AMILASE
MÉTODO:
Caraway modificado.
FINALIDADE:
Reagentes para a determinação da atividade enzimática da amilase em amostras de
soro, plasma, urina, bile, suco pancreático e líquido duodenal.
Somente para uso diagnóstico IN VITRO.
FUNDAMENTO:
A amilase é uma enzima que catalisa a hidrólise do amido. A adição de iodo a uma
solução contendo amido resulta no desenvolvimento de cor azul. Dentro de certos
limites, mantendo a concentração de iodo constante, a alteração produzida na cor
pelo amido degradado é proporcional à concentração de amilase na amostra.
SIGNIFICADO CLÍNICO:
É uma enzima predominantemente de origem glandular pancreática e salivar. Níveis
elevados são encontrados na pancreatite, lesões das glândulas salivares (caxumba),
úlceras peptícas perfuradas, apendicite, gravidez ectópica rôta, aneurisma
dissecante aórtico e doença do trato biliar.
Na pancreatite aguda, o nível de amilase pode atingir 4 a 6 vezes o limite de
referência superior e retornar ao normal dentro de 3 a 4 dias. Com a formação do
pseudocisto pancreático os níveis frequentemente permanecem elevados. A amilase
é a única proteína que pode ser eliminada pelo rins.
Na insuficiência renal, os níveis séricos de amilase estão elevados como resultado do
declínio da depuração renal.
Na macroamilasemia, a amilase está ligada a imunoglobulina e o complexo é muito
grande para ser filtrado pelos glomérulos. Portanto, esta condição proporciona
aparente hiperamilasemia (chamada macroamilasemia) que não indica doença.
Para se diferenciar pancreatite aguda de uma macroamilasemia utiliza-se clearence
de amilase e creatinina:
CAM/CCREA= [AM] Urina X [CREA] Soro
[AM] Soro
[CREA] Urina
AMOSTRAS BIOLÓGICAS:
• SORO
• PLASMA (Heparina)
• URINA
• BILES, SUCO PANCREÁTICO, LÍQUIDO DUODENAL
O soro, plasma ou urina, são estáveis à temperatura entre 15-25ºC por até 1
semana ou vários meses entre 2-8ºC.
Líquido duodenal diluído 1:2 com glicerol é estável por vários dias à temperatura
ambiente ou vários meses à 4ºC.
MATERIAIS NECESSÁRIOS E NÃO FORNECIDOS:
• Fotômetro UV/VIS;
• Pipetas;
• Banho-maria ou termostatizador;
• Cronômetro.
DOSAGEM NO SORO OU PLASMA:
A. OBSERVAÇÕES:
• O nível de água do banho-maria deve ser superior ao dos reagentes nos tubos;
• Os tempos e a temperatura devem ser controlados rigorosamente. O tempo após a
adição do RGT DE USO deve ser CRONOMETRADO;
B. COLORIMETRIA:
Identificar dois tubos de ensaio como: “C” - Controle e “A” - Amostra e proceder:
Reagente
“C” Controle
“A” Amostra
SUB
0,250 mL
0,250 mL
TAM
0,250 mL
0,250 mL
Homogeneizar bem.
Incubar 37ºC por 2 minutos.
SORO
---0,01 mL
Homogeneizar bem.
Incubar a 37ºC por 7 minutos e 30 segundos (CRONOMETRAR)
RGT DE USO
0,5 mL
0,5 mL
ÁGUA
4,0 mL
4,0 mL
Homogeneizar bem.
Efetuar as leituras fotométricas em 660 nm ou filtro vermelho, acertando o zero
com água.
VR: 1 a 4 %
Na pancreatite aguda o valor aumenta, na macroamilasemia o valor diminui, e na
hiperamilasemia salivar o valor está normal e baixo.
Drogas que causam aumento da amilase (efeito fisiológico): colinérgicos, etanol,
narcóticos.
Drogas que causam diminuição da amilase (interferência química): citrato, oxalato,
fluoreto.
C. CÁLCULO:
• A reação de cor é estável por 120 minutos
IDENTIFICAÇÃO E ARMAZENAMENTO:
Conservar em temperatura entre 15 e 25ºC.
Ac = Absorbância do controle
Aa = Absorbância da amostra
SUB- Substrato: Ácido Benzóico 0,25% e Amido solúvel 0,8 g/L.
Exemplo:
Ac = 0,403
Aa = 0,367
TAM- Tampão: Ácido benzóico 0,20%; Fosfato monoácido de sódio 90 g/L e Azida
sódica 0,5 g/L.
Amilase (U%) = (Ac - Aa) / Ac x 800
Amilase (U%) = [(0,403 - 0,367) / 0,403] x 800
RGT- Reagente de Cor: Iodato de potássio 3,57 g/L; Iodeto de Potássio 45 g/L;
Ácido Clorídrico 54 mmol/L e Fluoreto de sódio 3,5 g/L.
ESTABILIDADE:
Os reagentes são estáveis até a data de validade impressa no rótulo, quando
armazenados em temperatura entre 15 e 25ºC.
TRANSPORTE:
O transporte do kit deve ser feito pela rota mais direta evitando-se as chegadas nos
finais de semana e feriados no local de destino. O kit não é afetado pelo transporte
desde que seja entregue ao destinatário no período máximo de 07 dias e em uma
temperatura de até 37ºC.
TERMOS E CONDIÇOES DE GARANTIA:
O fabricante garante a qualidade do produto, se este for armazenado como descrito
acima e em sua embalagem original.
PREPARO DO REAGENTE DE USO:
Transferir quantitativamente o conteúdo da ampola do RGT para um frasco âmbar.
Adicionar 45 mL de água destilada. Homogeneizar bem e manter o frasco sempre
bem vedado. Estável por 12 meses a 4ºC. O frasco deve ser aberto estritamente o
indispensável e para evitar perdas de iodo, mantê-lo sempre bem vedado.
PRECAUÇÕES:
• Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação dos
reagentes. O RGT é constituído por ácido clorídrico, que é uma substância irritante.
A solução tampão contém azida sódica como conservante. Não ingerir ou aspirar.
Evitar contato com a pele e mucosa.
• Como não se pode assegurar que amostras biológicas e soros controle não
transmitem infecções, recomenda-se manuseá-los de acordo com as instruções de
biossegurança.
• Saliva e suor contém amilase. Não sopre pipetas e evite contato da amostra e
reagentes com a pele. Diminuição maior que 10% na absorbância do controle indica
contaminação do substrato com saliva.
• Para reduzir a possibilidade de contaminação não pipetar pela boca, evitar que os
frascos de reagentes fiquem abertos e evitar falar durante a execução da
metodologia.
• Em baixas temperaturas o Reagente TAM pode apresentar cristalização. Colocá-lo
em banho-maria a 37ºC e agitar levemente. Tal fato não interfere na sua qualidade.
• A enzima é ativada por íons Ca+2 e classificada como metalenzima. Halogênios,
especialmente cloretos, também ativam a enzima. Oxalatos, citratos e fluoretos
inibem a atividade amilásica.
• Para o descarte seguro dos reagentes e materiais biológicos, sugerimos utilizar as
regulamentações normativas locais, estaduais ou federais para a preservação
ambiental.
Amilase (U%) = [(Ac - Aa) / Ac] x 800
Amilase (U%) = 71,46 U%
DOSAGEM NA URINA:
A. PREPARO:
Medir e anotar o volume urinário em mL e o tempo de coleta da amostra. Sempre
que possível não deve ser inferior à 6 horas. Medir o pH e ajustá-lo entre 6,9 a 7,4
do seguinte modo:
A) Urina ácida: adicionar carbonato de sódio;
B) Urina alcalina: adicionar fosfato biácido de sódio NaH 2PO4.
B. CÁLCULO:
• Amilase (U/h) = (Ac - Aa) : Ac x V : T x 8
Ac = Absorbância do controle
Aa = Absorbância da amostra
V = Volume urinário em mL
T = Tempo de coleta em horas
Exemplo:
Ac = 0,403
Aa = 0,351
V = 700 mL
T = 6 horas
Amilase (U/h) = (Ac - Aa) : Ac x V : T x 8
Amilase (U/h) = (0,403 - 0,351) : 0,403 x 700: 6 x 8
Amilase (U/h) = 120 U/h
DOSAGEM EM OUTROS LÍQUIDOS:
A mesma metodologia descrita para soro ou plasma pode ser aplicada à bile, suco
pancreático ou líquido duodenal. Quando de um destes últimos, diluir 1:1000 com
NaCl 0,85% e multiplicar o resultado por 1.000.
LINEARIDADE DA REAÇÃO DE COR:
A reação de cor é linear até a concentração de 400 U%. Para valores maiores:
A) Diluir a amostra com NaCl 0,85%;
B) Efetuar nova determinação;
C) Multiplicar o valor obtido pelo fator de diluição empregado.
A atividade da alfa-amilase é dependente da concentração de íon cloreto, isto deve
ser criteriosamente observado na diluição das amostras.
VALORES DE REFERÊNCIA:
• SORO/PLASMA: 60 a 160 U%
• URINA: 50 a 140 U/h
REV. 11/10
REPETIBILIDADE:
N
10
MÉDIA
116,5
DP
11,42
CV%
9,8
REPRODUTIBILIDADE:
N
Amostra
10
MÉDIA
119
DP
19,29
CV%
16,24
Amostra
RECUPERAÇÃO:
Soro Controle
Soro 1
Soro 2
Valor alvo,
U%
125
377
Média do valor
recuperado
125
342
Recuperação, %
102
96
CONTROLE DE QUALIDADE:
Todo soro controle contendo valores determinados pelo método Caraway para
amilase podem ser empregados.
COMPARAÇÃO DE MÉTODOS:
O kit da Amilase foi comparado com outros métodos para dosagem amilase
comercialmente disponíveis. Soros controle assim como 58 amostras de pacientes
foram usados na comparação. Foram avaliados os resultados obtidos pelos métodos
utilizados e também através de uma equação de regressão não-paramétrica de
acordo com Bablok & Passing. A regressão linear obtida foi descrita como:
r = 0,915
Y = 0,939 X + 5,536
Xmédia = 51,2
Ymédia = 53,4
APRESENTAÇÃO DO KIT:
Cat. Nº
Reagente
SUB
002
TAM
RGT
Volume
1 x 25 mL
1 x 25 mL
1 x 5 mL
Nº Teste
100
DEPARTAMENTO DE SERVIÇOS ASSOCIADOS:
Para esclarecimentos de dúvidas do consumidor quanto ao produto:
Telefax (31) 3067-6400 E-mail: [email protected]
N.º DO LOTE, DATA DE FABRICAÇÃO, DATA DE VALIDADE VIDE RÓTULO DO
PRODUTO.
BIBLIOGRAFIA:
1- Caraway, W.T.: Amer. J. Clin. Pathol. 32,7,1959
2- Henry, R.J.; Clin. Chem. 6, 434, 1960
3- Tonks, D.B.: Clin. Chem. 9, 217, 1963
4- Henry, R.J.: Clinical Chemistry - Principles and Technics, 2ª ed. Harper
and Row, 1974.
5- Annino, J.S.: Clinical Chemistry. Principles and Procedures, 4ª ed.Little,
Brown and Company.
6- Ióvine, E.: El Laboratório en la Clínica, 2ª ed. Panamericana.
7- Moura, R.A.: Técnicas de Laboratório, 2ª ed. Atheneu.
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O conteúdo é suficiente para <n> testes
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