INSTITUTO DE CIÊNCIAS DE SAÚDE FUNORTE - SOEBRAS PÓS-GRADUAÇÃO EM IMPLANTODONTIA POSSIBILIDADES DA PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA² EM REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA UMA REVISÃO DE LITERATURA JOSÉ SIMÕES Brasília, DF 2012 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DE SAÚDE FUNORTE - SOEBRAS POSSIBILIDADES DA PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA² EM REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA UMA REVISÃO DE LITERATURA José Simões Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Implantodontia do Instituto de Ciências da Saúde / Funorte / Soebras – Núcleo Brasília, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Especialista. Orientador M.Sc Renato César Tosta Brasília, DF 2012 FOLHA DE APROVAÇÃO POSSIBILIDADES DA PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA² EM REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA - UMA REVISÃO DE LITERATURA Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Implantodontia do Instituto de Ciências da Saúde / Funorte / Soebras – Núcleo Brasília, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Especialista. Orientador M.Sc Renato César Tosta BANCA EXAMINADORA Brasília-DF, ---------------/ ----------------- / ---------------- Prof. Orientador: _______________________________________________________________ Prof. Orientador: EPÍGRAFE "Odontologia é uma profissão que requer daqueles que a exercem o senso estético de um artista, a destreza de um cirurgião, os conhecimentos científicos de um médico e a paciência de um monge." Papa Pio XII “Feliz o homem que acha sabedoria e adquire conhecimento; porque a sabedoria vale mais do que prata, e dá mais lucro do que ouro.” Provérbios 3:13-14 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pelo dom da vida e a todos que estiveram presentes nessa trajetória, meus sinceros agradecimentos. LISTA DE SIGLAS BMP ………………………………………………...……..Bone Morphogenetic Protein rhBMP-2 .........................................Recombinant human Bone Morphogenetic Protein 2 BMP-4 ............................................................................ Bone Morphogenetic Protein 4 BMP-6 ............................................................................ Bone Morphogenetic Protein 6 bFGF………................................................................Basic Fibroblast Growth Factor VEGF .………………………………......………….Vascular Endothelial Growth Factor ROG........................................................................................Regeneração óssea guiada XRT ...........................................................X-RAY THERAPY ( Terapia com Raio-X) EUA................................................................................Estados Unidos da América TGF.........................................................................Fatores de crescimento transformador ACS .............................................................................Esponja de colágeno Reabsorvível HA................................................................................................................ hidroxiapatita TGFβ.............................................................. Fatores de crescimento transformador Beta LISTA DE FIGURAS Figura 1- Neoformação óssea pela rhBMP-2 em ratos....................................................30 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 12 2. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 15 2.1 Origem da BMP – Bone Morfogenetic Protein ...................................................... 15 2.2 As BMPs ............................................................................................................... 16 2.2.1 Características do carreador ideal para BMP ................................................... 17 2.3 Histórico Osseointegração ..................................................................................... 18 2.3.1 Osteointegração .............................................................................................. 18 2.4 Tecido ósseo ......................................................................................................... 20 2.4.1 A Matriz Óssea ............................................................................................... 22 2.5 Regeneração óssea guiada - ROG .......................................................................... 23 2.5.1Requisitos para que ocorra regeneração óssea guiada: ...................................... 25 2.6 Enxertos ................................................................................................................ 25 2.6.1 Classificação dos enxertos .............................................................................. 26 2.6.2 Classificação dos enxertos quanto à origem: ................................................... 26 2.6.3 Enxertos e aumento de rebordo ....................................................................... 27 1. Enxerto Inlay: ................................................................................................... 27 2. Enxerto em Sela ............................................................................................... 27 3. Enxertos Veneer ............................................................................................... 27 4. Enxertos Onlay. ................................................................................................ 28 5. Enxertos de Seio maxilar .................................................................................. 28 2.6.4 Incorporação dos enxertos: ............................................................................. 28 2.6.5 Às interações biológicas entre o material de enxerto ....................................... 28 3. A PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA – 2 - (RHBMP-2) ............................. 30 3.1 Sobre as demais BMPs .......................................................................................... 31 3.2 Tipo de BMP e função........................................................................................... 32 3.3 Vantagens das BMPs como enxertos ósseos .......................................................... 33 4. POSSIBILIDADES NO USO DAS BMPS.............................................................. 36 4.1 Possibilidade com a existência de neoformação óssea............................................ 36 4.2 Casos de inibição da neoformação óssea............................................................... 40 5. CONCLUSÃO ........................................................................................................ 43 6. REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 49 7.1 PATENTES: 7.1.1 A BMP 7.1.2 COMPOSIÇÃO DA BMP 7.1.3 PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DA BMP 7.1.4 A rhBMP² RESUMO Esta revisão bibliográfica visa relatar possibilidades da regeneração óssea guiada com a presença das Proteínas Morfogenéticas Ósseas, conhecidas como BMPs, identificadas devido às constantes pesquisas Biotecnológicas realizadas por Marshall R. Urist, médico norteamericano e sua equipe. As BMPs são proteínas multifuncionais, que apresentam grande participação na diferenciação de outros tecidos, foram identificadas por Marshall R. Urist no tecido subcutâneo e intramuscular, de coelhos. As BMPs são proteínas encontradas em altas concentrações no tecido ósseo, consideradas as responsáveis pela habilidade indutiva e regenerativa dos enxertos ósseos desmineralizados e assim trazendo soluções menos traumáticas à implantodontia e outras áreas. Diversos pesquisadores observaram inúmeras possibilidades com o uso da proteína morfogenética recombinante sintética tipo 2, devido a incessante busca por alternativas e soluções na Odontologia, como a reconstrução de maxila atrófica. Em estudo comparativo entre o enxerto autógeno e o xenógeno, no reparo de falha óssea em rádio de coelhos, foi evidenciado o papel das BMPs na formação óssea, a integração de aloenxertos ósseos corticais associados ou não a células-tronco da medula óssea, proteína óssea morfogenética (BMP) e autoenxerto esponjoso em cães, provocando uma precoce neoformação óssea, avaliaram também, a reação histológica de proteína morfogenética do osso recombinante humana (rhBMP-2) em arcabouço de osso mineral natural desnaturado, extraído do fêmur de vitelo, e implantado em tecido subcutâneo de ratos, com conclusões sobre a biocompatibilidade e a capacidade indutora de diferenciação celular das rhBMP-2, inibição na presença de matriz de osso desnaturado, além de outras avaliações relacionadas. Palavras-chave: Biotecnologia. Proteínas Neoformação óssea. Marshall R Urist Morfogenéticas Ósseas. ABSTRACT This literature review aims at reporting some of the many possibilities of guided bone regeneration with the presence of bone morphogenetic proteins, arising due to ongoing research conducted by Marshall R. Biotechnological Urist, North American doctor and his team. The BMPs are multifunctional proteins, which have great role in differentiation of other tissues have been identified by Marshall R. Urist so ectopic, and in subcutaneous and intramuscular. BMPs are proteins found in high concentrations in bone tissue, considered responsible for inductive and regenerative abilities of demineralized bone grafts and thus bringing solutions to the less traumatic implant dentistry and other areas. Several researchers observed numerous possibilities with the use of synthetic recombinant morphogenetic protein type 2, due to incessant search for alternatives and solutions in medicine, as the reconstruction of atrophic maxilla in a comparative study between autogenous graft and xenógeno, use in the repair of bone defects radio rabbit and thus indicating the role of BMPs in bone formation and synergy of the application of low intensity ultrasound in conjunction with the bone morphogenetic protein, the integration of cortical bone allograft or not associated with stem cells from bone marrow, bone protein morphogenetic (BMP) and cancellous autograft in dogs, causing an early form of osteogenesis, evaluated the histological reaction of the bone morphogenetic protein recombinant human (rhBMP-2) in natural mineral framework of bone denatured, extracted from calf femur, and deployed in subcutaneous tissue of rats, conclusions on the biocompatibility and cell differentiation inducing ability of rhBMP-2 was inhibited by the presence of bone matrix denatured formed as a parameter assessment of bone quality, comparing the methods periosteoplastia, bone graft iliac crest and the use of rhBMP-2 in alveolarmaxillary reconstruction in patients with cleft palate. The bone morphogenetic proteins have shown progress and still needs research on, mainly in the bone tissue and others. Keys words: Biotecnology. Morphogenetics Proteins. Bone Tissue. Marshall R Urist 1. INTRODUÇÃO O avanço da Biotecnologia tem proporcionado à descoberta de técnicas inovadoras que visam assegurar a preservação e o desenvolvimento da saúde humana, como por exemplo, as tecnologias associadas aos genes relacionados à neoformação óssea, que são proteínas mediadoras biológicas naturais como a: BMP-2, (bone morphonegenetic protein 2), a BMP-4, (bone morphonegenetic protein 4), a BMP-6, (bone morphonegenetic protein 6), a bFGF (basic fibroblast growth factor ) e a VEGF (vascular endothelial growth factor), que são os fatores de crescimento endotelial vascular mais importante na angiogênese das neoplasias. (GRAÇA et al.,2004), tais proteínas possuem propriedades regenerativas sobre os tecidos, inclusive o ósseo. Dessas proteínas mencionadas, especificar-se-á, no decorrer desse artigo, sobre as proteínas morfogenéticas ósseas, as BMPs (bone morphogenetic protein), que é um conjunto de proteínas pertencentes ao super-grupo ou superfamília dos Fatores de Crescimento Transformador - TGF. (PACHECO et al 2010). Segundo Espírito Santo, (2004, p.20), “As proteínas ósseas morfogenéticas são uma glicoproteína de baixa massa molecular, cuja estrutura primária é de 40 a 50 %” e são, também, fatores diferenciadores, cuja principal função é induzir a transformação das células mesenquimais indiferenciadas em condroblastos e osteoblastos. KIRKER-HEAD, (1995 apud LIMA et al, 2004) e levam à diferenciação de células secretoras de matriz óssea. (ALMEIDA; ALVES, 2007), proporcionando o reparo ósseo de forma biológica e natural. A proteína morfogenética, que pode ser extraída da matriz óssea desmineralizada. (KATAOKA; SANTANA, 2006.) O presente trabalho se restringirá à revisão bibliográfica relacionada à proteína morfogenética óssea no processo de regeneração óssea guiada, evidenciando a importância dessa proteína na neoformação óssea, através de casos clínicos realizados no Brasil e no mundo, por especialistas das áreas da Medicina, especificamente na Ortopedia, Odontologia e também na Veterinária, que têm obtido sucesso na realização desse procedimento inovador e principalmente, no pós-operatório, pois tal proteína estimula a quimiotaxia da 12 célula mesequimal provendo a diferenciação das células e colaborando com uma nova formação óssea. Quanto aos casos clínicos analisados, destacam-se o estudo comparativo da substituição óssea frente a enxerto de osso autógeno e proteína Morfogenética óssea ao lado de implantes de Titânio, realizado pelos professores Julio Katuhide Ueda, Carlos Eduardo Francischone, Lizete Toledo de Oliveira Ramalho e José Scarso Filho. O estudo compara as duas técnicas e compartilhando resultado sobre a indução da BMP na neoformação óssea e contribuindo com a implantodontia. A utilização da proteína morfogenética recombinante sintética tipo 2 para reconstrução de maxila atrófica, pelos autores: André Zétola e Rafaela Larson (2007), paciente necessitando de reconstrução da maxila, devido a atrofia maxilar, através de enxerto e também Maria et al.; (2010) pesquisaram através da avaliação histológica dos efeitos do ultrassom pulsado de baixa intensidade e da Proteína Óssea Morfogenética carreada em gel de quitosana, no reparo da falha óssea em rádio de coelhos. Já Bengtson, et al., (2006), avaliaram a reação histológica de Proteína Morfogenética do osso recombinante humana (rhBMP-2) em arcabouço de osso mineral natural desnaturado, extraído do fêmur de vitelo; Canan Jr., (2011), teve o objetivo de avaliar a densidade do osso formado como parâmetro de qualidade óssea, comparando os métodos de periosteoplastia, enxerto ósseo de crista ilíaca e uso do rhBMP-2 na reconstrução alvéolomaxilar de pacientes com fissura lábio palatina. Del Carlo, (2007) avalia a integração de aloenxertos ósseos caninos, Ferrigno, Della Nina e Fantoni, (2007), avaliam as dificuldades inerentes da reparação de fraturas de rádio-ulna de cães, além de relatar estudos de Calixto, Bengston, Ciani e Howard, que demonstraram casos de inibição da neoformação óssea. Os casos acima relatados demonstram algumas das possibilidades de neoformação óssea, envolvendo o uso da rhBMP-2 nos procedimentos, devido sua capacidade osseoindutora, que surge como alternativa na substituição dos enxertos ósseos na Implantodontia, pois torna-se desnecessária de área doadora, além do seu mecanismo em reparações de tecidos lesionados. 13 Posteriormente, serão relatados alguns casos de insucessos, com a presença rhBMP-2, que esperava-se o tratamento de defeitos ósseos causados por algum trauma na estrutura óssea, e houve a inibição da formação do novo osso. Ressalta-se que, ainda são necessários mais estudos aleatórios para reiterar os resultados aqui expostos. Este trabalho tem por objetivo revisar a bibliografia de 1965 a 2012 existente a fim de identificar possibilidades sobre a regeneração óssea guiada na presença das proteínas morfogenéticas ósseas na neoformação óssea. Quanto ao aspecto metodológico, o presente trabalho foi realizado por base em pesquisa bibliográfica através de artigos disponíveis nos principais web sites especializados e conceituados existentes a respeito, que são eles: U.S National Library of Medicine, JADA: The Journal of the American Dental Association, Ingenta connect, Journal of Orthopaedics and Traumatology, Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, a Pubmed / Medline Plus, Clinical Trivs.gov, o Jornal da USP (Universidade de São Paulo), The Spine Journal, a Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo, o Biblioteca Virtual de Saúde - BVS Pesquisa em base de dados, Journal of Experimental Zoology, The journal of Cell Biology, The University of Pennsylvania Orthopaedic Journal, Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre, além de Revistas técnicas e artigos existentes no portal Bireme. O conteúdo foi organizado conforme literatura dos últimos 47 anos, (1965- 2012), nas áreas de Implantodontia, Ortopedia e Cirurgia Buco-Maxila. Dentro dos artigos, a metodologia de resultados foi a mais empregada. Durante a pesquisa bibliográfica os sites foram consultados com o objetivo de identificar artigos que relatassem procedimentos clínicos envolvendo a BMP², como os de Barros et al, 2006, sobre carreadores com BMP; Bernatavicius, (2008), sobre a aplicação de BMP no tratamento de perda tecidual, Branemark, Adell, Breine, Hansson, Lindstrom, Ohlsson que relatam sobrem a osseointegração, Howard et al, 1998, sobre o uso da BMP na osseoindução, Polido (2007), sobre a reconstrução óssea por meio do uso de rhBMP-2, Ueda et al, 2007, sobre a enxertia e os artigos do pioneiro no estudo da BMP (1965), (1971), (1984). 14 2. REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA 2.1 Origem da BMP – Bone Morfogenetic Protein A Proteína morfogenética óssea foi identificada em 1965, pelo médico Marshall R Urist, em Chicago-EUA, que fez residência na ortopedia, do Hospital da Criança, em Baltimore, no Exército americano, foi chefe do departamento de ortopedia, no Hospital Geral, em Frankfurt, Suíça, no ano de 1944 e em 1946, na Segunda Guerra Mundial, como cirurgião geral e após, no Hospital Geral de Massachusetts e logo foi convidado pela Universidade da Califórnia – UCLA, onde iniciou seu estudo sobre osteogênese e osteoindução, no ano de 1948. Em 1968, implantou o laboratório de pesquisa óssea. 1 O Dr. Marshall Urist impulsionou o campo da Ortopedia com suas pesquisas escrevendo artigos sobre a calcificação e ossificação na cura de fraturas, sobre o efeito do estrogênio na formação óssea e intensa pesquisa sobre a família de BMPs e observou sua a capacidade osteindutora. Juntamente com os médicos: Budy e McLean receberam um premio Delta Kappa, em 1950, com o artigo: Osso - uma introdução à fisiologia do tecido ósseo. O seu relatório: Osso – formação pela autoindução transformou-se em uma publicação de referência em 1965. Ele dedicou toda a sua carreira em identificar e isolar esse fator que causasse a diferenciação celular óssea. Na Universidade da Califórnia sob tutela do Dr. Urist foram utilizadas as BMPs em pacientes com defeitos ósseos e foram tratados com sucesso. (FINERMAN, 2001) Dr. Marshall Urist publicou mais de 400 trabalhos, mais de 200 palestras, simpósios ministrados em todo o mundo, recebendo prêmios e honrarias, incluindo o prêmio Sir Henry Welcome Award, 2 prêmios Kappa Delta, o Claude Bernard Medal, o Simon Gurggerheim fellowship, o Bristol 1 Dados fornecidos pelo Instituto Branemark. http://www.branemark.org.br 15 Myers, o Squibb Zimmer Distinguished Achievement Award, além de ter recebido um diploma honorário em Medicina pela Universidade de Lund e Royal College of Surgeons, de Edinburgh. A primeira Conferência Internacional sobre a proteína morfogenética óssea em 1994 e os estudos sobre a proteína tem proporcionado melhora na vida de muitas pessoas, embora o tratamento não esteja acessível a todos. Dr. Urist morreu em 4 de fevereiro de 2001, em casa, com 86 anos, em Los Angeles deixando um legado de desenvolvimento na osteoindução e osteogênese. (VERSEN, 2001) 2.2 As BMPs As incessantes pesquisas biotecnológicas realizadas por Urist sobre a reparação óssea permitiram a identificação das BMPs, que são proteínas encontradas em altas concentrações no tecido ósseo e consideradas as responsáveis pela habilidade indutiva e regenerativa dos enxertos ósseos desmineralizados, usadas em terapia periodontal. (SANTOS et al, 2008). As BMPs são glicoproteínas responsáveis pelo recrutamento de células osteoprogenitoras para os locais de formação óssea (SOMMERNAN, 1983 apud BUSTAMANTE, 2006), são pertencentes à família Tgf-b que regulam o desenvolvimento de ossos e cartilagens (DE CONTO, et. al., 2004 apud SILVA e ALVES, 2008). A purificação e a caracterização das BMPs contribuíram para a fundamentação do conhecimento molecular e celular do processo de reparo ósseo. (GONÇALVES, GUIMARÃES; GARCIA, 1998), e tem se mostrado como opção eficiente dentre os enxertos ósseos, sendo um mediador biológico natural presente nos principais mecanismos de reparo ósseo, coordenando os eventos de quimiotaxia, proliferação e diferenciação celular, capaz de induzir a síntese da matriz óssea, em regiões ectópicas (HOWELL, 1997 apud PINTO et al). Recentemente, BMPs recombinantes têm sido usadas na cura de lesões craniofaciais e periodontal em primatas. (TOMASHKI; ZALZAL, 1999). Urist et al, 1984, denominaram BMP após isolarem e purificaram uma proteína de osso bovino, (TAGA et al, 1997) E estas, quando isoladas 16 bioquimicamente na sua forma purificada, têm a capacidade de induzir a neoformação óssea no local. (ZENÓBIO et al.,1997) Elas são um conjunto de proteínas, de 1 a 18, pertencentes ao super-grupo dos Fatores de Crescimento Transformador (TGF). A proteína BMP atua na região, a qual foi implantada transformando células indiferenciadas em osteócitos e osteoblastos. Foram descobertas pela sua forte habilidade de induzir formação cartilaginosa e óssea a partir de células mesenquimais não esqueléticas, pois recapitula a sequência inteira de eventos que ocorrem durante a ossificação endocondral (HUGHES et al., 2006 apud BOSSOLAN, 2009) e a indução gênica pela BMP tem ampla extensão de efeitos, além de agir como um morfogen, também tem uma função bem documentada no desenvolvimento do gérmen dos membros durante o desenvolvimento embrionário (ROBERT, 2007 apud CANAN Jr., 2011). As BMPs são glicoproteínas, extraídas da matriz óssea desmineralizada. No indivíduo adulto, elas regulam a proliferação e diferenciação, bem como a apoptose de vários tipos de células, tais como células mesenquimais, osteoblastos, condroblastos, células epiteliais e do tecido nervoso. (ANDIA, CERRI; SPOLIDORIO, 2006). 2.2.1 Características do carreador ideal para BMP, segundo Hotz e Herr, 1994, apud Mezzomo, 2007 Relativa solubidade em condições fisiológicas Biodegrabilidade Proteção contra atividade proteolítica Ser substrato para adesão e proliferação celular Ser imunologicamente inerte Liberar BMP´s lentamente no defeito ósseo Ser estável mecanicamente no defeito ósseo Facilmente manufaturado 17 De acordo com Barros et al, (2006), o carreador mais utilizado atualmente é o colágeno bovino acelular (ACS) com desvantagem de que o colágeno não oferece resistência mecânica, podendo ser deslocado durante a cicatrização, porém o colágeno tem a capacidade de unir a BMP e liberá-la de forma controlada. 2.3 Histórico Osseointegração Per-Ingvar Branemark com o grupo de pesquisa em Gotemburgo, através de experiências com coelhos percebeu que em uma técnica utilizada no momento, o implante de titânio aplicado havia se integrado ao osso, a partir de tal percepção e de confirmação, tal evento passou-se chamar de osseointegração ou osteointegração e em 1969, esses pesquisadores iniciaram estudos com implantes no intuito de reter e suportar próteses dentais. (BUENO, 2010). Atualmente, pode-se contar com técnicas cirúrgicas avançadas, tais como levantamento de seio maxilar, enxertos ósseos (mento, ramo de mandíbula, ilíaco e outros), técnicas de Summers e outras evoluções que auxiliam no melhor posicionamento dos implantes e na sua estabilidade primária. (NIGRO, BELTRAME; SAN JUAN et. al, 2005.). A osseointegração é a conexão direta estrutural e funcional entre os tecido ósseo e o implante que visa a função da prótese. (CHAGAS, 2005.). A osseointegração requer a utilização de implantes confeccionados com material e superfície atrativa à deposição óssea, geralmente o material é o titânio. (JOLY, 2003). 2.3.1 Osteointegração A descoberta casual do fenômeno da osseointegração e sua aplicação clínica em Odontologia foram um dos mais significativos avanços no tratamento dos pacientes parcial ou totalmente desdentados. (BRANEMARK, 1969 apud ZAVANELLI, 2011.) Branemark et al. (1969), definiram a osseointegração como 18 sendo uma conexão direta, estrutural e funcional entre o osso vivo ordenado e a superfície do implante de titânio. Do ponto de vista clínico esse fenômeno pode ser depreendido através de sinais considerados sugestivos de osteointegração como: imobilidade do implante, ausência de dor e capacidade de suportar carga. (SIQUEIRA e DIAS, 1998). Para Mizutani et al, (2010): a osseoindução tem sido aplicada por diversos meios com o objetivo de tratamento de defeitos ósseos e oferecer uma reabilitação adequada ao paciente. Quanto à reposição de tecidos ou órgãos são três as estratégias utilizadas para este fim: a condução, o transplante de células e/ou tecidos e a indução na diferenciação celular (KAIGLER; MOONEY, 2001 apud BERGSTON, 2006). No processo da osseointegração há a osteoindução é uma das principais propriedades atribuídas aos enxertos ósseos. O termo refere-se ao processo pelo qual as células-tronco mesenquimais, presentes no tecido circunjacente ao local do enxerto, são induzidas à diferenciação em células de linhagem osteogênica (ALEXANDER et al.,1987 apud CAVASSANI). Sweet e Butler, (1979 apud Graça e Graça, 1997), esclarecem que o uso do tabaco corrobora com a uma cicatrização com tempo reduzido, dificultosa. Urist e Strats (1971) denominaram de osteoindução o princípio da regeneração óssea desencadeado pela ação destas proteínas, que pode ser definida como indução de células progenitoras não diferenciadas, a formar células osteogênicas, e então osteoblastos e osteoclastos, como na ossificação intramembranosa (DELLMANN e BROWN, 1982; HABIBOVIC, 2005 apud CARLO et al.,(2007). 2.3.1.1 As condições locais e sistêmicas de risco, relacionadas ao paciente, que podem afetar o processo de osseointegração: Segundo Zavanelli et al, (2011): Tabagismo; 19 Radioterapia; Diabetes; Doença periodontal; Osteoporose; Idade. Ressaltando que, segundo Zavanelli et al, (2011), não há condições locais ou sistêmicas relacionadas aos pacientes que contraindiquem de forma absoluta o tratamento com implantes osseointegrados, porém, enfatizando que, o hábito de fumar constitui-se no principal fator de risco à instalação de implantes, podendo diminuir a taxa de sucesso e aumentar as complicações pós-operatórias. 2.4 Tecido ósseo O osso é um tecido com características dinâmicas, é complexo, influenciado por fatores fisiológicos, nutricionais e físicos, como estresse mecânico e atividades físicas que se modifica no processo de crescimento do organismo, modelando-se no alongamento longitudinal e do diâmetro, é multifuncional, metabolicamente muito ativo, constituído por uma população heterogênea de células, em diferentes estágios de diferenciação celular e sofre um processo contínuo de renovação e remodelação. (HENN, 2010), possui a característica única de crescimento e remodelamento ao longo da vida, sendo dotado de habilidade regenerativa e adaptativa (MASTROCINQUE et al., 2004 apud BUSTAMANTE, 2006). Segundo Grossi, (2011), o osso destaca-se por amplo potencial reparador reestruturando defeitos locais e fraturas com similar arquitetura estrutural original, com a presença de células osteocompetentes (células tronco e osteoblastos), mediadores biológicos entre eles os fatores de crescimento (FCs), matriz extracelular associada a condições locais ostecondutoras para suporte estrutural, como colágeno tipo I e indutores de angiogênese. 20 O osso é um tecido conjuntivo especializado, formado por 60% a 70% de cristal inorgânico e 30% a 35% de material orgânico, no qual 90% representam colágeno. (Andrade et al., 2007), tem a capacidade de autoindução de células que geram o reparo e a regeneração e as proteínas morfogenéticas são fatores de crescimento presentes no tecido ósseo capazes de promover osteoindução de células formadoras de osso, as osteoprogenitoras. (Amstalden, 2009), é também altamente especializado com a ação de inúmeros fatores que direcionam a sua função. O conhecimento da osteoclastogênese e o mecanismo de ação dos osteoclastos têm revelado numerosas estratégias para inibição da reabsorção óssea. (Andrade, 2007). Uma das características biológicas do tecido ósseo é a sua alta capacidade de reparação espontânea quando lesionado, repondo depois de breve intervalo de tempo toda a porção perdida. (TAGA et al., 1997) Os osteoblastos são células formadoras de osso. Elas são originadas a partir de celulas-tronco mesenquimais (estroma da medula óssea ou mesenquima do tecido conjuntivo), as quais sofrem osteoblastos e na sequência tornam-se osteoblastos maduros. (TRIFFITT, 1996 apud CHAVES NETO). Os osteoblastos são células completamente diferenciadas e apresentam capacidade de migração e proliferação. (ANDRADE et al , 2007). Os Osteoclastos são células gigantes com o predomínio de células multinucleadas contendo de 4-20 núcleos e sua função e absorver o osso e também são importantes para o balanço do cálcio e o remodelamento do esqueleto, mas também podem ser importantes para a manutenção da qualidade óssea (BURR, 2002 apud CHAVES NETO), também são células responsáveis pela formação do tecido ósseo. Sendo assim, os osteoblastos sintetizam os componentes de matriz orgânica e controlam a mineralização dessa matriz. (ANDRADE, 2007). As células Osteoprogenitoras ocupam amplamente o tecido ósseo, tem como função dar origem, a outras células ósseas em condições normais e os osteócitos são células localizadas no interior do tecido ósseo, que são responsáveis pela mobilização dos sais minerais do tecido ósseo. (VIEK, 2003) A Osteocondução é um processo caracterizado por um crescimento inicial de tecido fibrovascular que invade a estrutura e é seguido por deposição 21 de osso novo diretamente sobre ela. O substrato age como um arcabouço que direciona o crescimento interno de osso e de tecido fibrovascular (CORNELL e LANE, 1998 apud SILVA et al, 2003), ocorre quando uma matriz física serve de arcabouço para formação de um novo osso. A osteocondução é passiva, sendo representada pela habilidade do enxerto em permitir a invasão vascular e celular proveniente da área receptora. Isto irá depender basicamente do número e tamanho dos canais através do enxerto. Todo material substituto ósseo possui ao menos um desses três modos de ação (LYNCH; GENCO; MARX, 1999 apud MARZOLA e PASTORI, 2006). 2.4.1 A Matriz Óssea A matriz extracelular do cemento pode fornecer um quadro para a regeneração dos vários componentes do tecido do ligamento periodontal e, além disso, podem desempenhar importante fisiológicos papéis em sequestro de fatores morfogenéticos envolvidos na regeneração, reparação e remodelação (RIPAMONTI e RENTO, 2000). E também a matriz óssea desmineralizada alogênica, obtida de bancos de ossos, exenogênica, de origem bovina, tem sido consideradas excelentes materiais de enxerto ósseo principalmente na área de cirurgias periodontais ou associadas a implantes osteointegrados. (HERCULANI et al., 2000). A matriz óssea, chamada osteóide antes da mineralização, é um conjunto de fibras colágenas embebidas em substância fundamental, que é um gel viscoso e complexo constituído glicosaminoglicanos e proteoglicanas. por água, glicoproteina/proteina, A substância fundamental também contém numerosos fatores orgânicos (citocinas, fatores de crescimento) que ajudam a controlar a ativação celular, maturação da matriz e mineralização. Durante a mineralização, pequenos cristais de hidroxiapatita são densamente colocados em uma série ordenada conforme a orientação das fibras coldgenas (ROBERTS et al., 1987 apud NATAL, 2005). 22 2.5 Regeneração óssea guiada - ROG Ao longo dos últimos anos várias técnicas e materiais foram descritos para a realização da Regeneração Óssea Guiada (ROG), que geralmente exigem o preenchimento da deformidade óssea, através de enxertos ou materiais aloplásticos, e também de ser recoberto por um retalho para que haja cicatrização por primeira intenção, (SALOMÃO e SIQUEIRA, 2010). Muitas vezes, após um trauma, uma doença periodontal avançada ou atrofia da crista alveolar, há um deficiência óssea e os enxertos ósseos podem aumentar o piso do seio maxilar e regeneração óssea guiada tem sido uma opção (WATZINGER et al, 2000, p.314). Os biomateriais alógenos, xenógenos e aloplásticos têm lugar de importância na tentativa de auxiliar ou promover a reconstrução de tecido ósseo. (BARBOZA, 2011, p.345). O desenvolvimento de diversos biomateriais, substitutos ósseos e teciduais visa diminuir a morbidade cirúrgica dos enxertos autógenos, mantendo, ou em até determinadas condições, ampliando as vantagens biológicas destes enxertos. (ZENÓBIO, 2011, p.346). A escolha do biomaterial deve basear-se na função desejada como o preenchimento, regeneração ou ambos. Deve-se levar em conta a propriedade do material (osteocondutor ou osteoindutor), além de sua procedência (homógeno ou alógeno, heterógeno ou xenógeno, sintéticos). Finalmente, deve-se levar em conta seu tempo de reabsorção – lenta ou rápida. (SHIBLI, 2011). A reconstrução de defeitos ósseos sempre representou um desafio na Implantodontia e eles podem ser oriundos de infecções, traumatismos e outros fatores, podem influenciar na funcionalidade e na estética das áreas afetadas. (CHERBO, 1997). As técnicas de regeneração óssea guiada são procedimentos aplicados no tratamento de defeitos periimplantares e para aumentar a altura e largura da crista óssea com o uso de membranas. Inúmeras pessoas e até animais têm necessitado de intervenções cirúrgicas (CARLO et al.,2007) devido a defeitos ósseos decorrentes de afecções diversas e até mesmo após a perda óssea durante a exodontia, necessitando de recursos para a devida correção. 23 Procedimentos executados via regeneração óssea guiada são mais uma das alternativas para contornar as dificuldades nos processos de reparo de tecido ósseo com deformidades e evitando os procedimentos de enxertos. Quando um dente é perdido, a estimulação intraóssea que mantém o osso alveolar desaparece e este entra em um processo de reabsorção. (CARDOSO et al 2006); e segundo Murray et al, (1957, apud Cherbo, 1997, declararam que são necessárias três condições para o neocrescimento ósseo na região em questão: a presença de coágulo sanguíneo, osteoblastos preservados e contato com tecido vital. Atualmente, o osso é o único por órgão humano que pode ser totalmente regenerado, exogenamente, pelas BMPs quando os mecanismos fisiológicos de fratura falhar (URIST, 1965) e (SIMICE; VUKICEVIC apud URIST) e sendo assim, observou-se a capacidade osteocondutora dos enxertos e implantes. (CARLO et al, 2007). Segundo Imbronito, Arana-Chavez; Todescan, (2001), a regeneração óssea guiada constitui um recurso clínico previsível para a reconstituição de defeitos ósseos alveolares e as membranas para ROG podem ser tanto não reabsorvíveis (NR) como reabsorvíveis (R). Os estudos parecem mostrar superioridade das membranas NR, indicando que os materiais reabsorvíveis devem ser aprimorados. Para Cherbo, (1997), a técnica de regeneração óssea guiada é indicada para regeneração de defeitos ósseos que comprometam a osseointegração de implantes; o uso de uma barreira de membrana permite a exclusão de células não desejáveis à cicatrização da ferida, permitindo que células desejáveis propiciem uma neoformação óssea em locais comprometidos; as membranas proporcionam a criação de um espaço durante o período de cicatrização permitindo que células osteoprogenitoras estabeleçam neoformação óssea. Segundo Zellin e Linde, (1996 apud Yamatagi et al.,2005), a membrana não absorvível de politetrafluoretileno é bastante utilizada com base em suas propriedades mecânicas, biocompatibilidade, manejo e oclusividade celular 24 2.5.1Requisitos para que ocorra regeneração óssea guiada: Conforme Salomão, (2011): Existência de uma fonte de células osteogênicas; Adequada vascularização; Tecido ósseo viável adjacente ao defeito onde se deseja a regeneração; Criação de espaço para permitir a formação e manutenção do coágulo; Exclusão de células não osteogênica da área a ser regenerada. O local deve permanecer mecanicamente estável durante a cicatrização 2.6 Enxertos Verificou-se que a literatura a respeito do enxerto ósseo iniciou-se em 1682, com Van Meeken a partir de transplante realizado de um osso de crânio de cão para um defeito cranial no homem e tal procedimento obteve sucesso. (KUABARA; VASCONCELOS; CARVALHO, 2000). Ainda conforme Kuabara, Vasconcelos; Carvalho, (2000), as áreas doadoras de melhor qualidade intrabucal são o mento, a região retromolar e a tuberosidade da maxila, e que as possíveis áreas doadoras externas são a crista ilíaca e a calota craniana. O osso do tipo membranoso (mandíbula e calota craniana) apresenta menor reabsorção óssea que o do tipo endocondral (ilíaco, tíbia e costela). Segundo Fernandes, 2010, os enxertos autógenos são considerados o material ideal para procedimentos de enxertia óssea por apresentarem propriedades osteogênicas, osteoindutivas e osteocondutivas. 25 2.6.1 Classificação dos enxertos: De acordo com Tanaka et al, (2009); Teixeira, (2009): Enxertos Autógenos: Os enxertos autógenos são aqueles obtidos do próprio paciente. Tem têm potencial para reunir todos os principais fatores positivos de incorporação: osteocondução, osteoindução, osteogênese e ausência de reação imunológica. Enxertos Alógenos: Os enxertos alógenos ou homógenos são obtidos de indivíduos da mesma espécie, porém com diferentes genótipos. Não requerem área doadora, disponibilizam grandes quantidades de material, diferentes combinações de estrutura óssea (cortical, medular ou córticoesponjoso), ser processados (desmineralizados, liofilizados), pré-moldados (garantindo melhor adaptação no sítio receptor e menor tempo cirúrgico), e são considerados osteocondutores. Enxertos Xenógenos: Os biomateriais xenógenos provém de doadores de outra espécie, como exemplo o osso de origem bovina. Enxertos Aloplásticos: Os materiais aloplásticos são dispositivos de origem sintética. 2.6.2 Classificação dos enxertos quanto à origem: Conforme Rondinelli, 1994 (apud Del Valle, Carvalho e Gonzalez, 2006): Os enxertos, quanto à sua origem, podem ser autógenos, quando obtidos do mesmo indivíduo, sendo este receptor e doador. Isógenos quando obtidos de outro indivíduo com mesma carga genética; Homógenos quando obtidos de indivíduos diferentes com carga genética diferente, porém da mesma espécie; 26 Heterógenos que são obtidos de outras espécies. 2.6.3 Enxertos e aumento de rebordo: Segundo Toledo Filho et al, (2006): 1. Enxerto Inlay: uso em correção de pequenos defeitos ósseos na crista alveolar, para restaurar o contorno e o volume ósseo, necessários para a colocação de um implante; 2. Enxerto em Sela, indicado nos casos de reabsorção da cortical óssea alveolar na parte posterior da mandíbula. Um bloco em forma de sela é obtido da região do mento, sendo posicionado e fixado no local prédeterminado por no mínimo dois finos parafusos de titânio de 1,5mm. 3. Enxertos Veneer, são indicados quando há uma altura de rebordo suficiente para a colocação de implantes, porém a largura não é adequada. Por causa do tamanho da deficiência, lugares alternativos são pesquisados para se retirar osso, incluindo-se a área temporal do crânio e o íleo. Uma vez adaptado ao local, o enxerto deve ser fixado com, no mínimo, dois parafusos de titânio. 27 4. Enxertos Onlay, são indicados nos casos de alvéolo residual inadequado em altura e largura para suportar uma prótese funcional, defeitos de contorno, podendo comprometer o suporte, função ou estética, além da perda do osso alveolar. 5. Enxertos de Seio maxilar podem ser utilizados quando se tem menos de oito a dez milímetros de osso alveolar. Faz-se um retalho mucoperiostal através de uma incisão vertical no rebordo alveolar, expondo-se a superfície lateral da maxila, onde é executada uma janela retangular de osso, que é movimentada para o local do enxerto. O bloco de enxerto poderá ser fixado com parafusos de titânio 2.6.4 Incorporação dos enxertos: Segundo Burchardt (apud Omizzolo, 2009): 1- estágio inflamatório, tendo um aumento da atividade osteoclástica. 2- estagio neovascularização, fatores angiogênicos presentes a região do enxerto começam a revascularizar a interface enxerto leito receptor. 3- estágio osteocundutivo, o enxerto tem como função servir de arcabouço para o repovoamento celular e angiogênese. 4- estágio osseoindutivo, células mesenquimais do receptor são induzidas pelas bmps presentes no enxerto a se transformarem em osteoblastos. 5- estagio remodelação óssea, com características de formação e reabsorção óssea normal. 2.6.5 Às interações biológicas entre o material de enxerto: Conforme Bauer e Muschler, (2000, apud Tanaka et al, 2008): 28 Formação do hematoma com liberação de citocinas e fatores de crescimento; Inflamação, migração e proliferação de células mesenquimais e desenvolvimento de tecido fibrovascular dentro e ao redor do enxerto; Invasão de vasos no interior do enxerto por meio dos canais de Havers e Volkmann preexistentes; Reabsorção da superfície do enxerto pelos osteoclastos; Formação óssea na superfície do enxerto. 2.6.6 Considerações gerais sobre enxerto O osso autógeno continua sendo o padrão ouro em termos de enxertia, porém com morbidade á área doadora; o emprego do osso homógeno torna as cirurgias mais rápidas e menos traumáticas do que quando se utiliza osso autógeno, pois não há necessidade de acesso cirúrgico para remoção do osso de uma área doadora. A ausência de função osteogênica acaba sendo a grande desvantagem do osso homógeno; a utilização do enxerto ósseo bovino em substituição ao enxerto autógeno parece interessante, pois exclui a morbidade da área doadora e a necessidade de uma cirurgia adicional, apesar de possuir uma regeneração óssea em um maior período de tempo; Os enxertos de origem bovina promovem uma neoformação óssea satisfatória para que haja a reabilitação do paciente, podendo ser utilizado com sucesso na clínica odontológica. (FELINTO, 2010). Os enxertos ósseos (autoenxertos, aloenxertos, xenoenxertos, aloplásticos ou fatores de crescimento, como a proteína morfogenética óssea) e a regeneração óssea guiada (ROG) são ferramentas importantes, pois um ano após a exodontia, a medida do osso alveolar é reduzida em cerca de 25%, com uma perda média em altura de 4 mm (GRANJEIRO, 2011,p.348). 29 3. A PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA – 2 - (rhBMP-2) A rhBMP-2 atua especificamente sobre o tecido ósseo induzindo a formação deste tecido, do ligamento periodontal e do cemento, (FREITAS; PANNUTI ; IMBRONITO, 2003 apud ZÉTOLA; LARSON, 2007), estimulando desta forma a formação de osso nos processos de remodelação e reparo (MANOLAGAS ; JILKA, 1995 apud BERNATAVICIUS, 2006), é um fator de indução óssea que induz diferenciação de células progenitoras dos osteoblastos maduros em celulas osteoblastos com a capacidade de sintetizar a osteocalcina. Além disso, rhBMP-2 inibe a diferenciação miogênica. (YAMAGUCHI, 1991), atrai células mesenquimais do tecido adjacente. Estas células aparecem para diferenciar-se em osteoblastos que iniciarão por sua vez, a formação de novo tecido ósseo com invasão vascular simultânea. Muitos testes foram realizados e verificou-se que as BMPs são importantes reguladores de eventos morfogenéticos durante vários condrogenese e osteogenese. (CUNNINGHAM; PARALKAR; REDDI, 1992 apud CHEN et al., 1995.) As BMPs apresentam diversas possibilidades de aplicação no corpo humano na odontologia, ortopedia e em outras áreas de conhecimento que envolvam a diferenciação celular por representarem um grupo distinto de fatores indutores, capazes de estimular a diferenciação de células fonte mesenquimais em células especializadas, induzindo a neoformação óssea e o reparo de tecido ósseo. (BUSTAMANTE, 2006). É pertinente salientar que as BMPs têm um papel importante no desenvolvimento do esqueleto, sistema nervoso, olhos, coração e as células germinativas primordiais. (VUKICEVIC; SAMPATH, 2004 apud VUKICEVIC; SEMIC, 2007) e ainda que as BMPs que estão envolvidas no desenvolvimento na maioria dos órgãos e tecido, incluindo os somitos, o sistema nervoso, o pulmão, a pele, os rins e as gônadas. (HOGAN, 1996, apud VUKICEVIC; SEMIC, 2007). 30 O uso da proteína morfogenética óssea, na implantodontia, na substituição de enxertos ósseos autógenos a aos enxertos alógenos visa reduzir a morbidade do tratamento e também o risco de transmissão de doenças associadas com o transplante de ossos, (WOLFE; SALKED; COOK, 1999) e ainda algumas complicações pós-operatórias, conforme foram analisados em 90 prontuários de pacientes submetidos ao enxerto autógeno, onde a zona doadora mais utilizada foi a mandíbula, as complicações pósoperatórias na área receptora representaram 17,8%, o que corresponde a 16 pacientes, dos prontuários analisados e, na área doadora, somente 1 paciente apresentou parestesia na região cirúrgica. (FLORIAN, 2010). E ainda, quanto o risco nos produtos sintéticos, Lewandrowski et al. 2000, (apud Viek, 2003, p. 31), ressalta que “têm demonstrado um risco aumentado quanto a infecção viral e complicações, afirmaram que substitutos ósseos xenogênicos podem reduzir as desvantagens associadas com osso autógeno, alógeno ou outros materiais sintéticos.” 3.1 Sobre as demais classificações das BMPs As BMPs têm demonstrado a capacidade de induzir a cura de defeitos de osteoperiosteal em vários modelos animais, e agora em estudos humanos, apoiando um papel na reconstrução de defeitos ósseo. (WOLFE; SALKED; COOK, 1999) e muitos estudos têm mostrados resultados promissores das BMPs, em praticamente todas as áreas da Odontologia, pois as BMPs aumenta a reparação de osso, cemento e tecido conjuntivo, usada no reparo ósseo em defeitos periimplantar, pode ser usada como agente capeador pulpar, promove a osteointegração mais rápida na cirurgia decorrentes de patologias ou fraturas. (NUNES et al. 1999 apud CAMELO, 2001). No tocante às BMP- 6 e 7 evidenciaram-se suas participações na modulação do desenvolvimento folicular e função ovariana, exercendo importante papel na atividade ovariana, de forma a influenciar a esteroidogênese e atrasar o início da atresia e/ou luteinização. (ARAUJO, 2008). Sobre as BMPs -2,-4 e -6 exercem alto pontencial osteoindutivo, 31 influenciando a odontogênese, regeneração e cicatrização óssea. (ZHOU et al, 1993 apud ZANDONAI, 2008). Os estudos apresentados neste trabalho demonstram casos que obtiveram sucesso com o uso das BMPs. Polido, em seu artigo: Reconstrução óssea por meio do uso de rhBMP-2, relata que: em um estudo pivotal, 83% dos que receberam o enxerto com rhBMP-2 (n=99) produziram osso em quantidade suficiente para suportar implantes sem a necessidade de aumentos adicionais, e 93% dos que receberam os implantes tiveram suas funções de mastigação sobre os implantes controladas por 6 meses, sem complicações. (POLIDO, 2007, p.2). Tal resultado do estudo, relatado por Polido, corrobora com as evidências sobre a capacidade ou a propriedade das BMPs na neoformação óssea. Com relação ao futuro das BMPs, de acordo com Vukicevic; Semic, (2007, p.331), relatam que com os avanços feitos na identificação e caracterização das BMPs, permitirá que pequenas móleculas da proteína morfogenética óssea seja empregadas em pacientes com doenças sistêmicas, como a osteoporose e insuficiência renal crônica e também que o uso das BMPs nos enxertos pode irá reduzir a quantidade de cirurgia necessária para tratar a deficiência e ainda contornar a transmissão viral associada ao transplante ósseo. (WOLFE; SALKED;COOK, 1999). 3.2 Tipo de BMP e respectiva função: Segundo Laurent et al. , 2004 apud Barros et al., 2006 BMP-2 Osteoindutiva, apoptose, diferenciação de osteoblastos BMP-3 Inibe osteogênese (osteogenina) BMP-4 Osteoindutiva, desenvolvimento do pulmão e sistema ocular BMP-5 Condrogênese BMP-6 Condrogênese, diferenciação de osteoblastos 32 BMP-7 (OP-1) Osteoindutiva, desenvolvimento do fígado BMP-8 (OP-1) Osteoindutiva BMP-9 Hepatogênese, Desenvolvimento do sistema nervoso BMP-10 Desenvolvimento cardíaco BMP-11 Morfogênese do sistema nervoso e órgãos de origem mesodérmica BMP-12 Desenvolvimento de tendões e ilíacos BMP-13 Desenvolvimento de tendões e ligamentos BMP-14 Condrogênese BMP-15 Modifica atividade de hormônio folículo estimulante 3.3 Vantagens das BMPs como biomaterial para enxertos ósseos: Segundo Silva; Pereira; Barros Neta (2002): Conforme o relato de Camelo, (2001), “observou-se que a combinação de rhBMP-2 e colágeno esponjoso absorvível podem prover uma alternativa eficaz nos enxertos ósseos tradicionais e substitutos ósseos para procedimentos de aumento de volume do soalho do seio maxilar em humanos.” Logo, de acordo com Silva; Pereira; Barros Neta, (2002), sobre as BMPs como biomaterial para enxertos ósseos, considera-se que: A não necessidade de cirurgia, além do implante, diminuindo o trauma e o tempo no procedimento, não apresenta riscos de infecção cruzada, nos enxertos alógenos a possibilidade de infecção é mínima, porém existente e no caso do enxerto com o uso das BMPs o risco é praticamente zero, o produto é reabsorvível não necessitando de cirurgia para a retirada do material, devido sua capacidade osteoindutora forma-se ossos em todo o defeito ósseo e não somente nas bordas. 33 3.4 Imagem da Osseointegração com rhBMP-2 Caso: Embora se saiba sobre uma relação estreita entre os linfócitos B e osteoclastos há poucas informações sobre o papel dos linfócitos B na formação óssea. Em um experimento, Marusic et al, (2000), compararam in vivo a indução de uma neoformação óssea em ratos homozigóticos. De forma subcutânea foi implantada a proteína morfogenética óssea (rhBMP-2) que possibilitou um aumento maior em tamanho e massa. Seis dias após a ablação tibial da medula óssea foi reabsorvido o coágulo de sangue inicial mais rápido e formou mais um osso trabecular, em paralelo com maiores níveis de mRNA.2 Figura 1- Neoformação óssea pela rhBMP-2 em ratos: Título original: Role of B Lymphocytes in New Bone Formation. Fonte: Marusic et al. Lab Invest. Nov.v.80.n.11.p:1761-74.2000 SÍNTESE DOS QUADROS A. Tecido recém formado depois da implantação de rhBMP-2 em ratos µMT -/-. Sete dias após a implantação, a área de maior secção transversal dos ossículos de mMT-/ - ratinhos (A painel, à esquerda). 2Este trabalho foi financiado por doações do Ministério da Ciência e Tecnologia da República da Croácia e apresentado na Primeira conferência europeia, em Zagreb, Croácia, outubro 07-11, 1998, sobre as nas proteínas morfogenéticas ósseas, por Marusic et al., 2000. 34 B. Neste ponto há coágulo de sangue, com rhBMP-2 em ambos grupos (A e B, os painéis da direita) foi cercado porproliferação de tecido mesenquimal e ilhas de diferenciação da cartilagem (setas). C. Doze dias após o de implantação, a diferença no tamanho entre os ossículos de µMT-/- (C, painel da esquerda) D. (D,painel da direita) era ainda mais evidente. O coágulo de sangue foram submetidos a reabsorção significativa e o mesênquima diferenciadas em trabéculas ósseas e do espaço de medula entre eles em ambos os grupos (C e D, os painéis da direita). Ampliação original, 37,5 (painéis da esquerda) ou 3200 (painéis da direita). Fonte: Tradução própria 35 4. POSSIBILIDADES NO USO DAS BMPs 4.1 Possibilidades com a existência de neoformação óssea Zétola; Larson, (2007) relataram sobre a utilização da proteína morfogenética recombinante sintética tipo 2, para a reconstrução de maxila atrófica. Tal procedimento foi conferido junto a um paciente com queixa de problemas mastigatórios e de ordem fonética, com ausência de elementos dentários na arcada inferior e total ausência na arcada superior, atrofia maxilar, sendo assim, necessitando de reconstrução extensa da maxila através de enxertia óssea. O paciente recusou-se pelo procedimento de enxerto autógeno, optando pela proteína morfogenética recombinante sintética do tipo 2, a Infuse Bone Graft 3,2cc, comercializada pela Medtronic Sofamor USA. O pósoperatório imediato cursou sem intercorrências, conforme relatado pelos autores e após 4 meses houve uma excelente melhora do rebordo alveolar. Com base no caso clínico relatado, Zétola; Larson, (2007) afirmam que a rhBMP-2 atua especificamente sobre o tecido ósseo induzindo a formação deste tecido, do ligamento periodontal e do cemento. Segundo pesquisas, o uso de BMPs possui um grande número de indicações quando há a necessidade de indução óssea enquanto se necessita de uma reconstrução em maior volume. Os enxertos ósseos autógenos solucionam o problema de perda óssea, porém há um desconforto da remoção de um fragmento de osso de uma zona doadora, que é uma outra região do paciente. No caso relatado, o paciente negou-se a aderir ao procedimento baseado no enxerto autógeno devido à morbidade do tratamento e optando pelo enxerto xenógeno. O enxerto autógeno preenche todos os requisitos, maior aceitação pelo corpo, considerado o melhor material para este propósito, exceto pela limitada disponibilidade, além da morbidade para se obter tal material. (BUSTAMANTE, 2006). O osso xenógeno se mostrou viável, não apresentando resultados inferiores aos enxertos autógenos, sendo também considerado vantajoso pelo 36 menor tempo dispensado ao período trans-operatório e à facilidade de obtenção do tecido ósseo a ser implantado. (ISOLA et al., 2011). Com a identificação do papel da proteína morfogenética óssea na osteoindução, auxiliando a implantodontia, tornou o processo de reconstrução óssea, mais cômodo, menos traumatizante e eficaz em quatro meses e meio. A proteína morfogenética recombinante sintética tem um potencial osteogênico que induz as células mesenquimais pluripotenciais, células-tronco, com capacidade para se diferenciarem em células produtoras de tecido ósseo ou vascular. São também agentes osteoindutores, são osteocondutores, com base nestas premissas, tal proteína foi utilizada neste caso. Ueda et al, (2007), realizaram um estudo comparativo da substituição óssea frente a enxerto de osso autógeno e proteína Morfogenética óssea ao lado de implantes de Titânio, que a partir de uma preocupação em obter um enxerto ideal, compararam a formação óssea após colocação de BMP, em coelhos, divididos em 2 grupos: grupo de enxerto de osso autógeno e grupo de BMP. Os animais foram sacrificados 42 dias após a implantação e os espécimes foram processados para análise histológica. A substituição do material de enxerto e a neoformação óssea foram observadas em ambos os grupos. Concluiu-se que tanto o enxerto ósseo autógeno como o complexo BMP apresenta muito bom comportamento biológico, induzindo a neoformação óssea ao redor do implante. Na tentativa de se obter ossos em quantidade suficiente para receber um implante, buscam-se inúmeras possibilidades que possam ser aplicadas e que tragam um resultado esperado, como a regeneração óssea guiada, com o uso de material autógeno e xenógeno. Sendo assim, Ueda et al buscou realizar um estudo comparativo entre elementos autógenos e xenógenos: sendo o osso autógeno e a proteína morfogenética óssea, respectivamente, utilizados em defeitos ósseos. Com base no artigo de Ueda et al, (2007) sobre o uso das BMPs, concluiu-se que tanto o enxerto ósseo autógeno como o enxerto xenógeno, representado pela proteína morfogenética óssea 2, a BMP-2, apresentam muito bom comportamento biológico, induzindo a neoformação óssea ao redor do 37 implante; o novo osso formado pelas BMPs apresentam todas as características de osso normal, inclusive formação de cartilagem seguida por ossificação endocondral; o osso neoformado pareceu ser qualitativamente semelhante e satisfatório para osseointegração, para ambos os grupos (BMP e osso autógeno), após 42 dias; a BMP apresentou evidências de induzir a formação óssea de maneira eficiente, permitindo a neoformação do leito conjuntivo e subseqüente neoformação óssea após 42 dias e a implantação cirúrgica de BMP parece ter utilidade clínica e pode constituir-se numa alternativa para enxertos ósseos autógenos em procedimentos de ganho ósseo, nas condições estudadas. Maria et al, (2010) pesquisaram através da avaliação histológica dos efeitos do ultrassom pulsado de baixa intensidade e da Proteína Óssea Morfogenética carreada em gel de quitosana, no reparo da falha óssea em rádio de coelhos. Com base em todo o procedimento realizado pelos autores, concluíram que o ultrassom pulsado de baixa intensidade acelerou o reparo ósseo em todas as situações experimentais o qual este foi utilizado. O gel de quitosana induziu um processo inflamatório no local da falha e atrasou o preenchimento desta. Apesar disto, mostrou-se um bom carreador para a BMP, acelerando o processo de consolidação óssea em coelhos. Pode-se dizer também que houve sinergismo entra a aplicação do ultrassom pulsado de baixa intensidade e a proteína óssea morfogenética. No tocante as falhas ósseas, após o procedimento experimental, observou-se neoformação óssea em todos os grupos. Nos grupos, onde se encontrava as BMPs, foi possível afirmar que havia a presença de um maior grau de maturação das lacunas e início de organização do osso lamelar, no trigésimo dia e após 15 dias, ou seja, no quadragésimo quinto dia, podem-se afirmar que a formação do neo tecido ósseo e preenchimento da falha óssea foram maiores. Este fato foi mais evidente para os grupos II e VI, constituído em sua maior parte por tecido ósseo maduro. O grupo VI é o formado pelo gel de quitosana + BMP + Ultrassom pulsado de baixa intensidade, sendo assim presume-se que o gel de quitosana é um excelente carreador da BMP. De acordo com a análise de Maria et al (2010), “uma vez ativada com a proteína 38 morfogenética óssea, a evolução da consolidação óssea se mostrou superior aos outros grupos”. Outro fato interessante corresponde à presença da quitosana, que esteve envolvida em um processo inflamatório, retardando a neoformação óssea, porém, quando a quitosona foi ativada com a proteína morfogenética óssea, a evolução da consolidação óssea se mostrou superior aos outros grupos. Mais um fato a corroborar sobre a importância das BMPs na formação óssea e os autores ainda enfantizam que houve sinergia com a aplicação do ultrassom pulsado de baixa intensidade e a proteína óssea morfogenética. Canan Jr., (2011), Com o objetivo de avaliar a densidade do osso formado como parâmetro de qualidade óssea, comparando os métodos de periosteoplastia, enxerto ósseo de crista ilíaca e uso do rhBMP-2 na reconstrução alvéolo-maxilar de pacientes com fissura lábio palatina, organiza 18 pacientes que foram divididos aleatoriamente em três grupos de seis pacientes: o Grupo Periosteoplastia - Pacientes que foram submetidos reconstrução alvéolo-maxilar com a periosteoplastia. (Grupo à Controle Negativo); o Grupo Enxerto Ósseo - Pacientes que foram submetidos à reconstrução alvéolo-maxilar com enxerto ósseo autógeno de osso medular retirado de crista ilíaca. (Grupo Controle Positivo) e o Grupo BMP - Pacientes que foram submetidos à reconstrução alvéolomaxilar com uso de Proteína Morfogenética Óssea recombinante humana 2 (rhBMP-2). (Grupo Estudo), concluindo que existe a indução de formação óssea quando aplicada a esponja de colágeno com rhBMP-2 independente do potencial osteogênico do periósteo, produzindo uma quantidade de osso suficiente e semelhante ao método padrão de enxertia óssea autóloga de crista ilíaca, a quantidade de osso formado na Periosteoplastia é menor em relação ao Enxerto Ósseo Autólogo de Crista Ilíaca e ao uso de rhBMP-2 e é insuficiente para preencher a descontinuidade óssea alvéolo-maxilar e o Enxerto Ósseo Autólogo de Crista Ilíaca e a esponja de colágeno com rhBMP-2 são similares na reconstrução alvéolo-maxilar quando avaliado quantidade de osso formado, reparo na altura maxilar e qualidade do osso formado, considerando sua densidade. 39 Del Carlo et al, (2007), com o propósito de avaliar a integração de aloenxertos ósseos caninos foram montados quatro grupos experimentais, de quatro cães cada, sendo que no G1, controle, somente o aloenxerto foi depositado na falha, em G2, 3,0mg de autoenxerto esponjoso foram colocados em cada extremidade do aloenxerto em relação ao osso receptor, em G3, foram colocados 3,0 mg de enxerto esponjoso associados a 5,0mg de proteína óssea morfogenética (BMP) e, em G4, foram colocadas, em cada extremidade, 0,20mL de medula óssea associado a 5,0mg de BMP. Percebeu-se que a maior formação de novo osso, deu-se, pela ordem, nos grupos 4, 2, 3 e 1. Aos 90 e 120 dias, a porção medial do aloenxerto mostrou áreas de reabsorção e deposição ósseas em menor intensidade que nas interfaces proximal e distal. As metodologias utilizadas como adjuvantes à integração do aloenxerto cortical contribuíram para a precocidade da formação óssea, que foi mais evidente no grupo em que as células-tronco presentes na medula óssea foram associadas à BMP, determinando osteogênese e osteoindução na interface, respectivamente. Concluindo que, os métodos utilizados como adjuvantes da integração do aloenxerto cortical contribuíram para a precocidade da formação óssea, que foi mais evidente no grupo em que estiveram associadas as células-tronco presentes na medula óssea à BMP, determinando osteogênese e osteoindução na interface, respectivamente. Para Ferrigno, Della Nina e Fantoni, (2007), relatando as dificuldades inerentes à reparação de fraturas, tendo em vista esta realidade objetivou-se a comparação da velocidade de formação de colo ósseo entre o tratamento com placas e parafusos da BMP. Avaliou-se, comparativamente, o tempo de formação de colo ósseo, por exames radiográficos, aos 30, 60, 90, 120, 180 e 210 dias de pós- operatório. Foi encontrada a medida de tempo de cicatrização de 127,5 +/- 34,15, com o uso de placas e parafusos e 32+/- 15 dias com uso de placas, parafusos e BMP. Conclui-se que o uso da BMP neste trabalho reduziu significativamente o tempo de formação de colo ósseo. 40 4.2 Casos de inibição da neoformação óssea Bengtson, et al., (2006), avaliaram a reação histológica de Proteína Morfogenética do osso recombinante humana (rhBMP-2) em arcabouço de osso mineral natural desnaturado, extraído do fêmur de vitelo, e implantado em tecido subcutâneo de ratos as proteínas rhBMP-2 em arcabouço inorgânico. Nos períodos finais do experimento notou-se neovascularização de maior intensidade, os implantes foram parcialmente reabsorvidos e o tecido subcutâneo circundante apresentava aspecto de normalidade o que evidenciou a biocompatibilidade dos implantes. A capacidade indutora de diferenciação celular da rhBMP-2 foi inibida. Portanto, o implante de osso bovino desnaturado como arcabouço para rhBMP-2 em tecido subcutâneo de rato é um conjunto biocompatível, uma vez que não promoveu necrose tecidual ou formação de microabscessos e a capacidade indutora de diferenciação celular das rhBMP-2 foi inibida com a presença de matriz de osso desnaturado. Esta inferência pode ser suportada com base em Urist e Strates (1970) que afirmam que a presença de matriz óssea mineralizada no tecido subcutâneo inibe a capacidade indutiva das proteínas osteogênicas. A osteogênese é inibida na presença de matriz mineralizada ou dela associada a matriz desmineralizada, devido à presença de células gigantes ricas em ácidos orgânicos, provavelmente relacionados com dissolução mineral, no local da implantação de matriz mineralizada. 41 Ciani et al, (2006), avaliaram o uso de biomaterial de origem bovina na regeneração de defeitos ósseos segmentares através de falha segmentar bilateral de um centímetro de comprimento na diáfise do rádio, com inclusão do periósteo, em coelhos. Os resultados radiográficos e histológicos mostraram que a regeneração óssea foi inibida nos defeitos segmentares tratados com o biomaterial. O fato de utilizar no experimento, um pool de BMPs extraído a partir do osso bovino e não a proteína pura pode influenciar no estímulo da formação óssea, pois sabe-se que algumas BMPs são mais osteogênicas do que outras e que diferentes combinações podem ser necessárias, de acordo com o local anatômico pode apresentar diferenças qualitativas. Calixto et al, (2007), analisaram histometricamente a capacidade de um material de origem nacional em estimular o reparo ósseo alveolar de ratos. Uma mistura de BMPs bovinas purificadas adsorvidas à hidroxiapatita microgranular absorvível foi aglutinada com colágeno bovino e soro fisiológico e implantada na cavidade de extração de incisivos superiores. Os ratos implantados e controles (n=30 por grupo) foram sacrificados após 1, 2, 3 e 9 semanas, as hemi-maxilas contendo os alvéolos em reparação foram descalcificadas e processadas para inclusão em parafina e obtenção de cortes semi-seriados, corados com hematoxilina e eosina. Nos ratos controles e implantados o reparo seguiu o padrão descrito na literatura. No grupo implantado, o material não estimulou o reparo ósseo alveolar em nenhum dos períodos analisados. Os resultados sugerem que a mistura de BMPs adsorvidas à hidroxiapatita microgranular absorvível não tenha garantido sua incorporação a um sistema carreador de absorção lenta que propiciasse sua liberação num ritmo compatível com o da neoformação óssea, portanto, adequado à osteoindução. A hipótese mais provável é que a quantidade de BMPs introduzidos no alvéolo dental foi insuficiente para estimular a osteogênese. 42 Howard et al, (1998), em um experimento com coelhos utilizando irradiação (XRT), rhBMP-2 e HA, injetados através do periósteo do focinho e subperiosteal, com soluções aplicadas diretamente com uma seringa micropipeta de uso único. As incisões foram fechadas com suturas crômico 4-0. Os animais foram mortos em 3,6, 20ou semanas após o implante. Três animais de ambos os grupos em estudo (o grupo com XRT e o grupo sem XRT) foram selecionados aleatoriamente em cada tempo intervalo. Os animais que receberam rhBMP-2 teve um aumento significativo no crescimento ósseo em 6 semanas. Os efeitos da rhBMP-2 com XRT (Raio X) foram estatisticamente significativo em todos os intervalos de tempo. Com rhBMP-2, não houve diferença significativa no crescimento ósseo entre o grupo que recebeu XRT e ao grupo que não recebeu. Foi demonstrado que a osteogênese pela rhBMP-2 foi impedida pela irradiação De acordo com revisão bibliográfica de Issa et al, (2006), outros experimentos foram realizados em todo o mundo com o objetivo de averiguar a capacidade de osteoindução da proteína morfogenética óssea a fim de reabilitar defeitos ósseos, provocados para esse fim, em animais como ratos, podendo verificar nas obras de Doll et al, (1990); Mark et al, (1990), nos coelhos: Moore et al, (1990); nos cães Sato; Urist,(1985); Urist et al, (1987); Nilsson ; Urist, (1991), ovelhas Lindholm et al.,(1988), em macacos Ferguson et al., (1987). Nesses estudos citados foram comprovado a utilidade do tratamento das BMPs na formação de um novo osso. Yasko et al., (1992, apud Monteiro, 2005), reportaram que defeitos ósseos, no fêmur de ratos, tratados com 1,4g de BMP-2 não apresentaram sinais de união. Contudo, quando tratados com doses de 11,0g foi verificada, num mesmo período de observação, a completa união óssea entre os segmentos. 43 4. DISCUSSÃO Inicialmente as BMPs foram identificadas como moléculas capazes de induzir a formação de osso e cartilagem ectópicos em roedores. Entretanto, com a evolução das pesquisas tem-se demonstrado um amplo espectro de atividades biológicas relativas a estas citocinas sobre diversos tipos celulares, incluindo monócitos, células epiteliais, células mesenquimais e células neurais.(SOARES, 2008). A instalação dos implantes requer um tecido ósseo de ótima qualidade e em quantidade suficiente, sendo os insucessos geralmente relacionados à falta de integração da superfície de titânio com o tecido ósseo neoformado ao redor do implante. (CIRANO et al., 2007). As BMPs foram descobertas em 1965 por Urist, atualmente são conhecidas vinte tipos, dentre as quais destaca-se a de número 2 (BMP-2), por apresentar melhor propriedade osteoindutora, atraindo e estimulando a transformação das células mesenquimais indiferenciadas em osteoblastos, secretores de nova matriz óssea. (MASTROCINQUE et al., 2004). A proteína óssea morfogenética recombinante humana-2 surgiu recentemente como uma alternativa aos enxertos autógenos, oferecendo excelente padrão de reparo e/ou neoformação óssea quando utilizada na reconstrução de rebordos alveolares, possibilitando a reabilitação com próteses implantossuportadas. (VIDOTE et al., 2009). As BMPs apresentam diversas possibilidades de aplicação em odontologia, ortopedia e em outras áreas de conhecimento que envolvam a diferenciação celular por representarem um grupo distinto de fatores indutores, capazes de estimular a diferenciação de células fonte-mesenquimais em células especializadas, induzindo a neoformação óssea e o reparo de tecido ósseo. (SANTOS et al., 2005) 44 Estudos em humanos, utilizando implantes dentários em áreas desfavoráveis em altura e volume, demonstraram que a BMP-rh2 tem papel favorável no incremento ósseo em áreas de risco. (PACHECO et al, 2010). Atualmente, o fenômeno da osseoindução é atribuído às concentrações diretamente proporcionais de BMP presente no material de enxerto. (UEDA et al.,2007). A rhBMP-2 atua especificamente sobre o tecido ósseo induzindo a formação deste tecido, do ligamento periodontal e do cemento. O uso de BMPs possui um grande numero de indicações quando há a necessidade de indução óssea enquanto se necessita de uma reconstrução em maior volume. (ZÉTOLA; LARSON, 2007). Bengston et al., (2006), avaliou que o implante de osso bovino desnaturado como arcabouço para rhBMP-2 em tecido subcutâneo de rato demonstrou ser um conjunto biocompatível, uma vez que não promoveu necrose tecidual ou formação de microabscessos, além da capacidade indutora de diferenciação celular das rhBMP-2 foi inibida com a presença de matriz de osso desnaturado. Segundo Pacheco et al, (2007), compararam os níveis de densidade óssea para observação de eventuais efeitos da aplicação de rhBMP-2 na interface osso/implante. Pelo período de análise dos casos (três e oito meses) os implantes experimentais tratados com rhBMP-2 promoveram pela média, melhora significativa no aumento da densidade óssea pós-operatória. A aplicação da BMP também é válida para diminuir o tempo da cicatrização e da osseointegração nos casos de implantes intra-orais. (CIRANO et al., 2007). A BMP de origem bovina é a mais usada devido ao grande volume ósseo encontrado nesta espécie de animal. Isso é vantajoso, uma vez que é necessário em torno de uma tonelada de osso para se extrair 1g de BMP. (MEZZOMO, 2007) Relata-se também que as BMPs são os únicos fatores de crescimento capazes de induzir a formação óssea em sítios fora do esqueleto, aparentemente causando diferenciação das células derivadas do tecido mole, produzindo células do tecido ósseo, independentemente da presença ou não de estrutura óssea prévia. (JÄGER, 2009). 45 Segundo Jung et al. (2003, apud Mezzomo, 2007), em estudo clínico avaliaram os efeitos da adição de rhBMP-2 com osso bovino mineral (Bio-Oss) e membrana de colágeno reabsorvível em defeitos ósseos e constataram que a rhBMP-2 combinada com Bio-Oss pode aumentar o processo de maturação de osso neoformado, sendo que a rhBMP-2 acelera e melhora a regeneração óssea, já para Mendonça et. al., (2007), avaliaram em estudo, que quanto à estimulação da atividade osteogênica o pool de BMPs demonstrou efeito biomodulador positivo sobre a neoformação óssea. Puleo (1997 apud (Bustamante, 2006) estudou o tempo de exposição a rhBMP-2 requerido para se obter características osteoplasticas expressivas e retentivas com subseqüente formação de uma matriz extracelular mineralizada em culturas de células mesenquimais. Elas foram cultivadas, em rhBMP-2 por 0, 7, 14, 21 ou 28 dias, e por mais 4 semanas na ausência de rhBMP-2. Quanto mais longa a exposição das células mesenquimais a rhBMP-2, mais extensa a quantidade de mineral depositado e melhor conteúdo total de matriz mineral. Em contrapartida, o desenvolvimento celular não foi afetado pela retirada da rhBMP- 2. Recentemente, foi constatado que as BMPs estão implicadas na modulação do crescimento e diferenciação de células-tronco hematopoiéticas, sendo também capazes de inibir a síntese de DNA e induzir apoptose em malignidades hematológicas, como o mieloma múltiplo. (SOARES, 2008). As indicações para o uso de BMPs estão associadas principalmente a grandes perdas ósseas, decorrentes de anomalias de desenvolvimento, bem como defeitos ósseos causados por algum trauma na estrutura óssea, doenças infecciosas e inflamatórias. (SANTOS et al., 2005). Visando otimizar a oesteoindução das BMPs, elas devem estar associadas a uma substância carreadora apropriada, a qual parece possuir efeito sobre a farmacocinética e ação destas proteínas. O material carreador deve apresentar algumas características (ALDINGER et al., 1991, apud MASTROCINQUE et al.,2004)) dentre elas: Relativa solubilidade em condições fisiológicas; Biodegradabilidade; Proteção contra atividade proteolítica; Ser substrato para adesão celular e proliferação; Ser imunologicamente inerte 46 Liberar as BMPs lentamente; Ser estável mecanicamente no defeito ósseo; Facilmente manufaturado. (MASTROCINQUE et al., 2004). Avaliações em humanos ainda são escassas na literatura, contudo algumas publicações apontam aspectos promissores para o emprego da BMP, não apenas quanto à correção de defeitos ósseos, mas também em relação ao aumento da previsibilidade do tratamento reabilitador por meio de implantes dentários em sítios desfavoráveis, com tipo ósseo de menor densidade óssea. (PACHECO et al., 2010). 47 5. CONCLUSÃO A incessante busca pela restauração dos dentes tem impulsionado a sociedade a optar por implantes, devido a sua eficiência mastigatória e estética satisfatória. Entretanto, para a realização do implante, é necessário observar que se requer uma superfície adequada ao recebimento do biomaterial e assim, a perda óssea atrapalha a colocação do implante, se faz necessária uma quantidade óssea mínima e logo, surge à participação da BMP na restauração óssea, que sua presença induzirá uma célula-tronco em células que produzirão um tecido ósseo, proporcionando a inserção do implante sem maiores transtornos. A técnica de osseointegração revolucionou a Odontologia e trouxe vantagens em relação aos tratamentos convencionais como a preservação dos dentes remanescentes, melhor retenção e estabilidades às reabilitações, com resultados previsíveis e estáveis ao longo do tempo. Verificou-se que com a presença da proteína morfogenética nesse processo, possibilita um melhor pós-operatório, economia de tempo e precisão, previsibilidade no tratamento de defeitos ósseos, menos morbidade no tratamento como é realizado nos procedimentos de enxertos, porém ainda não há estudos sobre a longevidade do neo tecido e também, seguindo o pensamento de Issa et al, (2006), se faz necessárias pesquisas a respeito da análise de um carreador de modo a fornecer um lenta e gradualmente a entrega da rhBMP-2 para que seja bem sucedido tal procedimento. 48 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AKIRA, Y.; KATAGIRI; I, TOHRU; WOSNEY, J.M. ROSEN, V; WANG, E.A; KAHN, A.J.; SUDA, T.; YOSHIKI, S. Recombinant Human Bone Morphogenetic Protein-2 Stimulates Osteoblastic Maturation and Inhibits Myogenic Differentiation in Vitro. The Rockefeller University Press.The lournal of Cell Biology.v.113.n.3.May.p:681-687.1991. ANDIA, D.C.; CERRI, P.S. e SPOLIDORIO, L.C. Tecido ósseo: aspectos morfológicos e histofisiológicos. Revista de Odontologia da UNESP. v.35.n.2.p:191-98. 2006. ANDRADE, Altair Dantas; MARINHO, Carlos Frederico; BARCELOS, Marcio ZORZAL, Marlei Bonella; CONZ, Marcio Baltazar; VIDIGAL JR, Guaracilei Maciel. Biologia óssea: uma revisão da literatura. Revista Implantnews.v.4.n.6.p:659-62.2007. ARAUJO, V.R., Influência da proteína morfogenética óssea-7 (bmp-7) sobre o desenvolvimento in vitro de folículos préantrais caprinos. Universidade Estadual Do Ceará. Faculdade De Veterinária Programa De PósGraduação Em Ciências Veterinárias. Fortaleza. 2008. (Dissertação) BARBOZA, Eliane Porte. Forum Clínico. Biomateriais: substitutos de osso: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Revista PerioNews.v.5.n.4.p:344-50.2011. BARROS et al. Proteínas morfogenéticas ósseas (bmps):modo de ação, aplicação e carreadores. Ciênc. vet. tróp. Recife. v.9.n.1.p:1-8 - jan/abril, 2006. BENGTSON, Antonio Lucindo. BENGTSON, Eliza Maria Galvão. BENGTSON, Camilla Regina Galvão. BENGTSON, Nadya Galvão. SEMENTILLI. Implante de proteína morfogenética do osso (rhbmp-2) em arcabouço de osso inorgânico no tecido subcutâneo de rato. Revista da FVZA. Uruguaiana. v.13.n.2.p.137-144.2006. BERNATAVICIUS, S. T., Aplicação e caracterização de Microesferas de Poli (Lácido-láctico) Contendo Proteína Morfogenética Óssea (BMP) no Tratamento de Perda do Tecido Dental. Campinas. Faculdade de Engenharia Mecanica, Universidade Estadual de Campinas. 2008. 103p. (Doutorado). BOSSOLAN, Ana Paula Oliveira Giogertti. Influência da inalação da fumaça de cigarro sobre o processo de reparo ósseo alveolar. Estudo histométrico e de regulação gênica em ratos. Piracicaba. São Paulo. 2009 49 BUENO, Thiago Ozi. Os princípios básicos para a carga imediata na implantodontia. Monografia (Graduação) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba.Piracicaba, SP: [s.n.],2010. BUSTAMANTE; GISELE L. Princípios Biológicos Das Proteínas Ósseas Morfogenéticas. (Especialização em Periodontia). Curso de Especialização em Periodontia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2006. BRANEMARK P. I. et al. Intra-osseous anchorage of dental prostheses. Experimental studies. Scand Journal Plast Reconstrution Surgery, v. 3, n.2, p. 81-100, 1969. CALIXTO, Romeu Felipe Elias; TEÓFILO, Juliana Mazzonetto; BRENTEGANI, Luiz Guilherme; LAMANO-CARVALHO, Teresa Lúcia. Alveolar Wound Healing after Implantation with a Pool of Commercially Available Bovine Bone Morphogenetic Proteins (BMPs) - A Histometric Study in Rats Department of Morphology, Stomatology and Physiology, School of Dentistry of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Ribeirão Preto, SP, Brazil. Braz Dent J. v.18.n.1.p: 29-33.2007. CAMELO, Josimar. Utilização da proteína óssea morfogenética (BMP) na regeneração óssea em implantodontia. Revisão da literatura. Piracicaba, SP: [s.n], 2001.(Monografia). CANAN JR, L.W. Uso de proteína morfogenética óssea humana na reconstrução maxilar de pacientes portadores de fissuras lábio palatinas: estudo comparativo com enxertia óssea autóloga e periosteoplastia. Dissertação (Mestrado) – Programa de pós-graduação em Clínica Cirúrgica do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 2011 CARDOSO, A.L , MAGALHÃES, J.C. A. de, ZAFFALON, G.T., SMANIO NETO, H., ANTÔNIO, R. e ANSELMO, S. M. Histologia e fisiologia do enxerto ósseo autógeno - revisão de literatura. Innovations Implant Journal Biomaterials and Esthetics.v.1. n.1. maio. 2006. CARLO, E.C, BORGES, A.P.B, REZENDE, C.M.F., MOREIRA, J.C.L., FONSECA, C.C., PONTES, K.C.S. e DUARTE, T.S. Avaliação do Efeito Osteoindutor da Hidroxiapatita e do Biovidro Implantados em Tecido Subcutâneo de Cão. Revista Ceres. Nov/dez.v.54.n.316.p: 492-500.2007. CAVASSANI, M. M.; MORAES, J. R. E.; PADILHA FILHO, J. G. Função osteoindutora de fragmentos ósseos conservados em glicerina a 98%: estudo experimental em ratos. Ciência Rural, v. 31, n. 3, p:445-448, 2001. CHAGAS, G.A. Osseointegração: Informações básicas. Revista Brasileira Teleodonto. v.1.n.2.p.11-16, mar/abri.2005. 50 CHAVES NETO A.H. Flavinas promovem mudanças na matriz extracelular, vias de transdução de sinal, enzimas antioxidantes e metaloproteinases durante a diferenciação de osteoblastos. Campinas, 2009. 123p. Tese (Doutorado em Biologia Funcional e Molecular, área de concentração Bioquímica) CHEN, P., VUKICEVIC, S., SAMPATH, T.K. e LUYTEN, F.P. Osteogenic protein-1 promotes growth and maturation of chick sternal chondrocytes in serum-free cultures. 1995 Journal of Cell Science 108, 105-114. CHERBO, E. Regeneração óssea guiada na implantodontia Piracicaba. Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas. 1997. (monografia). CIANI, R.B.; RAHAL, S.C.; VOLPI, R.S; TAGA, R.; GRANJEIRO, J.M.;. CESTARI, T.M; MAMPRIM, M.J.Mistura de proteínas morfogenéticas ósseas, hidroxiapatita, osso inorgânico e colágeno envolta por membrana de pericárdio no preenchimento de defeito ósseo segmentar em coelhos. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.58, n.1, p.59-67, 2006. CIRANO et al. Uso da BMP-2 e 7 na promoção da osseointegração às superfícies dos implantes de titânio. Rev Inst Ciênc Saúde. v. 25.n.4.p:4438.2007. CUNNINGHAM, N. S., PARALKAR, V. M. AND REDDI, A. H. Osteogenin and recombinant bone morphogenetic protein 2B are chemotactic for human monocytes and stimulate transforming growth factor b1 mRNA expression. Proc. Nat. Acad. Sci. USA 89,p.11740-11744. 1992. DEL CARLO, R.J. et. al. Integração de aloenxertos ósseos corticais associados ou não a células-tronco da medula óssea, proteína óssea morfogenética (BMP) e autoenxerto esponjoso em cães. Vet. e Zootec. v.14, n.2, dez.p.204-215, 2007. DEL VALLE, R.A.; CARVALHO, M.L.; GONZALEZ, M.R. estudo do comportamento de enxerto ósseo com material doador obtido dos bancos de tecidos músculo-esqueléticos. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo. maio-ago; v.18.n.2, p:189-94189.2006 ESPÍRITO SANTO, Rogério Terra do. Usos do plasma rico em plaqueta e dos fatores de crescimento. Piracicaba, SP: [s.n.], 2004. FERNANDES, Patricia Garani. Utilização da matriz dérmica acelular e matriz óssea inorgânica/P-15 na preservação das deformidades da crista óssea alveolar após extração dentária em humanos. Ribeirão Preto, 2010. (Dissertação). 51 FELINTO, Kayo César Amaro. Uso de Enxerto Ósseo Bovino Liofilizado na Regeneração Óssea Guiada. Revisão de Literatura E Relato De Caso. João Pessoa. 2010. (Monografia) FERRIGNO, C.R.A. Interação biológica de membranas poliméricas bioativas em tíbia de coelhos: análise morfométrica, histológica e imunoistoquímica. Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. 2012 FERRIGNO, C.R.A.; DELLA NINA, M.I; FANTONI; D.T. Estudo comparativo entre as osseosintese com placas e osteossínteses com placas e com placas associadas a enxertos de proteína morfogenética óssea em fraturas distais de rádio-ulna em cães com menos de 6kg. Pesq. Vet. Bras. v.27.n.2.p:65-69.fev. 2007. FINERMAN, G. Obituary Marshall R. Urist. 2001. Disponível no link: http://content.cdlib.org/view?docId=hb987008v1&brand=calisphere FLORIAN, et al. Complicações Associadas aos Enxertos Ósseos Aposicionais com Osso Autógeno. Revista brasileira de cirurgia bucomaxilo-facial. v.10. n.2. p: 15 – 22.2010. GOMES S.P. Imunolocalização das proteínas BMP-2-4, BMPR1B, CD34 e CD45 no reparo ósseo craniofacial utilizando tecido adiposo subcutâneo como enxerto autógeno. Curitiba: Universidade Positivo; 2011 GONÇALVES, E.A.L.; GUIMARÃES, S.A.C.; GARCIA, R.B. Proteínas morfogenéticas ósseas: terapêutica molecular no processo de reparo tecidual. Rev Odontol Univ São Paulo, v. 12, n. 3, p. 299-304, jul./set. 1998. GRAÇA, Bruno; LUNET, Carla; COELHO, ana sofia; MONTEIRO, Gisela; FREIRE, Paulo; SPEIDEL, Andreia; CARVALHO, Lina. Angiogénese e cancro da biopatologia à terapêutica. acta médica portuguesa. Instituto de Anatomia Patológica. Faculdade de Medicina de Coimbra. v.17.p: 76-93. 2004. GRAÇA, N.J.F.; GRAÇA, T.C.A.Avaliação dos Efeitos Nocivos do Fumo na Osseointegração. Instituto Brasileiro de Implantodontia Ano 03, n.3. Maio/Jun. 1997. GRANJEIRO, José Mauro. Forum Clínico. Biomateriais: substitutos de osso: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Revista PerioNews. v.5.n.4.p:344-50. 2011. GROSSI J.R.A. Presença de proteínas BMP2, BMPR1B, CD 34 e CD45 e sua influência no reparo ósseo tratados com plasma rico em plaquetas (PRP). Estudo histológico, histomorfométrico, imunoistoquímico em calvária de coelhos. Curitiba: Universidade Positivo. 2011. 52 GUSKUMA, M. H. Reparação óssea de cavidades cirurgicamente criadas e preenchidas com uma associação de vidro bioativo e osso autógeno: análise histométrica e imunoistoquímica. Araçatuba, 2007. 84f. (Dissertação). HENN, J.D.Bioquímica do Tecido Animal. Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seminário.[s.n] 2010. HERCULANI, P.P.CESTARI, T.M.; TAGA, E.M.; TAGA, R. Tratamento de defeito ósseo perene em calvária de cobaia com membrana de cortical óssea bovina liofilizada associada ou não a enxerto ósseo bovino desmineralizado. Instituto Brasileiro de Implantodontia.v.6.n.2.abr/jun. 2000. HOWARD, B.K.; BROWN, K.R.; LEACH, J.L; CHANG, C.; ROSENTHAL, D.I. Osteoinduction Using Bone Morphogenic Protein in Irradiated Tissue. Arch Otolaryngol Head Neck Surg.v.124. Sep 1998. IMBRONITO, A.V.; ARANA-CHAVEZ, V.E. e TODESCAN, J.H. Regeneração óssea guiada - revisão da literatura. SOBRAPE. Revista Periodontia. Mar.2001 ISSA, M. J. P.; NASCIMENTO, C.; BARBOSA, S. R. E.; MELLO, S. A. S. & IYOMASA, M. M. Proteina morfogenetica rhBMP-2 y tejido osteoformado. Int. J. Morphol., v.24.n.3,p.323-330, 2006. ISOLA, José Geraldo Meirelles Palma; PÁFARO, Vanessa, DUARTE, Cláudia Acosta; SANTOS, Paulo Sérgio Patto dos; MORAES, Paola Castro. Estudo comparativo de ossos autógeno e xenógeno em rádio de cães – aspectos clínicos e radiográficos revista científica eletrônica de medicina veterinária.Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária FAMED/FAEF. A.IX – n.16.jan. 2011. JÄGER, L. proteínas morfogenéticas ósseas e periodontia: revisão de literatura. Passo Fundo: 2009 (monografia) JOLY, Julio Cesar; LIMA, Antonio Fernando Martorelli de. Características da superfície e da fenda implante-intermediário em sistemas de dois e um estágios. Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas. J Appl Oral Sci 2003; v.11.n.2.p. 107-113.2003. KATAOKA, A.; SANTANA, A.E. estudo da formação ectópica de tecidos ósseo e hematopoiético induzida pelo implante de matriz óssea desmineralizada, em camundongos. ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, v. 22, n.1, p:063-069, 2006. KIRKER-HEAD, C. A. Recombinant bone morphogenetic protein: novel substances for enhancing bone healing. Vet. Surg.,v. 24, p. 408-419, 1995. IN Lima et al, 2003 53 KUABARA, M. R; VASCONCELOS, L. W; CARVALHO, P. S. Técnicas cirúrgicas para obtenção de enxerto ósseo autógeno. Rev. da Faculdade de Odontologia de Lins, v. 12, n. 1-2, p. 44-51, jan./dez. 2000. MANOLAGAS, S. C.; JILKA, R. L. Bone marrow, cytokines and bone remodeling. Emerging insights into the pathophysiology of osteoporosis. New Engl J Med., v.332, n.5, p.305-311, 1995. MARUSIC, Ana; GRCEVIC, Danka; KATAVIC, Vedran; LUKIC, I.K.; KALAJZIC, Ivo; LORENZO, J.A. Role of B Lymphocytes in New Bone Formation. Laboratory Investigation. The United States and Canadian Academy of Pathology, Inc.Vol. 80, No. 11, p. 1761, 2000. MARZOLA, C. e PASTORI, C.M. enxertos em reconstruções de maxilas atróficas. Revista Ato-Academia Tiradentes de Odontologia. Rev.4. trab. 3. 2006. MASTROCINQUE, et al. Proteínas ósseas morfogenéticas e outros fatores de crescimento ósseo. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 25, n. 2, p. 139-150, abr./jun. 2004 MENDONÇA et al. Avaliação Histológica do Processo de Reparo Ósseo. Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa.v.7.n.3.p:291-296, set./dez. 2007 MEZZOMO, M.A. BMP – Proteina morfogenética óssea e sua utilização na regeneração óssea guiada na periodontia.Faculdade Inga-Unigá.Passo Fundo: 2007. MIZUTANI, Fabio Shiniti, NAGEM FILHO, Halim; VALIENSE, Helder; CARBONARI, Marcelo Joé; CAMPI JÚNIOR, Laurito. Aumento do rebordo alveolar por matriz óssea indutora. FULL Dentistry in Science.v.1.n.2. 2010. MONTEIRO, Betânia Souza. O efeito das proteínas morfogenéticas ósseas (BMPs) associadas a osso esponjoso autógeno na reparação de falhas experimentais na calota craniana de coelho. Viçoça. 2005 NIGRO F, BELTRAME KC, SAN JUAN MS de. Implantes em pacientes jovens: contornamos a contra-indicação? Rev Bras Implantodont Prótese Implant.v.12.n.47/48.p: 254-8. 2005. NUNES, F.D. DUARTE, R.C. O uso das proteínas morfogenética do osso em Odontologia. R.ass. paul. Cirurg.. dent. São Paulo.v.53.n.4.p.100, jul/ago.1999. PACHECO et al. Implantes dentários recobertos com proteína morfogenética óssea recombinante humana tipo-2. RGO - Rev Gaúcha Odontol., Porto Alegre, v. 58, n. 3, p. 333-337, jul./set. 2010 54 PADILHA FILHO, J.G. Função Osteoindutora de Fragmentos Ósseos Conservados em Glicerina a 98%. Estudo Experimental em Ratos. Ciência Rural, Santa Maria, v.31, n.3, p.445-448, 2001. PINTO, L.P., BROSCO, H.B., TAGA, R. E TAGA, E.M. Regeneração Óssea Guiada de Alvéolos de extração dentária: Porquê faze-la?. Caso Clínico. Disponivel no link: http://www.ibi.org.br/Artigos/a91.htm. Instituto Brasileiro de Implantodontia. Rev.A.6.n.3, jul/set.2000. POLIDO, W.D. Reconstrução óssea por meio do uso de rhBMP-2. Rev. Dental Press Ortodon Ortop Facial Maringá, v. 12, n. 5, p. 14-15, set./out. 2007. RIPAMONTI, U. e RENTON, L. Bone morphogenetic proteins and the induction of periodontal tissue regeneration. Periodontology 2000, v. 41, 2006,p. 73–87. SALOMÃO, Munir; SIQUEIRA, J.T.T. Regeneração óssea guiada através de barreira exposta ao meio bucal após exodontias. Relato de caso.Jul-Set. Rev. Bras. Implant.2010. SALOMÃO, Munir. Bone Heal. Barreira regenerativa: Regeneração óssea após exodontia.Informativo impresso distribuído pela Abott. 2011. SANTOS et al. O papel da proteína morfogenética óssea na reparação do tecido ósseo. ACTA ORTOP BRAS. v.13.n.4. 2005 SILVA, J.J., PEREIRA, B.C.C.F., e BARROS NETA, M.A.C. Contribuição ao estudo da proteína morfogenética óssea. Rev. Fac. Odontol.Porto Alegre, v.43.n.1.p:23-26.jul.2002. SILVA, Alessandra Maria da; DEL CARLO, Ricardo Junqueira; VILORIA, Marlene Isabel Vargas; SILVA, Alessandra Sayegh; FILGUEIRAS, Richard Rocha. Matriz óssea homóloga desmineralizada na preparação de falhas ósseas segmentares produzidas no rádio de coelhos. Ciência Rural, Santa Maria, v.33, n.3, p.539-545, mai-jun, 2003 SILVA, E. R.; ALVES, J. B. A genética da odontogênese. BIOSCI. J., Uberlândia, v. 24, n. 2, p. 113-124 , Apr./June. 2008. SIMIC, P. e VUKICEVIC, S. Bone morphogenetic proteins: from developmental signals to tissue regeneration. Conference on Bone Morphogenetic Proteins. EMBO reports.v.8.p:327-331.Laboratory of Mineralized Tissues, School of Medicine, University of Zagreb. Croatia.2007 SIQUEIRA, J.T.T. e DIAS, P.V. Osteointegração com um implante cilíndrico de superfície rugosa por jateamento. Instituto Brasileiro de Implantodontia. a.4.n.1. jan/fev.1998 55 SOARES, Andreia Ferreira. Avaliação da expressão da BMP-2/4 e BMPR-IA em Carcinoma Epidermóide Otal metastático e não metastático. Natal.2008.(tese) SHIBLI, Jamil Awad. Forum Clínico. Biomateriais: substitutos de osso: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Revista PerioNews.v.5.n.4.p.:344-50. 2011 TAGA, R.; CESTARI, T.M; SILVA, T.L.; STIPP, A.C.M. Reparo de Defeito ósseo perene em crânio de cobaia pela aplicação de osseobond. Instituto Brasileiro de Implantodontia A.3.n.1, Jan/Fev. 1997. TANAKA, Ricardo; SHUITI YAMAZAKI, Joni; SENDYK, Wilson Roberto;PEREZ V.T;MIRANDA, Cristiane F. Incorporação dos enxertos ósseos em bloco: processo biológico e considerações relevantes Conscientiae Saúde.v.7.n.3.p:323-327. 2008 TEIXEIRA, Leonardo Jorge Carvalho. Potencial osteocondutor de grânulos de hidroxiapatita em defeitos críticos na calvária de ratos. Dissertação (mestrado em Odontologia) – Universidade do Grande Rio “Prof. José de Souza Herdy”. Escola de Ciências da Saúde, 2009. TOLEDO-FILHO, J.L; MARZOLA, C; ROSSITTO-MARTINS, G.H.; OMAGARI, C.T., PASTORI, C.M. áreas doadoras de enxertos ósseos autógenos provenientes do meio bucal. Revista da literatura. Bauru: 2008 (monografia). TOMASHKI, S.M. e ZALZAL, G.H. In Vitro Regulation of Expression of Cartilage-Derived Morphogenetic Proteins by Growth Hormone and Insulinlike Growth Factor 1 in the Bovine Cricoid Chondrocyte. Arch otolaryngology head neck surg/v.125. aug.1999. UEDA, J.K., FRANCISCHONE, C.E., RAMALHO, L.T.O. de, SCARSO FILHO, J. Estudo comparativo da substituição óssea frente a enxerto de osso autógeno e proteína morfogenética óssea ao lado de implantes de titânio. Rev. Dental Press Periodontia Implantol., Maringá, v.1.n.1.p:76-84, jan./fev./mar. 2007. URIST, M.R.; STRATES, B.S. Bone morphogenetic protein. J. Dent. Res., v.50, p.1392-1406, 1971. URIST M.R. Bone: formation by autoinduction. Science 150: 893–899.1965. VERSEN, R.V. Biomedical And Life Sciences Cell and Tissue Banking. v.2.n.3, 185-186.2001 56 VIDOTE et al. Uso da proteína morfogenética óssea recombinante humana-2 em levantamento de assoalho de seio maxilar. ImplantNews.v.6.n.1.p:27-31. 2009 VIEK, Tito Rafael. Osso xenógeno e suas aplicações clinicas em implantodontia. 2003. XXf. Monografia (Especialização em lmplantodontia). Curso de Especialização em lmplantodontia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2003 YAMATAGI, R.S.; RAHAL, S.C.; TAGA, R.; LIMA, A.F.M CESTARI, T.M. Histologia da associação de membranas biológicas de origem bovina implantadas no tecido subcutâneo de ratos. Unesp Botucatu, SP, Brasil. Ciência Rural, Santa Maria, v35, n.4, p.837-842, jul-ago, 2005. ZAVANELLI, Ricardo Alexandre GUILHERME, Adérico Santana; CASTRO, Arioldo Teles de; FERNANDES, José Marcos Alves; PEREIRA, Richard Esteves; GARCIA, Robson Rodrigues. Fatores locais e sistêmicos relacionados aos pacientes que podem afetar a osseointegração. RGO Rev Gaúcha Odontol., Porto Alegre, v.59, suplemento 0, p. 133-146, jan./jun., 2011 ZENÓBIO, Elton. Biomateriais: substitutos de osso: de onde viemos, onde estamos, para onde vamos? Revista PerioNew.v.5.n.4.p:344-50.2011 ZENÓBIO, E.G; MOREIRA, M.M.S.M. FREITAS, L.G. de; MARCANTONIO JR, E.; TAGA, E.M. Procedimentos regenerativos no tratamento das perfurações radiculares. Instituto Brasileiro de Implantodontia. a.3.n.5, Set/Out.1997 ZÉTOLA, A. LARSON, R. A utilização da proteína Morfogenética recombinante sintética tipo 2 para reconstrução de maxila atrófica. 2007 descrição da técnica e relato de um caso. Disponível no link: http://bmp2.com.br/pdf/casos/Relato%20de%20Caso%20Dr.Andre%20Zetola.p df. Acessado em 25/03/2012. 20:40h. ZHOU, H., HAMMONDS JR, R.G., FINDLAY, D.M., MARTIN, T.J. e NG, K.W. Differential effects of transforming growth factor-β1 and bone morphogenetic protein 4 on gene expression and differentiated function of preosteoblasts. Journal of Cellular Physiology. v.155.n.1.p: 112–119.april.1993 WATZINGER, F.; LUKSCH, J.; MILLESI, W.; SCHOPPER, C.; NEUGEBAUER, J.; MOSER,D; EWERS, R. Guided bone regeneration with titanium membranes: a clinical study. The British Association of Oral and Maxillofacial Surgeons. .British Journal of Oral and Maxillofacial Surgery. v.38.p: 312– 315.2000. 57 7. ANEXOS 7.1 PATENTES: 7.1.1 7.1.2 7.1.3 7.1.4 A BMP COMPOSIÇÃO DA BMP PROCESSO DE PURIFICAÇÃO DA BMP A rhBMP² 58