UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
1
REFERENCIAIS DA QUALIDADE
Os referenciais de qualidade mais conhecidos são, a ISO, o
HACCP e ainda uma outra, a mais recente: o barómetro da qualidade.
ISO
A ISO - International Organization for Standardization é uma federação
internacional, fundada em 1947 por 158 países, com o fim de promover o
desenvolvimento da normalização no mundo, tendo em vista facilitar o
comércio internacional. Esta aprova normas internacionais em todos os campos
técnicos, excepto na electricidade e electrónica, cuja responsabilidade é da
International Electrotechnical Commission (IEC).
É sua função é promover a normatização de produtos e serviços,
utilizando determinadas normas, para que a qualidade dos produtos seja
sempre melhorada
A ISO desenvolveu mais de 17000 padrões internacionais em numa
variedade dos assuntos, e 1100 padrões de ISO novos são publicados todos os
anos. A escala cheia de campos técnicos pode ser vista através da lista dos
padrões internacionais.
A ISO procura desenvolver normalização através de acordos técnicos
internacionais associando-se às entidades de normalização em cada país, tendo
em vista facilitar o comércio internacional.
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
2
ISO 9001
Em todo o mundo, as normas da série ISO 9001 constituem referências
fundamentais para a produção de bens e serviços comerciais, industriais,
sociais, públicos e mesmo militares. São cada vez mais frequentes os requisitos
contratuais de que os fornecedores têm de ser certicados de acordo com o
modelo da série ISO 9001. Isto é verdade principalmente em indústrias com
regulamentação específica, tais como as indústrias farmacêuticas, automóvel,
de brinquedos, de equipamento de segurança e de telecomunicações.
De acordo com o modelo da série ISO 9001, podemos resumir os
benefícios da adopção de um sistema da qualidade nos seguintes:
A uniformização de normas da Qualidade em todo o mundo proporciona
vantagens competitivas aos fornecedores dos países que as adoptem.
As normas da série ISO 9000 facilitam o acesso a mercados globais e
abrem novos mercados reduzindo as influências de barreiras comerciais
e de alianças políticas.
A certificação de acordo com as normas ISO 9001 reduz ou evita custos
adicionais e atrasos associados a processos de qualificação de
fornecedores, a concursos de fornecimento, a auditorias da Qualidade a
fornecedores, a inspecções na origem e a outros aspectos relacionados
com a garantia da Qualidade de fornecedores.
Aspectos
ambiental,
como
fiabilidade,
termos
e
segurança,
condições
do
sanidade,
comércio
compatibilidade
internacional,
e
procedimentos de embalagens e expedição, são mais facilmente
reconhecidos por fabricantes e fornecedores que seguem as referências
e orientações da ISO 9001.
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
3
A reputação da ISO - International Organization for Standardization e o
reconhecimento internacional do Sistema de Gestão da Qualidade de
acordo com a ISO 9001:2000 prestigiam a imagem de qualquer
Organização. Simultaneamente, proporcionam a melhoria contínua dos
processos e Sistemas de Gestão de Qualidade. Isso traduz-se na
melhoria geral da performance e na influência positiva dos resultados da
Organização.
ISO 22000 vs ISO 9001
No sector agro-alimentar, a ISO 22000 deve ser considerada como um
complemento à ISO 9001, e não como um referencial isolado. A ISO 9001 é
compatível e complementar à ISO 22000 para as organizações que pretendem
tornar o seu sistema de gestão como um factor determinante do seu negócio,
em oposição às organizações que têm como único objectivo utilizar o
referencial como ferramenta de venda aos seus maiores clientes.
A ISO 22000 visa assegurar a segurança alimentar, tendo desenvolvido
requisitos muito exigentes na fase de produção de alimentos.
A ISO 9001, por outro lado, focaliza-se na gestão da qualidade de uma
organização e engloba requisitos inexistentes no âmbito da ISO 22000. Focaliza
todos os requisitos exigidos pelo cliente, reflectindo em muitas outras
dimensões da qualidade, além da segurança alimentar, tais como: cor, odor,
textura, sabor, peso/volume, aparência/informações da embalagem e/ou rótulo
etc.
Por exemplo, uma organização pode produzir alimentos seguros de
elevada qualidade, mas apresentar níveis muito fracos de rentabilidade,
provocados por debilidades nos diversos serviços que a constituem e nos
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
4
produtos ofertados. Quando integrado, o sistema poderá ser considerado um
pré-requisito para atingir a excelência no fabrico e fornecimento de alimentos.
Esta nova perspectiva para os sistemas aplicáveis à área alimentar
proporcionará
um
maior
enfoque
num
referencial
reconhecido
internacionalmente e de aplicação global, facto que beneficiará o incremento da
sua
aplicação
e
permitirá
melhorar
a
comunicação
entre
clientes e
fornecedores.
ISO 14001 vs ISO 9000
A ISO 9000 e ISO 14000 estão entre as normas ISO que estão sendo
cada vez mais conhecidas: ISO 9001:2000 e ISO 14001 Tanto a ISO 14001
como a ISO 9000 definem sistemas de gestão e partilham princípios comuns. As
organizações que adoptam um sistema de Qualidade e Ambiente beneficiam de
um sistema de gestão coordenado que maximiza os benefícios e minimiza a
redundância de dois sistemas separados.
. A ISO 14000 exige que as empresas criem um Sistema de Gestão
Ambiental (SGA) que constantemente avalie e reduz ao dano provocado
potencialmente ao meio ambiente pelas atividades da empresa. Uma
organização que utiliza esta ISO minimiza os efeitos nocivos sobre o ambiente
causados pelas suas actividades e alcança uma melhoria contínua no seu
desempenho.
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
5
HACCP
O sistema HACCP (Hazard Analysis Critical Control Point) é uma
abordagem sistemática e estruturada sobre o processo produtivo dos alimentos,
reconhecida internacionalmente, que permite obter produtos com elevada
segurança. É um sistema de segurança alimentar concebido para prevenir, ou
minimizar, os riscos alimentares, através do controlo dos factores capazes de
prejudicar a qualidade dos alimentos
Os sistemas de HACCP podem ser implementados em todas as fases
relacionadas com a produção de alimentos, desde a produção primária até ao
fornecimento directo de alimentos ao consumidor, ou seja, toda a cadeia
alimentar desde o produtor agrícola até ao restaurante.
O HACCP é um método baseado na aplicação de sete princípios técnicos
e científicos que tem por finalidade garantir a inocuidade dos alimentos:
Análise dos perigos;
Identificação dos Pontos Críticos de Controlo (PCC’s) ;
Determinação dos Limites Críticos;
Estabelecimento de procedimentos para monitorizar os PCC’s;
Estabelecimento das Acções Correctivas;
Estabelecimento de procedimentos de verificação;
Estabelecimento da documentação relativa aos procedimentos a adoptar
e controlo de registos.
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
6
O Barómetro da Qualidade
O Barómetro Regional da Qualidade foi iniciado em 2006 e é considerado
fundamental para o futuro da região. A entidade que desafiou para o estudo foi
o governo através da direcção regional do comércio e indústria. O corpo técnico
decorre de uma parceria entre duas empresas do continente e contou com o
envolvimento de especialistas locais.
Este estudo é um estudo inovador na Madeira porque a nível
internacional não há um indicador tão completo como este barómetro. É
completo na medida em que é um barómetro que concilia a parte indicador de
desempenho e a parte que mede as percepções.
O barómetro dá-nos ideia dos índices e valores muito positivos das coisas
que se têm feito até hoje, mas por outro lado, é como um farol para o longo
caminho que temos para percorrer na procura da qualidade.
O barómetro e revisto de tempos a tempos (em períodos de um ano)
para saber se estamos a evoluir, a próxima avaliação irá realizar-se até o inicio
de 2009.
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
UMA – CONTROLO DE QUALIDADE – REFERENCIAIS DA QUALIDADE
7
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para a elaboração deste trabalho, consultámos a seguinte bibliografia:
http://www.iso.org
http://www.dqa.pt/002.aspx?dqa=0:0:0:22:42:29;42:-1:0
http://www.qualidadeiso.com/qinews_noticia.jsp?id=346
http://www.aeportugal.pt/Inicio.asp?Pagina=/Areas/AmbienteEnergia
/ISO14000/FAQ&Menu=MenuAmbienteEnergia
Este trabalho foi elaborado pelos elementos do Grupo 5.
•
Luís David Luís Rodrigues – 2031207
•
Diogo Wilson Grosse Fernandes – 2057907
•
Maria Irene Gonçalves Caires – 2015407
•
João André Correia de Caires – 2035407
MODIFICADO A: Funchal, 4 de Junho de 2008
GRUPO 5: LUÍS RODRIGUES, DIOGO FERNANDES, MARIA CAIRES E JOÃO CAIRES
Download

REFERENCIAIS DA QUALIDADE ISO