1 Eduardo da Motta e Albuquerque* SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS: um balanço introdutório e uma discussão do papel (real e potencial) da FAPEMIG para a sua construção ** Belo Horizonte (Versão Preliminar) (Setembro de 2001) * FACE-CEDEPLAR/UFMG Este trabalho contou com o indispensável apoio da equipe de pesquisa constituída pelos assistentes de pesquisa Adriano Baessa e Leandro Silva e pelos bolsistas de iniciação científica Ana Paula Verona, Fábio Salazar, Regina Fernandes, Túlio Cravo, Camila Lins Rodrigues e Ana Luiza Lara. Maria Célia Carvalho de Resende, da Biblioteca do CEDEPLAR, viabilizou com a sua ajuda a organização dos dados relativos a publicações científicas. O Prof. Ricardo Barbosa, da FCI-UFMG, contribui disponibilizando o acesso a informações sobre publicações científicas. O Prof. Jacques Schwartzman forneceu os dados referentes às fontes de financiamento de pesquisas da UFMG. Herbert Geraldo dos Reis e Virgínia Tereza Banterli Ribeiro, da FAPEMIG, contribuíram com esclarecimentos sobre os dados obtidos junto ao CPD da FAPEMIG. A Profa. Anna da Soledad Vieira contribuiu para a abertura de canais de informação para a pesquisa. Os erros são de responsabilidade exclusiva do autor. ** 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO PARTE I: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, O PAPEL DA CIÊNCIA E O ESTÁGIO DE CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL I- O CONCEITO DE SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO E A EXPLICITAÇÃO DAS FONTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO E DA RIQUEZA DAS NAÇÕES II- LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA E AS INTERAÇÕES ENTRE A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA II.1- INTERAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS SISTEMAS DE INOVAÇÃO MADUROS II.2- O PAPEL DA CIÊNCIA ANTES E DURANTE O PROCESSO DE CATCHING UP II.3- OS LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA III- SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL: IMATURIDADE E CONCENTRAÇÃO III.1- UM SISTEMA DE INOVAÇÃO DESIGUAL E CONCENTRADO III.2- ALGUM ESTADO JÁ ULTRAPASSOU O PRIMEIRO LIMIAR DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA? III.3- O ESPAÇO PARA POLÍTICAS LOCAIS E REGIONAIS: A NECESSIDADE DE COMBINAR O PROCESSO DE CATCHING UP NACIONAL COM A REDUÇÃO DE DISPARIDADES REGIONAIS 3 PARTE II: O SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS IV- UMA VISÃO INTRODUTÓRIA DAS ESPECIALIZAÇÕES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS DE MINAS GERAIS IV.1- CALCULANDO ESPECIALIZAÇÕES IV.2- O CADASTRO GERAL DE EMPRESAS DO IBGE: O PESO DAS INDÚSTRIAS EXTRATIVAS E DA AGRICULTURA IV.3- A PIA-IBGE: A AUSÊNCIA DOS SETORES INDUSTRIAIS DE ALTA TECNOLOGIA IV.4- A RAIS: IDENTIFICANDO CLUSTERS IV.5- UMA NOTA SOBRE A ESPECIALIZAÇÃO DE MINAS GERAIS V- MINAS GERAIS: UM MAPEAMENTO INICIAL DE RECURSOS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EXISTENTES V.1- INSTITUIÇÕES DE PESQUISA, GRUPOS DE PESQUISA E PESQUISADORES V.2- PRODUÇÃO CIENTÍFICA V.3- PRODUÇÃO TECNOLÓGICA V.4- UM QUADRO GERAL DAS REGIÕES DO ESTADO V.5- UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR: ARTICULAÇÃO E DESCOMPASSO NO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS 4 PARTE III: A FAPEMIG E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS VI- O PAPEL DE INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE FOMENTO À PESQUISA CIENTÍFICA VII- UMA AVALIAÇÃO DO PAPEL DA FAPEMIG: RECURSOS E DESEMPENHO VII.1- ESCASSEZ E INSTABILIDADDE DOS RECURSOS DA FAPEMIG VII.2- A DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES APOIADAS PELA FAPEMIG VII.3- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS ÁREAS CIENTÍFICAS VII.4- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS REGIÕES DO ESTADO VII.5- O APOIO DA FAPEMIG A AUTORES E INVENTORES DE MINAS GERAIS VII.6- A FAPEMIG E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM MINAS: O QUE OS DADOS PODEM SUGERIR? PARTE IV: CONCLUSÃO: COMBINANDO A CONSTRUÇÃO DE “BAIXO PARA CIMA” COM A CONSTRUÇÃO DE “CIMA PARA BAIXO” DO SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO: TABELAS GRÁFICOS FIGURAS 5 LISTAS DE ABREVIATURAS Sigla AP C&T CAPES CNAE CNPq FAPEMIG FAPESP FAP's FINEP FUNDEP IBGE INPI ISI OMPI P&D PIA PIB PNB PPP PROSSIGA QL RAIS UFLA/ESAL UFMG UFU UFV USPTO VTI WoS Descrição das siglas e abreviaturas do texto Descrição Apoio à Pesquisa Ciência e Tecnologia Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Classificação Nacional de Atividades Econômicas Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fundações de Amparo à Pesquisa Financiadora de Estudos e Projetos Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Instituto Nacional de Propriedade Industrial Institute for Scientific Information Organização Mundial de Propriedade Industrial Pesquisa e Desenvolvimento Pesquisa Industrial Anual Produto Interno Bruto Produto Nacional Bruto Paridade do Poder de Compra Programa de auxílio do CNPq Quociente Locacional Relação Anual de Informações Sociais Universidade Federal de Lavras - Escola Superior de Agricultura de Lavras Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de Uberlândia Universidade Federal de Varginha United States Patent and Trademark Office Valor da Transformação Industrial Web of Science 6 Siglas AE CAG CAM CBB CBS CDS CDTN CEFET/MG CETEC CEX CNEN CRA CRH PCRH DI DOM EFEI EFOA EMBRAPA EMBRAPA/CNPGL EMBRAPA/CNPMS EPAMIG FAFEOD FAFI FEAM FHEMIG FIOCRUZ FJP FMTM FOP FOR FUNED FUNREI HEMOMINAS LNA/CNPQ MI MU PI PUC/MG SEC SHA STA TEC UEMG UF Alfenas UFJF UFOP UFV UNIFENAS UNIMONTES UNIVALE CVRD UFV UFLA FURNAS Descrição das siglas e abreviaturas das tabelas Descrição Auxílio Especial Ciências Agrárias Diversas Áreas – CNPq Área de Ciências Biológicas e Biotecnologia Ciências Biológicas e da Saúde Área de Ciências da Saúde Centro Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear Centro Federal de Educação Tecnológica Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais Ciências Exatas e da Terra Comissão Nacional de Energia Nuclear Área de Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais; Capacitação de RH Estadual Programa de Capacitação de RH Estadual Patentes de Desenho Industrial Empresa de Capital Majoritário Nacional Escola Federal de Engenharia de Itajubá Escola de Farmácia Odontologia de Alfenas Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA/ Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite EMBRAPA/ Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais Faculdade de Odontologia de Diamantina Faculdade de Filosofia Fundação Estadual de Minas Gerais Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais Fundação Oswaldo Cruz/ Rene Rachou Fundação João Pinheiro Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro Empresas com Participação Minoritária do Capital Estrangeiro Empresas com Participação Majoritária do Capital Estrangeiro Fundação Ezequiel Dias Fundação de Ensino Superior de São João Del Rei Fundação Centro de Hematologia do Estado de Minas Gerais Laboratório Nacional de Astrofísica Patentes de Modelo Industrial Patentes de Modelo de Utilidade Patentes de Invenção Pontifícia Universidade Católica de MG Secretaria de Estado da Cultura Ciências Sociais, Humanas e Artes Empresas Estatais Tecnologia Universidade Estadual de Minas Gerais Universidade Federal de Alfenas Universidade Federal de Juiz de fora Univeersidade Federal de Ouro Preto Fundação Universidade Federal de Viçosa Univesidade de Alfenas Universidade Estadual de Montes Claros Universidade Vale do Rio Doce Companhia Vale do Rio Doce Fundação Universidade Federal de Viçosa Universidade Federal de Lavras Furnas Centrais Elétricas S.A 7 LISTA DE TABELAS I.1 Variáveis Econômicas e Indicadores de C&T para Países Considerados "Tipos Ideais" de Sistemas Nacionais de Inovação. (1998) II.1 Médias e desvio padrão de artigos por milhão de habitantes(A*); patentes por milhão de habitantes (P*); e o quociente entre artigos por milhão de habitantes e patentes por milhão de habitantes (A*/P*), de acordo com o nível de renda (PNB per capita) em 1998. II.2 PNB per capita e Indicadores de C&T para Países Considerados representativos para os diferentes limiares.(1998). III.1 Média da participação no PIB a custo de fatores, participação no total de patentes, participação no total de artigos científicos e participação relativa dos pesquisadores por Unidade da Federação (1988-1996). III.2 Quantidade de artigos por UF no Brasil. III.3 Patentes Solicitadas por UF (1988-1996). III.4 Artigos e Patentes por Milhão de Habitantes por Unidades da Federação em 1999. IV.1 Especialização de Unidades locais, pessoal ocupado em 31.12 e salários e outras remunerações segundo seção da classificação de atividades Minas Gerais – 1998. IV.2 Especialização Industrial de Minas Gerais com dados da PIA 1998. IV.3 Quocientes Locacionais de Classes CNAE Selecionadas (relacionadas a Informática) Capitais Selecionadas e Belo Horizonte, 1997. V.1 Principais Dimensões do Diretório 1993-2000. V.2 Número de pesquisadores por grande área do conhecimento no Brasil e em Minas Gerais em 2000. V.3 Distribuição do Numero de Pesquisadores e Linhas de Pesquisa em Minas Gerais segundo as instituições(2000). V.4 Distribuição das Instituições e Pesquisadores em 1998 por Cidade e Microregião. V.5 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Biológicas. V.6 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Agrárias. V.7 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Exatas e da Terra. V.8 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas Gerais(2000) - Grande Área: Ciências da Saúde 8 V.9 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas Gerais(2000) - Grande Área: Engenharias e C. da Computação. V.10 Distribuição dos artigos por micro região, municípios e instituições em Minas Gerais em 1999. V.11 Quantidade de periódicos por área em Minas Gerais em 1999. V.12 Quantidade de artigos indexados pelo WoS com participação brasileira, por grande disciplina do CNPq, e disciplina do indexador de periódicos Ulrich, em Minas Gerais em 1998 e1999. V.13 Quantidade de referências de endereços para os artigos de M.G. indexados no WoS em 1998 e 1999 por municípios e micro região. V.14 Número de artigos produzidos em Belo Horizonte e sua proporção em relação ao Estado de Minas Gerais. V.15 Total de Artigos Brasil e Minas Gerais por Grandes Áreas CNPq e Índice de Especialização de Minas Gerais 1999. V.16 Total de Artigos Brasil e Minas Gerais e Índice de Especialização Minas Gerais por Pequenas Áreas CNPq 1999. V.17 Número de pesquisadores (2000) e de artigos (1998) por área do conhecimento em Minas Gerais. V.18 Distribuição dos Pedidos de Patentes por Tipo e Natureza do Titular (1988-1996), para o Brasil e Minas Gerais. V.19 As vinte maiores empresas patenteadoras no período de 1988-1996, estrutura do capital e tipo de patente. V.20 Vinte Maiores Divisões CNAE com Pedidos de Patentes por Tipo (19881996), Total das Identificadas e Percentual do Estado. V.21 Vinte maiores Classes CNAE por tipo de patente, Classe Tecnológica e Orientação. V.22 Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Classe Tecnológica. V.23 Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Orientação. V.24 Municípios de Minas Gerais com patentes entre 1988 e 1996. V.25 Municípios com patentes por tipo, total e número de empresas (19881996). V.26 Patentes Por Divisão CNAE (1988-1996) em Belo Horizonte. V.27 Total de Patentes com Primeiro Inventor de Minas Gerais, Total de Patentes de Indivíduos(2) no USPTO por Cidades de Minas Gerais 1981-2000. V.28 Artigos, Pesquisadores, Patentes, Número de Firmas de 100 a 500 empregados e Número de Firmas com mais de 500 empregados. 9 V.29 Correlação entre a distribuição de artigos (1999), pesquisadores (1997), patentes (1988-1996), número de firmas de 100 a 500 empregados e número de firmas com mais de 500 empregados (1997), por microregião do IBGE. VII.1 Comparativo entre Orçamentos Anuais e Recursos Financeiros Efetivamente Disponíveis no Período de 1986 a 1999 VII.2 Descrição das despesas da FAPEMIG de 1994 a 1999 em percentual VII.3 Processos solicitados à e financiados pela FAPEMIG. VII.4 Quantidades de Projetos financiados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 agrupadas por modalidade. VII.5 Processos solicitados por Câmara de 1986 a 1999. VII.6 Processos aprovados por Câmara de 1986 a 1999. VII.7 Processos financiados pela FAPEMIG, encerrados ou concluídos, de 1986 a 1999, por micro região de Minas Gerais. VII.8 Quantidades de projetos, encerrados ou concluídos, patrocinados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 por instituição e município com um total maior que 10 projetos. VII.9 Distribuição dos Recursos Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999. VII.10 Distribuição dos Recursos Totais Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999. VII.11 Quantidade de Projetos Encerrados ou concluídos financiados pela FAPEMIG (1986-1999), Total de Pesquisadores (2000), Artigos Científicos(1999) e Patentes (1988-1996) por Micro-Regiões de Minas Gerais. VII.12 Total de Recursos Recebidos pela UFMG por Destinação em US1000.00 - 1995-2000. VII.13 Total de Recursos gastos pelas Maiores Financiadoras Externas de Projetos da UFMG em US$1000 – 1995-2000. LISTA DE GRÁFICOS I.1 Plot do log10(PNB), versus log10(artigos por milhão de habitantes (A*)), versus log10(patentes por milhão de habitantes(P*)). (a) apresenta um gráfico em três dimensões ; enquanto (b) and (c) mostram as projeções em dois planos. Os dados foram obtidos para 120 países no ano de 1998. II.1 Log-log plot de artigos por milhão de habitantes (A*), versus patentes por milhão de habitantes (P*) para 120 países no ano de 1998. Aqui os dois subgrupos estão identificados por símbolos diferentes. Duas funções exponenciais foram usadas para enquadrá-los. 10 LISTA DE FIGURAS III.1 Regime de interação entre ciência e tecnologia 11 INTRODUÇÃO O objetivo deste texto é avaliar o estágio de construção do sistema de inovação em Minas Gerais. A FAPEMIG - um componente essencial para essa construção - tem o seu papel real e potencial avaliado e discutido. A hipótese deste texto sugere que o desenvolvimento e o amadurecimento de um sistema de inovação em Minas depende da ampliação de investimentos para a consolidação de sua infra-estrutura científica. Dado o caráter continental do país, os investimentos estaduais são insubstituíveis e indispensáveis. Na mediação desses investimentos o papel da FAPEMIG é crucial. Este texto é divido em quatro partes. Na primeira parte o conceito de sistema de inovação é exposto, suas instituições constitutivas são discutidas, o papel da infraestrutura científica é destacado e o estágio de construção do sistema brasileiro é investigado. Na segunda parte o caso de Minas Gerais é discutido, investigando-se as especializações econômica, industrial, científica e tecnológica. Na terceira parte, o foco da análise concentra-se na FAPEMIG. Finalmente, na parte conclusiva, caminhos de construção de um sistema de inovação em Minas Gerais são apresentados como contribuição para a discussão. 12 PARTE I: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, O PAPEL DA CIÊNCIA E O ESTÁGIO DE CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL I- O CONCEITO DE SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO E A EXPLICITAÇÃO DAS FONTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO E DA RIQUEZA DAS NAÇÕES Na última década a literatura econômica tem dedicado crescente atenção na investigação das causas do desenvolvimento econômico e nas razões das disparidades de renda entre nações. Abramovitz (1989) apresenta uma extensa discussão, salientando o papel das causas “próximas” e “profundas” do desenvolvimento das nações. Entre as causas “profundas” encontra-se a capacitação tecnológica e científica das nações. Fagerberg (1994), em uma resenha mais recente, indicou o peso de instituições capazes de internalizar o progresso tecnológico para a determinação da renda e da riqueza das nações. Uma linha importante de elaboração teórica no interior do mainstream do pensamento econômico iniciou um esforço para a incorporação de elementos da dimensão tecnológica nos modelos de crescimento econômico (Romer, 1990; Barro & Sala-I-Martin, 1995). Enfim, certamente existe hoje um consenso entre as várias correntes do pensamento econômico sobre o papel da ciência e da tecnologia na criação da “riqueza das nações” (Dosi, Freeman & Fabiani, 1994). A literatura de economia da tecnologia tem avançado no estudo da definição do progresso tecnológico, da sua articulação com a dimensão econômica, dos diversos e multifacetados fatores que determinam o surgimento e o aproveitamento de oportunidades tecnológicas. Essa literatura apresenta uma síntese dos determinantes do progresso tecnológico na proposição do conceito de sistema nacional de inovação (Freeman, 1987; Nelson, 1993). Sistema nacional de inovação é uma construção institucional, produto seja de uma ação planejada e consciente, seja de um somatório de decisões não planejadas e desarticuladas, que impulsiona o progresso tecnológico em economias capitalistas complexas (Freeman, 1988; Nelson, 1993). Através da construção desse sistema de inovação viabiliza-se a realização de fluxos de informação necessários ao processo de inovação tecnológica. Esses arranjos institucionais envolvem as firmas, redes de 13 interação entre empresas, agências governamentais, universidades, institutos de pesquisa, laboratórios de empresas, atividade de cientistas e engenheiros. Arranjos institucionais que se articulam com o sistema educacional, com o setor industrial e empresarial, e também com as instituições financeiras completando o circuito dos agentes que são responsáveis pela geração, implementação e difusão das inovações. É crucial o papel das universidades, das instituições de pesquisa e do conjunto da estrutura educacional para a manutenção dos fluxos de informação constitutivos de um sistema de inovação. O National Science Foundation (NSF, 1996) estima que o total de cientistas e engenheiros empregados em atividades de P&D nos Estados Unidos alcançou a cifra de 962.700 pessoas em 1993 (cerca de 1% da força de trabalho do país). O total de cientistas e engenheiros empregados em atividades não-acadêmicas atingiu 3.502.000 (1.749.000 cientistas e 1.753.000 engenheiros), cerca de 3% da força de trabalho em 1992. Um sistema de inovação sofistica a divisão tecnológica de trabalho, fornecendo às firmas oportunidades tecnológicas de forma persistente. A partir de estudos comparativos é possível diferenciar o grau de construção dos sistemas de inovação (Nelson, 1993). Pelo menos quatro grupos de países podem ser sugeridos. A Tabela I.1 apresenta dados (para 1999) para três desses grupos, destacando países representativos de cada grupo. Em primeiro lugar, o grupo dos países avançados, onde os sistemas de inovação completaram o seu processo de construção, constituindo-se como sistemas maduros. Nesses países, a articulação institucional entre o sistema científico-tecnológico, o sistema financeiro e o sistema educacional alcançou um grau de sofisticação tal que torna o progresso tecnológico a principal fonte de desenvolvimento econômico. Na Tabela I.1, os Estados Unidos representam esse grupo. É importante destacar a elevada renda per capita (US$ 29.240,00) a elevada proporção de patentes e de artigos científicos por milhão de habitantes (respectivamente 501 e 996) e a qualidade dos indicadores educacionais (com destaque ao ensino universitário, cujas matrículas representam 80,9% da população em idade de freqüentar a universidade). Em segundo lugar, países em processo de catching up (desenvolvimento econômico acelerado, que leva a uma aproximação, crescente ao longo do tempo, dos níveis de renda dos países centrais), como a Coréia do Sul e Taiwan. Esses países, nas últimas três décadas, são exemplo do peso da construção de instituições de apoio às atividades científicas e tecnológicas na determinação das condições para o crescimento 14 econômico acelerado (Amsden, 1989; Wade, 1990). A avaliação desses processos de desenvolvimento indica como a construção e o amadurecimento de sistemas de inovação constitui um pré-requisito para o processo de catching up. A Tabela I.1 apresenta os dados para a Coréia do Sul, destacando a intensidade do crescimento econômico entre 1985 e 1994 (medido pela variação da renda per capita, alcançou um crescimento média anual de 7,8%): esse é um indicador do sucesso do processo de catching up. Esse processo está correlacionado com a melhora de indicadores importantes como produção de patentes e artigos científicos (respectivamente 117,42 e 224,9), na redução do analfabetismo e na ampliação da população freqüentando o ensino secundário e superior. A Coréia do Sul multiplicou por 85,19 o total de patentes registradas no USPTO entre 1981 e 1998. Os dados da Coréia do Sul apresentam uma pista importante para a compreensão de processos de catching up: os indicadores de crescimento econômico movimentam-se de forma concomitante aos indicadores de produção científica e tecnológica e de educação. Em terceiro lugar, um grupo de países heterogêneos Brasil, Índia, México, África do Sul, Rússia e Malásia que possui um certo grau de construção do sistema de inovação, com a presença de elementos da infra-estrutura científica e alguma capacidade tecnológica do setor produtivo. O caráter incompleto desses sistemas pode ser destacado, através da observação dos indicadores de produção científica e tecnológica. De acordo com a Tabela I.1, o total de patentes por milhão de habitantes é baixo (Brasil, 0,99; Rússia, 1,86; Malásia, 1,85), o total de artigos por milhão de habitantes é restrito, com exceção da Rússia (Brasil, 50,92; Malásia, 33,23; Rússia, 180,24), o acesso ao ensino superior limitado (Brasil, 12% da população em idade de freqüentar a universidade; Malásia, 11,7%) e as taxas de analfabetismo altas (Brasil, 17%, Malásia, 16%). Apesar dessas características semelhantes, a heterogeneidade desses três países é evidente a partir da avaliação das respectivas trajetórias de crescimento (entre 1985 e 1994, o Brasil conheceu estagnação, regredindo 0,4% ao ano em termos de renda per capita; a Rússia passou por uma regressão econômica, com uma queda de 4,1% ao ano em sua renda; e a Malásia cresceu intensamente, com uma média anual de 5,6%). Finalmente, um quarto grupo de países pode ser indicado entre os mais pobres do mundo, constituindo o grupo de baixa renda, segundo a classificação do Banco Mundial. Na melhor das hipóteses, esses países possuiriam sistemas de inovação rudimentares (Banze, 2000). 15 Desta sumária comparação, é importante destacar que a divisão entre os diversos tipos de sistemas de inovação ressalta como a capacitação científica e tecnológica das nações está fortemente associada com a renda obtida por esses países. Essa correlação entre renda per capita e indicadores de capacitação científica e tecnológica pode ser observada na Tabela I.1, conforme discutido ao longo desta seção.1 O Gráfico I.1 amplia o conjunto de países, mostrando uma relação tridimensional entre renda (medida por PNB per capita), produção científica (artigos indexados no ISI por milhão de habitantes) e produção tecnológica (patentes depositadas no USPTO por milhão de habitantes). O Gráfico I.1 mostra uma forte correlação entre o nível de produção científica e tecnológica e renda: os países mais ricos (grupo à direita e na parte superior do gráfico) agrupam-se numa região onde tanto a renda como a capacidade tecnológica e científica são elevadas. Em contraste, os países mais pobres (grupo à esquerda e na parte inferior do gráfico) têm valores baixos nas três variáveis. II- LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA E AS INTERAÇÕES ENTRE A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA Para o objetivo deste trabalho, é interessante uma investigação mais detalhada do papel da infra-estrutura científica para o processo de desenvolvimento econômico. O ponto de partida dessa discussão é a literatura sobre sistemas nacionais de inovação, na medida em que explicita o papel das interações entre a dimensão científica e tecnológica. Inicialmente é necessário distinguir a dimensão científica (a esfera das universidades, dos institutos de pesquisa) e a dimensão tecnológica (a esfera das firmas, de seus laboratórios de P&D). Essas duas esferas são diferenciadas e participam de uma sofisticada divisão de trabalho que sustenta o dinamismo dos sistemas de inovação. A distinção entre essas duas esferas permite destacar o papel da interação entre elas. II.1- INTERAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS SISTEMAS DE INOVAÇÃO MADUROS Nelson & Rosenberg (1993) apontam o entrelaçamento entre as dimensões científica e tecnológica, destacando-as como uma das características principais dos 1 Para maiores detalhes sobre uma tipologia de sistemas de inovação, ver discussão realizada em trabalho anterior (Albuquerque, 1999). 16 sistemas de inovação. Nelson & Rosenberg (1993, p. 6) resumem as complexas interações entre essas duas dimensões ressaltando que a ciência tanto “lidera como segue” (“science as a leader and a follower”) o progresso tecnológico. Outras evidências desse duplo papel podem ser encontradas na literatura. Em primeiro lugar, Rosenberg (1982, pp. 141-159) discute “quão exógena é a ciência”. Nesse artigo, Rosenberg ressalta como os fatores econômicos determinam, até certo ponto, o progresso da ciência, explicitando como o avanço tecnológico antecede e estimula o progresso da ciência. Esse papel do avanço tecnológico pode ser identificado de diversas formas: 1) a tecnologia é uma fonte de questões e problemas para a ciência; 2) a tecnologia é um “enorme depósito de conhecimento empírico para ser investigado e avaliado pelos cientistas” (p. 144); 3) o progresso tecnológico contribui para a definição de uma agenda de pesquisa científica; 4) avanços técnicos disponibilizam novos instrumentos e equipamentos para atividade científica. Rosenberg conclui que existem “poderosos impulsos econômicos moldando, dirigindo e constrangendo o empreendimento científico” (p. 159). Em segundo lugar, Klevorick et all (1995) investigam o sentido oposto do fluxo, ao apresentar evidências empíricas sobre o papel das universidades e da ciência como fonte de oportunidades tecnológicas para a inovação industrial. Esse estudo mostra como os diferentes setores industriais avaliam a importância relativa das universidades e da ciência para a sua capacitação inovativa. Essa avaliação explica porque as firmas gastam recursos próprios para monitorar e acompanhar a evolução da pesquisa acadêmica. Especialmente em áreas de alta tecnologia identificam-se fluxos de conhecimento fortes correndo da infra-estrutura científica para os setores industriais. Em terceiro lugar, Pavitt (1991) investiga “o que torna a pesquisa básica economicamente útil”. Para Pavitt (p. 114), além da sua utilidade como um “insumo de importância crescente para a tecnologia”, a pesquisa básica tem duas outras influências talvez até mais fortes: 1) contribui para o desenvolvimento de habilidades de pesquisa e treina pesquisadores que posteriormente são empregados no setor industrial; 2) é fonte de aplicações não planejadas. Em quarto lugar, Rosenberg (1990) discute “porque firmas fazem pesquisa básica” e sugere que ela é “um bilhete de entrada para uma rede de informações”. Esse ponto está relacionado à discussão de Cohen & Levinthal (1989) sobre as duas faces do processo de P&D, destacando a importância desse investimento para o desenvolvimento 17 de “capacidade de absorção”. P&D é simultaneamente investimento para inovação e para aprendizado. Em quinto lugar, Narin et all (1997) encontra evidências empíricas do vínculo crescente entre a ciência (fundamentalmente financiada pelo setor público) e a capacidade inovativa da indústria dos Estados Unidos. Para os objetivos deste trabalho, esses estudos demonstram a relevância das duas dimensões da atividade inovativa, enfatizam a divisão de trabalho entre elas e identificam a interação forte e os feedbacks mútuos entre a infra-estrutura científica e a produção tecnológica nos países desenvolvidos. Portanto, essa literatura sugere que para a sustentação do crescimento econômico moderno, essas interações devem estar operando. II.2- O PAPEL DA CIÊNCIA ANTES E DURANTE O PROCESSO DE CATCHING UP Para discutir o caso dos países menos desenvolvidos não é possível a aplicação direta e sem qualificações da literatura para os países avançados. Há importantes diferenças que devem ser levadas em conta. A principal diferença no papel da ciência está na sua contribuição durante o processo de catching up: a infra-estrutura científica atua como um “instrumento de focalização” e como uma “antena” para identificar oportunidades tecnológicas e para constituir a capacidade de absorção do país. Em um país atrasado a infra-estrutura científica oferece “conhecimento para focalizar buscas” (Nelson, 1982), ao invés de ser uma fonte direta de oportunidade tecnológica. Em outras palavras, a infra-estrutura científica em países em desenvolvimento deve contribuir para vincular o país aos fluxos científicos e tecnológicos internacionais. A ciência, durante processos de catching up, tem um papel triplo como: 1) um “instrumento de focalização”, contribuindo para identificar oportunidades e para vincular o país aos fluxos internacionais; 2) um instrumento de apoio para o desenvolvimento industrial, provendo conhecimento científico necessário para a entrada em setores industriais estratégicos (Perez & Soete, 1988); 3) uma fonte para algumas soluções criativas que dificilmente seriam obtidas fora do país (exemplo: vacinas contra a doenças tropicais, desenvolvimento de certas ligas metálicas, preparação de softwares aplicados, etc). Certamente há uma inter-relação entre esses diferentes papéis, na 18 medida que o desenvolvimento da capacidade de absorção é uma pré-condição para esses desenvolvimentos tecnológicos locais, originais e incrementais. Uma investigação realizada por Rapini (2000) compara a interação entre ciência e tecnologia em países em processo de catching up (Coréia do Sul e Taiwan) com o caso brasileiro. Essa investigação encontra uma importante diferença: no caso dos países em catching up é possível estabelecer uma relação estatística que sugere a existência de causalidade tanto entre a produção científica (em termos de artigos científicos indexados pelo ISI) e a produção tecnológica (em termos de patentes depositadas no USPTO), como entre a produção tecnológica e a produção científica.2 Ou seja, Rapini identifica uma mútua causalidade entre as dimensões científica e tecnológica ao longo do processo de desenvolvimento acelerado. Esse achado contrasta com o caso brasileiro, onde Rapini encontrou causalidade em apenas um sentido: da produção científica para a tecnológica. Essa diferença importante entre os países em catching up e um país como o Brasil provoca uma pergunta: para o estabelecimento da interação recíproca que caracteriza um sistema de inovação maduro, é necessário a superação de alguns limiares de produção científica? Estes limiares viabilizariam a existência de uma massa crítica necessária para que a infra-estrutura científica assuma os papéis que lhe cabem durante o processo de desenvolvimento? 2 A causalidade é identificada através de uma técnica desenvolvida por Granger. Rapini explica o sentido dessa técnica e ressalta que o estudo permite afirmar que as duas séries temporais (artigos e patentes) comportam-se de forma tal que a causalidade “no sentido de Granger” corre nos dois sentidos (para mais detalhes, ver Rapini, 2000). 19 II.3- OS LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA A partir da revisão bibliográfica realizada nesta seção é possível sugerir um modelo bastante simples de relação entre as dimensões científica e tecnológica ao longo do processo de desenvolvimento. Trata-se de um modelo útil para estabelecer alguns parâmetros para a investigação do papel da interação entre ciência e tecnologia. Seis passos são necessários: 1) o reconhecimento de duas dimensões diferentes entre atividades relacionadas à inovação: a científica e a tecnológica; 2) a identificação de uma divisão de trabalho institucional entre elas; 3) a sugestão de uma dinâmica dessa interação, apontando que essa interação muda ao longo do processo de desenvolvimento, alcançando ao final um nível forte de inter-relações recíprocas e que se reforçam mutuamente – um nível de interação característico dos países avançados; 4) a conjectura de que essa trajetória evolucionista é impulsionada pelo desenvolvimento da infra-estrutura científica (o fortalecimento da infraestrutura científica é, pelo menos, uma condição necessária, embora não suficiente, para detonar o desenvolvimento tecnológico); 5) a conjectura da existência de limiares de produção científica que devem ser superados para o alcance de novos estágios e de novos níveis de interação entre as dimensões científica e tecnológica; 6) a necessidade de integrar essas interações entre ciência e tecnologia nas determinações do crescimento econômico. Esses passos podem levar a um modelo muito simples apresentado na Figura III.1. A Figura III.1 sugere a existência de pelo menos três diferentes “regimes de interação” ao longo do processo de desenvolvimento. No “regime” I, a infra-estrutura científica é ainda muito pequena e incapaz de alimentar uma produção tecnológica mínima (esse regime caracterizaria inúmeros países da África, que possuem alguma produção científica mas nenhuma produção tecnológica, identificada por patentes no USPTO – Moçambique está nessa situação) (Banze, 2000). No “regime” II, a produção científica cresce e pode determinar alguma produção tecnológica, mas não a ponto de viabilizar uma produção tecnológica com peso para retro-alimentar a produção científica (esse regime caracterizaria o caso brasileiro) (Rapini, 2000). Finalmente, no “regime” III, todas as conexões e interações estão ligadas (países desenvolvidos) e o 20 principal determinante do crescimento econômico é a capacitação científica e tecnológica. Dados estatísticos podem ser recolhidos para investigar essa relação. O Gráfico I.1 contribui para uma primeira constatação das correlações entre renda e capacitação científica e tecnológica (ver seção I). A Tabela II.1 apresenta, de outra forma, a correlação sugerida no Gráfico I.1. Para a construção da Tabela II.1 foram compilados dados de 120 países (renda per capita, artigos por milhão de habitantes, patentes por milhão de habitantes, em 1998). Os países foram agrupados de acordo com a sua renda per capita. A Tabela II.1 indica uma forte correlação entre a renda per capita e a produção científica e tecnológica. O grupo de países mais ricos (19 países com renda per capita acima de US$ 19.000,00) é o grupo de mais elevada produção científica (média de 938 artigos por milhão de habitantes) e mais elevada produção tecnológica (média de 154 patentes por milhão de habitantes). O grupo de países onde se encontra o Brasil (25 países com renda entre US$ 5.000,00 e US$ 10.000,00) obtém valores mais baixos para produção científica e tecnológica (respectivamente 115 e 1,45). No geral, a Tabela II.1 indica que, na medida em que a renda cresce, a produção científica e tecnológica também cresce. Uma importante pista a favor da conjectura da existência de limiares está na quarta coluna da Tabela II.1, onde a produção científica é dividida pela produção tecnológica. Essa divisão indica o grau de eficiência na “transformação” de artigos em patentes, ou seja, um indicador da eficiência no uso dos recursos científicos para gerar produção tecnológica. O grupo de países de maior produção científica é o grupo de maior “eficiência”, e essa eficiência vai declinando na medida em que a produção científica do grupo também declina. Comparando o grupo dos países ricos com o grupo que inclui o Brasil, a divisão entre artigos por milhão de habitantes e patentes por milhão de habitantes passa de 11,3 para 152,03. Ou seja, no caso do grupo do Brasil, é necessária uma quantidade maior de artigos para gerar uma patente, comparado com o grupo dos países ricos. Essa comparação pode ser uma pista da necessidade de alcance de uma certa “massa crítica” para a produção mais eficiente de tecnologia. Portanto, aparentemente, certos limiares devem ser ultrapassados para que uma maior “eficiência” seja alcançada. O Gráfico II.1 organiza os dados referentes à produção científica (artigos por milhão de habitantes, A*) e à produção tecnológica (patentes por milhão de habitantes, P*) de todos os 120 países que produziram ao menos uma patente e um artigo em 1998. 21 Esse Gráfico sugere a existência de um ponto de cross-over (ponto a partir do qual a “eficiência” na transformação de artigos em patentes cresce), representado pelo ponto onde dois subconjuntos de países podem ser delimitados. A partir de 150 artigos por milhão de habitantes (Gráfico II.1) a “eficiência” cresce, expressa por uma reta mais inclinada para esse subconjunto. A vizinhança da produção de 150 artigos por milhão de habitantes pode constituir-se em um limiar de produção científica, para os dados de 1998. A partir da identificação preliminar de um limiar de produção científica, a investigação do comportamento desses dados para outros anos (1974, 1982, 1990) indica um padrão similar de cross-over, mas sugere que o limiar tem se movimentado ao longo do tempo: em 1974, 7 artigos por milhão de habitantes, em 1982, 28 e em 1990, 60.3 A Tabela II.2, apresenta os dados para países selecionados, indicando a posição do Brasil: em 1998 alcançou uma renda per capitade US$ 6.460,00; 50,9 artigos por milhão de habitantes e 0,99 patentes por milhão de habitantes. Trata-se de uma outra forma de identificação do caráter imaturo do sistema de inovação brasileiro. III- SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL: IMATURIDADE E CONCENTRAÇÃO Identificada a imaturidade do sistema de inovação brasileiro, é necessário apresentar algumas características distintivas do país. O caráter continental e federativo do país exige uma análise das diferenças regionais, ao mesmo tempo que é uma introdução para o papel potencial da construção de sistemas locais e estaduais de inovação no país. III.1- UM SISTEMA DE INOVAÇÃO DESIGUAL E CONCENTRADO Além de atrasado, o Brasil apresenta duas outras particularidades importantes: sua dimensão continental e disparidades regionais. Essas particularidades sugerem a importância de políticas para o desenvolvimento local. Cassiolato & Lastres (1999) apresentam um esforço inicial para captar as diferenças estaduais mais importantes em termos de especializações e características dos arranjos produtivos e inovativos dos principais estados brasileiros. 3 Para mais detalhes, ver Bernardes & Albuquerque, 2001. 22 Esta seção apresenta dados novos, baseados em estatísticas de artigos, patentes e pesquisadores, que contribuem para a caracterização mais precisa das diferenças regionais. Em primeiro lugar, a Tabela III.1 apresenta um quadro geral das disparidades estaduais, destacando-se a diferença entre os indicadores de renda e de atividades científica e tecnológica (patentes, artigos científicos e pesquisadores). Cinco estados da região Sul-Sudeste respondem por 71% do PIB, 86,98% da produção tecnológica, 80,94% da produção científica e 72,14% dos pesquisadores. O peso de São Paulo deve ser destacado: segundo a Tabela III.1, São Paulo, no período entre 1988 e 1996, respondeu por 37% do PIB brasileiro, por 53,7% das patentes registradas no INPI e por 46,8% dos artigos científicos publicados. É interessante ressaltar que, segundo dados do CNPq, a participação relativa de pesquisadores em 2000 é mais bem distribuída do que a renda (São Paulo tem 32,3% dos pesquisadores do país)4. Desdobrando a Tabela III.1 em suas dimensões mais diretamente relacionadas às estatísticas de ciência e tecnologia, os dados de artigos científicos e de patentes foram reorganizados de forma a mostrar a distribuição das participações estaduais ano a ano. A Tabela III.2 apresenta os dados para artigos científicos e a Tabela III.3 apresenta as estatísticas de patentes solicitadas no INPI. Tanto a distribuição de artigos como a de patentes encontram-se concentradas em São Paulo. Porém, é importante ressaltar uma pequena desconcentração das atividades científicas e tecnológicas de São Paulo ao longo do tempo. Em termos de artigos científicos (Tabela III.2), em 1973 São Paulo respondeu por 56,91% dos artigos, em 1988 por 46,32% e em 1999 por 41,85%. Em termos de patentes (Tabela III.3), a participação de São Paulo cai de 59,75% em 1988 para 56,08% em 1996. É interessante ressaltar que as mudanças nas participações relativas de São Paulo caminham na mesma direção, tanto em termos de produção científica como em termos de produção tecnológica. Quanto à participação de Minas Gerais no sistema de inovação brasileiro, é necessário destacar como é inferior à participação econômica (10% do PIB). Conforme a Tabela III.1, a produção científica do estado correspondeu a 6,85% e a tecnológica a 4 Barros (2000) apresenta dados sobre desigualdades regionais na produção técnico-científica e Quadros et all (2000) demonstram o peso de São Paulo no sistema de inovação brasileiro. 23 7,37% do total brasileiro (1988-1996). Já a participação de pesquisadores é mais compatível com o peso econômico (9,69% do total, em 2000). A Tabela III.2 aponta uma ampliação da participação do estado na produção científica nacional, crescendo de 3,23% em 1973 para 6,46% em 1988 e alcançando 9,9% em 1999. Calculando as médias por década, entre 1973 e 1980 a participação média de Minas foi de 5,51%, entre 1981 e 1990 de 6,61%, e entre 1991 e 1999 de 7,9%. A Tabela III.3 indica uma leve ampliação da participação de Minas na produção tecnológica, de 6,51% em 1988 para 8,42% em 1996. III.2- ALGUM ESTADO JÁ ULTRAPASSOU O PRIMEIRO LIMIAR DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA? Uma vez identificadas as enormes diferenças regionais e a concentração das atividades científicas e tecnológicas em São Paulo, trata-se de avaliar o comportamento dos estados em relação aos limiares de produção científica discutidos na seção anterior. Poderia vir a existir no Brasil, com suas dimensões continentais, um amálgama dos três estágios acima apresentados? Segundo a Tabela III.4, a resposta é parcialmente positiva. Em primeiro lugar, o Distrito Federal ultrapassou o limiar dos 150 artigos por milhão de habitantes (A*). Porém, esse dado deve ser visto com cautela, pois o caráter de capital do país e a decorrente concentração de recursos educacionais e de pesquisa acadêmica podem distorcer o quadro. Em segundo lugar, São Paulo e Rio de Janeiro, embora não tenham ultrapassado o limiar, diferenciam-se do resto do país (estão acima de 100 artigos por milhão de habitantes). Em terceiro lugar, há um conjunto de estados que, como Minas Gerais, possuem um nível de produção de artigos científicos entre 74 e 4 artigos por milhão de habitantes e detêm alguma patente junto ao USPTO. Em quarto lugar, há estados com uma produção de artigos científicos entre 45 A* e 8 A* (excluindo o DF com 163 A* dessa lista) que não possuem nenhuma patente no USPTO. Enfim, parece existir um amálgama de dois “regimes” apresentados na Figura III.1, com São Paulo e Rio constituindo-se em casos mais avançados (os mais próximos do limiar) e outros estados se distanciando mais desse limiar. Minas Gerais é um caso intermediário desse “regime” II, encontrando-se um pouco acima da média nacional (63,63 A*). Outros 9 estados estariam no “regime” I, ao produzirem ciência mas não a um ponto capaz de gerar patentes no USPTO. 24 A próxima questão é: a região mais desenvolvida do país (São Paulo) já terá alcançado um nível de interação entre a dinâmica tecnológica e a científica que a coloca no estágio catching up? Apesar de já estar próxima do limiar de 150 artigos por milhão de habitantes, uma apreciação inicial indica que não, pois os dados para São Paulo comportam-se como os do conjunto do Brasil: cresce a produção de artigos (Tabela III.2) e cai a produção de patentes (Tabela III.3). Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, por exemplo, comportam-se da mesma forma. De qualquer maneira, fica a questão: poderia ser criada uma dinâmica de interação mutuamente reforçante em um ou em poucos estados do país? Aparentemente a resposta é negativa, pois o processo de catching up não pode depender de apenas uma região dinâmica em um país continental como o Brasil. A responsabilidade de ampliar o número de estados com maior capacitação tecnológica e científica, portanto, é também a responsabilidade de ampliar as condições internas e nacionais para a realização de um processo de catching up. Em outras palavras, discutir a construção de um sistema estadual de inovação (no caso de um estado como Minas Gerais) é também discutir importantes pré-condições regionais para o amadurecimento do sistema nacional de inovação brasileiro. III.3- O ESPAÇO PARA POLÍTICAS LOCAIS E REGIONAIS: A NECESSIDADE DE COMBINAR O PROCESSO DE CATCHING UP NACIONAL COM A REDUÇÃO DE DISPARIDADES REGIONAIS A combinação entre essas duas mediações sugeridas destaca um ponto importante: o processo de desenvolvimento deve combinar a redução do atraso do país em relação aos países situados na fronteira tecnológica internacional com o processo de diminuição das desigualdades regionais no interior do país. Há nesse segundo caso, a necessidade de um processo de diminuição do atraso de regiões do país em relação aos pólos internos mais avançados, sem detrimento ao contínuo avanço dessas regiões. 25 PARTE II: O SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS A Parte II deste trabalho discute o sistema de inovação em Minas Gerais. As seções IV e V compõem esta Parte. Na seção IV, as especializações econômicas e industriais de Minas Gerais são investigadas à luz de estatísticas disponíveis de emprego e produção industrial. Esta seção tem um objetivo limitado e focalizado nos objetivos deste trabalho: permitir posterior comparação com as especializações científicas e tecnológicas. Na seção V, é realizado um mapeamento preliminar dos recursos científicos e tecnológicos do estado, a partir de estatísticas de artigos científicos, patentes e pesquisadores presentes no estado. A comparação entre os resultados das duas seções permite a formulação de uma conjectura sobre a inter-relação entre as duas dimensões (econômico-industrial e científico-tecnológica): aparentemente, a especialização científico-tecnológica “acompanha” de forma passiva as especializações econômicas e industriais. Essa conjectura é importante para a introdução de uma avaliação do papel real e potencial da FAPEMIG. IV- UMA VISÃO INTRODUTÓRIA DAS ESPECIALIZAÇÕES ECONÔMICAS E INDUSTRIAIS DE MINAS GERAIS A descrição da estrutura econômica e industrial de Minas Gerais é objeto de extensa e qualificada literatura, que tem se preocupado em apontar raízes históricas e mudanças ao longo do tempo (ver Diniz, 1981; Paula, 2000a e 2000b, entre outros). Esta seção descreve sumariamente a estrutura econômica de Minas Gerais, a partir de estatísticas disponibilizadas pelo IBGE. O objetivo principal dessa descrição é captar especializações econômicas e industriais do estado. Três fontes de dados serão utilizadas: o Cadastro Geral de Empresas do IBGE (doravante, Cadastro), a Pesquisa Industrial Anual do IBGE (doravante, PIA) e o Relatório Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho (doravante, RAIS). A abrangência desses três conjuntos de dados é diferente, o que permite compor um quadro abrangente, embora introdutório, da economia mineira. 26 Em primeiro lugar, o Cadastro Geral de Empresas, referente a 1998, é composto de 3.888.077 unidades locais que respondem por 27.981.400 empregos, envolvendo todas as seções de classificação de atividade, segundo o IBGE. Em segundo lugar, a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 1998 apresenta os dados referentes à indústria extrativa e de transformação. Esse conjunto de dados é mais restrito, mas apresenta dados que não constam do Cadastro, como valor adicionado e valor bruto da produção. Na PIA de 1998 foram identificados cerca de 5 milhões de empregos industriais, oferecidos por cerca de 100 mil unidades de produção. Em terceiro lugar, os dados da RAIS (cadastro produzido pelo Ministério do Trabalho, a partir de informações das empresas) envolvem cerca de 24 milhões de empregos formais, abrangendo todos os setores de atividades econômicas. A vantagem principal da RAIS é a existência de informações no nível municipal, permitindo o cálculo de especializações econômicas de municípios de Minas Gerais. IV.1- CALCULANDO ESPECIALIZAÇÕES O primeiro passo é a identificação de especializações do estado de Minas Gerais. Esse cálculo fornece uma pista da concentração de atividades econômicas e industriais do estado em certos setores. A referência de cálculo utilizada é uma ferramenta tradicional dos estudos de economia regional, que visa avaliar a aglomeração de atividades industriais e a eventual existência de especializações locais em um certo tipo de atividade. Para identificar-se uma aglomeração especializada, o critério foi o cálculo do Quociente Locacional (QL), um instrumento proposto por autores hoje clássicos de economia regional (ver Ferreira, 1996). Adotando-se como base o total de empregados registrados (EMP) (poderia ser valor produzido, massa de salários gerada, etc) em determinada localização, o cálculo do QL é feito segundo a fórmula abaixo: QL = (EMP setor i/EMP localização j) / (total do país EMP setor i/ total do país EMP) 27 A partir dessa fórmula, o QL pode ser calculado variando os níveis de agregação e a definição da localização (município, estado), de acordo com os objetivos específicos da análise e a disponibilidade dos dados (Cadastro, PIA ou RAIS).5 A interpretação do valor do indicador QL baseia-se numa comparação entre especializações, a partir da qual três situações distintas podem ser representadas: (a) Quando QL = 1, a especialização da localização j em atividades do setor i é IDÊNTICA à especialização do conjunto do Brasil nas atividades desse setor; (b) Quando QL < 1, a especialização da localização j em atividades do setor i é INFERIOR à especialização do conjunto do Brasil nas atividades desse setor; (c) Quando QL > 1, a especialização da localização j em atividades do setor i é SUPERIOR à especialização do conjunto do Brasil nas atividades desse setor. IV.2- O CADASTRO GERAL DE EMPRESAS DO IBGE: O PESO DAS INDÚSTRIAS EXTRATIVAS E DA AGRICULTURA Segundo o Cadastro Geral de Empresas do IBGE, Minas detém 12,07% das unidades locais do país, que empregam 10,72% do pessoal ocupado e que recebem 8,47% dos salários e outras remunerações (IBGE, 2001). A Tabela IV.1 apresenta os dados gerais para Minas e o índice de especialização respectivo, segundo as seções da classificação de atividades. Segundo esses dados, Minas Gerais é um estado especializado em atividades de “indústrias extrativas” (Especialização =2,414 pelo critério “Pessoal Ocupado), “agricultura, pecuária, etc.” (Especialização = 1,297), “produção e distribuição de eletricidade e gás” (Especialização = 1,191) e “saúde e serviços sociais” (Especialização = 1,184). Minas, segundo esses cálculos, possui uma especialização inferior à nacional nas atividades de “intermediação financeira” (Especialização = 0,6856) e “educação” (Especialização = 0,7892). A especialização de Minas se aproxima da nacional (índices de especialização entre 1,05 e 0,96) nos demais setores de atividades. É importante destacar que o setor “indústria de transformação” possui um índice de especialização de 0,967. 5 Ao longo deste trabalho, esse mesmo cálculo que define Quociente Locacional (QL) é utilizado para identificar especializações industriais (na subseção IV.2 e IV.3) e especializações científicas (na seção V). A intuição que sustenta a interpretação desses indicadores é similar à exposta nesta subseção. 28 IV.3- A PIA-IBGE: A AUSÊNCIA DOS SETORES INDUSTRIAIS DE ALTA TECNOLOGIA Os dados da PIA permitem uma avaliação mais detalhada e mais completa das indústrias extrativa e de transformação. Segundo esses dados (IBGE, 2000), adotando o valor da transformação industrial (VTI) como critério, o estado tem especialização (Especialização > 1,05) em 23 classes de atividade econômica. Essas classes estão apresentadas na Tabela IV.2. Pelos dados da PIA(1998), as maiores especializações de Minas Gerais (com índices de especialização maiores que 3) encontram-se nos setores de “extração de minério de ferro” (Especialização = 4,476), “extração de minerais metálicos” (4,065), “fabricação de produtos de fumo” (3,259), “fabricação de produtos siderúrgicos” (3,156) e “siderúrgicas integradas” (3,135). Entre as classes com especialização superior a 1,05, nota-se uma forte presença de setores relacionados a exploração e processamento de minérios (metalurgia, siderurgia), que chega a envolver a classe “fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração mineral e construção” (totalizando 11 setores). É importante ressaltar que entre as classes de atividade com especialização maior que 1,05 (listadas na Tabela IV.2), nenhuma pertence a setores classificados como de alta tecnologia (de acordo com a classificação da OECD, 1996). IV.4- A RAIS: IDENTIFICANDO CLUSTERS Os dados da RAIS, ao informarem o município e microregião, permitem uma análise mais desagregada do ponto de vista espacial. Por um lado, indicam em que regiões essas especializações se concentram. Por outro lado, permitem investigar se nessas regiões existem “aglomerações especializadas” ou arranjos mais complexos que podem ser caracterizados como “clusters”.6 A existência de um cluster pressupõe mais do que uma concentração no espaço de determinada atividade. Por um lado, pode pressupor a existência de diferentes estágios de uma cadeia produtiva em uma certa região (firmas de um setor produtor de bens de consumo, ao lado de firmas produtoras de máquinas especializadas para essa indústria de bens de consumo, por exemplo). Por outro lado, pode pressupor a existência de várias firmas de setores próximos, proximidade que permite o 6 Para mais detalhes metodológicos, ver Britto & Albuquerque (2000). 29 compartilhamento de recursos produtivos e humanos concentrados na região. Esse comentário pretende contribuir para organizar os dados para a identificação de clusters. A diferenciação entre clusters “verticais” e “horizontais” torna mais operacional o levantamento das especializações municipais (calculadas a partir dos “quocientes locacionais”, QLs) a partir das informações disponíveis na RAIS (Britto & Albuquerque, 2000). A idéia de clusters “verticais” relaciona-se ao que a discussão conceitual realizada por Britto (2000) trata como “interdependência”. Baseia-se na interação existente entre uma indústria produtora de bens de consumo com uma indústria produtora de máquinas e equipamentos para aquela indústria. Nesse tipo de cluster há espaço razoável para interação entre produtor-usuário. A interação produtor-usuário é um componente importante da construção de um sistema de inovação (Lundvall, 1992). Um bom exemplo desse tipo de cluster é Novo Hamburgo (QLs altos tanto para a produção de calçados como para a fabricação de máquinas para a produção deste bem). Para os clusters “horizontais”, a intuição se apoia em outro aspecto dos clusters: a concentração de diversas atividades relacionadas em um mesmo município. Relaciona-se ao que Britto (2000) identifica como “similaridade”. As firmas compartilham recursos disponíveis em uma região. Um bom exemplo desse tipo de cluster é a indústria eletrônica: a proximidade de diversos segmentos dessa indústria expressa a existência de vantagens aglomerativas, na medida em que há uma concentração de profissionais que podem atuar em diferentes firmas presentes no município e no setor. Dentre os clusters horizontais, seriam classificadas aglomerações que podem ser exemplificadas pela produção de automóveis, que podem atrair um conjunto de indústrias produtoras de peças e componentes. Como esses critérios se aplicam ao caso de Minas Gerais? Em primeiro lugar, existem em Minas algumas aglomerações industriais que não podem ser consideradas clusters. Dois exemplos: 1) uma microregião altamente especializada na produção de fumo (Uberlândia, QL=22,6) onde, entretanto, inexiste a produção de máquinas para a indústria de fumo (Porto Alegre e Curitiba atenderiam essas duas condições); 2) uma microregião com uma alta especialização na produção de móveis (Ubá, QL=24,9), mas que não possui uma indústria produtora de equipamentos para a indústria moveleira. 30 Em segundo lugar, identificam-se pelo menos dois clusters “horizontais” em Minas: 1) na área de eletrônica em Santa Rita de Sapucaí; 2) na área da indústria automobilística em Betim (Britto & Albuquerque, 2000). Em terceiro lugar, A Tabela IV.3 sugere, de acordo com esses critérios, a identificação de um “cluster” no setor de prestação de serviços na área de informática em Belo Horizonte. A Tabela IV.3, construída a partir dos dados da RAIS (classes CNAE), apresenta os quocientes locacionais (QL) para setores relacionados à informática em geral, comparando Belo Horizonte com outras capitais do país. A Tabela IV.3 sugere que Belo Horizonte possui uma especialização nas atividades do setor, com exceção da classe “fabricação de aparelhos de medida, teste, controle etc”. Apenas São Paulo possui QL maior que a unidade em todas as classes apresentadas na Tabela IV.3. Destaque-se, também, a alta especialização de Belo Horizonte em “atividades de banco de dados” (QL = 4,444). Em quarto lugar, a observação dos dados da Tabela IV.2 (a partir de dados da PIA) indica a existência, no nível estadual, de interação entre um setor produtor de máquinas (“fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração mineral e construção”) e uma especialização geral em indústrias extrativas (minério de ferro, minerais metálicos, minerais metálicos não-ferrosos”). Em quinto lugar, a investigação de setores como calçados, têxteis, extração e refino de petróleo não permitiu a identificação de clusters verticais em Minas nessas áreas (Britto & Albuquerque, 2000). Uma possível explicação para a frágil presença de clusters industriais em Minas Gerais pode ser a debilidade do setor produtor de máquinas e equipamentos no estado. Como discutido, na Tabela IV.2, com um índice de especialização superior a 1,05 está a “fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração mineral e construção”. A próxima classe relacionada a este setor é a “fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral”, com um índice de especialização de 0,40. IV.5- UMA NOTA SOBRE A ESPECIALIZAÇÃO DE MINAS GERAIS Esta seção permite, portanto, uma visão preliminar da especialização econômica e industrial de Minas Gerais. Em primeiro lugar, a especialização no setor da agricultura e da indústria extrativa deve ser ressaltada. 31 Em segundo lugar, na indústria de transformação destaca-se a especialização em setores relacionados ao complexo metalúrgico e siderúrgico, assim como a participação da produção de fumo. Em terceiro lugar, é importante ressaltar a existência de alguns clusters (eletrônica, automobilístico e processamento de dados). Entretanto, a identificação de várias aglomerações industriais que não se caracterizam como clusters (móveis, calçados) ressalta uma importante debilidade na estrutura industrial do estado: a ausência de uma forte indústria produtora de máquinas e equipamentos. A única exceção é na área de máquinas para a exploração mineral, que aliás contribui para a conformação de uma articulação com a especialização na indústria extrativa. Finalmente, em termos gerais é notória a ausência de especializações estaduais em áreas de alta tecnologia. Esse diagnóstico, aliado à discussão de clusters (especializações mais localizadas, microregionais no caso discutido), é importante como introdução a uma linha possível para a elaboração de políticas públicas que permitam focalizar áreas mais sofisticadas. V- MINAS GERAIS: UM MAPEAMENTO INICIAL DE RECURSOS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EXISTENTES Identificada a posição do Brasil no cenário internacional de ciência e tecnologia, de Minas Gerais no cenário brasileiro (seção III) e resumida as especializações econômicas e industriais do estado (seção IV) , trata-se de detalhar os dados para Minas Gerais. Esse detalhamento dos dados de Minas Gerais tem dois objetivos básicos. Em primeiro lugar, é importante investigar até onde a especialização científica e tecnológica do estado articula-se com as especializações econômicas identificadas na seção IV. Em segundo lugar, é necessário identificar a distribuição espacial dos recursos científicos e tecnológicos do estado. Esses dois objetivos são investigados a partir de estatísticas de pesquisadores (fonte: CNPq), artigos científicos (fonte: ISI) e patentes (fonte: INPI). V.1- INSTITUIÇÕES DE PESQUISA, GRUPOS DE PESQUISA E PESQUISADORES 32 Esta seção baseia-se em dados do CNPq, disponibilizados através do programa PROSSIGA. Este banco de dados do CNPq apresenta um conjunto de instituições e de grupos de pesquisa, identificando as áreas de atuação dos grupos e o total de pesquisadores envolvidos. É um banco de dados em construção, que tem sido aprimorado em termos de cobertura e de qualidade de informações nos últimos anos (CNPq, 2000: A pesquisa no Brasil). A Tabela V.1 apresenta dados sobre a evolução das dimensões do Diretório. E sua versão mais atual, do ano 2000, o Diretório indica a existência de 48.781 pesquisadores, distribuídos em 224 instituições investigadas. Os dados relativos a 2000 são apresentados nesta seção, com exceção daqueles referentes à ciência e tecnologia, relativos ao triênio 1997-1999. Para uma visão geral da distribuição dos pesquisadores no Brasil e em Minas Gerais (foram excluídas as grandes áreas Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Lingüística, Letras e Artes, não sendo estas avaliadas ao longo desta seção)7, a Tabela V.2 sintetiza os dados. Nas grandes áreas selecionadas para esta pesquisa, o Brasil possui 48.906 pesquisadores e Minas 4.739 (9,69%).8 É interessante comparar essa participação do estado no total de pesquisadores em 1998 (9,69%) com a participação média do estado na produção de artigos científicos no período 1988 e 1996 (6,85%, segundo a Tabela III.1) e com a participação do estado no total de artigos publicados em 1998 (9,50%, segundo a Tabela III.2). Por essa comparação simples, a participação relativa do estado em artigos é compatível com a participação relativa dos pesquisadores do estado no total nacional. Há um pequeno indício da crescente eficiência relativa do pesquisador do estado. A Tabela V.2 indica diferenças em termos da distribuição do número de pesquisadores segundo as grandes áreas científicas. No Brasil, a grande área Ciências da Saúde (21,69% do total), seguida de perto por Ciências Agrárias e Engenharias e Ciências da Computação (respectivamente 21,29% e 20,83%). Em Minas, as Ciências Agrárias lideram (33,17%) com uma boa margem sobre a segunda grande área, Engenharia e Ciências da Computação (22,11%). A distribuição dos pesquisadores e de instituições (por município) encontra-se na Tabela V.3. Os pesquisadores estão distribuídos em vinte e quatro instituições. As 7 Essas áreas foram excluídas porque não se enquadram entre as disciplinas mais diretamente relacionadas à inovação industrial segundo Klevorick et all(1995). 8 Todos os dados relativos a pesquisadores e artigos científicos discutidos neste texto dizem respeito a essas grandes áreas. 33 quatro instituições líderes são universidades federais (UFMG, UFV, UFLA/ESAL e UFU), respondendo por 3.089 pesquisadores (65,18% do total do estado). A Tabela V.4 apresenta os mesmos dados, organizados de acordo com o município da instituição. As instituições sediadas em Belo Horizonte contam com 2.025 pesquisadores (42,73% do total do estado). Viçosa, Lavras, Uberlândia, Juiz de Fora, Sete Lagoas e Itajubá ocupam as posições seguintes (são as cidades com mais de cem pesquisadores, de acordo com os dados da Tabela V.4). As Tabelas V.5 a V.9 apresentam a distribuição dos pesquisadores e instituições de acordo com as grandes áreas científicas (Ciências Agrárias, Engenharias e Ciências da Computação, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Exatas da Terra). A liderança da UFMG e de Belo Horizonte apenas não se verifica nas Ciências Agrárias (Tabela V.6), grande área liderada pela UFV (Viçosa), seguida pela ESAL/UFLA (Lavras). Um balanço preliminar dessa distribuição de pesquisadores indica o estágio de construção da infra-estrutura de Minas Gerais, que encontra-se distribuída pelo estado (há pólos importantes em Belo Horizonte, Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Sul de Minas). O papel das instituições federais é importante no estado (certamente maior do que o encontrado em São Paulo, conforme Quadros et all, 2000). 34 V.2- PRODUÇÃO CIENTÍFICA Os dados desta seção baseiam-se em informações coletadas no site www.webofscience.fapesp.br, fornecidos pelo Institute for Scientific Information (ISI). Utilizando-se como critério de seleção o Science Citation Index (que exclui revistas da área de humanas e de artes, conforme apresentado na seção anterior) os 911 artigos científicos com ao menos um autor filiado a uma instituição localizada em Minas Gerais em 1998 (ver Tabela III.2) e os 9.668 artigos publicados com autores filiados a instituições localizadas no Brasil (em 1999) foram gravados a partir de consulta à Internet. A partir desta coleta, um banco de dados foi construído de forma a tornar operacionalizável as informações relevantes (autores e suas instituições, nome da revista). A restrição a apenas dois anos (1998, apenas Minas, e 1999, Minas e Brasil) é uma limitação importante da análise. Mas, dada a dificuldade da montagem do banco e a escassez de informações com esse nível de detalhe, os dados apresentados a seguir devem contribuir para esse mapeamento preliminar dos recursos científicos disponíveis no estado. Apesar das limitações, esse banco apresenta uma contribuição inicial ao ser cotejado com o banco do CNPq discutido na seção anterior. Por exemplo, o número de instituições cujos autores participaram de artigos em 1998 é maior do que o indicado no banco do CNPq. Pelos dados a partir do ISI existem aproximadamente 97 instituições cujos autores publicaram artigos em 1999 (incluindo firmas como a Biobrás, Mannesnmann, Hospitais, etc., conforme Tabela V.10). Os dados do CNPq identificam, por enquanto, apenas 24 instituições no estado (ver Tabela V.3).9 Em termos de municípios, tratam-se de 33 municípios no banco de artigos contra 16 no do CNPq (ver Tabela V.4). Para viabilizar a comparabilidade entre os dados deste banco e os dados do CNPq, foi realizado um esforço de identificação das áreas de cada revista (Ulrich, 9 Um só artigo pode ter sido elaborado por pesquisadores de mais de uma instituição ou departamentos de uma mesma instituição. Assim sendo, o WoS pode citar para cada artigo diversas referências de endereço. A tabela de artigos por disciplina diz que Minas Gerais, em 1999, participou com 1122 artigos, e, nas tabelas que fazem uma análise regional do Estado, Minas Gerais apresenta 2332 referências de endereços. Ou seja, quase 2 referências de endereço, em média, para cada artigo. Isso é um indicador claro de cooperação científica no interior do Estado (não é possível, entretanto, afirmar se essa é a proporção de instituições por artigo, pois essas diferentes referências podem representar departamentos de uma mesma instituição). 35 1987).10 A partir deste trabalho, a Tabela V.11 é construída: os autores localizados em Minas Gerais publicaram 1.122 artigos em periódicos que são classificados de acordo com a área a que pertencem no ano de 1999. A distribuição do número de artigos por áreas é apresentada nessa Tabela. Esse esforço é a base da Tabela V.12, que apresenta uma descrição geral da distribuição dos 911 artigos publicados com a participação de ao menos um autor localizado em uma instituição de Minas Gerais em 1998 e os 1.122 publicados em 1999. Os dados da Tabela V.12 indicam a liderança da Grande área de Ciências Exatas e da Terra (com 25,28% dos artigos publicados em 1998 e 1999), seguida de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde. A Grande área Engenharia e Ciências da Computação responde por apenas 7,23% dos artigos. A avaliação destes dados preliminares deve ser feita com muita cautela, pois as diversas disciplinas científicas diferenciam-se entre si em termos da “propensão a publicar”. Certamente a Física tem tradição em publicação e uma maior propensão a publicar (os resultados de pesquisa devem necessariamente ser publicados) do que as Engenharias (pesquisas podem resultar em produtos, processos, softwares e não necessariamente em artigos). Essa propensão a publicar pode explicar porque uma Grande área colocada em terceiro lugar em número de pesquisadores em Minas Gerais (ver Tabela V.2) é que mais publica (Tabela V.12).11 A Tabela V.13 apresenta a distribuição dos artigos por município e microregião. A microregião de Belo Horizonte responde por 57,68% dos artigos (Belo Horizonte, sozinha, por 57,41%, acima da participação em termos de pesquisadores, segundo a Tabela V.4). É interessante observar que, ao longo do tempo, a participação de Belo Horizonte no conjunto dos artigos de Minas caiu. Segundo um levantamento preliminar, apresentado na Tabela V.14, em 1973 Belo Horizonte respondia por 85,71% dos artigos de Minas, participação que cai a 70,39% em 1982, alcançando os 60,81% em 1998. A Tabela V.10 apresenta a distribuição dos artigos segundo as instituições dos autores dos artigos. 10 Este trabalho de identificação das áreas das revistas, para os dados de 1998, foi realizado pela Bibliotecária-Chefe do CEDEPLAR-UFMG, Maria Célia Carvalho de Resende. Para os dados de 1999, que envolvem o conjunto dos dados do Brasil, o levantamento foi realizado pela equipe de pesquisa, a partir do CD-ROM do Ulrich’s. 11 Para sistematizar essas informações, a Tabela V.17 coteja as grandes áreas de acordo com o número de pesquisadores e com o número de artigos. 36 As Tabelas V.15 e V.16 apresentam a “especialização científica” de Minas Gerais.12 Em termos de Grandes áreas, Minas possui especialização em Ciências Agrárias (Especialização = 2,95) e em Ciências Biológicas (Especialização = 1,06), de acordo com a Tabela V.15. Em termos de pequenas áreas, Minas tem especializações em oito disciplinas (excluindo Fisioterapia e Terapia Ocupacional, em que Minas registrou o único artigo brasileiro indexado em 1999): Zootecnia, Probabilidade e Estatística, Agronomia, Engenharia de Materiais e Metalúrgica, Nutrição, Farmacologia, Ciência e tecnologia de alimentos e Biologia geral (Tabela V.16). É interessante notar como a especialização científica (Tabelas V.15 e V.16) tem uma correspondência importante (embora parcial) com as especializações econômicas e industriais do estado (Tabelas IV.1 e IV.2). Três observações importantes podem ser apresentadas nesse ponto. Em primeiro lugar, a especialização na grande área de Ciências Agrárias (Tabela V.15) acompanha o peso relativo do setor agropecuário no estado (Tabela IV.1). O peso das disciplinas científicas relacionadas com o setor agropecuário é também encontrado nas pequenas áreas (Tabela V.16), onde destacam-se disciplinas como Zootecnia, Agronomia, Ciência e tecnologia de alimentos. Em segundo lugar, o peso da especialização industrial em setores relacionados à Siderurgia e Metalurgia (Tabela IV.2) tem correspondência no peso da disciplina Engenharia de Materiais e Metalúrgica (Tabela V.16). Em terceiro lugar, a pequena especialização em saúde (Especialização = 1,18; segundo a Tabela IV.1) é correspondida pela presença de disciplinas como Nutrição, Farmacologia e Biologia Geral (Tabela V.16).13 12 Essa especialização foi calculada para 1999, seguindo o raciocínio exposto na seção IV.1. A comparação nesta seção é feita entre o peso da disciplina na produção nacional de artigos e do peso da mesma disciplina em relação à produção estadual. O índice de especialização é maior do que a unidade quando o estado tem uma participação relativa na disciplina maior do que a participação nacional. 13 Certamente Nutrição, Farmacologia e Biologia Geral podem estar relacionadas ao setor agropecuário, de forma mais indireta. Biologia Geral, por exemplo, é uma disciplina necessária para competência em Agronomia, Zootecnia etc. 37 V.3- PRODUÇÃO TECNOLÓGICA14 As estatísticas de patentes fornecem um quadro das atividades tecnológicas de empresas e indivíduos. As Tabelas I.1 a III.4 (Parte I) apresentam dados gerais da participação de Minas nas atividades tecnológicas do país. Nesta seção, estes dados são desagregados, detalhando a participação de firmas e municípios. Entre 1988 e 1996, residentes em Minas Gerais depositaram 4.250 patentes junto ao INPI (ver Tabela V.18). Deste total, 2.988 foram depositadas por pessoas físicas. Conforme a Tabela V.18, a participação de pessoas físicas na patenteação em Minas Gerais (70,31%) é um pouco superior à percentagem nacional (67,32%). Os dados descritos nesta seção referem-se a um subconjunto das 1.262 patentes registradas por pessoas jurídicas residentes em Minas Gerais: limitam-se a empresas que foram identificadas na RAIS. De acordo com Silva et all (2000), das 1.262 patentes depositadas por 390 empresas/instituições, puderam ser identificadas 235 empresas titulares (60% do total) com 1.010 patentes (80% do total). A identificação na RAIS dessas 235 empresas permitiu a construção de um arquivo contendo informações quanto ao município da empresa e a classificação das suas atividades de acordo com o IBGE (classificação CNAE). A Tabela V.19 apresenta as vinte maiores empresas patenteadoras em Minas Gerais. A Tabela V.20 apresenta as vinte maiores divisões da classificação CNAE de acordo com o total de patentes depositadas. As duas divisões líderes (metalurgia básica e extração de minerais metálicos), relacionadas com a rica dotação de recursos naturais do estado, respondem por 38,59% das patentes de pessoas jurídicas. A Tabela V.21 apresenta dados similares, porém mais desagregados: tratam-se das vinte maiores classes da classificação CNAE. As quatro classes líderes estão associadas a dotação de recursos naturais (“produção de laminados planos de aço”, “produção de laminados não-planos de aço”, “extração de minério de ferro” e “metalurgia do alumínio e suas ligas”). A Tabela V.22 organiza as patentes das empresas identificadas de acordo com classes tecnológicas (OECD, 1996). Entre os setores industriais, predominam as patentes de empresas ligadas a setores de baixa tecnologia (40,73% do total). As 14 Esta Seção baseia-se em estudo de Silva, Rapini, Fernandes & Verona (2000), onde os dados estão apresentados de forma mais detalhada. 38 empresas classificadas como de alta tecnologia responderam por apenas 6,18% das patentes de pessoas jurídicas do estado. A Tabela V.23 indica a baixa participação de empresas situadas nos setores mais sofisticados no total da patenteação do estado: fornecedores especializados responderam por 5,31% e firmas de setores baseados na ciência apenas 3,72%. As Tabelas V.24 e V.25 apresentam a distribuição espacial das patentes. A Tabela V.24 indica que as 1.010 patentes se distribuem por empresas instaladas em 63 municípios do estado. A concentração das atividades tecnológicas é descrita na Tabela V.25, que apresenta os 22 municípios com quatro ou mais patentes depositadas. Belo Horizonte lidera com 22,11% das patentes do estado, seguida por Ipatinga, Contagem, Santa Luzia, Poços de Caldas e Betim (municípios com mais de 50 patentes). Silva et all (2000) relatam que 74,33% das patentes de pessoas jurídicas de Minas Gerais estão concentradas em vinte municípios. A Tabela V.26 apresenta as divisões líderes na patenteação em Belo Horizonte. A Metalurgia básica continua em primeiro lugar (replicando na cidade a especialização do estado), mas as quatro posições seguintes são diferentes: fabricação de equipamentos para usos médico-hospitalares, confecção de artigos para vestuário, fabricação de máquinas e equipamentos e comércio varejista. A Tabela V.27 apresenta os dados para a distribuição de patentes de Minas Gerais registradas junto ao USPTO, entre 1981 e 2000, de acordo com a cidade do primeiro inventor. É importante ressaltar que 21 das 37 patentes registradas são patentes de indivíduos. Na medida em que as estatísticas de patentes apresentam uma debilidade importante, que é a incapacidade de captar as atividades do setor de software, uma avaliação preliminar de setores relacionados com essa área é interessante (ver Tabela IV.3., seção IV). Outra limitação das estatísticas de patentes, neste momento, é a identificação precisa do desenvolvimento do setor de biotecnologia. Recentemente a UFMG registrou uma importante patente junto ao USPTO (produção de interferon, proteína constitutiva de medicamento que combate a hepatite do tipo C) (Veja, 13/12/2000, p. 153). A Biobrás está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra a leishmaniose (Gazeta Mercantil, 7/11/2000, p. A-8). Segundo levantamento apresentado pela Gazeta Mercantil (7/11/2000, pp. A-8, A-9), 58 empresas de biotecnologia do pólo de Belo Horizonte têm uma previsão de faturamento de R$ 416 milhões em 2000. O pólo de biotecnologia de Belo Horizonte tem sido objeto de 39 estudos (Lemos, 1999) e seu sucesso certamente depende da capacidade científica estabelecida na UFMG. Fajnzylber (2001) registra que 33% das empresas investigadas (em um total de 15) em sua pesquisa declararam que a proximidade com a universidade é o fator locacional mais importante. As estatísticas de artigos apresentadas em seção anterior mostram a força das áreas científicas relacionadas com a biotecnologia (Biológicas e Agrárias). Em termos da articulação entre a especialização industrial e tecnológica, é possível detectar uma razoável coerência entre as especializações encontradas na seção IV e as especializações aqui encontradas. A liderança das patentes das divisões CNAE de metalurgia básica e extração de minerais metálicos corresponde à especialização do estado nas indústrias extrativas (Tabela IV.1) e nos setores relacionados à siderurgia e metalurgia (Tabela IV.2). V.4- UM QUADRO GERAL DAS REGIÕES DO ESTADO Tomando por referência as microregiões (de acordo com a RAIS), a Tabela V.28 é construída de forma a articular todas as informações coletadas por este trabalho. É interessante notar a correlação existente entre o conjunto dos dados expostos na Tabela V.28. É intuitivo supor que na microregião onde está concentrado um maior número de pesquisadores, encontrar-se-á uma produção científica e tecnológica maior. Também é intuitivo supor uma maior correlação entre a produção de artigos com a presença de instituições de pesquisa (embora, conforme a Tabela V.10, existam artigos escritos por pesquisadores localizados em empresas) e entre a produção de patentes e a existência de firmas de maior porte (Ipatinga, Itabira e Ubá, por exemplo, estão entre as cidades sem infra-estrutura científica mas com patentes e firmas com mais de 500 empregados). Para contribuir para a análise, ainda em estágio inicial, foram calculadas as correlações entre alguns conjuntos de dados da Tabela V.28. Essas correlações estão apresentadas na Tabela V.29. É interessante observar a ordenação dos coeficientes de correlação: os valores mais elevados foram encontrados entre pesquisadores e artigos científicos (0,973047) e entre firmas com mais de 500 empregados e patentes (0,9500). Uma análise inicial da Tabela V.28 sugere três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, identifica-se a concentração dos recursos científicotecnológicos na região de Belo Horizonte. Em linhas gerais, a concentração encontrada no nível nacional repete-se à escala estadual. É importante ressaltar que a participação 40 da região de Belo Horizonte em termos de artigos científicos e de patentes (58,19% e 56,59%, respectivamente) supera a participação relativa de pesquisadores e de firmas com mais de 100 empregados (42,16% e 35,03%, respectivamente). Em segundo lugar, existem regiões onde a presença de pesquisadores e o peso da participação em termos de artigos não encontra correspondência na produção tecnológica. Dois tipos de regiões podem ser indicadas aqui. Por um lado, a microregião de Viçosa, que não conta com a presença de firmas grandes (apenas uma com mais de 100 empregados e nenhuma com mais de 500 empregados): Viçosa possui 17,85% dos pesquisadores; 18,81% dos artigos; 0,099% das patentes. Lavras seria um caso similar a Viçosa. Por outro lado, a microregião de Itajubá possui 4 firmas com mais de 500 empregados (representando 3,84% das firmas desse porte no estado), mas também possui uma participação em termos de patentes inferior aos recursos científicotecnológicos (2,99% dos pesquisadores; 1,54% dos artigos e 0,29% das patentes). Em terceiro lugar, há regiões com participação em termos de patentes sem correspondente participação em termos de pesquisadores e artigos. Ipatinga (em função da presença do Usiminas, ver Tabela V.19) enquadra-se nesse caso (nenhum pesquisador; 0,09% dos artigos; 15,46% das patentes; 4,81% das firmas com mais de 500 empregados). As informações desta seção são preliminares, e análises mais detalhadas são necessárias. Uma linha de investigação que pode ser percorrida deve buscar relacionar as áreas de pesquisa e as disciplinas dos artigos com a classe das patentes (de acordo com a classificação da OMPI). V.5- UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR: ARTICULAÇÃO E DESCOMPASSO NO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS Para um balanço preliminar da situação do estado de Minas Gerais, é necessário partir de sua posição relativa no cenário nacional: em 1999 o estado produziu 63,62 artigos por milhão de habitantes e registrou 0,05 patentes (USPTO) por milhão de habitantes (Tabela III.4). Ou seja, em termos quantitativos os indicadores são limitados, mesmo tomando por referência dados brasileiros: nesse caso, o contraste com São Paulo é revelador (129,37 artigos por milhão de habitantes e 1,45 patentes por milhão de habitantes). 41 A avaliação qualitativa contribui (ao menos em parte) para a explicação desse resultado limitado em termos quantitativos. Três conclusões preliminares são importantes. Em primeiro lugar, em relação aos setores econômicos e especializações científico-tecnológicas, os dados discutidos nesta parte do texto indicaram uma coerência entre a estrutura industrial e econômica (seção IV), a infra-estrutura científica (subseção V.2) e a produção tecnológica (subseção V.3): • do ponto de vista da estrutura econômica, identifica-se especialização geral nas indústrias extrativas e no setor agropecuário – Tabela IV.1 -, desagregando a indústria de transformação encontra-se especialização no setor metalúrgico-siderúrgico – Tabela IV.2; • do ponto de vista da estrutura científica, observa-se especialização nas grandes áreas de Ciências Agrárias e Ciências Biológicas - ver Tabela V.15 – e nas disciplinas das pequenas áreas de Zootecnia, Agronomia e Engenharia de Materiais e Metalúrgica, entre outras – ver Tabela V.16; • do ponto de vista tecnológico, destaca-se o peso de setores relacionados às indústrias extrativas e metalúrgicas – ver Tabelas V.20 e V.21. Em segundo lugar, em relação à distribuição espacial das atividades industriais e científico-tecnológicas, as informações preliminares sintetizadas na subseção V.4 fornecem pistas para pelo menos três elementos constitutivos de uma política para o estado: • a necessidade de políticas para a desconcentração das atividades científicotecnológicas: por um lado “ajustando” a produção científica à presença de recursos de pesquisa, por outro lado “ajustando” a produção tecnológica para regiões com presença de firmas; • desenvolvimento “de cima para baixo”: estimular a presença de firmas em áreas onde o peso da infra-estrutura científica é elevado (Viçosa e Lavras, por exemplo), uma forma de viabilizar o surgimento de firmas mais sofisticadas tecnologicamente; • desenvolvimento “de baixo para cima”: estimular o desenvolvimento da infra-estrutura científica (e educacional) em áreas de presença tecnológica importante (Ipatinga e Ubá, por exemplo), uma forma de viabilizar que as 42 empresas ali localizadas possam interagir com instituições capazes de alimentar o processo de atualização tecnológicas das firmas já ativas.15 Em terceiro lugar, é possível identificar um descompasso entre o crescimento da produção científica e a estagnação da produção tecnológica. O essencial é a identificação do potencial inexplorado: as evidências são encontradas no contraste entre o crescimento da produção científica (Tabela III.2) e a estagnação da produção tecnológica (Tabela III.3). A existência de oportunidades desperdiçadas pelo setor produtivo, característica aparentemente geral dos sistemas de inovação imaturos (Albuquerque, 1997), parece repetir-se em escala regional em Minas Gerais. Certamente, uma decorrência desse desperdício de oportunidades é o diagnóstico realizado por Silva et all (2000) sobre a situação tecnológica do estado: a concentração em atividades inovativas de conteúdo tecnológico mais baixo (setores de baixa tecnologia e de escala-intensivos). Essas três observações, aliadas ao diagnóstico quantitativo, permitem um diagnóstico geral do estágio de construção do sistema de inovação de Minas Gerais: elementos de articulação e de descompasso. Por um lado, articulação. Essa articulação entre a infra-estrutura científicotecnológica com as especializações econômicas e industriais do estado é, por um lado, positiva, na medida que a infra-estrutura existente é capaz de responder a demandas apresentadas pelo setor econômico e industrial. Mas, por outro lado, é problemática, pois, em primeiro lugar, determina que a infra-estrutura científico-tecnológica concentre-se em áreas de mais baixa sofisticação tecnológica e, em segundo lugar, 15 Essas políticas podem ser articuladas à propostas para a construção de clusters a partir dos recursos existentes. A partir da discussão da subseção IV.4, quatro linhas podem ser exploradas. Em primeiro lugar, é possível identificar inúmeras “aglomerações especializadas”, onde o município concentra uma determinada atividade (móveis em Ubá, metalurgia em Ipatinga). Nesses municípios, políticas para o desenvolvimento do setor fornecedor (máquinas para a produção dos bens finais), poderiam ser recomendadas. Para essa linha, um levantamento geral de todos os municípios com QLs altos nos bens finais e com algum nível de atividade no setor fornecedor poderia ser realizado. Em segundo lugar, existem locais onde embora exista certa especialização (QL>1), a participação em termos de emprego é baixa. Ampliar o peso das atividades na cidade no setor identificado pode ser uma medida interessante. Em terceiro lugar, essas mesmas “aglomerações especializadas” poderiam ser investigadas para o fortalecimento de atividades relacionadas com o conjunto da cadeia produtiva. Por exemplo, em locais com uma especialização identificada, políticas de formação profissional e de ensino superior adequado ao desenvolvimento do setor identificado poderiam ser implementadas. Tomando o exemplo de Ubá, o estabelecimento de escolas técnicas e de cursos superiores de design (como existem na região de Bento Gonçalves, ver Vargas et all, 2000) certamente contribuem para a transformação de uma aglomeração especializada em um cluster. Em quarto lugar, áreas especializadas em certos produtos agrícolas podem ser estimuladas a implementar atividades produtivas “para cima” na cadeia produtiva, através da introdução de unidades de processamento industrial de produtos primários, iniciando movimentos na “escada tecnológica” que o processo de construção de um cluster deve necessariamente representar (para mais detalhes, ver Britto & Albuquerque, 2000). 43 ressalta o caráter “passivo” da construção das especializações científicas do estado (em tempos de crescente peso do componente científico no desenvolvimento tecnológico ver a Parte I deste trabalho - é um diagnóstico preocupante). Por outro lado, descompasso. Esse descompasso entre o crescimento da produção científica e a estagnação da produção tecnológica, entretanto, não significa que a infra-estrutura científica tenha alcançado uma posição razoável. Portanto, tanto o Brasil precisa ampliar seus investimentos na infra-estrutura científica, como o estado de Minas Gerais deve melhorar sua dotação e seu desempenho. Retomando a discussão realizada na Parte I, certamente Minas (e o Brasil) ainda não alcançou o limiar de produção científica, que é a condição necessária para detonar o processo de retroalimentação positiva entre ciência e tecnologia. Minas encontra-se em um estágio intermediário: a produção científica é capaz de gerar alguma produção tecnológica, mas não capaz de apoiar a produção em um nível tal que ela passe a estabelecer um feedback positivo com a produção científica. Esse diagnóstico pode ser lido como uma introdução à discussão da necessidade de políticas públicas para tanto explorar potencialidades do sistema existente como para superar debilidades identificadas. 44 PARTE III: A FAPEMIG E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS Esta é a parte mais difícil deste trabalho, e certamente a parte onde os dados são mais iniciais e o levantamento mais preliminar. Um importante problema para o desenvolvimento desta Parte é a multiplicidade de temas que devem necessariamente ser enfocados. Em primeiro lugar, as conclusões preliminares apresentadas na Parte II sublinham o papel das políticas públicas para a superação das debilidades e para a exploração das potencialidades do sistema de inovação de Minas Gerais. Um elemento central dessas políticas está no reforço da infra-estrutura científica do estado (dada a distância em relação ao limiar de produção científica identificado na Parte I). Donde, o papel de uma instituição de apoio e fomento da pesquisa é crucial. Por isso é necessário investigar o papel potencial de instituições estaduais de apoio à pesquisa para estabelecer um certo parâmetro para a definição de recursos e de políticas para a atuação da FAPEMIG. Para essa discussão é essencial compreender o papel da Fapesp na constituição do sistema de inovação de São Paulo (o caso mais bem sucedido do país, conforme a Tabela III.4). Em segundo lugar, é necessário avaliar o desempenho da FAPEMIG desde a sua fundação. Dessa avaliação é possível deduzir o que foi a contribuição real da FAPEMIG até o presente e discutir a sua contribuição potencial, em especial para dar conta dos dilemas e tarefas apresentadas na conclusão da Parte II. O roteiro desta parte busca, de forma sumária, discutir essas duas questões. VI- O PAPEL DE INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE FOMENTO À PESQUISA CIENTÍFICA O fio-condutor da análise é a necessidade de construção de um sistema nacional de inovação no país. Dado o caráter continental do Brasil e dado o peso das unidades federativas, uma característica do sistema de inovação brasileiro deve ser o peso das iniciativas estaduais e locais para o seu amadurecimento. Nesse sentido, o Brasil deve 45 replicar uma característica de um sistema também continental como o dos Estados Unidos (Mowery & Rosenberg, 1993). O papel das iniciativas locais e estaduais em um sistema como o brasileiro é importante em termos estruturais porque é necessário garantir um grau de diversidade grande no interior do sistema nacional. Diversidade é uma fonte de força e versatilidade para sistemas de inovação (Nelson & Rosenberg, 1993). No caso do Brasil, a variedade de demandas, de recursos (naturais e humanos) e de especializações econômicas e industriais exige um sistema razoavelmente diversificado. Essa variedade deve ser resultado de capacidades e de iniciativas locais. A construção desse elemento estrutural de um sistema maduro no país deve combinar-se com investimentos para a redução da desigualdade e da concentração existentes no sistema atual (conforme a seção III). Essas duas observações oferecem uma importante introdução ao papel de uma instituição como a FAPEMIG para o processo de desenvolvimento do estado e do país. Outras evidências sobre o papel de fundações estaduais podem ser levantadas a partir do estudo do caso mais bem sucedido no país: a Fapesp, fundada em 1962. O papel da Fapesp pode ser sintetizado na descrição de Quadros et all (2000, p. 139): “o sistema científico do Estado de São Paulo foi resultado de uma ação bem-sucedida entre os esforços do governo federal na preparação de recursos humanos de alto nível em ciência e tecnologia; a determinação do governo estadual de assegurar um fluxo permanente de recursos para a manutenção de suas universidades – reconhecidos centros de excelência acadêmica -; e da pesquisa científica e tecnológica pela Fapesp, responsável pelo financiamento dessas atividades em todas as instituições de pesquisa, públicas e privadas, estaduais ou federais, localizadas no Estado, de acordo com o mérito dos projetos”. Mais adiante, Quadros et all (2000) ressaltam que o sistema institucional de ciência e tecnologia de São Paulo tem “como eixo estruturante as ações virtuosas empreendidas pela Fapesp no apoio às pesquisas acadêmicas e empresariais” (p. 139). Em termos de gastos gerais com o financiamento à ciência e tecnologia no estado de São Paulo, em 1995 houve uma divisão relativamente eqüitativa entre o governo estadual, o governo federal e as empresas. Segundo a FAPESP (Fapesp, 1998, p. 20), em 1995 o governo estadual paulista respondeu por US$ 715,81 milhões do financiamento, o federal por US$ 626,64 milhões e as empresas por US$ 742,86 milhões, dos quais US$73,83 milhões são de empresas estatais (p. 16). Do total gasto 46 pelo governo estadual, a Fapesp, em 1995, foi responsável por US$ 135,7 milhões (entre 1990 e 1994 o dispêndio médio da Fapesp foi de US$ 42,26 milhões) (Fapesp, 1998, p. 28). O peso da Fapesp na pesquisa científica pode ser avaliado pelo seguinte dado: em 1995, a Fapesp respondeu por 33,8% (correspondendo a US$ 135,7 milhões) do total dos recursos de fomento à pesquisa do estado de São Paulo (total de US$ 401,2 milhões) e as agências federais responderam pelos 66,2% restantes (Quadros et all, 2000, p. 130). Quadros et all (2000, pp. 129-130) identificam uma divisão de trabalho entre as instituições federais e a Fapesp em São Paulo. Os recursos das instituições federais (principalmente CNPq e CAPES) “se destinam basicamente ao pagamento de bolsas para estudantes de pós-graduação e pesquisadores” (p. 129). Por sua vez, os recursos da Fapesp “são hoje responsáveis por 85,8% dos recursos destinados à pesquisa e à infraestrutura das universidades e institutos de pesquisa paulistas” (p. 129). Segundo Quadros et all, “a Fapesp tem tido um papel decisivo na manutenção e na ampliação dos laboratórios e das atividades de pesquisa do Estado de São Paulo durante a década de 90” (p. 129). VII- UMA AVALIAÇÃO DO PAPEL DA FAPEMIG: RECURSOS E DESEMPENHO Esta subseção apresenta alguns dados descritivos dos recursos utilizados pela FAPEMIG, das atividades apoiadas, da distribuição do apoio por regiões e disciplinas e uma comparação entre coordenadores de projetos financiados pela FAPEMIG e autores de artigos e inventores de patentes em Minas Gerais. VII.1- ESCASSEZ E INSTABILIDADE DOS RECURSOS DA FAPEMIG Uma avaliação do papel da FAPEMIG nos seus 15 anos de existência deve começar por um dado objetivo: o montante de recursos recebidos pela instituição. A Tabela VII.1 é uma introdução dessa avaliação, apresentando o orçamento anual da FAPEMIG e os recursos efetivamente liberados (1986-1999). Três pontos podem ser destacados a partir dos dados dessa Tabela. Em primeiro lugar, os valores efetivamente liberados nunca corresponderam ao orçamento constitucional. Em 1993 e 1994 foram liberados valores que representaram 47 menos de 7% do orçamento anual (percentagens mais baixas). Em 1996 foi liberado 83,6% do orçamento (percentagem mais elevada).16 Em segundo lugar, a instabilidade dos valores efetivamente liberados é grande. Apenas em 1991 o total de recursos liberados ultrapassa os R$ 10 milhões. Posteriormente há altos e baixos (1994: R$ 5 milhões; 1996: R$ 35 milhões; 1999: R$ 16 milhões).17 Em terceiro lugar, a combinação entre desrespeito constitucional e instabilidade na desembolso dos recursos determina um quadro de recursos escassos para a instituição. Esse quadro certamente restringe a capacidade de atuação da FAPEMIG como instrumento de construção do sistema estadual de inovação. O contraste com a experiência da Fapesp é chave aqui: conforme Quadros et all (2000, p. 129) ressaltam, a estabilidade dos recursos públicos para a Fapesp foi um elemento importante para a sua consolidação e influência. O impacto da restrição dos recursos indicada na Tabela VII.1 sobre a capacidade de atuação da FAPEMIG pode ser observada na Tabela VII.2. A distribuição dos recursos da FAPEMIG entre as diversas rubricas demonstra que em apenas três anos (1994, 1995 e 1996) pôde a instituição alocar mais de 50% de seus recursos para o item “projetos de pesquisa”. Esse é o pano de fundo da discussão sobre o papel da FAPEMIG: a escassez e a instabilidade dos recursos devem ser superados. Essa observação será retomada na Parte IV, onde algumas sugestões serão apresentadas. VII.2- A DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES APOIADAS PELA FAPEMIG Uma repercussão inicial das oscilações dos recursos destinados à FAPEMIG pode ser observada na Tabela VII.3. O número de projetos solicitados e financiados varia muito (solicitados: média entre 1991 e 1999 = 1.708; desvio padrão = 814; financiados: média = 677; desvio padrão = 347). Aparentemente, a comunidade científica é razoavelmente bem informada sobre a existência (ou não) de recursos, respondendo rapidamente a oferta. O potencial de produção de projetos pode ser considerado como o pico da série (2.864 projetos solicitados em 1998). De certa forma, 16 A Emenda Constitucional n. 17 (de 1995), reduziu para 1% o percentual de aplicação da receita orçamentária corrente do estado a partir de 1998. Em 1996 o orçamento da FAPEMIG seria de 0,7% dessa receita. 17 Para uma comparação com a Fapesp, é interessante repetir o dado apresentado na seção V: em 1995 a Fapesp contou com US$ 135,7 milhões. 48 o total de projetos solicitados acompanha, com uma defasagem, o total de projetos financiados no período anterior. Em 1996 foi financiado o maior número de projetos (1.259). Considerando o período posterior a 1991 (conforme subseção VII.1), o período inicia-se e termina com os menores totais de projetos financiados (350 em 1991 e 169 em 1999). A distribuição dos apoios da FAPEMIG em termos das diferentes modalidades está descrita na Tabela VII.4. É possível observar na Tabela VII.4 a estabilidade de “participações em congresso” (exterior e Brasil), entre 1992 e 1998, uma média anual de 316,3. Essa média, relativamente estável, contrasta com os números relativos a Projetos de Apoio à Pesquisa (AP), cuja média foi de 162,4. Esses números oscilaram mais do que os relativos a “participações em congresso”. A oscilação no número de projetos acompanha a oscilação nos recursos liberados. Esses dados justificam a preocupação exposta no Relatório da FAPEMIG (2000, p. 16), que avalia as dificuldades para “montagem de programas” e “o financiamento de linhas de pesquisa mais regulares”. Se cada participação em congresso significa a apresentação de um artigo novo e original, um resultado de pesquisa, esses dados podem sugerir que a participação de Minas em Congressos, conforme financiamento da FAPEMIG, tem se baseado em pesquisas financiadas por outras instituições. Desses dados é possível depreender que a FAPEMIG tem um perfil de financiamento complementar ao financiamento gerado por outras instituições? Outro aspecto importante nas atividades da FAPEMIG é a concessão de bolsas. Entre 1996 e 200 foram concedidas 1.261 bolsas de mestrado e 507 bolsas de doutorado (FAPEMIG, 2000, p, 20).18 VII.3- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS ÁREAS CIENTÍFICAS Ciências Agrárias é a área que recebe mais recursos (número de projetos e valores), segundo as Tabelas VII.6 e VII.10 (para valores, 1994 é uma exceção, pois a área tecnológica obteve mais recursos do que a área de ciências agrárias). É também a área que mais recursos solicita (Tabela VII.5). 18 Para comparar, em 1999 o CNPq e a CAPES financiaram, respectivamente, 3.899,4 e 949,3 bolsas de mestrado e doutorado em Mina Gerais. 49 VII.4- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS REGIÕES DO ESTADO A tabela VII.11 mostra o total de projetos financiados e encerrados pela FAPEMIG entre 1986 a 1999 por microregião da RAIS/98, além de total de pesquisadores (1998), patentes (1988-1996) e artigos científicos (1999). As sete primeiras microregiões receberam o equivalente a 96.57% dos recursos da FAPEMIG, ficando as demais 39 microregiões com apenas 3.43% desses valores. Entre essas 39 microregiões, 18 não receberam nenhum recurso da FAPEMIG. Essas sete microregiões de concentração dos gastos da FAPEMIG, também concentram pesquisadores (89.09% do total); artigos científicos (94.00%) e patentes (61.34%). As microregiões de Belo Horizonte e de Viçosa são uma boa representação dessa concentração. Belo Horizonte lidera a participação nos projetos da FAPEMIG (mais da metade), ao mesmo tempo que é responsável pela produção de 58% dos artigos e patentes. Viçosa, recebe com 14,21% dos financiamentos oriundos da FAPEMIG, responde por 18,81% da produção científica e conta com 17,85% dos pesquisadores. Esses dados sugerem que há uma tendência da FAPEMIG a destinar seus recursos às microregiões que já detêm maior capacitação para a produção científica e tecnológica. Essa tendência pode ser conseqüência dessa capacitação, na medida que ela determina “espontaneamente” uma maior demanda por recursos. A correlação entre as colunas da Tabela VII.11 é a seguinte: a) projetos da FAPEMIG e pesquisadores: 0,972; b) projetos da FAPEMIG e artigos científicos publicados: 0,996; c) projetos da FAPEMIG e patentes obtidas: 0,910. VII.5- O APOIO DA FAPEMIG A AUTORES E INVENTORES DE MINAS GERAIS Esta subseção sugere uma forma de avaliação do impacto do apoio da FAPEMIG para as atividades científicas e tecnológicas do estado. Esta forma de avaliação é sugerida em função dos dados disponíveis neste momento. O aprimoramento dos métodos de avaliação do impacto do apoio da FAPEMIG pode e deve ser aperfeiçoado. Uma linha possível é a realização de levantamentos mais detalhados e minuciosos, como a pesquisa de referências à FAPEMIG em artigos 50 científicos publicados em Minas Gerais19 ou a realização de pesquisas tipo survey envolvendo os pesquisadores mineiros. Outra linha é a implementação de estudos de caso de processos, produtos e/ou inovações geradas de pesquisas apoiadas pela instituição, de forma a calcular o retorno econômico e social.20 O levantamento realizado nesta subseção é simples. Três conjuntos de dados são utilizados: o banco dos artigos científicos publicados em 1999 (ver subseção V.2), o banco de patentes concedidas pelo USPTO entre 1981 e 2000 (ver subseção V.3) e o banco de projetos da FAPEMIG. A investigação busca averiguar se os autores de artigos (de instituições de Minas Gerais) e se os inventores de patentes (residentes em Minas Gerais) receberam apoio da FAPEMIG em algum momento. O banco de dados da FAPEMIG registra 7.233 projetos financiados entre 1986 e 1999. Esses 7.233 projetos tiveram 3.257 coordenadores diferentes. Os coordenadores são o objeto da investigação: esses coordenadores são autores de artigos ou inventores de patentes? Em relação aos artigos publicados, foram avaliados os 1.122 artigos (ver subseção V.2) que em 1999 continham ao menos uma referência de endereço em Minas Gerais (autor ou instituição). 21 Esses 1.122 artigos foram escritos por 3.287 autores diferentes, que foram cotejados com os 3.257 coordenadores de projetos financiados pela FAPEMIG. Encontrou-se que em 867 artigos (77,2%), publicados em 1999, há pelo menos um autor que foi financiado pela FAPEMIG entre 1986 e 1999.22 Em relação às patentes, a participação da FAPEMIG foi investigada através da identificação de ao menos um inventor residente em Minas. Em primeiro lugar, os dados foram organizados por total de patentes: no período entre 1981 e 2000, 49 patentes depositadas no USPTO tiveram pelo menos um inventor mineiro como 19 Conforme sugestão apresentada pelo Prof. Naftale Katz em reunião para discutir versão anterior deste trabalho. 20 Há uma vasta literatura econômica nessa linha. Griliches (1957) é um trabalho pioneiro. No Science and Engineering Indicators 2000 (NSF, 2000, Capítulo VIII) há uma extensa revisão da bibliografia existente. 21 A ligação destes dois bancos foi realizada através da referência de autores dos artigos científicos e de coordenadores dos projetos financiados pela FAPEMIG no período. Essas referências foram padronizadas em acordo com o usado pela Web of Science: sobrenome seguido de iniciais (Fernandes RM, Araujo ALL, Teixeira VPA). A comparação entre os bancos pode apresentar problemas de subestimação (as fontes podem não ter utilizado a mesma grafia para o mesmo autor, bem como dois autores mineiros diferentes podem ter o mesmo sobrenome e mesmas iniciais) e de superestimação (um autor com a mesma grafia de um autor mineiro mas que trabalha fora de Minas Gerais e que cooperou na elaboração de um artigo neste estado). 22 Uma outra forma de realizar esse cálculo pode utilizar uma ponderação do número de autores por artigo. Por exemplo, um autor mineiro entre cinco autores representa 0,2 autor/artigo (o peso relativo de 51 integrante da equipe. Dessas patentes, 6 tiveram na equipe pelo menos um inventor mineiro que coordenou pesquisa financiada em algum momento pela FAPEMIG no período de 1986 a 1999. Desta forma, entre 1981 e 2000, 12,25 % das patentes tiveram pelo menos um inventor mineiro financiado pela FAPEMIG entre 1986 a 1999. Em segundo lugar, os dados foram organizados por inventores: encontram-se 64 inventores mineiros (número maior de inventores do que de patentes, dado que em uma patente pode constar mais de um inventor mineiro). Destes, 7 inventores foram financiados pela FAPEMIG entre 1986 e 1999, o que corresponde a 10,94 % dos número de inventores. Esses resultados devem ser vistos com cautela. Por um lado, os artigos publicados com a participação de autores mineiros receberam financiamentos de outras agências, com certeza. E é muito difícil precisar a participação específica de cada agência no resultado. Por outro lado, não é possível afirmar se publicações anteriores levaram ao financiamento da FAPEMIG ou se o financiamento da FAPEMIG determinou a publicação. O que pode ser afirmado, nesse momento, é a existência de uma correlação entre artigos publicados e projetos financiados (77,2% dos artigos, na contagem simples). Quanto à patentes, o raciocínio é similar (aliás, podem inclusive existir patentes obtidas antes do financiamento da FAPEMIG) (10,94% dos inventores foram financiados pela FAPEMIG). No mínimo, é possível afirmar que os autores mineiros que publicam têm usado os recursos da FAPEMIG: um indício positivo, de qualquer forma. cada autor para um artigo é igual à unidade dividida pela quantidade de autores). Por esse critério, a FAPEMIG financiou 398 autores/artigos (o que representaria 45,9% dos artigos publicados em 1999). 52 VII.6- A FAPEMIG E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM MINAS: O QUE OS DADOS PODEM SUGERIR? A FAPEMIG, especialmente após 1991 (quando ultrapassa pela primeira vez a modesta marca de R$ 10 milhões), cumpriu um papel de órgão complementar às políticas federais. Essa complementariedade é conseqüência da escassez de recursos disponibilizados para a instituição. Apesar de restrita, a função de organismo complementar foi importante, pois minimizou os impactos negativos da instabilidade da política nacional de C&T, talvez garantindo uma possibilidade de continuidade e de estabilidade para projetos que seriam impossíveis sem a FAPEMIG. Para uma avaliação mais precisa, certamente é necessário que os dados de outras fontes de financiamento (CNPq, CAPES, FINEP, etc.) sejam avaliados de forma sistemática. As pistas fornecidas pelos dados relativos à UFMG (Tabelas VII.12 e VII.13) não desautorizam essa interpretação, pois a FAPEMIG foi a primeira fonte de recursos para projetos da UFMG geridos pela FUNDEP (entre 1995 e 2000), tendo sido a principal fonte em pelo menos dois anos (1995 e 1998). Como discutido ao longo desta seção, o caráter sistemático do apoio à participação em congressos e a bolsas de pós-graduação reforçam esse diagnóstico de organismo complementar. Se a qualificação de organismo complementar de apoio a pesquisa estiver correta, para o próximo período da história da FAPEMIG pode ser estabelecido como objetivo a transição para um papel que expresse uma divisão de trabalho mais clara entre os organismos federais e o estado. No caso de São Paulo, por exemplo, há uma certa divisão: Quadros et all (2000) indicam como a CAPES e o CNPq concentram-se no financiamento de bolsas de estudo, enquanto a FAPESP assume o equipamento de universidades e institutos, garantindo a existência real de atividades de pesquisa. A definição de uma divisão específica às condições de Minas (onde existe uma importante e estruturada rede de instituições federais) deve ser uma tarefa da comunidade científica, da FAPEMIG e do governo estadual. Evidentemente, para transitar para uma nova função, mais ativa, propositiva e efetiva, são necessárias duas pré-condições básicas: estabilidade no financiamento da pesquisa e crescimento dos recursos sistematicamente alocados para a fundação. 53 PARTE IV: CONCLUSÃO: COMBINANDO A CONSTRUÇÃO DE “BAIXO PARA CIMA” COM A CONSTRUÇÃO DE “CIMA PARA BAIXO” DO SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO Este trabalho deve ser lido como um esforço preliminar de sistematização de dados sobre recursos científicos e tecnológicos em Minas Gerais. Este esforço é útil em função da escassez de dados. Mas exige continuidade, tanto no sentido de ampliação das fontes estudadas, como na geração de estatísticas que permitam comparar melhor a situação de Minas Gerais com outras regiões do país. A partir da avaliação desenvolvida ao longo deste trabalho, podem ser deduzidos alguns elementos para nortear a ação da FAPEMIG. Por um lado, os dados apresentados ao longo deste trabalho indicam os problemas e as debilidades da infra-estrutura científica e tecnológica local, permitindo identificar a imaturidade e o caráter incompleto do sistema de inovação. Minas Gerais não consegue isolar-se dos problemas gerais do sistema de inovação brasileiro. Por outro lado, Minas Gerais possui recursos suficientes para iniciar a construção de um sistema local de inovação. A construção de um sistema regional de inovação não é, entretanto, processo espontâneo nem automático. O impacto do amadurecimento de um sistema local de inovação não pode ser subestimado. O Banco Mundial chama a atenção em recente relatório (World Bank, 2000, Capítulo 6) para o papel de cidades dinâmicas como motores do crescimento. A dinâmica de globalização em curso na economia mundial amplia a importância da montagem dos sistemas de inovação. Estudiosos das multinacionais (Dunning, 1993) têm insistido que nas últimas décadas, o investimento direto do estrangeiro tem buscado regiões onde a capacidade científica e tecnológica é grande. Desses estudos, deduz-se que os países (e as regiões não podem definir estratégias de atualização tecnológica que dependam da movimentação “espontânea” de capitais pelo mercado mundial. Países atrasados (com sistemas de inovação incompletos) podem apenas atrair investimentos estrangeiros que buscam recursos naturais (resource-seeking) ou buscam explorar mercados (marketseeking). Os investimentos mais interessantes para o desenvolvimento tecnológico (eficiency-seeking) só surgem onde exista capacitação tecnológica previamente construída. E isso é tarefa das políticas públicas dos países e regiões. 54 Em termos estruturais, para um país de dimensões continentais como o Brasil, o aspecto regional/local do desenvolvimento tecnológico é decisivo. Dadas as características econômicas, culturais e territoriais do país, a amplitude dos problemas e o papel do país em articulações com o restante da América Latina e do Terceiro Mundo, deduz-se que o processo de amadurecimento do sistema nacional de inovação deve apoiar-se na criação de diversidade. Ou seja, o sistema nacional de inovação deve contemplar verdadeiros sistemas regionais/locais diferenciados para que possa retirar energias dessa diversidade. Em termos conjunturais, o aperfeiçoamento de sistemas locais pode ser um caminho para a retomada do desenvolvimento do país. É importante cautela para não confundir o papel de iniciativas locais com a ocupação de um eventual vazio de políticas nacionais mais definidas. O espaço para a intervenção local é grande e seu sucesso pode, com sinergias advindas de outras experiências locais bem-sucedidas, ser uma pré-condição para uma nova dinâmica de desenvolvimento nacional. As conclusões principais deste trabalho podem ser divididas em quatro tópicos. Contudo, o fio-condutor das conclusões é o papel da FAPEMIG, considerada uma instituição central para a construção da infra-estrutura científica do sistema estadual de inovação. 1- QUANTO AO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS: • No interior do (imaturo) sistema de inovação brasileiro, Minas Gerais está abaixo da média nacional tanto em termos de artigos por milhão de habitantes como de patentes por milhão de habitantes, sugerindo a necessidade de políticas para a realização de um processo de catching up com as regiões mais avançadas do país; • Existem elementos de articulação e de descompasso entre a infra-estrutura científica e a estrutura industrial e tecnológica do estado: a) A articulação pode ser encontrada na relação entre as especializações econômicas e industriais (indústria extrativa mineral, indústrias metalúrgica e siderúrgica e agropecuária), as especializações científicas (grandes áreas - ciências agrárias, biologia – e pequenas áreas – zootecnia, agronomia, engenharia metalúrgica e de materiais, 55 farmacologia e biologia geral) e tecnológicas (metalurgia básica e extração de minerais). b) O descompasso é identificado no crescimento da produção científica (medida por artigos publicados) e a estagnação da produção tecnológica (medida por patentes junto ao INPI e ao USPTO). Esse descompasso indica potenciais inexplorados de capacitação científica no estado. • A produção científica de Minas Gerais (63,63 artigos por milhão de habitantes em 1999) ainda está em um nível inferior a um limiar de produção que gera uma condição necessária (mas não suficiente) para a detonação de um circuito virtuoso entre a produção científica e tecnológica; • A produção tecnológica de Minas Gerais (0,057 patentes no USPTO por milhão de habitantes em 1999) é baixa e concentra-se em setores de baixa tecnologia (segundo as patentes registradas no INPI). Essa concentração sugere uma limitada demanda do setor industrial mineiro para a infraestrutura científica, o que limita a possibilidade de retroalimentação positiva entre as dimensões científica e tecnológica; • A produção científica e tecnológica de Minas Gerais é concentrada em poucas regiões (as quatro microrregiões líderes em artigos respondem por 86,7% do total, e as quatro líderes em patentes por 85,73%). Essa concentração aponta para a necessidade de políticas que combinem o crescimento da produção científica do estado com a sua melhor distribuição interna; 2- QUANTO AO FUNCIONAMENTO DA FAPEMIG: • O papel da FAPEMIG entre 1986 e 2000 foi limitado, mas importante. As severas restrições orçamentárias limitaram a capacidade da instituição de implementar políticas mais sistemáticas e estruturantes. Neste período inicial a FAPEMIG pode ser caracterizada como um órgão complementar das políticas federais, possivelmente contribuindo para minimizar danos decorrentes das mudanças e restrições das políticas federais (contribuindo para a estabilidade do número de bolsistas no estado e garantindo a participação da comunidade científica do estado nas atividades nacionais e internacionais); 56 • Apesar de limitado em seu papel, a FAPEMIG apoiou projetos coordenados por pesquisadores que participaram de 77,5% dos artigos científicos publicados em 1999 por autores atuantes em Minas Gerais. 3- QUANTO AO PAPEL DA FAPEMIG COMO INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO DO SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO • Para essa nova fase e para esse novo papel, a FAPEMIG deve ter a capacidade de incidir simultaneamente sobre a: a) ampliação da produção científica do estado, indispensável para alcançar o limiar necessário para detonar um circuito virtuoso com a produção tecnológica; b) articulação desse crescimento com a desconcentração das atividades de pesquisa pelo estado; c) mudança do perfil de especializações científicas do estado (afastando-se do perfil “passivo”, definido a partir e em resposta às especializações econômicas e industriais pré-existentes), de forma a permitir o desenvolvimento econômico e industrial em setores de conteúdo tecnológico mais elevado (e portanto mais dependente de relações com a infra-estrutura científica); • Para dar conta dessas tarefas, no próximo período, um objetivo óbvio porém crucial para o governo estadual é a estabilidade dos recursos financeiros da FAPEMIG (uma definição constitucional, que deve ser cobrada pela sociedade). • O cumprimento da responsabilidade do governo estadual pode viabilizar uma maior capacidade de atuação da FAPEMIG no sentido de assumir um papel ativo na construção da infra-estrutura científica indispensável para o fortalecimento do sistema estadual de inovação. 4- QUANTO À ARTICULAÇÃO ENTRE A POLÍTICA CIENTÍFICA E AS OUTRAS DIMENSÕES DA CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS • O estágio de construção do sistema de inovação de Minas Gerais possibilita a existência de dois caminhos para o seu fortalecimento: a) partindo de 57 cidades/regiões com uma especialização industrial (e mesmo a existência de cluster industrial) sem um peso correspondente no setor universitário científico (eletrônica em Santa Rita de Sapucaí): uma linha de “baixo para cima”; b) partindo de cidades com produção científica sem correspondente produção industrial e tecnológica (Viçosa): uma linha “de cima para baixo”; • Dada a possibilidade de combinação entre políticas de construção do sistema estadual de “cima para baixo” e de “baixo para cima”, a necessidade de entrosamento entre a FAPEMIG, as Secretarias de C&T, de Planejamento e de Indústria é crucial. Em outras palavras: para a retomada do crescimento econômico nas condições atuais, a FAPEMIG deve ter um papel estratégico na articulação e na definição das políticas públicas que o sustentarão. 58 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMOVITZ, M. (1989) Thinking about growth. Cambridge: Cambridge University. ALBUQUERQUE, E. (1997) Notas sobre os determinantes tecnológicos do catching up: uma introdução à discussão sobre o papel dos sistemas nacionais de inovação na periferia. Estudos Econômicos, v. 27, n. 2. ALBUQUERQUE, E. (1999) National systems of innovation and non-OECD countries: notes about a tentative typology. Revista de Economia Política, out-dez 1999. AMSDEN, A. H. Asia's next giant: South Korea and late industrialization. New York/Oxford: Oxford University, 1989. BANZE, C. E. (2000) A especificidade e a diversidade do continente africano: uma sugestão inicial de tipologias de sistemas nacionais de inovação. Monografia de Graduação. Belo Horizonte: FACE-UFMG. BARRO. 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Indicador 1) Patentes por milhão de hab. 2) Artigos por milhão de hab. 3) % de patentes no mundo 4) % de artigos no mundo 5) % de patentes no mundo/ % de artigos no mundo 6) Analfabetismo1 7) Ensino Secundário (%população em idade de freqüentar) 1 8) Ensino Universitário (%população em idade de freqüentar) 1 9) Patentes residentes/patentes não-residentes2 10) Patentes residentes por milhão de hab. 2 11) Crescimento das patentes (1998/1981) 12) Crescimento %da renda per capita (19961999) 13) Crescimento %da renda per capita (19851994) 14) Renda per capita3 USA Korea 501,23 996,61 55,78 28,00 1,98 117,42 224,94 2,24 1,00 2,06 0,99 50,92 0,07 1,00 0,08 1,86 180,24 0,11 3,00 0,04 1,85 33,23 0,02 0,8 0,22 Nd 97,40 0,02 100,90 0,17 Nd nd nd 0,16 58,70 52,00 12,00* 45,00* 11,70 0,42 136,95 0,65 1,00 -4,10 6.180 nd nd 8,20 0,96 5,60 7.699 80,90 1,13 0,73 578,59 1210,73 2,17 85,19 1,03 0,96 1,30 7,80 29.240 13.286 Brasil 0,04 11,80 2,50 1,04 -0,40 6.460 Rússia Malásia Fonte: WIPO e USPTO (Patentes); Web of science (artigos); Unesco ( educação); Banco Mundial (renda per capita) (elaboração Própria). Notas : 1 - Dados referentes ao ano de 1995. 2 - Dados referentes ao ano de 1999. 3 - PPP GNP per capita * - Dados para 1992 63 TABELA II.1 Médias e desvio padrão de artigos por milhão de habitantes(A*); patentes por milhão de habitantes (P*); e o quociente entre artigos por milhão de habitantes e patentes por milhão de habitantes (A*/P*), de acordo com o nível de renda (PNB per capita) em 1998. GRUPO DE PAÍSES (PNB per capita) A* Média 937.9 9 US$ 10,000 476.5 US$ 19,000 9 US$ 5,000 115.6 US$ 10,000 8 US$ 3,000 40.87 US$ 5,000 > US$ 19,000 P* Desvio Padrão A* / P* Média Média Desvio Padrão 377.69 154.4 2 121.54 11.30 14.45 19 432.32 64.68 107.37 43.09 45.27 13 133.58 1.45 1.76 50.10 0.43 0.58 < US$ 3,000 14.79 25.06 0.10 0.18 PNB não disponível 14.81 28.89 0.04 0.10 152.0 3 177.6 4 137.0 8 0 (a) 199.3 0 (b) 242.9 0 (c) 131.0 1 (d) - Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração própria). NOTAS: (a) 3 países (com P* = 0) excluídos (b) 2 países (com P* = 0) excluídos (c) 21 países (com P* = 0) excluídos, (d) 5 países (com P* = 0) excluídos. TABELA II.2 PNB per capita e Indicadores de C&T para Países Considerados representativos para os diferentes limiares.(1998) Países Estados Unidos Japão Suécia Portugal Chile Russia Brasil Camarões Número de países no grupo Desvio Padrão PPP GNP per capita PatPorMilhao P* 29240 23592 19848 14569 8507 6180 6460 1395 Fonte: ISI, USPTO, Banco Mundial (elaboração própria). 501,23 358,04 266,49 1,70 1,14 1,85 0,99 0,00 Artpm A* 996,61 540,92 1585,40 234,34 103,96 180,24 50,92 12,78 25 17 40 6 64 TABELA III.1 Média da participação no PIB a custo de fatores, participação no total de patentes, participação no total de artigos científicos e participação relativa dos pesquisadores por Unidade da Federação (1988-1996) UF SP RJ MG RS PR PE DF SC BA Outros Total Distribuição Distribuição Participação das patentes – das patentes – no PIB (%) INPI USPTO* 37 11 10 7 6 2 2 3 4 17 - 53,68 10,73 7,37 9,34 5,86 0,94 1,55 4,03 1,26 5,24 100,00 Distribuição dos Artigos 52,24 20,06 3,53 8,02 2,67 0,38 0,48 6,88 0,67 5,10 100,00 Fonte: Fundação João Pinheiro, INPI, ISI,CNPQ, USPTO – elaboração própria Nota: Devido à co-autoria em alguns artigos a soma dos Estados difere do total brasileiro. * Dados correspondes ao período de 1981 a 2000 46,88 17,37 6,85 6,16 3,68 3,07 2,60 2,44 1,65 9,31 100,00 Participação Relativa dos pesquisadores 32,38 14,88 9,69 8,80 6,39 4,67 2,73 3,14 2,86 14,45 100,00 247 SP 432249 741 652 23 314 6 23 207 20 9 29 1 20 1974 423258 735 607 16 322 1 33 141 25 15 34 2 18 1975 Fonte: ISI, 2000 (elaboração própria). 526 5 SC 410609 24 RS Mundo 104 RJ Brasil 13 PE* 15 3 PR 434 14 MG Total 0 outros 9 DF 1973 BA* UF 450687 685 621 24 335 0 27 121 40 9 34 6 25 1976 514020 1072 1000 26 553 5 30 222 38 21 53 28 24 1977 539935 1244 1187 39 644 5 52 268 34 17 74 20 34 1978 554655 1357 1347 67 682 10 65 296 50 19 87 43 28 1979 554597 1526 1589 78 763 11 82 362 65 20 117 51 40 1980 599702 1699 1741 102 842 16 89 377 67 34 124 66 24 1981 628538 2006 2096 188 907 31 117 402 76 37 179 110 49 1982 672416 1995 2104 171 943 39 110 422 85 74 135 85 40 1983 674351 2103 2209 201 988 51 117 396 98 78 141 90 49 1984 708724 2058 2159 174 1017 31 122 448 73 53 128 71 42 1985 717416 2278 2358 204 1086 45 117 534 80 58 121 65 48 1986 ANOS 710086 2226 2337 188 1068 45 146 478 74 65 149 79 45 1987 705729 2456 2569 223 1190 50 149 550 92 59 166 50 40 1988 654823 2663 2826 231 1339 50 178 595 104 86 152 52 39 1989 689625 3054 3200 275 1489 75 181 667 89 91 173 93 67 1990 TABELA III.2 Quantidade de artigos por UF no Brasil 65 695688 3472 3700 306 1666 77 218 805 115 123 227 94 69 1991 741535 4103 4280 352 1969 105 275 860 139 123 298 100 59 1992 754304 3898 3782 350 1896 91 228 507 126 126 267 118 73 1993 798220 4213 4189 404 2039 102 279 579 121 187 297 108 73 1994 853469 4975 4913 452 2235 133 365 757 135 228 388 146 74 1995 901981 6023 6282 633 2931 190 432 888 176 291 479 168 94 1996 923333 6946 7464 762 3373 176 528 1083 211 375 657 204 95 1997 957319 8447 9594 875 4026 298 611 1779 233 430 911 264 167 1998 973286 9668 11237 1095 4703 320 746 1936 277 541 1113 329 177 1999 18240555 82169 86477 7474 39567 1968 5344 15784 2656 3172 6547 2443 1522 TOTAL 66 TABELA III.3 Patentes Solicitadas por UF (1988-1996) Estado BA DF MG PE PR RJ RS SC SP OUTROS Total 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 Total 9 15 34 15 23 19 15 21 20 171 14 10 12 29 14 13 15 14 11 132 168 134 143 149 117 124 123 140 164 1262 15 25 6 9 5 7 7 9 2 85 101 110 108 68 48 98 101 83 109 826 301 246 240 214 170 194 172 151 129 1817 262 240 212 206 177 173 173 193 224 1860 119 91 87 109 89 107 83 121 143 949 1541 1531 1372 1250 1097 1157 1011 1148 1092 11199 49 84 65 58 43 56 57 72 53 537 2579 2486 2279 2107 1783 1948 1757 1952 1947 18838 Fonte: INPI. Tabela III.4 Artigos e Patentes por Milhão de Habitantes por Unidades da Federação em 1999 UF DF RJ SP RS MG SC PR RN AM PE PB ES CE PA GO AL BA SE AC MA Art/milhão hab. Pat/milhão hab. 163,19 138,95 129,38 74,03 63,63 61,92 57,00 45,83 42,79 36,27 35,91 29,53 26,81 21,82 20,80 14,24 13,48 8,62 7,39 4,20 Fonte: USPTO, 2001; ISI, 1999; IBGE (elaboração própria). 1,08 1,43 0,99 0,06 0,96 0,32 0,13 1,33 0,14 0,60 0,18 67 TABELA IV.1 Especialização de Unidades locais, pessoal ocupado em 31 de dezembro e salários e outras remunerações segundo seção da classificação de atividades - Minas Gerais - 1998 Seção da classificação de atividade Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal Pesca Indústrias extrativas Indústrias de transformação Produção e distribuição de eletricidade, gás e água Construção Comércio; reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos Alojamento e alimentação Transporte, armazenagem e comunicações Intermediação financeira Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas Administração pública, defesa e seguridade social Educação Saúde e serviços sociais Outros serviços coletivos sociais e pessoais Total Fonte: IBGE (PIA), 1998 (elaboração própria). Número de unidades locais Pessoal ocupado em 31 de dezembro Total Assalariado Salários e outras remunerações (R$1000) Especialização 4 560 72 3 416 51 499 671 11 707 50 694 183 31 575 529 304 30 803 126 418 44 843 70 27 315 453 248 30 722 106 898 220 618 183 282 092 3 215 113 529 944 669 977 1,30 0,29 2,41 0,97 1,19 1,07 240 201 35 420 15 825 5 312 717 726 118 264 156 146 50 088 402 231 72 357 135 472 45 055 1 589 529 200 961 999 791 1 036 788 1,07 1,02 0,97 0,69 47 650 2 140 7 617 8 598 34 625 469 313 267 013 575 834 93 163 140 526 112 174 2 999 911 195 778 575 550 83 967 127 296 90 740 2 391 542 1 006 991 4 771 061 895 479 943 746 521 315 16 883 591 0,88 1,00 0,79 1,18 0,93 68 Tabela IV.2 Especialização Industrial de Minas Gerais com dados da PIA 1998 Grupo Atividade Extração de minério de ferro Extração de minerais metálicos Fabricação de produtos do fumo Fabricação de produtos siderúrgicos - exclusive em siderúrgicas integradas Siderúrgicas integradas Metalurgia básica Fabricação de estruturas metálicas e obras de caldeiraria pesada Fabricação de cimento Tecelagem - inclusive fiação e tecelagem Laticínios Metalurgia de metais não-ferrosos Extração de minerais metálicos não-ferrosos Aparelhamento de pedras efabricação de cal e de outros produtos deminerais não-metálicos Reciclagem de sucatas metálicas Fabricação de automóveis, caminhonetas e utilitários Fabricação de produtos de minerais não-metálicos Reciclagem Fabricação de produtos cerâmicos Fabricação de tanques, caldeiras e reservatórios metálicos Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração mineral e construção Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias Fabricação de armas, munições e equipamentos militares Fabricação de produtos químicos inorgânicos Fonte: IBGE (PIA), 1998 (elaboração própria). ESPEC / VTI 4,476 4,065 3,260 3,157 3,135 2,403 2,331 2,249 1,884 1,839 1,808 1,767 1,640 1,635 1,625 1,327 1,321 1,316 1,245 1,185 1,111 1,108 1,070 69 TABELA IV.3 Quocientes Locacionais de Classes CNAE (1995) Selecionadas (Relacionadas à Informática) Capitais Selecionadas e Belo Horizonte, 1997 DESCRIÇÃO BELO HORIZONTE BRASÍLIA ATIVIDADES DE BANCO DE DADOS 4,44 CONSULTORIA EM SISTEMAS DE INFORMÁTICA 1,10 1,20 DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS DE INFORMÁTICA 1,77 1,17 FABRICAÇÃO DE APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIDA, TESTE, CONTROLE ETC MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE MÁQUINAS DE ESCRITÓRIO E INFORMÁTICA CURITIBA RECIFE SÃO PAULO 3,26 2,17 1,17 1,79 3,85 OUTRAS ATIVIDADES NÃO ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE 1,71 2,86 1,36 PROCESSAMENTO DE DADOS 1,46 3,03 1,80 FONTE: RAIS (1997), elaboração própria. PORTO ALEGRE 1,32 1,57 2,35 1,85 2,14 2,86 2,03 2,32 1,19 30,30 4,57 2,03 1,46 70 TABELA V.1 Principais Dimensões do Diretório 1993-2000 1993 INSTITUIÇÕES GRUPOS PESQUISADORES (P) DOUTORES (D) (D)/(P) em % 99 4.404 21.541 10.994 51 1995 158 7.271 26.799 14.308 53 1997 181 8.632 34.040 18.724 55 2000 224 11.760 48.781 27.662 57 Fonte: CNPq (2000). TABELA V.2 Número de pesquisadores por grande área do conhecimento no Brasil e em Minas Gerais em 2000 Grande Área Brasil (%) MG (%) Ciências Agrárias 10.412 21,29 1.572 33,17 Ciências Biológicas 8.731 17,85 666 14,05 Ciências Exatas e da Terra 8.970 18,34 785 16,56 Ciências da Saúde 10.607 21,69 668 14,10 Engenharias e C. da computação 10.186 20,83 1.048 22,11 Totais 48.906 100,00 4.739 100,00 Fonte:CNPq (2000). 71 TABELA V.3 Distribuição do Numero de Pesquisadores e Linhas de Pesquisa em Minas Gerais segundo as Instituições (2000) INSTITUIÇÃO CEFET/MG(Centro Federal de Educação Tecnológica) CETEC(Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais) CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear) CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear) EFEI(Escola Federal de Engenharia de Itajúba) EFOA(Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas) EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropec) EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropec) EPAMIG(Empresa de pesquisa Agropecuária MG) FAFEOD(Faculdade de Odontologia de Diamantina) FIOCRUZ(Fundação Oswaldo Cruz)/ Rene Rachou) FJP(Fundação João Pinheiro) FMTM(Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro) FUNED(Fundação Ezequiel Dias) FUNREI(Fun. Ensi.Superior de São João Del Rei) FURNAS(Furnas Centrais Elétricas S.A) LNA/CNPQ(Laboratório Nacional de Astrofísica) PUC/MG(Pontifícia Universidade Católica de MG) UNIFENAS(Universidade de Alfenas) UNIMONTES(Univer.Est. Montes Claros) UFJF(Universidade Federal de Juiz de fora) UFLA/ESAL(Universidade Federal de Lavras) UFMG(Universidade Federal de Minas Gerais) UFOP(Univeersidade Federal de Ouro Preto) UFU(Fundação Universidade Federal de Uberlândia) UFV(Fundação Universidade Federal de Viçosa) TOTAL LOCALIDADE PESQ.1 LINHAS Belo Horizonte Belo Horizonte Belo Horizonte Poços de caldas Itajúba Alfenas Sete lagoas Juiz de fora Viçosa Diamantina Belo Horizonte Belo Horizonte Uberaba Belo Horizonte São João Del Rei Alvinopólis Itajúba Belo Horizonte Alfenas Montes Claros Juiz de fora Lavras Belo Horizonte Ouro Preto Uberlândia Viçosa 24 140 (2) 140 (2) 27 131 44 (2) 107 (2) 44 128 13 68 8 58 8 51 1 8 46 211 5 196 524 1564 192 283 718 4739 34 68 68 13 105 28 29 12 129 4 50 5 39 7 47 2 10 20 107 7 137 342 950 103 189 453 2958 Fonte:CNPq, 2000; ISI, 2000(elaboração própria) Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por linha de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade. 72 TABELA V.4 Distribuição das Instituições e Pesquisadores em 1998 por Cidade e Microregião MICROREGIÃO ALFENAS ALFENAS BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE POÇOS DE CALDAS CIDADE ALFENAS ALFENAS BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE POÇOS DE CALDAS INSTITUIÇÕES EFOA(Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas) UNIFENAS(Universidade de Alfenas) UFMG(Universidade Federal de Minas Gerais) CETEC(Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais) FIOCRUZ/Rene Rachou FUNED(Fundação Ezequiel Dias) CEFET/MG(Centro Federal de Educação Tecnológica) CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear) CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear) BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE DIAMANTINA ITAJUBA BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE DIAMANTINA ITAJUBA FJP(Fundação João Pinheiro) PUC-MG(Pontifícia Universidade Católica de MG) FAFEOD(Fac. Fed. Odontologia de Diamantina) EFEI(Escola Federal de Engenharia de Itajubá) ITAJUBA ITAJUBA LNA/CNPQ(Laboratório Nacional de Astrofísica) JUIZ DE FORA LAVRAS MONTES CLAROS OURO PRETO PASSOS SÃO JOÃO DEL REI SETE LAGOAS JUIZ DE FORA JUIZ DE FORA LAVRAS MONTES CLAROS OURO PRETO ALPINOPÓLIS SÃO JOÃO DEL REI SETE LAGOAS CORONEL PACHECO UFJF(Universidade Federal de Juiz de fora) UFLA/ESAL(Universidade Federal de Lavras) UNIMONTES(Universidade Estadual de Montes Claros) UFOP(Universidade Federal de Ouro Preto) FURNAS(Furnas Centrais Elétricas S.A) FUNREI(Fund. Ens. Superior de São João Del Rei) EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agrop.) EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agrop.) UBERABA UBERLÂNDIA VICOSA VICOSA Total UBERABA UBERLÂNDIA VIÇOSA VIÇOSA FMTM(Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro) UFU(Fundação Universidade Federal de Uberlândia) UFV(Fundação Universidade Federal de Viçosa) EPAMIG(Empresa de Pesquisa Agropecuária de MG) Fonte: CNPq, 2000; RAIS, 1997 (elaboração própria). PESQUISADORES 44 211 1.564 140 68 8 24 167 8 46 13 131 8 196 524 5 192 1 51 151 58 283 718 128 4.739 73 TABELA V.5 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por Grande Área do Conhecimento, Segundo as Instituições em Minas Gerais (2000) Grande Área: Ciências Biológicas Pesquisadores Linhas de Instituição Cidade Grupos 1 Pesquisa UFMG Belo Horizonte 61 269 209 UFU Uberlândia 13 68 45 UFJF Juiz de Fora 9 58 31 UNIFENAS Alfenas 10 57 31 FIOCRUZ Belo Horizonte 5 41 29 UFV Viçosa 7 40 21 (2) EMBRAPA Sete Lagoas 3 26 10 UFOP Ouro Preto 8 22 17 EFOA Alfenas 4 16 8 CETEC Belo Horizonte 3 15 12 UFLA Lavras 2 13 8 PUC-MG Belo Horizonte 1 10 8 (2) EMBRAPA Juiz de fora 1 8 3 FMTM Uberaba 3 8 5 FUNED Belo Horizonte 1 8 7 (2) CNEN Belo Horizonte 1 3 5 (2) CNEN Poços de Caldas 1 3 5 UNIMONTES Montes Claros 1 1 1 Total 134 666 455 Fonte:CNPq,2000(elaboração própria) Nota: 1 - Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por linha de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade. 74 TABELA V.6 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por Grande Área do Conhecimento, Segundo as Instituições em Minas Gerais (2000) Grande Área: Ciências Agrárias Linhas de Instituições Cidade Grupos Pesquisadores1 Pesquisa CETEC Belo Horizonte 1 4 4 EFOA Alfenas 1 2 1 (2) EMBRAPA Sete Lagoas 4 80 19 (2) EMBRAPA Juiz de fora 3 37 9 EPAMIG Viçosa 13 128 129 UFJF Juiz de Fora 1 4 2 UFLA Lavras 47 435 302 UFMG Belo Horizonte 24 185 78 UFOP Ouro Preto 1 8 3 UFU Uberlândia 3 20 8 UFV Viçosa 91 582 377 UNIFENAS Alfenas 9 83 20 UNIMONTES Montes Claros 4 4 6 Total 202 1572 958 Fonte:CNPq,2000(elaboração própria) Nota: 1 - Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por linha de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade. 75 TABELA V.7 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais (2000) Grande Área: Ciências Exatas e da Terra Pesquisadores Linhas de Instituição Cidade Grupos 1 Pesquisa CETEC Belo Horizonte 6 40 17 (3) (3) (3) CNEN Belo Horizonte 11 62 36 (3) (3) (3) CNEN Poços de Caldas 2 14 8 EFEI Itajubá 3 15 13 EFOA Alfenas 1 2 2 FIOCRUZ Belo Horizonte 1 3 4 FUNREI São João Del Rei 3 13 15 LNA Itajubá 2 8 10 PUC-MG Belo Horizonte 1 13 3 UFJF Juiz de Fora 7 39 33 UFLA Lavras 3 19 11 UFMG Belo Horizonte 68 358 252 UFOP Ouro Preto 13 100 41 UFU Uberlândia 11 46 37 UFV Viçosa 8 53 26 Total 140 785 508 Fonte:CNPq,2000 (elaboração própria). Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 3 - Para encontrar o número de grupos e linhas de pesquisa que não apresentaram dupla contagem, foi utilizada a busca estratificada, que se encontra no site do CNPq. 76 TABELA V.8 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais( 2000) Grande Área: Ciências da Saúde Linhas de Instituição Cidade Grupos Pesquisadores1 Pesquisa EFOA Alfenas 5 24 17 FAFEOD Diamantina 1 13 4 FIOCRUZ Belo Horizonte 4 24 17 FJP Belo Horizonte 2 8 5 FMTM Uberaba 10 50 34 PUC-MG Belo Horizonte 1 7 5 UFJF Juiz de Fora 6 40 33 UFMG Belo Horizonte 65 390 205 UFOP Ouro Preto 2 11 6 UFU Uberlândia 6 29 21 UFV Viçosa 3 17 6 UNIFENAS Alfenas 8 55 49 Total 113 668 402 Fonte:CNPq,2000(elaboração própria) Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 77 TABELA V.9 Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais (2000) Grande Área: Engenharias e C. da Computação Linhas de Instituição Cidades Grupos Pesquisadores1 Pesquisa CEFET/MG Belo Horizonte 8 24 34 CETEC Belo Horizonte 13 81 35 (3) (3) (3) CNEN Belo Horizonte 9 85 27 EFEI Itajubá 19 116 92 FUNREI São João Del Rei 10 38 32 FURNAS Alpinopólis 1 1 2 PUC-MG Belo Horizonte 1 16 4 UFJF Juiz de Fora 9 55 38 UFLA Lavras 6 57 21 UFMG Belo Horizonte 63 362 206 UFOP Ouro Preto 10 51 36 UFU Uberlândia 25 120 78 UFV Viçosa 3 26 23 UNIFENAS Alfenas 2 16 7 Total 179 1048 635 Fonte:CNPq,2000(elaboração própria) Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes. 3 - Para encontrar o número de grupos e linhas de pesquisa que não apresentaram dupla contagem, foi utilizada a busca estratificada, que se encontra no site do CNPq. Santa Luzia Pedro Leopoldo Total Cidade 1357 Belo Horizonte Total Instituição 1354 UFMG FIOCRUZ CDTN FUNED CETEC Residência Santa Casa PUC CEFET Fac Ciências Médicas Hermes Pardini HEMOMINAS GENE Hospital Felício Rocho Hospital Maria Amélia Lins Hospital Madre Tereza IBM Brasil ORIGEN Geol Survey Brasil Hospital Vera Cruz EMBRAPA Consultor Matsuda Minas SOCOR Univ Vale Rio Doce UFOP Newton Paiva Network Hosp Locomotor Miner Technol Grp SOCOR / Hospital Felício Rocho Núcleo Genet Med Minas Gerais EPAMIG Belgo Mineira BIOCOR BIOCOR / Santa Casa CEMIG Hospital João XXIII DiaMed Brasil Hospital Socor FEAM FHEMIG GENE MG Hospital Evangélico Assoc. Bras. Criadores Cavalo Ponei Hospital Luxemburgo Conservat Int Brasil 2 CVRD 1 LARA Fonte: ISI, 2000; RAIS, 1997 (elaboração própria). Micro Região BELO HORIZONTE Total 1106 86 19 18 17 15 14 12 8 6 4 4 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 (Continua) Mariana 47 Uberaba 36 Itajuba 35 Sete Lagoas 24 Alfenas Machado 14 Sao Joao Del Rei 6 Pocos de Caldas Caldas 4 Araxa UBERABA ITAJUBA SETE LAGOAS ALFENAS SAO JOAO DEL REI POCOS DE CALDAS ARAXA Ipatinga Montes Claros Tres Marias Varginha Itauna Governador Valadares Paracatu 50 Ouro Preto OURO PRETO 2 2 2 1 1 1 1 2332 Coronel Pacheco 83 Lavras LAVRAS IPATINGA MONTES CLAROS TRES MARIAS VARGINHA DIVINOPOLIS GOVERNADOR VALADARES PARACATU Total Araguari 113 Juiz de Fora JUIZ DE FORA Cidade 119 Uberlandia Total 434 Vicosa UBERLANDIA VICOSA Micro Região (Contituação) Total Instituição 434 UFV EPAMIG EMBRAPA / EPAMIG Residência 117 UF Uberlândia Residência Univ Paranaense Hosp Santa Genoveva UF Uberlândia / CETEC Univ Triângulo 2 FAFI 107 UFJF EMBRAPA CNPq Ctr Nacl Pesquisa Gado Leite 6 EMBRAPA 83 UFLA EPAMIG 49 UFOP Residência 1 Residência 47 Fac Med Triângulo Mineiro Esc Agrotec Fed Uberaba Residência Univ Uberaba EMBRAPA / EPAMIG EPAMIG 36 EFEI CNPq Lab Nacl Astrofis 35 EMBRAPA 22 UNIFENAS UF Alfenas EFOA 2 Escola Super Ciencias & Agr Machado 14 FUNREI UFMG 4 CNEN Residência Planalto Pocos Caldas Ind Nuc 2 EPAMIG 4 Arafertil AS Fertilizantes Serrana AS 2 USIMINAS 2 BIOBRAS 2 CEMIG 1 UFV 1 Univ Itaúna 1 Univ Vale Rio Doce 1 Fazenda Novo Horizonte 2332 TABELA V.10 - Distribuição dos artigos por micro região, municípios e instituições em Minas Gerais em 1999 78 Total 423 8 2 1 108 4 2 1 1 1 2 57 43 4 3 6 75 8 48 1 1 33 6 2 2 2 2 25 6 5 35 15 4 3 2 13 1 2 1 1 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 2332 79 TABELA V.11 Quantidade de periódicos por área em Minas Gerais em 1999 Área Periódicos BIOLOGIA VETERINÁRIA MEDICINA FÍSICA AGRICULTURA QUÍMICA ENGENHARIA NÃO ENCONTRADO FARMACOLOGIA MATEMÁTICA ASTRONOMIA METALURGIA CIÊNCIAS DA TERRA NUTRIÇÃO ENERGIA ESTUDOS AMBIENTAIS COMPUTAÇÃO ELETRÔNICA ESTATÍSTICA RECURSOS HÍDRICOS ALIMENTOS MINERAÇÃO PAPÉIS CIÊNCIAS DIVERSAS PESCA ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA CERÂMICA, VIDROS E OLARIA PRODUÇÃO DE SOJA E GRÃOS DROGAS E ALCOOLISMO INSTRUMENTOS TERAPIA OCUPACIONAL PSICOLOGIA REFLORESTAMENTO Total Fonte: ISI, 2000; Ulrich’s, 1987 (elaboração própria). 229 202 164 126 87 81 44 32 30 19 15 12 10 9 8 8 8 6 6 5 4 3 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1.122 Proporção (%) 20,41 18,00 14,62 11,23 7,75 7,22 3,92 2,85 2,67 1,69 1,34 1,07 0,89 0,80 0,71 0,71 0,71 0,53 0,53 0,45 0,36 0,27 0,18 0,18 0,18 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 0,09 100,00 80 TABELA V.12 Quantidade de artigos indexados pelo WoS com participação brasileira, por grande disciplina do CNPq, e disciplina do indexador de periódicos Ulrich, em Minas Gerais em 1998 e1999 CNPq ULRICH 1998 % 1999 % Total % CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA Física Química Matemática Astronomia Ciências da Terra Energia Estatística Geologia Paleontologia CIÊNCIAS AGRÁRIAS Veterinária Agricultura Alimentos Pesca Plantações e Solos Florestas CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Biologia Farmacologia Estudos Ambientais Recursos Hídricos Físicae Biologia CIÊNCIAS DA SAÚDE Medicina Nutrição Drogas e Alcolismo Terapia Ocupacional Biologia e Medicina Odontologia Saúde Pública ENGENHARIAS Engenharia Metalurgia Computação Eletrônica Minase Mineração Papéise Polpas Instrumentos HUMANAS Economia Cerâmica e Vidro Psicologia 131 93 4 1 1 18 1 249 164 46 210 137 22 2 2 163 149 26 7 1 183 60 7 4 71 Todas as Áreas SEM CLASSIFICAÇÃO Fonte:ISI, 2000; BOWKER, 1999; CNPq, 2001 (elaboração própria). 0 3 32 911 14,38 126 10,21 81 0,44 19 0,11 15 10 8 0,11 6 1,98 0,11 27,33 265 18,00 202 5,05 87 4 2 1 1 23,05 297 15,04 229 2,41 30 0,22 8 5 0,22 17,89 272 16,36 164 9 1 1 2,85 0,77 0,11 20,09 175 6,59 44 0,77 12 0,44 8 6 3 2 1 7,79 76 1 1 1 3 0,33 3,51 34 100,00 1122 11,23 257 7,22 174 1,69 23 1,34 16 0,89 10 0,71 8 0,53 7 18 1 23,62 514 18,00 366 7,75 133 0,36 4 0,18 2 0,09 1 0,09 1 26,47 507 20,41 366 2,67 52 0,71 10 0,45 5 2 24,24 435 14,62 313 0,80 9 0,09 1 0,09 1 26 7 1 15,60 358 3,92 104 1,07 19 0,71 12 0,53 6 0,27 3 0,18 2 0,09 1 6,77 147 0,09 1 0,09 1 0,09 1 0,27 3 3 3,03 66 100,00 2033 12,64 8,56 1,13 0,79 0,49 0,39 0,34 0,89 0,05 25,28 18,00 6,54 0,20 0,10 0,05 0,05 24,94 18,00 2,56 0,49 0,25 0,10 21,40 15,40 0,44 0,05 0,05 1,28 0,34 0,05 17,61 5,12 0,93 0,59 0,30 0,15 0,10 0,05 7,23 0,05 0,05 0,05 0,15 0,15 3,25 100,00 30 29 15 24 11 8 12 1 1 Lavras Ouro Preto Uberaba Itajubá Sete Lagoas Alfenas São João Del Rei Poços de Caldas Araxá Ipatinga 100 0,10 0,10 0,10 0,30 0,10 0,10 0,10 0,10 1,21 1,52 2,43 1,11 0,81 3,04 2,94 4,76 18,72 5,97 56,48 Fonte: ISI, 2000; RAIS, 1998 (elaboração própria). 3 1 1 1 1 1 988 47 Juiz de Fora Ituiutaba Montes Claros Três Marias Divinópolis Governador Valadares Nanuque Paracatu Patos de Minas Santa Rita do Sapucaí Varginha Totais 185 59 Viçosa Uberlândia 1998 558 Micro Região Belo Horizonte 2 2 1 1 1 1 2.332 4 2 6 14 47 36 35 24 83 50 113 434 119 1.357 0,04 100 0,04 0,09 0,09 0,04 0,04 0,17 0,09 0,26 0,60 2,02 1,54 1,50 1,03 3,56 2,14 4,85 18,61 5,10 58,19 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 3.320 5 3 6 26 62 60 46 32 113 79 160 619 178 1.915 57,68 Belo Horizonte Pedro Leopoldo Contagem Santa Luzia 18,64 Viçosa 5,36 Uberlândia Araguari 4,82 Juiz de Fora Coronel Pacheco 3,40 Lavras 2,38 Ouro Preto Mariana 1,87 Uberaba 1,81 Itajubá 1,39 Sete Lagoas 0,96 Alfenas Machado 0,78 São João Del Rei Paraopeba 0,18 Poços de Caldas Caldas 0,15 Araxá 0,09 Ipatinga Belo Oriente 0,09 Capinópolis 0,09 Montes Claros 0,09 Três Marias 0,03 Itaúna 0,03 Governador Valadares 0,03 Carlos Chagas 0,03 Paracatu 0,03 Patos de Minas 0,03 Santa Rita Do Sapucaí 0,03 Varginha 100 988 1 1 100 0,10 0,10 0,10 0,10 0,30 0,10 0,10 1 3 1 1 1 0,10 1,11 0,10 1,52 2,43 1,11 0,81 3,95 0,81 3,04 2,94 18,72 5,97 55,87 0,30 0,30 1 11 1 15 24 11 8 39 8 30 29 185 59 552 3 3 TABELA V.13 Quantidade de referências de endereços para os artigos de M.G. indexados no WoS em 1998 e 1999 por municípios e micro região % 1999 % Total % Município 1.998 % 81 1 2.332 1 2 2 1 1 4 2 4 2 0,04 100 0,04 0,09 0,09 0,04 0,04 0,17 0,09 0,17 0,09 0,09 18,61 5,02 0,09 4,59 0,26 3,56 2,10 0,04 2,02 1,54 1,50 0,94 0,09 0,60 2 434 117 2 107 6 83 49 1 47 36 35 22 2 14 % 58,06 0,04 1.354 1 1.999 1.906 4 3 2 619 176 2 146 14 113 78 1 62 60 46 30 2 25 1 4 2 5 2 1 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 3.320 Total % 57,41 0,12 0,09 0,06 18,64 5,30 0,06 4,40 0,42 3,40 2,35 0,03 1,87 1,81 1,39 0,90 0,06 0,75 0,03 0,12 0,06 0,15 0,06 0,03 0,09 0,09 0,09 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 100 45 60 72 99 99 1980 105 105 1981 126 126 1982 99 99 1983 91 91 1984 89 89 1985 86 86 1986 109 109 1987 89 89 1988 102 102 1989 111 111 1990 145 145 1991 155 155 1992 1 1993 245 245 0 0 0 1995 298 298 0 0 0 1996 419 419 0 0 0 1997 554 554 1998 664 664 1999 4239 1158 176 3 2902 Total 85,71 82,76 97,06 88,24 84,91 81,08 82,76 84,62 84,68 70,39 73,33 64,54 69,53 71,07 73,15 53,61 67,11 64,16 63,88 52,01 67,04 66,67 63,14 62,21 63,77 60,81 59,66 64,75 Fonte: ISI, 2000. Nota: A expressão BH % MG significa a proporção entre o número de artigos publicados pela cidade de Belo Horizonte em relação ao Estado de Minas Gerais. BH % MG 179 0 1 1 1994 198 30 72 1979 196 33 60 1978 Total 24 45 1977 BH4 12 30 1976 176 33 1975 BH3 24 1974 2 12 1973 BH2 BH1 Referência TABELA V.14 Número de artigos produzidos em Belo Horizonte e sua proporção em relação ao Estado de Minas Gerais 82 83 Tabela V.15 Total de Artigos Brasil e Minas Gerais por Grandes Áreas CNPq e Índice de Especialização de Minas Gerais 1999 Artigos Índ. Grandes Áreas CNPq Especialização Brasil MG CIÊNCIAS AGRÁRIAS 869 297 2,95 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS 2206 272 1,06 CIÊNCIAS DA SAÚDE 1837 175 0,82 CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 3566 265 0,64 ENGENHARIAS 769 76 0,85 HUMANAS 98 3 0,26 SEM CLASSIFICAÇÃO 328 34 0,89 NÃO TEM 4 TOTAL 9677 1122 Fonte: ISI,2000; Bowker,2000, CNPq, 2001 (elaboração própria). 84 Tabela V.16 Total de Artigos Brasil e Minas Geraise Índice de Especialização Minas Gerais por Pequenas Áreas CNPQ 1999 Artigos Índ. Pequenas Áreas CNPQ Especialização Brasil MG FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL 1 1 8,62 ZOOTECNIA 380 202 4,58 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA 25 6 2,07 AGRONOMIA 424 88 1,79 ENGENHARIA DE MATERIAIS E METALÚRGICA 88 17 1,67 NUTRIÇÃO 48 9 1,62 FARMACOLOGIA 239 30 1,08 CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS 32 4 1,08 BIOLOGIA GERAL 1847 229 1,07 ECOLOGIA 116 13 0,97 ENGENHARIA ELÉTRICA 60 6 0,86 RECURSOS PESQUEIROS E ENGENHARIA DE PESCA 21 2 0,82 ASTRONOMIA 160 15 0,81 MEDICINA 1774 165 0,80 RECURSOS FLORESTAIS E ENGENHARIA FLORESTAL 12 1 0,72 QUÍMICA 995 81 0,70 FÍSICA 1893 134 0,61 MATEMÁTICA 271 19 0,60 GEOCIÊNCIAS 180 10 0,48 CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 150 8 0,46 BIOQUÍMICA 2 ENGENHARIA AEROESPACIAL 15 ENGENHARIA CIVIL 14 ENGENHARIA DE TRANSPORTES 3 FISIOLOGIA 2 OCEANOGRAFIA 2 SAÚDE COLETIVA 14 SEM CLASSIFICAÇÃO 905 82 0,78 NÃO TEM 4 TOTAL 9677 1122 1,00 Fonte: ISI,2000; Bowker,2000, CNPq, 2001. Elaboração Própria 85 TABELA V.17 Número de pesquisadores (2000) e de artigos (1998) por área do conhecimento em Minas Gerais Áreas Pesquisadores % Artigos Ciências Biológicas 666 14,05 141 Ciências da Saúde 668 14,10 205 Ciências Agrárias 1572 33,17 210 Engenharias e Ciência da Computação 1048 22,11 71 Ciências Exatas e da Terra 785 16,56 249 Total 4739 100,00 876 % 15,48 22,50 23,05 7,79 27,33 96,15 Fonte: CNPq, 2000; ISI, 2000 (elaboração própria). TABELA V.18 Distribuição dos Pedidos de Patentes por Tipo e Natureza do Titular (1988-1996), para o Brasil e Minas Gerais Brasil Pessoa Pessoa Tipo (%) (%) Total (%) Física Jurídica MI DI MU PI TOTA 6027 742 17714 14319 38802 10,46 1,29 30,73 24,84 67,32 Tipo Minas Gerais Pessoa Pessoa (%) (%) Total (%) Física Jurídica 4818 8,36 10845 18,82 MI 694 1,20 1436 2,49 DI 6383 11,07 24097 41,81 MU 6943 12,05 21262 36,89 PI 18838 32,68 57640 100 TOTAL 330 7,76 31 0,73 1338 31,48 1289 30,33 2988 70,31 250 5,88 28 0,66 397 9,34 587 13,81 1262 29,69 580 13,65 59 1,39 1735 40,82 1876 44,14 4250 100 Fonte: INPI (elaboração própria). TABELA V.19 As vinte maiores empresas patenteadoras no período de 1988-1996, estrutura do capital e tipo de patente Titular Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A - Usiminas Companhia Vale do Rio Doce Alcoa Alumínio S/A Mendes Júnior Siderurgia S/A Aço Minas Gerais S/A – Açominas Fiat Automóveis S/A Odous Industrial e Comercial Ltda Cia. Aços Especiais Itabira - ACESITA Mueller Flex Indústria e Comércio de Plásticos e Metais Hammer Indústria de Auto Peças Ltda Vibração Pronta Entrega de Roupas Ltda Cia. Siderúrgica Belgo Mineira Itatiaia Móveis S/A Tacom Ltda Companhia de Saneamento de Minas Gerais - Copasa Protec Eletromecânica Ltda. Telecomunicações de Minas Gerais S/A - TELEMIG Decoralita Indústria e Comércio Ltda Enduro Indústria e Comércio Ltda Fanape - Fábrica Nacional de Perfumes Ltda Nansen S/A Instrumentos de Precisão Ritz do Brasil S.A. Siderúrgica Mendes Júnior S.A SUBTOTAL TOTAL DO ESTADO Fonte: INPI (elaboração própria). Capital FOP STA FOR DOM FOP FOR DOM FOP DOM DOM DOM DOM DOM DOM STA DOM STA DOM DOM DOM DOM DOM DOM - Patentes DI MI MU PI Total (%) 0 0 0 0 0 48 0 0 0 0 10 16 0 10 0 0 0 6 0 7 0 14 0 0 2 9 0 0 1 0 0 0 0 4 0 4 1 0 0 7 0 1 0 0 0 0 14 125 28 250 11 33 11 9 18 3 18 11 12 5 0 5 2 7 4 2 2 1 0 0 1 4 3 162 397 117 59 17 66 26 4 0 12 1 4 0 8 0 5 6 6 2 2 6 0 5 3 4 353 587 128 10,14 92 7,29 76 6,02 75 5,94 44 3,49 33 2,61 28 2,22 23 1,82 19 1,51 16 1,27 14 1,11 13 1,03 13 1,03 12 0,95 11 0,87 8 0,63 8 0,63 7 0,55 7 0,55 7 0,55 7 0,55 7 0,55 7 0,55 655 51,90 1262 100 86 TABELA V.20 Vinte Maiores Divisões CNAE com Pedidos de Patentes por Tipo (1988-1996), Total das Identificadas e Percentual do Estado Divisão CNAE METALURGIA BASICO EXTRACAO DE MINERAIS METALICOS FABRICACAO E MONTAGEM DE VEICULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS FABRICACAO DE EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTACAO PARA USOS MEDICO-HOSPITALARES, INST FABRICACAO DE ARTIGOS DE BORRACHA E PLASTICO FABRICACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS FABRICACAO DE PRODUTOS QUIMICOS FABRICACAO DE PRODUTOS DE METAL - EXCLUSIVE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS FABRICACAO DE MOVEIS E INDUSTRIAS DIVERSAS OUTRAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS COMERCIO VAREJISTA, EXCETO COMERCIO DE VEICULOS AUTOMOTORES, MOTOCICLETAS E MOTO FABRICACAO DE MAQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELETRICOS CONFECCAO DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS FABRICACAO DE PRODUTOS DE MINERAIS NAO METALICOS CONSTRUCAO PREPARACAO DE COUROS E FABRICACAO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS DE VIAGEM E CAL FABRICACAO DE PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS CAPTACAO, PURIFICACAO E DISTRIBUICAO DE AGUA COMERCIO POR ATACADO E INTERMEDIARIOS DO COMERCIO, EXCETO DE VEICULOS AUTOMOTORE AGRICULTURA, PECUARIA E SERVICOS RELACIONADOS COM ESSAS ATIVIDADES SUBTOTAL TOTAL DOS PEDIDOS IDENTIFICADOS TOTAL DE MINAS GERAIS Fonte: INPI, RAIS (elaboração própria). DI MI MU PI Total 1 0 49 0 71 260 33 73 11 23 12 0 0 1 0 12 11 3 8 1 3 2 (%) 381 106 30,19 8,40 14 60 4,75 24 22 10 8 8 5 22 18 44 38 36 34 3,49 3,01 2,85 2,69 13 15 1 14 7 14 4 1 9 32 26 26 2,54 2,06 2,06 2 0 3 0 0 2 2 18 5 0 11 16 4 9 8 5 1 10 7 23 23 22 19 16 1,82 1,82 1,74 1,51 1,27 1 0 1 6 5 0 2 3 4 6 4 6 15 12 11 1,19 0,95 0,87 0 2 5 4 11 0,87 1 4 1 3 27 179 270 468 27 190 298 495 28 250 397 587 9 944 1010 1262 0,71 74,80 80,03 100 87 TABELA V.21 Vinte maiores Classes CNAE por tipo de patente, Classe Tecnológica e Orientação Classe Orient DI MI MU PI Total (%) Tecnol. Classe CNAE PRODUCAO DE LAMINADOS PLANOS DE ACO PRODUCAO DE LAMINADOS NAO-PLANOS DE ACO EXTRACAO DE MINERIO DE FERRO METALURGIA DO ALUMINIO E SUAS LIGAS FABRICACAO DE AUTOMOVEIS, CAMIONETAS E UTILITARIOS FABRICACAO DE APARELHOS E INSTRUMENTOS PARA USOS MEDICO-HOSPITALARES, OD FABRICACAO DE ARTEFATOS DIVERSOS DE PLASTICO CONFECCAO DE OUTRAS PECAS DO VESTUARIO FABRICACAO DE PECAS E ACESSORIOS DE METAL PARA VEICULOS AUTOMOTORES NAO FABRICACAO DE MOVEIS COM PREDOMINANCIA DE METAL FABRICACAO DE OUTROS APARELHOS OU EQUIPAMENTOS ELETRICOS OUTRAS ATIVIDADES DE SERVICOS PRESTADOS PRINCIPALMENTE ?S EMPRESAS, NAO FABRICACAO DE OUTRAS MAQUINAS E EQUIPAMENTOS DE USO ESPECIFICO FABRICACAO DE OUTROS PRODUTOS ELABORADOS DE METAL PRODUCAO DE FERRO, ACO E FERRO-LIGAS EM FORMAS PRIMARIAS E SEMI-ACABADOS CAPTACAO, TRATAMENTO E DISTRIBUICAO DE AGUA FABRICACAO DE APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIDA, TESTE E CONTROLE – EXC FABRICACAO DE ESTRUTURAS METALICAS PARA EDIFICIOS, PONTES, TORRES DE TRA FABRICACAO DE OUTROS PRODUTOS DE MINERAIS NAOMETALICOS TELECOMUNICACOES TOTAL TOTAL DO ESTADO 3 3 3 3 2 4 4 1 4 4 0 0 0 0 0 0 0 0 48 16 22 129 30 97 33 68 11 19 3 4 1 2 3 5 4 2 0 0 3 11 6 17 21 21 0 4 1 32 31 21 2,54 2,46 1,66 2 3 4 1 1 3 7 11 7 2 5 0 20 16 1,58 1,27 1 3 0 1 10 5 16 1,27 NI NI 0 1 10 5 16 1,27 2 3 3 2 0 1 0 11 3 2 12 15 14 1,19 1,11 3 0 4 0 0 1 0 5 4 8 6 13 11 1,03 0,87 1 5 0 1 2 7 10 0,79 3 2 0 0 7 3 10 0,79 3 NI - 1 NI - 0 4 0 4 9 138 28 250 Fonte: INPI, RAIS (elaboração própria) TABELA V.22 Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Classe Tecnológica Classe Tecnológica DI (1) Alta Tecnologia (2) Média Tecnologia (3) Baixa Tecnologia (NI) Não Industrial Não Identificado SUBTOTAL TOTAL DO ESTADO Fonte: INPI, OECD, RAIS (elaboração própria). MI 12 9 4 2 27 28 16 48 112 9 5 190 250 MU 45 52 104 81 16 298 397 PI 17 62 289 114 13 495 587 Total 78 174 514 208 36 1010 1262 (%) 6,18 13,79 40,73 16,48 2,85 80,03 100 1 3 2 2 196 378 397 587 151 11,97 127 10,06 101 8,00 78 6,18 23 1,82 8 0,63 8 0,63 721 57,13 1262 100 88 TABELA V.23 Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Orientação Orientação (1) Intensiva em Recursos (2) Intensiva em Trabalho (3) Fornecedor Especializado (4) Intensiva em Escala (5) Baseada na Ciência (NI) Não Industrial Não Identificado SUBTOTAL TOTAL DO ESTADO DI 3 5 1 12 0 4 2 27 28 MI 25 38 7 94 12 9 5 190 250 MU 15 16 30 115 25 81 16 298 397 PI Total (%) 15 11 29 303 10 114 13 495 587 58 4,60 70 5,55 67 5,31 524 41,52 47 3,72 208 16,48 36 2,85 1010 80,03 1262 100 Fonte: INPI, OECD, RAIS (elaboração própria). TABELA V.24 Municípios de Minas Gerais com patentes entre 1988 e 1996 Município Município Município Município ANDRADAS ARAGUARI ARAXA BARBACENA BELO HORIZONTE BELO ORIENTE BETIM BRUMADINHO CAETE CARATINGA CATAGUASES CONTAGEM DIVINOPOLIS ESMERALDAS EXTREMA FELIXLANDIA FORMIGA GUAXUPE IGARAPE IPATINGA ITABIRITO ITAJUBA ITATIAIUCU ITAUNA JACUTINGA JOAO MONLEVADE JUIZ DE FORA LAGOA SANTA LAMBARI MACHADO MARIANA MATEUS LEME MATOZINHOS MONTES CLAROS NOVA ERA NOVA LIMA NOVA SERRANA OURO BRANCO OURO FINO PARA DE MINAS PATOS DE MINAS PEDRO LEOPOLDO PIRAPORA POCOS DE CALDAS RIBEIRAO DAS NEVES SABARA SANTA LUZIA SANTA RITA DO SAPUCAI SANTO ANTONIO DO AMPARO SANTOS DUMONT SAO LOURENCO SAO SEBASTIAO DO PARAISO SETE LAGOAS TIMOTEO TRES CORACOES TRES PONTAS UBA UBERABA UBERLANDIA VARGINHA VARZEA DA PALMA VESPASIANO VICOSA ..... Fonte: Rais (1997) , INPI (elaboração própria) 89 TABELA V.25 Municípios com patentes por tipo, total e número de empresas (1988-1996) Município BELO HORIZONTE IPATINGA CONTAGEM SANTA LUZIA POCOS DE CALDAS BETIM OURO BRANCO TIMOTEO UBERLANDIA JOAO MONLEVADE UBA LAGOA SANTA JUIZ DE FORA MARIANA NOVA SERRANA CATAGUASES MONTES CLAROS ITABIRITO LAMBARI RIBEIRAO DAS NEVES SABARA UBERABA SUBTOTAL TOTAL DO ESTADO DI MI UM PI Total (%) Titulares 8 50 98 0 0 12 1 30 41 0 0 36 0 53 12 11 16 13 0 0 18 0 0 11 2 9 4 0 0 5 2 9 2 0 8 1 0 1 7 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 2 0 2 0 0 0 1 0 1 3 0 0 2 1 1 1 26 180 270 28 250 397 Fonte: RAIS (1997), INPI (elaboração própria). 123 118 41 62 24 10 26 12 3 8 0 1 1 8 6 5 4 3 4 0 2 1 462 587 279 22,11 130 10,30 113 8,95 98 7,77 89 7,05 50 3,96 44 3,49 23 1,82 18 1,43 13 1,03 13 1,03 10 0,79 9 0,71 8 0,63 7 0,55 6 0,48 6 0,48 5 0,40 5 0,40 4 0,32 4 0,32 4 0,32 938 74,33 1262 100 90 2 25 5 5 8 1 1 10 1 1 4 7 2 1 4 1 1 2 4 2 3 180 390 90 TABELA V.26 Patentes Por Divisão CNAE (1988-1996) em Belo Horizonte Descrição METALURGIA BASICA FABRICACAO DE EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTACAO PARA USOS MEDICO-HOSPITALARES, INST CONFECCAO DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS FABRICACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS COMERCIO VAREJISTA, EXCETO COMERCIO DE VEICULOS AUTOMOTORES, MOTOCICLETAS E MOTO CAPTACAO, PURIFICACAO E DISTRIBUICAO DE AGUA FABRICACAO DE PRODUTOS DE METAL - EXCLUSIVE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS CORREIO E TELECOMUNICACOES CONSTRUCAO FABRICACAO DE PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS COMERCIO POR ATACADO E INTERMEDIARIOS DO COMERCIO, EXCETO DE VEICULOS AUTOMOTORE OUTRAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS PREPARACAO DE COUROS E FABRICACAO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS DE VIAGEM E CAL ELETRICIDADE, GAS E AGUA QUENTE FABRICACAO DE PRODUTOS QUIMICOS FABRICACAO DE MOVEIS E INDUSTRIAS DIVERSAS FABRICACAO DE MAQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELETRICOS FABRICACAO DE ARTIGOS DE BORRACHA E PLASTICO ALUGUEL DE VEICULOS, MAQUINAS E EQUIPAMENTOS SEM CONDUTORES OU OPERADORES E DE O ENSINO ATIVIDADES DE INFORMATICA E CONEXAS PESQUISA E DESENVOLVIMENTO AGRICULTURA, PECUARIA E SERVICOS RELACIONADOS COM ESSAS ATIVIDADES SAUDE E SERVICOS SOCIAIS FABRICACAO E MONTAGEM DE VEICULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS ATIVIDADES RECREATIVAS, CULTURAIS E DESPORTIVAS EDICAO, IMPRESSAO E REPRODUCAO DE GRAVACOES FABRICACAO DE MATERIAL ELETRONICO E DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICACOES INTERMEDIACAO FINANCEIRA, EXCETO SEGUROS E PREVIDENCIA PRIVADA ATIVIDADES ASSOCIATIVAS ALOJAMENTO E ALIMENTACAO EXTRACAO DE MINERAIS METALICOS Total Fonte: Patentes 87 33 17 12 12 11 8 8 8 7 7 7 7 6 6 6 5 4 4 4 3 3 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 279 Tabela V.27 Total de Patentes com Primeiro Inventor de Minas Gerais, Total de Patentes de Indivíduos(2) no USPTO por Cidades de Minas Gerais - 1981-2000 Cidade Micro Região Pat s/ titular (2) %(2) 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 Belo Horizonte Belo Horizonte 21 14 67 2 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 2 2 2 2 Ipatinga Ipatinga 3 2 67 1 1 1 Uberlândia Uberlândia 2 0 2 Viçosa Viçosa 1 0 1 Timóteo Ipatinga 1 0 1 Santa Rita do Santa Rita do 1 1 100 1 Sapucai Sapucai Medina Pedra Azul 1 1 100 1 Juiz de Fora Juiz de Fora 1 1 100 1 Itabira Itabira 1 0 1 Campos Altos Araxa 1 1 100 1 Araxa Araxa 1 0 1 1 N.I. 3 1 33 1 1 Total 37 21 57 2 1 0 2 1 1 2 2 2 2 4 1 0 1 3 0 2 3 1 6 Variação % -50 -100 -50 0 100 0 0 0 100 -75 -100 200 -100 50 -67 500 Fonte: USPTO, 2001 (elaboração própria). 1. Patentes que o estado não foi identificado 2. Patentes com 1º inventor brasileiro e que não possui titular 91 92 TABELA V.28 Artigos, Pesquisadores, Patentes, Número de Firmas de 100 a 500 empregados e Número de Firmas com mais de 500 empregados Micro Região Pesquisadores (2000) Alfenas 255 Araxa Barbacena BeloHorizonte 1.998 Caratinga Cataguases ConselheiroLafaiete Curvelo Diamantina 13 Divinopolis Formiga GovernadorValadares Ipatinga Itabira Itaguara Itajuba 139 Ituiutaba JuizdeFora 240 Lavras 524 MontesClaros 5 Nanuque Oliveira OuroPreto 192 Paracatu ParadeMinas Passos 1 PatosdeMinas Pirapora PocosdeCaldas 27 PousoAlegre SantaRitadoSapucai SaoJoaoDelRei 51 SaoLourenco SaoSebastiaodoParaiso SeteLagoas 107 TresMarias Uba Uberaba 58 Uberlandia 283 Varginha Vicosa 846 Total 4.739 Fonte:ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000eINPI. % Pesq 5,38 42,16 0,27 2,93 5,06 11,06 0,11 4,05 0,02 0,57 1,08 2,26 1,22 5,97 17,85 100,00 Artigos % Artigos Patentes (1999) (1988-89) 24 1,03 2 4 0,17 2 2 1.357 58,19 571 1 6 44 1 1 0,04 10 2 1 0,04 2 0,09 156 14 1 36 1,54 3 113 4,85 10 83 3,56 2 0,09 6 2 50 2,14 13 1 0,04 2 1 3 6 0,26 94 3 2 14 0,60 6 2 35 1,50 3 2 0,09 13 47 2,02 4 119 5,10 21 1 0,04 8 434 18,61 1 2.332 100,00 1.009 %Patentes 0,20 0,20 0,20 56,59 0,10 0,59 4,36 0,10 0,99 0,20 15,46 1,39 0,10 0,30 0,99 0,59 0,20 1,29 0,20 0,10 0,30 9,32 0,30 0,20 0,59 0,20 0,30 1,29 0,40 2,08 0,79 0,10 100,00 100-500 (1997) 5 8 8 227 2 10 5 2 37 8 11 15 10 1 5 2 29 4 17 4 4 9 13 10 2 9 20 17 7 8 6 10 34 2 18 16 32 20 1 648 %Estab 500... %Estab (100-500) (1997) +500 0,77 1,23 1,23 2 1,92 35,03 36 34,62 0,31 1,54 4 3,85 0,77 2 1,92 0,31 5,71 2 1,92 1,23 1,70 2,31 5 4,81 1,54 4 3,85 0,15 0,77 4 3,85 0,31 1 0,96 4,48 5 4,81 0,62 1 0,96 2,62 3 2,88 0,62 0,62 1,39 3 2,88 2,01 2 1,92 1,54 2 1,92 0,31 1 0,96 1,39 1 0,96 3,09 4 3,85 2,62 4 3,85 1,08 1,23 0,93 1,54 5,25 5 4,81 0,31 2 1,92 2,78 2 1,92 2,47 3 2,88 4,94 4 3,85 3,09 2 1,92 0,15 100,00 104 100,00 93 TABELA V.29 Correlação entre a distribuição de artigos (1999), pesquisadores (1997), patentes (1988-1996), número de firmas de 100 a 500 empregados e número de firmas com mais de 500 empregados (1997), por microregião do IBGE. Correlação entre Coeficiente de Correlação Pesquisadores e artigos 0,973047 Pesquisadores e patentes 0,824028 Patentes e número de firmas (100 – 500) 0,936416 Patentes e número de firmas (>500) 0,949799 Artigos e patentes 0,893866 Fonte:ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000 e INPI. TABELA VII.1 Comparativo entre Orçamentos Anuais e Recursos Financeiros Efetivamente Disponíveis Período 1986-1999 (*) Orçamentos Anuais Valor Anos % (x R$ 1.000,00) (x R$ 1.000,00) 1986 2.528 1.126 44,54 1987 1.162 434 37,35 1988 145 88 60,69 1989 414 163 39,37 1990 42.406 5.253 12,39 1991 107.879 12.233 11,34 1992 98.131 11.489 11,71 1993 123.203 8.470 6,87 1994 90.048 5.560 6,17 1995 23.405 13.438 57,42 1996 42.450 35.497 83,62 1997 50.833 28.833 56,72 1998 58.248 33.261 57,11 1999 64.130 16.130 25,15 Fonte: Relatório Anual da FAPEMIG, 1999 (*) Em 1995 houve uma modificação decorrente da Emenda Constitucional n.17, que reduziu o percentual de aplicação da receita orçamentária corrente ordinária do Estado de 3,0% para 0,5% em 1995, 0,7% em 1996, 0,8% em 1997 e 1,0% em 1998 e anos subseqüentes 94 Tabela VII.2 Descrição das despesas da Fapemig de 1994 a 1999 em percentual Despesa FAPEMIG 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Despesas Administrativas Pessoal e Encargos 3.41 3.11 2.21 2.40 1.92 6.56 Demais Despesas correntes 7.74 5.13 3.51 3.97 4.55 6.61 Capital 0.60 0.99 1.06 0.11 0.33 0.09 Transferências Correntes 0.00 0.04 0.00 0.00 0.00 0.00 Total 11.74 9.27 6.77 6.48 6.80 13.25 Despesas com Atividade Fim Eventos Especiais(Auxílios Especiais) Projetos de Pesquisa Bolsas e capacitação de RH Congressos e eventos Despesas com Consultoria e Assessoramento Técnico Total Restos a Pagar Total Restos a Pagar não incluído 0.00 63.58 14.44 10.24 0.00 0.00 71.13 14.36 5.24 0.00 2.03 65.88 19.34 5.98 0.00 3.22 48.58 32.85 8.86 0.00 2.29 47.25 31.10 4.80 0.00 0.96 18.64 58.97 4.26 2.28 88.26 90.73 93.23 93.52 85.44 85.12 ND ND ND 7.76 1.63 100.00 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0 0 0 0 0 0 14.73 Fonte: Relatórios Anuais FAPEMIG 1994-1999, Elaboração própria TABELA VII.3 Processos solicitados e financiados pela FAPEMIG Ano Solicitações Financiados Aceitação (%) 1986 256 248 96,88 1987 111 44 39,64 1988 6 7 116,67 1989 61 48 78,69 1990 1235 670 54,25 1991 560 352 62,86 1992 1728 668 38,66 1993 1434 627 43,72 1994 952 463 48,63 1995 1885 1001 53,10 1996 2390 1259 52,68 1997 2643 985 37,27 1998 2864 569 19,87 1999 913 169 18,51 Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria). Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria). TABELA VII.4 Quantidades de Projetos financiados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 agrupadas por modalidade. Modalidade Total 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 AE-AUXILIO ESPECIAL 127 1 6 10 71 AE-CONVENIO DE COOPERACAO TECNICA 1 1 AP-PROJETO INDIVIDUAL 1727 22 37 24 459 83 40 56 30 451 524 AP-PROJETO INSTITUCIONAL 822 1 1 17 144 174 AP-PROJETO REPROGRAMADO 258 5 3 118 121 11 AP-PROJETO DE CUNHO ESTRATEGICO 207 53 47 43 46 17 1 AP-APOIO A PESQUISA 187 182 3 1 1 AP-PROGRAMA E PROJETO ESPECIAL 103 1 43 6 33 18 2 AP-PROJETO DE DESENVOLVIMENTO TECNOL. 40 17 3 8 8 4 AP-PROJETO-CONECIT 25 25 AP-PROJETO DE PESQUISA CIENT.E TECNOLOG. 15 AP-APOIO A GRUPOS EMERGENTES 1 CRH-PART.CONG.NO PAIS 1692 12 50 149 250 198 209 157 186 CRH-PART.CONG.NO EXTERIOR 834 2 2 1 66 81 86 111 148 CRH-ORGANIZACAO DE EVENTOS 755 5 2 6 18 41 57 77 72 61 82 92 CRH-PART.COLETIVA EM EVENTOS 246 2 16 14 40 63 CRH-CONVENIO "DAAD" 22 1 2 2 2 4 3 CRH-CONSELHO BRITANICO 15 2 4 5 1 1 CRH-PROMOCAO ESTUDOS/EVENTOS ESPECIAIS 1 CAPACITACAO 25 23 2 PCRH - PROG.DE CAPACIT.DE RH ESTADUAL 6 1 5 NAO SE ENQUADRA 1 1 TOTAL 7110 248 44 7 48 670 352 668 627 463 1001 1259 TOTAL AP 3385 205 40 1 26 577 142 267 250 81 595 699 % AP / TOTAL 48 83 91 14 54 86 40 40 40 17 59 56 TOTAL CRH 3565 19 4 6 20 93 210 401 376 374 391 489 % CRH / TOTAL 50 8 9 86 42 14 60 60 60 81 39 39 95 15 1 209 165 89 29 5 1 1 40 68 33 57 10 985 569 169 446 56 0 45 10 0 515 499 168 52 88 99 204 139 96 72 3 1 1 445 1997 1998 1999 24 14 1 96 TABELA VII.5 Processos solicitados por Câmara de 1986 a 1999 Câmara Total 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 CAG 4338 37 21 3 7 276 173 380 370 245 400 602 761 780 283 TEC 3265 27 13 6 253 118 372 274 230 392 520 447 509 104 SHA 3092 58 21 1 12 209 79 292 210 171 341 410 494 599 195 CEX 1795 32 15 1 12 161 54 194 188 90 208 250 220 283 87 CBB 1756 80 16 11 147 39 194 131 51 219 227 284 269 88 CDS 1658 13 13 1 10 111 63 188 161 103 204 203 253 239 96 CRA 1134 9 12 3 78 34 108 100 62 121 178 184 185 60 Total 17038 256 111 6 61 1235 560 1728 1434 952 1885 2390 2643 2864 913 Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria). TABELA VII.6 Processos aprovados por Câmara de 1986 a 1999 Câmara Tota 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 l CAG 1820 33 8 3 7 162 141 140 162 123 220 340 304 144 TEC 1344 25 3 4 132 92 160 110 113 178 230 146 127 SHA 1190 56 3 1 8 101 23 84 90 63 166 193 217 132 CBB 895 80 13 1 8 95 27 119 71 29 138 155 95 47 CEX 845 32 9 1 10 91 24 82 97 46 133 136 91 70 CDS 607 13 5 1 9 53 30 39 59 51 103 106 78 44 CRA 449 9 3 2 36 15 45 38 38 65 102 66 27 Total 7150 248 44 7 48 670 352 669 627 463 1003 1262 997 591 Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria). 1999 33 24 53 17 23 16 3 169 97 TABELA VII.7 Processos financiados pela FAPEMIG, encerrados ou concluídos*, de 1986 a 1999, por micro região de Minas Gerais Tota Micro Região 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 l ALFENAS 45 1 1 3 2 6 3 5 6 9 BARBACENA 1 BELO HORIZONTE 3592 198 32 6 26 413 139 423 345 246 510 507 CAMPO BELO 5 2 1 1 CATAGUASES 1 1 DIAMANTINA 1 1 DIVINOPOLIS 4 1 1 1 1 GOVERNADOR 13 2 4 1 1 3 VALADARES ITABIRA 1 ITAJUBA 115 2 1 7 3 7 7 17 19 26 ITUIUTABA 2 1 JANAUBA 23 8 5 3 2 JUIZ DE FORA 247 12 6 21 5 17 19 17 68 30 LAVRAS 467 11 3 1 2 36 60 46 40 25 61 89 MONTES CLAROS 14 1 3 3 4 MURIAE 7 1 3 1 1 OURO PRETO 142 5 3 10 2 7 12 10 33 34 PARA DE MINAS 1 1 PASSOS 8 1 1 5 PATOS DE MINAS 2 POCOS DE CALDAS 15 2 1 2 3 1 PONTE NOVA 3 1 1 SANTA RITA DO 6 1 1 2 1 1 SAPUCAI SAO JOAO DEL REI 58 4 1 5 5 3 12 12 SAO LOURENCO 1 1 SETE LAGOAS 86 2 1 9 4 9 10 9 11 10 TEOFILO OTONI 1 1 UBERABA 96 2 4 17 9 8 15 11 11 UBERLANDIA 359 3 3 2 25 31 30 29 19 44 79 VARGINHA 9 6 2 VICOSA 1000 11 2 2 106 73 67 108 73 116 222 104 Total 6325 247 40 7 46 638 345 639 604 450 912 8 97 98 99 6 3 1 337 307 103 1 2 1 17 2 32 54 1 9 1 2 15 31 1 14 9 1 5 8 1 1 3 1 1 3 1 3 1 9 4 3 11 8 2 9 8 42 47 2 5 1 142 55 23 684 500 165 Fonte: FAPEMIG, 2000. Nota: * A diferença entre concluido e encerrado é que ambos finalizaram a pesquisa só que o apenas concluído ainda tem que prestar de contas junto a FAPEMIG. Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria). VICOSA UBERLANDIA LAVRAS JUIZ DE FORA BELO HORIZONTE OURO PRETO ITAJUBA BELO HORIZONTE LAVRAS BELO HORIZONTE VICOSA BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE UBERABA SETE LAGOAS BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE SAO JOAO DEL REI BELO HORIZONTE ALFENAS UBERABA SETE LAGOAS JANAUBA JUIZ DE FORA MARIANA BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE BELO HORIZONTE ALFENAS BELO HORIZONTE UFV UFU UFLA UFJF CETEC / MG UFOP EFEI CDTN / CNEN EPAMIG UFOP EPAMIG FUNED PUC / MG FJP FAC. MEDICINA TRIANGULO MINEIRO EMBRAPA / CNPMS FIOCRUZ EPAMIG FUNREI UEMG UNIFENAS EPAMIG EPAMIG EPAMIG EMBRAPA / CNPGL UFOP FEAM SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA UFV INST. DE GEOCIENCIAS APLICADAS UFU EFOA FHEMIG CIDADE BELO HORIZONTE UFMG INSTITUIÇÃO 915 352 352 212 171 111 109 99 99 79 77 75 73 70 64 61 61 53 51 35 30 25 24 21 20 21 18 14 14 13 13 10 10 2643 Total 1 1 2 5 6 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 2 1 6 19 1989 1 1 4 3 1988 2 1 1 3 3 30 1987 11 2 10 10 6 5 2 166 1986 1 1 4 2 2 2 1 1 101 24 26 16 28 8 5 4 8 4 3 13 1 15 3 8 9 5 3 314 1990 4 1 1 1 1 3 1 3 13 3 6 3 5 6 67 27 23 4 8 2 3 4 35 96 1991 1 5 4 3 1 4 4 56 30 17 12 39 6 7 23 27 8 11 11 6 7 5 4 10 12 4 4 5 2 5 272 1992 1 2 3 94 29 33 17 11 9 7 16 6 6 13 14 7 10 5 6 4 12 5 3 2 2 4 7 1 2 3 241 1993 54 19 22 14 21 6 15 9 3 6 18 2 2 5 10 3 2 5 2 3 4 4 6 4 2 4 1 2 3 1 1 1 1 169 1994 3 2 2 106 43 48 60 21 28 18 11 7 18 10 13 15 13 8 9 11 4 11 3 4 3 1 3 6 2 2 1 2 371 1995 1 2 1 215 79 78 26 11 28 26 11 11 16 7 2 16 11 6 8 5 5 10 11 7 4 2 2 4 5 2 396 1996 3 1 1 1 2 4 2 3 136 42 52 27 10 10 16 9 1 8 5 3 13 4 8 11 4 4 9 3 3 1 256 1997 TABELA VII.8 – Quantidades de projetos, encerrados ou concluídos, patrocinados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 por instituição e município com um total maior que 10 projetos 98 1 2 2 2 1 1 7 5 3 8 2 5 6 2 2 4 5 2 3 2 2 50 47 31 15 15 6 9 4 232 1998 1 1 2 1 1 1 2 1 1 3 1 4 8 1 2 23 5 7 5 1 1 77 1999 ANOS 1999 Fonte: Relatórios FAPEMIG(1994 a 1999), Elaboração Própria Nota: 1 - Valores convertidos para Real pela relação 0,85R$=1,00US$ 2 - valores e quantidades de todas as modalidades de financiamentos(projetos de pesquisa, bolsas, congressos, etc.) 3 - Legenda: CAG- Ciências Agrárias CBS- Ciências Biológicas e da Saúde CEX- Ciências Exatas e da Terra SHA- Ciências Sociais, Humanas e Artes TEC- Tecnologia CAG - Área de Ciências Agrárias; CBB - Área de Ciências Biológicas e Biotecnologia; CDS - Área de Ciências da Saúde; CEX - Área de Ciências Exatas e dos Materiais; CRA - Área de Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais; SHA - Área de Ciências Sociais, Humans, Letras e Artes; TEC - Área de Arquitetura e Engenharias; CAM - Contempla Diversar Áreas. CAM - Contempla Diversar Áreas. ÁREAS(3) QTDE. VALOR(R$)* QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R$) ÁREAS(1) QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R CAG 34 703.513,3 112 1.670.199,00 228 4.411.929,36 CAG 182 3.473.899 332 6.648.433 85 1.241.0 CBS 33 575.654,4 89 1.272.652,00 242 4.060.698,30 CBB 110 2.357.175 121 2.838.956 22 442.5 CEX 13 339.421,3 80 1.396.778,00 142 4.366.991,59 CDS 52 867.774 56 1.040.818 7 123.7 SHA 18 414.169,0 40 663.666,00 109 1.393.875,16 CEX 83 2.413.935 100 2.376.719 21 339.3 TEC 33 1.781.060,6 57 1.850.231,00 146 3.429.845,71 CRA 52 980.752 65 778.724 13 131.1 SHA 67 671.232 119 1.393.519 13 235.9 TEC 112 2.278.280 98 2.001.012 15 294.9 CAM 8 529.338 7 207.561 2 88.7 131 3.813.818,6 378 6.853.526,00 867 17.663.340,12 TOTAL 666 13.572.385 898 17.285.742 178 2.897.5 TOTAL TABELA VII.9 Distribuição dos Recursos Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999 1994(1)(2) 1995 1996 1997 1998 99 Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na 5106464,50 179 11138748,34 8 Na Na Na Na Na Fonte: Relatórios FAPEMIG(1994 a 1999), Elaboração Própria TOTAL 1146 CAG CBS CEX SHA TEC Na Na Na Na Na CAG CBB CDS CEX CRA SHA TEC CAM 2708 30105980,16 TOTAL Na Na Na Na Na 298 145 106 143 84 190 207 2150 3323 4210914 2564039 1073595 2631002 1066775 1308123 2707585 9971881 25553934 1002 360 189 397 200 771 711 987 4617 9435263 3778255 1361554 3632391 1219120 3375404 4185661 3675406 30663054 579 228 95 223 144 449 371 867 2956 3715674 1471236 395425 1604832 736551 1816293 1963547 2010349 13713907 TABELA VII.10 Distribuição dos Recursos Totais Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999 ANOS 1994(1)(2) 1995 1996 1997 1998 1999 ( (1 ÁREAS QTD VALOR(R$) QT VALOR(R$) QTDE VALOR(R$) ÁREAS QTD VALOR(R QTDE VALOR(R$ QTDE. VALOR(R$ 3) ) E. * DE. . E. $) . ) ) 100 101 Tabela VII.11 Quantidade de Projetos Encerrados ou concluídos financiados pela FAPEMIG (1986-1999), Total de Pesquisadores (2000), Artigos Científicos (1999) e Patentes (1988-1996) por Micro-Regiões de Minas Gerais Projetos Pesquisadores Artigos Patentes MICRO REGIAO Quant. % Quant. % Quant. % Quant. % BeloHorizonte Vicosa Lavras Uberlandia JuizdeFora OuroPreto Itajuba SeteLagoas Uberaba SaoJoaoDelRei Alfenas Janaúba PocosdeCaldas GovernadorValadares MontesClaros Varginha Muriaré Passos SantaRitadoSapucai Campo Belo Divinopolis Ituiutaba Barbacena Diamantina Itabira ParadeMinas Ponte Nova Teofilo Otoni Araxa Caratinga Cataguases ConselheiroLafaiete Curvelo Formiga Ipatinga Itaguara Nanuque Oliveira Paracatu PatosdeMinas Pirapora PousoAlegre SaoLourenco SaoSebastiaodoParaiso TresMarias Uba Total 3.592 1.000 467 359 247 142 115 86 96 58 45 23 15 13 14 9 7 8 6 5 4 2 1 1 1 1 3 1 1 2 1 6.325 56,79 15,81 7,38 5,68 3,91 2,25 1,82 1,36 1,52 0,92 0,71 0,36 0,24 0,21 0,22 0,14 0,11 0,13 0,09 0,08 0,06 0,03 0,02 0,02 0,02 0,02 0,05 0,02 0,02 0,03 0,02 100,00 1.998 846 524 283 240 192 139 107 58 51 255 27 5 1 13 4.739 Fonte: ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000; INPI (elaboração própria). 42,16 17,85 11,06 5,97 5,06 4,05 2,93 2,26 1,22 1,08 5,38 0,57 0,11 0,02 0,27 100,00 1.357 434 83 119 113 50 36 35 47 14 24 6 1 2 1 1 4 2 1 2 2.332 58,19 18,61 3,56 5,10 4,85 2,14 1,54 1,50 2,02 0,60 1,03 0,26 0,04 0,09 0,04 0,04 0,17 0,09 0,04 0,09 100,00 571 1 21 10 13 3 3 4 2 94 6 8 2 10 2 14 2 2 1 6 44 1 2 156 1 2 1 3 3 6 2 13 1.009 56,59 0,10 2,08 0,99 1,29 0,30 0,30 0,40 0,20 9,32 0,59 0,79 0,20 0,99 0,20 1,39 0,20 0,20 0,10 0,59 4,36 0,10 0,20 15,46 0,10 0,20 0,10 0,30 0,30 0,59 0,20 1,29 100,00 Fonte: FUNDEP. Agências FAPEMIG FINEP CNPq CAPES TOTAL Anos Fonte: FUNDEP. Destinação Pesquisa Serviços Extensão Total Recursos(1) UFMG Externos % (1) Valores % (1) Valores % (1) Valores % (1) Valores % (1) Valores 2000 % (1) 13.318,28 16.140,30 45,21 22.862,52 54,79 28.257,53 44,72 24.229,50 55,28 37.621,55 39,17 21.788,92 60,83 31.418,58 40,95 13.322,82 59,05 17.160,00 43,71 18.224,08 56,29 26.772,52 1996 1997 1998 1999 2000 Valores % Valores % Valores % Valores % Valores % Valores % 2.566,60 48,66 5.284,06 30,91 5.508,13 34,25 4.435,14 43,32 329,65 9,15 1.738,34 23,89 1.973,58 37,42 4.192,59 24,52 6.126,79 38,10 2.962,87 28,94 1.446,78 40,17 2.194,44 30,16 576,28 10,93 2.219,61 12,98 667,02 4,15 198,37 1,94 151,35 4,20 807,17 11,10 158,18 3,00 5.400,20 31,59 3.780,30 23,51 2.642,14 25,81 1.674,19 46,48 2.535,02 34,85 5.274,64 100,00 17.096,46 100,00 16.082,24 100,00 10.238,52 100,00 3.601,98 100,00 7.274,97 100,00 1995 19.861,92 18.897,05 4.619,80 16.190,03 59.568,81 TOTAL 40,48 59,47 7.730,23 26,24 17.298,39 33,84 17.077,49 27,61 13.689,38 25,73 4.621,61 15,16 12.743,89 28,31 17.831,93 60,53 30.404,20 59,48 39.630,52 64,07 34.268,11 64,40 22.490,70 73,78 28.174,48 62,59 3.898,41 13,23 3.417,46 6,69 5.143,04 8,32 5.250,01 9,87 3.370,51 11,06 4.098,22 9,10 29.460,57 100,00 51.120,05 100,00 61.851,05 100,00 53.207,50 100,00 30.482,82 100,00 45.016,59 100,00 Valores Tabela VII.13 Total de Recursos gastos pelas Maiores Financiadoras Externas de Projetos da UFMG em US$1000 – 1995-2000 Anos Tabela VII.12 Total de Recursos Recebidos pela UFMG por Destinação em US1000.00 - 1995-2000 1995 1996 1997 1998 1999 102 103 GRÁFICO I.1 Plot do log10(PNB), versus log10 (artigos por milhão de habitantes – A*), versus log10 (patentes por milhão de habitantes – P*). (a) apresenta um gráfico em três dimensões ; enquanto (b) and (c) mostram as projeções em dois planos. Os dados foram obtidos para 120 países no ano de 1998. I.1 a ) I.1 b ) I.1 c ) Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração do autor) 104 GRÁFICO II.1 Log-log plot de artigos por milhão de habitantes (A*), versus patentes por milhão de habitantes (P*) para 120 países no ano 1998. Aqui os dois subgrupos estão identificados por símbolos diferentes. Duas funções exponenciais foram usadas para enquadrá-los. Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração do autor) 105 FIGURA III.1 Regime de interação entre ciência e tecnologia “REGIME” I Outros ARTIGOS PATENTES CRESCIMEN TO “REGIME” II Outros ARTIGOS PATENTES CRESCIMEN TO “REGIME” III Outros ARTIGOS PATENTES CRESCIMEN TO