Caixa Esta revista faz parte integrante do Diário Económico nº 5326 de 22 de Dezembro de 2011. Ramirez João Manuel Ribeiro DR João Manuel Ribeiro ?? Empresas Grupo Oásis Atlântico Central Lobão INTERNACIONALIZAÇÃO Negócios de sucesso em Cabo Verde Índice Pág. 4 e 5 |ENQUADRAMENTO CABO VERDE: A ILHA QUE ESPERA PELOS PORTUGUESES Pág. 6 e 7 |CASE-STUDY GRUPO OÁSIS ATLÂNTICO: DESTINO DE PRAIA E NEGÓCIOS Pág. 8 e 9 |CASE-STUDY CENTRAL LOBÃO: FERRAMENTAS QUE SE MOLDAM Pág. 10 e 11 |CASE-STUDY RAMIREZ: INOVAR NA TRADIÇÃO CONSERVEIRA Pág. 12 e 13 |ENTREVISTA NUNO FERNANDES THOMAZ, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO FUNDO BEM COMUM Pág. 14 |INICIATIVAS APOIO CAIXA: NA PRIMEIRA LINHA DO EMPREENDEDORISMO Pág. 15 |AGENDA EVENTOS DE JANEIRO A MARÇO DE 2012 |ENQUADRAMENTO CABO VERDE A ilha que espera pelos |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 Trajectória de crescimento e grande simpatia por quem chega de Portugal: motivos de peso para Cabo Verde entrar na rota dos nossos empreendedores. 4 C abo Verde é hoje um dos bons destinos para os empresários portugueses investirem. Quatro factores essenciais explicam este excelente potencial: bom clima económico, afinidade cultural, estabilidade política e as próprias oportunidades do mercado. O primeiro critério a ter em conta em qualquer investimento é a economia local. Cabo Verde oferece perspectivas optimistas. Os principais indicadores económicos disponíveis – crescimento real do PIB, inflação e taxa de câmbio média – confirmam uma trajectória de crescimento. A reforçar este contexto está a legislação que o Estado adoptou para incentivar o investimento externo, em especial em matéria de impostos. Com efeito, são várias as disposições que conferem isenções e benefícios fiscais aos estrangeiros que queiram implementar o seu negócio em Cabo Verde, de que são exemplo a isenção de tributação de lucros e dividendos durante cinco anos, sempre que reinvestidos; a isenção de tributação de amortizações e juros correspondentes a operações financeiras; e a taxa de imposto único sobre rendimentos de dez por cento a partir do sexto ano (sem prejuízo de condições mais favoráveis acordadas com o Estado). Como não há negócios sem pessoas e o seu relacionamento é primordial, os portugueses têm vantagem sobre todos os outros potenciais investidores neste arquipélago africano. A Língua comum e a relação afectuosa nunca quebrada entre os dois países facilitam toda a movimentação dos portugueses em Cabo Verde e fazem com que estes sejam bem-vindos. Com uma economia que está a crescer e quer captar investimento estrangeiro e um povo de “braços Infografia: Mário Malhão | [email protected] portugueses O Grupo Caixa tem uma presença muito forte em Cabo Verde, sendo um agente económico incontornável daquele país. Dois dos três maiores bancos no território (incluindo o líder de mercado) pertencem ao universo CGD. O Banco Comercial do Atlântico (BCA) é o principal banco do arquipélago (de direito cabo-verdiano) – com quotas de mercado superiores a 50% – e é maioritariamente detido pela Caixa (59,17%). É hoje um motor de dinamização da economia, tendo também um papel importante na área da responsabilidade social. Presta serviços de banca universal, dando especial enfoque aos segmentos da emigração cabo-verdiana, dos particulares e das empresas, com quem mantém uma relação e grande proximidade graças à sua extensa rede. Já o Banco Interatlântico (BI) é de direito privado, estando cotado como o terceiro do sistema financeiro de Cabo Verde. Porém, foi eleito como o melhor banco daquele país pelo terceiro ano consecutivo (pela revista World Finance). Estrategicamente, posiciona-se como banco de referência e preferência do sector empresarial e institucional, assim como dos particulares de rendimento alto. Entre BCA e BI, a Caixa está presente em todas as ilhas do arquipélago, com um total de 41 agências. Visite www.cgd.pt/empresas INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE| da população do país ser modesto. A concorrência é grande (designadamente a de investimento em Cabo Verde, mas espanhola e a italiana, em as confecções, o calçado, os transportes especial no turismo), mas não esgotou a capacidae as telecomunicações também de de absorção de Cabo constituem grande potencial de negócio. Verde. O turismo e as actividades conexas (construção civil e imobiliário), que podem tirar proveito abertos” para os portugueses, a estabilidade polída magnífica localização geográfica do arquitica surge como o elemento de consolidação, que pélago, surgem como o sector mais óbvio de permite encorajar, em definitivo, o empreendedoinvestimento. No entanto, existem outras áreas rismo neste território. Para a consultora Economist de negócio com grande potencial, como indiIntelligence Unit, Cabo Verde será o país africano ca a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços politicamente mais estável no biénio 2012-2013. Portugal Cabo Verde: das confecções, calçado e Finalmente, o próprio mercado é convidativo ao artigos de pele, passando pelos transportes e as investimento, apesar do rendimento per capita telecomunicações. O TURISMO é o sector mais óbvio A Caixa em Cabo Verde 5 Maquete da nova unidade hoteleira do Grupo em Cabo Verde, o Hotel Salinas Sea |CASE-STUDY GRUPO OÁSIS ATLÂNTICO Esplanada do resort de Porto Grande Destino de praia e negócios Férias em família ou reuniões de trabalho num local inspirador? A oferta versátil do Grupo Oásis Atlântico não separa estes dois universos. O expoente máximo deste modelo inovador abre as portas já em 2012. |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 A 6 rrojada no conceito. É como se pode classificar a nova unidade hoteleira que o Grupo Oásis Atlântico Portugal vai disponibilizar já em 2012 e que contou com o financiamento integral do Grupo Caixa. O Salinas Sea constitui a prova edificada de que a separação absoluta entre lazer e negócios é uma opção e não uma inevitabilidade. Este resort de cinco estrelas, que se situará na Ilha do Sal, possui áreas para a prática de actividades de lazer em família ao ar livre (zonas zen, mini-anfiteatro, massagens, zonas de leitura e de música, espaços de água e fogo, jacuzzi) e, paralelamente, modernas salas de conferência, soluções de apoio aos clientes de negócios, atendimento VIP na chegada e na partida. Mário Antão, administrador executivo do Grupo Oásis Atlântico, explica como Cabo Verde e os hotéis do grupo podem ser o local ideal para esta fusão: “Nada mais agradável para alguém que está em negócios do que uns momentos de descontracção num bom resort. Os nossos empreendimentos actuais e futuros, em primeira linha de frente de mar, nas melhores praias do país e, simultaneamente, próximos dos grandes centros, permitem esse privilégio.” Com um traço que combina inspiração tropical e influências asiáticas, o Salinas Sea disporá de quartos, com e sem portas comunicantes, e suítes. O desenho do empreendimento contempla ainda expectativas de rentabilidade de investidores individuais e institucionais, cujo melhor exemplo são os fundos de pensões ingleses. O Grupo CGD teve um papel fulcral na criação deste empreendimento, já que financiou todo o projecto (através da Caixa Geral de Depósitos, do Banco Interatlântico e do Banco Comercial Atlântico). Um acompanhamento permanente em todo o investimento da Oásis Atlântico em Cabo Verde, conforme realça Mário Antão: “O Grupo Caixa constituiu-se num parceiro estratégico para o desenvolvimento dos negócios, permitindo a alavancagem financeira controlada da nossa actividade e a consolidação do Grupo, quer na vertente imobiliária, quer hoteleira”. Do lazer aos negócios O que hoje é uma holding, com várias empresas imobiliárias e várias unidades hoteleiras, nasceu, casualmente, num passeio de amigos (empresários) em 1990, durante umas férias em Cabo Verde. Num fim de tarde em Santa Maria (Ilha do Sal), uma casa emblemática chamou a atenção deste grupo de turistas, de tal forma que, fiéis ao espírito da sua profissão, tiveram a ideia de a comprar. Ao procurar o proprietário para poder concretizar a compra, os empresários portugueses constataram que o imóvel pertencia à Companhia de Fomento, então uma das maiores proprietárias imobiliárias da ilha. O sentido de oportunidade fê-los adquirir não apenas essa casa, mas todas as que pertenciam à Companhia do Fomento, por via da compra da empresa. O seu património imobiliário e o preço conseguido levou-os a decidirem iniciar a actividade empresarial em Cabo Verde. Nos anos seguintes, estes empresários investiram directamente na compra de hotéis (Porto Grande e, num processo de privatização, Praia Mar, Belorizonte e Xaguate). “O mercado imobiliário e turístico de Cabo Verde encontrava-se então numa fase embrionária, pelo que as oportunidades eram muitas mas as dificuldades também. Não havia uma cadeia de valor definida, os fornecedores quase não existiam e os clientes tinham um perfil bastante distinto dos actuais (eram maioritariamente portugueses e italianos)”, recorda o administrador executivo da Oásis. Em 1998 é criado o Grupo Oásis Atlântico Portugal, sendo o turismo o elo de ligação entre os seus negócios, sempre localizados em países de língua oficial portuguesa. A lógica de grupo é dominante, visto que cada novo empreendimento é pensado de forma integrada, de modo que cada parte contribua para o todo, visando atingir dois objectivos ambiciosos: um período de recuperação do investimento mais curto (comparado com o negócio hoteleiro tradicional) e uma rentabilidade supranormal nos projectos de promoção imobiliária que reforçam a rede hoteleira. O conceito de “Férias em Família” é uma das imagens de marca do Grupo. “Todas as nossas unida- DR DR DR Piscina do Hotel Oásis Atlântico Belorizonte DR Mário Antão, administrador executivo do Grupo Oásis Atlântico DSO| des oferecem condições que contemplam o bem-estar para um largo segmento etário; assim, avós, pais, filhos e netos têm factores motivacionais e actividades específicas, além de espaços e momentos de convívio conjunto.” Esses espaços até podem ser quartos e suítes capazes de albergar famílias inteiras sem qualquer prejuízo da componente conforto. Em 2012, com a abertura do quinto hotel em Cabo Verde, o Grupo Oásis Atlântico passará a deter um total de sete unidades (duas das quais no Brasil) e várias empresas imobiliárias (nos dois países). Na área imobiliária os seus clientes são de diferentes nacionalidades: sobretudo ingleses, mas também espanhóis, alemães, americanos, franceses e chineses. Na área da hotelaria têm como clientes portugueses, franceses, nórdicos, espanhóis, checos, húngaros e ingleses. Ao todo, a Oásis Atlântico emprega 647 pessoas, promovendo o mérito e a circulação dos seus funcionários, de que é exemplo o facto de, até há bem pouco tempo, um colaborador cabo-verdiano ter sido o director regional do Brasil. Para Mário Antão, as mais-valias do mercado de turismo hoteleiro em Cabo Verde são “a proximidade aos mercados emissores (fica a três horas e meia de Lisboa e a seis de Londres), o clima e as praias, a cultura e a simpatia dos cabo-verdianos, a segurança e o regime democrático”. Em todo o investimento do Grupo Oásis, a Caixa tem um papel determinante, uma vez que, conforme refere este empresário, “através dos bancos por si participados apoia a actividade comercial local e colabora no financiamento estrutural sempre que necessário”. Neves António Suíte presidencial do Hotel Oásis Atlântico Praiamar 7 |CASE-STUDY CENTRAL LOBÃO Almerindo Silva, presidente do Conselho de Administração da Central Lobão Ferramentas que se moldam |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 Quem trabalhar na agricultura em Cabo Verde poderá fazê-lo com utensílios exclusivos para aquele país. Criados por uma empresa portuguesa de bricolage que está a conquistar cada vez mais espaço no mercado das ilhas. 8 D e uma pequena loja no distrito de Aveiro à distribuição em grande escala no mercado internacional. Do comércio a retalho de produtos agrícolas e pequenas ferramentas ao fabrico de ferramentas manuais, ferramentas eléctricas e material eléctrico e de iluminação. O traço expansionista da Central Lobão, em mais de duas décadas de existência, é o retrato perfeito de um Empresário em Nome Individual (ENI) que soube projectar o seu negócio ao estatuto de PME. O processo de internacionalização desta empresa teve início na década de 90, justamente em Cabo Verde. “A escolha resultou da conjugação de diversos factores, como a estabilidade política e económica, as perspectivas de crescimento acelerado e a facilidade de comunicação em virtude de existir uma língua comum”, refere Almerindo Silva, presidente do Conselho de Administração da Central Lobão. A Caixa Geral de Depósitos assumiu o protagonismo nesta etapa da vida da empresa e, “ao longo da nossa história, tem sido sempre um parceiro confiável e essencial ao nosso sucesso; o processo de internacionalização não foi excepção”, afirma Almerindo Silva. Como o plano de investimentos não contemplava a presença física (instalações) no país, a procura dos parceiros de negócio ideais e a captação do seu interesse representaram as grandes preocupações e, simultaneamente, a grande dificuldade na entrada no mercado cabo-verdiano. Deste modo, a presença no país é assegurada através dos grandes distribuidores locais que, não só garantem a distribuição, como também possuem pontos de venda para o consumidor final. Territorialmente, a Central Lobão vende produtos em quase todas as dez ilhas do arquipélago. Sem deixar de ser fiel ao conceito original, esta empresa adaptou a oferta ao mercado de Cabo Verde e desenvolveu algumas soluções específicas nas ferramentas para a agricultura. O material eléctrico e de iluminação e as ferramentas eléctricas e manuais são os produtos mais comercializados naquele país africano. Para o responsável máximo desta PME, uma das grandes vantagens deste mercado “é ter um enorme potencial no sector do turismo, sendo que os projectos actualmente a decorrer, em fases e em ritmos distintos, asseguram, ainda, um nível de desenvolvimento muito interessante”. A evolução da facturação, mesmo num momento sensível da economia, revela a receptividade daquele mercado africano. De 2009 para 2010, o crescimento foi de 22 por cento (de 900 mil euros para 1,1 milhões de euros) e, para 2011, estima-se que rondará os 36,4 por cento. O apoio da Caixa ao negócio é diário e transversal. “A CGD é uma instituição líder com uma oferta global, que além dos produtos necessários ao dia-a-dia de uma empresa com presença em distintos mercados, tem um significado acrescido no apoio ao investimento que a Central Lobão tem realizado”, sintetiza, deste modo, Almerindo Silva. Fotos: João Manuel Ribeiro Origem familiar 2009, numa ambiciosa plataforma logística – com uma área total de 80 000 m2 e uma área coberta de 20 000 m2 –, dotada de tecnologia de ponta nos equipamentos e processos logísticos. Em Cabo Verde, em Portugal ou noutros destinos para onde também se expandiu (Espanha, Venezuela, Angola, Moçambique, Guiné e São Tomé), a receita do administrador da Central Lobão é a mesma: “Confiança, convicção, perseverança e, claro, qualidade nos produtos”. De olho no turismo A Central Lobão investe, também, na área do turismo, detendo dois hotéis no arquipélago (em Santiago – Cidade da Praia), o que se traduz na existência de 80 postos de trabalho. A oferta hoteleira será alargada de 80 para 140 quartos, por força de dois novos projectos: a ampliação de um hotel já existente e a construção de um aparthotel, num investimento total de nove milhões de euros. Na área imobiliária, está ainda em curso a construção de 40 apartamentos. Oferta comércio e serviços Com oferta completa e integrada na gestão do seu negócio no curto, médio e longo prazos, a Caixa assegura-lhe benefícios únicos de onde se destacam os seguintes: • TPA netcaixa com redução até 40% nas mensalidades e descontos sobre a comissão transaccional (mediante adesão conjunta aos seguintes produtos e serviços: TPA netcaixa, Conta DO netcaixa, domiciliação de pagamentos, Caixa E-banking, Serviço GAT, Limites de Curto Prazo, Caixa Maistesouraria, Seguros de Protecção de Negócio, Multirriscos e Acidentes de Trabalho), sem deixar de beneficiar da totalidade de um serviço ajustado às necessidades do seu negócio; • Serviço de Gestão Automática de Tesouraria (GAT) que, através da associação de três contas (conta à ordem, conta poupança e conta corrente) permite, no final do dia, a gestão automática de tesouraria, com transferência de fundos entre contas, em função da necessidade ou excesso de liquidez, e com ganhos de tempo e eficiência para o negócio; • Desconto Comercial para apoio à actividade comercial através do desconto de letras, com financiamento das necessidades de exploração do seu negócio; • Soluções de poupança com taxas competitivas, diferentes soluções de prazo (1, 3, 6 e 12 meses) e com total comodidade por subscrição, em exclusivo no serviço Caixa E-banking; • Seguros da Companhia de Seguros Fidelidade Mundial, em condições vantajosas e desenhados para a actividade comercial; • Soluções web para o seu negócio, em parceria com a YUNIT. Para mais informações aceda a www.cgd.pt/empresas. Visite ainda uma Agência ou Gabinete Caixa Empresas. INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE| A loja de 12 m2 situada no Lobão (freguesia a 12 km de Santa Maria da Feira), sabiamente gerida por António Silva, constitui a génese do que é hoje a Central Lobão. O seu falecimento, em 1984, obrigou o seu filho, Almerindo Silva, a tomar conta do negócio e a redimensioná-lo. A aposta centrou-se na diversificação de produtos e na distribuição por grosso. Quatro anos mais tarde, é formalmente constituída a Central de Ferragens S. Tiago de Lobão, Lda., e, uma década depois, em 1999, ocorre a definitiva mudança: a transformação em sociedade anónima e a alteração do nome para Central Lobão – Ferramentas Eléctricas, S.A. Esta PME Líder criou três marcas – a ASLO (ferramentas eléctricas, material eléctrico e de iluminação), a VITO (ferramentas manuais) e a ITOOLS (ferramentas eléctricas e manuais para o segmento “Faça você mesmo”). O leque de produtos e serviços é quase inumerável, tal a sua extensão, abrangendo ferramentas de pequeno porte (como alicates, martelos, chaves de fendas) até máquinas de médio porte (como geradores e compressores). Ao longo desta evolução, a empresa teve de adaptar as suas instalações. Fruto de um avultado investimento, a empresa passou a situar-se, desde Oferta variada. Ferramentas para a agricultura, ferramentas eléctricas e manuais, material eléctrico e de iluminação são produtos de eleição em Cabo Verde. 9 |CASE-STUDY RAMIREZ Inovar na tradição conserveira |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 O 10 consumo per capita de peixe em Cabo Verde é de cerca de 16 kg/ ano, o que perfaz um total que ronda as 13,4 mil toneladas de peixe. Conhecedora desta realidade de um país rodeado pelo mar, a Ramirez tem, há várias décadas, Cabo Verde como um dos destinos de exportação das suas conservas. O atum e a sardinha (confeccionados de diferentes formas) predominam numa lista de três dezenas de produtos, que inclui bacalhau em lata com azeite e alho, polvo, lulas, saladas de atum com vegetais, mexilhões, entre outros. A empresa de Matosinhos vem dinamizando a presença no mercado cabo-verdiano e fê-lo em duas vagas. Primeiro, na década de 90, quando contratou um agente comissionista para aprofundar e diversificar geograficamente a presença da marca no território, e nos últimos três anos, em que se registou uma intensificação desse esforço. Nesse primeiro período de crescimento, o apoio da Caixa teve especial relevo, como refere Manuel Ramirez, administrador para a área do mercado externo da Ramirez, isto porque “os pagamentos internacionais eram muito regulamentados na base de cartas de crédito e/ou remessas documentárias e, por vezes, em moeda estrangeira”. A Ramirez opera em todos os segmentos do mercado (armazenistas, retalhistas e supermercados) e vende directamente para a capital, Cidade da Praia, na Ilha de Santiago. A intenção da empresa centenária é estabelecer comércio directamente com todo o arquipélago (agora só o faz indirectamente), através da criação de uma rede de importadores. Manuel Ramirez assinala três factores que tornam Cabo Verde num destino de grande potencial para os negócios da Ramirez: “A preferência do consumidor cabo-verdiano típico, a forte componente turística que procura e aprecia a nossa gama e, também muito importante, a comunidade residente em Portugal de grande fidelização à nossa marca.” O volume de negócios em Cabo Verde tem evoluído positivamente (de 200 mil euros em 2009 para 250 mil euros em 2010), e a meta para os próximos três anos é um crescimento anual de 20 por cento. Desde o primeiro momento em que as conservas Ramirez atravessaram o Atlântico para as mesas do país das mornas e do funaná que o Grupo Caixa tem sido importante: “Perde-se no tempo o início da internacionalização da Ramirez no mercado de Cabo Verde, e seguramente foi muito importante a colaboração da Caixa Geral de Depósitos, incluindo o antigo Banco Nacional Ultramarino, que foi um dos principais bancos da empresa durante mais de cem anos”, afirma este administrador. A Caixa continua hoje a ser um dos principais bancos da empresa, possibilitando as cartas de crédito e as remessas documentárias, sempre tão importantes na exportação. Manuel Ramirez sublinha que “a presença directa da CGD no mercado de Cabo Verde é uma mais-valia que a Ramirez quer continuar a aproveitar no desenvolvimento dos negócios para aquele mercado”. 158 anos “Atum Ramirez, a carne do mar” – poucos são os que, com mais de 30 anos, não se lembram do emblemático reclame ao atum mais famoso de Portugal. Porém, já ninguém poderá testemunhar o nascimento da Fábrica de Conservas porque ocorreu no longínquo ano de 1853. De matriz familiar, a Ramirez é a fábrica da especialidade mais antiga do mundo em laboração. Começou por estar localizada em Vila Real de Santo António, Olhão, Albufeira e Setúbal. Resistindo a todas as conjunturas sociais e financeiras, a Ramirez fez da permanente inovação, da qualidade do produto e de uma sólida política de marca as suas grandes armas comerciais. Hoje, está presente em 45 países dos cinco continentes. A Ramirez dispõe de duas unidades fabris (em Matosinhos e em Peniche), que concebem quase meia centena de produtos: das sardinhas e do atum às especialidades e aos pratos pré-cozinhados, como os atuns com vegetais em várias receitas. Um dos grandes factores de competitividade (o melhor custo dos produtos) deve-se à inovação ao nível dos processos – mediante o desenvolvimento de novas tecnologias ou da adopção de tecnologias surgidas no mercado. O administrador para a área do mercado externo realça que “a fidelização dos clientes tem sido conseguida graças à inovação dos produtos, mas também à manutenção de Fotos: João Manuel Ribeiro A confiança passada entre gerações permite à Ramirez um lugar de referência num mercado onde a oferta de peixe fresco é forte. Atum e sardinha são os produtos mais procurados. Manuel Ramirez, administrador para a área do mercado externo da Ramirez um nível de qualidade e de segurança alimentar amplamente reconhecido pelo mercado”. A história da Ramirez cruza-se amiúde com a do universo Caixa. A conserveira foi mesmo um dos accionistas de referência do BNU nas primeiras décadas do século XX. Mais tarde, para a dinâmica de internacionalização da empresa, em especial nos países de língua portuguesa, foi determinante a implantação da Caixa em todo o mundo. No presente, os produtos e serviços mais utilizados são o apoio à tesouraria (Programas de Papel Comercial, Crédito em Conta Corrente, desconto de remessas, Créditos Documentários), o apoio ao investimento (leasing mobiliário, leasing imobiliário) e a assistência comercial. Esta última assume particular importância nos países geograficamente mais distantes, nomeadamente Cabo Verde. “Na última década, para o mercado cabo-verdiano, temos beneficiado de forma crescente do relacionamento com a CGD”, afirma Manuel Ramirez. ??? BCA: credibilidade reconhecida Três importantes distinções obtidas durante os anos de 2010 e 2011 confirmam a qualidade e o prestígio do Banco Comercial do Atlântico (BCA). A conceituada revista inglesa emeafinance elegeu o BCA como o melhor banco a operar em Cabo Verde em 2010, colocando-o no quadro de honra das melhores instituições bancárias de 25 países africanos. Já a Afrosondagem, empresa cabo-verdiana de estudos de opinião, atribuiu nos últimos dois anos o Selo Morabeza à marca BCA, certificando-a com a significativa menção de marca de maior confiança no sistema financeiro daquele arquipélago. INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE| 11 |ENTREVISTA NUNO FERNANDES THOMAZ PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO FUNDO BEM COMUM “O Fundo não empresta dinheiro, financia projectos de empreendedorismo” C onsciente de que há capital humano não aproveitado acima da fasquia dos 40 anos e confiante na capacidade das pessoas em concretizar projectos com valor económico para o país, o Fundo Bem Comum propõe-se a financiar iniciativas empresariais lideradas por quadros médios ou superiores em situação laboral precária ou na iminência do desemprego. Uma missão que tem tanto de fomento do empreendedorismo, como de combate à exclusão social. A Caixa é um dos seus investidores. |Qual a missão do Fundo Bem Comum? O Fundo Bem Comum foi promovido pela ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores, que desde sempre se preocupou com os vários estados de sofrimento social: exclusão social, pobreza e, sobretudo, o desemprego. Sentindo que tínhamos de passar das palavras aos actos, decidimos promover a criação de um fundo de capital de risco que tivesse uma mais-valia especial na pedagogia e criação de emprego. Um fundo para combater um dos maiores, senão o maior paradoxo da actualidade: quanto maior é a expectativa de vida fisiológica, menor é a expectativa de vida profissional. Hoje vive-se até aos 80 anos, mas se a partir dos 40 anos se fica desempregado, só com dificuldade se consegue voltar a ter emprego. |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 |Quais os mecanismos que oferece? O Fundo oferece financiamento a projectos cujos promotores sejam quadros médios ou superiores no desemprego ou em situação laboral precária. Não tem sectores preferenciais – apenas exclui três: armamento, imobiliário e financeiro. E oferece aos promotores a formação e o acompanhamento de gestão nas suas várias fases. 12 |Como é que se acede ao Fundo e quais os critérios de selecção de um projecto? O Fundo tem um site que explícita o que é necessário fazer para apresentar uma candidatura – www.bemcomum.pt. As candidaturas têm duas fases de avaliação. Numa primeira fase, sob três critérios: conceito do negócio, o perfil do promotor e a proposta de valor para o mercado. Passando esta etapa, entra-se numa outra avaliação, mais fina, em quatro dimensões: mercado e competitividade, qualidade das projecções financeiras, capacidade da equipa de gestão e o risco potencial. Este último aspecto justifica-se pelo rigor financeiro que o Fundo põe na sua gestão – rigor que pede meças às melhores práticas do sector. |É possível a um projecto que não tenha sido aprovado por ter apenas algumas lacunas não ser desperdiçado, ou seja, depois de melhorado ser viabilizado? A outra das missões do Fundo é a criação de uma plataforma de aconselhamento e de reencaminhamento dos projectos que nós consideremos com mérito e sustentabilidade, mas que não caibam no nosso âmbito de aprovação. Esses projectos são reencaminhados para os nossos investidores – entre os quais está, desde a primeira hora, a Caixa Geral de Depósitos – ou para outras instituições ligadas ao empreendedorismo. |Qual é o tempo médio de avaliação de um projecto? Como cada projecto é um caso, não há um tempo médio rígido. Até porque muitas vezes é necessário recorrer a avaliações exteriores, cuja demora não depende de nós. No que depender de nós, e sem prejuízo do rigor, a avaliação é rápida. |Quais as regras após a aprovação, no financiamento e pós-financiamento? O Fundo não empresta dinheiro, financia projectos de empreendedorismo, e é isto que, numa primeira análise, o distingue da actividade bancária. Não fazemos apoios de tesouraria para sanear situações financeiras do passado. Queremos, preferencialmente, que seja um projecto de raiz, com um time-to-market de um ano, e com uma componente inovadora e um factor de diferenciação do que já existe. Para isso, logo à partida oferecemos aconselhamento ao promotor tendente ao melhoramento do seu business plan, e depois disponibilizamos para cada projecto o coaching adequado a uma correcta gestão. O Fundo admite entrar até 33 por cento do capital social, não mais pois não queremos assumir a gestão do projecto, mas consideramos outras formas de financiamento, nomeadamente através de suprimentos ou de prestações acessórias. Não pedimos garantias reais – outro factor de distinção do financiamento José António Domingues bancário – e projectamos o reembolso entre o 4.º e o 7.º ano de vida do projecto. |Qual o valor máximo que os projectos podem ter? Não há limites rígidos. Mas há um figurino protótipo dos projectos, que podem variar entre os 100 e os 350 mil euros. Não consideramos candidaturas de dimensão muito inferior – tipo 20/40 mil euros – pois já cabem no âmbito do microcrédito. |E o Fundo em si será dinâmico? Com o sucesso que sejamos capazes de obter nesta primeira fase, pretendemos que se iniciem novas fases, com mais investimentos, mais projectos e, porque não, mais investidores. |Como é concretizado o acompanhamento de cada empreendedor, o tal coaching? Este acompanhamento é tão importante como a aprovação do projecto. E é feito de dois modos: primeiro, através de um sistema de informação de gestão que seja aplicável a todos os projectos, para os podermos monitorizar e avaliar da sua evolução; depois, granjeando um apadrinhamento de cada projecto por parte de um associado nosso. Convém lembrar que nos associados da ACEGE estão pessoas com qualificação e experiência de gestão em empresas de sucesso. E são essas pessoas que vão acompanhar o projecto de uma maneira directa, como formadores e orientadores. |Quantos projectos já foram aprovados? O Fundo ficou operacional no final de 2010, mas a recepção da primeira vaga de candidaturas fechou-se apenas em meados de 2011. Já foram aprovados cinco projectos – curiosamente, dois deles acabaram por não recorrer ao Fundo, dado ter obtido apoios financeiros de outras origens. • Criação: Novembro de 2010 • Promotor: ACEGE • Investidores (com 500 mil euros cada): Grupos CGD, Montepio Geral, BES, José de Mello e Santander Totta • Condições objectivas de admissão: desempregado ou alguém em risco de perder o emprego com mais de 40 anos Nuno Fernandes Thomaz • 66 anos • Licenciado em Direito • Vice-presidente da ACEGE • Presidente do Conselho de Faculdade, Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa • Actual administrador da Nutrinveste • Ex-administrador da Molaflex, Unifer, Eurofer, Eurogil, Incofina |Somos ainda um povo pouco empreendedor? Somos um país onde tradicionalmente existia uma aversão ao risco. Contudo, a diversificação dos modelos empresariais e, recentemente, a crise têm gerado um crescimento do interesse pelo empreendedorismo, visível no surgimento de crescentes incentivos a esta actividade. Sobretudo tem crescido a noção de que o empreendedorismo tem um papel cada vez mais importante na criação de valor na economia e, assim, na contribuição para a ultrapassagem dos difíceis tempos por que passamos. INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE| Fundo Bem Comum |Há sectores mais propícios ao apoio de um fundo de capital de risco como o vosso? Onde gostaríamos de ter mais candidaturas seria na indústria transformadora, agricultura e serviços de apoio a redes de terceira idade, ou saúde e afins. E é com esse objectivo que apelamos vivamente à procura de novas candidaturas. 13 Ricardo Teixeira |INICIATIVAS APOIO CAIXA O Presidente da República na sessão de encerramento do Silicon Valley Comes to Lisbon Na primeira linha do empreendedorismo |CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011 O mês de Novembro foi emblemático quanto ao efervescente apoio da Caixa a iniciativas que procuram fomentar novos negócios. 14 O compromisso com o empreendedorismo é uma matriz institucional da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da relação com os seus clientes. Mas, além dos produtos e serviços que cria ou a que se associa, a CGD organiza ou intervém em diversas iniciativas destinadas à comunidade em geral, independentemente dos respectivos participantes serem seus clientes. Como dinamizadora desta importante frente económica em Portugal, a Caixa é promotora de conferências, semanas temáticas e outros eventos dirigidos a diferentes públicos. Só em Novembro passado, apoiou e ajudou a implementação de quatro iniciativas de grande projecção e simbolismo. Integrada num movimento global que envolve mais de cem países, a Semana Global do Empreendedorismo (SGE) pretende ser o grande veículo de difusão desta atitude no mundo empresarial. Seminários, debates e outros eventos à escala nacional e global esclareceram e interligaram participantes, que tiveram ainda oportunidade de identificar uma oportunidade de negócio. Empresários, professores, altos responsáveis políticos e banqueiros de grande relevo na sociedade portuguesa participaram na SGE 2011. João Trigo da Roza, presidente da Comissão Executiva da SGE 2011 e da APBA (que organizou em conjunto com a SEDES o “lado português” do evento), mostrava-se bastante satisfeito no fim da iniciativa: “O balanço não poderia ser mais positivo. Contámos com a colaboração de universidades de referência, de câmaras municipais e de associações profissionais, e assim conseguimos chegar a mais de cinco mil participantes em todo o país.” Paralelamente, a Caixa associou-se ainda ao Silicon Valley Comes to Lisbon, um encontro de dois dias com o objectivo de promover a partilha intercultural e intelectual entre empreendedores e e inves- tidores – onde se lançaram ainda inúmeras pistas para que académicos, profissionais e potenciais empreendedores pudessem inovar em indústrias tão diversas, como os Media, Jogos, Energia e Saúde. O Presidente da República esteve presente e discursou na sessão de encerramento do Silicon Valley Comes to Lisbon. Revestida de especial importância para quem necessita de um primeiro empurrão para o seu negócio, a Semana Nacional de Business Angels (BA) teve também a sua quinta edição no decurso deste mês de Novembro. Com iniciativas em 11 cidades do país – do norte, sul, litoral e interior – foram realizadas sessões diárias de esclarecimento sobre a actividade desenvolvida pelos BA e, simultaneamente, alguns empreendedores puderam apresentar os seus projectos. Já em Aveiro, sob maior informalidade, realizou-se o TedxyouthAveiro 2011, um evento que replica o TED & TEDx (encontro anual em que alguns dos principais pensadores e criadores mundiais são convidados a partilharem aquilo que mais os entusiasma), mas que teve como protagonistas estudantes de seis escolas do distrito de Aveiro e quatro oradores convidados. Jan. O serviço Caixa Empresas está disponível em: 12 a 15 . Batalha EXPOGIFT – Salão Profissional de Brindes, Novidades, Utilidades Domésticas e Decoração Exposalão Contactos e informações em www.exposalao.pt e em 244 769 480 ou [email protected] Fev. 8 a 12 . Lisboa Rede de Agências Aveiro • Anadia • Aveiro • Avenida – Aveiro • Espinho • Eugénio Rib.º – Águeda • Feira • Fiães • Mealhada Beja • Beja • Odemira Braga • Barcelinhos • Barcelos • Calendário – Famalicão • Central de Braga • Esposende • Guimarães • Pevidém • Vila Nova de Famalicão • Vizela 15 a 19 . Matosinhos Export Home 2012 – Mobiliário, Iluminação e Artigos de Casa para Exportação Exponor Contactos e informações em www.exporthome.exponor.pt e em 22 998 14 63 / 808 30 14 00 ou [email protected] Fev./Mar. 29/02 a 3/03 . Batalha 29/02 a 4/03 . Lisboa BTL 2012 – Feira Internacional de Turismo AIP Feira Internacional de Lisboa (Parque das Nações) Contactos e informações em www.btl.fil.pt e em 21 892 15 00/07 ou [email protected] / mariajoao.paulino@ aip.pt Aveiro • Águeda • Aveiro • Oliveira de Azeméis • Ovar Braga • Braga • Guimarães • Vila Nova de Famalicão Castelo Branco • Castelo Branco Coimbra • Coimbra Faro • Faro • Portimão Guarda • Guarda Castelo Branco • Castelo Branco • Covilhã • Fundão • Sertã Leiria • Batalha • Caldas da Rainha • Leiria • Pombal Coimbra • Cantanhede • Central – Coimbra • Figueira da Foz • Oliveira do Hospital Lisboa • Algés • Amadora • Cascais • Lisboa – João XXI (Gab. I) • Lisboa – João XXI (Gab. II) • Lisboa – R. Ouro • Sintra • Torres Vedras • Vila Franca de Xira Faro • Areias de S. João – Oura • Faro • Lagos • Loulé • Portimão • Tavira • Vila Real de Santo António Guarda • Guarda Leiria • Alcobaça • Batalha • Caldas da Rainha • Leiria • Marinha Grande • Peniche Lisboa • Algés • Almirante Reis • Alvalade • Amoreiras • Avenida da República • Benfica • Calhariz • Cascais • Central – Amadora • Central de Sintra • Central – Rua do Ouro • Central – Sede • Loures • Moscavide • Odivelas • Oeiras • Parede • Pêro Pinheiro • Portela – Sacavém • Torres Vedras • Vila Franca de Xira Portalegre • Elvas • Ponte de Sor • Portalegre Porto • Castelo da Maia • Central do Porto • D. Pedro V – Trofa • Ermesinde • Felgueiras • Fernão de Magalhães • Maia • Marco de Canaveses • Matosinhos Sul • Paços de Ferreira • Penafiel • Pç. da Liberdade – Porto • Vila do Conde • Vila Nova de Gaia Santarém • Abrantes • Batalhoz – Cartaxo • Benavente • Coruche • Ourém • Rio Maior • Santarém • Torres Novas Setúbal • Almada • Barreiro • Costa da Caparica • Cova da Piedade • Santiago do Cacém • Seixal • Setúbal Viana do Castelo • Barroselas • Ponte da Barca • Viana do Castelo Vila Real • Chaves • Peso da Régua • Vila Real Viseu • Lamego • Mangualde • Nelas • Tondela • Viseu Açores • Ponta Delgada Porto • Maia • Penafiel • Porto – Pç. D. João I • Porto – Av. França • Vila Nova de Gaia Santarém • Santarém • Torres Novas Setúbal • Almada • Setúbal Viana do Castelo • Viana do Castelo Vila Real • Vila Real Viseu • Viseu Açores • Ponta Delgada Madeira • Funchal Gestores Multi-agência Aveiro • Águeda • Aida • Albergaria-a-Velha • Arouca • Avanca • Branca • Cucujães • Esgueira • Esmoriz • Estarreja • Gafanha – Nazaré • Glicínias – Aveiro • Ílhavo • Murtosa • Nogueira do Cravo • Oliveira de Azeméis • Oliveira do Bairro • Oiã • Rio Meão • S. Bernardo • S. João da Madeira • Sever do Vouga • Sta. Maria de Lamas • Torreira • Univ. de Aveiro • Vagos • Vale de Cambra Beja • Aljustrel • Almodôvar • Barrancos • Castro Verde • Ferreira do Alentejo • Moura • Serpa Braga • Amares • Arcozelo – Barcelos • Cabeceiras de Basto • Caldas das Taipas • Carandá – Braga • Celeirós • Fafe • Gualtar • Lamaçães • Manhente – Barcelos • Maximinos • Merelim • Mira Penha • Nogueira – Braga • Palmeira – Braga • Póvoa de Lanhoso • Prado • Santa Tecla – Braga • Santo António • São Vicente – Braga • São Víctor • Terras de Bouro • Via Todos – Barcelos • Vieira do Minho • Vila Verde Bragança • Alfândega da Fé • Carrazeda de Ansiães • Macedo de Cavaleiros • Miranda do Douro • Mirandela • Mogadouro • Sá Carneiro – Bragança • Vale d’Álvaro • Vila Flor • Vimioso • Vinhais Castelo Branco • Alcains • Amato Lusitano • Boa Esperança • Idanha-a-Nova • Mação • Oleiros • Penamacor • Proença-a-Nova • Quinta das Palmeiras • S. Tiago • Silvares • Teixoso • Univ. da Beira Interior • Vila de Rei • Vila Velha de Ródão Coimbra • Arazede • Arganil • Arnado • Bairro Novo • Buarcos • Calhabé • Celas • Celas Nova • Condeixa-a-Nova • Febres • Lousã • Mira • Miranda do Corvo • Montemor-o-Velho • Paião • Pampilhosa da Serra • Penela • Pedrulha • Pólo II • Portela • Pç. da Républica • Santa Clara • Soure • Souselas • Tocha • Universidade • Vale das Flores • Vila Nova de Poiares Évora • Alandroal • Arraiolos • Borba • Évora – Município • Garcia Resende – Évora • Montemor-o-Novo • Mora • Portel • Qt.ª Moniz • Redondo • Reguengos de Monsaraz • Viana do Alentejo Faro • Albufeira • Alcoutim • Aljezur • Almancil • Armação de Pêra • Baixa – Albufeira • Castro Marim • Gambelas • Lagoa – Algarve • Mercado – Vila Real de Sto. Ant.º • Monte Gordo • Monchique • Olhão • Penha – Faro • Quarteira • S. Brás de Alportel • S. 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