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LINHAS CRUZADAS
Este projecto une quatro associações culturais de Coimbra – O Teatrão, Jazz ao Centro
Clube (JACC), Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e Casa da Esquina, procurando
fomentar cruzamentos entre as actividades das quatro entidades e, através da articulação,
cooperação e troca artística, oferecer ao público de Coimbra um novo espaço de criação,
experimentação e fruição das artes. Trata-se de um espaço real e concreto, constituído
pelas casas das quatro entidades, mas também de um espaço imaginado, ou metafórico,
constituído pelo imaginário evocado e/ou gerado pelas obras criadas e apresentadas. As
Linhas Cruzadas contam com a parceria da Câmara Municipal de Coimbra e o apoio da
Direcção-Geral das Artes para o biénio 2013-2014.
A primeira actividade comum das Linhas Cruzadas foi o Conta-me como é, no primeiro
semestre do ano, envolvendo quatro dramaturgos e quatro fins de semana de programação
que passaram pelas casas das quatro entidades . O Território dentro de nós é a segunda
actividade comum, desta feita coordenada pelo JACC, que acontecerá na Baixa de Coimbra,
nos dias 13 e 14 de Setembro. A actividade é feita em parceria com a APBC – Associação
para a Promoção da Baixa de Coimbra.
i – [email protected]
f - facebook.com/LinhasCruzadasCoimbra
t – 967 922 183 · 239 837 078 (Salão Brazil)
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TERRITÓRIO DENTRO DE NÓS
13 e 14 de Setembro, Baixa de Coimbra
O Território dentro de nós agrega um conjunto de intervenções artísticas que reflectem sobre a
cidade contemporânea e as desventuras do seu espaço público. As LINHAS CRUZADAS tecidas
por quatro estruturas culturais da Cidade de Coimbra atravessam a sua Baixa e revelam
lugares e vivências.
As praças e os largos, a gente que neles vive e que por eles passa, remetem-nos para as
temáticas da origem e da comunidade, mas também do futuro e da imaginação. Afinal, este é o
território que soçobrou perante o triunfo dos centros comerciais, mas que conserva a promessa
de se reinventar com novos usos. Este é o território que perdeu população, mas que continua a
atrair novos residentes. É um território convertido em local de passagem, mas cujas praças
insistimos em reclamar. Que espaço público é este? E que arte é que nele cabe?
AUDIO-CRISE (INSTALAÇÃO SONORA)
Pela Casa da Esquina
Esplanada do Café St. Cruz, 13 de Setembro, 16h – 18h
PAISAGENS SONORAS DO CENTRO HISTÓRICO DE COIMBRA (INSTALAÇÃO SONORA)
Pelo Jazz ao Centro Clube
Largo do Poço, 13 e 14 de Setembro,17h às 19h
UM SALÃO NO CORAÇÃO DA BAIXA (VISITAS GUIADAS )
Pelo Jazz ao Centro Clube
Salão Brazil, 13 e 14 de Setembro, 18h às 19h
VIZINHOS DO ROMAL (TEATRO)
Pelo Bando à Parte d’O Teatrão
Largo do Romal, 13 e 14 de Setembro, 19h
URBANSCAPES (VÍDEO)
Pelo Círculo de Artes Plásticas
Praça do Comércio, 13 e 14 de Setembro, 21h30
DA NOSSA JANELA OUVIMOS O MUNDO! (CONCERTOS)
Pelo Jazz ao Centro Clube
TiãoDuá (Brasil) Salão Brazil, 13 de Setembro, 22h30
Laura Lopes (Brasil) Salão Brazil, 14 de Setembro, 22h30
GUERRILHA URBANA (PERFORMANCE)
Pela Casa da Esquina
Locais não revelados da Baixa de Coimbra, 14 de Setembro, 16h – 18h
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LARGO DO POÇO
PAISAGENS SONORAS DO CENTRO HISTÓRICO DE COIMBRA (INSTALAÇÃO)
Pelo Jazz ao Centro Clube
Largo do Poço, 13 e 14 de Setembro, 16h às 19h
Saímos à rua e escutámos os sons da cidade. O TERRITÓRIO DENTRO DE NÓS assinala o
lançamento do arquivo online PAISAGENS SONORAS DO CENTRO HISTÓRICO DE COIMBRA
com uma instalação sonora que estará patente no Largo do Poço.
UM SALÃO NO CORAÇÃO DA BAIXA (VISITAS GUIADAS)
Pelo Jazz ao Centro Clube
Salão Brazil, 13 e 14 de Setembro, 18h às 19h
Por estes dias, abrimos as portas do Salão Brazil e convidamos o público a visitá-lo,
conhecendo o trabalho que o JACC nele desenvolve desde Outubro de 2012.
DA NOSSA JANELA OUVIMOS O MUNDO! (CONCERTOS)
À noite, fechamos as cortinas e recebemos convidados do outro lado do Atlântico. Tião Duá e
Laura Lopes chegam-nos de Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais. Da nossa
janela ouvimos o mundo!
Tião Duá (Brasil)
Salão Brazil, 13 Setembro, 22h30
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Tião Duá é um trio de música brasileira formado por três jovens músicos da cena musical de
Minas Gerais. Os três jovens são Juninho Ibituruna, Gustavito Amaral e Luiz Gabriel Lopes e
a sua fonte de inspiração está na riqueza da música popular brasileira. O seu reportório
junta composições originais e arranjos de canções clássicas da música brasileira das décadas
de 60 e 70, apresentando um concerto dançante, cheio de energia e balanço!
Laura Lopes (Brasil)
Salão Brazil, 14 Setembro, 22h30
Nascida e ainda residente em Belo Horizonte, Laura é cantora e compositora. Lançou seu
álbum de estreia, intitulado Abaporu, em Novembro de 2012. Alvo de uma recepção
calorosa por parte de crítica e público, embarca agora numa digressão europeia, com datas
em Espanha, França e Portugal. A acompanhá-la estarão João Pires, Francesco Valente,
Marco Pombinho e Bruno Santos.
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LARGO DO ROMAL
VIZINHOS DO ROMAL (TEATRO)
Pelo Bando à Parte d’O Teatrão
Largo do Romal, 13 e 14 de Setembro, 19h
Ao final da tarde regressa-se a casa, depois do trabalho, da escola, do centro de dia ou de lado
nenhum. Abrem-se janelas, ajeita-se o jantar, brinca-se na rua aproveitando o final do Verão,
ouve-se música ou rádio, olha-se para tudo e para lado nenhum. Os habitantes do Largo do
Romal vieram de muitos lugares, alguns de paragens distantes, outros viveram aqui a vida
toda. O segundo ciclo do Bando à Parte mudou-se de armas e bagagens para a baixinha
cruzando a sua vida com a destas pessoas. Uma fase, um capítulo, do projeto maior de
formação que este grupo d’O Teatrão constituído por um grupo de adolescentes portugueses,
russos, angolanos e brasileiros, um BAP II multicultural que decidiu trabalhar a partir desta
circunstância nas suas explorações e que cruza linhas com o Luís Antero para um exercício de
reflexão sobre o verbo HABITAR.
Bando à Parte é um plano de formação para jovens adolescentes, parte integrante do
projeto pedagógico da companhia, que realiza atualmente o seu segundo ciclo (cada ciclo
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tem dois anos) e conta com a participação de jovens filhos de emigrantes, sendo a discussão
sobre multiculturalidade o motor de criação.
Luís Antero, músico autodidacta por devoção, iniciou as suas investidas na área musical no
alvor dos anos 90 do século passado na cidade de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra,
Portugal, onde hoje habita. Para além disso é um entusiasta convicto das gravações sonoras
de campo, desenvolvendo profissionalmente acções no âmbito da programação e
coordenação cultural. É um dos poucos, se não mesmo o único, em Portugal, activamente
dedicado à perpetuação da memória fonográfica através de field recordings (gravações de
campo). Luís Antero tem vindo desde 2008 a documentar a paisagem sonora das zonas da
Beira e Serra da Estrela, construindo um legado importantíssimo de uma ruralidade que
muitos julgam já completamente perdida, não só dos cantares, das vozes ou das histórias,
mas também dos inúmeros sons que pululam nessas áreas de modo quase imperceptível e
são, igualmente, parte fulcral na definição da identidade desses locais. Um trabalho que
vem na senda de grandes referências, como Michel Giacometti, e que tem vindo a ser
revelado em rádios como a Rádio Zero, a RUC ou Strange Frequencies e através do seu
próprio site.
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ESPLANADA DO CAFÉ SANTA CRUZ / RUAS DA BAIXA DE COIMBRA
AUDIO-CRISE (INSTALAÇÃO SONORA)
Pela Casa da Esquina
Esplanada do Café St. Cruz, 13 de Setembro, 16h às 18h
Seis pontos de escuta (seis bancos com mp3`s e auscultadores) onde os transeuntes podem
parar por alguns minutos para escutar pequenas narrativas sobre a crise financeira, contadas
por várias crianças de Coimbra. Esta intervenção convida os transeuntes a desacelerar e parar
por um momento para escutar, através de um mp3, as ideias gravadas, que um grupo de
crianças imaginou, sobre o que é a crise que afecta Portugal e o seu/nosso quotidiano, e assim
observar o quotidiano da cidade. Neste pequeno observatório do quotidiano da cidade é
permitido parar e escutar, sentir o pulsar da cidade, as suas relações sociais, e mapear as
contradições de quem passa, reescrevendo novos sentidos para uma cidade embalada pela dita
crise.
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GUERRILHA URBANA (PERFORMANCE)
Pela Casa da Esquina
Locais não revelados da Baixa de Coimbra, 14 de Setembro, 16h às 18h
Pequenas performances que interferem nos hábitos da baixa de Coimbra. A cidade é um
espaço que revela as contradições da sociedade, e as interferências dos guerrilheiros do
quotidiano, procuram reclamar o espaço público como espaço de protesto. Não se espante se
esta equipa de guerrilheiros urbanos aparecer de surpresa, sem pré-aviso, e armada com
mapas, câmaras de vídeo, livros e vários objectos saídos de outro tempo para raptar os
cidadãos e armar novos guerrilheiros do quotidiano para a luta que se avizinha.
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PRAÇA DO COMÉRCIO
URBANSCAPES (VÍDEO)
Pelo Círculo de Artes Plásticas
Praça do Comércio, 13 e 14 de Setembro, 21h30
Projecção de quatro vídeos da Colecção do CAPC: “Foggy days in old Manhattan, de António
Olaio; “Sampa”, de Inês Moura e Maura Grimaldi; “Panorama du gran canal. Vu d´’un bateau.
D’après promio (hommage to mondego), de Pedro Cabral Santo; e “Arquivo e Nostalgia” de
José Maçãs de Carvalho. São quatro filmes que, de formas diferentes, refletem sobre a nossa
condição urbana. Se a cidade é a maior invenção colectiva do Homem, Urbanscapes é a nossa
forma de a celebrar. E ao fazê-lo, evocamos o Aniversário da Arte de 1974 e a Semana de Arte
na Rua de 1976, duas iniciativas seminais do CAPC. Urbanscapes é também um célebre festival
urbano de artes na Malásia. Com a duração de dois dias, este festival ambiciona que todos
possam encontrar nele alguma coisa que lhes seja especialmente apelativa. Tem uma ambição
inclusiva mas não generalista. É esta a experiência que aqui queremos replicar.
Sinopses
“Arquivo e Nostalgia” (2012, José Maçãs de Carvalho)
Video HD, cor, som, 17’40’’
“Arquivo e Nostalgia” faz parte de um trabalho de investigação artística e académica sobre
as relações entre arquivo e memória. O anoitecer de uma cidade ao som de canções de
embalar em-todas-as-línguas-do-mundo.
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“Panorama
du
gran
canal.
Vu
d’un
bateau.
D’après
Promio.
(hommage to mondego)” (2011, Pedro Cabral Santo)
Imagem projectada, P/B, som, 9’
O trabalho Panorama du gran canal, Vu d’un bateau D’après Promio (hommage to Mondego)
pretende ser, acima de tudo, uma homenagem ao Rio Mondego, e concomitantemente à
cidade de Coimbra. Existem rios que fazem parte da paisagem de certos lugares, sejam eles
quais forem, mas também sabemos que existem rios que são os próprios lugares em si. É o
caso do Rio Mondego, cuja relação particular com a cidade de Coimbra é por demais
evidente – lugar de sonho, de reencontro e de infância – o “rio que olha para a cidade”. Este
foi o ponto de partida para a realização de uma obra que teve como inspiração aquele que é
considerado o primeiro travelling da história da imagem em movimento. Realizado, em
1896, por Alexandre Promio um “operador de câmara” dos Irmãos Lumière que, de forma
espontânea, colocou a câmara sobre uma gôndola aquando da sua visita à cidade de
Veneza, fazendo-se valer da necessidade de se conseguir “apanhar” na objectiva da câmara
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toda a beleza que a cidade emanava. O resultado foi inesperado, mágico, e pretendeu-se,
desse modo, obter um resultado parecido.
“Sampa” (2009, Inês Moura e Maura Grimaldi)
Projecção de Bolso
Vídeo Digital cor, 00:03:42 min. em loop
Dimensão original da projecção: 49x67cm
Sampa é um projecto realizado em São Paulo, Brasil. Evidencia a circunstância vivencial de
alguém que, vindo de outro país, se encontra com uma cidade que é uma das maiores
metrópoles mundiais e procura, a todo o custo, guardar para si a beleza, a perplexidade e o
impacto desse encontro. Ao longo de meses, duas artistas encontraram-se para conversar
sobre a cidade e fotografar a sua imensidão, algo tão característico de São Paulo. Tornou-se
inevitável tentar representar uma extensão do olhar físico e realizar algo que fosse capaz
de cristalizar o tempo, a vida e agitação constante desta metrópole e reduzi-la a algo tão
pequeno que torne possível comer a cidade que nos come. O dobrar e guardar da cidade
transmuta o inacessível em um objecto passível de manipulação. Açambarcar o espaço da
cidade tornar-se possível. Entre o artigo de colecção e a poética da memória, o gesto de
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quem se apropria. Nesta construção antagónica entre o analógica da transparência do slide
e o médium digital, como suporte documental, intercala o humano e o arquitectónico, o
movimento e o estático, o inalcançável e o portátil. Ressalta a vibração da cor, contrastam
os amarelados prédios e antenas metálicas contra um céu profundo. A ilusória luz da
efemeridade da projecção do slide, o brilho saturado desse pequeno objecto, que se revela,
se estoura numa superfície branca, que inevitavelmente dá vontade de dobrar e levar como
uma memória à qual é conferida a manualidade.
“Foggy days in old Manhattan” (1999, António Olaio)
Letra: António Olaio, música: João Taborda e António Olaio
Vídeo Digital cor, 2’
Neste vídeo, Manhattan surge como um lugar abstracto. Na forma como qualquer um de
nós, mesmo nunca tendo ido a Manhattan tem uma vaga ideia de como esta cidade é. Aqui
old Manhattan como poderia ser old New York, no nonsense da ideia de um velho novo
mundo. E aqui a fachada da Igreja de Santa Cruz de Coimbra surge no lugar de Manhattan
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fazendo coincidir a antiguidade de uma cidade como Coimbra com a sua condição de cidade
que transporta em si a ideia de cidade, como conceito, sem território definido. A última
frase da canção (and it is very sad, when you’re left alone with your head), mais do que
qualquer confessionalismo, ou mesmo tristeza (até porque sad poderia não ser mais do que
o que rima com head), sugere a ideia da possibilidade de isolar a cabeça de todo o resto do
mundo. Neste paradoxo de Coimbra no lugar de Manhattan o resultante talvez seja
sobretudo uma cabeça que, por este sortilégio, se isola do mundo, no processo de estar em
toda a parte.
Foggy days in old Manhattan / for those who seek perfection / it’s good for their
complexion. / A man is not a bat / You’d better watch your step / This weather makes you
blind / your friends you’ll never find / You will never find me / if not even your body you can
see / And it is very sad / when you’re left alone with your head.
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FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
JACC
Coordenação José Miguel Pereira
Direcção Artística Paisagens Sonoras CHC Luís Antero
Direcção Técnica José Martins
Músicos Tiãoduá Gustavito Amaral (guitarra, baixo e voz) e Luiz Gabriel Lopes (guitarra,
baixo e voz) Juninho Ibituruna (bateria)
Laura Lopes “Abaporu” João Pires (voz e violão), Laura Lopes (voz e composição), Francesco
Valente (baixo eléctrico), João Pombinho (piano), Bruno Santos (bateria)
Produção José Carvalho, Pedro Seixas, Stepanka Hulakova
Salão Brazil Paulo Cortesão, Luís Cavaca, Manuel Pissaro, Martina Pospisilova
O TEATRÃO
Bando à Parte Alina Yurchenco, Carolina Fernandes, Catarina Pratas, Daniel , Daniela Alves,
Efim Zhidkov, Igor Freitas, Khusso Mulaza, Ksenia Chetvertkova, Lourenço Soma, Patrícia
Eloy, Raquel Mensa e Vallentyn Adamenko
Direção Isabel Craveiro
Assistência de Direção João Santos
Recolha Sonora Luís Antero
Fotografia Carlos Gomes
Direção de Produção Cátia Oliveira
Produção Executiva Ana Bárbara Queirós
Direção Técnica João Castro Gomes
Equipa Técnica Alexandre Mestre, João Castro Gomes, Jonathan de Azevedo, Rui Capitão
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CASA DA ESQUINA
Audio-crise
Concepção Ricardo Correia e João Gaspar
Desenho de som e entrevistas João Gaspar
Fotografia e Produção Filipa Alves
Guerrilha Urbana
Concepção Ricardo Correia
Criação e Performers Adriana Silva, Miguel Lança, Ricardo Correia
Fotografia e Produção Filipa Alves
CAPC
Curadoria Carlos Antunes
Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - convertido pelo Lince.
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