2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2012
2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2012
Governador do Estado
Tarso Genro
Secretário de Infraestrutura e Logística
João Victor Domingues
Secretário Adjunto de Infraestrutura e Logística
João Luis de Matos
Presidente do Grupo CEEE
Gerson Carrion de Oliveira
Diretor de Planejamento e Projetos Especiais
Luiz Antônio Tirello
Equipe Técnica
Gilberto José Capeletto
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Apoio Técnico
Jaques Alberto Bensussan
Regina Telli
Apoio Logístico
Fernando Cesar Ferreira Vieira
Guga Marques
Grupo CEEE
Av. Joaquim Porto Villanova, 201
91.410-400 - Bairro Jardim Carvalho
Porto Alegre - RS
www.ceee.com.br
e-mail: [email protected]
55 51 3382 5717
55 51 3382 6525
C238b Capeletto, Gilberto José
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013: ano base 2012 /
Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. - Porto
Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2013.
200p. ; il.
1. Energia - Rio Grande do Sul - 2012. 2. Recursos Energéticos - Produção,
Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e Internacionais.
I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de
CDD: 338.47671
CDU: 620.91 (816.5)
Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265
Realizado de março de 2013 a janeiro de 2014.
Copyright© 2014 - Grupo CEEE
Autorizada a reprodução do conteúdo deste documento, desde que, obrigatoriamente, citada a fonte.
Reproduções para fins comerciais são rigorosamente proibidas.
2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2012
Agradecimentos
Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho:
Alaíse Júnia Vieira Madureira, Alex Fabiane Silveira Menezes, Angelina Pereira Souza, Antonio Paulo Cargnin, Bayard
Schreiner, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros, Clédio Inácio Dieminger,
Clóvis Coimbra Teixeira, Cristina Sitta, Cristina Volz Pereira, Cristine Anversa, Daniela Chies Portal, Eder Fabiano Muller,
Eduardo Carvalho Haupp, Eduardo Knor, Eduardo Souto Montes, Erika Mitsue Werlang, Elaine Terezinha Jantsch, Emerson Dienstman de Morais, Erivaldo Corrêa, Estevão Frighetto Schneider, Eugenio Luis Soares Godinho, Everson Remi
Malysz, Fabiano Terres Matte, Fabiano Utzig, Fabio Quevedo, Felipe Ledur, Fernando Cezar Tomaz, Fernando Dal Bello,
Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Guido Canto Alt, Hélio Weiss, Henrique
Sonja Pereira Penha, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo Mastella, Isis Acosta Dias Timm, Israel de Castro Palma,
Jeferson Moraes Rodrigues, Jenifer Galafassi, João Batista Coronet, José Lopes, José Roberto Pereira, José Zordan,
Juliano de Paula, Larissa Davila Barboza, Lauro Roberto Alves, Leandro Couto Bujes, Lucas Malheiros Nunes, Luciano
Manetti, Luís Roberto Martins de Moraes, Luiz Antonio Monza Koller, Maiquel Moraes da Silva, Marcella Moretti Ferreira, Marcelo Wasem, Márcia Pabline Lazzari Klein, Marcio André da Silva Gonçalves, Marcio Lunardi Perin, Marcos
Prudente, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Mauricio Simon, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos
Santos, Paula Natascha Sant’Anna de Souza, Paulo Vicente, Roberto Ferreira Borba, Rodrigo Bastos de Oliveira, Rosa
Maria Amaral, Rosiclei Aparecida Damião, Sérgio Bordignon, Sérgio Roberto Correa Reggio, Franklin Oliveira da Silva,
Marcos Roberto Doroche, Rotiéri Alexsandro Granado Fontanari.
Apresentação
O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande do Sul,
reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com o apoio da Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio
Grande do Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi possível a disponibilização
dos dados neste anuário.
O Balanço Energético 2013 - ano base 2012 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das
principais fontes de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço torna-se
referência de estudo e de planejamento do setor energético gaúcho.
Na 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, foi apresentada a conversão da série histórica dos balanços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional também na forma impressa.
Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada no sítio do
Grupo CEEE (www.ceee.com.br) em meio digital e publicada no Balanço Energético do RS 2005-2007. Nesta 34ª
edição, disponibiliza-se no endereço eletrônico a referida conversão para a metodologia internacional devidamente
corrigida. Com a padronização da série nos 33 anos, pode ser traçada a evolução da matriz energética do RS. Com
isso, tem-se a possibilidade de realizar análises e comparações de forma dinâmica e prática entre os anos da série
ou entre diferentes fontes de energia.
No anexo D, são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado, considerando as principais linhas de totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os estudos de séries
históricas da evolução de energéticos.
Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2012 e assuntos relacionados às matrizes
energéticas estadual, nacional e mundial.
Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os montantes de produção de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a importação e
exportação (considerando-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias.
A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela mínima dos energéticos produzidos
e consumidos no Estado não possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e consumo de energia
exige estimativas e pesquisas por amostragem desses montantes. Para as próximas publicações, serão necessárias
novas pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos responsáveis para obtenção dos dados estimados
nesta edição.
A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendam
aos interesses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma, usá-lo como
fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina.
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 e a série histórica na metodologia internacional
revisada estão disponibilizados no sítio do Grupo CEEE.
Esta publicação compõe-se de dez capítulos e de sete anexos, com o seguinte conteúdo:
Capítulos:
Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial,
com ênfase em cenários prováveis do panorama mundial em 2040. Para elaboração deste capítulo, a equipe técnica
baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency - IEA).
Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com base
nos textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil.
Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária. Procura dar uma
visão panorâmica do setor energético primário do Estado. Predominantemente, são apresentados os dados referentes
ao petróleo, ao gás natural, ao carvão vapor e à energia hidráulica, além da eletricidade gerada a partir dos parques
eólicos no Estado e a geração a partir dos diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de arroz e bagaço de cana.
Capítulo 4 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária. Apresenta as
fontes energéticas derivadas do petróleo, passando obviamente pela eletricidade, carvão vegetal, álcool, biodiesel e
demais. Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de consumos de combustíveis entre o RS e Estados selecionados, bem como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas energias que consomem.
Capítulo 5 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2013 - ano
base 2012, fundamentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da metodologia e conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução completa das matrizes do BERS.
Capítulo 6 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda de
energia por fontes primárias e secundárias.
Capítulo 7 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados das
tabelas dos Balanços.
Capítulo 8 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de
energia.
Capítulo 9 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais indicadores
socioeconômicos e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo Produto Interno Bruto - PIB,
e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes nacionais. Traz também a espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado.
Capítulo 10 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio
Grande do Sul.
Anexos:
Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia.
Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e regiões
selecionados.
Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço.
Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais. Demonstra, por meio de
tabelas, a evolução da produção, transformação e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são
apresentadas em unidades originais no período de 1979 a 2011.
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2011. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível para
situar o RS em âmbito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep.
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2012. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional
disponível. É apresentado na unidade mil tep.
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012. Seguindo critérios internacionais de elaboração de Balanços Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2012 nas unidades originais, bilhões de kcal e mil tep.
Índice
1
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia
13
1.1 - Panorama Econômico Mundial�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������21
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2010 a 2040����������������������������������������������22
1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados���23
1.4 - Shale gas: Revolução mundial na questão energética nos anos vindouros?�����������������������������������������������24
2
Panorama Energético Nacional27
2.1 - Situação em 2012 dos Energéticos que Compõe a OIE do País����������������������������������������������������������������������30
2.1.a - Energia Elétrica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������30
2.1.b - Petróleo�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������31
2.1.c - Gás Natural��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������32
2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar������������������������������������������������������������������������������������������������������������������32
2.1.e - Carvão Mineral�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������33
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������33
2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������������������34
2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia����������������������������������������������������������������������������������������������������34
2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE��������������������������������������������������������������34
2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil���������������������������������������������������������������������������������������34
2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������35
3
Setor Energético do Rio Grande do Sul Ênfase em Fontes de Energia Primária37
3.1 - Petróleo�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������41
3.2 - Gás Natural�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������42
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul�����������������������������������������������������������������43
3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores������������������������������������������������������������������������������������������45
3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul�����������������������������������������������������������������������45
3.2.d - Gás Natural Boliviano�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46
3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS��������������������������������������������������������������������������������47
3.2.f - Considerações sobre o GNL����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������47
3.3 - Carvão Vapor��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������48
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������48
3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS������������������������������������������������������������������49
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS���������������������������������������������������������50
3.4 - Energia Hidráulica������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������51
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������52
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados�����������������������������������������������������������������52
3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies��������������������������������������������������������������������������������������������53
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE���������������������������������������������������������������������55
3.5.d - Carvão Vegetal�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������56
3.6 - Produtos da Cana������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58
3.7 - Lixívia���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58
3.8 - Casca de Arroz�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������59
3.9 - Energia Eólica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������59
3.10 - Energia Solar Fotovoltaica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������60
4
Setor Energético do Rio Grande do Sul
Ênfase em Fontes de Energia Secundária61
4.1 - Óleo Diesel������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������63
4.2 - Óleo Combustível������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������64
4.3 - Gasolina�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������65
4.3.a - Gasolina de Aviação����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������66
4.4 - GLP��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������67
4.5 - Querosene������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������67
4.6 - Eletricidade�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������68
4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS�������������������������������������������������������68
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS����������������������������������������������������������������������������������������69
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS���������������������������������������������������������������������������������70
4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS������������������������������71
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS����������������������������������������������������������������������������������72
4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������74
4.8 - Biodiesel (B100)��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������77
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel������������������������������������������������������������������������������������������������������������78
4.8.b - Transesterificação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������79
4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores�����������������������������������������������������������������������80
4.10 - Metanol���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������83
4.11 - Glicerina��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������84
5
Metodologia e Conceituação
85
5.1 - Descrição Geral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87
5.1.a - Processo Energético����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87
5.2 - Conceituação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87
5.2.a - Energia Primária�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87
5.2.b - Energia Secundária������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88
5.2.c - Total Geral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88
5.2.d - Oferta�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88
5.2.e - Transformação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89
5.2.f - Perdas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89
5.2.g - Consumo Final��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89
5.2.h - Ajustes Estatísticos������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������90
5.2.i - Produção de Energia Secundária�������������������������������������������������������������������������������������������������������������91
5.3 - Convenção de Sinais�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������91
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético����������������������������������������������������������������������������������������������91
5.4.a - Energia Primária e Secundária����������������������������������������������������������������������������������������������������������������91
5.4.b - Transformação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������92
5.4.c - Consumo Final de Energia������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������92
5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2013 - ano base 2012 em tep������������������������������������������������94
5.5.a - Primeira Etapa��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������94
5.5.b - Segunda Etapa�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������96
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2012 em kcal������������������������������������������������������������������������������98
5.7 - Classificação Setorial�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������98
6
Oferta e Demanda de Energia
99
6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias�������������������������������������������������������������������������������������� 101
6.1.a - Petróleo���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101
6.1.b - Gás natural����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101
6.1.c - Carvão Vapor�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101
6.1.d - Energia hidráulica������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 102
6.1.e - Lenha��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102
6.1.f - Produtos da cana������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102
6.1.g - Outras fontes primárias������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias��������������������������������������������������������������������������������� 105
6.2.a - Óleo Diesel����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 105
6.2.b - Óleo combustível������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 105
6.2.c - Gasolina A������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106
6.2.f - Nafta����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)����������������������������������������������������������������������������������������������� 106
6.2.h - Eletricidade����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 107
6.2.i - Carvão vegetal������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 107
6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado)������������������������������������������������������������������������������������������������� 107
6.2.k - Biodiesel (B100)�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 107
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo����������������������������������������������������������������������������������������������� 107
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo��������������������������������������������������������������������������������������������� 107
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS������������������������� 110
7
Centros de Transformação
113
7.1 Refinarias de Petróleo���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 115
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 115
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2012��������������������������������������� 116
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2012 ��������������������������������������������� 119
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119
7.4 - Destilarias����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120
7.5 - Carvoarias���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120
8
Consumo de Energia Setorial
121
8.1 - Setor Energético����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 123
8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)������������������������������������������������������������������������������� 123
8.3 - Setor Comercial ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124
8.4 - Setor Público ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124
8.5 - Setor Agropecuário������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 124
8.6 - Setor Transportes��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124
8.7 - Setor Industrial ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124
9
Energia e Sociedade
127
9.1 - Energia e Socioeconomia������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129
9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS��������������������������������������������������������������������� 133
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia����������������������������������������������������� 136
10
Recursos e Reservas Energéticas
143
10.1. - Carvão Mineral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 145
10.2 - Turfa������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 143
10.3 - Xisto Betuminoso������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 147
10.4 - Potencial Hidrelétrico������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 148
10.5 - Potencial Eólico����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153
10.6 - Potencial Fotovoltaico����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153
10.7 - Potencial de Biomassas�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154
10.8 - Definições�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154
10.8.a - Recursos������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154
10.8.b - Reservas������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154
10.8.c - Reserva Medida������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155
10.8.d - Reserva Indicada���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155
10.8.e - Reserva Inferida������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155
10.8.f - Reserva Lavrável����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155
10.8.g - Remanescente�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155
10.8.h - Individualizado�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155
10.8.i - Inventário������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155
10.8.j - Viabilidade����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156
10.8.l - Projeto Básico ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156
10.8.m - Construção�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156
10.8.n - Operação������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 156
Anexos157
A
Anexos A - Capacidade Instalada 159
Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2012���������������������� 159
Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS������������������������������������ 160
Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS���������������������������������� 161
Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH no RS���������������� 162
Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS��������������������������������������������������� 163
Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS������������ 164
Tabela A.7 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Fotovoltáicas - UFV no RS������������������������������������� 165
Tabela A.8 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS������������������������������������������������������������������������������� 165
Tabela A.9 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS��������������������������������������������������������������������������� 165
Tabela A.10 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS���������������������������������������������������� 165
Tabela A.11 - Usinas Eólicas em Construção - EOL em Construção no RS����������������������������������������������������������� 166
Tabela A.12 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS ������������������������������������������������������������������������������� 166
Tabela A.13 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS������������������������������������������������������������������������������� 166
Tabela A.14 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS���������������������������������������������������������� 167
Tabela A.15 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS���������������������������������������������������������������������������������������������� 168
Tabela A.16 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS��������������������������������������������������������� 169
Tabela A.17 - Linhas de Transmissão no RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 169
B
Anexos B - Dados Mundiais de Energia 170
Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2011 e 2012 ��������������������������������������������������������������������������������� 170
Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2011����������������������������������������������������������������������� 170
Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2012������������������������������������������������������������������������������������������� 170
Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2012������������������������������������������������������������������������������������� 171
Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2011������������������������������������������������������������������������������������������� 171
Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2011������������������������������������������������������������������������������������ 171
Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2010 e 2011����������������������������������������������������������� 172
Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis
Fósseis em 2011 e Biocombustíveis em 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������� 172
Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos
nos Países da América Latina em 2011���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 173
Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre
de 2013 para derivados de petróleo e de 2012 para eletricidade����������������������������������������������������������������������� 174
Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011����������������������������� 174
Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������� 175
Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������� 175
C
Anexos C - Unidades 176
Tabela C.1 - Relações entre Unidades������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 176
Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica��������������������������������������������������������������������������������������������������� 176
Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 176
Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume������������������������������������������������������������������������������������������������������ 176
Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia������������������������������������������������������������������������������������������������������� 177
Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos������������������������������������������� 177
Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos������������������������������������������� 177
Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos��������������������������������������������� 178
Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores��������������������������������������������������������������������������������������� 178
C.1 - Poder Calorífico������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179
C.1.a - Poder Calorífico Superior����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179
C.1.b - Poder Calorífico Inferior������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179
Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio����������������������������������������������������������������������������������������������� 180
D
Anexos D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais 181
Tabela D.1 - Período de 1979 a 2011�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 181
E
Anexos E - Balanço Energático Mundial 2011
183
Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2011��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 183
F
Anexos F - Balanço Energático Mundial 2012 184
Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 184
G
Anexos G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012
185
Tabela G.1 - BERS 2012 em Unidades Originais�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 185
Tabela G.2 - BERS 2012 em Bilhões de kcal�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 186
Tabela G.3 - BERS 2012 em Mil Tep����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 187
Relação de gráficos, tabelas, figuras e mapas
189
Referências Bilbiográficas
195
Porto Alegre Noturna
Foto: Arquivo Grupo CEEE
1
Panorama e Tendência Mundial
do Consumo de Energia
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
CEEEGT-UHE Ernestina
Foto: Fernando C Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia
O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,947 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep
(355 quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 20131 - IEO 2013. Em 2010, esse valor
atingiu 13,204 bilhões de tep, conforme o U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013
- IEO 2013. Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,5% no período 2010 a 2040, podemos
estimar que em 2040 o consumo mundial seja de 20,656 bilhões de tep. Isto representa um crescimento de
56,44 % no mercado mundial de energia.
Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento razoável, mesmo considerando um cenário
muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural.
Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes
à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE2, com taxas médias de crescimento
do consumo de energia de 2,2% contra uma taxa de 0,5% dos países da Organização. Estima-se que praticamente dobrará em 2040 o consumo de energia desses países (crescimento de 89,96%) em comparação
com o ano de 2010. Em 2007 o consumo de energia dos países da OCDE foi, pela primeira vez na história,
ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,192 bilhões contra 6,288 bilhões de tep)3. O
consumo dos países não pertencentes à OCDE será 88,02% maior em relação aos países da OCDE em 2040.
<> Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2040
No gráfico 1.2, é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados (no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo, e com o ingresso do Chile
na OCDE, México e Chile aparecem juntos). Em termos relativos, é visível que o Brasil perde terreno especialmente no cotejo com os países não pertencentes à OCDE.
Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China. Em 2010, o consumo
chinês ultrapassou o consumo americano. No ano de 2040, a China estará consumindo 105,20% a mais de
energia em relação aos Estados Unidos.
No IEO 2013 utilizou-se a unidade btu, que aqui foi convertida para TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo), considerando-se que 1tep=39.680.000 btu, conforme
anexo C. Mesmo sendo o Joule a unidade do sistema métrico internacional de energia, emprega-se em balanços energéticos a unidade tep, provavelmente por
sermos a civilização do petróleo, bem como pelo fato de que se expressos em Joule os valores seriam numericamente muito grandes.
2
Fazem parte da OCDE 31 países, a saber: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos,
Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido,
República Checa, Suécia, Suíça, Turquia e Chile (tornou-se membro da organização em 7 de maio de 2010).
3
Ver página 15 do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 – ano base 2010.
1
Capítulo 1
Fontes: U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
15
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Já a Índia, consumia apenas 36,21% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir aproximadamente 116,77% a mais em 2040. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que tanto
a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro.
<> Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
Fontes: U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
1990
2010
2015
2020
2025
2030
2035
2040
2.134,6
2.468,3
2.451,3
2.532,3
2.565,0
2.577,8
2.619,0
2.700,9
China
680,4
2.551,0
3.332,3
4.005,9
4.558,9
5.013,2
5.374,8
5.542,4
Rússia
992,9
747,1
780,5
839,9
900,0
957,4
1.005,7
1.021,0
Índia
199,1
615,1
694,1
809,9
937,1
1.074,3
1.227,8
1.386,3
Japão
471,3
557,1
547,8
567,9
578,7
580,0
576,5
559,9
País
Estados Unidos
África
239,4
477,3
494,4
551,3
613,9
690,4
780,4
882,5
Brasil
146,2
345,7
375,7
415,0
449,8
500,5
561,8
639,5
Canadá
277,2
339,3
358,3
371,8
394,0
416,7
436,1
459,5
Coréia do Sul
95,8
272,8
298,3
328,7
349,0
369,6
384,9
401,4
México/Chile
126,0
220,7
248,6
274,7
310,7
354,7
402,5
458,0
Capítulo 1
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
16
Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no
tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do
PIB) continuará crescendo mais intensamente nos países não pertencentes à Organização do que nos países
pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores
restrições ambientais em relação aos países da OCDE.
Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da
OCDE. Em 2010, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 35,94%, sendo projetada para 2040 uma participação de 28,39% no consumo. Enquanto em 2010 a indústria mundial consumiu
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5,04 bilhões de tep, em 2040 se projeta um consumo de 7,73 bilhões de tep, um incremento de 53,45%.
A taxa média anual de crescimento do consumo de energia no setor industrial é de 0,6% ao ano nos países
da OCDE, contra 1,8% para os países não pertencentes à Organização no período de 2010 a 2040.
Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento
do consumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre
eles, destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento
do consumo de energia no setor residencial dos países pertencentes à OCDE de 0,4% (que salta para 2,5%
para os casos dos países não pertencentes à OCDE), sendo o crescimento do consumo de energia residencial
no mundo de 1,5%.
No setor comercial dos países da OCDE, o crescimento previsto no consumo de energia é de 0,9% ao ano
(crescimento que salta para 3,2% para os casos dos países não pertencentes à OCDE), em termos mundiais
o crescimento previsto do consumo de energia no setor comercial será de 1,8%.
Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com
o número de automóveis per capita. Projeta-se de 2010 a 2040 uma taxa de crescimento de 2,2% ao ano no
consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,1% para os países
pertencentes. O crescimento mundial será de 1,44%.
<> Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2010 a 2040
No período 2010 - 2040, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4).
Espera-se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos4, gás natural e carvão) continuem suprindo a maior parte da energia consumida no mundo até 2040. Considerando um cenário do custo
de combustíveis líquidos não declinantes até 2040, espera-se que a parcela de 31,93% de participação global
dos combustíveis líquidos em 2010 caia para 27,04% em 2040.
A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 87 milhões de barris de petróleo por dia em 2010
para 115 milhões de barris de petróleo em 2040, sendo o petróleo predominante até 2040, mas com participação na matriz energética mundial caindo de 31,93% em 2010 para 27,04% em 2040 (gráfico 1.4). No
setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos.
Projeta-se que o setor transporte absorverá 63,00% do consumo projetado de combustíveis líquidos em
2040. Por sua vez, o setor industrial responderá por praticamente o restante do consumo de combustíveis
O estudo do IEO 2007 inclui diversos combustíveis líquidos como o etanol e o biodiesel como combustíveis líquidos fósseis, a rigor combustíveis renováveis
como o etanol deveriam ser examinados em separado. Inclui-se aqui petróleo, derivados líquidos do petróleo, etanol, biodiesel, líquidos oriundos da liquefação
do carvão, líquidos oriundos da liquefação de gás natural, gás natural liquefeito, óleo combustível e hidrogênio líquido.
Capítulo 1
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013
4
17
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
líquidos no mesmo ano, onde a indústria química continuará consumindo boa parte do petróleo do segmento
industrial.
<> Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de
1990 a 2040
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Capítulo 1
<> Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2010 a 2040
18
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013
Nota: No total mundial estão inclusos os montantes de biocombustíveis
No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2010 a 2040 uma taxa média
anual de crescimento de 2,08%5, saindo de 2,814 bilhões de tep (3,198 trilhões de metros cúbicos) em
2010 para 4,607 bilhões de tep (5,236 trilhões de metros cúbicos) em 2040. Com a recuperação da economia global, o gás será mais requisitado. Como o suprimento de gás natural origina-se de várias fontes,
espera-se que os preços permaneçam relativamente baixos, especialmente em função do “shale gas6”. O
gás natural é uma alternativa energética atrativa para novas usinas térmicas de geração de energia elétrica em face do baixo custo relativo de capital e razoável taxa de rendimento das referidas usinas. Entre os
setores usuários do gás natural como energético, destaca-se os setores industrial e de geração de energia
elétrica que, segundo previsões juntos, consumirão 77% do total mundial projetado de acréscimo no consumo de gás natural.
O carvão provavelmente terá taxa de crescimento de consumo mundial inferior àquela prevista para o gás
natural no período de 2010 a 2040, já que se prevê que a referida taxa será de 1,3% ao ano. O consumo
mundial de carvão crescerá de 3,704 bilhões de tep para 5,544 bilhões de tep em 2040, com uma taxa
anual de crescimento de 1,3%. O crescimento maior do consumo de carvão ocorrerá principalmente nos
países não pertencentes à OCDE, especialmente na China e na Índia. A participação do carvão na matriz
energética mundial está projetada para passar de 31,69% em 2010 para 30,52% em 2040.
O setor elétrico mundial, que em 2010 foi 40% originado do uso do carvão mineral, será 35,59% originado do referido combustível em 2040. A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada
menos que 55,33% de todo consumo mundial de carvão mineral de 2040, em 2010 respondeu por
47,08% do consumo mundial, sendo que em 2040, 52% de todo carvão mineral produzido no mundo
será originado da China.
A geração de energia elétrica crescerá 92,85%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma produção
mundial de 20,2 trilhões de kWh em 2010 para 39,0 trilhões de kWh em 2040. A maior parte do crescimento
da geração de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê que a taxa
média anual de crescimento da produção de energia elétrica será de 3,1%. Já a taxa anual média prevista
para os países da OCDE é de 1,1%. Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte de
energia mais importante; em segundo lugar, as fontes renováveis (somando-se a hídrica e as demais renováveis); e em terceiro, o gás natural.
A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,62 trilhões de kWh em 2010 para 5,49 trilhões de kWh em 2040. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares, especialmente na questão da segurança, fato que retornará a pauta mundial em decorrência do terremoto e tsunami
ocorridos no Japão, em março de 2011. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor elétrico termonuclear
irá crescer de uma capacidade instalada7 de 380,4 GW em 2010 para 717,1 GW em 2040; mesmo prevendose um declínio da termoeletricidade em alguns países da OCDE (especialmente na Alemanha e na Bélgica)
por questões de natureza ambiental, ocorrerá um salto expressivo na China de 10,7 GW em 2010 para 160
GW. Já a previsão de crescimento da capacidade termonuclear instalada para os países não pertencentes à
OCDE é de 5,42% ao ano e 0,45% para os países da OCDE.
Espera-se que a China acrescente 1.278 GW de usinas ao seu setor elétrico considerando-se todas as
fontes, a Índia 302 GW e o Brasil 143 GW. A geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas e
solares) poderá crescer a taxas anuais de 2,8%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar
competitiva a produção de energia elétrica renovável, como a energia eólica e outras, podendo contar
com apoio governamental onde não for competitiva com a energia elétrica produzida com carvão e gás
natural. A maior parte do crescimento da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de
usinas hidroelétricas de médio e grande porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE,
na Ásia e na América do Sul (caso das usinas a serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras)
e América Central, onde existem inúmeras plantas de usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da
Turquia e do Canadá, não se espera a instalação de novas usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já
que os recursos hidroelétricos já foram explorados. Nos países da Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos, solar, geotérmico, lixo municipal e biomassa, especialmente do
etanol celulósico.
Sendo o combustível fóssil com maior taxa de crescimento prevista no período.
Ver item 1.4.
7
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013
Capítulo 1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5
6
19
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2010 a 2040
Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013
A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO2, o chamado efeito estufa, também foi produto de previsão para o período 2010 - 2040, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem registrado
crescimento, especialmente nos países não pertencentes à OCDE. Essas emissões são causadas em grande parte pela
ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de energia. Projeta-se que o crescimento
mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 31,2 trilhões de toneladas em 2010 para 45,5 trilhões de
toneladas em 2040, crescimento de 46% no período de projeção. O maior crescimento provavelmente ocorrerá nos
países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para produção de energia.
Já em 2010 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes à Organização superou a emissão
oriunda dos países pertencentes em 38%. Em 2040, a produção de gases do efeito estufa será 127% maior nos
países não pertencentes à OCDE. No gráfico 1.7 verifica-se a projeção de redução das emissões de CO2 por unidade
de PIB gerado com o passar do tempo. Sendo referida redução bem superior nos países pertencentes à OCDE.
<> Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE por milhão
Capítulo 1
de PIB (dólar de 2010) de 1990 a 2040
20
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
1.1 - Panorama Econômico Mundial
O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se
no IEO 2013, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional,
taxas de participação da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais
processos), acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de mercado estabelecidos pelos governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam
investimentos e crescimento a longo prazo.
De 2010 a 2040, o crescimento mundial anual médio projetado foi de 3,6% (tabela 1.2). Para os países da
OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,2%, enquanto que para os países não pertencentes o crescimento previsto foi de 4,7% (especialmente em função de China e Índia). Tais cenários foram traçados já levando
em conta os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008.
Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de
Países Selecionados de 1980 a 2040
Região/País
Previsão - Percentagem por ano
2007-2010
2010-2040
1980-2005
2005
2006
2007
Estados Unidos
3,1
3,1
2,9
2,1
-0,4
2,5
Canadá
2,8
3,1
2,8
2,5
0,3
2,2
México/Chile
2,5
2,8
4,8
3,3
0,5
3,7
Japão
2,0
1,9
2,2
2,0
-0,8
0,6
Coréia do Sul
6,8
4,2
5,0
4,9
2,9
3,3
Austrália / Nova Zelândia
3,3
2,7
2,6
3,3
2,1
2,2
Total OCDE
2,7
2,6
3,1
2,7
-0,2
2,2
Rússia
-0,1
6,4
6,7
7,0
0,4
2,8
China
9,8
10,4
11,1
11,5
9,8
5,7
Índia
5,9
9,2
9,4
9,0
7,8
6,1
África
2,9
5,2
5,5
6,0
4,2
4,6
Brasil
2,5
2,9
3,7
4,6
4,1
3,4
Total Não-OCDE
4,0
7,5
8,0
8,1
5,0
4,7
Total Mundial
3,3
4,9
5,4
5,4
2,2
3,6
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 para taxa média de crescimento 2007-2010 e 2010-2040. Demais valores IEO 2008.
Capítulo 1
Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 204,78 trilhões de
dólares8 em 2040 (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 227,40 trilhões
de dólares em 2040; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 177,54 trilhões de
dólares.
8
Em dólares de 2005, sendo considerada como base na paridade do poder de compra.
21
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado
Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2040
Fontes: U.S. Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2010 a 2040
Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0
2013 apresenta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e
de baixo crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é
acrescido ao cenário de referência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9).
No cenário de referência em 2040 (taxa média de 3,6% de crescimento da economia mundial no período de 2010 a
2040), o mercado mundial de energia atingirá 20,66 bilhões de tep (sendo 13,50 bilhões de tep nos países não pertencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de crescimento da economia
mundial de 4,0%) o mercado mundial atingirá 23,85 bilhões de tep. No cenário de baixo crescimento econômico (taxa
média de crescimento da economia mundial de 3,1%), o mercado mundial atingirá 18,48 bilhões de tep.
<> Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Cresci-
Capítulo 1
mento Econômico de 1990 a 2040
22
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados
No IEO 2013, prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 0,8%, sendo que em alguns
países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é
de que a população mundial de 6,8798 bilhões de habitantes em 2010 chegará a 8,777 bilhões de habitantes
em 2040. Para o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,5% (inferior, portanto, à taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial
de energia por habitante no período 1990-2040, incluindo-se regiões e países selecionados.
Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros
é baixo e continuará assim em 2040. Enquanto a média mundial sairá de 1,92 tep por habitante em 2010,
para 2,35 em 2040, o Brasil chegará em 2040, com modestos 2,85 tep por habitante, valor muito aquém dos
5,08 tep por habitante dos países da OCDE.
Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países
Selecionados de 1990 a 2040
Unidade: tep por habitante
Região/País
1990
2010
2015
2020
2025
2030
2035
Estados Unidos
8,40
7,96
7,55
7,44
7,20
6,92
6,74
2040
6,68
Canadá
9,90
9,96
9,95
9,80
9,81
9,89
9,92
10,06
México
1,50
1,69
1,80
1,90
2,07
2,29
2,53
2,83
Japão
3,80
4,35
4,32
4,56
4,75
4,86
4,94
4,91
Coréia do Sul
2,23
5,66
6,07
6,60
6,95
7,34
7,69
8,13
Austrália/Nova Zelândia
5,67
6,32
6,25
6,18
5,99
5,90
5,88
5,89
Total OCDE
4,75
4,95
4,83
4,91
5,06
4,97
5,01
5,08
Rússia
6,66
5,32
5,49
5,96
6,47
7,02
7,52
7,78
China
0,59
1,90
2,43
2,89
3,27
3,60
3,89
4,07
Índia
0,23
0,50
0,53
0,58
0,64
0,71
0,78
0,85
África
0,38
0,47
0,44
0,44
0,45
0,83
0,48
0,51
Brasil
0,97
1,77
1,85
1,97
2,08
2,27
2,52
2,85
Total Não-OCDE
0,89
1,26
1,38
1,50
1,59
1,68
1,77
1,83
Total Mundial
1,65
1,92
1,98
2,08
2,15
2,22
2,28
2,35
Capítulo 1
Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007.
23
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
1.4 - Shale gas9: Revolução mundial na questão energética nos anos vindouros?
A produção do chamado “shale gas” nos Estados Unidos cresceu expressivamente nas últimas duas décadas.
Em 1990 representava 0,76% do total de gás natural produzido. No ano 2000, passou para 1,66% do gás
produzido, sendo que em 2005 chegou a 4,15% da produção total de gás. Tal produção percentual continuou
crescendo vertiginosamente naquele país chegando ao expressivo marco de 34,13% de todo gás produzido
em 2011. Segundo as previsões da Agência Independente de Administração do Departamento de Energia
Americano mais de 50% do gás natural produzido naquele país será oriundo do “shale gas” a partir de 2037.
O fato relevante na história recente da produção e consumo deste combustível fóssil reside justamente na
queda expressiva dos preços com o crescimento vertiginoso da produção e em face das enormes reservas
de “shale gas” daquele país, nada menos de 8 US$/MMBTU em 2006 para 3 US$/MMBTU em 2013.
Na tabela 1.4, referente ao ano de 2009, verifica-se as elevadas reservas de “shale gas” existentes no mundo, destacando-se especialmente as da China e dos Estados Unidos, sendo também expressivas as reservas
existentes na Argentina e no México. As reservas brasileiras de “shale gas” superam em mais de dez vezes
as de gás natural convencional. Em âmbito mundial as reservas conhecidas de “shale gas”, passíveis de exploração, já superavam em 2009 as reservas conhecidas de gás natural convencional.
De acordo com as projeções do IEO 201310, por volta de 2020 os Estados Unidos tornar-se-ão os maiores
produtores do mundo de petróleo, ultrapassando a Arábia Saudita, com continua queda na importação de
petróleo, sendo que os Estados Unidos passarão a exportar petróleo a partir de 2030. Atualmente os Estados
Unidos importa em torno de 20% da energia que necessita, mas passará a ser auto-suficiente em energia.
As transformações decorrentes das novas tecnologias estão barateando dramaticamente a exploração de
gás natural (shale gás) e a exploração do petróleo do folhelho (petróleo do xisto). Está em marcha também
uma transformação expressiva do uso do “shale gás” nos transportes.
Na produção do “shale gas” há problemas ambientais11 que basicamente são: risco de contaminação do
Gás de folhelho (o folhelho é uma rocha sedimentar de baixa permeabilidade e porosidade, com grande quantidade de matéria orgânica, que
origina tanto gás como petróleo), o “shale gas” tem produção diferente daquela empregada para o gás natural convencional. Os reservatórios
de gás natural convencional são criados quando o gás natural migra de uma fonte orgânica em formação para um reservatório de rocha
permeável onde fica preso por uma camada impermeável de rocha.
Já o “shale gas” ocorre quando as fontes orgânicas ficam aprisionadas nas pedras de folhelho (xisto). A baixa permeabilidade do folhelho (xisto)
inibe a migração do gás para reservatórios rochosos mais permeáveis. A seguir diagrama de uma típica operação de fraturamento do “shale gas”
Capítulo 1
9
24
Fonte: ProPublica, http://www.propublica.org/special/hydraulic-fracturing-national
World Energy Outlook 2012 – Executive Summary
Quais são os problemas ambientais associados com o Shale Gas?
A queima de gás natural é ambientalmente mais limpa do que a queima de carvão e de derivados do petróleo. De outro lado a queima de gás
natural emite valores significativamente menores de dióxido de carbono (CO2) e de dióxido de enxofre (SO2) do que a combustão de carvão e
derivados do petróleo. Por unidade de energia elétrica produzida o gás natural, quando usado com eficiência em plantas de ciclo combinado
10
11
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
lençol freático e de águas das regiões vizinhas, e em tese, a possibilidade de ocorrer abalos sísmicos e terremotos no processo de extração do gás.
Tabela 1.4 - Fontes estimadas de Shale Gas em países selecionados comparada com
reservas, consumo e produção de gás natural, em 2009
País
Reservas aproveitáveis
de Shale Gas Reservas provadas de
Gas Natural2
Mercado de gás
natural em 20091 (trilhão de pés cúbicos)
(trilhão de pés cúbicos)
(trilhão de pés cúbicos) Importação
Produção
Consumo
180,00
0,20
0,03
1,73
Alemanha
8,00
6,20
0,51
3,27
84%
Holanda
17,00
49,00
2,79
1,72
-62%
Noruega
83,00
72,00
3,65
0,16
-2,16%
Reino Unido
20,00
9,00
2,09
3,11
33%
Dinamarca
23,00
2,10
0,3
0,16
-91%
França
(Exportação)
98%
Suécia
41,00
-
0,04
100%
Polônia
187,00
5,80
0,21
0,58
64%
Turquia
15,00
0,20
0,03
1,24
98%
Ucrânia
42,00
39,00
0,72
1,56
54%
Estados Unidos
862,00
272,50
20,6
22,8
10%
Canadá
388,00
62,00
5,63
3,01
-87%
México
18%
681,00
12,00
1,77
2,15
China
1,28
107,00
2,93
3,08
5%
Índia
63,00
37,90
1,43
1,87
24%
Paquistão
51,00
29,70
1,36
1,36
-
Austrália
396,00
110,00
1,67
1,09
-52%
África do Sul
485,00
-
0,07
0,19
63%
Líbia
290,00
54,70
0,56
0,21
-165%
Tunisia
18,00
2,30
0,13
0,17
26%
Argélia
231,00
159,00
2,88
1,02
-183%
Marrocos
11,00
0,10
0
0,02
90%
Venezuela
11,00
178,90
0,65
0,71
9%
Colômbia
19,00
4,00
0,37
0,31
-21%
Argentina
774,00
13,40
1,46
1,52
4%
Brasil
226,00
12,90
0,36
0,66
45%
Chile
64,00
3,50
0,05
0,1
Uruguai
21,00
-
0
Paraguai
62,00
-
-
Bolívia
48,00
26,50
0,45
0,1
> 6.622
6.609
106.5
106.7
Total mundial
52%
100%
-346%
0%
Fontes:
Dry production and consumption: EIA, International Energy Statistics, as of March 8, 2011.
2
Proved gas reserves: Oil and Gas Journal, Dec., 6, 2010, P. 46-49.
Nota: Percentual negativo significa exportação.
produz menos da metade das emissões de CO2 verificadas na queima do carvão.
No entanto, existem alguns prováveis impactos ambientais associados com a produção do “shale gas”. O fraturamento das pedras (onde o
gás está armazenado) requer o emprego de grandes quantidades de água. Em alguns casos, com pouca disponibilidade de água e o uso de
quantidades elevadas para a produção de “shale gas”, pode afetar a disponibilidade de água para outros usos, inclusive para o uso humano.
De outro lado se estas grandes quantidades de água forem manejadas sem a devida técnica, em face de conterem produtos químicos, pode
gerar contaminação de áreas das redondezas. O processo de fraturamento das pedras com água cheia de areia e produtos químicos pode ainda
gerar uma quantidade expressiva de água poluída que deve ser devidamente tratada no final do processo, fato que se torna muito importante
no processo de produção do “shale gas”.
Outro problema em discussão pelos ambientalistas se prende a que o processo de extração do “shale gas”, em larga escala, geraria terremotos
e abalos sísmicos. De acordo com o “Geological Survey” dos Estados Unidos o fraturamento hidráulico causa pequenos terremotos, mas muito
pequenos para serem considerados perigosos. Em adição ao gás natural, água e fluídos formados sobem até a superfície. Os produtos químicos
usados pelas empresas que detem tecnologia de exploração do “shale gas” ainda não são de conhecimento público, já que se trata de segredo
industrial.
http://www.eia.gov/energy_in_brief/article/about_shale_gas.cfm Acessado em 21/03/2013
Capítulo 1
1
25
Centro de Porto Alegre
Foto: Arquivo Grupo CEEE
2
Panorama Energético Nacional
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Porto Alegre Noturna
Foto: Guga Marques
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Panorama Energético Nacional
O Balanço Energético Nacional de 2013 - BEN 2013 - ano base 2012 informa que o consumo brasileiro de
energia em 2012 atingiu 253,422 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2013
de um crescimento de consumo de energia de 2,1% ao ano (no período de 2010 a 2040), o País consumirá
453,49 milhões de tep em 2040. Usando-se a taxa otimista de crescimento de 4% chegaremos em 2040
com 759,94 milhões de tep.
Em 2012, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,3071 tep por habitante. Os 253,422 milhões
de tep consumidos pelo Brasil em 2012 correspondem a 89,36% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo
um consumo 4,08 vezes superior ao verificado em 1970.
<> Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2040
Fonte: Anos 1975, 1985 e 1995 Balanço Energético Nacional 2011 - ano base 2010. Demais valores Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012.
No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2012 que o setor industrial foi responsável por 35,1% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 31,3%; o setor residencial por
9,4%; o setor comercial por 3,0%; e o setor agropecuário por 4,1%. Sendo que esses cinco setores somados foram
responsáveis por 84,4% do consumo final (inclui consumo não energético) de energia verificado no país, em 2012.
Fontes: Dados a partir de 2003 - Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011. Dados de 2002 – BEN 2012
1
Valor calculado a partir de dados do BEN 2013 - ano base 2012, que não coincide com o apresentado no IEO 2013.
Capítulo 2
%
<> Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2012
29
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2012 que os derivados do petróleo foram responsáveis por 44,6% do consumo; a eletricidade por 16,9%; o álcool por 4,2%; e a lenha, que já teve uma
participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2012 um consumo de 6,5%. Já o gás natural foi responsável
por 7,2%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética, atingindo 11,2% em 2012.
Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira
é baixa, de apenas 1,4%.
%
<> Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2012
Fontes: Dados a partir de 2003 - Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011. Dados de 2002 – BEN 2012
2.1 - Situação em 2012 dos Energéticos que Compõe a OIE do País
2.1.a - Energia Elétrica
Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2012.
Em 2012, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 40,7 TWh, que, somada com a geração
interna do País de 552,498 TWh, e subtraindo-se os 0,467 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse
de 592,753 TWh (51 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 498,398 TWh, apresentando,
assim, 15,92% da energia ofertada em perdas.
Tabela 2.1 - Energia Elétrica
TWh
milhões tep
Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE
592,8
51,0
Geração de Energia Elétrica
552,5
47,5
Capítulo 2
Importação líquida
30
40,7
3,5
Consumo Final
498,4
42,9
Exportação Líquida
0,467
Perdas em Relação a OIEE (%)
Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive autoprodutores)
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
15,92
120.973 MW
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 70,1% de usinas hidroelétricas (se considerarmos que a energia elétrica importada pelo Brasil é de origem hídrica então o percentual
real salta para 76,94%); 12,8% de centrais termoelétricas (excluindo-se da contagem a energia nuclear);
2,7% de centrais nucleares; e 6,9% de importação líquida.
Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica.
Na estrutura mundial (tabela 2.3), 40,6% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 21,4% de
centrais a gás natural; 16,2% de centrais hidroelétricas; 13,4% de centrais termonucleares; 5,1% de centrais
com derivados de petróleo; e 3,3% de centrais geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo.
Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2012
%
Centrais hidroelétricas
70,1
Centrais termoelétricas (excluídas termonucleares)
12,8
Importação líquida
6,9
Centrais nucleares
2,7
Eólica
0,9
Biomassa
6,7
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009
%
Centrais a carvão mineral
40,6
Centrais a gás natural
21,4
Centrais hidroelétricas
16,2
Centrais Termonucleares
13,4
Centrais com derivados de petróleo
5,1
Outros (geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo)
3,3
Fonte: Key World Energy Statistcs IEA - 2011
2.1.b - Petróleo
Em 2012, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 2,067 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás
natural liquefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 2,0648 milhões
bbl/d. Desse montante, a maior parcela, 46,65%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 963.171 bbl/d,
ficando na segunda posição o consumo de gasolina veicular com 683.997 bbl/d, com uma fatia de 33,13%.
A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2012 atingiu 2,106 milhões bbl/d.
Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade
Instalada em 2012
Bbl/dia
2,067 milhões
Produção de derivados
2,0734 milhões
Consumo de derivados
2,0648 milhões
Consumo de gasolina veicular
683,997 mil
Consumo de óleo diesel rodoviário
963,171 mil
Consumo de óleo combustível
Consumo de GLP residencial
Capacidade instalada nominal de refino
67,785 mil
222,725 mil
2,106 milhões
Reservas provadas de petróleo
Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013
15,314 bilhões
Capítulo 2
Produção petróleo
Bbl
31
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
2.1.c - Gás Natural
Em 2012, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 70,773 milhões de metros cúbicos por dia,
sendo importados 35,834 milhões de m3 por dia de gás. Registre-se o aumento expressivo do consumo de
gás natural no setor elétrico em 2012, em face de hidraulicidade baixa na comparação com anos anteriores.
Na matriz energética de 2012 o gás natural apareceu com 9,9% na produção de energia.
A estrutura do consumo final do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com 54,70%.
Para o uso veicular, foi consumido 9,49% de gás natural. Em relação ao gás natural ofertado, 10,40% foi reinjetado e 4,25% não aproveitado.
Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada
m3 /dia
Produção
70,773 milhões
Importação
35.834 milhões
Uso térmico do setor energético
15,616 milhões
Consumo industrial
30,663 milhões
Consumo transporte
Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos)
m3
5,321 ,milhões
20,860 milhões
Consumo na geração elétrica (Centrais elétricas autoprodutoras)
6,726 milhões
uso não energético
2,797 milhões
Reservas totais de gás natural
918,569 bilhões
Reservas provadas
459,187 bilhões
Fontes: BEN 2013 - ano base 2012 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013
2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar
Em 2012, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 405.598 bbl/d
(barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 17,5% da matriz energética brasileira pelo ângulo da produção de energia primária.
Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2012
Bbl / dia
Produção de etanol (anidro mais hidratado)
405.598
Produção de etanol hidratado
239.085
Produção de etanol anidro
166.514
Consumo final de etanol hidratado
169.720
Consumo final de etanol anidro
136.799
Exportação de etanol
133.689
Consumo de álcool hidratado - setor trasporte
194.683
Capítulo 2
Consumo térmico de bagaço de cana (indústria e produção de eletricidade)
32
52.558
Consumo de álcool anidro - setor trasporte
Consumo de etanol em outros usos (consumo não energéticos)
toneladas
20.314
104,760 milhões
Rendimento do etanol de cana: 87,7 litros por tonelada de cana
Rendimento do etanol do melaço: 339,1 litros por tonelada de melaço
Fontes: BEN 2013 - ano base 2012 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
2.1.e - Carvão Mineral
O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 5,4% na matriz energética brasileira
(referente a oferta interna de energia) em 2012, percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente.
O carvão vapor (energético) é geralmente nacional e seu consumo tem predominado nas centrais elétricas
de serviços públicos, quadro que sofreu mudança em 2012, tendo ocorrido importação de quantidade expressiva de carvão vapor 6000 usado predominantemente na indústria. Já o carvão metalúrgico é importado,
se expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido em coquerias com vistas à indústria siderúrgica. No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 52,39% do carvão
ofertado, e o consumo na geração de energia elétrica, 47,26%.
Tabela 2.7 - Carvão Mineral
carvão metalúgico
(toneladas)
carvão vapor
(toneladas)
0
6.617.000
Importação
10.596.000
5.890.000
Consumo industrial e transformação em coqueria
10.841.000
6.553.000
0
5.911.000
-245.000
43.000
Produção
Consumo na geração elétrica
Outros consumos mais variação de estoque e perdas
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal
Em 2012, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 9,10% da matriz energética (referente
à oferta interna de energia) do País. O consumo de lenha foi de 34,98% em carvoarias; 25,15% no setor
residencial; 9,41% no agropecuário e 28,91% no industrial.
Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal
toneladas
Produção de lenha
83.016.000
Consumo em carvoarias
29.043.000
Consumo final energético da lenha
52.995.000
Consumo residencial da lenha
20.879.000
Consumo de carvão vegetal
7.192.000
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Em termos de produção de energia, o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a
expressiva participação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2012, nada menos que 42,4%
da Oferta de Energia Interna - OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2009,
de acordo com o Key World Energy Statistcs - 2011, esse percentual foi de 13,3%, enquanto que nos países
da OCDE foi de apenas 8,0%. O Brasil é o segundo maior produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da
China, em 2009. Na produção de etanol, o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que
emprega o milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos
alimentos, o que não ocorre na situação brasileira.
Capítulo 2
2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia
33
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia
A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que
a referida dependência, em 2012, ficou em 11,0%, que representa um valor confortável.
2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE
De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia foi de 5,5% (gráfico 2.4).
Já no período de 1980 a 1985, a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média,
enquanto que a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período
anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a
1997, o PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8%
a OIE cresceu 2,8%. Já de 2007 para 2012 o PIB cresceu anualmente em média 3,2% e a OIE 3,4%.
Analisando o período de 42 anos (de 1970 a 2012), a média anual de crescimento do PIB ficou em 3,9% e
a OIE cresceu 3,5% ao ano.
<> Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2012
1970-2012 - Taxa média no período
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006
Nota: Cálculo 1970-2012 e variação 2007-2012 - elaboração BERS 2013 - ano base 2012
Capítulo 2
2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
34
No período de 1970 a 2012, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,89.
No caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total ofertada e do PIB, a relação no mesmo
período foi de 1,52.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
1970-1980 1980-1985
1985-1993
1993-1997
1997-2007
1970-2007
2007-2012 1970-2012
OIE/PIB
0,64
2,11
0,92
1,26
1,03
0,87
1,08
0,89
Eletricidade Total/PIB
1,39
5,64
2,31
1,35
1,24
1,63
1,23
1,52
Eletricidade Industrial/PIB
1,54
5,59
1,68
0,67
1,30
1,59
0,54
1,48
Derivados Petróleo/PIB
0,95
-1,49
1,71
1,84
0,40
0,90
0,63
0,86
Biomassa/PIB
0,06
3,34
-0,55
0,53
1,36
0,43
0,16
0,42
Carvão mineral de aço/PIB
1,23
7,15
1,93
0,83
0,70
1,41
0,28
0,92
Energia industrial/PIB*
1,01
3,06
0,93
1,17
1,35
1,17
0,59
1,10
Consumo combustíveis
ciclo OTTO/PIB**
0,37
0,11
2,51
2,49
0,64
0,83
2,04
1,13
* Inclui setor energético
** Inclui gasolina, álcool e gás natural
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006
Notas: Cálculo 1970-2012 e variação 2007-2012 - elaboração BERS 2013 - ano base 2012
2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU
No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro
nos anos de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo;
porém, o potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de
seus pontos ótimos.
A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN
2009, o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%.
<>
Fontes: Balanço Energético Nacional 2010 - ano base 2009 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006
Capítulo 2
Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004
35
Garagem na Usina do Gasômetro
Foto: Arquivo Grupo CEEE
3
Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Primária
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
CEEEGT-UHE Itaúba
Foto: Beto Rodrigues
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária
Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas primárias utilizadas no Estado, sendo que o exame do setor energético secundário será apresentado no capítulo 41.
A evolução do consumo final energético2 no Rio Grande do Sul no período de 2006 a 2012, e a projeção de
crescimento até 2040, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030, 2035
e 2040 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,1% ao ano, valor previsto para
o Brasil no IEO 2013 (período 2010-2040);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário
otimista, conforme valores apurados a partir no BERS 2005-2006-2007.
<> Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final Energético no RS, no Período de
2006 a 2012, e Projeção de Crescimento até 2040
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Nos Balanços energéticos anteriores ao BERS 2011, a análise do setor energético gaúcho foi efetuada em um único capítulo. São energéticos de fontes primárias
o petróleo, o gás natural, o carvão vapor, a energia hidráulica, a lenha, os produtos da cana e outras fontes primárias (energia eólica, casca de arroz, lixívia, óleo
de soja e outros).
2
Nos balanços anteriores foi analisado o consumo final, ou seja, a soma do consumo final energético e consumo final não energético.
3
O conceito de toneladas equivalentes está desenvolvido no item 3.3.a.
1
Capítulo 3
No tocante à produção de energia em 2012, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 8,856
milhões de toneladas equivalentes3 produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo ano, foram produzidos 17.502 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público
e autoprodutoras). A produção de álcool etílico hidratado nas destilarias foi de 1.665m3, volume abaixo da
potencialidade do Estado.
Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação.
39
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil,
em 2010, 2011 e 2012
unidade: milhões m3
unidade: mil barris
2010
Petróleo
2011
2012
Total
2010
Gás Natural
2011
2012
Total
Rio de Janeiro
594.804
568.557
561.482
Rio de Janeiro
10.132
9.387
10.344
Espírito Santo
80.033
115.867
113.101
Amazonas
3.858
4.161
4.188
Rio Grande do Norte
20.782
21.403
21.751
Bahia
3.399
2.558
3.217
Bahia
15.894
16.023
16.019
Espírito Santo
2.701
4.332
3.908
Sergipe
15.083
15.332
14.748
Sergipe
1.102
1.101
1.030
Amazonas
13.030
12.683
12.283
Rio Grande do Norte
689
635
563
São Paulo
5.278
13.984
10.921
Alagoas
673
563
562
Ceará
2.935
2.618
2.376
São Paulo
342
1.306
1.992
Alagoas
2.115
2.004
1.728
Ceará
43
31
28
Paraná
0
0
0
Paraná
0
0
0
Rio Grande do Sul
0
0
0
Rio Grande do Sul
0
0
0
749.954
768.471
754.409
22.938
24.074
25.832
Total Brasil
Total Brasil
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013
Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados
e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012
unidade: mil m3
unidade: GWh
2010
Energia Elétrica*
2011
2012
Total
2010
Álcool
Paraná
95.548
99.355
92.819
São Paulo
São Paulo
76.080
72.151
78.534
Minas Gerais
64.239
63.811
71.655
Pará
39.939
43.092
Rio de Janeiro
42.963
Bahia
20.294
Mato Grosso do Sul
Goias
2011
2012
Total
15.901
11.825
Minas Gerais
2.681
2.106
2.040
Goiás
2.980
2.677
3.130
41.217
Paraná
1.740
1.399
1.312
38.540
47.610
Mato Grosso do Sul
1.882
1.630
1.938
23.608
25.816
Mato Grosso
854
862
978
22.867
22.704
25.896
Alagoas
576
722
601
29.391
31.846
37.080
Pernambuco
396
367
318
Rio Grande do sul
23.407
27.760
17.829
Paraíba
318
328
334
Alagoas
17.065
18.747
19.325
Espírito Santo
209
197
181
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Total Brasil
23.251
26.817
16.963
515.799
531.758
552.498
Total Brasil
11.828
6
7
2
28.203
22.893
23.540
* Inclui geração de autoprodutores
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2012 e ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
- 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013
Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012
unidade: mil toneladas
Carvão Vapor
Capítulo 3
Paraná
40
Santa Catarina
2010
2011
2012
98
95
98
2.319
2.247
2.675
Rio Grande do Sul
3.195
3.094
3.844
Total Brasil
5.611
5.435
6.617
Nota: Soma bruta em massa dos diferentes tipos de carvão
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos de fontes primárias,
como petróleo, gás natural, carvão vapor, energia hidráulica, lenha, produtos da cana e outras fontes primárias (lixívia, casca de arroz e energia eólica).
3.1 - Petróleo
O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria Riograndense em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade total
do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 10,37% da
capacidade nominal de refino do País.
Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2012
unidade: barril/dia
Refinaria
Município
Capacidade Nominal
Riograndense
Rio Grande
17.014
REFAP
Canoas
201.274
Total Rio Grande do Sul
218.288
Total Brasil
2.105.795
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013
Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo processado
no Estado foi de 8,97% do processado em âmbito nacional em 2012 (enquanto que em 2011 este percentual
foi de 8,85%).
Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas
Refinarias do RS, em 2011 e 2012
unidade: barril/dia
Refinaria
Riograndense
REFAP
Total RS
Total Brasil
Total Geral*
Petróleo Nacional
Petróleo Importado
2011
2012
2011
2012
2011
2012
15.121
16.058
13.074
15.606
2.047
452
150.026
156.728
76.069
88.477
71.989
65.340
165.147
172.786
89.143
104.083
74.036
65.792
1.866.071
1.926.718
1.476.585
1.537.632
354.629
359.011
*Inclui resíduos de petróleo, resíduos de terminais e resíduos de derivados que são reprocessados nas unidades de destilação atmosférica juntamente com as cargas de petróleo e condensado.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012 - dados de 2011 e ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
- 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 – dados de 2012
Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em
31/12/2012
unidade: m3
Petróleo
Derivados de Petróleo,
intermediários e Álcool
Riograndense
132.725
79.918
REFAP
565.570
1.091.103
Total Rio Grande do Sul
Total Brasil
698.295
1.171.021
6.147.699
11.238.461
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em
09/08/2013 – dados de 2012
Capítulo 3
Refinaria
41
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2012 são apresentadas
na tabela 3.7 a seguir:
Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo, seus Derivados e etanol,
nos Terminais do RS, em 31/12/2012
unidade: m3
Local e operador
Números de
Tanques
Petróleo
Derivados e etanol
(exceto GLP)
GLP
Total
Rio Grande - Ref. Riograndense
8
0
7.809
0
7.809
Canoas - Transpetro
5
0
21.842
0
21.842
Tramandaí - Braskem
4
0
164.000
0
164.000
Tramandaí - Transpetro - Tedut
16
509.000
192.159
0
701.159
Rio Grande - Brasken
32
0
36.800
2.616
39.416
Rio Grande - Granel
24
0
59.590
0
59.590
Rio Grande - Transpetro
18
0
61.299
0
61.299
4
0
18.000
0
18.000
Triunfo - Braskem (Central Petr.)
Triunfo - Braskem - Santa Clara
Total RS
2
0
12.255
0
12.255
113
516.809
573.754
2.616
1.085.370
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013
Figura 3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS
Fonte: Acervo Petrobras
Capítulo 3
3.2 - Gás Natural
42
No Brasil, a oferta interna bruta de gás natural em 2012 atingiu 33,971 bilhões de m³, sendo que desse
montante 21,2 bilhões4 de m³, 62,24%, foram destinados a vendas e 29,64% à geração de energia elétrica
(o consumo de gás natural para produção de energia elétrica cresceu 76% em relação a 2011). As vendas
de gás natural no RS, conforme tabela 3.8, chegaram a 3,10% das vendas do País. São Paulo e Rio de Janeiro
foram os estados que exibiram participações de 28,90% e 27,08% das vendas nacionais, respectivamente.
Mais da metade do gás natural vendido no Brasil em 2012 ocorreu nesses estados.
4
Representando uma redução nas vendas de 25,6% em relação a 2011. Fonte: Anuário Estatístico ANP 2013.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período
de 2000 a 2012
unidade: milhões m3
Regiões e Estados
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
1
1
46
647
897
Região Norte
Região Nordeste
2.526
2.645
2.812
3.533
4.022
3.539
3.291
3.393
3.376
3.388
4.429
4.198
4.221
Região Sudeste
3.794
5.049
6.470
7.060
8.448
9.421
10.194
10.619
13.965
9.443
12.917
11.829
14.303
262
1.239
1.247
1.191
1.558
1.749
1.934
1.652
1.564
1.350
1.542
1.700
1.712
-
154
572
704
969
716
555
348
105
54
191
75
97
53
127
206
186
219
249
303
363
348
293
351
369
375
Região Sul
Região Centro-Oeste
Paraná
Rio Grande do Sul
134
895
753
694
949
1.026
1.105
723
637
475
549
656
658
São Paulo
1.668
2.293
3.012
3.543
4.110
4.779
5.324
5.788
6.009
4.974
5.814
5.721
6.135
Rio de Janeiro
1.559
2.054
2.702
2.639
3.203
3.610
3.730
3.770
6.453
3.448
5.350
4.015
5.750
305
365
403
483
726
647
733
616
830
531
945
1.045
1.318
6.583
9.088
11.100
12.488
14.997
15.426
15.974
16.012
19.011
14.236
19.126
18.450
21.229
Minas Gerais
Total Brasil
Nota: Estão relacionadas apenas as Grandes Regiões e algumas Unidades da Federação onde houve vendas de gás natural no período especificado
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2009. Dados de 2000 a 2001
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013. Dados de
2003 a 2012
Pode ser verificado no gráfico 3.2 que as vendas de gás natural no RS, a partir do ano 2001 e até 2007, superaram as ocorridas em Minas Gerais. A partir de 2009 as vendas em MG foram sempre maiores que as
verificadas no RS. Já as vendas no RS, desde o ano 2000, sempre superaram as verificadas no PR.
<> Gráfico 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2012
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul
A oferta total de gás natural no RS em 2012 foi de 703,206 milhões de m³, o que representa uma oferta
média de 1,927 milhões de m³/dia.
A capacidade total de transporte do Trecho Sul do Gasbol é de 2,8 milhões de m³/dia. A demanda do Estado
para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de
Gás Natural Veicular (GNV), foi de 553,400 milhões de m³ em 2012. Já para o abastecimento da usina ter-
Capítulo 3
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2012 – Dados de 2009
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013. Dados de 2000
a 2012
43
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
melétrica a gás natural de 160,57 MW da Petrobras, denominada Sepé Tiaraju e localizada em Canoas, foram
consumidos 51,13 milhões de m³ em 2012.
A comercialização do Gás Natural Veicular - GNV iniciou em meados de 2001, apresentando um aumento
expressivo no consumo até 2008 como combustível veicular. Em 2009 houve pequena redução de 2,5% no
volume total comercializado em relação a 2008. Entretanto, ações mercadológicas como o desenvolvimento
do programa “SINAL Verde Corporativo5” com foco em frotas de empresas e táxis, concebido para dar continuidade ao programa “GNV: Sinal Verde para a Economia”, movimentaram o setor, aumentando a média
mensal de veículos convertidos para o uso de GNV. Assim, o consumo do segmento veicular em 2012 chegou
a 80,707 milhões de m³ ficou abaixo em 1,67 % aquele verificado em 2011. Bastante expressivo o aumento
do consumo de gás natural no segmento residencial, saltando de 683 mil m³ em 2011, para 1.051 mil m³ em
2012, um incremento de 53,88%. Já no segmento comercial, o referido crescimento foi de 4,36%.
A utilização crescente de GNV demonstra ser uma alternativa tecnicamente viável e economicamente favorável aos consumidores em comparação com os tradicionais combustíveis veiculares, em especial gasolina
e álcool, esse último não produzido no RS. Entretanto, a eficiência energética da queima de gás natural em
termelétricas é mais eficiente do ponto de vista termodinâmico que a utilização do gás assim como outros
combustíveis em motores para o transporte veicular.
Na termelétrica de Uruguaiana, há uma capacidade potencial de consumo de até 2,8 milhões de m³/dia
de gás natural argentino, mas o que se verifica na prática é que a Argentina não vem dispondo de gás
para ofertar.
No gráfico 3.3, verifica-se a evolução da Oferta Interna de Gás Natural em milhares de metros cúbicos de gás,
que inicia com valor bastante modesto e, a partir de 2001, cresce significantemente, atingindo a maior oferta
em 2005, quando chega a 1.007.857 mil m³ de gás canalizado ofertado ao mercado gaúcho.
<> Gráfico 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2012
Capítulo 3
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
44
O programa Sinal Verde Corporativo foi concebido para dar continuidade ao programa “Sinal Verde”, iniciado em 2009. Realizado durante os meses de
agosto a dezembro de 2010 com foco em frotas de empresas e táxis, concedendo cilindros em regime de comodato, com a finalidade de estimular as adaptações
de veículos para GNV no RS. A promoção representou 40% das conversões do Rio Grande do Sul, durante o período de validade, e 14% do total de conversões
de 2010. Atualmente, o Estado conta com 41.715 veículos adaptados para GNV.
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores
Na tabela 3.9, encontra-se os preços correntes do gás natural veicular de 2003 a 2012 no Brasil, nas regiões e em estados selecionados.
Tabela 3.9 - Preços Médios¹ do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2003 a 2012
unidade: R$/m3
Regiões e Estados
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Norte
1,031
-
1,363
1,399
1,399
1,399
1,492
1,582
1,650
1,776
Região Nordeste
1,106
1,132
1,219
1,364
1,494
1,723
1,752
1,778
1,780
1,794
Região Sudeste
1,033
1,065
1,113
1,198
1,264
1,507
1,596
1,545
1,541
1,601
Região Sul
1,229
1,197
1,305
1,484
1,548
1,682
1,683
1,652
1,737
1,897
Região Centro-Oeste
1,079
1,116
1,245
1,519
1,546
1,677
1,749
1,752
1,755
1,932
Paraná
1,178
1,196
1,243
1,407
1,453
1,532
1,551
1,495
1,554
1,564
Rio Grande do Sul
1,297
1,194
1,339
1,586
1,651
1,785
1,806
1,695
1,783
1,948
São Paulo
0,993
1,022
1,080
1,187
1,188
1,382
1,642
1,480
1,308
1,475
Rio de Janeiro
1,073
1,082
1,101
1,155
1,266
1,558
1,543
1,557
1,662
1,659
Minas Gerais
1,021
1,123
1,297
1,506
1,527
1,668
1,677
1,649
1,645
1,664
Total Brasil
1,061
1,083
1,145
1,250
1,329
1,562
1,633
1,599
1,602
1,707
Nota: Preços em valores correntes
1
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013.
3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul6
Para elaboração desse tópico, utilizou-se de informes elaboradas pelo Engº Clóvis Coimbra Teixeira, da Sulgás.
A Argentina tem atravessado sucessivas crises de energia e inclusive alguns racionamentos. Num cenário de tal magnitude, constata-se que sequer tem chegado
gás argentino nas quantidades contratadas para Uruguaiana, especialmente para a Usina térmica da AES de 640 MW, que encontra-se desativada.
Considere-se ainda que, com os problemas de rupturas contratuais efetuadas recentemente pelo governo da Bolívia, mesmo não tendo ainda faltado gás
oriundo daquele País, o gasoduto que abastece o RS está com sua capacidade esgotada. Em face da enorme dependência que o Brasil tem deste importante
energético, espera-se que os esforços da Petrobras e de outras empresas resultem na descoberta de reservas de gás natural no País. Enquanto tal fato não ocorrer
e continuarem as dificuldades e incertezas presentes, o problema poderá ser parcialmente contornado por meio do GNL, que é o gás natural liquefeito, cuja base
logística de distribuição para a região sul, pela Petrobras, poderá ocorrer no RS.
6
7
Capítulo 3
O suprimento de gás natural para o RS ocorre por meio de dois gasodutos. Um transporta o chamado gás
boliviano - Gasbol, vindo da Bolívia, conforme mostrado no mapa 3.1, limitado a 2,8 milhões m³/dia no seu
Trecho Sul. A sua operação iniciou em julho de 2000 com o recebimento do gás pela extremidade sul do Gasoduto Bolívia- Brasil, operado pela empresa TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.. O
outro gasoduto transporta gás argentino, que não chega a Porto Alegre em decorrência de ainda não terem
sido concluídas as obras do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre7.
A partir de julho de 2000, a Sulgás iniciou a distribuição do gás argentino para a termelétrica a gás
natural de Uruguaiana de 639,9 MW, que vem atravessando uma situação de falta de gás, acarretando
enormes prejuízos em função do não cumprimento das obrigações contratuais do Governo Argentino.
Para isto, foi construído um trecho do gasoduto de Aldea Brasilera na Argentina, até Uruguaiana no
Brasil, tendo sido previsto, e até agora não construído, o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre comentado anteriormente.
45
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2012
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013
3.2.d - Gás Natural Boliviano
O transporte do gás boliviano é realizado pelo Gasoduto Bolívia - Brasil, operado pela concessionária Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. - TGB, chegando ao Estado pela extremidade Sul (do referido
gasoduto) que vai de Siderópolis - SC a Canoas - RS. O diâmetro desse trecho do gasoduto Brasil-Bolívia é de 16
polegadas com capacidade para transportar 2,8 milhões de m³/dia, chegando a Canoas com pressão de 63 bar.
A partir daí, o gás boliviano é distribuído pela Sulgás por intermédio de redes abastecidas por “city gates” passando a ser utilizado nos setores industrial, comercial, transportes, residencial e de geração de energia elétrica.
Nos “city-gates”, figura 3.2, o gás, depois de transportado pelos gasodutos em grandes quantidades e geralmente de grandes distâncias, sofre reduções de pressão e devida odorização. Além disso, nos “city-gates”
são realizadas as medições e a transferência dos gasodutos para as redes de distribuição.
Capítulo 3
Figura 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS
46
Fonte: Sulgás
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
No mapa 3.2, podem ser observadas as principais redes de distribuição de gás natural no Estado.
Mapa 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás
Fonte: Sulgás (agosto 2011)
3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS
A crise no abastecimento de gás natural da Argentina reduziu drasticamente o fornecimento do gás natural
daquele País para a Usina da AES Uruguaiana e tornou mais difícil a discussão da existência de um anel no RS
que interligue os gasodutos provenientes da Bolívia e Argentina. Para o fechamento do anel de gasodutos
seria necessário executar o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre.
No momento da crise de fornecimento de gás para a termelétrica de Uruguaiana, cogita-se a instalação no RS de
um terminal de gás natural liquefeito - GNL, podendo ser transportado para Uruguaiana por meio do gasoduto
Uruguaiana - Porto Alegre. Essa alternativa seria economicamente viável com o uso do GNL, com a diferença no
envio do gás, que seria de Porto Alegre a Uruguaiana, sentido inverso do originalmente concebido. Adicionalmente, a própria Argentina poderia beneficiar-se dessa solução, pois precisa realizar investimentos para extração
e transporte do gás natural nos próximos anos, até lá, o GNV serviria como alternativa. Trata-se de uma solução
complementar, especialmente em função do GNV não ser competitivo com a forma tradicional do gás natural.
O terminal de GNL, caso seja instalado no RS, provavelmente será instalado em Tramandaí ou em Rio Grande.
O Brasil começou a utilizar o GNL tardiamente em relação a alguns países do mundo. O GNL nada mais é do
que tornar líquido o gás natural para ser transportado em navios, e novamente transformado na sua forma
original, após chegar ao seu local de destino, e injetado em gasodutos sob pressurização. Onde há condições
de abastecer-se o mercado com gás natural, transportado em gasodutos, o GNL não é empregado, por ser
uma solução mais cara. Mas, em situações de escassez, como a que vem se apresentando no Brasil e em
países vizinhos, ele é empregado. No Japão, o GNL é largamente empregado pelo simples fato de não existir
gás natural no território japonês para abastecer a demanda daquele País.
Capítulo 3
3.2.f - Considerações sobre o GNL
47
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
No BERS 2010 - ano base 2009, página 66, na figura 3.3, pode ser visto uma plataforma típica de transporte
de GNL, e, na figura 3.4, um croqui explicativo do processo de GNL, que consiste na produção, liquefação (via
processo criogênico), transporte por navio do gás liquefeito, regaseificação (gás líquido para gás vapor) e
entrega para os consumidores finais.
3.3 - Carvão Vapor8
No Rio Grande do Sul, estão localizadas as maiores reservas de carvão vapor do Brasil, conforme será visto no
capítulo 10. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética - EPE existe a possibilidade teórica
de instalar um parque gerador de termoeletricidade a carvão no Estado, com potência instalada de 28.800
MW. O sistema elétrico brasileiro tem predominância hídrica; porém o potencial hidroelétrico do País e do
Estado não foi plenamente explorado (maiores informações constam no capítulo 10).
A energia térmica, não apenas gerada com carvão, é mais cara que a hidroelétrica. No entanto, nos períodos
críticos dos reservatórios das represas das usinas hidrelétricas é necessária a utilização mais intensa da geração
térmica.
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS
A produção de carvão vapor no RS é efetuada pela Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM e
pela Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi. Os tipos de carvão produzido por essas empresas
são diferentes quanto ao poder calorífico. As empresas trabalham com o Poder Calorífico Superior - PCS, enquanto no Balanço Energético trabalha-se com o Poder Calorífico Inferior - PCI. Como exemplo, o carvão CE
3300 tem um PCI de 3100 kcal/kg de carvão, enquanto que o PCS é de 3.300 kcal/kg. As produções por tipo
de carvão no RS constam na tabela 3.10 a seguir.
Tabela 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2008 a 2012
unidade: Tonelada
Tipo
Capítulo 3
de carvão
48
Copelmi
CRM
2008
2009
2010
2011
2012
2008
2009
2010
2011
2012
CE 2900
19.075
8.314
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 3100
599.463
377.772
395.401
377.709
386.183
0
0
0
0
0
CE 3300
12.292
266
0
0
0
1.636.709
1.661.920
1.699.102
2.000.466
2.776.961
CE 3700
1.574
206
0
40
1.603
0
0
0
0
0
CE 4000
0
0
0
28
0
0
0
0
0
0
CE 4200
53.965
48.252
46.559
28.518
60.920
44.406
53.136
39.734
49.224
47.007
CE 4400
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 4500
177.877
97.522
206.957
235.092
38.479
30.168
15.433
8.002
942
0
CE 4700
330.650
343.026
427.189
413.955
466.144
0
13.155
0
0
4.885
CE 5000
0
4.136
24.144
38.265
190.337
0
0
0
0
0
CE 5200
398.815
347.299
305.151
307.086
210.501
44.704
50.053
69.108
12.195
3.751
CE 5500
20.097
8.331
2.259
0
0
0
0
1.584
4.797
2.945
CE 6000
0
0
0
0
12.357
0
0
0
0
0
CE 6300
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 6500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 6800
2.716
0
0
0
0
0
0
0
0
0
FINOS
0
0
0
0
0
0
20.794
0
0
0
ROM
0
0
0
0
0
0
0
2.015.205
2.207.739
2.898.009
Total
1.616.524
1.235.123
1.407.659
1.400.694
1.366.524
1.755.987
1.814.490
3.832.735
4.275.363
5.733.558
Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
8
Também designado como carvão mineral.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
No gráfico 3.4, é apresentada a evolução da produção total de carvão no RS no período de 2005 a 2012 e
produção total de carvão em unidade de massa, no mesmo período. Para obter os valores apresentados no
gráfico, multiplicou-se a quantidade em toneladas de cada tipo de carvão pelo seu respectivo Poder Calorífico Inferior - PCI; após conversão, dividiu-se os valores encontrados pelo PCI do carvão ROM (2.430 kcal/kg),
tendo assim o montante equivalente produzido anualmente no Estado. No caso da obtenção da produção
em massa, baseou-se apenas na soma das massas dos diferentes tipos de carvão sem levar em conta seus
diferentes poderes caloríficos inferiores.
<> Gráfico 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no
Período de 2005 a 2012
Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
Nota: O crescimento em 2010 e 2011 está diretamente vinculado à entrada em operação da Usina Térmica de Candiota III.
A previsão de crescimento da produção de carvão baseia-se nos estudos realizados pela CRM9 (gráfico 3.5).
Na região de Candiota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE é proprietária da
Usina Termoelétrica Presidente Médici, composta atualmente pelas Fases A e B, com capacidade instalada de 446 MW, e da Usina Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW. Essas unidades geradoras são abastecidas com carvão vapor que a CRM produz na Mina de Candiota, explorada em sítio
próximo da termoelétrica. Nos últimos anos, foram comercializadas aproximadamente 2,0 milhões de
toneladas de carvão CE 3300 por ano. Para prover todo o carvão que o complexo termoelétrico absorve, a CRM expandiu a sua capacidade de produção para até 5,0 milhões de toneladas brutas por ano
(um crescimento de até 150 %).
Outro foco decorre de solicitação externada pela CGTEE em março de 2007. A solicitação tem origem em
acordo pactuado pela CGTEE com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA em 2005. A partir da Fase C, a Usina Termoelétrica Presidente Médici passou a ter
796 MW, consumindo carvão beneficiado. Em síntese, um carvão com um menor teor de enxofre e com
maior poder calorífico (ver anexo J do BERS 2005-2007). O carvão historicamente fornecido pela CRM, o
CE 3300 (3.300 kcal/kg - PCS), é um carvão bruto (no estado em que é extraído da mina), tão somente
britado e classificado.
9
Texto baseado no documento elaborado pelo Engº Rui Dick - CRM
Capítulo 3
3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS
49
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período
de 2005 a 2013
Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
A garantia de aquisição mínima de produto, que deverá ser compromissada entre a CRM e a CGTEE, é de
3,3 milhões de toneladas por ano. Consideradas rotineiras aquisições de cotas extras de carvão por parte da
operadora da termoelétrica, a projeção é de que 4,3 milhões de toneladas anuais de produto deverão ser
transacionadas a partir das minas da CRM.
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
Na tabela 3.11, podem ser verificados os preços médios de venda de carvão praticados pela CRM.
Tabela 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
unidade: R$/ tonelada
ICMS
125,57
Dif.
125,57
136,87
Dif.
CE 5200 Finos
115,67
13,88
101,79
CE 4500
106,00
22,64
93,28
136,00
16,32
119,68
CE 3300
37,38
Dif.
37,38
CE 3100
42,47
5,10
37,37
3,00
0,51
2,49
Preço
Preço Líquido
Preço
119,40
ICMS
Preço Líquido
Dif.
Preço
ICMS
119,40
CE 4200
2012
Preço Líquido
Preço
2011
Preço Líquido
2010
ICMS
2009
Tipo de Carvão
136,87
146,00
Dif.
146,00
121,59
14,59
107,00
128,00
15,36
112,64
142,94
17,15
125,79
Dif.
37,69
ROM
Minas do Leão
Finos
CE 4700
CE 5200
CE 5500
CE 6300
Capítulo 3
CE 6500
50
Argila
37,98
Dif.
37,98
3,00
0,51
2,49
36,46
Dif.
36,46
37,69
47,46
5,70
41,76
49,06
5,89
43,17
3,00
0,51
2,49
3,00
0,51
2,49
Dif. = Diferido: É quando não incide o imposto (ICMS) na emissão de uma nota fiscal, pois o imposto será cobrado na próxima etapa do processo produtivo
Nota: Preços em valores correntes
Nota: Os preços referentes ao ano de 2005 encontram-se no item 3.5.c do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008
Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.4 - Energia Hidráulica10
Nos balanços energéticos, em âmbito nacional e internacional, a energia hidráulica é considerada fonte primária. E a contabilização se dá pelos mega watts hora - MWh gerados nas usinas hidroelétricas.
Do ponto de vista físico, porém, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional da massa d’água
em energia cinética. Pois ao deslocar-se para baixo, pelo princípio da conservação da energia mecânica, a
energia potencial gravitacional perdida pela água é capaz de acionar os rotores em face de sua energia cinética, que pelos efeitos dos fluxos eletromagnéticos variáveis gerará energia elétrica.
Desta forma, do estrito ponto de vista da física, a energia elétrica gerada em hidroelétricas não poderia ser
considerada energia de fonte primária.
Outro aspecto a salientar é que nos balanços energéticos as usinas hidrelétricas de fronteira são computadas
com potência e energia gerada dividida por dois.
No caso gaúcho (ver mapa 3.3) são usinas de fronteira Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó que somam
4.143,00 MW (o que para o critério do BERS fica em 2.071,50 MW de potência instalada para o Rio Grande do Sul
e a outra metade para Santa Catarina). Já as referidas usinas geraram 11.419.020,33 MWh em 2012 (seguindo o
critério, divide-se por 2, obtendo 5.709.510,17 MWh de energia produzida no RS e a outra metade para SC).
O Brasil é um dos maiores importadores de energia elétrica do mundo11. Esse fato deve-se ao caso da Usina
Hídrica Binacional de Itaipu (Usina de Fronteira), onde metade da energia total é considerada de produção
brasileira, e a outra de produção paraguaia. Como o consumo do Paraguai é pequeno, grande parte da produção paraguaia é exportada para o Brasil. Por essa razão o País é um grande importador de energia hídrica.
No interior do território gaúcho, tem-se uma potência instalada de 2.322,7112 MW de usinas hídricas, considerando usinas hidroelétricas - UHE e pequenas centrais hidroelétricas - PCH, e registraram uma produção
total de 9.883.814,91 MWh, em 2012.
A soma da energia produzida no RS pelo critério BERS, em 2012, foi de 24.913.943,74 MWh. Para informações mais detalhadas das usinas hídricas e térmicas, ver capítulo 4.
O mapa 3.3 apresenta a localização geográfica das principais usinas hidroelétricas existentes, novas usinas
em operação e usinas em construção no RS. Constam também algumas Pequenas Centrais Hidroelétricas e
Centrais Geradoras Hidroelétricas selecionadas.
Mapa 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS
USINAS HIDRELÉTRICAS (UHE)
01 UHE Barra Grande
02 UHE Bugres
03 UHE Canastra
04 UHE Capigui*
05 UHE Castro Alves
06 UHE Dona Francisca
07 UHE Ernestina*
08 UHE Forquilha*
09 UHE Foz do Chapecó
10 UHE Furnas do Segredo*
11 UHE Gov. Leonel M. Brizola (Jacuí)
12 UHE Guarita*
13 UHE Herval*
14 UHE Ijuizinho*
15 UHE Itá
16 UHE Itaúba
17 UHE Ivaí**
18 UHE Machadinho
19 UHE Monjolinho
20 UHE Monte Claro
21 UHE Passo do Inferno*
22 UHE Passo Fundo
23 UHE Passo Real
24 UHE Santa Rosa*
25 UHE Toca**
26 UHE 14 de Julho
Potência
Instalada
(MW)
Localização da
Casa das Máquinas
698,00
11,12
42,50
3,76
130,85
125,00
4,80
1,00
855,00
9,80
180,00
1,76
1,44
1,00
1.450,00
500,00
0,70
1.140,00
67,00
130,00
1,33
229,20
158,00
1,40
1,09
100,71
Esmeralda RS
Canela RS
Canela RS
Passo Fundo RS
Nova Roma do Sul RS
Nova Palma RS
Tio Hugo RS
Maximiliano de Almeida RS
Alpestre RS
Jaguari RS
Salto do Jacuí RS
Erval Seco RS
Sta. Maria do Herval RS
Eugenio de Castro RS
Campos Novos SC
Pinhal Grande RS
Júlio de Castilhos RS
Piratuba SC
Faxinalzinho RS
Veranópolis RS
São Francisco de Paula RS
Entre Rios do Sul RS
Salto do Jacuí RS
Três de Maio RS
São Francisco de Paula RS
Cotiporã RS
NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS EM OPERAÇÃO
Usina
01 Passo São João
02 São José
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Ver Anexo I - Como Funciona a Eletricidade - BERS 2005/2006/2007
Dados disponíveis na tabela B.5 do anexo B
12
Dado do site da ANEEL, acessado em 11.01.2013.
Potência
Instalada
(MW)
77,00
49,60
Localização da
Casa das Máquinas
16 de Novembro RS
Rolador RS
Capítulo 3
Usina
10
11
51
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal13 e Madeira
A lenha é um energético empregado milenarmente pela humanidade. Pode ser extraído tanto da silvicultura
como de florestas nativas. Do ponto de vista econômico, a lenha tem importância inferior a outros derivados
da madeira, como a celulose (para produção de papel) e a madeira para produção de móveis, por exemplo.
Como são inúmeros os produtores de lenha e como os registros disponíveis da movimentação desse importante energético são muito precários, a dificuldade de apropriação de dados para um Balanço Energético é
considerável.
No caso do RS, todos os estabelecimentos indústrias ou comerciais que comercializam, extraem ou utilizam
a lenha, são obrigados a registrarem o quantitativo movimentado e o montante utilizado na Secretaria do
Meio Ambiente - SEMA.
Foram considerados os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE para lenha,
carvão vegetal e madeira.
Grandes investimentos serão efetuados no RS nos próximos anos, tanto na ampliação das florestas plantadas, como na produção de celulose.
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados
Em 2012, o RS situou-se na sétima posição (tabela 3.12) entre os estados, no tocante à área plantada de
pinus e eucalipto (silvicultura14). Enquanto no Brasil a área plantada de pinus e eucalipto foi de 6.664.812 ha,
no RS registrava-se um plantio de 449.533 ha, correspondendo a 6,74% do total do País.
Em 2012, aproximadamente 36,67% da floresta plantada no RS foi de pinus e 63,33% de eucalipto, proporção diferente da brasileira. No Brasil, em 2012, 76,55% das florestas plantadas corresponderam ao plantio
de eucalipto.
Tabela 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no
Brasil, no Período de 2006 a 2012
unidade: ha
Regiões e Estados
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
% em 2012
Minas Gerais
1.327.429
1.361.607
1.423.212
1.440.000
1.536.310
1.477.195
1.491.681
22,38
São Paulo
1.130.332
1.121.529
1.173.560
1.197.330
1.206.818
1.118.403
1.186.497
17,80
Paraná
808.361
824.648
857.320
853.710
847.931
846.860
817.566
12,27
Santa Catarina
601.333
622.045
628.660
650.990
647.992
642.941
645.965
9,69
Bahia
594.992
591.348
622.696
659.480
658.034
628.960
616.694
9,25
Mato Grosso do Sul
147.819
228.384
284.050
307.760
392.042
487.399
597.135
8,96
Rio Grande do Sul
365.623
404.623
450.480
443.190
441.997
445.004
449.533
6,74
212.208
212.912
214.400
208.510
207.431
200.058
205.895
3,09
93.285
106.802
111.120
137.360
151.403
165.717
173.324
2,60
115.955
126.387
136.300
139.720
148.656
151.378
159.557
2,39
Mato Grosso
46.153
57.158
58.590
61.540
61.950
58.843
59.980
0,90
Goiás
64.045
65.107
72.080
73.140
70.679
70.384
54.513
0,82
Amapá
78.963
67.874
64.930
63.690
49.384
50.543
49.951
0,75
Espírito Santo
Maranhão
Pará
Piauí
Total Brasil
0
0
0
0
37.025
26.493
27.730
0,42
5.632.080
5.844.367
6.157.750
6.310.450
6.510.693
6.515.844
6.664.812
100
Capítulo 3
Fonte: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico da ABRAF 2013
52
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas - ABRAF, do total de área de pinus plantada no
País, em 2012, o Paraná representava 39,66% da área total; Santa Catarina 34,51%; Rio Grande do Sul 10,55%; São
Paulo 9,27%; e Minas Gerais 3,37%. Já no caso do eucalipto Minas Gerais representou 28,20% da área plantada;
São Paulo 20,42%; Bahia 11,87%; Mato Grosso do Sul 11,51%; Rio Grande do Sul 5,58% e Espírito Santo 3,99%.
13
14
Apesar de o carvão vegetal ser uma fonte secundária de energia, ele está agregado ao capítulo por conveniência.
Cultura de árvores florestais plantadas.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies
Segundo a ABRAF em 2012, o Brasil possuía 521.131 ha de florestas plantadas de espécies como acácia
(Acácia spp.), teca (Tectina grandis), seringueira (Hevia brasilienses), araucária (Araucária angustifolia), populus (Populus spp.), paricá (Schizolobium amazonicum). Predominou a área de seringueira com 168.848 ha,
seguida da acácia com 148.311 ha e paricá com 87.901 ha de área plantada.
Em todo País, o setor de florestas plantadas cresce especialmente em face da atratividade econômica. Contudo, a concentração maior desse crescimento prende-se à produção de celulose e papel, que não é considerada em termos de balanço energético. Por similaridade com os não energéticos de petróleo, a produção de
madeira para fins de celulose e papel poderia constar nos balanços energéticos, mas parece que seria mais
adequado que os não energéticos do petróleo também fossem retirados.
Ocorreu redução gradativa de produtividade na produção de madeira segundo a ABRAF15, com base em projeções da BRACELPA (Associação brasileira de celulose e papel) e em face do desempenho de 2010, prevê o
início de um novo ciclo de expansão do setor, com previsão de investimentos da ordem de US$ 20 bilhões
nos próximos 10 anos, na implantação dos projetos de florestas plantadas no País. No RS, a CMPC Celulose
Riograndense (Aracruz Celulose) anunciou que irá investir 2,8 bilhões de reais na implantação de 500 mil
hectares de florestas plantadas nos próximos anos.
A evolução dos preços do carvão vegetal originado da silvicultura e do extrativismo no País e do preço do
carvão metalúrgico para exportação no exterior pode ser observada no gráfico 3.6. Houve acréscimo do preço médio do carvão metalúrgico e do carvão vegetal (tanto para o caso de originar-se do extrativismo como
da silvicultura) em 2011, em comparação com 2010.
<> Gráfico 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal do Extrativismo e da Silvicultura no Brasil
e do Carvão Metalúrgico para exportação no Exterior, no Período de 2005 a 2011
O mercado de florestas plantadas tem se tornado promissor, especialmente em países solares como o Brasil.
Com isso, surgiram as chamadas TIMOs - Timber Investiment Management Organizations, instrumentos financeiros de captação de recursos de investidores a serem direcionados para o plantio de florestas. Segundo
a ABRAF, nos USA, em 2007, as TIMOs somaram 24 bilhões de dólares em investimentos florestais. A tese do
aquecimento global vem em favor do mercado de florestas plantadas, já que em um hectare de pinus ou de
eucalipto consegue-se fixar cerca de 30 toneladas de CO2 por ano. Com isso, origina-se uma receita adicional
de R$ 200,00 por hectare apenas em créditos de carbono.
A partir da tabela 3.13, depreende-se que não é predominante a parcela de madeira destinada à utilização
15
No relatório de 2013 da ABRAF consta a preocupante informação de que em competitividade do Brasil na produção de madeira de silvicultura o Brasil que
ocupava a liderança mundial no início da década em termos de menor custo de produção foi em 2012 ultrapassado pela Rússia, Indonésia e pelos Estados Unidos.
Capítulo 3
Fontes: IBGE para os preços de carvão vegetal do extrativismo e da silvicultura.
Metallurgical Coal Prices. <http://www.steelonthenet.com/files/metallurgical-coal.html>. Acessado em 12/01/2013. Para carvão metalúrgico Q4.
53
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
como energético, especialmente se a parcela de madeira destinada à produção do carvão vegetal utilizado
na produção de aço for retirada da contagem. Em 2012, a maior parcela de toras foi utilizada para a produção de papel e celulose, correspondendo a 35,16%; seguido da utilização da lenha com 24,49%; indústria da
madeira - serrados e compensados com 19,04%; carvão vegetal com 12,68%. As outras aplicações, onde se
inclui madeira tratada, perfazem 1,5% do total.
Tabela 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada
no Brasil por Segmento, no Período de 2009 a 2012
unidade: mil m3
Segmento
2010
% em
2010
2011
% em
2011
2012
% em
2012
34,62
63.378
37,47
61.347
36,05
64.146
35,16
9.356
5,68
13.183
7,79
12.519
7,36
12.991
7,12
32.825
19,93
32.649
19,30
32.070
18,85
34.747
19,04
Carvão Vegetal
21.385
12,98
15.401
9,11
16.987
9,98
23.144
12,68
Lenha
43.228
26,24
42.556
25,16
44.675
26,26
44.683
24,49
895
0,55
1.959
1,16
2.560
1,50
2.743
1,50
164.685
100
169.126
100
170.157
100
182.454
100
Celulose e Papel
Painéis Reconstituídos
Indústria Madereira
Outros
Total Silvicultura
1
2009
% em
2009
56.996
Fontes: ABRAF - Anuário Estatístico 2010; ABRAF - Anuário Estatístico 2011; ABRAF - Anuário Estatístico 2012; ABRAF - Anuário Estatístico 2013.
1
A partir de 2009 , os valores de compensados e serrados estão somados; inclui madeira serrada, compensado (lâminas) e Produtos de Maior Valor Agregado (PMVA) (piso, porta, janela,
moldura, ferramentas, Edge Glued Panel – EGP e outros).
A situação privilegiada do Brasil na situação da cobertura florestal, no cotejo com países que dispõem dos
maiores Produtos Internos Brutos em âmbito mundial, pode ser observada na tabela 3.14.
Tabela 3.14 - Percentual de cobertura florestal* em países selecionados em 2010
Países
Percentual da área do pais
com florestas
Países
Percentual da área do pais
com florestas
Suécia
68,70
Alemanha
31,80
Japão
68,50
Itália
31,10
Coréia do Sul
64,10
França
29,10
Brasil
61,40
China
22,20
Espanha
36,40
Chile
21,80
Canadá
34,10
Dinamarca
12,81
México
33,30
Reino Unido
11,90
Estados Unidos
33,20
Holanda
10,80
Noruega
32,90
Argentina
10,70
Capítulo 3
* Área considerada de cobertura florestal é a parcela de terra com povoamentos naturais ou plantados de árvores de pelo menos 5 metros in situ, seja árvore produtiva ou não, e exclui
sistemas de produção agrícola (como é o caso, por exemplo, de plantações de frutas e de sistemas agroflorestais), bem como árvores em parques urbanos e jardins.
Fonte: DATA WORLD BANK INDICATOR ano 2010.
<http://data.worldbank.org/indicator/AG.LND.FRST.ZS?order=wbapi_data_value_2010+wbapi_data_value+wbapi_data_value-first&sort=desc>. Acessado em 08.01.2013
54
Uma comparação da rotação e do rendimento de espécies de celulose fibra longa em países selecionados
pode ser visto na tabela 3.15 a seguir.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados
Espécies
Países
Rotação anos
Rendimento m3/ha/ano
Brasil
15
30
Pinus radiata
Chile
25
22
Pinus radiata
Nova Zelândia
25
22
EUA
25
10
Pinus oregon
Canadá
45
7
Picea abris
Sucécia
70-80
4
Picea glauca
Canadá
55
3
Picea mariane
Canadá
90
2
Pinus spp
Pinus elliotti
Fonte: Pyse / Bracelpa
As exportações brasileiras de produtos derivados de florestas plantadas atingiram US$ 7.500 milhões de
dólares em 2012, com superávit na balança comercial referente à atividade florestal de 5.500 milhões de
US$. No gráfico 3.7 a seguir, observar-se a evolução das exportações e importações brasileiras de produtos
de florestas plantadas no período de 2003 a 2012.
<> Gráfico 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas
Plantadas no Brasil, no Período de 2003 a 2012
Fontes: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2011. Dados até 2010.
ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2013. Dados de 2011 e 2012.
Na tabela 3.16, verifica-se a evolução da produção de lenha oriunda da Silvicultura no RS e em estados
selecionados, no período de 2003 a 2012, segundo o IBGE. Desde 2003, o RS ficou na primeira posição de
produção de lenha da Silvicultura no País, chegando a 25,56% da produção nacional em 2012. Essa situação
fica inteiramente alterada em relação à lenha de extração de florestas nativas, conforme verificado na tabela 3.17. Houve uma redução expressiva na produção de lenha por extração no Rio Grande do Sul para o
período de 2003 a 2012, passando de 5,60% da produção total no Brasil em 2003 para 3,32% em 2012. Fato
importante, já que no caso brasileiro houve também um decréscimo, mas em taxas bem menores do que a
verificada no RS, enquanto a redução brasileira do período considerado foi de 27,35% a redução gaúcha foi
de 56,90%.
Capítulo 3
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE
55
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em
Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: m3
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
11.013.543
12.370.587
12.905.920
13.392.812
13.604.263
14.252.495
13.441.431
14.127.269
14.364.067
14.510.329
Paraná
5.050.260
4.300.757
5.226.837
4.917.121
6.150.370
6.543.466
7.982.041
11.300.033
13.052.932
13.923.812
Santa Catarina
4.439.141
4.387.043
4.772.727
4.958.132
5.221.508
5.602.498
6.128.487
8.097.378
8.322.064
8.321.977
São Paulo
7.226.914
6.864.453
6.812.087
7.180.608
7.407.385
6.891.066
6.504.078
6.662.921
6.757.195
7.060.277
Minas Gerais
Estados e Pais
Rio Grande do Sul
2.120.346
2.109.016
2.212.583
2.591.908
3.326.732
5.320.782
3.733.120
4.898.201
4.671.518
6.898.329
Goiás
865.885
935.370
901.723
732.883
749.245
899.425
1.081.860
1.255.110
1.690.603
2.217.710
Bahia
1.148.789
1.017.716
1.289.340
846.458
962.404
922.636
1.081.550
1.021.710
967.154
1.026.345
Mato Grosso
196.888
368.359
169.702
196.716
251.246
266.436
456.114
538.137
738.950
1.459.503
Rio de Janeiro
278.474
287.221
331.997
393.707
368.710
436.552
464.891
561.850
530.513
519.705
Mato Grosso do Sul
972.160
598.990
424.878
410.065
468.143
329.339
336.762
220.485
287.756
376.143
Espírito Santo
372.004
393.523
311.066
295.914
365.833
391.751
230.048
273.245
180.338
186.998
20.382
286.350
69.300
73.000
80.000
84.000
-
-
-
-
33.826.588
34.004.544
35.542.255
36.110.455
39.089.275
42.037.848
41.410.850
49.058.232
51.741.429
56.761.788
Pará
Total Brasil
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Tabela 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em
Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: m3
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Bahia
12.570.313
12.131.835
11.837.562
11.182.790
10.423.207
9.873.293
10.118.831
9.263.509
9.171.091
7.257.950
Ceará
4.402.328
4.567.634
4.535.702
5.587.644
4.595.695
4.550.237
4.525.309
4.525.067
4.809.238
3.855.195
Pará
4.044.708
3.773.187
3.747.038
3.901.856
3.877.920
3.627.297
3.551.983
3.488.608
3.347.942
3.150.592
Maranhão
2.737.504
2.967.687
3.026.126
3.230.032
3.235.064
2.885.576
2.799.945
2.796.131
2.735.794
2.764.706
Mato Grosso
1.946.189
1.998.759
1.874.390
1.808.933
2.055.834
1.877.149
1.953.294
2.122.237
2.084.086
2.168.714
Pernambuco
1.326.155
1.307.623
1.335.301
1.538.616
1.454.054
1.811.273
1.751.452
2.003.161
2.043.995
2.170.136
Piauí
1.591.078
1.631.718
1.616.301
1.707.273
1.803.905
1.691.018
1.679.688
2.093.228
1.939.225
1.996.372
Santa Catarina
2.208.880
2.343.835
2.220.830
2.220.050
2.017.412
1.803.183
1.666.805
1.520.934
1.429.486
1.374.313
Minas Gerais
2.383.247
2.852.409
2.266.313
2.127.937
2.427.320
2.388.764
2.369.264
1.428.416
1.351.441
1.172.845
Paraná
2.557.277
2.784.006
2.825.028
2.778.937
2.521.046
2.246.205
1.869.646
1.261.301
1.266.803
1.402.865
Amazonas
2.495.152
2.432.400
2.495.783
2.573.594
2.645.389
2.728.455
2.539.348
1.385.893
1.259.860
994.103
Estados e Pais
Rio Grande do Norte
1.626.436
1.557.480
1.579.216
1.487.209
1.263.361
1.239.533
1.256.346
1.209.786
1.195.495
1.221.271
Rio Grande do Sul
2.646.026
2.495.218
1.743.778
1.677.671
1.474.036
1.435.142
1.374.920
1.266.497
1.182.216
1.140.342
Tocantins
843.310
870.100
870.452
890.030
979.620
959.700
1.038.911
1.026.163
1.047.564
1.012.382
Acre
530.339
562.748
627.228
646.002
666.151
679.077
685.240
704.737
733.918
716.397
Paraíba
681.797
681.529
653.772
625.241
591.142
609.473
605.070
589.082
529.362
495.809
Goias
775.391
752.732
786.709
753.248
691.256
705.930
680.335
590.158
525.562
510.194
Sergipe
387.643
418.375
443.795
466.284
432.517
406.026
356.627
323.648
195.915
119.109
Mato Grosso do Sul
575.769
536.593
383.230
392.748
145.975
137.667
153.389
160.102
182.282
245.030
São Paulo
Total Brasil
109.509
132.987
185.233
169.376
194.145
71.090
40.405
34.412
52.948
1.368
47.232.026
47.168.345
45.421.627
45.159.866
43.910.054
42.117.639
41.439.567
38.207.117
37.574.207
34.313.637
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Capítulo 3
3.5.d - Carvão Vegetal
56
O carvão vegetal origina-se da combustão da madeira com pouco oxigênio; não há registro de utilização na siderurgia como no Estado de Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, o energético é empregado no setor residencial e
comercial, como restaurantes e churrascarias. Uma comparação da produção de carvão vegetal no RS, oriundo da
silvicultura, com alguns estados selecionados é apresentada na tabela 3.18. Observa-se que a produção de carvão
vegetal oriundo da silvicultura no RS é praticamente inexpressiva em relação à produção nacional.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no
Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: tonelada
Estados e País
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
1.602.774
1.642.853
1.742.502
1.975.378
2.886.417
3.114.433
2.717.170
2.798.653
3.351.614
4.335.499
15.489
72.889
166.713
256.685
378.826
374.603
227.101
189.433
353.151
312.296
185.426
188.696
283.473
81.420
161.394
134.667
182.716
199.928
161.055
155.856
80.322
78.506
76.837
74.384
75.531
74.620
67.012
64.030
75.566
79.129
Mato Grosso do Sul
172.192
61.295
111.162
72.688
68.176
65.550
55.332
54.000
64.761
91.761
Rio Grande do Sul
33.748
31.554
40.479
41.342
42.527
42.370
39.111
41.982
43.973
49.534
Espírito Santo
12.883
24.602
26.727
21.033
106.100
78.189
34.666
51.959
35.953
32.612
Minas Gerais
Maranhão
Bahia
São Paulo
Paraná
16.799
26.315
46.288
45.043
51.713
53.633
26.689
27.950
25.972
25.085
Goiás
24.419
20.011
15.941
24.798
16.849
22.538
16.481
2.333
1.954
1.702
Total Brasil
2.154.386 2.157.652 2.526.437 2.608.847 3.806.044 3.975.393 3.378.492 3.448.210 4.127.781 5.097.809
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Com relação ao carvão vegetal oriundo do extrativismo, verifica-se, na tabela 3.19, a ocorrência de redução
na produção no RS, no período de 2003 a 2012, em que pese pequeno acréscimo em 2012 em face a 2011.
No Rio Grande do Sul, verifica-se um decréscimo bem mais acentuado em relação ao restante do Brasil.
Tabela 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no
Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2003 a 2012
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Mato Grosso do Sul
Estados e País
213.302
516.798
558.688
602.158
428.874
416.712
290.901
286.023
359.314
259.616
Maranhão
474.441
430.651
502.527
477.639
736.979
530.133
474.536
335.982
339.773
346.277
Minas Gerais
306.281
434.013
308.354
263.664
419.802
399.278
282.199
207.008
156.510
115.687
Piauí
16.550
16.563
26.374
41.828
149.232
169.664
55.566
181.825
137.729
116.468
Bahia
31.160
230.436
799.230
363.135
55.127
159.402
143.531
131.156
115.385
106.629
Pará
786.701
13.145
202.618
216.017
217.668
99.513
99.065
100.728
73.598
58.392
Goiás
246.154
335.715
320.636
285.793
227.572
158.312
133.028
111.069
52.040
25.928
9.247
13.901
35.494
41.824
40.636
54.701
76.812
77.821
51.353
55.352
Paraná
86.867
136.462
151.824
148.267
186.398
169.933
25.820
27.220
22.640
21.983
Ceará
11.667
11.696
11.630
11.642
11.571
11.499
11.340
11.113
11.180
11.001
9.638
11.533
20.503
20.191
19.106
21.828
22.138
10.135
9.611
22.587
Mato Grosso
Tocantins
Pernambuco
9.053
8.746
8.590
9.304
10.529
9.083
8.812
8.899
9.016
8.751
Acre
2.226
1.743
1.744
1.698
1.736
1.802
1.824
1.777
2.665
2.027
Santa Catarina
8.665
8.940
8.767
7.884
6.874
4.885
4.386
3.719
2.561
2.417
Amazonas
4.877
4.965
5.022
5.122
5.362
5.721
2.978
2.212
2.108
1.534
Rio Grande do Norte
2.742
2.561
2.484
2.253
2.165
2.091
2.000
1.958
1.923
1.820
Paraíba
2.074
1.714
1.792
1.717
1.599
1.367
1.230
1.163
981
915
São Paulo
1.115
1.510
1.802
1.298
777
660
631
450
480
-
Rio Grande do Sul
1.469
1.431
1.046
984
732
692
659
626
479
539
Sergipe
1.111
1.120
1.126
1.174
1.115
1.017
916
811
477
292
241
1.196
1.021
904
5.492
2.636
279
124
4
6
Espírito Santo
Total Brasil
2.227.206 2.185.950 2.972.405 2.505.733 2.530.425 2.221.990 1.639.779 1.502.997 1.351.192 1.159.695
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Capítulo 3
unidade: tonelada
57
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.6 - Produtos da Cana
O bagaço da cana, um dos produtos da cana, é um subproduto energético originado a partir da obtenção da
produção de álcool etílico anidro ou hidratado. O gráfico 3.8 apresenta a produção de bagaço de cana no Rio
Grande do Sul, no período de 2005 a 2012.
<> Gráfico 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2012
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.7 - Lixívia
A lixívia é um subproduto do processo Kraft de fabricação de celulose, sendo, portanto, o efluente de fábricas
de celulose (lixívia negra). Pode ser empregada como energético ou mesmo como fertilizante em função de
suas propriedades alcalinas, já que os solos brasileiros em grande parte são ácidos.
A evolução da produção de lixívia no Rio Grande do Sul, no período de 2003 a 2012, consta no gráfico 3.9. Em
2012, a produção gaúcha de lixívia atingiu 719.577 toneladas e representou 3,35% da produção brasileira,
que atingiu 21.461.000 toneladas.
Capítulo 3
<> Gráfico 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 2003 a 2012
58
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.8 - Casca de Arroz
O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, em torno de 55%, com 8,1 milhões de
toneladas na safra 2011/2012. A casca de arroz é utilizada como fonte energética primária, tanto para o beneficiamento de grãos no agronegócio, como na indústria cerâmica no RS, assim como na geração de energia
elétrica. O gráfico 3.10 apresenta a evolução da produção da casca de arroz utilizada como energético no
Estado, no período de 2005 a 2012.
<> Gráfico 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no
RS, no Período de 2005 a 2012
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.9 - Energia Eólica
Capítulo 3
A energia eólica passou a ser realidade no RS a partir da inauguração do Parque Eólico na região de Osório,
em abril de 2006 (gráfico 3.11). O projeto é subdividido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios,
com 75 aerogeradores. Cada parque possui 25 aerogeradores, com potência nominal de 2 MW cada um.
Os três parques juntos formam o maior parque eólico da América Latina em operação, atualmente com
potência instalada de 250 MW. Após, entraram em operação o Parque Cidreira I com potência nominal de
70MW, o Parque de Palmares do Sul com potência nominal de 50 MW, o Parque Cerro Chato III em Santana
do Livramento com potência nominal de 90 MW e o Parque Atlântica em Palmares do Sul com potência
nominal de 3 MW.
59
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2012
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
O expressivo potencial eólico do Estado pode ser observado na tabela 3.20. Para ventos a 50 metros do solo, o
potencial eólico fica em torno de 34.360 MW (on shore e off shore); enquanto que para ventos a 75 metros o
potencial salta para 63.970 MW (on shore e off shore). Para este estudo foram considerados ventos superiores
a 7m/s. Mesmo sendo considerados os baixos fatores de potência das usinas eólicas, podemos afirmar que há
um grande potencial no Rio Grande do Sul. Os custos atuais de geração de eletricidade por meio de energia
eólica são o principal entrave para o crescimento atual, problema que provavelmente será superado no futuro.
Tabela 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros
unidade: MW
50 m
Local de
Implantação
Em solo firme
(on shore)
Total (on shore)
Sobre a água**
(off shore)
75 m
Fator de
Potência*
carga %
100 m***
Velocidade
do vento m/s
Potência
Fator de
Potência*
carga %
Fator de
carga %
7,0 – 7,5
12.290
>29
42.320
>27
82.650
>24
7,5 –8,0
2.990
>34
10.120
>32
27.600
>28
8,0 – 9,0
560
>39
1.990
>37
4.950
>37
> 7,0
15.840
>29
54.430
>29
115.200
>24
7,0 – 7,5
9.220
>30
4.610
>28
1.610
>24
7,5 – 8,0
8.040
>35
10
>33
10.810
>29
8,0 – 9,0
1.260
>39
4.920
>37
7.320
>35
Total (off shore)
> 7,0
18.520
>30
9.540
>30
19.740
>24
Total Global
> 7,0
34.360
>30
63.970
>30
134.940
>24
* Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos
** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades
*** Valores estimados
Fontes: Atlas eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004
Capítulo 3
3.10 - Energia Solar Fotovoltaica
60
O uso da energia solar fotovoltaica é pequeno no RS em virtude do elevado custo de implantação dos painéis de
captação. Com a introdução no mercado de painéis de captação solar com custos reduzidos, os consumidores do RS
farão um melhor uso dessa fonte energética, considerando que o Estado tem uma média anual de insolação diária
em torno de 6 horas, índice superior a média da região norte do Brasil por exemplo. No capítulo 10, será apresentada uma estimativa do potencial de produção de energia elétrica no RS a partir do efeito fotovoltaico. No anexo E do
Balanço Energético do RS 2009 - ano base 2008, é apresentado o funcionamento da energia fotovoltaica.
4
Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Secundária
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Barragem UHE Castro Alves
Foto: L. A. Ferreira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária
O setor energético do Rio Grande do Sul será examinado a seguir, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas secundárias1 utilizadas no Estado.
Neste primeiro momento, serão tratados os derivados do petróleo e suas misturas. Os derivados que farão
parte da análise são o óleo diesel, o óleo diesel B5 (mistura do óleo diesel com biodiesel B100), o óleo
combustível, a gasolina A, a gasolina C automotiva (80% de gasolina A misturado com 20,0% de álcool
etílico anidro, em 20122), a gasolina de aviação, o gás liquefeito do petróleo - GLP e o querosene (iluminante e de aviação).
4.1 - Óleo Diesel
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com óleo diesel, o consumidor adquire uma mistura de
óleo diesel com biodiesel puro3 na proporção de 5%, chamado óleo diesel B5. Verifica-se na tabela 4.1 que
em 2012 as vendas de óleo diesel no RS foram de 5,96% do verificado em âmbito nacional. Entre os Estados
com PIB maior que o PIB gaúcho (gráfico 4.1), verifica-se que no Rio de Janeiro as vendas de óleo diesel
foram menores ao longo de todo período de 2000 a 2012. Já o Paraná, embora com PIB menor que o do RS,
apresentou vendas de óleo diesel superior ao verificado no RS.
Tabela 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 2000 a 2012
unidade: mil m³
Regiões e Estados
Região Sudeste
Região Sul
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
15.568
16.542
16.782
16.303
17.156
17.395
17.542
18.740
19.840
19.534
21.568
22.780
23.816
7.141
7.567
7.750
7.759
8.121
7.829
7.752
8.166
8.689
8.627
9.467
10.013
10.471
Região Nordeste
5.192
5.657
5.619
5.238
5.622
5.700
5.818
6.214
7.089
6.928
7.720
8.231
9.134
Região Centro-Oeste
4.210
4.292
4.565
4.563
4.906
4.532
4.294
4.673
5.195
5.134
5.624
5.998
6.789
Região Norte
3.041
2.967
2.952
2.990
3.422
3.711
3.601
3.766
3.951
4.075
4.861
5.242
5.691
São Paulo
8.491
9.227
9.364
8.966
9.299
9.291
9.205
9.790
10.557
10.399
11.438
11.902
12.539
Minas Gerais
4.380
4.422
4.464
4.459
5.016
5.175
5.308
5.721
5.910
5.756
6.446
6.862
7.100
Paraná
3.032
3.229
3.353
3.450
3.602
3.542
3.511
3.706
3.930
3.854
4.226
4.483
4.758
Rio Grande do Sul
2.575
2.718
2.678
2.640
2.741
2.481
2.478
2.592
2.756
2.772
3.058
3.232
3.334
Rio de Janeiro
2.009
2.178
2.253
2.185
2.139
2.189
2.185
2.356
2.437
2.483
2.681
2.911
3.013
Brasil
35.151 37.025 37.668 36.853 39.226 39.167 39.008 41.558 44.764 44.298 49.239 52.264 55.900
São consideradas fontes energéticas secundárias as que se originam de fontes primárias por intermédio de transformação operada por um centro de
transformação. No caso de derivados de petróleo o centro de transformação é a refinaria de petróleo.
2
Os percentuais representam o praticado ao longo de todo ano de 2012, sendo que a partir de maior de 2013, segundo dados da ANP, o percentual de 20%
passou para 25%.
3
Trata-se do B100 e será detalhado no item 4.8.
1
Capítulo 4
Notas: 1. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
2. As vendas de B2 - mistura de 98% de óleo diesel e 2% de biodiesel puro (B100) estão incluídas nas vendas de óleo diesel a partir de 2005.
3. A partir de julho de 2008, a mistura de biodiesel puro (B100) ao óleo diesel, subiu de 2% para 3%. Em julho de 2009 passou a ser 4%. A partir de janeiro 2010, o biodiesel passou a ser
adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em
05/08/2013
63
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período
de 2000 a 2012
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 05/08/2013
4.2 - Óleo Combustível
As vendas de óleo combustível no RS apresentaram queda praticamente em todo período, com ressalva dos
anos 2008 e 2010. As vendas em 2006 diminuíram praticamente à metade das verificadas no ano 2000, no
Brasil. Em 2012, a parcela de vendas de óleo combustível no RS correspondeu a 3,38% das vendas no País,
conforme valores apresentados na tabela 4.2. O fenômeno de queda das vendas de óleo combustível ocorreu em todo Brasil nos últimos anos e teve uma pequena recuperação no ano de 2007.
Tabela 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados no Período de 2000 a 2012
unidade: mil m³
Regiões e Estados
Região Norte
Região Sudeste
Região Nordeste
Região Sul
Região Centro-Oeste
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
958
994
1.078
1.092
1.037
1.433
1.815
1.777
2.215
2.193
1.298
1.288
6.517
5.903
4.588
3.316
2.670
2.583
2.102
2.010
1.706
1.529
1.382
953
872
824
655
562
641
644
641
722
783
763
595
655
720
1.093
1.214
1.064
951
792
645
610
529
538
536
356
385
367
307
578
514
466
373
361
365
340
378
389
309
287
334
375
Minas Gerais
1.386
1.368
1.092
839
766
798
739
761
717
568
587
372
313
3.596
3.214
2.456
1.878
1.541
1.206
824
762
654
698
571
522
451
Rio Grande do Sul
454
408
369
315
279
261
222
201
205
140
159
156
133
Paraná
477
409
377
289
190
167
151
174
196
119
124
110
111
Rio de Janeiro
Capítulo 4
2001
951
São Paulo
Total Brasil
64
2000
990
905
568
213
131
130
63
55
64
47
44
43
29
10.086
9.093
7.561
6.200
5.413
5.237
5.127
5.525
5.172
5.004
4.901
3.672
3.934
Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<>
Gráfico 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados
Selecionados, no Período de 2000 a 2012
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
4.3 - Gasolina
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com gasolina, o consumidor adquire uma mistura de combustíveis (80,00% de gasolina A com 20,00% de álcool etílico anidro, em volume, designada gasolina C, em 20124),
verifica-se na tabela 4.3 que no RS foram vendidos 7,76% do total do País em 2012. No gráfico 4.3, verifica-se a
situação das vendas de gasolina C no RS em relação a estados selecionados no período de 2000 a 2012.
Tabela 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 2000 a 2012
unidade: mil m³
Região Sudeste
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
12.097
11.916
11.925
11.188
11.486
11.686
11.862
12.092
12.047
11.853
13.620
16.558
18.058
Região Sul
4.583
4.436
4.503
4.480
4.870
4.984
5.023
4.946
5.198
5.301
6.256
7.225
8.078
Região Nordeste
3.095
2.995
3.125
3.080
3.410
3.450
3.564
3.618
3.975
4.178
5.213
6.240
7.314
Região Centro-Oeste
1.895
1.916
2.074
2.039
2.284
2.281
2.310
2.289
2.407
2.440
2.828
3.299
3.762
Região Norte
São Paulo
957
948
983
1.005
1.125
1.152
1.249
1.382
1.548
1.636
1.927
2.170
2.487
7.428
7.451
7.165
6.715
6.697
6.935
7.042
7.154
7.020
6.697
7.436
9.462
10.306
Minas Gerais
2.324
2.254
2.331
2.261
2.518
2.580
2.698
2.828
2.925
3.008
3.678
4.100
4.459
Rio Grande do Sul
1.913
1.859
1.885
1.815
1.964
1.907
1.898
1.967
2.122
2.246
2.583
2.814
3.081
Paraná
1.581
1.477
1.435
1.480
1.581
1.724
1.646
1.639
1.700
1.604
1.886
2.403
2.771
Rio de Janeiro
1.848
1.772
1.972
1.765
1.848
1.739
1.661
1.635
1.616
1.637
1.867
2.280
2.471
Total Brasil
22.627 22.211 22.610 21.791 23.174 23.553 24.008 24.325 25.175 25.409 29.844 35.491 39.698
Notas: 1. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
2. Em 2012 a mistura de álcool etílico anidro na gasolina A ficou em 20%.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
Os percentuais estipulados de mistura de 25% de álcool etílico na gasolina A que vingaram até o final de setembro de 2011, passaram então para 20% até o
final de abril de 2013. Segundo dados da ANP, portanto, em todos os meses de 2012 o percentual referido foi de 20%.
4
Capítulo 4
Regiões e Estados
65
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<>
Gráfico 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no
Período de 2000 a 2012
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
4.3.a - Gasolina de Aviação
As vendas de gasolina de aviação dos principais estados brasileiros, no período de 2000 a 2012, constam na
tabela 4.4. Em 2012, as vendas no RS representaram 9,79% das vendas nacionais e superaram as vendas
efetuadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, tendo ficado abaixo das vendas no Estado de São Paulo.
Tabela 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012
unidade: m³
Regiões e Estados
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
30.137
32.456
21.663
15.466
16.626
20.324
21.197
15.087
15.779
17.636
20.056
22.016
24.069
16.528
13.379
16.448
19.278
18.583
14.268
10.731
14.898
15.648
14.880
15.726
15.655
17.170
Região Sul
10.006
7.988
8.586
10.734
11.586
7.113
7.404
10.877
12.575
12.830
14.453
14.198
15.945
Região Norte
10.992
9.773
9.306
7.696
8.131
7.434
7.206
7.894
9.971
9.923
11.021
11.022
11.774
Região Nordeste
8.277
7.235
7.340
5.722
6.502
6.324
5.724
5.989
7.037
7.214
8.300
7.488
7.302
25.920
28.464
18.078
12.131
13.336
17.153
17.602
10.708
10.757
12.397
14.753
16.999
17.655
Rio Grande do Sul
6.642
5.821
5.577
4.862
5.986
3.480
3.038
5.229
6.566
6.906
7.307
6.442
7.463
Paraná
2.403
1.395
2.219
5.186
5.113
3.151
3.657
4.764
4.983
4.778
5.865
6.495
6.968
Minas Gerais
2.662
2.486
2.314
2.121
2.032
2.026
2.325
2.811
3.513
3.576
4.259
4.096
4.889
Rio de Janeiro
1.507
1.470
1.185
1.130
1.171
1.027
1.127
1.391
1.294
1.431
874
757
1.248
Total Brasil
Capítulo 4
2001
Região Centro-Oeste
São Paulo
66
2000
75.940 70.831 63.342 58.897 61.427 55.464 52.262 54.744 61.010 62.483 69.555 70.379 76.260
Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
4.4 - GLP
Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, observa-se, na tabela 4.5, que no RS as vendas foram de 6,42%
do total do País em 2012. Até 2004, superavam as vendas verificadas no Paraná; porém, a partir de 2005, as
do Paraná superam as do RS. O Paraná possui uma população e um PIB menor que a do RS, já nos estados com
maior população e PIB, as vendas de GLP ao longo do período analisado sempre superaram as verificadas no RS.
Tabela 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2000 a 2012
unidade: mil m³
Regiões e Estados
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
6.267
6.310
6.113
5.767
5.857
5.760
5.762
5.835
5.890
5.745
5.944
5.992
5.951
Região Nordeste
2.570
2.601
2.451
2.243
2.346
2.372
2.464
2.547
2.641
2.668
2.771
2.884
2.951
Região Sul
2.375
2.172
2.085
2.000
2.045
2.044
2.049
2.076
2.125
2.078
2.169
2.234
2.214
Região Centro-Oeste
954
996
927
886
902
899
925
920
923
938
964
1.010
1.041
Região Norte
615
623
589
541
559
564
583
656
680
684
710
748
769
São Paulo
3.717
3.731
3.524
3.277
3.286
3.203
3.219
3.230
3.346
3.272
3.350
3.393
3.345
Minas Gerais
1.367
1.405
1.412
1.330
1.378
1.382
1.365
1.344
1.358
1.303
1.379
1.350
1.350
Rio de Janeiro
959
950
956
955
975
952
951
1.017
954
940
973
1.002
1.007
Paraná
844
822
790
769
793
808
814
820
851
838
868
889
889
881
850
834
796
807
791
795
817
826
799
827
848
829
Rio Grande do Sul
Total Brasil
12.783 12.703 12.165 11.436 11.708 11.639 11.783 12.034 12.259 12.113 12.558 12.868 12.926
Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013
ANP/SAB. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
4.5 - Querosene
As vendas de Querosene de Aviação - QAV (combustível para turbina de aviões e helicópteros) dos principais
estados brasileiros, no período de 2000 a 2012, constam na tabela 4.6. Em 2012, as vendas de QAV no RS
representaram 2,67% das vendas nacionais e foram inferiores as vendas efetuadas no Paraná e em Minas
Gerais, sendo, desde 2009, o estado que menos vendeu em relação aos estados com maior PIB do Brasil.
Tabela 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados
no Período de 2000 a 2012
Regiões e Estados
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
2.723
3,188
2.783
2.525
2.658
2.866
2.772
3.046
3.306
3.367
3.829
4.274
4.574
Região Nordeste
629
700
704
602
663
660
763
790
809
873
1.037
1.135
1.127
Região Centro-Oeste
390
389
373
341
344
319
330
398
453
485
562
622
619
Região Sul
324
329
300
241
260
301
308
326
332
378
433
502
537
Região Norte
265
282
277
262
284
284
293
332
328
325
389
422
435
1.987
2.284
2.005
1.898
1.976
2.076
1.981
2.134
2.306
2.278
2.566
2.782
2.842
611
699
637
520
576
654
637
740
793
851
969
1.134
1.330
São Paulo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
105
114
114
85
81
110
126
133
159
188
240
304
345
Paraná
152
137
132
101
103
127
128
129
135
161
192
222
231
Rio Grande do Sul
Total Brasil
109
118
109
100
112
122
127
134
135
154
164
183
195
4.332
4.818
4.436
3.972
4.209
4.429
4.466
4.491
5.227
5.428
6.250
6.955
7.292
Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004.
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
Capítulo 4
unidade: mil m³
67
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
4.6 - Eletricidade5
Em 2012, o consumo final (consumo total) de Eletricidade no RS foi 30.247.590 MWh, ou seja, de 2.601 mil
tep. Esse valor representou 13,68% do consumo final no Estado. Em relação a 2011, houve um crescimento
no consumo de 3,11%. A evolução do consumo final de eletricidade no Rio Grande do Sul, no período de
2006 a 2012, e a projeção de crescimento até 2040 são apresentadas no gráfico 4.4 a seguir. Para os anos
de 2015, 2020, 2025, 2030, 2035 e 2040 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,1% ao ano, valor previsto para
o Brasil no IEO 2013 (período 2010-2040);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário
otimista, conforme valores apurados a partir no BERS 2005-2006-2007.
<> Gráfico 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período
de 2006 a 2012 e Projeção de Crescimento até 2040
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Capítulo 4
4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS
68
O setor elétrico do RS apresenta complexidade maior do que a verificada na maioria dos estados brasileiros,
já que dispõe de um número elevado de agentes, especialmente na área de distribuição de energia elétrica. Antes de examinar alguns aspectos gerais do sistema de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica no Rio Grande do Sul, consideram-se alguns aspectos essenciais: a) O RS, sendo geograficamente o
estado mais setentrional da federação, fica na ponta do sistema interligado nacional; b) O sistema elétrico do
País está praticamente interligado, especialmente nas regiões sul-sudeste e nordeste, com isso os conceitos
de independência energética precisam ser examinados com certo cuidado. Interessa para os consumidores que a energia elétrica esteja disponível com confiabilidade e a preços razoáveis. A localização da usina
térmica ou hídrica não é o aspecto mais importante, em outras palavras, é possível que a energia elétrica
consumida no RS tenha sido gerada no Paraná, e o mesmo pode acontecer com um consumidor que ligue
um equipamento elétrico em outro estado; c) Quanto mais usinas estiverem disponíveis geograficamente
ao longo do sistema elétrico nacional, melhor será para a confiabilidade e robustez deste; d) Além da disponibilidade de geração, a existência de um robusto sistema de transmissão de energia também é relevante
para o processo de otimização do sistema interligado nacional. Desde o final da década de 70, o sistema
interligado brasileiro tem sido referência mundial, apesar de algumas precariedades. Um otimizado sistema
de transmissão faz com que sejam aproveitadas as diferenças de vazão e hidraulicidade das bacias hidrográ5
Tópicos da Reforma do Setor Elétrico Mundial e seus Reflexos no Brasil e no RS constam nas páginas 43 e 44 do Balanço Energético do RS 2005 - 2007
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
ficas regionais brasileiras. Futuramente, a entrada das usinas hidroelétricas na Amazônia irá aperfeiçoar ainda
mais o sistema interligado. A utilização crescente de uma base térmica começa a se fazer necessária com as
reservas de carvão mineral do Estado e o aproveitamento do bagaço de cana, casca de arroz, lixívia e outros
subprodutos da madeira. Além desses recursos, novas formas de geração de energia serão implantadas
mediante utilização de fontes de energia limpa como a eólica6 (parques já existentes em Osório, Palmares
do Sul, Santana do Livramento e Tramandaí), fotovoltaica e outras; e) Os países desenvolvidos exploraram
primeiramente seus potenciais hidroelétricos e após obrigaram-se a explorar a energia termelétrica. A razão
é pelo fato da energia térmica ser mais cara que a energia hidráulica. Tanto no Brasil como no RS, existe ainda
um razoável potencial hidrelétrico a ser explorado; f) Mesmo dispondo de um sistema interligado robusto,
os consumidores podem eventualmente não disporem de bons serviços de energia elétrica se o sistema de
distribuição não operar adequadamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e a Agência Estadual
de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul - AGERGS são os órgãos reguladores e
responsáveis pela garantia do serviço público prestado pelas concessionárias de energia elétrica.
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS
No Rio Grande do Sul, estão em operação 176 empreendimentos de geração de energia elétrica, totalizando
uma potência instalada de 8.949.937 kW7. Do total instalado, 66,48% correspondem a 17 usinas hidrelétricas UHE8, somando 5.949.825 kW; 23,13% correspondem a 62 usinas termelétricas - UTE, somando 2.070.230 kW;
4,63% correspondem a 13 usinas eólicas - EOL, somando 460.000 kW. As demais usinas hidrelétricas e termoelétricas são de pequeno porte e representam o restante da potência instalada no Estado, conforme tabela 4.7.
A relação completa da geração existente no RS, bem como das usinas em construção e daquelas com outorga
e ainda não construídas consta no anexo A - Capacidade Instalada. Nesse anexo, podem ser encontradas informações detalhadas de cada usina, potência instalada, destino da energia, proprietário e localização.
Tabela 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS
Em Operação
Tipo
CGH - Central Geradora
Em Construção
N° de
Usinas
Outorgadas*
N° de
Usinas
Potência
kW
Potência
kW
%
N° de
Usinas
Potência
kW
%
47
31.037
0,34%
2
1.340
0,06%
21
598.000
6,50%
21
502.600
98,61%
28
595.975
27,71%
48
553.433
6,02%
2
7.110
1,39%
15
242.020
11,25%
5
7
0,00%
17
5.949.825
64,68%
1
292.000
13,58%
75
2.067.083
22,47%
5
1.019.156
47,39%
213
9.199.385
100
51
2.150.491
100
%
Hidrelétrica
EOL - Central Geradora
Eolielétrica
PCH - Pequena Central
Hidrelétrica
UFV - Central Geradora Solar
Fotovoltaica
UHE - Usina Hidrelétrica de
Energia
UTE - Usina Termelétrica de
Energia
Total RS
23
509.710
100
Na geração de energia elétrica, existem basicamente três grandes empresas: Tractebel, CEEE-GT e CGTEE.
Existem ainda empresas de médio porte como a AES Uruguaiana e outras empresas de menor porte. Observa-se na tabela 4.8 a contribuição de cada uma dessas principais empresas na geração de energia elétrica
em 2012.
Os dados referentes à energia eólica estão no capítulo 3, item 3.9.
Critério da ANEEL que não corresponde ao utilizado na metodologia do Balanço Energético, já que nesta as usinas hidroelétricas de fronteira, tanto a potência
instalada como a energia produzida são divididas por 2.
8
A energia produzida por usinas hidroelétricas é considerada de fonte primária. No capítulo 3, item 3.4 é apresentado o mapa com as principais usinas hídricas
instaladas no RS.
6
7
Capítulo 4
* Usinas Outorgadas entre 1998 e 2004, não iniciaram sua construção.
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - os dados foram acessados em 30/05/2014
69
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores,
em 2012
Energia produzida
MWh
Potência instalada
MW***
Hídrica
4.274.664,82
1.492,70
CEEE-GT*
Hídrica
2.689.529,51
1.147,93
Foz do Chapecó**
Hídrica
1.064.331,94
389,00
Empresa
Natureza
Tractebel**
BAESA**
Hídrica
915.797,88
349,00
Companhia Energética Rio das Antas
Hídrica
621.146.06
253,56
Dona Francisca Energética
Hídrica
453.564,33
90,00
Monel - Monjolinho
Hídrica
285.842,42
67,00
CGTEE
Térmica
2.677.298,02
840,00
AES Uruguaiana
Térmica
0,00
639,90
Petrobras
Térmica
552.868,44
235,29
Tractebel
Térmica
258.018,68
138,00
* Consideradas as cotas em que a empresa tem participação em energia
** 50% da potência nominal e da energia produzida considerados para as usinas de fronteira com SC
*** Consideradas as cotas em que as empresas têm participação no RS
Fonte: ANEEL e Relatório Anual de Produção de Energia Elétrica elaborado pelo Grupo CEEE
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS
Capítulo 4
Verifica-se no mapa 4.1 que uma parcela expressiva da energia elétrica consumida no Estado flui pelas linhas
de transmissão do Sistema Interligado Nacional - SIN, como também acontece em outros estados da Federação. A chamada rede básica é constituída de linhas de transmissão com níveis de tensão superiores a 138 kV.
No que tange o Rio Grande do Sul, partem da Usina hidrelétrica de Itá quatro linhas de transmissão de 525
kV, tendo como destino as subestações de Santo Ângelo 2, de Caxias do Sul, de Gravataí 2, com conexão em
Nova Santa Rita, e a conversora de freqüência de Garabi. Da subestação de Campos Novos, localizada em
Santa Catarina, parte uma linha de transmissão de 525 kV rumo à subestação de Gravataí 2, com conexão
em Caxias do Sul. Existe ainda uma importante linha de transmissão de 525 kV interligando a usina de Itá à
subestação de Campos Novos, com conexão em Machadinho.
Não existe ainda anel de 525 kV interligando os principais pontos das regiões Sul e Norte do Estado. Certamente, o crescimento do RS nos próximos anos, com a instalação de novas usinas termoelétricas em
Candiota, com a instalação de novas usinas hidroelétricas no rio Uruguai, com o crescimento expressivo da
fabricação de celulose, com o pólo naval de Rio Grande e outros investimentos na chamada metade Sul, irá
impor ao SIN a necessidade de interligações no nível de tensão de 525 kV no Estado.
Nas subestações de Caxias do Sul, Gravataí 2, Santo Ângelo 2 e Nova Santa Rita, as linhas de 525 kV são
rebaixadas para linhas de transmissão de 230 kV.
70
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 4.1 - Sistema de Transmissão no RS9
Fonte: Grupo CEEE
4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS
No gráfico 4.5, pode ser observada a evolução da demanda máxima anual de energia elétrica e da correspondente capacidade de atendimento no período de 1999 a 2011 e a projeção da demanda máxima e da capacidade
de atendimento até 2015. Conforme mostra o gráfico, a situação crítica desta série histórica ocorreu em 1999.
<> Gráfico 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a
Fonte: Grupo CEEE
9
A capacidade das subestações e a quilometragem das linhas de transmissão no RS encontram-se no Anexo A, tabela A.17.
Capítulo 4
Correspondente Capacidade de Atendimento
71
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a
Correspondente Capacidade de Atendimento
Fonte: Grupo CEEE
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS10
A distribuição de energia elétrica no RS é executada por oito concessionárias de serviços públicos. As três maiores têm mais de 1 milhão de unidades consumidoras, são elas: CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de
Energia Elétrica), AES Sul (Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica) e RGE (Rio Grande Energia). As outras cinco são
de pequeno porte: Demei (Departamento Municipal de Energia de Ijuí), Eletrocar (Centrais Elétricas de Carazinho
S.A.), Hidropan (Hidroelétrica Panambi), Nova Palma Energia e Mux Energia. Além das concessionárias, existem
15 cooperativas de eletrificação rural: Celetro, Cerfox, Ceriluz, Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Cervale, Cooperluz, Coopernorte, Coopersul, Coprel, Cosel, Creluz e Crereal. Podem ser observadas, no mapa 3.3, as áreas de
concessão das três maiores concessionárias de distribuição e a localização das cinco de pequeno porte.
Capítulo 4
Mapa 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS
72
Fonte: Grupo CEEE
10
Para preços de energia elétrica ao consumidor, ver Anexo B, tabelas B.9, B.10, B.11 e B12
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
A participação no mercado de distribuição de energia elétrica dos 23 agentes, no ano de 2012, está apresentada nas tabelas 4.9 a 4.13. A maior parte da energia distribuída aos consumidores, tanto pelas cooperativas
como pelas cinco concessionárias de pequeno porte, é fornecida pelas concessionárias CEEE-D, AES Sul e RGE.
Tabela 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de
Energia Elétrica no RS, em 2012
Unidades
Consumidoras
Concessionárias
Energia Vendida
MWh*
Mercado
%
CEEE-D
1.534.107
8.292.283
31,34%
AES Sul
1.240.089
8.234.421
31,13%
1.354.533
8.156.445
30,83%
Total Grandes Concessionárias
RGE
4.128.729
24.683.149
93,30%
Total RS
4.492.047
26.455.502
100,00%
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2012
Concessionárias
Residencial
%
Rural
%
Comercial
%
Industrial
%
Outros
%
CEEE-D
32,51%
7,04%
27,49%
24,24%
8,72%
AES Sul
29,34%
10,37%
15,17%
37,39%
7,72%
RGE
25,94%
8,06%
16,33%
42,07%
7,59%
Total Grandes Concessionárias
29,27%
8,49%
19,66%
34,57%
8,01%
Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Unidades
Consumidoras
Energia Vendida
MWh
Mercado
%
DEMEI
29.220
123.050
0,47%
ELETROCAR
34.246
162.106
0,61%
HIDROPAN
16.314
104.380
0,39%
NOVA PALMA ENERGIA
14.592
61.890
0,23%
Concessionárias
MUX ENERGIA
Total Pequenas Concessionárias
Total RS
9.762
58.202
0,22%
104.134
509.628
1,93%
4.492.047
26.455.502*
100,00%
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Capítulo 4
Tabela 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição
de Energia Elétrica no RS, em 2012
73
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de
Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012
Unidades
Consumidoras
Energia
Vendida
MWh
CERTEL***
53.360
CERMISSÕES**
24.310
Cooperativa
Energia
Gerada MWh
Energia
Comprada
MWh
316.582
0
349.329
1,20%
88.311
4.934
94.552
0,33%
Mercado
%
CRELUZ**
20.529
73.588
0
83.591
0,28%
CERILUZ**
12.897
98.903
58.149
105.915
0,37%
COPREL**
47.908
312.744
17.008
343.845
1,18%
CERFOX**
15.010
48.522
2.752
53.926
0,18%
6.775
35.231
5.571
37.193
0,13%
CELETRO***
CRERAL**
21.889
86.335
0
98.062
0,33%
CERTAJA***
22.957
89.361
0
102.206
0,34%
7.443
32.301
0
36.545
0,12%
CERTHIL**
COOPERLUZ**
COOPERSUL****
13.837
47.582
0
55.443
0,18%
4.577
14.760
0
18.433
0,06%
CERVALE***
1.214
3.212
0
3.955
0,01%
COOPERNORTE****
4.824
11.919
0
14.890
0,05%
COSEL****
Total Cooperativas
Total RS
1.654
3.373
0
4.119
0,01%
259.184
1.262.724
88.413
1.402.005
4,77%
4.492.047
26.455.502*
25.171.666
6.549.239
100,00%
* Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas
** Energia comprada da RGE
*** Energia comprada da AES Sul
**** Energia comprada do Grupo CEEE
Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS
Tabela 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação
Rural no RS, em 2012
Cooperativa
Rural
Comercial
Industrial
Residencial
Iluminação
Poderes
Total
Urbano
Pública
Públicos
Distribuído
Un. Consumidoras
162.383
11.178
1.419
78.721
1.339
4.144
259.184
Consumo MWh
629.016
105.923
290.991
148.915
40.832
47.046
1.262.724
Un. Consumidoras %
62,65%
4,31%
0,55%
30,37%
0,52%
1,60%
100,00%
Consumo %
49,81%
8,39%
23,04%
11,79%
3,23%
3,73%
100,00%
Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS
Capítulo 4
4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado
74
O Rio Grande do Sul não produz etanol etílico anidro. Embora exista produção de etanol etílico hidratado no
Estado, ela é irrelevante em comparação com a quantidade produzida de etanol etílico hidratado pelo Estado
de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, por exemplo. Pela legislação brasileira, um percentual de 20%
a 25% em volume de etanol etílico anidro devem ser adicionados à gasolina A. Em 2012, a proporção de
etanol etílico anidro na mistura com a gasolina foi de 20%.
O RS produziu em 2012 apenas 0,007% do etanol etílico anidro e hidratado produzidos no Brasil. Por outro
lado, São Paulo, principal produtor nacional, atingiu em 2012 uma produção de 50,25% (11,828 milhões de
m³) dos 22,540 milhões de m³ de etanol etílico anidro e hidratado do País. Entre os estados com maior PIB,
apenas o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro apresentam baixa produção de etanol. Na tabela 4.14 e no
gráfico 4.7, pode ser observada a produção gaúcha de etanol em relação aos outros estados.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.14 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados
e no Brasil, no período de 2002 a 2012
unidade: mil m³
Regiões e Estados
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
8.552
9.787
9.948
11.154
12.479
15.782
19.212
17.676
18.860
14.209
14.117
Região Centro-Oeste
1.513
1.929
1.798
2.147
2.329
2.902
3.588
4.263
5.715
5.170
6.046
Região Nordeste
1.518
1.505
1.675
1.696
1.573
1.902
2.372
2.211
1.823
1.939
1.855
975
1.209
1.178
996
1.308
1.923
1.906
1.901
1.746
1.406
1.313
Região Sul
Região Norte
30
39
48
48
76
48
56
52
60
170
209
7.735
8.745
8.861
9.854
10.958
13.589
16.635
15.041
15.901
11.825
11.828
Minas Gerais
558
785
758
919
1.271
1.791
2.201
2.284
2.681
2.106
2.040
Goiás
433
662
591
803
873
1.165
1.744
2.122
2.980
2.677
3.130
Paraná
969
1.203
1.173
992
1.303
1.916
1.900
1.899
1.740
1.399
1.312
6
6
5
3
6
7
6
2
6
7
2
São Paulo
Rio Grande do Sul
Brasil
12.589 14.470 14.647 16.040 17.764 22.557 27.133 26.103 28.203 22.893 23.540
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002.
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
<> Gráfico 4.7 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados
e no Brasil, no período de 2002 a 2012
Diferente da tabela 4.14, na tabela 4.15, são apresentados os dados de produção e consumo referentes a
cada tipo de etanol, ou seja, etílico anidro e etílico hidratado, no RS.
Capítulo 4
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002.
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
75
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.15 - Produção e Consumo de Etanol Anidro e Hidratado no RS, no Período
de 2006 a 2012
unidade: m3
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
5.686 6.818
6.318
2.458
5.800
6.409
1.665
0
0
0
0
0
0
0
Consumo etanol hidratado
158.759
219.335
324.890
403.028
240.893
137.122
115.216
Consumo de etanol anidro
474.547
491.841
530.471
561.378
645.726
665.611
616.297
Produção etanol hidratado
Produção etanol anidro
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis- 2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Os preços médios mais elevados ao consumidor para o etanol etílico em 2012 ocorreram na região Norte,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, região Nordeste e no Rio Grande do Sul, que teve o maior valor entre os Estados com maior PIB. Enquanto a média de preço para o consumidor brasileiro do litro foi de R$ 1,943/litro
em 2012, o consumidor do RS pagou R$ 2,403/litro, conforme mostra a tabela 4.16. Esse valor representa
um sobre preço de 23,67% em relação à média nacional. Em São Paulo, o consumidor pagou em média R$
1,806/litro no mesmo ano.
Tabela 4.16 - Preço Médio11 do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Norte
1,764
1,644
1,838
2,137
1,894
1,900
1,894
2,067
2,303
2,325
Região Nordeste
1,534
1,435
1,678
1,911
1,718
1,761
1,746
1,899
2,148
2,159
Região Centro-Oeste
1,446
1,373
1,594
1,846
1,593
1,661
1,675
1,797
2,070
2,002
Região Sul
1,412
1,302
1,523
1,791
1,554
1,533
1,582
1,762
2,111
2,077
Região Sudeste
1,246
1,087
1,273
1,531
1,369
1,358
1,405
1,600
1,937
1,876
Rio Grande do Sul
1,572
1,425
1,810
2,166
1,765
1,780
1,800
2,010
2,370
2,403
Rio de Janeiro
1,404
1,281
1,563
1,875
1,695
1,685
1,710
1,872
2,242
2,234
Minas Gerais
1,435
1,333
1,568
1,912
1,688
1,631
1,655
1,847
2,152
2,128
Paraná
1,234
1,156
1,392
1,657
1,444
1,407
1,471
1,628
1,966
1,944
São Paulo
1,132
0,972
1,180
1,421
1,273
1,273
1,326
1,524
1,865
1,806
Total Brasil
1,347
1,212
1,385
1,634
1,448
1,445
1,485
1,669
1,996
1,943
Nota: Preços em valores correntes
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013
Capítulo 4
No gráfico 4.8, pode ser verificada a situação dos preços do etanol hidratado no RS e em estados selecionados de 2003 a 2012.
76
11
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.8 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012
Nota: Preços em valores correntes
Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002.
ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em
07/08/2013.
No RS, verifica-se baixa produção de etanol etílico hidratado, baixo consumo em comparação com outros
Estados12 e inexiste produção de etanol etílico anidro. Fica evidenciada a necessidade da elaboração de um
programa estadual de etanol combustível para alavancar, tanto a produção como o aumento do consumo
desse combustível no Estado, o que só ocorrerá com um preço do litro mais convidativo ao consumidor final.
Nesse sentido, faz-se uma proposta objetiva no Anexo G do Balanço Energético do RS 2005 - 2007, no qual
também é analisado o etanol celulósico, chamado de segunda geração de etanol biocombustível.
4.8 - Biodiesel (B100)
12
No Brasil, o consumo final em volume de etanol etílico hidratado e anidro representou 63,79% do consumo total de gasolina C e etanol etílico hidratado em
volume, em 2012. No Rio Grande do Sul, esse mesmo percentual representa 23,73%.
Se levado em consideração a comparação nos postos de combustíveis, 38,72% em volume de etanol etílico hidratado foram utilizados como combustível pelo
consumidor, e 61,28% foi o uso de gasolina C, no Brasil. No caso do Rio Grande do Sul, esses mesmos percentuais são de 3,73% para o etanol etílico hidratado
e 96,27% de gasolina C.
A diferença nos parágrafos anteriores deve-se ao critério da soma do etanol etílico hidratado e anidro (adicionado a gasolina) em comparação com a gasolina
A, ou então o critério da ótica do consumidor nas bombas de abastecimento em postos de combustíveis.
Capítulo 4
O biodiesel (B100) é vendido na mistura com o óleo diesel. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, a mistura de
2% de biodiesel puro (B100) com óleo diesel era facultativa, já a partir de janeiro de 2008, a mistura de 2%
passou a ser obrigatória. Em julho de 2008, a mistura obrigatória subiu para 3%, e entre julho e dezembro
de 2009 passou para 4%. A partir de janeiro de 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na
proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009, exceto o óleo diesel para uso
aquaviário, que só passou a conter biodiesel a partir de 1° de janeiro de 2011.
Na tabela 4.17, consta a evolução das vendas do óleo B100 vendido na mistura com o óleo diesel em estados selecionados e regiões do País. Em 2012, as vendas de B100 na mistura com o óleo diesel no RS foram
de 5,96% do total de vendas de B100 no País.
77
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em
Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012
unidade: m3
Regiões e Estados
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
869.773
877.108
936.978
992.023
976.703
1.078.377
1.138.998
1.190.812
Região Sul
391.430
387.609
408.302
434.456
431.371
473.354
500.662
523.556
Região Nordeste
285.020
290.925
310.721
354.458
346.381
385.987
411.531
456.683
Região Centro-Oeste
226.581
214.714
233.626
259.734
256.720
281.176
299.920
339.435
Região Norte
185.554
180.064
188.281
197.526
203.748
243.058
262.085
284.532
São Paulo
464.526
460.252
489.519
527.867
519.972
571.898
595.109
626.957
Minas Gerais
258.754
265.397
286.034
295.511
278.821
322.311
343.119
355.025
Paraná
177.090
175.574
185.299
196.511
192.698
211.313
224.129
237.913
Rio Grande do Sul
124.042
123.889
129.610
137.809
138.591
152.894
161.577
166.718
Bahia
102.931
103.005
110.305
130.958
123.234
136.465
145.230
158.299
Rio de Janeiro
109.436
109.264
117.791
121.851
124.141
134.068
145.556
150.636
41.440
43.056
45.910
51.175
52.816
60.472
64.944
73.526
Pernambuco
Total Brasil
1.958.358 1.950.420 2.077.909 2.238.198 2.214.923 2.461.952 2.613.196 2.795.018
Notas: 1. Inclui o consumo próprio das distribuidoras
2. Dados calculados a partir das vendas de óleo diesel que contém os valores do B100 desde 2005
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013.
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
A produção de B100 no Rio Grande do Sul teve inicio em meados de 2007. Na tabela 4.18, verifica-se a expressiva participação do Estado na produção nacional, correspondendo a 11% do total em 2007, chegando
a 32% em 2011. Em 2012 a participação do RS na produção brasileira de B100 foi de 30%, sendo o maior
produtor do Brasil. Na segunda posição em 2012 ficou Goiás com 22,12%, seguido do Mato Grosso com parcela de 17,58%, em quarto lugar o Estado da Bahia com 8,51% e na quinta posição São Paulo com 5,84%.
Tabela 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2012
unidade: m3
Estado e País
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Rio Grande do Sul
0
0
42.696
306.056
454.189
605.998
862.110
806.500
% do RS em relação ao Brasil
0
0
11
26
28
25
32
30
736
69.002
Total Brasil
404.329 1.167.128 1.608.448 2.386.399 2.672.760 2.717.483
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013.
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Capítulo 4
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel
78
O Biodiesel B100 é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido normalmente a partir de uma
reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador, chamada de transesterificação13. Na produção de B100, um subproduto de nome glicerina, também
com conteúdo energético, é obtido. Busca-se, desta forma, a obtenção de um combustível de origem vegetal
com viscosidade mais próxima da viscosidade do óleo diesel. A produção de B100 é regida pela resolução
42/04 da ANP.
Cabe registrar que os componentes predominantes dos óleos vegetais e animais são os triglicerídeos, em
geral apresentam viscosidades bem acima do diesel de origem petroquímica, sendo então necessária a
execução de uma reação química para obter produto energético de menor viscosidade. A alternativa seria
a mudança da tecnologia dos motores a diesel, hipótese que foi descartada no Brasil e em âmbito internacional.
Na reação química, o óleo vegetal ou gordura animal reage com a presença de um catalisador (normalmen13
Reação entre um éster e um álcool que leva à formação de um novo éster e um novo álcool; alcoólise.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
te uma base) com um álcool (usualmente o metanol) gerando o éster alquilíco, correspondente aos ácidos
graxos do óleo vegetal utilizado (KNOTHE, 2005). Em princípio, a reação de transesterificação é uma reação
reversível, no entanto na produção de biodiesel a partir de ésteres alquílicos (óleo vegetal), a reação de retorno não acontece ou não se completa devido ao glicerol formado que não é miscível ao produto formado
(biodiesel), conduzindo a um sistema heterogêneo (KNOTHE, 2005). A reação de transesterificação pode ser
observada a seguir:
4.8.b - Transesterificação
Sendo R a mistura de várias cadeias de ácidos graxos, o álcool usado para produção de biodiesel é normalmente o metanol (R´ = CH3).
Para o caso brasileiro, geralmente utiliza-se a soja14 para a produção de biodiesel. Porém, há alternativas bem
mais rentáveis que a soja, o que se passará a mostrar. Na tabela 4.19, verifica-se a grande vantagem, tanto
da produção de sementes por hectare, como da produção de óleo em comparação com a palma e semente
do tabaco, com as sementes de girassol, soja e colza. A palma vence todas as outras culturas, porém, se
mostra mais viável nas regiões norte e nordeste do Brasil.
A produção de semente de tabaco atinge a marca de 5,7 ton/ha, praticamente o dobro do valor atingido
pela soja (3 a 4 ton/ha), dado relevante se for levado em conta que mais de 80% da produção de biodiesel
no Brasil, hoje, provem das sementes de soja. Tal comparação fica ainda mais expressiva se for considerado
que em um hectare de soja é extraído 0,375 ton de óleo para produção de biodiesel, enquanto o valor é
de 2 ton de óleo de tabaco, o que representa uma vantagem superior a cinco vezes em comparação com a
produção de óleo de soja.
Tabela 4.19 - Produção média de óleos vegetais
Girassol
Soja
Colza
Palma
Tabaco
Semente
(ton/ha)
2,5 - 4,0
3,0 - 4,0
2,5 - 3,0
10 - 20
5,7
Óleo
(ton/ha)
0,800
0,580
1,000
3,600
2,013
Considerando-se a possibilidade de tornar a semente de tabaco para produção de biodiesel, uma alternativa à cultura do fumo, cabe enfrentar a comparação entre as culturas do fumo para a produção de
cigarro e a produção de sementes de tabaco para a produção de biodiesel. A viabilidade de uma cultura
nova em substituição à antiga, obviamente estará diretamente vinculada ao cotejo dos ganhos que
terão os componentes da cadeia produtiva nas duas alternativas. A tabela 4.20 apresenta os prováveis
faturamentos do setor por hectare no caso da utilização das sementes de tabaco para a produção de
biocombustíveis.
14
Segundo o Anuário Estatístico da ANP de 2013, em 2012 do total de 2.719.897 de metros cúbicos de matéria prima utilizada para produção de B100 2.105.334
metros cúbicos foram óleo de soja (77,41%); na segunda posição ficou a gordura de origem animal com 458.022 metros cúbicos (16,84%); na quarta posição o
óleo de algodão com 116.736 metros cúbicos (4,29%); na última posição os demais produtos (óleo de palma, de amendoim e outros) com 1,46%.
Capítulo 4
Nota: Material residual da produção de óleo de tabaco de 4 ton/ha
Fonte: “I costi di generazione da fonti rinnovabili” Universitá degli studi di Padova for APER - 2007
79
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais
Semente
(ton/ha)
Óleo
Girassol
Soja
Colza
Palma
Tabaco
2,5 - 4,0
3,0 - 4,0
2,5 - 3,0
10 - 20
5,7
(ton/ha)
0,800
0,580
1,000
3,600
2,013
Faturamento bruto biodiesel
R$/ha
1.932,47
1.401,04
2.415,58
8.696,10
4.862,57
Faturamento residual da semente - biomassa
R$/ha
392,33
Faturamento residual da glicerina
R$/ha
140,91
Notas: 1. Na lavoura de fumo, o faturamento médio por ha no Brasil, em 2009, foi de R$ 9.800,54 (IBGE)
2. Considerado o custo de venda de biodiesel do último leilão
3. No leilão da ANP, de novembro de 2010, o biodiesel foi negociado por R$ 2.243,11/m³. No faturamento residual da semente biomassa, não foi considerada a utilização para ração
animal, apenas empregou-se, por comparação, o valor de mercado da lenha.
4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores
Os consumidores gaúchos, de um modo geral, pagam mais caro pelos energéticos derivados do petróleo, tanto em relação à média nacional, como em comparação com os consumidores de estados
brasileiros com maior PIB, ou mesmo no caso do Paraná que tem um PIB pouco menor que o do RS.
Nas tabelas 4.21, 4.22 e 4.23, constam os preços médios praticados em diversos estados brasileiros e
nas regiões do País.
Tabela 4.21 - Preço Médio¹ da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Norte
2,212
2,259
2,525
2,666
2,597
2,647
2,692
2,743
2,845
2,885
Região Centro-Oeste
2,122
2,180
2,430
2,656
2,616
2,585
2,653
2,659
2,831
2,819
Região Nordeste
2,096
2,133
2,385
2,650
2,611
2,596
2,582
2,636
2,705
2,700
Região Sul
2,157
2,163
2,438
2,610
2,516
2,506
2,522
2,571
2,721
2,725
Região Sudeste
2,023
2,023
2,259
2,478
2,451
2,444
2,447
2,514
2,712
2,718
Rio de Janeiro
2,120
2,095
2,338
2,561
2,532
2,547
2,566
2,649
2,835
2,853
Rio Grande do Sul
2,240
2,231
2,573
2,723
2,564
2,567
2,558
2,602
2,755
2,759
Paraná
2,054
2,063
2,291
2,500
2,439
2,413
2,472
2,530
2,678
2,686
São Paulo
1,989
1,986
2,231
2,442
2,414
2,403
2,402
2,463
2,642
2,637
Minas Gerais
2,028
2,040
2,257
2,488
2,459
2,449
2,443
2,516
2,789
2,811
Total Brasil
2,072
2,082
2,340
2,552
2,508
2,500
2,511
2,566
2,731
2,736
Capítulo 4
Notas: Preços em valores correntes
1
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em
07/08/2013
80
No gráfico 4.9, verifica-se a evolução dos preços da gasolina C no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.9 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no
Período de 2003 a 2012
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
Tabela 4.22 - Preço Médio¹ do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 2003 a 2012
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Norte
1,540
1,570
1,833
1,999
1,981
2,143
2,187
2,152
2,163
2,213
Região Centro-Oeste
1,530
1,564
1,861
1,987
1,981
2,133
2,150
2,095
2,134
2,190
Região Sul
1,457
1,492
1,769
1,892
1,880
2,039
2,055
1,995
2,022
2,074
Região Nordeste
1,446
1,447
1,704
1,852
1,845
2,004
2,032
1,968
1,986
2,041
Região Sudeste
1,430
1,450
1,714
1,845
1,839
2,001
2,027
1,968
1,990
2,057
Rio Grande do Sul
1,492
1,532
1,844
1,959
1,945
2,108
2,112
2,050
2,084
2,129
São Paulo
1,419
1,456
1,728
1,858
1,854
2,015
2,036
1,967
1,985
2,034
Rio de Janeiro
1,420
1,438
1,688
1,819
1,812
1,988
2,034
1,986
2,003
2,050
Paraná
1,418
1,460
1,723
1,844
1,834
1,991
2,006
1,945
1,969
2,022
Minas Gerais
1,456
1,430
1,693
1,830
1,823
1,975
2,001
1,951
1,984
2,101
Total Brasil
1,452
1,471
1,751
1,884
1,876
2,036
2,060
2,002
2,026
2,087
No gráfico 4.10, verifica-se a evolução dos preços do óleo diesel no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
Capítulo 4
Notas: Preços em valores correntes
1
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
81
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2003 a 2012
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
Tabela 4.23 - Preço Médio¹ do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2003 a 2012
unidade: R$ / kg
Regiões e Estados
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Centro-Oeste
2,376
2,394
2,457
2,624
2,718
2,694
2,998
3,207
3,192
3,229
Região Sul
2,295
2,372
2,392
2,566
2,588
2,605
2,801
2,975
3,002
3,075
Região Sudeste
2,175
2,227
2,236
2,402
2,481
2,491
2,710
2,943
2,966
3,031
Região Nordeste
2,252
2,399
2,357
2,503
2,517
2,564
2,696
2,788
2,800
2,876
Região Norte
2,387
2,408
2,435
2,551
2,643
2,677
2,755
2,966
3,049
3,113
Minas Gerais
2,179
2,258
2,295
2,534
2,650
2,660
2,933
3,124
3,169
3,243
Rio Grande do Sul
2,321
2,355
2,410
2,576
2,620
2,653
2,787
2,918
2,977
3,062
Paraná
2,227
2,359
2,326
2,495
2,486
2,464
2,757
2,961
2,954
3,026
São Paulo
2,213
2,210
2,202
2,345
2,415
2,436
2,664
2,902
2,933
3,011
Rio de Janeiro
2,059
2,203
2,254
2,387
2,450
2,441
2,617
2,917
2,891
2,914
Total Brasil
2,246
2,306
2,316
2,473
2,533
2,550
2,746
2,938
2,960
3,023
Notas: Preços em valores correntes
1
A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
Capítulo 4
82
No gráfico 4.11, verifica-se a evolução dos preços do GLP no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no
Período de 2003 a 2012
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
4.10 - Metanol
O metanol é utilizado na produção de biodiesel, por meio do processo de transesterificação de óleos vegetais e gorduras animais. O Rio Grande do Sul foi o maior consumidor de metanol em 2012. Verifica-se na
tabela 4.24 o consumo em regiões e estados selecionados.
Tabela 4.24 - Consumo de metanol em Regiões e Estados Selecionados, no período
de 2005 a 2012
Regiões e Estados
Região Sudeste
Região Sul
Região Nordeste
Região Centro-Oeste
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
8
2.732
5.082
23.016
43.240
48.441
47.690
31.074
4
13
6.009
38.024
55.845
79.624
103.538
102.064
27
5.519
31.986
20.931
25.319
23.837
20.186
32.672
0
1.237
9.724
50.226
66.686
108.932
114.592
128.681
94
496
4.694
3.847
8.021
17.816
15.883
10.742
Rio Grande do Sul
0
0
6.008
37.099
53.022
70.977
89.810
87.996
Mato Grosso
0
2
1.862
29.101
39.383
62.959
60.315
57.165
Goiás
0
1.235
7.862
21.125
26.292
44.190
49.248
61.976
São Paulo
0
2.640
5.038
23.016
38.116
37.931
38.242
20.619
Tocantins
0
0
3.851
2.783
6.384
15.750
15.379
9.252
Bahia
0
672
14.116
11.240
12.459
12.842
14.821
25.987
Paraná
4
13
2
925
2.823
8.647
13.728
14.068
Minas Gerais
8
92
44
0
4.223
8.435
8.277
8.477
Região Norte
Rio de Janeiro
Brasil
0
0
0
0
901
2.075
1.171
1.979
133
9.998
57.495
136.043
199.111
278.650
301.890
305.233
Nota: O consumo de metanol pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas na fabricação de biodiesel.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
Capítulo 4
unidade: m³
83
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
4.11 - Glicerina
A glicerina é um subproduto oriundo da produção de biodiesel. No ano de 2012, conforme tabela 4.25,
verifica-se o consumo nas regiões e em estados selecionados.
Tabela 4.25 - Glicerina gerada na produção de biodiesel B100, em Regiões e Estados
Selecionados, no período de 2005 a 2012
unidade: m³
Regiões e Estados
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Região Sudeste
4
1.057
4.297
21.952
35.068
49.533
41.862
25.326
Região Sul
2
0
3.085
24.945
44.278
59.709
83.368
79.031
14
7.258
18.451
15.601
16.894
17.547
16.275
30.527
0
661
6.057
56.724
68.732
114.859
117.440
129.045
Região Nordeste
Região Centro-Oeste
Região Norte
48
484
4.849
5.194
6.857
15.236
14.409
10.753
Rio Grande do Sul
0
0
3.085
24.177
41.723
53.700
72.818
68.231
Mato Grosso
0
0
2.427
36.891
45.710
74.572
62.398
59.575
Goiás
0
661
3.630
19.833
22.163
38.582
46.877
55.488
São Paulo
0
1.057
4.283
21.936
30.637
39.103
33.526
16.243
Tocantins
0
0
3.722
1.881
4.370
12.392
13.821
9.351
Bahia
0
4.578
6.246
8.343
8.058
9.194
12.526
24.753
Paraná
2
0
0
768
2.555
6.009
10.549
10.800
Mato Grosso do Sul
0
0
0
0
859
1.705
8.166
13.982
Minas Gerais
4
0
14
16
3.106
6.211
6.978
7.081
69
9.460
36.740
124.415
171.829
256.884
273.353
274.683
Brasil
Capítulo 4
Nota: Refere-se à produção de glicerina bruta. A produção de glicerina produzida pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas.
Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013
84
5
Metodologia e Conceituação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base Eólica
2012
Capítulo 5
Foto: Fernando C. Vieira
86
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Metodologia e Conceituação
5.1 - Descrição Geral
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul - BERS utiliza a metodologia internacional, também empregada pelo
Balanço Energético Nacional - BEN. A metodologia empregada propõe uma estrutura energética geral, de forma
a permitir a obtenção de adequada configuração das variáveis físicas próprias do setor energético.
A matriz Balanço Energético (quadro 5.1), síntese da metodologia, expressa o balanço das diversas etapas do
processo energético: produção, transformação e consumo, conforme figura e conceituação apresentados a seguir.
5.1.a - Processo Energético
Consumo Final Primário
Importação
de Energia
Primária
Produção
de Energia
Primária
Exportação
de Energia
Primária
Oferta
Total
Primária
Importação
de Energia
Secundária
Oferta
Interna
Bruta
Entradas
Primárias
Centro de
Transformação
Produção
Secundária
Exportação
de Energia
Secundária
Oferta
Total
Secundária
Oferta
Interna
Bruta
Consumo
Final
Secundário
Consumo
Final
Energético
Consumo
Final Total
Perdas
Secundárias
Variações
de Estoques
Primários
Variações
de Estoques
Primários
Perdas
Primárias
Não-aproveitadas
e Reinjeções
Primárias
Perdas de
Transformação
Setores de
Consumo
Final (inclui
consumo
próprio do
setor
energético)
Consumo Final
Não-Energético
Não-aproveitadas
Secundárias
Entrada Secundária
Energia Primária
Transformação
Energia Secundária
Consumo Final Total
Setor Energético
5.2 - Conceituação
Conforme se observa na figura, a estrutura geral do balanço é composta por quatro partes:
•Energia Primária
•Transformação
•Energia Secundária
•Consumo Final
5.2.a - Energia Primária
Produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão mineral,
resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica, etc.
Identificação
Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, Carvão MetalúrgiFontes de Energia Primária
1a8
co, Urânio (U3O8), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos
da Cana (Melaço, Caldo-de-Cana e Bagaço).
Outras Fontes Primárias
9
Eólica, Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de
Vapor, Calor e Outros.
Total de Energia Primária
10
Somatório das Colunas 1 a 9.
Capítulo 5
Colunas da Matriz
87
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.2.b - Energia Secundária
Produtos energéticos resultantes dos diferentes centros de transformação que tem como destino os diversos
setores de consumo e eventualmente outro centro de transformação.
Colunas da
Matriz
Identificação
Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (A e de Aviação), GLP,
Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de Cidade e de
Fontes de Energia Secundária
11 a 23
Coqueria), Coque de Carvão Mineral, Urânio Contido no UO2 dos
Elementos Combustíveis, Eletricidade, Carvão Vegetal, Álcool Etílico
(Anidro e Hidratado), Biodiesel e Outras Secundárias de Petróleo
(Gás de Refinaria, Coque e Outros).
Derivados de Petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo
Produtos Não Energéticos do Petróleo
24
energético, são utilizados para outros fins (Graxas, Lubrificantes,
Parafinas, Asfalto, Solventes e Outros).
Alcatrão
25
Alcatrão obtido na transformação do Carvão Metalúrgico em Coque.
Total de Energia Secundária
26
Somatório das Colunas 11 a 25.
5.2.c - Total Geral
Consolida todas as energias produzidas, transformadas e consumidas no Estado.
Colunas da
Matriz
Energia Total
27
Identificação
Somatória Algébrica das Colunas 10 a 26.
5.2.d - Oferta
Quantidade de energia que se coloca à disposição para ser transformada e/ou para consumo final.
Linhas da
Matriz
Identificação
Energia Primária que se obtém de Recursos Minerais, Vegetais e Animais
Produção
1
(Biogás), Hídricos, Reservatórios Geotérmicos, Sol, Vento, Marés. Tem
sinal positivo.
Quantidade de Energia Primária e Secundária proveniente do exterior e
Importação
2
de outros estados, que entra no RS e constitui parte da Oferta no Balanço.
Tem sinal positivo.
Diferença entre o Estoque Inicial e Final de cada ano. Um aumento de
Variação de Estoques
3
estoques num determinado ano significa uma redução na Oferta Total.
No Balanço tem sinal negativo as entradas e positivo as saídas.
Oferta Total
4
Produção (+) Importação (+) ou (-) Variação de Estoques.
Exportação
5
Quantidade de Energia Primária e Secundária que se envia do RS para
Não-Aproveitada
6
Reinjeção
7
Capítulo 5
outros estados e exterior. É identificada com sinal negativo.
88
Quantidade de Energia que, por condições técnicas ou econômicas,
atualmente não está sendo utilizada. É caracterizada com sinal negativo.
Quantidade de Gás Natural que é reinjetado nos poços de Petróleo para
uma melhor recuperação deste hidrocarboneto. Tem sinal negativo.
Quantidade de Energia que se coloca à disposição do Estado para ser sub-
Oferta Interna Bruta
8
metida aos Processos de Transformação e/ou Consumo Final. Corresponde à soma algébrica das linhas 4 a 7.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.2.e - Transformação
O Setor Transformação agrupa todos os centros de transformação onde a energia que entra (primária e/ou
secundária) se transforma em uma ou mais formas de energia secundária com suas correspondentes perdas
na transformação.
Linhas da
Matriz
Total Transformação
9
Centros de Transformação
9.1 a 9.9
Outras Transformações
9.10
Identificação
Soma das linhas 9.1 a 9.10. As quantidades colocadas
nas colunas 1 a 9 e 11 a 25 representam a soma
algébrica de Energia Primária e Secundária que entra e
sai do conjunto dos Centros de Transformação.
Refinarias de Petróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de
Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear,
Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras,
Carvoarias e Destilarias.
Inclui os Efluentes (produtos energéticos) produzidos pela
indústria química, quando do processamento da Nafta e
outros produtos Não Energéticos de Petróleo.
Observações importantes sobre os sinais nos centros de Transformação:
a) toda energia primária e/ou secundária que entra (como insumo) no centro de transformação tem sinal negativo.
b) toda energia secundária produzida nos centros de transformação tem sinal positivo.
5.2.f - Perdas
Linhas da
Matriz
Perdas na Distribuição e
Armazenagem
10
Identificação
Perdas ocorridas durante as atividades de produção, transporte, distribuição e armazenamento de energia. Como
exemplos, podem-se destacar: perdas em Gasodutos,
Oleodutos, Linhas de Transmissão de Eletricidade, Redes
de Distribuição Elétrica. Não se incluem nessa linha as perdas nos Centros de Transformação.
5.2.g - Consumo Final
Capítulo 5
Nesta parte, detalham-se os diferentes setores da atividade socioeconômica do Estado, para onde convergem as energias primária e secundária, configurando o Consumo Final de Energia.
89
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Linhas da
Matriz
Identificação
Energia Primária e Secundária que se encontra disponível para ser usada
Consumo Final
11
por todos os setores de Consumo Final no Estado, incluindo o Consumo
Final Energético e o Consumo Final Não Energético. Corresponde à soma das
linhas 11.1 e 11.2.
Consumo Final Não Energético
11.1
Quantidade de Energia contida em produtos que são utilizados em diferentes
setores para fins Não Energéticos.
Agrega o Consumo Final dos Setores Energético, Residencial, Comercial, Público,
Consumo Final Energético
11.2
Agropecuário, Transporte, Industrial e Consumo Não Identificado. É a somatória
das linhas 11.2.1 a 11.2.8.
Consumo Final do Setor Ener-
11.2.1
gético
Energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração
e transporte interno de Produtos Energéticos, na sua forma final.
Consumo Final Residencial
11.2.2
Energia consumida no Setor Residencial, em todas as classes.
Consumo Final Comercial
11.2.3
Energia consumida no Setor Comercial, em todas as classes.
Consumo Final Público
11.2.4
Energia consumida no Setor Público, em todas as classes.
Consumo Final Agropecuário
11.2.5
Energia total consumida nas classes Agricultura e Pecuária.
Consumo Transportes Total
11.2.6
Energia consumida no Setor Transportes, englobando os segmentos rodoviário,
ferroviário, aéreo e hidroviário. É a somatória das linhas 11.2.6.1 a 11.2.6.4.
Energia consumida no setor industrial, englobando os segmentos cimento, fer-
Consumo Final Industrial Total
11.2.7
ro-gusa e aço, ferroligas, mineração e pelotização, não-ferrosos e outros da metalurgia, química, alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e outros. É a
somatória das linhas 11.2.7.1 a 11.2.7.11.
Consumo Não Identificado
11.2.8
Corresponde ao consumo que, pela natureza da informação compilada, não pode
ser classificado num dos setores anteriormente descritos.
5.2.h - Ajustes Estatísticos
Ferramenta utilizada para compatibilizar os dados correspondentes à oferta e consumo de energias provenientes de fontes estatísticas diferentes.
Linhas da
Matriz
Ajustes
12
Identificação
Quantifica os déficits e superávits aparentes de cada energia, produtos de erros estatísticos, informações ou medidas.
Os ajustes para cada coluna (1 a 25) são calculados da seguinte forma:
AJUSTES = OFERTA INTERNA BRUTA (+) TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
Capítulo 5
ARMAZENAGEM (-) CONSUMO FINAL
90
O sinal de “Total Transformação” é negativo para fontes primárias e geralmente positivo para secundárias.
O sinal de “Perdas na Distribuição e Armazenagem” é negativo para fontes primárias e secundárias.
O ajuste é positivo se o valor absoluto da oferta interna bruta for maior que a soma dos valores absolutos
das demais parcelas. O ajuste será negativo se o valor absoluto da oferta interna bruta for menor.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.2.i - Produção de Energia Secundária
Corresponde à soma dos valores positivos que aparecem nas linhas 9.1 a 9.10.
5.3 - Convenção de Sinais
Nos blocos de oferta e centros de transformação, da matriz do quadro 5.1 (produção, importação, retirada de
estoque, saídas dos centros de transformação), toda quantidade de energia que tende a aumentar a energia
disponível no Estado é POSITIVA, enquanto que toda quantidade que tende a diminuir a energia disponível
no Estado é NEGATIVA (acréscimo de estoque, exportação, não aproveitada, reinjeção, energia transformada,
perdas na transformação e perdas na distribuição e armazenagem).
Finalmente, todos os dados que se encontram na parte referente ao consumo final de energia são também negativos, mas por motivo de simplificação, na apresentação, aparecem como quantidades aritméticas (sem sinal).
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético
5.4.a - Energia Primária e Secundária
O fluxo energético de cada fonte primária e secundária é representado pelas seguintes equações:
OFERTA TOTAL = PRODUÇÃO (+) IMPORTAÇÃO (+) OU (-) VARIAÇÃO DE ESTOQUES
OFERTA INTERNA BRUTA = OFERTA TOTAL (-) EXPORTAÇÃO (-) NÃO-APROVEITADA (-) REINJEÇÃO
E ainda:
Para essa expressão, deve ser considerado o valor absoluto de “Total Transformação” e “Perdas na Distribuição e Armazenagem”.
Deve ser observado que a produção de energia secundária aparece no bloco relativo aos centros de transformação, tendo em vista ser toda ela proveniente da transformação de outras formas de energia. Assim, para
evitar-se dupla contagem, a linha de “produção” da matriz fica sem informação para as fontes secundárias.
Mesmo assim, para a energia secundária também valem as operações anteriormente descritas, desde que
se considere a produção nos centros de transformação como parte da oferta.
Capítulo 5
OFERTA INTERNA BRUTA = TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) CONSUMO FINAL (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
ARMAZENAGEM (+) OU (-) AJUSTE.
91
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.4.b - Transformação
Nesta parte, configurada pelos centros de transformação, é observada a seguinte operação:
TRANSFORMAÇÃO EM ENERGIA SECUNDÁRIA = TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA (+) TRANSFORMAÇÃO
SECUNDÁRIA (-) PERDAS NA TRANSFORMAÇÃO
5.4.c - Consumo Final de Energia
CONSUMO FINAL = CONSUMO FINAL PRIMÁRIO (+) CONSUMO FINAL SECUNDÁRIO
E ainda:
Capítulo 5
CONSUMO FINAL = CONSUMO NÃO ENERGÉTICO (+) CONSUMO FINAL ENERGÉTICO
92
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
Comercial
Público
Agropecuário
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
Capítulo 5
Petróleo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5
9.6
9.7
9.8
9.9
9.10
10
11
11.1
11.2
11.2.1
11.2.2
11.2.3
11.2.4
11.2.5
11.2.6
11.2.6.1
11.2.6.2
11.2.6.3
11.2.6.4
11.2.7
11.2.7.1
11.2.7.2
11.2.7.3
11.2.7.4
11.2.7.5
11.2.7.6
11.2.7.7
11.2.7.8
11.2.7.9
11.2.7.10
11.2.7.11
11.2.8
12
FLUXO DE ENERGIA
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
Querosene
Produtos
da cana
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Urânio
contido no UO
2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO
do Rio Grande do Sul
unidade: mil tep
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul
93
Energia Total
Energia Secundária
Total
Alcatrão
Produtos Não
Energéticos do Petróleo
Outras Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
Carvão
Vegetal
Nafta
GLP
Gasolina
Óleo
Combustível
Óleo Diesel
Energia Primária
Total
Outras
Fontes Primárias
Carvão Vapor
Gás Natural
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2013 - ano base 2012 em tep
Capítulo 5
5.5.a - Primeira Etapa
Esta etapa consiste basicamente na coleta das informações dos energéticos em unidades originais e na análise
de sua consistência. O lançamento dos dados é feito após o exame e o conhecimento da metodologia empregada, apresentada até o item 5.4.c. No quadro 5.2 estão lançadas as principais instituições contatadas pela equipe
técnica do BERS. Trata-se de uma tarefa exaustiva, especialmente por não estarem todos os setores energéticos
no mesmo padrão organizacional. Uma parcela mínima dos energéticos fica fora dos processos oficiais de contabilização, de outro lado, parte dos autoprodutores e de alguns energéticos não são contabilizados de forma
padronizada. Os resultados da coleta e tratamento das informações constam na tabela G.1 do anexo G. Pode ser
observado que a tabela se assemelha muito à própria tabela do BERS em mil tep (tabelas G.3), salvo pelo fato de
não disporem das colunas chamadas de “Energia Primária Total”, “Energia Secundária Total” e “Energia Total”. A
razão é de não haver sentido somar valores postos em unidades diferentes como MWh, m³, tonelada, e assim por
diante. Além disso, a coluna “Outras Fontes Primárias”, nas tabelas em unidades originais, encontra-se aberta em
três colunas, Lixívia, Casca de Arroz e Eólica, assim como, a coluna “Etanol Etílico Anidro e Hidratado*”, encontra-se
aberta em três colunas, Etanol Etílico Anidro, Etanol Etílico Hidratado e Biodiesel (B100).
Para o caso do petróleo e derivados, energéticos que predominam no RS, as informações primárias foram coletadas na Agência Nacional do Petróleo - ANP e nas três refinarias gaúchas - REFAP, RIOGRANDENSE e BRASKEM.
No caso do gás natural, as informações primárias são provenientes da SULGÁS e da ANP. Para a energia hidráulica, energia eólica e eletricidade, as informações primárias foram buscadas nos diferentes agentes de geração,
transmissão e distribuição de energia elétrica do Rio Grande do Sul, na Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL e no Operador Nacional do Sistema Interligado - ONS. As informações referentes ao carvão vapor foram
obtidas nas empresas mineradoras do Estado, Companhia Riograndense de Mineração - CRM e Copelmi. Na
ANP, foram informados dados referentes ao etanol etílico anidro e hidratado, sendo que, para o bagaço de cana
e complementação do hidratado, foram colhidas informações na destilaria de Porto Xavier - COOPERCANA. No
caso da lixívia, as informações foram obtidas na CMPC Celulose Riograndense de Guaíba.
Para alguns energéticos, como lenha e biomassa (casca de arroz), os levantamentos de campo precisaram
ser complementados por cálculos estimativos e por pesquisas amostrais, já que nesses casos não se mostra
economicamente viável obter-se uma informação de caráter censitário.
No caso da casca de arroz, foram usadas as seguintes informações do Instituto Riograndense do Arroz - IRGA:
i) volumes e toneladas colhidas nas safras 2013/2012 do RS; ii) 22% da massa de arroz colhido é casca; iii)
38% da casca produzida não são utilizadas como energético.
Para a lenha, utilizou-se como referencial as pesquisas anuais do IBGE sobre a produção de madeira, lenha e
toras no RS. Pelo lado do consumo, utilizaram-se os critérios: i) na maior parcela do segmento industrial, as
informações foram obtidas diretamente desses setores; ii) para o segmento residencial (domicílios rurais e
urbanos), dividiu-se o levantamento em área urbana e rural. Para área rural, utilizaram-se os levantamentos
de população do IBGE e considerou-se o consumo anual de 2,25 m3 por ano1. Além disso, aplicou-se esse valor
apenas nas parcelas de população que utilizaram a lenha de forma predominante, segundo levantamento do
IBGE. Para a população que a utiliza, mas não de forma predominante, considerou-se o valor de 2,25 m3 / 4,
ou seja, foi considerado que o energético é consumido somente no inverno. Para determinar a parcela que não
utiliza lenha, foi utilizada a pesquisa telefônica feita em 2008 com moradores da área rural do RS e constatou-se
que 26% da população rural gaúcha não utilizam lenha como fonte de energia. No caso da população urbana,
também foram utilizados os levantamentos do IBGE da parcela da população que usa predominantemente lenha, considerando-se 0,71 m³ por habitante / ano. Além disso, estimou-se o uso da lenha em lareiras por meio
de critério econômico (população com renda familiar acima de 15 salários mínimos, sendo que, dessas famílias,
cada domicílio consome 1 m³ de lenha anualmente); iii) no caso das padarias e pizzarias, os valores lançados
foram calculados a partir de pesquisas amostrais efetuadas com margem de erro de 6%; iiii) para o setor agropecuário, o cálculo da lenha foi efetuado, tanto a partir de informações de consumo dos setores que efetuam a
secagem de grãos, bem como por intermédio dos estudos do IRGA, da FENARROZ e do SINDIARROZ. Para o caso
da secagem do arroz, tais estudos concluem que é necessário 1 m³ de lenha para secar 50 toneladas. Tomouse o cuidado de abater das safras de arroz a quantidade secada com outros energéticos como o gás natural.
Baseou-se no volume aparente de 2,84 estéreos utilizado no BERS 1979-1982 para o consumo de lenha por habitante / ano. Por intermédio da utilização do
fator de empilhamento de 1,26, converteu-se o volume em estéreos para o volume real em m³. O fator de empilhamento é a razão entre o volume aparente
(estéreo) e o volume real.
1
94
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2013 - Ano Base 2012
Petróleo e derivados
ANP
Agência Nacional do Petróleo
BRASKEM
Braskem S.A.
PETROBRAS
Petróleo Brasileiro
RIOGRANDENSE
Refinaria de Petróleo Riograndense
REFAP
Refinaria Alberto Pasqualini
Gás Natural
ANP
Agência Nacional do Petróleo
SULGÁS
Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul
Carvão Mineral
COPELMI
Companhia de Pesquisas e Lavras minerais
CRM
Companhia Rio-Grandense de Mineração
Carvão Metalúrgico / Coque de Carvão Mineral
GERDAU AÇOMINAS
Grupo Gerdau
Energia Hidráulica
ANEEL
Agência Nacional de Energia Elétrica
SEINFRA
Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Estado do RS
Lenha / Carvão Vegetal
AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil
CAMBARÁ
Celulose Cambará
COCEAGRO
Cooperativa Central Agroindustrial Noroeste
FECOAGRO
Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
PILECO
Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda
PIRATINI
Piratini Energia
SETA
Extrativa Tanino de Acácia
SINDICER
Sindicato de Olaria e Cerâmica para construção no RS
Produtos da Cana
COOPERCANA
Cooperativa dos Produtores de Cana Porto Xavier
Outras Fontes Primárias
CMPC
CMPC Celulose Riograndense
CAMIL
Camil Alimentos
IRGA
Instituto Rio-Grandense do Arroz
VENTOS DO SUL
Ventos do Sul Energia
Eletricidade
AES SUL
Distribuidora Gaúcha de Energia
AES URUGUAIANA
AES Uruguaiana Empreendimentos
BAESA
Energética Barra Grande S.A.
CERAN
Companhia Energética Rio das Antas
CGTEE
Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
DEMEI
Departamento Municipal de Energia de Ijuí
ELETROCAR
Centrais Elétricas de Carazinho
ELETROSUL
Eletrosul Centrais Elétricas S.A.
FECOERGS
Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvi-
GRUPO CEEE
Companhia Estadual de Energia Elétrica
HIDROPAN
Hidroelétrica Panambi
MUX ENERGIA
Mux Energia
RGE
Rio Grande Energia
TRACTEBEL
Tractebel Energia
NOVA PALMA ENERGIA
Nova Palma Energia
Capítulo 5
mento Rural do RS
95
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
5.5.b - Segunda Etapa
Após coleta e fechamento dos dados em unidades originais, é feita a conversão para a unidade mil tep,
tabela G.3 do anexo G. A razão de converter para uma unidade comum é poder somar e subtrair valores
de energéticos com unidades diferentes. Como exemplo, as concessionárias de serviços públicos de energia
elétrica costumam contabilizar eletricidade gerada ou consumida em MWh, já as refinarias e a ANP costumam contabilizar derivados do petróleo como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e outros, em m³ e
também em litros. Existem derivados do petróleo, como o Gás Liquefeito do Petróleo - GLP, que são comercializados em kg ou em tonelada.
A seguir, será examinada a conversão de unidades originais (tabela G.1) para a unidade mil tep (tabela G.3)
do anexo G.
Para os energéticos primários:
Petróleo: Todos os valores postos em m³ na coluna “petróleo” devem ser multiplicados por 0,887 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “petróleo” do
BERS 2012 (tabela G.3). Como exemplo, o valor da linha de importação de 8.752 mil tep em 2012 foi obtido
por meio da multiplicação de 9.867.214 m³ por 0,887 e, para converter em mil tep, o valor deve ainda ser
divido por mil. Na linha “refinarias de petróleo”, os valores de petróleo assumem o sinal negativo, significando que o energético será convertido em outros energéticos. Em todas as linhas abaixo do consumo final, o
valor do petróleo é zero, significando que não é consumido diretamente por nenhuma classe de consumo.
Gás natural: Multiplicam-se todos os valores lançados em mil m³ na coluna “gás natural” por 0,88 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números assim obtidos geram a segunda coluna
dos energéticos, “gás natural”. O gás natural é consumido tanto pelos centros de transformação, como por
consumidores industriais, residenciais e comerciais.
Carvão vapor: Como há diferentes tipos de carvão, o cálculo segue a conversão de cada linha da tabela 3.10
do capítulo 3. Cada tipo de carvão foi lançado individualmente em unidades originais na coluna do carvão, e
em seguida precisou ser convertida em tep. Como exemplo, pode ser citado o carvão CE 3300, que possui um
fator de conversão de toneladas para tep de 0,31, conforme anexo C, tabela C.10. Após conversão, obtém-se
a quantidade equivalente em tep para a coluna do carvão CE 3300, em seguida faz-se a mesma operação
para os demais tipos de carvão. A soma matricial dos valores das colunas redunda na coluna equivalente.
Essa coluna deve ser dividida por mil, para se ter a unidade mil tep, gerando assim a terceira coluna dos
energéticos, “carvão vapor” do BERS 2012.
Capítulo 5
Energia hidráulica: Na tabela em unidades originais de 2012, no anexo G, o valor em MWh que aparece na
sexta coluna, “energia hidráulica”, representa a soma de toda a geração de energia hidroelétrica produzida
em usinas de grande e pequeno porte no RS. Para o caso das usinas de fronteira (Itá, Machadinho, Barra
Grande e Foz do Chapecó), o valor anual gerado pelas usinas foi dividido por dois, sendo que a outra parte
entra na contabilização do estado de Santa Catarina. Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Dessa
forma, fica gerada a sexta coluna da tabela G.3.
96
Lenha: Os valores constantes na sétima coluna de energéticos da tabela G.1, do anexo G, deverão primeiramente ser convertidos de metros cúbicos para toneladas, o que significa que os números das células da
sétima coluna em m³ primeiramente devem ser multiplicados por 0,39, tabela C.9, do anexo C, já que a
densidade média da lenha é de 390 kg/m³. Após conversão, obtém-se a quantidade em toneladas de lenha
nas células da sétima coluna. Em seguida, todas as células da coluna “lenha” deverão ser multiplicadas por
0,31 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna da lenha em tep. Divididos os valores por mil, obtém-se
em mil tep.
Produtos da cana: Os valores em toneladas constantes na oitava coluna “produtos da cana” (no caso, bagaço de cana), da tabela G.1, do Anexo G, deverão ser multiplicados por 0,213 (anexo C, tabela C.10), ob-
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
tendo-se a coluna de “produtos da cana” em tep. Para obter a unidade de mil tep, todas as células da coluna
“produtos da cana” devem ser divididas por mil. Assim, fica gerada a oitava coluna do BERS 2012.
Outras Fontes Primárias: Nas tabelas em valores originais do anexo G, aparecem três colunas que darão
origem a nona coluna do BERS 2012. Uma das colunas refere-se à lixívia (em toneladas), a outra à casca de
arroz (em toneladas) e a outra corresponde à energia eólica (em MWh). Cada coluna deve ser convertida
para tep e depois somada matricialmente. Para a coluna da lixívia, o fator multiplicador é 0,286 (anexo C,
tabela C.10); da casca de arroz é 0,295; e da energia eólica 0,086. A coluna resultante dessa soma deverá ser
dividida por mil para obter-se a nona coluna do BERS 2012.
Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões:
Óleo diesel: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo diesel” do anexo G, tabela G.1, devem ser multiplicados por 0,848 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Os
números assim obtidos geram a coluna “óleo diesel” do BERS 2012, décima primeira coluna. Nota-se na linha
“refinarias de petróleo”, que o valor de óleo diesel é maior que o lançado na linha “consumo final”, coerente
com o fato de a parcela de diesel produzido nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. Os
valores da parcela de biodiesel, misturada ao óleo diesel, estão na última coluna da tabela G.1, em unidades
originais, do anexo G; bem como, na vigésima segunda coluna da tabela G.3 (etanol etílico anidro e hidratado*), do BERS 2012, em mil tep.
Óleo combustível: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo combustível” devem ser multiplicados
por 0,959 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna
“óleo combustível” do BERS 2012, décima segunda coluna da tabela G.3.
Gasolina: As informações a respeito da gasolina nas refinarias constam como gasolina A, e no consumo final
como gasolina C, gasolina automotiva. Nesse caso, é retirado os 20%2 de etanol etílico anidro da gasolina C,
e lançado o resultado na coluna “gasolina” do anexo G, tabela G.1. Dessa forma, os valores constantes na
coluna “gasolina” referem-se à Gasolina A. A parcela de 20% retirada de etanol etílico anidro da gasolina C
é lançada na coluna “etanol etílico anidro e hidratado” do BERS3. Todos os valores postos em m³ na coluna
“gasolina” devem ser multiplicados por 0,783 (anexo C, tabela C.10), fator de conversão correspondente à
gasolina A, e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “gasolina” do BERS
2012, décima terceira coluna. Nota-se que, na linha “refinarias de petróleo”, os valores de gasolina serão
maiores que os lançados na linha consumo final, coerente com o fato de a parcela da gasolina produzida nas
refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. A gasolina automotiva utilizada nos veículos brasileiros origina-se de uma mistura da gasolina A com 20% (em volume) de etanol etílico anidro, em 2012. Cabe
salientar que a gasolina de aviação está inclusa nessa coluna.
GLP: Todos os valores postos em m³ na coluna “GLP” devem ser multiplicados por 0,611 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “GLP” do BERS 2012, décima
quarta coluna, da tabela G.3, do anexo G.
Querosene: Engloba querosene de aviação e querosene iluminante. Todos os valores postos em m³ na
coluna “querosene” devem ser multiplicados por 0,822 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por
mil. Os números obtidos geram a coluna “querosene” do BERS 2012, décima sexta coluna da tabela G.3, do
anexo G.
O percentual manteve-se em 20% durante o ano de 2012, diferente do ocorrido no ano anterior, já que segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de
setembro de 2011, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de 25%. Nos meses de outubro a dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%.
3
Uma alternativa ainda melhor seria dispor o etanol etílico anidro em uma coluna separada do etanol etílico hidratado e do biodiesel.
Capítulo 5
Nafta: Todos os valores postos em m³ na coluna “nafta” devem ser multiplicados por 0,765 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “nafta”, décima quinta coluna
da tabela G.3, do anexo G.
2
97
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Eletricidade: Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e
os resultados divididos por mil. Dessa forma, gera-se a vigésima coluna do BERS 2012.
Carvão vegetal: Os valores em toneladas dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,646 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. A coluna correspondente é a vigésima primeira do BERS 2012.
Etanol etílico anidro e hidratado4: Para executar a coluna em valores originais, é preciso inicialmente trabalhar em três colunas separadas, uma para o anidro, uma para o hidratado, e outra para o biodiesel. No caso
do etanol etílico anidro, basta lembrar que 20% do volume informado da gasolina automotiva (gasolina C) é
constituído por este. Para a conversão em tep, os valores em m³ da coluna do etanol etílico anidro deverão
ser multiplicados por 0,534 (anexo C, tabela C.10), e os da coluna do etanol etílico hidratado por 0,51, e os
da coluna do biodiesel4 por 0,756. Após, as três colunas devem ser somadas de forma matricial e o resultado
dividido por mil. Dessa forma, fica gerada a vigésima segunda coluna da tabela G.3 do BERS 2012.
Outras secundárias de petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo
C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, tem-se a vigésima terceira coluna do BERS
2012.
Produtos não energéticos do petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89
(anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os valores correspondentes encontram-se na vigésima quarta coluna da tabela G.3 do anexo G, BERS 2012.
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2012 em kcal
Para converter os valores de mil tep, constantes na tabela G.3 do anexo G, para bilhões de kcal, basta multiplicar todas as células destas por 10. Obtém-se, assim, a tabela G.2 em bilhões de kcal.
No anexo C, tabela C.1, verifica-se que 1 tep = 10 bilhões de cal, logo 1.000 tep = 10 bilhões de kcal.
5.7 - Classificação Setorial
Capítulo 5
A classificação de consumo setorial utilizada no Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul segue
a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, classificação oficialmente adotada pelo Sistema
Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos. Está em vigor desde 1° de
janeiro de 2007, a nova estrutura de códigos da CNAE, conforme Resoluções Concla n°1, de 4 de setembro
de 2006, e n°2, de 15 de setembro de 2006. A tabela CNAE - Fiscal 1.1, vigente em 2006, foi substituída pela
tabela CNAE - versão 2.0. As classificações de atividades econômicas precisam ser periodicamente atualizadas e revisadas em função de mudanças na organização produtiva, que alteram a importância relativa das
atividades econômicas e dos produtos, e também de demandas por novas abordagens analíticas. A classificação setorial encontra-se em versão digital disponível no sítio do Grupo CEEE - www.ceee.com.br.
98
No BERS 2012, foi considerado que para cada 993 kg de óleo de soja se obtêm 880 kg de biodiesel, ou em termos energéticos, cada 1,19 kcal de óleo de soja
gera 1 kcal de biodiesel. Quase toda produção de biodiesel do RS provem do óleo de soja.
4
6
Oferta e Demanda de Energia
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Grupo CEEE - Usina do Gasômetro
Foto: Guga Marques
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Oferta e Demanda de Energia
6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias
Para a análise deste tópico, recorremos aos números postos na tabela 6.1 a seguir. A tabela representa
itens como produção, importação, variação de estoques e exportação, bem como consumo de energéticos
primários por fontes, lançados em unidades originais. A unidade de medida original do petróleo, gás natural
e lenha é o m³; do carvão vapor, produtos da cana, lixívia e casca de arroz é a tonelada; e para a energia
hidráulica e eólica é o MWh.
A tabela 6.1 é convertida na tabela 6.2 para unidade mil tep (poderia ser para kcal ou Joule). Cada energético primário tem um fator de conversão, como exemplo, para cada m³ de petróleo tem-se um fator de
multiplicação de 0,887, e assim por diante conforme mostra a tabela C.10 do anexo C. Os energéticos lixívia,
casca de arroz e energia eólica são convertidos em mil tep e os correspondentes resultados são somados,
originando na tabela a coluna “outras fontes de energia”. No caso da lenha, primeiramente se utiliza a densidade média de 390 kg/m³, conforme tabela C.9, do anexo C, para depois empregar o fator de conversão
do anexo C, tabela C.10.
Em 2012, a Oferta Interna de Energia - OIE1 total oriunda de fontes primárias no RS, atingiu 16.011.000
tep, ou 160,110 trilhões de kcal. Em 2012, o valor da OIE sofreu decréscimo de 0,04% em relação a 2011
(13.018.000 tep). A situação da oferta e demanda de cada energético primário é descrita a seguir:
6.1.a - Petróleo
Todo petróleo refinado no RS é importado. Em 2012, foi a fonte primária predominante com 8.777.000 tep
(tabela 6.2), correspondendo a 9.895.530 m³ de petróleo (tabela 6.1), representando 54,82% da oferta de
fontes primárias, segundo gráfico 6.1. No ano de 2012, o petróleo cresceu 4,5 % em relação ao ano anterior,
onde a OIE total foi de 8.399.000 tep.
Na ponta do consumo, verificou-se que no RS todo petróleo da OIE é destinado ao consumo nos chamados
centros de transformação, no caso específico do Estado, nas refinarias de petróleo.
6.1.b - Gás natural
No ano de 2012, a oferta interna bruta foi de 619.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 703.216.000 m³ de
gás natural (tabela 6.1). Este valor representa 3,88% da oferta das fontes primárias, como mostra o gráfico 6.1,
ficando na sexta posição, atrás do petróleo, do carvão vapor, da lenha, das “outras fontes primárias” e da energia
hidráulica. Em 2012, ocorreu um acréscimo de 7,84 % em relação ao ano de 2011, onde foi ofertado 574.000 tep.
Todo gás natural consumido no Estado é importado, em 2012 o consumo representou 487.000 tep. Observa-se na tabela 6.2 que o gás natural foi utilizado em sua maior parcela no setor industrial, representado
55,24%, sendo de 269.000 tep; na segunda posição, no setor energético, 28,54%, sendo 139.000 tep; seguido do setor rodoviário, 14,58%, 71.000 tep; e setor comercial, 1,44%, 7.000 tep. Nos centros de transformação - com sinal negativo na tabela, foi utilizado 132.000 tep, e será abordado no capítulo 7 - Centros de
Transformação.
Todo carvão vapor consumido no RS é extraído do território gaúcho. Em 2012, a OIE de carvão no RS, tabela
6.2, foi de 2.311.000 tep, ou de 9.508.935 toneladas de carvão equivalente (tabela 6.1). São diversos tipos
de carvão transformados no carvão equivalente. Consta na tabela 3.10, do capítulo 3, o detalhamento da
produção por tipo de carvão. No gráfico 6.1, verifica-se que o carvão vapor correspondeu a 14,43% da oferta
de fontes primárias, ficando na segunda posição. Em relação ao ano de 2011, onde a OIE de carvão no RS foi
de 1.850.000 tep, ocorreu um acréscimo de 24,93 %. No sistema interligado nacional, as usinas térmicas são
em regra utilizadas com maior intensidade em casos de estiagens, poupando assim os reservatórios nacionais, especialmente os da região Sudeste.
Pelo lado da demanda, verificou-se que a maior parcela ocorreu no setor de transformação (centrais elétri1
Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB.
Capítulo 6
6.1.c - Carvão Vapor
101
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
cas de serviço público e centrais elétricas autoprodutoras), atingindo 1.861.000 tep (com sinal negativo na
tabela 6.2), representando 80,53 % do total da OIE. O restante foi consumido pelo setor industrial, 450.000
tep, parcela de 19,47 % da OIE.
6.1.d - Energia hidráulica
Como o sistema brasileiro é interligado, a energia hidráulica aqui tratada é aquela pertinente à geração anual
nas hidroelétricas situadas no RS (Usinas Hidroelétricas - UHE e Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH), sendo que nas usinas de fronteira como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande, o valor gerado é dividido por dois. Em 2012, a OIE da energia hídrica (tabela 6.2) atingiu 1.004.000 tep, o equivalente a 11.674.904
MWh (tabela 6.1), perfazendo 6,27 % da OIE e ficando na quinta posição das fontes primárias (gráfico 6.1).
Em relação à produção de 2.004.000 tep, em 2011, houve uma diminuição na Oferta em 50,01 %.
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2012 (tabela 6.2) que toda a energia hidráulica foi utilizada nos
centros de transformação, sendo a maior parcela nas centrais elétricas de serviços públicos e a menor nas
centrais elétricas autoprodutoras.
6.1.e - Lenha
A lenha é o energético primário de mais difícil contabilização, tanto no tocante à coleta das informações como
aos problemas de unidades empregadas pelos mercados produtor e consumidor do energético. Cabe registrar
que os valores lançados para a lenha no BERS 2013 - ano base 2012 não são comparáveis com os valores que
vinham sendo lançados no BERS até 2004. Os levantamentos e estimativas de consumo de lenha, efetuados
pela equipe técnica, mostraram-se compatíveis com as pesquisas de produção de lenha efetuadas pelo IBGE
no RS, e tais valores são bem menores que a contabilidade da lenha adotada anteriormente ao ano de 2005.
No ano de 2012, a OIE da lenha ficou em 1.892.000 tep (tabela 6.2), representando 11,82 % das fontes primárias (gráfico 6.1).
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2011 (tabela 6.2) que o maior consumo ficou com o setor agropecuário, 974.000 tep, representando 51,48.% da OIE da lenha. Na segunda posição, aparece o setor residencial
com 461.000 tep (24,37%) e, na terceira posição, o setor industrial com 344.000 tep (18,18 %).
6.1.f - Produtos da cana
Ao contrário do Brasil, onde a participação do bagaço de cana na composição das fontes primárias é significativa, no RS a situação é diferente. Em 2012, a participação dos produtos da cana2 registrou na OIE modestos
7.000 tep (tabela 6.2).
Pela ótica da demanda, observou-se que 4.000 tep foram consumidos no setor energético, 2.000 tep como
consumo não-energético e 1.000 tep transformados nas destilarias.
Capítulo 6
6.1.g - Outras fontes primárias
102
Trata-se da composição da lixívia, da casca do arroz e da energia eólica (tabela 6.1). Para calcular a quantidade de casca de arroz, utilizaram-se informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande
do Sul - FECOAGRO-RS. Para a safra 2013/2012, utilizaram-se os dados que 1 m³ de lenha seca 50 toneladas
de arroz, 22% é casca e 38% dessa casca não é utilizada como energético.
Em 2012 (tabela 6.2), as “outras fontes primárias” apresentaram OIE de 1.401.000 tep, representando 8,75 %
do total das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação a 2011, houve decréscimo na OIE em 0,36 %, onde está
inclusa a oleaginosa desde 2010.
Pela ótica da demanda, em 2012, verificou-se que 835.000 tep foram utilizados nos centros de transformação (casca de arroz utilizada em termoelétricas, geradores eólicos e energia primária de oleaginosas para
produção de biodiesel - energia secundária). Em outras transformações, observa-se uma parcela expressiva
do óleo de soja convertido em biodiesel. No setor industrial foram consumidos 566.000 tep, oriundos da
casca de arroz e da lixívia.
2
Inclui o bagaço de cana propriamente dito, bem como o caldo de cana e outros subprodutos da cana.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 6.1
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
unidades originais
Variação de Estoques
Oferta Total
Eólica
MWh
Casca de
Arroz
t
Lixívia
t
Produtos da
Cana
t
Lenha
m3
Energia
Hidráulica
MWh
Urânio U3O8
Carvão
Metalúrgico
Carvão
Vapor
t
0
0
8.855.549
0
0
11.674.904
15.650.671
9.867.214
706.493
0
0
0
0
0
32.852 719.577 1.282.609
0
0
0
1.039.679
0
28.316
0
676.293
0
0
0
0
0
0
0
0
9.895.530 706.493
15.650.671
9.531.842
0
0 11.674.904
0
0
-21.561
0
0
Energia Não-Aproveitada
0
-3.277
-1.347
0
0
0
0
0
0
0
0
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
9.895.530 703.216
9.508.935
0
0 11.674.904
15.650.671
-9.895.530 -149.816 -7.658.826
0
0 -11.674.904
-870.952
-5.315
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
0
0
32.852 719.577 1.282.609 1.039.679
0
0
0
0
32.852 719.577 1.282.609 1.039.679
0
-63.203 -1.039.679
-9.895.530
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais El. de Serviços Públicos
0
0
-6.999.613
0
0 -11.583.631
-410.462
0
0
0
-1.039.679
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0 -149.816
-659.212
0
0
-91.272
-67.949
0
0
-63.203
0
Carvoarias
0
0
0
0
0
-392.541
0
0
0
0
0
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
-5.315
0
0
0
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 553.400
1.850.111
0
0
0
14.779.719
27.537 719.577 1.219.406
0
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
0
0
0
0
0
0
0
Consumo Final Energético
0 553.400
1.850.111
0
0
0
14.779.719
0
0
19.276 719.577 1.219.406
8.261
0
0
Setor Energético
0
157.430
0
0
0
0
0
19.276
0
0
0
Residencial
0
1.051
0
0
0
0
3.810.854
0
0
0
0
Comercial
0
8.089
0
0
0
0
65.000
0
0
0
0
Público
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Agropecuário
0
0
0
0
0
0
8.058.751
0
0
0
0
Transportes - Total
0
80.707
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Rodoviário
0
80.707
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Aéreo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hidroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 306.123
1.850.111
0
0
0
2.845.115
0 719.577 1.219.406
0
Cimento
Industrial - Total
0
0
147.200
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferro-gusa e Aço
0
21.960
11.197
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferroligas
0
30.399
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Mineração e Pelotização
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
0
42.619
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Química
0
108.510
611.256
0
0
0
359.623
0
0
0
0
Alimentos e Bebidas
0
46.284
256.658
0
0
0
970.000
0
0
770.493
0
Têxtil
0
4.068
0
0
0
0
5.000
0
0
0
0
Papel e Celulose
0
9.983
493.368
0
0
0
152.492
0 719.577
0
0
Cerâmica
0
10.031
127
0
0
0
900.000
0
0
448.913
0
Outros
0
32.269
330.305
0
0
0
458.000
0
0
0
0
Consumo Não-identificado
Ajustes
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-2
0
0
0
0
0
0
0
0
Capítulo 6
Produção
Importação
Petróleo
m3
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Gás Natural
mil m3
do Rio Grande do Sul
103
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 6.2
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
unidade: mil tep
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Energia
Primária
Total
Outras
Fontes
Primárias
Produtos
da cana
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
Carvão
Vapor
0
2.152
0
0
1.004
1.892
7
1.401
6.456
622
0
0
0
0
0
0
0
9.374
25
0
164
0
0
0
0
0
0
189
8.777
622
2.316
0
0
1.004
1.892
7
1.401
16.019
Exportação
0
0
-5
0
0
0
0
0
0
-5
0
-3
0
0
0
0
0
0
0
-3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
8.777
619
2.311
0
0
1.004
1.892
7
1.401
16.011
Total Transformação
-8.777
-132
-1.861
0
0
-1.004
-105
-1
-835
-12.716
-8.777
0
0
0
0
0
0
0
0
-8.777
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0
-1.701
0
0
-996
-50
0
-89
-2.836
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0
-132
-160
0
0
-8
-8
0
-19
-327
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
-47
0
0
-47
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
-1
0
-1
0
0
0
0
0
0
0
0
-727
-727
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Consumo Final
0
487
450
0
0
0
1.787
6
566
3.295
Consumo Final Não-Energético
0
0
0
0
0
0
0
2
0
2
Consumo Final Energético
0
487
450
0
0
0
1.787
4
566
3.293
0
139
0
0
0
0
0
4
0
143
Outras Transformações
Setor Energético
Residencial
0
1
0
0
0
0
461
0
0
462
Comercial
0
7
0
0
0
0
8
0
0
15
Público
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Agropecuário
0
0
0
0
0
0
974
0
0
974
0
71
0
0
0
0
0
0
0
71
0
71
0
0
0
0
0
0
0
71
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Aéreo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hidroviário
Industrial - Total
Capítulo 6
0
8.752
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
104
Petróleo
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Gás Natural
do Rio Grande do Sul
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
269
450
0
0
0
344
0
566
1.628
Cimento
0
0
36
0
0
0
0
0
0
36
Ferro-gusa e Aço
0
19
3
0
0
0
0
0
0
22
Ferroligas
0
27
0
0
0
0
0
0
0
27
Mineração e Pelotização
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
0
38
0
0
0
0
0
0
0
38
Química
0
95
149
0
0
0
43
0
0
288
Alimentos e Bebidas
0
41
62
0
0
0
117
0
227
448
Têxtil
0
4
0
0
0
0
1
0
0
4
Papel e Celulose
0
9
120
0
0
0
18
0
206
353
Cerâmica
0
9
0
0
0
0
109
0
132
250
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
0
28
80
0
0
0
55
0
0
164
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2012 - %
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias
Na tabela 6.4, verifica-se que o consumo final de fontes secundárias em 2012 atingiu 15.725.000 tep, tendo
predominado a nafta, com 6.454.000 tep (41,04 %). Em 2012, o consumo final de fontes secundárias teve
um decréscimo de 5 % em relação a 2011. Já o consumo final energético (sem considerar a nafta e outros
não energéticos do petróleo) atingiu 8.895.000 tep, crescimento de 5,43% em relação a 2011. Examina-se,
a seguir, a participação específica de cada fonte de energia secundária no ano de 2012.
6.2.a - Óleo Diesel
Os consumidores ao abastecerem seus veículos movidos a óleo diesel no Brasil, estão utilizando o óleo diesel
(oriundo do refino de petróleo) misturado ao biodiesel, em proporções crescentes. Em 2008, quando a mistura de biodiesel ao óleo diesel passou a ser obrigatória, criou-se o B2 (oriundo da mistura de 2% em volume
de biodiesel ao óleo diesel), proporção realizada de janeiro a junho. Nos meses de julho de 2008 a junho de
2009, passou-se a utilizar o B3 (mistura de 3% do biodiesel ao óleo diesel). Nos meses de julho a dezembro
de 2009, criou-se o B4 (mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel), e, a partir de 2010, passou-se a utilizar
o B5 (mistura de 5% em volume do biodiesel ao óleo diesel).
Os valores de biodiesel em 2012 serão examinados no item 6.2.k.
A seguir, examinam-se os valores refinados, exportados e consumidos de óleo diesel em 2012, bem como
o valor de óleo diesel misturado no consumo final.
No gráfico 6.2, que exclui nafta e outros não energéticos do petróleo, observa-se a predominância no consumo do óleo diesel em 2012 (30,20 %), vindo, em seguida, a eletricidade, com 29,24%; e, em terceiro lugar,
a gasolina (gasolina A), com 21,76%.
Foram consumidos no RS, tabela 6.4, o equivalente a 2.686.000 tep, ou seja, 3.167.533 m³ de óleo diesel,
conforme tabela 6.3, representando um crescimento de 3,19 % em relação a 2011. Cabe registrar que no RS
foram refinados 4.711.542 m³ de óleo diesel em 2012, sendo parte dessa produção exportada.
Na ponta da demanda setorial, verificou-se que o maior consumo foi do setor transporte com 2.608.000 tep
(97,1 %), vindo na segunda posição, o setor industrial, com 54.000 tep (2,9%).
Em relação ao diesel total (B5), no ano de 2012, foram consumidos 3.334.369 m³, oriundo da mistura de
3.167.650 m³ de óleo diesel com 166.718 m³ de biodiesel.
Em 2012, o consumo de óleo combustível no RS chegou a 96.000 tep, tabela 6.4, correspondendo a 1,08% (gráfico 6.2) do consumo de energéticos secundários, representando uma queda de 18,64% em relação a 2011.
Pelo lado da demanda setorial, verificou-se em 2012, tabela 6.4, que o maior consumo de óleo combustível
foi do setor industrial, 93.000 tep, representando 96,88%; na segunda posição, ficou o consumo no setor
energético com 2.000 tep, e, em terceiro o consumo comercial com 1.000 tep cada. O óleo combustível utilizado no centro de transformação não é considerado como consumo.
Capítulo 6
6.2.b - Óleo combustível
105
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
6.2.c - Gasolina A
Os consumidores ao abastecerem seus automóveis no Brasil usam a gasolina C, também designada de gasolina automotiva. A gasolina C é uma mistura da gasolina A com 20%3 (em volume) de etanol anidro. Dessa
forma, será analisada primeiramente a parcela da gasolina A que é misturada com o etanol anidro, a qual
consta como “Gasolina” nas tabelas do balanço.
Em 2012, o consumo de gasolina A no RS chegou a 1.935.000 tep (tabela 6.4) ou a 2.472.464 m³ (tabela 6.3),
representando 21,76% (gráfico 6.2) da parcela do consumo final de energéticos secundários (exclui nafta e
outros produtos não energéticos do petróleo). O consumo de gasolina A cresceu 14,77% em relação a 2011.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2012 a gasolina A foi consumida no setor transportes,
predominantemente no segmento rodoviário e uma pequena parcela no segmento aéreo.
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)
Utilizada para abastecer os veículos nos postos de combustíveis do Brasil, sendo uma mistura da gasolina A,
que sai das refinarias de petróleo, com 20%4 (em volume) de etanol anidro.
Em 2012, o consumo de gasolina C no RS atingiu 3.081.487 m³, o equivalente a 2.372.745 tep, verificando-se
um acréscimo no consumo de gasolina C de 9,3% em relação a 2011.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2012, a gasolina C foi consumida no setor transportes,
segmento rodoviário.
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP
Em 2012, o consumo de GLP no RS (tabela 6.4) chegou a 508.000 tep, parcela de 5,71% (gráfico 6.2) em
relação ao consumo energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo),
representando um decréscimo de 2,31% em relação a 2011.
Pela ponta da demanda setorial em 2012, a maior parcela do consumo de GLP (tabela 6.4) ficou com o setor
residencial, 83,07%, atingindo 422.000 tep; na segunda posição, ficou o consumo industrial com 45.000 tep
ou uma parcela de 8,86%.
6.2.f - Nafta
A nafta é empregada para a produção de plásticos e outros produtos da indústria petroquímica. Não é, portanto, empregada como energético (salvo em pequenas quantidades de nafta transformadas em gasolina
e GLP). Em 2012 (tabela 6.4), foram consumidas 6.454.000 tep de nafta, o equivalente a 8.437.185 m³ de
nafta (tabela 6.3), representando um decréscimo no consumo em relação a 2011. A nafta participou com
41,04% no consumo final de fontes secundárias (energéticas e não energéticas).
Cabe salientar que a maior parte da nafta utilizada no RS no ano de 2012 foi importada. O montante da importação de nafta foi de 5.656.000 tep, segundo dados da tabela 6.4.
Capítulo 6
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)
106
Em 2012, o RS consumiu 162.000 tep (tabela 6.4) de querosene (aviação mais iluminante), o que representa
um crescimento de 6,58% em relação a 2011.
Pelo lado da demanda setorial, observou-se que em 2012, a maior parcela de querosene (no caso a querosene de aviação) foi consumida no setor transportes (segmento aéreo) com 160.000 tep (98,77%).
3
4
Percentual constante em 2012.
Ver nota de rodapé anterior.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
6.2.h - Eletricidade
Em 2012 (tabela 6.4), o consumo final de eletricidade no RS atingiu 2.601.000 tep ou 30.247.590 MWh (tabela
6.3), representando 29,24% (gráfico 6.2) do consumo final energético de fontes secundárias (exclui nafta e
outros não energéticos do petróleo). O valor apurado representa um crescimento de 3,09% em relação a 2011.
Pelo lado da demanda setorial em 2012, a maior parcela do consumo ficou com o setor industrial, 35,72%
do total, atingindo 929.000 tep; vindo em segundo lugar, o setor residencial, com 649.000 tep (24,95%); e
na terceira posição, o setor comercial, com 437.000 tep (16,8%).
6.2.i - Carvão vegetal
O consumo final energético desta fonte secundária foi baixo em 2012, atingindo 27.000 tep, conforme
pode ser observado na tabela 6.4, esse valor é maior em relação ao valor apurado em 2011.
6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado)
O etanol anidro é misturado à gasolina A na proporção de 20%5, dando origem a gasolina C, conforme comentado anteriormente. Já o etanol hidratado é utilizado como combustível nos veículos automotores a
etanol e flex - opção de uso além da gasolina C.
Em 2012, o etanol etílico anidro consumido no RS atingiu 616.297 m3 e o hidratado 115.216 m3 (tabela 6.3),
o que representa um decréscimo de 7,41% do anidro e um decréscimo de 15,98%, respectivamente, em
relação ao ano de 2011.
Na ponta do consumo setorial, verifica-se que tanto o etanol hidratado como o etanol anidro foram praticamente utilizados no setor transporte (rodoviário).
No gráfico 6.2, é apresentada a parcela de 5,78% referente ao consumo de etanol etílico anidro, hidratado,
somado ao biodiesel, em relação ao consumo total de energéticos secundários. Se for considerada apenas a
parcela de etanol etílico anidro e hidratado, o valor passa a ser de 3,24%.
6.2.k - Biodiesel (B100)
Em 2012, o consumo de biodiesel chegou a 166.718 m3, tabela 6.4, correspondendo a 1,42% do consumo
de energéticos secundários (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). No gráfico 6.2, essa parcela
está inserida na parcela de 5,78%, junto ao consumo de etanol etílico anidro e hidratado.
Cabe registrar que no RS foram produzidos 806.500 m3 de biodiesel (conforme linha ”outras transformações”
da tabela 6.3), sendo a maior parcela dessa produção exportada.
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo
Inclui gás de refinaria, coque e outros. O consumo ocorre no setor energético totalizando 366.000 tep.
Derivados de petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins,
como graxas, parafinas, asfaltos, solventes e outros. O consumo de produtos não energéticos de petróleo
atingiu 375.000 tep em 2012, tendo um acréscimo de 0,54% em relação a 2011.
5
Percentual constante em 2012.
Capítulo 6
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo
107
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 6.3
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
unidades originais
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
0
126
35.723
-1.774
175.693
-1.648
0
0
0
0
0
0
0 17.683.190
-64.066
0
-933 -27.810
0
0
0
481.015 167.418 7.393.089 -27.810
0
0
0 17.683.190
0
0
0
0
0 616.297 113.551
0
0
0
Biodiesel
(B100)
m3
Álcool Etílico
Hidratado
m3
Álcool Etílico
Anidro - m3
Carvão
Vegetal
t
Eletricidade
MWh
Coque de
Carvão
Mineral
Urânio
contido no
UO2
0
0
-4.945
0
Gás de Cidade
e de Coqueria
Querosene
m3
Nafta
m3
GLP
m3
Gasolina
m3
0
485.960 231.484 7.394.022
0
0
0 616.297 113.551
0
-1.676.384 -420.420
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-639.782
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-1.500.691 -422.068
-351.588 -7.937
0
0
0
0
0
481.015 167.418 7.393.089 -27.810
0
0
0 17.331.602 -7.937 616.297 113.551 -639.782
Total Transformação
4.668.311
522.366 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060
0
0
0 17.501.000 49.534
0
1.665
806.500
4.711.542
664.122 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060
0
0
0
0
0
0
0
0
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais El. de Serviços Públicos
0 -141.755
-43.231
0
0
0
0
0
0
0
0 15.105.526
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.395.474
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 49.534
0
0
0
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.665
0
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
806.500
Perdas na Distr. e Armazenagem
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -4.587.618
0
0
0
0
100.070 2.472.464 832.009 8.437.185 196.757
166.718
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
3.167.533
0
0
0
3.167.533 100.070 2.472.464 832.009
1.675
1.895
0
0
0
0 30.247.590 41.597 616.297 115.216
0
0
0
0
0
0
0 196.757
0
0
0 30.247.590 41.597 616.297 115.216
166.718
0
0
0
0
0 8.437.185
10
35
0
727.835
0
0
0
0
0
88
0
0
0 690.892
0
712
0
0
0
7.548.119 33.278
0
0
0
Comercial
12.442
308
0
62.019
0
950
0
0
0
5.084.330
8.319
0
0
655
Público
10.689
735
0
1.803
0
0
0
0
0
2.074.307
0
0
0
563
3.681
0
0
3.415
0
10
0
0
0
3.936.913
0
0
0
194
Agropecuário
Transportes - Total
3.075.311
0 2.472.464
136
0 194.871
0
0
0
71.514
0 616.297 115.216
161.865
Rodoviário
3.044.310
0 2.465.189
0
0
0
0
0
0
0
0 616.297 115.216
160.227
Ferroviário
24.256
0
0
0
0
5
0
0
0
71.514
0
0
0
1.277
0
0
7.274
0
0 194.866
0
0
0
0
0
0
0
6
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
6.745
0
0
136
0
0
0
0
0
0
0
0
0
355
63.735
97.131
0
73.735
0
180
0
0
0 10.804.571
0
0
0
3.354
Cimento
1.322
42
0
262
0
0
0
0
0
222.695
0
0
0
70
Ferro-gusa e Aço
1.753
2.095
0
49
0
0
0
0
0
1.731.467
0
0
0
92
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Capítulo 6
0
139.970
Refinarias de Petróleo
Centrais Elétricas Autoprodutoras
108
Óleo Diesel
m3
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Óleo
Combustível
m3
do Rio Grande do Sul
0
0
0
0
0
0
0
0
0
352.077
0
0
0
0
21.610
396
0
1.245
0
0
0
0
0
188.034
0
0
0
1.137
969
170
0
3.205
0
0
0
0
0
1.759.528
0
0
0
51
3.421
10.735
0
8.606
0
140
0
0
0
1.357.071
0
0
0
180
12.449
18.335
0
12.145
0
0
0
0
0
2.136.477
0
0
0
655
Têxtil
133
6.041
0
3.592
0
0
0
0
0
185.573
0
0
0
7
Papel e Celulose
390
22.376
0
2.211
0
0
0
0
0
304.886
0
0
0
21
0
3.200
0
177
0
0
0
0
0
116.242
0
0
0
0
21.689
33.742
0
42.241
0
40
0
0
0
2.450.521
0
0
0
1.142
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
87
229
29
42
0
493
0
0
0
-2.606
0
0
0
0
Cerâmica
Outros
Consumo Não -identificaodo
Ajustes
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 6.4
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
unidade: mil tep
do Rio Grande do Sul
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
0
0
0
380
30
-2
-4
Energia
Secundária Total
Alcatrão
Produtos Não
Energéticos do
Petróleo
Outras
Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico
Anidro
e Hidratado*
Carvão
Vegetal
Eletricidade
Urânio
contido no UO2
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade e de
Coqueria
Querosene
Nafta
GLP
Gasolina
Óleo
Combustível
0
119
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
141 5.656
0
0
0
0 1.521
0
382
0
69
0
8.269
-1
-23
0
0
0
0
0
8
2
0
-27
102 5.656
0
-39
0
149
-2
377
-23
0
0
0 1.521
0
382
8
71
0
8.241
-1.422
-403
0
0
0
0
0
0
0
-30
-5
-479
0
0
0
-2.339
Energia Não-Aproveitada
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
-1.273
-405
377
-23
0
0
0 1.491
-5
-97
8
71
0
5.902
Total Transformação
3.959
501 1.559
406
799
185
0
0
0 1.505
32
611
357
304
0
10.217
Refinarias de Petróleo
3.995
637 1.559
Exportação
102 5.656
406
799
185
0
0
0
0
0
0
357
304
0
8.242
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
-136
0
0
0
0
0
0
0 1.299
0
0
0
0
0
1.163
-37
0
0
0
0
0
0
0
0
206
0
0
0
0
0
169
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
32
0
0
0
0
32
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
610
0
0
0
610
0
0
0
0
0
0
0
0
-395
0
0
0
0
0
-395
508 6.454
162
0
0
0 2.601
27
514
366
375
0
15.725
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
0
2.686
0
2.686
96 1.935
0
0
96 1.935
0
0
0
0
0
0
0
0
375
0
6.830
508
0
162
0
0
0 2.601
27
514
366
0
0
8.895
0 6.454
Setor Energético
1
2
0
0
0
0
0
0
0
63
0
0
366
0
0
432
Residencial
0
0
0
422
0
1
0
0
0
649
21
0
0
0
0
1.093
Comercial
Público
11
0
0
38
0
1
0
0
0
437
5
0
0
0
0
493
9
1
0
1
0
0
0
0
0
178
0
0
0
0
0
190
0
0
2
0
0
0
0
0
339
0
0
0
0
0
344
Transportes - Total
2.608
0 1.935
0
0
160
0
0
0
6
0
510
0
0
0
5.220
Rodoviário
2.582
0 1.930
0
0
0
0
0
0
0
0
509
0
0
0
5.020
Ferroviário
21
0
0
0
0
0
0
0
0
6
0
1
0
0
0
28
Aéreo
0
0
6
0
0
160
0
0
0
0
0
0
0
0
0
166
Hidroviário
6
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6
Agropecuário
Industrial - Total
3
54
93
0
45
0
0
0
0
0
929
0
3
0
0
0
1.124
Cimento
1
0
0
0
0
0
0
0
0
19
0
0
0
0
0
21
Ferro-gusa e Aço
1
2
0
0
0
0
0
0
0
149
0
0
0
0
0
153
Ferroligas
0
0
0
0
0
0
0
0
0
30
0
0
0
0
0
30
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
18
0
0
1
0
0
0
0
0
16
0
1
0
0
0
36
1
0
0
2
0
0
0
0
0
151
0
0
0
0
0
154
3
10
0
5
0
0
0
0
0
117
0
0
0
0
0
135
11
18
0
7
0
0
0
0
0
184
0
0
0
0
0
220
Têxtil
0
6
0
2
0
0
0
0
0
16
0
0
0
0
0
24
Papel e Celulose
0
21
0
1
0
0
0
0
0
26
0
0
0
0
0
49
0
3
0
0
0
0
0
0
0
10
0
0
0
0
0
13
18
32
0
26
0
0
0
0
0
211
0
1
0
0
0
288
Consumo Não-identificado
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ajustes
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Cerâmica
Outros
Capítulo 6
Produção
Óleo Diesel
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
109
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<>
Gráfico 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2012 - %
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis6 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS
Existe uma diferença significativa entre o Brasil e o Rio Grande do Sul quanto à oferta de energia renovável
e não-renovável, o comparativo pode ser observado na tabela 6.5 a seguir. No caso do Brasil, observa-se um
percentual superior da participação de energias renováveis na matriz energética. Já no caso do RS, a parcela
da oferta de energia não-renovável ainda é predominante. Nota-se que o Rio Grande do Sul não segue a
tendência da OIE Nacional nesses anos.
Tabela 6.5 - Oferta Interna de Energia7 no Brasil e no RS no período de 2008 a 2012
Regiões e Estados
Brasil
RS
2008
2009
2010
2011
2012
2008
2009
2010
2011
2012
Petróleo e Derivados
36,58%
37,84%
37,84%
38,61%
39,20%
59,81%
57,53%
52,90%
63,67%
60,65%
Gás Natural
10,27%
8,75%
10,25%
10,18%
11,50%
3,71%
3,07%
3,16%
2,60%
2,82%
Carvão Mineral e Derivados
5,76%
4,80%
5,38%
5,60%
5,40%
7,26%
6,74%
10,56%
8,37%
10,54%
Urânio e Derivados
1,47%
1,41%
1,44%
1,52%
1,50%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
Energia não-Renovável
54,08%
52,80%
54,91%
55,90%
57,60%
70,79%
67,34%
66,63%
74,64%
74,02%
Energia Hidráulica e Eletricidade
14,02%
15,19%
14,01%
14,66%
13,80%
13,24%
14,88%
14,46%
11,43%
11,38%
Lenha e Carvão Vegetal
11,57%
10,09%
9,67%
9,66%
9,10%
10,92%
12,42%
10,91%
7,97%
8,61%
Produtos da Cana-de-açúcar
16,97%
18,04%
17,52%
15,71%
15,40%
1,61%
1,53%
0,75%
-0,40%
-0,41%
Outros Renováveis
Energia Renovável
3,36%
3,88%
3,88%
4,07%
4,10%
3,44%
3,82%
7,24%
6,36%
6,39%
45,92%
47,20%
45,09%
44,10%
42,40%
29,21%
32,66%
33,36%
25,36%
25,98%
Capítulo 6
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
110
6
Utilizado o critério do Balanço Energético Nacional. No entanto, seria mais conveniente retirar a nafta não energética das fontes não renováveis, bem como
retirar a eletricidade das fontes renováveis. No caso do RS, com a utilização desse critério, a participação dos renováveis seria maior e para o caso brasileiro
seria menor.
7
Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não
Renovável no Brasil e no RS, em 2012
Capítulo 6
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
111
Centro de Porto Alegre
Foto: Arquivo Grupo CEEE
7
Centros de Transformação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Parque Eólico
Foto: Fernando C. Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Centros de Transformação
Nos chamados centros de transformação, uma modalidade de energia é convertida em outra, predominando
a conversão de energia de fontes primárias em fontes secundárias.
Dessa forma, refinarias de petróleo, usinas hidroelétricas, usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, usinas térmicas
a carvão vapor, são centros de transformação, onde, predominantemente, a energia de uma fonte primária
é convertida em energia secundária. Na sociedade atual, o petróleo predomina em termos de fonte de energia, dessa forma, as refinarias de petróleo são os centros de transformação mais importantes.
Um centro de transformação pode converter um energético secundário em outro, como exemplo, usinas
termelétricas a diesel ou a óleo combustível.
Os principais centros de transformação do Rio Grande do Sul, referentes ao balanço de 2012, são analisados
a seguir.
7.1 Refinarias de Petróleo
Na tabela 7.1, é apresentado o balanço de energia das refinarias de petróleo do RS. REFAP, RIOGRANDENSE e
BRASKEM são as refinarias instaladas no Estado. Os números de refino do RS constam no anexo G nas tabelas
referentes ao Balanço. Inicialmente é necessário salientar que os sinais negativos nas tabelas dos centros de
transformação indicam que uma modalidade de energia está sendo consumida para gerar outra modalidade
de energia, dessa forma o petróleo aparece com o sinal negativo.
Em 2012, nas refinarias do RS, foram refinados 8.777.000 tep (ou 87,77 trilhões de kcal) de petróleo, representando um acréscimo de 4,5% em relação ao ano de 2011.
Pode ser observado que nas colunas da tabela 7.1, as diferenças não estão zeradas, isso quer dizer que nem
toda a energia de petróleo (input) das refinarias foi integralmente convertida em fontes secundárias de energia (output). Verifica-se em termos percentuais, que 6,09% não foram convertidos em fonte de energia
secundária em 2012 (535.000 tep).
Das fontes de energia secundárias produzidas nas refinarias do RS, em 2012, o óleo diesel representa 45,52%,
atingindo 3.995.000 tep; a gasolina (gasolina A) veio em seguida com 17,76%, chegando a 1.559.000 tep; ficando na terceira posição a nafta, com 799.000 tep (9,10%); e na quarta posição aparece o óleo combustível,
com 637.000 tep (7,26%).
Tabela 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS
Fonte de Energia
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
-6.421
-6.426
-8.396
-7.707
-9.193
-8.216
-8.399
-8.777
2.605
2.894
3.748
3.551
4.571
4.059
4.031
3.995
632
526
195
476
447
197
433
637
1.289
1.360
1.653
1.538
1.509
1.538
1.584
1.559
234
269
452
421
600
384
420
406
Nafta
960
703
1.318
874
1.145
796
612
799
Querosene
105
97
118
116
138
139
210
185
Petróleo
Óleo Diesel
Óleo Combustível
Gasolina
GLP
Outras Secundárias de Petróleo
Produtos Não Energéticos do Petróleo
Energia Secundária Total do Petróleo
Diferença nos Centros de Transformação
31
71
208
282
365
203
255
357
114
99
124
245
304
337
299
304
5.970
6.019
7.817
7.504
9.079
7.653
7.844
8.242
-451
-406
-579
-203
-114
-563
-555
-535
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Na tabela 7.2 é apresentado o balanço de energia das centrais de serviços públicos do RS. São consideradas
centrais elétricas de serviços públicos as usinas hidrelétricas, termelétricas (carvão e biomassas) e outras
que fornecem energia elétrica para as empresas que detem concessão de distribuição. Como exemplos, são
Capítulo 7
Unidade: mil tep
115
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
centrais elétricas de serviços públicos no Estado as usinas termoelétricas a carvão de Candiota, Charqueadas
e São Jerônimo; usinas hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai, como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra
Grande; hidrelétricas da bacia do rio Jacuí, como Dona Francisca e Jacuí; e Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH. Essa energia é previamente negociada em leilões, sendo que uma parcela dessa energia pode ser vendida diretamente para os chamados consumidores livres. Em países como a Inglaterra, qualquer consumidor
pode se tornar um consumidor livre, o que ainda não ocorre no Brasil.
No caso de hidrelétricas de fronteira, como Itá, Machadinho e Barra Grande, os valores de MWh produzidos
anualmente estão divididos por dois e lançados no BERS.
Os sinais negativos que aparecem na tabela 7.2 atendem à metodologia internacional adotada pelo BERS,
indicando que os centros de transformação consumiram uma modalidade de energia na entrada do processo
para gerar outra modalidade de energia em sua saída.
No ano de 2012, verifica-se nas centrais elétricas de serviços públicos que foram transformadas 2.836.000
tep (28,36 trilhões de kcal) de energia primária e 136.000 tep de energia secundária para a produção de
1.299.000 tep (12,99 trilhões de kcal) de eletricidade, valor 40,13% abaixo do total produzido de eletricidade
em 2011. Em média, isso representa um rendimento anual energético de 42,29% para as unidades de geração de eletricidade. Em 2012, o consumo de energia primária nas centrais de serviços públicos caiu 16,14%.
No tocante as fontes primárias que alimentaram os centros de transformação para produção de eletricidade
em 2012, a maior contribuição foi do carvão vapor, com 59,98%, totalizando 1.701.000 tep. A segunda
posição ficou com a energia hidráulica, representando 35,12%, totalizando 996.000 tep. A energia eólica,
com 3,14% do consumo de fontes primárias, representou um consumo de 89.000 tep, ficando na terceira
posição. A lenha ocupou a quarta posição e representou 1,76% do consumo total. O gás natural não teve
participação em 2012 em virtude da Usina Termelétrica de Uruguaiana não ter operado.
No ano de 2012, o único energético secundário utilizado para a produção de eletricidade nas centrais elétricas de serviços públicos foi o óleo combustível, sendo consumidas 136.000 tep.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais de serviços públicos não é
integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foram convertidos
em eletricidade 58,99% em 2012 (1.673.000 tep), valor elevado em função da baixa geração hídrica.
Tabela 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
Gás Natural
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
-528
-407
-143
-187
0
0
0
0
Carvão Vapor
-829
-770
-768
-736
-645
-1.150
-1.312
-1.701
Energia Hidráulica
-968
-655
-1.149
-961
-1.364
-1.684
-1.992
-996
-39
-40
-40
-44
-30
-9
-21
-50
0
-12
-35
-37
-33
-31
-57
-89
-2.364
-1.884
-2.135
-1.965
-2.072
-2.873
-3.382
-2.836
-19
-23
-20
-44
-7
-30
-32
-136
Lenha
Outras Fontes Primárias
Total Consumido de Energéticos Primários
Óleo Combustível
Eletricidade
1.369
1.081
1.370
1.182
1.510
1.810
2.170
1.299
Total Consumido de Energéticos Secundários
1.350
1.058
1.350
1.138
1.503
1.780
2.138
1.163
Diferença nos Centros de Transformação
-1.014
-826
-785
-827
-569
-1.093
-1.244
-1.673
Capítulo 7
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2012
116
Os gráficos 7.1 a 7.7 apresentam a geração de energia elétrica no período de 2000 a 2012 por tipo
de fonte.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE
Nota: A Energia das UHE de fronteira é calculada pelo fluxo de energia no Estado e não estão somadas nos valores do gráfico.
<> Gráfico 7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH1
Capítulo 7
<> Gráfico 7.3 - Biomassa
1
As usinas de Canastra e Bugres estão lançadas em UHE conforme critério utilizado pela ANEEL.
117
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 7.4 - Gás
<> Gráfico 7.5 - Carvão
Capítulo 7
<> Gráfico 7.6 - Óleo
118
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 7.7 - Eólica
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2012
<> Gráfico 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2012 - %
Nota: A Energia das UHE de fronteira é calculada pelo fluxo de energia no Estado e não está somada nos valores do gráfico.
O balanço das centrais elétricas autoprodutoras no período de 2005 a 2012 consta na tabela 7.3.
No ano de 2012, o total de energia primária consumida pelos autoprodutores de energia elétrica no RS foi de
327.000 tep, já o consumo de energia secundária foi de 37.000 tep. Esse montante correspondeu a 206.000
tep de energia elétrica gerada, representado um aumento de 11,35% em relação ao ano de 2011.
Em 2012, o maior consumo de fontes primárias em centrais autoprodutoras foi de carvão vapor com 160.000
tep (48,93%), seguido do consumo de gás natural, com 132.000 tep, 40,37% do consumo total e, na terceira
posição, o consumo de outras fontes primárias, com 19.000 tep, representando 5,81%.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais elétricas autoprodutoras
não é integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se em termos percentuais, que não foram convertidos em eletricidade 43,41% em 2012 (158.000 tep).
Capítulo 7
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras
119
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
Gás Natural
Carvão Vapor
Energia Hidráulica
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
-58
-68
-82
-78
-143
-120
-72
-132
0
0
0
-40
-60
-137
-118
-160
-23
-20
-24
-19
-17
-20
-12
-8
Lenha
0
0
0
-2
-2
-2
-2
-8
Outras Fontes Primárias
0
0
0
-20
-20
-19
-14
-19
-81
-88
-106
-159
-242
-298
-218
-327
-2
-7
-7
-21
-32
-24
-22
-37
Total Consumido de Energéticos Primários
Óleo Diesel
Eletricidade
41
41
50
65
81
94
185
206
Total Consumido de Energéticos Secundários
39
34
43
44
49
70
164
169
Diferença nos Centros de Transformação
-42
-54
-63
-115
-193
-228
-54
-158
7.4 - Destilarias
Diferente da tendência de produção de etanol em algumas regiões do País, o Rio Grande do Sul permanece
com uma pequena produção de etanol etílico hidratado. No Estado, o consumo é baixo, se comparado com
São Paulo e Paraná, por exemplo. Estudos recentes demonstram condições climáticas favoráveis e de solo
adequado para a plantação da cana-de-açúcar. Como grande parte do etanol consumido no Estado vem de
outros estados, os proprietários de automóveis flex acabam prejudicados, já que pagam preços mais elevados para abastecer seus veículos com etanol. Em Porto Xavier, há uma destilaria de etanol etílico hidratado
que responde pela integralidade do balanço de centro de produção de etanol no RS.
Na tabela 7.4, constam os valores de produção por ano de etanol etílico hidratado no RS. Valor abaixo das
possibilidades de produção do Estado, conforme análises no Balanço Energético 2005/2006/2007, anexo G.
Tabela 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Produtos da Cana
-3
-3
-3
-4
-1
-4
-4
-1
Energia primária total
-3
-3
-3
-4
-1
-4
-4
-1
2
2
2
3
1
3
3
1
Etanol etílico hidratado
Energia secundária total
Energia Total
2
2
2
3
1
3
3
1
-1
-1
-1
-1
0
-1
-1
0
7.5 - Carvoarias
O carvão vegetal origina de inúmeras carvoarias no Estado e o balanço energético está lançado na tabela 7.5.
No ano de 2012, os centros de transformação que produzem carvão consumiram 47.000 tep de lenha,
energético primário, para produzir 32.000 tep de carvão vegetal, energético secundário, configurando um
rendimento energético de 68,08%.
Capítulo 7
Tabela 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS
120
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Lenha
-37
-38
-39
-40
-40
-37
-41
-47
Total Consumido de Energéticos Primários
-37
-38
-39
-40
-40
-37
-41
-47
Carvão Vegetal
26
27
27
28
28
26
28
32
Total Consumido de Energéticos Secundários
26
27
27
28
28
26
28
32
Diferença nos Centros de Transformação
-11
-11
-12
-12
-12
-11
-13
-15
8
Consumo de Energia Setorial
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Subestação Gravatai
Foto: Fernando C. Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Consumo de Energia Setorial
Em 2012, o consumo final energético (exclui nafta e produtos não energéticos do petróleo) foi de 12.188.000
tep. Conforme mostra o gráfico 8.1, a maior parcela de consumo foi do setor transportes com 5.291.000 tep,
representando 43,41% do total, o transporte rodoviário predominou no setor. O consumo de energéticos
primários e secundários do setor industrial vem em seguida, representando 22,59%, com um consumo de
2.753.000 tep (no gráfico 8.2, verifica-se o consumo por tipo de indústria). O setor residencial, com domicílios rurais inclusos, representou 12,76%, sendo consumidos 1.555.000 tep. O setor agropecuário representou
10,81%, 1.318.000 tep. Em seguida, aparece o setor setor energético com 4,71%, 574.000 tep; seguidos do
setor comercial com 4,17%, 508.000 tep de consumo; e o setor público com 1,56%, 190.000 tep. O consumo
final energético apresentou acréscimo de 4,82% em relação a 2011.
<> Gráfico 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2012 - %
8.1 - Setor Energético
A energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de
produtos energéticos, na sua forma final, define o que é consumido pelo setor energético.
Em 2012, predominou o consumo de “Outras Secundárias do Petróleo” com o consumo de 366.000 tep
(63,76%); na segunda posição ficou o gás natural, consumo de 139.000 tep (24,22%). O terceiro energético
consumido é a eletricidade, representando 10,98%, em um total de 63.000 tep. Na quarta posição vem produtos da cana com 4.000 tep (0,70%).
Em 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor residencial foi de
eletricidade, com 41,74%, representando 649 mil tep de energia consumida. Na segunda posição, ficou a
lenha, com uma parcela de 29,65%, representando um consumo de 461.000 tep. Na terceira posição ficou
o consumo de GLP com 422.000 tep, representando 27,14%. Na quarta posição, ficou o consumo de carvão
vegetal, com 21.000 tep, representando 1,35% do total. Houve predominância de fontes secundárias no
consumo residencial chegando a 70,29%.
Capítulo 8
8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)
123
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
8.3 - Setor comercial
Em 2012, a maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor comercial foi de
eletricidade, com 86,02%, correspondendo a um consumo de 437.000 tep. O segundo energético mais consumido foi o GLP, com uma fatia de 7,48%, correspondendo a 38.000 tep. Na terceira posição, ficou o óleo
diesel, com 2,17%, um total de 11.000 tep. Na quarta posição, ficou a lenha com 8.000 tep, representando
cada um 1,58% e na quinta posição apareceu o gás natural. Ocorreu predomínio do consumo de fontes de
energia secundárias, com 97,05% do consumo total.
8.4 - Setor Público
Em 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários do setor público foi de eletricidade, com 93,68%, chegando a 178.000 tep. Na segunda posição, ficou o óleo diesel, com uma parcela de
4,74%, atingindo 9.000 tep. Na terceira posição, ficaram o GLP e o óleo combustível, com 0,53% cada, chegando a 1.000 tep. Ocorreu predomínio absoluto do consumo de energéticos secundários no setor público.
8.5 - Setor Agropecuário
Em 2012, a fonte de energia mais consumida no setor agropecuário foi a lenha, 73,9%, chegando a 974.000
tep. Na segunda posição, a eletricidade, com 25,72%, totalizando 339.000 tep. Na terceira, ficou o óleo diesel, com 0,23%, chegando a 3.000 tep. As fontes de energia primárias predominaram no consumo do setor
agropecuário, 73,9% do total consumido.
8.6 - Setor Transportes
No ano de 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor transportes foi
de óleo diesel, 49,29%, atingindo 2.608.000 tep. Na segunda posição, a gasolina (gasolina A), com 36,57%, atingindo 1.935.000 tep (na gasolina automotiva - gasolina C o consumo foi de 2.372.745 tep1). Na terceira posição,
ficou com a parcela de biocombustíveis soma de etanol (anidro mais hidratado) e biodiesel, com 9,64%, ou seja,
510.000 tep. Houve predominância de energéticos secundários no setor transportes, 98,66% do total.
Capítulo 8
8.7 - Setor Industrial
124
A maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor industrial em 2012 foi de eletricidade, com 33,75%, chegando a 929.000 tep. Na segunda posição do consumo, aparece “outras fontes
primárias” (energia eólica, casca de arroz e subprodutos da madeira como a lixívia), com 20,56%, totalizando
566.000 tep. Na terceira posição, carvão vapor, com 16,35%, chegando a 450.000 tep. Na quarta posição,
a lenha, com uma parcela de 12,50%, atingindo 344.000 tep. Na quinta posição, o gás natural, com 9,77%,
chegando a 269.000 tep. Na sexta posição, ficou o óleo combustível, com 3,38%, atingindo 93.000 tep.
Novamente o setor industrial gaúcho registrou uma predominância de fontes primárias em seu consumo,
59,14% do total.
Número obtido da multiplicação dos 3.081.482,6 m³ de gasolina C consumidos no RS pelo fator de conversão 0,77 que consta da tabela C.10 do anexo C. O
mesmo cálculo se efetuado em separado para as parcelas da gasolina A e do etanol anidro que compõe a gasolina C, vai apresentar ligeira diferença.
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Capítulo 8
<> Gráfico 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2012
125
Esquina da Av Ipiranga com Av Getulio Vargas - Linha de Transmissão - anos 60/70
Foto: Arquivo Grupo CEEE
9
Energia e Sociedade
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
UHE Passo do Inferno
Foto: Fernando C. Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Energia e Sociedade
9.1 - Energia e Socioeconomia
A população do Rio Grande do Sul em 2012, na estimativa1 do IBGE, atingiu 10.770.603 habitantes e o Produto Interno Bruto - PIB atingiu R$ 296,343 bilhões, segundo dados do IBGE, gerando uma renda per capita
de R$ 27.541,00. No mesmo ano, a população do País, na estimativa do IBGE, foi de 193.946.886 habitantes,
um PIB de R$ 4,403 trilhões e uma renda per capita de R$ 22.402,00. Isso significa que a economia do RS
representou 6,73% da economia brasileira em 2012, sendo o quarto PIB da Federação, atrás de São Paulo,
Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Na tabela 9.1, verifica-se a evolução recente da renda per capita do Brasil e do RS em valores correntes, e as
relações entre as variáveis anuais. Observa-se que a razão entre a renda per capita do RS e do Brasil passou
de 1,24 em 2003, para 1,23 em 2012.
Tabela 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2012
Renda per capita
RS (R$/hab)
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
11.742,00 12.850,00 13.310,00 14.185,00 15.813,00 17.281,00 18.770,68 21.683,00 24.846,00 27.541,00
Brasil (R$/hab)
Relação entre as
rendas (RS/Brasil)
9.498,00 10.692,00 11.658,00 12.491,00 14.131,41
1,24
1,20
1,14
1,14
1,12
15.240 16.412,53 19.016,00 21.252,00 22.402,00
1,13
1,14
1,14
1,17
1,23
*Em valores correntes
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE
Os valores da Oferta Interna de Energia - OIE (denominado Oferta Interna Bruta - OIB nas tabelas do anexo G do
BERS 2013- ano base 2012 e do Consumo Final de Energéticos (primários e secundários) per capita no período
de 2006 a 2012 constam na tabela 9.2. É importante salientar que as estimativas do consumo de lenha, lançadas no BERS 2013- ano base 2012, estão compatibilizadas com os levantamentos da produção de lenha no RS
realizados pelo IBGE, e são mais conservativas que os valores empregados nos Balanços Energéticos Nacionais
e mesmo nos Balanços Energéticos do RS anteriores a 2005. Deve-se ainda considerar que houve valor atípico
de consumo de nafta não energética em 2012, provocando o crescimento dos indicadores para o caso do RS.
Tabela 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS
Unidade: tep/hab
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
OIE per capita do RS
1,425
1,502
1,613
1,449
1,532
2,059
2,042
Consumo final per capita do RS
1,266
1,310
1,448
1,332
1,295
1,840
1,772
OIB per capita do Brasil
1,238
1,285
1,350
1,288
1,403
1,410
1,457
Consumo Final per capita do Brasil
1,107
1,163
1,208
1,165
1,259
1,277
1,302
A intensidade energética é definida como a relação entre a energia ofertada (ou consumida) e o PIB, sendo
a unidade de PIB, para este caso, tep/mil US$. Como tradicionalmente o indicador é calculado em dólar, é
preciso ter cuidado para fazer comparações, devido à expressiva variação cambial no período.
Nas tabelas 9.3 e 9.4 são apresentadas as intensidades energéticas do RS e do Brasil, respectivamente. A
relação utilizada é OIE / mil US$ de PIB para o período de 2007 a 2012, para o RS; e 2006 a 2012, para o Brasil. Tais intensidades energéticas apresentaram diferenças significativas no período, sendo as intensidades
energéticas do RS melhores que a nacional, com exceção dos anos 2011 e 2012. Constam ainda, na tabela
9.3, as intensidades energéticas na indústria e agropecuária do Estado, ou seja, o consumo da indústria no
período dividido pelo PIB do Estado. A mesma relação define a intensidade agropecuária.
1
Estimativa da população pelo IBGE referente a 1º de julho de 2012.
Capítulo 9
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE
129
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2007 a 2012
OIE (mil tep)
2007
2008
2009
2010
2011
2012
15.972
17.121
15.436
16.380
22.094
21.913
Consumo final (mil tep)
13.930
15.368
14.187
13.850
19.750
19.020
OIE / mil US$ PIB
0,1211
0,1251
0,1137
0,1119
0,1428
0,1442
Consumo final / mil US$ PIB
0,1057
0,1123
0,1045
0,0946
0,1277
0,1252
Intensidade Energética da Indústria (tep / mil US$ PIB)
0,0200
0,0205
0,0198
0,0183
0,0186
0,0181
Intensidade Energética Agropecuária (tep / mil US$ PIB)
0,0069
0,0073
0,0074
0,0083
0,0076
0,0087
Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística
- FEE. 1 US$ = R$ 1,95 (câmbio médio do dólar para venda em 2012 - Banco Central)
Tabela 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2006 a 2012
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
OIE (milhões tep)
225,62
238,01
251,86
243,21
268,77
272,34
283,61
Consumo final (milhões tep)
202,53
215,20
226,22
220,73
241,19
245,86
253,42
OIE / mil US$ PIB
0,140
0,139
0,140
0,136
0,139
0,137
0,142
Consumo final / mil US$ PIB
0,126
0,126
0,126
0,123
0,125
0,124
0,127
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012.
Na tabela 9.5, pode ser verificado o percentual da OIE do RS em relação à OIE do Brasil no período de 2006
a 2012. Verifica-se que esses percentuais ficam na maior parte dos anos muito próximos dos percentuais de
participação do PIB do RS em relação ao PIB nacional.
Tabela 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
OIB Brasil (milhões tep)
225,62
238,01
251,86
243,21
268,77
272,34
283,61
OIB RS (mil tep)
15.008
15.972
17.121
15.436
16.380
22.094
21.913
% OIB RS em relação a OIB BR
6,65
6,71
6,80
6,35
6,09
8,11
7,73
% PIB RS em relação PIB BR
6,72
6,82
6,74
6,70
6,72
6,91
6,73
Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Na tabela 9.6, podem ser observadas as diferentes relações dos energéticos ofertados em relação ao PIB no RS.
Tabela 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2006 a 2012
Capítulo 9
unidade: tep / mil US$
130
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
(Pétroleo+Derivados) / PIB
0,1010
0,1230
0,1111
0,1347
0,1084
0,1050
0,1110
(Eletricidade+Hidráulica) / PIB
0,0148
0,0197
0,0182
0,0169
0,0247
0,0282
0,0164
(Carvão vapor) / PIB
0,0090
0,0083
0,0090
0,0077
0,0118
0,0120
0,0152
(Lenha+Carvão Vegetal) / PIB
0,0150
0,0903
0,0137
0,0143
0,0124
0,0116
0,0127
Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE. 1 US$ = R$ 1,95 (câmbio
médio do dólar para venda em 2012 - Banco Central)
Em relação à população do Rio Grande do Sul, o número de habitantes era de 7.773.837 em 1980; em 2005,
passou a ser de 10.479.714; 10.530.809 em 2006; 10.575.263 em 2007; 10.613.565 em 2008; 10.652.327
em 2009; 10.693.927 em 2010 e 10.770.603 em 2012. De 1980 a 2012, o crescimento populacional foi de
38,55%. Os dados podem ser verificados na tabela 9.7 a seguir.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2012
Ano
N° de
Ano
N° de
Ano
N° de
Ano
N° de
1980
habitantes
7.773.837
1990
habitantes
9.017.408
2000
habitantes
10.187.798
2010
habitantes
10.693.929
1981
7.888.168
1991
9.138.670
2001
10.260.330
2011
10.733.030
2012
10.770.603
1982
8.006.821
1992
9.238.799
2002
10.316.752
1983
8.129.798
1993
9.338.914
2003
10.371.315
1984
8.252.643
1994
9.439.415
2004
10.425.735
1985
8.379.713
1995
9.540.715
2005
10.479.714
1986
8.509.658
1996
9.634.688
2006
10.530.809
1987
8.639.748
1997
9.879.813
2007
10.575.263
1988
8.767.542
1998
9.987.770
2008
10.613.565
1989
8.892.716
1999
10.089.899
2009
10.652.327
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE | Nota: População gaúcha de 2012 estimada pelo IBGE em 1º de julho de 2012.
As taxas anuais de variação do PIB per capita e os valores da renda per capita no Rio Grande do Sul e no Brasil
para o período de 1981 a 2012 podem ser verificados na tabela 9.8 a seguir.
Tabela 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2012
Ano
RS
Brasil
Renda per capita RS
Renda per capita Brasil
%
-3,2
%
-6,3
R$ / hab (base 2012)
20.191,55
R$ / hab (base 2012)
1981
1982
-1,6
-1,3
19.873,57
13.998,30
13.344,43
1983
-2,3
-4,9
19.426,75
1984
3,3
3,3
20.067,84
13.784,79
1985
3,1
5,7
20.689,94
14.570,53
15.357,34
1986
3,1
5,4
21.331,33
1987
2,5
1,6
20.811,05
15.603,05
1988
-2,7
-1,9
20.263,92
15.312,12
15.526,49
1989
1,9
1,4
20.648,94
1990
-7,9
-5,9
19.137,11
14.661,47
1991
-3,5
-0,5
18.489,96
14.588,52
14.302,47
1992
7,1
-2
19.802,75
1993
9,6
3,4
21.703,81
14.788,76
1994
4,1
4,3
22.593,67
15.424,67
15.856,56
1995
-6
2,8
21.314,78
1996
-0,5
0,6
21.208,74
16.807,96
1997
3,5
1,8
21.951,04
17.110,50
16.857,64
1998
-1,6
-1,5
21.605,36
1999
1,4
-1,2
21.907,83
17.059,93
2000
3,2
2,8
22.608,88
17.537,61
17.502,60
2001
1,9
-0,2
23.038,45
2002
-0,1
1,2
23.015,43
17.712,63
2003
0,5
-0,3
23.130,51
17.659,65
18.401,36
2004
2,3
4,2
23.662,51
2005
-3,8
1,7
22.796,26
18.714,18
2006
1,6
2,3
23.161,00
19.144,61
2007
5,9
4
24.527,49
19.910,39
2008
2,7
4
25.189,74
20.706,81
2009
-1,6
-1,2
24.793,05
20.461,27
2010
7,3
6,5
26.602,94
21.791,26
2011
5,7
2,7
28.119,31
22.379,62
2012
-2,2
0,1
27.514,00
22.402,00
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Capítulo 9
14.180,28
131
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a
2012. A participação do PIB do RS oscilou no período entre 6,7% e 7,8% no PIB nacional (maior participação em 1993).
A economia do RS cresceu, no período de 1980 a 2012, a taxas inferiores à taxa de crescimento da economia
nacional: Enquanto o RS cresceu 102,87% no período, o Brasil cresceu 121,37%. No período de 2005 a 2012,
observa-se no ano de 2005, uma taxa de crescimento negativa de 2,8% no RS, sendo a taxa do Brasil de 3,2%
positiva. Em 2006, o crescimento do RS foi positivo, taxa de 2,7% e abaixo do crescimento de 3,8% da economia nacional. Em 2007, a economia do RS cresceu 7%, valor acima da taxa de 5,4% da economia nacional. Em
2008, a taxa de crescimento da economia do RS ficou em 3,8% e a taxa brasileira em 5,1%. Em 2009, a taxa
de crescimento do RS foi de 0,8% negativa, ficando abaixo do Brasil que obteve uma taxa de 0,2% negativa.
Em 2010, o RS cresceu 7,8% e o Brasil 6,5%. Em 2012, o RS decresceu 1,8% e o Brasil cresceu 0,9%.
Tabela 9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 20122
RS
%
Brasil
%
1980
1981
-1,8
-4,3
1982
-0,1
0,8
143,64
1.922,27
7,47
1983
-0,8
-2,9
142,50
1.868,10
7,63
1984
4,9
5,4
149,48
1.968,97
7,59
1985
4,7
7,8
156,50
2.122,55
7,37
1986
4,7
7,5
163,86
2.281,74
7,18
1987
4,1
3,5
170,58
2.361,61
7,22
1988
-1,2
-0,1
168,55
2.359,25
7,14
1989
3,4
3,2
174,28
2.434,74
7,16
1990
-6,6
-4,3
163,49
2.334,37
7,00
1991
-2,2
1,0
159,97
2.357,71
6,79
1992
8,3
-0,5
173,25
2.345,98
7,39
1993
10,8
4,9
191,96
2.460,93
7,80
1994
5,2
5,9
201,95
2.606,13
7,75
1995
-5,0
4,2
192,33
2.715,58
7,08
1996
0,5
2,2
193,29
2.775,33
6,96
1997
6,1
3,4
205,08
2.869,69
7,15
1998
-0,5
0,0
204,06
2.869,69
7,11
1999
3,0
0,3
210,18
2.878,30
7,30
2000
4,4
4,3
219,43
3.002,06
7,31
2001
3,1
1,3
226,23
3.041,09
7,44
2002
1,1
2,7
228,72
3.123,20
7,32
2003
1,7
1,1
232,61
3.157,56
7,37
2004
3,4
5,7
240,52
3.337,54
7,21
2005
-2,8
3,2
233,97
3.444,34
6,79
2006
2,7
3,8
240,29
3.575,22
6,72
2007
7,0
5,4
257,11
3.768,28
6,82
2008
3,8
5,1
266,88
3.960,47
6,74
2009
-0,8
-0,2
264,76
3.952,56
6,70
Capítulo 9
Ano
132
PIB RS
PIB Brasil
PIB RS / PIB Brasil
bilhões R$ (base 12) bilhões R$ (base 12)
%
146,07
143,49
1.989,02
1.907,02
7,34
7,52
2010
7,8
7,5
285,41
4.249,00
6,72
2011
5,7
2,7
301,68
4.363,73
6,91
2012
-1,8
0,9
296,34
4.403,00
6,73
Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Elaboração: BERS com base nos valores do PIB de 2012
Os valores do PIB calculados para os anos anteriores a 2011 baseiam-se no valor da moeda, quando utilizado pela FEE e pelo IBGE para o cálculo do PIB de
2011, e sobre tais valores calculando-se as correspondentes taxas de crescimento anuais.
2
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS
Nos mapas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4, constam, respectivamente, o consumo de óleo diesel, gasolina C (automotiva),
GLP e energia elétrica por município do RS em 20123. Nos mapas 9.5 e 9.6 é apresentado, respectivamente,
o consumo total dos principais energéticos de forma municipalizada e por Conselhos Regionais de Desenvolvimento Econômico-Social - COREDES.
Capítulo 9
Mapa 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2012
3
Como as proporções relativas de 2012 se mantiveram as mesmas de 2010, os mapas foram repetidos.
133
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2012
Capítulo 9
Mapa 9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2012
134
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2012
Capítulo 9
Mapa 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2012
135
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2012
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia
Capítulo 9
O desempenho de uma sociedade não está apenas atrelado ao PIB, à renda per capita e a indicadores que
relacionem a criação de riqueza com os requisitos de energia (OIE per capita e Consumo Final per capita). Indicadores da situação da saúde (como mortalidade infantil e longevidade), da situação de segurança pública
(como índice de homicídio e de roubo) e da situação da escolaridade (analfabetismo, qualidade do ensino,
taxa de cobertura, de reprovação e de evasão escolar) também estão relacionados, de forma indireta, com
a oferta e demanda de energia na sociedade. Alguns desses indicadores são apresentados a seguir, sendo
que a maior parte deles faz parte da composição do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das
Nações Unidas - IDH.
Em relação ao Coeficiente de Mortalidade Infantil no RS - CMI-RS, verifica-se no gráfico 9.1, que, em 1980,
para cada mil crianças nascidas vivas no Rio Grande do Sul, 39 faleciam antes de completar um ano de idade.
Em 2012 este valor atingiu 10,7.
136
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 9.1- Redução da Mortalidade Infantil no RS
Fontes: Secretaria da Saúde do RS - SINASC 2013 e NIS/SES-RS 2013
O gráfico 9.2 apresenta a expectativa de vida geral e por sexo para as diferentes faixas etárias no RS no período
de 2006 a 2009. Pode ser verificado que ao nascer, a expectativa de vida geral foi de 76,01 anos, sendo que
para pessoas do sexo feminino a média é de 80,01 anos. Se o número de óbitos no trânsito e de homicídios
não fosse elevado, o RS já estaria com expectativa de vida próxima à média dos países desenvolvidos.
<> Gráfico 9.2. - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS
O índice de homicídios por 100 mil habitantes é um indicador importante para verificar o padrão de civilidade
de um país e mesmo de seus estados. Existem duas medidas que apontam para resultados distintos. Uma
delas provém dos registros policiais e a outra da Secretaria Estadual da Saúde. Por exemplo, uma pessoa
pode ser atingida por arma de fogo, ou as chamadas armas brancas (objeto constituído de lâmina com capacidade de perfurar ou cortar) e dar entrada no hospital com vida. Para os registros policiais não ocorreu o
óbito; porém, esta mesma pessoa poderá vir a falecer no hospital ou mesmo em sua residência por decorrência de complicações pós-operatórias. Nas estatísticas policiais, geralmente esse óbito não é contabilizado,
mas é registrado na Secretaria Estadual da Saúde por homicídio. No gráfico 9.3, pode ser verificada a razoável
Capítulo 9
Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2010
137
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
situação do RS em relação aos estados selecionados do País4, sendo situado na 24ª posição5. Por outro lado,
a situação do RS não pode ser considerada sequer razoável em relação aos padrões de países desenvolvidos.
<> Gráfico 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no
Brasil, em 2011
Fonte: Mapa da violência 2013 - Homicídios e juventude no Brasil. Disponível em <www.institutosangari.org.br>. Acessado em 21/10/2013.
Em 2012, de acordo com os relatórios SIM e SINASC6 da Secretaria da Saúde do RS, o número de homicídios
foi de 2.354, sendo 89,55% referentes ao sexo masculino (o coeficiente masculino é de 40,2 homicídios por
100 mil habitantes). Os acidentes de transporte foram responsáveis por 2.078 óbitos (um coeficiente de
19,3 óbitos por 100 mil habitantes), também predominando o sexo masculino, com 79,91% dos registros (o
coeficiente masculino de óbitos por 100 mil habitantes, por acidente de transporte, é de 30,9).
O gráfico 9.4 apresenta os coeficientes de mortalidade por homicídios de 1990 a 2012 no RS, levantados pela
Secretária da Saúde do RS.
Capítulo 9
<> Gráfico 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2012
Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2013
Em 2011, ficaram em melhor posição que o RS, os estados do Piauí, São Paulo e Santa Catarina.
Considerando-se por grau de violência, sendo assim, o Estado mais violento no ano foi Alagoas.
6
Dados oficiais acessados em 19/07/2013 no site www.saude.rs.gov.br.
4
138
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Em 2010, a taxa de analfabetismo do RS (pelo critério de idade igual ou maior de 15 anos) foi de 4,53% (predominando o analfabetismo na população, na faixa etária de 60 anos ou mais). Com uma fatia de 48,81%
em relação ao total de analfabetos, ficou a população na faixa etária de 60 anos ou mais, seguida pela população na faixa etária dos 50 a 59 anos com 18,15%. O percentual de analfabetos no Rio Grande do Sul é
bom, se comparado com a ainda elevada taxa brasileira, que foi de 9,60% segundo o censo do IBGE de 2010,
mas abaixo do ideal, se comparada com os números dos países desenvolvidos, que apresentam taxas de
analfabetismo inferiores a 1% (e, em muitos casos, nulas).
Tabela 9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS
15 a 19 anos
20 a 29 anos
analfabetos
RS
3.533
7.134
população
RS
372.231
809.573
analfabetos
BR
372.231
809.573
população
BR
7.731.304
16.929.190
30 a 39 anos
10.824
698.743
698.743
14.934.886
40 a 49 anos
15.186
646.313
646.313
12.351.752
50 a 59 anos
20.151
544.619
544.619
9.196.830
60 anos ou mais
54.192
581.454
581.454
9.503.155
111.020
3.652.933
2.287.610
70.647.117
Faixa etária
Total (15 anos ou mais)
% analfabetos (15 anos ou mais)
4,53
9,60
Fonte: IBGE - Censo - 2010
Elaboração: BERS 2012 - ano base 2011
No tocante à média de tempo de estudo para pessoas acima dos 10 anos de idade, a partir de informações do
IBGE (PNAD 2012) calculou-se ser de 7,7 anos o tempo no Rio Grande do Sul, valor superior à média nacional, que
é de 7,5 anos. No mesmo cálculo, diversos estados da federação apresentaram desempenho melhor que o do
RS: no Distrito Federal, o tempo é de 9,3 anos; no Rio de Janeiro, 8,3; em São Paulo, 8,5; em Santa Catarina, 8,1.
Na tabela 9.11, verifica-se o número médio de anos de estudo das pessoas com 10 anos ou mais no RS, em
estados selecionados e no Brasil. Embora em melhor posição que a média do Brasil, o RS aparece atrás de
Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Tabela 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2012
Estados e País
anos
Minas Gerais
7,3
Rio de Janeiro
8,3
São Paulo
8,5
Paraná
7,9
Santa Catarina
8,1
Rio Grande do Sul
7,7
Distrito Federal
9,3
Total Brasil
7,5
Para avaliar a qualidade do ensino brasileiro, o Ministério da Educação, por intermédio do INEP, tem aplicado a
mais de uma década, o instrumento Sistema de Avaliação do Ensino Básico - SAEB (no qual fazem parte, por
amostragem, alunos da 4º e 8º série do ensino fundamental e 3ª série do ensino de nível médio). Além do
SAEB, existe o sistema Prova Brasil, que usa metodologia semelhante ao SAEB, o Exame Nacional do Ensino
médio - ENEM e avaliações específicas do ensino de nível superior.
Os resultados da 3ª série do ensino médio constam no gráfico 9.5. O RS não obteve bom desempenho do
ENEM na comparação com o desempenho do Brasil e de estados selecionados, o que não ocorreu no ENEM
de 2007 e no de 2009.
Capítulo 9
Fonte: IBGE - PNAD 2012
Elaboração: BERS 2013.
Nota: Na elaboração do cálculo, foram computados com 15 anos no caso de escolaridades com 15 anos ou mais. Considerou-se ainda, sem escolaridade os que não a declararam e os que
declararam não ter um ano de escolaridade e os de escolaridade desconhecida.
139
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
<> Gráfico 9.5 - Desempenho do RS no ENEM7 e de Estados Selecionados em 2011
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011
Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil
No gráfico 9.6, verifica-se o desempenho do RS no SAEB8 de 2011 nas provas de língua portuguesa e matemática. Em ambas, havia ficado na primeira posição em 2009, porém em 2011 manteve a primeira posição
em matemática e passou para a segunda posição em língua portuguesa.
<> Gráfico 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino
Capítulo 9
de nível médio em 2011
140
Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil - acessado em 15/08/2012
Nota: Médias de matemática e português englobam a rede pública e a rede privada.
7
8
Elaborado por meio da média ponderada das notas obtidas dos alunos de cada escola.
Nas tabelas do INEP, chamado de Prova Brasil / SAEB 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
O Brasil não tem obtido bons resultados em testes internacionais, como o PISA (teste internacional da OCDE
para adolescentes de 15 anos, versando sobre matemática, conhecimento da língua pátria e ciências). É
válido assinalar que o RS, mesmo se destacando no cenário nacional das avaliações do MEC no tocante às
provas de matemática e português, pode melhorar sua qualidade de ensino para nivelar com os padrões de
países desenvolvidos.
No tocante ao Ensino Superior, o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) é um indicador de qualidade de
instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação
e de pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizado o CPC (conceito preliminar de curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em
valores contínuos (que vão de 0 a 5,0) e em faixas (de 1 a 5).
O CPC tem como base o Conceito Enade, o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado “variáveis de insumo” - que considera corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico - é formado com informações do
Censo da Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade. Foi calculado o CPC de
cursos de graduação que fizeram o Enade em 2009, 2010 e 2011.
A Avaliação dos Programas de Pós-graduação realizada pela Capes compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema
Nacional de Pós-graduação, SNPG.
Na tabela 9.12 estão listadas as 11 universidades brasileiras melhor pontuadas, bem como todas as universidades localizadas no RS que estão na faixa 4 e 5. Na tabela 9.13, são apresentadas as 20 universidades
melhor avaliadas do mundo em 2011/2012, e a posição das universidades brasileiras que lograram pontuação no ranking.
Tabela 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2012) com IGC nas faixas 4 e 5.
UNIVERSIDADES
Sigla
UF
(Sede)
Tipo*
IGC
Posição
Federal do Rio Grande do Sul
UFRGS
RS
Federal
1
Contínuo
4,28
Universidade Federal de Lavras
UFLA
MG
Federal
2
4,26
5
Fundação Universidade Federal do ABC
UFABC
SP
Federal
3
4,25
5
Universidade Estadual de Campinas
UNICAMP
SP
Estadual
4
4,22
5
Federal de Minas Gerais
UFMG
MG
Federal
5
4,14
5
Federal de do Triângulo Mineiro
UFTM
MG
Federal
6
4,08
5
Federal de São Carlos
UFSCAR
SP
Federal
7
4,05
5
Federal de Viçosa
UFV
MG
Federal
8
4,02
5
Fundação U. F. de Ciências da Saúde de POA
UFCSPA
RS
Federal
9
3,98
4
Federal de Santa Catarina
UFSC
SC
Federal
10
3,95
5
Federal de São Paulo
UNIFESP
SP
Federal
11
3,92
4
Federal de Santa Maria
UFSM
RS
Federal
17
3,75
4
Federal de Pelotas
UFPEL
RS
Federal
23
3,64
4
Pontifícia Universidade Católica
PUCRS
RS
Privada
29
3,56
4
Do Vale do Rio dos Sinos
UNISINOS
RS
Privada
34
3,52
4
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
UERGS
RS
Estadual
42
3,41
4
Fundação Universidade Federal do Pampa
UNIPAMPA
RS
Federal
50
3,33
4
Universidade FEEVALE
FEEVALE
RS
Privada
53
3,30
4
Universidade de Santa Cruz do Sul
UNISC
RS
Privada
54
3,27
4
Federal de Rio Grande
FURG
RS
Federal
55
3,17
4
Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS
UNIJUI
RS
Privada
64
3,08
4
Universidade Católica de Pelotas
UCPEL
RS
Privada
66
3,06
4
Universidade de Passo Fundo
UPF
RS
Privada
69
3,03
4
Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil (dados acessados em 30/12/2013)
Nota: A Universidade Estadual de São Paulo (USP) não tem participado das avaliações do MEC.
Faixa
5
Capítulo 9
IES
141
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 9.13 - As vinte universidades melhor pontuadas do mundo em 2011/2012*.
Classificação
Universidade
País
Pontuação
1º
California Institute of Technology
Estados Unidos
94,8
2º
Harvard University
Estados Unidos
93,9
3º
Stanford University
Estados Unidos
93,9
4º
University of Oxford
Reino Unido
93,6
5º
Princeton University
Estados Unidos
92,9
6º
University of Cambridge
Estados Unidos
92,4
7º
Massachusetts Institute of Technology
Estados Unidos
92,3
8º
Imperial College London
Reino Unido
90,7
9º
University of Chicago
Estados Unidos
90,2
10º
University of California Berkeley
Estados Unidos
89,8
11º
Yale University
Estados Unidos
89,1
12º
Columbia University
Estados Unidos
87,5
13º
University of California Los Angeles
Estados Unidos
87,3
14º
Johns Hopkins University
Estados Unidos
85,8
15º
ETH Zürich - Swiss Federal Institute of Technology Zürich
Suiça
85,0
16º
University of Pennsylvania
Estados Unidos
84,9
17º
University College London
Reino Unido
83,2
18º
University of Michigan
Estados Unidos
82,8
19º
University of Toronto
Canadá
81,6
20º
Cornell University
Estados Unidos
80,5
178º
Universidade de São Paulo
Brasil
44,1
295º
Universidade de Campinas
Brasil
n.d.**
Capítulo 9
Fonte: The Times Higher Education World Universities Ranking 2011-2012 - www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2011-2012/top-400. Acessado em 02/08/2012
* Inclui posição das únicas duas universidades brasileiras no ranking das 400 melhores
** n.d. - pontuação global não disponível
142
10 Recursos e Reservas Energéticas
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Usina CEEE-GT
Foto: Fernando C. Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Recursos e Reservas Energéticas
Os recursos e reservas energéticas do Rio Grande do Sul apresentados neste capítulo referem-se às fontes
energéticas não-renováveis - carvão mineral, turfa e xisto betuminoso - e às fontes energéticas renováveis
- potencial hidroelétrico, eólico, fotovoltaico e de biomassas.
10.1. - Carvão Mineral
O carvão mineral é resultado da ocorrência de soterramento e posterior “incarbonização”1 da flora de grandes florestas que existiram em diversas porções do globo terrestre, durante os períodos Carbonífero e Permiano da era Paleozóica. No carvão mineral, o elemento carbono (C) se concentra de modo abundante.
As reservas de carvão mineral no Rio Grande do Sul, em estados selecionados e no Brasil constam na tabela
10.1 a seguir. Os dados foram levantados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de
Minas e Energia - DNPM/MME.
Tabela 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009
Maranhão
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
São Paulo
Total Brasil
Municípios do RS
Alvorada
Arroio dos Ratos
Bagé
Barão do Triunfo
Medida
Indicada
Inferida
(t)
%
(t)
%
(t)
1.092.442
0,02%
1.728.582
0,02%
-
Lavrável
%
(t)
%
-
3.344.748
0,05%
-
2.744.744
0,11%
5.157.679.232
78,73%
10.005.802.742
94,33%
6.305.524.409
96,59%
1.571.151.763
63,17%
1.387.655.114
21,18%
598.349.580
5,64%
221.594.980
3,39%
913.435.067
36,72%
1.077.871
0,02%
876.268
0,01%
1.262.500
0,02%
-
6.550.849.407
-
10.606.757.172
Medida
6.528.381.889
Indicada
(t)
%
(t)
8.747.623
0,17%
-
2.487.331.574
Inferida
%
Lavrável
(t)
%
(t)
584.843
0,01%
-
13.979.740
0,27%
3.503.000
0,04%
-
629.092.000
12,20%
2.800.157.000
27,99%
1.194.314.000
4.040.740
18,94%
%
0,26%
-
24.497.000
0,47%
33.003.000
0,33%
64.646.000
1,03%
-
252.250.707
4,89%
132.561.000
1,32%
22.859.000
0,36%
32.145.106
Caçapava do Sul
1.467.000
0,03%
-
Cachoeira do Sul
255.213.791
4,95%
411.755.859
4,12%
188.615.294
2,99%
175.622.981
11,18%
Candiota
972.417.050
18,85%
632.246.085
6,32%
159.064.321
2,52%
716.592.154
45,61%
44.467.189
0,86%
376.665.924
3,76%
290.280.308
4,60%
-
Butiá
Canoas
Charqueadas
Encruzilhada do Sul
General Câmara
-
151.864.000
2,94%
20.489.000
0,20%
-
2.758.000
0,05%
10.409.000
0,10%
3.301.000
38.338.000
0,05%
87.158.000
1,69%
200.304.000
2,00%
1.610.000
0,03%
-
15,58%
319.112.412
3,19%
335.363.629
5,32%
-
Guaíba
97.055.000
1,88%
223.569.000
2,23%
-
Herval
122.687.000
2,38%
382.341.000
3,82%
324.624.000
5,15%
-
Minas do Leão
362.110.694
7,02%
329.423.074
3,29%
4.389.000
0,07%
217.726.782
83.535.578
1,62%
404.442.025
4,04%
313.527.087
4,97%
-
Montenegro
Novo Hamburgo
89.308.000
5.273.575
0,10%
106.832.025
1,07%
245.903.547
3,90%
-
Osório
86.337.040
1,67%
595.190.000
5,95%
1.964.124.000
31,15%
-
Pinheiro Machado
91.660.000
1,78%
1.284.040.000
12,83%
108.791.000
1,73%
-
3.167.000
0,06%
27.867.000
0,28%
95.640.000
1,52%
-
Portão
Rio Pardo
Sto. Ant. da Patrulha
São Jerônimo
São Sepé
Tramandaí
311.073.950
6,03%
439.058.480
4,39%
221.517.550
3,51%
-
99.620.416
1,93%
306.721.748
3,07%
210.322.134
3,34%
-
170.814.000
3,31%
146.091.000
1,46%
10.100.000
0,16%
16.664.000
0,32%
-
-
0,39%
1,06%
13.723.000
0,27%
101.488.000
1,01%
296.482.000
4,70%
-
6,20%
501.299.373
5,01%
143.601.496
2,28%
274.560.000
Viamão
126.845.712
2,46%
217.233.737
2,17%
105.864.200
1,68%
-
10.005.802.742
6.305.524.409
13,86%
6.154.000
319.631.903
5.157.679.232
5,68%
16.664.000
Triunfo
Total RS
2,44%
-
803.568.264
Gravataí
2,05%
-
17,48%
1.571.151.763
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009
1
A maior parte das propriedades do carvão é em função do seu grau de incarbonização. Existe uma graduação contínua entre o grau menor (turfa) e o mais
elevado (antracite), sendo a hulha um carvão mineral com 70 a 90% de carbono total. A nomenclatura e os parâmetros utilizados para expressar as diferenças
no grau de incarbonização variam internacionalmente. Texto adaptado do Dicionário de Terminologia Energética - World Energy Council - 2004.
Capítulo 10
Estado
145
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Mapa 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005
Fontes: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro - 2006 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008
Elaboração: SEPLAG / DEPLAN 07/09
Tabela 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009
Estado
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Carvão Mineral
Bruta (t)
Beneficiada (t)
Valor
Quantidade
Valor (R$)
Quantidade
Valor (R$)
Total (R$)
-
-
92.910
22.475.897,00
22.475.897,00
845
7.688,00
-
-
845
7.688,00
2.966.355 206.206.301,00 206.213.989,00
2.759.000
498.490.242,00
498.490.242,00
5.818.265 727.172.440,00 727.180.128,00
Quantidade e valor da produção bruta (ROM2) vendida, consumida ou transferida para industrialização.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009.
Capítulo 10
10.2 - Turfa
Sedimento fóssil de origem vegetal, poroso ou compacto, combustível, com elevado teor de água (até cerca
de 90% no estado bruto), facilmente riscável, de cor castanha claro a castanha escuro3. Primeiro estágio de
formação do carvão mineral, a turfa está presente no RS na planície costeira, mas não existem pesquisas no
sentido de averiguar quantidades e qualidade. A turfa é mundialmente usada na composição de solos para
agricultura, podendo também ser utilizada como recurso energético4.
Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento.
De acordo com definição do Dicionário de Terminologia Energética do World Energy Council - 2004.
4
Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM.
2
146
3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009
Estado
Medida
Indicada
(t)
Alagoas
Goiás
Minas Gerais
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
%
Inferida
(t)
%
Lavrável
(t)
%
(t)
0,01%
-
1.223.500
0,85%
259.369
0,30%
-
198.356
0,14%
219.363
0,26%
1.211
-
-
1,59%
-
-
86,58%
7.807.000
306.728
0,21%
-
12.785.350
8,88%
1.366.826
1,78%
-
2.567.932
55.161.000
38,31% 74.414.000
%
-
-
74,04%
5.237.000
13,07%
Santa Catarina
38.974.098
27,07%
2.107.901
2,45%
2.561.896
24,30% 16.504.490
41,19%
São Paulo
32.459.799
22,54%
7.578.323
8,82%
174.116
1,65% 18.781.144
46,87%
10.544.223
40.072.634
Total Brasil
Municípios do RS
143.985.825
85.945.782
Medida
Indicada
(t)
Cachoeira do Sul
%
Inferida
(t)
%
Lavrável
(t)
%
(t)
4.370.000
7,92% 25.098.000
33,73%
5.261.000
67,39%
-
Osório
28.229.000
51,18% 25.216.000
33,89%
2.546.000
32,61%
5.237.000
Rio Pardo
13.047.000
23,65% 24.100.000
32,39%
Viamão
Total RS
9.515.000
-
-
-
-
-
74.414.000
7.807.000
5.237.000
17,25%
55.161.000
%
100,00%
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009
Tabela 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009
Estado
Bruta (t)
Quantidade
Santa Catarina
Beneficiada (t)
Valor (R$)
Valor
Quantidade
Valor (R$)
Total (R$)
6.238
343.289,00
75.486
5.248.166,00
5.591.455,00
São Paulo
21.104
1.463.695,00
11.044
21.826,00
1.485.521,00
Total
27.342
1.806.984,00
86.530
5.269.992,00
7.076.977,00
Quantidade e valor da produção bruta (ROM5) vendida, consumida ou transferida para industrialização.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009.
Xisto betuminoso é o nome informal da rocha folhelho pirobetuminoso, uma rocha sedimentar rica em betume, abundante no RS. Pode ser encontrada na Formação Irati da Bacia do Paraná, mas ainda não existem
pesquisas que quantifiquem o volume de betume presente nela. Tecnicamente é possível extrair o betume
dessa rocha e aproveitá-lo como óleo, mas até o momento não foi viabilizado um processo industrial econômico para tal procedimento. A Petrobras realizou testes-piloto nesse sentido em São Mateus - Paraná6.
5
6
Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento.
Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM.
Capítulo 10
10.3 - Xisto Betuminoso
147
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009
Estado
Medida
(t)
Rio Grande do Sul
232.977.000
Municípios do RS
Medida
Indicada
%
(t)
Inferida
%
343.195.000
Indicada
(t)
%
Cachoeira do Sul
27.912.000
11,98%
14.020.000
Encruzilhada do Sul
25.935.000
11,13%
21.667.000
Rio Pardo
(t)
Lavrável
(t)
%
(t)
4,09%
189.000
0,12%
-
6,31%
4.370.000
2,72%
-
6.903.000
2,96%
15.751.000
4,59%
472.000
0,29%
-
12.136.000
5,21%
81.384.000
23,71%
137.567.000
85,74%
-
29.431.000
12,63%
36.907.000
10,75%
1.327.000
0,83%
-
Viamão
130.660.000
56,08%
173.466.000
50,54%
16.531.000
10,30%
-
Total RS
232.977.000
343.195.000
%
-
Inferida
%
Osório
Lavrável
%
160.456.000
(t)
Gravataí
(t)
%
160.456.000
Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009
10.4 - Potencial Hidrelétrico
Capítulo 10
De acordo com o Balanço Energético Nacional 2007, entende-se por potencial hidrelétrico o potencial possível de ser técnica e economicamente aproveitado nas condições atuais de tecnologia.
O potencial hidrelétrico é medido em termos de energia firme, que é a geração máxima contínua na hipótese
de repetição futura do período hidrológico crítico.
O potencial hidrelétrico inventariado compreende as usinas em operação ou construção e os aproveitamentos disponíveis estudados nos níveis de inventário, viabilidade e projeto básico.
Tomando-se por base o inventário como etapa em que se mede com toda precisão o potencial, pode-se
avaliar a precisão dos valores obtidos para o potencial estimado.
De acordo com estudos de avaliação já procedidos, os valores estimados são aproximadamente 35% abaixo
do valor final inventariado. Nesse sentido, conclui-se que o potencial estimado é bastante conservador.
148
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2013
Amazonas
6.226
6.709
Bahia
0
324
Goiás
2.564
36
Minas Gerais
973
1.777
Mato Grosso do Sul
113
903
12.935
7
0
250
7.303
Total
Geral
Total
Inventariado
Operação
Construção
Projeto
Básico
Viabilidade
Inventário
Total
Estimado
Remanescente
Estado
Individualizado
Unidade: MW
20.238
7.046
0
324
1.608
3.038
361
0
6.859
11.865
12.190
2.600
3.582
368
189
0
6.002
10.140
12.640
2.750
7.259
717
676
35
12.295
20.982
23.732
1.017
792
0
677
0
3.628
5.097
6.114
Mato Grosso
4.512
1.234
5.746
10.875
75
821
1.267
1.887
14.924
20.670
Pará
2.379
3.713
6.092
21.342
930
700
12.330
8.500
43.802
49.894
Paraná
1.213
271
1.484
3.821
1.954
876
0
15.991
22.641
24.126
Rondônia
1.052
4.254
5.307
488
0
64
85
7.275
7.913
13.220
Roraima
4.178
84
4.262
1.301
324
0
0
5
1.630
5.892
Rio Grande do Sul
491
1.296
1.787
3.391
146
257
5
4.475
8.274
10.079
Santa Catarina
254
222
477
1.918
281
433
24
4.031
6.687
7.163
São Paulo
441
375
816
879
2.162
240
0
11.059
14.339
15.155
2.314
6.653
6.809
Tocantins
Total Brasil
157
0
157
2.029
2.304
6
0
25.992
22.253
48.244
69.733
16.735
4.570
14.185
91.392 196.616 245.760
Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Dezembro de 2013. Acessado em 02/06/2014
Capítulo 10
Mapa 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011
Fonte: Mapa Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Fevereiro de 2011
149
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2013
Remanescente
Individualizado
Total
Estimado
Inventário
Viabilidade
Projeto
Básico
Construção
Operação
Total
Inventariado
Total
Geral
Unidade: MW
12
404
416
3.928
427
446
0
6.309
11.110
11.526
25.992
22.253
48.244
69.733
16.735
5.470
14.185
91.392
Estado
Bacia do Rio Uruguai
Total Brasil
197.516 245.760
Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Dezembro de 2013 - Acessado em 02/06/2014
Tabela 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai
Nome da Usina
Estado
Rio
Estágio
Ludesa
SC
Chapecó
Operação
30,00
Ressaca
RS
Ijuí
Inventário
30,00
Nova União
SC
Chapecozinho
Inventário
32,40
Águas de Chapecó
SC
Chapecó
Inventário
42,00
Pery
SC
Canoas
Inventário
47,00
Porto Ferreira
SC
Chapecó
Inventário
49,30
São José
RS
Ijuí
Construção
51,00
Saudade
SC
Chapecó
Inventário
61,40
Foz do Xaxim
SC
Chapecó
Inventário
63,20
Monjolinho
RS
Passo Fundo
Operação
74,00
Passo São João
RS
Ijuí
Operação
77,00
Santo Antônio
SC
Chapecó
Inventário
84,30
Passo da Cadeia
SC/RS
Pelotas
Inventário
104,00
Quebra Queixo
SC
Chapecó
Operação
121,50
Garibaldi
SC
Canoas
Viabilidade
177,90
São Roque
SC
Canoas
Inventário
214,00
Passo Fundo
RS
Passo Fundo
Operação
220,00
Pai Querê
SC/RS
Pelotas
Viabilidade
292,00
Barra Grande
SC/RS
Pelotas
Operação
698,25
Itapiranga
SC/RS
Uruguai
Viabilidade
724,60
Irai
RS/SC
Uruguai
Inventário
330,00
Foz do Chapecó
SC/RS
Uruguai
Operação
855,00
Campos Novos
SC/RS
Canoas
Operação
880,00
Machadinho
SC/RS
Pelotas
Operação
1.140,00
Itapiranga
SC/RS
Uruguai
Inventário
1.160,00
Itá
SC/RS
Uruguai
Operação
1.450,00
Garabi (Bi-Nacional)**
RS/Argentina
Uruguai
Inventário
1.152,00
Panambi (Bi-Nacional)**
RS/Argentina
Uruguai
Inventário
1.048,00
Capítulo 10
Total Usinas >= 30 MW
150
Total Usinas < 30 MW
Total Bacia Rio Uruguai
* Potência maior ou igual a 30 MW.
** Considerada a potência instalada total da usina mesmo sabendo-se que somente metade da mesma será brasileira.
Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Julho de 2008; ANEEL e mapa SIPOT fevereiro de 2011.
Potência MW*
11.208,85
1.099,22
12.308,07
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí
Nome do
Nome do
Rio
Aproveitamento
Ijuí
IJ-1e - Passo São João
Ijuí
Ijuí
Características Energéticas
Distância
Potência
Potência
da Foz
Firme
Instalada
Situação
Energia
Atual do
Firme Aproveitamento
km
MW méd
MW
MWh
71,40
43,90
81,00
345.054
Em construção
IJ-2’ - São José
130,60
24,00
45,00
188.640
Em construção
IJ-3g - Ressaca
213,75
15,80
30,00
124.188
Vetado FEPAM
Ijuí
IJ-4a - Linha Onze
334,60
14,10
26,00
110.826
Vetado FEPAM
Ijuí
IJ-5 - Linha Três
392,60
12,90
24,00
101.394
Vetado FEPAM
Ijuí
IJ-6 - Ajuricaba II
419,10
7,90
14,50
62.094
Vetado FEPAM
Ijuí
IJ-7 - Barra
455,90
3,50
6,50
27.510
Vetado FEPAM
Palmeira
PL-1 - Palmeiras
15,20
4,10
7,00
32.226
Disponível
Palmeira
PL-2a - Condor
21,80
2,40
4,30
18.864
Vetado FEPAM
Fiuza
FZ-1b - Fiúza II
14,80
0,60
1,00
4.716
Disponível
Fiuza
FZ-2’ - Rincão do Fundo
19,80
1,20
2,00
9.432
Disponível
Potiribu
PT-1 - Sede II
21,20
3,60
7,00
28.296
Disponível
Potiribu
PT-2 - Andorinhas II
37,70
2,90
5,50
22.794
Vetado FEPAM
Ijuizinho
IZ-1 - Rincão
33,50
2,80
5,00
22.008
Disponível
Ijuizinho
IZ-2 - Ijuizinho II
42,60
7,10
13,00
55.806
Disponível
Ijuizinho
IZ-3b’ - Rincão de P. Alegre
72,20
4,80
8,00
37.728
Vetado FEPAM
Ijuizinho
IZ-4 - Fazenda Grande
142,00
2,80
5,00
22.008
Disponível
Ijuizinho
IZ-5a - Igrejinha
163,70
1,40
2,50
11.004
Disponível
Conceição
CC-1a - Passo da Cruz
16,20
3,80
6,80
29.868
Vetado FEPAM
Conceição
CC-2 - Antas
44,30
1,70
3,00
13.362
Conceição
CC-3 - São Miguel
54,60
1,10
2,00
8.646
Vetado FEPAM
Conceição
CC-4 - Tigre
63,90
1,10
2,00
8.646
Disponível
Conceição
CC-5a - Serraria
78,80
1,10
2,30
8.646
Disponível
Caxambu
CX-1 - São Valentim
6,50
1,60
3,00
12.576
Vetado FEPAM
Piratinim
PR-1c - Bonito
135,11
9,70
18,00
76.242
Vetado FEPAM
Piratinim
PR-2 - Jaguassango
203,11
8,50
15,00
66.810
Vetado FEPAM
Piratinim
PR-3 - Campestre
246,91
7,40
13,50
58.164
Vetado FEPAM
Piratinim
PR-4b - Piratinim
291,31
3,20
5,50
25.152
Vetado FEPAM
Piratinim
PR-5 - Ilha do lobo
318,71
1,50
2,50
11.790
Vetado FEPAM
Inhacapetum
IN-1 - Inhacapetum
28,40
2,90
5,50
22.794
Vetado FEPAM
Inhacapetum
IN-2b - Passo do Tibúrcio
53,30
1,20
2,00
9.432
Vetado FEPAM
Icamaquã
IC-1 - Passo Novo
78,80
4,00
7,00
31.440
Vetado FEPAM
Icamaquã
IC-2 - Bom Sossego
124,50
3,60
6,50
28.296
Vetado FEPAM
Icamaquã
IC-3 - Três Capões
166,30
1,60
4,00
12.576
Vetado FEPAM
Icamaquã
IC-4 - Icamaquã
180,50
2,50
4,50
19.650
Vetado FEPAM
Itacurubi
IT-1 - Igreja Baixa
12,40
2,00
3,50
15.720
Vetado FEPAM
Itacurubi
IT-2 - Estrela do Sul
25,60
1,70
3,00
13.362
Vetado FEPAM
Total Inventariado
216,00
396,90
1.697.760
Total Vetado FEPAM
120,60
221,10
947.916
55,83%
55,71%
55,83%
Aprovado %
Fonte: Grupo CEEE
Disponível
Capítulo 10
Identificação do Aproveitamento
151
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas
Capítulo 10
Identificação do Aproveitamento
152
Nome do Rio
Nome do
Aproveitamento
Municípios
Antas
Monte Claro
Antas
Castro Alves
Antas
Características Energéticas
Potência Firme
MW méd
Potência
Instalada MW
Energia
Firme MWh
Bento Gonçalves e Veranópolis
57,90
130,00
455.094
Nova Roma do Sul e Nova Pádua
53,60
120,00
421.296
Muçum
Muçum, Roca Sales e Santa Tereza
49,40
112,00
388.284
Antas
14 de Julho
Bento Gonçalves e Cotiporã
42,40
98,00
333.264
Antas
São Marcos
São Marcos e Antônio Prado
27,40
57,00
215.364
Antas
São Manoel
Caxias do Sul e Campestre da Serra
23,90
51,00
187.854
Antas
Serra dos Cavalinhos
Jaquirana e Bom Jesus
21,90
45,00
172.134
Rio Prata
Jararaca
Antônio Prado e Veranópolis
17,20
41,00
135.192
Rio Turvo
Primavera
Antônio Prado e Protásio Alves
15,40
36,00
121.044
Antas
Espigão Preto
Vacaria e São Francisco de Paula
16,40
34,00
128.904
Rio Prata
Da Ilha
Antônio Prado e Veranópolis
15,50
32,00
121.830
Antas
Passo do Meio
Bom Jesus e São F. de Paula
14,50
30,00
113.970
Guaporé
Monte Cuco
Anta Gorda
10,80
19,70
84.888
Guaporé
Paraíso
Anta Gorda
10,70
19,50
84.102
Ituim
Saltinho
Vacaria
10,30
19,50
80.958
Antas
São José
São Marcos e Caxias do Sul
10,30
17,50
80.958
Antas
São Bernardo
São Marcos
9,50
16,00
74.670
Carreiro
Caçador
Casca e Nova Bassano
8,50
15,60
66.810
Antas
Pezzi
Bom Jesus
9,20
15,60
72.312
Carreiro
Linha Emília
Serafina Corrêa
7,70
14,30
60.522
Guaporé
Monte Bérico
Guaporé e Anta Gorda
8,70
13,90
68.382
Carreiro
Cotiporã
Serafina Corrêa
7,50
12,70
58.950
Carreiro
Autódromo
Guaporé e Anta Gorda
6,50
12,00
51.090
Antas
Quebrada Funda
Bom Jesus
7,50
12,00
58.950
Carreiro
Boa Fé
Serafina Corrêa
4,80
9,30
37.728
Lageado Grande
Cazuza Ferreira
Jaquirana
5,40
9,10
42.444
Carreiro
São Paulo
Serafina Corrêa
4,70
8,40
36.942
Turvo
Chimarrão
Antônio Prado
4,50
8,20
35.370
Turvo
Santa Carolina
Antônio Prado
4,30
7,80
33.798
Ituim
Morro Grande
Vacaria
4,10
7,40
32.226
Guaporé
Pulador
Guaporé e Anta Gorda
3,50
6,30
27.510
Lageado Grande
Palaquinho
Jaquirana
3,30
6,00
25.938
Camisas
Grotão
Cambará do Sul e Jaquirana
2,90
5,20
22.794
Turvo
Jardim
Antônio Prado
2,80
5,00
22.008
Prata
Pratinha
Nova Prata
2,80
5,00
22.008
Antas
Matemático
Jaquirana e Bom Jesus
1,90
3,00
14.934
São Tomé
Pião
Jaquirana
2,30
3,00
18.078
Lageado Grande
Criúva
Jaquirana
2,10
2,90
16.506
Santa Rita
Boqueirão
Lagoa Vermelha e Vacaria
1,60
2,70
12.576
Santa Rita
São Pedro
Vacaria
1,50
2,30
11.790
Prata
Serrinha
Nova Prata e Protásio Alves
1,40
2,30
11.004
Turvo
Volta Longa
Lagoa Vermelha
1,40
2,20
11.004
Lageado Grande
Matreiro
Jaquirana
1,40
2,00
11.004
Camisas
Chapéu
Cambará do Sul
1,30
1,90
10.218
Guaporé
Nova Esperança
Marau
1,10
1,90
8.646
Antas
Piraquete
Cambará do Sul e S. J. dos Ausentes
1,30
1,90
10.218
Prata
Rio Branco
Nova Prata e André da Rocha
1,20
1,90
9.432
Santa Rita
Entre Rios
Vacaria
1,20
1,80
9.432
Lageado Grande
Bururi
São Francisco de Paula
1,30
1,70
10.218
Guaporé
Arranca Toco
Marau
0,90
1,60
7.074
Turvo
Passo da Pedra
Lagoa Vermelha
0,90
1,50
7.074
Santana
Boa Vista
Cambará do Sul
1,00
1,40
7.860
Santana
Potreiro
Cambará do Sul
0,90
1,40
7.074
Santa Rita
Vacaria
Vacaria
0,90
1,40
7.074
Ituim
Cinco Cachoeiras
Vacaria
0,60
1,20
4.716
Santa Rita
Lageado Bonito
Vacaria
0,80
1,20
6.288
532,80
1.093,20
4.187.808
Total
Fonte: Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
10.5 - Potencial Eólico
Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS
unidade: MW
50 m
Local de
Implantação
Em solo firme
(on shore)
Total (on shore)
75 m
100 m***
Fator de
carga %
Velocidade
do vento m/s
Potência
Fator de
carga %
Potência*
Fator de
carga %
Potência*
7,0 – 7,5
12.290
>29
42.320
>27
82.650
>24
7,5 –8,0
2.990
>34
10.120
>32
27.600
>28
8,0 – 9,0
560
>39
1.990
>37
4.950
>37
> 7,0
15.840
>29
54.430
>29
115.200
>24
Sobre a água**
7,0 – 7,5
9.220
>30
4.610
>28
1.610
>24
(off shore)
7,5 – 8,0
8.040
>35
10
>33
10.810
>29
8,0 – 9,0
1.260
>39
4.920
>37
7.320
>35
Total (off shore)
> 7,0
18.520
>30
9.540
>30
19.740
>24
Total Global
> 7,0
34.360
>30
63.970
>30
134.940
>24
* Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos.
** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades.
*** Valores estimados.
Fontes: Atlas Eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004
10.6 - Potencial Fotovoltaico
Capítulo 10
Mapa 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil
Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2000 (adaptado).
153
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS
Radiação Solar
Global Diária
MJ/m2 /dia
Radiação Solar
Global Anual
MJ/m2 /ano
Radiação Solar
Global Anual
kWh/m2 /ano
Produção Anual
de Energia Elétrica
kWh/m2 /ano
Produção Anual
de Energia Elétrica
MWh/km2 /ano
Região 1
16
5.840
1.621,77
243,27
6.861.586,88
Região 2
14
Região
Total RS
5.110
1.419,05
212,86
6.003.888,52
5.353
1.486,62
222,99
6.289.787,98
Notas:
Supondo a conversão de 15% da energia irradiada para energia elétrica.
Considerando a utilização de 0,01% da área total do RS (282.062 km2) com coletores solares.
1J = 277,77*10 -9 kWh
Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil, Recife: Editora Universidade da UFPE, 2000
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005 - 2007
10.7 - Potencial de Biomassas
Tabela 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande
do Sul (Biomassa)
Unidade
Total anual
Total Anual
mil tep
m3
1.000.000
510,00
Bagaço de cana
tonelada
2.800.000
596,40
Casca de Arroz3
tonelada
1.628.000
480,26
Biodiesel B1004
m3
200.000
169,60
Lenha5
m3
15.504.414
1.874,00
Energético
Álcool etílico1
2
Total de Biomassa
3.630,26
Álcool etílico hidratado e anidro, supondo plantação de 200 mil ha de cana -de- açúcar.
Considerando que 1 hectare plantado de cana-de-açúcar gera 14 toneladas de bagaço de cana por ano.
Com base em informações do IRGA-RS da safra de arroz do RS 2007-2008, e que 22% da massa de arroz é composta de casca.
4
Considerando em torno de 20% acima da produção projetada de Biodiesel B100 em 2008 no RS.
5
Considerando toda lenha originada da silvicultura usada para produção de energia, com o plantio de 516.814 ha de florestas energéticas, supondo produtividade de 30 m³/ha/ano.
Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005- 2007
1
2
3
10.8 - Definições
As definições 10.8.a a 10.8.f foram extraídas do Anuário Mineral Brasileiro - 2006 - DNPM/MME.
10.8.a - Recursos
Entende-se por Recursos uma concentração do mineral, que poderá tornar-se viável, parcial ou totalmente.
Capítulo 10
10.8.b - Reservas
154
Reservas minerais são aquelas computadas oficialmente e aprovadas pelo DNPM, isto é, as constantes nos
Relatórios de Pesquisa Aprovados e nos Relatórios de Reavaliação de Reservas, subtraídas as produções
ocorridas no ano base e anos anteriores. Os dados não incluem as reservas minerais lavradas sob os regimes
de Licença, Extração e Permissão de Lavra Garimpeira.
As reservas são classificadas como Medida, Indicada e Inferida, dependendo do grau de conhecimento da jazida.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
10.8.c - Reserva Medida
Volume ou tonelagem de minério computado pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras, galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, sendo o teor determinado pelos resultados de amostragem
pormenorizada, devendo os pontos de inspeção, amostragem e medida estarem tão proximamente espacejados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma e o teor da substância mineral
possam ser perfeitamente estabelecidos. A reserva computada deve ser rigorosamente determinada nos
limites estabelecidos, os quais não devem apresentar variação superior a 20% da quantidade verdadeira.
10.8.d - Reserva Indicada
Volume ou tonelagem de minério computado a partir de medidas e amostras específicas, ou de dados da
produção, e parcialmente por extrapolação, até distância razoável, com base em evidências geológicas. As
reservas computadas são as aprovadas pelo DNPM nos Relatórios de Pesquisa e/ou reavaliação de reservas.
10.8.e - Reserva Inferida
Estimativa do volume ou tonelagem de minério, calculada com base no conhecimento da geologia do depósito mineral, havendo pouco trabalho de pesquisa. No Anuário do DNPM, foi introduzido o conceito de reserva lavrável no intuito de dimensionar com maior acuidade as reservas disponíveis, correspondendo à reserva
técnica e economicamente aproveitável, levando-se em consideração a recuperação da lavra.
10.8.f - Reserva Lavrável
É a reserva in situ estabelecida no perímetro da unidade mineira determinado pelos limites da abertura de exaustão (cava ou flanco para céu aberto e realces ou câmaras para subsolo), excluindo os pilares de segurança e as
zonas de distúrbios geomecânicos. Corresponde à reserva técnica e economicamente aproveitável levando-se
em consideração a recuperação da lavra, a relação estéril / minério e a diluição (contaminação do minério pelo
estéril) decorrentes do método de lavra. As reservas de areia para construção civil, cascalho e rochas para produção de brita não são apresentadas, pois as reservas de areia para construção civil se localizam em grande maioria
nos rios, onde são repostas, e as rochas para produção de brita são de origens variadas e abundantes.
As definições a seguir relacionadas foram extraídas do Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Eletrobrás - Julho de 2008.
10.8.g - Remanescente
Resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento
complementar, considerando um trecho do curso d’água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar
o local de implantação do aproveitamento.
10.8.h - Individualizado
10.8.i - Inventário
Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, por
meio da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos
compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a obter uma avaliação da energia disponível,
dos impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos.
Capítulo 10
Resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou
levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado.
155
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
10.8.j - Viabilidade
Resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica, compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infraestrutura local, a definição da
respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente.
10.8.l - Projeto Básico
Aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade, que permita a elaboração dos documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos.
10.8.m - Construção
Aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação.
10.8.n - Operação
Capítulo 10
Aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em operação. Os aproveitamentos só são
considerados nos estágios “inventário”, “viabilidade” ou “projeto básico” se os respectivos estudos tiverem
sido aprovados pela ANEEL.
156
Anexos
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Porto Alegre Noturna
Foto: Fernando C. Vieira
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
A
Anexo A- Capacidade Instalada
Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2012
MW
HIDRO
SP e/ou APE
TERMO
TOTAL SP e/ou APE
PIE
EÓLICA
TOTAL SP e/ou
PIE
APE
NUCLEAR
TOTAL
PIE
TOTAIS
SP e/ou SP e/ou
PIE
APE
TOTAL
PIE
1974
13.224
500
13.724
2.489
1.920
4.409
0
0
0
0
15.713
2.420
18.133
1975
15.815
501
16.316
2.436
2.216
4.652
0
0
0
0
18.251
2.717
20.968
1976
17.343
561
17.904
2.457
2.223
4.680
0
0
0
0
19.800
2.784
22.584
1977
18.835
561
19.396
2.729
2.214
4.943
0
0
0
0
21.564
2.775
24.339
1978
21.104
561
21.665
3.048
2.259
5.307
0
0
0
0
24.152
2.820
26.972
1979
23.667
568
24.235
3.573
2.411
5.984
0
0
0
0
27.240
2.979
30.219
1980
27.081
568
27.649
3.484
2.339
5.823
0
0
0
0
30.565
2.907
33.472
1981
30.596
577
31.173
3.655
2.441
6.096
0
0
0
0
34.251
3.018
37.269
1982
32.542
614
33.156
3.687
2.503
6.190
0
0
0
0
36.229
3.117
39.346
1983
33.556
622
34.178
3.641
2.547
6.188
0
0
0
0
37.197
3.169
40.366
1984
34.301
622
34.923
3.626
2.547
6.173
0
0
0
0
37.927
3.169
41.096
1985
36.453
624
37.077
3.708
2.665
6.373
0
0
0
657
40.818
3.289
44.107
1986
37.162
624
37.786
3.845
2.665
6.510
0
0
0
657
41.664
3.289
44.953
1987
39.693
636
40.329
3.910
2.665
6.575
0
0
0
657
44.260
3.301
47.561
1988
41.583
645
42.228
4.025
2.665
6.690
0
0
0
657
46.265
3.310
49.575
1989
44.172
624
44.796
4.007
2.665
6.672
0
0
0
657
48.836
3.289
52.125
1990
44.934
624
45.558
4.170
2.665
6.835
0
0
0
657
49.761
3.289
53.050
1991
45.992
624
46.616
4.203
2.665
6.868
0
0
0
657
50.852
3.289
54.141
1992
47.085
624
47.709
4.019
2.665
6.684
0,1
0
0,1
657
51.761
3.289
55.050
1993
47.967
624
48.591
4.128
2.847
6.975
0,1
0
0,1
657
52.752
3.471
56.223
1994
49.297
624
49.921
4.151
2.900
7.051
1
0
1
657
54.106
3.524
57.630
1995
50.680
687
51.367
4.197
2.900
7.097
1
0
1
657
55.535
3.587
59.122
1996
52.432
687
53.119
4.105
2.920
7.025
1
0
1
657
57.195
3.607
60.802
1997
53.987
902
54.889
4.506
2.920
7.426
1
0
1
657
59.151
3.822
62.973
1998
55.857
902
56.759
4.793
2.955
7.788
6
0
6
657
61.313
3.897
65.210
1999
58.085
912
58.997
5.198
3.309
8.507
19
0
19
657
63.959
4.221
68.180
2000
60.095
968
61.063
6.548
4.075
10.623
19
0
19
1.966
68.628
5.043
73.671
2001
61.439
970
62.409
6.751
3.730
10.481
21
0
21
1.966
70.177
4.700
74.877
2002
63.323
1.150
64.473
9.714
4.099
13.813
22
0
22
2.007
75.066
5.249
80.315
2003
66.494
1.204
67.698
11.292
4.838
16.130
22
0
22
2.007
79.815
6.042
85.857
2004
67.658
1.429
69.087
14.405
5.151
19.556
27
2
29
2.007
84.097
6.582
90.679
2005
69.471
1.588
71.059
14.627
5.143
19.770
27
2
29
2.007
86.132
6.733
92.865
8.159
96.295
2006
72.007
1.672
73.679
13.886
6.486
20.372
235
2
237
2.007
88.136
2007
73.620
3.249
76.869
14.206
7.023
21.229
245
2
247
2.007
90.078
10.274 100.352
2008
74.235
3.310
77.545
14.766
8.233
22.999
396
2
398
2.007
91.404
11.545 102.949
2009
74.853
3.757
78.610
16.276
9.074
25.350
600
2
602
2.007
93.735
12.834 106.569
2010
76.631
4.072
80.703
17.108 11.654
28.762
926
2
928
2.007
96.671
15.728 112.400
2011
78.023
4.436
82.459
17.906 13.337
31.243
1.424
2
1.426
2.007
99.359
17.775 117.135
2012
79.439
4.855
84.294
20.236 12.542
32.778
1.892
2
1.894
2.007
103.574
17.399 120.973
APE - Autoprodução de energia
PIE - Produção independente de energia
SP - Serviço Público
Inclui metade da Usina de Itaipu
Não inclui a potência referente à participação acionária de consumidores tradicionalmente APE
As usinas PIE e SP da ANEEL, com parcelas de APE, estão classificadas em SP e/ou PIE
Plantas PIE, tradicionalmente APE, estão classificadas em APE
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Anexo A
ANO
159
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS
Usina
Alzir dos Santos Antunes
(antiga Monjolinho)
Barra Grande
Potência
(kW)
698.250
11.120
Canastra
42.500
Castro Alves
130.845
Dona Francisca
125.000
Itá
da Energia
74.000
Bugres
Foz do Chapecó
Destino
855.000
1.450.000
Itaúba
500.400
Leonel de Moura Brizola (Ex.
Jacuí)
180.000
PIE
PIE
Proprietário
100% para Monel Monjolinho Energética S/A
100% para Energética Barra Grande S/A.
Município
Rio
Faxinalzinho RS
Nonoai RS
Passo Fundo
Anita Garibaldi SC
Esmeralda RS
Pelotas
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Canela RS
Santa Cruz
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Canela RS
Santa Maria
PIE
100 % para Companhia Energética
Rio das Antas
Nova Pádua RS
Nova Roma do Sul RS
das Antas
PIE
10% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Agudo RS
Jacuí
SP
90% para Dona Francisca Energética S/A
PIE
100% para Foz do Chapecó Energia S/A
Nova Palma RS
Águas de Chapecó
SC Alpestre RS
Uruguai
Itá SC
Aratiba RS
Uruguai
PIE
60,5% para Itá Energética S/A
39,5% para Tractebel Energia S/A
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Pinhal Grande RS
Jacuí
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Salto do Jacuí RS
Jacuí
Maximiliano de
Almeida RS
Piratuba SC
Pelotas
APE
25,742% para Alcoa Alumínio S/A
5,28% para InterCement Brasil S/A
27,52% para Companhia
Brasileira de Alumínio
5,53% para Companhia Estadual de
Geração e Transmissão de Energia Elétrica
2,73% para Departamento Municipal de
Eletricidade de Poços de Caldas
19,29% para Tractebel Energia S/A
8,29% para Valesul Alumínio S/A
5,62% para Votorantim Cimentos Brasil Ltda.
Machadinho
1.140.000
Monte Claro
130.000
PIE
100 % para Companhia
Energética Rio das Antas
Bento Gonçalves RS
Veranópolis RS
das Antas
Passo Fundo
226.000
PIE
100% para Tractebel Energia S/A
Entre Rios do Sul RS
Passo Fundo
Passo Real
158.000
SP
100% para Companhia Estadual de
Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Salto do Jacuí
Jacuí
100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Novembro RS Roque
SP
RS
Dezessei de
Passo São João
77.000
PIE
Ijuí
Gonzales RS
Rolador RS
São José
14 de Julho
Anexo A
Total: 17 usinas
160
51.000
PIE
100% para Ijuí Energia S/A
100.710
PIE
100 % para Companhia
Energética Rio das Antas
5.949.825
APE - Autoprodutor
APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente
PIE - Produtor Independente
SP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Ijuí
Salvador das Missões RS
Bento Gonçalves RS
Cotiporã RS
das Antas
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS
Aeroporto de Bagé
Aeroporto Internacional de Pelotas
Aeroporto Internacional Salgado Filho
Alegrete
Altero Design
Amalfi
Aracruz Unidade Guaíba (Antiga Riocell)
Arroio Bonito
Potência
(kW)
Destino
da Energia
Proprietário
Município
Combustível
Classe
Combustível
54
REG
100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO
Bagé RS
Óleo Diesel
Fóssil
128
REG
100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO
Pelotas RS
Óleo Diesel
Fóssil
2.704
REG
100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
66.000
PIE
100% para Tractebel Energia S/A
Alegrete RS
Óleo Combustível
Fóssil
2.032
REG
100% Altero Design - Indústria e Comércio Ltda
Sapiranga RS
Óleo Diesel
Fóssil
365
REG
100% para Amalfi Indústria de Alimentos Ltda
Cruzeiro do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
47.000
APE
100% para Aracruz Celulose S/A
Guaíba RS
Lixívia (Licor Negro)
Biomassa
São José do Hortêncio RS
Óleo Diesel
Fóssil
Novo Hamburgo RS
Óleo Diesel
Fóssil
Encantado RS
Óleo Diesel
Fóssil
Campo Bom RS
Óleo Diesel
Fóssil
508
REG
100% para Mineração Arroio Bonito Ltda. ME
1.944
REG
100% para Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo
Baldo S.A. Comércio Indústria e Exportação
730
REG
100% para Vaz Oliveira e Cruz Ltda
Best Box
365
REG
100% para Best Box Embalagens Ltda
Bimbo
1.016
REG
100% para Bimbo do Brasil Ltda.
Gravataí RS
Óleo Diesel
Fóssil
CAAL
3.825
PIE
100% para Cooperativa Agroindustrila Alegrete Ltda
Alegrete RS
Casca de Arroz
Biomassa
Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo
Camil Alimentos - Camaquã
4.000
REG
100% para Camil Alimentos S.A.
350.000
PIE
100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
265
REG
100% para Lojas Colombo S.A. - Comércio de Utilidades Domésticas
Central Termelétrica de Geração (Antiga
Forjasul)
1.800
REG
100% para Forjasul Encruzilhada Indústria de Madeiras Ltda
Centro Adm. Farroupilha
1.041
REG
100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
347
REG
100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
Charqueadas
72.000
PIE
100% para Tractebel Energia S/A
Charqueadas RS
Carvão Mineral
Fóssil
Cia Minuano
1.016
REG
100% para Cia Minuano de Alimentos
Arroio do Meio RS
Óleo Diesel
Fóssil
Condomínio Canoas Shopping Center
1.334
REG
100% para Condomínio Canoas Shopping Center
Canoas RS
Óleo Diesel
Fóssil
Coopersul
1.440
REG
100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira do Sul Ltda
Capão do Leão RS
Óleo Diesel
Fóssil
Copesul
74.400
PIE
100% para Braskem S/A
Triunfo RS
Gás de Processo
Outros
CPMC (Antiga Aracruz Unidade Guaíba)
57.960
APE
100% para CPMC Celulose Riograndense Ltda.
324
REG
100% para Dagoberto Barcellos S/A
DHB Componentes Automotivos
(Unidade 1)
1.016
REG
DHB Componentes Automotivos
(Unidade 2)
2.032
Ervateira Rei Verde
Evviber
Candiota III
CD 450
Centro Adm. Farrapos
Itaqui RS
Casca de Arroz
Biomassa
Candiota RS
Carvão Mineral
Fóssil
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
Encruzilhada do Sul RS Resíduos de Madeira
Biomassa
Fóssil
Guaíba RS
Licor Negro
Biomassa
Caçapava do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
100%para DHB Componentes Automotivos S.A.
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
REG
100% para DHB Componentes Automotivos S.A.
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
240
REG
100% para Ervateira Rei Verde Ltda
Erechim RS
Óleo Diesel
Fóssil
508
REG
100% para Indústria de Móveis Evviber Ltda
Bento Gonçalves RS
Óleo Diesel
Fóssil
Fuga Couros
1.296
REG
100% para Fuga Couros S.A.
Marau RS
Óleo Diesel
Fóssil
Fuga Couros Camargo
1.016
REG
100% para Fuga Couros S.A.
Camargo RS
Óleo Diesel
Fóssil
GEEA Alegrete
5.000
REG
100% para Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda
Alegrete RS
Casca de Arroz
Biomassa
Gedore
2.200
REG
100% Ferramentas Gedore do Brasil S.A.
Fóssil
912
REG
100% para Granol Indústria, Comércio e Exportação S/A
Itaqui
4.200
PIE
100% para Camil Alimentos S/A
Kappesberg
1.440
REG
100% para Moveis Kappesberg Ltda.
Marfrig Alegrete
3.200
REG
100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
Marfrig Bagé
3.200
REG
100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
Marfrig Capão
1.600
REG
100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda
450
REG
100% para WMS Supermercados do Brasil Ltda.
Dagoberto Barcellos
Granol
Maxxi Santo Ângelo
Nutepa
24.000
SP
100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
Organização Santamariense
347
REG
100% para Organização Santamariense de Hotéis S.A.
Peruzzo
232
REG
100% para Peruzzo Supermercados Ltda.
10.000
PIE
100% para Piratini Energia S/A
508
REG
Piratini
Polirim
Presidente Médici A e B
446.000
SP
100% para Polirim Brasil Indústri de Peças Ltda
100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
REFAP
74.720
APE
100% para Petróleo Brasileiro S/A
São Borja
12.500
PIE
100% para UTE São Borja Geradora de Energia Elétrica S.A.
São Jerônimo
São Leopoldo RS
Óleo Diesel
Cachoeira do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
Itaqui RS
Casca de Arroz
Biomassa
Tupandi RS
Óleo Diesel
Fóssil
Alegrete RS
Óleo Diesel
Fóssil
Bagé RS
Óleo Diesel
Fóssil
Capão do Leão RS
Óleo Diesel
Fóssil
Santo Ângelo RS
Óleo Diesel
Fóssil
Porto Alegre RS
Óleo Combustível
Fóssil
Santa Maria RS
Óleo Diesel
Fóssil
Bagé RS
Óleo Diesel
Fóssil
Piratini RS Resíduos de Madeira
Biomassa
Caxias do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
Candiota RS
Carvão Mineral
Fóssil
Canoas RS
Óleo Combustível
Fóssil
São Borja RS
Casca de Arroz
Biomassa
São Jerônimo RS
Carvão Mineral
Fóssil
Canoas RS
Gás Natural
Fóssil
20.000
SP
100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
160.573
PIE
100% para Petróleo Brasileiro S/A
Shopping Center Iguatemi Porto Alegre
4.440
REG
100% para Condomínio do Shopping Center Iguatemi Porto Alegre
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
Souza Cruz Cachoeirinha
2.952
REG
100% para Souza Cruz S/A
Cachoeirinha RS
Gás Natural
Fóssil
Texon
648
REG
100% para Indústria Farmacêutica Texon Ltda.
Viamão RS
Óleo Diesel
Fóssil
Triticola Frederico Westphalen
134
REG
100% para Cooperativa Tritícola Wesphalen Ltda.
Frederico Westhphalen
RS
Óleo Diesel
Fóssil
2.220
REG
100% para Urbano Agroindustrial Ltda
São Gabriel RS
Casca de Arroz
Biomassa
UTE 1 - Corsan - EBAB1 - Cachoeira do Sul
347
REG
100% Companhia Riograndense de Saneamento
Cachoeira do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
UTE 2 - Corsan - EBAT2 - Cachoeira do Sul
508
REG
100% Companhia Riograndense de Saneamento
Cachoeira do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
UTE 3 - Corsan - EBAT3 - Cachoeira do Sul
347
REG
100% Companhia Riograndense de Saneamento
Cachoeira do Sul RS
Óleo Diesel
Fóssil
639.900
PIE
100% para AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda
Uruguaiana RS
Gás Natural
Fóssil
Wiga Revestimentos e Esquadrias PVC
365
REG
100% para Wiga Revestimentos e e Esquadrias de PVC Ltda
Novo Hamburgo RS
Óleo Diesel
Fóssil
WMS Pelotas
208
REG
100% para WMS Supermercado do Brasil Ltda.
Pelotas RS
Óleo Diesel
Fóssil
WMS Porto Alegre
300
REG
100% para WMS Supermercado do Brasil Ltda.
Porto Alegre RS
Óleo Diesel
Fóssil
Ximango
134
REG
100% para Ximango Indústria de Erva-Mate Ltda
Ilópolis RS
Óleo Diesel
Fóssil
Sepé Tiaraju (Ex-Canoas)
Urbano São Gabriel
Uruguaiana
Total: 64 Usinas
2.122.291
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e BERS 2013 - ano base 2012
APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente
PIE - Produtor Independente
REG – Registro
SP - Serviço Público
Anexo A
Usina
161
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH no RS
Usina
Albano Machado
Autódromo
Boa Fé
Buricá
Caçador
24.000
24.000
PIE
PIE
PIE
Município
Rio
Nonoai RS
Trindade do Sul RS
Lajeado do Lobo
Guaporé RS
Vista Alegre do Prata RS
Carreiro
100% para Boa Fé Energética S.A.
Nova Bassano RS
Serafina Corrêa RS
Carreiro
Buricá
100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste Ltda
100% para Autódromo Energética Ltda.
1.360
PIE
100% para Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Entre Rios Ltda
Independência RS
Inhacorá RS
22.500
PIE
100% para Caçador Energética S/A
Nova Bassano RS
Serafina Corrêa RS
Carreiro
Capigui
3.760
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Passo Fundo RS
Capigui
9.000
PIE
100% para CN Energia S/A
Campo Novo RS
Turvo
Colorado
1.120
SP
100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A
Cotiporã
19.500
PIE
100% para Cotiporã Energética S/A
3.340
PIE
100% para Coprel - Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Ltda
Criúva
23.949
PIE
100% para Criúva Energética S/A
Da Ilha
26.000
PIE
100% para Da Ilha Energética S/A
Engenheiro Ernesto Jorge
Dreher
Engenheiro Henrique Kotzian
17.870
PIE
Tapera RS
Puitã
Cotiporã RS
Carreiro
Victor Graeff RS
Jacuí
Caxias do Sul RS
São Francisco de Paula RS
Lajeado Grande
Antonio Prado RS
Veranópolis RS
Prata
100% para Rincão do Ivaí Energia S.A.
Júlio de Castilhos RS
Salto do Jacuí RS
Ivaí
Júlio de Castilhos RS
Salto do Jacuí RS
Ivaí
13.000
PIE
100% para Rincão do Ivaí Energia S.A.
4.800
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Ernestina RS
Jacuí
Esmeralda
22.200
PIE
100% para Esmeralda S/A
Barracão RS
Pinhal RS
Bernardo José
Ferradura
9.200
PIE
100% para BT Geradora de Energia Elétrica S/A
Erval Seco RS
Redentora RS
Guarita
Maximiliano de Almeida RS
Forquilha
Ernestina
Forquilha
1.000
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Furnas do Segredo
9.800
PIE
100% para Jaguari Energética S/A‑
Galópolis
1.500
PIE
100% para Galópolis Energia S.A.
Jaguari RS
Jaguari
Caxias do Sul RS
Arroio Pinhal
Guarita
Guarita
1.760
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Erval Seco RS
Herval
1.440
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Santa Maria do Herval RS
Cadeia
Ijuizinho
1.000
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Eugênio de Castro RS
Ijuizinho
Ijuizinho
3.600
APE
100% para Cooperativa de Distribuição e Geração de Energia das Missões Ltda.
Entre-Ijuís RS
Ijuizinho
Jararaca
28.000
PIE
100% para Veneto Energética S/A
Nova Roma do Sul RS
Veranópolis RS
Prata
José Barasuol (Antiga Linha 3 Leste)
14.335
PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda
Linha Emília
19.500
PIE
100% para Linha Emília Energética S/A
Mata Cobra
Marco Baldo
Moinho
2.880
SP
100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A.
16.550
PIE
100% para Turvo Energia S.A.
13.700
PIE
100% para Moinho S.A.
Ouro
16.000
PIE
100% para Ouro Energética S/A
Palanquinho
24.165
PIE
100% para Serrana Energética S/A
Ijuí RS
Ijuí
Dois Lajeados RS
Carreiro
Carazinho RS
da Várzea
Braga RS
Campo Novo RS
Turvo
Barracão RS
Pinhal RS
Bernardo José
Barracão RS
Marmeleiro
Caxias do Sul RS
São Francisco de Paula RS
Lajeado Grande
Passo de Ajuricaba
3.400
SP
100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí
Ijuí RS
Ijuí
Passo do Inferno
1.332
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
São Francisco de Paula RS
Santa Cruz
30.000
PIE
100% para Energética Campos de Cima da Serra Ltda.
Bom Jesus RS
São Francisco de Paula RS
Rio das Antas
Bom Jesus RS
Jaquirana RS
Antas
Passo do Meio
Pezzi
19.000
PIE
100% para Pezzi Energética S.A.
Rastro de Auto
7.020
PIE
100% Certel Rastro de Auto Geração de Energia S/A
Rio dos Índios
8.000
PIE
100% para Casa de Pedra Energia S.A.
Rio São Marcos
2.200
PIE
100% para Hidrelétrica Rio São Marcos Ltda.
RS-155
5.982
PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Socail Ltda
Putinga RS
São José do Herval RS
Forqueta
Nonoai RS
Dos Índios
Caxias do Sul RS
São Marcos RS
São Marcos
Ijuí RS
Dois Ijuí
Putinga RS
São José do Herval RS
Forqueta
Salto Forqueta
6.124
PIE
100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Ltda.
Santa Rosa
1.400
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica
Três de Maio RS
Santa Rosa
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento - Cooperluz Geração
Santa Rosa RS
Três de Maio RS
Santa Rosa
Barracão RS
Esmeralda RS
Bernardo José
Santo Antônio
São Bernardo
Anexo A
3.000
Proprietário
Carlos Gonzatto
Cotovelo do Jacuí
162
Potência Destino da
(kW) Energia
4.500
15.000
PIE
PIE
100% para CJ Energética
São Paulo
16.000
PIE
100% para São Paulo Energética S.A.
Serra dos Cavalinhos II
29.000
PIE
100% para Serra dos Cavalinhos II Energética S.A.
8.806
PIE
100% para Tambaú Energética S.A.
Tambaú
Toca do Tigre
Total: 48 Usinas
11.840
PIE
100% para CJ Hydro - Geração de Energia S.A.
553.433
APE - Autoprodutor | PIE - Produtor Independente | SP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Guaporé RS
Nova Bassano RS
Carreiro
Monte Alegre dos Campos RS
São Francisco de Paula RS
Das Antas
Erval Seco RS
Redentora RS
Guarita
Braga RS
Campo Novo RS
Turvo
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Município
Cerro Chato I (Antiga Coxilha Negra V)
30.000
PIE
100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Santana do Livramento RS
Cerro Chato II (Antiga Coxilha Negra VI)
30.000
PIE
100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Santana do Livramento RS
Cerro Chato III (Antiga Coxilha Negra VII)
30.000
PIE
100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Santana do Livramento RS
8.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Palmares do Sul RS
Fazenda Rosário 2
20.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Palmares do Sul RS
Fazenda Rosário 3
14.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Palmares do Sul RS
Parque Eólico Elebrás Cidreira I
70.000
PIE
100 % para Elebrás Projetos S.A.
Parque Eólico de Osório
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Osório RS
Parque Eólico de Osório 2
24.000
PIE
100% para Ventos do Litoral Energia S/A
Osório RS
Parque Eólico de Osório 3
26.000
PIE
100% para Ventos do Litoral Energia S/A
Osório RS
Parque Eólico de Palmares
8.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Palmares do Sul RS
Parque Eólico dos Índios
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Osório RS
Parque Eólico Sangradouro
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Osório RS
Parque Eólico Sangradouro 2
26.000
PIE
100% para Ventos da Lagoa S/A
Osório RS
Parque Eólico Sangradouro 3
24.000
PIE
100% para Ventos da Lagoa S/A
Osório RS
Atlântica I
30.000
PIE
100% para Atlântica I Parque Eólico S/A
Palmares do Sul RS
Atlântica IV
30.000
PIE
100% para Atlântica IV Parque Eólico S/A
Palmares do Sul RS
Atlântica II
30.000
PIE
100% para Atlântica II Parque Eólico S/A
Palmares do Sul RS
Atlântica V
30.000
PIE
100% para Atlântica V Parque Eólico S/A
Palmares do Sul RS
8.000
PIE
100% para Eólica Cerro dos Trindade S.A.
Santana do Livramento RS
10.000
PIE
100% para Eólica Cerro Chato IV S.A.
Santana do Livramento RS
Fazenda Rosário
Cerro dos Trindade
Cerro Chato IV
Total: 21 Usinas
Tramandaí RS
598.000
Anexo A
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
163
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Abaúna
720
144
REG
100% para Nelcy Nazarri
Andorinhas
512
REG
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
1.000
REG
100% para Muxfeldt Marin & Cia. Ltda
934
REG
100% para Clínica Respiratus Sociedade Simples
1.000
REG
100% para Arroio Mulala Energética Ltda.
Boa Vista
700
REG
100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia
Braga
520
REG
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento
Caa-Yari
1.000
REG
Cafundó
986
Camargo
200
Barracão
Bertussi
Caraguatá
Cascata das Andorinhas
Abaúna
Erechim RS
Gaurama RS
Campo
Ijuí RS
Poritibu
Ibiaçá RS
Ligeiro
Bento Gonçalves RS
Burati
Caxias do Sul RS
Arroio Mulala
Estrela RS
Arroio Boa Vista
Braga
Lajeado Grande
REG
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda.
Júlio de Castilhos RS
Nova Palma RS
Soturno
REG
100% para Hidroelétrica Camargo S/A
Camargo RS
Taquari
REG
100% para Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira
Noroeste Ltda
Campina das Missões RS
Salvador das Missões RS
Comandai
REG
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento
Novo Barreiro RS
Palmeira das Misssões RS
Lajeado Grande
680
REG
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento Social Ltda
Chiapeta RS
Buricá
1.000
REG
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento
528
PIE
100% para COPREL Cooperativa de Energia e Desenvolvimento
Catibiro
900
REG
100% para Enor Geração e Comércio de Energia Ltda.
Caxambu
760
APE
100% para Fockink Participações Ltda
350
REG
100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Ltda
Das Cabras
900
REG
100% para Cabras Geradora de Energia Elétrica Ltda.
Dona Maria Piana
990
REG
100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste Ltda
Dona Mirian
632
REG
100% para Consultoria Agropecuária Magrin Ltda.
Estancado
700
REG
100% para Piaia Energética Ltda.
Fazenda Santa Sofia
144
REG
100% para Nelcy Nazarri
Frederico João Cerutti
Floriano Peixoto RS
Tiradentes do Sul RS
Cascata do Pinheirinho
Claudino Fernando Picolli
Rio
100% para J.H.M. Geração Elétrica Ltda.
280
Nilo Bonfante (Antiga Cascata
do Buricá)
Município
Cristal do Sul RS
953
Cascata do Barreiro
Nonoai RS Lajeado do Tigre
Ibirubá RS
Pinheirinho
Nova Prata RS Arroio Chimarrão
Panambi RS
Caxambu
Giruá RS
Santo Angelo RS
Comandai
Erval Seco RS
Redentora RS
Guarita
Flores da Cunha RS
Herval
Capão Bonito do Sul RS
Lajeado dos Ivos
Rio Grande RS Arroio Estancado
Áurea RS
Getúlio Vargas RS
Arroio
Toldo
1.000
REG
100% para Hidroelétrica Frederico João Cerutti S/A
Giovelli
176
REG
100% para Giovelle & Cia Ltda.
Guaporé
667
REG
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
REG
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão
de Energia Elétrica
Erval Seco RS
Taquaruçu do Sul RS
Fortaleza
Ivaí
700
Seberi RS
Fortaleza
Guarani das Missões RS
Comandai
Guaporé RS
Guaporé
Júlio de Castilhos RS
Ivaí
1.000
APE
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento
Moinho
270
REG
100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D
Novo Tiradentes RS
Jaboticaba
Nova Palma
306
REG
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda
Júlio de Castilhos RS
Nova Palma RS
Soturno
1.000
REG
100% para Picada 48 Geração e Comércio de Energia
Elétrica Ltda.
Dois Irmãos RS
Arroio
Feitoria
Pirapó
756
REG
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
Rio Alegre
760
REG
100% para Hidroelétrica Panambi S/A
Rio Fortaleza
880
REG
100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D
Rio Palmeira
740
SP
Saltinho
800
REG
Sede (Ijuí)
500
SP
Linha Granja Velha
Picada 48
100% para Hidroelétrica Panambi S/A.
100% para CPFL Sul Central Elétricas Ltda.
100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí
Soledade
882
APE
100% para Cooperativa de Geração e Distribuição de
Energia Fontoura Xavier Ltda.
Taipinha
900
REG
100% para Cooperativa de Geração e Distribuição de
Energia Fontoura Xavier Ltda.
Toca
1.000
SP
Trabuco
1.000
REG
Turvo
Usina Backes
Usina do Maringá
Anexo A
100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento
Águas Termais da Cascata
Nazzari
Avante
164
REG
Proprietário
Usina do Parque
Usina do Posto
Total: 47 Usinas
100% para Ipê Geração de Energia Elétrica Ltda.
REG
100% para Maria de Lourdes Lando (espólio de Wolfgang Low)
32
REG
100% para Jânio Inácio Backes
125
REG
100% para Irmãos Zanetti & Cia Ltda.
780
REG
REG
Ijuí
Condor RS
Alegre
Erval Seco RS
Seberi RS
Fortaleza
Panambi RS
Palmeira
Muitos Capões RS
Saltinho
Ijuí RS
Potiribu
Fontoura Xavier RS
Arroio
Fão
Fontoura Xavier RS Lajeado Taipinha
100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão
São Francisco de Paula RS
de Energia Elétrica
70
160
Roque Gonzales RS
100% para Terraplenagem Salvador Ltda
100% para COPREL Cooperativa de Energia
Campestre da Serra RS
Trabuco
Campo Novo RS
Coronel Bicaco RS
Turvo
Gramado RS
Arroio Grande
Santo Antônio do Palma
RS Vila Maria RS
Arroio Jordão
Nova Prata RS
Protásio Alves RS
Prata
Ibiaçá RS
Lagoa Vermelha RS
Forquilha
31.037
APE - Autoprodutor COM -Comercializador
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e Grupo CEEE
REG -Registro Santa
Cruz
SP - Serviço Público
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.7 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Fotovoltáicas - UFV no RS
Usina
Potência
Destino da
(kW)
Alex Paulo Mottin
Município
Proprietário
Energia
1
REG-RN482
100% para Alex Paulo Mottin
Lajeado RS
Daniel Giovani Ferronato
0,5
REG-RN482
100% para Daniel Giovani Ferronato
Lajeado RS
Fuvantes
2,3
REG-RN482
100% para Fundação Vale do Taquari de
Educação e Desenvolvimento Social
Lajeado RS
Getúlio Hoffmann de Oliveira
Guederson Andrei Maciel
Total: 5 Usinas
2,16
REG-RN482
100% para Getúlio Hoffmann de Oliveira
Sapucaia do Sul RS
1,1
REG-RN482
100% para Guederson Andrei Maciel
Arroio do Meio RS
7,06
REG-RN482 - Registro mini micro Geradores RN482/2012
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Tabela A.8 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS
Usina
Potência (kW)
Destino da
Proprietário
Município
Rio
Energia
Total: 0 Usinas
0
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Tabela A.9 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS
Usina
Potência (kW) Destino da Energia
Total:0 Usinas
Proprietário
Município Combustível
Classe Combustível
0
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Tabela A.10 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS
Usina
Potência
Destino da
Proprietário
(kW)
Energia
Abranjo I
4.860
PIE
100% para Abranjo Geração de Energia S.A.
Trincheira (Bela
União)
2.250
PIE
100% para Cooperativa de Geração de
Energia e Desenvolvimento
Total: 2 Usinas
7.110
Município
Rio
Encruzilhada do Sul RS
Abranjo
Santa Rosa RS
Três de Maio RS
Santa Rosa
Anexo A
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
165
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.11 - Usinas Eólicas em Construção - EOL em Construção no RS
Potência
(kW)
Usina
Destino da
Energia
Proprietário
Município
Cerro Chato V
12.000
PIE
100% para Eólica Cerro Chato V S.A
Santana do Livramento RS
Cerro Chato VI
24.000
PIE
100% para Eólica Cerro Chato VI S.A
Santana do Livramento RS
Corredor do Senandes II
21.600
PIE
100% para OEA Eólica Corredor dos Senades 2 S.A.
Rio Grande RS
Corredor do Senandes III
27.000
PIE
100% para OEA Eólica Corredor dos Senades III S.A.
Rio Grande RS
Corredor do Senandes IV
27.000
PIE
100% para OEA Eólica Corredor dos Senades IV S.A.
Ibirapuitã I
24.000
PIE
100% para Eólicas Ibirapuitã S.A.
Rio Grande RS
Santana do Livramento RS
Pontal 2 B
11.200
PIE
100% para Força dos Ventos Energia Eólica S.A.
REB Cassino I
24.000
PIE
100% para EOL Vento Energias Renováveis S.A
Viamão RS
Rio Grande RS
REB Cassino II
21.000
PIE
100% para Eol Wind Energias Renováveis S.A. Rio Grande RS
REB Cassino III
24.000
PIE
100% para EOL Brisa Energias Renováveis S.A
Rio Grande RS
Vento Aragano I
28.800
PIE
100% para OEA Eólica Vento Aragano I S.A
Verace I
20.000
PIE
100% para Eólica Geribatu I S.A.
Rio Grande RS
Santa Vitória do Palmar RS
Verace II
20.000
PIE
100% para Eólica Geribatu II S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace III
26.000
PIE
100% para Eólica Geribatu III S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace IV
30.000
PIE
100% para Eólica Geribatu IV S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace IX
30.000
PIE
100% para Eólica Geribatu IX S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace V
30.000
PIE
100% para Eólica Geribatu V S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace VI
18.000
PIE
100% para Eólica Geribatu VI S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace VII
30.000
PIE
100% para Eólica Geribatu VII S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace VIII
26.000
PIE
100% para Eólica Geribatu VIII S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
28.000
PIE
100% para Eólica Geribatu X S.A.
Santa Vitória do Palmar RS
Verace X
Total: 21 Usinas
502.600
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Tabela A.12 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS
Usina
Potência (kW)
Pai Querê
Destino da Energia
292.000
Total: 1 Usina
PIE
Proprietário
Município
Rio
Bom Jesus RS
Lages SC
Pelotas
Município
Combustível
Classe
Combustível
15,4% Alcoa Alumínio S/A
4,5% DME Energética S.A
80,1% Votorantim Cimentos S.A.
292.000
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e BERS 2013 - ano base 2012
Tabela A.13 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW)
Energia
Anexo A
Biotérmica Recreio
166
Proprietário
8.556
PIE
100% para Bio Térmica Energia Ltda.
Minas do Leão RS
Biogás
Biomassa
CTSUL
650.000
PIE
100% para Central Termoelétrica Sul S/A Cachoeira do Sul RS
Carvão Mineral
Fóssil
Jacuí
350.200
PIE
100% para Elétrica Jacuí S/A
Charqueadas RS
Carvão Mineral
Fóssil
PCT SLC Alimentos
5.800
APE
100% para PCT SLC Alimentos Ltda
Capão do Leão RS
Casca de Arroz
Biomassa
S.A.V. - Unisinos
4.600
REG
100% para Associação Antônio Vieira
São Leopoldo RS
Gás Natural
Fóssil
Total: 5 Usinas
1.019.156
PIE - Produtor Independente
REG - Registro
APE - Autoprodução de Energia
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.14 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS
Usina
Bela Vista
Cachoeira Cinco
Veados
Serra dos Cavalinhos
Jardim
Potência Destino da
Proprietário
(kW)
Energia
5.500
PIE
100% para Central elétrica Caibi Ltda. - ME
16.453
PIE
25.000
PIE
9.000
PIE
Linha Aparecida
25.407
PIE
Linha Jacinto
17.801
PIE
Monte Cuco
30.000
PIE
Morrinhos
2.250
PIE
Morro Grande
Primavera do Rio
Turvo
9.800
PIE
30.000
PIE
Quebrada Funda
16.000
PIE
Quebra Dentes
22.360
PIE
Rincão São Miguel
9.750
PIE
Salto do Guassupi
12.199
PIE
Santa Carolina
10.500
PIE
Total: 15 Usinas
Município
Rio
Vacaria RS
Quevedos RS
São Martinho RS
São Francisco de
100% para Serra dos Cavalinhos Energética S.A.
Paula RS
100% para Hidrelétrica Jardim Ltda.
André da Rocha RS
Liberato Salzano RS
100% para Coogerva Linha Aparecida Energia S.A
Novo Tiradentes RS
Liberato Salzano RS
100% para Coogerva Linha Jacinto Energia S.A.
Rodeio Bonito RS
Anta Gorda RS
100% para PCH Performance Centrais Hidrelétricas Ltda
Guaporé RS
100% para Certaja Morrinhos Geração e Comércio Barão do Triunfo RS
de Energia Elétrica Ltda
São Jerônimo RS
100% para Hidrelétrica Morro Grande Ltda.
Muitos Capões RS
Ipê RS
100% para Hidrotérmica S/A
Protásio Alves RS
Bom Jesus RS
100% para Hidrotérmica S/A
Jaquirana RS
Julio de Castilhos RS
100% para Quevedos Energética S.A.
Quevedos RS
Quevedos RS
100% para Rincão São Miguel Energética S.A.
São Martinho da
Serra RS
Julio de Castilhos RS
100% para Salto do Guassupi Energética S.A.
São Martinho da
Serra RS
André da Rocha RS
100% para Carolina Geração Jardim Ltda
Muitos Capões RS
Socorro
100% para Rincão dos Albinos Energética S.A.
Toropi
das Antas
Turvo
Várzea
Várzea
Guaporé
Arrorio dos
Cachorros
Ituim
Turvo
Antas
Toropi
Toropi
Guassupi
Turvo
242.020
Anexo A
PIE - Produtor Independente
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
167
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.15 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
23.000
PIE
100% para Ventos do Cabo Verde Energia I S.A.
Palmares do Sul RS
Cabo Verde 2 (antigo Força 2)
29.900
PIE
100% para Ventos do Cabo Verde Energia II S.A.
Palmares do Sul RS
Cabo Verde 3 (antigo Força 1)
25.300
PIE
100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A.
Palmares do Sul RS
Cabo Verde 4
29.900
PIE
100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A.
Palmares do Sul RS
Cabo Verde 5
16.100
PIE
100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A.
Palmares do Sul RS
Capão do Inglês
10.000
PIE
100% paa Eólica Coxilha Seca S.A
Chuí 9
20.000
PIE
100% para Eólica Chuí IX S.A.
Chuí RS
Chuí I
24.000
PIE
100% para Eólica Chuí I S.A.
Chuí RS
Chuí II
22.000
PIE
100% para Eólica Chuí II S.A.
Chuí RS
Chuí IV
22.000
PIE
100% para Eólica Chuí IV S.A.
Chuí RS
Chuí V
30.000
PIE
100% para Eólica Chuí V S.A.
Chuí RS
Coxilha Seca
30.000
PIE
100% paa Eólica Coxilha Seca S.A
Santana do
Livramento RS
Curupira
25.000
PIE
100% para Ventos de Curupira S.A
Rio Grande RS
Fazenda Vera Cruz
22.500
PIE
100% para Ventos de Vera Cruz S.A
Rio Grande RS
8.000
PIE
100% paa Eólica Coxilha Seca S.A
Santana do
Livramento RS
18.400
PIE
Granja Vargas 2
100% para Ventos de Granja Vargas II Energia Ltda.
100% para Ventos de Granja Vargas II Energia
Ltda.
100% para Ventos de Granja Vargas I Energia
Ltda.
Santana do
Livramento RS
Palmares do Sul RS
Granja Vargas 3
16.100
PIE
Granja Vargas I
28.000
PIE
Minuano I
22.000
PIE
100% para Eólica Chuí VI S.A.
Chuí RS
Minuano II
24.000
PIE
100% para Eólica Chuí VII S.A.
Chuí RS
Parque Eólico dos Índios 2
28.000
PIE
100% para Ventos dos Índios Energia S.A.
Osório RS
Parque Eólico dos Índios 3
22.000
PIE
100% para Ventos dos Índios Energia S.A.
Osório RS
Parque Eólico Giruá
11.050
PIE
100% para Ecoprojeto Ltda
Parque Eólico Pinhal
9.350
PIE
100% para Geração de Energia Sustentável Ltda
Piloto de Rio Grande
4.500
REG
100% para Petróleo Brasileiro S/A
Pontal 2 A
21.600
PIE
100% para Enerplan Energia Eólica IV S.A.
Viamão RS
Pontal 3 B
25.600
PIE
100% para Enerplan Energia Eólica III S.A.
Viamão RS
Xangri-lá
27.675
PIE
100% para Honda Energy do Brasil Ltda
Total: 28 Usinas
595.975
PIE - Produtor Independente;
REG - Registro
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Anexo A
Município
Cabo Verde (antigo Força 3)
Galpões
168
Proprietário
Palmares do Sul RS
Palmares do Sul RS
Giruá RS
Palmares do Sul RS
Rio Grande RS
Xangri-lá RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela A.16 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Carlos Bevilácqua
800
REG
100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D
Galópolis
540
REG
100% para Pro Bios Consultoria e Participações Ltda
Total: 2 Usinas
Município
Rio
Seberi RS
Fortaleza
Caxias do Sul RS
Arroio
Pinhal
1.340
REG - Registro
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014
Tabela A.17 - Linhas de Transmissão no RS
CEEE-GT*
Eletrosul
Tensão
N° de LTs
km LTs
N° de LTs
km LTs
69 kV
14
226,92
-
-
138kV
15
760,05
1
12,50
230kV
80
5.091,03
19
1.150,91
500 kV
-
-
6
1.121,26
Total
109
6.078,00
26
2.284,67
Anexo A
Fontes: Grupo CEEE - Dados de 31/12/2013
Eletrosul - Dados de 31/12/13
*Estão contabilizadas as LTs que são propriedade + O&M
Obs: As linhas pertencentes às distribuidoras não estão contempladas na tabela.
169
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
B
Anexo B - Dados Mundiais de Energia
Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2011 e 2012
Produtores
106 t
Mundial
Arábia Saudita
544
13,1%
Arábia Saudita
353
Estados Unidos
500
Estados Unidos
972
Rússia
520
12,6%
Rússia
247
China
251
China
536
Estados Unidos
387
9,3%
Irã
122
Japão
177
Japão
247
China
206
5,0%
Nigéria
121
Índia
172
India
191
Irã
186
4,5%
Emirados Árabes
114
Coreia do Sul
125
Rússia
166
Canadá
182
4,4%
Iraque
108
Alemanha
90
Arábia Saudita
154
Emirados Árabes
163
3,9%
Venezuela
93
Itália
77
Brasil
147
Venezuela
162
3,9%
Kuwait
89
França
64
Alemanha
124
Kuwait
152
3,7%
Canada
82
Singapura
58
Coréia do Sul
129
Angola
79
Países Baixos
57
Canadá
574
Demais Países
508
Iraque
Exportadores(1)
148
3,6%
Demais Países
1.492
36,0%
Demais Países
Mundo
4.142
100%
Mundo
106 t
1.982
Importadores(2)
106 t
Mundo
2.079
Consumidores*
Demais Países
Mundo
106 t
126
1912
4.704
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013
*BP Statistical Review – 2013, valores de mil barris dia convertidos por BERS 2013 em milhões de toneladas
Nota: Produtores e Consumidores, ano 2012. Exportadores e Importadores, ano 2011.
(1) Considerado somente países com exportações líquidas positivas.
(2) Considerado somente países com importações líquidas positivas.
Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2011
106 t
Mundial
Estados Unidos
Produtores
824
21,1%
Rússia
Exportadores
China
417
10,7%
Estados Unidos
106 t
Importadores
106 t
100
Japão
34
61
China
25
Rússia
248
6,4%
Índia
47
Indonésia
22
Índia
207
5,3%
Arabia Saudita
42
México
22
Japão
169
4,3%
Venezuela
31
França
19
Coreia
127
3,3%
Kuwait
31
Hong Kong (China)
19
Alemanha
100
2,6%
Coreia do Sul
21
Brasil
17
99
2,5%
Argélia
17
Alemanha
15
Brasil
Canadá
93
2,4%
Catar
17
Singapura
15
Arábia Saudita
94
2,4%
Irã
17
Austrália
13
Demais Países
1.520
39,0%
Demais Países
134
Demais Países
229
Mundial
3.896
100%
Mundial
518
Mundial
430
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013
Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2012
Produtores
Anexo B
Estados Unidos
170
109 m3
Mundial
Exportadores
109 m3
Importadores
681
19,8%
Rússia
185
Catar
120
Alemanha
70
Rússia
416,2
109
Itália
68
Irã
156,1
57
Coreia do Sul
48
China
143,8
45
Japão
116,7
43
Reino Unido
Canadá
100,7
102,8
Japão
109 m3
122
Consumidores*
Estados Unidos
Rússia
656
19,1%
Catar
160
4,7%
Noruega
Irã
158
4,6%
Canadá
Canadá
157
4,6%
Argélia
48
Turquia
Noruega
115
3,3%
Turcomenistão
37
Estados Unidos
China
107
3,1%
Indonésia
37
França
43
Arábia Saudita
95
2,8%
Países Baixos
34
Reino Unido
37
Arábia Saudita
Países Baixos
80
2,3%
Nigéria
27
China
36
Alemanha
Malásia
21
Ucrânia
32
77
2,2%
Demais Países
Indonésia
1.149
33,5%
Demais Países
Mundo
3.435
100%
Mundo
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013
*BP Statistical Review - 2013
Itália
154
Demais Países
283
Demais Países
829
Mundo
827
Mundo
109 m3
722,1
78,3
75,2
68,7
1.333,8
3.314,4
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2012
Produtores
China
106 t
%
(Carvão
Mundial
mineral)¹
Exportadores
106 t
(Carvão
mineral)¹
106 t
(Carvão
mineral)¹
Importadores
Consumidores²
106 t
Milhões
Carvão
ton óleo
Mineral
equivalente
(total)
3.549
45,3
Indonésia
383
China
278
China
3.607
1873,3
Estados Unidos
935
11,9
Austrália
302
Japão
184
Estados Unidos
808
437,8
Índia
595
7,6
Estados Unidos
106
Índia
158
Índia
735
298,3
Indonésia
443
5,7
Rússia
103
Coréia do Sul
126
Japão
185
124,4
Austrália
421
5,4
Colômbia
82
Taipé Chinesa
65
Rússia
250
93,9
Rússia
354
4,5
África do Sul
72
Alemanha
45
África do Sul
184
89,8
África do Sul
259
3,3
Cazaquistão
32
Reino Unido
44
Alemanha
238
79,2
Alemanha
197
2,5
Canadá
25
Turquia
29
Coreia do Sul
124
81,8
Polônia
144
1,8
Mongólia
22
Itália
24
Polônia
131
54,0
Cazaquistão
126
1,6
Vietnam
18
Malásia
22
Australia
113
49,3
Demais Países
808
10,4
Demais Países
23
Demais Países
nd
548,3
7.831
100,0
7.370
3.730,1
Mundo
Mundo
1.168
213
Mundo
1.188
Demais Países
Mundo
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013
BP Statistical Review - 2013
EIA - International Energy Statistcs 2013 (www.doe.gov acessado em 22/07/2013)
¹ Inclui carvão metalúrgico, carvão vapor, carvão lignino e carvão recuperado
² Dados de carvão mineral em toneladas da EIA -2013. Dados de carvão em óleo equivalente da BP Statistcs Review 2013.
Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2011
Produtores
TWh Mundial
Exportadores
TWh
Importadores
TWh
Consumidores¹*
TWh
China
4.716
21,3%
França
56
Itália
46
Estados Unidos
4.387
Estados Unidos
4.327
19,6%
Paraguai
46
Estados Unidos
37
China
4.703
Rússia
1.053
4,8%
Canadá
37
Brasil
36
Japão
1.051
Rússia
1.053
4,8%
Rússia
23
Finlândia
14
Rússia
1.032
Índia
1.052
4,8%
República Checa
17
Argentina
10
Índia
1.058
Canadá
637
2,9%
China
13
Países Baixos
9
Alemanha
605
Alemanha
602
2,7%
Bulgária
11
Tailândia
9
Canadá
600
França
557
2,5%
Emirados Árabes
8
Hong Kong (China)
8
França
506
Brasil
532
2,4%
Suécia
7
Áustria
8
Brasil
568
Coréia do Sul
520
2,4%
Ucrânia
6
Croácia
8
Reino Unido
7.087
31,9%
Demais Países
22.126
100%
Mundo
Demais Países
Mundo
58
282
Demais Países
97
Mundo
282
Demais Países
Mundo
374
7.317
22.201
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013
*www.iea.org/statistics/statistcssearch/report - acessado em 24/10/2013
¹Nota: Inclui as perdas
Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2011
GW
País (10 maiores
produtores mundiais)*
31,8%
Estados Unidos
102
França
79,4
17,1%
França
63
Ucrânia
46,3
6,7%
Japão
44
Coréia do Sul
29,8
155
6,0%
Rússia
24
Estados Unidos
19,0
Alemanha
108
4,2%
Coréia do Sul
19
Reino Unido
18,9
Japão
102
3,9%
Ucrânia
13
Alemanha
17,9
Canadá
94
3,6%
Canadá
13
Rússia
16,4
Ucrânia
90
3,5%
Alemanha
12
Canadá
14,7
China
86
3,3%
China
12
Japão
Reino Unido
69
2,7%
Reino Unido
10
China
444
17,2%
Demais Países
57
Demais Países ***
11,5
2.584
100%
Mundial
Mundial
11,7
TWh
Mundial
Estados Unidos
821
França
442
Rússia
173
Coréia do Sul
Demais Países
Mundial
Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013
Notas: *Exclue países sem produção nuclear.
** Percentual na geração interna total.
*** Exclui países que não utilizam energia nuclear.
369
9,8
1,8
Anexo B
% Energia Nuclear no
Total de geração do
País **
Capacidade
Instalada
Produtores
171
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2010 e 2011
2011
2010
2011
TWh
Mundial
China
699
19,6%
Capacidade
Instalada*
China
Brasil
428
12,0%
Estados Unidos
Canadá
376
10,5%
Brasil
81
Venezuela
68,6%
Estados Unidos
345
9,7%
Canadá
75
Canadá
59,0%
Rússia
168
4,7%
Japão
48
Suécia
44,3%
Índia
131
3,7%
Rússia
47
Rússia
15,9%
Noruega
122
3,4%
Índia
38
China
14,8%
Japão
92
2,6%
Noruega
30
India
12,4%
Venezuela
84
2,3%
França
25
Japão
Itália
22
Estados Unidos
Produtores
Suécia
GW
País **
Hidro***
194
Noruega
95,3%
101
Brasil
80,6%
8,7%
67
1,9%
Demais Países
1.054
29,6%
Demais Países
338
Demais Países ****
13,6%
7,9%
Mundial
3.566
100%
Mundial
999
Mundial
16,1%
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013
Notas:
* Baseada na produção.
** Baseado nos 10 maiores produtores mundiais.
*** Percentual na geração interna total.
**** Exclui países sem geração hidrelétrica.
Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2011 e
Biocombustíveis em 2012
Carvão
TWh
Petróleo
TWh
Gás Natural
Anexo B
1.045
Biocombustíveis¹
mil ton.
petróleo equiv.
% mundial
China
3.723
Japão
153
Estados Unidos
Estados Unidos
27.360
45,4
Estados Unidos
1.875
Arábia Saudita
142
Rússia
519
Brasil
13.547
22,5
Índia
715
Irã
67
Japão
374
Alemanha
2.894
4,8
Japão
281
México
48
Irã
160
França
1.820
3,0
Alemanha
272
Indonésia
42
México
156
China
1.729
2,9
África do Sul
243
Estados Unidos
40
Reino Unido
147
Argentina
2.267
3,8
Coreia do Sul
225
Kuwait
36
Itália
145
Canadá
949
1,6
Austrália
173
Paquistão
34
Egito
117
Espanha
575
1,0
Russia
164
Rússia
27
Coréia do Sul
116
Tailândia
994
1,7
Polonia
141
Egito
25
Índia
109
Itália
Demais Países
1.332
Demais Países
Mundial
9.144
Mundial
444
1.058
Demais Países
1.964
Demais Países
Mundial
4.852
Mundial
Fontes: Key World Energy Statistcs – 2013
¹BP Statistical of World Energy - June 2013. Dados de 2012 dos biocombustíveis
172
TWh
313
0,5
7772
12,9
60.220
100
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países
da América Latina em 2011
Petróleo
Preços em US$ por Galão
País
Quero- Combustível
sene de aviação
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh
Óleo
GLP
Combus(US$/kg)
tível
Gasolina
Óleo
diesel
Residencial
Comercial
Industrial
Argentina
4,28
3,42
3,78
n/d
2,08
0,36
1,85
5,20
3,06
Barbados
5,91
5,13
3,43
n/d
n/d
n/d
29,88
31,59
36,08
Belize
5,49
5,20
4,15
n/d
n/d
n/d
22,30
22,78
16,90
Bolívia
2,60
2,02
1,47
n/d
n/d
0,32
8,57
10,70
6,35
Brasil
6,20
4,57
n/d
n/d
2,79
1,77
26,14
22,42
18,73
Chile
5,75
4,54
4,58
n/d
n/d
2,11
21,12
21,87
15,46
Colombia
5,59
3,99
3,59
n/d
1,73
1,20
18,99
22,47
20,02
Costa Rica
4,96
4,43
3,95
n/d
2,55
1,52
13,96
16,86
13,25
Cuba
1,70
1,21
0,32
n/d
0,67
0,24
22,60
11,49
10,31
Equador
1,68
1,16
0,94
n/d
n/d
0,90
9,42
7,83
5,96
El Salvador
3,40
3,34
n/d
n/d
n/d
2,00
23,81
18,49
18,49
Granada
4,69
4,65
2,84
n/d
n/d
2,34
31,74
32,47
27,82
Guatemala
4,33
3,94
4,12
n/d
2,27
1,35
18,05
22,08
16,46
Guyana
4,16
4,02
3,57
n/d
3,03
1,93
23,73
35,42
29,11
Haiti
4,79
4,01
3,10
n/d
3,98
1,36
35,00
40,00
40,00
Honduras
4,63
4,11
n/d
n/d
n/d
n/d
13,63
21,07
20,31
Jamaica
4,06
4,08
n/d
n/d
2,09
1,19
31,71
27,13
25,01
México
5,93
2,90
n/d
n/d
2,41
1,64
9,83
21,58
11,33
Nicarágua
4,68
4,33
4,43
n/d
2,69
1,18
21,81
28,79
22,28
Panama
3,85
3,65
n/d
n/d
n/d
1,74
16,73
17,34
16,18
Paraguai
5,93
4,51
n/d
n/d
n/d
1,64
8,18
8,72
5,48
Peru
4,99
3,81
n/d
n/d
2,92
1,36
12,85
10,02
6,40
Rep. Dominicana
5,55
4,74
n/d
n/d
3,52
1,39
40,21
61,73
45,02
Suriname
4,74
4,71
n/d
n/d
0,25
1,21
3,52
7,30
7,30
Trinidade Y
Tobago
2,37
0,89
n/d
n/d
n/d
0,36
4,67
7,46
3,58
Uruguai
3,69
5,16
4,73
n/d
2,14
1,33
28,26
18,33
12,70
Venezuela
0,09
0,04
0,16
n/d
0,07
0,14
2,24
2,56
1,07
Anexo B
Fonte: OLADE - Sistema de Información Econômica Energética - Energia em Cifras - Versão nº 22, Noviembre, 2012
Notas: 1 barril = 42 galões americanos / 1 barril = 159,98 litros.
n/d = dado não disponível
173
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no
Primeiro trimestre de 2013 para derivados de petróleo e de 2012 para eletricidade
Derivados do Petróleo
Preços em US$ por litro
País
Gasolina
Óleo
diesel
Óleo Combustível
industrial**
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh
Óleo Combustível
residencial
Residencial
Industrial
França
2,079
1,527
0,752
1,274
0,175
0,116
Itália
2,343
1,850
0,877
1,904
0,292
0,288
Coreia do Sul
2,057
nd
0,916
1,277
0,093
nd
Brasil***
1,400
1,068
0,525
nd
0,236
0,169
0,115
México
0,911
0,775
0,568
nd
0,090
Noruega
2,588
1,861
nd
1,760
0,136
0,058
Portugal
2,130
1,712
1,092
1,707
0,261
0,147
Espanha
1,903
1,500
0,752
1,243
nd
nd
Suiça
1,924
1,721
0,736
1,102
0,204
0,130
0,148
Turquia
2,680
2,430
1,230
1,922
0,185
Reino Unido
2,094
1,842
nd
1,117
0,221
0,134
Estados Unidos
0,983
1,063
0,705
1,080
0,119
0,067
Austria
1,869
1,160
0,788
1,285
0,254
nd
Nova Zelândia
1,850
0,979
0,679
nd
0,232
0,094
Polonia
1,748
1,427
0,780
1,280
0,199
0,115
Alemanha
2,114
1,597
0,704
1,138
0,339
0,149
Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013
Nota: Preços de 2012, dólar médio de venda de 2012 - Banco Central - R$ 1,95.
**Considerando-se 1000 kg por m³ a densidade do óleo combustível.
***Para Derivados de Petróleo e eletricidade dados do Balanço Energético Nacional de 2013.
Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011
Preço da Eletricidade ao Consumidor no Brasil por mil kWh
Anexo B
Unidade federativa
174
Residencial B1
com impostos
Residencial B1
sem impostos
B1 - Imposto arrecadado
por mil kWh
Tarifa média Industrial
por mil kWh
Paraná
424,36
309,78
114,58
226,56
Minas Gerais
560,46
392,32
168,14
278,76
Rio Grande do Sul
507,82
355,48
152,35
244,25
São Paulo
427,62
320,71
106,90
255,06
Rio de Janeiro
591,52
366,82
157,21
263,54
Maranhão
596,88
443,64
147,88
294,44
Tocantins
550,67
447,66
149,22
289,57
Ceará
452,61
401,99
148,68
253,98
Alagoas
555,95
339,46
113,15
218,75
Acre
524,83
416,96
138,99
393,63
Piauí
468,61
419,86
104,97
236,16
Rondônia
523,33
388,95
79,66
287,80
Bahia
459,03
382,03
141,30
248,18
Pernambuco
451,88
344,27
114,76
255,19
Amazonas
481,72
338,91
112,97
239,50
Sergipe
459,63
351,65
130,06
244,42
Rio Grande do Norte
493,12
344,72
114,91
235,18
Pará
397,67
369,84
123,28
237,34
Distrito Federal
237,70
298,25
99,42
247,68
Amapá
398,83
197,29
40,41
218,47
Goiás
499,93
295,14
103,70
178,48
Paraíba
589,39
364,95
134,98
237,86
Mato Grosso
589,39
412,57
176,82
319,24
Santa Catarina
441,23
330,92
110,31
323,02
Roraima
373,72
310,19
63,53
302,28
Espírito Santo
458,21
343,65
114,55
263,64
Mato Grosso do Sul
615,17
430,62
184,55
308,85
BRASIL (média)
484,99
354,40
130,59
256,90
Notas: Para todos Estados foram usadas os impostos praticados em 2011. As ponderações por número de consumidores, para os Estados com mais de uma concessionária de energia elétrica,
seguiram as proporções de consumidores das mesmas em 2009.
Fontes: Informativo Tarifário de Energia Elétrica - MME/SEE/DSGE - maio de 2012
Elaboração: Balanço Energético do RS 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
TABELA B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia
US$/Unidade Física
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Unidade
478
503
712
852
951
1.098
1.025
1.138
1.204
1.068
m³
Óleo Diesel¹
Óleo Combustível
4
Gasolina¹
235
260
299
282
448
527
469
550
593
525
t
682
712
951
1.157
1.257
1.362
1.255
1.458
1.632
1.400
m³
Etanol Hidratado¹
443
414
567
684
872
925
828
943
1.202
994
m³
GLP¹
739
788
943
1.165
1.294
1.387
1.388
1.670
1.772
1.547
t
Gás Natural²
144
176
134
156
402
446
411
460
611
625
10³m³
46
58
76
95
141
145
142
165
180
169
MWh
Eletricidade Industrial³
101
118
120
135
209
210
201
233
258
236
MWh
Carvão Vapor ²
Eletricidade Residencial³
25
33
41
47
57
60
55
55
55
60
t
Carvão Vegetal ²
17
22
34
44
51
67
59
65
83
51
m³
7
9
6
7
8
9
9
8
nd
nd
m³
Lenha (Extrativismo) ²
Lenha (Silvicultura) ²
Dolar/venda (media do ano)
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
14
19
m³
3,04
2,93
2,43
2,18
1,95
1,84
1,99
1,76
1,68
1,95
Moeda
BR/US$
¹ Cotações do Rio de Janeiro, até 2004. Média do Brasil a partir de 2005.
² Até 1994, preço de venda da Petrobras a consumidores industriais. A partir de 2005, cotações industriais de vários estados
³ Preços médios nacionais
4
Preço médio do Rio de Janeiro
Nota: Moeda nacional corrente convertida a dólar corrente pela média anual de câmbio. Preços ao consumidor com impostos
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
TABELA B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia
US$¹/bep²
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Petróleo Importado
30,6
41,2
49,3
68,6
75,3
109,5
64,4
82,0
116,5
118,7
Petróleo Importado¹
37,1
48,6
56,3
76,5
81,0
114,4
67,5
84,6
116,5
118,7
Óleo Diesel
78,1
82,2
116,5
139,4
155,5
179,6
167,5
190,6
201,6
174,5
Óleo Combustível
34,8
38,5
52,1
61,5
66,3
78,1
69,4
81,5
87,9
77,7
Gasolina
122,6
128,0
172,1
209,6
226,0
244,9
225,7
268,9
300,9
251,7
Álcool
124,0
115,8
158,4
214,9
243,9
258,5
231,4
262,6
334,7
277,8
GLP
94,1
100,4
120,1
144,4
164,8
176,6
176,8
213,4
226,5
196,9
Gás Natural Combustível
23,3
28,4
39,4
52,0
65,1
72,2
66,5
74,2
98,7
101,1
Eletricidade Industrial
Eletricidade Residencial
Carvão Vapor
80,7
101,7
172,7
212,5
238,6
251,6
246,8
272,3
297,2
295,1
175,0
205,8
293,1
328,3
354,0
365,9
349,6
385,4
425,7
411,1
8,5
11,4
14,1
16,1
19,5
20,6
17,6
17,6
17,6
19,1
14,7
19,5
30,1
38,4
45,2
58,7
51,9
47,6
60,7
37,0
Lenha (Extrativismo)
7,7
10,0
6,5
8,5
8,9
10,9
10,0
10,8
nd
nd
Lenha (Silvicultura)
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
20,0
26,0
Carvão Vegetal
Anexo B
¹ Dólar corrente convertido a dólar constante de 2010 IPC (CPI-U) dos Estados Unidos.
² Como forma de manter a série histórica, é adotado bep baseado no poder calorífico superior da fonte.
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
175
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
C
Anexo C - Unidades
Tabela C.1 - Relações entre Unidades
Exponenciais
Equivalências
(k) kilo = 10³
1 m³ = 6,28981 barris
Relações práticas
(M) mega = 106
1 barril = 0,158987 m³
1 tep ano = 7,2 bep ano
(G) giga = 109
1 joule = 0,239 cal
1 bep ano = 0,14 tep ano
(T) tera = 1012
1 Btu = 252 cal
1 tep ano = 0,02 bep dia
(P) peta = 1015
1 m³ de petróleo = 0,872 t (em 1994)
1 bep dia = 50 tep ano
(E) exa = 1018
1 tep = 10000 Mcal
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica
Unidade física
Óleo combustível (m³)
Óleo
combustível (m3)
1
Gás natural
seco (mil m³)
1,09
Carvão Mineral
5200 (t)
1,94
GLP
(m³)
1,56
Lenha
(t)
3,06
Carvão vegetal
(t)
1,48
Gás natural seco (1000 m³)
0,92
1
1,78
1,43
2,8
1,36
Carvão Mineral 5200 (t)
0,52
0,56
1
0,8
1,58
0,76
GLP (m³)
0,64
0,7
1,25
1
1,97
0,95
Lenha (t)
0,33
0,36
0,63
0,51
1
0,49
Carvão vegetal (t)
0,67
0,73
1,31
1,05
2,06
1
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa
Quilograma (kg)
kg
t
tl
tc
lb
1
0,001
0,00984
0,001102
2,2046
Tonelada métrica (t)
1000
1
0,984
1,1023
2204,6
Tonelada longa (tl)
1016
1,016
1
1,12
2240
Tonelada curta (tc)
907,2
0,9072
0,893
1
2000
Libra (lb)
0,454
0,000454
0,000446
0,0005
1
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume
metros cúblicos (m³)
litros (l)
gal (EUA)
gal (RU)
bbl
pé³
1000
264,2
220
6,289
35,3147
0,001
1
0,2642
0,22
0,0063
0,0353
0,0038
3,785
1
0,8327
0,02381
0,1337
galões (RU)
0,0045
4,546
1,201
1
0,02859
0,1605
0,159
159
42
34,97
1
5,615
0,0283
28,3
7,48
6,229
0,1781
1
pés cúbicos (pé³)
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Anexo C
l
1
galões (EUA)
barris (bbl)
176
m³
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia
J
BTU
cal
kWh
1
947,8 x 10 -6
0,23884
277,7 x 10 -9
1,055 x 10³
1
Joule (J)
British Thermal Unit (BTU)
252
293,07 x 10 -6
-3
1
1,163 x 10 -6
6
3412
860 x 10³
1
41,87 x 109
5,95 x 109
39,68 x 106
10 x 109
11,63 x 10³
5,63 x 106
1,42 x 109
1,65 x 10³
Caloria (cal)
4,1868
Quilowatt-hora (kWh)
3,6 x 10
Ton. equivalente de petróleo (tep)
Barril equivalente de petróleo (bep)
3,968 x 10
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos
Mil Metros Cúbicos
giga-caloria
tep
(10000
kcal/kg)
9,93
8,8
Gás natural úmido
Gás natural seco
milhões
BTU
megawatt
-hora
(860
kcal/kWh)
41,58
39,4
11,55
36,84
34,92
10,23
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga-joule
0,993
6,99
1,419
0,88
6,2
1,257
Gás de coqueria
4,3
0,43
3,03
0,614
18
17,06
5
Gás canalizado Rio de Janeiro
3,8
0,38
2,68
0,543
15,91
15,08
4,42
Gás canalizado São Paulo
4,5
0,45
3,17
0,643
18,84
17,86
5,23
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
giga
caloria
tep
(10000
kcal/kg)
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga
joule
milhões
BTU
megawatt-hora
(860 kcal/
kWh)
10,35
Petróleo
8,90
0,89
6,27
1,27
37,25
35,30
Óleo diesel
8,48
0,85
5,97
1,21
35,52
33,66
9,87
Óleo combustível
9,59
0,96
6,75
1,37
40,15
38,05
11,15
Gasolina automotiva
7,70
0,77
5,42
1,10
32,22
30,54
8,95
Gasolina de aviação
7,63
0,76
5,37
1,09
31,95
30,28
8,88
GLP
6,11
0,61
4,30
0,87
25,56
24,22
7,10
Nafta
7,65
0,77
5,39
1,09
32,05
30,37
8,90
Querosene iluminante
8,22
0,82
5,79
1,17
34,40
32,60
9,56
Querosene de aviação
8,22
0,82
5,79
1,17
34,40
32,60
9,56
Álcool etílico anidro
5,34
0,53
3,76
0,76
22,35
21,19
6,21
Álcool etílico hidratado
5,01
0,51
3,59
0,73
21,34
20,22
5,93
Gás de refinaria
6,55
0,66
4,61
0,94
27,43
26,00
7,62
Coque de petróleo
8,73
0,87
6,15
1,25
36,53
34,62
10,15
Outros energéticos de petróleo
8,90
0,89
6,27
1,27
37,25
35,30
10,35
10,18
1,02
7,17
1,46
42,63
40,40
11,84
Asfaltos
Lubrificantes
8,91
0,89
6,27
1,27
37,29
35,34
10,36
Solventes
7,81
0,78
5,50
1,12
32,69
30,98
9,08
Outros não energéticos de petróleo
8,90
0,89
6,27
1,27
37,25
35,30
10,35
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Anexo C
Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos
177
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos
Carvão vapor 3100 kcal/kg
2,95
tep
(10000
kcal/kg)
0,30
Carvão vapor 3300 kcal/kg
3,10
0,31
Toneladas
giga
caloria
bep
tec
(7000
kcal/kg)
giga
joule
milhões megawatt-hora
BTU (860 kcal/kWh)
2,08
0,42
12,35
11,70
3,43
2,18
0,44
12,98
12,30
3,61
Carvão vapor 3700 kcal/kg
3,50
0,35
2,46
0,50
14,65
13,89
4,07
Carvão vapor 4200 kcal/kg
4,00
0,40
2,82
0,57
16,75
15,87
4,65
Carvão vapor 4500 kcal/kg
4,25
0,43
2,99
0,61
17,79
16,86
4,94
Carvão vapor 4700 kcal/kg
4,45
0,45
3,13
0,64
18,63
17,66
5,18
Carvão vapor 5200 kcal/kg
4,90
0,49
3,45
0,70
20,52
19,44
5,70
Carvão vapor 5900 kcal/kg
5,60
0,56
3,94
0,80
23,45
22,22
6,51
Carvão vapor 6000 kcal/kg
5,70
0,57
4,01
0,81
23,86
22,62
6,63
Carvão vapor sem especificação
2,85
0,29
2,01
0,41
11,93
11,31
3,31
Carvão metalúrgico nacional
6,42
0,64
4,52
0,92
26,88
25,47
7,47
Carvão metalúrgico importado
7,40
0,74
5,21
1,06
30,98
29,36
8,61
Lenha
3,10
0,31
2,18
0,44
12,98
12,30
3,61
Caldo de cana
0,62
0,06
0,44
0,09
2,61
2,47
0,72
Melaço
1,85
0,19
1,30
0,26
7,75
7,34
2,15
Bagaço de cana
2,13
0,21
1,50
0,30
8,92
8,45
2,48
Lixívia
2,86
0,29
2,01
0,41
11,97
11,35
3,33
Coque de carvão mineral
6,90
0,69
4,86
0,99
28,89
27,38
8,02
Carvão vegetal
6,46
0,65
4,55
0,92
27,05
25,63
7,51
Alcatrão
8,55
tep - tonelada equivalente de petróleo
bep - barril equivalente de petróleo
tec - tonelada equivalente de carvão mineral
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
0,86
6,02
1,22
35,80
33,93
9,94
Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores
Fontes
Alcatrão
Carvão Vapor sem Especificação
791
6.750
Carvão Vegetal
Álcool Etílico Hidratado
809
6.300
Coque de Carvão Mineral
1.040
9.790
Coque de Petróleo
-
2.130
880
9.000
-
623
Bagaço de Cana (4)
Biodiesel (B100)
Caldo de Cana
Anexo C
Fontes
Álcool Etílico Anidro
Asfalto
178
Densidade Poder Calorífico
kg/m³ (1) Inferior kcal/kg
1.000
8.550
Densidade Poder Calorífico
kg/m³ (1) Inferior kcal/kg
2.850
250
6.460
-
6.900
1.041
8.390
Eletricidade (3)
-
860
Energia Hidráulica (3)
-
860
Gás de Coqueria (2)
-
4.300
Carvão Metalúrgico Importado
-
7.400
Gás de Refinaria
780
8.400
Carvão Metalúrgico Nacional
-
6.420
Gás Liquefeito de Petróleo
550
11.100
Carvão Vapor 2900 Kcal/kg
-
2.793
Gás Natural Seco (2)
-
8.800
Carvão Vapor 3100 Kcal/kg
-
2.950
Gás Natural Úmido (2)
-
9.930
Carvão Vapor 3300 Kcal/kg
-
3.100
Gasolina A (5)
742
10.550
Carvão Vapor 3700 Kcal/kg
-
3.500
Gasolina Automotiva
740
10.400
Carvão Vapor 4000 Kcal/kg
-
3.800
Gasolina de Aviação
720
10.600
Carvão Vapor 4200 Kcal/kg
-
4.000
Lenha Catada
300
3.100
Carvão Vapor 4400 Kcal/kg
-
4.141
Lenha Comercial
390
3.100
Carvão Vapor 4500 Kcal/kg
-
4.250
Lixívia
Carvão Vapor 4700 Kcal/kg
-
4.450
Lubrificantes
Carvão Vapor 5000 Kcal/kg
-
4.712
Melaço
Carvão Vapor 5200 Kcal/kg
-
4.900
Nafta
Carvão Vapor 5500 Kcal/kg
-
5.200
Óleo Combustível
Carvão Vapor 5900 Kcal/kg
-
5.600
Óleo Diesel
-
2.860
880
10.120
-
1.850
720
10.630
1.000
9.590
840
10.100
Carvão Vapor 6000 Kcal/kg
-
5.700
Outros Energéticos de Petróleo
872
10.200
Carvão Vapor 6300 Kcal/kg
-
6.110
Outros Não-energéticos de Petróleo
873
10.200
10.200
Carvão Vapor 6500 Kcal/kg
-
6.200
Petróleo
870
Carvão Vapor 6800 Kcal/kg
-
6.400
Querosene de Avião
790
10.400
FINOS
-
2.570
Querosene Iluminante
790
10.400
ROM
-
2.430
Solventes
740
10.550
(1) À temperatura de 20°C, para derivados de petróleo e de gás natural.
(2) kcal/m³
(3) kcal/kWh
(4) Bagaço com 50% de umidade
(5) Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009 - ANP
Os conteúdos de caldo-de-cana e melaço são determinados em função dos respectivos componentes, sacarose e outros
Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
C.1 - Poder Calorífico1
Define-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que, quanto mais alto for o
poder calorífico, maior será a energia contida.
Um combustível é constituído, sobretudo, de hidrogênio e carbono, tendo o hidrogênio o poder calorífico de
28.700 kcal/kg, enquanto que o carbono é de 8.140 kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o
combustível, maior será o seu poder calorífico.
Há dois tipos de poder calorífico:
• poder calorífico superior - PCS
• poder calorífico inferior - PCI
C.1.a - Poder Calorífico Superior
É a quantidade de calor produzido por 1 kg de combustível quando este entra em combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados, de modo que o vapor d’água neles seja condensado.
C.1.b - Poder Calorífico Inferior
É a quantidade de calor que pode produzir 1 kg de combustível, quando este entra em combustão com excesso de ar, e gases da descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a água
contida na combustão seja condensada.
Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida
neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico
inferior e não o superior.
Fórmulas para determinar o poder calorífico inferior de alguns combustíveis:
Combustível
Gasolina
Benzol
Álcool etílico
Óleo diesel
Álcool metílico
Cálculo de PCI
PCI = (PCS - 780)
PCI = (PCS - 415)
PCI = (PCS - 700)
PCI = (PCS - 730)
PCI = (PCS - 675)
kcal/kg
kcal/kg
kcal/kg
kcal/kg
kcal/kg
PCI = Poder Calorífico Inferior
Anexo C
PCS = Poder Calorífico Superior
1
PCS = PCI se não existir átomos de hidrogênio para gerar água na combustão.
179
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio
Unidade
2005
2006
2007
2008
2009
Álcool Etílico Anidro
m3
0,534
0,534
0,534
0,534
0,534
Álcool Etílico Hidratado
m3
0,510
0,510
0,510
0,510
0,510
Asfalto
m3
1,018
1,018
1,018
1,018
1,018
Bagaço de Cana
t
0,213
0,213
0,213
0,213
0,213
Biodiesel (B100)
m3
-
-
-
0,756
0,756
Caldo de Cana
t
0,062
0,062
0,062
0,062
0,062
Carvão Metalúrgico Importado
t
0,740
0,740
0,740
0,740
0,740
Carvão Metalúrgico Nacional
t
0,642
0,642
0,642
0,642
0,642
Carvão Vapor 2900 kcal/kg
t
0,279
0,279
0,279
0,279
0,279
Carvão Vapor 3100 kcal/kg
t
0,295
0,295
0,295
0,295
0,295
Carvão Vapor 3300 kcal/kg
t
0,310
0,310
0,310
0,310
0,310
Carvão Vapor 3700 kcal/kg
t
0,350
0,350
0,350
0,350
0,350
Carvão Vapor 4000 kcal/kg
t
0,380
0,380
0,380
0,380
0,380
Carvão Vapor 4100 kcal/kg
t
0,390
0,390
0,390
0,390
0,390
Carvão Vapor 4200 kcal/kg
t
0,400
0,400
0,400
0,400
0,400
Carvão Vapor 4400 kcal/kg
t
0,414
0,414
0,414
0,414
0,414
Carvão Vapor 4500 kcal/kg
t
0,425
0,425
0,425
0,425
0,425
Carvão Vapor 4700 kcal/kg
t
0,445
0,445
0,445
0,445
0,445
Carvão Vapor 5000 kcal/kg
t
-
-
-
-
0,471
Carvão Vapor 5200 kcal/kg
t
0,490
0,490
0,490
0,490
0,490
Carvão Vapor 5500 kcal/kg
t
0,520
0,520
0,520
0,520
0,520
Carvão Vapor 5900 kcal/kg
t
0,560
0,560
0,560
0,560
0,560
Carvão Vapor 6000 kcal/kg
t
0,570
0,570
0,570
0,570
0,570
Carvão Vapor 6300 kcal/kg
t
0,611
0,611
0,611
0,611
0,611
Carvão Vapor 6500 kcal/kg
t
0,620
0,620
0,620
0,620
0,620
Carvão Vapor 6800 kcal/kg
t
0,640
0,640
0,640
0,640
0,640
Carvão Vapor FINOS kcal/kg
t
0,257
0,257
0,257
0,257
0,257
Carvão Vapor ROM kcal/kg
t
0,243
0,243
0,243
0,243
0,243
Carvão Vapor sem Especificação
t
0,285
0,285
0,285
0,285
0,285
Carvão Vegetal
t
0,646
0,646
0,646
0,646
0,646
Casca de Arroz
t
0,295
0,295
0,295
0,295
0,295
Coque de Carvão Mineral
t
0,690
0,690
0,690
0,690
0,690
m3
0,873
0,873
0,873
0,873
0,873
MWh
0,086
0,086
0,086
0,086
0,086
Gás de Coqueria
103 m3
0,430
0,430
0,430
0,430
0,430
Gás de Refinaria
103 m3
0,655
0,655
0,655
0,655
0,655
m3
0,611
0,611
0,611
0,611
0,611
Gás Natural Seco
103 m3
0,880
0,880
0,880
0,880
0,880
Gás Natural Úmido
103 m3
0,993
0,993
0,993
0,993
0,993
Gasolina A
m3
0,783
0,783
0,783
0,783
0,783
Gasolina C (Gasolina Automotiva)
m3
0,770
0,770
0,770
0,770
0,770
Gasolina de Aviação
m3
0,763
0,763
0,763
0,763
0,763
MWh
0,086
0,086
0,086
0,086
0,086
t
0,310
0,310
0,310
0,310
0,310
Coque de Petróleo
Eletricidade
Gás Liquefeito de Petróleo
Hidráulica
Lenha Comercial
Lixívia
t
0,286
0,286
0,286
0,286
0,286
m3
0,891
0,891
0,891
0,891
0,891
t
0,185
0,185
0,185
0,185
0,185
Nafta
m3
0,765
0,765
0,765
0,765
0,765
Óleo Combustível Médio
m3
0,959
0,959
0,959
0,959
0,959
Óleo Diesel
m3
0,848
0,848
0,848
0,848
0,848
Outras Renováveis
tep
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
Outras Secundárias - Alcatrão
m3
0,855
0,855
0,855
0,855
0,855
Outros Energéticos de Petróleo
m3
0,890
0,890
0,890
0,890
0,890
Outros Não-Energéticos de Petróleo
m3
0,890
0,890
0,890
0,890
0,890
Petróleo
m3
0,887
0,887
0,887
0,887
0,887
Querosene de Aviação
m3
0,822
0,822
0,822
0,822
0,822
Querosene Iluminante
m3
0,822
0,822
0,822
0,822
0,822
Solventes
m3
0,781
0,781
0,781
0,781
0,781
Urânio contido no UO2
kg
3,908
3,908
3,908
3,908
3,908
Urânio U3O8
kg
0,139
0,139
0,139
0,139
0,139
Lubrificantes
Anexo C
Melaço
Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011, Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural 2008 - ANP e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 - ano base 2009
180
1979
0
0
0
0
0
0
0
0
2.523
0
555
8.649
Anexo D
* Valores compatibilzados com os dados do IBGE.
Consumo Final
Total Transformação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
11.262
1981
0
4.288
4.288
0
0
0
4.288
1981
0
2.810
2.870
0
22
0
2.849
1981
1981
0
3.994
4.086
0
294
3.792
1981
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
404
12.118
1982
0
4.615
4.615
0
0
0
4.615
1982
0
2.991
3.053
0
-241
0
3.294
1982
1982
0
4.198
4.197
0
106
4.090
1982
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
14.777
1983
0
6.421
6.421
0
0
0
6.421
1983
0
4.816
4.845
0
121
0
4.725
1983
1983
0
4.034
4.034
0
-112
4.145
1983
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
14.745
1984
0
6.538
6.536
0
0
0
6.536
1984
0
4.731
4.731
0
0
0
4.731
1984
1984
0
4.205
4.205
0
108
4.097
1984
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
14.882
1985
0
6.608
6.608
0
0
0
6.608
1985
0
4.691
4.691
0
14
0
4.677
1985
1985
0
4.243
4.243
0
-196
4.439
1985
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.591
1986
0
5.491
5.491
0
0
0
5.491
1986
0
4.567
4.567
0
-256
0
4.823
1986
1986
0
4.398
4.398
0
240
4.157
1986
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.713
1987
0
6.803
6.803
0
0
0
6.803
1987
0
4.488
4.488
0
110
0
4.377
1987
1987
0
4.510
4.510
0
-101
4.612
1987
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
16.538
1988
0
4.888
4.888
0
0
0
4.888
1988
0
4.270
4.271
0
-15
0
4.286
1988
1988
0
4.228
4.228
0
-133
4.362
1988
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.875
1989
0
5.611
5.611
0
0
0
5.611
1989
0
4.436
4.436
0
-63
0
4.499
1989
1989
0
4.640
4.640
0
119
4.521
1989
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.676
1990
0
6.692
6.692
0
0
0
6.692
1990
0
4.083
4.083
0
10
0
4.073
1990
1990
0
4.353
4.353
0
-15
4.368
1990
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.962
1991
0
3.592
3.592
0
0
0
3.592
1991
0
4.380
4.193
0
25
0
4.168
1991
1991
0
3.869
3.869
0
-22
3.891
1991
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
16.463
1992
0
6.301
6.301
0
0
0
6.301
1992
0
3.906
3.906
0
-55
0
3.962
1992
1992
0
4.937
4.937
0
55
4.882
1992
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
19.665
1993
0
6.702
6.702
0
0
0
6.702
1993
0
3.624
3.624
0
4
0
3.619
1993
1993
0
5.113
5.113
0
-187
5.300
1993
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.256
1994
0
7.821
7.821
0
0
0
7.821
1994
0
4.084
4.084
0
-5
0
4.089
1994
1994
0
5.909
5.909
0
57
5.852
1994
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.321
1995
0
5.463
5.463
0
0
0
5.463
1995
0
4.290
4.290
0
28
0
4.261
1995
1995
0
6.246
6.246
0
186
6.060
1995
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.055
1996
0
5.850
5.850
0
0
0
5.850
1996
0
4.183
4.183
0
24
0
4.159
1996
1996
0
7.274
7.274
0
-119
7.393
1996
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
16.202
1997
0
5.527
5.527
0
0
0
5.527
1997
0
4.457
4.457
0
-2
0
4.460
1997
1997
0
6.898
6.898
0
28
6.870
1997
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.424
1998
0
8.675
8.675
0
0
0
8.675
1998
0
3.791
3.791
0
-24
0
3.815
1998
1998
0
7.044
7.044
0
56
6.988
1998
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
16.483
1999
0
5.100
5.100
0
0
0
5.100
0
5.072
0
0
0
16.638
2000
0
5.919
5.919
0
0
0
5.919
2000
0
5.101
5.101
0
1
0
5.100
2000
32
106
138
0
0
0
0
2000
0
8.025
8.025
0
51
138
5.072
1999
0
7.974
2000
0
0
5.069
1999
1999
0
7.710
7.710
0
-128
7.838
1999
0
0
0
0
0
0
0
13.535
2002
0
4.194
4.194
0
-1
0
4.195
2002
187
536
723
0
0
723
2002
0
6.854
6.854
0
33
6.821
2002
0
0
0
0
0
12.996
2003
0
3.732
3.732
0
0
0
3.732
2003
292
373
665
0
0
665
2003
0
6.887
6.887
0
14
6.874
2003
0
0
0
0
0
12.036
2004
0
3.972
3.972
0
0
0
3.972
2004
354
511
865
0
0
865
2004
0
6.589
6.589
0
-62
6.651
2004
0
0
0
0
0
11.523
2005
1.182
-3.411
4.593
-2
92
0
4.503
2005
342
-665
1.008
0
0
1.009
2005
0
-7.239
7.239
0
-17
7.256
2005
0
0
0
15.454
2001
0
0
0
0
15.980
2002
0
0
0
0
16.040
2003
0
0
0
0
17.678
2004
0
0
0
0
14.650
2005*
0
7.973 13.535 12.996 12.036 -11.523
7.973 13.535 12.996 12.036 11.523
0
0
0
7.973
2001
0
4.292
4.292
0
-5
0
4.297
2001
155
738
893
0
0
893
2001
0
7.418
7.418
0
38
7.380
2001
0
9.466
0
47
9.418
2007
0
0
0
-31
10.396
2009
8.689 10.365
0
-24
8.713
2008
0
9.263
0
78
9.185
2010
0
9.469
0
-4
9.473
2011
0
0
0
0
0
13.634
2007
1.340
-3.159
4.499
-76
136
0
4.440
2007
402
-256
659
0
0
663
2007
0
0
0
0
0
11.397
2008
1.853
-3.194
5.047
-216
-100
0
5.363
2008
411
-301
712
0
0
715
2008
0
0
0
7.122
-153
502
0
6.773
2010
452
-136
588
0
0
591
2010
0
0
7.612
-48
415
0
7.246
2011
571
-81
652
0
0
656
2011
0
0
0
0
16.055
2009
1.383
2011
1.728
0
0
0
0
0
0
19.812 23.307
2010
1.823
-2.901 -5.299 -5.883
4.283
-170
-223
0
4.676
2009
376
-162
538
0
0
542
2009
0
0
0
0
15.070
2006*
0
0
0
0
15.503
2007*
0
0
-36
0
15.299
2008*
0
0
-21
0
15.900
2009*
0
2011*
0
0
7
0
0
0
0
14.778 14.602
2010*
0
-7.845 -13.634 -11.397 -16.055 -19.812 -23.307
7.845 13.634 11.397 16.055 19.812 23.307
0
0
0
7.845
2006
1.412
-3.170
4.581
-21
149
0
4.453
2006
362
-540
902
0
0
903
2006
0
-7.244 -9.466 -8.689 -10.364 -9.263 -9.469
7.244
0
-27
7.272
0
2006
9.157
730
8.533
758
837
1.080
1.095
1.254
1.218
1.256
1.229
1.236
1.310
1.209
1.270
1.005
1.080
1.041
1.055
1.101
1.096
1.099
988
936
1.292
1.295
-626
-644
-653
-707
-596
-390
-533
9.415 11.920 12.234 12.362 12.691 12.855 12.982 13.007 12.973 13.185 13.791 16.229 12.283 12.572 12.366 13.287 12.564 13.597 13.585 12.595 13.105 12.728 14.207 14.024 14.427 14.850 14.555 15.283 14.395 14.070
673
11.439 11.696 11.262 12.522 14.777 14.745 14.882 15.591 15.713 16.538 15.875 15.676 15.962 16.463 19.665 15.256 15.321 15.055 16.202 15.424 16.483 16.638 15.454 15.980 16.040 17.678 14.650 15.070 15.503 15.262 15.879 14.785 14.602
231
Oferta Interna Bruta
Exportação
0
0
0
0
11.696
1980
Variação de Estoques
11.207
Produção
0
5.661
5.661
0
0
0
5.661
1980
Importação
1979
Lenha (mil m3)
0
5.235
Consumo Final
Total Transformação
0
Exportação
5.235
0
Oferta Interna Bruta
0
Variação de Estoques
5.235
1979
Importação
Produção
Energia Hidráulica (mil MWh)
* Refere-se ao carvão equivalente - ROM - Ver item 3.5.a
0
1.921
Total Transformação
0
2.522
0
0
2.550
1980
1980
0
4.491
4.495
0
-256
-27
1.957
Consumo Final
0
4.751
1980
140
0
Oferta Interna Bruta
Exportação
Variação de Estoques
Importação
Produção
1.817
0
Consumo Final
Carvão Vapor* (mil t)
0
Total Transformação
0
0
Variação de Estoques
Exportação
0
0
Importação
Oferta Interna Bruta
0
1979
Produção
Gás Natural (milhões m3)
0
4.709
Total Transformação
Consumo Final
4.741
0
382
Oferta Interna Bruta
Exportação
Variação de Estoques
0
4.359
1979
D
Importação
Produção
Petróleo (mil m3)
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Anexo D - Série Histórica de Fonte de Energia Selecionada
Tabela D.1 - Período de 1979 a 2011
181
182
4
Variação de Estoques
5
Variação de Estoques
0
0
0
Consumo Final
0
0
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
0
Importação
Total Transformação
0
Produção
1979
5.300
Consumo Final
Álcool (mil m 3)
250
5.778
Oferta Interna Bruta
-25
0
275
0
Total Transformação
Exportação
Variação de Estoques
Importação
Produção
1979
355
Consumo Final
Eletricidade (mil MWh )
-4
0
359
-5
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
1
Importação
Total Transformação
0
Produção
1979
1.245
Consumo Final
GLP (mil m3)
-27
1.341
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
-32
0
Importação
Exportação
0
1979
882
Produção
Gasolina A (mil m 3)
Consumo Final
-222
1.117
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
-226
0
Importação
Exportação
0
Produção
1979
1.618
Consumo Final
Óleo Combustível (mil m 3)
10
1.497
Oferta Interna Bruta
0
Total Transformação
Exportação
10
0
Importação
Variação de Estoques
0
1979
Produção
Óleo Diesel (mil m3)
Anexo D
0
0
0
0
0
0
-1
0
0
0
1980
1
1
0
0
0
0
0
6.178
5.854
1.035
-34
0
1.069
1980
371
382
-1
1980
1.091
1.181
-34
0
-34
1980
755
1.023
-237
-253
17
1980
1.626
1.589
-48
-33
-74
59
1980
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
23
2
21
0
-2
23
1981
6.656
4.951
2.429
-164
0
2.593
1981
405
362
51
0
5
47
1981
1.007
1.123
-21
-51
30
1981
559
636
-104
-95
-9
1981
1.571
1.527
-8
-10
1981
0
0
9
0
0
0
0
0
0
0
197
1
195
0
-16
211
1982
7.008
5.329
2.559
-20
0
2.579
1982
449
320
143
0
2
141
1982
863
976
1
-24
24
1982
519
778
-235
-244
1982
1.574
1.667
-179
-254
75
1982
0
0
0
0
0
0
0
164
2
162
0
0
162
1983
7.851
6.672
2.113
-16
0
2.129
1983
467
545
-64
-72
-7
16
1983
767
825
-69
-56
-14
1983
395
686
-251
-254
-12
15
1983
1.492
1.604
-76
-160
-22
105
1983
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
276
0
275
0
0
275
1984
8.706
6.753
2.813
-11
0
2.824
1984
489
548
-48
-78
2
28
1984
696
825
-134
-150
16
1984
334
626
-259
-280
21
1984
1.459
1.586
-89
-91
1984
0
0
-3
0
0
0
0
-1
0
0
0
0
371
0
371
0
0
371
1985
9.562
7.113
3.526
0
0
3.526
1985
486
565
-58
-57
1985
670
851
-162
-189
27
1985
351
548
-183
-180
1985
1.468
1.589
-75
-98
22
1985
0
0
0
0
0
0
0
0
495
0
494
0
0
494
1986
9.663
6.689
4.083
0
0
4.083
1986
554
532
23
-39
0
61
1986
755
787
-30
-21
-9
1986
563
712
-130
-116
-13
1986
1.627
1.516
121
-50
-26
197
1986
0
1
0
0
0
0
0
0
0
534
2
532
0
0
532
1987
10.453
7.260
4.518
0
0
4.518
1987
561
464
99
-39
7
131
1987
775
860
-72
-83
11
1987
532
693
-174
-175
1987
1.697
1.739
4
-51
-2
58
1987
0
5
0
0
-7
0
0
0
0
0
570
3
567
0
0
567
1988
10.830
5.849
6.478
0
0
6.478
1988
606
456
155
-42
-3
200
1988
644
792
-103
-95
1988
462
617
-131
-136
1988
1.760
1.560
269
-44
10
304
1988
0
7
0
0
0
0
0
0
713
4
709
0
0
709
1989
11.587
7.033
6.106
0
0
6.106
1989
615
450
166
-43
4
205
1989
864
575
290
-45
11
323
1989
576
749
-173
-180
1989
2.202
1.942
259
0
1
259
1989
0
0
0
0
0
0
0
595
3
592
0
0
592
1990
12.013
7.643
5.815
0
0
5.815
1990
632
457
175
-44
-4
223
1990
880
510
370
0
1
370
1990
508
660
-152
-129
-23
1990
1.924
1.824
101
0
-28
129
1990
0
0
0
0
0
0
0
556
3
553
0
0
553
1991
12.762
5.021
9.289
0
0
9.289
1991
618
438
180
-45
2
223
1991
956
594
362
0
7
355
1991
419
541
-122
-156
34
1991
1.809
1.480
328
0
43
286
1991
0
0
0
0
0
0
0
568
3
565
0
0
565
1992
13.103
7.187
7.538
0
0
7.538
1992
695
554
141
-47
0
188
1992
993
874
119
0
5
114
1992
490
679
-189
-177
-13
1992
2.009
1.906
103
0
-11
114
1992
0
0
0
0
0
0
0
555
3
552
0
0
552
1993
14.636
7.520
8.860
0
0
8.860
1993
705
643
62
-49
4
108
1993
1.041
878
163
0
-2
165
1993
570
609
-39
-63
24
1993
1.946
1.888
58
0
-5
63
1993
0
0
0
0
0
0
0
0
544
3
541
0
0
541
1994
15.370
8.766
8.582
0
0
8.582
1994
725
637
89
-51
-1
140
1994
1.122
837
285
0
-1
286
1994
560
584
-24
-8
-16
1994
1.952
2.160
-208
-157
-50
1994
0
0
0
0
0
0
0
0
535
3
532
0
0
532
1995
16.453
6.845
11.737
0
0
11.737
1995
770
645
125
-54
-1
179
1995
1.284
933
350
0
6
345
1995
573
585
-12
-30
18
1995
1.941
2.275
-335
-355
20
1995
-1
0
0
0
0
0
0
0
0
501
3
498
0
0
498
1996
16.950
7.004
12.262
0
0
12.262
1996
811
677
134
-57
-1
192
1996
1.462
962
500
0
-17
517
1996
571
649
-78
-61
-17
1996
1.990
2.666
-677
-675
1996
0
0
0
0
0
0
0
371
3
368
0
0
368
1997
18.162
6.719
13.372
0
0
13.372
1997
797
571
226
-57
0
283
1997
1.581
817
764
-145
9
900
1997
544
598
-54
-77
23
1997
2.074
2.501
-427
-522
-8
103
1997
0
0
0
0
0
0
0
263
4
259
0
0
259
1998
18.513
9.221
11.281
0
0
11.281
1998
851
502
349
-60
3
405
1998
1.689
879
811
-154
-11
976
1998
578
813
-235
-181
-53
1998
2.209
2.654
-445
-615
37
134
1998
0
0
0
0
0
0
0
215
3
211
0
0
211
1999
19.941
7.068
14.994
0
0
14.994
1999
867
515
352
-61
2
411
1999
1.520
966
554
-183
5
732
1999
600
783
-182
-385
55
147
1999
2.349
2.730
-381
-400
19
1999
0
0
0
0
0
0
190
3
187
0
0
187
2000
21.442
8.587
14.968
0
0
14.968
2000
879
465
413
-62
-5
480
2000
1.424
1.176
247
-359
16
590
2000
506
675
-169
-364
-43
238
2000
2.394
2.766
-372
-378
-29
35
2000
0
1
0
0
0
0
0
0
157
5
151
0
0
151
2001
20.496
12.668
10.049
0
0
10.049
2001
850
466
385
0
3
381
2001
1.507
1.486
21
-5
4
22
2001
383
756
-373
-375
2001
2.580
2.857
-277
-320
13
29
2001
0
0
0
0
9
0
0
0
0
170
6
164
0
0
164
2002
20.687
16.031
6.993
0
0
6.993
2002
833
460
373
-174
-8
555
2002
1.352
1.328
25
0
15
2002
376
598
-222
-242
20
2002
2.540
2.905
-365
-351
-14
2002
0
0
3
0
0
4
0
0
0
0
0
145
6
139
0
0
139
2003
21.167
14.870
8.598
0
0
8.598
2003
795
477
318
0
2
316
2003
1.416
1.515
-100
-104
2003
325
683
-358
-361
2003
2.499
2.869
-370
-405
35
2003
0
0
0
0
0
0
0
183
5
179
0
0
179
2004
22.101
15.186
9.700
0
0
9.700
2004
809
406
403
0
8
395
2004
1.586
1.675
-89
-166
-7
84
2004
297
620
-323
-339
16
2004
2.604
3.029
-425
-481
-49
105
2004
0
0
0
0
0
0
0
0
0
671
4
667
0
0
667
2005
22.437
16.401
9.702
0
0
9.702
2005
791
383
407
0
2
406
2005
1.433
1.646
-212
-186
-26
2005
237
640
-404
-382
-21
2005
2.479
3.070
-591
-615
24
2005
0
0
0
0
0
0
0
638
4
634
0
0
634
2006
22.607
13.055
13.295
0
0
13.295
2006
795
441
354
0
4
350
2006
1.426
1.736
-310
-380
15
55
2006
193
524
-330
-318
-12
2006
2.324
3.405
-1.080
-1.134
-3
57
2006
1
0
-3
0
-3
0
0
0
0
0
0
715
4
711
0
0
711
2007
23.629
16.511
11.745
0
0
11.745
2007
820
740
80
0
2
79
2007
1.480
2.111
-630
-652
11
10
2007
180
182
2007
2.584
4.411
-1.827
-1.868
39
2007
0
0
6
2
0
6
0
0
0
0
0
857
6
851
0
0
851
2008
25.427
14.493
14.598
-126
0
14.724
2008
829
689
139
0
0
139
2008
1.597
1.964
-367
-373
2008
160
451
-292
-300
2008
2.730
4.162
-1.432
-1.367
-65
2008
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.104
658
447
-515
0
962
2009
25.317
18.500
10.660
-56
0
10.716
2009
802
983
-181
-247
-68
133
2009
1.690
1.927
-237
-264
28
2009
133
459
-326
-316
-10
2009
2.672
5.352
-2.681
-2.605
-76
2009
0
0
0
0
0
0
0
0
1.081
880
201
-643
0
844
2010
25.956
22.143
7.726
-1.020
0
8.746
2010
830
628
202
-247
130
319
2010
1.975
1.965
10
-11
21
2010
128
174
-47
-137
90
2010
2.905
4.759
-1.854
-1.919
-21
86
2010
0
0
0
0
0
0
0
0
1.045
1.250
-206
-1.000
0
794
2011
29.335
27.387
6.051
-498
0
6.549
2011
851
688
163
-262
0
426
2011
2.154
2.023
131
-135
7
258
2011
123
419
-295
-326
30
2011
3.070
4.729
-1.659
-1.650
-9
2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
E
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2011
Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2011
BALANÇO ENERGÉTICO
unidade: milhões de tep
MUNDIAL
3.850,54 4.132,97
674,01
300,17 1.310,64
Total
Outros*
Combustíveis
Renováveis e Lixo
Hídrica
Nuclear
Gás Natural
Derivados
do Petróleo
0,00 2.805,35
128,08 13.201,76
Importação
696,75 2.299,34 1.077,39
865,30
0,00
0,00
13,89
55,78
5.008,45
Exportação
-726,24 -2.210,80 -1.164,02
-861,72
0,00
0,00
-11,64
-55,82
-5.030,23
-21,98
0,00
0,00
-0,74
0,00
-66,60
Variação de Estoque
Oferta Interna Bruta
Transferências
Diferenças Estatísticas
Centrais Elétricas
-44,49
-1,94
3.776,06 4.219,57
3,05
-83,58 2.786,95
674,01 300,17 1.312,15
128,05 13.113,38
-0,34
-169,12
195,38
0,00
0,00
0,00
0,02
0,00
25,94
-143,75
6,79
3,52
10,31
0,00
0,00
-0,08
-1,74
-124,94
-670,42 -300,17
-81,07
1.624,79
-2.459,00
-2.075,41
-41,69
-203,82
-711,28
Centrais de Calor e
Eletricidade (cogeração)
-180,77
-0,01
-25,55
-313,98
-3,57
0,00
-42,75
329,47
-237,16
Centrais de calor
-109,45
-0,83
-11,71
-92,93
-0,02
0,00
-10,82
189,23
-36,53
Alto-forno metalúrgico
-190,85
0,00
-0,61
-0,08
0,00
0,00
-0,06
0,00
-191,60
-6,32
0,00
-3,82
3,18
0,00
0,00
-0,03
0,00
-7,00
Refinarias de petróleo
0,00 -4.023,86 3.989,31
-0,85
0,00
0,00
0,00
0,00
-35,40
Plantas petroquímicas
0,00
31,37
-31,81
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-0,44
-59,09
0,00
-2,61
0,00
0,00
0,00
-0,02
0,00
-61,72
-17,55
9,57
0,00
-10,74
0,00
0,00
0,00
0,00
-18,72
-0,06
1,22
-2,79
-3,59
0,00
0,00
-54,63
-0,35
-60,20
-85,43
-6,47
-206,71
-267,51
0,00
0,00
-10,77
-207,25
-784,14
-3,42
-7,87
-0,69
-18,97
0,00
0,00
-0,19
-173,79
-204,93
903,62
18,76 3.614,51 1.380,50
0,00
0,00 1.111,74 1.888,41
8.917,53
728,93
10,76
Centrais de gás
Transformação de carvão/
petróleo (em coque)***
Liquefação
Outras transformações
Uso próprio
Perdas de distribuição
Consumo Final
Setor industrial
Setor transporte**
Outros setores
Usos não energéticos***
3,41
312,48
506,38
0,00
0,00
198,15
800,14
2.556,74
0,02 2.265,21
92,52
0,00
0,00
58,61
25,16
2.444,94
132,05
0,50
435,55
610,23
0,00
0,00
854,99
1.063,11
3.096,43
39,22
7,56
601,27
171,36
0,00
0,00
0,00
0,00
819,42
Fonte: Key Energy World Statistiscs - 2013
*Outros inclui solar, geotérmica, eólica, etc
** Inclui combustíveis usados por navios internacionais e aviação internacional
***Inclui matéria prima da petroquímica
Acessado em 30/09/2013
Anexo E
Produção
Petróleo
FLUXO DE ENERGIA
Carvão
2011
183
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Agropecuário
0
0
0
0
0
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
19
7
0
2.024
1.314
715
317
650
2.411
769
673
3
943
30
9.849
0
0
0
1.709
Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012
Ajustes
0
0
Mineração e Pelotização
Consumo Não-identificado
0
Ferroligas
0
Industrial - Total
0
0
Hidroviário
0
0
Aéreo
Ferro-gusa e Aço
0
Ferroviário
Cimento
0
1.709
0
0
94
35
124
0
68
164
751
393
0
1.854
107
3.589
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Rodoviário
Transportes - Total
0
0
0
3.589
0
3.589
-8
0
0
0
-161
-2.180
0
0
0
0
45
Público
-671
0
0
0 -27.547
-1.430
-3.147
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
31
6.688 35.719 25.735 45.132 11.754 269.417
0
0
0
0
0
0
0
0
-8.711
290
73
217
7.890 -8.421
8.561
6.688 35.719 25.735 45.132 11.754 301.541
0
0
0
320
-1.047
3.854
0
-183
Urânio
U3O8
0
3.809
0
0
-116
3.925
1.010
2.915
0
1.665
0
0
-19
1.684
-60
1.744
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-4
0
0
0
0
0
0
-8.022
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-4.427
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -12.314
-9.003
-258
-45
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
889
2.458
1.532
73
0
0
0
0
40
0
2.319 17.844
47
0
0
81
0
40
7.439 17.884
0
0
0
0
0
2.421
0
96
6.472
0 10.508
0 16.428 28.391
0
0 16.428 28.391
0
0
0
0
-1.760
0 -33.960
-6.688
0
0
0
0
0
0
2.038
0
-9.003
0 -12.314
-1.439
-348
0
0
0
62
5.473
0
11
90
0
0
0
0
365
6.001
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6.001
0
6.001
0
732
0
0
5.889
2.421
21
8
0
0
0
0
0
0
89
0
3.007
27
28
162
3.869
8
124
212
20.892
390
13
2.712
7.882
12
38
1.519
70
542
2.797
8
1.057
44.761
384
448
0
83
0
0
1.066
1.027
0
107
0
101
113
328
45
271
328
1.163
191
46
29
17
2.633
1.138
0
0
19
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
58
0
0 24.454
7
45
19
0
350
1.709 36.652
9
289
0
4.170 24.512
0
1.138 24.512
0
6.768
0
639
0
0
0
0
0
0
0
140
4.170 24.512
0
-17
0
0
-293
-1.053
0
0
0
0
1.709 38.128
1.189
15.766
71.758 46.280
898
72.656 46.280
-391
-2.671 -11.631
0
0
0
-8.022
-2.261
0
0
-6.688
0
-2.269
-520 -43.405
0
0
918
12
0
215
161
50
28
167
190
32
31
21
20
9
924
0
0
0
0
0
11
256
438
6.393
0
8.023
0
8.023
0
190
0
0
0
0
0
0
0
1.057
5.099
8.026
0
0
0
8.026
185
Produtos
da cana
0
Outras
Fontes Primárias
8.241
Energia
Primária
Total
44.425
Óleo Diesel
45132 11.723 257.299
Energia
Hidráulica
3.881 35.719 25.735
Óleo
Combustível
-4.212 -101.669 38.915 13.846 19.905
0
0
0
Comercial
296
5.258
0
Gasolina
6.346
0
0
Carvão
Metalúrgico
7.841
GLP
-2.341 -8.022 -6.688 -35.719 -9.306 -16.741 -5.753 -196.439 38.301 12.483 20.685
5.937
0
0
0
5.937
107
3.313
2.517
Carvão Vapor
193
0
Residencial
0 17.349
Consumo Final Energético
Setor Energético
0
Consumo Final Não-Energético
898
0 18.247
Consumo Final
-336
0
-1.781
0
0
-2.353
-6.700
0
0
0
-3.187
0
Perdas na Distribuição e Armazenagem
-389
0
Plantas de Gás Natural
Outras Transformações
-97.457
Refinarias de Petróleo
97.828 32.598
-97.847 -14.022
-3.147
Total Transformação
0
Reinjeção
0
-1.430
Oferta Interna Bruta
0
-27.547
125.374 37.176
Energia Não-Aproveitada
Exportação
Oferta Total
542
17.815 11.602
Variação de Estoques
107.017 25.574
Petróleo
Importação
Gás Natural
Produção
FLUXO DE ENERGIA
Lenha
Nafta
0
29
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7.347
7.347
0
-3.070
0
0
0
0
0
0
0
0
4.951
1.881
5.437
0
0
0
5.437
57
5.380
Querosene
0
3
0
1
0
0
0
0
0
0
1
1
0
0
3
0
3.762
0
0
3.762
0
0
0
5
0
3.769
15
3.784
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4.477
4.477
-696
0
0
-2.256
1.560
22
1.538
-41
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.237
0
1.237
0
0
0
0
0
0
0
0
0
193
1.430
0
1.430
0
0
0
0
-265
0
0
1.735
0
0
0
1.471
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
279
57
93
7.495
75
7.999
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7.999
0
7.999
-7
0
0
0
0
0
0
6.681
0
0
0
6.681
1.324
0
0
0
1.324
226
1.098
0
0
3.462
0
0
-40
3.502
0
3.502
0
0
0
0
0
-8.114
0
0
0
6.710
0
2.266
0
0
154
0
154
2.001
3.433
6.864
-0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.578
359
1.682
679
2.423
2.075
3.255
959
666
1.696
657
0 18.027
0
0
0
0
0
0
0
0
0 10.118
0
0 42.862
0
0 42.862
0
0
0
0
0
-4.180 40.804
6.581
0
0
0
0
2.401 47.515
-2.401
0
0
0
-2.401
-8.923
6.522
0
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Gás de Cidade
e de Coqueria
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Coque de
Carvão Mineral
2012
Urânio
contido no UO2
-1.560
0
0
-1.602
42
-250
291
0
Álcool Etílico
Anidro
e Hidratado
Carvão
Vegetal
0
0
0
0
0
0
0
0
-105
0
-14
2.040
0
0
-576
-53
0
-835
0
0
7.947
8.537
2.926
0
0
-278
3.204
-26
3.230
0
Outras
Secundárias
de Petróleo
0
0
13
0
0
0
0
19
10
0
499
3.338
191
4.070
0
0
0
0
0
7
0
90
478
0
4.646
0
405
-15
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
9.906
9.906
10
0
0
0
0
235
0
503
275
0
0
87
2.145
699
498
147
40
3.761
8.155
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.124
9.916 11.280
606
4.646 10.522 11.685
-125
0
0 12.203
4.772
0
0
0
0
0
0
0
4.772 12.203
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Produtos Não
Energéticos do
Petróleo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7.290
7.290
0
-384
0
0
0
0
0
0
0
904
6.015
6.535
755
0
0
-241
996
-31
1.027
Alcatrão
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
99
0
99
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
99
116
216
0
0
0
0
-9
0
0
225
0
0
0
216
0
0
0
0
0
0
0
0
440
0
4.573
935
2.184
760
3.160
4.770
5.450
2.122
1.481
13.992
4.778
44.206
1.586
3.820
1.181
71.012
77.599
7.940
3.705
7.421
16.993
7.123
164.986
15.780
180.766
-8.366
1.436
12.203
4.772
5.176
33.258
6.581
7.806
0
466
0
7.580
4.803
10.066
1.150
24.052
7.482
6.969
3.188
1.565
16.790
5.320
88.966
1.586
3.820
1.181
72.721
79.308
10.362
3.749
7.710
23.761
22.888
236.744
16.678
253.422
-8.715
-3
-111
-4.232
-6.455
-10.148
-107
-216
0
-167
-514
2.102
-21.937
101.155
283.607
-3.147
-1.430
-41.481
329.665
-7.767
80.133
257.299
174.503
14.190
0
0
-13.934
28.124
-7.583
35.707
0
unidade: mil tep
F
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL
Energia
Secundária
Total
184
Energia Total
Anexo F
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2012
Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2012
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
Coquerias
0 -149.816
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
Público
Agropecuário
Anexo G
0
0
0
0
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
0
Papel e Celulose
Ajustes
0
0
Alimentos e Bebidas
Têxtil
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
0
0
32.269
10.031
9.983
4.068
46.284
108.510
42.619
0
30.399
0
0
Ferroligas
Mineração e Pelotização
21.960
0
0
306.123
Ferro-gusa e Aço
0
Industrial - Total
0
0
0
Hidroviário
0
0
80.707
80.707
0
0
8.089
1.051
157.430
Cimento
0
0
Ferroviário
Aéreo
0
Rodoviário
0
0
Comercial
Transportes - Total
0
0
Setor Energético
Residencial
553.400
0
-2
0
330.305
127
493.368
0
256.658
611.256
0
0
0
11.197
147.200
1.850.111
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.850.111
0
0
0
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
0
0
0 553.400 1.850.111
Consumo Final
0
0
0
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
0
-659.212
0 -6.999.613
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0
0
Plantas de Gás Natural
0
-9.895.530
Refinarias de Petróleo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
9.895.530 703.216 9.508.935
-9.895.530 -149.816 -7.658.826
Oferta Interna Bruta
0
0
0
0
0
Total Transformação
-1.347
-21.561
9.531.842
676.293
0
0
0
Carvão
Vapor
t
8.855.549
Carvão
Metalúrgico
0
0
Reinjeção
-3.277
0
0
0
Exportação
706.493
0
706.493
Gás Natural
mil m3
9.895.530
28.316
9.867.214
Petróleo
m3
Energia Não-Aproveitada
Oferta Total
Variação de Estoques
Importação
Produção
FLUXO DE ENERGIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-392.541
-67.949
-410.462
0
0
0
0
0
-870.952
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
458.000
900.000
152.492
5.000
970.000
359.623
0
0
0
0
0
2.845.115
0
0
0
0
0
8.058.751
0
65.000
3.810.854
0
0 14.779.719
0
0 14.779.719
0
0
0
0
-91.272
-11.583.631
0
0
0
0
0
0
0
0
11.674.904 15.650.671
0
0
0
0
0
0
15.650.671
Lenha
m3
11.674.904 15.650.671
0
0
11.674.904
Energia
Hidráulica
MWh
0 -11.674.904
0
0
0
0
0
0
0
Produtos da
Cana
t
Casca de
Arroz
t
Lixívia
t
0
0
0
0
0
0
0
0
719.577 1.282.609
0
0
719.577 1.282.609
Eólica
MWh
0
175.693
35.723
139.970
Óleo Diesel
m3
0
-1.648
-1.774
126
0
0
0
0
0
0
0 -1.676.384 -420.420
1.039.679
0
0
1.039.679
Óleo
Combustível
m3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
8.261
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
19.276
19.276
0
0
0
0
0
-63.203
0
0
0
0
0
0
719.577
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-4.945
0
-64.066
-933
0
0
0
0
0
0
167.418 7.393.089
481.015 167.418 7.393.089
0
0
0
481.015
0
231.484 7.394.022
GLP
m3
0
-27.810
0
0
0
-27.810
-27.810
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
448.913
0
0
770.493
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-43.231
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
664.122 1.991.477
0 -141.755
0
0
0
0
4.711.542
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
664.634 1.044.096
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
225.060
87
0
21.689
0
390
133
12.449
3.421
969
21.610
0
1.753
1.322
63.735
6.745
0
24.256
3.044.310
3.075.311
3.681
10.689
12.442
0
1.675
3.167.533
0
0
0
0
0
0
0
229
0
33.742
3.200
22.376
6.041
18.335
10.735
170
396
0
2.095
42
97.131
0
0
0
29
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7.274
0
0 2.465.189
0 2.472.464
0
735
308
0
1.895
100.070 2.472.464
0
42
0
42.241
177
2.211
3.592
12.145
8.606
3.205
1.245
0
49
262
73.735
136
0
0
0
136
3.415
1.803
62.019
690.892
10
832.009
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 8.437.185
493
0
40
0
0
0
0
140
0
0
0
0
0
180
0
194.866
5
0
194.871
10
0
950
712
35
196.757
0
0 3.167.533 100.070 2.472.464 832.009 8.437.185 196.757
0
0
0
0
0
0
719.577 1.219.406
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -1.039.679
0
0
0
0
0
719.577 1.219.406
0
Gasolina
m3
485.960
Nafta
m3
-63.203 -1.039.679 4.668.311 522.366 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060
27.537 719.577 1.219.406
0
0
-5.315
0
0
0
0
0
0
0
0
-5.315
32.852 719.577 1.282.609 1.039.679 -1.500.691 -422.068
0
0
0
32.852
0
0
32.852
Querosene
m3
Urânio U3O8
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Gás de
Cidade
e de
Coqueria
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coque de
Carvão
Mineral
0
0
0
0
-351.588
17.683.190
0
17.683.190
Eletricidade
MWh
-4.587.618
0
0
0
2.395.474
15.105.526
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-2.606
0
2.450.521
116.242
304.886
185.573
0
2.136.477
0
1.357.071
1.759.528
188.034
352.077
1.731.467
222.695
10.804.571
0
0
71.514
0
71.514
3.936.913
2.074.307
5.084.330
7.548.119
727.835
30.247.590
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 30.247.590
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 17.501.000
0 17.331.602
0
0
0
0
0
0
0
Carvão
Vegetal
t
0
Álcool Etílico
Anidro
m3
0
0
0
616.297
0
616.297
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -639.782
113.551
0
113.551
0
Álcool Etílico
Hidratado
m3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.665
0
0
0
0
0
0
0
0
0
806.500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.665 806.500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
8.319
33.278
0
41.597
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
616.297
616.297
0
0
0
0
0
616.297
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
115.216
115.216
0
0
0
0
0
115.216
0
0
0
1.142
0
21
7
655
180
51
1.137
0
92
70
3.354
355
6
1.277
160.227
161.865
194
563
655
0
88
166.718
0
41.597 616.297 115.216 166.718
0
0
0
49.534
0
0
0
0
0
0
0
49.534
-7.937 616.297 113.551 -639.782
0
0
-7.937
0
0
0
unidades originais
G
Urânio
contido no
UO2
do Rio Grande do Sul
Biodiesel
(B100)
m3
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012
Tabela G.1 - BERS 2012 em Unidades Originais
185
0
0
0
268
0
0
Cerâmica
Outros
0
0
Papel e Celulose
0
0
Têxtil
Consumo Não-identificado
0
Alimentos e Bebidas
Ajustes
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
0
0
Ferroligas
0
193
0
0
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Mineração e Pelotização
0
2.694
0
0
Hidroviário
Industrial - Total
0
0
284
88
88
36
407
955
375
0
0
0
0
0
Ferroviário
Aéreo
710
0
710
0
0
71
9
1.385
4.870
0
4.870
0
0
0
0
-1.318
0
0
Rodoviário
0
0
Agropecuário
Transportes - Total
0
0
Comercial
Público
0
0
Setor Energético
0
0
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Residencial
0
0
0
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
Destilarias
Consumo Final
0
0
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
Coquerias
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
Plantas de Gás Natural
0
-1.318
-87.773
-87.773
Total Transformação
6.188
0
Refinarias de Petróleo
87.773
Oferta Interna Bruta
0
Reinjeção
-29
0
0
0
Exportação
6.217
0
6.217
Gás Natural
87.773
251
87.522
Petróleo
Energia Não-Aproveitada
Oferta Total
Variação de Estoques
Importação
Produção
FLUXO DE ENERGIA
Carvão Vapor
0
0
803
0
1.199
0
624
1.485
0
0
0
27
358
4.496
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4.496
0
4.496
0
0
0
0
-1.602
-17.009
0
0
0
0
0
-18.611
23.107
0
-3
-52
23.162
1.643
0
21.519
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia
Hidráulica
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
554
1.088
184
6
1.173
435
0
0
0
0
0
3.440
0
0
0
0
0
9.743
0
0
79
0
4.607
0
17.869
0
17.869
0
0
0
-475
-82
-496
0
0
0
0
0
-1.053
18.922
0
0
0
18.922
0
0
18.922
Lenha
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-78
-9.962
0
0
0
0
0
-10.040
10.040
0
0
0
10.040
0
0
10.040
Produtos
da cana
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
41
41
18
59
0
0
-11
0
0
0
0
0
0
0
0
-11
70
0
0
0
70
0
0
70
Outras
Fontes Primárias
0
0
0
1.324
2.058
0
2.273
0
0
0
0
0
0
5.655
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5.655
0
5.655
0
-7.274
0
0
-186
-894
0
0
0
0
0
-8.354
14.010
0
0
0
14.010
0
0
14.010
0
0
-32
0
0
0
0
-11
-7.274
0
0
1
0
0
0
3
3.529
184
1
42
2.501
106
4.477
1.640
8
29
375
0
2.875
0
183
268
11
15
358
220
57
540
0
0
16.285
206
0
31
9.743
0
91
0
26.079
106
150
25.816
0
710
14
1.426
4.617
710
0
26.861
18
32.931
26.861
0
-475
32.948
-367
-3.267
0
0
0
0
0
0
0
0
0
39.954
-87.773
-28.361
39.587
-127.162
-12.726
-14.216
-52
160.110
303
1.490
1.895
160.195
0
1.187
Energia Primária
Total
64.561
Óleo Diesel
93.739
0
Óleo
Combustível
2
0
324
31
215
58
176
103
2
4
0
20
0
931
0
0
0
1
1
0
7
3
0
18
960
0
960
0
0
0
0
0
-1.359
0
0
0
0
6.369
5.009
-4.048
0
0
-4.032
-16
-17
1
Gasolina
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
57
0
19.298
19.355
0
0
0
0
0
19.355
0
19.355
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15.589
15.589
3.765
0
0
0
3.765
-39
3.804
GLP
0
0
0
258
1
14
22
74
53
20
8
0
0
2
451
1
0
0
0
1
21
11
379
4.221
0
5.084
0
5.084
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4.061
4.061
1.023
0
0
0
1.023
-391
1.414
Nafta
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
64.544
64.544
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
7.987
7.987
56.557
0
0
0
56.557
-7
56.564
0
Querosene
4
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
1
0
1.602
0
0
1.602
0
0
8
6
0
1.617
0
1.617
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.850
1.850
-229
0
0
0
-229
-229
0
Gás de Cidade
e de Coqueria
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Coque de
Carvão Mineral
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Urânio
contido no UO2
do Rio Grande do Sul
0
-2
0
2.107
100
262
160
1.837
1.167
1.513
162
303
1.489
192
9.292
0
0
62
0
62
3.386
1.784
4.373
6.491
626
26.013
0
26.013
-3.945
0
0
0
2.060
12.991
0
0
0
0
0
15.051
14.905
0
0
-302
15.208
0
15.208
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
0
Carvão
Vegetal
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
54
215
0
269
0
269
0
0
0
320
0
0
0
0
0
0
0
320
-51
0
0
-51
0
0
0
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
0
-2
0
9
0
0
0
5
1
0
9
0
1
1
25
3
0
10
5.090
5.102
1
4
5
0
1
5.139
0
5.139
0
6.097
8
0
0
0
0
0
0
0
0
6.106
-969
0
0
-4.790
3.821
0
3.821
0
Outras Secundárias
de Petróleo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.656
3.656
0
3.656
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.572
3.572
83
0
0
0
83
83
0
Produtos Não
Energéticos do
Petróleo
0
-1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.753
3.753
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.040
3.040
712
0
0
0
712
22
690
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
64.561
0
0
1
0
2.882
132
494
1
0
4.522
2.633
4.023
282
6.675
2.198
241
4.229
1.918
365
570
1.745
563
27.526
61
1.659
277
50.914
52.911
13.182
1.897
5.076
15.550
5.741
121.884
68.315
190.199
-3.945
-1.177
-3
-155
-1.574
-16.730
1.354
1.543
365
303
1.525
205
11.241
61
1.659
277
50.204
52.200
3.439
1.897
4.926
10.934
4.315
88.953
68.298
157.250
-3.945
6.097
8
320
1.694
11.631
0
0
0
0
0
-5.351
-24.989
219.134
0
-32
-23.444
242.610
1.620
176.429
0
82.423
102.173
59.024
0
0
-23.391
82.415
-275
82.690
0
unidade: bilhões kcal
Energia Secundária
Total
186
Energia Total
Anexo G
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela G.2 - BERS 2012 em Bilhões de kcal
Alcatrão
Produção
0
0
0
0
0
0
27
0
0
Cerâmica
Outros
Anexo G
0
0
Papel e Celulose
0
0
Têxtil
Consumo Não-identificado
0
Alimentos e Bebidas
Ajustes
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
0
0
0
19
0
0
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
0
269
0
0
Hidroviário
Industrial - Total
Mineração e Pelotização
0
0
Aéreo
0
0
28
9
9
4
41
95
38
0
0
71
0
0
Rodoviário
71
7
Ferroviário
Transportes - Total
0
0
Público
Agropecuário
0
0
Comercial
1
139
0
0
487
Setor Energético
0
0
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
487
0
0
0
0
-132
0
0
Residencial
0
0
0
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
Destilarias
Consumo Final
0
0
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
Coquerias
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
Plantas de Gás Natural
0
-132
-8.777
-8.777
Total Transformação
619
0
-3
Refinarias de Petróleo
8.777
0
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
0
0
Exportação
0
0
622
622
Gás Natural
8.777
25
8.752
Petróleo
Energia Não-Aproveitada
Oferta Total
Variação de Estoques
Importação
FLUXO DE ENERGIA
Carvão Vapor
0
0
80
0
120
0
62
149
0
0
0
3
36
450
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
450
0
450
0
0
0
0
-160
-1.701
0
0
0
0
0
-1.861
2.311
0
0
-5
2.316
164
0
2.152
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia
Hidráulica
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-8
-996
0
0
0
0
0
-1.004
1.004
0
0
0
1.004
0
0
1.004
Lenha
7
-0
0
55
109
18
0
0
0
0
0
0
0
1
117
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4
4
2
6
0
0
-1
0
0
0
0
0
0
0
0
-1
7
0
0
0
7
0
0
0
Produtos
da cana
43
0
0
0
0
0
344
0
0
0
0
0
974
0
8
461
0
1.787
0
1.787
0
0
0
-47
-8
-50
0
0
0
0
0
-105
1.892
0
0
0
1.892
0
0
1.892
Outras
Fontes
Primárias
0
0
0
132
206
0
227
0
0
0
0
0
0
566
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
566
0
566
0
-727
0
0
-19
-89
0
0
0
0
0
-835
1.401
0
0
0
1.401
0
0
1.401
0
0
-3
0
0
0
0
-1
-727
0
0
0
0
0
0
0
353
18
0
4
250
11
448
164
1
3
38
0
288
0
18
27
1
1
36
22
6
0
0
54
21
0
0
2.582
71
1.628
3
2.608
9
0
71
11
15
974
1
0
143
462
0
2.686
2
3.293
2.686
0
-47
3.295
-37
-327
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.995
-8.777
-2.836
3.959
-12.716
-1.273
-1.422
-5
16.011
30
149
189
16.019
0
119
Energia
Primária
Total
6.456
Óleo Diesel
9.374
0
Óleo
Combustível
0
0
32
3
21
6
18
10
0
0
0
2
0
93
0
0
0
0
0
0
1
0
0
2
96
0
96
0
0
0
0
0
-136
0
0
0
0
637
501
-405
0
0
-403
-2
-2
0
0
Gasolina
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6
0
1.930
1.935
0
0
0
0
0
1.935
0
1.935
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.559
1.559
377
0
0
0
377
-4
380
0
GLP
0
0
26
0
1
2
7
5
2
1
0
0
0
45
0
0
0
0
0
2
1
38
422
0
508
0
508
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
406
406
102
0
0
0
102
-39
141
Nafta
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6.454
6.454
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
799
799
5.656
0
0
0
5.656
-1
5.656
0
Querosene
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
160
0
0
160
0
0
1
1
0
162
0
162
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
185
185
-23
0
0
0
-23
-23
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coque de
Carvão
Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Urânio
contido no
UO2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
0
0
0
211
10
26
16
184
117
151
16
30
149
19
929
0
0
6
0
6
339
178
437
649
63
2.601
0
2.601
-395
0
0
0
206
1.299
0
0
0
0
0
1.505
1.491
0
0
-30
1.521
0
1.521
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO 2012
do Rio Grande do Sul
0
Carvão
Vegetal
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5
21
0
27
0
27
0
0
0
32
0
0
0
0
0
0
0
32
-5
0
0
-5
0
0
0
0
Álcool Etílico
Anidro
e Hidratado*
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
3
0
0
1
509
510
0
0
0
0
0
514
0
514
0
610
1
0
0
0
0
0
0
0
0
611
-97
0
0
-479
382
0
382
0
Outras
Secundárias
de Petróleo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
366
366
0
366
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
357
357
8
0
0
0
8
8
0
0
Produtos Não
Energéticos do
Petróleo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
375
375
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
304
304
71
0
0
0
71
2
69
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
unidade: mil tep
0
Energia
Secundária
Total
0
0
0
288
13
49
24
220
135
154
36
30
153
21
1.124
6
166
28
5.020
5.220
344
190
493
1.093
432
8.895
6.830
15.725
-395
610
1
32
169
1.163
0
0
452
263
402
28
667
423
192
36
57
175
56
2.753
6
166
28
5.091
5.291
1.318
190
508
1.555
574
12.188
6.832
19.020
-395
-118
-0
-15
-157
-1.673
0
0
0
0
0
0
-535
-2.499
21.913
0
-3
-2.344
24.261
162
17.643
6.456
Energia Total
0
8.242
10.217
5.902
0
0
-2.339
8.241
-27
8.269
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Tabela G.3 - BERS 2012 em Mil Tep
187
Alcatrão
Linha de Transmissão
Foto: Arquivo Grupo CEEE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Relação de Gráficos, Tabelas, Figuras e Mapas
Gráfico
1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������15
1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������16
1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2010 a 2040�������������������������������������������������������������������������������������������17
1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2040 ����������������������������������������������������������������������������������18
1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2010 a 2040���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������18
1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2010 a 2040�����������������������������������������������������������������������������������������������������20
1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE por milhão de PIB (dólar de 2010) de 1990 a 2040 ���������������������������������20
1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado
Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������22
1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Crescimento Econômico de 1990 a 2040����������������������������������������������22
2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������29
2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������29
2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2012 ��������������������������������������������������������������������������������������������������30
2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������34
2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004���������������������������������������������������������������������������������������������35
3.1 - Valores Verificados do Consumo Final Energético no RS, no Período de
2005 a 2012, e Projeção de Crescimento até 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������39
3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������43
3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������44
3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no Período de 2005 a 2012�������������������������������������������������������������������49
3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período de 2005 a 2013�����������������������������������������������������������������������������������50
3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal do Extrativismo e da Silvicultura no Brasil e do Carvão Metalúrgico para exportação no Exterior, no
Período de 2005 a 2011����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������53
3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil, no Período de 2003 a 2012���������������������������55
3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58
3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58
3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS, no Período de 2005 a 2012�����������������������������������������������59
3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������60
4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012����������������������������������������������������������64
4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������65
4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012������������������������������������������������������������66
4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS,
no Período de 2006 a 2012 e Projeção de Crescimento até 2040��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������68
4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento��������������������������71
4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento����������������������������������72
4.7 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012���������������������������������75
189
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
4.8 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������������77
4.9 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������������������81
4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������82
4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������������������������������������������������������������83
6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2012 - %������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 105
6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2011 - %���������������������������������������������������������������������������������������������������������� 110
6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil e no RS, em 2012���������������������������������������������� 111
7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 117
7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 117
7.3 - Biomassa������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 117
7.4 - Gás����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118
7.5 - Carvão����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118
7.6 - Óleo��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118
7.7 - Eólica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119
7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2012 - %�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119
8.1 - Consumo Energético Setorial em 2012 - %������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 123
8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 125
9.1- Redução da Mortalidade Infantil no RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 137
9.2. - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS��������������������������������������������������������������������������������������������� 137
9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil, em 2011��������������������������������������������������������������������������������� 138
9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������ 138
9.5 - Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2011���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 140
9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS��������������������������������� 140
Tabela
1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 16
1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2040��������������������������������� 21
1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2040������������������������������������������������� 23
1.4 - Fontes estimadas de Shale Gas em países selecionados comparada com reservas,
consumo e produção de gás natural, em 2009����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 25
2.1 - Energia Elétrica���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 30
2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 31
2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 31
2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada em 2012���������������������������������������������������������������������������������� 31
2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 32
2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 32
2.7 - Carvão Mineral���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 33
2.8 - Lenha e Carvão Vegetal������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 33
2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 35
190
3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012��������������������������������������������������������� 40
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012 ���������������������������������40
3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������40
3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������41
3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2011 e 2012����������������������������������������������41
3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2012����������������������������������������������������������������������������������������41
3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo, seus Derivados e etanol, nos Terminais do RS, em 31/12/2012��������������������������������������42
3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012����������������������������������������������������������������������������43
3.9 - Preços Médios¹ do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012���������������������������������������������45
3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2008 a 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������48
3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������50
3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no Brasil, no Período de 2006 a 2012����������������������������������������52
3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada no Brasil por Segmento, no Período de 2009 a 2012������54
3.14 - Percentual de cobertura florestal* em países selecionados em 2010��������������������������������������������������������������������������������������������������������������54
3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������55
3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������56
3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������56
3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no Brasil e em
Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������57
3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no Brasil e em
Estados Selecionados no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������57
3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros���������������������������������������������������������������������������������������������������60
4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012���������������������������������������63
4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012����������������������������64
4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������65
4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������66
4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������������67
4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������������67
4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������69
4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2012���������������������������������������������������������������������������������������70
4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012��������������������������������������������73
4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������73
4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012��������������������������������������73
4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012������������������������74
4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural no RS, em 2012�����������������������������������������������������������������74
4.14 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012�������������������������������75
4.15 - Produção e Consumo de Etanol Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2006 a 2012�����������������������������������������������������������������������������76
4.16 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������76
4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012���78
4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������78
4.19 - Produção média de óleos vegetais���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������79
4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������80
4.21 - Preço Médio¹ da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������80
191
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
4.22 - Preço Médio¹ do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������������������������������81
4.23 - Preço Médio¹ do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������82
4.24 - Consumo de metanol em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012���������������������������������������������������������������������������83
4.25 - Glicerina gerada na produção de biodiesel B100, em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012��������������������������84
6.1 Tabela 6.1�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 103
6.2 Tabela 6.2�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 104
6.3 Tabela 6.3�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 108
6.4 Tabela 6.4�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 109
6.5 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS no período de 2008 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 110
7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 115
7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 116
7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120
7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120
7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120
9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129
9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129
9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2007 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130
9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2006 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130
9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130
9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2006 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������� 130
9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 131
9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������� 131
9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2012
���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 132
9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 139
9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2012�������������������������������������������������������������������������������������� 139
9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2012) com IGC nas faixas 4 e 5.�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 141
9.13 - As vinte universidades melhor pontuadas do mundo em 2011/2012*.������������������������������������������������������������������������������������������������������� 142
10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 145
10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009������������������������������������������������������������������������������������������� 146
10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 147
10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009���������������������������������������������������������������������������������������������� 147
10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 148
10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2013�������������������������������������������������������������������������������������������������� 149
10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2013���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 150
10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 150
10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 151
10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 152
10.11 - Potencial Eólico do RS �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153
10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154
10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande do Sul (Biomassa)���������������������������������������������������������������� 154
192
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Figura
3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������42
3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46
Mapa
3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2011��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46
3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������47
3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS (Atualizar MAPA)����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������51
4.1 - Sistema de Transmissão no RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������71
4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������72
9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 133
9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 134
9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 134
9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 135
9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������ 135
9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 136
10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 146
10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011 (utilizar o mapa do BERS 2012)������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 149
10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153
Quadro
Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������93
Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2013 - Ano Base 2012������������������������������������������������������������������������������������������������95
193
Porto
Alegre
Noturna
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013
- ano
base
2012
Foto: Arquivo Grupo CEEE
194
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
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Iluminação na Av. Presidente Roosevelt
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012
Foto: Arquivo Grupo CEEE
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Coordenação
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Projeto Gráfico
M&W Comunicação Integrada
Capa e Diagramação
M&W Comunicação Integrada
Revisão
Gilberto José Capeletto
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Agosto de 2014
2013
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2012
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