Núcleo de Análises Urbanas (NAU) Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Pavilhão 6 – Sala 25 H Av. Itália km 8 Campus Carreiros Rio Grande (RS) FONES: 53- 32336591/32336843 www.nau.furg.br e-mail: [email protected] Trabalho feminino: o caso do processo de expansão nas áreas portuárias do Porto de Rio Grande (RS) Resumo Esta pesquisa visa analisar e comparar a situação do trabalho feminino, focalizando as mulheres chefes de família, que moram nas áreas sujeitas à expansão portuária do Porto de Rio Grande, resultante dos atuais investimentos aplicados no Porto. Tais investimentos e a possível remoção, por consequência, poderão modificar toda a rotina familiar dos moradores das áreas passivas de expansão, principalmente no que se refere ao trabalho, pois muitas famílias exercem ocupações que estão diretamente ligadas as localidades de moradia. Desse modo, instigou-se qual será o posicionamento feminino frente a essas mudanças, levando em consideração os novos arranjos familiares resultantes de um processo recente de inserção da mulher no mercado de trabalho. As áreas apresentam características comuns entre os moradores, como: elevado índice de baixa escolaridade, situação de trabalho precário e baixa renda familiar. Tais características fundamentam a escolha das áreas como objeto de análise. O objetivo deste trabalho é caracterizar a situação das mulheres chefes de família, com ou sem filhos, que moram nas áreas de expansão portuária. A metodologia utilizada é a qualitativa e consiste em entrevistas e questionários. Palavras chave: trabalho feminino, local de moradia, chefia familiar feminina. Coordenadora: Susana Maria Veleda da Silva Bolsista de IC: Andressa Cristiane Colvara Almeida (Geografia Licenciatura) NAU/ICHI/FURG 2 Introdução Esta pesquisa tem como premissa a articulação de três elementos: (a) as mudanças no mercado de trabalho a partir do anos 1990 que redefiniram o padrão de absorção da força de trabalho feminina; (b) as alterações nos arranjos familiares associadas as transformações do papel das mulheres na família e na sociedade; (c) o processo de organização e expansão do Porto do Rio Grande que promove a remoção de várias famílias localizadas nestas áreas. A primeira década do século XXI tem demarcado um novo ciclo de acumulação no capitalismo brasileiro, notadamente após a superação do período de austeridade imposto pelo ajuste fiscal pós-Plano Real. Paralelo à retomada dos investimentos por parte do setor privado, a nova fase de investimentos oriundos do setor público, a partir da estruturação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) se dá especialmente com a recomposição do capital fixo necessário para a competitividade da economia no cenário global, a qual se pretende atingir com a construção ou reconstrução de infra-estruturas territoriais (hidrelétricas, rodovias, dutos, portos) e urbanas (saneamento básico e habitação). O Porto do Rio Grande vem recebendo investimentos os quais levam à necessidade de ampliação de suas atividades em direção as áreas sujeitas a expansão portuária que, até o momento, não haviam sido utilizadas para este fim. Estas áreas, que compreendem a Vila Mangueira, as localidades da Barra Nova e Barra Velha, a última dividida em duas subáreas (Barra Velha propriamente dita e o chamado Porto pesqueiro), uma parte do bairro Santa Tereza, a beira da Laguna dos Patos e um trecho do bairro Getúlio Vargas foram, em sua maioria, ocupadas por parcelas da população de baixa renda em diferentes momentos do crescimento da cidade do Rio Grande. Essa população hoje enfrenta a possibilidade de remoção de suas casas, o que poderá acarretar modificações em toda rotina familiar, principalmente no que se refere ao trabalho. Isso porque grande parte dos moradores trabalha em locais próximos a estas áreas e dependem da localidade onde moram para manter-se no emprego. 2 3 Segundo relatórios realizados em 2008 e 2009 pelo Núcleo de Análises Urbanas (NAU) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), onde estão representados os resultados dos levantamentos socioeconômicos nas áreas passíveis de expansão, solicitados pela Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), nas áreas vivem um total de 6461 moradores , destes 3272 são homens e 3189 são mulheres, sendo 817 destas, chefes de família. Os moradores das áreas em questão apresentam indicadores comuns que justificam a opção: elevado índice de baixa escolaridade, situação de trabalho precário e baixa renda familiar. Tabela 01: Áreas sujeitas a expansão portuária e número de moradores, de pessoas de sexo feminino e o total de mulheres chefes de família, 2008 e 2009. Áreas sujeitas a Total de moradores Total de Total de mulheres expansão pessoas do sexo entrevistadas e portuária feminino chefes de família 2306 1148 227 Barra Velha 1250 651 168 Bairro Getúlio Vargas (BGV) 964 473 173 Mangueira 736 332 65 Barra Velha (porto pesqueiro) 712 351 107 Vila Santa Tereza 493 234 77 Barra Nova 6461 3189 817 TOTAL Fonte: MARTINS, C. A. Relatórios sobre as áreas de expansão portuária em Rio Grande, NAU/ICHI/FURG, 2008 e 2009. A seguir descrevemos resumidamente a situação de cada área ate o presente momento1: A Barra Velha terá uma parte das moradias regularizadas pela Prefeitura e as construções localizadas nas margens do canal do Rio Grande (Porto pesqueiro) deverão receber o direito de uso. O Bairro Getúlio Vargas (BGV): nesta área existem casas próximas e encostadas no muro do pátio automobilístico localizado junto a SUPRG. A superintendência pretende construir uma rua na extensão do muro resultando na remoção das moradias existentes numa área de 15 metros. Para atingir o objetivo precisaria remover 379 famílias que moravam no local. A contrapartida era a construção de apartamentos em área próxima. Parte dos moradores não 1 Informações obtidas através de entrevista com Prof. César Augusto Ávila Martins (NAU/ICHI/FURG) em junho de 2010. 3 4 aceitou a proposta e decidiram entrar na justiça. A outra parte aceitou ser removida para os apartamentos. Seriam construídos 220 apartamentos, mas a empreiteira faliu, não terminando a obra. Sobre a Mangueira a SUPRG alega que necessita retirar as famílias daquela área por motivo de risco à segurança das famílias, pois na área passam os dutos de petróleo e de produtos químicos. Os moradores não querem sair da área e alegam que nunca houve acidentes na área. Também alegam que existiria um laudo da Petrobrás que exclui qualquer risco de acidentes naquela área. Sobre a Vila Santa Tereza a SUPRG não dá informações sobre o andamento do processo nessa área. Sabe-se que haveria a construção de moradias próximas a área, mais precisamente na curva em direção ao porto. Sobre a Barra Nova: a SUPRG pretende construir um terminal para madeira e celulose nessa área. E informou aos moradores que eles seriam removidos para a Barra Velha onde o porto possui áreas desocupadas para a recolocação dos moradores. A SUPRG se comprometeu em construir um trapiche comunitário no novo local, já que grande parte dos moradores trabalha na atividade pesqueira. Parte dos moradores não aceita sair por alegarem ter vínculo direto com a pesca naquele local e parte aceita ser removida para a Barra Velha. Esta breve descrição da situação dos moradores e moradoras situados nas áreas de expansão e organização do Porto de Rio Grande demonstra a necessidade de uma maior compreensão da questão a partir das relações entre local de moradia, trabalho e condição de resistência a partir do empoderamento. Nos limites desta pesquisa trataremos da articulação dos elementos apontados acima a partir das seguintes questões: qual o perfil das mulheres destas áreas de expansão portuária?; que papel tem na família em relação ao trabalho remunerado (co-provedoras, chefes de família, dependentes)?; qual a sua contribuição para a renda familiar?; que postos de trabalho ocupam?; qual relação entre o trabalho e o local de moradia?; qual o papel das mulheres no acompanhamento do processo de remoção? Os novos arranjos familiares e de inserção das mulheres no mercado de trabalho apontam que as mulheres de baixa renda ocupam postos de trabalhos precários e informais. Os principais nichos de trabalho são os domésticos, os não-remunerados e os de consumo 4 5 próprio e da família. Contudo, mesmo com ocupações não expressivas social e economicamente, essa entrada no mercado de trabalho, possui papel importante para a criação de uma nova perspectiva laboral mais justa entre os sexos pois, segundo Montali (...)colocam em discussão a questão de que a permanência e a mudança desse padrão de família culturalmente aceito passam pela ruptura ou não da possibilidade concreta de sua efetivação. Essa ruptura, por hipótese, tenderá a provocar uma nova divisão do trabalho na família, ou seja, a alterar a relação famíliatrabalho, levando, a médio ou a longo prazo, a uma nova divisão sexual do trabalho que implicaria uma redefinição dos papéis masculino e feminino e alterações nas relações de hierarquia e poder.( 2000, s.p.) Esta afirmação propicia uma expectativa em relação a atuação destas mulheres chefes de família no que se refere a participação ativa delas no acompanhamento dos processos de remoção. Entendemos que o ingresso no mundo do trabalho remunerado e a mudança no papel desempenhado na família levam a um empoderamento social que se reflete numa maior participação cidadã. O objetivo principal da pesquisa é compreender a situação das famílias chefiadas por mulheres, com filhos ou sem filhos, que moram em áreas de expansão portuária na cidade do Rio Grande/RS. Este objetivo é desmembrado em quatro objetivos secundários: a) Caracterizar estas famílias localizadas a partir dos indicadores sobre família, escolaridade e trabalho; b) Entender a relação entre o trabalho e o local de moradia; c) Compreender as perspectivas em relação ao trabalho a partir da possível transferência do local de moradia; d) Identificar situações de empoderamento. A justificativa desta pesquisa tem como base os indicadores sociais brasileiros que apontam para um aumento significativo de famílias chefiadas por mulheres. No mundo entre 80 e 90% das famílias pobres tinham como chefe uma mulher e no Brasil em 1991, 18,1% dos chefes de família eram mulheres, o percentual passou para 24,9% em 2000. Com essa crescente mudança na configuração da família podemos observar certas desigualdades que ocorre principalmente quando a mulher necessita assumir a chefia da família. 5 6 Conforme o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres do município do Rio Grande são responsáveis por 30 % dos domicílios destas, 59 % possuem entre um e quatro anos de estudo e a renda média não atinge a dois salários mínimos atuais. Para o IBGE a categoria “chefe de família” ou “pessoa de referencia” é entendida como a pessoa reconhecida como a maior autoridade dentro do grupo, como provedores/as econômicos/as de seus lares. Para Quintero (2007) as mulheres chefes de família são as que assumem o Papel que se asigna a la mujer-madre, en el ejercicio de las funciones de crianza, educación, manejo de la autoridad, toma de decisiones, proveedora y garante del sostenimiento económico en forma permanente de los hijos y las hijas menores proprias u outras pessoas dependientes. Aumenta por las tendencias económicas en general, por la pobreza que obliga a las mujeres a buscar ingresos proprios que les den mayor autonomía, por las condiciones demográficas, sociales y culturales, como migraciones, viudez y rupturas matrimoniales, y por la opción femenima de no convivir con una pareia; situaciones que contribuyen al crecimiento de las familias monoparentales. (2007, p. 81) Algumas dessas mulheres assumem a liderança em seus lares e passam a ser referência de uma mudança de paradigmas no que tange a um novo rearranjo das famílias brasileiras. Este rearranjo está inserido em mudanças nas relações de gênero, que devem ser observadas, pois atuam no mercado laboral, na escola e na esfera doméstica. Atualmente o acesso ao trabalho remunerado e a educação possibilita que as mulheres chefe de família sintam-se ou tornem-se de fato empoderadas. Mas este empoderamento é matizado pela renda e pela educação, segundo Mendes As mulheres das camadas mais pobres, além de possuírem um baixo nível educacional e qualificação, estão inseridas em grande parte no mercado informal, em péssimas condições de trabalho e salários. Já as mulheres provenientes das camadas médias e altas são geralmente melhor instruídas e qualificadas para enfrentar as novas exigências do mercado. Elas colocam-se em bons postos de trabalhos, recebem melhores salários, e o ingresso se dá muito mais por uma questão de independência, autonomia ou poder de consumo, do que por questões de pobreza e sobrevivência. (2002, p.3) 6 7 Considerando as relações de poder que se estabelecem na divisão sexual do trabalho - divisão que se dá através das diferenças biológicas dos sexos e assim naturaliza o que seria trabalho de homens e trabalho de mulheres. Em uma perspectiva de gênero optamos por desconstruir à idéia de desigualdades baseadas no sexo, e enfatizamos a busca por eqüidade entre homens e mulheres, rompendo com as barreiras de um mundo sexista para a conquista do direito ao trabalho e a cidadania. Nesta pesquisa, buscamos entender as relações entre trabalho, sexo e moradia, segundo Nogueira a concepção de trabalho masculino e de trabalho feminino é baseada na divisão sexual do trabalho que é (...) Divisão sexual do trabalho é um fenômeno histórico e social, pois se transforma e se reestrutura de acordo com a sociedade da qual faz parte em um determinado período (...) A divisão sexual do trabalho não apresenta nenhuma neutralidade: trabalho feminino e trabalho masculino são categorias importantes não em função da natureza técnica, mas em função das relações de poder e dos interesses que os encobrem. (2006, p. 28) Considerando as relações de poder que se estabelecem na divisão sexual do trabalho entendemos a Constituição Brasileira de 1988 como um exemplo de conquista social, que incorporou uma pauta reivindicada por mulheres brasileiras, que tinha como principal objetivo a busca de eqüidade entre homens e mulheres. As mulheres historicamente vêm buscando ultrapassar as barreiras do mundo privado em busca do direito ao trabalho e da cidadania. Os direitos já adquiridos representam a luta dos movimentos feminista, mas pesquisas demonstram que as mulheres encontram-se no mercado de trabalho, mas não em condições de eqüidade, pois as mulheres que se inserem estão em desvantagem, visto que, há mais riscos de desemprego, menores salários e ocupação de baixo status, segundo Nogueira Nos anos 80/90 a mundialização do capital emitiu efeitos complexos, além de contraditórios, afetando desigualmente o emprego feminino e o masculino. Em relação ao emprego masculino, houve uma estagnação e/ou até mesmo uma regressão, já o emprego e o trabalho feminino remunerado cresceram. Paradoxalmente, apesar de ocorrer um aumento da inserção da mulher trabalhadora, tanto nos espaços formal quanto informal do 7 8 mercado de trabalho, ele se traduz majoritariamente, nas áreas onde predominam os empregos precários e vulneráveis.(idem). Este aspecto possibilita tecer algumas reflexões de como a mulher está inserida no mundo do trabalho, pois apesar dessas desigualdades as mudanças ocorrem, ainda que de forma lenta, principalmente porque quando estabelecemos relações entre as mulheres e o mundo. Consideramos a estrutura da família que vem se modificado conforme as necessidades da contemporaneidade. A família é monoparental, que é a formada pelo homem ou pela mulher assumindo a chefia da família, sendo um dos progenitores responsável pela estrutura familiar. Esse fenômeno de famílias chefiadas por mulheres deve ser tratado de forma não reducionista, devemos estar atentas à complexidade da questão, pois a renda familiar e a escolaridade tem importante papel sobre as condições de precariedade ou não do e no trabalho. Porém a situação fica mais complexa ao apontar às desigualdades de gênero, por isso, a importância de problematizar as condições reais das mulheres no contexto socioespacial em que se encontram. Metodologia Os caminhos da pesquisa passam por uma abordagem quanti-qualitativa. Tanto no processo de coleta como na análise e interpretação dos resultados. Esta metodologia é necessária para fazer uma descrição do fenômeno estudado, segundo Ramón “hay que abandonar estas concepciones dualistas y su adscripción a los géneros y crear unas estructuras mentales nuevas, no cargadas de categorias oposicionales” (1998, p. 11) o quantitativo deve contribuir com o qualitativo não excluir um ou outro, devem se complementar. Esta pesquisa, desenvolvida no âmbito das ciências sociais e humanas, aborda a complexidade de estudar diferentes sujeitos. Deste modo pretende a dar voz aos sujeitos pesquisados, também, analisar os dados quantitativos, desta forma libertando-se de um único recurso para entender a condição de vida das mulheres chefe de família. Compõem os caminhos da pesquisa: 8 9 a) revisão bibliográfica: estudos sobre mulheres chefes de família; novos arranjos familiares; trabalho e divisão sexual do trabalho; relação local de moradia/ trabalho/família; b) dados quantitativos coletados através questionários fechados; c) dados estatísticos coletados em bancos de dados e relatórios de pesquisa; d) dados coletados através de entrevistas abertas; e) elaboração de mapas, tabelas e gráficos explicativos; f) interpretação dos resultados; g) redação do relatório. Resultados e discussão A pesquisa no momento está na fase de coleta e análise dos dados. Pelos resultados já adiantados, foi possível perceber que as mulheres chefes de família, moradoras dessas áreas, apresentam baixo nível de escolaridade, em média, 61% não concluíram o ensino fundamental e 6,8 % são analfabetas. Com relação ao trabalho, 53% exercem atividade remunerada e 47 % apresentam-se como desempregadas ou donas de casa, incluindo as 23,9% que se identificam como aposentadas ou pensionistas. Do total, 30,6 % exercem ocupações informais, tornando precária a situação laboral. Esses fatores refletem na renda da família que, em torno de 47 % dos casos, não ultrapassa a um salário mínimo ao mês, o que comprova as dificuldades que essas moradoras enfrentam para, da maneira possível, sustentar e manter a família. Dessa forma, cria-se uma perspectiva de como essas mulheres se vêem no mundo do trabalho e na sua representação no papel principal perante a família, assim, possivelmente, as tornando mulheres com maior interesse em exigir seus direitos como trabalhadoras e como moradoras, envolvendo-se no processo de remoção. Referências BALLESTEROS, Aurora García (org). Métodos y técnicas cualitativas en Geografía Social.Barcelona: Oikos-tau, 1998. DEMO, Pedro. 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