Caixa
Esta revista faz parte integrante
do Diário Económico nº 5326
de 22 de Dezembro de 2011.
Ramirez
João Manuel Ribeiro
DR
João Manuel Ribeiro
??
Empresas
Grupo Oásis Atlântico
Central Lobão
INTERNACIONALIZAÇÃO
Negócios de sucesso
em Cabo Verde
Índice
Pág. 4 e 5
|ENQUADRAMENTO
CABO VERDE: A ILHA QUE ESPERA PELOS
PORTUGUESES
Pág. 6 e 7
|CASE-STUDY
GRUPO OÁSIS ATLÂNTICO: DESTINO DE PRAIA
E NEGÓCIOS
Pág. 8 e 9
|CASE-STUDY
CENTRAL LOBÃO: FERRAMENTAS QUE SE MOLDAM
Pág. 10 e 11
|CASE-STUDY
RAMIREZ: INOVAR NA TRADIÇÃO CONSERVEIRA
Pág. 12 e 13
|ENTREVISTA
NUNO FERNANDES THOMAZ,
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DO FUNDO BEM COMUM
Pág. 14
|INICIATIVAS
APOIO CAIXA: NA PRIMEIRA LINHA
DO EMPREENDEDORISMO
Pág. 15
|AGENDA
EVENTOS DE JANEIRO A MARÇO DE 2012
|ENQUADRAMENTO CABO VERDE
A ilha que espera pelos
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
Trajectória de crescimento e
grande simpatia por quem chega
de Portugal: motivos de peso
para Cabo Verde entrar na rota
dos nossos empreendedores.
4
C
abo Verde é hoje um dos bons destinos para os empresários portugueses
investirem. Quatro factores essenciais explicam este excelente potencial: bom clima económico, afinidade cultural, estabilidade política e as próprias oportunidades do
mercado.
O primeiro critério a ter em conta em qualquer
investimento é a economia local. Cabo Verde
oferece perspectivas optimistas. Os principais
indicadores económicos disponíveis – crescimento real do PIB, inflação e taxa de câmbio
média – confirmam uma trajectória de crescimento.
A reforçar este contexto está a legislação que o
Estado adoptou para incentivar o investimento externo, em especial em matéria de impostos.
Com efeito, são várias as disposições que conferem isenções e benefícios fiscais aos estrangeiros
que queiram implementar o seu negócio em Cabo
Verde, de que são exemplo a isenção de tributação
de lucros e dividendos durante cinco anos, sempre que reinvestidos; a isenção de tributação de
amortizações e juros correspondentes a operações
financeiras; e a taxa de imposto único sobre rendimentos de dez por cento a partir do sexto ano
(sem prejuízo de condições mais favoráveis acordadas com o Estado).
Como não há negócios sem pessoas e o seu relacionamento é primordial, os portugueses têm
vantagem sobre todos os outros potenciais investidores neste arquipélago africano. A Língua comum e a relação afectuosa nunca quebrada entre
os dois países facilitam toda a movimentação dos
portugueses em Cabo Verde e fazem com que estes sejam bem-vindos.
Com uma economia que está a crescer e quer captar investimento estrangeiro e um povo de “braços
Infografia: Mário Malhão | [email protected]
portugueses
O Grupo Caixa tem uma presença muito
forte em Cabo Verde, sendo um agente
económico incontornável daquele país.
Dois dos três maiores bancos no território
(incluindo o líder de mercado) pertencem
ao universo CGD.
O Banco Comercial do Atlântico (BCA) é o
principal banco do arquipélago (de direito
cabo-verdiano) – com quotas de mercado
superiores a 50% – e é maioritariamente detido pela Caixa (59,17%). É hoje um
motor de dinamização da economia, tendo
também um papel importante na área da
responsabilidade social. Presta serviços
de banca universal, dando especial enfoque aos segmentos da emigração cabo-verdiana, dos particulares e das empresas,
com quem mantém uma relação e grande
proximidade graças à sua extensa rede.
Já o Banco Interatlântico (BI) é de direito
privado, estando cotado como o terceiro
do sistema financeiro de Cabo Verde. Porém, foi eleito como o melhor banco daquele país pelo terceiro ano consecutivo (pela
revista World Finance). Estrategicamente,
posiciona-se como banco de referência e
preferência do sector empresarial e institucional, assim como dos particulares de
rendimento alto.
Entre BCA e BI, a Caixa está presente em
todas as ilhas do arquipélago, com um total de 41 agências.
Visite www.cgd.pt/empresas
INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE|
da população do país ser
modesto. A concorrência é
grande (designadamente a
de investimento em Cabo Verde, mas
espanhola e a italiana, em
as confecções, o calçado, os transportes
especial no turismo), mas
não esgotou a capacidae as telecomunicações também
de de absorção de Cabo
constituem grande potencial de negócio.
Verde. O turismo e as actividades conexas (construção civil e imobiliário),
que podem tirar proveito
abertos” para os portugueses, a estabilidade polída magnífica localização geográfica do arquitica surge como o elemento de consolidação, que
pélago, surgem como o sector mais óbvio de
permite encorajar, em definitivo, o empreendedoinvestimento. No entanto, existem outras áreas
rismo neste território. Para a consultora Economist
de negócio com grande potencial, como indiIntelligence Unit, Cabo Verde será o país africano
ca a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços
politicamente mais estável no biénio 2012-2013.
Portugal Cabo Verde: das confecções, calçado e
Finalmente, o próprio mercado é convidativo ao
artigos de pele, passando pelos transportes e as
investimento, apesar do rendimento per capita
telecomunicações.
O TURISMO é o sector mais óbvio
A Caixa em Cabo Verde
5
Maquete da nova unidade hoteleira do Grupo
em Cabo Verde, o Hotel Salinas Sea
|CASE-STUDY GRUPO OÁSIS ATLÂNTICO
Esplanada do resort de Porto Grande
Destino de praia e negócios
Férias em família ou reuniões de
trabalho num local inspirador?
A oferta versátil do Grupo Oásis
Atlântico não separa estes dois
universos. O expoente máximo
deste modelo inovador abre as
portas já em 2012.
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
A
6
rrojada no conceito. É como se pode
classificar a nova unidade hoteleira
que o Grupo Oásis Atlântico Portugal
vai disponibilizar já em 2012 e que
contou com o financiamento integral do Grupo
Caixa.
O Salinas Sea constitui a prova edificada de que a
separação absoluta entre lazer e negócios é uma opção e não uma inevitabilidade. Este resort de cinco
estrelas, que se situará na Ilha do Sal, possui áreas
para a prática de actividades de lazer em família ao
ar livre (zonas zen, mini-anfiteatro, massagens, zonas de leitura e de música, espaços de água e fogo,
jacuzzi) e, paralelamente, modernas salas de conferência, soluções de apoio aos clientes de negócios,
atendimento VIP na chegada e na partida.
Mário Antão, administrador executivo do Grupo
Oásis Atlântico, explica como Cabo Verde e os hotéis do grupo podem ser o local ideal para esta
fusão: “Nada mais agradável para alguém que está
em negócios do que uns momentos de descontracção num bom resort. Os nossos empreendimentos
actuais e futuros, em primeira linha de frente de
mar, nas melhores praias do país e, simultaneamente, próximos dos grandes centros, permitem
esse privilégio.”
Com um traço que combina inspiração tropical
e influências asiáticas, o Salinas Sea disporá de
quartos, com e sem portas comunicantes, e suítes.
O desenho do empreendimento contempla ainda
expectativas de rentabilidade de investidores individuais e institucionais, cujo melhor exemplo são
os fundos de pensões ingleses.
O Grupo CGD teve um papel fulcral na criação
deste empreendimento, já que financiou todo o
projecto (através da Caixa Geral de Depósitos,
do Banco Interatlântico e do Banco Comercial
Atlântico). Um acompanhamento permanente em
todo o investimento da Oásis Atlântico em Cabo
Verde, conforme realça Mário Antão: “O Grupo
Caixa constituiu-se num parceiro estratégico para
o desenvolvimento dos negócios, permitindo a alavancagem financeira controlada da nossa actividade e a consolidação do Grupo, quer na vertente
imobiliária, quer hoteleira”.
Do lazer aos negócios
O que hoje é uma holding, com várias empresas
imobiliárias e várias unidades hoteleiras, nasceu,
casualmente, num passeio de amigos (empresários)
em 1990, durante umas férias em Cabo Verde. Num
fim de tarde em Santa Maria (Ilha do Sal), uma
casa emblemática chamou a atenção deste grupo
de turistas, de tal forma que, fiéis ao espírito da sua
profissão, tiveram a ideia de a comprar. Ao procurar o proprietário para poder concretizar a compra, os empresários portugueses constataram que o
imóvel pertencia à Companhia de Fomento, então
uma das maiores proprietárias imobiliárias da ilha.
O sentido de oportunidade fê-los adquirir não
apenas essa casa, mas todas as que pertenciam à
Companhia do Fomento, por via da compra da
empresa. O seu património imobiliário e o preço
conseguido levou-os a decidirem iniciar a actividade empresarial em Cabo Verde.
Nos anos seguintes, estes empresários investiram
directamente na compra de hotéis (Porto Grande
e, num processo de privatização, Praia Mar,
Belorizonte e Xaguate).
“O mercado imobiliário e turístico de Cabo Verde
encontrava-se então numa fase embrionária, pelo
que as oportunidades eram muitas mas as dificuldades também. Não havia uma cadeia de valor
definida, os fornecedores quase não existiam e os
clientes tinham um perfil bastante distinto dos actuais (eram maioritariamente portugueses e italianos)”, recorda o administrador executivo da Oásis.
Em 1998 é criado o Grupo Oásis Atlântico
Portugal, sendo o turismo o elo de ligação entre
os seus negócios, sempre localizados em países de
língua oficial portuguesa.
A lógica de grupo é dominante, visto que cada
novo empreendimento é pensado de forma integrada, de modo que cada parte contribua para o
todo, visando atingir dois objectivos ambiciosos:
um período de recuperação do investimento mais
curto (comparado com o negócio hoteleiro tradicional) e uma rentabilidade supranormal nos
projectos de promoção imobiliária que reforçam
a rede hoteleira.
O conceito de “Férias em Família” é uma das imagens de marca do Grupo. “Todas as nossas unida-
DR
DR
DR
Piscina do Hotel Oásis Atlântico Belorizonte
DR
Mário Antão,
administrador executivo
do Grupo Oásis Atlântico
DSO|
des oferecem condições que contemplam o bem-estar para um largo segmento etário; assim, avós,
pais, filhos e netos têm factores motivacionais e actividades específicas, além de espaços e momentos
de convívio conjunto.” Esses espaços até podem
ser quartos e suítes capazes de albergar famílias
inteiras sem qualquer prejuízo da componente
conforto.
Em 2012, com a abertura do quinto hotel em Cabo
Verde, o Grupo Oásis Atlântico passará a deter um
total de sete unidades (duas das quais no Brasil) e
várias empresas imobiliárias (nos dois países). Na
área imobiliária os seus clientes são de diferentes
nacionalidades: sobretudo ingleses, mas também
espanhóis, alemães, americanos, franceses e chineses. Na área da hotelaria têm como clientes portugueses, franceses, nórdicos, espanhóis, checos,
húngaros e ingleses.
Ao todo, a Oásis Atlântico emprega 647 pessoas,
promovendo o mérito e a circulação dos seus funcionários, de que é exemplo o facto de, até há bem
pouco tempo, um colaborador cabo-verdiano ter
sido o director regional do Brasil.
Para Mário Antão, as mais-valias do mercado de
turismo hoteleiro em Cabo Verde são “a proximidade aos mercados emissores (fica a três horas e
meia de Lisboa e a seis de Londres), o clima e as
praias, a cultura e a simpatia dos cabo-verdianos, a
segurança e o regime democrático”.
Em todo o investimento do Grupo Oásis, a Caixa
tem um papel determinante, uma vez que, conforme refere este empresário, “através dos bancos por
si participados apoia a actividade comercial local e
colabora no financiamento estrutural sempre que
necessário”.
Neves António
Suíte presidencial
do Hotel Oásis Atlântico Praiamar
7
|CASE-STUDY CENTRAL LOBÃO
Almerindo Silva,
presidente do Conselho de Administração
da Central Lobão
Ferramentas que se moldam
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
Quem trabalhar na agricultura
em Cabo Verde poderá fazê-lo
com utensílios exclusivos para
aquele país. Criados por uma empresa portuguesa de bricolage
que está a conquistar cada vez
mais espaço no mercado das
ilhas.
8
D
e uma pequena loja no distrito de
Aveiro à distribuição em grande escala no mercado internacional. Do
comércio a retalho de produtos agrícolas e pequenas ferramentas ao fabrico de ferramentas manuais, ferramentas eléctricas e material
eléctrico e de iluminação.
O traço expansionista da Central Lobão, em mais
de duas décadas de existência, é o retrato perfeito de um Empresário em Nome Individual (ENI)
que soube projectar o seu negócio ao estatuto
de PME.
O processo de internacionalização desta empresa
teve início na década de 90, justamente em Cabo
Verde. “A escolha resultou da conjugação de diversos factores, como a estabilidade política e económica, as perspectivas de crescimento acelerado e
a facilidade de comunicação em virtude de existir
uma língua comum”, refere Almerindo Silva, presidente do Conselho de Administração da Central
Lobão.
A Caixa Geral de Depósitos assumiu o protagonismo nesta etapa da vida da empresa e, “ao longo
da nossa história, tem sido sempre um parceiro
confiável e essencial ao nosso sucesso; o processo
de internacionalização não foi excepção”, afirma
Almerindo Silva.
Como o plano de investimentos não contemplava
a presença física (instalações) no país, a procura
dos parceiros de negócio ideais e a captação do
seu interesse representaram as grandes preocupações e, simultaneamente, a grande dificuldade na
entrada no mercado cabo-verdiano. Deste modo,
a presença no país é assegurada através dos grandes distribuidores locais que, não só garantem a
distribuição, como também possuem pontos de
venda para o consumidor final. Territorialmente,
a Central Lobão vende produtos em quase todas
as dez ilhas do arquipélago.
Sem deixar de ser fiel ao conceito original, esta
empresa adaptou a oferta ao mercado de Cabo
Verde e desenvolveu algumas soluções específicas nas ferramentas para a agricultura. O material
eléctrico e de iluminação e as ferramentas eléctricas e manuais são os produtos mais comercializados naquele país africano.
Para o responsável máximo desta PME, uma das
grandes vantagens deste mercado “é ter um enorme potencial no sector do turismo, sendo que os
projectos actualmente a decorrer, em fases e em
ritmos distintos, asseguram, ainda, um nível de
desenvolvimento muito interessante”.
A evolução da facturação, mesmo num momento sensível da economia, revela a receptividade
daquele mercado africano. De 2009 para 2010, o
crescimento foi de 22 por cento (de 900 mil euros
para 1,1 milhões de euros) e, para 2011, estima-se
que rondará os 36,4 por cento.
O apoio da Caixa ao negócio é diário e transversal. “A CGD é uma instituição líder com uma
oferta global, que além dos produtos necessários
ao dia-a-dia de uma empresa com presença em
distintos mercados, tem um significado acrescido
no apoio ao investimento que a Central Lobão
tem realizado”, sintetiza, deste modo, Almerindo
Silva.
Fotos: João Manuel Ribeiro
Origem familiar
2009, numa ambiciosa plataforma logística – com
uma área total de 80 000 m2 e uma área coberta de
20 000 m2 –, dotada de tecnologia de ponta nos
equipamentos e processos logísticos.
Em Cabo Verde, em Portugal ou noutros destinos para onde também se expandiu (Espanha,
Venezuela, Angola, Moçambique, Guiné e São
Tomé), a receita do administrador da Central
Lobão é a mesma: “Confiança, convicção, perseverança e, claro, qualidade nos produtos”.
De olho no turismo
A Central Lobão investe, também, na área
do turismo, detendo dois hotéis no arquipélago (em Santiago – Cidade da Praia),
o que se traduz na existência de 80 postos
de trabalho.
A oferta hoteleira será alargada de 80
para 140 quartos, por força de dois novos projectos: a ampliação de um hotel já
existente e a construção de um aparthotel, num investimento total de nove milhões de euros.
Na área imobiliária, está ainda em curso a
construção de 40 apartamentos.
Oferta comércio
e serviços
Com oferta completa e integrada na gestão do seu negócio no curto, médio e longo
prazos, a Caixa assegura-lhe benefícios
únicos de onde se destacam os seguintes:
• TPA netcaixa com redução até 40% nas
mensalidades e descontos sobre a comissão transaccional (mediante adesão conjunta aos seguintes produtos e serviços:
TPA netcaixa, Conta DO netcaixa, domiciliação de pagamentos, Caixa E-banking,
Serviço GAT, Limites de Curto Prazo,
Caixa Maistesouraria, Seguros de Protecção de Negócio, Multirriscos e Acidentes
de Trabalho), sem deixar de beneficiar da
totalidade de um serviço ajustado às necessidades do seu negócio;
• Serviço de Gestão Automática de
Tesouraria (GAT) que, através da associação de três contas (conta à ordem, conta poupança e conta corrente) permite, no
final do dia, a gestão automática de tesouraria, com transferência de fundos entre
contas, em função da necessidade ou excesso de liquidez, e com ganhos de tempo
e eficiência para o negócio;
• Desconto Comercial para apoio à actividade comercial através do desconto de
letras, com financiamento das necessidades de exploração do seu negócio;
• Soluções de poupança com taxas
competitivas, diferentes soluções de prazo
(1, 3, 6 e 12 meses) e com total comodidade por subscrição, em exclusivo no serviço
Caixa E-banking;
• Seguros da Companhia de Seguros
Fidelidade Mundial, em condições vantajosas e desenhados para a actividade comercial;
• Soluções web para o seu negócio,
em parceria com a YUNIT.
Para mais informações aceda a
www.cgd.pt/empresas.
Visite ainda uma Agência ou Gabinete
Caixa Empresas.
INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE|
A loja de 12 m2 situada no Lobão (freguesia a 12
km de Santa Maria da Feira), sabiamente gerida
por António Silva, constitui a génese do que é hoje
a Central Lobão. O seu falecimento, em 1984, obrigou o seu filho, Almerindo Silva, a tomar conta do
negócio e a redimensioná-lo. A aposta centrou-se
na diversificação de produtos e na distribuição
por grosso.
Quatro anos mais tarde, é formalmente constituída
a Central de Ferragens S. Tiago de Lobão, Lda., e,
uma década depois, em 1999, ocorre a definitiva
mudança: a transformação em sociedade anónima
e a alteração do nome para Central Lobão – Ferramentas Eléctricas, S.A.
Esta PME Líder criou três marcas – a ASLO (ferramentas eléctricas, material eléctrico e de iluminação), a VITO (ferramentas manuais) e a ITOOLS
(ferramentas eléctricas e manuais para o segmento
“Faça você mesmo”). O leque de produtos e serviços é quase inumerável, tal a sua extensão, abrangendo ferramentas de pequeno porte (como alicates, martelos, chaves de fendas) até máquinas de
médio porte (como geradores e compressores).
Ao longo desta evolução, a empresa teve de adaptar as suas instalações. Fruto de um avultado investimento, a empresa passou a situar-se, desde
Oferta variada.
Ferramentas para
a agricultura, ferramentas
eléctricas e manuais,
material eléctrico
e de iluminação
são produtos de eleição
em Cabo Verde.
9
|CASE-STUDY RAMIREZ
Inovar na tradição
conserveira
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
O
10
consumo per capita de peixe em
Cabo Verde é de cerca de 16 kg/
ano, o que perfaz um total que ronda as 13,4 mil toneladas de peixe.
Conhecedora desta realidade de um país rodeado
pelo mar, a Ramirez tem, há várias décadas, Cabo
Verde como um dos destinos de exportação das
suas conservas. O atum e a sardinha (confeccionados de diferentes formas) predominam numa lista
de três dezenas de produtos, que inclui bacalhau
em lata com azeite e alho, polvo, lulas, saladas de
atum com vegetais, mexilhões, entre outros.
A empresa de Matosinhos vem dinamizando a presença no mercado cabo-verdiano e fê-lo em duas
vagas. Primeiro, na década de 90, quando contratou um agente comissionista para aprofundar e
diversificar geograficamente a presença da marca
no território, e nos últimos três anos, em que se
registou uma intensificação desse esforço.
Nesse primeiro período de crescimento, o apoio
da Caixa teve especial relevo, como refere Manuel
Ramirez, administrador para a área do mercado
externo da Ramirez, isto porque “os pagamentos
internacionais eram muito regulamentados na base
de cartas de crédito e/ou remessas documentárias
e, por vezes, em moeda estrangeira”.
A Ramirez opera em todos os segmentos do mercado (armazenistas, retalhistas e supermercados)
e vende directamente para a capital, Cidade da
Praia, na Ilha de Santiago. A intenção da empresa
centenária é estabelecer comércio directamente
com todo o arquipélago (agora só o faz indirectamente), através da criação de uma rede de importadores.
Manuel Ramirez assinala três factores que tornam
Cabo Verde num destino de grande potencial para
os negócios da Ramirez: “A preferência do consumidor cabo-verdiano típico, a forte componente
turística que procura e aprecia a nossa gama e, também muito importante, a comunidade residente em
Portugal de grande fidelização à nossa marca.”
O volume de negócios em Cabo Verde tem evoluído positivamente (de 200 mil euros em 2009
para 250 mil euros em 2010), e a meta para os
próximos três anos é um crescimento anual de
20 por cento.
Desde o primeiro momento em que as conservas
Ramirez atravessaram o Atlântico para as mesas do
país das mornas e do funaná que o Grupo Caixa
tem sido importante: “Perde-se no tempo o início
da internacionalização da Ramirez no mercado de
Cabo Verde, e seguramente foi muito importante
a colaboração da Caixa Geral de Depósitos, incluindo o antigo Banco Nacional Ultramarino, que
foi um dos principais bancos da empresa durante
mais de cem anos”, afirma este administrador.
A Caixa continua hoje a ser um dos principais
bancos da empresa, possibilitando as cartas de
crédito e as remessas documentárias, sempre tão
importantes na exportação. Manuel Ramirez sublinha que “a presença directa da CGD no mercado
de Cabo Verde é uma mais-valia que a Ramirez
quer continuar a aproveitar no desenvolvimento
dos negócios para aquele mercado”.
158 anos
“Atum Ramirez, a carne do mar” – poucos são os
que, com mais de 30 anos, não se lembram do
emblemático reclame ao atum mais famoso de
Portugal. Porém, já ninguém poderá testemunhar
o nascimento da Fábrica de Conservas porque
ocorreu no longínquo ano de 1853.
De matriz familiar, a Ramirez é a fábrica da especialidade mais antiga do mundo em laboração.
Começou por estar localizada em Vila Real de
Santo António, Olhão, Albufeira e Setúbal.
Resistindo a todas as conjunturas sociais e financeiras, a Ramirez fez da permanente inovação, da
qualidade do produto e de uma sólida política de
marca as suas grandes armas comerciais. Hoje, está
presente em 45 países dos cinco continentes.
A Ramirez dispõe de duas unidades fabris (em Matosinhos e em Peniche), que concebem quase meia
centena de produtos: das sardinhas e do atum às
especialidades e aos pratos pré-cozinhados, como
os atuns com vegetais em várias receitas.
Um dos grandes factores de competitividade (o
melhor custo dos produtos) deve-se à inovação ao
nível dos processos – mediante o desenvolvimento de novas tecnologias ou da adopção de tecnologias surgidas no mercado. O administrador para a
área do mercado externo realça que “a fidelização
dos clientes tem sido conseguida graças à inovação dos produtos, mas também à manutenção de
Fotos: João Manuel Ribeiro
A confiança passada entre gerações permite à Ramirez um
lugar de referência num mercado onde a oferta de peixe fresco
é forte. Atum e sardinha são os
produtos mais procurados.
Manuel Ramirez,
administrador para
a área do mercado externo
da Ramirez
um nível de qualidade e de segurança alimentar
amplamente reconhecido pelo mercado”.
A história da Ramirez cruza-se amiúde com a do
universo Caixa. A conserveira foi mesmo um dos
accionistas de referência do BNU nas primeiras
décadas do século XX. Mais tarde, para a dinâmica de internacionalização da empresa, em especial
nos países de língua portuguesa, foi determinante
a implantação da Caixa em todo o mundo.
No presente, os produtos e serviços mais utilizados são o apoio à tesouraria (Programas de Papel
Comercial, Crédito em Conta Corrente, desconto
de remessas, Créditos Documentários), o apoio ao
investimento (leasing mobiliário, leasing imobiliário) e a assistência comercial. Esta última assume
particular importância nos países geograficamente
mais distantes, nomeadamente Cabo Verde. “Na
última década, para o mercado cabo-verdiano, temos beneficiado de forma crescente do relacionamento com a CGD”, afirma Manuel Ramirez.
???
BCA: credibilidade
reconhecida
Três importantes distinções obtidas durante os anos de 2010 e 2011 confirmam a
qualidade e o prestígio do Banco Comercial
do Atlântico (BCA).
A conceituada revista inglesa emeafinance
elegeu o BCA como o melhor banco a operar em Cabo Verde em 2010, colocando-o
no quadro de honra das melhores instituições bancárias de 25 países africanos.
Já a Afrosondagem, empresa cabo-verdiana de estudos de opinião, atribuiu nos
últimos dois anos o Selo Morabeza à marca BCA, certificando-a com a significativa
menção de marca de maior confiança no
sistema financeiro daquele arquipélago.
INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE|
11
|ENTREVISTA NUNO FERNANDES THOMAZ
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO FUNDO BEM COMUM
“O Fundo não empresta
dinheiro, financia projectos
de empreendedorismo”
C
onsciente de que há capital humano
não aproveitado acima da fasquia dos
40 anos e confiante na capacidade das
pessoas em concretizar projectos com
valor económico para o país, o Fundo Bem Comum
propõe-se a financiar iniciativas empresariais lideradas por quadros médios ou superiores em situação
laboral precária ou na iminência do desemprego.
Uma missão que tem tanto de fomento do empreendedorismo, como de combate à exclusão social.
A Caixa é um dos seus investidores.
|Qual a missão do Fundo Bem Comum?
O Fundo Bem Comum foi promovido pela
ACEGE – Associação Cristã de Empresários e
Gestores, que desde sempre se preocupou com
os vários estados de sofrimento social: exclusão
social, pobreza e, sobretudo, o desemprego.
Sentindo que tínhamos de passar das palavras
aos actos, decidimos promover a criação de
um fundo de capital de risco que tivesse uma
mais-valia especial na pedagogia e criação de
emprego. Um fundo para combater um dos
maiores, senão o maior paradoxo da actualidade:
quanto maior é a expectativa de vida fisiológica,
menor é a expectativa de vida profissional. Hoje
vive-se até aos 80 anos, mas se a partir dos 40
anos se fica desempregado, só com dificuldade
se consegue voltar a ter emprego.
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
|Quais os mecanismos que oferece?
O Fundo oferece financiamento a projectos cujos
promotores sejam quadros médios ou superiores
no desemprego ou em situação laboral precária.
Não tem sectores preferenciais – apenas exclui
três: armamento, imobiliário e financeiro. E
oferece aos promotores a formação e o acompanhamento de gestão nas suas várias fases.
12
|Como é que se acede ao Fundo e quais os
critérios de selecção de um projecto?
O Fundo tem um site que explícita o que é
necessário fazer para apresentar uma candidatura – www.bemcomum.pt. As candidaturas
têm duas fases de avaliação. Numa primeira
fase, sob três critérios: conceito do negócio, o
perfil do promotor e a proposta de valor para
o mercado. Passando esta etapa, entra-se numa
outra avaliação, mais fina, em quatro dimensões: mercado e competitividade, qualidade das
projecções financeiras, capacidade da equipa de
gestão e o risco potencial. Este último aspecto
justifica-se pelo rigor financeiro que o Fundo
põe na sua gestão – rigor que pede meças às
melhores práticas do sector.
|É possível a um projecto que não tenha
sido aprovado por ter apenas algumas
lacunas não ser desperdiçado, ou seja,
depois de melhorado ser viabilizado?
A outra das missões do Fundo é a criação de uma
plataforma de aconselhamento e de reencaminhamento dos projectos que nós consideremos com
mérito e sustentabilidade, mas que não caibam
no nosso âmbito de aprovação. Esses projectos
são reencaminhados para os nossos investidores
– entre os quais está, desde a primeira hora,
a Caixa Geral de Depósitos – ou para outras
instituições ligadas ao empreendedorismo.
|Qual é o tempo médio de avaliação de
um projecto?
Como cada projecto é um caso, não há um
tempo médio rígido. Até porque muitas vezes
é necessário recorrer a avaliações exteriores,
cuja demora não depende de nós. No que
depender de nós, e sem prejuízo do rigor, a
avaliação é rápida.
|Quais as regras após a aprovação, no
financiamento e pós-financiamento?
O Fundo não empresta dinheiro, financia
projectos de empreendedorismo, e é isto que,
numa primeira análise, o distingue da actividade
bancária. Não fazemos apoios de tesouraria para
sanear situações financeiras do passado. Queremos, preferencialmente, que seja um projecto
de raiz, com um time-to-market de um ano, e
com uma componente inovadora e um factor
de diferenciação do que já existe. Para isso,
logo à partida oferecemos aconselhamento ao
promotor tendente ao melhoramento do seu
business plan, e depois disponibilizamos para
cada projecto o coaching adequado a uma
correcta gestão. O Fundo admite entrar até 33
por cento do capital social, não mais pois não
queremos assumir a gestão do projecto, mas
consideramos outras formas de financiamento,
nomeadamente através de suprimentos ou de
prestações acessórias. Não pedimos garantias reais
– outro factor de distinção do financiamento
José António Domingues
bancário – e projectamos o reembolso entre o
4.º e o 7.º ano de vida do projecto.
|Qual o valor máximo que os projectos
podem ter?
Não há limites rígidos. Mas há um figurino
protótipo dos projectos, que podem variar entre
os 100 e os 350 mil euros. Não consideramos
candidaturas de dimensão muito inferior – tipo
20/40 mil euros – pois já cabem no âmbito
do microcrédito.
|E o Fundo em si será dinâmico?
Com o sucesso que sejamos capazes de obter
nesta primeira fase, pretendemos que se iniciem
novas fases, com mais investimentos, mais projectos e, porque não, mais investidores.
|Como é concretizado o acompanhamento
de cada empreendedor, o tal coaching?
Este acompanhamento é tão importante como
a aprovação do projecto. E é feito de dois
modos: primeiro, através de um sistema de
informação de gestão que seja aplicável a todos
os projectos, para os podermos monitorizar e
avaliar da sua evolução; depois, granjeando
um apadrinhamento de cada projecto por
parte de um associado nosso. Convém lembrar
que nos associados da ACEGE estão pessoas
com qualificação e experiência de gestão em
empresas de sucesso. E são essas pessoas que
vão acompanhar o projecto de uma maneira
directa, como formadores e orientadores.
|Quantos projectos já foram aprovados?
O Fundo ficou operacional no final de 2010,
mas a recepção da primeira vaga de candidaturas fechou-se apenas em meados de 2011.
Já foram aprovados cinco projectos – curiosamente, dois deles acabaram por não recorrer
ao Fundo, dado ter obtido apoios financeiros
de outras origens.
• Criação: Novembro de 2010
• Promotor: ACEGE
• Investidores (com 500 mil euros cada):
Grupos CGD, Montepio Geral, BES,
José de Mello e Santander Totta
• Condições objectivas de admissão: desempregado ou alguém em risco de perder o emprego com mais de 40 anos
Nuno Fernandes Thomaz
• 66 anos
• Licenciado em Direito
• Vice-presidente da ACEGE
• Presidente do Conselho de Faculdade,
Faculdade de Economia, Universidade
Nova de Lisboa
• Actual administrador da Nutrinveste
• Ex-administrador da Molaflex, Unifer,
Eurofer, Eurogil, Incofina
|Somos ainda um povo pouco empreendedor?
Somos um país onde tradicionalmente existia
uma aversão ao risco. Contudo, a diversificação
dos modelos empresariais e, recentemente, a
crise têm gerado um crescimento do interesse
pelo empreendedorismo, visível no surgimento de crescentes incentivos a esta actividade.
Sobretudo tem crescido a noção de que o
empreendedorismo tem um papel cada vez mais
importante na criação de valor na economia e,
assim, na contribuição para a ultrapassagem dos
difíceis tempos por que passamos.
INTERNACIONALIZAÇÃO: NEGÓCIOS DE SUCESSO EM CABO VERDE|
Fundo Bem Comum
|Há sectores mais propícios ao apoio de
um fundo de capital de risco como o
vosso?
Onde gostaríamos de ter mais candidaturas
seria na indústria transformadora, agricultura
e serviços de apoio a redes de terceira idade,
ou saúde e afins. E é com esse objectivo
que apelamos vivamente à procura de novas
candidaturas.
13
Ricardo Teixeira
|INICIATIVAS APOIO CAIXA
O Presidente da República
na sessão de encerramento
do Silicon Valley Comes to Lisbon
Na primeira linha
do empreendedorismo
|CAIXA EMPRESAS DEZEMBRO 2011
O mês de Novembro foi emblemático quanto ao efervescente
apoio da Caixa a iniciativas que
procuram fomentar novos negócios.
14
O
compromisso com o empreendedorismo é uma matriz institucional da
Caixa Geral de Depósitos (CGD) e
da relação com os seus clientes. Mas,
além dos produtos e serviços que cria ou a que se
associa, a CGD organiza ou intervém em diversas iniciativas destinadas à comunidade em geral,
independentemente dos respectivos participantes
serem seus clientes.
Como dinamizadora desta importante frente económica em Portugal, a Caixa é promotora de conferências, semanas temáticas e outros eventos dirigidos a diferentes públicos. Só em Novembro passado, apoiou e ajudou a implementação de quatro
iniciativas de grande projecção e simbolismo.
Integrada num movimento global que envolve
mais de cem países, a Semana Global do Empreendedorismo (SGE) pretende ser o grande veículo de
difusão desta atitude no mundo empresarial. Seminários, debates e outros eventos à escala nacional
e global esclareceram e interligaram participantes,
que tiveram ainda oportunidade de identificar
uma oportunidade de negócio. Empresários, professores, altos responsáveis políticos e banqueiros
de grande relevo na sociedade portuguesa participaram na SGE 2011.
João Trigo da Roza, presidente da Comissão
Executiva da SGE 2011 e da APBA (que organizou em conjunto com a SEDES o “lado português” do evento), mostrava-se bastante satisfeito
no fim da iniciativa: “O balanço não poderia ser
mais positivo. Contámos com a colaboração de
universidades de referência, de câmaras municipais e de associações profissionais, e assim conseguimos chegar a mais de cinco mil participantes
em todo o país.”
Paralelamente, a Caixa associou-se ainda ao Silicon
Valley Comes to Lisbon, um encontro de dois dias
com o objectivo de promover a partilha intercultural e intelectual entre empreendedores e e inves-
tidores – onde se lançaram ainda inúmeras pistas
para que académicos, profissionais e potenciais
empreendedores pudessem inovar em indústrias
tão diversas, como os Media, Jogos, Energia e Saúde. O Presidente da República esteve presente e
discursou na sessão de encerramento do Silicon
Valley Comes to Lisbon.
Revestida de especial importância para quem necessita de um primeiro empurrão para o seu negócio, a Semana Nacional de Business Angels (BA)
teve também a sua quinta edição no decurso deste
mês de Novembro. Com iniciativas em 11 cidades
do país – do norte, sul, litoral e interior – foram
realizadas sessões diárias de esclarecimento sobre
a actividade desenvolvida pelos BA e, simultaneamente, alguns empreendedores puderam apresentar os seus projectos.
Já em Aveiro, sob maior informalidade, realizou-se o TedxyouthAveiro 2011, um evento que replica o TED & TEDx (encontro anual em que alguns
dos principais pensadores e criadores mundiais
são convidados a partilharem aquilo que mais os
entusiasma), mas que teve como protagonistas estudantes de seis escolas do distrito de Aveiro e
quatro oradores convidados.
Jan.
O serviço Caixa Empresas está disponível em:
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• Beja
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Braga
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Aveiro
• Águeda
• Aveiro
• Oliveira de Azeméis
• Ovar
Braga
• Braga
• Guimarães
• Vila Nova de Famalicão
Castelo Branco
• Castelo Branco
Coimbra
• Coimbra
Faro
• Faro
• Portimão
Guarda
• Guarda
Castelo Branco
• Castelo Branco
• Covilhã
• Fundão
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Leiria
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Coimbra
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António
Guarda
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Portalegre
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• Portalegre
Porto
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Santarém
• Santarém
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Setúbal
• Almada
• Setúbal
Viana do Castelo
• Viana do Castelo
Vila Real
• Vila Real
Viseu
• Viseu
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Madeira
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Gestores
Multi-agência
Aveiro
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Para mais informações: www.cgd.pt/empresas |
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