PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
GRADUAÇÃO EM MEDICINA DA FACULDADE DE
MEDICINA “DR. DOMINGOS LEONARDO
CERÁVOLO” DE PRESIDENTE PRUDENTE – SP.
Presidente Prudente – SP
Atualizado - 2013
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Sumário
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 5
2. A UNOESTE ................................................................................................................... 7
2.1 Composição Administrativa ........................................................................................ 7
2.2 Perfil Institucional ...................................................................................................... 7
2.3 Características socioeconômicas da região de abrangência de Presidente Prudente-SP 9
3. CURSO DE GRADUAÇÃO DE MEDICINA .................................................................. 9
3.1 Histórico do Curso ...................................................................................................... 9
3.2 Contexto locorregional em saúde .............................................................................. 10
3.3 Trajetória de mudanças no Curso de Medicina .......................................................... 11
3.4 Princípios norteadores do modelo curricular adotado ................................................ 15
3. 4.1 Princípios norteadores do modelo curricular...................................................... 15
3.5 Missão do Curso ....................................................................................................... 20
3.6 Objetivos do Curso ................................................................................................... 20
3.7 Perfil do egresso ....................................................................................................... 21
3.8 Competências do médico .......................................................................................... 22
4. PRICÍPIOS PEDAGÓGICOS .................................................................................. 25
5. ORGAIZAÇÃO CURRICULAR .............................................................................. 26
5.1 Concepções teóricas do Curso de Medicina .............................................................. 26
5.2 Organização do Estágio Curricular Supervisionado (Internato Médico) .................... 51
5.3 Cargas horárias ......................................................................................................... 54
5.4 Atividades complementares ...................................................................................... 54
6. MOITORIA ............................................................................................................... 55
7. ATIVIDADES DE EXTESÃO .................................................................................. 56
8. ATIVIDADES DE PESQUISA .................................................................................... 56
9. SISTEMA DE AVALIAÇÃO ...................................................................................... 58
9.1 Avaliação Institucional e do Curso............................................................................ 59
9.2 Avaliação acadêmica do ensino-aprendizagem......................................................... 60
10. ORGAIZAÇÃO ACADÊMICO-ADMIISTRATIVA DO CURSO DE
MEDICIA ...................................................................................................................... 63
10.1 Gestão Acadêmica do Curso .................................................................................. 63
10.2 Colegiado do Curso ................................................................................................ 64
10.3 Núcleo Docente Estruturante (NDE) ....................................................................... 65
10.4 Comissão de Graduação.......................................................................................... 66
10.5 Departamentos ........................................................................................................ 66
11. ORGAIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA ....................................................... 67
11.1 PROGRAMA DE APROXIMAÇAO PROGRESSIVA A PRÀTICA (PAPP) e
PROGRAMA DE ATENÇAO INTEGRAL DO SUS ( PAI) .......................................... 68
11.2 Educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afrobrasileira e indígena........................................................................................................ 68
11.3 Política ambiental ................................................................................................... 69
11.4 APRENDER UNOESTE ........................................................................................ 70
11.5 Programa de nivelamento para o discente ............................................................... 71
11.6 Apoio ao Discente .................................................................................................. 71
12. CORPO DOCETE ................................................................................................... 71
13. IFRAESTRUTURA ................................................................................................. 72
13.1 Espaços físicos utilizados no desenvolvimento do curso ......................................... 72
2
13.2 Tipologia e quantidade de ambientes/laboratórios de acordo com a proposta do curso.
....................................................................................................................................... 76
13.3 Laboratório de Habilidades e Simulação (LhabSim) ............................................... 76
13.4 Cenários para ensino e aprendizagem...................................................................... 77
13.5 Biblioteca ............................................................................................................... 78
3
LISTA DE ANEXOS
ANEXO I: Regulamento do Curso de Medicina.
ANEXO II: Regulamento das atividades complementares do Curso de
Medicina.
ANEXO III: Regulamento da Monitoria do Curso de Medicina.
ANEXO IV: Regulamento das Atividades de Extensão Universitária do Curso
de Medicina.
ANEXO V: Regulamento do Programa de Pesquisa do Curso de Medicina.
ANEXO VI: Relatório da Biblioteca sobre o acervo do Curso de Medicina.
ANEXO VII: Matriz curricular – 2012.
ANEXO VIII: Ementas e bibliografias.
ANEXO IX: Corpo Docente.
ANEXO X: Portaria Hospital de Ensino (HR).
ANEXO XI: Projetos de Extensão Cadastrados.
ANEXO XII: Núcleo de Orientação e Apoio Psicopedagógico ao Aluno de
Medicina (NOAPAM).
ANEXO XIII: Laboratórios.
ANEXO
XIV:
Integrantes
da
Comissão
de
Avaliação
Didático-
Pedagógica(CADP).
ANEXO XV: Portaria e Composição do Núcleo Docente Estruturante (NDE).
ANEXO XVI: Portaria e Composição do Colegiado do Curso.
ANEXO XVII: Composição da Comissão de Graduação.
ANEXO XVIII: Projetos de Pesquisa Cadastrados.
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1. INTRODUÇÃO
O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) é um instrumento que embasa a gestão
acadêmica e administrativa do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina “Dr.
Domingos Leonardo Cerávolo” de Presidente Prudente - SP, da Universidade do Oeste
Paulista (UNOESTE), descrevendo as bases filosóficas, conceituais, políticas e
metodológicas que serão utilizadas para definir as competências e habilidades
essenciais à formação dos médicos.
Os referenciais utilizados na construção do PPC advêm das diretrizes Curriculares
Nacionais para os Cursos de Medicina, Resolução CNE/CES nº 4, de 7 de novembro de
2001, que orientam a formação do médico a partir da compreensão do Sistema Único de
Saúde (SUS), além de aplicar fundamentos educacionais e metodológicos que interligam
o ensino, a pesquisa e a extensão e são compatíveis com as competências pretendidas
para o profissional médico.
Este documento, atualizado para 2013, é resultado de um diálogo coletivo,
integrando o Núcleo Docente Estruturante (NDE), docentes, discentes, gestores e
colaboradores da área da saúde e da educação, o que permitiu discussões sobre o fazer
político pedagógico do curso, tendo como objetivo refletir o momento atual e buscar
transformações que atendam as necessidades de mudanças da sociedade e da atuação
do médico enquanto agente transformador e promotor de saúde.
Assim, o presente Projeto Pedagógico do Curso de Graduação de Medicina foi
construído a partir dos seguintes pressupostos:
•
Médico como agente transformador da sociedade;
Dentro das Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação dos Médicos, destacase uma preocupação forte com os futuros profissionais na participação que terão com o
desenvolvimento sociopolítico e cultural da sociedade.
Como discentes da área da saúde, durante todo o percurso do Curso de Medicina, os
mesmos estarão integrados aos movimentos da sociedade que mais se aproximam de
sua prática profissional, além de participarem de associações e grupos que incentivam
ações de melhoria das condições de vida da população, reforcem o papel do médico no
cuidado à saúde e consequentemente podem provocar mudanças positivas na
sociedade.
5
Assim, tanto o discente quanto o docente, devem assumir uma postura reflexiva e
crítica ante o conhecimento adquirido e a realidade a ser vivenciada pelo futuro
profissional, a fim de que haja melhor apropriação de conteúdos. Com esse objetivo, o
modelo curricular do curso de Medicina enfoca além do conhecimento específico
necessário à formação do profissional a ser graduado, o desenvolvimento de habilidades
e competências exigidas para, de alguma forma, se assegurar uma prática crítica em
face da realidade socioeconômico e político-cultural do País.
•
Saúde pautada nos princípios norteadores do SUS;
Ter o Sistema Único de Saúde (SUS) como princípio norteador para compreensão do
atendimento da maior parte da população brasileira permitirá que o discente tenha uma
visão abrangente da atuação dos médicos no contexto de saúde do Brasil e ao mesmo
tempo resgatar o enfoque regionalizado ao qual a universidade está inserida.
Embora apresente ainda uma forma idealizada, a realidade do SUS será cada vez
mais próxima de seu ideal quanto mais os profissionais conheçam suas propostas,
dificuldades e perspectivas de avanço para sua efetivação como cobertura de saúde
para todos.
Nesse sentido, propõem-se nesse currículo discussões sobre o SUS e suas
particularidades durante o processo de aprendizado do discente, integrando-o aos
serviços e às atividades de seus profissionais para melhor compreendê-lo.
•
Médico como promotor de saúde.
Com base no reconhecimento do perfil epidemiológico nacional e regional, a
presente proposta para formação do médico está direcionada a não só reconhecer as
necessidades de cuidados individuais ou coletivos, mas preparar os discentes para
intervir na prevenção das doenças e promoção das condições de saúde da população.
A promoção da saúde é realizada principalmente pelas ações educativas dos
médicos, por meio das quais podem mostrar a importância da sua participação na
equipe multiprofissional como educador e organizador nas comunidades e instituições
dos grupos e rodas de educação permanente.
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2. A UNOESTE
2.1 Composição Administrativa
Reitor: Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima
Vice-Reitor: Ana Cristina de Oliveira Lima
Pró-Reitora Administrativa: Maria Regina de Oliveira Lima
Pró-Reitor Discente: José Eduardo Creste
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-graduação: Maria de Lourdes Zizi Trevisan Perez
Pró-Reitora de Extensão e Ação Comunitária: Angelita Ibanhez de Oliveira Lima
2.2 Perfil Institucional
A Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) instituição de ensino superior,
mantida pela Associação Prudentina de Educação e Cultura - APEC, situada à Rua José
Bongiovani, 700, no Bairro Jd. Bongiovani/Cidade Universitária, em Presidente Prudente
SP, tem como missão, descrito no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para o
período de vigência 2008-2012, pág. 11:
Desenvolver a educação num ambiente inovador e crítico-reflexivo, pelo exercício
das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão nas diversas áreas do
conhecimento científico, humanístico e tecnológico, contribuindo para a formação
de profissionais cidadãos comprometidos com a responsabilidade social e
ambiental.
Sua trajetória histórica, iniciada em 1972, é marcada pelo reconhecimento como
Universidade com a Portaria Ministerial MEC No 83, de 12 de fevereiro de 1987, DOU de
16 de fevereiro de 1987, atuando de forma contínua nas mudanças que ocorreram na
sociedade da Região Oeste Paulista, por meio de seus cursos, programas e serviços.
A Instituição conta hoje com 53 cursos de graduação ofertados, incluindo as
Licenciaturas, Bacharelados e Cursos Superiores de Tecnologia que permeiam todas as
áreas do saber, dezenas de cursos de pós-graduação “lato sensu”, quatro cursos de
mestrado e um de doutorado.
A UNOESTE concentra em Presidente Prudente -SPuma população discente,
docente e de funcionários de aproximadamente 15 mil pessoas, aparelhando suas
instalações para atendimento, não só desta clientela, como também da população em
7
geral nas áreas de saúde, judiciária, agrária, de engenharia, educacional, psicológica e
tecnológica, constituindo um polo de atendimento e difusão do conhecimento.
O Projeto Pedagógico Institucional da UNOESTE (PPI), que estabelece as políticas
para a consolidação da sua missão e que aponta diretrizes para que as ações se
concretizem,tem como princípios Filosóficos e Pedagógicos Gerais:
- Princípio do desenvolvimento da cidadania, enquanto condição para integração
e participação da população na viabilização do projeto de nação brasileira livre,
independente, soberana, superando a condição de “estadania” vivida pela maioria
dos brasileiros.
- Princípio da epistemologia e participação, isto é, a educação e conhecimento
como fatores essenciais da efetiva cidadania participativa e da competitividade, e
como condutores da transformação produtiva.
- Princípio dialógico em que o discurso teórico e o prático, consubstanciado de
forma integrada na pesquisa e extensão, levem a oferecer a superação do homem
de suas condições intelectuais de senso comum.
(PDI, 2008-2012, pág. 92).
Apoiada nesses princípios, a UNOESTE embasa e referencia a construção e
desenvolvimento deste Projeto Pedagógico do Curso de Medicina, garantindo a
interlocução da Universidade com a sociedade por meio da formação dos profissionais
médicos.
Para promover essa integração com a sociedade, gerando e divulgando
conhecimento, a UNOESTE estabelece políticas de Ensino, Pesquisa e Extensão na
busca de uma proposta de perfil de egressos com:
Formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, qualificado para o exercício
profissional em seu campo de atuação com base no rigor científico e intelectual e
pautado no princípio ético, apto a intervir positivamente nas transformações da
sociedade e com capacidade para aprendizagem autônoma, dinâmica e flexível.
(PDI-Unoeste).
Além disso, a UNOESTE, em seu PDI, orienta seus cursos de formação a
nortearem seus Projetos Pedagógicos em princípios como a ética, a criticidade, a
criatividade, a interdisciplinaridade, a diversidade, o trabalho coletivo, a valorização
profissional, entre outros.
Assim, para auxiliar no desafio da concretização desses princípios em seus cursos,
a UNOESTE formalizou o Núcleo Docente Estruturante (NDE) por meio da Resolução
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02/2009 - Reitoria da UNOESTE, que no Curso de Medicina acompanha e monitora a
construção, implementação e avaliação do Projeto Pedagógico do Curso.
2.3 Características socioeconômicas da região de abrangência de Presidente
Prudente-SP
A área de abrangência geográfica da UNOESTE compreende o sudoeste do estado
de São Paulo, com 53 municípios, constituindo a 10ª Região Administrativa de Governo
e que envolve as regiões da Alta Sorocabana e Nova Alta Paulista. Espaço este que
contém um contingente populacional próximo de um milhão de habitantes, dos quais 208
mil aproximadamente estão em Presidente Prudente-SP. Trata-se, portanto, de um
importante polo de desenvolvimento geoeducacional – Distrito 27 – o qual serve de
referência para uma vasta região. Contudo, a sua influência não se restringe apenas a
este espaço, alcança o sul do Mato Grosso do Sul, norte e noroeste do Paraná, cujas
populações somam mais de 500 mil pessoas.
Estudos comparativos em termos estaduais situam a região de Presidente
Prudente-SP como uma das mais carentes no aspecto socioeconômico. Dessa forma, a
UNOESTE tem um papel importante na alavancagem tecnológica, científica, cultural e
social do espaço em que está inserida, visando a melhoria qualitativa das condições de
vida e desenvolvimento humano dos que vivem no município e região.
Em relação ao atendimento à saúde, a cidade de Presidente Prudente SPconcentra o maior número de instituições e serviços, sendo a referência para as
cidades vizinhas.
3. CURSO DE GRADUAÇÃO DE MEDICINA
3.1 Histórico do Curso
É no contexto histórico da UNOESTE e com experiência de formação de
profissionais de saúde em Enfermagem, Odontologia, Fisioterapia e Farmácia e
Bioquímica que a UNOESTE funda em 1988 a Faculdade de Medicina “Dr. Domingos
Leonardo Cerávolo” e passa a oferecer, ainda no ano de 1988, o curso de Medicina
baseado na ampla experiência de formação de profissionais de saúde, e na excelente
estrutura educacional.
Vale destacar que naquele momento existiam cursos de Medicina apenas fora da
região, sendo as mais próximas no norte do Paraná, nas cidades de Londrina e Maringá,
no Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, e no estado de São Paulo em Marília e em
9
São José do Rio Preto, todas com ampla distância da cidade de Presidente PrudenteSP, o que deixava uma população de quase 1 milhão de habitantes sem um centro
formador de profissionais médicos.
O processo de reconhecimento do curso ocorreu através da Portaria Ministerial nº
1.786, publicada no Diário Oficial da União em 21 de Dezembro de 1993.
Nos vinte e quatro anos de seu funcionamento formou aproximadamente 2.850
médicos. Desde então, o curso de Medicina tem seguido as normatizações do Ministério
da Educação e das Diretrizes de Cursos Superiores em Medicina, de forma a oferecer
formação sólida e competente aos discentes.
O curso de Medicina utiliza intensamente a estrutura de saúde municipal e regional
como cenários de estágio, de forma a inserir, o mais prontamente possível, os discentes
do curso em serviços de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde em
complexidades crescentes e permitindo ao mesmo o desenvolvimento de uma visão
crítica e transformadora da realidade da assistência à saúde no modelo vigente.
3.2 Contexto locorregional em saúde
Dentro da organização administrativa do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado
de São Paulo, a cidade de Presidente Prudente, sede do Curso de Medicina, encontrase na DRS XI, abrangendo 45 municípios com uma população de aproximadamente
700.000 habitantes.
Em relação às condições de saúde, a DRS XI tem melhorado seus indicadores,
acompanhando as melhorias principalmente do saneamento básico e condições sociais
e econômicas da população da região.
O perfil de morbidade e mortalidade encontra-se dentro das estatísticas nacionais
com diminuição da mortalidade infantil, da mortalidade materna, de doenças infectocontagiosas e com prevalência de doenças crônico-degenerativas, acompanhada de
aumento da expectativa de vida da população. Tal situação é resultado de ações
intensas no sentido de evitar e prevenir agravos na saúde dos indivíduos.
Para atender a esse contexto e colaborar com o desenvolvimento da sociedade por
meio da promoção de saúde das pessoas, fez-se necessário ao longo dos últimos anos
investimentos na formação de recursos humanos em saúde com condições de participar
de forma ativa das transformações e inovações exigidas atualmente.
Está contemplada, também, a assistência aos que participam dos movimentos dos
“Sem Terra” em áreas de conflito e a maior população prisional do país que atualmente
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se estabelece no entorno de Presidente Prudente-SP, indo ao encontro da missão
Institucional da Universidade.
Nesse sentido, o Curso de Medicina sempre está engajado nas mudanças que a
sociedade tem passado, privilegiando a formação do médico, pautada em competências
e habilidades adequadas para atuar em cenários de transformação, mantendo o
compromisso ético, filosófico, político, social e técnico científico com a sociedade, desde
sua criação até o presente momento.
3.3 Trajetória de mudanças no Curso de Medicina
Em 1999, após a avaliação pelo MEC das Condições de Oferta deste
Curso de Medicina, recebeu recomendações de melhoria da Comissão Avaliadora.
A Instituição vem tomando as seguintes providências desde o ano de 2000:
Hospital Universitário de Presidente Prudente-SP, credenciado como
Hospital de Ensino (Portaria Interministerial nº 50 em 03 de janeiro de
2005) (ANEXO X): aumento da demanda quantitativa e da utilização,
através do estabelecimento de novos convênios com a Prefeitura Municipal
de Presidente Prudente e com o Governo do Estado de São Paulo, sendo
que a partir de 2003 o Pronto Socorro Municipal foi transferido
integralmente para as dependências deste Hospital e passaram a atender
aproximadamente 10.000 pacientes por mês, provenientes de toda a
região. A partir de 2009, o Hospital Universitário da UNOESTE passou a
ser administrado pelo Estado de São Paulo através da Organização Social
de Saúde Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus,
transformando-se em Hospital Regional. A nova gestão iniciou processo de
reequipamento
e
ampliação
do
número
de
leitos,
passando
de
aproximadamente 200 leitos destinados ao atendimento de pacientes do
SUS para aproximadamente 500 leitos e todo o Hospital passou a atender
exclusivamente pacientes do SUS, proveniente de toda a região. Apesar
desta mudança de gestão, o espaço de ensino foi mantido e assegurado
aos discentes da UNOESTE, através de convênio de longa duração entre
as partes.
Biotério: conclusão das obras, tendo o mesmo sido entregue para funcionamento
em dezembro de 2000. No ano de 2011, foi inaugurado o Biotério de
11
Experimentação Animal, alocado no Campus II desta Universidade, destinado às
pesquisas científicas de Graduação, Especialização , Mestrado e Doutorado.
Corpo Docente: contratação de docentes titulados visando ao melhor
ajustamento da relação discente/docente; aumento da jornada de trabalho
objetivando a melhoria da qualidade
de ensino e da interação
discente/docente e aumento da produção científica e elevação da
permanência do docente no curso.
Participação em Eventos Científicos: através da Portaria nº 09/2000 de 04/09/2000,
o Reitor da UNOESTE estabeleceu normas gerais para apoio e provisão de
recursos à participação da comunidade acadêmica em Congressos e outros
Eventos Científicos.
Reestruturação da Comissão de Pesquisa do Curso de Medicina (CPM), a partir de
2009, com definição de linhas e grupos de pesquisa cadastrados no CNPq. Além
de participação no NIPEM (Núcleo Institucional de Pesquisas Multidisciplinares ).
Participação efetiva do Curso de Medicina, a partir de 2000, em Programas
de Extensão Universitária voltados à comunidade de Presidente PrudenteSP e região, tais como: Prevenção do câncer do colo uterino, Orientações
sobre o câncer de Mama, Prevenção do Câncer genital masculino,
Prevenção da Hipertensão Arterial, Projeto de avaliação da acuidade
visual, entre outros.
Dando
continuidade
ao
conjunto
de
medidas
voltadas
para
o
aprimoramento institucional, a UNOESTE firmou, em 28 de setembro de 2000, um
convênio de cooperação com a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo /
Escola Paulista de Medicina). Assim, a partir da referida data até o final de 2004, o
CEDESS (Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde), órgão da
UNIFESP, prestou assessoria para o desenvolvimento e a implementação do
Modelo Pedagógico, por intermédio dos Profs. Drs. Nildo Alves Batista e José
Antônio Maia de Almeida.
A primeira etapa do processo de reformulação consistiu na realização de
uma análise situacional por intermédio de uma Oficina de Planejamento
Estratégico, reunindo aproximadamente cinquenta docentes representativos do
corpo docente da Instituição. Essa análise apontou para a necessidade de um
conjunto de mudanças no modelo vigente no momento.
12
No âmbito das avaliações institucionais realizadas, o desenvolvimento da
Oficina de Planejamento Estratégico apontou claramente para a necessidade de
uma reformulação profunda do modelo pedagógico então vigente no Curso Médico.
Assim, foi redefinida a Missão Institucional e formulados os Objetivos do Curso
Médico a serem alcançados com a reformulação do Modelo Pedagógico, tendo
sempre em mente o perfil do profissional a ser formado na Instituição.
O presente Modelo Pedagógico implantado progressivamente a partir do
ano de 2000 visa a integração de disciplinas afins, inicialmente na forma modular e
atualmente em Unidades de Aprendizagem (UA), para que o discente consiga
adquirir habilidades e competências do ser médico.
Os conteúdos didático-pedagógicos dos 7º e 8º termos do curso foram também
reestruturados, sendo introduzidas no 7° termo atividades direcionadas para
atenção básica à saúde. Com esta mudança o Projeto Pedagógico do Curso
passou a ter um eixo horizontal de conteúdos voltados para os programas de
atendimentos aos usuários do SUS, denominado PAI-SUS (Programa de
Atenção Integral do SUS), composto por disciplinas que permeiam do 1º ao 10º
termos.
O Internato também foi sendo progressivamente reformulado ao longo
desses anos, destacando-se, dentre outras medidas, a inclusão dos estágios em
Saúde Coletiva, Emergências Médicas e Complementar Obrigatório.
Para a avaliação de qualidade dos cursos de graduação, o Ministério da
Educação, atualmente, utiliza um indicador denominado “Conceito Preliminar de
Curso (CPC)”, o qual considera a ponderação dos seguintes elementos: I- Projeto
Pedagógico do Curso, II- Corpo Docente e III- Infraestrutura, bem como o
respectivo resultado do Exame Nacional de Desempenho do Discente (ENADE),
para a composição desse indicador de qualidade.
O Curso de Medicina da UNOESTE, considerando o ENADE 2010, ficou
com CPC insatisfatório – 2 (dois), sendo considerado aquém do padrão aceitável
de qualidade, conforme legislação em vigor.
As políticas específicas adotadas a partir da nota do ENADE 2010, com a
finalidade de melhoria do Curso, tem sido:
- Atualização constante e dinâmica do PPC pelo Núcleo Docente
Estruturante (NDE);
13
- Aperfeiçoamento da integração nas Unidades de Aprendizagem;
- Proposta de criação da Disciplina Integradora de conteúdos do 1º ao 6º
termos do Curso a partir de 2013. A proposta é de que, através de casos clínicos
acompanhados
pelos
discentes
na
disciplina
Programa
de
Aproximação
Progressiva à Prática (PAPP), os docentes orientem grupos de discentes a
construírem uma plataforma que integrará todo o conhecimento adquirido até
aquele momento oferecido pelas disciplinas em curso ou que já foram cursadas;
- Incentivo pelas disciplinas ao Programa de Monitoria;
- Realização do Programa de Educação Continuada para os médicos que
atuam nas ESFs da cidade de Presidente Prudente-SP e que atuam ou que
poderão atuar como Docentes Colaboradores do Curso de Medicina;
- Manutenção do curso de especialização em Saúde Pública com Ênfase em
Saúde da Família e criação do Curso de especialização em Estratégias de Saúde
da Família pela UNOESTE;
- Aplicação anual do Teste de Progresso Individual (TPI), que visa
estabelecer uma sequência temporal do desenvolvimento do discente ao longo de
sua formação;
- Maior divulgação aos discentes e seus pais sobre o Núcleo de Orientação e
Apoio Psicopedagógico ao Aluno de Medicina (NOAPAM), que tem como objetivo a
orientação e assistência a seus discentes de graduação, visando o seu
desenvolvimento integral e harmonioso, a otimização de seus recursos pessoais e
exercício da profissão médica;
- O curso de Medicina passou a integrar o Programa de Extensão
Universitária “Promoção de Saúde no Bairro Brasil Novo” de Presidente PrudenteSP , no qual estão envolvidos também os cursos de graduação em Enfermagem,
Fisioterapia, Farmácia, Nutrição, Odontologia e Fonoaudiologia;
- Incentivo a criação de novas Ligas Acadêmicas;
- Restruturação da Comissão de Pesquisa do Curso;
- Realização semestral do curso de Metodologia Científica para graduação,
pela Liga de Pesquisa Científica;
- Contratação de docentes doutores para orientação dos discentes e
docentes sobre o processo de pesquisa da Instituição
- Corpo docente com percentual satisfatório de Mestres e Doutores,
- Incentivo aos docentes para ingressarem em programas de Pós-graduação
“stricto sensu”;
14
- Criação e utilização do Laboratório de Habilidades e Simulação para os
docentes e discentes de todos os termos do Curso.
3.4 Princípios norteadores do modelo curricular adotado
O Projeto Pedagógico do Curso de Medicina da UNOESTE visa atender as
exigências legais do ensino superior brasileiro, como também incorporar os
determinantes profissionais, sociais e institucionais.
Contribuem para sua elaboração os aspectos legais contidos na Lei de Diretrizes e
Bases (LDB) nº 9394/96; nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o Curso de
Graduação em Medicina estabelecida pela Resolução CNE/CES nº 4, de 07 de
novembro de 2001; na Resolução CNE/CES nº 2, de 18 de junho de 2007; nas Diretrizes
Pedagógicas estabelecidas no Projeto Pedagógico Institucional (PPI); bem como, na
missão, objetivos, metas e ações do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
3. 4.1 Princípios norteadores do modelo curricular
O presente modelo curricular adotado pelo Curso compromete-se com os
seguintes princípios:
a.
Formação técnico-científica e ético-humanista sólida, com ênfase na
propedêutica e na utilização do método clínico, resgatando a dimensão
cuidadora do exercício da Medicina.
Este princípio visa a reduzir a ênfase biologicista e mecanicista
predominante no processo tradicional de formação médica, resgatando os valores
éticos e os princípios humanísticos que possibilitem uma prática médica de
qualidade e comprometida com o bem-estar integral do homem. Prioriza, assim, a
semiologia e a dimensão cuidadora do exercício da Medicina, através de um
processo de formação geral do médico.
discente
a
capacidade
de
raciocinar
Este processo deve desenvolver no
clinicamente,
utilizando
crítica
e
judiciosamente os recursos diagnósticos mais sofisticados como complementares à
anamnese e ao exame físico adequadamente realizados.
b. Prática profissional como eixo norteador do currículo.
15
Estrutura curricular, conteúdos e estratégias de ensino-aprendizagem
alicerçadas na prática médica, na forma como ocorre no contexto real da profissão,
possibilitam que o processo de construção do conhecimento ocorra contextualizado
ao futuro exercício profissional, reduzindo as dicotomias teoria/prática e
básico/profissional.
c. Prática profissional permeando todo o processo do currículo, com
responsabilidades crescentes dos discentes, em conformidade com sua
autonomia na prática.
A prática profissional será exercitada pelo discente desde o início do curso,
atuando como elemento problematizador para a construção do conhecimento
necessário para o exercício desta prática. Possibilitará assim um reconhecimento,
pelo discente, da necessidade dos conteúdos escolhidos para compor a matriz
curricular do curso de graduação. A problematização de situações da realidade
pode, mediante a reflexão em grupos, desenvolver posturas e valores éticos.
d. Processo de formação em múltiplos cenários de aprendizagem, visando à
capacitação para a promoção, proteção e recuperação da saúde nos níveis
primário e secundário.
Esta proposta rompe com o modelo de formação centrado na atuação
hospitalar, que direciona para uma prática médica intervencionista e tecnicista de
combate à doença, especialmente em situações de maior complexidade.
Comprometido com a capacitação do futuro médico para a promoção, proteção e
recuperação da saúde, o novo modelo curricular utiliza-se de cenários variados de
ensino e aprendizagem (comunidade, ESF, UBS, centros de referência e hospitais,
entre outros).
e. Seleção de conteúdos programáticos profissionalizantes de acordo com a
prevalência, letalidade e potencial de prevenção.
Considerando a evolução científica e tecnológica, o aumento progressivo
da
quantidade
de
informações
médicas
e
a
consequente
tendência
à
especialização no exercício profissional, alguns modelos curriculares tendem a
16
incorporar indiscriminadamente um grande volume de informações, o que resulta
na fragmentação do conhecimento, não raro abordado de maneira rápida e
superficial. Nesse sentido, este modelo seleciona os conteúdos curriculares de
acordo com os princípios expostos.
f. Implantação da interdisciplinaridade.
A ruptura com um processo de formação estruturado em disciplinas
isoladas, não integrado e, consequentemente, fragmentado é desafio atual no
processo
de
reformulação
curricular
em
Medicina.
A
implantação
da
interdisciplinaridade visa à integração disciplinar, possibilitando um encadeamento
lógico na construção do conhecimento médico.
g. Valorização de metodologias pedagógicas que promovam a construção
ativa do conhecimento pelo discente.
Alguns modelos tendem a priorizar metodologias de ensino baseadas
exclusivamente na transmissão de informações, estimulando assim a passividade
do discente.
Este modelo valoriza o trabalho em grupos, utilizando-se da
problematização a partir da prática, para a construção, pelo próprio discente, de
seu conhecimento médico.
h. Integração efetiva com o SUS
Os princípios até aqui enunciados apontam para a necessidade de
integração do Curso com o Sistema Único de Saúde (SUS) local e regional. Como
centro de referência de assistência à saúde, planejando e executando ações e
programas em conjunto com a comunidade, a integração com o SUS possibilitou ao
Curso de Medicina desempenhar seu verdadeiro papel social.
Esta integração Academia/SUS efetivamente acontece em nossa região,
visto que as diversas atividades realizadas pelos discentes de medicina da
UNOESTE são fundamentalmente desenvolvidas na rede de serviços de saúde do
SUS de Presidente Prudente-SP e região. É importante ressaltar que os docentes
do Curso de Medicina da UNOESTE que supervisionam os estágios nestas
unidades de saúde são responsáveis pelas próprias, incentivando dessa forma uma
17
participação mais ativa tanto em relação à supervisão e orientação aos discentes,
como em relação a um melhor atendimento à população. Observa-se na lista
abaixo a relação de Unidades de Saúde do SUS de Presidente Prudente-SP e
região conveniadas com a UNOESTE.
1- UBS – BELO HORIZONTE
2- UBS – SANTANA
3- UBS – SÃO PEDRO
4- UBS – ALVORADA
5- UBS – MONTE ALTO
6- UBS – COHAB
7- UBS – ANA JACINTA
8- UBS – VILA REAL
9- UBS – JD. GUANABARA
10- UBS – VILA MARCONDES
11- UBS – JD. SÃO PEDRO
12- UBS – VILA GENI
13- ESF – PQ. ALVORADA I
14- ESF – PQ. ALVORADA II
15- ESF – JD. SÃO PEDRO
16- ESF – MORADA DO SOL
17- ESF – SÃO PEDRO
18- ESF – MONTALVÃO
19- ESF – CAMBUCI
20- ESF – JD. REGINA
21- ESF – HUMBERTO SALVADOR
22- ESF – BELO HORIZONTE
23- ESF – ALVARES MACHADO
24- PA – ANA JACINTA
25- PA – COHAB
26- HOSPITAL ESTADUAL DE
PRESIDENTE PRUDENTE
27- HOSPITAL REGIONAL DE
PRESIDENTE PRUDENTE
28- HOSPITAL REGIONAL DE
PORTO PRIMAVERA
29- HOSPITAL MATERMIDADE
DE RANCHARIA
30- SANTA CASA DE
MISERICÓRDIA DE PARAGUAÇU
PAULISTA
31- HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
ESPIRITA BEZERRA DE MENEZES
PRESIDENTE PRUDENTE
32- CRECHES MUNICIPAIS
33- CASA DO ADOLESCENTE
34- CS I (HANSENÍASE E
TUBERCULOSE)
35- CEATOX - CENTRO DE
ASSISTÊNCIA TOXOCOLÓGICA DE
PRESIDENTE. PRUDENTE
36- VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
MUNICIPAL PRESIDENTE
PRUDENTE
37- CENTRO DE REFERÊNCIA DO
IDOSO MUNICIPAL PRESIDENTE
PRUDENTE
38- IML - INSTITUTO MÉDICO
LEGAL SECRETARIA DE
SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO
PAULO
39- CAPS - CENTRO DE ATENÇÃO
PSICOSSOCIAL PRESIDENTE
PRUDENTE
Visando a efetiva integração com o SUS, a partir de 2012, o Hospital
Regional de Presidente Prudente-SP juntamente com o Curso de Medicina da
UNOESTE
consolidaram
o
Sistema
de
Referência
e
Contrarreferência
informatizada para facilitar a comunicação com as ESF e UBS e o Hospital
Terciário, visando um adequado acompanhamento do paciente pós-alta
hospitalar.
18
i. Construção e implantação de um eixo voltado para a formação em Atenção
Básica à Saúde e Estratégia Saúde da Família
O projeto pedagógico contém um conjunto de habilidades e competências
direcionadas à formação de uma base sólida no que se refere à política de saúde
pública vigente e que se propõem ao atendimento integral à família. É um eixo
voltado para a formação em Atenção Básica à Saúde e Estratégia Saúde da
Família com atividades práticas e teóricas desde o primeiro termo do curso até o
10ºtermo.
j. Caráter dinâmico do Projeto Pedagógico do Curso, enquanto construção
coletiva contínua.
Este projeto pedagógico é concebido como um processo social, dinâmico e
em permanente reconstrução, norteado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE).
k. Incorporação de uma política avaliativa contínua, formativa, que promova o
aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem no Curso.
Um processo amplo de avaliação institucional determina a direção da
reconstrução permanente do Projeto Pedagógico do Curso, expressa no item
anterior.
Com base nos princípios apontados acima tem-se assegurados os
princípios e as diretrizes da flexibilização curricular, quais sejam:
-Formação integrada à realidade social;
-Permeabilidade às informações, conhecimentos, saberes e práticas;
-Interdisciplinaridade;
-Vista para uma educação continuada;
-Articulação teoria e prática;
-Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
-Ensino-aprendizagem centrado na produtividade dos sujeitos envolvidos.
19
3.5 Missão do Curso
O Curso de Medicina da UNOESTE tem por objetivo formar médicos com
conhecimentos técnicos, científicos, éticos e humanísticos sólidos, capacitados à
educação permanente, dotados de espírito crítico e dinâmico com relação à
profissão médica, com responsabilidade social e compromisso com a cidadania,
capacitado à promoção, proteção e recuperação da saúde nos níveis primário e
secundário.
3.6 Objetivos do Curso
Promover a graduação de um médico com formação geral técnicocientífica, ética e humanística, capacitado à promoção, proteção e
recuperação da saúde nos níveis primário e secundário de forma
resolutiva, dando ênfase à propedêutica e ao método clínico;
Valorizar a prática como eixo organizador do Currículo, promovendo a
inserção do discente nos cenários reais da atuação médica (no âmbito
do SUS), e sua atuação de forma progressivamente responsável;
Valorizar estratégias
participação
ativa
do
de ensino/aprendizagem que estimulem a
discente
na
construção do
seu
próprio
conhecimento, desenvolvendo, através da reflexão e da metodologia
científica,
o
espírito
crítico
e
a
capacidade
de
se
atualizar
constantemente;
Desenvolver no profissional a competência para a atuação em equipes
multiprofissionais, com reconhecimento do papel social do médico.
20
3.7 Perfil do egresso
A construção de um desenho curricular implica assumir um projeto de
formação que articule criticamente a missão institucional, os objetivos do curso
médico e o perfil do médico que se pretende formar. Nesse sentido, partindo da
missão institucional e dos objetivos já explicitados, o perfil projetado para os
discentes ao final do curso neste modelo curricular, coaduna-se com o enunciado
nas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em medicina:
“Médico com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a
atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes
níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à
saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade
social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano”.
Ainda de acordo com as Diretrizes Curriculares (DCN), durante o processo
de formação, o médico deverá adquirir e desenvolver competências e habilidades
nos campos da atenção à saúde, da tomada de decisões, da comunicação, da
liderança e da administração e gerenciamento, sendo ainda apto a educar-se
permanentemente, tanto durante a formação quanto no decorrer de sua vida
profissional.
O perfil do egresso deste Curso volta-se, portanto, para a formação de um
médico com formação técnico-científica, ética e humanística, capacitado à
promoção, proteção e recuperação da saúde nos níveis primário e secundário. A
graduação médica deve possibilitar que o discente:
Construa conhecimentos e habilidades que lhe permitam identificar os
problemas básicos de saúde de sua sociedade;
Integre as ciências básicas com a clínica;
Conheça as peculiaridades do sistema de saúde vigente;
Entenda o engajamento do médico como elemento integrante de uma
equipe de saúde;
Considere os valores, direitos e realidades socioeconômicos de seus
pacientes, colegas e do meio em que está inserido;
21
Aprenda métodos científicos e desenvolva postura ética para alcançar
decisões que, expressas no trabalho diário, sejam eficientes e respeitosas ao ser
humano e ao seu contexto; e
Construa ativamente o seu próprio conhecimento, estando preparado
para o processo de educação permanente.
3.8 Competências do médico
Competências Gerais
•
Observadas as orientações das DCN, a proposta apresentada neste projeto
pedagógico pretende formar médicos com as seguintes competências e habilidades
gerais:
I - Atenção à saúde: os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito
profissional, devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção,
proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada
profissional deve assegurar que sua prática seja realizada de forma integrada e
contínua com as demais instâncias do sistema de saúde, sendo capaz de
pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e de procurar
soluções para os mesmos. Os profissionais devem realizar seus serviços dentro
dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, tendo em
conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato
técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível
individual como coletivo;
II - Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar
fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado,
eficácia e custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de
equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos
devem possuir competências e habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as
condutas mais adequadas, baseadas em evidências científicas;
III - Comunicação: os profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem
manter a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com
outros profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve
comunicação verbal, não-verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de,
pelo menos, uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e
informação;
22
IV - Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de
saúde deverão estar aptos a assumir posições de liderança, sempre tendo em
vista o bem-estar da comunidade. A liderança envolve compromisso,
responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e
gerenciamento de forma efetiva e eficaz;
V - Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a
tomar iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de
trabalho quanto dos recursos físicos e materiais e de informação, da mesma
forma
que
devem
estar
aptos
a
serem
empreendedores,
gestores,
empregadores ou lideranças na equipe de saúde;
VI - Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender
continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Dessa forma, os
profissionais de saúde devem “aprender a aprender” e ter responsabilidade e
compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras
gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja
benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços,
inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade discente/profissional, a
formação e a cooperação por meio de redes nacionais e internacionais.
•
Competências Específicas
A formação do médico tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos
requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades específicas:
I – promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos
seus clientes/pacientes quanto às de sua comunidade, atuando como agente de
transformação social;
II - atuar nos diferentes níveis de atendimento à saúde, com ênfase nos
atendimentos primário e secundário;
III - comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, com os
pacientes e seus familiares;
IV - informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à
promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando
técnicas apropriadas de comunicação;
23
V - realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história
clínica, bem como dominar a arte e a técnica do exame físico;
VI - dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza biopsicosocioambiental subjacentes à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação
dos dados, na identificação da natureza dos problemas da prática médica e na
sua resolução;
VII - diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em
todas as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o
potencial mórbido das doenças, bem como a eficácia da ação médica;
VIII - reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes
portadores de problemas que fujam ao alcance da sua formação geral;
IX - otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em
todos seus aspectos;
X - exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com
base em evidências científicas;
XI - utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos, validados
cientificamente, contemporâneos, hierarquizados para atenção integral à saúde,
no primeiro, segundo e terceiro níveis de atenção;
XII - reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade
da assistência entendida como conjunto articulado e contínuo de ações e
serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso
em todos os níveis de complexidade do sistema;
XIII - atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças,
bem como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e
acompanhamento do processo de morte;
XIV - realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o
atendimento ambulatorial e para o atendimento inicial das urgências e
emergências em todas as fases do ciclo biológico;
XV - conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura
crítica de artigos técnico-científicos e a participação na produção de
conhecimentos;
24
XVI - lidar criticamente com a dinâmica do mercado de trabalho e com as
políticas de saúde;
XVII - atuar no sistema hierarquizado de saúde, obedecendo aos princípios
técnicos e éticos de referência e contrarreferência;
XVIII - cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como
cidadão e como médico;
XIX - considerar a relação custo-benefício nas decisões médicas, levando em
conta as reais necessidades da população;
XX - ter visão do papel social do médico e disposição para atuar em atividades
de política e de planejamento em saúde;
XXI - atuar em equipe multiprofissional;
XXII - manter-se atualizado com a legislação pertinente à saúde.
Com base nestas competências, a formação do médico contempla o
sistema de saúde vigente no país, a atenção integral da saúde num sistema
regionalizado e hierarquizado de referência e contrarreferência e o trabalho em
equipe.
4. PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS
Segundo o Artigo 9º das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação
em Medicina, Resolução CNE/CES 1.133, de 7 de novembro de 2001:
“O Curso de Graduação em Medicina deve ter um projeto pedagógico, construído coletivamente,
centrado no discente como sujeito da aprendizagem e apoiado no docente como facilitador e
mediador do processo ensino-aprendizagem. Este projeto pedagógico deverá buscar a formação
integral e adequada do discente por meio de uma articulação entre o ensino, a pesquisa e a
extensão/assistência”.
Baseado neste artigo das Diretrizes Curriculares, o presente modelo pedagógico
visa valorizar o processo de aprendizagem, não só o de ensino. Para tanto, busca maior
integração disciplinar de acordo com as áreas do conhecimento, sendo o discente
protagonista de sua formação.
25
Os princípios pedagógicos básicos seguidos por este Curso são:
I.
Articulação entre teoria e prática.
Visa possibilitar que o discente se envolva com problemas reais, tenham contato
com seus diferentes aspectos e influenciem nas soluções. Assim, o discente sai
da condição de receptor de informações e passa a sujeito da produção deste
conhecimento. Qualquer prática implica numa ação reflexiva, possibilitando a
produção de conhecimentos.
II.
Articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
Visa uma formação cujas atividades curriculares vão além da tradição das
disciplinas.
Interdisciplinaridade.
Visa ser uma estratégia conciliadora dos domínios próprios de cada área com a
necessidade de alianças entre eles no sentido de complementaridade e
cooperação para solucionar problemas, encontrando a melhor forma de
responder aos desafios da complexidade da sociedade atual.
5. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
5.1 Concepções teóricas do Curso de Medicina
Para que sejam atendidas as características do perfil profissional formado, no
contexto dos princípios norteadores anteriormente apresentados, a presente
proposta curricular contempla tanto uma sequência de estudo articulada e
integrada de conteúdos (referentes às ciências biológicas e à nosologia humana)
quanto à construção de um perfil de capacidades e atitudes que perpassa toda a
extensão do processo de formação.
Assim, a matriz estrutura-se em duas
dimensões (Figura 1).
UA
III.
DIMENSÃO HORIZONTAL
Figura 1. Dimensões vertical e horizontal da Matriz Curricular.
UA: Unidade de Aprendizagem
26
A primeira dimensão, com características verticais, agrupa os conteúdos
em Unidades de Aprendizagem (UAs), ou seja, conjunto de conteúdos que,
integrando efetivamente disciplinas afins, possibilitam uma compreensão mais
ampla, significativa e articulada do conhecimento.
Distribuídos entre os quatro primeiros anos da graduação, as UAs verticais
abordam conteúdos essenciais para a formação médica. Assim, de acordo com as
Diretrizes Curriculares, contemplam:
1. Conhecimento das bases moleculares e celulares dos processos
normais e alterados, da estrutura e função dos tecidos, órgãos, sistemas e
aparelhos aplicados aos problemas de sua prática e na forma como o médico o
utiliza;
2. Compreensão e domínio da propedêutica médica – capacidade de
realizar história clínica, exame físico, conhecimento fisiopatológico dos sinais e
sintomas; capacidade reflexiva e compreensão ética, psicológica e humanística da
relação médico-paciente;
3. Diagnóstico, prognóstico e conduta terapêutica nas doenças que
acometem o ser humano em todas as fases do ciclo biológico, considerando-se os
critérios de prevalência, letalidade e potencial de prevenção.
A segunda dimensão curricular apresenta uma estrutura horizontal, tendo
como objetivo principal a aproximação progressiva do discente à prática
profissional (com níveis de complexidade e responsabilidade crescentes) e a
participação ativa nas atividades teóricas e práticas voltadas à formação em
Atenção Básica à Saúde e Estratégia Saúde da Família.
Esta dimensão
compreende o “Programa de Aproximação Progressiva à Prática” (PAPP), à Saúde
Coletiva e o “Programa de Atenção Integral à Família” (PAI-Família). Dessa forma,
o discente de medicina da UNOESTE participará do 1º ao 10º termos de um eixo
voltado à Atenção Básica à Saúde e Estratégia Saúde da Família, podendo
compreender toda a sua dimensão, complexidade, interrelações e integralidade.
Ainda de acordo com as Diretrizes Curriculares e de forma articulada com
as UAs verticais, este programa abrange:
27
1. “Compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais,
psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do
processo saúde-doença;
2. Abordagem do processo saúde-doença do indivíduo e da população, em
seus múltiplos aspectos de determinação, ocorrência e intervenção;
3. Promoção da saúde e compreensão dos processos fisiológicos dos
seres humanos – gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento,
envelhecimento, atividades físicas, desportivas e as relacionadas ao meio social e
ambiental”.
Como treinamento em serviço, os dois últimos anos do Curso consistem no
Internato, tendo como dinâmica o rodízio em seis áreas: Clínica Médica, Cirurgia,
Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Saúde Coletiva e Emergências Médicas.
Durante os seis anos há uma coexistência de conteúdos básicos e clínicos,
buscando romper com a dicotomia dos ciclos básico e profissional. Assim, na fase
inicial
do curso,
os
conteúdos
progressivamente,
na
medida
básicos
em
que
predominam
conteúdos
e
vão
clínicos
diminuindo,
vão
sendo
contextualizados no processo de formação.
O desenho curricular proposto contempla, ainda, a criação de “espaços
verdes”, garantindo ao discente, em alguns termos, um período semanal (matutino
ou vespertino), para tempo de estudo, reflexão ou lazer.
Entende-se que tais espaços representam, também, o reconhecimento da
complexidade e multiplicidade da formação médica, demandando que o discente
vivencie um currículo que privilegie a autonomia, a crítica, a construção do
conhecimento e a troca de experiências.
Ao avaliar a representação gráfica do perfil de formação do discente de
medicina do Curso de Medicina da UNOESTE (Figura 2), observa-se que na base
(representada pelo membro inferior da caricatura em perfil) encontram-se as
disciplinas do 1º ao 6º termos, destacando-se a disciplina Programa de
Aproximação Progressiva à Prática (PAPP) por se estender do 1º ao 5º termos e
por representar a aproximação progressiva do discente à prática profissional e sua
inserção precoce e crescente em complexidade nos serviços de saúde e na
comunidade. Na parte central (representada pelo tronco da caricatura) encontramse as disciplinas e estágios do ciclo avançado do curso, agrupados nos três
28
grandes programas desta fase do curso: Saúde do Adulto, Saúde Materno-Infantil e
Programa de Atenção Integral do SUS (PAI-SUS). No apêndice à esquerda
(representado pelo membro superior da caricatura), encontram-se as atividades
complementares, tais como programas de iniciação científica, programas de
extensão e eventos científicos e a disciplina optativa Libras. Na parte superior
(representada pela cabeça da caricatura), temos o objetivo maior do curso que é a
formação de médicos generalistas, com princípios éticos e humanísticos
consistentes e bem formados.
29
Figura 2. Representação gráfica do perfil de formação.
PERFIL DE FORMAÇÃO MÉDICA:
GENERALISTA - ÉTICA - HUMANÍSTICA
11º e 12º Termos
Saúde do Adulto
Estágio:
Clínica
Médica
Programas:
- Iniciação
científica
- Extensão
- Monitorias
Estágio:
Clínica
Cirúrgic
a
Saúde Materno-Infantil
Estágio:
Emergências
Médicas
Estágio:
Saúde Infantil
(Pediatria)
Estágio:
Saúde da
Mulher - GO
9º e 10º Termos
Eventos
Científicos
Anuais:
- COMEPP
- Jornada de
Emergências
- Semana do
Coração
Saúde do Adulto (SA)
PAI-SUS
Estágio:
Clínica
Estágio:
Clínica
Médica
Cirúrgica
Estágio:
Saúde
Coletiva
Saúde Materno-Infantil
Estágio:
Saúde da
Mulher-GO
Estágio:
Saúde
Infantil
SA/SMI / AI
Estágio:
Complementar
7º e 8º Termos
Atividades
complementares
Saúde do Adulto
I
Disciplina
opcional:
Libras
P
II
PAI-SUS
Saúde da Mulher e
Saúde Infantil
Programa de
Atenção Integral
do SUS
SC-II
6º Termo: Fundamentos do Diagnóstico (FD) em Ortopedia, Fundamentos da
Cirurgia e Técnica Cirúrgica, FD em Ginecologia e Obstetricia, FD em
Neurologia e Psiquiatria, FD em Pediatria e Hebiatria, FD e Terapêuticos da
Clínica Geral e Saúde Coletiva - II (SC-II).
V
5º Termo: Fundamentos do Diagnóstico Médico-V, Saúde
Coletiva – I e PAPP-V, Farmacologia III, Fundamentos
Fisiopatológicos da Clínica Geral, Análises clínicas II.
IV
4º Termo: Patologia dos órgãos e sistemas, Farmacologia II
Análises clínicas I, Fundamentos do Diagnóstico Médico-IV e
PAPP-IV.
III
3º Termo: Fundamentos do Diagnóstico Médico-III, Anatomiia
Humana III, Fisiologia II, Farmacologia I, Parasitologia,
Imunologia, Patologia geral II e PAPP-III
II
2º Termo: Fundamentos do Diagnóstico Médico-II, Anatomia II,
Fisiologia I, Histologia e Embriologia II, Microbiologia, Patologia geral
I, Genética e Biologia Molecular, Educação Física-II e PAPP-II.
I
1º Termo: Fundamentos do Diagnóstico Médico-I, Anatomia
Humana I, Histologia e Embriologia I, Neuroanatomia,
Biofísica, Biologia, Bioquímica, Educação Física-I e PAPP-I.
A
P
P
III
Saúde Materno-Infantil
A carga horária total estimada dos 4 primeiros anos é de 5.816 horas e do Internato de 3.358 horas.
30
A seguir são apresentadas as UAs das duas dimensões curriculares, cujas
ementas encontram-se em anexo.
PRIMEIRO E SEGUNDO TERMOS:
Aproximando o discente da prática médica e do estudo do ser humano em
seus aspectos biológico, comportamental e social, os dois primeiros semestres do
curso estão organizados em Unidades de Aprendizagem (UAs) verticais e na
dimensão horizontal.
As UAs verticais objetivam estudar, de maneira integrada, a morfologia
(macro e microscópica) e a respectiva função, tanto de estruturas sistêmicas
quanto da célula, unidade morfofuncional orgânica.
Os conteúdos das UAs
seguem a estrutura de áreas temáticas, desenvolvidas integradamente pelas
disciplinas participantes.
Concomitantemente, deve ocorrer uma aproximação
progressiva do discente a uma realidade social e ambiental adequada ao estudo de
sua futura prática profissional (“o ser médico”), partindo de uma perspectiva de
compreensão da integralidade do ser humano e dos fatores não apenas biológicos
relacionados com a história natural da doença.
Desde o início do curso o discente é envolvido na atenção primária à saúde
e inserido na comunidade, sendo responsável por planejar e promover intervenções
que melhorem a qualidade de vida dos indivíduos, da comunidade e que aprimorem
os serviços de saúde, atuando como agente modificador da realidade social.
Inicia-se o estudo dos processos de agressão e defesa ao qual o ser
humano está sujeito e o estudo da capacitação para o diagnóstico clínico,
correlacionando a semiotécnica com a topografia anatômica.
1- FUNDAMENTOS MORFOLÓGICOS E FUNCIONAIS DO SER HUMANO I
Esta UA contempla os conteúdos temáticos das disciplinas de Anatomia
Humana I e Neuroanatomia, Histologia e Embriologia I; abordando as bases
morfológicas (macro e microscopias) da arquitetura do corpo humano e de sua
interação com o meio externo (vida de relação) e meio interno (vida vegetativa).
Dentro deste contexto, esta UA tem por objetivo, proporcionar a base da
construção do conhecimento morfofuncional do Aparelho Locomotor e Sistema
31
Nervoso; desenvolver a capacidade de trabalho em grupo estimulando a integração
interdisciplinar; estimular atitudes de respeito ao ambiente discente e sobretudo aos
recursos biológicos utilizados no aprendizado.
2- BIOLOGIA CELULAR E METABOLISMO
Nesta UA, são estudadas as estruturas celulares e as suas respectivas
funções elétricas, mecânicas e metabólicas.
É conferida especial ênfase aos
processos bioquímicos responsáveis pelos diversos aspectos do metabolismo,
como bases para o estudo futuro das alterações do mesmo, em situações clínicas
exemplificadas pelo diabetes mellitus, dentre outras. A UA engloba os conteúdos
temáticos das disciplinas: Biologia Celular, Bioquímica e Biofísica.
3- PROGRAMA DE APROXIMAÇÃO PROGRESSIVA À PRÁTICA (PAPP) I
Esta
UA
organizada
na
dimensão
horizontal
objetiva
aproximar
progressivamente o discente de medicina da realidade social e ambiental de sua
futura prática profissional, para propiciar uma visão integrada das diversas
dimensões relacionadas a atuação do médico, destacando sua função cuidadora
voltada para o indivíduo.
As habilidades desenvolvidas durante esta UA são:
•
Desenvolver uma visão crítica reflexiva comparativa sob a ótica pessoal, da
população e da análise acadêmica;
•
Iniciar a capacidade de se comunicar com o usuário (escuta qualificada);
•
Conhecer a estrutura e dinâmica de funcionamento da ESF;
•
Interpretar a dinâmica do cadastramento familiar;
•
Interpretar a dinâmica de territorialização e mapeamento (adscrição da clientela);
•
Reconhecer as diferenças de funcionamento dos principais modelos atenção
básica à saúde: UBS x ESF;
•
Identificar os membros da equipe de ESF e as atribuições do agente comunitário
de saúde (ACS);
•
Iniciar o processo de estabelecimento de vínculo com a população assistida
(adoção de uma família);
•
Iniciar processo de humanização nas interrelações;
32
•
Desenvolver estratégias de busca para fundamentar atividades práticas em
atenção básica;
•
Desenvolver ações que ampliem a qualidade de vida da família assistida;
•
Conhecer o SUS e ESF.
4- FUNDAMENTOS DO DIAGNÓSTICO MÉDICO I
Esta UA propicia subsídio científico teórico e prático para desenvolver as
competências necessárias para adequada formação e atuação profissional. A UA
contempla o estudo da relação médico-paciente correlacionada com o exame
clínico. As bases da radiologia também são discutidas com o intuito de integrar os
recursos diagnósticos auxiliares com a propedêutica, levando à compreensão da
utilização dos mesmos de forma responsável e ligada aos dados obtidos no exame
clínico, e não como substituição ao mesmo.
Os estudos terão continuidade nas UAs Fundamentos do Diagnóstico
Médico II e III, que integram os conteúdos de Propedêutica Médica, Técnicas de
Enfermagem, Anatomia Topográfica e Medicina de Imagens Aplicadas ao Estudo
de Anatomia Topográfica.
5 - FUNDAMENTOS MORFOLÓGICOS E FUNCIONAIS DO SER HUMANO II
A UA Fundamentos Morfológicos e Funcionais do Ser Humano II é
continuação da UA Fundamentos Morfológicos e Funcionais do Ser Humano I e
está composta por disciplinas afins integradas, Anatomia Humana II, Histologia e
Embriologia II e Fisiologia I, e interessa-se pelo estudo dos sistemas
cardiovascular, respiratório e nervoso.
6 - MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA I
Esta UA aborda as relações do ser humano com agentes biológicos
passíveis de causarem doenças.
São apresentados os processos patológicos
básicos, em correlação com as lesões resultantes da agressão. A UA é
fundamental para iniciar a compreensão dos processos do adoecer humano e
engloba os conteúdos das disciplinas: Microbiologia e Patologia Geral I.
33
Especificamente a UA tem por objetivos: iniciar a capacitação do discente na
identificação etiológica de um quadro de doença sob o ponto de vista clínico e
laboratorial, o que oferecerá subsídios para o tratamento do paciente; salientar a
importância dos microorganismos como patógenos em potencial para que possam
ser implementadas medidas de biossegurança, diagnóstico, prevenção, controle e
tratamento.
7 - FUNDAMENTOS DO DIAGNÓSTICO MÉDICO II
Em continuidade à UA Fundamentos do Diagnóstico Médico I, esta UA visa
o estudo seccional ao corpo humano, análise comparativa das estruturas do corpo
humano à imaginologia, além da correlação com o exame clínico regional
(inspeção, palpação, percussão e ausculta) dos segmentos cefálicos, cervical e
torácico.
8 - PROGRAMA DE APROXIMAÇÃO PROGRESSIVA À PRÁTICA II
O PAPP II dá continuidade ao PAPP I, com ênfase na família. As habilidades
desenvolvidas durante esta UA são:
•
Planejar a visita domiciliar na ESF;
•
Identificar os problemas de saúde das famílias visitadas;
•
Iniciar o processo de classificação de risco familiar;
•
Identificar as interrelações do contexto familiar;
•
Identificar parcerias para auxílio no projeto terapêutico da família adotada;
•
Identificar as atribuições do auxiliar de enfermagem / técnico de enfermagem;
•
Desenvolver habilidades técnicas básicas (sinais vitais, glicemia, peso e
mensuração);
•
Continuar com o processo de humanização nas interrelações;
•
Ampliar a capacidade de se comunicar com o usuário (escuta qualificada);
•
Desenvolver estratégias de gerenciamento de informações em saúde para
subsidiar as atividades práticas em atenção básica;
•
Aprofundar o vínculo com a população assistida (adoção de uma família);
•
Desenvolver ações que ampliem a qualidade de vida da família assistida.
34
9 - GENÉTICA E BIOLOGIA MOLECULAR
Estuda os aspectos envolvidos na estrutura gênica das características
hereditárias, abrangendo as áreas de genética e bases da biologia molecular. São
descritas as bases genéticas das características humanas e são abordados
conceitos de expressão gênica e regulação da atividade gênica, bem como as
possibilidades de alterações de origens genéticas e congênitas.
TERCEIRO E QUARTO TERMOS:
No segundo ano do curso médico, a programação das UAs verticais
objetiva dar continuidade aos processos de agressão e defesa ao qual este está
sujeito e o adoecimento humano.
Na dimensão horizontal, é abordada a distribuição das doenças, com
relação ao meio (incluindo saneamento básico).
São também desenvolvidas
habilidades na elaboração da anamnese clínica (compreendendo-se o significado
do adoecer para a pessoa e considerando-se as especificidades dos ciclos de vida)
e no suporte básico à vida. A continuidade da inserção do discente em ambientes
profissionais estende-se para os ambulatórios e o hospital.
1 - PRINCÍPIOS DA TERAPÊUTICA
A disciplina de Farmacologia I foi anexada ao 3o termo, como uma UA,
integrando os seus saberes de maneira precoce à formação do discente. Drogas
não criam funções novas, mas modificam funções fisiológicas existentes. Assim,
locar seu estudo junto às funções fisiológicas que elas modificam, é interessante
para a integração entre os saberes básicos. Assim, os conteúdos de Farmacologia,
neste nível básico, passam a ser entendidos como associados às funções
fisiológicas mais do que à terapêutica clínica.
35
2 - FUNDAMENTOS DO DIAGNÓSTICO MÉDICO III
A UA Fundamentos do Diagnóstico Médico III mantém a sequência da UA
Fundamentos do Diagnóstico Médico II. Aborda o exame clínico normal do Sistema
Cardiovascular e Abdome, correlacionando com as respectivas regiões anatômicas.
3 - FUNDAMENTOS MORFOLÓGICOS E FUNCIONAIS DO SER HUMANO III
A UA Fundamentos Morfológicos e Funcionais do Ser Humano III é
continuação da UA Fundamentos Morfológicos e Funcionais do Ser Humano I e II
está composta pela disciplina de Fisiologia II e Anatomia III e interessa-se pelo
estudo dos sistemas renal, digestório, endócrino e metabolismo.
4 - FUNDAMENTOS DO DIAGNÓSTICO MÉDICO IV
Em continuidade as UAs voltadas para o desenvolvimento das
competências para a elaboração do diagnóstico clínico, nesta UA serão abordados
a relação médico-paciente, o método clínico, a semiologia geral (exame físico
geral), da cabeça e pescoço, e pulmonar em situações de anormalidades. Buscase estabelecer correlações fisiopatológicas e anatomopatológicas entre os dados
clínicos (anamnese e exame físico), os grandes sintomas e sinais (dor, febre,
edema, cianose, dor torácica, dispnéia, tosse, hemoptise) e as grandes síndromes
clínicas respiratórias.
5 - MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA II
Dando sequência a UA Mecanismos de Agressão e Defesa I, no qual
foram estudados alguns dos possíveis agentes agressores microbianos, que
resultam no aparecimento de síndromes clínicas em seres humanos, a presente
UA Mecanismos de Agressão e Defesa II objetiva complementar os estudos dos
agentes agressores não microbianos parasitológicos e imunológicos e estudar,
compreender e correlacionar tais agentes agressores com as referidas síndromes.
A presente UA, visa ainda, estudar os métodos e técnicas laboratoriais para a
identificação, diagnóstico e controle dos agentes agressores, além de fornecer
subsídios básicos sobre as respostas imunológicas encarregadas da defesa e
36
proteção do organismo hospedeiro. A UA é fundamental para a perfeita
compreensão do adoecer humano, englobando os conteúdos das disciplinas
Imunologia, Parasitologia e Patologia Geral II.
6 - O ADOECER HUMANO
Nesta UA é estudada a transição da normalidade orgânica para a doença,
assim como a complexidade e a multiplicidade de componentes do processo do
adoecer humano.
Também são estudados os fundamentos das intervenções
terapêuticas farmacológicas na fisiopatologia da doença e os métodos diagnósticos
laboratoriais destas. Incluem-se grandes temáticas estudadas de forma integrada,
como exemplifica o módulo de patologia respiratória e o de patologia
cardiovascular. Corresponde aos conteúdos das disciplinas: Patologia dos Órgãos
e Sistemas (incluindo Fisiopatologia e Anatomia Patológica), Farmacologia II
(incluindo Farmacoterapia) e Análises Clínicas I.
7 - PROGRAMA DE APROXIMAÇÃO PROGRESSIVA À PRÁTICA III
Esta UA visa o capacitar o discente a compreender o processo saúdedoença e os principais meios de prevenção, com ênfase na promoção da saúde e
na integralidade da atenção, estruturando as ações de promoção à saúde
necessárias, quanto à alimentação, atividades físicas e uso de drogas lícitas e
ilícitas.
Os discentes mantém atenção à saúde primária, com inserção prática na
comunidade e crescendo em complexidade de acordo com as habilidades
desenvolvidas até então pelas outras disciplinas.
As habilidades desenvolvidas durante esta UA são:
•
Identificar os determinantes do processo saúde/doença;
•
Selecionar medidas preventivas para intervir no processo saúde / doença;
•
Identificar medidas de promoção de saúde;
•
Saber selecionar medidas de promoção à saúde adequadas para as situações
vivenciadas;
•
Identificar as atribuições do enfermeiro;
37
•
Iniciar o diagnóstico da área (analisar Sistema de Informação da Atenção Básica SIAB);
•
Análise do acompanhamento dos grupos prioritários da ESF (fichas B e C do
SIAB);
•
Desenvolver habilidades técnicas básicas: curativos;
•
Dar continuidade às habilidades técnicas desenvolvidas no termo anterior;
•
Ampliar a capacidade de se comunicar com o usuário (escuta qualificada);
•
Identificar necessidades de saúde na comunidade;
•
Participar das ações nas escolas, creche, asilos e outros
8 - PROGRAMA DE APROXIMAÇÃO PROGRESSIVA À PRÁTICA IV
Esta UA visa fazer com que o discente entenda a distribuição das doenças
relacionadas ao meio ambiente, participando de uma forma ativa dos Programas
Estratégia Saúde da Família implantados nos Municípios. Fazendo parte da
aproximação progressiva à prática médica, o discente terá contato com os cenários
de atuação das equipes multiprofissionais para atendimentos pré-hospitalares
(APH).
As habilidades desenvolvidas durante esta UA são:
•
Desenvolver habilidades técnicas no atendimento a 1ª urgência na ESF e APH;
•
Aplicar terapia complementar no domicílio, se necessário;
•
Planejar ações de intervenção na comunidade;
•
Desenvolver educação em saúde: com grupos prioritários da ESF;
•
Proporcionar continuidade do cuidado na ESF para o egresso de internação
hospitalar;
•
Desenvolver habilidades técnicas básicas: coleta de exames;
•
Dar continuidade as habilidades técnicas desenvolvidas nos termos anteriores;
•
Continuar com o processo de humanização nas interrelações;
•
Ampliar a capacidade de se comunicar com o usuário (escuta qualificada);
•
Identificar as atribuições do médico na ESF.
38
QUINTO E SEXTO TERMOS:
O terceiro ano do curso médico dá continuidade à capacitação do discente
para a realização do diagnóstico médico assim como a terapêutica. Apresentada
continuidade do estudo da Propedêutica, agora em situações de anormalidade
tanto no ser humano adulto do sexo masculino quanto feminino, como na criança,
incluindo também a propedêutica neurológica e psiquiátrica.
São incluídos os
Fundamentos da Cirurgia, abordando tanto o ambiente e a equipe do Centro
Cirúrgico quanto à técnica cirúrgica e os aspectos fisiopatológicos referentes ao
pré, per e pós-operatório. Por sua vez, a Saúde Coletiva e o PAPP trazem o aporte
da epidemiologia como ferramenta estratégica para a compreensão das doenças
no contexto social.
1- FUNDAMENTOS DO DIAGNÓSTICO MÉDICO V
Em sequência, na UA Fundamentos do Diagnóstico Médico V é abordada a
semiologia cardiovascular e abdominal, objetivando estabelecer correlações
fisiopatológicas e anatomopatológicas entre os dados clínicos (anamnese e exame
físico), os grandes sintomas e sinais (dor precordial, dispnéia cardiogênica, edema
cardiogênico,
obstipação
palpitações,
intestinal,
dor
síncope,
disfagia,
abdominal,
dispepsia,
icterícia)
e
as
vômitos,
grandes
diarréia,
síndromes
cardiocirculatórias, abdominais, urinárias e endócrinas.
2- SAÚDE COLETIVA I
Ao final desta UA o discente deverá ser capaz de compreender os danos à
saúde de uma população, provocados por agentes de risco epidemiológicos,
ocupacionais,
alimentares
e
sanitários,
além
de
identificar
os
possíveis
mecanismos existentes para se evitar tais danos (p.ex., Programa de Imunizações).
Seguindo a linha de estudos direcionados à compreensão do Programa Estratégias
Saúde da Família (ESF) e que tiveram início no PAPP I, neste período os discentes
iniciarão os estudos das doenças mais prevalentes observadas e acompanhadas
pelos profissionais da saúde ligados a ESF dos municípios da região de Presidente
Prudente-SP. Deverá identificar o papel e a função da Vigilância Epidemiológica na
prática da Saúde Pública; descrever a epidemiologia das doenças transmissíveis;
39
indicar e utilizar imunobiológicos na prevenção de doenças, executar medidas de
controle para as doenças de notificação compulsória de transmissão hídrica,
alimentar, transmitidas por vetores e aquelas em que há necessidade de fazer
quimioprofilaxia para evitar a sua disseminação.
Serão apresentados, ainda, os fundamentos metodológicos dos estudos
epidemiológicos, as medidas básicas em saúde coletiva, o planejamento de
estudos e os principais formatos de desenhos de pesquisa, conduzindo os
discentes à reflexão e ao desenvolvimento de postura crítica frente aos dados.
3 - PROGRAMA DE APROXIMAÇÃO PROGRESSIVA À PRÁTICA V
Nesta UA, o discente deverá ser capaz de agir na gestão do SUS de forma
completa e nas três esferas de governo, município, estado e união; realizar
procedimentos de baixa complexidade para atenção a saúde, com autonomia,
liderança e tomada de decisão.
As habilidades desenvolvidas durante esta UA são:
•
Desenvolver ações nos programas estratégicos da atenção básica em saúde:
saúde da criança e do adolescente; saúde do homem e da mulher; saúde do
idoso; saúde do hipertenso; e do diabético;
•
Proporcionar continuidade do cuidado na ESF para o egresso de internação
hospitalar;
•
Desenvolver habilidades técnicas básicas: aplicação de injetáveis;
•
Dar continuidade as habilidades técnicas desenvolvidas nos termos anteriores;
•
Continuar o desenvolvimento da educação em saúde: com grupos prioritários da
ESF;
•
Continuar com o processo de humanização nas interrelações;
•
Ampliar a capacidade de se comunicar com o usuário (escuta qualificada);
•
Planejar ações de intervenção na unidade e comunidade;
•
Atenção a saúde;
•
Estabelecer raciocínio clínico atuando na perspectiva da saúde do adulto, da
mulher, da criança e idoso;
•
Desenvolver plano de ação envolvendo a população para o auto-cuidado.
40
4 - FUNDAMENTOS FISIOPATOLÓGICOS, DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS I
Esta UA dá continuidade às UAs Princípios da Terapêutica, O Adoecer Humano
e Fundamentos do Diagnóstico Médico I, II, III, IV e V.
Seu propósito é ligar o ensino básico – fisiológico e patológico – e o aplicado –
exames clínico-laboratoriais e interpretação diagnóstica e terapêutica. O discente
de medicina normalmente encontra dificuldade em aplicar conhecimentos
fisiológicos ao raciocínio clínico, podendo adquirir uma visão excessivamente
esquemática da prática clínica.
Visa desenvolver a compreensão, pelo discente, dos fundamentos da indicação
e da interpretação dos principais exames complementares nas grandes síndromes
clínicas, além de compreender o espectro de ação, farmacocinética, mecanismo de
ação,
mecanismos
de
resistência
bacteriana
e
reações
adversas
dos
antimicrobianos, bem como sua aplicação terapêutica. Além de capacitá-lo a
confeccionar e diferenciar os diversos receituários.
Os recursos são estudados sob a ótica da complementação e do
aprofundamento do diagnóstico clínico. Esta UA é composta pelas disciplinas
Fundamentos Fisiopatológicos da Clínica Geral, Análises Clínicas II e Farmacologia
III.
5- FUNDAMENTOS DO DIAGNOSTICO MÉDICO VI
Esta UA oferece ao discente do curso de Medicina, subsídios para a sua
formação propedêutica. Trata-se da continuidade da UA anterior no qual foram
oferecidas disciplinas que lhes servem de base para continuidade do seu processo
educativo e profissional além do embasamento clinico e compreende as disciplinas
de Fundamentos do diagnóstico em Ginecológica e Obstétrica, Fundamentos do
diagnóstico em Neurologia e Psiquiatria, Fundamentos do diagnóstico em Pediatria
e Hebiatria e Fundamentos do diagnóstico em Ortopedia.
41
6 - FUNDAMENTOS DA CIRURGIA E TÉCNICA CIRÚRGICA
Esta UA volta-se para o estudo do ambiente do Centro Cirúrgico e a equipe
que nele atua.
São abordados o instrumental cirúrgico, técnicas básicas e a
assepsia / antissepsia, proporcionando o futuro aprendizado da área cirúrgica na
prática médica.
Além disso, neste momento são estudados acessos às vias aéreas, à
cavidade torácica e a outras cavidades (sondagens e drenagens). As complicações
referentes ao trans e pós-operatório também são consideradas, no que se refere a
alterações metabólicas e reposição volêmica.
7- SAÚDE COLETIVA II
Ao final desta UA, o discente deverá compreender a estrutura dos serviços
de saúde, suas conexões e determinantes da prática médica, de modo que possa
atender as necessidades atuais de saúde da sociedade na qual está inserido,
sendo capaz de executar ações de gestão em saúde: planejamento, organização e
direção dos serviços de saúde, unidades gerenciais de serviços: administrativas, de
internação e de apoio.
8 -FUNDAMENTOS FISIOPATOLÓGICOS, DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS II
Esta UA dá continuidade a UA Fundamentos Fisiopatológicos, Diagnósticos e
Terapêuticos I e é composta pela disciplina Fundamentos Diagnósticos e
Terapêuticos da Clínica Geral. Apresenta como característica a inserção dos
aspectos terapêuticos plenamente integrados.
SÉTIMO TERMO:
A matriz estuda, nesta etapa da formação, as doenças mais prevalentes,
seguindo uma lógica dirigida pelos ciclos da vida humana. Os aspectos referentes
a diagnóstico, quadro clínico e abordagem terapêutica são problematizados a partir
de vivências práticas no atendimento de pacientes, orientando, sempre que
42
possível, a discussão subsequente dos aspectos teóricos necessários à
compreensão das doenças e à tomada de decisão.
Com o objetivo de introduzir o discente no ciclo profissionalizante do curso,
mantendo a sequência dos níveis de complexidades da atenção à saúde (primária,
secundária e terciária), os discentes do 7º Termo do curso desenvolvem suas
atividades dentro do amplo programa direcionado ao entendimento global do
Sistema Único de Saúde (SUS) – Programa de Atenção Integral do SUS (PAISUS). Este programa engloba todo o conjunto de conteúdos programáticos que
foram desenvolvidos desde o primeiro termo do curso e que fazem parte do eixo
dentro do projeto pedagógico voltado à formação em Atenção Básica à Saúde e
Estratégia da Saúde da Família, o qual se completa com o estágio de Saúde
Coletiva oferecido durante o 9° e 10º termos do curso.
As disciplinas do sétimo termo que fazem parte do PAI-SUS estudam as
doenças mais prevalentes na população e que, por isso, fazem parte dos
programas de Atenção Básica à Saúde e das Estratégias da Saúde da Família.
Neste formato de apresentação das doenças aos discentes, as especialidades
médicas deixam de apresentar as doenças mais prevalentes e comuns à atenção
básica à saúde, as quais passam a fazer parte de três novas UAs que se
denominam PAI-Família 1 e 2 e PAI-Materno-Infantil. Dessa forma, o eixo
programático voltado à formação em Atenção Básica à Saúde e Estratégia Saúde
da Família e que em nosso projeto pedagógico é constituído principalmente pelo
PAI-SUS (PAPP, Saúde Coletiva e pelos PAI-Família 1 e 2 e PAI-Materno-Infantil)
permite ao discente uma visão mais individualizada do conjunto de conteúdos
teóricos e práticos fundamentais à sua formação geral técnico-científica, ética e
humanística, e que o capacitarão à promoção, proteção e recuperação da saúde
nos níveis primário e secundário.
Os discentes distribuem-se em três UAs durante o 7º termo, os quais fazem
parte do PAI-SUS. Estas UAs são integradas por áreas afins, cada uma tendo
duração aproximada de 7 semanas letivas: PAI-Família 1, PAI-Família 2 e PAI Materno Infantil (Figura 4).
43
EIXO DA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE E ESTRATÉGIAS SAÚDE DA FAMÍLIA – PAI - SUS
PAPP I a V
1º - 5º Termo
SAÚDE COLETIVA I e II
5º - 6º Termo
PAI – Família 1 (Teórico)
Estágio em Atenção
Primária:
1- UBS / ESF-P. Prudente
2- GPS em P. Prudente
PAI – Família
7º Termo
PAI – Família 2 (Prático)
Estágio em Atenção
Secundária:
1- Hospital de Porto
Primavera - SP
SAÚDE COLETIVA
9º e 10º Termos
PAI – Materno-Infantil
Estágio em Atenção Terciária:
1- GAS–PS do Hosp. Reg. P. Prudente (HR)
2 - GH–PS do HR
3 – Inter-SUS (GPS) HR
Figura 4. Apresentação das disciplinas que compõem o eixo horizontal do projeto
Pedagógico da Faculdade de Medicina da UNOESTE direcionado à formação em Atenção
Básica à Saúde, Estratégias em Saúde da Família e SUS.
UNIDADE DE APRENDIZAGEM - PAI Família 1
Esta UA é composta por um conjunto de disciplinas com atividades teóricas
destinadas ao ensino/aprendizagem das doenças mais prevalentes na população e
que fazem parte dos programas de Atenção Básica à Saúde. Além disso, o
discente participa de atividades teóricas e práticas para o desenvolvimento de
habilidades e comunicação e para a compreensão das interrelações do SUS.
Fazem parte as disciplinas: 1- Bases Clínicas das ESF, 2 - Bases Cirúrgicas das
ESF, 3 – Saúde da criança e do adolescente nas ESF, 4 – Bases técnicas e
humanas das emergências médicas, 5- Habilidades em Comunicação, e 6 –
Interrelações do SUS.
UNIDADE DE APRENDIZAGEM – PAI Família 2
Esta UA destina-se a atividades práticas e inserção do discente nos
cenários de atuação médica nos três níveis de atenção à saúde: 1 - Atenção
Primária – Este estágio será desenvolvido nas Unidades de ESF do município de
Presidente Prudente - SP; 2- Atenção Secundária – este estágio será desenvolvido
44
no Hospital de pequena/média complexidade do município de Porto Primavera - SP
(região do Pontal do Paranapanema) e tem a finalidade de fazer com que o
discente participe do processo das inter-relações SUS; e Estágio na Unidade de
Emergência do Hospital Regional de Presidente Prudente e nas enfermarias do
mesmo hospital.
As atividades práticas da disciplina Interrelações do SUS (do PAI Família-1)
são realizadas nas Unidades de ESF e nas várias enfermarias do Hospital Regional
de Presidente Prudente durante os estágios práticos do módulo PAI-Família-2. Os
discentes neste estágio são responsáveis pela análise das altas dos pacientes
internados nas enfermarias do HR, devendo encaminhar os resumos de altas
devidamente preenchidos com todas as orientações a serem seguidas pelos
pacientes em casa às Unidades Básicas de Saúde e a uma Central Inter-SUS,
criada pela Faculdade de Medicina e Centro de Processamento de Dados do
Hospital Regional (referência e contrarreferência eletrônica). Esta Central é
supervisionada por um docente responsável por avaliar os relatórios enviados pelos
discentes das enfermarias e por distribuí-los em Grupos de Promoção à Saúde
(GPS) formados por discentes do sétimo termo. Estes discentes dos GPS ficam
responsáveis por realizar visitas aos pacientes que receberam altas do HR para
seguimento do processo de recuperação após a alta dos mesmos. Para tanto estes
discentes
deverão
preencher
um
formulário
estruturado
com
conteúdos
direcionados ao controle dos cuidados necessários durante o período de
recuperação. Os GPS são denominados conforme a clínica da qual o paciente está
procedendo, sendo assim: GPS Pediatria, GPS-GO, GPS-Clínica Médica e GPSClínica Cirúrgica.
Dessa forma as atividades dos discentes que estão cursando a UA PAIFamília 2 são: 1 – Estágio em ESF de Presidente Prudente e participação das
atividades dos GPS; 2 – Atividades práticas nas enfermarias do HR relacionadas às
disciplinas Inter-SUS e participação dos GPS; 3 – Estágio no Hospital Regional de
Porto Primavera (atenção secundária) e 4 – Atividades desenvolvidas na Unidade
de Emergências do HR de Presidente Prudente.
45
Além disso, neste momento da formação médica, onde o discente passa a
atender os pacientes de uma forma integral, ou seja, da anamnese ao tratamento,
tornam-se importantes as orientações quanto ao atendimento multidisciplinar,
enfatizando a necessidade de uma boa integração e de um bom relacionamento
entre os diversos membros das equipes de atendimentos. Nesse sentido,
introduziu-se nesta etapa do curso a disciplina Fundamentos Técnicos e Humanos
das Emergências Médicas, a qual se constitui por: 1 - atividades teóricas
desenvolvidas pela disciplina no módulo PAI-Família-I e que abordam aspectos
relacionados à humanização no atendimento integral aos usuários e ao apoio
psicológico direcionado aos familiares, além de preparar psicologicamente o
discente para os momentos de estresse profissional; 2 – atividades práticas que
incluem os estágios multidisciplinares do “GAS” (Grupo de Apoio à Saúde),
constituído por discentes de vários cursos da área de saúde (medicina,
enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia, farmácia e bioquímica) e do “GH do
PS” (Grupo de Humanização do Pronto Socorro), são realizados durante o PAIFamília-2 na forma de plantões e as equipes de discentes atuam de forma
integrada em vários setores da Unidade de Emergências do Hospital Regional de
Presidente Prudente, com o objetivo de aprimorar as habilidades práticas no que se
refere ao interrelacionamento com os vários profissionais da saúde, além das
atividades de acolhimento ao usuário, acesso a um atendimento humanizado, ao
diagnóstico, à terapêutica aos usuários que forem atendidos pelos médicos e
discentes do internato do curso médico e apoio ao programa de interrelações do
SUS, principalmente ao sistema de referência e contrarreferência. Desde 2011, o
resumo de alta e contrarreferência são elaborados em programa computacional
próprio, implantado no Hospital Regional de Presidente Prudente numa ação
conjunta do Centro de Processamento de Dados (CPD) deste hospital e do CPD da
UNOESTE.
Plantões: GRUPO DE APOIO À SAÚDE (GAS) E GRUPO DE HUMANIZAÇÃO
DO PRONTO SOCORRO (GH do PS)
Os discentes serão distribuídos em 5 grupos (GAS I a IV e GH do PS),
atuando nos seguintes setores da Unidade de Emergência:
GAS I – Discentes do Bloco Saúde do Adulto I – Acolhimento e triagem
GAS II – Discentes do Bloco Saúde do Adulto II – Posto de Coleta
46
GAS III – Discentes do Bloco Saúde do Adulto III – Sala de Medicações
GAS IV– Discentes do Bloco Materno-Infantil – Setor de Pediatria –
Emergência.
GH do PS – Discentes dos Blocos anteriores – Todas as dependências
do Pronto Socorro do Hospital Regional
•
GAS-I: Acolhimento e Triagem
Os discentes têm a função de recepcionar os usuários que procuram o setor
de Emergência, realizar entrevista com o usuário a respeito dos motivos que o
levaram até o serviço de emergência, além de verificar e anotar na ficha de
atendimento os sinais vitais (PA, Frequência Cardíaca e Temperatura).
•
O
GAS-II: Posto de Coleta
discente
supervisionadas
é
por
responsável
docente
por
realizar
bioquímico ou
todas
técnico
as
coletas,
habilitado
sendo
para
tais
procedimentos, incluindo as coletas nas enfermarias, salas de emergência, UTI e
Semi-UTI. Além disso, é responsável pelo adequado recebimento dos resultados
no laboratório e da sua entrega aos docentes médicos e/ou residentes
responsáveis pelo atendimento inicial do usuário.
•
GAS-III: Sala de Medicações
O discente é responsável por realizar as aplicações de medicações nas
enfermarias, salas de emergência, UCI e Semi-UTI, sendo supervisionado por
docentes enfermeiros.
•
GAS-IV: Setor de Pediatria da Emergência
O discente tem a função de recepcionar os usuários que procuram o setor
de Emergência, realizar entrevista com ele a respeito dos motivos que o trouxeram
a consulta, além de verificar e anotar na ficha de atendimento os sinais vitais (PA,
Frequência Cardíaca e Temperatura). Acompanha as visitas médicas nas
enfermarias da pediatria da emergência, conforme orientação do plantonista.
•
GH do PS: Dependências do Pronto Socorro
O discente terá a função de acolher os usuários que procurarem o
atendimento na Unidade de Emergências, devendo encaminhá-los e acompanhálos durante e após o seu atendimento. Deverá, ainda, providenciar que o seu
47
atendimento seja mais ágil, colaborando com a busca de resultados de exames e
orientação aos familiares, sempre sob supervisão.
UNIDADE DE APRENDIZAGEM - PAI MATERNO-INFANTIL
Esta UA aborda a promoção, proteção e recuperação da saúde da mulher e
da criança, desde as ações básicas e de higiene anti-infecciosa até o diagnóstico e
tratamento das doenças mais prevalentes.
Inclui as disciplinas Ginecologia e
Obstetrícia e Pediatria.
OITAVO TERMO:
Os discentes distribuem-se em três UAs, as quais agrupam disciplinas
integradas por áreas afins e pelos principais eixos temáticos de conteúdos, cada
uma tendo duração aproximada de 7 semanas letivas: Saúde do Adulto I, II e III.
Considerando-se peculiaridades inerentes aos conteúdos, algumas disciplinas
foram inseridas concomitantemente as UAs, independentemente dos ciclos de vida.
UNIDADE DE APRENDIZAGEM - SAÚDE DO ADULTO I
Esta UA constitui-se por quatro disciplinas (Tegumento, Oncologia e
Hematologia,
Neuropsiquiatria
e
Anestesiologia,
Dor
e
Reanimação
Cardiopulmonar), além de duas disciplinas, Endocrinologia e Moléstias Infecciosas:
1 - Tegumento
Integrando a Dermatologia com os fundamentos da Cirurgia Plástica, são
estudadas as doenças mais prevalentes das estruturas de revestimento do corpo
humano, enfatizando o diagnóstico, a prevenção e a abordagem terapêutica inicial
das mesmas, no âmbito da formação geral do médico.
2 - Oncologia e Hematologia
Estuda as principais neoplasias malignas (oncogênese, aspectos clínicos e
anatomopatológicos e, em especial, prevenção e diagnóstico precoce) e as
doenças hematológicas que acometem o ser humano, nos aspectos referentes ao
diagnóstico e aos fundamentos da abordagem terapêutica.
48
3 - Neuropsiquiatria
Volta-se para os aspectos diagnósticos e terapêuticos das principais
moléstias neurológicas e psiquiátricas, enfatizando as frequentes interrrelações
entre as mesmas.
4- Anestesiologia, Dor e Reanimação Cardiopulmonar
Tem por objetivo a introdução dos princípios teóricos e práticos da
anestesia e da reanimação cardiopulmonar e dos mecanismos, das técnicas
diagnósticas e dos tratamentos da dor aguda e crônica.
5- Endocrinologia
Aborda as doenças endocrinológicas e metabólicas mais prevalentes,
possibilitando a discussão da fisiopatologia, do quadro clínico, do diagnóstico, dos
princípios terapêuticos e de seu impacto na saúde do indivíduo e da população.
6- Moléstias Infecciosas
Nesta disciplina são consideradas as principais doenças infectocontagiosas
e parasitárias que acometem a população brasileira em seus aspectos biológicos,
epidemiológicos e sanitários, com ênfase nos determinantes socioeconômicos e
culturais responsáveis por suas incidências e prevalências em Presidente Prudente
e região.
UNIDADE DE APREDIZAGEM - SAÚDE DO ADULTO II
Nesta UA situam-se conteúdos referentes ao Sistemas Locomotor,
Cardiovascular e Respiratório e ainda Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e
do Pescoço:
1 - Sistema Locomotor
Através das disciplinas Acupuntura, Ortopedia e Reumatologia, aborda, de
forma integrada, as doenças mais prevalentes e/ou mais graves osteo-mioarticulares, valorizando o diagnóstico, a prevenção e a abordagem terapêutica
inicial das mesmas, no âmbito da formação geral do médico.
49
2 - Sistemas Cardiovascular e Respiratório
As disciplinas Cardiologia Clínica e Cirúrgica, Pneumologia Clínica e
Cirúrgica e Cirurgia Vascular contemplam os conteúdos referentes à Cardiologia e
Pneumologia, bem como aos fundamentos de Cirurgia Vascular, Cardíaca e
Torácica,
estudando
as
doenças
mais
prevalentes
cardiocirculatórias
e
respiratórias, no que tange ao diagnóstico, à prevenção e à conduta terapêutica
inicial das mesmas.
3 - Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e do Pescoço
As afecções das estruturas auditivas e das vias respiratórias altas são aqui
estudadas, enfatizando-se suas peculiaridades nas diversas faixas etárias dos
pacientes acometidos.
São também incluídos os fundamentos da abordagem
cirúrgica das afecções do segmento cefálico e do pescoço.
UNIDADE DE APRENDIZAGEM - SAÚDE DO ADULTO III
Nesta UA abrange-se conteúdos referentes aos Sistemas Digestório e
Excretor, além de Oftalmologia e Medicina Legal e Ética Médica.
1 - Sistema Digestório
Integra as principais afecções referentes ao tubo digestório e órgãos
anexos, trazendo o enfoque clínico e cirúrgico da Gastroenterologia. Estudam-se
também as principais doenças que necessitam de intervenção cirúrgica,
especialmente aquelas referentes ao abdome (Cirurgia Geral). Fazem parte as
disciplinas Gastroenterologia Clínica e Cirúrgica e Cirurgia Geral.
2 - Sistema Excretor
São estudados os conteúdos referentes às disciplinas de Nefrologia e
Urologia, abordando-se, integradamente, a patologia nefrourinária e do aparelho
genital masculino.
50
3 - Oftalmologia
Aborda as doenças mais prevalentes do olho e de seus anexos,
valorizando o diagnóstico, a prevenção e a abordagem terapêutica inicial das
mesmas, no âmbito da formação geral do médico.
4 - Medicina Legal e Ética Médica
Apresenta princípios, conceitos e práticas referentes à medicina legal, bem
como discussões de temas da ética relevantes para embasar o exercício
responsável da profissão.
5.2 Organização do Estágio Curricular Supervisionado (Internato Médico)
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, Resolução CNE/CES Nº 4, de
7 de novembro de 2001, Art. 7º:
“A formação do médico incluirá, como etapa integrante da graduação, estágio curricular obrigatório
de treinamento em serviço, em regime de internato, em serviços próprios ou conveniados, e sob
supervisão direta dos docentes da própria Escola/Faculdade. A carga horária mínima do estágio
curricular deverá atingir 35% (trinta e cinco por cento) da carga horária total do Curso de Graduação
em Medicina proposto, com base no Parecer/Resolução específico da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação”.
O estágio curricular supervisionado de treinamento em serviço, em regime
de Internato, situa-se nos dois últimos anos do curso médico (do nono ao décimo
segundo termos), correspondendo ao período de treinamento em serviço.
No nono e no décimo termos (5o. ano), prioriza-se a formação voltada para
a atenção primária à saúde.
Os discentes, divididos em grupos, realizam estágios em rodízio pelas áreas
de Saúde do Adulto (Clínica Médica e Cirurgia Geral), Saúde Infantil (Pediatria),
Saúde da Mulher (Ginecologia e Obstetrícia) e Saúde Coletiva (que engloba ações
tanto em relação à Saúde do Adulto quanto Materno-Infantil e que encerra o eixo
do projeto pedagógico voltado para a formação em Atenção Básica à Saúde e
Estratégias Saúde da Família). Os programas aqui desenvolvidos dão continuidade
ao ensino prático das UAs realizado nos 7º e 8º termos do curso (Saúde do Adulto,
Saúde Materno-Infantil e Programa de Atenção Integral do SUS). Estes estágios
contemplam fundamentalmente o atendimento ambulatorial com priorização à
atenção básica à saúde realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e
51
Programas Estratégias Saúde da Família (ESF) do Município de Presidente
Prudente-SP. Além da atenção básica à saúde realizada nas UBS e ESF os
discentes de medicina também realizam estágios nos ambulatórios de atenção
complementar aos atendimentos básicos e especializados dos Hospitais Regional e
Estadual de Presidente Prudente. O agendamento das consultas novas é feito por
uma central de encaminhamentos e agendamentos da DIR de Presidente Prudente
e as consultas de retorno são agendadas nos respectivos hospitais.
A distribuição percentual aproximada das atividades dos discentes nas
áreas de atenção está representada na tabela abaixo.
ÁREAS DE ATENÇÃO
PROGRAMA
ESTÁGIO CURRICULAR
ABS
Cenários: UBS /
Saúde MaternoInfantil (SMI)
SMI e SA
ABC
Cenários: HR /
ESF
HE/HMR
Saúde da Mulher (GO)
40%
60%
Saúde Infantil (Pediatria)
90%
10%
100%
0%
Clínica Médica (1,2)
20%
80%
Clínica Cirúrgica
0%
Saúde Coletiva
100%
Saúde do Adulto
(SA)
100% (sob a
Emergências
0%
forma de
Plantões)
Complementar
Obrigatório
Estágio Complementar
Interno ou Externo
(Convênios com outras
Instituições de Ensino)
Laboratório de
Habilidades e Simulação
Relato Caso Clínico
ABS: Atenção Básica à Saúde / ABC: Atenção Básica-Complementar / HR: Hospital Regional de
Presidente Prudente / HE: Hospital Estadual de Presidente Prudente / (1): Disciplinas associadas:
Fisiologia, Patologia e Farmacologia aplicadas à Clínica Médica / (2): Disciplina associada: Ética
Médica.
52
Aproximadamente 80% dos atendimentos realizados pelo programa de
Atendimento Básico-Complementar (ABC) realizados nos Hospital Regional de
Presidente Prudente, Hospital Estadual de Presidente Prudente e Hospital
Maternidade de Rancharia, referem-se às doenças mais prevalentes nas áreas de
Saúde do Adulto e Saúde Materno-Infantil, tais como: diabetes, doenças da
tireóide, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, artroses, artrite, gastrite, úlcera
péptica, cefaléia, etc. Estes atendimentos são realizados por docentes médicos
especialistas nas diversas áreas da medicina que atuam nos ambulatórios dos
respectivos hospitais. Dessa forma, durante o 9º e 10º termos do curso os
discentes recebem conteúdos voltados quase exclusivamente à atenção básica à
saúde, seja nas Unidades Básicas de Saúde e Programas Estratégias Saúde da
Família, seja nos ambulatórios dos referidos hospitais de ensino.
Durante o nono ou décimo termos os discentes participarão de um Estágio
Complementar Obrigatório cuja finalidade será conhecer algumas unidades de
internação do Hospital Regional de Presidente Prudente e possibilitar que eles
participem durante aproximadamente 45 dias de um intercâmbio com outras
Instituições de Ensino conveniadas com a Faculdade de Medicina da UNOESTE e
ainda 15 dias com atividades como simulações clínicas no Laboratório de
Habilidades e Simulação e também com sessões de Relatos de Casos.
No décimo primeiro e no décimo segundo termos (6o ano) os estágios
ocorrem prioritariamente em ambientes hospitalares, enfatizando-se a capacitação
para a atenção secundária e terciária à saúde. Desta forma, contemplam-se as
práticas referentes à Saúde Materno-Infantil (Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria)
e Saúde do Adulto (Clínica Médica, Clínica Cirúrgica e Emergências). Durante as
visitas às enfermarias e reuniões clínicas e científicas de cada departamento
prioriza-se o ensino sobre as doenças clínicas e cirúrgicas mais prevalentes nos
hospitais de pequeno e médio portes, tais como pneumonias, insuficiência cardíaca
descompensada, colecistopatia, pé diabético, etc. Durante o estágio de clínica
cirúrgica os discentes acompanham os seus pacientes durante os períodos de pré,
intra e pós-operatórios, recebendo orientações de anestesiologia dentro dos
centros cirúrgicos dos Hospital Regional e Hospital Estadual.
Durante o estágio de emergências o discente realiza atendimentos e
procedimentos supervisionados por docentes do próprio departamento de
emergências ou dos demais departamentos. Os cenários de atuação durante o
referido estágio são o pronto socorro adulto e infantil e unidade de terapia intensiva.
53
Em continuidade às discussões sobre Ética Médica dos anos anteriores, no
Internato ocorrem discussões periódicas a respeito deste tema, no sentido de
subsidiar uma prática profissional responsável.
A organização do estágio está descrita em seu Regulamento próprio, com
a descrição das ações, finalidades, normas e regras para sua realização (ANEXO
I).
5.3 Cargas horárias
DURAÇÃO E CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO MÉDICO
A Carga Horária está assim computada:
Carga Horária total estimada (1º ao 6º termo)
Carga Horária total estimada (7º e 8º termo)
4.294 horas
1.484 horas
Carga Horária total estimada dos 4 primeiros anos
5.778 horas
Carga Horária total estimada do Internato (5º e 6º anos)
3.358 horas
Carga Horária total das atividades complementares
200 horas
Carga horária total da disciplina opcional (Libras)
38 horas
Carga Horária total estimada do Curso
9.374 horas
As Ementas e bibliografias de cada disciplina constam no Anexo VIII.
5.4 Atividades complementares
Carga horária: 200 horas
Entende-se por Atividades Complementares as atividades extracurriculares que
possibilitam ao discente adquirir conhecimentos de interesse para sua formação pessoal
e profissional, constituem meio de ampliação de seu currículo, com experiências e
vivências acadêmicas internas e/ou externas ao curso.
54
As Atividades Complementares integram o currículo pleno do curso de graduação,
constituindo elemento indispensável para obtenção de grau correspondente, conforme
preconiza a legislação vigente, abrangendo o percentual da carga horária estabelecido
pelo PPC do curso.
As atividades complementares possuem Regulamento próprio que contém as
regras e normas para organização dessas atividades. (ANEXO II).
6. MONITORIA
A monitoria é um serviço de apoio pedagógico oferecido aos discentes
interessados em aprofundar conteúdos, bem como solucionar dificuldades em
relação às atividades teóricas ministradas pelos docentes. Ela auxilia o discente no
desenvolvimento de habilidades técnicas, proporcionando o aperfeiçoamento
discente.
Suas atividades têm por finalidade auxiliar o docente nas tarefas cotidianas
de forma expressiva em todas as etapas do processo didático-pedagógico, ao
mesmo tempo em que proporciona ao discente a possibilidade de ampliar o
conhecimento em determinada área, despertar o interesse para a docência e a
desenvolver suas aptidões e habilidades no campo do ensino.
A monitoria surgiu a partir da lei 5540/68 (fixa normas de organização e
funcionamento do ensino superior sua articulação com a escola média) que
determina que as universidades criem a função de monitor dentro dos cursos de
graduação para que desempenhem atividades técnico-didáticas de determinada
disciplina.
Além disso, a lei 9394/96 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) acrescenta que os discentes da educação superior poderão ser
aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições,
exercendo funções de monitoria, de acordo com seu rendimento escolar.
O programa de monitoria além de ser uma determinação legal para os
cursos de graduação representa uma importante iniciativa para a melhoria na
qualidade do ensino, assim como da relação discente-docente. O monitor coloca-se
numa posição de observação e ação pedagógica, tendo oportunidade de refletir
sobre o ensino e a educação, pela convivência com o docente e com outros
discentes. Ele é um elemento valioso, para que, autenticamente juntos, docente,
55
discentes e monitor construam um curso que resulte no desenvolvimento pessoal
de todos.
Dentro dessa perspectiva, o programa de monitoria no Curso de Graduação
em Medicina tem como objetivo propiciar formação acadêmica mais ampla e
aprofundada ao discente, incentivar o interesse pela dedicação à docência e à
pesquisa bem como ampliar a participação deste nas atividades da Universidade
do Oeste Paulista.
No Curso de Medicina foi elaborado um Regulamento de Monitoria, no intuito
de orientar as atividades do discente, de maneira que ele aproveite melhor todas as
oportunidades de aprendizado para sua formação (ANEXO III).
7. ATIVIDADES DE EXTENSÃO
O Curso de Medicina, em cumprimento a política de extensão universitária descrita
no PPI da UNOESTE, tem como objetivo estreitar os laços com a sociedade e divulgar
conhecimentos sobre saúde para a população. Articulada com o ensino e a pesquisa,
está direcionada para o atendimento das necessidades dos indivíduos e comunidade,
em respeito à responsabilidade social da universidade.
Para atender a essa proposta, o Curso de Medicina participa de projetos, atividades
e eventos comuns a todos os cursos da universidade, bem como desenvolve ações
próprias com o objetivo de aproximar o discente da realidade loco Regional em saúde.
(ANEXO XI).
No Curso de Medicina, há o Regulamento das Atividades de Extensão
Universitária, no intuito de orientar as atividades do discente, de maneira que ele
aproveite melhor todas as oportunidades de aprendizado para sua formação (ANEXO
IV).
8. ATIVIDADES DE PESQUISA
A pesquisa institucional na UNOESTE é gerida pela Pró-Reitoria de Pesquisa e
Pós-Graduação que está organizada em coordenadorias de pesquisa e de pósgraduação, comitês assessores e representantes docentes dos cursos de graduação e
de pós-graduação de toda universidade, conforme descrito no PDI.
56
A Universidade dispõe atualmente de programas de pesquisa discente: Programa
de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC), Programa Especial de Iniciação Científica
(PEIC) e Programa de Pesquisa de Pós-Graduação (PPG) que visa incentivar
pesquisadores e introduzir discentes em atividades de pesquisa para o aprimoramento
de seu processo formativo e qualificação profissional diferenciada.
O Programa de Pesquisa do Curso de Medicina (PPM) da UNOESTE que tem
como objetivos:
I-
Estimular atividades de pesquisa no âmbito do curso de graduação em
Medicina da UNOESTE, visando o envolvimento de docentes para
orientação a discentes com potencial para esta atividade, abrangendo o
domínio dos processos e dos métodos gerais e específicos de investigação;
II -
Disseminar a idéia de continuidade e aprofundamento de estudos por meio
da reflexão intensa e criatividade inerentes à pesquisa, qualificando quadros
para os programas de pós-graduação e pesquisa científica;
III -
Contribuir para a emergência de novas linhas e/ou grupos de pesquisa
visando
ao
incremento
da
Pesquisa
Científica
e
Desenvolvimento
Tecnológico na UNOESTE.
No Curso de Medicina, em 2009, foi reestruturada a Comissão de Pesquisa do
Curso de Medicina (CPM), com definição de linhas e grupos de pesquisa cadastrados no
CNPq: 1.
Pesquisa em Clínica Médica, Patologia e Imunologia; 2. Processos
patológicos gerais em órgãos e sistemas: aspectos epidemiológicos e clínicomorfológicos; e 3. Aspectos morfo-funcionais das alterações inflamatórios. Em 2011,
após avaliação da evolução das atividades definiu-se que deveriam ser ampliadas as
ações de pesquisa criando-se o GIP (Grupo Interinstitucional de Pesquisa), unidade que
faria uma interface com as atividades de pesquisa do Hospital Regional de Presidente
Prudente e a Faculdade de Medicina da UNOESTE. A CPM e GIP atuariam de forma
integrada.
A CPM também participa do NIPEM (Núcleo Institucional de Pesquisas
Multidisciplinares) da UNOESTE.
O objetivo da CPM é estimular atividades de pesquisa no âmbito do curso de
graduação em Medicina da UNOESTE, visando o envolvimento de docentes na
orientação de discentes com potencial para esta atividade, abrangendo o domínio dos
processos e dos métodos gerais e específicos de investigação; disseminar a ideia de
57
continuidade e aprofundamento de estudos por meio da reflexão intensa e criatividade
inerente à pesquisa; contribuir para a emergência de novas linhas e/ou grupos de
pesquisa visando ao incremento da Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico
na UNOESTE.
É responsável pela realização do Congresso Médico Estudantil de Presidente
Prudente (COMEPP), um evento regional, que contribui não só para formação dos
discentes do curso, mas também de outros da área da Saúde, bem como para educação
continuada dos médicos da região.
Desde 2011, pesquisadores do Curso de Medicina tem realizado projetos
interdisciplinares com outros pesquisadores e discentes de graduação da área de
Ciências da Saúde e Biológicas, como Odontologia, Fisioterapia, Farmácia, Biomedicina,
Ciências Biológicas, entre outros.
Foi realizado em maio de 2012, o I Curso Introdutório a Metodologia Científica para
os discentes de graduação, o qual se pretende que seja realizado semestralmente junto
ao Curso de Metodologia Científica do NIPEM. A proposta é que o Curso passe a ser
interdisciplinar, ou seja, que agregue discentes de outros cursos de graduação da área
de Ciências da Saúde. O Curso foi uma iniciativa da Liga de Pesquisa Científica, que
iniciou suas atividades no 1º semestre de 2012, juntamente com a Liga de Cirurgia.
No Curso de Medicina, há o Regulamento do Programa de Pesquisa Científica
(PPM), no intuito de orientar as atividades do discente, de maneira que ele aproveite
melhor todas as oportunidades de aprendizado para sua formação (ANEXO V).
9. SISTEMA DE AVALIAÇÃO
A avaliação educacional e a capacitação docente trabalham com alguns
pressupostos:
1. A avaliação educacional deve ser entendida como um processo dinâmico que
acompanha o desenvolvimento de práticas educativas, com vistas ao aprimoramento do
processo ensino-aprendizagem e a consolidação da missão institucional;
2. A avaliação deve ter caráter multidimensional, abrangendo a instituição, o currículo, o
ensino/docente e a aprendizagem/discente;
3. A avaliação deve ir além da verificação do produto final / desempenho, o que significa
assumir principalmente a modalidade formativa, que possibilita o acompanhamento
58
contínuo e a tomada de decisão quanto à condução de práticas de levar a resultados
significativos do processo de formação;
4. Os critérios e instrumentos de avaliação devem fundamentar-se na perspectiva
interdisciplinar que norteia a proposta curricular;
5. Os critérios, as estratégias e as práticas de avaliação devem ser planejados
coletivamente, para produzirem os resultados desejados;
6. As finalidades e os critérios de avaliação devem ser explícitos e de conhecimento
prévio dos envolvidos no processo;
7. Os resultados da avaliação devem ser divulgados e discutidos com todos os
participantes, no sentido de assegurar a dimensão transformadora do processo;
8. A construção de uma cultura avaliativa deve fundamentar-se na sensibilização e no
compromisso dos diversos atores sociais (docentes, discentes, dirigentes e técnicoadministrativos) que integram a instituição.
9.1 Avaliação Institucional e do Curso
Em conformidade com o disposto no artigo 11 da Lei 10.861/04 (SINAES), a
UNOESTE constituiu sua Comissão Própria de Avaliação (CPA) com as funções de
coordenar e articular o processo interno de avaliação da IES, e de disponibilizar as
informações relativas a esses processos.
A Avaliação Interna caracteriza-se como um processo contínuo por meio do qual a
IES constrói conhecimento sobre sua própria realidade para compreender os
significados do conjunto de suas atividades educativas e alcançar maior relevância
social.
Os resultados do processo de autoavaliação (avaliação interna) destacam as
potencialidades e as fragilidades da Universidade, e são utilizados como subsídios para
revisão permanente do PDI.
A Comissão de Avaliação do Curso Médico, instituída conforme a Portaria n.º
20/2001, de 27/11/2001 – Reitoria da UNOESTE, constituída de sete docentes, um
representante discente e um representante dos servidores técnico-administrativos,
Em 2009, a Comissão de Avaliação do Curso Médico foi reestruturada e passou a
ser denominada Comissão de Avaliação Didático-pedagógica (CADP) (Portaria 2/2009).
(ANEXO XIV).
59
Esta Comissão tem as seguintes atribuições:
Coordenação técnica do Programa de Avaliação do Curso de Medicina;
Sensibilização
da
comunidade
acadêmica
sobre
a
necessidade
de
implantação do Teste de Progressão Individual (TPI);
Definição de estratégias que fomentem a implantação de uma cultura
avaliativa;
Criação de condições que forneçam a instalação e manutenção do Programa;
Divulgação das diretrizes, das propostas de trabalho, dos resultados e das
consequentes tomadas de decisão;
Realização de avaliação do processo de desenvolvimento do TPI, com
participação de avaliadores externos.
No primeiro semestre de 2009, a Comissão de Avaliação Didático-pedagógica
desenvolveu o Projeto EDUC (Educação Docente Universitária Continuada). O Projeto
iniciou com a criação de um instrumento, padrão para o curso de medicina, de avaliação
do docente pelo discente, que é aplicado ao final de cada semestre e que serviu de
norte para a identificação de oportunidades de melhoria e capacitação do corpo docente.
Esta primeira avaliação deu início ao curso de formação docente continuada, com
atividade permanente e cíclica com o intuito da busca de excelência do corpo docente
institucional.
9.2 Avaliação acadêmica do ensino-aprendizagem
Além do Regimento Geral da Universidade, o curso de Graduação em Medicina
mantém características próprias dos critérios de avaliação vinculados às diferentes
estratégias de ensino aprendizagem, de acordo com seu Regulamento (ANEXO I).
APROVAÇÃO
NORMAS GERAIS:
1. O discente que obtiver média final 6,0 (seis) e atendida a frequência
exigida legalmente, será aprovado;
2. Com média abaixo de 6,0 (seis) o discente fará exame para obter a nota
que falta para completar 10,0 (dez). Se não obtiver a nota, ficará em
dependência.
3. O discente fará somente um exame, que será feito na data prédeterminada pela coordenação do curso ou adiantado para engajá-lo no
60
rodízio do termo seguinte (após avaliação e deliberação pela Comissão de
Graduação ou pela Direção do Curso).
4. O discente que reprovar por falta (menos de 75% de frequência) terá que
repetir a disciplina em regime regular, mesmo que aprovado por nota,
segundo a Lei de diretrizes e bases (LDB) do Ministério da Educação e
Resolução nº 4, de 16 de setembro de 1986 do Conselho federal de
Educação.
Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo,
duzentos dias de trabalho discente efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando
houver.
§ 3º É obrigatória a frequência de discentes e docentes, salvo nos programas de educação à
distância.
LEI DE DIRETRIZES E BASES - LEI 9394/96
Segundo a Resolução nº 4, de 16 de setembro de 1986, o discente reprovado
por falta não poderá realizar os exames finais e de 2ª época.
Art. 2º Considerar-se-á reprovado o discente que não cumprir a frequência mínima de 75% (setenta
e cinco por cento) às aulas e demais atividades escolares de cada disciplina, sendo-lhe,
consequentemente vedada a prestação de exames finais e da 2ª época.
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 16 DE SETEMBRO DE 1986.
5. O discente deverá entregar os atestados médicos ou judiciais que
justifiquem sua falta até 48 horas após o ocorrido. Sabendo-se que não
existem abonos de faltas, estes atestados ficarão de posse da secretaria e
serão avaliados pela Comissão de Graduação.
6. O discente que reprovar em qualquer dependência ou disciplina
anteriormente reprovada deverá cursar a mesma de forma presencial
na sala do termo correspondente até obter a sua aprovação.
7. O discente reprovado poderá cursar outras disciplinas pertencentes
do 1º ao 6º termos, de acordo com a avaliação individual pela
Comissão de Graduação, desde que não ocorra superposição de
horários e o número de disciplina não seja superior a duas.
8. Nos casos de discentes portadores de graduação ou transferidos após
equivalência das disciplinas, será permitido adiantar disciplinas do
próximo termo desde que não ocorra superposição de horários ou
61
prejuízo do processo ensino-aprendizagem e sob aprovação da
Comissão de Graduação.
9. Não será permitido cursar os termos a partir do 7º termo, enquanto o
discente não completar todas as disciplinas até o 6º termo. Assim, o
discente deverá estar aprovado em todas as disciplinas até o término
do 6º termo antes de iniciar o 7º termo, mesmo que tenha que repetir
uma única disciplina durante todo o semestre.
10. O discente do 6º termo que for reprovado em até duas disciplinas terá
o direito de realizar um novo exame.
11. Não será permitido cursar os termos a partir do 9º termo, enquanto o
discente não completar todas as disciplinas até o 8º termo. Assim, o
discente deverá estar aprovado em todas as disciplinas até o término
do 8º termo antes de iniciar o 9º termo, mesmo que tenha que repetir
uma única disciplina durante todo o semestre.
12. O discente do 8º termo que for reprovado em até duas disciplinas terá
o direito de realizar um novo exame.
13. Só será admitido no Internato o discente que tiver obtido aprovação
em todos as Unidades de Aprendizagem do curso de Graduação em
Medicina até o 8º termo completo.
As normas específicas para cada termo do curso constam detalhadas
no Regulamento (ANEXO I).
TESTE DE PROGRESSO INDIVIDUAL (TPI)
O Teste de Progressão Individual (TPI) é instrumento utilizado num processo de
avaliação continuada, que visa estabelecer uma sequencia temporal do desenvolvimento
do discente ao longo de sua formação. Trata-se de um conjunto de questões baseadas
em provas de Residência Médica, agrupado por grandes áreas da Medicina. Tal
avaliação é aplicada a todos os discentes matriculados no curso (1º ao 12º termos).
Como avaliação Institucional, o TPI permite a verificação da proposta curricular dos
cursos em diferentes momentos do seu desenvolvimento, possibilitando a identificação
de fragilidades e potencialidades destes.
Várias faculdades particulares do Estado de São Paulo participam do grupo que
utiliza este instrumento, seguindo cronograma de avaliação e aplicando as mesmas
62
provas. O curso de Medicina da UNOESTE participa do TPI desde do 1º semestre de
2011.
Através do TPI é possível avaliar quais as áreas do conhecimento médico
apresentam fragilidades e potencialidades, permitindo adequações dos conteúdos
ministrados.
O desempenho discente, no sentido de progressão do mesmo, será avaliado após
a aplicação de pelo menos quatro edições.
10. ORGANIZAÇÃO ACADÊMICO-ADMINISTRATIVA DO CURSO DE MEDICINA
10.1 Gestão Acadêmica do Curso
Para garantir o adequado funcionamento do curso, a organização administrativa do
curso de Medicina é exercida pelos seguintes órgãos, cujas funções encontram-se
delineadas no Regulamento do Curso de Medicina (ANEXO I):
• Direção da Faculdade: é um órgão executivo que coordena e fiscaliza as
atividades da Faculdade, de Medicina exercida por um Diretor de livre
escolha e designação do Reitor, com regime integral de trabalho;
• Coordenação Geral do Curso: promove, auxilia e supervisiona todas as
atividades acadêmicas relacionadas aos docentes e discentes do Curso, é
exercida por um Coordenador de livre escolha do Diretor da Faculdade, com
regime integral de trabalho;
• Coordenação Pedagógica do Curso: gerencia, coordena e supervisiona
todas as atividades relacionadas com o processo de formação integral e
adequada do discente, é exercida por um Coordenador de livre escolha e
designação do Diretor da Faculdade, com regime integral de trabalho;
• Colegiado do Curso: órgão responsável pela coordenação didáticopedagógica do Curso, de natureza deliberativa, é composto pelo Diretor da
Faculdade, Coordenadores e Chefes dos Departamentos do Curso;
• Núcleo Docente Estruturante: órgão responsável pela formulação do PPC,
sua implementação e desenvolvimento, composto por professores com pós
–graduação stricto sensu em regime de trabalho com dedicação plena ao
curso;
63
• Comissão de Graduação do Curso: julga e delibera assuntos referentes às
questões acadêmicas dos discentes, é composta pelos Coordenadores,
Chefes e Vice dos Departamentos;
• Departamentos do Curso: agrega as Unidades de Aprendizagem afins,
visando não somente a melhoria do ensino, como também fortalecer a
pesquisa e extensão, são compostos por discentes que integram as
Unidades de Aprendizagem.
10.2 Colegiado do Curso
O Curso possui um colegiado instituído pela coordenação, que se reúne
ordinariamente quinzenalmente, e extraordinariamente tantas vezes quantas forem
necessárias, convocado pelo seu Coordenador ou por 2/3 de seus membros. A portaria
que nomeou o atual Colegiado é nº 03/2012- Curso de Medicina, de 06 de julho de 2012
(ANEXO XVI).
São atribuições do Colegiado de Curso:
Fixar diretrizes e orientações didáticas para o respectivo curso;
Avaliar as atividades do ensino ministrado nos componentes curriculares do
curso;
Propor e aprovar, em primeira instância, alterações na matriz curricular do
curso, bem como criação e extinção de componentes curriculares;
Coordenar e fiscalizar as atividades do curso;
Encaminhar à Pró-Reitoria Acadêmica solicitação de providências que
viabilizem o bom funcionamento do curso;
Planejar, semestralmente, a oferta de componentes curriculares;
Articular-se com as Pró-Reitorias de Pesquisa e de Extensão, visando à
implantação de ações no campo da pesquisa e da extensão;
Participar diretamente dos programas de avaliação da Instituição, com vistas
à manutenção da boa qualidade de seus cursos;
Constituir, dentre seus membros, comissões especiais para estudo de
assuntos de interesse didáticos.
64
10.3 Núcleo Docente Estruturante (NDE)
O NDE do Curso de Medicina, constituído a partir de 2009 para atender as Normas
Federais, atualmente é composto por no mínimo 5 (cinco)
docentes do seu corpo
docente , com liderança acadêmica e presença efetiva no seu desenvolvimento,
contratados em tempo integral e parcial e que respondem mais diretamente pela
elaboração, implantação e consolidação do presente Projeto Pedagógico do Curso,
segundo o Parecer CONAES nº 4, de 17 de junho de 2010 sobre o NDE. A Portaria que
constituiu o atual NDE foi nº1/2012-Curso de Medicina, de 03 de julho de 2012 (ANEXO
XV).
Segundo o Art. 5º da Resolução 02/02/2009 da Reitoria da UNOESTE, de
03/03/2009, são atribuições dos integrantes do NDE:
I - propor a formulação do Projeto Pedagógico do curso para apreciação e aprovação
pelo respectivo colegiado do curso;
II - acompanhar e avaliar o desenvolvimento do Projeto Pedagógico do curso, propondo
as correções que se apresentem necessárias à sua integral consecução;
III – estabelecer parâmetros de resultados serem alcançados pelo curso nos diversos
instrumentos de avaliação externa como ENADE e similares;
IV – definir parâmetros com vistas a apreciar e avaliar os planos de ensino elaborados
pelos docentes do curso, apresentando sugestões de melhoria;
V – propor alternativas teórico-metodológicas que provam a inovação na sala de aula e a
melhoria do processo ensino-aprendizagem;
VI – acompanhar os discentes do curso no desempenho de suas atividades acadêmicas
e orienta-los quanto ás suas dificuldades, contribuindo para a fidelização do discente ao
curso e á instituição;
VII – apreciar os instrumentos de avaliação da aprendizagem aplicados pelos docentes
aos discentes do curso, propondo à coordenação do curso as correções que se fazem
necessárias;
VIII – ter acesso e apreciar o resultado das avaliações dos docentes pelos discentes do
curso, indicando ações de capacitação docente, quando necessário, ao segmento
competente.
As reuniões do NDE acompanharam a elaboração do presente Projeto Pedagógico,
cumprindo um plano de trabalho para discussões com a comunidade acadêmica da
concepção do curso, disciplinas, interdisciplinaridade e formas de avaliação.
65
10.4 Comissão de Graduação
O Curso de Medicina anteriormente apresentava a Comissão de Graduação
subdivida em Subcomissão de Graduação do Ciclo Básico e Subcomissão de
Graduação do Ciclo Profissionalizante. Levando-se em consideração o atual modelo
pedagógico do Curso, cujo objetivo é integrar disciplinas e agregar conhecimento
crescente aos discentes, sem dissociação entre os anos iniciais com os anos finais, as
Subcomissões foram extintas em 2012 e permaneceu-se apenas a Comissão de
Graduação, constituída pelo Coordenador Geral, Coordenação Pedagógico, Chefes e
Vices de departamento do Curso (ANEXO XVII).
As atribuições da Comissão de Graduação são:
I - Traçar diretrizes e zelar pela execução dos programas da área de ensino de
graduação, obedecida à orientação geral estabelecida pelo Colegiado superior;
II - Responsabilizar-se pelo acompanhamento de programas especiais de
treinamentos de discentes de graduação;
III - Estabelecer os critérios para transferência, atendendo às normas gerais da
Universidade;
IV - Deliberar sobre solicitações, recursos ou representações de discentes
referentes à vida acadêmica dos mesmos;
V - Julgar os recursos oriundos de questões sobre frequência, provas, exames e
trabalhos escolares;
VI - Exercer as demais funções que lhe forem conferidas pelo Regimento Geral da
UNOESTE.
10.5 Departamentos
Os departamentos do Curso de Medicina foram reestruturados a partir de junho de
2012, com o objetivo de agregar as unidades de aprendizagem afins, visando não
somente a melhoria do ensino, como também fortalecer a pesquisa e extensão dos
grupos.
Os departamentos estão assim divididos:
•
Departamento de Morfologia: Anatomia, Neuroanatomia, Biologia, Histologia
e Embriologia. Chefe: Emmanuel Bazan.
66
•
Departamento de Ciências Funcionais: Bioquímica, Biofísica, Genética,
Fisiologia. Chefe: Hermann Bremer Neto.
•
Departamento de Ciências do adoecimento e terapêutica: Microbiologia,
Imunologia, Parasitologia, Patologia geral, Patologia dos Órgãos e Sistemas,
Análises Clínicas, Farmacologia I, II e III, Fundamentos Fisiopatológicas da
Clínica Geral, Fundamentos Diagnósticos e Terapêuticos da Clínica Geral.
Chefe: José Maria Bertão.
•
Departamento de Habilidades Médicas: Fundamentos do Diagnóstico
Médico e Habilidades em Comunicação. Chefe: Marco Aurélio Marangoni.
•
Departamento de Clínica Médica: Fundamentos diagnósticos em Neurologia
e Psiquiatria, Bases Clínicas das ESF, Clínica Médica e Especialidades.
Chefe: Gustavo Navarro Betônico.
•
Departamento de Clínica Cirúrgica: Bases Cirúrgicas das ESFs, Clínica
Cirúrgica e suas Especialidades, Anestesiologia e Dor. Chefe: Moabe
Rezende de Lima.
•
Departamento de Saúde Materno-Infantil: Fundamentos Diagnósticos em
Ginecologia e Obstetrícia, Fundamentos Diagnósticos em Pediatria e
Hebiatria, Saúde da Criança e do Adolescente nas ESFs, Ginecologia e
Obstetrícia e Pediatria. Chefe: Elza Akiko Natsumeda Utino.
•
Departamento de Medicina Preventiva e Social: Programa de Aproximação
Progessiva à Prática (PAPP), Saúde Coletiva, Fundamentos das Interrelações do SUS, Atividades Práticas do Pai-Família no SUS, Medicina
Legal e Ética Médica. Chefe: Carlos Roberto Macedo.
•
Departamento de Emergências e Traumas: Bases Técnicas e humanísticas
das Emergências Médicas, Fundamentos Diagnósticos em Ortopedia,
Emergência. Chefe: Sérgio Luiz Cordeiro de Andrade.
11. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
O Curso de Medicina de Presidente Prudente da Universidade do Oeste
Paulista está enquadrado na modalidade seriada semestral, com tempo mínimo de
12 semestres e máximo de 18 semestres para a integralização curricular.
Destacaremos, a seguir, alguns tópicos mais relevantes, em relação a
organização didático-pedagógica do curso de Medicina.
67
11.1 PROGRAMA DE APROXIMAÇAO PROGRESSIVA A PRÀTICA (PAPP) e
PROGRAMA DE ATENÇAO INTEGRAL DO SUS ( PAI)
O PAPP (Programa de Aproximação Progressiva à Prática) é um programa
que visa aproximar progressivamente o discente de medicina da realidade social e
ambiental de sua futura prática profissional, para propiciar uma visão integrada das
diversas dimensões relacionadas à atuação do médico, com ênfase no indivíduo,
família, comunidade, inclusão social, educação ambiental, além de fomentar o
princípio da integralidade e estimular a pesquisa e extensão.
O PAI (Programa de Atenção Integral do SUS) é um amplo programa
direcionado ao entendimento global do Sistema Único de Saúde (SUS). Este
programa engloba todo o conjunto de conteúdos programáticos que foram
desenvolvidos desde o primeiro termo do curso e que fazem parte do eixo dentro
do projeto pedagógico voltado à formação em Atenção Básica à Saúde e Estratégia
da Saúde da Família, o qual se completa com o estágio de Saúde Coletiva
oferecido durante o 9° e 10º termos do curso.
Estes dois programas além de proporcionarem uma prática ativa do discente
desde o início, ainda propiciam inserção precoce e ao longo de todo o curso nos
vários cenários do SUS.
11.2 Educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura
afro-brasileira e indígena
Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações
Étnicoraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana Resolução CNE/CP nº 01, de 17 de junho de 2004:
Art. 1° A presente Resolução institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a serem
observadas pelas Instituições de ensino, que atuam nos níveis e modalidades da Educação
Brasileira e, em especial, por Instituições que desenvolvem programas de formação inicial e
continuada de docentees.
§ 1° As Instituições de Ensino Superior incluirão nos conteúdos de disciplinas e atividades
curriculares dos cursos que ministram a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o
tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos afrodescendentes, nos termos
explicitados no Parecer CNE/CP 3/2004.
Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-brasileira e Africana bem como o tratamento de questões e temáticas que
68
dizem respeito aos afrodescendentes estão inclusas nas disciplinas PAPP I ao V e
Saúde Coletiva I e II, tanto em abordagem teórica, quanto na vivência prática. Além
de atividades desenvolvidas pela Universidade dentro da mesma temática.
11.3 Política ambiental
Segundo o exposto nas Leis, Decretos, Pareceres e Resoluções abaixo:
“CAPÍTULO I - DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a
coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia
qualidade de vida e sua sustentabilidade.
CAPÍTULO II - DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Seção II - Da Educação Ambiental no Ensino Formal
Art. 10º A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e
permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal”.
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999.
“Art. 1º A Política Nacional de Educação Ambiental será executada pelos órgãos e entidades
integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, pelas instituições educacionais
públicas e privadas dos sistemas de ensino, pelos órgãos públicos da União, Estados, Distrito
Federal e Municípios, envolvendo entidades não governamentais, entidades de classe, meios de
comunicação e demais segmentos da sociedade”.
Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002.
“Este Parecer, inicialmente, situa a Educação Ambiental em seus marcos referenciais: legal,
internacionais e conceitual, caracterizando o seu papel, sua natureza, seus objetivos, bem como o
compromisso do Brasil com as questões socioambientais. Evidencia, ainda, o importante papel dos
movimentos sociais em provocar a aproximação da comunidade com as questões socioambientais.
Estabelece para a implantação das Diretrizes um quadro com o contexto atual da Educação
Ambiental, seguido de abordagem da Educação Ambiental na Educação Básica e na Superior e na
organização curricular, enfatizando-se o papel dos sistemas de ensino e o regime de colaboração
na implantação dessas Diretrizes”.
Parecer CNE/CP nº 14/2012, aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Ambiental (DOU 12/06/2012, seção I, p.09).
“Art. 8º A Educação Ambiental, respeitando a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica, deve
ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente
em todas as fases, etapas, níveis e modalidades, não devendo, como regra, ser implantada como
disciplina ou componente curricular específico.
69
Parágrafo único. Nos cursos, programas e projetos de graduação, pós-graduação e de extensão, e
nas áreas e atividades voltadas para o aspecto metodológico da Educação Ambiental, é facultada a
criação de componente curricular específico.
Art. 10º As instituições de Educação Superior devem promover sua gestão e suas ações de ensino,
pesquisa e extensão orientadas pelos princípios e objetivos da Educação Ambiental”.
Resolução CNE/CP nº 2, de 15 de junho de 2012, estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Ambiental.
Educação Ambiental estão inclusas nas disciplinas PAPP I ao V e Saúde
Coletiva I e II, tanto em abordagem teórica, quanto na vivência prática. Além das
inserções de extensão e pesquisa voltadas para o tema e de vários projetos
desenvolvidos na Universidade, inclusive um Mestrado em Meio Ambiente.
11.4 APRENDER UNOESTE
O Aprender UNOESTE é uma ferramenta para gestão de cursos à distância,
semi-presenciais e presenciais. É um software projetado para ajudar educadores a
criar, com facilidade, cursos on line de qualidade. Ferramentas como o Aprender
UNOESTE também podem ser chamadas de LMS (Learning Management
Systems, que significa Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem) ou AVA
(Ambientes Virtuais de Aprendizagem).
O Aprender UNOESTE disponibiliza diversas ferramentas para apoio às
atividades acadêmicas, como por exemplo, Fórum de Discussão, Chat, Trabalhos
Orientados, Envio de Trabalhos e Recepção de Resultados, WebAulas,
Disponibilização de Arquivos (Textos, Slides, Filmes, Imagens, Audio, ....),
Questionários com correção automatizada para questões fechadas, Quadros de
notas, Planos de Ensino, Serviço de Mensageria, Mural de Avisos, Calendário de
Compromissos, Diário de Bordo, Portfólio, Registro de Acesso, etc. Além dos itens
já citados, vale ressaltar, que o sistema está totalmente integrado com o Sistema
de Gestão Acadêmica da Universidade.
Esta ferramenta tem sido utilizada pelo Curso de Medicina em várias
disciplinas, conforme previsto pelo PDI 2008-2012:
“Ampliação gradativa do uso, pelos docentes e discentes, de técnicas e informações
disponibilizadas pelas novas tecnologias, nos cursos de graduação e pós-graduação, como
ferramentas de ensino/aprendizagem. Utilizar assessoria técnica e pedagógica para ampliação
gradativa do uso da ferramenta “Aprender UNOESTE” para todos os cursos da Universidade,
mediante atuação integrada do NPU (Núcleo Pedagógico Universitário) com a FIPP (Faculdade de
70
Informática de Presidente Prudente) e a EAD (Ensino a Distância), no período de 2008 a 2011,
ampliando para tanto o número de laboratórios de informática”.
PDI 2008-2012, p. 152
11.5 Programa de nivelamento para o discente
Em comprimento do previsto no PDI 2008-2012:
“Oferecer institucionalmente cursos e oficinas visando ao desenvolvimento das habilidades de
leitura e escrita em língua portuguesa, inglesa e/ou espanhola, e em metodologia de tratamento de
dados estatísticos, articulando com as atividades complementares de ensino, através de
mecanismos presenciais e não presenciais, com início em 2009; Fortalecer em todos os cursos
programa de monitoria com discentes, visando à melhoria do ensino-aprendizagem dos monitores e
monitorados. Criar regulamento para programa de monitoria, incluindo processo seletivo,
organização de cotas e benefícios (quantos discentes por curso e percentual de bolsa), até o
primeiro semestre de 2009.”
PDI 2008-2012, p. 152
Com objetivo de trabalhar textos que proporcionem aos discentes a
oportunidade de ler e produzir com criticidade e criatividade, o Curso de Medicina
oferece em caráter de nivelamento uma atividade de Leitura e Interpretação de
Texto.
11.6 Apoio ao Discente
Desde de 1999, existe o Serviço de Orientação e Apoio ao Discente de
Medicina (SOEM), coordenado por profissional psicólogo, que tem como finalidade
a
orientação
e
assistência
aos
discentes
de
graduação,
visando
seu
desenvolvimento integral e harmonioso, a otimização de seus recursos pessoais e
o exercício da profissão médica.
Este projeto originou-se de dados coletados informalmente com discentes do
1º ao 5º ano do Curso de Medicina da UNOESTE.
A partir de 2010 o Serviço passou por reestruturação e passou a ser
denominado Núcleo de Orientação e Apoio Psicopedagógico ao Aluno de Medicina
(NOAPAM) (ANEXO XII)
12. CORPO DOCENTE
O curso de Medicina possui um total de 253 docentes, sendo que destes, 137
(54,15%) possuem titulação obtida em programas de pós-graduação stricto sensu,
recomendada e reconhecida pela CAPES, sendo que destes, 71 (28,6%) são doutores e
71
66 (26,09%) mestres. Do total, 90 são contratados em tempo integral proporcionando um
porcentual de 35,57% e tempo parcial 47,43%. (ANEXO IX).
As metas para a titulação do corpo docente do Curso nos próximos anos estão
descritas a seguir:
Processo de obtenção de título de Mestre
21 docentes
Processo de obtenção de título de Doutor
13 docentes
Processo de obtenção de título de Pós-Doutorado
4 docentes
Como meta de contratação de Docentes, a previsão é de ampliação de docentes
com titulação stricto sensu.
O corpo técnico possui 65 funcionários entre secretaria, laboratórios e bibliotecas,
sendo que estes possuem formação adequada para a função exercida.
Para cada
laboratório, a instituição disponibiliza um técnico que participa da montagem das aulas.
13. INFRAESTRUTURA
13.1 Espaços físicos utilizados no desenvolvimento do curso
O curso de Medicina da UNOESTE utiliza no desenvolvimento do curso as
seguintes instalações: 23 salas de aula (localizadas no bloco H do Campus I da
Universidade) com capacidade média para 70 discentes/sala, todas com ar
condicionado, ventiladores de teto, com cortinas, boa iluminação, tela ou espaço para
projeção e cadeiras adequadas.
Possui duas salas de multimídia uma no Bloco B e outra no Bloco H, climatizadas
(ar condicionado), com carteiras almofadadas, sistema acústico e capacidade para 125
discentes e 102 respectivamente. Temos disponibilizado dois anfiteatros (com
capacidade para 200 discentes), quatro auditórios (com capacidade para 80 discentes)
localizados no Hospital Regional de Presidente Prudente, todos climatizados, carteiras
almofadadas e recursos de multimídia in loco. Um teatro, também climatizado, com
cadeiras almofadadas, acústica e iluminação apropriada para um teatro e com
compacidade para 480 pessoas localizado no Campus I. Além destas, disponibilizamos
unidades de apoio: secretaria, fotocopiadoras, dois departamentos de recursos didáticos
de audiovisual (bloco B e H) com dois funcionários em tempo integral, sala de
72
coordenação de extensão (bloco H, piso térreo), sala do diretório científico estudantil
(bloco H, piso II), três sala de docentes (bloco B - piso I, bloco H - piso térreo e bloco D
– piso térreo) climatizadas e com computadores em rede e sala de direção/coordenação.
Para efetivação das aulas práticas são utilizados 18 laboratórios com capacidade
média de 40 discentes, todos climatizados com boa iluminação e ventilação.
Em relação à acessibilidade, visando o atendimento ao Decreto nº 5.296, de 02 de
dezembro de 2004, a UNOESTE, assegura condições de natureza arquitetônica, de
comunicação e de informação aos Portadores de Necessidades Especiais (PNEs), seja a
deficiência parcial ou total quanto à mobilidade, visão ou audição. Para tanto,
disponibiliza infraestrutura física, tecnológica e humana que atende ao contido no
referido Decreto, contribuindo com essas ações para minimizar o problema de exclusão
social dos grupos com as necessidades mencionadas.
Essas condições visam a atender o maior contingente de pessoas possível,
independente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção, a utilização
de maneira autônoma e segura do ambiente, edificação, mobiliário e elementos,
promovendo a acessibilidade e tornando seus ambientes inclusivos.
Quanto à estrutura física, a fim de atender os portadores com dificuldade de
locomoção ou com mobilidade reduzida, a Unoeste, com destaque para a Norma ABNT
NBR 9.050/2004, realizou diversos projetos de adequação de espaços físicos,
estabelecendo critérios e parâmetros técnicos que são observados na construção,
instalação e adaptações das edificações, mobiliários, equipamentos e espaços em seus
dois Campi. Dentre os principais pontos abordados destacam-se:
•
Espaços para circulação e portas com dimensões adequadas aos
cadeirantes, piso tátil, bem como rampas de acesso aos principais setores, como
bibliotecas, secretarias, laboratórios e salas de aula;
•
Adequação de mobiliário, instalação de lavabos e bebedouros em altura
acessível, corrimão e faixas protetoras antiderrapantes em escadas e rampas, e
banheiros equipados com barras de apoio e sanitários adequados aos cadeirantes;
•
Adequação da iluminação e sinalização, a fim de facilitar a localização e
locomoção no ambiente interno;
•
Instalação de elevadores nos prédios dos Campi I e II
•
Reservas de vagas nos estacionamentos;
•
Ocupacional capacitado para dar suporte aos PNEs nos espaços
supramencionados
73
Para portadores de deficiência física, com impossibilidade de interação com o
computador, é disponibilizado acesso facilitado à Internet e ao uso de computadores
para realizarem suas tarefas e acessarem o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Aprender Unoeste também são fornecidas as ferramentas gratuitas HeadMouse e
TecladoVirtual, cujo link para download se encontra no site do Ministério das
Comunicações (http://www.mc.gov.br), fruto da cooperação entre a empresa espanhola
Indra (fabricante), o Ministério e os Correios. Elas estão instaladas em computadores
equipados com webcams. O HeadMouse é um software que permite às pessoas com
mobilidade reduzida controlar o cursor do mouse pelos movimentos da cabeça. Em
conjunto com o HeadMouse, o Teclado Virtual facilita às pessoas com deficiência a
possibilidade de redação de textos sem a necessidade de utilizar as mãos, além de
dispor de funções para predição de palavras (autocompletar) (Ministério das
Comunicações, 2011).
Com relação aos deficientes auditivos, a UNOESTE, atendendo ao Decreto nº
5.626/2005, que dispõe sobre o oferecimento de capacitação em LIBRAS (Linguagem
Brasileira de Sinais), oferece regularmente o curso de LIBRAS junto à FACLEPP
(Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente), da UNOESTE,
podendo participar professores, funcionários e alunos. Vale ressaltar que este conteúdo
também é oferecido como disciplina obrigatória nos cursos de Fonoaudiologia e
Licenciaturas, e optativa para os Bacharelados e Tecnológicos. A UNOESTE, além de
trabalhar com professores capacitados, também conta com duas profissionais intérpretes
e tradutoras em LIBRAS. Os materiais didáticos desenvolvidos pela UNOESTE com
recursos audiovisuais, como vídeos, animações e outros são disponibilizados com
legenda.
Para apoio aos portadores de deficiência visual a UNOESTE conta com a parceria
da Fundação Dorina Nowill para Cegos (www.fundacaodorina.org.br) com a finalidade de
adquirir livros em Braille, livros digitais e livros falados. Além disso, há a preocupação de
se sinalizar os locais com placas informativas em Braille e letras grandes, fixadas nas
paredes. No solo foi instalada a sinalização adequada.
Com relação ao acesso dos portadores de deficiência visual parcial ao Portal da
UNOESTE e ao AVA Aprender UNOESTE, são disponibilizados recursos como ajuste do
tamanho da letra e aumento do contraste, de forma a facilitar a leitura do conteúdo
apresentado. Além desse recurso, poderão ser utilizados recursos de acessibilidade do
sistema operacional em uso como, por exemplo, a ferramenta Lupa, do Microsoft
74
Windows. Os materiais didáticos também poderão ser disponibilizados abertos e com
tamanho de letra 36, caso o aluno solicite.
Para aqueles que não podem ver, são disponibilizadas algumas ferramentas
sintetizadoras de voz que efetuam a leitura de telas no computador. Dentre as
ferramentas analisadas, destacam-se:
- NVDA, disponível em http://www.nvda-project.org, é uma ferramenta gratuita
que, através de voz sintetizada, narra/guia a interação do usuário no sistema operacional
Windows. Além disso, possibilita a leitura de textos nos aplicativos Microsoft Word,
Adobe Reader e navegadores como Internet Explorer e Mozilla Firefox.
- DOS Vox, disponível em http://intervox.nce.urfj.br/dosvox/, é um leitor de tela
também gratuito desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
- Leitor de Telas, disponível em http://www.mc.gov.br/, software leitor gratuito
oferecido pelo Ministério das Comunicações e desenvolvido pelo CPqD (Centro de
Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações).
- VirtualVision, leitor de telas nacional, desenvolvido pela Micropower, o qual pode
ser obtido gratuitamente por portadores de deficiência visual em algumas instituições
bancárias.
Tanto o AVA Aprender UNOESTE, quanto os materiais didáticos são
desenvolvidos de forma a permitir o acesso de leitores de texto, como os mencionados
acima.
Com relação à realização de atividades avaliativas, os PNEs têm apoio para a
realização das mesmas. Os alunos recebem as atividades adaptadas em arquivos
Microsoft Word para que seja possível sua realização com o auxílio das ferramentas
mencionadas ou com o apoio do professor.
Por fim, em cumprimento da sua missão, a UNOESTE tem por objetivo garantir
que as ações da instituição em ensino, pesquisa e extensão sejam pautadas por
responsabilidade social em suas decorrências e resultados, contribuindo para o
desenvolvimento da sociedade.
Os discentes do curso de Medicina têm à disposição para desenvolvimento de
trabalhos discentes e acesso à internet nos períodos matutino, vespertino e noturno os
Laboratórios Didáticos de Informática (LDI) localizados no Bloco H Campus I e
disponibiliza 6 LDI somando 131 computadores. Todas as informações sobre
localização, espaço físico, mobiliário, número, características dos equipamentos e
75
softwares disponíveis em cada laboratório encontram-se disponíveis no Curso de
Medicina.
13.2 Tipologia e quantidade de ambientes/laboratórios de acordo com a proposta
do curso.
Para o completo desenvolvimento das atividades acadêmicas propostas no PPC, o
curso de Medicina conta com os seguintes ambientes/laboratórios, que se localizam nos
Blocos B, H, G (ANEXO XIII):
−
Laboratório de Anatomia Humana
−
Laboratório de Biofísica
−
Laboratório de Biologia Celular
−
Laboratório de Biologia Geral
−
Laboratório de Bioquímica
−
Laboratório de Embriologia
−
Laboratório de Farmacologia
−
Laboratórios de Fisiologia
−
Laboratório de Histologia
−
Laboratório de Imunologia
−
Laboratório de Microbiologia
−
Laboratório de Parasitologia
−
Laboratório de Patologia
−
Laboratório de Técnicas de Enfermagem
−
Laboratório de Habilidades e Simulação
−
Laboratórios Didáticos de Informática (6 laboratórios, com total de 131
computadores)
A tipologia, área construída, capacidade, localização, recursos humanos e
equipamentos dos laboratórios estão disponíveis em documento “Instalações Físicas
Curso de Medicina da UNOESTE”.
13.3 Laboratório de Habilidades e Simulação (LhabSim)
O Laboratório se constitui no cenário das práticas do cuidar em Medicina tendo em
vista o desenvolvimento de competências. Estas se dão a partir da aquisição de
conhecimentos, habilidades e atitudes próprias para o exercício da profissão. Para a
76
formação deste profissional, portanto, é necessário que o processo de ensinoaprendizagem crie as oportunidades que permitam aos discentes vivenciar as situações
que os levem a adquirir as necessárias competências para o exercício do Cuidado.
Para a formação do médico, nem todas as habilidades e atitudes podem ou devem
ser treinadas na situação de vida real, sendo o laboratório um cenário estratégico e
valioso no desenvolvimento das práticas de ensino.
Portanto, o LhabSim permite aos graduandos experimentar, testar, repetir, errar e
corrigir. Também, facilita o manuseio de todo o equipamento com liberdade, não
sobrecarregando o discente com o estresse e ansiedade determinados pelas situações
reais. É o primeiro contato do discente com a técnica, em situação simulada, antes que
ele desenvolva os procedimentos diretamente com o usuário. Desta forma, ao fazê-lo,
sente-se mais seguro, facilitando sua aproximação, favorecendo a construção da relação
com o usuário de modo a atendê-lo integralmente, com habilidade, segurança e
tranquilidade.
O LhabSim é composto por 10 salas para realização de treinamento de habilidades
com simuladores de menor fidelidade, todas com infraestrutura de áudio e, uma delas,
apresenta adicionalmente estrutura de captação de vídeo, que permite o treinamento de
habilidades em comunicação e treinamentos atitudinais e comportamentais, utilizada
principalmente para a disciplina de habilidades em comunicação do sétimo termo. Possui
também duas salas para treinamento com simuladores de alta fidelidade com estrutura
avançada de áudio e vídeo com duas salas de “debriefing”. Esta parte do laboratório foi
construída de forma a possibilitar ambientes versáteis e que podem recriar ambientes
diversos, tais como uma sala de emergência, de terapia intensiva, uma unidade de
internação ou mesmo recriar um ambiente extra-hospitalar.
No Curso de Medicina, a utilização do laboratório para discentes e docentes é feita
mediante agendamento prévio para as aulas práticas, simulações e momentos de
estudo.
13.4 Cenários para ensino e aprendizagem
Para contemplar o desenvolvimento de habilidades em situações reais de
aprendizado, o Curso possui parcerias/convênios com Hospitais de Ensino, Unidades de
Saúde Pública (ESF, UBS e Pronto-atendimentos) e outras Instituições.
77
A escolha dos cenários atende as finalidades e objetivos de cada prática, e colabora
na integração ensino-serviço para melhor efetivação das competências do médico.
A partir de agosto de 2012, o Curso de Medicina passa a integrar o Programa de
Extensão “Promoção de Saúde no Bairro Brasil Novo” de Presidente Prudente – SP, no
qual estão envolvidos também os cursos de graduação em Enfermagem, Fisioterapia,
Farmácia, Nutrição, Odontologia e Fonoaudiologia. Este programa visa conhecer o perfil
da
população
local
e fazer
o
diagnóstico
de saúde,
desenvolvendo
ações
multidisciplinares e interdisciplinares, trocando saberes e práticas, planejando ações
educativa e preventivas em saúde, prestando assistência humanizada, visando a
aplicabilidade dos princípios do SUS e da Política Nacional de Humanização, ressaltando
a importância da prevenção, como ponto alvo para o processo saúde-doença.
13.5 Biblioteca
A Unidade de Informação 1 possui 1.325,56m², sendo 472,61m² destinados para o
acervo, 8 salas de estudo em grupo (26 mesas e 156 assentos) e 2 salas de estudo
individual (41 mesas e 104 assentos), 1 sala de vídeo e DVD (16 assentos), centro de
multimídia com 20 computadores para uso da Internet e com Microsoft Office instalado.
A Unidade de Informação 1 está lotado no Bloco B – Campus I.
A Unidade de Informação 2 está situada no Hospital Regional e possui 123,55m² ,
sendo 43,36m² destinados ao acervo. Conta também com espaço destinado ao estudo e
pesquisa, com 40 assentos e 9 computadores com Microsoft Office instalado e para
acesso a Internet.
A Unidade de Informação 3 (Campus II), possui 2.085,93m², sendo 486,99m²
destinados ao acervo, 16 salas de estudo em grupo (21 mesas e 125 assentos), 12
salas de estudo individual (152 mesas e 232 assentos), 3 salas de vídeo e DVD (72
assentos), 1 sala de treinamento (66 assentos), centro de multimídia com 20
computadores para uso da internet, 10 deles com Microsoft Office instalados. Possui
ainda 4 bancadas para leitura de jornais. Total de 519 assentos.
As Unidades de
Informação totalizam 3.535,04m² e 872 assentos.
O acesso ao acervo bibliográfico da Rede é realizado através de consulta em
catálogo on-line, em 8 computadores nas Unidades de Informação 1 e 2 e em 20
computadores na Unidade de Informação 3, em estações de rede interna e externa e via
Internet pelo endereço: http://www.UNOESTE.br/biblioteca. As Unidades de Informação
78
1 e 2 possuem 18 computadores e a Unidade de informação 3, 18 computadores para
serviços internos, empréstimos e devoluções.
A Bibliografia específica do curso de Medicina é composta por 6.947 títulos e
29.803 exemplares, dados do relatório estatístico de dezembro de 2011.
A política de desenvolvimento da coleção visa o crescimento racional e equilibrado
do acervo em todos os campos do conhecimento, determinado por critérios para seleção
de títulos que sejam adequados á proposta pedagógica do curso, construindo um acervo
que apóie as atividades de ensino, de pesquisa e extensão da Universidade.
Quanto a Matriz curricular completa, o acervo de livros, obras de referência e
recurso audiovisuais, o curso dispõe de 7.406 títulos, totalizando 31.314 exemplares.
Do acervo de periódicos específicos, o Curso de Medicina dispõe de 433 títulos,
num total de 20.316 fascículos. Na grade curricular completa, o total de títulos de
periódicos é de 452, com 20.540 fascículos.
Encontra-se nesta seção o acervo de recursos audiovisuais (materiais especiais).
Todo acervo está disponível para empréstimo local e domiciliar. Para consulta local o
usuário conta com salas equipadas com televisão, vídeo e DVD. Disponibiliza Centro de
Multimídia amplo e climatizado com computadores para acesso on-line e off-line.
A Rede de Bibliotecas participa da Rede Bibliodata, que é uma rede cooperativa de
bibliotecas brasileiras que tem seus acervos representados no Catálogo Coletivo
Bibliodata, cooperando catalogação, compartilhando produtos e serviços e promovendo
a difusão dos acervos bibliográficos de suas instituições.
Estão informatizados também os serviços de circulação (empréstimo, devolução,
renovação e reserva), permitindo a emissão de relatórios administrativos e estatísticos.
A consulta ao acervo, a renovação do empréstimo domiciliar e a reserva de documentos
estão disponíveis no site http://www.UNOESTE.br/biblioteca e nos terminais de consulta
nas Unidades de Informação.
O processo de recuperação da informação na consulta básica possibilita a busca
rápida por palavras em todos os campos do registro bibliográfico e na consulta
avançada, a busca booleana em autor, título, assunto e série, em todos os tipos de
documentos, em estações de rede interna e externa e via Internet pelo endereço:
http://www.UNOESTE.br/site/biblioteca/tipo_acervo.asp .
A UNOESTE integra a BDTD (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações)
coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, e
apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, com o objetivo de agregar e
79
tornar acessível, via Internet, todas as teses e dissertações das universidades brasileiras
em uma única Base de Dados.
A
implantação
da
BDTD
na
UNOESTE
http://www.UNOESTE.br/site/biblioteca/bdtd/ iniciou em 2004 (Diário Oficial da União 02/09/2004) com a digitalização e inclusão de dissertações de discentes dos mestrados
da UNOESTE que já foram autorizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal
de Nível Superior - CAPES.
A Rede de Bibliotecas participa das principais Redes de cooperação
bibliográficas nacionais e internacionais:
−
COMUT: Programa de Comutação Bibliográfica do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT;
−
Bireme/OPAS/OMS/BVS – Biblioteca Virtual em Saúde: Programa de cooperação
técnica entre a Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da
Saúde;
−
Bristish Library: Maior biblioteca do mundo localizada na Inglaterra, que possibilita
o empréstimo das publicações de seu acervo;
−
Rede Bibliodata: Catálogo coletivo nacional das principais bibliotecas brasileiras,
gerenciada pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, onde é possível localizar e realizar
empréstimos de publicações do acervo das bibliotecas conveniadas;
Como suporte para as pesquisas científicas, a Rede de Bibliotecas assina 3 bases
de dados de texto completo da empresa EBSCO: Medline With Full Text para a área da
Saúde e Medicina Veterinária, Academic Search Premier, base multidisciplinar e
GreenFILE, informações sobre o impacto humano no meio ambiente. Para a área de
direito, a Magister Net, base jurisprudencial, legislativa e doutrinária.
A Rede de Biblioteca oferece treinamentos para exploração dos recursos de
pesquisas em bases de dados. Os bibliotecários estão disponíveis para orientar e
auxiliar nas pesquisas e na normalização de trabalhos discentes e científicos.
O Anexo VI traz o relatório da Biblioteca sobre o acervo do Curso de Medicina.
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REFERÊNCIAS
1.
Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação
Superior. Resolução CNE/CES nº4, de 7 de novembro de 2001. Institui as diretrizes
curriculares nacionais do curso de graduação em Medicina. Diário Oficial da
República Federativa do Brasil. Brasília (DF), 9 nov 2001. Seção 1, p.38.
2.
Brasil. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília:
Senado Federal.1988.
3.
Brasil. Lei n 8.080, de 19 de setembro de 1990, dispõe sobre as condições para a
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos
serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União 1990
set.
4.
Masetto, MT. Competência pedagógica do docente universitário. São Paulo:
Summus, 2003.
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Download

projeto pedagógico do curso de graduação em medicina