COMO PASSAR WANDER GARCIA EM Um dos maiores especialistas em Concursos Públicos do País CONCURSOS CESPE! ATUALIZAÇÃO 01 OUTUBRO/2011 Lei 12.403/11 – Prisão e Medidas Cautelares Lei 12.433/11 – Execução Penal 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 Eduardo Dompieri o item seguinte. A exigência de defesa técnica, para a observância do devido processo legal, impõe a presença do profissional da advocacia na audiência de interrogatório do acusado, sendo essa uma formalidade de cunho nitidamente constitucional. Art. 5º, LIV e LV, da CF; art. 185 do CPP. (Cartório/DF – 2008 – CESPE) Julgue o item seguinte. A CF assegura aos acusados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Entre tais meios, inclui-se o Pacto de São José da Costa Rica, que prevê garantia judicial da comunicação prévia e pormenorizada da imputação. Em consonância com essa orientação constitucional, o CPP determina que a acusação deve conter a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol de testemunhas. Art. 41 do CPP. Gabarito 1C (1) Gabarito 1C (1) (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) seguinte. Em relação à lei processual penal no tempo, vigora o princípio do efeito imediato, segundo o qual tempus regit actum. De acordo com tal princípio, as normas processuais penais têm aplicação imediata, mas consideram-se válidos os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior. Art. 2º do Código de Processo Penal. Gabarito 1C (1) Julgue o item Acerca da aplicação da lei processual penal no tempo, julgue os itens que se seguem. (Defensoria Pública da União – 2010 – CESPE) (1) O direito processual brasileiro adota o sistema do isolamento dos atos processuais, de maneira que, se uma lei processual penal passa a vigorar 1: conforme reza o art. 2º do CPP, a lei processual penal terá aplicação imediata, preservando-se os atos realizados sob a égide da lei anterior; 2: há normas processuais penais que possuem natureza mista, híbrida, isto é, são dotadas de natureza processual e material ao mesmo tempo. Nesse caso, deverá prevalecer, em detrimento do regramento estabelecido no art. 2º do CPP, a norma contida no art. 2º, caput e parágrafo único, do Código Penal. Em se tratando de norma mais favorável ao réu, deverá retroagir em seu benefício; se prejudicial a lei nova, aplica-se a lei já revogada. (CESPE – 2009) A lei processual penal (A) não admite aplicação analógica, em obediência ao princípio da legalidade estrita ou tipicidade expressa. (B) admite interpretação extensiva e o suplemento dos princípios gerais de direito, por expressa disposição legal. (C) tem aplicação imediata, devendo os atos praticados sob a vigência de lei anterior revogada ser renovados e praticados sob a égide na nova lei, sob pena de nulidade absoluta. (D) não retroagirá, salvo para beneficiar o réu, não vigorando, no direito processual penal, o princípio tempus regit actum. A e B: art. 3º do CPP; C e D: art. 2º do CPP. Adotou-se, quanto à eficácia da lei processual no tempo, o princípio da aplicação imediata (tempus regit actum), preservando-se os atos até então praticados. Vale, aqui, fazer uma ressalva. Quando se tratar de uma norma processual dotada de caráter penal material, há quem entenda que a sua eficácia no tempo deverá seguir o regramento do art. 2º, caput e p. único, do Código Penal, ou seja, a lei processual penal material poderá retroagir em benefício do réu. Gabarito "B" (Cartório/DF – 2008 – CESPE) Julgue estando o processo em curso, ela será imediatamente aplicada, sem prejuízo dos atos já realizados sob a vigência da lei anterior. (2) Em caso de leis processuais penais híbridas, o juiz deve cindir o conteúdo das regras, aplicando, imediatamente, o conteúdo processual penal e fazendo retroagir o conteúdo de direito material, desde que mais benéfico ao acusado. Gabarito 1C, 2E 1. Fontes, Princípios Gerais, Eficácia da Lei Processual no Tempo e no Espaço (CESPE – 2008) com o CPP. Assinale a opção correta de acordo (A) Com a aplicação imediata da lei processual penal, os atos realizados sob a vigência da lei anterior perdem sua validade. 3 Eduardo Dompieri (B) A lei processual penal não admite interpretação extensiva. (C) Caso a autoridade policial tome conhecimento de um crime de ação penal privada, ela poderá instaurar, de ofício, o inquérito policial. (D) Caso a autoridade policial tome conhecimento da prática de infração penal, ela deve averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, bem como quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. (B) Concede-se A: art. 2º do CPP. A lei processual penal é aplicada desde logo e os atos realizados sob a vigência da lei anterior são preservados; B: art. 3º do CPP; C: art. 5º, § 5º, do CPP; D: art. 6º, IX, do CPP. A: art. 5º, LXXV, da CF; B: art. 5º, LXVIII, da CF; C: art. 5º, LV, da CF; D: art. 5º, LXXVII, da CF (gratuidade do habeas corpus); art. 5º, LXXVIII, da CF (razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação). (OAB – CESPE – 2008.2) opção correta. (A) O Com base na CF, assinale a Estado indenizará o condenado por erro judiciário, a pessoa que ficar presa além do tempo fixado na sentença bem como o preso provisório. assinale a opção correta. (A) Com a decisão de pronúncia, que reconhece a existência de crime e indícios de autoria, o nome do réu pode ser incluído no rol dos culpados. (B) A restrição à liberdade do acusado antes da sentença definitiva deve ser admitida sempre que se verificar o fumus boni iuris, independentemente da existência de periculum in mora. (C) O juiz deve ter plena convicção de que o acusado é responsável pelo delito, bastando a dúvida a respeito da sua culpa para absolvê-lo. (D) O réu tem o dever de provar sua inocência e cabe ao acusador apresentar indícios de autoria e materialidade. Corolário do princípio do estado de inocência, havendo dúvida quanto à culpa do agente, é de rigor a absolvição (in dubio pro reo). A condenação só terá lugar se restar comprovada sua culpa. É com base no mesmo princípio que a prisão processual, nas suas diversas modalidades, somente é decretada em caso de absoluta necessidade. Tem caráter, pois, excepcional. O mesmo ocorre em relação à acusação, à qual incumbe o ônus de provar a culpa do réu. Assinale a opção correta à luz dos princípios regentes do processo penal. (OAB – CESPE – 2008.1) (A) O juiz pode abster-se de julgar os casos que lhe forem apresentados, independentemente de causa de suspeição, impedimento ou incompetência. (B) As partes, se entrarem em acordo, podem subtrair ao juízo natural o conhecimento de determinada causa na esfera criminal. (C) Pode o juiz transmitir o poder jurisdicional a quem não o possui. (D) No processo penal, o juiz tem o dever de investigar como os fatos se passaram na realidade, não devendo se conformar com a verdade formal constante dos autos. A: princípio da indeclinabilidade; B; princípio da inevitabilidade; C: princípio da indelegabilidade; D: art. 156, I e II, do CPP. No processo penal, onde vige o princípio da verdade real, ao contrário do que ocorre no processo civil, o juiz não é um mero espectador da produção de provas. A lei lhe confere, com algumas limitações, a iniciativa de descobrir a verdade dos fatos, a verdade substancial. Gabarito "D" A: o princípio da culpabilidade preconiza que ninguém pode ser punido se não houver agido com dolo ou culpa – art. 18, p.único, do CP; B: o direito penal deve ser concebido como fragmentário, isto é, deve ocupar-se tão-somente das condutas consideradas mais ofensivas, mais graves, mais perniciosas à sociedade. Deve-se, pois, entender o direito penal como um fragmento que faz parte de um todo, recorrendo-se a ele somente em último caso; C: preconiza o princípio da ofensividade que não se pode incriminar uma conduta dotada de ínfima lesão; D: o direito penal deve ser visto como o último recurso de que dispõe o legislador para solucionar as lides havidas na coletividade. É dizer, o legislador, antes de recorrer ao direito penal, deve lançar mão de outros ramos do direito. O direito penal, enfim, há de ser visto como a ultima ratio. Gabarito "D" 4 o princípio da culpabilidade, o direito penal deve limitar-se a punir as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes, ocupando-se somente de uma parte dos bens protegidos pela ordem jurídica. (B) De acordo com o princípio da fragmentariedade, o poder punitivo estatal não pode aplicar sanções que atinjam a dignidade da pessoa humana ou que lesionem a constituição físico-psíquica dos condenados por sentença transitada em julgado. (C) Segundo o princípio da ofensividade, no direito penal somente se consideram típicas as condutas que tenham certa relevância social, pois as consideradas socialmente adequadas não podem constituir delitos e, por isso, não se revestem de tipicidade. (D) O princípio da intervenção mínima, que estabelece a atuação do direito penal como ultima ratio, orienta e limita o poder incriminador do Estado, preconizando que a criminalização de uma conduta só se legitima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. (OAB – CESPE – 2008.1) Acerca do princípio da inocência, Gabarito "C" Gabarito "D" (A) Segundo Gabarito "D" Acerca do significado dos princípios limitadores do poder punitivo estatal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.1) habeas corpus sempre que o indivíduo sofrer ou se achar em iminente perigo de sofrer violência ou coação em relação a qualquer de seus direitos individuais, por ilegalidade ou abuso de poder. (C) Aos acusados são assegurados o contraditório e a ampla defesa, não sendo possível restringir determinado recurso a apenas uma das partes, como a defesa, por exemplo. (D) Assegura-se ao acusado a gratuidade do habeas corpus, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de tramitação processual. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A: art. 5º, XLII, XLIII e XLIV, da CF; B: art. 5º, LV, da CF (contraditório e ampla defesa); art. 5º, LIV, da CF (devido processo legal); art. 5º, LVI, da CF (vedação das provas ilícitas); e art. 5º, LX, da CF (publicidade); C: art. 5º, XII, da CF; D: art. 5º, XI, da CF. Gabarito "B" Esse princípio refere-se aos fatos, já que implica ser ônus da acusação demonstrar a ocorrência do delito e demonstrar que o acusado é, efetivamente, autor do fato delituoso. Portanto, não é princípio absoluto. Também decorre desse princípio a excepcionalidade de qualquer modalidade de prisão processual. (...) Assim, a decretação da prisão sem a prova cabal da culpa somente será exigível quando estiverem presentes elementos que justifiquem a necessidade da prisão. Edilson Mougenot Bonfim. Curso de processo penal. 2.a ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 46 (com adaptações). O princípio específico de que trata o excerto acima é o do(a) (OAB – CESPE – 2007.3) (A) livre convencimento motivado. (B) inocência. (C) contraditório e ampla defesa. processo legal. Art. 5º, LVII, da CF. Gabarito "B" (D) devido (OAB – CESPE – 2007.1) Com relação ao processo penal, assinale a opção incorreta. (A) O acusado, embora preso, tem o direito de comparecer, de assistir e de presenciar, sob pena de nulidade absoluta, os atos processuais, notadamente aqueles que se produzem na fase de instrução do processo penal, que se realiza, sempre, sob a égide do contraditório. (B) O direito de audiência, de um lado, e o direito de presença do réu, de outro, traduzem prerrogativas jurídicas essenciais que derivam da garantia constitucional do due process of law. (C) São irrelevantes as alegações do poder público concernentes à dificuldade ou inconveniência de proceder à remoção de acusados presos a A: art. 5º, LV, da CF; B: art. 5º, LIV, da CF; C: art. 5º, LV e LIV, da CF. Trata-se do direito de audiência e do direito de presença do réu; D: art. 5º, LV, da CF. As garantias insculpidas na Constituição Federal aplicam-se aos acusados em geral, inclusive aos autores de crimes hediondos e delitos a estes equiparados. Com referência às características do sistema processual acusatório, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2006.2) (A) O sistema de provas adotado é o do livre conven- cimento. funções de acusar, defender e julgar concentram-se nas mãos de uma única pessoa. (C) O processo é regido pelo sigilo. (D) Não há contraditório nem ampla defesa. (B) As É o sistema por nós adotado. Outras características: o processo é público; ampla defesa e contraditório assegurados; imparcialidade do órgão julgador; e funções de acusar, defender e julgar atribuídas a pessoas distintas. (OAB – CESPE – 2006.1) Assinale a opção incorreta no que se refere aos princípios e garantias constitucionais do processo penal. (A) O preso em flagrante delito, ainda que identificado civilmente, deve ser submetido a identificação criminal, inclusive pelo processo datiloscópico e fotográfico. (B) Em consonância com o princípio da igualdade das partes e do contraditório, sempre que for carreado aos autos documento novo, relevante para a decisão, deve ser concedida à parte contrária, em face da qual foi produzida a prova, oportunidade de manifestação a respeito. (C) Todo acusado tem direito à finalização do processo criminal dentro dos prazos previstos na lei processual ou em tempo razoável, não se tolerando demora injustificável e abusiva por inércia de órgãos do estado-administração. (D) O devido processo legal foi insculpido na Constituição da República como cláusula pétrea, para vedar que qualquer cidadão seja privado da sua liberdade ou de seus bens sem que se realize um julgamento justo, ou seja, informado pelo devido processo legal. A: art. 5º, LVIII, da CF; B: art. 5º, LV, da CF; C: art. 5º, LXXVIII, da CF (acrescentado pela E.C. n. 45/2004); D: art. 5º, LIV, da CF (devido processo legal); e art. 60, § 4º, IV, da CF (cláusulas pétreas). Gabarito "A" imprescritíveis, entre outros, os crimes de racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo e os definidos como hediondos. (B) Os princípios do contraditório, ampla defesa, devido processo legal, vedação das provas ilícitas e publicidade têm expressa previsão constitucional. (C) A violação do sigilo das comunicações telefônicas pode ocorrer por ordem judicial, para fins de investigação criminal, instrução processual penal ou civil. (D) A busca e apreensão em domicílio podem ocorrer durante o dia ou à noite, desde que mediante determinação judicial. Gabarito "A" (A) São outros pontos do estado ou do país, pois razões de mera conveniência administrativa não têm precedência sobre as inafastáveis exigências de cumprimento e respeito ao que determina a Constituição. (D) O estatuto constitucional do direito de defesa é um complexo de princípios e de normas que amparam os acusados em sede de persecução criminal, exceto os réus processados por suposta prática de crimes hediondos ou de delitos a estes equiparados. Gabarito "D" Acerca das garantias constitucionais referentes aos direitos processual e penal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.3) 5 Eduardo Dompieri Se a finalidade da extradição for unicamente a de interrogar o extraditando, não é necessário que constem, nos autos e no pedido de extradição, os crimes praticados pelo extraditando no território do Estado requerente. (2) Segundo o princípio da dupla tipicidade, aplicado à extradição, somente se concederá a extradição se o fato que motivar o pedido não for considerado crime no Brasil ou no Estado requerente. (1) 1: STF, Ext. 1.083 – República Oriental do Uruguai, rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, j. 6.12.07; 2: arts. 5º, LII, da CF e 77, II, da Lei 6.815/80 (Estatuto do Estrangeiro). Nesse sentido: STF, Ext. 1145 – Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, rel. Min. Celso de Mello, j. 18.12.08. Gabarito 1E, 2E (Analista – STJ – 2004 – CESPE) (1) Julgue o seguinte item. Não ofende o princípio do promotor natural a designação de membro do Ministério Público por sorteio para atuar em processos originários de segunda instância. 1: de fato, a designação de membro do Ministério Público, por meio de sorteio, para atuar em processos originários de segunda instância, decorre de critério objetivo que, por impedir manipulações casuísticas por parte do chefe da instituição, amolda-se à perfeição ao princípio do promotor natural. Nesse sentido: STF, HC 71.429-SC, 1ª T., rel. Min. Celso de Mello, j. 25.10.94. Gabarito 1C 6 Em ação penal ajuizada contra um cidadão, um promotor de justiça fez uma narração genérica dos atos que, a seu ver, haviam importado na configuração de um crime. O processo foi bastante demorado e transcorreram-se mais de 6 anos sem que sequer a sentença do juízo do primeiro grau de jurisdição tivesse sido prolatada. Um segundo promotor, que veio a substituir o primeiro, observou que o fato imputado ao cidadão na verdade não configurava crime e pediu ao juiz, em alegações finais, que reconhecesse a atipicidade da conduta, ou seja, que a conduta do cidadão não configurava qualquer delito. Tendo por base a situação hipotética descrita, julgue os itens que se seguem. (Técnico Judiciário – STF – 2008 – CESPE) (1) A ação penal, quando demasiadamente genérica, impossibilita ao cidadão o exercício do direito de defesa — um postulado básico do estado de direito — e pode atingir a própria dignidade humana. (2) A duração prolongada, abusiva e não-razoável do processo penal, embora gere transtorno à vida do acusado, não chega a atingir qualquer norma constitucional. (3) A instauração da ação penal, quando evidente a atipicidade da conduta, constitui violação aos direitos fundamentais, em especial ao princípio da dignidade da pessoa humana. (4) O segundo promotor ofendeu o princípio da unidade do Ministério Público, pois não poderia atuar no caso discordando dos encaminhamentos realizados pelo primeiro promotor de justiça. 1: arts. 1º, III, e 5º, LV, da CF; 2: art. 5º, LXXVIII, da CF; 3: art. 1º, III, da CF; 4: art. 127, § 1º, da CF. O membro do Ministério Público pode, em vista do princípio da unidade que rege a instituição, ser substituído por outro na prática de certo ato, que poderá, em face do princípio da independência funcional, atuar em consonância com sua convicção, não estando, pois, vinculado ao posicionamento, neste caso, do primeiro promotor. 2.Inquérito Policial (Magistratura/PI – 2008 – CESPE) Acerca do inquérito policial (IP), assinale a opção incorreta. (A) O réu não é obrigado a participar da reconstituição do crime, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si. (B) Entende a doutrina majoritária que, se o promotor detém elementos suficientes para denunciar, não cabe o pedido de prisão preventiva do acusado simultaneamente ao pedido de retorno do IP à delegacia para novas diligências. (C) Em nenhuma situação, a autoridade policial poderá mandar arquivar autos de IP. (D) Em caso de réu preso, a regra geral é a de que o prazo de conclusão do IP seja de 10 dias, salvo em caso de necessidade de diligências complementares, quando o juiz poderá conceder dilação do prazo, fundamentando a decisão, independentemente da soltura do réu. (E) Segundo o Código de Processo Penal, é cabível a incomunicabilidade do indiciado, que dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. A: se o indiciado/réu se opuser a participar da reprodução simulada do crime, nenhuma infração cometerá, uma vez que não é obrigado a acusar a si próprio, a produzir prova contra si (nemo tenetur se detegere); B: sustenta a doutrina que, se o Ministério Público requereu a devolução dos autos de inquérito para diligências complementares, porque ainda não há indícios de autoria suficientes para embasar a denúncia, também não há para justificar a decretação da custódia preventiva; C: art. 17 do CPP; D: o decêndio contido no art. 10, caput, do CPP deve ser cumprido à risca, não comportando qualquer espécie de dilação, isso porque se trata de restrição ao direito à liberdade; E: a incomunicabilidade do indiciado está prevista no art. 21 do CPP. Importante frisar que inúmeros autores consagrados sustentam a inconstitucionalidade do dispositivo. Gabarito "D" os seguintes itens. Gabarito 1C, 2E, 3C, 4E (Analista – STF – 2008 – CESPE) Quanto à extradição, julgue Sobre o inquérito policial, assinale a opção incorreta. (Ministério Público/TO – 2006 – CESPE) (A) No caso de crime sujeito à ação penal pública condicionada, a requisição do ministro da Justiça ou a representação do ofendido para instauração do inquérito é condição de procedibilidade: sem ela, a autoridade policial não pode dar início ao inquérito. (B) Nos casos de crimes de tráfico de entorpecentes, o prazo de conclusão do inquérito policial é de quinze dias se o indiciado estiver preso. Esse prazo pode ser duplicado pelo juiz, mediante pedido justificado da autoridade policial. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A: de fato, a requisição do ministro da Justiça e a representação do ofendido constituem condição de procedibilidade. O Código de Processo Penal, no art. 5º, § 4º, reza que o inquérito não poderá ser instaurado sem o oferecimento da representação por parte do ofendido; no que concerne à requisição ministerial, o CPP, no entanto, nada disse. Tem a doutrina entendido que o membro do Ministério Público, titular da ação penal pública condicionada, ao dirigir a requisição de instauração de inquérito à autoridade policial, deverá encaminhar em anexo a requisição ministerial, peça indispensável à instauração do inquérito; B: pela disciplina estabelecida no art. 51, caput, da Lei 11.343/06 (atual Lei de Tóxicos), o inquérito, estando o indiciado preso, será concluído no prazo de 30 dias; se solto estiver, o prazo será de 90 dias. O parágrafo único do mesmo artigo dispõe que os prazos aludidos no caput podem ser duplicados mediante pedido justificado da autoridade policial, sempre ouvido o MP. A assertiva, dada como certa, refere-se aos prazos da Lei 10.409/02, em vigor quando da aplicação do certame; C: segundo entendimento esposado na Súmula 524 do STF, não se pode dar início à ação penal sem novas provas que alterem de forma significativa o anterior panorama probatório; D: atribuir ao inquérito policial a característica da oficialidade implica dizer que os órgãos encarregados de realizá-lo, elaborá-lo são oficiais, ou seja, é defeso a um particular a elaboração de um inquérito policial, ainda que se trate de ação penal de iniciativa privada. (B) Arquivado o inquérito policial, ainda assim pode ser iniciada a ação penal correspondente. (C) A lei impossibilita que a autoridade policial, diante da notícia de existência de novas provas, efetue de ofício diligências a respeito do fato que foi objeto do inquérito arquivado. (D) Não há a possibilidade do desarquivamento do inquérito policial. Regra geral, se a autoridade policial tiver notícia de provas novas (substancialmente novas), poderá proceder a novas investigações, nos termos do art. 18 do CPP e da Súmula 524 do STF. Agora, se o arquivamento do inquérito se der por ausência de tipicidade, a decisão, nesse caso, tem efeito preclusivo (produz coisa julgada material), impedindo o desarquivamento do inquérito. A esse respeito, Informativo STF 375. (Analista Judiciário/TJRJ – 2008 – CESPE) Julgue seguir, relativos ao inquérito policial. I. Se a ação penal for de iniciativa privada, o inquérito será instaurado a requerimento da vítima ou de seu representante legal. II. Como o inquérito policial é procedimento administrativo, deverá a autoridade policial garantir o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, sob pena de haver nulidade na ação penal subseqüente. III. O inquérito policial pode ser arquivado, de ofício, pelo juiz, por membro do Ministério Público ou pelo delegado de polícia, desde que fique comprovado que o indiciado agiu acobertado por causa excludente da antijuridicidade ou da culpabilidade. Gabarito "D" (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue os itens seguintes. De regra, não vigora, no inquérito policial, o princípio do contraditório, todavia, tratando-se de provas não renováveis, a exemplo do exame de corpo de delito, é admitido o contraditório, pois tal prova não pode ser renovada em juízo para que o réu possa contraditá-la. (2) O auto de prisão em flagrante presidido, lavrado e assinado por um escrivão de polícia não perde o seu caráter coercitivo, visto que o inquérito policial, peça meramente informativa, não se sujeita aos requisitos do ato administrativo. IV. Uma vez relatado o inquérito policial, o Ministério Público não poderá requerer a devolução dos autos à autoridade policial, ainda que entenda serem necessárias novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. Nesse caso, deverá oferecer a denúncia desde já, requerendo ao juiz que as provas sejam produzidas no curso da instrução processual. V. De acordo com o Código de Processo Penal (CPP), a autoridade policial poderá decretar a incomunicabilidade do indiciado, pelo prazo máximo de três dias. (1) 1: não há, de fato, que se falar em contraditório na fase pré-processual; não há, nessa fase, acusação; há tão somente investigação; tratandose de provas não renováveis, aplica-se o chamado contraditório diferido ou postergado, em que o exame de corpo de delito é feito na fase de inquérito e a oportunidade de impugná-lo é postergada; 2: a inobservância das formalidades legais torna o auto de prisão em flagrante imprestável como peça coercitiva, conservando, entretanto, seu valor como peça meramente informativa. Gabarito 1E, 2E Considerando o arquivamento de inquérito policial em decorrência de atipicidade do fato imputado ao indiciado, fundamento essencial, permanente e não-passageiro da decisão judicial, assinale a opção correta. (Cartório/MT – 2005 – CESPE) (A) Produzidas novas provas que modifiquem a matéria de fato, pode-se desarquivar o inquérito para o oferecimento da denúncia ou queixa. os itens a A quantidade de itens certos é igual a (A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5. I: art. 5º, § 5º, do CPP (item correto); II: o inquérito policial é inquisitivo; nele não vigoram o contraditório e a ampla defesa; III: o inquérito policial só pode ser arquivado pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, nos termos do que dispõe o art. 28 do CPP; IV: reza o art. 16 do CPP que, uma vez relatado (concluído) o inquérito, o MP poderá requerer a devolução dos autos à autoridade policial, desde que para novas diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia; V: somente o juiz poderá decretar a incomunicabilidade a que alude o parágrafo único do art. 21 do CPP. Tal providência é combatida por vários autores, que alegam que este dispositivo não foi recepcionado pela Carta de 1988. Gabarito "A" caso haja notícias de novas provas. No entanto, para dar início à ação penal, em tal caso, exige o STF a efetiva produção de novas provas. (D) O inquérito policial tem como característica a oficialidade, o que significa dizer que os órgãos da persecução criminal agem de ofício, exceto nos casos de crimes sujeitos a ações penais públicas condicionadas ou privadas. Gabarito "D" (C) É possível o desarquivamento do inquérito policial 7 Eduardo Dompieri De acordo com o entendimento do STF, a decisão que determina o arquivamento do inquérito policial, a pedido do Ministério Público, quando o fato nele apurado não constituir crime (atípico), produz, mais que preclusão, coisa julgada material, impedindo ulterior instauração de processo que tenha por objeto o mesmo episódio, ainda que a denúncia se baseie em novos elementos de prova. Informativo STF 375. Gabarito 1C (1) (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte item. (1) Julgue o Julgue o Caso o Ministério Público requeira o arquivamento de inquérito policial, em ação penal pública incondicionada, com o qual concorde o magistrado, nessa situação, poderá o ofendido (vítima) impugnar judicialmente, via mandado de segurança, em matéria criminal, a manifestação do órgão acusatório, a fim de ver aplicado o disposto no artigo 28 (remessa ao procurador-geral) do CPP. O despacho que determina o arquivamento de inquérito policial é irrecorrível. Gabarito 1E (Delegado Federal – 2004 – CESPE) Julgue Art. 107 do CPP. (OAB – CESPE – 2009.1) Em relação ao inquérito policial, assinale a opção incorreta. (A) Caso as informações obtidas por outros meios sejam suficientes para sustentar a inicial acusatória, o inquérito policial torna-se dispensável. (B) O MP não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para que sejam realizadas novas diligências, dado que imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. (C) Nas hipóteses de ação penal pública, condicionada ou incondicionada, a autoridade policial deverá instaurar, de ofício, o inquérito, sem que seja necessária a provocação ou a representação. (D) A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito, uma vez que tal arquivamento é de competência da autoridade judicial. A: de fato, o inquérito policial não constitui fase imprescindível da persecução criminal, podendo, portanto, o titular da ação penal dele abrir mão se dispuser de elementos suficientes para lastrear a peça exordial (arts. 12, 39, § 5º, e 46, § 1º, do CPP); B: art. 16 do CPP; C: art. 5º, § 4º, do CPP. Em se tratando de crime de ação penal pública condicionada à representação do ofendido ou de seu representante legal, é imprescindível o oferecimento desta para a instauração do inquérito policial; na hipótese de ação penal pública incondicionada, a autoridade policial tem a obrigação de instaurar o inquérito, independente de provocação do ofendido; D: arts. 17 e 18 do CPP. Gabarito "C" 8 o seguinte item. No inquérito policial em que figure como indiciado um inimigo do delegado de polícia responsável pelas investigações, o Ministério Público oporá exceção de suspeição em relação a esse delegado. Gabarito 1E (1) Com base no CPP, assinale a opção correta acerca do inquérito policial. (OAB – CESPE – 2008.3) (A) O MP, caso entenda serem necessárias novas diligências, por considerá-las imprescindíveis ao oferecimento da denúncia, poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial. (B) Se o órgão do MP, em vez de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial, o juiz determinará a remessa de oficio ao tribunal de justiça para que seja designado outro órgão de MP para oferecê-la. (C) A autoridade policial, caso entenda não estarem presentes indícios de autoria de determinado crime, poderá mandar arquivar autos de inquérito. (D) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá proceder a novas pesquisas, ainda que tome conhecimento de outras provas. A: art. 16 do CPP; B: art. 28 do CPP; C: art. 17 do CPP; D: art. 18 do CPP. O inquérito é um procedimento investigativo que pode ser realizado pela polícia judiciária ou por outras autoridades. Nesse contexto, assinale a opção correta acerca dos inquéritos. (OAB – CESPE – 2008.1) (A) As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões encaminhadas à respectiva mesa do Senado ou da Câmara para promover a responsabilidade civil e criminal. (B) O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende a prisão em flagrante do agente e a realização do inquérito. (C) Quando, no curso das investigações, surgir indício da prática de infração penal por parte de membro da magistratura, após a conclusão do inquérito, a denúncia deve ser remetida ao tribunal ou órgão especial competente para o julgamento. (D) O inquérito judicial ocorre nos casos das infrações falimentares e deve ser presidido pelo juiz de direito da vara em que esteja tramitando o processo de falência. A: art. 58, § 3º, da CF; B: Súmula n. 397, do STF; C: art. 33, parágrafo único, da Lei Complementar n. 35/1979 (Lei Orgânica da Magistratura). Os autos do inquérito devem ser remetidos ao tribunal competente assim que surgirem indícios da prática de infração penal por parte de membro da magistratura; D: o inquérito judicial foi extinto pela Lei n. 11.101/ 1995. A atribuição para apurar crimes falimentares, antes do juiz de direito, passou para a Polícia Judiciária. Gabarito "B" seguinte item. Gabarito "A" (Magistratura Federal – 5ª Região – 2005 – CESPE) (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale a opção correta acerca do inquérito policial e da ação penal. (A) O despacho que indefere o requerimento de abertura de inquérito policial é irrecorrível. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Gabarito "C" (OAB – CESPE – 2007.3) Com relação ao inquérito policial, assinale a opção correta. (A) É indispensável a assistência de advogado ao indiciado, devendo ser observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. (B) A instauração de inquérito policial é dispensável caso a acusação possua elementos suficientes para a propositura da ação penal. (C) Trata-se de procedimento escrito, inquisitivo, sigiloso, informativo e disponível. (D) A interceptação telefônica poderá ser determinada pela autoridade policial, no curso da investigação, de forma motivada e observados os requisitos legais. A: art. 5º, LV e LXIII, da CF (o contraditório e a ampla defesa só se aplicam ao processo; o inquérito policial é inquisitivo). Além disso, a assistência de advogado constitui direito do preso/indiciado. Incumbe à autoridade policial dar-lhe ciência disso; B: arts. 12, 39, § 5º, e 46, § 1º, do CPP. O inquérito policial não é essencial ao oferecimento da denúncia ou queixa, desde que a inicial contenha elementos suficientes (existência do crime e indícios suficientes de autoria); C: de fato, o inquérito policial é escrito, inquisitivo, sigiloso e informativo, mas, por força do que dispõe o art. 17 do CPP, é indisponível, na medida em que a autoridade policial não poderá determinar o arquivamento dos autos de inquérito; D: art. 5º, XII, da CF; Lei n. 9.296/1996. Gabarito "B" (OAB – CESPE – 2007.1) Acerca assinale a opção correta. (A) Do do inquérito policial (IP), plexo de direitos dos quais é titular o indiciado — interessado primário no procedimento administrativo do IP —, é corolário e instrumento a prerrogativa do advogado de acesso aos autos respectivos, explicitamente outorgada pelo Estatuto da Advocacia, da qual, porém, excluíram-se os Ips que correm em sigilo. (B) Não é direito fundamental do indiciado, no curso do IP, fazer-se assistir por advogado. curso do inquérito policial, ao indiciado não é dado o direito de manter-se em silêncio. (D) Todo IP é modalidade de investigação que tem seu regime jurídico traçado a partir da Constituição Federal, mecanismo que é das atividades genuinamente estatais de segurança pública. A: art. 133 da CF; art. 7º, XIV, da Lei n. 8.906/1994; B: art. 5º, LXIII, da CF; C: art. 5º, LXIII, da CF; D: art. 144, § 1º, IV, e § 4º, da CF. (OAB – CESPE – 2006.1) Com relação ao inquérito policial, considerando a legislação pertinente, a doutrina e a jurisprudência do STJ, assinale a opção correta. (A) Quando se trata de ação penal privada, a autoridade policial pode tomar a iniciativa para instauração do inquérito policial se tiver presenciado o crime. (B) Projetam-se na ação penal eventuais irregularidades praticadas no respectivo inquérito policial. (C) O inquérito policial tem natureza de peça informativa, de cunho inquisitivo, e contém o resultado das investigações, para a formação da opinio delicti. (D) O princípio do contraditório se aplica ao inquérito policial. A: art. 5º, § 5º, do CPP; B: vícios porventura existentes no inquérito não têm o condão de acarretar nulidades processuais; C: a natureza inquisitiva do inquérito policial está contida nos arts. 14 e 107 do CPP (não vigora o contraditório); ademais disso, trata-se de peça meramente informativa, segundo doutrina e jurisprudência pacíficas; D: o princípio do contraditório não se aplica ao inquérito policial, que tem caráter inquisitivo, o que fica evidenciado nos arts. 14 e 107 do CPP. Com referência a inquérito policial (IP), assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2004.ES) (A) É peça indispensável à propositura da ação penal, tendo em vista que se destina a apurar a autoria e a materialidade do crime. (B) Os vícios existentes no IP acarretam nulidades no processo subseqüente. (C) No IP, devem ser observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa, sendo indispensável a assistência de advogado ao indiciado. (D) Arquivado o IP por falta de provas, a autoridade policial poderá, enquanto não se extinguir a punibilidade pela prescrição, proceder a novas pesquisas e diligências, desde que surjam novas provas. A: o inquérito não é essencial ao oferecimento da denúncia ou queixa, desde que o titular da ação disponha de elementos suficientes para sua propositura; B: não acarretam, como já dito, por se tratar de peça meramente informativa; C: o inquérito policial é procedimento inquisitivo, no qual, portanto, não vigoram o contraditório e a ampla defesa; D: art. 18, CPP. Gabarito "D" A: art. 5º, § 2º, do CPP; B: art. 18 do CPP; C: art. 27, CPP; D: art. 25 do CPP. (C) No Gabarito "C" seja instaurado um inquérito policial para a apuração de um crime de roubo e, por não haver provas da autoria, seja arquivado o inquérito, é possível reabrir a investigação, independentemente de novas provas, se houver pressão da imprensa. (C) Qualquer pessoa pode encaminhar ao promotor de justiça uma petição requerendo providências e fornecendo dados e documentos, para que seja, se for o caso, instaurado inquérito policial. (D) Considere a seguinte situação hipotética. Célia, pessoa comprovadamente carente de recursos financeiros, foi vítima de estupro e fez a comunicação do crime à autoridade competente, solicitando providências para apurá-lo e punir seu autor. Apurada a autoria do crime e confirmada a materialidade, o promotor ofereceu a denúncia. Nessa situação, a representação pode ser retratada até a sentença condenatória recorrível. Gabarito "D" (B) Caso Julgue os próximos itens, acerca do inquérito policial. (Analista – STF – 2008 – CESPE) (1) Como o inquérito policial é peça dispensável ao oferecimento da denúncia, o MP pode, mesmo sem o inquérito, oferecer a denúncia, desde que 9 Eduardo Dompieri Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas e em escutas ambientais judicialmente autorizadas para produção de prova em inquérito policial podem ser usados, em procedimento administrativo disciplinar, contra servidores cujos supostos ilícitos tenham despontado à colheita dessa prova. 1: o inquérito policial não é indispensável ao oferecimento da denúncia, consoante rezam os arts. 12 e 46, § 1º, do CPP. Se o titular da ação penal, desse modo, dispuser de informações suficientes para exercê-la em juízo, nada obsta que o faça, independentemente da conclusão do inquérito policial, podendo o magistrado, pelas mesmas razões, recebê-la. Nesse sentido: STF, RHC 62.300-RJ, 1ª T., rel. Min. Aldir Passarinho, j. 13.12.84; 2: art. 5º, XII, da CF e art. 1º da Lei 9.296/96. Vide: STF, Inq. 2424 QO QO-RJ, Pleno, rel. Min. Cezar Peluso, j. 20.6.07. Gabarito 1E, 2C Julgue o item que se segue, relativo a inquérito policial (IP) e prisão temporária. (Analista – TRE/BA – 2010 – CESPE) (1) O inquérito policial é, em vista do que dispõe o art. 20 do CPP, sigiloso. Ocorre que, a teor do art. 7º, XIV, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia), constitui direito do advogado, entre outros: “examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos”. Sobre este tema, o STF editou a Súmula Vinculante nº 14, a seguir transcrita: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Gabarito 1E 10 A autoridade que preside o IP assegurará o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. Dessa forma, o advogado do indiciado não terá acesso ao IP quando a autoridade competente declarar seu caráter sigiloso. (Analista – TRE/MT – 2010 – CESPE) Com base no Código de Processo Penal, assinale a opção correta a respeito de inquérito policial, ação penal e competência. (A) Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de crime de ação penal pública poderá comunicar o fato à autoridade policial, a qual fica obrigada a instaurar o inquérito respectivo. (B) Nas ações penais públicas condicionadas à representação, o inquérito policial pode ser instaurado sem representação do ofendido ou de seu representante legal, desde que a parte se comprometa a juntar a representação antes da apresentação do relatório final. (C) O Ministério Público não poderá repudiar ação penal privada subsidiária da pública e, em seu lugar, oferecer denúncia substitutiva. em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. (E) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência da vítima. A: trata-se da chamada delatio criminis. Antes de determinar a instauração de inquérito policial, o delegado de polícia deverá verificar a procedência das informações que chegaram ao seu conhecimento – art. 5º, § 3º, CPP; B: o inquérito, neste caso, não poderá ser iniciado sem a representação. É o que prescreve o art. 5º, § 4º, do CPP; C: é lícito ao Ministério Público, nos termos do art. 29 do CPP, repudiar a ação penal privada subsidiária da pública e, em seu lugar, oferecer denúncia substitutiva; D: art. 70, caput, do CPP; E: neste caso, a competência será regulada pelo domicílio ou residência do réu, não da vítima - art. 72, caput, do CPP. De acordo com a Constituição Federal de 1988, às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. A respeito do inquérito policial, considerado procedimento legal destinado à apuração de fatos tidos como criminosos, com pena superior a dois anos, julgue os itens subseqüentes. (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) Apesar de se tratar de procedimento administrativo, o prazo para conclusão do inquérito policial é processual. (2) Em inquérito policial, o poder discricionário da autoridade policial em realizar as diligências solicitadas pelo ofendido ou seu representante legal deve ser mitigado quando se tratar de exame de corpo de delito. (3) Se o Ministério Público requerer o arquivamento do inquérito policial que apurou crime de ação pública, o ofendido poderá, discordando dos motivos alegados, oferecer queixa-crime. (4) O juiz é obrigado a arquivar o inquérito policial caso o procurador-geral insistir no arquivamento já solicitado pelo órgão do Ministério Público. (1) 1: por se tratar de prazo processual, a regra a ser aplicada é a do art. 798, § 1º, do CPP. Há doutrinadores, no entanto, que entendem que o prazo de 10 dias para conclusão do inquérito de pessoa presa tem natureza de norma processual penal material, razão pela qual o prazo, aqui, deve ser contado nos moldes do art. 10 do Código Penal, incluindo-se, dessa forma, o primeiro dia e excluindo-se o derradeiro, já que o que está em discussão é o direito à liberdade; 2: arts. 14 e 184 do CPP; 3: a ação penal privada subsidiária da pública – arts. 5º, LIX, da CF; 29 do CPP; e 100, § 3º, do CP – somente terá lugar na hipótese de inércia, desleixo do membro do Ministério Público, o que não ficou caracterizado no caso acima; 4: art. 28 do CPP. Gabarito 1C, 2C, 3E, 4C (2) (D) A competência é, de regra, determinada pelo lugar Gabarito "D" entenda que há indícios mínimos de autoria e de materialidade de fatos supostamente criminosos. Todavia, uma vez instaurado o inquérito, o MP não pode oferecer a denúncia sem o relatório final da autoridade policial. Tadeu, imbuído de animus necandi, junto com Liberato, que segurou a vítima por trás, desferiu duas facadas em Aurelino, causando-lhe ferimentos. Aurelino não morreu porque os agressores foram impedidos de prosseguir no seu intento homicida por pessoas que presenciaram o fato, que também levaram a vítima para o hospital, (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A notitia criminis do fato, quando levada, por qualquer modo, ao conhecimento da autoridade policial, implica obrigatoriamente a instauração do inquérito policial, sob pena de caracterizar o crime de prevaricação. (2) O inquérito policial, uma vez instaurado, deve ser concluído no prazo de dez dias, se o réu estiver preso, ou de trinta dias, se responder solto, podendo esse prazo ser prorrogado, em caso de necessidade, pela própria autoridade que presidir o inquérito, quando se tratar de casos de alta complexidade ou houver pluralidade de indiciados. (3) O inquérito policial será nulo, não havendo possibilidade de que o MP, com base nas informações nele contidas, ofereça a denúncia, se a autoridade policial tiver atuado fora dos limites da sua circunscrição. (1) 1: em vista do princípio da obrigatoriedade (legalidade), está a autoridade policial obrigada a instaurar inquérito policial quando se tratar de crime que se apure mediante ação penal pública; 2: art. 10, § 3º, do CPP; 3: não constitui nulidade em inquérito policial o fato de a autoridade de determinada circunscrição realizar atos investigatórios em outra, o que é, diga-se, tema pacífico tanto na doutrina quanto na jurisprudência. Gabarito 1C, 2E, 3E (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) Em um município do interior do estado de Goiás, a autoridade policial tomou conhecimento, por meio de comunicação feita por policial militar, da ocorrência de crime de homicídio em um assentamento de reforma agrária. Cinco dias após o homicídio, o autor da infração penal compareceu espontaneamente perante a autoridade policial, oportunidade em que confessou o crime. A partir da situação acima, julgue os itens a seguir. (1) Antes da confissão da autoria do crime, a autoridade policial não poderia, de ofício, instaurar inquérito policial. 1: A confissão não constitui condição para a instauração de inquérito policial. Tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, a teor do art. 5º, I, do CPP, a autoridade policial, assim que tiver ciência do cometimento de um fato criminoso, deverá determinar a instauração de inquérito policial por meio de portaria. Se, por outro lado, cuidar de crime de ação penal pública condicionada a representação do ofendido, é defeso ao delegado de polícia dar início ao inquérito sem a provocação da vítima ou de seu representante legal, conforme preleciona o art. 5º, § 4º, do CPP. (Técnico Judiciário – TJ/RR – 2006 – CESPE) Suponha que a autoridade policial, por meio das suas atividades de rotina, tenha tomado conhecimento da existência de um crime de homicídio. Considerando essa situação, assinale a opção correta. (A)A forma como a autoridade policial tomou conhecimento do delito é denominada notitia criminis de cognição coercitiva. (B)Sendo o homicídio crime de ação pública penal condicionada, caberá à autoridade policial aguardar requisição do Ministério Público para iniciar as investigações. (C) Sem provocação de quem quer que seja, a autoridade policial deve iniciar o inquérito policial de ofício, pois se trata de crime de ação pública incondicionada. (D) Na situação descrita, a autoridade policial deve, tão logo tenha conhecimento do fato, determinar diligências no sentido de realizar a prisão em flagrante do autor do delito, a qual somente será legal se ocorrer no prazo legal de 24 horas. A: notitia criminis de cognição coercitiva se dá na hipótese de prisão em flagrante, quando a autoridade policial toma conhecimento do fato criminoso com a apresentação que lhe é feita do autor. Não é este o caso. Trata-se, sim, da chamada notitia criminis de cognição direta ou imediata, na medida em que a autoridade, neste caso, teve conhecimento do fato delituoso por meio de suas atividades rotineiras; B: o crime de homicídio – art. 121 do CP – é de ação penal pública incondicionada. Assim que dele tiver conhecimento a autoridade, deverá, de ofício, providenciar a instauração de inquérito policial – art. 5º, I, do CPP; C: art. 5º, I, do CPP; D: sempre que tiver conhecimento da prática de infração penal, a autoridade policial deverá proceder como determina o art. 6º do CPP. Gabarito “C 3.Ação Penal (Magistratura/PI – 2008 – CESPE) penal privada não incluem (A) legalidade. (B) conveniência Os princípios da ação e oportunidade. (C) disponibilidade. (D) indivisibilidade. (E) intranscendência. O princípio da legalidade (art. 1º do CP) não tem incidência na ação penal privada. Gabarito "A" onde recebeu atendimento eficaz. Tadeu agiu por motivo torpe, para vingar-se de anterior luta corporal em que foi vencido. Liberato concordou em ajudá-lo, mesmo desconhecendo a razão que impelia o amigo. O laudo psiquiátrico de Tadeu, realizado a pedido da defesa, concluiu o seguinte: Periciando evidencia quadro psiquiátrico compatível com transtorno mental decorrente de disfunção cerebral, anulando a capacidade de entendimento e autodeterminação; é imprescindível que o periciando seja submetido a tratamento especializado por tempo indeterminado. Com base nessa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes. (Ministério Público/AM – 2008 – CESPE) A respeito de denún- cia, assinale a opção correta. (A) Denúncia alternativa é aquela que omite a descrição de comportamento típico e sua atribuição a cada autor individualizado. (B) Se o promotor denuncia o autor de crime de homicídio por crime qualificado por motivo fútil ou torpe, trata-se de denúncia genérica. (C) O acórdão que provê recurso contra rejeição da denúncia vale, desde logo, por seu recebimento, se não for nula a decisão de primeiro grau. (D) É inepta a denúncia que, nos crimes societários, não descreve e individualiza a conduta de cada um dos sócios. 11 Gabarito 1E Eduardo Dompieri Gabarito "C" (Ministério Público/RR – 2008 – CESPE) se segue, relativo à ação penal. (1) Considere a seguinte situação hipotética. Foi instaurado inquérito policial contra Sérgio, visando apurar a prática de crime contra as relações de trabalho. O inquérito foi encaminhado ao promotor de justiça, que promoveu o arquivamento do feito, considerando que o fato em apuração não era típico, argumentação que foi acolhida pelo juiz. Posteriormente, o fato foi levado a conhecimento do procurador da República, que entendeu terse configurado crime, sendo a competência da justiça federal, uma vez que teria havido ofensa a direitos coletivos do trabalho. Assim sendo, ofereceu denúncia contra Sérgio. Nessa situação, a denúncia deverá ser recebida, uma vez que o arquivamento foi determinado por juiz absolutamente incompetente. A decisão que determina o arquivamento de inquérito policial por ausência de tipicidade tem efeito preclusivo (produz coisa julgada material), impedindo, dessa forma, o desarquivamento do feito. A esse respeito, Informativo STF 375. Gabarito 1E (Procurador do Estado/CE – 2008 – CESPE) Nos casos em que somente se procede mediante queixa, não será considerada perempta a ação penal quando o querelante (A) deixar de promover, após iniciada a ação penal privada, o andamento do processo durante trinta dias seguidos. (B) deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente. (C) deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. (D) deixar de apresentar o rol de testemunhas na queixa-crime. (E) for pessoa jurídica e esta se extinguir sem deixar sucessor. A: art. 60, I, do CPP; B: art. 60, III, 1ª parte, do CPP; C: art. 60, III, 2ª parte, do CPP; D: art. 41 do CPP; E: art. 60, IV, do CPP. Gabarito "D" 12 Julgue o item que (Defensoria/PI – 2009 – CESPE) Caberá ação penal privada subsidiária da pública se o representante do parquet (A) determinar o arquivamento das peças de informa- ção. o arquivamento do inquérito policial. as diligências necessárias à obtenção de dados informativos que aperfeiçoem o acervo que contém a informatio delicti. (D) excluir algum indiciado da denúncia. (E) se mantiver inerte, não oferecendo a denúncia, no prazo legal, desde que não tenha ele, tempestivamente, pugnado pela necessidade de novas diligências a serem realizadas pela autoridade policial, nem tenha se manifestado pelo arquivamento dos autos. (C) requisitar A ação penal privada subsidiária da pública ou substitutiva, que somente terá lugar na hipótese de inércia do membro do Ministério Público, encontra previsão nos arts. 5º, LIX, da CF, 100, § 3º, do CP e 29 do CPP. (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue (1) Art. 39, § 5º, do CPP. (Cartório/DF – 2008 – CESPE) Julgue (1) o seguinte item. Nos casos de ação penal pública condicionada, o Ministério Público deve dispensar o inquérito policial se, com a representação, forem oferecidos os elementos que o habilitem à ação penal, devendo, nesse caso, oferecer a denúncia no prazo de 15 dias. o item seguinte. Faltará justa causa para a ação penal nas seguintes situações: quando o fato narrado na acusação não se enquadrar no tipo legal; quando a acusação não tiver sido formulada por quem tenha legitimidade para fazê-lo ou perante quem deva o pedido ser feito; e quando inexistir o interesse de agir. O inciso III (falta de justa causa) abrange o disposto nos demais incisos (I e II) do art. 395 do CPP. Poderia o legislador, por essa razão, ter inserido tão somente o inciso III no dispositivo. Não o fez. De toda sorte, a modificação implementada pela Lei 11.719/08 parece-nos salutar em relação ao revogado art. 43 do CPP. Gabarito 1C A: denúncia alternativa consiste na possibilidade conferida ao titular da ação penal de atribuir, em face da dúvida decorrente das provas coligidas em inquérito policial, duas condutas ao réu de forma alternada, isto é, o órgão acusador pugna pela condenação em determinado tipo penal, que, se acaso não ficar comprovado, poderá ser condenado subsidiariamente pela outra; B: denúncia genérica é a que deixa de especificar, individualizar a conduta dos agentes no concurso de pessoas; C: art. 581, I, do CPP (recurso em sentido estrito); D: há julgados do STF que admitem, nos chamados crimes societários, a narração genérica da conduta dos coautores e partícipes; E: a rejeição, neste caso, não faz coisa julgada material. (B) determinar Gabarito 1C a denúncia por falta de condição da ação, fica obstado posterior exercício da ação penal, em face da coisa julgada material. Gabarito "E" (E) Rejeitada (Analista Judiciário/TJRJ – 2008 – CESPE) penal, assinale a opção correta. (A) Salvo Quanto à ação disposição em contrário, em caso de ação penal pública condicionada à representação, o direito de representação prescreve, para o ofendido, se ele não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que o crime foi praticado. (B) A representação é ato formal, exigindo a lei forma especial, isto é, deve ser feita por procurador especial, em documento em que conste o crime, o nome do autor do fato e da vítima, além da assinatura do representante e do advogado legalmente habilitado. (C) Nos crimes sujeitos à ação penal pública incondicionada, se o Ministério Público não oferecer a denúncia no prazo legal ou se requerer o arquivamento do inquérito policial e o juiz não concordar com o pedido, será admitida ação penal privada. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Gabarito "D" (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) Julgue itens. os seguintes Diversamente do que ocorre em relação ao processo civil, no processo penal não se admite que, em caso de morte da vítima, os familiares assumam o lugar dela, no pólo ativo da ação penal privada, para efeito de apresentação de queixa. (2) A renúncia ao exercício do direito de queixa e o perdão do ofendido, em relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar. (1) 1: art. 31 do CPP; 2: art. 49 do CPP (renúncia); arts. 106, I e III, do CP, e 58 do CPP (perdão). Gabarito 1E, 2E (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte item. (1) Julgue o A desistência da ação penal privada pode ocorrer a qualquer momento, somente surgindo óbice intransponível quando já existente decisão condenatória transitada em julgado. O ofendido, na ação penal privada, pode, a qualquer momento, até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, dispor do conteúdo do processo, lançando mão do perdão ou da perempção, previstos, respectivamente, nos arts. 51 e 60 do CPP. Gabarito 1C (OAB – CESPE – 2008.3) Assinale a opção correta de acordo com o que dispõe o CPP acerca da perempção. (A) Na ação penal pública, a perempção é causa extintiva da punibilidade. (B) A perempção se aplica à ação penal privada subsidiária da pública. (C) Considera-se perempta a ação penal privada quando, iniciada esta, o querelante deixa de promover o andamento do processo durante trinta dias seguidos. (D) A ausência de pedido de condenação, nas alegações finais, por parte do querelante, não enseja a perempção. (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale da ação penal. a opção correta acerca (A) Se, em qualquer fase do processo, o juiz reconhecer extinta a punibilidade, deverá aguardar o requerimento do MP, do querelante ou do réu, apontando a causa de extinção da punibilidade, para poder declará-la. (B) A renúncia ao exercício do direito de queixa, em relação a um dos autores do crime, não se estende aos demais agentes. (C) A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o MP velará pela sua indivisibilidade. (D) O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, inclusive ao querelado que o recusar. A: art. 61 do CPP; B: art. 49 do CPP; C: art. 48, CPP. O ofendido pode optar entre ajuizar ou não a queixa; não poderá, todavia, escolher contra quem irá propor a ação penal (princípio da indivisibilidade); D: art. 51 do CPP. A respeito das condições de procedibilidade, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2008.1) (A) Nos crimes comuns e de responsabilidade pratica- dos pelo presidente da República, é condição de procedibilidade a autorização do Senado Federal para ser instaurado o processo. (B) Havendo vestígios nos crimes contra a propriedade imaterial, o exame pericial é condição de procedibilidade para a ação penal. (C) Nos crimes contra a honra do presidente da República, a requisição do ministro da Justiça é condição de procedibilidade para a ação penal, que deve ser providenciada no prazo legal de seis meses a contar da data do fato. (D) Nos crimes cometidos fora do território nacional, são condições de procedibilidade a entrada do agente no território nacional e o fato de os crimes não serem puníveis no país em que foram praticados. A: arts. 51, I, 52, I, e 86, da CF; B: art. 525, CPP; C: o CPP não fixa prazo. Dessa forma, o ministro da Justiça não estará limitado ao prazo de seis meses, podendo, portanto, oferecer a requisição enquanto não estiver extinta a punibilidade; D: art. 7º, § 2º, b, do CP. Gabarito "B" A: art. 38, caput, do CPP; B: a representação não exige qualquer formalidade, sendo tão somente necessário que o ofendido manifeste de forma inequívoca sua vontade em ver processado seu ofensor. Nesse sentido: STJ, RHC 8.826-SP, 5ª T., Rel. Min. Edson Vidigal, 14.12.1999; C: a ação penal privada subsidiária só será admitida na hipótese de desídia, inércia do membro do Ministério Público. O pedido de arquivamento de autos de inquérito policial por parte do promotor não pode ser entendido como desídia, ainda que com ele não concorde o magistrado, caso em que terá incidência o art. 28 do CPP; D: art. 45 do CPP; E: art. 39, § 5º, do CPP. A: art. 60, caput, do CPP. Trata-se de instituto exclusivo da ação penal privada; B: não há se falar em perempção em ação penal privada subsidiária da pública. Isso porque, nos termos do art. 29 do CPP, se o querelante agir com inércia ou negligência, pode o Ministério Público retomar a titularidade da ação; C: art. 60, I, do CPP; D: art. 60, III, parte final, do CP. Gabarito "C" do ofendido, poderá ser aditada pelo Ministério Público, a quem caberá intervir em todos os termos subseqüentes do processo. (E) Ainda que a representação contenha elementos que habilitem o Ministério Público a promover a ação penal, não poderá o promotor oferecer denúncia imediatamente, devendo remeter a representação à autoridade policial para que esta proceda ao inquérito. Gabarito "C" (D) A queixa, ainda quando a ação penal for privativa (OAB – CESPE – 2006.3) Assinale da ação penal. (A) Em a opção correta acerca se tratando de crime de ação penal pública condicionada, exige-se rigor formal na representação do ofendido ou de seu representante legal. (B) O perdão do ofendido, seja ele expresso ou tácito, pode ser causa de extinção da punibilidade nos crimes que se apuram por ação penal pública condicionada. 13 Eduardo Dompieri à ação penal. (A) Na A: art. 25 do CPP; B: art. 100, caput, do CP; C: a ação penal privada é informada pelos princípios da oportunidade e disponibilidade. Significa que o ofendido tem a faculdade, não a obrigação, de promover a ação (oportunidade), bem como tem ele, ofendido, a prerrogativa de prosseguir ou não até o término do processo (disponibilidade). São princípios que não se aplicam à ação penal pública; D: o perdão do ofendido só terá lugar a partir do início da ação penal e antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. Gabarito "B" 14 ação penal pública condicionada, a representação será retratável até a prolação da sentença de primeiro grau. (B) A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declare privativa do ofendido. (C) O direito de queixa, nas ações penais privadas, não pode ser renunciado, pois é direito personalíssimo. (D) Admite-se o perdão do ofendido, nos crimes de ação penal privada, em qualquer tempo e grau de jurisdição. (OAB – CESPE – 2006.1) correto afirmar que Com relação à ação penal, é (A) A Constituição da República deferiu ao Ministério Público o monopólio da ação penal pública. inquérito policial é obrigatório e indispensável para o exercício da ação penal. (C) O princípio da indivisibilidade aplica-se à ação penal pública, já que o oferecimento da denúncia contra um dos acusados impossibilita posterior acusação de outro envolvido. (D) O prazo para a ação penal privada é de seis meses, estando sujeito a interrupções e suspensões. (B) O A: art. 129, I, da CF; art. 100, § 1º, do CP; e art. 24, CPP; B: arts. 12 e 39, § 5º, do CPP; C: o princípio da indivisibilidade, aplicável tanto à ação penal pública quanto à ação penal privada, impõe ao titular da ação penal o dever de processar todos aqueles que cometeram o crime, ou seja, é defeso escolher quem será processado. Ademais disso, a denúncia oferecida contra um dos acusados julgue os itens que se seguem. das ações penais, Nas ações penais privadas, considerar-se-á perempta a ação penal quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos. (2) Nas ações penais privadas, a renúncia ao exercício do direito de queixa em relação a um dos autores do crime aproveitará a todos, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar. (3) Nas ações penais públicas condicionadas à representação, será esta irretratável, depois de oferecida a denúncia. (1) 1: art. 60, I, do CPP; 2: art. 49 do CPP e art. 104 do CP. A renúncia, ao contrário do perdão, constitui ato unilateral do ofendido, que prescinde, assim, de aceitação do ofensor; 3: art. 25 do CPP. (Analista – STJ – 2008 – CESPE) A respeito julgue o item subseqüente. (1) da ação penal, Não gera nulidade a ausência de intimação do acusado e de seu defensor, para sessão em que se delibere acerca do recebimento ou rejeição da denúncia, nos casos de ação penal originária. 1: “Implica nulidade absoluta, por cerceamento de defesa, a realização de sessão em que se delibera acerca do recebimento ou rejeição da denúncia, nos casos de ação penal originária, sem a prévia intimação do acusado e de seu defensor.”: STJ, HC 58.410PE, 5ª T., rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, j. 14.4.07. Também nesse sentido: STJ, REsp 963551-AM, 5ª T., rel. Min. Felix Fischer, j. 28.2.08. (Analista – TRE/GO – 2008 – CESPE) Acerca pública, assinale a opção correta. da ação penal (A) Quando o ofendido for declarado ausente por decisão judicial, haverá caducidade do direito de representação. (B) Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, estado ou município, a ação penal será pública. (C) Depois de iniciado o inquérito policial, a representação, no caso de ação penal pública a ela condicionada, será irretratável. (D) Se o órgão do MP, em vez de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, remeterá os autos a outro promotor, para que esse ofereça a denúncia. A: art. 24, § 1º, do CPP; B: art. 24, § 2º, do CPP; C: art. 25 do CPP; D: art. 28 do CPP. Gabarito "B" Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2004.ES) Assinale a opção correta quanto (Analista – STF – 2008 – CESPE) Acerca Gabarito 1E A: a representação (art. 39, caput e §§ 1º e 2º, do CPP) não tem rigor formal. Os tribunais, inclusive o STF, já se manifestaram nesse sentido. É suficiente, desse modo, que a vítima demonstre a intenção de ver processado o suspeito; B: o perdão do ofendido (art. 107, V, do CP) é instituto que só se aplica à ação penal privada; C: art. 25 do CPP; D: outra relevante modificação produzida pela Lei 12.015/09 diz respeito à ação penal nos crimes sexuais. Antes, a ação penal nesses crimes era, em regra, de iniciativa privada (art. 225, caput, do CP). Hoje, ao revés, a ação penal é, em regra, pública condicionada à representação. Será, entretanto, pública incondicionada em duas situações: se a vítima é menor de 18 anos; ou se é pessoa vulnerável. não inviabiliza posterior acusação de outro envolvido; D: é prazo decadencial (art. 38 do CPP), não sujeito, pois, a interrupção e suspensão. Gabarito 1C, 2E, 3C será retratável depois de oferecida a denúncia. (D) Nos crimes contra os costumes, uma vez atestada a pobreza da vítima pela autoridade policial ou por outros meios de prova, a ação penal passa a ser pública condicionada à representação, tendo o Ministério Público legitimidade para oferecer a denúncia. Gabarito "A" (C) A representação Com relação à ação penal privada, assinale a opção correta. (Analista – TRE/GO – 2008 – CESPE) (A) A queixa, quando a ação penal for privativa do ofendido, não poderá ser aditada pelo MP, que em tal situação atua apenas como fiscal da lei. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, não havendo possibilidade de recusa, pois se trata de ato unilateral. (C) O perdão somente pode ser expresso, não admitindo, o Código de Processo Penal (CPP), o perdão tácito. (D) A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o MP velará pela sua indivisibilidade. A: art. 45 do CPP; B: o perdão é ato bilateral, na medida em que só gera a extinção da punibilidade se for aceito pelo querelado – art. 51 do CPP e art. 105 do CP; a renúncia, ao contrário, é ato unilateral, que independe, portanto, da manifestação de vontade do ofensor – art. 49 do CPP e art. 104 do CP; C: art. 106 do CP; D: art. 48 do CPP. Gabarito "D" Em relação aos princípios gerais de direito processual penal e à ação penal, assinale a opção correta. (Analista – TRE/MA – 2009 – CESPE) (A) Ação penal secundária é aquela em que a lei estabelece um titular ou uma modalidade de ação penal para determinado crime, mas, mediante o surgimento de circunstâncias especiais, prevê, secundariamente, nova espécie de ação para aquela mesma infração. (B) No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação penal privada personalíssima passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. (C) O princípio da par conditio significa que o juiz forma sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, sendolhe vedado fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. (D) Pelo princípio da iniciativa das partes, cabe à parte provocar a prestação jurisdicional, sendo vedado ao juiz agir de ofício, especialmente quanto a questões probatórias. (E) Em regra, o ofendido, ou seu representante legal, decai no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado da data do crime. A: verifica-se a chamada ação penal secundária quando as circunstâncias do caso concreto fazem variar o tipo de ação a ser ajuizada; B: na ação penal privada personalíssima inexiste sucessão por morte ou ausência, razão por que não tem incidência o art. 31 do CPP. Tal se dá porque, nesta modalidade de ação privada, a titularidade é conferida única e exclusivamente ao ofendido. Com a morte deste, a ação penal não poderá ser proposta por outra pessoa. Havia no Código Penal dois casos. Com a revogação do art. 240, CP (crime de adultério), restou tão-somente o delito de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento, capitulado no art. 236 do CP; C: o art. 155, caput, do CPP consagra o princípio do livre convencimento motivado (art. 93, IX, da CF), limitando a formação da convicção do magistrado às provas produzidas sob o crivo do contraditório, sendo-lhe defeso, pois, fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos colhidos na investigação, exceção feita às provas cautelares, não repetíveis e antecipadas; D: art. 156, I, do CPP; E: art. 38 do CPP. (Analista – TRE/PA – 2005 – CESPE) Acerca da classificação da ação penal, assinale a opção correta. (A) A ação penal, sendo pública condicionada à representação, inicia-se mediante o oferecimento de queixa por parte do ofendido ou de seu representante legal. (B) A ação penal pública incondicionada é promovida pelo Ministério Público por meio de denúncia, que deve ser oferecida no prazo decadencial de 6 meses, contados do dia em que ocorreu a infração penal. (C) A ação penal é pública quando a lei expressamente a declara de titularidade do Estado, o que equivale a dizer que, no silêncio da lei a respeito da ação penal, ela será exclusivamente privada. (D) Quando o crime é de ação penal privada subsidiária da pública, o Código Penal ou lei especial, após descrever o delito, faz referência à titularidade do ofendido, empregando a expressão “somente se procede mediante representação”. (E) A ação penal pública, seja ela condicionada ou incondicionada, é promovida pelo Ministério Público por meio de denúncia, que constitui sua peça inicial. A: a ação penal pública, condicionada ou incondicionada, tem como peça inaugural a denúncia, oferecida pelo Ministério Público; a queixa é a peça exordial da ação penal privada; B: a decadência – causa extintiva da punibilidade – não tem incidência na ação penal pública incondicionada (art. 38 do CPP e art. 103 do CP). Já os prazos de que dispõe o Ministério Público para oferecimento da denúncia estão estabelecidos no art. 46 do CPP; C: art. 100 do CP e art. 24 do CPP; D: a ação penal privada subsidiária da pública terá lugar na hipótese de inércia do Ministério Público, isto é, quando este, dentro do prazo legal (art. 46 do CPP), na ação penal pública, não se manifesta depois do recebimento do inquérito policial. Dessa forma, a lei não faz menção alguma à titularidade do ofendido no que tange à ação penal privada subsidiária porque esta pode ser manejada, em princípio, em toda ação penal pública, bastando, para tanto, a inércia do MP; E: art. 100, § 1º, do CP e art. 24 do CPP. Gabarito "E" (B) O Tadeu, imbuído de animus necandi, junto com Liberato, que segurou a vítima por trás, desferiu duas facadas em Aurelino, causando-lhe ferimentos. Aurelino não morreu porque os agressores foram impedidos de prosseguir no seu intento homicida por pessoas que presenciaram o fato, que também levaram a vítima para o hospital, onde recebeu atendimento eficaz. Tadeu agiu por motivo torpe, para vingar-se de anterior luta corporal em que foi vencido. Liberato concordou em ajudá-lo, mesmo desconhecendo a razão que impelia o amigo. O laudo psiquiátrico de Tadeu, realizado a pedido da defesa, concluiu o seguinte: Periciando evidencia quadro psiquiátrico compatível com transtorno mental decorrente de disfunção cerebral, anulando a capacidade de entendimento e autodeterminação; é imprescindível que o periciando seja submetido a tratamento especializado por tempo indeterminado. Com base nessa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes. (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) 15 Gabarito "A" Eduardo Dompieri Gabarito 1C, 2E (Analista – MPU – 1999 – CESPE) Assinale estado de inocência, ninguém pode ser privado de sua liberdade senão em virtude de sentença penal condenatória transitada em julgado. (B) A autoridade policial assegurará ao inquérito policial o sigilo necessário pelo interesse da sociedade, mas esse sigilo não se estenderá ao Ministério Público. (C) Em razão do princípio da indivisibilidade, a que se sujeita a ação penal pública, o Ministério Público não pode aditar a denúncia já oferecida para nela incluir co-autor do crime. (D) A Constituição Federal previu a titularidade exclusiva do Ministério Público para a ação penal pública, silenciando-se a respeito da possibilidade da ação penal privada subsidiária em tais casos; por isso, entende-se que não mais cabe, no processo penal, a queixa-crime subsidiária da denúncia, nesses casos. A: o dispositivo constitucional (art. 5º, LVII) prescreve que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; B: de fato, o sigilo a que faz referência o art. 20 do CPP não se aplica ao Ministério Público, titular da ação penal pública e a quem cabe exercer o controle externo da atividade policial – art. 129, I e VII, da CF; C: pelo princípio da indivisibilidade - art. 48 do CPP, o titular da ação penal, seja ela privada ou pública, tem o dever de promovê-la contra todos os agentes identificados que cometeram a infração penal; D: art. 129, I, da CF. A ação penal privada subsidiária, que terá lugar na hipótese de desídia do membro do Ministério Público, está prevista no art. 5º, LIX, da CF, e também nos arts. 29 do CPP e 100, § 3º, do CP. Gabarito "B" 16 a opção correta. (A) Em razão do princípio constitucional que define o (1) Rita, vítima de crime de estupro, por não ter condições de prover as despesas do processo sem privar-se de recursos indispensáveis a sua manutenção, apresentou representação criminal para que o Ministério Público propusesse ação penal contra o seu ofensor, Fábio. Por se tratar de crime de ação penal pública condicionada a representação, de posse da representação da vítima, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Fábio. Antes de o juiz receber a denúncia, Rita apresentou retratação da representação. Nessa situação, por ser a representação irretratável, o juiz deve receber a denúncia. (2) Mauro foi vítima de crime de injúria, de ação penal privada, praticado por Manuel e Pedro. Por meio de uma declaração expressa, o ofendido renunciou ao exercício do direito de queixa em relação a Manuel. Nessa situação, a renúncia se estenderá a Pedro. (3) A pedido do Ministério Público, foram arquivados os autos de um inquérito policial que apurava um crime de ação penal pública incondicionada. Nessa situação, será cabível ação penal privada subsidiária da pública. 1: em vista do disposto nos arts. 25 do CPP e 102 do CP, nos crimes de ação penal pública condicionada, a representação poderá ser retratada até o oferecimento da denúncia. No mais, em razão das modificações implementadas pela Lei 12.015/09, a ação penal, nos crimes sexuais (definidos nos Capítulos I e II do Título VI), passou a ser, em regra, pública condicionada à representação (art. 225, caput, do CP); será, entretanto, pública incondicionada a ação penal quando se tratar de vítima menor de 18 anos ou de pessoa vulnerável (art. 225, p. único, CP); 2: art. 49 do CPP; 3: conforme se depreende do art. 29 do CPP, só há que se falar em ação penal privada subsidiária da pública na hipótese de desídia do membro do Ministério Público. Dessa forma, o pedido de arquivamento de autos de inquérito policial não caracteriza omissão, inércia do Ministério Público. 4. Suspensão Condicional do Processo (OAB – CESPE – 2007.3) Assinale a opção correta quanto à suspensão condicional do processo. (A) Corre prescrição durante o prazo de suspensão do processo. (B) O juiz pode especificar condições não-expressas em lei a que fica submetida a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação do acusado. (C) O não-cumprimento da condição de reparação do dano, sendo possível ao réu fazê-lo, é causa de revogação facultativa. (D) A instauração de processo por suposta prática de outro crime no período de prova é causa de revogação facultativa. A: art. 89, § 6º, da Lei n. 9.099/1995; B: art. 89, § 2º, da Lei n. 9.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais); C e D: art. 89, § 3º, da Lei n. 9.099/1995. Gabarito "B" 1: art. 29 do CPP e art. 100, § 3º, do CP; 2: os requisitos contidos no art. 41 do CPP aplicam-se tanto à denúncia quanto à queixa, inclusive quando esta inaugura a ação penal privada subsidiária. Além disso, a classificação do crime, nesta fase inaugural, é atribuição exclusiva do titular da ação penal, não cabendo ao juiz, no ato de recebimento da inicial, conferir definição jurídica aos fatos narrados na exordial. Se o magistrado, ao término da instrução, já na fase de sentença, entender cabível outra tipificação, poderá fazê-lo, já que o acusado se defende dos fatos contra ele alegados, e não de sua capitulação legal – art. 383 do CPP. A respeito das espécies de ação penal, em cada um dos itens a seguir, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) Gabarito 1C, 2C, 3E Estando o réu preso, se o MP não oferecer a denúncia em cinco dias, contados da data em que recebeu os autos de inquérito policial, a própria vítima, Aurelino, poderá assumir a titularidade da causa, oferecendo a queixa-crime substitutiva da denúncia, prosseguindo na causa como autor, cabendo ao órgão do parquet atuação como custos legis. (2) Na ação privada subsidiária, a queixa-crime deverá conter a exposição do fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, bem como o rol de testemunhas, cabendo ao juiz proceder à classificação do crime, de acordo com o axioma latino daha mihi facta dabo tibi jus (dá-me os fatos que eu te darei o direito). (1) 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (OAB – CESPE – 2004.ES) Quanto à suspensão condicional (OAB – CESPE – 2010.1) do processo, assinale a opção incorreta. Acerca da ação civil ex delicto, assinale a opção correta. (A) A (A) A Gabarito "D" 5. Ação Civil (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue os itens seguintes. (1) Confere-se à sentença condenatória irrecorrível a natureza de título executório no tocante à indenização civil, todavia, no juízo cível, o interessado, para obter a reparação do dano causado pelo ilícito penal, é obrigado a comprovar a materialidade, a autoria e a ilicitude do fato. (2) Faz coisa julgada no cível a sentença absolutória quando reconhecida categoricamente a inexistência material do fato, não podendo, nessa hipótese, ser proposta ação civil para o reconhecimento do fato objeto da sentença penal. (3) Conforme orientação do STF, a sentença que concede o perdão judicial é condenatória, entretanto, não vale como título executivo, visto que a extinção da punibilidade, por qualquer causa, exclui a obrigação do sujeito à reparação do dano. 1: com o trânsito em julgado da sentença condenatória no juízo criminal, pode esta ser levada ao juízo cível para que a vítima obtenha a reparação do dano porventura experimentado. Não serão discutidos, no juízo cível, materialidade, autoria e ilicitude do fato, temas já superados no juízo criminal. A discussão limitar-se-á ao quantum debeatur, isto é, ao montante que deverá ser pago à vítima a título de indenização; 2: art. 66 do CPP; 3: segundo posição adotada pelo Supremo Tribunal Federal, cuidase de decisão de natureza condenatória; vale salientar que o Superior Tribunal de Justiça, por meio da Súmula 18, consagrou entendimento diverso, segundo o qual a sentença concessiva de perdão judicial tem natureza meramente declaratória; de qualquer forma, pode ela ser executada como título no juízo cível. Gabarito 1E, 2C, 3E (CESPE – 2008) Segundo o CPP, não faz coisa julgada no cível a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em (A) Estrita obediência à ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico. (B) Estado de necessidade. (C) Legítima defesa. (D) Estrito cumprimento de dever legal. Gabarito "A" Art. 65, CPP. A: Opção incorreta. O art. 63 do CPP garante a legitimidade para a execução da sentença penal condenatória ao ofendido, a seu representante legal ou a seus herdeiros; B: Opção correta. Cuida-se da previsão do art. 63, parágrafo único, c/c art. 387, IV, ambos do CPP. A resposta é fruto da reforma do CPP, em 2008; C: Opção incorreta. Apenas na hipótese de ter sido reconhecida, categoricamente, a inexistência material do fato, mediante sentença absolutória, é que se impede a propositura da ação civil (CPP, art. 66); D: Opção incorreta. As causas apontadas na assertiva não impedem a propositura da ação civil, conforme previsto no art. 67, I e II, do CPP. (OAB – CESPE – 2009.3) Impede a propositura da ação civil para a reparação do dano causado pelo fato delituoso (A) a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estrito cumprimento de dever legal. (B) a sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime. (C) o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação. (D) a decisão que julgar extinta a punibilidade. A: art. 65 do CPP; B: art. 67, III, do CPP; C: art. 67, I, do CPP; D: art. 67, II, do CPP. Gabarito "A" A e B: art. 89, § 3º, da Lei n. 9.099/1995; C: art. 89, § 5º, da Lei n. 9.099/1995; D: art. 89, § 6º, da Lei n. 9.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais). execução da sentença penal condenatória no juízo cível é ato personalíssimo do ofendido e não se estende aos seus herdeiros. (B) Ao proferir sentença penal condenatória, o juiz fixará valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido, sem prejuízo da liquidação para apuração do dano efetivamente sofrido. (C) Segundo o CPP, a sentença absolutória no juízo criminal impede a propositura da ação civil para reparação de eventuais danos resultantes do fato, uma vez que seria contraditório absolver o agente na esfera criminal e processá-lo no âmbito cível. (D) O despacho de arquivamento do inquérito policial e a decisão que julga extinta a punibilidade são causas impeditivas da propositura da ação civil. Gabarito "B" suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro crime. (B) A suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano. (C) Expirado o prazo sem revogação, o juiz declarará extinta a punibilidade. (D) Correrá a prescrição durante o prazo de suspensão do processo. 6. Jurisdição e Competência. Conexão e Continência Natália foi denunciada por ter cometido os crimes de dano, disposto no art. 163 do Código Penal, e de furto qualificado pelo concurso de pessoas e emprego de chave falsa, nos termos do art. 155, § 4.º, incisos III e IV, em situação de conexão, pois a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influi na prova da outra infração. Com base nessa situação, assinale a opção correta. (Magistratura/AC – 2008 – CESPE) (A) Deve-se aplicar a regra do forum attractionis, pre- valecendo a competência do órgão jurisdicional da infração penal com pena mais grave, isto é, o juízo criminal comum. 17 Eduardo Dompieri (A) Ocorre conexão intersubjetiva por simultaneidade Art. 60, caput e parágrafo único, da Lei 9.099/95. Gabarito "E" 18 quando vários agentes cometem crimes, uns contra os outros. (B) Em caso de crimes continuados ou permanentes, cuja execução se prolonga no tempo, podendo atingir o território de mais de uma jurisdição, a competência será da justiça federal. (C) Compete à justiça federal o julgamento de contravenção penal praticada em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou de suas entidades. (D) Para processo e julgamento de um crime de homicídio praticado a bordo de uma embarcação brasileira que esteja em alto-mar, vindo da França para o Brasil, é competente o foro do lugar de nascimento do autor do crime. (E) Em caso de conexão entre crime de competência do juizado especial criminal e crime de competência do juízo comum, prevalecerá a competência deste último, que deverá aplicar os institutos da transação penal e da composição dos danos civis. Segundo entendimento dos tribunais superiores sobre competência, assinale a opção correta. (Magistratura/SE – 2008 – CESPE) O privilégio a que alude o art. 29, X, da CF diz respeito tão somente aos crimes comuns. Os delitos de responsabilidade, capitulados no Dec.-lei 201/67, serão julgados pela Câmara de Vereadores, conforme jurisprudência pacífica. (Procurador do Estado/CE – 2008 – CESPE) Acerca de jurisdi- ção e competência, assinale a opção correta. (A) Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado o último ato de execução. (B) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência será firmada pela prevenção. (C) A competência será determinada pela conexão quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração. (D) A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou da decretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa não torna o juízo prevento para a futura ação penal relativa a tais diligências. (E) Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que, no processo da sua competência própria, o juiz profira sentença absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competência, ele continuará competente em relação aos demais processos. A: art. 71 do CPP; B: art. 72, caput, do CPP; C: a conexão pressupõe a existência de duas ou mais infrações penais ligadas de alguma maneira entre si; na continência, diferentemente, uma causa está contida na outra; D: art. 83 do CPP. A prevenção constitui critério supletivo de fixação de competência. O juízo ficará prevento sempre que tomar alguma medida relativa ao processo antes do oferecimento da denúncia ou da queixa; E: art. 81, caput, do CPP. (Magistratura Federal – 5ª Região – 2005 – CESPE) item seguinte. (1) (A) Viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função do outro denunciado. (B) A competência do tribunal de justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de competência da justiça comum estadual. (C) A competência constitucional do tribunal do júri não prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecida exclusivamente pela Constituição estadual. (D) o processo e julgamento dos crimes conexos de competência federal, eleitoral e estadual compete à justiça federal, uma vez que prevalece a justiça especial em relação à comum. A homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias é de competência originária do STJ, abrangendo todos os pedidos ainda em curso de processamento no STF. Art. 105, I, i, da CF, e Res. STJ 9/2005. (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) item seguinte. (1) Julgue o Julgue o Compete ao STF conhecer originariamente de habeas corpus contra ato de turma recursal do juizado especial federal criminal. O STF já consolidou entendimento no sentido de que não cabe àquela Corte apreciar habeas corpus impetrado contra decisões de colegiados recursais. A competência, neste caso, é do Tribunal Regional Federal da região respectiva. A esse respeito: STF, HC 85.240-SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Britto, j. 14.2.2008. Gabarito 1E Quanto a jurisdição e competência, assinale a opção correta. (Magistratura/PI – 2008 – CESPE) detrimento de bens da União compete à justiça federal. Gabarito 1C Gabarito "A" Art. 78, II, a, do CPP. (E) O processo por contravenção penal praticada em Gabarito "E" conexão de crime da competência do juizado especial criminal (JEC) com crime da competência do juízo criminal comum não determina a competência deste juízo, em razão da prevalência da norma constitucional, institucionalizadora dos JECs. Nesse caso, Natália deverá ser processada e julgada por ambos os crimes no JEC. (C) Na hipótese, deverá haver desmembramento, isto é, Natália deverá ser processada e julgada pelo crime de dano perante o JEC e pelo crime de furto qualificado perante o juízo criminal comum. (D) É competente o juízo criminal comum, não havendo aplicação dos institutos da transação penal, suspensão condicional do processo e composição civil dos danos. Gabarito "B" (B) A 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Competem à justiça estadual o processo e o julgamento dos crimes contra a economia popular. Súmula 498 do STF. e julgar (A) Crime (B) Crime ção. Gabarito 1C (CESPE – 2008) Compete à justiça federal processar contra a organização do trabalho. de transporte de eleitores no dia da vota- (C) Furto de bem de sociedade de economia mista. (D) Crime de deserção praticado por bombeiro militar. Gabarito "A" Art. 109, VI, da CF. Com base no CPP, assinale a opção correta acerca da competência. (CESPE – 2008) (A) Levando-se em consideração apenas delitos prati- cados integralmente dentro do território brasileiro, aplica-se a teoria da atividade. (B) O foro competente no caso de tentativa é o local onde o agente praticou o primeiro ato executório. (C) Reserva-se a teoria da ubiqüidade para a hipótese do delito que tenha se iniciado em um país estrangeiro e findado no Brasil ou vice-versa. (D) Nos casos de exclusiva ação privada, o foro competente corresponde ao do lugar da infração, não cabendo à vítima optar pelo domicílio ou residência do réu. A: o art. 70, caput, do CPP adotou a teoria do resultado; B: em se tratando de crime tentado, por força do que dispõe o art. 70, caput, segunda parte, do CPP, competente será o foro do lugar onde se deu o derradeiro ato executório; C: art. 70, §§ 1º e 2º, do CPP. São os chamados crimes a distância ou de espaço máximo; D: art. 73 do CPP. Gabarito "C" (OAB – CESPE – 2010.1) Acerca da competência no âmbito do direito processual penal, assinale a opção correta. (A) Caso um policial militar cometa, em uma mesma comarca, dois delitos conexos, um cujo processo e julgamento seja de competência da justiça estadual militar e o outro, da justiça comum estadual, haverá cisão processual. (B) Os desembargadores dos tribunais de justiça dos estados e dos tribunais regionais federais possuem prerrogativa de foro especial, devendo ser processados e julgados criminalmente no STF. (C) A competência para processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do juízo federal do local por onde as mercadorias sejam indevidamente introduzidas no Brasil. (D) Caso um indivíduo tenha cometido, em uma mesma comarca, dois delitos conexos, um cujo processo e julgamento seja da competência da justiça federal e o outro, da justiça comum estadual, a competência para o julgamento unificado dos dois crimes será determinada pelo delito considerado mais grave. A: Opção correta. Previsão do art. 79, inciso I, do CPP e entendimento solidificado na Súmula 90 do STJ; B: Opção incorreta. O art. 105, inciso I, alínea “a”, da CF prevê tal competência ao STJ; C: Opção incorreta. Segundo a Súmula 151 do STJ: “A competência para o processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do juízo federal do lugar da apreensão dos bens.”; D: Opção incorreta. Nessas hipóteses, a competência será da justiça federal, ainda que o delito afeto à justiça comum estadual tenha pena superior (STJ, Súmula 122). Determinada rede de lanchonetes estabelecida nos Estados Unidos da América utiliza navios próprios para fornecer mercadorias aos seus franqueados fora daquele país. A bordo de um desses navios, em águas pertencentes ao mar territorial brasileiro, paralelas ao estado de Pernambuco, houve um crime contra o patrimônio e, algumas horas após esse fato, a embarcação atracou no porto de Santos – SP, onde, de acordo com o respectivo plano de viagem, seria sua primeira e última parada no território brasileiro. (OAB – CESPE – 2009.3) Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta no que se refere à competência para processar e julgar o mencionado delito, de acordo com a CF, o CP e o CPP. (A) A competência para processar e julgar o referido crime será da justiça federal de Pernambuco. (B) A competência para processar e julgar o referido crime será da justiça federal de Santos. (C) A justiça brasileira não tem competência para processar e julgar tal crime, pois a lei penal pátria não se aplica aos delitos cometidos a bordo de navios estrangeiros. (D) O mencionado crime deve ser processado e julgado pela justiça do DF. Art. 109, IX, da CF; art. 89 do CPP; e art. 5º, § 2º, do CP. É hipótese de territorialidade. Nesse sentido: STF, 1ª T., RHC 86.998-SP, rel. Min. Marco Aurélio Mello, j. 13.2.2007. (OAB – CESPE – 2008.2) No que se refere às disposições do CPP acerca da competência por conexão ou continência, assinale a opção incorreta. (A) No concurso entre a competência do júri e de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri. (B) No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá a jurisdição especial. (C) A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, inclusive no concurso entre a jurisdição comum e a militar. (D) A conexão e a continência no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores importarão separação de processos e de julgamento. A: art. 78, I, do CPP; B: art. 78, IV, do CPP; C: art. 79, I, do CPP; D: art. 79, II, do CPP. Gabarito "C" (1) Julgue o item Gabarito "B" seguinte. Gabarito "A" (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) 19 Eduardo Dompieri (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale a opção correta acerca da conexão e da continência, segundo o Código de Processo Penal (CPP). (1) (A) No 1: art. 76, III, do CPP. Nessa ótica: STF, HC 74.052-RJ, 2ª T., rel. Min. Marco Aurélio, j. 20.8.06. (Analista – TRE/PA – 2005 – CESPE) Acerca dos critérios de determinação de competência, julgue os itens abaixo. I. A: art. 78, I, do CPP; B: art. 78, II, a, do CPP; C: art. 79, II, do CPP; D: art. 78, IV, do CPP. Gabarito "B" Em relação à delimitação da competência no processo penal, às prerrogativas de função e ao foro especial, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2008.1) (A) No caso de conexão entre um crime comum e um II. Se o presidente da República Federativa do Brasil, na condução de seu carro particular, por imprudência, causasse um acidente de trânsito que resultasse na morte do motorista do outro veículo envolvido, diante da prática de um homicídio culposo, o presidente da República seria processado e julgado pelo Senado Federal. Não sendo conhecido o lugar da infração penal, a competência para o processo e julgamento do crime regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu. Havendo mais de um juiz competente no foro do processo, a decretação de prisão preventiva, a concessão de fiança, bem como a prévia determinação judicial de qualquer diligência, tornam o juízo competente para a futura ação penal. Compete ao tribunal do júri o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, incluindo-se na competência daquele colegiado os crimes de latrocínio e extorsão qualificada pelo resultado morte. Tratando-se de crime funcional praticado por servidor público estadual contra a administração estadual, o processo e o julgamento competem à justiça federal, uma vez que os crimes relacionados com o exercício de função pública são da exclusiva competência da jurisdição federal. crime eleitoral, este deve ser processado perante a justiça eleitoral e aquele, perante a justiça estadual, visto que, no concurso de jurisdições de diversas categorias, ocorre a separação dos processos. (B) Não viola a garantia do juiz natural a atração por continência do processo do co-réu ao foro especial do outro denunciado, razão pela qual um advogado e um juiz de direito que pratiquem crime contra o patrimônio devem ser processados perante o tribunal de justiça. (C) O militar que, no exercício da função, pratica crime doloso contra a vida de um civil deve ser processado perante a justiça militar. (D) Membro do Ministério Público estadual que pratica crime doloso contra a vida deve ser processado perante o tribunal do júri e, não, no foro por prerrogativa de função ou especial, visto que a competência do tribunal do júri está expressa na Constituição Federal. III. A: art. 78, IV, do CPP; B: art. 96, III, da CF; e art. 78, III, do CPP; C: art. 125, § 4º, da CF; D: prevalece o foro por prerrogativa de função (art. 96, III, da CF), uma vez que a própria Constituição estabelece a exceção à competência do Tribunal do Júri. No entanto, se acaso a competência por prerrogativa de função não estiver contida na Carta Magna, o julgamento deverá ocorrer perante o Tribunal Popular. I: compete ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, I, b, da CF, processar e julgar, originariamente, nas infrações penais comuns, o presidente da República; se se tratar, no entanto, de crime de responsabilidade, em conformidade com o disposto no art. 52, I, da CF, o presidente será julgado pelo Senado Federal; II: art. 72 do CPP; III: art. 83 do CPP; IV: o latrocínio (art. 157, § 3º, 2ª parte, do CP) e a extorsão qualificada pelo resultado morte (art. 158, § 2º, do CP) não constituem crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, d, da CF). Seus autores não se submetem, portanto, ao julgamento perante o Tribunal Popular; V: seria da competência da Justiça Federal se o delito fosse praticado contra bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas (art. 109, IV, da CF), ou ainda na hipótese de o crime ser perpetrado contra funcionário público federal, desde que relacionado com o exercício da função (Súmula 147 do STJ). O crime funcional praticado por servidor público estadual contra a administração estadual é de competência da Justiça comum estadual. (OAB – CESPE – 2007.2) A competência jurisdicional não é determinada em função (A) Do lugar da infração. domicílio ou residência da vítima. (C) Da prevenção. (D) Da distribuição. (B) Do Art. 69, II, do CPP. A competência é determinada em função do domicílio ou residência do réu, e não da vítima. IV. V. A quantidade de itens certos é igual a (A) 1 (B) 2 Gabarito "B" Gabarito "B" Gabarito "B" 20 Julgue o seguinte item. É legítima a atuação de membro do Ministério Público que, após requerer o arquivamento de notitia criminis, oferece denúncia pela prática de denunciação caluniosa no mesmo juízo que determinou o arquivamento, em face da competência por conexão. Gabarito 1C concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência deste último. (B) No concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave. (C) A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, inclusive no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores. (D) No concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela. (Analista – STJ – 2004 – CESPE) (C) 3 (D) 4 (E) 5 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Quanto à competência, julgue os itens que se seguem. (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) 7. Questões e Processos Incidentes Com relação à competência, exceções e incidente de falsidade, julgue os itens a seguir. (1) Nos crimes de maior potencial ofensivo, adotou-se a teoria da ubiqüidade para a fixação da competência ratione loci. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) (2) A competência deve ser fixada pela continência quando o agente incorrer em aberratio ictus. I. (3) Na hipótese de ocorrer crime eleitoral e crime comum conexos, a competência para julgá-los é da justiça eleitoral. (1) (2) (3) Marcos enviou uma carta-bomba, por meio de uma agência dos correios de Brasília – DF, para Vinícius, que residia na Argentina, com a intenção de matá-lo. Vinícius faleceu após abrir a carta devido à explosão da bomba. Nessa situação, a competência para processar e julgar Marcos será da vara do tribunal do júri da circunscrição judiciária de Brasília – DF. José foi vítima de calúnia, crime de ação penal privada, praticada por Renato na cidade de Natal – RN. Renato era residente e domiciliado em Porto Alegre – RS. Nessa situação, é possível a propositura, por José, de ação penal privada na comarca de Porto Alegre – RS. Um indivíduo, para ocultar furto que praticara em uma residência e conseguir impunidade do crime, matou o vigia que trabalhava no local. Nessa situação, o tribunal do júri será o órgão competente para processar e julgar os crimes de furto e homicídio. 1: incidirá, aqui, a teoria da ubiquidade, consagrada no art. 6º do CP e aplicável aos chamados crimes a distância ou de espaço máximo, que são aqueles em que a execução se inicia em um país e a consumação se opera em outro. Com base no que dispõe o art. 70, § 1º, do CPP, a competência, no Brasil, será firmada pelo lugar em que tiver sido praticado o último ato de execução. Neste caso, na circunscrição judiciária de Brasília-DF; 2: art. 73 do CPP; 3: arts. 76, II, e 78, I, do CPP. IV. V. A quantidade de itens certos é igual a (A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5. I: art. 108, caput, do CPP; II: art. 111 do CPP; III: art. 146 do CPP; IV: art. 148 do CPP; V: art. 107 do CPP. (Ministério Público/AM – 2008 – CESPE) Poderá ser levantado o seqüestro de bens I. II. III. IV. se a ação penal não for intentada no prazo de 60 dias, a contar da data da conclusão da diligência. se o terceiro, a quem tiverem sido transferidos os bens, prestar caução idônea. se for extinta a punibilidade do réu, por sentença definitiva. se o réu for absolvido por sentença definitiva. A quantidade de itens certos é igual a (A) 0. (B) 1. (C) 2. (D) 3. (E) 4. I: art. 131, I, do CPP; II: art. 131, II, do CPP; III: art. 131, III, 1ª parte, do CPP; IV: art. 131, III, 2ª parte, do CPP. Gabarito "E" Gabarito 1E, 2C, 3C Acerca da competência no processo penal, em cada um dos itens que se seguem, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) III. Gabarito "A" 1: em vez da teoria da ubiquidade, acolhida pelo Código Penal em seu art. 6º para estabelecer o lugar do crime, o Código de Processo Penal, diferentemente, adotou a teoria do resultado para a fixação de competência, fazendo alusão ao lugar da consumação - art. 70 do CPP. No que concerne às infrações penais de menor potencial ofensivo, reza o art. 63 da Lei 9.099/95 que a competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal. Há divergências na doutrina quanto ao sentido do termo “praticada”; 2: a competência será determinada pela continência, nos termos do art. 77 do CPP, quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração, bem assim nas hipóteses de concurso formal de crimes (art. 70 do CP), erro na execução (aberratio ictus – art. 73 do CP) e resultado diverso do pretendido (aberratio criminis – art. 74 do CP); 3: art. 78, IV, do CPP. II. A exceção de incompetência do juízo poderá ser oposta, verbalmente ou por escrito, a qualquer momento. As exceções processuais penais são processadas em autos apartados e sempre suspendem o andamento da ação penal. A argüição de falsidade de documento constante dos autos não precisa ser feita por procurador com poderes especiais. A decisão do juiz criminal acerca da argüição de falsidade documental faz coisa julgada em ulterior processo civil. É incabível a oposição de suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito. (Ministério Público/RO – 2008 – CESPE) No que se refere a restituição de coisas apreendidas, medidas assecuratórias, exame de insanidade mental do acusado, questões e processos incidentes, assinale a opção incorreta. (A) De acordo com o CPP, caberá o seqüestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, ainda que já tenham sido transferidos a terceiro, bastando, para isso, a existência de indícios veementes da proveniência ilícita dos bens. Poderá o seqüestro ser decretado 21 Gabarito 1C, 2C, 3C Eduardo Dompieri (1) Julgue o O exame de insanidade mental, que objetiva à demonstração da higidez psíquica do réu no momento da prática da infração penal, deve ser deferido pelo juiz sempre que houver requerimento da defesa, sob pena de cerceamento de defesa e constrangimento ilegal. O juiz somente ordenará o exame de insanidade mental do acusado se houver dúvida razoável acerca de sua integridade mental, conforme determina o art. 149, caput, do CPP. Não há recurso contra o indeferimento da instauração do incidente. Se se tratar, no entanto, de réu nitidamente doente, é possível, em princípio, impetrar habeas corpus. Gabarito 1E (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) seguinte. (1) Julgue o item Considere a seguinte situação hipotética. Rubens foi denunciado pelo Ministério Público por ter praticado crime de tentativa de homicídio simples contra seu pai. Nessa situação, existindo ação civil negatória de paternidade em curso, trata-se de questão prejudicial obrigatória, devendo o juiz suspender o feito até a sentença cível definitiva, tendo em vista que a confirmação da paternidade é circunstância agravante. Vigora, no Brasil, o sistema eclético ou misto, segundo o qual, em relação às questões prejudiciais heterogêneas relativas ao estado civil das pessoas, aplica-se o sistema da prejudicialidade obrigatória, de forma que compete ao juízo cível resolver a questão, ao passo que, no que concerne às demais questões heterogêneas, utilizase o sistema da prejudicialidade facultativa. Arts. 92 e 93 do CPP. Julgue os itens que se seguem acerca da restituição das coisas apreendidas e do perdimento de bens. (Advogado da União/AGU – CESPE – 2009) (1) A restituição, por constituir ato privativo da autoridade judicial, não poderá ser ordenada pela autoridade policial, ainda que não exista dúvida quanto ao direito do reclamante. (2) Mesmo que haja dúvida sobre a titularidade do bem apreendido, compete ao juiz criminal decidir sobre o incidente. 1: art. 120, caput, do CPP; 2: art. 120, § 4º, do CPP. De acordo com o CPP, considera-se impedido o juiz (CESPE – 2008) (A) Que seja amigo íntimo ou inimigo capital de qual- quer das partes. cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, tenha funcionado como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito. (C) Que tenha aconselhado qualquer das partes. (D) Que esteja respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia. (B) Cujo A: art. 254, I, do CPP. É hipótese de exceção de suspeição; B: art. 252, I, do CPP; C: art. 254, IV, do CPP. Outra hipótese de suspeição; D: art. 254, II, do CPP. Também é causa geradora de suspeição. Gabarito "B" Gabarito "B" item seguinte. (1) Gabarito 1E, 2E (Magistratura Federal – 5ª Região – 2005 – CESPE) Julgue o item subsequente, que versa sobre questões e processos incidentes. (Defensoria Pública da União – 2010 – CESPE) Gabarito 1C A: arts: 125, 126 e 127 do CPP; B: arts. 147 e 148 do CPP; C: arts. 151 e 152, § 1º, do CPP; D: art. 118 do CPP; E: art. 120, § 4º, do CPP. A agravante genérica presente no art. 61, II, e, do CP não constitui prejudicial obrigatória, já que a solução a ela relativa não repercutirá na tipicidade ou atipicidade do fato criminoso. O magistrado, segundo seu prudente critério, poderá ou não suspender o feito (art. 93 do CPP). Gabarito 1E 22 pelo juiz, de ofício, a requerimento do MP ou do ofendido, ou mediante representação da autoridade policial, em qualquer fase do processo ou mesmo antes de oferecida a denúncia ou queixa. (B) O incidente de falsidade de documento constante dos autos poderá ser requerido por quaisquer das partes, mas o juiz não poderá, de ofício, proceder à verificação da falsidade. Reconhecida a falsidade por decisão irrecorrível, o juiz mandará desentranhar o documento e remetê-lo-á, com os autos do processo incidente, ao MP, fazendo essa decisão coisa julgada em relação a ulterior processo penal ou civil. (C) Se os peritos concluírem que o acusado era, ao tempo da infração, inimputável por doença mental, o processo-crime prosseguirá, com a presença do curador. Por outro lado, se ficar constatado que a doença mental sobreveio à infração, o processo continuará suspenso até que o acusado se restabeleça, podendo o juiz, nesse caso, ordenar a internação do acusado em manicômio judiciário ou em outro estabelecimento adequado. (D) Antes de transitar em julgado a sentença final, as coisas apreendidas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo. (E) Com relação ao pedido de restituição de coisa apreendida, em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro dono, o juiz remeterá as partes para o juízo cível, ordenando o depósito das coisas em mãos de depositário ou do próprio terceiro que as detinha, se for pessoa idônea. Márcio foi denunciado pelo crime de bigamia. O advogado de defesa peticionou ao juízo criminal requerendo a suspensão da ação penal, por entender que o primeiro casamento de Márcio padecia de nulidade, fato que gerou ação civil anulatória, em trâmite perante o juízo cível da mesma comarca. Nessa situação hipotética, (OAB – CESPE – 2010.1) (A) deverá o juízo criminal, de ofício, extinguir a punibilidade de Márcio, uma vez que o delito de bigamia foi revogado. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (A) Não se admite a instauração de exame de sanidade mental do acusado após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, uma vez que a medida não terá mais eficácia. (B) O exame de avaliação da saúde mental do acusado poderá ser ordenado na fase do inquérito, mediante representação da autoridade policial ao juiz competente. (C) Caso seja comprovada a insanidade mental do acusado, ao tempo da infração penal, o processo deverá ser imediatamente extinto, decretando-se a extinção da punibilidade do réu. (D) Para efeito do exame, o acusado acometido de insanidade mental, se estiver preso, deverá ser imediatamente libertado, para que a família o conduza para a análise clínica em estabelecimento que entenda adequado. A: se a doença mental surgir no curso da execução da pena, aplica-se o art. 154 do CPP; B: art. 149, § 1º, do CPP; C: art. 151 do CPP; D: art. 150, caput, do CPP. Gabarito "B" (OAB – CESPE – 2009.2) Assinale a opção correta a respeito da exceção de suspeição. (A) Sempre que houver arguição de suspeição de jurado no procedimento do tribunal do júri, deverá o juiz determinar a suspensão do processo principal até que se decida o incidente. (B) As partes não poderão arguir de suspeição os serventuários ou funcionários da justiça e os peritos não oficiais, pois tais servidores exercem atividade meramente administrativa. (C) Caso seja arguida a suspeição de membro do MP, a decisão caberá ao próprio juiz criminal que conduz o processo principal. (D) Julgada procedente a exceção de suspeição do juiz pelo tribunal competente, o processo deverá ser remetido ao seu substituto, com aproveitamento dos atos já praticados no processo principal. a opção correta. Acerca de exceções, assinale (A) Podem ser opostas exceções de suspeição, incompetência de juízo, litispendência, ilegitimidade de parte e coisa julgada e, caso a parte oponha mais de uma, deverá fazê-lo em uma só petição ou articulado. (B) Tratando-se da exceção de incompetência do juízo, uma vez aceita a declinatória, o feito deve ser remetido ao juízo competente, onde deverá ser declarada a nulidade absoluta dos atos anteriores, não se admitindo a ratificação. (C) A exceção de incompetência do juízo, que não pode ser oposta verbalmente, deve ser apresentada, no prazo de defesa, pela parte interessada. (D) A parte interessada pode opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, devendo fazê-lo na primeira oportunidade em que tiver vista dos autos. A: arts. 95 e 110, § 1º, do CPP; B: art. 108, § 1º, do CPP; C: art. 108, caput, do CPP; D: art. 107 do CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) Com relação ao sequestro como medida assecuratória, assinale a opção correta, de acordo com o CPP. (A) Se o indiciado tiver adquirido bens imóveis utilizando os proventos da infração, caberá o sequestro desses bens, desde que não tenham sido transferidos a terceiro. (B) Para a decretação de sequestro, é necessária a existência de certeza acerca da proveniência ilícita dos bens. (C) O sequestro pode ser embargado pelo acusado, mas não, por terceiro a quem os bens tenham sido transferidos a título oneroso. (D) Se for julgada extinta a punibilidade ou absolvido o réu, por sentença transitada em julgado, o sequestro será levantado. A: art. 125 do CPP; B: art. 126 do CPP; C: art. 130, II, do CPP; D: art. 131, III, do CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) Assinale a opção correta acerca do sequestro de bens, segundo o CPP. (A) Caberá o sequestro dos bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, salvo se já tiverem sido transferidos a terceiro. (B) O sequestro será levantado se for julgada extinta a punibilidade ou absolvido o réu, por sentença transitada em julgado. (C) Para a decretação do sequestro, exige-se a certeza acerca da proveniência ilícita dos bens. (D) O juiz, de ofício, poderá ordenar o sequestro, desde que já tenha sido oferecida a denúncia ou queixa. A: art. 125 do CPP; B: art. 131, III, do CPP; C: art. 126 do CPP; D: art. 127 do CPP. Gabarito "B" Gabarito "D" Acerca de incidente de insanidade mental do acusado, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.3) (OAB – CESPE – 2009.1) Gabarito "D" A: Opção incorreta. A Lei n.º 11.106/2005, que alterou o Código Penal, revogou, no capítulo referente aos crimes contra o casamento, entre outros, apenas o delito de adultério (antigo art. 240), de forma que a figura típica da bigamia continua em vigor (art. 235); B: Opção incorreta. Vide justificativa à opção D; C: Opção incorreta. Vide justificativa à opção D; D: Opção correta. Trata-se de hipótese de suspensão obrigatória (CPP, art. 92). Nesse sentido, ainda: Fauzi Hassan Choukr. Código de Processo Penal – comentários consolidados e crítica jurisprudencial. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007, p. 233. A: art. 106 do CPP; B: art. 105 do CPP; C: art. 104 do CPP; D: art. 101 do CPP. Gabarito "A" processo criminal deverá ter seguimento independentemente do desfecho da ação anulatória civil. (C) apesar de as instâncias cível e criminal serem independentes, o juízo criminal poderá, por cautela, determinar a suspensão da ação penal até que se resolva, no juízo cível, a controvérsia relativa à nulidade do primeiro casamento de Márcio. (D) a ação penal deverá ser suspensa até que a nulidade do primeiro casamento de Márcio seja resolvida definitivamente no juízo cível. Gabarito "C" (B) considerando-se a independência das instâncias, o 23 Eduardo Dompieri (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale do processo penal. a opção correta acerca dono do bem apreendido, o juízo criminal é o competente para solucioná-la. (A) É Gabarito "B" (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale a opção correta acerca das exceções no processo penal. (A) A exceção de incompetência, quando oposta, põe fim ao processo. tribunal do júri, a suspeição dos jurados deve ser argüida após os debates orais da acusação e da defesa. (C) Quando constatar que alguma das circunstâncias legais está presente, o juiz deve declarar-se suspeito ou impedido de julgar a causa, remetendo o processo ao seu substituto legal, conforme dispõe a organização judiciária. (D) A exceção de litispendência é dilatória. (B) No A: arts. 108 e 109 do CPP; B: art. 106 do CPP; C: art. 97, CPP (hipótese de afirmação de suspeição de ofício); art. 254, CPP (causas que tornam o juiz suspeito); art. 112, CPP (o juiz deve declarar-se impedido; se não o fizer, o obstáculo ao exercício da função jurisdicional poderá ser arguido pelas partes); arts. 252 e 253, CPP (hipóteses geradoras de impedimento); D: a exceção de litispendência não é dilatória, e sim peremptória, na medida em que ela elide o exercício da pretensão. do processo penal. a opção correta acerca (A) Caberá o seqüestro dos bens imóveis, adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração, salvo se já tiverem sido transferidos a terceiro. (B) Pode-se opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito. (C) A argüição de suspeição precederá a qualquer outra, salvo quando fundada em motivo superveniente. (D) Antes de transitar em julgado a sentença final, as coisas apreendidas poderão ser restituídas, ainda que interessem ao processo. A: art. 125 do CPP; B: art. 107 do CPP; C: art. 96, CPP; D: art. 118 do CPP. (OAB – CESPE – 2006.1) No que diz respeito às exceções no processo penal, de acordo com a legislação processual penal e a doutrina pátria, assinale a opção correta. (A) A litispendência visa impedir que, por um mesmo fato punível, o réu responda em mais de um processo. Para tanto, esse instituto reclama o reconhecimento inequívoco dos seguintes requisitos: identidade de pessoas, de pedido e de causa de pedir. (B) Se, sendo ilegítima a parte, for instaurada a ação penal, pode ser argüida exceção de suspeição. (C) A argüição das exceções constitui incidente processual próprio da defesa, não sendo possível que também o autor possa opô-la. (D) São peremptórias as exceções de suspeição, incompetência e ilegitimidade da parte. A propósito da restituição de bens apreendidos no processo penal, assinale a opção correta. A: arts. 95, III, 110 e 111, do CPP. Ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo fato. É esse o fundamento desta exceção, cujos elementos que a identificam são: pedido, causa de pedir e partes. À falta de um deles, não há se falar em exceção de litispendência; B: legitimidade de parte é uma das condições da ação. Estas devem ser analisadas pelo juiz quando do recebimento da peça acusatória; C: arts. 98 e 105, CPP; D: as exceções de suspeição, incompetência e ilegitimidade de parte são dilatórias. (A) Tratando-se (Analista – TRE/AL – 2004 – CESPE) de coisas facilmente penhoráveis, não se admite a realização de leilão público, pois a aplicação da lei processual civil é subsidiária. (B) Não se admite a tutela de interesse de terceiros de boa-fé no bem apreendido. (C) Antes do trânsito em julgado de decisão inserta em sentença, os bens apreendidos só podem ser restituídos se não mais interessarem ao processo e aos efeitos penais de uma condenação. Com relação ao direito processual penal brasileiro, julgue o item que se segue. (1) Se duas autoridades judiciárias se consideram competentes para conhecer do mesmo fato criminoso, ocorre conflito positivo de competência, que poderá ser suscitado por qualquer das autoridades judiciárias em causa. 1: arts. 113 e 114 do CPP. Gabarito 1C (OAB – CESPE – 2007.3) Gabarito "A" Gabarito "C" 24 (OAB – CESPE – 2007.2) Assinale Gabarito "C" A: arts. 156, II, e 209 do CPP; B: art. 92, CPP; C: art. 83 do CPP; D: art. 118, CPP. A: se se tratar de coisas facilmente deterioráveis, a lei (art. 120, § 5º, CPP) autoriza sejam avaliadas e levadas a leilão público, depositandose o dinheiro apurado, ou entregues ao terceiro que as detinha; B: o interesse de terceiro de boa-fé é tutelado em diversos dispositivos: arts. 119, 120, § 2º, e 122, parágrafo único, todos do CPP; C: art. 118, CPP; D: art. 120, § 4º, do CPP. Gabarito "C" vedado ao magistrado, na busca da verdade real, determinar, de ofício, a oitiva de testemunhas. (B) Se a decisão sobre a existência da infração depender da solução de controvérsia, que o juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o curso da ação penal ficará suspenso até que no juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença passada em julgado, sem prejuízo, entretanto, da inquirição das testemunhas e de outras provas de natureza urgente. (C) Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, desde que não seja anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa. (D) Antes de a sentença final transitar em julgado, as coisas apreendidas poderão ser restituídas mesmo se interessarem ao processo. (D) Em caso de dúvida sobre quem seja o verdadeiro 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e a autoridade competente, quando arrolados como testemunhas. (B) dispõem da prerrogativa de serem inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e a autoridade competente, mesmo quando indiciados em inquérito policial ou quando figurarem como réus em processo penal. (C) que ostentarem a condição formal de indiciado ou de réu poderão sofrer condução coercitiva, se deixarem de comparecer ao ato de seu interrogatório. (D) dispõem da prerrogativa processual de serem inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e a autoridade competente, quando ostentarem a condição de ofendidos. (E) não dispõem de garantia constitucional que lhes assegure o estado de relativa incoercibilidade pessoal. Gabarito "D" Informativo nº 563 do STF. 9. Provas (Magistratura/SE – 2008 – CESPE) Assinale a opção correta acerca da prova criminal. (A) Quanto ao estado das pessoas, a observância das restrições à prova previstas na lei civil é uma limitação à liberdade probatória do processo penal. (B) A busca pessoal inclui bolsas e malas, bem como o veículo que esteja na posse da pessoa, sendo indispensável o mandado judicial. (C) Os menores de quatorze anos não podem ser testemunhas em juízo uma vez que, por não prestarem compromisso de dizer a verdade, não respondem por ato infracional correspondente a falso testemunho. (D) A interceptação telefônica só será admitida em crimes apenados com reclusão e desde que não exista outro meio de se produzir a prova para instruir processo criminal ou cível. (E) O conselho de sentença do tribunal do júri adota o sistema da livre convicção e tem liberdade para apreciar a prova, desde que respeite critérios legais de valoração da prova. A: art. 155, parágrafo único, do CPP; B: a busca pessoal de fato inclui bolsas e malas, bem como o veículo que esteja na posse da pessoa, sendo dispensável, em regra, o mandado judicial, nos termos do disposto no art. 244 do CPP; C: preleciona o art. 208 do CPP que os menores de 14 anos serão ouvidos como informantes, já que a eles não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 do mesmo Estatuto; D: art. 5º, XII, da CF e arts. 1º e 2º da Lei 9.296/96; E: o sistema que prevalece no Tribunal popular é o da íntima convicção, no qual os jurados estão dispensados (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue (1) o item seguinte. O artigo do Código de Processo Penal (CPP) que estabelece que a confissão não supre o exame de corpo de delito guarda nítida ligação com o sistema de prova tarifada ou da certeza moral do legislador. Quando o legislador estabelece, no art. 158 do CPP, que a confissão do acusado não supre o exame de corpo de delito, está, a rigor, atribuindo a essa prova (confissão) um determinado valor. (Cartório/DF – 2008 – CESPE) Julgue os itens seguintes. A doutrina da ilicitude por derivação — também conhecida como teoria dos frutos da árvore envenenada — repudia, por serem constitucionalmente inadmissíveis, os meios probatórios que, não obstante produzidos validamente em momento ulterior, acham-se afetados pelo vício da ilicitude originária, que a eles se transmite, contaminandoos, por efeito de repercussão causal. (2) Os elementos informativos de uma investigação criminal, ou as provas colhidas no bojo de instrução processual penal, desde que obtidos mediante interceptação telefônica devidamente autorizada por juiz competente, podem ser compartilhados para fins de instruir procedimento administrativo disciplinar. (1) 1: art. 5º, LVI, da CF; art. 157, § 1º, do CPP; 2: desde que a interceptação tenha se realizado por meio de ordem judicial, é perfeitamente possível, sim, que haja o empréstimo dessa prova para fins administrativos, em especial para lastrear procedimento administrativo disciplinar. Assinale a opção correta com base na legislação sobre interceptação telefônica. (Delegado/PB – 2009 – CESPE) (A) A interceptação das comunicações telefônicas pode ser determinada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial, na investigação criminal ou na instrução processual penal. (B) O pedido de interceptação das comunicações telefônicas deve ser feito necessariamente por escrito. (C) Não se admite interceptação das comunicações telefônicas quando o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. (D) Somente após o trânsito em julgado da sentença penal pode a gravação ser inutilizada, mediante decisão judicial, ainda que não interesse à prova. (E) Ainda que a diligência possibilite a gravação da comunicação interceptada, é dispensada a transcrição da gravação. A: art. 3º, I, da Lei 9.296/96; B: art. 4º, § 1º, da Lei 9.296/96; C: art. 2º, III, da Lei 9.296/96; D: art. 9º da Lei 9.296/96; E: art. 6º, § 1º, da Lei 9.296/96. Gabarito "C" (A) não dispõem da prerrogativa processual de serem Gabarito 1C, 2C entendimento do STF, os senadores e deputados federais Gabarito 1C (Defensoria/PI – 2009 – CESPE) Segundo de motivar suas decisões. O sistema da prova legal, que tem aplicação bastante restrita no nosso ordenamento, não é aplicado pelos jurados. Gabarito "A" 8. Prerrogativas do Acusado 25 Eduardo Dompieri Os fatos axiomáticos são objetos de prova no processo penal. Fatos axiomáticos ou intuitivos são os evidentes, que não precisam ser provados; não constituem, por essa razão, objeto de prova, que diz respeito a tudo aquilo que deve ser provado. Gabarito 1E (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte. (1) Julgue o item Dados obtidos em interceptação de comunicações telefônicas e em escutas ambientais, judicialmente autorizadas para produção de prova em investigação criminal ou em instrução processual penal, podem ser usados em procedimento administrativo disciplinar, contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos, ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessa prova. Tal utilização tem sido aceita pela jurisprudência, desde que a interceptação tenha sido feita por meio de ordem judicial. Com relação aos meios de prova no processo penal, assinale a opção correta de acordo com o CPP. (OAB – CESPE – 2010.1) (A) Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa, não poderá providenciar, independentemente de requerimento das partes, a juntada aos autos, uma vez que é mero espectador do processo, sem atuação de oficio na gestão da prova. (B) Em regra, a testemunha não pode eximir-se da obrigação de depor. No entanto, o cônjuge do acusado à época do fato criminoso, ainda que dele se encontre separado judicialmente, pode recusar-se a testemunhar. (C) Em regra, as partes deverão apresentar os documentos necessários à comprovação de suas alegações na primeira oportunidade que falarem nos autos, sob pena de preclusão. (D) O procedimento de acareação só será admitido entre acusados, sendo vedada a acareação entre acusado e testemunha. A: Opção incorreta. O juiz pode atuar ex officio conforme o art. 234 do CPP. Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa, providenciará, independentemente de requerimento de qualquer das partes, para sua juntada aos autos, se possível; B: Opção correta. Cuida-se da previsão do art. 206 do CPP; C: Opção incorreta. Em regra, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo (CPP, art. 231); D: Opção incorreta. Nos termos do art. 229 do CPP, “A acareação será admitida entre acusados, entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes. Gabarito "B" 26 Com relação ao processo em geral, assinale a opção correta de acordo com o CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) (A) Considera-se álibi a circunstância conhecida e provada que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. (B) Com exceção dos casos expressos em lei, as partes podem apresentar documentos em qualquer fase do processo. (C) A fotografia do documento, mesmo que devidamente autenticada, não possui o mesmo valor do documento original. (D) Não é permitida a apreensão de documento em poder do defensor do acusado, mesmo quando constituir elemento do corpo de delito. A: art. 239 do CPP; B: art. 231 do CPP; C: art. 232, parágrafo único, do CPP; D: art. 243, § 2º, do CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) Assinale a opção correta quanto às provas ilícitas, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP), segundo recentes alterações legislativas. (A) São entendidas como provas ilícitas apenas as que forem obtidas em violação a normas constitucionais, devendo tais provas ser desentranhadas do processo. (B) São, em regra, admissíveis as provas derivadas das ilícitas. (C) Considera-se fonte independente aquela que, por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seja capaz de conduzir ao fato objeto da prova. (D) As cartas particulares, ainda que interceptadas ou obtidas por meios criminosos, são, em regra, admitidas em juízo. A: art. 157, caput, do CPP; B: art. 157, § 1º, do CPP; C: art. 157, § 2º, do CPP; D: art. 233 do CPP. No que se refere à prova testemunhal, assinale a opção correta de acordo com o CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) (A) As testemunhas serão inquiridas uma de cada vez, de forma que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras, devendo o juiz, na ocasião da oitiva, adverti-las das penas cominadas ao falso testemunho. (B) As perguntas devem ser formuladas pelas partes, por intermédio do juiz e não diretamente à testemunha. (C) Admite-se que as partes formulem perguntas que possam induzir a resposta das testemunhas. (D) São admissíveis perguntas que não tenham relação com a causa. A: art. 210, caput, do CPP; B C e D: art. 212, caput, do CPP. Gabarito "A" (1) Julgue o Gabarito "C" item seguinte. Gabarito "B" (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! sária ao esclarecimento da verdade, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia, exceto na hipótese de exame de corpo de delito. (B) Se não for possível o exame de corpo de delito por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal não poderá suprir-lhe a falta. (C) O juiz ficará adstrito ao laudo. (D) Se a infração deixar vestígios, a confissão do acusado poderá suprir o exame de corpo de delito, direto ou indireto. A: art. 184, CPP; B: art. 167 do CPP; C: art. 182 do CPP; D: art. 158 do CPP. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale a opção correta acerca da confissão e do interrogatório, segundo o CPP e a CF. (A) O réu pode retratar-se da confissão, bem como pode confessar a totalidade ou apenas uma parte do fato que lhe foi imputado. (B) Se o acusado confessa o crime perante o juiz, na presença de seu advogado, é desnecessário confrontar a confissão com as demais provas do processo para a verificação de compatibilidade ou concordância. (C) Antes de iniciar o interrogatório, o juiz esclarecerá ao réu que, embora não esteja obrigado a responder às perguntas que lhe forem formuladas, o seu silêncio poderá ser interpretado em prejuízo da própria defesa. (D) O silêncio do acusado importa em confissão ficta ou presumida. A: art. 5º, LXIII, da CF; art. 200, CPP; B: art. 197 do CPP; C e D: art. 186, parágrafo único, do CPP. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale da prova no processo penal. (A) A a opção correta acerca prova, ainda que produzida por iniciativa de uma das partes, pertence ao processo e pode ser utilizada por todos os participantes da relação processual, destinando-se à apuração da verdade dos fatos alegados. (B) O sistema da livre convicção, adotado majoritariamente no processo penal brasileiro, com fundamento na Constituição Federal, significa a permissão dada ao juiz para decidir a causa de acordo com seu livre entendimento, devendo o magistrado, no entanto, cuidar de fundamentálo, nos autos, e buscar persuadir as partes e a comunidade em abstrato. (C) O sistema da persuasão racional é o que prevalece no tribunal do júri. (D) O juiz fica adstrito ao laudo pericial, não podendo decidir, de acordo com sua convicção, a matéria que lhe é apresentada. (OAB – CESPE – 2007.3) Relativamente assinale a opção correta. ao interrogatório, (A) O interrogatório constitui meio de defesa e as declarações oportunamente prestadas pelo acusado podem servir de fonte de prova. (B) Trata-se, exclusivamente, de meio de prova. (C) A defesa técnica não pode se manifestar na realização do interrogatório. (D) Somente a autodefesa é exercida quando se presta declarações em interrogatório. Arts. 185 a 196 do CPP. Embora haja controvérsia a respeito da matéria, juristas consagrados como Frederico Marques e Julio Fabbrini Mirabete entendem ser o interrogatório tanto meio de prova quanto meio de defesa. Guilherme de Souza Nucci, por seu turno, coloca o meio de defesa num patamar de superioridade em relação ao meio de prova. Justifica afirmando que o interrogatório é, fundamentalmente, um meio de defesa, na medida em que a Constituição confere ao réu o direito ao silêncio. Agora, se quiser falar, aquilo que disser, evidentemente, constituirá meio de prova. Relativamente ao instituto da prova criminal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.3) (A) É permitida a juntada de documentos no plenário do tribunal do júri, desde que trate de prova relativa ao fato imputado e esclareça a verdade real. (B) A existência de prova da materialidade e de indícios de autoria são suficientes para o recebimento da denúncia, para a determinação de interceptação telefônica e para a inclusão do réu no rol dos culpados. (C) As provas periciais, ainda que produzidas durante o inquérito policial, têm valor probatório, visto que se submetem a contraditório diferido. (D) A confissão feita durante o interrogatório judicial pode suprir a ausência do laudo de exame cadavérico. A: art. 479 do CPP; B: art. 2º da Lei n. 9.296/1996; art. 393, II, do CPP; C: as provas periciais não são renovadas em juízo, como ocorre com o interrogatório (realizado tanto na fase inquisitorial quanto na processual), porque os vestígios deixados pela infração já desapareceram. Submetem-se, pois, ao contraditório diferido, postergado; D: art. 158 do CPP. Gabarito "C" (A) Se a perícia requerida pelas partes não for neces- A: trata-se do princípio da aquisição ou comunhão da prova, segundo o qual as provas produzidas pertencem ao processo, e não às partes, porquanto destinam-se à formação da convicção do juiz; B: livre convicção é o sistema relativo à valoração livre, desvinculada de motivação, não adotado entre nós. O sistema acolhido pelo processo penal brasileiro é o da persuasão racional (art. 93, IX, CF); C: no Tribunal do Júri prevalece o sistema da livre convicção, na medida em que os jurados não podem declarar o voto. É exceção à regra; D: art. 182 do CPP. Gabarito "A" a opção correta acerca do exame de corpo de delito e das perícias em geral, segundo o CPP. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale Acerca da prova testemunhal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.2) (A) Ao juiz é vedado ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes. (B) As testemunhas da acusação e da defesa serão inquiridas umas na presença das outras. 27 Eduardo Dompieri Gabarito "C" Com base no CPP, julgue os itens a seguir, relativos a provas. (Analista – STF – 2008 – CESPE) Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto. Não sendo possível sua realização em decorrência de os vestígios terem desaparecido, a prova testemunhal ou a confissão poderão suprir-lhe a falta. (2) Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, procederse-á a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do MP, ou do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor. A falta desse exame poderá ser suprida pela prova testemunhal. (1) Gabarito 1E, 2C Sabendo-se que a busca da verdade real e o sistema do livre convencimento do juiz, que conduzem ao princípio da liberdade probatória, levam a doutrina a concluir que não se esgotam nos artigos 158 e 250 do Código de Processo Penal os meios de prova permitidos na legislação brasileira, conclui-se que a previsão legal não é exaustiva, mas exemplificativa, sendo admitidas as chamadas provas inominadas. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. (Analista – TRE/MT – 2005 – CESPE) (A) Ilícitas são as provas que contrariam normas de direito processual. (B) Ilegítimas são as provas que contrariam normas de direito material. (C) Admite-se, no ordenamento jurídico pátrio, a obtenção de provas por meios ilícitos, mas não ilegítimos. (D) Admite-se, no ordenamento jurídico pátrio, a obtenção de provas por meios ilegítimos, mas não ilícitos. (E) Ilícitas são as provas que afrontam norma de direito material. Consideram-se ilícitas as provas que violam normas de direito material e ilegítimas as obtidas com desrespeito à norma de direito processual. Tanto uma quanto a outra é inadmissível, devendo, por força do disposto no art. 157, caput, do CPP, ser desentranhada. Vide art. 5º, LVI, da CF. Gabarito "E" 28 1: será de fato indispensável, quando a infração deixar vestígios, a verificação da prova da existência do crime; não sendo possível tal verificação, em vista do desaparecimento dos vestígios do delito, a prova testemunhal – e somente ela – poderá suprir-lhe a falta; a confissão, nunca. É o teor dos arts. 158 e 167 do CPP; 2: art. 168, caput, e § 3º, do CPP. (1) O juiz não poderá formar sua convicção sobre os fatos pela livre apreciação da prova, devendo prender-se aos seguintes critérios nesta ordem: laudo pericial, confissão e depoimento testemunhal. 1: não adotamos o sistema da prova legal, que impõe ao magistrado o dever de obedecer a determinados preceitos, é dizer, o juiz fica, por esse sistema, vinculado ao critério fixado pelo legislador, que estabelece uma hierarquia entre as provas, restando-lhe, por isso mesmo, pouca liberdade de apreciação. Acolhemos, sim, como regra, o sistema da livre convicção ou da persuasão racional, atualmente consagrado no art. 155, caput, do CPP. (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) julgue os itens a seguir. Com relação à prova, (1) Em caso de acidente de tráfego e sobrevindo a morte da vítima, é dispensável o exame interno do cadáver quando as lesões externas permitirem uma conclusão acerca da causa da morte. (2) O interrogatório é ato privativo e não preclusivo do juiz. 1: art. 162, p. único, do CPP; 2: art. 185 e seguintes do CPP. (Analista – TJ/CE – 2008 – CESPE) Fernando foi denunciado por infringir os artigos 329, § 2.º (resistência), e 129 (lesão corporal leve) do CP. A instrução processual apurou o seguinte: o réu se opôs à revista pessoal de um dos componentes da guarnição da Polícia Militar que realizava blitz preventiva na via pública; na tentativa de desvencilhar-se, o réu foi contido pelo policial, ajudado por um colega de farda; da confusão, resultou para o policial militar discreto edema no lábio inferior, decorrente de uma cabeçada de Fernando, quando tentava desvencilhar-se; não havia qualquer irregularidade no veículo conduzido pelo réu, que não ostentava nenhum sinal de embriaguez. A partir dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir. (1) Ao realizar uma blitz preventiva, a autoridade policial pode apreender e revistar qualquer pessoa, mesmo que esta não esteja praticando qualquer conduta suspeita, em nome dos interesses maiores da coletividade, que prevalecem sobre o interesse individual. (2) A hipótese configura abuso de autoridade e a representação do ofendido, para o início da ação penal, poderá ser dirigida ao delegado, ao comandante da corporação militar ou diretamente ao órgão do MP. 1: art. 240, § 2º, do CPP; 2: art. 2º da Lei 4.898/65. Gabarito 1E, 2E A: arts. 156, II, e 209 do CPP; B: art. 210 do CPP; C: art. 211, CPP; D: art. 204, CPP. Com relação ao direito processual penal brasileiro, julgue o item que se segue. (Analista – TRE/AL – 2004 – CESPE) Gabarito 1C, 2C que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito. (D) A testemunha deve prestar o depoimento oralmente ou trazê-lo por escrito. Gabarito 1E (C) Se o juiz, ao pronunciar sentença final, reconhecer 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Em caso de infração que deixe vestígio, o exame de corpo de delito pode ser suprido pela confissão do acusado, desde que espontânea e efetivada perante o juiz de direito. (2) Quando o exame de corpo de delito tiver de ser feito por intermédio de carta precatória, a nomeação dos peritos será feita pelo juízo deprecado, exceto se, em se tratando de ação penal privada, as partes entabularem acordo para que a nomeação dos peritos seja feita pelo juiz deprecante. (3) O juiz não fica vinculado ao laudo pericial apresentado pelos dois peritos oficiais. No entanto, a rejeição ao laudo deve ser integral, não podendo o juiz rejeitá-lo em parte e aceitá-lo em outra, pois, em tal caso, ele estaria criando um terceiro laudo pericial. 1: art. 158 do CPP; 2: art. 177 do CPP; 3: art. 182 do CPP. Gabarito 1E, 2C, 3E Acerca das prisões cautelares e da liberdade provisória, julgue o item subsequente. (Analista – MPU – 2010 – CESPE) (1) No tocante aos sistemas de apreciação das provas, é correto afirmar que ainda existe no ordenamento jurídico brasileiro procedimento em que o julgador decide pelo sistema da íntima convicção, não se impondo o dever constitucional de motivar a decisão proferida. Adotamos, como regra, o sistema da persuasão racional ou livre convencimento motivado, em que o magistrado decidirá com base no seu livre convencimento, devendo, todavia, fundamentar sua decisão (art. 93, IX, da CF). Pelo sistema da prova legal, o juiz fica adstrito ao valor atribuído à prova pelo legislador. Já o sistema da íntima convicção é o que vige no Tribunal do Júri, no qual o jurado não motiva seu voto. Nem poderia. Gabarito "C" (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) Quando a infração penal deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. Com relação a esse assunto, julgue os itens subseqüentes. (1) Os exames de corpo de delito devem ser realizados exclusivamente por dois peritos oficiais. (2) Desaparecidos os vestígios da infração penal, a prova testemunhal poderá suprir o exame de corpo de delito direto. 1: art. 159 do CPP; 2: será indispensável, sempre que a infração deixar vestígios, a verificação da prova da existência do crime; não sendo possível tal verificação, em vista do desaparecimento dos vestígios da infração penal, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta; a confissão, nunca. É o teor dos arts. 158 e 167 do CPP. Carlos, empresário reconhecidamente bem-sucedido, foi denunciado por crime contra a ordem tributária. No curso da ação penal, seu advogado constituído renunciou ao mandato procuratório. Devidamente intimado para constituir novo advogado, Carlos não o fez, tendo o juiz nomeado defensor dativo para patrocinar sua defesa. Nessa hipótese, de acordo com o que dispõe o CPP, Carlos (OAB – CESPE – 2010.1) (A) será obrigado, por não ser pobre, a pagar os honorários do defensor dativo, arbitrados pelo juiz. (B) será obrigado, por não ser pobre, a pagar os honorários do defensor dativo, arbitrados pelo próprio defensor. (C) será obrigado, por não ser pobre, a pagar os honorários do defensor dativo, os quais deverão ser postulados em ação própria no juízo cível da comarca onde tenha tramitado a ação penal. (D) estará desobrigado do pagamento dos honorários advocatícios, visto que é incabível o arbitramento de honorários ao defensor dativo, ainda que o réu não seja pobre. A: Opção correta. Dispõe o art. 263, parágrafo único, do CPP que “se o acusado não o tiver, ser-lhe-á nomeado defensor pelo juiz, ressalvado o seu direito de, a todo tempo, nomear outro de sua confiança, ou a si mesmo defender-se, caso tenha habilitação. O acusado que não for pobre será obrigado a pagar os honorários do defensor dativo, arbitrados pelo juiz”; B: Opção incorreta. Vide texto do art. 263, parágrafo único, do CPP, transcrito na justificativa da opção A; C: Opção incorreta. Vide texto do art. 263, parágrafo único, do CPP, transcrito na justificativa da opção A. Não há determinação legal que obrigue o defensor dativo a postular em ação própria o pagamento de seus honorários, os quais devem ser arbitrados pelo próprio juiz da causa criminal; D: Opção incorreta. Vide texto do art. 263, parágrafo único, do CPP, transcrito na justificativa da opção A. (OAB – CESPE – 2008.1) Acerca dos sujeitos processuais, assinale a opção correta. (A) A vítima pode intervir no processo penal por inter- médio de advogado, como assistente da acusação, depois de iniciada a ação penal e enquanto não transitada em julgado a decisão final. (B) O assistente da acusação pode arrolar testemunhas e recorrer da decisão que rejeita a denúncia, pronuncia ou absolve sumariamente o réu, tendo o recurso efeito suspensivo. (C) O juiz deve declarar-se suspeito caso seja amigo ou inimigo das partes, esteja interessado no feito ou quando a parte o injuriar de propósito. (D) A participação de membro do Ministério Público no inquérito policial acarreta o seu impedimento para o oferecimento da denúncia. A: arts. 268 e 269, do CPP; B: art. 271, caput, parte final, do CPP. O assistente de acusação só está credenciado a recorrer, autonomamente, nos casos contidos no art. 271, CPP (arts. 584, § 1, e 598); C: arts. 252, IV (impedimento), 254 (suspeição) e 256 do CPP; D: Súmula n. 234, STJ. Gabarito "A" (1) 10. Sujeitos Processuais Gabarito "A" Acerca das provas no processo penal, julgue os itens a seguir com base no Código de Processo Penal. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) 29 Gabarito 1E, 2C Eduardo Dompieri (D) decretasse (A) O réu será considerado revel se, apesar de pessoalmente citado, deixar de comparecer injustificadamente, sendo que o processo seguirá sem a sua presença e haverá confissão ficta. (B) É válida a citação, por edital, de réu preso na mesma unidade da Federação em que o juiz exerce a sua jurisdição. (C) O acusado que, citado por edital, não comparecer nem constituir advogado terá seu processo suspenso, bem como interrompido o curso do prazo prescricional, devendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e a prisão preventiva. (D) A citação válida torna prevento o juízo criminal, interrompe o curso do prazo prescricional e causa litispendência. (E) A falta da citação estará sanada desde que o acusado compareça, antes de o ato consumarse, embora declare que o faz para o único fim de argüi-la. Contudo, o juiz ordenará o adiamento do ato, quando reconhecer que a irregularidade poderá prejudicar direito da parte. Gabarito "E" 30 A: art. 367 do CPP. Não há que se falar, no processo penal, em confissão ficta. No processo civil, conforme preleciona o art. 319 do CPC, não contestada a ação, quando citado o réu, reputar-se-ão verdadeiros os fatos articulados na exordial, o que não ocorre no processo penal; B: art. 363, § 1º, do CPP e Súmula 351 do STF; C: art. 366 do CPP; D: a citação válida não tem o condão de tornar prevento o juízo criminal, tampouco de interromper o curso do prazo prescricional, o que ocorre com o recebimento da denúncia ou da queixa, nos exatos termos do art. 117, I, do CP. Também não induz litispendência, uma vez que a lide é considerada pendente com o ajuizamento da demanda; E: art. 570 do CPP. (Magistratura/TO – 2007 – CESPE) Kátia foi denunciada pelo Ministério Público pela prática de crime de receptação, supostamente cometido no dia 10/3/1997, cuja pena varia de 1 a 4 anos de reclusão e multa. Recebida a denúncia no dia 10/3/1998, a ré foi citada por edital, mas não compareceu na data designada para o interrogatório, nem constituiu advogado. No dia 10/4/1998, o processo e o curso prescricional foram suspensos com base no art. 366 do CPP. No dia 10/4/2006, os autos vieram conclusos ao juiz. Nessa situação hipotética, estaria de acordo com entendimento mais recente do STF a atitude do juiz que (A) determinasse a continuidade da suspensão do processo e a retomada do curso do prazo prescricional, considerando-se como prazo de suspensão de que trata o art. 366 do CPP o tempo da prescrição em abstrato. (B) determinasse a continuidade da suspensão do processo e do prazo prescricional. (C) determinasse a retomada do curso do processo e do prazo prescricional. Prevalece o entendimento de que o prazo prescricional deverá permanecer suspenso pelo interregno correspondente ao prazo máximo em abstrato previsto para o crime narrado na peça acusatória. A esse respeito, Súmula nº 415 do STJ. (Ministério Público/AM – 2008 – CESPE) Dispõe o art. 366 do CPP, com a redação dada pela Lei n.º 9.271/1996: Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. Com referência a esse dispositivo, assinale a opção correta. (A) O STF pacificou o entendimento de que, no caso, é inconstitucional a suspensão da prescrição por prazo indeterminado. (B) Constitui constrangimento ilegal a determinação de produção de prova testemunhal antecipada pelo juiz. (C) A decretação da prisão preventiva do acusado decorre de aplicação automática do art. 366 do CPP, independentemente dos demais requisitos da custódia cautelar. (D) Em caso de necessidade de produção de provas antecipadas consideradas urgentes, dispensa-se a presença do MP e do defensor dativo, pois, uma vez localizado o réu, as provas serão repetidas. (E) A regra do art. 366 do CPP somente pode ser aplicada aos fatos praticados após a vigência da Lei n.o 9.271/1996. A regra do art. 366 constitui norma de conteúdo misto (penal e processual penal), razão penal qual, assim tem entendido a jurisprudência, não pode retroagir em prejuízo do réu. (Ministério Público/ES – 2010 – CESPE) O MP ofereceu denúncia contra Cláudio, imputando-lhe a prática dos crimes de desacato e falsa identidade, ambos do CP. Em face de não ter sido localizado, o denunciado foi citado por meio de edital. Cláudio não compareceu ao interrogatório nem indicou advogado para a sua defesa. Na situação hipotética acima apresentada, ocorrerá (A) o arquivamento do processo até a localização do réu. (B) a suspensão do processo e do curso do prazo prescricional. (C) apenas a suspensão do processo. (D) o prosseguimento regular do feito à revelia do autor. (E) apenas a suspensão do curso do prazo prescricional, o que possibilitará a produção de provas. Art. 366 do CPP. Vide Súmula nº 415 do STJ, que trata do período durante o qual deve durar a suspensão do prazo prescricional. Gabarito "B" no processo penal, assinale a opção correta. Gabarito "E" (Magistratura/SE – 2008 – CESPE) Acerca da citação do réu a prisão preventiva da ré, com fundamento no art. 366 do CPP e na conveniência da instrução criminal e na aplicação da lei penal. Gabarito "B" 11. Citação, Intimação e Prazos 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A citação por edital (art. 363, § 1º, do CPP) constitui providência de natureza excepcional, dela só podendo lançar mão o magistrado depois de esgotados os meios para localizar o réu. Essa tem sido a posição consagrada na jurisprudência. Gabarito "C" No que se refere a citações e intimações, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.3) (A) É inadmissível no processo penal a citação por hora certa. (B) Tratando-se de processo penal, a citação inicial deve ser feita pelo correio. (C) Tratando-se de processo penal, não se admite a citação de acusado por edital. (D) O réu preso deve ser citado pessoalmente. A: a Lei 11.719/08 alterou a redação do art. 362 do CPP e introduziu no processo penal a citação por hora certa, a ser realizada por oficial de Justiça na hipótese de ocultação do réu; B: no processo penal, a citação inicial far-se-á por mandado, nos termos do art. 351 do CPP; C: arts. 364, 365 e 366 do CPP; D: art. 360 do CPP. Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2006.1) Assinale a opção incorreta acerca da citação no processo penal. (A) Inexiste nulidade na citação feita por edital quando o réu, procurado reiteradas vezes nos endereços fornecidos, não é encontrado. (B) A circunstância de a citação ter ocorrido no próprio dia do interrogatório judicial constitui, por si só, ato capaz de infirmar a validade formal do processo penal de conhecimento. (C) Residindo o réu em comarca diversa daquela em que o juiz processante exerce sua jurisdição, a citação do acusado deve ser realizada por carta precatória. (D) A menção do juízo perante o qual o citando deve comparecer, com o respectivo endereço, o dia e a hora marcados para o interrogatório são dados considerados imprescindíveis para a validade da citação. A: art. 361, CPP. Esgotados os meios disponíveis para localizar o réu nos endereços fornecidos e, ainda assim, não sendo este encontrado, procede-se à citação por edital; B: Súmula n. 523 do STF. Para que tal ocorra (decreto de nulidade) é mister que reste demonstrado prejuízo para o réu; C: art. 353 do CPP; D: art. 352 do CPP. (A) Por meio de ofício requisitório ao superior hierárquico, que deve confirmar ao juiz a ciência do acusado. (B) Por mandado de citação para o servidor e notificação para o chefe. (C) Por meio da requisição do réu. (D) Por mandado de citação para o chefe e notificação para o servidor. (E) Por mandado de citação ao servidor e ofício requisitório ao superior hierárquico. Art. 359 do CPP. Com relação ao direito processual penal brasileiro, julgue o item que se segue. (Analista – TRE/AL – 2004 – CESPE) (1) Segundo a legislação vigente, a intimação da sentença penal condenatória será feita pessoalmente ao réu, se ele estiver preso. 1: art. 392, I, do CPP. (Analista – MPU – 2010 – CESPE) Julgue (1) 31 o seguinte item: A citação de acusado que esteja no exterior, em local conhecido, deve ser efetuada, conforme a sistemática processual penal brasileira, por intermédio de carta rogatória, ordenando-se expressamente a suspensão do processo e o prazo prescricional, até o efetivo cumprimento da ordem judicial. A teor do art. 368 do CPP, estando o acusado no estrangeiro, em local conhecido, será citado por carta rogatória, devendo ser suspenso, tão somente, o curso do prazo prescricional até o seu cumprimento. Gabarito 1E Cristiano, ao ser indiciado em inquérito policial, compareceu para prestar depoimento acompanhado de seu advogado, que apresentou procuração, que foi juntada aos autos do procedimento de investigação. Cristiano foi denunciado e o oficial de justiça, ao comparecer no endereço indicado no interrogatório realizado na delegacia, apurou que o acusado havia se mudado. O promotor de justiça, então, requereu a citação do réu por edital, o que foi deferido pelo juiz. Nessa situação, é correto afirmar que a citação editalícia foi nula. Gabarito 1C Considere a seguinte situação hipotética. Pedro, funcionário público civil, está sendo processado como incurso no art. 312, caput, do Código Penal (peculato), por haver-se apropriado de dinheiro, de que tinha a posse em razão do cargo, em proveito próprio. Oferecida a denúncia pelo Ministério Público, o juiz da vara criminal, pela qual tramita o processo, determinou sua citação para oferecimento de sua defesa prévia. Em face da situação hipotética acima, assinale a opção que corresponda à correta maneira de se promover a citação de Pedro. (Analista – TRE/MT – 2005 – CESPE) Gabarito "B" Acerca dos atos processuais, julgue o item subseqüente. (Ministério Público/RR – 2008 – CESPE) 12. Prisão, Medidas Cautelares e Liberdade Provisória (Magistratura/SE – 2008 – CESPE) No que se refere à liberdade provisória, assinale a opção correta. (A) É inafiançável o crime doloso punido com pena privativa de liberdade, independentemente de o réu ser ou não reincidente. (B)A liberdade provisória com fiança pode ser concedida independentemente de oitiva do Ministério Público. (C) Da decisão que concede ou nega o pedido de liberdade provisória cabe o recurso de agravo. (D) O réu que quebrar a fiança no processo não poderá mais ser solto. Gabarito "B" Eduardo Dompieri A: com a modificação a que foi submetido o art. 323 do CPP, operada pela Lei 12.403/11, somente são inafiançáveis os crimes ali listados e também aqueles contidos em leis especiais, tais como o art. 31 da Lei 7.492/86 (Sistema Financeiro); art. 7º da Lei 9.034/05 (Crime Organizado); B: art. 333 do CPP; C: da decisão que conceder liberdade provisória cabe recurso em sentido estrito (art. 581, V, do CPP); agora, se o réu tem negado o seu pedido de liberdade provisória, resta-lhe impetrar habeas corpus; D: art. 342 do CPP; E: outra alteração implementada pela Lei 12.403/11 é que a autoridade policial, agora, pode arbitrar fiança em qualquer infração penal cuja pena máxima cominada não seja superior a quatro anos (reclusão ou detenção). Pela redação anterior do art. 322 do CPP, o delegado somente estava credenciado a arbitrar fiança nas contravenções e nos crimes apenados com detenção. 1: a prisão provisória ou cautelar se justifica dentro do ordenamento jurídico quando necessária ao processo; se concebermos a prisão provisória como um instrumento do processo, utilizado em situações excepcionais, não estaremos, dessa forma, executando a pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado; de outro lado, se a prisão cautelar decorrer de automatismo legal, sem que haja qualquer demonstração de necessidade na decretação da custódia, aí sim, estaríamos antecipando o cumprimento da pena antes do trânsito; 2: art. 5º, LXV e LXVI, da CF. (Magistratura Federal – 5ª Região – 2005 – CESPE) item seguinte. (1) Gabarito "B" Assinale a opção incorreta acerca da prisão no processo penal. (Magistratura/SE – 2008 – CESPE) (A) A recaptura do réu evadido não depende de prévia (Magistratura/TO – 2007 – CESPE) Os crimes para os quais está prevista prisão temporária não incluem (A) os crimes contra o sistema financeiro. homicídio culposo. (C) o envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte. (D) o crime de quadrilha. (B) o O homicídio culposo não está incluído no rol do art. 1º, III, da Lei 7.960/89. Gabarito "B" (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue os seguintes itens. A prisão provisória ou cautelar antecipa a análise da culpabilidade do réu, uma vez que se trata de privação de liberdade destinada a assegurar, antes da sentença definitiva, a eficácia da decisão judicial. (2) O relaxamento de prisão tem como causa uma prisão em flagrante ilegal, ou seja, em desconformidade com o que determina o CPP, enquanto a liberdade provisória tem como causa uma prisão em flagrante legal e, como conseqüência, a liberdade vinculada do autor do fato. (1) (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) item seguinte. (1) Julgue o Segundo o princípio da necessidade, não mais existe na legislação brasileira prisão preventiva pela natureza da infração penal, nem mesmo quando se trata de crimes hediondos. Por este princípio, não há mais que se falar em automatismo legal, ou seja, a prisão cautelar (preventiva e temporária) somente será decretada quando absolutamente indispensável a uma eficiente prestação jurisdicional, independentemente da natureza do crime (leia-se: sua gravidade abstrata). Hodiernamente, tendo em conta as mudanças implementadas pela Lei 12.403/11, que instituiu as medidas cautelares alternativas à prisão provisória, esta, além de absolutamente necessária, somente terá lugar diante da impossibilidade de se recorrer às medidas cautelares. Dessa forma, a custódia provisória, como medida excepcional, deve também ser vista como instrumento subsidiário, supletivo. Gabarito 1C Gabarito "C" Art. 312 do CPP. 1: julgados recentes do STJ firmaram o posicionamento segundo o qual o advogado comprovadamente inscrito nos quadros da OAB tem direito a permanecer provisoriamente preso em sala de Estado-maior, com instalação e comodidades dignas, ou, à sua falta, em prisão domiciliar (art. 7º, V, da Lei 8.906/94). Nesse sentido: HC 129.722-RS, rel. Min. Og Fernandes, j. 20.10.09. Gabarito 1C 32 ordem judicial e poderá ser efetuada por qualquer pessoa. (B) Havendo consentimento do morador, o mandado de prisão poderá ser cumprido em domicílio durante a noite. (C) Entre as hipóteses legais de decretação da prisão preventiva estão a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e o clamor público. (D) Em geral, a prisão especial somente poderá ser concedida durante o processo ou inquérito policial, cessando o benefício após o trânsito em julgado. (E) A prisão temporária não pode ser decretada de ofício pelo juiz, que terá o prazo de 24 horas, a partir do recebimento do requerimento das partes, para decidir fundamentadamente. Julgue o De acordo com a orientação do STJ, o direito do advogado, ou de qualquer outro preso especial, deve circunscrever-se à garantia de recolhimento em local distinto da prisão comum. Não havendo estabelecimento específico, poderá o preso ser recolhido a cela distinta da prisão comum, observadas as condições mínimas de salubridade e dignidade da pessoa humana. (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) Considere a seguinte situação hipotética. Efetuando diligências rotineiras na rodoviária de determinada cidade às 14 h, a polícia abordou uma pessoa em atitude suspeita e, revistando-a, localizou em seu poder grande quantia em dinheiro, além de um aparelho celular de cor rosa. Estranhando tais fatos, a polícia efetuou ligações telefônicas para alguns números de telefone que constavam na agenda do aparelho, logrando descobrir que a dona do celular havia sido vítima de crime de roubo no mesmo dia, por volta das 9 h. (1) Nessa situação, a prisão em flagrante de tal pessoa é legal. Há, no caso, flagrante presumido, pois a pessoa foi encontrada com objetos que fizeram presumir ser ela o autor da infração. 1: Art. 302, IV, do CPP. Gabarito 1C autoridade policial somente pode conceder fiança nos casos de infração penal punida com prisão simples. Gabarito 1E, 2C (E) A 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) Ocorre o flagrante esperado quando alguém provoca o agente à prática do crime e, ao mesmo tempo, toma providência para que tal crime não se consume. Nesse caso, entende o STF que há crime impossível. (D) São Trata-se do chamado flagrante preparado ou provocado (delito de ensaio), que constitui modalidade de crime impossível (art. 17, CP). Neste caso, o agente provocador leva o autor à prática do crime, viciando a sua vontade, e, feito isso, o prende em flagrante. A conduta é atípica, segundo posição do STF esposada na Súmula 145: “Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível sua consumação”. Diferentemente, no flagrante esperado, a polícia ou o terceiro aguarda o cometimento do crime. Não há que se falar, pois, em induzimento. A: a prisão temporária, a ser decretada tão-somente por juiz de direito, terá o prazo de cinco dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade, nos termos do art. 2º da Lei 7.960/89. Em se tratando, no entanto, de crime hediondo ou a ele equiparado (tortura, tráfico de drogas e terrorismo), a custódia temporária será decretada por até trinta dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade, em consonância com o disposto no art. 2º, § 4º, da Lei 8.072/90 (Lei de Crimes Hediondos); B: embora a Lei 12.403/11 tenha revogado o art. 317 do CPP, a apresentação espontânea do acusado à autoridade não impedirá a decretação de sua custódia preventiva nos casos em que a lei a autorizar; C: o crime perpetrado por Amanda – extorsão mediante sequestro (art. 159, CP) – é permanente, o que permite, com fulcro no art. 303 do CPP, a prisão em flagrante de seus autores enquanto o processo de consumação não cessar. Dito de outro modo, enquanto Bruna estiver no cativeiro, Amanda poderá, sim, ser presa em flagrante, ainda que isso venha a ocorrer dias, semanas depois do arrebatamento da vítima; D: art. 312 do CPP. Conforme preleciona o art. 1º, I, da Lei 7.960/89, a prisão temporária é uma modalidade de prisão provisória destinada a viabilizar as investigações acerca de crimes graves durante a fase de inquérito policial. Ademais disso, o prazo de trinta dias de prisão temporária a que alude o art. 2º, § 4º, da Lei 8.072/90 só incidirá nos crimes previstos nessa legislação. O homicídio simples (art. 121, caput, CP) só será considerado hediondo quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que por um só agente (art. 1º, I, Lei 8.072/90). Gabarito 1E (Delegado Federal – 2004 – CESPE) Julgue (1) o item seguinte. Em face de crime de ação penal privada, é cabível a decretação de prisão preventiva. Art. 311 do CPP. A decretação da prisão preventiva pode ocorrer tanto na ação penal pública quanto na ação penal privada. Gabarito 1C (OAB – CESPE – 2009.2) Acerca das prisões cautelares, assinale a opção correta. (A) Em regra, a prisão temporária deve ter duração máxima de cinco dias. Tratando-se, no entanto, de procedimento destinado à apuração da prática de delito hediondo, tal prazo poderá estender-se para trinta dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. (B) A apresentação espontânea do acusado à autoridade policial, ao juiz criminal ou ao MP impede a prisão preventiva, devendo o acusado responder ao processo em liberdade. (C) Considere que Amanda, na intenção de obter vantagem econômica, tenha sequestrado Bruna, levando-a para o cativeiro. Nesse caso, a prisão em flagrante de Amanda só poderá ocorrer até vinte e quatro horas após a constrição da liberdade de Bruna, devendo a autoridade policial, caso descubra o paradeiro da vítima após tal prazo, solicitar ao juiz competente o mandado de prisão contra a sequestradora. (OAB – CESPE – 2008.3) Relativamente à prisão, assinale a opção correta de acordo com o CPP. (A) Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro município ou comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no lugar onde o alcançar, apresentando-o imediatamente à autoridade local, que providenciará a remoção do preso depois de haver lavrado, se for o caso, o auto de flagrante. (B) Na hipótese de resistência à prisão em flagrante, por parte de terceiras pessoas, diversas do réu, o executor e as pessoas que o auxiliarem não poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência. (C) Na hipótese de o executor do mandado verificar, com segurança, que o réu tenha entrado em alguma casa, o morador será intimado a entregá-lo, à vista da ordem de prisão. Se não for atendido imediatamente, o executor convocará duas testemunhas e, ainda que seja noite, entrará à força na casa, arrombando as portas, caso seja necessário. (D) Ainda que haja tentativa de fuga do preso, não será permitido o emprego de força. A: art. 290, caput, do CPP; B: art. 292 do CPP; C: art. 293, caput, do CPP; D: art. 284 do CPP. (OAB – CESPE – 2008.2) Os parâmetros previstos no CPP para que a autoridade determine o valor da fiança não incluem (A) A natureza da infração. grau de instrução do acusado. (C) A vida pregressa do acusado. (D) O valor provável das custas do processo. (B) O Art. 326, CPP. Gabarito "B" o item seguinte. Considere a seguinte situação hipotética. Evandro é acusado de prática de homicídio doloso simples contra a própria esposa. Nessa situação, recebida a denúncia pelo juiz competente, é cabível a decretação da prisão temporária de Evandro, com prazo de 30 dias, prorrogável por igual período, haja vista tratar-se de crime hediondo. Gabarito "A" (1) Gabarito "A" Gabarito "E" (Delegado Federal – 2004 – CESPE) Julgue pressupostos da prisão preventiva: garantia da ordem pública ou da ordem econômica; conveniência da instrução criminal; garantia de aplicação da lei penal; prova da existência do crime; indício suficiente de autoria. 33 Eduardo Dompieri A: princíprio da ação ou da demanda (incumbe à parte provocar a atuação da função jurisdicional). No que concerne à autoridade policial, vige o princípio da obrigatoriedade, já que, assim que tenha a notícia da prática da infração, deverá instaurar, de ofício, inquérito policial; B: arts. 282 e seguintes do CPP; C: art. 5º, LXI e LXV, da CF; D: art. 5º, XI, da CF. Gabarito "B" Acerca dos crimes hediondos, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.3) (A) O rol dos crimes enumerados na Lei n.º 8.072/1990 não é taxativo. possível o relaxamento da prisão por excesso de prazo. (C) O prazo da prisão temporária em caso de homicídio qualificado é igual ao de um homicídio simples. (D) Em caso de sentença condenatória, o réu não poderá apelar em liberdade, independentemente de fundamentação do juiz. (B) É Gabarito "B" 34 A: adotou-se o critério legal, pelo qual consideram-se hediondos tãosomente os crimes contidos no rol do art. 1º da Lei n. 8.072/1990. Trata-se de rol taxativo; B: art. 5º, LXV, da CF; Súmula n. 697 do STF; C: o prazo de prisão temporária, em se tratando de homicídio qualificado (art. 1º, I, Lei n. 8.072/90), é fixado pela Lei de Crimes Hediondos, em seu art. 2º, § 4º. O homicídio simples, salvo o praticado em atividade típica de grupo de extermínio, não é delito hediondo; D: Súmula 347, STJ; o art. 594 do CPP foi revogado pela Lei n. 11.719/2008. Hodiernamente, para decretar a prisão processual, o juiz deve demonstrar a necessidade da medida. Não há mais se falar em prisão automática, incompatível com a nova ordem constitucional. Acerca do instituto da prisão, assinale a opção incorreta. (OAB – CESPE – 2007.3) (A) A prisão temporária não pode ser decretada de ofício e somente tem cabimento durante o inquérito policial. (B) As hipóteses legais para a decretação da prisão preventiva, incluem a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e o clamor público. (C) Nos crimes de menor potencial ofensivo, em regra, não são admitidas a lavratura do auto de prisão em flagrante nem a imposição de fiança quando o autor do fato for encaminhado ao juizado. (D) A prisão penal é a que ocorre após uma sentença penal condenatória transitada em julgado e admite, preenchidos os requisitos legais, o livramento condicional. A: arts. 1º, I, e 2º, caput, da Lei n. 7.960/1989; B: art. 312, CPP. A expressão “clamor público” não está contida no dispositivo legal; C: art. 69, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995; D: de fato, prisão penal ou prisão-pena é aquela que decorre de sentença condena- Não há vedação expressa à liberdade provisória no diploma legal conhecido como (OAB – CESPE – 2007.1) (A) Estatuto do Desarmamento. sobre o tráfico ilícito de drogas. (C) Lei Maria da Penha. (D) Lei das Organizações Criminosas. (B) Lei A: art. 21 da Lei n. 10.826/2003; B: art. 44 da Lei n. 11.343/2006; C: Lei n. 11.340/2006; D: art. 7º da Lei n. 9.034/1995. Assinale a opção incorreta de acordo com o STJ e o STF. (OAB – CESPE – 2006.2) (A) Os conceitos de flagrante preparado e esperado se confundem. (B) Tão-somente os crimes militares, cuja definição é dada pelo Código Penal Militar, quando cometidos por agentes militares, poderão ser julgados pela justiça castrense. (C) O estado de flagrante delito é uma das exceções constitucionais à inviolabilidade do domicílio, nos termos da Constituição Federal. (D) A interposição de recurso, sem efeito suspensivo, contra decisão condenatória não obsta a expedição de mandado de prisão. A: verificar-se-á o flagrante preparado sempre que o agente provocador induzir, levar alguém a praticar uma infração penal. Está-se aqui diante de uma modalidade de crime impossível (art. 17, CP), consubstanciada na Súmula n. 145 do STF; difere, dessa forma, do chamado flagrante esperado, em que a polícia não controla a ação do agente, apenas aguarda, depois de comunicada, a ocorrência do crime. É hipótese viável de prisão em flagrante; B: arts. 124, caput, e 125, § 4º, da CF; C: art. 5º, XI, da CF; D: Súmula n. 267, STJ. Eduardo, agente de polícia encarregado de desvendar a atividade de tráfico de drogas, induziu Márcio, suposto traficante, a fornecerlhe certa quantidade de droga. Como Márcio não a possuía no momento, saiu do local e retornou minutos depois com a exata quantidade de entorpecente pedida por Eduardo que, no ato da entrega, lhe deu voz de prisão. Na situação hipotética acima, ocorreu um flagrante do tipo (OAB – CESPE – 2004.ES) (A) Esperado. (B) preparado ou provocado. (C) prorrogado. (D) Compulsório. É crime impossível (art. 17, CP). Súmula n. 145 do STF. Gabarito "B" processo iniciado, de ofício, pela autoridade policial ou judiciária. (B) A prisão processual. (C) A prisão para averiguação. (D) A busca domiciliar determinada pela autoridade policial. Gabarito "A" (A) o tória com trânsito em julgado; de outro lado, prisão processual ou provisória é aquela decretada antes do trânsito em julgado de sentença condenatória. E por falar nisso, com o advento da Lei 12.403/11, instaurou-se uma nova realidade. A prisão em flagrante deixou de constituir modalidade de prisão cautelar (processual ou provisória). Passamos a contar, a partir de então, com duas modalidades de prisão cautelar, a saber: prisão preventiva e prisão temporária. Só para lembrar: a prisão decorrente de pronúncia e a prisão decorrente de sentença recorrível deixaram de integrar o rol das prisões processuais com a entrada em vigor das Leis 11.689/08 e 11.719/08 Gabarito "C" Federal de 1988 Gabarito "B" (OAB – CESPE – 2007.3) É compatível com a Constituição 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A prisão temporária deve ser decretada pelo juiz, após representação da autoridade policial ou de requerimento do MP, não sendo permitida a sua decretação de ofício. Em caso de representação da autoridade policial, o juiz, antes de decidir, deve ouvir o MP e, em qualquer caso, deve decidir fundamentadamente sobre o decreto de prisão temporária dentro do prazo de 24 horas, contadas a partir do recebimento da representação ou do requerimento. 1: a prisão provisória somente se justifica dentro do ordenamento jurídico quando necessária ao processo; deve, pois, ser utilizada em situações excepcionais, já que a liberdade constitui a regra. Além disso, toda decisão judicial precisa ser fundamentada – art. 93, IX, da CF. Vide, também, art. 387, p. único, do CPP. De se registrar, ademais, que, pela nova sistemática introduzida pela Lei 12.403/11, que alterou a redação do art. 310 do CPP, impõe-se ao magistrado, quando do recebimento do auto de prisão em flagrante, o dever de manifestar-se fundamentadamente acerca da prisão que lhe é comunicada. Pela novel redação do dispositivo, abrem-se para o juiz as seguintes opções: se se tratar de prisão ilegal, deverá relaxá-la e determinar a soltura imediata do preso; se a prisão estiver em ordem, deverá o juiz, desde que entenda necessário ao processo, converter a prisão em flagrante em preventiva, sempre levando-se em conta os requisitos do art. 312 do CPP. Ressalte-se que, tendo em vista o postulado da proporcionalidade, a custódia preventiva somente terá lugar se as medidas cautelares diversas da prisão revelarem-se inadequadas. Disso inferimos que a prisão em flagrante perdeu sua autonomia, já que não mais poderá perdurar até o final do processo como modalidade de prisão cautelar; poderá, por fim, o juiz conceder a liberdade provisória, com ou sem fiança, substituindo, assim, a prisão em flagrante. Daí podemos afirmar que, neste novo panorama, a prisão em flagrante poderá ser substituída pela liberdade provisória, que constitui um sucedâneo seu, ou mesmo pela prisão preventiva, dado que o infrator não poderá permanecer preso provisoriamente, como antes ocorria, “em flagrante”, já que agora somente há duas modalidades de prisão processual: preventiva e temporária. A prisão em flagrante deixa de ter natureza processual. Deixa de constituir modalidade de prisão cautelar; 2: art. 2º da Lei 7.960/89. Se a prisão preventiva do acusado houver sido anteriormente decretada de forma válida, a manutenção da custódia, em face de sentença penal condenatória, poderá ser idoneamente fundamentada mediante a repetição genérica, na sentença, dos argumentos da gravidade do delito praticado e da necessidade da manutenção da ordem pública, ainda que não haja qualquer elemento novo a justificar a prisão processual. (2) A possibilidade real de o acusado de prática de crime contra a mulher no âmbito doméstico e familiar cumprir ameaças de morte dirigidas a sua ex-esposa basta como fundamento para a sua segregação, sobretudo ante a disciplina protetiva da Lei Maria da Penha, que visa a proteção da saúde mental e física da mulher. 1: o magistrado, ao prolatar a sentença condenatória, deverá manifestar-se, se preso estiver o réu, acerca da necessidade de sua manutenção no cárcere, sempre levando em conta os requisitos do art. 312 do CPP. Ausentes estes, deve o juiz, ante a desnecessidade da prisão, revogá-la, permitindo ao acusado que aguarde o trânsito em julgado da sentença em liberdade. É o teor do art. 387, p. único, do CPP, introduzido pela Lei 11.719/08; 2: arts. 7º, II, e 20 da Lei 11.340/06; art. 313, III, do CPP. Com relação ao direito processual penal brasileiro, julgue o item que se segue. (Analista – TRE/AL – 2004 – CESPE) (1) Considere a seguinte situação hipotética. Jorge, que falsificou moedas metálicas de vinte e cinco centavos de real, foi encontrado, logo depois, com as moedas por ele falsificadas. Nessa situação, Jorge deve ser preso em flagrante, em modalidade de prisão denominada, pela doutrina, de flagrante presumido. 1: flagrante presumido ou ficto (art. 302, IV, do CPP) é aquele em que o agente, sem ter sido perseguido, é encontrado logo depois do crime na posse de instrumentos, armas, objetos ou papéis em circunstâncias que revelem ser ele o autor da infração penal. (Analista – TRE/BA – 2010 – CESPE) Julgue os itens que se seguem, relativos a inquérito policial (IP) e prisão temporária. (1) A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz ou pelo delegado condutor das investigações. A custódia temporária, em face do que dispõe o art. 2º, caput, da Lei 7.960/89, somente pode ser decretada por juiz de direito, que o fará diante de representação formulada pela autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público. É defeso ao juiz, na prisão temporária, determinar a custódia de ofício. Gabarito 1E (2) Considere a seguinte situação hipotética. Júlio foi preso em flagrante pela prática de crime de tortura. Formulado o pedido de liberdade provisória, o magistrado alegou que analisaria o pleito após o interrogatório, o que não foi feito. Em posterior sentença, Júlio foi condenado, tendo o magistrado negado a ele o direito de recorrer em liberdade, asseverando apenas que perduravam os motivos que ensejaram a sua prisão. Nessa situação, a fundamentação adotada pelo juiz foi idônea e suficiente, pois prevalece o entendimento de que o réu que ficou preso durante o processo permanecerá preso em caso de sentença condenatória. (1) Gabarito 1C (1) A respeito da prisão preventiva e com base no entendimento atual do STJ acerca dessa matéria, julgue os próximos itens. (Analista – STJ – 2008 – CESPE) Gabarito 1E, 2C Com relação a prisões processuais, julgue os itens subseqüentes, considerando a legislação e a jurisprudência do STF relativas a esse tema. (Analista – STF – 2008 – CESPE) Assinale a opção correta com relação à prisão, à liberdade provisória e aos atos e prazos processuais. (Analista – TRE/MA – 2009 – CESPE) (A) No processo penal, contam-se os prazos da data da juntada aos autos do mandado de intimação ou da carta precatória ou de ordem. 35 Gabarito 1E, 2C Eduardo Dompieri Gabarito "C" 36 A: Súmula nº 710 do STF; B: Súmula nº 81 do STJ; C: de acordo com a nova redação dos arts. 313 e 314 do CPP, conferida pela Lei 12.403/11, a prisão preventiva não terá lugar quando se tratar de delito culposo, contravenção penal e também quando houver prova de que o acusado agiu sob o manto de uma causa excludente de ilicitude; D: a chamada prisão para averiguação configura, sim, em princípio, o crime do art. 4º, a, da Lei 4.898/65; E: é hipótese de flagrante impróprio (art. 302, III, do CPP). (Analista – TJ/AP – 2008 – CESPE) O agente de polícia Silva, trabalhando em uma delegacia de repressão a tóxicos, saiu para cumprir a missão de identificar e prender possíveis usuários de drogas. Para tanto, ele levou consigo certa quantidade de maconha e passou a oferecer a mercadoria, vendendo uma porção a Mário, que saiu do local da compra e foi imediatamente preso em flagrante pelos demais componentes da equipe de Silva. Sabendo que trazer consigo para uso próprio substância que causa dependência física ou psíquica em desacordo com determinação legal é conduta prevista como crime na lei antitóxicos, julgue os itens subseqüentes, em face dessa situação hipotética e quanto à prisão em flagrante. (1) A prisão de Mário foi ilegal, uma vez que se trata de hipótese de flagrante preparado, que exclui o delito. (2) A prisão de Mário teria sido ilegal se a compra da substância tivesse sido feita de um traficante verdadeiro e conhecido, caso a polícia estivesse em campana e deixasse a transação se consumar. (3) Caso a prisão em flagrante tenha sido ilegal, o juiz deverá decretar a liberdade provisória do indiciado. (4) Na hipótese de quase-flagrante, em que cabe a lavratura do auto respectivo, o agente deve ser perseguido logo após o crime em situação que se faça presumir ser ele o autor da infração. 1: é modalidade de crime impossível (art. 17, CP), já que o policial induziu, levou Mário à prática do delito, para, logo após, efetuar sua prisão. Nesse sentido a Súmula nº 145 do STF: “Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”; 2: neste caso, estaríamos diante do chamado flagrante esperado, em que a polícia aguarda o momento de agir. Constitui hipótese viável de flagrante porquanto, aqui, inexiste induzimento ou instigação, mas mero monitoramento, acompanhamento; 3: se se tratar de prisão em flagrante ilegal, deverá o juiz relaxá-la – art. 5º, LXV, da CF; 4: art. 302, III, do CPP. A respeito das prisões em flagrante, preventiva e temporária, julgue os próximos itens. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) (1) Nas infrações permanentes, entende-se o sujeito ativo do crime em flagrante delito nas primeiras 24 horas após o início da execução do crime. (2) Diferem a prisão temporária e a prisão preventiva porque esta pode ser decretada em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, podendo ser decretada de ofício pelo juiz, enquanto a prisão temporária somente tem cabimento antes da propositura da ação penal e não pode ser decretada de ofício pelo juiz. 1: art. 303 do CPP; 2: dada a mudança levada a efeito na redação do art. 311 do CPP, a prisão preventiva, que antes podia ser decretada de ofício pelo juiz em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, doravante somente poderá ser decretada de ofício pelo magistrado no curso da ação penal. Significa, pois, que, no decorrer do inquérito policial, o juiz somente decretará a custódia preventiva a requerimento do MP ou por representação da autoridade policial; no que concerne à custódia temporária, nada mudou, pois, conforme rezam os arts. 1º, I, e 2º, caput, da Lei 7.960/89, somente será decretada no curso das investigações do inquérito policial, e só poderá ocorrer a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. O magistrado, assim, não está credenciado a decretá-la de ofício. Gabarito 1E, 2C de liberdade provisória considera cada conduta isoladamente, de forma que a fiança deve ser concedida ainda que a soma das penas mínimas cominadas seja superior a dois anos de reclusão, mas, individualmente consideradas, não ultrapassem tal prazo. (C) Não cabe prisão preventiva na hipótese de crime culposo, de contravenção penal e no caso de o réu ter agido acobertado por causa de exclusão da ilicitude. (D) A chamada prisão para averiguação é a privação momentânea da liberdade fora das hipóteses de flagrante e sem ordem escrita do juiz competente. Apesar de ser inconstitucional, tal prisão não configura crime de abuso de autoridade. (E) O indivíduo que, tendo praticado o delito de roubo a uma farmácia, for perseguido, logo após, por autoridades policiais, e, durante a fuga, na iminência de ser alcançado e preso, dirigir-se ao distrito policial mais próximo para se entregar, não pode ser preso em flagrante, por ter-se apresentado espontaneamente. Gabarito 1C, 2E, 3E, 4C (B) Na hipótese de concurso de crimes, a concessão (Analista – TJ/RJ – 2008 – CESPE) Em uma ronda de rotina, policiais militares avistaram Euclides, primário, mas com maus antecedentes, portando várias jóias e relógios. Consultando o sistema de comunicação da viatura policial, via rádio, os policiais foram informados de que havia uma ocorrência policial de furto no interior de uma residência na semana anterior, no qual foram subtraídos vários relógios e jóias, que, pelas características, indicavam serem os mesmos encontrados em poder de Euclides. Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta. (A) Euclides deverá ser preso em flagrante delito, na modalidade flagrante presumido. (B) Euclides deverá ser preso em flagrante delito, na modalidade flagrante próprio. (C) Euclides deverá ser preso em flagrante delito, na modalidade flagrante retardado. (D) Euclides deverá ser preso em flagrante delito, na modalidade flagrante impróprio. (E) Euclides não deverá ser preso, pois não há que se falar em flagrante no caso mencionado. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! do interior do estado de Goiás, a autoridade policial tomou conhecimento, por meio de comunicação feita por policial militar, da ocorrência de crime de homicídio em um assentamento de reforma agrária. Cinco dias após o homicídio, o autor da infração penal compareceu espontaneamente perante a autoridade policial, oportunidade em que confessou o crime. A partir da situação acima, julgue os itens a seguir. (1) No momento em que o autor se apresentou à autoridade policial, esta deveria efetuar sua prisão em flagrante e lavrar o respectivo auto. 1: parte da doutrina defende que, sendo a principal finalidade da prisão em flagrante evitar a fuga do autor do crime, não haveria por que, diante da apresentação espontânea deste, autuá-lo em flagrante. No caso narrado acima, com mais razão ainda não haveria lugar para o flagrante tendo em vista o tempo decorrido entre a prática delituosa e a apresentação do autor da infração penal perante a autoridade policial. As hipóteses de flagrante estão elencadas no art. 302 do CPP. Gabarito 1E 13. Processos e Procedimentos (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) Depois de citado, o acusado deverá responder à acusação no prazo de 10 dias. Após esse prazo, o juiz não poderá absolver sumariamente o acusado se (A) ficar provada a inexistência do fato. manifesta causa excludente da ilicitude do (B) existir fato. (C) existir manifesta causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade. (D) o fato evidentemente não constituir crime. (E) estiver extinta a punibilidade do agente. A: o rol do art. 397 do CPP não contempla a hipótese descrita nesta alternativa; B: art. 397, I, do CPP; C: art. 397, II, do CPP; D: art. 397, III, do CPP; E: art. 397, IV, da CPP. Gabarito "A" (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) Acerca do procedimento comum ordinário, assinale a opção correta. (A) No direito processual penal, não vigora o princípio da identidade física do juiz, previsto na lei processual civil. (B) O juiz deverá, inicialmente, interrogar o acusado, para, em seguida e sucessivamente, ouvir as testemunhas e o ofendido. (C) Em regra, as alegações finais serão orais, mas o juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o número de acusados, conceder às partes o prazo de cinco dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. instrução, poderão ser inquiridas até oito testemunhas arroladas pela acusação e oito, pela defesa, compreendidas nesses números aquelas que não prestem compromisso. (E) A parte poderá desistir da inquirição de qualquer das testemunhas arroladas, inclusive as testemunhas do juízo. A: art. 399, § 2º, do CPP; B: art. 400, caput, do CPP; C: art. 403, § 3º, do CPP; D: art. 401, § 1º, do CPP; E: art. 401, § 2º, do CPP. Nos casos de crimes afiançáveis de responsabilidade do funcionário público, a legislação processual penal prevê o contraditório antes do recebimento da denúncia ou da queixa, com a apresentação do que se denomina defesa preliminar. (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Art. 514 do CPP. Gabarito "C" Gabarito "E" (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) Em um município (D) Na Gabarito "C" A expressão logo depois, inserta no inciso IV do art. 302 do CPP, que trata do flagrante presumido ou ficto, tem a conotação de imediatidade, não se podendo, por isso mesmo, a ela conferir elasticidade temporal exagerada. Cremos que a expressão não comporta um interregno superior a algumas horas. No que concerne ao processo comum, assinale a opção correta. (Delegado/PB – 2009 – CESPE) (A) A falta de justa causa para o exercício da ação penal, considerada por muitos doutrinadores como a quarta condição da ação, não é hábil a ensejar a rejeição da denúncia por parte do juiz. Isso porque, sendo o MP o titular da ação penal pública, não é dado ao magistrado analisar a viabilidade da denúncia sob o aspecto da justa causa, nesse momento processual. (B) Nos crimes de ação penal pública incondicionada, após o oferecimento da denúncia, o juiz a recebe e ordena a citação do acusado para ser interrogado, no prazo máximo de dez dias, em se tratando de réu preso. (C) A absolvição sumária é instituto exclusivo do procedimento do júri, cabendo nas hipóteses de existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato ou da culpabilidade ou punibilidade do agente. (D) Finda a instrução, as partes têm o prazo de 24 horas para requererem diligências que reputem imprescindíveis ao deslinde da causa. (E) Vigora no processo penal o princípio da identidade física do juiz, segundo o qual o juiz que presidiu a instrução deve proferir a sentença. A: a teor do art. 395, III, do CPP, a falta de justa causa constitui motivo bastante a ensejar a rejeição da inicial; B e C: determina o art. 396 do CPP que o juiz, ao receber a inicial, determinará a citação do acusado para que responda dentro no prazo de 10 dias. Logo após esta fase da resposta escrita, dada a modificação introduzida pela Lei 11.719/08, passou a ser possível a absolvição sumária, desde que presente alguma das hipóteses do art. 397 do CPP. Não sendo este o caso, designará o juiz audiência, e determinará a intimação do MP, do acusado, de seu defensor e, sendo o caso, do querelante e do assistente de acusação, nos termos do art. 399. Nesta audiência, em face do novo panorama estabelecido, realizarse-á toda a instrução, e, ao final, depois da ouvida do ofendido e da tomada do depoimento das testemunhas, será interrogado o acusado; D: o art. 402 do CPP não faz alusão a prazo; E: a Lei 11.719/08 introduziu no art. 399 do CPP o § 2º, conferindo-lhe a seguinte redação: “O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a 37 Eduardo Dompieri juiz decidirá se realiza o interrogatório por videoconferência em razão de pedido do MP, não precisando fundamentar sua decisão. (B) Na audiência de instrução e julgamento, deverá proceder-se à tomada das declarações do ofendido e do réu, designando-se nova data para a inquirição das testemunhas e dos peritos. (C) Conforme a complexidade do caso, após a audiência de instrução e julgamento, poderá o juiz conceder às partes prazo de cinco dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. (D) Caso a denúncia ou a queixa sejam manifestamente ineptas ou falte justa causa para a ação penal, deverá o réu ser absolvido sumariamente. A: art. 185, § 2º, do CPP; B: art. 400, § 1º, do CPP; C: art. 403, § 3º, do CPP; D: se acaso a denúncia ou a queixa for absolutamente inepta ou faltar justa causa para o exercício da ação penal, a peça inicial será rejeitada, nos termos do art. 395 do CPP. As hipóteses de absolvição sumária estão contidas no art. 397 do CPP. Gabarito "C" Acerca das normas aplicáveis ao processo e ao julgamento dos crimes de calúnia e injúria, previstas no CPP, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.2) (A) É pública incondicionada a ação penal por crime contra a honra de funcionário público em razão do exercício de suas funções. (B) Caso seja oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato imputado, poderá o querelante contestar a exceção, podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa. (C) O juiz, antes de receber a queixa, oferece às partes oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo para serem ouvidas, separadamente, na presença, obrigatória, dos seus advogados, lavrando-se o termo respectivo. (D) No caso de reconciliação, depois de assinado pelo querelante termo de desistência da queixa, esta será suspensa pelo prazo de dois anos, e o juiz fixará as condições a serem respeitadas pelo querelado para que se opere a extinção da punibilidade após o decurso do referido prazo. A: nos termos do disposto no art. 145, p. único, do CP, se se tratar de crime perpetrado contra a honra de funcionário público em razão de suas funções, a ação penal será pública condicionada à representação do ofendido. Ocorre, no entanto, que o STF, por meio da Súmula 714, firmou entendimento segundo o qual nesses casos a legitimidade é concorrente entre o ofendido (mediante queixa) e o Ministério Público (ação pública condicionada à representação do ofendido); B: art. 523 do CPP; C: art. 520 do CPP; D: art. 522 do CPP. Gabarito "B" 38 Art. 396, caput, do CPP. Dispositivo introduzido pela Lei 11.719/08. (OAB – CESPE – 2007.3) da denúncia Configura hipótese de inépcia (A) Não-indicação de testemunhas por parte da acusação. (B) Utilização de alcunha do acusado no texto da exordial, mesmo constando o nome completo na qualificação. (C) Exposição obscura de fato criminoso desprovida de todas as suas circunstâncias. (D) A errônea classificação do crime imputado na inicial acusatória. Arts. 41 e 395, I, do CPP. A indicação do rol de testemunhas é facultativa; o erro quanto à capitulação é irrelevante. A exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, no entanto, deverá ser precisa, caso contrário poderá resultar em prejuízo para a defesa. Nos processos dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, estando a denúncia em devida forma, o juiz determinará sua autuação e ordenará (Analista – TRE/GO – 2008 – CESPE) (A) a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias. (B) a citação do acusado para ser interrogado sobre os fatos narrados na inicial acusatória. (C) o afastamento liminar do acusado de suas funções, até julgamento definitivo do processo criminal. (D) o sobrestamento do processo administrativo disciplinar instaurado para apurar os mesmos fatos narrados na denúncia. Art. 514 do CPP. Julgue o seguinte item, relativo ao processo dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) (1) Nos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, cujo processo e julgamento competem aos juízes de direito, a denúncia deve ser instruída com documentos que façam presumir a existência do delito, não se admitindo, para suprir a falta de tais documentos, declaração fundamentada de impossibilidade de apresentação dos mesmos. 1: art. 513 do CPP. Gabarito 1E (A) O acusado será citado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 dias. (B) O acusado será citado para apresentar defesa prévia, no prazo de 3 dias. (C) O acusado será citado para comparecer a audiência de introdução, debates e julgamento. (D) O acusado será citado para comparecer a audiência de interrogatório. Gabarito "A" a opção correta quanto ao procedimento comum previsto no CPP. (A) O Gabarito "C" Gabarito "E" (OAB – CESPE – 2009.3) Assinale Considerando a redação atual do CPP, assinale a opção correta no que diz respeito ao processo ordinário. (OAB – CESPE – 2008.3) Gabarito "A" sentença”. O princípio da identidade física do juiz, antes exclusivo do processo civil, doravante será também aplicável ao processo penal. Como as restrições não foram disciplinadas no Código de Processo Penal, deve-se aplicar, quanto a estas, o que dispõe o art. 132 do Código de Processo Civil. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! a aplicação do rito do processo dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, basta que o sujeito ativo da infração penal seja funcionário público. (2) Se um funcionário público for denunciado pela prática de crime de peculato em concurso de pessoas com um particular, a notificação para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias, deverá ser endereçada para os dois denunciados. (3) A notificação do funcionário público, nos crimes de responsabilidade, para apresentar resposta ou defesa preliminar, não dispensa sua citação regular, na hipótese de recebimento da denúncia pelo juiz. 1: o procedimento especial a que alude o art. 514 do CPP tem como objeto tão-somente crimes funcionais afiançáveis. No mais, vide Súmula nº 330 do STJ; 2: a defesa preliminar não é extensível ao particular que concorre com o funcionário público na prática do crime funcional, quer na qualidade de coautor, quer na qualidade de partícipe; 3: art. 517 do CPP. A notificação, de fato, não afasta a necessidade de se proceder à citação do réu, visto que é imprescindível dar-lhe conhecimento da ação que foi ajuizada, conferindo-lhe oportunidade para se defender. Gabarito 1E, 2E, 3C 14. Processo de Competência do Júri A respeito do procedimento relativo aos processos da competência do tribunal do júri, assinale a opção correta. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) (A) Ao receber a denúncia ou queixa, o juiz determinará a citação do acusado, para oferecer resposta escrita, no prazo de dez dias. Apresentada a resposta, o juiz designará audiência de instrução e determinará a realização das diligências requeridas pelas partes, ainda que o acusado suscite questões preliminares. (B) Na audiência de instrução, serão ouvidas as testemunhas de acusação, as de defesa, o ofendido e o acusado, nessa ordem. (C) Em caso de inimputabilidade por doença mental do réu, o juizp. ún não deverá absolvê-lo sumariamente se a defesa sustentar a tese de legítima defesa. (D) Encerrada a instrução criminal, mandará o juiz dar vista dos autos, para alegações, ao MP, pelo prazo de cinco dias, e, em seguida, por igual prazo, e em cartório, ao defensor do réu. (E) Caso não se convença da materialidade do fato ou da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, o juiz deve absolver sumariamente o acusado. A: deverá o magistrado, no caso de a defesa prévia apresentar preliminares, ouvir a parte contrária, na forma estabelecida no art. 409 do CPP; B: art. 411 do CPP; C: art. 415, parágrafo único, do CPP; D: art. 411, § 4º, do CPP; E: art. 414, caput, do CPP. (A) A intimação da sentença de pronúncia sempre será feita pessoalmente ao acusado. Não sendo este encontrado, dá-se o que a doutrina chama de crise de instância, que inviabiliza a realização do júri. (B) Se houver dúvida quanto à imparcialidade do júri, o juiz competente poderá representar ao tribunal de justiça, o qual poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região, onde não existam os motivos da dúvida, dando-se preferência às mais próximas. (C) Preclusa a decisão de pronúncia, ainda que haja circunstância superveniente que altere a classificação do crime, o juiz deverá aguardar a realização do júri. (D) O libelo-crime acusatório é peça obrigatória, devendo o promotor apresentá-lo após a preclusão da decisão de pronúncia. (E) O desaforamento é cabível quando houver dúvida quanto à imparcialidade do júri ou quanto à segurança pessoal do acusado ou ainda quando o julgamento não se realizar no período de um ano, desde que, para a demora, não haja concorrido o réu ou a defesa, independentemente da comprovação de excesso de serviço. A: art. 420 do CPP; B: art. 427 do CPP; C: art. 421 do CPP; D: a redação dos arts. 417 a 422 do CPP, que tratavam do libelo, foi modificada pela Lei 11.689/08. Com isso, o libelo deixou de existir, de tal sorte que a acusação em plenário será norteada pela pronúncia; E: art. 428 do CPP. (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue (1) o item seguinte. A pronúncia, conforme a melhor doutrina, é sentença processual de conteúdo declaratório em que o juiz proclama admissível a acusação. Tratando-se, portanto, de sentença proferida por juiz singular, é cabível, como recurso, a apelação. Antes denominada sentença, a pronúncia deve ser entendida como a decisão interlocutória mista que julga admissível a acusação, encaminhando o caso para julgamento perante o Tribunal Popular. Gabarito 1E (1) Para No que concerne ao procedimento do júri, assinale a opção correta. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) Gabarito "B" Acerca do processo dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, julgue os itens seguintes. (Técnico Judiciário – STJ – 2004 – CESPE) (OAB – CESPE – 2007.2) Assinale a opção correta acerca do direito penal e processual penal. (A) O advogado que, por força de convênio celebrado com o poder público, atua de forma remunerada em defesa dos agraciados com o benefício da justiça pública não se enquadra no conceito de funcionário público para fins penais. (B) Vige, na fase da pronúncia, o princípio in dubio pro reo. (C) Para a caracterização da legítima defesa real, exige-se a demonstração objetiva da existência de suposição de fato que, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, legitime a ação do agente. (D) A decisão de pronúncia é mero juízo de admissibilidade da acusação, bastando para tanto que 39 Gabarito "C" Eduardo Dompieri Gabarito "D" Assinale a opção incorreta, de acordo com a legislação processual penal, considerando a jurisprudência do STJ. (OAB – CESPE – 2006.1) (A) O A: Súmula n. 713 do STF; B: art. 571, VIII, do CPP; C: art. 5º, XXXVIII, b, da CF; arts. 486 e 487, do CPP. Esses dispositivos asseguram e disciplinam o sigilo das votações, uma das características essenciais do júri. Por essa razão, não há que se falar em fundamentação das decisões dos juízes leigos; D: arts. 563 e 571 do CPP. Gabarito "C" A respeito do questionário utilizado no tribunal do júri, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.1) (A) O juiz-presidente não deve formular quesitos sobre causas de diminuição de pena alegadas pela defesa, visto tratar-se de matéria atinente à fixação da pena, que incumbe ao juiz-presidente, e não, aos jurados. (B) Havendo mais de um crime ou mais de um acusado, os quesitos devem ser formulados em série única, dividida em capítulos conforme o crime ou o acusado. (C) Se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em contradição com outra ou outras já apresentadas, o juiz-presidente deverá, de imediato, declarar a nulidade da sessão de julgamento, designando outra para o primeiro dia desimpedido. (D) Se, pela resposta apresentada a um dos quesitos, o juiz-presidente verificar que ficam prejudicados os seguintes, assim o declarará, dando por finda a votação. A: art. 483, IV, do CPP; B: art. 483, § 6º, do CPP; C: art. 490, caput, do CPP; D: art. 490, p. único, do CPP. Gabarito "D" 40 recurso de apelação de decisão do júri tem caráter restrito, razão pela qual o tribunal ad quem só pode conhecer das alegações suscitadas na irresignação, não sendo lícito o reconhecimento, em desfavor do réu, de nulidades processuais que não foram formalmente argüidas pelo Ministério Público. (B) As nulidades ocorridas durante o julgamento devem ser alegadas em plenário do tribunal do júri e constar da ata, sob pena de preclusão. (C) O ordenamento penal brasileiro permite a fundamentação das decisões dos juízes leigos do júri. (D) Em tema de nulidades processuais, o Código de Processo Penal brasileiro acolheu o princípio segundo o qual se deduz que somente há de se declarar a nulidade do feito quando, além de alegada opportuno tempore, for comprovado o efetivo prejuízo dela decorrente. que se refere ao tribunal do júri, assinale a opção correta. (A) Os crimes que são submetidos ao tribunal do júri, incluem: aborto provocado pela gestante, instigação ao suicídio e homicídio simples na forma tentada. (B) O tribunal do júri compõe-se de um juiz de direito e quinze jurados, escolhidos dentre cidadãos maiores de 18 anos. (C) Caso sejam julgados quatro réus na sessão plenária do tribunal do júri, as partes terão quatro horas para os debates e duas horas para réplica e tréplica. (D) Os crimes de tortura, genocídio e latrocínio, por tutelarem o bem jurídico vida, são submetidos ao procedimento do tribunal do júri. A: art. 5º, XXXVIII, d, da CF. Os crimes mencionados são todos dolosos contra a vida, porquanto estão contidos no Capítulo I do Título I da Parte Especial do Código Penal; B: art. 447 do CPP; C: art. 477 do CPP; D: os crimes de tortura, genocídio e latrocínio não são dolosos contra a vida, já que não estão inseridos no Capítulo I do Título I da Parte Especial do CP. Somente estes (homicídio doloso, participação em suicídio etc.), exceção feita ao homicídio culposo (art. 121, § 3º, CP), são julgados pelo Tribunal Popular. (OAB – CESPE – 2007.1) Assinale a opção incorreta acerca do desaforamento no processo penal, de acordo com entendimento do STF. (A) A mera suposição de parcialidade do júri, sem nada que a demonstre, fundada tão-somente na circunstância de a irmã da vítima ser funcionária do juízo, é suficiente para a decretação do desaforamento. (B) No processo penal, a competência é determinada pelo lugar em que se consumou a infração, mas, nas hipóteses de julgamento pelo júri, é permitido que seja ele realizado em outra comarca, se presente alguma das circunstâncias previstas no Código de Processo Penal. (C) O desaforamento reveste-se do caráter de medida absolutamente excepcional. (D) A maior divulgação do fato e dos seus incidentes e conseqüências, pelos meios de comunicação social, não basta, só por si, para justificar o desaforamento. A: art. 427, CPP. A alegação de parcialidade dos jurados deve vir acompanhada da respectiva comprovação. Caso contrário, não terá o condão de determinar o desaforamento; B: arts. 70 (competência pelo lugar da infração), 427 e 428 do CPP; C: trata-se de medida de caráter excepcional que se presta a assegurar relevantes direitos constitucionais, tais como a incolumidade física do réu e, mais recentemente, a celeridade no julgamento; D: a maior divulgação do fato, pela imprensa local, não basta para justificar o desaforamento. É comum, notadamente nas comarcas menores, a imprensa local agir com sensacionalismo, gerando, por vezes, uma falsa intranquilidade na comunidade local. Gabarito "A" A: art. 327 do CP; B: na fase da pronúncia vigora o princípio in dúbio pro societate; C: legítima defesa real é aquela que é produto de uma agressão existente, efetiva (seus requisitos estão contidos no art. 25, CP); legítima defesa putativa, por seu turno, é aquela em que o agente supõe haver agressão injusta, decorrente de erro, de engano; D: art. 413, caput e § 1º, do CPP. Trata-se de decisão interlocutória mista. (OAB – CESPE – 2007.3) No Gabarito "A" o juiz se convença da existência do crime e dos indícios de autoria. Não é princípio constitucional básico do júri popular o (a) (OAB – CESPE – 2004.ES) (A) plenitude (B) Sigilo do direito de defesa. nas votações. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Art. 5º, XXXVIII, d, da CF. A competência do Tribunal Popular, assegurada aos crimes dolosos contra a vida, não se estende aos crimes culposos. Gabarito "C" 15. Juizados Especiais (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue (1) o item seguinte. O crime de constrangimento ilegal, cuja pena é de detenção de três meses a um ano ou multa, é da alçada do juizado especial criminal. Nessa situação, o delegado de polícia não deve lavrar o auto de prisão em flagrante, mas termo circunstanciado, desde que o autor da infração seja imediatamente encaminhado para o juizado ou assuma o compromisso de fazê-lo. 1: o crime de constrangimento ilegal está capitulado no art. 146 do Código Penal; de fato, assim que tomar conhecimento da ocorrência, deve o delegado de polícia proceder à lavratura do termo circunstanciado; somente deverá lavrar o auto de prisão em flagrante na hipótese de o autor do fato se recusar a firmar compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal ou a ele se dirigir incontinenti, nos termos do art. 69, parágrafo único, da Lei 9.099/95. Gabarito 1C (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue o item seguinte. Nos termos da Lei n.º 9.099/1995, a composição dos danos civis, que deve ser reduzida a termo e valer como título executivo judicial, impede a proposição da ação penal quando esta for pública incondicionada. Art. 74 da Lei 9.099/95. Gabarito 1E (1) Considerando as disposições processuais penais previstas na Lei federal n.º 9.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais), assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2010.1) (A) Os processos referentes aos juizados especiais criminais devem orientar-se pelos critérios de oralidade, documentação, simplicidade, formalidade, economia processual e celeridade, em busca, sempre que possível, da conciliação ou da transação. (B) O juizado especial criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência apenas para a conciliação e o julgamento das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência. (C) Na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrente da aplicação das regras de conexão e continência, serão observados os institutos da transação penal, excluindo-se os da composição dos danos civis. (D) Os atos processuais serão públicos e poderão realizar-se em horário noturno e em qualquer dia da semana, conforme dispuserem as normas de organização judiciária. A: Opção incorreta. Dispõe o art. 2.º da Lei n.º 9.099/1995 que “o processo orientar-se-á pelos critérios de oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação”. Do mesmo modo, também não há exigência, no sistema dos juizados especiais, que as provas sejam conservadas “por escrito”, o que afasta o critério da “documentação”. Ada Pellegrini Grinover, Antônio Carlos de Araújo Cintra e Cândido Rangel Dinamarco lecionam que “quando se exige que as alegações ou provas orais sejam conservadas por escrito, falase no princípio da documentação” (Teoria Geral do Processo. 18 ed., Malheiros Editores, 2002, p. 325); B: Opção incorreta. Dispõe o art. 60 da Lei n.º 9.099/1995 que “o Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência”; C: Opção incorreta. Dispõe o parágrafo único do art. 60 da Lei n.º 9.099/1995 que “na reunião de processos, perante o juízo comum ou o tribunal do júri, decorrentes da aplicação das regras de conexão e continência, observar-se-ão os institutos da transação penal e da composição dos danos civis”; D: OOpção correta. Trata-se da redação expressa no art. 64 da Lei n.º 9.099/1995. (OAB – CESPE – 2009.1) Acerca do procedimento relativo aos crimes de menor potencial ofensivo, previsto na Lei n.º 9.099/1995, assinale a opção correta. (A) A reparação dos danos sofridos pela vítima não é objetivo do processo perante o juizado especial criminal, devendo ser objeto de ação de indenização por eventuais danos materiais e morais sofridos, perante a vara cível ou o juizado especial cível competente. (B) Não sendo encontrado o acusado, para ser citado pessoalmente, e havendo certidão do oficial de justiça afirmando que o réu se encontra em local incerto e não sabido, o juiz do juizado especial criminal deverá proceder à citação por edital, ouvido previamente o MP. (C) Na audiência preliminar, o ofendido terá a oportunidade de exercer o direito de representação verbal nas ações penais públicas condicionadas e, caso não o faça, ocorrerá a decadência do direito. (D) Tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo o caso de arquivamento, o MP poderá propor a aplicação imediata de pena de multa, a qual, se for a única aplicável, poderá ser reduzida, pelo juiz, até a metade. A: art. 62 da Lei 9.099/95; B: arts. 66 e 68 da Lei 9.099/95; C: art. 75, p. único, da Lei 9.099/95; D: art. 76, § 1º, da Lei 9.099/95. Gabarito "D" sos e culposos contra a vida. (D) Soberania dos veredictos. Gabarito "D" (C) Competência para o julgamento dos crimes dolo- (OAB – CESPE – 2004.ES) Com relação ao procedimento sumaríssimo, preceituado pelas Leis n.os 9.099/1995 e 10.259/2001, que dispõem sobre os juizados especiais, assinale a opção correta. (A) Consideram-se de menor potencial ofensivo os crimes punidos com reclusão ou detenção a que seja cominada pena máxima não superior a 2 anos, a partir do advento da Lei n.º 10.259/2001, que ampliou o conceito de crime de menor potencial ofensivo. 41 Eduardo Dompieri criminal não se aplica na justiça federal. (C) Na ação penal privada ou pública condicionada à representação, o acordo de composição dos danos civis não acarreta a renúncia ao direito de queixa ou representação. (D) É cabível a transação penal nas ações penais privadas, sendo que a sentença homologatória não gera reincidência, maus antecedentes ou efeitos civis. A: art. 61, Lei n. 9.099/1995; B: art. 1º da Lei n. 10.259/2001; C: art. 74, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995; D: art. 76 da Lei n. 9.099/1995. Gabarito "A" 16. Sentença, Preclusão e Coisa Julgada (Magistratura/BA – 2006 – CESPE) No que tange à sentença penal e seus efeitos, julgue o próximo item. Considere a seguinte situação hipotética. Um indivíduo foi preso em razão da decretação de prisão preventiva, permanecendo custodiado durante toda a instrução criminal do processo-crime. Na sentença, o juiz reconheceu a ocorrência de crime impossível e decretou a sua absolvição. Nessa situação, um dos efeitos da sentença penal será a expedição de alvará de soltura, mesmo que haja recurso por parte do órgão do Ministério Público, sob pena de constrangimento ilegal. Art. 386, parágrafo único, I, do CPP. Gabarito "C" (A) é nula de pleno direito, pois houve cerceamento de defesa. (B) é relativamente nula, dependendo a declaração de nulidade da comprovação, por parte da defesa, de que houve prejuízo para o réu. (C) é inexistente, pois foi proferida por juiz de direito substituto e não pelo titular da vara. (D) é plenamente válida, tendo o juiz aplicado a norma processual relativa à emendatio libelli. (E) é plenamente válida, tendo o juiz aplicado a norma processual relativa à mutatio libelli. Art. 383 do CPP. Se o juiz conhece o direito (jura novit curia), é suficiente que os fatos sejam a ele narrados. Dessa forma, o réu se defende dos fatos que da inicial constam, e não da capitulação conferida ao delito. Durante a instrução de processo criminal se colhem provas de que existem elementos essenciais de tipo penal — circunstâncias elementares — que não estão contidos, expressa ou implicitamente, na denúncia. Nessa situação, (Analista – TRE/BA – 2010 – CESPE) Com relação às nulida- (A) é desnecessário ser aberta vista à defesa para manifestar-se. (B) deve o juiz baixar o processo a fim de que a defesa, no prazo de 8 dias, produza provas, podendo arrolar até 3 testemunhas. (C) ao sentenciar, é lícito o juiz desclassificar o delito. (D) é correto o juiz dar nova definição jurídica ao crime. Na verdade, sentença suicida é a denominação conferida às sentenças cujo dispositivo não está em conformidade com as razões apresentadas na fundamentação. A proposição, dessa forma, está incorreta. Com a nova sistemática implementada pela Lei 11.719/08, que modificou a redação do art. 384 do CPP, deverá o Ministério Público, neste caso, necessariamente, aditar a denúncia no prazo de cinco dias. (1) Gabarito "B" O juiz de direito substituto da 1.ª Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro recebeu denúncia em face de Tertuliano, na qual constava que, no dia 10 de fevereiro de 2007, mediante grave ameaça, exercida com emprego de arma de fogo, Tertuliano subtraiu o carro e outros bens que estavam no interior do veículo, tudo de propriedade da vítima Fabrícia. Por fim, requereu o promotor signatário da denúncia a condenação de Tertuliano nas penas do crime de furto — art. 155, (Analista Judiciário/TJRJ – 2008 – CESPE) des e aos atos processuais, julgue o item seguinte. (1) A sentença que concede perdão judicial é denominada pela doutrina de sentença suicida. 17. Nulidades (Ministério Público/RR – 2008 – CESPE) seguinte. Julgue o item Ana, servidora pública, foi indiciada pelo cometimento do crime de prevaricação, crime afiançável, praticado contra a administração pública. Não sendo cabíveis os benefícios previstos na Lei n.o 9.099/1995, foi oferecida a denúncia. O juiz determinou a citação da ré para o interrogatório e não concedeu prazo para a apresentação da resposta prévia, prevista no art. 514 do Código de Processo Penal. Nessa situação, operou-se nulidade absoluta, devendo ser declarada a nulidade de todos os atos decisórios proferidos no processo. A inobservância da formalidade contida no art. 514 do CPP (defesa preliminar) gera nulidade relativa; é a posição do STF. Gabarito 1E (Cartório/MT – 2005 – CESPE) Gabarito "E" 42 caput, do Código Penal (CP). Após regular trâmite processual, tendo Tertuliano confessado que praticou os fatos na forma em que foram mencionados na denúncia e tendo a vítima também asseverado a veracidade de tais fatos, juntando-se aos autos, ainda, o laudo de eficiência da arma de fogo utilizada por Tertuliano e apreendida pelos policiais, as partes nada requereram em diligências (fase prevista no art. 499 do CPP). Em alegações finais, o Ministério Público pediu a condenação nos termos da denúncia e a defesa requereu a absolvição do acusado por falta de provas. O juiz sentenciou o feito, condenando o acusado nas penas do art. 157, § 2.º, inciso I, do CP — roubo qualificado pelo emprego de arma. Nessa situação hipotética, é correto afirmar que a sentença prolatada pelo juiz de direito substituto da vara Gabarito "D" (B) O procedimento sumaríssimo do juizado especial 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (A) No processo penal, tanto a falta da defesa quanto a deficiência de defesa constituem nulidade absoluta. (B) Na via eleita, Silvana pode tentar demonstrar que não sabia que o patrono constituído estava impossibilitado de exercer a advocacia. (C) O princípio da falta de interesse, tal como estabelecido no CPP, não admite arguição da nulidade por quem tenha dado causa ou concorrido para a existência do vício. (D) O habeas corpus deve ser concedido, porque o patrono de Silvana estava impossibilitado de exercer a advocacia e, por conseguinte, seriam nulos os atos por ele praticados. (E) O habeas corpus deve ser concedido, porque a ilegitimidade do representante da parte é causa de nulidade absoluta. item seguinte. Julgue o A ausência de fundamentação do despacho de recebimento de denúncia por crime falimentar enseja nulidade processual, salvo se já houver sentença condenatória. Súmula 564 do STF: “A ausência de fundamentação do despacho de recebimento de denúncia por crime falimentar enseja nulidade processual, salvo se já houver sentença condenatória”. Ocorre que, com o advento da Lei 11.101/05 (nova Lei de Falências), as normas do CPP concernentes ao recebimento da denúncia passam a incidir no processo falimentar, diferente do que ocorria com a legislação anterior. Dessa forma, a fundamentação para o recebimento da denúncia deixa de ser exigida no contexto do crime falimentar. Gabarito 1C (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte. (1) Julgue o item A inobservância da citação para fins de oportunizar o contraditório prévio ao denunciado pelo crime de tráfico de entorpecentes resulta na nulidade relativa do processo penal, sendo necessário que a defesa comprove prejuízo. A falta de citação ou a sua realização em desconformidade com as regras estabelecidas constitui nulidade absoluta. Gabarito 1E Com base no CPP, julgue os itens a seguir, acerca das nulidades. (Procurador Federal – 2010 – CESPE) (1) Acerca das nulidades, assinale a opção correta de acordo com o CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) (A) A incompetência do juiz é causa de nulidade, ao passo que a sua suspeição é mera irregularidade. (B) A falta de intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos da intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação pública, é causa de nulidade. (C) Uma vez declarada a nulidade de um ato, esta causará a dos atos que dele indiretamente dependam ou sejam consequência. (D) As omissões da denúncia, da queixa ou da representação não poderão ser supridas, ainda que antes da sentença final. A: art. 564, I, do CPP; B: art. 564, III, d, do CPP; C: art. 573, § 1º, do CPP; D: art. 569 do CPP. A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. a opção correta acerca das nulidades no processo penal. (A) Em matéria de nulidades, atua o princípio geral de que, inexistindo prejuízo, não se proclama a nulidade do ato processual, embora produzido em desacordo com as formalidades legais (pas de nullite sans grief). (B) A suspeição do juiz é motivo de nulidade absoluta, ainda que a parte interessada não oponha a exceção cabível. (C) Diz respeito às nulidades absolutas e relativas a seguinte afirmação do CPP: “nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.” (D) A incompetência do juízo anula todo o processo, desde o seu início. A: princípio do prejuízo, consubstanciado no art. 563, CPP, e na Súmula n. 523, STF; B: art. 564, I, do CPP. Trata-se de nulidade relativa. Assim, se a parte não suscitar a suspeição, os atos praticados pelo juiz não serão anulados; C: o dispositivo em questão só se aplica às nulidades relativas, já que as nulidades absolutas devem ser reconhecidas a qualquer tempo e de ofício, inclusive; D: art. 567 do CPP. Gabarito "A" (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) (1) 1: art. 567 do CPP; 2: art. 563 do CPP; 3: art. 568 do CPP. (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale Gabarito "C" Art. 565 do CPP. Nenhum ato deve ser declarado nulo se, da nulidade, não resultar prejuízo para a acusação ou a defesa. (3) A nulidade por ilegitimidade do representante da parte não pode ser sanada mediante ratificação dos atos processuais, sendo necessária a renovação dos atos processuais realizados pelo representante ilegítimo. (2) Gabarito "B" impetrou habeas corpus alegando a nulidade absoluta de processo criminal em que foi condenada, porque sua defesa foi realizada por advogado licenciado da OAB, e, por conseguinte, seriam nulos os atos por ele praticados. Registra-se que os poderes de representação judicial outorgados ao advogado, ainda que licenciado da OAB, foram ampla e livremente conferidos por Silvana, ciente de sua licença, mediante instrumento de procuração. Considerando a situação hipotética acima e o entendimento atual do STF, assinale a opção correta. Gabarito 1C, 2C, 3E (Defensoria/PI – 2009 – CESPE) Silvana (OAB – CESPE – 2007.3) Quanto às nulidades no processo penal, assinale a opção correta. (A) Há nulidade absoluta se houver violação a direito ou garantia processual penal fundamental, ainda que não prevista na legislação processual ordinária. 43 Eduardo Dompieri Gabarito "A" No processo penal, nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido. Tal enunciado refere-se especificamente ao princípio (OAB – CESPE – 2006.3) (A) Da convalidação. (B) Da causalidade. (C) Do prejuízo. (D) Do interesse. Gabarito "D" Art. 565, segunda parte, do CPP. (OAB – CESPE – 2006.2) Assinale peito das nulidades. a opção correta a res- (A) As A: só as nulidades absolutas podem ser decretadas de ofício pelo juiz; B: arts. 621 a 631, CPP (revisão criminal); arts. 647 a 667, CPP (habeas corpus). Por se tratar de ofensa ao texto da Constituição Federal, a nulidade absoluta prescinde de alegação por parte dos litigantes e não preclui. Pode, pois, ser reconhecida de ofício pelo juiz; C: art. 572 do CPP. O princípio da convalidação aplica-se às nulidades relativas; D: arts: 571 e 572 do CPP. Gabarito "B" 44 nulidades relativas podem ser decretadas de ofício. (B) Se houver sentença condenatória, as nulidades absolutas não serão acobertadas pela coisa julgada, pois o julgamento poderá ser objeto de revisão criminal ou de habeas corpus. (C) As nulidades relativas impedem que o ato seja convalidado. (D) As nulidades relativas podem ser invocadas em qualquer tempo e grau de jurisdição. (OAB – CESPE – 2006.1) Quanto à atuação do advogado no processo penal, tendo em conta a jurisprudência pátria, assinale a opção correta. (A) É absoluta a nulidade decorrente de atos praticados por advogado cujo exercício profissional tenha sido suspenso pela OAB. (B) A constituição de advogado para funcionar na defesa criminal requer algumas formalidades. Não basta que o acusado, ao ser interrogado, declare o nome de seu defensor, independentemente do instrumento de mandato. (C) É direito líquido e certo do advogado o acesso irrestrito a autos de inquérito policial conduzido sob sigilo, ainda que o segredo das informações seja imprescindível para as investigações. processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. Art. 564, III, c, do CPP; Súmula n. 523 do STF. Com relação ao direito processual penal brasileiro, julgue o item que se segue. (Analista – TRE/AL – 2004 – CESPE) (1) Poderá ser declarada a nulidade de ato processual, ainda que não tenha ele influído na apuração da verdade substancial ou na decisão da causa. 1: art. 566 do CPP. 18.Recursos (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) assinale a opção correta. Acerca dos recursos, (A) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária cabe apelação. (B) Da sentença que absolver sumariamente o acusado, deverá o juiz recorrer de ofício ao tribunal de justiça. (C) No direito processual penal, em prol do direito de liberdade do réu e da incidência do princípio in dubio pro reo, admite-se recurso de parte que não tenha interesse na reforma ou modificação da decisão. (D) Pelo princípio da fungibilidade recursal, ainda que presente a má-fé, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro, devendo o juiz, ao reconhecer a impropriedade do recurso interposto pela parte, mandar processá-lo de acordo com o rito do recurso cabível. (E) Em caso de cabimento do recurso de apelação, poderá ser usado o recurso em sentido estrito, se a parte recorrer somente de parte da decisão. A: art. 416 do CPP; B: art. 397 do CPP; C: art. 577, parágrafo único, do CPP; D: art. 579 do CPP; E: art. 593, § 4º, do CPP. Gabarito "A" A: aqui a violação é dirigida aos princípios constitucionais do devido processo legal, como contraditório, ampla defesa, juiz natural etc.; B: trata-se de rol exemplificativo, já que outras nulidades, além daquelas contidas no art. 564, podem ser reconhecidas; C: o princípio do prejuízo (art. 563, CPP) não se aplica às nulidades absolutas, já que em relação a estas o prejuízo é presumido; D: o princípio da convalidação é aplicado às nulidades relativas (art. 572 do CPP). (D) No Gabarito 1E em lei, em decorrência do princípio processualpenal da legalidade. (C) A regra do prejuízo é aplicável em qualquer hipótese de nulidade. (D) Toda nulidade, em tese, pode ser convalidada. Gabarito "D" (B) As hipóteses de nulidade são apenas as previstas (Ministério Público/RR – 2008 – CESPE) Acerca dos recursos, julgue os seguintes itens. Considere a seguinte situação hipotética. Paulo, que se encontrava preso preventivamente, foi condenado pela prática de crime contra o consumo. Apresentou apelação, mas teve seu recurso denegado pelo juiz prolator da sentença. Nessa situação, visando dar seguimento à apelação para viabilizar o seu processamento, caberá a Paulo apresentar carta testemunhável. (2) Considere a seguinte situação hipotética. José foi condenado a pena de 20 anos de reclusão pelo crime de homicídio, sendo que os jurados declararam sua responsabilidade pela morte de Francisca e Inês, e reconheceram a ocorrência de crime continuado. Nessa situação, considerando o regulamento legal do protesto por novo júri, é correto afirmar que não será cabível este recurso. (3) Tanto o recurso em sentido estrito quanto a carta testemunhável admitem o juízo de retratação. (1) 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (B) recurso ordinário constitucional diretamente ao STJ. (C) recurso de apelação ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região. (D) pedido de revisão criminal ao próprio juízo sentenciante. Art. 102, II, b, da CF. Gabarito "A" 1: a carta testemunhável (art. 639, CPP) será utilizada para provocar o processamento de um recurso que teve o seu trâmite obstado pelo magistrado de forma indevida. Ocorre que, por força do disposto no art. 581, XV, do CPP, o não recebimento da apelação comporta interposição de recurso em sentido estrito, o que, de plano, afasta a incidência da carta testemunhável; 2: os arts. 607 e 608 do CPP, que disciplinavam o protesto por novo júri, foram revogados pela Lei 11.689/08; 3: arts. 589 e 643 do CPP. Acerca das disposições gerais sobre os recursos criminais, assinale a opção correta. Gabarito 1E, 2E, 3C (OAB – CESPE – 2008.3) (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue o item seguinte. No julgamento de uma apelação, pode o tribunal proceder a novo interrogatório do acusado, reinquirir testemunhas ou determinar a realização de diligências que se façam necessárias. Art. 616 do CPP. Gabarito 1C (1) (OAB – CESPE – 2010.1) Maurício foi denunciado pela prá- tica do delito de estelionato perante a 1.ª Vara Criminal de Justiça de Belo Horizonte – MG. Por entender que não havia justa causa para a ação penal, o advogado contratado pelo réu impetrou habeas corpus perante o TJ/MG, que, por maioria de votos, denegou a ordem. Nessa situação hipotética, em face da inexistência de ambiguidade, omissão, contradição, ou obscuridade no acórdão, caberá recurso (A) ordinário constitucional ao STJ. constitucional ao STF. (C) especial ao STJ e(ou) recurso extraordinário ao STF, conforme o teor da fundamentação do acórdão. (D) de embargos infringentes e de nulidade ao grupo criminal competente do TJ/MG. (B) ordinário A: OOpção correta. Cuida-se da previsão do art. 105, II, “a”, da CF/88; B: Opção incorreta. Vide dispositivo constitucional mencionado na justificativa da opção A; C: Opção incorreta. Vide dispositivo constitucional mencionado na justificativa da opção A; D: Opção incorreta. Não cabem embargos infringentes e de nulidade, uma vez que a decisão não unânime é fruto de ação, e não, de recurso criminal. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2009.1) Jaime foi denunciado pela prática de crime político perante a 12.ª Vara Criminal Federal do DF. Acolhida a pretensão acusatória e condenado o réu, a decisão condenatória foi publicada no Diário da Justiça. Nessa situação hipotética, considerandose que não há fundamento para a interposição de habeas corpus e que não há ambiguidade, omissão, contradição ou obscuridade na sentença condenatória, contra esta cabe (A) recurso STF. ordinário constitucional diretamente ao MP poderá desistir de recurso que haja interposto, desde que se verifique que o fato evidentemente não constitui crime. (B) Ainda que haja má-fé, em face do princípio da fungibilidade recursal, que possui natureza absoluta no direito processual penal, a parte não será prejudicada pela interposição de um recurso por outro. (C) No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros. (D) O recurso não poderá ser interposto pelo réu, pois tal ato é exclusivo de advogado. A: à luz do princípio da indisponibilidade, é defeso ao Ministério Público desistir da ação penal proposta (CPP, art. 42) e do recurso interposto (CPP, art. 576); B: art. 579 do CPP; C: art. 580 do CPP; D: art. 577 do CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) Assinale a opção que representa, segundo o CPP, recurso cujas razões podem ser apresentadas, posteriormente à interposição do recurso, na instância superior. (A) Embargos (B) Embargos de nulidade de declaração (C) Apelação (D) Carta testemunhável Art. 600, § 4º, do CPP. (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale do tribunal do júri. a opção correta acerca (A) Em se tratando de nulidades do júri, o CPP determina que sejam elas suscitadas logo após a réplica. (B) O efeito devolutivo da apelação contra decisões do júri não é adstrito aos fundamentos da sua interposição. (C) A soberania dos veredictos não é assegurada, pela CF, à instituição do júri. (D) Se a decisão for manifestamente contrária à prova dos autos, ou seja, quando os jurados decidirem arbitrariamente, dissociando-se de toda e qualquer evidência probatória, caberá apelação. A: art. 571, I, V e VIII, do CPP; B: Súmula n. 713 do STF: “O efeito devolutivo da apelação contra decisões do júri é adstrito aos fundamentos da sua interposição”; C: art. 5º, XXXVIII, c, da CF; D: art. 593, III, d, do CPP. Gabarito "D" Gabarito 1C Art. 579 do CPP. (A) O Gabarito "C" o item seguinte. (1) No processo penal, admite-se a fungibilidade recursal, desde que o recurso errôneo seja interposto no prazo daquele cabível e não se considere que tenha ocorrido erro grosseiro ou má-fé do recorrente. Gabarito "C" (Defensoria/SE – 2006 – CESPE) Julgue 45 Eduardo Dompieri tada sem a assistência do defensor, não impede o conhecimento da apelação por este interposta. (B) Admite-se a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. (C) A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento, determinado pelo CP, é considerada para a concessão de outros benefícios, tais como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução. (D) Inadmite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. A: Súmula n. 705, STF; B: Súmula n. 243, STJ; C: Súmula n. 715, STF; D: Súmula n. 716, STF. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.2) Assinale a opção correta acerca dos recursos, segundo o CPP. (A) O A: art. 574, I, do CPP; B: art. 576 do CPP; C: art. 577, parágrafo único, do CPP; D: art. 579, CPP. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.1) Acerca do julgamento de recursos, assinale a opção correta. (A) No julgamento das apelações, poderá o tribunal, câmara ou turma proceder a novo interrogatório do acusado, reinquirir testemunhas ou determinar outras diligências. (B) A apelação suspende a execução da medida de segurança aplicada provisoriamente. (C) Não haverá revisão dos processos findos, quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da Lei Penal ou à evidência dos autos. (D) Os recursos extraordinário e especial têm efeito suspensivo. A: art. 616, CPP; B: art. 596, parágrafo único, do CPP; C: art. 621, I, do CPP; D: art. 637 do CPP (recurso extraordinário); e art. 27, § 2º, da Lei n. 8.038/1990 (recursos extraordinário e especial). Gabarito "A" 46 juiz deverá recorrer, de ofício, da sentença concessiva de habeas corpus. (B) O MP poderá desistir de recurso que haja interposto. (C) Admite-se recurso da parte que não tiver interesse na reforma ou modificação da decisão. (D) A parte será prejudicada pela interposição de um recurso por outro, ainda que tenha atuado de boa-fé. (OAB – CESPE – 2008.1) Acerca dos recursos no processo penal, assinale a opção correta. (A) No caso de crime político previsto na Lei de Segurança Nacional, cabe recurso ordinário constitucional ao STJ. (B) No caso de concurso de pessoas, a decisão do recurso interposto por um dos réus se estende aos demais, em face do princípio da igualdade, sendo irrelevante o fundamento. protesto por novo júri quando a condenação imposta em grau de recurso for igual ou superior a vinte anos, desde que decorrente de concurso material. (D) É nula a decisão do tribunal de justiça que acolhe, contra o réu, nulidade não argüida no recurso da acusação, ressalvados os casos de recurso de ofício. A: art. 105, II, da CF; B: art. 580 do CPP; C: os artigos 607 e 608 do CPP, que disciplinavam o protesto por novo júri, foram revogados por força da Lei n. 11.689/2008; D: o tribunal só pode, em face da inércia da jurisdição a que se submete, julgar a matéria que lhe foi devolvida pelo recurso da parte. Não pode ir além. (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale do recurso de apelação. a opção correta acerca (A) O regular processamento de recurso de apelação do condenado depende do seu recolhimento à prisão. (B) O Código de Processo Penal (CPP) não permite que o apelante recorra de apenas uma parte da sentença, como, por exemplo, do regime de cumprimento da pena, visto que a apelação deve ser interposta em relação a todo o julgado. (C) O acesso à instância recursal superior consubstancia direito que se encontra incorporado ao sistema pátrio de direitos e garantias fundamentais. (D) A apelação da sentença absolutória impedirá que o réu seja posto imediatamente em liberdade. A: art. 5º, LXVI, da CF. A prisão processual automática é incompatível com a atual ordem constitucional; B: art. 599 do CPP; C: art. 5º, LV e § 2º, da CF; arts. 92 e seguintes, também da CF (“Do Poder Judiciário”). A garantia do duplo grau de jurisdição está implicitamente prevista na Constituição Federal; D: art. 596 do CPP. Gabarito "C" (A) A renúncia do réu ao direito de apelação, manifes- (C) Admite-se Gabarito "D" Assinale a opção correta de acordo com as súmulas do STF. (OAB – CESPE – 2008.2) (OAB – CESPE – 2007.3) Com relação a recursos, assinale a opção correta. (A) O recurso em sentido estrito será declarado deserto caso o réu fuja após haver recorrido. (B) No julgamento de apelação de decisão do tribunal do júri em que a sentença seja contrária à decisão dos jurados, o tribunal ad quem deve determinar que o réu seja submetido a novo júri, em respeito à soberania dos veredictos. (C) No julgamento de apelação de decisão do tribunal do júri em que a decisão dos jurados seja manifestamente contrária à prova dos autos, o tribunal ad quem deve determinar que o réu seja submetido a novo júri, em respeito à soberania dos veredictos. (D) Na apelação das decisões proferidas por juiz singular, admite-se o juízo de retratação. A: a fuga do réu não acarreta a deserção do recurso em sentido estrito, como ocorre na apelação (art. 595, CPP – para alguns, trata-se de dispositivo inconstitucional); B: art. 593, § 1º, do CPP; C: art. 593, § 3º, do CPP; D: não há juízo de retratação. Gabarito “C (OAB – CESPE – 2007.3) No processo penal, os instrumen- tos utilizáveis pela defesa e pela acusação incluem (A) A revisão (B) Os criminal. embargos infringentes. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! protesto por novo júri. testemunhável. (OAB – CESPE – 2006.2) O recurso cabível da decisão que (D) A carta revoga o livramento condicional é o(a) Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2007.3) Em processo penal, os embargos infringentes (A) Não são cabíveis, não se admitindo a aplicação subsidiária da lei processual comum. (B) Têm cabimento se a decisão desfavorável ao réu de segunda instância não for unânime. (C) Não são cabíveis se a divergência constante do acórdão for parcial. (D) Têm efeito devolutivo pleno, portanto sua interposição redunda em renúncia a interposição de recursos extraordinários, em caso de rejeição. Gabarito "B" (A) Exige-se a demonstração da repercussão geral das matérias versadas em recurso especial. (B) O prequestionamento, por não ser previsto em lei, não constitui pressuposto de admissibilidade recursal. (C) Não se exige conflito analítico em caso de este ser fundamentado em dissídio jurisprudencial. (D) Quando se fundar em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado. do processo penal. (OAB – CESPE – 2004.ES) Não caberá recurso em sentido estrito em (A) Decisão que não receber a denúncia ou queixa. do tribunal do júri, quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia. (C) Decisão que concluir pela incompetência do juízo. (D) Decisão que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição. (B) Decisão É caso de interposição de recurso de apelação, por força do disposto no art. 593, III, a, CPP. A respeito de recursos, julgue os itens que se seguem. (1) (2) Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2007.1) Assinale Art. 197, Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais). (Analista – STJ – 2004 – CESPE) (OAB – CESPE – 2007.3) Com relação ao recurso especial, Art. 26, parágrafo único, da Lei n. 8.038/1990. testemunhável. em sentido estrito. (C) Apelação. (D) Agravo. (B) Recurso a opção correta acerca (A) No caso de concurso de agentes, a decisão do recurso interposto por um dos réus aproveitará aos outros, mesmo se fundado em motivos de caráter exclusivamente pessoal. (B) Dispondo a sentença condenatória — transitada em julgado para a acusação — que o réu pode recorrer em liberdade, condicionando a execução da pena ao trânsito em julgado, não pode o tribunal a quo, em apelação exclusiva da defesa, piorar a situação do condenado, para determinar a imediata execução da reprimenda, pois isso caracteriza reformatio in pejus. (C) O ato que determina a expedição de mandado de prisão — proveniente de tribunal (do relator de apelação, por exemplo) — dispensa fundamentação. (D) Há que se falar em piora na situação do condenado por acórdão que, ao reduzir o quantum da condenação, determina seu imediato cumprimento, em oposição à sentença que determinara que tal só ocorresse após o trânsito em julgado. A: art. 580 do CPP; B: art. 617, CPP; C: art. 93, IX, da CF; D: a decisão proferida em sede de recurso é benéfica ao condenado na medida em que lhe impõe pena inferior àquela fixada no juízo a quo. (3) Considere a seguinte situação. Após absolvição realizada pelo tribunal do júri, recorreu o Ministério Público, alegando decisão manifestamente contrária à prova dos autos. Provido o recurso, foi o réu submetido a segundo julgamento, em que novamente foi absolvido. Nessa situação, em face da segunda absolvição, caso o promotor de justiça interponha recurso, alegando nulidade ocorrida durante o último julgamento, tal recurso não será conhecido. O apelado poderá reservar-se o direito de oferecer contra-razões na superior instância, independentemente de tal opção por parte do apelante. Caso o réu empreenda fuga de onde esteja preso, após a apresentação da apelação, sendo preso logo em seguida e antes do julgamento do recurso, deverá o juízo ad quem julgar deserto o recurso. 1: não será admitida a interposição de segunda apelação que tenha como base decisão manifestamente contrária à prova dos autos (art. 593, III, d, do CPP). É o teor do art. 593, § 3º, 2ª parte, do CPP. Se o motivo invocado para a segunda apelação, no entanto, for a nulidade ocorrida no último julgamento, o recurso poderá, sim, ser conhecido; 2: art. 600, § 4º, do CPP; 3: art. 595 do CPP (trata-se de dispositivo de constitucionalidade bastante controvertida, visto que sua incidência inviabilizaria o direito à ampla defesa e ao duplo grau de jurisdição). Gabarito 1E, 2E, 3C Art. 609, parágrafo único, do CPP. (A) Arta Gabarito "B" Art. 639, I, do CPP. “Recurso”, referido no dispositivo, pode ser: correição parcial; agravo em execução; e recurso em sentido estrito. Podem ser manejados tanto pela acusação quanto pela defesa. Os arts. 607 e 608 do CPP, que cuidavam do protesto por novo júri, foram revogados por força da Lei n. 11.689/2008. Gabarito "D" (C) O 19. Habeas Corpus, Mandado de Segurança e Revisão Criminal (Magistratura/TO – 2007 – CESPE) Assinale a opção correta quanto ao entendimento do STF acerca de habeas corpus. (A) O habeas corpus não é o meio adequado para impugnar o afastamento de acusado do cargo de desembargador, ocorrido há mais de quatro anos, sem que a instrução criminal seja devidamente concluída. 47 Gabarito "B" Eduardo Dompieri (B) É cabível habeas corpus em favor de beneficiado (C) Felipe É perfeitamente possível que o beneficiado pelo sursis processual impetre habeas corpus com o fito de suscitar questões relevantes. A esse respeito: STF, HC 89.179-RS, 1ª T., Rel. Min. Carlos Britto, 21.11.06. É possível impetrar-se habeas corpus no curso de processo suspenso nos termos do art. 89 da Lei 9.099/95 (sursis processual). (1) (A) O foi denunciado pelo Ministério Público pela prática de crime de furto. Presentes as condições objetivas e subjetivas para tanto, o promotor de justiça ofereceu proposta de suspensão condicional do processo, nos termos do art. 89 da Lei n.º 9.099/1995. Felipe aceitou as condições, tendo sido o acordo homologado pelo juiz e suspenso o processo pelo prazo de dois anos, estabelecido para o cumprimento das condições avençadas. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta. (A) Felipe poderá impetrar habeas corpus para trancamento da ação penal por ausência de justa causa, apesar de ter aceitado a proposta de suspensão condicional do processo. (B) No momento em que o acusado aceita livremente a proposta ministerial consubstanciada na suspensão condicional do processo, conseqüentemente, ele renuncia ao interesse de agir, sendo impossível buscar o trancamento da ação penal via habeas corpus, com fundamento na falta de justa causa para sua existência. (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) seguinte. (1) Julgue o item Julgando procedente a revisão criminal, o tribunal poderá alterar a classificação da infração, absolver o réu, modificar a pena ou anular o processo, mas não poderá, em nenhuma hipótese, agravar a pena imposta pela decisão revista. Art. 626 do CPP. A respeito da revisão criminal, julgue o próximo item. (Defensoria Pública da União – 2010 – CESPE) (1) A revisão criminal, que é um dos aspectos diferenciadores do mero direito à defesa e do direito à ampla defesa, este caracterizador do direito processual penal, tem por finalidade o reexame do processo já alcançado pela coisa julgada, de forma a possibilitar ao condenado a absolvição, a melhora de sua situação jurídica ou a anulação do processo. arts. 621 e 626 do CPP. (OAB – CESPE – 2008.3) Acerca da revisão criminal, nale a opção correta. assi- (A) A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes ou após a extinção da pena. (B) Ainda que fundada em novas provas, não é admitida a reiteração do pedido de revisão criminal. (C) A revisão não pode ser pedida pelo próprio réu, pois é recurso de interposição privativo de advogado. (D) Julgando procedente a revisão, o tribunal poderá alterar a classificação da infração ou absolver o réu, mas não poderá modificar a pena. A: art. 622, caput, do CPP; B: art. 622, p. único, do CPP; C: art. 623 do CPP; D: art. 626, caput, do CPP. Gabarito "A" Gabarito "A" (Procurador do Estado/CE – 2008 – CESPE) Felipe A alegação de atipicidade da conduta por ausência de dolo é incompatível com a via estreita do habeas corpus. A esse respeito: STJ, HC 66.656-SP, 5ª T., Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, j. 14.4.2009. Gabarito 1C STJ, RMS 25.736-SP, 5ª T., Rel. Laurita Vaz, j. 18.3.2008. As Leis 1.533/51 e 4.348/64 foram expressamente revogadas pela Lei 12.016/09, que estabeleceu nova disciplina para o mandado de segurança (individual e coletivo). o item seguinte. De acordo com a jurisprudência do STJ, a alegação de atipicidade da conduta por ausência de dolo é compatível com a via estreita do habeas corpus. Gabarito 1E 48 MP não possui legitimidade para propor ação mandamental com o fim de conferir efeito suspensivo a recurso de agravo em execução. (B) Cabe mandado de segurança contra decisão que concede, nega ou revoga suspensão condicional do processo. (C) A competência para a apreciação do mandado de segurança em matéria penal é fixada em razão da competência jurisdicional, e não da autoridade da qual emanou o ato combatido. (D) A comprovação do direito líquido e certo não é condição intransponível à concessão do mandado de segurança em matéria penal. (E) É cabível mandado de segurança interposto por pessoa interessada, com a finalidade de impugnar o ato judicial que, acolhendo promoção do MP, determinou o arquivamento de inquérito policial. (Cartório/DF – 2008 – CESPE) Julgue Gabarito 1C Gabarito "B" Com relação ao mandado de segurança em matéria penal, assinale a opção correta à luz do entendimento do STJ. (Ministério Público/RO – 2008 – CESPE) somente poderá impetrar habeas corpus para trancamento da ação penal com base na extinção da punibilidade prévia à aceitação da proposta ofertada pelo Ministério Público. (D) O habeas corpus não se presta a trancar ação penal por ausência de justa causa. (E) Felipe somente poderá impetrar habeas corpus para trancamento da ação penal com base na atipicidade da conduta que lhe foi imputada. Gabarito "A" pela suspensão condicional do processo, visandose ao trancamento da ação penal. (C) O habeas corpus não é via idônea, em nenhuma hipótese, para a restituição de bens apreendidos em cumprimento de decisão judicial. (D) Cabe habeas corpus para tutelar direito de ir e vir do paciente, ainda quando já extinta a pena privativa de liberdade. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! habeas corpus perante o tribunal de justiça. livramento condicional perante o juiz titular. (C) A reclamação à corregedoria de polícia. (D) O habeas corpus perante o STF. (B) O Art. 5º, LXVIII, da CF; arts. 647 ������������������������������������� e 648, I, do CPP. O remédio constitucional deverá ser impetrado no Tribunal de Justiça porque a autoridade coatora, neste caso, é juiz de direito. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2008.1) No que se refere às ações autônomas criminais, assinale a opção correta. (A) Em face da soberania dos veredictos, das decisões de mérito do tribunal do júri não se admite revisão criminal. (B) A revisão criminal pode ser requerida, desde que antes da extinção da pena, pelo réu ou por procurador, independentemente de habilitação. (C) Cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa ou quando já estiver extinta a pena privativa de liberdade. (D) Admite-se mandado de segurança para o advogado poder acompanhar diligência em processo judicial, ainda que sigiloso. A: prevalece hoje na doutrina e na jurisprudência o entendimento segundo o qual cabe revisão criminal contra decisão definitiva proferida pelo Tribunal Popular; B: arts. 622 e 623 do CPP; C: art. 5º, LXVIII, da CF, e art. 647 do CPP; D: art. 5º, LXIX, da CF. As Leis 1.533/51 e 4.348/64 foram expressamente revogadas pela Lei 12.016/09, que estabeleceu nova disciplina para o mandado de segurança(individual e coletivo).. Destina-se o mandado de segurança a amparar direito líquido e certo. A jurisprudência tem entendido cabível o instrumento nos seguintes casos, dentre outros: direito de obter certidões; direito conferido ao advogado para acompanhar o cliente na fase do inquérito; direito conferido ao advogado para entrevistar-se com seu cliente. Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2008.1) Adalberto, indiciado pelo crime de roubo, está preso preventivamente por mais de dois anos, sendo o excesso de prazo culpa do Poder Judiciário. Além disso, o juiz marcou a audiência de oitiva de testemunhas do Ministério Público para 2009. Nesse caso, o advogado de Adalberto, a fim de que este aguarde o término do processo em liberdade, poderá (A) impetrar habeas corpus. embargos de declaração da decisão do juiz quanto à designação da audiência de oitiva de testemunhas para 2009. (C) opor embargos infringentes da decisão do juiz quanto à designação da audiência de oitiva de testemunhas para 2009. (D) Merpor agravo em execução. (B) opor Gabarito "A" Art. 5º, LXVIII, da CF; arts. 647 e 648, II, do CPP. do habeas corpus. a opção correta acerca (A) Cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. (B) É incabível pedido de habeas corpus em favor de beneficiado com a suspensão condicional do processo, já que inexiste ameaça à sua liberdade de locomoção. (C) Em princípio, ressalvada manifesta ilegalidade, descabe o uso de habeas corpus para cassar indeferimento de liminar. (D) É incabível habeas corpus para declarar-se a atipicidade da conduta, mesmo quando esta é verificável de plano, primus ictus oculi, sem a necessidade de exame valorativo do conjunto fático ou probatório. A: arts. 647 e 648 do CPP; B: em princípio é possível, sim, impetrar-se habeas corpus para questionar processo suspenso por força do art. 89 da Lei n. 9.099/1995. Ocorre que, durante o prazo de vigência da suspensão, o impetrante deve se submeter a algumas regras; C: art. 648, CPP; D: o Superior Tribunal de Justiça assim já se manifestou: “O trancamento de ação penal pela via estreita do habeas corpus é medida de exceção, só admissível quando emerge dos autos, de forma inequívoca e sem a necessidade de valoração probatória, a inexistência de autoria por parte do indiciado ou a atipicidade da conduta” (HC 39.231-CE, 5ª Turma, rel. Laurita Vaz, 01.03.2005, D.J. 28.03.2005). (OAB – CESPE – 2006.1) Assinale a opção correta acerca do habeas corpus, considerando a jurisprudência do STJ e do STF. (A) O habeas corpus constitui ação constitucional que comporta dilação probatória. (B) O trancamento de ação penal, pela via estreita do habeas corpus, não é possível, ainda que, pela mera exposição dos fatos narrados na denúncia, fique constatada a imputação, ao acusado, de fato penalmente atípico. (C) É inviável o exame da dosimetria da pena por meio de habeas corpus, devido a eventual desacerto na consideração de circunstância ou errônea aplicação do método trifásico, se daí resultar flagrante ilegalidade e prejuízo ao réu. (D) O habeas corpus é remédio processual simples e rápido destinado a restabelecer o direito à liberdade de ir, vir e permanecer, quando já violado, ou preservá-lo, quando sob ameaça concreta, atual ou iminente, contra ilegalidade ou abuso de poder. A: o habeas corpus é ação constitucional de natureza urgente, que se presta a fazer cessar uma coação ou abuso à liberdade de locomoção. Dessa forma, não se destina a um exame minucioso e detalhado das provas contidas nos autos; B: é possível, sim, trancar a ação penal por intermédio do habeas corpus, e a ausência de tipicidade é apta a gerar o trancamento. A jurisprudência transcrita na questão acima é emblemática; C: diversos julgados já reconheceram a possibilidade de se apreciar a dosimetria da pena em sede de habeas corpus; D: art. 5º, LXVIII, da CF; arts. 647 e seguintes do CPP. O habeas corpus, ação de índole constitucional, presta-se a evitar (preventivo) ou fazer cessar (repressivo) violência ou coação ilegal na liberdade de ir e vir de alguém. Gabarito "D" (A) O (OAB – CESPE – 2007.1) Assinale Gabarito "C" Durante uma blitz, um policial simulou a descoberta de arma de fogo e substância alucinógena no porta-malas do carro de Rui, que foi preso em flagrante. O flagrante foi comunicado ao juiz no prazo legal. O advogado de Rui apresentou requerimento adequado ao juiz de plantão, que indeferiu o pedido, sob o fundamento de que as prisões provisórias não ofendem os preceitos constitucionais. Nessa situação hipotética, a providência cabível para que Rui seja liberado será (OAB – CESPE – 2008.2) 49 Eduardo Dompieri (Analista – STJ – 2004 – CESPE) (1) Julgue o seguinte item. A concessão de habeas corpus para trancamento de ação penal por falta de justa causa autoriza a extensão da medida a co-réu, ainda que inerte, atendidos os requisitos de identidade fática e circunstâncias pessoais. 1: art. 580 do CPP. Acerca do habeas corpus, assinale a opção correta. (Analista – TRE/GO – 2008 – CESPE) (A) Se o habeas corpus for concedido em virtude de nulidade do processo, os atos anteriores poderão ser integralmente ratificados pelo juiz competente. (B) A autoridade que houver determinado a coação reputada ilegal não poderá ser condenada nas custas, após a soltura do paciente em virtude de habeas corpus. (C) A concessão do habeas corpus não obstará nem porá termo ao processo, desde que este não esteja em conflito com os fundamentos daquela. (D) Somente o advogado, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, poderá impetrar o habeas corpus. A: art. 652 do CPP; B: art. 653 do CPP; C: art. 651 do CPP; D: art. 654 do CPP. Para a impetração do habeas corpus não se faz necessário habilitação técnica, podendo fazê-lo, portanto, o próprio paciente. Gabarito "C" (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) Julgue os seguintes itens, relativos ao habeas corpus. (1) No caso de habeas corpus repressivo, se o juiz verificar, antes do julgamento do pedido de liminar, que a coação ilegal já cessou, não poderá julgar prejudicado o pedido, devendo enfrentar o mérito, tendo em vista que a coação ilegal representa violação a direito humano fundamental e pode vir a se repetir. (2) Em caso de nulidade manifesta do processo, não cabe habeas corpus, pois não há coação ilegal. Deve a parte, em tal caso, simplesmente peticionar ao juiz da causa, requerendo que declare a nulidade do feito. 1: art. 659 do CPP; 2: art. 647, VI, do CPP. Gabarito 1E, 2E 50 1: nesse sentido, o julgado abaixo: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, I, III E IV, ART. 211 (DUAS VEZES), ART. 180, § 1º, E ART. 288, PARÁGRAFO ÚNICO, TODOS DO CP. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. POSSIBILIDADE. I - O recebimento do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal é viável tãosomente quando a ilegalidade for manifesta e não seja necessário o revolvimento de matéria fático-probatória (Precedentes). II - Dessa forma, havendo possibilidade de lesão ao direito de locomoção do paciente, deve o e. Tribunal a quo conhecer do habeas corpus impetrado na origem, como substituto de revisão criminal, para análise, como entender de direito, das questões levantadas na impetração, que não exijam o revolvimento de prova. III - Assim, no caso, deve o e. Tribunal de origem examinar as questões levantadas no writ referentes à dosimetria da pena (matéria de direito). Contudo, não merece censura a decisão prolatada pelo e. Tribunal de origem em que não conheceu do mandamus na parte em que se buscava a revisão da condenação do paciente pelos crimes conexos. Isso porque é inegável que, neste caso, o exame do material probatório revelar-se-ia indispensável, posto que não há como se afastar uma condenação com base na alegação de falta de justa-causa sem que se verifique em que elementos probatórios se apoia o juízo condenatório. Ordem parcialmente concedida. (HC 102.139/PA, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 17/06/2008, DJe 18/08/2008) 2: a alegação de ausência do estado de flagrância, para ser apreciada pelo STJ, há de ter sido objeto de análise pelo tribunal a quo, sob pena de configurar indevida supressão de instância. Confira, nesse sentido, o julgado abaixo: HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO, POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DO ESTADO DE FLAGRÂNCIA. MATÉRIA NÃO EXAMINADA NO TRIBUNAL A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA IDÔNEA AMPARADA EM FATOS CONCRETOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESTA PARTE, CONCEDIDA, EM CONSONÂNCIA COM O PARECER MINISTERIAL. 1. A alegação de ausência do estado de flagrância não foi objeto de análise pelo acórdão impugnado, o que inviabiliza o exame da matéria por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 2. É fora de dúvida que a manutenção da prisão cautelar, assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado, há de explicitar a necessidade da medida, indicando os motivos que a tornam indispensável, dentre os elencados no art. 312 do CPP, como, aliás, impõe o art. 315 do mesmo Código. 3. Como se verifica da decisão que indeferiu o Gabarito 1C O STJ entende possível o recebimento de habeas corpus como substitutivo de revisão criminal, quando a ilegalidade for manifesta e não for necessário o revolvimento de matéria fáticoprobatória. (2) A alegação de ausência do estado de flagrância é matéria de ordem pública e, por versar diretamente sobre o direito de liberdade, ainda que não tenha sido objeto de análise pelo tribunal a quo, pode ser analisada pelo STJ. (1) pedido de liberdade provisória do paciente, confirmada pela Corte Estadual, manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que era necessária, mas sem apontar, objetivamente, as razões pelas quais se mostra indispensável o seu encarceramento provisório, limitando-se a repetir os dizeres do art. 312 do CPP. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nesta parte, concedida, em consonância com o parecer do MPF, mas apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao paciente, se por outro motivo não estiver preso, sem prejuízo de nova decretação, com base em fundamentação concreta. (HC 98.882/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 26/06/2008, DJe 04/08/2008). Gabarito 1C, 2E Julgue os seguintes itens, que versam acerca de habeas corpus e das relações jurisdicionais com autoridade estrangeira. (Analista – STJ – 2008 – CESPE) 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (A) Henrique foi preso em flagrante delito por porte de arma de fogo. Oferecida a denúncia, o juiz a recebeu. Nessa situação, se for ilegal a prisão, a autoridade coatora passa a ser o juiz que recebeu a denúncia e o habeas corpus não poderá ser interposto por estudante de direito que não seja inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. (B) Mário foi preso em flagrante pela prática de crime de roubo. Na audiência de instrução e julgamento, constatou-se que Mário não havia sido intimado para o ato e, apesar da manifestação da defesa requerendo o adiamento do ato e a intimação regular do acusado, o juiz realizou a audiência. Nessa situação, se o tribunal conceder habeas corpus em face da nulidade do processo, haverá, em conseqüência, o trancamento da ação penal. (C) Júlio foi denunciado pela prática de crime de furto, embora ficasse constatado que ocorrera a prescrição entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia. Nessa situação, não cabe habeas corpus com a finalidade de trancar a ação penal, tendo em vista que não há coação ilegal, pois Júlio não estava preso. (D) Porfírio foi preso em flagrante pela prática de infração penal punida com pena de detenção. No entanto, a autoridade policial não lhe concedeu fiança, embora preenchidos os requisitos legais para tanto, por entender que seria conveniente para a instrução do inquérito policial a manutenção da prisão de Porfírio. Nessa situação, não há coação ilegal passível de ser sanada via habeas corpus. (E) Hugo foi preso em flagrante delito e, após determinação do juiz de direito no sentido de ele ser colocado em liberdade, em face de decisão de liberdade provisória com fiança, o delegado de polícia, por má-fé, manteve Hugo preso por mais duas semanas. Nessa situação, ordenada a soltura de Hugo em virtude de habeas corpus, o delegado de polícia será condenado nas custas. A: o habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa (art. 654 do CPP), independentemente de habilitação técnica. Assim, o estudante de direito (impetrante), ainda que não inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, poderá impetrá-lo em favor do paciente. De outro lado, a autoridade coatora é de fato o juiz que recebeu a denúncia; B: art. 652 do CPP; C: art. 648, VII, do CPP; D: art. 648, V, do CPP; E: art. 653 do CPP. Gabarito "E" (Técnico Judiciário – TJ/RR – 2006 – CESPE) Com relação ao habeas corpus, assinale a opção correta. (A) Caberá habeas corpus contra decisão do juiz que defere ao réu liberdade provisória em virtude de prisão em flagrante, podendo o remédio jurídico ser interposto pela autoridade policial ou pelo representante do Ministério Público. (B)O habeas corpus pode ser impetrado por meio de petição anônima, pois o juiz poderá conceder a ordem desde que identificado o paciente. (C) Em inquérito policial instaurado pela autoridade policial mediante requisição judicial, a autoridade coatora é o juiz de direito, pois o delegado de polícia não podia deixar de cumprir a requisição. (D) Em nenhuma hipótese, a defesa do réu pode ser cometida a pessoa leiga, não sendo possível a prática de qualquer ato privativo de advogado por pessoa não inscrita no órgão da classe, mesmo que em sede de habeas corpus. A: não é admissível a impetração de habeas corpus quando não houver violência ou coação à liberdade de locomoção – art. 5º, LXVIII, da CF e art. 647 do CPP; B: embora não se exija habilitação legal, não se admite a impetração apócrifa, devendo esta, pois, ser indeferida de plano; C: neste caso, a competência será do Tribunal; D: o habeas corpus, no que se refere à sua impetração, não exige habilitação técnica, podendo tal atribuição ser conferida a qualquer pessoa – art. 654, caput, do CPP. 20. Execução Penal Com base na Lei de Execução Penal (LEP) e acerca dos direitos, deveres e disciplina do preso e (ou) condenado, assinale a opção correta. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) (A) O princípio da legalidade não se aplica ao regime disciplinar previsto na LEP, de forma que é possível haver falta disciplinar que não esteja prevista expressamente em lei ou regulamento, a depender de ato do diretor do presídio, ratificado pelo juiz competente. (B) Não sendo possível identificar o preso que deu início a motim em um corredor do presídio, o diretor do estabelecimento poderá aplicar sanção disciplinar coletiva. (C) O preso provisório não se submete ao regime disciplinar diferenciado, que é aplicável somente ao condenado definitivamente a pena privativa de liberdade. (D) Sujeita-se ao regime disciplinar diferenciado o condenado sobre o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilha ou bando. (E) A inclusão no regime disciplinar diferenciado pode ser aplicada por ato motivado do diretor do estabelecimento prisional, com posterior homologação pelo juiz da execução. A: o princípio da legalidade aplica-se, sim, ao regime disciplinar previsto na LEP, que contempla, por conta disso, um rol taxativo de faltas disciplinares; B: art. 45, § 3º, da LEP. É mister que a conduta de cada preso seja individualizada; C: art. 52, caput e § 1º, da LEP; D: art. 52, § 2º, da LEP; E: art. 60, caput, da LEP. Gabarito "D" a seguir, é apresentada uma situação hipotética relativa a habeas corpus, seguida de uma assertiva a ser julgada. Assinale a opção que apresenta assertiva correta. Gabarito "C" (Analista – TJ/RJ – 2008 – CESPE) Em cada uma das opções 51 Eduardo Dompieri (Magistratura/TO – 2007 – CESPE) Considere que Waleska tenha sido condenada pela prática de crime de roubo, com sentença transitada em julgado, à pena de 5 anos e 4 meses a ser cumprida em regime semiaberto. Considere, ainda, a inexistência de vaga em colônia agrícola ou em colônia penal industrial ou em estabelecimento similar. Nesse caso, Waleska deve (D) Contra (A) permanecer A: esta possibilidade está prevista no art. 181, § 2º, da LEP; B: além do sentenciado e do MP, têm legitimidade para requerer o indulto individual o Conselho Penitenciário e a autoridade administrativa (art. 188, LEP); C: art. 184, parágrafo único, da LEP; D: proposição em conformidade com o art. 197 da LEP; E: neste caso, deverá o juiz, em vista do disposto no art. 183 da LEP, determinar a substituição da pena por medida de segurança. penal, assinale a opção correta. (A) Entende 52 o STF que, em caso de cometimento de falta grave pelo preso durante o cumprimento da pena, haverá a perda dos dias remidos, aplicando-se analogicamente o disposto no art. 58 da Lei de Execução Penal, para limitar a perda a trinta dias. (B) Havendo rebelião em um pavilhão do presídio, não se podendo identificar ao certo quem deu início a ela, é cabível a punição de todos os condenados desse pavilhão. (C) Segundo a Lei de Execução Penal, a tentativa é punida com sanção mais branda do que a correspondente à falta consumada. (D) Em caso de regime disciplinar diferenciado, o tempo de isolamento ou inclusão preventiva no regime não será computado no período de cumprimento da sanção disciplinar. (E) É nula a decisão judicial que transfere o sentenciado do regime fechado para o regime semiaberto, sem oitiva e anuência prévias do MP. A: neste caso, ante a mudança implementada no art. 127 da LEP pela Lei 12.433/11, o juiz poderá revogar até 1/3 do tempo remido; B: art. 45, § 3º, da LEP. É a consagração do princípio da responsabilidade pessoal, razão pela qual é necessária a identificação dos participantes e individualização das condutas; C: art. 49, p. único, da LEP; D: art. 60, p. único, da LEP; E: art. 112, § 1º, da LEP. Gabarito ‘E’ (Ministério Público/ES – 2010 – CESPE) A respeito dos incidentes de execução penal, assinale a opção correta. há previsão legal para a conversão de pena de limitação de fim de semana em privativa de liberdade. (B) A legitimidade para requerer a concessão de indulto individual foi atribuída por lei apenas ao sentenciado e ao MP. (C) O tratamento ambulatorial pode ser convertido em internação se o agente revelar incompatibilidade com a medida, quando inexiste prazo mínimo de internação. relação à execução da pena, julgue os próximos itens. Se um interno de um presídio tiver sido surpreendido quando fazia uso de telefone celular, nessa situação, sua conduta pode ser enquadrada como falta grave, tendo como conseqüência a perda dos dias remidos. (2) O regime disciplinar diferenciado poderá ser imposto aos presos provisórios e aos condenados, sendo cabível quando houver risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. (3) Considere a seguinte situação hipotética. Iran foi condenado à pena privativa de liberdade de seis anos, em regime fechado, pela prática do crime de estupro, com violência real. Tendo cumprido dois anos da pena aplicada, requereu a progressão de regime, tendo sido expedido, pelo diretor do presídio, atestado comprovando seu bom comportamento carcerário. O pedido foi deferido pelo juiz. Nessa situação, o juiz agiu incorretamente, tendo em vista que, tratando-se de delito praticado com violência contra a pessoa, torna-se imprescindível a realização de exame criminológico. (1) 1: arts. 50, VII, e 127 da LEP, cuja nova redação impõe ao magistrado, a título de perda decorrente do cometimento de falta grave, o limite de 1/3 dos dias remidos; 2: art. 52, § 1º, da LEP; 3: a nova redação conferida ao art. 112 da LEP deixou de exigir o exame criminológico. Entretanto, a jurisprudência firmou o entendimento no sentido de que o Juízo da Execução, em face das peculiaridades do caso concreto, se entender necessário, pode determinar a sua realização. Nesse sentido, a Súmula 471 do STJ. (Procuradoria Federal – 2007 – CESPE) Julgue o item seguinte. (1) (A) Não Ainda que a sentença condenatória tenha transitado em julgado, cabe ao juízo criminal prolator da sentença a aplicação de lei mais benigna posteriormente editada. Art. 66, I, da LEP e Súmula 611 do STF. Gabarito 1E Gabarito "A" (Ministério Público/AM – 2008 – CESPE) Acerca da execução (Ministério Público/RR – 2008 – CESPE) Com Gabarito 1C, 2C, 3E A esse respeito, vide o julgado: STF, HC 87.985-SP, 2ª T., Rel. Min. Celso de Mello, 20.3.2007. Gabarito "D" em liberdade, se por outro motivo não se encontrar presa, até que surja vaga em estabelecimento adequado. (B) aguardar em regime fechado o surgimento de vaga em estabelecimento adequado à execução do regime semi-aberto. (C) ser submetida a prisão domiciliar. (D) cumprir pena em colônia agrícola ou colônia penal industrial ou em estabelecimento similar na comarca mais próxima, dentro do mesmo estado. as decisões proferidas pelo juiz das execuções cabe recurso de agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de cinco dias. (E) Quando, no curso da execução da pena privativa de liberdade, sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental do sentenciado, o juiz, de ofício, deverá decretar a extinção da punibilidade. (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte. (1) Julgue o item As hipóteses de saídas, reguladas pela Lei de Execução Penal, são hipóteses taxativas e serão autorizadas pelo diretor do estabelecimento, somente aos presos definitivos em regime fechado. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! Gabarito 1E, 2C (CESPE – 2007) A perda dos dias remidos em virtude do cometimento de falta grave durante o cumprimento da pena (A) Viola o princípio da individualização da pena. (B) Viola o princípio da dignidade da pessoa humana. (C) Ofende (D) Não ao princípio da isonomia. significa ofensa ao direito adquirido. O STF havia editado a Súmula Vinculante n. 9, por meio da qual firmara o entendimento de que a perda dos dias remidos na íntegra não implicava ofensa ao direito adquirido. Hoje, com a modificação operada na redação do art. 127 da LEP pela Lei 12.433/11, que veda a possibilidade de perda total dos dias remidos em virtude de falta grave, esta discussão está superada. Gabarito "D" Acerca do instituto da remição, previsto na Lei de Execução Penal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.3) (A) O tempo remido não poderá ser computado para a concessão de livramento condicional e indulto. (B) O condenado que for punido por falta grave não perderá o direito ao tempo remido, que constitui direito adquirido do preso. (C) Poderão ser beneficiados pela remição em razão do trabalho o preso provisório e o preso condenado que cumpra a pena em regime fechado, semiaberto ou aberto. (D) O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho continuará a se beneficiar da remição. A: com a nova redação dada ao art. 128 da LEP pela Lei 12.433/11, consolida-se o entendimento segundo o qual o tempo remido deve ser computado como pena cumprida, para todos os efeitos; B: não há que se falar em direito adquirido. Assim, em vista da nova redação conferida ao art. 127 da Lei 7.210/84, o cometimento de falta grave acarretará a revogação, pelo juiz, de até um terço do tempo remido. Antes, estava credenciado o magistrado a revogar os dias remidos na sua totalidade, amparado que estava pelo posicionamento firmado pelo STF na Súmula Vinculante nº 9; C: art. 126, caput, da Lei 7.210/84 (redação modificada pela Lei 12.433/11); D: art. 126, § 4º, da Lei 7.210/84 (inserido pela Lei 12.433/11). Gabarito "D" (OAB – CESPE – 2009.2) Com base no que dispõe a Lei de Execuções Penais, assinale a opção correta. (A) A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para regimes mais rigorosos, quando o condenado, por exemplo, praticar fato definido como crime doloso ou falta grave. (B) A saída temporária destina-se aos condenados que cumpram pena em regime fechado ou semiaberto e poderá ser autorizada para visita à família, frequência a curso profissionalizante ou de instrução do ensino médio ou superior. que James tenha sido definitivamente condenado pela prática de crime de estupro e que, posteriormente, no curso da execução de tal pena, ele tenha sido condenado pela prática de crime de corrupção passiva. Nessa situação, como James já estava cumprindo a pena do crime de estupro, não poderá haver soma das penas para determinação do regime. (D) O ingresso do condenado no regime aberto em decorrência da progressão do regime semiaberto fixado como inicial pela sentença condenatória constitui resultado do cumprimento de parte da pena imposta e é automático, não pressupondo a aceitação do programa do regime aberto e de eventuais condições impostas pelo juiz. A: art. 118 da Lei 7.210/84; B: art. 122 da Lei 7.210/84; C: art. 111, p. único, da Lei 7.210/84; D: arts. 113 e 114 da Lei 7.210/84. (OAB – CESPE – 2009.1) Acerca da substituição da pena privativa de liberdade, assinale a opção incorreta. (A) As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as penas privativas de liberdade, podendo ser aplicadas em casos de crimes cometidos com grave ameaça, desde que não tenha havido violência contra a pessoa. (B) Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. (C) A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. (D) A pena de multa descumprida não pode ser convertida em prisão. A: Art. 44, I, do CP; B: art. 44, § 3º, do CP; C: art. 44, § 4º, primeira parte, do CP; D: com a alteração implementada pela Lei 9.268/96, que modificou a redação do art. 51 do Código Penal, fica vedada a conversão da pena de multa em prisão. (OAB – CESPE – 2008.3) Assinale a opção correta acerca do regime disciplinar diferenciado, segundo a Lei de Execução Penal. (A) Estará sujeito a esse regime disciplinar, sem prejuízo da sanção penal, o condenado que praticar, enquanto preso, fato previsto como crime doloso, causando com isso subversão da ordem ou disciplina internas. (B) O regime disciplinar diferenciado terá a duração máxima de 6 meses. (C) O preso provisório não se sujeita ao regime disciplinar diferenciado. (D) O preso não terá direito a visitas semanais. A: art. 52, caput, da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal); B: determina o art. 52, I, da Lei 7.210/84 que o regime disciplinar diferenciado (RDD) terá a duração máxima de 360 dias; C: por força do disposto no caput do art. 52 da Lei 7.210/84, além do condenado, o preso provisório sujeitar-se-á ao regime disciplinar diferenciado; D: o preso, condenado ou provisório, terá direito a visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crianças, com duração de duas horas, conforme prescreve o art. 52, III, da Lei 7.210/84. Gabarito "A" 1: art. 120 da LEP; 2: não mais. Em razão da modificação operada no art. 127 da LEP, os dias perdidos corresponderão, no máximo, a 1/3 dos dias remidos. (C) Considere Gabarito "A" De acordo com a Lei de Execução Penal e a jurisprudência do STJ e STF, o condenado punido por falta grave sofre a perda da integralidade dos dias remidos. Gabarito "A" (2) 53 Eduardo Dompieri A: art. 41 da Lei de Execuções Penais; B: art. 14 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais); C: art. 60 da Lei de Execuções Penais; D: art. 41, X e XV, da Lei de Execuções. Gabarito "B" No que diz respeito ao indulto, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.3) (A) O Art. 84, XII, da CF. Gabarito "B" A perda dos dias remidos em virtude do cometimento de falta grave durante o cumprimento da pena (OAB – CESPE – 2007.2) (A) Viola o princípio da individualização da pena. (B) Viola o princípio da dignidade da pessoa humana. (C) Ofende (D) Não ao princípio da isonomia. significa ofensa ao direito adquirido. Art. 127, Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais); Súmula vinculante n. 9, do STF. Atualmente, tendo em conta a nova redação dada ao art. 127 da LEP, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido. Gabarito "D" 54 indulto somente pode ser concedido por lei elaborada pelo Congresso Nacional. (B) Trata-se de atribuição do presidente da República, exercida por meio de expedição de decreto. (C) Não se admite indulto parcial. (D) Se o sentenciado for beneficiado por indulto coletivo, este benefício não pode ser reconhecido, de ofício, pelo juízo das execuções penais competente. Acerca da execução penal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.2) (A) É permitido o emprego de cela escura. (B) São permitidas as sanções coletivas. (C) O condenado à pena privativa de liberdade é obrigado a realizar qualquer trabalho que lhe for conferido, independentemente de suas aptidões e de sua capacidade. (D) O trabalho externo será admissível para os presos em regime fechado somente em serviço ou obras públicas realizadas por órgãos da administração A: art. 45, § 2º, da Lei n. 7.210/1984; B: art. 45, § 3º, da Lei n. 7.210/1984; C: art. 31 da Lei n. 7.210/1984; D: art. 34, § 3º, do CP e arts. 36 e 37 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais). Da decisão que negar o livramento condicional, caberá (OAB – CESPE – 2007.2) (A) Apelação. (B) Agravo. (C) Recurso (D) Recurso em sentido estrito. especial. Art. 197, da Lei n. 7.210/1984. De acordo com jurisprudência do STJ e do STF, assinale a opção correta no que se refere à execução penal. (OAB – CESPE – 2006.3) (A) A Lei de Execuções Penais deixou de exigir a submissão do condenado a exame criminológico, anteriormente imprescindível para fins de progressão do regime prisional, sem, no entanto, retirar do juiz a faculdade de requerer sua realização quando, de forma fundamentada e excepcional, entender absolutamente necessária sua confecção para a formação de seu convencimento. (B) O agravo em execução possui efeito suspensivo. (C) Na execução penal, o condenado tem direito adquirido ao tempo remido, independentemente do cometimento de falta grave. (D) O exame criminológico pode ser considerado isoladamente como fator para a denegação de benefícios. A: art. 112, Lei n. 7.210/1984 (redação alterada pela Lei n. 10.792/2003). A despeito da modificação implementada pela Lei 10.792/2003 no art. 112 da LEP, o STJ e o STF têm entendido que o magistrado pode, sempre que entender necessário e conveniente, determinar a realização do exame criminológico no condenado, como condição para aferir se preenche o requisito subjetivo para progressão de regime. Em outras palavras, não está o juiz impedido de determinar a realização de exame criminológico. Nesse sentido, a Súmula 439 do STJ; B: art. 197 da Lei de Execuções Penais; C: art. 127 da Lei de Execuções Penais; Súmula vinculante n. 9, STF; D: não pode o exame criminológico ser considerado de forma isolada como fator para denegação de benefícios. Gabarito "A" assistência material ao preso consiste no fornecimento de alimentação, vestuário, objetos de higiene pessoal e da limpeza da cela, bem como instrumentos de trabalho e educacionais. (B) A assistência à saúde do preso, de caráter preventivo e curativo, compreende atendimento médico, farmacêutico e odontológico. (C) A autoridade administrativa pode decretar o isolamento preventivo do preso faltoso e incluí-lo em regime disciplinar diferenciado, por interesse da disciplina, independentemente de despacho do juiz competente. (D) Os presos, sem distinção, têm direito a contato com o mundo exterior por meio de visitas, inclusive íntimas, correspondência escrita, leitura e demais meios de comunicação e informação. Gabarito "B" (A) A direta ou indireta, ou entidades privadas, desde que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina. Gabarito "D" Com base na Lei de Execução Penal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2008.2) (OAB – CESPE – 2006.3) Com assinale a opção correta. relação à execução penal, (A) A transferência de penitenciária pode ser decidida no interesse do condenado, de forma que não lhe seja cerceado o direito a visitas dos familiares. Contudo isso não constitui direito subjetivo do preso, cabendo a decisão ao juízo da execução, com base em interesses administrativos, notadamente a conveniência da segurança pública. (B) É compatível com o cumprimento das penas em regime fechado a autorização para saídas temporárias que consistam em visitas periódicas ao lar ou em trabalho extramuros. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (C) A Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2006.1) Assinale tivamente à execução penal. a opção incorreta rela- (A) Após a Lei nº 10.792/2003, a concessão de livramento condicional prescinde de manifestação prévia do conselho penitenciário, estando a critério do juízo de execuções. (B) Ofende o direito adquirido a decretação da perda dos dias remidos em decorrência de falta grave. (C) Caso um presidiário não possa receber a devida assistência médica nas dependências do estabelecimento prisional, é-lhe garantido, por lei, o direito à assistência de médico particular e à realização dos exames necessários. (D) O cometimento de falta grave, como a fuga, enseja o reinício da contagem de período necessário à concessão de nova progressão de regime. A: 131 da LEP (Lei n. 7.210/1984); B: art. 127 da LEP e Súmula vinculante n. 9, STF; C: art. 41, VII, da LEP; D: art. 112 da LEP. Gabarito "B" Em relação ao direito penal e à remição da pena, julgue o próximo item. (Analista – TRE/BA – 2010 – CESPE) (1) A remição da pena por meio do estudo vem sendo aceita pelo Superior Tribunal de Justiça, por não considerá-la violação ao princípio da legalidade. A competência para concedê-la será do juízo da execução. Atendendo aos anseios da doutrina e da jurisprudência (Súmula 341 do STJ; STJ, HC 124922-RS, 5ª T., rel. Min. Laurita Vaz, j. 15.6.2010), foi editada a Lei 12.433/11, que, entre outras providências, deu nova redação ao art. 126 da LEP, estabelecendo a possibilidade da remição da pena por meio do estudo. 1: arts. 50, III, 53, IV, e 57, p. único, da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal); 2: art. 54 da Lei 7.210/84 (Lei de Execução Penal). 21. Legislação Extravagante (Magistratura/AC – 2008 – CESPE) Com relação a procedimentos presentes no CPP, assinale a opção correta. (A) Mesmo extinta a punibilidade, no decorrer do pro- cesso, em relação ao delito do processo principal, deve o juiz julgar a exceção da verdade interposta. (B) O procedimento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, previsto no CPP, será cabível para todos os crimes praticados por servidor público, desde que comprovada essa condição. (C) No procedimento comum, as partes poderão oferecer documentos a qualquer momento, até o final da fase probatória, sendo vedado às partes oferecer documentos por ocasião das alegações finais. (D) Com relação ao procedimento previsto na nova Lei de Drogas, tratando-se de crime de fabricação de objeto destinado à preparação de drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, o juiz, ao receber a denúncia, poderá decretar o afastamento cautelar do denunciado de suas atividades, se este for funcionário público, comunicando o fato ao órgão respectivo. Art. 56, § 1º, da Lei 11.343/06. Acerca do processo e julgamento dos crimes de tráfico e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, julgue os itens abaixo. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) I. II. Gabarito 1C Com base na Lei de Execução Penal, julgue os itens que se seguem. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) Considere a seguinte situação hipotética. Haroldo, condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 5 anos em regime inicialmente fechado, possuía, indevidamente, uma faca, que mantinha escondida embaixo de seu colchão, no presídio em que cumpria a pena. Nessa situação, Haroldo cometeu falta grave, podendo ser-lhe aplicada a sanção disciplinar de isolamento na própria cela, por ato motivado do diretor do estabelecimento prisional. (2) A inclusão de condenado no regime disciplinar diferenciado depende de requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento prisional e também de prévio e fundamentado (1) Gabarito "D" Embora fosse conveniente e salutar ao processo de ressocialização do condenado, este não tem o direito de cumprir a pena no local do seu domicílio, o que o deixaria mais próximo de seus familiares, já que, em regra, deverá cumprir a pena no lugar onde cometeu o crime. As transferências, atribuição dos órgãos envolvidos na execução penal, são feitas com base no interesse público. despacho do juiz competente; despacho esse que deve ser precedido de manifestação do Ministério Público e da defesa e prolatado no prazo máximo de 15 dias. Gabarito 1C, 2C posse de aparelho celular ou de seus componentes, no interior do estabelecimento prisional, caracteriza falta grave. (D) Cabe à autoridade estadual dispor sobre as faltas disciplinares de natureza grave. III. IV. Para a lavratura do auto de prisão em flagrante, não se faz necessário laudo de constatação da natureza e quantidade da droga. Os prazos de conclusão do inquérito policial podem ser duplicados pelo juiz, ouvido o MP, mediante pedido justificado da autoridade policial. Em qualquer fase da persecução criminal, é permitida, mediante autorização judicial e ouvido o MP, a não-atuação policial sobre os portadores de drogas que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, ainda que não haja conhecimento sobre a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre as circunstâncias judiciais previstas no CP, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente. 55 Eduardo Dompieri O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, poderá ser beneficiado com o perdão judicial. Estão certos apenas os itens (A) I e II. e III. (C) II e IV. (D) III e V. (E) IV e V. (B) I da interceptação das comunicações telefônicas, com base na legislação pertinente, assinale a opção correta. (A) A interceptação telefônica poderá ser determinada pelo juiz a requerimento da autoridade policial ou do MP, não podendo ser determinada de ofício. (B) No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada, não há necessidade de sua transcrição, bastando a juntada de CDs com o conteúdo da comunicação. (C) Deferido o pedido, os procedimentos de interceptação telefônica poderão ser conduzidos pela autoridade policial ou pelo MP, dando-se ciência, em todos os casos, à corregedoria-geral de polícia. (D) Excepcionalmente, o pedido de interceptação de comunicação telefônica poderá ser feito verbalmente, desde que estejam presentes os pressupostos que autorizem a interceptação, caso em que a concessão será condicionada à sua redução a termo. (E) Ainda que a gravação não interesse à prova, não se admite a sua inutilização, devendo toda a gravação permanecer arquivada, ao final, junto com os autos principais. A: art. 3º da Lei 9.296/96; B: art. 6º, § 1º, da Lei 9.296/96; C: art. 6º, caput, da Lei 9.296/96; D: art. 4º, § 1º, da Lei 9.296/96; E: art. 9º da Lei 9.296/96. Gabarito "D" Acerca de interceptação telefônica, objeto da Lei n.º 9.296/1996, julgue os itens a seguir. I A interceptação telefônica pode ser feita pela polícia com prévia autorização do Ministério Público e conduzida pelo juiz. II Desde que precedida de autorização judicial, a interceptação telefônica é válida para produzir prova em processo criminal. III Desde que precedida de autorização judicial, a interceptação telefônica é válida para produzir prova em inquérito policial. IV Essa interceptação pode ser deferida pelo judiciário, desde que haja requerimento da administração pública. Estão certos apenas os itens (Cartório/MT – 2005 – CESPE) e II. I: art. 3º da Lei 9.296/96; II: art. 3º, II, da Lei 9.296/96; III: art. 3º, I, da Lei 9.296/96; IV: art. 3º, I e II, da Lei 9.296/96. Acerca do tráfico ilícito e do uso indevido de substâncias entorpecentes, com base na legislação respectiva, assinale a opção correta. (Delegado/PB – 2009 – CESPE) uso próprio, não se impõe prisão em flagrante, devendo o autor de fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele comparecer. (B) Para a lavratura do auto de prisão em flagrante, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, o qual será necessariamente firmado por perito oficial. (C) O IP relativo a indiciado preso deve ser concluído no prazo de 30 dias, não havendo possibilidade de prorrogação do prazo. A autoridade policial pode, todavia, realizar diligências complementares e remetê-las posteriormente ao juízo competente. (D) Findo o prazo para conclusão do inquérito, a autoridade policial remete os autos ao juízo competente, relatando sumariamente as circunstâncias do fato, sendo-lhe vedado justificar as razões que a levaram à classificação do delito. A: art. 48, § 2º, da Lei 11.343/06; B: nos termos do art. 50, § 1º, da Lei 11.343/06, na falta de perito oficial, o laudo de constatação poderá ser firmado por pessoa idônea. Nesse ponto reside o erro da assertiva; C: reza o art. 51, parágrafo único, da Lei de Drogas que o prazo para conclusão do inquérito relativo a réu preso, que é de 30 dias, pode ser duplicado pelo juiz, desde que ouvido o MP e mediante pedido justificado da autoridade policial; D: a autoridade policial, ao remeter os autos de inquérito policial ao juízo, já findos, deverá relatar de forma sumária as circunstâncias em que os fatos se deram, bem assim justificar as razões que a levaram à classificação do delito, entre outras providências listadas no art. 52 da Lei 11.343/06. Gabarito "A" Gabarito "C" (Ministério Público/RO – 2008 – CESPE) Acerca (A) I e IV. e III. (D) III e IV. (C) II (A) No caso de porte de substância entorpecente para I: art. 50, § 1º, da Lei 11.343/06; II: art. 51, parágrafo único, da Lei 11.343/06; III: art. 53, parágrafo único, da Lei 11.343/06; IV: art. 42 da Lei 11.343/06; V: art. 41 da Lei 11.343/06. 56 (B) I Gabarito "C" V. (Magistratura Federal/5ª Região – 2009 – CESPE) Acerca do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, seu uso e seu procedimento penal, à luz da legislação em vigor, assinale a opção correta. (A) A doutrina garantista, atenta ao princípio da reserva legal, aponta como lacuna de formulação, e não silêncio eloquente do legislador, a falta de previsão, em relação aos crimes de tráfico ilícito de substância entorpecente, da conduta de produzir drogas, de forma que, estando o agente nessa situação, somente com a ação controlada dos policiais eventualmente infiltrados seria possível prendê-lo em flagrante, de modo a aguardar outra conduta prevista do tipo penal de ação múltipla. (B) A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação pode ser realizada em qualquer fase da persecução criminal, dependendo, no entanto, de autorização judicial e oitiva do MP. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! A: é verdade que o crime de tráfico de entorpecentes, capitulado no art. 33 da Lei 11.343/06, constitui um tipo de ação múltipla ou de conteúdo variado, de sorte que, para a sua consumação, é suficiente a prática de uma das ações previstas no tipo. Ocorre que a conduta de produzir drogas é uma das dezoito previstas no tipo do art. 33 da Lei de Drogas, que consiste em dar origem a algo que até então não existia. Por conta disso, é desnecessário lançar mão do expediente da ação controlada para viabilizar a prisão em flagrante por outra conduta prevista no art. 33 da Lei; B: art. 53, I, da Lei 11.343/06; C: art. 45, parágrafo único, da Lei 11.340/06; D: art. 43 da Lei 11.343/06; E: não se imporá a prisão em flagrante àquele que incorrer na prática do crime previsto no art. 28 da Lei de Drogas, mesmo que se trate de reincidente. a diligência pessoalmente, não necessita de mandado judicial. (B) Caso Manoel permita que a autoridade policial entre em sua residência, a diligência poderá ser efetuada durante o dia ou à noite, com ou sem mandado judicial. (C) Cartas particulares encontradas durante a busca e apreensão, estejam elas abertas ou fechadas, poderão ser apreendidas, quando a diligência ocorrer mediante autorização judicial. (D) Ainda que Manoel, durante a busca e apreensão, se negue terminantemente a abrir gavetas, sob o argumento de que tenha perdido as chaves, os policiais não poderão arrombá-las; caso o façam, estará caracterizado abuso de autoridade, independentemente da existência de mandado judicial. Art. 5º, XI, da CF. Com base na legislação atinente ao tráfico de drogas, julgue o item abaixo. (Analista – TJ/CE – 2008 – CESPE) (1) Gabarito "B" item seguinte. (1) Julgue o Para a prorrogação do pedido de interceptação das comunicações telefônicas, a lei exige a transcrição integral das conversas até então obtidas, para que o juiz verifique a plausibilidade do pedido. O pedido de prorrogação formulado deve ser detalhado e minucioso, indicando de forma efetiva a necessidade da diligência e os meios a serem empregados. De fato, a lei não exige a transcrição integral dos diálogos até então obtidos. Gabarito 1E (Defensoria Pública da União – 2007 – CESPE) seguinte. Para fundamentação de pedido anteriormente deferido, de que se prorrogue a interceptação de conversas telefônicas, a lei exige a transcrição total dessas conversas, sem a qual não se pode comprovar que é necessária a continuidade das investigações. Vide resposta dada à questão acima. Gabarito 1E (1) Julgue o item Manoel está sendo investigado pela prática do crime de lavagem de dinheiro. Por meio de testemunhas, a autoridade policial tomou conhecimento de que, em sua residência, constam provas da autoria do crime, tais como dinheiro, registros contábeis e transferências bancárias. Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2008.2) (A) A autoridade policial pode realizar imediatamente a busca e apreensão, visto que, quando realiza 1: tratando-se de crime permanente, em que a consumação se protrai no tempo por vontade do agente, a prisão em flagrante é possível, em princípio, enquanto não cessar a permanência – arts. 5º, XI e LXI, da CF e 303 do CPP. Gabarito 1C (Magistratura Federal – 5ª Região – 2007 – CESPE) Poderá o agente ser preso em seu domicílio, a qualquer hora do dia ou da noite, se a polícia tiver informação segura da existência de grande quantidade de drogas ali guardadas capazes de causar dependência física ou psíquica. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) Com base na legislação especial, julgue os seguintes itens. Cabe suspensão condicional do processo, por dois a quatro anos, devendo a proposta ser oferecida pelo Ministério Público, nos crimes em que a pena mínima cominada seja igual ou inferior a um ano, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime e estejam presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena. (2) Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, previstos na Lei Maria da Penha, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei dos Juizados Especiais Criminais. (1) 1: art. 89 da Lei 9.099/95; 2: art. 41 da Lei 11.340/06. Gabarito 1C, 2C restar comprovado, ao fim da instrução criminal, que o agente, em razão da dependência, era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ao tempo da ação, o juiz, se absolver o acusado, não poderá determinar o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. (D) Não há, na legislação específica, disposição expressa a respeito da pena de multa, devendo o juiz aplicar, subsidiariamente, os dispositivos do CPP acerca do tema. (E) Reincidindo o agente na prática do crime de uso de substância entorpecente, caberá a sua prisão em flagrante, devendo ser ele imediatamente encaminhado ao juiz competente. Gabarito "B" (C) Se Acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente, julgue os itens a seguir. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) A medida de internação pode ser aplicada em caso de prática de ato infracional cometido mediante violência ou grave ameaça à pessoa ou em caso de ato infracional semelhante a crime hediondo. (2) Antes de iniciado o procedimento judicial para apuração de ato infracional, o representante do Ministério Público pode conceder a remissão, atendendo às circunstâncias e conseqüências do fato, ao contexto social, bem como à perso(1) 57 Eduardo Dompieri 1: a medida de internação somente terá lugar nas hipóteses elencadas no art. 122 da Lei 8.069/90 (ECA). O cometimento de ato infracional correspondente a crime hediondo por si só não justifica a medida excepcional de internação (art. 121, caput, ECA), que somente ocorrerá, reitere-se, nas hipóteses arroladas no art. 122; 2: arts. 126 e 127 do ECA. Gabarito 1E, 2E À luz da Lei Maria da Penha, julgue o próximo item. (Analista – TJ/DF – 2008 – CESPE) (1) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida, esta pode renunciar à representação perante o juiz ou a autoridade policial, no máximo, até a data do oferecimento da denúncia. 1: em consonância com o disposto no art. 16 da Lei 11.340/06, a renúncia à representação somente poderá ser feita perante o magistrado, em audiência especialmente designada para essa finalidade e até o recebimento da denúncia. Gabarito 1E A Lei n.º 8.072/1990, conhecida como Lei dos Crimes Hediondos, além de definir os delitos dessa natureza, trouxe diversas inovações de cunho penal e processual penal, que repercutiram na esfera da liberdade individual do cidadão. Acerca dos delitos e do procedimento preceituados nessa Lei, assinale a opção incorreta. (Técnico Judiciário – TJ/RR – 2006 – CESPE) Quanto ao acusado e seu defensor, à citação e à sentença condenatória, assinale a opção correta. (Magistratura/AL – 2008 – CESPE) (A) A falta de comparecimento do defensor, ainda que motivada, não determinará o adiamento de ato algum do processo, devendo o juiz nomear substituto, ainda que provisoriamente ou apenas para o efeito do ato. (B) Com o recebimento da denúncia, o processo penal terá completada a sua formação. (C) Quando verificar que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de justiça deverá certificar a ocorrência e proceder à citação com hora certa, na forma prevista no CPC. (D) Ao proferir a sentença condenatória, o juiz fixará também o valor máximo para a reparação dos danos causados pela infração. (E) O réu não poderá apelar sem se recolher à prisão, ou prestar fiança, salvo se for primário e de bons antecedentes, assim reconhecido na sentença condenatória, ou condenado por crime de que se livre solto. Art. 362 do CPP. No que concerne a citação, sentença e aplicação provisória de interdições de direitos e medidas de segurança, julgue os seguintes itens. (Procurador Federal – 2010 – CESPE) crimes hediondos é cabível, na execução da pena, o benefício do livramento condicional, desde que sejam preenchidos os requisitos necessários à sua concessão. (B) O instituto da delação inserido na Lei dos Crimes Hediondos impõe a redução da pena de um a dois terços para o delator, quando sua delação possibilita o desmantelamento de associações criminosas ou de quadrilhas formadas para prática de crimes hediondos dos quais o delator fez parte. (C)A prisão temporária, nos crimes considerados hediondos, tem prazo de trinta dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. (D) A lei em referência veda a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, o que equivale a dizer que a autoridade judiciária, em nenhuma hipótese, poderá proceder ao relaxamento da prisão em tais crimes. (1) O juiz não pode aplicar, ainda que provisoriamente, medida de segurança no curso do inquérito policial. (2) É cabível a citação por hora certa no processo penal, desde que o oficial de justiça verifique e certifique que o réu se oculta para não ser citado. Nessa situação, para que se complete a citação com hora certa, o escrivão deve enviar ao réu carta, telegrama ou radiograma, dando-lhe ciência de tudo. (3) O juiz não pode, caso o réu tenha respondido ao processo solto, impor prisão preventiva quando da prolação da sentença penal condenatória. A: art. 83, V, do CP; B: art. 8º, p. único, da Lei 8.072/90; C: art. 2º, § 4º, da Lei 8.072/90; D: o art. 5º, XLIII, da Constituição Federal veda tão-somente a concessão de fiança nos crimes hediondos e equiparados. Com o advento da Lei 11.464/07, que modificou a redação da Lei de Crimes Hediondos, que antes vedava a concessão de fiança e liberdade provisória, passou possibilitar a liberdade provisória, já que foi extraída do dispositivo (art. 2º, II, da Lei 8.072/90). O relaxamento tem como pressuposto uma prisão ilegal. (A) O procedimento de acareação, objeto de severas (A) Nos 1: a aplicação de medida de segurança pressupõe o devido processo legal; 2: art. 362 do CPP; 3: art. 387, parágrafo único, do CPP. Gabarito 1C, 2C, 3E Gabarito "D" 58 22. Temas Combinados e Outros Temas Gabarito "C" nalidade do adolescente e sua maior ou menor participação no ato infracional. Essa remissão implica extinção do processo e reconhecimento da responsabilidade por parte do adolescente. A respeito dos meios de prova e das citações e intimações no âmbito do direito processual penal, assinale a opção correta. (OAB – CESPE – 2009.2) críticas por violar o princípio da dignidade da pessoa humana, foi extinto pela recente reforma do CPP. (B) O oficial de justiça, ao verificar que o réu se oculta para não ser citado, deve certificar a ocorrência e proceder à citação com hora certa, na forma estabelecida no CPC. 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! (C) O exame de corpo de delito e outras perícias devem ser feitos, necessariamente, por dois peritos oficiais ou, na impossibilidade de estes o fazerem, por duas pessoas idôneas assim consideradas pelo juiz. (D) Tratando-se de processo penal, é absoluta a nulidade por falta de intimação da expedição de precatória para inquirição de testemunha. A: a acareação, meio de prova presente nos arts. 229 e 230 do CPP, não sofreu qualquer modificação. A recente reforma a que foi submetido do CPP, portanto, não extinguiu o procedimento; B: de fato, a Lei 11.719/08 alterou a redação do art. 362 do CPP e introduziu, no âmbito do processo penal, a citação por hora certa, antes exclusiva do processo civil; C: o art. 159, caput, do CPP, com a redação que lhe foi dada pela Lei 11.690/08, determina que o exame de corpo de delito e outras perícias sejam realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior. A redação anterior do dispositivo exigia a realização da perícia por dois profissionais; D: cuida-se de nulidade relativa, consoante entendimento esposado na Súmula 155 do STF. Gabarito "B" (OAB – CESPE – 2008.1) Assinale do processo penal. a opção correta acerca do processo penal. a opção correta acerca (A) A jurisprudência do STF consolidou o entendimento segundo o qual as interceptações telefônicas não podem ser prorrogadas. (B) As férias forenses interrompem a contagem dos prazos recursais. (C) É competente a justiça federal para o processo e o julgamento de crime praticado dentro de reserva indígena, ainda que, na ocasião, não tenha havido disputa sobre direitos indígenas. (D) É inepta a denúncia que, contendo narração incongruente dos fatos, impossibilita o exercício pleno do direito de defesa. A: a jurisprudência do STF consolidou o entendimento segundo o qual as interceptações telefônicas podem, sim, ser prorrogadas, desde que devidamente fundamentadas pela autoridade judiciária (art. 5º da Lei n. 9.296/1996); B: art. 798 do CPP; C: há precedentes no STF e no STJ dando conta de que, não tendo havido disputa envolvendo direitos indígenas, é competente a Justiça Estadual para processar e julgar crime praticado no interior de reserva indígena; D: arts. 41 e 395, I, do CPP. A denúncia há de ser precisa e clara, com o objetivo de viabilizar o exercício do direito de defesa. Gabarito "D" que se refere ao processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, é desnecessária a resposta preliminar na ação penal instruída por inquérito policial. (B) A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. (C) A reincidência penal pode ser considerada como circunstância agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial. (D) Viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados. A: art. 514, CPP; Súmula 330, STJ; B: Súmula n. 718, STF; C: Súmula n. 241, STJ; D: Súmula n. 704, STF. Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2007.2) Acerca do processo penal, assi- (A) Havendo concurso de agentes, a decisão de recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros. (B) A sentença absolutória que decidir que o fato imputado não constitui crime impede a propositura da ação civil. (C) Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a punibilidade, deverá declará-lo de ofício. (D) Nos termos da Lei Maria da Penha, as medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas inclusive de ofício pelo juiz, desde que haja audiência das partes. A: art. 580 do CPP; B: art. 67, III, do CPP; C: art. 61, CPP; D: art. 19, § 1º, da Lei n. 11.340/2006. (OAB – CESPE – 2007.1) Assinale do processo penal. a opção correta acerca (A) A interposição de recurso sem efeito suspensivo contra decisão condenatória obsta a expedição de mandado de prisão. (B) Ao tribunal ad quem é vedado, em sede recursal, ordenar a prisão do condenado quando improvido o recurso por este interposto, conforme previsão expressa no Código de Processo Penal. (C) A falta ou a nulidade da citação são insanáveis. (D) A fundamentação das decisões do Poder Judiciário, tal como resulta da Constituição Federal, é condição absoluta de sua validade e, portanto, pressuposto da sua eficácia, substanciando-se na definição suficiente dos fatos e do direito que a sustentam, de modo a certificar a realização da hipótese de incidência da norma e os efeitos dela resultantes. A: Súmula n. 267 do STJ; B: art. 675, § 1º, do CPP; C: art. 570 do CPP; D: art. 93, IX, da CF; e art. 381, CPP. Gabarito "D" (A) No nale a opção correta. (OAB – CESPE – 2007.1) Assinale (OAB – CESPE – 2006.3) Com relação a jurisprudência STJ e do STF, assinale a opção incorreta. do (A) É impossível o relaxamento da prisão em flagrante nos crimes hediondos. (B) A determinação de produção antecipada de prova testemunhal é faculdade legal do julgador. (C) A incompetência do juízo anula os atos decisórios. (D) Somente a dúvida séria acerca da integridade mental do acusado serve de motivação para a instauração do incidente de insanidade mental, sendo certo que o simples requerimento, por si só, não obriga o juiz. A: a prisão em flagrante será relaxada pelo juiz sempre que apresentar alguma ilegalidade (art. 5º, LXV, da CF). O dispositivo constitucional não fez distinção alguma em relação aos crimes hediondos. Nem 59 Gabarito "C" Eduardo Dompieri poderia. Trata-se de uma prisão processual (não há, pois, imposição de pena) ilegal, viciada, que há de ser combatida, relaxada; B: arts. 156, I, e 225 do CPP; C: art. 567 do CPP; D: art. 149 e seguintes do CPP. (OAB – CESPE – 2006.3) Assinale de Execução Penal não se aplica ao preso provisório. (B) O custodiado tem o direito de ficar em silêncio quando de seu interrogatório policial e deve ser informado pela própria polícia, antes de falar, que tem direito de comunicar-se com seu advogado ou com seus familiares. (C) A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. (D) A Constituição da República determina que a prisão de qualquer pessoa e o local onde essa pessoa se encontra devem ser comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. Assim, a omissão da autoridade no que se refere a esse direito do preso, por si só, exclui a legalidade da prisão. (A) Competem A: art. 2º, parágrafo único, da Lei n. 7.210/1984; B: art. 5º, LXIII, da CF; C: Súmula n. 718, STF; D: art. 5º, LXII, da CF. STF e do STJ, assinale a opção correta. (A) É legal o decreto de prisão preventiva fundamen- tado na necessidade de identificação dos co-réus e de prevenção de reincidência. (B) O promotor de justiça que participa na fase investigatória está impedido ou suspeito para o oferecimento da denúncia. (C) O habeas corpus é meio próprio para apreciar-se a denúncia formalizada pelo Ministério Público. (D) Arquivado o inquérito a requerimento do Ministério Público, nova ação penal não pode ser iniciada sem novas provas. A: art. 312 do CPP; B: Súmula n. 234 do STJ; C: arts. 647 e 648 do CPP; D: art. 18, CPP; Súmula n. 524, STF. Gabarito "D" a opção correta, considerando jurisprudência do STF e do STJ. à justiça federal o processo e o julgamento de feito que vise à apuração de possível crime ambiental em área de preservação permanente perpetrada em terras particulares, mesmo quando não restar demonstrada a existência de eventual lesão a bens, serviços ou interesses da União. (B) As normas de direito processual penal são regidas pelo princípio do tempus regit actum. (C) A lei que instituiu os juizados especiais criminais no âmbito da justiça federal ampliou o rol dos delitos de menor potencial ofensivo, elevando para três anos o teto da pena abstratamente cominada ao delito. (D) É inadmissível, segundo a lei processual penal, que as omissões da acusatória inicial possam ser supridas a todo tempo antes da sentença final. A: art. 109 da CF; B: art. 2º, CPP; C: art. 61 da Lei n. 9.099/1995; D: a denúncia (art. 41, CPP) poderá ser aditada, desde que o réu seja ouvido acerca do aditamento, sob pena de configurar violação ao princípio da ampla defesa. (A) A Lei Gabarito "B" Gabarito "A" (OAB – CESPE – 2006.3) De acordo com jurisprudência do Gabarito "B" (Analista – TRE/MA – 2006 – CESPE) Julgue os itens abaixo, relativos ao juizado especial criminal, à competência e aos sujeitos da relação processual. I. A citação pessoal, no sistema vigente, é, de regra, realizada por mandado. No juizado especial criminal, inverte-se a regra: a citação deve ocorrer, de preferência, no próprio juizado e, somente quando isso não for possível, deve ser efetuada por mandado. II. Nos casos de ação penal de iniciativa privada, o Ministério Público deve intervir em todos os atos do processo, na qualidade de titular da ação. III. No Brasil, os juízes dos tribunais eleitorais não são vitalícios no exercício da jurisdição especial. São todos nomeados por apenas dois anos e só podem ser reconduzidos ao cargo uma única vez. IV. No concurso entre a jurisdição comum e a jurisdição especial, os processos serão separados. Assim, por exemplo, se um crime de roubo for praticado em conexão com um crime eleitoral, a justiça eleitoral será competente para julgar a infração eleitoral, cabendo o processo e o julgamento do roubo à justiça comum. V. Nas infrações de menor potencial ofensivo, a homologação do acordo civil entre as partes tem eficácia de título executivo judicial e acarreta, como conseqüência, a renúncia tácita ao direito de queixa ou de representação, o que, na forma da lei, extingue a punibilidade do agente. Assinale a opção correta de acordo com o STJ e o STF. (OAB – CESPE – 2006.2) (A) O oferecimento de denúncia ou queixa pressupõe a existência de elementos probatórios mínimos que justifiquem a abertura de ação penal. (B) Incompetência relativa, como a relacionada ao lugar da infração, pode ser reconhecida de ofício. (C) O habeas corpus constitui meio idôneo para discussão de matéria de fato no processo. (D) O defensor público e o dativo não têm a prerrogativa de intimação pessoal. A: arts. 41 e 395 do CPP; B: “A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício” (Súmula n. 33 do STJ); C: de fato não constitui na medida em que o habeas corpus é medida urgente, sendo, portanto, vedado, nesta sede, exame mais detalhado das provas; D: art. 5º, § 5º, da Lei n. 1060/1950; e art. 370, § 4º, do CPP. Gabarito "A" 60 No que se refere ao processo penal brasileiro, é correto afirmar que (OAB – CESPE – 2006.1) Estão certos apenas os itens (A) I, II e IV. II e V. (C) I, III e V. (B) I, 14. Direito Processual Penal – Atualização nº 1 COMO PASSAR EM CONCURSOS CESPE! III e IV. IV e V. (B) A I: com efeito, a citação por mandado, feita por oficial de Justiça, nos termos do art. 351 do CPP, constitui a regra no sistema vigente. Situação diferente é a do Juizado Especial Criminal, em que a citação far-se-á no próprio juizado, sempre que possível, ou por mandado, conforme preleciona o art. 66, caput, da Lei 9.099/95; II: o Ministério Público, na ação penal de iniciativa privada, atua na qualidade de custos legis, já que o titular da ação, neste caso, é o ofendido ou seu representante legal – arts. 30, 45 e 48 do CPP; III: art. 121, § 2º, da CF e art. 14, caput, da Lei 4.737/65 (Código Eleitoral); IV: art. 78, IV, do CPP; V: art. 74 da Lei 9.099/95. Gabarito "C" Acerca de prisões e provas, assinale a opção correta. (Analista – TRE/MT – 2010 – CESPE) (A) A prisão temporária pode ser decretada de ofício pelo juiz, pelo prazo improrrogável de cinco dias, presentes as condições legais. (B) A apresentação espontânea do acusado à autoridade não impede a decretação da prisão preventiva nos casos em que a lei a autoriza. (C) Não se admite a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos punidos com detenção. (D) O juiz não pode fundamentar a sentença condenatória em elementos informativos colhidos no inquérito policial, ainda que se trate de provas cautelares, não repetíveis ou antecipadas. (E) A prova da alegação incumbe a quem a fizer, não sendo admitido que o juiz determine provas de ofício, pois tal atitude ofende o sistema acusatório puro, adotado pelo CPP. A: a prisão temporária não pode ser decretada de ofício pelo juiz, que deverá determiná-la diante da representação formulada pela autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público – art. 2º, caput, da Lei 7.960/89. No mais, esta modalidade de prisão provisória terá o prazo de cinco dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade, nos termos do art. 2º, caput, da Lei 7.960/89. Em se tratando, no entanto, de crime hediondo ou a ele equiparado (tortura, tráfico de drogas e terrorismo), a custódia temporária será decretada por até trinta dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade, em consonância com o disposto no art. 2º, § 4º, da Lei 8.072/90 (Crimes Hediondos); B: assertiva correta, mesmo em face da expressa revogação do art. 317 do CPP; C: a nova redação conferida ao art. 313 do CPP não mais leva em conta a qualidade da pena cominada, isto é, reclusão/detenção, mas a quantidade da pena privativa de liberdade prevista; D: art. 155, caput, do CPP; E: nada obsta que o magistrado, fazendo uso da prerrogativa que lhe confere o art. 156, II, do CPP, com o propósito de esclarecer dúvida acerca de ponto relevante, determine, no curso da instrução ou antes de proferir sentença, de ofício e em caráter supletivo, diligências com o fito de se atingir a verdade real. Tal prerrogativa pode, inclusive, ser exercida antes de iniciada ação penal – art. 156, I, do CPP. O Código de Processo Penal não acolheu o sistema acusatório puro, já que o inquérito policial é sigiloso e, ademais, nele não vigoram o contraditório e a ampla defesa. Gabarito "B" (Analista – TRE/MT – 2010 – CESPE) No que concerne à ação penal, às provas, à prisão, à liberdade provisória e às citações, assinale a opção correta. (A) O MP poderá desistir da ação penal, desde que verifique estarem ausentes os pressupostos relativos à justa causa. renúncia ao exercício do direito de queixa é ato personalíssimo e, como tal, não se estende a todos os autores do crime, quando formulada somente em relação a um deles. (C) Diferentemente do que ocorre no processo civil, no processo penal, em o caso de perícia, não há a previsão, no Código de Processo Penal (CPP), de formulação de quesitos e indicação de assistente técnico pelas partes. (D) A autoridade policial somente poderá conceder fiança ao indiciado preso em flagrante nos casos de infração punida com detenção; nos demais casos, a fiança dependerá de ordem judicial. (E) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva. A: a ação penal pública é indisponível, na medida em que, uma vez proposta, é defeso ao Ministério Público dela desistir, nos exatos termos do art. 42 do CPP; B: art. 49 do CPP; C: art. 159, § 3º, do CPP; D: com o advento da Lei 12.403/11, que modificou, entre outros, o art. 322 do CPP, a autoridade policial, a partir de agora, poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a quatro anos; E: a assertiva corresponde à redação do art. 366 do CPP. Vide, a esse respeito, Súmula nº 415 do STJ, que trata do período durante o qual deve durar a suspensão do prazo prescricional. (Analista – TJ/CE – 2008 – CESPE) Com relação às decisões no âmbito dos juizados especiais criminais (JECs), aos crimes de racismo e à injúria qualificada por conotação racial, julgue os itens seguintes. (1) Das decisões proferidas pelo juiz do JEC caberá recurso de apelação que será julgado por uma turma especial recursal composta por três juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição. (2) Nos crimes de racismo, a ação penal privada contra o ofensor poderá ser proposta nos JECs, já que esses crimes são considerados delitos de pequeno potencial ofensivo. (3) Nos casos em que se configure a injúria qualificada por conotação racial, a prova do fato insultuoso competirá ao querelante. 1: art. 82 da Lei 9.099/95; 2: os crimes de racismo, definidos na Lei 7.716/89, são de ação penal pública incondicionada e não estão sujeitos ao procedimento sumaríssimo previsto para as infrações penais de menor potencial ofensivo; 3: a partir do advento da Lei 12.033/09, que alterou a redação do parágrafo único do art. 145 do Código Penal, a ação penal, até então de iniciativa privada, passou a ser pública condicionada nos casos de injúria consistente na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência (forma qualificada). De toda forma, o ônus de provar o alegado, em regra, é da acusação, em vista do disposto no art. 156, caput, do CPP. Gabarito 1C, 2E, 3C (E) III, Gabarito "E" (D) II, 61 Eduardo Dompieri (A) Se o juiz funcionou como delegado de polícia no inquérito policial que serviu de base à ação penal, não poderá julgar esta última. (B) O perdão do ofendido na ação penal privada é um ato processual de natureza dispositiva. (C) O réu, quando maior de dezoito e menor de vinte e um anos de idade, será citado na pessoa de seu representante legal. (D) A doutrina denomina notificação à comunicação que se faz à parte ou a outra pessoa acerca de 62 lugar, dia e hora de um ato processual a que deve comparecer, referindo-se, pois, a ato futuro, ainda a ser praticado. A: art. 252, II, do CPP; B: o perdão constitui ato por meio do qual o querelante desiste de prosseguir na ação penal privada. Ao contrário da renúncia, somente gerará a extinção da punibilidade se aceito for pelo querelado. Trata-se, portanto, de ato bilateral; C: a lei não impõe essa formalidade; D: notificação é o conhecimento que se dá à parte (ou a terceiro) de ato a ser praticado; intimação, por seu turno, é a ciência que se dá à parte (ou a terceiro) de um ato já praticado. Gabarito "C" (Analista – MPU – 1999 – CESPE) Assinale a opção incorreta.