Curso:Engenharia Industrial Madereira Unidade:CEI Campus:Itapeva Avaliador:Francisco Antonio Rocco Lahr Origem:Universidade de São Paulo - USP São Carlos Ano:2009 1. Avaliação do Ensino: Projeto Pedagógico 1. Articulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNESP. Conceito: A - Excelente 2. Articulação dos objetivos do curso com o perfil do profissional a formar. Conceito: B - Bom 3. Coerência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Conceito: A - Excelente 4. Dimensionamento da carga horária do curso. Conceito: B - Bom 5. Adequação e atualização das ementas e programas das unidades de estudo. Conceito: C - Regular Comentário: Articulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNESP O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Industrial Madeireira evidencia guardar articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional assumido pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), na medida em que: . Está voltado à formação profissional compromissada com a qualidade de vida, a inovação tecnológica e a sociedade sustentável. Evidência deste aspecto é a posição adotada que privilegia a necessidade de transmitir conhecimento no sentido de viabilizar a exploração de riquezas naturais com base nos conceitos de sustentabilidade do meio ambiente, em particular no tocante aos recursos florestais e madeireiros, com ênfase em seu uso em equilíbrio com o desenvolvimento econômico e social. . Tem por diretrizes a difusão e a geração do conhecimento, contribuindo, com isto, para que sejam cada vez mais implantadas as condições para a superação de desigualdades e para o exercício pleno da cidadania. Corroboram com este posicionamento a existência, na região de Itapeva, de várias instituições com tradição de pesquisa florestal e madeireira na região tais como o Instituto Florestal de São Paulo (precursor tecnologia madeireira no Brasil) que conta com as Estações Experimentais de Itapeva, Itararé e Itapetininga e as Estações Ecológicas de Itapeva e de Itaberá. Além disto, cabe destacar que a Região de Itapeva se constitui em Centro Regional da Região Sudoeste do Estado de São Paulo, a qual é integrada por quase duas dezenas de municípios com forte aptidão florestal e madeireira, alta concentração de florestas plantadas, expressivo número de indústrias madeireiras instaladas (embora empregando tecnologia defasada) e mão-de-obra com necessidade de aprimoramento (em todos os níveis). A importância da indústria madeireira, para a região e para o país, a necessidade de desenvolver a tecnologia madeireira no Estado de São Paulo e a possibilidade de criação de pólos industriais são tópicos relevantes para corroborar com a articulação de início mencionada. Articulação dos objetivos do curso com o perfil do profissional a formar Como se depreende do correspondente Projeto Pedagógico, o objetivo do curso de graduação em Engenharia Industrial Madeireira é a formação de profissionais qualificados que atuem no gerenciamento de indústrias manufaturadoras de produtos à base de madeira. Para alcançar tal objetivo, entre outros aspectos, o profissional formado deverá apresentar as características: - formação sólida nas disciplinas básicas (Matemática, Física, Química), o que viabilizará o acompanhamento da evolução tecnológica; - forte conhecimento das disciplinas básicas da área Gerencial (Economia, Administração), abrindo sua visão o empreendedorismo, além de fornecer as ferramentas necessárias a um gerente na área; - bom conhecimento na área de informática, para utilização como ferramenta nas disciplinas e atividades profissionais; - formação compatível para bom desempenho no relacionamento humano no trabalho; - visão interdisciplinar proporcionada pelas disciplinas constantes do projeto curricular associada à vivência da realidade profissional, proporcionada pelos estágios supervisionados de base, avançado e industrial; - formação ético-profissional, voltada ao respeito dos direitos humanos, à tolerância às diferenças, à não-discriminação e à promoção da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. Parece conveniente que a coordenação do curso se dedique a completar a compatibilização entre os objetivos do curso e o perfil do profissional, equilibrando ações no tocante ao binômio empreendedorismo / gerência de empresas que, se não são necessariamente excludentes, devem ser muito bem articulados para evitar que o profissional deixe de perceber o eixo no qual se focalizará no sentido de completar sua formação. Em termos gerais, caberia à unidade considerar a hipótese de promover no âmbito da comunidade docente-discente, ampla discussão a respeito da conveniência / interesse em se elaborar uma revisão do Projeto Pedagógico levando-se em consideração o tempo decorrido desde o início do curso e as muitas alternativas de ajuste decorrentes da experiência já vivenciada e das projeções com relação ao profissional que será demandado em curtos e médios prazos. Coerência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais Em termos numéricos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia (Resolução CNE/CES 11/2002), o Núcleo de Conteúdos Básicos deve representar cerca de 30% da carga horária; o Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes 15% e o Núcleo de Conteúdos Específicos algo em torno de 55%. Cabe registrar que não existe resolução do IES relacionado aos conteúdos específicos para Engenharia Industrial Madeireira. Conforme se depreende do Projeto Pedagógico em análise, o Curso da UNESP-ITAPEVA apresenta o Núcleo de Conteúdos Básicos com cerca de 33% (1260 horas) da carga horária total; o Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes com cerca de 18% (690 horas) e o Núcleo de Conteúdos Específicos com cerca de 49% (1890 horas). Desta forma, é possível considerar, em termos de carga horária, a coerência entre o currículo do curso e as diretrizes curriculares nacionais. Dimensionamento da carga horária do curso Aparentemente, como se explicitou no item anterior, a coerência citada deveria se refletir no adequado dimensionamento da carga horária do curso. Entretanto, na análise um pouco mais pormenorizada, alguns aspectos poderiam ser destacados, como a seguir se exemplifica: - O número de créditos obrigatórios em disciplinas de Matemática poderia ser um pouco mais elevado, tendo em vista o que se espera do profissional (repetindo o que foi anteriormente apontado: “formação sólida nas disciplinas básicas (Matemática, Física, Química), o que viabilizará o acompanhamento da evolução tecnológica”). Deve ser buscado o equilíbrio entre as cargas horárias nas disciplinas das três áreas; - Poderia ser avaliada a conveniência de enfatizar um pouco mais as disciplinas ligadas às questões ambientais, uma vez que, como consta do Projeto Pedagógico, o curso “está voltado à formação profissional compromissada com a qualidade de vida, a inovação tecnológica e a sociedade sustentável”. Todavia, de modo mais amplo, volta-se ao que se propôs no item 2 deste capítulo, enfatizando a conveniência de se refletir a respeito de um ajuste na formulação do Projeto Pedagógico. Adequação e atualização das ementas e programas das unidades de estudo Neste ponto cabem os incentivos mais incisivos para que haja um empenho institucional para a atualização dos conteúdos das disciplinas, com supressões/inclusões que possibilitem ao corpo discente cursar disciplinas sem quaisquer sombreamentos de tópicos, com evidentes possibilidades de otimização de carga horária (e não se fala, aqui, de redução) para seu melhor aproveitamento em atividades como, por exemplo, as voltadas à pesquisa e extensão. Reporta-se, para exemplificar, à ementa da disciplina Resistência dos Materiais, essencial, de acordo com as determinações superiores, aos futuros Engenheiros. Há outras possibilidades de conteúdo que venham a contemplar com maior compatibilidade, os interesses do curso e do profissional em formação. Outro caso que pode ser destacado é o da disciplina Organização de Indústrias Madeireiras, cuja ementa merece cuidadoso ajuste para que venha a se constituir no conteúdo focado no interesse do profissional em formação. Não se prossegue nos exemplos, pois parece oportuno registrar, ainda uma vez, a sugestão de ampla reflexão a respeito do Projeto Pedagógico, para os ajustes que o transformem num grande aliado aos atores do Curso. 2. Avaliação do Ensino: Corpo Discente 1. Evasão do curso. Conceito: B - Bom 2. Taxa de sucesso do curso. Conceito: B - Bom 3. Contribuição das bolsas de iniciação científica no desempenho e produção acadêmica do aluno. Conceito: C - Regular 4. Contribuição dos Programas de Bolsas de Estudo no desempenho acadêmico do aluno. Conceito: A - Excelente 5. Acesso a estágios. Conceito: B - Bom 6. Satisfação dos Egressos quanto à contribuição de sua formação acadêmica para seu desempenho profissional. Conceito: B - Bom 7. Evolução do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE. Conceito: A - Excelente 8. Ações para a melhoria da qualidade de ensino. Conceito: B - Bom Comentário: Evasão Segundo informações colhidas na área Acadêmica da Unidade, até o presente, o Curso Engenharia Industrial Madeireira teve 305 (trezentos e cinco) ingressantes. Destes, 49 (quarenta e nove) integram o conjunto dos evadidos, com percentual acima de 16%, relativamente elevado. Para viabilizar a permanência estudantil, a Unidade deve manter os mecanismos já implantados. Embora com algum custo, podem trazer reflexos positivos para o corpo discente. Taxa de sucesso do curso Segundo informações colhidas na área Acadêmica da Unidade, até o presente, o Curso Engenharia Industrial Madeireira teve um total de 305 (trezentos e cinco) ingressantes. Destes, já se formaram 45 (quarenta e cinco), o que perfaz uma taxa de sucesso da ordem de 15%, ainda relativamente baixo tendo em vista o número de turmas que já concluiu sua formação na Unidade. A taxa em questão deverá subir rapidamente nos próximos anos. Contribuição das bolsas de iniciação científica no desempenho e produção acadêmica do aluno. O número de bolsas de iniciação científica ainda é pequeno. São provenientes do Programa PIBIC/CNPq (bolsas atribuídas à Instituição) ou, em casos isolados, da FAPESP e CNPq (solicitações de “balcão”), em decorrência de solicitações individuais de docentes mais voltados às atividades formais de pesquisa. É compreensível esta situação, tendo em vista que o curso se encontra em fase final de implantação. Aspectos como a complementação da composição do corpo docente, bem como a recente chegada de diversos equipamentos que poderão atender não somente a demanda de ensino como também a oriunda de atividades de pesquisa, certamente irão colaborar para a evolução destes números e, por conseguinte, na melhoria da contribuição da iniciação científica na formação dos alunos. Contribuição dos Programas de Bolsas de Estudo no desempenho acadêmico do aluno Os Programas Institucionais de Bolsas de Estudo têm se constituído em fundamental instrumento para melhorar as condições para que os alunos atinjam desempenho acadêmico compatível com o que se pode esperar de um curso oferecido pela UNESP. Há um reconhecimento pelo esforço institucional em manter e, se possível, ampliar o número de bolsas oferecidas no âmbito dos citados programas, o que seria muitíssimo bem recebido pela comunidade estudantil. Acesso a estágios Foram notificadas, ao signatário, diversas ações empreendidas pela coordenação do curso, bem como pela atuação direta de alguns docentes para ampliar as possibilidades de acesso a estágio para os alunos. As dificuldades em se conseguir sucesso mais expressivo certamente se devem à cultura difundida entre as empresas do segmento madeireiro da região, ainda carentes de uma compreensão mais ampla relativa à implantação de novas tecnologias em suas ações, instalações e procedimentos. Grandes empresas, entretanto, estão abrindo as portas para os alunos estagiarem. Seria importante que houvesse coordenação de esforços entre os integrantes do corpo docente e do corpo discente (por intermédio de suas entidades de representação estudantil) para rapidamente melhorar este aspecto. Satisfação dos Egressos quanto à contribuição de sua formação acadêmica para seu desempenho profissional Mesmo não tendo o signatário a oportunidade de contatar um número mais elevado de egressos, foi possível perceber que, de um lado, existe a compreensão de todo o esforço institucional empreendido para proporcionar adequada formação aos alunos. Todavia, alguns pontos foram levantados com o intuito de melhorar a citada satisfação dos egressos, cabendo mencionar a conveniência de harmonizar os objetivos do curso com a efetiva formação do profissional; de aumentar os contatos com empresas/instituições para a facilitação de estágios e, também, atividades de pesquisa em parceria com outros discentes; e de incentivar a formação de grupos de pesquisa com focos nos temas mais relevantes voltados não somente para os interesses locais, mas para as demandas mais candentes do mercado de trabalho. Evolução do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE. O resultado da participação dos alunos no ENADE 2008 deve ser considerado muito bom. O grau obtido foi 4 (o nível máximo era 5). Deste modo, fica evidente que o preparo dos alunos foi amplamente satisfatório, mesmo considerando a pouca idade do curso, a fase de consolidação de seu corpo docente e, também, das instalações e equipamentos de seus laboratórios. Ações para a melhoria da qualidade de ensino A melhoria da qualidade de ensino, em todo curso superior, passa por diferentes ações. Pelo que se pode observar, uma ação mais institucional mais concatenada poderia surtir efeitos ainda mais benéficos. Explica-se o teor desta asserção: dadas as circunstâncias que vêm cercando a implantação do curso, na cidade de Itapeva, não têm sido raras as situações onde docentes concursados deixam a instituição depois de um breve período de atuação acadêmica, obrigando os responsáveis a buscar sua substituição. Entretanto, o entrosamento não ocorre instantaneamente, assim como é gradativa a aclimatação com o novo ambiente de trabalho e as demais variáveis da vida local e regional. Contudo, pelo que se depreende das informações levantadas, a “evasão” dos docentes apresenta clara tendência de queda e existe alta probabilidade de serem concursados mais quatro docentes em 2010 e outros três em 2011, atingindo-se o número de vinte (mínimo razoável para a boa condução do curso). Neste contexto, mais uma vez se enfatiza que, na hipótese de se adotar a providência de reformular o Projeto Pedagógico, as desejadas ações de melhoria de qualidade de ensino virão à tona como efetiva contribuição coletiva dos docentes para o curso de Engenharia Industrial Madeireira, UNESP-ITAPEVA. 3. Avaliação do Ensino: Corpo Docente Titular = 0% Adjunto/Livre Docente = 4% Doutor = 55% Mestre = 19% Auxiliar de Ensino = 4% Substituto e/ou Bolsista = 18% 1. Qualificação do corpo docente. Conceito: B - Bom Porcentagem: 64% 2. Regime de trabalho de dedicação integral à docência e à pesquisa. Conceito: B - Bom 3. Compatibilidade da formação dos Docentes com a(s) disciplina(s) que ministram no curso. Conceito: A - Excelente 4. Contribuição dos Docentes na produção de material didático para o curso. Conceito: C - Regular 5. Produção científica (publicação) do corpo docente relacionada ao curso. Conceito: C - Regular 6. Cumprimento efetivo das atividades previstas do projeto pedagógico do curso. Conceito: B - Bom Comentário: Qualificação do corpo docente Observe-se a conveniência de serem superadas as dificuldades inerentes à presença de Conferencistas ministrando aula para os graduandos do Curso. É conveniente prosseguir nos esforços para se alcançar a abertura dos necessários concursos para docentes efetivos, atendendo assim à plena ministração de todas as disciplinas constantes da grade curricular. Regime de trabalho de dedicação integral à docência e à pesquisa Porcentagem de docentes em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa: 64%. Ao mesmo tempo em que se observa a necessidade de se dispor de docentes efetivos, parece conveniente sugerir que seja avaliada a conveniência (ou não) de manter uma porcentagem não muito elevada (por exemplo, entre 15 e 20%) de docentes fora do RDIDP, para que possam se constituir em pontes mais claras entre o mercado de trabalho e a instituição. Compatibilidade da formação dos Docentes com a(s) disciplina(s) que ministram no curso Registre-se que um bom número de professores ministra disciplinas plenamente compatíveis com sua formação. Mesmo procedimento deve ser adotado na realização de concursos para a contratação dos próximos docentes, para manutenção desta interessante situação no corpo docente. Contribuição dos Docentes na produção de material didático para o curso Este é um dos aspectos que deve cuidadosamente avaliado pelos responsáveis pelo Curso de Engenharia Industrial Madeireira. Não tem sido significativa a contribuição dos docentes na produção e disseminação, para os alunos, de material didático elaborado especificamente para enriquecer a ministração das disciplinas. Entre os alunos (aí incluídos os egressos), é recorrente a expectativa para que novas peças de natureza didática (nas diferentes mídias possíveis) sejam rapidamente disponibilizadas para a melhoria da qualidade do ensino oferecido. Produção científica (publicação) do corpo docente relacionada ao curso Também neste aspecto é sugerida uma enfática providência para que o corpo docente reverta um quadro de pequena produção científica (diante do número de professores doutores atuando). Mesmo sendo muito discutível a questão do número/qualidade de publicações, é inegável que a presença de trabalhos de caráter científico e tecnológico se constitui num sinal muito claro da dedicação dos docentes às atividades de pesquisa. Evidentemente este fato seria um incentivo para que também os alunos se envolvessem mais com a atividade. Ao mesmo tempo, não deve ser esquecida a situação de implantação do Curso vivenciada na Instituição. Tal fase, contudo, deve se considerada praticamente superada, o que vai possibilitar aos docentes mais intensa dedicação ao citado mister para a reversão do quadro ora observado. Cumprimento efetivo das atividades previstas do projeto pedagógico do curso Em linhas gerais, pelo que foi possível depreender no período que o signatário esteve presente em Itapeva, as atividades previstas no Projeto Pedagógico têm sido satisfatoriamente cumpridas pelo corpo docente. Deve ser destacado que a referida peça documental é merecedora de tempestiva revisão (como já foi acentuado mais de uma vez neste relatório) para que, com mais concisão e clareza, se consume num efetivo elenco de diretrizes que sejam suficientes para nortear os esforços do corpo docente, em particular, e de toda a comunidade envolvida com o Curso. 4. Avaliação do Ensino: Integração do Curso de Graduação com a Pós-graduação, a Pesquisa e a Extensão 1. Relevância da produção científica para a área de conhecimento do curso. Conceito: B - Bom 2. Relevância das atividades científicas desenvolvidas por docentes e alunos de graduação, para a região onde se encontra instalado o curso e para a sociedade em geral. Conceito: B - Bom 3. Envolvimento dos Docentes em projetos de pesquisa e em grupos institucionalizados de pesquisa. Conceito: C - Regular 4. Existência de parcerias técnico-científicas nacionais e internacionais. Conceito: C - Regular 5. Participação dos alunos nos grupos de pesquisa. Conceito: C - Regular 6. Participação do corpo discente em publicações. Conceito: C - Regular 7. Serviços técnicos de apoio para o desenvolvimento das atividades de pesquisa. Conceito: A - Excelente 8. Relevância das atividades de extensão para a formação profissional dos alunos. Conceito: A - Excelente 9. Relevância das atividades de extensão para a comunidade e a sociedade. Conceito: A - Excelente 10. Envolvimento dos Docentes em projetos de extensão em parcerias. Conceito: A - Excelente 11. Inserção sócio-político-econômica da Unidade Universitária via projetos de extensão em parcerias locais, regionais e nacionais. Conceito: B - Bom 12. Participação dos alunos em atividades de extensão. Conceito: A - Excelente 13. Diversidade das atividades de extensão oferecidas (cursos, palestras, assessorias, prestação de serviços etc). Conceito: A - Excelente 14. Serviços de apoio ao desenvolvimento das atividades de extensão. Conceito: A - Excelente Comentário: Relevância das atividades de extensão para a formação profissional dos alunos Trata-se de um dos aspectos mais relevantes do conjunto de atividades envolvendo o corpo discente da Instituição. Sabe-se que a UNESP tem incentivado bastante o desenvolvimento de atividades de Extensão Universitária, com o intuito de viabilizar oportunidades para que a formação dos alunos se dê em alto nível. Estas ações devem ser mantidas. Em relação ao Curso de Engenharia Industrial Madeireira, uma boa parcela dos alunos vem se envolvendo com as citadas atividades de extensão e tem se manifestado de modo muito favorável a elas, reconhecendo que sua formação profissional se enriquece com a abertura de novos horizontes de compreensão da realidade circundante. Relevância das atividades de extensão para a comunidade e a sociedade Do mesmo modo que o apontado no item 4.2.1, a comunidade local vem se beneficiando sobremaneira das atividades de extensão desenvolvidas pela Instituição. Instâncias públicas (como Prefeitura Municipal e órgãos do Governo Estadual e do Governo Federal), além de empresas privadas de diferentes amplitudes têm sido acionadas e vêm recebendo as conseqüências positivas dos esforços levados avante pela UNESP-ITAPEVA nesta direção. Envolvimento dos Docentes em projetos de extensão em parcerias Os resultados muito interessantes obtidos pela Instituição e comentados nos itens 4.2.1 e 4.2.2 anteriores são decorrentes do envolvimento dos docentes em parceiras (quer com órgãos públicos, quer com empresas privadas) em atividades extensionistas. Inserção sócio-político-econômica da Unidade Universitária via projetos de extensão em parcerias locais, regionais e nacionais Tal inserção é mais evidente em parcerias locais, menos expressiva em parcerias regionais e insipiente em parcerias nacionais. Mais uma vez, esta situação deve ser atribuída à pouca idade do Curso em avaliação. Participação dos alunos em atividades de extensão A participação de integrantes do corpo discente nas atividades de extensão universitária tem sido muito significativa e tem trazido benefícios de plano reconhecidos por todos os envolvidos, em particular com relação à possibilidade de realizar uma leitura mais abrangente da realidade local e regional e de, em decorrência, ampliar o repertório de soluções vivenciadas para futuras aplicações em casos envolvendo sua vida profissional. Diversidade das atividades de extensão oferecidas (cursos, palestras, assessorias, prestação de serviços) Há uma distribuição satisfatória entre as atividades mencionadas. Cabe, neste caso, somente trazer a sugestão para que seja ampliado o número de cursos e palestras oferecidos, respeitada a disponibilidade circunstancial de pessoa e recursos financeiros. Serviços de apoio ao desenvolvimento das atividades de extensão Assim como comentado no item 4.1.7, o corpo de servidores que participam do apoio às atividades de extensão tem boa qualificação. Porém, é sugerido à Instituição que se empenhe, mantendo a harmonia com sua política de recursos humanos, para que a quantidade de servidores seja um pouco ampliada. Com isto, será alcançada melhoria da qualidade do ensino oferecida e, ao mesmo tempo, mais efetiva contribuição para a geração de subsídios que embasem os trabalhos de extensão realizados pelos docentes / discentes do Curso. 5. Avaliação da Gestão Acadêmico-Administrativa 1. Ações acadêmico-administrativas em função do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE. Conceito: A - Excelente 2. Implementação de políticas de capacitação docente e de servidores técnico-administrativos no âmbito do curso. Conceito: A - Excelente 3. Distribuição de pessoal técnico administrativo em atividades de apoio ao curso. Conceito: A - Excelente 4. Ações da Coordenação e do Conselho de Curso, em consonância com a política institucional, no cumprimento de suas atribuições. Conceito: A - Excelente 5. Avaliação e planejamento anual do curso pelo Conselho de Curso. Conceito: A - Excelente Comentário: Ações acadêmico-administrativas em função do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE O bom resultado obtido no ENADE levou a Instituição a manter as atividades acadêmicas em diapasão análogo ao que se operava anteriormente. Na hipótese de se rever o Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Industrial Madeireira, certamente haverá a sugestão de outras ações para incrementar o desempenho, com fulcro nas diretrizes incorporadas/ajustadas no novo Projeto. Implementação de políticas de capacitação docente e de servidores técnico-administrativos no âmbito do curso A Instituição, assim como toda a UNESP, mantém política muito eficiente para a capacitação de seu corpo de servidores (docentes e não docentes). Observa-se, no caso em análise, que diversos docentes estão em fase final de seu Programa de Doutorado (com previsão de defesa nos próximos meses) assim como servidores não docentes têm participado de ações em direção análoga. Os benefícios institucionais vão sendo gradativamente sentidos e repercutidos na formação dos alunos da Universidade. Distribuição de pessoal técnico administrativo em atividades de apoio ao curso Valem aqui comentários equivalentes aos exarados nos itens 4.1.7 e 4.2.7. Ações da Coordenação e do Conselho de Curso, em consonância com a política institucional, no cumprimento de suas atribuições No período de avaliação, foi possível constatar a desejáveis sinais de aprimoramento da sintonia entre a Coordenação e Conselho do Curso, tendo como pano de fundo a política da Instituição. A mais relevante diz respeito às evidências de que haverá, brevemente, todas as condições para se elaborar a revisão do Projeto Pedagógico do Curso, ponto recorrente neste parecer. Esta ação se constituirá num evento que levará o Curso a uma inflexão em sua curva de desenvolvimento. Avaliação e planejamento anual do curso pelo Conselho de Curso Cabem aqui comentários análogos aos exarados no item 5.4. 6. Avaliação da Infra-estrutura 1. Adequação de salas de aula, laboratórios didáticos, biblioteca, laboratórios de informática e equipamentos à proposta pedagógica do curso. Conceito: A - Excelente 2. Adequação dos laboratórios de pesquisa e de seus equipamentos. Conceito: A - Excelente 3. Acervo de livros. Conceito: A - Excelente 4. Acesso a laboratórios didáticos e uso de computadores. Conceito: A - Excelente 5. Acesso dos alunos às bibliotecas digitais. Conceito: C - Regular 6. Serviços de apoio, manutenção e modernização da infra-estrutura. Conceito: A - Excelente 7. Adequação das instalações físicas para alunos com necessidades especiais. Conceito: B - Bom Comentário: Adequação de salas de aula, laboratórios didáticos, biblioteca, laboratórios de informática e equipamentos à proposta pedagógica do curso Pelo que pode ser observado na visita realizada, já se encontram em fase final de superação as dificuldades inicialmente sentidas pela Instituição para implantar, em ITAPEVA, o Curso de Engenharia Industrial Madeireira. Instalações como as mencionadas no título do item já devem ser consideradas muito satisfatórias para a ministração do Curso. Cabe reconhecer o empenho da Instituição, evidenciada mais visivelmente na pessoa do Coordenador do Campus e da Unidade, para que tudo o que foi feito ocorresse no menor intervalo de tempo possível (guardadas as limitações de se administrar uma Universidade com a grandeza e diversidade da UNESP). Sugere-se a manutenção do esforço até aqui demonstrado para a efetiva conclusão das últimas etapas da implantação como, por exemplo, as instalações do Anfiteatro e de alguns anexos de laboratórios de ensino e pesquisa. Adequação dos laboratórios de pesquisa e de seus equipamentos Merecem comentário especial as condições observadas nos laboratórios de pesquisa. Com parcela preponderante de investimento da Instituição, as instalações citadas se encontram muito bem equipadas. Os equipamentos ainda não disponíveis ou já foram adquiridos e aguardam entrega pelo fabricante (como a Máquina Universal de Ensaios, por exemplo) ou estão com sua compra agendada para o próximo ano (como é o caso da Prensa para a confecção de painéis à base de madeira, por exemplo). Cabe sugerir, aos docentes, que mantenham/ampliem seu empenho para a elaboração de projetos de pesquisa por intermédio dos quais será possível auferir recursos para a aquisição de outros equipamentos que venham a se somar aos já existentes, ampliando as possibilidades de trabalho e de geração de conhecimento na Unidade. Acervo de livros Pelo que se constatou a Biblioteca da Unidade está muito bem servida de livros didáticos e de obras de referência para trabalhos de pesquisa. As possibilidades institucionais, sempre ampliadas pelas facilidades de acesso a bancos de dados, são de elevada qualidade. Acesso a laboratórios didáticos e uso de computadores Não foram constatadas quaisquer dificuldades de acesso aos laboratórios didáticos, aí incluindo os de informática, também disponibilizados e com número satisfatório de computadores. Estes, pelo que se depreendeu, são atualizados em intervalos de tempo compatíveis e são bastante utilizados pela comunidade discente local. Acesso dos alunos às bibliotecas digitais De acordo com as informações colhidas na Biblioteca da Instituição, ainda não tem sido usual para os alunos obter informações e conhecimento por intermédio das bibliotecas digitais, às quais a UNESP têm acesso. É oportuno apontar ter sido foi explicitado pela bibliotecária que, em razão do recente início de atividades de duas servidoras no referido setor, está sendo possível organizar as tarefas de modo a ampliar o horário de atendimento assim como de divulgação das facilidades oportunizadas pela Instituição no assunto. É de se esperar que, em decorrências de tais providências, os alunos serão municiados com informações que os levarão a aproveitar de modo mais enfático os benefícios do acesso citado. Serviços de apoio, manutenção e modernização da infraestrutura Os serviços referidos têm sido objeto de freqüentes e cuidadosas ações levadas a efeito pela Administração da Universidade e pela Administração da Unidade, que recebe o apoio da Prefeitura Municipal, de acordo com o previsto para Campus com as características das experenciadas em Itapeva. Alguns pontos, em especial, devem ser destacados: a modernização da infraestrutura dos novos laboratórios didáticos, que fazem deles interessantes modelos de intervenção; as salas de aula (mencionando-se de modo particular duas delas, projetadas e construídas com base em soluções estudadas e propostas por decentes da Unidade) e a instalação da serraria piloto, com os correspondentes anexos. Pertinente se faz lembrar uma vez mais que a conclusão das instalações do chamado anfiteatro trará muitos benefícios para a comunidade local, dado seu caráter multiuso, sua capacidade e os equipamentos com que se espera munir o local. Registra-se o reconhecimento pela dedicação dos responsáveis pela condução do Campus, o que foi assinalado por grupos de discentes e, também, de docentes da Unidade. Adequação das instalações físicas para alunos com necessidades especiais Informações colhidas no local dão conta de que não há alunos com necessidades especiais no Campus UNESP de ITAPEVA. Ainda assim, as instalações físicas estão de tal modo estabelecidas que, com facilidade, eventuais ajustes poderão ser executados na hipótese de ingresso de acadêmico com necessidades especiais. Média Final: A - Excelente Parecer circunstanciado e de mérito sobre o Curso e a Unidade: O Curso Engenharia Industrial Madeireira, oferecido pela UNESP em seu Campus de ITAPEVA, se harmoniza com adequadamente com o Plano de Desenvolvimento Institucional assumido pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Entre outros, apresenta como pontos fortes se dedicar ao melhor aproveitamento de uma das mais expressivas riquezas locais, regionais e nacionais, a saber: os recursos florestais, de maneira geral, e a madeira, em particular; manter a expectativa de transformar a realidade local e regional por intermédio da formação de profissionais bem capacitados para propor e efetivar soluções científicas e tecnológicas para diferentes problemas relacionados ao emprego racional da madeira, em suas múltiplas possibilidades de aplicação. Como todos os cursos de nível superior (e não somente os que estão apenas completando sua fase de implantação) cabem aqui sugestões para elevar ainda mais seu reconhecimento e sua inserção nacional, relacionando-as a esforços institucionais para: completar o quadro de docentes com a efetivação de concursos; - ampliar gradativamente o quadro de servidores técnicos e administrativos, levando-se em consideração tudo o que vem sendo feito (e bem feito) para ampliar modernizar e ampliar as instalações dos laboratórios didáticos; - incentivar os docentes a ampliarem gradativamente suas atividades de pesquisa, incluindo-se neste tópico a proposição de projetos de pesquisa para instituições de fomento (estadual e federais), visando ampliar ainda mais o parque de equipamentos da Unidade e, mais ainda, viabilizando as condições para que venha a ocorrer uma divulgação mais sistemática dos resultados, com reflexos imediatos no reconhecimento e na inserção dos docentes em suas áreas de atuação. - incentivar a mobilidade dos estudantes para estágios em outras Unidades da própria UNESP, de Universidades estaduais co-irmãs ou de Universidades Federais, para melhorar o entrosamento dos acadêmicos com seus futuros colegas de profissão, bem como para permitir a troca de experiências que irão compor um panorama mais completo das diferentes facetas que compõem a realidade brasileira nos assuntos aos quais se liga o Curso. - incentivar a mobilidade dos docentes para estágios de pesquisa em outras Unidades da UNESP, ou em outras instituições (nacionais e, de preferência, internacionais), de modo a ampliar a probabilidade de se estabelecerem parcerias nas diversas áreas abrangidas pelo Curso; - completar as instalações físicas, o que não se constituirá em algo muito difícil, haja vista o que já foi possível implementar no curto período de vida da Unidade; - levar a efeito providências para ampliar a oferta de Cursos de Extensão bem como de Palestras referentes a temas de interesse da comunidade estudantil e de docentes; - incentivar os alunos a se valerem com mais assiduidade das facilidades proporcionadas pela Biblioteca da Unidade; - criar as condições para se promover ampla reflexão a respeito do Projeto Pedagógico do Curso, para se alcançar, em curto intervalo de tempo, os ajustes/atualizações imprescindíveis para que se estabeleçam diretrizes mais claras para a plena consecução dos objetivos do Curso, em consonância com os Planos de Desenvolvimento Institucional ora assumidos pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Parecer sobre o Relatório Parcial elaborado pela Unidade/Curso: O Relatório Parcial de avaliação contém elementos interessantes para que, à época, se consumasse a implantação do Curso Engenharia Industrial Madeireira, bem como se delineassem, nesse sentido, os diferentes aspectos do que caberia realizar na continuidade das ações institucionais no Campus de ITAPEVA.