2 CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ O PERFIL DOS ALUNOS DO PROEJA NO CEFETCE: O QUE PENSAM E O QUE DESEJAM FRANCISCO LINCOLN MATOS DA COSTA FRANCISCO PAULO SOBRINHO ÍVIA ELINE FARIAS DIAS PROFª MS. MARIA NÚBIA BARBOSA ORIENTADORA Fortaleza – CE 2007 3 RESUMO O estudo aborda o perfil socioeconômico-educacional dos alunos do PROEJA no CEFETCE e objetiva proporcionar uma apreciação crítica do perfil desses alunos e de suas representações sociais sobre suas expectativas e limitações, visando ao delineamento de políticas institucionais que favoreçam a permanência desse novo público na instituição. Utiliza-se como subsídios teóricos a história da EJA e o conceito de representações sociais em sua natureza e aplicabilidade numa perspectiva psicológica a partir do teórico Moscovici. A metodologia constituiu-se de um estudo de caso, utilizando-se de vários instrumentos investigativos como: documentos, questionários, entrevistas e observações em sala de aula. Como resultados, a pesquisa apontou que o aluno do PROEJA no CEFETCE apresenta características e representações sociais num dinamismo constante, permitindo-se compreender que a mudança educacional ainda é possível, desde que haja uma intenção política e pedagógica, conforme sugere esse trabalho. Palavras-chave: PROEJA. CEFETCE. Perfil. Representações sociais. INTRODUÇÃO Esse estudo, intitulado “O perfil dos alunos do PROEJA no CEFETCE: o que pensam e o que desejam”, objetiva proporcionar uma apreciação crítica a partir do perfil socioeconômicoeducacional dos alunos ingressos nessa instituição e de suas representações sociais sobre suas aspirações e dificuldades, visando ao delineamento de políticas institucionais que favoreçam a permanência nesse centro educativo. Como objetivos específicos, pensou-se em esboçar o perfil socioeconômicoeducacional desses alunos, procurando-se captar suas expectativas e limitações referentes aos cursos de Refrigeração e Telecomunicações e, ainda, elencar-se as representações sociais discentes, a fim de subsidiar a formulação de políticas institucionais. A determinação desses objetivos decorreu da relevância do tema e também da necessidade de conhecer os alunos do PROEJA na tentativa de entender melhor os seus 4 comportamentos cognitivos, sociais e humanos imprescindíveis ao processo de ensinoaprendizagem. Para tanto, revisitou-se a história da EJA e o conceito de representações sociais em sua natureza e aplicabilidade, numa perspectiva psicológica a partir do teórico Moscovici(2004), para quem o fenômeno das representações sociais emerge numa estrutura de conflitos e exclusão social, condição semelhante à vivenciada na modalidade da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Essas referências, de cunho teórico, também orientaram o trajeto metodológico que consistiu num estudo de caso – tipo de pesquisa que se caracteriza pela abordagem de fenômenos amplos e complexos que não podem ser estudados fora do contexto no qual naturalmente ocorrem (PROEJA no CEFETCE). Por sua atualidade, esse método pode comportar uma variedade de instrumentos investigativos, conforme utilizou-se nesse trabalho: documentos, questionários, entrevistas e observações em sala de aula. (YIN,1989) Considerando-se o foco central desse estudo, procurou-se rever os seus pressupostos predominantes, conforme serão tratados a seguir, abrindo-se, então, novas possibilidades para história da EJA no Brasil. A história da EJA no Brasil A necessidade de descrever uma síntese histórica da EJA, relacionando seus vários momentos com os processos de transformações políticas, econômicas e sociais, pelos quais passou o nosso país ao longo de sua história, é de fundamental importância para tentar entender os vários aspectos dessa temática tão complexa, que é a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. A primeira grande iniciativa do Governo Federal em favor da Educação de Jovens e Adultos só aconteceu em 1947, num momento de uma nova conjuntura política mundial, com o pós-guerra e o início da Guerra Fria, ocasião em que o Brasil saía da ditadura de Getúlio Vargas e entrava num período de redemocratização. Foi nesse cenário que teve início a grande campanha de alfabetização de adolescentes e adultos, do Ministério da Educação e Saúde, coordenada por Lourenço Filho, cujo objetivo era levar, para os grupos sociais menos favorecidos, a educação de base, a partir da influência desenvolvida pela UNESCO. Ressalta-se, assim, que o enfoque pode ser caracterizado como político-ideológico e tecnológico, uma vez que a campanha foi feita por 5 incentivos de órgãos internacionais ligados ao capitalismo americano. Além do mais, nesse período, o Brasil necessitava cada vez mais de trabalhadores qualificados, em virtude do avanço industrial, decorrente da queda do setor industrial em vários países da Europa, que estavam envolvidos nos conflitos da Segunda Guerra Mundial. Com a instauração do governo JK e seu grande projeto de desenvolvimento nacional, na segunda metade dos anos 50, o enfoque educacional passou a ser dirigido para o ensino técnico-profissionalizante e a educação para o trabalho. Foi nesse contexto que grupos políticos que disputavam o poder entraram em debate sobre os conteúdos desses novos projetos para as áreas educacionais, ocasião em que uma grande parte da massa popular acabou sendo envolvida nesse debate. Nesse cenário de desenvolvimento nacional e debates políticos, as questões ligadas à educação para as massas populares entraram em pauta. No início dos anos 60 surgiu o Movimento de Cultura Popular do Recife (MCP), que elaborou uma cartilha de alfabetização, com conteúdos ideológicos e populares, que depois seria adotada por algumas entidades da sociedade da época. Foi ainda nesse período que surgiu Paulo Freire, educador comprometido com a EJA no Brasil. Com a chegada dos governos militares a educação para as massas populares sai do foco dos movimentos socialistas. Toda essa massa vai ser incorporada pelo governo num grande projeto nacional de alfabetização de adultos, o Mobral, cujo objetivo seria resolver em cinco anos o problema do analfabetismo no Brasil. Na verdade, a ditadura militar pretendia inverter a direção ideológica, aproveitando as massas populares dos movimentos anteriores e montar uma estrutura em que a educação resolveria todos os problemas sociais do país. Por isso implantou a Lei 5692/71, que reformulava o ensino de 1º e 2º graus, introduzindo a profissionalização. Desse modo, os cursos noturnos e os supletivos funcionariam como estruturas de apoio. Passaram-se mais de duas décadas e os problemas sociais não foram resolvidos pelos governos militares. Já era visível na sociedade que esse modelo de governo estava chegando ao fim. Na educação, principalmente para as massas populares, foram décadas de experiências, com cursos noturnos de alfabetização, supletivos, projetos especiais, além dos programas desenvolvidos pela sociedade civil. Não houve avanço na Educação de Jovens e Adultos e novos programas tiveram que ser desenvolvidos pelos futuros governos. 6 Com o fim dos governos militares e a chegada da Nova República, em 1985, uma nova esperança surgiu na sociedade brasileira. No que se refere aos projetos educacionais, o novo governo extinguiu o Mobral e, em seu lugar, foi criada a Fundação Educar, vinculada ao Ministério da Educação, que, diferente do Mobral (que tinha como função desenvolver todos os programas na área de alfabetização), tinha a finalidade de prestar apoio técnico e financeiro às organizações governamentais e não-governamentais que desenvolviam projetos nessa área. Como desde o início dos anos oitenta muitas ONGs já desenvolviam experiências com a alfabetização de jovens e adultos, a chegada dessa Fundação contribuiu para a ampliação de seus projetos. Portanto, o que aconteceu foi uma mudança de política adotada por esse novo governo para essa área da educação. Em 1988, foi promulgada a nova Constituição, a chamada Constituição Cidadã, que, em um dos seus artigos, facultava o voto aos analfabetos. Tal fato não teve uma real importância para o processo da educação de jovens e adultos, uma vez que só beneficiaria a classe política, que iria identificar esses excluídos como novos “clientes” para seus interesses político-eleitorais. No que se refere à educação para EJA, houve a garantia constitucional do ensino fundamental obrigatório e gratuito também para aquelas pessoas que não tiveram acesso na idade apropriada. Com o avanço das novas tecnologias, foi se delineando um novo perfil de trabalhador para o mercado de trabalho. Por ocasião da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em 1990, na cidade de Jontien, na Tailândia, reconheceram-se as rápidas transformações no campo da economia e nas tecnologias de informática e comunicação, ao mesmo tempo em que se admitiu o fracasso das campanhas de alfabetização passadas. No Brasil, a partir dos anos 90, a Educação de Jovens e Adultos foi posta de lado pela União e, logo no início do governo Collor, foi extinta a Fundação Educar, num processo de enxugamento da máquina administrativa. O Governo Federal transferiu, assim, as ações da EJA para os estados e municípios. Após a Conferência da Tailândia, o governo brasileiro lançou a Campanha Alfabetização e Cidadania (PNAC), que não chegou a ser efetivada da maneira como foi planejada, em virtude da crise política que afetou o governo Collor, com a conseqüente instauração do processo de “Impeachment”. Em 1996, havia sido aprovada a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação(LDB), ou seja, a Lei 9394/96, orientada pela Constituição de 1988, que já assegurava o acesso de todos 7 à escola, ou seja, o direito à educação para todos. A LDB torna esse direito mais evidente para a EJA quando garante a oferta de educação escolar para jovens e adultos. Em 1997, a política nacional para a EJA passa a ser feita pelo Programa de Alfabetização Solidária através de ações desenvolvidas em parceria entre o governo e a sociedade civil, objetivando, assim, garantir a continuidade dos estudos dos alunos atendidos, por meio da EJA e cursos profissionalizantes, moldados de acordo com a vocação econômica de cada município. (MEC-1997) Em julho de 2000 o Conselho Nacional de Educação, através da Resolução CNE/CEB Nº 01 de 05/07/00, estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos, orientando a obrigatoriedade na oferta e na estrutura dos componentes curriculares de ensino fundamental e médio. Conforme o Art. 2º: A presente resolução abrange os processos formativos da Educação de Jovens e Adultos como modalidade da Educação Básica nas etapas dos ensinos fundamental e médio, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. (MEC/CNE-2001) Depois de doze anos de promulgada a Constituição, finalmente em 9 de janeiro de 2001, é sancionada, pelo Presidente da República, a Lei Nº 10.172/2001, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), norma legislativa da Constituição de 1988 e requerida pela nova LDB, que seria um instrumento constitucional capaz de ajudar na erradicação do analfabetismo no Brasil. No primeiro governo do presidente Lula, a Educação de Jovens e Adultos recebeu prioridade do Governo Federal, com a criação da Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo. Foi lançado o Programa Brasil Alfabetizado, coordenado pelo Ministério da Educação, contando com a participação de órgãos públicos estaduais, municipais, instituições de ensino superior e organizações sem fins lucrativos. O Programa Brasil Alfabetizado direcionou suas ações para os projetos de alfabetização de jovens e adultos e a formação de alfabetizadores. O principal objetivo foi capacitar o alfabetizador para atuar no programa, com o conhecimento prévio dos futuros alfabetizados, ou seja, conhecer a realidade dos grupos antes de partir para a prática. Ao finalizar essa síntese sobre a história da EJA no Brasil, ressalta-se o momento atual com a temática do PROEJA, ou seja, Programa Nacional de Integração da Educação Profissional a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Nota-se que o 8 objetivo nesse momento, não é só oferecer ao indivíduo a formação básica, e sim, ampliar para uma profissionalização, isto é, proporcionar oportunidades educacionais que integrem a última etapa da educação básica à formação profissional. Seria, assim, uma política permanente para a EJA. O CEFETCE já desenvolve grandes projetos sociais, e, no que se refere ao seu Projeto Pedagógico para o PROEJA, o mesmo aponta no sentido de desenvolvimento de estratégias administrativas, visando à capacitação de profissionais para consolidar as ações desse novo programa, que se instala no CEFETCE como um novo desafio, embora seja longa a história da instituição na educação profissional e tecnológica de nosso estado e no Brasil. No sentido de propor a esse programa uma operacionalização consoante ao ideário do seu público-alvo, buscouse a teoria das representações sociais como enfoque predominante. Representações sociais: conceitos, relevância e aplicação Visando estabelecer uma relação de crescente proximidade com o saber trazido pelos educandos, busca-se o desvendamento e a apropriação de conceitos que permitam a real valorização dos discursos discentes, isto é, a transposição do conceito de representações sociais. Dessa forma, pode-se mergulhar no universo de significados que permeia a participação e a inclusão dos jovens e adultos no PROEJA, de modo a diagnosticar tanto os limites quanto as possibilidades que se apresentam no programa. O conceito de representações sociais emerge a partir do rompimento com a Psicologia Tradicional, quando Moscovici (2004) sustenta que o sujeito não está separado do contexto social no qual está inserido e mais, que as representações sociais recriam a realidade através da linguagem, da comunicação, da mensagem emitida pelo sujeito, evocando e transmutando o senso comum ao patamar de conhecimento, pois traz em si mesmo a própria realidade vivida. De maneira complementar a Durkheim, para quem as atitudes dos indivíduos eram determinadas por representações coletivas, Moscovici (2004) defende o estudo de uma nova categoria que explique o surgimento dos novos fenômenos da sociedade, de forma mais flexível do que a teoria durkheimiana, incluindo, assim, novas concepções sobre os sujeitos, sobre o que pensam, o que identificam, o que sentem e o que falam. O conceito de representações sociais é assim esclarecido por Moscovici (2004): 9 Representações sociais determinam tanto o caráter do estímulo, como a resposta que incita, assim como, em uma situação particular, eles determinam quem é quem. Conhecê-los e explicar o que eles são e o que significam é o primeiro passo em toda análise de uma situação ou de uma relação social (...). Na maioria dos nossos experimentos e observações sistemáticas, nós, de fato, manipulamos representações quando pensamos que estamos manipulando motivações, inferências e percepções e é somente porque não as levamos em consideração que estamos convencidos do contrário. (p.100) De acordo com Fernandes (2003), é Denise Jodelet, discípula de Moscovici, quem, de fato, sistematiza a teorização sobre as representações sociais. Dessa forma, as representações são ditas sociais porque são uma forma de conhecimento, socialmente elaborado e partilhado, tendo uma intenção prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a um conjunto social. (JODELET1 apud FERNANDES, 2003, p. 18). Assim, percebe-se o surgimento de um elemento fundante para a compreensão do conceito de representações sociais, que, além de envolver o caráter interpretativo e perceptivo do sujeito, tem seu processo mediado através da partilha, de onde emergirão características peculiares a determinada coletividade, possibilitadas pela realidade na qual está inserida, embebida pelos aspectos de sua cultura, de sua educação, enfim, da sua circunstância de vida no mundo. Carbone e Menin (2004) emitem uma importante colaboração para o entendimento da relevância dos estudos em representações sociais acerca de sua importância nas pesquisas sociais com indivíduos e grupos. Sabe-se que toda investigação parte do cotidiano, ou seja, através de questionamentos sobre determinadas situações que carecem de deciframento e explicação. Outrossim, para as autoras, aí reside a matéria-prima das representações sociais: aquilo que causa estranhamento e pede uma resposta, uma inteligibilidade, uma familiaridade. (p. 257). Não obstante, as representações sociais seriam teorias do senso comum que trazem à tona certas particularidades e uma identidade de grupo a partir de suas experiências vividas. Franco (2004) elucida com precisão a relevância que tem o conceito de representações sociais no processo investigativo. A autora traz contribuições no sentido do estudo e da 1 JODELET, D.(org.). Representações sociais: um domínio em expansão. In: As Representações sociais. Rio de Janeiro: UERJ, 2001. Tradução. 10 compreensão de tal categoria para o campo educacional, ao afirmar que as representações sociais quando utilizadas: Não apenas podemos inferir suas concepções de mundo, como também podemos deduzir sua “orientação para a ação”. Isso conduz à percepção das representações sociais como importantes indicadores que se refletem na prática cotidiana, tanto de professores quanto de alunos, sem contar com os demais profissionais envolvidos no exercício de suas competências, no âmbito da psicologia da educação. (p. 171) A opção pelo delineamento dos conceitos em representações sociais parte do pressuposto de que, para a pesquisa ora proposta, é relevante não só a caracterização de um perfil socioeconômico e educacional dos estudantes do PROEJA, mas também um aprofundamento no sujeito histórico, imerso em sua própria realidade, a partir da qual elabora e emite diferentes expectativas, dificuldades que vivencia em níveis diferenciados de apreensão crítica da realidade e que se configuram em pistas para se pensar um processo educativo que venha ao encontro de seus reais interesses e anseios, consolidando, dessa forma, aprendizagens realmente significativas para esses educandos. O perfil dos alunos do PROEJA no CEFETCE Tendo por objetivo identificar o perfil socioeconômico-educacional do aluno do PROEJA no CEFETCE e a partir daí melhor conhecer as representações sociais sobre as suas necessidades e aspirações, tentando-se colaborar responsavelmente com essa clientela, realizouse o percurso metodológico de forma quantitativa e qualitativa, conforme descreve-se a seguir. De um universo de 59 alunos matriculados nos cursos de Refrigeração e Telecomunicações do CEFECE, contou-se com uma amostra de 49 alunos, significando um percentual de 83%, sendo a maioria composta por homens(36), equivalendo a 73,47% e a minoria por mulheres(13), representando 26,53%. Tal fato denota uma acentuada predominância de homens na procura por cursos da área técnica, talvez por serem carreiras mais identificadas com o trabalho profissional masculino. Quanto à idade, a pesquisa apontou para uma clientela de jovens, tendo em vista que o maior percentual, ou seja, 30,61% dos alunos concentram-se na faixa etária entre 18 e 20 anos; no entanto, também é relevante a quantidade de alunos acima de 30 anos, sendo a faixa 11 etária de 31 a 40 anos representada pelo percentual de 20,41%. Por outro lado, se considerarmos uma pessoa jovem com a idade de 18 a 25 anos, constata-se que 48,98% dos pesquisados estão nessa faixa. Se considerarmos uma pessoa adulta com idade de 26 anos acima, verifica-se um percentual de 51,02%, deduzido-se que a quantidade de jovens e adultos está equilibrada. No que concerne à etnia, verificou-se que a maioria, representada por 63,27%, identifica-se de cor parda, refletindo, assim, o que já mostram as pesquisas do IBGE acerca da cor da população brasileira. Será essa representação social uma forma de proteção em relação a rótulos que os excluem socialmente? Outra questão abordada é a relação entre o índice de pessoas mais jovens/solteiras e a quantidade de filhos. 51,02% dos alunos afirmaram não possuir filhos, percentual bem próximo do índice de solteiros, que foi de 48,98%. Um fator explicativo sobre a grande quantidade de alunos com no máximo até dois filhos, que representa 75,51%, revela a redução nos índices da taxa de natalidade brasileira, que se deve a fatores diversos, tais como: a expansão e divulgação de métodos contraceptivos e a crescente queda de renda da população em geral. Ao verificar-se a origem educacional, observou-se que 69,39% dos alunos iniciaram e concluíram o ensino fundamental em escolas públicas, fato este que pode muito bem ser explicado pelo perfil socioeconômico. Deduz-se que a procura pela escola pública pode ter sido motivada pela situação da renda familiar, uma vez que a escola pública atual não oferece muito atrativo, decorrente da crise pela qual passa o sistema de ensino público. Outro elemento relevante é a associação realizada entre o ensino público e a renda familiar. O percentual de alunos provenientes da escola pública durante todo o ensino fundamental (69,29%) é maior que o percentual de alunos cuja renda familiar é de até três salários mínimos (65,30%), ou seja, uma pequena parcela (4%), embora tenha cursado o ensino fundamental inteiramente em instituições públicas, conseguiu alcançar um patamar maior de renda familiar (de quatro salários mínimos acima). No que se refere à modalidade de ensino cursada, verificou-se que 81,63% dos alunos pesquisados realizaram seus estudos no ensino regular. Desse total, 55,10%, estudavam durante o dia, coincidindo com o percentual de alunos que concluíram o ensino fundamental até o ano 2000. Visando explicar o motivo da maioria ter feito o curso diurno, pode-se deduzir que os mesmos, à época (até 2000), eram bem mais jovens e apenas estudavam, não se encontrando assim engajados no mercado de trabalho, o que demandaria o ensino noturno. 12 O percentual de 65,31% de alunos que afirmou ser essa a primeira vez que prestou exame de seleção para ingressar no CEFETCE, aponta para um dos perfis característicos do aluno da EJA, que são jovens e adultos que pararam de estudar há algum tempo. Os dados coletados indicam ainda que o incentivo da família e dos amigos teve um peso significativo para o retorno dos alunos do PROEJA à escola. Constata-se um percentual de 71,43% que tomou conhecimento do exame de seleção através das fontes citadas anteriormente – família e escola. O conhecimento da situação de vida e trabalho dos jovens e adultos é de grande importância, todavia é fundamental a análise da motivação dos alunos do PROEJA para a escolha do curso. Como resposta sobre o que teria motivado essa decisão, um esmagador percentual 77,55% revelou que o impulso maior foram as possibilidades no mercado de trabalho, denotando que tal inserção representa uma grande aspiração que move a sua vida. Observou-se, com relação à expectativa desses alunos após a conclusão do curso, certo nivelamento nas respostas, tendo em vista que 26,55% declararam que pretendem atuar como empregado, 20,41% almejam trabalhar por conta própria e 24,49% esperam fazer um curso superior na mesma área. Tal quadro aproximadamente equilibrado aponta para uma situação conflitante na expectativa da maioria desses jovens e adultos quanto ao seu futuro, após a conclusão do ensino básico. Ao compararmos os índices de escolaridade de pais e mães dos alunos da EJA, pode-se depreender que o índice de escolaridade das mães apresenta-se maior que o dos pais. Somando-se os percentuais dos pais sem escolaridade com os que cursaram até o fundamental incompleto, obteve-se 65,30% contra 57,15% de mães com esse mesmo nível de ensino. Quanto à atividade remunerada, verificou-se que a maior parte dos alunos não trabalha ou só trabalham eventualmente, totalizando um percentual de 61,23%. Ao se comparar a quantidade de alunos que não possuem renda (23) com a quantidade de alunos que alegam ser sustentados pela família (22), percebe-se que esses dados mostram-se inter-relacionados, ou seja, a participação na renda familiar está intimamente ligada ao exercício de uma atividade remunerada. No que se refere aos rendimentos do grupo familiar a maior parte, ou seja, 65,30% dos respondentes afirmou estar enquadrada na faixa salarial de baixa renda, tendo em vista que sua renda familiar é de no máximo três salários mínimos. É interessante perceber um percentual relativamente alto de alunos que possuem renda familiar de quatro salários mínimos acima 13 (28,57%) para um público que historicamente provém de uma parcela da população de rendimentos mais baixos. Por outro lado, quando se procurou identificar quantas pessoas contribuem para essa renda, os resultados apontam para uma grande representação de chefes de família, justificado pelo percentual de 75,51% que representa a soma das famílias sustentadas por uma ou duas pessoas. Enquanto isso, a pesquisa identifica o total de 24,49% de famílias cujos componentes sustentados pela renda são de três ou quatro pessoas, fato que pode também confirmar a baixa quantidade de filhos apontados pelos pesquisados. Quando indagados sobre a participação em programas sociais do Governo Federal, obteve-se um percentual de 8,16% dos entrevistados, denotando-se um baixo índice de acesso dos beneficiários do Programa Bolsa Família às políticas educacionais, embora o programa articule a educação de jovens e adultos como uma das dimensões a ser contempladas. O grande percentual de alunos que moram em casa própria (73,47%) levanta uma dúvida sobre a natureza da propriedade da maioria das moradias, ou seja, conduz à indagação se tal fato é ocasionado pela expansão dos programas habitacionais populares (mutirões) ou pelas clássicas invasões de terrenos da cidade. O transporte coletivo ainda é o meio mais utilizado dentre as camadas mais pobres da população, denotando que, incluso no percentual de 77,55%, insere-se toda a percentagem dos que possuem renda familiar de até três salários mínimos e ainda um pequeno percentual da camada imediatamente subseqüente. A televisão ainda é o meio de comunicação mais difundido no grupo pesquisado, figurando um percentual de 67,35% dos sujeitos consultados. Convém perceber que a pesquisa realizada apresenta 83,05% dos alunos matriculados, embora o questionário tenha sido aplicado durante vários dias em sala de aula, buscando-se o alcance de um maior percentual de amostragem. Comparando-se com os dados da instituição, quando da realização da pesquisa socioeconômica no ato da matrícula pela coordenação pedagógica do CEFETCE, percebeu-se que um percentual de 69,4% dos alunos não possuía renda fixa ou remuneração alguma. Ao se defrontar com os dados coletados na presente pesquisa, esse percentual cai para 61% dos alunos, constatando-se que, após aproximadamente um mês de aulas iniciadas, já existe uma alteração na referida taxa, ou seja, uma evasão de aproximadamente 8% dos alunos. 14 As representações sociais sobre o PROEJA para os alunos: desvendando as dificuldades e as expectativas Buscando-se desvelar as representações sociais dos alunos dos cursos de Refrigeração e Telecomunicações do PROEJA no CEFETCE e, assim, elencar essas representações sociais como subsídios que a instituição poderia utilizar-se para a constante melhoria de seus serviços, utilizou-se do método qualitativo-estudo de caso, via entrevistas e observações em sala de aula, num universo de 38 alunos pesquisados. Indagou-se sobre os motivos que levam o aluno do PROEJA a faltar às aulas, abandonar o curso e sobre as expectativas desses alunos em estarem participando desse curso no CEFETCE. O que se pôde depreender das respostas às indagações sobre motivos de faltas e evasão foi que a falta de interesse, a ausência de motivação e de estímulo são apontados como os principais obstáculos, segundo a percepção dos alunos, fato que merece investigações no sentido de desvendar as causas dos mesmos. Os estudantes levantaram ainda que, nos cursos de Refrigeração e Telecomunicações do PROEJA, há muitas dificuldades em acompanhar o ritmo das disciplinas ministradas, o que conduz ao questionamento acerca das metodologias utilizadas, se estão adequadas ao públicoalvo. Segundo os alunos: Têm medo de não passar e de não acompanhar as disciplinas. Também, por dificuldades nas matérias, pois são muito difíceis. (Aluno A) Porque às vezes não entendem as matérias e têm dificuldade para perguntar. (Aluno B) Por sentir dificuldades no aprendizado e devido ao pouco tempo para estudar. (Aluno C) Dificuldades em assimilar algumas disciplinas que envolvem matemática, química, física. Também outras disciplinas que não vão bem. (Aluno D) Conforme a fala dos alunos, mostra-se que é salutar a discussão de estratégias que permitam a real integração e o êxito dos referidos alunos no processo de ensino-aprendizagem, para que encontrem estímulo em freqüentar as aulas e ainda possam aprender conteúdos significativos, mediados por metodologias que envolvam a participação e facilitem o aprendizado, já que também faz-se notória a dificuldade ocasionada, inclusive pelo cansaço das 15 atividades laborais exercidas pelos alunos e, ainda, devido ao horário de trabalho mais exaustivo, que os impedem, muitas vezes, de comparecerem às aulas. A quantidade de alunos que atribuem as faltas e/ou abandono do curso por motivos de trabalho é bastante expressiva, figurando na maioria das falas dos alunos, quando afirmam que: Tem alunos que trabalham até mais tarde e chegam cansados e não vêm para as aulas, ou, ainda, por terem dificuldades nas matérias aplicadas e perdem o interesse. (Aluno A) Surpreendentemente, foram apontados como causa de faltas e evasão a decepção com o curso, as expectativas não supridas, o que também pode ser explicado por existirem, nos cursos de Refrigeração e Telecomunicações do PROEJA, alunos cujo ensino médio já está concluído, acarretando tal decepção com o curso, o que figura muitas vezes nas falas quando dizem que “esperavam um curso mais puxado” ou ainda “que preparasse para o vestibular”. Não que isso seja impossível de ser realizado, todavia isso denota que, se faz necessário o reforço informativo e esclarecedor aos candidatos, antes do ingresso, sobre a modalidade proposta, e que o curso não se coloca a ser um caminho mais fácil de ingressar no CEFETCE e sim numa oportunidade de conclusão do ensino básico àqueles que a ele não tiveram o acesso na idade correspondente, conforme o documento base do PROEJA (2006) explicita: (...) aos jovens e adultos que foram excluídos do sistema educacional ou a ele não tiveram acesso nas faixas etárias denominadas regulares, sendo esse o objetivo central desse documento base – uma política educacional para proporcionar o acesso do público de EJA ao ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio. (p.26) Desse modo, já poderia ser evitada grande parte das faltas nessa modalidade, o que implica desperdício de recursos públicos, pois, se o aluno está interessado apenas nas “aulas técnicas” ou que “prepare para o vestibular”,o programa terá dificuldades em cumprir o que se propõe. Também apontada como dificuldade para a freqüência nas aulas, foi a falta de recursos para o transporte de casa até a escola. Conforme o constatado nos dados do perfil socioeconômico apresentado no item anterior, em que figura um percentual de 61%, pode-se dizer que apela por medidas urgentes, seja em nível de ajuda de custo ao discente, seja de 16 parcerias para o ingresso do mesmo no mercado de trabalho, pois a falta de recursos para o transporte impede consideravelmente a chance de acesso e permanência dos alunos no Programa. Visando ainda captar o significado do PROEJA na vida dos alunos, a partir das representações sociais acerca de suas expectativas e anseios, de forma a buscar a constante aproximação com os mesmos, perguntou-se “qual seria a expectativa do aluno ao obter a oportunidade de participar do PROEJA no CEFETCE”. O resultado obtido reflete que o maior anseio dos estudantes do PROEJA é a melhoria de sua inserção no mercado de trabalho, através de uma profissionalização. A teoria das representações sociais de Moscovici(2004) explica bem essa categorização por meio da ancoragem e da objetivação, que, nesse caso, seriam representadas respectivamente pela profissionalização/emprego e melhoria de vida através da ascensão socioeconômica. Desse modo, observou-se que, em praticamente todas as respostas, os pesquisados demonstram o anseio de conquistar um emprego e a profissionalização é requisito determinante na consecução desse objetivo, segundo os mesmos. Assim, seguem algumas falas que confirmam tal constatação: A maior expectativa que tenho é de crescer no ramo de telecomunicações e, é claro, quero tornar-me um técnico na área que escolhi. Com certeza, com estudos, posso ser bem sucedido na área. (Aluno A) Bem, é sair daqui um técnico realmente em telecomunicações para que possa atuar no mercado de trabalho com orgulho no que faço. (Aluno B) Profissionalizar-me, pois no momento não tenho uma profissão formada. Melhorar meus ganhos, qualificar-me para o mercado de trabalho. (Aluno C) A expectativa de aprender as coisas no curso por três anos e de melhorar para o futuro, para conseguir um emprego. (Aluno D) Para abrir novos caminhos de emprego no mercado de trabalho. (Aluno E) Ser um profissional, aprimorar meus conhecimentos e futuramente poder agregar-me numa empresa do ramo de refrigeração. (Aluno F) Pôde-se ainda verificar que muitos mencionaram não apenas o ingresso no mercado de trabalho, mas também o anseio de prestar vestibular ao término do curso e, assim, ingressar no ensino superior. Agregadas também a essas expectativas figuram também que o CEFETCE possui um certo respaldo dentre os estudantes, tendo em vista o expressivo número de respostas em que se 17 afirma que a instituição tradicionalmente possui cursos de qualidade e uma boa aceitação dentre os empregadores, confirmando-se nas colocações: Tenho em vista tornar-me um profissional qualificado numa área promissora e ser formado por uma instituição de ensino de referência, que é o CEFETCE. (Aluno A) Aperfeiçoar-me melhor nos estudos, para maiores oportunidades no mercado de trabalho, a fim de me tornar um grande destaque como aluno do CEFET, que é muito bem conceituado. (Aluno B) Estou entusiasmado em estar de volta à sala de aula, em especial dentro do CEFETCE. (Aluno C) Bom, porque o CEFETCE é uma instituição de muito respeito em qualquer lugar (empresa), ficando assim muito mais fácil conseguir um emprego. (Aluno D) Observa-se que conhecer o público alvo das políticas públicas – sejam elas de qualquer natureza – é preponderante para o êxito das mesmas; não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente, através de uma aproximação com a realidade vivenciada pelo aluno, investigando suas opiniões, expectativas e motivações, pois ninguém é mais indicado do que o próprio aluno da EJA para apontar quais caminhos devem ser trilhados e que estratégias podem lograr sucesso no intuito de uma formação integral, mais humana e mais condizente com os novos arranjos sócio-contemporâneos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Identificou-se o aluno do PROEJA no CEFETCE não só como mero discente, mas como um sujeito imerso numa condição sociocultural desigual que, no dizer de Arroyo (2001, p.122) corrobora para uma formação e/ou deformação humana. Isto é, para alguns a busca de superação, para outros, a marginalização escolar, dada a sua condição de vulnerabilidade social. Concebê-lo assim é enfrentar sua condição vulnerável e procurar colaborar, a fim de devolver o seu direito roubado a partir de uma sólida formação comprometida com os limites e desejos dos que lutam por dignidade social. Ao abordar-se o “perfil dos alunos do PROEJA no CEFETCE: o que pensam e o que desejam”,contribui-se com o debate sobre a modalidade da Educação de Jovens e Adultos 18 implementada pela Rede CEFET, ouvindo-se, preferencialmente o seu interlocutor imprescindível: o aluno. Nessa perspectiva, verificou-se que a maioria pertence a uma classe social menos favorecida, constituída em grande parte pelo gênero masculino, oriunda de uma formação educacional predominantemente pública, em sua maior parte excluída da atividade de trabalho formal, ou que a realiza apenas eventualmente. Procurando-se compreendê-los melhor, buscou-se mergulhar no seu universo de percepções e significados e captando-se suas representações sociais sobre a realidade vivenciada, tais como: dificuldades em acompanhar as disciplinas e em conciliar trabalho com estudo, ânsia por se inserir no mercado de trabalho, insatisfação por parte dos alunos que já concluíram o ensino médio, e satisfação da maioria em estar no CEFETCE. Isso sugere caminhos para possíveis políticas institucionais, a saber: • Mudanças que envolvam a quebra de paradigmas, no âmbito teórico- metodológico, de forma a possibilitar a motivação do aluno no circuito ensinoaprendizagem, mediante a valorização dos saberes prévios do educando e a associação constante entre teoria e prática cotidiana. • Busca de mecanismos que permitam um controle mais rigoroso no que tange ao atendimento dos parâmetros discentes exigidos pelo MEC (vide Documento Base do PROEJA). • Fortalecimento e ampliação das políticas de assistência ao discente, inclusive com a viabilização de programas de inserção produtiva, através de projetos e parcerias interinstitucionais que possibilitem a geração de renda e a experiência profissional. Diante do exposto, ressalta-se ainda o compromisso que tem o CEFETCE não apenas na execução do PROEJA de forma satisfatória, mas também na responsabilidade com os jovens e adultos que tudo apostam (conforme o verificado na pesquisa) para a conclusão do ensino básico e, concomitantemente, uma profissionalização numa instituição qualitativamente reconhecida, na tentativa de inserir-se no mercado de trabalho, e, desta forma, resgatar a sua identidade social. 19 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRIOLA, Wagner Bandeira; GONÇALVES, Niedja Goyanna Gomes. Caracterização do perfil discente no curso de agronomia da Universidade Federal do Ceará e as condições de aprendizagem. In: FREIRE, Fátima de Sousa (org.). Gestão Universitária: integrando aprendizagem e conhecimento na UFC. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. 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