Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Demonstrações financeiras Individuais e Consolidadas 31 de dezembro de 2014 e 2013 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Conselheiros e Diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES Brasília – DF Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (“Banco”), identificadas como BNDES e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva Conforme descrito na Nota Explicativa no.13.1 às demonstrações financeiras, em 31 de dezembro de 2014 o Banco registrou na conta de ajuste de avaliação patrimonial, no patrimônio líquido, desvalorização de investimentos em ações ordinárias e preferenciais de um emissor, com base no valor de mercado dessas ações, em função da sua classificação na categoria disponível para venda. Do total dessa desvalorização, em 31 de dezembro de 2014, o Banco com base em avaliação econômico-financeira preparada por sua Administração, considerou como perdas de caráter permanente, o montante liquido dos respectivos efeitos tributários de 1 aproximadamente R$2,6 bilhões, dos quais R$1 bilhão foi reclassificado como perda para o resultado do exercício e R$1,6 bilhão foi mantido na conta de ajuste de avaliação patrimonial, no patrimônio líquido, conforme requerido pela Resolução n° 4.175/12 do Conselho Monetário Nacional. As práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que tem por objetivo a apresentação adequada da posição patrimonial e financeira, do desempenho operacional e dos fluxos de caixa, requerem que as perdas de caráter permanente sejam reconhecidas no resultado do período em que ocorrerem. Consequentemente, o lucro líquido individual e consolidado do semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2014 está aumentado em R$1,6 bilhão, líquido dos efeitos tributários Adicionalmente, a parcela da desvalorização considerada como perda de caráter permanente de aproximadamente R$2,6 bilhões, acima descrita, foi determinada pela Administração do Banco por intermédio de avaliação econômico-financeira. Devido à falta de divulgação, pelo emissor das ações, de demonstrações financeiras revisadas ou auditadas contemplando os efeitos das possíveis perdas que estão sendo apuradas, do seu plano de negócios atualizado e redimensionado, bem como à outras incertezas significativas, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para algumas premissas utilizadas nessa avaliação econômico-financeira. Consequentemente, não nos foi possível determinar se teria havido a necessidade de ajustes ao valor definido pela Administração como perda de caráter permanente em 31 de dezembro de 2014. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no primeiro parágrafo da Base para opinião com ressalva e pelos possíveis efeitos do assunto descrito no segundo parágrafo da Base para opinião com ressalva, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada do Banco em 31 de dezembro de 2014, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2014, elaboradas sob a responsabilidade da Administração do Banco, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelo Banco Central do Brasil, que não requer a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no primeiro parágrafo da Base para opinião com ressalva e pelos possíveis efeitos do assunto descrito no segundo parágrafo da Base para opinião com ressalva, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Rio de Janeiro, 24 de março de 2015 KPMG Auditores Independentes CRC SP-014428/O-6 Lino Martins da Silva Junior Contador CRC RJ 083314/O-7 2 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E SUAS CONTROLADAS BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de reais) Nota Explicativa BNDES 2014 ATIVO CIRCULANTE 176.145.440 DISPONIBILIDADES CONSOLIDADO 2013 2014 126.249.177 2013 181.398.027 147.051.306 2.651 1.452 337.052 215.750 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ Aplicações em carteira de câmbio Aplicações em operações compromissadas 6 6.1 6.2 5.592.573 92.282 5.500.291 327.626 234.083 93.543 7.541.901 92.282 7.449.619 3.589.804 234.083 3.355.721 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Títulos públicos Títulos de renda fixa no exterior Ações Debêntures disponíveis para venda Debêntures mantidas até o vencimento Provisão para risco de crédito - Debêntures Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Instrumentos financeiros derivativos - renda variável Outros 7 7.1 e 7.3 7.1 7.1 7.1 e 13.1 7.1 e 7.5.1 7.5.2 7.5.2 7.6 7.6 48.922.561 2.100.247 46.059.774 5 712.136 50.652 (253) - 27.050.372 4.485.856 20.857.586 1.630.066 12.282 31.067 (136) 33.651 - 48.067.014 46.080.158 129.149 1.525.675 340.641 (8.896) 287 - 29.568.387 2.424.137 24.617.222 1.630.066 299.001 12.592 34.282 (136) 33.653 509.127 8.443 75.592.983 40 75.680.880 67.550.590 8.130.290 (87.937) 57.669.746 35 57.768.886 51.470.050 6.298.836 (99.175) 77.427.112 40 77.629.609 69.499.319 8.130.290 (202.537) 70.959.597 35 71.233.358 64.934.522 6.298.836 (273.796) 42.283.349 42.582.052 40.442.186 270.408 1.869.458 (298.703) 36.514.994 36.780.651 34.904.613 290.907 1.585.131 (265.657) 43.777.511 44.082.414 41.942.548 270.408 1.869.458 (304.903) 37.724.647 38.000.369 36.124.331 290.907 1.585.131 (275.722) 2.184.338 1.637 (86) 499.483 10.141 937.999 77.823 130.689 526.652 3.381.676 1.639 (107) 394.277 27.552 724.103 136.897 73.321 1.543.394 480.600 2.679.451 104.918 (652) 2.977 (956) 1.256.977 233.594 353.473 89.220 11.191 628.709 3.687.381 334.319 (1.959) 3.019 (338) 690.482 116.999 277.641 152.394 13.846 1.543.394 557.584 1.566.985 3.253 1.563.732 1.303.311 12.206 1.291.105 1.567.986 4.252 1.563.734 1.305.740 13.205 1.292.535 695.264.738 636.703.932 695.821.324 634.993.162 618.109.680 550.179.791 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS Créditos vinculados Repasses interfinanceiros Recursos livres Recursos PIS/PASEP Provisão para risco de crédito OPERAÇÕES DE CRÉDITO Operações de crédito Recursos livres Recursos PIS/PASEP Recursos Fundo da Marinha Mercante Provisão para risco de crédito OUTROS CRÉDITOS Venda a prazo de títulos e valores mobiliários Provisão para risco de crédito - venda a prazo de títulos e valores mobiliários Direitos recebíveis Provisão para risco de crédito - Direitos recebíveis Créditos tributários Impostos e contribuições a recuperar e antecipações Dividendos e juros sobre o capital próprio a receber Devedores por depósito em garantia Pagamentos a ressarcir Direitos a receber - Sistema Eletrobrás Diversos OUTROS VALORES E BENS Outros valores e bens Despesas antecipadas 8 8 8 10 10 10 10 21.2 21.1 9.1 11 ATIVO NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 679.306.489 618.899.878 7 7.1 e 13.1 7.1 e 7.5.1 7.5.2 7.5.2 7.1 7.1 7.6 7.6 7.4 54.379.595 9.514.689 2.849.562 2.765.850 (9.608) 39.146.102 113.000 - 60.711.282 15.364.940 2.326.529 2.904.832 (8.289) 40.089.367 33.903 - 103.937.825 45.031.046 10.493.367 6.383.422 (202.782) 39.146.102 213.605 931.774 1.941.291 127.998.998 69.531.321 10.218.270 5.719.238 (68.686) 40.096.863 33.903 446.955 2.021.134 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS Repasses interfinanceiros Recursos livres Recursos PIS/PASEP Provisão para risco de crédito 8 250.904.305 251.196.179 226.333.267 24.862.912 (291.874) 228.008.927 228.401.034 201.979.339 26.421.695 (392.107) 233.088.740 233.685.563 208.822.651 24.862.912 (596.823) 208.220.411 209.060.526 182.638.831 26.421.695 (840.115) OPERAÇÕES DE CRÉDITO Operações de crédito Recursos livres Recursos PIS/PASEP Recursos Fundo Marinha Mercante Provisão para risco de crédito 8 288.807.292 290.847.517 277.346.221 323.540 13.177.756 (2.040.225) 242.089.660 243.850.934 231.655.425 598.231 11.597.278 (1.761.274) 296.913.375 298.987.238 285.485.942 323.540 13.177.756 (2.073.863) 248.337.879 250.151.140 237.955.631 598.231 11.597.278 (1.813.261) 24.018.488 7.995.580 11.048 (581) 8.641.828 7.182.376 188.237 - 19.369.922 6.130.433 12.626 (822) 6.472.410 6.566.773 188.502 - 45.366.549 10.459.788 576.484 (3.581) 11.206 (684) 26.162.841 7.182.376 429.250 548.869 34.342.590 8.949.618 486.488 (2.851) 13.714 (1.004) 17.482.277 6.566.773 429.616 417.959 77.031.011 76.888.865 100.000 42.146 86.395.249 86.253.103 100.000 42.146 16.388.430 16.246.283 100.000 42.147 15.961.785 15.819.638 100.000 42.147 IMOBILIZADO DE USO 91.684 96.484 94.042 99.091 INTANGÍVEL 32.363 32.408 32.363 32.408 871.410.178 762.953.109 877.219.351 782.044.468 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Ações Debêntures disponíveis para venda Debêntures mantidas até o vencimento Provisão para risco de crédito - Debêntures Títulos públicos Títulos de renda fixa no exterior Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Instrumentos financeiros derivativos - renda variável Cotas de fundos mútuos de investimento e de participações OUTROS CRÉDITOS Créditos tributários Venda a prazo de títulos e valores mobiliários Provisão para risco de crédito - venda a prazo de títulos e valores mobiliários Direitos recebíveis Provisão para risco de crédito - Direitos recebíveis Créditos perante o Tesouro Nacional Direitos a receber - Sistema Eletrobrás Incentivos fiscais Devedores por depósitos em garantia INVESTIMENTOS Participações em controladas e coligadas Participações em outras empresas Outros investimentos 21.2 10 10 10 10 9.2 9.1 13 13.2 13.2.3 13.2.4 TOTAL DO ATIVO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 3 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E SUAS CONTROLADAS BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de reais) Nota Explicativa PASSIVO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES POR DEPÓSITOS Depósitos especiais - FAT Diversos 17.2 CAPTAÇÕES NO MERCADO Obrigações por operações compromissadas 14 RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS Recursos em trânsito de terceiros BNDES 2014 CONSOLIDADO 2013 2014 2013 47.513.097 43.840.877 50.453.743 48.164.580 1.938.534 1.938.209 325 2.215.353 2.215.043 310 1.938.534 1.938.209 325 2.215.353 2.215.043 310 23.713.037 23.713.037 18.013.555 18.013.555 23.082.529 23.082.529 18.013.555 18.013.555 118 118 4.974 4.974 118 118 4.974 4.974 OBRIGAÇÕES POR EMISSÃO DE DEBÊNTURES E LETRAS DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO Debêntures Letras de Crédito do Agronegócio 15 15.1 15.2 1.800.177 547.954 1.252.223 852.882 585.150 267.732 2.767.480 1.515.257 1.252.223 2.986.881 2.719.149 267.732 OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES Empréstimos no país Empréstimos no exterior Empréstimos sindicalizados e outros Bônus Repasses no país Tesouro Nacional Fundo da Marinha Mercante Outros Repasses no exterior - Instituições multilaterais 16 16.1 16.1 7.503.160 403.523 372.471 6.537 365.934 4.990.493 3.191.374 1.792.288 6.831 1.736.673 9.669.060 388.404 190.039 2.072 187.967 6.304.595 4.784.677 1.513.498 6.420 2.786.022 8.249.744 403.523 367.764 6.537 361.227 5.741.784 3.942.665 1.792.288 6.831 1.736.673 10.346.525 388.404 190.039 2.072 187.967 6.982.060 5.462.142 1.513.498 6.420 2.786.022 8.514.825 5.770.102 1.820.884 3.949.218 490.480 140.184 16 34.496 18.673 3.701 20.970 173.538 620.081 1.242.584 8.450.391 5.274.834 1.815.329 3.459.505 433.413 136.719 164 30.104 12.720 199.756 19.760 174.054 800.866 1.368.001 10.372.092 5.796.969 1.820.884 3.976.085 1.460.621 190.191 1.231 46.026 209.500 11.056 32.792 173.538 759.011 321.001 1.370.156 9.962.630 5.297.645 1.815.329 3.482.316 861.721 165.337 1.280 40.171 150.864 301.601 31.206 174.107 111.810 800.750 479.847 1.546.291 - 890.629 890.629 - 890.629 890.629 4.043.246 4.043.246 4.043.246 3.744.033 3.744.033 3.744.033 4.043.246 4.043.246 4.043.246 3.744.033 3.744.033 3.744.033 757.620.613 658.486.082 760.489.140 673.253.738 14.869.830 14.869.830 17.338.345 17.338.345 14.869.830 14.869.830 17.338.345 17.338.345 16.1 16.1 16.1 OUTRAS OBRIGAÇÕES Fundos financeiros e de desenvolvimento Fundo PIS/PASEP Outros Impostos e contribuições sobre o lucro Outros impostos e contribuições Provisões trabalhistas e cíveis Passivo atuarial - FAPES Vinculadas ao Tesouro Nacional Impostos e contribuições diferidos Passivo atuarial - FAMS Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Instrumentos financeiros derivativos - renda variável Obrigações por depósitos a apropriar Aquisição a prazo de títulos e valores mobiliários Diversas 18 18.1 21.1 22 23 19 21.2 23 7.6 7.6 20 INSTRUMENTOS HÍBRIDOS DE CAPITAL E DÍVIDA Secretaria do Tesouro Nacional 25 DÍVIDAS SUBORDINADAS FAT constitucional Outras dívidas subordinadas 17.1 PASSIVO NÃO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES POR DEPÓSITOS Depósitos especiais - FAT 17.2 OBRIGAÇÕES POR EMISSÃO DE DEBÊNTURES E LETRAS DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO Debêntures Letras de Crédito do Agronegócio 15 15.1 9.542.897 9.415.326 127.571 4.545.832 4.545.832 - 7.281.434 7.153.863 127.571 8.323.229 8.323.229 - OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES Empréstimos no país Empréstimos no exterior Empréstimos sindicalizados e outros Bônus Repasses no país Tesouro Nacional Fundo da Marinha Mercante Outros Repasses no exterior - Instituições multilaterais 16 16.1 16.1 522.570.467 4.560.917 24.526.366 2.124.960 22.401.406 478.864.067 465.230.985 13.625.407 7.675 14.619.117 436.055.072 4.774.878 16.503.649 702.780 15.800.869 403.045.555 390.990.134 12.041.081 14.340 11.730.990 524.103.214 4.560.917 24.556.532 2.391.241 22.165.291 480.366.648 466.733.566 13.625.407 7.675 14.619.117 438.087.465 4.774.878 16.503.649 702.780 15.800.869 405.077.948 393.022.527 12.041.081 14.340 11.730.990 36.028.865 31.868.317 31.795.957 72.360 1.934.113 26.696 720.624 1.243.418 235.697 - 33.856.063 31.885.311 31.818.477 66.834 678.787 149.946 160.031 942.211 39.777 - 39.626.108 31.868.317 31.795.957 72.360 2.419.077 960.656 720.624 1.416.767 1.501.760 701.303 37.604 42.813.929 31.885.311 31.818.477 66.834 850.777 764.324 160.031 1.446.612 1.174.316 6.390.341 142.217 - 13.787.365 13.787.365 1.759.310 12.028.055 - 13.787.365 13.787.365 1.759.310 12.028.055 174.608.554 174.608.554 141.577.359 33.031.195 152.903.405 152.903.405 116.680.244 36.223.161 174.608.554 174.608.554 141.991.565 32.616.989 152.903.405 152.903.405 116.680.244 36.223.161 16.1 16.1 16.1 OUTRAS OBRIGAÇÕES Fundos financeiros e de desenvolvimento Fundo PIS/PASEP 18 18.1 Outros Passivo atuarial - FAPES Provisões trabalhistas e cíveis Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Instrumentos financeiros derivativos - renda variável Passivo atuarial - FAMS Impostos e contribuições diferidos Aquisição a prazo de títulos e valores mobiliários 23 22 7.6 7.6 23 21.2 INSTRUMENTOS HÍBRIDOS DE CAPITAL E DÍVIDA Secretaria do Tesouro Nacional Outros instrumentos híbridos de capital e dívida Elegível a capital 25 DÍVIDAS SUBORDINADAS FAT Constitucional Outras dívidas subordinadas Elegível a capital 17.1 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Instrumento elegível ao capital principal Reservas de lucros Reserva legal Reserva de incentivos fiscais Reserva para futuro aumento de capital Reserva para margem operacional Ajustes de avaliação patrimonial De ativos próprios De ativos de coligadas e controladas 26 TOTAL DO PASSIVO 66.276.468 36.340.506 35.538.976 5.525.599 2.539.887 201.355 1.224.604 1.559.753 (11.128.613) (9.597.053) (1.531.560) 871.410.178 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 4 60.626.150 36.340.506 15.000.000 6.133.287 2.110.201 201.355 1.144.426 2.677.305 3.152.357 (6.793.967) 9.946.324 762.953.109 66.276.468 36.340.506 35.538.976 5.525.599 2.539.887 201.355 1.224.604 1.559.753 (11.128.613) (9.597.053) (1.531.560) 877.219.351 60.626.150 36.340.506 15.000.000 6.133.287 2.110.201 201.355 1.144.426 2.677.305 3.152.357 (6.793.967) 9.946.324 782.044.468 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E SUAS CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO DO SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de reais) BNDES Nota Explicativa RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de crédito e repasses interfinanceiros . Moeda nacional . Moeda estrangeira Resultado com aplicações em títulos e valores mobiliários Rendas de operações vinculadas ao Tesouro Nacional Rendas com administração de fundos e programas DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Captação no mercado - financiamentos e repasses . Moeda nacional . Moeda estrangeira Resultados com instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Despesas com operações vinculadas ao Tesouro Nacional Reversão (constituição) de provisão para risco de crédito Reversão (constituição) de provisão Recuperação de créditos baixados Resultado da carteira de câmbio 7.6 28 RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS Resultado com equivalência patrimonial Atualização monetária líquida de ativos e passivos - SELIC Reversão (constituição) de provisão para ajuste de investimentos Receita de dividendos Receita de juros sobre o capital próprio Resultado com alienações de títulos de renda variável Resultado com instrumentos financeiros derivativos - renda variável Resultado com fundos de investimento em participações societárias Outras rendas (despesas) sobre participações societárias Reversão (constituição) de provisões trabalhistas e cíveis Despesas tributárias Despesas com pessoal Despesas administrativas Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais 13 7.6 RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO Imposto de renda Contribuição social Impostos e contribuição social diferidos - constituição líquida de realização RESULTADO ANTES DA PARTICIPAÇÃO SOBRE O LUCRO 21 21 21 2º semestre de 2014 Exercícios 2º semestre de 2014 Consolidado Exercícios 2014 2013 2014 2013 36.964.867 54.171.899 50.406.461 39.464.836 58.801.576 55.297.248 15.863.147 15.874.441 3.804.894 1.161.568 260.817 30.437.256 13.531.558 7.473.920 2.171.318 557.847 25.175.485 14.942.390 8.030.719 1.754.517 503.350 14.084.596 16.171.462 4.377.238 4.570.723 260.817 27.095.582 13.833.405 8.631.836 8.682.906 557.847 23.958.213 15.117.906 9.420.184 6.297.595 503.350 (31.242.774) (43.438.419) (40.955.687) (32.078.758) (45.417.552) (42.837.147) (16.037.855) (14.242.154) (688.370) (4.677) (300.992) (672.085) 371.093 31.274 (31.230.788) (11.446.339) (681.057) (10.963) (167.501) (799.277) 631.776 98.229 (27.532.112) (14.234.101) 908.544 (19.805) (57.795) (656.641) 598.846 (20.418) (16.979.423) (14.217.991) (688.369) (35.753) (185.556) (580.820) 395.264 28.334 (33.274.284) (11.414.691) (683.947) (77.032) (64.796) (736.847) 672.051 97.198 (30.151.778) (14.234.099) 911.971 (112.159) 769.336 (193.681) 963.017 (20.418) 5.722.093 10.733.480 9.450.774 7.386.078 13.384.024 12.460.101 (1.040.090) 1.462.020 525.365 (1.724.725) 15.184 (351.101) (452.087) (190.813) 290.168 (614.101) 959.160 3.938.713 824.277 (1.724.725) 116 598.925 (60.005) (652.023) (895.191) (351.931) 273.481 (992.477) 1.675.116 3.255.548 663.166 (30) 253 380.700 9.624 (81.239) (549.707) (961.982) (359.317) 221.029 (902.929) (2.218.852) 422.438 525.639 (2.478.349) 209.462 429.064 1.431.569 (837.726) (14.365) (295.432) (464.006) (694.964) (270.374) 482.162 (663.970) (157.881) 764.570 815.178 (2.814.424) 579.605 2.692.744 1.720.997 (181.172) 102.418 196 (379.696) (968.287) (1.376.002) (500.584) 466.758 (1.080.182) (265.423) (51.107) 730.962 (2.045.194) 591.711 2.189.465 1.234.685 73.271 325.356 134.012 (111.288) (879.909) (1.261.253) (451.680) 262.564 (1.007.018) 4.682.003 11.692.640 11.125.890 5.167.226 13.226.143 12.194.678 (1.350.604) (855.336) 802.501 (2.271.982) (1.429.475) 758.866 (1.743.552) (1.081.669) (18.374) (1.961.477) (1.130.846) 1.287.842 (3.508.235) (1.960.993) 1.077.315 (2.839.925) (1.545.004) 514.239 3.278.564 8.750.049 8.282.295 3.362.745 8.834.230 8.323.988 Participação dos empregados no lucro (156.335) (156.335) (132.027) LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE / EXERCÍCIO 3.122.229 8.593.714 8.150.268 LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE / EXERCÍCIO POR AÇÃO (R$ / AÇÃO) 0,497669 1,369797 1,299114 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 (240.516) 3.122.229 (240.516) 8.593.714 (173.720) 8.150.268 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Em milhares de reais) Capital social Em 1º de janeiro de 2014 Reserva legal Instrumento elegível ao capital principal Reservas de lucros Reserva para futuro aumento de capital Reserva de incentivos fiscais Reserva para margem operacional De ativos próprios 36.340.506 15.000.000 2.110.201 201.355 1.144.426 2.677.305 Aumento de capital (Nota 26) - 20.538.976 - - - - Reversão de reserva de margem operacional (Nota 26) - - - - Reversão de reserva para futuro aumento de capital (Nota 26) - - - - Dividendos complementares - exercício 2013 - - - - Ajustes de avaliação patrimonial - - - Lucro líquido do exercício - - - Destinação do resultado (Nota 26): . Reserva legal . Reserva para futuro aumento de capital . Reserva para margem operacional . Juros sobre o capital próprio intermediários . Dividendos intermediários - - 36.340.506 - 35.538.976 20.538.976 Em 31 de dezembro de 2014 Mutações no exercício - (6.793.967) Lucros acumulados Total 9.946.324 - 60.626.150 - - - 20.538.976 - - - 2.677.305 - - - 1.144.426 - - - - (3.821.731) - - - - - - - - 8.593.714 8.593.714 429.686 - - 1.224.604 - 1.559.753 - - - (429.686) (1.224.604) (1.559.753) (983.679) (4.395.992) (983.679) (4.395.992) 2.539.887 429.686 201.355 - 1.224.604 80.178 1.559.753 (1.117.552) (1.144.426) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6 (2.677.305) Ajustes de avaliação patrimonial De ativos de coligadas e controladas (2.803.086) (9.597.053) (2.803.086) (11.477.884) (1.531.560) (11.477.884) - - (3.821.731) (14.280.970) 66.276.468 5.650.318 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 (Em milhares de reais) Capital social Em 1º de julho de 2014 Instrumento elegível ao capital principal Reservas de lucros Reserva de Reserva para futuro incentivos fiscais aumento de capital Reserva legal Ajustes de avaliação patrimonial De ativos De ativos de próprios coligadas e controladas Reserva para margem operacional Total 36.340.506 30.538.976 2.110.201 201.355 - - Aumento de capital (Nota 26) - 5.000.000 - - - - Ajustes de avaliação patrimonial - - - - - - Lucro líquido do semestre - - - - - - - - 3.122.229 3.122.229 Destinação do resultado (Nota 26): . Reserva legal . Reserva para futuro aumento de capital . Reserva para margem operacional . Juros sobre o capital próprio intermediários . Dividendos intermediários - - 429.686 - - 1.224.604 - 1.559.753 - - - (429.686) (1.224.604) (1.559.753) (52.165) (4.395.992) (52.165) (4.395.992) 36.340.506 - 35.538.976 5.000.000 2.539.887 429.686 201.355 - 1.224.604 1.224.604 1.559.753 1.559.753 (4.539.971) 66.276.468 (7.854.499) Em 31 de dezembro de 2014 Mutações no semestre As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 7 (7.079.165) Lucros acumulados (2.517.888) (9.597.053) (2.517.888) 7.479.123 4.539.971 74.130.967 - - 5.000.000 - (11.528.571) (9.010.683) (1.531.560) (9.010.683) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais) Capital social Em 1º de janeiro de 2013 Reserva legal Instrumento elegível ao capital principal Reservas de lucros Reserva para futuro aumento de capital Reserva de incentivos fiscais Reserva para margem operacional 36.340.506 - 1.705.568 142.840 1.162.008 Aumento de capital (Nota 26) - 15.000.000 - - - Reversão de reserva de margem operacional (Nota 26) - - - - - Reversão de reserva para futuro aumento de capital (Nota 26) - - - - Dividendos complementares - exercício 2012 - - - - Ajustes de avaliação patrimonial - - - Lucro líquido do exercício - - - Destinação do resultado (Nota 26): . Reserva legal . Reserva de incentivos fiscais . Reserva para futuro aumento de capital . Reserva para margem operacional . Juros sobre o capital próprio intermediários . Dividendos intermediários - - 36.340.506 - 15.000.000 15.000.000 Em 31 de dezembro de 2013 Mutações no exercício De ativos próprios 2.031.881 (5.140.114) Lucros acumulados 13.808.223 Total (57.611) 49.993.301 - - - 15.000.000 - - 2.031.881 - - - - 1.162.008 - - - - (3.193.889) - - - - - - - - 8.150.268 8.150.268 404.633 - 58.515 - 1.144.426 - 2.677.305 - - - (404.633) (58.515) (1.144.426) (2.677.305) (1.753.316) (2.054.462) (1.753.316) (2.054.462) 2.110.201 404.633 201.355 58.515 1.144.426 (17.582) 2.677.305 645.424 (1.162.008) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 8 - Ajustes de avaliação patrimonial De ativos de coligadas e controladas (2.031.881) (1.653.853) (6.793.967) (1.653.853) (3.861.899) 9.946.324 (3.861.899) - 57.611 (3.193.889) (5.515.752) 60.626.150 10.632.849 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E SUAS CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA DO SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de reais) BNDES 2º semestre de 2014 Atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda, contribuição social e participação dos empregados no lucro do semestre / exercício Ajustes que não afetam as disponibilidades Exercícios 2014 2013 2º semestre de 2014 CONSOLIDADO Exercícios 2014 11.692.640 (2.862.846) 11.125.890 (2.747.440) 5.167.226 3.810.132 300.992 (15.184) (1.462.020) 12.526 487.080 167.501 60.005 (3.938.713) 25.194 823.167 57.795 81.239 (3.255.548) 27.410 341.664 185.555 295.432 2.478.349 (422.438) 837.727 1.674 19.572 414.261 64.795 379.696 2.814.424 (764.570) 181.173 39.949 847.561 (769.336) 111.288 2.045.194 51.107 (73.271) (108.546) (304) 36.066 1.007.534 (2.326.528) (64.864.744) (8.483.232) (1.534.606) 55.323.948 21.961.595 (194.030) (2.742.809) (1.792.650) (28.785.922) (93.470.785) (25.545.849) 262.539 96.472.631 860.982 5.699.482 (2.798.919) (6.644.863) (3.621.140) (23.130.827) (74.260.172) 9.585.240 (1.758.837) 62.186.051 562.465 (3.298.633) (616.776) (12.363.101) (3.167.064) (7.483.185) (62.969.131) (10.753.714) (4.778.258) 55.649.375 21.331.087 (574.003) (3.298.958) (2.089.583) (31.087.059) (85.890.171) (24.371.053) (8.340.439) 96.147.521 860.982 5.068.974 (3.368.077) (6.746.223) (4.448.573) (26.951.736) (72.224.511) 6.926.350 (3.875.769) 61.819.550 562.465 (3.298.633) (964.543) (12.307.134) (3.589.511) 1.678.869 (19.956.128) (14.752.377) 1.494.173 (14.297.888) (12.457.326) (7.760) (8.996) (16.756) (169.773) (15.388) (18.526) (203.687) (200.849) (10.434) (6.189) 1.269 635.370 419.167 (8.080) (8.996) (248.353) 36.065 221.529 (7.835) (16.329) (18.526) (699.938) 485.629 385.911 136.747 (10.503) (6.189) 1.269 (1.019.226) 45.610 441.374 (547.665) 4.224.281 (1.255.521) (3.576.251) 4.924.477 (284.089) (429.493) 3.603.404 22.004.362 (931.515) (3.153.689) 1.348.226 4.924.477 (291.821) (859.688) 23.040.352 15.437.812 (1.707.777) (5.290.884) 260.000 (191.839) (896.703) 7.610.609 4.224.281 (1.255.521) 1.348.226 (284.089) (429.493) 3.603.404 22.004.362 (931.515) (3.153.689) 1.348.226 (291.821) (3.165.160) 15.810.403 15.437.812 (1.707.777) (5.290.884) 260.000 (191.839) (3.136.385) 5.370.927 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa 5.265.517 2.880.537 (6.722.601) 5.089.742 1.649.262 (7.634.064) Modificação na posição financeira Início do semestre/exercício Saldo de caixa e equivalentes de caixa (1) 2.429.954 4.814.934 11.537.535 2.789.211 6.229.691 13.863.755 Final do semestre/exercício Saldo de caixa e equivalentes de caixa (1) 7.695.471 7.695.471 4.814.934 7.878.953 7.878.953 6.229.691 5.265.517 - 2.880.537 0 (6.722.601) 0 5.089.742 0 1.649.262 0 (7.634.064) 0 Constituição (reversão) de provisão para risco de crédito Constituição (reversão) de provisões trabalhistas e cíveis Constituição (reversão) de provisão para ajuste de investimentos Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado com instrumentos financeiros derivativos de renda variável Ajuste ao valor justo de títulos de investimentos Realização de ajuste de avaliação patrimonial Depreciação Atualização monetária das obrigações por emissão de debêntures e letras de crédito do agronegócio Variação de ativos e obrigações . (Aumento) / diminuição líquido em créditos por financiamento . (Aumento) / diminuição líquido em títulos e valores mobiliários . (Aumento) / diminuição líquido nas demais contas do ativo . Aumento / (diminuição) líquido nas obrigações por empréstimos e repasses . Aumento / (diminuição) líquido de instrumento híbrido de capital . Aumento / (diminuição) líquido nas obrigações por operações compromissadas . Aumento / (diminuição) líquido nas demais contas do passivo . Juros pagos de empréstimos e repasses . IR e CSLL pagos Caixa líquido gerado (consumido) pelas atividades de operacionais Atividades de investimentos . Aumento de capital BNDES PLC . Adições ao imobilizado . Adições ao intangível . Baixas do imobilizado .Compra de investimentos . Venda de investimentos . Recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio de coligadas Caixa líquido gerado (consumido) pelas atividades de investimentos Atividades de financiamentos . Aumento em obrigações por dívidas subordinadas . Pagamento de juros sobre capital próprio . Pagamento de dividendos . Captações por emissão de letras de crédito do agronegócio . Captações por emissão de debêntures . Amortização das obrigações por emissão de Letras de Crédito do Agronegócio . Amortização das obrigações por emissão de debêntures Caixa líquido gerado (consumido) pelas atividades de financiamentos Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (1) Inclui Disponibilidades e Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Transações no exercício sem efeito caixa (Nota 31) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 9 13.226.143 3.563.028 2013 4.682.003 (676.606) 12.194.678 2.299.732 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES E SUAS CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO DO SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013 (Em milhares de reais) BNDES CONSOLIDADO Exercícios 2º semestre de 2014 2013 61.659.018 58.801.576 2.922.237 (64.795) 58.096.472 55.297.248 2.029.888 769.336 (41.882.060) (40.897.892) (984.168) (32.695.800) (31.893.202) (802.598) (46.810.692) (45.352.756) (1.457.936) (43.993.827) (43.606.483) (387.344) (1.994.051) (58.803) (210.523) (1.724.725) (258.846) (45.670) (213.146) (30) (2.811.490) (43.367) (169.580) (2.598.543) (3.188.646) (75.694) (298.724) (2.814.228) (2.365.901) (54.177) (266.530) (2.045.194) 4.061.306 8.785.704 9.101.579 5.322.659 11.659.680 11.736.744 (12.526) (12.526) (25.194) (25.194) (27.410) (27.410) (19.473) (19.473) VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE 4.048.780 8.760.510 9.074.169 5.303.186 11.620.521 VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Resultado de equivalência patrimonial Dividendos e juros sobre capital próprio 1.462.020 1.462.020 - 4.537.754 3.938.713 599.041 3.636.501 3.255.548 380.953 1.060.964 422.438 638.526 4.036.919 764.570 3.272.349 VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR 5.510.800 100,0% 13.298.264 100,0% 12.710.670 100,0% 6.364.150 100,0% 15.657.440 100,0% 14.430.747 100,0% 5.510.800 398.518 249.143 129.168 19.038 1.169 1.812.413 1.805.076 17 7.320 21.306 156.335 5.379.671 (2.257.443) 100,0% 7,2% 13.298.264 788.818 518.562 228.951 40.011 1.294 3.709.437 3.693.001 17 16.419 49.961 156.335 5.379.671 3.214.042 100,0% 5,9% 12.710.670 843.994 531.156 226.972 63.339 22.527 3.518.330 3.505.782 60 12.488 66.051 132.027 3.807.778 4.342.490 100,0% 6,6% 6.364.150 610.685 381.174 198.425 29.289 1.797 2.357.527 2.349.978 26 7.523 33.193 240.516 5.379.671 (2.257.442) 100,0% 9,6% 15.657.440 1.208.655 793.781 351.329 61.555 1.990 5.536.853 5.517.126 26 19.701 77.702 240.516 5.379.671 3.214.043 100,0% 7,7% 14.430.747 1.101.103 690.096 298.026 83.341 29.640 4.918.748 4.903.977 79 14.692 86.908 173.720 3.807.778 4.342.490 100,0% 7,6% INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Materiais, energia e outros Serviços de terceiros Perda de valores ativos VALOR ADICIONADO BRUTO RETENÇÕES Depreciação DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal e encargos - Remuneração direta - Beneficios - FGTS - Outros Impostos, taxas e contribuições - Federais - Estaduais - Municipais Aluguéis Participação dos empregados nos lucros Juros sobre capital próprio e dividendos Lucros retidos 37.479.407 36.964.865 815.534 (300.992) 55.102.156 54.171.898 1.097.759 (167.501) 51.242.485 50.406.461 893.819 (57.795) (31.539.700) (30.941.783) (597.917) (44.322.401) (43.270.919) (1.051.482) (1.878.401) (34.512) (119.164) (1.724.725) Exercícios 40.829.949 39.464.836 1.550.668 (185.555) DESPESAS Intermediação financeira Outras despesas 2013 2º semestre de 2014 2014 RECEITAS Intermediação financeira Outras receitas Reversão (constituição) de provisão para risco de crédito 2014 32,9% 0,4% 2,8% 97,6% -40,9% 27,9% 0,4% 1,2% 40,5% 24,1% As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 10 27,7% 0,5% 1,0% 30,0% 34,2% (39.159) (39.159) 37,0% 0,5% 3,8% 84,5% -35,4% (36.066) (36.066) 11.700.678 2.730.069 (51.107) 2.781.176 35,4% 0,5% 1,5% 34,4% 20,5% 34,1% 0,6% 1,2% 26,4% 30,1% BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 1. Contexto operacional O BNDES é uma empresa pública federal controlada integralmente pela União e vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Devido ao seu status de empresa pública federal controlada pela União, integra a administração indireta do Governo Brasileiro, e, portanto, segue as principais normas aplicáveis à administração pública brasileira. No entanto, por ser dotada de personalidade jurídica de direito privado, sujeita-se às regras aplicáveis às empresas privadas no que se refere a obrigações cíveis, comerciais, tributárias e trabalhistas definidas pela Constituição Federal. Como instituição financeira, sujeita-se às regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional – CMN – e pelo Banco Central do Brasil – BACEN. O Sistema BNDES, que inclui o BNDES e suas subsidiárias, é o principal instrumento do Governo Federal para os financiamentos de longo prazo, com ênfase no estímulo à iniciativa privada nacional. A estrutura do BNDES, voltada para promoção do desenvolvimento nacional e da geração de empregos, prioriza: • Expansão dos investimentos em infraestrutura com apoio à infraestrutura econômica, social e urbana; • Aumento da competitividade das empresas brasileiras com o apoio a investimentos que as tornem mais capazes de explorar oportunidades e superar os desafios de seus mercados; • Contribuição à inclusão social e econômica através de produtos que ampliem o acesso ao crédito; e • Estímulo à inovação, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional nos projetos apoiados. Além da atuação como banco de desenvolvimento, o BNDES tem papel importante na formulação de políticas de desenvolvimento nacional e na identificação de soluções para problemas estruturais da economia brasileira. O BNDES atua, também, por meio de suas três subsidiárias integrais: • BNDES Participações S.A. – BNDESPAR, que investe por meio da compra de ações, subscrição de debêntures e de fundos de venture capital e private equity com objetivos, entre outros, de apoiar o desenvolvimento de novos empreendimentos, em cujas atividades se incorporem novas tecnologias, de contribuir para o fortalecimento do mercado de capitais; 11 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 • Agência Especial de Financiamento Industrial – FINAME, que apoia a expansão e modernização da indústria brasileira através do financiamento, por meio de agentes financeiros intermediários, à compra de máquinas e equipamentos de produção nacional e do financiamento de importações e exportações de máquinas e equipamentos; e • BNDES Public Limited Company – BNDES PLC, empresa sediada em Londres, Inglaterra, é uma investment holding company cujo principal objetivo é a aquisição de participações acionárias, além do aumento da visibilidade do BNDES junto à comunidade financeira internacional e do auxílio mais efetivo às empresas brasileiras que estão em processo de internacionalização ou aquelas que buscam oportunidades no mercado internacional. 12 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 2. Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras individuais do BNDES são apresentadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas, que incluem suas subsidiárias integrais e os fundos de investimento financeiros sob controle do BNDES ou de suas subsidiárias, e representam as demonstrações financeiras do conglomerado prudencial. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas do BNDES foram preparadas de acordo com as regulamentações do BACEN e CMN, e, com base nas disposições da Lei das Sociedades por Ações e nas normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, quando não conflitantes com as regulamentações do BACEN e CMN, e são apresentadas em conformidade com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. No âmbito do processo de convergência contábil internacional, iniciado no Brasil em 2007 com a publicação da Lei n.º 11.638/2007, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC – emitiu diversos pronunciamentos, porém a maioria ainda não foi homologada pelo CMN. Desta forma, na elaboração das demonstrações financeiras, foram adotados os seguintes pronunciamentos recepcionados pelo CMN: a) CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; b) CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa; c) CPC 05 (R1) – Divulgação sobre Partes Relacionadas; d) CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e) CPC 24 – Eventos Subsequentes; f) CPC 10 (R1) – Pagamento baseado em ações; g) CPC 23 – Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificações de erros; e h) CPC 00 (R1) – Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. Atualmente, não é possível estimar quando e se o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC e se a sua utilização será de maneira prospectiva ou retrospectiva. O BNDES aplicou, ainda, Pronunciamento CPC 33 (R1): Benefícios a empregados, aprovado pela Deliberação CVM n.º 695/12, por se tratar de normativo não conflitante com os normativos do CMN/BACEN. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas do BNDES referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2014 foram aprovadas para emissão, pela diretoria, em 24 de março de 2015. 13 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 3. Critérios de consolidação As demonstrações financeiras consolidadas são elaboradas observando os procedimentos de consolidação constantes do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF) e incluem o BNDES, suas subsidiárias integrais e seus fundos de investimento financeiro de participação exclusiva: - BNDES Participações S.A. – BNDESPAR - Agência Especial de Financiamento Industrial – FINAME - BNDES Public Limited Company – BNDES PLC - Fundo BB Milênio 28 – Fundo de Investimento de Renda Fixa - Fundo de Investimento Caixa Progresso Curto Prazo - Fundo BB Juno – Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior - Fundo BB Gaia – Fundo de Investimento de Renda Fixa - Fundo BB Gaia II – Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento de Renda Fixa - Fundo BB Urano 2 – Fundo de Investimento de Renda Fixa - Fundo de Investimento Caixa Extramercado VII IRFM 1 Renda Fixa O processo de consolidação das contas patrimoniais e de resultados corresponde à soma horizontal dos saldos das contas do ativo, passivo, receitas e despesas, segundo a natureza de cada saldo, complementada pelas seguintes eliminações de: (i) participações no capital, reservas e resultados acumulados mantidos entre as instituições; (ii) operações entre o BNDES e suas subsidiárias e outros saldos, integrantes do ativo e/ou passivo, mantidos entre as instituições; (iii)receitas e despesas, bem como de lucros não realizados decorrentes de negócios entre as instituições; (iv) tributos sobre a parcela de lucro não realizado e apresentado como tributos diferidos nos balanços patrimoniais consolidados. Os procedimentos de consolidação aplicados às demonstrações contábeis societárias elaboradas com base no COSIF também consideram as exigências da Resolução CMN n.º 4.280/2013 e da Circular BACEN n.º 3.701/2014, que tratam da elaboração e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas do Conglomerado Prudencial. 14 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 3.1) Informações para efeito de comparabilidade Para melhor comparabilidade das demonstrações financeiras, devido à inclusão dos fundos exclusivos nos procedimentos de consolidação, foram efetuadas as seguintes reclassificações nos saldos comparativos: R$ mil Saldos publicados Balanço patrimonial em 31/12/2013 Ativo Disponibilidades Aplicações interfinanceiras de liquidez Aplicações em operações compromissadas Títulos e valores mobiliários Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Títulos públicos Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Outros Outros valores e bens Imobilizado de uso Passivo Instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Outras Obrigações – diversas Demonstração do resultado em 31/12/2013 Resultado com aplicações em títulos e valores mobiliários Captação no mercado - moeda nacional Resultados com instrumentos financeiros derivativos - câmbio e taxa de juros Despesas administrativas 15 Ajustes Saldos ajustados 218.971 (3.221) 215.750 93.543 3.262.178 3.355.721 9.461.660 60.946.953 67.554 1.304.310 96.484 (7.037.523) 3.767.132 2 8.443 1.430 2.607 2.424.137 64.714.085 67.556 8.443 1.305.740 99.091 334.085 1.545.296 53 995 334.138 1.546.291 9.420.415 (30.151.557) (231) (221) 9.420.184 (30.151.778) 908.544 (448.705) 3.427 (2.975) 911.971 (451.680) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 4. Sumário das principais práticas contábeis 4.1) Regime de apuração do resultado As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério pro rata dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a operações no exterior que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. 4.2) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa para fins de demonstração dos fluxos de caixa incluem disponibilidades, operações compromissadas de curto prazo e quaisquer outras aplicações de curto prazo que possuam alta liquidez, que sejam prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que não estejam sujeitas a um risco significante de mudança de valor. As operações de curto prazo são aquelas com vencimento igual ou inferior a três meses, a contar da data da aquisição. A composição das disponibilidades e aplicações em caixa e equivalentes de caixa está apresentada na Nota 5. 4.3) Aplicações interfinanceiras de liquidez São registradas ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, quando aplicável. A composição e os prazos das aplicações interfinanceiras de liquidez estão apresentados na Nota 6. 4.4) Títulos e valores mobiliários De acordo com o estabelecido pela Circular BACEN n.º 3.068/2001 e pela Lei n.º 11.638/2007, os títulos e valores mobiliários integrantes da carteira são classificados em três categorias distintas, conforme a intenção da Administração, quais sejam: a) títulos para negociação; b) títulos disponíveis para venda; e c) títulos mantidos até o vencimento. 16 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os títulos classificados como para negociação e disponíveis para venda são avaliados, na data do balanço, pelo seu valor de mercado e os classificados como títulos mantidos até o vencimento são avaliados pelo seu custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço. Os ajustes a valor de mercado dos títulos classificados como para negociação são contabilizados em contrapartida ao resultado do período. Os ajustes a valor de mercado dos títulos classificados como disponíveis para venda são contabilizados em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, líquidos dos efeitos tributários, sendo transferidos para o resultado do período, quando da efetiva realização, inclusive quando houver evidencia de perda considerada permanente, conforme estabelecido no artigo 6º da Circular n.º 3.068/2001 do BACEN. O referido artigo não se aplica a algumas ações recebidas pelo BNDES em transferência da União para aumento de capital e classificadas na categoria de “títulos disponíveis para venda”, conforme determinado pela Resolução CMN n.º 4.175/2012. Na análise de perda permanente em ações classificadas na categoria “títulos disponíveis para venda”, o BNDES avalia o declínio significativo ou prolongado no valor justo dos instrumentos por meio de parâmetros quantitativos e qualitativos. Os parâmetros quantitativos levam em consideração as características de atuação do BNDES e principalmente o perfil da carteira de participações societárias da BNDESPAR, compatíveis com o papel institucional do Banco. Adicionalmente, a avaliação de declínio no valor de mercado abaixo do custo é realizada individualmente, permitindo a análise minuciosa do percentual e do período da queda, das características de cada instrumento patrimonial, tais como risco do ativo, volatilidade da ação, estimativa de prêmio de controle quando aplicável, segmento de atuação, situação do ambiente macroeconômico, análises qualitativas e outros fatores relevantes. Neste sentido, não obstante o atingimento dos parâmetros quantitativos, a Administração do BNDES verifica, na etapa conclusiva da análise, a existência de outros fatores que possam afetar o julgamento sobre a definição de declínio significativo ou prolongado, para fins de reconhecimento de perda permanente nos termos do artigo 6º da Circular BACEN n.º 3.068/2001. As aplicações em fundos de investimentos são registradas ao custo de aquisição ajustado, diariamente, pela variação do valor das cotas informado pelos administradores dos respectivos fundos, sendo as contrapartidas registradas no resultado. 17 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A avaliação e a classificação dos instrumentos financeiros derivativos seguem os critérios da Circular BACEN n.º 3.082/2002. As operações com instrumentos financeiros derivativos são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado, sendo a valorização ou a desvalorização dos instrumentos não considerados como “hedge” ou como “hedge de risco de mercado” contabilizada no resultado do período. Os instrumentos financeiros derivativos compostos pelas operações de “swap” e operações no mercado futuros são contabilizados de acordo com os seguintes critérios: • operações de “swap” – os valores referenciais são registrados em contas de compensação e os diferenciais a receber e a pagar são valorizados a mercado pelo método de fluxo de caixa descontado e contabilizados em conta de ativo ou passivo, respectivamente, com contrapartida no resultado, até a data do balanço; • operações no mercado de futuros – os valores referenciais são registrados em contas de compensação e os valores a receber e/ou a pagar referentes aos ajustes diários, divulgados pela BM&F Bovespa S.A, são registrados em contas patrimoniais, tendo como contrapartida as contas de resultado. Essas operações têm liquidação diária. A composição dos valores registrados em instrumentos financeiros derivativos está apresentada na Nota 7.6. 4.5) Operações de crédito, repasses interfinanceiros, debêntures, venda a prazo de títulos e valores mobiliários, direitos recebíveis e provisão para risco de crédito. As operações de crédito, repasses interfinanceiros, debêntures, venda a prazo de títulos e valores mobiliários e direitos recebíveis são classificadas de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, considerados a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores, e observados os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo). 18 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As rendas das operações de crédito e repasses interfinanceiros vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas como nível “H”, se inadimplentes, permanecem nessa classificação por até seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente, e controladas por, no mínimo, cinco anos, em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de créditos que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. A provisão para risco de crédito, considerada suficiente pela Administração, atende aos critérios estabelecidos pela Resolução CMN n.º 2.682/1999. 4.6) Outros valores e bens Composta basicamente por bens não destinados a uso, representados, principalmente, por imóveis os quais são ajustados pela constituição de provisão, de acordo com as normas vigentes e por despesas antecipadas, que representam aplicações de recursos cujos benefícios decorrentes ocorrerão em períodos seguintes, sendo registradas no resultado de acordo com o princípio da competência. 4.7) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e empresas coligadas (participações da controlada BNDESPAR) nos termos da Lei n.º 11.941/2009, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os demais investimentos estão demonstrados ao custo e, quando aplicável, ajustados para o seu valor provável de realização. Pelo método de equivalência patrimonial, os investimentos são inicialmente reconhecidos pelo seu valor de aquisição e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nas variações patrimoniais das investidas geradas após a aquisição. A participação do BNDES e da BNDESPAR nos lucros ou prejuízos de suas controladas / coligadas é reconhecida na demonstração do resultado e sua participação nos outros resultados abrangentes é reconhecida de forma reflexa diretamente no patrimônio liquido. 19 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As demonstrações financeiras da BNDESPAR, relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, foram preparadas de acordo com as interpretações e orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e aprovadas pela CVM. Para a aplicação do método de equivalência patrimonial e para a preparação das demonstrações financeiras consolidadas do BNDES, as demonstrações financeiras da BNDESPAR foram ajustadas considerando as práticas contábeis aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN e excluindo os efeitos de orientações dos seguintes CPCs ainda não referendadas pelo BACEN: Pronunciamento n.º 15 – Combinação de Negócios, especificamente no que se refere ao deságio; e Pronunciamento n.º 18 – Investimento em Coligadas, em Controladas e em Empreendimento Controlado em Conjunto, especificamente no que se refere à perda por redução ao valor recuperável. Para a aplicação do método de equivalência patrimonial o BNDES utiliza as demonstrações financeiras das controladas apuradas na mesma data base. Já sua controlada BNDESPAR, utiliza as demonstrações financeiras das coligadas com defasagem de 60 (sessenta) dias, conforme permitido pela legislação societária e pronunciamentos contábeis, em razão da impraticabilidade do uso de demonstrações financeiras na mesma data base. Isso decorre do fato das coligadas serem independentes do Sistema BNDES, com contabilidade não integrada, e, consequentemente, cronogramas diversos de elaboração das demonstrações financeiras, o que impossibilita o fornecimento de informações tempestivas. Coligadas são todas as entidades sobre as quais a BNDESPAR possui influência significativa, entendida como o poder de participar nas decisões financeiras e operacionais, sem controlar de forma individual ou conjunta essas políticas. A influência significativa é presumida quando a BNDESPAR possui 20% ou mais do capital votante da investida. A presunção de influência é afastada quando a BNDESPAR não participa nas decisões da investida, mesmo que tenha 20% ou mais do capital votante. A Administração entende que certas participações acionárias detidas pela BNDESPAR que representam mais de 20% do capital votante da investida não conferem influência significativa, em função, principalmente, da não participação na elaboração das políticas operacionais e financeiras da investida. Por outro lado, a Administração julgou exercer influência significativa em entidades nas quais detêm menos de 20% do capital votante por influenciar as políticas operacionais e financeiras. 20 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Quando a participação da BNDESPAR nas perdas de uma coligada for igual ou superior ao valor contábil do investimento, incluindo quaisquer ativos de longo prazo que na essência constituam parte do investimento na coligada, a BNDESPAR não reconhece perdas adicionais, a menos que tenha incorrido em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) de fazer pagamentos por conta da coligada. Os ganhos e perdas por diluição ou por aumento no percentual de participação são reconhecidos no resultado do exercício em que ocorrerem. Após a aplicação do método de equivalência patrimonial, a BNDESPAR avalia a necessidade de reconhecer alguma perda adicional por redução ao valor recuperável do investimento líquido total em cada coligada, incluindo eventual parcela de ágio, pela comparação de seu valor contábil com seu valor recuperável (valor de venda líquido dos custos para vender ou valor em uso, dos dois o maior). O teste é realizado semestralmente ou sempre que houver indicação de perda de valor do investimento. Para o cálculo do valor recuperável, o montante do valor líquido de venda é determinado: a) pelo preço de cotação da BM&FBovespa, deduzidos de eventuais custos de venda, para os investimentos em companhias com ações listadas em bolsa; ou b) por modelos de precificação baseados em múltiplos ou em fluxo de caixa descontado, para investimentos em empresas cujas ações não são listadas em bolsa. O montante do valor em uso é determinado com base no cálculo do valor presente dos proventos esperados (dividendos e juros sobre o capital próprio), acrescido do valor residual esperado de venda futura da coligada. Os dividendos e os juros sobre o capital próprio declarados por controladas / coligadas são registrados reduzindo o valor das respectivas participações societárias. Os dividendos e os juros sobre o capital próprio dos investimentos avaliados ao valor justo ou pelo custo de aquisição são creditados diretamente no resultado do exercício. O investimento em coligadas inclui o ágio apurado na aquisição. O ágio é apurado pela diferença entre o valor pago (ou compromissos a pagar) pela BNDESPAR e sua a participação sobre o valor justo dos ativos líquidos adquiridos. Os ágios, cujos fundamentos econômicos não são identificados, são amortizados integralmente. Os decorrentes de expectativa de resultados futuros são submetidos ao teste de recuperabilidade a que se refere à Resolução n.º 3.566/2008 do CMN. 21 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os deságios decorrentes de aquisição de investimentos cujo fundamento econômico não é identificado (outras razões econômicas) serão baixados quando ocorrer a alienação dos investimentos. A composição das empresas controladas, bem como os ajustes realizados no patrimônio da controlada BNDESPAR para adequação de práticas contábeis aceitas pelo CMN, e outros investimentos, encontram-se descritos na Nota 13. 4.8) Imobilizado O ativo imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil estimada dos bens. 4.9) Intangível O ativo intangível está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas, calculadas pelo método linear. 4.10) Atualização monetária de direitos e obrigações Os direitos e as obrigações, legal ou contratualmente sujeitos à variação cambial ou de índices, são atualizados até a data do balanço. As contrapartidas dessas atualizações são refletidas no resultado do período. 4.11) Benefícios a empregados a) Plano de aposentadoria complementar O BNDES e suas subsidiárias oferecem aos seus empregados um plano de aposentadoria complementar, na modalidade benefício definido, que é financiado por pagamentos determinados por cálculos atuariais periódicos a um fundo fiduciário. Os ativos atuariais, determinados por atuários consultores, não são reconhecidos como ativo do patrocinador em função da impossibilidade de compensação de tais valores com contribuições futuras, conforme determinado no regulamento do fundo de pensão. O passivo reconhecido no balanço patrimonial é o valor presente da obrigação de benefício definido na data do balanço, menos o valor justo dos ativos do plano. A obrigação de benefício definido é calculada anualmente por atuários consultores, usando o Método de Crédito Unitário Projetado. O valor presente da obrigação de benefício definido é determinado mediante o desconto das saídas futuras estimadas de caixa, usando taxas de juros condizentes com os rendimentos de mercado, que são denominadas na moeda em que os benefícios serão pagos e que tem prazos de vencimento próximos daqueles da respectiva obrigação do plano de pensão. 22 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As dívidas contratadas entre o BNDES e o plano de pensão são consideradas na determinação de um passivo adicional referente a contribuições futuras que não serão recuperáveis. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e nas mudanças das premissas atuariais, o retorno sobre os ativos do plano, exceto os valores considerados nos juros líquidos sobre o valor líquido de passivo (ativo) de benefício definido e qualquer mudança no efeito do teto de ativo (asset ceiling), exceto os valores considerados nos juros líquidos sobre o valor líquido de passivo (ativo) de benefício definido, são reconhecidos em outros resultados abrangentes conforme ocorram. O custo do serviço corrente, qualquer custo do serviço passado e ganho ou perda na liquidação e os juros líquidos sobre o valor de passivo (ativo) de benefício definido são reconhecidos diretamente no resultado do período. b) Plano de assistência médica O BNDES e suas subsidiárias oferecem benefícios de assistência médica pósaposentadoria a seus empregados. O direito a esses benefícios é, geralmente, condicionado à permanência do empregado até a idade de aposentadoria e/ou conclusão de um tempo mínimo de serviço. Os custos esperados desses benefícios são acumulados durante o tempo de serviço, segundo a mesma metodologia contábil usada para o plano de pensão de benefício definido. Os ganhos e as perdas atuariais decorrentes de ajustes com base na experiência e na mudança das premissas atuariais são reconhecidos em outros resultados abrangentes conforme ocorram. Os custos dos serviços correntes e o custo financeiro são reconhecidos no resultado do período. c) Benefícios de rescisão O BNDES e suas subsidiárias reconhecem os benefícios de rescisão quando estão, comprometidos, contratualmente, com a rescisão dos atuais empregados, de acordo com um plano detalhado, que não pode ser suspenso ou cancelado, ou no caso de fornecimento de benefícios de rescisão como resultado de uma oferta feita para incentivar a demissão voluntária. Os benefícios a empregados estão descritos detalhadamente nas Notas 23 e 24. 23 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 d) Participação nos lucros O BNDES e suas subsidiárias reconhecem um passivo e uma despesa de participação nos resultados (apresentado no item “Participação dos Empregados no Lucro” na demonstração do resultado). O BNDES registra uma provisão quando está contratualmente obrigado. 4.12) Imposto de renda e contribuição social A provisão para imposto de renda foi constituída com base no lucro contábil, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação fiscal pela alíquota de 15%, acrescida de adicional de 10%, sobre bases tributáveis que excedam R$ 20 mil no mês (R$ 240 mil no exercício) de acordo com a legislação em vigor. A contribuição social, para o BNDES e FINAME, foi constituída à alíquota de 15% e à alíquota de 9% para a BNDESPAR. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social, a demonstração dos seus cálculos, a origem e previsão de realização dos créditos tributários, bem como os valores dos créditos tributários não registrados estão descritos na Nota 21. 4.13) Estimativas contábeis A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas regulamentares do CMN, BACEN e CVM requer que a Administração use julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a estas estimativas incluem notadamente valor justo dos instrumentos financeiros, provisão para risco de crédito, provisão para perdas por impairment, provisões trabalhistas e cíveis, benefícios a empregados, provisão para impostos e contribuições e realização de créditos tributários. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá ser efetuada por valores diferentes dos estimados devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. 4.14) Provisões trabalhistas e cíveis O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução CMN n.º 3.823/2009 e na Deliberação CVM n.º 594/2009, as quais aprovaram o Pronunciamento Contábil n.º 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC. 24 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Basicamente, o Pronunciamento Contábil n.º 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, estabelece que: • Ativos contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a realização do ganho é praticamente certa, deixando o ativo de ser contingente, requerendo-se assim o seu reconhecimento. • Passivos contingentes: não são reconhecidos contabilmente, devendo ser divulgada, para cada classe de passivo contingente, uma breve descrição de sua natureza e, quando aplicável: (i) a estimativa do seu efeito financeiro, (ii) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de saída de recursos, e (iii) a possibilidade de qualquer desembolso. Os passivos contingentes para os quais a possibilidade de uma saída de recursos para liquidá-los seja remota não são divulgados. • Provisão: São obrigações presentes, reconhecidas como passivo, desde que possa ser feita uma estimativa confiável e seja provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação. Considerando a natureza das ações, sua similaridade com processos anteriores, sua complexidade, jurisprudência aplicável e fase processual, os processos são classificados em três categorias de risco: máximo, médio e mínimo, levando-se em conta a possibilidade de ocorrência de perda, tendo como base a opinião de assessores jurídicos internos e externos. Conforme a expectativa de perda, são adotadas as seguintes políticas para a classificação das ações: Risco Mínimo – são classificadas nesta categoria todas as ações em primeira instância e também, de acordo com a matéria impugnada no recurso, todas as que possuem decisão favorável em primeira ou em segunda instância. Risco Médio – são classificadas nesta categoria as ações que possuem decisão desfavorável em primeira ou em segunda instância, mas, de acordo com a matéria impugnada no recurso, existe a possibilidade de reversão do resultado. Risco Máximo – são classificadas nesta categoria as ações que possuem decisão desfavorável, em primeira ou em segunda instância, e outras que, de acordo com a matéria impugnada no recurso, dificilmente poderão ter sua decisão revertida. 25 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Com a finalidade de alinhamento da política adotada pelo BNDES com as normas descritas anteriormente, tem-se: Critérios Jurídicos risco mínimo risco médio risco máximo Possibilidade de Perda remota possível provável Consequência Contábil Sem exigência de divulgação e provisionamento Divulgação Provisionamento e divulgação Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do BNDES, sendo divulgados apenas quando a Administração possui garantias de sua realização ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos ou a probabilidade da entrada de benefícios econômicos é alta. A provisão constituída foi avaliada pela Administração como suficiente para fazer face às eventuais perdas. 4.15) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment). Quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável, apurado pelo maior valor entre: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou; (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, deve ser reconhecida uma perda no resultado do período. 26 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 4.16) Capital Social Dividendos A distribuição de dividendos para o acionista único é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com base no valor mínimo obrigatório estabelecido no estatuto social do BNDES, que corresponde a 25% do lucro líquido ajustado após a constituição da reserva legal e da reserva de incentivos fiscais. No caso da BNDESPAR, corresponde a 25% do lucro líquido ajustado após a constituição da reserva legal, da reserva de incentivos fiscais e da reserva para compatibilização de práticas contábeis. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelo Conselho de Administração. 5. Caixa e equivalentes de caixa R$ mil Em 31 de dezembro BNDES Consolidado 2014 2013 2014 2013 Disponibilidades 2.651 1.452 337.052 215.750 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 6) (*) 5.592.573 327.626 7.541.901 3.589.804 Títulos e valores mobiliários Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF (Nota 7.3) (*) 2.100.247 4.485.856 - 2.424.137 7.695.471 4.814.934 7.878.953 6.229.691 (*) Considerados como caixa e equivalentes de caixa somente para fins da demonstração do fluxo de caixa 6. Aplicações interfinanceiras de liquidez 6.1) Aplicações em carteira de câmbio O saldo dessas operações de curto prazo monta em R$ 92.282 mil em 31 de dezembro de 2014 (R$ 234.083 mil em 31 de dezembro de 2013). 6.2) Aplicações em operações compromissadas O BNDES realizou operações de compra de títulos com compromisso de revenda (mercado de balcão), de curto prazo, lastreadas em títulos públicos federais. Em 31 de dezembro de 2014, apresentava saldos de R$ 5.500.291 mil (R$ 93.543 mil em 31 de dezembro de 2013) e R$ 7.449.619 mil (R$ 3.355.721 mil em 31 de dezembro de 2013), no BNDES e Consolidado, respectivamente. 27 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7. Títulos e valores mobiliários 7.1) Composição por natureza e prazo de vencimento: R$ mil Sem vencimento Livres: Títulos para negociação: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Títulos de renda fixa no exterior Até 3 meses Em 31 de dezembro de 2014 BNDES 1a3 3a5 anos anos 3 a 12 meses 5 a 15 anos Acima de 15 anos Total 1.872.140 1.872.140 10.728.519 1.307.472 3.145.521 6.644.219 5 21.825.736 - - - - - 1.872.140 10.728.519 1.307.472 3.145.521 6.644.219 5 23.697.876 228.107 9.358.200 - 73.094 2.673.154 1.814 - 29.334 1.702.381 1.500.134 972.424 - 197.812 1.316.572 983.255 - 534.117 3.599.032 6.949.547 - 16.213.778 - 228.107 834.357 9.358.200 4.375.535 22.629.516 8.905.226 1.814 156.489 9.742.796 620.010 3.368.072 19.032 19.032 93.532 4.297.805 257.993 2.755.632 113.000 1.699.921 12.895.617 36.853 16.250.631 113.000 2.727.341 156.489 49.329.585 - 50.652 - 37.285 442.137 1.313.167 - 1.843.241 - 50.652 - 37.285 442.137 973.261 2.286.428 - 973.261 2.816.502 Vinculados a compromissos de recompra Títulos para negociação (Público) Letras do Tesouro Nacional – LTN Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F - 20.279.274 1.264.618 15.183 - - - - - 20.279.274 1.264.618 15.183 Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F - - - 2.020.076 - 66 305.935 11.689 6.238 - 2.031.831 312.173 Títulos disponíveis para venda: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Debêntures Ações (nota 13.1) Letras do Tesouro Nacional – LTN Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Título da Dívida Agrária – TDA Privado: Títulos de renda fixa no exterior Debêntures Ações (nota 13.1) Títulos mantidos até o vencimento: Público: Debêntures Privado: Debêntures Vinculados à prestação de garantias Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Instrumentos financeiros derivativos TOTAL - - - - - 2.010.721 1.554.254 3.564.975 - - - - - - - - 11.614.936 46.803.535 19.032 6.355.166 3.503.770 17.210.693 17.804.885 103.312.017 Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Privado Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Público (9.861) (9.861) Total 103.302.156 Curto prazo Longo prazo Total 48.922.561 54.379.595 103.302.156 28 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Sem vencimento Livres: Títulos para negociação: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Títulos de renda fixa no exterior Até 3 meses Em 31 de dezembro de 2013 BNDES 1a3 3a5 anos anos 3 a 12 meses 5 a 15 anos Acima de 15 anos Total 3.966.909 3.966.909 10.674.261 5.389.414 1.998.828 1.630.066 19.692.569 - - - - - 3.966.909 10.674.261 5.389.414 1.998.828 1.630.066 23.659.478 518.947 15.213.600 - 612.935 1.324 2.173.882 479 140.624 4.956.446 864.104 43.505 - 82.179 2.362.512 3.982.681 - 573.672 3.145.006 995.881 - 4.232.858 - 518.947 796.475 15.213.600 7.743.263 864.104 9.783.881 4.978.562 1.803 151.340 15.883.887 614.259 12.282 2.186.643 39.476 6.044.155 160.523 6.587.895 1.298.040 6.012.599 32.015 4.264.873 1.542.336 151.340 41.594.311 - - 28.719 216.780 309.319 1.508.334 - 2.063.152 - 2.348 2.348 28.719 216.780 309.319 870.399 2.378.733 - 872.747 2.935.899 Vinculados a compromissos de recompra Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B - - - 3.387.291 2.697.879 4.117.217 8.394.620 18.597.007 Vinculados à Prestação de Garantias Títulos disponíveis para venda (Público) Letras Financeiras do Tesouro – Série A – LFT-A - 6.463 - - - - - 6.463 Vinculados à Cessão Fiduciária Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B - - - - - - 909.367 909.367 Instrumentos financeiros derivativos - 33.651 - - 33.903 - - 67.554 19.850.796 20.349.290 2.215.362 9.648.226 9.628.996 12.508.549 13.568.860 87.770.079 Títulos disponíveis para venda: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Debêntures Ações (nota 13.1) Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Título da Dívida Agrária – TDA Privado: Debêntures Ações (nota 13.1) Títulos mantidos até o vencimento: Público: Debêntures Privado: Debêntures TOTAL Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Privado Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Público (8.425) (8.425) Total 87.761.654 Curto prazo Longo prazo Total 27.050.372 60.711.282 87.761.654 29 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Sem vencimento Livres: Títulos para negociação: Público: Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Títulos de renda fixa no exterior Até 3 meses Em 31 de dezembro de 2014 Consolidado 1a3 3a5 anos anos 3 a 12 meses 5 a 15 anos Acima de 15 anos Total - 10.728.519 1.327.856 3.145.521 6.644.219 129.149 21.975.264 - - - - - 10.728.519 1.327.856 3.145.521 6.644.219 129.149 21.975.264 24.300.541 - 73.094 2.673.154 1.814 - - 29.334 1.702.381 1.500.134 972.424 - 197.812 1.316.572 983.255 - 534.117 3.599.032 6.949.547 - 16.213.778 100.605 834.357 24.300.541 4.375.535 22.629.516 8.905.226 1.814 100.605 1.941.291 20.730.505 46.972.337 745.764 3.493.826 706.817 706.817 2.775.517 6.979.790 1.535.995 4.033.634 113.000 5.383.739 16.579.435 36.853 16.351.236 113.000 11.184.685 1.941.291 20.730.505 95.117.075 - 52.904 - 151.076 532.740 2.210.656 - 2.947.376 - 52.904 287.737 287.737 424.953 576.029 572.700 1.105.440 2.491.297 4.701.953 - 3.776.687 6.724.063 Vinculados a compromissos de recompra Títulos para negociação (Público) Letras do Tesouro Nacional – LTN Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F - 20.279.274 1.264.618 15.183 - - - - - 20.279.274 1.264.618 15.183 Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F - - - 2.020.076 - 66 305.935 11.689 6.238 - 2.031.831 312.173 - - - - - 2.010.721 1.554.254 3.564.975 Títulos disponíveis para venda: Público: Debêntures Ações (nota 13.1) Letras do Tesouro Nacional – LTN Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Título da Dívida Agrária – TDA Títulos de renda fixa no exterior Privado: Títulos de renda fixa no exterior Debêntures Cotas de fundos mútuos de investimentos e de participações Ações (nota 13.1) Títulos mantidos até o vencimento: Público: Debêntures Privado: Debêntures Vinculados à prestação de garantias Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Instrumentos financeiros derivativos TOTAL - - 287 133.757 502.754 295.263 - 932.061 46.972.337 47.081.069 994.841 9.709.652 5.947.829 23.605.299 17.905.490 152.216.517 Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Privado Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Público (196.009) (15.669) (211.678) Total 152.004.839 Curto prazo Longo prazo Total 48.067.014 103.937.825 152.004.839 30 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Sem vencimento Livres: Títulos para negociação: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Títulos de renda fixa no exterior Outros Até 3 meses Em 31 de dezembro de 2013 Consolidado 1a3 3a5 anos anos 3 a 12 meses 5 a 15 anos Acima de 15 anos Total 2.424.137 2.424.137 14.428.676 5.394.635 1.998.828 1.630.066 8.443 23.460.648 - - - - - 2.424.137 14.428.676 5.394.635 1.998.828 1.630.066 8.443 25.884.785 39.830.138 - 612.935 1.324 2.173.882 479 140.624 4.956.446 864.104 43.505 - 82.179 2.362.512 3.982.681 - 573.672 3.145.006 995.881 - 4.232.858 - 796.475 39.830.138 7.743.263 864.104 9.783.881 4.978.562 1.803 2.021.134 30.000.184 71.851.456 310 614.569 12.282 2.186.643 3.028.736 9.033.415 928.721 7.356.093 5.432.323 10.146.882 32.015 4.264.873 9.434.387 2.021.134 30.000.184 105.453.931 - 3.215 28.719 369.988 381.987 2.271.537 - 3.055.446 - 2.348 5.563 28.719 735.245 1.105.233 578.633 960.620 1.381.848 3.653.385 - 2.698.074 5.753.520 Vinculados a compromissos de recompra Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B - - - 3.387.291 2.697.879 4.117.217 8.394.620 18.597.007 Vinculados à Prestação de Garantias Títulos disponíveis para venda (Público) Letras Financeiras do Tesouro – Série A – LFT-A Letras Financeiras do Tesouro –LFT-A - 6.463 - - 7.496 - - - 6.463 7.496 Títulos disponíveis para venda: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Debêntures Ações (nota 13.1) Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Título da Dívida Agrária – TDA Privado: Debêntures Cotas de fundos mútuos de investimentos e de participações Ações (nota 13.1) Títulos mantidos até o vencimento: Público: Debêntures Privado: Debêntures Vinculados à Cessão Fiduciária Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B - - - - - - 909.367 909.367 Instrumentos financeiros derivativos - 33.651 509.129 102.916 139.712 238.230 - 1.023.638 74.275.593 24.120.894 2.724.491 13.636.351 11.154.304 18.155.714 13.568.860 157.636.207 TOTAL Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Privado Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor Público (55.382) (13.440) (68.822) Total 157.567.385 Curto prazo Longo prazo Total 29.568.387 127.998.998 157.567.385 31 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.2) Valores de custo e mercado e composição por emissor: R$ mil BNDES 31/12/2014 Custo Mercado Livres Consolidado 31/12/2013 Custo Mercado 31/12/2014 Custo Mercado 31/12/2013 Custo Mercado 92.390.115 75.834.102 80.432.331 68.181.263 146.447.198 123.604.724 138.364.082 137.023.414 1.872.140 10.784.988 1.309.706 3.128.627 6.682.600 5 23.778.066 1.872.140 10.728.519 1.307.472 3.145.521 6.644.219 5 23.697.876 3.966.909 10.676.819 5.394.008 2.015.353 1.392.405 23.445.494 3.966.909 10.674.261 5.389.414 1.998.828 1.630.066 23.659.478 10.784.988 1.330.090 3.128.627 6.682.600 129.149 22.055.454 10.728.519 1.327.856 3.145.521 6.644.219 129.149 21.975.264 2.424.137 14.431.234 5.399.229 2.015.353 1.392.405 8.443 25.670.801 2.424.137 14.428.676 5.394.635 1.998.828 1.630.066 8.443 25.884.785 228.107 893.470 24.641.405 4.450.323 23.931.193 9.119.617 1.814 - 228.107 834.357 9.358.200 4.375.535 22.629.516 8.905.226 1.814 - 518.947 849.678 25.026.048 7.928.998 863.362 11.665.371 5.368.800 1.803 - 518.947 796.475 15.213.600 7.743.263 864.104 9.783.881 4.978.562 1.803 - 893.470 49.844.146 4.450.323 23.931.193 9.119.617 1.814 100.604 834.357 24.300541 4.375.535 22.629.516 8.905.226 1.814 100.605 849.678 50.361.770 7.928.998 863.362 11.665.371 5.368.800 1.803 - 796.475 39.830.138 7.743.263 864.104 9.783.881 4.978.562 1.803 - 113.071 2.185.219 241.189 65.805.408 113.000 2.727.341 156.489 49.329.585 1.595.167 241.189 54.059.363 1.542.336 151.340 41.594.311 113.071 10.642.240 1.941.291 16.841.590 117.879.359 113.000 11.184.685 1.941.291 20.730.505 95.117.075 9.487.218 2.021.134 18.460.449 107.008.583 9.434.387 2.021.134 30.000.184 105.453.931 1.843.241 1.843.241 2.063.152 2.063.152 2.947.376 2947.376 3.055.446 3.055.446 973.261 2.816.502 973.261 2.816.502 872.747 2.935.899 872.747 2.935.899 3.776.687 6.724.063 3.776.687 6.724.063 2.698.074 5.753.520 2.698.074 5.753.520 Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor público Provisão para risco de crédito – Debêntures – Setor privado Total Provisão para risco de crédito – Debêntures (9.861) (9.861) (9.861) (9.861) (8.425) (8.425) (8.425) (8.425) (15.669) (196.009) (211.678) (15.669) (196.009) (211.678) (13.440) (55.382) (68.822) (13.440) (55.382) (68.822) Instrumentos financeiros derivativos (Privados) (Nota 7.6) - - 69.666 67.554 - 932.061 69.666 1.023.638 28.328.570 27.468.054 20.224.687 19.512.837 28.328.570 27.468.054 20.232.183 19.520.333 Títulos disponíveis para venda (Público) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F 2.136.518 342.730 2.031.831 312.173 19.037.583 - 18.597.007 - 2.136.518 342.730 2.031.831 312.173 19.037.583 - 18.597.007 - Títulos para negociação: Letras do Tesouro Nacional – LTN Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F 20.413.899 1.265.997 15.713 20.279.274 1.264.618 15.183 - - 20.413.899 1.265.997 15.713 20.279.274 1.264.618 15.183 - - 4.153.713 3.564.975 6.377 - 6.463 - 4.153.713 3.564.975 6.377 7.496 - 6.463 7.496 - - - 1.180.727 909.367 - - 1.180.727 909.367 120.718.685 103.302.156 100.726.684 87.761.654 174.775.768 152.004.839 158.665.931 157.567.385 Títulos para negociação: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Títulos de renda fixa no exterior Outros Títulos disponíveis para venda: Público: Cotas de fundos de investimento do Banco do Brasil e CEF Debêntures Ações Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Notas do Tesouro Nacional – Série F – NTN-F Título da Dívida Agrária - TDA Títulos de renda fixa no exterior Privado: Títulos de renda fixa no exterior Debêntures Cotas de fundos mútuos de investimento e de participações Ações Títulos mantidos até o vencimento: (1) Público: Debêntures Privado: Debêntures Não Livres Vinculados a compromissos de recompra Vinculados à Prestação de Garantias: Títulos disponíveis para venda (Públicos): (1) Letras Financeiras do Tesouro – Série A – LFT-A Letras Financeiras do Tesouro – LFT Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Vinculados à cessão fiduciária (Público): Títulos disponíveis para venda: (1) Notas do Tesouro Nacional – Série B – NTN-B Total (1) Os títulos mantidos até o vencimento estão registrados contabilmente por seu valor de custo, acrescido dos rendimentos. Relativamente aos valores de mercado divulgados: - As debêntures representam uma modalidade de apoio financeiro e não de aplicação financeira, conforme descrito na nota 7.5.2. Por esta razão seu valor de mercado é igual ao seu custo corrigido. - Para cálculo do valor de mercado das Notas do Tesouro Nacional, Letras do Tesouro Nacional e Letras Financeiras do Tesouro foram utilizados os preços divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA. 32 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil BNDES Resumo por emissor (líquido de provisão): Público Privado 31/12/2014 Custo Mercado 117.205.945 99.332.065 3.512.740 3.970.091 120.718.685 103.302.156 Consolidado 31/12/2013 Custo Mercado 97.947.915 2.778.769 100.726.684 31/12/2014 Custo Mercado 85.127.677 2.633.977 87.761.654 141.656.898 33.118.870 174.775.768 113.522.619 38.482.220 152.004.839 31/12/2013 Custo Mercado 125.984.772 32.681.159 158.665.931 112.445.350 45.122.035 157.567.385 7.3) Cotas de fundos de investimentos do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal O BNDES e suas controladas possuem investimentos em fundos exclusivos e não exclusivos administrados pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal que estão classificados como títulos para negociação, de acordo com a Circular BACEN n.º 3.068/2001. Os fundos de investimento exclusivos são apresentados de forma consolidada. As carteiras dos fundos são compostas basicamente por títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional e custodiados no Sistema de Liquidação e Custódia – SELIC. R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Fundos BB/CEF Exclusivos Fundos BB/CEF Não exclusivos Total 2013 Consolidado 2.100.247 2.100.247 - 33 BNDES 4.485.856 4.485.856 Consolidado 2.424.137 2.424.137 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.4) Cotas de fundos mútuos de investimento e de participações Estas aplicações são administradas por instituições financeiras privadas. As cotas destes fundos são avaliadas pelos valores das cotas divulgadas pelo respectivo administrador na data base do balanço. 31/12/2014 R$ mil 31/12/2013 Banco Bradesco S.A 344.836 338.556 Credit Suisse Brasil 294.962 294.794 Banco Santander S.A. 162.524 191.480 INTRAG Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA 126.199 123.357 Banco Bradesco S.A 249.831 168.275 Banco Bradesco S.A - 5.156 Banco Bradesco S.A. 53.951 54.746 Governança & Gestão Investimentos 3.926 26.409 Caixa Econômica Federal 65.064 57.941 DGF Gestão de Fundos Ltda 54.184 54.237 Fundo Administrador - Brasil Energia – Fundo de Investimentos em Participações - Crédito Corporativo Brasil – FIDC - InfraBrasil – FIP - FIDC – Insumos Básicos da Indústria Petroquímica - AG Angra Infra-Estrutura - Fundo de Investimento em Participações - Fundo de Investimentos Cia. Paulista Trens Metropolitanos - Logística Brasil – Fundo de Investimento em Participações - Fundo de Invest. Em Partic. Governança e Gestão – FIPGG - Fundo de Investimento em Participações Caixa Modal Oleo e Gas -FIP Terra Viva - Fundo de Investimento em Participações - Fundo Brascan de Petróleo e Gás - Brasil Mezanino Infra-estr fdo. Inv. em Participações - Fundo Mútuo Invest em Empresas Emergentes CRIATEC - Fundo de Investimento em Participações Caixa Ambiental - BR Educacional Fundo de Investimento em Participações - CRP VII Fundo de Investimento em Participações - RB Cinema I – Fundo Financiamento Ind. Cinematográfica Nacional -Fundo Brasil Agronegócio - Fundo de Investimento em Participações - Vale Florestar Fundo de Investimento em Participações - Fundo Brasil Sustentabilidade - Fundo Empreendedor Brasil Banco Brascan S.A. 14.264 14.389 Darby Stratus Administração de Investimentos Ltda 23.931 31.331 BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A 42.710 50.823 Caixa Econômica Federal 69.090 69.439 BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. 31.054 91.812 CRP Companhia de Participações S.A 26.875 39.854 Rio Bravo Investimentos S.A. 5.208 7.380 Banco Bradesco S.A 76.593 62.477 - 116.270 110.798 65.237 8.284 11.970 177.007 145.201 Citibank Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliários S.A BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. BEM - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. - Outros Total 1.941.291 34 2.021.134 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.5) Debêntures 7.5.1) Debêntures disponíveis para venda Tradicionalmente, o BNDES, por meio de sua subsidiária BNDESPAR, exerce a função de fomentar o desenvolvimento do mercado de ações. Faltava ao BNDES uma ação direcionada a apoiar o desenvolvimento do mercado brasileiro de dívida corporativa. Para tanto, em agosto de 2006, foram estabelecidas as normas aplicáveis à subscrição de debêntures simples pelo BNDES em ofertas públicas e à negociação desses valores mobiliários no mercado secundário com o objetivo de apoiar tanto novas emissões, quanto girar os ativos adquiridos de forma a ajudar ao aumento da liquidez do mercado local. A subscrição de debêntures de colocação pública está limitada a operações de baixo risco de crédito e devem ter as seguintes características: • Participação limitada a 15% da oferta; • Setores apoiados pelo BNDES; • Recursos captados destinados a financiar: - investimentos fixos; - capital de giro; - gastos em P&D ou em outros ativos intangíveis; - fusões e aquisições (nos casos em que os ganhos de escala são importantes para impulsionar a expansão das atividades da empresa); - reestruturação financeira, se for considerada passo necessário para viabilizar investimentos ou parcerias subsequentes. • Adoção de práticas de distribuição e negociação que privilegiem a dispersão dos títulos no mercado, a liquidez, inclusive com participação do formador de mercado, a padronização das cláusulas e as boas práticas de governança corporativa. A atuação no mercado secundário deverá seguir os princípios de competitividade e de transparência na formação do preço, com preferência a que as operações sejam efetuadas através de plataformas eletrônicas ou, sendo operações efetuadas fora de plataforma eletrônica, que as mesmas sejam referendadas por cotações disponíveis em plataformas eletrônicas. As debêntures que possuem derivativos embutidos, registradas na BNDESPAR foram reconhecidas no Sistema BNDES com base na Circular BACEN n.º 3.082/2002 que requer a separação dos derivativos do instrumento principal. 35 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O instrumento principal é designado como disponível para venda e o derivativo é avaliado a valor justo com o efeito reconhecido no resultado. R$ mil Em 31 de dezembro 2014 3.561.698 8.457.344 12.019.042 Saldos do BNDES Saldos da BNDESPAR 2013 2.338.811 7.892.051 10.230.862 7.5.2) Debêntures mantidas até o vencimento Essas debêntures representam uma modalidade de apoio financeiro e não de aplicação financeira, sendo contratadas diretamente com os emissores e realizadas no vencimento. Em função das características destes títulos, estes são avaliados de acordo com as normas definidas pela Resolução CMN n.º 2.682, conforme demonstrado na Nota 7.5.2.4. 7.5.2.1) Composição das debêntures mantidas até o vencimento: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado Valor bruto Provisão para risco de crédito Valor líquido 2.816.502 (9.861) 2.806.641 6.724.063 (211.678) 6.512.385 2.935.899 (8.425) 2.927.474 5.753.520 (68.822) 5.684.698 Curto prazo Longo prazo Total 50.399 2.756.242 2.806.641 331.745 6.180.640 6.512.385 30.931 2.896.543 2.927.474 34.146 5.650.552 5.684.698 7.5.2.2) Distribuição da carteira bruta por setor de atividade: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Setor público Setor privado Indústria Outros serviços (*) Total (*) Inclui mineração e telecomunicações 36 2013 Consolidado BNDES Consolidado 1.843.241 2.947.376 2.063.152 3.055.446 973.261 973.261 13.238 3.763.449 3.776.687 872.747 872.747 94.487 2.603.587 2.698.074 2.816.502 6.724.063 2.935.899 5.753.520 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.5.2.3) Distribuição da carteira bruta por vencimento: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 BNDES Consolidado A vencer: 2015 2016 2017 2018 2019 Após 2019 Total 50.652 37.285 203.653 238.485 2.286.427 2.816.502 340.641 515.111 60.917 771.589 333.852 4.701.953 6.724.063 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 BNDES Consolidado A vencer: 2014 2015 2016 2017 2018 Após 2018 Total 31.067 216.780 51.257 258.062 2.378.733 2.935.899 34.282 530.967 574.265 81.622 878.998 3.653.386 5.753.520 7.5.2.4) Composição da carteira bruta e da provisão para risco de crédito por nível de risco: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Debêntures % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de risco Situação AA Adimplente 973.261 1.089.759 0,00 - - A Adimplente 1.714.240 3.532.007 0,50 8.571 17.660 B Adimplente 129.001 1.229.261 1,00 1.290 12.292 C Adimplente - 712.690 3,00 - 21.380 H H Adimplente Inadimplente 64.979 95.367 160.346 6.724.063 70,00 Total 2.816.502 9.861 64.979 95.367 160.346 211.678 Curto prazo Longo prazo Total 50.652 2.765.850 2.816.502 340.641 6.383.422 6.724.063 253 9.608 9.861 8.896 202.782 211.678 37 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Debêntures % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de risco Situação AA Adimplente 1.396.727 1.457.919 0,00 - - A Adimplente 1.393.389 3.248.124 0,50 6.967 16.241 B Adimplente 145.783 217.744 1,00 1.458 2.178 C Adimplente - 735.246 3,00 - 22.057 E Adimplente - 94.487 30,00 - 28.346 Total 2.935.899 5.753.520 8.425 68.822 Curto prazo Longo prazo Total 31.067 2.904.832 2.935.899 34.282 5.719.238 5.753.520 136 8.289 8.425 136 68.686 68.822 7.5.2.5) Movimentação da provisão sobre debêntures: R$ mil Em 31 de dezembro BNDES (8.425) (1.436) (9.861) Saldo no início do exercício (Constituição) reversão líquida Saldo no final do exercício 2014 Consolidado (68.822) (142.856) (211.678) BNDES (10.828) 2.403 (8.425) 2013 Consolidado (77.578) 8.756 (68.822) O efeito no resultado está apresentado na Nota 28. 7.6) Instrumentos financeiros derivativos 7.6.1) Derivativos cambiais e de taxa de juros Os derivativos cambiais e de taxas de juros são utilizados para adequar a composição de ativos e passivos financeiros do BNDES, administrando sua exposição aos riscos de mercado decorrentes de oscilações em taxas de câmbio e taxa de juros. Simultaneamente, tais derivativos contribuem para o gerenciamento dos ativos e passivos em moedas fortes, visando reduzir eventual descasamento entre estas moedas. 7.6.1.1) Operações de bolsa O BNDES realiza operações com contratos futuros de dólares norteamericanos e com contratos futuros de taxa média de depósitos interfinanceiros de um dia na BM&FBOVESPA, com o intuito de se gerenciar os descasamentos cambiais e de taxas de juros, respectivamente. 38 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.6.1.2) Operações de balcão Assim como nas operações de bolsa, as operações de balcão são contratadas pelo BNDES com o objetivo de gerenciar os descasamentos cambiais e de taxas de juros. Além disso, também são realizadas para gerenciar a composição do produto “cesta de moedas”, objeto de repasse aos clientes. Dessa forma, as perdas potenciais nesses instrumentos causadas por variação dos fatores de risco tendem a ser compensadas por ganhos em ativos ou reduções de passivos associados a cada operação. Nas operações de balcão de taxas de juros e câmbio, o BNDES recebe integralmente o montante a ser pago no ativo-objeto protegido. Assim, o grau de proteção é próximo a 100%. O gerenciamento da composição do produto “cesta de moedas”, têm por objetivo tornar o produto de crédito, que é representativo da composição da exposição cambial externa do BNDES, mais atrativo aos tomadores de recursos. Por orientação de sua política financeira, o BNDES busca transferir a seus tomadores de recursos os riscos de natureza cambial e de taxa de juros, inclusive aqueles decorrentes de operações de derivativos. Por meio das operações de derivativos cambiais e de taxa de juros, busca-se aumentar o peso do dólar na cesta de moedas e minimizar o impacto desfavorável que a volatilidade das outras moedas fortes possa causar aos tomadores de recursos na unidade monetária vinculada à “cesta de moedas” do BNDES, bem como reduzir o risco associado a um eventual descasamento de moedas no balanço do BNDES. Todas as operações de proteção financeira realizadas no mercado doméstico de balcão são registradas na CETIP. A fim de mitigar o risco de crédito envolvido, a aceitabilidade das contrapartes é determinada com base na análise de crédito realizada pelo BNDES, podendo haver, inclusive, a exigência de garantias formais para a sua aceitação. Os quadros seguintes descrevem as operações ativas de proteção cambial em 31 de dezembro de 2014. Todas as operações abaixo foram contabilizadas de acordo com a Circular BACEN n.º 3.082/2002. 39 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Valor Nocional Moedas de referência Vencimento Contrapartes EURO 1,4 bilhão1 Euro – USD set/2017 e jan/2019 Deutsche Bank, HSBC, Santander e Bank of America Merrill Lynch R$ 194 milhões 1 R$ – USD entre mar/2016 e jul/2019 Bank of America Merril Lynch, Santander e Deutsche Bank CHF 200 milhões 1 Francos suiços – USD dez/2016 US$ 569 milhões USD (taxa de juros fixa – flutuante) entre mar/2015 e ago/2021 Santander e Société Générale Citibank, Bank of America Merrill Lynch e HSBC 1 Operações contratadas com mecanismo de mitigação de risco de crédito bilateral mediante a cessão fiduciária de títulos públicos e depósitos interfinanceiros a título de margem. Nos termos dos contratos firmados entre as partes, há aporte bilateral de margens iniciais na contratação da operação e, até a liquidação, haverá verificações periódicas para eventual reforço de garantias. Em 31 de dezembro de 2014, os valores dos títulos públicos dados em garantia a essas operações eram de R$ 800,46 milhões, não havendo nesta data títulos recebidos em garantia. Os montantes foram apurados com base nos preços unitários da Resolução n.º 550 divulgados pelo BACEN na data base. 7.6.2) Opções e derivativos embutidos Em razão da execução do objetivo social da BNDESPAR, são estruturadas operações de investimentos em participações societárias que resultam na geração de derivativos embutidos nos contratos de debêntures. Esses derivativos não têm finalidade de proteção patrimonial (hedge) e nem são instrumentos financeiros derivativos especulativos. Estes derivativos são opções de conversão ou permuta dessas debêntures em ações. Portanto esses derivativos não oferecem nenhum risco de perda à BNDESPAR. A mensuração e o registro desses derivativos são feitos pelo valor justo. 40 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 7.6.3) Composição dos instrumentos financeiros derivativos R$ mil BNDES Em 31 de dezembro de 2014 Conta de compensação Valor referencial Valor referencial Ativo Passivo Conta patrimonial Valor a receber Valor de mercado (a pagar) ativo (passivo) Vencimentos Custodiante Euro x USD set/2017 a jan/2019 CETIP 4.633.645 5.235.282 (601.637) (538.344) R$ x USD mar/2016 a jul/2019 CETIP 203.825 325.211 (121.386) (135.420) dez/2016 CETIP 537.147 653.062 (115.915) (120.663) mar/2015 a ago/2021 CETIP 1.521.140 1.539.985 (18.845) (99.735) 7.753.540 (857.783) (894.162) - - Contratos swap – Balcão Cambiais: Francos suiços x USD Taxas de juros em US$: Flutuante x Fixa Total 6.895.757 Valores nocionais Contratos futuro DI (posição comprada) DI (posição vendida) out/2016 BM&F 136.075 jan/2015 a jan/2025 BM&F (34.344.692) - - USD (posição vendida) fev/2015 BM&F (1.632.235) - - DDI (posição vendida) jan/2015 BM&F (1.327) - - Total - - Total (857.783) (894.162) 41 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil BNDES Em 31 de dezembro de 2013 Conta de compensação Conta patrimonial Valor referencial Valor referencial Valor a receber Valor de mercado Ativo Passivo (a pagar) ativo (passivo) Vencimentos Custodiante set/2017 CETIP 2.456.496 2.448.182 8.314 33.903 (7.121) R$ x USD fev/2014 a jul/2019 CETIP 1.035.596 1.121.059 (85.463) 33.651 (140.771) Francos suiços x USD dez/2016 CETIP 527.065 575.959 (48.894) (58.471) mar/2015 a ago/2021 CETIP 1.441.847 1.459.327 (17.480) (127.722) 5.461.004 5.604.527 (143.523) (266.531) Contratos swap – Balcão Cambiais: Euro x USD Taxas de juros em US$: Flutuante x Fixa Contratos futuro DI (posição vendida) USD (posição comprada) Valores nocionais jan/2014 a jan/2021 BM&F 14.329.263 - - fev/2014 BM&F 1.594.725 - - - - (143.523) (266.531) Total 42 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro de 2014 Conta de compensação Valor referencial Valor referencial Ativo Passivo Conta patrimonial Valor a receber Valor de mercado (a pagar) ativo (passivo) Vencimentos Custodiante Euro x USD set/2017 a jan/2019 CETIP 4.633.645 5.235.282 (601.637) (538.344) R$ x USD mar/2016 a jul/2019 CETIP 203.825 325.211 (121.386) (135.420) dez/2016 CETIP 537.147 653.062 (115.915) (120.663) mar/2015 a ago/2021 CETIP 1.521.140 1.539.985 (18.845) (99.735) 7.753.540 (857.783) (894.162) - - Contratos swap – Balcão Cambiais: Francos suiços x USD Taxas de juros em US$: Flutuante x Fixa Total 6.895.757 Valores nocionais Contratos futuro DI (posição comprada) DI (posição vendida) out/2016 BM&F 136.075 jan/2015 a jan/2025 BM&F (34.344.692) - - USD (posição vendida) fev/2015 BM&F (1.632.235) - - DDI (posição vendida) jan/2015 BM&F (1.327) - - - - Total Opções Tipo Metodologia de precificação (ativo) Européia Simulação de Monte Carlo 280.385 280.385 Resgate (ativo) Européia Árvore Binomial 83.975 83.975 (849.066) 567.701 (1.416.767) (849.066) 567.701 (1.416.767) (1.342.489) (1.378.868) Venda Derivativos embutidos Ativo Passivo Total 43 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro de 2013 Conta de compensação Valor referencial Valor referencial Ativo Passivo Conta patrimonial Valor a receber Valor de mercado (a pagar) ativo (passivo) Vencimentos Custodiante set/2017 CETIP 2.456.496 2.448.182 8.314 33.903 (7.121) R$ x USD fev/2014 a jul/2019 CETIP 1.035.596 1.121.059 (85.463) 33.651 (140.771) Francos suiços x USD dez/2016 CETIP 527.065 575.959 (48.894) (58.471) mar/2015 a ago/2021 CETIP 1.441.847 1.459.327 (17.480) (127.722) 5.604.527 (143.523) (266.531) Contratos swap – Balcão Cambiais: Euro x USD Taxas de juros em US$: Flutuante x Fixa Total 5.461.004 Valores nocionais Contratos futuro DI (posição vendida) USD (posição comprada) jan/2014 a jan/2021 BM&F 14.329.263 - - fev/2014 BM&F 1.594.725 - - - - Total Opções Tipo Metodologia de precificação Americana Black-Scholes/ Merton (111.810) (111.810) Resgate (ativo) Européia Black-Scholes/ Merton/Árvore Binomial 45.276 45.276 Venda Européia Black-Scholes/ Merton 463.849 463.851 (999.656) 446.957 (1.446.613) (999.708) 446.957 (1.446.665) (745.864) (868.922) Compra (passivo) (ativo) Derivativos embutidos Ativo Passivo Total 44 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Resumo instrumentos financeiros derivativos Posição ativa Posição passiva Total BNDES Valores a receber (a pagar) Em 31 de dezembro 2014 2013 67.554 (894.162) (334.085) (894.162) (266.531) R$ mil Consolidado Valores a receber (a pagar) Em 31 de dezembro 2014 2013 932.061 1.023.636 (2.310.929) (1.892.507) (1.378.868) (868.871) BNDES Em 31 de dezembro 2014 2013 (744.168) 78.351 63.111 830.193 (681.057) 908.544 R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 (744.168) 78.351 60.220 833.620 (32.955) 218.972 (148.216) (145.701) (865.119) 985.242 Resultado com derivativos Receitas (despesas) 2º Semestre de 2014 BNDES Consolidado (877.849) (877.849) 189.479 189.479 (492.031) (345.694) (688.370) (1.526.095) Contratos de swaps Contratos de futuro Contratos de opções Derivativos embutidos Total O valor justo de cada operação de swap é definido como a diferença entre os valores presentes estimados de suas pontas ativa e passiva. A estimativa de cada ponta consiste do cálculo de seus respectivos fluxos de caixa futuros – com base na taxa contratada da operação, no caso de ponta em taxa fixa, ou em projeções extraídas das curvas de mercado, no caso de ponta em taxa flutuante – trazidos a valor presente pelas curvas de mercado aplicáveis a cada operação. 8. Operações de crédito e repasses interfinanceiros 8.1) Composição das operações: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado Operações de crédito Provisão para risco de crédito 333.429.569 (2.338.928) 331.090.641 343.069.652 (2.378.766) 340.690.886 280.631.585 (2.026.931) 278.604.654 288.151.509 (2.088.983) 286.062.526 Repasses interfinanceiros Provisão para risco de crédito 326.877.059 (379.811) 326.497.248 311.315.172 (799.360) 310.515.812 286.169.920 (491.282) 285.678.638 280.293.884 (1.113.911) 279.179.973 Total 657.587.889 651.206.698 564.283.292 565.242.499 Curto prazo Longo prazo Total 117.876.292 539.711.597 657.587.889 121.204.583 530.002.115 651.206.698 94.184.705 470.098.587 564.283.292 108.684.209 456.558.290 565.242.499 45 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 8.2) Distribuição da carteira bruta de operações de crédito e repasses interfinanceiros por moedas: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Controladas Outras Total Moeda nacional 172.006.379 395.167.670 567.174.049 BNDES Moeda estrangeira 9.775.617 83.356.962 93.132.579 Total Moeda nacional 181.781.994 478.524.632 660.306.628 561.263.320 561.263.320 Consolidado Moeda estrangeira 93.121.504 93.121.504 Total 654.384.824 654.384.824 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Controladas Outras Total Moeda nacional 146.963.751 338.327.881 485.291.632 BNDES Moeda estrangeira 7.400.638 74.109.235 81.509.873 Total Moeda nacional 154.364.389 412.437.116 566.801.505 486.702.840 486.702.840 Consolidado Moeda estrangeira 81.742.553 81.742.553 Total 568.445.393 568.445.393 8.3) Distribuição da carteira bruta de operações de crédito e repasses interfinanceiros por setor de atividade: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Setor público Administração pública Atividades empresariais Indústria Intermediação financeira Outros serviços Setor privado Rural Indústria Comércio Intermediação financeira Outros serviços Total 2013 Consolidado BNDES Consolidado 45.225.852 45.226.837 33.083.756 33.083.756 40.456.070 286.503.599 17.313.762 389.499.283 40.456.070 148.737.499 17.313.807 251.734.213 33.318.221 236.245.238 16.593.471 319.240.686 33.318.221 118.840.300 16.693.296 201.935.573 2.404.779 123.392.229 3.248.950 40.278.078 101.483.309 270.807.345 2.404.779 123.392.229 3.248.950 162.482.246 111.122.407 402.650.611 2.467.009 108.723.815 2.727.582 49.820.065 83.822.348 247.560.819 2.467.009 108.723.815 2.727.582 161.249.142 91.342.272 366.509.820 660.306.628 654.384.824 566.801.505 568.445.393 46 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 8.4) Distribuição da carteira bruta de operações de crédito e repasses interfinanceiros por vencimento: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 BNDES Consolidado Vencido A vencer: 2015 2016 2017 2018 2019 Após 2019 Total 88.216 88.216 118.174.716 107.501.136 97.236.040 85.449.113 40.077.662 211.779.745 660.306.628 121.623.807 103.771.540 83.318.604 63.926.069 49.416.857 232.239.731 654.384.824 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 BNDES Consolidado Vencido A vencer: 2014 2015 2016 2017 2018 Após 2018 Total 69.445 69.445 94.480.092 88.596.406 80.494.326 69.616.528 62.362.472 171.182.236 566.801.505 109.164.282 94.331.557 77.457.436 57.257.875 43.984.702 186.180.096 568.445.393 8.5) Concentração da carteira bruta de operações de crédito e repasses interfinanceiros: 10 maiores clientes 50 seguintes maiores clientes 100 seguintes maiores clientes Demais clientes Total R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 BNDES Consolidado 347.744.271 278.512.822 138.262.040 173.315.075 87.454.262 103.689.434 86.846.055 98.867.493 660.306.628 654.384.824 10 maiores clientes 50 seguintes maiores clientes 100 seguintes maiores clientes Demais clientes Total R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 BNDES Consolidado 294.558.337 229.897.856 119.647.999 159.532.922 77.209.951 92.405.870 75.385.218 86.608.745 566.801.505 568.445.393 47 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 8.6) Composição da carteira e da provisão para risco de crédito por nível de risco A Resolução CMN n.º 2.682/1999 estabeleceu a sistemática para a constituição da provisão para risco de crédito, com a definição de classes de risco para créditos em situação de adimplência e de inadimplência e respectivos percentuais. Assim, as provisões para créditos adimplentes e inadimplentes relativas a operações de crédito e repasses interfinanceiros foram as seguintes: a) Operações de crédito R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Operações de crédito % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação AA Adimplente 94.146.941 99.352.606 0,0 - - A Adimplente 142.988.750 143.915.411 0,5 714.944 719.577 B Adimplente 86.052.418 89.560.046 1,0 860.523 895.599 C Adimplente 8.642.358 8.642.358 3,0 259.271 259.271 D Adimplente Inadimplente 790.747 1.168 791.915 790.747 1.168 791.915 10,0 10,0 79.075 117 79.192 79.075 117 79.192 E Adimplente Inadimplente 512.484 19.851 532.335 512.484 19.851 532.335 30,0 30,0 153.745 5.955 159.700 153.745 5.955 159.700 F Inadimplente 5.624 5.624 50,0 2.812 2.812 G Adimplente Inadimplente 1.179 21.295 22.474 1.179 21.295 22.474 70,0 70,0 825 14.907 15.732 825 14.907 15.732 H Adimplente Inadimplente 206.475 40.279 246.754 206.604 40.279 246.883 100,0 100,0 206.475 40.279 246.754 206.604 40.279 246.883 Total 333.429.569 343.069.652 2.338.928 2.378.766 Curto prazo Longo prazo Total 42.582.052 290.847.517 333.429.569 44.082.414 298.987.238 343.069.652 298.703 2.040.225 2.338.928 304.903 2.073.863 2.378.766 48 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Operações de crédito % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação AA Adimplente 104.533.658 108.671.287 0,0 - - A Adimplente 105.543.786 106.200.157 0,5 527.719 531.000 B Adimplente 59.957.714 61.125.427 1,0 599.577 611.254 C Adimplente Inadimplente 9.140.068 2.475 9.142.543 10.693.323 2.475 10.695.798 3,0 3,0 274.202 74 274.276 320.800 74 320.874 D Adimplente 352.978 357.934 10,0 35.298 35.794 E Adimplente Inadimplente 701.510 25.736 727.246 701.510 25.736 727.246 30,0 30,0 210.453 7.721 218.174 210.453 7.721 218.174 G Inadimplente 5.910 5.910 70,0 4.137 4.137 H Adimplente Inadimplente 332.426 35.324 367.750 332.426 35.324 367.750 100,0 100,0 332.426 35.324 367.750 332.426 35.324 367.750 Total 280.631.585 288.151.509 2.026.931 2.088.983 Curto prazo Longo prazo Total 36.780.651 243.850.934 280.631.585 38.000.369 250.151.140 288.151.509 265.657 1.761.274 2.026.931 275.722 1.813.261 2.088.983 b) Repasses interfinanceiros R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Repasses Interfinanceiros % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de risco Situação AA Adimplente 281.954.167 195.060.680 0,0 - - A Adimplente 30.573.025 91.581.405 0,5 152.864 457.906 B Adimplente 13.870.579 24.030.133 1,0 138.706 240.301 C Adimplente 372.499 505.796 3,0 11.175 15.174 D Adimplente 32.945 33.934 30,0 3.295 3.394 E Adimplente 105 29.485 50,0 32 8.846 H Adimplente 73.739 73.739 100,0 Total 326.877.059 311.315.172 379.811 799.360 Curto prazo Longo prazo Total 75.680.880 251.196.179 326.877.059 77.629.609 233.685.563 311.315.172 87.937 291.874 379.811 202.537 596.823 799.360 49 73.739 73.739 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Repasses Interfinanceiros % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de risco Situação AA Adimplente 218.515.007 101.618.146 0,0 - - A Adimplente 55.061.379 154.973.612 0,5 275.306 774.868 B Adimplente 12.270.357 23.140.998 1,0 122.704 231.410 C Adimplente 213.828 391.533 3,0 6.415 11.746 D Adimplente 10.190 62.921 10,0 1.019 6.292 F Adimplente 26.642 34.157 50,0 13.321 17.078 H Adimplente 72.517 72.517 100,0 Total 286.169.920 280.293.884 491.282 1.113.911 Curto prazo Longo prazo Total 57.768.886 228.401.034 286.169.920 71.233.358 209.060.526 280.293.884 99.175 392.107 491.282 273.796 840.115 1.113.911 72.517 72.517 8.7) Movimentação da provisão para risco de crédito sobre operações de crédito e repasses interfinanceiros a) Operações de crédito R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Saldo no início do exercício (Constituição) reversão líquida Baixas contra provisão Saldo no final do exercício BNDES (2.026.931) (901.501) 589.504 (2.338.928) 2013 Consolidado (2.088.983) (900.635) 610.851 (2.378.767) BNDES (1.679.117) (590.428) 242.614 (2.026.931) Consolidado (2.540.124) 208.507 242.634 (2.088.983) b) Repasses interfinanceiros R$ mil Em 31 de dezembro Saldo no início do exercício (Constituição) reversão líquida Baixas contra provisão Saldo no final do exercício 2014 BNDES Consolidado (491.282) (1.113.911) 103.398 306.478 8.073 8.073 (379.811) (799.360) O efeito no resultado está apresentado na Nota 28. 50 2013 BNDES Consolidado (435.776) (984.053) (68.972) (143.339) 13.466 13.481 (491.282) (1.113.911) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 9) Outros créditos 9.1) Direitos a receber – Sistema Eletrobras Os créditos que a União detinha contra o Sistema Eletrobras cedidos ao BNDES são os seguintes: R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 Fluxo de recebíveis de titularidade da União junto a Itaipu Binacional (1) Total 7.182.376 7.182.376 8.110.167 8.110.167 Curto prazo Longo prazo Total 7.182.376 7.182.376 1.543.394 6.566.773 8.110.167 (1) Em 28 de dezembro de 2012, ao amparo do art. 7º da Medida Provisória n.º 600, da mesma data, convertida na Lei n.º 12.833/2013, o BNDES adquiriu créditos detidos pela União contra a Itaipu Binacional, ao preço de R$ 6.001.807 mil (R$ 6.566.773 atualizados para 31 de dezembro de 2013). A aquisição foi liquidada mediante a entrega, à União, de uma carteira de ações de emissão de sociedades anônimas, no montante de R$ 5.998.585 mil, e com o pagamento, em 31 de dezembro de 2012, de R$ 3.222 mil em moeda corrente. Os referidos créditos, de valor econômico equivalente e correspondente a um fluxo de pagamentos em moeda nacional descrito no pertinente contrato, são garantidos, quanto à sua existência e liquidação, pela União, a qual se obrigou a honrá-los incondicionalmente. Em 7 de junho de 2013, ao amparo da mesma medida provisória, o BNDES adquiriru créditos detidos pela União contra a Itaipu Binacional, ao preço de R$ 1.455.318 mil (R$ 1.543.394 atualizados para 31 de dezembro de 2013), liquidados em espécie. Os referidos créditos, de valor econômico equivalente e correspondente a um fluxo de pagamentos em doláres descrito no contrato, são garantidos, quanto à sua existência e liquidação, pela União, que se obrigou a honrá-los incondicionalmente. 9.2) Créditos Específicos – Vinculados ao Tesouro Nacional R$ mil Em 31 de dezembro BNDES 2014 Créditos decorrentes de equalização de taxa de juros Outros créditos Total 8.623.820 18.008 8.641.828 51 2013 6.454.402 18.008 6.472.410 2014 Consolidado 2013 26.144.833 18.008 26.162.841 17.464.269 18.008 17.482.277 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Créditos decorrentes de equalização de taxa de juros: São valores a receber do Tesouro Nacional a título de equalização de taxa de juros de programas incentivados pelo Governo Federal (Programa de Sustentação do Investimento – PSI, Pronaf, Revitaliza e Programas Agropecuários). Trata-se da diferença entre o custo de captação em TJLP mais remuneração e as taxas fixas estabelecidas para o mutuário final. De acordo com as Portarias nº 122, de 10 de abril de 2012, e nº 216, de 29 de maio de 2012, alterada pela Portaria nº 278, de 07 de agosto de 2012, os valores de equalização serão apurados em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano, e devidos em 1º de julho e em 1º de janeiro de cada ano, observado que: I - Os pagamentos das equalizações podem ser prorrogados de acordo com as disponibilidades orçamentárias e financeiras do Tesouro Nacional; II - Os valores das equalizações serão atualizados desde a data da apuração até a data do efetivo pagamento pelo Tesouro Nacional; III - Os valores apurados das equalizações a partir de 16 de abril de 2012 para o PSI, relativos às operações contratadas pelo BNDES, serão devidos após decorridos 24 meses do término de cada semestre de apuração e atualizados pelo Tesouro Nacional desde a data de apuração até a data do efetivo pagamento. Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 a composição dos saldos é a seguinte: R$ mil Em 31 de dezembro BNDES 2014 Valores Apurados em: 2014 – 1º Semestre 2º Semestre 2013 – 1º Semestre 2º Semestre 2012 – 1º Semestre 2º Semestre Anteriores a 2012 Total 2013 899.712 999.455 827.137 819.287 994.784 741.407 3.360.038 8.623.820 2014 783.222 775.754 939.304 699.705 3.256.417 6.454.402 Consolidado 2013 3.881.576 4.027.788 2.669.482 3.387.987 2.436.046 2.137.474 7.604.480 26.144.833 2.552.534 3.197.214 2.297.559 2.015.749 7.401.213 17.464.269 A movimentação desta rubrica em 2014 foi a seguinte: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 PSI Saldos no início do exercício .Valores apurados no exercício . Atualização Monetária . Pagamentos . Outras Saldos no fim do exercício 5.050.157 1.210.418 303.814 (569) 20.412 6.584.232 BNDES Demais programas 1.404.245 608.783 48.304 (2.903) (18.841) 2.039.588 52 Total PSI Consolidado Demais programas 6.454.402 1.819.201 352.118 (3.472) 1.571 8.623.820 15.756.554 7.122.006 872.947 (569) 153.150 23.904.088 1.707.715 620.499 67.454 (3.495) (151.428) 2.240.745 Total 17.464.269 7.742.505 940.401 (4.064) 1.722 26.144.833 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 10. Outros créditos - venda a prazo de títulos e valores mobiliários e direitos recebíveis R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Venda a prazo de TVM Provisão 2013 Consolidado BNDES Consolidado - 681.402 (4.233) 677.169 - 820.807 (4.810) 815.997 Direitos Recebíveis Provisão 12.685 (667) 12.018 14.183 (1.640) 12.543 14.265 (929) 13.336 16.733 (1.342) 15.391 Total 12.018 689.712 13.336 831.388 Curto prazo Longo prazo Total 1.551 10.467 12.018 106.287 583.425 689.712 1.532 11.804 13.336 335.041 496.347 831.388 10.1) Distribuição da carteira bruta por setor de atividade: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Setor público Setor privado Indústria Outros serviços Total 2013 Consolidado BNDES Consolidado 12.390 208.942 13.749 196.404 295 295 320.419 166.224 486.643 516 516 629.803 11.333 641.136 12.685 695.585 14.265 837.540 10.2) Distribuição da carteira bruta por vencimento R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 BNDES Consolidado A vencer: 2015 2016 2017 2018 2019 Após 2019 Total 1.634 1.431 1.358 1.358 1.358 5.546 12.685 53 107.889 204.693 261.075 14.335 14.148 93.445 695.585 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 BNDES Consolidado A vencer: 2014 2015 2016 2017 2018 Após 2018 Total 1.639 1.577 1.431 1.358 1.358 6.902 14.265 337.338 83.659 173.926 230.906 3.254 8.457 837.540 10.3) Composição da carteira bruta por nível de risco e provisão para risco de crédito R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Venda a prazo de TVM % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação A Adimplente - 650.347 0,50 - 3.252 C Adimplente - 30.871 3,00 - 926 E Adimplente - 184 30,00 - 55 Total - 681.402 - 4.233 Curto prazo Longo prazo Total - 104.918 576.484 681.402 - 652 3.581 4.233 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Venda a prazo de TVM % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação AA Adimplente - 182.655 0,00 - - A Adimplente - 314.278 0,50 - 1.571 B Adimplente - 323.874 1,00 - 3.239 Total - 820.807 - 4.810 Curto prazo Longo prazo Total - 334.319 486.488 820.807 - 1.959 2.851 4.810 54 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Direitos Recebíveis % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação C Adimplente 12.390 12.451 3,00 372 374 E Adimplente - 666 30,00 - 200 H Adimplente 295 1.066 100,00 295 1.066 Total 12.685 14.183 667 1.640 Curto prazo Longo prazo Total 1.637 11.048 12.685 2.977 11.206 14.183 86 581 667 956 684 1.640 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 Direitos Recebíveis % Provisão BNDES Consolidado Provisão BNDES Consolidado Nível de Risco Situação A Adimplente - 70 0,50 - 1 C Adimplente 13.749 14.885 3,00 413 446 E Adimplente - 1.262 30,00 - 379 H Adimplente 516 516 100,00 516 516 Total 14.265 16.733 929 1.342 Curto prazo Longo prazo Total 1.639 12.626 14.265 3.019 13.714 16.733 107 822 929 338 1.004 1.342 10.4) Movimentação da provisão sobre operações de venda a prazo de títulos e valores mobiliários R$ mil Em 31 de dezembro BNDES Saldo no início do exercício (Constituição) reversão líquida Saldo no final do exercício 2014 Consolidado (4.810) 577 (4.233) O efeito no resultado está apresentado na Nota 28. 55 BNDES 2013 Consolidado (3.894) (916) (4.810) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 10.5) Movimentação da provisão sobre operações de direitos recebíveis R$ mil Em 31 de dezembro Saldo no início do exercício (Constituição) reversão líquida Baixas contra provisão Saldo no final do exercício 2014 BNDES Consolidado (929) (1.342) 262 (411) 113 (667) (1.640) 2013 BNDES Consolidado (1.285) (4.012) 356 1.208 1.462 (929) (1.342) O efeito no resultado está apresentado na Nota 28. 11. Outros valores e bens R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Bens não de Uso Próprio Imóveis Outros 2013 Consolidado BNDES Consolidado 1.067 479 2.956 2.066 479 3.955 9.251 7.493 2.956 10.250 7.493 3.955 (2.368) (2.368) (1.198) (1.198) Material em estoque 2.186 2.186 2.955 2.955 Sub total de outros valores e bens 3.253 4.252 12.206 13.205 Despesas antecipadas Prêmio de seguro Comissão de agente Prêmio de seguro financiado Outras 1.563.732 789.111 25.616 749.005 - 1.563.734 789.114 25.615 749.005 - 1.291.105 632.992 22.003 636.110 - 1.292.535 632.992 22.003 636.110 1.430 Total de outros valores e bens 1.566.985 1.567.986 1.303.311 1.305.740 Provisão para desvalorizações 12. Créditos transferidos para o resultado e renegociados R$ mil Em 31 de dezembro Créditos transferidos para prejuízo Créditos recuperados (*) Créditos renegociados 2º semestre de 2014 BNDES Consolidado 562.220 583.599 371.093 395.264 291.990 291.990 (*) O efeito no resultado está apresentado na Nota 28. 56 2014 BNDES Consolidado 597.577 619.037 631.776 672.051 4.323.025 4.323.025 BNDES 256.080 598.846 6.666.438 2013 Consolidado 257.577 695.120 6.666.438 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 13. Participações Societárias A carteira de participações societárias do Sistema BNDES é composta por empresas coligadas, sobre as quais a BNDESPAR exerce influência significativa, e por outras empresas em que não existe influência (cujas ações são detidas pela BNDESPAR, pela FINAME e pelo BNDES). A participação societária em empresas coligadas da carteira da BNDESPAR está sendo apresentada no subgrupo de Investimentos, na rubrica “Participação em Coligadas”, e a participação em empresas avaliadas pelo método do valor justo está sendo apresentada no subgrupo de Títulos e Valores Mobiliários, na rubrica “Ações e bônus de subscrição”, na categoria definida pelo CPC 38 como “Disponível para Venda”. Os componentes da carteira de participações societárias – coligadas e instrumentos financeiros disponíveis para venda – são decorrentes, predominantemente, de operações de apoio financeiro do Sistema BNDES, cujo foco em geral corresponde à perspectiva de longo prazo. A fim de demonstrar esses ativos sob a mesma ótica com que são administrados, apresentamos a seguir a composição desses investimentos como uma carteira de participações societárias, segregadas em “Instrumentos Financeiros: Ações Disponíveis para Venda” e “Investimentos Permanentes”. Nessa última categoria estão incluídas as participações detidas pelo BNDES no Fundo Garantidor para Investimentos – FGI. 13.1) Instrumentos Financeiros: Ações Disponíveis para Venda Quando inicialmente reconhecidas, as empresas do Sistema BNDES mensuram as ações classificadas como “Disponível para Venda” pelo valor justo na data da negociação, acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão do instrumento. Após o reconhecimento inicial, esses investimentos são mensurados pelos seus valores justos sem nenhuma dedução dos custos de transação em que possa incorrer na venda ou em outra alienação. As mudanças no valor justo das ações são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido das empresas do Sistema BNDES, na conta de Ajustes de Avaliação Patrimonial. Essas mudanças no valor justo correspondem a ganhos ou perdas econômicos ainda não realizados, registrados sob a concepção de resultado abrangente. Ao determinar e divulgar o valor dos investimentos em participações societárias classificadas como “Disponível para Venda”, as empresas do Sistema BNDES utilizam a hierarquia a seguir: 57 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 • Nível 1: aplicado para empresas cujas ações são listadas em bolsa, para as quais o valor justo é baseado no preço médio de fechamento do último pregão em que houve negociação do título, no mês de referência; • Nível 2: aplicado para (a) empresas com ações listadas em bolsa, mas cujo preço médio de fechamento do último pregão em que houve negociação do título sofreu algum tipo de ajuste para o cálculo do valor justo, devido a fatores como, por exemplo, a baixa liquidez das ações; e (b) empresas de participações (holding) cujas ações não são listadas em bolsa, mas o principal ativo é representado por ações de empresas listadas em bolsa, para as quais o valor justo é baseado no preço médio de fechamento do último pregão em que houve negociação das ações integrantes do ativo da empresa, ajustado pelos demais ativos, passivos e por baixa liquidez, se for o caso; e • Nível 3: aplicado para empresas cujas ações não são listadas em bolsa, para as quais o valor justo é determinado, na data de referência, a partir de modelos de precificação baseados em múltiplos ou em fluxo de caixa descontado. Adicionalmente, em algumas poucas situações o investimento é mensurado pelo custo (“Valor de Custo”). É o caso de empresas cujas ações não são listadas em bolsa e que apresentam um intervalo amplo de valores justos possíveis de serem aceitos para a data de referência no âmbito do esforço de avaliação estabelecido no Nível 3, sem que se possa determinar a probabilidade associada às estimativas que compõem tal intervalo, para as quais é atribuído o custo de aquisição. 58 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em 31/12/2014 Quantidade (mil) de ações possuídas Empresas investidas % de participação no capital Preferenciais total Ordinárias R$ mil Valor contábil Em 31 de dezembro BNDES Consolidado 2014 2013 2014 2013 NÍVEL 1 – Empresas Listadas AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA S.A. – ALL BANCO DO BRASIL S.A. BRASKEM S.A. CEMIG CIA SIDERÚRGICA NACIONAL COPASA CPFL ECORODOVIAS ELETROBRAS (a) EMBRAER ENEVA (ex MPX) GERDAU IOCHPE KLABIN (c) LIGHT LINX MARFRIG OI PETROBRAS (b) RENOVA (d) SUZANO TOTVS TRACTEBEL TRANSMISSORA ALIANÇA DE ENERGIA ELETRICA (e) TPI TRIUNFO VALE 83.236 8.795 4.387 64.843 21.000 216.603 39.762 72.650 3.708 6.419 65.960 19.141 3.225 102.202 12.249 745.903 9.311 7.445 6.225 40.103 9.502 36.954 21.218 263.840 26.531 1.502.946 18.622 97.132 - 12,10 5,03 0,75 0,63 3,67 6,74 3,76 18,72 5,37 8,65 1,45 6,77 6,97 9,39 6,90 19,63 4,52 17,24 8,77 8,77 4,55 0,95 590.499 8.767.701 - 628.012 14.585.588 - 419.509 700.998 126.283 50.395 109.926 1.212.560 222.600 1.581.742 974.976 234.002 77.545 959.723 328.265 167.371 632.633 343.739 22.482.588 348.620 1.092.739 262.138 211.095 541.034 134.808 841.358 134.265 127.174 164.187 1.232.013 310.380 1.660.922 753.897 220.130 960.430 166.965 975.676 465.265 155.761 403.700 83.577 37.724.442 448.997 1.192.786 273.826 224.728 9.000 25.966 206.379 18.000 66.185 2,61 14,75 5,20 9.358.200 15.213.600 170.010 193.187 5.838.114 38.740.758 164.700 243.301 9.567.418 59.171.740 Subtotal Nível 1 Outras empresas - Nível 1 - - 491.396 837.366 9.358.200 15.213.600 39.232.154 60.009.106 - - 4.345.792 8.391.233 19.758 14.460 136.731 136.880 1.271.512 1.391.788 TOTAL 9.514.689 15.364.940 45.031.045 69.830.322 Classificadas no Ativo Circulante Classificadas no Ativo Não Circulante - - - 299.001 9.514.689 15.364.940 45.031.045 69.531.321 Total Nível 1 NÍVEL 2 – Empresas holdings não listadas NÍVEL 3 – Empresas não listadas (Valor Justo) Empresas não listadas (Valor de Custo) 181.587 38.195 (a) Do total da participação de 18,72%, 6,86% são detidas diretamente pelo BNDES (com 74.545 mil ações ordinárias e 18.263 mil preferenciais) e 11,86% através de sua subsidiária BNDESPAR (com 141.758 mil ações ordinárias e 18.691 mil preferenciais). (b) Do total da participação de 17,24%, 6,87% são detidas diretamente pelo BNDES (com 734.203 mil ações ordinárias e 161.597 mil preferenciais) e 10,37% através de sua subsidiária BNDESPAR (com 11.700 mil ações ordinárias e 1.341.349 mil preferenciais). (c ) A BNDESPAR detém 65.960 mil Units de emissão desta empresa, sendo que cada Unit corresponde a 1 ação ordinária e 4 ações preferenciais. (d ) A BNDESPAR detém 9.311 mil Units de emissão desta empresa, sendo que cada Unit corresponde a 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais. (e) A BNDESPAR detém 9.000 mil Units de emissão desta empresa, sendo que cada Unit corresponde a 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais. 59 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 a subsidiária BNDESPAR efetuou reclassificações do Nível 1 para o Nível 2 referente a investimentos em ações de empresas listadas cujo preço médio de fechamento do último pregão em que houve negociação sofreu algum ajuste para fins de cálculo do valor justo. O saldo de tais investimentos totalizavam R$ 2.353 mil em 31 de dezembro de 2014 e R$ 256.802 mil em 31 de dezembro de 2013. Durante o exercício findo em 31 de dezembro 2013 não houve reclassificação de valores do Nível 1 para o Nível 2. Igualmente, durante o exercício findo em 31 dezembro de 2014 a BNDESPAR reclassificou de Custo para o Nível 3 o montante de R$ 120.000 mil referente a investimento em ações de empresa não listada cujo valor justo passou a ser determinado por modelo de precificação baseado em fluxo de caixa descontado (durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 não houve esse tipo de transferência de saldos). O restante da movimentação da participação dos ativos classificados no Nível 3 refere-se a atualização do seu valor justo. Análise do valor recuperável de investimentos em ações disponíveis para venda – consolidado Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 a Administração realizou análise individual do valor recuperável dos instrumentos patrimoniais classificados como disponíveis para venda, baseando-se em informações quantitativas e qualitativas disponíveis no mercado, as características de cada instrumento como risco, setor e volatilidade, além do exame de declínio significativo ou prolongado no valor justo desses ativos. Com base nessa avaliação, a Administração identificou que alguns de seus investimentos em ações classificados como “disponíveis para venda” passaram a apresentar declínio significativo ou prolongado em relação ao seu custo de aquisição, configurando assim evidência objetiva de perda em seu valor recuperável. Combinada com uma análise qualitativa destes ativos, ajustes negativos no valor de R$ 2.092.321 mil no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 (R$ 2.092.960 mil no exercício findo em 31 de dezembro de 2013), até então registrados diretamente no Patrimônio Líquido como “outros resultados abrangentes”, foram reconhecidos no resultado do exercício como ajuste de reclassificação por redução ao valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável reconhecida no exercício corrente inclui ainda R$ 528.378 mil (R$ 508.841 mil no exercício findo em 31 de dezembro de 2013), referente ao ajuste a valor justo negativo apurado no exercício de instrumentos financeiros que já apresentavam perda considerada permanente em períodos anteriores, totalizando o efeito de R$ 2.620.699 mil no resultado do exercício corrente (R$ 2.601.801 mil no exercício findo em 31 de dezembro de 2013). 60 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em 31 de dezembro de 2014, o BNDES possuía investimento em ações ordinárias da Petrobras com declínio significativo ou prolongado do seu valor de mercado, baseada em cotação de bolsa de valores, em relação ao custo de aquisição. Desta forma, foi realizada análise qualitativa pela Administração, a qual considerou (i) as características específicas de atuação do BNDES, (ii) as características específicas do ativo, (iii) que até o momento não houve descumprimento de qualquer obrigação financeira por parte do emissor deste investimento e (iv) o valor recuperável do investimento, apurado com base em avaliação econômico-financeira. Com base na referida análise, a perda permanente estimada, conforme requerido pela Circular BACEN 3.068/2001, totalizou R$ 4.333.646 mil (R$ 2.600.188 mil, líquido dos efeitos tributários). Entretanto, a Resolução nº 4.175 do Conselho Monetário Nacional, emitida pelo Banco Central do Brasil em 27 de dezembro de 2012, estabelece que o ajuste a valor de mercado de certas ações recebidas pelo Sistema BNDES em transferência da União para aumento de capital e classificadas na categoria “disponível para venda” deve ser apresentado em conta destacada no patrimônio líquido, denominada ajuste de avaliação patrimonial, incluindo as perdas que forem consideradas permanentes, e transitarem pelo resultado do exercício apenas quando da venda ou transferência. Consequentemente, o ajuste negativo de R$ 2.092.321 mil, no exercício findo em 31 de dezembro de 2014, inclui a parcela desta perda por redução ao valor recuperável, no montante R$ 1.724.725 mil (R$ 1.034.835 mil, líquido dos efeitos tributários), foi reconhecida no resultado do exercício de 2014 e R$ 2.608.921 mil (R$ 1.565.353 mil, líquido dos efeitos tributários), relativo às ações abrangidas por essa resolução, foi mantido no Patrimônio Líquido da companhia na conta de ajuste de avaliação patrimonial (Outros Resultados Abrangentes). Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2014, o BNDES e a subsidiária BNDESPAR possuíam investimentos em ações preferenciais da Petrobras que, embora não tenha apresentado declínio significativo ou prolongado de seu valor de mercado em relação ao custo de aquisição, foram objeto de análise qualitativa que concluiu pelo não reconhecimento de perda no valor recuperável no resultado do exercício de 2014 e pela sua manutenção na conta de ajuste de avaliação patrimonial, no Patrimônio Líquido. Tal análise considerou: (i) as características de atuação do BNDES e da BNDESPAR; (ii) as características específicas do ativo em questão; (iii) o baixo custo médio de aquisição desse investimento, dado o seu tempo em carteira superior a 20 anos; (iv) o valor recuperável do investimento, apurado com base em avaliação econômico-financeira preparada pela Administração que resultou em um valor superior ao custo médio de aquisição; e (v) que até o momento não houve descumprimento de qualquer obrigação financeira por parte do emissor destes investimentos. 61 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A análise qualitativa considerou as melhores informações disponíveis. Estas informações estão sendo permanentemente acompanhadas e atualizadas pela Administração de modo que qualquer mudança na sua avaliação sobre a recuperabilidade destes investimentos seja tempestivamente reconhecida nas demonstrações financeiras. 13.2) Investimentos Permanentes R$ mil Em 31 de dezembro BNDES Consolidado 2014 2013 2014 2013 Em controladas - Avaliadas pelo método de equivalência patrimonial Em coligadas - Avaliadas pelo método de equivalência patrimonial 76.888.865 86.253.103 - - 76.888.865 86.253.103 16.246.283 16.246.283 15.819.638 15.819.638 100.000 42.146 142.146 100.000 42.146 142.146 100.000 42.147 142.147 100.000 42.147 142.147 77.031.011 86.395.249 16.388.430 15.961.785 Outras participações societárias Outros investimentos Total 13.2.1) Controladas - BNDES R$ mil Controladas Data-base .Agência Especial de Financiamento Industrial – FINAME Patrimônio líquido Lucro / prejuízo líquido do período Resultado de equivalência patrimonial Em 31 de dezembro 2014 2013 Reflexos dos ajustes no patrimônio líquido das controladas (a) Valor contábil do investimento Em 31 de dezembro 2014 2013 31/12/2014 11.974.117 1.044.631 1.044.631 1.538.043 (91.245) 11.974.117 11.252.969 .BNDES Participações S.A. - BNDESPAR (b) 31/12/2014 64.485.996 2.859.234 2.859.234 1.712.017 (1.446.957) 64.485.996 74.782.647 .BNDES PLC (c) 31/12/2014 428.752 34.848 34.848 5.488 6.643 428.752 217.487 3.938.713 3.255.548 (1.531.559) 76.888.865 86.253.103 Total (a) (b) (c) Saldo de Ajuste de Avaliação Patrimonial em 31 de dezembro de 2014, vide nota 26. O patrimônio líquido, o resultado e os outros resultados abrangentes da BNDESPAR foram ajustados às práticas contábeis adotadas pelo BACEN, conforme demonstrado no quadro a seguir. Subsidiária constituída sob as leis do Reino Unido como uma sociedade limitada, com capital autorizado de £100.000.000,00 (cem milhões de libras esterlinas), totalmente integralizado. O percentual de participação no capital das sociedades controladas é de 100%. 62 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Conciliação entre os itens do Patrimônio Líquido divulgados pela BNDESPAR e aqueles utilizados no cálculo do investimento do BNDES nesta subsidiária: R$ mil Resultado Resultado / ORA / Patrimônio líquido divulgados pela BNDESPAR Ajustes de práticas contábeis: . Perda por redução do valor recuperável de ações disponíveis para venda (Res. 4.175 do CMN) * . Ganho na compra vantajosa ** . Outros Resultado / ORA / Patrimônio líquido ajustado para fins de equivalência patrimonial 2.904.839 7.278 (52.883) 2.859.234 Em 31 de dezembro 2014 Outros Patrimônio Resultados líquido Abrangentes 226.310 66.109.275 (1.673.267) (1.446.957) 2013 Patrimônio líquido 76.353.042 - - (2.298.346) 675.067 (2.298.346) 727.951 64.485.996 74.782.647 * A Resolução n.º 4.175 do CMN, emitida pelo BACEN em 27 de dezembro de 2012, estabelece que o ajuste a valor de mercado de certas ações recebidas pelo Sistema BNDES em transferência da União para aumento de capital e classificadas na categoria “disponível para venda” deve ser apresentado em conta destacada no patrimônio líquido, denominada ajuste de avaliação patrimonial, incluindo as perdas que forem consideradas permanentes, e transitarem pelo resultado do período apenas quando da venda ou transferência. Consequentemente, as perdas por redução no valor recuperável referentes a essas ações que a BNDESPAR reconheceu no resultado do exercício em conformidade com o CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, foram reclassificadas para os Outros Resultados Abrangentes (na conta ajuste de avaliação patrimonial) para fins de consolidação e apuração do resultado de equivalência patrimonial do BNDES. ** A BNDESPAR, seguindo o CPC 15 – Combinação de Negócios, reconhece o “ganho por compra vantajosa” na aquisição de coligadas no resultado do exercício em que a operação ocorre. Para fins de consolidação e apuração do resultado de equivalência patrimonial do BNDES, tal ganho é mantido no ativo como “deságio” reduzindo o valor do investimento, sendo realizado por alienação. 63 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 13.2.2) Coligadas avaliadas pelo método de equivalência patrimonial – consolidado As coligadas avaliadas pelo método de equivalência patrimonial integram a carteira de participações societárias da BNDESPAR. Essa carteira é composta por empresas dos diversos setores de indústria, todas sujeitas a aplicação dos Pronunciamentos Técnicos CPC, aprovados pela CVM, pelo Conselho Federal de Contabilidade e outros órgãos reguladores. Não existem instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BACEN na carteira de coligadas. Em razão disso, as demonstrações financeiras utilizadas para avaliação desses investimentos pelo método de equivalência patrimonial foram preparadas numa base contábil fundamentada nos Pronunciamentos Técnicos CPC, que pode diferir das práticas contábeis referendadas pelo BACEN. As demonstrações financeiras das coligadas foram ajustadas às práticas contábeis do BACEN até o ponto em que as diferenças puderam ser identificadas. 13.2.2.1) Natureza e extensão das participações materiais em coligadas 31/12/2014 Quantidade (mil) de ações possuídas PreferenOrdinárias ciais Coligadas Sede Brasiliana Barueri - SP 300.000 COPEL Curitiba - PR 38.299 Fibria São Paulo - SP Granbio Percentual de participação sobre o capital Total Votante Natureza da relação com a entidade 50.000 53,85 49,99 Apoio financeiro ao setor elétrico 27.282 23,96 26,41 Apoio financeiro ao setor elétrico 168.296 - 30,40 30,40 Apoio financeiro ao setor de papel e celulose São Paulo - SP 15.094 - 15,00 15,00 Apoio financeiro ao setor de energia (etanol e química verde) JBS São Paulo - SP 723.780 - 25,01 25,01 Apoio financeiro ao setor de alimentos Tupy Joinville - SC 40.645 - 28,19 28,19 Apoio financeiro ao setor de metalurgia e siderurgia Embora participe com 53,85% do capital social da Brasiliana, a BNDESPAR não possui mais da metade do seu capital votante e não governa as políticas operacionais e financeiras desta coligada, de forma que não detém o seu controle. 64 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 13.2.2.2) Efeitos financeiros das participações em coligadas R$ mil Coligadas Data base Brasiliana COPEL Fibria Granbio JBS Tupy Vigor 31/10/2014 31/10/2014 31/10/2014 31/10/2014 31/10/2014 31/10/2014 Subtotal Outras coligadas Total Valor patrimonial do investimento Investimento 31/12/2014 Ágio a (Deságio) b (Prov. perdas) c 1.985.961 3.131.345 4.471.081 118.579 5.894.999 561.873 16.163.838 (231.948) (313.525) (1.752.872) 469.806 597.059 (1.231.480) 1.245.678 68.247 383.833 (315.586) (1.163.233) 17.409.516 b b b a a 31/12/2013 Total Total 1.754.013 2.817.820 2.718.209 588.385 6.492.058 561.873 14.932.358 1.795.501 2.707.917 2.694.661 598.984 5.794.037 520.474 417.147 14.528.721 1.313.925 1.290.917 16.246.283 15.819.638 a c A data-base indica a data do patrimônio líquido da investida que serviu de base para o cálculo da última equivalência efetuada. Foram reconhecidos nas demonstrações financeiras das coligadas os efeitos decorrentes de eventos relevantes subsequentes à data-base, bem como os efeitos de uniformização de práticas contábeis e ajustes ao valor justo efetuados por ocasião da aquisição, quando necessário. As informações financeiras das coligadas apresentadas no item 13.2.2.3 já contemplam esses efeitos. 65 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Movimentação dos investimentos em coligadas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 R$ mil Coligadas Brasiliana COPEL Fibria Granbio JBS (2) Tupy Vigor (2) Subtotal Outras coligadas Total Efeitos da transferência de (para) TVM Dividendos / JSCP reconhecidos Resultado de equivalência patrimonial Ajustes de avaliação patrimonial reflexo de coligadas (1) Reversão (constituição) de provisão p/ redução ao valor recuperável Saldo em 01/01/2014 Aquisições 1.795.501 2.707.917 2.694.661 598.984 5.794.037 520.474 417.147 14.528.721 385.786 385.786 (420.719) (420.719) - (164.146) (146.890) (55.547) (7.158) (373.741) 76.158 303.035 18.196 (10.666) 349.696 28.624 3.027 768.070 46.500 (46.242) 5.352 67 18.086 19.933 545 44.241 - 1.754.013 2.817.820 2.718.209 588.385 6.492.058 561.873 14.932.358 1.290.917 350.000 (103.449) - (12.170) (3.500) (14.148) (193.725) 1.313.925 15.819.638 735.786 (524.168) - (385.911) 764.570 30.093 (193.725) 16.246.283 Vendas Saldo em 31/12/2014 R$ mil Coligadas Brasiliana COPEL Fibria Granbio (3) JBS Tupy Vigor Subtotal Outras coligadas Total Efeitos da transferência de (para) TVM Dividendos / JSCP reconhecidos Resultado de equivalência patrimonial Ajustes de avaliação patrimonial reflexo de coligadas (1) Reversão (constituição) de provisão p/ redução ao valor recuperável Saldo em 31/12/2013 Saldo em 01/01/2013 Aquisições 2.056.702 2.664.675 2.834.400 4.831.774 420.863 384.642 13.193.056 600.000 701.727 1.301.727 - - (279.124) (108.646) (34.780) (9.696) (2.290) (434.536) 283.631 218.044 (133.005) (1.087) 218.344 85.075 33.986 704.988 (265.708) (66.156) (6.734) 71 76.972 24.232 809 (236.514) - 1.795.501 2.707.917 2.694.661 598.984 5.794.037 520.474 417.147 14.528.721 1.176.171 419.226 (45.610) (65.166) (6.838) (756.095) 12.622 556.607 1.290.917 14.369.227 1.720.953 (45.610) (65.166) (441.374) (51.107) (223.892) 556.607 15.819.638 Vendas (1) A realização por venda dos Ajustes de Avaliação Patrimonial (total ou parcial) de coligadas, quando aplicável, está incluída na coluna “Vendas”. (2) Em janeiro de 2014 a BNDESPAR aderiu à Oferta Pública de Aquisição de Ações promovida pelo acionista controlador de JBS e Vigor, através da qual permutou a totalidade das ações que detinha da Vigor por ações da JBS (relação de troca: 1 ação da JBS para cada ação da Vigor permutada). Dessa forma, a BNDESPAR deixou de possuir participação direta na Vigor e aumentou seu percentual de participação na JBS em 1,64%. O preço das ações permutadas foi estabelecido com base no valor de mercado das ações da JBS. (3) Coligada adquirida no segundo trimestre de 2013. A BNDESPAR não reconhece perdas decorrentes de investimento em coligadas que possuem passivo a descoberto, cujo valor acumulado em 31 de dezembro de 2014 totaliza R$ 212.937 mil (R$ 228.617 mil em 31 de dezembro de 2013). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 as perdas não reconhecidas somavam R$ 19.189 mil (R$ 106.764 mil no exercício findo em 31 de dezembro de 2013). Nenhuma provisão foi constituída dado que a BNDESPAR não possui obrigação legal ou construtiva de honrar possíveis passivos das coligadas. 66 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A BNDESPAR não possui obrigação relacionada a possíveis passivos contingentes de suas coligadas, seja em sua totalidade ou compartilhados com outros investidores. Análise do valor recuperável de investimentos em coligadas Os investimentos em coligadas são objeto de teste de recuperabilidade semestralmente, tendo o mesmo sido efetuado em 31 de dezembro de 2014 e 30 de junho de 2014, em conformidade com o CPC 01 (R1) – Redução no valor recuperável de Ativos. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a BNDESPAR reconheceu provisão para redução ao valor recuperável do investimento em coligadas no valor total de R$ 193.725 mil, líquida de reversão de R$ 67.935 mil (no exercício findo em 31 de dezembro de 2013 houve reversão de provisão no montante de R$ 566.607 mil, líquida de constituição de R$ 65.364 mil). Tais efeitos estão incluídos na linha “Reversão (constituição) de provisão para ajuste de investimentos” da demonstração do resultado. O valor recuperável é o maior entre o valor justo das participações (líquido de despesa de venda) ou seu valor em uso (baseado no valor presente de fluxos de caixa futuros). As principais perdas por redução ao valor recuperável reconhecidas no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 para ativos individuais foram: (a) R$ 77.608 mil decorrente da deterioração da situação econômico-financeira da coligada. O valor recuperável desse ativo foi estimado em R$ 37.905 mil e determinado com base no valor justo, o qual foi classificado no Nível 3 da hierarquia de classificação de valor justo (conforme definições do Pronunciamento Técnico CPC 46). Tal precificação foi efetuada por meio de modelo de desconto de fluxo de caixa projetado em termos nominais, no período compreendido entre 2014-2018 e acrescido, a partir de então, da perpetuidade. O custo médio ponderado de capital utilizado para descontar o fluxo de caixa foi, em termos nominais, de 15,77% ao ano. (b) R$ 63.343 mil decorrente de sobrecustos e atraso na consecução dos planos de negócio originalmente previstos quando da confecção da tese de investimento na coligada, que dependiam também da conclusão da capitalização, ainda em andamento, de recursos próprios e da maior celeridade na obtenção das linhas de financiamento de longo prazo para realização dos projetos da coligada. O valor recuperável desse ativo foi estimado em R$ 20.520 mil e determinado com base no valor justo, o qual foi classificado no Nível 3 da hierarquia de classificação de valor justo (conforme definições do Pronunciamento Técnico CPC 46). Tal precificação foi efetuada por meio de modelos de fluxos de caixa projetados em termos nominais, no período compreendido entre 2014 e 2035. Foi utilizada uma taxa de desconto do capital próprio, em termos nominais, de 18,55% ao ano. 67 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 13.2.2.3) Informações financeiras a) das coligadas Valor Contábil - R$ mil – Data base: 31/10/2014 (1) Coligadas Brasiliana (2) COPEL Fibria Granbio (2) JBS Tupy Subtotal Outras coligadas Total (1) (2) 31/12/2014 Lucros e prejuízos de operações em continuidade Lucros e prejuízos após impostos e operações descontinuadas Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total Ativos circulantes Ativos Não circulantes Passivos circulantes Passivos não circulantes Patrimônio líquido Receitas 339.299 724.204 2.636.667 466.943 15.264.055 1.618.915 21.050.083 3.393.053 15.087.345 24.789.617 441.718 33.441.721 2.949.768 80.103.222 748 849.187 3.366.725 29.220 10.718.413 812.694 15.776.987 43.389 1.895.879 9.352.469 88.914 14.419.355 1.762.906 27.562.912 3.688.215 13.066.483 14.707.090 790.527 23.568.008 1.993.083 57.813.406 602.750 1.559.029 5.863.561 12.490 37.029.637 2.228.741 47.296.208 141.443 1.266.451 59.854 (71.094) 1.386.401 106.752 2.889.807 - 86.356 (192.960) 17.604 441 82.473 70.705 64.619 227.799 1.073.491 77.458 (70.653) 1.468.874 177.457 2.954.426 2.840.408 4.721.399 2.424.341 1.659.597 3.477.869 3.816.245 (720.805) (89.359) (22.984) (833.148) 23.890.491 84.824.621 18.201.328 29.222.509 61.291.275 51.112.453 2.169.002 (89.359) 41.635 2.121.278 As informações financeiras das coligadas foram ajustadas para o cálculo da equivalência patrimonial, conforme observado no item 13.2.2.2. Adicionalmente, os Lucros e Prejuízos foram ajustados para refletir a realização dos Outros Resultados Abrangentes originalmente reconhecidos pela coligada em Lucros Acumulados. Empresa com ações não listadas. 68 Valor de Mercado da Participação em Coligadas com Ações Listadas 1.934.375 5.520.130 8.265.572 719.017 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 b) da participação da BNDESPAR nas informações financeiras das coligadas, b.1) no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 R$ mil 31/12/2014 Coligadas Brasiliana COPEL Fibria Granbio JBS Tupy Vigor Subtotal Outras coligadas Total Lucros / (prejuízos) de operações continuadas e descontinuadas (*) Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total 76.158 303.035 18.196 (10.666) 349.696 28.624 3.027 768.070 46.500 (46.242) 5.352 67 18.086 19.933 545 44.241 122.658 256.793 23.548 (10.599) 367.782 48.557 3.572 812.311 (3.500) (14.148) (17.648) 764.570 30.093 794.663 b.2) no exercício findo em 31 de dezembro de 2013 R$ mil 31/12/2013 Lucros / (prejuízos) de operações continuadas e descontinuadas (*) Outros resultados abrangentes Resultado abrangente total Brasiliana COPEL Fibria Granbio JBS Tupy Vigor Subtotal 283.631 218.044 (133.005) (1.087) 218.344 85.075 33.986 704.988 (265.708) (66.156) (6.734) 71 76.972 24.232 809 (236.514) 17.923 151.888 (139.739) (1.016) 295.316 109.307 34.795 468.474 Outras coligadas (756.095) 12.622 (743.473) (51.107) (223.892) (274.999) Coligadas Total (*) Inclui os efeitos de mudança relativa do percentual de participação das coligadas. 69 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 13.2.3) Outras participações societárias R$ mil Valor Contábil (1) Empresas investidas FGI (1) (1) Quantidade (mil) de ações Possuídas Ordinárias Preferenciais 84.344 - % de participação no capital 15,04 2014 100.000 Em 31 de dezembro Consolidado 2013 2014 2013 100.000 100.000 100.000 100.000 100.000 BNDES 100.000 100.000 Investimento em cotas classe A, subscritas em 01/02/2010. 13.2.4) Outros investimentos R$ mil Valor contábil (*) Em 31 de dezembro BNDES Consolidado 2014 2013 2014 2013 Títulos patrimoniais Obras de arte Participação Empreendimentos – VALE: Projeto 118 Total 295 245 41.606 42.146 295 245 41.606 42.146 296 245 41.606 42.147 296 245 41.606 42.147 (*) Valor contábil líquido de provisões no valor de R$ 3.502 mil. 14. Obrigações por operações compromissadas Em 2014, o Sistema BNDES realizou operações de venda de títulos com compromisso de recompra lastreadas em títulos públicos federais, conforme demonstrado a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro Títulos BNDES 2014 Consolidado Vencimentos BNDES 2013 Consolidado Vencimentos Notas do Tesouro Nacional B – NTN-F 322.913 302.000 Jan/2015 - - Notas do Tesouro Nacional B – NTN-B 3.272.996 3.261.299 Jan/2015 18.013.555 18.013.555 20.117.055 19.519.157 Jan/2015 - - 73 73 Jan/2015 - - 23.713.037 23.713.037 23.082.529 23.082.529 18.013.555 18.013.555 18.013.555 18.013.555 Letras do Tesouro Nacional – LTN Letras Financeiras do Tesouro – LFT Curto Prazo Longo Prazo Total 70 Jan/2014 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 15. Obrigações por emissão de Debêntures e de Letras de Crédito do Agronegócio R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado Debêntures Letras de Crédito do Agronegócio Total 9.963.280 1.379.794 11.343.074 8.669.120 1.379.794 10.048.914 5.130.982 267.732 5.398.714 11.042.378 267.732 11.310.110 Curto prazo Longo prazo Total 1.800.177 9.542.897 11.343.074 2.767.480 7.281.434 10.048.914 852.882 4.545.832 5.398.714 2.986.881 8.323.229 11.310.110 15.1) Emissões de debêntures R$ mil Em 31 de dezembro Emissões de debêntures: 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado Emissão Privada (BNDES) Emissão Pública (BNDESPAR) Total 9.963.280 9.963.280 4.596.338 4.072.782 8.669.120 5.130.982 5.130.982 5.130.982 5.911.396 11.042.378 Curto prazo Longo prazo Total 547.954 9.415.326 9.963.280 1.515.257 7.153.863 8.669.120 585.150 4.545.832 5.130.982 2.719.149 8.323.229 11.042.378 71 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 15.1.1) Emissão privada - BNDES O montante atualizado da obrigação pela emissão de debêntures pelo BNDES está demonstrado a seguir. R$ mil Em 31 de dezembro 2014 2013 3º emissão de debêntures simples do BNDES (1) 1ª série Principal corrigido (TR) Juros provisionados (6% a.a.) 2ª série Principal corrigido (TR) Juros provisionados (6% a.a.) 3ª série Principal corrigido (TR) Juros provisionados (6% a.a.) 4ª série Principal corrigido (TR) Juros provisionados (6% a.a.) 5ª série Principal corrigido (TR) Juros provisionados (6% a.a.) 982.428 2.502 1.096.957 2.539 982.428 2.502 1.096.957 2.539 982.428 2.502 1.096.957 2.539 982.428 2.502 1.096.957 2.539 654.952 1.666 731.306 1.692 4.924.477 442.465 - Total 9.963.280 5.130.982 Curto prazo Longo prazo Total 547.954 9.415.326 9.963.280 585.150 4.545.832 5.130.982 4º emissão de debêntures simples do BNDES (2) Série única Principal Juros provisionados (selic) (1) Em 23 de dezembro de 2008, o BNDES emitiu 700.000 debêntures simples, não conversíveis em ações, todas nominativas, em cinco séries, sem garantia real ou flutuante e sem preferência, com garantia fidejussória. O valor nominal unitário das debêntures é de R$ 10 mil, na data da emissão. A colocação foi privada, mediante subscrição exclusiva pelo Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FI-FGTS, representado por sua administradora, a Caixa Econômica Federal – CEF. A remuneração foi fixada em 6% a.a., com pagamentos mensais. O saldo devedor é atualizado no dia 15 de cada mês pela Taxa Referencial – TR. A data de vencimento é 15 de outubro de 2029, com parcelas de amortização mensais de 15 de janeiro de 2009 até 15 de outubro de 2029. (2) Em 23 de dezembro de 2013, o BNDES fez nova colocação privada de 1.000.000 de debêntures simples, não conversíveis em ações, nominativas, em série única, sem garantia real ou flutuante e sem preferência, mediante subscrição exclusiva pela BNDESPAR. O valor nominal unitário das debêntures é de R$ 10 mil, na data da emissão. Esta operação se apresenta como mecanismo de transferência de liquidez, em que a subsidiária transfere o acúmulo de caixa para o seu controlador, o BNDES, e a sua integralização será efetuada de acordo com a disponibilidade de recursos da BNDESPAR. As debêntures são remuneradas pela taxa Selic e os juros incorporados ao saldo devedor, incidente a partir da data de emissão. A data de vencimento é 23 de dezembro de 2018, com pagamento em parcela única. 72 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 15.1.2) Emissão pública – BNDESPAR O quadro abaixo apresenta as emissões públicas de debêntures realizadas pela BNDESPAR com saldos a vencer: Principal (R$ mil) Vencimento Atualização monetária e juros Ano Programa Oferta Série 2009 Segundo Quarta Segunda Indexada ao IPCA 1 610.000 15/01/2015 IPCA + 7,08% Primeira Prefixada 1 500.000 01/01/2014 12,51% 1 1.000.000 01/01/2014 DI + 0,30% 2010 Terceiro Quinta Segunda Terceira Primeir 2012 Terceiro Sexta Segunda Terceira Remuneração Valor unitário (R$ mil) Flutuante trimestralmente Indexada ao IPCA Prefixada Flutuante trimestralmente Indexada ao IPCA 1 525.000 15/01/2017 IPCA + 6,30% Datas de pagamento dos juros 16/01/2012; 15/01/2013; 15/01/2014 e 15/01/2015 01/01/2014 01/01/2014 15/01/2013; 15/01/2014; 15/01/2015; 15/01/2016 e 15/01/2017 1 409.000 01/07/2016 11,17% 01/07/2016 1 302.000 01/07/2016 TJ3 + 0,55% 01/07/2016 1 1.289.000 15/05/2019 IPCA + 5,40% 73 15/05/2014; 15/05/2015; 15/05/2016; 15/05/2017 e 15/05/2018 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O montante atualizado da obrigação pela emissão de debêntures, as datas de vencimento e os juros correspondentes a cada série estão demonstrados a seguir: Vencimentos 4º distribuição – Segundo Programa 2º série Principal corrigido (IPCA) Juros provisionados (7,078% a.a) 31/12/2014 R$ mil 31/12/2013 15.01.2015 819.106 55.837 874.943 768.734 52.403 821.137 - 500.000 216.447 - 1.000.000 327.127 667.712 40.513 708.225 626.651 38.022 2.708.247 409.000 135.260 409.000 80.373 302.000 83.729 302.000 44.661 1.507.778 51.847 2.489.614 1.415.056 130.922 2.382.012 Total 4.072.782 5.911.396 Circulante Não circulante Total 967.303 3.105.479 4.072.782 2.133.999 3.777.397 5.911.396 1º distribuição – Terceiro Programa 1ª série Principal Juros provisionados (12,51% a.a) 2ª série Principal Juros provisionados (DI Futuro 3 meses + 0,30% a.a) 3ª série Principal corrigido (IPCA) Juros provisionados (6,2991% a.a) 2º distribuição – Terceiro Programa 1ª série Principal Juros provisionados (11,169% a.a) 2ª série Principal Juros provisionados (TJ3 + 0,55% a.a) 3ª série Principal corrigido (IPCA) Juros provisionados (5,3999% a.a) 01.01.2014 01.01.2014 15.01.2017 01.07.2016 01.07.2016 15.05.2019 74 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 15.2) Letras de Crédito do Agronegócio O montante atualizado da obrigação pela emissão, vencimentos e juros estão demonstrados a seguir: Vencimentos R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 Valores de emissão (Principal) 2014 2015 2016 Juros provisionados Total 1.221.041 127.184 260.000 - 31.569 7.732 1.379.794 267.732 16. Obrigações por empréstimos e repasses Os contratos de empréstimos e repasses não possuem cláusulas de covenants que possam afetar as demonstrações financeiras do BNDES. 16.1) Composição a) Empréstimos no país R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 Obrigações por aquisição de títulos federais Prêmios de seguro financiados a pagar ao Fundo de Garantia à Exportação – FGE Total 4.211.248 753.192 4.964.440 4.523.425 639.857 5.163.282 Curto prazo Longo prazo Total 403.523 4.560.917 4.964.440 388.404 4.774.878 5.163.282 75 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Obrigações por aquisição de títulos federais: O BNDES, para pagamento em 2008 de dividendos e juros sobre o capital próprio referentes aos exercícios de 2006 e 2007, adquiriu, mediante financiamento, títulos públicos federais junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. Esse empréstimo, no valor atualizado de R$ 4.211.248 mil em 31 de dezembro de 2014 – R$ 367.000 mil no curto prazo e R$ 3.844.248 mil no longo prazo – (R$ 4.523.425 mil – R$ 346.616 mil no curto prazo e R$ 4.176.809 mil no longo prazo em 31 de dezembro de 2013) foi realizado nas seguintes condições: atualização monetária com base na TR e taxa de juros de 4,8628% ao ano, com prazo de amortização de 18 anos, realizada mensalmente de 1º de janeiro de 2009 a 1º de dezembro de 2026. b) Empréstimos no exterior b.1) Bônus BNDES Em 31 de dezembro Valor da emissão USD 1 bilhão USD 1 bilhão USD 1 bilhão USD 1,25 bilhão USD 1,75 bilhão (2) CHF 200 milhões EUR 750 milhões EUR 650 milhões USD 1 bilhão Vencimento (1) 16/06/2018 10/06/2019 12/07/2020 26/09/2016 26/09/2023 15/12/2016 15/09/2017 21/01/2019 14/04/2019 Taxas de captação 6,369% 6,500% 5,500% 3,750% 5,750% 2,750% 4,125% 3,625% 4,000% Agente pagador Bank of New York Bank of New York Bank of New York Bank of New York Bank of New York Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ Bank of New York Bank of New York Bank of New York 2014 2013 R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 2.656.200 2.380.484 2.433.597 3.320.250 3.972.043 536.720 2.384.752 2.097.550 2.619.810 2.342.600 2.334.332 2.321.482 2.928.250 2.928.250 526.080 2.419.875 - 2.656.200 2.292.433 2.285.534 3.320.250 3.972.042 536.720 2.384.752 2.097.550 2.619.810 2.342.600 2.334.332 2.321.482 2.928.250 2.928.250 526.080 2.419.875 - Juros provisionados Total 365.934 22.767.340 187.967 15.988.836 361.227 22.526.518 187.967 15.988.836 Curto prazo Longo prazo Total 365.934 22.401.406 22.767.340 187.967 15.800.869 15.988.836 361.227 22.165.291 22.526.518 187.967 15.800.869 15.988.836 (1) Em junho de 2008, foi concluído o processo de repactuação dos títulos externos emitidos em 1998, cujo vencimento se daria naquele mês. A repactuação foi realizada pelo valor original da emissão (USD 1 bilhão), a valor de face, com taxa de juros de 6,369% a.a. e novo vencimento em 16 de junho de 2018. (2) Saldo composto pela emissão original realizada em setembro de 2013 no valor de USD 1,250 bilhão e pela reabertura deste título, realizada em abril de 2014 no valor adicional de USD 500 milhões. 76 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 b.2) Empréstimos sindicalizados e outros empréstimos no exterior R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro BNDES Em 31 de dezembro Valor da emissão Vencimento USD 300 milhões 03/10/2016 USD 500 milhões (1) 28/04/2017 USD 100 milhões 16/10/2019 Taxas de captação Libor 6M + 70 bps Libor 6M + 110 bps Libor 6M + 210 bps Agente pagador 2014 2013 2014 2013 Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ 796.860 702.780 796.860 702.780 Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ 1.062.480 - 1.328.761 - 265.620 - 265.620 - 6.537 2.072 6.537 2.072 Total 2.131.497 704.852 2.397.778 704.852 Curto prazo Longo prazo Total 6.537 2.124.960 2.131.497 2.072 702.780 704.852 6.537 2.391.241 2.397.778 2.072 702.780 704.852 Ab Svensk Exportkredit Juros provisionados (1) USD 400 milhões destinados ao BNDES e USD 100 milhões destinados à BNDES PLC. 77 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 c) Repasses no país – Tesouro Nacional O quadro a seguir apresenta os recursos recebidos do Tesouro Nacional entre 2009 e 2014. Para cobertura dos créditos, a União emitiu títulos públicos federais, sob a forma de colocação direta em favor do BNDES. Ano de ingresso Base legal Datas captações R$ mil Valores contratados 2009 Lei n.º 11.948/2009 março/2009 julho/2009 agosto/2009 39.000.000 25.000.000 36.000.000 100.000.000 2010 Lei n.º 12.249/2010 Lei n.º 12.397/2011 abril/2010 setembro/2010 80.000.000 24.753.535 104.753.535 Lei n.º 12.397/2011 março/2011 junho/2011 dezembro/2011 5.246.461 30.000.000 15.000.000 50.246.461 2011 Lei n.º 12.453/2011 2012 Lei n.º 12.453/2011 Lei n.º 12.712/2012 janeiro/2012 dezembro/2012 10.000.000 45.000.000 55.000.000 2013 Lei n.º 12.788/2013 Lei n.º 12.872/2013 (1) Lei n.º 12.979/2014 maio/2013 junho/2013 dezembro/2013 2.000.000 15.000.000 24.000.000 41.000.000 2014 Lei n.º 13.000/2014 Medida Provisória n.º 661/2014 junho/2014 dezembro/2014 30.000.000 30.000.000 60.000.000 (1) Esse contrato, na forma da Resolução CMN n.º 4.192/2013, é apresentado como patrimônio líquido para fins de divulgação das demonstrações financeiras. 78 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os quadros a seguir apresentam o passivo com repasses do Tesouro Nacional: R$ mil Moeda / Taxas de Captação Vencimento médio (em anos) BNDES Em 31 de dezembro 2014 2013 TR + 6% a.a. - - 1.165.459 IPCA + 6% a.a. - - 2.297.591 IGP-DI 0,93 1.790.465 1.719.938 US$ + 4,47% a.a. 14,41 18.045.395 15.914.895 - 10.716.270 835.332 734.679 US$ + Juros de 4,83 a 6,00% - US$ 22,7 US$ + 0,04 a 0,84% 24,48 3.453.060 3.045.380 TJLP (*) 40,93 443.036.440 324.391.553 - 7.824.480 TJLP + 2,5% - TJLP + 1,0% - - 26.832.104 Reais - 1.642 1.642 Juros provisionados 1.260.025 1.130.820 Total 468.422.359 395.774.811 Curto prazo Longo prazo Total 3.191.374 465.230.985 468.422.359 4.784.677 390.990.134 395.774.811 79 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Moeda / Taxas de Captação Vencimento médio (em anos) TR + 6% a.a. SELIC 2,96 IPCA + 6% a.a. - Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 - 1.165.459 2.253.872 2.709.858 - 2.297.591 IGP-DI 0,93 1.790.465 1.719.938 US$ + 4,47% a.a. 14,41 18.045.395 15.914.895 US$ + Juros de 4,83 a 6,00% - 10.716.270 US$ 22,7 US$ + 0,04 a 0,84% 24,48 3.453.060 TJLP 40,93 443.036.440 TJLP + 2,5% - TJLP + 1,0% Reais 835.332 734.679 3.045.380 324.391.553 - 7.824.480 - - 26.832.104 - 1.642 1.642 1.260.025 1.130.820 Total 470.676.231 398.484.669 Curto prazo Longo prazo Total 3.942.665 466.733.566 470.676.231 5.462.142 393.022.527 398.484.669 Juros provisionados 80 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Renegociações de contratos celebrados entre o BNDES e a União: - Sob o amparo da Lei n.º 12.872/2013, foram renegociados os seguintes contratos: • Contrato n.° 484/PGFN/CAF, em 17 de setembro de 2013, no montante de R$ 10,4 bilhões: taxa de juros de 5,98% a.a. para o custo de captação externa do Tesouro Nacional na ocasião, equivalente à taxa de US$ + 4,47%; • Contrato n.° 486/PGFN/CAF, em 17 de setembro de 2013, no montante de R$ 19,5 bilhões: R$ 5,0 bilhões foram convertidos do custo de US$ + 6,77% a.a para o custo de captação externa do Tesouro Nacional na ocasião, equivalente à taxa de US$ + 4,47%. O montante complementar foi convertido para TJLP. • Contratos PGFN/S/N/2000, PGFN 389/2007, PGFN 408/2008, PGFN 412/2008, PGFN 477/2009, PGFN 485/2009, PGFN 488/2009 e PGFN 530/2010, em 14 de março de 2014, que, juntos, totalizaram aproximadamente R$ 194 bilhões. A principal alteração foi referente ao prazo de vencimento dos contratos, que passou a ser de 46 anos. Adicionalmente, as dívidas que não possuíam custo atrelado à TJLP foram ajustadas para esse novo custo. - Sob o amparo da Lei n.º 12.833/2013, em 24 de junho de 2014, a União celebrou com o BNDES instrumentos de novação e confissão de dívida alterando os contratos n.º 963 e n.º 964/PGFN/CAF, que estavam registrados como Instrumento Híbrido de Capital e Dívida, no valor total de R$ 15.538.976 mil. Na divulgação das demonstrações financeiras, esses contratos são apresentados no patrimônio líquido como elegíveis ao capital principal, em conformidade com a Resolução CMN 4.192/2013 (Nota 26). - Sob o amparo da Lei n.º 13.043/2014, em 22 de dezembro de 2014, a União celebrou com o BNDES instrumento de desmembramento de dívida do contrato PGFN 577/2010, no valor de R$ 5.000.000 mil, constituindo o contrato n.º 1018/PGFN/CAF. Na divulgação das demonstrações financeiras, este contrato é apresentado no patrimônio líquido como elegível ao capital principal, em conformidade com a Resolução CMN 4.192/2013 (Nota 26). 81 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 d) Repasses no Exterior – Instituições Multilaterais R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro Moeda Vencimento médio (em anos) YEN/US$ 7,97 2.401.122 1.871.188 Inter-American Development Bank - BID US$ 12,41 11.089.636 10.556.340 Nordic Investment Bank - NIB US$ 5,14 298.253 318.594 Kreditanstalt fur Wiederaufbau - KfW US$ 2,41 1.186.359 402.464 China Development Bank - CDB US$ 8,09 1.328.100 1.317.713 52.320 50.713 Total 16.355.790 14.517.012 Curto prazo Longo prazo Total 1.736.673 14.619.117 16.355.790 2.786.022 11.730.990 14.517.012 Instituição Japan Bank for Internacional Cooperation – JBIC Juros provisionados 2014 2013 Sobre os contratos de repasses no exterior incidem taxas que variam entre 0,757 e 5,44 % a.a. em 31 de dezembro de 2014 (0,81 e 5,43 % a.a. em 31 de dezembro de 2013). A concentração por faixa de taxa de captação está demonstrada a seguir: R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 Taxas de captação: Até 3% De 3,1 a 5% De 5,1 a 7% Juros provisionados Total 82 13.075.157 1.186.359 2.041.954 16.303.470 11.926.213 402.464 2.137.622 14.466.299 52.320 50.713 16.355.790 14.517.012 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As fontes externas de recursos do BNDES são constituídas tanto por captações efetuadas através dos tradicionais instrumentos de mercado empréstimos bancários e emissão de eurobônus - como por aquelas realizadas junto às instituições multilaterais de crédito e agências governamentais. Enquanto os instrumentos de mercado não demandam garantia do Governo Federal, os empréstimos tomados junto aos organismos multilaterais - Banco Interamericano de Desenvolvimento BID e Nordic Investment Bank – NIB contam com a prestação de garantia formal da União, seja por força de seus Atos Constitutivos, seja em razão de outros atos normativos internos da instituição multilateral. Excetua-se deste grupo o contrato assinado em 05 de outubro de 2011 com o European lnvestment Bank - EIB, no qual foi dispensada a garantia formal da União. Empréstimos tomados junto a instituições governamentais, como Japan Bank for International Cooperation - JBIC, Kreditanstalt für Wiederaufbau - KfW, China Development Bank – CDB e Swedish Export Credit Corporation – SEK, não demandam garantia formal da União. e) Fundo da Marinha Mercante – FMM A partir de janeiro de 1984, o BNDES passou a exercer a função de agente financeiro do Fundo da Marinha Mercante - FMM, com o objetivo de apoiar financeiramente as atividades de fomento à renovação, ampliação e recuperação da frota de Marinha Mercante Nacional. Em 31 de dezembro de 2014, as aplicações do FMM alcançaram R$ 16.796.986 mil (R$ 14.996.695 mil em 31 de dezembro de 2013), sendo R$ 15.417.695 mil (R$ 13.554.579 mil em 31 de dezembro de 2013) com risco BNDES. Desde junho de 2002, por orientação do BACEN, as operações com risco BNDES, que retificavam as respectivas origens dos recursos, foram reclassificadas para o ativo do BNDES. f) Fundo Nacional de Desenvolvimento – FND Em 3 de outubro de 1988, com o Decreto n.o 96.905, o BNDES assumiu as atribuições da Secretaria Executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento - FND, prestando apoio técnico, administrativo e de pessoal. Conforme o artigo 19 da Medida Provisória n.o 517 de 31 de dezembro de 2010 o FND ficou extinto naquela data. 83 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 16.2) As obrigações por empréstimos e repasses, por ano de vencimento, estão discriminados a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 A vencer: 2015 2016 2017 2018 2019 Após 2019 Total No país BNDES No exterior 5.394.016 2.808.299 4.079.415 4.250.327 4.202.765 468.084.179 488.819.001 2.109.144 6.275.865 5.078.352 4.256.741 9.184.384 14.350.140 41.254.626 Total 7.503.160 9.084.164 9.157.767 8.507.068 13.387.149 482.434.319 530.073.627 No país Consolidado No exterior Total 6.145.307 3.559.590 4.079.415 4.981.619 4.202.765 468.104.176 491.072.872 2.104.437 6.275.865 5.078.352 4.523.023 9.184.384 14.114.025 41.280.086 8.249.744 9.835.455 9.157.767 9.504.642 13.387.149 482.218.201 532.352.958 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 A vencer: 2014 2015 2016 2017 2018 Após 2018 Total No país BNDES No exterior 6.692.999 9.330.251 7.961.207 10.080.039 8.234.808 372.214.128 414.513.432 2.976.061 2.847.944 10.455.884 4.903.473 7.121.946 2.905.392 31.210.700 Total 9.669.060 12.178.195 18.417.091 14.983.512 15.356.754 375.119.520 445.724.132 No país Consolidado No exterior Total 7.370.464 10.007.716 8.638.672 10.757.504 8.234.808 372.214.126 417.223.290 2.976.061 2.847.944 10.455.884 4.903.473 7.121.946 2.905.392 31.210.700 10.346.525 12.855.660 19.094.556 15.660.977 15.356.754 375.119.518 448.433.990 17. FAT – Dívida subordinada e Depósitos Especiais Os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, constituído basicamente pelo produto da arrecadação da contribuição PIS/PASEP e pelas receitas decorrentes de suas aplicações, destinam-se a custear o seguro desemprego e o abono salarial, bem como os programas de desenvolvimento econômico, através do BNDES, por meio da utilização de parcela mínima de 40% daquela arrecadação. Assim, o FAT sucedeu ao Fundo de Participação PIS-PASEP, alterando significativamente o propósito da referida contribuição social. Enquanto o Fundo de Participação PIS-PASEP tinha como objetivo formar o patrimônio individual dos trabalhadores, que eram seus quotistas, o FAT atua como instrumento de combate ao desemprego em duas frentes. A primeira, de caráter emergencial, amparando o desempregado com uma remuneração provisória e com programa de treinamento e recolocação e a segunda, de característica preventiva, fomentando a criação de novos empregos por meio de programas de desenvolvimento econômico. 84 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os recursos do FAT transferidos ao BNDES são classificados em duas categorias: 17.1) FAT Constitucional O FAT Constitucional compreende as transferências de recursos correspondentes a, pelo menos, 40% da arrecadação da contribuição PIS/PASEP, sendo remunerado pela Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP (FAT – TJLP) e por taxas de juros do mercado internacional. Para a parcela de recursos, que integrará o programa FAT - Cambial, os saldos devedores dos financiamentos concedidos, terão seu contravalor em reais e poderão ser determinados com base em duas moedas: i) dólar norte-americano, sendo remunerado pela Taxa de Juros para Empréstimos e Financiamentos no Mercado Interbancário de Londres – LIBOR – ou pela taxa de juros dos Títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América – “Treasury Bonds”; ii) euro, sendo remunerado pela taxa de juros de oferta para empréstimo na moeda euro ou pela taxa representativa da remuneração média de títulos de governos de países da zona econômica do euro – “euro area yield curve”. Semestralmente, nos meses de janeiro e julho, o BNDES transfere ao FAT o valor correspondente à remuneração dos recursos indexados à TJLP e à remuneração integral do FAT-Cambial, sendo a variação da TJLP limitada a 6% ao ano. A diferença entre TJLP e o limite de 6% ao ano é capitalizada junto ao saldo devedor. Para os recursos do FAT Constitucional, somente haverá amortizações se ocorrer insuficiência de recursos para custear o seguro-desemprego e o abono salarial, em montantes e situações previstas em lei. 85 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O saldo devedor do FAT Constitucional encontra-se registrado na rubrica “Dívidas Subordinadas” e tem a seguinte composição: R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 FAT – Constitucional FAT – TJLP – Principal FAT - Cambial -US$ (¹) 157.931.400 16.677.154 174.608.554 142.327.519 10.575.886 152.903.405 4.043.246 3.744.033 Total 178.651.800 156.647.438 Curto prazo Longo prazo Total 4.043.246 174.608.554 178.651.800 3.744.033 152.903.405 156.647.438 Juros provisionados (¹) até 50% das transferências ordinárias; destinado ao financiamento da produção/comercialização de produtos de reconhecida demanda internacional. A Resolução CMN n.º 3.444/2007 mantém o enquadramento dos Recursos repassados pelo FAT como Dívida Subordinada. Este enquadramento é possível porque a dívida do BNDES não possui prazos de amortização definidos contratualmente, uma vez que sua exigibilidade só virá a ocorrer caso o Ministério do Trabalho e Emprego não possua recursos suficientes para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. Nesse caso, seriam amortizados em torno de 20% do saldo devedor nos primeiros dois anos, 10% nos três anos seguintes e 5% a partir do sexto ano. Adicionalmente, com base no item III do artigo 14 da Resolução CMN n.º 3.444, fica considerado que o valor relativo à Dívida Subordinada – Elegível a Capital será limitado a 50% do valor do Capital Nível I do Patrimônio de Referência equivalente a R$ 33.031.195 mil e R$ 32.616.989 mil em 31 de dezembro de 2014 (R$ 36.223.161 mil e R$ 36.223.161 mil em 31 de dezembro de 2013) no BNDES individual e no Consolidado, respectivamente. 86 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 17.2) FAT – Depósitos Especiais O FAT - Depósitos Especiais representa transferências adicionais ao FAT Constitucional. Os depósitos especiais são aplicados em programas específicos e sob condições especiais, apresentando regras diferenciadas de remuneração, amortização e pagamento de juros ao FAT. Os Depósitos Especiais do FAT são remunerados pela TJLP a partir da liberação dos empréstimos aos beneficiários finais. Os recursos ainda não utilizados, e portanto disponíveis, são remunerados pelas mesmas taxas aplicadas na remuneração das disponibilidades de caixa do Tesouro Nacional, atualmente a taxa SELIC. O saldo devedor do FAT – Depósitos especiais encontra-se registrado na rubrica “Depósitos especiais - FAT” pelos seguintes programas: R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 FAT – Depósitos especiais Pró-emprego FAT Exportar/Fomentar Pronaf Infraestrutura Giro Rural Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) 72.255 6.047.263 2.020.907 8.566.782 100.832 117.582 5.651.588 1.746.436 11.858.103 108.660 71.019 Total 16.808.039 19.553.388 Curto prazo Longo prazo Total 1.938.209 14.869.830 16.808.039 2.215.043 17.338.345 19.553.388 87 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A movimentação do saldo do FAT Constitucional e do FAT – Depósitos especiais durante o período findo em 31 de dezembro de 2014 foi a seguinte: R$ mil Saldo em 31/12/2013 . Ingresso de Recursos . Variação Cambial . Provisão de Juros . Juros s/ Depósitos Especiais . Amortizações de Depósitos Especiais . Pagamento de Juros . Transferência p/ Cambial . Retorno do Cambial Saldo em 31/12/2014 Constitucional Cambial TJLP 146.012.227 10.635.211 19.747.185 1.957.964 7.601.936 178.773 (7.349.845) (131.651) (5.174.851) 5.174.851 1.031.547 (1.031.547) 161.868.199 16.783.601 Depósitos Especiais 19.553.388 2.526.142 1.001.424 (5.241.965) (1.030.950) 16.808.039 Total 176.200.826 22.273.327 1.957.964 7.780.709 1.001.424 (5.241.965) (8.512.446) 195.459.839 18. Outras obrigações – Fundos financeiros e de desenvolvimento R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Fundo de Participação PIS/PASEP Outros Total 33.616.842 4.021.577 37.638.419 2013 Consolidado 33.616.842 4.048.445 37.665.287 BNDES 33.633.806 3.526.339 37.160.145 Consolidado 33.633.806 3.549.150 37.182.956 18.1) Fundo de Participação PIS-PASEP O risco das operações contratadas até 31 de dezembro de 1982 é do Fundo PISPASEP. Sobre esta parcela da carteira, da ordem de 0,23% do total em 31 de dezembro de 2013, o BNDES recebe comissão de administração de 0,5% ao ano, paga pelo Fundo. Nas operações contratadas após aquela data (99,77% da carteira), o risco é do BNDES, que está autorizado a cobrar do mutuário, embutidas na taxa de juros, comissão de administração de até 0,5% ao ano e comissão de risco de até 1,5% ao ano. 88 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em 31 de dezembro, os saldos dos recursos do Fundo PIS-PASEP, com risco BNDES, administrados pelo banco, eram de: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 2013 PIS-PASEP FPS Total 33.606.473 10.368 33.616.841 33.623.798 10.008 33.633.806 Curto prazo Longo prazo Total 1.820.884 31.795.957 33.616.841 1.815.329 31.818.477 33.633.806 O saldo das operações de crédito do Fundo PIS-PASEP contratadas até 31 de dezembro de 1982, que constituem risco do Fundo, foram reclassificados ao final do 1º semestre de 2002 para o Passivo do BNDES, retificando o valor da respectiva obrigação com o Fundo, conforme orientação do BACEN. R$ mil Risco BNDES Em 31 de dezembro de 2014 Risco PIS-PASEP 33.623.798 1.681.017 18.851 (1.791.192) 74.000 33.606.473 Saldo no início do exercício Resultado Liquidação contratos risco PIS-PASEP Devoluções Transferências do FPS Saldo no final do exercício 76.716 8.356 (18.851) 66.222 Total 33.700.514 1.689.373 (1.791.192) 74.000 33.672.695 R$ mil Risco BNDES Em 31 de dezembro de 2013 Risco PIS-PASEP 32.075.660 1.645.556 24.410 (1.615.596) 1.493.768 33.623.798 Saldo no início do exercício Resultado Liquidação contratos risco PIS-PASEP Devoluções Transferências do FPS Saldo no final do exercício 89 244.503 (143.377) (24.410) 76.716 Total 32.320.163 1.502.179 (1.615.596) 1.493.768 33.700.514 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 19. Outras obrigações – Vinculadas ao Tesouro Nacional São valores a pagar ao Tesouro Nacional a título de equalização da remuneração de programas incentivados pelo Governo Federal (Pronaf, Revitaliza, Agrícolas e Programa de Sustentação do Investimento - PSI) cuja taxa fixa do mutuário final é maior que o somatório do custo da fonte de recurso e da remuneração do BNDES, conforme as portarias do Gabinete do Ministério da Fazenda, sendo o excesso devolvido ao Tesouro Nacional. Em 31 de dezembro de 2014, apresentava saldos de R$ 18.819 mil (R$ 12.720 mil em 31 de dezembro de 2013) e R$ 210.625 mil (R$ 150.864 mil em 31 de dezembro de 2013), no BNDES e Consolidado, respectivamente. 20. Outras obrigações – Depósitos a apropriar R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Depósitos dos Armadores do AFRMM Depósitos para liquidação de operações de crédito Outros Total BNDES 579.915 35.913 4.253 620.081 2013 Consolidado 718.845 35.913 4.253 759.011 BNDES 221.773 574.840 4.253 800.866 Consolidado 221.773 574.724 4.253 800.750 Depósitos dos Armadores do AFRMM: Referem-se a créditos de AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante) controlados pelo BNDES, na qualidade de agente financeiro do FMM, conforme preconizado no art 19 da Lei n.º 10.893, de 13 de julho de 2004 que dispõe sobre o Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante AFRMM e do Fundo da Marinha Mercante. Depósitos para liquidação de operações de crédito Referem-se a: (i) valores recebidos em processos de renegociação pendentes de informação de instituições financeiras para apropriação nos respectivos contratos; (ii) valores referentes a processo de renegociação recebidos no final do período e apropriados no período subsequente; (iii) o saldo de 31 de dezembro de 2012 incluía pagamentos efetuados por Agentes Financeiros, relativamente a operações de repasse da Carteira Agropecuária objeto de renegociações autorizadas pelo Governo Federal, com cobrança em situação não parametrizada, que encontravam-se no aguardo de informações por parte desses Agentes que permitissem a sua correta apropriação nos sistemas corporativos. A redução significativa do saldo em 2013 é explicada pela apropriação desses recolhimentos feitos pelos Agentes Financeiros junto ao BNDES. 90 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 21. Imposto de renda e contribuição social 21.1) Corrente O BNDES adota o regime de cálculo do imposto de renda e da contribuição social na modalidade de lucro real anual, estando sujeito a pagamentos mensais sobre uma base estimada, caso não se aplique a suspensão/redução dos recolhimentos, como facultam os artigos 27 a 35 da Lei n.o 8.981/1995 e demais legislações pertinentes. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o BNDES constituiu provisões para pagamento de contribuição social (CSLL) à alíquota de 15% e de imposto de renda à alíquota de 15%, acrescida do adicional de 10%. No consolidado, apenas a BNDESPAR teve a provisão da CSLL constituída à alíquota de 9%. A demonstração do cálculo do encargo com imposto de renda e contribuição social está evidenciada a seguir: R$ mil BNDES 2º semestre de 2014 Imposto de Contribuição Renda Social Resultado antes da tributação Participação dos empregados no lucro Base para cálculo dos tributos Encargo (crédito) total de imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e de 15% Efeito das adições (exclusões) no cálculo dos tributos: • Créditos baixados como prejuízo • Provisão para risco de crédito (Res. BACEN n.º 2.682/1999) • Equivalência patrimonial • Provisões trabalhistas e cíveis • Provisão para desvalorização de títulos • Participação dos empregados nos lucros • Juros sobre o capital próprio destinado à União - controladora • Passivo Atuarial – FAPES • Programa de desligamento planejado de funcionários • Ajuste de TVM a valor de mercado • Ajuste de Swap a valor de mercado • Subvenções – Incentivos Fiscais • Outras adições e exclusões líquidas Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda retido exclusivamente na fonte Imposto de renda e contribuição social Em 31 de dezembro 2014 2013 Imposto de Contribuição Imposto de Contribuição Renda Social Renda Social 4.682.003 (156.335) 4.525.668 4.682.003 (156.335) 4.525.668 11.692.640 (156.335) 11.536.305 11.692.640 (156.335) 11.536.305 11.125.890 (132.027) 10.993.863 11.125.890 (132.027) 10.993.863 1.131.417 678.850 2.884.076 1.730.446 2.748.466 1.649.079 (42.752) 27.466 (365.505) (26.590) 431.181 39.084 29.649 84.627 (8.096) 48.638 1.349.119 1.485 1.350.604 (25.651) 16.480 (219.303) (15.954) 258.709 23.450 17.790 50.776 (4.857) 75.046 855.336 855.336 (41.345) 50.425 (984.678) (30.850) 412.786 6.077 (232.879) 39.951 122.067 (21.657) 66.524 2.270.497 1.485 2.271.982 (24.807) 30.255 (590.807) (18.510) 247.672 3.646 (139.727) 23.971 73.240 (12.994) 107.090 1.429.475 1.429.475 (31.181) 100.140 (813.887) 14.799 (344) 13.720 (438.329) 124.760 (13.310) (9.370) (8.945) (15.887) 72.236 1.742.868 684 1.743.552 (18.709) 60.084 (488.332) 8.879 (206) 8.232 (262.997) 74.856 (7.986) (5.622) (5.367) (8.777) 78.535 1.081.669 1.081.669 91 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Consolidado 2º semestre de 2014 Imposto de Contribuição Renda Social Em 31 de dezembro 2014 2013 Imposto de Contribuição Imposto de Contribuição Renda Social Renda Social Resultado antes da tributação Participação dos empregados no lucro Base para cálculo dos tributos Encargo (crédito) total de imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% 5.167.226 (240.516) 4.926.710 5.167.226 (240.516) 4.926.710 13.226.143 (240.516) 12.985.627 13.226.143 (240.516) 12.985.627 12.194.678 (173.720) 12.020.958 12.194.678 (173.720) 12.020.958 1.231.678 739.007 3.246.407 1.947.844 3.005.240 1.803.144 Efeito das adições (exclusões) no cálculo dos tributos: • Créditos baixados como prejuízo • Provisão para risco de crédito (Res. BACEN n.º 2.682/1999) • Equivalência patrimonial • JSCP de coligadas e controladas • Permuta com títulos e valores mobiliários • Dividendos de investimentos • Juros s/ o capital próprio destinado à União – controladora • Provisão para desvalorização de investimentos • Provisões trabalhistas e cíveis • Passivo Atuarial – FAMS • Provisão para participação dos empregados nos lucros • Amortização de ágio líquida de realização • Ajuste de TVM a valor de mercado • Ajuste de Swap a valor de mercado • Programa de desligamento planejado de funcionários • Subvenções – Incentivos Fiscais • Resultado de controladas à alíquota de 9% • Efeito ajustes CPC’s (RTT) • Outras adições e exclusões líquidas Imposto de Renda e Contribuição Social do período Imposto de renda retido exclusivamente na fonte Ajuste de provisões de IRPJ e CSLL de exercícios anteriores Imposto de renda e contribuição social (72.646) (695) (116.937) 3.911 (52.365) 421.822 51.063 33.282 60.129 (1.620) 84.627 (8.096) 286.350 39.489 1.959.992 1.485 1.961.477 (37.695) (6.491) (44.815) 1.408 (18.852) 255.340 11.992 19.483 32.614 (487) 50.776 (4.857) (49.264) 106.150 76.537 1.130.846 1.130.846 (67.893) 29.453 (199.854) 4.230 (144.872) (232.879) 481.769 49.071 42.992 16.699 (1.620) 122.067 (21.657) 122.211 57.177 3.503.301 1.485 3.449 3.508.235 (35.636) 9.187 (74.038) 1.523 (52.154) (139.727) 272.506 10.262 25.510 7.911 (487) 73.240 (12.994) (228.367) 46.701 108.470 1.959.751 1.242 1.960.993 (109.025) (82.949) 11.405 12.714 (42.862) (147.865) (438.329) 544.827 22.226 138.812 7.043 (3.113) (9.370) (8.945) (18.448) (26.065) (73.162) 56.334 2.838.468 684 773 2.839.925 (65.784) (49.305) 3.777 4.577 (15.430) (53.231) (262.997) 196.055 11.524 80.924 6.015 (1.100) (5.622) (5.367) (10.111) (12.718) (111.917) (46.783) 79.096 1.544.747 257 1.545.004 Os saldos do imposto de renda e de contribuição social estão assim demonstrados: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Impostos e contribuições sobre o lucro: Provisão: Imposto de renda Contribuição social Antecipações: Imposto de renda Contribuição social 2013 Consolidado BNDES Consolidado 2.270.497 1.429.475 3.699.972 3.503.301 1.959.751 5.463.052 1.742.867 1.081.669 2.824.536 2.838.468 1.544.747 4.383.215 (1.981.798) (1.227.694) (3.209.492) (2.560.729) (1.441.702) (4.002.431) (1.484.962) (906.161) (2.391.123) (2.309.217) (1.212.277) (3.521.494) 490.480 1.460.621 433.413 861.721 Imposto e contribuição a recolher 92 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os impostos e contribuições a recuperar e antecipações são os seguintes: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES IR pago a maior em anos anteriores IRRF sobre renda fixa IRRF sobre renda variável IRRF – Juros sobre o capital próprio Antecipações – Audiovisual Outros Total Curto prazo Longo prazo Total 2013 91 8.940 1.110 10.141 Consolidado 91 63.533 66 167.001 1.630 1.273 233.594 10.141 10.141 233.594 233.594 BNDES Consolidado 21.241 1.276 5.035 27.552 21.241 22.132 272 62.079 10.003 1.272 116.999 27.552 27.552 116.999 116.999 21.2) Créditos tributários R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado . Composição do crédito diferido (posição ativa): Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desvalorização de investimentos Ajuste de swap a valor de mercado Participação dos empregados nos lucros Amortização de ágios, líquida de realização Opções Ajuste a valor justo – Instrumentos Financeiros Provisão para desvalorização de bens Provisão para despesas médicas - FAMS Permuta de títulos e valores mobiliários Subtotal 573.195 10.186 719.415 4.200 62.534 756 39.439 1.409.725 659.584 328.155 1.954.630 4.200 92.744 25.873 502.798 756 59.600 136.839 3.765.179 613.357 59.668 29.525 16.383 52.811 474 57.721 829.939 736.666 268.378 1.213.307 16.384 68.134 28.408 38.015 500.908 474 77.582 136.839 3.085.095 . Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal 7.082.288 7.082.288 7.946.918 7.946.918 5.694.771 5.694.771 6.553.008 6.553.008 3.050 3.050 4.668 4.668 - 1.997 1.997 Total 8.495.063 11.716.765 6.524.710 9.640.100 Curto prazo Longo prazo Total 499.483 7.995.580 8.495.063 1.256.977 10.459.788 11.716.765 394.277 6.130.433 6.524.710 690.482 8.949.618 9.640.100 . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal 93 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Em 31 de dezembro BNDES . Composição das obrigações diferidas (posição passiva): Amortização de deságio Ajuste de TVM a valor de mercado Ajuste de SWAP a valor de mercado Ganho de capital sobre venda do Ativo Permanente Ajuste a valor de mercado de debêntures – Instrumentos Financeiros Opções Subtotal 2014 Consolidado BNDES 2013 Consolidado (3.702) (20.033) (23.735) (5.977) (3.702) (20.033) (70.943) (218.740) (123.883) (443.278) (199.009) (3.805) (202.814) (5.977) (199.010) (3.805) (70.943) (387.672) (173.101) (840.508) (215.663) (215.663) (269.081) (269.081) (370) (370) (5.811.361) (5.811.361) - - (36.349) (36.349) (40.073) (40.073) Total (239.398) (712.359) (239.533) (6.691.942) Curto prazo Longo prazo Total (3.701) (235.697) (239.398) (11.056) (701.303) (712.359) (199.756) (39.777) (239.533) (301.601) (6.390.341) (6.691.942) . Obrigações diferidas sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Obrigações diferidas reconhecidas em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal De acordo com a Resolução BACEN n.º 3.059/2002 e conforme alíquotas vigentes mencionadas na Nota 21.1, foram constituídos ativos e passivos fiscais diferidos sobre as adições e exclusões temporárias que serão futuramente dedutíveis e tributáveis nas bases de cálculo de imposto de renda e contribuição social e, sobre prejuízo fiscal e base negativa da contribuição social que serão compensados com lucros tributáveis futuros. Em 31 de dezembro, a contrapartida das provisões de imposto de renda e contribuição social diferidos está demonstrada a seguir: R$ mil 2º semestre de 2014 BNDES Consolidado Imposto de renda Contribuição social Total 501.563 300.938 802.501 Em 31 de dezembro BNDES 858.068 429.774 1.287.842 2014 Consolidado 474.291 284.575 758.866 94 708.897 368.418 1.077.315 BNDES 2013 Consolidado (11.484) (6.890) (18.374) 393.991 120.248 514.239 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Basicamente, os créditos tributários diferidos, decorrentes de diferenças temporárias, têm as seguintes origens: a) Créditos baixados como prejuízo: relacionados com perdas em operações de crédito ou repasses interfinanceiros as quais estão inadimplentes há mais de 360 dias ou que tiveram seus contratos declarados vencidos antecipadamente por falta de atendimento às cláusulas contratuais. Tais créditos podem estar em cobrança amigável pela área de recuperação de créditos ou, em caso de insucesso, em cobrança judicial; b) Provisões trabalhistas e cíveis: referem-se às ações trabalhistas (Nota 22.a) e cíveis (Nota 22.b); c) Provisão para a desvalorização de investimentos: sobre participações acionárias avaliadas pelo custo de aquisição ou pelo método de equivalência patrimonial e outros investimentos; d) Ajuste a valor de mercado de TVM e de swap: são os ganhos e perdas líquidos apurados com a marcação a mercado dos TVM e nas operações de swap, que constituem em instrumento de proteção de posições passivas; e) Permuta de títulos e valores mobiliários: refere-se ao crédito tributário constituído para compensar o efeito do imposto de renda e contribuição social corrente pago sobre o diferencial entre o valor de mercado e o valor contábil proveniente da operação de permuta de títulos e valores mobiliários. A realização destes créditos está vinculada à alienação dos respectivos títulos; f) Derivativos – Opções: refere-se ao valor justo de opções atreladas à ações pertencentes à carteira de investimentos; g) Provisão para despesas médicas – FAMS: refere-se à provisão para despesas com assistência médica, contabilizada conforme Deliberação CVM n.º 695/2012; h) Amortização de ágios – ágio decorrente da subscrição de ações em dinheiro, conversão de debêntures ou permuta de ações ou créditos. 95 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em relação às obrigações tributárias diferidas, decorrentes de diferenças temporárias, que ocorrem principalmente na controlada BNDESPAR, têm origem, basicamente, de: a) Ajuste a valor de mercado – Instrumentos Financeiros: refere-se à marcação a mercado de debêntures e de títulos classificados como disponíveis para venda e de outros investimentos em coligadas cuja influência foi perdida; b) Ganho por compra vantajosa: receita reconhecida na aquisição de coligadas em função dos valores justos proporcionais dos ativos líquidos dessas coligadas serem superiores às contraprestações transferidas em troca das ações dessas sociedades investidas; c) Baixa do deságio – CPC: deságios apurados antes de 2009 e baixados em decorrência da adoção inicial dos CPCs. 96 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os créditos e obrigações tributárias sobre adições e exclusões temporárias são realizados quando do pagamento, utilização ou reversão das provisões relacionadas. A demonstração dos valores constituídos e baixados no período está evidenciada a seguir: R$ mil BNDES Constituição Realização 31/12/2013 . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desvalorização de investimentos Ajuste de swap a valor de mercado Provisão para participação dos empregados no lucro Provisão para despesas médicas – FAMS Provisão para desvalorização de bens Subtotal 31/12/2014 613.357 59.668 29.525 16.383 52.811 57.721 474 829.939 440.604 6.717 719.322 34.348 62.534 49.353 473 1.313.351 (480.766) (56.199) (29.432) (46.531) (52.811) (67.635) (191) (733.565) 573.195 10.186 719.415 4.200 62.534 39.439 756 1.409.725 5.694.771 5.694.771 1.387.517 1.387.517 - 7.082.288 7.082.288 - 3.050 3.050 - 3.050 3.050 6.524.710 2.703.918 (733.565) 8.495.063 (3.805) (199.009) (202.814) (16.228) (16.228) 195.307 195.307 (20.033) (3.702) (23.735) (370) (215.293) - (215.663) (370) (215.293) - (215.663) (36.349) (36.349) - 36.349 36.349 - (239.533) (231.521) 231.656 (239.398) . Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total de créditos tributários diferidos . Obrigações tributárias : Ajuste de swap a valor de mercado Ajuste de TVM a valor de mercado Subtotal . Obrigações diferidas sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Obrigações diferidas reconhecidas em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total de obrigações tributárias diferidas 97 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil 31/12/2013 . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desvalorização de investimentos Ajuste de swap a valor de mercado Participação dos empregados no lucro Provisão para despesas médicas – FAMS Amortização de ágio, líquida de realização Permuta de títulos e valores mobiliários Provisão para desvalorização de bens Opções Ajuste a valor justo – Instrumentos financeiros Sub-total Consolidado Constituição Realização 31/12/2014 736.666 268.378 1.213.307 16.384 68.134 77.582 28.408 136.839 474 38.015 500.908 3.085.095 444.675 129.607 1.112.919 34.348 92.743 52.808 473 1.923 1.869.496 (521.757) (69.830) (371.596) (46.532) (68.133) (70.790) (2.535) (191) (38.015) (33) (1.189.412) 659.584 328.155 1.954.630 4.200 92.744 59.600 25.873 136.839 756 502.798 3.765.179 6.553.008 6.553.008 1.393.910 1.393.910 - 7.946.918 7.946.918 1.997 1.997 3.635 3.635 (964) (964) 4.668 4.668 9.640.100 3.267.041 (1.190.376) 11.716.765 . Obrigações Tributárias : Amortização de deságio Ajuste de TVM a valor de mercado Ajuste de SWAP a valor de mercado Ganho de capital sobre venda do Ativo Permanente Ajuste a Valor de Mercado – Instrumentos Financeiros Opções Sub-total (5.977) (199.010) (3.805) (70.943) (387.672) (173.101) (840.508) (16.228) (459.213) (475.441) 195.308 628.145 49.218 872.671 (5.977) (3.702) (20.033) (70.943) (218.740) (123.883) (443.278) . Obrigações tributárias sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Sub-total (5.811.361) (5.811.361) (215.294) (215.294) 5.757.574 5.757.574 (269.081) (269.081) (40.073) (40.073) - 40.073 40.073 - (6.691.942) (690.735) 6.670.318 (712.359) Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Sub-total . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total . Obrigações diferidas reconhecidas em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total 98 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil BNDES Constituição Realização 31/12/2012 . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desvalorização de investimentos Ajuste de swap a valor de mercado Programa de desligamento planejado de funcionários Provisão para participação dos empregados no lucro Provisão para despesas médicas – FAMS Provisão para desvalorização de bens Subtotal 31/12/2013 670.919 36.126 30.176 20.145 21.296 30.859 22.202 191 831.914 416.795 28.796 12 18.790 52.811 79.859 287 597.350 (474.357) (5.254) (663) (22.552) (21.296) (30.859) (44.340) (4) (599.325) 613.357 59.668 29.525 16.383 52.811 57.721 474 829.939 2.885.616 2.885.616 2.809.155 2.809.155 11.810 11.810 - (11.810) (11.810) - 3.729.340 3.406.505 (611.135) 6.524.710 . Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total de créditos tributários diferidos . Obrigações tributárias : Ajuste de swap a valor de mercado Ajuste de TVM a valor de mercado Subtotal - 5.694.771 5.694.771 (2.397) (184.017) (186.414) (1.408) (14.992) (16.400) - (3.805) (199.009) (202.814) (448.169) (448.169) - 447.799 447.799 (370) (370) . Obrigações diferidas sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Obrigações diferidas reconhecidas em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal - Total de obrigações tributárias diferidas (634.583) 99 (36.349) (36.349) (52.749) 447.799 (36.349) (36.349) (239.533) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Consolidado Constituição Realização 31/12/2012 . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desvalorização de investimentos Ajuste de swap a valor de mercado Participação dos empregados no lucro Programa de desligamento planejado de funcionários Provisão para despesas médicas – FAMS Amortização de ágio, líquida de realização Permuta de títulos e valores mobiliários Provisão para desvalorização de bens Opções Ajuste a valor justo – Instrumentos financeiros Sub-total 31/12/2013 919.175 234.809 570.654 20.146 55.076 28.559 34.842 22.280 126.164 191 66.229 407.617 2.485.742 449.776 44.113 907.773 18.790 68.134 87.079 10.341 68.967 287 93.291 1.748.551 (632.285) (10.544) (265.120) (22.552) (55.076) (28.559) (44.339) (4.213) (58.292) (4) (28.214) (1.149.198) 736.666 268.378 1.213.307 16.384 68.134 77.582 28.408 136.839 474 38.015 500.908 3.085.095 3.644.817 3.644.817 2.908.191 2.908.191 - 6.553.008 6.553.008 11.810 11.810 1.997 1.997 (11.810) (11.810) 1.997 1.997 6.142.369 4.658.739 (1.161.008) 9.640.100 . Obrigações Tributárias : Amortização de deságio Ajuste de TVM a valor de mercado Ajuste de SWAP a valor de mercado Ganho de capital sobre venda do Ativo Permanente Ajuste a Valor de Mercado – Instrumentos Financeiros Opções Sub-total (5.977) (184.018) (2.397) (70.943) (365.194) (126.865) (755.394) (14.992) (1.408) (361.033) (46.236) (423.669) 338.555 338.555 (5.977) (199.010) (3.805) (70.943) (387.672) (173.101) (840.508) . Obrigações tributárias sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Sub-total (8.038.203) (8.038.203) - 2.226.842 2.226.842 (5.811.361) (5.811.361) - (40.073) (40.073) - (40.073) (40.073) (8.793.597) (463.742) 2.565.397 (6.691.942) Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Sub-total . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total . Obrigações diferidas reconhecidas em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total 100 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O montante de créditos tributários não registrados, em 31 de dezembro de 2014, totalizou R$ 1.897.068 mil (R$ 1.766.647 mil em 31 de dezembro de 2013) e no Consolidado R$ 2.250.603 mil (R$ 2.218.865 mil em 31 de dezembro de 2013). Esses valores referem-se, basicamente, à provisão para risco de crédito (Resolução BACEN n.º 2.682/99), parte das provisões cíveis e trabalhistas, provisão sobre a desvalorização de investimentos, oriundos de incentivos fiscais – FINOR – (somente no caso de CSLL) e outros e à provisão para despesas médicas – FAMS. Após a Resolução BACEN n.º 3.059/2002, somente podem ser constituídos créditos tributários sobre a parcela realizável em até 5 anos, intervalo que foi alterado para 10 anos pela Resolução BACEN n.º 3.355/2006. Entretanto, até esta data, o BNDES tem orçamentos e expectativas de geração de lucros tributáveis apenas para o futuro previsível, não existindo previsibilidade de compensação de ativos após 5 anos. A seguir apresenta-se a expectativa de realização dos créditos tributários em 31 de dezembro de 2014: R$ mil 2015 2016 2017 BNDES 2018 2019 Após 2019 Total . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desv. de investimentos Ajuste de SWAP a valor de mercado Provisão para despesas médicas – FAMS Provisão para participação dos empregados no lucro Provisão para desvalorização de bens Subtotal 274.330 6 29.525 1.971 7.563 62.534 756 376.685 29.206 2.723 2.229 7.744 41.902 143.532 3.294 7.891 154.717 92.896 2.028 8.053 102.977 33.231 2.135 689.890 8.188 733.444 - 573.195 10.186 719.415 4.200 39.439 62.534 756 1.409.725 122.212 122.212 503.276 503.276 191.674 191.674 352.276 352.276 5.394.467 5.394.467 518.383 518.383 7.082.288 7.082.288 585 585 599 599 610 610 623 623 633 633 - 3.050 3.050 499.482 545.777 347.001 455.876 6.128.544 518.383 8.495.063 (3.702) (3.702) - (8.968) (8.968) - (11.065) (11.065) - (20.033) (3.702) (23.735) - (215.663) (215.663) - - - - (215.663) (215.663) (3.702) (215.663) . Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total de créditos tributários diferidos . Obrigações tributárias : Ajuste de SWAP a valor de mercado Ajuste de TVM a valor de mercado Subtotal . Obrigações diferidas sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal Total de obrigações tributárias diferidas 101 (8.968) (11.065) (239.398) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ mil Consolidado 2018 2015 2016 2017 2019 Após 2019 Total 285.106 419 702.782 11.469 1.971 756 92.744 2.484 36.021 118 1.133.870 32.620 5.063 308.225 11.721 2.229 2.032 38.540 63.114 463.544 215.549 4.028 11.974 12.501 38.540 397.078 679.670 93.079 2.037 155.860 12.150 2.288 21.218 21.303 307.935 33.230 316.608 785.341 12.286 586 2.520 21.185 1.171.756 2.422 5.982 8.404 659.584 328.155 1.954.630 59.600 4.200 756 92.744 25.873 136.839 502.798 3.765.179 122.212 122.212 790.605 790.605 479.003 479.003 639.605 639.605 5.397.113 5.397.113 518.380 518.380 7.946.918 7.946.918 897 897 916 916 936 936 952 952 967 967 - 4.668 4.668 1.256.979 1.255.065 1.159.609 948.492 6.569.836 526.784 11.716.765 (3.702) (10.642) (7.354) (21.698) (2.988) (24.830) (7.355) (35.173) (598) (8.968) (35.471) (7.355) (52.392) (2.391) (2.391) (11.065) (11.065) (196.676) (123.883) (320.559) (5.977) (20.033) (3.702) (70.943) (218.740) (123.883) (443.278) - (215.663) (215.663) - - - (53.418) (53.418) (269.081) (269.081) (21.698) (250.836) (52.392) (2.391) (11.065) (373.977) (712.359) . Créditos tributários: Créditos baixados como prejuízo Provisões trabalhistas e cíveis Provisão para desv. de investimentos Provisão para despesas médicas – FAMS Ajuste de SWAP a valor de mercado Provisão para desvalorização de bens Participação dos empregados no lucro Amortização de ágio Permuta de títulos e valores mobiliários Ajuste a valor justo – Instrumentos Financeiros Subtotal . Créditos diferidos sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal . Créditos diferidos reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes: Perda atuarial – FAMS Subtotal Total de créditos tributários diferidos . Obrigações Tributárias : Amortização de deságios Ajuste de SWAP a valor de mercado Ajuste de TVM a valor de mercado Ganho de capital sobre venda do Ativo Permanente Ajuste a valor de mercado de debêntures – Instrumentos Financeiros Opções Subtotal . Obrigações diferidas sobre marcação a mercado de títulos disponíveis para venda: AVM sobre Instrumentos Financeiros disponíveis para venda Subtotal Total de obrigações tributárias diferidas O valor presente dos créditos tributários contabilizados em 31 de dezembro de 2014, calculados considerando a taxa média de captação, totaliza R$ 6.489.540 mil (R$ 8.080.926 mil no Consolidado). O Art. 5º da Resolução n.º 3.059/2002, do CMN, obriga a baixa do ativo correspondente à parcela dos créditos tributários quando os valores efetivamente realizados em dois períodos consecutivos forem inferiores a 50% dos valores previstos para igual período no estudo técnico preparado pela instituição. O disposto neste artigo não se aplica aos créditos tributários constituídos anteriormente à data da entrada em vigor desta Resolução. Em 31 de dezembro de 2014, não foram realizadas baixas desta natureza. O montante de créditos tributários constituídos após a vigência desta Resolução totalizou R$ 1.375.556 mil (R$ 3.704.767 mil no Consolidado). 102 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 22. Provisões trabalhistas e cíveis O BNDES e suas subsidiárias são parte em processos judiciais de naturezas trabalhistas e cíveis decorrentes do curso normal de suas atividades. A provisão constituída foi avaliada pela Administração como suficiente para fazer face às eventuais perdas. As provisões constituídas, segregadas por natureza, estão apresentadas no quadro abaixo: R$ mil 31 de dezembro 2014 Processos trabalhistas Processos cíveis Total Curto prazo Longo prazo Total 2013 BNDES 23.467 3.245 26.712 Consolidado 32.078 929.809 961.887 BNDES 40.872 109.238 150.110 Consolidado 46.952 718.652 765.604 16 26.696 26.712 1.231 960.656 961.887 164 149.946 150.110 1.280 764.324 765.604 Segue abaixo, o cronograma esperado de realização destas provisões: 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 Processos trabalhistas Processos cíveis BNDES Consolidado BNDES Consolidado 16 1.231 6.807 13.688 6.231 6.569 2.003 3.822 5.069 5.092 4.961 5.115 379 925.124 383 383 819 819 44 44 23.467 32.078 3.245 929.809 103 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 a) Provisões trabalhistas As provisões trabalhistas refletem a classificação de risco de perda provável sobre 119 processos judiciais em andamento (131 no consolidado) referentes, principalmente, a horas extras pré-contratadas, participação nos lucros, responsabilidade subsidiária e complementação de aposentadoria. Movimentação da provisão trabalhista no período: R$ mil 31 de dezembro Saldo no início do exercício Pagamentos Constituições Reversões Saldo no final do exercício BNDES 40.872 (3.242) 12.409 (26.572) 23.467 2014 Consolidado 46.952 (3.251) 17.079 (28.702) 32.078 BNDES 34.381 (22.042) 38.910 (10.377) 40.872 2013 Consolidado 40.471 (22.381) 43.349 (14.487) 46.952 Em 31 de dezembro de 2014, existem 46 processos judiciais em andamento (61 no Consolidado), classificados na categoria de risco possível, com montante estimado de R$ 3.620 mil, R$ 3.959 mil no Consolidado. b) Provisões cíveis As provisões cíveis refletem a classificação de risco de perda provável sobre 6 processos (10 no Consolidado), cujos principais pleitos versam sobre indenizações referentes a privatizações efetuadas pelo Governo Federal e implementadas pelo BNDES enquanto gestor do Programa Nacional de Desestatização – PND, além daqueles acerca de questões contratuais. No Consolidado, os pleitos são similares, sendo o principal uma ação ajuizada em 1995, referente a um leilão de privatização ocorrido em 1989, onde a sentença de 1º grau em favor da BNDESPAR foi reformada, estando pendente o julgamento dos recursos interpostos. 104 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Movimentação das provisões cíveis no período: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Saldo no início do exercício Constituições Reversões Saldo no final do exercício BNDES 109.238 7.625 (113.618) 3.245 2013 Consolidado 718.652 362.709 (151.552) 929.809 BNDES 56.533 54.709 (2.004) 109.238 Consolidado 636.226 95.335 (12.909) 718.652 Em 31 de dezembro de 2014, existem 32 processos judiciais em andamento (49 no Consolidado) classificados na categoria de risco possível com montante estimado de R$ 117.955 mil (R$ 882.487 mil no Consolidado). 23. Obrigações de benefícios a empregados A partir de 1º de janeiro de 2013, o Sistema BNDES passou a adotar o pronunciamento CPC 33(R1) – Benefícios a Empregados aprovado pela Deliberação CVM n.º 695/2012. As principais alterações do pronunciamento incluem: (i) a eliminação da abordagem de corredor; (ii) o reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais em outros resultados abrangentes conforme ocorram; (iii) o reconhecimento imediato dos custos dos serviços no resultado; e (iv) a substituição do custo de participação e retorno esperado sobre os ativos do plano por um montante de participação líquida, calculado através da aplicação da taxa de desconto ao ativo (passivo) do benefício definido líquido. Os efeitos dos ajustes da adoção desse pronunciamento, na BNDESPAR e FINAME, foram considerados imateriais pela Administração e consequentemente reconhecidos no exercício de 2013, conforme demonstrado a seguir: Efeitos líquidos não ajustados em 31 de dezembro de 2012: BNDESPAR Outros resultados abrangentes de exercícios anteriores Resultado de exercícios anteriores (368.412) 4.123 105 R$ mil FINAME (168.507) 3.319 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As obrigações registradas nos balanços patrimoniais referentes aos planos de aposentadoria complementar e de assistência médica estão representadas a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro BNDES 2014 Consolidado Passivo atuarial - FAPES 1.968.609 2.465.103 708.891 890.948 Passivo atuarial - FAMS 1.264.388 1.534.552 961.971 1.205.522 3.232.997 3.999.655 1.670.862 2.096.470 34.496 20.970 55.466 46.026 32.792 78.818 30.104 19.760 49.864 40.171 31.206 71.377 1.934.113 1.243.418 3.177.531 2.419.077 1.501.760 3.920.837 678.787 942.211 1.620.998 850.777 1.174.316 2.025.093 3.232.997 3.999.655 1.670.862 2.096.470 Curto prazo FAPES FAMS Longo prazo FAPES FAMS 106 2013 BNDES Consolidado BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 23.1) Plano de aposentadoria e pensões: A FAPES (Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES) é uma entidade fechada de previdência privada. Seu principal objetivo é complementar os benefícios previdenciários concedidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS para os funcionários de seus patrocinadores: BNDES, FINAME, BNDESPAR e a própria FAPES. A gestão e a fiscalização da FAPES são realizadas pelo Conselho Deliberativo, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. O Conselho Deliberativo é o órgão máximo da estrutura organizacional da FAPES, responsável pela política geral de administração da Entidade, seus planos de benefícios, orçamento anual e suas alterações e planos de aplicação do patrimônio. É constituído de seis membros, sendo três indicados pelos patrocinadores e três eleitos pelos participantes ativos e assistidos, conforme estabelece o Estatuto. A FAPES tem plano de benefícios definidos e no dimensionamento de suas provisões foi admitido o regime financeiro de capitalização. Características do Plano O Plano Básico de Benefícios é um plano de caráter previdenciário estruturado na modalidade de Benefício Definido que objetiva conceder aos seus participantes a complementação vitalícia do benefício básico concedido pela Previdência Social (INSS). É prevista a concessão dos seguintes benefícios: a) complementação de aposentadoria; b) complementação de pensão; c) complementação de auxílio-reclusão; d) complementação de abono anual (13º salário); e) complementação de auxílio-doença; e f) pecúlio por morte. É administrado pela Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES, instituída em 1975 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDE, hoje BNDES. 107 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Entre os riscos relevantes associados ao plano, tem-se: 1) a incerteza quanto à manutenção do nível do benefício básico da previdência social, cujo teto em 31 de dezembro de 2014 é de R$ 4.390,24 por mês. Eventuais reduções no valor do benefício básico podem elevar os compromissos do plano; 2) a possibilidade de concessão de ganhos reais por ocasião do reajuste do salário-real-de-benefício dos assistidos, sem a contrapartida no benefício básico; Além disso, têm-se os riscos atuariais inerentes ao modelo em que está estruturado o plano de benefício, compreendendo possíveis descolamentos das hipóteses econômicas, financeiras, biométricas e demográficas no longo prazo. Para mitigar os riscos atuariais do modelo, é realizado acompanhamento regular da adequação das hipóteses adotadas na mensuração dos compromissos, mediante realização de testes regulares de aderência das hipóteses. Estrutura regulatória na qual o plano opera O Plano é regido pelo seu Regulamento Básico, cuja última atualização foi aprovada pela Portaria SPC n.º 2.598, de 06 de novembro de 2008, por Resoluções dos Órgãos Estatutários da FAPES e pelas normas emitidas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC e por outras emanadas do poder público, em especial às disposições da: a) Emenda Constitucional n.º 20/1998, que estabeleceu a regra de transição para a paridade contributiva entre participantes e patrocinador em planos patrocinados por entidades públicas, inclusive empresas públicas e sociedades de economia mista; b) Lei Complementar n.º 108/2001, que estabelece, entre outros requisitos, que as contribuições normais destinadas pelas empresas públicas (autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas) aos planos de benefícios previdenciais por elas patrocinados não podem exceder às contribuições normais dos participantes, e c) Lei Complementar n.º 109/2001, que dispõe sobre o Regime de Previdência Complementar no Brasil. 108 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 No que tange à definição do teto de ativo (asset ceiling), deverá prevalecer o estabelecido na Resolução CGPC n.º 26, de 29 de setembro de 2008, que dispõe sobre as condições e os procedimentos a serem observados pelas entidades fechadas de previdência complementar na apuração do resultado, na destinação e utilização de superávit e no equacionamento de déficit dos planos de benefícios de caráter previdenciário que administram, e dá outras providências. O resultado superavitário do plano de benefícios será destinado à constituição de reserva de contingência, até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do valor das reservas matemáticas e somente os recursos excedentes serão empregados na constituição da reserva especial para a revisão do plano de benefícios, cuja destinação para os participantes e assistidos e para o patrocinador na forma de suspensão, redução parcial ou integral de contribuições normais está condicionada: I - relativamente aos participantes e assistidos, à utilização da reserva especial para quitação das contribuições extraordinárias porventura devidas; e II - relativamente ao patrocinador, à utilização da reserva especial para quitação das contribuições extraordinárias e das eventuais dívidas existentes perante o plano de benefícios. Tanto a destinação e utilização do superávit quanto o equacionamento de déficit técnico de planos sujeitos à LC 108/2001, dar-se-á de forma paritária entre participantes e patrocinador. Os patrocinadores devem assegurar à FAPES, quando necessário, recursos destinados à cobertura de eventuais insuficiências técnicas reveladas pela reavaliação atuarial, conforme estabelecido no estatuto da Fundação, consoante legislação vigente. Não foram identificados riscos incomuns específicos do Plano ou quaisquer centralizações de risco significativas que possam expor os patrocinadores a um risco concentrado. O compromisso atuarial foi avaliado por atuário independente pelo Método de Crédito Unitário Projetado. Para a atualização dos valores para as datas específicas foram usados juros atuariais equivalentes a Notas do Tesouro Nacional, série B (NTN-B), com vencimento em 2050. 109 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A seguir, os resultados da avaliação atuarial do plano de aposentadoria complementar efetuada por atuário externo, com base nos dados de setembro de 2014 e atualizada até 30 de novembro de 2014: R$ mil Em 31 de dezembro de 2014 BNDES Consolidado Valor presente da obrigação atuarial Valor justo dos ativos do plano Valor presente das obrigações não cobertas pelos ativos 8.743.417 (6.774.808) 1.968.609 10.948.554 (8.483.451) 2.465.103 R$ mil Em 31 de dezembro de 2013 BNDES Consolidado Valor presente da obrigação atuarial Valor justo dos ativos do plano Valor presente das obrigações não cobertas pelos ativos 7.142.509 (6.433.618) 708.891 8.976.850 (8.085.902) 890.948 Contas a Pagar FAPES - Passivo adicional O passivo adicional se refere a contratos de confissão de dívida celebrados com os patrocinadores, com prazo fixo de amortização, através de pagamentos mensais, totalizando treze parcelas a cada ano, calculadas pelo Sistema Price e com incidência de juros anuais correspondentes à taxa atuarial de 6% mais a taxa de custeio administrativo e atualização monetária, que ocorre nas mesmas épocas e proporções em que é concedido o reajuste ou modificação geral dos salários dos empregados dos patrocinadores. Portanto, a dívida contratada é reconhecida como um passivo adicional na apuração do passivo líquido. 110 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O saldo dessas dívidas está assim representado: R$ mil Em 31 de dezembro Contratos de 2002 (a) Contratos de 2004 (b) Total 2014 BNDES Consolidado 489.965 626.183 78.745 108.527 568.710 734.710 2013 BNDES Consolidado 466.124 595.714 89.702 123.627 555.826 719.341 (a) Refere-se ao acordo entre as empresas do sistema BNDES e seus empregados, envolvendo o reconhecimento da alteração da jornada de trabalho, em face da Lei n.º 10.556, de 13 de novembro de 2002, que resultou em um acréscimo de 16,67% nos salários de participação dos participantes, e impactou diretamente nas provisões matemáticas do plano de benefícios. Para cobertura parcial do acréscimo provocado naquelas provisões, no exercício de 2002, foram firmados contratos que prevêem a amortização da dívida em 390 parcelas. O pagamento teve início em janeiro de 2003. (b) Refere-se à conversão dos valores das provisões matemáticas a constituir (em atendimento à recomendação do BACEN), que vinham sendo amortizadas mensalmente desde novembro de 1998, através de contribuições extraordinárias, em dívida reconhecida pelos patrocinadores, a vencer em novembro de 2018. O pagamento da primeira parcela foi efetuado em dezembro de 2004. A FAPES pleiteia junto ao patrocinador do plano (BNDES) o reconhecimento de valores adicionais aos contratos existentes em função de interpretação/reavaliação de cláusulas estabelecidas nestes contratos, e de eventos ocorridos no período de 1988 a 2013 que, em sua avaliação, requerem a recomposição histórica do custeio do plano. Em 30 de dezembro de 2014, a Administração se manifestou em relação ao pleito, condicionando o reconhecimento do montante adicional da dívida à avaliação e aprovação do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - DEST, órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado do Planejamento. As mudanças no valor presente da obrigação de benefício definido são as seguintes: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Valor presente no início do exercício Custo do serviço corrente Custo de juros Contribuição dos participantes do plano Perdas (ganhos) atuariais Benefícios pagos Valor presente no fim do exercício 7.142.509 145.925 784.064 62.214 1.078.093 (469.388) 8.743.417 111 Consolidado 8.976.850 152.170 984.540 65.208 1.375.811 (606.025) 10.948.554 BNDES 2013 Consolidado 8.872.685 241.399 752.597 57.416 (2.328.122) (453.466) 7.142.509 11.214.173 253.799 950.824 61.189 (2.921.051) (582.084) 8.976.850 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As mudanças no valor justo dos ativos do plano são as seguintes: R$ mil Em 31 de dezembro Valor justo no início do exercício Receita de juros Retorno sobre os ativos do plano, excluindo os juros Contribuições recebidas do empregador Contribuições recebidas dos participantes Benefícios pagos Valor justo no fim do exercício 2014 BNDES Consolidado 6.433.618 8.085.902 717.106 898.068 (132.318) (153.319) 163.576 193.617 62.214 65.208 (469.388) (606.025) 8.483.451 6.774.808 2013 BNDES Consolidado 6.680.399 8.443.346 581.410 730.884 (573.530) (739.018) 141.389 171.585 57.416 61.189 (453.466) (582.084) 6.433.618 8.085.902 O BNDES espera contribuir com o plano de pensão de aposentadoria complementar, para o próximo ano, em aproximadamente R$ 163.583 mil e R$ 194.707 mil para o consolidado. A duração média da obrigação atuarial é de 17,29 anos em 31 de dezembro de 2014 (17,45 anos em 31 de dezembro de 2013). Os valores reconhecidos na demonstração do resultado são assim demonstrados: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Despesa líquida no exercício: Custo do serviço corrente Custo dos juros Receita de juros Total BNDES 145.925 784.064 (717.106) 212.883 Consolidado 152.170 984.540 (898.068) 238.642 BNDES 241.399 752.597 (581.410) 412.586 2013 Consolidado 253.799 950.825 (730.884) 473.740 Os valores reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes são assim demonstrados: R$ mil Em 31 de dezembro Saldo do início do exercício Perdas (ganhos) atuariais Retorno sobre os ativos do plano, excluindo juros Saldo no final do exercício 2014 BNDES Consolidado (210.625) (232.878) 1.078.093 1.375.811 132.318 153.319 999.786 1.296.252 BNDES 1.543.967 (2.328.122) 573.530 (210.625) 2013 Consolidado 1.949.155 (2.921.051) 739.018 (232.878) O rendimento esperado do ativo do plano foi determinado com base nas mesmas expectativas de atualização do passivo, utilizando juros atuariais equivalentes a Notas do Tesouro Nacional, série B (NTN-B), com vencimento em 2050. 112 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os ativos do plano de pensão, segregados por nível de mensuração, são os seguintes: R$ mil BNDES Em 31 de dezembro Ativos por categoria Ações Companhias abertas Fundos de investimento Renda fixa Ações Multimercado Empresas emergentes Participações Imóveis Locados a terceiros Locados aos patrocinadores Empréstimos e financiamentos Subtotal 2014 Nível 2 Nível 3 Nível 1 1 578.905 3.270.975 3.849.881 - Total Nível 1 Nível 2 2013 Nível 3 Total - - - - 2.361 2.361 - 1.713.692 10.742 271.225 - 1 578.905 4.984.667 10.742 271.225 1 569.856 4.680.761 - 14.790 225.512 - 1 569.856 4.680.761 14.790 225.512 238.204 609.941 45.495 238.204 - 629.497 45.732 - 230.390 629.497 45.732 230.390 937.403 1.951.896 6.739.180 5.250.618 915.531 232.751 6.398.900 609.941 45.495 - Outros ativos não avaliados a valor justo Total 35.628 34.718 6.774.808 6.433.618 O valor justo dos imóveis ocupados e utilizados pela FAPES monta em R$ 25.227 mil em 31 de dezembro de 2014 (R$ 25.271 mil em 31 de dezembro de 2013). R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro Ativos por categoria Ações Companhias abertas Fundos de investimento Renda fixa Ações Multimercado Empresas emergentes Participações Imóveis Locados a terceiros Locados aos patrocinadores Empréstimos e financiamentos Subtotal Nível 1 2014 Nível 3 Nível 2 2013 Total Nível 1 Nível 2 Nível 3 Total - - - - - - 2.967 2.967 1 724.908 4.095.932 - 13.451 339.629 2.145.894 - 1 724.908 6.241.826 13.451 339.629 1 716.207 5.882.875 - 18.589 283.428 - 1 716.207 5.882.875 18.589 283.428 - 763.772 56.970 4.820.841 1.173.822 298.280 2.444.174 763.772 56.970 298.280 8.438.837 6.599.083 791.165 57.477 1.150.659 289.558 292.525 791.165 57.477 289.558 8.042.267 Outros ativos não avaliados a valor justo Total 44.614 43.635 8.483.451 8.085.902 O valor justo dos imóveis ocupados e utilizados pela FAPES monta em R$ 31.589 mil em 31 de dezembro de 2014 (R$ 31.761 mil em 31 de dezembro de 2013) 113 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A Resolução MPS/CNPC n.º 8 de 31 de outubro de 2011, que dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência complementar, aprovou anexos que tratam da planificação contábil padrão, modelos e instruções de preenchimento das demonstrações financeiras. As principais categorias de ativos do plano foram apresentadas em conformidade com essa Resolução. A tabela a seguir mostra os benefícios estimados a pagar na data base em 31 de dezembro de 2014 para os próximos três anos: R$ mil 31/12/2014 BNDES 494.680 516.941 540.203 31/12/2015 31/12/2016 31/12/2017 Consolidado 638.409 667.137 697.158 Análise de sensibilidade A tabela abaixo apresenta como a obrigação de benefício definido teria sido afetada pela mudança de cada premissa atuarial relevante, individualmente. Foi realizada a análise de sensibilidade para as premissas de taxa de desconto (decréscimo de 1% a.a. na taxa adotada), crescimento salarial (acréscimo de 1% na taxa vigente) e tábuas de mortalidade (desagravamento em um ano nas probabilidades de morte), utilizando o mesmo método e base de dados adotados no cálculo das obrigações. Premissas Variação Acréscimo no passivo atuarial BNDES Consolidado Taxa de desconto Tábua de mortalidade Taxa de crescimento salarial Decréscimo de 1% Desagravamento em 1 ano Acréscimo de 1% 14,0% 1,5% 0,5% 13,0% 1,5% 0,5% 23.2) Plano de assistência médica O Sistema BNDES patrocina o FAMS (Fundo de Assistência Médica e Social), criado com a finalidade precípua de oferecer aos seus participantes e dependentes benefícios complementares ou similares aos do INSS. Tais benefícios, que incluem assistência médico-hospitalar e odontológica nos sistemas de escolha dirigida ou livre escolha, são assegurados aos empregados desde 1976 e amparados pela Resolução n.º 933/1998 da Diretoria do BNDES, extensiva às suas subsidiárias. 114 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Os participantes beneficiários do FAMS são empregados ativos e aposentados do BNDES e de suas subsidiárias, e seus respectivos dependentes; tendo ainda, o dependente, após o falecimento do participante, direito ao benefício por um período de até 24 meses. O FAMS recebe dotação de recursos do Sistema para a consecução dos seus objetivos. Estes recursos são administrados pela FAPES - Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES, que também é responsável pela elaboração do orçamento anual e detalhamento dos custos operacionais necessários ao FAMS. O FAMS não está coberto por ativos garantidores. A antecipação do pagamento dos benefícios é efetuada pelo Sistema com base nos orçamentos apresentados pela FAPES que presta contas dos custos incorridos mensalmente, através de Demonstrativo de Prestação de Contas. O Plano de Assistência Médica (PAS) é regido pelo Regulamento do Plano de Assistência à Saúde – RAS, aprovado pela diretoria do BNDES e pelas normas emitidas pela Agência Nacional de Saúde – ANS. Não foram identificados riscos incomuns específicos do plano ou quaisquer centralizações de risco significativas que possam expor o patrocinador a um risco concentrado. Em 31 de dezembro de 2014, a partir da avaliação atuarial efetuada por atuário externo, com base nos dados de setembro de 2014 e atualizada até 30 de novembro de 2014, foi contabilizado o valor da obrigação atuarial com participantes assistidos, bem como dos participantes ativos pelo prazo médio de tempo laborativo futuro. Os valores reconhecidos no balanço patrimonial são os seguintes: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Valor presente das obrigações não fundeadas Passivo atuarial total BNDES 1.264.388 1.264.388 115 2013 Consolidado 1.534.552 1.534.552 BNDES 961.971 961.971 Consolidado 1.205.522 1.205.522 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A movimentação na obrigação de benefício definido durante o exercício é demonstrada a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Saldo no início do exercício Custo do serviço corrente Custo de juros (Ganhos)/Perdas atuariais Benefícios pagos Saldo no final do exercício BNDES 961.971 52.149 107.108 179.035 (35.875) 1.264.388 2013 Consolidado 1.205.522 54.056 134.173 186.716 (45.915) 1.534.552 BNDES 1.439.590 107.169 123.734 (677.267) (31.255) 961.971 Consolidado 1.779.113 110.956 152.819 (796.462) (40.904) 1.205.522 Os valores reconhecidos na demonstração do resultado são: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Despesa líquida no exercício: Custo do serviço corrente Custo dos juros Total BNDES 52.149 107.108 159.257 2013 Consolidado 54.056 134.173 188.229 BNDES 107.169 123.734 230.903 Consolidado 110.956 152.819 263.775 Os valores reconhecidos em Outros Resultados Abrangentes são assim demonstrados: R$ mil Em 31 de dezembro Saldo do início do exercício Ganhos e perdas atuariais da obrigação Saldo no final do exercício 2014 BNDES Consolidado (90.873) (78.336) 179.035 186.716 108.380 88.162 BNDES 586.394 (677.267) (90.873) 2013 Consolidado 718.126 (796.462) (78.336) O BNDES espera contribuir com o plano de assistência médica, para os próximos doze meses, em aproximadamente R$ 40.135 mil, e R$ 51.571 mil no Consolidado. Análise de sensibilidade A tabela abaixo apresenta como a obrigação de benefício definido teria sido afetada pela mudança de cada premissa atuarial relevante, individualmente. Foi realizada a análise de sensibilidade para as premissas de taxa de desconto (decréscimo de 1% a.a. na taxa adotada) e tábuas de mortalidade (desagravamento em um ano nas probabilidades de morte), utilizando o mesmo método e base de dados adotados no cálculo das obrigações. 116 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Premissas Variação Acréscimo no passivo atuarial BNDES Consolidado Taxa de desconto Tábua de mortalidade Custos médicos Decréscimo de 1% Desagravamento em 1 ano Aumento de 1% na taxa de tendência dos custos médicos 18,0 % 2,0 % 21,0 % 17,0 % 2,0 % 19,0 % 23.3) Hipóteses atuariais e econômicas Todos os cálculos atuariais envolvem projeções futuras acerca de alguns parâmetros, tais como: salários, juros, inflação, comportamento dos benefícios do INSS, mortalidade, invalidez, entre outros. Nenhum resultado atuarial pode ser analisado sem o conhecimento prévio do cenário de hipóteses utilizado na avaliação. Nas avaliações foram adotadas as seguintes hipóteses econômicas: Benefícios considerados Método de avaliação atuarial Tábua de mortalidade de válidos Tábua de mortalidade de inválidos Invalidez Taxa real de crescimento salarial futuro Grupo Técnico Grupo Apoio Taxa nominal de crescimento salarial futuro Grupo Técnico Grupo Apoio Taxa de desconto nominal Taxa de inflação Retorno esperado sobre os ativos do plano de aposentadoria complementar Taxa real de tendência dos custos médicos 31 de dezembro de 2014 Todos os benefícios regulamentares Crédito Unitário Projetado AT 2000 AT 49 agravada em 100% Álvaro Vindas 31 de dezembro de 2013 Todos os benefícios regulamentares Crédito Unitário Projetado AT 2000 AT 49 agravada em 100% Álvaro Vindas 3,11 % a.a. 3,11 % a.a. 3,11% a.a. 2,54% a.a. 7,75 % a.a. 7,75 % a.a. 10,54 % a.a. 4,50 % a.a. 7,84% a.a. 7,30% a.a. 11,34% a.a. 4,50% a.a. 10,54 % a.a. 11,34% a.a. 5,00 % a.a. 5,00% a.a. 24. Outros benefícios concedidos aos empregados O BNDES e suas controladas concedem aos seus empregados ativos os seguintes benefícios: R$ mil Em 31 de dezembro Vale-transporte Vale-refeição Assistência Educacional Total BNDES 1.419 33.061 9.606 44.086 2014 Consolidado 2.183 50.863 14.779 67.825 117 BNDES 132 29.020 9.535 38.687 2013 Consolidado 174 38.184 12.546 50.904 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 25. Instrumento Híbrido de Capital e Dívida Desestatização da Companhia Vale do Rio Doce Conforme a Lei n.o 9.491/1997, regulamentada pelo Decreto n.º 2.201/1997 e pelo Contrato de Transferência de Ações, Assunção de Dívidas e Pactos Adicionais, foram transferidas ao BNDES ações da CVRD – Companhia Vale do Rio Doce, de propriedade da União (94.953.982 ações ordinárias nominativas e 4.372.154 ações preferenciais nominativas). Parte destas ações foi alienada no âmbito do processo de desestatização da CVRD, nos leilões realizados em maio de 1997. Em contrapartida dos recursos recebidos, o BNDES obrigou-se a, alternativa ou conjuntamente, a critério do Ministério da Fazenda: a) assumir dívidas, caracterizadas e novadas, da União relativas ao Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS); e b) transferir à União debêntures da BNDESPAR, de sua propriedade, com o mesmo perfil (datas de pagamento e condições financeiras) das dívidas da União junto ao FCVS. Em 29 de dezembro de 2000, foi formalizada a assunção da dívida, no montante de R$ 2.593.470 mil (valor originalmente recebido, atualizado pela variação da TR acrescida de 6,17% ao ano) correspondente a 1.608.084 títulos CVSA970101, a serem pagos nas seguintes condições: Carência para pagamento de juros: 4 anos e 1 mês a contar de 01.12.2000, com primeiro pagamento em 01.01.2005 Carência para pagamento de principal: 8 anos e 1 mês a contar de 01.12.2000, com primeiro pagamento em 01.01.2009 Prazo remanescente: 27 anos a contar de 01.12.2000, com último pagamento de principal e encargos em 01.01.2027 Taxa de juros: Taxa Referencial (TR) + 6,17 % a.a. Em março de 2002, por meio de oferta pública, o BNDES alienou no mercado interno e externo 39.389.193 ações ordinárias de emissão da Cia Vale do Rio Doce – CVRD, pelo valor de R$ 2.218.339 mil, sendo a liquidação financeira concluída em abril de 2002. O referido montante também foi objeto de assunção de dívida junto a União, relativa ao Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), com atualização pela variação da TR e juros de 6,17% ao ano. Em dezembro de 2005, foi alienado, em leilão conjunto com participações minoritárias, o restante das ações transferidas pela União, pelo valor de R$ 1.516 mil, cuja liquidação financeira foi concluída em janeiro de 2006. 118 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em agosto de 2006, o BNDES e a União celebraram Instrumento de Novação e Confissão de Dívida, no valor de R$ 5.293.537 mil, correspondente à parcela dos contratos acima mencionados, com a finalidade de alterar o perfil do endividamento do BNDES e elevar seu Patrimônio de Referência (PR), alterando suas condições para adequá-las às características de um instrumento híbrido de capital e dívida, conforme estabelecido na Resolução n.º 2.837, de 30 de maio de 2001, do CMN, nos termos da Medida Provisória n.º 315, de 3 de agosto de 2006. Em 2009, foi celebrado, sob o amparo da Lei n.º 11.948/2009, contrato de financiamento entre o BNDES e a União. No mesmo ano, através do Ofício n.º 2408/PGFN/CAF, a União e o BNDES resolveram desmembrar da dívida do Contrato n.º 477/PGFN/CAF o valor de R$ 6.000.000 mil visando seu enquadramento como instrumento híbrido de capital e dívida. Em novembro de 2009, o BACEN considerou a captação elegível como Capital de Nível I, até o limite regulamentar, e o restante no Capital nível II, na categoria de instrumento híbrido de capital e dívida. Em maio de 2012, o BNDES e a União celebraram o Primeiro Termo Aditivo ao Instrumento de Novação e Confissão de Dívida, alterando suas características contratuais tornando-as elegíveis a integrar o Capital de Nível I do Patrimônio de Referência, conforme os requisitos previstos na Resolução n° 3.444, de 28 de fevereiro de 2007, do CMN. Em julho de 2012, por meio do Ofício 06837/2012 – BCB/DEORF/COFI, o BACEN considerou o referido instrumento antes considerado Capital de Nível II como elegível a Capital de Nível I. Dessa maneira, o montante dos instrumentos híbridos de capital e dívida apresentados no passivo, em 31 de dezembro de 2013, tinham a seguinte composição: R$ mil Moeda IPCA SELIC Total N.º do contrato (STN) 06.167.101/020 09.197.061/013 119 BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 - 8.185.300 6.492.694 14.677.994 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Em junho de 2014, sob o amparo da Lei n.º 12.833/2013, a União celebrou com o BNDES instrumentos de novação e confissão de dívida (n.º 963/PGFN/CAF e n.º 964/PGFN/CAF) visando ao enquadramento dos instrumentos híbridos de capital e dívida aos requisitos previstos na Resolução do CMN n.º 4.192/2013. Dessa forma, esses contratos passaram a compor o Capital Principal (nível I do PR), sendo apresentados nas demonstrações financeiras como item do patrimônio líquido (Nota 26). 26. Patrimônio líquido Capital social Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 o capital social subscrito do BNDES está representado por 6.273.711.452 ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, de propriedade da União Federal. Instrumento elegível ao capital principal Em 31 de dezembro de 2014 existem quatro contratos celebrados entre o BNDES e a União, que compõem o Patrimônio de Referência (PR) como Instrumentos Elegíveis ao Capital Principal: (i) Contrato n.º 867/PGFN/CAF - Contrato de financiamento celebrado em junho de 2013 entre o BNDES e a União, para concessão de crédito ao BNDES no valor de R$ 15.000.000 mil, mediante a emissão de títulos da dívida pública federal interna. (ii) Contratos n.º 963 e 964/PGFN/CAF - Instrumentos de novação e confissão de dívida celebrados em junho de 2014 entre o BNDES e a União, no valor de R$ 15.538.975 mil. (iii) Contrato n.º 1018/PGFN/CAF - Instrumento de desmembramento de dívida celebrado em dezembro de 2014 entre o BNDES e a União, no valor de R$ 5.000.000 mil. Esses contratos não possuem vencimento e o resgate ou recompra da obrigação poderá ser realizado apenas pelo BNDES, condicionado à prévia autorização do BACEN. 120 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A partir de 30 de junho de 2013 (Contrato n.º 867/PGFN/CAF), de 30 de junho de 2014 (Contratos n.º 963 e n.º 964/PGFN/CAF) e de 31 de dezembro de 2014 (Contrato n.º 1018/PGFN/CAF), estes instrumentos foram considerados como elegíveis ao Capital Principal pelo BACEN e passaram a compor o PR do BNDES, conforme regras estabelecidas pela Resolução CMN n.º 4.192/2013. De acordo com o § 2º do art. 16 da referida Resolução, os Instrumentos Elegíveis ao Capital Principal, para fins de divulgação, foram apresentados como Patrimônio Líquido e apresentam a seguinte composição: Moeda Remuneração variável limitada a TJLP Remuneração variável limitada a TJLP Remuneração variável limitada a TJLP Remuneração variável limitada a TJLP N.º do contrato (STN) 867/PGFN/CAF 963/PGFN/CAF 964/PGFN/CAF 1018/PGFN/CAF Total R$ mil BNDES e Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 15.000.000 8.731.759 6.807.216 5.000.000 15.000.000 - 35.538.975 15.000.000 Destinação do Resultado R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Resultado do exercício Ajustes de exercícios anteriores Valores destinados 2013 8.593.713 8.593.713 8.150.268 (57.611) 8.092.657 429.686 - 404.633 58.515 Remuneração ao acionista Remuneração ao acionista mínima obrigatória - 25% (2) Remuneração ao acionista complementar 5.379.671 2.041.007 3.338.664 3.807.778 1.907.377 1.900.401 Reserva para futuro aumento de capital Reserva para margem operacional 1.224.604 1.559.752 1.144.426 2.677.305 Destinações Reserva legal - 5% (1) Reserva de incentivos fiscais (1) Limitado a 20% do capital social, ou , a critério do BNDES, quando o saldo desta reserva somado às reservas de capital atingir 30% do capital social. (2) 25% do lucro líquido ajustado após a constituição da reserva legal e da reserva de incentivos fiscais. Remuneração ao acionista proposta Dividendos Juros sobre o capital próprio 5.379.671 983.679 4.395.992 121 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Reservas de Lucros A partir de 2008, o estatuto social do BNDES passou a contemplar a constituição de Reserva de Lucros para Futuro Aumento de Capital, Reserva de Lucros para Margem Operacional e Reserva de Incentivos Fiscais. A Reserva para Futuro Aumento de Capital tem a finalidade de assegurar a formação de patrimônio líquido compatível com a expectativa de crescimento dos ativos do BNDES e é constituída no percentual de 15% do lucro líquido ajustado, com saldo limitado a 30% do Capital Social. Em 2014, para esta reserva foi constituído o montante de R$ 1.224.604 mil (R$ 1.144.426 mil em 2013). A Reserva para Margem Operacional tem a finalidade de garantir margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações do BNDES e é constituída no percentual de 100% do saldo remanescente do lucro líquido, até o limite de 50% do Capital Social. Em 2014, para esta reserva foi constituído o montante de R$ 1.559.752 mil (R$ 2.677.305 mil em 2013). Os incentivos fiscais, com a edição da Lei n.º 11.638/2007, passaram a transitar pelo resultado e a serem destinados como reserva de lucros – de incentivos fiscais. Em 2014 não houve destinação para esta reserva (R$ 58.515 mil em 2013). Ajustes de avaliação patrimonial São contabilizadas as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo, líquidas de efeitos tributários, em decorrência de sua avaliação a valor justo. A composição dos ajustes encontra-se a seguir: Ajuste – acumulado de conversão – reflexo de coligada Ajuste – outros resultados abrangentes – reflexo de coligada Ajuste – outros resultados abrangentes – próprios Mensuração a valor justo de títulos e valores mobiliários classificados como títulos disponíveis para venda De títulos próprios De ativos de empresa controlada (BNDESPAR) Total 122 31/12/2014 R$ mil 31/12/2013 (10.444) 46.643 (1.084.898) (64.810) 369.305 265.149 (10.079.914) 2.582.713 (8.512.155) (1.567.759) (7.059.116) 9.641.829 (11.128.613) 3.152.357 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Pagamento de dividendos Em 2014 e 2013, o BNDES efetuou o pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos, conforme descrito a seguir: R$ mil Natureza Dividendo complementar declarado em 2014 Dividendo complementar declarado em 2014 Antecipação de JSCP 2014 Dividendos intermediários 2014 Dividendos intermediários 2014 31/12/2014 Valor Declarado – Ano-Base R$ mil 2013 2013 2014 2014 2014 Total declarado em 2014 Valor Pago (*) – R$ mil 1.968.450 1.853.281 931.515 2.994.479 1.255.521 1.999.998 1.898.167 931.515 2.994.479 1.255.521 9.003.246 9.079.680 Meio de pagamento Títulos Dinheiro Dinheiro Titulos Dinheiro (*) Inclui atualização pela taxa SELIC da data a que se referem os lucros até a data do efetivo pagamento R$ mil Natureza Dividendo complementar declarado em 2013 Dividendos intermediários 2013 Antecipação JSCP 2013 Total declarado em 2013 31/12/2013 Valor Declarado – Ano-Base R$ mil 2012 2013 2013 3.193.889 2.054.462 1.753.316 7.001.667 Valor Pago (*) – R$ mil 3.293.308 1.997.576 1.707.777 6.998.661 (*) Inclui atualização pela taxa SELIC da data a que se referem os lucros até a data do efetivo pagamento 123 Meio de pagamento Dinheiro Dinheiro Dinheiro BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 27. Partes Relacionadas O BNDES e suas subsidiárias têm relacionamento e realizam transações com entidades consideradas partes relacionadas, conforme Pronunciamento Técnico n.º 05 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, aprovado pela Resolução n.º 3.750/2009 do CMN. 27.1) Transações com controladas As operações entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminadas nas demonstrações consolidadas e foram as seguintes: R$ mil Em 31 de dezembro Ativo Operações de repasses Moeda nacional Moeda estrangeira Dividendos a receber Passivo Operações compromissadas Moeda nacional Emissões de debêntures Moeda nacional Repasses Moeda estrangeira Finame 2014 Bndespar Bndes Plc Bndes Plc 2013 Bndespar 170.427.575 9.775.618 180.203.193 1.578.802 1.578.802 146.935.420 7.395.261 154.330.681 - 28.331 5.377 33.708 146.963.751 7.400.638 154.364.389 248.100 937.999 362.267 - 361.836 724.103 - 630.508 - - - - 5.366.942 - 5.366.942 - - - - - 240.822 240.822 - - (92.425) (92.425) Total Finame - 172.006.378 9.775.618 181.781.996 689.899 - 561.197 69.311 - Total R$ mil Em 31 de dezembro Receitas: Operações de repasses Moeda nacional Moeda estrangeira Despesas: Operações compromissadas Moeda nacional Emissões de debêntures Moeda nacional Repasses Moeda estrangeira 2º semestre de 2014 Bndes Plc Finame Bndespar 2014 Total Finame 2013 Bndespar Bndes Plc Total Finame Bndes Plc Bndespar Total 3.545.637 1.681.830 5.227.467 65.406 1.258 66.664 - 3.611.043 1.683.088 5.294.131 6.848.403 1.354.761 8.203.164 104.547 1.115 105.662 - 6.952.950 1.355.876 8.308.826 2.481.482 694.733 3.176.215 - 10.179 2.851 13.030 2.491.661 697.584 3.189.245 (7.308) (3.312) - (10.620) (7.308) (3.312) - (10.620) - - - - - (284.607) - (284.607) - (442.465) - (442.465) - - (2.732) (2.732) - - (53.651) (53.651) - - (53.651) (53.651) - - - - 124 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 27.2) Transações com o Tesouro Nacional – acionista único do BNDES As operações envolvendo o Tesouro Nacional estão resumidas a seguir e as condições conforme referência às notas explicativas em cada grupo de contas: R$ mil BNDES Em 31 de dezembro 2014 2013 Ativo Títulos públicos federais (Nota 7) Outros créditos com o Tesouro Nacional (Nota 9.2) 85.205.876 8.641.828 Passivo Operações de repasses Instrumento híbrido de capital e dívida (Nota 26) Outras obrigações com STN (Nota 19) Patrimônio líquido Instrumentos elegíveis ao capital principal (Nota 26) Resultado: Resultado com títulos públicos federais Receitas com outros créditos – equalização Despesas com operações de repasses e instrumento híbrido de capital e dívida Despesas com outras obrigações – equalização 2º semestre de 2014 3.483.174 1.161.568 (14.678.439) (4.677) 60.946.953 6.472.410 468.422.359 18.673 395.774.811 14.677.994 12.720 35.538.976 15.000.000 Em 31 de dezembro 2014 2013 6.846.446 7.501.801 2.171.318 1.754.517 (23.985.634) (25.625.006) (10.963) (19.805) R$ mil Consolidado Em 31 de dezembro 2014 2013 Ativo Títulos públicos federais (Nota 7) Outros créditos com o Tesouro Nacional (Nota 9.2) 85.226.260 26.162.841 Passivo Operações de repasses Instrumento híbrido de capital e dívida (Nota 26) Outras obrigações com STN (Nota 19) Patrimônio líquido Instrumentos elegíveis ao capital principal (Nota 26) Resultado: Resultado com títulos públicos federais Receitas com outros créditos – equalização Despesas com operações de repasses e instrumento híbrido de capital e dívida Despesas com outras obrigações – equalização 125 2º semestre de 2014 3.505.877 7.673.156 (14.941.278) (70.746) 60.946.953 17.482.277 470.676.231 209.500 398.484.669 14.677.994 150.864 35.538.976 15.000.000 Em 31 de dezembro 2014 2013 6.869.149 7.540.092 8.682.906 6.297.595 (24.248.473) (25.858.540) (77.032) (112.159) BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 27.3) Transações com outras Entidades Governamentais Além das operações com o seu acionista único, o BNDES mantém transações com outras entidades governamentais, portanto sob controle comum, no curso de suas operações, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Petrobras, Eletrobras, Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, Fundo de Participação PIS/PASEP, Fundo da Marinha Mercante – FMM e o Fundo de Garantia para Promoção da Competitividade - FGPC. Os saldos das transações significativas com estas entidades estão resumidos a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES 2013 Consolidado BNDES Consolidado Ativos Fundos, debêntures, operações de crédito e repasses, dividendos e JSCP e outros créditos a receber Provisão para risco de crédito 142.761.519 (366.016) 178.797.830 (369.048) 132.000.101 (102.777) Passivos Depósitos e Repasses 256.055.627 256.082.494 235.375.740 173.589.586 (104.456) 235.398.551 27.4) Transações com a Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES As transações com o Plano de aposentadoria e pensões e com o Fundo de Assistência Médica e Social, administrado pela FAPES, resumidas a seguir, encontram-se detalhadas na Nota 23: R$ mil Em 31 de dezembro BNDES Consolidado 2014 2013 2014 2013 Passivo Contas a pagar – FAPES – Previdência Passivo atuarial – FAMS – Assistência 1.968.609 1.264.388 708.891 961.971 2.465.103 1.534.552 890.948 1.205.522 Patrimônio líquido Ajuste de avaliação patrimonial – FAPES - Previdência Ajuste de avaliação patrimonial – FAMS - Assistência (999.876) (88.162) 210.625 90.873 (1.296.251) (108.379) 232.877 78.337 R$ mil Em 31 de dezembro 2º semestre de 2014 Despesas Plano de Previdência Plano de Assistência 75.012 64.263 BNDES 2014 124.604 123.383 126 2013 340.804 199.649 Consolidado 2º semestre de 2014 2014 86.400 73.537 143.926 142.313 2013 393.952 215.060 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 27.5) Transações com coligadas O BNDES por meio de sua subsidiária BNDESPAR possui investimentos em empresas coligadas, conforme detalhado na Nota 13.2.2. Além dos aportes de capital nas investidas e o recebimento de dividendos e juros sobre o capital próprio, o BNDES e suas subsidiárias têm outras operações de concessão de crédito com essas empresas. Essas operações com as investidas têm as mesmas condições daquelas operações realizadas com outras entidades, não produzindo efeitos diferentes, em relação às demais, nos resultados e na posição financeira do BNDES. Os saldos das transações com estas entidades estão resumidos a seguir: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Ativos Direitos recebíveis Provisão Dividendos a receber de coligadas 2013 Consolidado BNDES Consolidado 2.822.894 (70.499) 2.887.873 (135.478) 2.460.574 (17.314) 2.460.574 (17.314) - 1.199 - 6.811 27.6) Remuneração de empregados e dirigentes O BNDES e suas subsidiárias não concedem empréstimos ao pessoal-chave da gestão – diretores, membros dos Conselhos de Administração, do Comitê de Auditoria e Conselhos Fiscais. Essa prática é proibida a todas as instituições financeiras sob regulamentação do BACEN. O Sistema BNDES também não possui remuneração baseada em ações e não oferece outros benefícios de longo prazo para seu pessoal-chave da Administração. Os benefícios pós-emprego estão restritos aos funcionários do quadro das empresas do Sistema BNDES. Os custos com remunerações e outros benefícios atribuídos ao pessoal-chave da gestão do Sistema BNDES são apresentados como segue: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 Benefícios de curto prazo: Salários e encargos 2013 BNDES Consolidado BNDES Consolidado 10.978 12.024 9.182 10.357 127 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Estão destacadas abaixo as remunerações pagas a administradores e empregados: R$ mil Em 31 de dezembro 2014 BNDES Consolidado Administração Empregados Administração Empregados Maior Salário (*) 62,58 69,40 62,58 69,40 Menor Salário (*) 6,97 2,16 6,26 2,16 Salário (*) Médio 30,52 17,90 21,65 18,19 2013 BNDES Consolidado Administração Empregados Administração Empregados 57,95 62,54 57,95 62,54 6,45 2,16 5,79 2,16 28,26 16,46 18,78 16,82 (*) remuneração mensal 28. Resultado de provisão para risco de crédito Composição da (despesa) / receita com provisão para risco de crédito: R$ mil Em 31 de dezembro 2º semestre de 2014 BNDES Consolidado Reversão (constituição) líquida sobre: Operações de crédito Operações de repasses interfinanceiros Debêntures Venda a prazo de títulos e valores mobiliários Direitos recebíveis Recuperação de créditos baixados do ativo Receita (despesa) líquida apropriada (768.968) 98.865 (2.113) 131 371.093 (300.992) (800.583) 323.066 (103.481) 814 (550) 395.265 (185.555) 2014 BNDES (901.501) 103.398 (1.436) 262 631.776 (167.501) 2013 Consolidado (900.635) 306.478 (142.856) 577 (411) 672.051 (64.796) BNDES (590.428) (68.972) 2.403 356 598.846 (57.795) 29. Outras informações 29.1) Responsabilidade subsidiária da União Em conformidade com o Parecer n.º 1.124/1996 do Ministério do Planejamento e Orçamento, o BNDES, por sua condição de empresa integralmente controlada pelo Governo Federal, não está sujeito à decretação de falência, cabendo à União a responsabilidade subsidiária pelas obrigações contraídas pelo BNDES. 128 Consolidado 208.507 (143.339) 8.756 (916) 1.208 695.120 769.336 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 29.2) Contragarantias prestadas O BNDES concedeu em contragarantia ao Tesouro Nacional por conta de aval e empréstimos captados no exterior, o montante equivalente a US$ 600 milhões, com caução de 7.744.038 ações preferenciais nominativas de emissão da Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRAS (posteriormente desdobradas em 61.952.304 ações preferenciais), e 28.083.251.230 ações ordinárias nominativas de emissão da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás (posteriormente grupadas em 56.166.502 ações ordinárias) de propriedade de sua controlada integral BNDES Participações S.A. – BNDESPAR. Do montante dessas ações, 61.952.304 ações preferenciais de emissão da Petrobras e 1.510.070 ações ordinárias de emissão da Eletrobrás continuam bloqueadas nas entidades de custódia. 29.3) Gestão de programas Fundo Amazônia O Fundo Amazônia, criado pela Resolução BNDES n.º 1.640, de 3 de setembro de 2008, tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma amazônico, nos termos do Decreto n.º 6.527, de 1º de agosto de 2008. Em 31 de dezembro, os saldos dos recursos oriundos de doações ao Fundo Amazônia, administrados pelo BNDES, eram de: R$ mil Em 31 de dezembro Doações recebidas (*) Aplicação em operações não reembolsáveis (**) Ressarcimento de despesas administrativas (**) (*) inclui os rendimentos auferidos pela aplicação dos saldos disponíveis (**) Total desembolsado desde a criação do fundo 129 2014 2013 1.768.599 390.910 8.873 1.463.068 222.955 51.097 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Fundo de Garantia à Exportação – FGE Através da Lei n.º 9.818/1999, foi criado o Fundo de Garantia à Exportação – FGE, de natureza contábil, vinculado ao Ministério da Fazenda e administrado pelo BNDES, destinado a dar cobertura às garantias prestadas pela União nas operações de seguro de crédito à exportação. Em 31 de dezembro de 2014, os valores das garantias prestadas totalizavam R$ 65.592.388 mil. Fundo de Garantia para a Promoção de Competitividade – FGPC O Fundo de Garantia para a Promoção de Competitividade – FGPC, instituído pela Lei n.o 9.531/1997, regulamentado pelo Decreto n.º 3.113/1999, é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e gerido pelo BNDES. Tem por finalidade prover recursos para garantir o risco das operações de financiamento realizadas pelo BNDES e pela FINAME, diretamente ou por intermédio de instituições repassadoras, a microempresas, empresas de pequeno porte e médias empresas exportadoras ou fabricantes de insumos que integrem o processo produtivo, ou de montagem e de embalagem de mercadorias destinadas à exportação. Em 31 de dezembro de 2014, os valores das garantias prestadas totalizavam R$ 23.197 mil. Fundo para o Desenvolvimento Regional com Recursos da Desestatização - FRD O Fundo para o Desenvolvimento Regional com Recursos da Desestatização – FRD, criado em 17 de dezembro de 1997 através da Resolução – BNDES n.º 918, é um fundo de natureza contábil destinado a prestar colaboração financeira, em projetos de desenvolvimento regional e social, a municípios situados nas áreas geográficas de influência da Companhia Vale do Rio Doce – CVRD. O patrimônio inicial foi de R$ 85.900 mil, oriundo de doação realizada nos termos da Resolução CND n.º 02/1997 (Conselho Nacional de Desestatização). Em 2014, foram realizadas liberações que totalizaram R$ 32.815 mil, em 2013 foram realizadas liberações que totalizaram R$ 721 mil. 130 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Fundo de Terras e da Reforma Agrária – Fundo da Terra O Fundo de Terras e da Reforma Agrária – Banco da Terra, instituído pela Lei Complementar n.º 93/1998, regulamentado pelo Decreto n.º 3.475/2000, é um fundo de natureza contábil, cujo objetivo é financiar programas de reordenação fundiária e de assentamento rural, tendo o BNDES como gestor financeiro. 29.4) Gerenciamento de Riscos e Controles Internos Em conformidade com os normativos internos e externos e de acordo com os objetivos estabelecidos pela Alta Administração, a Área de Gestão de Riscos do BNDES é responsável por: a) Definir e propor ao Conselho de Administração as diretrizes gerais de gestão de riscos e controles internos para o BNDES e suas subsidiárias; b) Monitorar os níveis de exposição a riscos; c) Analisar e monitorar os requerimentos de capital regulatório; d) Analisar a evolução das provisões para devedores duvidosos e os seus impactos no resultado do BNDES e de suas subsidiárias; e) Avaliar a qualidade dos controles internos existentes no Sistema BNDES, a definição de responsabilidades, a segregação de funções, os riscos envolvidos e a conformidade dos processos aos normativos internos e externos, propondo medidas para o seu aprimoramento; e f) Disseminar cultura de controles internos e de gestão de riscos no âmbito do Sistema BNDES. O gerenciamento de risco no BNDES é um processo evolutivo. Os trabalhos são desenvolvidos de modo a promover o contínuo aprimoramento das políticas, processos, critérios e metodologias de controle de riscos. Compõem a estrutura de gerenciamento de risco e de controles internos do BNDES: Conselho de Administração; Diretoria; Comitê de Gestão de Riscos; Subcomitês de Gestão de Risco de Mercado, de Risco de Crédito e de Risco Operacional e Controles Internos; e unidades dedicadas ao gerenciamento de riscos. 131 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Cabe destacar que, com o intuito de atender à Resolução CMN n.º 3.988/11, o BNDES dispõe de estrutura organizacional de gerenciamento de capital, que possui como um de seus produtos a elaboração do relatório ICAAP (Internal Capital Adequacy Assessment Process). A estrutura de gerenciamento de capital engloba as seguintes unidades da instituição: Área de Gestão de Riscos, responsável por realizar o cálculo da necessidade de capital pra cobertura dos riscos e realizar testes de estresse; Área Financeira, responsável por, entre outros aspectos, elaborar o Plano de Capital do BNDES; Área de Planejamento, responsável por elaborar proposta de orçamento plurianual do BNDES e descrever a estratégia da instituição; Área de Pesquisa Econômica, responsável por elaborar cenários e projeções para as variáveis macroeconômicas tanto em situação de normalidade quanto de estresse; Secretaria de Validação, que elabora o relatório de validação independente do ICAAP; e a Área de Auditoria Interna, que deve avaliar periodicamente o processo de gerenciamento de capital da instituição. Cabe destacar que os relatórios trimestrais de gestão de riscos do BNDES estão disponíveis para acesso público em: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Relacao_ Com_Investidores/Relatorio_Gestao_Riscos/index.html As informações contidas no site acima mencionado não fazem parte das demonstrações financeiras. • Controles Internos Controles internos são procedimentos presentes em todos os níveis da Instituição, desenhados para mitigar riscos e prover razoável segurança de que os seguintes objetivos sejam atingidos: conformidade: execução das atividades de acordo com as normas internas e externas; desempenho: eficiência e eficácia dos processos, sem custos excessivos e com proteção dos ativos; informação: disponibilização de informações precisas e tempestivas para suporte à tomada de decisão. 132 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 A gestão de controles internos no BNDES baseia-se em princípios e diretrizes definidos pela Política Corporativa de Controles Internos (PCI), com base nos fundamentos estabelecidos pela Resolução CMN n.º 2.554/98. Para avaliar a eficácia e adequação dos controles internos aos níveis de risco aos quais o BNDES está exposto, bem como propor melhorias nos processos, são realizadas as seguintes atividades: acompanhamento da emissão de normativos externos pelos órgãos reguladores; avaliação do grau de observância às normas internas e externas; avaliação dos processos segundo os princípios dispostos na PCI; avaliação do desenho e eficácia dos controles; disseminação da cultura de controles internos na Instituição; e elaboração de Relatórios periódicos sobre Sistema de Controles Internos da instituição. No âmbito das atividades desempenhadas em 2014 para apoiar o aprimoramento dos controles internos do Sistema BNDES, cabe destacar a implementação do sistema de informação para apoio à gestão de controles internos; a evolução da atividade de monitoramento contínuo do grau de atendimento aos normativos internos; a ampliação das avaliações de controles internos nos processos de trabalho; e a implementação de iniciativas para ampliar a disseminação da cultura de controle na Instituição. • Risco Operacional O risco operacional se refere à possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiências ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas ou de eventos externos. O conceito inclui o risco legal, associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. Diferentemente dos riscos de mercado e de crédito, sua gestão e mitigação envolve todas as áreas da Instituição. 133 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Cabe à unidade responsável pelo gerenciamento do risco operacional auxiliar as demais unidades na identificação e avaliação desses riscos, além de gerenciar a estrutura de gestão de risco operacional, por meio do exercício das atividades de identificação e avaliação de riscos nos processos críticos e em novos produtos, de gestão da continuidade de negócios, de monitoramento das perdas e cálculo do capital regulamentar e do processo contínuo de comunicação. Para tanto, são seguidos os preceitos constantes da Política Corporativa de Gestão de Risco Operacional, bem como aqueles constantes da Política Corporativa de Gestão da Continuidade de Negócios. Ambas estabelecem o conjunto de princípios, ações, papéis e responsabilidades relativos aos temas no BNDES e em suas subsidiárias. Visando disseminar a cultura de riscos operacionais na Instituição, consta do programa de capacitação de novos funcionários módulo específico sobre o tema. Também estão disponíveis informações sobre riscos operacionais para o público interno, na intranet. Mensuração do Risco Operacional No que se refere ao capital regulamentar, o BNDES utiliza atualmente a Abordagem do Indicador Básico como a metodologia de cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco referente ao risco operacional (RWAOPAD), conforme procedimentos estabelecidos na Circular BACEN n.º 3.640/13. A parcela requerida para risco operacional passou de R$ 11.036 milhões, em dezembro de 2013, para R$ 11.790 milhões, em dezembro de 2014. A diferença decorreu do aumento no Indicador de Exposição ao Risco Operacional (IE), que corresponde à soma dos valores das receitas de intermediação financeira e das receitas com prestação de serviços, deduzidas as despesas de intermediação financeira dos últimos seis semestres, devido a um aumento nas receitas em magnitude superior ao crescimento observado nas despesas. 134 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 • Risco de Mercado O risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas financeiras resultantes da alteração nos valores de mercado de posições ativas e passivas detidas pela instituição, dentre as quais se incluem os riscos das operações sujeitas à variação da cotação de moeda estrangeira, das taxas de juros, dos preços das ações e dos preços de mercadorias (commodities). A estrutura de gerenciamento do risco de mercado e a Política Corporativa de Gestão de Risco de Mercado do BNDES e de suas subsidiárias definem o conjunto de metodologias, procedimentos, limites, instrumentos e responsabilidades aplicáveis no controle permanente dos processos internos da Instituição, a fim de garantir o adequado gerenciamento dos riscos. Mensuração do Risco de Mercado A gestão de risco de mercado monitora a parcela de requerimento de capital resultante da carteira de negociação e de não negociação, de modo a garantir a adequação dos riscos inerentes a essas operações em níveis consistentes com o padrão desejável a ser assumido pela instituição. A carteira de negociação consiste em todas as operações com instrumentos financeiros, inclusive derivativos, detidas com a intenção de negociação ativa e frequente ou destinadas a hedge de outros elementos da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à (i) revenda; (ii) obtenção de benefício dos movimentos de preços, efetivos ou esperados; ou (iii) realização de arbitragem. A carteira não designada para negociação corresponde, basicamente, às operações de crédito realizadas pela instituição, suas captações, ações, títulos públicos e títulos privados. Essa carteira inclui riscos de taxa de juros, de índice de preços, de ações e de câmbio. 135 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O BNDES possui baixa propensão ao risco de mercado. Esta se manifesta através do estabelecimento de limites e de práticas de gestão que minimizam a existência de descasamentos persistentes entre ativos e passivos. Como parte da gestão do risco de mercado, o BNDES utiliza a metodologia regulamentar de VaR Paramétrico para risco de taxas de juros pré fixadas, e de Maturity Ladder para aferir os riscos de cupom cambial, cupons de índice de preços e de cupons de taxa de juros, conforme estabelecem os normativos do BACEN. No que tange ao cálculo do risco de taxa de juros das operações não classificadas na carteira de negociação (RBAN), a partir de dezembro de 2014 o BNDES passou a mensurá-lo por uma ponderação entre os valores apurados pelas metodologias Net Interest Income (NII) e Economic Value of Equity (EVE), obedecendo a diretrizes explicitadas na Circular Bacen n.º 3.365/2007 e suas alterações posteriores. A RBAN não constitui parcela do requerimento mínimo de capital, mas é utilizada no cômputo da margem do Patrimônio de Referência (PR) em relação ao nível mínimo de capital requerido. Os testes de estresse utilizados na RBAN são os regulamentares. O montante dos ativos ponderados pelo risco referentes à parcela do risco de mercado (RWAMPAD) totalizaram R$ 28.054 milhões ao final do ano de 2014, frente ao montante de R$ 23.257 milhões apurado no ano de 2013. A decomposição da parcela de risco de mercado nos seus componentes está apresentada na tabela a seguir: 31/12/2014 R$ milhões 31/12/2013 Detalhamento RWAMPAD RWAJUR1 RWAJUR2 RWAJUR3 RWAJUR4 RWAACS RWACAM RWACOM 2.367 207 8.482 16.998 - 7.067 4.172 295 11.723 - Total parcela RWAMPAD 28.054 23.257 A parcela de juros da carteira de negociação RWAJUR (definimos RWAJUR como o somatório das parcelas RWAJUR1, RWAJUR2, RWAJUR3 e RWAJUR4, definidas na Resolução CMN 4.193/2013) foi igual a R$ 11.056 milhões em 31 de dezembro de 2014, mostrando uma ligeira redução no exercício de comparação com a posição de dezembro de 2013, que foi apurada no montante de R$ 11.534 milhões. 136 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O BNDES segue uma estratégia de exposição reduzida em moedas estrangeiras, administrada por meio da contratação de swaps e futuros. A parcela regulamentar referente ao risco cambial (RWACAM) foi igual a R$ 16.998 milhões em 31 de dezembro de 2014, apresentando aumento no exercício de comparação com a posição de 31 de dezembro de 2013, em função do aumento da exposição ativa em dólar. Os riscos de mercado oriundos da carteira de ações (RWAACS) e de commodities (RWACOM) foram nulos ao final dos exercícios analisados, visto que o BNDES não possui exposições a esses fatores em sua carteira de negociação. No que se refere ao risco de taxa de juros da carteira de não negociação (RBAN), observou-se ligeiro aumento ante o final de 31 de dezembro de 2013, passando de R$ 2.278 milhões para R$ 2.383 milhões em 31 de dezembro de 2014. • Risco de Liquidez O risco de liquidez corresponde à possibilidade de a instituição (i) não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas; e (ii) não conseguir negociar ativos a preço de mercado, devido ao tamanho elevado de suas posições em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado. A estrutura de gerenciamento do risco de liquidez e a Política Corporativa de Gestão de Risco de Liquidez do BNDES e de suas subsidiárias definem o conjunto de metodologias, procedimentos, limites, instrumentos e responsabilidades aplicáveis no controle permanente dos processos internos da Instituição, a fim de garantir o adequado gerenciamento dos riscos. 137 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 As operações financeiras de tesouraria no BNDES são realizadas com objetivo de apoiar a sua missão principal, de prover recursos para as empresas por meio de operações de crédito e de participações no mercado de capitais, se caracterizando, dessa forma, como uma atividade intermediária para projeção e aplicação de recursos de longo prazo. As rotinas das operações de tesouraria estão voltadas à gestão do fluxo de caixa e administração das posições proprietárias, em cumprimento à Política Financeira do BNDES. A gestão de liquidez do BNDES determina que o volume de caixa mínimo deve ser equivalente, no mínimo, à soma das despesas de capital, administrativas e tributárias do mês subseqüente. Embora o BNDES seja dispensado da necessidade de envio do Demonstrativo de Risco de Liquidez ao BACEN, tal levantamento é realizado de forma gerencial pela Área de Gestão de Riscos. A avaliação é realizada em bases mensais, estimando-se quantitativamente os instrumentos financeiros constantes nos ativos negociáveis e nos passivos exigíveis para os prazos de 30, 60 e 90 dias. Tal estimativa não resulta em previsão de caixa no final do período, mas sim em quanto a Instituição é capaz de levantar de recursos nesse horizonte de tempo, honrando tempestivamente seus compromissos. • Risco de Crédito O risco de crédito é o risco associado à possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes: (i) do não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, (ii) à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, (iii) à redução de ganhos ou remunerações, (iv) às vantagens concedidas nas renegociações, ou (v) aos custos de recuperação. A gestão do risco de crédito no BNDES permeia todo o processo de concessão, monitoramento, cobrança e recuperação de créditos, englobando a atuação de diversas áreas. 138 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Alinhando-se com os princípios da Resolução CMN n.º 3.721/2009, o BNDES possui uma estrutura e uma política de gestão de risco de crédito, aprovada pela Diretoria e pelo Conselho de Administração, aplicável às subsidiárias no Brasil e no exterior. A Política Corporativa de Gestão de Risco de Crédito estabelece responsabilidades, princípios, diretrizes, processos e procedimentos necessários à identificação, mensuração, monitoramento, controle e mitigação dos riscos aos quais o BNDES está exposto. Mensuração do Risco de Crédito O BNDES mensura o risco de crédito com base na abordagem padronizada, conforme estabelecido pela Circular BACEN nº 3.644/13. As exposições a risco de crédito são mensalmente calculadas obedecendo as determinações da orientação normativa. Cabe destacar que, além da carteira de créditos da Instituição, estão inseridos na parcela do capital regulamentar referente ao risco de crédito (RWACPAD) outros ativos financeiros como títulos e valores mobiliários, swaps e operações compromissadas. O valor da parcela RWACPAD é calculado com base no Consolidado econômico-financeiro do Sistema BNDES. Em 31/12/2014, essa parcela apresentou valor de R$ 575,9 bilhões, com destaque para as Operações de Crédito e as Relações Interfinanceiras que totalizaram no período R$ 413,2 bilhões. 31/12/2014 R$ milhões 31/12/2013 Detalhamento do RWACPAD TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Operações de Crédito Investimento e Imobilizado de Uso Compromissos de Crédito Saldos a Liberar Demais Direitos Créditos Tributários Outros TOTAL Parcela RWACPAD 67.137 151.678 261.596 16.941 13.802 41.260 9.913 11.717 1.818 575.861 139 91.688 137.554 223.905 16.091 11.997 36.082 17.610 9.640 1.377 545.944 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Adicionalmente ao cálculo do capital regulamentar, o BNDES elabora estimativas para os diferentes componentes do risco da carteira de créditos, com vistas a avaliar potenciais perdas financeiras: probabilidade de inadimplência da contraparte (PD), exposição em caso de inadimplência (EAD) e perda dada a inadimplência (LGD). A probabilidade de inadimplência por faixa de risco é estimada com base na frequência histórica, e as taxas de recuperação são calculadas a partir dos fluxos de recebimentos identificados para os contratos inadimplentes. São estimados ainda matrizes de migração de estados e o valor em risco para a carteira de créditos, atualmente estimado por metodologias analíticas e por simulação. Controle do Limite de Risco de Crédito O BNDES monitora os limites de exposição estabelecidos em normativos internos e externos. Os limites de exposição por cliente e setor público estabelecidos, respectivamente, por meio das Resoluções CMN n.º 2.844/2001 e n.º 2.827/2001, e suas alterações posteriores, são monitorados e inseridos em informes periódicos de distribuição interna. De modo semelhante, são monitorados os limites setoriais definidos pela Diretoria do BNDES e apurados diversos indicadores relacionados à carteira do BNDES como inadimplência e créditos baixados como prejuízo, qualidade da carteira e provisionamento, concentração por grupo econômico e por setor de atividade, mitigadores de risco, dentre outros. Os indicadores produzidos são analisados e inseridos no Informe de Gestão de Risco de Crédito, enviado mensalmente ao Comitê de Gestão de Riscos. Garantias e política de mitigação do risco de crédito As perdas potenciais de crédito são mitigadas pela utilização de diversos tipos de garantias exigidas pelo BNDES em suas operações de colaboração financeira, tais como: hipoteca, penhor, propriedade fiduciária, fiança, aval, vinculação ou cessão em garantia. Para o cálculo do capital regulamentar, o BNDES utiliza apenas parte das garantias recebidas nas operações como mitigadores de risco de crédito, conforme discriminado abaixo. A Circular BACEN n.º 3.644/13 possibilitou a utilização dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios, FPE e FPM, respectivamente, para fins de mitigação integral do risco de crédito dos contratos a que se vinculam. 140 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 R$ milhões Posição Mitigada 31/12/2013 31/12/2014 Descrição do Mitigador Garantia prestada pelo Tesouro Nacional ou pelo BACEN 46.086 33.435 Garantia prestada pelo Fundo de Garantia a Exportação – FGE 28.559 24.198 14.433 14.013 21.742 18.891 110.821 90.537 Garantia Prestada pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação do Município (FPM) Garantias das Instituições financeiras ou demais Instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN Total Exposição ao Risco de Crédito A exposição ao risco de crédito total, sem a aplicação de mitigadores de risco ou provisões para risco de crédito, passou de R$ 909.335 milhões em 31 de dezembro de 2013, para R$ 985.225 milhões em 31 de dezembro de 2014. Destacaram-se no período as exposições em operações de crédito, operações de repasse interfinanceiro e os ativos financeiros disponíveis para venda. 31/12/2014 R$ milhões 31/12/2013 Itens On Balance Ativos financeiros mantidos para negociação Ativos financeiros disponíveis para venda Ativos financeiros designados a valor justo pelo resultado Ativos financeiros mantidos até o vencimento Operações de crédito Operações de repasse interfinanceiro Outros Créditos 45.257 93.040 7.265 11.879 343.070 311.315 690 28.635 117.040 6.897 5.734 287.991 280.294 838 Itens Off Balance Compromissos a Liberar Total 172.709 985.225 181.907 909.335 141 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 29.5) Gestão de capital Os principais objetivos do BNDES relacionados ao gerenciamento de seu capital são os seguintes: • Manter uma sólida base de capital que suporte de forma efetiva o desenvolvimento de seus negócios; • Cumprir as exigências estabelecidas pelos órgãos reguladores dos mercados bancários onde opera; • Assegurar rentabilidade compatível com os riscos assumidos pelo BNDES. A adequação da estrutura de capital e o monitoramento dos limites relacionados ao capital regulatório são realizados pelo BNDES por meio da implementação de processos, métodos e procedimentos originados das diretrizes definidas pelo Comitê de Basileia, na forma implementada pelo BACEN. Em 2013, o regulador publicou um conjunto de normativos que entraram em vigor a partir de 01/10/2013, como parte do processo de implementação de medidas prudenciais recomendadas pelo Comitê de Basileia, conhecido como Basileia III. Nesse contexto, a autoridade monetária exige que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN mantenham, permanentemente: • Um Patrimônio de Referência (PR) compatível com o risco de suas atividades, apurado segundo a Resolução CMN n.º 4.192/2013; e • Requerimentos Mínimos de Capital, calculados em relação aos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA), apurados conforme Resolução CMN n.º 4.193/2013. Patrimônio de Referência (PR) Segundo a Resolução CMN n.º 4.192/13, que revogou a Resolução CMN n.º 3.444/07, o PR consiste no somatório dos Capitais de Nível I e Nível II. O Capital de Nível I é formado pelo somatório do Capital Principal e do Capital Complementar. 142 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 De acordo com o artigo 4º da Resolução CMN n.º 4.192/13, o Capital Principal é apurado mediante o somatório e/ou deduções dos seguintes valores: (+) capital social; (+) reservas de capital, de reavaliação e de lucros; (+/-) ganhos/perdas não realizados decorrentes dos ajustes de avaliação patrimonial; (+/-) lucros/prejuízos acumulados; (+) contas de resultado credoras; (-) contas de resultado devedoras; (+) depósito em conta vinculada para suprir deficiência de capital; (+/-) saldo do ajuste positivo/negativo ao valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos utilizados para hedge de fluxo de caixa; e (-) ações ou quaisquer outros instrumentos de emissão própria, autorizados a compor o Capital Principal; e (-) ajustes prudenciais. No BNDES, o Capital de Nível II é composto da Dívida Subordinada da Instituição, conforme definido no artigo 7º da Resolução CMN n.º 4.192/13. Requerimentos Mínimos de Capital De acordo com o artigo 2º da Resolução CMN n.º 4.193/13, as Instituições Financeiras devem manter o montante do PR, do Capital de Nível I e do Capital Principal em valores superiores aos requerimentos mínimos, que devem ser calculados considerando a totalidade das parcelas dos ativos ponderados pelo risco, como a seguir: RWA = RWACPAD + RWAJUR1 + RWAJUR2 + RWAJUR3 + RWAJUR4 + RWAACS + RWACOM + RWAOPAD RWAMPAD RWACPAD: relativo às exposições ao risco de crédito sujeitas ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada; RWAMPAD: relativo às exposições ao risco de mercado sujeitas ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada; RWAOPAD: relativa ao cálculo do capital requerido para o risco operacional mediante abordagem padronizada. 143 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 O montante dos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) é composto, nos termos do artigo 3º da Resolução CMN n.º 4.192/13, do somatório das parcelas de risco calculadas mediante a abordagem padronizada. O quadro abaixo mostra os requerimentos mínimos de capital introduzidos pela Resolução CMN n.º 4.193/2013. Requerimentos Mínimos de Capital Requerimento Mínimo de PR = Patrimônio de Referência RWA ≥ 11% Requerimento Mínimo de Nível I = Capital Nível I RWA ≥ 5,5% Requerimento Mínimo de Capital Principal = Capital Principal RWA ≥ 4,5% 144 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Mensuração do Capital Regulamentar O Capital Regulamentar do Consolidado Econômico-Financeiro apurado em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 é apresentado abaixo: CAPITAL REGULAMENTAR - CONSOLIDADO (1) Patrimônio De Referência (PR = Nível I + Nível II ) Patrimônio De Referência Nível I (PR_I = CP + CC) Capital Principal – CP Capital Social Reservas De Capital, Reavaliação e de Lucros Ganhos Não Realizados de Ajustes de Avaliação Patrimonial Exceto de Hedge de Fluxo de Caixa Contas de Resultado Credoras Outros Instrumentos Elegíveis ao Capital Principal Deduções do Capital Principal Exceto Ajustes Prudenciais Perdas Não Realizadas – Avaliação Patrimonial e TVM Perdas ou Prejuízos Acumulados Contas de Resultado Devedoras Ajustes Prudenciais Exceto Part Não Consolidadas e Crédito Tributário Ajuste Prudencial I - Ágios Pagos Ajuste Prudencial II - Ativos Intangíveis Ajuste Prudencial IX - Ativos Diferidos Instrumentos de Captação Emitidos por IF Total de Investimentos Inferiores em Assemelhadas Ajustes Prudenciais V e VII - Créditos Tributários de Diferença Temporária e Investimentos Superiores em Assemelhadas Total de Investimentos Superiores Total de Créditos Tributários Decorrentes de Diferenças Temporárias Líquidos de Obrigações Fiscais Total de Créditos Tributários Decorrentes de Diferenças Temporárias Participações Superiores e Créditos Tributários de Diferença Temporária não Deduzidos Participações Superiores não Deduzidas Créditos Tributários de Diferença Temporária não Deduzidos Capital Complementar - CC Patrimônio de referência Nivel II 145 R$ mil, exceto percentuais 31/12/2014 31/12/2013 97.850.968 108.669.482 65.233.979 72.446.321 65.233.979 60.418.266 36.340.506 36.340.506 2.311.556 1.848.408 3.152.357 60.788.744 42.698.016 35.538.976 15.000.000 68.795.127 38.413.137 11.128.611 603.894 57.666.516 37.809.242 293.193 207.885 290.140 3.053 715 207.170 20.298 42.697 749.298 3.073 10.344.817 11.057.176 6.601.400 3.073 6.598.328 32.616.989 2.939 2.948.158 9.640.100 2.951.097 2.939 2.948.158 12.028.055 36.223.161 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 Montante dos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) Risco de crédito (RWACPAD) Risco de mercado (RWAMPAD) Risco operacional (RWAOPAD) (2) Risco bancário (RBAN)/11% Ativos Ponderados por Risco (RWA) + Rban 31/12/2014 31/12/2013 615.705.938 575.860.788 28.054.888 11.790.262 580.236.901 545.943.957 23.256.576 11.036.368 21.662.213 20.710.854 637.368.151 600.947.755 Requerimentos Mínimos de Capital (2) Requerimento Mínimo de PR 11% * Montante RWA 15,89% 30.123.315 18,73% 44.843.423 Requerimento Mínimo Nível I 5,5% * Montante RWA 10,59% 31.370.152 12,49% 40.533.292 Requerimento Mínimo Capital Principal 4,5% * Montante RWA 10,59% 37.527.212 10,41% 34.307.606 Requerimento Mínimo de PR + Rban PR / (((Montante RWA) + Rban / 11%)) 15,35% 27.740.472 18,08% 42.565.229 Índice Margem Índice Margem (1) Apuração conforme Circular CMN nº 4.192/2013 e alterações posteriores. (2) Apuração conforme Circular CMN nº 4.193/2013, exceto índice. No período compreendido entre 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2014, o Patrimônio de Referência do Consolidado Econômico-Financeiro reduziu em R$ 10,8 bilhões. Essa variação foi ocasionada pelo Ajuste de Avaliação Patrimonial negativo no valor R$ 7,9 bilhões, o que gerou uma redução de aproximadamente R$ 3,6 bilhões no Capital de Nível II. Os indicadores de Requerimentos Mínimos de Capital do BNDES, em 31 de dezembro de 2014, foram superiores aos percentuais mínimos exigidos pelo regulador, conforme a apuração do capital regulamentar supracitado. 146 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 29.6) Medida Provisória n.º 627 (MP 627/13) convertida na Lei n.º 12.973/2014 A Lei n.° 12.973/2014, conversão da Medida Provisória n.º 627/2013, e as Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.° 1.397/2013, n.° 1.493/2014, n.° 1.515/2014 e n.° 1.520/2014 trouxeram mudanças relevantes para as regras tributárias federais, disciplinando o tratamento dos ajustes decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos em razão da convergência das normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais. Os dispositivos da lei entrarão em vigor obrigatoriamente a partir do anocalendário de 2015, sendo dada a opção de sua aplicação antecipada para o ano-calendário de 2014, cuja manifestação deverá ser confirmada ou alterada na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF de dezembro de 2014. A Administração avaliou os impactos que poderiam advir da aplicação dos dispositivos da Lei n.º 12.973/2014, optando pela não antecipação de seus efeitos para o ano-calendário de 2014. Face às recentes publicações feitas pela Receita Federal do Brasil (Instruções Normativas n° 1.515 e n° 1.520, de novembro e dezembro de 2014, respectivamente), a Administração está revisitando a avaliação dos impactos, a fim de verificar eventuais mudanças em sua conclusão, bem como para estar em aderência aos novos dispositivos a partir do início de 2015, contudo entende que não haverá impactos relevantes futuros nas demonstrações financeiras. 147 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 30. Transações não envolvendo caixa O BNDES realizou atividades de financiamentos não envolvendo caixa, conforme abaixo; portanto não estão refletidas na demonstração dos fluxos de caixa 2014 Em fevereiro de 2014 foram pagos dividendos no valor de R$ 1.999.998 mil por meio de títulos públicos federais, Nota 26. 2013 Conforme descrito na Nota 26, foi celebrado contrato de financiamento entre o BNDES e a União, em que a última concede ao BNDES, créditos no valor de R$ 15.000.000 mil, mediante emissão de títulos da dívida pública federal interna. A BNDESPAR realizou atividade de financiamento não envolvendo caixa, com a conversão das cotas do fundo de investimento em participação em ações no valor de R$ 701.727 mil. 148 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Ivan João Guimarães Ramalho – Presidente Luciano Galvão Coutinho – Vice-Presidente Joaquim Vieira Ferreira Levy Vagner Freitas de Moraes Nelson de Almeida Prado Hervey Costa José Eduardo Martins Cardozo José Aldo Rebelo Figueiredo Eva Maria Cella Dal Chiavon William George Lopes Saab Mauro Luiz Iecker Vieira CONSELHO FISCAL: Marco Antônio de Oliveira Paulo Fontoura Valle Eduardo Coutinho Guerra – Suplente 149 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES E SUAS CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Em 31 de dezembro de 2014 COMITÊ DE AUDITORIA: João Paulo dos Reis Velloso Attilio Guaspari Paulo Roberto Vales de Souza DIRETORIA: Luciano Galvão Coutinho – Presidente Wagner Bittencourt de Oliveira – Vice-Presidente Roberto Zurli Machado Maurício Borges Lemos Julio César Maciel Ramundo José Henrique Paim Fernandes Fernando Marques dos Santos João Carlos Ferraz SUPERINTENDÊNCIA DA ÁREA FINANCEIRA: Selmo Aronovich CHEFIA DO DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE: Carlos Frederico Rangel de Carvalho Silva - CRC-RJ 087956/O-8 150