Finanças Públicas:
Incidência Tributária
Notas de Aula
Prof. Giácomo Balbinotto
Alguns fatos estilizados
Carga Tributária Nacional
(em R$ bilhões)
2001
2002
1.200
1.321
Tributos federais
278
341
Tributos Estaduais
108
115
Tributos Municipais
17
19
Arrecadação Total
404
477
Arrecadação/PIB
33,64%
36,06%
PIB corrente
2
Carga Tributária
sobre o PIB em 2001
País
% arrecadação/PIB
Noruega
45,0
Turquia
35,8
Canadá
35,2
Espanha
35,2
Nova Zelândia
34,8
Polônia
34,1
Brasil
34,0
Uruguai
30,3
EUA
29,6
Irlanda
29,2
México
18,3
Argentina
17,4
Chile
17,3
Venezuela
15,9
Paraguai
14,1
Eqiador
13,0
3
Indicador custo/receita administrada
(em R$ mil)
Fonte: SRF/Coget
Ano
Custo
Receita
Arrecadada
Relação
percentual
1994
746.913
62.615.900
1,19
1997
1.674.059
107.064.700
1,56
As recomendações do FMI apontam para um nível mínimo de
custo/receita administrada de 2% para administrações tributárias em
fases de modernização.
4
Tax Freedom Day
Quantos dias nos trabalhamos para o
Governo?
- federal
- estadual
-municipal
5
Introdução
A taxação é compulsória. As contribuições
para sustentar os serviços públicos
necessitam ser compulsórios dada a
existência do problema do free rider
(carona): a menos que o suporte para os
bens públicos seja compulsório, ninguem
terá incentivo para contribuir.
6
Caracterísiticas Desejáveis
de Um Sistema Tributário
(i) eficiência econômica: o sistema tributário não deveria interferir com a
eficiente alocação dos recurso;
(ii) simplicidade administrativa: o sistema tributário deveria ser fácil e
relativamente barato para se administrar;
(iii) flexibilidade: o sistema tributário deveria ser capaz de responder
facilmente (em alguns casos, automaticamente) a mudanças nas
circunstâncias econômicas;
(iv) responsabilidade política: o sistema tributário deveria ser estruturado
de modo que o indivíduo soubesse com certeza o que ele está pagando e
avaliar quão acurado o sistema reflete suas preferências;
(v) equidade (fairness): o sistema tributário deveria ser equitativo no seu
tratamento de diferentes indivíduos.
7
Tributação: princípio da capacidade
de pagamento e do benefício
Princípio do benefício: de acordo com este
princípio, um sistema tributário justo é aquele
em que cada contribuinte para ao fisco uma
quantia diretamente relacionada com os
benefícios que recebe do governo.
O princípio do benefício, portanto, não se
restringe ao lado das receitas, mas está
relacionado à alocação dos benefícios dos
serviços públicos.
8
Tributação: princípio da capacidade
de pagamento e do benefício
Num sistema de tributação de acordo com
o benefício, cada contribuinte é tributado
de acordo com sua demanda de serviços
públicos
9
Tributação: princípio da capacidade
de pagamento e do benefício
Princípio da capacidade de pagamento: nos diz
que as pessoas devem contribuir para o custo
dos serviços públicos na medida de sua
“capacidade de pagamento”.
Isto implica iguais recolhimentos de impostos
por contribuintes com a mesma capacidade de
pagamento, e diferentes recolhimentos de
impostos quando tais capacidades diferem.
10
Medidas de
Capacidade de Pagamento
A renda dos indivíduos é considerada,
convencionalmente, como a melhor medida da
sua capacidade de pagamento, isto devido,
essencialmente, ao seu alcance e abrangência.
A renda como base do imposto inclui todas as
fontes de renda monetária (capital e trabalho)
ou alternativamente, todos os usos monetários
da renda ( consumo e poupança). Outras
medidas são o consumo e o patrimônio.
11
Introdução
Quando falamos de impostos surgem duas
questões:
(i) quem vai arcar com a carga tributária – ou
seja, como ela será distribuída entre os agentes
econômicos e;
(ii) que fatores são capazes de influenciar essa
distribuição?
12
Introdução
A instituição de um imposto induz mudanças no
comportamento dos agentes econômicos indivíduos, firmas e governo - bem como
alterações nos preços dos produtos e no retorno
sobre fatores de produção (capital e trabalho).
Em quase todos os casos, essas mudanças
implicam que a incidência econômica (ou real)
de um imposto será diferente de sua incidência
legal (ou estatutária).
13
Introdução
Para determinar quem paga efetivamente um imposto,
precisamos examinar seu impacto através da legislação
tributária, e procurar determinar sobre quem recai a
responsabilidade final do imposto. Isto envolve duas
outras considerações:
(i) toda a carga tributária é paga por indivíduos, ou seja,
sua incidência recai sobre indivíduos, na sua qualidade de
proprietários, assalariados ou ainda consumidores;
(ii) a distribuição da incidência final pode diferir das
responsabilidades, ou obrigações legais, na medida em
que os indivíduos e as firmas em geral ajustam suas
compras e vendas após a introdução do imposto.
14
Introdução
Assim, temos que, em decorrência de
uma cadeia de ajustamentos do imposto,
a distribuição final da carga tributária
inicial das responsabilidade tributária ou
incidência legal.
15
Incidência Orçamentária
Incidência Orçamentária
Receita
Despesa
Elasticidade-Renda
Propensão a
da Demanda
Fonte
Consumir do Governo
Uso
Fonte
Uso
16
Formas de Análise da
Incidência Tributária
A forma mais comum de se analisar os efeitos
dos impostos utiliza modelos econômicos, os
quais diferem em muitas dimensões, como o
número de mercados analisados, a extensão em
que os fatores de produção podem ser
considerados fixos, o método considerado para
acumulação de capital, a natureza da
competição de mercado e etc.)
17
Incidência Tributária em
Mercados Competitivos
O contexto de mercados competitivos oferece a
forma mais simples de se entender o porquê da
diferença entre incidência legal e econômica de
um imposto, particularmente considerando-se
que os mercados são independentes, ou seja, o
que acontece em um deles não afeta os demais.
18
Avaliação de ganhos e perdas
resultantes de políticas governamentais:
excedentes do consumidor e do produtor
Revisão dos excedentes do consumidor e do
produtor:

Excedente do consumidor é o benefício total ou valor
que os consumidores recebem além daquilo que
pagam pela mercadoria.

Excedente do produtor é o benefício total ou receita
que os produtores obtêm além do custo de produção
de uma mercadoria.
19
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor
Excedente do consumidor e do produtor
Preço
$10
Excedente
do consumidor
S
7
Entre 0 e Q0 os
consumidores A e B
auferem um ganho líquido
no consumo do bem –
Excedente do consumidor
5
Excedente
do produtor
D
0
Consumidor A
Q0
Consumidor B
Consumidor C
Entre 0 e Q0 os produtores
auferem um ganho líquido
na venda do bem –
Excedente do protutor.
Quantidade
Avaliação de ganhos e perdas
resultantes de políticas governamentais:
excedentes do consumidor e do produtor


Aplicação dos conceitos de excedentes do
consumidor e do produtor
Para determinar o efeito no bem-estar de uma
política governamental, podemos medir o ganho
ou a perda nos excedentes do produtor e do
consumidor.

Efeitos no bem-estar

Ganhos e perdas causadas pela intervenção do governo no
mercado.
21
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor
Preço
Variação do excedente
do consumidor e do
produtor devido ao
controle de preços
Suponha que o governo
imponha um preço máximo de Pmax
abaixo do preço de mercado P0.
S
Peso morto
O ganho dos consumidores
é a diferença entre
o retângulo A e o
triângulo B.
B
P0
A
C
A perda dos produtores é
a soma do retângulo A e
do triângulo C. Os triângulos
B e C, em conjunto, medem
o peso morto.
Pmax
D
Q1
Q0
Q2
Quantidade
22
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor
Aplicação dos conceitos de excedentes
do consumidor e do produtor

Observações:
A perda total é igual à área B + C.
 A variação total do excedente =

(A - B) + (-A - C) = -B - C

O peso morto é a ineficiência causada pelo
controle de preços.
A
perda de excedente do produtor supera o ganho
em excedente do consumidor.
23
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor
Variação do excedente
do consumidor e do
produtor devido ao
controle de preços
D
Se a demanda for suficientemente
inelástica, o triângulo B poderá ser
maior do que o retângulo
A e o consumidor sofrerá
uma perda devido ao
controle de preços.
S
Preço
B
P0
Pmax
C
A
Q1
Exemplo:
Controle do preço do
petróleo e escassez
de gasolina
em 1979
Q2
Quantidade
24
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor
Preço
D
($/mpc)
S
2,40
B
(PP) 2
O ganho para os consumidores
é o retângulo A menos o triângulo
B, e a perda para os produtores é
a soma do retângulo A
e do triângulo C.
C
A
(Pmáx)1
0
5
10
15 18 20
25
30 Quantidade (tpc)
25
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do produtor

Medindo o efeito de controles de preço


Variação no excedente do consumidor
 = A - B = 18 – 0,4 = $17,6 bilhões
Variação no excedente do produtor
 = -A - C = -18-1 = -$19 bilhões
26
Avaliação de ganhos e perdas resultantes de políticas
governamentais: excedentes do consumidor e do
produtor

Medindo o efeito de controles de preço

Peso morto

= -B - C = -0,4 - 1 = -$1,4 bilhão

Em reais, o peso morto é superior a $4,5
bilhões por ano.
27
Eficiência de um mercado competitivo
Perda de bem-estar
quando um preço
mínimo é fixado
abaixo do preço de
equilíbrio
S
Preço
A fixação de um preço
máximo igual a P1 resulta
no peso morto dado pelos
triângulos B e C.
B
P0
A
C
P1
D
Q1
Q0
Quantidade
28
Eficiência de um mercado competitivo
Perda de bem-estar
quando um preço
mínimo é fixado acima
do preço de equilíbrio
A fixação de um preço
mínimo igual a P2
resulta na quantidade
demandada Q3. O peso
morto é dado pelos
triângulos B e C
Preço
S
P2
A
P0
B
Qual seria o peso morto se
QS = Q2?
C
D
Q3
Q0
Q2
Quantidade
29
Quotas e tarifas de importação
Tarifa ou quota de importação para eliminar importações



A elevação do preço
pode ser obtida via
quotas ou tarifas.
A área A representa o
ganho dos produtores
domésticos.
A perda dos
consumidores é dada
por A + B + C + D.
S
Preço
P*
A
B
Pw
D
C
D
QS
Q’S
Q’D
Quantidade
QD
30
Quotas e tarifas de importação
Tarifa ou quota de importação para eliminar importações

No caso de uma tarifa, o
governo aufere uma receita
igual a D, de modo que a
perda líquida para o país é B
+ C.

No caso de uma quota, a
área D torna-se parte dos
lucros dos produtores
estrangeiros, e a perda
líquida para o país passa a
ser B + C + D.
S
Preço
P*
A
B
Pw
D
C
D
QS
Q’S
Q’D
QD Quantidade
31
Quotas e tarifas de importação
Exemplo: A quota de açúcar

O preço mundial do produto importado
tem sido de $0,04 por libra, enquanto
que no país X, seu preço tem sido de
$0,20 a $0,25 centavos por libra.
32
Quotas e tarifas de importação
A quota de açúcar

O impacto de um mercado restrito (2001)
Produção dos país X = 17,4 bilhões de libras
 Consumo do país X = 20,4 bilhões de libras
 Preço no país X = $0,215 por libra
 Preço mundial = $0,083 por libra

33
Quotas e tarifas de importação
A quota de açúcar

O impacto de um mercado restrito
ES em X = 1,5
 ED em X = -0,3
 Oferta em X: QS = -8,70+ 1,214P
 Demanda em X : QD = 26,53 – 0,285P
 P = 0,083 e Q = 24,2 bilhões de libras

34
Quotas e tarifas de importação
Quota de açúcar
Preço
(centavos de
dólar por libra)
DEUA
SEUA
PEUA = 21,5
0,20
O custo das quotas para os
consumidores foi de
A + B + C + D, ou $2,9b.
O ganho dos produtores foi
a área A, ou $1,2b.
A
D
0,15
B
C
0,10
PW = 8,3
0,05
Qd = 24,2
0
5
QS = 1,4
10
15
Q’S = 17,4
20
25
Q’d = 20,4
30
Quantidade
(bilhões de libras)
Quotas e tarifas de importação
Quota de açúcar em 2001
DEUA
SEUA
Preço
(centavos de
dólar por libra)
PEUA = 21,5
0,20
A
D
0,15
B
C
O retângulo D foi o ganho
dos produtores estrangeiros
detentores de quotas,
ou $396 milhões.
Os triângulos B e C
representam o peso morto de
$1,306 bilhão.
0,10
PW = 8,3
0,05
Qd = 24,2
0
5
QS = 1,4
10
15
Q’S = 17,4
20
25
Q’d = 20,4
30
Quantidade
(bilhões de libras)
Impacto de um imposto específico
A carga fiscal de um imposto (ou o
benefício de um subsídio) recai
parcialmente sobre o consumidor e
parcialmente sobre o produtor.
Consideraremos um imposto específico ou
unitário, ou seja, uma determinada
quantia em dinheiro cobrada por unidade
vendida.
37
Impacto de um imposto específico
Um imposto específico (ou unitário) é aquele que
arrecada um montante fixo por unidade vendida. Tratase do imposto sobre consumo, sendo aplicado sobre
produtos como cigarros, bebidas alcoólicas e
combustíveis.
No Brasil, um exemplo típico é o IPI (Imposto sobre
produtos industrializados), incidente sobre bebidas
alcoólicas, cuja tabela de incidência define o valor do
importo por unidade vendida em função das
características do produto tais como volume, teor
alcoólico etc.
38
Impacto de um imposto
Incidência de um imposto
Preço
Pc
Pc é o preço (incluindo
o imposto) pago pelos
compradores. Pv é o preço
que os vendedores recebem,
com lucro líquido. A carga fiscal
é repartida igualmente.
S
A
B
P0
D
Os compradores perdem
A + B, os vendedores perdem
D + C e o governo arrecada
A + D. O peso morto
é B + C.
C
t
Pv
D
Q1
Q0
Quantidade
39
Impacto de um imposto
Incidência de um imposto
S1
Preço
S
A
Pc
C
E
P0
RT = t . Q1 = ABPVPC
t
Pv
B
D
Q1
Q0
Quantidade
40
Impacto de um imposto
Num mercado competitivo, a incidência de
um imposto específico não é afetadas
pela sua incidência estatutária.
Em outras palavras, não importa se o
imposto deve ser recolhido aos cofres
públicos pelo comprador ou pelo
vendedor.
41
Impacto de um imposto
Incidência de um imposto

Quatro condições que devem ser satisfeitas
após a implementação do imposto:
1. A quantidade vendida e Pc devem estar
situados sobre a curva de demanda:
QD = QD(Pc)
2. A quantidade vendida e Pv devem estar
situados sobre a curva de oferta:
QS = QS(Pv)
42
Impacto de um imposto
Incidência de um imposto

Quatro condições que devem ser
satisfeitas após a implementação do
imposto:
3. QD = QS
4. Pc - Pv = t
43
Impacto de um imposto e as
elasticidades da oferta e demanda
O impacto de um imposto depende das
elasticidades de oferta e de demanda
D
S
Carga fiscal
sobre o
comprador
Preço
Pc
Preço
Carga fiscal
sobre o
vendedor
S
t
Pc
P0
P0
Pv
t
D
Pv
Q1 Q0
Quantidade
Q1 Q 0
Quantidade
Impacto de um imposto e as
elasticidades da oferta e demanda
Quanto mais elástica for a oferta ou
menos elástica for a demanda, maior será
a fração do imposto paga pelos
compradores.
45
Impacto de um imposto
Incidência de um imposto

Transferência


ES/(ES - Ed)
Por exemplo, quando a demanda é
totalmente inelástica (Ed = 0), a
transferência é igual a 1, e todo o imposto
recai sobre o consumidor.
46
Impacto de um imposto ad valorem
Um imposto é denominado ad valorem
quando é estabelecido como um
percentual do preço do produto ou com
base da incidência.
No Brasil, é o caso da grande maioria dos
impostos e contribuições, tais como o
ICMS, a CPMF, o PIS e a COFINS.
47
Impacto de um imposto ad valorem
Suponha que num imposto ad valorem a
alíquota t seja instituída de modo a
fornecer a mesma receita tributária que o
imposto específico anteriormente
estudado.
48
Impacto de um imposto ad valorem
Demanda antes do imposto
P
Pc
A
Po
E
Demanda depois do imposto
ad valorem
Pv
B
0
Q
49
Impacto de um imposto ad valorem
Como o imposto foi aplicado ao comprador, a
curva de demanda se deslocou para baixo,
girando em torno do ponto P = 0, pois agora o
deslocamento é proporcional ao preço, dado por
(t.P).
Conforme observamos, o imposto ad valorem
tem os mesmos efeitos sobre a quantidade de
equilíbrio e sobre os preços aos compradores e
vendedores que um imposto específico.
50
Imposto ad valorem vs
Imposto específico
Num mercado competitivo, a incidência de um
imposto ad valorem é idêntica a um imposto
específico.
Num mercado competitivo, a incidência real
independe do tipo de imposto (se específico ou
ad valorem e da incidência legal (se sobre
compradores ou vendedores)
51
Caso #1 – A carga do imposto é
totalmente suportada pelos compradores
Os gráficos abaixo mostra o caso em que a curva de
oferta é horizontal (oferta perfeitamente elástica) ou
quando a demanda é vertical (demanda perfeitamente
inelástica).
Nesses casos o novo preço de equilíbrio P1 é dado por
(P0 +t), onde Po é o preço de mercado antes do imposto
e t é o imposto (específico ou unitário).
52
Impacto de um imposto
(oferta perfeitamente elástica)
Preço
Pc
Oferta após o
imposto
t
Oferta antes do
imposto
Pv
Demanda
0
Q1
Q2
Quantidade
53
Impacto de um imposto
(demanda perfeitamente elástica)
Oferta após o
imposto
Preço
Oferta antes do
imposto
Pc
t
Pv
Demanda
0
Q
1
Quantidade
54
Impacto de um imposto e a
elasticidade: casos extremos
Se a oferta é perfeitamente elástica (ou
seja, se o produtor puder repassar para
os preços todos os aumentos nos seus
custos) ou a demanda é perfeitamente
inelástica (ou seja, o consumidor
consome a mesma quantidade
independente do preço), todo o imposto
será suportado pelos consumidores.
55
Impacto de um imposto e a elasticidade:
carga tributária suportada
totalmente pelos vendedores
Abaixo vemos o caso em que a curva de
oferta é vertical (oferta perfeitamente
inelástica) ou quando a curva de demanda
é horizontal (demanda perfeitamente
elástica).
56
Impacto de um imposto
(oferta perfeitamente inelática)
Oferta antes e
Preço
depois do imposto
Pc = Pv
Demanda
0
Q
1
Quantidade
57
Impacto de um imposto
(demanda perfeitamente elástica)
Oferta após o
imposto
Preço
Oferta antes do
imposto
Pc =
Demanda
Pv
t
0
Q1
Q2
Quantidade
58
Impacto de um imposto e a elasticidade:
carga tributária suportada
totalmente pelos vendedores
Nesses casos, a instituição de um imposto não altera o
preço de equilíbrio, não alterando o preço aos
compradores. Portanto, toda a carga do imposto é
suportada pelos vendedores.
Isso ocorre porque, no caso da oferta ser perfeitamente
inelástica, os vendedores ofertarão sempre a mesma
quantidade, independentemente do preço; e no caso da
demanda perfeitamente elástica, os consumidores só
estarão dispostos a comprar qualquer quantidade desse
produto ao seu preço de mercado original, não
acatando,pois quaisquer repasses de aumento nos
custos para os preços.
59
A elasticidade das curvas de oferta
e demanda e a carga tributária
A distribuição da carga tributária entre
vendedores e compradores dependerá das
elasticidades-preço da oferta e demanda
do mercado em análise.
60
A elasticidade das curvas de oferta
e demanda e a carga tributária
A carga tributária sobre os compradores é dada por
[(Pc – Po) x Q1], e sobre os vendedores é [(Po –Pv)] x Q1],
sendo a receita tributária [(Pc-Pv) x Q1] = t x Q1.
Assim, a parcela da carga tributária suportada pelos
compradores (CTc) é dada por:
CTc = (Pc-Po)xQ1 / (Pc – Pv) xQ1 = (Pc - Po)/(Pc – Pv)
61
A elasticidade das curvas de oferta
e demanda e a carga tributária
Como as elasticidades-preço da oferta
(Es) e da demanda (Ed) são dadas por:
Es = (Q/Qo) x (Po/Pv-Po)
Ed = (Q/Qo) x (Po/Pc-Po)
62
A elasticidade das curvas de oferta
e demanda e a carga tributária
Temos então que:
CTc = Es / Es-Ed = 1 / (1 – Es/Ed)
ou seja, quanto mais elástica for a oferta
(maior Es) ou menos elás.tica for a demanda
(menor Ed), maior será a fração do importo
paga pelos compradores
63
Impacto de um subsídio




Os efeitos de um subsídio
Um subsídio pode ser analisado da
mesma forma que um imposto.
Pode ser interpretado como um imposto
negativo.
O preço recebido pelo vendedor excede
o preço pago pelo comprador.
64
Impacto de de um subsídio
Subsídio
Preço
S
Pv
s
P0
Pc
Como no caso do imposto,
o benefício de um
subsídio é dividido
entre compradores
e vendedores, dependendo
das elasticidades de
oferta e demanda.
D
Q0
Q1
Quantidade
65
Impacto de um subsídio
Subsídio

Com o subsídio (s), o preço de venda Pc
fica abaixo do preço subsidiado Pv, de
modo que:

s = Pv - Pc
66
Impacto de um subsídio
Subsídio

O benefício do subsídio depende da
relação Ed /ES.
Se a magnitude de Ed /ES for pequena, o
benefício recai principalmente sobre o
consumidor.
 Se a magnitude de Ed /ES for grande, é o
produtor o maior beneficiado.

67
Impacto de um imposto
Exemplo: O imposto sobre a gasolina

Medição do impacto de um imposto de
$0,50 sobre a gasolina

EP de médio prazo da demanda = -0,5
QD = 150 - 50P

EP da oferta = 0,4
QS = 60 + 40P

QS = QD ao preço de $1 e quantidade de
100 bilhões de galões por ano (bg/ano)
68
Impacto de um imposto
O imposto sobre a gasolina

Com um imposto de $0,50
QD = 150 - 50Pc = 60 + 40Pv = QS
 150 - 50(Pv+ 0,50) = 60 + 40Pv
 Pv = 0,72
 Pc = 0,5 + PS
 Pc = $1,22

69
Impacto de um imposto
O imposto sobre a gasolina

Com um imposto de $0,50
Q = 150 -(50)(1,22) = 89 bg/ano
 Q diminui em 11%

70
Impacto de um imposto
Preço
(dólares
por galão)
D
S
1,50
Excesso do consumidor
perdido
Pc = 1,22
P0 = 1,00
A arrecadação anual do
imposto é 0,50(89)
ou $44,5 bilhões. O comprador
paga $0,22 do imposto, e
o produtor paga $0,28.
A
D
t = 0,50
Excesso do produtor
perdido
Pv = 0,72
0,50
11
0
50 60
89 100
150
Quantidade (bilhões
de galões por ano)
71
Impacto de um imposto
Preço
(dólares
por galão)
D
S
1,50
Exccesso do consumidor
perdido
Pc = 1,22
P0 = 1,00
A
D
Peso morto = $2,75 bilhões/ano
t = 0,50
Excesso do produtor
perdido
Pv = 0,72
0,50
11
0
50 60
89 100
150
Quantidade (bilhões
de galões por ano)
72
Resumo


Modelos simples de oferta e demanda
podem ser utilizados na análise de uma
grande variedade de políticas
governamentais.
Em cada caso, o excedente do produtor e
do consumidor são utilizados para avaliar
os ganhos e as perdas de produtores e
consumidores.
73
Resumo


Quando o governo cria um imposto ou
subsídio, a variação no preço é,
geralmente, inferior ao valor total do
imposto ou subsídio aplicado.
A intervenção governamental resulta,
geralmente, em um peso morto.
74
Fim
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