1 UNIDADE 2 – VETORES E FÍSICA Exercı́cios 1 – Vetores 1. Na figura abaixo está representada, vista do alto, uma sala quadrada de paredes com 5 metros de comprimento. Você entra na sala pela porta, em A, e anda ao longo da parede AB por 4 metros, até o ponto P, e depois paralelamente à parede BC por mais 3 metros, até o ponto Q. Represente graficamente estes deslocamentos, e marque na figura os pontos P e Q. Qual a distância que você percorreu? A que distância do ponto de partida você chegou? Estabeleça um sistema de coordenadas (x, y) com origem no ponto A, eixo x ao longo da parede AB e eixo y ao longo da parede AD. Escreva as coordenadas (x, y) dos pontos P, Q, A, B, C e D. Quanto vale o cosseno do ângulo que a direção AQ faz com a direção AB? E o seno deste ângulo? 2. Suponha que você ande sobre um terreno plano percorrendo as seguintes distâncias nas direções indicadas, em qualquer ordem possı́vel e sucessivamente: 3 metros para leste; 2 metros para norte; 3 metros para oeste. A que distância do ponto de partida você chegará ao fim da caminhada? TópFı́sBás – Un.2 — p. 2 3. Um automóvel percorre 50 km para leste e, depois, 30 km para nordeste num terreno plano. Desenhe os deslocamentos num plano, representando-os como vetores. Desenhe e calcule o vetor deslocamento resultante. Calcule a distância percorrida. Calcule também a distância percorrida se o automóvel fosse em linha reta do ponto de partida ao ponto de chegada. 4. Na figura está representada a trajetória num plano de um carro que se move indo do ponto A ao ponto D. (a) Represente as coordenadas (x, y) dos pontos A, B, C e D da trajetória percorrida. (b) Escreva, em termos dos vetores unitários ı̂ e ̂ das direções x e y e das componentes dos vetores ao longo destes eixos, os vetores que representam as posições em relação ao ponto O dos pontos A, B, C e D. (c) Represente em termos destes unitários os vetores deslocamento entre A e B, entre B e C, entre C e D, e entre A e D. (d) Escreva o vetor deslocamento que representa a volta de D para A. TópFı́sBás – Un.2 — p. 3 5. A figura a seguir representa um bloco de massa m em repouso sobre uma mesa. A mesa está fixa em um elevador acelerado verticalmente e a força para cima. Sobre bloco atuam a força normal de contato N peso P . Marque com um X as afirmativas falsas, justificando suas respostas: =N − P . (a) A força resultante sobre o bloco é R =N + P . (b) A força resultante sobre o bloco é R (c) O módulo da força resultante sobre o bloco é R = N − P . (d) O módulo da força resultante sobre o bloco é R = N + P . (e) A intensidade da força resultante sobre o bloco é R = N + P . (f) A força resultante sobre o bloco é nula. (g) O vetor componente da força resultante sobre o bloco na direção y − Py . do eixo y é Ry = N (h) O vetor componente da força resultante sobre o bloco na direção y + Py . do eixo y é Ry = N (i) A componente da força resultante sobre o bloco na direção do eixo y é Ry = Ny − Py . (j) A componente da força resultante sobre o bloco na direção do eixo y é Ry = N − P . TópFı́sBás – Un.2 — p. 4 6. A figura abaixo representa um bloco de massa m sobre um plano inclinado liso que forma um ângulo θ com a horizontal. Sobre bloco atuam e a força peso P . a força normal N Marque com um X as afirmativas falsas justificando as suas respostas. =N − P . (a) A força resultante sobre o bloco é R =N + P . (b) A força resultante sobre o bloco é R (c) O módulo da força resultante sobre o bloco é R = N − P . (d) O módulo da força resultante sobre o bloco é R = N + P . (e) A componente da força resultante sobre o bloco na direção do eixo y é sempre Ry = Ny − Py . (f) A componente da força resultante sobre o bloco na direção do eixo y é sempre Ry = Ny + Py . (g) A componente da força peso na direção x é P senθ. = −P cos θ. (h) O vetor normal é N = P cos θ. (i) O vetor normal é N = P cos θ. (j) O vetor normal é N (k) O vetor força resultante sobre o bloco é nulo. TópFı́sBás – Un.2 — p. 5 7. Dados os vetores a = ı̂ + ̂ b = ı̂ − ̂ desenhe-os num plano (x, y) e determine: (a) a + b ; (b) a − b ; (c) os módulos de a e b ; (d) o módulo dos vetores a + b e a − b ; (e) os ângulos formados por a e b com os eixos x e y definidos pelos unitários ı̂ e ̂ ; (f) o unitário da direção formada por a + b; (g) o ângulo formado por a e b. 8. Dados os vetores a = ı̂ + 4̂ − 5k̂ b = 3ı̂ − 2̂ − 3k̂ c = 4ı̂ − 2̂ − 3k̂ determine: (a) a + b + c ; (b) a − b + c ; (c) os módulos de a e de b ; (d) o módulo de a + b ; (e) os ângulos formados por a com os eixos x, y e z (definidos pelos unitários ı̂, ̂ e k̂); (f) o unitário da direção definida por a + b . TópFı́sBás – Un.2 — p. 6 9. O vetor posição r de um ponto no plano xy também pode ser caracterizado por seu módulo r = |r| e pelo ângulo θ que ele faz com o eixo x. Esta representação (r, θ) é chamada de representação em coordenadas polares, e a representação em coordenadas (x, y) de representação em coordenadas cartesianas. Podemos associar a estas coordenadas polares dois vetores unitários r̂ e θ̂, como especificados na figura. Expresse: (a) o vetor posição r em função dos unitários ı̂ e ̂ ; (b) o vetor posição r em função dos unitários r̂ e θ̂ ; (c) os unitários r̂ e θ̂ em função dos unitários ı̂ e ̂ ; e (d) os unitários ı̂ e ̂ em função dos unitários r̂ e θ̂. TópFı́sBás – Un.2 — p. 7 Exercı́cios 2 – Vetores Novamente 1. Represente em termos dos unitários ı̂, ̂ das direções x, y os vetores representados na figura. 2. Considere os vetores: a = 3ı̂ + 2̂ b = −ı̂ + 2̂ c = 2ı̂ − ̂ d = −2ı̂ − 3̂ (a) Represente cada um destes vetores num plano (x, y). (b) Represente neste plano os vetores a + b e − 2c. (c) Escreva as componentes ao longo do eixo x dos vetores (i) a (ii) b (iii) d (iv) a + b (v) 3c (vi) a − 2 b (vii) c + d 3. O produto escalar de dois vetores é uma operação que associa a dois vetores a e b um número real de valor igual a a b cos θ , onde θ é o ângulo entre a e b , medido de a para b . Usa-se a notação • para representar o produto escalar. Da figura e da definição, observa-se que TópFı́sBás – Un.2 — p. 8 a • b = a b cos θ = a ba , onde ba é a projeção de b sobre a direção definida por a . Demonstre que (a) a • a = a2. (b) Se a = 0, b = 0, então a • b = 0 ⇔ a⊥b. (c) î • ̂ = 0 ; ı̂ • ı̂ = 1 ; ̂ • ̂ = 1 . (d) ax = a • ı̂ (e) a • b = b • a (f) a • b + c = a • b + a • c. (g) Se a = ax ı̂ + ay ̂ + az k̂ e b = bx ı̂ + by ̂ + bz k̂ , então a • b = ax bx + ay by + az bz 4. Para a = ı̂ − 2̂ , b = 2ı̂ + 3̂ e c = −ı̂ + ̂ calcule (a) a + b (b) − 3c (c) 2a − b (d) a • b + c (e) b • (a − 2c) 5. Um bloco de massa m está apoiado e em repouso sobre um plano inclinado de um ângulo α em relação à horizontal. TópFı́sBás – Un.2 — p. 9 (a) Isole o bloco e indique todas as forças que atuam sobre ele. (b) Com os eixos da figura, calcule a componente x e a componente y de cada uma das forças atuando sobre o corpo. (c) Calcule o módulo de cada uma das forças e o ângulo entre cada uma delas e o eixo x. 6. Sobre um corpo de massa m = 1 kg atuam as forças constantes, expressas em unidades do Sistema Internacional por meio do uso de um sistema de coordenadas cartesianos como F1 = ı̂ + 2̂ − 3 k̂ F2 = ̂ − k̂ F3 = − î + ̂ O observador que descreve este sistema é um observador inercial. (a) Calcule a força resultante sobre este corpo. (b) Obtenha o valor da intensidade de cada uma destas forças e da força resultante. (c) Calcule o ângulo que a força F1 faz com o eixo x. (d) Calcule o ângulo entre as direções das forças F2 e F3 . (e) Obtenha o ângulo que a força resultante faz com o eixo z. (f) Obtenha o vetor unitário da direção definida pela força F1. (g) Qual o vetor aceleração deste corpo? (h) Se num instante inicial a velocidade do corpo vale v◦ = 12̂ − 16 k̂, e sua posição em relação a um ponto fixo para o observador vale vecr◦ = 0, qual a trajetória que o corpo descreve? 7. Considere o vetor posição de uma partı́cula de massa m = 0, 5 kg medido por um observador fixo a um sistema inercial: r(t) = 5 t2 ı̂ + (10 t − 4) ̂ + 6 exp (−2 t) k̂. (a) Obtenha o valor do vetor posição desta partı́cula nos instantes de tempo correspondentes a t = 0 s, t = 2 s, e t = 4 s. TópFı́sBás – Un.2 — p. 10 (b) Obtenha a expressão que descreve a velocidade desta partı́cula como função do tempo, v(t). (c) Obtenha a expressão que descreve a aceleração desta partı́cula como função do tempo. (d) Calcule os valores da velocidade e da aceleração da partı́cula nos instantes t = 1 s e t = 4 s. (e) Calcule a força resultante sobre a partı́cula no instante t = 4 s. TópFı́sBás – Un.2 — p. 11 TEXTO COMPLEMENTAR – VETORES Marta F. Barroso Muitas das grandezas usadas na Fı́sica não podem ser representadas por um único número. Grandezas como a posição de um objeto, sua velocidade, a força aplicada sobre ele, entre outras, necessitam, para sua especificação precisa, não só de um valor numérico – a distância a um ponto de referência, o valor medido no odômetro de um carro, a intensidade da força – mas também de direção e sentido. De uma maneira simplificada, um vetor é uma grandeza que pode ser representada como um segmento de reta orientado. O tamanho do segmento é o módulo do vetor, sua direção é fornecida pela direção da reta que suporta o semento, e o sentido é dado pela orientação do segmento. Um vetor em geral é representado graficamente por uma letra com uma seta em cima, como a; seu módulo é representado por |a| = a. Um vetor pode sofrer deslocamentos paralelos sem se alterar. Isto é, um vetor é um representante de um conjunto de segmentos orientados partindo de diferentes pontos do espaço. Um vetor também é um elemento de um conjunto – chamado espaço vetorial – que associado a duas operações, a adição e a multiplicação por escalar, tem algumas propriedades: é fechado em relação a estas duas operações (a soma de dois vetores é um vetor,...), o elemento neutro da adição (vetor nulo) faz parte do conjunto, todos os vetores possuem elemento inverso em relação à adição, .... Um exemplo de vetor bem conhecido é o vetor deslocamento de um objeto pontual. Um deslocamento de um ponto A a um ponto B pode ser representado por um vetor d com módulo igual à distância entre os pontos A e B, direção definida pela reta que une A a B e sentido indo de A para B. Dois deslocamentos sucessivos resultam num deslocamento final que corresponde ao segmento orientado do ponto de partida ao ponto de chegada. TópFı́sBás – Un.2 — p. 12 Assim, a soma de dois deslocamentos do ponto A ao ponto B, e depois do ponto B ao ponto C, resulta num deslocamento final de A a C. A operação de adição de dois vetores é definida de forma análoga à soma de dois vetores deslocamentos. O vetor c que resulta da soma de dois outros vetores a e b, c = a+b, é o vetor correspondente ao segmento de reta orientado obtido de acordo com a “regra do paralelogramo”. Esta regra de soma tem este nome porque o vetor soma representa a diagonal do paralelogramo que pode ser formado com lados a e b. A adição de vetores é comutativa a + b = b + a e é distributiva: a + b + c = a + b + c o que pode ser facilmente demonstrado geometricamente. Um deslocamento d de um ponto A a um ponto B define uma direção, a direção da reta que une os dois pontos. Um outro deslocamento sobre a mesma direção pode ser escrito como o produto deste deslocamento d por um número real α, de forma tal que a distância percorrida seja α d. Se α é positivo, os sentidos são os mesmos. Para voltar de B até A, o deslocamento pode ser representado por um vetor com a mesma direção, mesmo módulo e sentido oposto, − d. A operação de multiplicação de um vetor b por um escalar α (um número real) é definida como sendo uma operação cujo resultado é um vetor α b TópFı́sBás – Un.2 — p. 13 – cujo módulo é dado por |α| b, – cuja direção é a mesma direção do vetor b, – e cujo sentido é o de b no caso em que α > 0, e contrário se α < 0. Desta maneira, a diferença de dois vetores é a soma de dois vetores, o primeiro com o produto escalar do segundo pelo número real −1: a − b = a + − b . Um deslocamento de uma unidade de comprimento (por exemplo, de 1 m) na direção de A para B pode ser o padrão de medida de todos os vetores que têm a direção AB. Da mesma maneira que é necessária uma unidade de medida, um padrão, para a descrição de grandezas escalares (como temperatura, massa), precisamos de um padrão de medida para vetores. Mas a especificação de um vetor exige módulo, direção e sentido; um padrão para descrevê-lo não pode ser um simples número, tem que ter também direção e sentido. Ou seja, é também um vetor. Um vetor cujo módulo vale 1 unidade é chamado de vetor unitário. A sua representação é feita usuamente por um “chapéu” (acento circunflexo) sobre uma letra: â. Da operação de multiplicação por escalar, podemos escrever imediatamente d = a dˆ . E para obter-se o vetor unitário associado a um vetor qualquer basta dividı́-lo pelo seu módulo: 1 dˆ = d . d Para descrever um deslocamento, em geral usa-se um sistema de coordenadas – cartesiano ou outro qualquer. No espaço, são necessárias três TópFı́sBás – Un.2 — p. 14 coordenadas para caracterizar um ponto. Para caracterizar um vetor, portanto, precisamos de suas três componentes ao longo de três eixos – ou de três unitários de direções independentes. O sistema de três vetores unitários mais comum é um sistema constituı́do de três unitários mutuamente perpendiculares, com a convenção de ordem indicada na figura abaixo. Para descrever um deslocamento, pode-se colocar o ponto de partida como sendo a origem de nosso sistema de coordenadas e descrever o deslocamento através das coordenadas do ponto final. Num plano, a descrição fica como na figura. As coordenadas do ponto A são as componentes segundo os eixos x e y: A = (xA , yA ). = d pode ser decomposto em outros dois, um paralelo ao O vetor OA eixo x e outro paralelo ao eixo y. Esta decomposição fica rA = xA + yA como mostrado na figura. Se definimos os unitários das direções x e y como sendo ı̂ e ̂, temos rA = xA ı̂ + yA ̂ O vetor componente de rA na direção x, xA , tem módulo igual a |xA |, pois xA pode ser positivo, negativo ou nulo, dependendo do sentido do vetor xA coincidir ou não com o sentido do unitário ı̂. O mesmo ocorre para o vetor TópFı́sBás – Un.2 — p. 15 componente de rA na direção de y, yA . Assim, xA = xA ı̂ , yA = yA ̂ . Os valores xA e yA são chamadas de componentes do vetor rA segundo os eixos x e y, ou segundo as direções dos unitários ı̂ e ̂. Pode-se usar um sistema de coordenadas polares planas A = (r, θ), onde r corresponde à distância à origem de coordenadas e θ o ângulo que a direção OA faz com um eixo arbitrário – no caso o eixo x. As duas descrições A = (r, θ) = (x, y) estão relacionadas através das expressões x = r cos θ , y = r sen θ y x e é imediatamente claro que 0 ≤ θ < 2π, x e y podem ser maiores, iguais ou menores que zero, e que r corresponde a um valor positivo e igual ao módulo do vetor OA. As operações de adição de vetores e multiplicação por escalar podem ser feitas em termos de componentes. r= x2 + y 2 , θ = arctg Da figura, para a adição de vetores cx = a + b x = a x + bx TópFı́sBás – Un.2 — p. 16 e de forma análoga cy = a + b y = a y + by Para a multiplicação de um vetor por um escalar, bx = (αa)x = α ax , by = (αa)y = α ay . Duas outras operações com vetores são usadas para a definição de conceitos fı́sicos. A primeira operação é o chamado produto escalar de dois vetores. Nesta operação, a um par de vetores a e b associa-se um número real a · b definido como a · b = a b cos θ onde θ é o ângulo entre as direções de a e b. Esta definição é equivalente a dizer que o produto escalar de a por b é o produto do módulo de b pela projeção de a na direção de b. Geometricamente, verifica-se trivialmente que a · b = b · a a · a = a2 a · b = 0 (a = 0, b = 0) ⇐⇒ a ⊥ b a · b + c = a · b + a · c Se os vetores a e b são paralelos, a · b = a b. Se são anti-paralelos (seus sentidos são opostos) a · b = − a b. Em componentes, o produto escalar pode ser calculado usando as propriedades anteriores. Se a = ax ı̂ + ay ̂ + az k̂ e b = bx ı̂ + by ̂ + bz k̂ , então a · b = ax ı̂ + ay ̂ + az k̂ · bx ı̂ + by ̂ + bz k̂ = ax bx + ay by + az bz TópFı́sBás – Un.2 — p. 17 Da definição do produto escalar, também, pode-se demonstrar que ax = a · ı̂ , ay = a · ̂ , az = a · k̂ a · b ab O produto escalar surge pela primeira vez nas discussões em Fı́sica com a definição de trabalho realizado por uma força F num deslocamento: cos θ = F WAB = F · dr . A outra operação, o produto vetorial entre dois vetores, associa a dois vetores a e b um terceiro vetor c c = a × b com o módulo dado por c = a b senθ, onde θ é o (menor) ângulo entre a e b, com direção perpendicular ao plano que contém a e b, e sentido dado pela chamada “regra da mão direita”. Esta definição está ilustrada na figura a seguir. O produto vetorial de dois vetores não é comutativo – a ordem dos fatores troca o sinal do resultado. Suas propriedades também podem ser verificadas facilmente da definição, a × b = − b × a a × b + c = a × b + a × c a × αb = αa × b aa = 0 O produto vetorial de dois vetores paralelos ou anti-paralelos é nulo. TópFı́sBás – Un.2 — p. 18 Em componentes, a × b = (ay bz − az by ) ı̂ + (az bx − ax bz ) ̂ + (ax by − ay bx) k̂ O produto vetorial aparece em Fı́sica na definição de torque de uma força em relação a um ponto, e momento angular de uma partı́cula em relação a um ponto: τ = r × F O = r × p = m r × v L