SUMÁRIO ÓRGÃOS DE GESTÃO ____________________________________________________5 PATROCINADORAS ______________________________________________________6 MENSAGEM DA DIRETORIA _______________________________________________7 DESTAQUES ___________________________________________________________8 PARTICIPANTES_______________________________________________________ 15 BENEFÍCIOS __________________________________________________________16 Benefícios de Renda Continuada ____________________________________________16 Benefícios de Pagamento Único _____________________________________________16 PATRIMÔNIO _________________________________________________________17 ALTERAÇÕES DE REGULAMENTOS DAS PATROCINADORAS ______________________18 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS ______________________________18 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL _________________________18 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS ___________________________________________19 Consolidado __________________________________________________________19 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU ____________________________21 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR________________________24 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS ______________________________27 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liguidação) (*) ____________30 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL _________________________33 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM _______________________________36 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER ___________________________39 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) _______________42 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS _______________________45 INVESTIMENTOS ______________________________________________________74 POLÍTICA DE INVESTIMENTO_____________________________________________80 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU ____________________________81 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR_______________________110 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS _____________________________139 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*)___________167 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL ________________________195 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM ______________________________224 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER __________________________253 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) ______________281 DEMONSTRATIVOS DE INVESTIMENTOS____________________________________309 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU ___________________________309 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR_______________________313 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS _____________________________316 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*)___________319 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL ________________________322 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM ______________________________325 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER __________________________328 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) ______________331 DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA ( DPGA ) ______________334 Consolidado _________________________________________________________334 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU ___________________________335 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR_______________________336 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS _____________________________337 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*)___________338 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL ________________________339 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM ______________________________340 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER __________________________341 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) ______________342 POLÍTICA DE INVESTIMENTOS - PGA ______________________________________343 DEMONSTRATIVOS DE INVESTIMENTOS – PGA _______________________________360 PARECER ATUARIAL SOBRE O BALANÇO DE 31/12/2011_______________________362 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU ___________________________363 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR_______________________365 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS _____________________________367 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*)___________369 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL ________________________371 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM ______________________________373 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER __________________________375 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 3 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) ______________377 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES________________________________379 PARECER DO CONSELHO FISCAL _________________________________________382 RESOLUÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO_________________________________384 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 4 ÓRGÃOS DE GESTÃO Composição em 31/12/2011 CONSELHO DELIBERATIVO PRESIDENTE: Kennedy de Assis Martins MEMBROS EFETIVOS: Dayse Ribeiro Fábio Tepedino Junior Geraldo de Castro Filho José Luiz Petrini José Raimundo de Jesus Oliveira CONSELHO FISCAL PRESIDENTE: Aildo Paiva MEMBROS EFETIVOS: Paulo Guilherme Siqueira de Almeida Flávio Rabello Pereira Talita Rodrigues DIRETORIA EXECUTIVA DIRETOR-PRESIDENTE: Marco André Marques Ferreira DIRETOR FINANCEIRO: Carlos de Lima Moulin DIRETORA DE SEGURIDADE: Tania Regina Ferreira Relatório Anual 2011 – Versão Completa 5 PATROCINADORAS • Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU • Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR • Companhia de Transportes de Salvador – CTS • Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro – RIOTRILHOS • Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística – CENTRAL • Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM • Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFER • Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (em inventariança) Relatório Anual 2011 – Versão Completa 6 MENSAGEM DA DIRETORIA Como em todos os anos, enviamos aos participantes ativos e assistidos o Relatório Anual referente ao exercício findo. O documento é extremamente importante, por apresentar com clareza e objetividade as atividades realizadas pela REFER, seus objetivos e resultados alcançados. Dessa forma, nossos participantes podem acompanhar as mudanças com a maior transparência possível, proporcionando-lhes conhecer as decisões adotadas e os rumos de seu fundo de pensão a um futuro cada vez mais promissor no mercado da previdência complementar. O exercício de 2011 foi desafiador às Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), no que tange aos investimentos: taxas de juros em queda, inflação em alta e grande volatilidade no mercado financeiro. Mesmo assim, a REFER superou em 4,29% sua meta atuarial. Os resultados demonstram a capacidade gerencial e técnica da Fundação em buscar soluções, mesmo em cenários adversos, comprovando, assim, o acerto no estabelecimento das diretrizes da Política de Investimentos. Outro ponto de destaque foi o andamento da negociação das dívidas das patrocinadoras. Conquistamos duas grandes vitórias nessa batalha, com a emissão de importantes documentos que ratificam a consistência das dívidas, os valores cobrados e a necessidade urgente de sua regularização. Neste Relatório Anual, você obtém informações adicionais sobre este e outros assuntos. Por sua vez, todos os esforços realizados em 2011 tiveram como principal finalidade fazer com que a REFER operasse de forma mais eficiente, visando ao cumprimento de sua missão. Para tanto, foi fundamental o apoio recebido dos participantes, das patrocinadoras, órgãos de classe e membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, que nos possibilitou alcançar importantes resultados em nossa administração. Boa leitura! Relatório Anual 2011 – Versão Completa 7 DESTAQUES REFER 32 ANOS A Fundação completou em 7 de fevereiro mais um ano de existência. Os resultados alcançados em 2011 mostram que a REFER continua investindo em soluções gerenciais que a mantém entre os maiores fundos de pensão do país, garantindo, com pontualidade, o pagamento do benefício de seus participantes e os recursos garantidores para os que se aposentarão. RECORDE DE TREINAMENTO A REFER ofereceu para 83 empregados cerca de 325 horas de treinamento nas mais variadas áreas de especialização, superando, assim, sua marca histórica no aprimoramento técnico. Do total de horas treinadas, 248 foram oferecidas sem qualquer custo, através do apoio das entidades Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação Nacional dos Contabilistas das Entidades de Previdência (ANCEP) e AssPrevSite, site de notícias dos principais veículos de comunicação do país sobre previdência. O apoio consistiu na cessão do auditório da Fundação, em datas previamente agendadas, em face da sua localização na região central da cidade do Rio de Janeiro. Em contrapartida, a REFER obteve as vagas necessárias para o treinamento. DÍVIDA DAS PATROCINADORAS O decorrer de 2011 foi marcado por alguns sucessos no que diz respeito à solução das dívidas das patrocinadoras RFFSA e CBTU. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional emitiu, em maio, parecer favorável ao pagamento dos débitos da CBTU. O documento esclareceu que não há nos autos elementos suficientes para impedir que a dívida seja reconhecida por falta de consistência quanto à comprovação, origem e responsabilidade, bem como má gestão da REFER. Foi destacado, ainda, que não há nada que invalide as duas auditorias realizadas pela Secretaria-Federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União (CGU) e como o processo de inventário da RFFSA ainda não se findou, desde que haja amparo jurídico, é perfeitamente possível a transferência dos bens inventariados para a REFER. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 8 Outro passo relevante nesta jornada diz respeito a CPTM, que retomou os estudos para repactuação da dívida e transformação do Plano de Benefícios Definido (BD) para Contribuição Definida (CD). Dessa forma, os demais ferroviários da patrocinadora, cerca de 5 mil, assim que concluídos os estudos, poderão aderir ao Plano REFER e ter participação em um fundo de pensão, complementando sua aposentadoria futura. Em 5 de agosto de 2011, a REFER obteve nova vitória. A Secretaria-Federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União apresentou Nota Técnica sobre a dívida da RFFSA e posicionou-se “pela certeza e liquidez da dívida”. Com a emissão desses importantes documentos e as negociações em andamento, a REFER comemora mais uma conquista nesta longa batalha. COBRANÇA DAS DÍVIDAS Em continuidade ao planejamento que vem sendo executado desde 2008, as conquistas judiciais obtidas no ano passado continuaram sendo expressivas, especialmente no tocante às dívidas das patrocinadoras, em que foram recebidos mais de R$ 17 milhões, além do êxito obtido na ação ordinária de cobrança ingressada contra Ferrovia Centro Atlântica (FCA), atualmente em fase de execução, cujo valor devido de R$ 4.028.225,71 foi depositado em Juízo. ELEIÇÕES DE CONSELHEIROS Foi realizado, como prevê o Estatuto Social da Fundação, a cada dois anos, processo eleitoral para escolha de novos conselheiros. O pleito contou com o voto de 7877 ferroviários e metroviários. As eleições da REFER, anteriormente, eram realizadas através do envio de cédulas eleitorais para a residência dos participantes. A apuração era feita internamente através da leitura ótica de código de barras. Em 2011, a Fundação modernizou-se ainda mais, através de votação digital que aconteceu inteiramente por telefone e internet, sendo auditada por empresa externa. Transcorreu com total segurança, transparência e agilidade, permitindo, sobremaneira, levar aos participantes novas facilidades, comodidade e ainda mais segurança. Dayse Ribeiro, empregada ativa da CENTRAL foi eleita para o Conselho Deliberativo com 3863 votos; Aildo Paiva, participante autopatrocinado, foi eleito com 4462 votos ao Conselho Fiscal. Seus suplentes são Ivete Machado Buosi e Almir Ferreira Gaspar, aposentados da RFFSA. Foram indicados pelas patrocinadoras ao Conselho Deliberativo, José Luiz Petrini, ativo da RFFSA, tendo Relatório Anual 2011 – Versão Completa 9 como suplente João Carlos Gazineu; e Fábio Tepedino, ativo da CENTRAL, tendo como suplente, Marcelo Nery Costa. Ao Conselho Fiscal foram indicados Flávio Rabello Pereira como efetivo e Luiz Carlos Auar como suplente, ambos da RFFSA. Após a proclamação do resultado oficial das eleições para conselheiros, a REFER foi contemplada com importante reconhecimento: recebeu da BKR – Lopes, Machado Auditores e Consultores Independentes Ltda Certificado de Qualidade pelos serviços de votação digital e sistemas URA, em conformidade com o Programa de Auditoria de Sistemas, segundo as diretrizes ISO/IEC 27001:2005. O mérito é, portanto, dos empregados que conduziram o processo eleitoral com unidade, eficiência e transparência e, sobretudo, de todos os participantes da Fundação, que exerceram seu direito de voto democraticamente. INTEGRAÇÃO DE CONSELHEIROS Pela segunda vez, foi realizado o Workshop Integração de Conselheiros. O encontro faz parte do programa de capacitação dos novos membros dos Conselhos eleitos e indicados. O primeiro workshop foi realizado por ocasião das eleições em 2009. Organizado e conduzido pela própria REFER, o evento vai ao encontro das premissas da Resolução do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) nº 13/2004, que estabelece parâmetros e práticas a serem desenvolvidas pelos Conselhos, com a finalidade de conferir maior capacitação nas deliberações e fiscalizações no exercício de suas atividades. RECONDUÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA Por ocasião da posse dos conselheiros, em 1º de setembro, a Diretoria Executiva, composta pela Presidência, pela Diretoria de Seguridade e pela Diretoria Financeira, foi reconduzida pelo Conselho Deliberativo para mandato de mais quatro anos. A recondução da atual gestão aponta a confiança e o reconhecimento do trabalho gerencial em prol dos participantes da REFER. EXPRESSO REFER 30 ANOS O informativo impresso Expresso REFER comemorou, em 2011, 30 anos. Criado e elaborado em 1981, passou por várias reformulações nos últimos anos. Na época de sua criação, era impresso em preto e branco e os textos abordavam, sobretudo, assuntos ferroviários e notícias de cultura geral. O Relatório Anual 2011 – Versão Completa 10 jornal é um dos meios de comunicação direto entre os participantes e a Fundação. Mesmo com o advento da internet e a sua disponibilização on-line, continua sendo enviado à residência dos participantes a seu pedido, uma vez que atinge a todos sem distinção. APOSENTADORIA Em 2011, a REFER pagou R$ 307.116.903,21 em benefícios, dentre os quais R$ 237.198.917,35 em aposentadorias aos 16.964 aposentados, R$ 69.112.022,01 em pensões aos 12.056 pensionistas, e R$ 805.963,85 em auxílios-doença, obedecendo rigorosamente às datas de pagamento previamente divulgadas no calendário distribuído anualmente junto com a edição do Expresso REFER. EMPRÉSTIMO A REFER concedeu, em 2011, 1.026 novos empréstimos e 2.955 renovações, sendo 1.790 pertencentes à patrocinadora RFFSA. O valor emprestado totalizou cerca de R$ 32 milhões e a rentabilidade apresentada pelo segmento foi de 22,14% MONITORAMENTO DE INVESTIMENTOS Com o objetivo de identificar, avaliar, controlar e monitorar os riscos envolvidos nos investimentos realizados, a Fundação criou a Gerência de Monitoramento dos Investimentos (GEMON). O setor trabalha com o objetivo de definir limites, requisitos, condições e demais disposições legais vigentes, adequando a Fundação à Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3.792/2009, que estabelece às entidades a adoção de um modelo próprio no monitoramento dos investimentos e no controle de riscos, além de atender às necessidades de segregação das atividades de controle dos investimentos, também em conformidade com a Resolução CGPC nº 13/2004. MANUAL DE INVESTIMENTO, MONITORAMENTO E DESINVESTIMENTO Foi elaborado e implantado em 2011, o Manual de Investimento, Monitoramento e Desinvestimento da REFER. O Instrumento de Gestão foi aprovado pelo Conselho Deliberativo para complementar as diretrizes estabelecidas na Política de Investimentos, normatizando os procedimentos para os segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados e Imóveis, com a definição de regras claras para sua realização e monitoramento. O Manual, portanto, contribui com os Relatório Anual 2011 – Versão Completa 11 processos de gestão de investimentos, tornando-os mais eficientes e ágeis para, assim, mitigar os riscos envolvidos. O documento é, ainda, uma ferramenta capaz de maximizar o compromisso da gestão da entidade com a transparência e a melhoria de resultados aos participantes, assistidos e patrocinadoras dos Planos de Benefícios. META ATUARIAL A REFER superou, com boa margem, sua meta atuarial de 12,44 % (INPC + 6% aa), ao conquistar rentabilidade de 17,26%, com resultado 4,29% acima da meta. Os números são o reflexo das excelentes estratégias de investimentos adotadas pela Fundação, se comparadas à mediana de retorno dos demais fundos de pensão, pontuada abaixo da meta em 11,14%. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A REFER modernizou seus sistemas tecnológicos, a fim de preservar, ainda mais, a segurança dos dados cadastrais de seus participantes. Foi instalado novo servidor, com disponibilidade para atuar em dois troncos, no intuito de diminuir interrupções na prestação dos serviços em casos imprevisíveis. Também foram modernizadas a rede elétrica estabilizada, a rede de dados, o cabeamento e os equipamentos necessários, para que em casos de falta ou picos de energia, nada seja danificado. O equipamento encontra-se, atualmente, em armários especiais e o acesso à sala do Centro de Processamento de Dados (CPD) é rigorosamente controlado. O CPD é responsável pela execução de importantes atividades, entre as quais o pagamento de benefícios, a concessão de empréstimos, execução de contas a pagar e a receber, atualização da internet e intranet. Atendendo aos padrões internacionais de qualidade e segurança para manter as informações de confiabilidade das empresas em um ambiente externo, o CPD de contingência foi transferido para a empresa Data Center (Alog), em 2011, possibilitando 24 horas de manutenção e duas atualizações diárias. Também foi contratada empresa especializada em backup para salvar o arquivo de dados e trazer mais segurança aos dados particulares de cada participante. EDUCAÇÃO FINANCEIRA Dentre os oito Planos de Benefícios administrados pela REFER, sete são de Contribuição Variável e um de Benefício Definido (CPTM). Neste cenário de multiplanos, há grande diversidade no Relatório Anual 2011 – Versão Completa 12 perfil sócio-econômico dos participantes, que exigem, assim, atendimentos diferenciados por força de suas origens profissionais e sociais. A REFER sempre envidou esforços para ampliar a efetividade de seus canais de comunicação com os participantes. Desde 2003, vem investindo em ações dirigidas à disseminação da cultura previdenciária, com objetivo de facilitar a compreensão sobre as questões que envolvem o segmento e suas particularidades, propiciando, também, melhor base para escolhas e decisões dos seus participantes. Nesse período, foram iniciados circuitos de palestras nas patrocinadoras, sindicatos, associações e federações da categoria metroferroviária, promovendo programas e ações para inscrever empregados ainda não participantes e aumentar o grau de conhecimento de todos sobre os planos oferecidos pelas patrocinadoras. Logo após a Recomendação CGPC n° 01/2008, que estabeleceu que as entidades desenvolvessem ações e programas de educação financeira e previdenciária, a REFER instituiu Comissão Permanente, formada por profissionais de diversas áreas (Seguridade, Comunicação, Atuária, Financeira e Planejamento), para estruturar um programa formal nos moldes solicitados. Com isso, a Comissão decidiu implementar, inicialmente, o Programa de Educação Financeira e Previdenciária do Plano REFER, por acreditar ser fundamental a conscientização e o nivelamento do conhecimento, primeiramente, em sua origem, ou seja, os empregados que são a mão-de-obra essencial no funcionamento da Fundação. Assim, em 2011, foi enviado à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) o primeiro Plano de Educação Financeira e Previdenciária da Fundação que, após aprovação, será implementado e posteriormente ampliado e desenvolvido às demais patrocinadoras. NOVOS REGULAMENTOS A Superintendência Nacional da Previdência Complementar (PREVIC), órgão fiscalizador dos fundos de pensão, aprovou as alterações dos Regulamentos dos Planos das patrocinadoras CENTRAL e CTS, conforme Portarias nº 745 e 747 publicadas no Diário Oficial em 30 de dezembro de 2011. Os Regulamentos encontram-se disponíveis no site da REFER (www.refer.com.br) e podem ser acessados pelo Espaço do Participante, mediante cadastro com senha de acesso. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 13 PATROCINADORA RIOTRILHOS A Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RIOTRILHOS), empresa resultante da Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/RJ), em liquidação, firmou com a REFER o Termo Aditivo do Convênio de Adesão para receber a partir de 1º de novembro de 2002, a transferência, por sucessão trabalhista, dos empregados do METRÔ, cuja maioria já era participante da REFER. O Termo foi aprovado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) através da Portaria nº 505, de 9/9/2011, publicada no DOU nº 175 de 12/09/11, e conferiu à empresa sucessora a qualidade de patrocinadora do Plano de Contribuição Variável da RIOTRILHOS. O Regulamento do Plano de Benefícios em vigor ainda é o do METRÔ, condição que perdurará até que o processo de aprovação de alteração do Regulamento esteja aprovado pela PREVIC. Portanto, embora a Patrocinadora agora seja a RIOTRILHOS, o nome do Plano permanecerá “Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de janeiro (em liquidação) – METRÔ”, até que a PREVIC realize a aprovação. ESTATUTO SOCIAL EM APROVAÇÃO A REFER encaminhou, em dezembro de 2011, para ciência e expressa concordância de suas patrocinadoras, as propostas de alterações do Estatuto Social, já devidamente aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Posteriormente, os participantes terão ciência das alterações, que serão encaminhadas à PREVIC, encerrando-se, assim, o processo legal de adequação do Estatuto. A última modificação estatutária ocorreu em 10 de julho de 2003. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 14 PARTICIPANTES A REFER encerrou o exercício de 2011 com 33.888 Participantes distribuídos conforme o quadro abaixo: PATROCINADORA PARTICIPANTES ATIVOS CBTU PARTICIPANTES ASSISTIDOS TOTAL DE PARTICIPANTES 1.895 1.318 3.213 METROFOR 248 38 286 CTS 121 15 136 RIOTRILHOS 280 646 926 CENTRAL 628 1.632 2.260 1.035 943 1.978 REFER 169 56 225 RFFSA 406 24.458 24.864 4.782 29.106 33.888 CPTM TOTAL GERAL 2011 Participantes Assistidos 2011 Participantes Ativos CBTU 39,63% RFFSA 84,03% CPTM 3,24% CENTRAL 13,13% CTS 2,53% CPTM 21,64% RFFSA 8,49% METROFOR 5,19% RIOTRILHOS 5,86% REFER 3,53% Relatório Anual 2011 – Versão Completa CBTU 4,53% REFER 0,19% CENTRAL 5,61% METROFOR 0,13% CTS 0,05% RIOTRILHOS 2,22% 15 BENEFÍCIOS Benefícios de Renda Continuada A REFER pagou a seus Participantes Assistidos, em 2011, a importância total de R$ 307 milhões que equivale a uma média mensal de R$ 25,6 milhões. A seguir, demonstramos as respectivas concessões de Benefícios por empresa que compuseram este montante: DESCRIÇÃO APOSENTADORIAS PENSÕES AUXÍLIOS TOTAL GERAL CBTU METROFOR CTS RIOTRILHOS CENTRAL CPTM REFER RFFSA TOTAL GERAL 902 389 27 32 3 3 11 2 2 505 141 - 1.250 356 26 716 203 24 47 8 1 13.501 10.954 3 16.964 12.056 86 1.318 38 15 646 1.632 943 56 24.458 29.106 Obs.: As Concessionárias encontram-se consignadas no plano RFFSA. Benefícios de Pagamento Único A REFER, em 2011, concedeu Benefícios de Pagamento Único no montante de R$ 14,1 milhões (*), referentes a Pecúlios e a Benefícios por Desligamentos de Participantes. A seguir, o demonstrativo por empresa dessas concessões: DESCRIÇÃO CBTU METROFOR CTS RIOTRILHOS CENTRAL CPTM REFER RFFSA TOTAL GERAL APOSENTADORIAS E PENSÕES 11 2 1 23 35 - 1 4 77 PECÚLIO DESLIGAMENTO 22 19 1 1 2 3 11 16 35 14 5 3 1 358 2 417 76 TOTAL GERAL 52 4 3 37 86 19 5 364 570 (*) Valor referente à antecipação do pagamento de até 25% do benefício que é pago de uma só vez ao participante ou beneficiário, na concessão de aposentadoria ou pensão por morte, respectivamente, sendo o restante do referido valor transformado em renda certa ou vitalícia, conforme Regulamentos dos Planos de Contribuição Variável – CV. Obs.: As Concessionárias encontram-se consignadas no plano RFFSA. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 16 PATRIMÔNIO Em 2011, o Patrimônio Social da Fundação atingiu a importância total de R$ 2.872.679 mil, representando um decréscimo de 8,9% em relação ao exercício anterior. RIOTRILHOS CENTRAL 1 - PATRIMÔNIO COBERTURA DO PLANO DESCRIÇÃO CBTU 294.867 METROFOR 22.000 CTS 9.557 199.901 201.244 CPTM 423.312 REFER 39.356 RFFSA 1.531.598 TOTAL GERAL 2.721.835 1.1- PROVISÕES MATEMÁTICAS 480.463 27.122 15.170 190.841 352.954 685.649 34.703 2.537.826 4.324.728 BENEFÍCIOS CONCEDIDOS 264.925 4.967 3.038 137.980 274.247 251.012 15.981 2.242.215 3.194.365 BENEFÍCIOS A CONCEDER 220.524 22.314 12.272 52.861 78.707 471.142 18.722 295.611 1.172.153 (4.986) (159) (140) - - (36.505) - (185.596) (5.122) (5.613) 9.060 (151.710) (262.337) 4.653 (1.006.228) (1.602.893) 16.015 953 533 34.812 2.913 14.732 3.835 77.051 150.844 2.094 90 55 1.598 2.598 - 2.556 991 9.982 13.271 726 433 33.198 90 14.580 1.080 75.331 138.709 (-) PROVISÕES MATEMÁTICAS A CONSTITUIR 1.2 - EQUILÍBRIO TÉCNICO 2 - FUNDOS FUNDOS PREVIDENCIAIS FUNDOS ADMINISTRATIVOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS = PATRIMÔNIO SOCIAL - (41.790) 650 137 45 16 225 152 199 729 2.153 310.882 22.953 10.090 234.713 204.157 438.044 43.191 1.608.649 2.872.679 Evolução do Patrimônio R$ 3500000 3.018.711 3.151.975 3000000 2.872.679 2500000 2000000 1500000 1000000 500000 0 2009 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2010 2011 17 ALTERAÇÕES DE REGULAMENTOS DAS PATROCINADORAS Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC por meio das Portarias nºs 745 e 747 publicadas no DOU nº 251, de 30/12/2011 aprovou, respectivamente: Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS As alterações propostas aos Artigos nºs 1, 5, 10, 13, 14, 18, 19, 20, 21, 22, dentre outros, do Regulamento do Plano de Contribuição Variável da CTS em atenção às exigências contidas na Resolução CGPC nº 19, de 25 de setembro de 2006, que dispõe sobre os Institutos do Benefício Proporcional Diferido, Portabilidade, Resgate e Autopatrocínio em planos de Entidade Fechada de Previdência Complementar e; Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL As alterações propostas aos Artigos nºs 81, 88 e 114 do Regulamento do Plano de Contribuição Variável da CENTRAL em atenção à solicitação da própria Patrocinadora voltada à necessidade de remanejamento por mais 5 (cinco) dias das datas de repasse das contribuições ao seu Plano de Benefícios, cujo diferimento fundamentava-se no DECRETO nº 42.239, de 14/01/10, do Governo do Estado do Rio de Janeiro que fixava os dias certos para pagamento de despesas. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 18 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS Consolidado BALANÇO PATRIMONIAL dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ATIVO DISPONÍVEL 2011 2010 400 REALIZÁVEL Gestão Previdencial Gestão Administrativa Investimentos Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais PERMANENTE Imobilizado Intangível Diferido 3.082.186 617.211 10.766 2.454.209 1.115.919 141.051 345.701 404.856 413.553 32.862 267 1.055 722 58 275 PASSIVO 251 EXIGÍVEL OPERACIONAL Gestão Previdencial 3.282.088 Gestão Administrativa 858.732 Investimentos 27.303 2.396.053 EXIGÍVEL CONTINGENCIAL 1.370.326 Gestão Previdencial 56.644 Gestão Administrativa 391.667 Investimentos 264.953 280.885 PATRIMÔNIO SOCIAL 31.578 Patrimônio de Cobertura do Plano Provisões Matemáticas Benefícios Concedidos 1.196 Benefícios a Conceder 877 (-) Provisões Matemáticas a Constituir 20 299 Equilíbrio Técnico (-) Déficit Técnico Acumulado Fundos Fundos Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos TOTAL DO ATIVO 3.083.641 3.283.535 TOTAL DO PASSIVO 2011 R$ mil 2010 31.823 29.508 2.188 127 29.845 27.842 1.915 88 179.139 159.584 10.818 8.737 101.715 87.681 5.564 8.470 2.872.679 2.721.835 4.324.728 3.194.365 1.172.153 (41.790) 3.151.975 2.996.224 4.095.312 3.076.207 1.105.644 (86.538) (1.602.894) (1.602.894) (1.099.088) (1.099.088) 150.844 9.981 138.710 2.153 155.751 1.991 151.365 2.395 3.083.641 3.283.535 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 19 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL DESCRIÇÃO A) Patrimônio Social - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições Previdenciais (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial (+) Receitas Administrativas (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Administrativa (+) Constituição de Fundos de Investimentos 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Despesas Administrativas (-) Constituição de Contingências - Gestão Administrativa 3- Acréscimo/Decréscimo no Patrimonio Social (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Superávit (Déficit) Técnico do Exercício (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos investimentos 4- Operações Transitórias B) Patrimônio Social - final do exercício (A+3+4) CONSOLIDADO 2011 2010 3.151.975 842.705 496.961 295.772 32.607 17.607 (242) (1.122.002) (1.049.341) (9.793) (62.857) (11) (279.297) (229.416) 503.806 (7.990) 12.655 242 3.018.711 996.611 662.686 254.976 64.027 15.282 (361) (863.347) (785.012) (31.147) (47.146) (42) 133.264 (455.567) 355.733 (1.670) (32.121) 361 2.872.678 3.151.975 R$ mil Variação (%) 4 (15) (25) 16 (49) 15 (33) 30 34 (69) 33 (73) (310) (50) 42 378 (139) (33) (9) Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 20 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO CBTU 2011 2010 315.667 40 97.696 217.931 89.577 14.161 30.197 46.107 34.586 3.276 27 (4.785) (1.906) (2.879) (13.921) (13.271) (650) 296.961 (480.462) 185.596 (2.095) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais 317.700 52 120.577 197.071 104.078 4.411 34.168 27.378 23.528 3.508 (4.339) (1.856) (2.483) (10.938) (10.330) (608) 302.423 (441.265) 138.902 (60) Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 R$ mil Variação (%) (1) (24) (19) 11 (14) 221 (12) 68 47 (7) 10 3 16 27 28 7 (2) 9 34 3.363 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 21 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial (+) Reversão de Contingências - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 313.361 107.032 80.166 26.866 (112.495) (109.300) (160) (3.035) (5.463) (39.198) (2.033) 46.694 307.898 13.921 13.271 650 CBTU 2010 296.940 86.601 63.931 22.341 329 (70.179) (67.843) (2.336) 16.422 (36.476) (7) 20.061 313.361 10.938 10.330 608 R$ mil Variação (%) (90) 24 25 20 60 61 30 (133) 7 30.266 133 (2) 27 28 7 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 22 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 1.3. (-) Provisões matemáticas a constituir (-) Serviço passado (-) Patrocinador(es) 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CBTU 2010 R$ mil Variação (%) (2) 9 4 (31) 4 13 13 (294.867) (480.463) (264.925) (1.910) (263.015) (220.524) (203.106) (302.363) (441.265) (255.023) (2.763) (252.259) (195.036) (180.040) (126.414) (76.692) (17.418) (112.731) (67.310) (14.996) 12 14 16 (4.445) (12.973) 4.986 4.986 4.986 185.596 185.596 185.596 (3.186) (11.810) 8.794 8.794 8.794 138.902 138.902 138.902 40 10 (43) (43) (43) 34 34 34 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 23 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 23.145 6 3.655 19.484 6.547 1.725 2.777 4.917 2.421 1.094 3 (191) (86) (105) (863) (726) (137) 22.091 (27.122) 5.122 (91) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais METROFOR 2010 21.592 7 4.627 16.958 7.068 320 2.361 4.643 1.644 923 (131) (29) (102) (688) (580) (109) 20.772 (24.073) 3.329 (28) R$ mil Variação (%) 7 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 (30) (21) 15 (7) 438 18 6 47 19 46 194 4 25 25 25 6 13 54 224 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 24 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos METROFOR 2010 21.461 5.265 3.048 2.217 (3.947) (3.821) (126) 1.318 (3.049) (62) 1.793 22.779 863 726 137 19.048 4.786 2.668 2.118 (2.374) (2.218) (156) 2.413 (3.145) (3) 735 21.461 688 580 109 R$ mil Variação (%) (99) 10 14 5 66 72 (19) (45) (3) 1.889 144 6 25 25 25 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 25 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO (22.000) (27.122) (4.967) (249) (4.718) (22.314) (20.321) (20.744) (24.073) (4.081) (134) (3.948) (20.272) (18.596) R$ mil Variação (%) 6 13 22 86 20 10 9 (12.925) (7.396) (1.993) (11.890) (6.707) (1.675) 9 10 19 (1.280) (713) 159 159 159 5.122 5.122 5.122 (1.035) (641) 280 280 280 3.329 3.329 3.329 24 11 (43) (43) (43) 54 54 54 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 1.3. (-) Provisões matemáticas a constituir (-) Serviço passado (-) Patrocinador(es) 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 METROFOR 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 26 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 10.135 2 2.455 7.678 3.199 360 797 2.118 1.022 182 (44) (18) (26) (478) (433) (45) 9.613 (15.170) 5.613 (56) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais CTS 2010 9.717 18 3.014 6.684 3.115 103 906 1.428 733 400 (41) (16) (26) (399) (360) (40) 9.276 (13.407) 4.131 - R$ mil Variação (%) 4 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 (94) (19) 15 3 250 (12) 48 39 (55) 6 11 3 20 21 15 4 13 36 - Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 27 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 9.675 2.787 1.921 866 (2.451) (2.390) (6) (55) 336 (1.763) (55) 1.482 10.011 478 433 45 CTS 2010 8.438 2.499 1.759 740 (1.261) (1.170) (91) 1.237 (1.790) 552 9.675 399 360 40 R$ mil Variação (%) (100) 12 9 17 94 104 (39) (73) (1) 168 3 20 21 15 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 28 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO (9.557) (15.170) (3.038) (3.038) (12.272) (11.687) (9.276) (13.407) (2.390) (2.390) (11.264) (10.739) R$ mil Variação (%) 3 13 27 27 9 9 (7.024) (4.663) (585) (6.366) (4.373) (525) 10 7 12 (201) (384) 140 140 140 5.613 5.613 5.613 (169) (356) 247 247 247 4.131 4.131 4.131 19 8 (43) (43) (43) 36 36 36 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 1.3. (-) Provisões matemáticas a constituir (-) Serviço passado (-) Patrocinador(es) 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CTS 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 29 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liguidação) (*) Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 236.546 24 174.184 62.338 16.440 8.306 5.362 26.448 5.224 554 4 (1.832) (1.201) (631) (33.214) (33.198) (16) 201.500 (190.841) (9.060) (1.599) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais METRÔ 2010 222.959 3 176.850 46.106 14.895 435 6.124 20.704 3.551 399 (1.535) (1.101) (434) (29.550) (29.545) (5) 191.874 (183.256) (8.618) - R$ mil Variação (%) 6 631 (2) 35 10 1.810 (12) 28 47 39 19 9 45 12 12 251 5 4 5 - Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 30 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial (+) Reversão de Contingências - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 221.424 23.855 17.448 6.407 (14.230) (14.218) (11) (1) 9.625 (7.585) (1.598) (442) 231.049 33.214 33.198 16 METRO 2010 212.747 24.736 18.791 5.763 182 (16.058) (16.004) (54) 8.678 (6.538) (2.139) 221.424 29.550 29.545 5 R$ mil Variação (%) (93) (4) (7) 11 (11) (11) (98) 11 16 (79) 4 12 12 251 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 31 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO (199.901) (190.841) (137.979) (374) (137.605) (52.862) (46.914) (191.874) (183.256) (130.092) (276) (129.816) (53.164) (46.846) R$ mil Variação (%) 4 4 6 35 6 (1) 0 (33.598) (13.316) (5.948) (33.513) (13.333) (6.318) 0 (0) (6) (5.929) (19) (9.060) (9.060) (9.060) (9.060) (6.289) (29) (8.618) (8.618) (8.618) (8.618) (6) (36) 5 5 5 5 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados Superávit técnico acumulado Reserva de contingência Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 METRO 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis (*) O Regulamento do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - RIOTRILHOS, sucessora da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ/RJ, está em processo de aprovação junto a PREVIC. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 32 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 209.741 18 95.575 114.148 50.482 5.943 16.149 18.954 19.081 3.524 15 (5.584) (1.876) (3.708) (315) (90) (225) 203.842 (352.954) 151.710 (2.598) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais CENTRAL 2010 241.968 58 129.176 112.733 63.115 2.565 18.490 12.348 12.955 3.260 (4.253) (1.593) (2.661) (279) (100) (179) 237.436 (339.164) 101.728 - R$ mil Variação (%) (13) Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 (71) (26) 1 (20) 132 (13) 53 47 8 31 18 39 13 (9) 25 (14) 4 49 - Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 33 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial (+) Reversão de Contingências - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 237.715 75.098 61.922 13.176 (108.693) (108.303) (161) (229) (33.595) (13.790) (2.597) 49.982 204.120 315 90 225 CENTRAL 2010 233.271 68.041 55.306 11.755 979 (63.598) (63.360) (238) 4.443 (17.305) 12.862 237.715 279 100 179 R$ mil Variação (%) (92) 10 12 12 71 71 (4) (856) (20) 289 (14) 13 (9) 25 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 34 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO (201.245) (352.955) (274.248) (473) (273.775) (78.707) (66.610) (237.436) (339.164) (259.661) (572) (259.090) (79.502) (68.273) R$ mil Variação (%) (15) 4 6 (17) 6 (1) (2) (39.252) (27.358) (12.097) (40.639) (27.635) (11.229) (3) (1) 8 (900) (11.197) 151.710 151.710 151.710 (803) (10.426) 101.728 101.728 101.728 12 7 49 49 49 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CENTRAL 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 35 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 445.379 67 95.328 349.984 160.849 23.723 41.218 72.112 49.916 2.138 28 (7.335) (6.273) (1.062) (14.732) (14.580) (152) 423.312 (685.649) 262.337 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico CPTM 2010 447.894 11 137.374 310.510 184.554 7.148 46.844 36.082 33.893 1.989 (6.705) (5.704) (1.000) (12.038) (11.917) (121) 429.152 (600.815) 171.663 R$ mil Variação (%) (1) 518 (31) 13 (13) 232 (12) 100 47 7 9 10 6 22 22 26 (1) 14 53 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 36 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 441.190 107.892 64.800 43.092 (113.732) (112.191) (1.541) (5.840) (84.834) 90.674 435.350 14.732 14.580 152 CPTM 2010 405.274 91.305 56.166 35.138 (55.389) (53.688) (20) (1.681) 35.915 (69.594) 33.678 441.190 12.038 11.917 121 R$ mil Variação (%) (86) 18 15 23 105 109 (8) (116) 22 169 (1) 22 22 26 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 37 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 1.3. (-) Provisões matemáticas a constituir (-) Serviço passado (-) Patrocinador(es) (-) Déficit equacionado (-) Patrocinador(es) (-) Participantes (-) Assistidos 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho (423.312) (685.649) (251.012) (251.012) (471.142) (471.142) (429.152) (600.815) (215.870) (215.870) (453.143) (453.143) R$ mil Variação (%) (1) 14 16 16 4 4 (437.472) (33.670) 36.505 8.908 8.908 27.597 (418.573) (34.571) 68.198 10.306 10.306 57.893 5 (3) (46) (14) (14) (52) 13.799 11.967 1.831 262.337 262.337 262.337 28.946 25.581 3.365 171.663 171.663 171.663 (52) (53) (46) 53 53 53 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Benefício Definido Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPTM 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 38 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 43.493 13 1.155 42.325 17.111 4.370 4.729 8.479 6.057 1.574 5 (301) (103) (198) (1.280) (1.081) (199) 41.912 (34.703) (4.653) (2.556) 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais REFER 2010 38.394 4 910 37.481 17.492 788 5.401 8.296 4.134 1.370 (270) (84) (186) (1.024) (870) (154) 37.100 (30.934) (4.280) (1.886) R$ mil Variação (%) 13 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 231 27 13 (2) 454 (12) 2 47 15 11 23 6 25 24 29 13 12 9 36 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 39 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial (+) Reversão de Contingências - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos 38.124 6.195 1.008 5.187 (1.382) (1.230) (8) (144) 4.813 (3.769) (670) (374) 42.937 1.279 1.080 199 REFER 2010 34.112 5.391 956 4.432 2 (1.379) (1.257) (122) 4.012 (5.512) (1.848) 3.348 38.124 1.024 870 154 R$ mil Variação (%) (99) 15 5 17 0 (2) 18 20 (32) (64) (111) 13 25 24 29 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 40 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO (39.356) (34.703) (15.981) (15.981) (18.722) (16.090) (35.214) (30.934) (14.902) (14.902) (16.032) (13.816) R$ mil Variação (%) 12 12 7 7 17 16 (8.679) (7.411) (2.632) (7.607) (6.209) (2.217) 14 19 19 (1.692) (940) (4.653) (4.653) (4.653) (4.653) (1.340) (877) (4.280) (4.280) (4.280) (4.280) 26 7 9 9 9 9 2011 Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados Superávit técnico acumulado Reserva de contingência Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 REFER 2010 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 41 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 1 - Ativos Disponível Recebível Investimento Títulos Públicos Créditos Privados e Depósitos Ações Fundos de Investimento Investimentos Imobiliários Empréstimos Depósitos Judiciais/Recursais 2 - Obrigações Operacional Contingencial 3 - Fundos não Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 5 - Ativo Líquido (1-2-3-4) Provisões Matemáticas Superávit /Déficit Técnico Fundos Previdenciais RFFSA 2011 2010 1.786.533 198 285.872 1.500.463 667.379 70.714 244.472 201.950 295.248 20.521 178 (177.884) (18.171) (159.713) (76.059) (75.331) (728) 1.532.590 (2.537.826) 1.006.228 (992) 1.975.829 10 437.569 1.538.250 862.254 38.427 277.373 140.019 200.448 19.729 (106.803) (17.544) (89.260) (98.844) (97.664) (1.179) 1.770.182 (2.462.398) 692.233 (17) R$ mil Variação (%) (10) 1.921 (35) (2) (23) 84 (12) 44 47 4 67 4 79 (23) (23) (38) (13) 3 45 5.721 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 42 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO ATIVO LÍQUIDO POR PLANO DE BENEFICIOS DESCRIÇÃO A) Ativo Líquido - início do exercício 1- Adições: (+) Contribuições (+) Resultado Positivo dos Investimentos - Gestão Previdencial 2- Destinações: (-) Benefícios (-) Constituição de Contingências - Gestão Previdencial (-) Custeio Administrativo 3- Acréscimo/Decréscimo no Ativo Líquido (1+2): (+/-) Provisões Matemáticas (+/-) Fundos Previdenciais (+/-) Superávit/Déficit Técnico do Exercício 4- Operações Transitórias B) Ativo Líquido - final do exercício (A+3+4) C) Fundos não previdenciais (+/-) Fundos Administrativos (+/-) Fundos dos Investimentos RFFSA 2011 2010 1.869.026 476.049 278.087 197.962 (713.642) (697.886) (9.447) (6.309) (237.593) (75.429) (974) 313.996 1.631.433 76.059 75.330 729 1.840.642 685.604 512.915 172.689 (657.220) (579.471) (32.620) (45.129) 28.384 (315.207) 187 286.636 1.869.026 98.844 97.664 1.179 R$ mil Variação (%) (39) (31) (46) 15 9 20 (71) (86) (937) (76) (621) 10 (13) (23) (23) (38) Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 43 Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ATUARIAIS DO PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO Patrimônio de Cobertura do Plano (1 + 2) 1. Provisões Matemáticas 1.1. Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido 1.2. Benefício a Conceder Contribuição Definida Saldo de contas - parcela patrocinador Saldo de contas - parcela participantes Benefício Definido Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. Programada Benefício Definido Estrut. em Regime de Capitaliz. não Programada 1.3. (-) Provisões matemáticas a constituir (-) Serviço passado (-) Patrocinador(es) 2. Equilíbrio Técnico 2.1. Resultados Realizados (-) Déficit técnico acumulado Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 RFFSA R$ mil Variação (%) (13) 3 2 (34) 2 7 9 2011 2010 (1.531.598) (2.537.826) (2.242.215) (485) (2.241.730) (295.611) (144.453) (1.770.165) (2.462.398) (2.194.188) (731) (2.193.456) (277.229) (132.873) (106.813) (37.640) (151.158) (97.703) (35.170) (144.356) 9 7 5 (633) (150.525) 1.006.228 1.006.228 1.006.228 (489) (143.866) 9.019 9.019 9.019 692.233 692.233 692.233 29 5 45 45 45 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 44 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFER foi constituída em 01 de dezembro de 1978, como pessoa jurídica de direito privado, de fins previdenciais e não lucrativos, com autonomia administrativa e financeira, com a missão de oferecer produtos e serviços de seguridade com transparência e qualidade, visando o bem estar social e a satisfação dos participantes, patrocinadoras e instituidores. O seu funcionamento foi autorizado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, por meio da Portaria nº 1.352, de 7 de fevereiro de 1979. Os recursos que a Fundação REFER dispõe para seu funcionamento são oriundos das contribuições dos patrocinadores, dos participantes ativos, assistidos e dos rendimentos resultantes das aplicações desses recursos em investimentos. As patrocinadoras da Fundação REFER são as seguintes: Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (em inventariança) (*); Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU; Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM; Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística – CENTRAL; Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro – METRÔ/RJ – (em liquidação) (**), sucedida em 12 de setembro de 2011 pela Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de janeiro – RIOTRILHOS; Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR; Companhia de Transporte de Salvador – CTS; e Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFER. (*) Em decorrência do disposto no artigo 18, da Lei nº 11.483 de 31/05/2007, a VALEC assumiu a responsabilidade de atuar como patrocinadora do Plano de Benefícios administrado pela Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFER, na condição de sucessora trabalhista da extinta RFFSA, em relação aos participantes ativos. No que concerne aos participantes assistidos, consoante artigo 25, a UNIÃO foi autorizada a atuar como patrocinadora do Plano de Benefícios da RFFSA, Relatório Anual 2011 – Versão Completa 45 administrado pela Fundação REFER. Os processos de formalização do Convênio de Adesão com a VALEC e o Termo Aditivo ao Convenio de Adesão com a UNIÃO, continuam em andamento. (**) Em 12/11/2011 foi publicada no Diário Oficial da União aprovação pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC da sucessão da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro – METRÔ/RJ – (em liquidação) pela Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro – RIOTRILHOS mantendo a mesma denominação do Plano de Benefícios. NOTA 2 - PLANOS DE BENEFÍCIOS A Fundação REFER administra 08 (oito) Planos de Benefícios, conforme segue: • Planos de Contribuição Variável: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. • RFFSA CBTU CENTRAL METRÔ METROFOR CTS REFER CNPB: CNPB: CNPB: CNPB: CNPB: CNPB: CNPB: 19.990.042-56 20.000.036-56 20.000.039-74 19.940.009-29 20.020.010-65 20.080.016-19 20.000.037-29 Plano de Benefício Definido: 1. RFFSA/REFER CNPB: 19.790.002-47 (patrocinado pela CPTM) NOTA 3 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em conformidade com as normas estabelecidas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC. Mensalmente, são apresentados balancetes: Consolidado, por Plano de Benefícios e o Consolidado do Plano de Gestão Administrativa. Os registros contábeis são segregados em gestões distintas, compreendendo a previdencial, administrativa, além dos investimentos. Por determinação da PREVIC, através da Resolução CNPC nº 08, de 31 de outubro de 2011 e normas estabelecidas pela Instrução MPS/SPC nº 34, de 24 de setembro de 2009, o Balanço Patrimonial, a Demonstração da Mutação do Patrimônio Social – DMPS, a Demonstração do Plano de Gestão Administrativa – DPGA, a Demonstração do Ativo Líquido - DAL, a Demonstração da Relatório Anual 2011 – Versão Completa 46 Mutação do Ativo Líquido – DMAL e a Demonstração das Obrigações Atuariais do Plano - DOAP deste exercício, contemplam a comparabilidade com o exercício anterior e estão expressos em milhares de Reais. As principais práticas adotadas pela Entidade são resumidas a seguir: a) Os saldos das contas do Balanço foram mantidos pelos seus montantes originais; a carteira de ações negociáveis em Bolsa de Valores e as cotas de fundos estão atualizadas pelo valor de mercado. b) Os encargos referentes à depreciação e amortização são apurados em registros auxiliares conforme a legislação em vigor. c) As receitas e despesas são registradas pelo regime de competência, exceto as receitas oriundas das contribuições de participantes autopatrocinados, do Plano de Contribuição Variável, que são escrituradas por ocasião dos seus efetivos recebimentos. d) Os títulos e valores mobiliários, com exceção das ações e dos títulos pré-fixados, são registrados ao custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do Balanço. e) Os títulos pré-fixados são registrados por ocasião de sua aplicação pelo valor desembolsado, sendo os rendimentos apropriados “pro-rata temporis”, em função dos dias decorridos no mês. f) Os ágios/deságios ocorridos na aquisição de títulos foram amortizados mensalmente pro-rata dia, pelo prazo decorrente da aquisição até o vencimento do título. g) As ações adquiridas no mercado à vista são registradas pelo custo de aquisição, acrescidas das despesas de corretagem e outras taxas incidentes; sendo avaliadas pelo valor de mercado, determinado pela cotação de fechamento do mercado do último dia do mês que a ação tenha sido negociada na Bolsa de Valores. A variação oriunda da comparação entre os valores contábeis e os de mercado é reconhecida diretamente no resultado do exercício. h) Os investimentos imobiliários são demonstrados ao custo de aquisição, reavaliados em período não superior a três anos e depreciados pelo método linear à taxa de 2% ao ano ou pelas taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil remanescente, com base nos respectivos laudos de reavaliação. i) Os bens que constituem o imobilizado são depreciados pelo método linear às taxas de 10% ao ano, para: instalações, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos, e de 20% ao ano, para: hardware, veículos e software, ou estabelecidas em função do tempo de vida útil, fixadas por espécie de bens. j) Os bens que constituem o diferido são amortizados pelo método linear à taxa de 20% ao ano ou estabelecida em função do tempo de vida útil do bem. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 47 k) Os bens que constituem o Intangível são amortizados pelo método linear à taxa de 20% ao ano ou estabelecida em função do tempo de vida útil do bem. l) As Provisões Matemáticas foram calculadas pela Empresa de consultoria externa atuarial, Mercer Human Resource Consulting, e observaram o regime financeiro de capitalização, representando compromissos acumulados ao encerramento de cada exercício, relativos aos benefícios concedidos e a conceder. m) O resultado dos Investimentos é transferido á respectiva Gestão, à exceção das rendas/variações positivas, oriundas dos seguros por quitação por morte, descontados dos participantes/pensionistas quando da concessão de empréstimos, direcionados para formação de fundo. n) As Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa foram contabilizadas com base na IN SPC nº 34/2009, como segue: • • • • Atraso entre 61 e 120 dias Atraso entre 121 e 240 dias Atraso entre 241 e 360 dias Atraso superior a 360 dias = = = = 25%; 50%; 75%; e 100%. o) A custódia dos títulos e valores mobiliários da Fundação REFER e a responsabilidade pelo fluxo de pagamento e recebimento relativo às operações realizadas no âmbito dos segmentos de renda fixa e renda variável são exercidas pelo Banco Bradesco, instituição devidamente habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM para executar tais funções. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 48 NOTA 4 - GESTÃO PREVIDENCIAL 2011 Contribuições do mês Patrocinadoras 2010 1.643 23.908 Contribuições normais Contribuições extraordinárias Participantes 997 645 1.064 852 23.056 882 Contribuições normais Contribuições amortizantes Autopatrocinados Contribuições normais 1.063 2 10 10 2.717 880 2 1 1 24.791 119.652 263.236 Contribuições em atraso Patrocinadoras Contribuições normais Contribuições extraordinárias (-)Prov p/ Cred. Liquidação Duvidosa Contribuições normais Contribuições extraordinárias Participantes Contribuições normais (-)Prov p/ Cred. Liquidação Duvidosa Contribuições s/ 13º salário Patrocinadoras Participantes Contribuições contratadas Patrocinadoras Contribuições em atraso contratadas (-)Prov p/ Cred. Liquidação Duvidosa Outros recursos a receber Concessionárias (-)Prov p/ Cred. Liquidação Duvidosa Patrocinadora Participantes Ativos Participantes Assistidos Depósitos Judiciais/Recursais Processos F.R.I. Contingências sobre Benefícios Outros realizáveis GESTÃO PREVIDENCIAL Relatório Anual 2011 – Versão Completa 546 1.297.375 (1.178.269) 2.635 1.045.414 (784.814) (1.315) (1.176.954) 19 (1.081) (783.733) 81 1.626 (1.607) 119.671 1.418 (1.337) 263.317 206 177 383 668 221 889 1.505.433 (1.085.390) 420.043 1.319.860 (754.113) 565.747 12.931 (12.931) 2.821 8 217 3.046 11.279 59.996 71.276 74 12.566 (12.566) 3.342 12 218 3.572 416 617.210 858.732 49 4.1 Contribuições em Atraso CBTU - Patrocinadora (a) CTS - Patrocinadora (b) CTS - Participantes (a) METRÔ - em liquidação - Patrocinadora (b) METRÔ - em liquidação - Participantes (b) METROFOR - Patrocinadora (b) RFFSA - Patrocinadora (b) RFFSA - Participantes (a) CENTRAL - Patrocinadora (b) CENTRAL - Participantes (b) (-)Prov p/ Cred Liquidação Duvidosa (c) 2011 33.916 969 20 360 430 1.079 1.260.643 954 1.175 (1.179.876) 119.671 2010 24.004 714 70 300 358 764 1.021.483 19 785 971 (786.151) 263.317 (a) Refere-se a contribuições normais em atraso, não repassadas dentro do prazo determinado no Regulamento do Plano. (b) Refere-se aos encargos financeiros sobre contribuições normais em atraso, não repassados dentro do prazo determinado no Regulamento do Plano. (c) Refere-se às provisões para crédito de liquidação duvidosa, sobre encargos financeiros não pagos, provisionados com base na legislação em vigor. Esta conta registra valores correspondentes ao não pagamento das contribuições normais e extraordinárias de Patrocinadoras e ao não repasse das contribuições normais retidas dos Participantes, nos respectivos vencimentos, que se encontram classificadas na Gestão Previdencial – Contribuições em Atraso, acrescidas de atualização monetária pela variação do INPC, juros de 1% ao mês e multa de 2%. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 50 2011 CBTU - Patrocinadora Contribuições extraordinárias CENTRAL - Patrocinadora Contribuições normais CENTRAL - Participantes Contribuições normais CTS - Patrocinadora Contribuições normais Contribuições extraordinárias CTS - Participantes Contribuições normais Contribuições extraordinárias METRÔ - em liquidação - Patrocinadora Contribuições normais METRÔ - em liquidação - Participantes Contribuições extraordinárias METROFOR - Patrocinadora Contribuições extraordinárias RFFSA - Patrocinadora Contribuições normais (28.866) (28.866) (954) (954) (1.175) (1.175) (811) (811) (1) (1) (360) (360) (430) (430) (918) (918) (1.146.360) (1.146.360) (1.179.876) 2010 (19.180) (19.180) (785) (785) (966) (966) (580) (10) (570) (13) (1) (12) (286) (286) (358) (358) (614) (614) (763.369) (763.369) (786.151) 4.2 Contribuições Extraordinárias em Atraso (a) A extinta RFFSA, sucedida pela União em face de Lei, por meio do Termo Aditivo nº 03 ao Instrumento Particular de Direitos e Obrigações firmado entre as partes, em 31 de agosto de 2005, assumiu os deveres e responsabilidades das contribuições mensais, fixadas anualmente no Plano de Custeio, de acordo com o disposto no Regulamento do Plano. A dívida foi acordada, para início em 31/08/2005, em 65 (sessenta e cinco) parcelas mensais e consecutivas, atualizadas mensalmente, com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A Fundação REFER acionou judicialmente a extinta RFFSA, conforme processo nº 2006.001.058.695-7, em razão do não recolhimento das parcelas constantes do Termo Aditivo nº 03 ao Instrumento Particular de Direitos e Obrigações. (b) Por meio do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações – IPDO, o Termo Aditivo nº 02 ao Convênio de Adesão firmado entre as partes, em 19 de fevereiro de 2002, entre a Fundação REFER e o METRÔ/RJ – (em liquidação), foi repactuado em novembro 2009, passando a dívida à responsabilidade da RIOTRILHOS. (c) A CBTU, por meio do Termo Aditivo nº 01 ao Instrumento Particular de Direitos e Obrigações, firmado entre as partes em 31 de março de 2004, assumiu os deveres e responsabilidades relativos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 51 à adesão ao Plano de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável, e as contribuições mensais, fixadas anualmente no Plano de Custeio, de acordo com o disposto no Regulamento do Plano. A Fundação REFER acionou judicialmente a CBTU, conforme processo nº 2005.001.051793-3 em trâmite na 28ª Vara Civil da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, decorrente do não pagamento das parcelas constantes do Termo Aditivo nº 01. (d) A provisão está sendo constituída sobre as contribuições não pagas e seus respectivos encargos, com base na legislação em vigor. 4.3 Contribuição sobre 13º Salário Refere-se às contribuições sobre o 13º salário da patrocinadora e participantes do Plano CPTM, tendo a mesma, realizado o pagamento em 31/01/2012. 4.4 Contribuições Contratadas RFFSA - Extinta (a) CBTU (b) CPTM c) CENTRAL (d) METRÔ - em liquidação (e) CTS METROFOR (-) Prov p/Cred Liquidação Duvidosa (f) 2011 283.810 342.026 341.922 377.044 140.772 7.933 11.927 (1.085.390) 420.043 2010 237.087 293.750 295.467 329.229 147.273 6.812 10.242 (754.113) 565.747 (a) RFFSA - Extinta 1. Compromisso decorrente do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações entre as partes, relativo a Adesão ao Plano de Contribuição Definida, firmado em 08/02/2001. 1.1 Compromisso relativo à transferência dos Participantes por ocasião da conversão do Plano de Benefícios Definidos para a modalidade de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável, amortizado em 96 (noventa e seis) parcelas mensais a partir de 31/01/2003, calculadas considerando a taxa de juros atuariais de 6% ao ano, corrigidas a cada exercício fiscal pela variação acumulada do INPC. 2. Termo Aditivo 03/2005, firmado em 31/08/2005, ao Instrumento Particular de Direitos e Obrigações entre as partes, cabendo ressaltar as cláusulas 3.2 e 5.1, a seguir transcritas: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 52 “Cláusula 3.2 - Compromisso da patrocinadora, conforme item 2, no valor de R$ 475.648 mil, posicionada em 31/07/2005. Amortizada em 65 (sessenta e cinco) parcelas mensais a partir de 31/08/2005, com juros de 6% ao ano, acrescidas da respectiva contribuição para despesas administrativas.” “Cláusula 5.1 – A extinta RFFSA reconheceu e se obrigou ao pagamento da dívida de R$ 117.486 mil, posicionada em 31/07/2005, decorrente do não recolhimento das parcelas constantes no Instrumento Particular de Obrigações entre as partes. Pagamento em 65 (sessenta e cinco) parcelas mensais a partir de 31/08/2005, corrigidas com base no INPC do mês anterior. Considerando a taxa de juros de 6% ao ano”. A Fundação REFER acionou judicialmente a extinta RFFSA por meio do processo nº 2006.001.058.695-7 decorrente do não pagamento das parcelas. (b) A CBTU reconheceu e se obrigou ao pagamento de dívidas face ao inadimplemento de contribuições previdenciárias devidas, conforme Instrumentos a seguir discriminados: 1. Instrumento de Reconhecimento e Parcelamento para Liquidação de Dívida nº 030/REFER/2000, firmado em 01/12/2000: 1.1. Diferença de contribuições previdenciárias no percentual de 2,13%; 1.2. Compromissos decorrentes do reflexo da Lei nº 8.020 de 12/04/1990. O pagamento da dívida foi acordado em 96 (noventa e seis) parcelas mensais a partir de 31/01/2003, calculadas pelo sistema Price de amortização, com juros remuneratórios de 6% ao ano, acrescidas de atualização monetária pela variação do INPC do mês anterior. A Fundação REFER acionou judicialmente a CBTU por meio da Petição de Acordo ao Processo nº 2004.001.012106-3 em razão do não pagamento das parcelas. 2. Instrumento Particular de Direitos e Obrigações entre as Partes, firmado em 28/11/2000: 2.1. Compromisso relativo à transferência dos Participantes por ocasião da conversão do Plano de Benefícios Definidos para a modalidade de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável. 2.1.1 O pagamento da dívida foi acordado em 96 (noventa e seis) parcelas mensais a partir de 31/01/2003, calculadas considerando a taxa de juros atuariais de 6% ao ano, sendo o valor das parcelas apurado anualmente a cada reavaliação atuarial. 3. Termo Aditivo 01/04, firmado em 31/03/2004, relativo ao Instrumento Particular de Direitos e Obrigações entre as Partes: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 53 3.1. Compromisso relativo à transferência dos Participantes por ocasião da conversão do Plano de Benefício Definido para a modalidade de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável e também relativo à Reserva de Benefícios Concedidos. 3.1.1 O pagamento da dívida foi acordado em 96 (noventa e seis) parcelas mensais a partir de 31/05/2005, calculadas considerando a taxa de juros atuariais de 6% ao ano. A Fundação REFER acionou judicialmente a CBTU por meio do processo nº 2007.001.120653-9 em razão do não pagamento das parcelas. (c) A CPTM reconheceu e se obrigou ao pagamento de dívidas face ao inadimplemento de contribuições previdenciárias devidas, conforme Instrumento a seguir discriminado: 1. Instrumento de Reconhecimento e Parcelamento para Liquidação de Dívida nº 01/REFER/2004, firmado em 04/08/2004: 1.1. Débito apurado referente Ação Judicial nº 2000.001.160821-2 em curso na 45ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro; 1.2. Diferença de 2,13% das contribuições previdenciais, no período de abril de 2002 a fevereiro de 2004; 1.3. Encargos por atraso no recolhimento de contribuições dos participantes referente ao mês de novembro de 1994. A dívida foi acordada, para início de pagamento a partir de agosto de 2004, em 108 (cento e oito) parcelas mensais, calculadas pelo sistema Price de amortização, com juros remuneratórios de 6% ao ano, atualizadas com base na variação acumulada do INPC do mês anterior. (d) A CENTRAL reconheceu e se obrigou ao pagamento de dívidas face ao inadimplemento de contribuições previdenciárias devidas: 1. Instrumento de Reconhecimento e Parcelamento para Liquidação de Dívida n.º 01/REFER/98, firmado em 30/10/1998: 1.1. 2. Reconhecimento e Parcelamento para Liquidação de Dívida, correspondentes às contribuições de sua responsabilidade, não repassadas a Fundação REFER, até setembro de 1998. Instrumento de Transação, de 30/06/2004, relativo ao processo nº 2003.001.079980: 2.1. Não recolhimento das parcelas constantes do Instrumento de Reconhecimento e Parcelamento para Liquidação de Dívida nº 01/REFER/98. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 54 2.1.1 O pagamento da dívida foi acordado em 100 (cem) parcelas mensais a partir de 31/01/2005, calculadas pelo sistema Price de amortização, com juros remuneratórios de 6% ao ano, atualizadas com base na variação acumulada do INPC do mês anterior. (e) O METRÔ/RJ – (em liquidação) reconheceu e se obrigou ao pagamento de dívidas face ao inadimplemento de contribuições previdenciárias devidas: 1. Termo Aditivo nº 01, firmado em 10/12/1998, ao Convênio de Adesão: 1.1. Compromisso, relativo à transferência dos Participantes por ocasião da conversão do Plano de Benefícios Definidos para a modalidade de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável. 2. Termo Aditivo nº 02, firmado em 19/02/2002: 2.1. Adesão ao Estatuto Social da Fundação REFER; 2.2. Compromisso referente ao item 1.1, do Termo Aditivo 01 de 10/12/1998. O pagamento da dívida foi acordado em 120 (cento e vinte) parcelas mensais a partir de 31/03/2002, calculado pelo sistema Price, com juros remuneratórios de 6% ao ano e atualizadas com base na variação acumulada do INPC do mês anterior. 2.3. Não recolhimento das parcelas do Termo Aditivo 01/98. O pagamento da dívida foi acordado em 60 (sessenta) parcelas mensais, a partir de 31/03/2002, calculado pelo sistema Price, com juros remuneratórios de 6% ao ano e atualizadas com base na variação acumulada do INPC do mês anterior. 3. Instrumento Particular de Direitos e Obrigações – IPDO, firmado em 16/11/2009: 3.1. A Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro – RIOTRILHOS, assinou o Termo de Adesão ao Plano de Contribuição Variável, sucedendo ao METRÔ/RJ – (em liquidação), assumindo a responsabilidade integral pelos seus passivos, repactuando o Termo Aditivo 02 ao Convênio de Adesão entre as Partes REFER/METRO. 3.2. O pagamento da dívida foi acordado em 110 (cento e dez) parcelas, sendo duas fixas de R$ 10.000 mil, recebidas em 16/01//2009 e 02/07//2010. As restantes, com vencimento mensal no último dia de cada mês, com valor de R$ 1.749 mil, posicionado em 31/12/2008, com atualização pelo INPC e juros remuneratório de 6% ao ano (f) A provisão para crédito de liquidação duvidosa está sendo constituída sobre as contribuições não pagas e seus respectivos encargos, com base na legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 55 RFFSA - Extinta CBTU METROFOR CTS CENTRAL CPTM 2011 (257.300) (264.623) (9.227) (6.137) (285.766) (262.337) (1.085.390) 2010 (178.082) (189.705) (6.421) (4.437) (203.805) (171.663) (754.113) 4.5 Outros Recursos a Receber Concessionárias (a) Ferrovia Novoeste S/A Ferrovia Centro Atlântica S/A Ferrovia Tereza Cristina S/A América Latina Logística - ALL (-) Prov. p/Créd. Liquidação Duvidosa Patrocinadora CENTRAL (b) Seguro de Vida Participantes Ativos (c) Seguro de Vida Participantes Assistidos (c) 2011 2010 4.049 4.280 4.602 (12.931) 2.821 8 217 3.046 3.484 4.891 108 4.083 (12.566) 3.342 12 218 3.572 (a) Contribuições não recebidas das empresas concessionárias oriundas da Patrocinadora RFFSA extinta. Objetivando recuperar os créditos inadimplidos pelas concessionárias quanto à diferença da taxa estatutária de 2,13%, a Fundação REFER ingressou com as devidas ações Ordinárias de Cobranças, essas demandas encontram-se em trâmite junto ao Tribunal de Justiça. Foi constituída provisão para crédito de liquidação duvidosa, conforme legislação em vigor. (b) Insuficiências de recursos para fazer frente às necessidades de custeio da Gestão Administrativa do Plano CENTRAL. (c) Refere-se ao seguro de vida de participantes ativos e assistidos que serão recebidos e remetidos à seguradora. 4.6 Depósitos Judiciais/Recursais Valor dos Depósitos Judiciais/Recursais e bloqueios judiciais referentes aos Processos F.R.I e Contingências sobre Benefícios, transferidos das contingências passivas por determinação da Resolução CNPC nº 8 de 31 de outubro de 2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 56 Processos F.R.I. (a) RFFSA - Extinta Contingências Sobre Benefícios (b) CBTU CENTRAL CPTM REFER METRO RFFSA - Extinta 2011 11.279 11.279 59.996 474 1.205 25 5 192 58.095 71.276 2010 10.150 10.150 57.091 369 1.031 32 5 192 55.463 67.241 (a) Processos Fator de Reajuste Inicial – FRI: Referem-se aos questionamentos, em relação a Superávits passados. (b) Contingências sobre Benefícios: Referentes aos outros questionamentos judiciais de cunho previdencial. 4.7 Outros Realizáveis Valor referente a diferenças de contribuições de patrocinadoras. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 57 NOTA 5 - INVESTIMENTOS Valor atualizado dos investimentos em 31/12/2011: R$ 2.454.209 mil, conforme demonstração a seguir: 2011 TÍTULOS PUBLICOS (a) 2010 1.115.919 1.370.326 1.115.919 1.370.326 558.843 346.219 110.434 100.423 141.051 963.205 309.343 97.778 56.644 141.051 56.644 75.506 65.546 345.701 44.218 12.426 391.667 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS COMPANHIAS ABERTAS EMPRÉSTIMOS DE AÇÕES FUNDOS DE INVESTIMENTOS (d) 97.146 236.453 12.102 404.856 108.674 282.993 264.953 FUNDO RFERENCIADO FUNDO RENDA FIXA FUNDOS DE DIREITOS CREDITÓRIOS - FIDC FUNDO DE PARTICIPAÇÕES INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS (e) 129.302 32.526 90.165 152.863 413.553 47.196 88.438 129.319 280.885 413.553 276.228 8.577 29.956 375.021 32.862 267 8.783 18.742 248.703 4.657 31.578 - 2.454.209 2.396.053 TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS NOTAS DO TESOURO NACIONAL - NTN CERTIFICADOS FINANCEIROS DO TESOURO - CFT LETRAS DO TESOURO NACIONAL - LTN LETRAS FINANCEIRAS DO TESOURO NACIONAL - LFN CRÉDITOS PRIVADOS E DEPÓSITOS (b) COMPANHIAS ABERTAS DEBENTURES NÃO CONVERSÍVEIS CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO - CCI AÇÕES (c) ALUGUÉIS E RENDA USO PRÓPRIO LOCADAS A TERCEIROS RENDAS DE PARTICIPAÇÕES DIREITOS EM ALIENAÇÃO INVEST. IMOBILIÁRIOS EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS (f) DEPÓSITOS JUDICIAIS/RECURSAIS (g) INVESTIMENTOS Títulos Públicos Federais (a) A Fundação REFER efetuou estudos para Macro-Alocação, baseados no fluxo financeiro do passivo previdencial, optando em reclassificar a categoria de seus Títulos Públicos Federais, que ainda mantinham-se na categoria títulos mantidos até o vencimento, para títulos para negociação, ou seja, passando a registrar pelo seu custo de aquisição, acrescidos das suas respectivas rentabilidades diárias e com ajustes ao valor do mercado. Abaixo, são apontados os principais fatores que motivaram a reclassificação. No quadro a seguir, a coluna “Valor ao Vencimento” informa quais seriam os saldos dos títulos reclassificados se fossem mantidas suas categorias. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 58 Necessidade de adaptação da carteira atual as mudanças do cenário macroeconômico, especialmente de redução da taxa de juros (considerando esse processo no médio e longo prazo); Possibilidade de melhorar o casamento do fluxo de caixa da carteira da fundação com o fluxo de caixa das suas obrigações; Oportunidade de obter maior eficiência dos recursos de investimentos, uma vez que permitirá a redução do risco de reinvestimento futuro, buscando retornos necessários à preservação do equilíbrio dos planos; Ressalta-se que a transferência dos ativos para categoria títulos para negociação não descaracterizará a intenção da Fundação quando da classificação na categoria títulos mantidos até o vencimento (o objetivo será mantido, no entanto, adaptando aos novos cenários e novos ativos disponíveis). TÍTULOS DATA COMPRA DATA VENC. APLICAÇÃO (R$ mil) TAXA CFT-A CFT-A LFT LTN LTN LTN NTN-B NTN-B NTN-B NTN-B NTN-B NTN-B NTN-B 25/03/1999 04/05/2006 01/03/2011 02/06/2011 02/06/2011 07/05/2010 08/08/2007 28/05/2008 26/11/2008 01/03/2011 12/05/2011 03/10/2007 07/11/2007 15/09/2028 15/09/2028 07/09/2015 01/04/2012 01/04/2012 01/07/2012 15/08/2012 15/05/2013 15/05/2013 15/08/2014 15/08/2014 15/05/2017 15/05/2017 51.400 12.866 91.543 49.517 31 46.307 29.842 9.914 39.628 98.655 51.495 19.799 29.847 IGP-DI+6,00% a.a. IGP-DI+6,00% a.a. SELIC 12,44% a.a. 12,44% a.a. 12,80% a.a. IPCA+7,099% a.a. IPCA+8,00% a.a. IPCA+9,70% a.a. IPCA+6,64% a.a. IPCA+6,69% a.a. IPCA+6,75% a.a. IPCA+7,20% a.a. NTN-B 28/11/2007 15/05/2017 29.765 NTN-B NTN-F 30/01/2008 06/05/2010 15/05/2017 01/01/2012 13.010 49.911 NTN-F NTN-F 06/05/2010 07/05/2010 01/01/2013 01/01/2014 48.722 47.781 VALOR AO MERCADO (R$ mil) VALOR AO VENCIMENTO (R$ mil) 321.006 25.213 100.423 53.245 33 57.156 39.723 13.415 54.849 109.843 55.699 26.651 41.069 321.006 25.213 39.331 13.133 53.695 25.842 39.821 IPCA+7,45% a.a. 42.707 41.410 IPCA+7,39% a.a. 12,51% a.a. 18.131 52.419 17.581 - 12,82% a.a. 12,87% a.a. 52.395 51.942 - TOTAL 1.115.919 A Fundação REFER, juntamente com outras Entidades Fechadas de Previdência Complementar, por força do Decreto-Lei nº 2.288, de 24/07/1986, foram, à época, obrigadas a aplicar parte dos recursos garantidores das reservas técnicas dos planos de benefícios, por elas administrados, em Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFND). Porém, com o advento do plano econômico do Governo Federal, Plano Verão, ocorreu à extinção do indexador previsto para atualização dessas obrigações (OTN) e a adoção de novo indexador (BTN), fato que gerou perdas para as entidades e conseqüente ação judicial, proposta pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 59 de Previdência Complementar – ABRAPP, para assegurar o direito das Entidades que reivindicavam a atualização das Obrigações em questão pelo indexador IPC. Após vários recursos judiciais interpostos, a ABRAPP obteve decisão favorável que transitou em julgado perante o Superior Tribunal de Justiça, em dezembro de 2010. Assim, em concordância com o Ofício 4.697/2011/CGMC/DIACE/PREVIC, somente com manifestação da Justiça Federal, com relação ao valor devido e a respectiva forma de pagamento pela União Federal, a Fundação REFER reconhecerá em suas demonstrações contábeis o correspondente direito. Créditos Privados E Depósitos (b) A Fundação REFER constituiu provisão de 100% para perda dos Certificados de Depósitos Bancários – CDB’s do Banco Comercial Bancesa S.A., adquiridos em 01 e 02/12/1994, no valor de R$ 18.824 mil, posicionado em 31/12/2011. A falência do banco foi decretada em 21/02/2003, por meio de sentença declaratória do Juízo da 1ª Vara de Falências e Concordatas da Comarca de Fortaleza. Por meio da Carta Circular aos Correntistas, de 30/05/2003, o Síndico da Massa Falida reconheceu o crédito para com a Fundação REFER no valor de R$ 15.997 mil, posicionado em 31/01/2003. As Debêntures não conversíveis são valoradas e atualizadas pelo IGP-M e CDI. EMPRESA VALE RIO DOCE MULTINER PORCÃO DATA COMPRA DATA VENC. 22/07/03 30/06/10 01/06/14 05/04/11 13/12/12 APLIC. (R$ mil) TAXA 12 40.108 25.075 IGP-M IGP-M+9,50% a.a. 170,00% DO CDI TOTAL VALOR AO MERCADO (R$ mil) 3.738 46.768 25.000 75.506 VALOR AO VENC. (R$ mil) 19 A Fundação REFER constituiu provisão de 100% para perda referente à Empresa Mafersa S.A., no valor de R$ 135.957 mil, posicionado em 31/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 60 As Cédulas de Crédito Imobiliário são registradas diariamente ao valor de mercado. EMISSOR NOME DECTA ENG LTDA DECTA ENG LTDA DECTA ENG LTDA DECTA ENG LTDA DECTA ENG LTDA SPE POTY PREMIER SPE POTY PREMIER SPE POTY PREMIER SPE POTY PREMIER SPE RENNO DATA COMPRA 16/12/09 16/12/09 16/12/09 16/12/09 16/12/09 DECTA ENG LTDA DECTA ENG LTDA STIEBLER SPE RENNO SPE RENNO STIEBLER 16/12/09 16/12/09 27/04/11 STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER DOMUS DOMUS DOMUS CONSPAR CONSPAR CONSPAR CONSPAR CONSPAR STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER STIEBLER DOMUS DOMUS DOMUS CONSPAR CONSPAR CONSPAR CONSPAR CONSPAR 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 27/04/11 16/09/11 16/09/11 16/09/11 27/10/11 27/10/11 27/10/11 27/10/11 27/10/11 DATA VENC. 05/11/15 05/11/15 05/11/15 05/11/15 05/11/15 APLIC. 2.771 2.723 2.936 2.845 2.920 TAXA VALOR IGPM +10,00% a.a. IGPM +10,00% a.a. IGPM +10,00% a.a. IGPM +10,00% a.a. IGPM +10,00% a.a. 2.011 1.658 1.809 2.089 239 05/11/15 05/09/15 28/04/15 2.861 IGPM +10,00% a.a. 2.891 IGPM +10,00% a.a. 1.000 IPCA +10,00% a.a. 1.029 1.838 1.120 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 28/04/15 16/09/19 16/09/19 16/09/19 26/10/23 26/10/23 26/10/23 26/10/23 26/10/23 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 5.000 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 1.120 5.239 5.239 5.239 5.143 5.143 5.143 5.143 5.143 IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +10,00% a.a. IPCA +9,50% a.a. IPCA +9,50% a.a. IPCA +9,50% a.a. IPCA +9,20% a.a. IPCA +9,20% a.a. IPCA +9,20% a.a. IPCA +9,20% a.a. IPCA +9,20% a.a. TOTAL 65.546 A Fundação REFER constituiu provisão de 100% para perda das Debêntures conversíveis em ações preferenciais nominativas não endossáveis da empresa Iderol S/A., adquiridas em 10/07/1990, no valor de R$ 117.660 mil, posicionado em 31/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 61 Ações (c) As ações são contabilizadas pelo custo de aquisição, acrescido das despesas de corretagem e outras taxas incidentes, sendo avaliadas pelo valor de mercado. PAPEL TIPO VALOR DE MERCADO QUANT. AMBV3 ON 65.677 AMBV4 PN 3.470 3.586 234 BBDC4 BRFS3 CMIG4 CPFE3 ELET3 ELET6 EMBR3 PN ON PN ON ON PNB ON 1.343.628 296.398 275.000 157.560 175.000 7.500 291.908 41.317 10.795 9.149 4.100 3.122 201 3.433 FIBR3 GGBR4 ITSA4 ON PN PN 72.936 1.260.000 1.705.276 1.012 18.270 19.236 ITUB4 PN 1.036.300 35.224 OGXP3 PETR3 PETR4 ON ON PN 350.000 1.792.669 2.387.527 4.767 41.231 51.308 TMAR5 PNA 52.503 2.351 TNLP4 UGPA3 USIM5 VALE3 PN ON PNA ON 202.100 346.716 441.000 415.586 3.549 11.098 4.476 16.395 VALE5 PNA 1.551.678 TOTAL 58.684 343.537 A Fundação REFER possui dividendos e juros sobre capital próprio a receber em razão de direitos sobre sua carteira de ações. A soma destes direitos em 31/12/2011 perfazia um montante de R$ 2.158 mil. Do total dos investimentos em Renda Variável, existem ações e dividendos bloqueados, por determinações judiciais, visando à garantia do principal, juros, custas e honorários advocatícios, referentes ao exigível contingencial "Processo F.R.I." Fator de Reajuste Inicial, conforme descrito na nota 8 (a), cujo saldo atualizado em 31/12/2011, somava o montante de R$ 4.898 mil, assim distribuídos: Ações, R$ 4.897 mil e Dividendos, R$ 1 mil. Os investimentos em ações das empresas: Mafersa S.A., Sano S.A. e Moddata S.A., estão 100% provisionados para perda, conforme legislação em vigor, no montante de R$ 5.739 mil: 2011 Mafersa S/A (insolvência patrimonial) Sano S/A (falência) Moddata S/A (falência) Relatório Anual 2011 – Versão Completa (5.497) (135) (107) (5.739) 2010 (5.497) (135) (107) (5.739) 62 Fundos De Investimentos (d) As aplicações em fundos de investimentos são registradas conforme sua cotação diária. GESTOR BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BRADESCO BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA BANCO SAFRA TIPO DE DATA APLICAÇÃO COMPRA REFERENCIADO 16/06/11 REFERENCIADO 17/06/11 REFERENCIADO 24/06/11 REFERENCIADO 27/06/11 REFERENCIADO 29/06/11 REFERENCIADO 30/06/11 REFERENCIADO 04/07/11 REFERENCIADO 05/07/11 REFERENCIADO 06/07/11 REFERENCIADO 07/07/11 REFERENCIADO 13/07/11 REFERENCIADO 14/07/11 REFERENCIADO 15/07/11 REFERENCIADO 19/07/11 REFERENCIADO 07/11/11 REFERENCIADO 10/11/11 REFERENCIADO 16/11/11 REFERENCIADO 17/11/11 REFERENCIADO 21/11/11 REFERENCIADO 22/11/11 REFERENCIADO 24/11/11 REFERENCIADO 25/11/11 REFERENCIADO 30/11/11 REFERENCIADO 02/12/11 REFERENCIADO 05/12/11 REFERENCIADO 06/12/11 REFERENCIADO 09/12/11 REFERENCIADO 12/12/11 REFERENCIADO 14/12/11 REFERENCIADO 15/12/11 REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO REFERENCIADO Relatório Anual 2011 – Versão Completa 16/12/11 21/12/11 01/03/11 04/03/11 10/03/11 14/03/11 16/03/11 14/04/11 16/05/11 18/05/11 25/05/11 27/05/11 30/05/11 31/05/11 02/06/11 DATA VENC. TAXA VALOR ATUAL QUANTIDADE DE COTAS 134.227,8730 126.282,1070 472.690,2030 1.028.312,0050 81.449,7300 74.010,4850 619.242,6720 249.425,8950 64.635,8680 27.687,9860 46.062,1960 36.832,6320 184.078,3700 79.080,4550 1.145.316,1510 53.199,9210 1.009.417,1360 141.611,5430 176.860,3460 17.677,6210 79.478,6310 60.024,8740 395.599,3130 625.343,4880 792.310,6430 102.075,1470 105.467,1780 24.598,8140 117.622,9350 87.741,3260 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 769 723 2.707 5.890 466 424 3.547 1.429 370 159 264 211 1.054 453 6.560 305 5.781 811 1.013 101 455 344 2.266 3.582 4.538 585 604 141 674 503 82.442,1970 94.600,7710 127.292,20912115 1.531,50011177 1.713,74559414 978,40968422 9.164,37404576 1.573,57461768 17.991,84145556 3.595,08299779 3.586,85057709 23.173,69152438 2.387,86413898 11.635,49572060 17.884,38514035 102,82% DO CDI 102,82% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 102,40% DO CDI 472 542 22.811 274 307 175 1.642 282 3.224 644 643 4.153 428 2.085 3.205 63 GESTOR BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BANCO ITAÚ BRADESCO BNY MELLON PENTÁGONO TRUST PENTÁGONO TRUST ACRUX CAPITAL DRACHMA INVESTIMENTO DRACHMA INVESTIMENTO ATICO ADM. DE RECURSOS ATICO ADM. DE RECURSOS BRL TRUST BRL TRUST BRL TRUST BRL TRUST VITÓRIA ASSET MANEGMENT ATICO ADM. DE RECURSOS BRL TRUST BRL TRUST PLANNER CORRETORA BANCO DO BRASIL BANCO DO BRASIL BRL TRUST BRL TRUST TIPO DE DATA DATA APLICAÇÃO COMPRA VENC. REFERENCIADO 16/08/11 REFERENCIADO 22/08/11 REFERENCIADO 25/08/11 REFERENCIADO 26/08/11 REFERENCIADO 30/08/11 REFERENCIADO 31/08/11 REFERENCIADO 02/09/11 REFERENCIADO 05/09/11 REFERENCIADO 06/09/11 REFERENCIADO 08/09/11 REFERENCIADO 14/09/11 REFERENCIADO 19/09/11 REFERENCIADO 21/09/11 REFERENCIADO 22/09/11 REFERENCIADO 26/09/11 REFERENCIADO 30/09/11 REFERENCIADO 04/10/11 REFERENCIADO 05/10/11 REFERENCIADO 06/10/11 REFERENCIADO 07/10/11 REFERENCIADO 10/10/11 REFERENCIADO 13/10/11 REFERENCIADO 14/10/11 REFERENCIADO 18/10/11 REFERENCIADO 25/10/11 REFERENCIADO 31/10/11 REFERENCIADO 03/11/11 REFERENCIADO 22/12/11 REFERENCIADO 26/12/11 REFERENCIADO 27/12/11 REFERENCIADO 29/12/11 FIDC 18/06/07 08/05/17 FIDC 28/07/08 25/07/13 FIDC 28/04/10 28/04/14 FIDC 11/05/10 28/04/14 FIDC 30/06/10 05/01/17 FIDC 04/11/10 04/11/14 FIDC 26/11/10 04/11/14 FIDC 23/12/10 08/06/22 FIDC 03/01/11 08/06/22 FIDC 31/03/11 02/03/15 FIDC 29/04/11 02/03/15 FIDC 08/06/11 02/03/15 FIDC 08/07/11 02/03/15 10/11/09 09/12/15 PARTICIPAÇÕES 14/09/10 14/09/17 PARTICIPAÇÕES PARTICIPAÇÕES 10/09/10 10/09/18 19/05/11 10/09/18 PARTICIPAÇÕES PARTICIPAÇÕES 23/12/10 22/12/20 RENDA FIXA 25/03/11 RENDA FIXA 31/03/11 RENDA FIXA 05/08/11 RENDA FIXA 09/11/11 Relatório Anual 2011 – Versão Completa QUANTIDADE DE COTAS 953,68364000 1.140,20828000 277,71297000 624,56492000 402,12641000 1.697,84608000 2.007,85476000 968,84952000 276,68994000 138,28321000 276,06774000 3.963,07991000 516,45414000 137,65998000 68,76836000 446,18157000 2.091,74010000 1.391,58138000 548,16098000 568,46040000 68,45844000 68,39689000 205,09848000 2.151,58097000 511,15561000 2.306,48019000 2.039,38054000 308,22905000 234,32809000 669,23227000 805,45044000 14,00000000 17.577,00000000 20.000,00 10.012,00 150,00 65,00 21,39383470 6,99724549 5,50123143 8.299,84259156 1.641,91087405 14.422,84320229 13.219,54466222 38,00000000 25.000.000,00 2.998,91797919 918,55848134 24.690.600,00 66.149,13301480 187.938,20942760 16.931.353,496870 10.722.607,42460 TAXA 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 101,91% DO CDI 114,86% DO CDI CDI + 2,00% A.A. CDI + 3,50% A.A. CDI + 3,50% A.A. CDI + 5,00% A.A. IPCA + 8,50% A.A. IPCA + 8,50% A.A. IPCA + 9,50% A.A. IPCA + 9,50% A.A. CDI + 3,50% A.A. CDI + 3,50% A.A. CDI + 3,50% A.A. CDI + 3,50% A.A. IGP-M + 9,50% A.A. IPCA + 10,50% A.A. IPCA + 12,00% A.A. IPCA + 12,00% A.A. IPCA + 9,40% A.A. 101,12% DO CDI 101,12% DO CDI IPCA + 7,73% A.A. IPCA + 7,73% A.A. TOTAL VALOR ATUAL 1.427 1.706 415 934 602 2.540 3.004 1.450 414 207 413 5.929 773 206 103 668 3.130 2.082 820 850 102 102 307 3.219 765 3.451 3.051 461 351 1.001 1.205 4.197 12.101 9.990 5.001 470 7.538 2.481 8.673 6.819 7.265 1.437 12.624 11.571 56.736 25.000 35.563 10.893 24.672 283 805 19.248 12.190 404.856 64 Investimentos Imobiliários (e) Os Investimentos Imobiliários da Fundação REFER, possuem a composição a seguir, já deduzida das provisões para créditos de liquidação duvidosa sobre direitos a receber inadimplentes, sendo mantida cobertura de seguros para os investimentos sujeitos a riscos, em montantes suficientes. 2011 Edificações para Uso Próprio Edificações Locadas a Terceiros Investimentos em Shopping Center Direitos em Alienação 8.577 29.956 375.021 413.553 2010 8.783 18.742 248.703 4.657 280.885 A provisão para crédito de liquidação duvidosa foi constituída sobre os valores referentes aos aluguéis e outros realizáveis imobiliários, que apresentavam inadimplência até 31/12/2011, de acordo com a legislação em vigor, conforme a seguir: 2011 Edificações Locadas a Terceiros Investimentos em Shopping Center (7.433) (6.802) (14.235) 2010 (4.131) (6.142) (10.273) Os direitos a receber referentes ao Fundo de Compensação de Variações Salariais – FCVS, estão 100% provisionados para crédito de liquidação duvidosa, conforme legislação em vigor, no montante de R$ 119 mil. No exercício de 2011, a Fundação REFER procedeu à reavaliação de parte de seus imóveis, uma vez, que os outros foram reavaliados no exercício de 2009, realizada pela empresa Equity Engenharia e Avaliações Ltda; tendo seus laudos como base junho e agosto/2011. • • • • • • • • EDIFICIO CENTRO EMPRESARIAL VARIG SHOPPING BARRA HIPERMERCADO EXTRA / Itaim (Nota 13) SHOPPING MACEIO (Nota 13) SHOPPING BELÉM (Nota 13) NORTE SHOPPING MINAS SHOPPING TAUBATÉ SHOPPING O resultado líquido total das reavaliações foi de R$ 127.566 mil, tendo sido registrado no realizável de investimentos imobiliários em contrapartida ao resultado do Investimento, conforme legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 65 Operações com Participantes (f) Refere-se aos empréstimos financeiros concedidos pela Fundação REFER aos seus participantes ativos, assistidos e autopatrocinados, já deduzida a provisão para créditos de liquidação duvidosa, conforme previsto na legislação em vigor. 2011 Empréstimos a receber (-) Prov p/Cred Liquidação Duvidosa 35.544 (2.681) 32.862 2010 34.330 (2.752) 31.578 Depósitos Judiciais/Recursais (g) Valor dos Depósitos Judiciais referentes aos Processos Mandado de Segurança pleiteando o direito à Imunidade Tributária com vistas ao não pagamento do ITBI na cota parte do imóvel denominado “Norte Shopping”. transferidos das contingências passivas por determinação da Resolução CNPC nº 8 de 31 de outubro de 2011. Assim, para fins de comparabilidade entre exercícios, a posição demonstrada abaixo, referente ao exercício de 2010, está representada com seus respectivos depósitos judiciais. 2011 2010 267 267 DEPOSITO JUDICIAL - I.T.B.I E OUTROS 267 267 NOTA 6 – ATIVO PERMANENTE Composição do ativo permanente: 2011 PERMANENTE IMOBILIZADO INSTALACOES MOVEIS E UTENSILIOS MAQUINAS E EQUIPAMENTOS HARDWARE DIREITO DE USO DE LINHA TELEFONICA VEICULOS SOFTWARE INTANGÍVEIS REESTRUTURAÇÃO DE PLANO DE BENEFÍCIOS PROJETO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DIFERIDO SOFTWARE REESTRUTURACAO PLANO DE BENEFICIO REESTRUT. ORGANIZ/GESTAO DE PESSOAL PROJETO DE DESENVOLV. INSTITUCIONAL Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2010 1.055 722 53 75 73 308 10 203 58 36 22 274 4 221 23 27 1.196 877 65 64 82 428 7 21 210 20 20 299 221 35 43 66 NOTA 7 – CONTINGENCIAL Em consonância com a Resolução CNPC nº 8 de 31 de outubro de 2011, os valores a título de depósitos judiciais/recursais, registrados até setembro de 2011 em grupo contábil de contingências passivas foram transferidos para o ativo: previdencial, administrativo e investimentos, respectivamente. Assim, para fins de comparabilidade entre exercícios, a posição demonstrada abaixo, referente ao exercício de 2010, está representada sem seus respectivos depósitos judiciais/recursais. 2011 GESTÃO PREVIDENCIAL Provisão para processo F.R.I. (a) Contingência sobre benefícios (b) GESTÃO ADMINISTRATIVA Provisão para contingências trabalhistas (c) Provisão para IPTU Edifício Sede (d) Provisão para PIS/COFINS (e) INVESTIMENTOS Provisão para ITBI e outros (f) Provisão Contrib. Sobre Lucro Liquido (CSLL) (g) 2010 40.657 118.927 159.584 35.995 118.927 154.922 1.500 800 8.518 10.818 1.500 800 8.512 10.812 1.800 6.937 8.737 179.139 1.800 6.937 8.737 174.471 (a) Processos Fator de Reajuste Inicial – FRI - Referem-se aos questionamentos judiciais em relação a Superávits passados. (b) Contingências sobre Benefícios - Referem-se a questionamentos judiciais em relação a diversos assuntos de ordem previdencial. (c) Provisões para Contingências Trabalhistas - Referem-se aos questionamentos judiciais, promovidos por ex-empregados da Fundação REFER. (d) IPTU do Ed. Sede - Refere-se a cobranças de IPTU do Ed. Empresarial Quitanda (Sede): localizado na Rua da Quitanda nº 173 – Centro – Rio de Janeiro – RJ, relativo a períodos anteriores a 2000, alcançados pela Imunidade Tributária, resguardada por decisões de Tribunais Superiores. (e) PIS/COFINS - Cobrança de diferenças sobre PIS/COFINS pela Secretaria da Receita Federal questionada judicialmente através dos processos de nºs:, 19740.000.440/2005/44 e 1974.000.441./2005/99. (f) ITBI e Outros - Mandado de Segurança pleiteando o direito à Imunidade Tributária com vistas ao não pagamento do ITBI na cota parte do imóvel denominado “Norte Shopping”. (g) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL - Auto de Infração da Secretaria da Receita Federal, relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, do ano calendário de 1997. Questionado administrativamente junto a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Fazenda. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 67 NOTA 8 – PROVISÕES MATEMÁTICAS As Provisões Matemáticas foram constituídas com base em cálculos atuariais efetuados pela Empresa de atuária – MERCER HUMAN RESOURCE CONSULTING, e representam os compromissos acumulados no encerramento do exercício com relação aos participantes ativos, assistidos e pensionistas, de acordo com Parecer Atuarial sobre o Balanço de 31/12/2011. A composição das Provisões Matemáticas está registrada em consonância com a Resolução CNPC nº 8, de 31 de outubro de 2011. Provisões Matemáticas Benefícios Concedidos Contribuição Definida Benefício Definido Estruturado em Regime de capitalização Benefícios a Conceder Contribuição Definida Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização não Programado (-) Provisões Matemáticas a Constituir (-) Serviço Passado (-) Déficit Equacionado 2011 2010 3.194.365 3.490 3.190.875 3.076.207 4.477 3.071.730 1.172.153 509.181 452.552 210.420 1.105.644 471.184 431.884 202.576 (41.790) (14.193) (27.597) 4.324.728 (86.538) (28.646) (57.893) 4.095.312 1. A rubrica Benefícios concedidos registra a diferença entre o valor atual dos compromissos futuros do Plano em relação aos atuais assistidos e pensionistas e o valor atual das contribuições que irão recolher ao Plano. 2. A rubrica Benefícios a Conceder registra: 2.1. Contribuição Definida: Valor atual dos compromissos com os participantes ativos, que corresponde ao saldo das contas individuais. 2.2. Benefício Definido: Diferença entre o valor atual dos compromissos futuros do Plano para com os participantes ativos (geração atual) e o valor atual das contribuições futuras que tais participantes e patrocinadoras irão recolher ao Plano. 2.2.1 A taxa de desconto no cálculo dos valores atuais das Reservas Matemáticas é 5% ao ano para o Plano REFER e de 6% ao ano, para os demais planos, igual à taxa mínima esperada de retorno dos investimentos, descontados os efeitos da inflação. 3. As Provisões Matemáticas a Constituir (Serviço Passado) registram o valor atual das contribuições especiais futuras, na data das demonstrações contábeis, de responsabilidade exclusiva das patrocinadoras, porém as Provisões Matemáticas a Constituir (Déficit Relatório Anual 2011 – Versão Completa 68 Equacionado) são de responsabilidade dos participantes ativos, assistidos e patrocinadora conforme a seguir: 2011 Serviço Passado Plano RFFSA (a) Plano CBTU (b) Plano CPTM (Nota 4.3.(c)) Plano METROFOR (c) Plano CTS (d) Déficit Equacionado Plano CPTM (e) Patrocinadora Participantes Assistidos 2010 4.986 8.908 159 140 14.193 9.019 8.794 10.306 280 247 28.646 13.799 11.967 1.831 27.597 41.790 28.946 25.581 3.365 57.893 86.538 (a) A extinta RFFSA, por meio do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações, firmado em 08 de fevereiro de 2001, assumiu o compromisso relativo à transferência dos Participantes Ativos e Assistidos, por ocasião da transformação do Plano de Benefício Definido para a modalidade de Contribuição Definida. (b) A CBTU, por meio do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações, firmado em 08 de fevereiro de 2001, assumiu o compromisso relativo à transferência dos Participantes Ativos e Assistidos por ocasião da transformação do Plano de Benefício Definido para a modalidade de Contribuição Definida, atualmente Contribuição Variável. (c) A METROFOR, por meio do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações, celebrado com a Fundação REFER, assumiu em 28 de junho de 2002, compromisso relativo à cisão parcial promovida no âmbito do processo de estadualização da CBTU no Estado do Ceará, em 29/06/2002. Conforme Instrumento de Protocolo e Justificação da cisão e incorporação, celebrado entre a CBTU e a METROFOR. A CBTU assumiu a responsabilidade pelos passivos constituídos relacionados aos Grupos Transferidos, até a data da cisão. (d) A CTS, por meio do Instrumento Particular de Direitos e Obrigações, celebrado com a Fundação REFER, assumiu em 02 de janeiro de 2006, compromisso relativo à cisão parcial efetuada no âmbito do processo de municipalização da CBTU no Município de Salvador – BA, em 01/12/2005. Conforme Instrumento de protocolo e Justificação da cisão e incorporação celebrado entre a CBTU e a CTS, a CBTU assumiu a responsabilidade pelos passivos constituídos relacionados aos Grupos Transferidos, até a data da cisão. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 69 (e) Conforme previsto na Resolução CGPC nº 26 de 29/09/2008, o déficit apurado no exercício de 2010 para o Plano da Patrocinadora CPTM foi equacionado. Sendo registrada contribuição extraordinária para equacionamento de parte do déficit, de forma proporcional às contribuições normais vertidas por participantes, assistidos e a patrocinadora. O déficit remanescente do Plano CPTM, refere-se principalmente às provisões para créditos de liquidação duvidosa registradas em razão da inadimplência da Patrocinadora CBTU. NOTA 9 – EQUILÍBRIO TÉCNICO E FUNDOS Equilíbrio Técnico (a) Superávit Técnico Acumulado Plano REFER Plano METRÔ Déficit Técnico Acumulado Plano CPTM Plano CBTU Plano METROFOR Plano CENTRAL Plano CTS Plano RFFSA Fundos (b) Fundos Previdenciais Fundos Administrativos Fundos dos Investimentos 2011 (1.602.894) 2010 (1.099.088) 4.653 9.060 4.280 8.618 13.713 12.897 (262.337) (185.596) (5.122) (151.710) (5.613) (1.006.228) (171.663) (138.902) (3.329) (101.728) (4.131) (692.233) (1.616.608) (1.111.986) 150.844 9.981 138.710 2.153 155.751 1.991 151.365 2.395 (a) Equilíbrio Técnico No item Equilíbrio Técnico, em 31 de dezembro de 2011, remanesceu um saldo acumulado de R$ 1.602.894 mil. O Déficit Técnico registrado no exercício de 2011, deu-se principalmente em razão das inadimplências das Patrocinadoras: RFFSA e CBTU. (b) Fundos (1) Os Fundos Previdenciais dos Planos de Contribuição Variável: REFER, RFFSA, CBTU, CTS, CENTRAL, METRO e METROFOR, foram constituídos pela parte correspondente das contribuições das suas respectivas patrocinadoras não utilizadas para os pagamentos de benefícios de Resgate, referentes aos participantes que se desligaram antes de se tornarem elegíveis aos benefícios programados, conforme o regulamento dos Planos. Esses fundos podem ser alimentados pelas contribuições específicas de risco dos participantes e patrocinadoras e poderão ser utilizados pelo Atuário para cobertura de eventuais oscilações Relatório Anual 2011 – Versão Completa 70 de risco que venham a ocorrer nestes Planos no futuro. No Plano REFER, foi constituído um Fundo para Revisão de Plano, em conformidade com a Resolução CGPC 26/2008. Desta forma, este fundo deverá ser utilizado, conforme previsto nesta mesma Resolução. (2) O Fundo Administrativo é constituído com base na sobrecarga administrativa, sendo remunerado pelo retorno dos seus investimentos. (3) O Fundo de Investimentos foi constituído pelos valores cobrados a título de seguro para quitação por morte, na concessão de empréstimos, sendo remunerado proporcionalmente pelo retorno dos investimentos. NOTA 10 - TRANSFERÊNCIAS ENTRE GESTÕES A Fundação REFER faz a gestão de seus recursos com as seguintes divisões: Previdencial, Administrativo e Investimentos. 11.1 As transferências entre gestões foram efetuadas nas contas de resultados para registrar as cobranças e repasses de recursos entre elas, de acordo com os critérios estabelecidos pela Resolução CNPC nº 8, de 31/10/2011. NOTA 11 - CUSTEIO ADMINISTRATIVO Receitas Administrativas Contingências Administrativas Desp. Administração Previdencial Desp. Administração dos Investimentos Reversão para Plano de Benefício Despesas administrativas Líquidas Fluxo dos Investimentos Constituição Fundo Administrativo 2011 2010 32.606 (11) (53.308) (9.349) (200) (30.262) 64.027 (42) (38.596) (8.549) 16.839 17.607 15.282 (12.655) 32.121 Fontes de custeio: Para cobertura das despesas administrativas dos planos de benefícios operados pela Fundação REFER, foram definidas, conforme a Resolução CGPC nº 29 de 10 de setembro de 2009, as fontes de custeio a seguir: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 71 I – II – III – IV – V – VI – VII – VIII – contribuição dos participantes e assistidos; contribuição dos patrocinadores e instituidores; reembolso dos patrocinadores e instituidores; resultado dos investimentos; receitas administrativas; fundo administrativo; dotação inicial; e doações. Despesas Administrativas: As despesas relativas à administração da Gestão Previdencial, foram cobertas com recursos da mesma, relativos a 15% das contribuições; as despesas administrativas com o Investimento foram cobertas integralmente com recursos provenientes do Investimento; as Receitas Administrativas são originárias, principalmente: pelas contribuições para custeio; reembolso de despesas com administração de seguros e o fluxo positivo dos investimentos. Foi revertido Fundo Administrativo de R$ 12.655 mil no exercício. O Plano Central vem apresentando insuficiência de recursos, para fazer frente as suas necessidades de custeio da Gestão administrativa. Em atendimento a Resolução CGPC nº 29/2009, essa insuficiência foi registrada em contrapartida a Gestão Previdencial, na rubrica Outros Recursos a Receber e será amortizada em 60 parcelas mensais. Rateio das Despesas Administrativas: Os critérios adotados pela Fundação REFER para rateio das despesas administrativas foram os seguintes: (a) Por Gestão • Os valores apropriados nos centros de custos vinculados às atividades-fim foram registrados, integralmente, como sendo despesas diretas da administração previdencial e administração dos investimentos, respectivamente. • Os valores apropriados nos centros de custos vinculados às atividades de suporte, foram registrados com base no perfil de cada atividade desenvolvida pelas áreas gestoras e ponderados, pelo seu grau de correlação com os respectivos programas. (b) Por Plano • O rateio levou em consideração 2 (duas) perspectivas: o número de Participantes Ativos e o de Assistidos de cada Plano de Benefícios e são avaliados os impactos desses fatores em cada macro-atividade de todas as áreas da Fundação REFER. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 72 NOTA 12 – EVENTOS SUBSEQUENTES Fundo de Investimentos Imobiliários – FII: Objetivando o enquadramento do segmento imobiliário nos limites previstos na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, foi constituído em 24/01/2012, o Fundo de Investimentos Imobiliários, Railway Mall – FII, de caráter exclusivo e fechado, alinhado à instrução da CVM nº 472/2008. Administrado pela empresa BRL Trust DTVM S.A, o fundo foi autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, através do OFÍCIO/CVM/SIN/GIE/Nº 2675/2011, de 30 de agosto de 2011. O Fundo foi constituído com a emissão de 116,948 quotas, no valor de R$ 1.000 mil cada uma, no montante de R$ 116.948 mil, conforme Boletim de Subscrição e Escritura Publica, registrados no 10º Oficio de Belo Horizonte-MG, Livro 922N, fls 041, 053 e 059. O Fundo foi integralizado com aporte financeiro de R$ 50 mil e a transferência dos seguintes imóveis, que já compunham a carteira imobiliária da Fundação REFER: • • • Shopping Center Pátio Belém Hipermercado Extra/Itaim Maceió Shopping R$ 52.370 mil R$ 23.340 mil R$ 41.188 mil Existem previsões de incorporação a este FII de mais dois imóveis, também pertencentes à carteira imobiliária da Fundação REFER, fato que permitirá atingir o limite de enquadramento previsto na Resolução CMN nº 3.792/09. Stenio Lindoso de Magalhães Filho Contador – CRC/RJ 70.351 CPF: 551.017.127-87 Carlos de Lima Moulin Diretor Financeiro CPF: 433.510.937-72 Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 73 INVESTIMENTOS CENÁRIO ECONÔMICO Preliminarmente, é importante lembrar que as expectativas de mercado projetadas para o ano de 2011 não foram materializadas. A preocupação com a inflação e a insegurança em relação às crises econômicas e políticas nos EUA e na União Européia, somaram-se às medidas restritivas tomadas anteriormente pelo governo, buscando amenizar o impacto negativo na economia. Por este motivo, o mercado, que há um ano projetava crescimento do PIB de 4,5% fechou 2011 com números abaixo de 3%. A forte desaceleração no ano de 2011, particularmente na produção industrial, levou a medidas como redução nas restrições ao crédito, redução na taxa de juros e estímulos fiscais para bens duráveis de consumo, na tentativa de estimular a atividade econômica. Assim, as autoridades nacionais começaram a concentrar esforços em crescimento calcado na demanda interna. Ressalte-se que no Brasil, em um ano marcado pela preocupação com a inflação, os títulos com maior procura foram os indexados ao IPCA (NTN-B), com uma participação de 51% nas vendas. Em seguida, vieram os prefixados (LTN e NTN-F), com 36%. Quase dois terços das vendas foram de papéis com prazo de vencimento entre um e cinco anos. Outros 30% tinham prazo acima de cinco anos. Por sua vez, para estimular a economia, o Banco Central reduziu os juros de 12,50% para 11% ao longo do ano, tendência que deverá continuar em 2012. A poupança, por sua vez, quase não conseguiu superar a inflação, mas fechou o ano sem perdas reais. Volatilidade e poucos negócios marcaram a Bovespa em 2011, concluindo de forma melancólica a segunda pior performance anual em uma década. No ano, a queda acumulada do Ibovespa foi 18,1%. No plano internacional, o baixo crescimento da economia americana, o endividamento soberano dos países europeus e o temor dos investidores em relação a uma nova crise, levaram a uma forte desvalorização do dólar, em torno de 6,19% no ano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 74 Contudo, 2011 foi um ano marcado por mudanças de expectativas, principalmente devido a fatores externos. Foi um ano com volatilidade alta, poucos negócios e níveis de atividade econômica abaixo do esperado. DESEMPENHO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Evolução dos Investimentos A REFER encerrou o ano de 2011 com R$ 2,45 bilhões em investimentos. Em 2011, os recursos de investimentos da REFER foram ampliados em 2,08%, acumulando 6,99% de crescimento desde 2008, no auge da crise econômica mundial. Evolução dos Investimentos (R$ Bilhões) 2,50 2,45 2,40 2,40 2,30 2,37 2,29 2,20 2008 2009 2010 2011 Rentabilidade Global Anual (em %) Ainda em 2011, assistimos mais uma vez ao bom desempenho dos planos administrados pela Fundação REFER, evidenciado pela rentabilidade global da carteira de investimentos de 17,26%, contra 12,44% da Meta Atuarial (INPC+6%aa). Este desempenho foi construído, preponderantemente, pelas nossas posições detidas no segmento de imóveis, em especial em Shopping Center’s, além das reavaliações bem sucedidas. Já o segmento de Renda Fixa, que é constituído em sua maioria por aplicações em Títulos Públicos Federais de baixa exposição ao risco, apresentou menores ganhos reais devido à pressão inflacionária observada no ano, entretanto, a Fundação obteve ótimo retorno, operando com a renovação e alongamento dos títulos públicos, em momentos favoráveis. No segmento de Renda Variável a Relatório Anual 2011 – Versão Completa 75 carteira, mesmo com queda no ano, conseguiu superar os principais índices da Bolsa de valores brasileira. Todavia, estamos buscando alternativas que minimizem os impactos negativos deste novo cenário econômico, procurando diversificar nossas posições com ativos de crédito privado e operações estruturadas, como Fundo de Participações e Fundos Imobiliários com baixa exposição ao risco e retornos de longo prazo suficientes para superar a Meta Atuarial. Vale ressaltar, que o retorno acumulado ao longo de 2011, 17,26%, situou-se acima da Mediana dos Retornos de todos os Planos de Benefícios acompanhados pela consultoria RiskOffice, que obteve variação de 9,59%, bem como, acima da taxa de referência CDI e da meta atuarial, conforme gráfico abaixo. Rentabilidade REFER X Indicadores (em % aa) 20 17,26 16 12,44 11,60 12 9,59 8 4 0 Mediana dos Retornos Fundos de Pensão CDI Meta Atuarial Carteira Global REFER A Fundação obteve nos últimos três anos uma rentabilidade de 58,82% contra 40,03% da Meta atuarial, registrando no acumulado do triênio variação de 13,42% acima da meta. Histórico da Rentabilidade REFER (em % aa) 30 19,96 17,26 20 12,91 10,36 12,44 12,85 10 0 2009 2010 Retorno REFER Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2011 Meta Atuarial 76 Rentabilidades por Planos O Gráfico abaixo demonstra a Rentabilidade dos Planos de Benefícios sob gestão da Fundação REFER. 13,79% PGA CTS 15,84% 16,29% REFER 14,87% METROFOR 17,36% CENTRAL 13,55% RIO TRILHOS 16,37% CPTM 16,51% CBTU 18,05% RFFSA 12,44% Atuarial 0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% As variações de rentabilidade entre os Planos de Benefícios refletem o montante dos Recursos Garantidores de cada Plano e de sua necessidade de liquidez, conforme os estudos de Asset Liability Managemente (ALM) e dispostos na Política de Investimento aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fundação. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 77 • Demonstrativo de Investimentos Consolidado Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 1.508.963.527,80 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 141.051.349,07 141.051.349,07 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 251.992.963,17 129.301.665,96 32.526.298,78 90.164.998,43 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 1.115.919.215,56 558.843.364,39 346.219.126,12 110.433.883,07 100.422.841,98 Própria 345.700.819,02 B1 - Ações em Carteira 343.542.897,92 B2 - Direitos à Receber 2.157.921,10 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 412.553.258,56 412.553.258,56 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados 1.000.173,73 Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber 413.553.432,29 152.862.807,16 152.862.807,16 Própria 32.862.164,37 26.163.320,91 6.698.843,46 F - Depósitos Judiciais / Recursais 266.616,02 G - Disponivel 400.471,11 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 8.700,00 391.771,11 H - Exigibilidades Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exibilidades Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa (126.300,29) (2.563,85) (29.359,86) (94.376,58) 2.454.483.537,48 78 • Gestão Terceirizada A REFER, do seu montante de R$ 2.454.483.537,48 de Recursos Garantidores, possui em razão de seus investimentos em Fundos de Investimento, classificado nos segmentos de Renda Fixa e Investimentos Estruturados, o valor de R$ 404.855.770,30 sobre gestão terceirizada, em face das exigências legais para esta classe de ativos, distribuídos da seguinte forma: FUNDO GESTOR R$ % FIDC RURAL SÉRIE 2 MELLON SERVIÇOS FINANCEIROS DTVM S.A. 12.100.619,21 2,99% FIDC BVA MASTER BRL TRUST SERVIÇOS FIDUCIÁRIOS E PARTICIPAÇÕES 14.990.955,38 3,70% FIDC ÁTICO ÁTICO ADMINISTRADORA DE RECURSOS LTDA 15.491.722,20 3,83% FIDC BVA MASTER III BRL TRUST PARTICIPAÇÕES LTDA 32.895.914,78 8,12% FIDC BBIF MASTER DRACHMA CAPITAL 10.019.128,60 2,47% FIDC CESP IV BRAM BRADESCO ASSET MANAGEMENT S.A. DTVM 4.196.988,75 1,04% FIDC COMANCHE CLEAN ACRUX CAPITAL 469.669,18 0,12% FIP ÁTICO ENERGIA ÁTICO ADMINISTRADORA DE RECURSOS LTDA 25.000.000,00 6,18% FIP GAMMA VITORIA ASSET MANAGEMENT S.A 24.671.519,13 6,09% FIP MULTINER PLANNER CORRETORA DE VALORES S.A. 56.735.881,26 14,01% FIP PATRIARCA BRL TRUST SERVIÇOS FIDUCIÁRIOS 46.455.406,86 11,47% FI RENDA FIXA ELO VITORIA ASSET MANAGEMENT S.A 31.437.986,44 7,77% FI BRADESCO REF DI PREMIUM BRADESCO 47.740.028,09 11,79% FI ITAÚ INSTITUCIONAL BANCO ITAÚ 41.688.007,16 10,30% FI BB INSTITUCIONAL BANDO DO BRASIL 1.088.312,41 0,27% FIC SAFRA INSTITUCIONAL BANCO SAFRA TOTAL SOBRE GESTÃO TERCEIRIZADA Relatório Anual 2011 – Versão Completa 39.873.630,85 9,85% 404.855.770,30 100,00% 79 POLÍTICA DE INVESTIMENTO A Política de Investimento estabelece os princípios e diretrizes que devem reger os investimentos dos recursos garantidores dos Planos de Benefícios das Patrocinadoras: Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, Companhia Estadual de Transportes e Logística – CENTRAL, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, Companhia de Transportes de Salvador – CTS, Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro RIOTRILHOS, Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR, Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFER, Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA e dos recursos administrativos do Plano de Gestão Administrativa - (PGA). As diretrizes definidas estão em conformidade com a Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, em suas alterações subseqüentes, bem como toda a legislação pertinente ao assunto. O objetivo da Fundação é administrar os recursos dos Planos de Benefícios de forma eficiente e econômica, gerindo riscos e buscando taxas de retorno consistentes que alcancem, ao menos, a meta atuarial dos planos de benefícios. A Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 80 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 81 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 2000.0036-56 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 82 3. Estrutura de Governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1 Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1 Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 83 Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2 Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3 Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4 Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). 3.1.5 Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Relatório Anual 2011 – Versão Completa 84 Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 85 4. Processo de Investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 86 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 87 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1 Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 38,96 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 14,64 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 6,06 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 7,24 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 6,19 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,83 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 88 Segmento de Renda Variável 36,88 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 16,58 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 20,30 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 14,57 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 6,91 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 2,84 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados FIM 4,82 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 1,59 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no Relatório Anual 2011 – Versão Completa 89 resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 90 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Entre 4,5% e 6,5% ao ano Reinvestimento: a tendência é que esse retorno não se sustente no longo prazo. De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De crédito: o risco de default é o mais expressivo nessa modalidade. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. Entre 5,0% e 8,0% ao ano Relatório Anual 2011 – Versão Completa De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto depende da estratégia de investimento. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. 91 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua Entre 7% e 11% ao diretamente na construção de um empreendimento ano imobiliário. De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à Entre 8% e 12% ao frente do fundo. ano De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Entre 7,5% e 10% ao ano Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e 11% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 92 5.2 Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3 Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 93 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a Relatório Anual 2011 – Versão Completa 94 especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 95 Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes à Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, Relatório Anual 2011 – Versão Completa 96 observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4 Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5 Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no Relatório Anual 2011 – Versão Completa 97 mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 98 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1 Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 99 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1%aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1%aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 100 6.2 Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 101 No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC PRAZO Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br Fitch Ratings A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 102 • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3 Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 103 A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; • Observância, quando do investimento, da cotização e do Resgate em fundos de investimento não exclusivos pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de Liquidez de ativos liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 6.4 Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 104 Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; Violação da legislação aplicável. • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à política de investimento; Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. • Observação das regras e restrições estabelecidas nos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais Erros na aplicação da lei capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Criação de novos tributos por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 6.5 Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 105 6.6 Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7 Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. 6.8 Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 106 Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; MERCADO • Modelos de VaR e de B-VaR; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Teste de Stress. • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. • Controles inadequados; OPERACIONAL • Falhas de gerenciamento; • Erros humanos. ATUARIAL SISTÊMICO • Incapacidade de cumprir as obrigações previdenciárias. • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Onda de quebra em cadeia • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em das instituições integrantes do sistema financeiro. títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 107 6.9 Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 108 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 109 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 110 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos METROFOR Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 2002.0010-65 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 111 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1 Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 112 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Relatório Anual 2011 – Versão Completa 113 Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 114 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 115 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 116 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 45,96 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 20,58 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 7,87 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 8,52 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 4,61 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,38 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 117 Segmento de Renda Variável 26,36 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 13,40 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 12,96 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 13,33 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 6,26 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 2,03 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados - FIM 5,04 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 6,36 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 118 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 119 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) Reinvestimento: a tendência é que esse Entre 4,5% e retorno não se sustente no longo prazo. 6,5% ao ano De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Entre 5,0% e De mercado: possibilidade de elevação das 7,0% ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e De mercado: possibilidade de elevação das 7,0% ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) De crédito: o risco de default é o mais Entre 5,5% e expressivo nessa modalidade. 8,0% ao ano De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) Relatório Anual 2011 – Versão Completa De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação Entre 5,5% e desses títulos, caso haja necessidade. 8,0% ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto Entre 5,0% e depende da estratégia de investimento. 8,0% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. 120 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) Entre 7% e 11% ao ano De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua diretamente na construção de um empreendimento imobiliário. De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 8% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Entre 7,5% e De mercado: as oscilações de preços nos 10% ao ano mercados podem acarretar perdas. Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e De mercado: as oscilações de preços nos 11% ao ano mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 121 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 122 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 123 • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 124 A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 125 • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 126 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 127 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 128 Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1%aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1%aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem Relatório Anual 2011 – Versão Completa 129 é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 130 No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC PRAZO Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br Fitch Ratings A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 131 • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações Relatório Anual 2011 – Versão Completa partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 132 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos Violação da legislação aplicável. em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 133 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 134 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; MERCADO • Modelos de VaR e de B-VaR; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Teste de Stress. • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. relação à legislação e à Política de Investimento; • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 135 • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Controles inadequados; OPERACIONAL • Adoção de práticas de governança corporativa; • Falhas de gerenciamento; • Certificação dos profissionais que participam do • Erros humanos. ATUARIAL processo de tomada de decisão dos investimentos. • Incapacidade de cumprir as obrigações previdenciárias. uma vez ao ano. • Onda de quebra em cadeia das SISTÊMICO instituições integrantes sistema financeiro. • Realização de avaliações atuariais pelo menos do • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 136 Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 137 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 138 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 139 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia de Transportes de Salvador - CTS Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 2008.0016-19 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 140 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 141 Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 142 Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 143 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 144 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 145 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Índice de Referência Objetivo Mínimo Máximo (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 41,67 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 16,73 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 6,43 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 7,80 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 6,27 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,44 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 146 Segmento de Renda Variável 34,36 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 16,50 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 17,86 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 13,20 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 6,35 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 1,89 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados - FIM 4,96 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 2,77 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 147 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 148 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) Reinvestimento: a tendência é que esse Entre 4,5% e retorno não se sustente no longo prazo. (Títulos públicos + títulos de instituições 6,5% ao ano De crédito: o risco de default dos títulos financeiras com rating superior a A+) emitidos pelas instituições financeiras. DI / SELIC Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) De mercado: possibilidade de elevação Entre 5,0% e das taxas pelas quais os títulos são 7,0% ao ano negociados. Entre 5,0% e De mercado: possibilidade de elevação 7,0% ao ano das taxas pelas quais os títulos são negociados. De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) Entre 5,5% e De crédito: o risco de default é o mais (Risco de instituições financeiras com rating 8,0% ao ano expressivo nessa modalidade. A+ ou pior e de empresas não financeiras) De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação Entre 5,5% e desses títulos, caso haja necessidade. (Fundos de Investimentos em Direitos 8,0% ao ano Creditórios e FICs de FIDCs) De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Direitos Creditórios (FIDCs) De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto Entre 5,0% e depende da estratégia de investimento. (Fundos que buscam retorno absoluto a 8,0% ao ano partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos Multimercados Relatório Anual 2011 – Versão Completa 149 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários Entre 7% e De desenvolvimento: nos casos em que o (Fundos que aplicam em empreendimentos 11% ao ano fundo atua diretamente na construção de imobiliários e em recebíveis oriundos do um empreendimento imobiliário. aluguel de imóveis, entre outros) De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) Entre 8% e De gestão: expertise e manutenção da (Fundos que investem e participam da gestão 12% ao ano equipe que está à frente do fundo. de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 7,5% e De mercado: as oscilações de preços nos 10% ao ano mercados podem acarretar perdas. Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados Entre 8,0% e De mercado: as oscilações de preços nos (Fundos small caps, dividendos e geração de 11% ao ano mercados podem acarretar perdas. valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. Fundos de ações ativistas De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Entre 8,0% e (Fundos em que o gestor compra ações 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da listadas e faz um trabalho de longo prazo equipe que está à frente do fundo. com vistas a melhorar a empresa) De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 150 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 151 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 152 • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 153 • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 154 A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 155 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 156 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1%aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1%aa NA NA NA IBRX-50 95,0 21,0 5,0 IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Mandatos tradicionais / ETFs Mandatos de Renda Variável Ativos Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 157 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 158 No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 159 • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações Relatório Anual 2011 – Versão Completa partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 160 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos Violação da legislação aplicável. em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 161 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 162 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 163 Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Modelos de VaR e de B- MERCADO VaR; • Teste de Stress. CRÉDITO • Acompanhamento descolamento estabelecidos. em do desempenho e relação aos índices do pré- • Limitação por contrapartes; • Controle diário pelo gestor da carteira; • Diversificação; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Acompanhamento de • Enquadramento em relação à legislação aplicável e ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Violação da legislação; LEGAL OPERACIONAL ATUARIAL • Faltas em contratos; com gestores e prestadores de serviço; • Erros da aplicação da lei. • Sempre • Controles inadequados; • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Falhas de gerenciamento; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Erros humanos. • Certificação dos profissionais que participam do • Incapacidade de cumprir as • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em cadeia SISTÊMICO • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados das instituições integrantes do sistema financeiro. Relatório Anual 2011 – Versão Completa que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. processo de tomada de decisão dos investimentos. vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 164 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 165 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 166 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*) 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 167 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro Metrô/RJ Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 1994.0009-29 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 168 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 169 Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 170 Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 171 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 172 Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 173 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 73,71 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 36,97 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 22,53 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 8,76 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 1,36 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,09 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 174 Segmento de Renda Variável 13,34 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 8,48 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 4,86 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 10,64 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 5,84 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados FIM 4,80 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 2,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 0,31 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 175 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 176 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Entre 4,5% e 6,5% ao ano Reinvestimento: a tendência é que esse retorno não se sustente no longo prazo. De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De crédito: o risco de default é o mais expressivo nessa modalidade. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) Relatório Anual 2011 – Versão Completa De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. Entre 5,0% e 8,0% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto depende da estratégia de investimento. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. 177 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) Entre 7% e 11% ao ano De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua diretamente na construção de um empreendimento imobiliário. De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Entre 8% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 7,5% e 10% ao ano Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e 11% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 178 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 179 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a Relatório Anual 2011 – Versão Completa 180 especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 181 Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, Relatório Anual 2011 – Versão Completa 182 observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no Relatório Anual 2011 – Versão Completa 183 mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 184 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 185 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1% aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1% aa NA NA NA IBRX-50 95,0 21,0 5,0 IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Mandatos tradicionais / ETFs Mandatos de Renda Variável Ativos Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 186 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído Relatório Anual 2011 – Versão Completa 187 pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1 Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 188 • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento; • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 189 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos Violação da legislação aplicável. em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 190 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 191 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Modelos de VaR e de MERCADO B-VaR; • Teste de Stress. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. LIQUIDEZ • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Necessidade de caixa; • Estudo de macroalocação de ativos; • Liquidez de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos • Qualidade dos ativos, • Violação da legislação; LEGAL • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera • Controles inadequados; OPERACIONAL • Falhas de gerenciamento; • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Erros humanos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 192 ATUARIAL • Incapacidade de cumprir as obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em SISTÊMICO • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em cadeia das instituições integrantes do sistema financeiro. títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 193 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. (*) O Regulamento do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - RIOTRILHOS, sucessora da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ/RJ, está em processo de aprovação junto a PREVIC. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 194 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 195 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia Estadual de Transportes e Logística CENTRAL Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 2000.0039-74 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 196 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 197 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 198 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 199 4. Processo de Investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 200 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 201 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 40,50 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 19,43 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 3,09 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 6,91 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 5,79 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 5,28 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 202 Segmento de Renda Variável 35,96 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 15,51 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 20,45 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 13,09 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 7,55 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 0,99 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados - FIM 4,55 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 2,46 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 203 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 204 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC Reinvestimento: a tendência é que esse retorno não se sustente no longo prazo. Entre 4,5% e (Títulos públicos + títulos de instituições 6,5% ao ano De crédito: o risco de default dos títulos financeiras com rating superior a A+) emitidos pelas instituições financeiras. Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) Entre 5,0% e De mercado: possibilidade de elevação das 7,0% ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e De mercado: possibilidade de elevação das 7,0% ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) De crédito: o risco de default é o mais Entre 5,5% e expressivo nessa modalidade. (Risco de instituições financeiras com 8,0% ao ano rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação Entre 5,5% e desses títulos, caso haja necessidade. (Fundos de Investimentos em Direitos 8,0% ao ano Creditórios e FICs de FIDCs) De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Direitos Creditórios (FIDCs) De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto (Fundos que buscam retorno absoluto a Entre 5,0% e depende da estratégia de investimento. partir do investimento em diversas 8,0% ao ano classes de ativos, como juros, moedas e De gestão: expertise e manutenção da ações) equipe que está à frente do fundo. Fundos Multimercados Relatório Anual 2011 – Versão Completa 205 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em Entre 7% e De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua diretamente na construção de um empreendimentos imobiliários e em 11% ao ano empreendimento imobiliário. recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). Fundos Equity) de Participação De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). (Private De gestão: expertise e manutenção da Entre 8% e equipe que está à frente do fundo. (Fundos que investem e participam da 12% ao ano gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu De saída: possível dificuldade de desempenho) negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 7,5% e De mercado: as oscilações de preços nos 10% ao ano mercados podem acarretar perdas. Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados Entre 8,0% e De mercado: as oscilações de preços nos (Fundos small caps, dividendos e geração 11% ao ano mercados podem acarretar perdas. de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. Fundos de ações ativistas De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Entre 8,0% e (Fundos em que o gestor compra ações 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da listadas e faz um trabalho de longo prazo equipe que está à frente do fundo. com vistas a melhorar a empresa) De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 206 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 207 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a Relatório Anual 2011 – Versão Completa 208 especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 209 Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 210 Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 211 Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 212 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 213 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1% aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1% aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8%aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8%aa NA NA NA Multimercados Estruturados CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Renda Fixa CDI Benchmark Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 214 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído Relatório Anual 2011 – Versão Completa 215 pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 216 • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a partir da Pagamento de obrigações condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 217 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos Violação da legislação aplicável. em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 218 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 219 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Modelos de VaR e de B- MERCADO VaR; • Teste de Stress. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 220 • Controles inadequados; OPERACIONAL • Falhas de gerenciamento; • Erros humanos. • Incapacidade de cumprir ATUARIAL as obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em SISTÊMICO cadeia das instituições integrantes do sistema financeiro. • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 221 Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 222 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 223 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 224 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM Tipo Benefício Definido - BD CNPB 1979.0002-47 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 225 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 226 Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 227 Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 228 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 229 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 230 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 32,30 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 5,51 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 8,89 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 6,61 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 6,87 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,42 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 231 Segmento de Renda Variável 45,35 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 20,93 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 24,42 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 13,71 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 6,32 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 2,28 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados - FIM 5,11 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 0,64 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 232 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 233 Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) Entre 4,5% e 6,5% ao ano Reinvestimento: a tendência é que esse retorno não se sustente no longo prazo. De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De crédito: o risco de default é o mais expressivo nessa modalidade. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) Relatório Anual 2011 – Versão Completa De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. Entre 5,0% e 8,0% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto depende da estratégia de investimento. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. 234 De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários Entre 7% e 11% De desenvolvimento: nos casos em que o (Fundos que aplicam em ao ano fundo atua diretamente na construção de um empreendimentos imobiliários e em empreendimento imobiliário. recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) De gestão: expertise e manutenção da Entre 8% e 12% equipe que está à frente do fundo. ao ano De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Entre 7,5% e 10% ao ano Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e 11% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 235 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 236 Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a Relatório Anual 2011 – Versão Completa 237 especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 238 Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, Relatório Anual 2011 – Versão Completa 239 observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no Relatório Anual 2011 – Versão Completa 240 mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 241 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 242 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1% aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1% aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8%aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8%aa NA NA NA Multimercados Estruturados CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Renda Fixa CDI Benchmark Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 243 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído Relatório Anual 2011 – Versão Completa 244 pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 245 • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações Relatório Anual 2011 – Versão Completa partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 246 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à política de investimento; Violação da legislação aplicável. • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 247 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 248 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento • Modelos de VaR e de MERCADO B-VaR; • Teste de Stress. Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices pré-estabelecidos. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. Relatório Anual 2011 – Versão Completa relação à legislação e à Política de Investimento; • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. 249 OPERACIONAL • Controles inadequados; • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Falhas de • Adoção de práticas de governança corporativa; gerenciamento; • Erros humanos. • Incapacidade de ATUARIAL cumprir as obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em SISTÊMICO • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em cadeia das instituições integrantes do sistema financeiro. títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio Relatório Anual 2011 – Versão Completa 250 da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 251 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 252 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 253 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social REFER Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 2000.0037-29 Taxa Atuarial INPC + 5% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 254 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 255 Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 256 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 257 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 258 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 259 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 36,70 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 8,28 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 10,11 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 6,75 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 7,27 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 4,29 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 260 Segmento de Renda Variável 32,61 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 15,46 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 17,15 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 17,16 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 6,14 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 6,23 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados - FIM 4,79 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI Segmento Investimentos no Exterior (*i) 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Segmento de Imóveis (*j) 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Segmento Operações com Participantes (*k) 5,54 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 261 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Reinvestimento: a tendência é que esse Entre 4,5% e 6,5% retorno não se sustente no longo prazo. ao ano De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) Relatório Anual 2011 – Versão Completa Entre 5,0% e 7,0% De mercado: possibilidade de elevação das ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e 7,0% De mercado: possibilidade de elevação das ao ano taxas pelas quais os títulos são negociados. 262 De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) Entre 5,5% e 8,0% De crédito: o risco de default é o mais expressivo nessa modalidade. ao ano De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação Entre 5,5% e 8,0% desses títulos, caso haja necessidade. ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto Entre 5,0% e 8,0% depende da estratégia de investimento. ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) Entre 7% e 11% ao ano De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua diretamente na construção de um empreendimento imobiliário. De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Relatório Anual 2011 – Versão Completa Entre 8% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. 263 Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Entre 7,5% e 10% De mercado: as oscilações de preços nos ao ano mercados podem acarretar perdas. Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e 11% De mercado: as oscilações de preços nos ao ano mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. 5.2. Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 264 5.3. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 265 • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 266 As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse Relatório Anual 2011 – Versão Completa 267 limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 268 Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. 5.4. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 269 6. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 270 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1% aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1% aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6%aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 271 6.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído Relatório Anual 2011 – Versão Completa 272 pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 273 • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações Relatório Anual 2011 – Versão Completa partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 274 6.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à política de investimento; Violação da legislação aplicável. • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 275 6.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6. Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 276 6.8. Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Modelos de VaR e de B- MERCADO VaR; • Teste de Stress. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 277 • Controles inadequados; OPERACIONAL • Falhas de gerenciamento; • Erros humanos. • Incapacidade de cumprir ATUARIAL as obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em SISTÊMICO cadeia das instituições integrantes do sistema financeiro. • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio Relatório Anual 2011 – Versão Completa 278 da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 279 7. Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 280 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) 1. Introdução A Fundação REFER de Seguridade Social foi fundada em 17 de fevereiro de 1979 com o propósito de oferecer aos seus colaboradores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), empresa extinta em 2007 pela Medida Provisória 353, um plano de aposentadoria diferenciado, tendo seus empregados ativos absorvidos pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A. Atualmente, além da sua instituidora RFFSA, a Fundação conta, também, com o patrocínio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL), Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (METROFOR), Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro (METRÔ/ RJ – em liquidação), Companhia de Transportes de Salvador (CTS), além de patrocinar seus próprios empregados, caracterizando-se, portanto, como entidade autopatrocinadora. Para bem atender os 35 mil participantes dos planos que administra, a Fundação REFER adota os mais elevados padrões de governança e gestão. Essas práticas ajudam a assegurar a rentabilidade, a segurança e a liquidez necessárias ao atendimento dos compromissos estabelecidos no regulamento dos planos de benefícios. As diretrizes definidas no presente documento estão embasadas na Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, ― legislação que estabelece as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores das Entidades Fechadas de Previdência Complementar ― e no Manual de Investimentos da Fundação REFER. Adicionalmente, as estruturas de gestão e regras de controle ora estabelecidas estão em conformidade com o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 281 2. Abrangência Os limites, controles e procedimentos apresentados ao longo desse documento se aplicam ao seguinte Plano de Benefícios: Plano de Benefícios Rede Ferroviária Federal S/A - RFFSA Tipo Contribuição Variável - CV CNPB 1999.0042-56 Taxa Atuarial INPC + 6% ao ano Carlos de Lima Moulin (Diretor Financeiro) AETQ Certificado pelo Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social - ICSS – nº EI00084, de 29/09/2010, na forma estabelecida no artigo. 8º da Resolução CMN nº 3.792/2009. Tânia Regina Ferreira (Diretora de Seguridade) ARPB Certificada pelo ICSS nº EA00750, de 04/04/2011. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 282 3. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 3.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 283 3.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 3.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 3.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 3.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 284 3.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 285 4. Processo de investimentos 4.1 Definição de MacroAlocação A definição da macroalocação estabelece qual o percentual de alocação por estratégia de investimentos (Alocação Objetiva PI). Essa definição é realizada a partir da avaliação de cenários macroeconômicos (Análise Top Down) e microeconômicos (Análise Bottom Up). Para a conclusão do processo são empreendidas simulações de retornos esperados, avaliação de risco e impactos nas carteiras de investimentos de acordo com seus respectivos enquadramentos. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 286 4.2 Análise para aquisição e alienação de ativos Com vistas a assegurar o controle adequado dos riscos envolvidos na aquisição e alienação dos ativos que compõem as carteiras dos segmentos de Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Imóveis e Operações com Participantes, os procedimentos descritos devem ser adotados nos processos de aquisição e alienação dos ativos. 4.3 Compliance e Regulamentação Compliance e regulamentação visam assegurar que as normas legais, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da Fundação sejam cumpridas, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade. 4.4 Análise de Risco A análise de risco é suportada por um processo estruturado e disciplinado de gestão, com monitoramento constante das diversas carteiras de investimentos. Por meio de metodologia de VaR (Value at Risk), onde são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), visando à tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. 4.5 Monitoramento No geral, o monitoramento tem como objetivo, analisar os parâmetros observados nos processo de mensuração de Risco e Compliance de cada produto que compõe a carteira de investimentos, analisar o potencial de ganho nas operações, monitorar o portfólio e avaliar os movimentos nos preços dos ativos diante de mudanças no cenário econômico. Os resultados desses estudos também agregam importantes fundamentos para tomada de decisões dos gestores no processo de investimento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 287 5. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Política de Rebalanceamento; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 5.1 Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade, considerando os Recursos Garantidores do Plano. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Segmento / Modalidade Objetivo Mínimo Índice de Referência Máximo (Benchmark) Meta de Retorno Segmento de Renda Fixa 18,51 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa CDI (*a) 4,38 0,00 100,00 CDI CDI Renda Fixa Inflação (*b) 3,05 0,00 100,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Renda Fixa Crédito CDI (*c) 3,15 0,00 80,00 CDI +1%aa CDI Renda Fixa Crédito Inflação (*d) 2,82 0,00 80,00 IPCA + 7%aa Meta Atuarial FIDC (*e) 5,11 0,00 20,00 CDI +1%aa CDI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 288 Segmento de Renda Variável 52,61 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos tradicionais (*f) 23,22 0,00 70,00 IBRX-50 IBRX-50 Mandatos de Renda Variável Ativos (*g) 29,39 0,00 70,00 IBRX-50 + 6%aa IBRX-50 Segmento Investimentos Estruturados (*h) 19,12 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Participação - FIP 7,31 0,00 20,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos Imobiliários - FII 9,03 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial Fundos de Investimentos Multimercados FIM 2,78 0,00 10,00 CDI + 2%aa CDI 0,00 0,00 10,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 8,00 0,00 8,00 IPCA + 8%aa Meta Atuarial 1,76 0,00 15,00 IPCA + 6%aa Meta Atuarial Segmento Investimentos no Exterior (*i) Segmento de Imóveis (*j) Segmento de Operações com Participantes (*k) Observações: (*a) Títulos públicos atrelados ao CDI. (*b) Títulos públicos atrelados à inflação. (*c) Títulos privados atrelados ao CDI. (*d) Títulos privados atrelados à inflação. (*e) Cotas de fundos de Investimento em direitos creditórios atrelados ao CDI ou inflação. (*f) Renda Variável atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Passivo, sem grande risco de descolamento). (*g) Renda Variável não atrelada ao índice IBRX-50 (Mandato Ativo, com objetivo de buscar maior retorno e gerar diversificação em relação à carteira do índice utilizado como benchmark). (*h) Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), em Imóveis (FII) e Multimercados. O benchmark fixado para FIP se refere ao período de vigência do Fundo, considerando o período de investimento e desinvestimento. (*i) A Fundação não possui intenção de realizar investimentos classificados no Segmento de Investimentos no Exterior, entretanto, não está vedado os ativos previstos nos incisos I e IV da Resolução CMN nº 3.792/2009, através de Fundos constituídos no Brasil que detenham em suas carteiras ativos emitidos no exterior ou BDR’s – Brazilian Depositary Receipts. (*j) Sujeito ao Plano de Reenquadramento da Fundação ao limite legal do Segmento de Imóveis, através da alienação de imóveis e da criação de um Fundo de Investimento Imobiliário Exclusivo. (*k) Empréstimos feitos com recursos do Plano de Benefício aos seus participantes e assistidos, previsto no inciso I do artigo 23 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 289 A alocação objetivo é uma referência para a distribuição dos investimentos entre os segmentos de aplicação estabelecidos pela legislação aplicável, definida pela Fundação com base no resultado do estudo de ALM – Asset Liability Management, que tem por objeto definir a macroalocação ótima dos investimentos de acordo com as necessidades do plano. Ressalta-se, que a composição da carteira de investimentos pode apresentar uma composição diferente da alocação objetivo, desde que respeite os limites inferiores e superiores estabelecidos por esta Política de Investimento. Cabe registrar, também, que a não-aderência a essa alocação não configura nenhum tipo de desenquadramento. Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo dos investimentos realizados em cada um dos segmentos listados a seguir – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. A estratégia de alocação dos recursos garantidores do plano de benefícios foi definida a partir da análise das modalidades de investimento listadas a seguir. Modalidade Retorno real esperado Riscos considerados (Horizonte de 5 anos) DI / SELIC (Títulos públicos + títulos de instituições financeiras com rating superior a A+) Títulos atrelados à inflação (Títulos soberanos atrelados ao IPCA) Títulos pré-fixados (Títulos soberanos pré-fixados e futuros) Relatório Anual 2011 – Versão Completa Entre 4,5% e 6,5% ao ano Reinvestimento: a tendência é que esse retorno não se sustente no longo prazo. De crédito: o risco de default dos títulos emitidos pelas instituições financeiras. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Entre 5,0% e 7,0% ao ano De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. 290 De mercado: possibilidade de elevação das taxas pelas quais os títulos são negociados. Crédito Privado (High Yield) (Risco de instituições financeiras com rating A+ ou pior e de empresas não financeiras) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De crédito: o risco de default é o mais expressivo nessa modalidade. De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. De crédito: o risco de não pagamento dos recebíveis por parte dos devedores. Direitos Creditórios (FIDCs) (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios e FICs de FIDCs) Entre 5,5% e 8,0% ao ano De estrutura: risco de ineficácia das regras de marcação das diferentes cotas do fundo, da execução de garantias e das clausulas de fechamento do fundo, por exemplo. Fundos Multimercados (Fundos que buscam retorno absoluto a partir do investimento em diversas classes de ativos, como juros, moedas e ações) Entre 5,0% e 8,0% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. O nível de risco a que cada fundo está exposto depende da estratégia de investimento. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De vacância: risco de o imóvel ficar desocupado, interrompendo o fluxo de recebíveis de aluguel. Fundos Imobiliários (Fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos do aluguel de imóveis, entre outros) De liquidez: o mercado secundário pouco desenvolvido desfavorece a negociação desses títulos, caso haja necessidade. Entre 7% e 11% ao ano De desenvolvimento: nos casos em que o fundo atua diretamente na construção de um empreendimento imobiliário. De crédito: risco de inadimplemento por parte do(s) inquilino(s). De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de Participação (Private Equity) (Fundos que investem e participam da gestão de empresas de capital fechado com o propósito de alavancar seu desempenho) Relatório Anual 2011 – Versão Completa Entre 8% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. 291 Fundos de ações indexados passivos (ETFs e fundos com baixo tracking error) Fundos de ações indexados ativos (ETFs e fundos com alto tracking error) Entre 7,5% e 10% ao ano Entre 8,5% e 12% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. Fundos de ações segmentados (Fundos small caps, dividendos e geração de valor, além dos fundos setoriais, como os de energia, consumo e indústria) Entre 8,0% e 11% ao ano De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De mercado: as oscilações de preços nos mercados podem acarretar perdas. De estratégia: risco de insucesso do projeto de melhoria da(s) empresa(s) investida(s). Fundos de ações ativistas (Fundos em que o gestor compra ações listadas e faz um trabalho de longo prazo com vistas a melhorar a empresa) Entre 8,0% e 12% ao ano De gestão: expertise e manutenção da equipe que está à frente do fundo. De saída: possível dificuldade de negociação, ou de abertura de capital, da empresa para realização do resultado. 5.2 Política de Rebalanceamento O rebalanceamento da carteira tem como finalidade adequar a distribuição dos recursos aos objetivos de alocação definidos nesta Política de Investimento. Dessa forma, sempre que os percentuais fixados nos segmentos acima descritos estiverem na iminência de romper os limites de alocação mínimos ou máximos estabelecidos, cabe aos administradores realizarem as transferências necessárias dentro do próprio Plano, para a equalização do portfólio. 5.3 Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 292 • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 293 o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. • CARTEIRA PRÓPRIA DE RENDA VARIÁVEL As operações de giro mensal da carteira de ações não poderão ultrapassar a 50% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior. Entende-se por giro o somatório dos valores absolutos das compras e vendas realizadas no mês envolvendo ações da Carteira Própria. As operações de giro, considerando a compra e venda de ações, devem constar nas boletas e ter registros no Sistema Operacional, de forma a verificar o limite estabelecido ao final de cada mês, bem como, devem estar respaldadas em exposições de motivos. As operações de financiamento com opções, lançamento coberto, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, estarem respaldadas em exposição de motivos de forma a atender a legislação inerente às operações com derivativos, em especial o artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 294 As operações de aluguel de ações, não caracterizam giro da carteira e estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, devem estar respaldadas em exposição de motivos. A compra de ações fora do índice IBRX-50, para a carteira própria da Entidade, está limitada a 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, bem como, condicionada a sua liquidez em Bolsa, num volume negociado de R$ 5,0 milhões/dia, em média, nos últimos 12 meses, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em caso de lançamento primário de ações - IPO, a compra de ações está limitada a 10% do montante total da emissão, respeitando o limite de 10% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável, previsto para compra de ações fora do índice IBRX-50, devendo estar precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. A incorporação em Carteira Própria de ações ou títulos de uma Sociedade de Propósito Específico - SPE deve ser precedida de exposição de motivos contendo as análises de risco X retorno. Em face da volatilidade do mercado de bolsa de valores as operações realizadas em Renda Variável, definidas nesta Política, não serão precedidas de reunião do CDI, sendo registradas no Documento de investimentos Mobiliários – DOINV do Comitê Executivo de Investimentos Mobiliário – CEINV e no Relatório de Consolidação de Operações de Investimentos – RECOI. • HEDGE DA CARTEIRA DE AÇÕES A venda de índice futuro de Ibovespa para hedge do portfólio está limitada a 20% dos Recursos Garantidores do Segmento de Renda Variável do fechamento do mês anterior, bem como, deve estar respaldada em exposição de motivos. A negociação de contratos com valor superior a esse limite está sujeita à aprovação prévia do Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria e do Conselho Deliberativo. Além da utilização de índice futuro, são permitidas operações com opções, com finalidade de hedge da carteira ou posição. Nesse caso, devem ser respeitados os critérios, limites e condições estabelecidas pela legislação aplicável às Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Tanto para a estruturação de posições com índices ou com opções, é necessária a realização de estudos de avaliação prévia dos riscos envolvidos, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.792. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 295 • ATIVOS COM LASTRO IMOBILIÁRIO OU COM GARANTIA EM ATIVOS IMOBILIÁRIOS Os investimentos em ativos que possuam como lastro ou como garantia ativos imobiliários dados como garantia real (CCI, CRI, LCI, entre outros), devem ser precedidos de Laudos de Avaliação dos imóveis objetos do lastro ou da garantia realizados, somente, por empresas independentes especializadas no ramo. Os respectivos Laudos de Avaliação devem estar em conformidade com os requisitos da legislação vigente, em especial, as Normas da ABNT, bem como, no que couber, de acordo com os procedimentos estabelecidos pelo Manual de Investimentos da Fundação REFER. • IMÓVEIS Os imóveis investidos via Fundo de Investimentos Imobiliário Exclusivo ou os imóveis pertencentes a Carteira Própria da Fundação, devem ser reavaliados pelo menos a cada 3 anos, observada a legislação vigente e as diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER. A compra ou venda de qualquer imóvel da Carteira Própria da Fundação está sujeita à aprovação do Comitê Diretor de Investimento, Diretoria e Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto da Fundação. A Fundação encontra-se em Processo de reenquadramento ao limite legal de 8% em relação aos recursos garantidores, com um Plano de desimobilização e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, exclusivo da Fundação, já devidamente aprovados pelo Comitê Diretor de Investimentos, Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo. Até concluído o Processo de reenquadramento está vedado qualquer novo investimento no segmento de imóveis da Fundação, exceto no caso do exercício do direito de preferência para expansão de shoppings já existente na Carteira própria de imóveis, unicamente, para manter o mesmo percentual de investimento existente. Devendo, neste caso, ser submetida, previamente, à aprovação do Conselho Deliberativo. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 296 5.4 Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 5.5 Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 297 6 Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 6.1 Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 298 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) CDI 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Inflação IPCA + 6%aa 95,0 21,0 1,0 Renda Fixa Crédito CDI CDI + 1%aa 95,0 21,0 0,5 Renda Fixa Crédito Inflação IPCA + 7%aa 95,0 21,0 1,0 FIDC CDI + 1%aa NA NA NA Mandatos tradicionais / ETFs IBRX-50 95,0 21,0 5,0 Mandatos de Renda Variável Ativos IBRX-50 + 6% aa 95,0 21,0 10,0 Fundos de Participação (FIP) IPCA + 8% aa NA NA NA Fundos Imobiliários (FII) IPCA + 8% aa NA NA NA CDI + 2%aa 95,0 21,0 4,0 Modalidade Benchmark Renda Fixa CDI Multimercados Estruturados Nível de confiança NA: Não Aplicável Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 299 6.2 Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating ― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído Relatório Anual 2011 – Versão Completa 300 pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard & Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 6.2.1 Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 301 • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento; • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 6.3 Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelo plano de benefícios. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O risco do fluxo de obrigações atuariais será controlado a Pagamento de obrigações Relatório Anual 2011 – Versão Completa partir da condução de estudos de macroalocação de ativos, que considerem como premissa o passivo atuarial do plano. 302 6.4 Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e da legislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos Violação da legislação aplicável. em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. Erros na aplicação da lei Criação de novos tributos • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, Relatório Anual 2011 – Versão Completa por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. 303 6.5 Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controles inadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 6.6 Risco Atuarial O risco atuarial nos fundos de pensão está relacionado aos compromissos presentes e futuros da instituição para com seus participantes. Esses compromissos variam de acordo com a modalidade do plano de benefícios e com as especificidades definidas em seus regulamentos. Como regra geral, porém, cabe às entidades fechadas de previdência complementar manter o nível de reservas adequado para fazer frente às obrigações previdenciárias. A gestão do risco atuarial será feita através da realização de avaliações atuariais do plano de benefícios, que serão realizadas pelo menos uma vez por ano. 6.7 Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 304 6.8 Resumo dos Procedimentos A adoção dos procedimentos aqui descritos visa a atender às melhores práticas no que se refere ao controle de riscos em uma EFPC – não somente ao que se refere aos investimentos, mas também em relação às demais questões operacionais. A Fundação REFER entende que, ao monitorar seus riscos dessa forma, atende à legislação vigente de maneira integral. O quadro abaixo resume e consolida as informações contidas nesse capítulo. Risco Monitoramento Controles • Controle diário pelo gestor da carteira; • Modelos de VaR e de B- MERCADO VaR; • Teste de Stress. • Limitação por contrapartes; CRÉDITO • Diversificação; • Acompanhamento de ratings. • Necessidade de caixa; LIQUIDEZ • Liquidez de ativos; • Qualidade dos ativos, • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Acompanhamento do desempenho e do descolamento em relação aos índices préestabelecidos. • Controle diário pelo gestor da carteira; • Monitoramento periódico pela Fundação REFER; • Enquadramento em relação à legislação aplicável e em relação à Política de Investimento do plano. • Estudo de macroalocação de ativos; • Monitoramento de carência e resgate de fundos investidos; • Monitoramento dos ativos em carteira. • Elaboração de relatórios de enquadramento em relação à legislação e à Política de Investimento; • Violação da legislação; LEGAL • Faltas em contratos; • Erros da aplicação da lei. • Avaliação técnica e criteriosa dos contratos firmados com gestores e prestadores de serviço; • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais para defender seus interesses na esfera legal. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 305 • Controles inadequados; OPERACIONAL • Falhas de gerenciamento; • Erros humanos. • Incapacidade de cumprir ATUARIAL as obrigações previdenciárias. • Onda de quebra em SISTÊMICO cadeia das instituições integrantes do sistema financeiro. • Mapeamento de processos e rotinas de trabalho; • Adoção de práticas de governança corporativa; • Certificação dos profissionais que participam do processo de tomada de decisão dos investimentos. • Realização de avaliações atuariais pelo menos uma vez ao ano. • Priorizar o investimento em títulos soberanos e em títulos que disponham de garantias, bem como, levar em consideração a diversificação de setores e emissores. 6.9 Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio Relatório Anual 2011 – Versão Completa 306 da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 307 7 Princípios Socioambientais A Fundação REFER entende que a adoção dos princípios socioambientais no processo de investimentos não é apenas uma questão de responsabilidade corporativa, mas, também, está diretamente relacionada ao sucesso das empresas investidas. Dessa forma, a Fundação REFER busca, sempre que possível, inserir em seus processos de tomada de decisão medidas que favoreçam a disseminação dos princípios socioambientais. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 308 DEMONSTRATIVOS DE INVESTIMENTOS Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 124.691.096,59 34.167.903,79 23.528.408,72 3.508.031,88 11.175.972,14 51.512,30 (6.866,90) 197.116.058,52 % 63,27 17,34 11,94 1,78 5,67 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 136.556.165,65 30.196.519,29 34.586.425,73 3.275.936,42 13.288.435,34 27.799,21 39.346,94 (10.377,17) 217.960.251,41 % 62,65 13,86 15,88 1,50 6,10 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 62,65 13,86 15,89 1,5 6,1 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 15,89 %, justificado pela valorização de Relatório Anual 2011 – Versão Completa 309 nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 16,51%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 515.156,44 Pessoal e Encargos 384.918,29 Treinamentos/Congressos e Seminários 1.684,31 Viagens e Estadias 7.265,29 Serviços de Terceiros 60.252,41 Assessoria Mercado de Capitais 2.882,57 Custódia de Títulos 8.637,75 Assessoria de Análise de Risco - IP 9.561,60 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 630,06 38.540,43 53.849,35 7.030,20 156,59 310 Demonstrativo de Investimentos – DI Relatório Anual 2011 – Versão Completa 311 Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 136.556.165,65 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 14.161.172,22 14.161.172,22 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 32.818.236,10 19.045.071,01 4.301.972,19 9.471.192,90 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 89.576.757,33 46.057.639,99 26.872.172,86 9.029.269,17 7.617.675,31 Própria 30.196.519,29 B1 - Ações em Carteira 30.019.455,87 B2 - Direitos à Receber 177.063,42 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 34.586.425,73 34.586.425,73 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber 34.586.425,73 13.288.435,34 13.288.435,34 Própria 3.275.936,42 3.259.522,33 16.414,09 F - Depósitos Judiciais / Recursais 27.799,21 G - Disponivel 39.346,94 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 39.346,94 H - Exigibilidades Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa (10.377,17) (214,74) (2.288,81) (7.873,62) 217.960.251,41 312 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 11.027.006,95 2.360.591,42 1.643.642,33 922.846,00 1.003.647,35 7.186,28 (1.289,09) 16.963.631,24 % 65,03 13,92 9,69 5,44 5,92 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 12.084.841,57 2.776.560,10 2.420.695,11 1.093.687,80 1.104.624,29 3.701,76 5.007,19 (2.072,92) 19.487.044,90 % 62,01 14,25 12,43 5,61 5,68 0,02 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos Composição Efetiva % % Inferior Superior 40 95 62,01 5 40 14,25 8 12,45 10 5,61 20 5,68 5 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 12,45%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 313 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 14,87%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 25.015,70 Pessoal e Encargos 18.688,04 Treinamentos/Congressos e Seminários Viagens e Estadias Serviços de Terceiros 80,76 352,82 2.947,72 Assessoria Mercado de Capitais 140,76 Custódia de Títulos 420,92 Assessoria de Análise de Risco - IP 467,95 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 31,10 1.886,99 2.598,67 340,03 7,66 314 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 5.201.531,13 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 360.496,91 360.496,91 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 1.641.419,25 761.748,96 253.447,59 626.222,70 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 3.199.614,97 1.892.548,74 838.117,96 283.151,30 185.796,97 Própria 796.926,27 B1 - Ações em Carteira 792.677,81 B2 - Direitos à Receber 4.248,46 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 1.018.904,61 1.018.904,61 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados 2.599,39 Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber F - Depósitos Judiciais / Recursais G - Disponivel Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 1.021.504,00 476.107,96 476.107,96 Própria 182.014,93 252.333,59 (70.318,66) 837,41 1.102,77 103,02 999,75 H - Exigibilidades (613,23) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (6,70) (360,71) (245,82) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 7.679.411,24 315 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 4.245.594,22 906.077,73 733.019,93 400.178,75 399.549,88 17.715,90 (142,04) 6.701.994,37 % 63,51 13,56 10,96 5,99 5,98 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 5.201.531,13 796.926,27 1.021.504,00 182.014,93 476.107,96 837,41 1.102,77 (613,23) 7.679.411,24 % 67,73 10,38 13,31 2,37 6,20 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos Composição Efetiva % % Inferior Superior 40 95 67,73 5 40 10,38 8 13,32 10 2,37 20 6,2 5 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 13,32%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 316 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 15,84%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total Pessoal e Encargos Treinamentos/Congressos e Seminários Viagens e Estadias Serviços de Terceiros Assessoria Mercado de Capitais 11.772,31 8.770,97 38,73 167,35 1.396,95 66,51 Custódia de Títulos 201,49 Assessoria de Análise de Risco - IP 220,91 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 14,65 893,39 1.234,52 160,10 3,69 317 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 5.201.531,13 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 360.496,91 360.496,91 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 1.641.419,25 761.748,96 253.447,59 626.222,70 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 3.199.614,97 1.892.548,74 838.117,96 283.151,30 185.796,97 Própria 796.926,27 B1 - Ações em Carteira 792.677,81 B2 - Direitos à Receber 4.248,46 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 1.018.904,61 1.018.904,61 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados 2.599,39 Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber F - Depósitos Judiciais / Recursais G - Disponivel Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 1.021.504,00 476.107,96 476.107,96 Própria 182.014,93 252.333,59 (70.318,66) 837,41 1.102,77 103,02 999,75 H - Exigibilidades (613,23) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (6,70) (360,71) (245,82) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 7.679.411,24 318 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*) Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 33.572.677,65 6.123.515,15 3.550.571,71 399.094,89 2.460.482,63 3.163,43 (1.476,17) 46.108.029,29 % 72,82 13,28 7,69 0,87 5,34 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 47.568.566,12 5.362.259,26 5.223.548,20 554.409,61 3.624.450,63 4.779,54 23.115,77 (2.289,48) 62.358.839,65 % 76,28 8,60 8,39 0,90 5,82 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 76,28 8,6 8,4 0,9 5,82 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 8,40%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 319 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 13,55%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 211.500,21 Pessoal e Encargos 158.351,33 Treinamentos/Congressos e Seminários Viagens e Estadias Serviços de Terceiros 691,27 2.986,86 24.587,78 Assessoria Mercado de Capitais 1.183,61 Custódia de Títulos 3.538,83 Assessoria de Análise de Risco - IP 3.923,16 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 258,20 15.683,98 21.941,51 2.877,63 63,83 320 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 47.568.566,12 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 8.305.655,22 8.305.655,22 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 22.823.053,64 14.852.974,31 3.175.224,54 4.794.854,79 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 16.439.857,26 9.889.669,21 3.914.044,27 1.335.565,17 1.300.578,61 Própria 5.362.259,26 B1 - Ações em Carteira 5.328.265,94 B2 - Direitos à Receber 33.993,32 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 5.210.842,00 5.210.842,00 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados 12.706,20 Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber F - Depósitos Judiciais / Recursais 5.223.548,20 3.624.450,63 3.624.450,63 Própria 554.409,61 373.236,14 181.173,47 4.779,54 G - Disponivel 23.115,77 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 319,81 22.795,96 H - Exigibilidades (2.289,48) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (32,38) (1.082,16) (1.174,94) Total dos Recursos Garantidores 62.358.839,65 (*) O Regulamento do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - RIOTRILHOS, sucessora da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ/RJ, está em processo de aprovação junto a PREVIC. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 321 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 72.294.882,30 18.490.326,01 12.955.176,87 3.259.993,80 5.732.691,74 58.385,89 (4.054,63) 112.787.401,98 % 64,13 16,40 11,49 2,89 5,09 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 68.454.041,77 16.148.942,05 19.080.637,24 3.523.565,12 6.924.618,41 15.975,77 16.760,73 (9.572,37) 114.154.968,72 % 59,97 14,15 16,71 3,09 6,07 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 59,97 14,15 16,72 3,09 6,07 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 16,72 %, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 322 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 17,36%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 536.167,05 Pessoal e Encargos 401.301,30 Treinamentos/Congressos e Seminários 1.754,30 Viagens e Estadias 7.579,51 Serviços de Terceiros 62.482,20 Assessoria Mercado de Capitais 3.004,57 Custódia de Títulos 8.979,87 Assessoria de Análise de Risco - IP 9.949,35 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 653,37 39.895,04 55.593,68 7.294,65 161,41 323 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 68.454.041,77 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 5.942.662,66 5.942.662,66 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 12.029.025,59 7.739.266,42 890.199,70 3.399.559,47 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 50.482.353,52 24.515.084,66 16.093.431,35 5.414.710,39 4.459.127,12 Própria 16.148.942,05 B1 - Ações em Carteira 16.045.708,81 B2 - Direitos à Receber 103.233,24 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 19.080.637,24 19.080.637,24 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber 19.080.637,24 6.924.618,41 6.924.618,41 Própria 3.523.565,12 3.220.060,56 303.504,56 F - Depósitos Judiciais / Recursais 15.975,77 G - Disponivel 16.760,73 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 282,38 16.478,35 H - Exigibilidades (9.572,37) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (118,25) (5.144,58) (4.309,54) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 114.154.968,72 324 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 210.021.031,60 46.844.135,07 33.892.747,13 1.988.964,23 17.763.267,88 10.734,50 (10.289,10) 310.510.591,31 % 67,63 15,09 10,92 0,64 5,72 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 235.350.496,14 41.217.599,02 49.915.593,70 2.137.650,40 21.333.762,90 29.069,02 66.320,92 (12.091,36) 350.038.400,74 % 67,24 11,78 14,26 0,61 6,10 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 67,24 11,78 14,27 0,61 6,1 - O Plano de Beneficio Definido da Patrocinadora CPTM encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 14,27%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 325 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Beneficio Definido da Patrocinadora CPTM demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 16,37%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 343.692,22 Pessoal e Encargos 256.452,16 Treinamentos/Congressos e Seminários 1.120,88 Viagens e Estadias 5.215,32 Serviços de Terceiros 40.510,55 Assessoria Mercado de Capitais 1.919,02 Custódia de Títulos 5.735,70 Assessoria de Análise de Risco - IP 6.361,96 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 418,76 26.075,11 35.447,15 4.842,62 103,54 326 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 235.350.496,14 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 23.723.335,06 23.723.335,06 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 50.778.035,44 28.779.498,85 6.366.685,85 15.631.850,74 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 160.849.125,64 90.607.021,40 42.246.450,95 14.246.678,31 13.748.974,98 Própria 41.217.599,02 B1 - Ações em Carteira 40.956.218,55 B2 - Direitos à Receber 261.380,47 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 49.915.593,70 49.915.593,70 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber 49.915.593,70 21.333.762,90 21.333.762,90 Própria 2.137.650,40 1.501.872,31 635.778,09 F - Depósitos Judiciais / Recursais 29.069,02 G - Disponivel 66.320,92 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 580,88 65.740,04 H - Exigibilidades (12.091,36) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (309,41) (405,89) (11.376,06) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 350.038.400,74 327 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 24.346.688,49 5.401.220,94 4.133.786,27 1.369.547,98 2.229.479,70 3.784,64 (1.236,46) 37.483.271,56 % 64,96 14,41 11,03 3,65 5,95 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 27.309.675,71 4.729.411,45 6.057.160,26 1.573.725,47 2.649.711,96 5.796,84 12.533,38 (2.644,79) 42.335.370,28 % 64,51 11,17 14,32 3,73 6,26 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 64,51 11,17 14,33 3,73 6,26 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 14,33%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 328 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 16,29%, acima da Meta Atuarial de 11,38% (INPC+5%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 27.794,82 Pessoal e Encargos 20.124,91 Treinamentos/Congressos e Seminários Viagens e Estadias Serviços de Terceiros 87,68 377,80 3.204,41 Assessoria Mercado de Capitais 149,83 Custódia de Títulos 451,07 Assessoria de Análise de Risco - IP 497,13 Auditoria Contábil Outros Despesas Gerais Depreciações e Amortizações Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 32,74 2.073,64 3.627,30 364,49 8,23 329 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 27.309.675,71 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 4.369.953,05 4.369.953,05 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 5.829.574,50 2.277.303,29 643.510,78 2.908.760,43 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 17.110.148,16 9.473.744,93 4.737.468,07 1.598.356,54 1.300.578,62 Própria 4.729.411,45 B1 - Ações em Carteira 4.699.857,42 B2 - Direitos à Receber 29.554,03 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 6.042.417,04 6.042.417,04 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados 14.743,22 Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos à Receber F - Depósitos Judiciais / Recursais 6.057.160,26 2.649.711,96 2.649.711,96 Própria 1.573.725,47 1.630.287,47 (56.562,00) 5.796,84 G - Disponivel 12.533,38 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 472,94 12.060,44 H - Exigibilidades (2.644,79) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (37,71) (1.217,99) (1.389,09) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 42.335.370,28 330 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ 958.563.213,66 277.373.300,89 200.447.818,34 19.729.180,70 82.136.609,43 9.768,58 (59.434,88) 1.538.200.456,72 % 62,32 18,03 13,03 1,28 5,34 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ 836.581.554,07 244.472.601,58 295.247.868,05 20.521.174,62 103.461.095,67 178.656,47 197.401,39 (86.638,97) 1.500.573.712,88 % 55,75 16,29 19,68 1,37 6,90 0,01 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Operações com Participantes Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 15 20 10 Limites Políticas de Investimentos % Inferior Superior 40 95 5 40 8 10 20 5 Composição Efetiva % 55,75 16,29 19,69 1,37 6,9 - O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009, com exceção do segmento de Imóveis, cujo limite é de 8% e o Plano de Benefício apresenta 19,69%, justificado pela valorização de nossos empreendimentos ao longo dos anos. A REFER vem envidando esforços no sentido de atender o limite legal estabelecido. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 331 Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos Garantidores do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos Segmentos de 18,05%, acima da Meta Atuarial de 12,44% (INPC+6%). Custos com a Gestão dos Investimentos Custos para Gestão dos Investimentos (R$) Custo Total 7.677.459,24 Pessoal e Encargos 5.741.309,24 Treinamentos/Congressos e Seminários 25.097,76 Viagens e Estadias 108.386,68 Serviços de Terceiros 896.134,39 Assessoria Mercado de Capitais 43.002,69 Custódia de Títulos 128.793,90 Assessoria de Análise de Risco - IP 142.619,97 Auditoria Contábil Outros 9.398,56 572.319,27 Despesas Gerais 799.786,35 Depreciações e Amortizações 104.413,00 Outras Despesas Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2.331,82 332 Demonstrativo de Investimentos – DI Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 836.581.554,07 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 70.714.003,44 70.714.003,44 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 98.489.161,14 41.457.408,58 11.758.769,71 45.272.982,85 Instituições Financeiras Compahias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 667.378.389,49 305.467.872,83 228.584.027,61 70.773.712,02 62.552.777,03 Própria 244.472.601,58 B1 - Ações em Carteira 242.935.370,58 B2 - Direitos à Receber 1.537.231,00 C - Segmento de Imóveis Própria C1 - Imóveis Aluguéis e Renda 295.247.868,05 295.247.868,05 C2 - Direitos à Receber D - Investimentos Estruturados Terceirizada D1 -FIP´s E - Operação com Participantes E1 - Emprestimos Direitos a Receber 295.247.868,05 103.461.095,67 103.461.095,67 Própria 20.521.174,62 14.840.411,05 5.680.763,57 F - Depósitos Judiciais / Recursais 178.656,47 G - Disponivel 197.401,39 Fundos Rotativos Bancos - Conta Movimento 197.401,39 H - Exigibilidades (86.638,97) Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades (1.829,65) (17.352,83) (67.456,49) Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 1.500.573.712,88 333 DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA ( DPGA ) Consolidado DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA DESCRIÇÃO CONSOLIDADO 2011 2010 R$ mil Variação (%) A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial Pessoal e encargos Treinamentos/congressos e seminários Viagens e estadias Serviços de terceiros Despesas gerais Depreciações e amortizações Contingências Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos Pessoal e encargos Treinamentos/congressos e seminários Viagens e estadias Serviços de terceiros Despesas gerais Depreciações e amortizações Outras Despesas 2.4. Reversão de Recursos para o Plano de Benefícios 151.365 50.214 119.244 79.309 27 (37) 22.659 8.694 653 19 17.607 582 (62.869) (53.320) (11.169) (60) (272) (1.276) (1.891) (193) (12) (38.447) (9.349) (6.990) (31) (132) (1.092) (974) (127) (3) (200) 54.595 7.863 685 46 15.282 838 (47.188) (38.638) (9.828) (62) (237) (1.167) (1.752) (299) (42) (25.251) (8.549) (6.146) (35) (133) (1.106) (932) (196) - (58) 11 (5) (60) 15 (31) 32 38 14 (3) 15 9 8 (35) (70) 52 9 14 (13) (1) (1) 5 (35) - 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) (12.655) (12.655) 138.710 32.121 32.121 151.365 (139) (139) (8) Relatório Anual 2011 – Versão Completa 334 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 CBTU - PGA 2010 R$ mil Variação (%) 29 30 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Viagens e estadias Despesas gerais Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 2.2.2. Despesas Específicas 10.330 5.317 7.992 4.082 3.287 450 65 2 1.509 4 (2.376) (1.860) (810) (1.050) (13) (12) (1.025) (516) (516) - 2.412 448 73 4 1.121 24 (1.744) (1.222) (812) (411) (1) (11) (399) (522) (520) (2) 36 0 (11) (63) 35 (84) 36 52 (0) 156 1.991 10 156 (1) (1) - Viagens e estadias 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) 2.941 2.941 13.271 (2) 2.338 2.338 10.330 26 26 28 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 335 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS METROFOR - PGA DESCRIÇÃO 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Despesas gerais Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) 2010 580 246 422 246 135 2 23 86 (100) (75) (40) (35) (1) (34) (25) (25) 146 146 726 158 12 17 58 1 (89) (60) (46) (14) (1) (13) (29) (29) 157 157 580 R$ mil Variação (%) 37 0 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 (15) (85) 38 48 (79) 13 25 (14) 151 (2) 164 (12) (12) (7) (7) 25 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 336 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 360 133 264 143 R$ mil Variação (%) 36 (7) 63 8 3 51 8 (60) (48) (19) (29) (29) (12) (12) 73 73 433 96 1 11 34 1 (48) (36) (20) (15) (15) (13) (13) 95 95 360 (34) 435 (73) 51 1.399 24 35 (8) 92 93 (7) (7) (22) (22) 21 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) CTS - PGA 2010 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Marco André Marques Ferreira Contador CRC/RJ 70.351 CPF: 551.017.127-87 Diretor Financeiro CPF : 433.510.937-72 Diretor-Presidente CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 337 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*) Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 29.545 4.219 26.277 3.683 R$ mil Variação (%) 12 15 1 196 16 4.005 1 (566) (355) (333) (22) (3) (19) (212) (212) 3.653 3.653 33.198 54 138 23 3.458 9 (414) (253) (247) (5) (5) (162) (162) 3.269 3.269 29.545 (98) 41 (32) 16 (86) 37 41 35 329 (33) 31 31 12 12 12 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Despesas gerais Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) METRÔ - PGA 2010 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis (*) O Regulamento do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - RIOTRILHOS, sucessora da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ/RJ, está em processo de aprovação junto a PREVIC. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 338 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 100 1.378 101 1.165 R$ mil Variação (%) (1) 18 229 467 69 2 91 520 (1.388) (852) (843) (8) (1) (7) (536) (536) (10) (10) 90 238 382 74 5 51 415 (1.166) (710) (699) (11) (11) (456) (456) (1) (1) 100 (4) 22 (7) (60) 79 25 19 20 21 (22) (33) 18 18 613 613 (9) 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Viagens e estadias Despesas gerais 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) CENTRAL - PGA 2010 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 339 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Viagens e estadias Despesas gerais Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) CPTM - PGA 2010 11.917 3.587 9.750 3.506 1.541 304 40 1.698 4 (924) (580) (553) (28) (3) (24) (1) (344) (344) 2.663 2.663 14.580 1.681 448 50 1 1.308 17 (1.338) (840) (811) (29) (28) (1) (499) (498) 2.167 2.167 11.917 R$ mil Variação (%) 22 2 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 (8) (32) (20) (35) 30 (76) (31) (31) (32) (2) (14) (31) (31) 23 23 22 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 340 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Serviços de terceiros Despesas gerais 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) REFER - PGA 2010 870 299 768 245 144 3 25 127 (89) (61) (52) (9) (8) (1) (28) (28) 210 210 1.080 122 25 26 1 67 3 (143) (91) (89) (2) (2) (51) (51) 102 102 870 R$ mil Variação (%) 13 22 Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 18 (89) (5) 90 (37) (33) (41) 370 (33) (46) (46) 106 106 24 Marco André Marques Ferreira As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 341 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER Diretoria Financeira - DIFIN Gerência de Controle Contábil - GECON DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA POR PLANO DE BENEFÍCIOS DESCRIÇÃO 2011 RFFSA - PGA 2010 R$ mil Variação (%) 33 (47) A) Fundo Administrativo do Exercício Anterior 1. Custeio da Gestão Administrativa 1.1. Receitas Custeio Administrativo da Gestão Previdencial Custeio Administrativo dos Investimentos Taxa de Administração de Empréstimos Receitas Diretas Resultado Positivo dos Investimentos Outras Receitas 2. Despesas Administrativas 2.1. Administração Previdencial 2.1.1. Despesas Comuns 2.1.2. Despesas Específicas Viagens e estadias Serviços de terceiros Despesas gerais Contingências Outras Despesas 2.2. Administração dos Investimentos 2.2.1. Despesas Comuns 2.2.2. Despesas Específicas 97.664 35.033 73.671 66.239 17.260 7.266 411 14 10.039 43 (57.366) (49.489) (12.051) (37.438) (12) (80) (9) (37.337) (7.677) (7.677) - 49.834 6.408 410 35 9.184 368 (42.245) (35.427) (10.488) (24.939) (1) (1) (120) (24.817) (6.818) (6.814) (4) (65) 13 (60) 9 (88) 35 40 15 50 1.813 (33) 50 13 13 - Viagens e estadias 2.3. Reversão de Recursos para o Plano de Benefício 3. Resultado Negativo dos Investimentos 4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 6- Operações Transitórias B) Fundo Administrativo do Exercício Atual (A+5+6) (200) (22.333) (22.333) 75.331 (4) 23.993 23.993 97.664 (193) (193) (23) Stenio Lindoso de Magalhães Filho Carlos de Lima Moulin Contador CRC/RJ 70.351 Diretor Financeiro Marco André Marques Ferreira Diretor-Presidente CPF: 551.017.127-87 CPF : 433.510.937-72 CPF: 555.870.897-20 As Notas Explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis Relatório Anual 2011 – Versão Completa 342 POLÍTICA DE INVESTIMENTOS - PGA 1. Introdução A presente política de investimento estabelece os princípios e diretrizes que devem reger os investimentos dos recursos administrativos dosPlanos de Gestão Administrativa (PGA´s) dosPlanos de Benefícios da: Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, Companhia Estadual de Transportes e Logística – CENTRAL, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, Companhia de Transportes de Salvador – CTS, Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - Metrô/RJ, Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR, Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social – REFEReRede Ferroviária Federal S/A - RFFSA. As diretrizes aqui definidas estão em conformidade com a Resolução CGPC nº 29, de 31 de agosto de 2009, e a Resolução CMN nº 3.792, de 24 de setembro de 2009, e em suas alterações subsequentes. As exigências previstas pela legislação vigente devem ser integralmente cumpridas, mesmo que não expressamente mencionadas nesta Política de Investimentos. A não referência neste documento, porventura, de alguma exigência legal se deve, unicamente, ao fato de facilitar a leitura e manter a Política de Investimento concisa e direta. Essa Política de Investimento será vigente entre 01 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2016, conforme aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação REFER, na 406ª Reunião Ordinária realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011, nos termos da Resolução CODEL nº 018/11, de 14/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 343 2. Estrutura de governança As decisões táticas sobre a alocação dos recursos devem obedecer ao seguinte processo: 2.1. Órgãos responsáveis pela tomada de decisões A estrutura organizacional da REFER compreende os seguintes Órgãos e Comitês para tomadas de decisões de investimentos: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 344 2.1.1. Conselho Deliberativo – CODEL É responsável pela definição da política, diretrizes e objetivos gerais da administração da REFER e de seus Planos de Benefícios, pelo acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa. Como Órgão máximo da estrutura organizacional da REFER é responsável pela definição da Política Geral da Gestão de Investimentos e do Plano de Aplicação de Recursos. 2.1.2. Diretoria Executiva - DIREX É responsável pela administração geral da REFER e pela execução das diretrizes e normas gerais expedidas pelo Conselho Deliberativo. Como executora das diretrizes e normas emanadas do CODEL, em especial a Política de Investimentos, é responsável pela aprovação e aplicação de todos os investimentos realizados pela Fundação, que foram definidos pelo Comitê Diretor de Investimentos. 2.1.3. Comitê Diretor de Investimentos - CDI É uma estrutura funcional técnica de caráter decisório para gestão da aplicação do patrimônio. O CDI é composto por oito membros, tendo direito a voto 5 membros. Como estrutura funcional técnica define, com base na legislação vigente e na Política de Investimentos, por meio de estudos, análises e registros em ata, o investimento a ser realizado, submetendo a aprovação da Diretoria Executiva - DIREX. 2.1.4. Comitê Executivo de Investimentos Mobiliários - CEINV É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações mobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEINV é composto por quatro membros. Cabe ao CEINV decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva da operação de investimentos, a partir da definição do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Mobiliários (DOINV). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 345 2.1.5. Comitê Executivo de Investimentos Imobiliários - CEIMO É uma estrutura funcional técnica de caráter operacional para deliberar e acompanhar as operações imobiliárias, em consonância com as definições estabelecidas pelo Comitê Diretor de Investimentos e aprovadas pela Diretoria Executiva. O CEIMO é composto por quatro membros. Cabe ao CEIMO decidir sobre aspectos diretamente ligados à realização efetiva de compra, venda e locação, a partir da decisão do CDI e aprovação da DIREX, observando a Política de Investimentos e a legislação em vigor, registrando em formulário próprio - Documento de Investimentos Imobiliários (DOIMO). Relatório Anual 2011 – Versão Completa 346 3. Investimentos Esse capítulo abordará as questões referentes aos investimentos dos recursos garantidores do plano em questão. A fim de organizar a abordagem aos limites e restrições aplicáveis, o capítulo está dividido nas seguintes partes: • Alocação Estratégica; • Restrições; • Operações com Derivativos; • Apreçamento dos Ativos. O controle de riscos aplicável aos investimentos aqui descritos será detalhado no capítulo a seguir. 3.1. Alocação Estratégica A tabela a seguir apresenta a alocação estratégica do plano em questão, os limites de alocação e os parâmetros de rentabilidade. Com base na Resolução CMN nº 3.792, apresentam-se os parâmetros por segmento de aplicação. As modalidades de investimento são definidas pela própria Entidade, e detalhadas mais adiante. Alocação (%) Objetivo Mínimo Máximo Índice de Referência (Benchmark) 100,00 100,00 100,00 CDI Segmento / Modalidade Segmento de Renda Fixa Meta de Retorno CDI Entende-se como índice de referência, ou benchmark, para determinado segmento de aplicação o índice que melhor reflete a rentabilidade esperada para o curto prazo, isto é, para horizontes mensais ou anuais, conforme as características do investimento. Esse índice está, evidentemente, sujeito às variações momentâneas do mercado. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 347 Por outro lado, a meta de retorno reflete a expectativa de rentabilidade de longo prazo – rentabilidade esta que, normalmente, apresenta menor volatilidade e maior aderência aos objetivos do plano. 3.2. Restrições A seguir, apresentam-se as restrições impostas por essa Política de Investimento quanto à alocação dos recursos do plano. Cabe registrar que, além das condições aqui estabelecidas, devem ser observadas as normas e diretrizes definidas no Manual de Investimentos da Fundação REFER: • CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário A Resolução nº 3.792/2009 permite a aquisição de CCB - Cédula de Crédito Bancário e CCCB - Certificado de Cédulas de Crédito Bancário pelas EFPC ou pelos fundos de investimentos das quais são cotistas, em caso de emissão por companhias abertas, coobrigação de instituição financeira ou seguro. A Fundação REFER, entretanto, veda a aquisição desses títulos na carteira própria, por considerar que estas emissões não apresentam informações claras e abrangentes que permitam uma análise adequada. • CDB – Certificado de Depósito Bancário Para fins de avaliação do CDB – Certificado de Depósito Bancário, para carteira própria, serão considerados apenas os ratings atribuídos por Agências de Classificação de Risco internacionais previstas nesta Política de Investimentos. • DEBÊNTURES As aplicações em debêntures estão limitadas a 20% dos Recursos Garantidores alocado no segmento de renda fixa. Para fins de investimento, a avaliação de debêntures deve considerar, prioritariamente: (i) o prêmio em relação à taxa paga por ativos com menor risco de crédito, segundo as classificações adotadas pela REFER. Para que o investimento seja considerado, é preciso que esse prêmio seja adequado ao nível de risco da debênture em questão. Deve ser considerada ainda (ii) a possibilidade de o investimento oferecer rentabilidade superior à taxa atuarial dos planos de benefícios. Caso as Relatório Anual 2011 – Versão Completa 348 condições de mercado permitam, é desejável que o investimento possa superar a variação das metas atuariais. • DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial As aplicações em DPGE – Depósito a Prazo com Garantia Especial, de diferentes contrapartes, estão limitadas ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelece a Resolução CMN nº 3.692/2009. Dessa forma, o limite de cada operação deverá considerar: o O valor financeiro da aplicação na data de vencimento, sendo que este montante não poderá exceder a cobertura assegurada pelo Fundo Garantidor de Crédito, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 3.692, de 26 de março de 2009; o O patrimônio líquido da instituição emissora, sendo que a REFER não pode deter, no somatório de todos os planos por ela administrados, mais que 25% do patrimônio líquido da instituição emissora. Cabe ressaltar que, para fins de verificação desse limite, devem ser considerados todos os investimentos realizados na instituição financeira, sejam estes via DPGEs, CDBs, RDBs ou Letras Financeiras. • FIDC NÃO PADRONIZADOS – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados A aquisição de FIDC Não Padronizado está sujeita à realização de análises acerca da estrutura do fundo e dos riscos envolvidos na operação. Para essas análises, a Fundação REFER pode recorrer a especialistas, como consultores e escritórios de advocacia, que emitam pareceres com aval ao investimento. 3.3. Operações com Derivativos As operações com derivativos são permitidas em todos os veículos de investimento utilizados pelo plano. Além de estarem sujeitas ao regulamento de cada um desses veículos, tais operações devem estar em conformidade com a legislação aplicável às EFPCs. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 349 Particularmente, a Resolução CMN nº 3.792/2009 estabelece que os derivativos somente podem ser utilizados na modalidade com garantia, devendo obedecer ao previsto no artigo 44 da Resolução CMN nº 3.792/2009. Sem prejuízo ao acima estabelecido, devem ser respeitados, no que couber, os procedimentos definidos no Manual de Investimentos da Fundação REFER. 3.4. Apreçamento dos Ativos A marcação dos ativos integrantes das carteiras e fundos de investimento do plano será realizada pelos Custodiantes contratados, que devem utilizar métodos alinhados aos critérios estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Da mesma forma, poderão ser utilizados, como fontes de referência, os dados divulgados por Instituições reconhecidas por sua atuação no mercado de capitais brasileiro, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a BM&F Bovespa. Alternativamente, para a parcela de títulos que o plano possa pretender manter até o vencimento, poderá ser utilizado o método de contabilização pró-rata tempore, também conhecido como marcação na curva. Nesse caso, devem ser observadas as condições impostas pela CVM. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 350 4. Avaliação e Controle de Riscos A Resolução CMN nº 3792 estabelece, em seu capítulo III, “Dos Controles Internos e de Avaliação de Risco”, a necessidade de identificação e de controle dos riscos incorridos pelas EFPCs. Em conformidade com tal necessidade, esse capítulo estabelece os procedimentos a serem seguidos ao longo da vigência dessa Política de Investimento quanto a esse quesito. É importante ressaltar que, no caso dos recursos administrados por terceiros, o gestor é responsável pelo controle dos riscos das operações, a todo o momento. Devem ser monitorados, no mínimo, os riscos aqui estabelecidos. Na eventualidade de os limites serem desrespeitados, a Entidade deve ser comunicada formalmente. Além desse controle, os limites de risco aqui estabelecidos serão monitorados pela própria Entidade, que zelará pelo cumprimento dos mesmos e tomará as medidas adequadas caso sejam verificadas extrapolações aos limites estabelecidos. 4.1. Risco de Mercado De acordo com o Art. 13 da Resolução CMN nº 3792, as EFPCs devem acompanhar e gerenciar o risco e o retorno esperado dos investimentos diretos e indiretos com o uso de modelo que limite a probabilidade de perdas máximas toleradas para os investimentos. Com o objetivo de monitorar as probabilidades de perda, e também de estimar as possíveis diferenças entre o retorno de seus investimentos e o retorno previsto para os mesmos, serão utilizados: • VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo pré-estabelecido; • B-VaR: modelo que estima, com determinado nível de confiança, a perda máxima esperada, em relação a um benchmark, para um determinado portfólio, em um intervalo de tempo préestabelecido. Tanto os modelos citados como sua parametrização foram definidos com o rigor técnico necessário para tanto. Entretanto, tais modelos carregam consigo as possíveis imprecisões de modelos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 351 estatísticos em geral – motivo pelo qual os resultados devem ser analisados com diligência, por especialistas no assunto. A tabela seguinte apresenta os limites estabelecidos: Modalidade Renda Fixa Benchmark CDI Horizonte de tempo Limite (%) (em dias úteis) B-VaR (%) 95,0 21,0 0,5 Nível de confiança Em complemento à análise de VaR / B-VaR, serão avaliados possíveis cenários de stress de mercado, com o intuito de visualizar o comportamento dos investimentos do plano em ambientes adversos. Não haverá limites pré-estabelecidos, uma vez que os valores variam em função do cenário observado. Entretanto, esse valor será levado em consideração quando da análise da possível mitigação de riscos de mercado. O risco da exposição em derivativos pode ser considerado como parte integrante do risco de mercado, e será avaliado e controlado dessa forma. Como a legislação exige que os derivativos sejam negociados somente na modalidade com garantia, o risco de crédito que esses instrumentos envolvem é mitigado. Além disso, serão respeitados os limites de margem de garantia e de prêmio de opções estabelecidos pela legislação em vigor. 4.2. Risco de Crédito O risco de crédito dos investimentos do plano será avaliado com base em estudos e análises produzidos pela própria Entidade ou contratados junto a prestadores de serviço. Além disso, a Entidade utilizará para essa avaliação os ratings atribuídos por agência classificadora de risco de crédito atuante no Brasil. Todas as operações com títulos de crédito privado serão enquadradas como Grau de Investimento ou Grau Especulativo e estarão limitados aos percentuais dos Recursos Garantidores indicados na tabela a seguir: Relatório Anual 2011 – Versão Completa 352 Categoria de risco Limite Grau de Investimento + Grau Especulativo 50% Grau Especulativo 5% O limite estabelecido para alocação em títulos enquadrados como grau especulativo tem como principal objetivo permitir que sejam mantidos em carteira ativos que sofreram rebaixamento de rating― evento que muitas vezes compromete a liquidez dos papéis. O enquadramento dos títulos de crédito privado como Grau de Investimento ou Grau Especulativo leva em consideração as características do emissor e o instrumento de crédito. No caso de títulos emitidos por instituições financeiras, como CDBs, RDBs e Letras Financeiras, será considerado o rating atribuído à instituição. Para os títulos de crédito privado emitidos por instituições não financeiras, será considerado o rating da emissão, e não o rating da companhia. Dessa forma, para fins de enquadramento, será considerada a última avaliação de rating atribuída à emissão, independentemente do prazo para vencimento. No caso específico de investimento em DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), as aplicações serão consideradas como grau de investimento, independentemente do rating atribuído pela agência classificadora de risco. A aplicação por Instituição Financeira está limitada ao teto da garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, de acordo com a Resolução CMN nº 3.692/2009. Com base nessas regras, serão enquadrados como Grau de Investimento os títulos de crédito privado que tiverem, no mínimo, os ratings apresentados na tabela a seguir. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 353 Agência de classificação PRAZO Instituições financeiras Instituições não financeiras FIDC Longo prazo Curto prazo Longo prazo Curto prazo Longo prazo Standard &Poors brA- brA-3 brA- brA-3 brA- Moody’s A3.br BR-3 A3.br BR-3 A3.br A-(bra) F3(bra) A-(bra) F3(bra) A-(bra) Fitch Ratings SR Rating NÃO ELEGÍVEL brA- brA- LF Rating NÃO ELEGÍVEL A- A- Nos casos em que não houver rating válido atribuído ao título em análise, este será automaticamente enquadrado como Grau Especulativo. Além disso, o plano estabelece que, quando duas ou mais agências elegíveis atribuírem rating para um mesmo título, será considerada a pior nota. 4.2.1. Evento de Rebaixamento de rating Em virtude de eventos de inadimplemento, bem como por outros fatores, os ativos poderão ter sua classificação de risco rebaixada, o que poderá configurar um Evento de Avaliação ou de Liquidação antecipada. Nos casos em que o rebaixamento sinalize indícios do não recebimento do capital investido a REFER deverá adotar o seguintes procedimentos: • Verificar se a marcação a mercado do título foi ajustada; • Verificar o enquadramento do título nos parâmetros de análise estabelecidos por esta Política; • Verificar a existência de outros títulos na carteira que possam sofrer rebaixamento de rating pelo mesmo motivo; • Analisar o impacto do rebaixamento na qualidade de crédito da carteira do plano, de acordo com os parâmetros desta Política; • Caso seja considerada a possibilidade de venda do título, verificar a existência de mercado secundário e de fontes de referência para apreçamento. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 354 • Examinar as normas previstas no regulamento ou Escritura do ativo; • Adotar as medidas cabíveis que o caso requeira com vistas a resguardar os interesses da Fundação. 4.3. Risco de Liquidez Para controle de risco de liquidez, serão consideradas as diversas possibilidades de interferência da liquidez dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, a saber: • Prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimentos; • Liquidez em mercado dos demais ativos integrantes da carteira de investimentos da Entidade; • Recursos de liquidez imediata e fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações administrativas. A partir dessas definições, serão adotados os seguintes controles: Tipo de risco Formas de controle adotadas • Observação das regras para solicitação de resgates; Resgate em fundos de investimento não exclusivos • Observância, quando do investimento, da cotização e do pagamento dos resgates; • Observação do prazo do fundo, quando do investimento em fundos ilíquidos. Liquidez de ativos Pagamento de obrigações administrativas • No caso de ativos em carteira, observação do prazo de liquidação dos ativos em mercado secundário. • O Relatório Anual 2011 – Versão Completa risco do fluxo de obrigações administrativas será monitorado pela REFER. 355 4.4. Risco Legal Alguns trabalhos acerca do risco legal definem que ele pode ser subdividido em pelo menos quatro dimensões: • Perdas decorrentes da violação de regras e dalegislação aplicável; • Perdas decorrentes de falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos; • Perdas decorrentes de erros na aplicação da lei; • Perdas decorrentes da criação de novos tributos. Para mitigar esses riscos, o plano adotará as seguintes medidas de controle. Tipo de risco Formas de controle adotadas • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à legislação aplicável; Violação da legislação aplicável. • Elaboração de relatórios de enquadramento dos investimentos em relação à política de investimento; • Observação das regras e restrições estabelecidas nos regulamentos dos fundos de investimento dos quais o plano compra cotas. Falta de clareza, imprecisão ou insuficiência de informações nos contratos. • Os contratos firmados com gestores e prestadores de serviço serão previamente analisados. Erros na aplicação da lei • Sempre que necessário, a EFPC recorrerá a profissionais capacitados para defender seus interesses na esfera legal. Criação de novos tributos • Esse é um risco que não se aplica aos fundos de pensão, que, por lei, são isentos de tributos como o imposto de renda. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 356 4.5. Risco Operacional Para gestão do risco operacional, foram estabelecidos procedimentos que visam a mapear as rotinas de trabalho e promover a adoção das melhores práticas de governança, em linha com o que estabelece o Guia PREVIC – Melhores Práticas nos Fundos de Pensão. Esses procedimentos são constantemente avaliados e buscam mitigar os riscos decorrentes de controlesinadequados, de falhas de gerenciamento e de erros humanos. Dentre os esforços para reduzir os riscos operacionais decorrentes de erros humanos, cabe destacar o plano de certificação dos profissionais envolvidos no processo de tomada de decisão dos investimentos, que vem sendo executado em conformidade com a legislação aplicável. 4.6. Risco Sistêmico O risco sistêmico pode ser entendido como a possibilidade da quebra em cadeia das instituições que compõem o sistema financeiro, de forma a concretizar um cenário catastrófico. Como esse risco é decorrente das interligações e interdependências entre os agentes do mercado de capitais, as estratégias de controle de riscos mais usuais se mostram pouco eficientes contra esse tipo de risco. Ainda assim, com o objetivo de reduzir a exposição ao risco sistêmico, o plano manterá parte significativa dos recursos em títulos soberanos e buscará priorizar o investimento em títulos e valores mobiliários que disponham de garantias, bem como, levar em consideração os aspectos referentes à diversificação de setores e emissores. 4.7. Desenquadramentos No caso de serem observados desenquadramentos em relação aos limites estabelecidos, na legislação e nesta Política, a Fundação REFER adotará procedimentos de acordo com a severidade e com a frequência do desenquadramento observado. Nesse sentido, essa Política de Investimento não definirá regras gerais a serem adotadas de maneira genérica. Entretanto, os seguintes procedimentos mínimos devem ser observados: • O desenquadramento ocasionado por erros ou falhas internas da legislação e desta Política de Investimentos deve gerar procedimento de revisão de processos e adequação formal dos mesmos; Relatório Anual 2011 – Versão Completa 357 • O desenquadramento gerado por descumprimento da legislação, do mandato ou, porventura prevista nesta Política de Investimento, no que concerne aos recursos investidos, deve gerar, conforme a gravidade do evento, sanções ao gestor externo, que podem ir desde sua advertência formal até o resgate da totalidade dos recursos investidos, se for o caso; • De modo geral, os desenquadramentos observados devem ser objeto de estudos, para que as práticas da Fundação REFER venham a se adequar às exigências de seus Órgãos Reguladores. Não obstante os procedimentos previstos nesta Política de Investimento, a REFER vem adotando medidas, com cautela e prudência que o caso requeira, a fim de mitigar riscos ao patrimônio da Fundação, sob anuência do Conselho Deliberativo, objetivando solucionar as questões, ainda, em desacordo com a legislação aplicável. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 358 5. Indicadores de Gestão Com o objetivo de avaliar a utilização do orçamento anual, são estabelecidos indicadores que permitam mensurar a evolução das despesas administrativas. Nesse sentido, os seguintes parâmetros devem ser utilizados: Variação orçamentária (por categoria do DPGA): 15% Variação do custo médio por participante em relação ao orçamento: + ou -15% Taxa de administração para 2012 (sobre a Reserva Previdenciária): 4,5% a.a De acordo com o Art. 4º da Resolução CGPC nº 29, os limites acima não constituem obrigação, mas metas de teto para os indicadores de gestão. Esses indicadores são apenas exemplos, e devem estar de acordo com o que estabelece o regulamento do PGA. É possível, se a REFER desejar, colocar outras características desse regulamento nessa PI. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 359 DEMONSTRATIVOS DE INVESTIMENTOS – PGA Distribuição dos Investimentos por Segmento Distribuição dos Investimentos Renda Fixa Renda Variável Imóveis Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Depósitos Judiciais / Recursais Disponível Exigibilidade TOTAL Montante em 31/12/2010 Em R$ % 123.842.713,50 95,07 6.416.802,77 4,93 89.119,04 (3.398,03) 130.345.237,28 100,00 Montante em 31/12/2011 Em R$ % 139.856.655,64 100,00 38.882,02 139.895.537,66 100,00 Observância aos Limites de Aplicação por Segmento Segmento Renda Fixa Renda Variável Imóveis Investimentos Estruturados Investimentos no Exterior Limites Resolução CMN 3.792 % 100 70 8 20 10 Limites Políticas de Investimentos Composição Efetiva % % Inferior Superior 36 100 100 35 8 20 5 - O Plano de Gestão Administrativa (PGA) encontra-se enquadrado em todos os segmentos previstos pela Resolução CMN nº 3.792, de 24/09/2009. Rentabilidade do Plano O montante dos Recursos do Plano de Gestão Administrativa (PGA), demonstrados nos quadros anteriores, no exercício de 2011, obteve uma Rentabilidade Global dos segmentos de 13,79%. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 360 Demonstrativo de Investimentos – DI - PGA Veículo de Investimento Gestão A - Segmento de Renda Fixa A1 - Fundos de Investimento 139.856.655,64 Terceirizada Fundo Referenciado Fundo de Renda Fixa Fundos de Direitos Creditórios - FIDC A2 - Títulos Privados em Carteira Própria 11.749.103,16 11.749.103,16 Própria Notas do Tesouro Nacional - NTN Certificados Financeiros do Tesouro - CFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Letras Financeiras do Tesouro - LFT B - Segmento de Renda Variável 23.772.348,75 12.709.346,60 4.630.626,30 6.432.375,85 Instituições Financeiras Companhias Abertas A3 - Títulos Públicos em Carteira Valor (R$) 104.335.203,73 67.548.875,69 20.846.188,24 7.054.400,37 8.885.739,43 Própria - B1 - Ações em Carteira - B2 - Direitos à Receber - C - Segmento de Imóveis Própria - C1 - Imóveis Aluguéis e Renda - C2 - Direitos à Receber - D - Investimentos Estruturados Terceirizada - D1 -FIP´s E - Operação com Participantes Própria - E1 - Emprestimos Direitos à Receber - F - Depósitos Judiciais / Recursais G - Disponivel 38.882,02 Fundo Rotativo Bancos - Conta Movimento 6.700,00 32.182,02 H - Exigibilidades Investimentos Imobiliários Empréstimos e Financiamentos Outras Exigibilidades Total dos Recursos Garantidores Relatório Anual 2011 – Versão Completa 139.895.537,66 361 PARECER ATUARIAL SOBRE O BALANÇO DE 31/12/2011 Na qualidade de atuários responsáveis pela avaliação atuarial dos Planos administrados pela Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social - REFER, apresentamos o nosso parecer atuarial sobre a posição das Provisões Matemáticas e Fundos da Fundação, em 31/12/2011, segregados entre o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ em Liquidação, o Plano de Benefício Definido da Patrocinadora Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR e o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS. Os valores apresentados, a seguir, foram obtidos considerando-se: Os Regulamentos do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ em Liquidação, do Plano de Benefício Definido da Patrocinadora Companhia Paulista de Trens Metropolitanos CPTM, do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER, do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL, do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU, do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA, do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR e do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS, Planos estes que se encontram em manutenção; Os dados individuais, posicionados em 31/07/2011, dos Participantes e beneficiários dos Planos, fornecidos pela REFER à Mercer, que, após a realização de testes apropriados e devidos acertos efetuados em conjunto com a Fundação, considerou-os adequados para fins desta avaliação atuarial; Os dados financeiros e patrimoniais fornecidos pela REFER à Mercer, bem como o valor dos Fundos Administrativo e de Investimentos e a inexistência do Fundo Assistencial; A avaliação atuarial procedida com base em hipóteses e métodos atuariais geralmente aceitos, respeitando-se a legislação vigente, as características da massa de Participantes e o Regulamento dos Planos; Os valores totais dos saldos de conta relativos aos planos de contribuição variável informados pela REFER, posicionados em 31/12/2011. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 362 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU Nome R$ Patrimônio Social 310.881.165,55 Patrimônio para Cobertura do Plano 294.866.008,79 Provisões Matemáticas 480.462.346,04 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 264.925.074,94 1.909.835,36 1.909.835,36 263.015.239,58 205.944.119,35 57.071.120,23 Benefícios a Conceder 220.523.658,05 Contribuição Definida 203.105.643,06 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 126.413.852,55 - Saldo de contas - Parcela Participantes 76.691.790,51 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 4.444.996,86 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 18.480.110,50 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (7.017.556,82) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (7.017.556,82) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado 12.973.018,13 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 15.011.882,91 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (1.019.432,39) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (1.019.432,39) Provisões Matemáticas a Constituir (-) (4.986.386,95) Serviço Passado (-) (4.986.386,95) - Patrocinador (-) (4.986.386,95) Déficit Equacionado (-) - Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias - Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (185.596.337,25) (185.596.337,25) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (185.596.337,25) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 16.015.156,76 2.093.724,17 2.093.724,17 13.271.331,06 650.101,53 363 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CBTU encontra-se com um déficit correspondente a 38,6% do Total das Provisões Matemáticas, déficit este decorrente do não pagamento da dívida da Patrocinadora. Para que este déficit não evolua, deve-se efetuar o pagamento das contribuições definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras, incluindo a contribuição mensal extraordinária da Patrocinadora calculada em 31/12/2011 de R$ 504.466,27, já acrescida do carregamento para despesas administrativas, que deverá ser efetuada a partir de janeiro de 2012 e destinada à amortização da Provisão a Constituir - subconta Serviço Passado, referente à cobertura da reserva de transferência e da provisão de benefícios concedidos não integralizadas na data efetiva de transformação do Plano, por um período de 1 ano a contar desta data. Essas contribuições serão redefinidas anualmente, de acordo com a avaliação atuarial, e constarão do respectivo Plano de Custeio. Registramos que, em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, as parcelas de amortizações de dívidas devidas e ainda não pagas pela Patrocinadora deverão ser integralizadas para regularização do equilíbrio do Plano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 364 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR Nome R$ Patrimônio Social 22.952.693,09 Patrimônio para Cobertura do Plano 22.000.352,13 Provisões Matemáticas 27.122.614,78 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 4.967.168,29 248.833,49 248.833,49 4.718.334,80 3.787.193,74 931.141,06 Benefícios a Conceder 22.314.107,11 Contribuição Definida 20.321.292,09 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 12.925.199,85 - Saldo de contas - Parcela Participantes 7.396.092,24 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 1.279.865,49 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 2.055.110,95 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (387.622,73) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (387.622,73) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado 712.949,53 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 756.471,21 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (21.760,84) -Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (21.760,84) Provisões Matemáticas a Constituir (-) (158.660,62) Serviço Passado (-) (158.660,62) - Patrocinador (-) (158.660,62) Déficit Equacionado (-) Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (5.122.262,65) (5.122.262,65) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (5.122.262,65) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial 952.340,96 89.784,50 89.784,50 - Fundo Administrativo 725.928,98 Fundo dos Investimentos 136.627,48 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 365 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METROFOR encontra-se com um déficit correspondente a 18,9% do Total das Provisões Matemáticas, que deve ser acompanhado no decorrer do exercício de 2012. Para que este déficit não evolua, deve-se efetuar o pagamento das contribuições definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras. Além dessas contribuições, a Patrocinadora CBTU, ex-empregadora do grupo que originou esse compromisso, efetuará uma contribuição extraordinária mensal calculada em 31/12/2011 de R$ 16.051,49, já acrescida do carregamento para despesas administrativas. Esses pagamentos deverão ser efetuados a partir de janeiro de 2012, por um período de 1 ano a contar desta data, e serão destinados à cobertura da reserva de transferência na data efetiva de transformação do Plano. Essas contribuições serão redefinidas anualmente, de acordo com a avaliação atuarial, e constarão do respectivo Plano de Custeio. Registramos que, em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, as parcelas de amortizações de dívidas devidas e ainda não pagas pela Patrocinadora CBTU deverão ser integralizadas para regularização do equilíbrio do Plano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 366 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS Nome R$ Patrimônio Social Patrimônio para Cobertura do Plano Provisões Matemáticas Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização 10.090.750,57 9.556.808,61 15.170.191,03 3.037.922,88 3.037.922,88 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos 1.517.497,74 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 1.520.425,14 Benefícios a Conceder 12.272.288,07 Contribuição Definida 11.686.372,28 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 7.023.586,57 - Saldo de contas - Parcela Participantes 4.662.785,71 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 201.683,96 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 347.000,48 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (72.658,26) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (72.658,26) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 384.231,83 385.117,33 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (442,75) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (442,75) Provisões Matemáticas a Constituir (-) 140.019,92 Serviço Passado (-) 140.019,92 - Patrocinador (-) 140.019,92 Déficit Equacionado (-) Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (5.613.382,42) (5.613.382,42) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (5.613.382,42) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 533.941,96 55.051,71 55.051,71 433.477,99 45.412,26 367 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CTS encontra-se com um déficit correspondente a 37% do Total das Provisões Matemáticas, que deve ser acompanhado no decorrer do exercício de 2012. Para que este déficit não evolua, deve-se efetuar o pagamento das contribuições definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras. Além dessas contribuições, a Patrocinadora CBTU, ex-empregadora do grupo que originou esse compromisso, efetuará uma contribuição extraordinária mensal calculada em 31/12/2011 de R$ 14.165,63, já acrescida do carregamento para despesas administrativas. Esses pagamentos deverão ser efetuados a partir de janeiro de 2012, por um período de 1 ano a contar desta data, e serão destinados à cobertura da reserva de transferência na data efetiva de transformação do Plano. Essas contribuições serão redefinidas anualmente, de acordo com a avaliação atuarial, e constarão do respectivo Plano de Custeio. Registramos que, em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, as parcelas de amortizações de dívidas devidas e ainda não pagas pela Patrocinadora CBTU deverão ser integralizadas para regularização do equilíbrio do Plano. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 368 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ/RJ (em liquidação) (*) Nome R$ Patrimônio Social 234.713.247,30 Patrimônio para Cobertura do Plano 199.901.032,08 Provisões Matemáticas 190.840.951,37 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 137.979.544,30 374.221,64 374.221,64 137.605.322,66 110.312.860,75 27.292.461,91 Benefícios a Conceder 52.861.407,07 Contribuição Definida 46.914.029,58 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 33.598.433,79 - Saldo de contas - Parcela Participantes 13.315.595,79 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 5.928.653,64 5.928.653,64 18.723,85 18.723,85 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) - - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) - Provisões Matemáticas a Constituir (-) - Serviço Passado (-) - Déficit Equacionado (-) - Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico 9.060.080,71 Resultados Realizados 9.060.080,71 Superávit Técnico Acumulado 9.060.080,71 Reserva de Contingência 9.060.080,71 Reserva para Revisão do Plano Déficit Técnico Acumulado (-) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial 34.812.215,22 1.597.654,88 1.597.654,88 - Fundo Administrativo 33.198.277,05 Fundo dos Investimentos 16.283,29 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 369 Após a formalização do “INSTRUMENTO PARTICULAR DE DIREITOS E OBRIGAÇÕES RELATIVOS À ADESÃO AO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO VARIÁVEL” formalizado entre a REFER, a RIOTRILHOS e o METRÔ em Liquidação, o Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora METRÔ em Liquidação está superavitário, sendo que para manter este equilíbrio deve-se efetuar o pagamento das contribuições normais definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras, incluindo o pagamento, pela Patrocinadora, do débito reconhecido no citado instrumento e que deverá ser efetuado mensalmente, por um período de 7 anos a contar de 31/12/2011. (*) O Regulamento do Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - RIOTRILHOS, sucessora da Patrocinadora Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ/RJ, está em processo de aprovação junto a PREVIC. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 370 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL Nome R$ Patrimônio Social 204.156.168,87 Patrimônio para Cobertura do Plano 201.243.758,65 Provisões Matemáticas 352.953.938,10 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 274.247.303,65 472.564,94 472.564,94 273.774.738,71 222.961.592,66 50.813.146,05 Benefícios a Conceder 78.706.634,45 Contribuição Definida 66.610.100,01 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 39.251.951,29 - Saldo de contas - Parcela Participantes 27.358.148,72 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 899.763,80 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 1.143.958,12 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (122.097,16) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados (122.097,16) 11.196.770,64 11.219.155,48 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (11.192,42) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (11.192,42) Benefício Definido Estruturado em Regime de Repartição de Capitais de Cobertura - Benefício Definido Estruturado em Regime de Repartição Simples - Provisões Matemáticas a Constituir (-) - Serviço Passado (-) - Déficit Equacionado (-) - Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias - Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (151.710.179,45) (151.710.179,45) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (151.710.179,45) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 2.912.410,22 2.597.518,11 2.597.518,11 90.302,38 224.589,73 371 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora CENTRAL encontra-se com um déficit correspondente a 43% do Total das Provisões Matemáticas, déficit este decorrente do não pagamento da dívida da Patrocinadora CBTU para com o Plano da Patrocinadora CENTRAL. Em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, tais pagamentos deverão ser integralizados para regularização do equilíbrio atuarial do Plano. Além disso, deve-se efetuar o pagamento das contribuições definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 372 Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM Nome R$ Patrimônio Social 438.043.926,46 Patrimônio para Cobertura do Plano 423.311.556,11 Provisões Matemáticas 685.648.832,69 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos Benefícios a Conceder Contribuição Definida 251.012.079,14 251.012.079,14 180.523.712,06 70.488.367,08 471.141.652,24 - - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora - - Saldo de contas - Parcela Participantes - Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 437.472.033,48 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 463.486.679,68 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (13.007.323,10) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (13.007.323,10) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 33.669.618,76 35.505.340,94 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (917.861,09) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (917.861,09) Provisões Matemáticas a Constituir (-) (36.504.898,69) Serviço Passado (-) (8.907.505,71) - Patrocinador (-) (8.907.505,71) Déficit Equacionado (-) (27.597.392,98) Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (262.337.276,58) (262.337.276,58) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (262.337.276,58) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial 14.732.370,35 - - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial - Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 14.580.122,65 152.247,70 373 O Plano de Benefício Definido da Patrocinadora CPTM encontra-se com um déficit correspondente a 38,3% do Total das Provisões Matemáticas, que corresponde ao total de parcelas vencidas e não pagas já lançadas como perdas relativas aos compromissos contratados pela Patrocinadora CBTU em 31/12/2011. Em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, a regularização dos pagamentos devidos (vencidos e à vencer) é crucial para, junto com o ajuste no Plano de Custeio, levar o Plano à desejada situação de equilíbrio. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 374 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER Nome R$ Patrimônio Social 43.192.542,82 Patrimônio para Cobertura do Plano 39.356.865,52 Provisões Matemáticas 34.703.579,02 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 15.981.195,36 15.981.195,36 11.511.862,06 4.469.333,30 Benefícios a Conceder 18.722.383,66 Contribuição Definida 16.090.433,02 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 8.679.308,20 - Saldo de contas - Parcela Participantes 7.411.124,82 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 1.691.900,99 1.691.900,99 940.049,65 940.049,65 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) - - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) - Benefício Definido Estruturado em Regime de Repartição de Capitais de Cobertura - Benefício Definido Estruturado em Regime de Repartição Simples - Provisões Matemáticas a Constituir (-) - Serviço Passado (-) - Déficit Equacionado (-) - Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico 4.653.286,50 Resultados Realizados 4.653.286,50 Superávit Técnico Acumulado 4.653.286,50 Reserva de Contingência 4.653.286,50 Reserva para Revisão do Plano - Déficit Técnico Acumulado (-) - Resultados a Realizar - Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Revisão do Plano - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 3.835.677,30 2.555.961,77 189.319,28 2.366.642,49 1.080.432,89 199.282,64 375 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora REFER está superavitário, dependendo do pagamento das contribuições normais definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras para manter esta situação. O valor do excesso do Patrimônio do Plano sobre o valor das Provisões Matemáticas foi utilizado para constituição da Reserva de Contingência, limitado a 25% do total das Provisões Matemáticas dos Benefícios Definidos. O valor do superávit excedente a Reserva de Contingência, considerando que no exercício de 2010 registrou-se o terceiro exercício consecutivo de apuração de Reserva para Revisão de Plano, houve o ajuste nas hipóteses de taxa de juros real e mortalidade, para 5% a.a. e AT-2000, respectivamente, de forma a atender ao previsto no artigo 9º da Resolução CGPC nº 26/2008 e o montante que deverá ser utilizado, conforme previsto no artigo 20 da citada Resolução, foi alocado em Fundo Previdencial - Revisão do Plano. Durante o exercício de 2011 foi formulada consulta à PREVIC sobre a utilização deste Fundo de Revisão do Plano, o qual deverá ser destinado no exercício de 2012 após aprovação do Conselho Deliberativo da Fundação. Relatório Anual 2011 – Versão Completa 376 Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA (em inventariança) Nome R$ Patrimônio Social 1.608.648.122,86 Patrimônio para Cobertura do Plano 1.531.597.739,40 Provisões Matemáticas 2.537.826.003,54 Benefícios Concedidos Contribuição Definida - Saldo de conta dos Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados - Assistidos - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados - Assistidos 2.242.214.858,66 484.895,50 484.895,50 2.241.729.963,16 1.581.044.301,02 660.685.662,14 Benefícios a Conceder 295.611.144,88 Contribuição Definida 144.453.040,40 - Saldo de contas - Parcela Patrocinadora 106.812.756,62 - Saldo de contas - Parcela Participantes 37.640.283,78 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 633.119,90 - Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 1.178.538,04 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (272.709,07) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (272.709,07) Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado - Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 150.524.984,58 150.549.575,00 - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) (12.295,21) - Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes (-) (12.295,21) Provisões Matemáticas a Constituir (-) - Serviço Passado (-) - - Patrocinador (-) - Déficit Equacionado (-) - Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias Equilíbrio Técnico Resultados Realizados (1.006.228.264,14) (1.006.228.264,14) Superávit Técnico Acumulado - Déficit Técnico Acumulado (-) (1.006.228.264,14) Resultados a Realizar Fundos Fundo Previdencial - Reversão do Saldo por Exigência Regulamentar - Outros - Previsto em Nota Técnica Atuarial Fundo Administrativo Fundo dos Investimentos Relatório Anual 2011 – Versão Completa 77.050.383,46 991.269,63 991.269,63 75.330.613,20 728.500,63 377 O Plano de Contribuição Variável da Patrocinadora RFFSA encontra-se com um déficit correspondente a 39,7% do Total das Provisões Matemáticas, déficit este decorrente do não pagamento da dívida da Patrocinadora. Para que este déficit não evolua, deve-se efetuar o pagamento das contribuições definidas no Regulamento do Plano e devidas por Participantes e Patrocinadoras. Registramos que, em atendimento à Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, as parcelas de amortizações de dívidas devidas e ainda não pagas pela Patrocinadora deverão ser integralizadas para regularização do equilíbrio do Plano. *** Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 2012. Mercer Human Resource Consulting Ltda. Maria da Fé da Costa Pinto M.I.B.A. nº 746 Relatório Anual 2011 – Versão Completa Bianca Guimarães Furtado Pereira M.I.B.A. nº 2.260 378 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Relatório Anual 2011 – Versão Completa 379 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 380 Relatório Anual 2011 – Versão Completa 381 PARECER DO CONSELHO FISCAL Relatório Anual 2011 – Versão Completa 382 PARECER DO CONSELHO FISCAL (continuação) Relatório Anual 2011 – Versão Completa 383 RESOLUÇÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO Relatório Anual 2011 – Versão Completa 384