onde se fez a observação das formas móveis de aranhiço amarelo.
Dias após a aplicação dos acaricidas, a 21/06/04
18/06/04
7 dias
14 dias
21 dias
28 dias
A
7
1
0
1
0
B
2
1
0
1
0
C
4
1
2
0
0
T
4
3
3
2
5
MÉDIA
4
2
1
1
1
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(spirodiclofena) NO CONTROLO DE ARANHIÇO AMARELO EM