BIALANCILA_BEEIRLICA AE8110.NaloNhl_kgINFoRmuli§ g25114ILDLIBPNTIJAB19. EgpRo_Di_ch§IM Ligado a JOKO GOULART, desde 1947. — Tesoureiro auxiliar, nivel 18, do IAPETCs nomeA do por influencia de JG. Pertenceu ao Gabinete Civil de JG. • Presos no RS, quando conduzia cartas, de teor po liticos para JOKO GOULART. Recebia dinheiro, de JG, para levar tais cartas ao URUGUAI. 1958 — Mai . .. . — Posto a disposicao do MTPS, situacao em que ficous mediante suceisivas prorrogacoess ate FEVEREIRO de 1961. 1961 Fe y— De acordo com despacho presidencial, publicado no DO de 31/8/61, foi colocado, a *partir de 2/2/61, • • a disposicao do Conselbo Superior da Previdencia Social (CSPS). Pqrmaneceu nessa situacao ate 1962. 1962 — Ago - disposicao do Gabinete Civil da Presidencia da Re p ublica, funcao em que se manteve ate o fim do Governo JG. A • 1964 — Abr. Ago 1966 — Jan - Desligado da Presidencia da Republica, a contar de 112/4/64. - Apos a Revolucao de marco, nao • havendo se apresen • .tado ao Institut° ate agosto de 1964, foi submetl do a inquer • ito administrativos por abandono de cargo. — 0 inquerito foi arquivado, por haver a Comissao dele encarregada concluido que nao houvera "a in Wont do Extrato de Prontuerio de.PEDRO DE CASTRO) tencao de abandonar o cargo e que o marginado nao contribuira para a situacao irregular em que se encontrava, confo.rme justificativa contida em ofd; cio do Gabinete Civil da Presidencia da Republica, datado de 15/10/64, o qual faz parte dos autos do inquerito. 0 marginado voltou, entao, a Delegacia da GB, recebendo.todos os vencimentos atrazados, 1966 – Ago – Novamente requisitado pelo CSPS, desta vez a pedi do do proprio marginado, conforme declarou em depoimento prestado em 4/10/66. A. solicitaco foi feita pessoalmente ao Dr MAX DO R g G0 MONTEIRO, vi sando o marginado a beneficiar–se de melhor horario de trabalho (de 8 as 12 horas). A solicitac;o foi atendida e -a requisico deveria ter validade ate 31/12/66. — Set . Preso, quando desembarcava de aviao, em LIVRAMEN TO, RS, para seguir para a fazenda de JOKO GOULART, em TAQUAREM86.6 Levava, entit' o, grande quantidade de cartas de politicos e elementos ligados a JANGO, , para o ex–Presidente. (Ver Anexo n g 1). – Out Submetido a IPM, prestou dois depoimentos, nos / quaffs diz (Ver Anexo n g 2): ser amigo particular de jOii. 0 GOULART: have—lo visitado, na ROU E por di versas vezes; haver recebido dinheiro, de JANGO, para as despesas com tais viagens; ter tratado de • assuntos ligados a politica, nas ultimas quatro viagens. Diz s tambem p haver concordado em levar / tais cartas, "por uma ques .ao de gentileza". Acrescenta ser amigo pessoal de MAX MONTEIRO, mas A que fez as ultimas viagens sem conhecimento dos seus chafes, que o dispensaram, simplesmente, do servico, por dois ou tres dias. As viagens ante– Hares, segundo o marginado, foram feitas quando submetido a inquerito administrativo. A NF C6PIAS DE CARTAS LEREENDIDAS 'EM PODER PE PEDRO DE CLSTROSSERVIDOR DO IAPETC2 N Q DE ORDEM DATA AUTO R *a- ••••■•••• 1• IMP 2 3 O.- •••••••••••• ••••••••• PAULO RIBEIRO 9-8-66 11-8-.66 6 7. ••••■• 1/.0064 JOKO GOULART • OSWALD() LIMA FILHO 11 11 GILBERTO CROKAT DE,S ALFREDO TRANJAN 16-8-66 DOUTEL DE ANDRADE ' 18-8-66 MOUR4% FILHO It 21-8-66 HUGO DE ARAIJO FARtA 11 10 CONCEICK0 DA COSTA NEVES 11 31-8-66 12 2-9-66 HERM(GENES PR (NC I PE 13 2.9-66 VIEIRA DE MELO 14 ••■•■•••• TANCRED° NEVES. 11 5 ...rt. DESTINATAIRIO 0.11 DANTON JOBIM MOURK0 FILHO 11 If fr 1VO MAGALHKES No I CAMARA DOS DEPUTADOS. (TANCREDO NEVES) Meu taro Jango Para voce, Maria Teresa e filhos a visita amiga que juntamente com Risoleta the mandamos. Estamos marcando viagem ao Uru. guai para abraca-los, mas os acontecimentos de nossa vida ca nao nos tem permitido realizar esse desejo, quo esperamos em breve concretizar. A arise brasileira continua na sua marcha avassaladora. Teum nho para mim que o Castelo estS . montando com a perfeicao de born 'estrategista o seu dispositivo continuista. Dispoe hoje todos os comandos militares entregues a generais e coroneis de de sua absoluta confianca pessoal. Os governadores, na base da e- leicao indir4ta, estao sendo "nomeadoe, por ale e os que nas eleigoes passadas foram eleitos pelo povo estao mais castelistas do que o proprio Castel(); '0 Congresso entregando, vive procuran do advinhar o pensamento do Fresidente para satisfazeiiito. 0 Judi ciario, intimidado, vae-se conduzindo cautelosamente para nao ser mais desprestigiado. COm excecao do Superior Tribunal Militar que • suas decisoes valorosas e dignas, o resto e tem surpreendido para desanimar... 0 ,Empresariado esta esmagado sobo peso da politica monetarista e personalists do Governo que o empobrece via vem assustados e acovardados. A classe media se proletarisa passos de gigante e o nosso proletariado, com a perda da estabi. lidade, regrediu a situacao anterior a 1930... • NeSSe panorama so as forcas da financa internacional e suas empresas satelites vivem a tripa forra e prosperam se cevando na desgrace. nacional. • Nao ha perspectiva para uma saida. A solucao Costa e Silva so oferece um aspecto simpatico: poe termo ao continuismo do Caa • talc), mas nao nos da nenhuma garantia do que poderemos reconquia tar para o nosso povo as areas democrSticas que the foram arreba tadas. Alguns companheiros desesperados ja estao apelando para os meios de uma luta radical o quo se me afigura um grave erro poll tico. Nao possuimos no nosso arsenal municao suficiente para sua tentar esse tipo de luta. • Acho que e pelos meios pacificos, preservando as areas demo craticas que ainda nos restam para so por elas recuperar o terra • no perdido. Sei que e um trabalho lento e penoso, mas nao vejo 2 outra perspectiva.' Estamos lutando armados de flecha e bodoque contra um advex sario motorisado... Mas, mesmo assim vamos lutandoipois quo omitir—se netsa hora se me afigura uma traicao ao povol Mando«lhe este bilhete cujas faltas o portador compietara de Viva voz. Do seu No 2 PAULO RIBEIRO Meu care amigo estensivos aos seus familiares0 Continuamos na mesma enfrentando os obstaculos e dificuldades, que nao e dificil imaginar. Apesar de incompreensoes e interesses contraria dos estamos progredindo na somacao de forcas para a luta comum, A independente do credo, raca, formacao politica-e divergencias hiL 0 toricas• Acredito que esse e o melhor caminho para resistirmos. Vamos entrar na disputa eleitoral e acho que na GB obteremos uma esmagadora vitOria. • Aceite um grande abraco do amigo. (a) Paulo NQ 3 DI4RIO DA MANNX Rio, .9.8.66 Presado Presidente Goulart Estamos•nOs do anIigo PTE3p hoje abrigados ao MDB, (que. creio em margo proximo se' convertera', em Partido Muito semelhante ao nosso Partido Trabalhista, mas purgado dos ' adesistas e Iraidc res), organizando um soman:krioem Recife, A Como a impr naa local, que a do sene Pssoa do Queiroz quer a do Chateaubriand timbra em nos hostilizar, a todos os jan guistas e juscelinistas e- a endeusar o gov' erno nascido do Golpe de 64, 40 conseguimos a minima divulgagao o que agrava 0 clima de terror ambiente. 0 nosso earn sen.Ermirio que prometera adquirir a antiga a U.Hora" do Recife, na0 poude ou nao quiz faze-10. Assim para sair das catacumbas do anonimato arrendamos este velho D'art°. Caso the seja possivel solicito mandar pelo Pedrinho ou por outro portador uma ajuda para manter acesa .esta trincheira das ideias trabalhistasi Logo the remeterei o primeiro numer0 que circulou ontem em Recife. Com um abrago do amigo Oswaldo Lima Filbo. Ng 4 CAMARA DOS DEPUTADOS. Pede'-me o Pedro de Castro que the envie umas noticias sabre a situacao nacionalo. e que SO de tal mode acaky runhador o espetaculo que vive o Brasil, depcis de al;i7uri8 mesas da solicitacao do . Pedrinho me ani- mei em dirigir es:tao Como as pouccz Manha e a nossa livros que nos reste.m, o Corrs:o da ? A eEto cuadro de the devem chegar ditadura e ac .Piia do librdadas e de desnanicnalilacao do pain 114 nao the dove ser es'cranho,. Reina em todo a lerrit<;rio uma intranqUilidadercompleta..A. CGT e a PUA foram substitufdos com larga vantagem pelo SNI e Atos de Castelo coma fonte permanente de intranqllilidade com a agravante, do que. agora a causa da agitaoao nada tem e com os nossos problemas nem corn o propOsito de reformar as estruturas caducas. Todo o dia 0 pals desperta com novas medidas politicas a economico–financeiras capazes de desesperar ao pave. 0 Senador Afonso Arinos dizia a . pouco em discurso no Sena , do, que durante o Estado Novo havia polo manes um ordenamento ju rldico embora ditatorial enquanto hoje temos o arbftrio mais absoluto. No quadro politico verifica–se que o governo fez um pacto com a Oligarquia, atraindo os velhos e incorrigiveis fOsseis da politicagem para uma aparencia de legalidade porem, como o povo par sua vez demonstra cada dia mais repulsa contra a ditadurayen tae 4 precise chegar a atoa degradantes como os praticados con- tra as instituic%s democr;ticas do Rio Grande do Sul. Alias devo ressaltar o acordo da atitude dos nossos compa– . nheiros gauchos. Nada desmOralizou a ditadura, que a escolha . do ft Cirne Lima e a consequente reaoao do governo. No campo economic°, e que o projeto do governo e de planifj cacao da tecnooraela . dominante, demonstrou de modo mais claro eua incompatibilidade com as necessidades do desenvolvimento e de bem estar do povo brasileiro. A crise e alarmante. Em Sao Paulo, centro da economia, as fa A lencias e concordatas somam as centenas de bilhoes. Tenho poucas I I informacoes, mase public°, que a Fabrica de Ciment° Barroso, das maiores do pais, foi vendida pelo Severino Pereira a um grupo sul co. Pignatari esta negociando com os japoneses a venda de sua in- dUstria de cobre. Varios bancos, como o Lar Brasileiro, foram adquiridos por grupos norte-americanos. A major companhia de segue ros do pai s, a Piratininga, foi vendida a um grupo norte-america A no dirigido polo Sr Gilbert das Listas Telefonicas. Sem falar na petroquimica e nos fertilizantes entregues a Phillipe Petroleum, no sal do Rio Grande do Norte vendide, a Morton, atrav4s do grupo Moreira Salles e da Belga Mineira que esta sendo transferida a Betheleem etraves dos testas-de-ferro do grupo Antunes da Teria de encher congas folhas de papel com a simples enumeracao da desnacionalizacao do nosso parque industrial. Veja bem, toda A e'ssa transferencia de riquezas nao foi feita mediante entrada da finitiva de novos capitais estrangeiros mais simplesmente atraves do use de swaps e de creditor que logo retorna, acrescido de jg , ros a curto prazo, as matrizes estrangeiras quando nao e simples aplicacao dos pagamentos foitos por conta do "assalto da AMFORP. Para dar uma ideia do °spirit° quo domina ate os industriais mais conservadores mas j4 alarmados oom esta invasao e colonisagao, basta referir a anedota corrente nos meios financeiros. "0 Silveirinha da Bangtl: "seu Gasparian eu agora estou dormindo tranquilo sem medo de chegar . na fabrica e encontrar um comissrio do povo, como poderia ocorrer no tempo do seu cuMpadre Goulart". F. Gasparian: "e, mas tome cuidado que qualquer dias destes encontra la um gerente americano nomeado pelo Campos". Acrescento que em alguns casos nao houve siquer esta aquisigao pelos capitals estrangeiros mas simples paralizacao da ind6stria nacional como no caso da Sider6rgica de Jafert, de fornos apagados a um ano... A • • e quadro tem dg Nao sera necessar y) acrescentar que todo sse terminado uma recessao economica com desemprego de trabalhadores em todo o pais, agravamento da capacidade ociosa da nossa tries elevagao de pregos dos produtos, que j4 atinge em geral o triplo do prego dos tempos do nosso governo, pelo. menos no quo diz 'respeito aos generos de alimentagao. A carne alcan„gou o re— . cord de dais mil e quatrocentos cruzeiros o quilo e o feijao ja vai pelos novecentos cruzeiros o quilo. A ditadura em conseqUe'ncia nao tem o mais minima apoio popu . • . ler, que chegou a desfrutar nos primeiros meses. Assim e: que to dos os civiss ou pelo menos todos que deam uma parcels considers vel de lideranga estao combatendo ostensivamente ou de forma encoberta a politica economica do governo. Ademaristas 2 Lacerdistas, seguidores do Magalhaes Pinto. A situagao de)indignagao populare• tal que os estudantes e trabalhadores passaram a se apoiar hoje no clero e na hierarquia • catolica e os bispos e priores de conventos catolicos sao hoje 0 considerados pelos pro ceres do governos como eminentes subversi vas. 0 epist)dio do Congresso da UNE em Belo Horizonte deve 4ser do seu conhecimento. Por outro lado no Nordeste o dosespero popu— • lar e grave e bravo e digno arcebispo D.Helder a frento dos bispos dot NE tomou a . defesa dos oper4rios e trabalhadores desemprega - dos e famintoss ou recebendo salSrio inferior ao minima legal que esta por sua vez congolado... Sindicato'nao se reune mais sob pens de prisao e inquerito militar. Do mesmo modo os estudantes.E o Governo todo dia imagina novas formas de arrocho,como a extingao da estabilidade. A • Dir—se—a entao, como se mantem'este Governo? • A Em primeiro lugar e precise salientar, e um governo militar. Os militares ocuparam quase todas as posigoess desde a REF ao Loides passando pela SUNAB, BLADE, salvo algumas posic g es india • pensaveis aos tecnocratas que os servem. Aos militares nada falta. Afirma—se que o gal COSTA E SILVA gastou trezentos bilhoes para residencies pars militares. As cantinas militares fornocem todos os generos por pregos muito inferi ores ao do mercado. Assim os militares nao sentem o impact° do custo de vida. Tiveram inclusive carros financiadossutilidades que os oficiais de manor patente nao dispunham. Se acrescentarmos a isto o prestfgio de que hoje desfrutam, sera compreensfvel por . .. ., que apolam solidamente o governo. Todas as ditadurasy alias, sem— • pre agiram assim.. Na Ru ssia o Exercito vermelho vive como uma caa • tay como viveu o Exercito nazista. . Por outro lado a burquezia nacional, e nosso empresariado da • • industria ou do comercioy ainda temerosb de uma volta ao regime passado, preferiu apostar no governo do General Costa e Silva,que se diga, lealmentey representa por mais estranho que parecay a ea peranoa de melhores dias para o empresariado brasileiro, que enxerga nele a possibilidade de afastamento da ditadura economica de Campos. Os trabalhadores e classe 4dia, estes estao numa revolta e qu© se traduz nas anedotas com que castl .gam as donos da ditadura.. WMA d.48.esperanca negra, Em Pernambuco vamos lutando dentro das limitacoes deste quadro com a esperanca de eleger uma bancada de Oposicao que possa A rnfluir no futuro governo. E de resto o climes do MDB em todo o pa foe Tenho procurado com o Doutely o Herculino, o.Chagasliodrigues, o Zaire Nunes, o Nfrio Machado, Prieto e demais companheiros do Rio Grande e do antigo PTB manter acesa a pequena chama de defesa dos trabaihadores na estreita faixa de atuacao que nos resta. 0 • que 0 uma tarefa por demais pesada. Em Pernambuco fomos trafdos por Souto, Edgar, Aurino e toda a caterva do antigo PTB mas gracas a Deus e ao apoio do povo, eu, o Andrade Lima e alguns dedicados companheiros que pertenceram ao A governo do Arrais., vamos erguendo,um partido forte, coeso e , coerencia iddologica. com Desejoaqui agradecer a carts que me enviou no ano passado pelo Pedrinho. Devo ainda dizer que, embora sem maior atuaoaoy por motivos de saLlde e outros, temos contado com o apoio do Barros e do Clods mit-. 0 Senador Ermfrioy quando sews negOcios pe 'rmitemy 0 que e ra ro, tambL tem participado do luta.• Sao estas as obsorvagoes feitas ao correr da maquina e que faco na pressa de apanhar o avian para Recife, quo slhe posse man. . dar sobre a nossa triste rea l idadey esperando com otimismo incor 5 • rigivel que decorre da conviccao inabalavel na.grandeza futura do A Brasil, na sua emancipagao economica e no espfrito cris-ao, gene. roso e democrata do seu povo, certo-de que dentro de tres ou qua• , tro anos a democracia voltara a renascer em nosso pais. Paco.que seja o int4rprete junto aos nossos prezados compa nheiros Clidenor de Freitas, Waldir Pires, Darcy Ribeiro e aos d, mais asilados das expressoes de minha solidariedade pelo amargo >lio que padecem como injusta retribui9a0 aos sonhos de redencao economica e social do nosso povo. Cada dia se torna mais patente perante o pais a grandeza da sua luta e a dignidade da sua atitude. CCm minhas recomendacoes a sua familia e meus votos pela sua felicidade pessoal, o abraco do companheiro e amigo. (ass) Oswaldo Lima Filho No 5 Prezado Jango 11/8/66 Mais uma vez, o Pedrinho anuncia-se jornada ao sul e sugereme ser portador de missiva a voce enderegada. J4 montam a tres as cartas que the escrevi, inutilmentes por isso que o "estafeta"pri mou pela ausencia nos dias e horas aprazados. Nesta manha em que redijo eStasllinhaoyleio 9 manifesto do Kruel e a repercussao do mesmo atraves dos editorials da imprensa, es procuro, come de autras vezess meio descorogadoy tirar as minhas ilagoesc Todas as reagoes, caro Jango, individuals ou grupais, nestes A • A ultimos tempos, a prepotencia castelista vem-se processando tao . • desajeitada e H..locuamente que se tornou quasi retina a inutilidade e o vasio de determinados compertaentos, aparatosos uns tescos outross mas sf-mpre inconseqaentes , Nao sei se me fiz compreender, mas o clue desejo acentuar e que tudo se faz ou se diz sem obediencia ou liame a um piano de agao confinadas. Menos, muito menos, pel ,as reagoes . destemperadas de uma oposj gao desconchavada e mais, muito mais, pelos desacertos e pela mar canto vocagao absolutista do governoe, que o "algo precisa e deve ser feito ou acontecer" comega a tomar conte6do e a generalizar A se entre os que efetiva e honestamente anseiam por um retorno as realidades democraticas% A inabilidade polftica do Presidente, somente agora (nestes illtimos 4 meses) nitidamente caracte'rilada, associa-se apavoranta mente o obvio entendimento de que o piano econemico-financeiro de R. Campos, entrando pela maior das adutorass longe de conduzir% nos a estabilidades aniquilou os sonhos e as esperangas desenvolvimentistas e empobreceu a nagao. 0 manifesto de Kruel nao deixa de ter o seu valor. e mais um • dos proeminentes dos episodios de margo de 64 que registra publicamente o seu desencanto e as suas amarguras. Militarmentes pare, ce-nos, significa quasi nada. Politicamentese mais uma pega a juntar-se ao coro de solenes protestos. infelizmentes o "alemao" nao quis ou nao poude entender o papel historico . que the fora tra gado e perdeu-se nas teias do oportunismo...t o casoy agoras de a ele perguntarem: Se o Castel() tivesse consentido na exting6 da .a xigencia do domicillo eleitoral e voce fosse candidato certo ao governo de S. Paulo, voce esbravejaria contra as eleigoes indiretas e contra as maquinaAs absolutistas do poder central? • Se tudo se resumir ao manifestos enta0 o que ocorreu teras 2 sob certos aspeetos, as mesmas consequenclas que os episOdios Jug tino e Ademary ate certo ponto grotescos. Todaviay fala-se num !mediate manifesto de solidariedade a Kruel, firmado por 40 generais e 200 eoroneis, manifesto que devg • • ra ter o seu valor ainda que os signatarios se apresentem de pija ma. Aguardar para vet. e possivel, caro Jango, que algo venha acontecer abruptamenA do to como uma resultante dos sintomas dlaros de desagregagao e • • . . • • 0 lamentavel em tudo isso e que nao tenhamos uma forge de o- clima emocional criado pelo proprio governo nestes ultfmos meses. posigao organizada. As ,Jaidades e as ambigoes pessoais nao permit tiram aos novos do M.D.6. o exerci cio absOlutamente necessario de • uma lideranga de equipe, Talvez porque nunca tivessem tido tempo A • de exercita-la. Perderam-se em torno de insignificancias, de por. menores, nem uma afericao profunda e conjunta de acontecimentos de teor mais elevado que os levaria, por certo, a comportamentos mais consentaneosy mais ajustados a conjuntura politica. A • Diante de tantos e tao graves desacertos do governo, face a tantas ocorrencias de alta . significagao, dezarou-se sempre com uma oposigao a vociferate , a dizer, a desdizer, a afirmar posigoes • • • heroicas, a recuary a tirar 0 paletoy a botar o paletoy a levan tar-se ., a sentar-sey a - botar o paletoy etc., saindo de tudo sempre amarrotado tal como o boneco das "teves" que nae usava cortes de Tergal. Onde o sentido de lideranga? E, mais do que nunca a inexistencia dessa equipe de liderangay de um comando organilado e categorizado constrange e imita a todos nos. • Afora o manifesto Kruel, com o qual publicamente se solidari • zou o Lacerda, ha ocorrencias outras que deveriam ser bem analisa . das e utilizadas, como por exempla, as recentes reagbes de uma forte facc;o da Igreja em Minas e Pernambuco, onde o subnutrido • Don Helder e apontado por militates do IV ExercIto come periculoso subversfvo. Tambem, outro angulo que nos afigura merecer de eg pecial atengao e o da posigao do congresso, suscetrvel de indfs % tinta e rigorosa reacao s alimitagoes do poder que the vem imponA ft p . do o governo. Nao e possr f vel que tantos permanegam insencir vels a . tantas humilhagoes. 0 pronunciamento de Moura Andrade e a reagao inesperada de R. Padilha . o retrocesso eleitoral criado pelo gof verno sao indi cios julgaveis da exequibilidade de um bom e imedia • w A t• wo . • to trabalho a ser exerc ido naquela area. 3 Um choque violento entre o Executivo e o Legisiativo poria as forgas armadas num dilema: ou apoiar as disposig g es ditatoriais de Castelo ou destruf-lo para salvaguardar a democracia. Mesmo que erroneamente optassem pela lihha totalitaria:seria melhor para nos. Sairiamos de uma democracia de fundilhos rasga* dos para uma ditadura sem mascaras. Em tempo: o povo quer efetivamente saber quem pod° e deve fa tar pelas oposigOes. Julgue, pense e resolve.. Em tempo ainda: Permita-me faiar-lhe um poUCo de mim. Para sobreviver, criei em novembro de 65, utilizando-me das ultimas reservas, uma firma de representacao, exportaoao e imporiagao (Firmal Lida). Se bem que ainda tenha algumas expectativas animadoras, nao A sei se poderei aguarda-las. A partir deste mes nao tenho como man for - irre g4= 4odos os ,?..entidost Peco - ihe uma sugestao. Abraca-o GCLBERTO CROKAT DE sg NQ 6 ADVOGADO ALEBEISUNINAN Ba4o do Bom Retiro, Quifandas 50 - 12 - S. 3 a 5 22-3563 2720 - 28-2720 Rio, 15 de agosto de 1966 Eminente Presidents, • Nao sabe o sr. a honra que me da com o simples fato de notar minha presenga no tumultuado cen;rio da nossa politica. Sem ter tido a sa'esfagao de conhece-10, pessoalmentei sem nuncas siquers A te-lo vista do pertos mas sabendo-o, acima de tOdo, um homem born, • imagine que me e confortador fical sabendo quo minha existencia e minhas atiiudea )he chcmaram a a'c ,:ngao. Naha obrigado. Pede-me o sr, mInha opiniao sobro o quo vai ocorrendo neste nosso paradoxal pais. dificii opinar. Nos regimes normais a capacidade de previsao e ampl;:: 0 observador joga com dados e fates, que nao se modificam durance a noite. Sabe-se, entaos que no Ala • seguinte a evolugao dos acontecimentos devera seguir determinado curso, e - a curto ou longoprazo - chegar a determinado fimA0 az so, porems e que estamcs sob ditadura. Di*adura zu_l_ganerIA,4 ver dada; ditadura marotas que faz questao de manter a aparencia mini ma dos regimes democraticos, para evitar (ou tentar evitar) a crl tica internacional. e assim que consentem.a um humilde deputado estadual diner cruas verdades ao Ministro da Justiga e ao Presi dente- da Republica, as barbas dos mesmoss sem cassar-the o mandaA to. Mass em compensagao, chamam o atrevido ao SNIs vexes seguidass para ouvir veladas ameagasi se o atrevido nao cala, empurram...no • num (PM, acusado de escrever para um semanario artigo considerado crime contra a seguranga nacional. De quebra, censuram-lhe o tela fone e devassam-lhe a vida, ate as intimidades. Ditadurasde qualquer modo. Os homens do 1 de abril estao sem rumo, e o a g e me parece.-. A' P ropositadamente ou nao o Presidentes°apesar de Coda a forgas Q Am.g_diAps. 4, nao conseguiu institucionalizar a chaffiada revolucao• • No momenta, acho que nao o fara segundo a sua propria vontadepfue • tern preval'zido ate agora. Por uma singela razaat o Congresec vai endireitando a espinha. Da mais repugnante covardia s3i park uma • reagao inteligente, quo arrastara os n revolucion4riosn A Otte di. lemat ou a implantam a ditadura Clara, sem disfarces; ou recuam, ainda que aos poucos.- A primeira hip g tese, ate aonde a t • possI vel prevery • dar com os burros naguay por motivos de ordem internacional farta mente conhecidos. • A segunda solugao a prazo longo - es far, levantar a bota com que oprimem nosso peito. E a democracia ressurgira. t que eles, para sobreviver, necessitam de ar glas, posicbes e poltcia se• -0reta. A nos baste., para veneer essa forgo, bruta l respIrar. . Ora, eis que no terreno das especulac g es, surge uma 3a hipo. . . tese de-solugao para a crise brasileira. Estes na sucessao-presi- dencial. Ate aonde se podem conhecer os personagens, suas inten toes e objetivos, deve-se admitir Clue a sucessao pode precipitar a volta a liberdade, mesmo que o futuro Presidente seja um dos A ferrabrazes do 1 2 de abril• Explica-se: tudo faz crer que o Marechal Castelo Branco planeja Near; e que, por outro lado, o Gal A Costa e Silva quer mesmo entrar. Se a,psim for, e o primeiro ten. A tar o golpe, tenho para mime que eles se dividirao, mortalmente com os seguintes possfveis resultados:a - os dois se entredevoram, como na anedota das duas . A moscas do portugues; b • um vence o outro, e sai para a ditadura policial, a fim de se manter. e f:cil presumir que qualquer das hip g teses tornar: mujto • mais proxima a vitoria dos verdadeiros democratas. Nisto estou e fie°, meu care Presidente: a suces4o vai pre. cipitar o episodio final, que es para mim, a anistia. A Entendo, pelo que sei e vejo, que o Marechal - a irreve en• cia do carioca o apelidou de "girafa de porao..." sal mesmosain • da que nao o deseje3 que havera a eleicao enfernismo que esconde a nomeacao para o cargo do Costa e Silva; que este, a inda que ferrabraz, linha-dura e la sei que mais, nao xconseguira governar sem apoio popular . e sem os conselhos da velha raposagem pessedista, • Aug_jao_carcau. Nao tem o talent°, a perfldia, a m a l fc ia do Mal. Castelo Branco. E . muito menos a capacidade extra, ordinaria deste de dizer, com a cara mais s4ria, as mais deslavadas mentiras. E ) pior ainda A ou melhor...: nao tem a paciencia, a paciencia chinesa do Castelo Branco. Como ditador - se quiser governar com 6.tos institucionais • o Costa e Silva tern a duracao das rosas. • • homem de, acuado, map A • dar alguns de nos ao "paredon". E sera o seu rim, rapid°, rapid°. - 3 Como Presidente constitucional ter: de seguir os rumos do va lho Dutra, na base da reconciliacao nacional. isia_gua_me .p4^r.eaa-aapnla2Ar.S4 • • Um , dado extraordinario, nas minhas pobres consideracoes, e o Carlos Lacerda. Continua presente no palca. Diz que se retirou da politica, depots de violentas manifestacsbes escritas; da um sossa gozinho, es de repente, larga outra brasa, a sues moda. Quem o aciona? a que dispositivo obedece esse diabo? Nao sei; A mas t presumo, como toda a gente... Ninguem, entretanto, se preocupou at: agora com um fato estranho. De ningu4m, jamais, ouvi qualquer palpite ou coment4rio. Trata–se do seguinte: . - zg.r..0.o.n.a2_1ha......vA p. .g lidg ram, ainslat 2,2...dirDIARA_Pgliiia2B? A , A t Tara ele tanto prestI gio, nas For-9as Armadas, que o Castelo A . • nao e reio. tema cassa–lo? Nao c Pots, se assim fosse, o Castelo nao . . homem tao forte, que quer mostrar ser. E estareos, m entao, proxi– mos do fim desta trag4dia nacional. • Para mimy o que ocorre e singelamente isto: nao cassam o boquirroto, A • porque o Castelo pode vir a precisar dale contra o Costa e Silva; A • porque o Costa e Silva pode a precisar dele – contra o Castelo. 0 i g n;o_ A uar cassar. 0 . 2 0 n;o_AuDr_qua_c_cazAAm... Eu devo estar errado nesta cogitacao, porque nunca o ouvi de • outra pessoa. Ninguem pensou nisso. Mas, o fato de estar s.;zinho A ote elocubrando sabre isso, nao enfraquece a minha conviccao..E eu,mo destamente, humildemente, caladamente, nao tenho sido muito mau prof eta... Palo andar da carruagem, penso que ela vat passar por uma pop to t quo ovidentomonto esta sondo construfda entre Lacerda o Costa e Silva. Ai M Quo implicacoes decorrerao dessa uniao? Nao e complicado prig S. ver. Se isso acontecer, pcbucos mesas depois o Lacerda estara xin– gando ate • a mess do Costa e Silva e conspirando pares derruba–lo. E al, – se antes nao tiver havido uma reconciliacao nacional, baser; da na anistia o Costa e Silva necessita4 da opiniao pl.lblica pa ra eliminar Lacerda. Para seu usos Presidentet o Costa e Silva tem presenga para fascinar a massa. Matreiramentes esta falando uma linguagem popu. • lar. Na televisao, e espontaneos burro e engragados o quo e• fascinante para o homem da rua. Se continuar assims o ator vai acabar dominado pelo personagem... Es ainda que parega incrivels vamos ter • um goyernantepopular. So depende de o deixarem em cena... : Escrevi desalinhadamentes as pressas, para aproveitar o porta. dor. Nao sei se o que the mando dizer the servira ao meno.s um polies:). Ou se vai confundir o cl ue nao pretendi - suas observacoese Das mi nhas - so umas se chocaram contra outras nao aonclua que sou para • doxal. 0 paradoxo esta na prOpria realidadenacional. E sera natural que o paradoxo gere consideragoes paradoxais. Receba o abrago de quem nunca o viu; nada the pediu; nem sempre concordou; mass que sempre se sentiu atrafdo pela sua fabulosa • figura humana, que, retirada do cenario, abruptamentes fez o Brasil voltar as vesperas de 1930. Minna paixao por figuras como a sua e a de Juscelinos por exemplos decorre de que os srs - com mil errossaj mito w estavam empurrando o Brasil para o futuro. A "Revolugao" pa.A ralizou nossa marcha• Ahl se fosse so paralizarl Fez pior: pos todo o Brasil em forma, ordenou n meia volta, volveri n e nos colocou na marcha do retrocesso a um passado humilhante, que supunhamos ter morrido em 24 de outubro de . 1930. Hoje t como entaos a questao soci- al volta a ser um caso de policia. • • Mass Deus e grande e ha de fazer com que 6 abracos que the envios muito breve the possa ser dado ao vivo, por seus muitos ami - gos. * Rio de Janeiro, 1930. (a) ALFREDO TRANJAN NQ 7 CAMARA DOS DEPUTADOS Rio, 16 de Agosto de 1966. 'Comandante Valho–me de alguns momentos livres, nesta manha chuvosa, pa ra enviar–te estas linhas. Nao tem, a rigor, outro objetivo senao o de to cumprimentar. Gostaria, se houvesse tempo, de registrar • algumas analises sabre o instante politico, que esta deveras • Oomplioado. Acredito, porem, que, mesmo a distancia, estaras a par do que'ocorre por aqui. Desde a semana passada estou a espera . do nosso bacharel, pa ra combinar uma excursao. he aqui esteve, ha semanas, de viagem para a Europa. Regressou, dormiu, e foi–se para o prometendo voltar. Nao o fez, todavia, na data marcada, retido no Estado, certamente, pot-_ assuntos importantes. Assim, quando ele por aqui • reaparecer o que acontecera em breve, creio – a excursao sera levada a efeito. • Ela se faz urgente, alias. Ha muita coisa que desejaria deb, ter pessoalmente contigo. Estas cartas correm sempre o risco de serem superadas, tal a velocidade com que se desenrolam os aconta cimentos neste pals de surpresas. Isto porque estamos, em verda– . de, sob um regime de total irresponsabilidade, que se acentua a medida que se aproxima a data das unicas eleigoes diretas que,p, rece, se realizarao. Neste particular, os problemas sao numerosos e todos dificeis. Perdendo inteiramente o respeito as regras mais comesinhas • da etica, descambou o . Governo tendo a frente o Castelo para uma linha de conduta verdadeiramente vergonhosa. Seremos hoje,pg rante 0 mond°, uma Nagao envelhocida 2 inferior as republiquetas africanas, que afinal ainda cuidath de guardar certo recato. Aqui, ao contrS.rio, pontifica o deboche, o despudor, comandado por homens que se despojaram de todos os requisitos morals. A oposig;o, embrulhada nessa organizagao flScida que se de– , nomina esta, contudo, a resistir como poder e_Deue aju da. devldo a heterogeneidade dos seus integrantes e a di E` versidade das suas origens e filosofias, emprestar—lhe fisiono e mia mais marcante. Oscilamos desde os radicals mais infantis inconseqLntes aos "bigorrilhos" mais camuflados e timoratos, oferecendo ao povo e a Waco.° os mais variados espetaculosy que vas), por suer vez, do grotesco ao heroico. 0 Castel() 4, na realidade, o nosso grande aliado. Tantos sao os seus desacertos, tantas as suas imposturas, tantas as suas in justicasy que o povo se ve obrigado a reconhecer que nao pode gui*lo nem confiar nele. Assim, ester o M.D.B. bem plantado no fa vor popular. Tenho duvidasy porem, de que venhamos a capitalizar convenientemente essa circunstancia. Nas grandes cidades, nos cep tros urbanos, as perspectivas sao melhores do que no interior,nos P municiplosy onde a acao do Govern° e violenta e descarada. Agora, cedulas nominais — as col com a volta aos n currais eleitorais" a sas se tornaram ainda mais sombrias, pois o dinheiro passou ter importancia fundamental. Basta dizer que, para disputar, ea-da candidato a Camara Federal sera obrigado a dispender, de ini— . suas °icy nunca menos de 5 milhoesy somente para confeccionar r cedulas. E distribui —las? E faze—las chegar, no dia das eleicoes, as maos dos eleitores? E fiscalizar a apuracao? Quantos vefculos .4. . serao necessarios? Conheces perfeitamente o problems. Saberas avaliar, Portan— , toy os obstaculos que nos espreitam. De qualquer modo, cumpre en frent—los. C o que faremosy em todasas medidas e a qualquer / preco. Tendo tais perspectivas pela frente, no terreho eleitoral, jogo observa—se que elas nao sao muito diferentes, no campo do politico propriamente dito. 0 Castelo demonstra, a cada dia, o proposito de continuar. e um deslumbrado pelo cargo, cujos aspen tos socials 0 fascinam. Tenho duvidas, entretanto, de que possa concretizar, a esta altura, o seu intento. isto porque o Costa e Silva, com paciencia bovine., continua na corrida presidencial, Ao deixar o Ministerioy enfraqueceu—se,' como se esperava: Nem tanto, poremy a ponto de near entregue,in teiramente, ao Castelo.jlispoe ainda de muitos comandos e manobra, tamb4m,com a inconformidade surda que reina nas Classes Armadas / com respeito ao Governo do Castelo. Esse inconformidade nao se ma nifesta de modo concreto, e bem verdades. mas existe de modo pal, pavel. Toda a Necao a percebe. Chegamos a uma situacao tao triste que a simples s6bstituicao do Castelo, por quern quer que seja, se constitui num avanco. Assim pensa, por exemplo, o PSD mais conservador (Balbinos, Tancredos ' Amaraiss etc.) embora eu, pessoalmente, tenha reservas a respeito. 0 Costa e Silva, cads vez que abre a Boca, nao faz senao desestimular as forces democr;.ticass prometendo seguir a tri, lha do Castelo. Nao quero julga-lo por tais manifestacoess inclu, sive porque podem ser meramente taticas. Registre-se que ele, ate agora, tem se esquivado a contactos com a oposicao mais autenti. ca, embora seja certo que alguns homens do antigo PSD entao a o••• • rienta-lo sigilosamente. Preferimos, diante disso, adotar com relacao ao Costa e Sid. va uma posic;:o tamb;)m aticas que se resume em nao hostiliz4-lo. 7 Ignoramo-lo, simplesmente, nao comentando de nenhum modo ' a sUa conduta. Creio que assim e melhor. Ele herdara um pais a beira do colapso, com problemas que o obrigarao a atitudes firmes drSsticas. Esse quadro o conv00a4 . para Bois tipos de acao: ou ainda mais severe do que a do Castelo, mantendo-ise entao pela fox ca extremadas ou o retorno a democracies como forma de manterse com o apoio das formacoes politicas. Esta segunda alternative seria a melhor para todos, indistintamente. Receio nao tenha o Costa e Silva vis;:o hist(;rica para perceber isso. Neste hipteses teremos dies ainda mais intranqUilos. Ultimamentes verifica-se um atrito entre a Igrejas com D.Hel der a frente, e os comandantes do tV Exercito, no Recife. Para nossa alegria, Deus limitou a inteligencia dos homens, mas nao limitou a burrice. Pois a verdade e que alguns oficiais tem invez tido, burramentes contra a Igreja no Nordeste, mobilizandO-a con. tra o Governo. A oposic;o tem extraido do episOdio alguns timidos dividendos, no campo eleitoral, sabido que os prelados, se entao irritados com o Governo, nem por isso desejam fazer um engajamento conosco de modo ostensivo. Ademais, o Castelo foi visitar D. Helder, no decorrer de uma viagem ao Nordestes tendo prometido na ocasiao ao que se informa retirar do Recife alguns oficiais / extremados. Esse visits nao dissipou, todavia, as apreensoes da Igreja t ate porque o prOprio Castel(), em discursos proferidos na oportunidade t nao deixou de alfinetar os Bispos t acusando-os ladamente de fazer demagogia com a miseria dos nordestinose Ainda neste particular, funcionou a ilimitada burrice de que falei linhas acima. Nos demais setores da vida nacional t o descontentamento e identico. Mas tambem nao ultrapassa os terrenos dos protestos vex, bais ou escritos. Os lfderes daqueles setores t quando convocados a uma agao pratica de envergadura t .mostram-se amedrontados. 1st° se observa t principalmente t entre os industriais t que de resto / nunca demonstraram espfrito de luta ou sentimentos cfvicose Quanto aos trabalhadores t coitados t seria injustiga exigir dales alguma coisa. Estao a morrer de fome t em todo o pais, desorganiz,i0 dos e dispersos, os seus principais dirigentes foragidos ou aprisionados. 0 que resta t portanto t 4 a lideranga politica:, 4 o M. D.B., cumprindo aos trancos 0 seu destino de oposigao. Oposigao estranha t convem repizar t que acaba de ganhar o concurso do general Kruel t que afinal se revelou um postulante a votos t quando se • esperava dele que fizesse o papal de um Cesar... Contudo t e ainda elemento valido. . Flo° nestas observagoes t por hoje. Ha muita coisa a ser analisada ainda. Mas e impossfvel faze-lo'deste modo. Assim t espero o nosso bacharel t que nao deve tardar t para combinar o que sabes. Espero t na ocasiao t levar Um apanhado 'em profundidade da situagao t em todos os seus angulos e com todas as perspectivas que ofa race. Recebe t pois t um abrago. 0 portador to dara noticias do trivial. Obs Estive com D.Helder, no Recife, ante-ontem. N2 MOURKO FILHO Medico 18i8466 Pretada Amigo Ulingo Que esta encontre o amigo e todos os eiq tee queridos de boa laude e o que desejo.0 pars prepares-se para eleigoes da mais variada sistem4tica slitalas ladixalas etc, etc. a interrogagao que paira no an. 0 Havera mesmo eleigoes? intervalo de um ato a out g o desta comLlia brasileira, 411a..4Lie_yizar_irggdjas nao anima assegurar resposta afirmativa. 0 nosso M.D.B. (com a alma do nosso P.T.B.) continua aquele caldeir;o de sempre e vftima dos "ki2AL alle de sempre tambem. A invas;o partidSria mais importante e dos egressos da U.D. N. e da gorilagem desiludida. 0 02yo olbA _a_aala, mas tenho a impressao que reagira. Os meus amigos da esquerda (inclusive os 22zia122 ggmuDAA) a chain que "a frente 'ampla e necessSria". • Contei a algunspartidarios da frente ampla .a anedota do fanStico que dizia que era honesto mas nao era "honesto fanSticon. Frente ampla sim, mas, ampla de mais a0. Lacerda,Kruel e outros bichos nao (ilegfvel) cesto o povo nao deve receber bem. No caso particular do Rio, quanta a eleigoes diretas a luta maior e para a vaga majoritSria (Danton, Mario Martins e Benja - ; SO o min Farah) lutam de foice. Farah 4 autentico. As atitudes das outras anteriormente, em relagao . aos dirigentes da area popular / ester trazendo aortas dificuldades (vide carts na morte de Vargas e infarmag S ' o do Mario em inqu4rito na Camara Magla_fABABLEUE). 0 Globo fez um artigo dizendo que o Farah nao tem "gabarito", certamente para set candidato de "0 Globo". • Nero tenho nada a ver com issos mas basta o individuo integrar- , se na nossa corrente para ser subversivos corrupto, analfabetosetos • • Seta que um deputado eleito e reeleito desde 1945 pela area • popular e assim tao ruim se e vamos procurer outro nA Merriaa rea e nao na U.D.N., nem nos empregados do Juscelino, 0 meu bilhete • esta meio Chistoso pods o ambiente e este aqui:Caso o Castelo entregue o Govern() ao Mar Costa a Silva, que ninguem acredita RQ de ser que as coisas melhorem ou a"linha dura" endureca mais.Pol que o Mar Costa e Silva, sem ninguem perguntar vive dizendo que • e a favor da politica do Roberto Campos? • do Estas declaracoes demonstram que os n patroes" tem medo • . Marechal a ela quer aliviar um pouco a pressao. Este certo ou • ka errado? Isto observamos aqui e para ficar mais afastado ninguem ajuda. 0 Marechal Costa a Silva tem clue se virar se ficar o bicho come, se correr o bicho pha. Alguns novos dados a seguir oportunamente remetidos. Um abraco no nosso amigo Ivo a recomendacoes do MOURri a F I LHO. HUGO;DE .:,110J0 Rua Osorio de hamoida,73 Tel. 26-9198 URCL.- RIO DE J..NEIRO NQ 9 Rio .em 26 de agOsto de 1966 Meu caro Presidents e amigo Procurou-me o PEDRQ CISTRO, informando-me quo, ananh seguiria para o URUGU.I, onde iria vo-lo. que nan tenho o prazcr de fazor o mosmo, sirvo-me desta para abraca-lo e comuntar alguna coisa daqui. Recebi a visita do A jornalista quo pas§ou alguns dias of o procure! desempenhar as incumboncias recobidas, sobro as quais escroverei, tao logo alas tenham nelhor andanento. natIcias dadas nos jornais reflotem, ombora atenuandoo que f oi a Convencao Nacional do M.D.B. 0 SEGISMUNDO HOUSER do RIO GR.NDE fez um belo e breve discursq o, quando se refcriu ao anigo, houve uma longa e grande salva de palmas a aplausos. Participol da Oonvencao como um dos trcs dologados da / juntamente coin o 0§6RIO VIL.S B0 4.S (ex-PSD), c com o NESTOR DIL.RTE (oxautonomista advorsario do JUR-CY H-GaN:P,S). Na 13J,HI... so rcstam nas hostes novas, do ex-PTB, eu mosmo e o CLEMENS S4,MP10, os outros todos, esquecidos do suas obrigagoes morals, para nao falar das juras do fidelidade e,dos favores reCebidos, sao hoje fervorosos arenistas. Continuam tambem os 2 C.TOLOI. A 0 B.LBINO e outros ton} nos procurado para intograr a chapa de deputados federais do MDB. -te o nosente momento oxistem aponas 10 candidatos a Dcputado Federal. Na area do ex-PTB dovom sor .candidatos, o CLEMENS, o PEDRO C4'.TOLOI talvoz cu. Para Senador, a assunto, no sotor Bahiano do 1DB, continua cabuloso. . Passaroi ainda a poquonos topicos sobre o quo, a moil ver, pogo ser a situL-.gao brasilcira. I - Neste ano do 1966 no campo presidential e federal so vejo 3 alterna tivas: a) eleiqao e posse de COST:. E SILjL, Nao o facil a situa r o, mo.s roputo ainda a mais provavel. essa alternativ,a, ainda, a melhor solucao para uma futura dew_ cratizac:ao do Pais, pois as duas outras alternativas sao muito graves. A 4.credio quo a elcic,. ao dircta e um candidato novo scriam ideais, mas,ato 1970, julgo isso. uma utopia. Na area do NDB a grand° maioria aceita °sac. solucao., b) a segunda alternativa scria a pormancncia do C4eSTELO. Grande parte dos quo o corcain trabalham, uns mais, outros monos, nessa base. ' A Urea crise economica, uma explosae popular real ou ongendradalumA falha eleitoral da seriam os prctextos para a continuacao. Na orders de prot)abilidades, daria 30% do chance a altcrnativa C.STELLO e 60% a E c) . no caso de uma faiha na eleicao de'COST.i. E.SILVL ou fracasso de perpotuagao do Grupo C.STELLO, **4•110. de, convencionalmente, , • elemento da limit: dura, tentvia empolgar o po. der. Soria uma linha ditatorial, com . formagao nacionalista-direitista. = fl 2= Os grupos moderados de oposig go nao tom chance no,momento. Os do esquorda, can tent= qualquor violoncia, so darao pretexto a fortalecer as Eolugoos da 2 a e 3a alternativa. dentro des4a panoraQa geral tomos observado a tendencla para una uniao provisoria c agorto no canpo da oposigao de grupos que, comecando nos rovolucionarios desilu4dos, rocontemento desiludidos, Dassando polos lacerdistas, chogando a esquerdas E uma rouniao do ocaslao e nao acredito quo, a curto prazo, modifique o panorama das tres altornativas. A II- Situag go oconomico-financeira. . . . A. Por convicgao posoal o exporioncia no trato da materia, excluida a excessiva benevoloncia dada ao trato das invostidas estraftgoiras, pensava que o programa de Cl.;IPOS daria os seus,resultados. Docorridos quasi dois anos e mein, a situacao e tremenda., Houve alguns pequenos sugessos, com 4 a constituiwp do roservas-ouro (US$) mas no carapo do crodito, omprogo, e expanpo industrial a tea sao von so acentuando e ponso quo atingiria o maximo ontro Dezembm/ Fevereiro 1967. A A A Nao exist°, re4lmento, ainda, ojenomono desemprego, mas ha um fatg grave. - s industrias,,omborAa nao este%m dosomprogando possoal, ha mesas nao.admitem pessoal novo. Nu„ pass quo poduria colocar 1.000.000 do possoas por ano, 0 nao e12 prego e Llguns industrials, dirtscrammo, o quo o mais grave, clue se nao hoa ver ovolugao na situagao, gomer;arclo,a fochar as fabricas a partir de,laneire 1967. Isto industrias solidas, consideradas como tal ate agora. Um fonomeno quo na da ton quo vor realmente con o probloma gconomico -finangoiro, mess quo roalmente rctrata o Sesencanto psicologico do povo, o a maga° c a gozag go quo a aparigao das notas do 10.000 term causado. uao poderia dcixar de abordar westao dos lispos do Nordeate. Ela o grayc e nao ficou circunscrita a regiao. E um grave tropcgo pqra o Govorno atual. Oa jornais tom reflotido con wcatidao as atitudos Eplscopado x $32 verno. you dos que acroditan quo ola ainda se agravara, pois a Igreja nao vai,rocuar e o C„.STELO c o Grupo quo provocou o inci dente sao tamben dos quo querom sompre ter razao. Lamento quo as grandos dificuldades quo passo atualmente para man, ter a familia,nao no tenhan perrnitido dedicar uma parto maior as atividadcs politicas o e quo no daria chance do the dar maioros e mais fundamentadas noticias. GILD„. e sua filhinha SONIJ, rocomor)dam-se a D.M.-RI„ THEREZI, o HUGO e au a cumprimontam e mandanos tambom um grande abrago para o senhor. (assinado) HUGO DE .R.UJO P.S. Desculpe a carta a mg mas sou hole o meu pro prio,datilografg, se cretario a continuo. NV • 1 0 00N0E1C11O DA COSTA. NEVES Ex— REGINA MAURA Sao Paulo 1 . 24 de ago sto de 1966. Caro amigo Jango. Esta carte bem pode ser chamada de minha reafirmacao de 14 democrStica, toda ela cheia de altos e baixos por culpa de terceiros, estou certa, pols, de minha Parte, estou hoje onde ontem estava, sem com isso demonstrar teimosia e menos ainda eslagna7 I gao na visao e compreensao, mas apenas exata conviccao ci vica Diz a sabedoria popular — que tem laivos de filosofia sagrA A 0 que "uma coisae julgar dap porque e de sofridas experiencias e outra, bem diferente, e comparar". e dentro disco que grande / A parcela do que, hoje, ve—se, foram pecados veniais e nao mortals. .Nas lutas que encetei na defesa da inteireza democratica $ tg A nho lembrado muito voce mogo born, humano, um tanto apressado e pouco prepared° ainda para lutas com matilhas de lobos famintos — * e chego a conclusao do que a grande vitima foi realmente voceppri meiro de falsos amigos, desse cretino do Brizola, e depois daqul lo que se chama "a bola de neve que rola pela montanha; rnas se tudo isso tivesse sido assim e hoje vfssemos o Pais no caminho do progresso, nosso povo menos faminto, nosso exercito de criangas morrendo em menos ntimero, a misria morrendo para que o brasileiA ro vi g esse mals, entao, se fosse assim, paciencia, meu car p amigos voce seria o unico a sofrer. Mas tudo aconteceu pelo avesso dos A meus sonhos e al este a nage° faminta, as for vivas da produ— g. ao em verdadeiro desespero, nos bragos da falencia, do desemprego, em todos os setores — do campo as fabricas, passando pelo co— . mercio e chegando a todos os larese 0 A cupula que cercava voce — Brizola., Darci e Riff — sacudiu os musculos da nagac e realizamos a revolugao. Hoje, Castel°, Cam pos e•Bulhoes apodrecem pela miseria'os alicerces dessa nagao e ja nao se pode pensar em revolugaosteme... se•uma explosao. E qual sera o resultado? SS Deus sabe e so he nos podera salver, Tenho certeza de que voce, como born brasileiro, sentir—se—ia maisTeliz, ou menos infeliz 4 no seu eXflio, se soubesse que a / 2 nossa pStria caminhava pela estrada larga do desenvolvimentoy onde ha lugar para todos, a cata, polo esforgo da soma de todos, do trigo e da aguay da escola e do hospital, da coberta para 0 • velho e do sol para o mogo• Mass lamentavelmentey tudo e sombra para todos. Todos somos desesperancados e nos encontramos todos no beco estreito que termina logo adiante, num canto onde se acu mulam os malogros• No entanto, o Brasil nao pode esperar clue ea— , da um, seja revolucionario como eu ou derrubado como VOCE), saia das areias movedigas onde, do motu—prOprioy por motivos diferentesy nos jogamos; o Brasil tem o direito de exigir que reconhega mos nossos erros, ainda que praticados em nome das melhores in— . tangoes; por amor ao Brasil—democrStico, precisamos reunir todos • aqueles validos e autenticamente democratas para lutar a luz do sol de verdades e nao permitir que se de outro destino ao nosso destino, pois se nos expusemos para impedir que uma cupula irreas ponsavel e personalista destruisse nossa incipient° democracia, nao nos. podemos esconder agora e permitir que uma direita, tao . condenavel quanto a esquerda, se aposse de.nossa terra para des— nacionaliza—la. Nao sei bem por quo digo tudo isto a voce• Acho ate quo fa— r lo comigo mesma, com o pensamento voltado para o nosso inescueca vel Dr Gettllio. Enfim, caro amigo Jango, dizem quo teremos eleigoes, um tan to ou quanto assexuadas, pots os governadores de onze Estados sa • rao nomeados por Assemblelas compostas de agachados; atraves de Atos e mais Atos, o Marechal tem conseguido amedrontar toda a nagao es nesta Republica do Terror, ale vai n dirigindo" a seu talante esta nossa terra; mas e verdade qua, com toda essa viole.D cia, tem criado um desagrado geral; todos estao insatisfeitos • • operarios e patroes, estudantes e mulheres, padres e comerciarios, assim como o homem do campo e o ricago das cidades; isso decorre da grande verdade nunca tao poucos causaram tanto mal a tantos mas isso seria inconsciente? Naol A estupidez doles nao S desse tipo. Entao irritaram tan * to 0 eleitor, tambem os legitimamente eleitos, para quo? Se o Marechal yai passar a faixa presidencial em margo, por que nomear onze governadores ao prego de toda essa provocagao? inclusive a • histo ria que se escreve o julgara devidamente E tudo isso para slalzaz onze governadores ao seu sucessor? Ou para.continuar?Aue Jesus nos ajude, mas nao podemos e nao devemos deixar . tudo a seu cargo. .DeVemos e daremos a nossa contribuigao em Home da democra cis que amamos e'derenderemos._ Neste momento, estamos na luta pela conquista do voto'popular.luta desigual, ,pois a mS4uina governamental esta funcionando plenamente. E dizer—se que . a revolugao objetivava terminar com a subversao e com a corrupgao; Pobre e grande povo,miseravelmente traido. Enfim, a democracia unico regime que se aprimora com o tempo ppla pr;.tica.:Pratiquemos e alcangaremosy estou certa, o mg lhor. Pego a Deus pela saLlde de seus filhos e de Maria Tereza.Quan to a voce l .relizmentey pude constatar por reportagem, recente de revista nossa, que esta de Otimo fisico e vivendo na intimidade mais perto de Deus a um pouda naturoza, o que equivale dizer quinho mais distante dos homens. A Quando voce olhar a data que leva esta Carta, vas, com certeza, lembrar da nossa longer converse., no apartamento do Mazzili, em Brasilia, na v4spera da sua posse; e nos, que teimamos em cha.mar de acaso aquilo que e Vontade Suprema, mesmo sem misticismo devemos baixar nossas cabegas e murmurar: e vontade Dele, que sg ja Esta ; a primeira vez que tenho oportunidade de the enviar e pedir notioiasy o que fares tao logo de novo possa. Receba u ro abrago amigo da (as) Conceic;o. N2 11 BANTON JOBIM Presado JANGO,' Aqui the mando as ultimas impressoes sobre o panorama politico. Quanta ao plano nacional, as coisas marcham para a concretizacao do esquema do CASTELO. Rumores de conspiracao, mas incon sistentes. 0 CASTELO ester mais forte do que nunca e assim °anti. nuara ate que cometa a asneira de investir contra a candidatura COSTA E SILVA, cofsa que desejam muitos de seus homens de °ann. anca. Eleicoes havera de acordo com o calendario e sob um regime opressivo para a oposicao, a fim do impedir-lhe a vitoria. .0 otimismo nas hostes oposicionistas quanta a essa vitoria diminuiu drasticamente, em face das providencias eleitorais do Governo. / Ju1ga-se a vitoria possivel somente no RIO GRANDE e na GUANABARA. Aqui a falencia da lideranca a total. Corremos o risco de ter co- ma candidate o BENJAMIM FARAH, que cada um dos dirigentes diz set Um p4ssimo candidato, sem o manor apelo popular, mas nada fazem na Convencao. Estou fazendo um esforco muito grande para que meu nopara impedir que ele use a maquina do partido para obter votos me seja vitorioso para a legenda do MDB, mas nao tenho a solidam riedade de ninguem da cupula. Se a coisa sair sera coma a rebeli, ao no PTB que aprovou-o LOTT. WALDIR ate a hora em quo the escrevo continua indefinido. Dizem que se acompadrou com o FARAH, mas ele contesta que tenha tornado posicao. Tem mais de 20 votos a da p ciaira a questao se quiser. MARIO MARTINS apareceu au ltima hora para atrapalhar. Nero tem votos sequer para sublegenda, mas vai conseguimla com "apoiamentos" (votos emprestados). MAR10 nao tem qualquer viabilidade. As forcas populaces que contava viessem a A apoia m la por forcer de uma sdbita radicalizaco ja se definiram por mime esta a minha impressao, considerando excelente a linha de OL TIMA HORA de meus artigos. Quanta ao ponto de vista de JANGO nin# . guem aqui sabe ate este momenta; supoe-se que queira omitir-se, o que d4 liberdade ao WALDIR para it para onde quisers inclusive o FARAH. 0 triunvirato 4 CHAGAS FREITAS (FARAH), WALDIR (forte mas indeciso) e o te o quadro. prOprio FARAH (com apoio do pessoal do LUTERO). Es- 31/8/66 - Abracos do DANTON JOBIM. No 12 041111ARA DO S DEPUTADOS Caro Presidente. A crftica situagao financeira agrava cads dia 0 quadro polfconhecida alergia tic° e, a proximidade da eleigo presidencial leva–nos a esperar ao candidato, por parte dos donos do poder um acontecimento qualquer. A nossa posigao e de expectativas sem esmorecer na luta pela redemocratizagao do pals. Continuamos de fendendo o ponto de vistas que a nossa arma de luta deve ser . democratIcas A 0 Governo profundamente desgastado em todas as areas, inclusive a da lgrejas certamente tentara uma safda. 0 que consideramos importance e nao (ilegtvel) do sempre e ver fugir de nossas maos ma!s ossa oporunidadi do redemocratizagao. Na hora presente . devemoS admitir toda especie de entendimen . toss imlisive com os nossos mais rancorosos adversaries do pas– . sado. 0 hem do Brasil, esta acima de tudo. .Em outra oportunidade e corn mais tempo, poderemos fazes um relato melhor e coiher de volta a .impressao do veiho companheiro de lutas demoor;ticas. Cordialmente HERMOGENES. 2/9/66. No 13 Rio, 2. IX. 966 Presado.amigo. • Voce deve estar acompanhando dal, pelos jornais e tambem pg las emissoras, o drama da nossa /uta aqui, diffcil e desigual,con tra a corja que se instalou no poder e que decididamente estS dig posta a liquidar este Pais. • Nao temos exemplo, na historia brasileira, de major farsante, impostor, cruel e incompetente. Chega–se a acreditar que este Pais estS anestesiado. Todo mundo a contra e iste mas ninguem mexe uma palha para liquidar a tragica panac4ia. E assim vamos caminhando, totalmente as cegas, sem rumos,pa ra um futuro que dia a dia nos parece mais incerto. Se, como lfder, que acompanha de perto os acontecimentos e procura p'vmanentemente estar informadosme-dissesse que temos ao menos a esperanca de uma safda para o terrivel impasse instituclo nal brasilero, estaria sem dilvida falseando a verdade. Ao contrSrio, por mais que isto the posta causar estranheza, minha impressao e a de que quanto mais o grupo Castel() se enfra quece na opiniao tanto mais se fortalecto em termos de poder militar. 0 pequeno grupo fascista que . acambarcou o poder sente que / nao tem condicoes de o deixar, pois teme pela sua propria segu ranca fisica. Por isso mesmo, aperta cada vez mais as cordas estranguladoras das liberdades publican e das garantias individuals. n A % Em consequencia, o medo e o terror dominan praticamente todo o povo brasileiro, tornando diffcil, senao impossfvel t pelo me– • nos ate agora, ainda quo seja pelo voto nas eleiooes parlamenta.res de novembro, qualquer alteracao substancial no quadro vigente. Amanha, assistiremos ao primeiro ato da farsa grotescas 11 donatarios senao nomeados para outras tantas capitaniasi a Canto equivale dizer a eleicao indireta dos governadores. Nossos atentados continuam a ser praticados contra a autono 2 mia do Congress°, sem que as mesas das duas casas reajam de qualquer maneira. Enquanto !stop o esquema militar do Costa e Silva vai sendo paulatinamente desmontado, at, tempo em que o 4Candida to n , aparentemente tranqUilo, realizava, em custosas visitas, de aviao, as capitals dos Estados, sua curiosa campanha eleitoral. Preve—se que 0 period() entre 10 e 25 deste seja decisivo pa ra o problema presidencial uma vez que e sensacao:generalizada que o Castelo ainda nao esgot'ou sews recursos para evitar a eleicao / de Costa e Silva. Se as . coisas se tornarem mais claras, tentarei um-encontro com voce atraves de Siegried Heuser, nosso comum amigo. Receba o abraco do amigo de sempre V.M. No 14 PARA 1V0 MAGALHKES MOURK0 FILHO Medico, Aproveito a ida do nosso amigo comum para enviar te noticias e um abraco. Aqui a diferenca que existe e relatiVa , a confusao. AUMENTOU MUITO. Diziam eles que o nosso governo era uma bagunca desorganiza da e o deles e uma irepenJa_lagaua_uganizaja. 0 cheiro ficou pior mas mudaram as moscas. Tive uma conversa ha dias com a AREA e tive que discordar frontalmente dela, nao sei Se ficou sentida mas tive que ser sin— A p cero, pois voc e e muito novo para Near mal nestas andancas ticas. Sem mats, o MOURKO TtRMO DE PERGUNTAS AO MICIADO1 /ADM Rtez • Aos quatro dies do as de outubro de ano de mil novecentos e sessenta e seis, nesta cidade de Uruguaiana, ne Quartel do 4 2 Grupo de . Artilharia 75 a Cavalo,presenteoTen Cel Art Hello Men des, encarregado deste inquerito, comigo 1 0 Ten Art Fernando Fur tado da. Rocha, servindo de e escriv5o, compareceu Pedro de Castro, a fim de ser interrogado sobre Os fatos constantes do oflcio N. 86-E2 2 datado de 23 de setembro de 1966, do Exmo Sr Gen Bda Anto nio Jorge. Correa, Ch EM do III Ix, que the foi lido. Em seguida, passou aquela. autoridade a interrog4.10 da maneira seguinte: qual o seu nome, idade, filiagao, estado civil, naturalidadeorg fissao e residencia. Respondeu que se chama. Pedro de Castro, que tem 35 anos de idade, Sue 4 filho de Antonio de Castro e de dona Elvira de Castro, que e solteiroe natural do Estado da Guanabara, que e Tesoureiro do 1APTEC e que reside a. Rua Ibiapina n f/ 223, Penha t Estado da Guanabara; eerguntado como se dera o fato narrado no oficio N.86-E2 de fis 5 e que the foi lido, respondeu que e ami go particular clo Sr Joao Goulart e que apos a Revolugae de 1964,por diversas vezes veio visits-lo no Uruguai; que essas visitas nunca tiveram finalidAdes politicas e visavam somente tratar de interesses narticulares do Sr Joao Goulart e, tambem, na*manutene go das relac g es .de amizade entre ambos; que a Ultima vez que es, teve com o Sr Joao Goulart, foi em dezembro de 1965, em Montevideo, quando the entregou cartes dos Deputados Oswaldo Lima Filho, Dote tel de Andrade, Hermogenes Principe e Paulo Ribeiro a do jornalista Denton Jobin, que sabia tra.tarem essas cartes de assuntos politicos ma.s que desconhecia o texto das mesmas, embora ela.s the houvessem sido entregues abertase que em viagens anterior a este, em outubro de 1965, teve sua bagagem revistada no Aeroporto de I4 vramento, pelo funcionario do DFSP na.quela cidade que examinou minuciosamente t gda. sua bagagem, tendo sido a. seguir ;iberado por nao ter sido constatada nenhuma anormalidade; qua, apos a viagem de dezembro de 1965, somente agora pretendeu it visitar A0 Sr Joao Goulart no Uruguai; clue pare duas ou tres viagens que fez ao Uruguai as passagens the foram concedidas gratuitamente pelo Sr Rite bem Berta, Presidente da. Varig, o qual sabia, pelo melees uma das das vexes, qual a finalidade da viagem; cm dues outras ocasilies as passagens the foram fornecidas pelo Sr Rochedo, diretor da Varig,„nao sabendo este a finalidade destas viagens; quo outras as vezes o dinheiro pare adquirir as passagensjhe foi fornecido pelo Dr WaldireBorges, advogado residente em Porto Alegre, que trata de interesses do Sr J gao Goulart no Brasil e que era sabodor da finalidade das viagens; que nunca, digo, que nesta Ultima -viagem a passagem the foi fornecida gratuitamente pelo Sr Rochedo, o qual sabia, apenas, de sua ida Aa Livramento, que afora as passagens suas despesas de viagens tem sido muito pequenas dado que cm tgdas alas tem permanecido no Uruguai cerce de 12 horas, nunca tendo ultrapa.ssado 24 horas; que por dues vezes, no decorrer dessas viagens, recebeu do Sr Joao Goulart, em moeda bradi!-leira e a titulo de elude pare as despesas de via.gense. importancia da ordem de (L50.000 (cinqlenta mil cruzeiros) e L70.000 (setenta mil cruzeiros), uma veal ea Montevideo a outra em Taquaremb8; A que apos a Revolucao de 1964, visitou o Sr Joao Goulart duas yezes em sua residencia. em uma praia. proximal a 1.,.‘iontevideo,uma vez em sua residencia, em Punta Del Este, tres vezes cm seu apartamento em Montevideo a dues vezes em sua esttIncia em Taquaremb(5' ; que no clecorrer deeses viagens tem tratado com o Sr Joao Goulart de essuntos pessoais a de-questSesrelativas-ao sftio de JacarepaguS 1 ao apartamento da Avenida Atlantiea a ao apartamento m 2 m da Avenida Rainha Elizabeth; que sOmente nas quatro gqns tratou com o Sr Joao Goulart de assuntos rela.cionados a politica, tendo em viata leve l 10 a apoiar ,a candidatura do Mare.chal Costa. e 0 Silva a Presidencia da. Republica; que tratou desses assuntos politicos em virtude de suas relag g es com o Dr Ney Galvao, de infcio, e l posteriormente, com o Dr Tancredo Neves, e ql nador Antonio Balbino e o . Senador Gilberto Marinho fotmavam um grupo, no Rio de Janeiro, sue se propunha l sem interesse algum, e nem mesmo tendo a. aquiescencia do Marechal Costa e Silva, a a, polar e a conseguir araoios no seio da oposia go, a candidatura del to Marechal, pnr julgarem-na, a melhor solugao polftica no momen. to, que este grupo se formara e iniciara seus trabaihos por volta de outubro de 1965; que, tendo grande simpatia'pessoal pelo Marechal Costa. e Silva, prontificou,se a ajuda-los atuando junto aos parlamentares da area da oposicgo; que no final do an0 de 1965 redigiu um trabalho intitiaado "Sugest ges Politicas ao Gene ral Costa e Silva", expondo diversas ideias que deveriam orientar o langamento de sua candidatura e sua plataforma eleitoral, o qua.l foi entregue a. um tic' do Marechal Costa. e Silva, que foi pres;dente.do Institute dos Maritimos e que morn no bairro de 4u que entre essas sugest g es figurava a orierIaa go a seguir em seus primeiros pronunciamentos politicos as), Pais, devendo fazer referencias a favor 4 nossa naaionalizagao, de nosso pro- grass°, de nossa indeaendencia economica e de nosso desenvolvi-mento, e que .o Marechal era o ellnico candidate capaz de unir as Dorcas Armadas e .as areas politicos, em tOrno 4e seu nome, como ca.ndidato de uniao nacional, que-todos deverlamos nos juntar,sem disting go de pessoas a de par,tidos, procurando fazer um trabalh° de grupos e de pessoas na area do Congresso achando que o Marecha; seria o unico name capaz de pacificar e congregar a fani lia politica brasileira, bem como outras no mesmo sentido pol/t1 co; que muitas outras aessoaa l.eram ligadas e ajudavam o grupo&a.lima referido, do Sr Ney Galvao; que poucg antes da criagao des te.grupo foi encarreaado 2 pelo Sr Ney Galvao, de converser cam Joao Goulart de que este deveria como melhor solug go politica, tedas as vezes que fesse-possfvel, mandar apoiar, na area parlamentar, a candidatura do, Marechal Costa. e Silva, por ser esta a melhor solug go polftica para. o momenta; que na ocasi go o Sr Joao Goulart aceitou a icleia, comprometenda-se a. influir nesse sentim do sem nenhum interesse em retribuigao; que por ocasiao da via-gem que fez em dezembro de 1965 2 o Sr Joao G2lart continuava de acordo com esta ideia e interessado em que este trabalho, _no seio da oposig go fosse icado, intensif por julgar que- a oposiggo - nao teria condicOes de eleger o futuro Presidente, que no caso teria de ser military sendo por5anto , intereasante fazer do Marechal Costa. e Silva g candidato unico de undo nacional; que, de dezembro de 1965 ate a presente data, nenhum outro cantata teve com o Sr Joao Goulart, mas que pensa que este continue la mesma posig go anteriormente citada; que deseja declarar categoricamente sua posic g o contraria a qualquer extremismo, bem como que na.o complctua com as comunistas nem com os terrorista.s de qual-quer especial e que sua vida, pregressa pode ser abonada pelo Sr Amaury Kruel, pelo Sr General Albino Silva, pelo Sr Corona]. A viadgr Eueo Candiota, e 7 principalmente, pelo Monsenhor Ivo, Socretario do Careal loom Jayme Camara; que na luta anticomunista d e antiterrorista esta incondicionalmente ao ]ado do atual Gover.. no e das Ai-gas Armadas; que n go mais voltara ao Uruguai para. ter c9ntatos com elementos, do Governo depost9 pela Revolug go, que la se encontram; que resolveu fazer esta ultima viagem por estarem se anroximando as eleig g es de 3 de outubro corronte, depois de ter conversado com o Dr Tancredo Neves, com o Dr Noy Galvao, a com o Senador Gilberto Marinhol que decidiu em deflonitivo realizar a viagem no diming°, dia 18 de setembro pp 2 apos ter oonversado cam o Senador Gilberto Marinho, no Aeroporto San tos Dumont, durante cerca de quarenta minutos; que acho4 interal sante realizar tal viagem tendo em vista poder fazer apos a mes- .,3 ma e antes das eleigeies de 3 de outubro l um trabalho final e mais eficiente, na area da. oposigao, a. favor da candidature do . Mare els Costa e Silva; que tendo em vista a posigaoassumida pelo Sr Joao Goularts.dUrarqe a . yisita de dezembro de 1965 ) julgava, que a reafirmaeao do apoio deste ao Merechal Costa. e Silva teria influeacia decisive neSte tra.balho final we pretendia. fazer; que cm todasas_viagens que fez ao . Uruguai;snente esteve em contato com o Sr Joao Goulart, assim mesmo,em carater pessoal e reserve. do,. nao tendo tido relagO5s de especie algUma com qualquer outra pessoa exilada naquele pais; que com surpresa'veio a saber, epos ter sido detido, de tais atividades, pois que, se o soubesse, nao mais teria p onsado em viajar ao Uruguai; que sendo voz cor-rente no Rio de Janeiro que o jornal " Tribune da Imprensa", oriented° pelo Sr Juscelino Kubischek , juntamente com oUtros ele-mentos descontentes, esta yam fazendo,campanha para. mobilizer a oRiniao publica e certa.s areas.militares no sentido de uma. solu. gao que favorecesse ao Sr Carlos Laterda l. conforme entrevista deste, publicada ultimamente na revista "Visao", .resolveu l a con selho de diversos politicos, priacipalmente do Dr Tancredo Neves, trazer, pare informagao do Sr Joao Goulart, exemplares dos jor-nais e da revista citadOs; que sabendo . estar o General Dalisio Mena Barret() nesta mesa posigao de apoio ao Sr Carlos Lacerda,resolveu trazer, tambem para informegao lo-Sr Joao Goulart, alguns exemplares do manifesto lanced° em Sao Paulo por este Gene. rat; que os exemplares do citado manifesto the foram entregues • pessoalmerqe pelo General Mena aerreto em Visite que the fez, em . seu escritorio no . centro da cidade de Sao Paulo, possivelmente no dia 1Z de setembro do corrente; que nesta ocasiao foi a Sao Paulo tratar de assuntos particulards e aproveitou pare visitar o Sr Renato Costa Lima, e Deputed° .ranco Montouro, o Deputed° Batista. Ramos e o General Mena Barreto; que os jornals, a revis» ta e o manifestos que levava pare o Sr Joao NGoulart, tinham por finalidade alerta-lo a respeito dessa questa() relativa:ao Sr Cad los Lscerdal para. que o Sr Joao Goulart nao se envolvesse nessa questao e continuasse na mesma posigao em que se tem mantido; que no Rio de Janeiro se dizia que o Sr Carlos Lacerda pretendia, como foi noticiado, a forma* de "uma, frente ample" que nao se ria a. favor nem do Marechal Castelo Branco nem do. Marechal Costa e Silva e, assim, crier uma solugao que o beneficiasse polfticamente; que as cartes que levava para. o Sr Joao Goulart the foram entregues pessoalmente pelos missivistas, em diversas ocasioes,na cidade do Rio de Janeiro; que estando'sempre em contato com muitos elementos da atual vide politica, no Rio de Janeiro, qua dg estes the perguntavam pelo Sr Joao Goulart respondia, desde ha dais mpes, que pretendia it visita-lo no Uruguai e que, desde entao estes mesmos elemenos passaram a the pedir que levasse cartes dando noticias de politica brasileira; clue concordoU em atende-los 'por uma quest g o de gentileza e tambem por nao ver mal algumneste procedimento e jiao conhecer o conteudo das mesmas; jamais teve contatos nem levou cartes ou recados de pessoas -clue extremadas pare o Sr Joao Goulart; que nao tinha conhecimento de qualquer coisa que atentasse contra o atual.Governo e nem intengao de ,burlar qualquer lei ou mesmo a vigilanciadas autoridades, e que e evidenciado pelo modo como trazia as cartes, embrulhadas juntamente com os jornais e revistas e, portanto, seriam facilmen to notada.s por qualquer pessoa que inspecionasse os pacotes o que atesta sua isengao e sua inocencia no . caso, e que isto realmente veio a acontecer em Livramento, corroboraldo, assim a afirmag go que faz; que ficou revolted° ao saber, aRos ter sido detido, que em uma da.s cartas que trouxe ha.via referencias a. respeito da.s ga.g5es e entendimentos com elementos comunistas; que o livro la titulado "Lm defesa da economia nacioner, de autoria de Fernan.. do Gasparian, destina.d.o ao Sr Joao Goulart, the foi entregue pes soalmentepo Rio de Janeiro pe;o autor, no escritorio deste; que a dedicatoria aposta ao livro e de autoria. do Sr Fernando Gasperian, o qual a Iancou de proprio punho, na:ocasi5o the entregou livro; que foi ao escritorio do Sr Fernando Gasparian, nessa oca siao, especialmente para recebor o referido livro pois, anterior mente, am encontro casual quo teve em ui das ru g s da cidade do Rio de Janeiro, este, sabendo que pretendia, logo que pudesse,. ir visitar o Sr. Joao Goulart, the pcdlra que assim procedesse pa ra iho lever o livro; que os dois maios de banho se destinavam a esposa do Sr Joao Goulart; que esta senhorz the havia pedido os comprasse, no Rio de Janeiro, por ocasiao da visita que fez ao Sr Joao Goulart em seu apartment° do Montevideo, em dezembro do ano passado; que comp;ou os ref oridos maios no Rio do Janeiro alguns dias antes dcsta ultima viagen, tondo sido auxiliado na escolha dos mcsmos por dona Yara Vargas, o que csperava reaver o dinheiro gc.sto na compra quando A entregasse a enconenda; que o Sr Joao Goulart estava inteirado A desse pedido de compra dos dois maios, pois q40 a oncomonda fora fajta em sua vesenga; que declara ser catolico .e professar a filosofia catolica e que nunca teve nem tem lig3goos corn qualguer grupo ou partido politico 3xtremado;que nao e filiado a qualquer organizagp ou grupo politi co; e que ilunca foi indiciado em qualquer inquerito aclministratj vo ou inquerito policial militar, o que atesta sua boa conduta moral. Perguntado se reconhece o envelope de fls oito e a carta de fls nove a treze l ambas inclusive, respondeu que sao o envoi° 'Dee a carta que o Deputado A Doutol de .,ndrade the entregou em maos, por volta de 14 de aosto co correntg, quando foi visitar o deputado no escritorio dcste, a rua do Mexlco na cidade do 4io de Janeiro; que alguns duos antes estiy, ora nesse mes rlo escritorio e tondo dito ao deputado de sua intengao de ir ao Ur guai, este carta 03 Sru Joo Goulart; .que poucos the pedira para lever dias depois voltou ao clito escritorio e nessa ocasiao reccbeu a carta,com o envelope ja fechado con fit;. adesiva. Perguntado" quern 3 o bachc.r91 a quo se refer° o paragrafo segundo, ben como o penultimo ,dparagrafo, dessa carta do Deputado,Doutel de ..ndrade respondeu nao saber. Perguntado quaffs as "noticias do trivial" que devcria dar ao Sr Joao Goulart, coma diz a carta do Deputado Doutel de .ndrade ao sou final, respondeu nada saber a rospeito. Perguntado sc_anteriormento trouxe alguna carta, documento ou re cado do Sr Joao Goulart para o Deputado Doutel de ,,ndrade respqn deu quo nao. Perguntado se anteriormente levou alguma carta, document° ou recado desso Doputad2 para o Sr Joao Goulart respondeu que somente no viagem que fez en dezembro de 1965 levou uma carta do De putado Doutel de -ndrade. Perguntado se reconhoce * o envelope de fls quatorze e a carta de fls quinze e vinte e tres, ambas inclusive, respondeu que szo o envelope e a carta que o ccl vogado Tranjan the entregou cm maos, por ,volta do dia 15 4 ago to do corrente ono, c'uando foi ao escritorio do advogado, a rua da Quitanda n g 50, 1 6 andar, na cidade do Rio de Janeiro; que dias antes, tondo encontrado o advogado Tranjan A na .assembleia Le gislativa do Estado da Guanabara,.participou a este sua intengao de ir ao U4uguaii que ontao o advogado pediu-the que passasse em seu escritorio para receber e a seguir lever uma aorta que dosejava enviar ao Sr Joao Govi,art; cue ao passar no escritorio do advogado Tranjan a carta ja estava pronta tondo 14e sido entre- " gue con o envelope aberto; que desconhece o conteudo clessa carta. Perguntado a quo atribue o que consta do primgiro paragrafo da carta do advogado Tranjan, respondeu aue talvez isto soja decorrencia de ter dito ao advogado que o g r Joao Goulart o admirava muito e the tinha nuita simpatia. Perguntado quem_dis§e ao advo o Sr Joao Goulart podia sua opiniao sabre o que gado Tranjan ocorria no Pais ), como consta no paragrafo segundo dessa Desna cox ta, respondeu floe saber. Perguntado se ontcriormente trouxe guma carta, document° ou -,:. esado do Sr Joao Goulart para o advoga do Tranjan, respondeu quo nao. Perguntado se anteriormente levou alguma carta, documento ou recado desse advogado _para o Sr Joao Goularto;ospondeu que nao. Perguntado o que significa 3 inscrigao a lapis no envelope de fls quatorze responcleu que e o endorego do sitio que o Dr Hugo de Faria tem em Petropolis: KM 50,5 da ostrada Rio,do Janeiro-13310 Horizonte, tomar a estrada da Fazenda Ingleza r a esquerda, Sitio Ranchinho,n-Q4.500Nueestaana 5 tagazo foifettacuendoogtedeFatLalhe pediu que levasse uma carte ao Sr Joao Goulart e serviria para o caso de n go encontrar esse doutor em $11s residencia no Rio de Janeiro. Perguntado o que significam as anotag5es a tinte no envelope da Carta do advgiga!.. do Tranjan, respondeu que sac) onotacOes sues, relatives a topi* cos para orientarem a converse que deveria ter corn o Sr Joao Goulart. Perguntado quern e o Hello que consta dessas anotacCies, , respondeu ser o Sr Helio de Almeida. Perguntado se reconhece envelope de fls vinte e quatro, a &arta de fls vinte e cinco e a carte de fls vinte e sei.s a trinta a dois, ambas inclusive, • respondeu ;que sgo o ,envelope e as cartas que lhe foram entre-gues em mgas pelo a proprio Deputado Oswa.ido Lima Filho, por volta do dia 9 de agosto do corrente, no sagu5o de entrada do Hotel Serrador no Rio de Janeiro; que dies antes,' tendo encontrado o Deputado Oswaldo Lima. Filho no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, prontificou•se a lever carte &este Deputado ao Sr Joao Goulart que a nedido deste Deputado passoU alguns di as depois no Hotel Serrador,, onde recebeu as cartes. Perguntado a que ajuda se ref ere o aragrafo quarto da cartel de fls vinte e cinco, respondeu que_nao tinha conhecimento do-conteildo das cartas e vex na ocasiao em que as recebeu do Deputado Oswaldo Lima F ilho, este apena.s the informou que nelas fazie um pedido particular no 31. Joao Goulart. Perguntado se recebeu estas cartes com o respectivo envelope aberto, respondeu que sim. Perm tado se* pediu ao De2utado Oswaldo . Lima Filho que enviasse noticies sabre a situaiao na.cional ao Sr Joao Goulart, conforme cong, to do_primeirO Deragrafo da carte de fls vinte e seis, respondeu que nao, screscentenda que estas cartas decorreram da converse que mantiveram no eeroporto Santos Dumont, quando o Deputado Os welda Lima Filho the perguntou se iria ester com o Sr Joao Goulart. Perguntado se anteriormente levou alguma Carta,,,documento ou recado do Deputado Oswaldo Lima. Filho para o Sr Joao Goulart, respondeu que somente em dezembro de 1965 levou uma carte desse Deputado para o Sr Joro Goulart. Perguntado se' alguma. vezeAtrouxe cartas, documentos ou recados do Sr Joao Goulart para. ste Deputed°, respondeu que nao. Perguntado Como explica ent5o o fato do Deputado Oswaldo Lima Filho 2gredecer em sua carte, a fls trinta e um, a carte que o ,Sr Jo na Goulart the enviou, no ano passed°, "pelo padrinho" ,respondeu que na.o se trate de Carta e sim de um bilhete de proprio - punho do Sr Joao Goulart com cerca de cinco linhas e contendo apenas saudaa5es de fim de ano; que tal bilhete constave somente de uma folha de papel sem envelope; que ,posteriormente, ,no Rio, colocouaa em envelope am tes de entrege-la ao destinetarios Perguntado . se reconhece o en velope de fls trinta. e tress e a carte de fls trinte e quatro a trinta e nave, ambas inclusive, respondeu que s go o envelope ,e a carta que the foram entregues pelo Sr Gilberto Crokair de Sa . e destinadas ao Sr Joao Goulart; que este carte the foi entrRgue em meas, pel2 proprio Sr Gilberto, por volta do dia.11 de egosto, na residencia em Copacabana na Prace que Pica ao lado do Corte de Cantagalo; que .certo dia telefonouao Sr Gilberto e no decorrer de converse este the perguntou se estava para it so Uruguai, e que, tendo respondido afirmativamente, embora n5° pudesse precisar a data, o Sr Gilberto pediu-lhe que passes se em seu a2artamento pare apanhar uma carte que desejava envy, ar ao Sr Joao Goulart; que alguns dia.s depois foi ao apartamen to do Sr Gilberto l .onde recebeu a. carte com o envelope eberto. Perguntado se anteriormente levou cartes, documentoS ou recados do Sr Gilberto para o Sr Joao Goulart respondeu a.penas que tem levado de viva vaz os cumprimentos e as saudag6es do Sr Gilberto ao Sr Goulart. Perguntado se alguma vez trouxe cartes, documentos ou recados do Sr Joao Goulart pare o Sr Gilberto, res pondeu' que somente ) e de viva voz, at retribuic6es aos cumpri-mentos e saudagOes'por este enviados. Perguntado como;.explica o primeiro period° da, carte do Sr Gilberto, respondeu que em dues viagens anteriores tambem dissera, antes de partir, ao Sr Gaborto,de sua intengao de it ac Uruguai s mas que nao sugeriu ser portador de nenhuma missiva e que taivez isto . pja decorrencia da conve;sa quo nantivoram ao telefone, como ja disse, Perguntado quem e o n estafeta n a quo se refere o primeiro paragrafo da carta do Sr Gilberto, a fis trinta o quatro, respondeu nada saber a rea peito. Perguntado se reconhece o envelope de fls quarenta e carta de fls quarenta e um e quarenta e doiss respondeu que sao o envelope e a carta que recebeu em,maos do proprio Deputado Vieira de Mello, nos primeiros dias do rtes de seten13ro do cotrente, no gabinete do 13,der da minoria no antigo edificio da Camara dos Deputados, Palacio Tiradentes ) no Rio do Janeiro; quo tondo al. guns dias antes encontrado ) na cid4e l o Deputado Vieira de Melo, ficara de the fazor uma visita na Camara; quo,alguns dias depois ao visitar o Deputado em seu gabinete ) como ja disse, este the perguntou quando pretendia vir ao_Uruguai ao quo respondeu que es tava para fazor a viagem; quo entao o Deputado Vieira do Melo The podiu que aguardasse um pouco pois iria,escrover uma carta para ser entregue ao Sr Joao Goulart; quo apos aguardar alguns minutos recebeu do Deputado a carta.citada com o envolopo aberto. Porgua tado so anteriornente levou cartas, documentos ou recados do Dept tado Vieira de i"Ielo para o Sr Joao Goulart, respondeu quo nao. Perguntado so alguma vez trouxe cartas, documentos ou recados do Sr Joao Goulart para o Sr Vieira de Melo ) respondeu quo nao. Pei guntado se reconhece o envelope de fls quarenta e tres e a carta de fls quarenta 2 quatro,,respondeu que nao o envelope e a carta que recebeu 2m maos do proprio Deputado Paulo Ribeiro para entregar ao Sr Joao Goulart; que recebeu esta carta do Deputado Paulo Ribeiro em,casa deste, en Copacabana,Rio de Janeiro; qua, 'quando na .,ssembleia Loislativa da Guaabara, esteve corn o advogado Trui Jan, esteve tambem con o Deputado Ribeiro e este, ao saber de sua projetada viagem 'ao Uruguai podiu-lho que -passasse na sua residencia para receber uma cara para Q Sr Joao Goulart; que alguns Bias depois, no correr do rips de agosto deste, passou em casa do Deputado Paulo Ribeiro e la recebeu a carta corn o envelope aberto. Perguntado se anteriormente levou cartas, documentos ou raga dos dQ Deputado Paulo Ribeiro para o Sr Joao Goul izrt, respondeu quo somente em dezembro de 1965 levou uma carta desse deputado pa ra o Sr Goulart. Porguntado se alguma vez trouxe cartas, documea tos ou recados do Sr Joao Goulart para o Deputado Paulo Ribeiro, respondeu quo nao. Pcrguntado se reconhece o envelope c a Carta de fls quarenta 2 cinco respondeu •quo s, .ao o envelope e a carta que recebeu em maos do prol2rio Dr Mourao Filho Kira entregar ao Sr Joag o Goulart, para quo este a fizesse pegar as maos 4o Sr No Magalhes, no Uruguai; que na nesna ocasiao recebeu tambem das maos do Sr Mourao Filho o envelope de fis quarenta e seis e a cam to do fls quarenta c seis e auarenta e oito, anbas inclusive, que reconhece para anti-agar ao g r Joao Goulart; quo tondo encontrado o Dr Mourao Filho cm uma das ruas coo Centro da cidade do Rio de Janeiro, por volta do dia 18 de agosto do corrento ano, conversaram A rapidamonte e ontao o Dr Mourao podiu que passasse cm sua residencia cm Copacabana para apanhar una carta,que desejava enviar ao Sr Joao Goul art; quo alg4ns dias depois a noite, passou em casa do Dr Mourao, ande l, apos recebido, esperou urn pouco e a se guir recebeu do Dr Mourao as cartas de fls quarenta e cinco e qua renta a seis a quarenta e oito 1 ambas inclusive l em envelopesabortos; desconhecia a posigao politica do Dr Mourag, bem como o conteudo das cartas quo recebeu. Porguntado quem e a pessoa do none .:urea, citada na carta de fls quarenta e cinco, respondeu nao saber. Perguntado se anteriormente levou cartas, documentos ou recados do Dr Mourao para o Sr Joao . Goulart ou para qualquor outra pessoa, respondeu que nao. Perguntado se alguma vez trouxe cartas, documentos ou recados do Sr Joao Goulart para o Dr Mott rao respondeu que nao. Porguntado se reconhece o envelope de fis quarenta e nove e a carta de folhas cinqueutas respondeu que sao o envelope e a aorta que recebeu em moos do prSprio Sr Danton Jobinf diretor do_jornal Vltima Hora, do Rio de Joneiro, na secre taria do. AssOciagao :rasileira de Imprensa, no Rio de Joneirolnos primeiros dias de setembro do corrente ano; que tendo alguns dies antes encontrado, em uma das runs do centro da cidade do Rio de Janeiro, o Sr Danton Jobim, este the pediu que the telefonasse quando tivesse oportunic'ade; que dias depois telefgnou ao Sr Danton iobim, cite estava na•redagao do jornal de que e dirétOr, ea tao este'lhe- pediu que o encontrasse na secretaria da A.B.I. no dia seguinte, para recebet uma carte que deveria - entregar ao Sr Joao Goulart; que no dia. seguinte, na, parte da tarde, estava na secretaria da, onde recebeu dos maos do Sr Danton Jobim a citada carte para entregar ao Sr Joao Goulart, no Uruguai. Perm tad° se nnteriormente levou cartes, documentos ou recados do Sr » Danton Jobim para o Sr Joao Goulart, respondeu que na viagem que • felit em dezembro di 1965 ao Uruguai levou Auma. carta. do Sr Jobim para. o Sr Goulart. Perguntado se. alguma vez trouxe cartas, documea. tos ou recados do Sr Joao Goulart para. No Sr Danton Jobim respon-deu que nao, acrescentando ainda. que nnotinha conhecimento do tek to da carta. do Sr Jobim que nesta viagem levava para. o Sr Goulart. Perguntado se reconhece o envelope de fls cinquenta e um e a carta de fls cinquenta e dois, respondeu que sao o envelope,e a carto que recebeu em maos do proprio Deputado Hermogenes Principelno Palacio. Tiradentes, na mesma ocasino ep.; que recebeu a carta escri ta pelo Deputado Vieira de Mello) tambem para entregar ao Sr Joao Goulart; quo tendo ido ao PalScio Tiradentes para falar cgm o Dgputado Vieira. de Mello, ngs primeiros dias de setembro, tambem encontrou o Deputado Hermogenes Principe, e este sabendo de SIM ■ viagem ao Urugu3i, pediu,lhe que levasse uma carte para o Sr Joao Goulart; que . apos esperar alguns minutos ,e. vendo que o Deputado Principe escrevia. a carta_em sua mesa proxima l na mesma sale, rerecebeu deste a missiva em envelope aberto. Perguntado se anteri. orment9 levou cartas, documentos ou recados do Deputado Herm6ge-nes Principe para o Sr Joao Goulart, respondeu que na viagem que fez em dezembro de 1965 ao Uruguai levou um cartao de sawlagOes deste Deputado para o Sr Goulart. Perguntado se alguma vez trouxe cartas, docurentos ou recados do Sr Joao Goulart para o Deputado Hermogenes Principe, respondeu que nao. Perguntado se reconhece o envelope e o. cartao de fis cinquenta e tr9s, respondeu que sao 0 envelope e o , cartao que recebeu do Sr Jose Carlos Pereira Guima.raes t para entregar em mans ao Sr Joao Goulart; que recebeu dito cartao no escritorio do Sr Pereira Guimaraes, sito a rua-Alyaro Alvim, no ,dia 22 de agosto do corrente'anoi que nessa ocasiaolnia se escritorio assistiu o Sr Pereira .Guimaraes redigir dito cartao; que o assunto que deveria explicar ao Sr Joao Goulartconforme consta do dito cartao, e o seguinte: interferensia do Sr Joao Gou Tart junto ao Deputado Valdyr Simoes, para. que este ajudasse o Sr Jose Carlos Pereira Guimar gae a-ter a candidatura a deputado homo logada polo convengag do M.D.B. da,Guanabara; que dias antes de ter estado no escritorio'dO Sr Jose Carlos Pereira Guimaraes, pal sando pela, sede do M. D.% rya rua Alvaro Alvim, encontrou o Sr Gill mares e, conversando cm este, soube que o Sr-Guimaraei.preten-dia. fazer um pedido no Sr Goulart; que entao o Sr Guimaraes pedij the que passasse em seu escritorio, em um dos dies seguintes, para apanhar 4um cartao que irin, redigir; que no dia .22 de agastot. conforme ja, disse, recebeu da.s moos do Sr .Guitharaes o cartao de fls cinquenta e tres em envelope aberto. .Perguntado se anterior mente levOu• cartes, documentos ou recados do Sr Jose Carlos Pereira Guimaraes para o Sr Joao Goulart, respondeu que m.o. Per-guntado Se alguma vez trouxe cartas, .documentos ou recados do Sr Goulart para o ref erido Sr Gulmaraes, respondeu que na p . Perguntl do se reconhece o envelope de fls cinquenta e quatro e a carta de fis cinquenta e cinco a cinquenta a sete,. ambas inclusive, respqa deu que sao o envelope e a carta que recebeu qm moos do proprio Deputado Conceicao da, Costa. Neves, na. Assembleia Legisla.tiva do Estado de Sao Paulo 4 na cidade de Sao Paulo, per volta de 2L de 8 aesto do corrente ano; que tendo ido a Sao Paulo tratar de into,. resses particulares ) telefonou pay a referida. Deputada e esta r Dora recebe uma.carta the pediu que passasse na.Assemblela desejava enviar para o sr . Joao Goulart; que a refe ida Deputada. perguntou-ihe se tinha algum portador para o Uruguai ) tendo-lheent g o informado que pretendia fazer a, viagem,logo que pudesse; 'que na tarde do mesmo dia esteve na. Asssmbleia ) onde recebeu da.s maos do referida. Deputada, s carts ja citada em envelope abez to, desconhecendo entretanto o conteudo da mesma. Perguntado so anteriormente levou cartes ) documentos ou recados da Deputada.COn ceigao da Costa Nevespara. o Sr Joao Goulart ) respondeu que nno. Perguntado se alguma vez trouxe cartas, documentos ou recados do Sr Joao Goulart para a referida. Deputada respondeu que ?ere. ' guntado se reconhece a p agin g. do DiSrio Oficial do Estado de,Sgo Paulo, de fls cinquenta e oito, que vinha no envelope junto a carte da referida Deputada ) respondeu que n g o tinha conhecimento da mesma por n g o saber o que continha o referido envelope de fls cinquenta e quatro. Perguntado se reconhece o envelope de fls cinquenta e nove e a carta de fls cinquenta e nove a sessenta e tres, ambas inclusive, respondeu que sao o envelope e a carta que recebeu em mg os do proprio Deputado Tancredo Neves, na residencia dente, em meados do mes de agosto do corrente ano; que em uma das vezes que esteve corn o Deputado Tancredo Neves disse-lhe que preteneia ir no Uruguai visitor o Sr Joao Goulart, tendo-lhe ent5o pedido o Deputado que quando estivesse para viajar passasse em sua residenia ) pare apantiar uma carta que escreveria ao Sr Joao Goulart; que certo dia a /rite ) esteve em ,sasa do Deputa do Tancredo Neves, na avenida Atlantico l Posto Tres, em Oopacaba na, e, na ocasiao, este escreveu e the entregou a referida carta em envelope aberto4 que nao presenciou o Deputado Tancredo Neves escrever a carta quo the entregou, por ter ficado esperando na Sala onquanto o Deputado escrevia en outra peca da casa. Pergua tado se anteriormente levou cartas, documentos ou recados do Deputado TancrOo Neves para o Sr Joao Goulart, rospondeu que na viagem clue fez ao Uruguai em dezembro do ano passado'tambem levou urea carta o roforido Deputado para o Sr Goulart. Porguntado se algunaa vez trouxo cartas, documentos ou recados do, Sr Joao Goulart para o Doputado,Tancredo eves, respondeu. quo nao. Per-. guntado como oxplica o ultimo pargrafo da carta ao Deputado Ted} credo Neves, de fls sessenta e tros "Uando-lhe este ultimo bilhete cujas faltas o i2ortador completara do viva voz" respondeu que, caso o Sr,Joao Goulart J,he perguntasse, deveria ch ,:r poi menores vlativos a situagao politica nacional, pois, anteriormonte, ja tivera oportunidade de conversar longat9nte corn o Dem. tado Tancredo Neves a rospeito deSsa situagao .,politica. Perguntado so reconhece o envelope pequeno e o cartao de fls sessenta e 4quatro respondeu que sao o envelope e o cartao qye recebeu em maos do proprio Dr Guilherme Romano, na Casa de Saude S4nta cla, em BQtafogo, na cidade do Rio de Janeiro, no_principio do mes do agosto do corrente ano; que pgr essa ocasiao, passando pe la referida Casa do Saude rosglveu la procurar a Dr Guilherme Ro piano a fin de the fazer una rapida visita; que tendo sido,rocebj do pelo mesmo o conversando algun tempo a rospeito do politica, surgiu name do Sr Joao Goulart e, entEo, disso ao Sr Romano que protondia ir ao Uruguai ver o Sr Joao Goulart; que a seguir o Sr Romano pediu-lhc quo levasse o reforido cartao, de fls sessenta e quatro, para entregar ao Sr Joao Goulart; quo assistiu o Sr Romano cscrever o dito cartao. Perguntado se anteriormente levou cartas, docuncntos ou recados do Sr. Guilherme Romano para o Sr Joao Goulart respondeu que nao. Perguntado so alguma vez top, xe cartas, documontos ou recados do Sr Joao Goulart para a sr - Guilherme Romano, respondeu que nao. Perguntado se reconhece o envelope grande de fls sessenta o quatro e a carta de fls sessela to a cinco e setonta a Bois, anbas inclusive, respondeu quo sao a carta o o envelope quo rocebou do Dr Hugo de -raujo Faria para - 9 entreear ao Sr Joao Goulart; que recebeu a referida carta na residencia go Dr Hugo de -raulo Faria, na Urea, •das ma' os do mesmo, nos ultimos dia.; de agosto do corrente Ong; que dias tes passou pelo,escritorio do Dr Faria, de query e amigo, - parc.t rapida visita; que nessa ocasiao conversaram the fazgr bre politica e ento disse ao Dr Faria quo estava con vontade de it ao Uruguai; que en* o Dr Faria disse que gostaria de enviar uma carta ao Sr Joao Goulart e lhe A pediu que passasse em sua residencia na Urea, a de recebe-la; aue dias depois passou gm casa do Dr Faria, e la recebeu, das maos do mesmo, a carta ja roferida. Perguntado se anteriormente levou cartas,documentos ou recarles do Dr Hugo de ,,raujo Faria para Q Sr Joao Goulart; respondeu que nao. Perguntado se alguma vez trouxe cartas, documentos ou recados_do Sr Joao Goulart pc,ra o reforido Dr Faria, respondeu que rig°. Perguntado quern e o jorKIL lista mencionado no terceiro paraerafo da carta do Dr Feria, as fls sesseta e eine°, respondeu nao saber. Pergun t ado quaffs as incumboncias recebidas polo Dr Faria por intermedio de urn jornalista que ):lassou alguns dias no Uruguai, conforme consta no terceiro .,paragrafo da mesma carta, a fls sessenta e cinco, respondeu nao saber. Perguntado se reconhece o envelope e o manifesto do fls setona e tress respondeu que -sao o envelope e o manifesto quo recebeu, en Sao Paulo,. das maos do proprio General Dalyzio Mena Barret°, no escritorio do mesmo lAno centro da cidade de Sao Paulo ,.,por volta do dia 30 do agosto do corrente; que tondo ido a Sao Paulo, no mosmo dia passou ng es critorio do General Dalyzio Eenna Barreto para the fazer rapida e conseguir um exemplar do referido manifesto, para entrega-lo ao Sr Joao Goulart, jintarnonte cord outros jornais e revistas, corn a finalidado quo ja anteriormento doclarou; quo tondo sido recebido, entao, polo General Dalyzio Menna Barreto, pediu-the um exemplar do sou manifesto, clue, segundo sabia, ha via sido divulgado 211 jornais e distribuido sob a . forma de pan fleto; que na ocasiac recebeu do reforido General o manifesto "Palavras em funeral", de fls setenta e tres, juntamente con outros exemplares nao assinados. Perguntado se reconhece a as sinatura e,.a data quo constan no final do manifesto do fls se; tenta e tres, respondeu que tondo recebido dito manifesto ja assinado nao pode afirmar ser a assinatura do punho do General Dalyzio Manna Barreto, 13em qu2 a data correspond° ao dia exato em que °stove no oscritorio deste. Perguntado se anteriormente levou cartas, documol2tos ou rcandos do General Dalyzio Menna Barreto para 2 Sr Joao Goulart, respondeu que nao. Perguntad° se alguma vez trouxo cartas, docurnentos ou recaclos do Sr Joao Goulart para o General Dalyzio, respondeu que nao. Perguntado o qu2 sao as inscrigoes constantes do envelope de fls setenta o tres, respondeu que as i scrigoes riscadas sao o onderego do escritorj,o do Drn -Jaldyr Borges em Porto £legre (Leonardo Trudy), os numeros de telefones do nesno Dr Borges (4777 e 91850) nao se lembrando do que von nais abaixo e esta tambem rlscado. Perguntado quell escreveu a tinta nos envelopes, de toda§ as cartas que trazia os nomes dos remetentes,..respondeu que ele mosmo o fizera para facilitar a identificacao das ccIr tas, do mesmo modo que o fez no envelope de fls setenta eAtres, aue continha o manifesto do General Dalyzio, escrevendo sobre o mesmo M. BI.RRETO. ,Perguntado o que representam as inscrigoos constantes no fermulario .de fonograma de fls setenta e quatro, respondeu que sao anotagoes suas a reveito do seguinte: teleIone do Ceronel Porachi Barcelos em A Porto 4.1egre (33614); 8rro dc anota2ao riscada (REN.T0); endereco do Deputado jaldir Borge; em Porto ',:alegre (Tra y Leonardo Trudy,, 40 - 13 D ); General Plinio Q.c Figueredo, da Carris, que desejava,conhecer_para sabar so c;Ite aceitaria receber o Sr Jalter Godoy, de Sao Paulo, quo corn ele desejava tratar de assuntos 13articularou telef2nos do Dr Waldyr Borges (24777 e 91850) o horario dg avioes de Porto 2,1egre para o Rio A de Janeiro (4 a - 1900 . e sabado 19Q0) e de Livrauonto para Porto J,legre (3a - 9,15; 6 a - 9,15; sabado - 10 - 8,00 e 4a - 8,00); quo o referido telefone do Coronel torachi Barcelos foi por ole obticlo diretamente da . lista tolefonica, pois pretendia por intormodio do Doputado Jiry lacantara ser algesentado ao Coronel Perachi Bargelos, para que este por sua vgz o lovasse ao citado,„Goneral Plinio do Figueirodo para o firs ja mencionado; quo cm Porto .logre, desta vez,,somente falou con o Dr .ialdyr Borges, rapidamente, no oscritorio deste. Per guntado que representavam as anoto ocoes feitas a tinta no guc.T. danapo de zapel do fls sotenta o cinco, respondeu quo sao anota coos que fez, de iroprio punho, corto dia em quo estove no res. taurarite do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e se re foram a pessoas corn quem se ten encontradp e que the pediram que transmitisse suas saudacoos ao Sr Joao Goulart e que sao a seguir cicadas: Rubens Berta, Dr Oscar Saraiva, Hermes Lima, Evandro Lins, Vitor Nunes Loal, Sobral Pinto, General Taurino, General Manna Barreto (anotado aponas pzra dizor ao Sr Joao Goth lart que ti,nha consoguido o manifesto dcsto General), General Pery Bevilacqua (anotado pLooa sojembrar de quo falara cgm oste General), General Mourao (saudagoes rocebidas par intermedio do Deputado Celso Brant), General .41aury Kruel, General Justino (para so lombrar do quo falara rapidamente corn. este General no aeroporto Santos Dumont), Senador Balbino, Sonador Gilberto Marinho, Deputado Batista. Ramos, Doputado Franco Montoro, Dr Ney Galvao, Dr -ialdir Sinoos, Doputado Joao Horculino, Sr Renato Costa Lima, Dr Carlos naciel l Senador Bavos 4e Carvalho, Senador Camilo Noguoira da Gana, 32nador Jose Ermirio, Dr Folio de .1moida, Mareghal Lott (saudacoes rocebidas por intormedio do um civil quo e gonro do Marechal Lott),,Dr Fernando Gas,2arian, D. Yara Vargas, Doputado Cordolino .mbrosio, Sr Sobastigo Maia, Sonador Catalao, Doputado Clemens Samaio e Doputado Unirio Machado. Perguntado como oxplica a Portaria 64090 do Sr Presiclon to do I.PETC 2 publicada no Bol2tim do Servico cZa .dministragao Central, 0 148/6' 6 do 10 do agosto de 10 de agosto do 1966, corn forme consta do fls oitonta, ros pondeu que tendo podido pessoal monte ao Dr Max Idontoiro, p;azo para o Conselho a fim,do poder se benoficiar A de molhor horario de trabaiho, do oito as doze ho ras, foi por esto atendido. Perguntado quais y eas relagoos corn o Dr 'lax Montoiro, rospszndeu ser amigo do mosmo. Pcrguntado de§do quando trabalha nosso Conselho, rospondeu que desde 10 de agosto do 1966, data en quo foi publicada a cicada Portaria. Pcrguntado como conseguiu liconca para vj,ajar,- ,,respondou quo sou chofo, A o Sr Paulo o disponsou em carator nao oficial, por dois ou tros dias. Pcrguntado so reconheco o bilhete de fls tenta o tres, respondeu quo foi um bilhete que,redigiu depois de ser detido e ontregou a um oficial da a4.oronautica pedindolho quo avisasse ., o Dr -;a1dyr Borges, on Porto -logre, a respoi. to do sua detencao. Pcrguntado so rgconhoco o GC da Varig de fls oitenta o quatro, respondeu quo e a pgssagom gratuita quo ' the foi fornocida polo Sr Rochodo, como ja disse anteriormente, t'orguntado se reconhoce o document° quo se segue ao GC da Varig a fls oitenta e quatro, rospondeu sor um documonto recgbido no Consulado do. Uruguai an Livramento por ocasiao do sua ultirna viagem ao Uruguai. 2 2omo nada,mais disso not the foi porgunta do sot; o oncarrogado dosto Inquorito por find° o presonte into rogatorio, mandando lavrar este tormo quo, depois do lido e achado conforma, assina corn o indiciaclo, corn as testemunhas comigo Fernando Firtado da Rocha l Ton -rt, sorvindo de escri- vao, quo o oscrevi. - HELIO MENDES - Ten Col Lrt (1G-199.193) Eno do I P M rn=raMT co etRLTer..eajtav (1G.397,083).Tostomunha ORL.NDO COUTO PINTO-l g Ten Lavt (10G-41.377)- Testomunha FERN,INDO FURTLDO D. ROCILL-1g Ten .rt(1G-881.909) Escrivao - ARM° DE PERGUNTAS AO IND IC IADO Aos treze dias do mes de A outubro do ano de mil novecentos e sea serita e seis, nesta cidade de Porto Alegre no Quartet General do III Ex9rcito, presentes o Ten Cel Art HELIO ENDES encarregado deste querito, comigo o l o Ten Art FERNANDO FURTADO DA ROCHA, servin4o de es crivao, compareceu PED40 DE CASTRO, a fim de ser interrogOo sobre os fatos constantes do oficio n o 86-E2, datado de vinte e tres de seteTbro de mil novecentos e sessentd e seis, do Elm o Senhor Gen Bda ANTONIO JORGE CORREA, Chef e do Estado-Maior do III Exercitg, aue the foi lido. Em seguida, passou aquera autoridade a interroga.ao da maneira seguinte: qual o seu nome, idade, filiaeao, estado civil, naturalidadg profissao e residenciai respondeu que 4e chama PEDRO A DE CASTRO, que tem trinta e cinco anos de ida4e, que e filho de ANTONIO DE CASTRO e de dona ELVIRA DE CASTRO, que e solteiro, natural do Estado da Guanaw bara, que e TesOureiro do IAPTEC e que reside a rua Ibiapina n o 2232 Penha, Estado da Guanabara; perguntado de quando data e de que decorre a sua amizade com o Sr Joao Goulart, respondeu: "minha amizade com o Sr Joao Goulart data de mil novecentos e quarenta e setQ, quando estive em Sao Borja em visita ao Dr Getulio Vargas, devido a tencao e ao tratamento que o Sr Goulart me dispensQu, so voltando a ve-lo em mil novecentos e cinquenta e quando este•foi para 2 Rio de Janeiro". Perguntado quais os interesses particulares do Sr Joao Goulart de clip tratava, respondeu que: digo, respondeu: "epos a Revolueao, o Sr Joao Goulart retirou-se do Brzsil, deixando suas propriedades e seus perten ces sem a menor orientaeao; na condiogao de seu amigo particular e peg, soal, achei-nje na obrigaeao d9 ajuda-lo e arrumar os mesmos da melhor maneira possivel, surgindo dal a necessidade das minhas vimeiras via Bens ao Uruguai, nao tenho as mesmas nenhum objetivo politico; declaro, nesta oportunidade, aue o 3r Joao GotIlart se absteve completamentg nestas ocasioes, de tratar comigo de politica, demonstrando seu total isolamento da mesma". PerguntadQ quais a4 pessoas com'quem esteve no Uruguai, quando de suas viagens aquele Pais, respondeu: "conforme declarei anteriormente, nunc,2 mantive nenhu)n contato com nenhuma pessoa exilada, a nao ser o Sr Joao Goulart, o unico amigo pessoal que tenho no Urugu4i; nao cot:thee° e nem tenho amizades com os outros exiladosae lo contrario, sempre dispensei essas amizades e tenho Q prazer de to-los como meus iniwigos. Declaro que, na maioria das vezes engontrei o Sr Joao Goulart somento com sua,familia, devido ao seu interesse pel soal de nao tratar jamais do politica, dedic9„ndo-se exclusivamente a spa vida particular. Declaro que por duas vezes A encontrei et sua rest, dencia um advogado de Sao Borja e um medico de Porto .Alegre". Perguntado quais as pessoas que viu on contato com o Sr Joao Goulart no Ur,U guai, respondeu: Declaro quo sempre gonversei em particular e pespal mente com o Sr Joao Goulart; pouca; vezes tive aeportunidade de ve-lo com alguma pessoa estranha, como j declarei anteriormente; caso o tivesse visto em companhia de algum politico, confess: siceramente que nao custaria nada, e seria minha obrigagao citar todos tiles". Pergun. tado como explica o porte da correspondencia quando da viagem de dezem bro de mil novecentos A e sessenta e cinco e de quo assunto tratavam as cartas, respondeu: "Sobre a minha viagem de dezembro, tenho a declarar, a bem da verdade e com a minha palavra de honra, Tie fui portador de algumas,cartas para o Sr Joao Goulart, num total de cinco 9u seis, coiforme ja decJarei anteriormente, despido de aualquer interesse ou previa combinagao. Prontitiquei.me a trazer as mesmas, simplesmente por un; ato de gentileza, nao vendo nisso nenhum mal. Declaro que as recebi depo;itando no4 missivistas toda minha cor)fianqaz por se tratar de pessoas de carater e responsabilidade; dai a razao de nao ter lido as mesmas, n 7. to estando em cgndieao de infOrmar o que continham, m4s acredito Tie trataram de politica". Perguntado como is a Taquarem bo, respondeu: "Declaro que as minhas viagens a Taquarembo foram, teitp de onibus de Livramento (Rivera) a Taquarembo e de Taquarembo a el tancia do Sr Goulart em automovel de propriedade do mesa ° e dirigido Perpor empregado seu. Nos regressos o procedimento foi identico". uais as datas de sua viagem ao Uruguai, responde4: "Declaro guntado q que a minha primeira viagem ao Uruguai foi feita em principio de maio d2 mil novecentos e sessenta e quatro, seguida de uma outra no mesmo uma mes; duas outras viagens foram feitas em junho mais ou menos, outra em juiho, outra em agosto, outras duas em setembro, mais ou me. nos, e gutra em dezembro de mil novecentos e sessenta e cinco, sendo esta a ultima viapm que fiz ao Urugugi". Perguntado quais'os pgrmena res de sug nomeagao fajta polo Dr Getulio Vargas, respondeu: ".epos o Sr Dr Getulio Vargas, em,mil novecento; e cinquenta e dois, ter assure do o Governo, fui a Petropolis, no Palacio Ri9 Negro, com o,objetivo de falar com o Presidente; devido ser bem dificil, naquela epoca,, falar com o Presidente, fui atendido pelo Sr Lourival Fontes, na A epoca Chafe da Casa,Civil; que depois de ter falado diver;as outras vezes com o mesmo, este encaminhou,.„ ao Instituto dos Bancarios, um expediente autorizando .,a mi.4ha nomeagao para o cargo de escriturario no qual estive em fungao'ate ano do mil novecentos e cinquenta e oito". Pat guntado quais os pormenorcs de sua nomeagao foit2 polo Sr Suscelino Ku bitschek, respondeu: "Declaro quo a minha nomeagao para o IAPETC, feita no apo de mil novecentos e cinquenta e oitos foi solicitada ao Dr Sette Camara, Chefe 4a Casa Civil do Presidente Juscelino, a pedido do o Goulart, na epoca vice-Presidente da Republica; quern deixar Sr Joao bem clQ.ro que'a reforida nomcagao somente foi concretizada depois de um esforgo muito arande de minha,parte, junto ao referido Chefe d Ca. 'sa Civil; doclaro que a mesma so foi felta devido a minha insistencia pessoal e permancnte junto 2o Sr Sette Carlara". Perguntado quais os pormenoros de suas requisiaoes polo Sr Joao Goulart para servir em seu gabinete e na Presidencia da Republica, respondeu: "Dovido ao meu co nhegimento pessoal com o Sr Joao Goulart, na epoca vice-Ptesidente da Republica, solicitei ao mesmo, e pessoalmente, ser requisitado para servir no seu Gabinete; logo em sevida fui atendido, sendo requisiteao pelo seu Chafe do Gabinete, na epoca la Sr Dr Pinto de Godoy; "logo depois passei a ervir ng referido Gabinete, prestando meus servicos n9 setor de alidiencias publicas. C;uando o Goulart assumiu a Press, dencia da Republica, em mil novecentos e sessenta e dois, passei a set vir na mesma, requisitado polo Chafe da Casa Civil, continuando u prey tar a minha colaboragao em fungao sempre modesta, no mesmo service. Perguntado auais as outras pcssoas quo cram ligad,as e ajudavam o gru.. po do Sr Ney Galvao, respondeu: "Declaro, como ja declarei anteriorme te, que sempre tive,uma grande admiracao pessoal polo Sr,Marechal Costa e Silva, devl,do as suas qualidgdes pessoais e devido a sua alta nha de co4duta a frente do Iiinisterio da Guerra. Afastado completamea te da depois que o Mar Castello Branco assumiu o Governo, so reiniciei atividades na mesrol em poucos contatos, com um pequeno grupo de p(rlamentares, com o wilco objetiv de ajudal; a eleigao 'k/1416 Costa e Silva para a Presidencia da Republica, na area da Oposicao.., E se trabalho inicioi diretamerte, e pessoalmente, cam o Dr Ney Galvao, per saber da sua grande amizade pessoal e da intimiCade que tinha com a pessoa do Mar Costa e Silva. Nao ostou em condicoes de dizer realmente todos os nomes das possoas ligadas ao Dr Ney Galvao, que esta-pm ajudando a Mar Costa e Silva, posso adiantar quo rocIlmente era um nun ro bem grande, dentre os quais converses diversas veze; com o Senador Gilberto Marinho, Deputado Tancredo,Neves, Senador Lntonio Balbino; d4 clara que alom do objetivo citado, esse trabalho tinha um outro objets vo, com o conhecimento e aprovagao do Sr Joao Goulart, que era evitar que a op9sigao langasp candidnto contra o,Mar Costa e Silva, gonsew guindo desse modo faze-lo candidato unico a Presidencia d Republica; declaro quo o referido trabalho dessas pessoas era expontaneo, simple mente per questao do simpatia pessoal polo Mar Costae Silva, nao exi gindo nada em retribuieao i:. Perguntado per que razao vivo em contato com elemontos da vida politica nacional, respondeu: "Declaro quo sempre tive corm objetivo principal fazer amigos ; sempre achei quo o mail or valor da nor2sa vida sao as amizades l 'achando que homem ness5 terra nao tem condicao de vida sem ter amigos. Por questao de principio sem pre rrocurei ser amigo de todos, inclusiv2 dos meus inimigos, que penso nao existirem. Declaro que todo ci,dadao brasilei;o tem o direito de participar e acompanhar a vida politica 4o sou Pais, e como brasileiro que sou, tenho as minhas opini ges politicas e pessoais, deixahio bem clara nesta oportuni4ade a minha posieao do centre e a favor do nosso querj,do Brasil; dai a razao de manter contatos,com alguns/amigos meus, em numero bem pequeno, que militam na vida politica do Pais; felizmente devido aos lugares em cue trabalhei, tive o prazer de fazer =3= muitas amizades pessoais na area politica, c9nforme ja* disso anteriormentos as quais jarocuro conserver, sem interesse algum, a nao ser sim; plesmente o interesse tde amigos comuns". Porguntado pgr que, se nao e filiado a partido politico, andou faEendo campanha politic;, respond= "Declaro que . sempre tive uma admiracao pessoal polo Dr Getulio Vargas e pelo Sr Joao Goularti servindo em seu gebinete, sendo seu amigo pal soal e tendo, polo mosmo, uma simpa-qa toda pessoal,tive a oportunidade de participar da sua campanha politica, simplesmente com p amigo Des. soal". Perguntado qual o processo administrativo que res p onder} apos a Revolusao, e sous dados completos.a respeito„respondeu: 'Apos a Revglusao 4 por doterminasao da Presidencia da Republica, todos os funcio narigs a disposigao da m3sma deveriam retornar aos sous rospectivos Mi nisterios• Send° sabedor dessa determinacao, 2presentei-me imediata-, mente ao Institut°, para reassumir minhas funcoes, sendo impec4do polo Chafe do Departamento qo Pessoal, por ter que.apresentar w oficio de devoluao e anosentacao e::pedigo pela Presidencia da Republica. Dian to dessa exigensia l fui a Brasilia providenciar o referido oficio e ao chegar ao Palacig do Planalto encontr2i grandes dificuldados para obter o referido oficio,, devido a situacaojrregular administrativa no setor do 1)essoal no Palacio No Planalto nao havia quem.expedisse g re ferido oficio e por essa razao voltei diversas outras ire4es a Brasilia, para con2eguir o mesmo, nao obtenclo o resultado satisfatorio e so vindo a obte-lo mais tardo, quando ja tin1am decgrrido mais de trinta dias. Como mancla o Estatuto dos Funcionarios P4blicos, o Presidents do Instituto • determinou entao a alprtura do inquerito a4ministrativo, por abandon° do serviso. Constituida a Com4.ssao de Inquerito e feitos os devidos trabalhos, chogaram mais tard2 a devida e real conclusao de mi nha inoconcia, determinando o meu retorno ao servico, por ficar provado quo nao tivQ culpa nenhuzia no ocorrido". Perguntado quais as cidades em que °stove auando em viagem de campanha eleitoral e pessoas que conheceu nas mesmes resondeu: "Declaro que durante a gampanha eleit2 ral, da qual participei em parte, se nao me falha,a memoria l tive , a oportunidado do visita as seguintes cidades: Manaus, Sao Lui,s, Belem, Alagoas, Salvador, Goiania Mato gross°, Belo Horizonte, Vitoria, Sag Paulo, Santos, Curitiba e Florianopolis. Sobre as Llessoas que conheci nas vsmas declaro que normalmente, em gampanha politica, o tem po sempre e muito curto, em gcral o programa e foito mul_to apertado $ nao ha. vendo muito tempo para coda lgcalidade, havendo somente uma rapida oLiortunidage de conhocer alguom simplesmente do vista, om geral nos co micios politicos quem fica mais perto dos canlidatos sao as autoridades locais, das quais nao conho a manor condicao de lembransa, devido normalment2, haver muita gents nos palanques e devido nunca ter tido interesse poss-)al cm conhecor as pesoas presentes. Minhas ativl dades durante essa campanha se.resunAram as de acompanhante; fiz „, as viagens a pedido meu, no interesse unico de.conhecer otjtras regioes, nao,tendo tido nom realizado nonhuma incumbencia especifica de carater politico". Perguntado quem financiou a primeira viagein ao Uruguai,rel pondeu: "Declaro que as prim2iras viagens que giz ao Uruguai foram fell tas com recursos pessoais, iao recebendo numerario de qualauer pessoa". Perguntado de quem foi a idoia dessas viagens, respondeu: "Declaro primeira via4r om, bon cono das outras seguinte;, foi uma ini a ideia ciativa toda pessoal,,nao haver4o entendimonto som ningliem e nom tampouco finalidades Somonte nas duas ultimas e quo come2amos um tra%ealho a favor da oleicao do iJar Costa e Silva para a Presidencia da Republica". Porguntado Como justifica suas faltas a Reparticao,rea pondeu: "Declaro qua, nas minhas viagens anteriores, nao havia necessj dad° de justificar as minhas faltas na ropartigao 4 por °star afastado da mosma,devido ao Inquorito Administrativo a que estavq, responaendox o qual so terminou em fins do •ano passado, quando assumi a funcao, nao mais me retirando do Rio". Porguntado para quem foram os documentos que trouxe do Uruguai, respondeu: "Decl4ro que nas primelras viagens que V.z ao Uruguai, nunca tratel do politica con; o Sr Jgao Goulart f como ja.doclare anteriormonte,.somente nas duas ultimas e quo conversar mos sol2re politica, falando sobro a candidatura do Mar CoEta e Silva a Presidencia; faro questa() de deLsar born claro que o 5; Joao Goulart nao gosta de escrevor para ninguom e durante as duas ultimas viagens az quo falanos sobre politica nao fui portador de nenhum document°, mas sornente de sua palavra verbal "para transmitir a quem eu encontrasse,di zendo cue o mesmo estava do acordo e apoiando a candidatura do Mar Cos to e Silva". Perguntado quern re indicou o Dr Waldyr Borges, re;pondeu: "Declaro quo ninguom me indicou o Sr 1aldyr Borges; conhego-o ha muito tempo. Declaro que o cou conhecimento corn o Dr TJaldyr vem do tempo da vice-prosidencia, onde o mesmo comparecia do vez em quando". Pergunta. do com quo finalidade o Sr Waldyr Borges financiou suas viagens ao Urur guai, respondeu: "Declaro clue o Dr Waldyr Borges nunca financiou especi ficamente as minhas viagens e nunca hQuve nas mesmas finalidades combinadas. Idgumas vezes, duns ou tres vezes, espacadamente, o procurei e solicitei dinheiro crorestado, corn o compromisso de mais tardo faze; a devida devglugao. Todas essas uinhas solicitagoos foram foitas a titulo de emprostimo". Porguntado se alguma vez devolvgu ao Sr Waldyr o di nheiro recebido para as viagens, respondeu: "Como ja declarei anteriormento o dinheiro que . o Dr Waldyr Borges me emprestava nunca tove o fim especifico o exclusivo do custoar viagens. Elm uma das vezes procurei.° para devolvor uma determinada quantia, solicitada anteriormente, e o mesmo nao aceitoU, dizendo-mo que ou ficasse com ela para minis Declaro que nas,outras vozos em que solicitei dinlaeiro ao Dr Jaldyr, a titlilo " de emprestimo, nao devolvi, esperando faze-lo assim quo fosse possiverl Perguntado . quantg rocebia,p or viagem, respondeu: "Declaro quo nunca hol ye quantia especifica para viagens, solicitadas ao Dr Waldyr; realmente em algumas dessas viagens antoriores, quo ou me lembre, am du ,s delas, usei parte do dinheir2 emprostado polo pr ;ialdyr Borges. Bm epoca no nhuma a referida pessoa financiou especificamente clualquer das minhas viagens " . Perguntado por que nao disso ao Sr Rochedo a finalidade de sua ida a Livamento, respondeu: "Declare quo o Sr Rocheco e meu amigo particular ha muitos anos e o mesmo tem por mini grande amizade e anca. Fui pepoalmento ao seu. Gabincte e solicitei uma Dassagom para Liy ramento e este me atondou, detorminando ao seu secrotario a emissao da referida passagem, nao me pedi4do, no momento, que the explicasse a razao da mcsma. Declaro quo se fosse perguntado estaria pronto a dizer qu41 seria a finalidade da minha viagem, como fo fiz anteriormente ao proprio Sr Rocheco, em ocasiao em quo the pedi passagom para ir a Livra, mento o the dizer qug ia visitar o Sr Goulart no Uruguai". Perguntado como conseguia numerario Lara ir a Porto Llegre falar com o Dr Waldyr, respondeu: Declaro q ue nao vim especificamente falar corn o Dr Waldyr razor essa minha viagem ao Sul, trazia flumeBorges em Porto haegre. rario meu c particular, em pouca qi;antidado e uma passagem gratuita, a conorme ja declarei anteriormente. Chegando qual consegui na ao aeroporto, em Porto -logre, havia um espaco do hora regular para a salda d(!) outro aviao para o interior; lembrol-me entao que poderia apra voitar a oportunidado para visitar o Dr ';a1dyr, o que aconteceu, tondo eici a oportunidade de ve-lg possoalmente e tondo convorsado com o mesw rapidamente .em seu escritorio, tondo me pedido que desse algumas as ao Sr Joao Gclulart, de sous familiares, digo, dos familiares deste, residentes em Porto .11egre. Declaro que encontrava A o Dr "aldyr uma vez ou ovtra no Rio do Janeiro, quando das viagens quo este, cor,t1 frequencies, faz aquela cidadg". Perguntado se falava pouco corn o Sr Joao Goulart, por quo o sacrificio da viagem e os gastos proprios, respondeu: "Declaro que sempre gonyersoi pouco tempo corn o Sr Joao Goulart a frase "se falava pouco" a forga de exnressao; semp;o mantive uma conversa conum, notando que o mesmo evitava falar,em politica. Declaro que nao considg ro essas minhas viagens um sacrificio, quando se prosta um favor a um , amigo 9omurn, sem interesso algum, e, acima de Ludo, com loaldado; nao e sacrificio e sim um prazer. Declaro quo as despesas quo tive p.essas vj,agens foram relativamente •poguenasi sempre procurei ser gconomico e so gastando roalmente o necessario, como vinha fazendo naultima viagem, iprocurando f azer as mesmas do,modo mais simples possivel".,, Pergua tvio como se orientava em Montevideu, res pondeu: 'Declaro que today as vezes mu que chopwi a Montevideu fui diretamonte do taxi ou do onibus . para a rosidencia do Sr Joao Goulart, nao tondo contato ou qualquer comunicacao corn qualquer possoa". Porguntado quern fornecia o ende rego atualizado do Sr Joao Goulart ? respondeu: "Declaro quo, na primetra vez em que fui ao Uruguai, fui informado da rosidencia dg Sr Joao Goulart por um motorista de praga, no aeroporto de Montevideu, o qual, =5= inclusive, conduziu-me ate o ref erido local na segunda vez e;tive • na mesma residencia e, nosta A oportunidade, fui informado polo proprio S; Goulart da sua nova residoncia no centro da cidade 2 acIlde fui encontra -lo das outras vezos. Declaro quo, por duas ou tros yezes, quando pa„ sei por Rivera, Vlofonoi daquela cidade para a rosidoncia do qr Goulart em 1;ontevideu, perguntando so o nosno estava en Taquarembo ou em Montevideo, sendo que gm duas oportunidades ostava na fazenda e na outra ostava em Montevideo. Nestas wsmas viagons fui, a partir c e Rive ra, em onibus da. Companhia , ONDA ate Montevideo ou ate Taquarembo, con r° me desloquoi em automoveis de alu.. forme o caso., Em Montevideo sou guel e nas vezgs quo fui a estancia do Sr Goulart, tolefonci ao chegar a Taquarembg e, ontao, o Sr Goulart mandou buscar-me - naquela cidade - autgmovel de sua propriodadg. Para voltar da estancia a Ta-' quarembo tambem s2mpro o fiz em automovel de,propriodade do Sr Goulart. Doclaro quo nas vozos em quo viajei em automovois do Sr Goulart,sempre o fiz acompanhado apenas polo motorisa, emprogado do referido senhOrt Declare ainda quo o; enderogos 0 o; nurneros dos tole onus do sou apar. tamonto em Uontevideo 0 dc sua estancia em Taquarembo me foram forneci, dos polo p roprio Sr Goulart (viand° das visitas quo the fiz on Montevideo", Porguntado por quo ha ultima viagem nao_lovava nenhuma carta do Sr Gilberto Marinho, rosnondou: "Declaro que nao levoi ,carta do Sena.. dor Gilberto Marinho );ara o Sr Joao Goulart, porque apos conversar con o mesmo somento rocobi rocado yorbal achando quo o Sr Joao Goulart deveria contjnuar na nosma posigao quo estava, sem razor nanhum pronunci amonto politico o apoiando a candidatura do Marochal Costa c Silvalevj, tondo, desse mode, quo a Oposicao lancasse candidato contra o Marochal Costa e Silva". Pcrguntado como resolvou o probloma do justificar suas faltas ao Conselto uma vez quo rosolvou viajar na noitcdo domingo e onbarcou na manha do segunqa-fcira, as Novo horas, se moo so tou con o,seu chcfc de Re2artigao, rospondeu: "Doclaro quo so no domin go rosolvi viajar na manha do segunda-foira; era, do fato, minha inter: gao ayisar ao Chcfo da Socretaria do Consclho quo iria faltar por,dois ou t;os dias, dovido .,a pretender, fazer a roforida viagem o mais rapido possivel3 mas isto nao foi Possivel por havr docidido a viagem no domingo5 ontrotanto, o aviao nao saiu no horario 2rovisto „ c sim mais tax: de, tondo eutric.oportunidade do lazar uma ligagao tolefonica do acroporto, para o Consolho, podindo que avisassem ao oncarregado da socre. taria quo ou iria faltar alguns dias". Porguntado por quo lcvava tantas duplicatas do jornais 0 rovistas 0, principalmontc, do manifesto "palavras'em funeral" so la avistar-so a p enas con o Sr Joao Goulart, rospondeu: poolaro que nao, trazia duplicatas do jornais .c sim uma pequona colcgao dos jornais "Ultima Hera", "Tribuna da Imprensa", diversos outros quo publicaram o manifesto do Sr Carlos Lagorda, a revista "Visao" e o manifesto do General Mona Barret°, con cono unico objotivo de alortar,o Sr Joao Goula;t a nao tomar nenhuma posigao ca so futuramon. to alguam,viosso procure,-lo e, do mesmo mode, avisa-lo quo estavam to.. dos numa unica posigao, coordonados con g Sr Carlos,Lacerda, da qual o mesmo pretendia tirar provoito cm ;ou proprio boneficio5 2ssa era a versa() cue constava nos moles Politicos da Guanabara. Sobro as dual catas dos manifestos tonho a declarar quo, ao roceber das maos do Gen Mona Barroto um oxolplar do roforido manifesto, do qual apenas um oxqm plar me intercssava: o mos.L0 me oforocou alguns outros exemplarcs, lovar para o Rio o distribuir aos amigos, proposta quo aceitoi para nao scr i;dolicalo. chegar em mina rosidencia, coloquci-os sobre o meu arnario, nao dando muita importancia aos mosmos, quo ficaram to do divcrsos jornais : os ouais mais tarde embrulheiparaa viagom,sem obsorvar que os manifestos ostavam junto aos jornais, do mesmo mode, estava junto urn bo)etim do Instituto, corn assunto particular quo nao tinha nada corn politica". Porguntado por quo nao lia as cartas quo le vava para o Uruguai ngm as quo trazia do la, respondeu: "Doclaro l conforme antoriormento ja doclarei, cue nao tivg a curiosidado do ler as cartas que trguxo para o Sr Joao Goulart na ultirna viagem e nem, tao pouco, 11 as ultimas quo trazia por ocasiao dosta viagem, Dor achar quo ostava lidando corn possoas do responiabilidado, de carater o digAi dade, achando quo ossas mosmas possoas nao soriarn capazos do me Qompro meter corn as reforidas cartas, como para minha surpresa e lanontavelr mente acontocou, °stand° cu completamonte inoconte. Con rolacao as cartas quo ou trazia para o Brasil, declaro a bem da verdade e corn g mi nha palavra de honra, que nunca fui portador das mesmas, conforms ja j clarei anteriormonto; caso tivosso trazido alguma carta nao custaria na aa dizor a vordado, sondo_isso, inclusive, minha obrigagao". Porguntado qual era, na sua opiniao, g grau do conhocimonto do Sr Joao Goulart, no Uruguai, a respoito da politica brasileira, rosp2ndou: "Doclaro quo sempre obsorvei, no Sr Joao Goulart, total desinteresse Bela politica no Brasil; nas oportunidadcs em quo estive com o mosmo,_ole sempre me paroceu i,ntorossado em cuidar da sua vida particular, nao mais cuidando de politica". Porguntado se o Sr Joao Goulart roferiu-se algum vez a fatos politicos nacionais lovados a nu conhocimento por intermedio de torceiros, rospondoui "Doclaro quo nao; nas conlrorsas que mantive com o Sr Joao Goulart, ole nunca abordou fatos politicos naciongis, informado por torceirQs". Porguntado so quando foi a Sao Paulo ja tinha. marcado com anteco%ncia os contatos quo manteve nessa cidade, respondou: peclaro quo nao tinha marcado nenhum coDtato cm Sao Paulo com an. t2cedencia; os oncontros quo fiz foram oxpontaneos e sem previa combing goo". Perguntado para quo anotou Ao tolefono do Sr Porachi Barcelos, Se somento preton4ia avistar-so corn ole modianto aprosontagao, respondeu: 1. 1Deblaro que ha tomRo passado fui aprosoRtado ao Sr Porachi Barcelosoc lo Deputado p ry 4.lcantara; ao chogar,a Porto Llogro, protondia localilacantar9 e atraves do mosmo falar com o Sr Porachi zar o Deputado Barcelos, o que nao consogui; anotoi o telefone simplesmonte por estar tom a lista nas maos e para adiantar expedients, caso mais tardo houvqs se necessidade do falar con o mosmo". Perguntado se tern fatos a alegar ou provas quo justifiQuem sua inocencia, rospondou que: "Sou Pedro de Castro, brasileiro, nascido cm trinta c um do margo do mil novecontos e vinte o novo, na cidado do Rio do Jgneiro,,filho de .anonio de Castro e Elvira do Castro, tondo ostudado ate o ginasio, no Cologio Vi. eira l na cidado do Rio do Janeiro, atualmonte 2uanabara. Doclaro que Sou catolico, dando como fonts de igormagao sobro a minha pessoa o meu passado, o Monsonhor Ivo ? sccretario do Sr Cardeal Dom Jaime Camara. Fui nomeado, pela primoira vez, emmil,novocontos o cinquenta e dgis, polo S; Getuli,o Vargas, para funcaq,publicg, no Instituto dos Ban carios, o ali oxorci a funcao de oscriturario ate mil novecontos o quenta e oito, quando fui nomoado polo Presidents Juscelino para_o IAPTEC, para a funcao do Tosoureiro, undo oxorgo_a roforida funcao ate presents data. 0 meu conhocimonto com o Sr Joao Goulart vein do ano de mil novecontos o quaronta o sote, quando ostiye em Sao Borja, visitando Gotulio V,argas. 1-nos dopois, quando o mesmo foi eloito vice-President° da Republica, passei a sorvir.om seu Gabincte como auxiliar de Gabineo. Mais tardo, quando o Sr Joao Goulart assumiu a Prgsidencia sem da Republica, passel a sgrvir na mosma, como sitalos funcionario, nomoagao alguna, ate os ultimos dias do sou Govorno, tel2do em seguida me apresontado no LOTEC, para reassumir as minhasfungoes. Doclaro quo, na qualidade do amigo pessoal do Sr Joao Goulart nao poderia, quelo moment° cm diante, doixar do sor o MCSDO amigo; verificando a nocossidado do cuidar d os sous portences particulares, nocossitei fazer as primoiras viagov ao Uruguai, com a finalidado exclusivamonto pessoal e particular, nao vondo nosso mou procedor'nonhum crime. Com o decorreu dos tempos e o desonrolar dos acontocimentos politicos o pola simpatia possoal quo tgnho pola pessoa do Marochal Costa e Silva, 1niciamos un trabalho politico entre um grupo de parlamentares, na area oposicionista, corn o apoio da Sr Joao Goulart, com a finalidado do apoj ar a 2andidgtura do reforiclo Marochal, achando quo esta sera a melhor solugao politica para o Pai4 1 porter o Marochal Costa e Silva espociais qualidados militaros, civicas, morals e pospais., Lproveito a opor tunidado para provar realmonto essa minha posicao politica, em um traba lho quo olaborei possoalmonto, ainda no ano passado, e entreg.ei possealmento a un dos tios do ,Marochal Costa o Silva, em sua residencia .particular no bairro Humaita, no qual deixo born clara a minha admiracao e a minha simpatia pola pessoa do Maro2hal Costa c Silva, inclusive o pensamonto. Dando prossoguimonto a esso trabalho politico a favor do Marochal Costa e Silva, ostive conversando domoradamente com o Sonador Gilberto Marinho, o qual, inclusive, aconselhou-mo a fazer essa viagem, procurando nossa opoitunidgde mostrar ao .Sr Joao Goulart a nocessidade de continuar apoiando, na area da oposicao, o Marochal Costa e Silva, =7 . como parte do traOlho quo vinhamos fazendoi dal uma das razes princj pais dessa minha ultina viagem ao Uruguai. Declaro, a born da verdadg, qua em mil novecentos e quaren4 e sate, quando fui visitar o Dr Gotubb Vargas em Sao Borja, por espontanca vontade, tivo a oportunidade de conhecer o Sr Joao Goulart, conhocendo, na mesma oportunidade, o Dr Nano. el Vargas, filho do ex-Prosidente. Essas foram as tinicas possoas qua conhcci 4aquola cidade. Passaram-se,cinco anos e so dopoi4 de eleito o,Dr Oetulio Vargas, voltou a procura-lo quando fui a Petropolis, no P. lacio Rio Negro, tonclo oportunidade de conhecer, nossa ocasiao, o Sr Lourival Fontes, na epoca Chef da Casa Civil, o qual, dias depois, encaminhou ao Instituto dos Bancarios, atondendo ao meu pedido possoal,um expediente por grden do Presidents, autorizando a minla nomoaoao para o cargo de escritorio no referido Instituto, onde oxorci a fungao durante seis anos. am mil novocontos c cinquenta e oito, solicitei dcmissao do IAPB,.por tor side nomeado para o DIPTEC, para o cargo de Tosoureiro, polo Presidents Juscglino; a ref crida nomcagao foi providenciada polo Dr Sete Camara, na epoca Chefe da Casa Civil, atondondo a um pedido do Sr Joao Goulart. Con o conhocimento quo tinha pessoalr)onto com o Sr Ja ao Goulart, passei a sorvir na vice-Presidencia da Republica come auxiliar de Oabineto, prostando Mews scrvigos no sotor do audioncias; em se guida iniciou-se a campanha eleitoral, na qual tive oportunidade de fa. zer algunas viagens nuu total de cinco ou seis,,em divorsos Estados, co r4o simples acompaithante e como amigo possoal; somento a par tir dossa, epoca o,que inicioi, com pouca IFesenga, a 11;inha participagao em politj ca. .epos a sua posse na Prosidpncia da Ropubllca, fui requisitado para entao Chofe da Casa Civil,, servir na mosma, scm nomoagoo alguma, Dr Hermes Lima; minha fungao na Presidoncia era como simples fungiona. rio t somonte atondendo o publico, pessoas modestas quo iam ao Palacio para solucionar sous problemas pessoais g em uma quantidade born pequeDeclare quo Qoucas vezes fu4 a Brasilia, sempre fiquei mois no Rio, minha pormanoncia na Prosidoncia sompre foi cm uma posigao muito modesta, undo pouci contato con as autoridades. 0 m2u conhocimonto c9m todos asses politicos vein do tempo da vice-Prosidencia e da Prosi. con miita atengao e carinho. Declaro doncia, ondo sempre tratei quo apesar de,conhecor todos asses politicos anteriormente mencionados, Llunca privei intimaaionte com os momos, semipro tive pouco contato com tiles, raramente falo con alguns doles. Declaro quo, ap6s o Marechal Castello Branco ter assunido o Govorno, considerei uma situacao dg fato, de dirQito e real, e com isso afastei-me completamente da politica, ppsando somonte a tratar,da minha vi,da particular, achando quo deveria por um ponto final em nate-cia de politica, nao tondo mais contato nenhum com essas possoas politicos, isolando-me complotamonte; essa a miaproximarem-so as eleigoes 4e mil novenha palavra sincera e real. centos e sossenta e sois,,procurei conver,sar com alguns politicos, nao sendo seguidamonte ner1 diariamento, em numoro rojuzido, iniciando pela pessoa do Dr Noy Galvao, devido a sua amizado e a sua intinidade com o Marechal Costa e Silva, corm, do mesmo modQ, corn o Deputado Tancredo Ng ves, Senador Gilberto Idiarinho, Senador -ntonio Balbino, Deputado . Franco Montorg, Dr Renato Costa Lima, Deputado Doutel de .,Indrade l, Dop HormogenDs Principe, Deputado Joao Horculino, Deputado Bonjamim Jaroh e mais alguns, em numoro reduzido. Nao sendo constantemonte, nem tao pouco diariamente, asses encontros cram feitos muitos ospagadamento, pol y dificuldade de locE),lizar as reforidas pessoas e polo pouco tempo do quo dispunha, conic ja disse anteriormente. Depois d posse do Marechal CaS teilo Branco, confesso quo doixei, complotamento esso problcma politico de lado, reiniciando, confo;me •ja doclarol, com um pequeno grupo do par lanentares, um trabalho na area da oposigao a,favor do Moroch4 Costa e Silval Dor achar quo ossa stria a melhor c a inaica solucao politica para o Pais no moment°. Sempro tive uma admiracao possoal Dela pessoa do Marechal Costa o Silva; apes a sua investiduta no Ministerio da Ouer7 ra passei a admira-lo possoalmente, devido ao sou temporamento, equi11 brio e principalmonte por possuir aualidades de lideranga, bondade e justiga. Obsorvando pessoalmonte e deta4.adamente a sua conduta como Mix-Astro da Guorrav achei due mais tar4e ale viria, na corta, a stir o unico candid ..to a Presidoncia da Republica,con° defato foi ,candid to e so ologeu. 0 tostomunho dessa minha posigao politica osta registrado em um trabalho pessoal quo fiz e ontroguci a um dos tins do Mare- Marechal Costa o f Silva l .ainda no ano passado.. Declaro quo a minha participagao cm politica, ultimamente tom sido somonte nesse sentido, conforme podem atgstar as pessoas acima mencionadas. Declaro nesta oportu nidade que, apos a eloigao do Marechal Costa e,Silva, tao cedo ou jamais pordergi o ineu tempo com qualquor problcma politico. Esta minha declacacao e foita baseada nos s2guintes fatgs: Com a cloic;o do Marechal Costa e Silva para g Presidoncia da Republica, consider° normalizada a vide, poli-5ica do Pais, tondo corteza qug o Marechal Co;ta e Siva condo zira o Pais para uma nova caminhada pold,tica de alto nivel politico, pa ral e_administrativo, recgnduzindoTh Paj,s para a sua perfeita rodowcra tizacao c marcando 2 nas paginas da Historia, o sou nom corn um Governo de paz, trabalho, dignidado, austoridade e desenvolvimonto. Declaro, n2sta oportunidade, quo sou amigo pcssoal do,Sr Joao Goulart nao vendo nesse meu proceaimento nexthum grime. Como ja doelarei antoriormente,es tive diversas vozes era visita a sua possoa, como szmigo pessoal e en carater exclusivamonte particular; declaro quo em .,todas as oportunidades conversei possoalmente,e unicamente com o Sr Joao Goulart, nao tondo contato com mais ninguem ou com qualquer outra possoa 1 axilada no Uru guai. Faro qvostao do deixar bom claro quo durante todas essas viagens avtoriores, somente encontrei em sua residoncia duas pessoas; uma das vezes 2 o sou advogado do Sao Eor41, cujo none nao me record() por ter si do apresentado naquelo momento, nszo o conhogendo anteriormonte; em outra viagem enco4trei QM sua rosidoncia um mogico seu conhecido, o qu a l, fui informado, e de Porto -logro e fol visita-lo por ostar em excursao n9 Uruguai. oclaro quo das outras vozes encontrei o Sr Joao Goulart so, com a fami)lia, observando particularuento o seu interesso em nao atendor ninguom ) procurando ranter-sg isolado da malaria daa pessoas que o procuravan, principlmento politicos. Declaro, com toda a vordad2, que essa era a situagao real, quo tive oportunidade de observar nas Vezes que ostive visitando o reforido senhor. Declaro, aprov;citando a oportunidado,,quo sempro procuroi demorar o menor tempo possivel no Uru guai, pois a unica razao dessas minhas viagens era somente uma Declaro cueem uma dessas visitas, em conversa com o Sr Joao Goulart, disse-mo elo, se caso ou procisasse do alguma coisa em Livramento l que procuras§e um grand° amigo seu, homem born, o dual inclusive 4ao era politico e sira seu amigo pessoal; esse senhor e o Sr Se Verino Goes, corn o val,ostivo uma unica vez e ? muito ligoiramente,"nao mais o vendo; ossa a a unica possoa que,conhoci naquela cidale. Daciaro do mesmo mode, quo na mzioria da; vezes que .vim ao Sul nao me retirei do aeroporto, por questa() do horario do aviao; norrilalmente chogava do Rio, galtando poucos minutos para tomar o outro aviao para o interior. L unicas pessoas quo gonhogodde vista no aoroporto e camprinento, sao Q Sr -maral,e o Sr 4.urelio, os A quais trabalham no mesmo. Declaro que somente fui a cidaie por duas vezea 2 con o Sr Waldyr Borges, mantendo com o raosmo rapida conversa sobre assuntos particular2s do Sr Joao Goulart; a nimeira vez for em dezembro e l assign mesmo, nag o encontrei no escritorio, falando com o mesmo polo telgfone; pol y ultima vez falei possoalmente e ligeiramonte em sou escriorio, tondo a Sr Bor ges pedido quo ou transmitisse, ao Sr Goulart,,noticias de sous families res rosidentes em Porto acgre. Essas aao as unicas pessoas que conheco na reforida cidade. Declaro, coma ja declvei anteriormente, que por questoes de patriotis-lo 2 roligiao e principio,• nunca participei do qualquor movimento, organizaeao ou grupo de esquerda subvorsiva ) comunista ou qualquer coisa sofielhante; sompro tivo total alergia, odio e raiva de toda esso .,possoal, quo ter;ho a felicidade de nao conhecor,achan do qug os mesmos sao uns irresponsaveis, incompoontes, desumanos o impatrioticos, achando l ,inclusive, quo os mesmos ja doveriam ter sido banidos da nossa villa publio ca a do nosso pais. -s p;ovas rears dessas pi nhas palvras ostao ,nos ulti)mos acontecimontos politicos que abalcIramAo nosso Pais, Onde,nos ostariamol e o que soria do nosso Pais sg nao fos se a decisiva, oncrgica o patriotica agao do nosso glorloso Exercito) que soube tomar, no momonto exato,o oportuno, as providongias necessari as, para salvar a nossa quorida Patria da bagunga, da miserla e da arleZ quia, extormingndo do uma voz por todas e para sompre 2 com asses traido res da nossa Patria. ?ago questao do deixar,rogistrado, r;ossas minhas doclaraooes, mais vez, dianto do ilustre Sr Coronol Hello Mendes, o =9 = meu compromisso de honra, o qual ja tive a oportunidace de fazer dian. te de diversos ilustres oficiais do nosso 4 glorioso Exercito,das Guarni goes de Livramento o Uruguaiana, de quo nesse probloma 0sta/id., ombro a ombro, na primeir4 trincheira, junto com todos os senhore;, porque sou brasileiro tambom e 2 acima . de tudo, amo muito a minha PatriLl. Lo encerrar ossas minhas declaracoes, pogo licenga ao Sr Coronel Helio Mendes para transmitir um especial pedido ao Ilustre e Digno Senhor Ge floral Goisol, ao qual sompro tive grande admiragao pessoal, por ser o Mow° uma das zrandcs reservas morals c intclectuais do nosso glorioso Exercito o, p or sor t acima do tudo, um homem human, bondoso e ,que justo. 0 unico podido fag ao nosso Ilustre General Geisel, siL plesmentc: Justica" 1como,nada mais dissc e nom the foi pergur*1.do dou o encarregadQ dest2 inquorito por findo o presente intorrogatorio, mandando lavrar este tormo que, dopois do lido 0 achado conforme, ass na con o indiciado Pedro do Castro, con as testemunhas 0 con.)igo, Primeiro-Tenonto Fernando Furtado da Mocha, servindo de oscrivao, quo o oscrevi.- tycurgo do Mello Far jat, Maj 1.rt Helio Mendes, Ten-Col Lrt Idyno Sardenborg 2ilho, Pedro de Castro, Indiciado .•••■.■ a.m.M.Apoym, Fernando Furtado da Rocha, l g Ton Lrt