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UNIJUI - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DCEEng – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS
OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA AUXILIO A DISCIPLINA DE
PROGRAMAÇÃO A PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL E AUDITIVA,
CONTEMPLANDO PRECEITOS DO DESIGN UNIVERSAL.
DIONATAN HENRIQUE DOS SANTOS BALBOENA
IJUI/RS
Novembro 2013
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UNIJUI - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DCEEng – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS
OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA AUXILIO A DISCIPLINA DE
PROGRAMAÇÃO A PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL E AUDITIVA,
CONTEMPLANDO PRECEITOS DO DESIGN UNIVERSAL.
DIONATAN HENRIQUE DOS SANTOS BALBOENA
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
apresentado ao Curso de Ciência da
Computação do Departamento de Ciências
Exatas e Engenharias (DCEEng), da
Universidade Regional do Noroeste do
Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ),
como requisito para a obtenção do título
Bacharel em Ciência da Computação.
Orientador: Prof. Mestre. Cristiane Ellwanger
Ijuí(RS)
Novembro/2013
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OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA AUXILIO A DISCIPLINA DE PROGRAMAÇÃO A
PESSOAS COM DEFICIENCIA VISUAL E AUDITIVA, CONTEMPLANDO PRECEITOS DO
DESIGN UNIVERSAL.
DIONATAN HENRIQUE DOS SANTOS BALBOENA
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado
ao Curso de Ciência da Computação do
Departamento
de
Ciências
Exatas
e
Engenharias (DCEEng), da Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul (UNIJUÍ), como requisito para a
obtenção do título Bacharel em Ciência da
Computação.
______________________________________
Orientador: Prof.. Mestre. Cristiane Ellwanger
______________________________________
Banca: Prof. Mestre Rogerio Martins
Ijuí (RS)
Novembro/2013
3
AGRADECIMENTOS
Á Deus pelo dom da vida, e por todas as oportunidades.
À minha família, especialmente a minha mãe Lizane Terezinha dos Santos
Balboena que desde a infância incentivou meu estudo e ao meu irmão Alex
Eduardo dos Santos Balboena que sempre me apoiou e me deu forças para
continuar.
A minha orientadora, Prof.ª Cristiane Ellwanger, pela paciência e
principalmente pelo conhecimento e atenção, ao longo do desenvolvimento
deste trabalho.
Ao grupo “Face para DEFICIENTES VISUAIS” que incentivaram e ajudaram o
desenvolvimento deste programa e desta pesquisa.
Aos meus amigos e colegas de classe que direta e indiretamente contribuíram
para a conclusão deste curso.
Obrigada a todos que, mesmo não estando citados aqui, tanto contribuíram
para a conclusão desta etapa e para a pessoa que sou hoje.
4
RESUMO
Este trabalho tem como meta principal desenvolver uma análise da atual situação da
inclusão digital dos deficientes visuais no Brasil, realizando um estudo do histórico
das evoluções, com foco aos programas existentes. Foi analisada a legislação
brasileira para deficientes visuais e as influências existentes na área. Também foi
desenvolvido a proposta de um software com base no conceito de designer universal
que ensine a lógica da programação a todas as pessoas, mas com foco principal aos
deficientes visuais e, por fim, esse programa foi colocado para avaliação e seus
resultados discutidos. São apresentadas todas as conclusões e aprendizados que
ocorreram durante a pesquisa para este trabalho, o desenvolvimento do programa e
sua aplicação prática, chegando à conclusão que é possível que deficientes visuais
tenham acesso às tecnologias e a Internet.
Palavras Chave: Deficiente Visual, Acessibilidade, Lógica de Programação.
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ABSTRACT
This work aims at developing an analysis of the current situation of digital inclusion in
Brazil poor visual , performing a studying the history of evolution , giving focus to
existing programs ; analyzed the Brazilian legislation for the visually impaired and the
influences in the area. The proposal was developed software based on the concept
of universal designer that teaches programming logic to all people, but with main
focus to the visually impaired, and finally, the program was placed for evaluation and
their results discussed. Thus, we present all the findings and learnings that occurred
during the research for this work, the development of the program and its practical
application, concluding that it is possible that the visually impaired have access to
technology and the Internet.
Keywords: Visually Impaired Accessibility Logic Programming.
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LISTA DE QUADROS E IMAGENS
Quadro 1: Estrutura ................................................................................................... 34
Imagem 1: Ícone........................................................................................................ 36
Imagem 2: Primeira Tela ........................................................................................... 37
Imagem 3: Segunda Tela .......................................................................................... 38
Imagem 4: Terceira Tela ........................................................................................... 39
Imagem 5: Tela de Acerto ......................................................................................... 40
Imagem 6: Quarta Tela ............................................................................................. 41
Imagem 7: Tela de Acerto II ...................................................................................... 42
Imagem 8: Tela de Erro ............................................................................................. 43
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 08
1. TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E A INCLUSÃO DIGITAL DO
DEFICIENTE VISUAL ............................................................................................... 11
1.1 Abordagem Geral da Deficiência ................................................................ 16
1.2 Parâmetros Norteadores do Design Universal ............................................ 20
1.3 A Acessibilidade Digital do Deficiente Visual .............................................. 20
2. AVProg (Auditivo Visual Programação) ................................................................. 31
2.1 Objetivo e aplicação do AVProg ................................................................. 33
2.2 Desenvolvimento ........................................................................................ 33
2.2.1 Iniciar o sistema ....................................................................................... 36
2.2.2 Primeira Tela............................................................................................ 37
2.2.3 Segunda Tela........................................................................................... 38
2.2.4 Terceira Tela ............................................................................................ 39
2.2.5 Quarta Tela .............................................................................................. 41
2.2.6 Fluxo Alternativo ...................................................................................... 42
2.3 Construção do FrameWork ......................................................................... 43
2.4 Diagrama .................................................................................................... 43
3. APLICAÇÃO PRÁTICA DO AVProg...................................................................... 46
3.1 Aplicação .................................................................................................... 47
3.2 Resultado .................................................................................................... 47
3.3 Discussão dos Resultados .......................................................................... 49
3.4 Projetos Futuros.......................................................................................... 49
CONCLUSÃO............................................................................................................ 50
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ............................................................................ 52
8
INTRODUÇÃO
A tecnologia e a informação são peças fundamentais para a sociedade em
que vivemos, ela esta presente no cotidiano das pessoas desde o entretenimento
até as atividades profissionais. Mesmo com a inclusão social cada vez mais
abrangente, ainda existem indivíduos que não tem acesso ou condições físicas para
desfrutar esses benéficos.
Mesmo com os esforços em conjunto de organizações governamentais e/ou
não
governamentais
para
implantar
programas
de
formação
profissional,
flexibilizando as exigências genéricas para a composição de seus quadros, de modo
à objetivamente, abrir as portas para esse grupo social em evidente estado de
vulnerabilidade, ainda é baixo o número de portadores de deficiências no mercado
de trabalho. Assim a fiscalização Trabalhista acaba tendo que exercer um papel
fundamental na execução da política afirmativa de exigências de contratação de
pessoas com deficiência, não só no que se refere à verificação do cumprimento da
lei, mas pela sua missão de agente de transformação social dirigida principalmente
aos empregadores.
Embora o Brasil tenha uma legislação relativa aos direitos do cidadão com
deficiência considerada avançada internacionalmente, e a sociedade venha se
tornando cada vez mais favorável a diversidade de realidades, isto ainda não tem se
refletido em grandes avanços reais a ponto de mudar as desigualdades de inclusão,
logo o acesso à informação não pode ser tratado como um tema isolado, uma vez
que ele está associado a outros direitos que, igualmente, conferem cidadania às
pessoas. A negação do direito à informação, portanto, pode marginalizar pessoas
em situação de vulnerabilidade social, tais como as pessoas com deficiência.
Hoje em dia uma das formas mais utilizadas de se passar informação é
disponibiliza-la pela internet. Nunca foi tão fácil obter informação sobre diversos
tópicos pela simples leitura de uma tela de computador, mas como um indivíduo com
deficiência visual poderia desfrutar de tal informação? Atualmente é crescente a
necessidade de softwares e hardware voltados para auxiliar os deficientes visuais na
interação de tecnologias computacionais.
9
Existem ferramentas computacionais no mercado que permitem uma melhor
interação com o hardware possibilitando uma melhor interação com a informação,
mas em sua grande maioria, desconhecidas pela sociedade e em muitos casos o
deficiente visual não tem conhecimento de como utiliza-las, como já citado
anteriormente
é
necessário
que
estes
indivíduos
possam
conhecer
as
potencialidades e fragilidades de cada uma, e também quais atendem suas
necessidades.
Em 16 de novembro de 2006, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos
da Presidência da República – (SEDH/PR), através da portaria nº 142, instituiu o
Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), que reúne um grupo de especialistas brasileiros e
representantes de órgãos governamentais, em uma agenda de trabalho. O CAT tem
como objetivos principais: apresentar propostas de políticas governamentais e
parcerias entre a sociedade civil e órgãos públicos referentes à área de tecnologia
assistiva; estruturar as diretrizes da área de conhecimento; realizar levantamento
dos recursos humanos que atualmente trabalham com o tema; detectar os centros
regionais de referência, objetivando a formação de rede nacional integrada;
estimular nas esferas federal, estadual, municipal, a criação de centros de
referência; propor a criação de cursos na área de Tecnologia Assistiva (TA), bem
como o desenvolvimento de outras ações com o objetivo de formar recursos
humanos qualificados e propor a elaboração de estudos e pesquisas, relacionados
com o tema da TA (VANNUCHI, 2006).
Mesmo com os incentivos do governo ainda vivemos uma era onde nas
escolas publicas, os deficientes visuais enfrentam dificuldades pela falta de
equipamentos que atendam suas necessidades e pelo preconceito de seus colegas
de classe que não compreendem suas limitações, por este motivo poucos
conseguem terminar o ensino médio e uma parcela menor ainda ingressa e/ou
completam o ensino superior, o que ocasiona uma dificuldade a mais para sua
entrada no mercado de trabalho.
Através desses fatos, este trabalho visa abordar inicialmente os principais
tipos de deficiência, como deficiência motora, auditiva, mental e visual (público alvo
do trabalho). Também serão apresentadas algumas tecnologias voltadas ao
deficiente visual que proporcionam melhor qualidade de vida e também uma melhor
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capacidade de competirem no mercado de trabalho entre os profissionais portadores
ou não de deficiência. Após a primeira etapa de revisão bibliográfica da situação dos
deficientes do Brasil, iremos propor uma arquitetura de software direcionada ao
treinamento de pessoas com deficiência, mais especificadamente a deficiência
visual, onde o programa visará ensinar lógica de programação ao usuário. Com o
desenvolvimento do software, o mesmo foi aplicado em uma pesquisa de campo
com portadores de deficiência visual, e a pesquisa, assim como seus resultados,
serão discutidos a seguir, finalizando o trabalho com uma conclusão pessoal de
todos os aspectos e relações aqui abordados.
11
1. TECNOLOGIAS
ASSISTIVAS
E
A
INCLUSÃO
DIGITAL
DO
DEFICIENTE VISUAL
O homem na antiguidade, utilizava de artimanhas e objetos para
desempenhar um trabalho mais preciso, facilitando a vida e trazendo mais conforto
nas diversas tarefas do cotidiano. Assim, devemos aos nossos ancestrais por tudo
que utilizamos hoje sem a necessidade de fazer grandes esforços para
desempenhar qualquer atividade que precisemos. Podemos dizer o mesmo em
relação aos deficientes físicos que antigamente faziam uso de objetos como um
cajado, por exemplo, para se apoiar quando as suas pernas não eram mais
suficientes para aguentar o peso do corpo, dessa forma lhes era permitindo que
fizessem algumas tarefas sem precisar de um auxilio humano. Em toda a história do
homem na terra o homem vem buscando incessantemente por soluções
renovadoras. Com o aumento populacional e as diversas deficiências existentes nas
pessoas, foi necessário criar artimanhas e artefatos que auxiliassem no dia a dia,
pois assim seria fácil se reintegrar ao mesmo espaço que uma pessoa não
deficiente, quebrando a barreira que infelizmente ainda existe entres as partes.
Sendo assim surgiu a necessidade de criar objetos capazes de auxiliar no trabalho,
no lazer, na locomoção, na comunicação e até mesmo em muitos casos de nos
manter respirando assim como os equipamentos hospitalares.
Para os deficientes, as tecnologias desenvolvidas pelo homem no decorrer
da historia deste a roda, a descoberta do ferro e da eletricidade foi de grande
importância e ainda continua sendo uma grande motivação e esperança para
aqueles que dependem de artefatos como uma cadeira de rodas para conseguir
interagir com o mundo, pois estes objetos vêm sendo aprimorado dando-os mais
mobilidade, e a aceitação de pessoas nestas condições vem crescendo cada dia
mais entre a sociedade, através da mobilização das pessoas e incentivo do governo
já é possível que um deficiente tenha uma vida social mais ativa que em outrora lhes
era cheia de complicações.
12
De acordo com Chicon e Soares (2003, apud LIMA et. ali. 2004, p.09-10), ao
longo do tempo, a sociedade demonstrou basicamente três atitudes distintas diante
das pessoas com deficiência:

Eliminação: qualquer bebê que nascesse com qualquer tipo de
deficiência ou deformação visível era morta, destruindo assim os
“seres imperfeitos”.

Proteção Cristão: Com o advento do cristianismo, os deficientes
passaram a ser assistidos pela Igreja.

Preconceito: A partir da Idade Média até os últimos anos, a
marginalização e segregação dos deficientes é a atitude mais comum
a ser vista.
A expressão Tecnologia Assistiva, porém, surge pela primeira vez, segundo
Bersch (2005) em 1988. Originalmente conhecida como Assistive Technology,
importante elemento jurídico dentro da legislação norte-americana, conhecida como
Public Law 100-407, que compõe, com outras leis, o ADA - American with Disabilities
Act. Este foi um conjunto de leis que garantiu, pela primeira vez, direitos específicos
para deficientes.
Assim como a documentação e legislação norte-americana, os documentos
do Consórcio EUSTAT igualmente percebem e conceituam a Tecnologia Assistiva
(TA) ou Tecnologia de Apoio, como produtos e também serviços. O documento
“Educação em Tecnologias de Apoio para Utilizadores Finais: Linhas de Orientação
para Formadores” (EUSTAT, 1999) é bastante explícito quanto a isso, explicitando
inicialmente que o termo tecnologias de Apoio não são apenas os aparelhos e
dispositivos tecnológicos, mas sim toda a logística existente por trás deles, como por
exemplo um carro adaptado a pessoas paraplégicas, não só o carro faz parte da
Tecnologia Assistiva, mas sim toda a logísca do trânsito que é modificada para
melhor andar o carro adaptado, seja uma sinalização especial, uma vaga reservada
ou uma pista preferencial. Portanto a Tecnologia Assistiva é muito mais que apenas
os acessórios, mas sim toda a organização e mobilização ocorrida para aquele fim.
13
Além disto, a Tecnologia Assistiva também tem que trazer um diferencial na vida da
pessoa com deficiência, seja ela facilitando uma tarefa ou substituindo uma ação, a
tecnologia tem que ter uma função e ação real junto a seu usuário. Portanto, essa
maneira de entender TA, a concebe seu além de meros dispositivos, equipamentos
ou ferramentas, englobando no conceito também os processos, estratégias e
metodologias a eles relacionados. Isso fica claro na legislação norte-americana,
quando a Public Law 108-364 descreve o que deve entender-se por Serviços de TA
(BERSCH, 2005):
• A avaliação das necessidades de uma TA do indivíduo com uma
deficiência, incluindo uma avaliação funcional do impacto da provisão de uma TA
apropriada e de serviços apropriados para o indivíduo no seu contexto comum.
• Um serviço que consiste na compra, leasing ou de outra forma provê a
aquisição de recursos de TA para pessoas com deficiências;
• Um serviço que consiste na seleção, desenvolvimento, experimentação,
customização, adaptação, aplicação, manutenção, reparo, substituição ou doação
de recursos de TA;
• Coordenação e uso das terapias necessárias, intervenções e serviços
associados com educação e planos e programas de reabilitação;
• Treinamento ou assistência técnica para um indivíduo com uma deficiência
ou, quando apropriado, aos membros da família, cuidadores, responsáveis ou
representantes autorizados de tal indivíduo;
• Treinamento ou assistência técnica para profissionais (incluindo indivíduos
que provêm serviços de educação e reabilitação e entidades que fabricam ou
vendem recursos de TA), empregadores, serviços provedores de emprego e
treinamento, ou outros indivíduos que provêm serviços para empregar, ou estão de
outra forma, substancialmente envolvidos nas principais funções de vida de
indivíduos com deficiência;
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• Um serviço que consiste na expansão da disponibilidade de acesso à
tecnologia, incluindo tecnologia eletrônica e de informação para indivíduos com
deficiências.
Portanto, o desenvolvimento de Tecnologias Assistivas, direciona-se a
oferecer subsídios para que pessoas portadoras de deficiências, ou que estejam em
uma situação de deficiência, possam realizar suas atividades rotineiras e cotidianas,
oferecendo-lhes independência e ao mesmo tempo incluindo-as na utilização de
recursos, da mesma forma que as demais pessoas devido às necessidades
especiais e paralelas de seu cotidiano. Tornando-se assim em nossa área de suma
importância para a acessibilidade e inclusão digital de todos.
A difusão do conceito de acessibilidade iniciou-se em 1981, ano declarado
pela Organização das Nações Unidas (ONU) como “Ano Internacional dos
Portadores de Deficiência”. Já no Brasil, o direito de as pessoas com deficiência
terem as mesmas oportunidades que os demais cidadãos possuem e de
desfrutarem as condições de vida resultantes do desenvolvimento econômico e
social foi proporcionado pela Constituição Federal (CF) de 1988, a qual prevê o
pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor,
idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para
todos; e coloca como princípio para a Educação o “acesso aos níveis mais elevados
do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”
(BRASIL, 1999).
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (2004),
acessibilidade é ter acesso a todo e qualquer espaço, seja físico ou de
comunicação, proporcionando assim a entrada aos diferentes tipos de pessoas com
necessidades educacionais especiais (crianças, idosos, gestantes etc.) aos locais
por elas frequentados, garantindo-lhes qualidade de vida, por meio da Lei n°.
10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
No escopo da acessibilidade, temos ainda a acessibilidade digital,
considerando que a atual geração está sendo caracterizada como a geração digital
15
ou os filhos da era digital. Entretanto, ao que se pode observar no relatório
produzido pelo IBGE, fruto da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD
de 2005, há um baixo nível de acesso à internet nas escolas (12%), sendo que, nos
países avançados, acima de 80% dos alunos jovens na mesma situação têm essa
possibilidade. Também surpreende a baixa disponibilidade de centros de acesso
gratuito, permitindo acesso à internet só a 4,4% dos jovens. É importante ressaltar
que essas informações correspondem a alunos videntes e com deficiência visual.
Pode-se inferir que os problemas de acessibilidade digital são maiores quando o
foco são as pessoas com deficiência visual.
Nos últimos anos a inclusão digital destaca-se como um processo social de
suma importância no Brasil e no mundo. Entretanto os debates relacionados ao
tema estão longe de demonstrar um referencial teórico consistente, ou seja, que
realmente se volte para a questão de inclusão, o que se tem visto atualmente são
ações antigas “travestidas” de “ações de inclusão” (PASSERINO, 2007).
O paradigma da inclusão digital remete a pensar acessibilidade e qualidade
na educação. Os sistemas de organização e aprendizagem às vezes tangenciam
barreiras difíceis de serem quebradas ao qual muitas vezes impedem uma
aprendizagem e efetivação na qualidade de ensino ou profissional.
O princípio da acessibilidade está presente na concepção que orienta a
construção da escola inclusiva, indicando a sua dimensão transversal que contrapõe
a existência de sistemas paralelos de ensino especial e ensino regular e passa a
planejar as escolas com ambientes acessíveis e sem discriminação, que garantam
os direitos de cidadania e atenção à diversidade humana. O desafio da
acessibilidade está colocado para a educação, seus pressupostos não estão
restritos ao trabalho de determinados profissionais, mas estão direcionados para
toda escola e sociedade. Sua efetivação requer eliminar os preconceitos, exigindo
mudança de atitude em relação às diferenças: a adequação das estruturas físicas
que permitam a circulação e mobilidade segundo os critérios de acessibilidade; o
acesso às tecnologias, aos códigos e às linguagens que possibilitem formas
diferenciadas de comunicação; e a alteração das práticas pedagógicas que
promovam a interação e valorizem as diferentes formas de construção do
conhecimento (MEC, 2006).
16
Neste contexto Gasparetto et. al (2012) salientam que a Tecnologia Assistiva
é a área do conhecimento direcionada ao desenvolvimento de serviços, recursos e
estratégias que auxiliem pessoas com deficiências físicas ou mentais na realização
de suas tarefas cotidianas.” - entretanto apesar dos grandes esforços cognitivos a
acessibilidade ainda esta longe de muitos. Os quais sentem-se em sua maioria
lesados e “violentados” socialmente, pois os direitos que lhes são garantidos pela
constituição muitas vezes não são considerados pelas demais pessoas. Motivo pelo
qual estes sentem-se verdadeiros reféns de sua exclusão social. O que demonstra a
necessidade de uma revisão conceitual da representação construída, ao longo de
muitos anos, da pessoa com deficiência tendo em vista que a deficiência é uma
situação de vida que, embora apresentando-se de forma permanente, não deve
definir os atributos individuais (GASPARETTO, 2012).
Assim faz-se necessário oferecer alternativas que possam de alguma forma,
minimizar os problemas destas pessoas.
1.1 Abordagem Geral da Deficiência
Segundo Sassaki (2003), utilizar os termos técnicos de forma correta não é
uma apenas uma questão semântica ou sem qualquer importância. A utilização da
terminologia correta é de suma importância quando são estudados e analisados os
assuntos que mantêm um certo preconceito cercado de estereótipos, e este é o caso
das diversas deficiências que se pode notar em grande parte da população mundial.
A terminologia correta que deve ser utilizada quando nos referimos a uma
pessoa “portadora de deficiência” é “pessoa com deficiência” (SASSAKI, 2003).
Amaral (1995) nos leva a compreender que a deficiência é toda alteração do corpo
ou aparência física de um órgão ou de uma função, qualquer que seja sua causa,
onde se caracteriza pelas perdas ou alterações que podem ser, tanto temporárias,
como permanentes, e que afetam diretamente o indivíduo, a partir do
desenvolvimento de uma anomalia, defeito ou perda de um membro, órgão, tecido
ou outra estrutura do corpo, incluindo a função mental.
17
“Qualquer restrição ou perda na execução de uma atividade, resultante de
um impedimento, na forma ou dentro dos limites considerados como normais para o
ser humano” (Cidade, 2002).
Para compreender e explicar a incapacidade e a funcionalidade foi proposto
por SARTORETTO e BERSCH (2012), vários modelos conceituais:
• Modelo Médico:
Considera a incapacidade como um problema da pessoa, causado
diretamente pela doença, trauma ou outro problema de saúde, que requer
assistência médica sob a forma de tratamento individual por profissionais. Os
cuidados em relação à incapacidade têm por objetivo a cura ou a adaptação do
indivíduo e mudança de comportamento. A assistência médica é considerada como
a questão principal e, a nível político, a principal resposta é a modificação ou
reforma da política de saúde.
• Modelo Social:
O modelo social de incapacidade, por sua vez, considera a questão
principalmente como um problema criado pela sociedade e, basicamente, como uma
questão de integração plena do indivíduo na sociedade. A incapacidade não é um
atributo de um indivíduo, mas sim um conjunto complexo de condições, muitas das
quais criadas pelo ambiente social. Assim, a solução do problema requer uma ação
social e é da responsabilidade coletiva da sociedade fazer as modificações
ambientais necessárias para a participação plena das pessoas com incapacidades
em todas as áreas da vida social. Portanto, é uma questão atitudinal ou ideológica
que requer mudanças sociais que, a nível político, se transformam numa questão de
direitos humanos. De acordo com este modelo, a incapacidade é uma questão
política.
18
• Abordagem Biopsicossocial:
A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) baseia-se numa
integração desses dois modelos opostos. Para se obter a integração das várias
perspectivas de funcionalidade é utilizada uma abordagem "biopsicossocial". Assim,
a CIF tenta chegar a uma síntese que ofereça uma visão coerente das diferentes
perspectivas de saúde: biológica, individual e social.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010,
havia 45,6 milhões de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas
(visual, auditiva, motora e mental), representando 23,9% da população. A diferença
em relação aos dados do Censo 2000 (14,3% da população).
A deficiência visual foi a mais frequente, atingindo 35,8 milhões de pessoas
com dificuldade para enxergar (18,8%), mesmo de óculos ou lentes de contato. A
deficiência visual severa (pessoas que declararam ter grande dificuldade de
enxergar ou que não conseguiam de modo algum) atingia 6,6 milhões de pessoas,
sendo que 506,3 mil eram cegos (0,3%).
O conceito de deficiência inclui, necessariamente, a incapacidade relativa,
parcial ou total para o desempenho da atividade dentro dos padrões considerados
normais para qualquer ser humano. De fato, os portadores de deficiência podem
realizar qualquer tipo de atividade desde que tenham condições e apoios adequados
às suas características (PEREIRA, 2009).
O Decreto nº 3.298/99 e o Decreto nº 5.296/04 conceituam como deficiência
visual:
• Cegueira – a visual é igual ou menor que 0,05º no melhor olho, com a
melhor correção óptica.
• Baixa Visão – acuidade visual entre 0,3º e 0,05º no melhor olho, com a
melhor correção óptica.
19
• Casos em que a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos
for igual ou menor que 60°.
• Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores (PEREIRA,
2009).
O Decreto nº 5.296/04 é a lei que efetuou a inclusão das pessoas com baixa
visão nesse item. Estes indivíduos são classificados neste grupo quando, mesmo
utilizando formas de corrigir duas deficiências, tais como com a utilização de óculos
comuns, lentes de contato ou implantes de lentes intraoculares, não conseguirem ter
uma visão realmente nítida, desenvolvendo sensibilidade ao contraste, percepção
das cores e intolerância à luminosidade, ou inúmeras outras patologias conforme o
tipo de doença que acarretou a perda da visão. (PEREIRA, 2009).
A definição de baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) é
complexa devido à variedade e à intensidade de comprometimentos das funções
visuais. Essas funções englobam desde a simples percepção de luz até a redução
da acuidade e do campo visual que interferem ou limitam a execução de tarefas e o
desempenho geral. Em muitos casos, observa-se o nistagmo, movimento rápido e
involuntário dos olhos, que causa uma redução da acuidade visual e fadiga durante
a leitura. É o que se verifica, por exemplo, no albinismo, falta de pigmentação
congênita que afeta os olhos e limita a capacidade visual.
Uma pessoa com baixa visão apresenta grande oscilação de sua condição
visual de acordo com o seu estado emocional, as circunstâncias e a posição em que
se encontra, dependendo das condições de iluminação natural ou artificial. Trata-se
de uma situação angustiante para o indivíduo e para quem lida com ele tal é a
complexidade dos fatores e contingências que influenciam nessa condição sensorial.
As medidas de quantificação das dificuldades visuais mostram-se insuficientes por si
só e insatisfatórias. É, pois, muito importante estabelecer uma relação entre a
mensuração e o uso prático da visão, uma vez que mais de 70% das crianças
identificadas como legalmente cegas possuem alguma visão útil (SEESP / SEED /
MEC, 2007)
20
1.2 Parâmetros Norteadores do Design Universal
A necessidade de Inclusão Digital com portadores de deficiência se da a
partir da necessidade da comunicação juntamente com um conjunto de regras e
parâmetros para que as pessoas possam compreender-se umas as outras. Assim
foram-se criados e desenvolvidos métodos da comunicação.
Conforme contexto Cardoso et. al (2012) “[..]O design de sistemas
informacionais, ou simplesmente, design de sinalização, pertence ao grupo do
chamado design ambiental, assim como o design de ambientação. Assim, o design
de sinalização procura otimizar, por vezes, até viabilizar, a utilização e o
funcionamento de espaços, sejam eles abertos ou construídos. Este tipo de projeto
costuma ser implantado, dentre outros, em espaços abertos, em edificações com
certo nível de complexidade como shopping centers, escolas e universidades,
terminais
de
transporte
(aeroportos,
rodoviárias,
etc.),
hospitais
e
em
regulamentações ou eventos de grande abrangência (olimpíadas, copas do mundo),
feiras mundiais (Word Fairs), etc.”.
Muitas tecnologias já começaram a estar disponíveis na sociedade para
atender as necessidades das pessoas com deficiências. Designers começaram a
desenvolver os primeiros sistemas de sinalização em Braille e aumentaram as
informações escritas para possibilitar a leitura também por pessoas com demais
deficiências e/ou restrições.
Pesquisadores desenvolveram uma melhor compreensão de legibilidade
relacionando-a com o uso da cor, contraste, tipo e tamanho da tipografia
empregada. Aos poucos, a preocupação com a acessibilidade começou a surgir no
momento do desenvolvimento do projeto arquitetônico e muitas organizações
começaram a reivindicar a proteção dos direitos dos usuários de “navegar” com
autonomia em um mundo inacessível. (CARDOSO, 2012)
1.3 A Acessibilidade Digital do Deficiente Visual
Equipamentos que visam à independência das pessoas com deficiência
visual na realização de tarefas como: consultar o relógio, usar calculadora, verificar a
21
temperatura do corpo, identificar se as luzes estão acesas ou apagadas, cozinhar,
identificar cores e peças do vestuário, verificar pressão arterial, identificar chamadas
telefônicas, escrever, se locomover independente etc. Inclui também auxílios
ópticos, lentes, lupas e telelupas; os softwares leitores de tela, leitores de texto,
ampliadores de tela; os hardwares como as impressoras braile, lupas eletrônicas,
linha braile (dispositivo de saída do computador com agulhas táteis) e agendas
eletrônicas.
Um micro computador especial tem a tecnologia apropriada já para um
deficiente visual poder utilizar a maquina de forma independente convertendo tudo
para a linguagem braile ou para áudio.
Um simples gesto de utilizar o aparelho de micro-ondas, ao invés de digitar o
valor digito por digito para selecionar o tempo desejado para a utilização do
aparelho, com a opção de apenas ao apertar o botão Ligar, o usuário já tem o tempo
pré-definido pelo próprio aparelho facilitando um deficiente visual de utilizar o
aparelho de micro ondas da mesma forma em que um televisor é ligado ao
pressionar qualquer botão, acionamento de luzes por comando de voz, portões
elétricos, elevadores, escadas rolantes, cadeira de rodas elétrica, etc. Sistemas
Operacionais configurados para conversar e interagir com o usuário, trazendo maior
conforto, locomoção e sensação de independência de tudo e de todos para viver e
se reintegrar com a sociedade sem ter a necessidade do individuo solicitar ajuda
para utilizar redes sociais, trabalhar, viver como uma pessoa sem necessidades
especiais se sentindo capaz de fazer qualquer coisa, trabalhar em empresas sem se
preocupar com nada, se divertir com outras pessoas e comunicar-se com outras
pessoas usando computadores, telefones e outros aparelhos, voltados para cada
tipo de usuário conforme sua necessidade.
Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios
alternativos de acesso, teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares
especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com
deficiência a usarem o computador. Uma das ferramentas mais utilizadas nos
computadores com o sistema operacional Windows, é o de reconhecimento da fala
para melhor acessibilidade de programas, sites e aplicativos. Com ele podemos
ordenar que o computador nos apresente programas com telas maximizadas ou
22
minimizadas e até mesmo mandar fechar algum aplicativo que não queremos mais
utilizar. Pelo reconhecimento da fala, temos a possibilidade de escrever textos em
programas de próprios para este tipo de desenvolvimento, utilize reprodutores de
áudio, navegadores de internet e interaja com o computador de forma pratica,
eficiente e eficaz. Teclado em Braille, é outra opção para o melhor conhecimento do
computador para um deficiente visual que, deve aprender a sensibilidade adequada
para teclar e reconhecer os caracteres, letras maiúsculas e minúsculas, emitem sons
diferentes uma das outras fazem assim uma identificação para a pessoa saber
quando esta digitando com letras maiúsculas e/ou minúsculas. Para um deficiente
visual de nascença, o computador deve ser apresentado como um todo para que
não haja muitos espantos e sempre com um clima de descoberta proporcionando
este contato e aproximação. Não só a parte física do computador deve ser adaptada
e sim, o sistema em si deve ser especial para maior e melhor manuseio das
ferramentas do equipamento como, por exemplo, softwares que convertem códigos
em BRAILLE para a forma escrita em um bloco de notas, Microsoft Word e/ou sites
de relacionamento ou comercial até mesmo de trabalho. O computador
completamente adaptado pode ser utilizado para alfabetização de crianças
deficientes, com os softwares que identificam os equipamentos que utilizam a
linguagem em BRAILLE para a comunicação do usuário, trazendo a oportunidade de
chegar ao conhecimento, noticias conversas, e até mesmo jogos que já estão se
adequando para a nova tecnologia. O deficiente visual, este cada vez mais próximo
da utilização do computador de forma independente (BARBOSA, 2012).
No caso da deficiência visual, a acessibilidade digital é garantida por uma
série de padrões. O W3C (World Wide Web Consortium) é o órgão que coordena a
elaboração e padronização das regras de acessibilidade. Essas regras são adotadas
por diversos países e empresas como a IBM e Microsoft. As orientações elaboradas
pelo W3C têm como objetivo auxiliar e encorajar o desenvolvimento de páginas
acessíveis, indicando não só princípios gerais como as formas ideais de
implementação que orientam os autores (RODRIGUES et al.,[2009]).
O W3C publicou, em 5 de maio de 1999, o primeiro documento: “Web
Content Accessibility Guidelines” . Esse documento foi elaborado com o objetivo de
propor sugestões de como tornar o conteúdo de documentos web acessível a
portadores de deficiência (Web Content Acessibility Guidelines 1.0). Além desse
23
documento, temos ainda técnicas de cores para utilização de contraste para
deficientes visuais com problemas de baixa visão e daltonismo, definidas no WCAG
2.0 (Web Content Accessibility Guidelines).
No que tange aos deficientes visuais, é fácil perceber que construir uma
interface é algo complexo, que deve seguir algumas regras de lógica, funcionalidade
e ergonomia muito particulares, e que serão parte fundamental no sucesso de um
produto. É importante notar que não é suficiente uma adaptação, uma interface já
padronizada, bastante conhecida e consolidada, pois isso não garante que ela seja
acessível às pessoas cegas (PINHEIRO, 2004). Por exemplo, o uso do mouse pelo
deficiente
visual
torna-se
quase
impossível,
visto
que
sua
operação
é
predominantemente visual. Existem programas que só conseguem disparar certas
funções a partir de um clique do mouse, prejudicando o seu uso por deficientes
visuais.
Recursos que proporcionam a capacidade de expressão e recepção de
mensagens em indivíduos limitados por mudez ou surdez. Tais recursos podem ser
eletrônicos ou analógicos. Exemplos: pranchas de comunicação, vocalizadores e
aplicativos digitais.
A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) é uma das áreas da TA
que atende pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua
necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. Busca, então,
através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de
recursos próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão e
compreensão. Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com
simbologia gráfica (desenhos representativos de ideias), letras ou palavras escritas,
são utilizados pelo usuário da CAA para expressar seus questionamentos, desejos,
sentimentos e entendimentos. A alta tecnologia nos permite também a utilização de
vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou do computador, com softwares
específicos, garantindo grande eficiência na função comunicativa. Dessa forma, o
aluno com deficiência, passa de uma situação de passividade para outra, a de ator
ou de sujeito do seu processo de desenvolvimento. (BERSCH e SCHIRMER, 2005,
p. 89).
24
A Tecnologia destinada para deficientes com dificuldade na fala ou escrita
ou alguma forma de deficiência comunicativa e habilidades de falar ou escrever
fazendo a utilização de recursos como pranchas de comunicação construídas com
simbologia gráfica (BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizadas
pelo usuário da Comunicação Aumentativa e Alternativa para se expressar de forma
concisa com seus desejos, sentimentos e entendimentos. A alta tecnologia dos
vocalizadores (pranchas com produção de voz). Com esse meio de comunicação,
levamos a população a outro nível de entendimento e tecnologia podendo levar
alguém com deficiência na fala e/ou escrita, se comunicar utilizando aparelhos
como, por exemplo, sistemas que reconhecem caracteres digitados em uma tela em
voz para outras pessoas ouvirem tendo maior velocidade na compreensão do
deficiente em comunicação. Mesmo sendo de linguagens diferentes, temos a
tecnologia nos dando o suporte para varias línguas do estrangeiro para facilitar a
compreensão desde o Inglês, Português, Alemão, Japonês, Chinês para outras
línguas. Um exemplo clássico, é o conhecido Google Tradutor que, é uma
ferramenta utilizada para a compressão e tradução de palavras, textos e frases em
diversas línguas, mas também esta ferramenta pode ser utilizada como forma de
comunicação com outras pessoas que estão por perto e/ou de países diferentes,
não tendo o problema de interpretação de texto e nem mesmo da língua
pronunciada pelo interprete já adaptado no sistema Google tradutor que nos oferece
essa ferramenta poderosa que é a fala do próprio sistema em línguas diferentes.
Existem institutos que já utilizam aparelhos como mouse e teclados adaptados para
pessoas com dificuldade na comunicação e ou neuro-motora, dispositivos que ficam
na boca ou nos pés fazendo com que o sistema interaja com o usuário mostrando
nitidamente o que o mesmo está fazendo desde desenhos e escritas, dando
liberdade de comunicação garantindo o acesso à informação a ser passada a ser
adquirida conforme a necessidade das pessoas ali presente, favorecendo a
participação educacional, social e cultural.
Apesar dessas dificuldades, com a ajuda de computadores, scanners,
impressoras e outros equipamentos, um cego é capaz de “escrever e ser lido, e ler o
que os outros escreverem”.
25
De acordo com o Catálogo Nacional de Produtos de Tecnologia Assistiva, do
Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), existem 2.507 produtos cadastrados para
todas as Pessoas, tais como:
• Pessoas com deficiência auditiva, 87 produtos cadastrados;
• Pessoas com deficiência Mental, 44 produtos cadastrados;
• Pessoas com deficiência visual, 342 produtos cadastrados;
• Pessoas com deficiência física, 824 produtos cadastrados;
• Pessoas com deficiência múltipla, 699 produtos cadastrados;
• Produtos destinados a idosos, 511 produtos cadastrados.
Estes produtos estão distribuídos de acordo com as seguintes categorias:
• Apoio para tratamento clínico;
• Apoio para treino de competências;
• Órteses e próteses;
• Apoio para cuidados pessoais e proteção;
• Apoio para mobilidade pessoal;
• Apoio para atividades domésticas;
• Mobiliário e adaptações para habitação e outros edifícios;
• Apoio para comunicação e informação;
• Apoio para manuseamento de objetos e dispositivos;
• Apoio para melhoria do ambiente, máquinas e ferramentas;
• Apoio para atividades recreativas.
26
Podemos ver que por categoria os produtos somam 1.207. Isto significa que
um único produto pode atender a mais de um tipo de deficiência.
O Catálogo Nacional de Produtos de Tecnologia Assistiva é resultado da
iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, através da Secretaria de
Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (MCT/SECIS)[8], desenvolvido e realizado
em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS BRASIL).
O Catálogo é um serviço de informação de produtos Tecnologia Assistiva, do
MCTI/SECIS, lançado como parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com
Deficiência Viver sem Limite. É um produto articulado de forma integrada com as
ações do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva. O Catálogo
brasileiro faz parte da Aliança Internacional de Provedores de Informação em TA,
que trabalha em conjunto para o avanço do padrão desses serviços.
O Catálogo consiste numa ferramenta web que possibilita a realização de
buscas sobre os produtos de Tecnologia Assistiva fabricados ou distribuídos no
Brasil. Ele tem como missão oferecer informações sobre os produtos de TA (ajudas
técnicas ou produtos de apoio) que podem contribuir para maior autonomia e
qualidade de vida das pessoas com deficiência e idosas.
Dessa forma, o Catálogo Nacional de Produtos de Tecnologia Assistiva
responde a uma necessidade social. As pessoas com deficiência e idosas, assim
como suas famílias, os profissionais da reabilitação, as organizações da sociedade
civil e os órgãos públicos que prestam serviços para as pessoas com deficiência e
idosas precisam de informações sobre os produtos de TA existentes no Brasil.
A tecnologia assistida não só renova a vida das pessoas, mas também
concede a chance de muitas pessoas demonstrarem seu potencial no mercado de
trabalho. Cada nova tecnologia assistiva lançada no mercado, melhora a qualidade
de vida do seu publico alvo.
A vertente brasileira dessa tecnologia é o projeto DOSVOX (BORGES, 1996
apud BORGES; JENSEN, [2002]), sistema de computação baseado em síntese de
fala que permitiu o acesso ao computador a mais de 3000 pessoas cegas no Brasil,
27
eliminando muitas sérias restrições para a comunicação com pessoas não cegas, e
que foi base de construção para o presente Projeto.
O Jaws também é outra opção de leitor de telas. É um programa
desenvolvido pela empresa norte-americana Henter-Joyce, pertencente ao grupo
Freedom Scientific. O Jaws permite ao usuário trabalhar com diferentes versões do
sistema operacional Windows e com seus aplicativos, é utilizado também para
acessar conteúdo web (se o site for estruturado corretamente e bem organizado)
(INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IFET), 2009)
Com o Jaws, qualquer usuário deficiente visual pode trabalhar tão ou mais
rapidamente do que uma pessoa que veja normalmente, utilizando teclas de atalho.
Estima- -se que, atualmente, a quantidade de usuários desse programa esteja em
torno de 50.000, espalhados por vários países (CHIAPETTI, 2007).
A seguir seguem alguns exemplos de teclas de atalho para o funcionamento
do Jaws (IFET, 2009)
• Tecla Iniciar + M: Vai direto para a Área de Trabalho.
• Insert + T: diz o Título da Janela que está sendo utilizada.
• CTRL ESC ou tecla com o desenho da janelinha (botão iniciar): ativa Menu
Iniciar
• TAB: avança controle (alterna entre as partes de uma janela e as partes do
Windows)
• SHIFT TAB: recua controle (alterna entre as partes de uma janela)
• SETAS: alternam em uma parte específica da janela.
• CTRL TAB: vai p/ a próxima guia de uma janela.
• CTRL SHIFT TAB: vai para a guia anterior de uma janela.
• ALT TAB: alterna entre as janelas ativas que estão na barra de tarefas
(próxima)
28
• ALT SHIFT TAB: alterna entre as janelas ativas que estão na barra de
tarefas (anterior)
• ALT ESC: memoriza uma janela / vai para uma janela não aberta
• INICIAR M: vai para a área de trabalho
• ESPAÇO: executa o controle selecionado
• ENTER: ativa atalho (ícone) ou botão ativo (selecionado)
• ALT ↓↓↓: abre caixa combinada selecionando um item da mesma
• ALT ESPAÇO: ativa menu controle de uma janela
• ENTER: Ativa o modo formulário (para preencher algo)
• ESPAÇO + ENTER: Marca botão de rádio
Quanto ao preço, a versão demo de 40 minutos pode ser requisitada do site
do fabricante gratuitamente; a versão demo de 60 dias está disponível por baixo
preço; a versão para Windows 95/98 e a versão completa para Windows NT ou 2000
são mais onerosas. As licenças para empresa estão disponíveis em múltiplos de
cinco, com descontos variando de 30 a 40%, dependendo do número de usuários.
O Virtual Vision é um leitor de tela desenvolvido pela MicroPower (empresa
de Ribeirão Preto – SP). Pode ser adaptado em qualquer programa do Windows. É
uma aplicação da tecnologia de síntese de voz, um “leitor de telas” capaz de
informar aos usuários quais os controles (botão, lista, menu etc) que estão ativos em
determinado momento. Pode ser utilizado inclusive para navegar na internet.
Segundo informações de seu fabricante, o Virtual Vision é atualmente acessado por
aproximadamente 4.500 pessoas (CHIAPETTI, 2007).
No que tange ao preço do Virtual Vision, a versão atual é comercializada,
sendo gratuita para correntistas do Bradesco. As versões para Windows XP, NT e
2000 são mais caras. Programas similares importados têm preços superiores
(CHIAPETTI, 2007).
29
Há também o Lente-Prom, um programa do Projeto Dosvox, pelo Núcleo de
Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE-UFRJ),
que permite o uso do computador por pessoas que possuem visão subnormal. Por
meio dele, o que aparece na tela é ampliado em uma janela (como se fosse uma
lupa). O índice de ampliação da imagem dessa janela pode variar de 1 a 9 vezes,
permitindo assim que todos os detalhes sejam percebidos mesmo por aqueles com
grau muito baixo de acuidade visual. O programa é simples de ser utilizado, ocupa
pouco espaço de memória, além de permitir várias alternativas de configuração.
Ainda é possível testar a acessibilidade em diversos browsers, incluindo os browsers
com capacidade de sintetizar voz com leitores de tela e validar com ferramentas de
validação como as citadas a seguir:
• BOBBY: http://www.cast.bobby.org
• W3C HTML Validation Service: http://validator.w3c.org
• DaSilva: http://www.dasilva.org.br/
•Web@x Examinator: http://www.acesso.umic.pt/webax/examinator.php
• Hera: http://www.sidar.org/hera/index.php.pt
Além dos validadores de padrões W3C citados anteriormente, existem
ferramentas de validação de padrões de cores e contrastes para os deficientes
visuais como as citadas a seguir:
• Snoock.ca: http://www.snook.ca/technical/colour_contrast/colour.html
• Juicy Studio: http://juicystudio.com/services/colourcontrast. php
Conforme pode ser observado, existem muitas ferramentas e padrões que
permitem as pessoas com deficiência visual terem maior acessibilidade. Mas para
30
que isso aconteça, é necessário que os desenvolvedores de páginas para web
contribuam gerando páginas acessíveis e que existam cada vez mais ferramentas
gratuitas e de boa qualidade de leitura dessas informações. Somente dessa forma
se abrirá a possibilidade de acesso à informação para a comunidade de pessoas
com deficiência visual.
31
2. AVProg (Auditivo Visual Programação)
Considerando as informações levantadas na revisão bibliográfica desta
pesquisa, este trabalho procura desenvolver uma ferramenta que auxilie os
deficientes visuais a aprender os conceitos básicos da programação, sendo que o
objetivo principal deste programa será ensinar os usuários a lógica da programação.
A lógica da programação pode ser compreendida como a técnica de
organizar os pensamentos procurando atingir um determinado objetivo. Esta técnica
é de suma importância para desenvolver e trabalhar com programas e sistemas em
geral, pois auxiliam na criação e definição do trabalho baseado em uma sequência
lógica.
Quando consideramos um projeto, ou qualquer objetivo de qualquer ação, o
desenvolvimento de uma sequencia de instruções é realizada em pensamento de
forma que permita o comprimento da tarefa, ou seja, definimos uma sequência
lógica de ações passo a passo que, executados da maneira correta, levará ao
objetivo e/ou solução do problema.
Por exemplo, para fazer batata frita precisamos seguir uma série de
instruções: pegar as batatas, lavar, descascar, cortar em palitinhos, colocar óleo em
uma panela ou frigideira, ligar o fogo, colocar a panela no fogo, esperar o óleo
esquentar, colocar as batatas no óleo, esperar as batatas dourarem, retirá-las do
óleo, colocá-las para escorrer em papel toalha, colocar sal e, finalmente, comer! É
óbvio que as instruções devem ser seguidas na ordem adequada, ou seja, não dá
para jogar as batatas no óleo antes de descascá-las. Nesse contexto, uma instrução
tomada isoladamente não tem muito sentido. Para obter o resultado final, é
necessário colocar em prática o conjunto de todas as instruções, na ordem correta.
Quando nos referimos a um programa de computador, o mesmo processo
acontece, uma instrução de sequência é enviada para que o programa aplique seus
processos em ordem sequencial lógica.
Existem várias definições para algoritmo como, por exemplo: “Um conjunto
finito de regras que provê uma sequência de operações para resolver um tipo de
32
problema específico” (KNUTH); “Sequência ordenada, e não ambígua, de passos
que levam à solução de um dado problema” (TREMBLAY); “Processo de cálculo, ou
de resolução de um grupo de problemas semelhantes, em que se estipulam, com
generalidade e sem restrições, as regras formais para a obtenção do resultado ou da
solução do problema” (AURÉLIO).
Em programação, os algoritmos são fundamentais para especificar uma
sequência de passos lógicos de forma que o computador consiga executar uma
tarefa qualquer. Através do desenvolvimento de um algoritmo, a solução para um
determinado problema pode ser concebida, independente da linguagem específica.
Basicamente, todo algoritmo deve: (a) ter fim; (b) não ser ambíguo; (c) ser
capaz de receber dados de entrada do “mundo exterior”; (d) poder gerar informações
de saída; e (e) ser efetivo de forma que todas as suas etapas sejam resolvidas em
um tempo finito.
Existem diversas formas de representação dos algoritmos que podem
utilizar, por exemplo, a língua portuguesa, fluxogramas ou uma linguagem
algorítmica (chamada pseudocódigo). A diferença entre as formas de representação
de algoritmos está na quantidade de detalhes de implementação que fornecem ou
pelo grau de abstração que possibilitam à implementação do algoritmo em termos de
uma linguagem de programação específica.
Os programas de computadores nada mais são do que algoritmos escritos
numa linguagem de computador (Pascal, C, Cobol, Fortran, Visual Basic, entre
outras) e que são interpretados e executados por uma máquina, no caso um
computador.
Para o desenvolvimento do programa “AVProg” será utilizado a linguagem
Delphi.
Anteriormente conhecido como CodeGear Delphi, Inprise Delphi e Borland
Delphi, também conhecido como Delphi, é um compilador, uma IDE e uma
linguagem de programação, produzido antigamente pela Borland Software
Corporation e atualmente produzido pela Embarcadero. O Delphi, originalmente
direcionado para a plataforma Windows, chegou a ser usado para desenvolvimento
de aplicações nativas para Linux através do Kylix (o Kylix é um IDE para as
33
linguagens C++ e Object Pascal), e para o framework Microsoft .NET em suas
versões mais recentes.
O Delphi é muito utilizado no desenvolvimento de aplicações desktop,
aplicações multicamadas e cliente/servidor, compatível com os bancos de dados
mais conhecidos do mercado. O Delphi pode ser utilizado para diversos tipos de
desenvolvimento de projeto, abrangendo desde Serviços a Aplicações Web e CTI.
2.1 Objetivo e aplicação do AVprog
O programa AVProg foi desenvolvido com o objetivo de ensinar, a partir de
lições básicas, a lógica da programação para deficientes visuais, mas o mesmo
pode ser utilizado para todo tipo de usuário, seja deficiente visual, pessoas com
outras deficiências ou mesmo pessoas sem deficiências.
No desenvolvimento do programa, procurou apresentar exercícios simples
de lógica, onde o usuário deverá colocar em sequencia lógica certas ações do
cotidiano representadas por imagens e texto, e as mesmas serão narradas pelo
programa e o usuário deverá clicar na ordem correta e/ou digitar o número
correspondente de cada imagem, a qual será narrada antecipadamente pelo
programa. Seguindo essa premissa, tanto o deficiente visual como qualquer pessoa
poderá realizar os exercícios.
2.2 Desenvolvimento
No quadro a seguir é apresentado o fluxograma dos algorítimos do AVProg:
34
Quadro 1: Estrutura
Autor
Ação
1. Inicia o sistema
1.1. Validar Ação
1.2. Ação Válida
1.3 Iniciar Tela inicial
2.Apresentar Primeira tela
2.1 Mostrar mensagem
[“O conceito central da programação é o
conceito de algoritmos, isto é, programar é
basicamente construir algoritmos.
Algoritmo é a descrição, de forma lógica, dos
passos a serem executados no cumprimento de
determinada tarefa.
Para escrevermos algoritmos é preciso uma
linguagem clara e que não deixe margem a
ambiguidades, para isto devemos definir uma
sintaxe e uma semântica, de forma a permitir
uma única interpretação das instruções num
algoritmo.”]
2.2 Passar para proxima tela ao clicar no botão
2.3 Validar Ação
2.4. Ação Válida
3. Apresentar Segunda Tela
3.1 Apresentar a mensagem abaixo:
[ Exemplo de um algoritmo cujo objetivo é usar
um telefone público
- Início
- Tirar o fone do gancho;
- Ouvir o sinal de linha;
- Introduzir o cartão;
- Teclar o número desejado;
- Se der o sinal de chamar
- Conversar;
- Desligar;
- Retirar o cartão;
35
- Se não
- Repetir;
- Fim.
Com base desta lógica, organize os quadros a
seguir utilizando a lógica da programação” .]
3.2 Passar para proxima tela ao clicar no botão
“Iniciar”.
3.3 Validar Ação
3.4. Ação Válida
4. Apresentar Terceira Tela
4.1. Colocar o Algoritmo abaixo em ordem:
Algorítimo de média de notas anuais
As seguintes imagens aparecerão embaralhadas:
“nota 1º bimestre”
“nota 2º bimestre”
“nota 3º bimestre”
“nota 4º bimestre”
“+”
“-”
“X”
“/”
“dividir o resultado por 4”
“escrever média”
4.2 Passar para proxima tela ao clicar no botão
4.3. Validar Ação
4.4. Ação Válida <> “Acertou! Vamos para o
Próximo Algoritmo”
5. Apresentar Quarta Tela
5.1. Colocar o Algoritmo abaixo em ordem:
Algorítimo “Trocar Pneu”
As seguintes imagens aparecerão embaralhadas:
“tirar o estepe”
“tirar o macaco”
“posicionar o macaco”
“levantar o carro”
“descochar os parafusos”
36
“remover o pneu furado”
“posicionar o novo pneu”
“parafusar”
“guardar o macaco”
“guardar o pneu”
5.2 Passar para proxima tela ao clicar no botão
5.3. Validar Ação
5.4. Ação Válida <> “Acertou, Obrigado por
utilizar o AVProg”
6. Fim do Caso de Uso
Fonte: Própria
Portanto, com base neste fluxograma, foi desenvolvido o programa AVProg,
cujo resultado será discutido a seguir.
2.2.1 Iniciar o sistema
A primeira Etapa do AVProg é simplesmente executa-lo, processo o qual o
próprio sistema se encarregará, bastando aplicar dois cliques sobre o ícone do
programa para iniciar sua execução (por padrão do Windowns), e ele irá iniciar a
Tela Inicial.
Imagem 1: Ícone
Fonte: Própria
37
2.2.2 Primeira Tela
Com a inicialização do programa, a primeira tela apresenta uma rápida
explicação sobre programação e algorítimos, como apresentado a seguir:
Imagem 2: Primeira Tela
Fonte: Própria
Como se pode notar, após o logo, o qual foi utilizado a desta instituição, foi
apresentado uma explicação rápida e simplificada de algorítimo. Após o programa
ser inicializado, em 3 (três) segundos será executado o processo que executará
internamente um arquivo .mp3 com o conteúdo da explicação sendo lido.
Em qualquer momento, seja durante ou após a explicação em áudio, o
usuário poderá clicar no botão “Avançar” e/ou digitar “1” (um) no teclado numérico
para passar para a próxima tela. A premissa do algorítimo de digitar o numero “1”
para passar para a próxima tela ocorreu para auxiliar os deficientes visuais a
avançar no programa.
38
Ao clicar em “Avançar” ou digitar a “1” no teclado numérico o programa irá
validar a ação e passar para a próxima tela.
2.2.3 Segunda Tela
A segunda tela do programa apresenta um exemplo de algorítimo, como
apresentado a seguir:
Imagem 3: Segunda Tela
Fonte: Própria
A segunda tela do AVProg foi desenvolvida para dar um exemplo de
pensamento lógico com base na lógica da programação de algorítimos, no caso,
utilizando a ação de utilizar um telefone público.
Ao ser inicializada, a segunda tela se apresentará prontamente completa e,
assim como na tela anterior, em 3 (três) segundos será executado o processo que
39
executará internamente um arquivo .mp3 com o conteúdo da tela sendo lido,
conteúdo esse dividido em três partes: a explicação da tela, o exemplo e o desafio
proposto.
Assim como na primeira tela, em qualquer momento, seja durante ou após a
explicação em áudio, o usuário poderá clicar no botão “Iniciar” e/ou digitar “1” (um)
no teclado numérico para passar para a próxima tela.
Ao clicar em “Iniciar” ou digitar a “1” no teclado numérico o programa irá
validar a ação e passar para a próxima tela.
2.2.4 Terceira Tela
A terceira tela do programa apresenta o Exercício I, como apresentado a
seguir:
Imagem 4: Terceira Tela
Fonte: Própria
40
A terceira tela do AVProg foi desenvolvida para apresentar o primeiro
exercício ao usuário. Ao ser apresentada em sua totalidade, há um título explicitando
que é o exercício I com o nome do mesmo, a seguir há uma rápida explicação de
como proceder e a questão levantada ao usuário, que é “Que calculo deve ser
realizado para descobrir as médias anuais de um aluno?”. Após essa questão, há os
botões referentes às ações as quais o usuário deverá selecionar e/ou digitar o
número correspondente, para responder a questão.
Ao ser inicializada, a terceira tela se apresentará prontamente completa e,
assim como na tela anterior, em 3 (três) segundos será executado o processo que
executará internamente um arquivo .mp3 com o conteúdo da tela sendo lido, assim
como os botões e os números referentes a cada botão, para melhor situar o
deficiente visual.
Para o completo desenvolvimento desse exercício, o usuário deverá clicar
na seguinte ordem: “nota 1º bimestre”, “+”, “nota 2º bimestre”, “+”, “nota 3º bimestre”,
“+”, “nota 4º bimestre”, “dividir por 4” e “escrever média”. Caso essa ordem seja
selecionada corretamente, o programa irá validar a ação e apresentará a seguinte
tela:
Imagem 5: Tela de Acerto
Fonte: Própria
Esta tela de confirmação de acerto aparecerá sobreposta à tela do exercício
e, ao clicar no botão “Próximo” ou digitar qualquer tecla, o programa irá validar a
ação e seguirá para o próximo exercício.
41
2.2.5 Quarta Tela
A quarta tela do programa apresenta o exercício II, como apresentado a
seguir:
Imagem 6: Quarta Tela
Fonte: Própria
A quarta tela do AVProg foi desenvolvida para apresentar o segundo
exercício ao usuário. Ao ser apresentada em sua totalidade, há um título explicitando
que é o exercício II com o nome do mesmo, a seguir é informado para proceder
como no exercício anterior e há os botões referentes às ações as quais o usuário
deverá selecionar e/ou digitar o número correspondente, para responder a questão.
Ao ser inicializada, a quarta tela se apresentará prontamente completa e,
assim como na tela anterior, em 3 (três) segundos será executado o processo que
executará internamente um arquivo .mp3 com o conteúdo da tela sendo lido, assim
42
como os botões e os números referentes a cada botão, para melhor situar o
deficiente visual.
Para o completo desenvolvimento desse exercício, o usuário deverá clicar
na seguinte ordem: “tirar o estepe”, “tirar o macaco”, “posicionar o macaco”, “levantar
o carro”, “descochar os parafusos”, “remover o pneu furado”, “posicionar o novo
pneu”, “parafusar”, “guardar o macaco” e “guardar o pneu”. Caso essa ordem seja
selecionada corretamente, o programa irá validar a ação e apresentará a tela de
acerto a seguir:
Imagem 7: Tela de Acerto II
Fonte: Própria
Esta tela de confirmação de acerto aparecerá sobreposta à tela do exercício
e, ao clicar no botão “Finalizar” ou digitar qualquer tecla, o programa irá validar a
ação e encerrará.
2.2.6 Fluxo Alternativo
Além dos algorítimos e ações já citados, há um algorítimo alternativo,
desenvolvido caso o usuário erre a sequencia em algum dos exercícios, caso isso
ocorra a seguinte tela irá aparecer:
43
Imagem 8: Tela de Erro
Fonte: Própria
Com o surgimento desta tela, assim como as demais telas do programa, em
3 (três) segundos será executado o processo que executará internamente um
arquivo .mp3 com o conteúdo da tela sendo lido e, ao clicar no botão “ok”, o
exercício em questão será reiniciado.
2.3 Construção do FrameWork
A Construção do Framework do AVProg foi realizada em três passos:
Modelar
Framework,
Modelar
a
Aplicação
e
Gerar
Código
dos
Componentes,finalizando com sua Execução . No passo Modelar Framework faz-se
a modelagem do framework a partir do conhecimento do domínio do problema. No
caso do AVProg, partiu-se de um levantamento de requisitos simples, pois o layout
não é de grande importância. Neste passo são especificados os Modelos de
Interações, detalhando os cenários de utilização dos componentes nas diferentes
aplicações do domínio. Estes modelos são refinados para obter o projeto interno dos
componentes, representado nos Modelos de Componentes. Os componentes com
suas interfaces para conexão e suas dependências, Baseado na arquitetura VCL do
Delphi foi definida a arquitetura dos componentes, com duas interfaces, Designtime
e Runtime.
Uma vez concluído o modelo do framework, representado pelas classes dos
componentes e seus relacionamentos, pode-se gerar as especificações MDL usadas
para geração de código dos componentes. Adicionalmente pode-se gerar
44
especificações SQL para construção do banco de dados, com as tabelas que fazem
a persistência dos componentes persistentes do framework.
No passo Gerar Código dos Componentes faz-se a geração de código em
uma linguagem Orientada a Componentes, no caso ObjectPascal, a partir das
especificações MDL.
O passo Modelar Aplicação compreende a especificação e o projeto da
aplicação, considerando os modelos dos componentes do framework. Para agilizar a
implementação das mini especificações dos corpos dos métodos das classes são
descritas em ObjectPascal.
No passo Gerar Código da Aplicação foram utilizados os códigos e
comandos do próprio Delphi, sendo os principais deles: "if" e "else", que são
utilizados para fazer comparações de variáveis ao longo da aplicação. Cada botão
que o usuário aperta, acrescenta uma parte da variável que no final é comparado
para chegar a conclusão se o algoritmo digitado estava correto ou não. Para o
programa compreender a lógica de passar de telas ao executar a ação correta,
"form.show" e "form.hide" para efetuar a transição das telas e "OnKeyDown", que é
um evento de um Form que monitora as teclas digitadas, auxiliando, assim, que os
deficientes visuais possam realizar os exercícios mesmo sem a ferramenta do
mouse. Para facilitar a localização do usuário com deficiência, foram utilizados as
teclas Função, do F1 ao F12 do teclado. A indexação do arquivo MP3, será
realizado a partir de um componente próprio.
Finalmente, no passo Executar Aplicação. Neste passo o ambiente Delphi
para executar e testar o código gerado da aplicação. Os dados de testes servem
para verificar se os requisitos especificados para a aplicação foram atendidos.
Opcionalmente, o Engenheiro de Software pode refinar a aplicação para atender
requisitos não funcionais não tratados na modelagem.
45
2.4 Diagrama
46
3
APLICAÇÃO PRÁTICA DO AVPROG
Após o desenvolvimento do programa AVProg, o mesmo foi submetido à
análise e estudo de terceiros para iniciar o processo de validação do mesmo. Em
decorrência do tempo, infelizmente não foi possível desenvolver um processo
completo de validação, que tem por objetivo determinar se o programa, mesmo que
funcionando corretamente apresenta as propriedades e a funcionalidade definidas
na etapa de especificação dos requisitos. Pode-se dizer que um teste de validação
bem sucedido é aquele que dá um máximo de respostas sobre a capacidade do
software apresentar (ou não) um funcionamento o mais próximo possível daquele
esperado pelo cliente (ou usuário). O problema é como medir esta proximidade.
O teste de validação é realizado através de um conjunto de testes de caixa
preta cujo objetivo é determinar a conformidade do software com os requisitos
definidos nas fases preliminares da concepção. Um documento de plano de testes
define quantos e quais testes serão realizados. Os requisitos são analisados sob
vários pontos de vista: funcionais, desempenho, documentação, interface, e outros
requisitos (portabilidade, compatibilidade, remoção de erros, etc.). O resultado do
teste de validação pode apresentar um dos dois resultados: 1. as características de
função,
desempenho
e
outros
aspectos
enquadram-se
nos
parâmetros
estabelecidos na especificação de requisitos; 2. é descoberto um "desvio" das
especificações, neste caso, uma lista de deficiências é criada para relacionar de que
forma (ou quanto) as características do software obtido afasta-se dos requisitos.
Como o período de desenvolvimento o programa foi curto, um teste
completo de validação não foi possível de ser realizado, mas, em contra partida, o
AVProg foi enviado e analisado por algumas pessoas, teste o qual será analisado a
seguir.
47
3.1 Aplicação
O AVProg foi desenvolvido para um público alvo específico, os deficientes
visuais. Portanto um breve escopo do programa foi apresentado na pagina do site
Facebook
chamada
“Face
para
DEFICIENTES
VISUAIS”
(https://www.facebook.com/pages/Face-para-Deficientes-Visuais/
143654482404265?) que tem como objetivo traduzir tirinhas, imagens, entre outros,
em texto para que os deficientes visuais tenham acesso ao seu conteúdo a partir de
leitores de tela.
Uma vez apresentado o conceito do programa, foram solicitado alguns
voluntários para testarem e avaliarem o programa:

Qual a sua opinião sobre o AVProg?

Você encontrou facilidade no uso do programa?

O que mudou em relação ao seu conceito de programação após
utilizar o AVProg?

Que sugestão você pode dar para melhorar o programa?

Dê uma nota de 0 a 10 para o AVProg

Qual sua Deficiência?
3.2 Resultado
A opinião geral dos usuários em relação ao AVProg foi muito boa. Das 12
pessoas que retornaram o teste, 10 se interessaram muito nele e gostariam que ele
realmente fosse aprofundado.
Sobre a facilidade do uso do programa, 8 usuários acharam fácil de utiliza-lo,
sendo que 4 usuários encontraram dificuldades por se tratar de conceitos e
acontecimentos do cotidiano ao qual eles, devido a sua deficiência, não tem
conhecimento e/ou experiência, portanto não puderam concluir com êxito aos
exercícios.
48
Em relação ao conceito de programação, foi unanime a resposta que eles
achavam que seria impossível compreender como fazer um programa devido a
deficiência deles, no entanto, o AVProg apresentou a programação de uma forma
não só mais simples, mas lógica e interessante.
Quanto as sugestões para melhoria do programa, segue abaixo um resumo
das opiniões:

Criar um comando para ler novamente o conteúdo da tela
Em algumas telas o conteúdo existente é bastante extenso, e como são
várias opções que o usuário precisa decorar sua relação e seus botões, muitas
vezes os mesmos acabam sendo esquecidos. Portanto criar um botão e um atalho
no teclado para executar novamente o arquivo .mp3 existente de cada tela facilitaria
o uso do programa

Utilizar conceitos mais simples do cotidiano nos exercícios
Os conceitos utilizados nos exercícios de calcular uma média não é tão
complexo, pois é a aplicação de uma formula simples. No entanto o exemplo da
troca de pneu dificultou para alguns usuários que possuem cegueira total, por
realmente não conhecer o processo de troca de pneu. Portanto foi sugerido a
criação de exercícios com ações mais realistas, tais como lavar louça, ligar um
computador, dentre outros.

Separar os “algorítimos” dos exercícios em blocos menores
Como ambos os exercícios possuem 10 opções de ações selecionáveis, os
mesmos precisam ser decorados pelo usuário deficiente visual, assim como seu
número referente no teclado, e essa quantidade torna o exercício um pouco
desconfortante. Portanto foi sugerido separar as ações em blocos de, no máximo 4
ações, para assim facilitar o entendimento.

Aumentar a letra e adicionar um controlador de contraste
Como já abordado neste trabalho, não existem apenas deficientes visuais
totalmente cegos, a maioria deles ainda possui, nem que seja pequena,
49
possibilidade de enxergar, e nestes casos, letras grandes e sistemas de contrastes
já são suficientes para que eles possam usufruir de sites e programas
especializados. Portanto a aplicação destas duas opções são fomentadas para
versões futuras do AVProg.
Por fim, a nota geral dos usuários que testaram o programa foi 8,4.
3.3 Discussão dos Resultados
De maneira geral, os resultados alcançados com a avaliação do AVProg no
grupo “Face para DEFICIENTES VISUAIS” foi muito favorável. Para um programa
que está em sua fase inicial, uma nota 8.4 é bastante promissora.
As opiniões e sugestões dos usuários em relação ao programa também foi
de grande soma ao conceito do AVProg, o qual, com a opinião direta de seu publico
alvo, pode ser melhor trabalho, modificado e com funções adicionadas que
melhorem o funcionamento geral do programa e o torne cada vez melhor,
principalmente para seu público alvo.
Por fim é importante ressaltar que o retorno principal que o programa teve
não foi exatamente de sua estrutura, funções ou usabilidade, mas sim o incentivo
que recebeu dos usuários da rede “Face para DEFICIENTES VISUAIS”, pois desde
o início os participantes de interessaram e incentivaram o desenvolvimento do
programa, incentivo o qual se não existisse, este trabalho talvez não estivesse aqui.
3.4 Projetos Futuros
Com os resultados obtidos pelo AVProg e principalmente o incentivo que o
mesmo teve, há o projeto de continuar seu desenvolvimento, refinando diversas
etapas e adicionando novos exercícios, opções e ações dentro do programa para
que, em um futuro próximo, possa ser distribuído livremente na Internet.
50
CONCLUSÃO
Com esse trabalho se pode concluir que a deficiência visual é um realidade
no mundo, mas que não é por esse motivo que uma pessoa não pode ter acesso a
computadores e a Internet, pois não só no computador, mas hoje existem várias
tecnologias que são poderosas ferramentas para o processo de inclusão das
pessoas com necessidades visuais.
Este trabalho estudou as tecnologias assistivas existentes que auxiliam os
deficientes, notando-se que apesar de existirem software de auxílio aos mesmos,
ainda há uma carência de equipamentos que possam ser utilizados pelas pessoas e,
que a grande maioria dos desenvolvedores web não leva em conta as necessidades
dos indivíduos que são deficientes visuais quando pensam em acessibilidade na
Internet.
Os três sistemas mais utilizados no Brasil hoje são (DOSVOX, o VIRTUAL
VISION e o JAWS). Os dois primeiros são projetos nacionais, sendo o DOSVOX
bastante utilizado por ser relativamente fácil de aprender, gratuito (na sua versão
reduzida) e de processamento rápido. Quanto ao JAWS12, é um sistema americano,
há pouco tempo traduzido para o português, e talvez seja prematuro ainda afirmar
que substitua o VIRTUAL VISION, embora o relato de alguns deficientes visuais que
já o utilizam é de que ele pareça ser o melhor leitor de telas para a maioria das
aplicações no computador.
Tais softwares, mesmo com algumas limitações, facilitam muito o acesso
dos deficientes visuais ao computador, garantindo-lhes um ótimo nível de
independência e autonomia, motivando-os e oportunizando sua inclusão aos
ambientes digitais no mundo da comunidade dos cibernautas.
Seguindo o conceito dos programas acima mencionados, este trabalho
objetivou a criação de um software que auxiliasse de alguma forma na inclusão dos
deficientes visuais à tecnologia, mas especificamente à programação. Neste
contexto foi desenvolvido o “AVProg”, programa criado na linguagem Delphi, que
tem por objetivo explicar a lógica da programação a todos, tendo como seu público
alvo os deficientes visuais.
51
No contexto no programa encontra-se uma explicação simples do que são
algoritmos e a lógica da programação, e em seguida é apresentado dois exercícios
sobre o assunto. Para que o programa fosse acessível aos deficientes visuais, foi
adicionado um bot que lê os conteúdos das telas do programa aos usuários e ao
invés de se um programa baseado em cliques do mouse, todos os botões foram
relacionados a teclas numéricas do teclado, para que assim o usuário com
deficiência visual possa explorar tudo o que o programa tem a oferecer.
Após o desenvolvimento do programa, o mesmo foi disponibilidade para
avaliação à deficientes visuais, avaliação a qual foi muito promissora, além do
incentivo que surgiu por parte dos usuários a continuar com o desenvolvimento do
programa.
Por fim se pode concluir que, mesmo com a realidade da deficiência visual,
essas pessoas estão muito longe de não terem acesso ao maravilhoso mundo da
tecnologia, dos computadores e da Internet, pois existem diversas tecnologia que os
auxiliam neste processo, e este trabalho procurou auxiliar ainda mais essas
tecnologias.
52
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DIONATAN HENRIQUE DOS SANTOS BALBOENA IJUI/RS