NOTAS GENEALOGICAS
DE PROEMINENTES FAMtLIAS
LUSO-AFRICANAS
NO SECULO XIX NA GUINE
George E. BROOKS(*)
Origem e evolufiio
das Jamflias mais influentes
As paginas de dados geneal6gicos apresentadas a seguir foram compiladas a partir de fontes primarias e secundarias portuguesas, francesas,
inglesas e americanas. Seleccionei 0 que me pareceu presentemente uma
amostragem das famflias mais influentes e tenho ainda urn mlmeroconsideravel de verbetes que poderei confrontar no futuro. Antecipo-me a
informar que espero encontrar mais dados na continua~ao do meu
trabalho acerca do comercio da Africa Ocidental. Entretanto, ficaria
muito grato por quaisquer adi~oes, correc~oes e pareceres que me
pudessem ser oferecidos. Pretendo encorajar os leitores desta revista,
especialmente os descendentes das famflias constantes da lista, a enviarem-me 0 seu contributo.
Trata-se de «notas de trabalho» e, portanto, nao se espere delas a
perfei~ao estilfstica. Para economizar espa~o e tempo, usei abreviaturas
(.) Os meus agradecimentos ao Padre Henrique Pinto Rema por me incentivar a divulgar os
meus resultados preliminares. pela tradu~iio do texto do ingl~s para 0 portugu~s e pela sua
contribui~iio com dados das suas pr6prias pesquisas. Tambem agrade~o aos editores da Soronda
pela sua valiosa ajuda.
53
para as fontes consultadas: «XI9», por exemplo, refere-se a Caixa 19,
Guine (1807-1809), do Arquivo Hist6rico Ultramarino; «SB, III, 87»
representa a pagina 87, volume III de Christiano Jose de SennaBarcellos,
Subsfdios para a Hist6ria de Cabo Verde e Guine; «Rema c» seguida da
data refere-se as cartas que me foram enviadas pelo Padre Henrique
Pinto Rema contendo informa~oes colhidas de lapides funerarias de
cemiterios da Guine, etc. Usar-se-a urn formato fixo nas anota~oes ao
apresentar os dados em forma definitiva para publica~ao e,. naturalmente, ficarei muito reconhecido por informa~oes e sugestoes recebidas
de quem quer que se dignar formular comentarios a estes esquemas de
trabalho preliminares.
Os dados apresentados estao sujeitosa muitos problemas de analise
e ha muitas lacunas nos dados que nao puderam ser trabalhados. Nomes
de membros masculinos de familias podem ser coligidos de uma variedade de documentos, inclusive listas de oficiais e soldados, correspondencia oficial, testemunhas de tratados, evidencia notarial coligida para
investiga~oes oficiais que usualmente trazem 0 nome da pessoa, idade,
lugar de nascimento, residencia, ocupa~ao e, acidentalmente, se e letrado
ou nao. Mulheres sao raramente mencionadas em tais documentos, a nao
ser mulheres de reconhecida posi~ao e influencia, por exemplo, nharas
e chefes de familia. Nomes de mulheres,juntamente com os dos homens,
encontram-se bastante facilmente em pedras funerarias, passaportes e
documentos de viagem e mencionados em ultimas vontades e testamentos. Nem sempre os nomes sao lidos com facilidade enos docurnentos
eram utilizadas diversas abreviaturas. Muitos indivfduos erarn analfabetos e, assim, ha pouco ou nada a dizer acerca de como os funcionarios do
Governo reproduzem os seus nomes.
Muitos nomes de familias luso-africanas da Guine, por exemplo,
Pereira, Silva, Gomes, etc. sao apelidos comuns portugueses tornados de
comerciantes, oficiais do Exercito e outros que vieram a Guine temporariamente ou por perfodos rnais ou menos longos de tempo, tornando
assim diffcil a positiva identifica~ao dos indivfduos mencionados em
documentos.
Outro problema e que alguns indivfduos usaram formas abreviadas
dos seus nomes nalgumas ocasioes; por exemplo, Jose Louren~o da
Costa Alvarenga podia assinar 0 seu nome J; L da Costa; taisusos nao
tinham consequencias em pequenas comunidades onde cada qual era
bern conhecido, mas e uma fonte· de confusao para oinvestigador
moderno. Outro problema e que muitos luso-africanos nao contrafram
nunca matrim6nios registados na igreja ou no civil; as rela~oes sucessi54
vas com diversas mulheres ou homens complicam extraordinariamente
a identifica~ao.
Ainda outra fonte de confusao para historiadores e 0 problema dos
grumetes. Aparentemente muitos/a maior parte (?) dos grumetes do sexo
masculino e alguns (?) do sexo feminino ligados a uma familia adoptaram-Ihe 0 nome e e evidente que em tais casos eram descendencia do
senhor do agregado familiar. Este pode ter sido muitas vezes 0 caso de
escravos, pelo menos relativamente a crian~as adoptadas por urn senhor,
ou talvez aqueles que cresceram numa familia (?). 0 uso de adoptar
nomes «europeus» porrazoes de prestfgio - para alem do uso de 0 registar
para emprego - parece ter crescido durante 0 seculo XIX, Brooks,2941296.
A pnltica de urn escravo tomar 0 apelido de urn senhor/proprietlirio
era comum no Arquipelago de Cabo Verde Meintel,C" 14,7,72. Se indivfduos na
Guine seguiram a pnitica dos cabo-verdianos segundo a qual urn indivfduo podia assinar documentos com 0 nome de qualquer outra familia
como urn nome «intermedilirio» que julgava ter 0 «direito» de usar,
requer ulterior investiga~ao.
Pelas razoes acima apontadas e, indubitavelmente, por outras desconhecidas por mim, os dados geneal6gicos apresentados a seguir sao
fragmentarios e incompletos. Em semelhantes casos, pensei em possfveis
parentescos familiares, indicando tais possibilidades com pontos de
interroga~ao; do mesmo modo, incluo referencias a indivfduos que
viveram na Guine nos seculos XVII e XVIII e que podem ser antepassados dos indivfduos constantes das listas a seguir. Gostaria que alguns dos
seus descendentes me ajudassem e que me respondessem as seguintes
perguntas:
Qual era a pratica predominante do uso do nome familiar da mae
como urn nome intermedilirio? Porexemplo: Que representaMendes em
Vicente Mendes Gomes no nome familiar da mae de Vicente? Com que
amplitude os homens usavam 0 nome familiar da sua mae em vez do do
pai?
Seguiram as famflias luso-africanas da Guine a pnitica cabo-verdiana
de casarem com outros euro-africanos e europeus para evitar a «ra~a­
mista» e preservar a pigmenta~ao «branca»? Ravia frequentes casarrientos entre primos direitos?
Quando urn nome de mulher nao inclui apelido, por exemplo, «Rosa
Maria», ou nao usa urn nome familiar, significa isso que ela e necessariamente uma grumete ou umamulher africana? E muito provtivel que
seja este 0 caso? E/ou isto sugere que ela nao era casada legalmente com
o homem com 0 qual pode ser identificada?
55
Como escrevi atras, YOU entao apresentar os dadospara infonnac;ao
dos leitores e para deles receber conselhos. Espero ser ajudado neste
projecto.
BARRETO / Cacheu
Jotio Pereira Barreto, fundador de famosa familia deCacheu, era urn
luso-africano, nascido em Santiago, onde recebeu 0 sacerd6cio. X21 Foi
transferido para a Guine pOl' 1770 (?), provavelmente pOl' causa das suas
relac;oes com uma escrava de que the nasceram dois (?) filhos: Jotio
Pereira Barreto X21; SB,III.224 e (?)Antonio Teixeira Barreto (?). 0 Padre
Barreto adquiriu consideravel influencia em Cacheu, aoponto de servir
de comandante em 1785-1786. SB,III,95 A seguir a esta data faltam informac;oes acerca da sua carreira.
Ha poucos pormenores a respeito de Antonio Teixeira Barreto. Foi
apontado como capitao de milicias de Cacheu pelo comandante Jose
Joaquim de Sousa Trovao, mas nao encontramos referencias subsequentes. Nao aparece a sua assinatura na petic;ao contra Trovao de Marc;o de
1803 XI?, nem figura na lista das familias de Cacheu em Marc;o e Abril de
1804. XI? Pode ser que tenha perdido 0 lugar quando Trovao foi deposto
de comandante em Novembro (?) de 1803.
Muito mais informac;oes ha a respeito de Jotio Pereira Barreto
(1772?-1829?). Ja era capitao-mor de Cacheu em 1804: Ulli documento
de 14 de Julho deste ana traz a sua assinatura, Joao Pereira Barretto, e
inclui a informac;ao de que tinha 29 anos de idade, era casado e tinha
nascido no Arquipelagode Cabo Verde. XI8 A data do seu casamento com
Rosa de Carvalho de Alvarenga nao e apontada, nem as datas de
nascimento dos seus filhos sao conhecidas COlli certeza:
oC\
Maria Pereira Barreto (1808-18); Honorio Pereira Barreto (18
\%
14~1859). X22
.
Honorio Pereira Barreto nao casou nunca, mas e conhecido como pai
de varios filhos, inclusive:
Ernesto Augusto Pereira Barreto (1847-1894), casado com Genoveva da Costa, meia irma de Edwiges Pereira Barreto, filha de Hon6rio e
de Ines da Costa, mulher do comerciante Jose Maria da Costa; Rufino
Pereira Barreto, falecido e sepultado em Bolama a 25 de Marc;o de 1897,
com 63 anos de idade, filho de Christina Gomes Baiao; Edwiges Pereira
Barreto casou com Richard Turpin,comerciante franco..:africano de
Saint-Louis (Senegal). Rem., c.9.5.72 Rosa, casada com Francisco Jose
Benicio.
fjJ
(c.
56
Joao Pereira Barreto; Pedro, Maria, Catarina, Ludgero, Heitor,
Antonio, Amadeo, Rosalia, Leonor, Clementina, Balbina.
BARRETO / Cacheu etc.
'J
II
\1
Antonio Pereira [Silva?] Barreto foi alferes em Farim em 1828,
solteiro e nascido em Africa. X22
Joaquim Sousa Barreto assinouem 1837 em Ziguinchor umprotesto contra a usurpa9ao francesa de Casamansa. SB. IV. 186
Francisco de Salles Barreto (tenente) era 0 comandante militar de
Cacheu em Outubro de 1855. SB.IV.65/6
Carlos Honorio BarretO'assinou 0 tratado da cessao a coroa portuguesa da aldeia de Bianga, no rio de Bassarel,em Outubro de 1855 SB. VI.
66 Filho de Hon6rio Barreto e de Cristina Gomes Baiao, falecido em
1869.
Numa Pompilio Barreto, que assinou 0 tratado de Varela em Mar90
de 1857, e descrito como «pertencente a casa de D. Rosa Carvalho
Alvarenga, e filho de Cacheu». Em 1860 trabalhava a feitoria«Ponta
Cacheu», rta margem esquerda do Rio Grande., SB. VI. 187;265 Filho de
Hon6rio Barreto e de Isabel Gomes.
CARDOSO / Bissau
Pedro Cardoso era administrador da Companhia do Grao Para e Maranhao em 1760. SB.III. 29
Mauricio Jose Silva Cardoso era administrador da Companhia do
Grao Para e Maranhao em 1770. SB.III.52
Jose da Silva Cardoso era urn dos «principais comerciantes» de
Bissau em 1792, quando Philip Beaver e outros colonos britanicos estiveram em Bolama. Beaver. 43 passim. Era associado com a firma de Lisboa
Pedro Nolasco Gaspar & Irmaos quando morreu em 1805 (?). XI8
Gonr;alo Cardoso e considerado cunhado de Jose de Araujo Gomes
em 1803. XI7 Pode ser pai (?) de:
Manoel da Silva Cardoso acompanhou Joao de Araujo Gomes na sua
viagem ao Para e a Portugal em 1804.13 descrito como «homem pardo»,
de 20 anos de idade, solteiro e nascido em Bissau. X17
Jose Gomes Cardoso assinou 0 seu nome como capitao estacionado
em Geba em Mar90 de 1806, de 40 anos e nascido em Geba. XI8
Albino Semedo Cardoso,tenente ajudante, assinou tratados em Bissau em 1837 e 1838. SB.IV.205;250
57
Filipe Semedo Cardoso era porta-bandeira presente na assinatura de
urn tratado em Bissau em 1838. SB,lV,250
Antonio da Silva Cardoso era govemador interino de Bissau em
Outubro de 1843. SB, V.16
Martinho da Silva Cardoso assinou tratados em Bissau em 1837 e em
1838 e a proc1ama~ao de Bo1ama de 1837; SB.IV.204/5;250 era proprietario de
Bissassema em Agosto de 1858, SB, VI, 141 onde entrou em conflito com
David James Lawrence, que se estabelecera em Bissassema em 1850. SB,
VI,171/2
lolio Cardoso estava em Bissassema em Abril de 1860. SB, VI, 173
Pedro Semedo Cardoso era casado com Maria Gomes; os seus dois
filhos foram Augusto Semedo Cardoso (1859-1904) e Domingos Alves
Cardoso. 0 ultimo era tenente de segunda linha e juiz do povo. Remac.30.1.74
CARVALHO / Bissau-Geba
Manoel Henriques de Carvalho era urn soldado da Bata, donde
desertou. XIS Foi enviado para Bissau, onde em Junho de 1801 foi
promovido a tenente.
Em Julho-Agosto de 1804 era capitao de artilharia, quando obteve.um
passaporte para fazer uma convalescen~a na Bata, levando com ele a
mulher, uma filha e urn criado chamado Joaquim. XIS A passagem por
Lisboa, pediu insistentemente ao Conselho Ultramarino que 0 nomeassem comandante da Pra~a de Geba, XI7 aonde voltou em fins de Maio de
1805. XIS Voltou ao seu comando de Geba em 10 de Fevereiro de 1806.
XI9
CARVALHO / Cacheu
lolio Pereira de Carvalho foi transferido da Praiapara Cacheu e feito
capitao'-mor de Cacheu em 1734. Barrelo,273
Manuel Antonio de Carvalho era tenente da Pra~a de Cacheu em
Janeiro de 1803; tinha 40 anos e era solteiro. Numa !ista de Mar~o de
1803 aparece como tenente e tesoureiro da Real Fazenda e homem
branco. XI9 Em Mar~o de 1804, urn Manoe1 Carvalho, capitao-mor,
aparece numalista como proprietario de uma casa de Cacheu habitada «pellas suas famflias». XI7 Parece provavel (?) que fosse 0 pai
de:
Antonio Miranda de Carv(llho, tenente de ordenan~as. Foi urn dos
cabecilhas (juntamente com 0 sacerdote do forte, Manoel Gomes de
58
Oliveira, e Joao Pereira Barreto, sargento-mor) da revolta bern sucedida
contra 0 comandante de Cacheu, em Agosto de 1814. Era «filho dum
homem de cor do Arquipelago de Cabo Verde e duma preta gentia». X21
Era pai (1) de:
Pedro Lopes de Carvalho, primo de Hon6rio Pereira Barreto. Foi
morto durante urn ataque a Farim em Novembro de 1846. SR, V,82
Guilherme Miranda de Carvalho, proeminente comerciante de Cacheu
SR.VI.77, contribuiu com considenivel soma de dinheiro para financiar aexpedi~ao da retomada de Farim em Novembro de 1846. SR, VI,81 Foi urn dos
comerciantes entrevistados eITl Cacheu em 1850 pela comissao. SR, V,I89
Antonio Pereira e Venceslau de Carvalho foi urn dos grumetes
acusados de assassinar 0 Governador Caldeira, da Guine, em Cacheu em
1871. SR, VI.287
CARVALHO / Bolama
Antonio Ezequiel de Carvalho foi urn residente de Bolama em 1837
quando assinou 0 tratado desse ana SR, IV, 204 Em Dezembro de 1838
assinou 0 protesto lavrado ap6s a incursao do tenente Kellet ailha. SR.IV.
255 e depois da segunda incursao em Abril de 1839, Rarrelo.251 durante a qual
alguns dos seus trabalhadores foram levados afor~a para a Serra Leoa.
Seus filhos (1) / grumetes (1) Thome de Carvalho e Florencio de
Carvalho foram dois dosquatro soldados feitos prisioneiros pelos
ingleses em Col6nia, no Rio grande, em Junho de 1868. SR, VI. 253
Victor Martins de Carvalho esteve presente no dia 1 de Outubro de
1870 na tomada de posse oficial portuguesa de Bolama. SR, VI, 272
CARVALHO / Ziguinchor
Carlos de Carvalho era capitao-mor de Ziguinchor em 1766 quando
levou 51 escravos para Bissau a fim de ajudarem na constru~ao do novo
forte. SR. Ill. 48
Manoel Carvalho era 0 capitao de Ziguinchor em 1804 e urn proeminente comerciante. XI7
Ambrozio Gomes de Carvalho era ajudante na pra~a de Ziguinchor,
que serviu «mais de 70 anos» sem pagamento; foi-lhe concedida reforrna
com «todas as honras» por especial decreta assinado no Palacio da
Bemposta em 20 de Dezembro de 1822. X21 A sua reforma de honra pode
ter tido influencia 5 anos mais tarde, quando a 24 de Julho de 1827 pediu
para levar 36 escravos domesticos para Santiago a fim de ali fazer uma
planta~ao. X22
59
E 0 pai (?) de Ambrosio de Carvalho, importante mercador cabo-verdiano em 1840 (?). SB, V,93
Thomas Lopes Carvalho foi um dos signatarios do protesto de 1837
em Ziguinchor contra a intromissao francesa no Rio Casamansa. SB.IV,186
CARVALHO / marinheiros
Ignacio Correia (?) Carvalho(?) foi mestredo brigueSenhorinha (?)
em 1820. NA,CVI,RolI1
AgostinhoJoze Carvalho foi comandante do navio Conceiqao Esperan~'a, destinado a 1evar degredados de Lisboa para Cacheu em Dezembrode 1819. X21
.
.................... Carvalho foi mestre da escuna lnocente, que velejou de
Cacheu para Boa Vista em 1826/27. X22
..
Carvalho e descrito como sendo 0 tinieo negreiro a
operar no Rio Nunez em 1840. Buxlon,381
CARVALHO ALVARENGA / Ziguinchor·
Inquestionavelmente, a familia luso.:afrieana mais influente na area
de Ziguinchor-Casamansa na primeira metade do seculo XIX foi a
familia Carvalho Alvarenga, proeminente no comercio, controlando a
administrac;ao e 0 exercito e ligada pOl' lac;os inatrimoniais e econ6micos
aos Carvalhos, Costas e outras famfliaseuro:-llfricanas na regiao de
Cacheu-Casamansa.
.
o fundador (?) da familia foi Carlos de Carvalho Alvarenga, capitao-cabo de Ziguinchor em 1766. Walter, II Nas decadas seguintes, numerosos
membros da familia teriam consolidado a sua posic;ao.
Alexandre Carvalho Alvarenga foi designadocapitao':'mor do Baluarte de Nossa Senhora da Luz de Ziguinchbr em 2 de Abril de 1802 pOl'
J.1. de Sousa Trovao, comandante de Cacheu. XlS
Manuel Carvalho de Alvarenga (1753/6-1827) foidesignado comandante de Ziguinchor em 1800. SB,lIl, 162/3 Em 2 de Abril de 18020 seu filho
(?) Alexandre de Carvalho Alvarengafoi nomeado comandante do
Baluarte de Nossa Senhora da Luz de Ziguirtchbt pot J.de SousaTrovao,
comandante de Cacheu. XI8 Ainda nao erapassado um ano, a 3 de Marc;o
de 1803, Manuel Carvalho de Alvarenga era signatarioduma petic;ao
contra Trovao juntamente com os oficiais da guarnic;ao e chefiava os
habitantes de Cachell. XI7
60
Assinou outro documento em Cacheu em Julhode 1804, onde se
afirma ter 51 anos de idade, ser solteiro enascido em Africa. XI8
Mateus de Carvalho Alvarenga,filho de Manuel Carvalho Alvarenga, foi promovido a alferes em Maio de 1806 pelo comandante de
Cacheu, Jose Ant6nio Pinto, que afirmou ter servido 13 anos na pra~a de
Ziguinchor como soldado e sargento e que era filho do capitao-mor de
Ziguinchor, queserviu 0 rei mais de 30 anos. XI9 OConselho Ultramarino
promoveu-o a seguir a sargento de Cacheu em 17 de Dezembro do
mesmo ano, de novo por recomenda~aode Ant6nio Pinto. XI8 Pode (?)
ser 0 pai de Rosa de Carvalho de Alvarenga (?).
Manuel Carvalho de Alvarenga enviou uma mensagem de Ziguinchor em 27 de Outubro de 1808 ao comandante britclnicoem Goree a
solicitar 0 envio para Lisboa duma declara~ao de acusa~oes contra 0
comandante de Cacheu, Jose Ant6nio Pinto. SB,II1, 186 Seis anos mais tarde,
estava implicado nadestitlli~ao do comandante de Cacheu, Josefigueiredo de G6is, em Agosto de 1814, ate se tomar genro de Ant6nio de
Miranda de Carvalho, urn dos tres cabecilhas. X21 Apesar disso, reteve 0
comando de Ziguinchor e foi promovido a tenente-coronel de 2l! liriha,
como e atestado pela sua pedra tumular, que agora estci a porta da
Biblioteca Nacional de Bissau. Remac.lO.3.72
Rosa de Carvalho de Alvarenga, «Dona Rosa de Cacheu», como era
conhecida pelos seus contemporaneos, era uma mulher de enorme influencia pessoal em Cacheu. As datas do nascimento e do casamento
com Joao Pereira Barreto sao desconhecidas, como desconhecida e a
data do nascimento do seu filho Hon6rio Pereira Barreto (Ver familia
Barreto).
losefade Carvalho Alvarenga, mulher do coronel Manuel Dias de
Moura, de Santiago de Cabo Verde, e provavelmente irma de Rosa de
Carvalho de Alvarenga. Moura morreu em 1818 e 0 marido de Rosa, Joao
Pereira Barreto, durante uma sua visita a Lisboa em Mar~o de 1823,
auxiliou-a a adquirir uma heran~a avaliada em 1.070$000 reis. X21
Quatro membros da familia assinaram 0 protesto de 17 de Mar~o de
1837 contra a intromissao do navio de guerra frances Aigle d'Or, que
subiu o· Casamansa para cima de Ziguinchor e assinou tratados com
regulos africanos: Francisco de Carvalho Alvarenga, 0 «delegado da
provedoria», ordenou 0 protesto levantado pelo seuirmao (?) Antonio de
Carvalho de Alvarenga, 0 «tabeliao». 0 protesto foi tambem assinado
por Estewio de Carvalho de Alvarenga e por Alexandre de Carvalho de
Alvarenga. SB,IV, 185/6
61
Francisco de Carvalho de Alvarenga, tio de Hon6rio Barreto, era cornandante deZiguinchorern 1844, SB,V,20 1845,sB,v,55 e 1849. SB,v,16819 Foi
norneado Delegado Adrninistrativo em Abril de 1861 pelo Govemador Zagallo a seguir a urnas desordens civis em Ziguinchor. Nesta altura adquiriu 0 grau de tenente-coronel de 2!l linha. SB, VI, 192 Todavia,
era cornandante em 15 de Seternbro de 1865 quando concluiu urn tratado com os africanos de Jame e de Nhamol, vizinhos de Ziguinchor. SB.
VI, 243/4
Lourem;o Carvalho de Alvarenga foi tarnbern urn dos signatarios do
tratado acirna. SB. VI, 243/4
CORREIA / Bissau
Francisco Correia nasceu na area de Geba, filho de portugues e rnandinga; era urn rnestre que teve urna por~ao de pequenos barcos e visitou
nurnerosas vezes 0 Arquipelago de Cabo Verde e Portugal. Barreto,171 Cornprou rnercadorias a Philip Beaver quando a feitoria britanica de Bolarna
foi desfeita em Novernbro de 1793, agindo como intermediario dos cornerciantes estabelecidos em Bissau. Beaver, 275/6; 407
Antonio Joze Correia tinha 18anos de idade, nascera em Lisboa e
servia como capitao em Bissau em Abril de 1806. XI8
Amaro Correia era urn dos grurnetes de Caetano Nozolini acusado de
assassinar 0 cornerciante frances Durnaige em Bissau em Fevereiro de
1835. sB,lv,98
Clara Correia viu a sua casa roubada por grurnetes e africanos locais
durante as desordens de Bissau em 1844. SB, v, 34
Manuel Correia acornpanhou a rnissao de Bissau a Bandirn em
Outubro-Novernbro de 1844. SB~ V, 35/6
Domingos Correia tinha urn estabelecirnento no Rio Grande em
Abril de 1860, quando foi em auxiIio de Martinho da Silva Cardoso em
Bissasserna. SB, VI, 173
CORREIA / Cacheu
Supriiio Correia tinha 44 anos de idade em Seternbro de 1802;
nascera em Cacheu. XI7
Manuel Correia tinha 50 anos de idade, era casado etillha llascido no
Arquipelago de Cabo Verde, quando apareceu nurna lista de Cacheu em
Janeiro de 1803. XI7
62
Nicolau Correia assinou a cessao de Fa e Ganjara em 1843; 58, V,I3
Gregorio Correia erajujz do povo de Farim em 1846; dizia-se que
tinha sido chefe da revolta dos grumetes daquele ano. 58, v, 76
CORREIA / Ziguinchor
Manuel Correia era 0 juiz do povo de Ziguinchor que assinou 0
tratado de Casamansa em 1865. 58, VI, 245 Esteve igualmente na tomada de
posse portuguesa de Bolama em 1 de Outubro de 1870. 58 , VI,272
NCio classificado
Lourenqo Correia foi mestre da escuna Eliza, apreendida em Bathurst em 1830 com uma carga de escravos. Mahoney,S7
COSTA / Bissau
Antonio Pereira da Costa foi nomeado cirurgiao-mor de Bissau em
17 de Agosto de 1805. XIS Morreu em Bissau em 1808. XI9
Antonio da Costa comerciava com a escuna inglesa Ocean em Bissau
em Maio de 1821. AAS, Hodges, 4,
COSTA / Cacheu
Jotio da Costa foi administrador da Companhia do Gdio Para na
Guine em 1770. S8,III, 73
Torna-se diffcil falar da familia Costa por causa de alguns membros
da familia Costa Alvarenga assinarem ora Costa, ora Costa Alvarenga.
Urn que 0 fez no mesmo documento foi Mathias da Costa Alvarenga,
ajudante da pra9a de Cacheu numa lista de famflias de Cacheu compilada
em Mar90-Abril de 1804. XI7 (VerCostaAlvarenga). Parece ter sucedido
o mesmo com Thomas da Costa Alvarenga. XI7 (Ver Costa Alvarenga),
Gaspar da Costa aparece num documento datado de 27 de Se-tembro
de 1802 como nascido em Cacheu, de 28 anos de idade e ca-sado. XI7 0
mesmo documento foi assinado por Liberata da Costa e recorda que
nasceu em Bissau, de 25 anos e residente em Cacheu. XI7 Gaspar assinava
a peti9ao contra 0 comandante Trovao em Mar90 de 1803 XI7, mas 0
nome de Liberata nao aparece na lista.
Jose da Silva Santos Costa, comerciante emFarim em 1846,58, V,76 foi
Administracior do Concelho de. Cacheu e presente na assinatura dum
63
tratado em Varela em Abril de 1861. SB,VI, 188 Tambem assinou 0 watado
de Illia em Cacheu em 1864. SB, VI,237
Jose Mariada Costa foi responsabilizado por Hon6rio Barreto em
Abril de 1847 como tendo sido 0 chefe duma revolta de grumetes e
mandingas em Farim, e os seus bens foram-lhe sequestrados por Barreto
para pagamento das despesas de guerra. SB, V,82 0 comandante de Farim,
Vicente dos Prazeres Costa, foi acusado decumplicidade. SB, V,82
Jose Maria da Costa e a hist6ria da sua familia entrela~aram-se com
a de Hon6rioPereira Barreto. Por actividades politicas, Costa, que era
sapateiro em POitugal, veio exilado para a Guine em 18..(?). Em Cacheu
recebeu considenlvel assistencia da mulher do Sr. Moniz, que 0 auxiliou
a obter 0 maximo de liberdade consentida a urn degredado. Costa
estabeleceu-se como negociante em Bolor, onde comprou umajovem de
Sonco (area de Sao Domingos) por 30$000 de prata, urn garraffio de
alcool e uma quantidade de tabaco e f6sforos. Quando casou com ela,
deu-lhe 0 nome de Ines da Costa. Dela teve quatro filhos: Maria, que
morreu sem descendencia; Genoveva, que casou com Ernesto Pereira
Barreto (filho de Hon6rio Barreto e de Cristina Gomes Baiao); Balbina,
que se fez professora e morreujovem;e Cleto Jose da Costa, descrito a
frente.
Sygundo as hist6rias da familia, Hon6rio Pereira Barreto enamorou-se da nhara Ines da Costa, e quando ela recusou as suas pretensoes,
mandou para Geba 0 seu marido. Para conseguir 0 regresso do marido a
Cacheu, Ines submeteu-se a Barreto, de que nasceu uma filha, Edwiges
Pereira Barreto. Ao saber do caso, Jose Maria da Costa morreu de
desgosto em Geba. Rema c.9.5.72 A lenda familiar difere da narrativa
hist6rica apontada a seguir, que liga Costa a revolta de grumetes e
mandingas de Farim, reprimida por Barreto em 1847. Podem asnarrativas familiares ter substitufdo Geba por Farim? Edwiges Pereira Barreto
casou .com 0 franco-africano Richard Turpin, comerciante de Saint-Louis, Rema,c.9.5.72 que morreu no RioPol1goern 1865. AOF,2F3
Cleto Jose dd Costa (1846-1901) casou comuma das filhas de
Hon6rio Pereira Barreto, Maria Rosa Pereira Barreto,·e tiveram cinco
filhos. Tendo 0 seu pai supostamente morto de desgosto, ao ter conhecimento do procedimento de Barreto para com sua mae, Cleto Jose da
Costa nao se preocupou de forma algurna de casar com a filha do ilustre
Barreto, concedendo apelidos aos seus filhos,pratica que parece ter sido
a causa da promo~ao na sua carreira, que culminou em 1890 com a
nomea~aoparao;apreciadoposto de director da Alfandegade Cacheu.
Costa gozou igualmente da reputa~iio de ter. consideravel influencia
64
pessoal junto dos africanos locais: SB; VI; 159 M quem pergunte se isto foi
devido assuas qualidades pessoais ou a reputa~ao e familia da sua
mulher (?). Os cinco filhos foram: Salvador Pereira Barretoda Costa,
Honoria Pereira Barreto da Costa, Luisa (Florzinha)da Costa, Cristina
(Chinchinha) da Costa e Belarmino Jose da Costa. Remac.9.5.72
Urn Sr. Samba Costeh(C()sta?) era mestre do navio costeiro Le
Glaneur, da Casa Bocande, que foi apreendido pelas autoridades portuguesas em Cacheu a 17 de Fevereiro de 1865. AOF.2;F3
COSTA ALVARENGA I Cacheu
Ambrosio da Costa Alvarenga e asua consorte, Isabel Lopes da Concei~ao,
sao lembrados como patronos da capela de Cacheu por uma
de Abril de 1784. Rema
inscri~ao comemorati\!a da morte da uitima em 23
c.IO.3.72
~
Thomas da CostaAiva,:el1gti foi 0 pdmeiro signatario dum doc:umento datado de 27 de Setembro de 1802. Aparece como natural desta pra~a,
casado, de36anos de idade. XI7
Mathias da Costa Alvarenga (Ver Mathias da Costa)assinou uma
peti~ao contra 0 comandante de Cacheu, J. J. de Sousa Trovao, em Mar~o
de 1803. XI7 Em documentos assinados em Mar~o/Abril e em Julho de
1804 aparece como ajudante da pra~a, solteiro, nascido em Africa, de 27
anos de idade. X17;X18 Era ainda ajudante em Dezembro de 1806 quando
o Conselho Ultramarino 0 promoveu a capitao numa companhia regular
de artilharia. XI8 Seu filho (?)
Jose Lourenqo da Costa Alvarenga assinou uma deposi~ao em
Cacheu em Janeiro de 1828. Era entao solteiro, de 23 anos de idade
nascido em Cacheu. X22
e
GOMES / GOMEZ / Bissau
Jose de Araujo Gomes nasceu em Lisboa, chegou ao Arquipelago de
Cabo Verde em J783 e viajou para a Guine em 1790 (?). X17; SB.lIl. 265
Fizeram-no capimo (de infantaria) em 1793, serviu como tesoureiro da
Real Fazenda de Bissau de Maio de 1793 ate Junho de 1795, e em
Dezembro de 1803 tinha13 anos de servi~o em Africa; X17;XI8 Foi
escrivao da India e Mina (Junho de 1801) XI8 e fez de govemador de
Bissau em Maio de 1803. Em 1803 visitou Para no brigue Pensamento
d'America acompanhado pelo seu filho Antonio Moniz de Araujo Go65
mes, por seu genro Gon9alo Cardoso ~ por sua sobrinhaThomazia Maria,
mais tres criados: Valentim Gomes (preto, de 16 anos); lOGO Antonio
Gomes (preto, de 8 anos); Violante Gomes (preta, de 19/20 anos,
solteira), e por Manuel de Sousa Cardoso, homem pardo, nascido em
Bissau, solteiro, de 20 anos de idade. De Para foi para Lisboa. XI7 Foi
capiUio-mor da ilha do Fogo de 1807 a 1819 e nomeado comandante de
Cacheu em 1820, de que tomou posse a 13 de Abril de 1821ja no posto
de coronel. SB, III, 265
Francisco Correa Gomes era sargento-mor da povoa9ao de Geba em
Maio de 1806, de 64 anos de idade, quando assinou urn documento em
Bissau. XIS
Clara Gomes era amante do Governador Gouveia de Bissau em 1811,
associada comele no comercio ilegal. X23; SB,lIl,I91
Francisco Gomes aparece num documento em Bissau em Maio de
1806, de 30 anos de idade, nascido em Pernambuco. XIS
Vicente Mendes Gomes aparece num documento em Bissau em Abril
de 1806; nascido em Cabo Verde, de 30 anos de idade. XIS
Catarina Gomes viu a suacasa roubada 'por gentios e grumetesuo fim
do anD de 1844 durante desordens publicas. SB, v, 34
Andre Gomes assinou com urn X em Janeiro de 1856 urn tratado em
Canhabaque. SB, VI, 74 Esteve envolvido numa «palavra» com os Bijag6s
da ilha de Orango em Dezembro de 1861, na qualidade de «juiz dos
grumetes de Bissau, intramuros da povoa¢ao de Bissau». SB, Vl,I9S
Compredou Gomis, nascido em Bissau, de 30 anos de idade, marinheiro a viver em Goree em Dezembro de 1865. AOF,06
Francisco Gomis, nascido em Bissau, de 20 anos de idade, marinheiro a viver em Goree em Dezembro de 1865. AOF,06
Guilormis Gomes, nascido em Bissau, de 17 anos de idade, marinheiro a viver em Goree em Dezembro de 1865. AOF,06
GOMES / GOMEZ / Cacheu
Ambrosio Gomes, marido de Bibiana Vaz, que herdou a sua riqueza,
governador interino de Cacheu; falecido em 1679, pai de Louren90
Gomes. Rodney, 209
Antonio Gomes conseguiu urn passaporte em Lisboa para regressar a
Cacheu em Janeiro de 1817; preto, forro, solteiro, nascido em Cacheu,
de 24 anos de idade. X21
Jose de Araujo Gomes toma 0 comando de Cacheu em Abril de
1821. SB, 111, 265
66
Pedro Gomeserajuiz do povo em 1825; passa para os insurrectos por
Good()lfim suprimir a confraria de Cacheu. Barreto, 186; SB,III, 345;348
Leao Gomes assina em Outubro de 1855,0 tratado de Bianga como
juiz dos grumetes de Cacheu. SB, VI, 66
GOMES / GOMEZ / Ziguinchor
Paulo Gomes enomeado capitao auxiliar em 2 de Abril de 1802. XI8
Antonio Jose Gomes aparece numa Iista de Setembro de 1802 como
nascido em Ziguinchor, casado, de 35 (?) anos de idade. X17
Jose Bento Gomes aparece como urn notavel de Ziguinchorem 1849.
SB, V,170
Adenda
Manuel Jose Gomes, europeu, foi feito chefe da colonia do Rio
Grande em 1857. SB, VI, 107
Luis Gomes era urn comerciante portugues com uma feitoria entre
Bashia e Karara no Rio Fatala (Pongo) em 1790. Mouser,52
PEREIRA / Bissau etc.
Jose Joaquim Pereira, sargento-mor de Bissau, falecido em 1802. XI7
Jeronimo Pereira, homem pardo, de 23 anos de idade, foi condenado para Bissau em 1803 por tres anos; nao se diz se chegou a vir ou nao.
(Os seus pais eram Joao Pereira e Mariana do Sacramento N Q l da
Moeta, Cortos d' Alcoba~a).
Carlos de Avellar Pereira estava presente em 1 de Outubro de 1870
quando Portugal tomou posse de Bolama. SB. VI, 272
Beatriz Gomes Pereira casou com Constantino da Silva Ferreira; sua
filhaErnestina Joseja Pereira vivia em 1877-1897. Remac.9.5.72
X17
PEREIRA / Cacheu
Manuel Pereira era urn comerciante de Cacheu no final do seculo
XVII.
Barreto,148
Antonio Pereira foi nomeado capitao do Baluarte de Farim em Dezembro de 1797. XI8
Pascoal Pereira, sargento-mor de Cacheu em Mar~o de 1804, era
proprietario duma casa quearrendou ao conego. X\7
67
Cartota Pereira, de 22 anos, e Claudina Pereira, de 28 anos, ambas
pretas, acompanharam Joao Pereira Barreto a Portugal em 1817/18; a
ultima era uma crian~a de 6 meses quando viajou de Lisboa no fim de
Fevereiro de 1818. X21
JOGO Pereira, soldado em Farim, foi acusado de ter posto fim a
revolta dos grumetes de 1846 pondo fogo as suas casas. SB. v. 82
Ant6nio Francisco Pereira, segundo tenente de artilharia, esteve implicado em 1847 no plano de uma segunda revolta de grumetes.e
mandihgas. SB, v, 82; Barreto, 222/3
Ant6nio Pedro Dantas Pereira, escrivao deputado emCacheu, esteve
envolvido numa disputa com Hon6rio Pereira Barreto em 1855, respeitante ao uso de fundos publicos. SB, VI, 44
Ventura Pereira serviu como interprete no tratado com os Felupes de
Varela, negociado em Mar<;o de 1857. SB, VI, 187
Jose Gomes Pereira era 0 gerente da feitoria Pastre Freres em Boa
Esperanya, na foz do Rio Grande, em Fevereiro de 1870, quandofoi
presoem Baudhie, a entrada do Rio Cacheu, pelas autoridades alfandegarias portuguesas. AOF,2F3
Eugenio Pereira foi urn dos grumetes acusados de matar 0 Governador Caldeira em Cacheu em 1871. SB, VI, 287
PINTO / Bissau
Jose Ant6nio Pinto tomou 0 comando de capitao-mor de Bissau em
4 cle Maio de 1793. Deixou-o' quando os soldados se amotinaram. SB,.lII,
ISS Em Junho de 1803 obteve a nOIl1ea~aode comandante de Cacheu,
XI7;XI9 com 0 seu filho Narcizo Eduardo Pinto, que servia como tenente
de artilharia. XI7;XI9
Jose Calazans Pereira de Sousa foi comandante de Bissau em 1800
e ate 1806. X17;X18
Joaquim Severo Pereira de Sousa Pinto era tenente em Bissau em
1805(?)//1807(?). Entrou na Armada em 1792. XI9
Jose Pinto morreu em Bissau em 1808. XI9
JOGO Soares da Costa Pinto, bacharel, foi nom.eado juiz de fora para
Bissau e Cacheu em 1813 e chegou a. Guine em 24 de Maryo. X21
Greg6rio Correia Pinto era tabeliao de Bissau em 1846, SB, v, 67
presidente interino da comissao municipal de Bissau em Julho de 1858,
major de segundalinhaem 1861, SB,VI,191;195 eem Maio de 1868 foi posto
no comando das for9as beaf~das que guerreavam os Fulas no Rio
Grande. SB, VI, 250
68
Agostinho Pinto morreu em Bissau em 1887 com 85 anos: Maria
Soares eregiu-Ihe umtumulo. Remac. 30.1.74
SILVA I Bissau
Thome Alvares da Silva era capitao-mor comandante da. povoa<;ao
extramuros de Bissau em Maio de 1802. XI?
'
Agostinho da Silva tinha 42 anos de idade, «natural desta povoa<;ao»,
em Abril de 1806. XI8
Paulo Jose Vieira da Silva era urn degredado enviado para Bissau em
Novembro de 1803. Xl? Chegou (?).
Antonio Alvares da Silva, nascido em Geba, tinha 42 anos e vivia em
Bissau em Maio de 1806. XI8
Antonio da Silva, nascido em Lisboa, de 35 anos de idade, vivia em
Bissau em Maio de 1806. xI8
Alexandre Antonio Silva assinou em 1837 e 1838 tratados em Bissau;
era escrivao da alfandega na ultima data. SB, IV, 205;250
Joao Francisco da Silva, tenente de infantaria, assinou urn tratado em
Bissau em 1837. SB,IV.205
Manuel Jose da Silva, segundotenente de artilharia, era comandante
de Geba em 1865; em Junho de 1866 foi promovido a primeiro tenenteo SB, VI, 245/6
Dion Silva, de 30 anos de idade, nascido em Bissau, era 0 segundo
comandante do brigue-escunaSaint-Ola de Goree e residente de Goree
em Dezembro de 1865. AOF.06
Jose Antonio da Silva tambem esteve em Bolama na tomada de posse
em 1 de Outubro de 1870. SB, VI, 272
JoaquimJose da Silva tambem esteve em Bolama na tomada de posse
em 1 de Outubro de 1870. SB. VI. 272
Nicolau Antonio da Silva esteve igualmente presente em Bolama em
1 de Outubro de 1870. SB. VI, 272
SILVA I Cacheu
Luis Pedro de Araujo e Silva era capitao-mor de Cacheu em 1786 e
em 1787. SB.m. 95;110;XI8
Dona Maria da Silva aparece como natural de Cacheu, de 56 anos de
idade, em Setembro de 1802. Em 1804 aparece como proprietaria duma
casa em Cacheu arrendada a Antonio Barboza. XI?
69
Dona Jeronima da Silva aparece numalista como tendo 26 anos de
idade, viuva, natural de Cacheu, em Setembro de 1802. XI? Em Janeiro
de 1803 aparece como viuva, de 35 anos de idade. XI?
Luis Antonio da Silva, (Alferes), aparece como nascido em Portugal,
casado, de 25 anos de idade, em Setembro de 1802. XI? Em 1803 disse
ter 24 anos e ser «casado nesta praya». XI? Em Maryo de 1804 aparece
como proprietario duma casa em Cacheu. XI7
Julia da Silva em Janeiro de 1803 aparece como solteira, de 40 anos
de idade, natural deste continente. XI?
Ignacio da Silva em Janeiro de 1803 aparece como solteiro, de 25
anos de idade e natural desta praya. XI?
D. Hieronima da Silva aparece como proprietaria duma casa de
Cacheu em 1804. XI7
Antonio da Silva tinha 20 anos de idade, nascido em Sao Nicolau,
solteiro, em Janeiro de 1803. XI?
Paulo Barradas Silva era capitao do forte de Cacheu em 1842. 58,IV.308
Antonio Jose da Silva Junior era urn professor enviado para Cacheu
em 1842. 58. IV. 306
Antonio dos Reis Silva, caixeiro em Farim, foi assassinado por urn
grumete em 1846. 58, V.?4
Domingos Jose da Silva contribuiu com pequena soma de dinheiro
58
para a expediyao militar a Farim em Novembro de 1846. • V.81
Justiniano d' Almeida e Silva esteve presente na assinatura de urn
tratado em Varela em Abril de 1861. 58. VI, 188
Patron da Silva, de 26 anos de idade, nascido em Cacheu, era
marinheiro, a viver em Goree, em Dezembro de 1865. AOF.06
SILVA / Niio classificados
Manuel Jose da Silva era urn ex-soldado enviado para a Guine como
prisioneiro em 1839 por participayao no motim miguelista de 1835 em
Santiago. 58, IV, 64
M. M. Silva era urn comerciante residente em Bathurst em 1858, 1859
e 1862. WareP,pers
FONTES
Afrique Occidental Fran~aise Archives. Dakar.Senegal
2F3 Relations avec la Guinee Portugaise 1861-1871
06 Naufrages 1865-1896
70
American Antiquarian Society, Worcester, Massachusetts, U.S.A.
Samuel Hodges, Jr. Papers
Arquivo Hist6rico Ultmmarino, Lisboa, Portugal
Caixa 15 Guine 1794-1799
Caixa 16 Guine 1800-1802
Caixa 17 Guine 1803-1804
Caixa 18 Guine 1805-1806
Caixa 19 Guine 1807-1809
Caixa 20 Guine 1810-1812
Caixa 21 Guine 1813-1824
Caixa 22 Guine 1825-1829
Caixa 23 Guine 1830-1834
National Archives, Washington, D.C., U.S.A.
Santiago, Cape Verde Islands, Microcopy T-434
Enoch Richmond Ware Papers (fotoc6pia na posse do autor)
Barreto, Joao, Historia da Guint!. 1418-1918, Lisboa, 1938.
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Walter, Jaime, Honoria Pereira Barreto, Bissau, 1947.
71
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