1
Eduardo da Motta e Albuquerque*
SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS:
um balanço introdutório e
uma discussão do papel (real e potencial)
da FAPEMIG para a sua construção **
Belo Horizonte
(Versão Preliminar)
(Setembro de 2001)
*
FACE-CEDEPLAR/UFMG
Este trabalho contou com o indispensável apoio da equipe de pesquisa constituída pelos assistentes de
pesquisa Adriano Baessa e Leandro Silva e pelos bolsistas de iniciação científica Ana Paula Verona,
Fábio Salazar, Regina Fernandes, Túlio Cravo, Camila Lins Rodrigues e Ana Luiza Lara. Maria Célia
Carvalho de Resende, da Biblioteca do CEDEPLAR, viabilizou com a sua ajuda a organização dos dados
relativos a publicações científicas. O Prof. Ricardo Barbosa, da FCI-UFMG, contribui disponibilizando o
acesso a informações sobre publicações científicas. O Prof. Jacques Schwartzman forneceu os dados
referentes às fontes de financiamento de pesquisas da UFMG. Herbert Geraldo dos Reis e Virgínia Tereza
Banterli Ribeiro, da FAPEMIG, contribuíram com esclarecimentos sobre os dados obtidos junto ao CPD
da FAPEMIG. A Profa. Anna da Soledad Vieira contribuiu para a abertura de canais de informação para a
pesquisa. Os erros são de responsabilidade exclusiva do autor.
**
2
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
PARTE I:
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, O PAPEL DA CIÊNCIA E O ESTÁGIO
DE CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL
I- O CONCEITO DE SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO E A EXPLICITAÇÃO
DAS FONTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO E DA RIQUEZA DAS
NAÇÕES
II- LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA E AS INTERAÇÕES ENTRE A
CIÊNCIA E A TECNOLOGIA
II.1- INTERAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS SISTEMAS DE
INOVAÇÃO MADUROS
II.2- O PAPEL DA CIÊNCIA ANTES E DURANTE O PROCESSO DE
CATCHING UP
II.3- OS LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
III- SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL: IMATURIDADE E
CONCENTRAÇÃO
III.1- UM SISTEMA DE INOVAÇÃO DESIGUAL E CONCENTRADO
III.2- ALGUM ESTADO JÁ ULTRAPASSOU O PRIMEIRO LIMIAR DE
PRODUÇÃO CIENTÍFICA?
III.3- O ESPAÇO PARA POLÍTICAS LOCAIS E REGIONAIS: A
NECESSIDADE DE COMBINAR O PROCESSO DE CATCHING UP
NACIONAL COM A REDUÇÃO DE DISPARIDADES REGIONAIS
3
PARTE II:
O SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS
IV- UMA VISÃO INTRODUTÓRIA DAS ESPECIALIZAÇÕES ECONÔMICAS E
INDUSTRIAIS DE MINAS GERAIS
IV.1- CALCULANDO ESPECIALIZAÇÕES
IV.2- O CADASTRO GERAL DE EMPRESAS DO IBGE: O PESO DAS
INDÚSTRIAS EXTRATIVAS E DA AGRICULTURA
IV.3- A PIA-IBGE: A AUSÊNCIA DOS SETORES INDUSTRIAIS DE ALTA
TECNOLOGIA
IV.4- A RAIS: IDENTIFICANDO CLUSTERS
IV.5- UMA NOTA SOBRE A ESPECIALIZAÇÃO DE MINAS GERAIS
V- MINAS GERAIS: UM MAPEAMENTO INICIAL DE RECURSOS DE CIÊNCIA
E TECNOLOGIA EXISTENTES
V.1- INSTITUIÇÕES DE PESQUISA, GRUPOS DE PESQUISA E
PESQUISADORES
V.2- PRODUÇÃO CIENTÍFICA
V.3- PRODUÇÃO TECNOLÓGICA
V.4- UM QUADRO GERAL DAS REGIÕES DO ESTADO
V.5- UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR: ARTICULAÇÃO E
DESCOMPASSO
NO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS
4
PARTE III:
A FAPEMIG E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA
A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS
GERAIS
VI- O PAPEL DE INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE FOMENTO À PESQUISA
CIENTÍFICA
VII- UMA AVALIAÇÃO DO PAPEL DA FAPEMIG: RECURSOS E DESEMPENHO
VII.1- ESCASSEZ E INSTABILIDADDE DOS RECURSOS DA FAPEMIG
VII.2- A DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES APOIADAS PELA FAPEMIG
VII.3- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS ÁREAS CIENTÍFICAS
VII.4- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS REGIÕES DO
ESTADO
VII.5- O APOIO DA FAPEMIG A AUTORES E INVENTORES DE MINAS
GERAIS
VII.6- A FAPEMIG E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM MINAS: O QUE OS
DADOS PODEM SUGERIR?
PARTE IV:
CONCLUSÃO:
COMBINANDO A CONSTRUÇÃO DE “BAIXO PARA CIMA”
COM A CONSTRUÇÃO DE “CIMA PARA BAIXO” DO
SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANEXO: TABELAS
GRÁFICOS
FIGURAS
5
LISTAS DE ABREVIATURAS
Sigla
AP
C&T
CAPES
CNAE
CNPq
FAPEMIG
FAPESP
FAP's
FINEP
FUNDEP
IBGE
INPI
ISI
OMPI
P&D
PIA
PIB
PNB
PPP
PROSSIGA
QL
RAIS
UFLA/ESAL
UFMG
UFU
UFV
USPTO
VTI
WoS
Descrição das siglas e abreviaturas do texto
Descrição
Apoio à Pesquisa
Ciência e Tecnologia
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Classificação Nacional de Atividades Econômicas
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
Fundações de Amparo à Pesquisa
Financiadora de Estudos e Projetos
Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Instituto Nacional de Propriedade Industrial
Institute for Scientific Information
Organização Mundial de Propriedade Industrial
Pesquisa e Desenvolvimento
Pesquisa Industrial Anual
Produto Interno Bruto
Produto Nacional Bruto
Paridade do Poder de Compra
Programa de auxílio do CNPq
Quociente Locacional
Relação Anual de Informações Sociais
Universidade Federal de Lavras - Escola Superior de Agricultura de Lavras
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Uberlândia
Universidade Federal de Varginha
United States Patent and Trademark Office
Valor da Transformação Industrial
Web of Science
6
Siglas
AE
CAG
CAM
CBB
CBS
CDS
CDTN
CEFET/MG
CETEC
CEX
CNEN
CRA
CRH
PCRH
DI
DOM
EFEI
EFOA
EMBRAPA
EMBRAPA/CNPGL
EMBRAPA/CNPMS
EPAMIG
FAFEOD
FAFI
FEAM
FHEMIG
FIOCRUZ
FJP
FMTM
FOP
FOR
FUNED
FUNREI
HEMOMINAS
LNA/CNPQ
MI
MU
PI
PUC/MG
SEC
SHA
STA
TEC
UEMG
UF Alfenas
UFJF
UFOP
UFV
UNIFENAS
UNIMONTES
UNIVALE
CVRD
UFV
UFLA
FURNAS
Descrição das siglas e abreviaturas das tabelas
Descrição
Auxílio Especial
Ciências Agrárias
Diversas Áreas – CNPq
Área de Ciências Biológicas e Biotecnologia
Ciências Biológicas e da Saúde
Área de Ciências da Saúde
Centro Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear
Centro Federal de Educação Tecnológica
Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais
Ciências Exatas e da Terra
Comissão Nacional de Energia Nuclear
Área de Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais;
Capacitação de RH Estadual
Programa de Capacitação de RH Estadual
Patentes de Desenho Industrial
Empresa de Capital Majoritário Nacional
Escola Federal de Engenharia de Itajubá
Escola de Farmácia Odontologia de Alfenas
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
EMBRAPA/ Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite
EMBRAPA/ Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Faculdade de Odontologia de Diamantina
Faculdade de Filosofia
Fundação Estadual de Minas Gerais
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais
Fundação Oswaldo Cruz/ Rene Rachou
Fundação João Pinheiro
Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro
Empresas com Participação Minoritária do Capital Estrangeiro
Empresas com Participação Majoritária do Capital Estrangeiro
Fundação Ezequiel Dias
Fundação de Ensino Superior de São João Del Rei
Fundação Centro de Hematologia do Estado de Minas Gerais
Laboratório Nacional de Astrofísica
Patentes de Modelo Industrial
Patentes de Modelo de Utilidade
Patentes de Invenção
Pontifícia Universidade Católica de MG
Secretaria de Estado da Cultura
Ciências Sociais, Humanas e Artes
Empresas Estatais
Tecnologia
Universidade Estadual de Minas Gerais
Universidade Federal de Alfenas
Universidade Federal de Juiz de fora
Univeersidade Federal de Ouro Preto
Fundação Universidade Federal de Viçosa
Univesidade de Alfenas
Universidade Estadual de Montes Claros
Universidade Vale do Rio Doce
Companhia Vale do Rio Doce
Fundação Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Lavras
Furnas Centrais Elétricas S.A
7
LISTA DE TABELAS
I.1
Variáveis Econômicas e Indicadores de C&T para Países Considerados
"Tipos Ideais" de Sistemas Nacionais de Inovação. (1998)
II.1
Médias e desvio padrão de artigos por milhão de habitantes(A*); patentes
por milhão de habitantes (P*); e o quociente entre artigos por milhão
de habitantes e patentes por milhão de habitantes (A*/P*), de acordo
com o nível de renda (PNB per capita) em 1998.
II.2
PNB per capita e Indicadores de C&T para Países Considerados
representativos para os diferentes limiares.(1998).
III.1
Média da participação no PIB a custo de fatores, participação no total de
patentes, participação no total de artigos científicos e participação
relativa dos pesquisadores por Unidade da Federação (1988-1996).
III.2
Quantidade de artigos por UF no Brasil.
III.3
Patentes Solicitadas por UF (1988-1996).
III.4
Artigos e Patentes por Milhão de Habitantes por Unidades da Federação
em 1999.
IV.1
Especialização de Unidades locais, pessoal ocupado em 31.12 e salários e
outras remunerações segundo seção da classificação de atividades Minas Gerais – 1998.
IV.2
Especialização Industrial de Minas Gerais com dados da PIA 1998.
IV.3
Quocientes Locacionais de Classes CNAE Selecionadas (relacionadas a
Informática) Capitais Selecionadas e Belo Horizonte, 1997.
V.1
Principais Dimensões do Diretório 1993-2000.
V.2
Número de pesquisadores por grande área do conhecimento no Brasil e
em Minas Gerais em 2000.
V.3
Distribuição do Numero de Pesquisadores e Linhas de Pesquisa em
Minas Gerais segundo as instituições(2000).
V.4
Distribuição das Instituições e Pesquisadores em 1998 por Cidade e
Microregião.
V.5
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande
Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas
Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Biológicas.
V.6
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande
Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas
Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Agrárias.
V.7
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande
Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas
Gerais(2000) - Grande Área: Ciências Exatas e da Terra.
V.8
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande
Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas
Gerais(2000) - Grande Área: Ciências da Saúde
8
V.9
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores por grande
Área do Conhecimento, segundo as instituições em Minas
Gerais(2000) - Grande Área: Engenharias e C. da Computação.
V.10
Distribuição dos artigos por micro região, municípios e instituições em
Minas Gerais em 1999.
V.11
Quantidade de periódicos por área em Minas Gerais em 1999.
V.12
Quantidade de artigos indexados pelo WoS com participação brasileira,
por grande disciplina do CNPq, e disciplina do indexador de periódicos
Ulrich, em Minas Gerais em 1998 e1999.
V.13
Quantidade de referências de endereços para os artigos de M.G.
indexados no WoS em 1998 e 1999 por municípios e micro região.
V.14
Número de artigos produzidos em Belo Horizonte e sua proporção em
relação ao Estado de Minas Gerais.
V.15
Total de Artigos Brasil e Minas Gerais por Grandes Áreas CNPq e Índice
de Especialização de Minas Gerais 1999.
V.16
Total de Artigos Brasil e Minas Gerais e Índice de Especialização Minas
Gerais por Pequenas Áreas CNPq 1999.
V.17
Número de pesquisadores (2000) e de artigos (1998) por área do
conhecimento em Minas Gerais.
V.18
Distribuição dos Pedidos de Patentes por Tipo e Natureza do Titular
(1988-1996), para o Brasil e Minas Gerais.
V.19
As vinte maiores empresas patenteadoras no período de 1988-1996,
estrutura do capital e tipo de patente.
V.20
Vinte Maiores Divisões CNAE com Pedidos de Patentes por Tipo (19881996), Total das Identificadas e Percentual do Estado.
V.21
Vinte maiores Classes CNAE por tipo de patente, Classe Tecnológica e
Orientação.
V.22
Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Classe
Tecnológica.
V.23
Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por Orientação.
V.24
Municípios de Minas Gerais com patentes entre 1988 e 1996.
V.25
Municípios com patentes por tipo, total e número de empresas (19881996).
V.26
Patentes Por Divisão CNAE (1988-1996) em Belo Horizonte.
V.27
Total de Patentes com Primeiro Inventor de Minas Gerais, Total de
Patentes de Indivíduos(2) no USPTO por Cidades de Minas Gerais 1981-2000.
V.28
Artigos, Pesquisadores, Patentes, Número de Firmas de 100 a 500
empregados e Número de Firmas com mais de 500 empregados.
9
V.29
Correlação entre a distribuição de artigos (1999), pesquisadores (1997),
patentes (1988-1996), número de firmas de 100 a 500 empregados e
número de firmas com mais de 500 empregados (1997), por
microregião do IBGE.
VII.1
Comparativo entre Orçamentos Anuais e Recursos Financeiros
Efetivamente Disponíveis no Período de 1986 a 1999
VII.2
Descrição das despesas da FAPEMIG de 1994 a 1999 em percentual
VII.3
Processos solicitados à e financiados pela FAPEMIG.
VII.4
Quantidades de Projetos financiados pela FAPEMIG de 1986 a 1999
agrupadas por modalidade.
VII.5
Processos solicitados por Câmara de 1986 a 1999.
VII.6
Processos aprovados por Câmara de 1986 a 1999.
VII.7
Processos financiados pela FAPEMIG, encerrados ou concluídos, de
1986 a 1999, por micro região de Minas Gerais.
VII.8
Quantidades de projetos, encerrados ou concluídos, patrocinados pela
FAPEMIG de 1986 a 1999 por instituição e município com um total
maior que 10 projetos.
VII.9
Distribuição dos Recursos Empregados pela FAPEMIG Dividido por
Área de Conhecimento - 1994-1999.
VII.10
Distribuição dos Recursos Totais Empregados pela FAPEMIG Dividido
por Área de Conhecimento - 1994-1999.
VII.11
Quantidade de Projetos Encerrados ou concluídos financiados pela
FAPEMIG (1986-1999), Total de Pesquisadores (2000), Artigos
Científicos(1999) e Patentes (1988-1996) por Micro-Regiões de Minas
Gerais.
VII.12
Total de Recursos Recebidos pela UFMG por Destinação em US1000.00
- 1995-2000.
VII.13
Total de Recursos gastos pelas Maiores Financiadoras Externas de
Projetos da UFMG em US$1000 – 1995-2000.
LISTA DE GRÁFICOS
I.1
Plot do log10(PNB), versus log10(artigos por milhão de habitantes (A*)),
versus log10(patentes por milhão de habitantes(P*)). (a) apresenta um
gráfico em três dimensões ; enquanto (b) and (c) mostram as projeções
em dois planos. Os dados foram obtidos para 120 países no ano de
1998.
II.1
Log-log plot de artigos por milhão de habitantes (A*), versus patentes
por milhão de habitantes (P*) para 120 países no ano de 1998. Aqui os
dois subgrupos estão identificados por símbolos diferentes. Duas
funções exponenciais foram usadas para enquadrá-los.
10
LISTA DE FIGURAS
III.1
Regime de interação entre ciência e tecnologia
11
INTRODUÇÃO
O objetivo deste texto é avaliar o estágio de construção do sistema de inovação
em Minas Gerais. A FAPEMIG - um componente essencial para essa construção - tem o
seu papel real e potencial avaliado e discutido.
A hipótese deste texto sugere que o desenvolvimento e o amadurecimento de um
sistema de inovação em Minas depende da ampliação de investimentos para a
consolidação de sua infra-estrutura científica. Dado o caráter continental do país, os
investimentos estaduais são insubstituíveis e indispensáveis. Na mediação desses
investimentos o papel da FAPEMIG é crucial.
Este texto é divido em quatro partes. Na primeira parte o conceito de sistema de
inovação é exposto, suas instituições constitutivas são discutidas, o papel da infraestrutura científica é destacado e o estágio de construção do sistema brasileiro é
investigado. Na segunda parte o caso de Minas Gerais é discutido, investigando-se as
especializações econômica, industrial, científica e tecnológica. Na terceira parte, o foco
da análise concentra-se na FAPEMIG. Finalmente, na parte conclusiva, caminhos de
construção de um sistema de inovação em Minas Gerais são apresentados como
contribuição para a discussão.
12
PARTE I:
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, O PAPEL DA CIÊNCIA E O ESTÁGIO
DE CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL
I- O CONCEITO DE SISTEMA NACIONAL DE INOVAÇÃO E A EXPLICITAÇÃO
DAS FONTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO E DA RIQUEZA DAS
NAÇÕES
Na última década a literatura econômica tem dedicado crescente atenção na
investigação das causas do desenvolvimento econômico e nas razões das disparidades
de renda entre nações.
Abramovitz (1989) apresenta uma extensa discussão, salientando o papel das
causas “próximas” e “profundas” do desenvolvimento das nações. Entre as causas
“profundas” encontra-se a capacitação tecnológica e científica das nações. Fagerberg
(1994), em uma resenha mais recente, indicou o peso de instituições capazes de
internalizar o progresso tecnológico para a determinação da renda e da riqueza das
nações. Uma linha importante de elaboração teórica no interior do mainstream do
pensamento econômico iniciou um esforço para a incorporação de elementos da
dimensão tecnológica nos modelos de crescimento econômico (Romer, 1990; Barro &
Sala-I-Martin, 1995). Enfim, certamente existe hoje um consenso entre as várias
correntes do pensamento econômico sobre o papel da ciência e da tecnologia na criação
da “riqueza das nações” (Dosi, Freeman & Fabiani, 1994).
A literatura de economia da tecnologia tem avançado no estudo da definição do
progresso tecnológico, da sua articulação com a dimensão econômica, dos diversos e
multifacetados fatores que determinam o surgimento e o aproveitamento de
oportunidades tecnológicas. Essa literatura apresenta uma síntese dos determinantes do
progresso tecnológico na proposição do conceito de sistema nacional de inovação
(Freeman, 1987; Nelson, 1993).
Sistema nacional de inovação é uma construção institucional, produto seja de
uma ação planejada e consciente, seja de um somatório de decisões não planejadas e
desarticuladas, que impulsiona o progresso tecnológico em economias capitalistas
complexas (Freeman, 1988; Nelson, 1993). Através da construção desse sistema de
inovação viabiliza-se a realização de fluxos de informação necessários ao processo de
inovação tecnológica. Esses arranjos institucionais envolvem as firmas, redes de
13
interação entre empresas, agências governamentais, universidades, institutos de
pesquisa, laboratórios de empresas, atividade de cientistas e engenheiros. Arranjos
institucionais que se articulam com o sistema educacional, com o setor industrial e
empresarial, e também com as instituições financeiras completando o circuito dos
agentes que são responsáveis pela geração, implementação e difusão das inovações.
É crucial o papel das universidades, das instituições de pesquisa e do conjunto
da estrutura educacional para a manutenção dos fluxos de informação constitutivos de
um sistema de inovação. O National Science Foundation (NSF, 1996) estima que o total
de cientistas e engenheiros empregados em atividades de P&D nos Estados Unidos
alcançou a cifra de 962.700 pessoas em 1993 (cerca de 1% da força de trabalho do país).
O total de cientistas e engenheiros empregados em atividades não-acadêmicas atingiu
3.502.000 (1.749.000 cientistas e 1.753.000 engenheiros), cerca de 3% da força de
trabalho em 1992.
Um sistema de inovação sofistica a divisão tecnológica de trabalho, fornecendo
às firmas oportunidades tecnológicas de forma persistente.
A partir de estudos comparativos é possível diferenciar o grau de construção dos
sistemas de inovação (Nelson, 1993). Pelo menos quatro grupos de países podem ser
sugeridos. A Tabela I.1 apresenta dados (para 1999) para três desses grupos,
destacando países representativos de cada grupo.
Em primeiro lugar, o grupo dos países avançados, onde os sistemas de inovação
completaram o seu processo de construção, constituindo-se como sistemas maduros.
Nesses países, a articulação institucional entre o sistema científico-tecnológico, o
sistema financeiro e o sistema educacional alcançou um grau de sofisticação tal que
torna o progresso tecnológico a principal fonte de desenvolvimento econômico. Na
Tabela I.1, os Estados Unidos representam esse grupo. É importante destacar a elevada
renda per capita (US$ 29.240,00) a elevada proporção de patentes e de artigos
científicos por milhão de habitantes (respectivamente 501 e 996) e a qualidade dos
indicadores educacionais (com destaque ao ensino universitário, cujas matrículas
representam 80,9% da população em idade de freqüentar a universidade).
Em segundo lugar, países em processo de catching up (desenvolvimento
econômico acelerado, que leva a uma aproximação, crescente ao longo do tempo, dos
níveis de renda dos países centrais), como a Coréia do Sul e Taiwan. Esses países, nas
últimas três décadas, são exemplo do peso da construção de instituições de apoio às
atividades científicas e tecnológicas na determinação das condições para o crescimento
14
econômico acelerado (Amsden, 1989; Wade, 1990). A avaliação desses processos de
desenvolvimento indica como a construção e o amadurecimento de sistemas de
inovação constitui um pré-requisito para o processo de catching up. A Tabela I.1
apresenta os dados para a Coréia do Sul, destacando a intensidade do crescimento
econômico entre 1985 e 1994 (medido pela variação da renda per capita, alcançou um
crescimento média anual de 7,8%): esse é um indicador do sucesso do processo de
catching up. Esse processo está correlacionado com a melhora de indicadores
importantes como produção de patentes e artigos científicos (respectivamente 117,42 e
224,9), na redução do analfabetismo e na ampliação da população freqüentando o
ensino secundário e superior. A Coréia do Sul multiplicou por 85,19 o total de patentes
registradas no USPTO entre 1981 e 1998. Os dados da Coréia do Sul apresentam uma
pista importante para a compreensão de processos de catching up: os indicadores de
crescimento econômico movimentam-se de forma concomitante aos indicadores de
produção científica e tecnológica e de educação.
Em terceiro lugar, um grupo de países heterogêneos  Brasil, Índia, México,
África do Sul, Rússia e Malásia  que possui um certo grau de construção do sistema
de inovação, com a presença de elementos da infra-estrutura científica e alguma
capacidade tecnológica do setor produtivo. O caráter incompleto desses sistemas pode
ser destacado, através da observação dos indicadores de produção científica e
tecnológica. De acordo com a Tabela I.1, o total de patentes por milhão de habitantes é
baixo (Brasil, 0,99; Rússia, 1,86; Malásia, 1,85), o total de artigos por milhão de
habitantes é restrito, com exceção da Rússia (Brasil, 50,92; Malásia, 33,23; Rússia,
180,24), o acesso ao ensino superior limitado (Brasil, 12% da população em idade de
freqüentar a universidade; Malásia, 11,7%) e as taxas de analfabetismo altas (Brasil,
17%, Malásia, 16%). Apesar dessas características semelhantes, a heterogeneidade
desses três países é evidente a partir da avaliação das respectivas trajetórias de
crescimento (entre 1985 e 1994, o Brasil conheceu estagnação, regredindo 0,4% ao ano
em termos de renda per capita; a Rússia passou por uma regressão econômica, com uma
queda de 4,1% ao ano em sua renda; e a Malásia cresceu intensamente, com uma média
anual de 5,6%).
Finalmente, um quarto grupo de países pode ser indicado entre os mais pobres
do mundo, constituindo o grupo de baixa renda, segundo a classificação do Banco
Mundial. Na melhor das hipóteses, esses países possuiriam sistemas de inovação
rudimentares (Banze, 2000).
15
Desta sumária comparação, é importante destacar que a divisão entre os diversos
tipos de sistemas de inovação ressalta como a capacitação científica e tecnológica das
nações está fortemente associada com a renda obtida por esses países. Essa correlação
entre renda per capita e indicadores de capacitação científica e tecnológica pode ser
observada na Tabela I.1, conforme discutido ao longo desta seção.1
O Gráfico I.1 amplia o conjunto de países, mostrando uma relação
tridimensional entre renda (medida por PNB per capita), produção científica (artigos
indexados no ISI por milhão de habitantes) e produção tecnológica (patentes
depositadas no USPTO por milhão de habitantes). O Gráfico I.1 mostra uma forte
correlação entre o nível de produção científica e tecnológica e renda: os países mais
ricos (grupo à direita e na parte superior do gráfico) agrupam-se numa região onde tanto
a renda como a capacidade tecnológica e científica são elevadas. Em contraste, os países
mais pobres (grupo à esquerda e na parte inferior do gráfico) têm valores baixos nas três
variáveis.
II- LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA E AS INTERAÇÕES ENTRE A
CIÊNCIA E A TECNOLOGIA
Para o objetivo deste trabalho, é interessante uma investigação mais detalhada
do papel da infra-estrutura científica para o processo de desenvolvimento econômico. O
ponto de partida dessa discussão é a literatura sobre sistemas nacionais de inovação, na
medida em que explicita o papel das interações entre a dimensão científica e
tecnológica.
Inicialmente é necessário distinguir a dimensão científica (a esfera das
universidades, dos institutos de pesquisa) e a dimensão tecnológica (a esfera das firmas,
de seus laboratórios de P&D). Essas duas esferas são diferenciadas e participam de uma
sofisticada divisão de trabalho que sustenta o dinamismo dos sistemas de inovação. A
distinção entre essas duas esferas permite destacar o papel da interação entre elas.
II.1- INTERAÇÃO ENTRE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS SISTEMAS DE
INOVAÇÃO MADUROS
Nelson & Rosenberg (1993) apontam o entrelaçamento entre as dimensões
científica e tecnológica, destacando-as como uma das características principais dos
1
Para maiores detalhes sobre uma tipologia de sistemas de inovação, ver discussão realizada em trabalho
anterior (Albuquerque, 1999).
16
sistemas de inovação. Nelson & Rosenberg (1993, p. 6) resumem as complexas
interações entre essas duas dimensões ressaltando que a ciência tanto “lidera como
segue” (“science as a leader and a follower”) o progresso tecnológico.
Outras evidências desse duplo papel podem ser encontradas na literatura.
Em primeiro lugar, Rosenberg (1982, pp. 141-159) discute “quão exógena é a
ciência”. Nesse artigo, Rosenberg ressalta como os fatores econômicos determinam, até
certo ponto, o progresso da ciência, explicitando como o avanço tecnológico antecede e
estimula o progresso da ciência. Esse papel do avanço tecnológico pode ser identificado
de diversas formas: 1) a tecnologia é uma fonte de questões e problemas para a ciência;
2) a tecnologia é um “enorme depósito de conhecimento empírico para ser investigado e
avaliado pelos cientistas” (p. 144); 3) o progresso tecnológico contribui para a definição
de uma agenda de pesquisa científica; 4) avanços técnicos disponibilizam novos
instrumentos e equipamentos para atividade científica. Rosenberg conclui que existem
“poderosos impulsos econômicos moldando, dirigindo e constrangendo o
empreendimento científico” (p. 159).
Em segundo lugar, Klevorick et all (1995) investigam o sentido oposto do fluxo,
ao apresentar evidências empíricas sobre o papel das universidades e da ciência como
fonte de oportunidades tecnológicas para a inovação industrial. Esse estudo mostra
como os diferentes setores industriais avaliam a importância relativa das universidades e
da ciência para a sua capacitação inovativa. Essa avaliação explica porque as firmas
gastam recursos próprios para monitorar e acompanhar a evolução da pesquisa
acadêmica. Especialmente em áreas de alta tecnologia identificam-se fluxos de
conhecimento fortes correndo da infra-estrutura científica para os setores industriais.
Em terceiro lugar, Pavitt (1991) investiga “o que torna a pesquisa básica
economicamente útil”. Para Pavitt (p. 114), além da sua utilidade como um “insumo de
importância crescente para a tecnologia”, a pesquisa básica tem duas outras influências
talvez até mais fortes: 1) contribui para o desenvolvimento de habilidades de pesquisa e
treina pesquisadores que posteriormente são empregados no setor industrial; 2) é fonte
de aplicações não planejadas.
Em quarto lugar, Rosenberg (1990) discute “porque firmas fazem pesquisa
básica” e sugere que ela é “um bilhete de entrada para uma rede de informações”. Esse
ponto está relacionado à discussão de Cohen & Levinthal (1989) sobre as duas faces do
processo de P&D, destacando a importância desse investimento para o desenvolvimento
17
de “capacidade de absorção”. P&D é simultaneamente investimento para inovação e
para aprendizado.
Em quinto lugar, Narin et all (1997) encontra evidências empíricas do vínculo
crescente entre a ciência (fundamentalmente financiada pelo setor público) e a
capacidade inovativa da indústria dos Estados Unidos.
Para os objetivos deste trabalho, esses estudos demonstram a relevância das duas
dimensões da atividade inovativa, enfatizam a divisão de trabalho entre elas e
identificam a interação forte e os feedbacks mútuos entre a infra-estrutura científica e a
produção tecnológica nos países desenvolvidos. Portanto, essa literatura sugere que para
a sustentação do crescimento econômico moderno, essas interações devem estar
operando.
II.2- O PAPEL DA CIÊNCIA ANTES E DURANTE O PROCESSO DE
CATCHING UP
Para discutir o caso dos países menos desenvolvidos não é possível a aplicação
direta e sem qualificações da literatura para os países avançados. Há importantes
diferenças que devem ser levadas em conta.
A principal diferença no papel da ciência está na sua contribuição durante o
processo de catching up: a infra-estrutura científica atua como um “instrumento de
focalização” e como uma “antena” para identificar oportunidades tecnológicas e para
constituir a capacidade de absorção do país. Em um país atrasado a infra-estrutura
científica oferece “conhecimento para focalizar buscas” (Nelson, 1982), ao invés de ser
uma fonte direta de oportunidade tecnológica. Em outras palavras, a infra-estrutura
científica em países em desenvolvimento deve contribuir para vincular o país aos fluxos
científicos e tecnológicos internacionais.
A ciência, durante processos de catching up, tem um papel triplo como: 1) um
“instrumento de focalização”, contribuindo para identificar oportunidades e para
vincular o país aos fluxos internacionais; 2) um instrumento de apoio para o
desenvolvimento industrial, provendo conhecimento científico necessário para a entrada
em setores industriais estratégicos (Perez & Soete, 1988); 3) uma fonte para algumas
soluções criativas que dificilmente seriam obtidas fora do país (exemplo: vacinas contra
a doenças tropicais, desenvolvimento de certas ligas metálicas, preparação de softwares
aplicados, etc). Certamente há uma inter-relação entre esses diferentes papéis, na
18
medida que o desenvolvimento da capacidade de absorção é uma pré-condição para
esses desenvolvimentos tecnológicos locais, originais e incrementais.
Uma investigação realizada por Rapini (2000) compara a interação entre ciência
e tecnologia em países em processo de catching up (Coréia do Sul e Taiwan) com o
caso brasileiro. Essa investigação encontra uma importante diferença: no caso dos
países em catching up é possível estabelecer uma relação estatística que sugere a
existência de causalidade tanto entre a produção científica (em termos de artigos
científicos indexados pelo ISI) e a produção tecnológica (em termos de patentes
depositadas no USPTO), como entre a produção tecnológica e a produção científica.2
Ou seja, Rapini identifica uma mútua causalidade entre as dimensões científica e
tecnológica ao longo do processo de desenvolvimento acelerado. Esse achado contrasta
com o caso brasileiro, onde Rapini encontrou causalidade em apenas um sentido: da
produção científica para a tecnológica.
Essa diferença importante entre os países em catching up e um país como o
Brasil provoca uma pergunta: para o estabelecimento da interação recíproca que
caracteriza um sistema de inovação maduro, é necessário a superação de alguns limiares
de produção científica? Estes limiares viabilizariam a existência de uma massa crítica
necessária para que a infra-estrutura científica assuma os papéis que lhe cabem durante
o processo de desenvolvimento?
2
A causalidade é identificada através de uma técnica desenvolvida por Granger. Rapini explica o sentido
dessa técnica e ressalta que o estudo permite afirmar que as duas séries temporais (artigos e patentes)
comportam-se de forma tal que a causalidade “no sentido de Granger” corre nos dois sentidos (para mais
detalhes, ver Rapini, 2000).
19
II.3- OS LIMIARES DE PRODUÇÃO CIENTÍFICA
A partir da revisão bibliográfica realizada nesta seção é possível sugerir um
modelo bastante simples de relação entre as dimensões científica e tecnológica ao longo
do processo de desenvolvimento. Trata-se de um modelo útil para estabelecer alguns
parâmetros para a investigação do papel da interação entre ciência e tecnologia. Seis
passos são necessários:
1) o reconhecimento de duas dimensões diferentes entre atividades relacionadas
à inovação: a científica e a tecnológica;
2) a identificação de uma divisão de trabalho institucional entre elas;
3) a sugestão de uma dinâmica dessa interação, apontando que essa interação
muda ao longo do processo de desenvolvimento, alcançando ao final um
nível forte de inter-relações recíprocas e que se reforçam mutuamente – um
nível de interação característico dos países avançados;
4) a conjectura de que essa trajetória evolucionista é impulsionada pelo
desenvolvimento da infra-estrutura científica (o fortalecimento da infraestrutura científica é, pelo menos, uma condição necessária, embora não
suficiente, para detonar o desenvolvimento tecnológico);
5) a conjectura da existência de limiares de produção científica que devem ser
superados para o alcance de novos estágios e de novos níveis de interação
entre as dimensões científica e tecnológica;
6) a necessidade de integrar essas interações entre ciência e tecnologia nas
determinações do crescimento econômico.
Esses passos podem levar a um modelo muito simples apresentado na Figura
III.1. A Figura III.1 sugere a existência de pelo menos três diferentes “regimes de
interação” ao longo do processo de desenvolvimento. No “regime” I, a infra-estrutura
científica é ainda muito pequena e incapaz de alimentar uma produção tecnológica
mínima (esse regime caracterizaria inúmeros países da África, que possuem alguma
produção científica mas nenhuma produção tecnológica, identificada por patentes no
USPTO – Moçambique está nessa situação) (Banze, 2000). No “regime” II, a produção
científica cresce e pode determinar alguma produção tecnológica, mas não a ponto de
viabilizar uma produção tecnológica com peso para retro-alimentar a produção
científica (esse regime caracterizaria o caso brasileiro) (Rapini, 2000). Finalmente, no
“regime” III, todas as conexões e interações estão ligadas (países desenvolvidos) e o
20
principal determinante do crescimento econômico é a capacitação científica e
tecnológica.
Dados estatísticos podem ser recolhidos para investigar essa relação. O Gráfico
I.1 contribui para uma primeira constatação das correlações entre renda e capacitação
científica e tecnológica (ver seção I). A Tabela II.1 apresenta, de outra forma, a
correlação sugerida no Gráfico I.1.
Para a construção da Tabela II.1 foram compilados dados de 120 países (renda
per capita, artigos por milhão de habitantes, patentes por milhão de habitantes, em
1998). Os países foram agrupados de acordo com a sua renda per capita. A Tabela II.1
indica uma forte correlação entre a renda per capita e a produção científica e
tecnológica. O grupo de países mais ricos (19 países com renda per capita acima de US$
19.000,00) é o grupo de mais elevada produção científica (média de 938 artigos por
milhão de habitantes) e mais elevada produção tecnológica (média de 154 patentes por
milhão de habitantes). O grupo de países onde se encontra o Brasil (25 países com renda
entre US$ 5.000,00 e US$ 10.000,00) obtém valores mais baixos para produção
científica e tecnológica (respectivamente 115 e 1,45). No geral, a Tabela II.1 indica que,
na medida em que a renda cresce, a produção científica e tecnológica também cresce.
Uma importante pista a favor da conjectura da existência de limiares está na
quarta coluna da Tabela II.1, onde a produção científica é dividida pela produção
tecnológica. Essa divisão indica o grau de eficiência na “transformação” de artigos em
patentes, ou seja, um indicador da eficiência no uso dos recursos científicos para gerar
produção tecnológica. O grupo de países de maior produção científica é o grupo de
maior “eficiência”, e essa eficiência vai declinando na medida em que a produção
científica do grupo também declina. Comparando o grupo dos países ricos com o grupo
que inclui o Brasil, a divisão entre artigos por milhão de habitantes e patentes por
milhão de habitantes passa de 11,3 para 152,03. Ou seja, no caso do grupo do Brasil, é
necessária uma quantidade maior de artigos para gerar uma patente, comparado com o
grupo dos países ricos. Essa comparação pode ser uma pista da necessidade de alcance
de uma certa “massa crítica” para a produção mais eficiente de tecnologia. Portanto,
aparentemente, certos limiares devem ser ultrapassados para que uma maior “eficiência”
seja alcançada.
O Gráfico II.1 organiza os dados referentes à produção científica (artigos por
milhão de habitantes, A*) e à produção tecnológica (patentes por milhão de habitantes,
P*) de todos os 120 países que produziram ao menos uma patente e um artigo em 1998.
21
Esse Gráfico sugere a existência de um ponto de cross-over (ponto a partir do qual a
“eficiência” na transformação de artigos em patentes cresce), representado pelo ponto
onde dois subconjuntos de países podem ser delimitados. A partir de 150 artigos por
milhão de habitantes (Gráfico II.1) a “eficiência” cresce, expressa por uma reta mais
inclinada para esse subconjunto. A vizinhança da produção de 150 artigos por milhão de
habitantes pode constituir-se em um limiar de produção científica, para os dados de
1998.
A partir da identificação preliminar de um limiar de produção científica, a
investigação do comportamento desses dados para outros anos (1974, 1982, 1990)
indica um padrão similar de cross-over, mas sugere que o limiar tem se movimentado
ao longo do tempo: em 1974, 7 artigos por milhão de habitantes, em 1982, 28 e em
1990, 60.3
A Tabela II.2, apresenta os dados para países selecionados, indicando a posição
do Brasil: em 1998 alcançou uma renda per capitade US$ 6.460,00; 50,9 artigos por
milhão de habitantes e 0,99 patentes por milhão de habitantes. Trata-se de uma outra
forma de identificação do caráter imaturo do sistema de inovação brasileiro.
III- SISTEMA DE INOVAÇÃO NO BRASIL: IMATURIDADE E
CONCENTRAÇÃO
Identificada a imaturidade do sistema de inovação brasileiro, é necessário
apresentar algumas características distintivas do país. O caráter continental e federativo
do país exige uma análise das diferenças regionais, ao mesmo tempo que é uma
introdução para o papel potencial da construção de sistemas locais e estaduais de
inovação no país.
III.1- UM SISTEMA DE INOVAÇÃO DESIGUAL E CONCENTRADO
Além de atrasado, o Brasil apresenta duas outras particularidades importantes:
sua dimensão continental e disparidades regionais. Essas particularidades sugerem a
importância de políticas para o desenvolvimento local. Cassiolato & Lastres (1999)
apresentam um esforço inicial para captar as diferenças estaduais mais importantes em
termos de especializações e características dos arranjos produtivos e inovativos dos
principais estados brasileiros.
3
Para mais detalhes, ver Bernardes & Albuquerque, 2001.
22
Esta seção apresenta dados novos, baseados em estatísticas de artigos, patentes e
pesquisadores, que contribuem para a caracterização mais precisa das diferenças
regionais.
Em primeiro lugar, a Tabela III.1 apresenta um quadro geral das disparidades
estaduais, destacando-se a diferença entre os indicadores de renda e de atividades
científica e tecnológica (patentes, artigos científicos e pesquisadores).
Cinco estados da região Sul-Sudeste respondem por 71% do PIB, 86,98% da
produção tecnológica, 80,94% da produção científica e 72,14% dos pesquisadores.
O peso de São Paulo deve ser destacado: segundo a Tabela III.1, São Paulo, no
período entre 1988 e 1996, respondeu por 37% do PIB brasileiro, por 53,7% das
patentes registradas no INPI e por 46,8% dos artigos científicos publicados. É
interessante ressaltar que, segundo dados do CNPq, a participação relativa de
pesquisadores em 2000 é mais bem distribuída do que a renda (São Paulo tem 32,3%
dos pesquisadores do país)4.
Desdobrando a Tabela III.1 em suas dimensões mais diretamente relacionadas às
estatísticas de ciência e tecnologia, os dados de artigos científicos e de patentes foram
reorganizados de forma a mostrar a distribuição das participações estaduais ano a ano. A
Tabela III.2 apresenta os dados para artigos científicos e a Tabela III.3 apresenta as
estatísticas de patentes solicitadas no INPI.
Tanto a distribuição de artigos como a de patentes encontram-se concentradas
em São Paulo. Porém, é importante ressaltar uma pequena desconcentração das
atividades científicas e tecnológicas de São Paulo ao longo do tempo. Em termos de
artigos científicos (Tabela III.2), em 1973 São Paulo respondeu por 56,91% dos artigos,
em 1988 por 46,32% e em 1999 por 41,85%. Em termos de patentes (Tabela III.3), a
participação de São Paulo cai de 59,75% em 1988 para 56,08% em 1996. É interessante
ressaltar que as mudanças nas participações relativas de São Paulo caminham na mesma
direção, tanto em termos de produção científica como em termos de produção
tecnológica.
Quanto à participação de Minas Gerais no sistema de inovação brasileiro, é
necessário destacar como é inferior à participação econômica (10% do PIB). Conforme
a Tabela III.1, a produção científica do estado correspondeu a 6,85% e a tecnológica a
4
Barros (2000) apresenta dados sobre desigualdades regionais na produção técnico-científica e Quadros
et all (2000) demonstram o peso de São Paulo no sistema de inovação brasileiro.
23
7,37% do total brasileiro (1988-1996). Já a participação de pesquisadores é mais
compatível com o peso econômico (9,69% do total, em 2000).
A Tabela III.2 aponta uma ampliação da participação do estado na produção
científica nacional, crescendo de 3,23% em 1973 para 6,46% em 1988 e alcançando
9,9% em 1999. Calculando as médias por década, entre 1973 e 1980 a participação
média de Minas foi de 5,51%, entre 1981 e 1990 de 6,61%, e entre 1991 e 1999 de
7,9%.
A Tabela III.3 indica uma leve ampliação da participação de Minas na produção
tecnológica, de 6,51% em 1988 para 8,42% em 1996.
III.2- ALGUM ESTADO JÁ ULTRAPASSOU O PRIMEIRO LIMIAR DE
PRODUÇÃO CIENTÍFICA?
Uma vez identificadas as enormes diferenças regionais e a concentração das
atividades científicas e tecnológicas em São Paulo, trata-se de avaliar o comportamento
dos estados em relação aos limiares de produção científica discutidos na seção anterior.
Poderia vir a existir no Brasil, com suas dimensões continentais, um amálgama dos três
estágios acima apresentados?
Segundo a Tabela III.4, a resposta é parcialmente positiva. Em primeiro lugar, o
Distrito Federal ultrapassou o limiar dos 150 artigos por milhão de habitantes (A*).
Porém, esse dado deve ser visto com cautela, pois o caráter de capital do país e a
decorrente concentração de recursos educacionais e de pesquisa acadêmica podem
distorcer o quadro. Em segundo lugar, São Paulo e Rio de Janeiro, embora não tenham
ultrapassado o limiar, diferenciam-se do resto do país (estão acima de 100 artigos por
milhão de habitantes). Em terceiro lugar, há um conjunto de estados que, como Minas
Gerais, possuem um nível de produção de artigos científicos entre 74 e 4 artigos por
milhão de habitantes e detêm alguma patente junto ao USPTO. Em quarto lugar, há
estados com uma produção de artigos científicos entre 45 A* e 8 A* (excluindo o DF
com 163 A* dessa lista) que não possuem nenhuma patente no USPTO.
Enfim, parece existir um amálgama de dois “regimes” apresentados na Figura
III.1, com São Paulo e Rio constituindo-se em casos mais avançados (os mais próximos
do limiar) e outros estados se distanciando mais desse limiar. Minas Gerais é um caso
intermediário desse “regime” II, encontrando-se um pouco acima da média nacional
(63,63 A*). Outros 9 estados estariam no “regime” I, ao produzirem ciência mas não a
um ponto capaz de gerar patentes no USPTO.
24
A próxima questão é: a região mais desenvolvida do país (São Paulo) já terá
alcançado um nível de interação entre a dinâmica tecnológica e a científica que a coloca
no estágio catching up? Apesar de já estar próxima do limiar de 150 artigos por milhão
de habitantes, uma apreciação inicial indica que não, pois os dados para São Paulo
comportam-se como os do conjunto do Brasil: cresce a produção de artigos (Tabela
III.2) e cai a produção de patentes (Tabela III.3). Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio
de Janeiro, por exemplo, comportam-se da mesma forma. De qualquer maneira, fica a
questão: poderia ser criada uma dinâmica de interação mutuamente reforçante em um ou
em poucos estados do país? Aparentemente a resposta é negativa, pois o processo de
catching up não pode depender de apenas uma região dinâmica em um país continental
como o Brasil. A responsabilidade de ampliar o número de estados com maior
capacitação tecnológica e científica, portanto, é também a responsabilidade de ampliar
as condições internas e nacionais para a realização de um processo de catching up. Em
outras palavras, discutir a construção de um sistema estadual de inovação (no caso de
um estado como Minas Gerais) é também discutir importantes pré-condições regionais
para o amadurecimento do sistema nacional de inovação brasileiro.
III.3- O ESPAÇO PARA POLÍTICAS LOCAIS E REGIONAIS: A
NECESSIDADE DE COMBINAR O PROCESSO DE CATCHING UP
NACIONAL COM A REDUÇÃO DE DISPARIDADES REGIONAIS
A combinação entre essas duas mediações sugeridas destaca um ponto
importante: o processo de desenvolvimento deve combinar a redução do atraso do país
em relação aos países situados na fronteira tecnológica internacional com o processo de
diminuição das desigualdades regionais no interior do país. Há nesse segundo caso, a
necessidade de um processo de diminuição do atraso de regiões do país em relação aos
pólos internos mais avançados, sem detrimento ao contínuo avanço dessas regiões.
25
PARTE II:
O SISTEMA DE INOVAÇÃO EM MINAS GERAIS
A Parte II deste trabalho discute o sistema de inovação em Minas Gerais. As
seções IV e V compõem esta Parte.
Na seção IV, as especializações econômicas e industriais de Minas Gerais são
investigadas à luz de estatísticas disponíveis de emprego e produção industrial. Esta
seção tem um objetivo limitado e focalizado nos objetivos deste trabalho: permitir
posterior comparação com as especializações científicas e tecnológicas.
Na seção V, é realizado um mapeamento preliminar dos recursos científicos e
tecnológicos do estado, a partir de estatísticas de artigos científicos, patentes e
pesquisadores presentes no estado.
A comparação entre os resultados das duas seções permite a formulação de uma
conjectura sobre a inter-relação entre as duas dimensões (econômico-industrial e
científico-tecnológica): aparentemente, a especialização científico-tecnológica
“acompanha” de forma passiva as especializações econômicas e industriais. Essa
conjectura é importante para a introdução de uma avaliação do papel real e potencial da
FAPEMIG.
IV- UMA VISÃO INTRODUTÓRIA DAS ESPECIALIZAÇÕES ECONÔMICAS E
INDUSTRIAIS DE MINAS GERAIS
A descrição da estrutura econômica e industrial de Minas Gerais é objeto de
extensa e qualificada literatura, que tem se preocupado em apontar raízes históricas e
mudanças ao longo do tempo (ver Diniz, 1981; Paula, 2000a e 2000b, entre outros).
Esta seção descreve sumariamente a estrutura econômica de Minas Gerais, a
partir de estatísticas disponibilizadas pelo IBGE. O objetivo principal dessa descrição é
captar especializações econômicas e industriais do estado.
Três fontes de dados serão utilizadas: o Cadastro Geral de Empresas do IBGE
(doravante, Cadastro), a Pesquisa Industrial Anual do IBGE (doravante, PIA) e o
Relatório Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho (doravante, RAIS).
A abrangência desses três conjuntos de dados é diferente, o que permite compor um
quadro abrangente, embora introdutório, da economia mineira.
26
Em primeiro lugar, o Cadastro Geral de Empresas, referente a 1998, é composto
de 3.888.077 unidades locais que respondem por 27.981.400 empregos, envolvendo
todas as seções de classificação de atividade, segundo o IBGE.
Em segundo lugar, a Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 1998 apresenta os dados
referentes à indústria extrativa e de transformação. Esse conjunto de dados é mais
restrito, mas apresenta dados que não constam do Cadastro, como valor adicionado e
valor bruto da produção. Na PIA de 1998 foram identificados cerca de 5 milhões de
empregos industriais, oferecidos por cerca de 100 mil unidades de produção.
Em terceiro lugar, os dados da RAIS (cadastro produzido pelo Ministério do
Trabalho, a partir de informações das empresas) envolvem cerca de 24 milhões de
empregos formais, abrangendo todos os setores de atividades econômicas. A vantagem
principal da RAIS é a existência de informações no nível municipal, permitindo o
cálculo de especializações econômicas de municípios de Minas Gerais.
IV.1- CALCULANDO ESPECIALIZAÇÕES
O primeiro passo é a identificação de especializações do estado de Minas Gerais.
Esse cálculo fornece uma pista da concentração de atividades econômicas e industriais
do estado em certos setores.
A referência de cálculo utilizada é uma ferramenta tradicional dos estudos de
economia regional, que visa avaliar a aglomeração de atividades industriais e a eventual
existência de especializações locais em um certo tipo de atividade.
Para identificar-se uma aglomeração especializada, o critério foi o cálculo do
Quociente Locacional (QL), um instrumento proposto por autores hoje clássicos de
economia regional (ver Ferreira, 1996). Adotando-se como base o total de empregados
registrados (EMP) (poderia ser valor produzido, massa de salários gerada, etc) em
determinada localização, o cálculo do QL é feito segundo a fórmula abaixo:
QL = (EMP setor i/EMP localização j) / (total do país EMP setor i/ total do país EMP)
27
A partir dessa fórmula, o QL pode ser calculado variando os níveis de agregação
e a definição da localização (município, estado), de acordo com os objetivos específicos
da análise e a disponibilidade dos dados (Cadastro, PIA ou RAIS).5
A interpretação do valor do indicador QL baseia-se numa comparação entre
especializações, a partir da qual três situações distintas podem ser representadas: (a)
Quando QL = 1, a especialização da localização j em atividades do setor i é IDÊNTICA
à especialização do conjunto do Brasil nas atividades desse setor; (b) Quando QL < 1, a
especialização da localização j em atividades do setor i é INFERIOR à especialização
do conjunto do Brasil nas atividades desse setor; (c) Quando QL > 1, a especialização
da localização j em atividades do setor i é SUPERIOR à especialização do conjunto do
Brasil nas atividades desse setor.
IV.2- O CADASTRO GERAL DE EMPRESAS DO IBGE: O PESO DAS
INDÚSTRIAS EXTRATIVAS E DA AGRICULTURA
Segundo o Cadastro Geral de Empresas do IBGE, Minas detém 12,07% das
unidades locais do país, que empregam 10,72% do pessoal ocupado e que recebem
8,47% dos salários e outras remunerações (IBGE, 2001).
A Tabela IV.1 apresenta os dados gerais para Minas e o índice de especialização
respectivo, segundo as seções da classificação de atividades.
Segundo esses dados, Minas Gerais é um estado especializado em atividades de
“indústrias extrativas” (Especialização =2,414 pelo critério “Pessoal Ocupado),
“agricultura, pecuária, etc.” (Especialização = 1,297), “produção e distribuição de
eletricidade e gás” (Especialização = 1,191) e “saúde e serviços sociais” (Especialização
= 1,184).
Minas, segundo esses cálculos, possui uma especialização inferior à nacional nas
atividades de “intermediação financeira” (Especialização = 0,6856) e “educação”
(Especialização = 0,7892).
A especialização de Minas se aproxima da nacional (índices de especialização
entre 1,05 e 0,96) nos demais setores de atividades. É importante destacar que o setor
“indústria de transformação” possui um índice de especialização de 0,967.
5
Ao longo deste trabalho, esse mesmo cálculo que define Quociente Locacional (QL) é utilizado para
identificar especializações industriais (na subseção IV.2 e IV.3) e especializações científicas (na seção V).
A intuição que sustenta a interpretação desses indicadores é similar à exposta nesta subseção.
28
IV.3- A PIA-IBGE: A AUSÊNCIA DOS SETORES INDUSTRIAIS DE ALTA
TECNOLOGIA
Os dados da PIA permitem uma avaliação mais detalhada e mais completa das
indústrias extrativa e de transformação.
Segundo esses dados (IBGE, 2000), adotando o valor da transformação
industrial (VTI) como critério, o estado tem especialização (Especialização > 1,05) em
23 classes de atividade econômica.
Essas classes estão apresentadas na Tabela IV.2. Pelos dados da PIA(1998), as
maiores especializações de Minas Gerais (com índices de especialização maiores que 3)
encontram-se nos setores de “extração de minério de ferro” (Especialização = 4,476),
“extração de minerais metálicos” (4,065), “fabricação de produtos de fumo” (3,259),
“fabricação de produtos siderúrgicos” (3,156) e “siderúrgicas integradas” (3,135).
Entre as classes com especialização superior a 1,05, nota-se uma forte presença
de setores relacionados a exploração e processamento de minérios (metalurgia,
siderurgia), que chega a envolver a classe “fabricação de máquinas e equipamentos para
as indústrias de extração mineral e construção” (totalizando 11 setores).
É importante ressaltar que entre as classes de atividade com especialização
maior que 1,05 (listadas na Tabela IV.2), nenhuma pertence a setores classificados
como de alta tecnologia (de acordo com a classificação da OECD, 1996).
IV.4- A RAIS: IDENTIFICANDO CLUSTERS
Os dados da RAIS, ao informarem o município e microregião, permitem uma
análise mais desagregada do ponto de vista espacial. Por um lado, indicam em que
regiões essas especializações se concentram. Por outro lado, permitem investigar se
nessas regiões existem “aglomerações especializadas” ou arranjos mais complexos que
podem ser caracterizados como “clusters”.6
A existência de um cluster pressupõe mais do que uma concentração no espaço
de determinada atividade. Por um lado, pode pressupor a existência de diferentes
estágios de uma cadeia produtiva em uma certa região (firmas de um setor produtor de
bens de consumo, ao lado de firmas produtoras de máquinas especializadas para essa
indústria de bens de consumo, por exemplo). Por outro lado, pode pressupor a
existência de várias firmas de setores próximos, proximidade que permite o
6
Para mais detalhes metodológicos, ver Britto & Albuquerque (2000).
29
compartilhamento de recursos produtivos e humanos concentrados na região. Esse
comentário pretende contribuir para organizar os dados para a identificação de clusters.
A diferenciação entre clusters “verticais” e “horizontais” torna mais operacional o
levantamento das especializações municipais (calculadas a partir dos “quocientes
locacionais”, QLs) a partir das informações disponíveis na RAIS (Britto &
Albuquerque, 2000).
A idéia de clusters “verticais” relaciona-se ao que a discussão conceitual
realizada por Britto (2000) trata como “interdependência”. Baseia-se na interação
existente entre uma indústria produtora de bens de consumo com uma indústria
produtora de máquinas e equipamentos para aquela indústria. Nesse tipo de cluster há
espaço razoável para interação entre produtor-usuário. A interação produtor-usuário é
um componente importante da construção de um sistema de inovação (Lundvall, 1992).
Um bom exemplo desse tipo de cluster é Novo Hamburgo (QLs altos tanto para a
produção de calçados como para a fabricação de máquinas para a produção deste bem).
Para os clusters “horizontais”, a intuição se apoia em outro aspecto dos clusters:
a concentração de diversas atividades relacionadas em um mesmo município.
Relaciona-se ao que Britto (2000) identifica como “similaridade”. As firmas
compartilham recursos disponíveis em uma região. Um bom exemplo desse tipo de
cluster é a indústria eletrônica: a proximidade de diversos segmentos dessa indústria
expressa a existência de vantagens aglomerativas, na medida em que há uma
concentração de profissionais que podem atuar em diferentes firmas presentes no
município e no setor.
Dentre os clusters horizontais, seriam classificadas aglomerações que podem ser
exemplificadas pela produção de automóveis, que podem atrair um conjunto de
indústrias produtoras de peças e componentes.
Como esses critérios se aplicam ao caso de Minas Gerais?
Em primeiro lugar, existem em Minas algumas aglomerações industriais que não
podem ser consideradas clusters. Dois exemplos: 1) uma microregião altamente
especializada na produção de fumo (Uberlândia, QL=22,6) onde, entretanto, inexiste a
produção de máquinas para a indústria de fumo (Porto Alegre e Curitiba atenderiam
essas duas condições); 2) uma microregião com uma alta especialização na produção de
móveis (Ubá, QL=24,9), mas que não possui uma indústria produtora de equipamentos
para a indústria moveleira.
30
Em segundo lugar, identificam-se pelo menos dois clusters “horizontais” em
Minas: 1) na área de eletrônica em Santa Rita de Sapucaí; 2) na área da indústria
automobilística em Betim (Britto & Albuquerque, 2000).
Em terceiro lugar, A Tabela IV.3 sugere, de acordo com esses critérios, a
identificação de um “cluster” no setor de prestação de serviços na área de informática
em Belo Horizonte. A Tabela IV.3, construída a partir dos dados da RAIS (classes
CNAE), apresenta os quocientes locacionais (QL) para setores relacionados à
informática em geral, comparando Belo Horizonte com outras capitais do país. A Tabela
IV.3 sugere que Belo Horizonte possui uma especialização nas atividades do setor, com
exceção da classe “fabricação de aparelhos de medida, teste, controle etc”. Apenas São
Paulo possui QL maior que a unidade em todas as classes apresentadas na Tabela IV.3.
Destaque-se, também, a alta especialização de Belo Horizonte em “atividades de banco
de dados” (QL = 4,444).
Em quarto lugar, a observação dos dados da Tabela IV.2 (a partir de dados da
PIA) indica a existência, no nível estadual, de interação entre um setor produtor de
máquinas (“fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração
mineral e construção”) e uma especialização geral em indústrias extrativas (minério de
ferro, minerais metálicos, minerais metálicos não-ferrosos”).
Em quinto lugar, a investigação de setores como calçados, têxteis, extração e
refino de petróleo não permitiu a identificação de clusters verticais em Minas nessas
áreas (Britto & Albuquerque, 2000). Uma possível explicação para a frágil presença de
clusters industriais em Minas Gerais pode ser a debilidade do setor produtor de
máquinas e equipamentos no estado. Como discutido, na Tabela IV.2, com um índice de
especialização superior a 1,05 está a “fabricação de máquinas e equipamentos para as
indústrias de extração mineral e construção”. A próxima classe relacionada a este setor é
a “fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral”, com um índice de
especialização de 0,40.
IV.5- UMA NOTA SOBRE A ESPECIALIZAÇÃO DE MINAS GERAIS
Esta seção permite, portanto, uma visão preliminar da especialização econômica
e industrial de Minas Gerais.
Em primeiro lugar, a especialização no setor da agricultura e da indústria
extrativa deve ser ressaltada.
31
Em segundo lugar, na indústria de transformação destaca-se a especialização em
setores relacionados ao complexo metalúrgico e siderúrgico, assim como a participação
da produção de fumo.
Em terceiro lugar, é importante ressaltar a existência de alguns clusters
(eletrônica, automobilístico e processamento de dados). Entretanto, a identificação de
várias aglomerações industriais que não se caracterizam como clusters (móveis,
calçados) ressalta uma importante debilidade na estrutura industrial do estado: a
ausência de uma forte indústria produtora de máquinas e equipamentos. A única
exceção é na área de máquinas para a exploração mineral, que aliás contribui para a
conformação de uma articulação com a especialização na indústria extrativa.
Finalmente, em termos gerais é notória a ausência de especializações estaduais
em áreas de alta tecnologia. Esse diagnóstico, aliado à discussão de clusters
(especializações mais localizadas, microregionais no caso discutido), é importante
como introdução a uma linha possível para a elaboração de políticas públicas que
permitam focalizar áreas mais sofisticadas.
V- MINAS GERAIS: UM MAPEAMENTO INICIAL DE RECURSOS DE CIÊNCIA
E
TECNOLOGIA EXISTENTES
Identificada a posição do Brasil no cenário internacional de ciência e tecnologia,
de Minas Gerais no cenário brasileiro (seção III) e resumida as especializações
econômicas e industriais do estado (seção IV) , trata-se de detalhar os dados para Minas
Gerais.
Esse detalhamento dos dados de Minas Gerais tem dois objetivos básicos. Em
primeiro lugar, é importante investigar até onde a especialização científica e tecnológica
do estado articula-se com as especializações econômicas identificadas na seção IV. Em
segundo lugar, é necessário identificar a distribuição espacial dos recursos científicos e
tecnológicos do estado.
Esses dois objetivos são investigados a partir de estatísticas de pesquisadores
(fonte: CNPq), artigos científicos (fonte: ISI) e patentes (fonte: INPI).
V.1- INSTITUIÇÕES DE PESQUISA, GRUPOS DE PESQUISA E
PESQUISADORES
32
Esta seção baseia-se em dados do CNPq, disponibilizados através do programa
PROSSIGA. Este banco de dados do CNPq apresenta um conjunto de instituições e de
grupos de pesquisa, identificando as áreas de atuação dos grupos e o total de
pesquisadores envolvidos. É um banco de dados em construção, que tem sido
aprimorado em termos de cobertura e de qualidade de informações nos últimos anos
(CNPq, 2000: A pesquisa no Brasil). A Tabela V.1 apresenta dados sobre a evolução
das dimensões do Diretório. E sua versão mais atual, do ano 2000, o Diretório indica a
existência de 48.781 pesquisadores, distribuídos em 224 instituições investigadas.
Os dados relativos a 2000 são apresentados nesta seção, com exceção daqueles
referentes à ciência e tecnologia, relativos ao triênio 1997-1999.
Para uma visão geral da distribuição dos pesquisadores no Brasil e em Minas
Gerais (foram excluídas as grandes áreas Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas
e Lingüística, Letras e Artes, não sendo estas avaliadas ao longo desta seção)7, a Tabela
V.2 sintetiza os dados. Nas grandes áreas selecionadas para esta pesquisa, o Brasil
possui 48.906 pesquisadores e Minas 4.739 (9,69%).8
É interessante comparar essa participação do estado no total de pesquisadores
em 1998 (9,69%) com a participação média do estado na produção de artigos científicos
no período 1988 e 1996 (6,85%, segundo a Tabela III.1) e com a participação do estado
no total de artigos publicados em 1998 (9,50%, segundo a Tabela III.2). Por essa
comparação simples, a participação relativa do estado em artigos é compatível com a
participação relativa dos pesquisadores do estado no total nacional. Há um pequeno
indício da crescente eficiência relativa do pesquisador do estado.
A Tabela V.2 indica diferenças em termos da distribuição do número de
pesquisadores segundo as grandes áreas científicas. No Brasil, a grande área Ciências da
Saúde (21,69% do total), seguida de perto por Ciências Agrárias e Engenharias e
Ciências da Computação (respectivamente 21,29% e 20,83%). Em Minas, as Ciências
Agrárias lideram (33,17%) com uma boa margem sobre a segunda grande área,
Engenharia e Ciências da Computação (22,11%).
A distribuição dos pesquisadores e de instituições (por município) encontra-se
na Tabela V.3. Os pesquisadores estão distribuídos em vinte e quatro instituições. As
7
Essas áreas foram excluídas porque não se enquadram entre as disciplinas mais diretamente
relacionadas à inovação industrial segundo Klevorick et all(1995).
8
Todos os dados relativos a pesquisadores e artigos científicos discutidos neste texto dizem respeito a
essas grandes áreas.
33
quatro instituições líderes são universidades federais (UFMG, UFV, UFLA/ESAL e
UFU), respondendo por 3.089 pesquisadores (65,18% do total do estado).
A Tabela V.4 apresenta os mesmos dados, organizados de acordo com o
município da instituição. As instituições sediadas em Belo Horizonte contam com 2.025
pesquisadores (42,73% do total do estado). Viçosa, Lavras, Uberlândia, Juiz de Fora,
Sete Lagoas e Itajubá ocupam as posições seguintes (são as cidades com mais de cem
pesquisadores, de acordo com os dados da Tabela V.4).
As Tabelas V.5 a V.9 apresentam a distribuição dos pesquisadores e instituições
de acordo com as grandes áreas científicas (Ciências Agrárias, Engenharias e Ciências
da Computação, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Exatas da Terra). A
liderança da UFMG e de Belo Horizonte apenas não se verifica nas Ciências Agrárias
(Tabela V.6), grande área liderada pela UFV (Viçosa), seguida pela ESAL/UFLA
(Lavras).
Um balanço preliminar dessa distribuição de pesquisadores indica o estágio de
construção da infra-estrutura de Minas Gerais, que encontra-se distribuída pelo estado
(há pólos importantes em Belo Horizonte, Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Sul de
Minas). O papel das instituições federais é importante no estado (certamente maior do
que o encontrado em São Paulo, conforme Quadros et all, 2000).
34
V.2- PRODUÇÃO CIENTÍFICA
Os dados desta seção baseiam-se em informações coletadas no site
www.webofscience.fapesp.br, fornecidos pelo Institute for Scientific Information (ISI).
Utilizando-se como critério de seleção o Science Citation Index (que exclui revistas da
área de humanas e de artes, conforme apresentado na seção anterior) os 911 artigos
científicos com ao menos um autor filiado a uma instituição localizada em Minas Gerais
em 1998 (ver Tabela III.2) e os 9.668 artigos publicados com autores filiados a
instituições localizadas no Brasil (em 1999) foram gravados a partir de consulta à
Internet. A partir desta coleta, um banco de dados foi construído de forma a tornar
operacionalizável as informações relevantes (autores e suas instituições, nome da
revista).
A restrição a apenas dois anos (1998, apenas Minas, e 1999, Minas e Brasil) é
uma limitação importante da análise. Mas, dada a dificuldade da montagem do banco e
a escassez de informações com esse nível de detalhe, os dados apresentados a seguir
devem contribuir para esse mapeamento preliminar dos recursos científicos disponíveis
no estado.
Apesar das limitações, esse banco apresenta uma contribuição inicial ao ser
cotejado com o banco do CNPq discutido na seção anterior. Por exemplo, o número de
instituições cujos autores participaram de artigos em 1998 é maior do que o indicado no
banco do CNPq. Pelos dados a partir do ISI existem aproximadamente 97 instituições
cujos autores publicaram artigos em 1999 (incluindo firmas como a Biobrás,
Mannesnmann, Hospitais, etc., conforme Tabela V.10). Os dados do CNPq identificam,
por enquanto, apenas 24 instituições no estado (ver Tabela V.3).9 Em termos de
municípios, tratam-se de 33 municípios no banco de artigos contra 16 no do CNPq (ver
Tabela V.4).
Para viabilizar a comparabilidade entre os dados deste banco e os dados do
CNPq, foi realizado um esforço de identificação das áreas de cada revista (Ulrich,
9
Um só artigo pode ter sido elaborado por pesquisadores de mais de uma instituição ou departamentos de
uma mesma instituição. Assim sendo, o WoS pode citar para cada artigo diversas referências de endereço.
A tabela de artigos por disciplina diz que Minas Gerais, em 1999, participou com 1122 artigos, e, nas
tabelas que fazem uma análise regional do Estado, Minas Gerais apresenta 2332 referências de endereços.
Ou seja, quase 2 referências de endereço, em média, para cada artigo. Isso é um indicador claro de
cooperação científica no interior do Estado (não é possível, entretanto, afirmar se essa é a proporção de
instituições por artigo, pois essas diferentes referências podem representar departamentos de uma mesma
instituição).
35
1987).10 A partir deste trabalho, a Tabela V.11 é construída: os autores localizados em
Minas Gerais publicaram 1.122 artigos em periódicos que são classificados de acordo
com a área a que pertencem no ano de 1999. A distribuição do número de artigos por
áreas é apresentada nessa Tabela.
Esse esforço é a base da Tabela V.12, que apresenta uma descrição geral da
distribuição dos 911 artigos publicados com a participação de ao menos um autor
localizado em uma instituição de Minas Gerais em 1998 e os 1.122 publicados em 1999.
Os dados da Tabela V.12 indicam a liderança da Grande área de Ciências Exatas e da
Terra (com 25,28% dos artigos publicados em 1998 e 1999), seguida de Ciências
Agrárias, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde. A Grande área Engenharia e
Ciências da Computação responde por apenas 7,23% dos artigos.
A avaliação destes dados preliminares deve ser feita com muita cautela, pois as
diversas disciplinas científicas diferenciam-se entre si em termos da “propensão a
publicar”. Certamente a Física tem tradição em publicação e uma maior propensão a
publicar (os resultados de pesquisa devem necessariamente ser publicados) do que as
Engenharias (pesquisas podem resultar em produtos, processos, softwares e não
necessariamente em artigos). Essa propensão a publicar pode explicar porque uma
Grande área colocada em terceiro lugar em número de pesquisadores em Minas Gerais
(ver Tabela V.2) é que mais publica (Tabela V.12).11
A Tabela V.13 apresenta a distribuição dos artigos por município e microregião.
A microregião de Belo Horizonte responde por 57,68% dos artigos (Belo Horizonte,
sozinha, por 57,41%, acima da participação em termos de pesquisadores, segundo a
Tabela V.4). É interessante observar que, ao longo do tempo, a participação de Belo
Horizonte no conjunto dos artigos de Minas caiu. Segundo um levantamento preliminar,
apresentado na Tabela V.14, em 1973 Belo Horizonte respondia por 85,71% dos artigos
de Minas, participação que cai a 70,39% em 1982, alcançando os 60,81% em 1998.
A Tabela V.10 apresenta a distribuição dos artigos segundo as instituições dos
autores dos artigos.
10
Este trabalho de identificação das áreas das revistas, para os dados de 1998, foi realizado pela
Bibliotecária-Chefe do CEDEPLAR-UFMG, Maria Célia Carvalho de Resende. Para os dados de 1999,
que envolvem o conjunto dos dados do Brasil, o levantamento foi realizado pela equipe de pesquisa, a
partir do CD-ROM do Ulrich’s.
11
Para sistematizar essas informações, a Tabela V.17 coteja as grandes áreas de acordo com o número de
pesquisadores e com o número de artigos.
36
As Tabelas V.15 e V.16 apresentam a “especialização científica” de Minas
Gerais.12
Em termos de Grandes áreas, Minas possui especialização em Ciências Agrárias
(Especialização = 2,95) e em Ciências Biológicas (Especialização = 1,06), de acordo
com a Tabela V.15.
Em termos de pequenas áreas, Minas tem especializações em oito disciplinas
(excluindo Fisioterapia e Terapia Ocupacional, em que Minas registrou o único artigo
brasileiro indexado em 1999): Zootecnia, Probabilidade e Estatística, Agronomia,
Engenharia de Materiais e Metalúrgica, Nutrição, Farmacologia, Ciência e tecnologia de
alimentos e Biologia geral (Tabela V.16).
É interessante notar como a especialização científica (Tabelas V.15 e V.16) tem
uma correspondência importante (embora parcial) com as especializações econômicas e
industriais do estado (Tabelas IV.1 e IV.2). Três observações importantes podem ser
apresentadas nesse ponto.
Em primeiro lugar, a especialização na grande área de Ciências Agrárias (Tabela
V.15) acompanha o peso relativo do setor agropecuário no estado (Tabela IV.1). O peso
das disciplinas científicas relacionadas com o setor agropecuário é também encontrado
nas pequenas áreas (Tabela V.16), onde destacam-se disciplinas como Zootecnia,
Agronomia, Ciência e tecnologia de alimentos.
Em segundo lugar, o peso da especialização industrial em setores relacionados à
Siderurgia e Metalurgia (Tabela IV.2) tem correspondência no peso da disciplina
Engenharia de Materiais e Metalúrgica (Tabela V.16).
Em terceiro lugar, a pequena especialização em saúde (Especialização = 1,18;
segundo a Tabela IV.1) é correspondida pela presença de disciplinas como Nutrição,
Farmacologia e Biologia Geral (Tabela V.16).13
12
Essa especialização foi calculada para 1999, seguindo o raciocínio exposto na seção IV.1. A
comparação nesta seção é feita entre o peso da disciplina na produção nacional de artigos e do peso da
mesma disciplina em relação à produção estadual. O índice de especialização é maior do que a unidade
quando o estado tem uma participação relativa na disciplina maior do que a participação nacional.
13
Certamente Nutrição, Farmacologia e Biologia Geral podem estar relacionadas ao setor agropecuário,
de forma mais indireta. Biologia Geral, por exemplo, é uma disciplina necessária para competência em
Agronomia, Zootecnia etc.
37
V.3- PRODUÇÃO TECNOLÓGICA14
As estatísticas de patentes fornecem um quadro das atividades tecnológicas de
empresas e indivíduos. As Tabelas I.1 a III.4 (Parte I) apresentam dados gerais da
participação de Minas nas atividades tecnológicas do país. Nesta seção, estes dados são
desagregados, detalhando a participação de firmas e municípios.
Entre 1988 e 1996, residentes em Minas Gerais depositaram 4.250 patentes junto
ao INPI (ver Tabela V.18). Deste total, 2.988 foram depositadas por pessoas físicas.
Conforme a Tabela V.18, a participação de pessoas físicas na patenteação em Minas
Gerais (70,31%) é um pouco superior à percentagem nacional (67,32%).
Os dados descritos nesta seção referem-se a um subconjunto das 1.262 patentes
registradas por pessoas jurídicas residentes em Minas Gerais: limitam-se a empresas que
foram identificadas na RAIS. De acordo com Silva et all (2000), das 1.262 patentes
depositadas por 390 empresas/instituições, puderam ser identificadas 235 empresas
titulares (60% do total) com 1.010 patentes (80% do total). A identificação na RAIS
dessas 235 empresas permitiu a construção de um arquivo contendo informações quanto
ao município da empresa e a classificação das suas atividades de acordo com o IBGE
(classificação CNAE).
A Tabela V.19 apresenta as vinte maiores empresas patenteadoras em Minas
Gerais.
A Tabela V.20 apresenta as vinte maiores divisões da classificação CNAE de
acordo com o total de patentes depositadas. As duas divisões líderes (metalurgia básica
e extração de minerais metálicos), relacionadas com a rica dotação de recursos naturais
do estado, respondem por 38,59% das patentes de pessoas jurídicas.
A Tabela V.21 apresenta dados similares, porém mais desagregados: tratam-se
das vinte maiores classes da classificação CNAE. As quatro classes líderes estão
associadas a dotação de recursos naturais (“produção de laminados planos de aço”,
“produção de laminados não-planos de aço”, “extração de minério de ferro” e
“metalurgia do alumínio e suas ligas”).
A Tabela V.22 organiza as patentes das empresas identificadas de acordo com
classes tecnológicas (OECD, 1996). Entre os setores industriais, predominam as
patentes de empresas ligadas a setores de baixa tecnologia (40,73% do total). As
14
Esta Seção baseia-se em estudo de Silva, Rapini, Fernandes & Verona (2000), onde os dados estão
apresentados de forma mais detalhada.
38
empresas classificadas como de alta tecnologia responderam por apenas 6,18% das
patentes de pessoas jurídicas do estado.
A Tabela V.23 indica a baixa participação de empresas situadas nos setores mais
sofisticados no total da patenteação do estado: fornecedores especializados responderam
por 5,31% e firmas de setores baseados na ciência apenas 3,72%.
As Tabelas V.24 e V.25 apresentam a distribuição espacial das patentes. A
Tabela V.24 indica que as 1.010 patentes se distribuem por empresas instaladas em 63
municípios do estado. A concentração das atividades tecnológicas é descrita na Tabela
V.25, que apresenta os 22 municípios com quatro ou mais patentes depositadas. Belo
Horizonte lidera com 22,11% das patentes do estado, seguida por Ipatinga, Contagem,
Santa Luzia, Poços de Caldas e Betim (municípios com mais de 50 patentes). Silva et all
(2000) relatam que 74,33% das patentes de pessoas jurídicas de Minas Gerais estão
concentradas em vinte municípios.
A Tabela V.26 apresenta as divisões líderes na patenteação em Belo Horizonte.
A Metalurgia básica continua em primeiro lugar (replicando na cidade a especialização
do estado), mas as quatro posições seguintes são diferentes: fabricação de equipamentos
para usos médico-hospitalares, confecção de artigos para vestuário, fabricação de
máquinas e equipamentos e comércio varejista.
A Tabela V.27 apresenta os dados para a distribuição de patentes de Minas
Gerais registradas junto ao USPTO, entre 1981 e 2000, de acordo com a cidade do
primeiro inventor. É importante ressaltar que 21 das 37 patentes registradas são patentes
de indivíduos.
Na medida em que as estatísticas de patentes apresentam uma debilidade
importante, que é a incapacidade de captar as atividades do setor de software, uma
avaliação preliminar de setores relacionados com essa área é interessante (ver Tabela
IV.3., seção IV). Outra limitação das estatísticas de patentes, neste momento, é a
identificação precisa do desenvolvimento do setor de biotecnologia. Recentemente a
UFMG registrou uma importante patente junto ao USPTO (produção de interferon,
proteína constitutiva de medicamento que combate a hepatite do tipo C) (Veja,
13/12/2000, p. 153). A Biobrás está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina
contra a leishmaniose (Gazeta Mercantil, 7/11/2000, p. A-8). Segundo levantamento
apresentado pela Gazeta Mercantil (7/11/2000, pp. A-8, A-9), 58 empresas de
biotecnologia do pólo de Belo Horizonte têm uma previsão de faturamento de R$ 416
milhões em 2000. O pólo de biotecnologia de Belo Horizonte tem sido objeto de
39
estudos (Lemos, 1999) e seu sucesso certamente depende da capacidade científica
estabelecida na UFMG. Fajnzylber (2001) registra que 33% das empresas investigadas
(em um total de 15) em sua pesquisa declararam que a proximidade com a universidade
é o fator locacional mais importante. As estatísticas de artigos apresentadas em seção
anterior mostram a força das áreas científicas relacionadas com a biotecnologia
(Biológicas e Agrárias).
Em termos da articulação entre a especialização industrial e tecnológica, é
possível detectar uma razoável coerência entre as especializações encontradas na seção
IV e as especializações aqui encontradas. A liderança das patentes das divisões CNAE
de metalurgia básica e extração de minerais metálicos corresponde à especialização do
estado nas indústrias extrativas (Tabela IV.1) e nos setores relacionados à siderurgia e
metalurgia (Tabela IV.2).
V.4- UM QUADRO GERAL DAS REGIÕES DO ESTADO
Tomando por referência as microregiões (de acordo com a RAIS), a Tabela V.28
é construída de forma a articular todas as informações coletadas por este trabalho.
É interessante notar a correlação existente entre o conjunto dos dados expostos
na Tabela V.28. É intuitivo supor que na microregião onde está concentrado um maior
número de pesquisadores, encontrar-se-á uma produção científica e tecnológica maior.
Também é intuitivo supor uma maior correlação entre a produção de artigos com a
presença de instituições de pesquisa (embora, conforme a Tabela V.10, existam artigos
escritos por pesquisadores localizados em empresas) e entre a produção de patentes e a
existência de firmas de maior porte (Ipatinga, Itabira e Ubá, por exemplo, estão entre as
cidades sem infra-estrutura científica mas com patentes e firmas com mais de 500
empregados).
Para contribuir para a análise, ainda em estágio inicial, foram calculadas as
correlações entre alguns conjuntos de dados da Tabela V.28. Essas correlações estão
apresentadas na Tabela V.29. É interessante observar a ordenação dos coeficientes de
correlação: os valores mais elevados foram encontrados entre pesquisadores e artigos
científicos (0,973047) e entre firmas com mais de 500 empregados e patentes (0,9500).
Uma análise inicial da Tabela V.28 sugere três linhas de reflexão.
Em primeiro lugar, identifica-se a concentração dos recursos científicotecnológicos na região de Belo Horizonte. Em linhas gerais, a concentração encontrada
no nível nacional repete-se à escala estadual. É importante ressaltar que a participação
40
da região de Belo Horizonte em termos de artigos científicos e de patentes (58,19% e
56,59%, respectivamente) supera a participação relativa de pesquisadores e de firmas
com mais de 100 empregados (42,16% e 35,03%, respectivamente).
Em segundo lugar, existem regiões onde a presença de pesquisadores e o peso da
participação em termos de artigos não encontra correspondência na produção
tecnológica. Dois tipos de regiões podem ser indicadas aqui. Por um lado, a microregião
de Viçosa, que não conta com a presença de firmas grandes (apenas uma com mais de
100 empregados e nenhuma com mais de 500 empregados): Viçosa possui 17,85% dos
pesquisadores; 18,81% dos artigos; 0,099% das patentes. Lavras seria um caso similar a
Viçosa. Por outro lado, a microregião de Itajubá possui 4 firmas com mais de 500
empregados (representando 3,84% das firmas desse porte no estado), mas também
possui uma participação em termos de patentes inferior aos recursos científicotecnológicos (2,99% dos pesquisadores; 1,54% dos artigos e 0,29% das patentes).
Em terceiro lugar, há regiões com participação em termos de patentes sem
correspondente participação em termos de pesquisadores e artigos. Ipatinga (em função
da presença do Usiminas, ver Tabela V.19) enquadra-se nesse caso (nenhum
pesquisador; 0,09% dos artigos; 15,46% das patentes; 4,81% das firmas com mais de
500 empregados).
As informações desta seção são preliminares, e análises mais detalhadas são
necessárias. Uma linha de investigação que pode ser percorrida deve buscar relacionar
as áreas de pesquisa e as disciplinas dos artigos com a classe das patentes (de acordo
com a classificação da OMPI).
V.5- UMA AVALIAÇÃO PRELIMINAR: ARTICULAÇÃO E
DESCOMPASSO NO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS
Para um balanço preliminar da situação do estado de Minas Gerais, é necessário
partir de sua posição relativa no cenário nacional: em 1999 o estado produziu 63,62
artigos por milhão de habitantes e registrou 0,05 patentes (USPTO) por milhão de
habitantes (Tabela III.4). Ou seja, em termos quantitativos os indicadores são limitados,
mesmo tomando por referência dados brasileiros: nesse caso, o contraste com São Paulo
é revelador (129,37 artigos por milhão de habitantes e 1,45 patentes por milhão de
habitantes).
41
A avaliação qualitativa contribui (ao menos em parte) para a explicação desse
resultado limitado em termos quantitativos.
Três conclusões preliminares são importantes.
Em primeiro lugar, em relação aos setores econômicos e especializações
científico-tecnológicas, os dados discutidos nesta parte do texto indicaram uma
coerência entre a estrutura industrial e econômica (seção IV), a infra-estrutura científica
(subseção V.2) e a produção tecnológica (subseção V.3):
•
do ponto de vista da estrutura econômica, identifica-se especialização geral
nas indústrias extrativas e no setor agropecuário – Tabela IV.1 -,
desagregando a indústria de transformação encontra-se especialização no
setor metalúrgico-siderúrgico – Tabela IV.2;
•
do ponto de vista da estrutura científica, observa-se especialização nas
grandes áreas de Ciências Agrárias e Ciências Biológicas - ver Tabela V.15 –
e nas disciplinas das pequenas áreas de Zootecnia, Agronomia e Engenharia
de Materiais e Metalúrgica, entre outras – ver Tabela V.16;
•
do ponto de vista tecnológico, destaca-se o peso de setores relacionados às
indústrias extrativas e metalúrgicas – ver Tabelas V.20 e V.21.
Em segundo lugar, em relação à distribuição espacial das atividades industriais e
científico-tecnológicas, as informações preliminares sintetizadas na subseção V.4
fornecem pistas para pelo menos três elementos constitutivos de uma política para o
estado:
•
a necessidade de políticas para a desconcentração das atividades científicotecnológicas: por um lado “ajustando” a produção científica à presença de
recursos de pesquisa, por outro lado “ajustando” a produção tecnológica para
regiões com presença de firmas;
•
desenvolvimento “de cima para baixo”: estimular a presença de firmas em
áreas onde o peso da infra-estrutura científica é elevado (Viçosa e Lavras,
por exemplo), uma forma de viabilizar o surgimento de firmas mais
sofisticadas tecnologicamente;
•
desenvolvimento “de baixo para cima”: estimular o desenvolvimento da
infra-estrutura científica (e educacional) em áreas de presença tecnológica
importante (Ipatinga e Ubá, por exemplo), uma forma de viabilizar que as
42
empresas ali localizadas possam interagir com instituições capazes de
alimentar o processo de atualização tecnológicas das firmas já ativas.15
Em terceiro lugar, é possível identificar um descompasso entre o crescimento da
produção científica e a estagnação da produção tecnológica. O essencial é a
identificação do potencial inexplorado: as evidências são encontradas no contraste entre
o crescimento da produção científica (Tabela III.2) e a estagnação da produção
tecnológica (Tabela III.3). A existência de oportunidades desperdiçadas pelo setor
produtivo, característica aparentemente geral dos sistemas de inovação imaturos
(Albuquerque, 1997), parece repetir-se em escala regional em Minas Gerais.
Certamente, uma decorrência desse desperdício de oportunidades é o diagnóstico
realizado por Silva et all (2000) sobre a situação tecnológica do estado: a concentração
em atividades inovativas de conteúdo tecnológico mais baixo (setores de baixa
tecnologia e de escala-intensivos).
Essas três observações, aliadas ao diagnóstico quantitativo, permitem um
diagnóstico geral do estágio de construção do sistema de inovação de Minas Gerais:
elementos de articulação e de descompasso.
Por um lado, articulação. Essa articulação entre a infra-estrutura científicotecnológica com as especializações econômicas e industriais do estado é, por um lado,
positiva, na medida que a infra-estrutura existente é capaz de responder a demandas
apresentadas pelo setor econômico e industrial. Mas, por outro lado, é problemática,
pois, em primeiro lugar, determina que a infra-estrutura científico-tecnológica
concentre-se em áreas de mais baixa sofisticação tecnológica e, em segundo lugar,
15
Essas políticas podem ser articuladas à propostas para a construção de clusters a partir dos recursos
existentes. A partir da discussão da subseção IV.4, quatro linhas podem ser exploradas. Em primeiro
lugar, é possível identificar inúmeras “aglomerações especializadas”, onde o município concentra uma
determinada atividade (móveis em Ubá, metalurgia em Ipatinga). Nesses municípios, políticas para o
desenvolvimento do setor fornecedor (máquinas para a produção dos bens finais), poderiam ser
recomendadas. Para essa linha, um levantamento geral de todos os municípios com QLs altos nos bens
finais e com algum nível de atividade no setor fornecedor poderia ser realizado. Em segundo lugar,
existem locais onde embora exista certa especialização (QL>1), a participação em termos de emprego é
baixa. Ampliar o peso das atividades na cidade no setor identificado pode ser uma medida interessante.
Em terceiro lugar, essas mesmas “aglomerações especializadas” poderiam ser investigadas para o
fortalecimento de atividades relacionadas com o conjunto da cadeia produtiva. Por exemplo, em locais
com uma especialização identificada, políticas de formação profissional e de ensino superior adequado ao
desenvolvimento do setor identificado poderiam ser implementadas. Tomando o exemplo de Ubá, o
estabelecimento de escolas técnicas e de cursos superiores de design (como existem na região de Bento
Gonçalves, ver Vargas et all, 2000) certamente contribuem para a transformação de uma aglomeração
especializada em um cluster. Em quarto lugar, áreas especializadas em certos produtos agrícolas podem
ser estimuladas a implementar atividades produtivas “para cima” na cadeia produtiva, através da
introdução de unidades de processamento industrial de produtos primários, iniciando movimentos na
“escada tecnológica” que o processo de construção de um cluster deve necessariamente representar (para
mais detalhes, ver Britto & Albuquerque, 2000).
43
ressalta o caráter “passivo” da construção das especializações científicas do estado (em
tempos de crescente peso do componente científico no desenvolvimento tecnológico ver a Parte I deste trabalho - é um diagnóstico preocupante).
Por outro lado, descompasso. Esse descompasso entre o crescimento da
produção científica e a estagnação da produção tecnológica, entretanto, não significa
que a infra-estrutura científica tenha alcançado uma posição razoável. Portanto, tanto o
Brasil precisa ampliar seus investimentos na infra-estrutura científica, como o estado de
Minas Gerais deve melhorar sua dotação e seu desempenho. Retomando a discussão
realizada na Parte I, certamente Minas (e o Brasil) ainda não alcançou o limiar de
produção científica, que é a condição necessária para detonar o processo de retroalimentação positiva entre ciência e tecnologia. Minas encontra-se em um estágio
intermediário: a produção científica é capaz de gerar alguma produção tecnológica, mas
não capaz de apoiar a produção em um nível tal que ela passe a estabelecer um feedback
positivo com a produção científica.
Esse diagnóstico pode ser lido como uma introdução à discussão da necessidade
de políticas públicas para tanto explorar potencialidades do sistema existente como para
superar debilidades identificadas.
44
PARTE III:
A FAPEMIG E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA
A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA DE INOVAÇÃO
EM MINAS GERAIS
Esta é a parte mais difícil deste trabalho, e certamente a parte onde os dados são
mais iniciais e o levantamento mais preliminar. Um importante problema para o
desenvolvimento desta Parte é a multiplicidade de temas que devem necessariamente
ser enfocados.
Em primeiro lugar, as conclusões preliminares apresentadas na Parte II
sublinham o papel das políticas públicas para a superação das debilidades e para a
exploração das potencialidades do sistema de inovação de Minas Gerais. Um elemento
central dessas políticas está no reforço da infra-estrutura científica do estado (dada a
distância em relação ao limiar de produção científica identificado na Parte I). Donde, o
papel de uma instituição de apoio e fomento da pesquisa é crucial. Por isso é necessário
investigar o papel potencial de instituições estaduais de apoio à pesquisa para
estabelecer um certo parâmetro para a definição de recursos e de políticas para a atuação
da FAPEMIG. Para essa discussão é essencial compreender o papel da Fapesp na
constituição do sistema de inovação de São Paulo (o caso mais bem sucedido do país,
conforme a Tabela III.4).
Em segundo lugar, é necessário avaliar o desempenho da FAPEMIG desde a sua
fundação. Dessa avaliação é possível deduzir o que foi a contribuição real da FAPEMIG
até o presente e discutir a sua contribuição potencial, em especial para dar conta dos
dilemas e tarefas apresentadas na conclusão da Parte II.
O roteiro desta parte busca, de forma sumária, discutir essas duas questões.
VI- O PAPEL DE INSTITUIÇÕES ESTADUAIS DE FOMENTO À PESQUISA
CIENTÍFICA
O fio-condutor da análise é a necessidade de construção de um sistema nacional
de inovação no país. Dado o caráter continental do Brasil e dado o peso das unidades
federativas, uma característica do sistema de inovação brasileiro deve ser o peso das
iniciativas estaduais e locais para o seu amadurecimento. Nesse sentido, o Brasil deve
45
replicar uma característica de um sistema também continental como o dos Estados
Unidos (Mowery & Rosenberg, 1993).
O papel das iniciativas locais e estaduais em um sistema como o brasileiro é
importante em termos estruturais porque é necessário garantir um grau de diversidade
grande no interior do sistema nacional. Diversidade é uma fonte de força e versatilidade
para sistemas de inovação (Nelson & Rosenberg, 1993). No caso do Brasil, a variedade
de demandas, de recursos (naturais e humanos) e de especializações econômicas e
industriais exige um sistema razoavelmente diversificado. Essa variedade deve ser
resultado de capacidades e de iniciativas locais.
A construção desse elemento estrutural de um sistema maduro no país deve
combinar-se com investimentos para a redução da desigualdade e da concentração
existentes no sistema atual (conforme a seção III).
Essas duas observações oferecem uma importante introdução ao papel de uma
instituição como a FAPEMIG para o processo de desenvolvimento do estado e do país.
Outras evidências sobre o papel de fundações estaduais podem ser levantadas a
partir do estudo do caso mais bem sucedido no país: a Fapesp, fundada em 1962. O
papel da Fapesp pode ser sintetizado na descrição de Quadros et all (2000, p. 139): “o
sistema científico do Estado de São Paulo foi resultado de uma ação bem-sucedida entre
os esforços do governo federal na preparação de recursos humanos de alto nível em
ciência e tecnologia; a determinação do governo estadual de assegurar um fluxo
permanente de recursos para a manutenção de suas universidades – reconhecidos
centros de excelência acadêmica -; e da pesquisa científica e tecnológica pela Fapesp,
responsável pelo financiamento dessas atividades em todas as instituições de pesquisa,
públicas e privadas, estaduais ou federais, localizadas no Estado, de acordo com o
mérito dos projetos”. Mais adiante, Quadros et all (2000) ressaltam que o sistema
institucional de ciência e tecnologia de São Paulo tem “como eixo estruturante as ações
virtuosas empreendidas pela Fapesp no apoio às pesquisas acadêmicas e empresariais”
(p. 139).
Em termos de gastos gerais com o financiamento à ciência e tecnologia no
estado de São Paulo, em 1995 houve uma divisão relativamente eqüitativa entre o
governo estadual, o governo federal e as empresas. Segundo a FAPESP (Fapesp, 1998,
p. 20), em 1995 o governo estadual paulista respondeu por US$ 715,81 milhões do
financiamento, o federal por US$ 626,64 milhões e as empresas por US$ 742,86
milhões, dos quais US$73,83 milhões são de empresas estatais (p. 16). Do total gasto
46
pelo governo estadual, a Fapesp, em 1995, foi responsável por US$ 135,7 milhões
(entre 1990 e 1994 o dispêndio médio da Fapesp foi de US$ 42,26 milhões) (Fapesp,
1998, p. 28).
O peso da Fapesp na pesquisa científica pode ser avaliado pelo seguinte dado:
em 1995, a Fapesp respondeu por 33,8% (correspondendo a US$ 135,7 milhões) do
total dos recursos de fomento à pesquisa do estado de São Paulo (total de US$ 401,2
milhões) e as agências federais responderam pelos 66,2% restantes (Quadros et all,
2000, p. 130).
Quadros et all (2000, pp. 129-130) identificam uma divisão de trabalho entre as
instituições federais e a Fapesp em São Paulo. Os recursos das instituições federais
(principalmente CNPq e CAPES) “se destinam basicamente ao pagamento de bolsas
para estudantes de pós-graduação e pesquisadores” (p. 129). Por sua vez, os recursos da
Fapesp “são hoje responsáveis por 85,8% dos recursos destinados à pesquisa e à infraestrutura das universidades e institutos de pesquisa paulistas” (p. 129). Segundo
Quadros et all, “a Fapesp tem tido um papel decisivo na manutenção e na ampliação dos
laboratórios e das atividades de pesquisa do Estado de São Paulo durante a década de
90” (p. 129).
VII- UMA AVALIAÇÃO DO PAPEL DA FAPEMIG: RECURSOS E DESEMPENHO
Esta subseção apresenta alguns dados descritivos dos recursos utilizados pela
FAPEMIG, das atividades apoiadas, da distribuição do apoio por regiões e disciplinas e
uma comparação entre coordenadores de projetos financiados pela FAPEMIG e autores
de artigos e inventores de patentes em Minas Gerais.
VII.1- ESCASSEZ E INSTABILIDADE DOS RECURSOS DA FAPEMIG
Uma avaliação do papel da FAPEMIG nos seus 15 anos de existência deve
começar por um dado objetivo: o montante de recursos recebidos pela instituição. A
Tabela VII.1 é uma introdução dessa avaliação, apresentando o orçamento anual da
FAPEMIG e os recursos efetivamente liberados (1986-1999). Três pontos podem ser
destacados a partir dos dados dessa Tabela.
Em primeiro lugar, os valores efetivamente liberados nunca corresponderam ao
orçamento constitucional. Em 1993 e 1994 foram liberados valores que representaram
47
menos de 7% do orçamento anual (percentagens mais baixas). Em 1996 foi liberado
83,6% do orçamento (percentagem mais elevada).16
Em segundo lugar, a instabilidade dos valores efetivamente liberados é grande.
Apenas em 1991 o total de recursos liberados ultrapassa os R$ 10 milhões.
Posteriormente há altos e baixos (1994: R$ 5 milhões; 1996: R$ 35 milhões; 1999: R$
16 milhões).17
Em terceiro lugar, a combinação entre desrespeito constitucional e instabilidade
na desembolso dos recursos determina um quadro de recursos escassos para a
instituição. Esse quadro certamente restringe a capacidade de atuação da FAPEMIG
como instrumento de construção do sistema estadual de inovação. O contraste com a
experiência da Fapesp é chave aqui: conforme Quadros et all (2000, p. 129) ressaltam, a
estabilidade dos recursos públicos para a Fapesp foi um elemento importante para a sua
consolidação e influência.
O impacto da restrição dos recursos indicada na Tabela VII.1 sobre a capacidade
de atuação da FAPEMIG pode ser observada na Tabela VII.2. A distribuição dos
recursos da FAPEMIG entre as diversas rubricas demonstra que em apenas três anos
(1994, 1995 e 1996) pôde a instituição alocar mais de 50% de seus recursos para o item
“projetos de pesquisa”.
Esse é o pano de fundo da discussão sobre o papel da FAPEMIG: a escassez e a
instabilidade dos recursos devem ser superados. Essa observação será retomada na Parte
IV, onde algumas sugestões serão apresentadas.
VII.2- A DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES APOIADAS PELA FAPEMIG
Uma repercussão inicial das oscilações dos recursos destinados à FAPEMIG
pode ser observada na Tabela VII.3. O número de projetos solicitados e financiados
varia muito (solicitados: média entre 1991 e 1999 = 1.708; desvio padrão = 814;
financiados: média = 677; desvio padrão = 347). Aparentemente, a comunidade
científica é razoavelmente bem informada sobre a existência (ou não) de recursos,
respondendo rapidamente a oferta. O potencial de produção de projetos pode ser
considerado como o pico da série (2.864 projetos solicitados em 1998). De certa forma,
16
A Emenda Constitucional n. 17 (de 1995), reduziu para 1% o percentual de aplicação da receita
orçamentária corrente do estado a partir de 1998. Em 1996 o orçamento da FAPEMIG seria de 0,7%
dessa receita.
17
Para uma comparação com a Fapesp, é interessante repetir o dado apresentado na seção V: em 1995 a
Fapesp contou com US$ 135,7 milhões.
48
o total de projetos solicitados acompanha, com uma defasagem, o total de projetos
financiados no período anterior.
Em 1996 foi financiado o maior número de projetos (1.259). Considerando o
período posterior a 1991 (conforme subseção VII.1), o período inicia-se e termina com
os menores totais de projetos financiados (350 em 1991 e 169 em 1999).
A distribuição dos apoios da FAPEMIG em termos das diferentes modalidades
está descrita na Tabela VII.4. É possível observar na Tabela VII.4 a estabilidade de
“participações em congresso” (exterior e Brasil), entre 1992 e 1998, uma média anual
de 316,3. Essa média, relativamente estável, contrasta com os números relativos a
Projetos de Apoio à Pesquisa (AP), cuja média foi de 162,4. Esses números oscilaram
mais do que os relativos a “participações em congresso”.
A oscilação no número de projetos acompanha a oscilação nos recursos
liberados. Esses dados justificam a preocupação exposta no Relatório da FAPEMIG
(2000, p. 16), que avalia as dificuldades para “montagem de programas” e “o
financiamento de linhas de pesquisa mais regulares”.
Se cada participação em congresso significa a apresentação de um artigo novo e
original, um resultado de pesquisa, esses dados podem sugerir que a participação de
Minas em Congressos, conforme financiamento da FAPEMIG, tem se baseado em
pesquisas financiadas por outras instituições. Desses dados é possível depreender que a
FAPEMIG tem um perfil de financiamento complementar ao financiamento gerado por
outras instituições?
Outro aspecto importante nas atividades da FAPEMIG é a concessão de bolsas.
Entre 1996 e 200 foram concedidas 1.261 bolsas de mestrado e 507 bolsas de doutorado
(FAPEMIG, 2000, p, 20).18
VII.3- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS ÁREAS CIENTÍFICAS
Ciências Agrárias é a área que recebe mais recursos (número de projetos e
valores), segundo as Tabelas VII.6 e VII.10 (para valores, 1994 é uma exceção, pois a
área tecnológica obteve mais recursos do que a área de ciências agrárias). É também a
área que mais recursos solicita (Tabela VII.5).
18
Para comparar, em 1999 o CNPq e a CAPES financiaram, respectivamente, 3.899,4 e 949,3 bolsas de
mestrado e doutorado em Mina Gerais.
49
VII.4- A DISTRIBUIÇÃO DO APOIO SEGUNDO AS REGIÕES DO
ESTADO
A tabela VII.11 mostra o total de projetos financiados e encerrados pela
FAPEMIG entre 1986 a 1999 por microregião da RAIS/98, além de total de
pesquisadores (1998), patentes (1988-1996) e artigos científicos (1999).
As sete primeiras microregiões receberam o equivalente a 96.57% dos recursos
da FAPEMIG, ficando as demais 39 microregiões com apenas 3.43% desses valores.
Entre essas 39 microregiões, 18 não receberam nenhum recurso da FAPEMIG.
Essas sete microregiões de concentração dos gastos da FAPEMIG, também
concentram pesquisadores (89.09% do total); artigos científicos (94.00%) e patentes
(61.34%).
As microregiões de Belo Horizonte e de Viçosa são uma boa representação
dessa concentração. Belo Horizonte lidera a participação nos projetos da FAPEMIG
(mais da metade), ao mesmo tempo que é responsável pela produção de 58% dos artigos
e patentes. Viçosa, recebe com 14,21% dos financiamentos oriundos da FAPEMIG,
responde por 18,81% da produção científica e conta com 17,85% dos pesquisadores.
Esses dados sugerem que há uma tendência da FAPEMIG a destinar seus
recursos às microregiões que já detêm maior capacitação para a produção científica e
tecnológica. Essa tendência pode ser conseqüência dessa capacitação, na medida que ela
determina “espontaneamente” uma maior demanda por recursos.
A correlação entre as colunas da Tabela VII.11 é a seguinte:
a) projetos da FAPEMIG e pesquisadores: 0,972;
b) projetos da FAPEMIG e artigos científicos publicados: 0,996;
c) projetos da FAPEMIG e patentes obtidas: 0,910.
VII.5- O APOIO DA FAPEMIG A AUTORES E INVENTORES DE MINAS
GERAIS
Esta subseção sugere uma forma de avaliação do impacto do apoio da
FAPEMIG para as atividades científicas e tecnológicas do estado. Esta forma de
avaliação é sugerida em função dos dados disponíveis neste momento.
O aprimoramento dos métodos de avaliação do impacto do apoio da FAPEMIG
pode e deve ser aperfeiçoado. Uma linha possível é a realização de levantamentos mais
detalhados e minuciosos, como a pesquisa de referências à FAPEMIG em artigos
50
científicos publicados em Minas Gerais19 ou a realização de pesquisas tipo survey
envolvendo os pesquisadores mineiros. Outra linha é a implementação de estudos de
caso de processos, produtos e/ou inovações geradas de pesquisas apoiadas pela
instituição, de forma a calcular o retorno econômico e social.20
O levantamento realizado nesta subseção é simples. Três conjuntos de dados são
utilizados: o banco dos artigos científicos publicados em 1999 (ver subseção V.2), o
banco de patentes concedidas pelo USPTO entre 1981 e 2000 (ver subseção V.3) e o
banco de projetos da FAPEMIG. A investigação busca averiguar se os autores de artigos
(de instituições de Minas Gerais) e se os inventores de patentes (residentes em Minas
Gerais) receberam apoio da FAPEMIG em algum momento.
O banco de dados da FAPEMIG registra 7.233 projetos financiados entre 1986 e
1999. Esses 7.233 projetos tiveram 3.257 coordenadores diferentes. Os coordenadores
são o objeto da investigação: esses coordenadores são autores de artigos ou inventores
de patentes?
Em relação aos artigos publicados, foram avaliados os 1.122 artigos (ver
subseção V.2) que em 1999 continham ao menos uma referência de endereço em Minas
Gerais (autor ou instituição). 21 Esses 1.122 artigos foram escritos por 3.287 autores
diferentes, que foram cotejados com os 3.257 coordenadores de projetos financiados
pela FAPEMIG. Encontrou-se que em 867 artigos (77,2%), publicados em 1999, há
pelo menos um autor que foi financiado pela FAPEMIG entre 1986 e 1999.22
Em relação às patentes, a participação da FAPEMIG foi investigada através da
identificação de ao menos um inventor residente em Minas. Em primeiro lugar, os
dados foram organizados por total de patentes: no período entre 1981 e 2000, 49
patentes depositadas no USPTO tiveram pelo menos um inventor mineiro como
19
Conforme sugestão apresentada pelo Prof. Naftale Katz em reunião para discutir versão anterior deste
trabalho.
20
Há uma vasta literatura econômica nessa linha. Griliches (1957) é um trabalho pioneiro. No Science
and Engineering Indicators 2000 (NSF, 2000, Capítulo VIII) há uma extensa revisão da bibliografia
existente.
21
A ligação destes dois bancos foi realizada através da referência de autores dos artigos científicos e de
coordenadores dos projetos financiados pela FAPEMIG no período. Essas referências foram padronizadas
em acordo com o usado pela Web of Science: sobrenome seguido de iniciais (Fernandes RM, Araujo
ALL, Teixeira VPA). A comparação entre os bancos pode apresentar problemas de subestimação (as
fontes podem não ter utilizado a mesma grafia para o mesmo autor, bem como dois autores mineiros
diferentes podem ter o mesmo sobrenome e mesmas iniciais) e de superestimação (um autor com a
mesma grafia de um autor mineiro mas que trabalha fora de Minas Gerais e que cooperou na elaboração
de um artigo neste estado).
22
Uma outra forma de realizar esse cálculo pode utilizar uma ponderação do número de autores por
artigo. Por exemplo, um autor mineiro entre cinco autores representa 0,2 autor/artigo (o peso relativo de
51
integrante da equipe. Dessas patentes, 6 tiveram na equipe pelo menos um inventor
mineiro que coordenou pesquisa financiada em algum momento pela FAPEMIG no
período de 1986 a 1999. Desta forma, entre 1981 e 2000, 12,25 % das patentes tiveram
pelo menos um inventor mineiro financiado pela FAPEMIG entre 1986 a 1999. Em
segundo lugar, os dados foram organizados por inventores: encontram-se 64 inventores
mineiros (número maior de inventores do que de patentes, dado que em uma patente
pode constar mais de um inventor mineiro). Destes, 7 inventores foram financiados pela
FAPEMIG entre 1986 e 1999, o que corresponde a 10,94 % dos número de inventores.
Esses resultados devem ser vistos com cautela. Por um lado, os artigos
publicados com a participação de autores mineiros receberam financiamentos de outras
agências, com certeza. E é muito difícil precisar a participação específica de cada
agência no resultado. Por outro lado, não é possível afirmar se publicações anteriores
levaram ao financiamento da FAPEMIG ou se o financiamento da FAPEMIG
determinou a publicação. O que pode ser afirmado, nesse momento, é a existência de
uma correlação entre artigos publicados e projetos financiados (77,2% dos artigos, na
contagem simples). Quanto à patentes, o raciocínio é similar (aliás, podem inclusive
existir patentes obtidas antes do financiamento da FAPEMIG) (10,94% dos inventores
foram financiados pela FAPEMIG).
No mínimo, é possível afirmar que os autores mineiros que publicam têm usado
os recursos da FAPEMIG: um indício positivo, de qualquer forma.
cada autor para um artigo é igual à unidade dividida pela quantidade de autores). Por esse critério, a
FAPEMIG financiou 398 autores/artigos (o que representaria 45,9% dos artigos publicados em 1999).
52
VII.6- A FAPEMIG E A PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM MINAS: O QUE OS
DADOS PODEM SUGERIR?
A FAPEMIG, especialmente após 1991 (quando ultrapassa pela primeira vez a
modesta marca de R$ 10 milhões), cumpriu um papel de órgão complementar às
políticas federais. Essa complementariedade é conseqüência da escassez de recursos
disponibilizados para a instituição.
Apesar de restrita, a função de organismo complementar foi importante, pois
minimizou os impactos negativos da instabilidade da política nacional de C&T, talvez
garantindo uma possibilidade de continuidade e de estabilidade para projetos que seriam
impossíveis sem a FAPEMIG.
Para uma avaliação mais precisa, certamente é necessário que os dados de outras
fontes de financiamento (CNPq, CAPES, FINEP, etc.) sejam avaliados de forma
sistemática. As pistas fornecidas pelos dados relativos à UFMG (Tabelas VII.12 e
VII.13) não desautorizam essa interpretação, pois a FAPEMIG foi a primeira fonte de
recursos para projetos da UFMG geridos pela FUNDEP (entre 1995 e 2000), tendo sido
a principal fonte em pelo menos dois anos (1995 e 1998).
Como discutido ao longo desta seção, o caráter sistemático do apoio à
participação em congressos e a bolsas de pós-graduação reforçam esse diagnóstico de
organismo complementar.
Se a qualificação de organismo complementar de apoio a pesquisa estiver
correta, para o próximo período da história da FAPEMIG pode ser estabelecido como
objetivo a transição para um papel que expresse uma divisão de trabalho mais clara
entre os organismos federais e o estado. No caso de São Paulo, por exemplo, há uma
certa divisão: Quadros et all (2000) indicam como a CAPES e o CNPq concentram-se
no financiamento de bolsas de estudo, enquanto a FAPESP assume o equipamento de
universidades e institutos, garantindo a existência real de atividades de pesquisa. A
definição de uma divisão específica às condições de Minas (onde existe uma importante
e estruturada rede de instituições federais) deve ser uma tarefa da comunidade
científica, da FAPEMIG e do governo estadual. Evidentemente, para transitar para uma
nova função, mais ativa, propositiva e efetiva, são necessárias duas pré-condições
básicas: estabilidade no financiamento da pesquisa e crescimento dos recursos
sistematicamente alocados para a fundação.
53
PARTE IV:
CONCLUSÃO: COMBINANDO A CONSTRUÇÃO DE “BAIXO
PARA CIMA” COM A CONSTRUÇÃO DE “CIMA PARA
BAIXO” DO SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO
Este trabalho deve ser lido como um esforço preliminar de sistematização de
dados sobre recursos científicos e tecnológicos em Minas Gerais. Este esforço é útil em
função da escassez de dados. Mas exige continuidade, tanto no sentido de ampliação das
fontes estudadas, como na geração de estatísticas que permitam comparar melhor a
situação de Minas Gerais com outras regiões do país. A partir da avaliação desenvolvida
ao longo deste trabalho, podem ser deduzidos alguns elementos para nortear a ação da
FAPEMIG.
Por um lado, os dados apresentados ao longo deste trabalho indicam os
problemas e as debilidades da infra-estrutura científica e tecnológica local, permitindo
identificar a imaturidade e o caráter incompleto do sistema de inovação. Minas Gerais
não consegue isolar-se dos problemas gerais do sistema de inovação brasileiro.
Por outro lado, Minas Gerais possui recursos suficientes para iniciar a
construção de um sistema local de inovação. A construção de um sistema regional de
inovação não é, entretanto, processo espontâneo nem automático.
O impacto do amadurecimento de um sistema local de inovação não pode ser
subestimado. O Banco Mundial chama a atenção em recente relatório (World Bank,
2000, Capítulo 6) para o papel de cidades dinâmicas como motores do crescimento. A
dinâmica de globalização em curso na economia mundial amplia a importância da
montagem dos sistemas de inovação.
Estudiosos das multinacionais (Dunning, 1993) têm insistido que nas últimas
décadas, o investimento direto do estrangeiro tem buscado regiões onde a capacidade
científica e tecnológica é grande. Desses estudos, deduz-se que os países (e as regiões
não podem definir estratégias de atualização tecnológica que dependam da
movimentação “espontânea” de capitais pelo mercado mundial. Países atrasados (com
sistemas de inovação incompletos) podem apenas atrair investimentos estrangeiros que
buscam recursos naturais (resource-seeking) ou buscam explorar mercados (marketseeking). Os investimentos mais interessantes para o desenvolvimento tecnológico
(eficiency-seeking) só surgem onde exista capacitação tecnológica previamente
construída. E isso é tarefa das políticas públicas dos países e regiões.
54
Em termos estruturais, para um país de dimensões continentais como o Brasil, o
aspecto regional/local do desenvolvimento tecnológico é decisivo. Dadas as
características econômicas, culturais e territoriais do país, a amplitude dos problemas e
o papel do país em articulações com o restante da América Latina e do Terceiro Mundo,
deduz-se que o processo de amadurecimento do sistema nacional de inovação deve
apoiar-se na criação de diversidade. Ou seja, o sistema nacional de inovação deve
contemplar verdadeiros sistemas regionais/locais diferenciados para que possa retirar
energias dessa diversidade.
Em termos conjunturais, o aperfeiçoamento de sistemas locais pode ser um
caminho para a retomada do desenvolvimento do país. É importante cautela para não
confundir o papel de iniciativas locais com a ocupação de um eventual vazio de
políticas nacionais mais definidas. O espaço para a intervenção local é grande e seu
sucesso pode, com sinergias advindas de outras experiências locais bem-sucedidas, ser
uma pré-condição para uma nova dinâmica de desenvolvimento nacional.
As conclusões principais deste trabalho podem ser divididas em quatro tópicos.
Contudo, o fio-condutor das conclusões é o papel da FAPEMIG, considerada uma
instituição central para a construção da infra-estrutura científica do sistema estadual de
inovação.
1- QUANTO AO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS GERAIS:
•
No interior do (imaturo) sistema de inovação brasileiro, Minas Gerais está
abaixo da média nacional tanto em termos de artigos por milhão de
habitantes como de patentes por milhão de habitantes, sugerindo a
necessidade de políticas para a realização de um processo de catching up
com as regiões mais avançadas do país;
•
Existem elementos de articulação e de descompasso entre a infra-estrutura
científica e a estrutura industrial e tecnológica do estado:
a) A articulação pode ser encontrada na relação entre as especializações
econômicas e industriais (indústria extrativa mineral, indústrias
metalúrgica e siderúrgica e agropecuária), as especializações científicas
(grandes áreas - ciências agrárias, biologia – e pequenas áreas –
zootecnia, agronomia, engenharia metalúrgica e de materiais,
55
farmacologia e biologia geral) e tecnológicas (metalurgia básica e
extração de minerais).
b) O descompasso é identificado no crescimento da produção científica
(medida por artigos publicados) e a estagnação da produção tecnológica
(medida por patentes junto ao INPI e ao USPTO). Esse descompasso
indica potenciais inexplorados de capacitação científica no estado.
•
A produção científica de Minas Gerais (63,63 artigos por milhão de
habitantes em 1999) ainda está em um nível inferior a um limiar de produção
que gera uma condição necessária (mas não suficiente) para a detonação de
um circuito virtuoso entre a produção científica e tecnológica;
•
A produção tecnológica de Minas Gerais (0,057 patentes no USPTO por
milhão de habitantes em 1999) é baixa e concentra-se em setores de baixa
tecnologia (segundo as patentes registradas no INPI). Essa concentração
sugere uma limitada demanda do setor industrial mineiro para a infraestrutura científica, o que limita a possibilidade de retroalimentação positiva
entre as dimensões científica e tecnológica;
•
A produção científica e tecnológica de Minas Gerais é concentrada em
poucas regiões (as quatro microrregiões líderes em artigos respondem por
86,7% do total, e as quatro líderes em patentes por 85,73%). Essa
concentração aponta para a necessidade de políticas que combinem o
crescimento da produção científica do estado com a sua melhor distribuição
interna;
2- QUANTO AO FUNCIONAMENTO DA FAPEMIG:
•
O papel da FAPEMIG entre 1986 e 2000 foi limitado, mas importante. As
severas restrições orçamentárias limitaram a capacidade da instituição de
implementar políticas mais sistemáticas e estruturantes. Neste período inicial
a FAPEMIG pode ser caracterizada como um órgão complementar das
políticas federais, possivelmente contribuindo para minimizar danos
decorrentes das mudanças e restrições das políticas federais (contribuindo
para a estabilidade do número de bolsistas no estado e garantindo a
participação da comunidade científica do estado nas atividades nacionais e
internacionais);
56
•
Apesar de limitado em seu papel, a FAPEMIG apoiou projetos coordenados
por pesquisadores que participaram de 77,5% dos artigos científicos
publicados em 1999 por autores atuantes em Minas Gerais.
3- QUANTO AO PAPEL DA FAPEMIG COMO INSTRUMENTO DE
CONSTRUÇÃO DO SISTEMA ESTADUAL DE INOVAÇÃO
•
Para essa nova fase e para esse novo papel, a FAPEMIG deve ter a
capacidade de incidir simultaneamente sobre a:
a) ampliação da produção científica do estado, indispensável para
alcançar o limiar necessário para detonar um circuito virtuoso
com a produção tecnológica;
b) articulação desse crescimento com a desconcentração das
atividades de pesquisa pelo estado;
c) mudança do perfil de especializações científicas do estado
(afastando-se do perfil “passivo”, definido a partir e em resposta
às especializações econômicas e industriais pré-existentes), de
forma a permitir o desenvolvimento econômico e industrial em
setores de conteúdo tecnológico mais elevado (e portanto mais
dependente de relações com a infra-estrutura científica);
•
Para dar conta dessas tarefas, no próximo período, um objetivo óbvio porém
crucial para o governo estadual é a estabilidade dos recursos financeiros da
FAPEMIG (uma definição constitucional, que deve ser cobrada pela
sociedade).
•
O cumprimento da responsabilidade do governo estadual pode viabilizar uma
maior capacidade de atuação da FAPEMIG no sentido de assumir um papel
ativo na construção da infra-estrutura científica indispensável para o
fortalecimento do sistema estadual de inovação.
4- QUANTO À ARTICULAÇÃO ENTRE A POLÍTICA CIENTÍFICA E AS OUTRAS
DIMENSÕES DA CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE INOVAÇÃO DE MINAS
GERAIS
•
O estágio de construção do sistema de inovação de Minas Gerais possibilita
a existência de dois caminhos para o seu fortalecimento: a) partindo de
57
cidades/regiões com uma especialização industrial (e mesmo a existência de
cluster industrial) sem um peso correspondente no setor universitário
científico (eletrônica em Santa Rita de Sapucaí): uma linha de “baixo para
cima”; b) partindo de cidades com produção científica sem correspondente
produção industrial e tecnológica (Viçosa): uma linha “de cima para baixo”;
•
Dada a possibilidade de combinação entre políticas de construção do sistema
estadual de “cima para baixo” e de “baixo para cima”, a necessidade de
entrosamento entre a FAPEMIG, as Secretarias de C&T, de Planejamento e
de Indústria é crucial. Em outras palavras: para a retomada do crescimento
econômico nas condições atuais, a FAPEMIG deve ter um papel estratégico
na articulação e na definição das políticas públicas que o sustentarão.
58
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61
ANEXOS
62
TABELA I.1
Variáveis Econômicas e Indicadores de C&T para Países Considerados
"Tipos Ideais" de Sistemas Nacionais de Inovação (1998).
Indicador
1) Patentes por milhão de hab.
2) Artigos por milhão de hab.
3) % de patentes no mundo
4) % de artigos no mundo
5) % de patentes no mundo/ % de artigos no
mundo
6) Analfabetismo1
7) Ensino Secundário (%população em idade de
freqüentar) 1
8) Ensino Universitário (%população em idade
de freqüentar) 1
9) Patentes residentes/patentes não-residentes2
10) Patentes residentes por milhão de hab. 2
11) Crescimento das patentes (1998/1981)
12) Crescimento %da renda per capita (19961999)
13) Crescimento %da renda per capita (19851994)
14) Renda per capita3
USA
Korea
501,23
996,61
55,78
28,00
1,98
117,42
224,94
2,24
1,00
2,06
0,99
50,92
0,07
1,00
0,08
1,86
180,24
0,11
3,00
0,04
1,85
33,23
0,02
0,8
0,22
Nd
97,40
0,02
100,90
0,17
Nd
nd
nd
0,16
58,70
52,00 12,00*
45,00*
11,70
0,42
136,95
0,65
1,00
-4,10
6.180
nd
nd
8,20
0,96
5,60
7.699
80,90
1,13
0,73
578,59 1210,73
2,17
85,19
1,03
0,96
1,30
7,80
29.240 13.286
Brasil
0,04
11,80
2,50
1,04
-0,40
6.460
Rússia
Malásia
Fonte: WIPO e USPTO (Patentes); Web of science (artigos); Unesco ( educação); Banco Mundial (renda per capita) (elaboração Própria).
Notas : 1 - Dados referentes ao ano de 1995.
2 - Dados referentes ao ano de 1999.
3 - PPP GNP per capita
* - Dados para 1992
63
TABELA II.1
Médias e desvio padrão de artigos por milhão de habitantes(A*); patentes por milhão de
habitantes (P*); e o quociente entre artigos por milhão de habitantes e patentes por milhão
de habitantes (A*/P*), de acordo com o nível de renda (PNB per capita) em 1998.
GRUPO DE
PAÍSES
(PNB per
capita)
A*
Média
937.9
9
US$ 10,000 476.5
US$ 19,000
9
US$ 5,000
115.6
US$ 10,000
8
US$ 3,000
40.87
US$ 5,000
> US$ 19,000
P*
Desvio
Padrão
A* / P*
Média
Média
Desvio
Padrão
377.69
154.4
2
121.54
11.30
14.45
19
432.32
64.68
107.37
43.09
45.27
13
133.58
1.45
1.76
50.10
0.43
0.58
< US$ 3,000
14.79
25.06
0.10
0.18
PNB não
disponível
14.81
28.89
0.04
0.10
152.0
3
177.6
4
137.0
8
0
(a)
199.3
0
(b)
242.9
0
(c)
131.0
1
(d)
-
Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração própria).
NOTAS: (a) 3 países (com P* = 0) excluídos
(b) 2 países (com P* = 0) excluídos
(c) 21 países (com P* = 0) excluídos,
(d) 5 países (com P* = 0) excluídos.
TABELA II.2
PNB per capita e Indicadores de C&T para Países Considerados
representativos para os diferentes limiares.(1998)
Países
Estados Unidos
Japão
Suécia
Portugal
Chile
Russia
Brasil
Camarões
Número de
países no
grupo
Desvio
Padrão
PPP GNP
per capita
PatPorMilhao
P*
29240
23592
19848
14569
8507
6180
6460
1395
Fonte: ISI, USPTO, Banco Mundial (elaboração própria).
501,23
358,04
266,49
1,70
1,14
1,85
0,99
0,00
Artpm
A*
996,61
540,92
1585,40
234,34
103,96
180,24
50,92
12,78
25
17
40
6
64
TABELA III.1
Média da participação no PIB a custo de fatores,
participação no total de patentes, participação no total de artigos científicos e
participação relativa dos pesquisadores por Unidade da Federação (1988-1996)
UF
SP
RJ
MG
RS
PR
PE
DF
SC
BA
Outros
Total
Distribuição
Distribuição
Participação
das patentes – das patentes –
no PIB (%)
INPI
USPTO*
37
11
10
7
6
2
2
3
4
17
-
53,68
10,73
7,37
9,34
5,86
0,94
1,55
4,03
1,26
5,24
100,00
Distribuição
dos Artigos
52,24
20,06
3,53
8,02
2,67
0,38
0,48
6,88
0,67
5,10
100,00
Fonte: Fundação João Pinheiro, INPI, ISI,CNPQ, USPTO – elaboração própria
Nota: Devido à co-autoria em alguns artigos a soma dos Estados difere do total brasileiro.
* Dados correspondes ao período de 1981 a 2000
46,88
17,37
6,85
6,16
3,68
3,07
2,60
2,44
1,65
9,31
100,00
Participação
Relativa dos
pesquisadores
32,38
14,88
9,69
8,80
6,39
4,67
2,73
3,14
2,86
14,45
100,00
247
SP
432249
741
652
23
314
6
23
207
20
9
29
1
20
1974
423258
735
607
16
322
1
33
141
25
15
34
2
18
1975
Fonte: ISI, 2000 (elaboração própria).
526
5
SC
410609
24
RS
Mundo
104
RJ
Brasil
13
PE*
15
3
PR
434
14
MG
Total
0
outros
9
DF
1973
BA*
UF
450687
685
621
24
335
0
27
121
40
9
34
6
25
1976
514020
1072
1000
26
553
5
30
222
38
21
53
28
24
1977
539935
1244
1187
39
644
5
52
268
34
17
74
20
34
1978
554655
1357
1347
67
682
10
65
296
50
19
87
43
28
1979
554597
1526
1589
78
763
11
82
362
65
20
117
51
40
1980
599702
1699
1741
102
842
16
89
377
67
34
124
66
24
1981
628538
2006
2096
188
907
31
117
402
76
37
179
110
49
1982
672416
1995
2104
171
943
39
110
422
85
74
135
85
40
1983
674351
2103
2209
201
988
51
117
396
98
78
141
90
49
1984
708724
2058
2159
174
1017
31
122
448
73
53
128
71
42
1985
717416
2278
2358
204
1086
45
117
534
80
58
121
65
48
1986
ANOS
710086
2226
2337
188
1068
45
146
478
74
65
149
79
45
1987
705729
2456
2569
223
1190
50
149
550
92
59
166
50
40
1988
654823
2663
2826
231
1339
50
178
595
104
86
152
52
39
1989
689625
3054
3200
275
1489
75
181
667
89
91
173
93
67
1990
TABELA III.2
Quantidade de artigos por UF no Brasil
65
695688
3472
3700
306
1666
77
218
805
115
123
227
94
69
1991
741535
4103
4280
352
1969
105
275
860
139
123
298
100
59
1992
754304
3898
3782
350
1896
91
228
507
126
126
267
118
73
1993
798220
4213
4189
404
2039
102
279
579
121
187
297
108
73
1994
853469
4975
4913
452
2235
133
365
757
135
228
388
146
74
1995
901981
6023
6282
633
2931
190
432
888
176
291
479
168
94
1996
923333
6946
7464
762
3373
176
528
1083
211
375
657
204
95
1997
957319
8447
9594
875
4026
298
611
1779
233
430
911
264
167
1998
973286
9668
11237
1095
4703
320
746
1936
277
541
1113
329
177
1999
18240555
82169
86477
7474
39567
1968
5344
15784
2656
3172
6547
2443
1522
TOTAL
66
TABELA III.3
Patentes Solicitadas por UF (1988-1996)
Estado
BA
DF
MG
PE
PR
RJ
RS
SC
SP
OUTROS
Total
1988
1989 1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996 Total
9
15
34
15
23
19
15
21
20 171
14
10
12
29
14
13
15
14
11 132
168 134 143 149 117 124 123 140 164 1262
15
25
6
9
5
7
7
9
2
85
101 110 108
68
48
98 101
83 109 826
301 246 240 214 170 194 172 151 129 1817
262 240 212 206 177 173 173 193 224 1860
119
91
87 109
89 107
83 121 143 949
1541 1531 1372 1250 1097 1157 1011 1148 1092 11199
49
84
65
58
43
56
57
72
53 537
2579 2486 2279 2107 1783 1948 1757 1952 1947 18838
Fonte: INPI.
Tabela III.4
Artigos e Patentes por Milhão de Habitantes por
Unidades da Federação em 1999
UF
DF
RJ
SP
RS
MG
SC
PR
RN
AM
PE
PB
ES
CE
PA
GO
AL
BA
SE
AC
MA
Art/milhão hab.
Pat/milhão hab.
163,19
138,95
129,38
74,03
63,63
61,92
57,00
45,83
42,79
36,27
35,91
29,53
26,81
21,82
20,80
14,24
13,48
8,62
7,39
4,20
Fonte: USPTO, 2001; ISI, 1999; IBGE (elaboração própria).
1,08
1,43
0,99
0,06
0,96
0,32
0,13
1,33
0,14
0,60
0,18
67
TABELA IV.1
Especialização de Unidades locais, pessoal ocupado em 31 de dezembro e
salários e outras remunerações segundo seção da classificação
de atividades - Minas Gerais - 1998
Seção da classificação de atividade
Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração
florestal
Pesca
Indústrias extrativas
Indústrias de transformação
Produção e distribuição de eletricidade, gás e água
Construção
Comércio; reparação de veículos automotores,
objetos pessoais e domésticos
Alojamento e alimentação
Transporte, armazenagem e comunicações
Intermediação financeira
Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços
prestados às empresas
Administração pública, defesa e seguridade social
Educação
Saúde e serviços sociais
Outros serviços coletivos sociais e pessoais
Total
Fonte: IBGE (PIA), 1998 (elaboração própria).
Número de
unidades
locais
Pessoal ocupado
em 31 de dezembro
Total
Assalariado
Salários e
outras
remunerações
(R$1000)
Especialização
4 560
72
3 416
51 499
671
11 707
50 694
183
31 575
529 304
30 803
126 418
44 843
70
27 315
453 248
30 722
106 898
220 618
183
282 092
3 215 113
529 944
669 977
1,30
0,29
2,41
0,97
1,19
1,07
240 201
35 420
15 825
5 312
717 726
118 264
156 146
50 088
402 231
72 357
135 472
45 055
1 589 529
200 961
999 791
1 036 788
1,07
1,02
0,97
0,69
47 650
2 140
7 617
8 598
34 625
469 313
267 013
575 834
93 163
140 526
112 174
2 999 911
195 778
575 550
83 967
127 296
90 740
2 391 542
1 006 991
4 771 061
895 479
943 746
521 315
16 883 591
0,88
1,00
0,79
1,18
0,93
68
Tabela IV.2
Especialização Industrial de Minas Gerais com dados da PIA 1998
Grupo Atividade
Extração de minério de ferro
Extração de minerais metálicos
Fabricação de produtos do fumo
Fabricação de produtos siderúrgicos - exclusive em siderúrgicas
integradas
Siderúrgicas integradas
Metalurgia básica
Fabricação de estruturas metálicas e obras de caldeiraria pesada
Fabricação de cimento
Tecelagem - inclusive fiação e tecelagem
Laticínios
Metalurgia de metais não-ferrosos
Extração de minerais metálicos não-ferrosos
Aparelhamento de pedras efabricação de cal e de outros produtos
deminerais não-metálicos
Reciclagem de sucatas metálicas
Fabricação de automóveis, caminhonetas e utilitários
Fabricação de produtos de minerais não-metálicos
Reciclagem
Fabricação de produtos cerâmicos
Fabricação de tanques, caldeiras e reservatórios metálicos
Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de extração
mineral e construção
Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias
Fabricação de armas, munições e equipamentos militares
Fabricação de produtos químicos inorgânicos
Fonte: IBGE (PIA), 1998 (elaboração própria).
ESPEC / VTI
4,476
4,065
3,260
3,157
3,135
2,403
2,331
2,249
1,884
1,839
1,808
1,767
1,640
1,635
1,625
1,327
1,321
1,316
1,245
1,185
1,111
1,108
1,070
69
TABELA IV.3
Quocientes Locacionais de Classes CNAE (1995) Selecionadas
(Relacionadas à Informática) Capitais Selecionadas e Belo Horizonte, 1997
DESCRIÇÃO
BELO
HORIZONTE
BRASÍLIA
ATIVIDADES DE BANCO DE DADOS
4,44
CONSULTORIA EM SISTEMAS DE
INFORMÁTICA
1,10
1,20
DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS
DE INFORMÁTICA
1,77
1,17
FABRICAÇÃO DE APARELHOS E
INSTRUMENTOS DE MEDIDA, TESTE,
CONTROLE ETC
MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE
MÁQUINAS DE ESCRITÓRIO E
INFORMÁTICA
CURITIBA
RECIFE
SÃO
PAULO
3,26
2,17
1,17
1,79
3,85
OUTRAS ATIVIDADES NÃO
ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE
1,71
2,86
1,36
PROCESSAMENTO DE DADOS
1,46
3,03
1,80
FONTE: RAIS (1997), elaboração própria.
PORTO
ALEGRE
1,32
1,57
2,35
1,85
2,14
2,86
2,03
2,32
1,19
30,30
4,57
2,03
1,46
70
TABELA V.1
Principais Dimensões do Diretório 1993-2000
1993
INSTITUIÇÕES
GRUPOS
PESQUISADORES (P)
DOUTORES (D)
(D)/(P) em %
99
4.404
21.541
10.994
51
1995
158
7.271
26.799
14.308
53
1997
181
8.632
34.040
18.724
55
2000
224
11.760
48.781
27.662
57
Fonte: CNPq (2000).
TABELA V.2
Número de pesquisadores por grande área do conhecimento
no Brasil e em Minas Gerais em 2000
Grande Área
Brasil (%)
MG
(%)
Ciências Agrárias
10.412 21,29 1.572 33,17
Ciências Biológicas
8.731 17,85 666 14,05
Ciências Exatas e da Terra
8.970 18,34 785 16,56
Ciências da Saúde
10.607 21,69 668 14,10
Engenharias e C. da computação 10.186 20,83 1.048 22,11
Totais
48.906 100,00 4.739 100,00
Fonte:CNPq (2000).
71
TABELA V.3
Distribuição do Numero de Pesquisadores e Linhas de Pesquisa
em Minas Gerais segundo as Instituições (2000)
INSTITUIÇÃO
CEFET/MG(Centro Federal de Educação Tecnológica)
CETEC(Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais)
CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear)
CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear)
EFEI(Escola Federal de Engenharia de Itajúba)
EFOA(Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas)
EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropec)
EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropec)
EPAMIG(Empresa de pesquisa Agropecuária MG)
FAFEOD(Faculdade de Odontologia de Diamantina)
FIOCRUZ(Fundação Oswaldo Cruz)/ Rene Rachou)
FJP(Fundação João Pinheiro)
FMTM(Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro)
FUNED(Fundação Ezequiel Dias)
FUNREI(Fun. Ensi.Superior de São João Del Rei)
FURNAS(Furnas Centrais Elétricas S.A)
LNA/CNPQ(Laboratório Nacional de Astrofísica)
PUC/MG(Pontifícia Universidade Católica de MG)
UNIFENAS(Universidade de Alfenas)
UNIMONTES(Univer.Est. Montes Claros)
UFJF(Universidade Federal de Juiz de fora)
UFLA/ESAL(Universidade Federal de Lavras)
UFMG(Universidade Federal de Minas Gerais)
UFOP(Univeersidade Federal de Ouro Preto)
UFU(Fundação Universidade Federal de Uberlândia)
UFV(Fundação Universidade Federal de Viçosa)
TOTAL
LOCALIDADE PESQ.1 LINHAS
Belo Horizonte
Belo Horizonte
Belo Horizonte
Poços de caldas
Itajúba
Alfenas
Sete lagoas
Juiz de fora
Viçosa
Diamantina
Belo Horizonte
Belo Horizonte
Uberaba
Belo Horizonte
São João Del Rei
Alvinopólis
Itajúba
Belo Horizonte
Alfenas
Montes Claros
Juiz de fora
Lavras
Belo Horizonte
Ouro Preto
Uberlândia
Viçosa
24
140
(2)
140
(2)
27
131
44
(2)
107
(2)
44
128
13
68
8
58
8
51
1
8
46
211
5
196
524
1564
192
283
718
4739
34
68
68
13
105
28
29
12
129
4
50
5
39
7
47
2
10
20
107
7
137
342
950
103
189
453
2958
Fonte:CNPq, 2000; ISI, 2000(elaboração própria)
Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes.
2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por linha
de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade.
72
TABELA V.4
Distribuição das Instituições e Pesquisadores em 1998 por Cidade e Microregião
MICROREGIÃO
ALFENAS
ALFENAS
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
POÇOS DE CALDAS
CIDADE
ALFENAS
ALFENAS
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
POÇOS DE CALDAS
INSTITUIÇÕES
EFOA(Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas)
UNIFENAS(Universidade de Alfenas)
UFMG(Universidade Federal de Minas Gerais)
CETEC(Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais)
FIOCRUZ/Rene Rachou
FUNED(Fundação Ezequiel Dias)
CEFET/MG(Centro Federal de Educação Tecnológica)
CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear)
CNEN(Comissão Nacional de Energia Nuclear)
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
DIAMANTINA
ITAJUBA
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
DIAMANTINA
ITAJUBA
FJP(Fundação João Pinheiro)
PUC-MG(Pontifícia Universidade Católica de MG)
FAFEOD(Fac. Fed. Odontologia de Diamantina)
EFEI(Escola Federal de Engenharia de Itajubá)
ITAJUBA
ITAJUBA
LNA/CNPQ(Laboratório Nacional de Astrofísica)
JUIZ DE FORA
LAVRAS
MONTES CLAROS
OURO PRETO
PASSOS
SÃO JOÃO DEL REI
SETE LAGOAS
JUIZ DE FORA
JUIZ DE FORA
LAVRAS
MONTES CLAROS
OURO PRETO
ALPINOPÓLIS
SÃO JOÃO DEL REI
SETE LAGOAS
CORONEL PACHECO
UFJF(Universidade Federal de Juiz de fora)
UFLA/ESAL(Universidade Federal de Lavras)
UNIMONTES(Universidade Estadual de Montes Claros)
UFOP(Universidade Federal de Ouro Preto)
FURNAS(Furnas Centrais Elétricas S.A)
FUNREI(Fund. Ens. Superior de São João Del Rei)
EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agrop.)
EMBRAPA(Empresa Brasileira de Pesquisa Agrop.)
UBERABA
UBERLÂNDIA
VICOSA
VICOSA
Total
UBERABA
UBERLÂNDIA
VIÇOSA
VIÇOSA
FMTM(Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro)
UFU(Fundação Universidade Federal de Uberlândia)
UFV(Fundação Universidade Federal de Viçosa)
EPAMIG(Empresa de Pesquisa Agropecuária de MG)
Fonte: CNPq, 2000; RAIS, 1997 (elaboração própria).
PESQUISADORES
44
211
1.564
140
68
8
24
167
8
46
13
131
8
196
524
5
192
1
51
151
58
283
718
128
4.739
73
TABELA V.5
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores
por Grande Área do Conhecimento, Segundo as Instituições em Minas Gerais (2000)
Grande Área: Ciências Biológicas
Pesquisadores
Linhas de
Instituição
Cidade
Grupos
1
Pesquisa
UFMG
Belo Horizonte
61
269
209
UFU
Uberlândia
13
68
45
UFJF
Juiz de Fora
9
58
31
UNIFENAS
Alfenas
10
57
31
FIOCRUZ
Belo Horizonte
5
41
29
UFV
Viçosa
7
40
21
(2)
EMBRAPA
Sete Lagoas
3
26
10
UFOP
Ouro Preto
8
22
17
EFOA
Alfenas
4
16
8
CETEC
Belo Horizonte
3
15
12
UFLA
Lavras
2
13
8
PUC-MG
Belo Horizonte
1
10
8
(2)
EMBRAPA
Juiz de fora
1
8
3
FMTM
Uberaba
3
8
5
FUNED
Belo Horizonte
1
8
7
(2)
CNEN
Belo Horizonte
1
3
5
(2)
CNEN
Poços de Caldas
1
3
5
UNIMONTES
Montes Claros
1
1
1
Total
134
666
455
Fonte:CNPq,2000(elaboração própria)
Nota: 1 - Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas
vezes.
2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por
linha de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade.
74
TABELA V.6
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores
por Grande Área do Conhecimento, Segundo as Instituições em Minas Gerais (2000)
Grande Área: Ciências Agrárias
Linhas de
Instituições
Cidade
Grupos
Pesquisadores1
Pesquisa
CETEC
Belo Horizonte
1
4
4
EFOA
Alfenas
1
2
1
(2)
EMBRAPA
Sete Lagoas
4
80
19
(2)
EMBRAPA
Juiz de fora
3
37
9
EPAMIG
Viçosa
13
128
129
UFJF
Juiz de Fora
1
4
2
UFLA
Lavras
47
435
302
UFMG
Belo Horizonte
24
185
78
UFOP
Ouro Preto
1
8
3
UFU
Uberlândia
3
20
8
UFV
Viçosa
91
582
377
UNIFENAS
Alfenas
9
83
20
UNIMONTES
Montes Claros
4
4
6
Total
202
1572
958
Fonte:CNPq,2000(elaboração própria)
Nota: 1
- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas
vezes.
2 - O número de pesquisadores não é desagregado por cidade, por isso o número destes é obtido através da relação pesquisador por
linha de pesquisa(P/L) nas instituições presentes em mais de uma cidade.
75
TABELA V.7
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores
por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais (2000)
Grande Área: Ciências Exatas e da Terra
Pesquisadores
Linhas de
Instituição
Cidade
Grupos
1
Pesquisa
CETEC
Belo Horizonte
6
40
17
(3)
(3)
(3)
CNEN
Belo Horizonte
11
62
36
(3)
(3)
(3)
CNEN
Poços de Caldas
2
14
8
EFEI
Itajubá
3
15
13
EFOA
Alfenas
1
2
2
FIOCRUZ
Belo Horizonte
1
3
4
FUNREI
São João Del Rei
3
13
15
LNA
Itajubá
2
8
10
PUC-MG
Belo Horizonte
1
13
3
UFJF
Juiz de Fora
7
39
33
UFLA
Lavras
3
19
11
UFMG
Belo Horizonte
68
358
252
UFOP
Ouro Preto
13
100
41
UFU
Uberlândia
11
46
37
UFV
Viçosa
8
53
26
Total
140
785
508
Fonte:CNPq,2000 (elaboração própria).
Nota:
1-
Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas
vezes.
3 - Para encontrar o número de grupos e linhas de pesquisa que não apresentaram dupla contagem, foi utilizada a busca estratificada,
que se encontra no site do CNPq.
76
TABELA V.8
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores
por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais( 2000)
Grande Área: Ciências da Saúde
Linhas de
Instituição
Cidade
Grupos
Pesquisadores1
Pesquisa
EFOA
Alfenas
5
24
17
FAFEOD
Diamantina
1
13
4
FIOCRUZ
Belo Horizonte
4
24
17
FJP
Belo Horizonte
2
8
5
FMTM
Uberaba
10
50
34
PUC-MG
Belo Horizonte
1
7
5
UFJF
Juiz de Fora
6
40
33
UFMG
Belo Horizonte
65
390
205
UFOP
Ouro Preto
2
11
6
UFU
Uberlândia
6
29
21
UFV
Viçosa
3
17
6
UNIFENAS
Alfenas
8
55
49
Total
113
668
402
Fonte:CNPq,2000(elaboração própria)
Nota:
1-
Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas
vezes.
77
TABELA V.9
Distribuição dos Grupos, Linhas de Pesquisa e Pesquisadores
por Grande Área do Conhecimento, segundo as Instituições em Minas Gerais (2000)
Grande Área: Engenharias e C. da Computação
Linhas de
Instituição
Cidades
Grupos
Pesquisadores1
Pesquisa
CEFET/MG
Belo Horizonte
8
24
34
CETEC
Belo Horizonte
13
81
35
(3)
(3)
(3)
CNEN
Belo Horizonte
9
85
27
EFEI
Itajubá
19
116
92
FUNREI
São João Del Rei
10
38
32
FURNAS
Alpinopólis
1
1
2
PUC-MG
Belo Horizonte
1
16
4
UFJF
Juiz de Fora
9
55
38
UFLA
Lavras
6
57
21
UFMG
Belo Horizonte
63
362
206
UFOP
Ouro Preto
10
51
36
UFU
Uberlândia
25
120
78
UFV
Viçosa
3
26
23
UNIFENAS
Alfenas
2
16
7
Total
179
1048
635
Fonte:CNPq,2000(elaboração própria)
Nota: 1- Há dupla contagem no número de pesquisadores. O pesquisador com participação em n grupos de pesquisa é computado duas vezes.
3 - Para encontrar o número de grupos e linhas de pesquisa que não apresentaram dupla contagem, foi utilizada a busca estratificada, que
se encontra no site do CNPq.
Santa Luzia
Pedro Leopoldo
Total
Cidade
1357 Belo Horizonte
Total
Instituição
1354 UFMG
FIOCRUZ
CDTN
FUNED
CETEC
Residência
Santa Casa
PUC
CEFET
Fac Ciências Médicas
Hermes Pardini
HEMOMINAS
GENE
Hospital Felício Rocho
Hospital Maria Amélia Lins
Hospital Madre Tereza
IBM Brasil
ORIGEN
Geol Survey Brasil
Hospital Vera Cruz
EMBRAPA
Consultor Matsuda Minas
SOCOR
Univ Vale Rio Doce
UFOP
Newton Paiva
Network Hosp Locomotor
Miner Technol Grp
SOCOR / Hospital Felício Rocho
Núcleo Genet Med Minas Gerais
EPAMIG
Belgo Mineira
BIOCOR
BIOCOR / Santa Casa
CEMIG
Hospital João XXIII
DiaMed Brasil
Hospital Socor
FEAM
FHEMIG
GENE MG
Hospital Evangélico
Assoc. Bras. Criadores Cavalo Ponei
Hospital Luxemburgo
Conservat Int Brasil
2 CVRD
1 LARA
Fonte: ISI, 2000; RAIS, 1997 (elaboração própria).
Micro Região
BELO HORIZONTE
Total
1106
86
19
18
17
15
14
12
8
6
4
4
3
3
2
2
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
(Continua)
Mariana
47 Uberaba
36 Itajuba
35 Sete Lagoas
24 Alfenas
Machado
14 Sao Joao Del Rei
6 Pocos de Caldas
Caldas
4 Araxa
UBERABA
ITAJUBA
SETE LAGOAS
ALFENAS
SAO JOAO DEL REI
POCOS DE CALDAS
ARAXA
Ipatinga
Montes Claros
Tres Marias
Varginha
Itauna
Governador Valadares
Paracatu
50 Ouro Preto
OURO PRETO
2
2
2
1
1
1
1
2332
Coronel Pacheco
83 Lavras
LAVRAS
IPATINGA
MONTES CLAROS
TRES MARIAS
VARGINHA
DIVINOPOLIS
GOVERNADOR VALADARES
PARACATU
Total
Araguari
113 Juiz de Fora
JUIZ DE FORA
Cidade
119 Uberlandia
Total
434 Vicosa
UBERLANDIA
VICOSA
Micro Região
(Contituação)
Total
Instituição
434 UFV
EPAMIG
EMBRAPA / EPAMIG
Residência
117 UF Uberlândia
Residência
Univ Paranaense
Hosp Santa Genoveva
UF Uberlândia / CETEC
Univ Triângulo
2 FAFI
107 UFJF
EMBRAPA
CNPq
Ctr Nacl Pesquisa Gado Leite
6 EMBRAPA
83 UFLA
EPAMIG
49 UFOP
Residência
1 Residência
47 Fac Med Triângulo Mineiro
Esc Agrotec Fed Uberaba
Residência
Univ Uberaba
EMBRAPA / EPAMIG
EPAMIG
36 EFEI
CNPq
Lab Nacl Astrofis
35 EMBRAPA
22 UNIFENAS
UF Alfenas
EFOA
2 Escola Super Ciencias & Agr Machado
14 FUNREI
UFMG
4 CNEN
Residência
Planalto Pocos Caldas Ind Nuc
2 EPAMIG
4 Arafertil AS
Fertilizantes Serrana AS
2 USIMINAS
2 BIOBRAS
2 CEMIG
1 UFV
1 Univ Itaúna
1 Univ Vale Rio Doce
1 Fazenda Novo Horizonte
2332
TABELA V.10 - Distribuição dos artigos por micro região, municípios e instituições em Minas Gerais em 1999
78
Total
423
8
2
1
108
4
2
1
1
1
2
57
43
4
3
6
75
8
48
1
1
33
6
2
2
2
2
25
6
5
35
15
4
3
2
13
1
2
1
1
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1
2332
79
TABELA V.11
Quantidade de periódicos por área
em Minas Gerais em 1999
Área
Periódicos
BIOLOGIA
VETERINÁRIA
MEDICINA
FÍSICA
AGRICULTURA
QUÍMICA
ENGENHARIA
NÃO ENCONTRADO
FARMACOLOGIA
MATEMÁTICA
ASTRONOMIA
METALURGIA
CIÊNCIAS DA TERRA
NUTRIÇÃO
ENERGIA
ESTUDOS AMBIENTAIS
COMPUTAÇÃO
ELETRÔNICA
ESTATÍSTICA
RECURSOS HÍDRICOS
ALIMENTOS
MINERAÇÃO
PAPÉIS
CIÊNCIAS DIVERSAS
PESCA
ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA
CERÂMICA, VIDROS E OLARIA
PRODUÇÃO DE SOJA E GRÃOS
DROGAS E ALCOOLISMO
INSTRUMENTOS
TERAPIA OCUPACIONAL
PSICOLOGIA
REFLORESTAMENTO
Total
Fonte: ISI, 2000; Ulrich’s, 1987 (elaboração própria).
229
202
164
126
87
81
44
32
30
19
15
12
10
9
8
8
8
6
6
5
4
3
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1.122
Proporção
(%)
20,41
18,00
14,62
11,23
7,75
7,22
3,92
2,85
2,67
1,69
1,34
1,07
0,89
0,80
0,71
0,71
0,71
0,53
0,53
0,45
0,36
0,27
0,18
0,18
0,18
0,09
0,09
0,09
0,09
0,09
0,09
0,09
0,09
100,00
80
TABELA V.12
Quantidade de artigos indexados pelo WoS com participação brasileira, por grande disciplina do
CNPq, e disciplina do indexador de periódicos Ulrich,
em Minas Gerais em 1998 e1999
CNPq
ULRICH
1998
%
1999
%
Total
%
CIÊNCIAS EXATAS E DA
TERRA
Física
Química
Matemática
Astronomia
Ciências da Terra
Energia
Estatística
Geologia
Paleontologia
CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Veterinária
Agricultura
Alimentos
Pesca
Plantações e Solos
Florestas
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Biologia
Farmacologia
Estudos Ambientais
Recursos Hídricos
Físicae Biologia
CIÊNCIAS DA SAÚDE
Medicina
Nutrição
Drogas e Alcolismo
Terapia Ocupacional
Biologia e Medicina
Odontologia
Saúde Pública
ENGENHARIAS
Engenharia
Metalurgia
Computação
Eletrônica
Minase Mineração
Papéise Polpas
Instrumentos
HUMANAS
Economia
Cerâmica e Vidro
Psicologia
131
93
4
1
1
18
1
249
164
46
210
137
22
2
2
163
149
26
7
1
183
60
7
4
71
Todas as Áreas
SEM CLASSIFICAÇÃO
Fonte:ISI, 2000; BOWKER, 1999; CNPq, 2001 (elaboração própria).
0
3
32
911
14,38 126
10,21
81
0,44
19
0,11
15
10
8
0,11
6
1,98
0,11
27,33 265
18,00 202
5,05
87
4
2
1
1
23,05 297
15,04 229
2,41
30
0,22
8
5
0,22
17,89 272
16,36 164
9
1
1
2,85
0,77
0,11
20,09 175
6,59
44
0,77
12
0,44
8
6
3
2
1
7,79
76
1
1
1
3
0,33
3,51
34
100,00 1122
11,23 257
7,22 174
1,69
23
1,34
16
0,89
10
0,71
8
0,53
7
18
1
23,62 514
18,00 366
7,75 133
0,36
4
0,18
2
0,09
1
0,09
1
26,47 507
20,41 366
2,67
52
0,71
10
0,45
5
2
24,24 435
14,62 313
0,80
9
0,09
1
0,09
1
26
7
1
15,60 358
3,92 104
1,07
19
0,71
12
0,53
6
0,27
3
0,18
2
0,09
1
6,77 147
0,09
1
0,09
1
0,09
1
0,27
3
3
3,03
66
100,00 2033
12,64
8,56
1,13
0,79
0,49
0,39
0,34
0,89
0,05
25,28
18,00
6,54
0,20
0,10
0,05
0,05
24,94
18,00
2,56
0,49
0,25
0,10
21,40
15,40
0,44
0,05
0,05
1,28
0,34
0,05
17,61
5,12
0,93
0,59
0,30
0,15
0,10
0,05
7,23
0,05
0,05
0,05
0,15
0,15
3,25
100,00
30
29
15
24
11
8
12
1
1
Lavras
Ouro Preto
Uberaba
Itajubá
Sete Lagoas
Alfenas
São João Del Rei
Poços de Caldas
Araxá
Ipatinga
100
0,10
0,10
0,10
0,30
0,10
0,10
0,10
0,10
1,21
1,52
2,43
1,11
0,81
3,04
2,94
4,76
18,72
5,97
56,48
Fonte: ISI, 2000; RAIS, 1998 (elaboração própria).
3
1
1
1
1
1
988
47
Juiz de Fora
Ituiutaba
Montes Claros
Três Marias
Divinópolis
Governador Valadares
Nanuque
Paracatu
Patos de Minas
Santa Rita do Sapucaí
Varginha
Totais
185
59
Viçosa
Uberlândia
1998
558
Micro Região
Belo Horizonte
2
2
1
1
1
1
2.332
4
2
6
14
47
36
35
24
83
50
113
434
119
1.357
0,04
100
0,04
0,09
0,09
0,04
0,04
0,17
0,09
0,26
0,60
2,02
1,54
1,50
1,03
3,56
2,14
4,85
18,61
5,10
58,19
3
3
3
1
1
1
1
1
1
1
3.320
5
3
6
26
62
60
46
32
113
79
160
619
178
1.915
57,68 Belo Horizonte
Pedro Leopoldo
Contagem
Santa Luzia
18,64 Viçosa
5,36 Uberlândia
Araguari
4,82 Juiz de Fora
Coronel Pacheco
3,40 Lavras
2,38 Ouro Preto
Mariana
1,87 Uberaba
1,81 Itajubá
1,39 Sete Lagoas
0,96 Alfenas
Machado
0,78 São João Del Rei
Paraopeba
0,18 Poços de Caldas
Caldas
0,15 Araxá
0,09 Ipatinga
Belo Oriente
0,09 Capinópolis
0,09 Montes Claros
0,09 Três Marias
0,03 Itaúna
0,03 Governador Valadares
0,03 Carlos Chagas
0,03 Paracatu
0,03 Patos de Minas
0,03 Santa Rita Do Sapucaí
0,03 Varginha
100
988
1
1
100
0,10
0,10
0,10
0,10
0,30
0,10
0,10
1
3
1
1
1
0,10
1,11
0,10
1,52
2,43
1,11
0,81
3,95
0,81
3,04
2,94
18,72
5,97
55,87
0,30
0,30
1
11
1
15
24
11
8
39
8
30
29
185
59
552
3
3
TABELA V.13
Quantidade de referências de endereços para os artigos de M.G.
indexados no WoS em 1998 e 1999 por municípios e micro região
% 1999 % Total %
Município
1.998 %
81
1
2.332
1
2
2
1
1
4
2
4
2
0,04
100
0,04
0,09
0,09
0,04
0,04
0,17
0,09
0,17
0,09
0,09
18,61
5,02
0,09
4,59
0,26
3,56
2,10
0,04
2,02
1,54
1,50
0,94
0,09
0,60
2
434
117
2
107
6
83
49
1
47
36
35
22
2
14
%
58,06
0,04
1.354
1
1.999
1.906
4
3
2
619
176
2
146
14
113
78
1
62
60
46
30
2
25
1
4
2
5
2
1
3
3
3
1
1
1
1
1
1
1
3.320
Total
%
57,41
0,12
0,09
0,06
18,64
5,30
0,06
4,40
0,42
3,40
2,35
0,03
1,87
1,81
1,39
0,90
0,06
0,75
0,03
0,12
0,06
0,15
0,06
0,03
0,09
0,09
0,09
0,03
0,03
0,03
0,03
0,03
0,03
0,03
100
45
60
72
99
99
1980
105
105
1981
126
126
1982
99
99
1983
91
91
1984
89
89
1985
86
86
1986
109
109
1987
89
89
1988
102
102
1989
111
111
1990
145
145
1991
155
155
1992
1
1993
245
245
0
0
0
1995
298
298
0
0
0
1996
419
419
0
0
0
1997
554
554
1998
664
664
1999
4239
1158
176
3
2902
Total
85,71 82,76 97,06 88,24 84,91 81,08 82,76 84,62 84,68 70,39 73,33 64,54 69,53 71,07 73,15 53,61 67,11 64,16 63,88 52,01 67,04 66,67 63,14 62,21 63,77 60,81 59,66 64,75
Fonte: ISI, 2000.
Nota: A expressão BH % MG significa a proporção entre o número de artigos publicados pela cidade de Belo Horizonte em relação ao Estado de Minas Gerais.
BH % MG
179
0
1
1
1994
198
30
72
1979
196
33
60
1978
Total
24
45
1977
BH4
12
30
1976
176
33
1975
BH3
24
1974
2
12
1973
BH2
BH1
Referência
TABELA V.14
Número de artigos produzidos em Belo Horizonte e sua proporção em relação ao Estado de Minas Gerais
82
83
Tabela V.15
Total de Artigos Brasil e Minas Gerais por Grandes Áreas CNPq e Índice de
Especialização de Minas Gerais 1999
Artigos
Índ.
Grandes Áreas CNPq
Especialização
Brasil
MG
CIÊNCIAS AGRÁRIAS
869
297
2,95
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
2206
272
1,06
CIÊNCIAS DA SAÚDE
1837
175
0,82
CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
3566
265
0,64
ENGENHARIAS
769
76
0,85
HUMANAS
98
3
0,26
SEM CLASSIFICAÇÃO
328
34
0,89
NÃO TEM
4
TOTAL
9677
1122
Fonte: ISI,2000; Bowker,2000, CNPq, 2001 (elaboração própria).
84
Tabela V.16
Total de Artigos Brasil e Minas Geraise Índice de Especialização Minas Gerais por Pequenas Áreas
CNPQ 1999
Artigos
Índ.
Pequenas Áreas CNPQ
Especialização
Brasil
MG
FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
1
1
8,62
ZOOTECNIA
380
202
4,58
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA
25
6
2,07
AGRONOMIA
424
88
1,79
ENGENHARIA DE MATERIAIS E METALÚRGICA
88
17
1,67
NUTRIÇÃO
48
9
1,62
FARMACOLOGIA
239
30
1,08
CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
32
4
1,08
BIOLOGIA GERAL
1847
229
1,07
ECOLOGIA
116
13
0,97
ENGENHARIA ELÉTRICA
60
6
0,86
RECURSOS PESQUEIROS E ENGENHARIA DE PESCA
21
2
0,82
ASTRONOMIA
160
15
0,81
MEDICINA
1774
165
0,80
RECURSOS FLORESTAIS E ENGENHARIA FLORESTAL
12
1
0,72
QUÍMICA
995
81
0,70
FÍSICA
1893
134
0,61
MATEMÁTICA
271
19
0,60
GEOCIÊNCIAS
180
10
0,48
CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
150
8
0,46
BIOQUÍMICA
2
ENGENHARIA AEROESPACIAL
15
ENGENHARIA CIVIL
14
ENGENHARIA DE TRANSPORTES
3
FISIOLOGIA
2
OCEANOGRAFIA
2
SAÚDE COLETIVA
14
SEM CLASSIFICAÇÃO
905
82
0,78
NÃO TEM
4
TOTAL
9677
1122
1,00
Fonte: ISI,2000; Bowker,2000, CNPq, 2001. Elaboração Própria
85
TABELA V.17
Número de pesquisadores (2000) e de artigos (1998)
por área do conhecimento em Minas Gerais
Áreas
Pesquisadores
%
Artigos
Ciências Biológicas
666
14,05
141
Ciências da Saúde
668
14,10
205
Ciências Agrárias
1572
33,17
210
Engenharias e Ciência da Computação
1048
22,11
71
Ciências Exatas e da Terra
785
16,56
249
Total
4739 100,00
876
%
15,48
22,50
23,05
7,79
27,33
96,15
Fonte: CNPq, 2000; ISI, 2000 (elaboração própria).
TABELA V.18
Distribuição dos Pedidos de Patentes por Tipo
e Natureza do Titular (1988-1996), para o Brasil e Minas Gerais
Brasil
Pessoa
Pessoa
Tipo
(%)
(%) Total (%)
Física
Jurídica
MI
DI
MU
PI
TOTA
6027
742
17714
14319
38802
10,46
1,29
30,73
24,84
67,32
Tipo
Minas Gerais
Pessoa
Pessoa
(%)
(%) Total (%)
Física
Jurídica
4818 8,36 10845 18,82 MI
694 1,20 1436 2,49 DI
6383 11,07 24097 41,81 MU
6943 12,05 21262 36,89 PI
18838 32,68 57640
100 TOTAL
330 7,76
31 0,73
1338 31,48
1289 30,33
2988 70,31
250 5,88
28 0,66
397 9,34
587 13,81
1262 29,69
580 13,65
59 1,39
1735 40,82
1876 44,14
4250
100
Fonte: INPI (elaboração própria).
TABELA V.19
As vinte maiores empresas patenteadoras no período de 1988-1996,
estrutura do capital e tipo de patente
Titular
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A - Usiminas
Companhia Vale do Rio Doce
Alcoa Alumínio S/A
Mendes Júnior Siderurgia S/A
Aço Minas Gerais S/A – Açominas
Fiat Automóveis S/A
Odous Industrial e Comercial Ltda
Cia. Aços Especiais Itabira - ACESITA
Mueller Flex Indústria e Comércio de Plásticos e Metais
Hammer Indústria de Auto Peças Ltda
Vibração Pronta Entrega de Roupas Ltda
Cia. Siderúrgica Belgo Mineira
Itatiaia Móveis S/A
Tacom Ltda
Companhia de Saneamento de Minas Gerais - Copasa
Protec Eletromecânica Ltda.
Telecomunicações de Minas Gerais S/A - TELEMIG
Decoralita Indústria e Comércio Ltda
Enduro Indústria e Comércio Ltda
Fanape - Fábrica Nacional de Perfumes Ltda
Nansen S/A Instrumentos de Precisão
Ritz do Brasil S.A.
Siderúrgica Mendes Júnior S.A
SUBTOTAL
TOTAL DO ESTADO
Fonte: INPI (elaboração própria).
Capital
FOP
STA
FOR
DOM
FOP
FOR
DOM
FOP
DOM
DOM
DOM
DOM
DOM
DOM
STA
DOM
STA
DOM
DOM
DOM
DOM
DOM
DOM
-
Patentes
DI MI MU PI Total (%)
0
0
0
0
0 48
0
0
0
0
10 16
0 10
0
0
0
6
0
7
0 14
0
0
2
9
0
0
1
0
0
0
0
4
0
4
1
0
0
7
0
1
0
0
0
0
14 125
28 250
11
33
11
9
18
3
18
11
12
5
0
5
2
7
4
2
2
1
0
0
1
4
3
162
397
117
59
17
66
26
4
0
12
1
4
0
8
0
5
6
6
2
2
6
0
5
3
4
353
587
128 10,14
92 7,29
76 6,02
75 5,94
44 3,49
33 2,61
28 2,22
23 1,82
19 1,51
16 1,27
14 1,11
13 1,03
13 1,03
12 0,95
11 0,87
8 0,63
8 0,63
7 0,55
7 0,55
7 0,55
7 0,55
7 0,55
7 0,55
655 51,90
1262
100
86
TABELA V.20
Vinte Maiores Divisões CNAE com Pedidos de Patentes por Tipo (1988-1996),
Total das Identificadas e Percentual do Estado
Divisão CNAE
METALURGIA BASICO
EXTRACAO DE MINERAIS METALICOS
FABRICACAO E MONTAGEM DE VEICULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E
CARROCERIAS
FABRICACAO DE EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTACAO PARA USOS
MEDICO-HOSPITALARES, INST
FABRICACAO DE ARTIGOS DE BORRACHA E PLASTICO
FABRICACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS
FABRICACAO DE PRODUTOS QUIMICOS
FABRICACAO DE PRODUTOS DE METAL - EXCLUSIVE MAQUINAS
E EQUIPAMENTOS
FABRICACAO DE MOVEIS E INDUSTRIAS DIVERSAS
OUTRAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS
COMERCIO VAREJISTA, EXCETO COMERCIO DE VEICULOS AUTOMOTORES,
MOTOCICLETAS E MOTO
FABRICACAO DE MAQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELETRICOS
CONFECCAO DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS
FABRICACAO DE PRODUTOS DE MINERAIS NAO METALICOS
CONSTRUCAO
PREPARACAO DE COUROS E FABRICACAO DE ARTEFATOS DE COURO,
ARTIGOS DE VIAGEM E CAL
FABRICACAO DE PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS
CAPTACAO, PURIFICACAO E DISTRIBUICAO DE AGUA
COMERCIO POR ATACADO E INTERMEDIARIOS DO COMERCIO, EXCETO DE
VEICULOS AUTOMOTORE
AGRICULTURA, PECUARIA E SERVICOS RELACIONADOS
COM ESSAS ATIVIDADES
SUBTOTAL
TOTAL DOS PEDIDOS IDENTIFICADOS
TOTAL DE MINAS GERAIS
Fonte: INPI, RAIS (elaboração própria).
DI MI MU PI Total
1
0
49
0
71 260
33 73
11
23
12
0
0
1
0
12
11
3
8
1
3
2
(%)
381
106
30,19
8,40
14
60
4,75
24
22
10
8
8
5
22
18
44
38
36
34
3,49
3,01
2,85
2,69
13
15
1
14
7
14
4
1
9
32
26
26
2,54
2,06
2,06
2
0
3
0
0
2
2
18
5
0
11
16
4
9
8
5
1
10
7
23
23
22
19
16
1,82
1,82
1,74
1,51
1,27
1
0
1
6
5
0
2
3
4
6
4
6
15
12
11
1,19
0,95
0,87
0
2
5
4
11
0,87
1
4
1
3
27 179 270 468
27 190 298 495
28 250 397 587
9
944
1010
1262
0,71
74,80
80,03
100
87
TABELA V.21
Vinte maiores Classes CNAE por tipo de patente, Classe Tecnológica e Orientação
Classe
Orient DI MI MU PI Total (%)
Tecnol.
Classe CNAE
PRODUCAO DE LAMINADOS PLANOS DE ACO
PRODUCAO DE LAMINADOS NAO-PLANOS DE ACO
EXTRACAO DE MINERIO DE FERRO
METALURGIA DO ALUMINIO E SUAS LIGAS
FABRICACAO DE AUTOMOVEIS, CAMIONETAS E UTILITARIOS
FABRICACAO DE APARELHOS E INSTRUMENTOS PARA USOS
MEDICO-HOSPITALARES, OD
FABRICACAO DE ARTEFATOS DIVERSOS DE PLASTICO
CONFECCAO DE OUTRAS PECAS DO VESTUARIO
FABRICACAO DE PECAS E ACESSORIOS DE METAL PARA
VEICULOS AUTOMOTORES NAO
FABRICACAO DE MOVEIS COM PREDOMINANCIA DE METAL
FABRICACAO DE OUTROS APARELHOS OU EQUIPAMENTOS
ELETRICOS
OUTRAS ATIVIDADES DE SERVICOS PRESTADOS
PRINCIPALMENTE ?S EMPRESAS, NAO
FABRICACAO DE OUTRAS MAQUINAS E EQUIPAMENTOS DE
USO ESPECIFICO
FABRICACAO DE OUTROS PRODUTOS ELABORADOS DE METAL
PRODUCAO DE FERRO, ACO E FERRO-LIGAS EM FORMAS
PRIMARIAS E SEMI-ACABADOS
CAPTACAO, TRATAMENTO E DISTRIBUICAO DE AGUA
FABRICACAO DE APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIDA,
TESTE E CONTROLE – EXC
FABRICACAO DE ESTRUTURAS METALICAS PARA EDIFICIOS,
PONTES, TORRES DE TRA
FABRICACAO DE OUTROS PRODUTOS DE MINERAIS NAOMETALICOS
TELECOMUNICACOES
TOTAL
TOTAL DO ESTADO
3
3
3
3
2
4
4
1
4
4
0
0
0
0
0
0
0
0
48
16
22 129
30 97
33 68
11 19
3
4
1
2
3
5
4
2
0
0
3
11
6
17
21
21
0
4
1
32
31
21
2,54
2,46
1,66
2
3
4
1
1
3
7
11
7
2
5
0
20
16
1,58
1,27
1
3
0
1
10
5
16
1,27
NI
NI
0
1
10
5
16
1,27
2
3
3
2
0
1
0
11
3
2
12
15
14
1,19
1,11
3
0
4
0
0
1
0
5
4
8
6
13
11
1,03
0,87
1
5
0
1
2
7
10
0,79
3
2
0
0
7
3
10
0,79
3
NI
-
1
NI
-
0
4
0
4
9 138
28 250
Fonte: INPI, RAIS (elaboração própria)
TABELA V.22
Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996)
por Classe Tecnológica
Classe Tecnológica
DI
(1) Alta Tecnologia
(2) Média Tecnologia
(3) Baixa Tecnologia
(NI) Não Industrial
Não Identificado
SUBTOTAL
TOTAL DO ESTADO
Fonte: INPI, OECD, RAIS (elaboração própria).
MI
12
9
4
2
27
28
16
48
112
9
5
190
250
MU
45
52
104
81
16
298
397
PI
17
62
289
114
13
495
587
Total
78
174
514
208
36
1010
1262
(%)
6,18
13,79
40,73
16,48
2,85
80,03
100
1
3
2
2
196 378
397 587
151 11,97
127 10,06
101 8,00
78 6,18
23 1,82
8 0,63
8 0,63
721 57,13
1262 100
88
TABELA V.23
Pedidos de Patentes em Minas Gerais (1988-1996) por
Orientação
Orientação
(1) Intensiva em Recursos
(2) Intensiva em Trabalho
(3) Fornecedor Especializado
(4) Intensiva em Escala
(5) Baseada na Ciência
(NI) Não Industrial
Não Identificado
SUBTOTAL
TOTAL DO ESTADO
DI
3
5
1
12
0
4
2
27
28
MI
25
38
7
94
12
9
5
190
250
MU
15
16
30
115
25
81
16
298
397
PI Total (%)
15
11
29
303
10
114
13
495
587
58 4,60
70 5,55
67 5,31
524 41,52
47 3,72
208 16,48
36 2,85
1010 80,03
1262
100
Fonte: INPI, OECD, RAIS (elaboração própria).
TABELA V.24
Municípios de Minas Gerais com patentes entre 1988 e 1996
Município
Município
Município
Município
ANDRADAS
ARAGUARI
ARAXA
BARBACENA
BELO HORIZONTE
BELO ORIENTE
BETIM
BRUMADINHO
CAETE
CARATINGA
CATAGUASES
CONTAGEM
DIVINOPOLIS
ESMERALDAS
EXTREMA
FELIXLANDIA
FORMIGA
GUAXUPE
IGARAPE
IPATINGA
ITABIRITO
ITAJUBA
ITATIAIUCU
ITAUNA
JACUTINGA
JOAO MONLEVADE
JUIZ DE FORA
LAGOA SANTA
LAMBARI
MACHADO
MARIANA
MATEUS LEME
MATOZINHOS
MONTES CLAROS
NOVA ERA
NOVA LIMA
NOVA SERRANA
OURO BRANCO
OURO FINO
PARA DE MINAS
PATOS DE MINAS
PEDRO LEOPOLDO
PIRAPORA
POCOS DE CALDAS
RIBEIRAO DAS NEVES
SABARA
SANTA LUZIA
SANTA RITA DO SAPUCAI
SANTO ANTONIO DO AMPARO
SANTOS DUMONT
SAO LOURENCO
SAO SEBASTIAO DO PARAISO
SETE LAGOAS
TIMOTEO
TRES CORACOES
TRES PONTAS
UBA
UBERABA
UBERLANDIA
VARGINHA
VARZEA DA PALMA
VESPASIANO
VICOSA
.....
Fonte: Rais (1997) , INPI (elaboração própria)
89
TABELA V.25
Municípios com patentes por tipo,
total e número de empresas (1988-1996)
Município
BELO HORIZONTE
IPATINGA
CONTAGEM
SANTA LUZIA
POCOS DE CALDAS
BETIM
OURO BRANCO
TIMOTEO
UBERLANDIA
JOAO MONLEVADE
UBA
LAGOA SANTA
JUIZ DE FORA
MARIANA
NOVA SERRANA
CATAGUASES
MONTES CLAROS
ITABIRITO
LAMBARI
RIBEIRAO DAS NEVES
SABARA
UBERABA
SUBTOTAL
TOTAL DO ESTADO
DI MI UM PI Total (%) Titulares
8 50 98
0
0 12
1 30 41
0
0 36
0 53 12
11 16 13
0
0 18
0
0 11
2
9
4
0
0
5
2
9
2
0
8
1
0
1
7
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
2
0
2
0
0
0
1
0
1
3
0
0
2
1
1
1
26 180 270
28 250 397
Fonte: RAIS (1997), INPI (elaboração própria).
123
118
41
62
24
10
26
12
3
8
0
1
1
8
6
5
4
3
4
0
2
1
462
587
279 22,11
130 10,30
113 8,95
98 7,77
89 7,05
50 3,96
44 3,49
23 1,82
18 1,43
13 1,03
13 1,03
10 0,79
9 0,71
8 0,63
7 0,55
6 0,48
6 0,48
5 0,40
5 0,40
4 0,32
4 0,32
4 0,32
938 74,33
1262
100
90
2
25
5
5
8
1
1
10
1
1
4
7
2
1
4
1
1
2
4
2
3
180
390
90
TABELA V.26
Patentes Por Divisão CNAE (1988-1996) em Belo Horizonte
Descrição
METALURGIA BASICA
FABRICACAO DE EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTACAO PARA USOS MEDICO-HOSPITALARES, INST
CONFECCAO DE ARTIGOS DO VESTUARIO E ACESSORIOS
FABRICACAO DE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS
COMERCIO VAREJISTA, EXCETO COMERCIO DE VEICULOS AUTOMOTORES, MOTOCICLETAS E MOTO
CAPTACAO, PURIFICACAO E DISTRIBUICAO DE AGUA
FABRICACAO DE PRODUTOS DE METAL - EXCLUSIVE MAQUINAS E EQUIPAMENTOS
CORREIO E TELECOMUNICACOES
CONSTRUCAO
FABRICACAO DE PRODUTOS ALIMENTARES E BEBIDAS
COMERCIO POR ATACADO E INTERMEDIARIOS DO COMERCIO, EXCETO DE VEICULOS AUTOMOTORE
OUTRAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS
PREPARACAO DE COUROS E FABRICACAO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS DE VIAGEM E CAL
ELETRICIDADE, GAS E AGUA QUENTE
FABRICACAO DE PRODUTOS QUIMICOS
FABRICACAO DE MOVEIS E INDUSTRIAS DIVERSAS
FABRICACAO DE MAQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELETRICOS
FABRICACAO DE ARTIGOS DE BORRACHA E PLASTICO
ALUGUEL DE VEICULOS, MAQUINAS E EQUIPAMENTOS SEM CONDUTORES OU OPERADORES E DE O
ENSINO
ATIVIDADES DE INFORMATICA E CONEXAS
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
AGRICULTURA, PECUARIA E SERVICOS RELACIONADOS COM ESSAS ATIVIDADES
SAUDE E SERVICOS SOCIAIS
FABRICACAO E MONTAGEM DE VEICULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS
ATIVIDADES RECREATIVAS, CULTURAIS E DESPORTIVAS
EDICAO, IMPRESSAO E REPRODUCAO DE GRAVACOES
FABRICACAO DE MATERIAL ELETRONICO E DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICACOES
INTERMEDIACAO FINANCEIRA, EXCETO SEGUROS E PREVIDENCIA PRIVADA
ATIVIDADES ASSOCIATIVAS
ALOJAMENTO E ALIMENTACAO
EXTRACAO DE MINERAIS METALICOS
Total
Fonte:
Patentes
87
33
17
12
12
11
8
8
8
7
7
7
7
6
6
6
5
4
4
4
3
3
2
2
2
2
1
1
1
1
1
1
279
Tabela V.27
Total de Patentes com Primeiro Inventor de Minas Gerais, Total de Patentes de Indivíduos(2) no USPTO por Cidades de Minas Gerais - 1981-2000
Cidade
Micro Região Pat s/ titular (2) %(2) 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00
Belo Horizonte Belo Horizonte 21
14
67
2
1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
2
2
2
2
Ipatinga
Ipatinga
3
2
67
1
1
1
Uberlândia
Uberlândia
2
0
2
Viçosa
Viçosa
1
0
1
Timóteo
Ipatinga
1
0
1
Santa Rita do Santa Rita do
1
1 100
1
Sapucai
Sapucai
Medina
Pedra Azul
1
1 100
1
Juiz de Fora
Juiz de Fora
1
1 100
1
Itabira
Itabira
1
0
1
Campos Altos Araxa
1
1 100
1
Araxa
Araxa
1
0
1
1
N.I.
3
1
33
1
1
Total
37
21
57
2
1
0
2
1
1
2
2
2
2
4
1
0
1
3
0
2
3
1
6
Variação %
-50 -100
-50
0 100
0
0
0 100 -75 -100
200 -100
50 -67 500
Fonte: USPTO, 2001 (elaboração própria).
1. Patentes que o estado não foi identificado
2. Patentes com 1º inventor brasileiro e que não possui titular
91
92
TABELA V.28
Artigos, Pesquisadores, Patentes, Número de Firmas de 100 a 500 empregados e
Número de Firmas com mais de 500 empregados
Micro Região
Pesquisadores
(2000)
Alfenas
255
Araxa
Barbacena
BeloHorizonte
1.998
Caratinga
Cataguases
ConselheiroLafaiete
Curvelo
Diamantina
13
Divinopolis
Formiga
GovernadorValadares
Ipatinga
Itabira
Itaguara
Itajuba
139
Ituiutaba
JuizdeFora
240
Lavras
524
MontesClaros
5
Nanuque
Oliveira
OuroPreto
192
Paracatu
ParadeMinas
Passos
1
PatosdeMinas
Pirapora
PocosdeCaldas
27
PousoAlegre
SantaRitadoSapucai
SaoJoaoDelRei
51
SaoLourenco
SaoSebastiaodoParaiso
SeteLagoas
107
TresMarias
Uba
Uberaba
58
Uberlandia
283
Varginha
Vicosa
846
Total
4.739
Fonte:ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000eINPI.
% Pesq
5,38
42,16
0,27
2,93
5,06
11,06
0,11
4,05
0,02
0,57
1,08
2,26
1,22
5,97
17,85
100,00
Artigos % Artigos
Patentes
(1999)
(1988-89)
24
1,03
2
4
0,17
2
2
1.357
58,19
571
1
6
44
1
1
0,04
10
2
1
0,04
2
0,09
156
14
1
36
1,54
3
113
4,85
10
83
3,56
2
0,09
6
2
50
2,14
13
1
0,04
2
1
3
6
0,26
94
3
2
14
0,60
6
2
35
1,50
3
2
0,09
13
47
2,02
4
119
5,10
21
1
0,04
8
434
18,61
1
2.332
100,00
1.009
%Patentes
0,20
0,20
0,20
56,59
0,10
0,59
4,36
0,10
0,99
0,20
15,46
1,39
0,10
0,30
0,99
0,59
0,20
1,29
0,20
0,10
0,30
9,32
0,30
0,20
0,59
0,20
0,30
1,29
0,40
2,08
0,79
0,10
100,00
100-500
(1997)
5
8
8
227
2
10
5
2
37
8
11
15
10
1
5
2
29
4
17
4
4
9
13
10
2
9
20
17
7
8
6
10
34
2
18
16
32
20
1
648
%Estab
500...
%Estab
(100-500)
(1997)
+500
0,77
1,23
1,23
2
1,92
35,03
36
34,62
0,31
1,54
4
3,85
0,77
2
1,92
0,31
5,71
2
1,92
1,23
1,70
2,31
5
4,81
1,54
4
3,85
0,15
0,77
4
3,85
0,31
1
0,96
4,48
5
4,81
0,62
1
0,96
2,62
3
2,88
0,62
0,62
1,39
3
2,88
2,01
2
1,92
1,54
2
1,92
0,31
1
0,96
1,39
1
0,96
3,09
4
3,85
2,62
4
3,85
1,08
1,23
0,93
1,54
5,25
5
4,81
0,31
2
1,92
2,78
2
1,92
2,47
3
2,88
4,94
4
3,85
3,09
2
1,92
0,15
100,00
104
100,00
93
TABELA V.29
Correlação entre a distribuição de artigos (1999), pesquisadores (1997), patentes (1988-1996), número
de firmas de 100 a 500 empregados e número de firmas com mais de 500 empregados (1997),
por microregião do IBGE.
Correlação entre
Coeficiente de Correlação
Pesquisadores e artigos
0,973047
Pesquisadores e patentes
0,824028
Patentes e número de firmas (100 – 500)
0,936416
Patentes e número de firmas (>500)
0,949799
Artigos e patentes
0,893866
Fonte:ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000 e INPI.
TABELA VII.1
Comparativo entre Orçamentos Anuais e Recursos Financeiros
Efetivamente Disponíveis
Período 1986-1999 (*)
Orçamentos Anuais
Valor
Anos
%
(x R$ 1.000,00)
(x R$ 1.000,00)
1986
2.528
1.126
44,54
1987
1.162
434
37,35
1988
145
88
60,69
1989
414
163
39,37
1990
42.406
5.253
12,39
1991
107.879
12.233
11,34
1992
98.131
11.489
11,71
1993
123.203
8.470
6,87
1994
90.048
5.560
6,17
1995
23.405
13.438
57,42
1996
42.450
35.497
83,62
1997
50.833
28.833
56,72
1998
58.248
33.261
57,11
1999
64.130
16.130
25,15
Fonte: Relatório Anual da FAPEMIG, 1999
(*) Em 1995 houve uma modificação decorrente da
Emenda Constitucional n.17, que reduziu o percentual de
aplicação da receita orçamentária corrente ordinária do
Estado de 3,0% para 0,5% em 1995, 0,7% em 1996, 0,8%
em 1997 e 1,0% em 1998 e anos subseqüentes
94
Tabela VII.2
Descrição das despesas da Fapemig de 1994 a 1999 em percentual
Despesa FAPEMIG
1994
1995 1996 1997 1998 1999
Despesas Administrativas
Pessoal e Encargos
3.41
3.11
2.21
2.40
1.92
6.56
Demais Despesas correntes
7.74
5.13
3.51
3.97
4.55
6.61
Capital
0.60
0.99
1.06
0.11
0.33
0.09
Transferências Correntes
0.00
0.04
0.00
0.00
0.00
0.00
Total
11.74
9.27
6.77
6.48
6.80 13.25
Despesas com Atividade Fim
Eventos Especiais(Auxílios Especiais)
Projetos de Pesquisa
Bolsas e capacitação de RH
Congressos e eventos
Despesas com Consultoria e Assessoramento
Técnico
Total
Restos a Pagar
Total
Restos a Pagar não incluído
0.00
63.58
14.44
10.24
0.00
0.00
71.13
14.36
5.24
0.00
2.03
65.88
19.34
5.98
0.00
3.22
48.58
32.85
8.86
0.00
2.29
47.25
31.10
4.80
0.00
0.96
18.64
58.97
4.26
2.28
88.26 90.73 93.23 93.52 85.44 85.12
ND
ND
ND
7.76
1.63
100.00 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0
0
0
0
0
0
14.73
Fonte: Relatórios Anuais FAPEMIG 1994-1999, Elaboração própria
TABELA VII.3
Processos solicitados e financiados pela
FAPEMIG
Ano Solicitações Financiados Aceitação
(%)
1986
256
248
96,88
1987
111
44
39,64
1988
6
7
116,67
1989
61
48
78,69
1990
1235
670
54,25
1991
560
352
62,86
1992
1728
668
38,66
1993
1434
627
43,72
1994
952
463
48,63
1995
1885
1001
53,10
1996
2390
1259
52,68
1997
2643
985
37,27
1998
2864
569
19,87
1999
913
169
18,51
Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria).
Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria).
TABELA VII.4
Quantidades de Projetos financiados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 agrupadas por modalidade.
Modalidade
Total 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996
AE-AUXILIO ESPECIAL
127
1
6
10
71
AE-CONVENIO DE COOPERACAO TECNICA
1
1
AP-PROJETO INDIVIDUAL
1727 22 37
24 459 83 40 56 30
451
524
AP-PROJETO INSTITUCIONAL
822
1
1 17
144
174
AP-PROJETO REPROGRAMADO
258
5
3 118 121 11
AP-PROJETO DE CUNHO ESTRATEGICO
207
53 47 43 46 17
1
AP-APOIO A PESQUISA
187 182
3
1
1
AP-PROGRAMA E PROJETO ESPECIAL
103
1 43
6 33 18
2
AP-PROJETO DE DESENVOLVIMENTO TECNOL.
40
17
3
8
8
4
AP-PROJETO-CONECIT
25
25
AP-PROJETO DE PESQUISA CIENT.E TECNOLOG.
15
AP-APOIO A GRUPOS EMERGENTES
1
CRH-PART.CONG.NO PAIS
1692 12
50 149 250 198 209
157
186
CRH-PART.CONG.NO EXTERIOR
834
2
2
1
66 81 86
111
148
CRH-ORGANIZACAO DE EVENTOS
755
5
2
6 18 41 57 77 72 61
82
92
CRH-PART.COLETIVA EM EVENTOS
246
2 16 14
40
63
CRH-CONVENIO "DAAD"
22
1
2
2
2
4
3
CRH-CONSELHO BRITANICO
15
2
4
5
1
1
CRH-PROMOCAO ESTUDOS/EVENTOS ESPECIAIS
1
CAPACITACAO
25 23
2
PCRH - PROG.DE CAPACIT.DE RH ESTADUAL
6
1
5
NAO SE ENQUADRA
1
1
TOTAL
7110 248 44
7 48 670 352 668 627 463 1001 1259
TOTAL AP
3385 205 40
1 26 577 142 267 250 81
595
699
% AP / TOTAL
48 83 91 14 54 86 40 40 40 17
59
56
TOTAL CRH
3565 19
4
6 20 93 210 401 376 374
391
489
% CRH / TOTAL
50
8
9 86 42 14 60 60 60 81
39
39
95
15
1
209
165
89
29
5
1
1
40
68
33
57
10
985 569 169
446 56
0
45 10
0
515 499 168
52 88 99
204
139
96
72
3
1
1
445
1997 1998 1999
24 14
1
96
TABELA VII.5
Processos solicitados por Câmara de 1986 a 1999
Câmara Total 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
CAG
4338 37 21
3
7 276 173 380 370 245 400 602 761 780 283
TEC
3265 27 13
6 253 118 372 274 230 392 520 447 509 104
SHA
3092 58 21
1 12 209 79 292 210 171 341 410 494 599 195
CEX
1795 32 15
1 12 161 54 194 188 90 208 250 220 283 87
CBB
1756 80 16
11 147 39 194 131 51 219 227 284 269 88
CDS
1658 13 13
1 10 111 63 188 161 103 204 203 253 239 96
CRA
1134
9 12
3 78 34 108 100 62 121 178 184 185 60
Total 17038 256 111
6 61 1235 560 1728 1434 952 1885 2390 2643 2864 913
Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria).
TABELA VII.6
Processos aprovados por Câmara de 1986 a 1999
Câmara Tota 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
l
CAG 1820 33
8
3
7 162 141 140 162 123 220 340 304 144
TEC 1344 25
3
4 132 92 160 110 113 178 230 146 127
SHA 1190 56
3
1
8 101 23 84 90 63 166 193 217 132
CBB 895 80 13
1
8
95 27 119 71 29 138 155 95 47
CEX 845 32
9
1
10 91 24 82 97 46 133 136 91 70
CDS 607 13
5
1
9
53 30 39 59 51 103 106 78 44
CRA 449 9
3
2
36 15 45 38 38 65 102 66 27
Total 7150 248 44
7
48 670 352 669 627 463 1003 1262 997 591
Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria).
1999
33
24
53
17
23
16
3
169
97
TABELA VII.7
Processos financiados pela FAPEMIG, encerrados ou concluídos*,
de 1986 a 1999, por micro região de Minas Gerais
Tota
Micro Região
86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96
l
ALFENAS
45 1
1 3 2 6 3 5 6
9
BARBACENA
1
BELO HORIZONTE
3592 198 32 6 26 413 139 423 345 246 510 507
CAMPO BELO
5
2 1
1
CATAGUASES
1
1
DIAMANTINA
1
1
DIVINOPOLIS
4
1 1 1
1
GOVERNADOR
13
2 4 1
1
3
VALADARES
ITABIRA
1
ITAJUBA
115 2
1 7 3 7 7 17 19 26
ITUIUTABA
2
1
JANAUBA
23
8 5 3
2
JUIZ DE FORA
247 12
6 21 5 17 19 17 68 30
LAVRAS
467 11 3 1 2 36 60 46 40 25 61 89
MONTES CLAROS
14
1 3
3
4
MURIAE
7
1 3 1 1
OURO PRETO
142 5
3 10 2 7 12 10 33 34
PARA DE MINAS
1
1
PASSOS
8
1
1
5
PATOS DE MINAS
2
POCOS DE CALDAS
15
2 1
2 3
1
PONTE NOVA
3
1
1
SANTA RITA DO
6
1 1 2 1
1
SAPUCAI
SAO JOAO DEL REI
58
4 1 5 5 3 12 12
SAO LOURENCO
1
1
SETE LAGOAS
86 2
1 9 4 9 10 9 11 10
TEOFILO OTONI
1
1
UBERABA
96 2
4 17 9 8 15 11 11
UBERLANDIA
359 3 3
2 25 31 30 29 19 44 79
VARGINHA
9
6
2
VICOSA
1000 11 2
2 106 73 67 108 73 116 222
104
Total
6325 247 40 7 46 638 345 639 604 450 912
8
97 98 99
6 3
1
337 307 103
1
2
1
17
2
32
54
1
9
1
2
15
31
1
14
9
1
5
8
1
1
3
1
1
3
1
3
1
9
4
3
11
8
2
9 8
42 47
2
5
1
142 55 23
684 500 165
Fonte: FAPEMIG, 2000.
Nota: * A diferença entre concluido e encerrado é que ambos finalizaram a pesquisa só que o apenas concluído ainda tem que prestar de contas
junto a FAPEMIG.
Fonte: FAPEMIG, 2000 (elaboração própria).
VICOSA
UBERLANDIA
LAVRAS
JUIZ DE FORA
BELO HORIZONTE
OURO PRETO
ITAJUBA
BELO HORIZONTE
LAVRAS
BELO HORIZONTE
VICOSA
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
UBERABA
SETE LAGOAS
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
SAO JOAO DEL REI
BELO HORIZONTE
ALFENAS
UBERABA
SETE LAGOAS
JANAUBA
JUIZ DE FORA
MARIANA
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
BELO HORIZONTE
ALFENAS
BELO HORIZONTE
UFV
UFU
UFLA
UFJF
CETEC / MG
UFOP
EFEI
CDTN / CNEN
EPAMIG
UFOP
EPAMIG
FUNED
PUC / MG
FJP
FAC. MEDICINA TRIANGULO MINEIRO
EMBRAPA / CNPMS
FIOCRUZ
EPAMIG
FUNREI
UEMG
UNIFENAS
EPAMIG
EPAMIG
EPAMIG
EMBRAPA / CNPGL
UFOP
FEAM
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA
UFV
INST. DE GEOCIENCIAS APLICADAS
UFU
EFOA
FHEMIG
CIDADE
BELO HORIZONTE
UFMG
INSTITUIÇÃO
915
352
352
212
171
111
109
99
99
79
77
75
73
70
64
61
61
53
51
35
30
25
24
21
20
21
18
14
14
13
13
10
10
2643
Total
1
1
2
5
6
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
2
1
6
19
1989
1
1
4
3
1988
2
1
1
3
3
30
1987
11
2
10
10
6
5
2
166
1986
1
1
4
2
2
2
1
1
101
24
26
16
28
8
5
4
8
4
3
13
1
15
3
8
9
5
3
314
1990
4
1
1
1
1
3
1
3
13
3
6
3
5
6
67
27
23
4
8
2
3
4
35
96
1991
1
5
4
3
1
4
4
56
30
17
12
39
6
7
23
27
8
11
11
6
7
5
4
10
12
4
4
5
2
5
272
1992
1
2
3
94
29
33
17
11
9
7
16
6
6
13
14
7
10
5
6
4
12
5
3
2
2
4
7
1
2
3
241
1993
54
19
22
14
21
6
15
9
3
6
18
2
2
5
10
3
2
5
2
3
4
4
6
4
2
4
1
2
3
1
1
1
1
169
1994
3
2
2
106
43
48
60
21
28
18
11
7
18
10
13
15
13
8
9
11
4
11
3
4
3
1
3
6
2
2
1
2
371
1995
1
2
1
215
79
78
26
11
28
26
11
11
16
7
2
16
11
6
8
5
5
10
11
7
4
2
2
4
5
2
396
1996
3
1
1
1
2
4
2
3
136
42
52
27
10
10
16
9
1
8
5
3
13
4
8
11
4
4
9
3
3
1
256
1997
TABELA VII.8 – Quantidades de projetos, encerrados ou concluídos, patrocinados pela FAPEMIG de 1986 a 1999 por instituição e município com um total maior que 10 projetos
98
1
2
2
2
1
1
7
5
3
8
2
5
6
2
2
4
5
2
3
2
2
50
47
31
15
15
6
9
4
232
1998
1
1
2
1
1
1
2
1
1
3
1
4
8
1
2
23
5
7
5
1
1
77
1999
ANOS
1999
Fonte: Relatórios FAPEMIG(1994 a 1999), Elaboração Própria
Nota: 1 - Valores convertidos para Real pela relação 0,85R$=1,00US$
2 - valores e quantidades de todas as modalidades de financiamentos(projetos de pesquisa, bolsas, congressos, etc.)
3 - Legenda:
CAG- Ciências Agrárias
CBS- Ciências Biológicas e da Saúde
CEX- Ciências Exatas e da Terra
SHA- Ciências Sociais, Humanas e Artes
TEC- Tecnologia
CAG - Área de Ciências Agrárias;
CBB - Área de Ciências Biológicas e Biotecnologia;
CDS - Área de Ciências da Saúde;
CEX - Área de Ciências Exatas e dos Materiais;
CRA - Área de Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais;
SHA - Área de Ciências Sociais, Humans, Letras e Artes;
TEC - Área de Arquitetura e Engenharias; CAM - Contempla Diversar Áreas.
CAM - Contempla Diversar Áreas.
ÁREAS(3) QTDE. VALOR(R$)* QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R$)
ÁREAS(1) QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R$) QTDE. VALOR(R
CAG
34
703.513,3
112 1.670.199,00
228
4.411.929,36 CAG
182
3.473.899
332
6.648.433
85
1.241.0
CBS
33
575.654,4
89 1.272.652,00
242
4.060.698,30 CBB
110
2.357.175
121
2.838.956
22
442.5
CEX
13
339.421,3
80 1.396.778,00
142
4.366.991,59 CDS
52
867.774
56
1.040.818
7
123.7
SHA
18
414.169,0
40
663.666,00
109
1.393.875,16 CEX
83
2.413.935
100
2.376.719
21
339.3
TEC
33
1.781.060,6
57 1.850.231,00
146
3.429.845,71 CRA
52
980.752
65
778.724
13
131.1
SHA
67
671.232
119
1.393.519
13
235.9
TEC
112
2.278.280
98
2.001.012
15
294.9
CAM
8
529.338
7
207.561
2
88.7
131
3.813.818,6
378 6.853.526,00
867 17.663.340,12 TOTAL
666 13.572.385
898 17.285.742
178
2.897.5
TOTAL
TABELA VII.9
Distribuição dos Recursos Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999
1994(1)(2)
1995
1996
1997
1998
99
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
Na
5106464,50 179 11138748,34
8
Na
Na
Na
Na
Na
Fonte: Relatórios FAPEMIG(1994 a 1999), Elaboração Própria
TOTAL 1146
CAG
CBS
CEX
SHA
TEC
Na
Na
Na
Na
Na
CAG
CBB
CDS
CEX
CRA
SHA
TEC
CAM
2708 30105980,16 TOTAL
Na
Na
Na
Na
Na
298
145
106
143
84
190
207
2150
3323
4210914
2564039
1073595
2631002
1066775
1308123
2707585
9971881
25553934
1002
360
189
397
200
771
711
987
4617
9435263
3778255
1361554
3632391
1219120
3375404
4185661
3675406
30663054
579
228
95
223
144
449
371
867
2956
3715674
1471236
395425
1604832
736551
1816293
1963547
2010349
13713907
TABELA VII.10
Distribuição dos Recursos Totais Empregados pela FAPEMIG Dividido por Área de Conhecimento - 1994-1999
ANOS
1994(1)(2)
1995
1996
1997
1998
1999
(
(1
ÁREAS QTD VALOR(R$) QT VALOR(R$) QTDE VALOR(R$) ÁREAS QTD VALOR(R QTDE VALOR(R$ QTDE. VALOR(R$
3)
)
E.
*
DE.
.
E.
$)
.
)
)
100
101
Tabela VII.11
Quantidade de Projetos Encerrados ou concluídos financiados pela FAPEMIG (1986-1999),
Total de Pesquisadores (2000), Artigos Científicos (1999) e Patentes (1988-1996)
por Micro-Regiões de Minas Gerais
Projetos
Pesquisadores
Artigos
Patentes
MICRO REGIAO
Quant.
%
Quant.
%
Quant.
%
Quant.
%
BeloHorizonte
Vicosa
Lavras
Uberlandia
JuizdeFora
OuroPreto
Itajuba
SeteLagoas
Uberaba
SaoJoaoDelRei
Alfenas
Janaúba
PocosdeCaldas
GovernadorValadares
MontesClaros
Varginha
Muriaré
Passos
SantaRitadoSapucai
Campo Belo
Divinopolis
Ituiutaba
Barbacena
Diamantina
Itabira
ParadeMinas
Ponte Nova
Teofilo Otoni
Araxa
Caratinga
Cataguases
ConselheiroLafaiete
Curvelo
Formiga
Ipatinga
Itaguara
Nanuque
Oliveira
Paracatu
PatosdeMinas
Pirapora
PousoAlegre
SaoLourenco
SaoSebastiaodoParaiso
TresMarias
Uba
Total
3.592
1.000
467
359
247
142
115
86
96
58
45
23
15
13
14
9
7
8
6
5
4
2
1
1
1
1
3
1
1
2
1
6.325
56,79
15,81
7,38
5,68
3,91
2,25
1,82
1,36
1,52
0,92
0,71
0,36
0,24
0,21
0,22
0,14
0,11
0,13
0,09
0,08
0,06
0,03
0,02
0,02
0,02
0,02
0,05
0,02
0,02
0,03
0,02
100,00
1.998
846
524
283
240
192
139
107
58
51
255
27
5
1
13
4.739
Fonte: ISI,2000;RAIS,1997;CNPq,2000; INPI (elaboração própria).
42,16
17,85
11,06
5,97
5,06
4,05
2,93
2,26
1,22
1,08
5,38
0,57
0,11
0,02
0,27
100,00
1.357
434
83
119
113
50
36
35
47
14
24
6
1
2
1
1
4
2
1
2
2.332
58,19
18,61
3,56
5,10
4,85
2,14
1,54
1,50
2,02
0,60
1,03
0,26
0,04
0,09
0,04
0,04
0,17
0,09
0,04
0,09
100,00
571
1
21
10
13
3
3
4
2
94
6
8
2
10
2
14
2
2
1
6
44
1
2
156
1
2
1
3
3
6
2
13
1.009
56,59
0,10
2,08
0,99
1,29
0,30
0,30
0,40
0,20
9,32
0,59
0,79
0,20
0,99
0,20
1,39
0,20
0,20
0,10
0,59
4,36
0,10
0,20
15,46
0,10
0,20
0,10
0,30
0,30
0,59
0,20
1,29
100,00
Fonte: FUNDEP.
Agências
FAPEMIG
FINEP
CNPq
CAPES
TOTAL
Anos
Fonte: FUNDEP.
Destinação
Pesquisa
Serviços
Extensão
Total
Recursos(1)
UFMG
Externos
% (1)
Valores
% (1)
Valores
% (1)
Valores
% (1)
Valores
% (1)
Valores
2000
% (1)
13.318,28
16.140,30
45,21 22.862,52
54,79 28.257,53
44,72 24.229,50
55,28 37.621,55
39,17 21.788,92
60,83 31.418,58
40,95 13.322,82
59,05 17.160,00
43,71 18.224,08
56,29 26.772,52
1996
1997
1998
1999
2000
Valores
%
Valores
%
Valores
%
Valores
%
Valores
%
Valores
%
2.566,60 48,66 5.284,06 30,91 5.508,13 34,25 4.435,14 43,32
329,65
9,15 1.738,34 23,89
1.973,58 37,42 4.192,59 24,52 6.126,79 38,10 2.962,87 28,94 1.446,78 40,17 2.194,44 30,16
576,28 10,93 2.219,61 12,98
667,02
4,15
198,37
1,94
151,35
4,20
807,17 11,10
158,18
3,00 5.400,20 31,59 3.780,30 23,51 2.642,14 25,81 1.674,19 46,48 2.535,02 34,85
5.274,64 100,00 17.096,46 100,00 16.082,24 100,00 10.238,52 100,00 3.601,98 100,00 7.274,97 100,00
1995
19.861,92
18.897,05
4.619,80
16.190,03
59.568,81
TOTAL
40,48
59,47
7.730,23 26,24 17.298,39 33,84 17.077,49 27,61 13.689,38 25,73 4.621,61 15,16 12.743,89 28,31
17.831,93 60,53 30.404,20 59,48 39.630,52 64,07 34.268,11 64,40 22.490,70 73,78 28.174,48 62,59
3.898,41 13,23 3.417,46
6,69 5.143,04
8,32 5.250,01
9,87 3.370,51 11,06 4.098,22
9,10
29.460,57 100,00 51.120,05 100,00 61.851,05 100,00 53.207,50 100,00 30.482,82 100,00 45.016,59 100,00
Valores
Tabela VII.13
Total de Recursos gastos pelas Maiores Financiadoras Externas de Projetos da UFMG em US$1000 – 1995-2000
Anos
Tabela VII.12
Total de Recursos Recebidos pela UFMG por Destinação em US1000.00 - 1995-2000
1995
1996
1997
1998
1999
102
103
GRÁFICO I.1
Plot do log10(PNB), versus log10 (artigos por milhão de habitantes – A*),
versus log10 (patentes por milhão de habitantes – P*).
(a) apresenta um gráfico em três dimensões ; enquanto (b) and (c) mostram as projeções em
dois planos. Os dados foram obtidos para 120 países no ano de 1998.
I.1 a )
I.1 b
)
I.1 c )
Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração do autor)
104
GRÁFICO II.1
Log-log plot de artigos por milhão de habitantes (A*), versus patentes por milhão de
habitantes (P*) para 120 países no ano 1998. Aqui os dois subgrupos estão identificados por
símbolos diferentes. Duas funções exponenciais foram usadas para enquadrá-los.
Fonte: Banco Mundial, 2000; USPTO, 2001; ISI, 2001 (elaboração do autor)
105
FIGURA III.1
Regime de interação entre ciência e tecnologia
“REGIME” I
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TO
“REGIME” II
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“REGIME” III
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