UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS Departamento de Ciência e Economia Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Economia COMPETITIVIDADE NO AGRONEGÓCIO: UM ESTUDO SOBRE O SETOR CAFEEIRO DO SUL DE MINAS Orientadora Profa. Dra. Alinne A. Franchini Bolsista Mariane Sances Ferreira VARGINHA Agosto, 2011 COMPETITIVIDADE NO AGRONEGÓCIO: UM ESTUDO SOBRE O SETOR CAFEEIRO DO SUL DE MINAS Mariane Sances Ferreira Alinne Alvim Franchini RESUMO Pesquisas recentes apontam o crescimento do agronegócio no Brasil e a relevância desse setor para a região sul-mineira – onde a atividade cafeeira se destaca por ser uma considerável fonte de geração de emprego, renda e arrecadação de impostos e por responder por, aproximadamente, 25% da produção nacional de café – despertando o desenvolvimento de estudos sobre as práticas adotadas nessa atividade econômica, com vistas ao desenvolvimento da competitividade dos agronegócios. Nessa perspectiva, o objetivo geral deste estudo foi realizar uma descrição do cenário correspondente ao setor cafeeiro em dois níveis de desagregação (doméstico e internacional) e avaliar a competitividade internacional da produção nacional de café, enfatizando os determinantes da competitividade.Para tanto, a estratégia metodológica do projeto apresentou natureza exploratório-descritiva, por meio da utilização de um indicador de competitividade, denominado Vantagem Comparativa Revelada (VCR). Salienta-se, ainda, que para o período analisado (2000-2008), houve crescimento tanto da participação das exportações brasileiras de café no mercado mundial de café quanto das exportações agrícolas nacionais no mercado mundial, sendo que as exportações mundiais café e as exportações agrícolas mundiais também apresentaram expansão ao longo do período, impactando num resultado positivo em termos de indicador de desempenho. PALAVRAS-CHAVE:Competitividade; Comparativa Revelada. Setor AGÊNCIA FINANCIADORA: FAPEMIG Cafeeiro; Sul de Minas; Vantagem 1) INTRODUÇÃO No Brasil, o crescimento do agronegócio, especialmente a partir da década de 1990, despertou o interesse por estudos e pesquisas acadêmicas sobre a temática, motivados inclusive pelo aumento dos investimentos de instituições públicas e privadas nas diversas áreas do agronegócio (agrícola, zootécnica e agroindustrial). Destaque para a atividade cafeeira, que tem no café importante commodity no mercado mundial de produtos agrícolas e agroindustriais. Apesar da ascensão dessa importante atividade econômica na última década, a atividade cafeeira se caracteriza pela ausência de uma política de preços definida, isso é, “o produtor fica na dependência do preço, que está sendo praticado no mercado, para comercializar sua produção” (NUINTIN, 2007, p. 16). Nesse sentido, indaga-se a urgência da adoção métodos específicos a fim de aumentar a competitividade, com vistas ao melhor gerenciamento de suas atividades por meio de informações administrativas e gerenciais consistentes e reais que permitam apoiar o processo decisório, possibilitando minimizar a ocorrência de eventuais erros de gestão. Na mesma linha de raciocínio, Vegroet al. (2000) enfatizam que para a obtenção de melhores resultados no setor cafeeiro torna-se necessária a reestruturação dos sistemas de comercialização de café por meio da adoção de novas tecnologias e formas de gestão, diferenciação pela qualidade e redução de custos de produção. Considerando o crescimento do agronegócio no Brasil e a representatividade da cafeicultura no estado de Minas Gerais, observa-se através de dados da Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB, disponibilizados em 2009, que o estado de Minas Gerais, maior produtor do país com 50,3% da produção brasileira, tem a economia de grande parte de seus municípios baseada no agronegócio do café que pode ser considerado como um fator de desenvolvimento regional, sendo que a região sul-mineira mantém a liderança na produção de café, contribuindo com aproximadamente 50% da produção total do estado (SILVA; SANTOS; LIMA, 2001). Nesse contexto, enfatiza-se que essa atividade representa uma considerável fonte de geração de emprego, renda e arrecadação de impostos para o estado mineiro e a busca por melhores resultados econômicos e financeiros, “faz o produtor rural no agronegócio assumir a condição de empresário rural, tendo que dispor de estrutura gerencial para enfrentar novos desafios, utilizando métodos, ferramentas e controles gerenciais para melhor gerir sua atividade” (NUINTIN, 2007, p. 17). Do exposto, o desenvolvimento deste projeto justifica-se na medida em que se insere na temática do agronegócio do café dirigida à análise de um indicador de competitividade que pode influenciar positiva ou negativamente seu desempenho. Além disso, o estudo proposto pode constituir em fonte de subsídios para o direcionamento dos esforços dos atores sociais envolvidos com este setor para a expansão de sua concorrência tanto no mercado interno como no mercado externo. Sob esta perspectiva, a presente proposta justifica-se pela importância combinada aos temas Competitividade e Agronegócios. 2) REVISÃO DE LITERATURA O café, originário da Etiópia, região central africana, chegou à Europa no séc. XIV, onde era conhecido como o “vinho da Arábia”. A partir de então, difundiu-se pelo mundo até chegar ao centro sul da América, na Guiana Francesa, por onde o Brasil teve acesso ao cultivo da planta. O sargento-mor Francisco de Mello Palheta enviado àquele país, a pedido do governador do Maranhão e Grão-Pará, em 1727, teve a missão de trazer o café para o Brasil, mais precisamente à Belém, pois possuía grande valor comercial. Clandestinamente, conseguiu trazer em meio a sua bagagem uma muda da planta (BARTH, 2011). Assim, foi transferida para vários estados, onde o clima viabilizou o plantio. Segundo Furtado (2000, p.118): O café, se bem que fora introduzido no Brasil desde começos do século XVIII e se cultivasse por todas as partes para consumo local, assume importância comercial no fim desse século, quando ocorre a alta dos preços causada pela desorganização do grande produtor que era a colônia francesa do Haiti. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em 1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas (BARTH, 2011). Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas. Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café possibilitou o surgimento de cidades e dinamizou centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis (ABIC, 2011). No entanto, a cafeicultura no centro-sul do Brasil enfrentou problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando grandes prejuízos, e, mais tarde, durante a crise de 1929. Esta conjuntura desestabilizou a economia cafeeira, fazendo com que o preço do café caísse bruscamente. Quando a economia mundial conseguiu se recuperar do golpe de 1929, o Sudeste do país voltou a crescer, desta vez com perspectivas lastreadas na cafeicultura e na indústria, que assumia parcelas maiores da economia. A partir dos anos 50, o café deixou de ser o principal produto para a economia brasileira, mas não para Minas Gerais. O café é representativo para este estado desde a decadência do ciclo da mineração, em meados do século XVIII. Neste período, o cultivo foi concentrado na Zona da Mata, o que fez desta uma das regiões mais do estado até parte do século XX. Porém, com o desenvolvimento da cafeicultura em São Paulo fez com que vários cafeicultores trocassem a lavoura em terras mineiras pelas do Oeste Paulista (Idem). São Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o último terço do século passado, perdeu a primazia para o Paraná no final dos anos 50, mas sua produção ainda era significativa. Em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do País estava plantada nesses dois Estados. Vinte anos depois, em 1986-1987, era Minas Gerais que tinha o maior número de cafeeiros (mais de um terço do total nacional), seguindo-se São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia (que tinham juntos 92% dos 3,5 bilhões de pés de café então existentes no país) (Planeta Orgânico, 2011). Entre os anos de 1930 e 1989, o mercado cafeeiro nacional era regularizado pelo governo, por intermédio do Instituto Brasileiro do Café (IBC). A partir dos anos 90, este órgão é extinto e o mercado de café nacional deixa de ser regulamentado. A esse respeito, Farina etal (1999, p.61) coloca que: Após mais de meio século de regulamentação, o SAG do café entrou na década de 90 experimentando a liberdade de mercado. Regras rígidas de cotas de exportação (e consequentemente formação de estoques invendáveis), proibição de entrada de empresas no segmento industrial e tabelamento de preços do café no varejo deixaram de restringir a ação das empresas. As leis de mercado dadas pelo IBC garantiam a compra do excedente da produção, por isso, preferia-se quantidade em detrimento à qualidade. Com o fim da regulamentação do setor, a competitividade passa a ser determinada entre os produtores que, seguindo a tendência mundial de consumo de cafés especiais, focam na qualidade como fator primordial de diferenciação. Ainda hoje, o café possui significativa relevância na pauta de exportações do Brasil, sendo este o maior produtor e segundo maior mercado consumidor de café do mundo. 3) METODOLOGIA O presente trabalho analisa o setor cafeeiro do sul de Minas Gerais entre os anos 2000 e 2008, dada a disponibilidade de dados, visando identificar a competitividade do setor através do índice de Vantagem Comparativa Revelada (VCR). A crescente preocupação com o tema competitividade tem relação com as mudanças ocorridas no cenário mundial nas últimas décadas, que resultaram num novo padrão de concorrência. A nova competição é configurada por novos competidores, novos produtos, novos processos produtivos e novas formas organizacionais. Entre outros aspectos, é caracterizada pela maior adaptação da produção às necessidades da demanda (BNDES, 1991). Inicialmente, é possível identificar a competitividade a partir de duas visões tradicionais. A primeira trata-se de uma abordagem ex-post que avalia a competitividade através de seus efeitos sobre o comércio externo e interno. Em outras palavras, a competitividade de uma nação/empresa é avaliada em função de sua atual posição nos mercados doméstico e internacional, limitando-se, dessa forma, à análise estática da competitividade (BNDES, 1991). A análise ex-ante, entretanto, define a segunda abordagem, em que a competitividade refere-se à capacidade de uma nação/empresa competir no longo prazo. Tendo em vista que as vantagens competitivas podem se alterar a qualquer momento, a abordagem ex-ante exige uma investigação ampla dos fatores internos e externos que influenciam na capacidade de manter ou renovar uma vantagem competitiva. Dessa maneira, desenvolveu-se um conceito mais dinâmico sobre a competitividade, em que as vantagens competitivas são conseqüências de um processo produtivo em que produtores procuram obter ganhos diferenciais, com destaque para as vantagens competitivas associadas à qualidade e diferenciação dos produtos e à capacitação inovadora das empresas. Segundo Fajnzylber Jr. (1988), citado por Guimarães (1997), a competitividade é definida como a capacidade de um país sustentar e expandir sua participação nos mercados internacionais e elevar, simultaneamente o nível de vida de sua população. Para tal torna-se indispensável o incremento da produtividade e a incorporação do progresso técnico. O mesmo destaca que existe um sólido vínculo entre competitividade, incorporação de tecnologia, produtividade e dinamismo da atividade. Os indicadores de desempenho estão relacionados ao desempenho comercial, com avaliação da competitividade a partir dos efeitos sobre o comércio internacional. Os indicadores de desempenho (relacionados, sobretudo, ao desempenho comercial) a serem utilizados para mensurar a competitividade do segmento de produção do setor em estudo será a Vantagem Comparativa Revelada (VCR). Para o cálculo da Vantagem Comparativa Revelada serão utilizados os indicadores propostos por Balassa e Centros de Estudos Prospectivos e de Informações Internacionais – CPEII, citados por Coutinho e Ferraz (1993), a saber: razão entre o peso das exportações do setor em questão nas exportações totais do país considerado e o seu peso nas exportações totais da região de referência; razão entre a participação de um determinado setor nas importações totais do país considerado e nas importações totais do grupo de referência; e participação do saldo comercial do país considerado no mercado mundial do setor em questão. O indicador de Vantagem Comparativa Revelada proposto por Balassa pode ser definido como sendo a relação, para um determinado país, entre a sua participação no mercado de exportações (de um conjunto de países de referência) de um setor específico e a sua participação no mercado total de exportações de uma indústria específica, dado pela seguinte expressão: VCR = (Xij ÷ Xnj) / (Xit÷ Xnt) Sendo: i = 1,2, ......, n (1) j = 1,2, ......, t Em que X representa as exportações e os sufixos i e j representam, respectivamente, o país e o setor focalizados, e n e t significam, respectivamente, o universo de países considerados e o total da indústria em estudo. Destaca-se que esse mesmo indicadortambém pode ser interpretado como a razão entre o peso das exportações do setor em questão nas exportações totais do país considerado e o seu peso nas exportações totais da região de referência. Assim, as vantagens comparativas de um determinado setor seriam "reveladas" pela sua participação na pauta do país estudado em relação à sua participação na pauta mundial ou regional. Para o presente estudo, a participação das exportações de café no mercado mundial será relacionada, numa primeira análise, com as exportações agrícolas totais, e numa segunda análise, com as exportações mundiais totais (exportações mundiais agregadas). 4) ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1) CENÁRIO DOMÉSTICO E INTERNACIONAL DA PRODUÇÃO E COMÉRCIO DE CAFÉ O Brasil, desde os anos 90, vem se destacando na produção de cafés especiais. Assim, tendo oportunidade de constituir os blends 1 internacionais, é possível se consolidar no mercado internacional de cafés deste tipo. Através disso, já são almejados novos mercados promissores para o consumo de cafés especiais: Polônia, China e Coréia do Sul, assim como países para os quais já se exporta como, por exemplo, EUA, Japão e Alemanha. De acordo com os dados adquiridos no Anuário 2010, os principais destinos da exportação brasileira são Alemanha (19%), Estados Unidos (17%), Itália (10%), Japão (8%) e Bélgica (8%). Estes representam 61% do envio de café brasileiro, seguidos de Espanha, Suécia, França, Eslovênia, Argentina entre outros. No entanto, mesmo com expressiva exportação, ainda é necessária a importação de café. Este fato ocorre, principalmente, a fim de completar a produção de café solúvel o qual tem o café robusta como principal elemento de sua composição. Como, no Brasil, há 1 O blend é a mistura de grãos diferentes de café. Pode ser elaborado com cafés crus ou torrados. predominância da produção do café arábica, e esta é insuficiente para atender ao mercado, torna-se necessária a importação. Dos produtores brasileiros, os que mais são prejudicados por essa política são os capixabas, os quais se sentiram ainda mais ameaçados no início do ano de 2010, frente à possibilidade de importação de café vietnamita (CCCMG, 2010). Como mostra a Tabela 1, elaborada com base nos dados do Aliceweb, a exportação brasileira de café tem crescido nos últimos anos, enquanto a importação apresenta decréscimo.Por café, nesta tabela, estão representados café em grão descafeinado e não descafeinado e café torrado, tanto descafeinado quanto não descafeinado. Tabela 1. Exportação e Importação Brasileira de Café, 2000 - 2010 Período US$ FOB 2000 1.390.634 2001 1.631.814 2002 1.606.501 2003 903.345 2004 1.093.038 2005 1.039.465 2006 1.401.519 2007 2.061.528 2008 7.662.151 2009 13.978.863 2010 13.302.912 Fonte: AliceWeb, 2010. Importação Peso Líquido (Kg) 107.392 119.084 129.912 102.275 112.186 88.568 122.525 2.061.528 244.870 344.051 283.291 US$ FOB 3.402.847 4.983.181 6.424.379 13.353.730 8.798.118 17.285.044 25.190.784 25.190.784 36.419.641 29.957.335 14.879.857 Exportação Peso Líquido (Kg) 1.284.252 3.660.145 5.533.678 5.842.833 2.883.278 4.458.814 5.655.138 5.655.138 9.941.440 5.544.641 3.104.525 Com relação à produção interna, Minas Gerais é o principal estado produtor de café, sendo que corresponde a pouco mais da metade (cerca de 52,3%) da produção nacional, sendo 99% do tipo arábica. Segundo avaliação feita pela Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, entre janeiro e agosto de 2010, Minas alcançou receita recorde na exportação de café,comparando-se com dados acumulados desde 2001. Assim, o valor alcançado pelas exportações mineiras no período mencionado foi de US$2,2 bilhões, 26,3% superior ao registrado no mesmo período de 2009, fato proveniente da elevação na exportação de café verde, o que representa 99,5% das exportações do Estado. Os dados citados fazem de Minas o maior exportador mundial de café em grão, correspondendo a 78,5% das exportações mundiais. Em segundo lugar, encontra-se o Espírito Santo com 23,4% da colheita nacional. Vale destacar que nesta região predomina-se o cultivo do café robusta, importante variedade de café utilizado nos blends. Na sequência, encontra-se São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná, como demonstrado na Tabela 2. Tabela 2. Principais estados produtores de café, 2009 Produção lavoura permanente (tonelada) Valor da produção (mil R$) Minas Gerais 1.195.488 4.764.334 Espírito Santo 619.655 1.756.020 São Paulo 198.101 703.434 Bahia 176.851 610.581 Rondônia 92.019 253.358 Paraná 89.213 322.737 Pará 12.394 30.598 Rio de Janeiro 15.893 47.303 Mato Grosso 7.653 19.141 FONTE: IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2009. Em 2009, os principais destinos das exportações de café mineiro foram Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica e Espanha, os quais se mantiveram em 2010, com representação de 70,4% das exportações mineiras entre janeiro e agosto deste ano. O aumento do preço também é tido como responsável pelo incremento na receita, porém a maior remuneração é direcionada a grãos de qualidade superior, no que se refere a mercado internacional (Assocafé, 2010). Em termos de cenário internacional, atualmente, dos 55 países que plantam café, apenas 20 controlam 95% da produção mundial. Sendo que destes, Vietnã, Tailândia e Costa do Marfim, produzem somente o robusta e Colômbia, Peru, Nicarágua, México, Etiópia, El Salvador, Costa Rica e Honduras cultivam exclusivamente o arábica. Assim, somente nove países, a nível mundial, mantêm a produção dos dois tipos de café concomitantemente. Na Tabela 3, estão identificados os vinte países que mais produziram entre os anos 2000 e 2009. Tabela 3. Produção de café nos maiores países produtores, 2000-2009 Toneladas 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Brasil 1903562 1819569 2649610 1987074 2465710 2140169 2573368 2249010 2796927 2432904 Vietnã 802500 840600 699500 793700 913800* 831000* 985300 1251000* 1067400* 1176000* Colômbia 637140 656160 696840 694080 674400 667140 724740 757080 788680 887661 Indonésia 554574 569234 682019 663571 647385 640365 682158 676475 682938 700000 F 229280 * 228000 * 225360 * 221580 * 156171 171631 241482 325800 * 273400 260239 * Índia 292000 301000 301000 275000 271000 276000 274000 288000 262000 Nd México 338170 302996 313027 310861 312413 294364 279634 268565 265817 Nd Guatemala 312060* 275700 221820 244200 250279 248277 234712 240332 248614 Nd Peru 191651 196232 212770 203148 231447 188611 273178 225992 273780 255016 Honduras 193309 205545 172727 175284 185090 190640 213636 201978 190137 205800* Uganda 143475 197410 209547 150871 170081 158100 133310 175346 211726 195871 Nicarágua 82206 66799 60235 82727 57533 95455 70455 100000 72727 Nd Costa Rica 161395 150289 140874 132259 126000* 125669 101038 124055 107341 91627 El Salvador 114087 112201 91513 81157 83088 87963 78482 96355 89801 76591 Etiópia FONTE: FAO Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2010. Nd - Dados não disponíveis F - Estimativa FAO * Dado não oficial Como evidenciado na Tabela 4, o Vietnã é o segundo maior produtor mundial de café, tendo produzido 1.176.000 toneladas em 2009, aumento de 10,17% em relação a 2008. O Brasil apresenta o menor custo de produção para o café arábica, elemento tradicional de competitividade. No entanto, no que se refere à produção do café robusta, o Vietnã supera o Brasil devido ao sistema intensivo de cultivo. Este país também tem custo de produção mais competitivo. Os fatores apresentados são preocupantes, pois na composição dos blens,o robusta tem se mostrado um bem substituto ao invés de complementar ao arábica (UNICAMP,2002). Embora o custo de produção seja o fator mais importante para determinar a competitividade, há que se ressaltar que o mercado de cafés especiais é o que mais cresce no mundo. O Brasil é tido como um fornecedor de quantidade, ao passo que os cafés da Colômbia, Guatemala, Costa Rica entre outros, são mais valorizados e recebem um “prêmio” pela qualidade. O Brasil deixou cristalizar uma imagem de grande produtor de um único tipo de café - “Santos”, enquanto outros países investiram pesadamente em imagem e qualidade (UNICAMP,2002). Deve-se atentar à relevância da questão, pois a Colômbia é, atualmente, o terceiro maior produtor mundial, com produção 887.661 toneladas em 2009, sendo Guatemala e Costa Rica países igualmente com considerável produção. A Indonésia é o quarto maior produtor mundial, com produção crescente entre 2000 e 2009. De acordo com a Revista Cafeicultura (2010), tendo em vista a produção voltada à qualidade do produto, este país se caracteriza por oferecer o café KopiLuwak, o mais caro e saboroso do mundo. Obtido de modo excêntrico, por meio de excrementos da civeta, um mamífero parecido com um gato, que não existe no Brasil, o café KopiLuwak é vendido por cerca de mil dólares o quilo. Vale observar que o Brasil tem vantagens, com relação aos outros produtores, por possuir um parque cafeeiro complexo e diverso, que produz uma grande variedade de tipos de bebidas. Neste sentido, o principal entrave competitivo, para o ingresso no mercado de especiais, é a coordenação entre os segmentos do agronegócio. A prática de comercialização instituída no mercado brasileiro é da ausência de valorização do produto de qualidade. Como conseqüência dessa seleção adversa, o produtor deixa de fazer investimento em qualidade. O resultado é a predominância do café com grande número de defeitos (UNICAMP, 2002). Atualmente, os cinco maiores importadores mundiais de café são, respectivamente, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Itália e França, dos quais os primeiros quatro são também os maiores importadores de café brasileiro. Na Tabela4, estão evidenciados os principais países importadores do café brasileiro, sendo os valores são referentes à exportação brasileira de café verde – não torrado e não descafeinado. Nota-se pela Tabela 4 que as exportações brasileiras de café, em geral, apresentaram, em 2010, variação relativa negativa em relação ao ano de 2009, em termos de volume. França (-17,17), Espanha (-12,81) e Japão (-10,78) foram os países que retraíram mais acentuadamente a importação de café brasileiro no período considerado. Em contrapartida, a Rússia registrou um aumento expressivo de 61,18% nas importações de café brasileiro. Deve-se considerar que o ano de 2009 apresenta uma bienualidade negativa para a cultura cafeeira, isto é, a cultura cafeeira é marcada pelo êxito produtivo alternado em expressiva e retraída a cada ano. Apesar das contrações observadas, um balanço do Cecafé para o ano de 2010, identificou que em relação aos mercados compradores, a Europa corresponde a 54% da importação do produto brasileiro no período janeiro a junho, enquanto América do Norte responde por 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 6%. Na avaliação por países, a Alemanha mantém a liderança, com a aquisição de 2.703.121 sacas entre janeiro e junho, seguida pelos Estados Unidos, com 2.691.352 sacas, e a Itália, com 1.197.462 sacas. No quarto lugar está o Japão, com 1.029.193 sacas. Em termos de cenário doméstico, dos 854 municípios de Minas Gerais, a região sul deste estado é composta por 174. Estes são subdivididos em 14 sub-regiões: Andrelândia, Pouso Alegre, Itajubá, Formiga, Campo Belo, São Lourenço, Oliveira, Lavras, Santa Rita do Sapucaí, Passos, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso, Alfenas e Varginha, com respectivo grau aumentativo de relevância quanto ao volume de produção cafeeira (IBGE, 2010). Tais sub-regiões são importantes no abastecimento de café do País, cada um com sua de representatividade, a qual pode ser evidenciada pela Tabela 5. Tabela 4. Exportações Brasileiras por destino, 2009-2010 Jan a Julho/10 Jan a Julho/09 Variação Relativa (2009/10) Valor (US$ mil) Volume (ton) Preço médio (US$ mil) Valor (US$ mil) Volume (ton) Preço médio (US$ mil) Valor Volume Preço Médio Alemanha 495.352 188.937 2.622 436.347 196.510 2.220 13,52 -3,85 18,07 EUA 451.439 173.862 2.597 398.961 187.392 2.129 13,15 -2,27 22 Itália 213.852 81.007 2.640 184.756 82.437 2.241 15,75 -1,73 18 Japão 175.622 60.869 2.885 165.395 68.225 2.424 6,18 -10,78 19 Bélgica 167.366 61.002 2.743 151.198 66.273 2.281 10,69 -7,92 20 Espanha 70.856 26.946 2.630 67.204 30.906 22.174 5,43 -12,81 21 Venezuela 59.472 16.800 3.540 Nd Nd Nd Nd Nd Nd Suécia 67.336 22.194 2.583 48.744 22.113 2.204 17,63 0,37 17,2 França 53.465 21.028 2.543 55.315 25.387 2.179 -3,34 -17,17 16,69 Eslovênia 45.639 21.257 2.147 42.109 23.208 1.814 8,38 -8,41 18,33 Finlândia 42.811 14.918 2.870 36.675 16.543 2.217 16,73 -9,82 29,45 P. Baixos 40.300 15.590 2.585 30.550 13.142 2.325 31,91 18,63 11,2 Argentina 39.795 18.840 2.112 33.833 17.948 1.885 17,62 4,97 12,05 Reino Unido 36.729 13.056 2.813 34.077 14.263 2.389 7,78 -8,46 17,75 Russia 34.807 12.643 2.753 17.914 7.844 2.284 94,30 61,18 20,55 1.984.841 748.969 2.650 1.703.078 772.191 2.206 16,54 -3,01 20,16 367.166 154.625 2.375 300.467 145.739 2.062 22,20 6,10 15,18 2.352.007 903.594 2.603 2.003.545 917.930 2.183 17,39 -1,56 19,25 Países Sub-Total Outros TOTAL FONTE: ABIC, 2011. Nd = Dados não disponíveis Em termos de cenário doméstico, dos 854 municípios de Minas Gerais, a região sul deste estado é composta por 174. Estes são subdivididos em 14 sub-regiões: Andrelândia, Pouso Alegre, Itajubá, Formiga, Campo Belo, São Lourenço, Oliveira, Lavras, Santa Rita do Sapucaí, Passos, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso, Alfenas e Varginha, com respectivo grau aumentativo de relevância quanto ao volume de produção cafeeira (IBGE, 2010). Tais sub-regiões são importantes no abastecimento de café do País, cada um com sua de representatividade, a qual pode ser evidenciada pela Tabela 5. A sub-região Varginha, foco do projeto, é formada pelas cidades de Boa Esperança, Campanha, Campo do Meio, Campos Gerais, Carmo da Cachoeira, Coqueiral, Elói Mendes, Guapé, Ilicínea, Monsenhor Paulo, Santana da Vargem, São Bento do Abade, São Thomé das Letras, Três Corações, Três Pontas e Varginha. Esta sub-região se apresenta como a principal do sul de Minas na produção cafeeira, fato viabilizado por uma de suas cidades componentes: Três Pontas, a principal produtora de café no sul de Minas, assim como em todo o estado. Segundo dados do IBGE (2010), a quantidade de café plantada em lavoura permanente na referida cidade, em 2009, foi de 30.360 toneladas, o que confere a esta o título de uma das cidades brasileiras com maior número de pés de café plantados por metro quadrado. Tabela 5. Produção cafeeira nas sub- regiões do sul de Minas em área permanente,2009 Sub-regiões Alfenas Andrelândia Campo Belo Formiga Itajubá Lavras Oliveira Passos Poços de Caldas Pouso Alegre Santa Rita do Sapucaí São Lourenço São Sebastião do Paraíso Varginha FONTE: IBGE, 2010. Toneladas 81.885 359 23.398 9.014 4.389 27.473 24.665 36.680 45.731 5.191 32.905 24.040 77.764 145.690 Dados da mesma fonte revelam que as cidades de Boa Esperança, Três Corações, Elói Mendes, Campos Gerais, Carmo da Cachoeira respectivamente com 14.304; 10.057; 11.340; 18.444; 10.560, toneladas de café plantado em área permanente em 2009, apontam para a relevância destas para a consolidação da sub-região de Varginha como a principal no que se refere ao plantio de café no sul de Minas Gerais. É válido ressaltar que a importância da cidade de Varginha, em si, para setor cafeeiro, dá-se não pela quantidade de café plantado, mas pelas diversificadas funções que se desenvolvem nesta cidade a partir da produção cafeeira. Com uma produção de 8.262 toneladas de café plantado, Varginha se apresenta como o 36º município de Minas Gerais com maior quantidade produzida de café (em área permanente) em 2009. Destes, 19 estão situados no Sul de Minas, sendo cinco localizados na sub-região Varginha. No entanto, é na comercialização deste produto que a cidade obtém destaque nacional, Varginha é das maiores praças de negociação de café do Brasil, com fábricas de torrefação, solúvel, empresas de corretagem e inúmeras exportadoras, armazéns gerais, além de um Porto Seco, um dos principais mecanismos para a exportação do produto. No entanto, segundo a Revista do Agronegócio do Café, Varginha conseguiu novamente um lugar de destaque entre os dez maiores exportadores do estado de Minas Gerais. Impulsionada pela exportação de café, Varginha conseguiu o terceiro lugar no ranking, totalizando US$1,7bilhão em exportações em 2010, superando o total de US$1,25bilhão atingido em 2009. Com a produção reduzida a quase metade da apresentada pela sub-região de Varginha, a sub-região de Alfenas, a segunda maior, alcançou o plantio 81.885 toneladas de café. Este resultado é reflexodo plantio das cidades de Alfenas, Carmo do Rio Claro, Conceição Aparecida e Machado, com a produção de respectivamente 16.380; 13.380; 10.795; e 11.856 toneladas de café plantado. A terceira sub-região imediatamente posterior é a de São Sebastião do Paraíso, impulsionada pelos municípios de Cabo Verde e Nova Rezende, diretamente com 10.388 e 12.758 toneladas de café plantado. 4.2) VANTAGEM COMPARATIVA REVELADA (VCR) Na construção do indicador de Vantagem Comparativa Revelada (VCR1A), proposto por Balassa e citado por IE/UNICAMP (1993), mensura-se a relação entre a participação do Brasil no mercado de exportações de café e sua participação no mercado total dessas exportações. Para tal, no presente estudo optou-se por analisar o desempenho das exportações de café brasileiro em relação às exportações agrícolas mundiais totais (VCRA) e, num âmbito mais geral, em relação às exportações mundiais totais (VCRB), aqui denominadas exportações agregadas, para o período 2000-2008. Dessa forma, tal indicador fornecerá um indicativo de como se tem comportado o desempenho das exportações brasileiras de café, a partir do ano 2000, em relação às exportações mundiais de café, bem como tal razão com respeito às exportações totais agrícolas nacionais em relação ao resto do mundo e às exportações agregadas nacionais também em relação ao resto do mundo. As Vantagens Comparativas Reveladas apresentadas na tabela 6 ilustram a competitividade do café nacional, em que os valores da VCRA e da VCRB acima da unidade indicam vantagens comparativas favoráveis ao produto brasileiro. Contudo, destaca-se que para a razão das exportações brasileiras de café em relação ao resto do mundo com respeito às exportações agregadas brasileiras em relação às exportações agregadas mundiais, os resultados encontrados foram ainda mais marcantes. Tabela 6. Índice de Vantagem Comparativa Revelada para o café brasileiro, em relação às exportações agrícolas (VCRA) e às exportações agregadas (VCRB), 2000-2008 Ano (VCRA) 2000 6,36 2001 6,29 2002 6,47 2003 5,82 2004 5,63 2005 5,69 2006 5,48 2007 5,16 2008 4,26 FONTE: Dados da pesquisa. (VCRB) 20,95 22,29 22,82 21,42 21,23 20,86 20,22 19,16 15,88 Salienta-se, ainda, que para o período analisado (2000-2008), houve crescimento tanto da participação das exportações brasileiras de café no mercado mundial de café quanto das exportações agrícolas nacionais no mercado mundial, sendo que as exportações mundiais café e as exportações agrícolas mundiais também apresentaram expansão ao longo do período. O mesmo comportamento é verificado quando a análise é feita com relação às exportações mundiais totais (exportações agregadas), uma vez que também se assiste a um aumento das exportações agregadas brasileiras com relação a esse segmento. 5) CONCLUSÃO O Brasil, desde os anos 90, vem se destacando na produção de cafés especiais e recentemente já são almejados novos mercados promissores para o consumo destes cafés, tais como Polônia, China e Coréia do Sul. No ano de 2010, os principais destinos da exportação brasileira foram Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Bélgica, seguidos de Espanha, Suécia, França, Eslovênia, Argentina, entre outros. Entretanto, mesmo com expressiva exportação, ainda é necessária a importação de café. Este fato ocorre, principalmente, a fim de completar a produção de café solúvel o qual tem o café robusta como principal elemento de sua composição, dado que no Brasil a produção de café arábica é predominante. Neste contexto, é importante destacar que a exportação brasileira de café tem crescido nos últimos anos, enquanto a importação tem apresentado decréscimo. No âmbito nacional, Minas Gerais é o principal estado produtor de café, sendo que corresponde a pouco mais da metade (cerca de 52,3%) da produção nacional, sendo 99% do tipo arábica.Em 2009, os principais destinos das exportações de café mineiro foram Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica e Espanha, os quais se mantiveram em 2010, com representação de 70,4% das exportações mineiras entre janeiro e agosto deste ano. E ainda, o estado de Minas Gerais, maior produtor do país com 50,3% da produção brasileira, tem a economia de grande parte de seus municípios baseada no agronegócio do café que pode ser considerado como um fator de desenvolvimento regional, sendo que a região sul-mineira mantém a liderança na produção de café, contribuindo com aproximadamente 50% da produção total do estado Em termos de cenário internacional, dos 55 países que plantam café, apenas 20 controlam 95% da produção mundial. Sendo que destes, Vietnã, Tailândia e Costa do Marfim, produzem somente o robusta e Colômbia, Peru, Nicarágua, México, Etiópia, El Salvador, Costa Rica e Honduras cultivam exclusivamente o arábica. Assim, somente nove países, a nível mundial, mantêm a produção dos dois tipos de café concomitantemente. O Brasil se destaca dentre os grandes produtores mundiais, embora seja considerado um fornecedor de quantidade, ao passo que os cafés da Colômbia, Guatemala, Costa Rica entre outros, são mais valorizados e recebem um “prêmio” pela qualidade. O índice de vantagem comparativa revelada usado nesse trabalho revelousebastante significativo e importante para analisar como está o desempenho das exportaçõesde café brasileiro frente à oferta mundial e também frente às exportações nacionais emundiais de produtos agropecuários. Pode-se concluir que os ganhos de desempenhoobservado para este índice se devem basicamente aos incrementos das exportaçõesbrasileiras de café em relação às exportações mundiais deste produto, uma vez queeste aumentou relativamente às exportações de produtos agropecuários. Não resta dúvida que o setor cafeeiro é de fundamentalimportância para a economia nacional, pois, este vem se projetando cada vez mais nomercado internacional gerando renda e divisas. Políticas de incentivo à exportação de café tem que levar em consideração as principais variáveis que foram descritas nestetrabalho para serem realmente efetivas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação dos Produtores de Café da Bahia – ASSOCAFÉ. Minas reafirma liderança no mercado mundial de café. Disponível em: http://www.assocafe.com.br/minas-reafirma-lideranca-no-mercado-mundial-de-cafe/. Acesso em: 21/01/11 Associação Brasileira http://www.abic.com.br da Indústria de Café (ABIC). Disponível em: _________. História do café. Disponível <http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=38> Acesso 09/03/11 em: em: ANDRADE, G. M. Controladoria em agronegócios: um estudo sobre a caprinocultura de leite nas microrregiões dos cariris do estado da Paraíba. 2007. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) – Programa Multiinstitucional e Inter-Regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2007. 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