Hugo Oliveira O sonho do treinador específico = Sonho de guarda-redes Apenas 32 equipas profissionais, o que não impede a exigência de profissionalismo noutras divisões Num mundo de poucas oportunidades, só a qualidade do trabalho leva ao sucesso Ser treinador de guarda-redes não é uma vida fácil: falta de reconhecimento, falta de condições de trabalho, muito sofrimento A paixão pelo treino de guarda-redes é o ponto de partida mas só o método de organização nos levam ao sucesso… Hugo Oliveira Hugo Oliveira Novas leis que influenciam o trabalho do Guarda – Redes Mudanças / Necessidades Tácticas Aumento da Velocidade do Jogo Importância Social / Pressão Psicológica Hugo Oliveira Hugo Oliveira Obrigatoriedade de ser o elemento mais completo / polivalente da equipa Capacidades técnicas ao nível das mãos e dos pés Hugo Oliveira Jogar fora da linha de baliza, o libero dos tempos modernos Ser forte no jogo aéreo, número de cruzamentos tem vindo a aumentar Qualidades ao nível do jogo ofensivo, distribuição curta/longa como arma importante Hugo Oliveira Uma posição de alto risco. O erro mínimo leva à crítica máxima, erros que valem pontos, pontos que valem jogos e épocas… Hugo Oliveira Eficácia Zero Golos Redes Seguras Hugo Oliveira Características Técnica Táctica Física Psicológica Ajuda no treino: O nosso papel Hugo Oliveira Devíamos estar a falar de guarda-redes tecnicamente fortes e mentalmente seguros… Será sempre assim? Ou nunca é assim? Falta de equilíbrio nas características globais de um guarda-redes (numa equipa pode-se encontrar um guarda-redes tecnicamente capaz mas mentalmente fraco e outro mentalmente forte mas com dificuldades técnicas) Capacidade analítica do treinador é fundamental e leva ao treino individualizado “Super-egos” ou “Menor-egos”? Diferenças comportamentais Hugo Oliveira Mesmo assim, existem características que são obrigatórias num guarda-redes pro: Atitude Profissional: treinos, vida social Atitude Competitiva Treino Invisível: Alimentação, descanso Capacidade de Auto-Análise Liderança e personalidade forte A nossa obrigação é exigir mas devemos saber que estamos a lidar com seres humanos sensíveis que vivem no limiar do sucesso/insucesso… A nossa missão é traze-los para o equilíbrio e para a racionalidade Hugo Oliveira Ao contrário do que devia ser, poucos guardaredes profissionais dominam todas as técnicas de base O treino uso e exclusivo de acções técnicas específicas não é mais que a repetição simples da acção em causa O treino técnico tem que estar presente em toda a acção de treino A nossa missão é VISIONAR, ALERTAR E CORRIGIR deficiências técnicas em todas as acções do guarda-redes Hugo Oliveira O Trabalho Técnico deve seguir uma ordem básica: Desenvolvimento da técnica base, exemplo: recepções simples, queda lateral simples. Desenvolvimento da técnica funcional, exemplo: ataque à bola nas quedas. Desenvolvimento de situações tácticas com perfeição técnica, por exemplo: desenvolver uma acção funcional no momento certo e na posição correcta. Hugo Oliveira O guarda – redes de alta competição deve ter bases técnicas sólidas e capacidade física adequada, como tal, são maioritariamente julgados pelas suas acções e opções tácticas. O guarda – redes Pró deve ser capaz de realizar 3 tipos de acções: Evitar situações de perigo: Saber usar a COMUNICAÇÃO certa e no momento certo. Saber ler o jogo e informar a equipa consoante o plano e estilo de jogo. Nada mais do que aquilo que chamo JOGO INVISIVEL! Evitar sofrer golos: Saber escolher a posição correcta para enfrentar acções de jogo (Remates, centros). Saber decidir se deve jogar mais fora ou dentro da sua área protegida e saber o momento certo para sair se essa for a decisão. Iniciar correctamente o jogo: Nas acções de posse e distribuição deve saber definir a forma correcta de o fazer, tal como, o timming adequado, distribuir com a mão ou com o pé, longo ou curto!? Hugo Oliveira O treino à imagem do jogo deve ser feito criando situações semelhantes às do jogo, obrigando o guarda – redes à tomada de decisão e à realização de perfeitas acções técnico-tácticas, não esquecendo que a CONCENTRAÇÃO também está a ser trabalhada. A forma de o fazer passa pelo uso de jogadores de campo para trabalho especifico de guarda – redes ou através do uso dos outros guarda – redes do plantel. Hugo Oliveira Situações de pressão com diferentes características de tempo e espaço são um bom caminho para a eficácia! (por exemplo num exercício de meia distancia…obrigar o GR a definir sobre pressão o melhor posicionamento para o lance e assim consecutivamente) É aqui que entra uma das minhas máximas no papel do treino de GR: O DESENHO DO EXERCICIO DEVE SER UMA PAIXÃO PARA O TREINADOR DE GURDA – REDES!! Hugo Oliveira Tendo em conta que entendo o treino o mais próximo do jogo possível é obvio que não concordo, excepto em questões de necessidade individua, que se treine atributos físicos separados dos princípios técnicos ou tácticos do jogo. Mesmo assim é importante que tenhamos consciência de 5 componentes que influenciam fisicamente o teu treino: Trabalho Descanso Relação Trabalho/Descanso Nutrição Prevenção de lesões Hugo Oliveira TRABALHO: Trabalhar muito não significa trabalhar bem. Não existem receitas certas e absolutas para o trabalho do guarda – redes, mas uma máxima deve ser sempre tomada em conta: Deixar o Gr capaz de fazer leituras, tomadas de acção e manter os níveis de concentração altos mesmo, em acções de desgaste físico é uma OBRIGAÇÃO do treinador de guarda – redes. De que vale agir muito rápido, muito forte se a tomada e o timming de decisão forem errados?! De que vale trabalhar muito tempo…com muitas repetições se acções de jogo do guarda – redes são curtas e intensas?! Só a reflexão leva à evolução….pensem… Hugo Oliveira DESCANSO: O descanso tem um efeito fantástico não só no corpo mas também na mente! Descansar não quer só dizer relaxar e evitar fadigas fora do treino e do jogo, mas também ter momentos de relaxe e descanso no próprio treino. O descanso leva não só ao aumento da capacidade física (os músculos aumento no descanso depois da acção), mas é também um caminho para que o cérebro receba toda a informação que o corpo lhe quer dar… Hugo Oliveira RELAÇÃO TRABALHO/DESCANSO: A distribuição da carga de trabalho tem muito a ver com a relação Trabalho/Descanso. A carga de trabalho dada depende sempre de varias coisas: O momento da época. O momento do microciclo. Por norma faz-se a recuperação o no dia seguinte ao jogo ou passado dois dias, difere se a recuperação é activa ou não. Nos terceiros e quartos dias trabalha-se com mais intensidade e os seguintes servem para levar o guarda – redes pronto para o jogo onde deve estar soltinho. O trabalho especifico realizado com o guarda – redes deve estar sempre em concordância com o trabalho que vai ser realizado em seguida com a restante equipa. Devemos fazer com que os guarda – redes não entrem cansados nos jogos reduzidos ou outros exercícios colectivos. Hugo Oliveira RELAÇÃO TRABALHO/DESCANSO (Cont.): O número de treinos por dia também modifica a forma de distribuição da carga. Como é obvio se temos treino de tarde, de manha não podemos dar cargas máximas Também aqui entramos em algo a que dou mta importância. Se técnica ou tacticamente não temos nenhum guarda – redes igual, também fisicamente não temos. Logo também aqui o TREINO INDIVIDUAL faz todo o sentido. Hugo Oliveira NUTRIÇÃO: A qualidade do trabalho realizado no clube e nas acções de treino podem perder toda a sua importância se o atleta não levar uma vida de acordo com a sua actividade. O trabalho não acaba quando se sai do clube e como tal cabe também a nós fomentar nos guarda – redes a realização de uma vida de qualidade, com alimentação adequada com as cargas. Em clubes de alta competição os atletas recebem completos vitamínicos e outros complementos que permitem elevar as suas capacidades, algo que não interfere com o nosso trabalho, mas que merece a nossa observação e mediação. Enquanto treinadores específicos devemos acompanhar com os especialistas em nutrição ou apenas com os médicos as formas de analise das alterações físicas dos atletas e aí é importante a observação regular dos índices de peso corporal e especialmente do peso da massa gorda. Hugo Oliveira PREVENÇÃO DE LESÕES: Já sabemos que quando estamos a falar de atletas de alta competição estamos a falar de maquinas bem pagas que quando estão lesionadas fazem o clube perder dinheiro e capacidade desportiva. Como tal e principalmente porque as lesões são o pior do desporto cabe-nos a nos fazer o possível para prevenir o aparecimento de lesões através: Um bom Aquecimento antes de jogos e treinos. Arrefecimento. Depois das acções de pressão física fazemos Alongamentos ou até um pouco de corrida lenta continua (2voltas) para levar o corpo e principalmente a massa muscular a recuperar mais rapidamente. Massagens em dias específicos. Pré ou Pós-Jogo. Descanso. Nutrição. Vida social, dormir pouco e excesso de álcool são caminhos certos para as lesões. Hugo Oliveira Para mim é, sem duvida, o grande segredo e fonte de sucesso na hora de trabalhar o guarda – redes! De que vale um GR forte técnica/táctica e fisicamente se mentalmente for negativo, pouco confiante e desconcentrado? Não vale nada! Mas se, até de forma isolada, a qualquer uma das capacidades técnicas, tácticas e físicas juntarmos uma forte capacidade mental temos boas hipóteses de sucesso! Hugo Oliveira Muito do trabalho do Gr é: Concentração Auto - Confiança Positivismo Força mental Visualização Mais à frente vamos analisar de forma cuidada a importância que a Psicologia tem no trabalho do guarda – redes! Hugo Oliveira O Treinador de Guarda – Redes tem um papel fundamental no sucesso do guarda – redes! Esta é uma verdade suprema que temos que interiorizar. O trabalho do treinador de guarda – redes não deve nem pode ser só aquecer o guarda – redes para os treinos e jogos! O treinador de guarda – redes tem que ser um aliado poderoso na evolução e qualidade do guarda – redes e tem também que ser um elemento activo e fundamental numa equipa técnica! Hugo Oliveira Relacionamento com o Guarda–Redes: Analisar fria e objectivamente as qualidades e defeitos do GR Programar metodologicamente o que é melhor para os GRs Criar laços de amizade com os GRs admitindo que ser amigo é ser honesto, directo e realista por muito que a verdade doa! Capacidade de avaliação séria e objectiva. Dizer presente não só nos bons, mas principalmente nos maus momentos. Quer com o guarda – redes que joga como com os que não jogam. Tratar todos os GR de igual forma! Capacidade de justiça tem que ser uma característica do treinador de GR. Hugo Oliveira Relacionamento com o Guarda-Redes (Cont.): Capacidade de saber que o treino, principalmente a nível comportamental é diferente de GR para GR. Criar com o GR objectivos realistas para a época. Trabalhar com objectivos. Emocionalmente ser frios e capazes de dar sem muitas vezes receber. Ligar o trabalho do guarda – redes com a restante equipa, a ajuda em situações estáticas de jogo defensivo é fundamental entre todos. E hoje em dia também nas situações ofensivas do GR. Hugo Oliveira Relacionamento com a equipa técnica/treinador principal: Passar para o treinador principal informação séria, objectiva e correcta sobre os Grs. Como é obvio, conclusões baseadas em observações objectivas. Estar presente e ter papel activo na escolha dos princípios de jogo, principalmente nos defensivos. Estar presente na hora da escolha dos planos de treino, pois muitas vezes abusam da disponibilidade física do GR. Devemos ter papel activo e evitar sobrecargas, se a isso formos obrigados mais vale retirar um pouco do nosso trabalho a correr riscos de sobrecargas. Hugo Oliveira Relacionamento com a equipa técnica/treinador principal (Cont.): Defender o GR sempre que à nossa frente ele estiver a ser erradamente acusado. Não devemos explicar sempre todos os erros do guarda – redes, temos uma credibilidade a defender, mas não devemos deixar deitar as culpas sempre no GR. Ter papel activo nas observações e opções a nível de Grs para o futuro. Hugo Oliveira Relacionamentos: ATENÇÃO: Devemos saber gerir a informação, pois certa informação mais sensível é confidencial quer de um lado quer do outro. Devemos filtrar o importante do menos importante, o objectivo do subjectivo, o desabafo emocional da maldade objectiva…. NEM TUDO É PARA DIZER…. Devemos ter as costas largas e dançar entre cada lado da barricada, sabendo que muitas vezes vamos levar nós por erros dos outros…mas é esta a nossa vida! Hugo Oliveira Um “Pensar” metodológico A organização obrigatória Método como forma de estar Uma linha com Objectivos no final “ Paixão…Dedicação…rumo ao sucesso: Zero Golos!” Hugo Oliveira As características necessárias ao jogo: Mentais; Técnico-Tácticas; Físicas As acções em jogo em posse ou sem posse de bola Os princípios de jogo As missões estipuladas na equipa do elemento individual enquanto parte do grupo Uma forma de estar O Modelo de GR é a base de tudo o nosso trabalho. Só depois de definimos o modelo de Gr podemos pensar no modelo de treino e consequentes exercícios padrão… Hugo Oliveira O modelo de GR deve ter em conta o modelo da equipa em causa bem como os princípios e sub princípios desse modelo, isto para que o modelo de GR vá de encontro às necessidades da equipa. Hugo Oliveira A metodologia a utilizar será sempre uma metodologia sistémica, ou seja, uma metodologia planeada e executada sempre com o modelo de GR e o modelo de jogo da equipa como base. Existem exercícios padrão que sustentam e melhoram os princípios do modelo, mas nunca caem na rotina, a beleza do treino é o desenho do exercício. Em tempo de competição, ou seja, em microciclo padrão o método de treino passa também a estar dependente do modelo/sistema/princípios/características tipo do adversário seguinte. Hugo Oliveira PERÍODO PREPARATÓRIO (PRÉ-ÉPOCA) PERÍODO COMPETITIVO Hugo Oliveira Ideias base: Treino Sistémico Treino Individualizado O treino do inicio ao fim é a imagem do jogo O nosso verdadeiro trabalho começa depois do treino especifico Metodologia que defende exercícios padrão, mas não a rotina Treino Psicológico com importância crucial Hugo Oliveira Exigência ao nível da atitude competitiva Exigência técnica/Táctica Exigência Mental com alto nível de concentração Exercícios o mais próximos da realidade possível Ganhar, Ganhar, Ganhar, Zero Golos, Zero Golos quer seja num exercício de finalização quer seja num reduzido competitivo Hugo Oliveira O JOGO!! E não a separação das variáveis Físicas, Técnicas, Mentais ou tácticas. O perfeito seria o treino sempre em grupo, sempre com situações reais de jogo, mas como não é possível cabe-nos a nós trazer o jogo para o treino especifico… Hugo Oliveira A paixão pelo treino de Guarda – Redes deve ser …o jogo e… O DESENHO DO EXERCICIO!! Cada treinador de Guarda – Redes é que conhece os seus Gr e sabe quais são os objectivos para o determinado momento, como tal, deve ser ele a desenhar o exercício não esquecendo os princípios do Modelo de Gr e os princípios do Modelo da equipa… Hugo Oliveira