www.br.com.br Nº 46 • Ano 8 • julho/agosto 2012 sAtisfAção em alta Petrobras distribuidora alcança índices recordes de recomendação e de fidelização entre grandes clientes de diversos segmentos Expansão Mineração Mercado aéreo regional cresce, e bR Aviation é eleita a melhor fornecedora da América Latina bR reforça seu atendimento nacional para atender um setor em crescimento Na trilha da fidelização Tendo a satisfação e a lealdade dos clientes como seu maior capital, a Petrobras Distribuidora cresce na medida em que faz crescer o mercado. Nesta edição, preparamos reportagens especiais sobre o desenvolvimento de segmentos estratégicos, que revelam desafios e oportunidades. A BR contratou a empresa de consultoria TNS Research International para mensurar o reflexo de nossos produtos e serviços junto ao público consumidor. Desta forma, obtivemos indicadores de satisfação que apontam o nível de eficiência dos recursos empregados e a nossa necessidade de superar nossos padrões de qualidade. Com recorde de fidelização e recomendação, a BR já visa atingir novos patamares nos próximos anos. Nesta edição, abordamos ainda o crescimento do poder aquisitivo da classe C e do surgimento de uma nova mentalidade de consumo - intimamente relacionada ao crescimento das companhias aéreas de pequeno e médio porte. Como temos visto, a preferência pelo uso do avião como meio de transporte é uma tendência crescente no Brasil. E a BR está atenta a esses altos voos. Outro destaque é a retomada da indústria naval brasileira, que reinsere o país no cenário internacional ao gerar renda, emprego e competitividade, devolvendo ao País a quarta posição entre as maiores carteiras de encomendas do mundo. O estado do Rio de Janeiro concentra, atualmente, o maior volume de investimentos públicos e privados, com potencial para transformar-se em um importante hub logístico internacional. Por fim, dedicamos aos nossos leitores uma abordagem didática sobre a fabricação dos cimentos asfálticos de petróleo, inclusive com dados a respeito da qualidade do asfalto utilizado hoje. Percorreremos cada uma das etapas e as entidades envolvidas na pavimentação de estradas e rodovias. Afinal, com tecnologia avançada e especial atenção ao meio ambiente, nos orgulhamos por oferecer soluções diferenciadas para os negócios de nossos clientes, cada vez mais satisfeitos e fiéis. Boa leitura! Geraldo Falcão PALAVRA br José Lima de Andrade Neto, Presidente da Petrobras Distribuidora suMÁRio 3 . . . . Entrevista Carlos Eduardo Herrmann do Nascimento Asfaltos: parceria com universidades prevê avanços 6 . . . . indústria Naval A todo vapor 10 . . . . Prêmio para aviação Noite com “céu de brigadeiro” 13 . . . . Aviação BR Aviation Club 15 . . . . Mercado Voando alto 19 . . . . Projeto Iluminação eficiente 20 . . . Abastecimento elétrico Petrobras Distribuidora e Nissan assinam memorando para expansão da recarga de veículos elétricos 21 . . . . Asfaltos Excelência pavimentada 26 . . . transporte Abastecimento no campo 29 . . . Produtos químicos Mais Aguarrás 31 . . . . biotecnologia Biojet: rumo à Sustentabilidade 32 . . . captação financeira Credibilidade no mercado 34 . . . Reportagem de capa BR alcança recorde de recomendação 44 . . . Mineração Presença forte 48 . . . Progredir na bR Crédito fácil 50 . . . LEV Inovação na cozinha 53 . . . Produtos químicos Menos riscos e mais benefícios PRESIDENTE José Lima de Andrade Neto DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR Andurte de Barros Duarte Filho DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO Luiz Claudio Caseira Sanches DIRETOR FINANCEIRO Nestor Cuñat Cerveró DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA José Zonis CONSELHO EDITORIAL Antonio Carlos Alves Caldeira Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira Edson Chil Flavia Lopes de Abreu Cavalcanti Francelino da Silva Paes Gilce de Oliveira Sant’Anna Hévila Aparecida Arbex Leonardo Cesar de Barros Luis Marcelo Freitas Sandra Braga Nery Viviane Salathe GERENTE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Sylvia Sampaio Lopo GERENTE DE PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO Luis Fernando Meinicke Farias GERENTE DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO INTERNA Carolina Rocha Campos Pires EDITOR Carla de Paula Santos (MTB 32599/RJ) PRODUTOR César Gonçalves de Almeida 55 . . . Eventos REPORTAGEM Andrea Papes e Carla de Paula Santos 56 . . . Eventos REVISÃO Inah de Paula Comunicações 58 . . . sustentabilidade DIAGRAMAÇÃO Inah de Paula Comunicações 60 . . . Responsabilidade social PRODUÇÃO GRÁFICA Inah de Paula Comunicações 62 . . . Responsabilidade social FOTO DE CAPA Banco de Imagens Petrobras BR sedia reuniões da Abegás Indústria internacional de carvão em foco Postos ecoeficientes Equidade étnico-racial Cultura para todos 63 . . . canal de comunicação Fale Conosco agora com chat 64 . . . opinião Desafios tecnológicos para suporte à gestão de frota 2 PUBLICAÇÃO DA PETROBRAS DISTRIBUIDORA S.A. PRODUZIDA POR Inah de Paula Comunicações TIRAGEM 9 mil exemplares Reinaldo Hingel ENtREVistA AsfALtos Parceria com universidades busca avanço tecnológico CaRloS eduaRdo HeRRmann do naSCimenTo Gerente de Tecnologia de produtos de asfalto o aumenTo daS FRoTaS e o uSo inTenSivo daS eSTRadaS, em Todo o paíS, levam À BuSCa ConTínua poR ConHeCimenTo apliCado ao deSenvolvimenTo de novoS pRoduToS de pavimenTação aSFálTiCa. neSSe ConTeXTo, a peTRoBRaS diSTRiBuidoRa queR inCenTivaR paRCeRiaS Com a Comunidade aCadêmiCa paRa a Realização de eSTudoS avançadoS no SeToR. “peSquiSaS ConduzidaS em univeRSidadeS Têm impoRTÂnCia viTal paRa o deSenvolvimenTo de pRoduToS e SoluçõeS de pavimenTação. a Rapidez Com que o ConHeCimenTo É diSSeminado, e o pRópRio papel mulTipliCadoR daS univeRSidadeS, São oS aSpeCToS maiS impoRTanTeS daS paRCeRiaS Com eSSaS inSTiTuiçõeS”, ReSSalTa o GeRenTe de TeCnoloGia de pRoduToS de aSFalTo da BR, CaRloS eduaRdo HeRRmann. neSTa enTReviSTa, ele Fala SoBRe a impoRTÂnCia do pRojeTo paRa Toda a Cadeia pRoduTiva. Soluções BR: A BR pretende desenvolver pesquisas na área de asfaltos em parceria com a comunidade acadêmica. O que motivou essa iniciativa? Herrmann: O asfalto é um produto que exige constante desenvolvimento tecnológico para adequação às exigências do tráfego, cada vez mais intenso e pesado. Novos materiais e novas técnicas são inseridos no processo de pavimentação e sua interface com o asfalto influencia o desempenho do revestimento e, em consequência, da própria rodovia. Essas demandas de pesquisa são impossíveis de serem atendidas única e exclusivamente pela estrutura da BR. Por isso, precisamos da colaboração e participação de nossas universidades e instituições acadêmicas. Soluções BR: Qual é o enfoque dado pelas universidades aos estudos na área de asfaltos? Em que eles se aproximam dos interesses da BR? 3 Entrevista Divulgação de recursos humanos, sendo que a utilização de financiamentos para condução de pesquisas que envolvam os produtos desenvolvidos pela BR poderá ser estudada. Para avaliação dos temas de pesquisa, será constituída uma comissão mista com membros da universidade interessada e da Petrobras Distribuidora. Soluções BR: Como serão financiados os projetos? Herrmann: Os projetos serão financiados pela própria BR, Termos de cooperação com universidades preveem testes em produtos asfálticos da BR Herrmann: Essas instituições de Herrmann: pesquisa estão voltadas ao de- com instituições de pesquisa senvolvimento de novas técnicas ainda estão no campo do plane- e modelos que permitam avalia- jamento, no que tange a área de ção e previsão do comportamen- asfalto na BR. No entanto, a Petro- to dos produtos asfálticos ao lon- bras, por meio do Centro de Pes- go de sua vida útil. quisas da Petrobras (Cenpes), já Nossos trabalhos A BR está buscando estabe- possui parcerias consolidadas lecer parcerias que permitam com várias universidades com o realizar estes estudos de forma objetivo de desenvolver a estru- combinada com os interesses tura necessária para a condução da de pesquisas relacionadas à área comunidade acadêmica. Tudo começa com a nossa necessidade de testar os produ- de asfalto. com recursos oriundos da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA). Soluções BR: Sabemos que a tecnologia empregada no desenvolvimento de produtos asfálticos pela BR é comparada ao que há de mais moderno no mundo. O que as universidades podem acrescentar em termos de conhecimento? Herrmann: Nas universidades encontramos pesquisadores extremamente capacitados, que quando municiados da infraes- Soluções BR: Em que termos se- trutura necessária desenvolvem rão formadas as parcerias entre a soluções adequadas às neces- BR e a comunidade acadêmica? sidades do mercado. A Rede Herrmann: As parcerias serão Temática de Asfalto, já implanta- desenvolvidas por meio de ter- da pelo Centro de Pesquisas da mos de cooperação, nos quais Petrobras (Cenpes) com grande serão estabelecidas as contra- sucesso, permite que hoje te- partidas tanto da BR como da nhamos em diversas universida- instituição Estamos des, laboratórios de ponta para Soluções BR: Esse tipo de pro- construindo modelos que permi- pesquisa na área de asfalto. jeto pode ser considerado inédito tam a nossa participação, princi- Este avanço recente propicia o no País? palmente com a disponibilização desenvolvimento de estudos so- tos da BR de forma comparativa com os disponíveis no mercado, em termos de desempenho. A isonomia dada ao processo pelas instituições de pesquisa garante a obtenção de resultados com um grande índice de confiabilidade. 4 envolvida. bre o desempenho de produtos asfálticos quando em uso nas rodovias, avaliando sua interface com outros elementos da cadeia produtiva. Os produtos asfálticos, de forma geral, podem ser classificados em convencionais e modificados. Ambos necessitam de estudos que permitam ao contratante, projetista ou usuário prever o comportamento dos ligantes asfálticos em suas condições de aplicação, com certo grau de confiabilidade. Por isso, pesquisas universitárias têm importância vital no desenvolvimento de produtos e soluções de pavimentação. A rapidez com que o conhecimento é disseminado e o próprio papel multiplicador das universidades po- de forma a atender às necessidades de mercado. so de usinagem, diminuindo a Soluções BR: O desenvolvimento de tecnologias para o segmento de asfaltos é pautado também pela preocupação com a ecoeficiência? Herrmann: Todo o desenvolvimento de produtos que visa obter um desempenho melhor da solução a ser adotada em uma obra de pavimentação, cujo asfalto é um dos insumos, tem como preocupação a ecoeficiência, sendo este um resultado restauração de rodovias. Soluções BR: Como o laboratório do asfalto da BR é visto pelo mercado? Herrmann: Não só o Laboratório Central de Pavimentação da BR (LCPBR) como a Petrobras Distribuidora, por meio da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA), devem ser vistos pelo mercado como parceiros no desenvolvimento de soluções de pavimentação que Precisamos nos aproximar das universidades para o desenvolvimento de soluções eficazes na área de pavimentação. aspectos mais importantes das indireto do processo. Produtos parcerias com essas instituições. com melhor desempenho di- Soluções BR: Em que fase en- minuem a frequência com que contram-se os projetos? visem a colaboração mútua entre a área de comercialização e a acadêmica. Nosso laboratório já participa do programa de visitas do Sistema Petrobras, no qual representantes do mercado e da sociedade dem ser apontados como os manutenções preventivas ou conhecem nossas instalações e têm oportunidade de verificar in loco as pesquisas conduzidas por nossa equipe. corretivas são realizadas em ro- Soluções BR: As pesquisas de- as instituições interessadas nes- dovias, reduzindo o consumo de senvolvidas pelo laboratório de te tipo de trabalho que tenham recursos financeiros e materiais, pavimentação e as desenvolvidas seus laboratórios já equipados. sendo estes últimos os que po- em conjunto com as universida- Somente após o investimento da dem representar um maior con- des ocorrerão em paralelo? Petrobras nesta área é que pas- sumo de recursos naturais. Herrmann: As pesquisas em Herrmann: Estamos buscando um nosso laboratório e nas univer- nossas parcerias para podermos exemplo, podemos citar a uti- sidades devem ser conduzidas multiplicar nossa capacidade de lização de aditivos que redu- de forma complementar. Em trabalho. Temos agora na BR a zem a temperatura de mistura nosso laboratório, desenvolve- infraestrutura laboratorial neces- e aplicação de massas asfál- mos formulações de produtos sária e caberá não só à BR, como ticas produzidas a quente. Tal asfálticos que podem ser tes- também a outras distribuidoras, redução permite a inserção de tadas e avaliadas comparativa- apoiar e direcionar as pesquisas materiais reciclados no proces- mente nas universidades. samos a pensar na formação de IngImage disposição destes quando da Diretamente, como ■ 5 Sergio Buarque de Holanda / Renata Mello iNdústRiA NAVAL A todo VAPoR indúSTRia naval CReSCe e ConCenTRa volume ReCoRde de inveSTimenToS A indústria naval brasileira retoma seu curso com grandes projetos. Os empreen- de Construção e Reparação Na- Diante do crescimento econômi- val e Offshore (Sinaval), o Rio de co brasileiro e das demandas dos Janeiro deverá receber R$ 211,5 grandes eventos, as navegações dimentos programados para o setor bilhões em investimentos anun- de cabotagem e de longo curso pretendem gerar produtividade e ciados para o período, dos quais tornam-se importantes aliados para competitividade em nível interna- R$ 40,5 bilhões serão direciona- o transporte de produtos. A constru- cional ao país nos próximos anos. dos ao segmento da indústria de ção de estaleiros e navios com tec- O Brasil tem, hoje, uma das maiores transformação. Entre os setores, nologia majoritariamente nacional já carteiras de encomendas de navios a indústria naval se destaca, con- reservou ao Brasil a quarta posição do mundo e conta com perspecti- centrando 38% do total (R$ 15,4 entre os maiores produtores mun- vas ainda mais otimistas para 2015. bilhões), sendo que R$ 9,5 bilhões diais, atrás apenas dos asiáticos Co- O Rio de Janeiro é, atualmente, o serão para a construção de em- reia do Sul, China e Japão. Segundo Estado com maior concentração barcações e quase R$ 6 bilhões o governo federal, estima-se que as de investimentos públicos e priva- aos novos estaleiros. Dos 234 em- ações de revitalização da indústria dos, com potencial para tornar-se preendimentos previstos, a maio- naval brasileira produzam 609 em- um hub logístico. Empreendimentos ria (61,5%) já está em andamento. barcações e 27 estaleiros até 2014. anunciados objetivam fazer do Rio Segundo a Federação das Indús- O Brasil, que já foi o terceiro maior um centro internacional para impor- trias do Estado do Rio de Janeiro construtor de navios do mundo, en- tação e exportação de mercadorias. (FIRJAN), a Petrobras responde frentava desde a década de 80 uma De acordo com informações por mais da metade dos investi- crise no setor. O transporte de mer- mentos, com R$ 107,7 bilhões. cadorias era executado, em grande do Sindicato Nacional da Indústria 6 parte, por embarcações fretadas, o que encarecia a atividade. Agora, ressurge uma indústria naval ativa, com projetos que incluem construção, ampliação e modernização de portos e estaleiros, e encomendas de navios de grande porte. pRomeF O Brasil possui um litoral de 7.367 quilômetros de extensão e 35 mil quilômetros de vias internas navegáveis. Apesar disso, o transporte de produtos ainda é predominantemente rodoviário, gerando altos custos e riscos à segurança dos usuários das estradas. Com os incrementos econômicos direcionados ao setor naval, consolidados com a criação do Programa de Modernização e Expansão da Frota Transpetro (Promef), a indústria naval brasileira ganha novo fôlego, impulsionada pela exploração de petróleo e gás. Segundo a Transpetro, antes da criação do Promef, em 2004, a pilar, porque os dois primeiros já cumprimos. Temos que estar juntos para garantir produtividade, sustentabilidade e para colocar a indústria naval brasileira no cenário mundial”, afirma Sérgio Machado, presidente da Transpetro. A frota Transpetro já conta com 3 novos navios em operação: Celso Furtado, João Cândido e Sérgio Buarque de Holanda. Outros navios serão entregues em breve no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Ao todo, há encomendas para 49 embarcações, a um custo de R$ 10,8 bilhões. O João Cândido, segundo navio em operação pelo Promef, atingiu um índice de nacionalização de 70%, superando os 65% estipulados na primeira fase do programa. Com 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo por dia, o Suezmax é o primeiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Pernam- buco. Além do EAS, o Estado terá o estaleiro STX-Promar, também viabilizado pelas encomendas do Promef, que vai construir oito navios gaseiros para Transpetro. novoS neGóCioS De acordo com pesquisa do Sistema Firjan, sobre as intenções de investimentos para o Rio de Janeiro, o Estado é o atual centro internacional para novos negócios, com oportunidades diversificadas em curto, médio e longo prazos, além de ser detentor de grandes reservas de petróleo e gás. Neste contexto, a construção naval exercerá enorme impacto sobre a economia fluminense e servirá como alavanca para a atração de novos empreendimentos. Até 2014, o Rio terá o maior conjunto logístico do Atlântico Sul e um dos maiores do mundo. Portos de alta capacidade estão em construção e os exis- frota da Companhia seria reduzida João Cândido / Eudes Santana a cerca de 20 navios até 2015, em função da idade das embarcações. A necessidade de renovação e de aumento do número de petroleiros, face ao incremento da produção de petróleo e gás no país, criou a oportunidade de retirar este setor da crise. O Promef foi elaborado a partir de três premissas: construir navios no Brasil; ter um índice de conteúdo nacional mínimo de 65%; e atingir competitividade internacional após a curva de aprendizado. “Agora vamos cumprir o terceiro Hoje o Brasil tem uma das maiores carteiras de encomendas de navios do mundo 7 Indústria naval tentes passam por modernização, o que encurtará as distâncias entre o estado e os demais centros econômicos mundiais. O Rio contará com 13 portos e três grandes terminais, por onde serão transportados pe- multaneamente, inclusive o Chinamax – maior navio do mundo. Em estaleiros da Ilha do Governador, de Niterói e da Baía de Guanabara, diversos empreendimentos estão em andamento, entre os quais a construção de navios bauxiteiros, navios patrulha, de reboque, de apoio à plataformas, além de obras de conversão dos cascos para quatro plataformas da Petrobras do tipo FPSO (P-74, P-75, P-76 e P-77), no Estaleiro Inhaúma. tróleo e derivados, minério de ferro, produtos siderúrgicos, automóveis, contêineres e outros. Os empreendimentos anunciados objetivam fazer do Rio um centro internacional estratégico para importação e exportação de mercadorias. BR dá suporte às atividades de exploração e produção nos campos do pré-sal, contribuindo para o crescimento do setor naval Na Petrobras Distribuidora, a Gerência de Supply House presta serviços à área de Exploração e Produção da Petrobras, atendendo Dois novos estaleiros já estão plataformas e sondas com os produtos indispensáveis às suas opera- em operação: o Aliança Offsho- ções. Para tanto, a área é responsável pela aquisição e o suprimento re, em São Gonçalo, e o Estalei- de produtos químicos, querosene, lubrificantes, álcool anidro e fluidos, ro Inhaúma. A revitalização ur- bem como pela disponibilização da infraestrutura necessária para a bana da capital inclui, ainda, a armazenagem e expedição desses produtos. implantação de projetos na zona Nos últimos anos, a atividade de Supply House na BR vem se prepa- portuária, como o Porto Maravi- rando para novos desafios com o crescimento da produção no país e o lha. O projeto de expansão do desenvolvimento dos grandes campos de petróleo do pré-sal. Os depósitos Porto do Rio já está em anda- da gerência estão localizados estrategicamente próximos à Petrobras, onde mento e prevê a duplicação de são disponibilizados os produtos a serem expedidos aos portos e área de sua capacidade de movimenta- apoio terrestre visando sua entrega às sondas de exploração e plataformas ção de contêineres. de produção. Ao todo, os depósitos movimentam um volume de aproxima- No Complexo Portuário do Açu, damente 400 mil metros cúbicos de produtos por ano. em São João da Barra, há obras Os depósitos de Supply House são compostos de armazéns para em diferentes segmentos indus- produtos embalados e granéis, tanques para armazenagem de produ- triais. Entre eles, o Estaleiro OSX, tos líquidos, pátio para movimentação e armazenagem de contentores que se dedicará à construção de offshore e instalações ligadas à área de Segurança, Meio Ambiente e plataformas e embarcações de Saúde (SMS), entre outros. apoio, com ênfase na cadeia pro- Dos sete depósitos distribuídos pelo País, o maior é o Depósito de Sup- dutiva de petróleo e gás. Também ply House de Macaé (Decae), no Norte fluminense, onde as operações são deverá ser implantada uma side- realizadas 24 horas por dia para atendimento às demandas da Bacia de rúrgica da Ternium. A expansão Campos. O atendimento ao pré-sal será realizado ainda pelos Depósitos de do complexo facilitará o escoa- Supply House de Vitória (Devit) e do Rio de Janeiro (Derio), que atendem mento da produção e o transporte as bacias do Espírito Santo e de Santos, respectivamente. Vale destacar de máquinas e equipamentos. O que o Derio, localizado no município de Duque de Caxias, foi criado no final Porto do Açu está preparado para do ano passado especialmente para atendimento ao pré-sal, cujas maiores receber até 40 embarcações si- descobertas estão localizadas na Bacia de Santos. 8 O Complexo Petroquímico do investimentos de R$ 900 mi- Rio de Janeiro (Comperj) marca lhões. Aponta, ainda, que mais um novo momento do setor petro- de 720 novas indústrias pode- químico. Previsto para entrar em rão se instalar no Estado, com operação em 2014, o projeto pre- potencial de geração de R$ 1,8 vê a construção de duas refina- bilhão em investimentos. rias, uma Central Petroquímica e uma Central de Utilidades. As instalações do Comperj serão construídas no município de Itaboraí e corresponderão a uma área total de 45 milhões de m². Cada unidade de refino produzirá 165 mil barris de diesel, gasolina, querosene de aviação e gás liquefeito de petróleo por dia. A Petrobras terá a Brasken como principal parceira no setor petroquímico. As centrais utilizarão gás natural proveniente das camadas de pré-sal para produção de eteno – matéria-prima para a produção do polietileno e polipropileno. Renata Mello para o estado do Rio, gerando Comperj Geração de emprego Com o aquecimento da indústria naval, que chegou a ter menos de dois mil trabalhadores na virada do século, quase 60 mil pessoas já foram empregadas. A previsão para o estado do Rio é de que sejam gerados 11 mil postos de trabalho na construção dos novos estaleiros e 16 mil na operação. “Hoje já temos 42% dos 60 mil empregos diretos no setor no Brasil, isso sem falar nos indiretos. E esse número vai crescer 60% nos próximos três anos”, afirmou Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, Presidente Rio se torna um centro estratégico para importação e exportação de mercadorias acordo com Júlia Nicolau Butter, especialista de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, “parte dessa necessidade vem sendo suprida por trabalhadores estrangeiros, atentos às oportunidades que o País e, em particular, o estado do Rio, oferecem”. A especialista diz, A Petrobras constituiu seis do Sistema Firjan. Estima-se que, ainda, que “o Rio vem batendo sociedades anônimas no Rio de até 2015, o setor gere 400 mil va- recordes de concessão de vis- Janeiro, subsidiárias integrais: gas em todo o país. tos de trabalho para profissionais de diversos países”. S.A., Há uma predominância de Comperj Petroquímicos Básicos profissionais com mais de 60 Ainda assim, Júlia alega que a S.A., Comperj PET S.A., Comperj anos e de jovens com menos de chegada de estrangeiros não é su- Estirênicos S.A., Comperj MEG 30 atuando nos novos empre- ficiente para suprir a carência do S.A. e Comperj Poliolefinas S.A. endimentos. A ausência de uma mercado e que “a solução é investir A princípio, a estatal deterá 100% geração se deve à estagnação fortemente em educação de todos do capital total e votante dessas do setor entre os anos 80 e 2000. os níveis: básica, técnica e supe- companhias, quando será feita O reaquecimento da indústria rior, de modo a formar rapidamente a implantação do modelo de in- justifica, ainda, a formação dos profissionais capacitados”. Iniciati- tegração e relacionamento das novos talentos. vas, como o Programa Nacional de Comperj Participações Apesar do crescimento do Acesso ao Ensino Técnico e Em- O Sistema Firjan estima que, número de vagas, ainda é in- prego (Pronatec), estão sendo cria- com o Comperj, serão atraídas suficiente a oferta de mão de das para estimular e democratizar mais de 350 novas fábricas de obra qualificada no país para o acesso a cursos tecnológicos e produtos de material plástico preenchimento de cargos. De profissionalizantes no país. ■ empresas do Comperj. 9 REcoNHEciMENto Noite com beiro al e Valéria Ri Ricardo Amar “céu dE bRigAdEiRo” eo Duarte Filho, rte de Barros emiação da BR, Andu pr or da id es um or ns ed ercado Co ssionais venc o diretor de M lado dos profi Valorização: lva Paes, ao Si da o lin ce an de Aviação, Fr gerente exec utivo de Prod utos peTRoBRaS diSTRiBuidoRa Realiza o pRêmio naCional de RevendedoReS e deSTaCa oS pRoFiSSionaiS do ano A Petrobras Distribuidora premiou os revendedores da BR Aviation que se destacaram em 2011 e contribuíram para os resultados alcançados. O evento aconteceu no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, na noite de 31 de maio, e o clima foi de muita expectativa e satisfação dos presentes, pelas conquistas realizadas. 10 Esse tipo de premiação, realizada pela BR Aviation, visa ressaltar as competências pessoais e de equipe, colaborando ainda mais para a motivação de seus colaboradores, que, dentre outros fatores, é essencial para que continue a ser a empresa líder de mercado. Diante de tantos eventos esportivos que se aproximam, onde o segmento de aviação será fortemente demandado, é primordial que se possa contar ainda mais com essa parceria bem sucedida entre a BR Aviation e sua rede de revendedores. Na categoria Gestor, o grande vencedor foi Leonardo Marcílio da Paixão, da empresa Marlim Azul Comércio de Petróleo e Derivados Ribeiro léria maral e Va Ricardo A Ltda.; na categoria Executor, Valfredo de Souza Moura, operador de abastecimento da Empresa Revendedora Competro Comércio e Derivados de Petróleo Ltda.; e na categoria Empresa Revendedora, a empresa Sergipe Jet Comercial Ltda. Dez profissionais chegaram à final, cinco na categoria Gestor e cinco na categoria Executor. A categoria Empresa Revendedora não definiu finalistas, porque, por concepção, todas já o são, como se evidencia pela solidez da parceria existente, tendo sido apenas revelado o nome da empresa premiada. Ricardo Amaral e Valéria Ribeiro Prêmio Nacional de Revendedores: reconhecimento e valorização das equipes que atuam no segmento de aviação, do qual a BR é líder nacional de mercado Diante de tantos eventos esportivos que se aproximam é primordial que se possa contar ainda mais com essa parceria bem sucedida. De acordo com a Gerente de Marketing de Revendedores e Aviação Geral da Petrobras Distribuidora, Érica Saião Caputo, os operadores de abastecimento representam a força da atuação, porque cabe a eles a interface com os clientes, daí a importância de reconhecer o trabalho que realizam com muita competência técnica e comprometimento. “O prêmio foi muito especial, fizemos um vídeo com o dia a dia de cada finalista para todos conhecerem esses profissionais que representam a BR nos aeroportos Brasil afora. Essa foi apenas a pri- 11 Ricardo Amaral e Val éria Ribeiro REcoNHEciMENto Noite de expectativas: equipe BR Aviation e de Revendedores aguardam os resultados da premiação meira edição do prêmio. Queremos desempenho. Lançada no ano sária para a atividade, a qual são realizá-lo uma vez por ano. O obje- passado, tendo como pilar o cum- submetidos anualmente pela BR. tivo da BR é reconhecer o valor que primento do Programa Céu de Bri- Já na categoria Gerente de os revendedores representam para gadeiro, programa de gestão de Unidade, a apuração considerou a empresa”, afirma Érica. SMS da BR Aviation, a premiação a habilitação e certificação de foi dividida em três categorias: toda a equipe, o alcance de 100% Operador de Abastecimento (Exe- de cutor), Gerente de Unidade (Ges- baseada nas inspeções técnicas, tor) e Empresa Revendedora. e no Sistema de Garantia da Qua- aTuação naCional Atualmente, a Petrobras Distribuidora opera em 100 aeroportos do Brasil, sendo que 85 deles são revendas de aviação (revendedores com bandeira BR) e 15 têm equipe própria. Por isso, a BR investe Na categoria Operador conformidade operacional, de lidade (SGQ), e a implementação Abastecimento, foi analisada a de práticas diferenciadas de ges- postura proativa do operador, o tão que tenham contribuído para seu comprometimento com o Pro- os resultados da unidade. grama Céu de Brigadeiro, medido Para finalizar, a categoria Em- por sua conduta e comunicação de presa Revendedora foi uma conso- garantir que o cliente perceba o riscos/desvios, bem como o reco- lidação de todos os requisitos, exi- mesmo padrão de atendimento, nhecimento dos clientes através do gindo da empresa o cumprimento, segurança e qualidade, em qual- registro de elogios. Também foram por seus funcionários, dos princí- quer aeroporto da rede. considerados aspectos relaciona- pios do Programa Céu de Brigadei- Pensando na dedicação dos dos à apresentação pessoal do ro e o alcance de 100% de confor- seus parceiros, a Companhia de- operador e nota obtida na prova midade operacional e no SGQ, em cidiu premiar os destaques em de certificação operacional neces- todas as suas unidades. ■ na padronização, treinamento e fiscalização dos aeroportos, para FRANCELINO DA SILVA PAES é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected]) 12 AViAção bR AViAtioN cLub pRoGRama de RelaCionamenTo da BR aviaTion ReTRiBui paRCeRia Com pRêmioS C serão computados no sistema presentam 67% dos participantes de gestão do programa e dis- cadastrados. Seguidos por mecâ- ponibilizados para consultas no nicos (17%), copilotos e atenden- Aviation Club é o programa de site www.braviationclub.com.br. tes de pista (ambos com 5%), pro- relacionamento da aviação geral, As solicitações de resgate tam- prietários (4%) e escritório (2%). segmento que engloba as aero- bém são realizadas pelo site, que Os estados com maior representa- naves de pequeno porte. A cada dispõe da lista de prêmios e dos ção são Rio de Janeiro e São Pau- abastecimento ou aquisição de pro- respectivos pontos. O controle da pontuação é administrado pela lo, que somam 48% das adesões. dutos BR Aviation, proprietários de aeronaves, pilotos, copilotos, mecâ- BR Aviation, responsável pela re- nicos e atendentes de pista cadas- messa dos prêmios. riado para selar a parceria entre a BR Aviation e seus clientes, o BR trados acumulam pontos, que são convertidos em prêmios. Atualmente, o BR Aviation Club possui 8.689 participantes e já concedeu 3.958 prêmios. A forma de adesão é um dos facilitadores do programa, que disponibiliza em seu website e em toda rede de aeroportos cadastrados o formulário para inscrição. Realizado o cadastro, o cliente recebe um cartão de identificação do programa, que deve ser apresentado a cada abastecimento. Todo abastecimento com produtos BR Aviation, de aerona- qualidade BR aviaTion A BR é a maior distribuidora de combustíveis do país e referência internacional de qualidade em produtos de aviação. Em 2012, recebeu o prêmio de melhor fornecedora de produtos para aviação da América Latina, em conferência anual realizada em Pequim, pela Armbrust Aviation Group – uma das mais respeitadas e atuantes entidades internacionais de consultoria no ramo de combustíveis e atividades aeroportuárias. peRFil SaTiSFação Com o BR Aviation Club, a BR consolida o desejo de retribuir a confiança de seus consumidores. Para celebrar essa parceria de sucesso, lança periodicamente promoções exclusivas, presenteando seus clientes com prêmios que podem ser compartilhados com toda a família. A satisfação do cliente é o que orienta as ações do BR Aviation Club. Por esta razão, foi realizada uma pesquisa de avaliação da receptividade do programa entre pilotos, copilotos, mecânicos e toda a rede de cadastrados. O resultado obtido comprova a solidez desse ve pertencente ao segmento de As estatísticas do BR Aviation programa e motiva a BR Aviation a aviação geral, é convertido au- Club revelam a participação pre- continuar investindo no bom rela- tomaticamente em pontos. Estes dominante dos pilotos, que re- cionamento com seus clientes. 13 AViAção depoimenToS “O BR Aviation Club é sensacional! Para quem está buscando um serviço, que já é de qualidade, ainda ter a oportunidade de acumular pontos e trocar por prêmios, é extraordinário.” É uma iniciativa muito boa, que incentiva o cliente a se manter fiel aos produtos da BR Aviation. “Estou satisfeito com o BR Aviation Club. Sempre que vocês “Faço a solicitação pelo site, disponibilizam novos produtos no ligo para BR agendando a entre- site, eu resgato. Os prêmios são ga e efetuo o resgate dentro do bons e os combustíveis também. tempo previsto.” Eu abasteço muito e acumulo Flávio Henrique de oliveira mes- muito. Retiro em torno de 10 prê- quita / copiloto da Global Taxi Aéreo. mios por ano. Escolho os do meu Flávio se declara muito satisfeito interesse e da minha família.” com o programa e com os prêmios lourival pereira / mecânico da que escolheu. Ele resgata, em mé- Ibis Participações. dia, cinco produtos por ano. Ainda “Espero acumular durante um lamenta o encerramento da promo- ano, depois retiro os prêmios. Na ção lançada em comemoração ao promoção do Dia das Crianças, mês do aviador, quando esgotou retirei para o meu filho um heli- seus pontos com outros produtos cóptero de controle remoto e um e deixou passar a oportunidade de relógio do Ben 10.” resgatar o relógio da Esquadrilha “É uma iniciativa muito boa, que da Fumaça. O copiloto revelou que incentiva o cliente a se manter fiel ainda aguarda pela inclusão do aos produtos da BR Aviation. É di- prêmio em outras edições. ferente dos outros fornecedores, que não oferecem benefícios. Além Fumaça foi lançado na Campa- dos preços e da qualidade dos nha Aviador 2010. Devido ao produtos BR, ganhamos prêmios.” grande sucesso, retornou na edi- marcelo marques / mecânico da ção do ano seguinte. Riachuelo. Arquivo BR O relógio da Esquadrilha da “Nunca vi divulgação nem ouvi comentários de outros profissionais sobre programas semelhantes, criados por outras empresas de fornecimento de combustível.” “A retirada é super fácil: eu solicito e escolho onde quero receber. Peço que mandem para uma cidade e eles mandam. Já participo há muitos anos. Acompanho constantemente o lançamento de produtos e sou sempre muito bem atendido. Com certeza, continuarei participando do Programa.” nelson Salzani / piloto da Estre Ambiental. Nelson acumula de 8 a 10 mil pontos por ano. Um de seus últimos prêmios resgatados foi uma bicicleta para o filho mais velho. Pretende retirar outra este ano, para doar a uma entidade assistencialista de sua cidade. Um cooler em formato de geladeira, resgatado durante a promoção do Dia dos Pais, o deixou especialmente satisfeito. O piloto destaca também a qualidade do atendimento realizado pela Central de Abastecimento BR Aviation, em Congonhas. “Excelente! A atendente Queren é sempre muito atenciosa e solícita”, descreve Nelson. ■ ConTaTo BR: Adriana Guimaraes [email protected] / (11) 3478-3160 Érica Saião [email protected] / (21) 2354-4965 Sheila Lage [email protected] / (21) 2354-1842 14 Lourival Pereira é um dos consumidores satisfeitos com o BR Aviation Club MERcAdo VoANdo ALto IngImage aviação BRaSileiRa movimenTa a eConomia, e aeRopoRToS de CidadeS mÉdiaS BaTem ReCoRde de pouSoS e deColaGenS 15 Mercado O aumento do poder aquisitivo do brasileiro e as facilidades oferecidas pelas companhias aéreas estão fazendo subir progressivamente portos destas cidades (Guaru- rência pela utilização do avião como lhos, Congonhas, Santos Dumont, meio de transporte é observada em Galeão e Brasília). todas as cidades pesquisadas, com Classe C voa mais as maiores assinalações em Recife (84,1%) e Brasília (79,0%). Porto o movimento dos aeroportos. A O perfil da nova classe média entrada de novos consumidores brasileira, com faturamento mensal no mercado de turismo represen- de até R$ 4.807 (classe C), reflete ra vez no país, a utilização do avião ta um acréscimo significativo na diretamente em sua escolha pelos como meio de transporte superou a procura por passagens aéreas. meios de transporte, seja para pas- de ônibus. Os investimentos em infraestrutu- seio, férias ou negócios. De acordo ra aeroportuária, para atender à com uma pesquisa de mercado, crescente demanda por voos re- encomendada pelo Ministério do gulares, movimentam atualmente Turismo à Fundação Getúlio Var- a economia de diversas cidades gas, em maio deste ano, dos entre- Alegre declarou 63,6% de intenções e Belo Horizonte 60,3%. Pela primei- Turismo e eventos esportivos A proximidade dos eventos esportivos participação fundamental e vem registrando crescente expansão. Segundo a Infraero, no período 2007-2011, o fluxo de passageiros em voos domésticos subiu de 93 milhões para 157,5 milhões também ajuda a justificar os atuais de médio porte, onde a Petrobras Distribuidora tem internacionais De acordo com a Anac, a demanda doméstica das companhias brasileiras cresceu 7,77% em janeiro de 2012, em relação a janeiro do ano passado. investimentos na ampliação da infraestrutura aeroportuária brasileira, que deve estar pronta para atender ao aumento da demanda nacional e internacional do setor. Mesmo em estados não incluídos no roteiro dos jogos, a visitação de cidades históricas e pontos turísticos será inten- no País. É possível observar, ainda, um cenário de intensa vistados pertencentes a essa faixa sificada nesse período. O cronogra- produtividade nos aeroportos de de renda que afirmaram ter inten- ma de obras da Infraero demonstra cidades médias, que vêm con- ção de viajar nos próximos seis a forte corrida para ampliação da tribuindo para esse aumento. A meses, 59,8% pretendiam viajar de capacidade de atendimento do se- evolução das vendas de produ- avião. A rapidez na locomoção, as tor aeroportuário em cidades cujo tos de aviação da BR, entre 2007 facilidades de financiamento e os movimento cresce a cada ano. e 2012, foi de 56,1% nos cinco preços mais acessíveis estão entre maiores aeroportos e de 107,2% os principais motivos da escolha. De acordo com a Anac, a demanda doméstica das companhias nos demais. O que equivale a di- A pesquisa “Intenção de Via- brasileiras cresceu 7,77% em janei- zer que o volume de produtos de gem” revela que o Nordeste é a ro de 2012, em relação a janeiro do aviação demandados neste perí- região preferida dos entrevistados ano passado. Desde 2005, o mês odo, por aeroportos em regiões para turismo. Dos que confirmaram de janeiro vem registrando recor- diferentes dos grandes centros ter intenção de viajar, 46,5% preten- de de demanda e oferta domésti- econômicos do Brasil, percen- dem visitar o litoral nordestino. O Su- ca em relação ao mesmo mês dos tualmente, foi quase duas vezes deste aparece na segunda posição, anos anteriores, informou a agên- maior que o utilizado pelos aero- com 22,1% de intenções. A prefe- cia reguladora. As companhias aé- 16 reas Azul, Trip, Avianca e Passaredo apontaram, entre 2010 e 2011, crescimento de 70%, 67%, 56% e 48%, respectivamente, no número de passageiros transportados. Interiorização do mercado O crescimento de empresas aéreas regionais, que fazem ligação entre cidades menores, tem empreendido forte impacto sobre os demais segmentos. A Trip, maior companhia aérea regional do Brasil, aumentou sua participação de nal (Abetar), “a expansão está nas cidades médias e isso explica o crescimento da aviação regional”. Tal fato se deve à incapacidade das grandes empresas aéreas de atuarem em locais com menor volume de pousos e decolagens, já que operam com aviões com uma média de 180 assentos. A interiorização do mercado de aviação motivou a criação do termo classe “I”, para identificar o passa- geiro do interior que opta cada vez mais por gastos com transporte aéreo. De acordo com Paulo Nascimento, Diretor Comercial e de Marketing da Azul, a chegada dos voos regulares a essas regiões contribui para o desenvolvimento do país, gerando emprego e renda. Enquanto o fluxo nacional de passageiros cresceu 21,2% em 2010, as cidades do interior apresentaram crescimento acima da casa dos 35%. Evolução das Vendas da BR em Aeroportos 2,39% para 4,07% em um ano. Com o setor aquecido, acirra-se a concorrência, e a criação de estratégias para atrair a preferência do consumidor torna-se um diferencial no mercado. Algumas companhias estão aderindo ao segmento low cost, eliminando serviços clássicos para baixar despesas e baratear o valor das passagens. Fonte: BR A maior inserção da classe C no mercado turístico é um fator que exerce grande influência sobre o aquecimento da economia. É expressivo o crescimento da procura entre famílias que até alguns anos não incorporavam viagens às suas opções de consumo. Assim como o poder de compra da classe média, as cidades do interior estão Fonte: BR em pleno desenvolvimento, com crescimento superior ao da média nacional, o que motiva a ampliação do número de cidades atendidas pela aviação regional. Para Apostole Chryssafidis, presidente da Associação Brasi- Crescimento 2007-2012 Guarulhos, Congonhas, Galeão, Santos Dumont e Brasília 56,1% Demais Aeroportos 107,2% leira de Transporte Aéreo Regio- 17 Mercado Fornecedora nota 10 Crescimento de Passageiros Transportados Fonte: ANAC IngImage A BR Aviation foi eleita a melhor fornecedora para a América Latina, na 16ª edição da pesquisa anual realizada pela Armbrust, em 2012. A Companhia é líder no mercado nacional de combustíveis de aviação e está presente em mais de 100 aeroportos, em 25 estados e no Distrito Federal. Acompanhando a expansão do setor aéreo brasileiro, a Petrobras Distribuidora apresenta resultados muito positivos. Os gráficos apresentados demonstram o aquecimento e a evolução no desempenho de vendas da BR Aviation, nos últimos cinco anos. No quadro ao lado, veja a expansão do número de passageiros das principais companhias aéreas atuantes no país. ■ Crescimento da aviação regional colabora para o desenvolvimento do país 18 PRoJEto EficiENtE BR deSenvolve pRojeTo de eFiCiênCia eneRGÉTiCa em SHoppinG no Rio de janeiRo E ficiência energética através da modernização do sistema de iluminação. Foi esse o foco do mais recente projeto que a BR desenvolveu, desta vez para o Casa e Gourmet Shopping, antigo Rio Plaza, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A economia projetada com a nova iluminação do espaço foi de 60% no consumo de energia. Depois de realizar simulações e testes, a Petrobras Distribuidora desenvolveu a melhor solução, dentro das exigências de cada ambiente e com o máximo de eficiência energética. O projeto contemplou a modernização do sistema de iluminação do paisagismo, fachada e estacionamento do shopping, com a substituição de luminárias com elevado consumo de energia elétrica e fluxo luminoso depreciado, por luminárias de LED (diodo emissor de luz), mais econômicas e adequadas às necessidades do cliente. Como são mais eficientes e possuem maior vida útil se comparadas às lâmpadas incandescentes e halógenas, pro- piciam também redução no custo de manutenção. O bem-estar visual e o estilo arquitetônico do prédio também foram considerados. Foram adotadas soluções que proporcionam maior visibilidade, segurança e comunicação da marca, sempre dentro dos padrões estabelecidos pelo empreendimento. meio amBienTe As lâmpadas de LED não utilizam mercúrio ou outros elementos prejudiciais à natureza e, por isso, são consideradas lixo co- IngImage iluminação mum, não exigindo descarte especial. Como são mais eficientes, diminuem o consumo de energia, permitindo a redução das emissões de gases de efeito estufa. A utilização de um sistema de iluminação eficiente contribui para que o empreendedor possa obter certificações de gestão de energia e sustentabilidade. O projeto do Casa e Gourmet Shopping amplia os negócios da BR com o grupo BRMalls, maior empresa integrada de shopping centers da América Latina, com participação em mais de 45 empreendimentos nas cinco regiões do Brasil. Outros projetos já desenvolvidos envolvem soluções para climatização e geração de energia no horário de ponta e emergencial. Para mais informações sobre as Soluções Energéticas da Petrobras Distribuidora, acesse: br.com.br/solucoesenergeticas. ■ ConTaTo BR: Alexandre Santana [email protected] / (19) 3735-6786 Marcelo do Rosário Roma [email protected] / (21) 2534-3769 EDSON CHIL é o titular da Gerência de Negócios de Energia (GNE), cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade. ([email protected]) 19 Alexandre Brum Abastecimento elétrico O objetivo principal da parceria é permitir o desenvolvimento de estudos para ampliar os serviços de abastecimento elétrico na Rede de Postos Petrobras Distribuidora e Nissan assinam memorando para expansão da recarga de veículos elétricos A Petrobras Distribuidora e a Nissan do Brasil assinaram em junho, durante a Conferência Rio+20, um memorando de entendimento para estudar a expansão da infraestrutura para recarga de veículos elétricos. A BR já opera, desde 2009, o Eletroposto, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que permite a recarga rápida em até 20 minutos de veículos elétricos. O objetivo do acordo é propiciar o avanço dos estudos para ampliar o serviço na Rede de Postos da Petrobras. A previsão é de que os veículos híbridos plug-in ou puramente elétricos sejam disponibilizados no mercado brasileiro a partir do final deste ano. Além disso, o acordo permitirá a aderência da BR ao programa de Mobilidade com Emissão Zero. 20 Por meio do memorando, a BR avaliará se a recarga poderá ser considerada como uma conveniência ou serviço diferenciado. O perfil do cliente e o tempo disponibilizado para a recarga no posto seria um dos pontos a serem avaliados nestes estudos. A Petrobras Distribuidora e a Nissan são pioneiras no Brasil em estudos sobre a viabilidade e infraestrutura para veículos com emissão zero. A experiência mundial da Nissan com veículos elétricos foi um dos principais fatores para a parceria entre as duas empresas, que teve início no ano passado quando a BR inaugurou o Posto do Futuro e realizou o abastecimento do primeiro veículo 100% elétrico produzido em larga escala no mundo - o Nissan Leaf. O acordo indica um passo à frente nas questões de eficiência energética e da sustentabilidade ambiental. Posto do Futuro O Posto do Futuro Petrobras reúne tecnologias de interatividade com o consumidor e dispõe de sistemas que garantem redução de 50% no consumo de água e 50% no consumo de luz, utilizando fontes de energias renováveis solar e eólica que colaboram para este fim. Nissan no Brasil A Nissan opera hoje no Brasil com 145 lojas em todo país, com planos de aumentar esse número para 239, até 2016. A previsão é ainda maior com a construção de mais uma fábrica no País. Lançados em 2011, o Nissan March e Nissan Versa marcaram a entrada da empresa nos dois segmentos de maior volume do mercado, o de compactos e sedãs compactos. A expectativa da montadora é atingir 5% de participação de mercado até 2014. ■ EXcELÊNciA PAViMENtAdA IngImage AsfALtos qualidade do aSFalTo BRaSileiRo É equipaRada À de paíSeS deSenvolvidoS O s produtos asfálticos disponíveis no mercado brasileiro respondem a rentes produtos, aplicações e solu- rigorosos critérios de qualidade, os cimentos asfálticos de petróleo adotando padrões semelhantes (CAPs) são a base da elaboração aos exigidos por países como das misturas asfálticas utilizadas EUA, França e Alemanha. E, nes- em pavimentação. Tonial explica te segmento de excelência, a que as distribuidoras desenvolvem Petrobras Distribuidora se consoli- formulações próprias e os CAPs da como referência em asfaltos no podem ser modificados, depois Brasil, totalizando nove fábricas de saírem das refinarias, a fim de instaladas. Maior fabricante brasi- aumentar o seu desempenho para leira de produtos deste segmento, uma requerida função. A incorpora- a BR também inaugurou, no ano ção de aditivos gera produtos mais passado, o primeiro laboratório de resistentes, reduzindo os riscos de pesquisas aplicadas em produtos deterioração do revestimento e, de pavimentação do País. consequentemente, aumentam a Uma equipe de profissionais ções oferecidas no mercado. Atendendo as especificações da ANP, durabilidade do pavimento. qualificada desenvolve pesqui- A escolha dos materiais que sas avançadas para oferecer serão utilizados na execução de aos clientes soluções rápidas e uma obra de pavimentação está eficientes, de acordo com as ne- relacionada, entre outras coisas, cessidades de cada empreendi- às características do solo, à topo- mento. “Todos os nossos produ- grafia e aos índices de tráfego pre- tos atendem as especificações vistos para a rodovia ou pavimento da Agência Nacional de Petróleo urbano. Devido à ampla variedade (ANP) e respondem pelos pa- de condicionantes, a área a ser drões mais exigentes de fabrica- mapeada é segmentada, havendo ção”, explica o consultor da BR, para cada trecho uma determina- Ilonir Antônio Tonial. ção distinta de soluções. diFeRenTeS miSTuRaS pavimenTo Nesta reportagem, a Soluções A construção de um pavi- BR mostra o panorama dos dife- mento compreende a sobrepo- sição de um conjunto de camadas, de diferentes propriedades que forma sua estrutura. O número de camadas varia normalmente de três ou cinco. O asfalto é o revestimento, a camada superior e visível. Aplicado sobre a base, ele cumpre a função de impermeabilizar e proteger os grupos inferiores da desagregação provocada pela carga dos veículos. Os CAPs são um dos elementos que compõem o revestimento asfáltico, responsável pela aglutinação dos agregados minerais. É o produto resultante da destilação de tipos específicos de petróleo. Retiradas as frações leves – gasolina, diesel, querosene, etc. –, obtém-se o cimento asfáltico de petróleo. Os CAP’s produzidos e comercializados no Brasil são classificados por seu grau de penetração (penetração em décimos de milímetros de uma agulha com peso de 100g, durante 5s, no CAP a 25ºC). O IBP especifica quatro tipos: CAP 30/45, CAP 50/70, CAP 85/100 e CAP 150/200. 21 Arquivo BR Asfaltos SBR (borracha de butadieno estireno) e o EVA (copolímero de estileno acetato de vinila). Em conjunto com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), a BR desenvolveu a linha CAPFLEX de asfaltos modificados por polímeros. Indicada para curvas de pequeno raio, corredores de tráfego intenso e cargas elevadas. Os asfaltos modificados por polímeros apresentam características especias: ■Redução da suscetibilidade térmica; ■Melhoria das características BR é a primeira distribuidora no país a criar um centro de pesquisas em pavimentação uma presença importante durante Laboratório BR A ampla carta de produtos asfálticos da Petrobras Distribuidora todas as etapas de execução de um projeto de pavimentação. adesivas e coesivas; ■ Elevação do ponto de amolecimento; ■ Maior resistência à deformação permanente; é resultado de um esforço contínuo O LCPBR conta com a última pela busca de novos recursos que geração de equipamentos para aumentem a qualidade e a durabili- pavimentação disponível nos mer- dade dos asfaltos. Com esse intuito, cados nacional e internacional. foi criado o Laboratório Central de Além disso, emprega a metodo- Pavimentação BR (LCPBR), o pri- logia norte-americana superpave, A BR não se dedica apenas a meiro centro de referência de uma considerada a mais avançada em desenvolver os melhores produtos distribuidora criado no Brasil para o análise de produtos, agregados, asfálticos do mercado nacional. desenvolvimento de tecnologia apli- ligantes asfálticos, fadiga e falên- Nosso compromisso vai além. Para cada em produtos de pavimentação. cia dos revestimentos. reduzir o desperdício e contribuir O laboratório reafirma o comprometimento do Sistema Petrobras com a Polímeros ■ Maior resistência ao desgaste e ao envelhecimento; ■ Maior resistência ao trincamento. Asfalto-borracha com a preservação ambiental, reutilizamos pneus inservíveis e os qualidade dos serviços prestados e O aditamento de polímeros aos a disseminação de conhecimentos CAP’s é um serviço realizado pe- científicos para o setor, já consolida- las distribuidoras para aumentar No Brasil, são geradas cerca do pelo Laboratório do Asfalto. o tempo de vida útil dos asfaltos de 46 milhões de carcaças de LCPBR submetidos a grandes cargas e pneus por ano. Quando descarta- também oferece consultoria aos intempéries climáticas. Os políme- das incorretamente, transformam- clientes da BR, o que torna a dis- ros mais comumente empregados -se em resíduo sólido poluente. tribuidora não apenas fornece- para fins rodoviários no País são o A reutilização de pneus velhos é dora de produtos, mas também SBS (estireno-butadieno-estireno), uma medida inteligente de rea- Segundo 22 Tonial, o transformamos em benefícios para os usuários das rodovias. proveitamento da borracha em fa- quando sujeito a grandes cargas e vor de uma tecnologia que trans- variações de temperatura. O asfal- forma lixo em matéria-prima. to-borracha é recomendado para O pneu moído funciona como aplicações que requeiram do ligan- um elastômero. Adicionado ao te asfáltico um desempenho supe- CAP, em processo úmido, for- rior, como revestimentos drenantes, ma uma única mistura: o ligante SMA (Stone Mastic Asphalt), cama- asfalto-borracha. proces- das intermediárias de absorção de so seco, a borracha é utilizada tensões, camadas anti-reflexão de como um dos agregados da mis- trincas, entre outras. No tura asfáltica, e recebe o nome de agregado-borracha. emulSõeS A borracha possui proprie- As emulsões asfálticas são dades elásticas, flexíveis, o que misturas obtidas por meio da com- determina uma maior resistência binação de dois ou mais líquidos do revestimento asfáltico às de- imiscíveis em seu estado natural, formações permanentes, mesmo mas que após forte agitação são mantidos estáveis através de uso de emulsificantes. São utilizadas a frio, proporcionando ganhos de logística e redução de custos. Sua utilização é compatível com quase toda a diversidade de agregados, inclusive os úmidos, dispensando a utilização de aditivos melhoradores de adesividade. A Emulpen é um dos produtos da linha de emulsões asfálticas da BR. Utilizada para imprimação de bases granulares, esta emulsão tem a função de impermeabilizar a camada que receberá a aplicação do revestimento asfáltico, evitando danos à estrutura da pavimentação. Arquivo BR eTapaS A construção de um pavimento compreende a sobreposição de um conjunto de camadas, de diferentes propriedades que forma sua estrutura. Apesar dos investimentos da BR na elaboração de produtos de qualidade inquestionável e da expertise de sua equipe de consultores, ainda é frequente a ocorrência de deformidades. Para identificar as possíveis origens desse problema, é necessário conhecer as etapas e as entidades envolvidas nesse longo processo – do fornecimento de produtos à conclusão das obras. As refinarias são responsáveis pela produção dos CAP´s. As distribuidoras, por sua vez, trabalham na elaboração das misturas que aperfeiçoarão as potencialidades dos cimentos asfálticos de petróleo (produtos e serviços). As contratantes, que podem ser concessionárias ou construtoras, por exemplo, nomeiam o projetista que realizará a análise do subleito sobre o 23 Asfaltos qual será construída a rodovia – e que deve considerar cada um dos condicionamentos, em especial, o tráfego previsto. Após a avaliação, esse profissional definirá os materiais adequados à obra, que será executada por uma empreiteira. Para que uma rodovia atinja regularmente o tempo de vida útil previsto em um projeto – em geral, 10 anos –, é fundamental que todas as competências sejam executadas devidamente. A qualidade dos produtos elaborados pelas distribuidoras, por si só, não é um fator determinante para o advento de intercorrências posteriores à sua comercialização. Os produtos asfál- ■Escolha de produtos inadequados para a estrutura do pavimento; ■ Falhas construtivas; ■Determinação inadequada da graduação da curva granulométrica e/ou da porcentagem do ligante; ■ Chuvas durante a aplicação da camada de revestimento; ■ Alterações de tráfego; ■ Falhas na execução do sistema de drenagem; ■ Ausência de manutenção. Mercado internacional A qualidade do asfalto produzido pelos líderes do mercado mundial não difere da utilizada no Brasil. Ambos são balizados pelo intenso rigor das agências de certificação, variando apenas a natureza das propriedades desejadas adicionadas ao produto final de forma a melhor se adaptarem à realidade de seus países. Nos países frios, por exemplo, há preferência pelo uso de elastômeros, que respondem melhor a baixas temperaturas. Nos EUA e na Europa, as modificações são realizadas em função dos mesmos condicionantes investigados pelos projetistas brasileiros, como o tráfego previsto. As possíveis variações na aparência do revestimento asfáltico e no conforto para a trafegabilidade, em qualquer país, podem estar ligadas ao projeto ou a mudanças no volume de tráfego previsto. ■ A qualidade do asfalto produzido pelos líderes do mercado mundial não difere da utilizada no Brasil. ticos da BR, por exemplo, passam por um rigoroso proces- Conservação so de certificação, que os avaliza Para evitar o surgimento de trincas, buracos, trilha de rodas e desníveis no asfalto, é necessário que haja o comprometimento de cada uma das entidades envolvidas em executar com exatidão o trabalho que lhe cabe. Parte dos casos pode ser facilmente contornada com investimentos em conservação. A adoção de medidas preventivas, que prolonguem o tempo de vida útil do asfalto, é uma delas. A BR disponibiliza principalmente os seguintes serviços de restauração do revestimento utilizando emulsões asfálticas: como prontamente aptos a cumprir todas as suas atribuições. Imprevistos Há imprevistos que podem interferir na durabilidade do asfalto. “Se por exemplo houver um novo fato que implique em aumento de tráfego acima do previsto durante o projeto da rodovia, a durabilidade do pavimento será reduzida”, afirma o consultor Ilonir Tonial. Entre as razões possíveis para a deterioração precoce de algumas rodovias brasileiras, estão: ■Aplicação de microrrevestimento que podem ser aplicados tanto de dia como à noite; ■ Tratamentos superficiais simples, duplos e triplos. CONTATO BR: Ilonir Antonio Tonial [email protected] / (00) 2162-3527 Carlos Eduardo Duff da motta pereira é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA), cuja missão é administrar a venda de asfaltos e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected]) 24 tRANsPoRtE Abastecimento No cAMPo Com o CTF, uSinaS de açúCaR e álCool inveSTem em TeCnoloGia de ponTa paRa aGilizaR e moniToRaR o aBaSTeCimenTo de maquináRioS e equipamenToS S istema automatizado para otimizar o abastecimento de veículos, o Controle Total de Frotas (CTF BR) é oferecido pela Petrobras Distribuidora ao mercado de transportes há 15 anos e não para de evoluir para atender às novas demandas. Depois de cobrir todo o território nacional, atendendo as principais rotas rodoviárias dos centros urbanos, o direcionamento para as usinas de açúcar e álcool mostra cada vez mais força. De acordo com o gerente de Marketing de Transporte da BR, Alex Messias, o crescimento nas contratações no segmento sucroalcooleiro, em Plantação de cana-de-açúcar para produção de álcool 26 2012, já ultrapassou 40% em relação ao acumulado de 2011. Aproveitando o investimento em tecnologia para impulsionar as operações, diversas usinas paulistas, como a Cocal Energia Responsável, de Paraguaçu Paulista, e Bioenergia do Brasil, de Lucélia, contrataram o CTF BR com o objetivo de controlar totalmente os gastos com combustível e fornecer relatórios diários de acompanhamento para gestão de veículos, maquinário e equipamento de campo. Messias diz que o principal motivo de investir no CTF é o controle dos abastecimentos em regiões remotas e sem interferência humana, reduzindo o nível de anomalias na movimentação de produtos. O potencial de crescimento da CTF Technologies do Brasil no setor sucroalcooleiro é grande, considerando que o produto é diferenciado. “No caso do segmento de açúcar e álcool temos um atendimento particular feito por Arquivo BR caminhões-comboio, em locais distantes das sedes administrativas. Esse controle é feito desde a saída do produto no tanque primário, passando pelos comboios, até o consumo em cada máquina no campo”, afirma. auTomaTização e inFoRmação Arquivo BR Para atender novas demandas do segmento, BR investe em sistema automatizado Tecnologia beneficia usinas de açúcar e álcool e permite avaliar o desempenho dos veículos André Motta de Souza / Banco de Imagens Petrobras A tecnologia usada no CTF BR é considerada segura e de simples operação para aplicação em usinas: um dispositivo eletrônico é instalado na bomba de abastecimento de um caminhão comboio e as máquinas são equipadas com um identificador eletrônico (UVE – 27 Transporte unidade veicular). Ao abastecer, o bustível) são arquivadas no RFC operador do comboio aproxima o Embarcado, instalado na cabine bico da antena, que fica na boca do caminhão, que posteriormen- do tanque do veículo ou equipa- te as retransmite para a Central mento, e os dispositivos instalados da CTF, em São Paulo. Os dados nas máquinas e no caminhão se coletados são processados, audi- conectam. Se a máquina for reco- tados e disponibilizados em vários nhecida e autorizada (um processo formatos de relatório para o gestor automático que leva alguns segun- da usina, que pode avaliar o de- dos), o abastecimento é liberado. sempenho de todos os veículos. No posto fixo, o abastecimento Essa precisão nos dados é fun- do tanque de transferência do ca- damental para uma grande opera- minhão comboio também é contro- ção. Só a Cocal tem 480 equipa- lado. E a cada reabastecimento, o mentos para o trabalho agrícola e Sistema CTF realiza a conciliação transporte de cana, nos quais são desses volumes com os abasteci- consumidos mais de 20 milhões mentos realizados em campo, ge- de litros de combustível por ano. Desde 2007 atuando no se- nitorar o estoque desses comboios. tor sucroalcooleiro e com clien- Todas as informações da ope- tes de peso, a CTF BR tem ração (como tipo e o valor do com- participação ativa no desen- Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras rando relatórios que permitem mo- volvimento do segmento. “Pela característica do negócio, as máquinas precisam ser abastecidas no campo, por isso o combustível precisa ser levado até elas em plataformas móveis, os chamados comboios”, explica o gerente nacional de vendas do CTF Technologies do Brasil Ltda., Marcos Nogueira. Ganho Ambiental Além da vantagem competitiva, o sistema desenvolvido para o abastecimento da frota no setor sucroalcooleiro traz também um ganho ambiental. Este tem sido um fator determinante para empresas que priorizam a agenda verde em seus negócios. A bomba automatizada dá uma precisão muito maior para operação, evitando desperdícios de combustíveis e fraudes. Assim como a gestão eficiente da informação, que também permite avanços significativos nos padrões de acompanhamento e manutenção de veículos e maquinários. Para Luiz Maurício Leal, gerente Regional de Consumidor do Centro Oeste, o segmento sucroenergético é um dos grandes vetores de negócios da BR. “A possibilidade de uso do CTF BR enriquece em muito a atuação comercial da empresa”, define. ■ CONTATOS BR: Com nova tecnologia, o abastecimento de frotas gera ganho ambiental e controle dos gastos 28 Alex Messias [email protected] / (21) 2354-4149 Luis Maurício Leal [email protected] / (61) 3429-7103 MAis AguARRÁs J. Valpereiro / Banco de Imagens Petrobras PRodutos QuíMicos ReCap iniCia pRodução do SolvenTe Refinaria de Capuava (RECAP) 29 A J. Valpereiro / Banco de Imagens Petrobras Petrobras Distribuidora deu um passo importante no mercado nacional de aguarrás. O solvente, que antes era produzido pela Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, passou a ser fornecido pela Refinaria de Capuava (Recap), em São Paulo, desde maio de 2012. Considerada a melhor do segmento, a Aguarrás BR manteve a mesma qualidade só que agora ainda mais próxima do consumidor. A mudança beneficiou tanto a BR quanto os clientes de aguarrás, já que 70% deles estão localizados no estado de São Paulo. Dessa forma, o transporte do produto ficou mais fácil e os custos de frete diminuíram. Com uma produção capaz de atender a demanda do mercado por uma aguarrás de melhor qualidade, a Recap melhora o suprimento desse produto para os clientes nacionais. Arquivo BR PRodutos QuíMicos Produção mais próxima dos consumidores facilita o transporte e diminui custos e riscos mudança que deu CeRTo Segundo o gerente Paulo Avelar (GQTAB), a logística melhorou e, com mais produto sendo ofertado ao mercado, a possibilidade de aumentar a carteira de clientes também se ampliou. “Reduzimos os custos e aumentamos a produção, fortalecendo ainda mais o solvente no mercado de aguarrás”, avalia. Para atender as demandas do setor, a BR lançou, também, a Aguarrás BR AE, aditivada com antiestático - um produto que ajuda a minimizar os riscos de acidentes com a geração de cargas eletrostáticas. A Petrobras Distribuidora já iniciou o fornecimento da Aguarrás BR AE e este promete ser mais um sucesso no mercado. ■ Refinaria de Capuava (RECAP) LUIS MARCELO FREITAS é o titular da Gerência de Produtos Químicos (GPQ), cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected]) 30 Biojet: rumo à IngImage biotEcNoLogiA sustENtAbiLidAdE BR paRTiCipa de pRojeToS de vooS eXpeRimenTaiS Com uSo de BioComBuSTível A Petrobras Distribuidora participou, durante a Conferência Rio +20, em junho, de sa Amyris, denominado AMJ700, obtido a partir da cana-de-açúcar, e dois projetos de voos experimentais cujos com biocombustíveis (biojet) forne- tos foram realizados cidos às companhias aéreas Gol e nos aeroportos de Azul. Ambos os voos provaram que Viracopos, em Cam- os biocombustíveis, além de não alterarem o funcionamento dos motores, se mostraram eficientes como combustíveis alternativos. A BR foi responsável por receber e realizar o blending (mistura do biocombustível + Jet A-1, numa proporção de 50% + 50%), providenciar a análise do biojet, sua distribuição e os reabastecimentos nos aeroportos de origem e destino dos voos, utilizando equipamentos de abastecimento previamente destinados para este fim. No caso da Gol, usou-se o biocombustível fornecido pela empresa UOP, cuja denominação é HEFA-SPK, obtido a partir do pinhão manso, com o abasteci- abastecimen- pinas e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. De acordo com Cláudio Portes, gerente de Marketing de Companhias Aéreas da BR, os projetos mostraram que o combustível renovável é uma alternativa promissora a para aviação. “Além de não alterar o funcionamento dos motores, é muito menos agressivo meio ao ambiente”, afirmou. Este pode ser con- mento realizado no aeroporto de siderado um grande passo da Congonhas, em São Paulo. indústria do transporte aé- Para a Azul, o biocombustível foi fornecido pela empre- reo na busca pela ecoeficiência. ■ 31 IngImage cAPtAção fiNANcEiRA cREdibiLidAdE No MERcAdo BR Faz CapTação HiSTóRiCa de R$ 512 milHõeS em opeRação FinanCeiRa ConSideRada inÉdiTa em TeRmoS de volume, TaXa e pRazo A operação estruturada de captação de recursos da Petrobras Distribuidora estabelecendo uma nova medida reitos de recebimento de parte para o mercado financeiro aberto. dos valores locatícios previstos obteve volume, taxa e prazo inédi- nado à construção de bases da tos no mercado financeiro nacio- BR na Amazônia Legal (Porto Na- nal, confirmando a credibilidade cional, em Tocantins, e Cruzeiro da empresa perante os investido- do Sul, no Acre), tendo em vista res. Com um volume arrecadado o aprimoramento da logística de quase duas vezes superior ao distribuição de derivados de pe- valor da emissão inicial, a oferta tróleo e de combustíveis na re- pública, realizada em maio deste gião. Outra parte será aplicada ano, alcançou o prazo histórico na ampliação e na modernização de 20 anos para colocação dos da Fábrica de Lubrificantes da Certificados de Recebíveis Imobi- Companhia em Duque de Caxias ve resultados inéditos, mas não liários (CRI). A taxa de juros mé- (RJ). Os títulos adquiridos pelos foi a primeira prova de confiança dia de 4,5% ao ano foi a menor investidores serão lastreados por dos investidores. “Desde 2006, já recebida por uma empresa bra- cédulas de créditos imobiliários quando obteve sucesso absoluto sileira em operações do gênero, (CCI), que compreendem os di- em sua primeira oferta pública de 32 O valor captado será desti- nos contratos de locação. Solidez no meRCado O montante captado reflete a solidez e a liderança da BR no mercado nacional, que demonstrou confiança e apostou na saúde financeira da Companhia para os próximos 20 anos. De acordo com Fernando de Matos, gerente de Estruturação Financeira de Projetos da BR, a operação obte- CRI, a BR vem mantendo um bom relacionamento com seus parceiros e investidores, fato que tem se reproduzido em sucessivos casos”. De acordo com Matos, um número significativo de investidores pretende deixar os títulos da BR como herança ou renda para familiares, pela confiança na O montante captado reflete a solidez e a liderança da BR no mercado nacional, que demonstrou confiança e apostou na saúde financeira da Companhia para os próximos 20 anos. Companhia, na sua liderança no mercado e em seus processos de gestão e renovação. A oferta esteve em análise por mais de 2 mil investidores privados, entre instituições financeiras e pessoas físicas, que apresentaram, em leilão, as taxas de retorno pretendidas. A determinação final levou em consideração a maior oferta, estabelecendo igualda- tidores – 80% representados por pessoas físicas e 20% por fundos, corretoras e bancos. Impacto A importância da transação realizada incide no acesso direto da BR aos investidores finais, sem de de condições para todos. A intermediação bancária, com demanda total de CRI foi de R$ aproveitamento dos benefícios 742 milhões, dos quais, R$ 512 tributários de isenção de impos- mi foram alocados por 24 inves- to de renda. Fernando ressalta, ainda, a elevação da expertise da BR em operações estruturadas, diversificadas e inovadoras como esta, bem como a manutenção da sintonia com o mercado investidor brasileiro em elevado grau de confiabilidade, pouco visto em outras operações celebradas no mercado por empresas de grande porte como a BR. ■ CONTATO BR: Fernando Pinto de Matos [email protected] Leilão O método utilizado foi o bookbuilding, que permite a realização de leilões para coleta e formação de taxas de colocação primária de títulos e valores mobiliários, registrados ou não na CETIP, através do sistema de negociação eletrônica de títulos. Do total investido, cerca de R$ 260 milhões foram ofertados à mesma taxa de juros dos títulos públicos federais. O sistema permite que o emissor de um ativo possa, por meio de processo on-line, leiloá-lo para os mais de 8.100 participantes da CETIP, que, através de ofertas firmes, determinam suas condições, em termos de taxa e quantidade, para compra do ativo leiloado. A partir desse processo, o emissor pode promover a distribuição do seu título para os investidores vencedores do leilão. Os investidores aportam os recursos requeridos adquirindo CRI (valores mobiliários), detidos por Fundo de Investimento Imobiliário (FCM) contra a BR, a qual se compromete, contratualmente, a operá-los, alugando-os do FII por um período de vinte anos. Durante esse período, os valores locatícios serão também remunerativos dos investidores. Ao fim, as construções passam a ser de propriedade da BR – exceto no caso da Base de Tocantins, que poderá ter renovada a sua operação por igual período junto à VALEC, proprietária da área onde a Base de Porto Nacional será construída. 33 REPoRtAgEM dE cAPA sAtisfEitos E fiéis peSquiSa da BR Com GRandeS ClienTeS Revela alToS índiCeS de ReComendação e Fidelização A mais recente pesquisa de satisfação com grandes consumidores da Petrobras Distribuidora revela um cenário positivo de crescimento no mercado. Nesta edição, a BR alcançou índices recordes de recomendação e de fidelização: 91% e 89%, respectivamente. O relacionamento 34 com a BR, o processo de entrega de combustíveis, o Canal de Negócios e a Central de Atendimento da Companhia receberam as melhores avaliações. Os consumidores mais satisfeitos apontaram o atendimento, a qualidade dos produtos e o cumprimento de prazos como as principais razões da satisfação. Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras Mercado consumidor aponta números positivos e a eficiência dos serviços e produtos da BR 35 Reportagem de capa A entrega dos produtos é um ponto de alta satisfação entre os entrevistados. Investir em melhorias visa maior agilidade no atendimento 36 Além de aferir os níveis de satisfação dos clientes, o estudo possibilitou a identificação de oportunidades de melhorias. Em função das observações recolhidas, tem sido trabalhada a revisão de processos internos para agilizar ainda mais o atendimento à carteira de clientes consumidores. Os segmentos de mercado abrangidos pela pesquisa foram: Indústria, Térmica, Transporte de Passageiros, Transporte de Cargas, Marítimo, Aquaviário, TRR e Montadoras. aplicou-se uma escala de 1 a 5 pontos. O mesmo critério foi utilizado para estimar a lealdade (intenção de continuar) e a recomendação (intenção de recomendar). Em pesquisas que utilizam esta metodologia, o termo “Top Box” é empregado para identificar as avaliações que atribuem nota máxima (5), que representa clientes totalmente satisfeitos. Já o termo “Top 2 boxes” denomina o total de clientes satisfeitos, ou seja, todos os que atribuíram notas 4 e 5. Escala de satisfação Para avaliar os índices de satisfação dos entrevistados, Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras O levantamento é encomendado a cada dois anos pela Gerência de Grandes Consumidores (GGC), e tem por objetivo mensurar o reflexo das ações junto ao mercado consumidor, obter uma medida de satisfação e revelar a eficiência dos recursos empregados. A seleção dos entrevistados considerou o volume de vendas distribuído proporcionalmente por segmento e por gerência regional, de forma a produzir um cenário estatisticamente fiel à diversidade da carteira. A GGC, na BR, é a gerência responsável pela comercialização de combustíveis, lubrificantes e serviços para pessoas jurídicas que não companhias de aviação e empreiteiras. Estreante, o segmento aquaviário (transporte fluvial de cargas e passageiros) conquistou evidência na pesquisa, com 91% de menções positivas no indicador de satisfação. As razões apresentadas foram a qualidade do atendimento, o cumprimento dos prazos de entrega, a qualidade dos produtos e os preços. O segmento atribuiu 100% de avaliações máximas ao relacionamento com a BR, à Central de Atendimento e ao Canal de Negócios da Companhia. Ainda sobre o segmento aquaviário, todos os entrevistados têm intenção de recomendar a BR como fornecedora e de continuar consumindo seus produtos. O resultado reflete o diferencial de atendimento dedicado ao segmento pela Gerência Regional de Consumidor do Norte (GRCNO). O setor marítimo (transporte de passageiros e carga no mar) apresentou o maior crescimento no índice top box de satisfação geral, no comparativo com 2009. Com um incremento de 42%, atingiu 67% de notas máximas. A totalidade dos entrevistados indicaram notas 4 ou 5 quando perguntados sobre as intenções de compra de produtos da BR no futuro. Destes, 83% assinalaram somente a nota 5. O resultado revela a aprovação pelos clientes do se- André Valentim / Banco de Imagens Petrobras Destaques por segmento Pesquisa ajuda identificar melhores oportunidades de negócio 37 IngImage Reportagem de capa Em sua primeira participação na pesquisa, o segmento aquaviário exaltou a qualidade do atendimento da BR tor marítimo ao trabalho desenvolvido pela GGC, reforçada pelo alcance de 100% de intenções de recomendação. O transporte rodoviário de passageiros apresentou um índice de satisfação geral 10% superior ao obtido em 2009. Com 82% de notas 4 e 5, a satisfação do segmento com os produtos e serviços também fez crescer o número de clientes com intenção de recomendação. Nesta pesquisa, 92% dos entrevistados pretendem recomendar os produtos da BR. A satisfação do setor com seu relacionamento com a Compa- 38 O setor marítimo apresentou o maior crescimento no índice top box de satisfação geral, no comparativo com 2009. nhia subiu de 90% para 97% nestes dois anos. A abertura longitudinal (ao longo do tempo) da pesquisa também revela uma evolução na satisfação do transporte rodoviário de cargas, de 3%. A satisfação geral dos entrevistados foi de 85%. O setor demonstrou 92% de fidelização, no índice top 2 boxes, e 79% no Top Box. 89% do segmento têm intenção de reco- mendar os produtos e serviços da Petrobras Distribuidora. A atenção da Gerência de Marketing de Transporte ao desenvolvimento de soluções integradas resultou em avanços consistentes em todo o segmento. Em um setor onde os tempos e movimentos das cadeias de suprimento precisam estar em sincronia, a capacidade de pronto atendimento e a regularidade da Thinkstock / Banco de Imagens Petrobras Cresce a satisfação geral do setor de transporte rodoviário de passageiros, o que estimulou a intenção de recomendação entrega da BR, destacadas pela pesquisa, se firmam como diferenciais competitivos. O Controle Total de Frotas (CTF), os Pontos de Abastecimento (PAs), o Programa De Olho no Combustível (DOC), a comercialização de serviços e o atendimento diferenciado dedicado às frotas marítimas estrangeiras (em trânsito no país) podem ser apontados como itens que exerceram forte influência sobre a satisfação em todo o segmento de Transportes. As avaliações das montadoras despontam como um importante indicador da participação da BR no processo de desenvolvimento industrial do país. Os respondentes do segmento reconheceram o pronto atendimento de solicitações e o cumprimento dos prazos como determinantes na escolha da Companhia como fornecedora. Entre os entrevistados, 77% manifestaram o desejo de continuar clientes e 85% declararam intenção de recomendar. O segmento Transportador Revendedor Retalhista (TRR), que compreende os revendedores de produtos em volume fracionado a empresas de menor porte, apresentou índice de 94% de fidelização. Dos entrevistados, 78% atribuíram apenas a nota 5 quanto à intenção de continuar consumindo produtos da BR. As razões da preferência foram justificadas, em maioria, pelos critérios: bom atendimento/atendimento ótimo e preços competitivos. O segmento da indústria, com maior número de entrevistados, exibiu um índice de satisfação geral de 80% (top 2 boxes). Respondentes com intenção de recomendar ou que certamente recomendariam os produtos da BR representam 92% do setor. O bom atendimento e o cumprimento de prazos foram destacados como principais motivadores das notas atribuídas ao desempenho da Gerência de Grandes Consumidores. As praças A abertura longitudinal por gerência regional indicou progressos na satisfação, revelados pela pesquisa. Os resultados refletem o reconhecimento do mercado ao trabalho realiza- 39 REPoRtAgEM dE cAPA do pela GGC em atendimento às solicitações listadas na pesquisa de 2009. A fidelização e a recomendação aumentaram, com destaque para as Gerências Norte (GRCNO), Campinas (GRCCAM), Leste (GRCLE) e Nordeste (GRCNE). A Regional Norte apresentou a maior evolução em dois anos. Com um incremento de 19% na categoria de clientes totalmente satisfeitos, confirma as melhorias executadas desde a última IngImage As montadoras são um dos principais segmentos atendidos pela BR 40 pesquisa. Em consequência, os índices de fidelização da praça chegaram a 97% (top 2 boxes). Entre os entrevistados, 74% assinalaram somente a nota máxima (5), confirmando que certamente continuarão clientes da Petrobras Distribuidora no futuro enquanto que 89% declararam intenção de recomendar os produtos e serviços da Companhia. A Regional de Campinas obteve o segundo maior aumento percentual quanto à satisfação geral com a BR. Com um índi- ce 10% maior que o apresentado em 2009, a pesquisa revelou uma migração significativa dos satisfeitos para a categoria dos totalmente satisfeitos. Entre os familiarizados e muito familiarizados com as áreas apresentadas, 92% dos respondentes se declararam satisfeitos com o relacionamento mantido com a BR, enquanto que 78%, com certeza, recomendariam a fornecedora aos seus parceiros de mercado. A Gerência de Campinas apresentou, ainda, 92% de fidelização, com 71% de notas má- desejam continuar consumidores da BR. Entre os 76 entrevistados da praça, as razões apresentadas como mais relevantes para a atribuição das notas 4 e 5 foram: bom e ótimo atendimento, corre- Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras ximas entre os que certamente Dos entrevistados, 97% pretendem recomendar produtos da BR, com 74% de notas máximas atribuídas. ção da Companhia no cumprimentos dos prazos de entrega e a qualidade dos produtos. O maior índice de satisfação geral foi observado na Gerência Regional do Consumidor do Leste. Com um incremento positivo de oito pontos percentuais sobre a última avaliação, 87% dos entrevistados se declararam satisfeitos. A Gerência de Grandes Consumidores alcançou 91% de fidelização entre os consumidores desta região e 94% de intenções de recomendação. As razões da satisfação desta praça foram justificadas pela qualidade e pela eficiência no atendimento de suas solicitações. O maior índice de recomendação entre as gerências regionais foi apresentado pela Gerência Regional de Consumidor do Nordeste. Dos entrevistados, 97% pretendem recomendar produtos da BR, com 74% de notas máximas atribuídas. Dos 65 respondentes, 83% estão Pesquisa aponta alto índice de aprovação quando o assunto é a qualidade dos produtos BR geral com a BR, destacando a RelaCionamenTo educação e a cortesia do asses- Para interpretar os dados sor comercial e do gerente du- obtidos, a pesquisa efetuou um rante os atendimentos (avaliados desdobramento das avaliações como confiáveis e qualificados). dos segmentos e das praças, Nesta praça, 94% dos entre- A pesquisa revelou crescimento com o objetivo de identificar a vistados se declararam familiari- de 5% da satisfação geral, em re- contribuição que cada atributo zados com o relacionamento em lação ao último levantamento. ou variável proporciona para a satisfeitos com o trabalho realizado pela BR, conferindo a boa avaliação ao atendimento e à qualidade de seus produtos. 41 Sebastião Barbosa / Banco de Imagens Petrobras Reportagem de capa Na região Nordeste, a BR Distribuidora alcançou os maiores índices de recomendação. O relacionamento e atendimento também foram destacados satisfação geral dos clientes da positivas se referiam a um dos usuário tem acesso ao conteúdo Petrobras Distribuidora. Trata-se três itens acima. de sua conta, com liberdade de de uma análise de importância, na qual são confrontadas performance e satisfação. Os clientes satisfeitos com Canal de Negócios Em julho de 2011, o que era apenas uma plataforma para realizar operações sem o intermédio de um atendente. Dentre as novas funcionalidades, algumas já estão no ar como a trans- fins transacionais tornou-se o missão de informações individu- portal de comércio eletrôni- alizadas, orientações técnicas, co da Petrobras Distribuidora. informações sobre lubrificantes Além da usual capacidade de e serviços, dimensões de em- a dar notas até 5 pontos para a registro de pedidos, o Canal de balagens para planejamento de cortesia de seus assessores co- Negócios permite que usuários armazenagem, horários de fun- merciais ou gerentes, 92% dos cadastrados tenham acesso a cionamento de bases e contatos clientes deram 4 e 5, e 76% atri- conteúdos exclusivos, como ex- comerciais. A seção “Como eu buíram a nota 5. trato de pedidos, segunda via faço”, também já no ar, informa A qualificação técnica dos de boletos e nota fiscal eletrô- sobre como obter informações profissionais da área de vendas nica. O portal tem como princí- específicas e agendar visitas. também recebeu 92% de ava- pio facilitar a relação comercial A BR tem se empenhado na liações positivas, enquanto a entre o cliente e a Companhia, produção de conteúdos com foco confiança e a credibilidade fo- oferecendo o conforto e a prati- nas áreas técnicas de seus gran- ram aprovadas por 91% dos en- cidade do autoatendimento. des consumidores. Até o fim deste seu relacionamento com a GGC têm nove vezes mais chances de estarem satisfeitos de maneira geral. Quando convidados trevistados. As menções mais 42 Com um login e uma senha, o ano, novas funcionalidades deve- rão estar no ar. Apesar do novo formato ter sido lançado apenas alguns meses antes da realização da pesquisa, sua repercussão foi bastante positiva. As avaliações revelaram 83% de satisfação dos grandes clientes, indicando tratar-se de um facilitador. Os segmentos termoelétrico e aquaviário se declararam totalmente satisfeitos com o Canal de Negócios, acompanhados pelas montadoras, estas com 91% de satisfação. luBRaX eXpReSS Para reforçar a satisfação com os serviços especializados, a BR já prepara uma nova versão de seu software Lubrax Express, para gerenciamento de pontos de lubrificação em equipamentos do cliente. Em paralelo, iniciou a comercialização dos serviços Lubrax Logic, para venda e suprimento de lubrificante a granel, e Lubrax Matic, para automação da lubrificação em pontos sensíveis (ou de risco) em maquinários industriais, ambos os serviços concebidos em resposta às demandas do mercado. A Companhia as considera ações capazes de fazer crescer, ainda mais, a satisfação dos consumidores em médio prazo, em especial junto aos segmentos industriais de papel e celulose, química e petroquímica, alimentos, agronegócios, montadoras e indústria em geral. amoSTRa A pesquisa teve amostra de 426 entrevistados, relacionados por segmentos de atuação e praça. Para avaliar a percepção do mercado, a BR contemplou os pontos que considera essenciais para um bom atendimento: relacionamento comercial, atendimento pós-venda, canal de negócios, central de atendimento, comunicação, qualidade do produto, entrega e crédito e cobrança. O levantamento foi realizado entre outubro e dezembro de 2011, pela TNS Research International. ■ ConTaToS BR: Claudio Alexandre Figueiredo [email protected] / (21) 2354-3696 Viviane Salathé [email protected] / (21) 2354-2511 Pontos de destaque e fatores que exerceram maior influência sobre os resultados da pesquisa: ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ A educação e a cortesia da equipe comercial; A credibilidade e a confiança passadas pela equipe comercial; A qualificação técnica dos engenheiros do suporte técnico – PST´s; A pró-atividade durante o atendimento; A facilidade de contato; As informações prestadas durante a negociação; CTF, De Olho no Combustível e os serviços especializados em lubrificantes foram os mais reconhecidos; ■ Os serviços ambientais prestados nas instalações dos clientes e o abastecimento de combustíveis foram apontados com os maiores índices de satisfação. Você sabia? ■ A Gerência de Marketing de Transportes (GMTR) oferece soluções em abastecimento por CTF a diversos segmentos, além do Transporte Rodoviário. Mineração, usinas de álcool, barcaça de transporte na Bacia de Campos, entre outros, já utilizam o sistema de Controle Total de Frotas. ■ Com o Lubrax Express, a Petrobras Distribuidora oferece o serviço de análise de óleo em uso, com envio dos resultados em até 72 horas por fax ou e-mail. ANTONIO CARLOS ALVES CALDEIRA é o titular da Gerência de Grandes Consumidores (GGC), que tem como objetivo ser líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected]) 43 MiNERAção PREsENçA foRtE na mineRação, a BR Se qualiFiCa Como a maioR diSTRiBuidoRa de ComBuSTíveiS Com aTuação naCional no SeGmenTo D estrategicamente carência de infraestrutura ainda localizadas, que distribuem com- representa um desafio. Atual- bustíveis para mineradoras e usinas mente, a BR monitora os proje- porte – rodoviário, ferroviário e ma- de processamento em todo o territó- tos em operação e acompanha, rítimo –, a Petrobras Distribuidora rio nacional. Uma equipe qualificada junto às entidades responsáveis, atua como peça fundamental para o de engenheiros apresenta soluções o desenvolvimento dos que se desenvolvimento da mineração, de- específicas a empreendimentos em encontram em fase de estudo senvolvendo estudos logísticos mi- áreas remotas, assumindo o projeto ou implantação. A escassez das nuciosos para a execução de novos e a construção de instalações de reservas mundiais tem motivado projetos neste setor, que tem boas suprimento interno de combustíveis. a ampliação da produção brasi- perspectivas de expansão. Ao lon- Quando encerrada a apuração leira com vistas ao mercado ex- go dos próximos três anos, estima- dos dados referentes ao ano de terno, especialmente o asiático -se que a Produção Mineral Brasilei- 2011, a Produção Mineral Brasi- – em 2010, 49% do minério de ra (PMB) cresça entre 10% e 15%. ispondo de uma capilaridade logística que inclui variados modais de trans- abastecimento, leira (PMB) deverá atingir um novo ferro exportado pelo Brasil teve Para viabilizar a extração de recorde ao totalizar US$ 50 bilhões como destino o mercado chinês. bens minerais em áreas de difícil (valor estimado), o que configura- acesso, a BR conta com plena ca- rá crescimento de 28% se compa- pacidade de atendimento e uma rado ao valor registrado em 2010, minÉRio de FeRRo A extensão territorial e a qua- que foi de US$ 39 bilhões. lidade do minério de ferro bra- ços e suporte técnico, que são dis- deSaFioS de inFRaeSTRuTuRa de grandes grupos nacionais e ponibilizados segundo a demanda De acordo com o Plano Na- internacionais para o País. Se- de seus clientes. São 73 bases de cional de Mineração 2030, a gundo o Painel de Mineração da abastecimento, prestação de servi- Unidade de Níquel da Anglo American em Barro Alto em Goiás 44 sileiro têm atraído a atenção Divulgação: Anglo American ampla infraestrutura montada para Amaro Martins de Queiroz BR, o produto lidera o ranking brasileiro de geração de rendas com exportação. Dentre todos os bens minerais exportados em 2010, o minério de ferro foi responsável por 82% das vendas. O país já ocupa a segunda posição entre os maiores produtores mundiais. A produção fechou 2010 com 372 milhões de toneladas – número que pode dobrar até 2014. Prevê-se que aproximada- mente 75% da população mundial residam em áreas urbanas até 2035, o que intensificará a demanda internacional por produtos minerais – imprescindíveis aos processos industriais. O Brasil responde por 17% de todo o minério de ferro produzido, conservando 30% de área territorial apenas parcialmente explorada pelo segmento. Minas Gerais lidera o mercado nacio- As indústrias de extração de bens minerais têm a BR como aliada Principal cliente da Petrobras por combustíveis, com especial Distribuidora no segmento, a Vale atenção para a Região Norte”, se configura como a maior produ- declara o coordenador de Clien- tora de minério de ferro do mun- tes Nacionais da Gerência de do. A mineradora exige um nível Marketing da Indústria, André nal, seguido pelo Pará. de atendimento logístico e de in- Ações integradas lência, necessário para que suas fraestrutura operacional de exce- Em áreas cuja complexidade unidades sejam supridas inin- geográfica resultou na conservação terruptamente, mesmo em áreas de grandes reservas minerais, a BR longínquas. A BR disponibiliza a atua como importante aliada no for- manutenção de uma estrutura de- necimento de soluções logísticas. A dicada, com trabalho conjugado carência de vias adequadas para o entre as gerências locais e de- acesso a algumas minas exige o de- mais áreas da Companhia. Marcos Pozzebon. Ele destaca, ainda, a importância das operações da mineradora no Complexo de Carajás, onde mantém a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo. A Vale possui também novos projetos no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. De acordo com o Mapa da Mina 2012, estão em fase senvolvimento de ações integradas, “Para os próximos anos, o que garantam a manutenção das desafio é a manutenção do nível atividades das bases. Com experti- de atendimento oferecido pela pansão da Mina de Conceição, em se e liderança no mercado nacional, BR frente à significativa expan- Itabira, e da Mina de Vargem Gran- a BR disponibiliza aos clientes a in- são produtiva das unidades da de, em Nova Lima. Os investimentos fraestrutura necessária à efetivação Vale e à entrada de novos proje- somam R$ 2,8 bilhões e as obras de seus projetos. tos, que duplicarão a demanda deverão estar concluídas até 2014. de implantação os projetos de ex- 45 IngImage Mineração abastecimento atuais e a constru- As mineradoras da região Cen- ção de uma nova base no Pará, tro-Oeste contam, ainda, com o com robusta capacidade de arma- sistema de Controle Total de Frotas zenagem de Diesel A e Biodiesel (CTF), implantado com sucesso em (B100). “A localização mais prová- clientes como a SAMA, mineradora vel dessa base será a cidade de localizada em Minaçu, em Goiás, e Marabá, PA, que funcionará como a Mineração Apoena, no Mato Gros- grande hub logístico para aten- so. Visando a oferecer atendimento dimento a grandes clientes, com eficiente à região, a BR já estrutura habilidade para receber e expedir novas soluções, como o forneci- produtos nos modais ferroviário e mento de lubrificantes na modalida- rodoviário”, revela Pozzebon. de a granel fracionado e a implanta- Níquel A 230 km de Goiânia, a infraestrutura logística montada para unidade de Níquel da Anglo American, em Barro Alto, consiste em uma base exclusiva de armazenagem de óleo combustível. De acordo com Marcelo Couto Rocha, da Gerência de Marketing de Indústrias (GMIN), a unidade possui alto valor estratégico para a Companhia e quando estiver em plena operação irá consumir cerca de 15 ção de um sistema de garantia de qualidade para óleo combustível. Marcelo Rocha esclarece que a atuação da Companhia no Centro-Oeste exemplifica a plena cobertura do atendimento da BR e a abrangência de seus serviços. “Trabalhamos de forma integrada disponibilizando as mesmas soluções para todas as regionais do Brasil”. Suporte A BR conta com uma equipe Novos projetos podem dobrar o volume de combustível comercializado pela BR mil toneladas do produto por mês. A ARBAL, como é chamada a engenheiros na área de soluções Novos investimentos base da BR na unidade, é compos- em lubrificantes e combustíveis. Os Inúmeros projetos em fase de ta por dois tanques (com capacida- profissionais são responsáveis por pesquisa e implantação, anuncia- de total de armazenagem de 6.000 visitas regulares às instalações dos dos por grandes grupos como An- toneladas), uma equipe operacional clientes, para realização de treina- glo American, Votorantim Metais, local da BR e uma plataforma de mentos e repasse de orientações. Rio Tinto, Alcoa e Norsk Hydro, descarga para os veículos. Para o O programa “De Olho no Combustí- apontam para um crescimento sig- fornecimento de diesel, a BR cons- vel” permite que técnicos verifiquem nificativo do segmento no Norte do truiu um posto de abastecimento também a qualidade dos combustí- país. Antecipando-se ao cresci- para suprimento de veículos leves veis comercializados e ofereçam mento da demanda, a BR planeja e pesados. A base pode ser abas- capacitação nas próprias instala- investir, até 2017, US$ 5,6 bilhões tecida pelos terminais de Brasília e ções do cliente para o recebimento, em infraestrutura. de Goiânia, o que permite uma fle- manuseio e armazenamento. As ações incluem ampliações e modificações nas bases de 46 xibilidade logística e a garantia de suprimento para a unidade. técnica composta por mais de 50 A permanente preocupação com as questões ambientais por CONHEÇA O “MAPA” DOS INVESTIMENTOS DO SETOR MINERAL NO BRASIL parte da BR fazem com que várias de avaliação nas instalações para iniciativas estejam implementadas, identificação de possíveis riscos como é o caso do convênio para operacionais e ambientais, prestan- a utilização dos Centros de Defesa do orientações para a adequação Ambiental, que a BR mantém com dos mesmos. a Petrobras, equipados para pro- A relevância da Mineração mover a contenção e a absorção para a economia e desenvolvi- de óleo em caso de vazamento. mento do Brasil, as projeções Dotados de avançada tecnologia, de expansão e importância es- os centros funcionam 24 horas por tratégica dos clientes que atu- dia, sete dias por semana. Pre- am neste segmento, reafirmam a ventivamente, a BR realiza visitas estratégiada BR em manter for- tes investimentos na ampliação de sua infra-estrutura logística e na implementação de soluções customizadas para seus clientes. Aprimorando sua expertise e consolidando sua liderança no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes. ■ CONTATOS BR: André Marcos Pozzebon [email protected] / (21) 2354-3708 Marcelo Couto Rocha [email protected] / (21) 2677-3243 47 cRédito IngImage PRogREdiR NA bR para fornecedores pRoGRama de FinanCiamenTo da peTRoBRaS É eSTendido À Rede de FoRneCedoReS da BR D esenvolvido pela Petrobras, em parceria com o Prominp e os seis maiores bancos do rem entregues à Distribuidora. cebíveis gerados pela estatal pro- Com a missão de alavancar moverá maior suporte à obtenção o desenvolvimento sustentável de crédito não performado, estimu- país, o programa de financiamento da indústria nacional e fortale- lando o desenvolvimento de toda Progredir, voltado para viabilizar cré- cer a cadeia produtiva de óleo a cadeia produtiva. Até 2016, a dito a custos mais baixos para forne- e gás, o Progredir pretende sa- Petrobras irá investir US$ 236,5 bi- cedores, está previsto para ser im- nar os entraves financeiros que lhões, sendo US$ 141,8 bilhões no plantado na Petrobras Distribuidora. limitam a competitividade dos segmento de Exploração e Produ- Criado para impulsionar o desenvolvi- fornecedores brasileiros frente à ção, US$ 65,5 no Abastecimento, mento de toda a cadeia produtiva da concorrência do mercado exter- US$ 13,8 bilhões no Gás e Energia Petrobras, o Progredir será ampliado no. “Está em curso na Petrobras e US$ 3,6 bilhões em Distribuição. e abarcará também fornecedores e a execução de um Plano de Ne- subfornecedores da rede nacional gócios desafiador para os pró- de petróleo e gás da BR. ximos quatro anos. O êxito na A adesão ao Progredir só po- Em vigor desde junho de execução do Plano de Negócios derá ser efetuada por meio do 2011, o Progredir permitirá que está condicionado, entre outros Portal Petrobras: www.progredir. empresas integrantes da rede fatores, ao desenvolvimento sus- petronect.com.br. Ao efetuar o ca- de suprimentos da BR obtenham tentável da cadeia de fornece- dastro, o fornecedor deve inserir empréstimos junto aos bancos dores de bens e serviços da Pe- os dados dos contratos ativos de participantes – Banco do Brasil, trobras”, afirma o diretor da Área fornecimento e solicitar a valida- Bradesco, Caixa Econômica Fe- Financeira e de Relacionamento ção do Comprador. Após a con- deral, Itaú, HSBC, Santander, com Investidores da Petrobras, firmação, efetuará a solicitação BicBanco, Banrisul e Citibank –, Almir Guilherme Barbassa. de financiamento desejada. Os paSSo a paSSo com base nos contratos de for- As dificuldades no acesso ao bancos farão propostas, respei- necimento de bens e serviços crédito afetam diretamente a con- tando os prazos pré-acordados assinados com a Companhia. dução dos projetos da Petrobras, (com análise individual de crédito O programa tem por princípio que conta com a capacidade de e risco). O fornecedor selecionará a criação de condições favorá- pronto atendimento de sua rede o banco cuja proposta melhor lhe veis para concessão de créditos, de fornecimento para consolidar os atender, validará o contrato e terá lastreados nos serviços a serem resultados previstos em seu Plano acesso ao recurso financeiro. prestados ou equipamentos a se- de Negócios. A utilização dos re- 48 O fornecedor poderá anteci- FidC rem gerados pelos seus contratos Há aproximadamente dois de fornecimento. Dessa forma, os anos, os fornecedores de produ- recebíveis ainda não performados tos e serviços da BR Distribuidora serão o lastro do financiamento. já contam com um fundo de in- Após o recebimento da quantia vestimento em direitos creditórios solicitada, o comprador efetuará o mercantis, o FIDC FCM. Criado pagamento pelo serviço prestado para promover o desenvolvimen- ou bem adquirido em conta vin- to culada, determinada pelo banco empresas da cadeia produtiva credor. Com o crédito efetuado, o da Companhia, o FIDC de for- banco amortizará o financiamento necedores da BR negocia títulos e executará a liberação do saldo de crédito (direitos creditórios) restante ao fornecedor. dos fornecedores, canalizando BeneFíCioS Desde sua implantação, o Progredir já viabilizou mais de R$ 2,8 bilhões em empréstimos. Ao todo, até julho de 2012, foram realizadas 600 operações, em benefício de 310 empresas. estratégico-financeiro das os recursos off balance aos quotistas e dispensando a intermediação bancária. Diferente do Progredir, onde o fornecedor é financiado pelo mercado de crédito bancário, no FIDC, o financiamento é realizado pelo mercado de capitais. Os recursos Dentre as vantagens ofereci- necessários ao financiamento de das pelo programa, destacam-se: seus recebíveis são obtidos no mer- ■ Maior agilidade na obtenção cado financeiro nacional, por meio de financiamentos; da venda de cotas a investidores ■ Redução do custo de cap- qualificados. O Fundo tem como tação: redução na ordem de política de investimento adquirir di- 20% a 50%; reitos creditórios, sacados contra a ■ Maior robustez financeira e BR, de fornecedores que aderiram menor risco de insolvência ao Programa Conta Azul – nome dos fornecedores; pelo qual o programa é conhecido ■ Redução dos riscos de falha no mercado. O FIDC BR conta hoje ou atrasos no fornecimento; com 180 fornecedores cadastra- ■ Estímulo à competitividade en- dos e já efetuou R$ 100 milhões em tre os bancos participantes; descontos de títulos. Saiba mais ■ Aumento de competitividade sobre o assunto, acessando www. dos bens e serviços oferecidos. IngImage par até 80% dos recebíveis a se- br.com.br/fornecedores ■ ConTaToS BR: Bruno Tolomeotti Ramos [email protected] / (21) 2354-0758 Fernando Pinto de Matos [email protected] / (21) 2354-0885 49 LEV INOVAÇÃO NA COZINHA Liquigás testa no mercado novos modelos de botijões, que poderão ser fabricados no Brasil A Arquivo Liquigás Liquigás, subsidiária da Petrobras Distribuidora e uma das maiores distribuidoras de gás de cozinha (GLP) do país, iniciou a fase de testes junto ao consumidor final dos novos botijões, que receberam o nome de LEV. O novo produto, resultado de parceria com a Braskem e a Amtrol-Alfa, é produzido com fibra de vidro termoplástico e polietileno de alta densidade – cerca de 20% mais leve que o similar de aço. Consagrados internacionalmente, os botijões de material reciclável chegam ao Brasil como uma alternativa sustentável de envase do gás de cozinha. Seis mil residências, nas regiões metropolitanas do Rio de Janei- 50 ro, de São Paulo e de Porto Alegre, já receberam exemplares do LEV, em embalagens de cinco e nove quilos. Os testes de mercado avaliarão a aceitação da nova tecnologia entre os consumidores dos botijões convencionais e revelarão a viabilidade da comercialização do LEV no País. Os testes permitirão comprovar, ainda, a resistência do LEV ao transporte e manuseio, já que a realidade brasileira, diferente da europeia, apresenta elementos característicos, que demandam considerações pontuais do mercado. A extensão territorial do Brasil determina que os botijões sejam conduzidos por longos tradas acidentadas, implicando em uma maior trepidação do produto. Para viabilizar o projeto, a Liquigás se uniu a duas forças do mercado internacional: Amtrol-Alfa, líder mundial em fabricação de bo- Arquivo Liquigás jetos, inclusive por ruas e estra- Consumidores testarão a nova tecnologia, que indicará a viabilidade de comercialização tijões e responsável pela produção botijão de aço, a sua configura- acordo com o diretor de Opera- das primeiras amostras do LEV em ção de embalagem foi certifica- ções e Logística, Ricardo Mendes Portugal, e Braskem, a maior petro- da pela TÜV Rheinland, órgão de de Paula, por serem mais leves, química das Américas em capaci- inspeção independente acredita- os botijões de polietileno resultam dade de resinas termoplásticas. do pelo INMETRO. Além disso, a em menor consumo de diesel da válvula de acoplamento do LEV frota de caminhões distribuidores, permite o uso dos reguladores já implicando na redução das emis- existentes no mercado. sões de dióxido de carbono (CO2) Leveza e praticidade O emprego de fibra de vidro termoplástico e polietileno de “Sucesso nos mercados ame- na atmosfera – um dos gases de alta densidade na composição ricano, europeu e asiático, o LEV efeito estufa responsáveis pelo da embalagem do LEV acarreta se destina a todos os consumido- aquecimento global. uma redução de 20% do peso res finais de GLP, principalmente Os novos botijões são cober- os residenciais, e também para tos por material reciclável, de alta consumidores específicos, para resistência à ação do tempo. Além os quais o peso, o design, o mate- de durarem mais que os botijões de rial e as dimensões do vasilhame aço – sujeitos à corrosão e a repro- fazem a diferença, como os usu- vações na requalificação – os boti- ários de trailers e embarcações”, jões LEV dispensam a aplicação de afirma o diretor de GLP envasado tinta em sua superfície. Após reco- do botijão, quando comparado ao convencional, promovendo melhorias no transporte e no manuseio do produto. O novo botijão tem alças ergonômicas, que o tornam mais prático e confortável, internamente possui um invólucro de aço reforçado com fibra Twintex (fibra de vidro com termoplástico) e externamente da Liquigás, Paolo Ditta. lhido das residências, o LEV é ape- Ganhos ambientais de litros de tinta por ano para pintar nas lavado. “Gastamos 2,4 milhões é revestido com uma cobertu- A comercialização do LEV os botijões atuais de aço”, afirma ra rígida de polietileno de alta pode proporcionar benefícios sig- Mendes, sobre as vantagens am- densidade. Tão seguro quanto o nificativos ao meio ambiente. De bientais e econômicas da iniciativa. 51 Arquivo Liquigás LEV Mais leves, botijões sustentáveis são transportados e manuseados com mais facilidade Líder nacional em vendas de de produtos, conveniência e quali- botijões de gás de até 13 kg, a dade aos seus consumidores finais, Liquigás busca com esta inova- além da permanente atenção ao ção oferecer ao consumidor um meio ambiente e à sustentabilida- produto prático, seguro, moderno de”, afirma o presidente da Liqui- e que respeite as prerrogativas gás, Antonio Rubens Silva Silvino. de um desenvolvimento sustentável. Para isso, investiu também na Projeto aparência do novo produto. O LEV Os investimentos iniciais des- se destaca pelo design inovador e te projeto já atingiram um total de revestimento moderno. Apresenta R$ 1 milhão. Os resultados obti- acabamento mais requintado e dos farão parte de um relatório fi- elegante que o convencional, com nal sobre a viabilidade do projeto linhas mais harmônicas. para produção e comercialização “O novo vasilhame demonstra o no Brasil. Agora, discute-se a pos- posicionamento inovador da Liqui- sibilidade de um empreendimen- gás e o comprometimento com o to nacional: a Amtrol-Alfa já tem pioneirismo, oferecendo variedade planos de instalar uma fábrica no 52 Brasil. As condições e incentivos estão sendo avaliados pela empresa, que possivelmente divulgará uma decisão nos próximos meses. O investimento giraria em torno de US$ 8 milhões. Se confirmado, o Brasil receberá a quinta unidade produtora de botijões da americana Amtrol, que considera fabricar embalagens de GLP com “resina verde”, utilizando a tecnologia desenvolvida pela Braskem. Não sendo produzidos no Brasil, os botijões de plástico acarretariam uma importação com alto custo por produto. De acordo com o presidente da Liquigás, “a produção deve ser feita aqui ou não se viabiliza economicamente para comercializar em maior escala”. Mesmo sem confirmação de valores, a intenção é negociar o LEV a preços não muito diferentes dos estabelecidos para os botijões convencionais. Sobre a Liquigás - A empresa atua no engarrafamento, distribuição e comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP), também conhecido como Gás LP ou gás de cozinha, está presente em 23 estados brasileiros e registrou, em 2011, um faturamento bruto de R$ 3,782 bilhões. Por meio de uma rede de mais de 4.000 revendedores, atende mensalmente, aproximadamente, 9 milhões de residências no País, além de seus 20.000 clientes abastecidos com GLP a granel. ■ CONTATO LIQUIGÁS: Livia Ferreira do Nascimento [email protected] / (11) 3129-5158 Renato Namba Produtos Químicos Carregamento do solvente Tolueno ‘BR AE’ no Terminal de São Paulo (Tespa) Menos riscos e mais benefícios Petrobras Distribuidora inova e lança solventes aditivados com antiestático para minimizar riscos de acidentes em indústrias M inimizar os riscos de acidentes nas indústrias devido à gera- de explosões e incêndios em nos produtos Tolueno e no Xileno indústrias químicas devido à aumentou, consideravelmente, a eletricidade estática. condutividade elétrica em rela- ção de cargas eletrostáticas. Durante o evento, a consul- ção aos solventes não aditivados, Esse é o objetivo da Petrobras tora da Gerência de Desenvol- sendo eficaz no objetivo de me- Distribuidora ao desenvolver a vimento de Soluções Químicas lhorar a segurança dos proces- linha de produtos ‘BR AE’: sol- da BR, Melissa Sousa, apresen- sos, já que são não condutivos ou ventes aditivados com produto tou o artigo intitulado “Aditivo semicondutivos. Outra conclusão antiestático, lançados durante Antiestático em Solventes – mi- apresentada foi que a redução o 12º Congresso Internacional nimizando riscos de acidentes dos riscos na indústria de tintas, de Tintas, promovido pela As- em indústrias de tintas”, no qual através do equacionamento do sociação Brasileira dos Fabri- apresentava os testes desen- problema da eletricidade estática, cantes de Tintas (Abrafati), em volvidos para o lançamento dos pode repercutir de forma positiva São Paulo. A BR apresentou ao novos solventes. na diminuição dos custos de con- mercado uma solução de segu- O resultado mostrou que a tratação e renovação de seguros rança para diminuir os riscos aplicação do aditivo antiestático de plantas novas ou já existentes. 53 Produtos Químicos como Aguarrás mineral BR, Solbrax ECO, Xileno BR, Tolueno BR, entre outros. Primeiras vendas No primeiro semestre de 2012, os produtos Xileno BR AE e Tolueno BR AE foram os primeiros a serem comercializados, ambos para a Milflex General Tintas e Vernizes Ltda., cada um com volume de 15m³. Com isso, a Petrobras Distribuidora já oferece Melissa Sousa ao mercado um produto aditivado, mais seguro, que gera benefícios e diminui riscos, inclusive no transporte do produto entre o fornecedor e o cliente. De uma maneira geral, o objetivo da linha ‘BR AE’ é agregar va- Condutivímetro utilizado nos testes realizados pela BR lor ao produto BR, diminuindo os Tudo isso é possível porque de acordo com os princípios de os solventes aditivados pos- SMS do Sistema Petrobras. “A li- nha de solventes com aditivo antiestático visa ampliar o portfólio da BR no mercado de solventes, agregando valor a esses produtos e fidelizando os clientes”, afirma Melissa Sousa. Os trabalhos e a pesquisa foram desenvolvidos por equipes da Petrobras Distribuidora em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) e a área de Exploração e Produção, ambos pertencentes à Petrobras. Além de Melissa Sousa, também participaram Marco Antônio Garcia (BR/ GDSQ) e Paulo Roberto Beirão (BR/ GDSQ), Claudia Oliveira (Petrobras/ Cenpes), Kátia Wagner (Petrobras/ Cenpes) e Estelito Rangel (Petrobras/Exploração e Produção). ■ riscos nas instalações do cliente CONTATO BR: Melissa Sousa [email protected] / (21) 2354-1157 suem um aditivo dissipador de dutividades específicas que atendem a legislações internacionais. O aditivo antiestático, Ricardo Oliveira cargas eletrostáticas e con- quando adicionado ao solvente de origem, aumenta a sua condutividade e, consequentemente, diminui a possibilidade de descargas por faíscas, reduzindo o risco de incêndios ou explosões em indústrias. Os produtos da linha ‘BR AE’ abrangem todos os tipos de solventes hidrocarbônicos comercializados pela Gerência de Químicos para Tintas, Adesivos e Borrachas (GQTAB), tais 54 12º Congresso Internacional de Tintas: a consultora da BR Melissa Sousa apresenta as vantagens do novo solvente aditivado da BR bR sedia reuniões da Abegás evenToS deBaTeRam oS deSaFioS e o FoRTaleCimenTo da indúSTRia BRaSileiRa do GáS naTuRal O desenvolvimento e o fortalecimento da indústria brasileira do gás natural, a regulação do setor, a oferta e a distribuição do produto no mercado interno, as oportunidades e os desafios do negócio foram os principais temas debatidos na 40ª Assembleia Geral Extraordinária de Associados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A reunião ocorreu, em junho, na cidade de Vitória (ES), onde também aconteceu a 11ª Reunião do Conselho Deliberativo da associação. O evento contou com a participação de representantes das distribuidoras de gás canalizado de diversos estados do Brasil. Representaram a Petrobras Distribuidora, o gerente executivo de Negócios de Energia (GNE), Edson Chil Nobre, e o gerente de Marketing e Comercialização de Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras EVENtos Gás Canalizado no Espírito Santo (GMGC), Frederico Bichara Henriques. Na ocasião, foi apresentada a estrutura da empresa e a atuação na distribuição de gás natural no Espírito Santo, bem como os projetos previstos para ampliação da rede de distribuição de gás canalizado em municípios capixabas. A Abegás é uma sociedade sem fins lucrativos que congrega as empresas concessionárias dos serviços de distribuição de gás canalizado nos estados brasileiros, além de acionistas e empresas participantes da indústria do gás no Brasil. Inaugurada em 1990, a associação tem seu foco no desenvolvimento e no fortalecimento do mercado e da indústria brasileira do gás natural. ■ ConTaTo BR: Frederico Bichara Henriques [email protected] / (27) 3325-0755 55 Arquivo BR EVENtos Estratégias, novas oportunidades e crescimento do mercado são discutidos em evento sobre o CVP indústria internacional de carvão em foco o meRCado de Coque veRde de peTRóleo e a evolução da indúSTRia SideRúRGiCa FoRam oS TemaS da 5ª CoalTRanS BRazil O aumento do consumo de Coque Verde de Petróleo (CVP) pela indústria siderúrgica brasileira foi um dos temas em destaque na apresentação feita pelo gerente de Marketing e Comercialização de Combustíveis Sólidos (GMCS) da Petrobras Distribuidora, Marcelo Fernandes Bragança, durante a 5ª Coaltrans Brazil, conferência internacional de carvão, realizada no Rio de Janeiro. A BR é patrocinadora do fórum desde sua primeira edição. Além disso, outros temas importantes foram debatidos, tais como as tendências da comercialização do produto no país, as novas oportunidades deste segmento, os desafios para a aquisição 56 de carvão metalúrgico na América Latina e a evolução atual da indústria siderúrgica brasileira. Promovido pela Coaltrans Conferences, entidade que há 31 anos realiza conferências e cursos para a indústria internacional de carvão, o evento reuniu os principais estrategistas do mercado, bem como produtores, traders e consumidores, e ofereceu aos participantes a oportunidade de acesso a informações estratégicas sobre as novas oportunidades de negócios neste expressivo setor. A participação da Petrobras Distribuidora na conferência foi importante não apenas para estreitar ainda mais o relacionamento com seus clientes como também para apresentar aos consumidores um panorama sobre o crescimento do mercado de CVP no Brasil e a prevista expansão da utilização do produto no segmento siderúrgico. Segundo Bragança, a composição do preço do CVP é balizada pelos preços de várias qualidades de carvão e outros materiais carbonosos no mercado internacional. Por isso, a participação da empresa e o contato com os clientes durante o evento são considerados muito importantes para ampliar o fluxo de informações com o segmento. ■ ConTaTo BR: Marcelo Bragança [email protected] / (21) 2354-4460 Divulgação Maior evento aeronáutico da América Latina, a Expo Aero Brasil (EAB) realizou sua 15ª edição em São José dos Campos (SP), e contou com o patrocínio da BR mais uma vez. A feira é considerada de grande importância para lançamentos de produtos e serviços da BR Aviation, desenvolvidos para atender as necessidades do mercado. Na abertura do evento, o gerente da BR Francelino da Silva Paes foi um dos homenageados com o Troféu Asas de Ouro 2012, em reconhecimanto às personalidades que prestam importantes serviços ao segmento aeronáutico brasileiro. Luciano Porto EAB 2012 bR expõe insumos agrícolas na Expocafé Esquadrilha Br Aviation bahia farm show Maior vitrine do agronegócio da Bahia e uma das feiras mais importantes de tecnologia agrícola e negócios, a Bahia Farm Show realizou sua 5ª edição no município de Luís Eduardo Magalhães. A BR expôs não apenas sua linha de produtos agrícolas, mas também para o segmento de aviação. Durante o evento, o setor discutiu temas e projetos importantes, como, por exemplo, a criação do Plano Sustentável, a Rodoagro, a Ferrovia Oeste Leste e o Fundesis. A Bahia Farm Show é também uma oportunidade para realizar negócios, promover a marca e atualizar-se com as novidades do mercado agropecuário, já que entre os participantes estão representantes de grandes empresas mundiais na fabricação de máquinas, implementos, insumos e serviços. Na área de aviação, a BR Aviation divulgou o seu Programa de Relacionamento, o BR Aviation Club, buscando novas adesões ao programa, e a utilização do BR Aviation Card. Houve também a divulgação da linha de lubrificantes. Durante o evento, a Companhia desenvolveu ações com os clientes do segmento, prospectando potenciais clientes e atuando para fortalecer a marca de maneira institucional. A BR marcou presença, mais uma vez, na Expocafé, maior feira nacional do café realizada em junho, na cidade de Três Pontas (MG). A Companhia foi representada pelas equipes de vendas e coordenação de marketing automotiva de Minas Gerais, que divulgaram em estande exclusivo a linha de insumos e produtos para o setor agrícola, tais como os óleos minerais OPPA e OPPA BR EC; a ureia fertilizante e pecuária (Reforce N). Componentes da estrutura técnica e comercial da GPQ, a engenheira agrônoma Ana Paula Ayres e Samuel Miranda, avaliaram que o evento foi um sucesso, e que a participação da BR dá continuidade ao trabalho de divulgação dos produtos Petrobras na ponta do agronegócio nacional. A expectativa é de consolidar a presença da BR também neste importante polo agrícola brasileiro. 57 sustENtAbiLidAdE Postos EcoEficiENtEs Rede de poSToS peTRoBRaS ConTam Com TÉCniCaS alTeRnaTivaS paRa pRodução de eneRGia Renovável e o ReapRoveiTamenTo de áGua a Petrobras Distribuidora desenvolve pesquisas e cria alternativas ecoeficientes em sua rede de postos. Tendo em vista a redução do consumo de recursos naturais limitados, a Rede Petrobras já começa a disponibilizar orientações aos revendedores sobre fontes alternativas para produção de energia e de técnicas de reaproveitamento e de reciclagem da água da chuva. As políticas e diretrizes da BR preveem atenção especial à conservação e ao uso racional de recursos naturais. A adoção de tecnologia de ponta para uso de energias renováveis nos postos revendedores é uma ação pioneira da Petrobras Distribuidora no Brasil. A Companhia desenvolve programas com foco em eficiência energética e substituição de fontes convencionais. Entre os principais serviços oferecidos, estão a utilização de energia solar e eólica, o reaproveitamento e reciclagem da água da chuva para lavagem de carros. Aerogerador no Posto Macaé 58 eneRGiaS alTeRnaTivaS itens tem o consumo medido para De acordo com Paulo da Luz Costa, Gerente de Tecnologia da Rede de Postos BR (GTEC), o conceito de uso da energia alternativa aplicado pela Companhia acompanha o que existe de mais avançado no mercado. A BR utiliza fontes renováveis, do sol e dos ventos, para geração de energia elétrica, calor e luz. Estes recursos podem ser direcionados para funcionamento das bombas de abastecimento, recarga de baterias de veículos elétricos, aquecimento da água de lavagem de veículos e iluminação. Para executar um projeto de ecoeficiência, é necessário conhecer a demanda individual dos postos. Leva-se em conta o consumo médio de água e de energia gasto nas atividades de lavagem de automóveis, abastecimento, troca de óleo, funcionamento das lojas de conveniência, e iluminação, principalmente da pista de abastecimento. Cada um desses definir onde e como aplicar o sistema alternativo mais viável, com melhor custo/benefício. Alguns postos BR apresentam placas fotovoltaicas e aerogeradores, que suprem com energias solar e eólica alguns pontos de força, luz e as bombas de abastecimento. “A luz solar após ser transformada em energia elétrica, segue para um equipamento denominado inversor, que é o cérebro do sistema. No caso das bombas, durante o abastecimento, o inversor gerencia qual a fonte de energia será utilizada. Quando a bomba não é utilizada, a energia é armazenada em baterias.”, explica da Paulo da Luz. No Posto do Futuro, localizado no Rio de Janeiro, esta energia é utilizada para recarga de veículos elétricos. aeRoGeRadoR A energia eólica é produzida por ventos a partir de 10 km/h, com um limite de 60 km/h. Quando a velocidade aumenta, o aerogera- Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras E m busca de soluções inteligentes em direção a um desenvolvimento sustentável, Markos Fortes Sustentabilidade Iniciativa sustentável da BR: reaproveitamento de água da chuva para lavar veículos dor se inclina até atingir um pon- ficou equipamentos que moderni- to de estabilização, mantendo-se zaram esta aplicação. Este equi- constante a geração de energia pamento custa cerca de R$ 6 mil e até a redução do vento. O Posto em dez meses tem-se o retorno do Macaé é um exemplo bem suce- investimento”, explica o gerente. dido de abastecimento por energia solar e eólica. “Quem controla o sistema todo também é o inversor, o cérebro. Por isto, quando a cidade ficou sem luz durante seis horas, o posto Macaé conseguiu ser o único a funcionar na cidade. As baterias mantêm a energia das bombas durante quatro horas, garantindo a continuidade do abastecimento”. Uma das últimas fontes de energia avaliadas pela BR é a iluminação zenital, por meio da qual é possível iluminar internamente os postos com energia solar. “Instala- Reduzir, reutilizar, reciclar A técnica de reaproveitamento de água da chuva, e seu aquecimento por energia solar para lavagem de veículos, é mais uma iniciativa da BR para racionalizar do em grande redução do consumo. “Instalamos recicladores para lavar os veículos. O carro é lavado, a água passa pelo reciclador, que remove a graxa e o sabão e reaproveita cerca de 80% da água para lavagem do próximo carro”, descreve. De acordo com o gerente, a lavagem de um só carro pode despender até 150 litros de água porém que pode ser reduzido para 30 litros de água fresca com o uso dos recicladores. Atualmente, os consumos de água e de energia geram despesas equivalentes em cidades como Rio e São Paulo. Com a aplicação da tecnologia de reaproveitamento da água da chuva em conjunto com os recicladores, por exemplo, é possível reciclar até 2 mil litros por hora, permitindo um baixo consumo de água fresca. E o equipamento utilizado nos postos da Rede Petrobras é fabricado no País. o uso de recursos naturais es- Semana do meio ambiente gotáveis. O método permite que A BR promove a Semana do Meio Ambiente todos os anos. O objetivo da campanha é estimular a reflexão sobre a importância da preservação dos recursos naturais e a relação da ecoeficiência com a qualidade de vida. As ações realizadas visam, ainda, a conscientizar seus empregados acerca do valor da adoção de atitudes responsáveis dentro e fora do ambiente de trabalho. ■ uma certa quantidade de água de chuva passe por um filtro, que recolhe as folhas e as impurezas. A água filtrada é encaminhada a uma cisterna, onde recebe adição de cloro para evitar a contaminação por fungos. mos em alguns postos no Rio de As soluções implementadas Janeiro com excelentes resultados. pela Petrobras Distribuidora im- Esta tecnologia está disponível em plicam em benefícios para todos: equipamentos compactos, que uti- revendedores, consumidores e, lizam lentes e tubos altamente refle- principalmente, o meio ambiente. xivos. A tecnologia original é antiga Alguns postos trabalham também e a Petrobras Distribuidora identi- com reciclagem de água, resultan- CONTATO BR: Paulo da Luz Costa [email protected] / (21) 2354-4594 59 Responsabilidade Social Equidade étnico-racial Petrobras Distribuidora assina o termo de compromisso da 4ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça O presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, reno- prestadores de serviço, a criação vou o compromisso da BR com a da Comissão de Gênero e Raça, 4ª edição do Programa Pró-Equi- entre outros. dade de Gênero e Raça. A ação visa a promover um ambiente de trabalho sem discriminação de gênero e raça para os trabalhadores da Companhia. A empresa, que já foi contemplada com o selo do Programa, na última edição, em 2010, fez uma nova adesão. A questão racial já era trabalhada nas edições anteriores, mas de forma transversal. Esse ano, a Petrobras Distribuidora formulou de indicadores mensais de gênero e diversidade, a constituição Um dos destaques do plano é a ação afirmativa feita com os estagiários que define uma meta de contratar 50% de candidatos negros. A adoção representa para Companhia um processo de reparação histórica. O objetivo é fortalecer o compromisso como empresa socialmente responsável, atingindo os colaboradores e parte expressiva da sociedade. Segundo a coordenadora de Equidade de gênero A Companhia já tem uma atuação forte no compromisso com a equidade de gênero, como a Responsabilidade Social, Cami- sala de apoio à amamentação na la Freire, o plano de ação nessa sede, uniforme feminino para mu- zacional da empresa como tam- adesão tem um programa forte lheres, entre outras. bém a cadeia de fornecedores. para a questão racial. “Montamos Para Camila Freire, as questões O plano prevê 28 ações, sen- uma comissão com representan- de gênero e raça reforçam o conte- do que metade já está concluída. tes de diversas áreas da compa- údo de responsabilidade social da Entre as ações previstas, está o nhia com o objetivo de fomentar o Petrobras Distribuidora, que tem o mapeamento de cor e raça dos diálogo sobre o tema”. tema como um de seus pilares. ■ um plano de ação mais ousado, atingindo não só a cultura organi- 60 Angelo Borba / Banco de Imagens Petrobras Atingindo colaboradores e sociedade em geral, o Programa promove a conscientização e fortalece o compromisso da responsabilidade social da BR Saiba mais sobre o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça: ■■ O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do Governo Federal, que, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SPM/PR e do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, reafirma os compromissos de promoção da igualdade entre mulheres e homens inscrita na Constituição Federal de 1988, e conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Organização Internacional do Trabalho – (OIT - Escritório Brasil). ■■ O programa tem como objetivo promover a igualdade de oportunidades e tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas e instituições por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional. ■■ As empresas e organizações públicas e privadas desenvolvem o programa durante 12 meses (execução do Plano de Ação). Para receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é preciso que obtenham o mínimo de 70% de execução das ações pactuadas. ■■ O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça representa o reconhecimento do trabalho feito pelas organizações no desenvolvimento de ações que buscam a eliminação de todas as formas de discriminação, evidenciando publicamente seu compromisso com a equidade de gênero e étnico-racial. 61 REsPoNsAbiLidAdE sociAL uLtuRA para todos M ais uma vez, o Cinema BR em Movimento entra em ação nas comu- ma do projeto. Nesta edição, apro- nidades. Com o patrocínio da Movimento. Três longas metragens Petrobras Distribuidora há doze integram a programação durante anos, o projeto chega à sua 13ª o circuito, realizado exclusivamen- edição como o maior circuito não- te em comunidades que não têm comercial da América Latina. acesso a salas de cinema. Com Lu Teixeira Cinema BR em movimenTo CHeGa À 13ª edição Com SeSSão inauGuRal na manGueiRa ximadamente 150 municípios serão contemplados pelo Cinema BR em Este ano, a sessão inaugural duração de seis meses, o projeto irá aconteceu em junho, no morro da realizar 600 sessões este ano para Mangueira, com a projeção do fil- um público de 70 mil espectadores. me “Rio”. O local e o horário da exi- Os filmes em cartaz continuam bição, no final da tarde e ao lado da agradando a todos os públicos. Unidade de Polícia Pacificadora da Serão exibidos: a animação infan- comunidade, foram pensados para til “Rio”, de Carlos Saldanha; “Uma facilitar o acesso da população. Professora Muito Maluquinha”, adaptação da obra do Ziraldo; e dores do tradicional bairro carioca “5x Favela – Agora Por Nós Mes- que assistirão às sessões de cine- mos”. Os títulos cobrem todas as sões gratuitas do melhor do cine- faixas etárias e seguem ma nacional e mais de 1,7 milhão o critério de qualidade de expectadores de todo país, técnica e artística, sen- em cerca de mil cidades. O proje- do que os temas sem- to reconhece a cultura e o audio- pre tem relevância na visual nacional como ferramentas geração de reflexões para a educação e a transforma- e debates. ção social, fortalecendo a iden- Lu Teixeira Mas não são apenas os mora- 62 jeto beneficiados com o pro Novos municípios serão BR leva cultura e lazer para população carioca Desde sua primei- tidade brasileira e fomentando ra edição, já foram debates em torno dos assuntos mais de 13 mil ses- abordados nos filmes. ■ cANAL dE coMuNicAção fale conosco agora com chat ções de abrangência nacional e até mesmo do cliente direto, através do link específico dispo- informações nibilizado dentro da plataforma ou tirar dúvidas em tempo real. do Canal de Negócios. Segun- Um dos destaques da nova fer- do Vanessa Soares, da Gerên- ramenta é a integração com o cia de Atendimento a Clientes, a atual sistema de gerenciamen- principal vantagem do chat é a to das manifestações do públi- possibilidade de esclarecer dú- sumidor buscar co externo, o Focus, onde todo atendimento realizado via chat origina automaticamente uma manifestação no CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente). Todos os atendimentos registrados no sistema corporativo ganham um protocolo, facilitando assim a rastreabilidade e a segurança do contato. Reinaldo Hingel A Petrobras Distribuidora criou um canal de chat (conversa) para o con- vidas em tempo real. “Além de um único operador atender até quatro clientes ao mesmo tempo, ele responde as dúvidas em um canal alternativo ao telefone, mas tão eficiente quanto”, afirma. Como FunCiona O primeiro público a ser contemplado com o canal de chat são os fornecedores, além dos A BR pretende ampliar o ser- clientes, dos consumidores e da viço por meio deste canal para sociedade em geral. Será dispo- os atendimentos dos usuários de nibilizado um link de acesso no gás natural (no estado do Espírito Portal BR que, ao ser clicado pelo Santo), do SAC BR, das promo- internauta, leva-o para uma tela Vanessa Soares, da Gerência de Atendimento a Clientes de identificação de atendimento pelo operador. A partir deste momento, a pessoa já pode utilizar a nova ferramenta de chat. O visual está totalmente integrado ao do Portal BR (www.br.com.br). ■ ConTaTo BR: Saulo Pereira da Silva Marques [email protected] / (21) 2354-4242 63 Desafios tecnológicos para suporte à gestão de frota A s tecnologias de rastreamento e monitoramento de veículos tem evoluído muito e se tornado, cada vez mais, acessíveis ao mercado. Isso se reflete no uso intensivo destes sistemas por transportadores e embarcadores, com vistas ao ganho de eficiência operacional. Este foi o contexto que motivou a implantação do ‘InfoPAE’ na Petrobras Distribuidora. Trata-se de um sistema de informação corporativo da Petrobras, desenvolvido pelo Tecgraf/PUC-Rio, desde 1997, para apoio às atividades de preparação, planejamento e de resposta a emergências. O sistema organiza as informações e define as ações de resposta, em função dos possíveis cenários tais como o tipo de acidente, o produto envolvido e as áreas afetadas. Um cenário especialmente crítico refere-se ao acidente com transporte de carga, pela localização não ser fixa e as condições serem dinâmicas. Para estes casos, desenvolvemos o ‘InfoPAE Móvel’, que monitora unidades móveis, por meio da coleta e transmissão de dados de cada veículo, em tempo real, para a base da empresa. Pode-se conhecer, por exemplo, a lo- 64 calização, a quantidade de produtos, quem é o motorista, os pontos de parada, os clientes atendidos, os mais próximos e o que existe ao seu redor. Entre outras funcionalidades, estão o rastro de movimentação do veículo, o acompanhamento do retorno de combustível para a base, os relatórios de logística e de SMS, o registro de acidentes, a visualização de um mapa das ocorrências e o acompanhamento do estado do dispositivo. Além da aplicação em segurança e no meio ambiente, com ganhos na redução de acidentes e na gestão das emergências, a BR passou a utilizar o sistema também para a logística, o que trouxe diversos ganhos: melhor gestão da frota e do nível de serviço, pontualidade das entregas, visibilidade dos pedidos, identificação de rotas deficitárias, otimização do uso dos veículos, maior visibilidade no atendimento e gestão de risco patrimonial e de SMS, entre outros. Outra funcionalidade especial é o mecanismo para leitura padronizada dos dados das rastreadoras, permitindo a integração do monitoramento dos veículos das diversas transportadoras. Por existirem cerca de 400 empresas de rastre- Arquivo pessoal Opinião Marcelo Tílio amento no Brasil, este processo teve importância fundamental. Outro destaque da especialização do uso do InfoPAE Móvel na BR foram os módulos desenvolvidos para suporte à CCF (Central de Controle de Frotas), que é a responsável pela programação dos clientes a serem atendidos e das rotas a serem percorridas, pelo monitoramento e controle das ações não desejadas, como os desvios de rotas programadas (Logística) ou o excesso de velocidade, etc. (SMS/ patrimonial), e também pela análise e planejamento da operação. O uso inédito deste sistema trouxe desafios tecnológicos, vencidos ao longo dos anos, e que hoje representam um diferencial competitivo para a BR. ■ MARCELO TÍLIO Tecgraf/PUC-Rio