Handebol adaptado para cadeirantes na escola1
Fabio de Jesus
Alessandro de Freitas
Resumo
Este estudo trata da relação do esporte adaptado educacional de rendimento, a
partir de conteúdos ligados ao currículo da Educação Física Escolar através do jogo
do Handebol Adaptado para Cadeirantes como uma proposta de inclusão de
pessoas deficientes nas aulas regulares de Educação Física Escolar, salientando o
papel do profissional de Educação Física como sendo de essencial importância para
integrar as adaptações no contexto da aula de Educação Física Escolar para alunos
deficientes. O presente trabalho tem o objetivo de analisar os benefícios que o
Handebol Adaptado para Cadeirantes oferece as pessoas deficientes que praticam
essa modalidade em relação à integração, autonomia, autoconfiança que
proporciona o ambiente do jogo. Esse trabalho teve como fonte de pesquisas
referencia bibliográficas de livros, artigos científicos e sites de internet relacionados
ao esporte adaptado desenvolvidos por profissionais da área de Educação Física
das Universidades Unicamp e Unipar. E por meio desse estudo conclui – se que a
possibilidade da Inclusão do Handebol Adaptado para Cadeirantes nas aulas
regulares de Educação Física pode ser torna uma realidade próxima diante dos
resultados vistos no esporte de rendimento e de seus participantes trazendo
melhora, no aspecto motor, cognitivo e o mais importante sua inclusão no meio
social. Palavra Chave: Educação Física Escolar. Handebol adaptado. Inclusão.
Balonmano adaptado para silla de ruedas accesible en la escuela
Resumen
Este estudio aborda la relación de ingresos educativos de deporte adaptado, de contenido
vinculado al plan de estudios de educación física a través del juego de balonmano adaptado
para silla de ruedas accesible como una propuesta para la inclusión de las personas con
discapacidad en las clases regulares de educación física escolar, destacando el papel de la
1
Fabio de Jesus - Licenciado em Educação Física Universidade Nove de Julho e Alessandro de Freitas Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP Docente Universidade Nove
de Julho. GEPMH Grupo de Estudos em Pedagogia do Movimento Humano – Uninove. GECOM Membro do
Grupo de Estudos sobre Comportamento Motor – Unicid - [email protected] – Brasil.
educación física profesional es de importancia crucial para integrar las adaptaciones en el
contexto de la clase de educación física de la escuela para los estudiantes con
discapacidad. El presente estudio pretende analizar los beneficios que el balonmano
adaptado para ofertas accesibles para sillas de ruedas discapacitados que practican este
deporte en relación con la integración, la autonomía, la confianza que da el ambiente de
juego. Esta obra ha tenido como fuente de búsquedas de referencia bibliográfica de libros,
artículos científicos y sitios de internet relacionados con el deporte adaptado desarrollaron
por profesionales en el campo de las universidades de educación física, Unicamp y
Unipar. Y a través de este estudio concluye: que la posibilidad de inclusión de balonmano
adaptado para silla de ruedas accesible en clases de educación física puede convertirse en
una realidad junto a los resultados observados en el deporte de ingresos y sus participantes
que mejora el motor, aspecto cognitivo y lo más importante es su inclusión en el entorno
social. Palabra clave: Educación física. Balonmano adaptado. Inserción.
Introdução
Ao longo de décadas a pessoa com deficiência tem sofrido preconceito sobre sua
efetiva participação na sociedade, seja ela de forma direta ou indireta, sendo
observadas em algumas discussões focadas em parâmetros que demonstram as
possibilidades de inclusão e integração em diferentes contextos, como no âmbito
escolar as pessoas com deficiência, seja ela de ordem intelectual, sensorial ou
física,
ainda
encontram dificuldades por
apresentar
uma
participação
de
“simplesmente de estar” nas aulas e aproveitar-se de poucos benefícios destas
atividades.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 2000 assegura a participação e
acolhimento do individuo ao convívio em grupo em aulas regulares. Dessa forma o
assunto de inclusão educacional para deficientes se torna a cada dia uma questão
de discussão em relação às adequações didáticas e de estruturas e das próprias
condições do deficiente em realizar uma aula regular (MOISES, 2005).
O cenário da arquitetura da maioria das construções escolares não concebe
acessibilidade e dificulta a locomoção desse segmento da população, não
propiciando a inclusão dos deficientes por negar-lhes a possibilidade de usufruir de
situações básicas do meio social.
Sassaki (1997), afirma que “a inclusão é uma atitude de aceitação das diferenças
humanas, reflete um atributo e é fonte de riquezas, valorizando os encontros e as
trocas para o crescimento mútuo entre pessoas com e sem deficiências”.
A prática de atividades físicas proporciona o bem-estar físico e psicológico para
todas as pessoas deficientes ou não, no entanto, tais práticas, quando realizadas
por pessoas com deficiência, requerem algumas especificidades e adaptações.
O desenvolvimento do esporte adaptado coloca os deficientes em contanto com a
prática da modalidade escolhida, adaptando algumas regras, mas mantendo a
essência do jogo normal, trazendo a oportunidade dos alunos em compreender as
adaptações resignificando a pratica e gerando a participação de todos (ARAUJO,
1997).
Sendo identificados nesse estudo os mesmo objetivos do handebol convencional no
handebol adaptado pelos alunos com deficiência em pode fazer parte do currículo da
Educação Física escolar, onde a vivência do esporte fará com que alunos que não
possuem deficiência passem a compreender as dificuldades enfrentadas no
cotidiano de pessoas com deficiência, porém perceberá as diferenças físicas para a
prática desse esporte e o respeito multo a quem está ao seu redor, não só por ter
uma deficiência e sim compreender que cada ser humano tem sua maneira de ser.
Este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios que o handebol adaptado
pode trazer aos praticantes dessa modalidade, considerando as deficiências
motoras e/ou de locomoção, ou seja, contribuir para o desenvolvimento desse
esporte na escola, buscando integrar e incluir o deficiente no âmbito familiar, escolar
e social, através de pesquisas bibliográficas, de livros e artigos científicos
relacionados aos temas esportes adaptados, inclusão e handebol e sites da internet,
fonte direta da base de pesquisa, sendo coletado dos sites de estudo de pesquisas
da Unicamp e Unipar, instituições engajadas no desenvolvimento do handebol
adaptado (LAKATOS E MARCONI, 2005).
A Escola e a cadeira de roda
As primeiras escolas para pessoas portadores de deficiência no Brasil surgiram a
partir da década 50, seguindo propostas de aspectos científicos da deficiência,
acompanhada pela concepção e atitude assistencialista presente no período da
Idade Média, desenvolvida por instituições filantrópicas de atendimento aos alunos
com deficiência (BRASIL, 2006).
Na década de 70, “alunos excepcionais” começaram a freqüentar as aulas de ensino
regular, devido ao surgimento de propostas de integração, realizadas por avanços
dos estudos nas áreas de pedagogia e psicologia.
Segundo Mendes (2001, pg.15) “A Educação Especial no Brasil, que se tornou
oficializada a partir da década de 70, tem desde seu início, um discurso
intensamente marcado pela filosofia da normalização e integração”, caracterizou ser
uma forma nova de educação e reabilitação para os deficientes, sendo uma
referência educacional, coexistindo com a discriminação por parte de sistemas
educacionais, que não ofereciam estruturas de ensino para atender as necessidades
desses alunos deficientes em atingir o objetivo da eficiência no âmbito escolar.
Nos anos 80 e 90 a terminologia aplicada a “alunos excepcionais” foi mudado para
“alunos portadores de deficiência especial” proporcionando cada vez mais o
processo de desenvolvimento da inclusão social em escolas, através de uma
proposta
educacional
que
submetia
os
sistemas
educacionais
a
ter
a
responsabilidade por criar condições de promover uma educação de qualidade
adequando às necessidades das pessoas com de deficiência.
“Esse paradigma é o da inclusão social – as escolas (tanto comuns como especial)
precisam ser reestruturadas para acolherem todo espectro da diversidade humana
representado pelo alunado em potencial, ou seja, pessoas com deficiências físicas,
mentais, sensoriais ou múltiplas e com qualquer grau de severidade dessas
deficiências, pessoas sem deficiências e pessoas com outras características
atípicas, etc. É o sistema educacional adaptando-se às necessidades de seus
alunos (escolas inclusivas), mais do que os alunos adaptando-se ao sistema
educacional (escolas integradas)” (SASSAKI, 1998, pg.09).
Segundo conceitos provenientes do Ministério da Educação/ Secretaria da
Educação Especial (BRASIL, 2006), “é importante evidenciar que a deficiência deve
ser considerada como uma diferença que faz parte da diversidade e não pode ser
negada, porque ela interfere na forma de ser, agir e sentir das pessoas”.
A idéia de uma Educação Inclusiva pressupõe que os sistemas que norteiam a
educação e devem assumir que existem diferenças entre um ser humano e outro
tanto fisicamente como cognitivamente, buscando adaptar a aprendizagem de
conceitos que vem de encontro com as necessidades das crianças e não que as
crianças tem que se adaptar a aprendizagem desses conceitos, respeitando o ritmo
do processo de desenvolvimento de cada criança (SALAMANCA, 1994).
Novas concepções de projetos para atender às necessidades das pessoas com
deficiência em relação a estruturas físicas e atitudinais que permeiavam a mudanças
na área como, por exemplo, adaptações à arquitetura, transporte, necessidade de
cadeiras de roda, experiências, conhecimentos, sentimentos, comportamento foram
colocados em discussão, diante de debates sobre programas e políticas de inserção
de alunos com necessidades especiais, sobre a inclusão na escola de forma
responsável e competente.
Faz-se necessário que o professor tenha os conhecimentos básicos relativos ao seu
aluno como: tipo de deficiência, idade em que apareceu a deficiência, se foi
repentina ou gradativa, se é transitória ou permanente, as funções e estruturas que
estão prejudicadas. Implica, também, que esse educador conheça os diferentes
aspectos do desenvolvimento humano: biológico (físicos, sensoriais, neurológicos),
cognitivo, motor, interação social e afetivo-emocional (CIDADE, FREITAS, 1997).
E preciso entender que o espaço escolar deve ser visto como um lugar de todos e
para todos, o professor deve buscar informações sobre a proposta inclusiva e somar
às suas capacidades e experiências. Essa busca não deve se tornar solitária, a
escola deve se envolver como um todo, ressaltando que o professor e a equipe
técnico pedagógica da escola deve ajudar a buscar meios de compreender a forma
com que cada aluno aprende (CARVALHO, 1993).
A partir de 1958 no Brasil que começamos realmente a ver a possibilidade da pratica
do desporto para deficiente através das cadeiras de rodas, com a construção de dois
de clubes, um na cidade de São Paulo e outro na cidade do Rio de Janeiro, para
pessoas paraplégicas que retornavam dos Estados Unidos com a prática do esporte
em cadeiras de rodas (SOUZA, 1994).
Depois de um tempo as medidas de reabilitação muscular pelas atividades físicas
através do esporte começaram a seguir outra direção, pela inclusão de
conhecimentos
ligados
à
psicologia
do
desenvolvimento
e
aprendizagem,
psicomotrocidade e educação, gerando espaço para o professor de Educação Física
(SILVA, 2009).
Com o auxilio de recursos pedagógicos e equipamentos específicos, possibilitam a
pratica de uma pessoa com de deficiência física no processo de ensinoaprendizagem em aulas regulares, de educação física, onde o aluno deficiente físico
tenha a mesma condição de realizar e a aprender os movimentos propostos nas
atividades junto com os outros alunos, que desenvolve meios por si só para suprir
sua deficiência e realizar as tarefas exigidas, estimulando aspectos de socialização
diante das diversidades que todos temos sendo ou não de deficiente.
Handebol Adaptado
A primeira referencia cientifica sobre o Handebol Adaptado no Brasil surgiu
oficialmente na Universidade de Campinas – Unicamp no ano de 2004, partindo de
estudos sobre o desenvolvimento e pratica do Handebol Adaptado para pessoas
com deficiência, elaborado pelos professores Daniela Eiko Itani, Paulo Ferreira de
Araújo e José Gavião de Almeida (ITANI, ARAÚJO e ALMEIDA, 2004).
No ano de 2005 na cidade de Toledo/PR, analise dos estudos sobre o Handebol
Adaptado serviu de abordagem para os professores Décio Roberto Calegari, José
Irineu Gorla, Ricardo Alexandre Carminato responsáveis pelo corpo docente do
curso de Educação Física da Universidade Paranaense – Unipar Campus Toledo, e
no desenvolvimento de pesquisas da Atacar – Associação Toledense dos Atletas em
Cadeira de Rodas, responsável pela gestão do Esporte Adaptado no município de
Toledo, iniciar a pratica do Handebol Adaptado em Cadeiras de Rodas com
deficiente físico com lesão medular; seqüela de poliomielite; mielomeningocele;
amputação de membro inferior; Má-formação congênita e outros fatores que causam
limitação física e motora (CALEGARI, GORLA e CARMINATO, 2005).
A proposta do Handebol Adaptado em Cadeiras de Rodas e parecida com a
modalidade do Handebol tradicional de salão, sua maior diferença esta na redução
da trave para 1,60m, através da colocação de uma espécie de placa 48 cm que
possibilita a defesa do goleiro. Essa modalidade é dividida em duas categorias
Handebol em Cadeiras de Rodas 4(HCR4) que tem como base as regras do
Handebol de Areia, que apresenta as seguintes características: a partida é disputada
em quadra de basquete, a equipe é formada por 4 jogadores, mais 4 reservas onde
o goleiro não é fixo, com dois tempos de 15 minutos e 5 minutos de intervalo, apos o
final de cada período o placar é zerado, persistindo empate e acrescentado mais 10
minutos para decidir o vencedor através de um gol de ouro e o Handebol em
cadeiras de rodas 7(HCR7) que tem suas regras semelhantes ao Handebol de Salão
com algumas adaptações, é disputado na quadra oficial da modalidade, com uma
equipe de 7 jogadores e 7 reservas,com dois tempos de 20 minutos cada e 10
minutos de intervalo, onde todos os jogadores podem jogar como goleiro a qualquer
momento da partida, desde que não tenha dois jogadores de defesa dentro da área
do goleiro, havendo tal situação a punição e um tiro de sete metros (CALEGARI,
GORLA e CARMINATO, 2005).
A adaptação nas regras dessa modalidade desenvolve uma grande dinâmica e
motivação no jogo pelos seus participantes, sem perder a essência do jogo e
mantendo os fundamentos básicos do handebol convencional em relação ao seu
objetivo final de superação entre equipes e a marcação de gols, a partir de
lançamentos executados pelos membros superiores. Atribui – se características de
padrões interligados ao desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e do
jogo coletivo, realizando adaptações à necessidade da pessoa com deficiência
física, possibilitando a oportunidade da pratica do esporte igual a qualquer outra
pessoa sem deficiência (ITANI, ARAUJO e ALMEIDA, 2004).
A base teórica do Handebol adaptado tem origem voltada à pedagogia escolar de
Paes (2002) que destaque quatro aspectos fundamentais na teoria de pesquisas
para criação dessa modalidade em meio ao esporte adaptado: entender de uma
forma adequada os conteúdos e aplicações do fenômeno esporte sem se desfazer
de detalhes importantes em sua pratica que venha a gerar exclusão de alunos por
pessoas inadequadas, conteúdo de ensino padronizado a partir de um planejamento
e uma organização diante das necessidades de todos os alunos, orientar e ensinar
os valores do esporte em relação à educação do aluno, respeitando o processo de
aprendizagem de cada um e disponibilizar diversas atividades que desenvolva o
repertório motor e cognitivo do aluno, diante de modalidades que venham a ser de
seu interesse.
A adaptação do handebol diante de um grupo específico de deficiente vem para
suprir as necessidades desse grupo em questões de desenvolvimento físico- motor,
cognitivo, socio-afetivo visando a inclusão através de etapas, e construir novos
grupos para a expansão dessa nova modalidade do esporte (ITANI, ARAUJO e
ALMEIDA, 2004).
Handebol Adaptado e o desenvolvimento social
Toda atividade física que visa o trabalho em grupo tem importância fundamental
para
as
pessoas
adquirirem
relações
interpessoais,
de
aspectos
de
comprometimento com algo e com o grupo, reforçando sentimentos de confianças,
amizade, companheirismo, destacados por comportamento sócio afetivo em seu
âmbito (COSTA, 2000).
Paes (1996, pg.07), afirma que “o esporte deve ser oferecido de forma
sistematizado, planejado e elaborado, considerando as possibilidades tanto para o
desenvolvimento pessoal quanto para as transformações sociais.”
A modalidade do Handebol Adaptado procura proporcionar no seu contexto a
integração social através da cooperação, participação nas atividades internas e
externas do projeto destacado com o grupo e emancipar as pessoas com deficiência
física da condição de ser reclusa, buscando sua superação diante de suas
limitações físicas (ITANI, ARAUJO E ALMEIDA, 2004).
O espaço da aula de Educação Física propicia a oportunidade para se trabalhar
essas relações interpessoais entre os alunos por meio de jogos, brincadeiras e
esportes que são atividades que requerem organização, estabelecimento de regras,
definição de papéis, cooperação, socialização, competição, autonomia de todos para
conseguir realizar as tarefas e suas regras (BAILÃO, OLIVEIRA E CORBUCCI,
2002).
“A aula de Educação Física, além de todos os benefícios que traz à área motora,
favorece a construção de uma atitude digna e de respeito próprio por parte da
pessoa portadora de necessidades especiais, e a convivência com a sociedade
pode provocar a construção de atitudes de solidariedade, de respeito à aceitação
sem preconceito” (PYLYPIEC, 1998 pg.21).
A essência do jogo do handebol promove em sua pratica quando criança e
adolescente possibilidade de preservar suas formas, interesses e anseios através
das experiências de vida em um jogo, a partir da construção do seu próprio
conhecimento, baseando – se em capacidades desde motora, cognitivas, espirituais,
morais, sociais, estéticas e políticas que o esporte educacional promove para a
formação da cidadania.
Paes e Balbino (2005) relacionam a possibilidade de integrar os aspectos sociais
através do jogo em uma criança preparando – o, em sua formação quando adulto,
para si e o meio em que vai conviver através de experiência de vidas com problemas
e soluções e desafios em cada jogo no período de sua infância e adolescência.
Todo ser humano tem suas características físicas e cognitivas diferentes, desde
opiniões, a estilos de se vestir, até a maneira de praticar um esporte, no âmbito de
uma sociedade cheia de diversidades, sendo isso comum entre qualquer pessoa,
assim a pessoa com uma deficiência tem seu lugar na sociedade diante da sua
superação às dificuldades que se apresentam ao seu redor como qualquer outro
cidadão.
“Falar em inclusão social não é simplesmente falar em igualdade de direitos, mas em
respeito à diversidade, ou seja, em respeito à diferença. Cidadania, então, envolve e
define o direito de ser diferente, por mais marcante que essa diferença possa ser”
(BARTALOTTI, 2006 pg. 34).
O desenvolvimento da aprendizagem de uma pessoa sem deficiência a partir da
questão de uma ordem social ao contrario da pessoa com deficiência tem uma
ressalva feita por Vygotsky (1988) que se refere como uma pessoa menos valia,
forma de caracterizar uma pessoa por não possuir um membro do corpo ou não ter
uns dos sentidos, considerada um deficiente, sendo incapaz de estabelecer
sociabilização no âmbito de pessoas sem deficiência diante de olhos da sociedade
(SILVA, 2009).
Quando se procura colocar barreiras sociais entre as pessoas com e sem
deficiência, começa então uma espécie de aumento do social da deficiência
(VYGOTSKI, 1988).
Handebol Adaptado e a Educação Física Escolar
O Handebol Adaptado e sua iniciação teve seu desenvolvimento partindo de vários
outros conteúdos relacionados com outros esportes e adaptações de diferentes
matérias esportivas, antes de se apresentar diretamente a modalidade handebol
(ITANI, ARAUJO e ALMEIDA, 2004).
As características do Handebol Adaptado na sua iniciação em seu contexto têm total
semelhança com o handebol jogado na aula de educação física, partindo das idéias
Itani, Araujo e Almeida (2004), que buscava trabalhos de mudanças de direção
frente, trás, esquerda, direita, controle de bola, como arremessar, lançar, driblar
através de diferentes tipos e tamanhos de bolas (plástico, borracha, grande,
pequena) até chegar à tradicional bola de handebol, utilizando – se da mesma
metodologia usadas na iniciação do handebol tradicional das escolas que também
tem a mesma função que no Handebol Adaptado, facilitar o movimento do controle
de bola dos alunos.
A aula Educação Física estimula a inteligência pelo movimento, desenvolvendo
aspectos de manipulação, novas experiências e a descoberta do próprio corpo, onde
a criança deficiente tem uma assimilação de conhecimentos mais efetiva através da
Educação Física, desenvolvendo condições para sua inclusão escolar (REZENDE,
1997).
O trabalho técnico e tático do Handebol Adaptado de Itani, Araujo e Almeida (2004),
base - se em forma de trabalho de caráter lúdico, por um conjunto de atividades
usadas para fundamentos como deslocamento e controle de bola, através
brincadeiras de pega - pega e suas diversas variações, impulso - elétrico e o passe
dos 10, referencias nas aulas de Educação Física escolar para o handebol.
Todo o esporte é conteúdo da Educação Física que pode ser desenvolvido tanto
individualmente como coletivamente quando bem trabalhado e orientado, por conta
disso a necessidade desses vastos conteúdos da Educação Física referentes a uma
modalidade esportiva para deficientes em adotar uma proposta metodológica para
os objetivos do grupo e das aulas em etapas a longo prazo (ITANI, ARAUJO e
ALMEIDA, 2004).
O handebol adaptado que se originou de outros esportes e dos fundamentos do
processo pedagógicos de aprendizagem handebol escolar pode possibilitar uma
transição dessa modalidade para dentro do âmbito escolar nas aulas de Educação
Física atendendo as necessidades do aluno cadeirante para uma inclusão nas aulas
de handebol, junto com outros alunos não deficientes.
A adaptação de uma modalidade esportiva permitir integrar conteúdos já existentes
no tema esporte encontrado em aulas regulares de Educação Física de escolas,
numa relação de influencia equilibrada entre sociedade e esporte, a inclusão das
pessoas deficientes no esporte, facilita à sua inclusão com o meio social ao seu
redor e consigo mesmo, diante propostas que tem referencia com a interação do
currículo da Educação Física Escolar. Buscando não expor essas pessoas no
sentindo de que elas precisam de ajuda, e sim mostrar a expressão cultural das
pessoas com a deficiência como conhecimento, através da deficiência em si e não
só pelo esporte, a compreensão as adaptações e a inclusão de todos (SALERNO,
ARAUJO, 2008).
O período correspondente entre 1986 até 1996 mostra o grande interesse de estudo
e metodologias por profissionais da área de Educação Física para se implantar uma
Educação Física Adaptada nas escolas, reconhecendo a dinâmica que área de
Educação Física tem a oferecer diante da integração de vários conhecimentos e a
ligação com outras áreas para gerar e compreender os procedimentos para atender
as necessidades da pessoa com deficiência (TEIXEIRA, 1997, p. 53).
O Handebol Adaptado para Cadeirantes uma modalidade que deu certo no esporte
educacional de rendimento através de conteúdos ligados diretamente a Educação
Fisica Escolar, mostra a possibilidade da inclusão de alunos cadeirantes e andantes
em aulas regulares de Educação Física, onde aprendizagem desse esporte entre
alunos cadeirantes e andantes, torna mais real essa inclusão nas aulas regulares de
Educação Física através do papel do professor de Educação Física como Coll,
Palácios e Marchesi (1995, p. 304) afirmam que “para evitar dificuldades na
aprendizagem, o professor deve ser capaz de diversificar sua intervenção, preparar
e incluir em seu programa, diferentes modos de interagir pedagogicamente, que
podem ajustar-se às diferentes formas de aprender dos alunos”.
Com essas adaptações em sua aula atendendo as necessidades da pessoa
deficiente promove aceitação das diversidades que cada pessoa tem sendo ou não
deficiente
diante
do
mesmo
objetivo,
estimulando
o
desenvolvimento
de
características de pontecialidade, de autonomia individual e sócio- cultural, a partir
do instante que o aluno andante percebe que o aluno cadeirante tem a mesma
capacidade funcional de realizar e aprender as mesmas funções que sua, embora
levando um pouco mais de tempo, faz com que essas experiências mude seu
comportamento e altitudes com o aluno deficiente não só no jogo mais em seu diadia escolar, proporcionando sentimento de segurança, respeito e acolhimento pelo
aluno deficiente.
Considerações finais
Este estudo buscou torna relevante à proposta da inclusão do Handebol Adaptado
para Cadeirantes uma modalidade nova em conceitos de esporte adaptado nas
aulas de Educação Física Escolar.
Através do resultado dessa pesquisa feita diante da proposta do Handebol Adaptado
de rendimento mostrou resultados satisfatórios de inclusão de pessoas deficientes
tanto no esporte como no âmbito social, trazendo uma nova perspectiva de vida a
essas pessoas muitas vezes reclusa pela sua deficiência e excluídas do meio social
por serem consideradas invalidas, onde através do esporte surgiu a oportunidade
para essas pessoas reenvidicarem seu direto na sociedade como qualquer outra
pessoa que possui diversidades e consegui supri-las e o respeito multo de pessoas
preconceituosas em vista de sua deficiência.
De acordo com as observações o jogo do Handebol Adaptado contribui para uma
melhora
do
cadeirante
em
aspecto
de
desenvolvimento
bio-psico-social,
possibilitando desenvolver suas habilidades e potencialidades, evidenciado sua
autonomia.
Também deve se enaltecer que o papel do Professor de Educação Física na
inclusão de pessoas deficientes nas aulas regulares de Educação Física e essencial
para que seja possível organizar um programa para adaptar e atender as
necessidades dessas pessoas deficientes.
Esse estudo abre espaço possivelmente para o pensamento e implantação desse
projeto que faz - se necessário para a escola e ambientes para a inclusão de alunos
cadeirantes nas aulas regulares de Educação Física Escolar atendendo as
necessidades participativas no aspecto motor, cognitivo e social desses alunos nas
aulas de Educação Física Escolar muitas vezes deixadas de lado por falta de
preparo profissional e por falta de credibilidade no potencial do aluno deficiente.
Referências Bibliográficas
ARAÚJO, P. F. de. Desporto Adaptado no Brasil: origem, institucionalização e
atualidades; Tese (Doutorado) - Faculdade de Educação Física, Universidade
Estadual de Campinas, 1997.
BARTALOTTI, C.C. Inclusão social das pessoas com deficiência: utopia ou
possibilidade. São Paulo, Paulus, 2006.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. A inclusão
Escolar de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais, Deficiência Física.
Brasília, 2006 a.
BRASIL. Secretaria da Educação Especial. A inclusão escolar de alunos com
necessidades educacionais especiais: Brasília: MEC/SEESP, 2006.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política
Nacional de Educação Especial. Brasília: MEC, 1994.
BAILÃO, M. OLIVEIRA, J.R. CORBUCCI, R.P. Educação Física Inclusiva numa
perspectiva de múltiplas inteligências. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos
Aires, Vol.8, n 49, 2002. http://www.efdeportes.com/efd49/efi.htm
CARVALHO, R. E. Família, Escola e Comunidade: alicerces da Educação Especial.
Revista Mensagem da APAE. NO. 60. Abril a Junho. Brasília – DF, 1993.
CALEGARI, D. R. GORLA, J. I. CARMINATO, R. A. Handebol Sobre rodas.
(Resumo). Anais do Conbrace, Porto Alegre, 2005.
CIDADE, R. E. FREITAS, P. S. Noções sobre Educação Física e Esporte para
Pessoas Portadoras de deficiência. Uberlândia: 1997.
COSTA, A. M., Atividade Física e a Relação com a Qualidade de Vida, Ansiedade e
depressão em Pessoas com seqüelas de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
(AVCI); Tese (Doutorado) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual
de Campinas, Campinas, 2000.
COLL, C. PALÁCIOS, J. MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação:
necessidades especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre, Artes Médicas, p.
304, 1995.
ITANI, E.D. ARAUJO, F.P. ALMEIDA, G.J.J. Esporte adaptado construído a partir
de possibilidades: Handebol Adaptado. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos
Aires, v.1, n.72, p.1-12, 2004. http://www.efdeportes.com/edf72/handebol.htm
LAKATOS, M. E, MARCONI, A. M, Fundamentos de Metodologia Científica. 6.ed
São Paulo, Atlas, 2005.
MENDES, E. G. Perspectivas Atuais da Educação Inclusão no Brasil. Anais do II
Encontro de Educação Especial na UEM. Deficiência e Inclusão, Bertoni, Maringá,
pg.15-35, 2001.
MOISES, M. P, Consciência da Educação Inclusiva em Futuros Professores de
Educação Física. Revista da Sociedade Brasileira de Atividade Motora Adaptada,
Sobama, São Paulo, v.10, n.1, p.15-20, 2005.
PAES, R. R.; Educação Física Escolar: o esporte como conteúdo pedagógico do
ensino fundamental. Tese (Doutorado) - Faculdade de Educação Física,
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, pp. 07-08, 1996.
PAES R. R, A pedagogia do esporte e os jogos coletivos. In: Leite, D. (org.);
Atividade Física e Esporte na Infância e na Adolescência: uma abordagem
multidisciplinar; Porto Alegre, Artmed, 2002.
PAES, R. R, BALBINO, H. F, Processo de ensino aprendizagem no basquetebol:
perspectivas pedagógicas. In: ROSE JR, Dante de; TRICOLI, Valmor. Basquetebol:
uma visão integrada entre ciência e prática, Barueri, Manole, 2005.
VYGOTSKY, Lev. S. et al. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São
Paulo, Ícone, Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
REZENDE, A.L.G. Esporte e integração social. In: Brasília: MEC, Anais do 2º
Congresso Brasileiro, e 1º Encontro Latino Americano Sobre Síndrome de Down,
Brasília, MEC, pg.305-307, 1997.
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro,
WVA, 1997.
SASSAKI, R. K. Entrevista especial à Revista Integração. Revista Integração. MEC,
Brasília, v. 8, n.20, pg.09-17, 1998.
SALERNO, B. M, ARAUJO P. F. Revista Conexões, Campinas, v. 6, n. especial,
pp. 212- 221, 2008.
SILVA, N.O.O. Vigotsky, a inclusão e educação física: possibilidades de
intervenção. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v.14, n.137, p.1, 2009.
http://www.efdeportes.com/efd137/vigotsky-inclusao-e-educacao-fisica.htm
SOUZA, P. A. O Esporte na Paraplegia e na Tetraplégica; Guanabara Koogan; Rio
de Janeiro; 1994.
TEXEIRA, L. Educação Física Adaptada: avanços de longo curso. In: Anais
AIESEP, 1998, p. 53, 1997.
Download

handebol adaptado para cadeirantes na escola