2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2012 2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2012 Governador do Estado Tarso Genro Secretário de Infraestrutura e Logística João Victor Domingues Secretário Adjunto de Infraestrutura e Logística João Luis de Matos Presidente do Grupo CEEE Gerson Carrion de Oliveira Diretor de Planejamento e Projetos Especiais Luiz Antônio Tirello Equipe Técnica Gilberto José Capeletto Gustavo Humberto Zanchi de Moura Apoio Técnico Jaques Alberto Bensussan Regina Telli Apoio Logístico Fernando Cesar Ferreira Vieira Guga Marques Grupo CEEE Av. Joaquim Porto Villanova, 201 91.410-400 - Bairro Jardim Carvalho Porto Alegre - RS www.ceee.com.br e-mail: [email protected] 55 51 3382 5717 55 51 3382 6525 C238b Capeletto, Gilberto José Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013: ano base 2012 / Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. - Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2013. 200p. ; il. 1. Energia - Rio Grande do Sul - 2012. 2. Recursos Energéticos - Produção, Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e Internacionais. I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de CDD: 338.47671 CDU: 620.91 (816.5) Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265 Realizado de março de 2013 a janeiro de 2014. Copyright© 2014 - Grupo CEEE Autorizada a reprodução do conteúdo deste documento, desde que, obrigatoriamente, citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são rigorosamente proibidas. 2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2012 Agradecimentos Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho: Alaíse Júnia Vieira Madureira, Alex Fabiane Silveira Menezes, Angelina Pereira Souza, Antonio Paulo Cargnin, Bayard Schreiner, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros, Clédio Inácio Dieminger, Clóvis Coimbra Teixeira, Cristina Sitta, Cristina Volz Pereira, Cristine Anversa, Daniela Chies Portal, Eder Fabiano Muller, Eduardo Carvalho Haupp, Eduardo Knor, Eduardo Souto Montes, Erika Mitsue Werlang, Elaine Terezinha Jantsch, Emerson Dienstman de Morais, Erivaldo Corrêa, Estevão Frighetto Schneider, Eugenio Luis Soares Godinho, Everson Remi Malysz, Fabiano Terres Matte, Fabiano Utzig, Fabio Quevedo, Felipe Ledur, Fernando Cezar Tomaz, Fernando Dal Bello, Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Guido Canto Alt, Hélio Weiss, Henrique Sonja Pereira Penha, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo Mastella, Isis Acosta Dias Timm, Israel de Castro Palma, Jeferson Moraes Rodrigues, Jenifer Galafassi, João Batista Coronet, José Lopes, José Roberto Pereira, José Zordan, Juliano de Paula, Larissa Davila Barboza, Lauro Roberto Alves, Leandro Couto Bujes, Lucas Malheiros Nunes, Luciano Manetti, Luís Roberto Martins de Moraes, Luiz Antonio Monza Koller, Maiquel Moraes da Silva, Marcella Moretti Ferreira, Marcelo Wasem, Márcia Pabline Lazzari Klein, Marcio André da Silva Gonçalves, Marcio Lunardi Perin, Marcos Prudente, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Mauricio Simon, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos Santos, Paula Natascha Sant’Anna de Souza, Paulo Vicente, Roberto Ferreira Borba, Rodrigo Bastos de Oliveira, Rosa Maria Amaral, Rosiclei Aparecida Damião, Sérgio Bordignon, Sérgio Roberto Correa Reggio, Franklin Oliveira da Silva, Marcos Roberto Doroche, Rotiéri Alexsandro Granado Fontanari. Apresentação O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande do Sul, reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com o apoio da Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi possível a disponibilização dos dados neste anuário. O Balanço Energético 2013 - ano base 2012 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das principais fontes de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço torna-se referência de estudo e de planejamento do setor energético gaúcho. Na 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, foi apresentada a conversão da série histórica dos balanços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional também na forma impressa. Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada no sítio do Grupo CEEE (www.ceee.com.br) em meio digital e publicada no Balanço Energético do RS 2005-2007. Nesta 34ª edição, disponibiliza-se no endereço eletrônico a referida conversão para a metodologia internacional devidamente corrigida. Com a padronização da série nos 33 anos, pode ser traçada a evolução da matriz energética do RS. Com isso, tem-se a possibilidade de realizar análises e comparações de forma dinâmica e prática entre os anos da série ou entre diferentes fontes de energia. No anexo D, são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado, considerando as principais linhas de totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os estudos de séries históricas da evolução de energéticos. Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2012 e assuntos relacionados às matrizes energéticas estadual, nacional e mundial. Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os montantes de produção de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a importação e exportação (considerando-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias. A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela mínima dos energéticos produzidos e consumidos no Estado não possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e consumo de energia exige estimativas e pesquisas por amostragem desses montantes. Para as próximas publicações, serão necessárias novas pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos responsáveis para obtenção dos dados estimados nesta edição. A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendam aos interesses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma, usá-lo como fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina. O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 e a série histórica na metodologia internacional revisada estão disponibilizados no sítio do Grupo CEEE. Esta publicação compõe-se de dez capítulos e de sete anexos, com o seguinte conteúdo: Capítulos: Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial, com ênfase em cenários prováveis do panorama mundial em 2040. Para elaboração deste capítulo, a equipe técnica baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency - IEA). Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com base nos textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil. Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária. Procura dar uma visão panorâmica do setor energético primário do Estado. Predominantemente, são apresentados os dados referentes ao petróleo, ao gás natural, ao carvão vapor e à energia hidráulica, além da eletricidade gerada a partir dos parques eólicos no Estado e a geração a partir dos diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de arroz e bagaço de cana. Capítulo 4 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária. Apresenta as fontes energéticas derivadas do petróleo, passando obviamente pela eletricidade, carvão vegetal, álcool, biodiesel e demais. Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de consumos de combustíveis entre o RS e Estados selecionados, bem como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas energias que consomem. Capítulo 5 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2013 - ano base 2012, fundamentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da metodologia e conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução completa das matrizes do BERS. Capítulo 6 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda de energia por fontes primárias e secundárias. Capítulo 7 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados das tabelas dos Balanços. Capítulo 8 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de energia. Capítulo 9 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais indicadores socioeconômicos e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo Produto Interno Bruto - PIB, e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes nacionais. Traz também a espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado. Capítulo 10 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio Grande do Sul. Anexos: Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia. Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e regiões selecionados. Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço. Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais. Demonstra, por meio de tabelas, a evolução da produção, transformação e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são apresentadas em unidades originais no período de 1979 a 2011. Anexo E - Balanço Energético Mundial 2011. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível para situar o RS em âmbito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep. Anexo F - Balanço Energético Nacional 2012. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional disponível. É apresentado na unidade mil tep. Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012. Seguindo critérios internacionais de elaboração de Balanços Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2012 nas unidades originais, bilhões de kcal e mil tep. Índice 1 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia 13 1.1 - Panorama Econômico Mundial�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������21 1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2010 a 2040����������������������������������������������22 1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados���23 1.4 - Shale gas: Revolução mundial na questão energética nos anos vindouros?�����������������������������������������������24 2 Panorama Energético Nacional27 2.1 - Situação em 2012 dos Energéticos que Compõe a OIE do País����������������������������������������������������������������������30 2.1.a - Energia Elétrica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������30 2.1.b - Petróleo�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������31 2.1.c - Gás Natural��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������32 2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar������������������������������������������������������������������������������������������������������������������32 2.1.e - Carvão Mineral�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������33 2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������33 2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������������������34 2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia����������������������������������������������������������������������������������������������������34 2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE��������������������������������������������������������������34 2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil���������������������������������������������������������������������������������������34 2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������35 3 Setor Energético do Rio Grande do Sul Ênfase em Fontes de Energia Primária37 3.1 - Petróleo�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������41 3.2 - Gás Natural�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������42 3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul�����������������������������������������������������������������43 3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores������������������������������������������������������������������������������������������45 3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul�����������������������������������������������������������������������45 3.2.d - Gás Natural Boliviano�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46 3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS��������������������������������������������������������������������������������47 3.2.f - Considerações sobre o GNL����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������47 3.3 - Carvão Vapor��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������48 3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������48 3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS������������������������������������������������������������������49 3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS���������������������������������������������������������50 3.4 - Energia Hidráulica������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������51 3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������52 3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados�����������������������������������������������������������������52 3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies��������������������������������������������������������������������������������������������53 3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE���������������������������������������������������������������������55 3.5.d - Carvão Vegetal�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������56 3.6 - Produtos da Cana������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58 3.7 - Lixívia���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58 3.8 - Casca de Arroz�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������59 3.9 - Energia Eólica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������59 3.10 - Energia Solar Fotovoltaica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������60 4 Setor Energético do Rio Grande do Sul Ênfase em Fontes de Energia Secundária61 4.1 - Óleo Diesel������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������63 4.2 - Óleo Combustível������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������64 4.3 - Gasolina�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������65 4.3.a - Gasolina de Aviação����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������66 4.4 - GLP��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������67 4.5 - Querosene������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������67 4.6 - Eletricidade�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������68 4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS�������������������������������������������������������68 4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS����������������������������������������������������������������������������������������69 4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS���������������������������������������������������������������������������������70 4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS������������������������������71 4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS����������������������������������������������������������������������������������72 4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������74 4.8 - Biodiesel (B100)��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������77 4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel������������������������������������������������������������������������������������������������������������78 4.8.b - Transesterificação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������79 4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores�����������������������������������������������������������������������80 4.10 - Metanol���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������83 4.11 - Glicerina��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������84 5 Metodologia e Conceituação 85 5.1 - Descrição Geral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87 5.1.a - Processo Energético����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87 5.2 - Conceituação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87 5.2.a - Energia Primária�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������87 5.2.b - Energia Secundária������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88 5.2.c - Total Geral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88 5.2.d - Oferta�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������88 5.2.e - Transformação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89 5.2.f - Perdas�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89 5.2.g - Consumo Final��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������89 5.2.h - Ajustes Estatísticos������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������90 5.2.i - Produção de Energia Secundária�������������������������������������������������������������������������������������������������������������91 5.3 - Convenção de Sinais�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������91 5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético����������������������������������������������������������������������������������������������91 5.4.a - Energia Primária e Secundária����������������������������������������������������������������������������������������������������������������91 5.4.b - Transformação��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������92 5.4.c - Consumo Final de Energia������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������92 5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2013 - ano base 2012 em tep������������������������������������������������94 5.5.a - Primeira Etapa��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������94 5.5.b - Segunda Etapa�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������96 5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2012 em kcal������������������������������������������������������������������������������98 5.7 - Classificação Setorial�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������98 6 Oferta e Demanda de Energia 99 6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias�������������������������������������������������������������������������������������� 101 6.1.a - Petróleo���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101 6.1.b - Gás natural����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101 6.1.c - Carvão Vapor�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 101 6.1.d - Energia hidráulica������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 102 6.1.e - Lenha��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102 6.1.f - Produtos da cana������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102 6.1.g - Outras fontes primárias������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 102 6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias��������������������������������������������������������������������������������� 105 6.2.a - Óleo Diesel����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 105 6.2.b - Óleo combustível������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 105 6.2.c - Gasolina A������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106 6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106 6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106 6.2.f - Nafta����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 106 6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)����������������������������������������������������������������������������������������������� 106 6.2.h - Eletricidade����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 107 6.2.i - Carvão vegetal������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 107 6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado)������������������������������������������������������������������������������������������������� 107 6.2.k - Biodiesel (B100)�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 107 6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo����������������������������������������������������������������������������������������������� 107 6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo��������������������������������������������������������������������������������������������� 107 6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS������������������������� 110 7 Centros de Transformação 113 7.1 Refinarias de Petróleo���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 115 7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 115 7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2012��������������������������������������� 116 7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2012 ��������������������������������������������� 119 7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119 7.4 - Destilarias����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120 7.5 - Carvoarias���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120 8 Consumo de Energia Setorial 121 8.1 - Setor Energético����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 123 8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)������������������������������������������������������������������������������� 123 8.3 - Setor Comercial ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124 8.4 - Setor Público ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124 8.5 - Setor Agropecuário������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 124 8.6 - Setor Transportes��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124 8.7 - Setor Industrial ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 124 9 Energia e Sociedade 127 9.1 - Energia e Socioeconomia������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129 9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS��������������������������������������������������������������������� 133 9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia����������������������������������������������������� 136 10 Recursos e Reservas Energéticas 143 10.1. - Carvão Mineral����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 145 10.2 - Turfa������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 143 10.3 - Xisto Betuminoso������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 147 10.4 - Potencial Hidrelétrico������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 148 10.5 - Potencial Eólico����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153 10.6 - Potencial Fotovoltaico����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153 10.7 - Potencial de Biomassas�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154 10.8 - Definições�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154 10.8.a - Recursos������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154 10.8.b - Reservas������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154 10.8.c - Reserva Medida������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155 10.8.d - Reserva Indicada���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155 10.8.e - Reserva Inferida������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155 10.8.f - Reserva Lavrável����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155 10.8.g - Remanescente�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155 10.8.h - Individualizado�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 155 10.8.i - Inventário������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 155 10.8.j - Viabilidade����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156 10.8.l - Projeto Básico ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156 10.8.m - Construção�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 156 10.8.n - Operação������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 156 Anexos157 A Anexos A - Capacidade Instalada 159 Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2012���������������������� 159 Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS������������������������������������ 160 Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS���������������������������������� 161 Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH no RS���������������� 162 Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS��������������������������������������������������� 163 Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS������������ 164 Tabela A.7 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Fotovoltáicas - UFV no RS������������������������������������� 165 Tabela A.8 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS������������������������������������������������������������������������������� 165 Tabela A.9 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS��������������������������������������������������������������������������� 165 Tabela A.10 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS���������������������������������������������������� 165 Tabela A.11 - Usinas Eólicas em Construção - EOL em Construção no RS����������������������������������������������������������� 166 Tabela A.12 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS ������������������������������������������������������������������������������� 166 Tabela A.13 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS������������������������������������������������������������������������������� 166 Tabela A.14 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS���������������������������������������������������������� 167 Tabela A.15 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS���������������������������������������������������������������������������������������������� 168 Tabela A.16 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS��������������������������������������������������������� 169 Tabela A.17 - Linhas de Transmissão no RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 169 B Anexos B - Dados Mundiais de Energia 170 Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2011 e 2012 ��������������������������������������������������������������������������������� 170 Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2011����������������������������������������������������������������������� 170 Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2012������������������������������������������������������������������������������������������� 170 Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2012������������������������������������������������������������������������������������� 171 Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2011������������������������������������������������������������������������������������������� 171 Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2011������������������������������������������������������������������������������������ 171 Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2010 e 2011����������������������������������������������������������� 172 Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2011 e Biocombustíveis em 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������� 172 Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina em 2011���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 173 Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre de 2013 para derivados de petróleo e de 2012 para eletricidade����������������������������������������������������������������������� 174 Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011����������������������������� 174 Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������� 175 Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia��������������������������������������������������������������������������������������������� 175 C Anexos C - Unidades 176 Tabela C.1 - Relações entre Unidades������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 176 Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica��������������������������������������������������������������������������������������������������� 176 Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 176 Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume������������������������������������������������������������������������������������������������������ 176 Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia������������������������������������������������������������������������������������������������������� 177 Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos������������������������������������������� 177 Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos������������������������������������������� 177 Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos��������������������������������������������� 178 Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores��������������������������������������������������������������������������������������� 178 C.1 - Poder Calorífico������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179 C.1.a - Poder Calorífico Superior����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179 C.1.b - Poder Calorífico Inferior������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 179 Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio����������������������������������������������������������������������������������������������� 180 D Anexos D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais 181 Tabela D.1 - Período de 1979 a 2011�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 181 E Anexos E - Balanço Energático Mundial 2011 183 Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2011��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 183 F Anexos F - Balanço Energático Mundial 2012 184 Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������� 184 G Anexos G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 185 Tabela G.1 - BERS 2012 em Unidades Originais�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 185 Tabela G.2 - BERS 2012 em Bilhões de kcal�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 186 Tabela G.3 - BERS 2012 em Mil Tep����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 187 Relação de gráficos, tabelas, figuras e mapas 189 Referências Bilbiográficas 195 Porto Alegre Noturna Foto: Arquivo Grupo CEEE 1 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 CEEEGT-UHE Ernestina Foto: Fernando C Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,947 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep (355 quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 20131 - IEO 2013. Em 2010, esse valor atingiu 13,204 bilhões de tep, conforme o U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013 - IEO 2013. Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,5% no período 2010 a 2040, podemos estimar que em 2040 o consumo mundial seja de 20,656 bilhões de tep. Isto representa um crescimento de 56,44 % no mercado mundial de energia. Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento razoável, mesmo considerando um cenário muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural. Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE2, com taxas médias de crescimento do consumo de energia de 2,2% contra uma taxa de 0,5% dos países da Organização. Estima-se que praticamente dobrará em 2040 o consumo de energia desses países (crescimento de 89,96%) em comparação com o ano de 2010. Em 2007 o consumo de energia dos países da OCDE foi, pela primeira vez na história, ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,192 bilhões contra 6,288 bilhões de tep)3. O consumo dos países não pertencentes à OCDE será 88,02% maior em relação aos países da OCDE em 2040. <> Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2040 No gráfico 1.2, é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados (no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo, e com o ingresso do Chile na OCDE, México e Chile aparecem juntos). Em termos relativos, é visível que o Brasil perde terreno especialmente no cotejo com os países não pertencentes à OCDE. Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China. Em 2010, o consumo chinês ultrapassou o consumo americano. No ano de 2040, a China estará consumindo 105,20% a mais de energia em relação aos Estados Unidos. No IEO 2013 utilizou-se a unidade btu, que aqui foi convertida para TEP (Tonelada Equivalente de Petróleo), considerando-se que 1tep=39.680.000 btu, conforme anexo C. Mesmo sendo o Joule a unidade do sistema métrico internacional de energia, emprega-se em balanços energéticos a unidade tep, provavelmente por sermos a civilização do petróleo, bem como pelo fato de que se expressos em Joule os valores seriam numericamente muito grandes. 2 Fazem parte da OCDE 31 países, a saber: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça, Turquia e Chile (tornou-se membro da organização em 7 de maio de 2010). 3 Ver página 15 do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 – ano base 2010. 1 Capítulo 1 Fontes: U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. 15 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Já a Índia, consumia apenas 36,21% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir aproximadamente 116,77% a mais em 2040. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que tanto a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro. <> Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados Fontes: U.S. Energy Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados 1990 2010 2015 2020 2025 2030 2035 2040 2.134,6 2.468,3 2.451,3 2.532,3 2.565,0 2.577,8 2.619,0 2.700,9 China 680,4 2.551,0 3.332,3 4.005,9 4.558,9 5.013,2 5.374,8 5.542,4 Rússia 992,9 747,1 780,5 839,9 900,0 957,4 1.005,7 1.021,0 Índia 199,1 615,1 694,1 809,9 937,1 1.074,3 1.227,8 1.386,3 Japão 471,3 557,1 547,8 567,9 578,7 580,0 576,5 559,9 País Estados Unidos África 239,4 477,3 494,4 551,3 613,9 690,4 780,4 882,5 Brasil 146,2 345,7 375,7 415,0 449,8 500,5 561,8 639,5 Canadá 277,2 339,3 358,3 371,8 394,0 416,7 436,1 459,5 Coréia do Sul 95,8 272,8 298,3 328,7 349,0 369,6 384,9 401,4 México/Chile 126,0 220,7 248,6 274,7 310,7 354,7 402,5 458,0 Capítulo 1 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. 16 Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do PIB) continuará crescendo mais intensamente nos países não pertencentes à Organização do que nos países pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores restrições ambientais em relação aos países da OCDE. Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da OCDE. Em 2010, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 35,94%, sendo projetada para 2040 uma participação de 28,39% no consumo. Enquanto em 2010 a indústria mundial consumiu Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5,04 bilhões de tep, em 2040 se projeta um consumo de 7,73 bilhões de tep, um incremento de 53,45%. A taxa média anual de crescimento do consumo de energia no setor industrial é de 0,6% ao ano nos países da OCDE, contra 1,8% para os países não pertencentes à Organização no período de 2010 a 2040. Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento do consumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre eles, destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento do consumo de energia no setor residencial dos países pertencentes à OCDE de 0,4% (que salta para 2,5% para os casos dos países não pertencentes à OCDE), sendo o crescimento do consumo de energia residencial no mundo de 1,5%. No setor comercial dos países da OCDE, o crescimento previsto no consumo de energia é de 0,9% ao ano (crescimento que salta para 3,2% para os casos dos países não pertencentes à OCDE), em termos mundiais o crescimento previsto do consumo de energia no setor comercial será de 1,8%. Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com o número de automóveis per capita. Projeta-se de 2010 a 2040 uma taxa de crescimento de 2,2% ao ano no consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,1% para os países pertencentes. O crescimento mundial será de 1,44%. <> Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2010 a 2040 No período 2010 - 2040, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4). Espera-se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos4, gás natural e carvão) continuem suprindo a maior parte da energia consumida no mundo até 2040. Considerando um cenário do custo de combustíveis líquidos não declinantes até 2040, espera-se que a parcela de 31,93% de participação global dos combustíveis líquidos em 2010 caia para 27,04% em 2040. A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 87 milhões de barris de petróleo por dia em 2010 para 115 milhões de barris de petróleo em 2040, sendo o petróleo predominante até 2040, mas com participação na matriz energética mundial caindo de 31,93% em 2010 para 27,04% em 2040 (gráfico 1.4). No setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos. Projeta-se que o setor transporte absorverá 63,00% do consumo projetado de combustíveis líquidos em 2040. Por sua vez, o setor industrial responderá por praticamente o restante do consumo de combustíveis O estudo do IEO 2007 inclui diversos combustíveis líquidos como o etanol e o biodiesel como combustíveis líquidos fósseis, a rigor combustíveis renováveis como o etanol deveriam ser examinados em separado. Inclui-se aqui petróleo, derivados líquidos do petróleo, etanol, biodiesel, líquidos oriundos da liquefação do carvão, líquidos oriundos da liquefação de gás natural, gás natural liquefeito, óleo combustível e hidrogênio líquido. Capítulo 1 Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 4 17 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 líquidos no mesmo ano, onde a indústria química continuará consumindo boa parte do petróleo do segmento industrial. <> Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2040 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. Capítulo 1 <> Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2010 a 2040 18 Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 Nota: No total mundial estão inclusos os montantes de biocombustíveis No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2010 a 2040 uma taxa média anual de crescimento de 2,08%5, saindo de 2,814 bilhões de tep (3,198 trilhões de metros cúbicos) em 2010 para 4,607 bilhões de tep (5,236 trilhões de metros cúbicos) em 2040. Com a recuperação da economia global, o gás será mais requisitado. Como o suprimento de gás natural origina-se de várias fontes, espera-se que os preços permaneçam relativamente baixos, especialmente em função do “shale gas6”. O gás natural é uma alternativa energética atrativa para novas usinas térmicas de geração de energia elétrica em face do baixo custo relativo de capital e razoável taxa de rendimento das referidas usinas. Entre os setores usuários do gás natural como energético, destaca-se os setores industrial e de geração de energia elétrica que, segundo previsões juntos, consumirão 77% do total mundial projetado de acréscimo no consumo de gás natural. O carvão provavelmente terá taxa de crescimento de consumo mundial inferior àquela prevista para o gás natural no período de 2010 a 2040, já que se prevê que a referida taxa será de 1,3% ao ano. O consumo mundial de carvão crescerá de 3,704 bilhões de tep para 5,544 bilhões de tep em 2040, com uma taxa anual de crescimento de 1,3%. O crescimento maior do consumo de carvão ocorrerá principalmente nos países não pertencentes à OCDE, especialmente na China e na Índia. A participação do carvão na matriz energética mundial está projetada para passar de 31,69% em 2010 para 30,52% em 2040. O setor elétrico mundial, que em 2010 foi 40% originado do uso do carvão mineral, será 35,59% originado do referido combustível em 2040. A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada menos que 55,33% de todo consumo mundial de carvão mineral de 2040, em 2010 respondeu por 47,08% do consumo mundial, sendo que em 2040, 52% de todo carvão mineral produzido no mundo será originado da China. A geração de energia elétrica crescerá 92,85%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma produção mundial de 20,2 trilhões de kWh em 2010 para 39,0 trilhões de kWh em 2040. A maior parte do crescimento da geração de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê que a taxa média anual de crescimento da produção de energia elétrica será de 3,1%. Já a taxa anual média prevista para os países da OCDE é de 1,1%. Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte de energia mais importante; em segundo lugar, as fontes renováveis (somando-se a hídrica e as demais renováveis); e em terceiro, o gás natural. A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,62 trilhões de kWh em 2010 para 5,49 trilhões de kWh em 2040. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares, especialmente na questão da segurança, fato que retornará a pauta mundial em decorrência do terremoto e tsunami ocorridos no Japão, em março de 2011. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor elétrico termonuclear irá crescer de uma capacidade instalada7 de 380,4 GW em 2010 para 717,1 GW em 2040; mesmo prevendose um declínio da termoeletricidade em alguns países da OCDE (especialmente na Alemanha e na Bélgica) por questões de natureza ambiental, ocorrerá um salto expressivo na China de 10,7 GW em 2010 para 160 GW. Já a previsão de crescimento da capacidade termonuclear instalada para os países não pertencentes à OCDE é de 5,42% ao ano e 0,45% para os países da OCDE. Espera-se que a China acrescente 1.278 GW de usinas ao seu setor elétrico considerando-se todas as fontes, a Índia 302 GW e o Brasil 143 GW. A geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas e solares) poderá crescer a taxas anuais de 2,8%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar competitiva a produção de energia elétrica renovável, como a energia eólica e outras, podendo contar com apoio governamental onde não for competitiva com a energia elétrica produzida com carvão e gás natural. A maior parte do crescimento da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de usinas hidroelétricas de médio e grande porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE, na Ásia e na América do Sul (caso das usinas a serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras) e América Central, onde existem inúmeras plantas de usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da Turquia e do Canadá, não se espera a instalação de novas usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já que os recursos hidroelétricos já foram explorados. Nos países da Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos, solar, geotérmico, lixo municipal e biomassa, especialmente do etanol celulósico. Sendo o combustível fóssil com maior taxa de crescimento prevista no período. Ver item 1.4. 7 Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 Capítulo 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5 6 19 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2010 a 2040 Fonte: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO2, o chamado efeito estufa, também foi produto de previsão para o período 2010 - 2040, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem registrado crescimento, especialmente nos países não pertencentes à OCDE. Essas emissões são causadas em grande parte pela ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de energia. Projeta-se que o crescimento mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 31,2 trilhões de toneladas em 2010 para 45,5 trilhões de toneladas em 2040, crescimento de 46% no período de projeção. O maior crescimento provavelmente ocorrerá nos países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para produção de energia. Já em 2010 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes à Organização superou a emissão oriunda dos países pertencentes em 38%. Em 2040, a produção de gases do efeito estufa será 127% maior nos países não pertencentes à OCDE. No gráfico 1.7 verifica-se a projeção de redução das emissões de CO2 por unidade de PIB gerado com o passar do tempo. Sendo referida redução bem superior nos países pertencentes à OCDE. <> Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE por milhão Capítulo 1 de PIB (dólar de 2010) de 1990 a 2040 20 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 1.1 - Panorama Econômico Mundial O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se no IEO 2013, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional, taxas de participação da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais processos), acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de mercado estabelecidos pelos governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam investimentos e crescimento a longo prazo. De 2010 a 2040, o crescimento mundial anual médio projetado foi de 3,6% (tabela 1.2). Para os países da OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,2%, enquanto que para os países não pertencentes o crescimento previsto foi de 4,7% (especialmente em função de China e Índia). Tais cenários foram traçados já levando em conta os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008. Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2040 Região/País Previsão - Percentagem por ano 2007-2010 2010-2040 1980-2005 2005 2006 2007 Estados Unidos 3,1 3,1 2,9 2,1 -0,4 2,5 Canadá 2,8 3,1 2,8 2,5 0,3 2,2 México/Chile 2,5 2,8 4,8 3,3 0,5 3,7 Japão 2,0 1,9 2,2 2,0 -0,8 0,6 Coréia do Sul 6,8 4,2 5,0 4,9 2,9 3,3 Austrália / Nova Zelândia 3,3 2,7 2,6 3,3 2,1 2,2 Total OCDE 2,7 2,6 3,1 2,7 -0,2 2,2 Rússia -0,1 6,4 6,7 7,0 0,4 2,8 China 9,8 10,4 11,1 11,5 9,8 5,7 Índia 5,9 9,2 9,4 9,0 7,8 6,1 África 2,9 5,2 5,5 6,0 4,2 4,6 Brasil 2,5 2,9 3,7 4,6 4,1 3,4 Total Não-OCDE 4,0 7,5 8,0 8,1 5,0 4,7 Total Mundial 3,3 4,9 5,4 5,4 2,2 3,6 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013 para taxa média de crescimento 2007-2010 e 2010-2040. Demais valores IEO 2008. Capítulo 1 Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 204,78 trilhões de dólares8 em 2040 (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 227,40 trilhões de dólares em 2040; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 177,54 trilhões de dólares. 8 Em dólares de 2005, sendo considerada como base na paridade do poder de compra. 21 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2040 Fontes: U.S. Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. 1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2010 a 2040 Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0 2013 apresenta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e de baixo crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é acrescido ao cenário de referência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9). No cenário de referência em 2040 (taxa média de 3,6% de crescimento da economia mundial no período de 2010 a 2040), o mercado mundial de energia atingirá 20,66 bilhões de tep (sendo 13,50 bilhões de tep nos países não pertencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de crescimento da economia mundial de 4,0%) o mercado mundial atingirá 23,85 bilhões de tep. No cenário de baixo crescimento econômico (taxa média de crescimento da economia mundial de 3,1%), o mercado mundial atingirá 18,48 bilhões de tep. <> Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Cresci- Capítulo 1 mento Econômico de 1990 a 2040 22 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados No IEO 2013, prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 0,8%, sendo que em alguns países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é de que a população mundial de 6,8798 bilhões de habitantes em 2010 chegará a 8,777 bilhões de habitantes em 2040. Para o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,5% (inferior, portanto, à taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial de energia por habitante no período 1990-2040, incluindo-se regiões e países selecionados. Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros é baixo e continuará assim em 2040. Enquanto a média mundial sairá de 1,92 tep por habitante em 2010, para 2,35 em 2040, o Brasil chegará em 2040, com modestos 2,85 tep por habitante, valor muito aquém dos 5,08 tep por habitante dos países da OCDE. Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2040 Unidade: tep por habitante Região/País 1990 2010 2015 2020 2025 2030 2035 Estados Unidos 8,40 7,96 7,55 7,44 7,20 6,92 6,74 2040 6,68 Canadá 9,90 9,96 9,95 9,80 9,81 9,89 9,92 10,06 México 1,50 1,69 1,80 1,90 2,07 2,29 2,53 2,83 Japão 3,80 4,35 4,32 4,56 4,75 4,86 4,94 4,91 Coréia do Sul 2,23 5,66 6,07 6,60 6,95 7,34 7,69 8,13 Austrália/Nova Zelândia 5,67 6,32 6,25 6,18 5,99 5,90 5,88 5,89 Total OCDE 4,75 4,95 4,83 4,91 5,06 4,97 5,01 5,08 Rússia 6,66 5,32 5,49 5,96 6,47 7,02 7,52 7,78 China 0,59 1,90 2,43 2,89 3,27 3,60 3,89 4,07 Índia 0,23 0,50 0,53 0,58 0,64 0,71 0,78 0,85 África 0,38 0,47 0,44 0,44 0,45 0,83 0,48 0,51 Brasil 0,97 1,77 1,85 1,97 2,08 2,27 2,52 2,85 Total Não-OCDE 0,89 1,26 1,38 1,50 1,59 1,68 1,77 1,83 Total Mundial 1,65 1,92 1,98 2,08 2,15 2,22 2,28 2,35 Capítulo 1 Fontes: U.S. Energy Information Administration / International Energy Outlook 2013. Valores de 1990 são do IEO 2007. 23 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 1.4 - Shale gas9: Revolução mundial na questão energética nos anos vindouros? A produção do chamado “shale gas” nos Estados Unidos cresceu expressivamente nas últimas duas décadas. Em 1990 representava 0,76% do total de gás natural produzido. No ano 2000, passou para 1,66% do gás produzido, sendo que em 2005 chegou a 4,15% da produção total de gás. Tal produção percentual continuou crescendo vertiginosamente naquele país chegando ao expressivo marco de 34,13% de todo gás produzido em 2011. Segundo as previsões da Agência Independente de Administração do Departamento de Energia Americano mais de 50% do gás natural produzido naquele país será oriundo do “shale gas” a partir de 2037. O fato relevante na história recente da produção e consumo deste combustível fóssil reside justamente na queda expressiva dos preços com o crescimento vertiginoso da produção e em face das enormes reservas de “shale gas” daquele país, nada menos de 8 US$/MMBTU em 2006 para 3 US$/MMBTU em 2013. Na tabela 1.4, referente ao ano de 2009, verifica-se as elevadas reservas de “shale gas” existentes no mundo, destacando-se especialmente as da China e dos Estados Unidos, sendo também expressivas as reservas existentes na Argentina e no México. As reservas brasileiras de “shale gas” superam em mais de dez vezes as de gás natural convencional. Em âmbito mundial as reservas conhecidas de “shale gas”, passíveis de exploração, já superavam em 2009 as reservas conhecidas de gás natural convencional. De acordo com as projeções do IEO 201310, por volta de 2020 os Estados Unidos tornar-se-ão os maiores produtores do mundo de petróleo, ultrapassando a Arábia Saudita, com continua queda na importação de petróleo, sendo que os Estados Unidos passarão a exportar petróleo a partir de 2030. Atualmente os Estados Unidos importa em torno de 20% da energia que necessita, mas passará a ser auto-suficiente em energia. As transformações decorrentes das novas tecnologias estão barateando dramaticamente a exploração de gás natural (shale gás) e a exploração do petróleo do folhelho (petróleo do xisto). Está em marcha também uma transformação expressiva do uso do “shale gás” nos transportes. Na produção do “shale gas” há problemas ambientais11 que basicamente são: risco de contaminação do Gás de folhelho (o folhelho é uma rocha sedimentar de baixa permeabilidade e porosidade, com grande quantidade de matéria orgânica, que origina tanto gás como petróleo), o “shale gas” tem produção diferente daquela empregada para o gás natural convencional. Os reservatórios de gás natural convencional são criados quando o gás natural migra de uma fonte orgânica em formação para um reservatório de rocha permeável onde fica preso por uma camada impermeável de rocha. Já o “shale gas” ocorre quando as fontes orgânicas ficam aprisionadas nas pedras de folhelho (xisto). A baixa permeabilidade do folhelho (xisto) inibe a migração do gás para reservatórios rochosos mais permeáveis. A seguir diagrama de uma típica operação de fraturamento do “shale gas” Capítulo 1 9 24 Fonte: ProPublica, http://www.propublica.org/special/hydraulic-fracturing-national World Energy Outlook 2012 – Executive Summary Quais são os problemas ambientais associados com o Shale Gas? A queima de gás natural é ambientalmente mais limpa do que a queima de carvão e de derivados do petróleo. De outro lado a queima de gás natural emite valores significativamente menores de dióxido de carbono (CO2) e de dióxido de enxofre (SO2) do que a combustão de carvão e derivados do petróleo. Por unidade de energia elétrica produzida o gás natural, quando usado com eficiência em plantas de ciclo combinado 10 11 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 lençol freático e de águas das regiões vizinhas, e em tese, a possibilidade de ocorrer abalos sísmicos e terremotos no processo de extração do gás. Tabela 1.4 - Fontes estimadas de Shale Gas em países selecionados comparada com reservas, consumo e produção de gás natural, em 2009 País Reservas aproveitáveis de Shale Gas Reservas provadas de Gas Natural2 Mercado de gás natural em 20091 (trilhão de pés cúbicos) (trilhão de pés cúbicos) (trilhão de pés cúbicos) Importação Produção Consumo 180,00 0,20 0,03 1,73 Alemanha 8,00 6,20 0,51 3,27 84% Holanda 17,00 49,00 2,79 1,72 -62% Noruega 83,00 72,00 3,65 0,16 -2,16% Reino Unido 20,00 9,00 2,09 3,11 33% Dinamarca 23,00 2,10 0,3 0,16 -91% França (Exportação) 98% Suécia 41,00 - 0,04 100% Polônia 187,00 5,80 0,21 0,58 64% Turquia 15,00 0,20 0,03 1,24 98% Ucrânia 42,00 39,00 0,72 1,56 54% Estados Unidos 862,00 272,50 20,6 22,8 10% Canadá 388,00 62,00 5,63 3,01 -87% México 18% 681,00 12,00 1,77 2,15 China 1,28 107,00 2,93 3,08 5% Índia 63,00 37,90 1,43 1,87 24% Paquistão 51,00 29,70 1,36 1,36 - Austrália 396,00 110,00 1,67 1,09 -52% África do Sul 485,00 - 0,07 0,19 63% Líbia 290,00 54,70 0,56 0,21 -165% Tunisia 18,00 2,30 0,13 0,17 26% Argélia 231,00 159,00 2,88 1,02 -183% Marrocos 11,00 0,10 0 0,02 90% Venezuela 11,00 178,90 0,65 0,71 9% Colômbia 19,00 4,00 0,37 0,31 -21% Argentina 774,00 13,40 1,46 1,52 4% Brasil 226,00 12,90 0,36 0,66 45% Chile 64,00 3,50 0,05 0,1 Uruguai 21,00 - 0 Paraguai 62,00 - - Bolívia 48,00 26,50 0,45 0,1 > 6.622 6.609 106.5 106.7 Total mundial 52% 100% -346% 0% Fontes: Dry production and consumption: EIA, International Energy Statistics, as of March 8, 2011. 2 Proved gas reserves: Oil and Gas Journal, Dec., 6, 2010, P. 46-49. Nota: Percentual negativo significa exportação. produz menos da metade das emissões de CO2 verificadas na queima do carvão. No entanto, existem alguns prováveis impactos ambientais associados com a produção do “shale gas”. O fraturamento das pedras (onde o gás está armazenado) requer o emprego de grandes quantidades de água. Em alguns casos, com pouca disponibilidade de água e o uso de quantidades elevadas para a produção de “shale gas”, pode afetar a disponibilidade de água para outros usos, inclusive para o uso humano. De outro lado se estas grandes quantidades de água forem manejadas sem a devida técnica, em face de conterem produtos químicos, pode gerar contaminação de áreas das redondezas. O processo de fraturamento das pedras com água cheia de areia e produtos químicos pode ainda gerar uma quantidade expressiva de água poluída que deve ser devidamente tratada no final do processo, fato que se torna muito importante no processo de produção do “shale gas”. Outro problema em discussão pelos ambientalistas se prende a que o processo de extração do “shale gas”, em larga escala, geraria terremotos e abalos sísmicos. De acordo com o “Geological Survey” dos Estados Unidos o fraturamento hidráulico causa pequenos terremotos, mas muito pequenos para serem considerados perigosos. Em adição ao gás natural, água e fluídos formados sobem até a superfície. Os produtos químicos usados pelas empresas que detem tecnologia de exploração do “shale gas” ainda não são de conhecimento público, já que se trata de segredo industrial. http://www.eia.gov/energy_in_brief/article/about_shale_gas.cfm Acessado em 21/03/2013 Capítulo 1 1 25 Centro de Porto Alegre Foto: Arquivo Grupo CEEE 2 Panorama Energético Nacional Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Porto Alegre Noturna Foto: Guga Marques Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Panorama Energético Nacional O Balanço Energético Nacional de 2013 - BEN 2013 - ano base 2012 informa que o consumo brasileiro de energia em 2012 atingiu 253,422 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2013 de um crescimento de consumo de energia de 2,1% ao ano (no período de 2010 a 2040), o País consumirá 453,49 milhões de tep em 2040. Usando-se a taxa otimista de crescimento de 4% chegaremos em 2040 com 759,94 milhões de tep. Em 2012, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,3071 tep por habitante. Os 253,422 milhões de tep consumidos pelo Brasil em 2012 correspondem a 89,36% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo um consumo 4,08 vezes superior ao verificado em 1970. <> Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2040 Fonte: Anos 1975, 1985 e 1995 Balanço Energético Nacional 2011 - ano base 2010. Demais valores Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2012 que o setor industrial foi responsável por 35,1% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 31,3%; o setor residencial por 9,4%; o setor comercial por 3,0%; e o setor agropecuário por 4,1%. Sendo que esses cinco setores somados foram responsáveis por 84,4% do consumo final (inclui consumo não energético) de energia verificado no país, em 2012. Fontes: Dados a partir de 2003 - Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011. Dados de 2002 – BEN 2012 1 Valor calculado a partir de dados do BEN 2013 - ano base 2012, que não coincide com o apresentado no IEO 2013. Capítulo 2 % <> Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2012 29 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2012 que os derivados do petróleo foram responsáveis por 44,6% do consumo; a eletricidade por 16,9%; o álcool por 4,2%; e a lenha, que já teve uma participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2012 um consumo de 6,5%. Já o gás natural foi responsável por 7,2%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética, atingindo 11,2% em 2012. Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira é baixa, de apenas 1,4%. % <> Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2012 Fontes: Dados a partir de 2003 - Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. Dados de 1991 a 1999 - BEN 2007. Dados de 2000 - BEN 2010. Dados de 2001 - BEN 2011. Dados de 2002 – BEN 2012 2.1 - Situação em 2012 dos Energéticos que Compõe a OIE do País 2.1.a - Energia Elétrica Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2012. Em 2012, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 40,7 TWh, que, somada com a geração interna do País de 552,498 TWh, e subtraindo-se os 0,467 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse de 592,753 TWh (51 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 498,398 TWh, apresentando, assim, 15,92% da energia ofertada em perdas. Tabela 2.1 - Energia Elétrica TWh milhões tep Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE 592,8 51,0 Geração de Energia Elétrica 552,5 47,5 Capítulo 2 Importação líquida 30 40,7 3,5 Consumo Final 498,4 42,9 Exportação Líquida 0,467 Perdas em Relação a OIEE (%) Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive autoprodutores) Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 15,92 120.973 MW Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 70,1% de usinas hidroelétricas (se considerarmos que a energia elétrica importada pelo Brasil é de origem hídrica então o percentual real salta para 76,94%); 12,8% de centrais termoelétricas (excluindo-se da contagem a energia nuclear); 2,7% de centrais nucleares; e 6,9% de importação líquida. Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica. Na estrutura mundial (tabela 2.3), 40,6% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 21,4% de centrais a gás natural; 16,2% de centrais hidroelétricas; 13,4% de centrais termonucleares; 5,1% de centrais com derivados de petróleo; e 3,3% de centrais geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo. Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2012 % Centrais hidroelétricas 70,1 Centrais termoelétricas (excluídas termonucleares) 12,8 Importação líquida 6,9 Centrais nucleares 2,7 Eólica 0,9 Biomassa 6,7 Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009 % Centrais a carvão mineral 40,6 Centrais a gás natural 21,4 Centrais hidroelétricas 16,2 Centrais Termonucleares 13,4 Centrais com derivados de petróleo 5,1 Outros (geotérmica, solar, eólica, biocombustível e lixo) 3,3 Fonte: Key World Energy Statistcs IEA - 2011 2.1.b - Petróleo Em 2012, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 2,067 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás natural liquefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 2,0648 milhões bbl/d. Desse montante, a maior parcela, 46,65%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 963.171 bbl/d, ficando na segunda posição o consumo de gasolina veicular com 683.997 bbl/d, com uma fatia de 33,13%. A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2012 atingiu 2,106 milhões bbl/d. Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada em 2012 Bbl/dia 2,067 milhões Produção de derivados 2,0734 milhões Consumo de derivados 2,0648 milhões Consumo de gasolina veicular 683,997 mil Consumo de óleo diesel rodoviário 963,171 mil Consumo de óleo combustível Consumo de GLP residencial Capacidade instalada nominal de refino 67,785 mil 222,725 mil 2,106 milhões Reservas provadas de petróleo Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013 15,314 bilhões Capítulo 2 Produção petróleo Bbl 31 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 2.1.c - Gás Natural Em 2012, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 70,773 milhões de metros cúbicos por dia, sendo importados 35,834 milhões de m3 por dia de gás. Registre-se o aumento expressivo do consumo de gás natural no setor elétrico em 2012, em face de hidraulicidade baixa na comparação com anos anteriores. Na matriz energética de 2012 o gás natural apareceu com 9,9% na produção de energia. A estrutura do consumo final do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com 54,70%. Para o uso veicular, foi consumido 9,49% de gás natural. Em relação ao gás natural ofertado, 10,40% foi reinjetado e 4,25% não aproveitado. Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada m3 /dia Produção 70,773 milhões Importação 35.834 milhões Uso térmico do setor energético 15,616 milhões Consumo industrial 30,663 milhões Consumo transporte Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos) m3 5,321 ,milhões 20,860 milhões Consumo na geração elétrica (Centrais elétricas autoprodutoras) 6,726 milhões uso não energético 2,797 milhões Reservas totais de gás natural 918,569 bilhões Reservas provadas 459,187 bilhões Fontes: BEN 2013 - ano base 2012 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013 2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar Em 2012, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 405.598 bbl/d (barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 17,5% da matriz energética brasileira pelo ângulo da produção de energia primária. Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2012 Bbl / dia Produção de etanol (anidro mais hidratado) 405.598 Produção de etanol hidratado 239.085 Produção de etanol anidro 166.514 Consumo final de etanol hidratado 169.720 Consumo final de etanol anidro 136.799 Exportação de etanol 133.689 Consumo de álcool hidratado - setor trasporte 194.683 Capítulo 2 Consumo térmico de bagaço de cana (indústria e produção de eletricidade) 32 52.558 Consumo de álcool anidro - setor trasporte Consumo de etanol em outros usos (consumo não energéticos) toneladas 20.314 104,760 milhões Rendimento do etanol de cana: 87,7 litros por tonelada de cana Rendimento do etanol do melaço: 339,1 litros por tonelada de melaço Fontes: BEN 2013 - ano base 2012 e Anuário Estatístico Brasileiro de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis online 2013. Extraído de www.anp.gov.br. Acessado em 13/08/2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 2.1.e - Carvão Mineral O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 5,4% na matriz energética brasileira (referente a oferta interna de energia) em 2012, percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente. O carvão vapor (energético) é geralmente nacional e seu consumo tem predominado nas centrais elétricas de serviços públicos, quadro que sofreu mudança em 2012, tendo ocorrido importação de quantidade expressiva de carvão vapor 6000 usado predominantemente na indústria. Já o carvão metalúrgico é importado, se expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido em coquerias com vistas à indústria siderúrgica. No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 52,39% do carvão ofertado, e o consumo na geração de energia elétrica, 47,26%. Tabela 2.7 - Carvão Mineral carvão metalúgico (toneladas) carvão vapor (toneladas) 0 6.617.000 Importação 10.596.000 5.890.000 Consumo industrial e transformação em coqueria 10.841.000 6.553.000 0 5.911.000 -245.000 43.000 Produção Consumo na geração elétrica Outros consumos mais variação de estoque e perdas Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal Em 2012, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 9,10% da matriz energética (referente à oferta interna de energia) do País. O consumo de lenha foi de 34,98% em carvoarias; 25,15% no setor residencial; 9,41% no agropecuário e 28,91% no industrial. Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal toneladas Produção de lenha 83.016.000 Consumo em carvoarias 29.043.000 Consumo final energético da lenha 52.995.000 Consumo residencial da lenha 20.879.000 Consumo de carvão vegetal 7.192.000 Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Em termos de produção de energia, o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a expressiva participação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2012, nada menos que 42,4% da Oferta de Energia Interna - OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2009, de acordo com o Key World Energy Statistcs - 2011, esse percentual foi de 13,3%, enquanto que nos países da OCDE foi de apenas 8,0%. O Brasil é o segundo maior produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da China, em 2009. Na produção de etanol, o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que emprega o milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos alimentos, o que não ocorre na situação brasileira. Capítulo 2 2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia 33 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que a referida dependência, em 2012, ficou em 11,0%, que representa um valor confortável. 2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia foi de 5,5% (gráfico 2.4). Já no período de 1980 a 1985, a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média, enquanto que a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a 1997, o PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8% a OIE cresceu 2,8%. Já de 2007 para 2012 o PIB cresceu anualmente em média 3,2% e a OIE 3,4%. Analisando o período de 42 anos (de 1970 a 2012), a média anual de crescimento do PIB ficou em 3,9% e a OIE cresceu 3,5% ao ano. <> Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2012 1970-2012 - Taxa média no período Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006 Nota: Cálculo 1970-2012 e variação 2007-2012 - elaboração BERS 2013 - ano base 2012 Capítulo 2 2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil 34 No período de 1970 a 2012, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,89. No caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total ofertada e do PIB, a relação no mesmo período foi de 1,52. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil 1970-1980 1980-1985 1985-1993 1993-1997 1997-2007 1970-2007 2007-2012 1970-2012 OIE/PIB 0,64 2,11 0,92 1,26 1,03 0,87 1,08 0,89 Eletricidade Total/PIB 1,39 5,64 2,31 1,35 1,24 1,63 1,23 1,52 Eletricidade Industrial/PIB 1,54 5,59 1,68 0,67 1,30 1,59 0,54 1,48 Derivados Petróleo/PIB 0,95 -1,49 1,71 1,84 0,40 0,90 0,63 0,86 Biomassa/PIB 0,06 3,34 -0,55 0,53 1,36 0,43 0,16 0,42 Carvão mineral de aço/PIB 1,23 7,15 1,93 0,83 0,70 1,41 0,28 0,92 Energia industrial/PIB* 1,01 3,06 0,93 1,17 1,35 1,17 0,59 1,10 Consumo combustíveis ciclo OTTO/PIB** 0,37 0,11 2,51 2,49 0,64 0,83 2,04 1,13 * Inclui setor energético ** Inclui gasolina, álcool e gás natural Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006 Notas: Cálculo 1970-2012 e variação 2007-2012 - elaboração BERS 2013 - ano base 2012 2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro nos anos de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo; porém, o potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de seus pontos ótimos. A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN 2009, o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%. <> Fontes: Balanço Energético Nacional 2010 - ano base 2009 e Balanço Energético Nacional 2007 - ano base 2006 Capítulo 2 Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004 35 Garagem na Usina do Gasômetro Foto: Arquivo Grupo CEEE 3 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 CEEEGT-UHE Itaúba Foto: Beto Rodrigues Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas primárias utilizadas no Estado, sendo que o exame do setor energético secundário será apresentado no capítulo 41. A evolução do consumo final energético2 no Rio Grande do Sul no período de 2006 a 2012, e a projeção de crescimento até 2040, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030, 2035 e 2040 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses: i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,1% ao ano, valor previsto para o Brasil no IEO 2013 (período 2010-2040); ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário otimista, conforme valores apurados a partir no BERS 2005-2006-2007. <> Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final Energético no RS, no Período de 2006 a 2012, e Projeção de Crescimento até 2040 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Nos Balanços energéticos anteriores ao BERS 2011, a análise do setor energético gaúcho foi efetuada em um único capítulo. São energéticos de fontes primárias o petróleo, o gás natural, o carvão vapor, a energia hidráulica, a lenha, os produtos da cana e outras fontes primárias (energia eólica, casca de arroz, lixívia, óleo de soja e outros). 2 Nos balanços anteriores foi analisado o consumo final, ou seja, a soma do consumo final energético e consumo final não energético. 3 O conceito de toneladas equivalentes está desenvolvido no item 3.3.a. 1 Capítulo 3 No tocante à produção de energia em 2012, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 8,856 milhões de toneladas equivalentes3 produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo ano, foram produzidos 17.502 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público e autoprodutoras). A produção de álcool etílico hidratado nas destilarias foi de 1.665m3, volume abaixo da potencialidade do Estado. Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação. 39 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012 unidade: milhões m3 unidade: mil barris 2010 Petróleo 2011 2012 Total 2010 Gás Natural 2011 2012 Total Rio de Janeiro 594.804 568.557 561.482 Rio de Janeiro 10.132 9.387 10.344 Espírito Santo 80.033 115.867 113.101 Amazonas 3.858 4.161 4.188 Rio Grande do Norte 20.782 21.403 21.751 Bahia 3.399 2.558 3.217 Bahia 15.894 16.023 16.019 Espírito Santo 2.701 4.332 3.908 Sergipe 15.083 15.332 14.748 Sergipe 1.102 1.101 1.030 Amazonas 13.030 12.683 12.283 Rio Grande do Norte 689 635 563 São Paulo 5.278 13.984 10.921 Alagoas 673 563 562 Ceará 2.935 2.618 2.376 São Paulo 342 1.306 1.992 Alagoas 2.115 2.004 1.728 Ceará 43 31 28 Paraná 0 0 0 Paraná 0 0 0 Rio Grande do Sul 0 0 0 Rio Grande do Sul 0 0 0 749.954 768.471 754.409 22.938 24.074 25.832 Total Brasil Total Brasil Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013 Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012 unidade: mil m3 unidade: GWh 2010 Energia Elétrica* 2011 2012 Total 2010 Álcool Paraná 95.548 99.355 92.819 São Paulo São Paulo 76.080 72.151 78.534 Minas Gerais 64.239 63.811 71.655 Pará 39.939 43.092 Rio de Janeiro 42.963 Bahia 20.294 Mato Grosso do Sul Goias 2011 2012 Total 15.901 11.825 Minas Gerais 2.681 2.106 2.040 Goiás 2.980 2.677 3.130 41.217 Paraná 1.740 1.399 1.312 38.540 47.610 Mato Grosso do Sul 1.882 1.630 1.938 23.608 25.816 Mato Grosso 854 862 978 22.867 22.704 25.896 Alagoas 576 722 601 29.391 31.846 37.080 Pernambuco 396 367 318 Rio Grande do sul 23.407 27.760 17.829 Paraíba 318 328 334 Alagoas 17.065 18.747 19.325 Espírito Santo 209 197 181 Rio Grande do Sul Santa Catarina Total Brasil 23.251 26.817 16.963 515.799 531.758 552.498 Total Brasil 11.828 6 7 2 28.203 22.893 23.540 * Inclui geração de autoprodutores Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2012 e ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012 unidade: mil toneladas Carvão Vapor Capítulo 3 Paraná 40 Santa Catarina 2010 2011 2012 98 95 98 2.319 2.247 2.675 Rio Grande do Sul 3.195 3.094 3.844 Total Brasil 5.611 5.435 6.617 Nota: Soma bruta em massa dos diferentes tipos de carvão Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos de fontes primárias, como petróleo, gás natural, carvão vapor, energia hidráulica, lenha, produtos da cana e outras fontes primárias (lixívia, casca de arroz e energia eólica). 3.1 - Petróleo O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria Riograndense em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade total do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 10,37% da capacidade nominal de refino do País. Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2012 unidade: barril/dia Refinaria Município Capacidade Nominal Riograndense Rio Grande 17.014 REFAP Canoas 201.274 Total Rio Grande do Sul 218.288 Total Brasil 2.105.795 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo processado no Estado foi de 8,97% do processado em âmbito nacional em 2012 (enquanto que em 2011 este percentual foi de 8,85%). Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2011 e 2012 unidade: barril/dia Refinaria Riograndense REFAP Total RS Total Brasil Total Geral* Petróleo Nacional Petróleo Importado 2011 2012 2011 2012 2011 2012 15.121 16.058 13.074 15.606 2.047 452 150.026 156.728 76.069 88.477 71.989 65.340 165.147 172.786 89.143 104.083 74.036 65.792 1.866.071 1.926.718 1.476.585 1.537.632 354.629 359.011 *Inclui resíduos de petróleo, resíduos de terminais e resíduos de derivados que são reprocessados nas unidades de destilação atmosférica juntamente com as cargas de petróleo e condensado. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2012 - dados de 2011 e ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 – dados de 2012 Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2012 unidade: m3 Petróleo Derivados de Petróleo, intermediários e Álcool Riograndense 132.725 79.918 REFAP 565.570 1.091.103 Total Rio Grande do Sul Total Brasil 698.295 1.171.021 6.147.699 11.238.461 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 – versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 – dados de 2012 Capítulo 3 Refinaria 41 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2012 são apresentadas na tabela 3.7 a seguir: Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo, seus Derivados e etanol, nos Terminais do RS, em 31/12/2012 unidade: m3 Local e operador Números de Tanques Petróleo Derivados e etanol (exceto GLP) GLP Total Rio Grande - Ref. Riograndense 8 0 7.809 0 7.809 Canoas - Transpetro 5 0 21.842 0 21.842 Tramandaí - Braskem 4 0 164.000 0 164.000 Tramandaí - Transpetro - Tedut 16 509.000 192.159 0 701.159 Rio Grande - Brasken 32 0 36.800 2.616 39.416 Rio Grande - Granel 24 0 59.590 0 59.590 Rio Grande - Transpetro 18 0 61.299 0 61.299 4 0 18.000 0 18.000 Triunfo - Braskem (Central Petr.) Triunfo - Braskem - Santa Clara Total RS 2 0 12.255 0 12.255 113 516.809 573.754 2.616 1.085.370 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 - versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013 Figura 3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS Fonte: Acervo Petrobras Capítulo 3 3.2 - Gás Natural 42 No Brasil, a oferta interna bruta de gás natural em 2012 atingiu 33,971 bilhões de m³, sendo que desse montante 21,2 bilhões4 de m³, 62,24%, foram destinados a vendas e 29,64% à geração de energia elétrica (o consumo de gás natural para produção de energia elétrica cresceu 76% em relação a 2011). As vendas de gás natural no RS, conforme tabela 3.8, chegaram a 3,10% das vendas do País. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados que exibiram participações de 28,90% e 27,08% das vendas nacionais, respectivamente. Mais da metade do gás natural vendido no Brasil em 2012 ocorreu nesses estados. 4 Representando uma redução nas vendas de 25,6% em relação a 2011. Fonte: Anuário Estatístico ANP 2013. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 unidade: milhões m3 Regiões e Estados 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 1 1 46 647 897 Região Norte Região Nordeste 2.526 2.645 2.812 3.533 4.022 3.539 3.291 3.393 3.376 3.388 4.429 4.198 4.221 Região Sudeste 3.794 5.049 6.470 7.060 8.448 9.421 10.194 10.619 13.965 9.443 12.917 11.829 14.303 262 1.239 1.247 1.191 1.558 1.749 1.934 1.652 1.564 1.350 1.542 1.700 1.712 - 154 572 704 969 716 555 348 105 54 191 75 97 53 127 206 186 219 249 303 363 348 293 351 369 375 Região Sul Região Centro-Oeste Paraná Rio Grande do Sul 134 895 753 694 949 1.026 1.105 723 637 475 549 656 658 São Paulo 1.668 2.293 3.012 3.543 4.110 4.779 5.324 5.788 6.009 4.974 5.814 5.721 6.135 Rio de Janeiro 1.559 2.054 2.702 2.639 3.203 3.610 3.730 3.770 6.453 3.448 5.350 4.015 5.750 305 365 403 483 726 647 733 616 830 531 945 1.045 1.318 6.583 9.088 11.100 12.488 14.997 15.426 15.974 16.012 19.011 14.236 19.126 18.450 21.229 Minas Gerais Total Brasil Nota: Estão relacionadas apenas as Grandes Regiões e algumas Unidades da Federação onde houve vendas de gás natural no período especificado Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2009. Dados de 2000 a 2001 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013. Dados de 2003 a 2012 Pode ser verificado no gráfico 3.2 que as vendas de gás natural no RS, a partir do ano 2001 e até 2007, superaram as ocorridas em Minas Gerais. A partir de 2009 as vendas em MG foram sempre maiores que as verificadas no RS. Já as vendas no RS, desde o ano 2000, sempre superaram as verificadas no PR. <> Gráfico 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2012 3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul A oferta total de gás natural no RS em 2012 foi de 703,206 milhões de m³, o que representa uma oferta média de 1,927 milhões de m³/dia. A capacidade total de transporte do Trecho Sul do Gasbol é de 2,8 milhões de m³/dia. A demanda do Estado para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás Natural Veicular (GNV), foi de 553,400 milhões de m³ em 2012. Já para o abastecimento da usina ter- Capítulo 3 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2012 – Dados de 2009 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013. Dados de 2000 a 2012 43 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 melétrica a gás natural de 160,57 MW da Petrobras, denominada Sepé Tiaraju e localizada em Canoas, foram consumidos 51,13 milhões de m³ em 2012. A comercialização do Gás Natural Veicular - GNV iniciou em meados de 2001, apresentando um aumento expressivo no consumo até 2008 como combustível veicular. Em 2009 houve pequena redução de 2,5% no volume total comercializado em relação a 2008. Entretanto, ações mercadológicas como o desenvolvimento do programa “SINAL Verde Corporativo5” com foco em frotas de empresas e táxis, concebido para dar continuidade ao programa “GNV: Sinal Verde para a Economia”, movimentaram o setor, aumentando a média mensal de veículos convertidos para o uso de GNV. Assim, o consumo do segmento veicular em 2012 chegou a 80,707 milhões de m³ ficou abaixo em 1,67 % aquele verificado em 2011. Bastante expressivo o aumento do consumo de gás natural no segmento residencial, saltando de 683 mil m³ em 2011, para 1.051 mil m³ em 2012, um incremento de 53,88%. Já no segmento comercial, o referido crescimento foi de 4,36%. A utilização crescente de GNV demonstra ser uma alternativa tecnicamente viável e economicamente favorável aos consumidores em comparação com os tradicionais combustíveis veiculares, em especial gasolina e álcool, esse último não produzido no RS. Entretanto, a eficiência energética da queima de gás natural em termelétricas é mais eficiente do ponto de vista termodinâmico que a utilização do gás assim como outros combustíveis em motores para o transporte veicular. Na termelétrica de Uruguaiana, há uma capacidade potencial de consumo de até 2,8 milhões de m³/dia de gás natural argentino, mas o que se verifica na prática é que a Argentina não vem dispondo de gás para ofertar. No gráfico 3.3, verifica-se a evolução da Oferta Interna de Gás Natural em milhares de metros cúbicos de gás, que inicia com valor bastante modesto e, a partir de 2001, cresce significantemente, atingindo a maior oferta em 2005, quando chega a 1.007.857 mil m³ de gás canalizado ofertado ao mercado gaúcho. <> Gráfico 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2012 Capítulo 3 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 44 O programa Sinal Verde Corporativo foi concebido para dar continuidade ao programa “Sinal Verde”, iniciado em 2009. Realizado durante os meses de agosto a dezembro de 2010 com foco em frotas de empresas e táxis, concedendo cilindros em regime de comodato, com a finalidade de estimular as adaptações de veículos para GNV no RS. A promoção representou 40% das conversões do Rio Grande do Sul, durante o período de validade, e 14% do total de conversões de 2010. Atualmente, o Estado conta com 41.715 veículos adaptados para GNV. 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores Na tabela 3.9, encontra-se os preços correntes do gás natural veicular de 2003 a 2012 no Brasil, nas regiões e em estados selecionados. Tabela 3.9 - Preços Médios¹ do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: R$/m3 Regiões e Estados 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Norte 1,031 - 1,363 1,399 1,399 1,399 1,492 1,582 1,650 1,776 Região Nordeste 1,106 1,132 1,219 1,364 1,494 1,723 1,752 1,778 1,780 1,794 Região Sudeste 1,033 1,065 1,113 1,198 1,264 1,507 1,596 1,545 1,541 1,601 Região Sul 1,229 1,197 1,305 1,484 1,548 1,682 1,683 1,652 1,737 1,897 Região Centro-Oeste 1,079 1,116 1,245 1,519 1,546 1,677 1,749 1,752 1,755 1,932 Paraná 1,178 1,196 1,243 1,407 1,453 1,532 1,551 1,495 1,554 1,564 Rio Grande do Sul 1,297 1,194 1,339 1,586 1,651 1,785 1,806 1,695 1,783 1,948 São Paulo 0,993 1,022 1,080 1,187 1,188 1,382 1,642 1,480 1,308 1,475 Rio de Janeiro 1,073 1,082 1,101 1,155 1,266 1,558 1,543 1,557 1,662 1,659 Minas Gerais 1,021 1,123 1,297 1,506 1,527 1,668 1,677 1,649 1,645 1,664 Total Brasil 1,061 1,083 1,145 1,250 1,329 1,562 1,633 1,599 1,602 1,707 Nota: Preços em valores correntes 1 A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2013 versão online extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 09/08/2013. 3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul6 Para elaboração desse tópico, utilizou-se de informes elaboradas pelo Engº Clóvis Coimbra Teixeira, da Sulgás. A Argentina tem atravessado sucessivas crises de energia e inclusive alguns racionamentos. Num cenário de tal magnitude, constata-se que sequer tem chegado gás argentino nas quantidades contratadas para Uruguaiana, especialmente para a Usina térmica da AES de 640 MW, que encontra-se desativada. Considere-se ainda que, com os problemas de rupturas contratuais efetuadas recentemente pelo governo da Bolívia, mesmo não tendo ainda faltado gás oriundo daquele País, o gasoduto que abastece o RS está com sua capacidade esgotada. Em face da enorme dependência que o Brasil tem deste importante energético, espera-se que os esforços da Petrobras e de outras empresas resultem na descoberta de reservas de gás natural no País. Enquanto tal fato não ocorrer e continuarem as dificuldades e incertezas presentes, o problema poderá ser parcialmente contornado por meio do GNL, que é o gás natural liquefeito, cuja base logística de distribuição para a região sul, pela Petrobras, poderá ocorrer no RS. 6 7 Capítulo 3 O suprimento de gás natural para o RS ocorre por meio de dois gasodutos. Um transporta o chamado gás boliviano - Gasbol, vindo da Bolívia, conforme mostrado no mapa 3.1, limitado a 2,8 milhões m³/dia no seu Trecho Sul. A sua operação iniciou em julho de 2000 com o recebimento do gás pela extremidade sul do Gasoduto Bolívia- Brasil, operado pela empresa TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.. O outro gasoduto transporta gás argentino, que não chega a Porto Alegre em decorrência de ainda não terem sido concluídas as obras do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre7. A partir de julho de 2000, a Sulgás iniciou a distribuição do gás argentino para a termelétrica a gás natural de Uruguaiana de 639,9 MW, que vem atravessando uma situação de falta de gás, acarretando enormes prejuízos em função do não cumprimento das obrigações contratuais do Governo Argentino. Para isto, foi construído um trecho do gasoduto de Aldea Brasilera na Argentina, até Uruguaiana no Brasil, tendo sido previsto, e até agora não construído, o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre comentado anteriormente. 45 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2012 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 3.2.d - Gás Natural Boliviano O transporte do gás boliviano é realizado pelo Gasoduto Bolívia - Brasil, operado pela concessionária Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. - TGB, chegando ao Estado pela extremidade Sul (do referido gasoduto) que vai de Siderópolis - SC a Canoas - RS. O diâmetro desse trecho do gasoduto Brasil-Bolívia é de 16 polegadas com capacidade para transportar 2,8 milhões de m³/dia, chegando a Canoas com pressão de 63 bar. A partir daí, o gás boliviano é distribuído pela Sulgás por intermédio de redes abastecidas por “city gates” passando a ser utilizado nos setores industrial, comercial, transportes, residencial e de geração de energia elétrica. Nos “city-gates”, figura 3.2, o gás, depois de transportado pelos gasodutos em grandes quantidades e geralmente de grandes distâncias, sofre reduções de pressão e devida odorização. Além disso, nos “city-gates” são realizadas as medições e a transferência dos gasodutos para as redes de distribuição. Capítulo 3 Figura 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS 46 Fonte: Sulgás Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 No mapa 3.2, podem ser observadas as principais redes de distribuição de gás natural no Estado. Mapa 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás Fonte: Sulgás (agosto 2011) 3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS A crise no abastecimento de gás natural da Argentina reduziu drasticamente o fornecimento do gás natural daquele País para a Usina da AES Uruguaiana e tornou mais difícil a discussão da existência de um anel no RS que interligue os gasodutos provenientes da Bolívia e Argentina. Para o fechamento do anel de gasodutos seria necessário executar o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. No momento da crise de fornecimento de gás para a termelétrica de Uruguaiana, cogita-se a instalação no RS de um terminal de gás natural liquefeito - GNL, podendo ser transportado para Uruguaiana por meio do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. Essa alternativa seria economicamente viável com o uso do GNL, com a diferença no envio do gás, que seria de Porto Alegre a Uruguaiana, sentido inverso do originalmente concebido. Adicionalmente, a própria Argentina poderia beneficiar-se dessa solução, pois precisa realizar investimentos para extração e transporte do gás natural nos próximos anos, até lá, o GNV serviria como alternativa. Trata-se de uma solução complementar, especialmente em função do GNV não ser competitivo com a forma tradicional do gás natural. O terminal de GNL, caso seja instalado no RS, provavelmente será instalado em Tramandaí ou em Rio Grande. O Brasil começou a utilizar o GNL tardiamente em relação a alguns países do mundo. O GNL nada mais é do que tornar líquido o gás natural para ser transportado em navios, e novamente transformado na sua forma original, após chegar ao seu local de destino, e injetado em gasodutos sob pressurização. Onde há condições de abastecer-se o mercado com gás natural, transportado em gasodutos, o GNL não é empregado, por ser uma solução mais cara. Mas, em situações de escassez, como a que vem se apresentando no Brasil e em países vizinhos, ele é empregado. No Japão, o GNL é largamente empregado pelo simples fato de não existir gás natural no território japonês para abastecer a demanda daquele País. Capítulo 3 3.2.f - Considerações sobre o GNL 47 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 No BERS 2010 - ano base 2009, página 66, na figura 3.3, pode ser visto uma plataforma típica de transporte de GNL, e, na figura 3.4, um croqui explicativo do processo de GNL, que consiste na produção, liquefação (via processo criogênico), transporte por navio do gás liquefeito, regaseificação (gás líquido para gás vapor) e entrega para os consumidores finais. 3.3 - Carvão Vapor8 No Rio Grande do Sul, estão localizadas as maiores reservas de carvão vapor do Brasil, conforme será visto no capítulo 10. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética - EPE existe a possibilidade teórica de instalar um parque gerador de termoeletricidade a carvão no Estado, com potência instalada de 28.800 MW. O sistema elétrico brasileiro tem predominância hídrica; porém o potencial hidroelétrico do País e do Estado não foi plenamente explorado (maiores informações constam no capítulo 10). A energia térmica, não apenas gerada com carvão, é mais cara que a hidroelétrica. No entanto, nos períodos críticos dos reservatórios das represas das usinas hidrelétricas é necessária a utilização mais intensa da geração térmica. 3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS A produção de carvão vapor no RS é efetuada pela Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM e pela Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi. Os tipos de carvão produzido por essas empresas são diferentes quanto ao poder calorífico. As empresas trabalham com o Poder Calorífico Superior - PCS, enquanto no Balanço Energético trabalha-se com o Poder Calorífico Inferior - PCI. Como exemplo, o carvão CE 3300 tem um PCI de 3100 kcal/kg de carvão, enquanto que o PCS é de 3.300 kcal/kg. As produções por tipo de carvão no RS constam na tabela 3.10 a seguir. Tabela 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2008 a 2012 unidade: Tonelada Tipo Capítulo 3 de carvão 48 Copelmi CRM 2008 2009 2010 2011 2012 2008 2009 2010 2011 2012 CE 2900 19.075 8.314 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 3100 599.463 377.772 395.401 377.709 386.183 0 0 0 0 0 CE 3300 12.292 266 0 0 0 1.636.709 1.661.920 1.699.102 2.000.466 2.776.961 CE 3700 1.574 206 0 40 1.603 0 0 0 0 0 CE 4000 0 0 0 28 0 0 0 0 0 0 CE 4200 53.965 48.252 46.559 28.518 60.920 44.406 53.136 39.734 49.224 47.007 CE 4400 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 4500 177.877 97.522 206.957 235.092 38.479 30.168 15.433 8.002 942 0 CE 4700 330.650 343.026 427.189 413.955 466.144 0 13.155 0 0 4.885 CE 5000 0 4.136 24.144 38.265 190.337 0 0 0 0 0 CE 5200 398.815 347.299 305.151 307.086 210.501 44.704 50.053 69.108 12.195 3.751 CE 5500 20.097 8.331 2.259 0 0 0 0 1.584 4.797 2.945 CE 6000 0 0 0 0 12.357 0 0 0 0 0 CE 6300 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 6500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 6800 2.716 0 0 0 0 0 0 0 0 0 FINOS 0 0 0 0 0 0 20.794 0 0 0 ROM 0 0 0 0 0 0 0 2.015.205 2.207.739 2.898.009 Total 1.616.524 1.235.123 1.407.659 1.400.694 1.366.524 1.755.987 1.814.490 3.832.735 4.275.363 5.733.558 Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM 8 Também designado como carvão mineral. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 No gráfico 3.4, é apresentada a evolução da produção total de carvão no RS no período de 2005 a 2012 e produção total de carvão em unidade de massa, no mesmo período. Para obter os valores apresentados no gráfico, multiplicou-se a quantidade em toneladas de cada tipo de carvão pelo seu respectivo Poder Calorífico Inferior - PCI; após conversão, dividiu-se os valores encontrados pelo PCI do carvão ROM (2.430 kcal/kg), tendo assim o montante equivalente produzido anualmente no Estado. No caso da obtenção da produção em massa, baseou-se apenas na soma das massas dos diferentes tipos de carvão sem levar em conta seus diferentes poderes caloríficos inferiores. <> Gráfico 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no Período de 2005 a 2012 Fonte: Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi e Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM Nota: O crescimento em 2010 e 2011 está diretamente vinculado à entrada em operação da Usina Térmica de Candiota III. A previsão de crescimento da produção de carvão baseia-se nos estudos realizados pela CRM9 (gráfico 3.5). Na região de Candiota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE é proprietária da Usina Termoelétrica Presidente Médici, composta atualmente pelas Fases A e B, com capacidade instalada de 446 MW, e da Usina Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW. Essas unidades geradoras são abastecidas com carvão vapor que a CRM produz na Mina de Candiota, explorada em sítio próximo da termoelétrica. Nos últimos anos, foram comercializadas aproximadamente 2,0 milhões de toneladas de carvão CE 3300 por ano. Para prover todo o carvão que o complexo termoelétrico absorve, a CRM expandiu a sua capacidade de produção para até 5,0 milhões de toneladas brutas por ano (um crescimento de até 150 %). Outro foco decorre de solicitação externada pela CGTEE em março de 2007. A solicitação tem origem em acordo pactuado pela CGTEE com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA em 2005. A partir da Fase C, a Usina Termoelétrica Presidente Médici passou a ter 796 MW, consumindo carvão beneficiado. Em síntese, um carvão com um menor teor de enxofre e com maior poder calorífico (ver anexo J do BERS 2005-2007). O carvão historicamente fornecido pela CRM, o CE 3300 (3.300 kcal/kg - PCS), é um carvão bruto (no estado em que é extraído da mina), tão somente britado e classificado. 9 Texto baseado no documento elaborado pelo Engº Rui Dick - CRM Capítulo 3 3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS 49 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período de 2005 a 2013 Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM A garantia de aquisição mínima de produto, que deverá ser compromissada entre a CRM e a CGTEE, é de 3,3 milhões de toneladas por ano. Consideradas rotineiras aquisições de cotas extras de carvão por parte da operadora da termoelétrica, a projeção é de que 4,3 milhões de toneladas anuais de produto deverão ser transacionadas a partir das minas da CRM. 3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS Na tabela 3.11, podem ser verificados os preços médios de venda de carvão praticados pela CRM. Tabela 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS unidade: R$/ tonelada ICMS 125,57 Dif. 125,57 136,87 Dif. CE 5200 Finos 115,67 13,88 101,79 CE 4500 106,00 22,64 93,28 136,00 16,32 119,68 CE 3300 37,38 Dif. 37,38 CE 3100 42,47 5,10 37,37 3,00 0,51 2,49 Preço Preço Líquido Preço 119,40 ICMS Preço Líquido Dif. Preço ICMS 119,40 CE 4200 2012 Preço Líquido Preço 2011 Preço Líquido 2010 ICMS 2009 Tipo de Carvão 136,87 146,00 Dif. 146,00 121,59 14,59 107,00 128,00 15,36 112,64 142,94 17,15 125,79 Dif. 37,69 ROM Minas do Leão Finos CE 4700 CE 5200 CE 5500 CE 6300 Capítulo 3 CE 6500 50 Argila 37,98 Dif. 37,98 3,00 0,51 2,49 36,46 Dif. 36,46 37,69 47,46 5,70 41,76 49,06 5,89 43,17 3,00 0,51 2,49 3,00 0,51 2,49 Dif. = Diferido: É quando não incide o imposto (ICMS) na emissão de uma nota fiscal, pois o imposto será cobrado na próxima etapa do processo produtivo Nota: Preços em valores correntes Nota: Os preços referentes ao ano de 2005 encontram-se no item 3.5.c do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008 Fonte: Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.4 - Energia Hidráulica10 Nos balanços energéticos, em âmbito nacional e internacional, a energia hidráulica é considerada fonte primária. E a contabilização se dá pelos mega watts hora - MWh gerados nas usinas hidroelétricas. Do ponto de vista físico, porém, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional da massa d’água em energia cinética. Pois ao deslocar-se para baixo, pelo princípio da conservação da energia mecânica, a energia potencial gravitacional perdida pela água é capaz de acionar os rotores em face de sua energia cinética, que pelos efeitos dos fluxos eletromagnéticos variáveis gerará energia elétrica. Desta forma, do estrito ponto de vista da física, a energia elétrica gerada em hidroelétricas não poderia ser considerada energia de fonte primária. Outro aspecto a salientar é que nos balanços energéticos as usinas hidrelétricas de fronteira são computadas com potência e energia gerada dividida por dois. No caso gaúcho (ver mapa 3.3) são usinas de fronteira Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó que somam 4.143,00 MW (o que para o critério do BERS fica em 2.071,50 MW de potência instalada para o Rio Grande do Sul e a outra metade para Santa Catarina). Já as referidas usinas geraram 11.419.020,33 MWh em 2012 (seguindo o critério, divide-se por 2, obtendo 5.709.510,17 MWh de energia produzida no RS e a outra metade para SC). O Brasil é um dos maiores importadores de energia elétrica do mundo11. Esse fato deve-se ao caso da Usina Hídrica Binacional de Itaipu (Usina de Fronteira), onde metade da energia total é considerada de produção brasileira, e a outra de produção paraguaia. Como o consumo do Paraguai é pequeno, grande parte da produção paraguaia é exportada para o Brasil. Por essa razão o País é um grande importador de energia hídrica. No interior do território gaúcho, tem-se uma potência instalada de 2.322,7112 MW de usinas hídricas, considerando usinas hidroelétricas - UHE e pequenas centrais hidroelétricas - PCH, e registraram uma produção total de 9.883.814,91 MWh, em 2012. A soma da energia produzida no RS pelo critério BERS, em 2012, foi de 24.913.943,74 MWh. Para informações mais detalhadas das usinas hídricas e térmicas, ver capítulo 4. O mapa 3.3 apresenta a localização geográfica das principais usinas hidroelétricas existentes, novas usinas em operação e usinas em construção no RS. Constam também algumas Pequenas Centrais Hidroelétricas e Centrais Geradoras Hidroelétricas selecionadas. Mapa 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS USINAS HIDRELÉTRICAS (UHE) 01 UHE Barra Grande 02 UHE Bugres 03 UHE Canastra 04 UHE Capigui* 05 UHE Castro Alves 06 UHE Dona Francisca 07 UHE Ernestina* 08 UHE Forquilha* 09 UHE Foz do Chapecó 10 UHE Furnas do Segredo* 11 UHE Gov. Leonel M. Brizola (Jacuí) 12 UHE Guarita* 13 UHE Herval* 14 UHE Ijuizinho* 15 UHE Itá 16 UHE Itaúba 17 UHE Ivaí** 18 UHE Machadinho 19 UHE Monjolinho 20 UHE Monte Claro 21 UHE Passo do Inferno* 22 UHE Passo Fundo 23 UHE Passo Real 24 UHE Santa Rosa* 25 UHE Toca** 26 UHE 14 de Julho Potência Instalada (MW) Localização da Casa das Máquinas 698,00 11,12 42,50 3,76 130,85 125,00 4,80 1,00 855,00 9,80 180,00 1,76 1,44 1,00 1.450,00 500,00 0,70 1.140,00 67,00 130,00 1,33 229,20 158,00 1,40 1,09 100,71 Esmeralda RS Canela RS Canela RS Passo Fundo RS Nova Roma do Sul RS Nova Palma RS Tio Hugo RS Maximiliano de Almeida RS Alpestre RS Jaguari RS Salto do Jacuí RS Erval Seco RS Sta. Maria do Herval RS Eugenio de Castro RS Campos Novos SC Pinhal Grande RS Júlio de Castilhos RS Piratuba SC Faxinalzinho RS Veranópolis RS São Francisco de Paula RS Entre Rios do Sul RS Salto do Jacuí RS Três de Maio RS São Francisco de Paula RS Cotiporã RS NOVAS USINAS HIDRELÉTRICAS EM OPERAÇÃO Usina 01 Passo São João 02 São José Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Ver Anexo I - Como Funciona a Eletricidade - BERS 2005/2006/2007 Dados disponíveis na tabela B.5 do anexo B 12 Dado do site da ANEEL, acessado em 11.01.2013. Potência Instalada (MW) 77,00 49,60 Localização da Casa das Máquinas 16 de Novembro RS Rolador RS Capítulo 3 Usina 10 11 51 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.5 - Lenha, Carvão Vegetal13 e Madeira A lenha é um energético empregado milenarmente pela humanidade. Pode ser extraído tanto da silvicultura como de florestas nativas. Do ponto de vista econômico, a lenha tem importância inferior a outros derivados da madeira, como a celulose (para produção de papel) e a madeira para produção de móveis, por exemplo. Como são inúmeros os produtores de lenha e como os registros disponíveis da movimentação desse importante energético são muito precários, a dificuldade de apropriação de dados para um Balanço Energético é considerável. No caso do RS, todos os estabelecimentos indústrias ou comerciais que comercializam, extraem ou utilizam a lenha, são obrigados a registrarem o quantitativo movimentado e o montante utilizado na Secretaria do Meio Ambiente - SEMA. Foram considerados os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE para lenha, carvão vegetal e madeira. Grandes investimentos serão efetuados no RS nos próximos anos, tanto na ampliação das florestas plantadas, como na produção de celulose. 3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados Em 2012, o RS situou-se na sétima posição (tabela 3.12) entre os estados, no tocante à área plantada de pinus e eucalipto (silvicultura14). Enquanto no Brasil a área plantada de pinus e eucalipto foi de 6.664.812 ha, no RS registrava-se um plantio de 449.533 ha, correspondendo a 6,74% do total do País. Em 2012, aproximadamente 36,67% da floresta plantada no RS foi de pinus e 63,33% de eucalipto, proporção diferente da brasileira. No Brasil, em 2012, 76,55% das florestas plantadas corresponderam ao plantio de eucalipto. Tabela 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no Brasil, no Período de 2006 a 2012 unidade: ha Regiões e Estados 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 % em 2012 Minas Gerais 1.327.429 1.361.607 1.423.212 1.440.000 1.536.310 1.477.195 1.491.681 22,38 São Paulo 1.130.332 1.121.529 1.173.560 1.197.330 1.206.818 1.118.403 1.186.497 17,80 Paraná 808.361 824.648 857.320 853.710 847.931 846.860 817.566 12,27 Santa Catarina 601.333 622.045 628.660 650.990 647.992 642.941 645.965 9,69 Bahia 594.992 591.348 622.696 659.480 658.034 628.960 616.694 9,25 Mato Grosso do Sul 147.819 228.384 284.050 307.760 392.042 487.399 597.135 8,96 Rio Grande do Sul 365.623 404.623 450.480 443.190 441.997 445.004 449.533 6,74 212.208 212.912 214.400 208.510 207.431 200.058 205.895 3,09 93.285 106.802 111.120 137.360 151.403 165.717 173.324 2,60 115.955 126.387 136.300 139.720 148.656 151.378 159.557 2,39 Mato Grosso 46.153 57.158 58.590 61.540 61.950 58.843 59.980 0,90 Goiás 64.045 65.107 72.080 73.140 70.679 70.384 54.513 0,82 Amapá 78.963 67.874 64.930 63.690 49.384 50.543 49.951 0,75 Espírito Santo Maranhão Pará Piauí Total Brasil 0 0 0 0 37.025 26.493 27.730 0,42 5.632.080 5.844.367 6.157.750 6.310.450 6.510.693 6.515.844 6.664.812 100 Capítulo 3 Fonte: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico da ABRAF 2013 52 De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas - ABRAF, do total de área de pinus plantada no País, em 2012, o Paraná representava 39,66% da área total; Santa Catarina 34,51%; Rio Grande do Sul 10,55%; São Paulo 9,27%; e Minas Gerais 3,37%. Já no caso do eucalipto Minas Gerais representou 28,20% da área plantada; São Paulo 20,42%; Bahia 11,87%; Mato Grosso do Sul 11,51%; Rio Grande do Sul 5,58% e Espírito Santo 3,99%. 13 14 Apesar de o carvão vegetal ser uma fonte secundária de energia, ele está agregado ao capítulo por conveniência. Cultura de árvores florestais plantadas. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies Segundo a ABRAF em 2012, o Brasil possuía 521.131 ha de florestas plantadas de espécies como acácia (Acácia spp.), teca (Tectina grandis), seringueira (Hevia brasilienses), araucária (Araucária angustifolia), populus (Populus spp.), paricá (Schizolobium amazonicum). Predominou a área de seringueira com 168.848 ha, seguida da acácia com 148.311 ha e paricá com 87.901 ha de área plantada. Em todo País, o setor de florestas plantadas cresce especialmente em face da atratividade econômica. Contudo, a concentração maior desse crescimento prende-se à produção de celulose e papel, que não é considerada em termos de balanço energético. Por similaridade com os não energéticos de petróleo, a produção de madeira para fins de celulose e papel poderia constar nos balanços energéticos, mas parece que seria mais adequado que os não energéticos do petróleo também fossem retirados. Ocorreu redução gradativa de produtividade na produção de madeira segundo a ABRAF15, com base em projeções da BRACELPA (Associação brasileira de celulose e papel) e em face do desempenho de 2010, prevê o início de um novo ciclo de expansão do setor, com previsão de investimentos da ordem de US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, na implantação dos projetos de florestas plantadas no País. No RS, a CMPC Celulose Riograndense (Aracruz Celulose) anunciou que irá investir 2,8 bilhões de reais na implantação de 500 mil hectares de florestas plantadas nos próximos anos. A evolução dos preços do carvão vegetal originado da silvicultura e do extrativismo no País e do preço do carvão metalúrgico para exportação no exterior pode ser observada no gráfico 3.6. Houve acréscimo do preço médio do carvão metalúrgico e do carvão vegetal (tanto para o caso de originar-se do extrativismo como da silvicultura) em 2011, em comparação com 2010. <> Gráfico 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal do Extrativismo e da Silvicultura no Brasil e do Carvão Metalúrgico para exportação no Exterior, no Período de 2005 a 2011 O mercado de florestas plantadas tem se tornado promissor, especialmente em países solares como o Brasil. Com isso, surgiram as chamadas TIMOs - Timber Investiment Management Organizations, instrumentos financeiros de captação de recursos de investidores a serem direcionados para o plantio de florestas. Segundo a ABRAF, nos USA, em 2007, as TIMOs somaram 24 bilhões de dólares em investimentos florestais. A tese do aquecimento global vem em favor do mercado de florestas plantadas, já que em um hectare de pinus ou de eucalipto consegue-se fixar cerca de 30 toneladas de CO2 por ano. Com isso, origina-se uma receita adicional de R$ 200,00 por hectare apenas em créditos de carbono. A partir da tabela 3.13, depreende-se que não é predominante a parcela de madeira destinada à utilização 15 No relatório de 2013 da ABRAF consta a preocupante informação de que em competitividade do Brasil na produção de madeira de silvicultura o Brasil que ocupava a liderança mundial no início da década em termos de menor custo de produção foi em 2012 ultrapassado pela Rússia, Indonésia e pelos Estados Unidos. Capítulo 3 Fontes: IBGE para os preços de carvão vegetal do extrativismo e da silvicultura. Metallurgical Coal Prices. <http://www.steelonthenet.com/files/metallurgical-coal.html>. Acessado em 12/01/2013. Para carvão metalúrgico Q4. 53 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 como energético, especialmente se a parcela de madeira destinada à produção do carvão vegetal utilizado na produção de aço for retirada da contagem. Em 2012, a maior parcela de toras foi utilizada para a produção de papel e celulose, correspondendo a 35,16%; seguido da utilização da lenha com 24,49%; indústria da madeira - serrados e compensados com 19,04%; carvão vegetal com 12,68%. As outras aplicações, onde se inclui madeira tratada, perfazem 1,5% do total. Tabela 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada no Brasil por Segmento, no Período de 2009 a 2012 unidade: mil m3 Segmento 2010 % em 2010 2011 % em 2011 2012 % em 2012 34,62 63.378 37,47 61.347 36,05 64.146 35,16 9.356 5,68 13.183 7,79 12.519 7,36 12.991 7,12 32.825 19,93 32.649 19,30 32.070 18,85 34.747 19,04 Carvão Vegetal 21.385 12,98 15.401 9,11 16.987 9,98 23.144 12,68 Lenha 43.228 26,24 42.556 25,16 44.675 26,26 44.683 24,49 895 0,55 1.959 1,16 2.560 1,50 2.743 1,50 164.685 100 169.126 100 170.157 100 182.454 100 Celulose e Papel Painéis Reconstituídos Indústria Madereira Outros Total Silvicultura 1 2009 % em 2009 56.996 Fontes: ABRAF - Anuário Estatístico 2010; ABRAF - Anuário Estatístico 2011; ABRAF - Anuário Estatístico 2012; ABRAF - Anuário Estatístico 2013. 1 A partir de 2009 , os valores de compensados e serrados estão somados; inclui madeira serrada, compensado (lâminas) e Produtos de Maior Valor Agregado (PMVA) (piso, porta, janela, moldura, ferramentas, Edge Glued Panel – EGP e outros). A situação privilegiada do Brasil na situação da cobertura florestal, no cotejo com países que dispõem dos maiores Produtos Internos Brutos em âmbito mundial, pode ser observada na tabela 3.14. Tabela 3.14 - Percentual de cobertura florestal* em países selecionados em 2010 Países Percentual da área do pais com florestas Países Percentual da área do pais com florestas Suécia 68,70 Alemanha 31,80 Japão 68,50 Itália 31,10 Coréia do Sul 64,10 França 29,10 Brasil 61,40 China 22,20 Espanha 36,40 Chile 21,80 Canadá 34,10 Dinamarca 12,81 México 33,30 Reino Unido 11,90 Estados Unidos 33,20 Holanda 10,80 Noruega 32,90 Argentina 10,70 Capítulo 3 * Área considerada de cobertura florestal é a parcela de terra com povoamentos naturais ou plantados de árvores de pelo menos 5 metros in situ, seja árvore produtiva ou não, e exclui sistemas de produção agrícola (como é o caso, por exemplo, de plantações de frutas e de sistemas agroflorestais), bem como árvores em parques urbanos e jardins. Fonte: DATA WORLD BANK INDICATOR ano 2010. <http://data.worldbank.org/indicator/AG.LND.FRST.ZS?order=wbapi_data_value_2010+wbapi_data_value+wbapi_data_value-first&sort=desc>. Acessado em 08.01.2013 54 Uma comparação da rotação e do rendimento de espécies de celulose fibra longa em países selecionados pode ser visto na tabela 3.15 a seguir. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados Espécies Países Rotação anos Rendimento m3/ha/ano Brasil 15 30 Pinus radiata Chile 25 22 Pinus radiata Nova Zelândia 25 22 EUA 25 10 Pinus oregon Canadá 45 7 Picea abris Sucécia 70-80 4 Picea glauca Canadá 55 3 Picea mariane Canadá 90 2 Pinus spp Pinus elliotti Fonte: Pyse / Bracelpa As exportações brasileiras de produtos derivados de florestas plantadas atingiram US$ 7.500 milhões de dólares em 2012, com superávit na balança comercial referente à atividade florestal de 5.500 milhões de US$. No gráfico 3.7 a seguir, observar-se a evolução das exportações e importações brasileiras de produtos de florestas plantadas no período de 2003 a 2012. <> Gráfico 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil, no Período de 2003 a 2012 Fontes: ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2011. Dados até 2010. ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas - Anuário Estatístico 2013. Dados de 2011 e 2012. Na tabela 3.16, verifica-se a evolução da produção de lenha oriunda da Silvicultura no RS e em estados selecionados, no período de 2003 a 2012, segundo o IBGE. Desde 2003, o RS ficou na primeira posição de produção de lenha da Silvicultura no País, chegando a 25,56% da produção nacional em 2012. Essa situação fica inteiramente alterada em relação à lenha de extração de florestas nativas, conforme verificado na tabela 3.17. Houve uma redução expressiva na produção de lenha por extração no Rio Grande do Sul para o período de 2003 a 2012, passando de 5,60% da produção total no Brasil em 2003 para 3,32% em 2012. Fato importante, já que no caso brasileiro houve também um decréscimo, mas em taxas bem menores do que a verificada no RS, enquanto a redução brasileira do período considerado foi de 27,35% a redução gaúcha foi de 56,90%. Capítulo 3 3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE 55 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: m3 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 11.013.543 12.370.587 12.905.920 13.392.812 13.604.263 14.252.495 13.441.431 14.127.269 14.364.067 14.510.329 Paraná 5.050.260 4.300.757 5.226.837 4.917.121 6.150.370 6.543.466 7.982.041 11.300.033 13.052.932 13.923.812 Santa Catarina 4.439.141 4.387.043 4.772.727 4.958.132 5.221.508 5.602.498 6.128.487 8.097.378 8.322.064 8.321.977 São Paulo 7.226.914 6.864.453 6.812.087 7.180.608 7.407.385 6.891.066 6.504.078 6.662.921 6.757.195 7.060.277 Minas Gerais Estados e Pais Rio Grande do Sul 2.120.346 2.109.016 2.212.583 2.591.908 3.326.732 5.320.782 3.733.120 4.898.201 4.671.518 6.898.329 Goiás 865.885 935.370 901.723 732.883 749.245 899.425 1.081.860 1.255.110 1.690.603 2.217.710 Bahia 1.148.789 1.017.716 1.289.340 846.458 962.404 922.636 1.081.550 1.021.710 967.154 1.026.345 Mato Grosso 196.888 368.359 169.702 196.716 251.246 266.436 456.114 538.137 738.950 1.459.503 Rio de Janeiro 278.474 287.221 331.997 393.707 368.710 436.552 464.891 561.850 530.513 519.705 Mato Grosso do Sul 972.160 598.990 424.878 410.065 468.143 329.339 336.762 220.485 287.756 376.143 Espírito Santo 372.004 393.523 311.066 295.914 365.833 391.751 230.048 273.245 180.338 186.998 20.382 286.350 69.300 73.000 80.000 84.000 - - - - 33.826.588 34.004.544 35.542.255 36.110.455 39.089.275 42.037.848 41.410.850 49.058.232 51.741.429 56.761.788 Pará Total Brasil Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Tabela 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: m3 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Bahia 12.570.313 12.131.835 11.837.562 11.182.790 10.423.207 9.873.293 10.118.831 9.263.509 9.171.091 7.257.950 Ceará 4.402.328 4.567.634 4.535.702 5.587.644 4.595.695 4.550.237 4.525.309 4.525.067 4.809.238 3.855.195 Pará 4.044.708 3.773.187 3.747.038 3.901.856 3.877.920 3.627.297 3.551.983 3.488.608 3.347.942 3.150.592 Maranhão 2.737.504 2.967.687 3.026.126 3.230.032 3.235.064 2.885.576 2.799.945 2.796.131 2.735.794 2.764.706 Mato Grosso 1.946.189 1.998.759 1.874.390 1.808.933 2.055.834 1.877.149 1.953.294 2.122.237 2.084.086 2.168.714 Pernambuco 1.326.155 1.307.623 1.335.301 1.538.616 1.454.054 1.811.273 1.751.452 2.003.161 2.043.995 2.170.136 Piauí 1.591.078 1.631.718 1.616.301 1.707.273 1.803.905 1.691.018 1.679.688 2.093.228 1.939.225 1.996.372 Santa Catarina 2.208.880 2.343.835 2.220.830 2.220.050 2.017.412 1.803.183 1.666.805 1.520.934 1.429.486 1.374.313 Minas Gerais 2.383.247 2.852.409 2.266.313 2.127.937 2.427.320 2.388.764 2.369.264 1.428.416 1.351.441 1.172.845 Paraná 2.557.277 2.784.006 2.825.028 2.778.937 2.521.046 2.246.205 1.869.646 1.261.301 1.266.803 1.402.865 Amazonas 2.495.152 2.432.400 2.495.783 2.573.594 2.645.389 2.728.455 2.539.348 1.385.893 1.259.860 994.103 Estados e Pais Rio Grande do Norte 1.626.436 1.557.480 1.579.216 1.487.209 1.263.361 1.239.533 1.256.346 1.209.786 1.195.495 1.221.271 Rio Grande do Sul 2.646.026 2.495.218 1.743.778 1.677.671 1.474.036 1.435.142 1.374.920 1.266.497 1.182.216 1.140.342 Tocantins 843.310 870.100 870.452 890.030 979.620 959.700 1.038.911 1.026.163 1.047.564 1.012.382 Acre 530.339 562.748 627.228 646.002 666.151 679.077 685.240 704.737 733.918 716.397 Paraíba 681.797 681.529 653.772 625.241 591.142 609.473 605.070 589.082 529.362 495.809 Goias 775.391 752.732 786.709 753.248 691.256 705.930 680.335 590.158 525.562 510.194 Sergipe 387.643 418.375 443.795 466.284 432.517 406.026 356.627 323.648 195.915 119.109 Mato Grosso do Sul 575.769 536.593 383.230 392.748 145.975 137.667 153.389 160.102 182.282 245.030 São Paulo Total Brasil 109.509 132.987 185.233 169.376 194.145 71.090 40.405 34.412 52.948 1.368 47.232.026 47.168.345 45.421.627 45.159.866 43.910.054 42.117.639 41.439.567 38.207.117 37.574.207 34.313.637 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Capítulo 3 3.5.d - Carvão Vegetal 56 O carvão vegetal origina-se da combustão da madeira com pouco oxigênio; não há registro de utilização na siderurgia como no Estado de Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, o energético é empregado no setor residencial e comercial, como restaurantes e churrascarias. Uma comparação da produção de carvão vegetal no RS, oriundo da silvicultura, com alguns estados selecionados é apresentada na tabela 3.18. Observa-se que a produção de carvão vegetal oriundo da silvicultura no RS é praticamente inexpressiva em relação à produção nacional. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: tonelada Estados e País 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 1.602.774 1.642.853 1.742.502 1.975.378 2.886.417 3.114.433 2.717.170 2.798.653 3.351.614 4.335.499 15.489 72.889 166.713 256.685 378.826 374.603 227.101 189.433 353.151 312.296 185.426 188.696 283.473 81.420 161.394 134.667 182.716 199.928 161.055 155.856 80.322 78.506 76.837 74.384 75.531 74.620 67.012 64.030 75.566 79.129 Mato Grosso do Sul 172.192 61.295 111.162 72.688 68.176 65.550 55.332 54.000 64.761 91.761 Rio Grande do Sul 33.748 31.554 40.479 41.342 42.527 42.370 39.111 41.982 43.973 49.534 Espírito Santo 12.883 24.602 26.727 21.033 106.100 78.189 34.666 51.959 35.953 32.612 Minas Gerais Maranhão Bahia São Paulo Paraná 16.799 26.315 46.288 45.043 51.713 53.633 26.689 27.950 25.972 25.085 Goiás 24.419 20.011 15.941 24.798 16.849 22.538 16.481 2.333 1.954 1.702 Total Brasil 2.154.386 2.157.652 2.526.437 2.608.847 3.806.044 3.975.393 3.378.492 3.448.210 4.127.781 5.097.809 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Com relação ao carvão vegetal oriundo do extrativismo, verifica-se, na tabela 3.19, a ocorrência de redução na produção no RS, no período de 2003 a 2012, em que pese pequeno acréscimo em 2012 em face a 2011. No Rio Grande do Sul, verifica-se um decréscimo bem mais acentuado em relação ao restante do Brasil. Tabela 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2003 a 2012 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Mato Grosso do Sul Estados e País 213.302 516.798 558.688 602.158 428.874 416.712 290.901 286.023 359.314 259.616 Maranhão 474.441 430.651 502.527 477.639 736.979 530.133 474.536 335.982 339.773 346.277 Minas Gerais 306.281 434.013 308.354 263.664 419.802 399.278 282.199 207.008 156.510 115.687 Piauí 16.550 16.563 26.374 41.828 149.232 169.664 55.566 181.825 137.729 116.468 Bahia 31.160 230.436 799.230 363.135 55.127 159.402 143.531 131.156 115.385 106.629 Pará 786.701 13.145 202.618 216.017 217.668 99.513 99.065 100.728 73.598 58.392 Goiás 246.154 335.715 320.636 285.793 227.572 158.312 133.028 111.069 52.040 25.928 9.247 13.901 35.494 41.824 40.636 54.701 76.812 77.821 51.353 55.352 Paraná 86.867 136.462 151.824 148.267 186.398 169.933 25.820 27.220 22.640 21.983 Ceará 11.667 11.696 11.630 11.642 11.571 11.499 11.340 11.113 11.180 11.001 9.638 11.533 20.503 20.191 19.106 21.828 22.138 10.135 9.611 22.587 Mato Grosso Tocantins Pernambuco 9.053 8.746 8.590 9.304 10.529 9.083 8.812 8.899 9.016 8.751 Acre 2.226 1.743 1.744 1.698 1.736 1.802 1.824 1.777 2.665 2.027 Santa Catarina 8.665 8.940 8.767 7.884 6.874 4.885 4.386 3.719 2.561 2.417 Amazonas 4.877 4.965 5.022 5.122 5.362 5.721 2.978 2.212 2.108 1.534 Rio Grande do Norte 2.742 2.561 2.484 2.253 2.165 2.091 2.000 1.958 1.923 1.820 Paraíba 2.074 1.714 1.792 1.717 1.599 1.367 1.230 1.163 981 915 São Paulo 1.115 1.510 1.802 1.298 777 660 631 450 480 - Rio Grande do Sul 1.469 1.431 1.046 984 732 692 659 626 479 539 Sergipe 1.111 1.120 1.126 1.174 1.115 1.017 916 811 477 292 241 1.196 1.021 904 5.492 2.636 279 124 4 6 Espírito Santo Total Brasil 2.227.206 2.185.950 2.972.405 2.505.733 2.530.425 2.221.990 1.639.779 1.502.997 1.351.192 1.159.695 Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Capítulo 3 unidade: tonelada 57 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.6 - Produtos da Cana O bagaço da cana, um dos produtos da cana, é um subproduto energético originado a partir da obtenção da produção de álcool etílico anidro ou hidratado. O gráfico 3.8 apresenta a produção de bagaço de cana no Rio Grande do Sul, no período de 2005 a 2012. <> Gráfico 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2012 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.7 - Lixívia A lixívia é um subproduto do processo Kraft de fabricação de celulose, sendo, portanto, o efluente de fábricas de celulose (lixívia negra). Pode ser empregada como energético ou mesmo como fertilizante em função de suas propriedades alcalinas, já que os solos brasileiros em grande parte são ácidos. A evolução da produção de lixívia no Rio Grande do Sul, no período de 2003 a 2012, consta no gráfico 3.9. Em 2012, a produção gaúcha de lixívia atingiu 719.577 toneladas e representou 3,35% da produção brasileira, que atingiu 21.461.000 toneladas. Capítulo 3 <> Gráfico 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 2003 a 2012 58 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001 - 2004 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.8 - Casca de Arroz O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, em torno de 55%, com 8,1 milhões de toneladas na safra 2011/2012. A casca de arroz é utilizada como fonte energética primária, tanto para o beneficiamento de grãos no agronegócio, como na indústria cerâmica no RS, assim como na geração de energia elétrica. O gráfico 3.10 apresenta a evolução da produção da casca de arroz utilizada como energético no Estado, no período de 2005 a 2012. <> Gráfico 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS, no Período de 2005 a 2012 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.9 - Energia Eólica Capítulo 3 A energia eólica passou a ser realidade no RS a partir da inauguração do Parque Eólico na região de Osório, em abril de 2006 (gráfico 3.11). O projeto é subdividido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios, com 75 aerogeradores. Cada parque possui 25 aerogeradores, com potência nominal de 2 MW cada um. Os três parques juntos formam o maior parque eólico da América Latina em operação, atualmente com potência instalada de 250 MW. Após, entraram em operação o Parque Cidreira I com potência nominal de 70MW, o Parque de Palmares do Sul com potência nominal de 50 MW, o Parque Cerro Chato III em Santana do Livramento com potência nominal de 90 MW e o Parque Atlântica em Palmares do Sul com potência nominal de 3 MW. 59 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2012 Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 O expressivo potencial eólico do Estado pode ser observado na tabela 3.20. Para ventos a 50 metros do solo, o potencial eólico fica em torno de 34.360 MW (on shore e off shore); enquanto que para ventos a 75 metros o potencial salta para 63.970 MW (on shore e off shore). Para este estudo foram considerados ventos superiores a 7m/s. Mesmo sendo considerados os baixos fatores de potência das usinas eólicas, podemos afirmar que há um grande potencial no Rio Grande do Sul. Os custos atuais de geração de eletricidade por meio de energia eólica são o principal entrave para o crescimento atual, problema que provavelmente será superado no futuro. Tabela 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros unidade: MW 50 m Local de Implantação Em solo firme (on shore) Total (on shore) Sobre a água** (off shore) 75 m Fator de Potência* carga % 100 m*** Velocidade do vento m/s Potência Fator de Potência* carga % Fator de carga % 7,0 – 7,5 12.290 >29 42.320 >27 82.650 >24 7,5 –8,0 2.990 >34 10.120 >32 27.600 >28 8,0 – 9,0 560 >39 1.990 >37 4.950 >37 > 7,0 15.840 >29 54.430 >29 115.200 >24 7,0 – 7,5 9.220 >30 4.610 >28 1.610 >24 7,5 – 8,0 8.040 >35 10 >33 10.810 >29 8,0 – 9,0 1.260 >39 4.920 >37 7.320 >35 Total (off shore) > 7,0 18.520 >30 9.540 >30 19.740 >24 Total Global > 7,0 34.360 >30 63.970 >30 134.940 >24 * Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos ** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades *** Valores estimados Fontes: Atlas eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004 Capítulo 3 3.10 - Energia Solar Fotovoltaica 60 O uso da energia solar fotovoltaica é pequeno no RS em virtude do elevado custo de implantação dos painéis de captação. Com a introdução no mercado de painéis de captação solar com custos reduzidos, os consumidores do RS farão um melhor uso dessa fonte energética, considerando que o Estado tem uma média anual de insolação diária em torno de 6 horas, índice superior a média da região norte do Brasil por exemplo. No capítulo 10, será apresentada uma estimativa do potencial de produção de energia elétrica no RS a partir do efeito fotovoltaico. No anexo E do Balanço Energético do RS 2009 - ano base 2008, é apresentado o funcionamento da energia fotovoltaica. 4 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Barragem UHE Castro Alves Foto: L. A. Ferreira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária O setor energético do Rio Grande do Sul será examinado a seguir, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas secundárias1 utilizadas no Estado. Neste primeiro momento, serão tratados os derivados do petróleo e suas misturas. Os derivados que farão parte da análise são o óleo diesel, o óleo diesel B5 (mistura do óleo diesel com biodiesel B100), o óleo combustível, a gasolina A, a gasolina C automotiva (80% de gasolina A misturado com 20,0% de álcool etílico anidro, em 20122), a gasolina de aviação, o gás liquefeito do petróleo - GLP e o querosene (iluminante e de aviação). 4.1 - Óleo Diesel Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com óleo diesel, o consumidor adquire uma mistura de óleo diesel com biodiesel puro3 na proporção de 5%, chamado óleo diesel B5. Verifica-se na tabela 4.1 que em 2012 as vendas de óleo diesel no RS foram de 5,96% do verificado em âmbito nacional. Entre os Estados com PIB maior que o PIB gaúcho (gráfico 4.1), verifica-se que no Rio de Janeiro as vendas de óleo diesel foram menores ao longo de todo período de 2000 a 2012. Já o Paraná, embora com PIB menor que o do RS, apresentou vendas de óleo diesel superior ao verificado no RS. Tabela 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 unidade: mil m³ Regiões e Estados Região Sudeste Região Sul 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 15.568 16.542 16.782 16.303 17.156 17.395 17.542 18.740 19.840 19.534 21.568 22.780 23.816 7.141 7.567 7.750 7.759 8.121 7.829 7.752 8.166 8.689 8.627 9.467 10.013 10.471 Região Nordeste 5.192 5.657 5.619 5.238 5.622 5.700 5.818 6.214 7.089 6.928 7.720 8.231 9.134 Região Centro-Oeste 4.210 4.292 4.565 4.563 4.906 4.532 4.294 4.673 5.195 5.134 5.624 5.998 6.789 Região Norte 3.041 2.967 2.952 2.990 3.422 3.711 3.601 3.766 3.951 4.075 4.861 5.242 5.691 São Paulo 8.491 9.227 9.364 8.966 9.299 9.291 9.205 9.790 10.557 10.399 11.438 11.902 12.539 Minas Gerais 4.380 4.422 4.464 4.459 5.016 5.175 5.308 5.721 5.910 5.756 6.446 6.862 7.100 Paraná 3.032 3.229 3.353 3.450 3.602 3.542 3.511 3.706 3.930 3.854 4.226 4.483 4.758 Rio Grande do Sul 2.575 2.718 2.678 2.640 2.741 2.481 2.478 2.592 2.756 2.772 3.058 3.232 3.334 Rio de Janeiro 2.009 2.178 2.253 2.185 2.139 2.189 2.185 2.356 2.437 2.483 2.681 2.911 3.013 Brasil 35.151 37.025 37.668 36.853 39.226 39.167 39.008 41.558 44.764 44.298 49.239 52.264 55.900 São consideradas fontes energéticas secundárias as que se originam de fontes primárias por intermédio de transformação operada por um centro de transformação. No caso de derivados de petróleo o centro de transformação é a refinaria de petróleo. 2 Os percentuais representam o praticado ao longo de todo ano de 2012, sendo que a partir de maior de 2013, segundo dados da ANP, o percentual de 20% passou para 25%. 3 Trata-se do B100 e será detalhado no item 4.8. 1 Capítulo 4 Notas: 1. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. 2. As vendas de B2 - mistura de 98% de óleo diesel e 2% de biodiesel puro (B100) estão incluídas nas vendas de óleo diesel a partir de 2005. 3. A partir de julho de 2008, a mistura de biodiesel puro (B100) ao óleo diesel, subiu de 2% para 3%. Em julho de 2009 passou a ser 4%. A partir de janeiro 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 05/08/2013 63 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 05/08/2013 4.2 - Óleo Combustível As vendas de óleo combustível no RS apresentaram queda praticamente em todo período, com ressalva dos anos 2008 e 2010. As vendas em 2006 diminuíram praticamente à metade das verificadas no ano 2000, no Brasil. Em 2012, a parcela de vendas de óleo combustível no RS correspondeu a 3,38% das vendas no País, conforme valores apresentados na tabela 4.2. O fenômeno de queda das vendas de óleo combustível ocorreu em todo Brasil nos últimos anos e teve uma pequena recuperação no ano de 2007. Tabela 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012 unidade: mil m³ Regiões e Estados Região Norte Região Sudeste Região Nordeste Região Sul Região Centro-Oeste 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 958 994 1.078 1.092 1.037 1.433 1.815 1.777 2.215 2.193 1.298 1.288 6.517 5.903 4.588 3.316 2.670 2.583 2.102 2.010 1.706 1.529 1.382 953 872 824 655 562 641 644 641 722 783 763 595 655 720 1.093 1.214 1.064 951 792 645 610 529 538 536 356 385 367 307 578 514 466 373 361 365 340 378 389 309 287 334 375 Minas Gerais 1.386 1.368 1.092 839 766 798 739 761 717 568 587 372 313 3.596 3.214 2.456 1.878 1.541 1.206 824 762 654 698 571 522 451 Rio Grande do Sul 454 408 369 315 279 261 222 201 205 140 159 156 133 Paraná 477 409 377 289 190 167 151 174 196 119 124 110 111 Rio de Janeiro Capítulo 4 2001 951 São Paulo Total Brasil 64 2000 990 905 568 213 131 130 63 55 64 47 44 43 29 10.086 9.093 7.561 6.200 5.413 5.237 5.127 5.525 5.172 5.004 4.901 3.672 3.934 Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 4.3 - Gasolina Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com gasolina, o consumidor adquire uma mistura de combustíveis (80,00% de gasolina A com 20,00% de álcool etílico anidro, em volume, designada gasolina C, em 20124), verifica-se na tabela 4.3 que no RS foram vendidos 7,76% do total do País em 2012. No gráfico 4.3, verifica-se a situação das vendas de gasolina C no RS em relação a estados selecionados no período de 2000 a 2012. Tabela 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 unidade: mil m³ Região Sudeste 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 12.097 11.916 11.925 11.188 11.486 11.686 11.862 12.092 12.047 11.853 13.620 16.558 18.058 Região Sul 4.583 4.436 4.503 4.480 4.870 4.984 5.023 4.946 5.198 5.301 6.256 7.225 8.078 Região Nordeste 3.095 2.995 3.125 3.080 3.410 3.450 3.564 3.618 3.975 4.178 5.213 6.240 7.314 Região Centro-Oeste 1.895 1.916 2.074 2.039 2.284 2.281 2.310 2.289 2.407 2.440 2.828 3.299 3.762 Região Norte São Paulo 957 948 983 1.005 1.125 1.152 1.249 1.382 1.548 1.636 1.927 2.170 2.487 7.428 7.451 7.165 6.715 6.697 6.935 7.042 7.154 7.020 6.697 7.436 9.462 10.306 Minas Gerais 2.324 2.254 2.331 2.261 2.518 2.580 2.698 2.828 2.925 3.008 3.678 4.100 4.459 Rio Grande do Sul 1.913 1.859 1.885 1.815 1.964 1.907 1.898 1.967 2.122 2.246 2.583 2.814 3.081 Paraná 1.581 1.477 1.435 1.480 1.581 1.724 1.646 1.639 1.700 1.604 1.886 2.403 2.771 Rio de Janeiro 1.848 1.772 1.972 1.765 1.848 1.739 1.661 1.635 1.616 1.637 1.867 2.280 2.471 Total Brasil 22.627 22.211 22.610 21.791 23.174 23.553 24.008 24.325 25.175 25.409 29.844 35.491 39.698 Notas: 1. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. 2. Em 2012 a mistura de álcool etílico anidro na gasolina A ficou em 20%. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 Os percentuais estipulados de mistura de 25% de álcool etílico na gasolina A que vingaram até o final de setembro de 2011, passaram então para 20% até o final de abril de 2013. Segundo dados da ANP, portanto, em todos os meses de 2012 o percentual referido foi de 20%. 4 Capítulo 4 Regiões e Estados 65 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 4.3.a - Gasolina de Aviação As vendas de gasolina de aviação dos principais estados brasileiros, no período de 2000 a 2012, constam na tabela 4.4. Em 2012, as vendas no RS representaram 9,79% das vendas nacionais e superaram as vendas efetuadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, tendo ficado abaixo das vendas no Estado de São Paulo. Tabela 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 unidade: m³ Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 30.137 32.456 21.663 15.466 16.626 20.324 21.197 15.087 15.779 17.636 20.056 22.016 24.069 16.528 13.379 16.448 19.278 18.583 14.268 10.731 14.898 15.648 14.880 15.726 15.655 17.170 Região Sul 10.006 7.988 8.586 10.734 11.586 7.113 7.404 10.877 12.575 12.830 14.453 14.198 15.945 Região Norte 10.992 9.773 9.306 7.696 8.131 7.434 7.206 7.894 9.971 9.923 11.021 11.022 11.774 Região Nordeste 8.277 7.235 7.340 5.722 6.502 6.324 5.724 5.989 7.037 7.214 8.300 7.488 7.302 25.920 28.464 18.078 12.131 13.336 17.153 17.602 10.708 10.757 12.397 14.753 16.999 17.655 Rio Grande do Sul 6.642 5.821 5.577 4.862 5.986 3.480 3.038 5.229 6.566 6.906 7.307 6.442 7.463 Paraná 2.403 1.395 2.219 5.186 5.113 3.151 3.657 4.764 4.983 4.778 5.865 6.495 6.968 Minas Gerais 2.662 2.486 2.314 2.121 2.032 2.026 2.325 2.811 3.513 3.576 4.259 4.096 4.889 Rio de Janeiro 1.507 1.470 1.185 1.130 1.171 1.027 1.127 1.391 1.294 1.431 874 757 1.248 Total Brasil Capítulo 4 2001 Região Centro-Oeste São Paulo 66 2000 75.940 70.831 63.342 58.897 61.427 55.464 52.262 54.744 61.010 62.483 69.555 70.379 76.260 Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 4.4 - GLP Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, observa-se, na tabela 4.5, que no RS as vendas foram de 6,42% do total do País em 2012. Até 2004, superavam as vendas verificadas no Paraná; porém, a partir de 2005, as do Paraná superam as do RS. O Paraná possui uma população e um PIB menor que a do RS, já nos estados com maior população e PIB, as vendas de GLP ao longo do período analisado sempre superaram as verificadas no RS. Tabela 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012 unidade: mil m³ Regiões e Estados 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 6.267 6.310 6.113 5.767 5.857 5.760 5.762 5.835 5.890 5.745 5.944 5.992 5.951 Região Nordeste 2.570 2.601 2.451 2.243 2.346 2.372 2.464 2.547 2.641 2.668 2.771 2.884 2.951 Região Sul 2.375 2.172 2.085 2.000 2.045 2.044 2.049 2.076 2.125 2.078 2.169 2.234 2.214 Região Centro-Oeste 954 996 927 886 902 899 925 920 923 938 964 1.010 1.041 Região Norte 615 623 589 541 559 564 583 656 680 684 710 748 769 São Paulo 3.717 3.731 3.524 3.277 3.286 3.203 3.219 3.230 3.346 3.272 3.350 3.393 3.345 Minas Gerais 1.367 1.405 1.412 1.330 1.378 1.382 1.365 1.344 1.358 1.303 1.379 1.350 1.350 Rio de Janeiro 959 950 956 955 975 952 951 1.017 954 940 973 1.002 1.007 Paraná 844 822 790 769 793 808 814 820 851 838 868 889 889 881 850 834 796 807 791 795 817 826 799 827 848 829 Rio Grande do Sul Total Brasil 12.783 12.703 12.165 11.436 11.708 11.639 11.783 12.034 12.259 12.113 12.558 12.868 12.926 Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 06/08/2013 ANP/SAB. Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. 4.5 - Querosene As vendas de Querosene de Aviação - QAV (combustível para turbina de aviões e helicópteros) dos principais estados brasileiros, no período de 2000 a 2012, constam na tabela 4.6. Em 2012, as vendas de QAV no RS representaram 2,67% das vendas nacionais e foram inferiores as vendas efetuadas no Paraná e em Minas Gerais, sendo, desde 2009, o estado que menos vendeu em relação aos estados com maior PIB do Brasil. Tabela 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012 Regiões e Estados 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 2.723 3,188 2.783 2.525 2.658 2.866 2.772 3.046 3.306 3.367 3.829 4.274 4.574 Região Nordeste 629 700 704 602 663 660 763 790 809 873 1.037 1.135 1.127 Região Centro-Oeste 390 389 373 341 344 319 330 398 453 485 562 622 619 Região Sul 324 329 300 241 260 301 308 326 332 378 433 502 537 Região Norte 265 282 277 262 284 284 293 332 328 325 389 422 435 1.987 2.284 2.005 1.898 1.976 2.076 1.981 2.134 2.306 2.278 2.566 2.782 2.842 611 699 637 520 576 654 637 740 793 851 969 1.134 1.330 São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro 105 114 114 85 81 110 126 133 159 188 240 304 345 Paraná 152 137 132 101 103 127 128 129 135 161 192 222 231 Rio Grande do Sul Total Brasil 109 118 109 100 112 122 127 134 135 154 164 183 195 4.332 4.818 4.436 3.972 4.209 4.429 4.466 4.491 5.227 5.428 6.250 6.955 7.292 Nota: Dados até 2006, conforme a Portaria CNP n° 221/1981. Dados a partir de 2007, conforme Resolução ANP n° 17/2004. Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2010 - dados de 2000 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2011 - dados de 2001 a 2002 ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 Capítulo 4 unidade: mil m³ 67 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 4.6 - Eletricidade5 Em 2012, o consumo final (consumo total) de Eletricidade no RS foi 30.247.590 MWh, ou seja, de 2.601 mil tep. Esse valor representou 13,68% do consumo final no Estado. Em relação a 2011, houve um crescimento no consumo de 3,11%. A evolução do consumo final de eletricidade no Rio Grande do Sul, no período de 2006 a 2012, e a projeção de crescimento até 2040 são apresentadas no gráfico 4.4 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030, 2035 e 2040 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses: i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,1% ao ano, valor previsto para o Brasil no IEO 2013 (período 2010-2040); ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário otimista, conforme valores apurados a partir no BERS 2005-2006-2007. <> Gráfico 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período de 2006 a 2012 e Projeção de Crescimento até 2040 Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Capítulo 4 4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS 68 O setor elétrico do RS apresenta complexidade maior do que a verificada na maioria dos estados brasileiros, já que dispõe de um número elevado de agentes, especialmente na área de distribuição de energia elétrica. Antes de examinar alguns aspectos gerais do sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Rio Grande do Sul, consideram-se alguns aspectos essenciais: a) O RS, sendo geograficamente o estado mais setentrional da federação, fica na ponta do sistema interligado nacional; b) O sistema elétrico do País está praticamente interligado, especialmente nas regiões sul-sudeste e nordeste, com isso os conceitos de independência energética precisam ser examinados com certo cuidado. Interessa para os consumidores que a energia elétrica esteja disponível com confiabilidade e a preços razoáveis. A localização da usina térmica ou hídrica não é o aspecto mais importante, em outras palavras, é possível que a energia elétrica consumida no RS tenha sido gerada no Paraná, e o mesmo pode acontecer com um consumidor que ligue um equipamento elétrico em outro estado; c) Quanto mais usinas estiverem disponíveis geograficamente ao longo do sistema elétrico nacional, melhor será para a confiabilidade e robustez deste; d) Além da disponibilidade de geração, a existência de um robusto sistema de transmissão de energia também é relevante para o processo de otimização do sistema interligado nacional. Desde o final da década de 70, o sistema interligado brasileiro tem sido referência mundial, apesar de algumas precariedades. Um otimizado sistema de transmissão faz com que sejam aproveitadas as diferenças de vazão e hidraulicidade das bacias hidrográ5 Tópicos da Reforma do Setor Elétrico Mundial e seus Reflexos no Brasil e no RS constam nas páginas 43 e 44 do Balanço Energético do RS 2005 - 2007 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 ficas regionais brasileiras. Futuramente, a entrada das usinas hidroelétricas na Amazônia irá aperfeiçoar ainda mais o sistema interligado. A utilização crescente de uma base térmica começa a se fazer necessária com as reservas de carvão mineral do Estado e o aproveitamento do bagaço de cana, casca de arroz, lixívia e outros subprodutos da madeira. Além desses recursos, novas formas de geração de energia serão implantadas mediante utilização de fontes de energia limpa como a eólica6 (parques já existentes em Osório, Palmares do Sul, Santana do Livramento e Tramandaí), fotovoltaica e outras; e) Os países desenvolvidos exploraram primeiramente seus potenciais hidroelétricos e após obrigaram-se a explorar a energia termelétrica. A razão é pelo fato da energia térmica ser mais cara que a energia hidráulica. Tanto no Brasil como no RS, existe ainda um razoável potencial hidrelétrico a ser explorado; f) Mesmo dispondo de um sistema interligado robusto, os consumidores podem eventualmente não disporem de bons serviços de energia elétrica se o sistema de distribuição não operar adequadamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul - AGERGS são os órgãos reguladores e responsáveis pela garantia do serviço público prestado pelas concessionárias de energia elétrica. 4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS No Rio Grande do Sul, estão em operação 176 empreendimentos de geração de energia elétrica, totalizando uma potência instalada de 8.949.937 kW7. Do total instalado, 66,48% correspondem a 17 usinas hidrelétricas UHE8, somando 5.949.825 kW; 23,13% correspondem a 62 usinas termelétricas - UTE, somando 2.070.230 kW; 4,63% correspondem a 13 usinas eólicas - EOL, somando 460.000 kW. As demais usinas hidrelétricas e termoelétricas são de pequeno porte e representam o restante da potência instalada no Estado, conforme tabela 4.7. A relação completa da geração existente no RS, bem como das usinas em construção e daquelas com outorga e ainda não construídas consta no anexo A - Capacidade Instalada. Nesse anexo, podem ser encontradas informações detalhadas de cada usina, potência instalada, destino da energia, proprietário e localização. Tabela 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS Em Operação Tipo CGH - Central Geradora Em Construção N° de Usinas Outorgadas* N° de Usinas Potência kW Potência kW % N° de Usinas Potência kW % 47 31.037 0,34% 2 1.340 0,06% 21 598.000 6,50% 21 502.600 98,61% 28 595.975 27,71% 48 553.433 6,02% 2 7.110 1,39% 15 242.020 11,25% 5 7 0,00% 17 5.949.825 64,68% 1 292.000 13,58% 75 2.067.083 22,47% 5 1.019.156 47,39% 213 9.199.385 100 51 2.150.491 100 % Hidrelétrica EOL - Central Geradora Eolielétrica PCH - Pequena Central Hidrelétrica UFV - Central Geradora Solar Fotovoltaica UHE - Usina Hidrelétrica de Energia UTE - Usina Termelétrica de Energia Total RS 23 509.710 100 Na geração de energia elétrica, existem basicamente três grandes empresas: Tractebel, CEEE-GT e CGTEE. Existem ainda empresas de médio porte como a AES Uruguaiana e outras empresas de menor porte. Observa-se na tabela 4.8 a contribuição de cada uma dessas principais empresas na geração de energia elétrica em 2012. Os dados referentes à energia eólica estão no capítulo 3, item 3.9. Critério da ANEEL que não corresponde ao utilizado na metodologia do Balanço Energético, já que nesta as usinas hidroelétricas de fronteira, tanto a potência instalada como a energia produzida são divididas por 2. 8 A energia produzida por usinas hidroelétricas é considerada de fonte primária. No capítulo 3, item 3.4 é apresentado o mapa com as principais usinas hídricas instaladas no RS. 6 7 Capítulo 4 * Usinas Outorgadas entre 1998 e 2004, não iniciaram sua construção. Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - os dados foram acessados em 30/05/2014 69 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2012 Energia produzida MWh Potência instalada MW*** Hídrica 4.274.664,82 1.492,70 CEEE-GT* Hídrica 2.689.529,51 1.147,93 Foz do Chapecó** Hídrica 1.064.331,94 389,00 Empresa Natureza Tractebel** BAESA** Hídrica 915.797,88 349,00 Companhia Energética Rio das Antas Hídrica 621.146.06 253,56 Dona Francisca Energética Hídrica 453.564,33 90,00 Monel - Monjolinho Hídrica 285.842,42 67,00 CGTEE Térmica 2.677.298,02 840,00 AES Uruguaiana Térmica 0,00 639,90 Petrobras Térmica 552.868,44 235,29 Tractebel Térmica 258.018,68 138,00 * Consideradas as cotas em que a empresa tem participação em energia ** 50% da potência nominal e da energia produzida considerados para as usinas de fronteira com SC *** Consideradas as cotas em que as empresas têm participação no RS Fonte: ANEEL e Relatório Anual de Produção de Energia Elétrica elaborado pelo Grupo CEEE 4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS Capítulo 4 Verifica-se no mapa 4.1 que uma parcela expressiva da energia elétrica consumida no Estado flui pelas linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional - SIN, como também acontece em outros estados da Federação. A chamada rede básica é constituída de linhas de transmissão com níveis de tensão superiores a 138 kV. No que tange o Rio Grande do Sul, partem da Usina hidrelétrica de Itá quatro linhas de transmissão de 525 kV, tendo como destino as subestações de Santo Ângelo 2, de Caxias do Sul, de Gravataí 2, com conexão em Nova Santa Rita, e a conversora de freqüência de Garabi. Da subestação de Campos Novos, localizada em Santa Catarina, parte uma linha de transmissão de 525 kV rumo à subestação de Gravataí 2, com conexão em Caxias do Sul. Existe ainda uma importante linha de transmissão de 525 kV interligando a usina de Itá à subestação de Campos Novos, com conexão em Machadinho. Não existe ainda anel de 525 kV interligando os principais pontos das regiões Sul e Norte do Estado. Certamente, o crescimento do RS nos próximos anos, com a instalação de novas usinas termoelétricas em Candiota, com a instalação de novas usinas hidroelétricas no rio Uruguai, com o crescimento expressivo da fabricação de celulose, com o pólo naval de Rio Grande e outros investimentos na chamada metade Sul, irá impor ao SIN a necessidade de interligações no nível de tensão de 525 kV no Estado. Nas subestações de Caxias do Sul, Gravataí 2, Santo Ângelo 2 e Nova Santa Rita, as linhas de 525 kV são rebaixadas para linhas de transmissão de 230 kV. 70 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 4.1 - Sistema de Transmissão no RS9 Fonte: Grupo CEEE 4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS No gráfico 4.5, pode ser observada a evolução da demanda máxima anual de energia elétrica e da correspondente capacidade de atendimento no período de 1999 a 2011 e a projeção da demanda máxima e da capacidade de atendimento até 2015. Conforme mostra o gráfico, a situação crítica desta série histórica ocorreu em 1999. <> Gráfico 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a Fonte: Grupo CEEE 9 A capacidade das subestações e a quilometragem das linhas de transmissão no RS encontram-se no Anexo A, tabela A.17. Capítulo 4 Correspondente Capacidade de Atendimento 71 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento Fonte: Grupo CEEE 4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS10 A distribuição de energia elétrica no RS é executada por oito concessionárias de serviços públicos. As três maiores têm mais de 1 milhão de unidades consumidoras, são elas: CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica), AES Sul (Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica) e RGE (Rio Grande Energia). As outras cinco são de pequeno porte: Demei (Departamento Municipal de Energia de Ijuí), Eletrocar (Centrais Elétricas de Carazinho S.A.), Hidropan (Hidroelétrica Panambi), Nova Palma Energia e Mux Energia. Além das concessionárias, existem 15 cooperativas de eletrificação rural: Celetro, Cerfox, Ceriluz, Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Cervale, Cooperluz, Coopernorte, Coopersul, Coprel, Cosel, Creluz e Crereal. Podem ser observadas, no mapa 3.3, as áreas de concessão das três maiores concessionárias de distribuição e a localização das cinco de pequeno porte. Capítulo 4 Mapa 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS 72 Fonte: Grupo CEEE 10 Para preços de energia elétrica ao consumidor, ver Anexo B, tabelas B.9, B.10, B.11 e B12 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 A participação no mercado de distribuição de energia elétrica dos 23 agentes, no ano de 2012, está apresentada nas tabelas 4.9 a 4.13. A maior parte da energia distribuída aos consumidores, tanto pelas cooperativas como pelas cinco concessionárias de pequeno porte, é fornecida pelas concessionárias CEEE-D, AES Sul e RGE. Tabela 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012 Unidades Consumidoras Concessionárias Energia Vendida MWh* Mercado % CEEE-D 1.534.107 8.292.283 31,34% AES Sul 1.240.089 8.234.421 31,13% 1.354.533 8.156.445 30,83% Total Grandes Concessionárias RGE 4.128.729 24.683.149 93,30% Total RS 4.492.047 26.455.502 100,00% * Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2012 Concessionárias Residencial % Rural % Comercial % Industrial % Outros % CEEE-D 32,51% 7,04% 27,49% 24,24% 8,72% AES Sul 29,34% 10,37% 15,17% 37,39% 7,72% RGE 25,94% 8,06% 16,33% 42,07% 7,59% Total Grandes Concessionárias 29,27% 8,49% 19,66% 34,57% 8,01% Fonte: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Unidades Consumidoras Energia Vendida MWh Mercado % DEMEI 29.220 123.050 0,47% ELETROCAR 34.246 162.106 0,61% HIDROPAN 16.314 104.380 0,39% NOVA PALMA ENERGIA 14.592 61.890 0,23% Concessionárias MUX ENERGIA Total Pequenas Concessionárias Total RS 9.762 58.202 0,22% 104.134 509.628 1,93% 4.492.047 26.455.502* 100,00% * Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas Fonte: Grupo CEEE e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Capítulo 4 Tabela 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012 73 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012 Unidades Consumidoras Energia Vendida MWh CERTEL*** 53.360 CERMISSÕES** 24.310 Cooperativa Energia Gerada MWh Energia Comprada MWh 316.582 0 349.329 1,20% 88.311 4.934 94.552 0,33% Mercado % CRELUZ** 20.529 73.588 0 83.591 0,28% CERILUZ** 12.897 98.903 58.149 105.915 0,37% COPREL** 47.908 312.744 17.008 343.845 1,18% CERFOX** 15.010 48.522 2.752 53.926 0,18% 6.775 35.231 5.571 37.193 0,13% CELETRO*** CRERAL** 21.889 86.335 0 98.062 0,33% CERTAJA*** 22.957 89.361 0 102.206 0,34% 7.443 32.301 0 36.545 0,12% CERTHIL** COOPERLUZ** COOPERSUL**** 13.837 47.582 0 55.443 0,18% 4.577 14.760 0 18.433 0,06% CERVALE*** 1.214 3.212 0 3.955 0,01% COOPERNORTE**** 4.824 11.919 0 14.890 0,05% COSEL**** Total Cooperativas Total RS 1.654 3.373 0 4.119 0,01% 259.184 1.262.724 88.413 1.402.005 4,77% 4.492.047 26.455.502* 25.171.666 6.549.239 100,00% * Inclui a energia vendida para os consumidores, para as concessionárias de pequeno porte e cooperativas ** Energia comprada da RGE *** Energia comprada da AES Sul **** Energia comprada do Grupo CEEE Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS Tabela 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural no RS, em 2012 Cooperativa Rural Comercial Industrial Residencial Iluminação Poderes Total Urbano Pública Públicos Distribuído Un. Consumidoras 162.383 11.178 1.419 78.721 1.339 4.144 259.184 Consumo MWh 629.016 105.923 290.991 148.915 40.832 47.046 1.262.724 Un. Consumidoras % 62,65% 4,31% 0,55% 30,37% 0,52% 1,60% 100,00% Consumo % 49,81% 8,39% 23,04% 11,79% 3,23% 3,73% 100,00% Fonte: FECOERGS - Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do RS Capítulo 4 4.7 - Etanol Etílico Anidro e Hidratado 74 O Rio Grande do Sul não produz etanol etílico anidro. Embora exista produção de etanol etílico hidratado no Estado, ela é irrelevante em comparação com a quantidade produzida de etanol etílico hidratado pelo Estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, por exemplo. Pela legislação brasileira, um percentual de 20% a 25% em volume de etanol etílico anidro devem ser adicionados à gasolina A. Em 2012, a proporção de etanol etílico anidro na mistura com a gasolina foi de 20%. O RS produziu em 2012 apenas 0,007% do etanol etílico anidro e hidratado produzidos no Brasil. Por outro lado, São Paulo, principal produtor nacional, atingiu em 2012 uma produção de 50,25% (11,828 milhões de m³) dos 22,540 milhões de m³ de etanol etílico anidro e hidratado do País. Entre os estados com maior PIB, apenas o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro apresentam baixa produção de etanol. Na tabela 4.14 e no gráfico 4.7, pode ser observada a produção gaúcha de etanol em relação aos outros estados. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.14 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012 unidade: mil m³ Regiões e Estados 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 8.552 9.787 9.948 11.154 12.479 15.782 19.212 17.676 18.860 14.209 14.117 Região Centro-Oeste 1.513 1.929 1.798 2.147 2.329 2.902 3.588 4.263 5.715 5.170 6.046 Região Nordeste 1.518 1.505 1.675 1.696 1.573 1.902 2.372 2.211 1.823 1.939 1.855 975 1.209 1.178 996 1.308 1.923 1.906 1.901 1.746 1.406 1.313 Região Sul Região Norte 30 39 48 48 76 48 56 52 60 170 209 7.735 8.745 8.861 9.854 10.958 13.589 16.635 15.041 15.901 11.825 11.828 Minas Gerais 558 785 758 919 1.271 1.791 2.201 2.284 2.681 2.106 2.040 Goiás 433 662 591 803 873 1.165 1.744 2.122 2.980 2.677 3.130 Paraná 969 1.203 1.173 992 1.303 1.916 1.900 1.899 1.740 1.399 1.312 6 6 5 3 6 7 6 2 6 7 2 São Paulo Rio Grande do Sul Brasil 12.589 14.470 14.647 16.040 17.764 22.557 27.133 26.103 28.203 22.893 23.540 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002. ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 <> Gráfico 4.7 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012 Diferente da tabela 4.14, na tabela 4.15, são apresentados os dados de produção e consumo referentes a cada tipo de etanol, ou seja, etílico anidro e etílico hidratado, no RS. Capítulo 4 Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002. ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 75 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.15 - Produção e Consumo de Etanol Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2006 a 2012 unidade: m3 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 5.686 6.818 6.318 2.458 5.800 6.409 1.665 0 0 0 0 0 0 0 Consumo etanol hidratado 158.759 219.335 324.890 403.028 240.893 137.122 115.216 Consumo de etanol anidro 474.547 491.841 530.471 561.378 645.726 665.611 616.297 Produção etanol hidratado Produção etanol anidro Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis- 2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Os preços médios mais elevados ao consumidor para o etanol etílico em 2012 ocorreram na região Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais, região Nordeste e no Rio Grande do Sul, que teve o maior valor entre os Estados com maior PIB. Enquanto a média de preço para o consumidor brasileiro do litro foi de R$ 1,943/litro em 2012, o consumidor do RS pagou R$ 2,403/litro, conforme mostra a tabela 4.16. Esse valor representa um sobre preço de 23,67% em relação à média nacional. Em São Paulo, o consumidor pagou em média R$ 1,806/litro no mesmo ano. Tabela 4.16 - Preço Médio11 do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: R$ / litro Regiões e Estados 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Norte 1,764 1,644 1,838 2,137 1,894 1,900 1,894 2,067 2,303 2,325 Região Nordeste 1,534 1,435 1,678 1,911 1,718 1,761 1,746 1,899 2,148 2,159 Região Centro-Oeste 1,446 1,373 1,594 1,846 1,593 1,661 1,675 1,797 2,070 2,002 Região Sul 1,412 1,302 1,523 1,791 1,554 1,533 1,582 1,762 2,111 2,077 Região Sudeste 1,246 1,087 1,273 1,531 1,369 1,358 1,405 1,600 1,937 1,876 Rio Grande do Sul 1,572 1,425 1,810 2,166 1,765 1,780 1,800 2,010 2,370 2,403 Rio de Janeiro 1,404 1,281 1,563 1,875 1,695 1,685 1,710 1,872 2,242 2,234 Minas Gerais 1,435 1,333 1,568 1,912 1,688 1,631 1,655 1,847 2,152 2,128 Paraná 1,234 1,156 1,392 1,657 1,444 1,407 1,471 1,628 1,966 1,944 São Paulo 1,132 0,972 1,180 1,421 1,273 1,273 1,326 1,524 1,865 1,806 Total Brasil 1,347 1,212 1,385 1,634 1,448 1,445 1,485 1,669 1,996 1,943 Nota: Preços em valores correntes Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - 2013 Capítulo 4 No gráfico 4.8, pode ser verificada a situação dos preços do etanol hidratado no RS e em estados selecionados de 2003 a 2012. 76 11 A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.8 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 Nota: Preços em valores correntes Fontes: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – 2011. Dados de 2002. ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013. No RS, verifica-se baixa produção de etanol etílico hidratado, baixo consumo em comparação com outros Estados12 e inexiste produção de etanol etílico anidro. Fica evidenciada a necessidade da elaboração de um programa estadual de etanol combustível para alavancar, tanto a produção como o aumento do consumo desse combustível no Estado, o que só ocorrerá com um preço do litro mais convidativo ao consumidor final. Nesse sentido, faz-se uma proposta objetiva no Anexo G do Balanço Energético do RS 2005 - 2007, no qual também é analisado o etanol celulósico, chamado de segunda geração de etanol biocombustível. 4.8 - Biodiesel (B100) 12 No Brasil, o consumo final em volume de etanol etílico hidratado e anidro representou 63,79% do consumo total de gasolina C e etanol etílico hidratado em volume, em 2012. No Rio Grande do Sul, esse mesmo percentual representa 23,73%. Se levado em consideração a comparação nos postos de combustíveis, 38,72% em volume de etanol etílico hidratado foram utilizados como combustível pelo consumidor, e 61,28% foi o uso de gasolina C, no Brasil. No caso do Rio Grande do Sul, esses mesmos percentuais são de 3,73% para o etanol etílico hidratado e 96,27% de gasolina C. A diferença nos parágrafos anteriores deve-se ao critério da soma do etanol etílico hidratado e anidro (adicionado a gasolina) em comparação com a gasolina A, ou então o critério da ótica do consumidor nas bombas de abastecimento em postos de combustíveis. Capítulo 4 O biodiesel (B100) é vendido na mistura com o óleo diesel. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, a mistura de 2% de biodiesel puro (B100) com óleo diesel era facultativa, já a partir de janeiro de 2008, a mistura de 2% passou a ser obrigatória. Em julho de 2008, a mistura obrigatória subiu para 3%, e entre julho e dezembro de 2009 passou para 4%. A partir de janeiro de 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009, exceto o óleo diesel para uso aquaviário, que só passou a conter biodiesel a partir de 1° de janeiro de 2011. Na tabela 4.17, consta a evolução das vendas do óleo B100 vendido na mistura com o óleo diesel em estados selecionados e regiões do País. Em 2012, as vendas de B100 na mistura com o óleo diesel no RS foram de 5,96% do total de vendas de B100 no País. 77 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012 unidade: m3 Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 869.773 877.108 936.978 992.023 976.703 1.078.377 1.138.998 1.190.812 Região Sul 391.430 387.609 408.302 434.456 431.371 473.354 500.662 523.556 Região Nordeste 285.020 290.925 310.721 354.458 346.381 385.987 411.531 456.683 Região Centro-Oeste 226.581 214.714 233.626 259.734 256.720 281.176 299.920 339.435 Região Norte 185.554 180.064 188.281 197.526 203.748 243.058 262.085 284.532 São Paulo 464.526 460.252 489.519 527.867 519.972 571.898 595.109 626.957 Minas Gerais 258.754 265.397 286.034 295.511 278.821 322.311 343.119 355.025 Paraná 177.090 175.574 185.299 196.511 192.698 211.313 224.129 237.913 Rio Grande do Sul 124.042 123.889 129.610 137.809 138.591 152.894 161.577 166.718 Bahia 102.931 103.005 110.305 130.958 123.234 136.465 145.230 158.299 Rio de Janeiro 109.436 109.264 117.791 121.851 124.141 134.068 145.556 150.636 41.440 43.056 45.910 51.175 52.816 60.472 64.944 73.526 Pernambuco Total Brasil 1.958.358 1.950.420 2.077.909 2.238.198 2.214.923 2.461.952 2.613.196 2.795.018 Notas: 1. Inclui o consumo próprio das distribuidoras 2. Dados calculados a partir das vendas de óleo diesel que contém os valores do B100 desde 2005 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 – extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013. Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 A produção de B100 no Rio Grande do Sul teve inicio em meados de 2007. Na tabela 4.18, verifica-se a expressiva participação do Estado na produção nacional, correspondendo a 11% do total em 2007, chegando a 32% em 2011. Em 2012 a participação do RS na produção brasileira de B100 foi de 30%, sendo o maior produtor do Brasil. Na segunda posição em 2012 ficou Goiás com 22,12%, seguido do Mato Grosso com parcela de 17,58%, em quarto lugar o Estado da Bahia com 8,51% e na quinta posição São Paulo com 5,84%. Tabela 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2012 unidade: m3 Estado e País 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Rio Grande do Sul 0 0 42.696 306.056 454.189 605.998 862.110 806.500 % do RS em relação ao Brasil 0 0 11 26 28 25 32 30 736 69.002 Total Brasil 404.329 1.167.128 1.608.448 2.386.399 2.672.760 2.717.483 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online) - dados de 2003 a 2012 - extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 08/08/2013. Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Capítulo 4 4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel 78 O Biodiesel B100 é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido normalmente a partir de uma reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador, chamada de transesterificação13. Na produção de B100, um subproduto de nome glicerina, também com conteúdo energético, é obtido. Busca-se, desta forma, a obtenção de um combustível de origem vegetal com viscosidade mais próxima da viscosidade do óleo diesel. A produção de B100 é regida pela resolução 42/04 da ANP. Cabe registrar que os componentes predominantes dos óleos vegetais e animais são os triglicerídeos, em geral apresentam viscosidades bem acima do diesel de origem petroquímica, sendo então necessária a execução de uma reação química para obter produto energético de menor viscosidade. A alternativa seria a mudança da tecnologia dos motores a diesel, hipótese que foi descartada no Brasil e em âmbito internacional. Na reação química, o óleo vegetal ou gordura animal reage com a presença de um catalisador (normalmen13 Reação entre um éster e um álcool que leva à formação de um novo éster e um novo álcool; alcoólise. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 te uma base) com um álcool (usualmente o metanol) gerando o éster alquilíco, correspondente aos ácidos graxos do óleo vegetal utilizado (KNOTHE, 2005). Em princípio, a reação de transesterificação é uma reação reversível, no entanto na produção de biodiesel a partir de ésteres alquílicos (óleo vegetal), a reação de retorno não acontece ou não se completa devido ao glicerol formado que não é miscível ao produto formado (biodiesel), conduzindo a um sistema heterogêneo (KNOTHE, 2005). A reação de transesterificação pode ser observada a seguir: 4.8.b - Transesterificação Sendo R a mistura de várias cadeias de ácidos graxos, o álcool usado para produção de biodiesel é normalmente o metanol (R´ = CH3). Para o caso brasileiro, geralmente utiliza-se a soja14 para a produção de biodiesel. Porém, há alternativas bem mais rentáveis que a soja, o que se passará a mostrar. Na tabela 4.19, verifica-se a grande vantagem, tanto da produção de sementes por hectare, como da produção de óleo em comparação com a palma e semente do tabaco, com as sementes de girassol, soja e colza. A palma vence todas as outras culturas, porém, se mostra mais viável nas regiões norte e nordeste do Brasil. A produção de semente de tabaco atinge a marca de 5,7 ton/ha, praticamente o dobro do valor atingido pela soja (3 a 4 ton/ha), dado relevante se for levado em conta que mais de 80% da produção de biodiesel no Brasil, hoje, provem das sementes de soja. Tal comparação fica ainda mais expressiva se for considerado que em um hectare de soja é extraído 0,375 ton de óleo para produção de biodiesel, enquanto o valor é de 2 ton de óleo de tabaco, o que representa uma vantagem superior a cinco vezes em comparação com a produção de óleo de soja. Tabela 4.19 - Produção média de óleos vegetais Girassol Soja Colza Palma Tabaco Semente (ton/ha) 2,5 - 4,0 3,0 - 4,0 2,5 - 3,0 10 - 20 5,7 Óleo (ton/ha) 0,800 0,580 1,000 3,600 2,013 Considerando-se a possibilidade de tornar a semente de tabaco para produção de biodiesel, uma alternativa à cultura do fumo, cabe enfrentar a comparação entre as culturas do fumo para a produção de cigarro e a produção de sementes de tabaco para a produção de biodiesel. A viabilidade de uma cultura nova em substituição à antiga, obviamente estará diretamente vinculada ao cotejo dos ganhos que terão os componentes da cadeia produtiva nas duas alternativas. A tabela 4.20 apresenta os prováveis faturamentos do setor por hectare no caso da utilização das sementes de tabaco para a produção de biocombustíveis. 14 Segundo o Anuário Estatístico da ANP de 2013, em 2012 do total de 2.719.897 de metros cúbicos de matéria prima utilizada para produção de B100 2.105.334 metros cúbicos foram óleo de soja (77,41%); na segunda posição ficou a gordura de origem animal com 458.022 metros cúbicos (16,84%); na quarta posição o óleo de algodão com 116.736 metros cúbicos (4,29%); na última posição os demais produtos (óleo de palma, de amendoim e outros) com 1,46%. Capítulo 4 Nota: Material residual da produção de óleo de tabaco de 4 ton/ha Fonte: “I costi di generazione da fonti rinnovabili” Universitá degli studi di Padova for APER - 2007 79 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais Semente (ton/ha) Óleo Girassol Soja Colza Palma Tabaco 2,5 - 4,0 3,0 - 4,0 2,5 - 3,0 10 - 20 5,7 (ton/ha) 0,800 0,580 1,000 3,600 2,013 Faturamento bruto biodiesel R$/ha 1.932,47 1.401,04 2.415,58 8.696,10 4.862,57 Faturamento residual da semente - biomassa R$/ha 392,33 Faturamento residual da glicerina R$/ha 140,91 Notas: 1. Na lavoura de fumo, o faturamento médio por ha no Brasil, em 2009, foi de R$ 9.800,54 (IBGE) 2. Considerado o custo de venda de biodiesel do último leilão 3. No leilão da ANP, de novembro de 2010, o biodiesel foi negociado por R$ 2.243,11/m³. No faturamento residual da semente biomassa, não foi considerada a utilização para ração animal, apenas empregou-se, por comparação, o valor de mercado da lenha. 4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores Os consumidores gaúchos, de um modo geral, pagam mais caro pelos energéticos derivados do petróleo, tanto em relação à média nacional, como em comparação com os consumidores de estados brasileiros com maior PIB, ou mesmo no caso do Paraná que tem um PIB pouco menor que o do RS. Nas tabelas 4.21, 4.22 e 4.23, constam os preços médios praticados em diversos estados brasileiros e nas regiões do País. Tabela 4.21 - Preço Médio¹ da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: R$ / litro Regiões e Estados 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Norte 2,212 2,259 2,525 2,666 2,597 2,647 2,692 2,743 2,845 2,885 Região Centro-Oeste 2,122 2,180 2,430 2,656 2,616 2,585 2,653 2,659 2,831 2,819 Região Nordeste 2,096 2,133 2,385 2,650 2,611 2,596 2,582 2,636 2,705 2,700 Região Sul 2,157 2,163 2,438 2,610 2,516 2,506 2,522 2,571 2,721 2,725 Região Sudeste 2,023 2,023 2,259 2,478 2,451 2,444 2,447 2,514 2,712 2,718 Rio de Janeiro 2,120 2,095 2,338 2,561 2,532 2,547 2,566 2,649 2,835 2,853 Rio Grande do Sul 2,240 2,231 2,573 2,723 2,564 2,567 2,558 2,602 2,755 2,759 Paraná 2,054 2,063 2,291 2,500 2,439 2,413 2,472 2,530 2,678 2,686 São Paulo 1,989 1,986 2,231 2,442 2,414 2,403 2,402 2,463 2,642 2,637 Minas Gerais 2,028 2,040 2,257 2,488 2,459 2,449 2,443 2,516 2,789 2,811 Total Brasil 2,072 2,082 2,340 2,552 2,508 2,500 2,511 2,566 2,731 2,736 Capítulo 4 Notas: Preços em valores correntes 1 A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 80 No gráfico 4.9, verifica-se a evolução dos preços da gasolina C no RS, em estados selecionados e na média brasileira. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.9 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 Tabela 4.22 - Preço Médio¹ do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: R$ / litro Regiões e Estados 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Norte 1,540 1,570 1,833 1,999 1,981 2,143 2,187 2,152 2,163 2,213 Região Centro-Oeste 1,530 1,564 1,861 1,987 1,981 2,133 2,150 2,095 2,134 2,190 Região Sul 1,457 1,492 1,769 1,892 1,880 2,039 2,055 1,995 2,022 2,074 Região Nordeste 1,446 1,447 1,704 1,852 1,845 2,004 2,032 1,968 1,986 2,041 Região Sudeste 1,430 1,450 1,714 1,845 1,839 2,001 2,027 1,968 1,990 2,057 Rio Grande do Sul 1,492 1,532 1,844 1,959 1,945 2,108 2,112 2,050 2,084 2,129 São Paulo 1,419 1,456 1,728 1,858 1,854 2,015 2,036 1,967 1,985 2,034 Rio de Janeiro 1,420 1,438 1,688 1,819 1,812 1,988 2,034 1,986 2,003 2,050 Paraná 1,418 1,460 1,723 1,844 1,834 1,991 2,006 1,945 1,969 2,022 Minas Gerais 1,456 1,430 1,693 1,830 1,823 1,975 2,001 1,951 1,984 2,101 Total Brasil 1,452 1,471 1,751 1,884 1,876 2,036 2,060 2,002 2,026 2,087 No gráfico 4.10, verifica-se a evolução dos preços do óleo diesel no RS, em estados selecionados e na média brasileira. Capítulo 4 Notas: Preços em valores correntes 1 A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 81 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 Tabela 4.23 - Preço Médio¹ do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 unidade: R$ / kg Regiões e Estados 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Centro-Oeste 2,376 2,394 2,457 2,624 2,718 2,694 2,998 3,207 3,192 3,229 Região Sul 2,295 2,372 2,392 2,566 2,588 2,605 2,801 2,975 3,002 3,075 Região Sudeste 2,175 2,227 2,236 2,402 2,481 2,491 2,710 2,943 2,966 3,031 Região Nordeste 2,252 2,399 2,357 2,503 2,517 2,564 2,696 2,788 2,800 2,876 Região Norte 2,387 2,408 2,435 2,551 2,643 2,677 2,755 2,966 3,049 3,113 Minas Gerais 2,179 2,258 2,295 2,534 2,650 2,660 2,933 3,124 3,169 3,243 Rio Grande do Sul 2,321 2,355 2,410 2,576 2,620 2,653 2,787 2,918 2,977 3,062 Paraná 2,227 2,359 2,326 2,495 2,486 2,464 2,757 2,961 2,954 3,026 São Paulo 2,213 2,210 2,202 2,345 2,415 2,436 2,664 2,902 2,933 3,011 Rio de Janeiro 2,059 2,203 2,254 2,387 2,450 2,441 2,617 2,917 2,891 2,914 Total Brasil 2,246 2,306 2,316 2,473 2,533 2,550 2,746 2,938 2,960 3,023 Notas: Preços em valores correntes 1 A partir de novembro de 2004, o cálculo dos preços médios passou a ser ponderado com base nas vendas informadas pelas distribuidoras. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 Capítulo 4 82 No gráfico 4.11, verifica-se a evolução dos preços do GLP no RS, em estados selecionados e na média brasileira. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012 Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 4.10 - Metanol O metanol é utilizado na produção de biodiesel, por meio do processo de transesterificação de óleos vegetais e gorduras animais. O Rio Grande do Sul foi o maior consumidor de metanol em 2012. Verifica-se na tabela 4.24 o consumo em regiões e estados selecionados. Tabela 4.24 - Consumo de metanol em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012 Regiões e Estados Região Sudeste Região Sul Região Nordeste Região Centro-Oeste 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 8 2.732 5.082 23.016 43.240 48.441 47.690 31.074 4 13 6.009 38.024 55.845 79.624 103.538 102.064 27 5.519 31.986 20.931 25.319 23.837 20.186 32.672 0 1.237 9.724 50.226 66.686 108.932 114.592 128.681 94 496 4.694 3.847 8.021 17.816 15.883 10.742 Rio Grande do Sul 0 0 6.008 37.099 53.022 70.977 89.810 87.996 Mato Grosso 0 2 1.862 29.101 39.383 62.959 60.315 57.165 Goiás 0 1.235 7.862 21.125 26.292 44.190 49.248 61.976 São Paulo 0 2.640 5.038 23.016 38.116 37.931 38.242 20.619 Tocantins 0 0 3.851 2.783 6.384 15.750 15.379 9.252 Bahia 0 672 14.116 11.240 12.459 12.842 14.821 25.987 Paraná 4 13 2 925 2.823 8.647 13.728 14.068 Minas Gerais 8 92 44 0 4.223 8.435 8.277 8.477 Região Norte Rio de Janeiro Brasil 0 0 0 0 901 2.075 1.171 1.979 133 9.998 57.495 136.043 199.111 278.650 301.890 305.233 Nota: O consumo de metanol pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas na fabricação de biodiesel. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 Capítulo 4 unidade: m³ 83 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 4.11 - Glicerina A glicerina é um subproduto oriundo da produção de biodiesel. No ano de 2012, conforme tabela 4.25, verifica-se o consumo nas regiões e em estados selecionados. Tabela 4.25 - Glicerina gerada na produção de biodiesel B100, em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012 unidade: m³ Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Região Sudeste 4 1.057 4.297 21.952 35.068 49.533 41.862 25.326 Região Sul 2 0 3.085 24.945 44.278 59.709 83.368 79.031 14 7.258 18.451 15.601 16.894 17.547 16.275 30.527 0 661 6.057 56.724 68.732 114.859 117.440 129.045 Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Norte 48 484 4.849 5.194 6.857 15.236 14.409 10.753 Rio Grande do Sul 0 0 3.085 24.177 41.723 53.700 72.818 68.231 Mato Grosso 0 0 2.427 36.891 45.710 74.572 62.398 59.575 Goiás 0 661 3.630 19.833 22.163 38.582 46.877 55.488 São Paulo 0 1.057 4.283 21.936 30.637 39.103 33.526 16.243 Tocantins 0 0 3.722 1.881 4.370 12.392 13.821 9.351 Bahia 0 4.578 6.246 8.343 8.058 9.194 12.526 24.753 Paraná 2 0 0 768 2.555 6.009 10.549 10.800 Mato Grosso do Sul 0 0 0 0 859 1.705 8.166 13.982 Minas Gerais 4 0 14 16 3.106 6.211 6.978 7.081 69 9.460 36.740 124.415 171.829 256.884 273.353 274.683 Brasil Capítulo 4 Nota: Refere-se à produção de glicerina bruta. A produção de glicerina produzida pode variar em função do processo de produção e das matérias-primas utilizadas. Fonte: ANP - Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013 (versão online). Extraído de www.anp.gov.br - dados acessados em 07/08/2013 84 5 Metodologia e Conceituação Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base Eólica 2012 Capítulo 5 Foto: Fernando C. Vieira 86 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Metodologia e Conceituação 5.1 - Descrição Geral O Balanço Energético do Rio Grande do Sul - BERS utiliza a metodologia internacional, também empregada pelo Balanço Energético Nacional - BEN. A metodologia empregada propõe uma estrutura energética geral, de forma a permitir a obtenção de adequada configuração das variáveis físicas próprias do setor energético. A matriz Balanço Energético (quadro 5.1), síntese da metodologia, expressa o balanço das diversas etapas do processo energético: produção, transformação e consumo, conforme figura e conceituação apresentados a seguir. 5.1.a - Processo Energético Consumo Final Primário Importação de Energia Primária Produção de Energia Primária Exportação de Energia Primária Oferta Total Primária Importação de Energia Secundária Oferta Interna Bruta Entradas Primárias Centro de Transformação Produção Secundária Exportação de Energia Secundária Oferta Total Secundária Oferta Interna Bruta Consumo Final Secundário Consumo Final Energético Consumo Final Total Perdas Secundárias Variações de Estoques Primários Variações de Estoques Primários Perdas Primárias Não-aproveitadas e Reinjeções Primárias Perdas de Transformação Setores de Consumo Final (inclui consumo próprio do setor energético) Consumo Final Não-Energético Não-aproveitadas Secundárias Entrada Secundária Energia Primária Transformação Energia Secundária Consumo Final Total Setor Energético 5.2 - Conceituação Conforme se observa na figura, a estrutura geral do balanço é composta por quatro partes: •Energia Primária •Transformação •Energia Secundária •Consumo Final 5.2.a - Energia Primária Produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão mineral, resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica, etc. Identificação Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, Carvão MetalúrgiFontes de Energia Primária 1a8 co, Urânio (U3O8), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos da Cana (Melaço, Caldo-de-Cana e Bagaço). Outras Fontes Primárias 9 Eólica, Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de Vapor, Calor e Outros. Total de Energia Primária 10 Somatório das Colunas 1 a 9. Capítulo 5 Colunas da Matriz 87 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.2.b - Energia Secundária Produtos energéticos resultantes dos diferentes centros de transformação que tem como destino os diversos setores de consumo e eventualmente outro centro de transformação. Colunas da Matriz Identificação Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (A e de Aviação), GLP, Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de Cidade e de Fontes de Energia Secundária 11 a 23 Coqueria), Coque de Carvão Mineral, Urânio Contido no UO2 dos Elementos Combustíveis, Eletricidade, Carvão Vegetal, Álcool Etílico (Anidro e Hidratado), Biodiesel e Outras Secundárias de Petróleo (Gás de Refinaria, Coque e Outros). Derivados de Petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo Produtos Não Energéticos do Petróleo 24 energético, são utilizados para outros fins (Graxas, Lubrificantes, Parafinas, Asfalto, Solventes e Outros). Alcatrão 25 Alcatrão obtido na transformação do Carvão Metalúrgico em Coque. Total de Energia Secundária 26 Somatório das Colunas 11 a 25. 5.2.c - Total Geral Consolida todas as energias produzidas, transformadas e consumidas no Estado. Colunas da Matriz Energia Total 27 Identificação Somatória Algébrica das Colunas 10 a 26. 5.2.d - Oferta Quantidade de energia que se coloca à disposição para ser transformada e/ou para consumo final. Linhas da Matriz Identificação Energia Primária que se obtém de Recursos Minerais, Vegetais e Animais Produção 1 (Biogás), Hídricos, Reservatórios Geotérmicos, Sol, Vento, Marés. Tem sinal positivo. Quantidade de Energia Primária e Secundária proveniente do exterior e Importação 2 de outros estados, que entra no RS e constitui parte da Oferta no Balanço. Tem sinal positivo. Diferença entre o Estoque Inicial e Final de cada ano. Um aumento de Variação de Estoques 3 estoques num determinado ano significa uma redução na Oferta Total. No Balanço tem sinal negativo as entradas e positivo as saídas. Oferta Total 4 Produção (+) Importação (+) ou (-) Variação de Estoques. Exportação 5 Quantidade de Energia Primária e Secundária que se envia do RS para Não-Aproveitada 6 Reinjeção 7 Capítulo 5 outros estados e exterior. É identificada com sinal negativo. 88 Quantidade de Energia que, por condições técnicas ou econômicas, atualmente não está sendo utilizada. É caracterizada com sinal negativo. Quantidade de Gás Natural que é reinjetado nos poços de Petróleo para uma melhor recuperação deste hidrocarboneto. Tem sinal negativo. Quantidade de Energia que se coloca à disposição do Estado para ser sub- Oferta Interna Bruta 8 metida aos Processos de Transformação e/ou Consumo Final. Corresponde à soma algébrica das linhas 4 a 7. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.2.e - Transformação O Setor Transformação agrupa todos os centros de transformação onde a energia que entra (primária e/ou secundária) se transforma em uma ou mais formas de energia secundária com suas correspondentes perdas na transformação. Linhas da Matriz Total Transformação 9 Centros de Transformação 9.1 a 9.9 Outras Transformações 9.10 Identificação Soma das linhas 9.1 a 9.10. As quantidades colocadas nas colunas 1 a 9 e 11 a 25 representam a soma algébrica de Energia Primária e Secundária que entra e sai do conjunto dos Centros de Transformação. Refinarias de Petróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear, Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras, Carvoarias e Destilarias. Inclui os Efluentes (produtos energéticos) produzidos pela indústria química, quando do processamento da Nafta e outros produtos Não Energéticos de Petróleo. Observações importantes sobre os sinais nos centros de Transformação: a) toda energia primária e/ou secundária que entra (como insumo) no centro de transformação tem sinal negativo. b) toda energia secundária produzida nos centros de transformação tem sinal positivo. 5.2.f - Perdas Linhas da Matriz Perdas na Distribuição e Armazenagem 10 Identificação Perdas ocorridas durante as atividades de produção, transporte, distribuição e armazenamento de energia. Como exemplos, podem-se destacar: perdas em Gasodutos, Oleodutos, Linhas de Transmissão de Eletricidade, Redes de Distribuição Elétrica. Não se incluem nessa linha as perdas nos Centros de Transformação. 5.2.g - Consumo Final Capítulo 5 Nesta parte, detalham-se os diferentes setores da atividade socioeconômica do Estado, para onde convergem as energias primária e secundária, configurando o Consumo Final de Energia. 89 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Linhas da Matriz Identificação Energia Primária e Secundária que se encontra disponível para ser usada Consumo Final 11 por todos os setores de Consumo Final no Estado, incluindo o Consumo Final Energético e o Consumo Final Não Energético. Corresponde à soma das linhas 11.1 e 11.2. Consumo Final Não Energético 11.1 Quantidade de Energia contida em produtos que são utilizados em diferentes setores para fins Não Energéticos. Agrega o Consumo Final dos Setores Energético, Residencial, Comercial, Público, Consumo Final Energético 11.2 Agropecuário, Transporte, Industrial e Consumo Não Identificado. É a somatória das linhas 11.2.1 a 11.2.8. Consumo Final do Setor Ener- 11.2.1 gético Energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de Produtos Energéticos, na sua forma final. Consumo Final Residencial 11.2.2 Energia consumida no Setor Residencial, em todas as classes. Consumo Final Comercial 11.2.3 Energia consumida no Setor Comercial, em todas as classes. Consumo Final Público 11.2.4 Energia consumida no Setor Público, em todas as classes. Consumo Final Agropecuário 11.2.5 Energia total consumida nas classes Agricultura e Pecuária. Consumo Transportes Total 11.2.6 Energia consumida no Setor Transportes, englobando os segmentos rodoviário, ferroviário, aéreo e hidroviário. É a somatória das linhas 11.2.6.1 a 11.2.6.4. Energia consumida no setor industrial, englobando os segmentos cimento, fer- Consumo Final Industrial Total 11.2.7 ro-gusa e aço, ferroligas, mineração e pelotização, não-ferrosos e outros da metalurgia, química, alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e outros. É a somatória das linhas 11.2.7.1 a 11.2.7.11. Consumo Não Identificado 11.2.8 Corresponde ao consumo que, pela natureza da informação compilada, não pode ser classificado num dos setores anteriormente descritos. 5.2.h - Ajustes Estatísticos Ferramenta utilizada para compatibilizar os dados correspondentes à oferta e consumo de energias provenientes de fontes estatísticas diferentes. Linhas da Matriz Ajustes 12 Identificação Quantifica os déficits e superávits aparentes de cada energia, produtos de erros estatísticos, informações ou medidas. Os ajustes para cada coluna (1 a 25) são calculados da seguinte forma: AJUSTES = OFERTA INTERNA BRUTA (+) TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E Capítulo 5 ARMAZENAGEM (-) CONSUMO FINAL 90 O sinal de “Total Transformação” é negativo para fontes primárias e geralmente positivo para secundárias. O sinal de “Perdas na Distribuição e Armazenagem” é negativo para fontes primárias e secundárias. O ajuste é positivo se o valor absoluto da oferta interna bruta for maior que a soma dos valores absolutos das demais parcelas. O ajuste será negativo se o valor absoluto da oferta interna bruta for menor. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.2.i - Produção de Energia Secundária Corresponde à soma dos valores positivos que aparecem nas linhas 9.1 a 9.10. 5.3 - Convenção de Sinais Nos blocos de oferta e centros de transformação, da matriz do quadro 5.1 (produção, importação, retirada de estoque, saídas dos centros de transformação), toda quantidade de energia que tende a aumentar a energia disponível no Estado é POSITIVA, enquanto que toda quantidade que tende a diminuir a energia disponível no Estado é NEGATIVA (acréscimo de estoque, exportação, não aproveitada, reinjeção, energia transformada, perdas na transformação e perdas na distribuição e armazenagem). Finalmente, todos os dados que se encontram na parte referente ao consumo final de energia são também negativos, mas por motivo de simplificação, na apresentação, aparecem como quantidades aritméticas (sem sinal). 5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético 5.4.a - Energia Primária e Secundária O fluxo energético de cada fonte primária e secundária é representado pelas seguintes equações: OFERTA TOTAL = PRODUÇÃO (+) IMPORTAÇÃO (+) OU (-) VARIAÇÃO DE ESTOQUES OFERTA INTERNA BRUTA = OFERTA TOTAL (-) EXPORTAÇÃO (-) NÃO-APROVEITADA (-) REINJEÇÃO E ainda: Para essa expressão, deve ser considerado o valor absoluto de “Total Transformação” e “Perdas na Distribuição e Armazenagem”. Deve ser observado que a produção de energia secundária aparece no bloco relativo aos centros de transformação, tendo em vista ser toda ela proveniente da transformação de outras formas de energia. Assim, para evitar-se dupla contagem, a linha de “produção” da matriz fica sem informação para as fontes secundárias. Mesmo assim, para a energia secundária também valem as operações anteriormente descritas, desde que se considere a produção nos centros de transformação como parte da oferta. Capítulo 5 OFERTA INTERNA BRUTA = TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) CONSUMO FINAL (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM (+) OU (-) AJUSTE. 91 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.4.b - Transformação Nesta parte, configurada pelos centros de transformação, é observada a seguinte operação: TRANSFORMAÇÃO EM ENERGIA SECUNDÁRIA = TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA (+) TRANSFORMAÇÃO SECUNDÁRIA (-) PERDAS NA TRANSFORMAÇÃO 5.4.c - Consumo Final de Energia CONSUMO FINAL = CONSUMO FINAL PRIMÁRIO (+) CONSUMO FINAL SECUNDÁRIO E ainda: Capítulo 5 CONSUMO FINAL = CONSUMO NÃO ENERGÉTICO (+) CONSUMO FINAL ENERGÉTICO 92 Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial Comercial Público Agropecuário Transportes - Total Rodoviário Ferroviário Aéreo Hidroviário Industrial - Total Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes Capítulo 5 Petróleo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 9.6 9.7 9.8 9.9 9.10 10 11 11.1 11.2 11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4 11.2.5 11.2.6 11.2.6.1 11.2.6.2 11.2.6.3 11.2.6.4 11.2.7 11.2.7.1 11.2.7.2 11.2.7.3 11.2.7.4 11.2.7.5 11.2.7.6 11.2.7.7 11.2.7.8 11.2.7.9 11.2.7.10 11.2.7.11 11.2.8 12 FLUXO DE ENERGIA Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Querosene Produtos da cana Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Urânio contido no UO 2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO do Rio Grande do Sul unidade: mil tep Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul 93 Energia Total Energia Secundária Total Alcatrão Produtos Não Energéticos do Petróleo Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado* Carvão Vegetal Nafta GLP Gasolina Óleo Combustível Óleo Diesel Energia Primária Total Outras Fontes Primárias Carvão Vapor Gás Natural Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2013 - ano base 2012 em tep Capítulo 5 5.5.a - Primeira Etapa Esta etapa consiste basicamente na coleta das informações dos energéticos em unidades originais e na análise de sua consistência. O lançamento dos dados é feito após o exame e o conhecimento da metodologia empregada, apresentada até o item 5.4.c. No quadro 5.2 estão lançadas as principais instituições contatadas pela equipe técnica do BERS. Trata-se de uma tarefa exaustiva, especialmente por não estarem todos os setores energéticos no mesmo padrão organizacional. Uma parcela mínima dos energéticos fica fora dos processos oficiais de contabilização, de outro lado, parte dos autoprodutores e de alguns energéticos não são contabilizados de forma padronizada. Os resultados da coleta e tratamento das informações constam na tabela G.1 do anexo G. Pode ser observado que a tabela se assemelha muito à própria tabela do BERS em mil tep (tabelas G.3), salvo pelo fato de não disporem das colunas chamadas de “Energia Primária Total”, “Energia Secundária Total” e “Energia Total”. A razão é de não haver sentido somar valores postos em unidades diferentes como MWh, m³, tonelada, e assim por diante. Além disso, a coluna “Outras Fontes Primárias”, nas tabelas em unidades originais, encontra-se aberta em três colunas, Lixívia, Casca de Arroz e Eólica, assim como, a coluna “Etanol Etílico Anidro e Hidratado*”, encontra-se aberta em três colunas, Etanol Etílico Anidro, Etanol Etílico Hidratado e Biodiesel (B100). Para o caso do petróleo e derivados, energéticos que predominam no RS, as informações primárias foram coletadas na Agência Nacional do Petróleo - ANP e nas três refinarias gaúchas - REFAP, RIOGRANDENSE e BRASKEM. No caso do gás natural, as informações primárias são provenientes da SULGÁS e da ANP. Para a energia hidráulica, energia eólica e eletricidade, as informações primárias foram buscadas nos diferentes agentes de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do Rio Grande do Sul, na Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL e no Operador Nacional do Sistema Interligado - ONS. As informações referentes ao carvão vapor foram obtidas nas empresas mineradoras do Estado, Companhia Riograndense de Mineração - CRM e Copelmi. Na ANP, foram informados dados referentes ao etanol etílico anidro e hidratado, sendo que, para o bagaço de cana e complementação do hidratado, foram colhidas informações na destilaria de Porto Xavier - COOPERCANA. No caso da lixívia, as informações foram obtidas na CMPC Celulose Riograndense de Guaíba. Para alguns energéticos, como lenha e biomassa (casca de arroz), os levantamentos de campo precisaram ser complementados por cálculos estimativos e por pesquisas amostrais, já que nesses casos não se mostra economicamente viável obter-se uma informação de caráter censitário. No caso da casca de arroz, foram usadas as seguintes informações do Instituto Riograndense do Arroz - IRGA: i) volumes e toneladas colhidas nas safras 2013/2012 do RS; ii) 22% da massa de arroz colhido é casca; iii) 38% da casca produzida não são utilizadas como energético. Para a lenha, utilizou-se como referencial as pesquisas anuais do IBGE sobre a produção de madeira, lenha e toras no RS. Pelo lado do consumo, utilizaram-se os critérios: i) na maior parcela do segmento industrial, as informações foram obtidas diretamente desses setores; ii) para o segmento residencial (domicílios rurais e urbanos), dividiu-se o levantamento em área urbana e rural. Para área rural, utilizaram-se os levantamentos de população do IBGE e considerou-se o consumo anual de 2,25 m3 por ano1. Além disso, aplicou-se esse valor apenas nas parcelas de população que utilizaram a lenha de forma predominante, segundo levantamento do IBGE. Para a população que a utiliza, mas não de forma predominante, considerou-se o valor de 2,25 m3 / 4, ou seja, foi considerado que o energético é consumido somente no inverno. Para determinar a parcela que não utiliza lenha, foi utilizada a pesquisa telefônica feita em 2008 com moradores da área rural do RS e constatou-se que 26% da população rural gaúcha não utilizam lenha como fonte de energia. No caso da população urbana, também foram utilizados os levantamentos do IBGE da parcela da população que usa predominantemente lenha, considerando-se 0,71 m³ por habitante / ano. Além disso, estimou-se o uso da lenha em lareiras por meio de critério econômico (população com renda familiar acima de 15 salários mínimos, sendo que, dessas famílias, cada domicílio consome 1 m³ de lenha anualmente); iii) no caso das padarias e pizzarias, os valores lançados foram calculados a partir de pesquisas amostrais efetuadas com margem de erro de 6%; iiii) para o setor agropecuário, o cálculo da lenha foi efetuado, tanto a partir de informações de consumo dos setores que efetuam a secagem de grãos, bem como por intermédio dos estudos do IRGA, da FENARROZ e do SINDIARROZ. Para o caso da secagem do arroz, tais estudos concluem que é necessário 1 m³ de lenha para secar 50 toneladas. Tomouse o cuidado de abater das safras de arroz a quantidade secada com outros energéticos como o gás natural. Baseou-se no volume aparente de 2,84 estéreos utilizado no BERS 1979-1982 para o consumo de lenha por habitante / ano. Por intermédio da utilização do fator de empilhamento de 1,26, converteu-se o volume em estéreos para o volume real em m³. O fator de empilhamento é a razão entre o volume aparente (estéreo) e o volume real. 1 94 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2013 - Ano Base 2012 Petróleo e derivados ANP Agência Nacional do Petróleo BRASKEM Braskem S.A. PETROBRAS Petróleo Brasileiro RIOGRANDENSE Refinaria de Petróleo Riograndense REFAP Refinaria Alberto Pasqualini Gás Natural ANP Agência Nacional do Petróleo SULGÁS Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul Carvão Mineral COPELMI Companhia de Pesquisas e Lavras minerais CRM Companhia Rio-Grandense de Mineração Carvão Metalúrgico / Coque de Carvão Mineral GERDAU AÇOMINAS Grupo Gerdau Energia Hidráulica ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica SEINFRA Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Estado do RS Lenha / Carvão Vegetal AFUBRA Associação dos Fumicultores do Brasil CAMBARÁ Celulose Cambará COCEAGRO Cooperativa Central Agroindustrial Noroeste FECOAGRO Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística PILECO Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda PIRATINI Piratini Energia SETA Extrativa Tanino de Acácia SINDICER Sindicato de Olaria e Cerâmica para construção no RS Produtos da Cana COOPERCANA Cooperativa dos Produtores de Cana Porto Xavier Outras Fontes Primárias CMPC CMPC Celulose Riograndense CAMIL Camil Alimentos IRGA Instituto Rio-Grandense do Arroz VENTOS DO SUL Ventos do Sul Energia Eletricidade AES SUL Distribuidora Gaúcha de Energia AES URUGUAIANA AES Uruguaiana Empreendimentos BAESA Energética Barra Grande S.A. CERAN Companhia Energética Rio das Antas CGTEE Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica DEMEI Departamento Municipal de Energia de Ijuí ELETROCAR Centrais Elétricas de Carazinho ELETROSUL Eletrosul Centrais Elétricas S.A. FECOERGS Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvi- GRUPO CEEE Companhia Estadual de Energia Elétrica HIDROPAN Hidroelétrica Panambi MUX ENERGIA Mux Energia RGE Rio Grande Energia TRACTEBEL Tractebel Energia NOVA PALMA ENERGIA Nova Palma Energia Capítulo 5 mento Rural do RS 95 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 5.5.b - Segunda Etapa Após coleta e fechamento dos dados em unidades originais, é feita a conversão para a unidade mil tep, tabela G.3 do anexo G. A razão de converter para uma unidade comum é poder somar e subtrair valores de energéticos com unidades diferentes. Como exemplo, as concessionárias de serviços públicos de energia elétrica costumam contabilizar eletricidade gerada ou consumida em MWh, já as refinarias e a ANP costumam contabilizar derivados do petróleo como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e outros, em m³ e também em litros. Existem derivados do petróleo, como o Gás Liquefeito do Petróleo - GLP, que são comercializados em kg ou em tonelada. A seguir, será examinada a conversão de unidades originais (tabela G.1) para a unidade mil tep (tabela G.3) do anexo G. Para os energéticos primários: Petróleo: Todos os valores postos em m³ na coluna “petróleo” devem ser multiplicados por 0,887 (anexo C, tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “petróleo” do BERS 2012 (tabela G.3). Como exemplo, o valor da linha de importação de 8.752 mil tep em 2012 foi obtido por meio da multiplicação de 9.867.214 m³ por 0,887 e, para converter em mil tep, o valor deve ainda ser divido por mil. Na linha “refinarias de petróleo”, os valores de petróleo assumem o sinal negativo, significando que o energético será convertido em outros energéticos. Em todas as linhas abaixo do consumo final, o valor do petróleo é zero, significando que não é consumido diretamente por nenhuma classe de consumo. Gás natural: Multiplicam-se todos os valores lançados em mil m³ na coluna “gás natural” por 0,88 (anexo C, tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números assim obtidos geram a segunda coluna dos energéticos, “gás natural”. O gás natural é consumido tanto pelos centros de transformação, como por consumidores industriais, residenciais e comerciais. Carvão vapor: Como há diferentes tipos de carvão, o cálculo segue a conversão de cada linha da tabela 3.10 do capítulo 3. Cada tipo de carvão foi lançado individualmente em unidades originais na coluna do carvão, e em seguida precisou ser convertida em tep. Como exemplo, pode ser citado o carvão CE 3300, que possui um fator de conversão de toneladas para tep de 0,31, conforme anexo C, tabela C.10. Após conversão, obtém-se a quantidade equivalente em tep para a coluna do carvão CE 3300, em seguida faz-se a mesma operação para os demais tipos de carvão. A soma matricial dos valores das colunas redunda na coluna equivalente. Essa coluna deve ser dividida por mil, para se ter a unidade mil tep, gerando assim a terceira coluna dos energéticos, “carvão vapor” do BERS 2012. Capítulo 5 Energia hidráulica: Na tabela em unidades originais de 2012, no anexo G, o valor em MWh que aparece na sexta coluna, “energia hidráulica”, representa a soma de toda a geração de energia hidroelétrica produzida em usinas de grande e pequeno porte no RS. Para o caso das usinas de fronteira (Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó), o valor anual gerado pelas usinas foi dividido por dois, sendo que a outra parte entra na contabilização do estado de Santa Catarina. Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Dessa forma, fica gerada a sexta coluna da tabela G.3. 96 Lenha: Os valores constantes na sétima coluna de energéticos da tabela G.1, do anexo G, deverão primeiramente ser convertidos de metros cúbicos para toneladas, o que significa que os números das células da sétima coluna em m³ primeiramente devem ser multiplicados por 0,39, tabela C.9, do anexo C, já que a densidade média da lenha é de 390 kg/m³. Após conversão, obtém-se a quantidade em toneladas de lenha nas células da sétima coluna. Em seguida, todas as células da coluna “lenha” deverão ser multiplicadas por 0,31 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna da lenha em tep. Divididos os valores por mil, obtém-se em mil tep. Produtos da cana: Os valores em toneladas constantes na oitava coluna “produtos da cana” (no caso, bagaço de cana), da tabela G.1, do Anexo G, deverão ser multiplicados por 0,213 (anexo C, tabela C.10), ob- Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 tendo-se a coluna de “produtos da cana” em tep. Para obter a unidade de mil tep, todas as células da coluna “produtos da cana” devem ser divididas por mil. Assim, fica gerada a oitava coluna do BERS 2012. Outras Fontes Primárias: Nas tabelas em valores originais do anexo G, aparecem três colunas que darão origem a nona coluna do BERS 2012. Uma das colunas refere-se à lixívia (em toneladas), a outra à casca de arroz (em toneladas) e a outra corresponde à energia eólica (em MWh). Cada coluna deve ser convertida para tep e depois somada matricialmente. Para a coluna da lixívia, o fator multiplicador é 0,286 (anexo C, tabela C.10); da casca de arroz é 0,295; e da energia eólica 0,086. A coluna resultante dessa soma deverá ser dividida por mil para obter-se a nona coluna do BERS 2012. Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões: Óleo diesel: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo diesel” do anexo G, tabela G.1, devem ser multiplicados por 0,848 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Os números assim obtidos geram a coluna “óleo diesel” do BERS 2012, décima primeira coluna. Nota-se na linha “refinarias de petróleo”, que o valor de óleo diesel é maior que o lançado na linha “consumo final”, coerente com o fato de a parcela de diesel produzido nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. Os valores da parcela de biodiesel, misturada ao óleo diesel, estão na última coluna da tabela G.1, em unidades originais, do anexo G; bem como, na vigésima segunda coluna da tabela G.3 (etanol etílico anidro e hidratado*), do BERS 2012, em mil tep. Óleo combustível: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo combustível” devem ser multiplicados por 0,959 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “óleo combustível” do BERS 2012, décima segunda coluna da tabela G.3. Gasolina: As informações a respeito da gasolina nas refinarias constam como gasolina A, e no consumo final como gasolina C, gasolina automotiva. Nesse caso, é retirado os 20%2 de etanol etílico anidro da gasolina C, e lançado o resultado na coluna “gasolina” do anexo G, tabela G.1. Dessa forma, os valores constantes na coluna “gasolina” referem-se à Gasolina A. A parcela de 20% retirada de etanol etílico anidro da gasolina C é lançada na coluna “etanol etílico anidro e hidratado” do BERS3. Todos os valores postos em m³ na coluna “gasolina” devem ser multiplicados por 0,783 (anexo C, tabela C.10), fator de conversão correspondente à gasolina A, e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “gasolina” do BERS 2012, décima terceira coluna. Nota-se que, na linha “refinarias de petróleo”, os valores de gasolina serão maiores que os lançados na linha consumo final, coerente com o fato de a parcela da gasolina produzida nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. A gasolina automotiva utilizada nos veículos brasileiros origina-se de uma mistura da gasolina A com 20% (em volume) de etanol etílico anidro, em 2012. Cabe salientar que a gasolina de aviação está inclusa nessa coluna. GLP: Todos os valores postos em m³ na coluna “GLP” devem ser multiplicados por 0,611 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “GLP” do BERS 2012, décima quarta coluna, da tabela G.3, do anexo G. Querosene: Engloba querosene de aviação e querosene iluminante. Todos os valores postos em m³ na coluna “querosene” devem ser multiplicados por 0,822 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “querosene” do BERS 2012, décima sexta coluna da tabela G.3, do anexo G. O percentual manteve-se em 20% durante o ano de 2012, diferente do ocorrido no ano anterior, já que segundo dados da ANP, entre 1° de janeiro e 30 de setembro de 2011, a mistura de etanol anidro na gasolina A foi de 25%. Nos meses de outubro a dezembro, a mistura passou a ser na proporção de 20%. 3 Uma alternativa ainda melhor seria dispor o etanol etílico anidro em uma coluna separada do etanol etílico hidratado e do biodiesel. Capítulo 5 Nafta: Todos os valores postos em m³ na coluna “nafta” devem ser multiplicados por 0,765 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “nafta”, décima quinta coluna da tabela G.3, do anexo G. 2 97 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Eletricidade: Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, gera-se a vigésima coluna do BERS 2012. Carvão vegetal: Os valores em toneladas dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,646 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. A coluna correspondente é a vigésima primeira do BERS 2012. Etanol etílico anidro e hidratado4: Para executar a coluna em valores originais, é preciso inicialmente trabalhar em três colunas separadas, uma para o anidro, uma para o hidratado, e outra para o biodiesel. No caso do etanol etílico anidro, basta lembrar que 20% do volume informado da gasolina automotiva (gasolina C) é constituído por este. Para a conversão em tep, os valores em m³ da coluna do etanol etílico anidro deverão ser multiplicados por 0,534 (anexo C, tabela C.10), e os da coluna do etanol etílico hidratado por 0,51, e os da coluna do biodiesel4 por 0,756. Após, as três colunas devem ser somadas de forma matricial e o resultado dividido por mil. Dessa forma, fica gerada a vigésima segunda coluna da tabela G.3 do BERS 2012. Outras secundárias de petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, tem-se a vigésima terceira coluna do BERS 2012. Produtos não energéticos do petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os valores correspondentes encontram-se na vigésima quarta coluna da tabela G.3 do anexo G, BERS 2012. 5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2012 em kcal Para converter os valores de mil tep, constantes na tabela G.3 do anexo G, para bilhões de kcal, basta multiplicar todas as células destas por 10. Obtém-se, assim, a tabela G.2 em bilhões de kcal. No anexo C, tabela C.1, verifica-se que 1 tep = 10 bilhões de cal, logo 1.000 tep = 10 bilhões de kcal. 5.7 - Classificação Setorial Capítulo 5 A classificação de consumo setorial utilizada no Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul segue a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos. Está em vigor desde 1° de janeiro de 2007, a nova estrutura de códigos da CNAE, conforme Resoluções Concla n°1, de 4 de setembro de 2006, e n°2, de 15 de setembro de 2006. A tabela CNAE - Fiscal 1.1, vigente em 2006, foi substituída pela tabela CNAE - versão 2.0. As classificações de atividades econômicas precisam ser periodicamente atualizadas e revisadas em função de mudanças na organização produtiva, que alteram a importância relativa das atividades econômicas e dos produtos, e também de demandas por novas abordagens analíticas. A classificação setorial encontra-se em versão digital disponível no sítio do Grupo CEEE - www.ceee.com.br. 98 No BERS 2012, foi considerado que para cada 993 kg de óleo de soja se obtêm 880 kg de biodiesel, ou em termos energéticos, cada 1,19 kcal de óleo de soja gera 1 kcal de biodiesel. Quase toda produção de biodiesel do RS provem do óleo de soja. 4 6 Oferta e Demanda de Energia Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Grupo CEEE - Usina do Gasômetro Foto: Guga Marques Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Oferta e Demanda de Energia 6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias Para a análise deste tópico, recorremos aos números postos na tabela 6.1 a seguir. A tabela representa itens como produção, importação, variação de estoques e exportação, bem como consumo de energéticos primários por fontes, lançados em unidades originais. A unidade de medida original do petróleo, gás natural e lenha é o m³; do carvão vapor, produtos da cana, lixívia e casca de arroz é a tonelada; e para a energia hidráulica e eólica é o MWh. A tabela 6.1 é convertida na tabela 6.2 para unidade mil tep (poderia ser para kcal ou Joule). Cada energético primário tem um fator de conversão, como exemplo, para cada m³ de petróleo tem-se um fator de multiplicação de 0,887, e assim por diante conforme mostra a tabela C.10 do anexo C. Os energéticos lixívia, casca de arroz e energia eólica são convertidos em mil tep e os correspondentes resultados são somados, originando na tabela a coluna “outras fontes de energia”. No caso da lenha, primeiramente se utiliza a densidade média de 390 kg/m³, conforme tabela C.9, do anexo C, para depois empregar o fator de conversão do anexo C, tabela C.10. Em 2012, a Oferta Interna de Energia - OIE1 total oriunda de fontes primárias no RS, atingiu 16.011.000 tep, ou 160,110 trilhões de kcal. Em 2012, o valor da OIE sofreu decréscimo de 0,04% em relação a 2011 (13.018.000 tep). A situação da oferta e demanda de cada energético primário é descrita a seguir: 6.1.a - Petróleo Todo petróleo refinado no RS é importado. Em 2012, foi a fonte primária predominante com 8.777.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 9.895.530 m³ de petróleo (tabela 6.1), representando 54,82% da oferta de fontes primárias, segundo gráfico 6.1. No ano de 2012, o petróleo cresceu 4,5 % em relação ao ano anterior, onde a OIE total foi de 8.399.000 tep. Na ponta do consumo, verificou-se que no RS todo petróleo da OIE é destinado ao consumo nos chamados centros de transformação, no caso específico do Estado, nas refinarias de petróleo. 6.1.b - Gás natural No ano de 2012, a oferta interna bruta foi de 619.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 703.216.000 m³ de gás natural (tabela 6.1). Este valor representa 3,88% da oferta das fontes primárias, como mostra o gráfico 6.1, ficando na sexta posição, atrás do petróleo, do carvão vapor, da lenha, das “outras fontes primárias” e da energia hidráulica. Em 2012, ocorreu um acréscimo de 7,84 % em relação ao ano de 2011, onde foi ofertado 574.000 tep. Todo gás natural consumido no Estado é importado, em 2012 o consumo representou 487.000 tep. Observa-se na tabela 6.2 que o gás natural foi utilizado em sua maior parcela no setor industrial, representado 55,24%, sendo de 269.000 tep; na segunda posição, no setor energético, 28,54%, sendo 139.000 tep; seguido do setor rodoviário, 14,58%, 71.000 tep; e setor comercial, 1,44%, 7.000 tep. Nos centros de transformação - com sinal negativo na tabela, foi utilizado 132.000 tep, e será abordado no capítulo 7 - Centros de Transformação. Todo carvão vapor consumido no RS é extraído do território gaúcho. Em 2012, a OIE de carvão no RS, tabela 6.2, foi de 2.311.000 tep, ou de 9.508.935 toneladas de carvão equivalente (tabela 6.1). São diversos tipos de carvão transformados no carvão equivalente. Consta na tabela 3.10, do capítulo 3, o detalhamento da produção por tipo de carvão. No gráfico 6.1, verifica-se que o carvão vapor correspondeu a 14,43% da oferta de fontes primárias, ficando na segunda posição. Em relação ao ano de 2011, onde a OIE de carvão no RS foi de 1.850.000 tep, ocorreu um acréscimo de 24,93 %. No sistema interligado nacional, as usinas térmicas são em regra utilizadas com maior intensidade em casos de estiagens, poupando assim os reservatórios nacionais, especialmente os da região Sudeste. Pelo lado da demanda, verificou-se que a maior parcela ocorreu no setor de transformação (centrais elétri1 Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB. Capítulo 6 6.1.c - Carvão Vapor 101 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 cas de serviço público e centrais elétricas autoprodutoras), atingindo 1.861.000 tep (com sinal negativo na tabela 6.2), representando 80,53 % do total da OIE. O restante foi consumido pelo setor industrial, 450.000 tep, parcela de 19,47 % da OIE. 6.1.d - Energia hidráulica Como o sistema brasileiro é interligado, a energia hidráulica aqui tratada é aquela pertinente à geração anual nas hidroelétricas situadas no RS (Usinas Hidroelétricas - UHE e Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH), sendo que nas usinas de fronteira como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande, o valor gerado é dividido por dois. Em 2012, a OIE da energia hídrica (tabela 6.2) atingiu 1.004.000 tep, o equivalente a 11.674.904 MWh (tabela 6.1), perfazendo 6,27 % da OIE e ficando na quinta posição das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação à produção de 2.004.000 tep, em 2011, houve uma diminuição na Oferta em 50,01 %. Pelo lado da demanda, verificou-se em 2012 (tabela 6.2) que toda a energia hidráulica foi utilizada nos centros de transformação, sendo a maior parcela nas centrais elétricas de serviços públicos e a menor nas centrais elétricas autoprodutoras. 6.1.e - Lenha A lenha é o energético primário de mais difícil contabilização, tanto no tocante à coleta das informações como aos problemas de unidades empregadas pelos mercados produtor e consumidor do energético. Cabe registrar que os valores lançados para a lenha no BERS 2013 - ano base 2012 não são comparáveis com os valores que vinham sendo lançados no BERS até 2004. Os levantamentos e estimativas de consumo de lenha, efetuados pela equipe técnica, mostraram-se compatíveis com as pesquisas de produção de lenha efetuadas pelo IBGE no RS, e tais valores são bem menores que a contabilidade da lenha adotada anteriormente ao ano de 2005. No ano de 2012, a OIE da lenha ficou em 1.892.000 tep (tabela 6.2), representando 11,82 % das fontes primárias (gráfico 6.1). Pelo lado da demanda, verificou-se em 2011 (tabela 6.2) que o maior consumo ficou com o setor agropecuário, 974.000 tep, representando 51,48.% da OIE da lenha. Na segunda posição, aparece o setor residencial com 461.000 tep (24,37%) e, na terceira posição, o setor industrial com 344.000 tep (18,18 %). 6.1.f - Produtos da cana Ao contrário do Brasil, onde a participação do bagaço de cana na composição das fontes primárias é significativa, no RS a situação é diferente. Em 2012, a participação dos produtos da cana2 registrou na OIE modestos 7.000 tep (tabela 6.2). Pela ótica da demanda, observou-se que 4.000 tep foram consumidos no setor energético, 2.000 tep como consumo não-energético e 1.000 tep transformados nas destilarias. Capítulo 6 6.1.g - Outras fontes primárias 102 Trata-se da composição da lixívia, da casca do arroz e da energia eólica (tabela 6.1). Para calcular a quantidade de casca de arroz, utilizaram-se informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul - FECOAGRO-RS. Para a safra 2013/2012, utilizaram-se os dados que 1 m³ de lenha seca 50 toneladas de arroz, 22% é casca e 38% dessa casca não é utilizada como energético. Em 2012 (tabela 6.2), as “outras fontes primárias” apresentaram OIE de 1.401.000 tep, representando 8,75 % do total das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação a 2011, houve decréscimo na OIE em 0,36 %, onde está inclusa a oleaginosa desde 2010. Pela ótica da demanda, em 2012, verificou-se que 835.000 tep foram utilizados nos centros de transformação (casca de arroz utilizada em termoelétricas, geradores eólicos e energia primária de oleaginosas para produção de biodiesel - energia secundária). Em outras transformações, observa-se uma parcela expressiva do óleo de soja convertido em biodiesel. No setor industrial foram consumidos 566.000 tep, oriundos da casca de arroz e da lixívia. 2 Inclui o bagaço de cana propriamente dito, bem como o caldo de cana e outros subprodutos da cana. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 6.1 BALANÇO ENERGÉTICO 2012 unidades originais Variação de Estoques Oferta Total Eólica MWh Casca de Arroz t Lixívia t Produtos da Cana t Lenha m3 Energia Hidráulica MWh Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico Carvão Vapor t 0 0 8.855.549 0 0 11.674.904 15.650.671 9.867.214 706.493 0 0 0 0 0 32.852 719.577 1.282.609 0 0 0 1.039.679 0 28.316 0 676.293 0 0 0 0 0 0 0 0 9.895.530 706.493 15.650.671 9.531.842 0 0 11.674.904 0 0 -21.561 0 0 Energia Não-Aproveitada 0 -3.277 -1.347 0 0 0 0 0 0 0 0 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.895.530 703.216 9.508.935 0 0 11.674.904 15.650.671 -9.895.530 -149.816 -7.658.826 0 0 -11.674.904 -870.952 -5.315 Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural 0 0 32.852 719.577 1.282.609 1.039.679 0 0 0 0 32.852 719.577 1.282.609 1.039.679 0 -63.203 -1.039.679 -9.895.530 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais El. de Serviços Públicos 0 0 -6.999.613 0 0 -11.583.631 -410.462 0 0 0 -1.039.679 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -149.816 -659.212 0 0 -91.272 -67.949 0 0 -63.203 0 Carvoarias 0 0 0 0 0 -392.541 0 0 0 0 0 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -5.315 0 0 0 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 553.400 1.850.111 0 0 0 14.779.719 27.537 719.577 1.219.406 0 Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 Consumo Final Energético 0 553.400 1.850.111 0 0 0 14.779.719 0 0 19.276 719.577 1.219.406 8.261 0 0 Setor Energético 0 157.430 0 0 0 0 0 19.276 0 0 0 Residencial 0 1.051 0 0 0 0 3.810.854 0 0 0 0 Comercial 0 8.089 0 0 0 0 65.000 0 0 0 0 Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Agropecuário 0 0 0 0 0 0 8.058.751 0 0 0 0 Transportes - Total 0 80.707 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Rodoviário 0 80.707 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Hidroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 306.123 1.850.111 0 0 0 2.845.115 0 719.577 1.219.406 0 Cimento Industrial - Total 0 0 147.200 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferro-gusa e Aço 0 21.960 11.197 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferroligas 0 30.399 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Mineração e Pelotização 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 42.619 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Química 0 108.510 611.256 0 0 0 359.623 0 0 0 0 Alimentos e Bebidas 0 46.284 256.658 0 0 0 970.000 0 0 770.493 0 Têxtil 0 4.068 0 0 0 0 5.000 0 0 0 0 Papel e Celulose 0 9.983 493.368 0 0 0 152.492 0 719.577 0 0 Cerâmica 0 10.031 127 0 0 0 900.000 0 0 448.913 0 Outros 0 32.269 330.305 0 0 0 458.000 0 0 0 0 Consumo Não-identificado Ajustes 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -2 0 0 0 0 0 0 0 0 Capítulo 6 Produção Importação Petróleo m3 FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Gás Natural mil m3 do Rio Grande do Sul 103 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 6.2 BALANÇO ENERGÉTICO 2012 unidade: mil tep Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Energia Primária Total Outras Fontes Primárias Produtos da cana Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico Carvão Vapor 0 2.152 0 0 1.004 1.892 7 1.401 6.456 622 0 0 0 0 0 0 0 9.374 25 0 164 0 0 0 0 0 0 189 8.777 622 2.316 0 0 1.004 1.892 7 1.401 16.019 Exportação 0 0 -5 0 0 0 0 0 0 -5 0 -3 0 0 0 0 0 0 0 -3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta 8.777 619 2.311 0 0 1.004 1.892 7 1.401 16.011 Total Transformação -8.777 -132 -1.861 0 0 -1.004 -105 -1 -835 -12.716 -8.777 0 0 0 0 0 0 0 0 -8.777 Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -1.701 0 0 -996 -50 0 -89 -2.836 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -132 -160 0 0 -8 -8 0 -19 -327 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 -47 0 0 -47 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -1 0 -1 0 0 0 0 0 0 0 0 -727 -727 Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Consumo Final 0 487 450 0 0 0 1.787 6 566 3.295 Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 2 0 2 Consumo Final Energético 0 487 450 0 0 0 1.787 4 566 3.293 0 139 0 0 0 0 0 4 0 143 Outras Transformações Setor Energético Residencial 0 1 0 0 0 0 461 0 0 462 Comercial 0 7 0 0 0 0 8 0 0 15 Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Agropecuário 0 0 0 0 0 0 974 0 0 974 0 71 0 0 0 0 0 0 0 71 0 71 0 0 0 0 0 0 0 71 Transportes - Total Rodoviário Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Hidroviário Industrial - Total Capítulo 6 0 8.752 Energia Não-Aproveitada Reinjeção 104 Petróleo FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Gás Natural do Rio Grande do Sul 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 269 450 0 0 0 344 0 566 1.628 Cimento 0 0 36 0 0 0 0 0 0 36 Ferro-gusa e Aço 0 19 3 0 0 0 0 0 0 22 Ferroligas 0 27 0 0 0 0 0 0 0 27 Mineração e Pelotização 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 38 0 0 0 0 0 0 0 38 Química 0 95 149 0 0 0 43 0 0 288 Alimentos e Bebidas 0 41 62 0 0 0 117 0 227 448 Têxtil 0 4 0 0 0 0 1 0 0 4 Papel e Celulose 0 9 120 0 0 0 18 0 206 353 Cerâmica 0 9 0 0 0 0 109 0 132 250 Outros Consumo Não-identificado Ajustes 0 28 80 0 0 0 55 0 0 164 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2012 - % 6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias Na tabela 6.4, verifica-se que o consumo final de fontes secundárias em 2012 atingiu 15.725.000 tep, tendo predominado a nafta, com 6.454.000 tep (41,04 %). Em 2012, o consumo final de fontes secundárias teve um decréscimo de 5 % em relação a 2011. Já o consumo final energético (sem considerar a nafta e outros não energéticos do petróleo) atingiu 8.895.000 tep, crescimento de 5,43% em relação a 2011. Examina-se, a seguir, a participação específica de cada fonte de energia secundária no ano de 2012. 6.2.a - Óleo Diesel Os consumidores ao abastecerem seus veículos movidos a óleo diesel no Brasil, estão utilizando o óleo diesel (oriundo do refino de petróleo) misturado ao biodiesel, em proporções crescentes. Em 2008, quando a mistura de biodiesel ao óleo diesel passou a ser obrigatória, criou-se o B2 (oriundo da mistura de 2% em volume de biodiesel ao óleo diesel), proporção realizada de janeiro a junho. Nos meses de julho de 2008 a junho de 2009, passou-se a utilizar o B3 (mistura de 3% do biodiesel ao óleo diesel). Nos meses de julho a dezembro de 2009, criou-se o B4 (mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel), e, a partir de 2010, passou-se a utilizar o B5 (mistura de 5% em volume do biodiesel ao óleo diesel). Os valores de biodiesel em 2012 serão examinados no item 6.2.k. A seguir, examinam-se os valores refinados, exportados e consumidos de óleo diesel em 2012, bem como o valor de óleo diesel misturado no consumo final. No gráfico 6.2, que exclui nafta e outros não energéticos do petróleo, observa-se a predominância no consumo do óleo diesel em 2012 (30,20 %), vindo, em seguida, a eletricidade, com 29,24%; e, em terceiro lugar, a gasolina (gasolina A), com 21,76%. Foram consumidos no RS, tabela 6.4, o equivalente a 2.686.000 tep, ou seja, 3.167.533 m³ de óleo diesel, conforme tabela 6.3, representando um crescimento de 3,19 % em relação a 2011. Cabe registrar que no RS foram refinados 4.711.542 m³ de óleo diesel em 2012, sendo parte dessa produção exportada. Na ponta da demanda setorial, verificou-se que o maior consumo foi do setor transporte com 2.608.000 tep (97,1 %), vindo na segunda posição, o setor industrial, com 54.000 tep (2,9%). Em relação ao diesel total (B5), no ano de 2012, foram consumidos 3.334.369 m³, oriundo da mistura de 3.167.650 m³ de óleo diesel com 166.718 m³ de biodiesel. Em 2012, o consumo de óleo combustível no RS chegou a 96.000 tep, tabela 6.4, correspondendo a 1,08% (gráfico 6.2) do consumo de energéticos secundários, representando uma queda de 18,64% em relação a 2011. Pelo lado da demanda setorial, verificou-se em 2012, tabela 6.4, que o maior consumo de óleo combustível foi do setor industrial, 93.000 tep, representando 96,88%; na segunda posição, ficou o consumo no setor energético com 2.000 tep, e, em terceiro o consumo comercial com 1.000 tep cada. O óleo combustível utilizado no centro de transformação não é considerado como consumo. Capítulo 6 6.2.b - Óleo combustível 105 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 6.2.c - Gasolina A Os consumidores ao abastecerem seus automóveis no Brasil usam a gasolina C, também designada de gasolina automotiva. A gasolina C é uma mistura da gasolina A com 20%3 (em volume) de etanol anidro. Dessa forma, será analisada primeiramente a parcela da gasolina A que é misturada com o etanol anidro, a qual consta como “Gasolina” nas tabelas do balanço. Em 2012, o consumo de gasolina A no RS chegou a 1.935.000 tep (tabela 6.4) ou a 2.472.464 m³ (tabela 6.3), representando 21,76% (gráfico 6.2) da parcela do consumo final de energéticos secundários (exclui nafta e outros produtos não energéticos do petróleo). O consumo de gasolina A cresceu 14,77% em relação a 2011. Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2012 a gasolina A foi consumida no setor transportes, predominantemente no segmento rodoviário e uma pequena parcela no segmento aéreo. 6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva) Utilizada para abastecer os veículos nos postos de combustíveis do Brasil, sendo uma mistura da gasolina A, que sai das refinarias de petróleo, com 20%4 (em volume) de etanol anidro. Em 2012, o consumo de gasolina C no RS atingiu 3.081.487 m³, o equivalente a 2.372.745 tep, verificando-se um acréscimo no consumo de gasolina C de 9,3% em relação a 2011. Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2012, a gasolina C foi consumida no setor transportes, segmento rodoviário. 6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP Em 2012, o consumo de GLP no RS (tabela 6.4) chegou a 508.000 tep, parcela de 5,71% (gráfico 6.2) em relação ao consumo energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo), representando um decréscimo de 2,31% em relação a 2011. Pela ponta da demanda setorial em 2012, a maior parcela do consumo de GLP (tabela 6.4) ficou com o setor residencial, 83,07%, atingindo 422.000 tep; na segunda posição, ficou o consumo industrial com 45.000 tep ou uma parcela de 8,86%. 6.2.f - Nafta A nafta é empregada para a produção de plásticos e outros produtos da indústria petroquímica. Não é, portanto, empregada como energético (salvo em pequenas quantidades de nafta transformadas em gasolina e GLP). Em 2012 (tabela 6.4), foram consumidas 6.454.000 tep de nafta, o equivalente a 8.437.185 m³ de nafta (tabela 6.3), representando um decréscimo no consumo em relação a 2011. A nafta participou com 41,04% no consumo final de fontes secundárias (energéticas e não energéticas). Cabe salientar que a maior parte da nafta utilizada no RS no ano de 2012 foi importada. O montante da importação de nafta foi de 5.656.000 tep, segundo dados da tabela 6.4. Capítulo 6 6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante) 106 Em 2012, o RS consumiu 162.000 tep (tabela 6.4) de querosene (aviação mais iluminante), o que representa um crescimento de 6,58% em relação a 2011. Pelo lado da demanda setorial, observou-se que em 2012, a maior parcela de querosene (no caso a querosene de aviação) foi consumida no setor transportes (segmento aéreo) com 160.000 tep (98,77%). 3 4 Percentual constante em 2012. Ver nota de rodapé anterior. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 6.2.h - Eletricidade Em 2012 (tabela 6.4), o consumo final de eletricidade no RS atingiu 2.601.000 tep ou 30.247.590 MWh (tabela 6.3), representando 29,24% (gráfico 6.2) do consumo final energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). O valor apurado representa um crescimento de 3,09% em relação a 2011. Pelo lado da demanda setorial em 2012, a maior parcela do consumo ficou com o setor industrial, 35,72% do total, atingindo 929.000 tep; vindo em segundo lugar, o setor residencial, com 649.000 tep (24,95%); e na terceira posição, o setor comercial, com 437.000 tep (16,8%). 6.2.i - Carvão vegetal O consumo final energético desta fonte secundária foi baixo em 2012, atingindo 27.000 tep, conforme pode ser observado na tabela 6.4, esse valor é maior em relação ao valor apurado em 2011. 6.2.j - Etanol etílico (anidro mais hidratado) O etanol anidro é misturado à gasolina A na proporção de 20%5, dando origem a gasolina C, conforme comentado anteriormente. Já o etanol hidratado é utilizado como combustível nos veículos automotores a etanol e flex - opção de uso além da gasolina C. Em 2012, o etanol etílico anidro consumido no RS atingiu 616.297 m3 e o hidratado 115.216 m3 (tabela 6.3), o que representa um decréscimo de 7,41% do anidro e um decréscimo de 15,98%, respectivamente, em relação ao ano de 2011. Na ponta do consumo setorial, verifica-se que tanto o etanol hidratado como o etanol anidro foram praticamente utilizados no setor transporte (rodoviário). No gráfico 6.2, é apresentada a parcela de 5,78% referente ao consumo de etanol etílico anidro, hidratado, somado ao biodiesel, em relação ao consumo total de energéticos secundários. Se for considerada apenas a parcela de etanol etílico anidro e hidratado, o valor passa a ser de 3,24%. 6.2.k - Biodiesel (B100) Em 2012, o consumo de biodiesel chegou a 166.718 m3, tabela 6.4, correspondendo a 1,42% do consumo de energéticos secundários (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). No gráfico 6.2, essa parcela está inserida na parcela de 5,78%, junto ao consumo de etanol etílico anidro e hidratado. Cabe registrar que no RS foram produzidos 806.500 m3 de biodiesel (conforme linha ”outras transformações” da tabela 6.3), sendo a maior parcela dessa produção exportada. 6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo Inclui gás de refinaria, coque e outros. O consumo ocorre no setor energético totalizando 366.000 tep. Derivados de petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins, como graxas, parafinas, asfaltos, solventes e outros. O consumo de produtos não energéticos de petróleo atingiu 375.000 tep em 2012, tendo um acréscimo de 0,54% em relação a 2011. 5 Percentual constante em 2012. Capítulo 6 6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo 107 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 6.3 BALANÇO ENERGÉTICO 2012 unidades originais Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta 0 126 35.723 -1.774 175.693 -1.648 0 0 0 0 0 0 0 17.683.190 -64.066 0 -933 -27.810 0 0 0 481.015 167.418 7.393.089 -27.810 0 0 0 17.683.190 0 0 0 0 0 616.297 113.551 0 0 0 Biodiesel (B100) m3 Álcool Etílico Hidratado m3 Álcool Etílico Anidro - m3 Carvão Vegetal t Eletricidade MWh Coque de Carvão Mineral Urânio contido no UO2 0 0 -4.945 0 Gás de Cidade e de Coqueria Querosene m3 Nafta m3 GLP m3 Gasolina m3 0 485.960 231.484 7.394.022 0 0 0 616.297 113.551 0 -1.676.384 -420.420 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -639.782 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.500.691 -422.068 -351.588 -7.937 0 0 0 0 0 481.015 167.418 7.393.089 -27.810 0 0 0 17.331.602 -7.937 616.297 113.551 -639.782 Total Transformação 4.668.311 522.366 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060 0 0 0 17.501.000 49.534 0 1.665 806.500 4.711.542 664.122 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060 0 0 0 0 0 0 0 0 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais El. de Serviços Públicos 0 -141.755 -43.231 0 0 0 0 0 0 0 0 15.105.526 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.395.474 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 49.534 0 0 0 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.665 0 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 806.500 Perdas na Distr. e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -4.587.618 0 0 0 0 100.070 2.472.464 832.009 8.437.185 196.757 166.718 Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial 3.167.533 0 0 0 3.167.533 100.070 2.472.464 832.009 1.675 1.895 0 0 0 0 30.247.590 41.597 616.297 115.216 0 0 0 0 0 0 0 196.757 0 0 0 30.247.590 41.597 616.297 115.216 166.718 0 0 0 0 0 8.437.185 10 35 0 727.835 0 0 0 0 0 88 0 0 0 690.892 0 712 0 0 0 7.548.119 33.278 0 0 0 Comercial 12.442 308 0 62.019 0 950 0 0 0 5.084.330 8.319 0 0 655 Público 10.689 735 0 1.803 0 0 0 0 0 2.074.307 0 0 0 563 3.681 0 0 3.415 0 10 0 0 0 3.936.913 0 0 0 194 Agropecuário Transportes - Total 3.075.311 0 2.472.464 136 0 194.871 0 0 0 71.514 0 616.297 115.216 161.865 Rodoviário 3.044.310 0 2.465.189 0 0 0 0 0 0 0 0 616.297 115.216 160.227 Ferroviário 24.256 0 0 0 0 5 0 0 0 71.514 0 0 0 1.277 0 0 7.274 0 0 194.866 0 0 0 0 0 0 0 6 Aéreo Hidroviário Industrial - Total 6.745 0 0 136 0 0 0 0 0 0 0 0 0 355 63.735 97.131 0 73.735 0 180 0 0 0 10.804.571 0 0 0 3.354 Cimento 1.322 42 0 262 0 0 0 0 0 222.695 0 0 0 70 Ferro-gusa e Aço 1.753 2.095 0 49 0 0 0 0 0 1.731.467 0 0 0 92 Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Capítulo 6 0 139.970 Refinarias de Petróleo Centrais Elétricas Autoprodutoras 108 Óleo Diesel m3 FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Óleo Combustível m3 do Rio Grande do Sul 0 0 0 0 0 0 0 0 0 352.077 0 0 0 0 21.610 396 0 1.245 0 0 0 0 0 188.034 0 0 0 1.137 969 170 0 3.205 0 0 0 0 0 1.759.528 0 0 0 51 3.421 10.735 0 8.606 0 140 0 0 0 1.357.071 0 0 0 180 12.449 18.335 0 12.145 0 0 0 0 0 2.136.477 0 0 0 655 Têxtil 133 6.041 0 3.592 0 0 0 0 0 185.573 0 0 0 7 Papel e Celulose 390 22.376 0 2.211 0 0 0 0 0 304.886 0 0 0 21 0 3.200 0 177 0 0 0 0 0 116.242 0 0 0 0 21.689 33.742 0 42.241 0 40 0 0 0 2.450.521 0 0 0 1.142 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 87 229 29 42 0 493 0 0 0 -2.606 0 0 0 0 Cerâmica Outros Consumo Não -identificaodo Ajustes Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 6.4 BALANÇO ENERGÉTICO 2012 unidade: mil tep do Rio Grande do Sul Importação Variação de Estoques Oferta Total 0 0 0 380 30 -2 -4 Energia Secundária Total Alcatrão Produtos Não Energéticos do Petróleo Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado* Carvão Vegetal Eletricidade Urânio contido no UO2 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Querosene Nafta GLP Gasolina Óleo Combustível 0 119 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 141 5.656 0 0 0 0 1.521 0 382 0 69 0 8.269 -1 -23 0 0 0 0 0 8 2 0 -27 102 5.656 0 -39 0 149 -2 377 -23 0 0 0 1.521 0 382 8 71 0 8.241 -1.422 -403 0 0 0 0 0 0 0 -30 -5 -479 0 0 0 -2.339 Energia Não-Aproveitada 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta -1.273 -405 377 -23 0 0 0 1.491 -5 -97 8 71 0 5.902 Total Transformação 3.959 501 1.559 406 799 185 0 0 0 1.505 32 611 357 304 0 10.217 Refinarias de Petróleo 3.995 637 1.559 Exportação 102 5.656 406 799 185 0 0 0 0 0 0 357 304 0 8.242 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 -136 0 0 0 0 0 0 0 1.299 0 0 0 0 0 1.163 -37 0 0 0 0 0 0 0 0 206 0 0 0 0 0 169 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 32 0 0 0 0 32 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 610 0 0 0 610 0 0 0 0 0 0 0 0 -395 0 0 0 0 0 -395 508 6.454 162 0 0 0 2.601 27 514 366 375 0 15.725 Centrais Elétricas Autoprodutoras Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético 0 2.686 0 2.686 96 1.935 0 0 96 1.935 0 0 0 0 0 0 0 0 375 0 6.830 508 0 162 0 0 0 2.601 27 514 366 0 0 8.895 0 6.454 Setor Energético 1 2 0 0 0 0 0 0 0 63 0 0 366 0 0 432 Residencial 0 0 0 422 0 1 0 0 0 649 21 0 0 0 0 1.093 Comercial Público 11 0 0 38 0 1 0 0 0 437 5 0 0 0 0 493 9 1 0 1 0 0 0 0 0 178 0 0 0 0 0 190 0 0 2 0 0 0 0 0 339 0 0 0 0 0 344 Transportes - Total 2.608 0 1.935 0 0 160 0 0 0 6 0 510 0 0 0 5.220 Rodoviário 2.582 0 1.930 0 0 0 0 0 0 0 0 509 0 0 0 5.020 Ferroviário 21 0 0 0 0 0 0 0 0 6 0 1 0 0 0 28 Aéreo 0 0 6 0 0 160 0 0 0 0 0 0 0 0 0 166 Hidroviário 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 Agropecuário Industrial - Total 3 54 93 0 45 0 0 0 0 0 929 0 3 0 0 0 1.124 Cimento 1 0 0 0 0 0 0 0 0 19 0 0 0 0 0 21 Ferro-gusa e Aço 1 2 0 0 0 0 0 0 0 149 0 0 0 0 0 153 Ferroligas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30 0 0 0 0 0 30 Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas 18 0 0 1 0 0 0 0 0 16 0 1 0 0 0 36 1 0 0 2 0 0 0 0 0 151 0 0 0 0 0 154 3 10 0 5 0 0 0 0 0 117 0 0 0 0 0 135 11 18 0 7 0 0 0 0 0 184 0 0 0 0 0 220 Têxtil 0 6 0 2 0 0 0 0 0 16 0 0 0 0 0 24 Papel e Celulose 0 21 0 1 0 0 0 0 0 26 0 0 0 0 0 49 0 3 0 0 0 0 0 0 0 10 0 0 0 0 0 13 18 32 0 26 0 0 0 0 0 211 0 1 0 0 0 288 Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ajustes 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Cerâmica Outros Capítulo 6 Produção Óleo Diesel FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 109 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2012 - % 6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis6 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS Existe uma diferença significativa entre o Brasil e o Rio Grande do Sul quanto à oferta de energia renovável e não-renovável, o comparativo pode ser observado na tabela 6.5 a seguir. No caso do Brasil, observa-se um percentual superior da participação de energias renováveis na matriz energética. Já no caso do RS, a parcela da oferta de energia não-renovável ainda é predominante. Nota-se que o Rio Grande do Sul não segue a tendência da OIE Nacional nesses anos. Tabela 6.5 - Oferta Interna de Energia7 no Brasil e no RS no período de 2008 a 2012 Regiões e Estados Brasil RS 2008 2009 2010 2011 2012 2008 2009 2010 2011 2012 Petróleo e Derivados 36,58% 37,84% 37,84% 38,61% 39,20% 59,81% 57,53% 52,90% 63,67% 60,65% Gás Natural 10,27% 8,75% 10,25% 10,18% 11,50% 3,71% 3,07% 3,16% 2,60% 2,82% Carvão Mineral e Derivados 5,76% 4,80% 5,38% 5,60% 5,40% 7,26% 6,74% 10,56% 8,37% 10,54% Urânio e Derivados 1,47% 1,41% 1,44% 1,52% 1,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Energia não-Renovável 54,08% 52,80% 54,91% 55,90% 57,60% 70,79% 67,34% 66,63% 74,64% 74,02% Energia Hidráulica e Eletricidade 14,02% 15,19% 14,01% 14,66% 13,80% 13,24% 14,88% 14,46% 11,43% 11,38% Lenha e Carvão Vegetal 11,57% 10,09% 9,67% 9,66% 9,10% 10,92% 12,42% 10,91% 7,97% 8,61% Produtos da Cana-de-açúcar 16,97% 18,04% 17,52% 15,71% 15,40% 1,61% 1,53% 0,75% -0,40% -0,41% Outros Renováveis Energia Renovável 3,36% 3,88% 3,88% 4,07% 4,10% 3,44% 3,82% 7,24% 6,36% 6,39% 45,92% 47,20% 45,09% 44,10% 42,40% 29,21% 32,66% 33,36% 25,36% 25,98% Capítulo 6 Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 110 6 Utilizado o critério do Balanço Energético Nacional. No entanto, seria mais conveniente retirar a nafta não energética das fontes não renováveis, bem como retirar a eletricidade das fontes renováveis. No caso do RS, com a utilização desse critério, a participação dos renováveis seria maior e para o caso brasileiro seria menor. 7 Nas tabelas do anexo G, também chamada de Oferta Interna Bruta - OIB. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil e no RS, em 2012 Capítulo 6 Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 111 Centro de Porto Alegre Foto: Arquivo Grupo CEEE 7 Centros de Transformação Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Parque Eólico Foto: Fernando C. Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Centros de Transformação Nos chamados centros de transformação, uma modalidade de energia é convertida em outra, predominando a conversão de energia de fontes primárias em fontes secundárias. Dessa forma, refinarias de petróleo, usinas hidroelétricas, usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, usinas térmicas a carvão vapor, são centros de transformação, onde, predominantemente, a energia de uma fonte primária é convertida em energia secundária. Na sociedade atual, o petróleo predomina em termos de fonte de energia, dessa forma, as refinarias de petróleo são os centros de transformação mais importantes. Um centro de transformação pode converter um energético secundário em outro, como exemplo, usinas termelétricas a diesel ou a óleo combustível. Os principais centros de transformação do Rio Grande do Sul, referentes ao balanço de 2012, são analisados a seguir. 7.1 Refinarias de Petróleo Na tabela 7.1, é apresentado o balanço de energia das refinarias de petróleo do RS. REFAP, RIOGRANDENSE e BRASKEM são as refinarias instaladas no Estado. Os números de refino do RS constam no anexo G nas tabelas referentes ao Balanço. Inicialmente é necessário salientar que os sinais negativos nas tabelas dos centros de transformação indicam que uma modalidade de energia está sendo consumida para gerar outra modalidade de energia, dessa forma o petróleo aparece com o sinal negativo. Em 2012, nas refinarias do RS, foram refinados 8.777.000 tep (ou 87,77 trilhões de kcal) de petróleo, representando um acréscimo de 4,5% em relação ao ano de 2011. Pode ser observado que nas colunas da tabela 7.1, as diferenças não estão zeradas, isso quer dizer que nem toda a energia de petróleo (input) das refinarias foi integralmente convertida em fontes secundárias de energia (output). Verifica-se em termos percentuais, que 6,09% não foram convertidos em fonte de energia secundária em 2012 (535.000 tep). Das fontes de energia secundárias produzidas nas refinarias do RS, em 2012, o óleo diesel representa 45,52%, atingindo 3.995.000 tep; a gasolina (gasolina A) veio em seguida com 17,76%, chegando a 1.559.000 tep; ficando na terceira posição a nafta, com 799.000 tep (9,10%); e na quarta posição aparece o óleo combustível, com 637.000 tep (7,26%). Tabela 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 -6.421 -6.426 -8.396 -7.707 -9.193 -8.216 -8.399 -8.777 2.605 2.894 3.748 3.551 4.571 4.059 4.031 3.995 632 526 195 476 447 197 433 637 1.289 1.360 1.653 1.538 1.509 1.538 1.584 1.559 234 269 452 421 600 384 420 406 Nafta 960 703 1.318 874 1.145 796 612 799 Querosene 105 97 118 116 138 139 210 185 Petróleo Óleo Diesel Óleo Combustível Gasolina GLP Outras Secundárias de Petróleo Produtos Não Energéticos do Petróleo Energia Secundária Total do Petróleo Diferença nos Centros de Transformação 31 71 208 282 365 203 255 357 114 99 124 245 304 337 299 304 5.970 6.019 7.817 7.504 9.079 7.653 7.844 8.242 -451 -406 -579 -203 -114 -563 -555 -535 7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos Na tabela 7.2 é apresentado o balanço de energia das centrais de serviços públicos do RS. São consideradas centrais elétricas de serviços públicos as usinas hidrelétricas, termelétricas (carvão e biomassas) e outras que fornecem energia elétrica para as empresas que detem concessão de distribuição. Como exemplos, são Capítulo 7 Unidade: mil tep 115 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 centrais elétricas de serviços públicos no Estado as usinas termoelétricas a carvão de Candiota, Charqueadas e São Jerônimo; usinas hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai, como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande; hidrelétricas da bacia do rio Jacuí, como Dona Francisca e Jacuí; e Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH. Essa energia é previamente negociada em leilões, sendo que uma parcela dessa energia pode ser vendida diretamente para os chamados consumidores livres. Em países como a Inglaterra, qualquer consumidor pode se tornar um consumidor livre, o que ainda não ocorre no Brasil. No caso de hidrelétricas de fronteira, como Itá, Machadinho e Barra Grande, os valores de MWh produzidos anualmente estão divididos por dois e lançados no BERS. Os sinais negativos que aparecem na tabela 7.2 atendem à metodologia internacional adotada pelo BERS, indicando que os centros de transformação consumiram uma modalidade de energia na entrada do processo para gerar outra modalidade de energia em sua saída. No ano de 2012, verifica-se nas centrais elétricas de serviços públicos que foram transformadas 2.836.000 tep (28,36 trilhões de kcal) de energia primária e 136.000 tep de energia secundária para a produção de 1.299.000 tep (12,99 trilhões de kcal) de eletricidade, valor 40,13% abaixo do total produzido de eletricidade em 2011. Em média, isso representa um rendimento anual energético de 42,29% para as unidades de geração de eletricidade. Em 2012, o consumo de energia primária nas centrais de serviços públicos caiu 16,14%. No tocante as fontes primárias que alimentaram os centros de transformação para produção de eletricidade em 2012, a maior contribuição foi do carvão vapor, com 59,98%, totalizando 1.701.000 tep. A segunda posição ficou com a energia hidráulica, representando 35,12%, totalizando 996.000 tep. A energia eólica, com 3,14% do consumo de fontes primárias, representou um consumo de 89.000 tep, ficando na terceira posição. A lenha ocupou a quarta posição e representou 1,76% do consumo total. O gás natural não teve participação em 2012 em virtude da Usina Termelétrica de Uruguaiana não ter operado. No ano de 2012, o único energético secundário utilizado para a produção de eletricidade nas centrais elétricas de serviços públicos foi o óleo combustível, sendo consumidas 136.000 tep. Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais de serviços públicos não é integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foram convertidos em eletricidade 58,99% em 2012 (1.673.000 tep), valor elevado em função da baixa geração hídrica. Tabela 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS Unidade: mil tep Fonte de Energia Gás Natural 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 -528 -407 -143 -187 0 0 0 0 Carvão Vapor -829 -770 -768 -736 -645 -1.150 -1.312 -1.701 Energia Hidráulica -968 -655 -1.149 -961 -1.364 -1.684 -1.992 -996 -39 -40 -40 -44 -30 -9 -21 -50 0 -12 -35 -37 -33 -31 -57 -89 -2.364 -1.884 -2.135 -1.965 -2.072 -2.873 -3.382 -2.836 -19 -23 -20 -44 -7 -30 -32 -136 Lenha Outras Fontes Primárias Total Consumido de Energéticos Primários Óleo Combustível Eletricidade 1.369 1.081 1.370 1.182 1.510 1.810 2.170 1.299 Total Consumido de Energéticos Secundários 1.350 1.058 1.350 1.138 1.503 1.780 2.138 1.163 Diferença nos Centros de Transformação -1.014 -826 -785 -827 -569 -1.093 -1.244 -1.673 Capítulo 7 7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2012 116 Os gráficos 7.1 a 7.7 apresentam a geração de energia elétrica no período de 2000 a 2012 por tipo de fonte. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE Nota: A Energia das UHE de fronteira é calculada pelo fluxo de energia no Estado e não estão somadas nos valores do gráfico. <> Gráfico 7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH1 Capítulo 7 <> Gráfico 7.3 - Biomassa 1 As usinas de Canastra e Bugres estão lançadas em UHE conforme critério utilizado pela ANEEL. 117 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 7.4 - Gás <> Gráfico 7.5 - Carvão Capítulo 7 <> Gráfico 7.6 - Óleo 118 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 7.7 - Eólica 7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2012 <> Gráfico 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2012 - % Nota: A Energia das UHE de fronteira é calculada pelo fluxo de energia no Estado e não está somada nos valores do gráfico. O balanço das centrais elétricas autoprodutoras no período de 2005 a 2012 consta na tabela 7.3. No ano de 2012, o total de energia primária consumida pelos autoprodutores de energia elétrica no RS foi de 327.000 tep, já o consumo de energia secundária foi de 37.000 tep. Esse montante correspondeu a 206.000 tep de energia elétrica gerada, representado um aumento de 11,35% em relação ao ano de 2011. Em 2012, o maior consumo de fontes primárias em centrais autoprodutoras foi de carvão vapor com 160.000 tep (48,93%), seguido do consumo de gás natural, com 132.000 tep, 40,37% do consumo total e, na terceira posição, o consumo de outras fontes primárias, com 19.000 tep, representando 5,81%. Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais elétricas autoprodutoras não é integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se em termos percentuais, que não foram convertidos em eletricidade 43,41% em 2012 (158.000 tep). Capítulo 7 7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras 119 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS Unidade: mil tep Fonte de Energia Gás Natural Carvão Vapor Energia Hidráulica 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 -58 -68 -82 -78 -143 -120 -72 -132 0 0 0 -40 -60 -137 -118 -160 -23 -20 -24 -19 -17 -20 -12 -8 Lenha 0 0 0 -2 -2 -2 -2 -8 Outras Fontes Primárias 0 0 0 -20 -20 -19 -14 -19 -81 -88 -106 -159 -242 -298 -218 -327 -2 -7 -7 -21 -32 -24 -22 -37 Total Consumido de Energéticos Primários Óleo Diesel Eletricidade 41 41 50 65 81 94 185 206 Total Consumido de Energéticos Secundários 39 34 43 44 49 70 164 169 Diferença nos Centros de Transformação -42 -54 -63 -115 -193 -228 -54 -158 7.4 - Destilarias Diferente da tendência de produção de etanol em algumas regiões do País, o Rio Grande do Sul permanece com uma pequena produção de etanol etílico hidratado. No Estado, o consumo é baixo, se comparado com São Paulo e Paraná, por exemplo. Estudos recentes demonstram condições climáticas favoráveis e de solo adequado para a plantação da cana-de-açúcar. Como grande parte do etanol consumido no Estado vem de outros estados, os proprietários de automóveis flex acabam prejudicados, já que pagam preços mais elevados para abastecer seus veículos com etanol. Em Porto Xavier, há uma destilaria de etanol etílico hidratado que responde pela integralidade do balanço de centro de produção de etanol no RS. Na tabela 7.4, constam os valores de produção por ano de etanol etílico hidratado no RS. Valor abaixo das possibilidades de produção do Estado, conforme análises no Balanço Energético 2005/2006/2007, anexo G. Tabela 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS Unidade: mil tep Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Produtos da Cana -3 -3 -3 -4 -1 -4 -4 -1 Energia primária total -3 -3 -3 -4 -1 -4 -4 -1 2 2 2 3 1 3 3 1 Etanol etílico hidratado Energia secundária total Energia Total 2 2 2 3 1 3 3 1 -1 -1 -1 -1 0 -1 -1 0 7.5 - Carvoarias O carvão vegetal origina de inúmeras carvoarias no Estado e o balanço energético está lançado na tabela 7.5. No ano de 2012, os centros de transformação que produzem carvão consumiram 47.000 tep de lenha, energético primário, para produzir 32.000 tep de carvão vegetal, energético secundário, configurando um rendimento energético de 68,08%. Capítulo 7 Tabela 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS 120 Unidade: mil tep Fonte de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Lenha -37 -38 -39 -40 -40 -37 -41 -47 Total Consumido de Energéticos Primários -37 -38 -39 -40 -40 -37 -41 -47 Carvão Vegetal 26 27 27 28 28 26 28 32 Total Consumido de Energéticos Secundários 26 27 27 28 28 26 28 32 Diferença nos Centros de Transformação -11 -11 -12 -12 -12 -11 -13 -15 8 Consumo de Energia Setorial Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Subestação Gravatai Foto: Fernando C. Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Consumo de Energia Setorial Em 2012, o consumo final energético (exclui nafta e produtos não energéticos do petróleo) foi de 12.188.000 tep. Conforme mostra o gráfico 8.1, a maior parcela de consumo foi do setor transportes com 5.291.000 tep, representando 43,41% do total, o transporte rodoviário predominou no setor. O consumo de energéticos primários e secundários do setor industrial vem em seguida, representando 22,59%, com um consumo de 2.753.000 tep (no gráfico 8.2, verifica-se o consumo por tipo de indústria). O setor residencial, com domicílios rurais inclusos, representou 12,76%, sendo consumidos 1.555.000 tep. O setor agropecuário representou 10,81%, 1.318.000 tep. Em seguida, aparece o setor setor energético com 4,71%, 574.000 tep; seguidos do setor comercial com 4,17%, 508.000 tep de consumo; e o setor público com 1,56%, 190.000 tep. O consumo final energético apresentou acréscimo de 4,82% em relação a 2011. <> Gráfico 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2012 - % 8.1 - Setor Energético A energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de produtos energéticos, na sua forma final, define o que é consumido pelo setor energético. Em 2012, predominou o consumo de “Outras Secundárias do Petróleo” com o consumo de 366.000 tep (63,76%); na segunda posição ficou o gás natural, consumo de 139.000 tep (24,22%). O terceiro energético consumido é a eletricidade, representando 10,98%, em um total de 63.000 tep. Na quarta posição vem produtos da cana com 4.000 tep (0,70%). Em 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor residencial foi de eletricidade, com 41,74%, representando 649 mil tep de energia consumida. Na segunda posição, ficou a lenha, com uma parcela de 29,65%, representando um consumo de 461.000 tep. Na terceira posição ficou o consumo de GLP com 422.000 tep, representando 27,14%. Na quarta posição, ficou o consumo de carvão vegetal, com 21.000 tep, representando 1,35% do total. Houve predominância de fontes secundárias no consumo residencial chegando a 70,29%. Capítulo 8 8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais) 123 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 8.3 - Setor comercial Em 2012, a maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor comercial foi de eletricidade, com 86,02%, correspondendo a um consumo de 437.000 tep. O segundo energético mais consumido foi o GLP, com uma fatia de 7,48%, correspondendo a 38.000 tep. Na terceira posição, ficou o óleo diesel, com 2,17%, um total de 11.000 tep. Na quarta posição, ficou a lenha com 8.000 tep, representando cada um 1,58% e na quinta posição apareceu o gás natural. Ocorreu predomínio do consumo de fontes de energia secundárias, com 97,05% do consumo total. 8.4 - Setor Público Em 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários do setor público foi de eletricidade, com 93,68%, chegando a 178.000 tep. Na segunda posição, ficou o óleo diesel, com uma parcela de 4,74%, atingindo 9.000 tep. Na terceira posição, ficaram o GLP e o óleo combustível, com 0,53% cada, chegando a 1.000 tep. Ocorreu predomínio absoluto do consumo de energéticos secundários no setor público. 8.5 - Setor Agropecuário Em 2012, a fonte de energia mais consumida no setor agropecuário foi a lenha, 73,9%, chegando a 974.000 tep. Na segunda posição, a eletricidade, com 25,72%, totalizando 339.000 tep. Na terceira, ficou o óleo diesel, com 0,23%, chegando a 3.000 tep. As fontes de energia primárias predominaram no consumo do setor agropecuário, 73,9% do total consumido. 8.6 - Setor Transportes No ano de 2012, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor transportes foi de óleo diesel, 49,29%, atingindo 2.608.000 tep. Na segunda posição, a gasolina (gasolina A), com 36,57%, atingindo 1.935.000 tep (na gasolina automotiva - gasolina C o consumo foi de 2.372.745 tep1). Na terceira posição, ficou com a parcela de biocombustíveis soma de etanol (anidro mais hidratado) e biodiesel, com 9,64%, ou seja, 510.000 tep. Houve predominância de energéticos secundários no setor transportes, 98,66% do total. Capítulo 8 8.7 - Setor Industrial 124 A maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor industrial em 2012 foi de eletricidade, com 33,75%, chegando a 929.000 tep. Na segunda posição do consumo, aparece “outras fontes primárias” (energia eólica, casca de arroz e subprodutos da madeira como a lixívia), com 20,56%, totalizando 566.000 tep. Na terceira posição, carvão vapor, com 16,35%, chegando a 450.000 tep. Na quarta posição, a lenha, com uma parcela de 12,50%, atingindo 344.000 tep. Na quinta posição, o gás natural, com 9,77%, chegando a 269.000 tep. Na sexta posição, ficou o óleo combustível, com 3,38%, atingindo 93.000 tep. Novamente o setor industrial gaúcho registrou uma predominância de fontes primárias em seu consumo, 59,14% do total. Número obtido da multiplicação dos 3.081.482,6 m³ de gasolina C consumidos no RS pelo fator de conversão 0,77 que consta da tabela C.10 do anexo C. O mesmo cálculo se efetuado em separado para as parcelas da gasolina A e do etanol anidro que compõe a gasolina C, vai apresentar ligeira diferença. 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Capítulo 8 <> Gráfico 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2012 125 Esquina da Av Ipiranga com Av Getulio Vargas - Linha de Transmissão - anos 60/70 Foto: Arquivo Grupo CEEE 9 Energia e Sociedade Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 UHE Passo do Inferno Foto: Fernando C. Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Energia e Sociedade 9.1 - Energia e Socioeconomia A população do Rio Grande do Sul em 2012, na estimativa1 do IBGE, atingiu 10.770.603 habitantes e o Produto Interno Bruto - PIB atingiu R$ 296,343 bilhões, segundo dados do IBGE, gerando uma renda per capita de R$ 27.541,00. No mesmo ano, a população do País, na estimativa do IBGE, foi de 193.946.886 habitantes, um PIB de R$ 4,403 trilhões e uma renda per capita de R$ 22.402,00. Isso significa que a economia do RS representou 6,73% da economia brasileira em 2012, sendo o quarto PIB da Federação, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na tabela 9.1, verifica-se a evolução recente da renda per capita do Brasil e do RS em valores correntes, e as relações entre as variáveis anuais. Observa-se que a razão entre a renda per capita do RS e do Brasil passou de 1,24 em 2003, para 1,23 em 2012. Tabela 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2012 Renda per capita RS (R$/hab) 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 11.742,00 12.850,00 13.310,00 14.185,00 15.813,00 17.281,00 18.770,68 21.683,00 24.846,00 27.541,00 Brasil (R$/hab) Relação entre as rendas (RS/Brasil) 9.498,00 10.692,00 11.658,00 12.491,00 14.131,41 1,24 1,20 1,14 1,14 1,12 15.240 16.412,53 19.016,00 21.252,00 22.402,00 1,13 1,14 1,14 1,17 1,23 *Em valores correntes Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE Os valores da Oferta Interna de Energia - OIE (denominado Oferta Interna Bruta - OIB nas tabelas do anexo G do BERS 2013- ano base 2012 e do Consumo Final de Energéticos (primários e secundários) per capita no período de 2006 a 2012 constam na tabela 9.2. É importante salientar que as estimativas do consumo de lenha, lançadas no BERS 2013- ano base 2012, estão compatibilizadas com os levantamentos da produção de lenha no RS realizados pelo IBGE, e são mais conservativas que os valores empregados nos Balanços Energéticos Nacionais e mesmo nos Balanços Energéticos do RS anteriores a 2005. Deve-se ainda considerar que houve valor atípico de consumo de nafta não energética em 2012, provocando o crescimento dos indicadores para o caso do RS. Tabela 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS Unidade: tep/hab 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 OIE per capita do RS 1,425 1,502 1,613 1,449 1,532 2,059 2,042 Consumo final per capita do RS 1,266 1,310 1,448 1,332 1,295 1,840 1,772 OIB per capita do Brasil 1,238 1,285 1,350 1,288 1,403 1,410 1,457 Consumo Final per capita do Brasil 1,107 1,163 1,208 1,165 1,259 1,277 1,302 A intensidade energética é definida como a relação entre a energia ofertada (ou consumida) e o PIB, sendo a unidade de PIB, para este caso, tep/mil US$. Como tradicionalmente o indicador é calculado em dólar, é preciso ter cuidado para fazer comparações, devido à expressiva variação cambial no período. Nas tabelas 9.3 e 9.4 são apresentadas as intensidades energéticas do RS e do Brasil, respectivamente. A relação utilizada é OIE / mil US$ de PIB para o período de 2007 a 2012, para o RS; e 2006 a 2012, para o Brasil. Tais intensidades energéticas apresentaram diferenças significativas no período, sendo as intensidades energéticas do RS melhores que a nacional, com exceção dos anos 2011 e 2012. Constam ainda, na tabela 9.3, as intensidades energéticas na indústria e agropecuária do Estado, ou seja, o consumo da indústria no período dividido pelo PIB do Estado. A mesma relação define a intensidade agropecuária. 1 Estimativa da população pelo IBGE referente a 1º de julho de 2012. Capítulo 9 Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE 129 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2007 a 2012 OIE (mil tep) 2007 2008 2009 2010 2011 2012 15.972 17.121 15.436 16.380 22.094 21.913 Consumo final (mil tep) 13.930 15.368 14.187 13.850 19.750 19.020 OIE / mil US$ PIB 0,1211 0,1251 0,1137 0,1119 0,1428 0,1442 Consumo final / mil US$ PIB 0,1057 0,1123 0,1045 0,0946 0,1277 0,1252 Intensidade Energética da Indústria (tep / mil US$ PIB) 0,0200 0,0205 0,0198 0,0183 0,0186 0,0181 Intensidade Energética Agropecuária (tep / mil US$ PIB) 0,0069 0,0073 0,0074 0,0083 0,0076 0,0087 Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE. 1 US$ = R$ 1,95 (câmbio médio do dólar para venda em 2012 - Banco Central) Tabela 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2006 a 2012 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 OIE (milhões tep) 225,62 238,01 251,86 243,21 268,77 272,34 283,61 Consumo final (milhões tep) 202,53 215,20 226,22 220,73 241,19 245,86 253,42 OIE / mil US$ PIB 0,140 0,139 0,140 0,136 0,139 0,137 0,142 Consumo final / mil US$ PIB 0,126 0,126 0,126 0,123 0,125 0,124 0,127 Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012. Na tabela 9.5, pode ser verificado o percentual da OIE do RS em relação à OIE do Brasil no período de 2006 a 2012. Verifica-se que esses percentuais ficam na maior parte dos anos muito próximos dos percentuais de participação do PIB do RS em relação ao PIB nacional. Tabela 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 OIB Brasil (milhões tep) 225,62 238,01 251,86 243,21 268,77 272,34 283,61 OIB RS (mil tep) 15.008 15.972 17.121 15.436 16.380 22.094 21.913 % OIB RS em relação a OIB BR 6,65 6,71 6,80 6,35 6,09 8,11 7,73 % PIB RS em relação PIB BR 6,72 6,82 6,74 6,70 6,72 6,91 6,73 Fontes: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Na tabela 9.6, podem ser observadas as diferentes relações dos energéticos ofertados em relação ao PIB no RS. Tabela 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2006 a 2012 Capítulo 9 unidade: tep / mil US$ 130 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 (Pétroleo+Derivados) / PIB 0,1010 0,1230 0,1111 0,1347 0,1084 0,1050 0,1110 (Eletricidade+Hidráulica) / PIB 0,0148 0,0197 0,0182 0,0169 0,0247 0,0282 0,0164 (Carvão vapor) / PIB 0,0090 0,0083 0,0090 0,0077 0,0118 0,0120 0,0152 (Lenha+Carvão Vegetal) / PIB 0,0150 0,0903 0,0137 0,0143 0,0124 0,0116 0,0127 Fontes: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e Fundação de Economia e Estatística - FEE. 1 US$ = R$ 1,95 (câmbio médio do dólar para venda em 2012 - Banco Central) Em relação à população do Rio Grande do Sul, o número de habitantes era de 7.773.837 em 1980; em 2005, passou a ser de 10.479.714; 10.530.809 em 2006; 10.575.263 em 2007; 10.613.565 em 2008; 10.652.327 em 2009; 10.693.927 em 2010 e 10.770.603 em 2012. De 1980 a 2012, o crescimento populacional foi de 38,55%. Os dados podem ser verificados na tabela 9.7 a seguir. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2012 Ano N° de Ano N° de Ano N° de Ano N° de 1980 habitantes 7.773.837 1990 habitantes 9.017.408 2000 habitantes 10.187.798 2010 habitantes 10.693.929 1981 7.888.168 1991 9.138.670 2001 10.260.330 2011 10.733.030 2012 10.770.603 1982 8.006.821 1992 9.238.799 2002 10.316.752 1983 8.129.798 1993 9.338.914 2003 10.371.315 1984 8.252.643 1994 9.439.415 2004 10.425.735 1985 8.379.713 1995 9.540.715 2005 10.479.714 1986 8.509.658 1996 9.634.688 2006 10.530.809 1987 8.639.748 1997 9.879.813 2007 10.575.263 1988 8.767.542 1998 9.987.770 2008 10.613.565 1989 8.892.716 1999 10.089.899 2009 10.652.327 Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE | Nota: População gaúcha de 2012 estimada pelo IBGE em 1º de julho de 2012. As taxas anuais de variação do PIB per capita e os valores da renda per capita no Rio Grande do Sul e no Brasil para o período de 1981 a 2012 podem ser verificados na tabela 9.8 a seguir. Tabela 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2012 Ano RS Brasil Renda per capita RS Renda per capita Brasil % -3,2 % -6,3 R$ / hab (base 2012) 20.191,55 R$ / hab (base 2012) 1981 1982 -1,6 -1,3 19.873,57 13.998,30 13.344,43 1983 -2,3 -4,9 19.426,75 1984 3,3 3,3 20.067,84 13.784,79 1985 3,1 5,7 20.689,94 14.570,53 15.357,34 1986 3,1 5,4 21.331,33 1987 2,5 1,6 20.811,05 15.603,05 1988 -2,7 -1,9 20.263,92 15.312,12 15.526,49 1989 1,9 1,4 20.648,94 1990 -7,9 -5,9 19.137,11 14.661,47 1991 -3,5 -0,5 18.489,96 14.588,52 14.302,47 1992 7,1 -2 19.802,75 1993 9,6 3,4 21.703,81 14.788,76 1994 4,1 4,3 22.593,67 15.424,67 15.856,56 1995 -6 2,8 21.314,78 1996 -0,5 0,6 21.208,74 16.807,96 1997 3,5 1,8 21.951,04 17.110,50 16.857,64 1998 -1,6 -1,5 21.605,36 1999 1,4 -1,2 21.907,83 17.059,93 2000 3,2 2,8 22.608,88 17.537,61 17.502,60 2001 1,9 -0,2 23.038,45 2002 -0,1 1,2 23.015,43 17.712,63 2003 0,5 -0,3 23.130,51 17.659,65 18.401,36 2004 2,3 4,2 23.662,51 2005 -3,8 1,7 22.796,26 18.714,18 2006 1,6 2,3 23.161,00 19.144,61 2007 5,9 4 24.527,49 19.910,39 2008 2,7 4 25.189,74 20.706,81 2009 -1,6 -1,2 24.793,05 20.461,27 2010 7,3 6,5 26.602,94 21.791,26 2011 5,7 2,7 28.119,31 22.379,62 2012 -2,2 0,1 27.514,00 22.402,00 Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Capítulo 9 14.180,28 131 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a 2012. A participação do PIB do RS oscilou no período entre 6,7% e 7,8% no PIB nacional (maior participação em 1993). A economia do RS cresceu, no período de 1980 a 2012, a taxas inferiores à taxa de crescimento da economia nacional: Enquanto o RS cresceu 102,87% no período, o Brasil cresceu 121,37%. No período de 2005 a 2012, observa-se no ano de 2005, uma taxa de crescimento negativa de 2,8% no RS, sendo a taxa do Brasil de 3,2% positiva. Em 2006, o crescimento do RS foi positivo, taxa de 2,7% e abaixo do crescimento de 3,8% da economia nacional. Em 2007, a economia do RS cresceu 7%, valor acima da taxa de 5,4% da economia nacional. Em 2008, a taxa de crescimento da economia do RS ficou em 3,8% e a taxa brasileira em 5,1%. Em 2009, a taxa de crescimento do RS foi de 0,8% negativa, ficando abaixo do Brasil que obteve uma taxa de 0,2% negativa. Em 2010, o RS cresceu 7,8% e o Brasil 6,5%. Em 2012, o RS decresceu 1,8% e o Brasil cresceu 0,9%. Tabela 9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 20122 RS % Brasil % 1980 1981 -1,8 -4,3 1982 -0,1 0,8 143,64 1.922,27 7,47 1983 -0,8 -2,9 142,50 1.868,10 7,63 1984 4,9 5,4 149,48 1.968,97 7,59 1985 4,7 7,8 156,50 2.122,55 7,37 1986 4,7 7,5 163,86 2.281,74 7,18 1987 4,1 3,5 170,58 2.361,61 7,22 1988 -1,2 -0,1 168,55 2.359,25 7,14 1989 3,4 3,2 174,28 2.434,74 7,16 1990 -6,6 -4,3 163,49 2.334,37 7,00 1991 -2,2 1,0 159,97 2.357,71 6,79 1992 8,3 -0,5 173,25 2.345,98 7,39 1993 10,8 4,9 191,96 2.460,93 7,80 1994 5,2 5,9 201,95 2.606,13 7,75 1995 -5,0 4,2 192,33 2.715,58 7,08 1996 0,5 2,2 193,29 2.775,33 6,96 1997 6,1 3,4 205,08 2.869,69 7,15 1998 -0,5 0,0 204,06 2.869,69 7,11 1999 3,0 0,3 210,18 2.878,30 7,30 2000 4,4 4,3 219,43 3.002,06 7,31 2001 3,1 1,3 226,23 3.041,09 7,44 2002 1,1 2,7 228,72 3.123,20 7,32 2003 1,7 1,1 232,61 3.157,56 7,37 2004 3,4 5,7 240,52 3.337,54 7,21 2005 -2,8 3,2 233,97 3.444,34 6,79 2006 2,7 3,8 240,29 3.575,22 6,72 2007 7,0 5,4 257,11 3.768,28 6,82 2008 3,8 5,1 266,88 3.960,47 6,74 2009 -0,8 -0,2 264,76 3.952,56 6,70 Capítulo 9 Ano 132 PIB RS PIB Brasil PIB RS / PIB Brasil bilhões R$ (base 12) bilhões R$ (base 12) % 146,07 143,49 1.989,02 1.907,02 7,34 7,52 2010 7,8 7,5 285,41 4.249,00 6,72 2011 5,7 2,7 301,68 4.363,73 6,91 2012 -1,8 0,9 296,34 4.403,00 6,73 Fontes: Fundação de Economia e Estatística - FEE e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Elaboração: BERS com base nos valores do PIB de 2012 Os valores do PIB calculados para os anos anteriores a 2011 baseiam-se no valor da moeda, quando utilizado pela FEE e pelo IBGE para o cálculo do PIB de 2011, e sobre tais valores calculando-se as correspondentes taxas de crescimento anuais. 2 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS Nos mapas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4, constam, respectivamente, o consumo de óleo diesel, gasolina C (automotiva), GLP e energia elétrica por município do RS em 20123. Nos mapas 9.5 e 9.6 é apresentado, respectivamente, o consumo total dos principais energéticos de forma municipalizada e por Conselhos Regionais de Desenvolvimento Econômico-Social - COREDES. Capítulo 9 Mapa 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2012 3 Como as proporções relativas de 2012 se mantiveram as mesmas de 2010, os mapas foram repetidos. 133 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2012 Capítulo 9 Mapa 9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2012 134 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2012 Capítulo 9 Mapa 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2012 135 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2012 9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia Capítulo 9 O desempenho de uma sociedade não está apenas atrelado ao PIB, à renda per capita e a indicadores que relacionem a criação de riqueza com os requisitos de energia (OIE per capita e Consumo Final per capita). Indicadores da situação da saúde (como mortalidade infantil e longevidade), da situação de segurança pública (como índice de homicídio e de roubo) e da situação da escolaridade (analfabetismo, qualidade do ensino, taxa de cobertura, de reprovação e de evasão escolar) também estão relacionados, de forma indireta, com a oferta e demanda de energia na sociedade. Alguns desses indicadores são apresentados a seguir, sendo que a maior parte deles faz parte da composição do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas - IDH. Em relação ao Coeficiente de Mortalidade Infantil no RS - CMI-RS, verifica-se no gráfico 9.1, que, em 1980, para cada mil crianças nascidas vivas no Rio Grande do Sul, 39 faleciam antes de completar um ano de idade. Em 2012 este valor atingiu 10,7. 136 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 9.1- Redução da Mortalidade Infantil no RS Fontes: Secretaria da Saúde do RS - SINASC 2013 e NIS/SES-RS 2013 O gráfico 9.2 apresenta a expectativa de vida geral e por sexo para as diferentes faixas etárias no RS no período de 2006 a 2009. Pode ser verificado que ao nascer, a expectativa de vida geral foi de 76,01 anos, sendo que para pessoas do sexo feminino a média é de 80,01 anos. Se o número de óbitos no trânsito e de homicídios não fosse elevado, o RS já estaria com expectativa de vida próxima à média dos países desenvolvidos. <> Gráfico 9.2. - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS O índice de homicídios por 100 mil habitantes é um indicador importante para verificar o padrão de civilidade de um país e mesmo de seus estados. Existem duas medidas que apontam para resultados distintos. Uma delas provém dos registros policiais e a outra da Secretaria Estadual da Saúde. Por exemplo, uma pessoa pode ser atingida por arma de fogo, ou as chamadas armas brancas (objeto constituído de lâmina com capacidade de perfurar ou cortar) e dar entrada no hospital com vida. Para os registros policiais não ocorreu o óbito; porém, esta mesma pessoa poderá vir a falecer no hospital ou mesmo em sua residência por decorrência de complicações pós-operatórias. Nas estatísticas policiais, geralmente esse óbito não é contabilizado, mas é registrado na Secretaria Estadual da Saúde por homicídio. No gráfico 9.3, pode ser verificada a razoável Capítulo 9 Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2010 137 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 situação do RS em relação aos estados selecionados do País4, sendo situado na 24ª posição5. Por outro lado, a situação do RS não pode ser considerada sequer razoável em relação aos padrões de países desenvolvidos. <> Gráfico 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil, em 2011 Fonte: Mapa da violência 2013 - Homicídios e juventude no Brasil. Disponível em <www.institutosangari.org.br>. Acessado em 21/10/2013. Em 2012, de acordo com os relatórios SIM e SINASC6 da Secretaria da Saúde do RS, o número de homicídios foi de 2.354, sendo 89,55% referentes ao sexo masculino (o coeficiente masculino é de 40,2 homicídios por 100 mil habitantes). Os acidentes de transporte foram responsáveis por 2.078 óbitos (um coeficiente de 19,3 óbitos por 100 mil habitantes), também predominando o sexo masculino, com 79,91% dos registros (o coeficiente masculino de óbitos por 100 mil habitantes, por acidente de transporte, é de 30,9). O gráfico 9.4 apresenta os coeficientes de mortalidade por homicídios de 1990 a 2012 no RS, levantados pela Secretária da Saúde do RS. Capítulo 9 <> Gráfico 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2012 Fonte: Secretaria da Saúde do RS - Núcleo de Informações em Saúde - NIS/DAS/SES/RS - 2013 Em 2011, ficaram em melhor posição que o RS, os estados do Piauí, São Paulo e Santa Catarina. Considerando-se por grau de violência, sendo assim, o Estado mais violento no ano foi Alagoas. 6 Dados oficiais acessados em 19/07/2013 no site www.saude.rs.gov.br. 4 138 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Em 2010, a taxa de analfabetismo do RS (pelo critério de idade igual ou maior de 15 anos) foi de 4,53% (predominando o analfabetismo na população, na faixa etária de 60 anos ou mais). Com uma fatia de 48,81% em relação ao total de analfabetos, ficou a população na faixa etária de 60 anos ou mais, seguida pela população na faixa etária dos 50 a 59 anos com 18,15%. O percentual de analfabetos no Rio Grande do Sul é bom, se comparado com a ainda elevada taxa brasileira, que foi de 9,60% segundo o censo do IBGE de 2010, mas abaixo do ideal, se comparada com os números dos países desenvolvidos, que apresentam taxas de analfabetismo inferiores a 1% (e, em muitos casos, nulas). Tabela 9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS 15 a 19 anos 20 a 29 anos analfabetos RS 3.533 7.134 população RS 372.231 809.573 analfabetos BR 372.231 809.573 população BR 7.731.304 16.929.190 30 a 39 anos 10.824 698.743 698.743 14.934.886 40 a 49 anos 15.186 646.313 646.313 12.351.752 50 a 59 anos 20.151 544.619 544.619 9.196.830 60 anos ou mais 54.192 581.454 581.454 9.503.155 111.020 3.652.933 2.287.610 70.647.117 Faixa etária Total (15 anos ou mais) % analfabetos (15 anos ou mais) 4,53 9,60 Fonte: IBGE - Censo - 2010 Elaboração: BERS 2012 - ano base 2011 No tocante à média de tempo de estudo para pessoas acima dos 10 anos de idade, a partir de informações do IBGE (PNAD 2012) calculou-se ser de 7,7 anos o tempo no Rio Grande do Sul, valor superior à média nacional, que é de 7,5 anos. No mesmo cálculo, diversos estados da federação apresentaram desempenho melhor que o do RS: no Distrito Federal, o tempo é de 9,3 anos; no Rio de Janeiro, 8,3; em São Paulo, 8,5; em Santa Catarina, 8,1. Na tabela 9.11, verifica-se o número médio de anos de estudo das pessoas com 10 anos ou mais no RS, em estados selecionados e no Brasil. Embora em melhor posição que a média do Brasil, o RS aparece atrás de Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Tabela 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2012 Estados e País anos Minas Gerais 7,3 Rio de Janeiro 8,3 São Paulo 8,5 Paraná 7,9 Santa Catarina 8,1 Rio Grande do Sul 7,7 Distrito Federal 9,3 Total Brasil 7,5 Para avaliar a qualidade do ensino brasileiro, o Ministério da Educação, por intermédio do INEP, tem aplicado a mais de uma década, o instrumento Sistema de Avaliação do Ensino Básico - SAEB (no qual fazem parte, por amostragem, alunos da 4º e 8º série do ensino fundamental e 3ª série do ensino de nível médio). Além do SAEB, existe o sistema Prova Brasil, que usa metodologia semelhante ao SAEB, o Exame Nacional do Ensino médio - ENEM e avaliações específicas do ensino de nível superior. Os resultados da 3ª série do ensino médio constam no gráfico 9.5. O RS não obteve bom desempenho do ENEM na comparação com o desempenho do Brasil e de estados selecionados, o que não ocorreu no ENEM de 2007 e no de 2009. Capítulo 9 Fonte: IBGE - PNAD 2012 Elaboração: BERS 2013. Nota: Na elaboração do cálculo, foram computados com 15 anos no caso de escolaridades com 15 anos ou mais. Considerou-se ainda, sem escolaridade os que não a declararam e os que declararam não ter um ano de escolaridade e os de escolaridade desconhecida. 139 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 <> Gráfico 9.5 - Desempenho do RS no ENEM7 e de Estados Selecionados em 2011 Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 - ano base 2011 Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil No gráfico 9.6, verifica-se o desempenho do RS no SAEB8 de 2011 nas provas de língua portuguesa e matemática. Em ambas, havia ficado na primeira posição em 2009, porém em 2011 manteve a primeira posição em matemática e passou para a segunda posição em língua portuguesa. <> Gráfico 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino Capítulo 9 de nível médio em 2011 140 Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil - acessado em 15/08/2012 Nota: Médias de matemática e português englobam a rede pública e a rede privada. 7 8 Elaborado por meio da média ponderada das notas obtidas dos alunos de cada escola. Nas tabelas do INEP, chamado de Prova Brasil / SAEB 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 O Brasil não tem obtido bons resultados em testes internacionais, como o PISA (teste internacional da OCDE para adolescentes de 15 anos, versando sobre matemática, conhecimento da língua pátria e ciências). É válido assinalar que o RS, mesmo se destacando no cenário nacional das avaliações do MEC no tocante às provas de matemática e português, pode melhorar sua qualidade de ensino para nivelar com os padrões de países desenvolvidos. No tocante ao Ensino Superior, o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) é um indicador de qualidade de instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizado o CPC (conceito preliminar de curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 5,0) e em faixas (de 1 a 5). O CPC tem como base o Conceito Enade, o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado “variáveis de insumo” - que considera corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico - é formado com informações do Censo da Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade. Foi calculado o CPC de cursos de graduação que fizeram o Enade em 2009, 2010 e 2011. A Avaliação dos Programas de Pós-graduação realizada pela Capes compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós-graduação, SNPG. Na tabela 9.12 estão listadas as 11 universidades brasileiras melhor pontuadas, bem como todas as universidades localizadas no RS que estão na faixa 4 e 5. Na tabela 9.13, são apresentadas as 20 universidades melhor avaliadas do mundo em 2011/2012, e a posição das universidades brasileiras que lograram pontuação no ranking. Tabela 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2012) com IGC nas faixas 4 e 5. UNIVERSIDADES Sigla UF (Sede) Tipo* IGC Posição Federal do Rio Grande do Sul UFRGS RS Federal 1 Contínuo 4,28 Universidade Federal de Lavras UFLA MG Federal 2 4,26 5 Fundação Universidade Federal do ABC UFABC SP Federal 3 4,25 5 Universidade Estadual de Campinas UNICAMP SP Estadual 4 4,22 5 Federal de Minas Gerais UFMG MG Federal 5 4,14 5 Federal de do Triângulo Mineiro UFTM MG Federal 6 4,08 5 Federal de São Carlos UFSCAR SP Federal 7 4,05 5 Federal de Viçosa UFV MG Federal 8 4,02 5 Fundação U. F. de Ciências da Saúde de POA UFCSPA RS Federal 9 3,98 4 Federal de Santa Catarina UFSC SC Federal 10 3,95 5 Federal de São Paulo UNIFESP SP Federal 11 3,92 4 Federal de Santa Maria UFSM RS Federal 17 3,75 4 Federal de Pelotas UFPEL RS Federal 23 3,64 4 Pontifícia Universidade Católica PUCRS RS Privada 29 3,56 4 Do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS RS Privada 34 3,52 4 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul UERGS RS Estadual 42 3,41 4 Fundação Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA RS Federal 50 3,33 4 Universidade FEEVALE FEEVALE RS Privada 53 3,30 4 Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC RS Privada 54 3,27 4 Federal de Rio Grande FURG RS Federal 55 3,17 4 Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS UNIJUI RS Privada 64 3,08 4 Universidade Católica de Pelotas UCPEL RS Privada 66 3,06 4 Universidade de Passo Fundo UPF RS Privada 69 3,03 4 Fonte: INEP - Ministério da Educação do Brasil (dados acessados em 30/12/2013) Nota: A Universidade Estadual de São Paulo (USP) não tem participado das avaliações do MEC. Faixa 5 Capítulo 9 IES 141 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 9.13 - As vinte universidades melhor pontuadas do mundo em 2011/2012*. Classificação Universidade País Pontuação 1º California Institute of Technology Estados Unidos 94,8 2º Harvard University Estados Unidos 93,9 3º Stanford University Estados Unidos 93,9 4º University of Oxford Reino Unido 93,6 5º Princeton University Estados Unidos 92,9 6º University of Cambridge Estados Unidos 92,4 7º Massachusetts Institute of Technology Estados Unidos 92,3 8º Imperial College London Reino Unido 90,7 9º University of Chicago Estados Unidos 90,2 10º University of California Berkeley Estados Unidos 89,8 11º Yale University Estados Unidos 89,1 12º Columbia University Estados Unidos 87,5 13º University of California Los Angeles Estados Unidos 87,3 14º Johns Hopkins University Estados Unidos 85,8 15º ETH Zürich - Swiss Federal Institute of Technology Zürich Suiça 85,0 16º University of Pennsylvania Estados Unidos 84,9 17º University College London Reino Unido 83,2 18º University of Michigan Estados Unidos 82,8 19º University of Toronto Canadá 81,6 20º Cornell University Estados Unidos 80,5 178º Universidade de São Paulo Brasil 44,1 295º Universidade de Campinas Brasil n.d.** Capítulo 9 Fonte: The Times Higher Education World Universities Ranking 2011-2012 - www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2011-2012/top-400. Acessado em 02/08/2012 * Inclui posição das únicas duas universidades brasileiras no ranking das 400 melhores ** n.d. - pontuação global não disponível 142 10 Recursos e Reservas Energéticas Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Usina CEEE-GT Foto: Fernando C. Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Recursos e Reservas Energéticas Os recursos e reservas energéticas do Rio Grande do Sul apresentados neste capítulo referem-se às fontes energéticas não-renováveis - carvão mineral, turfa e xisto betuminoso - e às fontes energéticas renováveis - potencial hidroelétrico, eólico, fotovoltaico e de biomassas. 10.1. - Carvão Mineral O carvão mineral é resultado da ocorrência de soterramento e posterior “incarbonização”1 da flora de grandes florestas que existiram em diversas porções do globo terrestre, durante os períodos Carbonífero e Permiano da era Paleozóica. No carvão mineral, o elemento carbono (C) se concentra de modo abundante. As reservas de carvão mineral no Rio Grande do Sul, em estados selecionados e no Brasil constam na tabela 10.1 a seguir. Os dados foram levantados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia - DNPM/MME. Tabela 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009 Maranhão Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina São Paulo Total Brasil Municípios do RS Alvorada Arroio dos Ratos Bagé Barão do Triunfo Medida Indicada Inferida (t) % (t) % (t) 1.092.442 0,02% 1.728.582 0,02% - Lavrável % (t) % - 3.344.748 0,05% - 2.744.744 0,11% 5.157.679.232 78,73% 10.005.802.742 94,33% 6.305.524.409 96,59% 1.571.151.763 63,17% 1.387.655.114 21,18% 598.349.580 5,64% 221.594.980 3,39% 913.435.067 36,72% 1.077.871 0,02% 876.268 0,01% 1.262.500 0,02% - 6.550.849.407 - 10.606.757.172 Medida 6.528.381.889 Indicada (t) % (t) 8.747.623 0,17% - 2.487.331.574 Inferida % Lavrável (t) % (t) 584.843 0,01% - 13.979.740 0,27% 3.503.000 0,04% - 629.092.000 12,20% 2.800.157.000 27,99% 1.194.314.000 4.040.740 18,94% % 0,26% - 24.497.000 0,47% 33.003.000 0,33% 64.646.000 1,03% - 252.250.707 4,89% 132.561.000 1,32% 22.859.000 0,36% 32.145.106 Caçapava do Sul 1.467.000 0,03% - Cachoeira do Sul 255.213.791 4,95% 411.755.859 4,12% 188.615.294 2,99% 175.622.981 11,18% Candiota 972.417.050 18,85% 632.246.085 6,32% 159.064.321 2,52% 716.592.154 45,61% 44.467.189 0,86% 376.665.924 3,76% 290.280.308 4,60% - Butiá Canoas Charqueadas Encruzilhada do Sul General Câmara - 151.864.000 2,94% 20.489.000 0,20% - 2.758.000 0,05% 10.409.000 0,10% 3.301.000 38.338.000 0,05% 87.158.000 1,69% 200.304.000 2,00% 1.610.000 0,03% - 15,58% 319.112.412 3,19% 335.363.629 5,32% - Guaíba 97.055.000 1,88% 223.569.000 2,23% - Herval 122.687.000 2,38% 382.341.000 3,82% 324.624.000 5,15% - Minas do Leão 362.110.694 7,02% 329.423.074 3,29% 4.389.000 0,07% 217.726.782 83.535.578 1,62% 404.442.025 4,04% 313.527.087 4,97% - Montenegro Novo Hamburgo 89.308.000 5.273.575 0,10% 106.832.025 1,07% 245.903.547 3,90% - Osório 86.337.040 1,67% 595.190.000 5,95% 1.964.124.000 31,15% - Pinheiro Machado 91.660.000 1,78% 1.284.040.000 12,83% 108.791.000 1,73% - 3.167.000 0,06% 27.867.000 0,28% 95.640.000 1,52% - Portão Rio Pardo Sto. Ant. da Patrulha São Jerônimo São Sepé Tramandaí 311.073.950 6,03% 439.058.480 4,39% 221.517.550 3,51% - 99.620.416 1,93% 306.721.748 3,07% 210.322.134 3,34% - 170.814.000 3,31% 146.091.000 1,46% 10.100.000 0,16% 16.664.000 0,32% - - 0,39% 1,06% 13.723.000 0,27% 101.488.000 1,01% 296.482.000 4,70% - 6,20% 501.299.373 5,01% 143.601.496 2,28% 274.560.000 Viamão 126.845.712 2,46% 217.233.737 2,17% 105.864.200 1,68% - 10.005.802.742 6.305.524.409 13,86% 6.154.000 319.631.903 5.157.679.232 5,68% 16.664.000 Triunfo Total RS 2,44% - 803.568.264 Gravataí 2,05% - 17,48% 1.571.151.763 Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo. Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009 1 A maior parte das propriedades do carvão é em função do seu grau de incarbonização. Existe uma graduação contínua entre o grau menor (turfa) e o mais elevado (antracite), sendo a hulha um carvão mineral com 70 a 90% de carbono total. A nomenclatura e os parâmetros utilizados para expressar as diferenças no grau de incarbonização variam internacionalmente. Texto adaptado do Dicionário de Terminologia Energética - World Energy Council - 2004. Capítulo 10 Estado 145 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Mapa 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005 Fontes: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro - 2006 e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2009 - ano base 2008 Elaboração: SEPLAG / DEPLAN 07/09 Tabela 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009 Estado Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Carvão Mineral Bruta (t) Beneficiada (t) Valor Quantidade Valor (R$) Quantidade Valor (R$) Total (R$) - - 92.910 22.475.897,00 22.475.897,00 845 7.688,00 - - 845 7.688,00 2.966.355 206.206.301,00 206.213.989,00 2.759.000 498.490.242,00 498.490.242,00 5.818.265 727.172.440,00 727.180.128,00 Quantidade e valor da produção bruta (ROM2) vendida, consumida ou transferida para industrialização. Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009. Capítulo 10 10.2 - Turfa Sedimento fóssil de origem vegetal, poroso ou compacto, combustível, com elevado teor de água (até cerca de 90% no estado bruto), facilmente riscável, de cor castanha claro a castanha escuro3. Primeiro estágio de formação do carvão mineral, a turfa está presente no RS na planície costeira, mas não existem pesquisas no sentido de averiguar quantidades e qualidade. A turfa é mundialmente usada na composição de solos para agricultura, podendo também ser utilizada como recurso energético4. Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento. De acordo com definição do Dicionário de Terminologia Energética do World Energy Council - 2004. 4 Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM. 2 146 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009 Estado Medida Indicada (t) Alagoas Goiás Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul % Inferida (t) % Lavrável (t) % (t) 0,01% - 1.223.500 0,85% 259.369 0,30% - 198.356 0,14% 219.363 0,26% 1.211 - - 1,59% - - 86,58% 7.807.000 306.728 0,21% - 12.785.350 8,88% 1.366.826 1,78% - 2.567.932 55.161.000 38,31% 74.414.000 % - - 74,04% 5.237.000 13,07% Santa Catarina 38.974.098 27,07% 2.107.901 2,45% 2.561.896 24,30% 16.504.490 41,19% São Paulo 32.459.799 22,54% 7.578.323 8,82% 174.116 1,65% 18.781.144 46,87% 10.544.223 40.072.634 Total Brasil Municípios do RS 143.985.825 85.945.782 Medida Indicada (t) Cachoeira do Sul % Inferida (t) % Lavrável (t) % (t) 4.370.000 7,92% 25.098.000 33,73% 5.261.000 67,39% - Osório 28.229.000 51,18% 25.216.000 33,89% 2.546.000 32,61% 5.237.000 Rio Pardo 13.047.000 23,65% 24.100.000 32,39% Viamão Total RS 9.515.000 - - - - - 74.414.000 7.807.000 5.237.000 17,25% 55.161.000 % 100,00% Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo. Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009 Tabela 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009 Estado Bruta (t) Quantidade Santa Catarina Beneficiada (t) Valor (R$) Valor Quantidade Valor (R$) Total (R$) 6.238 343.289,00 75.486 5.248.166,00 5.591.455,00 São Paulo 21.104 1.463.695,00 11.044 21.826,00 1.485.521,00 Total 27.342 1.806.984,00 86.530 5.269.992,00 7.076.977,00 Quantidade e valor da produção bruta (ROM5) vendida, consumida ou transferida para industrialização. Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009. Xisto betuminoso é o nome informal da rocha folhelho pirobetuminoso, uma rocha sedimentar rica em betume, abundante no RS. Pode ser encontrada na Formação Irati da Bacia do Paraná, mas ainda não existem pesquisas que quantifiquem o volume de betume presente nela. Tecnicamente é possível extrair o betume dessa rocha e aproveitá-lo como óleo, mas até o momento não foi viabilizado um processo industrial econômico para tal procedimento. A Petrobras realizou testes-piloto nesse sentido em São Mateus - Paraná6. 5 6 Run of Mine - É minério bruto, obtido diretamente da mina, sem sofrer qualquer tipo de beneficiamento. Texto baseado em documento enviado por Roberto F. Borba - 1° DS/DNPM. Capítulo 10 10.3 - Xisto Betuminoso 147 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009 Estado Medida (t) Rio Grande do Sul 232.977.000 Municípios do RS Medida Indicada % (t) Inferida % 343.195.000 Indicada (t) % Cachoeira do Sul 27.912.000 11,98% 14.020.000 Encruzilhada do Sul 25.935.000 11,13% 21.667.000 Rio Pardo (t) Lavrável (t) % (t) 4,09% 189.000 0,12% - 6,31% 4.370.000 2,72% - 6.903.000 2,96% 15.751.000 4,59% 472.000 0,29% - 12.136.000 5,21% 81.384.000 23,71% 137.567.000 85,74% - 29.431.000 12,63% 36.907.000 10,75% 1.327.000 0,83% - Viamão 130.660.000 56,08% 173.466.000 50,54% 16.531.000 10,30% - Total RS 232.977.000 343.195.000 % - Inferida % Osório Lavrável % 160.456.000 (t) Gravataí (t) % 160.456.000 Nota: Definições de reservas encontram-se no item 10.8 deste capítulo. Fonte: DNPM/MME - Anuário Mineral Brasileiro 2010 - ano base 2009 10.4 - Potencial Hidrelétrico Capítulo 10 De acordo com o Balanço Energético Nacional 2007, entende-se por potencial hidrelétrico o potencial possível de ser técnica e economicamente aproveitado nas condições atuais de tecnologia. O potencial hidrelétrico é medido em termos de energia firme, que é a geração máxima contínua na hipótese de repetição futura do período hidrológico crítico. O potencial hidrelétrico inventariado compreende as usinas em operação ou construção e os aproveitamentos disponíveis estudados nos níveis de inventário, viabilidade e projeto básico. Tomando-se por base o inventário como etapa em que se mede com toda precisão o potencial, pode-se avaliar a precisão dos valores obtidos para o potencial estimado. De acordo com estudos de avaliação já procedidos, os valores estimados são aproximadamente 35% abaixo do valor final inventariado. Nesse sentido, conclui-se que o potencial estimado é bastante conservador. 148 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2013 Amazonas 6.226 6.709 Bahia 0 324 Goiás 2.564 36 Minas Gerais 973 1.777 Mato Grosso do Sul 113 903 12.935 7 0 250 7.303 Total Geral Total Inventariado Operação Construção Projeto Básico Viabilidade Inventário Total Estimado Remanescente Estado Individualizado Unidade: MW 20.238 7.046 0 324 1.608 3.038 361 0 6.859 11.865 12.190 2.600 3.582 368 189 0 6.002 10.140 12.640 2.750 7.259 717 676 35 12.295 20.982 23.732 1.017 792 0 677 0 3.628 5.097 6.114 Mato Grosso 4.512 1.234 5.746 10.875 75 821 1.267 1.887 14.924 20.670 Pará 2.379 3.713 6.092 21.342 930 700 12.330 8.500 43.802 49.894 Paraná 1.213 271 1.484 3.821 1.954 876 0 15.991 22.641 24.126 Rondônia 1.052 4.254 5.307 488 0 64 85 7.275 7.913 13.220 Roraima 4.178 84 4.262 1.301 324 0 0 5 1.630 5.892 Rio Grande do Sul 491 1.296 1.787 3.391 146 257 5 4.475 8.274 10.079 Santa Catarina 254 222 477 1.918 281 433 24 4.031 6.687 7.163 São Paulo 441 375 816 879 2.162 240 0 11.059 14.339 15.155 2.314 6.653 6.809 Tocantins Total Brasil 157 0 157 2.029 2.304 6 0 25.992 22.253 48.244 69.733 16.735 4.570 14.185 91.392 196.616 245.760 Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo. Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Dezembro de 2013. Acessado em 02/06/2014 Capítulo 10 Mapa 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011 Fonte: Mapa Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Fevereiro de 2011 149 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2013 Remanescente Individualizado Total Estimado Inventário Viabilidade Projeto Básico Construção Operação Total Inventariado Total Geral Unidade: MW 12 404 416 3.928 427 446 0 6.309 11.110 11.526 25.992 22.253 48.244 69.733 16.735 5.470 14.185 91.392 Estado Bacia do Rio Uruguai Total Brasil 197.516 245.760 Nota: Definições dos estágios de desenvolvimento dos potenciais encontram-se no item 10.8 deste capítulo. Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Dezembro de 2013 - Acessado em 02/06/2014 Tabela 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai Nome da Usina Estado Rio Estágio Ludesa SC Chapecó Operação 30,00 Ressaca RS Ijuí Inventário 30,00 Nova União SC Chapecozinho Inventário 32,40 Águas de Chapecó SC Chapecó Inventário 42,00 Pery SC Canoas Inventário 47,00 Porto Ferreira SC Chapecó Inventário 49,30 São José RS Ijuí Construção 51,00 Saudade SC Chapecó Inventário 61,40 Foz do Xaxim SC Chapecó Inventário 63,20 Monjolinho RS Passo Fundo Operação 74,00 Passo São João RS Ijuí Operação 77,00 Santo Antônio SC Chapecó Inventário 84,30 Passo da Cadeia SC/RS Pelotas Inventário 104,00 Quebra Queixo SC Chapecó Operação 121,50 Garibaldi SC Canoas Viabilidade 177,90 São Roque SC Canoas Inventário 214,00 Passo Fundo RS Passo Fundo Operação 220,00 Pai Querê SC/RS Pelotas Viabilidade 292,00 Barra Grande SC/RS Pelotas Operação 698,25 Itapiranga SC/RS Uruguai Viabilidade 724,60 Irai RS/SC Uruguai Inventário 330,00 Foz do Chapecó SC/RS Uruguai Operação 855,00 Campos Novos SC/RS Canoas Operação 880,00 Machadinho SC/RS Pelotas Operação 1.140,00 Itapiranga SC/RS Uruguai Inventário 1.160,00 Itá SC/RS Uruguai Operação 1.450,00 Garabi (Bi-Nacional)** RS/Argentina Uruguai Inventário 1.152,00 Panambi (Bi-Nacional)** RS/Argentina Uruguai Inventário 1.048,00 Capítulo 10 Total Usinas >= 30 MW 150 Total Usinas < 30 MW Total Bacia Rio Uruguai * Potência maior ou igual a 30 MW. ** Considerada a potência instalada total da usina mesmo sabendo-se que somente metade da mesma será brasileira. Fonte: Eletrobrás - Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Julho de 2008; ANEEL e mapa SIPOT fevereiro de 2011. Potência MW* 11.208,85 1.099,22 12.308,07 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí Nome do Nome do Rio Aproveitamento Ijuí IJ-1e - Passo São João Ijuí Ijuí Características Energéticas Distância Potência Potência da Foz Firme Instalada Situação Energia Atual do Firme Aproveitamento km MW méd MW MWh 71,40 43,90 81,00 345.054 Em construção IJ-2’ - São José 130,60 24,00 45,00 188.640 Em construção IJ-3g - Ressaca 213,75 15,80 30,00 124.188 Vetado FEPAM Ijuí IJ-4a - Linha Onze 334,60 14,10 26,00 110.826 Vetado FEPAM Ijuí IJ-5 - Linha Três 392,60 12,90 24,00 101.394 Vetado FEPAM Ijuí IJ-6 - Ajuricaba II 419,10 7,90 14,50 62.094 Vetado FEPAM Ijuí IJ-7 - Barra 455,90 3,50 6,50 27.510 Vetado FEPAM Palmeira PL-1 - Palmeiras 15,20 4,10 7,00 32.226 Disponível Palmeira PL-2a - Condor 21,80 2,40 4,30 18.864 Vetado FEPAM Fiuza FZ-1b - Fiúza II 14,80 0,60 1,00 4.716 Disponível Fiuza FZ-2’ - Rincão do Fundo 19,80 1,20 2,00 9.432 Disponível Potiribu PT-1 - Sede II 21,20 3,60 7,00 28.296 Disponível Potiribu PT-2 - Andorinhas II 37,70 2,90 5,50 22.794 Vetado FEPAM Ijuizinho IZ-1 - Rincão 33,50 2,80 5,00 22.008 Disponível Ijuizinho IZ-2 - Ijuizinho II 42,60 7,10 13,00 55.806 Disponível Ijuizinho IZ-3b’ - Rincão de P. Alegre 72,20 4,80 8,00 37.728 Vetado FEPAM Ijuizinho IZ-4 - Fazenda Grande 142,00 2,80 5,00 22.008 Disponível Ijuizinho IZ-5a - Igrejinha 163,70 1,40 2,50 11.004 Disponível Conceição CC-1a - Passo da Cruz 16,20 3,80 6,80 29.868 Vetado FEPAM Conceição CC-2 - Antas 44,30 1,70 3,00 13.362 Conceição CC-3 - São Miguel 54,60 1,10 2,00 8.646 Vetado FEPAM Conceição CC-4 - Tigre 63,90 1,10 2,00 8.646 Disponível Conceição CC-5a - Serraria 78,80 1,10 2,30 8.646 Disponível Caxambu CX-1 - São Valentim 6,50 1,60 3,00 12.576 Vetado FEPAM Piratinim PR-1c - Bonito 135,11 9,70 18,00 76.242 Vetado FEPAM Piratinim PR-2 - Jaguassango 203,11 8,50 15,00 66.810 Vetado FEPAM Piratinim PR-3 - Campestre 246,91 7,40 13,50 58.164 Vetado FEPAM Piratinim PR-4b - Piratinim 291,31 3,20 5,50 25.152 Vetado FEPAM Piratinim PR-5 - Ilha do lobo 318,71 1,50 2,50 11.790 Vetado FEPAM Inhacapetum IN-1 - Inhacapetum 28,40 2,90 5,50 22.794 Vetado FEPAM Inhacapetum IN-2b - Passo do Tibúrcio 53,30 1,20 2,00 9.432 Vetado FEPAM Icamaquã IC-1 - Passo Novo 78,80 4,00 7,00 31.440 Vetado FEPAM Icamaquã IC-2 - Bom Sossego 124,50 3,60 6,50 28.296 Vetado FEPAM Icamaquã IC-3 - Três Capões 166,30 1,60 4,00 12.576 Vetado FEPAM Icamaquã IC-4 - Icamaquã 180,50 2,50 4,50 19.650 Vetado FEPAM Itacurubi IT-1 - Igreja Baixa 12,40 2,00 3,50 15.720 Vetado FEPAM Itacurubi IT-2 - Estrela do Sul 25,60 1,70 3,00 13.362 Vetado FEPAM Total Inventariado 216,00 396,90 1.697.760 Total Vetado FEPAM 120,60 221,10 947.916 55,83% 55,71% 55,83% Aprovado % Fonte: Grupo CEEE Disponível Capítulo 10 Identificação do Aproveitamento 151 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas Capítulo 10 Identificação do Aproveitamento 152 Nome do Rio Nome do Aproveitamento Municípios Antas Monte Claro Antas Castro Alves Antas Características Energéticas Potência Firme MW méd Potência Instalada MW Energia Firme MWh Bento Gonçalves e Veranópolis 57,90 130,00 455.094 Nova Roma do Sul e Nova Pádua 53,60 120,00 421.296 Muçum Muçum, Roca Sales e Santa Tereza 49,40 112,00 388.284 Antas 14 de Julho Bento Gonçalves e Cotiporã 42,40 98,00 333.264 Antas São Marcos São Marcos e Antônio Prado 27,40 57,00 215.364 Antas São Manoel Caxias do Sul e Campestre da Serra 23,90 51,00 187.854 Antas Serra dos Cavalinhos Jaquirana e Bom Jesus 21,90 45,00 172.134 Rio Prata Jararaca Antônio Prado e Veranópolis 17,20 41,00 135.192 Rio Turvo Primavera Antônio Prado e Protásio Alves 15,40 36,00 121.044 Antas Espigão Preto Vacaria e São Francisco de Paula 16,40 34,00 128.904 Rio Prata Da Ilha Antônio Prado e Veranópolis 15,50 32,00 121.830 Antas Passo do Meio Bom Jesus e São F. de Paula 14,50 30,00 113.970 Guaporé Monte Cuco Anta Gorda 10,80 19,70 84.888 Guaporé Paraíso Anta Gorda 10,70 19,50 84.102 Ituim Saltinho Vacaria 10,30 19,50 80.958 Antas São José São Marcos e Caxias do Sul 10,30 17,50 80.958 Antas São Bernardo São Marcos 9,50 16,00 74.670 Carreiro Caçador Casca e Nova Bassano 8,50 15,60 66.810 Antas Pezzi Bom Jesus 9,20 15,60 72.312 Carreiro Linha Emília Serafina Corrêa 7,70 14,30 60.522 Guaporé Monte Bérico Guaporé e Anta Gorda 8,70 13,90 68.382 Carreiro Cotiporã Serafina Corrêa 7,50 12,70 58.950 Carreiro Autódromo Guaporé e Anta Gorda 6,50 12,00 51.090 Antas Quebrada Funda Bom Jesus 7,50 12,00 58.950 Carreiro Boa Fé Serafina Corrêa 4,80 9,30 37.728 Lageado Grande Cazuza Ferreira Jaquirana 5,40 9,10 42.444 Carreiro São Paulo Serafina Corrêa 4,70 8,40 36.942 Turvo Chimarrão Antônio Prado 4,50 8,20 35.370 Turvo Santa Carolina Antônio Prado 4,30 7,80 33.798 Ituim Morro Grande Vacaria 4,10 7,40 32.226 Guaporé Pulador Guaporé e Anta Gorda 3,50 6,30 27.510 Lageado Grande Palaquinho Jaquirana 3,30 6,00 25.938 Camisas Grotão Cambará do Sul e Jaquirana 2,90 5,20 22.794 Turvo Jardim Antônio Prado 2,80 5,00 22.008 Prata Pratinha Nova Prata 2,80 5,00 22.008 Antas Matemático Jaquirana e Bom Jesus 1,90 3,00 14.934 São Tomé Pião Jaquirana 2,30 3,00 18.078 Lageado Grande Criúva Jaquirana 2,10 2,90 16.506 Santa Rita Boqueirão Lagoa Vermelha e Vacaria 1,60 2,70 12.576 Santa Rita São Pedro Vacaria 1,50 2,30 11.790 Prata Serrinha Nova Prata e Protásio Alves 1,40 2,30 11.004 Turvo Volta Longa Lagoa Vermelha 1,40 2,20 11.004 Lageado Grande Matreiro Jaquirana 1,40 2,00 11.004 Camisas Chapéu Cambará do Sul 1,30 1,90 10.218 Guaporé Nova Esperança Marau 1,10 1,90 8.646 Antas Piraquete Cambará do Sul e S. J. dos Ausentes 1,30 1,90 10.218 Prata Rio Branco Nova Prata e André da Rocha 1,20 1,90 9.432 Santa Rita Entre Rios Vacaria 1,20 1,80 9.432 Lageado Grande Bururi São Francisco de Paula 1,30 1,70 10.218 Guaporé Arranca Toco Marau 0,90 1,60 7.074 Turvo Passo da Pedra Lagoa Vermelha 0,90 1,50 7.074 Santana Boa Vista Cambará do Sul 1,00 1,40 7.860 Santana Potreiro Cambará do Sul 0,90 1,40 7.074 Santa Rita Vacaria Vacaria 0,90 1,40 7.074 Ituim Cinco Cachoeiras Vacaria 0,60 1,20 4.716 Santa Rita Lageado Bonito Vacaria 0,80 1,20 6.288 532,80 1.093,20 4.187.808 Total Fonte: Grupo CEEE Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 10.5 - Potencial Eólico Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS unidade: MW 50 m Local de Implantação Em solo firme (on shore) Total (on shore) 75 m 100 m*** Fator de carga % Velocidade do vento m/s Potência Fator de carga % Potência* Fator de carga % Potência* 7,0 – 7,5 12.290 >29 42.320 >27 82.650 >24 7,5 –8,0 2.990 >34 10.120 >32 27.600 >28 8,0 – 9,0 560 >39 1.990 >37 4.950 >37 > 7,0 15.840 >29 54.430 >29 115.200 >24 Sobre a água** 7,0 – 7,5 9.220 >30 4.610 >28 1.610 >24 (off shore) 7,5 – 8,0 8.040 >35 10 >33 10.810 >29 8,0 – 9,0 1.260 >39 4.920 >37 7.320 >35 Total (off shore) > 7,0 18.520 >30 9.540 >30 19.740 >24 Total Global > 7,0 34.360 >30 63.970 >30 134.940 >24 * Para a hipótese do uso de 20% das áreas disponíveis para instalação dos Parques Eólicos. ** Hipótese formulada sobre as lagoas Patos, Mirim e Mangueira, com áreas extensas e pequenas profundidades. *** Valores estimados. Fontes: Atlas Eólico do Rio Grande do Sul e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2001-2004 10.6 - Potencial Fotovoltaico Capítulo 10 Mapa 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2000 (adaptado). 153 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS Radiação Solar Global Diária MJ/m2 /dia Radiação Solar Global Anual MJ/m2 /ano Radiação Solar Global Anual kWh/m2 /ano Produção Anual de Energia Elétrica kWh/m2 /ano Produção Anual de Energia Elétrica MWh/km2 /ano Região 1 16 5.840 1.621,77 243,27 6.861.586,88 Região 2 14 Região Total RS 5.110 1.419,05 212,86 6.003.888,52 5.353 1.486,62 222,99 6.289.787,98 Notas: Supondo a conversão de 15% da energia irradiada para energia elétrica. Considerando a utilização de 0,01% da área total do RS (282.062 km2) com coletores solares. 1J = 277,77*10 -9 kWh Fonte: Atlas Solarimétrico do Brasil, Recife: Editora Universidade da UFPE, 2000 Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005 - 2007 10.7 - Potencial de Biomassas Tabela 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande do Sul (Biomassa) Unidade Total anual Total Anual mil tep m3 1.000.000 510,00 Bagaço de cana tonelada 2.800.000 596,40 Casca de Arroz3 tonelada 1.628.000 480,26 Biodiesel B1004 m3 200.000 169,60 Lenha5 m3 15.504.414 1.874,00 Energético Álcool etílico1 2 Total de Biomassa 3.630,26 Álcool etílico hidratado e anidro, supondo plantação de 200 mil ha de cana -de- açúcar. Considerando que 1 hectare plantado de cana-de-açúcar gera 14 toneladas de bagaço de cana por ano. Com base em informações do IRGA-RS da safra de arroz do RS 2007-2008, e que 22% da massa de arroz é composta de casca. 4 Considerando em torno de 20% acima da produção projetada de Biodiesel B100 em 2008 no RS. 5 Considerando toda lenha originada da silvicultura usada para produção de energia, com o plantio de 516.814 ha de florestas energéticas, supondo produtividade de 30 m³/ha/ano. Elaboração: Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2005- 2007 1 2 3 10.8 - Definições As definições 10.8.a a 10.8.f foram extraídas do Anuário Mineral Brasileiro - 2006 - DNPM/MME. 10.8.a - Recursos Entende-se por Recursos uma concentração do mineral, que poderá tornar-se viável, parcial ou totalmente. Capítulo 10 10.8.b - Reservas 154 Reservas minerais são aquelas computadas oficialmente e aprovadas pelo DNPM, isto é, as constantes nos Relatórios de Pesquisa Aprovados e nos Relatórios de Reavaliação de Reservas, subtraídas as produções ocorridas no ano base e anos anteriores. Os dados não incluem as reservas minerais lavradas sob os regimes de Licença, Extração e Permissão de Lavra Garimpeira. As reservas são classificadas como Medida, Indicada e Inferida, dependendo do grau de conhecimento da jazida. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 10.8.c - Reserva Medida Volume ou tonelagem de minério computado pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras, galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, sendo o teor determinado pelos resultados de amostragem pormenorizada, devendo os pontos de inspeção, amostragem e medida estarem tão proximamente espacejados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma e o teor da substância mineral possam ser perfeitamente estabelecidos. A reserva computada deve ser rigorosamente determinada nos limites estabelecidos, os quais não devem apresentar variação superior a 20% da quantidade verdadeira. 10.8.d - Reserva Indicada Volume ou tonelagem de minério computado a partir de medidas e amostras específicas, ou de dados da produção, e parcialmente por extrapolação, até distância razoável, com base em evidências geológicas. As reservas computadas são as aprovadas pelo DNPM nos Relatórios de Pesquisa e/ou reavaliação de reservas. 10.8.e - Reserva Inferida Estimativa do volume ou tonelagem de minério, calculada com base no conhecimento da geologia do depósito mineral, havendo pouco trabalho de pesquisa. No Anuário do DNPM, foi introduzido o conceito de reserva lavrável no intuito de dimensionar com maior acuidade as reservas disponíveis, correspondendo à reserva técnica e economicamente aproveitável, levando-se em consideração a recuperação da lavra. 10.8.f - Reserva Lavrável É a reserva in situ estabelecida no perímetro da unidade mineira determinado pelos limites da abertura de exaustão (cava ou flanco para céu aberto e realces ou câmaras para subsolo), excluindo os pilares de segurança e as zonas de distúrbios geomecânicos. Corresponde à reserva técnica e economicamente aproveitável levando-se em consideração a recuperação da lavra, a relação estéril / minério e a diluição (contaminação do minério pelo estéril) decorrentes do método de lavra. As reservas de areia para construção civil, cascalho e rochas para produção de brita não são apresentadas, pois as reservas de areia para construção civil se localizam em grande maioria nos rios, onde são repostas, e as rochas para produção de brita são de origens variadas e abundantes. As definições a seguir relacionadas foram extraídas do Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro - SIPOT - Eletrobrás - Julho de 2008. 10.8.g - Remanescente Resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento complementar, considerando um trecho do curso d’água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar o local de implantação do aproveitamento. 10.8.h - Individualizado 10.8.i - Inventário Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, por meio da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a obter uma avaliação da energia disponível, dos impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos. Capítulo 10 Resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado. 155 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 10.8.j - Viabilidade Resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica, compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infraestrutura local, a definição da respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente. 10.8.l - Projeto Básico Aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade, que permita a elaboração dos documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos. 10.8.m - Construção Aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação. 10.8.n - Operação Capítulo 10 Aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em operação. Os aproveitamentos só são considerados nos estágios “inventário”, “viabilidade” ou “projeto básico” se os respectivos estudos tiverem sido aprovados pela ANEEL. 156 Anexos Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Porto Alegre Noturna Foto: Fernando C. Vieira Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 A Anexo A- Capacidade Instalada Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2012 MW HIDRO SP e/ou APE TERMO TOTAL SP e/ou APE PIE EÓLICA TOTAL SP e/ou PIE APE NUCLEAR TOTAL PIE TOTAIS SP e/ou SP e/ou PIE APE TOTAL PIE 1974 13.224 500 13.724 2.489 1.920 4.409 0 0 0 0 15.713 2.420 18.133 1975 15.815 501 16.316 2.436 2.216 4.652 0 0 0 0 18.251 2.717 20.968 1976 17.343 561 17.904 2.457 2.223 4.680 0 0 0 0 19.800 2.784 22.584 1977 18.835 561 19.396 2.729 2.214 4.943 0 0 0 0 21.564 2.775 24.339 1978 21.104 561 21.665 3.048 2.259 5.307 0 0 0 0 24.152 2.820 26.972 1979 23.667 568 24.235 3.573 2.411 5.984 0 0 0 0 27.240 2.979 30.219 1980 27.081 568 27.649 3.484 2.339 5.823 0 0 0 0 30.565 2.907 33.472 1981 30.596 577 31.173 3.655 2.441 6.096 0 0 0 0 34.251 3.018 37.269 1982 32.542 614 33.156 3.687 2.503 6.190 0 0 0 0 36.229 3.117 39.346 1983 33.556 622 34.178 3.641 2.547 6.188 0 0 0 0 37.197 3.169 40.366 1984 34.301 622 34.923 3.626 2.547 6.173 0 0 0 0 37.927 3.169 41.096 1985 36.453 624 37.077 3.708 2.665 6.373 0 0 0 657 40.818 3.289 44.107 1986 37.162 624 37.786 3.845 2.665 6.510 0 0 0 657 41.664 3.289 44.953 1987 39.693 636 40.329 3.910 2.665 6.575 0 0 0 657 44.260 3.301 47.561 1988 41.583 645 42.228 4.025 2.665 6.690 0 0 0 657 46.265 3.310 49.575 1989 44.172 624 44.796 4.007 2.665 6.672 0 0 0 657 48.836 3.289 52.125 1990 44.934 624 45.558 4.170 2.665 6.835 0 0 0 657 49.761 3.289 53.050 1991 45.992 624 46.616 4.203 2.665 6.868 0 0 0 657 50.852 3.289 54.141 1992 47.085 624 47.709 4.019 2.665 6.684 0,1 0 0,1 657 51.761 3.289 55.050 1993 47.967 624 48.591 4.128 2.847 6.975 0,1 0 0,1 657 52.752 3.471 56.223 1994 49.297 624 49.921 4.151 2.900 7.051 1 0 1 657 54.106 3.524 57.630 1995 50.680 687 51.367 4.197 2.900 7.097 1 0 1 657 55.535 3.587 59.122 1996 52.432 687 53.119 4.105 2.920 7.025 1 0 1 657 57.195 3.607 60.802 1997 53.987 902 54.889 4.506 2.920 7.426 1 0 1 657 59.151 3.822 62.973 1998 55.857 902 56.759 4.793 2.955 7.788 6 0 6 657 61.313 3.897 65.210 1999 58.085 912 58.997 5.198 3.309 8.507 19 0 19 657 63.959 4.221 68.180 2000 60.095 968 61.063 6.548 4.075 10.623 19 0 19 1.966 68.628 5.043 73.671 2001 61.439 970 62.409 6.751 3.730 10.481 21 0 21 1.966 70.177 4.700 74.877 2002 63.323 1.150 64.473 9.714 4.099 13.813 22 0 22 2.007 75.066 5.249 80.315 2003 66.494 1.204 67.698 11.292 4.838 16.130 22 0 22 2.007 79.815 6.042 85.857 2004 67.658 1.429 69.087 14.405 5.151 19.556 27 2 29 2.007 84.097 6.582 90.679 2005 69.471 1.588 71.059 14.627 5.143 19.770 27 2 29 2.007 86.132 6.733 92.865 8.159 96.295 2006 72.007 1.672 73.679 13.886 6.486 20.372 235 2 237 2.007 88.136 2007 73.620 3.249 76.869 14.206 7.023 21.229 245 2 247 2.007 90.078 10.274 100.352 2008 74.235 3.310 77.545 14.766 8.233 22.999 396 2 398 2.007 91.404 11.545 102.949 2009 74.853 3.757 78.610 16.276 9.074 25.350 600 2 602 2.007 93.735 12.834 106.569 2010 76.631 4.072 80.703 17.108 11.654 28.762 926 2 928 2.007 96.671 15.728 112.400 2011 78.023 4.436 82.459 17.906 13.337 31.243 1.424 2 1.426 2.007 99.359 17.775 117.135 2012 79.439 4.855 84.294 20.236 12.542 32.778 1.892 2 1.894 2.007 103.574 17.399 120.973 APE - Autoprodução de energia PIE - Produção independente de energia SP - Serviço Público Inclui metade da Usina de Itaipu Não inclui a potência referente à participação acionária de consumidores tradicionalmente APE As usinas PIE e SP da ANEEL, com parcelas de APE, estão classificadas em SP e/ou PIE Plantas PIE, tradicionalmente APE, estão classificadas em APE Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Anexo A ANO 159 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS Usina Alzir dos Santos Antunes (antiga Monjolinho) Barra Grande Potência (kW) 698.250 11.120 Canastra 42.500 Castro Alves 130.845 Dona Francisca 125.000 Itá da Energia 74.000 Bugres Foz do Chapecó Destino 855.000 1.450.000 Itaúba 500.400 Leonel de Moura Brizola (Ex. Jacuí) 180.000 PIE PIE Proprietário 100% para Monel Monjolinho Energética S/A 100% para Energética Barra Grande S/A. Município Rio Faxinalzinho RS Nonoai RS Passo Fundo Anita Garibaldi SC Esmeralda RS Pelotas SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Canela RS Santa Cruz SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Canela RS Santa Maria PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas Nova Pádua RS Nova Roma do Sul RS das Antas PIE 10% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Agudo RS Jacuí SP 90% para Dona Francisca Energética S/A PIE 100% para Foz do Chapecó Energia S/A Nova Palma RS Águas de Chapecó SC Alpestre RS Uruguai Itá SC Aratiba RS Uruguai PIE 60,5% para Itá Energética S/A 39,5% para Tractebel Energia S/A SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Pinhal Grande RS Jacuí SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Salto do Jacuí RS Jacuí Maximiliano de Almeida RS Piratuba SC Pelotas APE 25,742% para Alcoa Alumínio S/A 5,28% para InterCement Brasil S/A 27,52% para Companhia Brasileira de Alumínio 5,53% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 2,73% para Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas 19,29% para Tractebel Energia S/A 8,29% para Valesul Alumínio S/A 5,62% para Votorantim Cimentos Brasil Ltda. Machadinho 1.140.000 Monte Claro 130.000 PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas Bento Gonçalves RS Veranópolis RS das Antas Passo Fundo 226.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A Entre Rios do Sul RS Passo Fundo Passo Real 158.000 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Salto do Jacuí Jacuí 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A Novembro RS Roque SP RS Dezessei de Passo São João 77.000 PIE Ijuí Gonzales RS Rolador RS São José 14 de Julho Anexo A Total: 17 usinas 160 51.000 PIE 100% para Ijuí Energia S/A 100.710 PIE 100 % para Companhia Energética Rio das Antas 5.949.825 APE - Autoprodutor APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente PIE - Produtor Independente SP - Serviço Público Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Ijuí Salvador das Missões RS Bento Gonçalves RS Cotiporã RS das Antas Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS Aeroporto de Bagé Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional Salgado Filho Alegrete Altero Design Amalfi Aracruz Unidade Guaíba (Antiga Riocell) Arroio Bonito Potência (kW) Destino da Energia Proprietário Município Combustível Classe Combustível 54 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO Bagé RS Óleo Diesel Fóssil 128 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO Pelotas RS Óleo Diesel Fóssil 2.704 REG 100% para Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil 66.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A Alegrete RS Óleo Combustível Fóssil 2.032 REG 100% Altero Design - Indústria e Comércio Ltda Sapiranga RS Óleo Diesel Fóssil 365 REG 100% para Amalfi Indústria de Alimentos Ltda Cruzeiro do Sul RS Óleo Diesel Fóssil 47.000 APE 100% para Aracruz Celulose S/A Guaíba RS Lixívia (Licor Negro) Biomassa São José do Hortêncio RS Óleo Diesel Fóssil Novo Hamburgo RS Óleo Diesel Fóssil Encantado RS Óleo Diesel Fóssil Campo Bom RS Óleo Diesel Fóssil 508 REG 100% para Mineração Arroio Bonito Ltda. ME 1.944 REG 100% para Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo Baldo S.A. Comércio Indústria e Exportação 730 REG 100% para Vaz Oliveira e Cruz Ltda Best Box 365 REG 100% para Best Box Embalagens Ltda Bimbo 1.016 REG 100% para Bimbo do Brasil Ltda. Gravataí RS Óleo Diesel Fóssil CAAL 3.825 PIE 100% para Cooperativa Agroindustrila Alegrete Ltda Alegrete RS Casca de Arroz Biomassa Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo Camil Alimentos - Camaquã 4.000 REG 100% para Camil Alimentos S.A. 350.000 PIE 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica 265 REG 100% para Lojas Colombo S.A. - Comércio de Utilidades Domésticas Central Termelétrica de Geração (Antiga Forjasul) 1.800 REG 100% para Forjasul Encruzilhada Indústria de Madeiras Ltda Centro Adm. Farroupilha 1.041 REG 100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda Porto Alegre RS Óleo Diesel 347 REG 100% para Intermetro Locações e Serviços POAH Ltda Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil Charqueadas 72.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A Charqueadas RS Carvão Mineral Fóssil Cia Minuano 1.016 REG 100% para Cia Minuano de Alimentos Arroio do Meio RS Óleo Diesel Fóssil Condomínio Canoas Shopping Center 1.334 REG 100% para Condomínio Canoas Shopping Center Canoas RS Óleo Diesel Fóssil Coopersul 1.440 REG 100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira do Sul Ltda Capão do Leão RS Óleo Diesel Fóssil Copesul 74.400 PIE 100% para Braskem S/A Triunfo RS Gás de Processo Outros CPMC (Antiga Aracruz Unidade Guaíba) 57.960 APE 100% para CPMC Celulose Riograndense Ltda. 324 REG 100% para Dagoberto Barcellos S/A DHB Componentes Automotivos (Unidade 1) 1.016 REG DHB Componentes Automotivos (Unidade 2) 2.032 Ervateira Rei Verde Evviber Candiota III CD 450 Centro Adm. Farrapos Itaqui RS Casca de Arroz Biomassa Candiota RS Carvão Mineral Fóssil Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil Encruzilhada do Sul RS Resíduos de Madeira Biomassa Fóssil Guaíba RS Licor Negro Biomassa Caçapava do Sul RS Óleo Diesel Fóssil 100%para DHB Componentes Automotivos S.A. Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil REG 100% para DHB Componentes Automotivos S.A. Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil 240 REG 100% para Ervateira Rei Verde Ltda Erechim RS Óleo Diesel Fóssil 508 REG 100% para Indústria de Móveis Evviber Ltda Bento Gonçalves RS Óleo Diesel Fóssil Fuga Couros 1.296 REG 100% para Fuga Couros S.A. Marau RS Óleo Diesel Fóssil Fuga Couros Camargo 1.016 REG 100% para Fuga Couros S.A. Camargo RS Óleo Diesel Fóssil GEEA Alegrete 5.000 REG 100% para Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda Alegrete RS Casca de Arroz Biomassa Gedore 2.200 REG 100% Ferramentas Gedore do Brasil S.A. Fóssil 912 REG 100% para Granol Indústria, Comércio e Exportação S/A Itaqui 4.200 PIE 100% para Camil Alimentos S/A Kappesberg 1.440 REG 100% para Moveis Kappesberg Ltda. Marfrig Alegrete 3.200 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda Marfrig Bagé 3.200 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda Marfrig Capão 1.600 REG 100% para Engenharia e e Geração de Energia Ltda 450 REG 100% para WMS Supermercados do Brasil Ltda. Dagoberto Barcellos Granol Maxxi Santo Ângelo Nutepa 24.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Organização Santamariense 347 REG 100% para Organização Santamariense de Hotéis S.A. Peruzzo 232 REG 100% para Peruzzo Supermercados Ltda. 10.000 PIE 100% para Piratini Energia S/A 508 REG Piratini Polirim Presidente Médici A e B 446.000 SP 100% para Polirim Brasil Indústri de Peças Ltda 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica REFAP 74.720 APE 100% para Petróleo Brasileiro S/A São Borja 12.500 PIE 100% para UTE São Borja Geradora de Energia Elétrica S.A. São Jerônimo São Leopoldo RS Óleo Diesel Cachoeira do Sul RS Óleo Diesel Fóssil Itaqui RS Casca de Arroz Biomassa Tupandi RS Óleo Diesel Fóssil Alegrete RS Óleo Diesel Fóssil Bagé RS Óleo Diesel Fóssil Capão do Leão RS Óleo Diesel Fóssil Santo Ângelo RS Óleo Diesel Fóssil Porto Alegre RS Óleo Combustível Fóssil Santa Maria RS Óleo Diesel Fóssil Bagé RS Óleo Diesel Fóssil Piratini RS Resíduos de Madeira Biomassa Caxias do Sul RS Óleo Diesel Fóssil Candiota RS Carvão Mineral Fóssil Canoas RS Óleo Combustível Fóssil São Borja RS Casca de Arroz Biomassa São Jerônimo RS Carvão Mineral Fóssil Canoas RS Gás Natural Fóssil 20.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica 160.573 PIE 100% para Petróleo Brasileiro S/A Shopping Center Iguatemi Porto Alegre 4.440 REG 100% para Condomínio do Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil Souza Cruz Cachoeirinha 2.952 REG 100% para Souza Cruz S/A Cachoeirinha RS Gás Natural Fóssil Texon 648 REG 100% para Indústria Farmacêutica Texon Ltda. Viamão RS Óleo Diesel Fóssil Triticola Frederico Westphalen 134 REG 100% para Cooperativa Tritícola Wesphalen Ltda. Frederico Westhphalen RS Óleo Diesel Fóssil 2.220 REG 100% para Urbano Agroindustrial Ltda São Gabriel RS Casca de Arroz Biomassa UTE 1 - Corsan - EBAB1 - Cachoeira do Sul 347 REG 100% Companhia Riograndense de Saneamento Cachoeira do Sul RS Óleo Diesel Fóssil UTE 2 - Corsan - EBAT2 - Cachoeira do Sul 508 REG 100% Companhia Riograndense de Saneamento Cachoeira do Sul RS Óleo Diesel Fóssil UTE 3 - Corsan - EBAT3 - Cachoeira do Sul 347 REG 100% Companhia Riograndense de Saneamento Cachoeira do Sul RS Óleo Diesel Fóssil 639.900 PIE 100% para AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda Uruguaiana RS Gás Natural Fóssil Wiga Revestimentos e Esquadrias PVC 365 REG 100% para Wiga Revestimentos e e Esquadrias de PVC Ltda Novo Hamburgo RS Óleo Diesel Fóssil WMS Pelotas 208 REG 100% para WMS Supermercado do Brasil Ltda. Pelotas RS Óleo Diesel Fóssil WMS Porto Alegre 300 REG 100% para WMS Supermercado do Brasil Ltda. Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil Ximango 134 REG 100% para Ximango Indústria de Erva-Mate Ltda Ilópolis RS Óleo Diesel Fóssil Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Urbano São Gabriel Uruguaiana Total: 64 Usinas 2.122.291 Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e BERS 2013 - ano base 2012 APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente PIE - Produtor Independente REG – Registro SP - Serviço Público Anexo A Usina 161 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH no RS Usina Albano Machado Autódromo Boa Fé Buricá Caçador 24.000 24.000 PIE PIE PIE Município Rio Nonoai RS Trindade do Sul RS Lajeado do Lobo Guaporé RS Vista Alegre do Prata RS Carreiro 100% para Boa Fé Energética S.A. Nova Bassano RS Serafina Corrêa RS Carreiro Buricá 100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste Ltda 100% para Autódromo Energética Ltda. 1.360 PIE 100% para Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Entre Rios Ltda Independência RS Inhacorá RS 22.500 PIE 100% para Caçador Energética S/A Nova Bassano RS Serafina Corrêa RS Carreiro Capigui 3.760 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Passo Fundo RS Capigui 9.000 PIE 100% para CN Energia S/A Campo Novo RS Turvo Colorado 1.120 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A Cotiporã 19.500 PIE 100% para Cotiporã Energética S/A 3.340 PIE 100% para Coprel - Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Ltda Criúva 23.949 PIE 100% para Criúva Energética S/A Da Ilha 26.000 PIE 100% para Da Ilha Energética S/A Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian 17.870 PIE Tapera RS Puitã Cotiporã RS Carreiro Victor Graeff RS Jacuí Caxias do Sul RS São Francisco de Paula RS Lajeado Grande Antonio Prado RS Veranópolis RS Prata 100% para Rincão do Ivaí Energia S.A. Júlio de Castilhos RS Salto do Jacuí RS Ivaí Júlio de Castilhos RS Salto do Jacuí RS Ivaí 13.000 PIE 100% para Rincão do Ivaí Energia S.A. 4.800 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Ernestina RS Jacuí Esmeralda 22.200 PIE 100% para Esmeralda S/A Barracão RS Pinhal RS Bernardo José Ferradura 9.200 PIE 100% para BT Geradora de Energia Elétrica S/A Erval Seco RS Redentora RS Guarita Maximiliano de Almeida RS Forquilha Ernestina Forquilha 1.000 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Furnas do Segredo 9.800 PIE 100% para Jaguari Energética S/A‑ Galópolis 1.500 PIE 100% para Galópolis Energia S.A. Jaguari RS Jaguari Caxias do Sul RS Arroio Pinhal Guarita Guarita 1.760 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Erval Seco RS Herval 1.440 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Santa Maria do Herval RS Cadeia Ijuizinho 1.000 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Eugênio de Castro RS Ijuizinho Ijuizinho 3.600 APE 100% para Cooperativa de Distribuição e Geração de Energia das Missões Ltda. Entre-Ijuís RS Ijuizinho Jararaca 28.000 PIE 100% para Veneto Energética S/A Nova Roma do Sul RS Veranópolis RS Prata José Barasuol (Antiga Linha 3 Leste) 14.335 PIE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda Linha Emília 19.500 PIE 100% para Linha Emília Energética S/A Mata Cobra Marco Baldo Moinho 2.880 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A. 16.550 PIE 100% para Turvo Energia S.A. 13.700 PIE 100% para Moinho S.A. Ouro 16.000 PIE 100% para Ouro Energética S/A Palanquinho 24.165 PIE 100% para Serrana Energética S/A Ijuí RS Ijuí Dois Lajeados RS Carreiro Carazinho RS da Várzea Braga RS Campo Novo RS Turvo Barracão RS Pinhal RS Bernardo José Barracão RS Marmeleiro Caxias do Sul RS São Francisco de Paula RS Lajeado Grande Passo de Ajuricaba 3.400 SP 100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí Ijuí RS Ijuí Passo do Inferno 1.332 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica São Francisco de Paula RS Santa Cruz 30.000 PIE 100% para Energética Campos de Cima da Serra Ltda. Bom Jesus RS São Francisco de Paula RS Rio das Antas Bom Jesus RS Jaquirana RS Antas Passo do Meio Pezzi 19.000 PIE 100% para Pezzi Energética S.A. Rastro de Auto 7.020 PIE 100% Certel Rastro de Auto Geração de Energia S/A Rio dos Índios 8.000 PIE 100% para Casa de Pedra Energia S.A. Rio São Marcos 2.200 PIE 100% para Hidrelétrica Rio São Marcos Ltda. RS-155 5.982 PIE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Socail Ltda Putinga RS São José do Herval RS Forqueta Nonoai RS Dos Índios Caxias do Sul RS São Marcos RS São Marcos Ijuí RS Dois Ijuí Putinga RS São José do Herval RS Forqueta Salto Forqueta 6.124 PIE 100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Ltda. Santa Rosa 1.400 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Três de Maio RS Santa Rosa 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento - Cooperluz Geração Santa Rosa RS Três de Maio RS Santa Rosa Barracão RS Esmeralda RS Bernardo José Santo Antônio São Bernardo Anexo A 3.000 Proprietário Carlos Gonzatto Cotovelo do Jacuí 162 Potência Destino da (kW) Energia 4.500 15.000 PIE PIE 100% para CJ Energética São Paulo 16.000 PIE 100% para São Paulo Energética S.A. Serra dos Cavalinhos II 29.000 PIE 100% para Serra dos Cavalinhos II Energética S.A. 8.806 PIE 100% para Tambaú Energética S.A. Tambaú Toca do Tigre Total: 48 Usinas 11.840 PIE 100% para CJ Hydro - Geração de Energia S.A. 553.433 APE - Autoprodutor | PIE - Produtor Independente | SP - Serviço Público Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Guaporé RS Nova Bassano RS Carreiro Monte Alegre dos Campos RS São Francisco de Paula RS Das Antas Erval Seco RS Redentora RS Guarita Braga RS Campo Novo RS Turvo Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Município Cerro Chato I (Antiga Coxilha Negra V) 30.000 PIE 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A Santana do Livramento RS Cerro Chato II (Antiga Coxilha Negra VI) 30.000 PIE 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A Santana do Livramento RS Cerro Chato III (Antiga Coxilha Negra VII) 30.000 PIE 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A Santana do Livramento RS 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Palmares do Sul RS Fazenda Rosário 2 20.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Palmares do Sul RS Fazenda Rosário 3 14.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Palmares do Sul RS Parque Eólico Elebrás Cidreira I 70.000 PIE 100 % para Elebrás Projetos S.A. Parque Eólico de Osório 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Osório RS Parque Eólico de Osório 2 24.000 PIE 100% para Ventos do Litoral Energia S/A Osório RS Parque Eólico de Osório 3 26.000 PIE 100% para Ventos do Litoral Energia S/A Osório RS Parque Eólico de Palmares 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Palmares do Sul RS Parque Eólico dos Índios 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Osório RS Parque Eólico Sangradouro 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Osório RS Parque Eólico Sangradouro 2 26.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S/A Osório RS Parque Eólico Sangradouro 3 24.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S/A Osório RS Atlântica I 30.000 PIE 100% para Atlântica I Parque Eólico S/A Palmares do Sul RS Atlântica IV 30.000 PIE 100% para Atlântica IV Parque Eólico S/A Palmares do Sul RS Atlântica II 30.000 PIE 100% para Atlântica II Parque Eólico S/A Palmares do Sul RS Atlântica V 30.000 PIE 100% para Atlântica V Parque Eólico S/A Palmares do Sul RS 8.000 PIE 100% para Eólica Cerro dos Trindade S.A. Santana do Livramento RS 10.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato IV S.A. Santana do Livramento RS Fazenda Rosário Cerro dos Trindade Cerro Chato IV Total: 21 Usinas Tramandaí RS 598.000 Anexo A PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 163 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Abaúna 720 144 REG 100% para Nelcy Nazarri Andorinhas 512 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda 1.000 REG 100% para Muxfeldt Marin & Cia. Ltda 934 REG 100% para Clínica Respiratus Sociedade Simples 1.000 REG 100% para Arroio Mulala Energética Ltda. Boa Vista 700 REG 100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Braga 520 REG 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Caa-Yari 1.000 REG Cafundó 986 Camargo 200 Barracão Bertussi Caraguatá Cascata das Andorinhas Abaúna Erechim RS Gaurama RS Campo Ijuí RS Poritibu Ibiaçá RS Ligeiro Bento Gonçalves RS Burati Caxias do Sul RS Arroio Mulala Estrela RS Arroio Boa Vista Braga Lajeado Grande REG 100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda. Júlio de Castilhos RS Nova Palma RS Soturno REG 100% para Hidroelétrica Camargo S/A Camargo RS Taquari REG 100% para Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste Ltda Campina das Missões RS Salvador das Missões RS Comandai REG 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Novo Barreiro RS Palmeira das Misssões RS Lajeado Grande 680 REG 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda Chiapeta RS Buricá 1.000 REG 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento 528 PIE 100% para COPREL Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Catibiro 900 REG 100% para Enor Geração e Comércio de Energia Ltda. Caxambu 760 APE 100% para Fockink Participações Ltda 350 REG 100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Ltda Das Cabras 900 REG 100% para Cabras Geradora de Energia Elétrica Ltda. Dona Maria Piana 990 REG 100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste Ltda Dona Mirian 632 REG 100% para Consultoria Agropecuária Magrin Ltda. Estancado 700 REG 100% para Piaia Energética Ltda. Fazenda Santa Sofia 144 REG 100% para Nelcy Nazarri Frederico João Cerutti Floriano Peixoto RS Tiradentes do Sul RS Cascata do Pinheirinho Claudino Fernando Picolli Rio 100% para J.H.M. Geração Elétrica Ltda. 280 Nilo Bonfante (Antiga Cascata do Buricá) Município Cristal do Sul RS 953 Cascata do Barreiro Nonoai RS Lajeado do Tigre Ibirubá RS Pinheirinho Nova Prata RS Arroio Chimarrão Panambi RS Caxambu Giruá RS Santo Angelo RS Comandai Erval Seco RS Redentora RS Guarita Flores da Cunha RS Herval Capão Bonito do Sul RS Lajeado dos Ivos Rio Grande RS Arroio Estancado Áurea RS Getúlio Vargas RS Arroio Toldo 1.000 REG 100% para Hidroelétrica Frederico João Cerutti S/A Giovelli 176 REG 100% para Giovelle & Cia Ltda. Guaporé 667 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda REG 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Erval Seco RS Taquaruçu do Sul RS Fortaleza Ivaí 700 Seberi RS Fortaleza Guarani das Missões RS Comandai Guaporé RS Guaporé Júlio de Castilhos RS Ivaí 1.000 APE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Moinho 270 REG 100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D Novo Tiradentes RS Jaboticaba Nova Palma 306 REG 100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda Júlio de Castilhos RS Nova Palma RS Soturno 1.000 REG 100% para Picada 48 Geração e Comércio de Energia Elétrica Ltda. Dois Irmãos RS Arroio Feitoria Pirapó 756 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Rio Alegre 760 REG 100% para Hidroelétrica Panambi S/A Rio Fortaleza 880 REG 100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D Rio Palmeira 740 SP Saltinho 800 REG Sede (Ijuí) 500 SP Linha Granja Velha Picada 48 100% para Hidroelétrica Panambi S/A. 100% para CPFL Sul Central Elétricas Ltda. 100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí Soledade 882 APE 100% para Cooperativa de Geração e Distribuição de Energia Fontoura Xavier Ltda. Taipinha 900 REG 100% para Cooperativa de Geração e Distribuição de Energia Fontoura Xavier Ltda. Toca 1.000 SP Trabuco 1.000 REG Turvo Usina Backes Usina do Maringá Anexo A 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Águas Termais da Cascata Nazzari Avante 164 REG Proprietário Usina do Parque Usina do Posto Total: 47 Usinas 100% para Ipê Geração de Energia Elétrica Ltda. REG 100% para Maria de Lourdes Lando (espólio de Wolfgang Low) 32 REG 100% para Jânio Inácio Backes 125 REG 100% para Irmãos Zanetti & Cia Ltda. 780 REG REG Ijuí Condor RS Alegre Erval Seco RS Seberi RS Fortaleza Panambi RS Palmeira Muitos Capões RS Saltinho Ijuí RS Potiribu Fontoura Xavier RS Arroio Fão Fontoura Xavier RS Lajeado Taipinha 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão São Francisco de Paula RS de Energia Elétrica 70 160 Roque Gonzales RS 100% para Terraplenagem Salvador Ltda 100% para COPREL Cooperativa de Energia Campestre da Serra RS Trabuco Campo Novo RS Coronel Bicaco RS Turvo Gramado RS Arroio Grande Santo Antônio do Palma RS Vila Maria RS Arroio Jordão Nova Prata RS Protásio Alves RS Prata Ibiaçá RS Lagoa Vermelha RS Forquilha 31.037 APE - Autoprodutor COM -Comercializador Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e Grupo CEEE REG -Registro Santa Cruz SP - Serviço Público Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.7 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Fotovoltáicas - UFV no RS Usina Potência Destino da (kW) Alex Paulo Mottin Município Proprietário Energia 1 REG-RN482 100% para Alex Paulo Mottin Lajeado RS Daniel Giovani Ferronato 0,5 REG-RN482 100% para Daniel Giovani Ferronato Lajeado RS Fuvantes 2,3 REG-RN482 100% para Fundação Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento Social Lajeado RS Getúlio Hoffmann de Oliveira Guederson Andrei Maciel Total: 5 Usinas 2,16 REG-RN482 100% para Getúlio Hoffmann de Oliveira Sapucaia do Sul RS 1,1 REG-RN482 100% para Guederson Andrei Maciel Arroio do Meio RS 7,06 REG-RN482 - Registro mini micro Geradores RN482/2012 Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Tabela A.8 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS Usina Potência (kW) Destino da Proprietário Município Rio Energia Total: 0 Usinas 0 Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Tabela A.9 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS Usina Potência (kW) Destino da Energia Total:0 Usinas Proprietário Município Combustível Classe Combustível 0 PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Tabela A.10 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS Usina Potência Destino da Proprietário (kW) Energia Abranjo I 4.860 PIE 100% para Abranjo Geração de Energia S.A. Trincheira (Bela União) 2.250 PIE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Total: 2 Usinas 7.110 Município Rio Encruzilhada do Sul RS Abranjo Santa Rosa RS Três de Maio RS Santa Rosa Anexo A PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 165 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.11 - Usinas Eólicas em Construção - EOL em Construção no RS Potência (kW) Usina Destino da Energia Proprietário Município Cerro Chato V 12.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato V S.A Santana do Livramento RS Cerro Chato VI 24.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato VI S.A Santana do Livramento RS Corredor do Senandes II 21.600 PIE 100% para OEA Eólica Corredor dos Senades 2 S.A. Rio Grande RS Corredor do Senandes III 27.000 PIE 100% para OEA Eólica Corredor dos Senades III S.A. Rio Grande RS Corredor do Senandes IV 27.000 PIE 100% para OEA Eólica Corredor dos Senades IV S.A. Ibirapuitã I 24.000 PIE 100% para Eólicas Ibirapuitã S.A. Rio Grande RS Santana do Livramento RS Pontal 2 B 11.200 PIE 100% para Força dos Ventos Energia Eólica S.A. REB Cassino I 24.000 PIE 100% para EOL Vento Energias Renováveis S.A Viamão RS Rio Grande RS REB Cassino II 21.000 PIE 100% para Eol Wind Energias Renováveis S.A. Rio Grande RS REB Cassino III 24.000 PIE 100% para EOL Brisa Energias Renováveis S.A Rio Grande RS Vento Aragano I 28.800 PIE 100% para OEA Eólica Vento Aragano I S.A Verace I 20.000 PIE 100% para Eólica Geribatu I S.A. Rio Grande RS Santa Vitória do Palmar RS Verace II 20.000 PIE 100% para Eólica Geribatu II S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace III 26.000 PIE 100% para Eólica Geribatu III S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace IV 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu IV S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace IX 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu IX S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace V 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu V S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace VI 18.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VI S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace VII 30.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VII S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace VIII 26.000 PIE 100% para Eólica Geribatu VIII S.A. Santa Vitória do Palmar RS 28.000 PIE 100% para Eólica Geribatu X S.A. Santa Vitória do Palmar RS Verace X Total: 21 Usinas 502.600 PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Tabela A.12 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS Usina Potência (kW) Pai Querê Destino da Energia 292.000 Total: 1 Usina PIE Proprietário Município Rio Bom Jesus RS Lages SC Pelotas Município Combustível Classe Combustível 15,4% Alcoa Alumínio S/A 4,5% DME Energética S.A 80,1% Votorantim Cimentos S.A. 292.000 PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 e BERS 2013 - ano base 2012 Tabela A.13 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Anexo A Biotérmica Recreio 166 Proprietário 8.556 PIE 100% para Bio Térmica Energia Ltda. Minas do Leão RS Biogás Biomassa CTSUL 650.000 PIE 100% para Central Termoelétrica Sul S/A Cachoeira do Sul RS Carvão Mineral Fóssil Jacuí 350.200 PIE 100% para Elétrica Jacuí S/A Charqueadas RS Carvão Mineral Fóssil PCT SLC Alimentos 5.800 APE 100% para PCT SLC Alimentos Ltda Capão do Leão RS Casca de Arroz Biomassa S.A.V. - Unisinos 4.600 REG 100% para Associação Antônio Vieira São Leopoldo RS Gás Natural Fóssil Total: 5 Usinas 1.019.156 PIE - Produtor Independente REG - Registro APE - Autoprodução de Energia Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.14 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS Usina Bela Vista Cachoeira Cinco Veados Serra dos Cavalinhos Jardim Potência Destino da Proprietário (kW) Energia 5.500 PIE 100% para Central elétrica Caibi Ltda. - ME 16.453 PIE 25.000 PIE 9.000 PIE Linha Aparecida 25.407 PIE Linha Jacinto 17.801 PIE Monte Cuco 30.000 PIE Morrinhos 2.250 PIE Morro Grande Primavera do Rio Turvo 9.800 PIE 30.000 PIE Quebrada Funda 16.000 PIE Quebra Dentes 22.360 PIE Rincão São Miguel 9.750 PIE Salto do Guassupi 12.199 PIE Santa Carolina 10.500 PIE Total: 15 Usinas Município Rio Vacaria RS Quevedos RS São Martinho RS São Francisco de 100% para Serra dos Cavalinhos Energética S.A. Paula RS 100% para Hidrelétrica Jardim Ltda. André da Rocha RS Liberato Salzano RS 100% para Coogerva Linha Aparecida Energia S.A Novo Tiradentes RS Liberato Salzano RS 100% para Coogerva Linha Jacinto Energia S.A. Rodeio Bonito RS Anta Gorda RS 100% para PCH Performance Centrais Hidrelétricas Ltda Guaporé RS 100% para Certaja Morrinhos Geração e Comércio Barão do Triunfo RS de Energia Elétrica Ltda São Jerônimo RS 100% para Hidrelétrica Morro Grande Ltda. Muitos Capões RS Ipê RS 100% para Hidrotérmica S/A Protásio Alves RS Bom Jesus RS 100% para Hidrotérmica S/A Jaquirana RS Julio de Castilhos RS 100% para Quevedos Energética S.A. Quevedos RS Quevedos RS 100% para Rincão São Miguel Energética S.A. São Martinho da Serra RS Julio de Castilhos RS 100% para Salto do Guassupi Energética S.A. São Martinho da Serra RS André da Rocha RS 100% para Carolina Geração Jardim Ltda Muitos Capões RS Socorro 100% para Rincão dos Albinos Energética S.A. Toropi das Antas Turvo Várzea Várzea Guaporé Arrorio dos Cachorros Ituim Turvo Antas Toropi Toropi Guassupi Turvo 242.020 Anexo A PIE - Produtor Independente Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 167 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.15 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia 23.000 PIE 100% para Ventos do Cabo Verde Energia I S.A. Palmares do Sul RS Cabo Verde 2 (antigo Força 2) 29.900 PIE 100% para Ventos do Cabo Verde Energia II S.A. Palmares do Sul RS Cabo Verde 3 (antigo Força 1) 25.300 PIE 100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A. Palmares do Sul RS Cabo Verde 4 29.900 PIE 100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A. Palmares do Sul RS Cabo Verde 5 16.100 PIE 100% para Ventos do Cabo Verde Energia III S.A. Palmares do Sul RS Capão do Inglês 10.000 PIE 100% paa Eólica Coxilha Seca S.A Chuí 9 20.000 PIE 100% para Eólica Chuí IX S.A. Chuí RS Chuí I 24.000 PIE 100% para Eólica Chuí I S.A. Chuí RS Chuí II 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí II S.A. Chuí RS Chuí IV 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí IV S.A. Chuí RS Chuí V 30.000 PIE 100% para Eólica Chuí V S.A. Chuí RS Coxilha Seca 30.000 PIE 100% paa Eólica Coxilha Seca S.A Santana do Livramento RS Curupira 25.000 PIE 100% para Ventos de Curupira S.A Rio Grande RS Fazenda Vera Cruz 22.500 PIE 100% para Ventos de Vera Cruz S.A Rio Grande RS 8.000 PIE 100% paa Eólica Coxilha Seca S.A Santana do Livramento RS 18.400 PIE Granja Vargas 2 100% para Ventos de Granja Vargas II Energia Ltda. 100% para Ventos de Granja Vargas II Energia Ltda. 100% para Ventos de Granja Vargas I Energia Ltda. Santana do Livramento RS Palmares do Sul RS Granja Vargas 3 16.100 PIE Granja Vargas I 28.000 PIE Minuano I 22.000 PIE 100% para Eólica Chuí VI S.A. Chuí RS Minuano II 24.000 PIE 100% para Eólica Chuí VII S.A. Chuí RS Parque Eólico dos Índios 2 28.000 PIE 100% para Ventos dos Índios Energia S.A. Osório RS Parque Eólico dos Índios 3 22.000 PIE 100% para Ventos dos Índios Energia S.A. Osório RS Parque Eólico Giruá 11.050 PIE 100% para Ecoprojeto Ltda Parque Eólico Pinhal 9.350 PIE 100% para Geração de Energia Sustentável Ltda Piloto de Rio Grande 4.500 REG 100% para Petróleo Brasileiro S/A Pontal 2 A 21.600 PIE 100% para Enerplan Energia Eólica IV S.A. Viamão RS Pontal 3 B 25.600 PIE 100% para Enerplan Energia Eólica III S.A. Viamão RS Xangri-lá 27.675 PIE 100% para Honda Energy do Brasil Ltda Total: 28 Usinas 595.975 PIE - Produtor Independente; REG - Registro Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Anexo A Município Cabo Verde (antigo Força 3) Galpões 168 Proprietário Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Giruá RS Palmares do Sul RS Rio Grande RS Xangri-lá RS Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela A.16 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Carlos Bevilácqua 800 REG 100% para Cooperativa de Distribuição de Energia CRELUZ-D Galópolis 540 REG 100% para Pro Bios Consultoria e Participações Ltda Total: 2 Usinas Município Rio Seberi RS Fortaleza Caxias do Sul RS Arroio Pinhal 1.340 REG - Registro Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 02/06/2014 Tabela A.17 - Linhas de Transmissão no RS CEEE-GT* Eletrosul Tensão N° de LTs km LTs N° de LTs km LTs 69 kV 14 226,92 - - 138kV 15 760,05 1 12,50 230kV 80 5.091,03 19 1.150,91 500 kV - - 6 1.121,26 Total 109 6.078,00 26 2.284,67 Anexo A Fontes: Grupo CEEE - Dados de 31/12/2013 Eletrosul - Dados de 31/12/13 *Estão contabilizadas as LTs que são propriedade + O&M Obs: As linhas pertencentes às distribuidoras não estão contempladas na tabela. 169 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 B Anexo B - Dados Mundiais de Energia Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2011 e 2012 Produtores 106 t Mundial Arábia Saudita 544 13,1% Arábia Saudita 353 Estados Unidos 500 Estados Unidos 972 Rússia 520 12,6% Rússia 247 China 251 China 536 Estados Unidos 387 9,3% Irã 122 Japão 177 Japão 247 China 206 5,0% Nigéria 121 Índia 172 India 191 Irã 186 4,5% Emirados Árabes 114 Coreia do Sul 125 Rússia 166 Canadá 182 4,4% Iraque 108 Alemanha 90 Arábia Saudita 154 Emirados Árabes 163 3,9% Venezuela 93 Itália 77 Brasil 147 Venezuela 162 3,9% Kuwait 89 França 64 Alemanha 124 Kuwait 152 3,7% Canada 82 Singapura 58 Coréia do Sul 129 Angola 79 Países Baixos 57 Canadá 574 Demais Países 508 Iraque Exportadores(1) 148 3,6% Demais Países 1.492 36,0% Demais Países Mundo 4.142 100% Mundo 106 t 1.982 Importadores(2) 106 t Mundo 2.079 Consumidores* Demais Países Mundo 106 t 126 1912 4.704 Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013 *BP Statistical Review – 2013, valores de mil barris dia convertidos por BERS 2013 em milhões de toneladas Nota: Produtores e Consumidores, ano 2012. Exportadores e Importadores, ano 2011. (1) Considerado somente países com exportações líquidas positivas. (2) Considerado somente países com importações líquidas positivas. Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2011 106 t Mundial Estados Unidos Produtores 824 21,1% Rússia Exportadores China 417 10,7% Estados Unidos 106 t Importadores 106 t 100 Japão 34 61 China 25 Rússia 248 6,4% Índia 47 Indonésia 22 Índia 207 5,3% Arabia Saudita 42 México 22 Japão 169 4,3% Venezuela 31 França 19 Coreia 127 3,3% Kuwait 31 Hong Kong (China) 19 Alemanha 100 2,6% Coreia do Sul 21 Brasil 17 99 2,5% Argélia 17 Alemanha 15 Brasil Canadá 93 2,4% Catar 17 Singapura 15 Arábia Saudita 94 2,4% Irã 17 Austrália 13 Demais Países 1.520 39,0% Demais Países 134 Demais Países 229 Mundial 3.896 100% Mundial 518 Mundial 430 Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013 Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2012 Produtores Anexo B Estados Unidos 170 109 m3 Mundial Exportadores 109 m3 Importadores 681 19,8% Rússia 185 Catar 120 Alemanha 70 Rússia 416,2 109 Itália 68 Irã 156,1 57 Coreia do Sul 48 China 143,8 45 Japão 116,7 43 Reino Unido Canadá 100,7 102,8 Japão 109 m3 122 Consumidores* Estados Unidos Rússia 656 19,1% Catar 160 4,7% Noruega Irã 158 4,6% Canadá Canadá 157 4,6% Argélia 48 Turquia Noruega 115 3,3% Turcomenistão 37 Estados Unidos China 107 3,1% Indonésia 37 França 43 Arábia Saudita 95 2,8% Países Baixos 34 Reino Unido 37 Arábia Saudita Países Baixos 80 2,3% Nigéria 27 China 36 Alemanha Malásia 21 Ucrânia 32 77 2,2% Demais Países Indonésia 1.149 33,5% Demais Países Mundo 3.435 100% Mundo Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013 *BP Statistical Review - 2013 Itália 154 Demais Países 283 Demais Países 829 Mundo 827 Mundo 109 m3 722,1 78,3 75,2 68,7 1.333,8 3.314,4 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2012 Produtores China 106 t % (Carvão Mundial mineral)¹ Exportadores 106 t (Carvão mineral)¹ 106 t (Carvão mineral)¹ Importadores Consumidores² 106 t Milhões Carvão ton óleo Mineral equivalente (total) 3.549 45,3 Indonésia 383 China 278 China 3.607 1873,3 Estados Unidos 935 11,9 Austrália 302 Japão 184 Estados Unidos 808 437,8 Índia 595 7,6 Estados Unidos 106 Índia 158 Índia 735 298,3 Indonésia 443 5,7 Rússia 103 Coréia do Sul 126 Japão 185 124,4 Austrália 421 5,4 Colômbia 82 Taipé Chinesa 65 Rússia 250 93,9 Rússia 354 4,5 África do Sul 72 Alemanha 45 África do Sul 184 89,8 África do Sul 259 3,3 Cazaquistão 32 Reino Unido 44 Alemanha 238 79,2 Alemanha 197 2,5 Canadá 25 Turquia 29 Coreia do Sul 124 81,8 Polônia 144 1,8 Mongólia 22 Itália 24 Polônia 131 54,0 Cazaquistão 126 1,6 Vietnam 18 Malásia 22 Australia 113 49,3 Demais Países 808 10,4 Demais Países 23 Demais Países nd 548,3 7.831 100,0 7.370 3.730,1 Mundo Mundo 1.168 213 Mundo 1.188 Demais Países Mundo Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013 BP Statistical Review - 2013 EIA - International Energy Statistcs 2013 (www.doe.gov acessado em 22/07/2013) ¹ Inclui carvão metalúrgico, carvão vapor, carvão lignino e carvão recuperado ² Dados de carvão mineral em toneladas da EIA -2013. Dados de carvão em óleo equivalente da BP Statistcs Review 2013. Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2011 Produtores TWh Mundial Exportadores TWh Importadores TWh Consumidores¹* TWh China 4.716 21,3% França 56 Itália 46 Estados Unidos 4.387 Estados Unidos 4.327 19,6% Paraguai 46 Estados Unidos 37 China 4.703 Rússia 1.053 4,8% Canadá 37 Brasil 36 Japão 1.051 Rússia 1.053 4,8% Rússia 23 Finlândia 14 Rússia 1.032 Índia 1.052 4,8% República Checa 17 Argentina 10 Índia 1.058 Canadá 637 2,9% China 13 Países Baixos 9 Alemanha 605 Alemanha 602 2,7% Bulgária 11 Tailândia 9 Canadá 600 França 557 2,5% Emirados Árabes 8 Hong Kong (China) 8 França 506 Brasil 532 2,4% Suécia 7 Áustria 8 Brasil 568 Coréia do Sul 520 2,4% Ucrânia 6 Croácia 8 Reino Unido 7.087 31,9% Demais Países 22.126 100% Mundo Demais Países Mundo 58 282 Demais Países 97 Mundo 282 Demais Países Mundo 374 7.317 22.201 Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013 *www.iea.org/statistics/statistcssearch/report - acessado em 24/10/2013 ¹Nota: Inclui as perdas Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2011 GW País (10 maiores produtores mundiais)* 31,8% Estados Unidos 102 França 79,4 17,1% França 63 Ucrânia 46,3 6,7% Japão 44 Coréia do Sul 29,8 155 6,0% Rússia 24 Estados Unidos 19,0 Alemanha 108 4,2% Coréia do Sul 19 Reino Unido 18,9 Japão 102 3,9% Ucrânia 13 Alemanha 17,9 Canadá 94 3,6% Canadá 13 Rússia 16,4 Ucrânia 90 3,5% Alemanha 12 Canadá 14,7 China 86 3,3% China 12 Japão Reino Unido 69 2,7% Reino Unido 10 China 444 17,2% Demais Países 57 Demais Países *** 11,5 2.584 100% Mundial Mundial 11,7 TWh Mundial Estados Unidos 821 França 442 Rússia 173 Coréia do Sul Demais Países Mundial Fontes: Key World Energy Statistcs - 2013 Notas: *Exclue países sem produção nuclear. ** Percentual na geração interna total. *** Exclui países que não utilizam energia nuclear. 369 9,8 1,8 Anexo B % Energia Nuclear no Total de geração do País ** Capacidade Instalada Produtores 171 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2010 e 2011 2011 2010 2011 TWh Mundial China 699 19,6% Capacidade Instalada* China Brasil 428 12,0% Estados Unidos Canadá 376 10,5% Brasil 81 Venezuela 68,6% Estados Unidos 345 9,7% Canadá 75 Canadá 59,0% Rússia 168 4,7% Japão 48 Suécia 44,3% Índia 131 3,7% Rússia 47 Rússia 15,9% Noruega 122 3,4% Índia 38 China 14,8% Japão 92 2,6% Noruega 30 India 12,4% Venezuela 84 2,3% França 25 Japão Itália 22 Estados Unidos Produtores Suécia GW País ** Hidro*** 194 Noruega 95,3% 101 Brasil 80,6% 8,7% 67 1,9% Demais Países 1.054 29,6% Demais Países 338 Demais Países **** 13,6% 7,9% Mundial 3.566 100% Mundial 999 Mundial 16,1% Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013 Notas: * Baseada na produção. ** Baseado nos 10 maiores produtores mundiais. *** Percentual na geração interna total. **** Exclui países sem geração hidrelétrica. Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2011 e Biocombustíveis em 2012 Carvão TWh Petróleo TWh Gás Natural Anexo B 1.045 Biocombustíveis¹ mil ton. petróleo equiv. % mundial China 3.723 Japão 153 Estados Unidos Estados Unidos 27.360 45,4 Estados Unidos 1.875 Arábia Saudita 142 Rússia 519 Brasil 13.547 22,5 Índia 715 Irã 67 Japão 374 Alemanha 2.894 4,8 Japão 281 México 48 Irã 160 França 1.820 3,0 Alemanha 272 Indonésia 42 México 156 China 1.729 2,9 África do Sul 243 Estados Unidos 40 Reino Unido 147 Argentina 2.267 3,8 Coreia do Sul 225 Kuwait 36 Itália 145 Canadá 949 1,6 Austrália 173 Paquistão 34 Egito 117 Espanha 575 1,0 Russia 164 Rússia 27 Coréia do Sul 116 Tailândia 994 1,7 Polonia 141 Egito 25 Índia 109 Itália Demais Países 1.332 Demais Países Mundial 9.144 Mundial 444 1.058 Demais Países 1.964 Demais Países Mundial 4.852 Mundial Fontes: Key World Energy Statistcs – 2013 ¹BP Statistical of World Energy - June 2013. Dados de 2012 dos biocombustíveis 172 TWh 313 0,5 7772 12,9 60.220 100 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina em 2011 Petróleo Preços em US$ por Galão País Quero- Combustível sene de aviação Eletricidade Preços em Centavos US$ / kWh Óleo GLP Combus(US$/kg) tível Gasolina Óleo diesel Residencial Comercial Industrial Argentina 4,28 3,42 3,78 n/d 2,08 0,36 1,85 5,20 3,06 Barbados 5,91 5,13 3,43 n/d n/d n/d 29,88 31,59 36,08 Belize 5,49 5,20 4,15 n/d n/d n/d 22,30 22,78 16,90 Bolívia 2,60 2,02 1,47 n/d n/d 0,32 8,57 10,70 6,35 Brasil 6,20 4,57 n/d n/d 2,79 1,77 26,14 22,42 18,73 Chile 5,75 4,54 4,58 n/d n/d 2,11 21,12 21,87 15,46 Colombia 5,59 3,99 3,59 n/d 1,73 1,20 18,99 22,47 20,02 Costa Rica 4,96 4,43 3,95 n/d 2,55 1,52 13,96 16,86 13,25 Cuba 1,70 1,21 0,32 n/d 0,67 0,24 22,60 11,49 10,31 Equador 1,68 1,16 0,94 n/d n/d 0,90 9,42 7,83 5,96 El Salvador 3,40 3,34 n/d n/d n/d 2,00 23,81 18,49 18,49 Granada 4,69 4,65 2,84 n/d n/d 2,34 31,74 32,47 27,82 Guatemala 4,33 3,94 4,12 n/d 2,27 1,35 18,05 22,08 16,46 Guyana 4,16 4,02 3,57 n/d 3,03 1,93 23,73 35,42 29,11 Haiti 4,79 4,01 3,10 n/d 3,98 1,36 35,00 40,00 40,00 Honduras 4,63 4,11 n/d n/d n/d n/d 13,63 21,07 20,31 Jamaica 4,06 4,08 n/d n/d 2,09 1,19 31,71 27,13 25,01 México 5,93 2,90 n/d n/d 2,41 1,64 9,83 21,58 11,33 Nicarágua 4,68 4,33 4,43 n/d 2,69 1,18 21,81 28,79 22,28 Panama 3,85 3,65 n/d n/d n/d 1,74 16,73 17,34 16,18 Paraguai 5,93 4,51 n/d n/d n/d 1,64 8,18 8,72 5,48 Peru 4,99 3,81 n/d n/d 2,92 1,36 12,85 10,02 6,40 Rep. Dominicana 5,55 4,74 n/d n/d 3,52 1,39 40,21 61,73 45,02 Suriname 4,74 4,71 n/d n/d 0,25 1,21 3,52 7,30 7,30 Trinidade Y Tobago 2,37 0,89 n/d n/d n/d 0,36 4,67 7,46 3,58 Uruguai 3,69 5,16 4,73 n/d 2,14 1,33 28,26 18,33 12,70 Venezuela 0,09 0,04 0,16 n/d 0,07 0,14 2,24 2,56 1,07 Anexo B Fonte: OLADE - Sistema de Información Econômica Energética - Energia em Cifras - Versão nº 22, Noviembre, 2012 Notas: 1 barril = 42 galões americanos / 1 barril = 159,98 litros. n/d = dado não disponível 173 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre de 2013 para derivados de petróleo e de 2012 para eletricidade Derivados do Petróleo Preços em US$ por litro País Gasolina Óleo diesel Óleo Combustível industrial** Eletricidade Preços em Centavos US$ / kWh Óleo Combustível residencial Residencial Industrial França 2,079 1,527 0,752 1,274 0,175 0,116 Itália 2,343 1,850 0,877 1,904 0,292 0,288 Coreia do Sul 2,057 nd 0,916 1,277 0,093 nd Brasil*** 1,400 1,068 0,525 nd 0,236 0,169 0,115 México 0,911 0,775 0,568 nd 0,090 Noruega 2,588 1,861 nd 1,760 0,136 0,058 Portugal 2,130 1,712 1,092 1,707 0,261 0,147 Espanha 1,903 1,500 0,752 1,243 nd nd Suiça 1,924 1,721 0,736 1,102 0,204 0,130 0,148 Turquia 2,680 2,430 1,230 1,922 0,185 Reino Unido 2,094 1,842 nd 1,117 0,221 0,134 Estados Unidos 0,983 1,063 0,705 1,080 0,119 0,067 Austria 1,869 1,160 0,788 1,285 0,254 nd Nova Zelândia 1,850 0,979 0,679 nd 0,232 0,094 Polonia 1,748 1,427 0,780 1,280 0,199 0,115 Alemanha 2,114 1,597 0,704 1,138 0,339 0,149 Fonte: Key World Energy Statistcs - 2013 Nota: Preços de 2012, dólar médio de venda de 2012 - Banco Central - R$ 1,95. **Considerando-se 1000 kg por m³ a densidade do óleo combustível. ***Para Derivados de Petróleo e eletricidade dados do Balanço Energético Nacional de 2013. Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2011 Preço da Eletricidade ao Consumidor no Brasil por mil kWh Anexo B Unidade federativa 174 Residencial B1 com impostos Residencial B1 sem impostos B1 - Imposto arrecadado por mil kWh Tarifa média Industrial por mil kWh Paraná 424,36 309,78 114,58 226,56 Minas Gerais 560,46 392,32 168,14 278,76 Rio Grande do Sul 507,82 355,48 152,35 244,25 São Paulo 427,62 320,71 106,90 255,06 Rio de Janeiro 591,52 366,82 157,21 263,54 Maranhão 596,88 443,64 147,88 294,44 Tocantins 550,67 447,66 149,22 289,57 Ceará 452,61 401,99 148,68 253,98 Alagoas 555,95 339,46 113,15 218,75 Acre 524,83 416,96 138,99 393,63 Piauí 468,61 419,86 104,97 236,16 Rondônia 523,33 388,95 79,66 287,80 Bahia 459,03 382,03 141,30 248,18 Pernambuco 451,88 344,27 114,76 255,19 Amazonas 481,72 338,91 112,97 239,50 Sergipe 459,63 351,65 130,06 244,42 Rio Grande do Norte 493,12 344,72 114,91 235,18 Pará 397,67 369,84 123,28 237,34 Distrito Federal 237,70 298,25 99,42 247,68 Amapá 398,83 197,29 40,41 218,47 Goiás 499,93 295,14 103,70 178,48 Paraíba 589,39 364,95 134,98 237,86 Mato Grosso 589,39 412,57 176,82 319,24 Santa Catarina 441,23 330,92 110,31 323,02 Roraima 373,72 310,19 63,53 302,28 Espírito Santo 458,21 343,65 114,55 263,64 Mato Grosso do Sul 615,17 430,62 184,55 308,85 BRASIL (média) 484,99 354,40 130,59 256,90 Notas: Para todos Estados foram usadas os impostos praticados em 2011. As ponderações por número de consumidores, para os Estados com mais de uma concessionária de energia elétrica, seguiram as proporções de consumidores das mesmas em 2009. Fontes: Informativo Tarifário de Energia Elétrica - MME/SEE/DSGE - maio de 2012 Elaboração: Balanço Energético do RS 2012 - ano base 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 TABELA B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia US$/Unidade Física 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Unidade 478 503 712 852 951 1.098 1.025 1.138 1.204 1.068 m³ Óleo Diesel¹ Óleo Combustível 4 Gasolina¹ 235 260 299 282 448 527 469 550 593 525 t 682 712 951 1.157 1.257 1.362 1.255 1.458 1.632 1.400 m³ Etanol Hidratado¹ 443 414 567 684 872 925 828 943 1.202 994 m³ GLP¹ 739 788 943 1.165 1.294 1.387 1.388 1.670 1.772 1.547 t Gás Natural² 144 176 134 156 402 446 411 460 611 625 10³m³ 46 58 76 95 141 145 142 165 180 169 MWh Eletricidade Industrial³ 101 118 120 135 209 210 201 233 258 236 MWh Carvão Vapor ² Eletricidade Residencial³ 25 33 41 47 57 60 55 55 55 60 t Carvão Vegetal ² 17 22 34 44 51 67 59 65 83 51 m³ 7 9 6 7 8 9 9 8 nd nd m³ Lenha (Extrativismo) ² Lenha (Silvicultura) ² Dolar/venda (media do ano) nd nd nd nd nd nd nd nd 14 19 m³ 3,04 2,93 2,43 2,18 1,95 1,84 1,99 1,76 1,68 1,95 Moeda BR/US$ ¹ Cotações do Rio de Janeiro, até 2004. Média do Brasil a partir de 2005. ² Até 1994, preço de venda da Petrobras a consumidores industriais. A partir de 2005, cotações industriais de vários estados ³ Preços médios nacionais 4 Preço médio do Rio de Janeiro Nota: Moeda nacional corrente convertida a dólar corrente pela média anual de câmbio. Preços ao consumidor com impostos Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 TABELA B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia US$¹/bep² 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Petróleo Importado 30,6 41,2 49,3 68,6 75,3 109,5 64,4 82,0 116,5 118,7 Petróleo Importado¹ 37,1 48,6 56,3 76,5 81,0 114,4 67,5 84,6 116,5 118,7 Óleo Diesel 78,1 82,2 116,5 139,4 155,5 179,6 167,5 190,6 201,6 174,5 Óleo Combustível 34,8 38,5 52,1 61,5 66,3 78,1 69,4 81,5 87,9 77,7 Gasolina 122,6 128,0 172,1 209,6 226,0 244,9 225,7 268,9 300,9 251,7 Álcool 124,0 115,8 158,4 214,9 243,9 258,5 231,4 262,6 334,7 277,8 GLP 94,1 100,4 120,1 144,4 164,8 176,6 176,8 213,4 226,5 196,9 Gás Natural Combustível 23,3 28,4 39,4 52,0 65,1 72,2 66,5 74,2 98,7 101,1 Eletricidade Industrial Eletricidade Residencial Carvão Vapor 80,7 101,7 172,7 212,5 238,6 251,6 246,8 272,3 297,2 295,1 175,0 205,8 293,1 328,3 354,0 365,9 349,6 385,4 425,7 411,1 8,5 11,4 14,1 16,1 19,5 20,6 17,6 17,6 17,6 19,1 14,7 19,5 30,1 38,4 45,2 58,7 51,9 47,6 60,7 37,0 Lenha (Extrativismo) 7,7 10,0 6,5 8,5 8,9 10,9 10,0 10,8 nd nd Lenha (Silvicultura) nd nd nd nd nd nd nd nd 20,0 26,0 Carvão Vegetal Anexo B ¹ Dólar corrente convertido a dólar constante de 2010 IPC (CPI-U) dos Estados Unidos. ² Como forma de manter a série histórica, é adotado bep baseado no poder calorífico superior da fonte. Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 175 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 C Anexo C - Unidades Tabela C.1 - Relações entre Unidades Exponenciais Equivalências (k) kilo = 10³ 1 m³ = 6,28981 barris Relações práticas (M) mega = 106 1 barril = 0,158987 m³ 1 tep ano = 7,2 bep ano (G) giga = 109 1 joule = 0,239 cal 1 bep ano = 0,14 tep ano (T) tera = 1012 1 Btu = 252 cal 1 tep ano = 0,02 bep dia (P) peta = 1015 1 m³ de petróleo = 0,872 t (em 1994) 1 bep dia = 50 tep ano (E) exa = 1018 1 tep = 10000 Mcal tep - tonelada equivalente de petróleo bep - barril equivalente de petróleo Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica Unidade física Óleo combustível (m³) Óleo combustível (m3) 1 Gás natural seco (mil m³) 1,09 Carvão Mineral 5200 (t) 1,94 GLP (m³) 1,56 Lenha (t) 3,06 Carvão vegetal (t) 1,48 Gás natural seco (1000 m³) 0,92 1 1,78 1,43 2,8 1,36 Carvão Mineral 5200 (t) 0,52 0,56 1 0,8 1,58 0,76 GLP (m³) 0,64 0,7 1,25 1 1,97 0,95 Lenha (t) 0,33 0,36 0,63 0,51 1 0,49 Carvão vegetal (t) 0,67 0,73 1,31 1,05 2,06 1 Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa Quilograma (kg) kg t tl tc lb 1 0,001 0,00984 0,001102 2,2046 Tonelada métrica (t) 1000 1 0,984 1,1023 2204,6 Tonelada longa (tl) 1016 1,016 1 1,12 2240 Tonelada curta (tc) 907,2 0,9072 0,893 1 2000 Libra (lb) 0,454 0,000454 0,000446 0,0005 1 Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume metros cúblicos (m³) litros (l) gal (EUA) gal (RU) bbl pé³ 1000 264,2 220 6,289 35,3147 0,001 1 0,2642 0,22 0,0063 0,0353 0,0038 3,785 1 0,8327 0,02381 0,1337 galões (RU) 0,0045 4,546 1,201 1 0,02859 0,1605 0,159 159 42 34,97 1 5,615 0,0283 28,3 7,48 6,229 0,1781 1 pés cúbicos (pé³) Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Anexo C l 1 galões (EUA) barris (bbl) 176 m³ Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia J BTU cal kWh 1 947,8 x 10 -6 0,23884 277,7 x 10 -9 1,055 x 10³ 1 Joule (J) British Thermal Unit (BTU) 252 293,07 x 10 -6 -3 1 1,163 x 10 -6 6 3412 860 x 10³ 1 41,87 x 109 5,95 x 109 39,68 x 106 10 x 109 11,63 x 10³ 5,63 x 106 1,42 x 109 1,65 x 10³ Caloria (cal) 4,1868 Quilowatt-hora (kWh) 3,6 x 10 Ton. equivalente de petróleo (tep) Barril equivalente de petróleo (bep) 3,968 x 10 Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos Mil Metros Cúbicos giga-caloria tep (10000 kcal/kg) 9,93 8,8 Gás natural úmido Gás natural seco milhões BTU megawatt -hora (860 kcal/kWh) 41,58 39,4 11,55 36,84 34,92 10,23 bep tec (7000 kcal/kg) giga-joule 0,993 6,99 1,419 0,88 6,2 1,257 Gás de coqueria 4,3 0,43 3,03 0,614 18 17,06 5 Gás canalizado Rio de Janeiro 3,8 0,38 2,68 0,543 15,91 15,08 4,42 Gás canalizado São Paulo 4,5 0,45 3,17 0,643 18,84 17,86 5,23 tep - tonelada equivalente de petróleo bep - barril equivalente de petróleo tec - tonelada equivalente de carvão mineral Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 giga caloria tep (10000 kcal/kg) bep tec (7000 kcal/kg) giga joule milhões BTU megawatt-hora (860 kcal/ kWh) 10,35 Petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30 Óleo diesel 8,48 0,85 5,97 1,21 35,52 33,66 9,87 Óleo combustível 9,59 0,96 6,75 1,37 40,15 38,05 11,15 Gasolina automotiva 7,70 0,77 5,42 1,10 32,22 30,54 8,95 Gasolina de aviação 7,63 0,76 5,37 1,09 31,95 30,28 8,88 GLP 6,11 0,61 4,30 0,87 25,56 24,22 7,10 Nafta 7,65 0,77 5,39 1,09 32,05 30,37 8,90 Querosene iluminante 8,22 0,82 5,79 1,17 34,40 32,60 9,56 Querosene de aviação 8,22 0,82 5,79 1,17 34,40 32,60 9,56 Álcool etílico anidro 5,34 0,53 3,76 0,76 22,35 21,19 6,21 Álcool etílico hidratado 5,01 0,51 3,59 0,73 21,34 20,22 5,93 Gás de refinaria 6,55 0,66 4,61 0,94 27,43 26,00 7,62 Coque de petróleo 8,73 0,87 6,15 1,25 36,53 34,62 10,15 Outros energéticos de petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30 10,35 10,18 1,02 7,17 1,46 42,63 40,40 11,84 Asfaltos Lubrificantes 8,91 0,89 6,27 1,27 37,29 35,34 10,36 Solventes 7,81 0,78 5,50 1,12 32,69 30,98 9,08 Outros não energéticos de petróleo 8,90 0,89 6,27 1,27 37,25 35,30 10,35 tep - tonelada equivalente de petróleo bep - barril equivalente de petróleo tec - tonelada equivalente de carvão mineral Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Anexo C Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos 177 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos Carvão vapor 3100 kcal/kg 2,95 tep (10000 kcal/kg) 0,30 Carvão vapor 3300 kcal/kg 3,10 0,31 Toneladas giga caloria bep tec (7000 kcal/kg) giga joule milhões megawatt-hora BTU (860 kcal/kWh) 2,08 0,42 12,35 11,70 3,43 2,18 0,44 12,98 12,30 3,61 Carvão vapor 3700 kcal/kg 3,50 0,35 2,46 0,50 14,65 13,89 4,07 Carvão vapor 4200 kcal/kg 4,00 0,40 2,82 0,57 16,75 15,87 4,65 Carvão vapor 4500 kcal/kg 4,25 0,43 2,99 0,61 17,79 16,86 4,94 Carvão vapor 4700 kcal/kg 4,45 0,45 3,13 0,64 18,63 17,66 5,18 Carvão vapor 5200 kcal/kg 4,90 0,49 3,45 0,70 20,52 19,44 5,70 Carvão vapor 5900 kcal/kg 5,60 0,56 3,94 0,80 23,45 22,22 6,51 Carvão vapor 6000 kcal/kg 5,70 0,57 4,01 0,81 23,86 22,62 6,63 Carvão vapor sem especificação 2,85 0,29 2,01 0,41 11,93 11,31 3,31 Carvão metalúrgico nacional 6,42 0,64 4,52 0,92 26,88 25,47 7,47 Carvão metalúrgico importado 7,40 0,74 5,21 1,06 30,98 29,36 8,61 Lenha 3,10 0,31 2,18 0,44 12,98 12,30 3,61 Caldo de cana 0,62 0,06 0,44 0,09 2,61 2,47 0,72 Melaço 1,85 0,19 1,30 0,26 7,75 7,34 2,15 Bagaço de cana 2,13 0,21 1,50 0,30 8,92 8,45 2,48 Lixívia 2,86 0,29 2,01 0,41 11,97 11,35 3,33 Coque de carvão mineral 6,90 0,69 4,86 0,99 28,89 27,38 8,02 Carvão vegetal 6,46 0,65 4,55 0,92 27,05 25,63 7,51 Alcatrão 8,55 tep - tonelada equivalente de petróleo bep - barril equivalente de petróleo tec - tonelada equivalente de carvão mineral Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 0,86 6,02 1,22 35,80 33,93 9,94 Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores Fontes Alcatrão Carvão Vapor sem Especificação 791 6.750 Carvão Vegetal Álcool Etílico Hidratado 809 6.300 Coque de Carvão Mineral 1.040 9.790 Coque de Petróleo - 2.130 880 9.000 - 623 Bagaço de Cana (4) Biodiesel (B100) Caldo de Cana Anexo C Fontes Álcool Etílico Anidro Asfalto 178 Densidade Poder Calorífico kg/m³ (1) Inferior kcal/kg 1.000 8.550 Densidade Poder Calorífico kg/m³ (1) Inferior kcal/kg 2.850 250 6.460 - 6.900 1.041 8.390 Eletricidade (3) - 860 Energia Hidráulica (3) - 860 Gás de Coqueria (2) - 4.300 Carvão Metalúrgico Importado - 7.400 Gás de Refinaria 780 8.400 Carvão Metalúrgico Nacional - 6.420 Gás Liquefeito de Petróleo 550 11.100 Carvão Vapor 2900 Kcal/kg - 2.793 Gás Natural Seco (2) - 8.800 Carvão Vapor 3100 Kcal/kg - 2.950 Gás Natural Úmido (2) - 9.930 Carvão Vapor 3300 Kcal/kg - 3.100 Gasolina A (5) 742 10.550 Carvão Vapor 3700 Kcal/kg - 3.500 Gasolina Automotiva 740 10.400 Carvão Vapor 4000 Kcal/kg - 3.800 Gasolina de Aviação 720 10.600 Carvão Vapor 4200 Kcal/kg - 4.000 Lenha Catada 300 3.100 Carvão Vapor 4400 Kcal/kg - 4.141 Lenha Comercial 390 3.100 Carvão Vapor 4500 Kcal/kg - 4.250 Lixívia Carvão Vapor 4700 Kcal/kg - 4.450 Lubrificantes Carvão Vapor 5000 Kcal/kg - 4.712 Melaço Carvão Vapor 5200 Kcal/kg - 4.900 Nafta Carvão Vapor 5500 Kcal/kg - 5.200 Óleo Combustível Carvão Vapor 5900 Kcal/kg - 5.600 Óleo Diesel - 2.860 880 10.120 - 1.850 720 10.630 1.000 9.590 840 10.100 Carvão Vapor 6000 Kcal/kg - 5.700 Outros Energéticos de Petróleo 872 10.200 Carvão Vapor 6300 Kcal/kg - 6.110 Outros Não-energéticos de Petróleo 873 10.200 10.200 Carvão Vapor 6500 Kcal/kg - 6.200 Petróleo 870 Carvão Vapor 6800 Kcal/kg - 6.400 Querosene de Avião 790 10.400 FINOS - 2.570 Querosene Iluminante 790 10.400 ROM - 2.430 Solventes 740 10.550 (1) À temperatura de 20°C, para derivados de petróleo e de gás natural. (2) kcal/m³ (3) kcal/kWh (4) Bagaço com 50% de umidade (5) Fonte: Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2009 - ANP Os conteúdos de caldo-de-cana e melaço são determinados em função dos respectivos componentes, sacarose e outros Fonte: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 C.1 - Poder Calorífico1 Define-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que, quanto mais alto for o poder calorífico, maior será a energia contida. Um combustível é constituído, sobretudo, de hidrogênio e carbono, tendo o hidrogênio o poder calorífico de 28.700 kcal/kg, enquanto que o carbono é de 8.140 kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o combustível, maior será o seu poder calorífico. Há dois tipos de poder calorífico: • poder calorífico superior - PCS • poder calorífico inferior - PCI C.1.a - Poder Calorífico Superior É a quantidade de calor produzido por 1 kg de combustível quando este entra em combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados, de modo que o vapor d’água neles seja condensado. C.1.b - Poder Calorífico Inferior É a quantidade de calor que pode produzir 1 kg de combustível, quando este entra em combustão com excesso de ar, e gases da descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a água contida na combustão seja condensada. Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico inferior e não o superior. Fórmulas para determinar o poder calorífico inferior de alguns combustíveis: Combustível Gasolina Benzol Álcool etílico Óleo diesel Álcool metílico Cálculo de PCI PCI = (PCS - 780) PCI = (PCS - 415) PCI = (PCS - 700) PCI = (PCS - 730) PCI = (PCS - 675) kcal/kg kcal/kg kcal/kg kcal/kg kcal/kg PCI = Poder Calorífico Inferior Anexo C PCS = Poder Calorífico Superior 1 PCS = PCI se não existir átomos de hidrogênio para gerar água na combustão. 179 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio Unidade 2005 2006 2007 2008 2009 Álcool Etílico Anidro m3 0,534 0,534 0,534 0,534 0,534 Álcool Etílico Hidratado m3 0,510 0,510 0,510 0,510 0,510 Asfalto m3 1,018 1,018 1,018 1,018 1,018 Bagaço de Cana t 0,213 0,213 0,213 0,213 0,213 Biodiesel (B100) m3 - - - 0,756 0,756 Caldo de Cana t 0,062 0,062 0,062 0,062 0,062 Carvão Metalúrgico Importado t 0,740 0,740 0,740 0,740 0,740 Carvão Metalúrgico Nacional t 0,642 0,642 0,642 0,642 0,642 Carvão Vapor 2900 kcal/kg t 0,279 0,279 0,279 0,279 0,279 Carvão Vapor 3100 kcal/kg t 0,295 0,295 0,295 0,295 0,295 Carvão Vapor 3300 kcal/kg t 0,310 0,310 0,310 0,310 0,310 Carvão Vapor 3700 kcal/kg t 0,350 0,350 0,350 0,350 0,350 Carvão Vapor 4000 kcal/kg t 0,380 0,380 0,380 0,380 0,380 Carvão Vapor 4100 kcal/kg t 0,390 0,390 0,390 0,390 0,390 Carvão Vapor 4200 kcal/kg t 0,400 0,400 0,400 0,400 0,400 Carvão Vapor 4400 kcal/kg t 0,414 0,414 0,414 0,414 0,414 Carvão Vapor 4500 kcal/kg t 0,425 0,425 0,425 0,425 0,425 Carvão Vapor 4700 kcal/kg t 0,445 0,445 0,445 0,445 0,445 Carvão Vapor 5000 kcal/kg t - - - - 0,471 Carvão Vapor 5200 kcal/kg t 0,490 0,490 0,490 0,490 0,490 Carvão Vapor 5500 kcal/kg t 0,520 0,520 0,520 0,520 0,520 Carvão Vapor 5900 kcal/kg t 0,560 0,560 0,560 0,560 0,560 Carvão Vapor 6000 kcal/kg t 0,570 0,570 0,570 0,570 0,570 Carvão Vapor 6300 kcal/kg t 0,611 0,611 0,611 0,611 0,611 Carvão Vapor 6500 kcal/kg t 0,620 0,620 0,620 0,620 0,620 Carvão Vapor 6800 kcal/kg t 0,640 0,640 0,640 0,640 0,640 Carvão Vapor FINOS kcal/kg t 0,257 0,257 0,257 0,257 0,257 Carvão Vapor ROM kcal/kg t 0,243 0,243 0,243 0,243 0,243 Carvão Vapor sem Especificação t 0,285 0,285 0,285 0,285 0,285 Carvão Vegetal t 0,646 0,646 0,646 0,646 0,646 Casca de Arroz t 0,295 0,295 0,295 0,295 0,295 Coque de Carvão Mineral t 0,690 0,690 0,690 0,690 0,690 m3 0,873 0,873 0,873 0,873 0,873 MWh 0,086 0,086 0,086 0,086 0,086 Gás de Coqueria 103 m3 0,430 0,430 0,430 0,430 0,430 Gás de Refinaria 103 m3 0,655 0,655 0,655 0,655 0,655 m3 0,611 0,611 0,611 0,611 0,611 Gás Natural Seco 103 m3 0,880 0,880 0,880 0,880 0,880 Gás Natural Úmido 103 m3 0,993 0,993 0,993 0,993 0,993 Gasolina A m3 0,783 0,783 0,783 0,783 0,783 Gasolina C (Gasolina Automotiva) m3 0,770 0,770 0,770 0,770 0,770 Gasolina de Aviação m3 0,763 0,763 0,763 0,763 0,763 MWh 0,086 0,086 0,086 0,086 0,086 t 0,310 0,310 0,310 0,310 0,310 Coque de Petróleo Eletricidade Gás Liquefeito de Petróleo Hidráulica Lenha Comercial Lixívia t 0,286 0,286 0,286 0,286 0,286 m3 0,891 0,891 0,891 0,891 0,891 t 0,185 0,185 0,185 0,185 0,185 Nafta m3 0,765 0,765 0,765 0,765 0,765 Óleo Combustível Médio m3 0,959 0,959 0,959 0,959 0,959 Óleo Diesel m3 0,848 0,848 0,848 0,848 0,848 Outras Renováveis tep 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 Outras Secundárias - Alcatrão m3 0,855 0,855 0,855 0,855 0,855 Outros Energéticos de Petróleo m3 0,890 0,890 0,890 0,890 0,890 Outros Não-Energéticos de Petróleo m3 0,890 0,890 0,890 0,890 0,890 Petróleo m3 0,887 0,887 0,887 0,887 0,887 Querosene de Aviação m3 0,822 0,822 0,822 0,822 0,822 Querosene Iluminante m3 0,822 0,822 0,822 0,822 0,822 Solventes m3 0,781 0,781 0,781 0,781 0,781 Urânio contido no UO2 kg 3,908 3,908 3,908 3,908 3,908 Urânio U3O8 kg 0,139 0,139 0,139 0,139 0,139 Lubrificantes Anexo C Melaço Fontes: Balanço Energético Nacional 2012 - ano base 2011, Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural 2008 - ANP e Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 - ano base 2009 180 1979 0 0 0 0 0 0 0 0 2.523 0 555 8.649 Anexo D * Valores compatibilzados com os dados do IBGE. Consumo Final Total Transformação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11.262 1981 0 4.288 4.288 0 0 0 4.288 1981 0 2.810 2.870 0 22 0 2.849 1981 1981 0 3.994 4.086 0 294 3.792 1981 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 404 12.118 1982 0 4.615 4.615 0 0 0 4.615 1982 0 2.991 3.053 0 -241 0 3.294 1982 1982 0 4.198 4.197 0 106 4.090 1982 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 14.777 1983 0 6.421 6.421 0 0 0 6.421 1983 0 4.816 4.845 0 121 0 4.725 1983 1983 0 4.034 4.034 0 -112 4.145 1983 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 14.745 1984 0 6.538 6.536 0 0 0 6.536 1984 0 4.731 4.731 0 0 0 4.731 1984 1984 0 4.205 4.205 0 108 4.097 1984 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 14.882 1985 0 6.608 6.608 0 0 0 6.608 1985 0 4.691 4.691 0 14 0 4.677 1985 1985 0 4.243 4.243 0 -196 4.439 1985 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.591 1986 0 5.491 5.491 0 0 0 5.491 1986 0 4.567 4.567 0 -256 0 4.823 1986 1986 0 4.398 4.398 0 240 4.157 1986 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.713 1987 0 6.803 6.803 0 0 0 6.803 1987 0 4.488 4.488 0 110 0 4.377 1987 1987 0 4.510 4.510 0 -101 4.612 1987 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16.538 1988 0 4.888 4.888 0 0 0 4.888 1988 0 4.270 4.271 0 -15 0 4.286 1988 1988 0 4.228 4.228 0 -133 4.362 1988 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.875 1989 0 5.611 5.611 0 0 0 5.611 1989 0 4.436 4.436 0 -63 0 4.499 1989 1989 0 4.640 4.640 0 119 4.521 1989 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.676 1990 0 6.692 6.692 0 0 0 6.692 1990 0 4.083 4.083 0 10 0 4.073 1990 1990 0 4.353 4.353 0 -15 4.368 1990 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.962 1991 0 3.592 3.592 0 0 0 3.592 1991 0 4.380 4.193 0 25 0 4.168 1991 1991 0 3.869 3.869 0 -22 3.891 1991 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16.463 1992 0 6.301 6.301 0 0 0 6.301 1992 0 3.906 3.906 0 -55 0 3.962 1992 1992 0 4.937 4.937 0 55 4.882 1992 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 19.665 1993 0 6.702 6.702 0 0 0 6.702 1993 0 3.624 3.624 0 4 0 3.619 1993 1993 0 5.113 5.113 0 -187 5.300 1993 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.256 1994 0 7.821 7.821 0 0 0 7.821 1994 0 4.084 4.084 0 -5 0 4.089 1994 1994 0 5.909 5.909 0 57 5.852 1994 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.321 1995 0 5.463 5.463 0 0 0 5.463 1995 0 4.290 4.290 0 28 0 4.261 1995 1995 0 6.246 6.246 0 186 6.060 1995 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.055 1996 0 5.850 5.850 0 0 0 5.850 1996 0 4.183 4.183 0 24 0 4.159 1996 1996 0 7.274 7.274 0 -119 7.393 1996 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16.202 1997 0 5.527 5.527 0 0 0 5.527 1997 0 4.457 4.457 0 -2 0 4.460 1997 1997 0 6.898 6.898 0 28 6.870 1997 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.424 1998 0 8.675 8.675 0 0 0 8.675 1998 0 3.791 3.791 0 -24 0 3.815 1998 1998 0 7.044 7.044 0 56 6.988 1998 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 0 16.483 1999 0 5.100 5.100 0 0 0 5.100 0 5.072 0 0 0 16.638 2000 0 5.919 5.919 0 0 0 5.919 2000 0 5.101 5.101 0 1 0 5.100 2000 32 106 138 0 0 0 0 2000 0 8.025 8.025 0 51 138 5.072 1999 0 7.974 2000 0 0 5.069 1999 1999 0 7.710 7.710 0 -128 7.838 1999 0 0 0 0 0 0 0 13.535 2002 0 4.194 4.194 0 -1 0 4.195 2002 187 536 723 0 0 723 2002 0 6.854 6.854 0 33 6.821 2002 0 0 0 0 0 12.996 2003 0 3.732 3.732 0 0 0 3.732 2003 292 373 665 0 0 665 2003 0 6.887 6.887 0 14 6.874 2003 0 0 0 0 0 12.036 2004 0 3.972 3.972 0 0 0 3.972 2004 354 511 865 0 0 865 2004 0 6.589 6.589 0 -62 6.651 2004 0 0 0 0 0 11.523 2005 1.182 -3.411 4.593 -2 92 0 4.503 2005 342 -665 1.008 0 0 1.009 2005 0 -7.239 7.239 0 -17 7.256 2005 0 0 0 15.454 2001 0 0 0 0 15.980 2002 0 0 0 0 16.040 2003 0 0 0 0 17.678 2004 0 0 0 0 14.650 2005* 0 7.973 13.535 12.996 12.036 -11.523 7.973 13.535 12.996 12.036 11.523 0 0 0 7.973 2001 0 4.292 4.292 0 -5 0 4.297 2001 155 738 893 0 0 893 2001 0 7.418 7.418 0 38 7.380 2001 0 9.466 0 47 9.418 2007 0 0 0 -31 10.396 2009 8.689 10.365 0 -24 8.713 2008 0 9.263 0 78 9.185 2010 0 9.469 0 -4 9.473 2011 0 0 0 0 0 13.634 2007 1.340 -3.159 4.499 -76 136 0 4.440 2007 402 -256 659 0 0 663 2007 0 0 0 0 0 11.397 2008 1.853 -3.194 5.047 -216 -100 0 5.363 2008 411 -301 712 0 0 715 2008 0 0 0 7.122 -153 502 0 6.773 2010 452 -136 588 0 0 591 2010 0 0 7.612 -48 415 0 7.246 2011 571 -81 652 0 0 656 2011 0 0 0 0 16.055 2009 1.383 2011 1.728 0 0 0 0 0 0 19.812 23.307 2010 1.823 -2.901 -5.299 -5.883 4.283 -170 -223 0 4.676 2009 376 -162 538 0 0 542 2009 0 0 0 0 15.070 2006* 0 0 0 0 15.503 2007* 0 0 -36 0 15.299 2008* 0 0 -21 0 15.900 2009* 0 2011* 0 0 7 0 0 0 0 14.778 14.602 2010* 0 -7.845 -13.634 -11.397 -16.055 -19.812 -23.307 7.845 13.634 11.397 16.055 19.812 23.307 0 0 0 7.845 2006 1.412 -3.170 4.581 -21 149 0 4.453 2006 362 -540 902 0 0 903 2006 0 -7.244 -9.466 -8.689 -10.364 -9.263 -9.469 7.244 0 -27 7.272 0 2006 9.157 730 8.533 758 837 1.080 1.095 1.254 1.218 1.256 1.229 1.236 1.310 1.209 1.270 1.005 1.080 1.041 1.055 1.101 1.096 1.099 988 936 1.292 1.295 -626 -644 -653 -707 -596 -390 -533 9.415 11.920 12.234 12.362 12.691 12.855 12.982 13.007 12.973 13.185 13.791 16.229 12.283 12.572 12.366 13.287 12.564 13.597 13.585 12.595 13.105 12.728 14.207 14.024 14.427 14.850 14.555 15.283 14.395 14.070 673 11.439 11.696 11.262 12.522 14.777 14.745 14.882 15.591 15.713 16.538 15.875 15.676 15.962 16.463 19.665 15.256 15.321 15.055 16.202 15.424 16.483 16.638 15.454 15.980 16.040 17.678 14.650 15.070 15.503 15.262 15.879 14.785 14.602 231 Oferta Interna Bruta Exportação 0 0 0 0 11.696 1980 Variação de Estoques 11.207 Produção 0 5.661 5.661 0 0 0 5.661 1980 Importação 1979 Lenha (mil m3) 0 5.235 Consumo Final Total Transformação 0 Exportação 5.235 0 Oferta Interna Bruta 0 Variação de Estoques 5.235 1979 Importação Produção Energia Hidráulica (mil MWh) * Refere-se ao carvão equivalente - ROM - Ver item 3.5.a 0 1.921 Total Transformação 0 2.522 0 0 2.550 1980 1980 0 4.491 4.495 0 -256 -27 1.957 Consumo Final 0 4.751 1980 140 0 Oferta Interna Bruta Exportação Variação de Estoques Importação Produção 1.817 0 Consumo Final Carvão Vapor* (mil t) 0 Total Transformação 0 0 Variação de Estoques Exportação 0 0 Importação Oferta Interna Bruta 0 1979 Produção Gás Natural (milhões m3) 0 4.709 Total Transformação Consumo Final 4.741 0 382 Oferta Interna Bruta Exportação Variação de Estoques 0 4.359 1979 D Importação Produção Petróleo (mil m3) Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Anexo D - Série Histórica de Fonte de Energia Selecionada Tabela D.1 - Período de 1979 a 2011 181 182 4 Variação de Estoques 5 Variação de Estoques 0 0 0 Consumo Final 0 0 Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta 0 Importação Total Transformação 0 Produção 1979 5.300 Consumo Final Álcool (mil m 3) 250 5.778 Oferta Interna Bruta -25 0 275 0 Total Transformação Exportação Variação de Estoques Importação Produção 1979 355 Consumo Final Eletricidade (mil MWh ) -4 0 359 -5 Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta 1 Importação Total Transformação 0 Produção 1979 1.245 Consumo Final GLP (mil m3) -27 1.341 Oferta Interna Bruta Total Transformação -32 0 Importação Exportação 0 1979 882 Produção Gasolina A (mil m 3) Consumo Final -222 1.117 Oferta Interna Bruta Total Transformação -226 0 Importação Exportação 0 Produção 1979 1.618 Consumo Final Óleo Combustível (mil m 3) 10 1.497 Oferta Interna Bruta 0 Total Transformação Exportação 10 0 Importação Variação de Estoques 0 1979 Produção Óleo Diesel (mil m3) Anexo D 0 0 0 0 0 0 -1 0 0 0 1980 1 1 0 0 0 0 0 6.178 5.854 1.035 -34 0 1.069 1980 371 382 -1 1980 1.091 1.181 -34 0 -34 1980 755 1.023 -237 -253 17 1980 1.626 1.589 -48 -33 -74 59 1980 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 23 2 21 0 -2 23 1981 6.656 4.951 2.429 -164 0 2.593 1981 405 362 51 0 5 47 1981 1.007 1.123 -21 -51 30 1981 559 636 -104 -95 -9 1981 1.571 1.527 -8 -10 1981 0 0 9 0 0 0 0 0 0 0 197 1 195 0 -16 211 1982 7.008 5.329 2.559 -20 0 2.579 1982 449 320 143 0 2 141 1982 863 976 1 -24 24 1982 519 778 -235 -244 1982 1.574 1.667 -179 -254 75 1982 0 0 0 0 0 0 0 164 2 162 0 0 162 1983 7.851 6.672 2.113 -16 0 2.129 1983 467 545 -64 -72 -7 16 1983 767 825 -69 -56 -14 1983 395 686 -251 -254 -12 15 1983 1.492 1.604 -76 -160 -22 105 1983 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 276 0 275 0 0 275 1984 8.706 6.753 2.813 -11 0 2.824 1984 489 548 -48 -78 2 28 1984 696 825 -134 -150 16 1984 334 626 -259 -280 21 1984 1.459 1.586 -89 -91 1984 0 0 -3 0 0 0 0 -1 0 0 0 0 371 0 371 0 0 371 1985 9.562 7.113 3.526 0 0 3.526 1985 486 565 -58 -57 1985 670 851 -162 -189 27 1985 351 548 -183 -180 1985 1.468 1.589 -75 -98 22 1985 0 0 0 0 0 0 0 0 495 0 494 0 0 494 1986 9.663 6.689 4.083 0 0 4.083 1986 554 532 23 -39 0 61 1986 755 787 -30 -21 -9 1986 563 712 -130 -116 -13 1986 1.627 1.516 121 -50 -26 197 1986 0 1 0 0 0 0 0 0 0 534 2 532 0 0 532 1987 10.453 7.260 4.518 0 0 4.518 1987 561 464 99 -39 7 131 1987 775 860 -72 -83 11 1987 532 693 -174 -175 1987 1.697 1.739 4 -51 -2 58 1987 0 5 0 0 -7 0 0 0 0 0 570 3 567 0 0 567 1988 10.830 5.849 6.478 0 0 6.478 1988 606 456 155 -42 -3 200 1988 644 792 -103 -95 1988 462 617 -131 -136 1988 1.760 1.560 269 -44 10 304 1988 0 7 0 0 0 0 0 0 713 4 709 0 0 709 1989 11.587 7.033 6.106 0 0 6.106 1989 615 450 166 -43 4 205 1989 864 575 290 -45 11 323 1989 576 749 -173 -180 1989 2.202 1.942 259 0 1 259 1989 0 0 0 0 0 0 0 595 3 592 0 0 592 1990 12.013 7.643 5.815 0 0 5.815 1990 632 457 175 -44 -4 223 1990 880 510 370 0 1 370 1990 508 660 -152 -129 -23 1990 1.924 1.824 101 0 -28 129 1990 0 0 0 0 0 0 0 556 3 553 0 0 553 1991 12.762 5.021 9.289 0 0 9.289 1991 618 438 180 -45 2 223 1991 956 594 362 0 7 355 1991 419 541 -122 -156 34 1991 1.809 1.480 328 0 43 286 1991 0 0 0 0 0 0 0 568 3 565 0 0 565 1992 13.103 7.187 7.538 0 0 7.538 1992 695 554 141 -47 0 188 1992 993 874 119 0 5 114 1992 490 679 -189 -177 -13 1992 2.009 1.906 103 0 -11 114 1992 0 0 0 0 0 0 0 555 3 552 0 0 552 1993 14.636 7.520 8.860 0 0 8.860 1993 705 643 62 -49 4 108 1993 1.041 878 163 0 -2 165 1993 570 609 -39 -63 24 1993 1.946 1.888 58 0 -5 63 1993 0 0 0 0 0 0 0 0 544 3 541 0 0 541 1994 15.370 8.766 8.582 0 0 8.582 1994 725 637 89 -51 -1 140 1994 1.122 837 285 0 -1 286 1994 560 584 -24 -8 -16 1994 1.952 2.160 -208 -157 -50 1994 0 0 0 0 0 0 0 0 535 3 532 0 0 532 1995 16.453 6.845 11.737 0 0 11.737 1995 770 645 125 -54 -1 179 1995 1.284 933 350 0 6 345 1995 573 585 -12 -30 18 1995 1.941 2.275 -335 -355 20 1995 -1 0 0 0 0 0 0 0 0 501 3 498 0 0 498 1996 16.950 7.004 12.262 0 0 12.262 1996 811 677 134 -57 -1 192 1996 1.462 962 500 0 -17 517 1996 571 649 -78 -61 -17 1996 1.990 2.666 -677 -675 1996 0 0 0 0 0 0 0 371 3 368 0 0 368 1997 18.162 6.719 13.372 0 0 13.372 1997 797 571 226 -57 0 283 1997 1.581 817 764 -145 9 900 1997 544 598 -54 -77 23 1997 2.074 2.501 -427 -522 -8 103 1997 0 0 0 0 0 0 0 263 4 259 0 0 259 1998 18.513 9.221 11.281 0 0 11.281 1998 851 502 349 -60 3 405 1998 1.689 879 811 -154 -11 976 1998 578 813 -235 -181 -53 1998 2.209 2.654 -445 -615 37 134 1998 0 0 0 0 0 0 0 215 3 211 0 0 211 1999 19.941 7.068 14.994 0 0 14.994 1999 867 515 352 -61 2 411 1999 1.520 966 554 -183 5 732 1999 600 783 -182 -385 55 147 1999 2.349 2.730 -381 -400 19 1999 0 0 0 0 0 0 190 3 187 0 0 187 2000 21.442 8.587 14.968 0 0 14.968 2000 879 465 413 -62 -5 480 2000 1.424 1.176 247 -359 16 590 2000 506 675 -169 -364 -43 238 2000 2.394 2.766 -372 -378 -29 35 2000 0 1 0 0 0 0 0 0 157 5 151 0 0 151 2001 20.496 12.668 10.049 0 0 10.049 2001 850 466 385 0 3 381 2001 1.507 1.486 21 -5 4 22 2001 383 756 -373 -375 2001 2.580 2.857 -277 -320 13 29 2001 0 0 0 0 9 0 0 0 0 170 6 164 0 0 164 2002 20.687 16.031 6.993 0 0 6.993 2002 833 460 373 -174 -8 555 2002 1.352 1.328 25 0 15 2002 376 598 -222 -242 20 2002 2.540 2.905 -365 -351 -14 2002 0 0 3 0 0 4 0 0 0 0 0 145 6 139 0 0 139 2003 21.167 14.870 8.598 0 0 8.598 2003 795 477 318 0 2 316 2003 1.416 1.515 -100 -104 2003 325 683 -358 -361 2003 2.499 2.869 -370 -405 35 2003 0 0 0 0 0 0 0 183 5 179 0 0 179 2004 22.101 15.186 9.700 0 0 9.700 2004 809 406 403 0 8 395 2004 1.586 1.675 -89 -166 -7 84 2004 297 620 -323 -339 16 2004 2.604 3.029 -425 -481 -49 105 2004 0 0 0 0 0 0 0 0 0 671 4 667 0 0 667 2005 22.437 16.401 9.702 0 0 9.702 2005 791 383 407 0 2 406 2005 1.433 1.646 -212 -186 -26 2005 237 640 -404 -382 -21 2005 2.479 3.070 -591 -615 24 2005 0 0 0 0 0 0 0 638 4 634 0 0 634 2006 22.607 13.055 13.295 0 0 13.295 2006 795 441 354 0 4 350 2006 1.426 1.736 -310 -380 15 55 2006 193 524 -330 -318 -12 2006 2.324 3.405 -1.080 -1.134 -3 57 2006 1 0 -3 0 -3 0 0 0 0 0 0 715 4 711 0 0 711 2007 23.629 16.511 11.745 0 0 11.745 2007 820 740 80 0 2 79 2007 1.480 2.111 -630 -652 11 10 2007 180 182 2007 2.584 4.411 -1.827 -1.868 39 2007 0 0 6 2 0 6 0 0 0 0 0 857 6 851 0 0 851 2008 25.427 14.493 14.598 -126 0 14.724 2008 829 689 139 0 0 139 2008 1.597 1.964 -367 -373 2008 160 451 -292 -300 2008 2.730 4.162 -1.432 -1.367 -65 2008 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.104 658 447 -515 0 962 2009 25.317 18.500 10.660 -56 0 10.716 2009 802 983 -181 -247 -68 133 2009 1.690 1.927 -237 -264 28 2009 133 459 -326 -316 -10 2009 2.672 5.352 -2.681 -2.605 -76 2009 0 0 0 0 0 0 0 0 1.081 880 201 -643 0 844 2010 25.956 22.143 7.726 -1.020 0 8.746 2010 830 628 202 -247 130 319 2010 1.975 1.965 10 -11 21 2010 128 174 -47 -137 90 2010 2.905 4.759 -1.854 -1.919 -21 86 2010 0 0 0 0 0 0 0 0 1.045 1.250 -206 -1.000 0 794 2011 29.335 27.387 6.051 -498 0 6.549 2011 851 688 163 -262 0 426 2011 2.154 2.023 131 -135 7 258 2011 123 419 -295 -326 30 2011 3.070 4.729 -1.659 -1.650 -9 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 E Anexo E - Balanço Energético Mundial 2011 Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2011 BALANÇO ENERGÉTICO unidade: milhões de tep MUNDIAL 3.850,54 4.132,97 674,01 300,17 1.310,64 Total Outros* Combustíveis Renováveis e Lixo Hídrica Nuclear Gás Natural Derivados do Petróleo 0,00 2.805,35 128,08 13.201,76 Importação 696,75 2.299,34 1.077,39 865,30 0,00 0,00 13,89 55,78 5.008,45 Exportação -726,24 -2.210,80 -1.164,02 -861,72 0,00 0,00 -11,64 -55,82 -5.030,23 -21,98 0,00 0,00 -0,74 0,00 -66,60 Variação de Estoque Oferta Interna Bruta Transferências Diferenças Estatísticas Centrais Elétricas -44,49 -1,94 3.776,06 4.219,57 3,05 -83,58 2.786,95 674,01 300,17 1.312,15 128,05 13.113,38 -0,34 -169,12 195,38 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 25,94 -143,75 6,79 3,52 10,31 0,00 0,00 -0,08 -1,74 -124,94 -670,42 -300,17 -81,07 1.624,79 -2.459,00 -2.075,41 -41,69 -203,82 -711,28 Centrais de Calor e Eletricidade (cogeração) -180,77 -0,01 -25,55 -313,98 -3,57 0,00 -42,75 329,47 -237,16 Centrais de calor -109,45 -0,83 -11,71 -92,93 -0,02 0,00 -10,82 189,23 -36,53 Alto-forno metalúrgico -190,85 0,00 -0,61 -0,08 0,00 0,00 -0,06 0,00 -191,60 -6,32 0,00 -3,82 3,18 0,00 0,00 -0,03 0,00 -7,00 Refinarias de petróleo 0,00 -4.023,86 3.989,31 -0,85 0,00 0,00 0,00 0,00 -35,40 Plantas petroquímicas 0,00 31,37 -31,81 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 -0,44 -59,09 0,00 -2,61 0,00 0,00 0,00 -0,02 0,00 -61,72 -17,55 9,57 0,00 -10,74 0,00 0,00 0,00 0,00 -18,72 -0,06 1,22 -2,79 -3,59 0,00 0,00 -54,63 -0,35 -60,20 -85,43 -6,47 -206,71 -267,51 0,00 0,00 -10,77 -207,25 -784,14 -3,42 -7,87 -0,69 -18,97 0,00 0,00 -0,19 -173,79 -204,93 903,62 18,76 3.614,51 1.380,50 0,00 0,00 1.111,74 1.888,41 8.917,53 728,93 10,76 Centrais de gás Transformação de carvão/ petróleo (em coque)*** Liquefação Outras transformações Uso próprio Perdas de distribuição Consumo Final Setor industrial Setor transporte** Outros setores Usos não energéticos*** 3,41 312,48 506,38 0,00 0,00 198,15 800,14 2.556,74 0,02 2.265,21 92,52 0,00 0,00 58,61 25,16 2.444,94 132,05 0,50 435,55 610,23 0,00 0,00 854,99 1.063,11 3.096,43 39,22 7,56 601,27 171,36 0,00 0,00 0,00 0,00 819,42 Fonte: Key Energy World Statistiscs - 2013 *Outros inclui solar, geotérmica, eólica, etc ** Inclui combustíveis usados por navios internacionais e aviação internacional ***Inclui matéria prima da petroquímica Acessado em 30/09/2013 Anexo E Produção Petróleo FLUXO DE ENERGIA Carvão 2011 183 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Agropecuário 0 0 0 0 0 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros 19 7 0 2.024 1.314 715 317 650 2.411 769 673 3 943 30 9.849 0 0 0 1.709 Fonte: Balanço Energético Nacional 2013 - ano base 2012 Ajustes 0 0 Mineração e Pelotização Consumo Não-identificado 0 Ferroligas 0 Industrial - Total 0 0 Hidroviário 0 0 Aéreo Ferro-gusa e Aço 0 Ferroviário Cimento 0 1.709 0 0 94 35 124 0 68 164 751 393 0 1.854 107 3.589 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Rodoviário Transportes - Total 0 0 0 3.589 0 3.589 -8 0 0 0 -161 -2.180 0 0 0 0 45 Público -671 0 0 0 -27.547 -1.430 -3.147 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 31 6.688 35.719 25.735 45.132 11.754 269.417 0 0 0 0 0 0 0 0 -8.711 290 73 217 7.890 -8.421 8.561 6.688 35.719 25.735 45.132 11.754 301.541 0 0 0 320 -1.047 3.854 0 -183 Urânio U3O8 0 3.809 0 0 -116 3.925 1.010 2.915 0 1.665 0 0 -19 1.684 -60 1.744 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -4 0 0 0 0 0 0 -8.022 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -4.427 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -12.314 -9.003 -258 -45 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 889 2.458 1.532 73 0 0 0 0 40 0 2.319 17.844 47 0 0 81 0 40 7.439 17.884 0 0 0 0 0 2.421 0 96 6.472 0 10.508 0 16.428 28.391 0 0 16.428 28.391 0 0 0 0 -1.760 0 -33.960 -6.688 0 0 0 0 0 0 2.038 0 -9.003 0 -12.314 -1.439 -348 0 0 0 62 5.473 0 11 90 0 0 0 0 365 6.001 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6.001 0 6.001 0 732 0 0 5.889 2.421 21 8 0 0 0 0 0 0 89 0 3.007 27 28 162 3.869 8 124 212 20.892 390 13 2.712 7.882 12 38 1.519 70 542 2.797 8 1.057 44.761 384 448 0 83 0 0 1.066 1.027 0 107 0 101 113 328 45 271 328 1.163 191 46 29 17 2.633 1.138 0 0 19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 58 0 0 24.454 7 45 19 0 350 1.709 36.652 9 289 0 4.170 24.512 0 1.138 24.512 0 6.768 0 639 0 0 0 0 0 0 0 140 4.170 24.512 0 -17 0 0 -293 -1.053 0 0 0 0 1.709 38.128 1.189 15.766 71.758 46.280 898 72.656 46.280 -391 -2.671 -11.631 0 0 0 -8.022 -2.261 0 0 -6.688 0 -2.269 -520 -43.405 0 0 918 12 0 215 161 50 28 167 190 32 31 21 20 9 924 0 0 0 0 0 11 256 438 6.393 0 8.023 0 8.023 0 190 0 0 0 0 0 0 0 1.057 5.099 8.026 0 0 0 8.026 185 Produtos da cana 0 Outras Fontes Primárias 8.241 Energia Primária Total 44.425 Óleo Diesel 45132 11.723 257.299 Energia Hidráulica 3.881 35.719 25.735 Óleo Combustível -4.212 -101.669 38.915 13.846 19.905 0 0 0 Comercial 296 5.258 0 Gasolina 6.346 0 0 Carvão Metalúrgico 7.841 GLP -2.341 -8.022 -6.688 -35.719 -9.306 -16.741 -5.753 -196.439 38.301 12.483 20.685 5.937 0 0 0 5.937 107 3.313 2.517 Carvão Vapor 193 0 Residencial 0 17.349 Consumo Final Energético Setor Energético 0 Consumo Final Não-Energético 898 0 18.247 Consumo Final -336 0 -1.781 0 0 -2.353 -6.700 0 0 0 -3.187 0 Perdas na Distribuição e Armazenagem -389 0 Plantas de Gás Natural Outras Transformações -97.457 Refinarias de Petróleo 97.828 32.598 -97.847 -14.022 -3.147 Total Transformação 0 Reinjeção 0 -1.430 Oferta Interna Bruta 0 -27.547 125.374 37.176 Energia Não-Aproveitada Exportação Oferta Total 542 17.815 11.602 Variação de Estoques 107.017 25.574 Petróleo Importação Gás Natural Produção FLUXO DE ENERGIA Lenha Nafta 0 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7.347 7.347 0 -3.070 0 0 0 0 0 0 0 0 4.951 1.881 5.437 0 0 0 5.437 57 5.380 Querosene 0 3 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 3 0 3.762 0 0 3.762 0 0 0 5 0 3.769 15 3.784 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.477 4.477 -696 0 0 -2.256 1.560 22 1.538 -41 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.237 0 1.237 0 0 0 0 0 0 0 0 0 193 1.430 0 1.430 0 0 0 0 -265 0 0 1.735 0 0 0 1.471 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 279 57 93 7.495 75 7.999 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7.999 0 7.999 -7 0 0 0 0 0 0 6.681 0 0 0 6.681 1.324 0 0 0 1.324 226 1.098 0 0 3.462 0 0 -40 3.502 0 3.502 0 0 0 0 0 -8.114 0 0 0 6.710 0 2.266 0 0 154 0 154 2.001 3.433 6.864 -0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.578 359 1.682 679 2.423 2.075 3.255 959 666 1.696 657 0 18.027 0 0 0 0 0 0 0 0 0 10.118 0 0 42.862 0 0 42.862 0 0 0 0 0 -4.180 40.804 6.581 0 0 0 0 2.401 47.515 -2.401 0 0 0 -2.401 -8.923 6.522 0 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Gás de Cidade e de Coqueria FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Coque de Carvão Mineral 2012 Urânio contido no UO2 -1.560 0 0 -1.602 42 -250 291 0 Álcool Etílico Anidro e Hidratado Carvão Vegetal 0 0 0 0 0 0 0 0 -105 0 -14 2.040 0 0 -576 -53 0 -835 0 0 7.947 8.537 2.926 0 0 -278 3.204 -26 3.230 0 Outras Secundárias de Petróleo 0 0 13 0 0 0 0 19 10 0 499 3.338 191 4.070 0 0 0 0 0 7 0 90 478 0 4.646 0 405 -15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.906 9.906 10 0 0 0 0 235 0 503 275 0 0 87 2.145 699 498 147 40 3.761 8.155 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.124 9.916 11.280 606 4.646 10.522 11.685 -125 0 0 12.203 4.772 0 0 0 0 0 0 0 4.772 12.203 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7.290 7.290 0 -384 0 0 0 0 0 0 0 904 6.015 6.535 755 0 0 -241 996 -31 1.027 Alcatrão 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 99 0 99 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 99 116 216 0 0 0 0 -9 0 0 225 0 0 0 216 0 0 0 0 0 0 0 0 440 0 4.573 935 2.184 760 3.160 4.770 5.450 2.122 1.481 13.992 4.778 44.206 1.586 3.820 1.181 71.012 77.599 7.940 3.705 7.421 16.993 7.123 164.986 15.780 180.766 -8.366 1.436 12.203 4.772 5.176 33.258 6.581 7.806 0 466 0 7.580 4.803 10.066 1.150 24.052 7.482 6.969 3.188 1.565 16.790 5.320 88.966 1.586 3.820 1.181 72.721 79.308 10.362 3.749 7.710 23.761 22.888 236.744 16.678 253.422 -8.715 -3 -111 -4.232 -6.455 -10.148 -107 -216 0 -167 -514 2.102 -21.937 101.155 283.607 -3.147 -1.430 -41.481 329.665 -7.767 80.133 257.299 174.503 14.190 0 0 -13.934 28.124 -7.583 35.707 0 unidade: mil tep F Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL Energia Secundária Total 184 Energia Total Anexo F Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Anexo F - Balanço Energético Nacional 2012 Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2012 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação Coquerias 0 -149.816 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 Público Agropecuário Anexo G 0 0 0 0 Cerâmica Outros Consumo Não-identificado 0 Papel e Celulose Ajustes 0 0 Alimentos e Bebidas Têxtil 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química 0 0 32.269 10.031 9.983 4.068 46.284 108.510 42.619 0 30.399 0 0 Ferroligas Mineração e Pelotização 21.960 0 0 306.123 Ferro-gusa e Aço 0 Industrial - Total 0 0 0 Hidroviário 0 0 80.707 80.707 0 0 8.089 1.051 157.430 Cimento 0 0 Ferroviário Aéreo 0 Rodoviário 0 0 Comercial Transportes - Total 0 0 Setor Energético Residencial 553.400 0 -2 0 330.305 127 493.368 0 256.658 611.256 0 0 0 11.197 147.200 1.850.111 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.850.111 0 0 0 Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético 0 0 0 553.400 1.850.111 Consumo Final 0 0 0 Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 -659.212 0 -6.999.613 0 0 Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 0 Plantas de Gás Natural 0 -9.895.530 Refinarias de Petróleo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.895.530 703.216 9.508.935 -9.895.530 -149.816 -7.658.826 Oferta Interna Bruta 0 0 0 0 0 Total Transformação -1.347 -21.561 9.531.842 676.293 0 0 0 Carvão Vapor t 8.855.549 Carvão Metalúrgico 0 0 Reinjeção -3.277 0 0 0 Exportação 706.493 0 706.493 Gás Natural mil m3 9.895.530 28.316 9.867.214 Petróleo m3 Energia Não-Aproveitada Oferta Total Variação de Estoques Importação Produção FLUXO DE ENERGIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -392.541 -67.949 -410.462 0 0 0 0 0 -870.952 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 458.000 900.000 152.492 5.000 970.000 359.623 0 0 0 0 0 2.845.115 0 0 0 0 0 8.058.751 0 65.000 3.810.854 0 0 14.779.719 0 0 14.779.719 0 0 0 0 -91.272 -11.583.631 0 0 0 0 0 0 0 0 11.674.904 15.650.671 0 0 0 0 0 0 15.650.671 Lenha m3 11.674.904 15.650.671 0 0 11.674.904 Energia Hidráulica MWh 0 -11.674.904 0 0 0 0 0 0 0 Produtos da Cana t Casca de Arroz t Lixívia t 0 0 0 0 0 0 0 0 719.577 1.282.609 0 0 719.577 1.282.609 Eólica MWh 0 175.693 35.723 139.970 Óleo Diesel m3 0 -1.648 -1.774 126 0 0 0 0 0 0 0 -1.676.384 -420.420 1.039.679 0 0 1.039.679 Óleo Combustível m3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.261 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 19.276 19.276 0 0 0 0 0 -63.203 0 0 0 0 0 0 719.577 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -4.945 0 -64.066 -933 0 0 0 0 0 0 167.418 7.393.089 481.015 167.418 7.393.089 0 0 0 481.015 0 231.484 7.394.022 GLP m3 0 -27.810 0 0 0 -27.810 -27.810 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 448.913 0 0 770.493 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -43.231 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 664.122 1.991.477 0 -141.755 0 0 0 0 4.711.542 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 664.634 1.044.096 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 225.060 87 0 21.689 0 390 133 12.449 3.421 969 21.610 0 1.753 1.322 63.735 6.745 0 24.256 3.044.310 3.075.311 3.681 10.689 12.442 0 1.675 3.167.533 0 0 0 0 0 0 0 229 0 33.742 3.200 22.376 6.041 18.335 10.735 170 396 0 2.095 42 97.131 0 0 0 29 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7.274 0 0 2.465.189 0 2.472.464 0 735 308 0 1.895 100.070 2.472.464 0 42 0 42.241 177 2.211 3.592 12.145 8.606 3.205 1.245 0 49 262 73.735 136 0 0 0 136 3.415 1.803 62.019 690.892 10 832.009 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.437.185 493 0 40 0 0 0 0 140 0 0 0 0 0 180 0 194.866 5 0 194.871 10 0 950 712 35 196.757 0 0 3.167.533 100.070 2.472.464 832.009 8.437.185 196.757 0 0 0 0 0 0 719.577 1.219.406 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.039.679 0 0 0 0 0 719.577 1.219.406 0 Gasolina m3 485.960 Nafta m3 -63.203 -1.039.679 4.668.311 522.366 1.991.477 664.634 1.044.096 225.060 27.537 719.577 1.219.406 0 0 -5.315 0 0 0 0 0 0 0 0 -5.315 32.852 719.577 1.282.609 1.039.679 -1.500.691 -422.068 0 0 0 32.852 0 0 32.852 Querosene m3 Urânio U3O8 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Gás de Cidade e de Coqueria FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral 0 0 0 0 -351.588 17.683.190 0 17.683.190 Eletricidade MWh -4.587.618 0 0 0 2.395.474 15.105.526 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -2.606 0 2.450.521 116.242 304.886 185.573 0 2.136.477 0 1.357.071 1.759.528 188.034 352.077 1.731.467 222.695 10.804.571 0 0 71.514 0 71.514 3.936.913 2.074.307 5.084.330 7.548.119 727.835 30.247.590 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30.247.590 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.501.000 0 17.331.602 0 0 0 0 0 0 0 Carvão Vegetal t 0 Álcool Etílico Anidro m3 0 0 0 616.297 0 616.297 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -639.782 113.551 0 113.551 0 Álcool Etílico Hidratado m3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.665 0 0 0 0 0 0 0 0 0 806.500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.665 806.500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8.319 33.278 0 41.597 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 616.297 616.297 0 0 0 0 0 616.297 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 115.216 115.216 0 0 0 0 0 115.216 0 0 0 1.142 0 21 7 655 180 51 1.137 0 92 70 3.354 355 6 1.277 160.227 161.865 194 563 655 0 88 166.718 0 41.597 616.297 115.216 166.718 0 0 0 49.534 0 0 0 0 0 0 0 49.534 -7.937 616.297 113.551 -639.782 0 0 -7.937 0 0 0 unidades originais G Urânio contido no UO2 do Rio Grande do Sul Biodiesel (B100) m3 BALANÇO ENERGÉTICO 2012 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2012 Tabela G.1 - BERS 2012 em Unidades Originais 185 0 0 0 268 0 0 Cerâmica Outros 0 0 Papel e Celulose 0 0 Têxtil Consumo Não-identificado 0 Alimentos e Bebidas Ajustes 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química 0 0 Ferroligas 0 193 0 0 Cimento Ferro-gusa e Aço Mineração e Pelotização 0 2.694 0 0 Hidroviário Industrial - Total 0 0 284 88 88 36 407 955 375 0 0 0 0 0 Ferroviário Aéreo 710 0 710 0 0 71 9 1.385 4.870 0 4.870 0 0 0 0 -1.318 0 0 Rodoviário 0 0 Agropecuário Transportes - Total 0 0 Comercial Público 0 0 Setor Energético 0 0 Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Residencial 0 0 0 Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 Destilarias Consumo Final 0 0 Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 Coquerias Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 Plantas de Gás Natural 0 -1.318 -87.773 -87.773 Total Transformação 6.188 0 Refinarias de Petróleo 87.773 Oferta Interna Bruta 0 Reinjeção -29 0 0 0 Exportação 6.217 0 6.217 Gás Natural 87.773 251 87.522 Petróleo Energia Não-Aproveitada Oferta Total Variação de Estoques Importação Produção FLUXO DE ENERGIA Carvão Vapor 0 0 803 0 1.199 0 624 1.485 0 0 0 27 358 4.496 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.496 0 4.496 0 0 0 0 -1.602 -17.009 0 0 0 0 0 -18.611 23.107 0 -3 -52 23.162 1.643 0 21.519 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Hidráulica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 554 1.088 184 6 1.173 435 0 0 0 0 0 3.440 0 0 0 0 0 9.743 0 0 79 0 4.607 0 17.869 0 17.869 0 0 0 -475 -82 -496 0 0 0 0 0 -1.053 18.922 0 0 0 18.922 0 0 18.922 Lenha 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -78 -9.962 0 0 0 0 0 -10.040 10.040 0 0 0 10.040 0 0 10.040 Produtos da cana 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 41 41 18 59 0 0 -11 0 0 0 0 0 0 0 0 -11 70 0 0 0 70 0 0 70 Outras Fontes Primárias 0 0 0 1.324 2.058 0 2.273 0 0 0 0 0 0 5.655 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.655 0 5.655 0 -7.274 0 0 -186 -894 0 0 0 0 0 -8.354 14.010 0 0 0 14.010 0 0 14.010 0 0 -32 0 0 0 0 -11 -7.274 0 0 1 0 0 0 3 3.529 184 1 42 2.501 106 4.477 1.640 8 29 375 0 2.875 0 183 268 11 15 358 220 57 540 0 0 16.285 206 0 31 9.743 0 91 0 26.079 106 150 25.816 0 710 14 1.426 4.617 710 0 26.861 18 32.931 26.861 0 -475 32.948 -367 -3.267 0 0 0 0 0 0 0 0 0 39.954 -87.773 -28.361 39.587 -127.162 -12.726 -14.216 -52 160.110 303 1.490 1.895 160.195 0 1.187 Energia Primária Total 64.561 Óleo Diesel 93.739 0 Óleo Combustível 2 0 324 31 215 58 176 103 2 4 0 20 0 931 0 0 0 1 1 0 7 3 0 18 960 0 960 0 0 0 0 0 -1.359 0 0 0 0 6.369 5.009 -4.048 0 0 -4.032 -16 -17 1 Gasolina 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 57 0 19.298 19.355 0 0 0 0 0 19.355 0 19.355 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15.589 15.589 3.765 0 0 0 3.765 -39 3.804 GLP 0 0 0 258 1 14 22 74 53 20 8 0 0 2 451 1 0 0 0 1 21 11 379 4.221 0 5.084 0 5.084 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.061 4.061 1.023 0 0 0 1.023 -391 1.414 Nafta 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 64.544 64.544 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7.987 7.987 56.557 0 0 0 56.557 -7 56.564 0 Querosene 4 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1.602 0 0 1.602 0 0 8 6 0 1.617 0 1.617 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.850 1.850 -229 0 0 0 -229 -229 0 Gás de Cidade e de Coqueria Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Coque de Carvão Mineral FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Urânio contido no UO2 do Rio Grande do Sul 0 -2 0 2.107 100 262 160 1.837 1.167 1.513 162 303 1.489 192 9.292 0 0 62 0 62 3.386 1.784 4.373 6.491 626 26.013 0 26.013 -3.945 0 0 0 2.060 12.991 0 0 0 0 0 15.051 14.905 0 0 -302 15.208 0 15.208 Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO 2012 0 Carvão Vegetal 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 54 215 0 269 0 269 0 0 0 320 0 0 0 0 0 0 0 320 -51 0 0 -51 0 0 0 Álcool Etílico Anidro e Hidratado* 0 -2 0 9 0 0 0 5 1 0 9 0 1 1 25 3 0 10 5.090 5.102 1 4 5 0 1 5.139 0 5.139 0 6.097 8 0 0 0 0 0 0 0 0 6.106 -969 0 0 -4.790 3.821 0 3.821 0 Outras Secundárias de Petróleo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.656 3.656 0 3.656 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.572 3.572 83 0 0 0 83 83 0 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 -1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.753 3.753 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.040 3.040 712 0 0 0 712 22 690 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 64.561 0 0 1 0 2.882 132 494 1 0 4.522 2.633 4.023 282 6.675 2.198 241 4.229 1.918 365 570 1.745 563 27.526 61 1.659 277 50.914 52.911 13.182 1.897 5.076 15.550 5.741 121.884 68.315 190.199 -3.945 -1.177 -3 -155 -1.574 -16.730 1.354 1.543 365 303 1.525 205 11.241 61 1.659 277 50.204 52.200 3.439 1.897 4.926 10.934 4.315 88.953 68.298 157.250 -3.945 6.097 8 320 1.694 11.631 0 0 0 0 0 -5.351 -24.989 219.134 0 -32 -23.444 242.610 1.620 176.429 0 82.423 102.173 59.024 0 0 -23.391 82.415 -275 82.690 0 unidade: bilhões kcal Energia Secundária Total 186 Energia Total Anexo G Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela G.2 - BERS 2012 em Bilhões de kcal Alcatrão Produção 0 0 0 0 0 0 27 0 0 Cerâmica Outros Anexo G 0 0 Papel e Celulose 0 0 Têxtil Consumo Não-identificado 0 Alimentos e Bebidas Ajustes 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química 0 0 0 19 0 0 Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas 0 269 0 0 Hidroviário Industrial - Total Mineração e Pelotização 0 0 Aéreo 0 0 28 9 9 4 41 95 38 0 0 71 0 0 Rodoviário 71 7 Ferroviário Transportes - Total 0 0 Público Agropecuário 0 0 Comercial 1 139 0 0 487 Setor Energético 0 0 Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético 487 0 0 0 0 -132 0 0 Residencial 0 0 0 Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 Destilarias Consumo Final 0 0 Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 Coquerias Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 Plantas de Gás Natural 0 -132 -8.777 -8.777 Total Transformação 619 0 -3 Refinarias de Petróleo 8.777 0 Reinjeção Oferta Interna Bruta 0 0 Exportação 0 0 622 622 Gás Natural 8.777 25 8.752 Petróleo Energia Não-Aproveitada Oferta Total Variação de Estoques Importação FLUXO DE ENERGIA Carvão Vapor 0 0 80 0 120 0 62 149 0 0 0 3 36 450 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 450 0 450 0 0 0 0 -160 -1.701 0 0 0 0 0 -1.861 2.311 0 0 -5 2.316 164 0 2.152 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Hidráulica 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -8 -996 0 0 0 0 0 -1.004 1.004 0 0 0 1.004 0 0 1.004 Lenha 7 -0 0 55 109 18 0 0 0 0 0 0 0 1 117 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4 4 2 6 0 0 -1 0 0 0 0 0 0 0 0 -1 7 0 0 0 7 0 0 0 Produtos da cana 43 0 0 0 0 0 344 0 0 0 0 0 974 0 8 461 0 1.787 0 1.787 0 0 0 -47 -8 -50 0 0 0 0 0 -105 1.892 0 0 0 1.892 0 0 1.892 Outras Fontes Primárias 0 0 0 132 206 0 227 0 0 0 0 0 0 566 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 566 0 566 0 -727 0 0 -19 -89 0 0 0 0 0 -835 1.401 0 0 0 1.401 0 0 1.401 0 0 -3 0 0 0 0 -1 -727 0 0 0 0 0 0 0 353 18 0 4 250 11 448 164 1 3 38 0 288 0 18 27 1 1 36 22 6 0 0 54 21 0 0 2.582 71 1.628 3 2.608 9 0 71 11 15 974 1 0 143 462 0 2.686 2 3.293 2.686 0 -47 3.295 -37 -327 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.995 -8.777 -2.836 3.959 -12.716 -1.273 -1.422 -5 16.011 30 149 189 16.019 0 119 Energia Primária Total 6.456 Óleo Diesel 9.374 0 Óleo Combustível 0 0 32 3 21 6 18 10 0 0 0 2 0 93 0 0 0 0 0 0 1 0 0 2 96 0 96 0 0 0 0 0 -136 0 0 0 0 637 501 -405 0 0 -403 -2 -2 0 0 Gasolina 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 0 1.930 1.935 0 0 0 0 0 1.935 0 1.935 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.559 1.559 377 0 0 0 377 -4 380 0 GLP 0 0 26 0 1 2 7 5 2 1 0 0 0 45 0 0 0 0 0 2 1 38 422 0 508 0 508 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 406 406 102 0 0 0 102 -39 141 Nafta 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6.454 6.454 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 799 799 5.656 0 0 0 5.656 -1 5.656 0 Querosene 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 160 0 0 160 0 0 1 1 0 162 0 162 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 185 185 -23 0 0 0 -23 -23 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Urânio contido no UO2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 0 0 0 211 10 26 16 184 117 151 16 30 149 19 929 0 0 6 0 6 339 178 437 649 63 2.601 0 2.601 -395 0 0 0 206 1.299 0 0 0 0 0 1.505 1.491 0 0 -30 1.521 0 1.521 Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO 2012 do Rio Grande do Sul 0 Carvão Vegetal 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 21 0 27 0 27 0 0 0 32 0 0 0 0 0 0 0 32 -5 0 0 -5 0 0 0 0 Álcool Etílico Anidro e Hidratado* 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 3 0 0 1 509 510 0 0 0 0 0 514 0 514 0 610 1 0 0 0 0 0 0 0 0 611 -97 0 0 -479 382 0 382 0 Outras Secundárias de Petróleo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 366 366 0 366 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 357 357 8 0 0 0 8 8 0 0 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 375 375 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 304 304 71 0 0 0 71 2 69 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 unidade: mil tep 0 Energia Secundária Total 0 0 0 288 13 49 24 220 135 154 36 30 153 21 1.124 6 166 28 5.020 5.220 344 190 493 1.093 432 8.895 6.830 15.725 -395 610 1 32 169 1.163 0 0 452 263 402 28 667 423 192 36 57 175 56 2.753 6 166 28 5.091 5.291 1.318 190 508 1.555 574 12.188 6.832 19.020 -395 -118 -0 -15 -157 -1.673 0 0 0 0 0 0 -535 -2.499 21.913 0 -3 -2.344 24.261 162 17.643 6.456 Energia Total 0 8.242 10.217 5.902 0 0 -2.339 8.241 -27 8.269 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Tabela G.3 - BERS 2012 em Mil Tep 187 Alcatrão Linha de Transmissão Foto: Arquivo Grupo CEEE Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Relação de Gráficos, Tabelas, Figuras e Mapas Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������15 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������16 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2010 a 2040�������������������������������������������������������������������������������������������17 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2040 ����������������������������������������������������������������������������������18 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2010 a 2040���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������18 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2010 a 2040�����������������������������������������������������������������������������������������������������20 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE por milhão de PIB (dólar de 2010) de 1990 a 2040 ���������������������������������20 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������22 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Crescimento Econômico de 1990 a 2040����������������������������������������������22 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������29 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������29 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2012 ��������������������������������������������������������������������������������������������������30 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������34 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004���������������������������������������������������������������������������������������������35 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final Energético no RS, no Período de 2005 a 2012, e Projeção de Crescimento até 2040����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������39 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������43 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������44 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no Período de 2005 a 2012�������������������������������������������������������������������49 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período de 2005 a 2013�����������������������������������������������������������������������������������50 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal do Extrativismo e da Silvicultura no Brasil e do Carvão Metalúrgico para exportação no Exterior, no Período de 2005 a 2011����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������53 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil, no Período de 2003 a 2012���������������������������55 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������58 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS, no Período de 2005 a 2012�����������������������������������������������59 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������60 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012����������������������������������������������������������64 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������65 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012������������������������������������������������������������66 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período de 2006 a 2012 e Projeção de Crescimento até 2040��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������68 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento��������������������������71 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento����������������������������������72 4.7 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012���������������������������������75 189 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 4.8 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������������77 4.9 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������������������81 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������82 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������������������������������������������������������������83 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2012 - %������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 105 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2011 - %���������������������������������������������������������������������������������������������������������� 110 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil e no RS, em 2012���������������������������������������������� 111 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 117 7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 117 7.3 - Biomassa������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 117 7.4 - Gás����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118 7.5 - Carvão����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118 7.6 - Óleo��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 118 7.7 - Eólica�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2012 - %�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 119 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2012 - %������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 123 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 125 9.1- Redução da Mortalidade Infantil no RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 137 9.2. - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS��������������������������������������������������������������������������������������������� 137 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil, em 2011��������������������������������������������������������������������������������� 138 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������ 138 9.5 - Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2011���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 140 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS��������������������������������� 140 Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 16 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2040��������������������������������� 21 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2040������������������������������������������������� 23 1.4 - Fontes estimadas de Shale Gas em países selecionados comparada com reservas, consumo e produção de gás natural, em 2009����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 25 2.1 - Energia Elétrica���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 30 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 31 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2009������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 31 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada em 2012���������������������������������������������������������������������������������� 31 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 32 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 32 2.7 - Carvão Mineral���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 33 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 33 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 35 190 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012��������������������������������������������������������� 40 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012 ���������������������������������40 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2010, 2011 e 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������40 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������41 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2011 e 2012����������������������������������������������41 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2012����������������������������������������������������������������������������������������41 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo, seus Derivados e etanol, nos Terminais do RS, em 31/12/2012��������������������������������������42 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012����������������������������������������������������������������������������43 3.9 - Preços Médios¹ do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012���������������������������������������������45 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2008 a 2012����������������������������������������������������������������������������������������������������������48 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������50 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no Brasil, no Período de 2006 a 2012����������������������������������������52 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada no Brasil por Segmento, no Período de 2009 a 2012������54 3.14 - Percentual de cobertura florestal* em países selecionados em 2010��������������������������������������������������������������������������������������������������������������54 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������55 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������56 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������56 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������57 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2003 a 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������57 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros���������������������������������������������������������������������������������������������������60 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012���������������������������������������63 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012����������������������������64 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������65 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������66 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������������67 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2000 a 2012�����������������������������������������������������67 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������69 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2012���������������������������������������������������������������������������������������70 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012��������������������������������������������73 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2012�����������������������������������������������������������������������������������������������������73 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012��������������������������������������73 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2012������������������������74 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural no RS, em 2012�����������������������������������������������������������������74 4.14 - Produção de Etanol Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 2002 a 2012�������������������������������75 4.15 - Produção e Consumo de Etanol Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2006 a 2012�����������������������������������������������������������������������������76 4.16 - Preço Médio do Etanol Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012��������������76 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012���78 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2012���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������78 4.19 - Produção média de óleos vegetais���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������79 4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������80 4.21 - Preço Médio¹ da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������80 191 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 4.22 - Preço Médio¹ do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012����������������������������������81 4.23 - Preço Médio¹ do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2003 a 2012�����������������������������������������������82 4.24 - Consumo de metanol em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012���������������������������������������������������������������������������83 4.25 - Glicerina gerada na produção de biodiesel B100, em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2012��������������������������84 6.1 Tabela 6.1�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 103 6.2 Tabela 6.2�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 104 6.3 Tabela 6.3�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 108 6.4 Tabela 6.4�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 109 6.5 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS no período de 2008 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 110 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 115 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 116 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 120 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2003 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 129 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2007 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2006 a 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 130 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2006 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������� 130 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 131 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������� 131 9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2012 ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 132 9.10 - Analfabetos por Faixa Etária no RS������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 139 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2012�������������������������������������������������������������������������������������� 139 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2012) com IGC nas faixas 4 e 5.�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 141 9.13 - As vinte universidades melhor pontuadas do mundo em 2011/2012*.������������������������������������������������������������������������������������������������������� 142 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2009����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 145 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2009������������������������������������������������������������������������������������������� 146 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2009�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 147 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2009���������������������������������������������������������������������������������������������� 147 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2009������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 148 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2013�������������������������������������������������������������������������������������������������� 149 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2013���������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 150 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 150 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 151 10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 152 10.11 - Potencial Eólico do RS �������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 154 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande do Sul (Biomassa)���������������������������������������������������������������� 154 192 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Figura 3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS ����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������42 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46 Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2011��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������46 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������47 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS (Atualizar MAPA)����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������51 4.1 - Sistema de Transmissão no RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������71 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������72 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 133 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 134 9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2012��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 134 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������ 135 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2012������������������������������������������������������������������������������������������������������ 135 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2012�������������������������������������������������������������������������������������������������������� 136 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 146 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2011 (utilizar o mapa do BERS 2012)������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 149 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� 153 Quadro Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������93 Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2013 - Ano Base 2012������������������������������������������������������������������������������������������������95 193 Porto Alegre Noturna Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Foto: Arquivo Grupo CEEE 194 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Referências Bibliográficas AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. 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Porto Alegre, 2006. 274p. 197 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Sistema de Informações de Saúde 2006 - 2011. Disponível em: <http://www.saude.rs.gov.br>. Acesso em: 02 out. 2012. TOP 400 - The Times Higher Education World Universities Ranking 2011-2012. Disponível em: <http://www. timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2011-2012/top-400>. Acesso em: 02. ago. 2012. WAISELFISZ, Julio Jacob. Mapa da Violência 2013. Homicídios e Juventude no Brasil. Disponível em: <http:// www.mapadaviolencia.org.br>. Acesso em: 21. out. 2013 World Energy Council. Dicionário de Terminologia Energética. 4. ed. Rio de Janeiro: Furnas Centrais Elétricas, 2004. 198 Iluminação na Av. Presidente Roosevelt Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2013 - ano base 2012 Foto: Arquivo Grupo CEEE 199 Coordenação Gustavo Humberto Zanchi de Moura Projeto Gráfico M&W Comunicação Integrada Capa e Diagramação M&W Comunicação Integrada Revisão Gilberto José Capeletto Gustavo Humberto Zanchi de Moura Agosto de 2014 2013 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2012