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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA
ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Pró-Reitoria
de Graduação
CLÁUDIO GUEDES
DA SILVA
Licenciatura em Educação Física
Trabalho de Conclusão de Curso
COMPARAÇÃO DA OBESIDADE NA REDE PÚBLICA E PARTICULAR
PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
ESTUDO COMPARATIVO DE SOBREPESO E OBESIDADE
NA REDE PÚBLICA E PARTICULAR:
UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Autor: Cláudio Guedes da Silva
Orientador: Prof. Dr. Francisco José A. Prada
Brasília - DF
2010
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Cláudio Guedes da Silva
ESTUDO COMPARATIVO DE SOBREPESO E OBESIDADE NA REDE PÚBLICA
E PARTICULAR: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Artigo apresentado ao Curso de
Graduação em Educação Física da
Universidade Católica de Brasília como
requisito parcial para obtenção do Título
de Tecnólogo em Segurança da
Informação.
Orientador: Dr. Francisco José A. Prada
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Brasília
2010
Artigo de autoria de Cláudio Guedes da Silva, intitulado, “Estudo comparativo
da obesidade na rede pública e particular: um problema de saúde pública”,
apresentado como requisito parcial para obtenção do Licenciado em Educação
Física pela Universidade Católica de Brasília.
_______________________________________________________________
Prof. Orientador: Dr. Francisco José A. Prada.
Curso de Licenciatura em Educação Física – UCB
_______________________________________________________________
Prof. MsC. José Luiz de Queiroz – UCB
_______________________________________________________________
Profº. ........................... – UCB
Brasília, DF
Novembro/2010
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RESUMO
O trabalho tem por objetivo fazer uma pesquisa a respeito do crescimento da
obesidade entre os jovens estudantes do Distrito Federal. Para tanto, o que se
buscou aqui foi delinear um estudo comparativo acerca da obesidade entre os
estudantes de escolas públicas e particulares no DF. Buscou-se esse estudo,
verificar o que é descrito na literatura acerca da prevalência de casos de obesidade
também pode ser verificado no âmbito das escolas brasilienses. Para levar a termo
este estudo, foi necessária a observação em estudos já consagrados artigos
publicados em revistas especializadas que demonstram que os jovens da sociedade
atual apresentam quadro de sobrepeso e, em alguns casos, até de obesidade. Para
levar a termo este trabalho partiu-se de uma pesquisa bibliográfica, cuja abordagem
é qualitativa e, na qual, foi usado o método dedutivo para discutir os dados da
pesquisa de campo. O estudo foi realizado com adolescentes, com idade entre 10 e
12 anos. Para avaliação antropométrica utilizou-se o índice de massa corporal (IMC)
de acordo com a idade e sexo. Os resultados mostram o estudo comparativo entre
uma escola pública e outra particular no Distrito Federal apresenta uma prevalência
de ganho de peso dos alunos da escola particular em relação à escola pública.
Conclui-se que a escola particular encontra-se em condição de sobrepeso em
relação à escola pública, porém, se forem analisados isoladamente os alunos
dessas instituições, se verifica que a maioria encontra-se dentro dos padrões de
normalidade, se comparados a escala desenvolvida por Cole (2000), com exceção
para as alunas da escola particular que se encontram com sobrepeso.
PALAVRAS CHAVE: Alimentação escolar, Obesidade, Hábitos alimentares
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INTRODUÇÃO
A questão do sobrepeso na população brasileira tem se tornado um debate de
saúde pública. Isso porque já alguns anos, os brasileiros têm mudado o seu hábito
alimentar e importado hábitos alimentares exógenos a nossa cultura nutricional, o
que tem feito com que as pessoas venham a ganhar peso. Além da questão
nutricional, também conta como aspecto negativo a absorção de uma cultura
sedentária, que aliada ao hábito alimentar hipercalórico tem contribuído e muito para
o ganho de massa corporal para a maior parte dos brasileiros, principalmente os
mais jovens. Vários são os estudos acadêmicos que mostram que os brasileiros
estão com excesso de peso. Neste contexto, este estudo tem como proposta fazer
uma pesquisa a respeito do crescimento da obesidade entre os jovens estudantes
do Distrito Federal.
O problema que deu origem a esse estudo foi: existem diferenças de
sobrepeso e obesidade entre os alunos de escolas públicas e particulares no Distrito
Federal? Para levar a termo a pesquisa e buscar a solução dessa interrogação o
presente trabalho partiu de uma pesquisa bibliográfica, cujo viés é descritivo e a
abordagem qualitativa. O método de análise dos dados foi o método dedutivo. A
pesquisa de campo utilizou-se de um experimento, no qual o pesquisador selecionou
80 alunos, divididos entre 40 de uma escola particular e 40 de uma escola pública. O
instrumento de coleta de dados foi uma pesquisa antropométrica, na qual foi medida
a altura, o peso, que foram comparados a tabela de pesos e medidas por faixa etária
da ONU, a fim de saber se tais alunos estão com excesso de peso ou não e, se este
sobrepeso ou obesidade está relacionado ao hábito alimentar.
REFERENCIAL TEÓRICO
Segundo Deitel (2000), a elevada prevalência da obesidade atingiu níveis
expressivos. O termo sobrepeso é definido como o excesso de gordura corporal em
relação à massa magra (muscular), sendo uma doença cuja prevalência vem
aumentando em todos os grupos socioeconômicos independente da idade ou etnia.
Segundo dados do Internacional Obesity Tasky Force (IOTF), no mundo, 22 milhões
de crianças com menos de cinco anos tem sobrepeso.
Para Friedman (2002), a prevalência elevada de obesidade se tornou um
grave problema de saúde publica, porque a ela estão associadas outras graves
doenças, com conseqüente redução da expectativa de vida.
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Slyper (2004), explica que, o gasto energético por meio da atividade física é
um elemento importante na avaliação causal da obesidade, pois estudos recentes
sugerem que a inatividade possa ser mais uma conseqüência do que uma causa.
Já Fontaine (2003), ensina que o ponto de impacto ocasionado pelas
patologias associadas à obesidade tem sido significativo em diversos setores da
sociedade, tais como no financeiro, onde estudos têm indicado que gastos com
obesidade e doenças a ela relacionadas vêm aumentando de forma preocupante
nos últimos anos.
Os estudos, por sua vez, têm apresentado fortes evidências referentes à
qualidade de vida das diferentes populações ao redor do globo, apontando uma
sensível diminuição na expectativa de vida de indivíduos que convivem com a
obesidade por períodos prolongados.
Apesar disso, Danadian et al.,(2002) faz questão de explicar que a vida
urbana nas sociedades modernas tem sido associada a mudanças de
comportamento, principalmente com relação à dieta e atividade física, fatores estes,
que se relacionam de forma importante à obesidade.
Perez et al., (2001) faz referência à estudos sobre intervenções nutricionais
com escolares, os quais apontam melhora nos conhecimentos nutricionais, atitudes
e comportamento alimentares dos alunos, além de influência nos hábitos
alimentares de seus familiares.
Segundo Wang et al.,(2002) a prevalência da obesidade em crianças e
adolescentes tem aumentando em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, o
que está fortemente relacionando a mudanças no estilo de vida e nos hábitos
alimentares, como o fácil acesso e o baixo custo de alimentos ricos em gorduras e
açúcares.
Sob esse aspecto, a promoção de hábitos alimentares saudáveis no ambiente
escolar tem sido recomendada por organismos internacionais como a Organização
Pan-americana de saúde, conforme atesta seu relatório de (1999).
De acordo com estudos realizados, na infância, além da criança exercer
pouco controle sobre a disponibilidade domiciliar de alimentos, ela pode sofrer
influência do hábito alimentar e de atividade física dos pais e familiares.
Além disso, conforme ilustra a New South Wales Centre for Public Health
nutrition (2005), a criança está sujeita a tendência a alterações de comportamento
devido a sua inserção no ambiente escolar.
Segundo Buss(1999), um programa de educação nutricional é indispensável
nas escolas, com implementação de criação de um ambiente favorável à saúde e à
promoção de práticas alimentares e estilo de vida saudáveis constituem-se em
importantes estratégias para enfrentar problemas alimentares e nutricionais como
obesidade e doenças crônicas não transmissíveis associadas.
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De acordo com a (American Dietic Association ADA) citada por Briggs et al.
(2003), o ambiente escolar é um local importante para o desenvolvimento de
estratégias de intervenção para a formação de hábitos de vida saudáveis, podendo
propiciar aos escolares
opções de lanches nutricionalmente equilibrados ,
exercícios físicos regulares e programas de educação nutricional.
Entretanto, a promoção da saúde e à prevenção da obesidade e de outras
doenças associadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2008), lançou a
iniciativa “Estratégia Global para alimentação, Atividade física e saúde”, aprovada e
m 2004 por 191 países. Entre as ações preconizadas, destacam-se aquelas visando
à promoção de práticas alimentares saudáveis no âmbito escolar, como a
regulamentação do comercio de alimentos em cantinas escolares (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2008).
Leão et al.,(2003) salienta que as intervenções em crianças, principalmente
antes dos 10 anos, mostram uma maior redução da gravidade da obesidade quando
comparadas a pessoas na idade adulta, já que, na infância, os pais podem
influenciar mudanças na dieta e atividade físicas das crianças.
Já para Halall et al.,(2004), apesar do reconhecimento da importância da
atividade física para a saúde, ainda existem poucos estudos de base populacional
ou escolar sobre o tema no Brasil em adolescentes. Dentre as pesquisas realizadas,
os resultados mostram prevalências muito altas de adolescentes inativos fisicamente
e forte associação com fatores demográficos, socioeconômicos e biológicos.
No ponto de vista de Alves (2005) a elaboração de estratégias de combate à
obesidade tem sido centralizada em medidas que visam à prevenção, e o não
tratamento desta doença, sendo o maior público alvo destas estratégias, as crianças
e os adolescentes. Tal afirmativa tem sua justificativa no que tange às evidências de
que crianças obesas têm forte probabilidade de se tornarem adultos obesas.
Considerando essas alegações de autores por meio de estudos, afirma-se
que é possível priorizar a prevenção como meio mais adequado, ao invés do simples
tratamento, de maneira que a escola é o alvo mais facilitador para abordagem de
pesquisas, em consideração ao que a lei assegura, ou seja, que toda criança em
idade escolar deverá estar matriculada.
Segundo os estudos, a existência dos grandes números de crianças
relacionados à obesidade no âmbito de escolares, isto é em função da quantidade
de ocorrências, já que o ambiente escolar exerce grande influência nos hábitos
alimentares das crianças (ASSIS, 2005).
De acordo com Cole (2000), as pesquisas que embasam a obesidade, fazem
menção a um tipo de sistema de estudo com vários pontos de corte diferentes para
identificar a obesidade. É interessante para o estudo, que ora se desenvolve, a
abordagem de Cole, segundo a qual identifica sobrepeso e obesidade por meio de
importantes instituições internacionais que são envolvidas no mesmo assunto em
8
questão. Entretanto, o mesmo autor, utiliza dados da população brasileira nas
amostras, recebendo aceitação de vários pesquisadores nacionais.
Segundo a abordagem de Cole (2000), os métodos para se avaliar a
obesidade deverão ser confiáveis, identificando com segurança a prevenção e
tratamento. Com base nisso, para o referido autor o índice de massa corporal (IMC)
tem recebido forte aceitação por parte da comunidade científica envolvida com o
estudo da obesidade, devido a sua fácil aplicação e relação estatística com a
gordura corporal total em populações jovens. o uso de uma ampla variedade de
definições para identificar a obesidade infantil tem dificultado a comparação entre
dados pertencentes a diferentes países.
Avaliar os resultados de um programa de intervenção nutricional visando à
promoção de hábitos alimentares saudáveis em escolares do ensino (público e
privado).
1.1.
O Sobrepeso causado por inatividade física
De acordo com Maham et al., (2005) caracteriza-se o índice de massa
corporal como uma medida que resulta da divisão do peso (em kg) pelo quadrado da
altura (em metros). O IMC está relacionado com o sexo e a idade e, é um dos
índices mais utilizados para avaliar a situação nutricional de crianças, assim o IMC
pode indicar, entre outras coisas: sobrepeso, obesidade ou desnutrição.
Segundo Marcondes et al., (2003), a obesidade infantil está ligado ao hábito
alimentar, principalmente aquele construído dentro do ambiente familiar. Mas além
do ambiente familiar, muitas crianças fazem suas refeições fora de casa, em
cantinas, refeitórios escolares que dificilmente oferecem opções de lanches
saudáveis. Pelo contrário, são oferecidos alimentos com excesso de calorias, frituras
e açucares.
De acordo com Fisberg (2003), um dos maiores causadores do excesso de
peso nos jovens e adolescentes, além das mudanças do hábito alimentar, diz
respeito ao estilo de vida moderno, com poucas exigências de gasto energético. A
internet, jogos eletrônicos, TV com controle remoto, morar em condomínios fechados
sem áreas de lazer externas, em muito contribuem para aumentar o excesso de
peso das crianças e adolescentes.
2. METODOLOGIA
Participaram do estudo, adolescentes de 10 a 12 anos, atendidos no período
entre 01 de setembro de 2010 a 30 de novembro de 2010, totalizando 80
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adolescentes. O estudo foi realizado em duas instituições ensino (particular e
público) alunos de 4ª e 6ª séries, em Ceilândia, Distrito Federal / Brasília – DF.
Os alunos pesquisados foram avaliados medindo-se peso, estatura, conforme
normas propostas por Slaughter et al., (1988) a pesagem foi realizada com alunos
descalços, vestindo short e camiseta, em uma balança portátil digital da marca
Ironman Tanita (com capacidade de 150 quilos e precisão de 0,01kg) colocados em
superfície plana, um equipamento de bioimpedância Body Fat, BF 300, (marca
OMROM).
As aferições da estatura foram utilizadas aparelho de estadiomêtro compacto
Sanny (medição de 0 a 210cm com resolução em milímetros), onde os alunos
permaneciam em posições eretas e no centro da balança, com os braços estendidos
ao lado do corpo, posicionados de costas, em pé, descalços e sem se movimentar.
Ao ouvir a famosa frase de que o esporte faz crescer, devemos considerar que o
crescimento físico é caracterizado pelo somatório de fenômenos celulares,
biológicos, bioquímicos e morfológicos, sendo predeterminado geneticamente e
apenas influenciado pelo meio ambiente. (ASSIS,2005)
3.
RESULTADOS e DISCUSSÃO
Para estabelecer a existência os parâmetros de obesidade dos alunos
pesquisados foram utilizados a tabela de Cole (2000), abaixo:
10
Tabela (1) Escala de COLE (2000).
Segundo a escala de Cole (2000) os parâmetros para classificar os alunos de
10 a 12 anos são:
Em relação à pesquisa feita entre as escolas do Distrito Federal (público e
particular), observa-se que os alunos da escola particular apresentam um quadro
de elevação de peso em relação à escola pública. O peso medido em média foi
40,65 ± 13,24kg para a escola pública, enquanto a média da escola particular ficou
em 47,45 ± 11,7kg, com um aumento significativo entre as escolas.
11
Figura 1 – Mostra o Peso como media ± desvio
padrão entre a escola particular e a escola
pública. (*) diferença significativa de p ≤ 0,05, em
relação à escola pública.
Estudo realizado por Gatti (2005), sobre prevalência de excesso de peso em
adolescentes de escolas públicas e particulares de Guarapuava-PR, mostram
alunos na faixa etária de 11 anos, equivalente a faixa etária pesquisada neste
estudo, concluiu que 20,35%, dos alunos do sexo masculino apresentam
sobrepeso e 23,73% apresentam obesidade, e entre as alunas 21,18% estão com
sobrepeso e 24,59% estão com obesidade.
Gatti (2005) mostra que a escola particular pesquisada apresenta um maior
nível de sobrepeso (16,2%) do que a escola pública (10%), enquanto que, ao
analisar a obesidade nas escolas particulares verificaram que 3,8% dos alunos
apresentavam essa condição, enquanto que nas escolas públicas esse índice caiu
para 3% dos alunos pesquisados.
Fazendo um comparativo entre os resultados do porcentual de gordura que foi
19,67 ± 8,65% para a escola pública, e 24,72 ± 7,41% para a escola particular,
permitindo com isso um aumento significativo para a escola particular encontrados
nas escolas pesquisadas no Distrito Federal, quando comparado com o estudo de
Gatti (2005), na cidade de Guarapuava-PR. Ambos demonstram basicamente a
mesma relação de peso encontrado, ou seja, quando a escola é particular, observase uma tendência dos alunos terem um padrão de peso maior do que os alunos da
escola pública.
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Figura 2 – Mostra o % de gordura como media ±
desvio padrão entre a escola particular e a escola
pública. (*) diferença significativa de p ≤ 0,05, em
relação à escola pública.
Em relação à pesquisa feita entre as escolas do Distrito Federal (público e
particular), observa-se que os alunos da escola particular apresentam um quadro
de elevação do porcentual de gordura maior significativamente em relação à escola
pública.
Mais do que comparar a prevalência de sobrepeso e/ou obesidade com as
prevalências observadas em estudos anteriores, é importante discutir neste estudo
a comparação entre os valores de sobrepeso/obesidade conforme os diversos
critérios de classificação do IMC.
A freqüência de sobrepeso e obesidade encontrada nos escolares avaliados é
elevada e semelhante ao observado em outras regiões brasileiras Diante desse
panorama, compreende-se melhor o considerável número de estudos que analisam
o crescimento da obesidade no meio escolar. No entanto, muitos trabalhos utilizam
pontos de corte diferentes para a identificação da obesidade, gerando assim,
resultados diferentes em uma mesma amostra de referência, apontando que as
comparações devem ser interpretadas com cautela, confirmando a gravidade do
problema em nossos escolares, pelo estudo realizado em Brasília por Giugliano
(2004).
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Figura 3 – Mostra o IMC como media ± desvio padrão
entre a escola particular e a escola pública. (*) diferença
significativa de p ≤ 0,05, em relação à escola pública.
Segundo Fisberg (2003), o Índice de Massa Corporal (IMC) tem o objetivo de
auxiliar na determinação do grau de obesidade de uma determinada pessoa. Com
base no que foi exposto por Fisberg (2003) pode-se observar que na (Figura 3) os
dados apresentados nos itens anteriores, também apresentam uma leve prevalência
da escola particular em relação à escola pública, o que permite dizer que os alunos
da escola particular estão com o IMC mais elevado do que na escola pública.
Entre os anos de 2000 e 2001, envolvendo crianças pré-adolescentes, na
faixa etária de 6 a10 anos (GIUGLIANO, 2004), de ambos os sexos, verificou que é
adequada a escolha do IMC/idade, baseado em padrão internacional, como
indicador diagnóstico de sobrepeso e obesidade em escolares.
Utilizando este método em uma faixa etária de 10 a 12 anos nas escolas do
Distrito Federal (público e particular), foi observado que os alunos da escola
particular apresentam um quadro de elevação significativa do porcentual de gordura
em relação à escola pública. Soar et al., (2004), relatam que o índice de massa
corporal é uma medida razoável de determinação de gordura em crianças e
adolescentes e que os padrões usados para identificar sobrepeso e obesidade
deveriam seguir os padrões de população adulta, onde o IMC ≥ 25 kg/m2 indica
sobrepeso e ≥ 30 kg/m2 obesidade.
A partir dessa discussão e com base em estudo realizado em seis países,
inclusive no Brasil, Cole et al. (2000, apud Soar et al., (2004), propuseram que os
valores correspondentes ao IMC ≥ 25 kg/m2 como indicativo de sobrepeso e ≥ 30
kg/m2 para caracterizar a obesidade em crianças a partir de dois anos de idade.
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Em relação ao IMC mostrado na (Figura 3), a escola particular apresentou um
quadro de aumento significativo de IMC (20,47 ± 4,17 kg/m 2) em relação à escola
pública (18,07 ± 4,39 kg/m2). E com base nessas referências, observamos que ouve
uma diferença nos achados do nosso estudo, entre as escolas particulares em
relação às escolas públicas.
CONCLUSÃO
Os resultados encontrados sugerem uma intervenção com caráter educativo e
informativo, no sentido de estimular a prática de atividades físicas combinadas com
uma alimentação mais balanceada, nas crianças das escolas particulares de
Brasília, com o intuito de promover um maior controle de sobrepeso na infância
como fator de prevenção da obesidade adulta.
Apesar dos dados antropométricos apontarem uma maior prevalência de
indivíduos com peso normal, os índices de sobrepeso foram significativos e por isso
é fundamental o acompanhamento destes parâmetros ao longo dos anos por um
profissional de Educação Física, essa é uma importante ferramenta para prevenir a
obesidade infantil.
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Autor: Cláudio Guedes da Silva Orientador: Prof. Dr. Francisco José