UEM - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ ISABEL SATICO OSHIMA O LABORATÓRIO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA (LEM) Material Didático PDE: Programa Educacional de Desenvolvimento SEED: Secretaria de Estado de Educação – Paraná Ano: 2008 O LABORATÓRIO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Isabel Satico Oshima∗ Rosângela Cristina Ottesbach∗∗ Regina Maria Pavanello∗∗∗ INTRODUÇÃO Neste texto apresentamos, em primeiro lugar, a fundamentação sobre o Laboratório de Ensino de Matemática e nossa apreciação sobre o trabalho com materiais manipuláveis. Em seguida, são propostas atividades que podem ser feitas no campo da Geometria que podem servir como material de apoio para os professores do Ensino Fundamental. Não queremos com isso ensinar o professor, mas sim mostrar alguns caminhos, procedimentos e formas de trabalho que possam contribuir para o melhor aproveitamento dos alunos nas aulas de matemática, permitindolhes que desenvolvam o raciocínio lógico-matemático e elaborem conceitos e conteúdos que, para serem compreendidos, necessitam da visualização. As atividades sugeridas, que podem ser realizadas tanto no Laboratório de Ensino como, na falta deste, em sala de aula, têm por finalidade o ensino do conhecimento matemático para os alunos de forma mais significativa, atraente e prazerosa, que lhes permita compreender melhor o próprio ambiente, para comunicar idéias e também para melhor entender assuntos de outras áreas. O LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA (LEM) Se ouço, esqueço; se vejo lembro; se faço, compreendo. (Provérbio Chinês) Um dos maiores desafios dos educadores está em encontrar métodos e processos para tornar suas aulas mais interessantes e agradáveis e assim permitir aos alunos o acesso aos conhecimentos, dando-lhes condições para explorarem a realidade, de modo que possam participar e interferir de maneira positiva na sociedade em que vivem. O uso de material didático (MD), por ∗ Professora PDE da rede pública do estado do Paraná. E-mail: [email protected] Professora PDE da rede pública do estado do Paraná. E-mail: [email protected] ∗∗∗ Professora do Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática – UEM. Orientadora do PDE. E-mail: [email protected] ∗∗ proporcionar aos alunos participar de atividades manipulativas e visuais que sirvam de suporte para sua atividade cognitiva, pode ser de grande importância no processo de ensino e promover a compreensão de conceitos e propriedades matemáticas. De acordo com as Diretrizes Curriculares de Matemática do Paraná (DCEs), um dos objetivos da disciplina de matemática é transpor o objeto matemático construído historicamente para a prática docente de maneira a possibilitar ao estudante conhecer e utilizar apropriadamente esse objeto. As diretrizes enfatizam ainda a necessidade de se tornar o ensino de matemática mais dinâmico, contextualizado, interdisciplinar, centrado na ética, voltado para a formação de cidadãos organizados, críticos, autônomos em suas relações sociais e responsáveis. Consideram também ser necessário, cada vez mais, educadores criativos, com visão histórica e crítica, comprometidos com a educação e que apresentem uma atitude investigativa sobre sua área de atuação, fundamentada em teorias pedagógicas e científicas; professores com domínio de sua prática, com autonomia e capacidade para construir conhecimento pedagógico e para a tomada de decisões, capazes de analisar e abordar os diferentes conteúdos de modo a solucionar os problemas que surgirem em sala de aula e de proporcionar aos seus alunos um ensino da matemática com significado. Neste contexto, o Laboratório de Ensino da Matemática pode ser um instrumento eficaz para propiciar ao aluno formas de conhecer, criar, manipular, levantar hipóteses, discutir afirmações, desenvolver e construir instrumentos matemáticos que possam ser utilizados como facilitadores de sua aprendizagem e, ao mesmo tempo, proporcionar ao educador um local para pesquisa, reflexão e trabalho, auxiliando-o neste grande desafio sobre as melhores formas de ensinar e aprender Matemática. Miguel e Miorim (2004) consideram que a finalidade da Educação Matemática é fazer o estudante compreender e se apropriar da própria matemática, compreendida como um conjunto de resultados, métodos, procedimentos, algoritmos etc. Outra finalidade, de acordo com os autores é levar o estudante, por meio do conhecimento matemático, a construir valores e atitudes de diferentes naturezas tendo como meta a formação integral do ser humano e do cidadão. Assim sendo, para que o processo ensino-aprendizagem seja bem sucedido, deve possibilitar ao aluno vivenciar experiências, que lhe permitam participar, de forma dinâmica, na elaboração de conteúdos escolares. Muitos foram os educadores que por muito tempo ressaltaram a importância da visualização e manipulação de materiais para facilitar a aprendizagem, dentre os quais Claparède, Freinet, Tamas Varga, os brasileiros Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan) e Manuel Jairo Bezerra, além autores como Piaget, Vygotsky e Bruner, os quais, cada um a seu modo, reconheceu que a ação do indivíduo sobre o objeto é básica para a sua aprendizagem. Segundo Lorenzato (2006), o Laboratório de Ensino da Matemática (LEM) na escola é uma sala-ambiente reservada para que as aulas de matemática aí aconteçam de maneira a estruturar, organizar, planejar e construir o fazer matemático, facilitando tanto para o professor como para o aluno o questionamento, a procura, a experimentação, a análise, a compreensão de conceitos e a conclusão de uma determinada aprendizagem, inclusive com a produção de materiais instrucionais que possam facilitar o aprimoramento da prática pedagógica. Deve ser um local de referência dos trabalhos matemáticos, onde os professores possam se empenhar em tornar a matemática mais compreensível para seus alunos. Neste local, o professor poderá também planejar aulas e realizar outras atividades como exposições, olimpíadas, jogos, avaliações, entre outras. Desta maneira, seria importante que os estabelecimentos de ensino tivessem um espaço no qual os educadores pudessem realizar pesquisas, construir materiais didáticos diversos em um processo de elaboração de conceitos, de aplicação dos mesmos em situações-problema, de modo a sanar, em primeiro lugar, as dificuldades dos próprios professores no que diz respeito à sua formação. Porque só assim eles terão condições para, depois, utilizar tais materiais com os alunos, suscitando neles o interesse e a participação desejada e auxiliando-os na elaboração e compreensão dos conhecimentos. Ou seja, seria fundamental, do ponto de vista da aprendizagem dos alunos e dos próprios professores, a implementação do Laboratório de Ensino de Matemática nas escolas. A construção de um LEM pode partir de um professor de Matemática que reconhece a necessidade de a escola possuir este espaço, mas isso só não basta. Esse professor deve contar com o apoio e a colaboração de toda comunidade escolar (professores de diversas áreas, equipe pedagógica, alunos, equipe administrativa) e até mesmo da comunidade local, pois não é possível construir um laboratório de matemática sozinho. Os alunos também podem e devem participar dessa construção, contribuindo com pesquisas, materiais de sucatas construídos por eles, na organização do ambiente, etc. para que valorizem ainda mais a presença desse espaço de aprendizagem na escola. A forma de organização do ambiente e dos materiais deve ser discutida em grupo, que deve decidir qual é a melhor forma de desenvolver o trabalho proposto naquela instituição. É importante também selecionar os materiais de acordo com a clientela (educação infantil, ensino fundamental ou médio), propiciando sempre um ambiente acolhedor e agradável. A construção de um LEM não é objetivo para ser atingido a curto prazo; uma vez construído, ele demanda constante complementação, a qual, por sua vez, exige que o professor se mantenha atualizado. (LORENZATO, 2006, p. 11). De acordo com Lorenzato, um laboratório de ensino de matemática, de modo geral, pode ter: • revistas, jornais e artigos; • livros didáticos, paradidáticos e outros; • jogos; • quebra-cabeças; • problemas desafiadores e de lógica; • questões de olimpíadas, ENEM, e vestibulares; • textos sobre história da matemática; • cds, transparências, fotos; • figuras; • sólidos; • modelos estáticos ou dinâmicos; • materiais didáticos industrializados; • instrumentos de medidas; • computadores, calculadora; • materiais didáticos construídos pelos alunos e professores • materiais e instrumentos necessários à produção de materiais didáticos e outros. No entanto, apesar das recomendações de Lorenzato, ele também deixa claro que não existe uma única concepção acerca do LEM porque a sua construção e encaminhamento devem estar relacionados às reais necessidades e condições locais de cada instituição, a formação matemática de alunos e professores, o espaço físico disponível, materiais e outros. Embora vários autores enfatizem o papel do LEM e dos materiais didáticos manipulativos no processo de aprendizagem da matemática, torna-se necessário tecer algumas considerações quanto à forma como eles devem ser utilizados para que alcance os objetivos propostos. A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS MANIPULÁVEIS NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA Os materiais manipuláveis são recursos didáticos que podem interferir fortemente no processo ensino-aprendizagem da matemática. Por certo seu uso depende do conteúdo a ser estudado, dos objetivos a serem atingidos, do tipo de aprendizagem que se espera alcançar e da filosofia e política escolar. Enfim, o material didático não está solto no contexto escolar: na opção e na forma como será utilizado está implícita a concepção que cada educador tem de ensino e de educação. Muitas vezes, o professor desconhece a importância de se utilizar certo material manipulável ou ainda não percebeu que conceitos e propriedades tanto ele como os alunos poderiam explorar. Daí ser fundamental que os professores tenham oportunidades de refletir sobre a sua utilização, analisando o que pode ser com ele trabalhado, sua efetividade pedagógica e como ele poderá despertar o interesse e a curiosidade do aluno. Antes de utilizar um material manipulativo é importante conhecer bem o material e ter claro o(s) objetivo(s) de seu uso: com este material as aulas serão mais atraentes? Com ele, o aluno terá mais facilidade de compreender o conteúdo? Ele oferece possibilidades ao aluno de relacionar, levantar conjecturas, pensar matematicamente, discutir e concluir? Esta reflexão vai permitir que os professores se apercebam ser necessário considerar que, para a aprendizagem de certo conteúdo, pode não bastar apenas o uso de um material, uma vez que este permite apenas uma visão parcial do objeto matemático em questão. Por outro lado, um mesmo material pode servir para a aprendizagem de diferentes conteúdos desde que ele sirva de suporte para o aluno pensar sobre diferentes questões. Ao utilizar materiais manipuláveis, o professor deve tomar alguns cuidados, levando em conta que o mau uso deste instrumento poderá ser contrário ao objetivo que pretende com ele alcançar e, portanto, não contribuir em nada com o aprendizado de seu aluno. VALENTE (1991) enfatiza a importância do material didático, porém demonstra uma preocupação quanto a sua utilização: A solução para evitar o ensino das técnicas matemáticas tem sido o uso de material pedagógico. O aluno manuseia um material que propicia o desenvolvimento de conceitos matemáticos, mas apesar disso nem sempre ocorre uma formalização do conceito, onde ele tem a chance de sintetizar suas idéias, colocálas no papel, compará-las com outras soluções para verificar sua validade (p.31). Valente está querendo dizer com isso é que o educando não aprende matemática apenas “manipulando” os objetos, pois o conhecimento não está no material em si, mas é elaborado a partir das relações que o material o ajuda a estabelecer. Assim, cabe ao professor formular questões adequadas, que permitam o aluno observar aspectos importantes para a construção do conceito em questão. Por melhor que seja, material manipulativo deve ser considerado apenas como uma “ferramenta” que auxilia aluno e professor no processo ensino-aprendizagem. O seu potencial depende mais do professor, das questões que ele formula e que levam o aluno a pensar, a analisar, do que do próprio material. O material e as atividades a serem realizadas com ele devem ser bem selecionados para servir ao objetivo a ser alcançado e devem ser adequados para que os alunos façam a correta representação interna dos conceitos envolvidos a partir de sua manipulação. Por isso, a exploração de todas as possibilidades do material escolhido deve ser feita antes da aplicação da atividade, para que não aconteçam imprevistos na sua aplicação. Além disso, se as atividades não estiverem bem preparadas corre o risco do material utilizado se transformar apenas em brinquedo para o aluno. Sendo os conhecimentos matemáticos de natureza abstrata, se o uso do material for inadequado ou as atividades não forem bem dirigidas os resultados poderão ser muito diferentes dos esperados. Como a passagem das ações concretas para a elaboração dos conceitos não pode deixar de ser feita e com cautela, é importante que o professor faça a correlação entre os dois domínios envolvidos, o do material concreto utilizado e o das representações simbólico-abstratas para ter certeza de que o aluno compreendeu bem as relações entre os dois aspectos de ambos os domínios. Muitas vezes, quando se trabalha com materiais manipulativos, não se vê a matemática, só uma ação motora. Por isso é preciso observar atentamente e interferir para que o aluno faça as abstrações necessárias e esperadas. Quando se utilizam materiais manipuláveis no aprendizado da matemática, convém enfatizar com os alunos que a partir da constatação da validade de uma afirmação em diversas experiências, tal fato não é suficiente para comprovar essa afirmação é sempre válida. As constatações que se repetem devem ser vistas como “dicas” importantes da possibilidade de essa afirmação estar correta, motivo pelo qual os matemáticos utilizam a demonstração para comprovar a sua validade. Somente assim é possível evitar que a utilização de materiais manipulativos no ensino da matemática não induza os alunos a construírem conceitos errôneos, criando assim obstáculos cognitivos. E, nesse sentido, o professor tem papel fundamental. REFERÊNCIAS GERDES, P. Sobre o despertar do pensamento Geométrico. Curitiba: UFPR, 1992. KALLEF, A. M. M. R.; HENRIQUE, A. S.; REI, D. M.; FIGUEIREDO, L.G., Desenvolvimento do Pensamento Geométrico – o modelo de Van Hiele. Bolema, Rio Claro, n. 10, 1994. p. 21-30. LORENZATO, Sérgio (Org.). O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas, SP: Autores Associados, 2006. Coleção Formação de Professores. LORENZATO, S. O uso de materiais concretos. Anais do II Encontro Paulista de Educação Matemática. Campinas, 1993. MIGUEL, A.; MIORIM, M. A. História na educação matemática: propostas e desafios. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Programa de Desenvolvimento Educacional Documento Síntese. Curitiba: SEED, 2006. PARANÁ. Secretaria do Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Rede Pública da Educação Básica do Estado do Paraná – Matemática. Curitiba: SEED, 2006. VALENTE, J.A. (Org.) Liberando a mente: computadores na educação especial. Campinas, SP: Gráfica da UNICAMP, 1991. O LEM E O ENSINO DA GEOMETRIA Isabel Satico Oshima1 Regina Maria Pavanello2 Uma das preocupações atuais dos educadores matemáticos é com o ensino da Geometria. Apesar de ser um conteúdo de vital importância, importância esta ressaltada nas Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná, pesquisas mostram que as práticas pedagógicas nas escolas ainda negligenciam este estudo. As dificuldades encontradas por alunos e professores no processo ensino-aprendizagem da geometria são muitas e, por isso, esse conteúdo muitas vezes fica em segundo plano, tratado de maneira superficial e fragmentado. Das diversas atividades pedagógicas que podem ser trabalhadas em um Laboratório de Ensino de Matemática (LEM), muitas envolvem a Geometria. A Geometria é um campo rico da matemática e podemos perceber sua utilização, em nosso ambiente natural, nas obras arquitetônicas, manifestações artísticas, eventos tecnológicos, etc. São muitos os exemplos onde a Geometria, a ciência, a tecnologia, a arte e outras áreas do conhecimento se inter-relacionam. Além disso, o raciocínio geométrico, quando desenvolvido, faz o sujeito perceber melhor o mundo, dando a ele condições de agir e refletir de forma mais organizada. Uma das possibilidades do trabalho em um Laboratório de Matemática é discutir diferentes alternativas para a elaboração de conceitos, para análise de relações e propriedades geométricas, para a síntese de definições ou critérios de classificação, em uma abordagem diferente da massiva memorização de fórmulas, que, muitas vezes, são esquecidas. Segundo Scheffer (2006), a Geometria é um campo fértil para um ensino baseado na exploração e na investigação, contribuindo assim, para uma compreensão de fatos e relações, o que não se confunde com a simples memorização de fórmulas e técnicas de resolução de problemas. Um conhecimento básico de Geometria é fundamental, não só para os alunos interagirem adequadamente com o seu meio, como também para se iniciarem num estudo mais formal desse 1 Professora PDE da rede pública do estado do Paraná. E-mail: [email protected] Professora do Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática – UEM. Orientadora do PDE. E-mail: [email protected] 2 conteúdo. É importante que esse conhecimento básico - que compreende conceitos, propriedades e relações simples de Geometria - seja apresentado a partir de uma abordagem experimental e indutiva, trabalhando com a percepção espacial, a descoberta e a visualização. Para o ensino da Geometria, as Diretrizes atuais recomendam o uso de materiais didáticos porque com eles: O aluno pode explorar situações que sugiram idéia de forma como atributo dos objetos. Uma alternativa é usar materiais, tais como: o geoplano, o tangran, a massa de modelar e argila. Conhecer Geometria implica, ainda, reconhecer-se num dado espaço e, a partir dele, localizar-se no plano (p.31). O uso de materiais manipulativos pode auxiliar, e muito, a compreensão de conceitos geométricos, compreensão que parece tão distante para os alunos e muitas vezes para o próprio professor. SUGESTÕES DE ATIVIDADES COM A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS MANIPULATIVOS PARA O ENSINO DA GEOMETRIA Um laboratório não precisa ter necessariamente materiais sofisticados. Com a utilização de material simples e de fácil aquisição podem-se explorar conceitos geométricos importantes. Exemplo disso é o uso de canudos de plástico para refresco, com os quais é possível realizar representações de polígonos e permitir uma melhor compreensão de conceitos e propriedades de figuras geométricas planas. Além deste material, é possível propor atividades envolvendo vários conteúdos matemáticos com o uso do geoplano, cuja construção também é bastante simples e de baixo custo. Neste texto, procuramos explorar, com estes materiais, conteúdos da geometria euclidiana plana destinada ao ensino fundamental, em especial os polígonos, suas áreas e perímetros. Estas atividades, embora elaboradas mais especificamente para a 5ª série, poderão também ser adequadas para serem utilizadas com alunos de séries mais avançadas e até em atividades de formação continuada de professores. Com estas atividades é possível oferecer aos alunos que as realizam a oportunidade de enriquecer seu vocabulário e, mediante modelos concretos, explorar características das figuras, levantar conjecturas sobre elas, discutir conceitos, propriedades e relações matemáticas. ATIVIDADES COM CANUDINHOS 1. Polígonos Objetivos: - Definir polígono; - Verificar, experimentalmente, propriedades de algumas figuras planas (triângulos, quadriláteros, pentágonos e hexágonos) cujos lados possuem a mesma medida; - Classificar triângulos observando a medida de seus lados. Material necessário: canudos plásticos para refresco (cortados ao meio), linha, agulha e tesoura. De preferência, a agulha deve ser grande e sem ponta. Observação: Dependendo do objetivo da atividade, os canudos podem não ter a mesma medida. 1a. Linhas poligonais e polígonos Pesquise juntamente com os alunos algumas definições de linhas poligonais. Discuta com eles se há diferenças entre as definições pesquisadas e, de acordo com a definição encontrada, peça que construam com linha e pedaços de canudos: a) Uma linha poligonal fechada simples b) Uma linha poligonal fechada não-simples c) Uma linha aberta simples d) Uma linha aberta não-simples Peça a eles que pesquisem também nos livros definições sobre polígonos. Questione: - Observando as figuras 1, 2, 3 e 4, qual delas podemos considerar um polígono? FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 1b. A construção de polígonos Peça aos alunos que construam triângulos, quadriláteros, pentágonos e hexágonos de lados de mesma medida, considerando cada canudo um segmento de reta que corresponde ao lado de cada figura. Discuta com os alunos o significado das palavras utilizadas na atividade à medida que as utilizar: polígono, congruente, rígido, regular, perímetro, área, ângulos, eqüilátero, eqüiângulo, triângulo, quadrilátero, pentágono, hexágono, paralelogramo. Durante a construção, peça que exponham suas observações sobre cada figura. O professor poderá anotar no quadro as idéias expressadas pelos alunos para possíveis discussões. É importante fazer questionamentos do tipo: - Compare as figuras, isto é, verifique se existem semelhanças e diferenças entre elas. - Qual delas apresenta rigidez?(É conveniente explicar o que isto significa) - Uma figura fechada que tem quatro lados de mesma medida, pode ser sempre chamada de quadrado? Quando ela é um quadrado? Um quadrilátero possui a rigidez apresentada pelo triângulo? - Todo polígono eqüilátero é também eqüiângulo? O triângulo eqüilátero é eqüiângulo? FIGURA 5 FIGURA 6 1c. Triângulos eqüiláteros: Utilizando vários triângulos eqüiláteros, peça aos alunos que os juntem, lado com lado, verificando a possibilidade de formarem novas figuras. Faça questionamentos do tipo: - Quais figuras você conseguiu formar? Quais os nomes que elas recebem?É possível formar triângulos isósceles e escalenos, usando os triângulos eqüiláteros? FIGURA 7 FIGURA 8 Ainda utilizando os triângulos (eqüiláteros), peça aos alunos que construam as figuras 9, 10 e 11. E pergunte: - Qual é o nome dessas figuras? - Que relação existe entre elas e o triângulo eqüilátero? (esta questão refere-se ao número de triângulo utilizados na construção de cada uma das figuras). - Com quantos triângulos eqüiláteros foi possível obter um hexágono regular? Como você definiria hexágono regular? - Como fazer o trapézio? E o losango? Peça que pesquisem nos livros e também na Internet a definição de trapézio e losango e compare as definições encontradas. FIGURA 9 FIGURA 10 FIGURA 11 1d. Quadriláteros com lados de mesma medida Separe um quadrilátero e um triângulo construídos com os canudos de mesma medida. Questione: - O que difere o quadrilátero do triângulo? - Esse quadrilátero possui lados de mesma medida. Qual o nome que se dá a esse tipo de quadrilátero? Peça que transforme o quadrilátero em outra figura. - O que você observa?O que acontece com os seus ângulos internos? - Tente transformar esta figura em um quadrado. É possível? Como devem ser os ângulos? - Quando transformamos o quadrado em losango, destruímos alguma propriedade do quadrado? - Podemos dizer que todo quadrado é um losango?Todo losango é quadrado? - O losango pertence ao grupo dos paralelogramos?Por quê? - E o quadrado, pertence ou não ao grupo dos paralelogramos? Por quê? - Como podemos definir losango? - Que diferenças existem entre o quadrado e o losango? - Quando efetuamos as “transformações”, o que acontece com os ângulos? - E com suas áreas? Elas ficam iguais ou um deles tem uma área maior? - Se um deles tem área maior, qual é o de maior área? - O losango é um polígono regular? - Todo quadrilátero possuí as medidas dos lados iguais? FIGURA 12 FIGURA 13 1e. Pentágonos e hexágonos Formas pentagonais e hexagonais são bastante utilizadas. Verifique com os alunos onde eles podem encontrar essas formas. Utilizando pentágonos e hexágonos eqüiláteros, questione-os: - O que são pentágonos? E hexágonos? - Esses polígonos podem ser regulares? De que forma? - Sendo regulares é possível a sua utilização em pavimentações? -Procure uma maneira de transformá-los. O que você observa nesta transformação? - O que fica preservado depois da transformação? A área? As medidas dos ângulos internos? O perímetro? - É possível torná-lo não convexo?Como fazer? FIGURA 14 FIGURA 15 FIGURA 16 1f. Triângulos de medidas diferentes Desafiem os alunos a construírem os triângulos a, b e c (figuras 17, 18 e 19) utilizando canudinhos com as seguintes medidas: a- 4 cm, 5 cm. e 7 cm b- 8 cm, 8 cm e 5 cm c- 3 cm, 3 cm, 8 cm Questione: - Foi possível construir os três triângulos? Teve algum que não foi possível construir? Por quê? Você sabe dizer de que tipo é o triângulo a? E o triângulo b? FIGURA 17 FIGURA 18 FIGURA 19 A partir dessas e de outras atividades, bem como das descobertas realizadas pelos alunos aos manipularem os objetos construídos a partir de canudos, o professor poderá introduzir conceitos e propriedades geométricas de forma diferente e interessante aos alunos, desenvolvendo a sua criatividade e ampliando os seus conhecimentos. Análise Didática: As discussões e observações realizadas devem levar os alunos a compreender que: - O triângulo é uma figura rígida. O homem utiliza essa importante propriedade para o seu benefício em diversos tipos de construções. Seria interessante para os alunos observarem este tipo de aplicação nas casas, portões, andaimes, torres de ferro, etc. Ao observarem as outras figuras planas representadas com os canudos e o barbante ou linha, os alunos podem perceber que elas não apresentam a mesma rigidez do triângulo. - Triângulos são polígonos que podem ser classificados a partir das medidas de seus lados: eqüilátero (três lados de medidas congruentes); isósceles (dois lados de medidas congruentes) e escaleno (três lados de medidas diferentes). - Polígonos que são, ao mesmo tempo, eqüiláteros e eqüiângulos são denominados regulares. - Losangos são quadriláteros que possuem todos os seus quatro segmentos de mesma medida e paralelos dois a dois. - O quadrado é um losango regular que possui lados e ângulos internos de mesma medida. Os ângulos do quadrado são todos retos. - Quando modificamos a estrutura de quadriláteros, pentágonos, hexágonos de segmentos de mesma medida, o que fica preservado é o seu perímetro porque, como eles continuam com os mesmos lados, a soma de suas medidas – ou o comprimento da linha poligonal que os determina – permanece igual. - A medida de um lado qualquer de um triângulo não pode ser maior ou igual a soma dos outros dois. O GEOPLANO O Geoplano é um recurso didático que pode auxiliar o trabalho com o ensino da Geometria. O nome vem da junção de geo= geometria e plano= superfície plana. Ele foi criado pelo matemático inglês Caleb Gattegno em 1961. Para a sua construção você precisará de uma placa de madeira, com pregos cravados a meia altura formando um quadriculado (fig. 20). Pode-se criar geoplanos de tamanhos e formas variadas (quadrado, circular, trelissado, oval e triangular). O tamanho das malhas também pode variar de acordo com o objetivo da atividade. Usaremos, nas atividades a seguir, o Geoplano quadrado, no qual a distância entre os dois pregos, que deve sempre manter a mesma distância horizontal e verticalmente, é tomada como uma unidade de medida linear; e a superfície do menor quadrado formado pelos pregos é tomada como a unidade de área. Utilizaremos ainda borrachas do tipo usado em dinheiro de papel, de preferência de cores variadas, esticadas entre um prego e outro, para formar polígonos. O geoplano deve ser visto como um modelo matemático que permite a representação de situações, traduzindo ou sugerindo idéias matemáticas, constituindo-se assim em um suporte concreto para a representação mental. O material por si só não deve representar todo o ensino, cabe ao professor, no decorrer dos trabalhos, ir orientando, questionando, complementando, assessorando e mediando o processo. De acordo com Machado (2005), o geoplano é “um meio, uma ajuda didática, que oferece um apoio à representação mental e uma etapa para o caminho da abstração, proporcionando uma experiência geométrica e algébrica aos estudantes”. FIGURA 20 ATIVIDADES COM O GEOPLANO 1. Atividade inicial A atividade inicial com o geoplano deve objetivar o aspecto lúdico. Os alunos poderão construir figuras das mais diferentes formas, compará-las com os seus colegas de sala, pensar sobre elas. Sugestão: imaginar e construir desenhos como: flor, bote, carrinho, etc. 2. O que é polígono? Objetivos: - Definir, classificar e construir polígonos com o auxílio do geoplano; - Identificar diferenças nas diagonais do paralelogramo, losango e quadrado. Material necessário: Geoplano, tiras circulares de borracha, folhas para anotação. Desenvolvimento: 2a. Discuta com a turma o significado das palavras: linhas poligonais, polígono, diagonal, perpendicular. 2b. Peça aos alunos que reproduzam no geoplano estas figuras (fig. 21). FIGURA 21 - Que tipos de linhas poligonais foram reproduzidas? - Quais dessas figuras são fechadas? Quais delas representam polígonos?A figura fechada que se cruza é polígono? - Desenhe as figuras que representam polígonos e nomeie os pontos que representam seus vértices por meio de letras. 2c. Peça aos alunos que construam polígonos variados e que nomeiem cada um de acordo com o número de seus lados. Peça-lhes para identificar as regiões delimitadas por eles (a interna e externa), seus vértices, seus lados (segmentos de reta), seus ângulos internos e externos. Questione: - Dois segmentos de reta determinam um polígono? E três? Qual a quantidade mínima e máxima de lados pode ter um polígono? Pesquise os nomes dos polígonos de acordo com o seu número de lados. 2d. Com o uso do geoplano, peça que construam um polígono regular. FIGURA 22 FIGURA 23 - O que são polígonos regulares? Qual o nome do polígono que foi possível construir? É possível a construção de um triângulo eqüilátero no geoplano retilíneo? Qual o triângulo que você conseguiu construir? 2e. Leve o aluno a observar a construção deste hexágono (fig.23). Ele pode ser considerado um polígono regular? Por quê? 2f. Peça para construírem quadriláteros de diversos tipos e tamanhos e para reproduzirem, no papel quadriculado, a figura obtida. Pergunte: Que diferenças ou semelhanças você encontra nos quadriláteros produzidos pela turma? Como podemos classificar esses quadriláteros? Recorte o desenho e organize numa tabela de classificação do tipo: Quadrilátero “qualquer” Trapézio Paralelogramo Retângulo Quadrado FIGURA 24 - Por que a tabela pôde ser organizada desta forma? É possível organizá-la de outro modo? - As figuras que foram classificadas como retângulos poderiam estar no grupo dos paralelogramos? E retângulos também são paralelogramos? 2g. Peça que construam paralelogramos de diferentes formas e que observem as suas diagonais. - As diagonais de qualquer paralelogramo são iguais? Como são as diagonais do quadrado? E as do losango? 2h. Peça aos alunos que construam figuras de acordo com as condições dadas em cada caso e, em seguida, leve-os a discutir se a solução é única ou não: * Um paralelogramo com 4 unidades de base e 3 unidades de altura. * Um retângulo, cuja base é o triplo da altura e tem perímetro igual a 8 unidades. Análise Didática Estas atividades e as observações realizadas pelos alunos deverão torná-los capazes de perceber que: - Polígonos são figuras geométricas planas delimitadas por uma linha poligonal fechada simples. Assim, para que uma figura plana seja um polígono, ela deve obedecer as seguintes condições: 1) ela deve ser uma figura fechada, 2) seus lados não podem se cruzar, e 3) ela não pode ter dois lados consecutivos colineares, isto é, pertencentes a uma mesma reta. - Não existe polígono com menos de três lados. - Paralelogramos são quadriláteros que possuem lados opostos paralelos dois a dois. - Losangos são quadriláteros que tem todos os lados de mesma medida. - Retângulos são quadriláteros que possuem todos os ângulos iguais, ou seja, todos os ângulos são retos. Um retângulo é um paralelogramo que tem os quatro ângulos iguais. - O quadrado, por possuir ao mesmo tempo propriedades dos retângulos (ter os quatro ângulos iguais) e dos losangos (ter os quatro lados de mesma medida), é um retângulo especial e também um losango especial. - As diagonais do losango e quadrado são perpendiculares. No caso do quadrado as diagonais possuem a mesma medida. 3. Comparando áreas e perímetros de paralelogramos Objetivo: Perceber que área e perímetro de um polígono medem coisas diferentes. Perímetro é a medida do comprimento da linha da linha poligonal que limita o polígono. Área é a medida da superfície limitada por essa linha poligonal. Por isso, é possível ter figuras geométricas planas que possuem o mesmo perímetro, mas que têm áreas diferentes e, por outro lado, ter figuras geométricas planas que têm a mesma área, embora tenham perímetros diferentes. Materiais necessários: figuras planas recortadas (quadriláteros), geoplano e borracha circular do tipo usado em dinheiro de papel, papel quadriculado para registro. Desenvolvimento: Obs. Esta atividade destina-se a alunos que já tenham noções de perímetro e área. 3a. Para rever a definição de paralelogramo realizar a seguinte atividade. Pesquise, juntamente com os alunos, a definição de paralelogramo e trapézio. Ofereça a eles, diversos modelos de quadriláteros (fig. 25), propondo que separem estes modelos em dois grupos, a partir da consideração da quantidade de pares de lados paralelos que possuem. Questione: - Que critérios você utilizou para realizar a classificação? - Dentre os paralelogramos separados, é possível formar outros grupos? Como? Quais os critérios que você utilizou? Nesta atividade o professor poderá levar os alunos a perceberem que existem paralelogramos que possuem a mesma medida dos lados (losangos) e se possuir além das mesmas medidas ângulos retos, recebe o nome de quadrado. FIGURA 25 3b. Com o geoplano e a borracha circular peça os alunos que construam paralelogramos de mesma base e mesma altura (fig.26). Questione: - Paralelogramos que tenham bases de mesma medida e alturas também de mesma medida podem ter perímetros diferentes? E suas áreas, podem terá mesma medida também? Qual dos paralelogramos da figura 26 possui o menor perímetro? altura FIGURA 26 Você consegue me dizer qual desses paralelogramos é o de maior área?Por quê? 3c. A próxima atividade promove a idéia de conservação de área. (fig. 27). Peça aos alunos que construam paralelogramos retângulos de mesma área e com perímetros diferentes. - O que você observa? Existe outra maneira de representar as dimensões desta área? Figura 27 3d. Para trabalhar com o princípio de crescimento de áreas de figuras semelhantes, peça aos alunos que construam um quadrado de perímetro igual a 8 unidades de medida linear. E questione, então: - Se você fizer um outro quadrado com um lado de medida igual ao dobro da daquele que você fez antes, qual vai ser agora a medida do perímetro? Ela vai ser quantas vezes a do primeiro quadrado? E o que acontece a área do segundo quadrado se comparada com a do primeiro? FIGURA 28 - Se você triplicar a medida do lado do quadrado o que acontece com a área do quadrado resultante? Além das atividades com os paralelogramos, o professor pode utilizar o geoplano para “criar” atividades com triângulos que tenham bases de mesma medida, tanto no caso de suas alturas também terem a mesma medida ou não. Nestas atividades, levar os alunos a perceber que: FIGURA 29 * Todos os triângulos que tenham mesmo valor para a base e alturas de mesma medida, também têm o mesmo valor para a área. * A altura do triângulo pode estar situada fora da figura. Observe a altura dos triângulos (fig. 29) referente aos lados a, a1, e a2. Análise Didática Com estas atividades espera-se que o aluno possa compreender algumas propriedades das figuras geométricas, como: - Paralelogramos de mesmo valor para a base e altura podem ter perímetros diferentes (fig. 26). - Dentre os paralelogramos com mesma base e altura, o quadrado é o que tem menor perímetro. - Retângulos com perímetros diferentes podem apresentar a mesma área. - A partir do quadrado, quanto mais aumentamos uma dimensão em relação à outra, mais aumentará o perímetro de paralelogramos de mesma área. - Dobrando a medida do lado do quadrado o seu perímetro dobra, mas a sua área é quatro vezes a área do quadrado original. CONCLUSÃO A implementação de um Laboratório de Ensino de Matemática exige que o professor esteja sempre em formação continuada, analisando e desenvolvendo materiais e formas de possibilitar ao aluno – e a si mesmo – a elaboração de novos conhecimentos e o contato com o conhecimento acumulado ao longo da história da humanidade. Esse motivo, por si só, já justifica a sua presença nas escolas. E quanto à Geometria é uma área do conhecimento que pode e deve utilizar-se de materiais que levem as aulas a se tornarem atraentes e significativas para os alunos. Se alcançarmos este e outros objetivos, estaremos cumprindo o nosso papel como educadores. REFERÊNCIAS: LEIVAS, José Carlos Pinto. Geoplano. In: Curso de Aperfeiçoamento em Matemática – FURG. Disponível em http://mathematikos.psico.ufrgs.br/textos/geoplan.pdf. Acesso em 10/12/2007. LINDQUIST, Mary Montgomery, SHULTE, Albert P. (Org.). Aprendendo e ensinando Geometria. Tradução de Hygino H. Domingues. São Paulo: Atual, l994. MACHADO, Rosa Maria. Explorando o geoplano. Minicurso ministrado na II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática. Disponível em http://www.bienasbm.ufba.br/M11.pdf . Acesso em 17 dez. 2007. PAVANELLO, Regina Maria. O abandono do ensino da Geometria: uma visão histórica. 196 fls. Dissertação (Mestrado em Educação). Campinas, Faculdade de Educação da UNICAMP, 1989. PARANÁ. Secretaria do Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Rede Pública da Educação Básica do Estado do Paraná – Matemática. Curitiba: SEED, 2006. SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Experiências Matemáticas: 5ª série. Versão preliminar. São Paulo: SE/CENP, 1996. 411 p. SCHEFFER, Nilce. O LEM na discussão de conceitos de geometria a partir das mídias: Dobradura e Software dinâmico. In: Lorenzato, Sérgio (org.) O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de professores. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 93-112.