INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE / SOEBRÁS O ATRITO ENTRE BRAQUETE E FIO NA ORTODONTIA RODRIGO TONIN GOMES Lages (SC), 2009 INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE FUNORTE / SOEBRÁS O ATRITO ENTRE BRAQUETE E FIO NA ORTODONTIA RODRIGO TONIN GOMES Monografia apresentada ao Programa de Especialização em Ortodontia FUNORTE / SOEBRÁS, núcleo do ICS LAGES, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista. Orientador: Prof. Dr. VILMAR CAMPOS Lages (SC), 2009 SUMÁRIO RESUMO SUMMARY 1. INTRODUÇÃO .....................................................................01 2. PROPOSIÇÃO .................................................................... 03 3. REVISÃO DE LITERATURA ....................................................04 3.1 Coeficiente de Atrito ....................................................... 04 3.2 Materiais dos Braquetes .................................................. 10 3.3 Fios Ortodônticos ........................................................... 16 4. DISCUSSÃO ..................................................................... 21 5. CONCLUSÃO .................................................................... 26 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................. 27 DEDICATÓRIA A Deus e meus pais Ozair e Áurea, por ter me dado a vida, a saúde e a garra, para lutar, vencer e alcançar meus objetivos. AGRADECIMENTOS A Deus, por todas as graças recebidas. Aos meus pais, José Ozair Gomes e Aurea Cecília Tonin Gomes, pelo seu apoio, incentivo e amor dedicado aos filhos. Seu exemplo de ajuda ao próximo sempre será um guia em minha vida. Ao Professor Vilmar Campos pela amizade, vocação científica e convívio nestes longos anos. Aos colegas pelo respeito mútuo empreendido durante o curso. Resumo O autor realizou uma revisão de literatura sobre atrito criado entre braquetes e fios. Tendo observado que existe uma diferença considerável do atrito existente entre braquetes metálicos, auto- ligados e cerâmicos. Sendo que os cerâmicos possuem um coeficiente de atrito maior nos seus diferentes materiais. Em contrapartida, os auto-ligados possuem os menores coeficientes de atrito quando comparados com os demais braquetes. Outra variável analisada foi a composição e lisura superficial dos diferentes fios utilizados em ortodontia, sendo os de aço inoxidável e os de cromo cobalto, os que apresentaram uma menor atrição com o slot do braquete. Desta forma, ficou provado com esta revisão de literatura que a diferença de atrito existe tanto para os diferentes fios ortodônticos, como também para braquetes de diferentes materiais, sendo de fundamental importância, o cirurgião-dentista saber sobre essas variáveis para a melhor realização dos tratamentos ortodônticos. Palavra Chave: Atrito. Bráquetes Ortodônticos. Braquetes AutoLigados. Ligas. Fios Ortodônticos. Movimentação. Abstract The author conducted a literature review on friction created between brackets and wires. Having observed that there is a considerable difference of friction between metal, self-ligating and ceramic brackets. Since the ceramic has a higher coefficient of friction in their materials. Em contrapartida, os auto-ligados possuem os menores coeficientes de atrito quando comparados com os demais braquetes. Another variable examined was the composition and surface smoothness of the different wires used in orthodontics, and the stainless steel showed a lower attrition with the slot of the bracket. Thus, shown in this literature review that there is much difference in friction for various orthodontic wires, as well as brackets of different materials, being of fundamental importance, the surgeon-dentist know about these variables to achieve the best treatments orthodontic. Key Words: Friction. Brackets orthodontics. Brackets self-ligating. Alloys. Handling. Orthodontics wires 1. Introdução A exigência estética culminou com a introdução dos primeiros braquetes cerâmicos na Ortodontia no final de 1986. Esta alternativa estética, uma tentativa explícita de eliminar o uso dos braquetes de aço inoxidável, vem sendo desenvolvida a partir de então com o uso de novas tecnologias na fabricação dos braquetes estéticos (KARAMOUZOS et al., 1997). Porém, os acessórios estéticos usados no tratamento precisam conservar as propriedades mecânicas ideais necessárias. As peças usadas não podem falhar durante a função desempenhada em favor da estética. Com isso, muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas nesta área. Os fabricantes almejam desenvolver um braquete que, principalmente, seja resistente à fratura e com a canaleta (slot) livre de rugosidades, as quais retardariam a mecânica de deslizamento no tratamento clínico ortodôntico. Os braquetes de auto ligação foram introduzidos em meados dos anos de 1930 na forma de acessório de Russel, com o objetivo de reduzir os períodos de ligação e aprimorar a eficiência do operador. Eles constituem sistemas de braquetes sem ligadura que apresentam um aparelho mecânico projetado no braquete para fechar o encaixe. Uma vez que existem braquetes estéticos, os arcos também deveriam seguir a mesma característica. Nenhum arco atualmente apresenta este critério, embora os fabricantes tentem transformá-lo em fio estético. Os arcos resultantes dessas tentativas apresentam propriedades mecânicas não satisfatórias, além de sofrerem a ação mastigatória e enzimática da cavidade oral. Embora a estética seja almejada cada vez mais pelos pacientes, a função que o arco desempenha é suprema. Somente será aceito o arco estético que mantiver as demais propriedades de forma adequada (KUSY, 1997). Devido o surgimento de novos materiais e diferentes formas de tratamento, foi realizada uma revisão de literatura para sanar, ou mesmo esclarecer dúvidas referentes a tais fatores, determinantes para a realização adequada de um tratamento ortodôntico quanto se tratando de atrito. 2. Proposição A proposta deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura, a qual descreve a existência e a quantidade de atrito existente entre os diversos fios ortodônticos e os braquetes de diferentes materiais e modelos utilizados atualmente. 3. Revisão da Literatura 3.1 Coeficiente de Atrito De acordo com Palmer (1951) , os primeiros experimentos sobre atrito datam de aproximadamente 500 anos e foram realizados por Leonardo da Vinci, que registrou, em seu “Código Atlântico”, os desenhos de um bloco retangular deslizando sobre uma superfície plana, de diferentes maneiras. No tratamento ortodôntico, é preciso entender a influência do atrito entre os braquetes e os fios durante a aplicação da força apropriada, para se obter a resposta do tecido biológico com o conseqüente movimento adequado do dente durante a mecânica de deslizamento. Nesta fase do tratamento, pode ser exigido um aumento da magnitude da força aplicada, a fim de superar a resistência ao atrito na interface braquete-fio (ANGOLKAR et al., 1990). O atrito é um parâmetro que deve ser considerado, quando o movimento dentário é desejado. Minimizando a força de fricção que se opõe à iniciação e manutenção do movimento dentário, a mecânica de movimento poderá ser mais eficiente (SAUNDERS, 1994). O atrito pode ser definido como a força que retarda ou resiste à movimentação de dois objetos em contato, e sua direção é tangencial a uma interface comum de duas superfícies (OMANA et al., 1992). A força de atrito (Ffr) entre duas superfícies corrediças é diretamente proporcional à força (F) com que as superfícies são pressionadas Ffr = μ × F. O valor de μ (o coeficiente de atrito) depende dos materiais que estão deslizando e é ligeiramente afetado também através de outros fatores como: velocidade ou a área de contato entre as superfícies (BEDNAR et al., 1991). Esta força pode ser representada de duas formas: (1) estática, a qual dificulta o início do movimento, é a menor força necessária para começar o movimento de objetos sólidos que estavam previamente em repouso (FRANK & NIKOLAI, 1980). (2) cinética (dinâmica), a qual ocorre durante o deslocamento do objeto, é a força que resiste ao movimento corrediço de um objeto sólido em contato com outro a uma velocidade constante (PROSOSKI et al., 1991). De acordo com Gurgel et al. (2001) o atrito na Ortodontia corresponde à qualidade de deslize entre o fio ortodôntico e o encaixe (slot) do acessório (braquete ou tubo). O atrito é medido no início (atrito estático) e durante a movimentação (atrito cinético). Apesar de os estudos sobre atrito terem se iniciado há bastante tempo, na literatura ortodôntica, este foi abordado pela primeira vez por Stoner (1960), que comentou poder a força aplicada ser dissipada pelo atrito ou aplicação imprópria, sendo difícil controlar e determinar a magnitude que cada dente está recebendo individualmente. Mais tarde, em 1970, Andreasen & Quevedo reforçaram o assunto ao comentarem que quando o movimento ortodôntico é realizado pela translação do braquete por um arco contínuo está embutido o atrito que diminui ou interrompe o movimento dentário ótimo e, freqüentemente, faz com que o ortodontista não tenha a correta noção da magnitude de força necessária para movimentar fisiologicamente um dente e ainda vencer o atrito. Em ortodontia, a movimentação dentária depende mais do atrito estático do que do atrito dinâmico (OMANA et al., 1992). A Alta resistência à fricção nos aparelhos ortodônticos fixos é indesejável pela maioria dos clínicos, uma vez que, esta resistência é considerada como impedimento para a movimentação dentária. Nicolls (1968) ao examinar forças de atrito em aparelhos ortodônticos fixos, constatou que movimentos dentários complexos podem ser feitos com resultados rápidos e precisos. Entretanto, quando ocorre atrito entre os tubos, braquetes ou arcos, esse movimento é mais lento podendo até ser interrompido, ou ainda originar movimentos indesejáveis aos dentes. Isso pode ocorrer no movimento distal do canino em casos de exodontias, quando a distalização é feita por meio de elásticos intermaxilares. Nestes casos, a inclinação distal da coroa pode aumentar os pontos de contato do arco com a canaleta do braquete e, caso a força seja grande, pode haver uma curvatura no arco, impedindo assim a movimentação do dente. Por outro lado, o arco tenderá a retificar-se, movendo desta forma o ápice da raiz para a distal, provocando um movimento de corpo, e essa mecânica de forças pesadas exigirá maior ancoragem. A retração anterior é principalmente necessária quando necessitamos fazer exodontias e, nestes casos temos duas maneiras para fazer esse movimento: 1) a mecânica de deslizamento é provavelmente a mais utilizada na Ortodontia atual, e também é a que mais provoca fricção durante a fase de retração anterior e; 2) o uso de um arco de retração, com o qual a fricção é mínima (DOWNING, 1994). Talvez o uso de arcos de retração seja uma alternativa viável para resolver os problemas de fricção quando utilizamos os aparelhos ortodônticos estéticos de porcelana (HO, 1991). Sabemos, entretanto que os problemas da fricção estão presentes também nas outras fases do tratamento ortodôntico, como por exemplo na retração inicial de caninos, na fase de nivelamento e alinhamento, quando, o arco desliza pelas canaletas dos braquetes e tubos (KEITH, 1993). Os movimentos dentários ocorrem apenas quando forças aplicadas são maiores que a fricção na interface braquete/fio. Neste momento, os tecidos biológicos respondem e ocorre o deslocamento do braquete associado a um pequeno movimento dentário (KEITH, 1993). A fricção pode impedir o movimento do dente no qual o braquete estiver colado (TANNE, 1994); neste caso, a força aplicada deve ser reduzida, caso contrário, o resultado poderá ser a perda de ancoragem (VAUGHAN, 1995). O entendimento dos mistérios da fricção se torna necessário para que possamos aplicar forças adequadas que se traduzam em respostas teciduais biológicas e movimento dentário durante a mecânica de deslizamento. Storey & Smith (1852) desenvolveram o conceito de força ótima requerida para obter o máximo movimento dentário que acontece devido à reabsorção óssea causada por esta força. Esta pressão determina à redução do suprimento sanguíneo, o que ocasiona a morte celular e, conseqüentemente, a reabsorção óssea da região entre o osso e a membrana peridental, onde está a pressão. Uma revisão crítica de algumas destas hipóteses foi provida por Quinn & Yoshikawa (1985). Estes autores concluíram que a taxa de movimento aumenta até certo ponto e, doravante, o aumento da força não resultará mais em nenhuma modificação na movimentação dentária, pois a taxa de reabsorção decresce (STOREY & SMITH, 1852). Os ortodontistas precisam saber o nível da força necessária para superar a fricção e produzir uma ótima resposta biológica durante a movimentação dentária (ANGOLKAR et al., 1990). Para superar esta fricção, os ortodontistas devem levar em consideração os tipos de materiais envolvidos na formação do sistema de deslizamento braquete–fio–ligadura, uma vez que eles influenciam na força de atrito. Andreasen & Quevedo (1970) desenvolveram um teste “in vitro” para quantificar a força de atrito gerada pelo movimento de um braquete ao longo de um arco fixo. Concluíram que quanto maior o diâmetro do arco maior seria a força de atrito e, quanto maior a angulação arco/braquete, também maior seria a força de atrito. Comprovaram também que houve pouca diferença na força de atrito entre amostras secas e aquelas testadas com saliva como lubrificante. Dependendo da técnica empregada, vários procedimentos são utilizados para a retração de caninos, incisivos ou movimento em massa do segmento anterior no tratamento de casos com extrações. As mecânicas que empregam forças de compressão ou tração com molas ou elásticos, permitindo que o dente deslize através do arco, provocam momentos de valor elevados quando a translação é realizada. O excesso de força aumentando o atrito pode inibir o movimento do dente. O mecanismo de deslize tem duas desvantagens: a força de atrito pode interromper a movimentação, e a magnitude da força é difícil de ser determinada, uma vez que o atrito é complexo. Uma segunda maneira para a retração dos dentes anteriores é o uso de um sistema sem atrito baseado na incorporação de alças em um arco contínuo (BURSTONE & KOENIG, 1976). Schwartz deveriam (1932) propôs que exceder a pressão as forças ortodônticas não sanguínea capilar no ligamento periodontal, que seria em torno de 20 a 26 g./cm2 de superfície, que corresponde de 15 a 20 mm.Hg. Excedendo esta força, o efeito biológico seria a reabsorção da raiz dentária, além de provocar necrose nos tecidos ósseos vizinhos. Algumas variáveis afetam a magnitude de fricção entre braquete-fio (ANGOLKAR et al., 1990). Dentre elas podemos citar: o material do braquete, a liga do fio, tamanho e forma do fio, material da ligadura (aço ou elastomérica), força da ligadura, tamanho do braquete e slot (canaleta), largura do braquete, angulação no braquete entre o fio e o slot (canaleta), e lubrificação feita pela saliva (SAUNDERS & KUSY, 1994). 3.2 Materiais dos braquetes O recente advento de braquetes cerâmicos, os quais têm a vantagem de apresentar coloração bastante similar ao dente, porém elevada fricção, aumentou a demanda por um melhor entendimento das forças de fricção envolvidas no sistema ortodôntico. (ANGOLKAR et al., 1990). Além disso, deve-se levar em consideração o tipo de fio ortodôntico que será usado com o braquete em questão, ou seja, tipo de liga, dimensões e a existência ou não do recobrimento deste fio. A qualidade de um recobrimento do fio ortodôntico deve ser levada em consideração, principalmente quando a tendência atual é a do uso de fios e braquetes cerâmicos estéticos, conseguindo-se assim uma aparência natural no tratamento ortodôntico. Os braquetes cerâmicos possuem um alto valor de coeficiente de atrito. A força friccional entre o fio e o braquete é reconhecida como um dos fatores prejudiciais e que afeta o movimento dentário durante a mecânica de deslizamento. É necessário um movimento ótimo para eliminar ou reduzir a fricção entre as superfícies (TANNE et al., 1994). Os braquetes cerâmicos possuem maior coeficiente de fricção (SAUNDERS & KUSY, 1994). Podem ser policristalinos e monocristalinos, a diferença está no processo de fabricação. Devido ao processo de fabricação, é esperado que o monocristalino resulte em coeficiente de fricção menor do que o policristalino, uma vez que a superfície do slot é mais lisa (KARAMOUZOS et al., 1997). O método de fabricação do braquete é também um fator importante para a determinação do acabamento da superfície do slot. Sabe-se que o refinamento da superfície do slot pode efetivamente reduzir a fricção (SWARTZ, 1988). Os braquetes policristalinos são produzidos pela precipitação de partículas de óxido de alumínio, combinadas a um aglutinador, trabalhados e aquecidos para remover as imperfeições da superfície e o estresse causado pelo processo de corte. Este processo de manufaturação pode produzir falhas estruturais no acessório (OMANA et al., 1992). Os braquetes monocristalinos são feitos por um processo inteiramente diferente. Cristais únicos, feitos de safira criados pelo homem, envolvem a combinação das partículas de óxido de alumínio com um aglutinador vagarosamente a permitindo 2100°C. assim Esta um massa cuidadoso é resfriada controle da cristalização. Esse material é comprado pelos fabricantes e então recortado no tamanho dos braquetes, e técnicas de corte ultrasônico, diamantado ou a combinação das duas são utilizadas para sua formatação. Após o corte, os cristais de safira são aquecidos para remover as imperfeições na superfície e para aliviar o estresse produzido pelos procedimentos de corte. Desta maneira, a estrutura cristalina do braquete é mais pura (mais estética) que a do policristalino, reduzindo assim as falhas estruturais, porém elevando os custos de fabricação (OMANA et al., 1992). Entretanto, os braquetes de porcelana, por serem bastante duros também são muito friáveis, ocorrendo quebras constantes. Também por este motivo, quando colados de maneira inadequada, podem ficar em contato com os dentes antagônicos causando desgastes nos mesmos. Além destas desvantagens, os braquetes cerâmicos puros apresentam um alto coeficiente de atrito entre a canaleta e o fio metálico, interferindo diretamente na movimentação dos dentes, com conseqüente aumento no tempo do tratamento ortodôntico (KARAMOUZOS et al., 1997). Phillips (1988) analisou a origem e a utilização dos braquetes de porcelana, afirmando que poucos estão em uso atualmente. As justificativas para o seu uso limitado foram: processo de fabricação mais complexa, maior custo, dificuldade de adaptação da base nos dentes, impossibilidade de desgastar aletas para evitar interferências oclusais; devido à transparência do braquete o posicionamento preciso é mais demorado e a fragilidade da cerâmica pode provocar quebra ou descolagem durante o tratamento. Swartz (1988) discorrendo sobre as cerâmicas, explicou que as mesmas são uma ampla classe de materiais que incluem pedras preciosas, vidros, argilas, misturas de compostos cerâmicos e óxidos metálicos. Na sua essência, a cerâmica não é nem metálica nem polimérica, sendo reconhecidas pela sua dureza e pela sua resistência às altas temperaturas e à degradação química, porém muito frágeis. Os metais podem se deformar consideravelmente sem fraturar-se, mesmo na presença de impurezas, o que não acontece com as cerâmicas, pois quando o estresse alcança níveis críticos, as ligações interatômicas se rompem e ocorre a fratura, o que chamamos de “friabilidade”. Swartz (1988) relatou ainda que para desenhar braquetes cerâmicos foram utilizadas análises de computadores e a engenharia para analisar os níveis e a distribuição de estresse. Concluiu-se que as intersecções circulares minimizam a probabilidade de ocorrência de quebra a níveis de força substancialmente abaixo da resistência máxima do material. Os novos braquetes cerâmicos que estão sendo produzidos oferecem propriedades ópticas excelentes e a promessa de aparência estética adicional sem comprometimento funcional significante. Eles ainda não são tão resistentes ou duráveis como os de aço inoxidável, e as cerâmicas sempre serão quebradiças por natureza. Apenas um modelo melhor, a pureza e a ausência de falhas na fabricação podem superar a fragilidade inerente e maximizar as propriedades físicas da cerâmica. Segundo Braga et al. (2004) os braquetes estéticos possuem maior coeficiente braquetes movimento de metálicos, desejado. atrito atuando No quando como entanto, comparados uma novos força com os contrária ao materiais foram desenvolvidos com expectativas de satisfazer o paciente sob o ponto de vista estético e também satisfazer o ortodontista sob o ponto de vista mecânico. Ainda salientou que o surgimento de braquetes estéticos com componentes metálicos trouxe à tona uma nova área para as pesquisas sobre atrito. Segundo Closs et al. (2005) o primeiro dispositivo ortodôntico que dispensava o uso de amarrilhos para fixar o arco foi o de Russel, em 1930, o qual lançava mão de um parafuso que fixava o arco, permitindo graduar a pressão sobre o mesmo. Em 1971, surgiu outro dispositivo idealizado por Wildman, o qual apresentava uma tampa vestibular, que deslizava para fechar a canaleta. Em 1980, Hanson lançou mão de um sistema de braquetes diferente dos anteriores, denominado Speed, que além de dimensões reduzidas, possui tampa que desliza no sentido vertical para fechar a canaleta. Continuamente, os braquetes sofreram modificações, com o intuito de melhorar seu uso e a eficiência do sistema. Em 1996, a American lançou o braquete Sigma e, em 1999 o sistema Damon, ambos braquetes Edgewise. Em 2003, a GAC lançou os braquetes InOvation-R, passivos inicialmente diante do uso de fios de baixo calibre, passando a ativos quando utilizados fios de grosso calibre. De acordo com Cacciafesta et al., em 2006, dois tipos de braquetes auto-ligados foram desenvolvidos: aqueles com um clipe de mola que pressiona contra o fio, tal como o In-Ovation (GAC International, Bohemia, NY), SPEED (Strite Industries, Cambridge, Ontário, Canadá), e os braquetes Time (Adenta/Munique, Alemanha), e aqueles nos quais o clipe auto-ligado não pressiona contra o fio, tal como o Activa (“A” Company, San Diego, Calif.), o TwinLock (Ormco/”A”, Orange, Calif.) e o braquete Damon SL I recentemente desenvolvido (Ormco/”A” Company). Ainda Cacciafesta et al. (2006) afirmou que em cada braquete de auto-ligação ativo ou passivo, a quarta parede móvel do braquete é utilizada para converter o encaixe em um tubo. Diversos estudos demonstraram um decréscimo significante no atrito para os braquetes auto-ligados, comparados aos modelos convencionais de braquete. Tal redução no atrito pode auxiliar a reduzir todo o tempo de tratamento, especialmente em pacientes com extração nos quais a translação dentária é alcançada por meio da mecânica de deslizamento. Segundo Closs et al. (2005) os sistemas self-ligating se diferenciam pela maneira com que a tampa do braquete fecha a canaleta, podendo ter uma ação ativa ou passiva. Os sistemas atualmente encontrados no mercado: Speed, Sigma, Time, InOvation e Evolution são considerados ativos uma vez que o arco é constantemente pressionado contra a canaleta do braquete, permitindo um maior controle de rotações e de torque já na fase de alinhamento e nivelamento. Em algumas tampas o controle se torna mais intenso à medida que o calibre do arco é aumentado. No entanto, a fricção se intensifica uma vez que a superfície toda da canaleta do braquete está em contato com o arco retangular. Ainda Closs et al. (2005) diz que Edgelok, Activa, Twin-lock, Damon, Oyster fecham a canaleta sem, no entanto os sistemas passivos: possuem tampas que ficam constantemente pressionando o arco. Nestes casos não existe um controle imediato das rotações como nos ativos, porém ocorre menos fricção em mecânicas de deslizamento. A intenção dos passivos é de não ajustar o arco completamente na canaleta permitindo assim um maior deslizamento dos dentes com toque apenas nos cantos do arco retangular. O surgimento dos braquetes self ligating passivos se diferencia dos anteriores por diminuírem a fricção entre o fio e o braquete para quase zero. Um dos primeiros estudos avaliando resistência friccional no braquete Speed, publicado em 1990, observou uma resistência 93% menor do sistema self-ligating em relação aos tradicionais. A magnitude da força aplicada a um dente depende do diâmetro do arco e da direção da aplicação. Berger realizou um estudo comparando o nível de força necessária para movimentar diferentes arcos dentro da canaleta em sistemas distintos de fixação. Um sistema usou braquetes edgewise metálicos e plásticos fixados com amarrilhos metálicos e elásticos e o outro utilizou a pressão da tampa do braquete self-ligating Speed. Foi observada uma redução significativa na força exigida para a movimentação dos dentes, com diferentes calibres de arcos, com o sistema self-ligating quando comparado aos demais sistemas de fixação (Closs et al., 2005). 3.3 Fios Ortodônticos Em relação às forças de atrito, além do tipo de material do braquete, devemos levar em consideração o tipo de liga do fio ortodôntico (VAUGHAN, 1995). Dentre os fios ortodônticos mais usados, podemos citar o beta-titânio (ß-Ti) e o de níquel-titânio (NiTi) (KUSY & WHITLEY, 1990), os quais possuem forças de atrito mais altas (SAUNDERS & KUSY, 1994;) do que os fios de aço inoxidável (KARAMOUZOS, 1997) (BAZAKIDOU, 1997). e os fios de cromocobalto (CrCo) Kusy et al. (1988) avaliaram a rugosidade superficial dos fios por meio de refletância, que é um método ótico baseado em espectroscopia a laser, e constatou que, de acordo com o ângulo de incidência do feixe, a rugosidade superficial varia consideravelmente. Entretanto, segundo esta avaliação, foi concluído que em ordem crescente de rugosidade estariam o fio de aço inoxidável, o CoCr, o ß-Ti e finalmente o NiTi. Existem algumas controvérsias em relação à influência da rugosidade superficial na fricção, pois alguns autores relatam que a presença de uma camada de óxido ou a lubrificação intrínseca pode exercer maior influência na fricção do que a rugosidade da superfície (PRATTEN et al., 1990). Atualmente, dentre as ligas citadas acima, o NiTi tem sido muito usado devido a suas propriedades como liga de memória de forma, apesar de possuir, segundo a literatura, uma superfície rugosa que gera uma fricção mais alta em relação, por exemplo, ao fio de aço inoxidável. A liga de NiTi pode ser dividida em três tipos: liga convencional e duas ligas pseudoelásticas, que seriam a superelástica e uma liga termoelástica. Cada tipo de liga tem propriedades específicas que, dependendo da fase do tratamento ortodôntico, terá sua indicação apropriada. Na realidade, várias propriedades e características deveriam ser consideradas na procura do arco ideal. Entre elas estão: a estética, a biocompatibilidade, a fricção, a formabilidade, a soldabilidade e a resiliência. Atualmente, nenhum fio possui todas as funções de forma satisfatória (KUSY, 1997). Em relação à espessura dos fios, a fricção entre braquete-fio demonstrou ser maior com fios mais espessos, além do fato dos fios redondos apresentarem menor fricção que os fios retangulares (ANGOLKAR et al., 1990). A utilização de recobrimentos poliméricos em fios ortodônticos pode proporcionar, além de soluções esteticamente desejadas, uma diminuição da rugosidade superficial, favorecendo a mecânica de deslizamento. Na ortodontia, têm-se encontrado fios com recobrimentos de resina epoxídica, Teflon® e polietileno, mas poucas pesquisas demonstram sua efetividade na diminuição das forças de fricção (HUSMANN et al., 2002). O fio recoberto com resina epoxídica oferece estética, resiste à deformação e possui uma aparência natural. No entanto, precisa-se desenvolver uma boa técnica de aderência para que o recobrimento não descole com a mecânica de deslize (HUSMANN et al., 2002). Os arcos de NiTi (superelástico) ou aço inoxidável revestidos com resina epoxídica oferecem estética e baixa fricção quando utilizados com os braquetes estéticos. Suas principais vantagens são: resistência, estabilidade de cor e manutenção superelásticas (HUSMANN et al., 2002). das qualidades Já o Teflon® ou politetrafluoroetileno – PTFE é um polímero fluoretado com baixa tensão superficial, quimicamente inerte, com elevada resistência oxidativa e térmica. Ele é amplamente usado por produzir baixo coeficiente de fricção. Existem poucas pesquisas que comprovem sua efetividade como recobrimento de fios ortodônticos usados na cavidade oral (HUSMANN et al., 2002). No recobrimento descrito por Husmann et al. (2002) foi realizada, primeiramente, a limpeza da superfície do fio de NiTi por tratamento de plasma com oxigênio. Os átomos de titânio combinam com o oxigênio e formam óxido de titânio, que melhora as características de deslizamento do fio. Depois disto, foi realizada a deposição sobre o substrato do etileno pelo processo de ionização, formando o recobrimento de polietileno. Esta precipitação ocorre primeiramente nas depressões e nas rugosidades, determinando uma superfície lisa. Tal superfície ocasiona um impacto positivo nas propriedades corrosivas. Também realizado por atomização, o recobrimento de Teflon® apresentava uma camada de espessura de 20-25 μm e era da cor do dente. Depois de aquecida, a camada de recobrimento aparentou uma superfície fina, bem aderida ao substrato, proporcionando excelentes propriedades de deslizamento. De acordo com Closs et al. (2005) o diâmetro e o material do arco são fatores que exercem bastante influência sobre o atrito gerado pelo braquete. Quanto mais duro o fio e menor a capacidade de retornar a sua posição original, maior será o atrito gerado. Estudo utilizando diferentes calibres de fio constatou que os sistemas Speed e Damon SL apresentavam atrito significantemente menor do que os braquetes convencionais, quando se valiam de fios redondos de baixo calibre. No entanto, quando utilizados fios retangulares, a menor quantidade de atrito observada foi com o braquete Damon, sendo o mais recomendado para mecânica de deslizamento. 4. Discussão Podemos definir o atrito como sendo a força de oposição ao movimento de dois objetos em contato, e sua direção é tangente a uma interface comum de duas superfícies (HO,1991; KEITH, 1993). Pode ser representada de duas formas: (1) cinética (dinâmica), a qual ocorre durante o deslocamento do objeto, e (2) estática, a qual previne o início do movimento (DOWNING, 1994; HO, 1991; OMANA, 1992). Durante o movimento ortodôntico a fricção é um problema presente e, em condições normais é proporcional à carga aplicada (DOWNING, 1994; KEITH, 1993). A fricção ocorre independente da área de contato entre as superfícies e da velocidade de deslizamento (exceto em velocidades muito baixas). Segundo ortodôntico Angolkar pode ser et al. (1990), necessária um durante aumento o da tratamento força para ultrapassar a resistência do atrito na interface braquete-fio para obter-se o movimento desejado. Já Saunders (1994), diz que minimizando a força de atrito, para que ocorra o movimento dentário inicial, entre braquete-fio poderá ocasionar um movimento mais eficiente. O atrito, de acordo com Gurgel et al. (2001), pode ser estático, o qual é medido no início do movimento, ou cinético, que corresponde ao atrito medido durante o movimento ortodôntico. A magnitude da força necessária para se movimentar fisiologicamente um dente e vencer a força de atrito, na verdade, não pode ser medida exatamente individualmente pelo ortodontista de acordo com os estudos de Stoner (1960) e Andreasen & Quevedo (1970), visto que o atrito é considerado complexo (BURSTONE & KOENIG, 1976). Os movimentos dentários ocorrem apenas quando forças aplicadas são maiores que a fricção na interface braquete/fio (DOWNING, 1994; HO, 1991; KEITH, 1993). Já Keith (1993); Tanne (1994); Vaughan (1995) relataram que o atrito pode impedir o movimento de um dente, necessitando-se reduzir a força aplicada para que a ancoragem não seja comprometida. Quinn & Yoshikawa (1985) concluíram que a taxa de movimento aumenta até certo ponto e, doravante, o aumento da força não resultará mais em nenhuma modificação na movimentação dentária. De acordo com Nicolls (1968) o movimento ortodôntico pode ser mais lento, interrompido ou até se tornar indesejável se ocorrer atrito entre os tubos, braquetes ou fios. As inclinações das coroas podem aumentar a superfície de contato do fios com os braquetes e consequentemente ocasionando um aumento do atrito e prejudicando a movimentação dentária e necessitando de uma maior ancoragem. Os braquetes cerâmicos aumentam a força de atrito quando comparados com os braquetes metálicos (SAUNDERS & KUSY, 1994; TANNE et al., 1994; KARAMOUZOS et al., 1997; ANGOLKAR et al., 1990; BRAGA et al., 2004). A superfície do slot dos braquetes cerâmicos monocristalinos (safira) é mais lisa do que dos policristalinos, ocasionando teoricamente um atrito menor de acordo com Karamouzos et al. (1997). Cacciafesta et al. (2006) relatou que ocorre uma diminuição do atrito nos braquetes auto-ligados quando comparados com os braquetes convencionais. Já Closs et al. (2005) disse que nos sistemas ativos dos braquetes auto-ligados, a fricção aumenta quando chega-se ao arco retangular, uma vez que a superfície total da canaleta do braquete está em contato com o mesmo. Nos sistemas passivos ocorre menos fricção em mecânicas de deslizamento, pois o arco não está ajustado completamente na canalea e sim tocando apenas nos cantos do arco retangular. O Sistema de braquetes auto-ligados passivos se diferencia dos ativos por diminuírem o atrito entre fio e braquete para quase zero. Ainda Closs et al. (2005) relatou em sua revisão, que um dos primeiros estudos avaliando resistência friccional no braquete Speed, publicado em 1990, observou uma resistência 93% menor do sistema self-ligating em relação aos tradicionais. Dentre os fios ortodônticos mais usados, podemos citar o betatitânio (ß-Ti) e o de níquel-titânio (NiTi), os quais possuem forças de atrito mais altas (KUSY & WHITLEY, 1990; SAUNDERS & KUSY, 1994; KARAMOUZOS, 1997) do que os fios de aço inoxidável e os fios de cromocobalto (CrCo) (VAUGHAN, 1995; BAZAKIDOU, 1997; KARAMOUZOS, 1997). Outro fator que pode causar maior ou menor atrito do fios é a rugosidade da superfície dos mesmos (PRATTEN et al., 1990). em ordem crescente de rugosidade estariam o fio de aço inoxidável, o CoCr, o ß-Ti e finalmente o NiTi (KUSY et al., 1988). A rugosidade pode ser diminuída com o uso de recobrimento do fio com resina epóxicas, o que facilitaria o deslize, porém não há muitas pesquisas para a sua comprovação. Atualmente, dentre as ligas citadas acima, o NiTi tem sido muito usado devido a suas propriedades como liga de memória de forma, apesar de possuir, segundo a literatura, uma superfície rugosa que gera uma fricção mais alta em relação, por exemplo, ao fio de aço inoxidável. No entanto, várias características e propriedades devem ser levadas em consideração na escolha do arco ideal. Dentre elas estão a estética, biocompatibilidade, fricção, formabilidade, soldabilidade e a resiliência. Sendo que hoje em dia nenhum fio possui todas essas características e propriedades (KUSY, 1997). Angolkar et al., (1990) relatou que o atrito é maior de acordo com o aumento do diâmetro dos fios, sendo que os redondos causam menor atrito do que os de secção retangular. Já Closs et al. (2005), o diâmetro e o material do arco são fatores que exercem bastante influência sobre o atrito gerado pelo braquete. Closs et al. (2005) disse que um estudo utilizando diferentes calibres de fio constatou que os sistemas Speed e Damon SL apresentavam atrito significantemente menor do que os braquetes convencionais, quando utilizados fios redondos de baixo calibre. No entanto, quando utilizados fios retangulares, a menor quantidade de atrito observada foi com o braquete Damon, recomendado para mecânica de deslizamento. sendo o mais 5. Conclusão Com a realização desta revisão de literatura, foi concluído que os braquetes de aço inoxidável autoligados geram forças de atrito estático e cinético significantemente menores do que os braquetes de aço inoxidável convencionais e cerâmicos. Apesar da estética aumentada, os braquetes cerâmicos ainda apresentam um coeficiente de atrito alto quando comparados com os demais materiais. Os fios de beta titânio e de níquel titânio apresentaram resistências ao atrito mais elevadas do que os de aço inoxidável e de cromo cobalto. Todos os braquetes apresentaram forças de atrito estático e cinético maiores ao se ampliar o tamanho do fio. Referências Bibliográficas ANGOLKAR, P. V.; KAPILA, S.; DUNCANSON JR, M. G.; NANDA, R. S. Evaluation of Friction Between Ceramic Brackets and Orthodontic Wires of Four Alloys. Am. J. Orthod. Dentofac.Orthop., v.98, n.6(Dec), p. 499 – 506, 1990. ANDREASSEN, G.F.; QUEVEDO, F.R. Evaluation of friction forces in the .022” X .028” Edgewise bracket in vitro. J. Biomech., Elmsford, v. 3, n. 2, p. 151-160, Mar. 1970. BRAGA, C. P.; VANZIN, G. D.; MARCHIORO, E. M.; BECK, J. C. P. Avaliação do coeficiente de atrito de braquetes metálicos e estéticos com fios de aço inoxidável e beta-titânio. Rev Dent Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v.9, n.6, p. 70-83, Nov/Dez 2004. BURSTONE, C. J.; KOENIG, A. Variable-modulus orthodontics. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 80, n.1, p. 1-16, July 1976. BAZAKIDOU, E.; NANDA, R. S.; DUNCANSON, M. G. 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