Ministério da Educação - MEC
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
CURSO FIC – ORGANIZADOR DE EVENTOS
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO A EVENTOS
PROFESSOR: SUSANA DANTAS
Ministério da Educação - MEC
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
INTRODUÇÃO A EVENTOS
SUSANA DANTAS
CURSO FIC – ORGANIZADOR DE EVENTOS
CRÉDITOS
Presidente
Dilma Vana Rousseff
Coordenador Adjunto - Reitoria
Armênia Chaves Fernandes Vieira
Ministro da Educação
Aloizio Mercadante Oliva
Supervisão - Reitoria
André Monteiro de Castro
Daniel Ferreira de Castro
Secretaria de Educação Profissional e
Tecnológica
Marco Antonio de Oliveira
Reitor do IFCE
Virgilio Augusto Sales Araripe
Pró-Reitor de Extensão
Zandra Maria Ribeiro Mendes
Dumaresq
Pró-Reitor de Ensino
Reuber Saraiva de Santiago
Coordenador Adjunto - Campus
Fortaleza
Fabio Alencar Mendonça
Supervisores
Daniel Gurgel Pinheiro
Francisca Margareth Gomes de Araújo
Francisco Alexandre de Souza
George Cajazeiras Silveira
José Roberto Bezerra
Nildo Dias dos Santos
Pró-Reitor de Administração
Tássio Francisco Lofti Matos
Orientadores
Deborah Almeida Sampaio
Antônio Indalécio Feitosa
Pró-Reitor de Pesquisa, Pós Graduação
e Inovação
Auzuir Ripardo de Alenxandria
Elaboração do conteúdo
Susana Dantas
Diretor Geral Campus Fortaleza
Antonio Moises Filho de Oliveira Mota
Diretor de Ensino Campus Fortaleza
José Eduardo Souza Bastos
Coordenador Geral – Reitoria
Jose Wally Mendonça Menezes
Diagramação
Francisco Emanuel Ferreira Mariano
O QUE É O PRONATEC?
Criado no dia 26 de Outubro de 2011 com a sanção da Lei nº 12.513/2011 pela
Presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
(Pronatec) tem como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de
cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população brasileira. Para tanto,
prevê uma série de subprogramas, projetos e ações de assistência técnica e financeira que
juntos oferecerão oito milhões de vagas a brasileiros de diferentes perfis nos próximos
quatro anos. Os destaques do Pronatec são:
• Criação da Bolsa-Formação;
• Criação do FIES Técnico;
• Consolidação da Rede e-Tec Brasil;
• Fomento às redes estaduais de EPT por intermédio do Brasil Profissionalizado;
• Expansão da Rede Federal de Educação Profissional Tecnológica (EPT).
A principal novidade do Pronatec é a criação da Bolsa-Formação, que permitirá a
oferta de vagas em cursos técnicos e de Formação Inicial e Continuada (FIC), também
conhecidos como cursos de qualificação. Oferecidos gratuitamente a trabalhadores,
estudantes e pessoas em vulnerabilidade social, esses cursos presenciais serão realizados
pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por escolas estaduais
de EPT e por unidades de serviços nacionais de aprendizagem como o SENAC e o SENAI.
Objetivos
•
•
•
•
Expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional
Técnica de nível médio e de cursos e programas de formação inicial e continuada de
trabalhadores;
Fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da Educação
Profissional e Tecnológica;
Contribuir para a melhoria da qualidade do Ensino Médio Público, por meio da
Educação Profissional;
Ampliar as oportunidades educacionais dos trabalhadores por meio do incremento
da formação profissional.
Ações
•
•
•
•
•
•
•
Ampliação de vagas e expansão da Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica;
Fomento à ampliação de vagas e à expansão das redes estaduais de Educação
Profissional;
Incentivo à ampliação de vagas e à expansão da rede física de atendimento dos
Serviços Nacionais de Aprendizagem;
Oferta de Bolsa-Formação, nas modalidades:
Bolsa-Formação Estudante;
Bolsa-Formação Trabalhador;
Atendimento a beneficiários do Seguro-Desemprego.
Sumário
Aula 1: Origem dos Eventos, Conceitos e Definições ........................................ 3
Tópico 1 - Abrangência dos eventos na área do turismo: a importância
do mercado de eventos para a atividade turística ................................... 6
Tópico 2 - Mercado de eventos: o turismo de eventos no mundo e no
Brasil. ....................................................................................................... 7
Tópico 3 - Impactos dos eventos ........................................................... 11
Tópico 4 – O organizador de eventos: perfil profissional ....................... 12
Aula 2: Tipologia dos eventos e suas características ....................................... 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................. 20
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Nessa disciplina, o estudante terá a oportunidade de conhecer a origem
dos eventos e ter uma ideia geral do que são os eventos, compreendendo a
importância do mercado de eventos para a área de turismo. Deverá ainda
conhecer o perfil do organizador de eventos e ter conhecimento dos
organismos envolvidos na cadeia produtiva dos eventos.
Aula 1: Origem dos Eventos, Conceitos e Definições
Ao analisarmos as características dos eventos atuais, podemos afirmar
que os primeiros foram os Jogos Olímpicos da Era Antiga, realizados pela
primeira vez em776 a.C., em Olímpia – Grécia. Eles consistiam em um evento
de caráter religioso, realizado de quatro em quatro anos, com tal dimensão,
que suspendia até os combates bélicos ocorridos naquela época. Os Jogos
Olímpicos tiveram no auge durante mil anos e foram suspensos no final do
século XVIII, retornando em 1896, por meio do Barão de Coubertin, tendo
Atenas como sede do que foi a primeira versão dos Jogos Olímpicos da Era
Moderna.
Atualmente, as Olimpíadas representam grande fonte de lucro para
os países que as promovem, pois contribuem para o crescimento do turismo e,
consequentemente, para o investimento em transporte, hotelaria e setores de
prestação de serviços (a exemplo de comunicação, segurança, setor médicohospitalar, dentre outros).
As Festas Saturnálias, evento semelhante ao carnaval atual, tiveram
origem na Antiguidade, em 500 a.C., e objetivavam não só o lazer como
também representações de anseios, esperanças e folclore das regiões. O
primeiro evento de caráter informativo aconteceu em 377 a.C, em Corinto, e foi
denominado
de
Congresso,
embora
apresentasse
características
de
Assembleia. Em 56 a.C. foi registrado o último evento da Antiguidade, a
Conferência de Luca, também com características de Assembleia (no conceito
atual).
A Antiguidade contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento
dos eventos, pois aquele período foi responsável pela difusão do espírito de
hospitalidade, organização, da necessidade de infraestrutura, logística e de
3
segurança nas estradas. Com o declínio da Era Antiga e o surgimento da Idade
Média, o setor de eventos não é visto como relevante; apenas dois tipos de
eventos eram realizados de forma concisa: os de caráter religioso (concílios e
representações teatrais) e os de caráter comercial (feiras). Concílio eram as
reuniões eclesiásticas, que consistiam em reuniões de membros do clero com
o objetivo de estudar, debater e discutir temas relacionados às doutrinas e
dogmas da Igreja Católica.
O primeiro Concílio do qual se tem registro é o de Elvira, em 300 d.C.,
convocado por São Gregório, com a missão de evangelizar a Armênia. Sem
registros confiáveis, acredita-se que ocorreram diversos concílios com o
objetivo de afirmar o poderio da Igreja Católica. Eram eventos utilizados como
forma de força, de poder.
As representações teatrais, que deram origem ao teatro atual, foram
produzidas visando quebrar a monotonia dos rituais das missas, pois as
encenações contribuíam para a melhor compreensão dos textos eucarísticos.
Com o passar do tempo, o teatro religioso foi ganhando fama e atraindo
pessoas, e as Igrejas tornaram-se pequenas para as apresentações, que
acabaram por se expandir para as ruas, praças e anfiteatros. Desse tipo de
evento, cabe ressaltar a representação na cidade alemã de Oberammergau,
que acontece desde 1634, com a encenação da Paixão de Cristo, e atualmente
chegam a receber mais de 300 mil espectadores em toda a temporada.
As feiras foram os eventos mais importantes da Idade Média e tinham o
mesmo conceito das atuais: a exposição de produtos cultivados ou
manufaturados pelos expositores, visando a conquista de clientes. A feira mais
antiga data de 427, na França, que teve seu apogeu até o reinado de Felipe IV.
A Alemanha lançou em 1628 a feira de Leipzing, famosa até hoje.
O declínio da Idade Média trouxe de volta a segurança nas estradas e a
possibilidade dos deslocamentos, fator que deu margem às viagens de
artesãos que expunham seus produtos (começo das feiras), de poetas e
músicos, que apresentavam shows e de artistas que exibiam diversos tipos de
trabalhos (início das exposições). Data dessa época, também, a troca de
conhecimentos entre os viajantes (princípio dos cursos e treinamentos).
4
As viagens, cada vez mais constantes, motivaram o surgimento de
hospedagens e a melhoria dos meios de transporte e segurança, incentivando,
juntamente com o advento da Revolução Industrial, o desenvolvimento de
eventos científicos, sociais, dentre outros. O primeiro congresso científico de
que se tem conhecimento foi na área da Medicina e aconteceu em Roma, em
1681. Já no campo de eventos técnicos, destaca-se o congresso de Viena, que
aconteceu em 1815, após a derrota de Napoleão.
Os avanços do Século XX foram mola propulsora do desenvolvimento
dos eventos, transformando-os em uma fonte econômica e social capaz de
gerar empregos e movimentar a economia. Nessa época, podemos citar as
grandes feiras, com destaque especial para a Alemanha, e as exposições,
sobressaindo-se nesse campo a França, todas implantadas com infraestrutura
para garantir o conforto dos visitantes.
Os macro ou megaeventos começaram a sobressair-se cada vez mais, e
o destaque da atualidade, juntamente com as Olimpíadas, é a Copa do Mundo,
competição que envolve aspectos políticos, econômicos e sociais. A primeira
Copa do Mundo foi sediada no Uruguai.
A palavra evento vem do latim eventus, “ocorrência, acidente, acaso”,
particípio passado de evenire, “resultar, acontecer”, de ex-, “fora”, mais venire,
“vir”.
Deriva do termo eventual, o mesmo que casual, um acontecimento que
foge à rotina e sempre é programado para reunir um grupo de pessoas
(CAMPOS, WYSE & ARAÚJO, 2002).
Têm-se várias definições para eventos. As mais utilizadas são:
Definição 1: Acontecimentos programados visando a divulgação, a
comercialização e o desenvolvimento de atividades científicas, culturais,
desportivas, assistencias, etc. Servem como instrumento de incentivo ao
turismo (BENI, 1998).
Definição 2: Todo evento é um instrumento institucional e promocional
utilizado na comunicação dirigida, com a finalidade de criar e/ou fortalecer a
imagem de empresas, produtos, serviços, ideias de pessoas por meio de um
acontecimento previamente planejado, em um determinado espaço de tempo,
5
com a aproximação entre os participantes, que seja física ou através de
recursos tecnológicos.
Definição 3: Eventos são manifestações sociais em torno de diferentes
temas proporcionado pela natureza e pela cultura de um grupo.
Definição 4: A organização de eventos e festividades, periódicas ou
esporádicas, que promovam a vinda de número expressivo de pessoas para a
região, tais como:
-
Festivais culturais;
-
Eventos turísticos, folclóricos e comerciais;
-
Congressos, seminários e feiras;
-
Cursos e workshops;
-
Competições desportivas;
-
Esportes de aventura;
-
Raids e corridas rústicas.
Tópico 1 - Abrangência dos eventos na área do turismo: a
importância do mercado de eventos para a atividade turística
Objetivos do tópico:
Entender a importância do mercado de eventos para a atividade turística
Nos
últimos
anos
o
mercado
de
eventos
cresceu
bastante,
movimentando a economia e contribuindo para a geração de emprego e renda,
melhoria da infraestrutura dos locais para eventos, influenciando diretamente
na atividade turística das regiões. Nos últimos 10 anos, o setor cresceu muito
no país, tornando-se uma tendência em permanente crescimento, uma vez que
a globalização, além de mudar as características da economia mundial,
encurtou distâncias, aproximou povos e culturas.
A importância econômica do turismo tem sido demonstrada por diversos
autores como Palomo (1990), Salvá et al (1994), Sinclair e Stabler (1997) e Bull
(1998). Dentre as principais contribuições da atividade podemos destacar: o
papel de grande gerador de emprego e renda em virtude de ser uma atividade
intensiva em mão de obra, e o de contribuir para o balanço de pagamentos do
país através da geração de divisas.
6
Em
relação
à
importância
do
setor
enquanto
instrumento
de
desenvolvimento regional, alguns autores como Azzoni (1993) e Ablas (1994),
destacam o efeito multiplicador e o impacto do turismo sobre outras atividades
econômicas. Para Amaral Filho (1995), o turismo apresenta um perfil ideal
dentro de uma estratégia de desenvolvimento regional endógeno.
Dentre as oportunidades criadas a partir dos eventos, têm-se:
 Os eventos criam oportunidades de viagens;
 Ampliam o consumo e, em consequência, o lucro no núcleo receptor;
 Permitem a estabilidade dos níveis de emprego do setor turístico, pois
reduz a sazonalidade do turismo;
 Promovem indiretamente o núcleo receptor;
 Geram empregos diretos e indiretos, renda e impostos.
Tópico 2 - Mercado de eventos: o turismo de eventos no
mundo e no Brasil.
Objetivos do tópico:
 Conhecer a realidade do mercado de eventos;
 Conhecer a cadeia produtiva do segmento de eventos
 Entender o que é o efeito multiplicador do turismo
Atualmente, as pessoas convivem com o tempo corrido, em ritmo
acelerado, tudo isso marcado pela necessidade de comunicação e informação.
Na organização de eventos não é diferente, apenas sofre alterações
significativas na concepção e planejamento do mesmo, face aos diferentes
tipos de eventos. Como tendência generalizada, verifica-se uma diminuição da
duração média dos eventos e um aumento do nível de intensidade, que se
traduz pela necessidade de superar as expectativas e obter um maior impacto
das realizações.
O mercado de eventos não pode ser dissociado do contexto
econômico. De fato, o desenvolvimento do mercado depende em larga medida
da evolução de atividades geradoras de grande volume de negócio para o
7
setor, nomeadamente, a indústria farmacêutica e automobilística, além dos
serviços dos setores das telecomunicações, banco e seguros, para citar
apenas alguns dos mais relevantes.
As tendências deste mercado sugerem a busca por novos destinos,
focando a atratividade e notoriedade do destino, apresentação de propostas
inovadoras e prestação de serviços que representem “value for money”, ou
seja, as vantagens socioeconômicas para a sociedade (benefícios tangíveis e
intangíveis).
Simultaneamente, devem ser levados em consideração os elementos
da cadeia de valor, tais como organizações do setor público, organizadores
profissionais de congressos e agências especializadas, infraestruturas –
aeroportos, centros de congressos, unidades hoteleiras, telecomunicações –,
serviços de catering, audiovisuais, restauração e comércio, programação
cultural e eventos mediáticos, etc.
O grande desafio para todos os profissionais do setor é, portanto, o da
criação de valor, com uma progressiva especialização neste segmento
negócios,
que inclui eventos desportivos,
apresentação
de produtos,
organização de eventos culturais e de caráter social, entre outros.
O setor é responsável pela geração de grande número de empregos,
entretanto, encontramos, no mercado de eventos, inúmeros profissionais, se
aventurando, sem conhecimento sobre as peculiaridades do setor, muitas
vezes, tal situação acarreta desilusões aos participantes, aos clientes e pode,
ainda, não trazer os resultados esperados, tendo em vista que o crescimento
do mercado de eventos ao mesmo tempo em que cria oportunidades para
diversos profissionais, acaba tornando-o altamente competitivo.
8
Cadeia produtiva dos eventos
Principais elementos do trade turístico envolvidos na execução de um evento:
 Empresas Organizadoras de Eventos;
 Hotéis, Flats e Resorts;
 Bares e Restaurantes;
 Parques Temáticos;
 ABEOC – Associação Brasileira de Empresas de Eventos
Outros organismos não oficiais:
 CONVENTION AND VISITORS BUREAU – C&VB: mundialmente, o C&VB
existe desde 1986. É uma fundação independente, sem fins lucrativos, mantida
pela iniciativa privada. Atinge, no total, cerca de 450 escritórios espalhados nos
países de maior representatividade mundial. Sua finalidade é promover e
divulgar a cidade onde se instala, captando o maior número possível de
eventos em geral, nacionais e internacionais, gerando um aumento de divisas
para o país. Em Fortaleza, foi criado em 21 de maio de 1996 o Fortaleza
Convention and Visitors Buerau, com os principais objetivos:
a) Captar e gerar eventos e congressos de alcance regional, nacional e
internacional para a cidade de Fortaleza e outras localidades no estado do
Ceará, que sejam dotadas de infraestrutura adequada para a realização e
desenvolvimento desses eventos, atuando como órgão de apoio.
b) Desenvolver e incrementar os eventos já existentes e que se enquadrem nos
objetivos
traçados.
c) Manter intercâmbio técnico, cultural e social com entidades congêneres no
âmbito regional, nacional e internacional, a elas se associando, de acordo com
seus
interesses
e
objetivos.
d) Promover o aperfeiçoamento dos recursos humanos que atuem nas
atividades turísticas, através de cursos, debates e pesquisas, pó si, ou
mediante convênios com estabelecimentos de ensino e entidades congêneres.
e) Promover a integração das atividades culturais e artísticas em geral,
relacionadas, entre outras coisas, a eventos.
f) Apoiar as atividades esportivas, culturais e artísticas promovidas no Ceará.
g) Patrocinar exposições, festivais de arte, espetáculos teatrais, de dança, de
música, de ópera, de circo e atividades congêneres.
9
h) Incentivar a pesquisa no campo das artes e da cultura em geral.
i) Incrementar, incentivar e desenvolver o turismo receptivo no estado do
Ceará.
Efeito multiplicador dos eventos
No início do desenvolvimento turístico de uma cidade ou região, a
estratégia de maior resultado é o da organização de eventos. Os eventos
programados podem ajudar e muito para o equilíbrio do mercado turístico. O
mercado turístico pode sofrer variações que determinam seu desequilíbrio, uma
vez que uma cidade possuidora de vários atrativos e boa estrutura de serviços
possa ficar o ano todo lotada. Por outro lado, se ela depende de praias como
seu único atrativo, ficará cheia no verão, ocorrendo em outras estações à
chamada
baixa
temporada,
ou
sazonalidade
turística.
Os eventos se apresentam dessa maneira como uma eficiente solução
para equilibrar o mercado, constituindo-se de programações organizadas com
a finalidade de motivar e orientar a clientela em sua visita à cidade,
principalmente nos períodos de ociosidade da oferta, propiciando, assim, um
melhor aproveitamento dos seus serviços.
10
Tópico 3 - Impactos dos eventos
Objetivos do tópico:
 Conhecer os impactos dos eventos para o turismo
O impacto dos eventos em uma determinada localidade é bastante
notório. O planejamento dos eventos em conjunto com as autoridades
responsáveis pelas cidades é imprescindível para minimizar e evitar os
possíveis aspectos negativos. Como muitos turistas visitam as cidades, é
comum que a população delas sofra com o grande aumento de pessoas em
determinado período (o transporte público tende a ficar sobrecarregado, por
exemplo).
Conhecer os tipos de impactos que os eventos possam causar, ajuda na
prevenção de problemas. Para que os eventos deixem mais benefícios do que
prejuízos, os organizadores devem fazer estudos e pesquisas de modo que
haja uma programação que tenha como base as características de cada
cidade.
Os impactos sociais incluem mudanças na infraestrutura do município,
além de alterações na segurança para a população. É essencial que as
autoridades não ignorem a opinião dos moradores, pois é a vida deles que será
modificada por conta do evento. Logo, a aceitação de mudanças que
influenciam a rotina das pessoas pode ser decisiva para que os moradores
aprovem a integração entre eles e os turistas.
Os eventos de grande porte também geram impactos culturais, que
consistem em alterações nos costumes culturais da população. Ao sediar um
grande evento, qualquer cidade pode ter seu turismo impulsionado, o que
funciona como um incentivo para atividades culturais.
Já os impactos econômicos podem ser divididos em três categorias:
Impacto direto: advém das operações do evento propriamente dito com
aquisições de bens e serviços para a preparação das localidades.
Impactos econômicos indiretos: gerados pelos visitantes na aquisição de
bens e serviços.
11
Impactos econômicos Induzidos: efeitos multiplicadores dos impactos diretos
e indiretos criados pela reutilização desses recursos na criação de
infraestrutura.
Isto acontece, pois é inegável a interdependência entre o turismo e a
indústria de eventos.
Tópico 4 – O organizador de eventos: perfil profissional
Objetivos do Tópico:
Conhecer o perfil do organizador de eventos.
Para Britto & Fontes (2002), o profissional de eventos, entre outras
qualidades, deve ser seguro, gerando confiança para o cliente e para os
funcionários;
disciplinado,
respeitando
prazos,
verbas,
reuniões;
ter
flexibilidade, aceitando sugestões, adequando propostas, mudando etapas de
trabalho; ter raciocínio rápido, entendendo a capacidade, os anseios e as
expectativas dos clientes e funcionários; ter preparo físico, disposição e saúde;
ser realista, percebendo os limites, as opções e saber usá-las sabiamente; ter
paciência infinita, exercendo o autocontrole e a serenidade.
Neste mercado, encontramos os organizadores de eventos que se
constituem em poucas empresas privadas com larga experiência de mercado,
e que se dedicam à organização geral dos eventos sob sua responsabilidade,
prestando
serviços
altamente
profissionais.
De
outro
lado,
existem
planejadores de eventos possuindo apenas noções básicas de organização e
encarando o seu trabalho como um serviço de apoio, que, frequentemente, não
é a atividade mais importante de seu emprego.
O perfil do organizador de eventos deve atender a algumas habilidades
na execução de suas tarefas. Essas habilidades dizem respeito a:
➢ Técnica
➢ Liderança
➢ Visão global
➢ Foco de irradiação e motivação
➢ Conseguir da equipe: harmonia, coesão, eficiência e agilidade
➢ Saber designar tarefas de acordo com um organograma adequado (a
12
pessoa certa, no lugar certo, no tempo certo e com o preparo certo)
➢ Segurança no que faz
➢ Disciplina
➢ Flexibilidade
➢ Raciocínio rápido
➢ Preparo físico
➢ Criatividade
➢ Realista
➢ Paciência infinita
Funções do organizador de eventos
 Identificar o evento: tipologia, história e antecedentes do evento e seus
similares, analisar período e data, analisar o tema, identificar o perfil do públicoalvo, o porte do evento, identificar o espaço e o arranjo físico indicado para o
evento, sugerir e compor o título do evento, identificar meios para custear o
evento.
 Identificar o local mais adequado para o evento: levantar possíveis locais,
analisar localização dos espaços de interesse para o evento, escolher o local.
 Verificar as condições de alojamento: definir tipo de hospedagem, contatar a
agência de turismo.
 Verificar o transporte dos participantes: definir tipos de transporte a ser
utilizado, contatar agência de turismo.
 Definir programação social e turística: identificar e providenciar as possíveis
programações sociais e turísticas.
 Preparar o projeto de viabilidade técnico-financeira do evento: apresentar o
evento, definir a estruturação do evento, elaborar orçamento discriminativo
preliminar, apresentar o projeto, contratar a empresa organizadora.
 Compor o grupo de participações: identificar empresas ou outras instituições
potencialmente interessadas no evento e em seu público-alvo, formalizar as
participações.
13
 Preparar a estrutura técnico-administrativa do evento: montar a estrutura
técnico-administrativa, viabilizar na empresa organizadora a produção do
evento.
 Providenciar o material gráfico: providenciar a elaboração e definir a
produção do material gráfico.
 Providenciar a divulgação: divulgar por mala direta, pela imprensa e através
de publicidade.
 Providenciar a produção do evento: efetivar reservas, providenciar recursos
humanos para os dias de realização do evento.
 Coordenar
a
operacionalização
do
evento:
coordenar
montagem,
estabelecer serviços de apoio, estabelecer critérios de admissão dos
participantes, autorizar pagamentos de despesas do evento, prepara listagem
de autoridades para emissão de convites, coordenar reunião com a equipe de
operação, organizar o programa de abertura, montar a secretaria do evento.
 Pós-evento: verificar a avaliação do evento, coordenar reunião de avaliação,
coordenar desmontagem do evento, apresentar relatório de atividades e
financeiro.
Aula 2: Tipologia dos eventos e suas características
Assembleia: Reunião de delegações representativas de grupos, estados,
países. Assuntos de grande interesse são debatidos e as conclusões são
submetidas à votação que devem ser seguidas por todos.
Aula Inaugural: Apresentação de um especialista no meio acadêmico e/ou
educacional geralmente no início do ano ou do semestre letivo. Utiliza a
informalidade.
Aula Magna: Apresentação de um especialista de renome no meio acadêmico
e/ou educacional. Necessário protocolo, pois é um acontecimento formal.
Brainstorming: Reunião
onde
os
participantes
expõem
ideias
que
posteriormente serão avaliadas conforme suas potencialidades de aplicação.
Bienal: Exposição que se realiza a cada dois anos.
Campeonato: Competição entre os participantes que seguem um regulamento
rigoroso. Possui abrangência mais ampla que um torneio.
14
Comício: evento
para
candidatos
a
cargos
eletivos
exporem
os
seus programas e as suas plataformas políticas.
Concentração: Reuniões de determinados grupos de profissionais com o
objetivo de discutir um ou mais assuntos. Tem caráter informal.
Concurso: Competição entre participantes que seguem regras estabelecidas
para a ocasião. Necessário a presença de um júri que avaliará cada
concorrente.
Conferência: Conduzido
por
um
presidente
de
mesa
que
dirige
a
apresentação de um tema geralmente científico ou técnico por um
conferencista. As respostas das perguntas formuladas pelo público só podem
ser respondidas ao final do pronunciamento, porém quando a conferência é
realizada na abertura de um evento maior devem-se evitar perguntas para não
comprometer a ordem do dia.
Confraternização: Reunião de pessoas com o intuito de promover a
descontração, a integração ou negócios.
Congresso: Reuniões que visam debater assuntos que interessam a um
determinado ramo profissional. Estudam temas diversos, e ao final do trabalho,
as conclusões são adotadas no todo ou em parte após serem encaminhadas
às autoridades. Tem duração de vários dias.
Convenções: Reunião promovida por entidade política ou empresarial. Pode
contar com a participação de um grupo da mesma empresa ou de todos os
envolvidos direta ou indiretamente com a empresa, como por exemplo,
fornecedores, com o intuito de maior integração, trocam de experiências e
conhecimento.
Curso: Destinado a capacitar o público envolvido em determinado assunto.
Debate: Conduzido por um moderador ou coordenador, com pelo menos dois
debatedores que geralmente apresentam pontos de vista divergentes sobre um
tema que já é de conhecimento público. Aberto ao público ou transmitido por
meio da mídia.
Desfile: Apresentação de produtos, geralmente ligados à moda, por manequins
ou modelos profissionais.
Encontro: Reunião de profissionais de uma mesma categoria com o intuito de
somente expor ideias sobre temas polêmicos.
15
Entrevista Coletiva: Um ou dois representantes da organização se coloca a
disposição dos jornalistas para revelar informações sobre um assunto
específico ou acontecimento.
Espetáculo: Apresentação cênica e/ou musical para o público.
Estudos de Caso: Geralmente mais utilizado na área médica ou científica,
onde um grupo de participantes estuda um determinado caso e procura a
solução mais adequada a ser aplicada.
Excursão: Reúne um grupo de pessoas com o objetivo de conhecer novos
lugares e obter novas experiências.
Exposição: Expõe produto ou serviço com o objetivo de divulgá-lo e informá-lo
podendo despertar o interesse de compra posterior.
Feira: Utiliza a estrutura de stands voltados a um grande público. Tem por
objetivo a exposição e a venda imediata de produtos e/ou serviços.
Festas Temáticas: Comemoração de um determinado tema.
Festival: Demonstração de uma gama de estilos ou variadas apresentações ao
público, geralmente com edições periódicas.
Fórum: Reunião conduzida por um moderador e que tem por objetivo formar
opinião pública sobre determinado assunto. Normalmente com duração de um
dia.
Gincana: Cada grupo deve cumprir inúmeras tarefas elaboradas por uma
equipe. O grupo vencedor é aquele que realizar o maior número das tarefas.
Happy Hour: Oferecido geralmente em bares e em restaurantes com a
intenção de atrair principalmente executivos após a saída do trabalho, durante
o horário do rush.
Inauguração: Novas construções e/ou instalações são apresentadas ao seu
público. Deve existir o descerramento de placa e desenlace do corte de fita
inaugural com discursos após a inauguração oficial.
Jornadas: Reuniões de determinados grupos de profissionais com o propósito
de debater um ou mais assuntos. Realizadas periodicamente e com caráter
formal.
Lançamento de Pedra Fundamental: Dá início a uma construção, geralmente
de grande porte. Posteriormente, documentos e objetos que tenham relação
com a obra são depositados em uma urna e enterrados em um local onde será
16
afixada uma placa de identificação que registrará o momento histórico para as
gerações futuras.
Lançamento de Produto ou Serviço: Apresentação de produto ou serviço
novo de determinada organização a seu público-alvo.
Leilão: Exposição de produtos que serão vendidos ao público. Aquele que
oferecer o lance de maior valor obtém a peça.
Mesa Redonda: Reunião conduzida por um moderador, com no máximo 10
pessoas. São feitas perguntas para cada participante sobre um ou mais temas
polêmicos e as respostas são dadas na hora. O evento tem geralmente
duração de uma hora.
Mostra: Possui como objetivo a divulgação e informação de produto e/ou
serviço com a característica de ser itinerante.
Oficina: Reunião de pessoas com o objetivo de aprender a fazer algum
produto ou tema.
Olimpíadas: Conjunto de torneios e campeonatos com regras rigorosas com
maior amplitude de participação.
Painel: Reunião conduzida por um moderador, com no máximo quatro pessoas
que irão apresentar um de cada vez seu ponto de vista sobre um tema
predefinido. O participante de maior renome terá um tempo maior para sua
explanação.
Palestra: Necessita de um coordenador para fazer a apresentação de um ou
mais palestrantes que têm por objetivo a divulgação de produtos, serviços,
projetos ou conscientizar um determinado grupo. As perguntas são permitidas
durante a palestra.
Passeata: Ato público por meio de um passeio com o intuito de apoiar ou
criticar um fato ou decisão.
Plenária: Reúne representantes de grupos, estados, países que debatem um
assunto de grande interesse e submete a votação, cujo resultado deve ser
seguido por todos.
Posses: solenidade da investidura em cargo público ou não.
Prêmios Especiais: homenagem às contribuições de uma pessoa ou grupo de
uma empresa realizada por empregados da empresa ou não.
17
Reunião: Encontro de duas ou mais pessoas a fim de debater um tema central
escolhido.
Roda de Negócios: Compreende a participação de representantes comerciais,
distribuidores e fornecedores que visam realizar negócios e concretizar
parcerias.
Salão: Seu objetivo é promover uma marca, empresa ou ideia criando uma
imagem de fácil assimilação pelo público, com o interesse de despertar a
compra futura.
Sarau: Apresentações artísticas ou literárias realizadas à tarde ou no início da
noite.
Semana Acadêmica: Reunião de estudantes coordenados por professores
com o objetivo de discutir temas acadêmicos.
Semana Empresarial: Reunião de pequenos eventos na empresa, dedicado a
um determinado tema.
Seminário: Apresentação de um assunto por um ou mais pessoas para uma
plateia que tenha algum conhecimento e interesse pelo assunto. Todos
participam, discutindo e obtendo conclusões sobre o tema. Tem geralmente
duração de um dia.
Sessões Solenes: Destinado a prestar homenagem, comemoração ou
apresentação de relatório, projeto, etc.
Show: Demonstração artística principalmente a música, dança ou teatro.
Showcasing: Apresentação de produtos ou serviços em vitrines fechadas. Os
visitantes têm a disposição folhetos informativos e linhas telefônicas instaladas
em cabines que, quando acionadas, são conectadas diretamente a uma central
de informação.
Simpósio: Conduzido por um coordenador que dirige a divulgação de novas
tecnologias e de pesquisas de especialistas, com a participação, com
perguntas, do público interessado no assunto. Possui duração de um a três
dias.
Tele-conferência: Recurso para se organizar uma conferência ou reunião em
um local físico apropriado por meio de satélite.
Torneiro: Competição entre os participantes que seguem um regulamento
rigoroso, ligado diretamente à área esportiva.
18
Vernissage: Exposição de produtos pela primeira vez ao público com o
objetivo de expor e vender. Reúne vários artistas e é servido coquetel.
Visitas Empresariais: A empresa promove a visita de um grupo específico, em
um dia e horário determinado, em um roteiro traçado, de modo a conhecer o
cotidiano da empresa.
Workshop: Exposição de um produto por um especialista que estimula o
participante a transformar a teoria em prática.
Outros Eventos
Almoço/Jantar: Deve levar em conta o espaço destinado, a quantidade de
participantes e a disponibilidade financeira para definir o serviço.
Brunch: Espécie de café da manhã reforçado, ou seja, não só são servidos
alimentos próprios do café da manhã como também alguns pratos do almoço.
Oferecido normalmente das 11:00 às 12:00h.
Café da Manhã: Tradicional café da manhã, servido durante a semana nas
primeiras horas do dia para que não comprometa o restante do dia.
Chá da Tarde: Destinado principalmente ao público feminino. Além de diversas
variedades de chá e guloseimas, são oferecidas outras bebidas.
Coffee-break: Oferecem-se alimentos e bebidas durante o intervalo de eventos
de longa duração. Presente em quase todos os eventos de duração superior a
três horas.
Coquetel: Destinado à confraternização motivada por inúmeros motivos com
duração não superior a 2 horas. São servidas bebidas alcoólicas e não
alcoólicas e aperitivos.
19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMARAL FILHO, Jair do. Desenvolvimento regional endógeno:(re)construção
de um conceito, reformulação de estratégias alternativas(à guerra fiscal).
In: Anais do XXIII Encontro Nacional de Economia. Salvador: Anpec, 1995.
ANSARAH, Marília Gomes dos Reis. Turismo: segmentação de mercado. São
Paulo: Futura, 1999.
AZZONI, C.R. Desenvolvimento do Turismo ou Desenvolvimento Turístico:
reflexões com base em duas regiões atrasadas em São Paulo. In: Turismo e
Análise, vol. 3 nº 1, ECA/USP, 1993.
BAHL, Miguel. Eventos: a importância para o turismo do terceiro milênio: São
Paulo: Roca, 2003.
BRITTO, Janaína & FONTES, Nena. stratégias égias para eventos: uma ótica
do marketing e do turismo. São Paulo: Aleph, 2002.
CAIXETA, Nely. “A explosão do turismo”. Exame, São Paulo, SP: março, 2001,
p.40-59.
CAMPOS, Luiz Cláudio, WYSE, Nely e ARAÚJO, Maria Luiza da Silva.
Eventos: Oportunidade de novos negócios. Rio de Janeiro, RJ: Senac
Nacional,
2000.
CANTON, Antônia Marisa. Eventos: ferramenta de sustentação para as
organizações do terceiro setor: São Paulo: Roca, 2002.
CESCA, Cleuza Gertrude Gimenes. Organização de eventos. 5ª. ed. São
Paulo: Summus, 1997.
ESMERALDO, Luiz Régis Azevedo (Coordenadora: Cassandra Ribeiro de
Oliveira e Silva). Captação e coordenaão de eventos em meios de
hospedagem. Fortaleza: UAB/IFCE, 2010.
FERREIRA, Victor Henrique Moreira. Teoria geral do turismo: livro didático, 2ª.
ed. rev. – Palhoça: UnisulVirtual, 2007.
GONÇALVES, Fabiana. “Nichos dão o tom no mercado”. Turismo em Números,
São Paulo, SP: ano 2, edição n°17/2003.
LAGEANO NETO, Djanires. Como planejar, organizar, realizar, controlar e
avliar eventos. Dourados: UNIGRAN – Centro Universitário da Grande
Dourados, 2005. MATIAS, Marlene. Organização de eventos: procedimento e
20
técnicas. 2ª. ed. São Paulo: Monole, 2002. MELO NETO, Francisco Paulo de.
Marketing de eventos. São Paulo: STS, 1999.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Eventos internacionais no Brasil – Resultados
2003 – 2009 – Desafios para 2020.
MONTES, Valéria Alves e CORIOLANO, Luiza Neide M. T. Turismo de
eventos: promoções e parcerias no Brasil. In: Turismo em análise, v.14, n.1,
maio/2003.
OLIVEIRA,
Antônio
P.
Turismo
e
desenvolvimento:
planejamento
e
organização. São Paulo, SP: Atlas, 2000.
PRANDI, Daniela. “Abertura econômica impulsiona mercado”. Correio Popular,
Campinas, SP: Caderno Hotéis e Convenções, 20 de março de 2003.
_______________. “Em Campinas, eventos garantem 70% da ocupação”.
Correio Popular, Campinas, SP: Caderno Hotéis e Convenções, 20 de março
de 2003.
PRISMA CONSULTORIA LTDA. Planejamento e organização de eventos.
PRODETUR – Ce. s/d.
SALVÁ,P;AGUILÓ,G;PICORNELL,S. El
turismo
en
el
desarrollo
regional:aportaciones y riesgos. Fondo Europeo de Desarrollo Regional.
Madrid, 1994.
SEBRAE (Serviço Brasileiro de apoio às micro e pequenas empresas). I
Dimensionamento econômico da indústria de eventos no Brasil. São Paulo, SP:
Revista dos eventos, 2001.
SENAC. Eventos: oportunidades de novos negócios. Rio de Janeiro: SENAC,
2002.
ZANELLA, Luiz Carlos. Manual de organização de eventos: planejamento e
operacionalização. 4ª. ed. São Paulo:Atlas, 2008.
21
Download

Introdução a Eventos