UNIVERSIDAD NACIONAL DE ROSARIO FACULTAD DE CIENCIAS ECONÓMICAS Y ESTADÍSTICA CARRERA DE POSGRADO DOCTORADO EN ADMINISTRACIÓN Tema: As Balas de Prata no Gerenciamento de Projetos. Práticas de Sucesso: Um Estudo em Projetos no Brasil Autor: Carlos Magno da Silva Xavier Orientador: Alberto Sulaiman Sade Júnior 2014 i “Dedico este trabalho ao meu falecido pai, Aloysio de Souza Xavier, e a minha mãe Helena Silva Xavier, figuras marcantes em minha vida, que sempre me apoiaram com palavras de incentivo e de reconhecimento durante o meu crescimento pessoal e profissional, e de quem herdei importantes valores éticos e morais”. ii AGRADECIMENTOS Os meus agradecimentos mais sinceros ao meu amigo A l b e r t o S u l a i ma n , me u d i r e t o r d e t e s e , pela orientação segura e colaborativa antes e durante esta dissertação. Agradeço à minha esposa Kátia e as minhas filhas Ana Luiza, Andressa e Alessandra, por me perdoarem pelos inúmeros momentos, durante a redação desta tese, que deixei de lhes dar a merecida atenção. Agradeço aos coordenadores, professores e profissionais de secretaria da Facultad de Ciencias Económicas y Estadística da Universidad Nacional de Rosario, que deram todo o apoio durante o curso. Agradeço aos colegas de doutorado (Ayala!) o convívio maravilhoso e a amizade que me brindaram, em especial o meu irmão Luiz Fernando da Silva Xavier, que além de companheiro de quarto de hotel foi meu amigo de todas as horas. Agradeço à Reni Berezin pelo suporte estatístico à análise dos dados obtidos em minha pesquisa. A sua dedicação superou todas as minhas expectativas. Agradeço ao Carlos Freire pela ajuda na tradução desta tese para o espanhol. Finalmente, agradeço a todos aqueles profissionais de gerenciamento de projetos que gastaram preciosos minutos, de seu escasso tempo, respondendo ao questionário da minha pesquisa. iii RESUMO Com um mercado de negócios cada vez mais globalizado e competitivo, as organizações vivem em permanente estado de mudança. É por meio de projetos que elas implementam as suas mudanças. Embora exista a valorização do gerenciamento de projetos, com as organizações canalizando recursos humanos e financeiros para o desenvolvimento de competências nessa área, por outro lado elas não têm obtido os resultados esperados. O objetivo geral deste estudo foi identificar as práticas que aumentam a chance do sucesso no gerenciamento de projetos no Brasil, nas dimensões processo, tecnologia, pessoas e organização. Essas práticas foram chamadas de “balas de prata”, que são ações que têm uma maior eficácia na solução de um problema. Para o levantamento de dados foi realizada uma pesquisa com 202 projetos no Brasil, dos mais variados tipos de organização, categorias, orçamentos e prazos. Das 106 práticas pesquisadas, 9 foram associadas ao ótimo resultado de prazo, 5 ao ótimo resultado de custo, 25 ao ótimo resultado para o negócio e 34 aos ótimos resultados ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Os agrupamentos de práticas referentes ao gerenciamento dos “Riscos”, “Pessoas” (conhecimentos e habilidades do gerente do projeto, assim como as atitudes dos executivos, clientes, equipe e colaboradores do projeto) e o gerenciamento de “Tempo, Escopo e Integração”, foram os que mais influenciaram nos resultados ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Palavras-Chave: Gerenciamento de Projetos; Gerenciamento de Projetos; Sucesso em projetos. Balas de Prata; Práticas de iv ABSTRACT With an increasingly globalized and competitive business market, the organizations are in a permanent state of change. It is through projects that they implement their changes. Although they are seeing value in the project management, channeling human and financial resources for the development of skills in this area, they are not achieving the expected results. The aim of this study was to identify the practices that increase the chance of success in project management in Brazil, on the following dimensions: process, technology, people and organization. These practices were called “silver bullets”, which are actions that have a greater effectiveness on problem solving. For data collecting, a survey was made with 202 projects in Brazil, of all kinds of organization, categories, budget and timespan. Of the 106 practices surveyed, 9 were related to optimal results of time, 5 to optimal results of cost, 25 to optimal results for the business, and 34 to optimal results of time, or cost or for business. The groups of practices relating to the management of "Risk", "People" (knowledge and skills of the project manager, as well as the attitudes of executives, clients, staff and project staff) and "Time, Scope and Integration" management were the ones that had the most influence on the results of time, or cost or for business. Keywords: Project Management; Silver Bullets; Practice of Project Management; Success in projects. v SUMÁRIO SUMÁRIO DE QUADROS ________________________________________________ ix SUMÁRIO DE TABELAS__________________________________________________ x SUMÁRIO DE FIGURAS ________________________________________________ xiii 1. INTRODUÇÃO ______________________________________________________ 1 1.1 Relevância do Tema __________________________________________________________1 1.2 Propósito da Tese __________________________________________________________7 1.3 Problema Científico _________________________________________________________7 1.3.1 Problema Geral ____________________________________________________________________ 7 1.3.2 Problemas Particulares _____________________________________________________________ 8 1.4 2. Objetivos __________________________________________________________________8 1.4.1 Objetivo Geral _____________________________________________________________________ 8 1.4.2 Objetivos Específicos _______________________________________________________________ 8 1.5 Hipóteses _________________________________________________________________8 1.6 Justificativas _______________________________________________________________9 1.6.1 Justificativa Acadêmica _____________________________________________________________ 9 1.6.2 Justificativa Prática _________________________________________________________________ 9 1.7 Contribuições do Estudo ___________________________________________________11 1.8 Delimitações do Estudo ____________________________________________________11 1.9 Estrutura do Estudo _______________________________________________________11 MARCO TEÓRICO __________________________________________________ 13 2.1 Gerenciamento de Projetos __________________________________________________13 2.2 As Boas Práticas no Gerenciamento de Projetos __________________________________17 2.2.1 O Que é uma Boa Prática? _________________________________________________________ 17 vi 3. 2.2.2 A Maturidade do Gerenciamento de Projetos ____________________________________20 2.2.3 A Dimensão “Processos” _____________________________________________________22 2.2.4 A Dimensão “Organização” ___________________________________________________26 2.2.5 A Dimensão “Pessoas” ______________________________________________________27 2.2.6 A Dimensão “Tecnologia” ____________________________________________________28 2.3 Os Indicadores de Sucesso do Gerenciamento de Projetos __________________________29 2.3.1 O Que é Sucesso de um Projeto? ______________________________________________29 2.3.2 Indicadores de Desempenho _________________________________________________32 2.3.3 Indicadores de Desempenho em Projetos _______________________________________32 METODOLOGIA ____________________________________________________ 35 3.1 A Natureza da Pesquisa ______________________________________________________35 3.2 O Método de Pesquisa ______________________________________________________36 3.3 Sistema de Matrizes De Dados (Modelo Conceitual) _______________________________36 3.3.1 Variável independente - Práticas do Gerenciamento de Projetos _________________________ 37 3.3.2 Variável dependente - Sucesso do Gerenciamento de Projetos __________________________ 39 3.4 Plano Amostral ____________________________________________________________39 3.5 Estratégias e Procedimentos de Coleta de Dados _________________________________39 3.5.1 Elaboração do questionário_________________________________________________________ 40 3.5.2 Pré-teste do questionário___________________________________________________________ 46 3.5.3 Aplicação do questionário __________________________________________________________ 46 3.6 Análise do Perfil da Amostra __________________________________________________48 3.6.1 Tipo de Organização ______________________________________________________________ 48 3.6.2 Categoria do Projeto_______________________________________________________________ 49 3.6.3 Orçamento do projeto______________________________________________________________ 49 3.6.4 Prazo do projeto __________________________________________________________________ 50 vii 3.7 3.7.1 Agrupamento dos Resultados em RUIM, BOM e ÓTIMO _______________________________ 51 3.7.2 Agrupamento dos Resultados em ÓTIMO e NÃO ÓTIMO _______________________________ 52 3.8 4. Agrupamento dos Resultados _________________________________________________51 Técnicas de Análise Utilizadas_________________________________________________53 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA __________ 56 4.1 Análise Descritiva dos Dados de Práticas e de Resultados do Gerenciamento de Projetos _____________________________________________________________________56 4.1.1 Análise Descritiva dos Dados de Práticas de Gerenciamento de Projetos _________________ 56 4.1.2 Análise Descritiva dos Dados Relativos aos Resultados do Gerenciamento de Projetos_____ 78 4.2 Análise das Relações Individuais entre Práticas e Resultados do Gerenciamento de Projetos ________________________________________________________________________89 4.2.1 Práticas X Resultado de Prazo ______________________________________________________ 90 4.2.2 Práticas X Resultado de Custos _____________________________________________________ 94 4.2.3 Práticas X Resultado para o Negócio ________________________________________________ 98 4.3 Análise das Relações entre Grupos de Práticas de Gerenciamento de Projetos e os Resultados Obtidos ____________________________________________________________ 103 5. 4.3.1 Tratamento das Variáveis _________________________________________________________ 103 4.3.2 Interpretação dos Fatores _________________________________________________________ 105 4.3.3 Validação dos Fatores Escolhidos __________________________________________________ 106 4.3.4 Verificando se os Escores Fatoriais têm Distribuição Normal ___________________________ 107 4.3.5 Estatística Inferencial Paramétrica __________________________________________________ 107 4.4 Análise de Regressão Logística ___________________________________________ 112 4.5 Análise Consolidada dos Resultados da Pesquisa ___________________________ 119 CONSIDERAÇÕES FINAIS __________________________________________ 125 5.1 Síntese dos Objetivos e Métodos ________________________________________ 125 5.2 Principais Conclusões __________________________________________________ 126 viii 5.3 Limitações do Estudo __________________________________________________ 133 5.4 Recomendações para Futuros Estudos __________________________________ 133 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS _______________________________________ 136 APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE PROJETOS – VERSÃO MARÇO DE 2011 ______________________________________________________ 141 APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE PROJETOS – VERSÃO JUNHO DE 2011 ______________________________________________________ 183 ix SUMÁRIO DE QUADROS Quadro 1 - Os processos de gerenciamento de projetos do GUIA PMBOK................................................. 26 Quadro 2 - O Agrupamento de Práticas no Questionário Inicial .................................................................. 41 Quadro 3 - O Agrupamento de Práticas no Questionário Final.................................................................... 47 Quadro 4 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Prazo e Custo, em ruim, bom e ótimo..... 51 Quadro 5 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Escopo, em ruim, bom e ótimo ............... 51 Quadro 6 - O Agrupamento de Resultados do grau de satisfação do cliente, em ruim, bom e ótimo ........... 51 Quadro 7 - O Agrupamento de Resultados para o Negócio, em ruim, bom e ótimo ..................................... 52 Quadro 8 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Prazo e Custo, em ótimo e não ótimo ..... 52 Quadro 9 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Escopo, em ótimo e não ótimo ............... 52 Quadro 10 - O Agrupamento de Resultados do grau de satisfação do cliente, em ótimo e não ótimo ......... 53 Quadro 11 - O Agrupamento de Resultados para o Negócio, em ótimo e não ótimo ................................... 53 Quadro 12 - O Modelo de Regressão Logística para o Resultado de Prazo .............................................. 114 Quadro 13 - O Modelo de Regressão Logística para o Resultado de Custo .............................................. 115 Quadro 14 - O Modelo de Regressão Logística do Resultado para Negócio ............................................. 116 Quadro 15 - Modelo de Regressão Logística para o Resultado Global ..................................................... 118 Quadro 16- Principais Constatações da Análise Descritiva das Práticas ................................................... 120 Quadro 17 - Constatações da Análise Descritiva dos Resultados do Gerenciamento ............................... 121 Quadro 18 - Práticas de gerenciamento que foram correlacionadas a um ótimo resultado ou de prazo ou de custo ou para o negócio ...................................................................................................................... 123 Quadro 19 - Práticas utilizadas em menos de 50% dos projetos e associadas aos ótimos resultados ou de prazo ou de custo ou para o negócio ................................................................................................... 131 x SUMÁRIO DE TABELAS Tabela 1 - Respostas à pergunta 1 do questionário .................................................................................... 57 Tabela 2 - Respostas à pergunta 2 do questionário .................................................................................... 57 Tabela 3 - Respostas à pergunta 3 do questionário .................................................................................... 58 Tabela 4 - Respostas à pergunta 4 do questionário .................................................................................... 58 Tabela 5 - Respostas à pergunta 5 do questionário .................................................................................... 58 Tabela 6 - Respostas à pergunta 8 do questionário .................................................................................... 59 Tabela 7 - Respostas à pergunta 6 do questionário .................................................................................... 60 Tabela 8 - Respostas à pergunta 7 do questionário .................................................................................... 60 Tabela 9- Respostas à pergunta 9 do questionário ..................................................................................... 61 Tabela 10 - Respostas à pergunta 10 do questionário ................................................................................ 62 Tabela 11- Respostas à pergunta 11 do questionário ................................................................................. 63 Tabela 12 - Respostas à pergunta 12 do questionário ................................................................................ 64 Tabela 13 - Respostas à pergunta 14 do questionário ................................................................................ 65 Tabela 14 - Respostas à pergunta 15 do questionário ................................................................................ 65 Tabela 15 - Respostas à pergunta 16 do questionário ................................................................................ 66 Tabela 16 - Respostas à pergunta 13 do questionário ................................................................................ 67 Tabela 17 - Respostas à pergunta 17 do questionário ................................................................................ 67 Tabela 18 - Respostas à pergunta 18 do questionário ................................................................................ 68 Tabela 19 - Respostas à pergunta 19 do questionário ................................................................................ 68 Tabela 20 - Respostas à pergunta 20 do questionário ................................................................................ 69 Tabela 21 - Respostas à pergunta 21 do questionário ................................................................................ 70 Tabela 22- Respostas à pergunta 22 do questionário ................................................................................. 71 Tabela 23 - Respostas à pergunta 23 do questionário ................................................................................ 71 Tabela 24 - Respostas à pergunta 24 do questionário ................................................................................ 72 Tabela 25- Respostas à pergunta 25 do questionário ................................................................................. 73 Tabela 26 - Respostas à pergunta 26 do questionário ................................................................................ 73 Tabela 27 - Respostas à pergunta 27 do questionário ................................................................................ 74 Tabela 28 - Respostas à pergunta 28 do questionário ................................................................................ 75 Tabela 29 - Respostas à pergunta 29 do questionário ................................................................................ 75 xi Tabela 30 - Respostas à pergunta 30 do questionário ................................................................................ 76 Tabela 31 - Respostas à pergunta 31 do questionário ................................................................................ 77 Tabela 32 - Respostas à pergunta 32 do questionário ................................................................................ 77 Tabela 33 - Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos ............................................................. 79 Tabela 34 - Os Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO....................................................................................................................................................... 80 Tabela 35- Os Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos....................................................... 81 Tabela 36 - Os Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO....................................................................................................................................................... 82 Tabela 37 - Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos ............................................................. 83 Tabela 38 - Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO .. 84 Tabela 39 - Resultados da Satisfação do Cliente nos Projetos ................................................................... 85 Tabela 40 - Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ........ 86 Tabela 41- Resultado do projeto para o negócio ........................................................................................ 87 Tabela 42 - Resultados do projeto para o negócio, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ........................... 88 Tabela 43 Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados de prazo ..................................... 93 Tabela 44 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não de prazo ......... 94 Tabela 45 - Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados de custo ................................... 97 Tabela 46 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não de custo ......... 98 Tabela 47 - Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados para o negócio ....................... 101 Tabela 48 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não para o negócio .................................................................................................................................................... 102 Tabela 49 - Análise de Comunalidade dos 12 Agrupamentos Iniciais de Práticas ..................................... 104 Tabela 50 - Análise da Variância dos Fatores .......................................................................................... 105 Tabela 51 – Análise da correlação entre os fatores .................................................................................. 105 Tabela 52 - O Agrupamento das Práticas em Fatores .............................................................................. 106 Tabela 53 - Coeficiente α - Cronbach para os Fatores.............................................................................. 106 Tabela 54 - Resultado do Teste Kolmogorov-Smirnov nos Fatores........................................................... 107 Tabela 55 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de prazo ............................ 108 Tabela 56 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de custo ............................ 109 Tabela 57 - , para cada fator, entre os resultados ótimos ou não para o negócio ...................................... 110 xii Tabela 58 - Percentual de projetos que apresentaram resultados ótimos ou não ótimos de prazo, de custo e para o negócio ............................................................................................................................. 111 Tabela 59 - Frequência de projetos que apresentaram resultados ótimos ou de prazo ou de custo ou para o negócio ......................................................................................................................................... 111 Tabela 60 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de prazo ou de custo ou para o negócio ......................................................................................................................................... 111 Tabela 61 - Teste Kolmogorov-Smirnov nas variáveis de resultado .......................................................... 112 Tabela 62 - Valores da Análise de Regressão Logística para o Resultado de Prazo ................................. 113 Tabela 63 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para o resultado de prazo ....................................................................................................................................................... 114 Tabela 64 - Valores da Análise de Regressão Logística para o Resultado de Custo ................................. 115 Tabela 65 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para o resultado de custo........................................................................................................................................................ 115 Tabela 66 - Valores da Análise de Regressão Logística do Resultado para o Negócio ............................. 116 Tabela 67 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística do resultado para o negócio .................................................................................................................................................... 117 Tabela 68 - Valores da Análise de Regressão Logística para os Resultados Combinados de Prazo, Custo ou Negócio .................................................................................................................................... 117 Tabela 69 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para os Resultados Combinados de Prazo, Custo ou Negócio ................................................................................................ 118 xiii SUMÁRIO DE FIGURAS Figura 1 - Projeto de Construção das Pirâmides de Guiza _____________________________________1 Figura 2 - Ponte Júlio César ____________________________________________________________2 Figura 3 - A Evolução do Número de Turmas de MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV _______4 Figura 4 - Categorias de Causas (Dimensões) para o Sucesso de projetos _______________________6 Figura 5 - Aspectos considerados na Metodologia de Gerenciamento de Projetos _________________10 Figura 6 - Problemas que ocorrem com mais frequência nos projetos da Organização _____________10 Figura 7 - Características de um projeto __________________________________________________14 Figura 8 - Evolução do número de associados do PMI_______________________________________16 Figura 9 - Níveis de Maturidade x Sucesso________________________________________________21 Figura 10 - As áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos___________________________23 Figura 11 - Softwares de Gerenciamento de Projetos utilizados no Brasil ________________________29 Figura 12 - Protesto contra a Usina de Belo Monte _________________________________________30 Figura 13 - Exemplo de Critérios de Avaliação do Sucesso de Projetos _________________________33 Figura 14 - O Modelo de Análise das Variáveis ____________________________________________36 Figura 15 - As dimensões do Gerenciamento de Projetos em uma Organização __________________37 Figura 16 - Modelos de Maturidade do Gerenciamento de Projetos utilizados no Brasil _____________38 Figura 17 - Fatores de Avaliação das Práticas de Gerenciamento de Projetos ____________________38 Figura 18 - Fatores de Avaliação do Sucesso do Projeto _____________________________________39 Figura 19 - Procedimentos para a Coleta de Dados _________________________________________40 Figura 20 - Perfil da Amostra por Tipos de Organização _____________________________________48 Figura 21 - Perfil da Amostra por Categoria de Projeto ______________________________________49 Figura 22 - Perfil da Amostra por Orçamento de Projeto _____________________________________50 Figura 23 - Perfil da Amostra por Prazo de Projeto _________________________________________50 Figura 24- Plano de Análise dos Dados da Pesquisa ________________________________________54 Figura 25 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Integração nos projetos ________________59 Figura 26 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Escopo nos projetos __________________61 Figura 27 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Tempo nos projetos __________________63 Figura 28 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Custos nos projetos __________________64 Figura 29 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Qualidade nos projetos ________________66 xiv Figura 30 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Recursos Humanos nos projetos ________67 Figura 31- A utilização das práticas de Gerenciamento de Comunicações nos projetos _____________69 Figura 32 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Riscos nos projetos ___________________70 Figura 33 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Aquisições nos projetos _______________72 Figura 34- A utilização das práticas na Dimensão Organização em Projetos _____________________74 Figura 35- A utilização das práticas na Dimensão Pessoas em Projetos _________________________76 Figura 36 - A utilização das práticas na Dimensão Tecnologia em Projetos ______________________78 Figura 37 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos ________________79 Figura 38 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ______________________________________________________________________80 Figura 39 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos _______________81 Figura 40 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ________________________________________________________________82 Figura 41- dos Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos ___________________________83 Figura 42 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ______________________________________________________________________84 Figura 43 - Distribuição dos Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos ___________________85 Figura 44 - Distribuição dos Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO ______________________________________________________________________86 Figura 45 - Distribuição do Resultado do Projeto para o Negócio ______________________________87 Figura 46- Distribuição do Resultado do projeto para o negócio, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO_88 Figura 47- Práticas relacionadas ao resultado ótimo de prazo _______________________________ 128 Figura 48 - Práticas relacionadas ao resultado ótimo de custo ______________________________ 128 Figura 49 - Práticas relacionadas ao resultado ótimo para o negócio _________________________ 129 Figura 50 - Práticas relacionadas aos ótimos resultados ou de prazo ou de custo ou para o negócio 130 Figura 51 – Grupos de práticas relacionados aos ótimos resultados do projeto _________________ 132 1 1. INTRODUÇÃO Neste capítulo será feita uma contextualização da pesquisa, sendo abordado: a relevância do tema; o propósito; o problema científico; os objetivos geral e específicos; as hipóteses que o trabalho pretende testar; as justificativas; e as contribuições e delimitações do estudo. 1.1 Relevância do Tema O gerenciamento de projetos não é uma novidade. Kozak-Holland (2011) fez uma análise histórica dos últimos 4.500 anos, concluindo que o gerenciamento de projetos vem sendo utilizado por milhares de anos. Um dos exemplos citado é o da construção das Pirâmides de Guiza (Gizé), fruto do trabalho de 100 mil pessoas por mais de 20 anos, ilustrado na figura 1. Foram erguidas durante o período conhecido como IV Dinastia, entre 2.613 e 2.494 A.C. Quéops é a mais antiga e a única das sete maravilhas do mundo antigo remanescente. Os engenheiros modernos ainda ficam impressionados pelo encaixe milimétrico das pedras e consideram a Grande Pirâmide como um milagre da engenharia. Figura 1 - Projeto de Construção das Pirâmides de Guiza Fonte: Kozak-Holland, 2011 Também o projeto da “Ponte Júlio César”, sobre o rio Reno, é ressaltado como um exemplo de bom gerenciamento, em razão de ter sido construída em apenas 10 dias, no ano 55 Antes de Cristo (figura 2). 2 Figura 2 - Ponte Júlio César Fonte: Kozak-Holland, 2011 Com um mercado cada vez mais globalizado e competitivo, as Organizações vivem em permanente estado de mudança. Há cerca de 2.500 anos atrás, Heráclito de Éfeso1 dizia: “A única coisa permanente é a mudança”. É por meio de Projetos que as Organizações implementam as suas mudanças. No Brasil, dos 4,143 trilhões de reais do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, cerca de 800 bilhões de reais foram aplicados na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)2, o que dá uma taxa de investimento (FBCF/PIB) de 19,3%. Este indicador mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens. São basicamente máquinas, equipamentos e material de construção, o que consiste quase que inteiramente em projetos de investimento. Porém, as Organizações não têm obtido os resultados esperados. Durante pesquisa sobre o tema gerenciamento de projetos, realizada no Brasil em 2011 pelas seções regionais do PMI (Project Management Institute)3, 63% das Organizações relataram que na maioria das vezes ou sempre é a frequência em que elas não alcançam os objetivos de tempo, custo, qualidade e satisfação do cliente em seus projetos. Esse cenário mostra que, se por um lado existe a valorização do gerenciamento de projetos, com as Organizações canalizando recursos humanos e financeiros para o desenvolvimento de habilidades nessa área, por outro lado elas não têm obtido os resultados esperados. 1 Heráclito de Éfeso (datas aproximadas: 540 a.C. - 470 a.C. em Éfeso, na Jônia) foi um filósofo pré-socrático, recebeu o cognome de "pai da dialética" (http://www.mundodosfilosofos.com.br/heraclito.htm) 2 PIB em 2011. Fonte: IBGE 3 Fonte: http://www.pmsurvey.org/ 3 Desta forma, as Organizações precisam atuar de forma objetiva no desenvolvimento de uma maturidade em gerenciamento de projetos, identificando as práticas, ou seja, os elementos de um projeto que podem ser influenciados para aumentar a probabilidade de seu sucesso. Para o Project Management Institute (PMI, 2008a) um projeto pode ser definido, em termos de suas características, como sendo "um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo". Para Tuman (1983) "Um projeto é uma organização de pessoas dedicadas visando atingir um propósito e objetivo específico. Projetos geralmente envolvem gastos, ações únicas ou empreendimentos de altos riscos no qual tem que ser completado numa certa data por um montante de dinheiro, dentro de alguma expectativa de desempenho. No mínimo todos os projetos necessitam de terem seus objetivos bem definidos e recursos suficientes para poderem desenvolver as tarefas requeridas". Pela norma ISO 10006, Diretrizes para Qualidade de Gerenciamento de Projetos (International Standard Organization, 2003), projeto é “um processo único, consistindo de um grupo de atividades coordenadas e controladas com datas para início e término, empreendido para alcance de um objetivo conforme requisitos específicos, incluindo limitações de tempo, custo e recursos”. Os projetos, por definição, têm, portanto, uma data de início e de término definidas, sendo esta a chave para determinar se um trabalho é um projeto. No Brasil, para melhor lidar com as mudanças, tem crescido a valorização do gerenciamento de projetos, o que levou, por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a iniciar no ano 2000 um curso de extensão (MBA) específico nessa área. O gráfico da figura 3 apresenta a evolução anual, a partir de 2002, do número de turmas abertas ao público nesse MBA da FGV4. 4 Fonte: Fundação Getúlio Vargas (IDE – Management) 4 Figura 3 - A Evolução do Número de Turmas de MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV Fonte: próprio autor, a partir de informações da FGV Como outras instituições de ensino também oferecem cursos similares, e que inúmeros treinamentos nessa área são realizados in-company, pode-se ter uma ideia de como está a demanda dos profissionais por uma especialização em gerenciamento de projetos. Outro exemplo dessa valorização pode ser visto em artigo da Revista Veja5, em maio de 2012, acerca de Mercado de Trabalho, em que o conhecimento em Gestão de Projetos foi apontado,em pesquisa com setenta líderes entrevistados no Brasil, como uma das oito características do profissional mais cobiçado do mercado. Com essa valorização, as organizações têm canalizado recursos para o desenvolvimento da sua maturidade6 do gerenciamento de projetos. Para IBBS & KWAK (2000), a maturidade em gerenciamento de projetos “indica o nível de sofisticação das práticas e o desempenho de uma organização no gerenciamento de projetos”. Para BREDILLET (2008) existem dois pilaresfundamentais para o estudo do sucesso em projetos: Critérios de Sucesso em Projetos. São as medidas / indicadores através dos quais julgamos o resultado do projeto. São as variáveis dependentes que 5 Fonte: Revista Veja 2.270 de 23 de maio de 2012 6 Segundo o Dicionário de Português de Aurélio Buarque de Holanda, maturidade é o estado em que está plenamente desenvolvido; perfeição; excelência; primor; época desse desenvolvimento. 5 medem o sucesso do projeto. São os objetivos que desejamos atingir com o projeto. Fatores de Sucesso em Projetos. São os elementos de um projeto que,se tratados adequadamente, aumentam a probabilidade de sucesso. São as variáveis independentes que tornam o sucesso mais provável. A empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (2004) pesquisou 200 organizações em todo o mundo, inclusive no Brasil, e concluiu que um maior nível de maturidade leva a um melhor desempenho em projetos. Outro resultado da pesquisa é que somente 2,5% dos projetos estavam no prazo, dentro do orçamento e escopo, e entregando os corretos benefícios para o negócio. As seguintes conclusões foram apresentadas nesse estudo: Um maior nível de maturidade leva a um melhor desempenho em projetos; A maioria das organizações está em estágios preliminares de maturidade e reconhece que precisa subir de nível. Consequentemente, a eficiência, eficácia, velocidade e qualidade com que as empresas gerenciam e entregam projetos são fatores chave de competição; Falhas em projetos são também consequências de aspectos organizacionais que gerentes de projetos têm pouca influência; A Organização das empresas tem uma forte influência no desempenho de projetos; Desenvolvimento da equipe e certificação profissional aumenta o desempenho dos projetos; A utilização de software de gerenciamento de projetos está associada ao nível de maturidade. Pelo estudo da PricewaterhouseCoopers, existem quatro dimensões fundamentais que devem ser levadas em consideração quando analisamos a maturidade organizacional do gerenciamento de projetos: processos; estrutura; pessoas; e sistemas. Silveira (2008) realizou estudo em 360 Organizações brasileiras cujos resultados permitiram também concluir que os principais fatores contribuintes para o sucesso, que podem impulsionar o gerenciamento de projetos nas organizações brasileiras, estão associados às dimensões: Processos; Tecnologia; Pessoas; e Organização. A Figura 4 6 representa, em um Diagrama Ishikawa7, a relação que queremos estabelecer entre essas dimensões (categorias de causas) e o sucesso. No capítulo 5 serão acrescentadas, nesse diagrama, as principais causas, em cada uma dessas dimensões, consideradas relevantes para o sucesso de projetos. Figura 4 - Categorias de Causas (Dimensões) para o Sucesso de projetos Fonte: próprio autor Existe uma infinidade de fatores, que neste estudo denominaremos “práticas”, que podem ser aplicadas nas dimensões Processos, Tecnologia, Pessoas e Organização, que aumentem a chance de sucesso em projetos. Segundo o Guia PMBOK® (PMI, 2008a), uma “boa prática” significa que existe acordo geral de que a aplicação correta dessas habilidades, ferramentas e técnicas podem aumentar as chances de sucesso em uma ampla série de projetos diferentes. Uma boa prática não significa que o conhecimento descrito deverá ser sempre aplicado uniformemente em todos os projetos; a equipe de gerenciamento de projetos é responsável por determinar o que é adequado para um projeto específico. 7 Segundo a enciclopédia Wikipédia, o Diagrama de Ishikawa, também conhecido como "Diagrama de Causa e Efeito", "Diagrama Espinha-de-peixe" ou "Diagrama 6M", é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. Originalmente proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. 7 Porém, algumas perguntas se fazem necessárias: Quais são as práticas (nas dimensões Processo; Tecnologia; Pessoas; e Organização) que contribuem para o sucesso no gerenciamento dos projetos? Quais são aspráticas que possibilitam uma maior probabilidade de sucesso? A metáfora “bala de prata”8 se aplica a qualquer ação que terá uma extrema eficácia na solução de um problema. A questão é que temos de utilizar a “bala” correta e ter boa pontaria de forma a não desperdiçarmos os recursos da Organização. É necessário, portanto, identificar quais são as balas de prata no gerenciamento de projetos, o que está associado à identificação das “boas práticas” que aumentam a chance de sucesso em projetos. Este estudo pretende, ao identificar essas práticas, preencher uma lacuna existente na literatura. Não foi encontrada pelo autor nenhuma outra pesquisa com projetos brasileiros, que verse sobre o objeto deste estudo, que tenha sido realizada considerando os mesmos objetivos. 1.2 Propósito da Tese Os resultados obtidos pela Tese permitirão que as Organizações direcionem o desenvolvimento de Processos, Pessoas, Tecnologia e de sua Organização, de forma a obter um maior sucesso no gerenciamento de seus projetos. 1.3 Problema Científico 1.3.1 Problema Geral Quais são as práticas (nas dimensões Processo; Tecnologia; Pessoas; e Organização) que contribuem para o sucesso no gerenciamento dos projetos? 8 Segundo a enciclopédia Wikipédia, a expressão “bala de prata” (silverbullet) tem origem no folclore. Tradicionalmente, a bala de prata http://en.wikipedia.org/wiki/Silver_bullet é a única que tem eficácia contra o lobisomem. 8 1.3.2 Problemas Particulares Quais são as práticas de gerenciamento de um projeto nas dimensões processo, pessoas, tecnologia e Organização? O que é sucesso de um projeto? Quais são os indicadores para medição do Resultado do gerenciamento de um projeto? 1.4 Objetivos 1.4.1 Objetivo Geral Identificar quais são as práticas, nas dimensões Processo, Tecnologia, Pessoas e Organização, para o Sucesso no Gerenciamento dos Projetos. 1.4.2 Objetivos Específicos Identificar as práticas de gerenciamento de projetos mais utilizadas Identificar a associação entre práticas no processo de gerenciamento e o sucesso de projetos Identificar a associação entre práticas na utilização de tecnologias de gerenciamento e o sucesso de projetos Identificar a associação entre práticas referentes a pessoas e o sucesso de projetos Identificar a associação entre práticas da Organização em que o projeto está inserido e o seu sucesso no gerenciamento de projetos 1.5 Hipóteses Existe uma correlação positiva entre práticas do processo de gerenciamento e o sucesso no gerenciamento de projetos Existe uma correlação positiva entre práticas da utilização de tecnologia de gerenciamento e o sucesso no gerenciamento de projetos Existe uma correlação positiva entre práticas referentes às pessoas envolvidas (stakeholders) e o sucesso no gerenciamento de projetos Existe uma correlação positiva entre a Organização em que o projeto está inserido e o sucesso no gerenciamento de projetos 9 1.6 Justificativas Para a decisão do tema a ser pesquisado, existem dois enfoques, segundo Cervo e Bervian (1996): intelectuais e/ou práticas. As justificativas intelectuais estão ligadas ao estudo e compreensão de determinada área do conhecimento; enquanto as justificativas práticas consistem no desejo do pesquisador em ver como o conhecimento acadêmico pode ser aplicado de forma eficiente. Conforme já mencionado anteriormente, este estudo tem o enfoque intelectual (acadêmico) e prático. 1.6.1 Justificativa Acadêmica Existem centenas de publicações na área de gerenciamento de projetos, indicando o que fazer durante o gerenciamento de um projeto. Com isso, as Organizações não sabem onde focar a capacitação das pessoas que trabalham em projetos. Em outros estudos, citados ao longo desta tese, observa-se a concentração de pesquisas tratando isoladamente os temas maturidade, práticas de gerenciamento de projetos e fatores que contribuem para o sucesso de projetos. 1.6.2 Justificativa Prática As organizações têm dificuldades em focar o seu trabalho de gerenciamento em razão da quantidade de informações que estão disponíveis na literatura. Uma das consequências é que, conforme citado no subitem 1.1, é alta frequência a em que os projetos não alcançam os objetivos de tempo, custo, qualidade e satisfação do cliente em seus projetos. No “Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos”, disponível em www.pmsurvey.org, verificou-se que as Organizações focam mais as suas práticas de gerenciamento de projetos em prazo, escopo e custo, como pode ser visto na Figura 5. 10 Figura 5 - Aspectos considerados na Metodologia de Gerenciamento de Projetos Fonte: Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos 2011, disponível em www.pmsurvey.org. Porém, conforme pode ser visto na Figura 6, o maior problema apontado pelos respondentes da pesquisa foi o não cumprimento de prazos. Qual a explicação para isso se o que mais as organizações consideram é o gerenciamento de prazo? Uma razão é que o atraso de projetos é consequência de vários fatores. Por exemplo, o atraso de um projeto pode ser devido a problemas com fornecedores ou por causa de riscos não avaliados corretamente. Desta forma, conhecer as práticas que mais contribuem para o sucesso será de grande valia para as Organizações. Figura 6 - Problemas que ocorrem com mais frequência nos projetos da Organização Fonte: Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos 2011, disponível emwww.pmsurvey.org. 11 1.7 Contribuições do Estudo Ao selecionar as práticas para o questionário, este estudo disponibilizará para a comunidade um conjunto de práticas consideradas pelo autor mais relevantes. Ao identificar as práticas que mais contribuem para o sucesso do gerenciamento de projetos, este estudo permitirá que os gestores priorizem o foco do gerenciamento, assim como permitirá que as Organizações capacitem melhor seus profissionais que trabalham em projetos. 1.8 Delimitações do Estudo Este estudo está restrito à área de Gerenciamento de Projetos, mais precisamente a relação entre as práticas e os resultados desse gerenciamento. Quaisquer outras abordagens fora deste contexto não foram consideradas. Diante do exposto, são apresentadas algumas exclusões deste estudo: Identificar os motivos pelos quais algumas práticas não são aplicadas no gerenciamento de projetos; Verificar as razões pelas quais alguns projetos não realizam a medição dos indicadores que permitam a aferição de seu sucesso ou fracasso; Sugerir que ações devem ser implementadas para que as Organizações passem a aplicar as práticas consideradas mais relevantes. 1.9 Estrutura do Estudo Com o objetivo de responder ao problema de pesquisa formulado, este estudo está estruturado em cinco capítulos: Capítulo 1 – Introdução – é feita uma contextualização da pesquisa, sendo abordado: a relevância do tema; o propósito; o problema científico; os objetivos geral e específicos; as hipóteses que o trabalho pretende testar; as justificativas; e as contribuições e delimitações do estudo. Capítulo 2 – Marco Teórico – são descritas, em cada dimensão, o que a literatura considera como práticas no gerenciamento de projetos. Também são apresentados alguns indicadores presentes na literatura que medem o sucesso do gerenciamento de projetos. 12 Capítulo 3 – Metodologia – são apresentados a natureza da pesquisa; o método; o modelo conceitual por meio das suas variáveis de pesquisa; o plano amostral com a identificação da população e as suas limitações; os instrumentos e procedimentos de coleta de dados em campo; e a análise do perfil da amostra. Capítulo 4 – Apresentação e Análise dos Resultados – Neste capítulo serão apresentadas: a análise descritiva dos dados de práticas e de resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações individuais entre as práticas e os resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos; e a análise de regressão logística identificando as possíveis práticas que podem elevar a probabilidade de sucesso nos projetos. Capítulo 5 – Conclusões e Recomendações – apresenta uma síntese dos objetivos e métodos aplicados no trabalho, as suas principais conclusões, limitações, e recomendações práticas paras as organizações e para pesquisas futuras em áreas correlatas deste estudo. 13 2. MARCO TEÓRICO Neste capítulo será apresentado o marco teórico que levou à definição do questionário utilizado durante a pesquisa, tanto em relação às práticas quanto aos indicadores que medem o sucesso do gerenciamento de projetos, dando suporte também às conclusões do trabalho. 2.1 Gerenciamento de Projetos Para o Guia PMBOK® (PMI, 2008a, p. 11), projeto “é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”. Segundo a norma ABNT NBR ISO 21500:2012, “um projeto é um conjunto único de processos que consiste em atividades coordenadas e controladas, com datas de início e fim, empreendidas para atingir os objetivos do projeto”. Em um mercado com dezenas de ofertas de cada tipo de produto, é o cliente que dita o sucesso das empresas, e isso tem levado as organizações a viverem em permanente estado de mudança, seja lançando um novo produto ou melhorando o atual, seja efetuando uma ampliação ou modificação na linha de produção, seja efetuando mudanças administrativas. Todas as mudanças visam a tornar a empresa mais competitiva. Cada mudança é um empreendimento ou projeto, ou seja, um esforço temporário (possui data de início e de término) que tem por finalidade produzir um produto ou serviço com características peculiares que o diferenciam de outros que, eventualmente, já tenham sido produzidos. Assim sendo, navegar na arena de negócios exige, atualmente, o domínio de práticas de gerenciamento de projetos. A Figura 7 apresenta as principais características de um projeto. 14 Figura 7 - Características de um projeto Fonte: Xavier, 2011, figura 2.1 O Guia PMBOK® (PMI, 2008a, p. 12) define gerenciamento de projetos como sendo “a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto, a fim de atender aos seus requisitos”. Para Kerzner (2001, p. 4), “o gerenciamento de projetos é o planejamento, organização, direção e controle de recursos organizacionais para um objetivo de relativo curto prazo, que foi estabelecido para completar objetivos e metasespecíficos”. Os projetos ocorrem em praticamente todas as organizações e em todas as suas áreas e níveis, gerando produtos e/ou serviços para clientes internos e/ou externos. Como exemplos de projetos podem ser citados: Lançamento de um novo produto ou serviço; Construção de uma garagem; Desenvolvimento de um software; Implantação de uma nova tecnologia; Realização de uma viagem; Publicação de um livro; Organização de um evento (festa, reunião, congresso, torneio esportivo etc.); Planejamento e implementação de uma mudança organizacional; Pesquisa de um novo produto; Construção de um edifício; 15 Aplicação de um novo treinamento para os funcionários. Para Xavier (2009a, p. 2): Executar projetos, de maneira cada vez mais eficiente, é um recurso essencial para a sobrevivência da empresa moderna. Saber planejar e executar projetos é uma necessidade real em qualquer ramo de atividade. O novo ambiente de negócios, caracterizado por uma grande pulverização de equipes, cada vez mais distantes geograficamente, apresenta um grande desafio gerencial na integração de pesquisadores, inovadores, estudantes, professores, facilitadores, fornecedores, fabricantes, engenheiros, projetistas, clientes (cada vez com maior nível de exigência), analistas, financiadores, bem como outros envolvidos na realização de projetos, com objetivos claros, recursos materiais / financeiros limitados, e princípio, meio e fim bem definidos. A resposta a esse desafio passa pela utilização das melhores práticas de gerenciamento de projetos. Existem duas organizações que hoje são consideradas as principais referências mundiais em Gerenciamento de Projetos: a International Project Management Association (IPMA) e o Project Management Institute (PMI). As duas organizações são sem fins lucrativos, com a IPMA tendo suas raízes na Europae o PMI nos Estados Unidos da América. A IPMA foi fundada na Europa em 1967, como uma federação de várias associações nacionais de gerenciamento de projetos. Ela possui mais de 190.000 associados no mundo, sendo representada no país pela IPMA Brasil9. O seu principal padrão é o 9 http://www.ipmabrasil.org/associado-ipma, acessado em 28/01/2013. 16 IPMA Competence Baseline (ICB), que abrange competências técnicas, contextuais e comportamentais. Criado nos Estados Unidos (Pensilvânia) em 1969, o PMI atingiu em novembro de 2012 a marca de 395.965 associados (PMI, 2013). É uma instituição sem fins lucrativos, dedicada ao avanço do estado da arte em gerenciamento de projetos, e seu principal compromisso é “promover o profissionalismo e a ética em gestão de projetos”10.O PMI está representado no Brasil por seções regionais (Chapters) em 13 estados(Xavier, 2009a, p.4). O histórico do número de associados do PMI nos últimos anos11, que pode ser visto na Figura 8, demonstra que o movimento pela busca de melhores práticas em gerenciamento de projetos tem sido uma tendência mundial. Figura 8 - Evolução do número de associados do PMI Fonte: próprio autor, a partir de informações disponíveis em www.pmi.orgem 28/01/2013. Segundo Xavier (2009b, p. VII), uma das grandes contribuições do PMI, para a divulgação das boas práticas de gerenciamento de projetos, foi a publicação de um documento denominado “A Guidetothe Project Management Body of Knowledge (PMBOK®)”. Publicado pela primeira vez em 1987, possui tradução para 12 idiomas, 10 www.pmi.org, acessado em 28/01/2013. 11 www.pmi.org, acessado em 28/01/2013. 17 inclusive o português, sob o título “Um Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos” (PMI, 2008a). O PMI contabilizou até o mês de novembro de 2012 a venda de 3.967.323 exemplares do Guia PMBOK® (PMI, 2013). Esta tese tomou como base a 4ª edição desse Guia, uma vez que a 5ª edição foi lançada em 30/12/2012, quando a redação deste trabalho já estava sendo concluída. 2.2 As Boas Práticas no Gerenciamento de Projetos 2.2.1 O Que é uma Boa Prática? Não existe consenso na literatura acerca do significado da expressão “boa prática” (DESLILE & OLSON, 2004). A International Organization for Standardization (ISO) tem adotado a expressão em seus padrões para descrever práticas recomendadas. Segundo o Guia PMBOK®(PMI, 2008a, p. 10): Boa prática significa que existe acordo geral de que a aplicação correta dessas habilidades, ferramentas e técnicas podem aumentar as chances de sucesso em uma ampla série de projetos diferentes. Uma boa prática não significa que o conhecimento descrito deverá ser sempre aplicado uniformemente em todos os projetos; sendo a equipe de gerenciamento de projetos a responsável por determinar o que é adequado para um projeto específico. Para CHAPMAN (2006), o que o Guia PMBOK descreve como “boas práticas” (o que deve ser feito) na realidade são “práticas comuns” (o que tem sido feito). Segundo Pinto e Kharbanda (1995, p.68), o desenvolvimento de projetos é um desafio, principalmente sob três aspectos: tecnológico, comportamental e organizacional. Eles agruparam os fatores de sucesso listados por Baker, Murphy e Fischer (1983) segundo três aspectos: Dimensões comportamentais: espírito de time, equipe do projeto, compromisso com o objetivo do líder, habilidades humanas dos administradores do projeto e segurança no trabalho da equipe; Dimensões organizacionais: entusiasmo da organização com o projeto, satisfação com a estrutura da equipe do projeto e adequação aos procedimentos de mudança; 18 Dimensões tecnológicas: viabilidade técnica e eficiência técnica da solução. Kerzner (2002) cita que as melhores práticas são ações ou atividadesempreendidas pela organização ou indivíduos para tornar a vantagem competitiva sustentável emgerenciamento de projetos, proporcionando valor para o cliente e organização. Para ele, a evolução das melhores práticas nas organizações pode promover a excelência em projetos, entregando negócios com maior eficiência, aumentando a satisfação de clientes e, emconsequência, trazendo vantagem competitiva, ou seja, valor para as organizações. Para BESNER & HOBBS (2012, p. XI), uma boa prática é aquela relacionada a um nível mais elevado de “atuação madura12”, conceito que ele criou como sendo composto de quatro variáveis: 1) maturidade do gerenciamento de projetos; 2) suporte organizacional ao uso de práticas de gerenciamento de projetos; 3) disponibilidade de pessoal competente; e 4) sucesso do projeto. Eles fizeram uma extensa pesquisa no Canadá, com 1.296 praticantes experientes de gerenciamento de projetos, para verificar o uso e a utilidade de 108 práticas, ferramentas e técnicas. Algumas das conclusões desse estudo: O contexto faz variar a quantidade de práticas utilizadas. Por exemplo, projetos maiores e mais complexos, assim como de inovação, utilizam um conjunto maior de práticas que projetos mais simples. Há uma relação de causa e efeito entre a competência do pessoal envolvido, o suporte da organização para o uso de práticas de gerenciamento de projetos, e a maturidade do gerenciamento com o sucesso do projeto. Cinco das doze ferramentas pouco exploradas, com potencial para melhorar os resultados de projetos, são relacionadas ao gerenciamento de riscos em projetos. Cinco ferramentas foram consideradas básicas para o sucesso dos tipos de projetos analisados: definição do business case; banco de dados com histórico de projetos; planejamento inicial; e estrutura orientada para projetos. Profissionais de gerenciamento de projetos devem ter cuidado ao adotar ou investir em um conjunto de ferramentas de gerenciamento de projetos: as mais conhecidas podem não ser as que eles realmente precisam. 12 Tradução livre para “performingmaturity” 19 Nenhuma relação consistente foi encontrada entre o uso de uma prática e se ela é ou não uma boa prática. O nível de definição do projeto é a variável contextual com maior poder de explicação do sucesso no modelo de regressão para uma “atuação madura”. Uma importante diferença da pesquisa acima citada em relação a esta tese, além da localização dos respondentes, ter sido é que ela não avalia projetos específicos, mas sim a percepção dos profissionais de gerenciamento em relação aos projetos da Organização. Panatakulet al. (2010) realizaram nos EUA um estudo semelhante a esta tese ao perguntar a 412 gerentes de projeto se 39 ferramentas e técnicas de gerenciamento eram utilizadas e se impactavam ou não no sucesso de um projeto (tempo, custo, especificação, satisfação do cliente e sucesso para o negócio). As ferramentas e técnicas foram avaliadas em relação ao seu uso nas fases do projeto: conceitual, planejamento, execução e encerramento. A diferença em relação a este estudo, além da localização dos respondentes, é que nesta teseforam pesquisadas 106 práticas e verificados os impactos em relação aos resultados de projetos com base em indicadores e não na percepção dos profissionais. Algumas conclusões do estudo: Na fase conceitual, a estimativa análoga e o plano de comunicação foram os que contribuíram para o sucesso. Na fase de planejamento são as técnicas associadas ao detalhamento do escopo, prazo e orçamento, como por exemplo, o cronograma detalhado e o método do caminho crítico. Na fase de execução, as técnicas que suportam o monitoramento e controle estão associadas ao sucesso (checklist, por exemplo), assim como o plano de contingência e o plano de comunicação. Na fase de encerramento, Estrutura Analítica do Projeto, linha de base, lições aprendidas e análise de marcos foram associadas ao sucesso. Também White & Fortune (2002) examinou o uso de ferramentas e técnicas de gerenciamento em 236 projetos, utilizando como critério de sucesso a entrega dentro do prazo, do orçamento e da especificação, com base na percepção dos gerentes que trabalharamno projeto, em uma escala de 1 (abandonado) a 7 (completo sucesso). Cerca de 85% dos que responderam à pesquisa avaliaram o projeto com nota 7 ou 6, o que representa um percentual muito mais alto do que o reportado na literatura. 20 Dentre os 19 fatores críticos listados no questionário, os seis (6) mais mencionados foram: objetivos claros; cronograma realista; suporte da gerência sênior; recursos adequados; comprometimento do usuário final; e comunicação clara. Embora os respondentes tenham citado 1210 métodos, metodologias, técnicas ou ferramentas, o máximo citado individualmente foi 23, com uma média de 5, o que não permite uma comparação com o presente estudo. Papke-Shields, Beise e Quan (2010) também investigaram a associação entre práticas e sucesso em projetos, com base em 142 respostas de gerentes de projetos da região de Baltimore, USA. Eles chegaram à conclusão de que as práticas de gerenciamento de projetos que fazem a diferença não são as mais utilizadas. A lista de 52 práticas que utilizaram na pesquisa foi elaborada com base na 3ª edição do Guia PMBOK®. Os resultados mostraram uma grande utilização das práticas de gerenciamento de tempo, escopo e custo, enquanto as de qualidade, risco e comunicações foram menos frequentes, sendo risco a com menor frequência. No capítulo 1 vimos que um estudo da PricewaterhouseCoopers (2008) concluiu que existem quatro dimensões fundamentais que devem ser levadas em consideração quando analisamos a maturidade organizacional do gerenciamento de projetos: processos; estrutura; pessoas; e sistemas. Ainda nesse capítulo, foi apontado que Silveira (2008) realizou estudo em 360 organizações brasileiras cujos resultados permitiram também concluir que os principais fatores contribuintes que podem impulsionar o gerenciamento de projetos nas organizações brasileiras estão associados à: Processos; Tecnologia; Pessoas; e Organização. 2.2.2 A Maturidade do Gerenciamento de Projetos Em pesquisa realizada no Brasil com 434 profissionais, Prado (2012) concluiu: Existe uma relação positiva entre os níveis de maturidade e o sucesso total do gerenciamento de projetos. Existe uma relação positiva entre os níveis de maturidade e a soma de sucesso total e sucesso parcial. Existe uma relação invertida entre os níveis de maturidade e fracasso. Essas constatações estão representadas na figura 9. 21 NIVEIS DE MATURIDADE E SUCESSO - 2012 Participação Percentual 100% 75% 50% 25% 0% Fracasso Parcial Sucesso Nivel 1 23,6% 41,4% 35,0% Nivel 2 16,7% 38,5% 44,8% Nivel 3 12,9% 34,1% 53,0% Nivel 4 6,9% 19,5% 73,5% Nivel 5 Maturidade Figura 9 - Níveis de Maturidade x Sucesso Fonte: Prado (2012, P. 37) O Project Management Institute (PMI) publicou, em dezembro de 2008, a 2ª edição do seu modelo padrão de avaliação de maturidade em gerenciamento de projetos, denominado OPM3® - Organizational Project Management Maturity Model (PMI, 2008b). O desenvolvimento desse modelo foi um projeto de pesquisa, que envolveu a análise de, aproximadamente, 30 modelos existentes e a realização de pesquisas com mais de 30.000 profissionais de gerenciamento de projetos. Mais de 700 voluntários trabalharam na criação desse modelo, que tem como referência principal o Guia PMBOK® (PMI, 2008a). O OPM3 é, portanto, um modelo que incorpora os resultados das melhores práticas utilizadas no mundo, referentes a processos organizacionais de gestão de Portfólio, Programas e Projetos (PPP). No modelo, o termo “boas práticas” refere-se aos métodos correntemente reconhecidos em uma dada indústria ou disciplina, aplicados para alcançar uma meta estabelecida ou objetivo.Essa publicação identificou 489 práticas adotadas pelo mercado, no que diz respeito ao gerenciamento de projetos, programas e portfólio, sendo229 associadas ao gerenciamento de projetos. Esse modelo foi a base para a escolha das práticas, nas dimensões processos, organização, pessoas e tecnologia, para a investigação do uso e da associação com os resultados do gerenciamento do projeto. 22 2.2.3 A Dimensão “Processos” Nesta dimensão estaremos tratando dos processos utilizados no gerenciamento de projetos. Segundo KERZNER (2001), o alcance da excelência em gerenciamento de projetos não é possível sem um processo repetitivo que possa ser utilizado em cada projeto. Para o Guia PMBOK® (PMI, 2008a, p. 38), “processo é um conjunto de ações e atividades inter-relacionadas, que são realizadas para obter um produto, resultados ou serviço predefinido”. Também, de acordo com o Guia (p.38): Os processos de gerenciamento de projetos são realizados pela equipe do projeto e geralmente se enquadram em uma das duas categorias principais: • Os processos de gerenciamento de projetos garantem um fluxo eficaz do projeto ao longo de sua existência. • Os processos orientados ao produto especificam e criam o produto do projeto. Em geral são definidos pelo ciclo de vida do projeto e variam por área de aplicação. Os processos de gerenciamento de projetos e os processos orientados ao produto se sobrepõem e interagem durante todo o projeto. Para o gerenciamento de um projeto, com a aplicação de conhecimentos, habilidades, tecnologia e técnicas às atividades do projeto, a fim de atender ao propósito para o qual ele está sendo executado, a 4ª edição do Guia PMBOK® (PMI, 2008a) propõe nove áreas de conhecimento: escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicações, risco, aquisições e integração. A interdependência entre essas áreas está representada na Figura 10, com a área de integração sendo responsável pela consistência entre elas. 23 Figura 10 - As áreas de conhecimento do gerenciamento de projetos Fonte: Xavier, 2009b, figura 1.7 Essas áreas descrevem o conhecimento e as boas práticas relacionados ao gerenciamento de projetos com base nos processos que as compõem. A seguir, são apresentadas as descrições de cada área de gerenciamento, segundo o Guia PMBOK®. Gerenciamento do Escopo - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos necessários para assegurar que o projeto englobe todas as atividades necessárias, e apenas as atividades necessárias, para que seja finalizado com sucesso. Gerenciamento de Tempo - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos necessários para assegurar a conclusão do projeto no prazo previsto. Gerenciamento de Custos - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos envolvidos no planejamento, necessários para garantir que o projeto seja concluído dentro do orçamento aprovado. Gerenciamento da Qualidade - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos necessários para assegurar que o projeto satisfaça as necessidades para as quais foi criado. 24 Gerenciamento de Recursos Humanos - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos que organizam e gerenciam a equipe do projeto. Gerenciamento das Comunicações - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos necessários para garantir a geração, coleta, divulgação, armazenagem e disposição final apropriada das informações do projeto. Gerenciamento de Riscos - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos que tratam da realização de identificação, análise, respostas, monitoramento e controle, e planejamento do gerenciamento de riscos em um projeto. Os objetivos do gerenciamento de riscos do projeto são aumentar a probabilidade e o impacto dos eventos positivos e diminuir a probabilidade e o impacto dos eventos adversos ao projeto. Gerenciamento de Aquisições - É um subconjunto do gerenciamento de projetos que inclui os processos necessários para a aquisição de bens e serviços externos a fim de cumprir o escopo do projeto. Gerenciamento de Integração - A área de conhecimento em gerenciamento de integração do projeto inclui os processos e as atividades necessárias para identificar, definir, combinar, unificar e coordenar os diversos processos e atividades de gerenciamento de projetos dentro dos grupos de processos de gerenciamento de projetos. O Guia PMBOK® considera a Integração como sendo uma das maiores e mais importantes preocupações do gerente de projeto. O Quadro 1 apresenta os processos de gerenciamento de projetos, por área de conhecimento, propostos pelo Guia PMBOK®. 25 GUIA PMBOK® QUARTA EDIÇÃO Gerenciamento de integração do projeto Desenvolver o termo de abertura do projeto Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto Orientar e gerenciar a execução do projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto Realizar o controle integrado de mudanças Encerrar o projeto ou a fase Gerenciamento do escopo do projeto Coletar Requisitos . Definir o escopo Criar EAP. Verificar o escopo Controlar o escopo Gerenciamento de tempo do projeto Definir atividades Sequenciar atividades Estimar recursos da atividade Estimar durações da atividade Desenvolver o cronograma Controlar cronograma Gerenciamento de custos do projeto Estimar custos . Determinar o orçamento Controlar custos Gerenciamento da qualidade do projeto Planejar a qualidade Realizar a garantia da qualidade Realizar o controle da qualidade Gerenciamento de recursos humanos do projeto Desenvolver o plano de recursos humanos Contratar ou mobilizar a equipe do projeto Desenvolver a equipe do projeto Gerenciar a equipe do projeto Gerenciamento das comunicações do projeto Identificar as partes interessadas Planejar as comunicações Distribuir informações Gerenciar as expectativas das partes interessadas Relatar desempenho Gerenciamento de riscos do projeto Planejar o gerenciamento de riscos Identificar riscos 26 Realizar análise qualitativa de riscos Realizar análise quantitativa de riscos Planejar respostas aos riscos Monitorar e controlar riscos Gerenciamento de aquisições do projeto Planejar aquisições Conduzir aquisições Administrar aquisições Encerrar aquisições Quadro 1 - Os processos de gerenciamento de projetos do GUIA PMBOK Fonte: próprio autor, a partir de informações disponíveis em PMI, 2008a A 5ª edição do Guia PMBOK® (PMI, 2012), lançado em 31/12/2012, quando da finalização da redação desta tese, incorporou uma 10ª área de conhecimento para o gerenciamento dos stakeholders que, segundo o Guia, são indivíduos, grupos e organizações que podem impactar ou serem impactados por uma decisão, atividade ou resultado de um projeto. Embora essa 10ª área não seja tratada de forma específica neste trabalho, ela foi considerada nas áreas “Recursos Humanos” e “Comunicações”. 2.2.4 A Dimensão “Organização” Esta dimensão consiste na forma como a organização está estruturada para tocar os seus projetos. Silveira (2008) coloca que ela é composta dos fatores: cultura; estrutura organizacional; escritório de projetos; e patrocínio executivo. O fator Cultura apresenta os valores e princípios que podem servir como base para um gerenciamento de projetos maduros nas organizações. O fator Estrutura Organizacional apresenta as diversas modalidades à luz das atribuições, responsabilidades, autoridades, poder, normas e procedimentos em busca da maturidade organizacional. O fator Escritório de Projetos apresenta essa unidade organizacional, seu papel e responsabilidades dentro da estratégia corporativa, para refletir a maturidade. O fator Patrocínio Executivo apresenta esse papel nas organizações no suporte político e ativo em projetos durante o ciclo de vida. 27 Verma (1995) estabelece os seguintes aspectos como influenciadores do clima organizacional: estilo da alta administração, estrutura organizacional, o nível de maturidade da equipe e organização de projetos, natureza e tamanho dos projetos. 2.2.5 A Dimensão “Pessoas” A essência do gerenciamento de projetos consiste no trabalho de pessoas (gerentes de projeto, patrocinadores, clientes, fornecedores, equipe etc.). O gerenciamento de um projeto é feito por pessoas, com pessoas, para pessoas. Silveira (2008, p. 90) define a dimensão “Pessoas” como sendo “os recursos especializados, com conhecimento, habilidades e atitudes, e que conduzem e contribuem para o projeto atingir, com sucesso, o resultado”. Esta dimensão, segundo ele, compreende um conjunto de fatores inter-relacionados durante o ciclo de vida do projeto, que são: equipe, liderança, competências e certificações. Deve-se acrescentar a esta lista o “cliente”. Segundo Durand (1998) a competência é baseada em três dimensões – Knowledge, Know-How and Attitudes, normalmente conhecidos no Brasil como CHA (conhecimento, habilidades e atitudes). Desta forma, as pessoas que irão trabalhar em projetos devem ter o conhecimento (é o saber teórico, tácito, existente na cabeça de cada indivíduo), habilidades (é o saber fazer, que depende da experiência prática de cada um), e atitudes (é o querer fazer). Segundo Verma (1995) os recursos humanos influenciam o sucesso ou fracasso em projetos e os problemas em projetos só podem ser resolvidos por recursos humanos. Desta forma ele conclui que o sucesso e o fracasso em projetos dependem exclusivamente de recursos humanos. 28 Uma forma de atestar o conhecimento de um profissional é por meio de certificações. Em novembro de 2012 (PMI, 2013), o número de profissionais certificados pelo PMI eram: Project Management Professional (PMP)®: 500.082 Certified Associate in Project Management (CAPM)®: 19.849 Program Management Professional (PgMP)®: 823 Scheduling Professional (PMI-SP)®: 780 Risk Management Professional (PMI-RMP)®: 1.732 Agile Certified Practitioner (PMI-ACP)SM: 1.835 Verifica-se, pelos números acima, que a certificação mais procurada é a PMP. 2.2.6 A Dimensão “Tecnologia” As organizações utilizam a tecnologia para automatizar parte de seus processos, dando suporte ao gerenciamento, permitindo a tomada de decisões. A tecnologia é o ferramental de apoio e suporte para o gerenciamento de projetos. O Guia PMBOK® (2008a, p. 371) define como Sistema de Informações de Gerenciamento de Projetos (SIGP) “um sistema de informações que consiste de ferramentas e técnicas usadas para reunir, integrar e disseminar as saídas dos processos de gerenciamento de projetos”. Kerzner (2005, p. 704) diz que o gerenciamento de projetos eficiente requer, além de um bom planejamento, que relevantes informações sejam obtidas, analisadas e revistas no tempo correto, existindo uma grande quantidade de softwares disponíveis apara poiar essa difícil tarefa. 29 Durante pesquisa sobre o tema gerenciamento de projetos, realizada no Brasil em 2011 pelas seções regionais do PMI (Project Management Institute) 13, cerca de 75% das 754 Organizações que participaram da pesquisa relataram que utilizavamo software MS-Project, conforme pode ser visto na Figura 11. Figura 11 - Softwares de Gerenciamento de Projetos utilizados no Brasil Fonte: site www.pmsurvey.org, acessado em 24/12/2012 Para Dinsmore e Cabanis-Brewin (2006), os sistemas corporativos de gerenciamento de projetos devem ter as seguintes funcionalidades: repositório central de dados; gerenciamento no nível de projeto e programa; acesso amigável por múltiplos usuários; visão integrada e padronizada das informações; comunicação colaborativa; e uma visão do fluxo de trabalho. 2.3 Os Indicadores de Sucesso do Gerenciamento de Projetos 2.3.1 O Que é Sucesso de um Projeto? Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, sucesso é um “bom resultado; êxito; triunfo”. A avaliação de sucesso é subjetiva e depende da ótica de quem está 13 Disponível emhttp://www.pmsurvey.org/ 30 observando. O que é sucesso para um grupo de pessoas, pode ser um fracasso para outro. Utilizemos como exemplo o projeto de construção da Usina de Belo Monte, no Estado do Pará, Brasil, que será a terceira maior hidrelétrica do mundo. Temos como envolvidos (stakeholders): Governo Federal; População das cidades no entorno da obra; Órgãos Ambientalistas; Consórcio Construtor; Funcionários da Construtora; Consórcio Investidor; Fundação Nacional dos Índios; e tantos outros. Com certeza os interesses desses grupos são diversos e, muitas vezes, conflitantes. A Figura 12 mostra um protesto contra a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no dia internacional de luta contra barragens, em 14 de março de 2012, o que demonstra a insatisfação de um grupo de pessoas com o projeto. Figura 12 - Protesto contra a Usina de Belo Monte Fonte: http://www.xinguvivo.org.br (acessado em 14/03/2012) A revisão da literatura não apresenta uma interpretação única do termo “sucesso” em projetos. McCoy (1986) já observava que uma definição padrão do sucesso de projeto não existia e não havia uma única metodologia reconhecida amplamente para a sua medição. JUGDEV e MULLER (2005) apresentaram uma retrospectiva acerca do que vem sendo conceituado como sucesso em projetos, na literatura, nos últimos 40 anos. A principal conclusão que chegaram é que sucesso é um conceito complexo e que muda durante o ciclo de vida do projeto. Também KHANG & MOE (2008, p. 72) reconheceram, após pesquisa bibliográfica, que é uma tarefa difícil a definição de critérios para a medição do sucesso de projetos. Citam em seu artigo que Pinto e Mantel (1990) definiram o sucesso do projeto por meio de três diferentes dimensões: 31 Eficiência da Implementação: é a medição do desempenho da equipe do projeto, com critérios tais como cumprimento de prazo e custo, atendimento dos objetivos do projeto, e manutenção do relacionamento com os stakeholders; Qualidade percebida do projeto: é a percepção da equipe do projeto acerca do valor e utilidade das entregas do projeto; Satisfação do Cliente: é a percepção do cliente acerca do desempenho do projeto e da sua equipe. Kerzner (2005) associa osucesso a quatro componentes: prazo, custos, qualidade e satisfação do cliente. Ele também enunciou uma definição mais ampla (Kerzner, 2002, pp.44-45) dizendo que: A melhor explicação do sucesso é aquela que leva em consideração fatores primários e secundários: Fatores primários (cumprimento do plano do projeto): no prazo, dentro do orçamento e no nível desejado de qualidade; Fatores secundários (externos ao projeto): aceitação pelo cliente (o cliente concorda com a utilização de seu nome como referência), sociedade, órgãos governamentais etc. DE WIT (1988) (apud DYRHAUG, 2002) já havia estudado sucesso em projetos deconstrução e observado que outros critérios de sucesso deveriam ser considerados, alémdos tradicionais. Segundo ele, os seis critérios de sucesso mais frequentemente utilizados,quando se consideram apenas as fases de engenharia e construção, são: desempenho do orçamento; desempenho do cronograma; funcionalidade; satisfação do cliente; satisfação da empresa contratada; e satisfação do gerente do projeto e equipe. Segundo DE WIT (op. cit.), “o grau de realização dos objetivos é que determina o sucesso deum projeto”. Para ele, “é importante que se tenha em mente que o bomgerenciamento do projeto pode contribuir para o sucesso do projeto, mas que os critérios de definição de sucesso em um projeto devem estar vinculados aos seus objetivos”. CAMILLERI (2011, p. 17) relata que muitos pesquisadores fazem a distinção entre sucesso do projeto e sucesso do gerenciamento do projeto. Enquanto o sucesso do projeto é medido pelo alcance de seus objetivos, o sucesso do gerenciamento é 32 medido por tradicionais parâmetros de desempenho, tais como custo, tempo e qualidade. 2.3.2 Indicadores de Desempenho Uma das ferramentas mais utilizadas para o estabelecimento de indicadores de desempenho é o Balanced Scorecard (BSC), criado originalmente para mapear aestratégia de uma organização em objetivos estratégicos e estes emindicadores de desempenho. O Balanced Scorecard (BSC) foi descrito pela primeira vez em um artigopublicado por KAPLAN & NORTON (1992). Em adição à medição do desempenho apenas em termos financeiros, o Balanced Scorecard (BSC) incorporou a medição dos esforços de uma organização visando à melhoria de seus processos internos, a valorização do seu cliente e o aumento de sua capacidade de aprendizagem e crescimento. O termo "scorecard" significa quantificar o desempenho através de indicadores e o "balanced" significa que o sistema proposto leva em conta o balanceamento dessas informações. 2.3.3 Indicadores de Desempenho em Projetos A utilização de indicadores em projetos serve tanto para saber o desempenho individual deles como também para o desempenho coletivo da carteira de projetos da organização, de forma a determinar se a maturidade organizacional está aumentando ou diminuindo em relação ao gerenciamento de projetos. Para sabermos se estamos atendendo às expectativas dos stakeholders, de um bom resultado em um projeto (sucesso), devemos estabelecer uma forma de medição. Rose (2005, p.54) afirma que “uma métrica estabelece a medição do grau de conformidade a uma especificação.”. O modelo OPM3® (PMI, 2008b, p.16) define que “uma métrica é a medição do resultado de alguma coisa”. Para medirmos o resultado de um projeto, precisamos estabelecer indicadores que meçam o seu desempenho. Para PARVIZ &GINGER (2002, pp 14 -17), a avaliação de sucesso de um projeto deve ser feita por indicadores relacionados a resultados e relacionados a pessoas, conforme pode ser visto na Figura 13. 33 Figura 13 - Exemplo de Critérios de Avaliação do Sucesso de Projetos Fonte: próprio autor, a partir de conteúdo de PARVIZ & GINGER (2002) Baccarini (1999) e Cooke-Davies (2002) adotaram dois diferentes conceitos para o sucesso de um projeto: A satisfação dos stakeholders com o término do projeto, tratando tanto da abordagem tradicional de desempenho de prazo, custo e qualidade, como da entrega do produto final (escopo); Alcance dos objetivos estratégicos estabelecidos para o projeto. Segundo JHA e LYER (2007), “a definição de sucesso em projetos é vaga e não há critério universal parasua medição”. Para eles os critérios de sucesso devem ser separados em duas categorias: Critérios Tangíveis: qualidade, custo, tempo, segurança e disputas (conflitos); Critérios Intangíveis: seriam vários, por exemplo, satisfação do cliente, do contratante ou da equipe do projeto. DYRHAUG, ANDERSEN e ROLSTADAS (2002, como citado em BAHIA, 2009, p. 52) afirmam que ”não há consenso naliteratura sobre como definir sucesso em projetos”. Segundo eles, os critérios abaixo têm “mais consenso do que os outros”: Atingir objetivos de custo e tempo, especialmente se o projeto está na fase de execução; Atingir a especificações técnicas iniciais; Atingir os objetivos do projeto ou contribuir para objetivos estratégicos, táticos eoperacionais financeiramente e tecnicamente; 34 Satisfação do cliente ou proprietário. Segundo MUNNS & BJEIRMI (1996), “a experiência tem mostrado diversosexemplos de projetos onde foi possível obter sucesso relativo mesmo quando os objetivosde gerenciamento de projetos não foram plenamente atingidos e vice versa”. Isto é, umprojeto pode ser visto como “de sucesso”, por exemplo, ao obter alta lucratividade, embora entregue com atraso. Assim sendo, devemos utilizar indicadores para medição dos resultados de um projeto que quantifiquem o seu desempenho, tanto em relação ao gerenciamento quanto aos resultados que o projeto trouxe para o negócio. Para a medição do resultado do gerenciamento de um projeto, é necessário comparar o que foi realizado com o planejado. Para o PMI (2008a, p. 365), “a linha de base (baseline) de referência para a medição de desempenho do projeto normalmente integra parâmetros de escopo, cronograma e custo de um projeto, mas também pode incluir parâmetros técnicos e de qualidade”.Para Ives (2005), o gerenciamento de projetos proporciona a disciplina e o foco necessários para entregar resultados às organizações. 35 3. METODOLOGIA O objetivo deste capítulo é apresentar: a natureza da pesquisa; o método; o modelo conceitual por meio das suas variáveis de pesquisa; o plano amostral com a identificação da população e as suas limitações; os instrumentos e procedimentos de coleta de dados em campo; e a análise do perfil da amostra. 3.1 A Natureza da Pesquisa Este estudo é de natureza descritiva correlacional, de amostra extensiva, bivalorada e transversal. É descritiva pela necessidade de compreender as características de determinados fatores contribuintes para o sucesso do gerenciamento de projetos, sendo correlacional por pretender identificar e analisar as relações entre variáveis. Para Ynoub (2007) este tipo de investigação se propõe a descrever o comportamento de variáveis e/ou identificar tipos ou pautas características, resultantes das combinações de certo número delas. Essas investigações se ocupam então de identificar as variáveis relevantes do objeto do assunto investigado e logo averiguar como se comportam essas variáveis. Segundo Cervo e Bervian (1996), a pesquisa descritiva relaciona fatos ou fenômenos, ou seja, variáveis, sem manipulá-las. Essa natureza de pesquisa permite descobrir, com a precisão que for possível, a frequência com que ocorre um fenômeno e suas relações. Além disso, ela se desenvolve com maior intensidade nas ciências humanas e sociais, para tratar especialmente de problemas que necessitem de maior estudo, porém com a ausência de registros e documentos. No que concerne ao estudo correlacional, este procura determinar as relações que existem entre as variáveis; é um processo de associação entre variáveis e, para o qual, a estatística pode dar uma importante contribuição. A investigação foi extensiva por utilizar uma amostra grande (202 projetos) e bivalorada por utilizar duas variáveis. Em razão de ser feita somente uma medição no tempo, a investigação foi transversal. 36 3.2 O Método de Pesquisa O método de pesquisa foi o de estudo de campo, por meio de questionário, junto a profissionais de organizações de diferentes tipos, portes e segmentos de projetos, com o objetivo de identificar quais são as práticas, nas dimensões Processos, Tecnologia, Pessoas e Organização, para o Sucesso dos Projetos no Brasil. No método de estudo de campo trabalha-se com amostras que permitem maior entendimento acerca de relações entre variáveis, e estão sujeitas a análises estatísticas. Procurou-se neste estudo, portanto, estabelecer relações entre as práticas de gerenciamento e o sucesso em projetos. 3.3 Sistema de Matrizes De Dados (Modelo Conceitual) Este estudo tem como objetivo identificar quais são aspráticas, nas dimensões Processo, Tecnologia, Pessoas e Organização, que contribuem para o Sucesso no Gerenciamento de Projetos no Brasil. O modelo consiste na análise da variável independente (X),Práticas do Gerenciamento de Projetos, e sua relação com a variável dependente (Y), Sucesso do Gerenciamento de Projetos, conforme representado na Figura 14. Variável Variável independente X Práticas do Gerenciamento de Estabelecer relação entre estas variáveis dependente Y Sucesso do Gerenciamento de Projetos Projetos Figura 14 - O Modelo de Análise das Variáveis Fonte: próprio autor A Unidade de Análise considerada foi a de “Projetos no Brasil”, não havendo nenhum critério de seleção prévio quanto à participação de cada projeto na pesquisa. 37 3.3.1 Variável independente - Práticas do Gerenciamento de Projetos No capítulo 1 vimos que um estudo da PricewaterhouseCoopers (2008) concluiu que existem quatro dimensões fundamentais que devem ser levadas em consideração quando analisamos a maturidade organizacional do gerenciamento de projetos: processos; estrutura; pessoas; e sistemas. Ainda nesse capítulo, foi apontado que Silveira (2008) realizou estudo em 360 organizações brasileiras cujos resultados permitiram também concluir que os principais fatores contribuintes que podem impulsionar o gerenciamento de projetos nas organizações brasileiras estão associados à: Processos; Tecnologia; Pessoas; e Organização. Desta forma, o autor definiu que, neste trabalho, seriam verificadas, nos projetos pesquisados, as práticas de gestão de projetos em relação às dimensões processos, organização, pessoas e tecnologia. A Figura 15 apresenta essas dimensões de forma esquemática. Figura 15 - As dimensões do Gerenciamento de Projetos em uma Organização Fonte: próprio autor Existe uma infinidade de “práticas” de gerenciamento de projetos que podem ser aplicadas nas dimensões Processos, Tecnologia, Pessoas e Organização. Durante pesquisa sobre o tema gerenciamento de projetos, realizada no Brasil em 2011 pelas seções regionais do PMI (Project Management Institute)14, cerca de 60% das 754 Organizações que participaram da pesquisa relataram que o modelo mais utilizado no Brasil, para a medição da maturidade do gerenciamento de projetos, conforme pode 14 Disponível emhttp://www.pmsurvey.org/ 38 ser visto na Figura 16, era o OPM3® - Organizational Project Management MaturityModel (PMI, 2008b), descrito na seção 2.2.2. Figura 16 - Modelos de Maturidade do Gerenciamento de Projetos utilizados no Brasil Fonte: site www.pmsurvey.org, acessado em 24/12/2012 Em razão do marco teórico constante do capítulo 2 desta tese, foi elaborado o questionário constante do apêndice A para verificação das práticas de gerenciamento de projetos nas dimensões: “Processos” (áreas de conhecimento: integração; escopo; tempo; custo; qualidade; comunicação; recursos humanos; risco; e aquisições); “Pessoas”; “Organização”; e “Tecnologia”, assim como para verificação dos seus Resultados. O modelo OPM3® foi utilizado neste estudo como base para a elaboração do questionário que será citado na seção 3.5.1. A Figura 17 apresenta a representação esquemática dos fatores definidos para a avaliação das práticas de gerenciamento de projetos. Figura 17 - Fatores de Avaliação das Práticas de Gerenciamento de Projetos Fonte: próprio autor 39 3.3.2 Variável dependente - Sucesso do Gerenciamento de Projetos O sucesso é o que se espera como resultado do gerenciamento de um projeto. A Figura 18 apresenta a representação esquemática dos fatores definidos para a avaliação dos resultados dos projetos. Figura 18 - Fatores de Avaliação do Sucesso do Projeto Fonte: próprio autor 3.4 Plano Amostral Para este estudo foi escolhida a amostragem não probabilística, intencional, uma vez que a população dessa amostra é desconhecida. A amostra é não probabilística em razão da forma de coleta de dados ter sido via Internet, em que o convidado responde se quiser. Segundo Selltiz et al (1987), os métodos não probabilísticos dependem de amostras de julgamento pessoal, que não podem ser isolados e medidos. Desta forma, a teoria estatística pode ser aplicada com conclusões apenas quanto à amostra obtida. Foram utilizados como fonte de informação alunos da Fundação Getúlio Vargas e componentes de listas de discussão da Internet, específicas de gerenciamento de projetos. Foi exigido que o preenchimento do questionário fosse feito por componente da equipe de gerenciamento do projeto que estava sendo alvo de análise. Essa fonte de informação foi, portanto, primária. Não se tinha de antemão o número de projetos que seriam selecionados. A amostra coletada compreendeu 202respondentes e será descrita no subitem 3.6. 3.5 Estratégias e Procedimentos de Coleta de Dados Selltiz et al (1987) enfatizam que o uso de questionários, denominado auto aplicado, é frequentemente bem-sucedido na obtenção do índice de respostas. Para estudos 40 descritivos, os questionários são comumente utilizados e particularmente para este estudo, um importante instrumento de coleta de dados. Não houve critério de seleção quanto à participação de cada projeto para esse estudo. Como fontes primárias, para coleta de dados referentes às variáveis, foram utilizados os profissionais que trabalharam no gerenciamento do projeto. Para fins deste estudo, os procedimentos de coleta de dados foram divididos em três fases sequenciais, como se vê na Figura 19. Inicialmente foi desenvolvido o questionário (fase 1) e submetido à avaliação no pré-teste (fase 2). Após o refinamento do questionário, aplicou-se o questionário em campo (fase 3). Fase 1 Elaboração do Questionário Fase 2 Pré-Teste do Questionário Fase 3 Aplicação do Questionário Figura 19 - Procedimentos para a Coleta de Dados Fonte: próprio autor 3.5.1 Elaboração do questionário Para a elaboração do questionário foi utilizado como baseprincipal omodelo OPM3®Organizational Project Management Maturity Model (PMI, 2008b). O questionário possuía sessenta (60) perguntas, sendo cinquenta e cinco (55) para a verificação de cento e oitenta e sete (187) práticas e cinco (5) para resultados. A associação das perguntas, referentes às práticas, com o modelo, foi feita colocando-se, após cada uma delas, o número da boa prática (BP) constante da publicação OPM3®. 41 Cada questão do questionário apresentou uma orientação de Help e Evidência para auxiliar nas respostas às perguntas. Alguns acrônimos foram utilizados no questionário: PG – Pergunta genérica; P – Pergunta específica; H – Help; e E – Evidência. O Quadro 2 apresenta o agrupamento das perguntas de acordo com as dimensões que se pretendia analisar, assim como a quantidade de práticas pesquisadas em cada uma delas. Perguntas Práticas Dimensão Processos - Gerenciamento de Integração 1a5 18 Dimensão Processos - Gerenciamento de Escopo 6 a 10 14 Dimensão Processos - Gerenciamento de Tempo 11 a 15 19 Dimensão Processos - Gerenciamento de Custos 15 a 20 15 Dimensão Processos - Gerenciamento de Qualidade 21 a 25 10 Dimensão Processos - Gerenciamento de RH 26 a 30 17 Dimensão Processos - Gerenciamento de Comunicações 31 a 35 16 Dimensão Processos - Gerenciamento de Riscos 35 a 40 20 Dimensão Processos - Gerenciamento de Aquisições 41 a 45 18 Dimensão Organização 46 a 48 14 Dimensão Pessoas 49 a 52 15 Dimensão Tecnologia 53 e 55 11 55 187 Agrupamentos Total Quadro 2 - O Agrupamento de Práticas no Questionário Inicial Fonte: próprio autor 3.5.1.1 Perguntas da Dimensão Processo Nas perguntas da dimensão “Processo” procurou-se mapear as práticas em cada área de conhecimento do gerenciamento de projetos (Integração, Escopo; Tempo; Custos; Qualidade; Recursos Humanos; Comunicações; Riscos; e Aquisições) em relação à iniciação, planejamento, monitoramento, controle e encerramento de projetos. 3.5.1.2 Perguntas da Dimensão Organização As perguntas da dimensão “Organização” visaram verificar se a organização possuía uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos, provia os recursos, autoridade e incentivos aos gerentes de projetos e suas equipes e se proporcionava uma estrutura para o gerenciamento de projetos. 42 3.5.1.3 Perguntas da Dimensão Pessoas As perguntas da dimensão “Pessoas” procuraram identificar os conhecimentos e habilidades do gerente do projeto, assim como as atitudes dos executivos, clientes, equipe e colaboradores do projeto. 3.5.1.4 Perguntas da Dimensão Tecnologia As perguntas da dimensão “Tecnologia” buscavam determinar a utilização ou não de software de gerenciamento pela equipe do projeto, e se a tecnologia existente disponibilizava informações para o planejamento, acompanhamento e controle dos projetos, suportando a tomada de decisões dos principais envolvidos. 3.5.1.5 Perguntas para Avaliação de Resultados Para a avaliação dos resultados alcançados pelo gerenciamento do projeto, foram estabelecidas, no questionário, perguntas que constatassem o desempenho do projeto em relação ao cumprimento de tempo, custo, escopo, satisfação do cliente e resultados para o negócio. Foram utilizados os seguintes indicadores: a) Desempenho de Prazo É uma medida do resultado do gerenciamento do tempo em um projeto. Considerou-se no cálculo desse índice a divisão do prazo real pelo prazo previsto no cronograma aprovado no início do projeto (considerado a baseline – base de referência para comparação). Desta forma, a seguinte pergunta foi estabelecida no questionário: Qual foi o resultado do gerenciamento de Prazo do projeto, em relação ao último baseline? Foram estabelecidos os seguintes intervalos como opções de resposta: 43 1. O Índice de Desempenho de Prazo foi menor do que 0,15 2. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,15 a 0,34 3. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,35 a 0,54 4. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,55 a 0,74 5. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,75 a 0,94 6. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,95 a 1,05 7. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,06 a 1,25 8. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,26 a 1,50 9. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,51 a 1,75 10. O Índice de Desempenho de Prazo foi maior do que 1,75 11. Não há informações disponíveis para cálculo do índice b) Desempenho de Escopo Segundo o Guia PMBOK® (PMI, 2008 a), escopo é “A soma dos produtos, serviços e resultados a serem fornecidos na forma de projeto”. O indicador definido para o desempenho de escopo foi o percentual entregue dos produtos e serviços previstos no projeto. Desta forma, a seguinte pergunta foi estabelecida no questionário: Qual foi o resultado do gerenciamento de escopo do projeto, em relação ao último baseline? Foram estabelecidas as seguintes opções de resposta: 1. 100% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 2. De 90 a 99% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 3. De 80 a 89% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 4. De 70 a 79% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 5. De 60 a 69% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 44 6. De 50 a 59% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 7. De 40 a 49% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 8. De 30 a 39% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 9. Menos de 30% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 10. Não há informações disponíveis para responder a este item c) Desempenho de Custos (IDC) É uma medida do resultado do gerenciamento do custo em um projeto. Considerou-se no cálculo desse índice a divisão do custo real incorrido pelo custo planejado, ou seja, o orçamento previsto para o projeto (considerado a baseline – base de referência para comparação). Desta forma, a seguinte pergunta foi estabelecida no questionário: Qual foi o resultado do gerenciamento de Custo do projeto, em relação ao último baseline? Foram estabelecidos os seguintes intervalos como opções de resposta: 1. O Índice de Desempenho de Custo foi menor do que 0,15 2. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,15 a 0,34 3. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,35 a 0,54 4. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,55 a 0,74 5. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,75 a 0,94 6. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,95 a 1,05 7. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,06 a 1,25 8. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,26 a 1,50 9. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,51 a 1,75 10. O Índice de Desempenho de Custo foi maior do que 1,75 11. Não há informações disponíveis para cálculo do índice 45 d) Satisfação do Cliente Muitas vezes o cliente do projeto pode ter uma sensação de satisfação com o projeto independente dos indicadores de resultado de prazo, custo e escopo. Para identificar o grau de satisfação do cliente com o projeto, a pergunta abaixo foi estabelecida no questionário: O cliente ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto? Como resposta, foi solicitado que o respondente indicasse, em uma escala de zero a dez, o grau de satisfação do cliente. e) Atingimento dos Objetivos para o Negócio Projetos são autorizados para que a organização tenha resultados para o negócio. Esse resultado pode ser em relação à: redução de custos; aumento das vendas; melhoria da imagem; melhoria da qualidade do produto; redução de riscos etc. Desta forma, a seguinte pergunta foi estabelecida no questionário: Qual foi o resultado do projeto para o negócio? Foram estabelecidas as seguintes opções de resposta: 1. O projeto não teve objetivos de negócio estabelecidos quando da sua autorização ou no decorrer do projeto 2. O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 3. O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 4. O projeto não atendeu a nenhum dos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 5. O projeto foi cancelado durante a sua execução 6. Ainda não foi possível mensurar os resultados do projeto para o negócio 46 3.5.2 Pré-teste do questionário Para a realização do pré-teste foram convidados a responderem o questionário, em abril de 2011, trinta e cinco (35) alunos de uma turma do Rio de Janeiro, do MBA em Gerenciamento de Projetos da Fundação Getúlio Vargas, onde o autor estava ministrando uma disciplina. Para que os participantes da pesquisa pudessem conhecer mais detalhes acerca da tese, assim como fazer o preenchimento do questionário, foi elaborado um site na Internet: http://www.magno.pensesite.com/. Ao final das perguntas, foi solicitado aos participantes da pesquisa que opinassem em relação ao questionário, respondendo: 1) Quais as dificuldades que você teve para o preenchimento do questionário? 2) Que sugestões você faria para melhorar o entendimento do questionário? 3) Tem alguma prática de gerenciamento de projetos que você considera importante e que não esteja sendo abordada no questionário? Dos trinta e cinco (35) alunos convidados, apenas seis (6) responderam ao questionário, cujos principais comentários seguem abaixo: “O questionário está muito bom. Na verdade as questões constituem um verdadeiro manual/checklist da qualidade de um projeto”. “Acho que o questionário é muito grande para uma pesquisa em que se pretende alcançar um número grande de respostas”. “O questionário é completo em relação às praticas, muito bem elaborado, muito bem explicado. Provavelmente te demandou um tempo enorme, custoso, estressante, enfim ...todo o teu empenho. Porém, acho que vai ser difícil ter alguém que vá respondê-lo fielmente e por completo, que não seja muito seu amigo (rsrs...)”. 3.5.3 Aplicação do questionário O autor desta tese, preocupado com a obtenção de poucas respostas ao questionário, se fossem utilizadas as sessenta (60) perguntas, realizou uma diminuição do número para trinta e sete (37), gerando o questionário que consta do apêndice B, sendo trinta e duas (32) perguntas para a identificação do uso de cento e seis (106) práticas e cinco (5) para a avaliação de resultados. Também houve uma simplificação das perguntas e a retirada das informações de help e de evidências, que também poderia contribuir para que menos respostas fossem obtidas ao demandar um tempo maior de 47 leitura. O Quadro 3 apresenta o agrupamento das perguntas e número de práticas de acordo com as dimensões que se pretendia analisar no novo questionário. Perguntas Práticas 1, 2, 3, 4, 5 e 8 12 Dimensão Processos - Gerenciamento de Escopo 6e7 6 Dimensão Processos - Gerenciamento de Tempo 9 e 10 12 Dimensão Processos - Gerenciamento de Custos 11 e 12 6 Dimensão Processos - Gerenciamento de Qualidade 14 e 15 6 16 3 13, 17, 18 e 19 9 20 e 21 9 Dimensão Processos - Gerenciamento de Aquisições 22, 23 e 24 12 Dimensão Organização 25, 26 e 27 12 Dimensão Pessoas 28, 29 e 30 13 31 e 32 6 32 106 Agrupamentos Dimensão Processos - Gerenciamento de Integração Dimensão Processos - Gerenciamento de RH Dimensão Processos - Gerenciamento de Comunicações Dimensão Processos - Gerenciamento de Riscos Dimensão Tecnologia Total Quadro 3 - O Agrupamento de Práticas no Questionário Final Fonte: próprio autor Para facilitar o preenchimento do questionário pela Internet, foi utilizado o site http://magno.questionpro.com. A justificativa para a adoção da Internet está na maior facilidade que a tecnologia pode proporcionar ao processo de coleta e análise dos dados para as partes envolvidas, exigência por respostas completas, nos custos e principalmente na extensão da população objeto deste estudo. O convite para a participação na pesquisa foi feito em 23/09/2011. Como incentivo ao preenchimento do questionário, foi prometido o sorteio de dez (10) livros de gerenciamento de projetos entre os que respondessem até 11/11/2011. O convite foi enviado para as listas das turmas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) onde o autor desta tese lecionou desde 2001 (cerca de 8.000 alunos), assim como para as seguintes listas:[email protected](cerca de 5.500 integrantes); [email protected](cerca de 3.000 integrantes); [email protected](cerca de 600 integrantes). Como é comum que um profissional participe de mais de uma dessas listas, ou que esteja com seu endereço eletrônico desatualizado, é impossível estimar o número total de pessoas que receberam o convite. Vale observar que, na carta de apresentação, solicitou-se aos respondentes o preenchimento completo do questionário e assegurou-se aconfidencialidade de todas 48 as suas informações. Também foi dito que somente poderiam ser inseridas informações de projetos já concluídos ou cancelados antes de seu término previsto, e que escolhessem um projeto em que tivessem sido avaliados os resultados de custo, prazo, escopo e satisfação do cliente. Foi solicitado ainda que não registrassem somente projetos de sucesso, o que poderia mascarar o resultado da pesquisa. A pesquisa ficou, portanto, à disposição dos respondentes de 23/09/2011a 11/11/2011. 3.6 Análise do Perfil da Amostra Participaram da pesquisa 202 projetos. Segue o perfil dos projetos participantes, de acordo com o tipo de organização, categoria do projeto, orçamento do projeto e prazo do projeto. 3.6.1 Tipo de Organização A maior parte dos projetos participantes (72,3%), conforme pode ser visto na Figura 20, foi de organizações da iniciativa privada. Todos os tipos de organização participaram da pesquisa, sendo o Terceiro Setor o com menos projetos, ou seja, nove (9). Figura 20 - Perfil da Amostra por Tipos de Organização Fonte: próprio autor 49 3.6.2 Categoria do Projeto Cerca de 50% dos participantes, conforme pode ser visto na Figura 21, foram deprojetos de Sistemas de Informação, Construção e Montagem e Infraestrutura de TIC. Verificou-se uma participação pequena da categoria de mídia e entretenimento, que só teve um participante. Figura 21 - Perfil da Amostra por Categoria de Projeto Fonte: próprio autor 3.6.3 Orçamento do projeto A amostra dosprojetos participantes, conforme pode ser visto na Figura 22, estava bem distribuída em relação aos intervalos de orçamento do projeto, sendo em maior número (22,8%) os projetos com orçamento menor do que R$ 100.000,00. 50 Figura 22 - Perfil da Amostra por Orçamento de Projeto Fonte: próprio autor 3.6.4 Prazo do projeto A maior parte dos projetos participantes (65%), conforme pode ser visto na Figura 23, tinha o prazo acima de 6 meses de duração, sendo 23,8% de 7 a 12 meses). Figura 23 - Perfil da Amostra por Prazo de Projeto Fonte: próprio autor 51 3.7 Agrupamento dos Resultados 3.7.1 Agrupamento dos Resultados em RUIM, BOM e ÓTIMO Para uma melhor análisedescritiva dos dados relativos aos resultados do gerenciamento de projetos, foram definidos agrupamentos dos mesmos nas categorias RUIM, BOM e ÓTIMO, conforme os Quadros 4, 5, 6 e 7. Resultados do Gerenciamento de Prazo e Custo Categoria O Índice de Desempenho foi menor do que 0,15 RUIM O Índice de Desempenho foi de 0,15 a 0,34 RUIM O Índice de Desempenho foi de 0,35 a 0,54 RUIM O Índice de Desempenho foi de 0,55 a 0,74 RUIM O Índice de Desempenho foi de 0,75 a 0,94 BOM O Índice de Desempenho foi de 0,95 a 1,05 ÓTIMO O Índice de Desempenho foi de 1,06 a 1,25 BOM O Índice de Desempenho foi de 1,26 a 1,50 RUIM O Índice de Desempenho foi de 1,51 a 1,75 RUIM O Índice de Desempenho foi maior do que 1,75 RUIM Quadro 4 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Prazo e Custo, em ruim, bom e ótimo Fonte: próprio autor Resultado do gerenciamento de Escopo 100% dos produtos e serviços entregues Categoria ÓTIMO De 90 a 99% dos produtos e serviços entregues BOM Abaixo dos 90% dos produtos e serviços entregues RUIM Quadro 5 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Escopo, em ruim, bom e ótimo Fonte: próprio autor Resultado do grau de satisfação do cliente Categoria 10 ÓTIMO 8–9 BOM 0–7 RUIM Quadro 6 - O Agrupamento de Resultados do grau de satisfação do cliente, em ruim, bom e ótimo Fonte: próprio autor 52 Resultado do projeto para o negócio Categoria O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio ÓTIMO O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio BOM O projeto não atendeu a nenhum dos objetivos de negócio RUIM Quadro 7 - O Agrupamento de Resultados para o Negócio, em ruim, bom e ótimo Fonte: próprio autor 3.7.2 Agrupamento dos Resultados em ÓTIMO e NÃO ÓTIMO Para uma melhor análise das relações individuais entre as práticas de gerenciamento e os resultados obtidos nos projetos participantes da pesquisa, foram definidos agrupamentos dos mesmos nas categorias ÓTIMO e NÃO ÓTIMO, conforme os Quadros 8, 9, 10 e 11. Resultados do gerenciamento de Prazo e Custo Categoria O Índice de Desempenho foi menor do que 0,95 NÃO ÓTIMO O Índice de Desempenho foi de 0,95 a 1,05 ÓTIMO O Índice de Desempenho foi maior do que 1,05 NÃO ÓTIMO Quadro 8 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Prazo e Custo, em ótimo e não ótimo Fonte: próprio autor Resultado do gerenciamento de Escopo Categoria 100% dos produtos e serviços entregues ÓTIMO Abaixo dos 90% dos produtos e serviços entregues NÃO ÓTIMO Quadro 9 - O Agrupamento de Resultados do gerenciamento de Escopo, em ótimo e não ótimo Fonte: próprio autor 53 Resultado do grau de satisfação do cliente Categoria 10 ÓTIMO 0–9 NÃO ÓTIMO Quadro 10 - O Agrupamento de Resultados do grau de satisfação do cliente, em ótimo e não ótimo Fonte: próprio autor Resultado do projeto para o negócio Categoria O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio ÓTIMO O projeto não atendeu totalmente aos objetivos de negócio NÃO ÓTIMO Quadro 11 - O Agrupamento de Resultados para o Negócio, em ótimo e não ótimo Fonte: próprio autor 3.8 Técnicas de Análise Utilizadas De acordo com Martins (2002, p.54, como citado em Silveira, 2008 p. 200), “a aplicação consistente das técnicas estatísticas dependebasicamente da preocupação do investigador em avaliar o nível de mensuração da variável, suanatureza, e as exigências para a aplicação da técnica”. As seguintes técnicas foram utilizadas para análise das respostas ao questionário: análise descritiva dos dados de práticas e de resultados do gerenciamento de projetos; análise das relações individuais entre as práticas e os resultados do gerenciamento de projetos; análise das relações individuais entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos; e análise de regressão logística identificando as possíveis práticas que podem elevar a probabilidade de sucesso nos projetos (análises concomitantes das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos). A Figura 24 apresenta, de forma esquemática, o plano de análise dos dados da pesquisa. 54 Figura 24- Plano de Análise dos Dados da Pesquisa Fonte: próprio autor 1. Análise descritiva dos dados de práticas e de resultados do gerenciamento de projetos: para cada pergunta do questionário foielaborada uma tabela demonstrando a frequência (número de projetos que selecionaram a opção) e o percentual em relação à amostra. Foi feita uma ordenação das práticas de acordo com o percentual indicado na resposta. Para uma análise agrupada, foi feita uma junção de categorias de respostas de resultados para ótimo, bom e ruim, conforme agrupamento apresentado no subitem 3.7.1. 2. Análise das relações individuais entre as práticas e os resultados do gerenciamento de projetos: as variáveis originais da pesquisa se caracterizam por serem binárias em relação às práticas de gestão (ter realizado ou não a prática). Foi então realizada a Prova do qui-quadrado para verificação da relação dessas práticas de gerenciamento de projetos com os resultados ótimos e não ótimos de prazo, custo e para o negócio; 55 3. Análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos: em razão do grande número de variáveis a serem analisadas, foi utilizado um método que combinou a análise de confiabilidade utilizando o coeficiente Alfa de Cronbach com a análise fatorial (HAIR, 2009), o que permitiu reduzir as 106 variáveis dos 12 agrupamentos iniciais vistos no Quadro 3.2 (Integração, Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos, Aquisições, Dimensão Organização, Dimensão Pessoas e Dimensão Tecnologia) para sete (7) fatores, seguindo-se com o teste t-Student, cuja variável dependente é o resultado e as independentes os fatores; 4. Análise de regressão logística identificando as possíveis práticas que podem elevar a probabilidade de sucesso nos projetos: é uma técnica apropriada quando a variável dependente (efeitos) é dicotômica (no caso desta tese os resultados do gerenciamento de projetos foram agrupados em ótimos e não ótimos). O intuito foi determinar quais variáveis ou fatores aumentam a probabilidade de um projeto, possuidor de determinadas características consideradas relevantes, ter resultado ótimo (sucesso) em relação ao prazo, ao custo ou ao negócio. Essa técnica permite quantificar o grau de associação entre as práticas de gerenciamento de projetos (variáveis independentes) e o fato do projeto ser ou não considerado como sucesso (variáveis dependentes). O modelo de regressão logística foi, portanto, utilizado para estabelecer uma relação funcional entre as práticas e a probabilidade de um projeto ser ótimo. No capítulo 4 serão apresentadas com mais detalhes as técnicas utilizadas para as análises. 56 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA Neste capítulo serão apresentadas: a análise descritiva dos dados de práticas e de resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações individuais entre as práticas e os resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos; e a análise de regressão logística identificando as possíveis práticas que podem elevar a probabilidade de sucesso nos projetos. Ao final do capítulo serão relatadas as principais conclusões obtidas da análise dos resultados da pesquisa. 4.1 Análise Descritiva dos Dados de Práticas e de Resultados do Gerenciamento de Projetos 4.1.1 Análise Descritiva dos Dados de Práticas de Gerenciamento de Projetos Conforme visto no Capítulo 3, foram pesquisadas as práticas em relação às dimensões: Processo, Organização, Pessoas e Tecnologia. Processo – é um conjunto de ações e atividades inter-relacionadas realizadas para obter um conjunto especificado de produtos, resultados ou serviços. Organização – a forma como a organização está estruturada para tocar os seus projetos. Pessoas – a essência do gerenciamento de projetos consiste no trabalho de pessoas (gerentes de projeto, patrocinadores, clientes, fornecedores, equipe etc.). Tecnologia – as organizações utilizam tecnologia para automatizar parte de seus processos, dando suporte ao gerenciamento, permitindo a tomada de decisões. 57 Para cada pergunta do questionário foi elaborada uma tabela demonstrando a frequência (número de projetos que selecionaram a opção) e o percentual em relação à amostra. Foi feita uma ordenação das práticas, em cada tabela, de acordo com o percentual indicado na resposta. 4.1.1.1 Dimensão Processos a) Integração Pergunta 1) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na Iniciação e no Encerramento do projeto? (BP 1005, BP1390 e BP1540) Frequência % Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) 159 78,7 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou documento similar 151 74,8 Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto 99 49 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 11 5,4 Tabela 1 - Respostas à pergunta 1 do questionário Fonte: próprio autor Nota-se pela Tabela 1 que as práticas mais comuns dos respondentes se referiram ao início do projeto (entre 74% e 78% dos respondentes), enquanto apenas a metade da amostra documentou o final do projeto. Pergunta 2) Foi elaborado um documento denominado Plano do projeto e a linha de base foi estabelecida? (BP 1020, BP 1310 e BP1550) Frequência % Foi elaborado o Plano do projeto 147 72,8 A linha de base (baseline) foi salva após a aprovação do Plano do projeto 130 64,4 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 26 12,9 Tabela 2 - Respostas à pergunta 2 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 2, cerca de 70% dos projetos elaboraram um documento formal com o planejamento do projeto, e cerca de 65% consideraram esse planejamento inicial como uma base para comparação do desempenho. 58 Pergunta 3) Foram coletadas rotineiramente as informações sobre o andamento das atividades do projeto? (BP1230 e BP1670) Frequência % Foi coletado e registrado o Avanço Físico 89 44,1 Foram coletadas e registradas as Datas de Início e Fim reais 57 28,2 Foram coletados e registrados os Custos reais 39 19,3 Nenhuma informação acima foi coletada e registrada 17 8,4 Tabela 3 - Respostas à pergunta 3 do questionário Fonte: próprio autor É um dado relevante, da Tabela 3, a verificação de que uma pequena parcela dos projetos coletou e registrou rotineiramente informações de seu avanço físico (44%), das datas reais de início e fim (28%) e dos custos reais (19%). A falta dessas informações faz com que não seja criado um histórico real da execução de projetos, prejudicando as estimativas de novos projetos. Também prejudica o relato real do desempenho do projeto. Pergunta 4) Foi realizada uma análise de viabilidade antes ou durante a execução do projeto? (BP2160) Frequência % Sim 128 63,4 Não 74 36,6 Tabela 4 - Respostas à pergunta 4 do questionário Fonte: próprio autor O fato de quase 40% dos projetos não terem tido uma análise de viabilidade, demonstrado na Tabela 4, mostra que muitas Organizações autorizam o início de projetos sem verificar de antemão se vale à pena o investimento que será realizado. Pergunta 5) Foi utilizada uma metodologia formal para o gerenciamento do projeto? (BP 1000, BP1035, BP1460, BP2090, BP2190, BP3050 e BP 5260) Frequência % Sim 112 55,4 Não 90 44,6 Tabela 5 - Respostas à pergunta 5 do questionário Fonte: próprio autor A constatação pela Tabela 5 de que somente 55% dos projetos utilizaram uma metodologia formal para o seu gerenciamento indica que um percentual elevado não utilizou um método para os seus projetos, havendo aí uma oportunidade de melhoria da maturidade do gerenciamento. 59 Pergunta 8) Como foi feito o “Controle de Mudanças do Projeto”? (BP1330) Frequência % Foi estabelecido um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 96 47,5 O procedimento estabelecido foi utilizado para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 73 36,1 Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 76 37,6 Tabela 6 - Respostas à pergunta 8 do questionário Fonte: próprio autor O fato de menos da metade dos projetos terem estabelecido um procedimento formal de solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto e, destes, menos de 40% terem utilizado a sistemática, o que é apresentado pela Tabela 6, indica que somente 30% dos projetos controlaram formalmente as mudanças no projeto. O gráfico da Figura 25 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Integração nos Projetos. Nota-se que as atividades iniciais do projeto são, relativamente, as mais realizadas, ao passo que procedimentos durante ou ao final do projeto são práticas menos habituais. Figura 25 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Integração nos projetos Fonte: próprio autor 60 b) Escopo Pergunta 6) Que documentos listados abaixo foram utilizados no Projeto para o planejamento do escopo? (BP 1040) Frequência % Declaração de Escopo (descrição do escopo do projeto) 159 78,7 Estrutura Analítica do Projeto / Work Breakdown Structure (WBS) 119 58,9 Dicionário da EAP / Descrição das Entregas 107 53,0 Matriz de Requisitos 80 39,6 Nenhum desses documentos foi utilizado 19 9,4 Tabela 7 - Respostas à pergunta 6 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 7, a descrição do escopo do projeto (declaração do escopo) é o documento mais utilizado para o planejamento do escopo (80%), a estrutura analítica ou dicionário da EAP não ultrapassam índice de 60% de praticantes. Enquanto matriz de requisitos atinge apenas 40% dos projetos, prática de menor incidência. O fato de cerca de 20% dos projetos não terem uma descrição formal do seu escopo e de quase 50% não apresentarem a descrição das entregas mostra que existe muito a melhorar em relação à definição do escopo de projetos. O fato de somente 40% elaborarem uma matriz de requisitos para o projeto mostra que a maioria das equipes de planejamento não está associando os requisitos levantados aos stakeholders que fizeram a solicitação do escopo. Pergunta 7) Como foi obtido o aceite formal das entregas do projeto? (BP1320) Frequência % O Aceite final foi formalizado 120 59,4 Aceites intermediários foram formalizados 108 53,5 Não houve formalização de aceites 40 19,8 Tabela 8 - Respostas à pergunta 7 do questionário Fonte: próprio autor As respostas da Tabela 8 apontam que cerca de 20% dos projetos não formalizaram aceites de qualquer natureza durante o projeto e mais de 40% não formalizaram o aceite final ou os aceites intermediários das entregas do escopo do projeto. O gráfico da Figura 26 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Escopo nos Projetos. Percebe-se que a prática de Declaração do Escopo foi, 61 relativamente, a mais utilizada e a prática de elaboração da Matriz de requisitos a menos utilizada. Figura 26 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Escopo nos projetos Fonte: próprio autor c) Tempo Pergunta 9) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na elaboração do cronograma? (BP1060 e BP1080) Frequência % As durações das atividades / tarefas foram estabelecidas 159 78,7 As dependências entre atividades / tarefas foram estabelecidas 156 77,2 O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Analítica do Projeto 122 60,4 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 118 58,4 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas 114 56,4 O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma 47 23,3 O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma 42 20,8 Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 12 5,9 Tabela 9- Respostas à pergunta 9 do questionário Fonte: próprio autor 62 Conclui-se, pela Tabela 9 que cerca de 20% dos projetos não elaboraram o Cronograma e que 40% acharam que o nível de detalhamento das atividades do cronograma não foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto. O fato de 44% não alocarem recursos às atividades para a definição do esforço / duração mostra que não levaram em conta os recursos para as estimativas de tempo. Também se verificou que as técnicas de nivelamento de recursos e da cadeia crítica só foram utilizadas por cerca de 20% dos projetos. Pergunta 10) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na definição das estimativas de tempo e recursos (pessoas, equipamentos e materiais) do Projeto? (BP1080, BP 1410 e BP1115) Frequência % O Calendário do Projeto foi definido 137 67,8 Os Calendários dos recursos foram definidos 101 50 Foram utilizadas informações históricas para auxílio de estimativas de tempo 101 50 Foram utilizadas informações históricas para auxílio de estimativas de recursos 96 47,5 Foi utilizada a estimativa de três pontos para o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto 35 17,3 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 15 7,4 Tabela 10 - Respostas à pergunta 10 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 10, cerca da metade dos projetos não utilizou informações históricas nem o calendário dos recursos para a estimativa de tempo, o que mostra a fragilidade das estimativas realizadas. A estimativa de três pontos não foi utilizada nem por 20% dos projetos. O gráfico da Figura 27 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Tempo nos Projetos. A não utilização de informações históricas, assim como do calendário e do nivelamento de recursos, mostram como as estimativas de tempo não são confiáveis. 63 Figura 27 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Tempo nos projetos Fonte: próprio autor d) Custos Pergunta 11) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas no planejamento dos custos do projeto? (BP1100) Frequência % Foi elaborado o Orçamento para o projeto 162 80,2 Foi elaborado o Fluxo de caixa para o projeto 76 37,6 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 30 14,9 Tabela 11- Respostas à pergunta 11 do questionário Fonte: próprio autor O fato de 20% dos projetos não elaborarem o orçamento, conforme a Tabela 11, demonstra a não preocupação com o gerenciamento de custos nesses projetos. Como somente cerca de 40% dos projetos elaboraram o fluxo de caixa, percebe-se que o gerenciamento deste fluxo não tem sido considerado relevante na maioria dos projetos. 64 Pergunta 12) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para a estimativa do custo das atividades? (BP1110) Frequência % Levou em consideração a estimativa de recursos necessários 137 67,8 Utilizou o histórico de outros projetos 97 48 Os custos dos recursos internos foram estimados 74 36,6 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 27 13,4 Utilizou a estimativa de três pontos (melhor, pior e mais provável) 25 12,4 Tabela 12 - Respostas à pergunta 12 do questionário Fonte: próprio autor A Tabela 12 demonstra que, embora cerca de 70% tenham considerado, nas estimativas de custo, os recursos necessários ao projeto, nem 40% consideraram nessas estimativas os recursos internos. Verifica-se então que nos orçamentos não são computados, em mais de 60% dos projetos, o custo de utilização dos recursos internos. Como, ainda, cerca de metade dos projetos não utilizou informações históricas para a estimativa de custo, isso mostra a fragilidade das estimativas realizadas. A estimativa de três pontos não foi utilizada nem por 13% dos projetos. O gráfico da Figura 28 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Custo nos Projetos. Figura 28 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Custos nos projetos Fonte: próprio autor 65 e) Qualidade: Pergunta 14) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento da qualidade? (BP1130) Frequência Estabeleceu os objetivos de qualidade tanto para as entregas principais como para o gerenciamento do projeto 101 % 50 Estabeleceu as métricas de qualidade para as entregas do projeto 80 39,6 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade 66 32,7 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 57 28,2 Tabela 13 - Respostas à pergunta 14 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 13, menos da metade dos projetos estabeleceu objetivos, métricas e Plano de Gerenciamento de Qualidade. Essas respostas, associadas com a constatação, na área de escopo, de que cerca de 50% dos projetos não fizeram a descrição das entregas, confirma que as entregas do projeto não são corretamente planejadas. Pergunta 15) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para a Garantia e o controle da Qualidade: (BP1240 e BP1360) Frequência % Realizou controle de qualidade interno antes de entregar algum produto ou serviço para o cliente 111 55 Utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade 89 44,1 Utilizou Auditorias da Qualidade 57 28,2 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 46 22,8 Tabela 14 - Respostas à pergunta 15 do questionário Fonte: próprio autor Como na Tabela 13 foi verificada a falta de planejamento da qualidade, não foi surpresa verificar na Tabela 14 os baixos índices de práticas de garantia e controle da qualidade. O gráfico da Figura 29 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Qualidade nos Projetos. Dentre as dimensões já relatadas, as práticas referentes à qualidade, ocorrem com uma frequência mais uniforme, entre 28% e 55%, e relativamente de forma geral, em menores índices se comparada às dimensões anteriores (tempo, escopo, custo e integração). 66 Figura 29 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Qualidade nos projetos Fonte: próprio autor f) Recursos Humanos Pergunta 16) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento dos recursos humanos? (BP1090, BP 1150 e BP1155) Frequência % Estabeleceu uma Matriz de Responsabilidades 116 57,4 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 115 56,9 Estabeleceu um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos 48 23,8 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 37 18,3 Tabela 15 - Respostas à pergunta 16 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 15, quase ¼ da amostra estabeleceu um Plano de Gerenciamento de RH. Um pouco mais da metade dos respondentes apontou como atividade executada no projeto a elaboração da Matriz de Responsabilidades e da Estrutura Organizacional do Projeto. O gráfico da Figura 30 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Recursos Humanos nos Projetos. 67 Figura 30 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Recursos Humanos nos projetos Fonte: próprio autor g) Comunicações Pergunta 13) O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado? (BP 2340) Frequência % Não 171 84,7 Sim 31 15,3 Tabela 16 - Respostas à pergunta 13 do questionário Fonte: próprio autor A técnica do valor agregado só foi utilizada, de acordo com a Tabela 16, por cerca de 15% dos projetos, o que mostra que o monitoramento dos projetos não vêm levando em consideração o trabalho efetivamente realizado. Pergunta 17) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento das comunicações? (BP1160 e BP1260) Frequência % Estabeleceu um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto 112 55,4 Elaborou o registro ou mapa dos stakeholders 80 39,6 Elaborou o Plano de Gerenciamento das Comunicações 70 34,7 Elaborou o Mapa de Comunicações do Projeto 62 30,7 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 39 19,3 Tabela 17 - Respostas à pergunta 17 do questionário Fonte: próprio autor 68 Pela Tabela 17, a única prática de Planejamento das Comunicações que foi aplicada por, pelo menos, 50% dos projetos foi o estabelecimento de um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto. As demais não foram aplicadas nem por 40% dos projetos. Pergunta 18) Como foi feito o monitoramento e Controle do Projeto? (BP 1035 e BP1260) Frequência % Foi realizada periodicamente uma Reunião de Acompanhamento do Projeto 163 80,7 Foi emitido periodicamente um Relatório de Desempenho do Projeto 122 60,4 Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 21 10,4 Tabela 18 - Respostas à pergunta 18 do questionário Fonte: próprio autor De acordo com a Tabela 18, as reuniões são mais utilizadas do que os relatórios de desempenho. Isso comprova a utilização das reuniões como instrumento de relato de desempenho dos projetos, fazendo com que fiquem mais demoradas e menos objetivas. 19) Foram documentadas as lições aprendidas do projeto? (BP3030) Frequência % Foram documentadas as lições aprendidas durante o projeto 76 37,6 Não foram documentadas as lições aprendidas do projeto Foram documentadas as lições aprendidas somente ao final do projeto 78 38,6 67 33,2 Tabela 19 - Respostas à pergunta 19 do questionário Fonte: próprio autor A constatação, pela Tabela 19, de que somente cerca de 40% dos projetos documentam as lições aprendidas mostra a falta de documentação da experiência em projetos. O gráfico da Figura 31 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento das Comunicações nos Projetos. O que os projetos mais fazem são as reuniões de acompanhamento e a prática menos utilizada é o monitoramento pela Técnica do Valor Agregado. O relatório de desempenho e o repositório central para informações têm relativa utilização (60% da amostra). No restante, as práticas não passam de uma ocorrência em 40% dos projetos. 69 Figura 31- A utilização das práticas de Gerenciamento de Comunicações nos projetos Fonte: próprio autor h) Riscos Pergunta 20) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento do gerenciamento de riscos? (BP1120, BP1180, BP1190 e BP1200) Frequência % Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 81 40,1 Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 79 39,1 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 76 37,6 Foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos 74 36,6 Foi realizada a análise qualitativa de riscos 84 41,6 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 67 33,2 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 59 29,2 Tabela 20 - Respostas à pergunta 20 do questionário Fonte: próprio autor 70 A Tabela 20 mostra que em cerca de 60% dos projetos não foi feito, de forma sistematizada, o planejamento do gerenciamento de riscos. A análise quantitativa foi feita em somente cerca de 30% dos projetos. Pergunta 21) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o Monitoramento e Controle dos Riscos? (BP1370) Frequência % Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 107 53 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 76 37,6 As respostas aos riscos planejadas foram executadas 65 32,2 Os riscos foram monitorados nos relatórios de desempenho 62 30,7 Tabela 21 - Respostas à pergunta 21 do questionário Fonte: próprio autor Também o monitoramento e o controle de riscos, de acordo com a Tabela 21, apresentaram índices baixos, sendo utilizadas para esse fim as reuniões de acompanhamento em 53% dos projetos. O gráfico da Figura 32 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Riscos nos Projetos. Conclui-se uma baixa utilização de práticas de gerenciamento de riscos em projetos. Figura 32 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Riscos nos projetos Fonte: próprio autor 71 i) Aquisições Pergunta 22) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para o planejamento das aquisições? (BP1210) Frequência % Foi elaborado um Mapa das Aquisições do Projeto Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma 66 32,7 64 31,7 Não foram necessárias aquisições para o projeto 53 26,2 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições 49 24,3 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 38 18,8 Tabela 22- Respostas à pergunta 22 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 22, dos cerca de 75% dos projetos que necessitaram efetuar aquisições, nem a metade desses realizou práticas de planejamento do gerenciamento de aquisições no projeto. Pergunta 23) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para a solicitação de proposta de fornecedores? (BP1270) Frequência % Quando de uma aquisição importante para o projeto, foi enviado aos possíveis fornecedores documento formal solicitando o envio de proposta 95 47 As especificações estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 89 44,1 Não foram necessárias aquisições para o projeto 52 25,7 Antes do inicio de um processo de aquisição importante, foi realizada a identificação, análise e resposta aos riscos dessa aquisição 33 16,3 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 28 13,9 Tabela 23 - Respostas à pergunta 23 do questionário Fonte: próprio autor Dos cerca de 75% dos projetos que necessitaram efetuar aquisições, conforme a Tabela 23, nem a metade desses realizou práticas adequadas na solicitação de proposta de fornecedores. Em somente 16% dos projetos fizeram o planejamento de resposta aos riscos de uma aquisição importante. 72 Pergunta 24) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para a administração e encerramento de contratos? (BP1290 e BP1380) Frequência % Um modelo de Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido para formalizar o encerramento dos contratos 95 47 Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do início da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 81 40,1 Designado um administrador / fiscal para os contratos importantes do projeto 68 33,7 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 65 32,2 Os fornecedores foram avaliados formalmente durante a execução do contrato 60 29,7 As lições aprendidas nos contratos foram registradas 43 21,3 Tabela 24 - Respostas à pergunta 24 do questionário Fonte: próprio autor As práticas de administração e encerramento das aquisições, de acordo com a Tabela 24, não foram aplicadas em cerca de 60% dos projetos. O gráfico da Figura 33 apresenta um resumo das práticas na área de Gerenciamento de Aquisições nos Projetos. Percebe-se uma baixíssima maturidade no gerenciamento de aquisições em projetos. Figura 33 - A utilização das práticas de Gerenciamento de Aquisições nos projetos Fonte: próprio autor 73 4.1.1.2 Dimensão Organização Pergunta 25) A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos? (BP 5290, BP 5390 e BP 7005) Frequência % Sim 120 59,4 Não 82 40,6 Tabela 25- Respostas à pergunta 25 do questionário Fonte: próprio autor A constatação, pela Tabela 25, de que em cerca de 40% dos projetos as suas Organizações não possuem uma metodologia formal para o gerenciamento de projetos, indica haver uma oportunidade de melhoria da maturidade do gerenciamento quando da sistematização, de forma corporativa ou setorial, do gerenciamento de projetos. Pergunta 26) A Organização provê os recursos, autoridade e incentivos aos gerentes de projetos e suas equipes? (BP 5220, BP5240, BP5250, BP 5490, BP 5500, BP7125 e BP7405) Frequência % A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos 102 50,5 A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto 98 48,5 A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos 97 48 A organização utiliza em suas iniciativas o gerenciamento de projetos para a implementação de seus objetivos 89 44,1 A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de práticas para o gerenciamento de projetos 66 32,7 A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos 56 27,7 Nenhuma das práticas acima á aplicada na organização 46 22,8 Tabela 26 - Respostas à pergunta 26 do questionário Fonte: próprio autor Verifica-se, pela Tabela 26, que em menos de 50% dos projetos a Organização provê os recursos, autoridade e incentivos aos gerentes de projetos e suas equipes. Somente em 48% dos projetos a Organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos. 74 Pergunta 27) Como a organização proporciona uma estrutura para o gerenciamento de projetos? (BP5180, BP5190, BP5300, BP5620, BP6980, BP7015, BP7025, BP7045, BP7055, BP7065 e BP7075) Frequência % A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders 81 40,1 A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado 74 36,6 Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto 70 34,7 Nenhuma das práticas acima é aplicada na Organização 70 34,7 A organização possui um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos 47 23,3 A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos 32 15,8 Tabela 27 - Respostas à pergunta 27 do questionário Fonte: próprio autor Em cerca de 60% dos projetos pesquisados, de acordo com a Tabela 27, a Organização não proporciona uma estrutura adequada para o gerenciamento de projetos, como, por exemplo, não realizando capacitações em gerenciamento de projetos e não possuindo escritório de projetos. Somente em cerca de 15% dos projetos a Organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos. O gráfico da Figura 34 apresenta um resumo das práticas na Dimensão Organização nos Projetos. Conclui-se uma baixa maturidade em relação à dimensão Organização. Figura 34- A utilização das práticas na Dimensão Organização em Projetos Fonte: próprio autor 75 4.1.1.3 Dimensão Pessoas Pergunta 28) Quais foram as atitudes das pessoas da Organização para com o projeto? (BP5340 e BP 5520) Frequência % O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 151 74,8 Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 129 63,9 Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 124 61,4 Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 117 57,9 A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 44 21,8 Nenhuma das situações acima ocorreu no projeto 8 4 Tabela 28 - Respostas à pergunta 28 do questionário Fonte: próprio autor É preocupante a constatação, na Tabela 28, de que em 25% dos projetos o cliente não estava comprometido com o projeto e, em quase 80% dos projetos, a equipe não estava comprometida. Em cerca de 40% dos projetos não houve colaboração, suporte ou um bom relacionamento da equipe com o cliente. Pergunta 29) Que conhecimentos tinha o gerente do projeto para a execução de suas tarefas no projeto? (BP1400) Frequência % O gerente do projeto tinha conhecimento técnico acerca do escopo do produto a ser gerado pelo projeto 126 62,4 100 49,5 82 40,6 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto 79 39,1 O gerente do projeto tem certificado PMP 44 21,8 Nenhuma das respostas acima é válida para o projeto 13 6,4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na área de gerenciamento Tabela 29 - Respostas à pergunta 29 do questionário Fonte: próprio autor Em 40% dos projetos, conforme mostra a Tabela 29, o gerente do projeto não tinha conhecimento técnico acerca do escopo do produto a ser gerado. Somente 20% dos gerentes tinham certificação PMP e 40% uma pós-graduação na área de gerenciamento. 76 Pergunta 30) Que habilidades teve o gerente do projeto para gerenciar a equipe? (BP1400) Frequência % O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros 138 68,3 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 122 60,4 O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas 83 41,1 Nenhuma das respostas acima é válida para o projeto 32 15,8 Tabela 30 - Respostas à pergunta 30 do questionário Fonte: próprio autor A Tabela 30 demonstra que em cerca de 30% dos projetos o gerente não reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros. Em 60% dos projetos o gerente não propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas. Em 40% dos projetos o gerente não inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado. O gráfico da Figura 35 apresenta um resumo das práticas na Dimensão Pessoas nos Projetos. Há uma necessidade de melhoria da atuação do gerente do projeto na obtenção do comprometimento e motivação dos envolvidos em relação ao projeto, assim como na melhoria do relacionamento. Figura 35- A utilização das práticas na Dimensão Pessoas em Projetos Fonte: próprio autor 77 4.1.1.4 Dimensão Tecnologia Pergunta 31) Na Organização, quais ferramentas, orientadas ao gerenciamento de projetos, foram utilizados pela equipe do projeto? (BP 5320 e BP7365) Frequência % Foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos 140 69,3 A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos 72 35,6 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 41 20,3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa 23 11,4 Tabela 31 - Respostas à pergunta 31 do questionário Fonte: próprio autor Pela Tabela 31, em cerca de 70% dos projetos foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos. Porém, somente em 35% a Organização padronizou o software, e em 11% dos projetos foi utilizado um software para análise quantitativa de riscos. Pergunta 32) A tecnologia existente disponibiliza informações para o planejamento, acompanhamento e controle dos projetos, suportando a tomada de decisões dos stakeholders principais? (BP7305, BP7315, BP7325 e BP7375) Frequência % Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização 89 44,1 Nenhuma das práticas acima foi aplicada 82 40,6 A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos 61 30,2 Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas 41 20,3 Tabela 32 - Respostas à pergunta 32 do questionário Fonte: próprio autor A Tabela 32 demonstra que, em cerca de 60% dos projetos, os principais stakeholders não tinham acesso, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização. Em 70% as Organizações não possuíam um sistema de informações que permitisse coletar métricas de sucesso em projetos, e em 80% não foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas. O gráfico da Figura 36 apresenta um resumo das práticas na Dimensão Tecnologia nos Projetos. Ressalta-se que 30% dos projetos não utilizaram nenhum software e 60% não tinham acesso aos dados do projeto via Intranet ou Internet. 78 Figura 36 - A utilização das práticas na Dimensão Tecnologia em Projetos Fonte: próprio autor 4.1.2 Análise Descritiva dos Dados Relativos aos Resultados do Gerenciamento de Projetos Esta seção irá descrever quais foram os resultados (prazo, escopo, custo, satisfação do cliente e objetivos de negócio) dos projetos participantes da pesquisa. Para uma análise agrupada, foi feita uma junção de categorias de respostas de resultados para ótimo, bom e ruim, conforme citado no subitem 3.7.1. Desta forma serão apresentados os resultados tanto da forma como foram identificados na pesquisa como de forma agrupada nos três intervalos citados acima. 4.1.2.1 - Resultado de Prazo A Tabela 33 e a Figura 37 apresentam a distribuição dos projetos de acordo com o seu resultado do gerenciamento de prazo. Resultado 1) Qual foi o resultado do gerenciamento de Prazo do projeto em relação ao último baseline? Frequência % O Índice de Desempenho de Prazo foi menor do que 0,15 8 4 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,15 a 0,34 5 2,5 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,35 a 0,54 6 3 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,55 a 0,74 10 5 79 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,75 a 0,94 20 9,9 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,95 a 1,05 37 18,3 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,06 a 1,25 30 14,9 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,26 a 1,50 15 7,4 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,51 a 1,75 7 3,5 O Índice de Desempenho de Prazo foi maior do que 1,75 4 2 Não há informações disponíveis para cálculo do índice 60 29,7 Tabela 33 - Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos Fonte: próprio autor Figura 37 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos Fonte: próprio autor Para cerca de 30% da amostra, a informação quanto ao resultado de prazo não estava disponível na data da pesquisa. Como foi solicitado que só utilizassem na pesquisa projetos concluídos, podemos deduzir que boa parte desse percentual se deve ao não acompanhamento desse indicador. Reforça essa tese a conclusão obtida na questão 9 (vide subitem 4.1.1.1, alínea c) de que cerca de 20% dos projetos não elaboraram cronograma. Ao reclassificar os resultados frente a prazo e agrupar o percentual de respostas em relação à amostra em que tivemos informação de resultados, obteve-se o resultado da Tabela 34 e da Figura 38. 80 Resultado 1) Qual foi o resultado do gerenciamento de Prazo do projeto em relação ao último baseline? Frequência % % Acumulado RUIM Menor que 0,74 ou maior que 1,26 55 38,7 38,7 BOM 0,75 a 0,94 ou 1,06 a 1,25 50 35,2 73,9 37 26,1 100 ÓTIMO 0,95 a 1,05 Tabela 34 - Os Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Figura 38 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Prazo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor É possível notar que uma menor parcela dos projetos (26%) obteve ótimos resultados em relação a prazo, e que cerca de 40% tiveram um desvio acima de 25% em relação à base de referência. 4.1.2.2 - Resultado de Escopo A Tabela 35 e a Figura 39 apresentam a distribuição dos projetos de acordo com o seu resultado do gerenciamento de escopo. Resultado 2) Qual foi o resultado do gerenciamento de escopo do projeto em relação ao último baseline? 100% dos produtos/serviços previstos do projeto foram entregues De 90%-99% dos produtos/serviços previstos do projeto foram entregues De 80%-89% dos produtos/serviços previstos do projeto foram entregues Frequência % 84 41,6 52 25,7 13 6,4 81 De 70%-79% dos produtos/serviços previstos entregues De 60%-69% dos produtos/serviços previstos entregues De 50%-59% dos produtos/serviços previstos entregues De 40%-49% dos produtos/serviços previstos entregues De 30%-39% dos produtos/serviços previstos entregues Menos de 30% dos produtos/serviços previstos entregues do projeto foram 9 4,5 5 2,5 2 1 3 1,5 2 1 2 1 30 14,9 do projeto foram do projeto foram do projeto foram do projeto foram do projeto foram Não há informações disponíveis para responder a este item Tabela 35- Os Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos Fonte: próprio autor Figura 39 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos Fonte: próprio autor Para cerca de 15 % da amostra a informação quanto ao resultado de escopo não estava disponível na data da pesquisa. Como foi solicitado que só utilizassem na pesquisa projetos concluídos, podemos deduzir que boa parte desse percentual se deve ao não acompanhamento desse indicador. Reforça essa tese a conclusão obtida na questão 6 de que cerca de 20% dos projetos não elaboraram uma descrição formal do seu escopo e na questão 7 que apontou que cerca de 20% dos projetos não formalizaram aceites de qualquer natureza durante o projeto e mais de 40% não formalizaram o aceite final ou os aceites intermediários das entregas do escopo do projeto (vide subitem 4.1.1.1, alínea b). 82 Ao reclassificar os resultados de escopo e agrupar o percentual de respostas em relação à amostra em que tivemos informação de resultados, obteve-se o contido na Tabela 36 e Figura 40. Resultado 2) Qual foi o resultado do gerenciamento de Escopo do projeto em relação ao último baseline? ÓTIMO 100% dos produtos e serviços entregues De 90 a 99% dos produtos e serviços BOM entregues Abaixo dos 90% dos produtos e serviços RUIM entregues Frequência % 84 48,9% 52 30,2% 36 20,9% % Acumulado 48,9 79,1 100 Tabela 36 - Os Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Figura 40 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Escopo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Verifica-se que somente a metade dos projetos pesquisados entregou totalmente o escopo previsto e cerca de 20% entregou menos de 90%. 4.1.2.3 - Resultado de Custo A Tabela 37 e a Figura 41 apresentam a distribuição dos projetos de acordo com o seu resultado do gerenciamento de custo. 83 Resultado 3) Qual foi o resultado do gerenciamento de Custo do projeto em relação ao último baseline? Frequência % O Índice de Desempenho de Custo foi menor do que 0,15 8 4 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,15 a 0,34 0 0 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,35 a 0,54 3 1,5 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,55 a 0,74 12 5,9 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,75 a 0,94 15 7,4 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,95 a 1,05 48 23,8 O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,06 a 1,25 17 8,4 O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,26 a 1,50 12 5,9 O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,51 a 1,75 6 3 O Índice de Desempenho de Custo foi maior do que 1,75 6 3 Não há informações disponíveis para responder a este item 75 37,1 Tabela 37 - Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos Fonte: próprio autor Figura 41- dos Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos Fonte: próprio autor Para cerca de 37% da amostra a informação quanto ao resultado de custo não estava disponível na data da pesquisa. Como foi solicitado que só utilizassem na pesquisa projetos concluídos, podemos deduzir que boa parte desse percentual se deve ao não acompanhamento desse indicador. Reforça essa tese a conclusão obtida na questão 11 de que cerca de 20% dos projetos não elaboraram o orçamento e na questão 3 que 84 apontou que apenas 19% dos projetos coletou e registrou rotineiramente informações de custos reais (vide subitem 4.1.1.1, alíneas a e d). Ao reclassificar os resultados de custo e agrupar o percentual de respostas em relação à amostra em que tivemos informação de resultados, obteve-se o contido na Tabela 38 e Figura 42. Resultado 3) Qual foi o resultado do gerenciamento de Custo do projeto em relação ao último baseline Frequência % % Acumulado RUIM Menor que 0,75 ou maior do que 1,25 47 37,0 37 BOM 0,75 a 0,94 ou 1,06 a 1,25 32 25,2 62,2 48 37,8 100 ÓTIMO 0,95 a 1,05 Tabela 38 - Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Figura 42 - Distribuição dos Resultados do Gerenciamento de Custo nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Em relação aos custos, somente cerca de 40% dos projetos tiveram uma boa previsibilidade de custos, enquanto também cerca de 40% tiveram uma variação de mais de 25% em relação ao estimado. 85 4.1.2.4 – Satisfação do Cliente A Tabela 39 e a Figura 43 apresentam a distribuição dos projetos de acordo com o grau de satisfação do cliente. Resultado 4) O cliente ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto. Em uma escala de zero a dez indique o grau de satisfação do cliente Frequência % %Válido %Acumulado 0 2 1 1,1 1,1 1 1 0,5 0,5 1,6 2 2 1 1,1 2,6 3 3 1,5 1,6 4,2 4 6 3 3,2 7,4 5 7 3,5 3,7 11,1 6 5 2,5 2,6 13,8 7 30 14,9 15,9 29,6 8 58 28,7 30,7 60,3 9 42 20,8 22,2 82,5 100 10 33 16,3 17,5 Total 189 93,6 100 Sem resposta 13 6,4 Tabela 39 - Resultados da Satisfação do Cliente nos Projetos Fonte: próprio autor Figura 43 - Distribuição dos Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos Fonte: próprio autor Em comparação aos demais resultados, satisfação do cliente é o resultado com maior percentual de informações ou menor número de não respondentes. 86 Ao reclassificar os resultados e agrupar o percentual de respostas em relação à amostra em que tivemos informação de resultados, apresenta-se o contido na Tabela 40 e Figura 44. Resultado 4) O cliente ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto. Em uma escala de zero a dez indique o grau de satisfação do cliente. Frequência % % Acumulado 10 42 26,9 26,9 BOM 8–9 88 56,4 83,3 RUIM 0–7 26 16,7 100 ÓTIMO Tabela 40 - Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Figura 44 - Distribuição dos Resultados de Satisfação do Cliente nos Projetos, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Uma pequena parcela dos respondentes avaliou que seus clientes ficaram insatisfeitos com o gerenciamento do projeto, com obtenção de notas entre 0 e 7 para 16,7% da amostra. Levanta-se a hipótese de que a satisfação do cliente não está diretamente relacionada aos resultados de prazo ou custo, que tiveram, respectivamente, como resultados ruins os percentuais de 38,7% e 37%. 87 4.1.2.5 – Resultado para o negócio A Tabela 41 e a Figura 45 apresentam a distribuição dos projetos de acordo com o resultado do projeto para o negócio. Resultado 5) Qual foi o resultado do projeto para o negócio? Frequência % O projeto não teve objetivos de negócio estabelecidos 7 3,5 O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio 117 57,9 O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio 45 22,3 O projeto não atendeu a nenhum dos objetivos de negócio 1 0,5 O projeto foi cancelado durante a sua execução Ainda não foi possível mensurar os resultados do projeto para o negócio 7 3,5 25 12,4 Tabela 41- Resultado do projeto para o negócio Fonte: próprio autor Figura 45 - Distribuição do Resultado do Projeto para o Negócio Fonte: próprio autor É interessante a frequência de somente 3,5% de projetos que não tiveram seus objetivos de negócio estabelecidos. Comparando com as respostas da pergunta 4 (vide subitem 4.1.11, alínea a), em que quase 40% dos projetos não tiveram análise de viabilidade, podemos imaginar que se as Organizações quantificarem financeiramente esses objetivos terão condições de aumentar o número dessas análises. 88 E retirando os projetos sem avaliação quanto aos resultados para o negócio (sem objetivo estabelecido ou cancelado ou que ainda não foi possível mensurar os resultados), obteve-se o contido na Tabela 42 e Figura 46. Resultado 5) Qual foi o resultado do projeto para o negócio? Frequência % O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio 117 71,8 O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio 45 27,6 O projeto não atendeu a nenhum dos objetivos de negócio 1 0,6 Tabela 42 - Resultados do projeto para o negócio, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Figura 46- Distribuição do Resultado do projeto para o negócio, agrupados em RUIM, BOM e ÓTIMO Fonte: próprio autor Resultado ótimo para o negócio é aquele que atendeu totalmente aos seus objetivos. Desta forma verificou-se que cerca de 30% dos projetos com resultados avaliados não atenderam totalmente aos objetivos estabelecidos. 89 4.2 Análise das Relações Individuais entre Práticas e Resultados do Gerenciamento de Projetos Esta seção apresenta a análise das relações individuais entre as práticas de gerenciamento e os resultados obtidos nos projetos participantes da pesquisa. As variáveis originais da pesquisa se caracterizam por serem binárias em relação às práticas de gestão (ter realizado ou não a prática). Foi realizada a Prova do QuiQuadrado (SIEGEL, 2006) para verificação da relação dessas práticas de gerenciamento de projetos com os resultados ótimos e não ótimos (conforme agrupamento apresentado no subitem 3.7.2) de prazo, custo e para o negócio. O Qui-Quadrado é uma prova estatística que se destina a fazer o teste de hipóteses que nos diz em que medida os valores observados se desviam do valor esperado, caso as duas variáveis sejam independentes. É um teste não paramétrico, ou seja, não supõe que os dados tenham distribuição normal. A utilização do método, neste estudo, teve como objetivo comparar as proporções de cada prática em relação aos resultados ótimos e não ótimos, mediante as possíveis divergências entre as frequências observadas e esperadas. A hipótese nula (que se deseja rejeitar) é que os projetos da amostra com sucesso, ou seja, com resultados ótimos (ora de prazo, ora de custo, ora de resultado para o negócio) se comportam da mesma forma que os projetos sem sucesso, em relação à determinada prática de gestão. Para as provas estatísticas foram empregados os conceitos de nível de significância e de nível descritivo do teste. O nível de significância (α) é a probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando ela é verdadeira, ou seja, um tipo de erro. O nível de significância (α) deve ser pequeno, tendo sido adotado neste trabalho o valor de 5% (0,05). O nível descritivo do teste (p) é a probabilidade de rejeitar a hipótese de nulidade se encontrar um valor igual ou mais extremo que o encontrado na amostra. Rejeitamos a hipótese testada se “p” for menor que o nível de significância adotado. A rejeição da hipótese nula da prova do Qui-quadrado (p ≤ 0,05), nos leva a concluir se existe ou não associação entre o resultado do projeto e a prática de gestão. E, descritivamente, ao analisar os percentuais em cada grupo (projetos ótimos ou não ótimos), se caracteriza cada grupo de acordo com suas práticas de gestão. 90 A seguir serão apresentadas as conclusões da prova de qui-quadrado da relação entre as práticas identificadas nos projetos e os resultados de prazo, de custo e de objetivos para o negócio. 4.2.1 Práticas X Resultado de Prazo Nas práticas constantes das linhas assinaladas na cor cinza, na Tabela 43, foi verificado o nível descritivo p ≤ 0,05, ou seja, apenas nessas variáveis foi possível rejeitar que os resultados de prazo sejam independentes da presença ou ausência da prática em questão. As linhas não assinaladas se referem à prova não significativa do qui-quadrado, ou seja, cujo nível de significância foi superior a 0,05. Situações em que não podemos afirmar que os resultados de prazo sejam dependentes das práticas utilizadas. Práticas QuiQuadrado 0,511 0,475 1.2 Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) 0,254 0,614 1.3 Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto 0,989 0,320 2.1 Foi elaborado o Plano do projeto 0,368 0,544 2.2 A linha de base (baseline) foi salva apos a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto 4.1 Foi coletado e registrado o Avanço Físico 3,770 0,052 1,840 0,175 4.2 Foram coletadas e registradas as Datas de Inicio e Fim reais 0,674 0,412 4.3 Foram coletados e registados os Custos reais 0,000 0,986 4 Foi realizada uma análise de viabilidade antes ou durante a execução do projeto 5 Foi utilizada uma metodologia formal para o gerenciamento do projeto 6.1 Declaração de Escopo (descrição do escopo do projeto) 0,054 0,817 3,217 0,073 0,067 0,796 6.2 Matriz de Requisitos 0,702 0,402 6.3 Estrutura Analítica do Projeto / Work Breakdown Structure (WBS) 0,429 0,512 6.4 Dicionário da EAP / Descrição das Entregas 1,713 0,191 7.1 Aceites intermediários foram formalizados 0,067 0,795 7.2 O Aceite final foi formalizado 1,469 0,225 8.1 Foi estabelecido um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 0,225 0,636 8.2 Foi utilizado um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 0,017 0,897 9.1 O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Analítica do Projeto 9.2 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 0,331 0,565 11,166 0,010 1,470 0,225 1.1 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou documento similar 9.3 As dependências entre atividades / tarefas foram estabelecidas p 91 9.4 As durações das atividades / tarefas foram estabelecidas 2,029 0,154 9.5 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas 3,954 0,047 9.6 O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma 9.7 O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma 10.1 O Calendário do Projeto foi definido 0,924 0,336 0,225 0,635 0,658 0,417 10.2 Os Calendários dos recursos foram definidos 2,628 0,105 10.3 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de recursos 10.4 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de tempo 10.5 Foi utilizada a estimativa de três pontos para o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto 3,026 0,082 2,588 0,108 0,254 0,614 11.1 Foi elaborado o Orçamento para o projeto 0,044 0,833 11.2 Foi elaborado o Fluxo de caixa para o projeto 0,002 0,967 12.1 Levou em consideração a estimativa de recursos necessários 0,172 0,679 12.2 Utilizou o histórico de outros projetos 0,225 0,636 12.3 Utilizou a estimativa de três pontos (melhor, pior e mais provável) 0,443 0,506 12.4 Os custos dos recursos internos foram estimados (ex.: recursos humanos) 13 O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (Earned Value Management) 0,187 0,665 5,070 0,024 14.1 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade 0,512 0,474 14.2 Estabeleceu os objetivos de qualidade tanto para as entregas principais como para o gerenciamento do projeto 0,085 0,771 14 3 Estabeleceu as métricas de qualidade para as entregas do projeto 0,001 0,981 15.1 Utilizou Auditorias da Qualidade 0,508 0,476 15.2 Utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade 2,366 0,124 15.3 Realizou controle de qualidade interno antes de entregar algum produto ou serviço para o cliente 0,119 0,730 16.1 Estabeleceu um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos 0,507 0,477 16.2 Estabeleceu uma Matriz de Responsabilidades 0,848 0,357 16.3 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 0,848 0,357 17.1 Elaborou o Plano de Gerenciamento das Comunicações 0,749 0,387 17.2 Estabeleceu um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto 17.3 Elaborou o Mapa de Comunicações do Projeto 0,661 0,416 0,558 0,455 17.4 Elaborou o registro ou mapa dos stakeholders 0,839 0,360 18.1Foi emitido periodicamente um Relatório de Desempenho do Projeto 18.2 Foi realizada periodicamente uma Reunião de Acompanhamento do Projeto 19.1 Foram documentadas as lições aprendidas somente ao final do projeto 19.2 Foram documentadas as lições aprendidas durante o projeto 0,378 0,539 0,147 0,702 3,358 0,067 0,331 0,565 20.1 Foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos (documento com o processo de gerenciamento de riscos) 2,617 0,106 20.2 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 1,203 0,273 92 20.3 Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 3,488 0,062 20.4 Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 20.5 Foi realizada a análise qualitativa de riscos 3,222 0,073 2,760 0,097 20.6 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 0,049 0,825 21.1 Os riscos foram monitorados nos Relatórios de desempenho 1,690 0,194 21.2 Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 1,727 0,189 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram executadas 4,428 0,035 22.1 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições 1,915 0,166 22.2 Foi elaborado um Mapa das Aquisições do Projeto 0,169 0,681 22.3 Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma 24.1 As especificações estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 24.2 Antes do inicio de um processo de aquisição importante, foi realizada a identificação, análise e resposta aos riscos dessa aquisição 0,883 0,361 0,690 0,406 0,449 0,503 24.3 Quando de aquisição importante p/ o projeto, foi enviado aos possíveis fornecedores documento formal solicitando envio de proposta 24.1 Designado um administrador / fiscal para os contratos importantes do projeto 24.2 Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do início da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 0,085 0,771 0,000 0,991 0,060 0,806 24.3 Os fornecedores foram avaliados formalmente durante a execução do contrato 24.4 As lições aprendidas nos contratos foram registradas 1,353 0,245 0,307 0,580 24.5 Um modelo de Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido para formalizar o encerramento dos contratos 25. A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos 1,840 0,175 0,013 0,908 26.1 A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos 26.2 A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto 26.3 A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de praticas para o gerenciamento de projetos 2,025 0,155 3,261 0,071 0,465 0,495 26.4 A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos 26.5 A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos 0,508 0,476 0,573 0,449 26.6 A organização utiliza em suas iniciativas o gerenciamento de projetos para a implementação de seus objetivos 0,259 0,611 27.1 A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado 0,702 0,402 27.2 A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos 27.3 A organização possui um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos 0,059 0,807 6,100 0,014 27.4 A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders 27.5 Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 0,372 0,542 0,017 0,897 4,377 0,036 93 28.2 Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 0,858 0,354 5,980 0,014 28.4 O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 0,659 0,417 28.5 A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 3,561 0,059 29.1 O gerente do projeto era certificado PMP 2,808 0,094 29.2 O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na área de gerenciamento de projetos 29.3 O gerente do projeto tinha conhecimento técnico acerca do escopo 29.4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto 29.5 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto 30.1 O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas 0,304 0,582 1,027 0,311 4,853 0,028 1,237 0,266 1,980 0,159 30.2 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 2,889 0,089 30.3 O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros 0,658 0,417 31.1 Foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos 1,056 0,304 31.2 A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos 31.3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa 1,331 0,249 5,171 0,023 32.1 Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização 32.2 A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos 32.3 Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas 2,685 0,101 0,874 0,350 0,033 0,856 Tabela 43 Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados de prazo Fonte: próprio autor A Tabela 44 apresenta o percentual de presença, na amostra, das nove práticas consideradas como relacionadas com o resultado de prazo, de acordo com a Tabela 43. Essas práticas estão proporcionalmente mais presentes em projetos com ótimos resultados. Por exemplo, 81% dos projetos que tiveram um ótimo resultado de prazo detalharam adequadamente o cronograma, enquanto somente 50% dos que não tiveram um ótimo resultado utilizaram essa prática. Duas práticas são da dimensão tempo, uma de comunicação, uma de risco, uma de organização, três de pessoas e uma de tecnologia. 94 Prática Dimensão 9.2 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente 9.5 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas Tempo Prazo não ótimo Prazo ótimo 0,95 a 1,05 50% 81% 54% 73% 13% 30% 30% 49% 20% 41% 56% 76% 62% 84% 44% 65% 10% 24% Tempo Comunica 13 O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através ção da Técnica do Valor Agregado 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram Risco executadas 27.3 A organização possui um projeto ou programa para Organiza alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos ção 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao Pessoas gerenciamento do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente Pessoas (interno ou externo) e a equipe do projeto 29.4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto Pessoas de escopo semelhante ao do projeto 31.3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada de Tecnolo gerenciamento de riscos para calcular os resultados da gia análise quantitativa Tabela 44 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não de prazo Fonte: próprio autor 4.2.2 Práticas X Resultado de Custos Nas práticas constantes das linhas assinaladas na cor cinza, na Tabela 45, foi verificado o nível descritivo p ≤ 0,05, ou seja, apenas nessas variáveis foi possível rejeitar que os resultados de custo sejam independentes da presença ou ausência da prática em questão. As linhas não assinaladas se referem à prova não significativa do qui-quadrado, ou seja, cujo nível de significância foi superior a 0,05. Situações em que não podemos afirmar que os resultados de custo sejam dependentes das práticas utilizadas. QuiQuadrado p 1.1 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou documento similar 1,015 0,314 1.2 Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) 6,073 0,014 1.3 Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto 0,876 0,349 2.1 Foi elaborado o Plano do projeto 2.2 A linha de base (baseline) foi salva apos a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto 3,483 0,062 1,509 0,219 4.1 Foi coletado e registrado o Avanço Físico 1,362 0,243 4.2 Foram coletadas e registradas as Datas de Inicio e Fim reais 0,175 0,675 4.3 Foram coletados e registados os Custos reais 0,972 0,324 4 Foi realizada uma análise de viabilidade antes ou durante a execução 1,164 0,281 Práticas 95 do projeto 5 Foi utilizada uma metodologia formal para o gerenciamento do projeto 0,017 0,897 6.1 Declaração de Escopo (descrição do escopo do projeto) 2,520 0,112 6.2 Matriz de Requisitos 0,147 0,702 6.3 Estrutura Analítica do Projeto / Work Breakdown Structure (WBS) 0,414 0,520 6.4 Dicionário da EAP / Descrição das Entregas 0,113 0,737 7.1 Aceites intermediários foram formalizados 0,023 0,880 7.2 O Aceite final foi formalizado 8.1 Foi estabelecido um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 8.2 Foi utilizado um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 9.1 O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Analítica do Projeto 9.2 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 7,266 0,007 0,963 0,326 2,999 0,326 0,083 0,568 4,427 0,035 9.3 As dependências entre atividades / tarefas foram estabelecidas 0,647 0,421 9.4 As durações das atividades / tarefas foram estabelecidas 9.5 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas 9.6 O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma 9.7 O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma 0,972 0,324 0,084 0,772 1,702 0,192 3,483 0,062 10.1 O Calendário do Projeto foi definido 0,084 0,772 10.2 Os Calendários dos recursos foram definidos 10.3 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de recursos 10.4 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de tempo 10.5 Foi utilizada a estimativa de três pontos para o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto 0,000 0,984 0,014 0,916 0,012 0,913 0,686 0,407 11.1 Foi elaborado o Orçamento para o projeto 0,052 0,819 11.2 Foi elaborado o Fluxo de caixa para o projeto 0,120 0,729 12.1 Levou em consideração a estimativa de recursos necessários 0,146 0,703 12.2 Utilizou o histórico de outros projetos 1,252 0,263 12.3 Utilizou a estimativa de três pontos (melhor, pior e mais provável) 12.4 Os custos dos recursos internos foram estimados (ex.: recursos humanos) 13 O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (Earned Value Management) 2,664 0,103 1,152 0,283 0,141 0,708 14.1 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade 14.2 Estabeleceu os objetivos de qualidade tanto para as entregas principais como para o gerenciamento do projeto 0,653 0,419 0,725 0,395 14 3 Estabeleceu as métricas de qualidade para as entregas do projeto 0,712 0,399 15.1 Utilizou Auditorias da Qualidade 0,278 0,598 15.2 Utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade 15.3 Realizou controle de qualidade interno antes de entregar algum produto ou serviço para o cliente 0,227 0,634 0,038 0,845 16.1 Estabeleceu um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos 0,002 0,968 16.2 Estabeleceu uma Matriz de Responsabilidades 0,227 0,634 16.3 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 0,001 0,969 17.1 Elaborou o Plano de Gerenciamento das Comunicações 1,505 0,220 96 17.2 Estabeleceu um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto 1,767 0,184 17.3 Elaborou o Mapa de Comunicações do Projeto 0,343 0,558 17.4 Elaborou o registro ou mapa dos stakeholders 0,347 0,556 18.1Foi emitido periodicamente um Relatório de Desempenho do Projeto 18.2 Foi realizada periodicamente uma Reunião de Acompanhamento do Projeto 19.1 Foram documentadas as lições aprendidas somente ao final do projeto 1,949 0,163 0,189 0,664 2,361 0,124 19.2 Foram documentadas as lições aprendidas durante o projeto 0,105 0,746 20.1 Foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos (documento com o processo de gerenciamento de riscos) 0,048 0,827 20.2 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 0,012 0,913 20.3 Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 20.4 Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 0,389 0,533 0,157 0,692 20.5 Foi realizada a análise qualitativa de riscos 0,883 0,347 20.6 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 0,038 0,846 21.1 Os riscos foram monitorados nos Relatórios de desempenho 0,220 0,639 21.2 Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 0,414 0,520 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram executadas 1,712 0,191 22.1Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições 0,378 0,539 22.2 Foi elaborado um Mapa das Aquisições do Projeto 22.3 Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma 24.1 As especificações estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 24.2 Antes do inicio de um processo de aquisição importante, foi realizada a identificação, análise e resposta aos riscos dessa aquisição 24.3 Quando de aquisição importante p/ o projeto, foi enviado aos possíveis fornecedores documento formal solicitando envio de proposta 24.1 Designado um administrador / fiscal para os contratos importantes do projeto 24.2 Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do inicio da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 24.3 Os fornecedores foram avaliados formalmente durante a execução do contrato 0,186 0,667 5,284 0,022 0,712 0,399 1,253 0,263 1,618 0,203 0,105 0,746 0,004 0,951 0,009 0,922 24.4 As lições aprendidas nos contratos foram registradas 24.5 Um modelo de Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido para formalizar o encerramento dos contratos 25. A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos 26.1 A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos 26.2 A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto 26.3 A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de praticas para o gerenciamento de projetos 26.4 A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos 0,946 0,331 0,095 0,758 0,234 0,628 0,794 0,373 0,227 0,634 0,581 0,446 0,002 0,961 26.5 A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos 26.6 A organização utiliza em suas iniciativas o gerenciamento de projetos para a implementação de seus objetivos 0,369 0,533 0,712 0,399 97 27.1 A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado 27.2 A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos 27.3 A organização possui um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos 27.4 A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders 27.5 Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 28.2 Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 28.4 O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 28.5 A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 29.1 O gerente do projeto era certificado PMP 29.2 O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na área de gerenciamento de projetos 29.3 O gerente do projeto tinha conhecimento técnico acerca do escopo 29.4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto 29.5 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto 30.1 O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas 30.2 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 30.3 O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros 31.1 Foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos 31.2 A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos 31.3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa 32.1 Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização 32.2 A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos 32.3 Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas 2,131 0,664 0,144 0,415 0,004 0,951 0,235 0,628 0,505 0,477 0,975 0,323 0,124 0,725 1,582 0,209 0,020 0,887 0,731 0,146 0,393 0,703 0,073 0,787 5,284 0,022 1,362 0,243 0,347 0,556 2,888 0,089 0,447 0,504 1,582 0,945 0,209 0,331 2,887 0,089 0,009 0,926 0,329 0,566 0,055 0,815 0,002 0,968 Tabela 45 - Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados de custo Fonte: próprio autor A Tabela 46 apresenta o percentual de presença, na amostra, de acordo com a Tabela 45, das cinco práticas consideradas como significativamente associadas ao resultado de custo. Essas práticas estão proporcionalmente mais presentes em projetos com ótimos resultados. Por exemplo, 71% dos projetos que tiveram um ótimo resultado de custo detalharam adequadamente o cronograma, enquanto somente 52% dos que não 98 tiveram um ótimo resultado utilizaram essa prática. Uma é da dimensão integração, uma de escopo, uma de tempo, uma de aquisições e uma de pessoas. Prática 1.2 Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) Dimensão Custo não ótimo Custo ótimo 0,95 a 1,05 Integração 71% 90% Escopo 53% 77% 52% 71% 23% 43% 57% 77% 7.2 O Aceite final foi formalizado 9.2 O nível de detalhamento das atividades do Tempo cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 22.3 Os processos de aquisição dos itens críticos Aquisições constaram da EAP / Cronograma 29.3 O gerente do projeto tinha conhecimento técnico Pessoas acerca do escopo Tabela 46 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não de custo Fonte: próprio autor 4.2.3 Práticas X Resultado para o Negócio Nas práticas constantes das linhas assinaladas na cor cinza, na Tabela 47, foi verificado o nível descritivo p ≤ 0,05, ou seja, apenas nessas variáveis foi possível rejeitar que os resultados para o negócio sejam independentes da presença ou ausência da prática em questão. As linhas não assinaladas se referem à prova não significativa do qui-quadrado, ou seja, cujo nível de significância foi superior a 0,05. Situações em que não podemos afirmar que os resultados para o negócio sejam dependentes das práticas utilizadas. QuiQuadrado p 1.1 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou documento similar 11,431 0,001 1.2 Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) 3,575 0,059 1.3 Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto 0,705 0,401 2.1 Foi elaborado o Plano do projeto 2.2 A linha de base (baseline) foi salva apos a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto 0,661 0,416 1,541 0,214 4.1 Foi coletado e registrado o Avanço Físico 0,572 0,450 4.2 Foram coletadas e registradas as Datas de Inicio e Fim reais 0,542 0,461 4.3 Foram coletados e registados os Custos reais 4 Foi realizada uma análise de viabilidade antes ou durante a execução do projeto 0,467 0,494 0,424 0,515 5 Foi utilizada uma metodologia formal para o gerenciamento do projeto 1,808 0,179 6.1 Declaração de Escopo (descrição do escopo do projeto) 0,138 0,710 6.2 Matriz de Requisitos 1,911 0,167 Práticas 99 6.3 Estrutura Analítica do Projeto / Work Breakdown Structure (WBS) 2,606 0,106 6.4 Dicionário da EAP / Descrição das Entregas 2,543 0,111 7.1 Aceites intermediários foram formalizados 3,035 0,082 7.2 O Aceite final foi formalizado 8.1 Foi estabelecido um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 8.2 Foi utilizado um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 2,040 0,153 0,480 0,489 0,288 0,592 9.1 O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Analítica do Projeto 9.2 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 4,191 0,041 3,344 0,067 9.3 As dependências entre atividades / tarefas foram estabelecidas 4,124 0,042 9.4 As durações das atividades / tarefas foram estabelecidas 9.5 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas 9.6 O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma 9.7 O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma 1,420 0,233 2,276 0,131 4,170 0,041 0,271 0,602 10.1 O Calendário do Projeto foi definido 4,429 0,035 10.2 Os Calendários dos recursos foram definidos 10.3 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de recursos 10.4 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de tempo 10.5 Foi utilizada a estimativa de três pontos para o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto 8,311 0,004 4,804 0,028 0,410 0,522 1,763 0,184 11.1 Foi elaborado o Orçamento para o projeto 0,308 0,579 11.2 Foi elaborado o Fluxo de caixa para o projeto 0,455 0,500 12.1 Levou em consideração a estimativa de recursos necessários 1,739 0,187 12.2 Utilizou o histórico de outros projetos 0,060 0,806 12.3 Utilizou a estimativa de três pontos (melhor, pior e mais provável) 12.4 Os custos dos recursos internos foram estimados (ex.: recursos humanos) 13 O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (Earned Value Management) 0,555 0,456 0,540 0,463 0,012 0,911 14.1 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade 0,031 0,860 14.2 Estabeleceu os objetivos de qualidade tanto para as entregas principais como para o gerenciamento do projeto 0,480 0,489 14 3 Estabeleceu as métricas de qualidade para as entregas do projeto 0,114 0,735 15.1 Utilizou Auditorias da Qualidade 0,043 0,835 15.2 Utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade 15.3 Realizou controle de qualidade interno antes de entregar algum produto ou serviço para o cliente 3,399 0,065 1,544 0,214 16.1 Estabeleceu um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos 2,349 0,125 16.2 Estabeleceu uma Matriz de Responsabilidades 3,481 0,062 16.3 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 5,776 0,016 17.1 Elaborou o Plano de Gerenciamento das Comunicações 17.2 Estabeleceu um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto 0,987 0,321 0,003 0,954 17.3 Elaborou o Mapa de Comunicações do Projeto 3,753 0,053 17.4 Elaborou o registro ou mapa dos stakeholders 1,268 0,260 100 18.1 Foi emitido periodicamente um Relatório de Desempenho do Projeto 18.2 Foi realizada periodicamente uma Reunião de Acompanhamento do Projeto 19.1 Foram documentadas as lições aprendidas somente ao final do projeto 0,006 0,938 0,044 0,834 2,599 0,107 19.2 Foram documentadas as lições aprendidas durante o projeto 0,867 0,352 2,095 0,148 4,773 0,029 20.3 Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 20.4 Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 10,666 0,001 4,904 0,027 20.5 Foi realizada a análise qualitativa de riscos 3,253 0,071 20.6 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 5,318 0,021 21.1 Os riscos foram monitorados nos Relatórios de desempenho 2,769 0,096 21.2 Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 5,286 0,021 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram executadas 4,583 0,032 22.1 Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições 0,544 0,461 22.2 Foi elaborado um Mapa das Aquisições do Projeto 22.3 Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma 24.1 As especificações estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 24.2 Antes do inicio de um processo de aquisição importante, foi realizada a identificação, análise e resposta aos riscos dessa aquisição 24.3 Quando de aquisição importante p/ o projeto, foi enviado aos possíveis fornecedores documento formal solicitando envio de proposta 24.1 Designado um administrador / fiscal para os contratos importantes do projeto 0,055 0,814 1,207 0,272 3,843 0,050 1,793 0,181 2,078 0,149 0,191 0,662 6,100 0,014 1,207 0,272 24.4 As lições aprendidas nos contratos foram registradas 24.5 Um modelo de Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido para formalizar o encerramento dos contratos 25. A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos 26.1 A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos 26.2 A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto 26.3 A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de praticas para o gerenciamento de projetos 26.4 A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos 3,780 0,052 0,888 0,346 0,412 0,521 2,216 0,137 8,598 0,003 2,223 0,136 2,683 0,101 26.5 A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos 1,665 0,197 3,125 0,077 1,571 0,210 27.2 A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos 0,290 0,590 27.3 A organização possui um projeto ou programa para alcançar a 4,170 0,041 20.1 Foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos (documento com o processo de gerenciamento de riscos) 20.2 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 24.2 Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do inicio da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 24.3 Os fornecedores foram avaliados formalmente durante a execução do contrato 26.6 A organização utiliza em suas iniciativas o gerenciamento de projetos para a implementação de seus objetivos 27.1 A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado 101 maturidade em gerenciamento de projetos 27.4 A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders 27.5 Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 28.2 Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 28.4 O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 28.5 A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 0,049 0,824 0,001 0,975 12,545 0,000 7,365 0,007 8,341 0,004 11,464 0,001 7,424 0,006 29.1 O gerente do projeto era certificado PMP 29.2 O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na área de gerenciamento de projetos 0,276 0,599 5,197 0,023 29.3 O gerente do projeto tinha conhecimento técnico acerca do escopo 29.4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto 29.5 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto 30.1 O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas 30.2 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 30.3 O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros 0,915 0,339 0,203 0,652 0,192 0,661 0,572 0,450 7,405 0,007 0,878 0,349 31.1 Foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos 31.2 A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos 31.3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa 32.1 Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização 32.2 A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos 32.3 Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas 0,273 0,601 2,836 0,092 0,761 0,383 0,433 0,510 0,052 0,820 2,045 0,153 Tabela 47 - Análise qui-quadrado das práticas em relação aos resultados para o negócio Fonte: próprio autor A Tabela 48 apresenta o percentual de presença, na amostra, de acordo com a Tabela 47, das vinte e cinco práticas consideradas como diferenciadoras para o resultado para o negócio. Essas práticas estão proporcionalmente mais presentes em projetos com ótimos resultados para o negócio. Por exemplo, 71% dos projetos que tiveram um ótimo resultado para o negócio detalharam adequadamente o cronograma, enquanto somente 52% dos que não tiveram um ótimo resultado utilizaram essa prática. Uma prática é de integração, seis de tempo, uma de RH, seis de risco, duas de aquisição, duas de organização e sete de pessoas. 102 Prática Dimensão 1.1 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou Integração documento similar 9.1 O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Tempo Analítica do Projeto 9.3 As dependências entre atividades / tarefas foram Tempo estabelecidas 9.6 O método da cadeia crítica foi utilizado para Tempo desenvolvimento do cronograma Tempo 10.1 O Calendário do Projeto foi definido 10.2 Os Calendários dos recursos foram definidos Tempo 10.3 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de recursos Tempo 16.3 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 20.2 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 20.3 Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 20.4 Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos RH 20.6 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 21.2 Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto Negócio não ótimo Negócio ótimo 57% 82% 52% 69% 67% 82% 13% 28% 57% 74% 35% 60% 35% 54% 44% 65% 28% 47% 24% 52% 30% 50% 17% 36% 44% 63% 24% 42% 33% 50% 28% 50% 33% 58% 13% 28% 39% 69% 57% 78% 48% 72% 44% 72% 63% 83% 28% 48% 44% 67% Risco Risco Risco Risco Risco Risco 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram executadas 24.1 As especificações estavam no detalhamento Aquisições adequado para o entendimento dos fornecedores 24.2 Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do Aquisições inicio da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 26.2 A organização dá a autoridade necessária para o Organiza ção exercício da função do gerente de projeto 27.3 A organização possui um projeto ou programa para Organiza alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos ção 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao Pessoas gerenciamento do projeto 28.2 Pessoas em diferentes papéis e funções na Pessoas organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente Pessoas (interno ou externo) e a equipe do projeto 28.4 O cliente (interno ou externo) estava comprometido Pessoas com o projeto 28.5 A equipe do projeto estava comprometida com o Pessoas projeto 29.2 O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na Pessoas área de gerenciamento de projetos 30.2 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um Pessoas ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado Tabela 48 - Percentual de presença da prática nos projetos com resultados ótimos ou não para o negócio Fonte: próprio autor 103 4.3 Análise das Relações entre Grupos de Práticas de Gerenciamento de Projetos e os Resultados Obtidos 4.3.1 Tratamento das Variáveis As práticas de gerenciamento de projetos pesquisadas são variáveis binárias, ou seja, a pesquisa desta tese procurou verificar se elas foram ou não aplicadas. Desta forma, as respostas afirmativas foram codificadas como um (1) e as negativas como zero (0). Em razão do grande número de variáveis a serem analisadas, foi utilizado um método que combinou a análise de confiabilidade utilizando o coeficiente Alfa de Cronbach (HORA, 2011) com a análise fatorial (HAIR, 2009), o que permitiu reduzir as 106 variáveis dos 12 agrupamentos iniciais vistos no subitem 4.1.1 (Integração, Escopo, Tempo, Custos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos, Aquisições, Dimensão Organização, Dimensão Pessoas e Dimensão Tecnologia) para sete (7) fatores. 4.3.1.1 Suposições na Análise Fatorial A Análise Fatorial (HAIR, 2009) é uma técnica estatística multivariada que trata do relacionamento entre conjuntos de variáveis. Inicialmente foi avaliado o nível de qualidade ou adequação de ajuste da estrutura de dados por meio da medida de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e do Teste de Esfericidade de Bartlett (TEB). A análise do KMO apresenta a magnitude dos coeficientes de correlação das variáveis contra os coeficientes de correlação parcial. O valor do KMO calculado foi de 0,944. Quanto mais próximo esse valor for de 1, melhores serão os dados para uma solução fatorial. Por sua vez, na análise do TEB o resultado foi de χ² = 1530 com nível descritivo p= 0,00. Para esta primeira fase, pode-se observar que existe correlação significantemente diferente de zero entre as variáveis, suficiente para a aplicação da análise fatorial. Considerando-se os resultados das análises de KMO e TEB, é possível afirmar que a estrutura de dados está adequada para se proceder à análise fatorial. 104 4.3.1.2 Análise da Comunalidade Na análise da comunalidade de cada variável é avaliada a variância que está sendo explicada pela análise fatorial. Quanto maior a comunalidade, maior será a força de explicação da variável pela solução fatorial. O resultado dessa análise nos doze agrupamentos iniciais de práticas pode ser visto na Tabela 49. Agrupamentos Iniciais Perguntas Comunalidade 1, 2, 3, 4, 5 e 8 0,813 Escopo 6e7 0,889 Tempo 9 e 10 0,803 Custos 11 e 12 0,833 Qualidade 14 e 15 0,96 16 0,944 13, 17, 18 e 19 0,837 Integração RH Comunicações Riscos 20 e 21 0,971 Aquisições 22, 23 e 24 0,861 Dimensão Organização 25, 26 e 37 0,804 Dimensão Pessoas 28, 29 e 30 0,973 31 e 32 0,866 Dimensão Tecnologia Tabela 49 - Análise de Comunalidade dos 12 Agrupamentos Iniciais de Práticas Fonte: próprio autor A Tabela 49 mostra também que cada agrupamento inicial está bem explicado pela solução fatorial, pois os índices de comunalidade se apresentam entre o mínimo de 0,803 e o máximo de 0,973, motivo pelo qual todos os agrupamentos foram incluídos na elaboração dos fatores. O índice de comunalidade tem de ser acima de 0,60 para permitir a elaboração dos fatores (HAIR, 2009). O número adotado de fatores é um quesito extremamente importante na análise. Optou-se por não haver perda de informação, uma vez que as práticas já tinham sido agrupadas em dimensões, perdendo alguma especificidade. Após a realização de várias simulações, concluiu-se que o maior número possível de fatores, com boa interpretação, seria sete (7). A solução fatorial com sete (7) fatores explica grande parte (88%) da estrutura dos dados (variância acumulada dos dados), conforme pode ser visto na Tabela 50. 105 Fator % Variância %Acumulada 1 59,086 59,086 2 6,448 65,534 3 6,115 71,649 4 5,116 76,765 5 4,067 80,833 6 3,799 84,632 7 3,321 87,953 Tabela 50 - Análise da Variância dos Fatores Fonte: próprio autor 4.3.2 Interpretação dos Fatores Para estudar a estrutura de resposta à pesquisa recorreu-se à Análise Fatorial por componentes principais, seguida da rotação Varimax. O objetivo principal da rotação é uma melhor interpretação e, consequentemente, uma visão mais clara dos agrupamentos das variáveis nos fatores. A Tabela 51 apresenta o resultado dessa análise, onde estão juntos os que têm maior correlação. Os fatores sem correlação são independentes, o que permite interpretações isoladas entre os fatores. Carga Fatorial Agrupamento Inicial Novo Agrupamento Dimensão Tecnologia Dimensão Organização Tecnologia e Organização Escopo Integração Custos Recursos Humanos Comunicações Riscos Qualidade Dimensão Pessoas 2 3 4 0,834 0,157 0,253 0,129 5 6 7 0,12 0,17 0,14 0,706 0,255 0,199 0,239 0,159 0,14 0,31 0,099 0,819 0,214 0,237 0,092 0,21 0,24 Escopo, Integração e Tempo Tempo Aquisições 1 0,45 0,65 0,195 0,175 0,248 0,23 0,08 0,319 0,614 0,307 0,285 Aquisições e Custos 0,35 0,03 0,16 0,128 0,174 0,828 0,163 0,153 0,24 0,15 0,35 0,247 0,763 0,211 0,109 0,04 0,09 Recursos Humanos 0,178 0,277 0,319 0,82 0,151 0,11 0,16 e Comunicações 0,408 0,346 0,128 0,579 0,319 0,29 0,11 Riscos Qualidade 0,199 0,254 0,205 0,216 0,829 0,24 0,19 0,234 0,228 0,21 0,158 0,209 0,85 0,13 Dimensão Pessoas 0,332 0,267 0,199 0,175 Tabela 51 – Análise da correlação entre os fatores Fonte: próprio autor 0,19 0,14 0,82 106 Desta forma, os 12 agrupamentos iniciais de práticas foram reagrupados em sete (7) fatores, conforme a Tabela 52. Fator Agrupamento Inicial 1 Dimensão Tecnologia Dimensão Organização Escopo 2 3 4 Integração Tempo Aquisições Custos RH 5 Comunicações Riscos 6 Qualidade 7 Dimensão Pessoas Tabela 52 - O Agrupamento das Práticas em Fatores Fonte: próprio autor 4.3.3 Validação dos Fatores Escolhidos Para validação dos fatores como constructos de características de projetos, obteve-se o coeficiente - Cronbach (HORA, 2011) para cada fator, o que pode ser visto na Tabela 53. Fator 1 Agrupamento Inicial Alpha de Cronbach Dimensão Tecnologia Dimensão Organização 0,90 Escopo 2 3 4 5 6 7 Integração Tempo Aquisições Custos RH Comunicações Riscos Qualidade Dimensão Pessoas 0,85 0,88 0,78 0,88 0,70 0,76 Tabela 53 - Coeficiente α - Cronbach para os Fatores Fonte: próprio autor 107 Os índices obtidos permitem concluir que, para práticas de projetos, é pertinente o uso das variáveis originais do agrupamento realizado, em suma, dos fatores, uma vez que os índices α-Cronbach não foram inferiores a 0,70. 4.3.4 Verificando se os Escores Fatoriais têm Distribuição Normal Para a verificação se o escores fatoriais têm distribuição normal, foi utilizada a prova não paramétrica de Kolmogorov-Smirnov (SIEGEL, 2006), tendo como resultado o constante da Tabela 54, sendo N o número de projetos da amostra, Z a estatística do teste e p o nível descritivo. Kolmogorov- Fator 1 Fator 2 Fator 3 Fator 4 Fator 5 Fator 6 Fator 7 N 202 202 202 202 202 202 202 Z 0,973 0,459 0,641 0,643 0,65 0,648 0,837 p 0,3 0,984 0,805 0,803 0,792 0,795 0,485 Smirnov Tabela 54 - Resultado do Teste Kolmogorov-Smirnov nos Fatores Fonte: próprio autor Como em todos os fatores foi encontrado o p≥0,05, não há evidência de não normalidade na distribuição dos fatores. É possível, portanto, o emprego da estatística inferencial paramétrica. 4.3.5 Estatística Inferencial Paramétrica Foi realizada a prova paramétrica t-student para comparar a média de cada fator entre dois grupos (resultado ótimo e não ótimo). A hipótese nula (que se deseja rejeitar) é que a média de cada fator é igual para projetos com e sem sucesso. a) Resultados quanto ao Prazo A Tabela 55 apresenta a comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de prazo, onde N é o número de projetos que tiveram o resultado ótimo ou não, t é a estatística do teste e p o nível descritivo. 108 Prazo Desvio Erro Padrão Padrão 0,033 1,025 0,100 37 0,212 1,089 0,179 Não 105 0,031 0,954 0,093 Sim 37 0,146 0,874 0,144 Não 105 0,097 0,972 0,095 Sim 37 -0,192 1,254 0,206 Não 105 -0,060 0,895 0,087 Sim 37 0,108 1,148 0,189 Não 105 -0,074 1,006 0,098 Sim 37 0,316 1,073 0,176 Não 105 0,130 1,043 0,102 Sim 37 0,007 1,055 0,173 Não 105 -0,098 0,982 0,096 Sim 37 0,305 1,065 0,175 N Média Não 105 Sim Ótimo Fator1 Fator2 Fator3 Fator4 Fator5 Fator6 Fator7 t p -0,898 0,371 -0,644 0,521 1,27 0,21 -0,908 0,366 -1,996 0,048 0,617 0,538 -2,104 0,037 Tabela 55 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de prazo Fonte: próprio autor Os fatores 5 (Riscos) e 7 (Dimensão Pessoas) tiveram suas médias de escores fatoriais diferenciadas significativamente quanto ao resultado de prazo (ótimo ou não ótimo). Em ambos os casos, descritivamente, a média foi mais elevada quando o resultado de prazo foi considerado ótimo. Ou seja, houve uma maior combinação de práticas de gerenciamento de riscos, quando o prazo foi ótimo, se comparado aos projetos considerados fora do prazo. Também isto aconteceu quando foi verificado um maior número de práticas relacionadas à forma como as pessoas interagiram com o projeto: o cliente estar comprometido com o projeto; pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaborarem conforme necessário para com os objetivos do projeto; ter um bom relacionamento entre o cliente e a equipe do projeto; os executivos da organização darem suporte ao gerenciamento do projeto; e a equipe do projeto estar comprometida com o projeto. b) Resultados quanto ao custo A Tabela 56 apresenta a comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de custo, onde N é o número de projetos que tiveram o resultado ótimo ou não, t é a estatística do teste e p o nível descritivo. 109 Custo N Média Ótimo Fator1 Fator2 Fator3 Fator4 Fator5 Fator6 Fator7 Desvio Erro Padrão Padrão Não 79 0,143 1,022 0,115 Sim 48 0,026 1,093 0,158 Não 79 -0,074 0,987 0,111 Sim 48 0,162 0,805 0,116 Não 79 0,268 0,896 0,101 Sim 48 0,023 1,045 0,151 Não 79 -0,037 0,832 0,094 Sim 48 -0,010 1,054 0,152 Não 79 0,084 1,066 0,120 Sim 48 0,139 1,065 0,154 Não 79 0,172 0,951 0,107 Sim 48 0,069 1,093 0,158 Não 79 -0,190 0,929 0,104 Sim 48 0,203 1,052 0,152 t p 0,610 0,543 -1,473 0,143 1,402 0,164 -0,158 0,875 -0,282 0,778 0,559 0,577 -2,201 0,03 Tabela 56 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de custo Fonte: próprio autor Apenas o fator 7 (Dimensão Pessoas) teve suas médias de escores fatoriais diferenciadas significativamente quanto ao resultado de custo (ótimo ou não ótimo). Descritivamente, a média é mais elevada nesse fator quando o resultado de custo é considerado ótimo. Ou seja, ocorreu um maior número de práticas relacionadas à forma como as pessoas interagiram com o projeto quando o custo final foi muito próximo (diferença de 5 pontos percentuais) do custo estimado. c) Resultados quanto aos objetivos do negócio A Tabela 57 apresenta a comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não para o negócio, onde N é o número de projetos que tiveram o resultado ótimo ou não, t é a estatística do teste e p o nível descritivo. 110 Atendeu N Média Desvio totalmente aos Erro t p Padrão Padrão objetivos de negócio? Fator1 Fator2 Fator3 Fator4 Fator5 Fator6 Fator7 Não 45 0,013 0,013 0,844 Sim 117 -0,020 -0,020 1,059 Não 45 -0,060 -0,060 1,091 Sim 117 0,216 0,216 0,888 Não 45 -0,019 -0,019 0,962 Sim 117 0,086 0,086 1,030 Não 45 -0,160 -0,160 0,993 Sim 117 0,036 0,036 1,010 Não 45 -0,228 -0,228 0,899 Sim 117 0,183 0,183 0,964 Não 45 0,141 0,141 0,929 Sim 117 -0,004 -0,004 1,029 Não 45 -0,276 -0,276 1,002 Sim 117 0,160 0,928 0,160 0,187 0,852 -1,514 0,135 -0,59 0,556 -1,113 0,267 -2,474 0,014 0,823 0,412 -2,623 0,01 Tabela 57 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não para o negócio Fonte: próprio autor Conclusão semelhante aos resultados de prazo pode ser tirada em relação aos objetivos do negócio, sendo apontados como diferenciadores os fatores Dimensão Pessoas e Gerenciamento de Riscos. d) Resultado Global Nesta seção será feita uma análise dos fatores que influenciaram significativamente para que houvesse um resultado global em que pelo menos um dos três resultados quanto ao prazo, ao custo ou ao resultado para o negócio, fosse considerado ótimo. As Tabelas 34, 38 e 42 apresentaram no subitem 4.1.2 que, dos projetos da amostra em que tivemos informação de resultados, 26,1% tiveram o resultado ótimo de prazo, 37,8% resultado ótimo de custo e 71,8% resultado ótimo para o negócio. A Tabela 58 apresenta esses percentuais. 111 Resultado Ótimo Prazo Custo Negócio Sim 26,1% 37,8% 71,8% Não 73,9% 62,2% 28,2% Tabela 58 - Percentual de projetos que apresentaram resultados ótimos ou não ótimos de prazo, de custo e para o negócio Fonte: próprio autor De acordo com a Tabela 59 podemos verificar que 73,5% dos projetos tiveram êxito no resultado ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Resultado Ótimo Frequência % válidos Não 49 26,5 Sim 136 73,5 Total 185 100 Não Válidos 17 Total 202 Tabela 59 - Frequência de projetos que apresentaram resultados ótimos ou de prazo ou de custo ou para o negócio Fonte: próprio autor A Tabela 60 apresenta a comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não ou de prazo ou de custo ou para o negócio. Resultado Fator1 Fator2 Fator3 Fator4 Fator5 Fator6 Fator7 Desvio Erro Ótimo N Média Padrão Padrão t P Não 49 0,040 0,922 0,132 0,22 0,826 Sim 136 0,005 1,064 0,091 Não 49 -0,332 1,100 0,157 -3,25 0,001 Sim 136 0,194 0,923 0,079 Não 49 -0,109 0,918 0,131 -1,023 0,307 Sim 136 0,065 1,055 0,090 Não 49 -0,057 0,891 0,127 -0,513 0,609 Sim 136 0,030 1,063 0,091 Não 49 -0,286 1,147 0,164 -2,578 0,011 Sim 136 0,145 0,950 0,081 Não 49 0,115 0,979 0,140 0,461 0,646 Sim 136 0,037 1,023 0,088 Não 49 -0,251 1,044 0,149 -2,383 0,018 Sim 136 0,136 0,950 0,081 Tabela 60 - Comparação, para cada fator, entre os resultados ótimos ou não de prazo ou de custo ou para o negócio Fonte: próprio autor 112 Podemos então afirmar que o fator 2 (Gerenciamento de Tempo, Escopo e Integração), o fator 5 (Gerenciamento de Riscos) e o fator 7 (Dimensão Pessoas) são os que influenciaram significativamente os resultados ótimos ou de prazo ou de custo ou para o negócio. 4.4 Análise de Regressão Logística Nesta Seção empreende-se a análise para a qual é aplicada a técnica estatística multivariada denominada de regressão logística, que é uma técnica apropriada quando a variável dependente (efeitos) é dicotômica (no caso desta tese os resultados do gerenciamento de projetos foram agrupados em ótimos e não ótimos) (HAIR, 2009). a) Procedimentos Prévios Utilizando a prova não paramétrica de Kolmogorov-Smirnov (SIEGEL, 2006) nas variáveis de resposta (resultado de prazo, resultado de custo e resultado para o negócio), foram obtidos os valores constantes da Tabela 61. Kolmogorov-Smirnov (Z) Nível Descritivo (p) Resultado de Resultado de Resultado para o Prazo Custo Negócio 2,185 2,351 5,732 0 0 0 Tabela 61 - Teste Kolmogorov-Smirnov nas variáveis de resultado Fonte: próprio autor Como em todos os resultados foi encontrado o p<0,05, há evidência de não normalidade na distribuição dos resultados. Uma vez que a distribuição das variáveis resultado não pode ser considerada como distribuição normal, tampouco qualquer transformação, a análise de regressão linear múltipla não é adequada. Não é possível, também, o emprego da estatística inferencial paramétrica. Cada variável resposta (resultado de prazo, resultado de custo e resultado para o negócio) foi classificada em dois (2) níveis (ótimo e não ótimo). Desta forma, a análise de regressão apropriada para ser utilizada é a análise de regressão logística binária. 113 Para tal é recomendável que o tamanho da amostra seja superior a 10 (k+1), onde k é o número de variáveis regressoras. Como temos, de acordo com o subitem 4.1.2 desta tese, 142 projetos com resultados de prazo, 127 com resultados de custo e 163 com resultados de objetivos para o negócio, o tamanho da amostra, para efeito desse cálculo, é de 127. Este número de variáveis foi atingido pela aplicação da análise fatorial e, portanto, o modelo será empregado utilizando os sete (7) fatores como variáveis regressoras. Foi então utilizada a técnica de regressão logística com o intuito de determinar quais variáveis ou fatores aumentam a probabilidade de um projeto, possuidor de determinadas características consideradas relevantes, ter resultado ótimo (sucesso) em relação ao prazo, ao custo ou ao negócio. Essa técnica permite quantificar o grau de associação entre as práticas de gerenciamento de projetos (variáveis independentes) e o fato do projeto ser ou não considerado como sucesso (variáveis dependentes). O modelo de regressão logística foi, portanto, utilizado para estabelecer uma relação funcional entre as práticas e a probabilidade de um projeto ser ótimo. b) Análise de Regressão Logística quanto ao Resultado de Prazo A Tabela 62 apresenta os valores de B, Wald, p e Exp (B) para o resultado quanto ao prazo, onde segundo HAIR (2009): B é o coeficiente de cada parcela do modelo. As estatísticas Wald e Exp(B) indicam a importância do fator para explicar o resultado p é o nível descritivo do coeficiente de regressão (B): se p <0,05, o coeficiente do fator é significativamente diferente de zero e serve para explicar o resultado. B Wald p Exp (B) Fator 5 0,377 3,999 0,046 1,458 Fator 7 0,433 4,378 0,036 1,542 Constante -1,133 30,47 0 0,322 Tabela 62 - Valores da Análise de Regressão Logística para o Resultado de Prazo Fonte: próprio autor 114 No Quadro 12 podemos ver o modelo para o resultado de prazo. Os fatores 5 (Riscos) e 7 (Dimensão Pessoas) apresentam valores positivos em seus coeficientes. Logo, influenciam positivamente na construção do modelo, ou seja, quanto maior o valor desses fatores (ou número de práticas de gerenciamento nesses fatores), maior é a probabilidade de o projeto ter sucesso em relação ao resultado prazo, ou seja, ser entregue dentro do prazo estimado. Como os coeficientes do fator Risco (0,377) e do Fator dimensão Pessoas (0,433) são próximos, podemos afirmar que eles contribuem praticamente com a mesma significância para o resultado de prazo. log(p/(1-p))= -1,133 + 0,377 fator risco + 0,433 fator dimensão pessoas Quadro 12 - O Modelo de Regressão Logística para o Resultado de Prazo Fonte: próprio autor A Tabela 63 explicita que o modelo consegue alocar corretamente 76,8% dos projetos, porém com alto grau de acerto (100%) em projetos que não atingem o objetivo quanto ao prazo e alto grau de erro (10,8% de alocação correta) em projetos entregues na data prevista. Podemos concluir que os projetos que não utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um fracasso em relação ao resultado de prazo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. Prazo Ótimo Estimado Observado Não Sim % correta Não 105 0 100% Sim 33 4 10,8% Prazo Ótimo Total 76,8% Tabela 63 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para o resultado de prazo Fonte: próprio autor c) Análise de Regressão Logística quanto ao Resultado de Custo A Tabela 64 apresenta os valores de B, Wald, p e Exp (B) para o resultado quanto ao custo, onde segundo HAIR (2009): B é o coeficiente de cada parcela do modelo. 115 As estatísticas Wald e Exp(B) indicam a importância do fator para explicar o resultado p é o nível descritivo do coeficiente de regressão (B): se p <0,05, o coeficiente do fator é significativamente diferente de zero e serve para explicar o resultado. B Wald p Exp(B) Fator 7 0,422 4,57 0,033 1,526 Constante -0,502 7,221 0,007 0,605 Tabela 64 - Valores da Análise de Regressão Logística para o Resultado de Custo Fonte: próprio autor No Quadro 13 podemos ver o modelo para o resultado de custo. O fator 7 (Dimensão Pessoas) apresenta valor positivo em seu coeficiente. Logo, influencia positivamente na construção do modelo, ou seja, quanto maior o valor desse fator (ou número de práticas de gerenciamento nesse fator), maior é a probabilidade do projeto ter sucesso em relação ao resultado custo, ou seja, ser entregue dentro do custo estimado. log(p/(1-p))= -1,502 + 0,422 fator dimensão pessoas Quadro 13 - O Modelo de Regressão Logística para o Resultado de Custo Fonte: próprio autor A Tabela 65 explicita que o modelo consegue alocar corretamente 65,4% dos projetos, porém com alto grau de acerto (96,2%) em projetos que não atingem o objetivo quanto ao custo e alto grau de erro (14,6% de alocação correta) em projetos entregues dentro do orçamento. Podemos concluir que os projetos que não utilizam as práticas nesse fator têm maior probabilidade de ter um fracasso em relação ao resultado de custo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. Custo ótimo Observado % correta Não Sim Não 76 3 96,2 Sim 41 7 14,6 Custo ótimo Total 65,4 Tabela 65 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para o resultado de custo Fonte: próprio autor 116 d) Análise de Regressão Logística quanto ao Resultado para o Negócio A Tabela 66 apresenta os valores de B, Wald, p e Exp (B) para o resultado quanto ao negócio, onde segundo HAIR (2009): B é o coeficiente de cada parcela do modelo. As estatísticas Wald e Exp(B) indicam a importância do fator para explicar o resultado p é o nível descritivo do coeficiente de regressão (B): se p <0,05, o coeficiente do fator é significativamente diferente de zero e serve para explicar o resultado. B Wald p Exp(B) Fator 5 0,44 4,714 0,03 1,554 Fator 7 0,47 5,984 0,014 1,6 Constante 0,98 27,96 0 2,653 Tabela 66 - Valores da Análise de Regressão Logística do Resultado para o Negócio Fonte: próprio autor No Quadro 14 podemos ver o modelo para o resultado para o negócio. Os fatores 5 (Riscos) e 7 (Dimensão Pessoas) apresentam valores positivos em seus coeficientes. Logo, influenciam positivamente na construção do modelo, ou seja, quanto maior o valor desses fatores (ou número de práticas de gerenciamento nesses fatores), maior é a probabilidade do projeto ter sucesso em relação ao resultado para o negócio. Como os coeficientes do fator Risco (0,44) e do Fator dimensão Pessoas (0,47) são próximos, podemos afirmar que eles contribuem praticamente com a mesma significância. log(p/(1-p))= 0,98 + 0,44 fator risco + 0,47 fator dimensão pessoas Quadro 14 - O Modelo de Regressão Logística do Resultado para Negócio Fonte: próprio autor A Tabela 67 explicita que o modelo consegue alocar corretamente 73,6% dos projetos, com alto grau de acerto (97,4%) em projetos que atingem o objetivo para o negócio e alto grau de erro (13% de alocação correta) em projetos entregues na data prevista. Podemos concluir que os projetos que utilizam as práticas nesses fatores têm maior 117 probabilidade de ter um sucesso em relação ao resultado ótimo para o negócio. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. Observado Negócio ótimo Negócio ótimo Não Sim % correta Não 6 40 13 Sim 3 114 97,4 Total 73,6 Tabela 67 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística do resultado para o negócio Fonte: próprio autor e) Análise de Regressão Logística quanto ao Resultado Global (resultado de prazo, ou de custo ou para o negócio) A Tabela 68 apresenta os valores de B, Wald, p e Exp (B) para o resultado global (ou prazo, ou custo ou negócio), onde segundo HAIR (2009): B é o coeficiente de cada parcela do modelo. As estatísticas Wald e Exp(B) indicam a importância do fator para explicar o resultado p é o nível descritivo do coeficiente de regressão (B): se p <0,05, o coeficiente do fator é significativamente diferente de zero e serve para explicar o resultado. B Wald p Exp(B) Fator 2 0,576 9,851 0,002 1,779 Fator 5 0,484 6,926 0,008 1,623 Fator 7 0,433 5,691 0,017 1,541 Constante 1,119 36,39 0 3,063 Tabela 68 - Valores da Análise de Regressão Logística para os Resultados Combinados de Prazo, Custo ou Negócio Fonte: próprio autor No Quadro 15 podemos ver o modelo para o resultado global. Os fatores 2 (Escopo, Tempo e Integração), 5 (Riscos) e 7 (Dimensão Pessoas) apresentam valores positivos em seus coeficientes. Logo, influenciam positivamente na construção do 118 modelo, ou seja, quanto maior o valor desses fatores (ou número de práticas de gerenciamento nesses fatores), maior é a probabilidade do projeto ter sucesso em relação ao resultado para o negócio. Como os coeficientes são próximos, podemos afirmar que eles contribuem praticamente com a mesma significância, sendo a maior delas a referente ao fator 2 (escopo, tempo e integração). log(p/(1-p))= 0,98 + 0,484 fator risco + 0,433 fator dimensão pessoas + 0,576 fator escopo, tempo e integração Quadro 15 - Modelo de Regressão Logística para o Resultado Global Fonte: próprio autor A Tabela 69 explicita que o modelo consegue alocar corretamente 75,7% dos projetos, com alto grau de acerto (93,4%) em projetos que atingem o objetivo global e grau alto de erro (26,5% de alocação correta) em projetos que não atingem. Podemos concluir que os projetos que utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um sucesso em relação ao resultado ótimo global. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. Observado Resultado ótimo Resultado ótimo %correta Não Sim Não 13 36 26,5 Sim 9 127 93,4 Total 75,7 Tabela 69 - Alocação dos projetos no modelo da análise de regressão logística para os Resultados Combinados de Prazo, Custo ou Negócio Fonte: próprio autor 119 4.5 Análise Consolidada dos Resultados da Pesquisa Em relação à análise descritiva dos dados, de práticas de gerenciamento de projetos da amostra pesquisada, as principais constatações foram as listadas no Quadro 16. Dimensão Constatações Processo - Cerca de 30% dos projetos não elaboraram um documento formal Integração com o planejamento do projeto; Somente 44% dos projetos coletaram e registraram rotineiramente as informações de avanço físico, 28% as datas reais de início e fim e 19% os custos reais; Quase 40% dos projetos foram autorizados sem terem tido uma análise de viabilidade; Mais de 60% não fizeram um controle adequado das mudanças do projeto; Processo - Cerca de 20% dos projetos não descreveram o escopo do projeto e Escopo quase 50% não descreveram as entregas que seriam feitas; Quase 40% dos projetos não formalizaram o aceite final; Processo - Cerca de 20% dos projetos não elaboraram o cronograma; Tempo Cerca da metade dos projetos não utilizou informações históricas nem o calendário dos recursos para a estimativa de tempo; Processo - 20% dos projetos não tiveram orçamento elaborado, e nem 40% Custo consideraram nas estimativas de custo os recursos internos; Processo - Menos da metade dos projetos realizou práticas de planejamento, Qualidade garantia ou controle de qualidade; Processo - Um pouco mais da metade dos respondentes apontou como RH atividade executada no projeto a elaboração da Matriz de Responsabilidades; Processo – Menos de 40% dos projetos realizaram práticas de planejamento das Comunicacomunicações, como mapa de comunicações e registro de ções stakeholders; As reuniões foram mais utilizadas (cerca de 80%) do que os relatórios de desempenho (cerca de 60%), como instrumentos de acompanhamento do projeto; Mais de 60% dos projetos não documentaram as lições aprendidas dos projetos; Processo - Somente 40% dos projetos fizeram, de forma sistematizada, o 120 Risco gerenciamento de riscos; Menos de 30% dos projetos efetuaram a análise quantitativa de riscos; Processo - Em cerca de 70% dos projetos não foi elaborado o Mapa de Aquisições aquisições e não constaram da EAP / Cronograma os processos de aquisição dos itens críticos, apesar de somente em 25% terem sido necessárias aquisições para o projeto. Em mais de 50% dos projetos não foi enviado aos possíveis fornecedores um documento formal solicitando o envio de proposta, quando de uma aquisição importante para o projeto, assim como as especificações não estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores. Organização Em cerca de 40% dos projetos as suas Organizações não possuíam uma metodologia formal para o gerenciamento de projetos; Em menos de 50% dos projetos a Organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos ou provê os recursos, autoridade e incentivos aos gerentes de projetos e suas equipes; Em cerca de 60% dos projetos pesquisados a Organização não proporcionou uma estrutura adequada para o gerenciamento de projetos, como, por exemplo, não realizando capacitações em gerenciamento de projetos e não possuindo escritório de projetos; Em 25% dos projetos o cliente não estava comprometido com o projeto e, em quase 80% dos projetos, a equipe não estava comprometida; Pessoas Em cerca de 40% dos projetos não houve colaboração, suporte ou um bom relacionamento da equipe com o cliente; Em 40% dos projetos o gerente do projeto não tinha conhecimento técnico acerca do escopo do produto a ser gerado; Em 60% dos projetos o gerente não propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas, e também não inspirou sua equipe ou criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado; Tecnologia Em cerca de 30% dos projetos não foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos, e em cerca de 60% dos projetos os principais stakeholders não tinham acesso ao software para consulta aos dados do projeto e sua atualização; Quadro 16- Principais Constatações da Análise Descritiva das Práticas Fonte: próprio autor Silveira (2008) apontou três pesquisas quantitativas, realizadas por Ibbs & Kwaak (2000) nos EUA, Sukhoo et al (2005) no oeste europeu e por Sonnekus & 121 Labuschagne (2004) na África do Sul que, ao avaliarem a maturidade do gerenciamento de projetos em várias organizações, verificaram que a área de conhecimento “gerenciamento de riscos” foi a que teve a menor avaliação (2,85; 1,84 e 2,65, respectivamente, em uma escala de 1 a 5). Resultado semelhante pode ser visto no Quadro 16, em que somente 40% dos projetos fizeram, de forma sistematizada, o gerenciamento de riscos. O Quadro 17 apresenta as principais constatações da análise descritiva dos dados em relação aos resultados do gerenciamento de projetos. Resultado Constatações Somente 26% dos projetos teve um desvio de prazo de até 5% em relação ao previsto, com cerca de 40% com um desvio acima de 25%; Prazo Cerca de 40% dos projetos tiveram uma boa previsibilidade de custos, enquanto também cerca de 40% tiveram uma variação de mais de 25% em relação ao estimado; Somente cerca de 50% dos projetos entregaram todos os produtos e Escopo serviços previstos, com cerca de 20% dos projetos entregando menos de 90%; Satisfação do Uma pequena parcela dos respondentes avaliou que seus clientes ficaram insatisfeitos com o gerenciamento do projeto, com obtenção de Cliente notas entre 0 e 7 para 16,7% da amostra; Cerca de 30% dos projetos com resultados avaliados não atenderam Objetivos para totalmente aos objetivos estabelecidos; o Negócio 73,5% dos projetos tiveram êxito no resultado ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Custo Quadro 17 - Constatações da Análise Descritiva dos Resultados do Gerenciamento Fonte: próprio autor Em relação à análise das relações individuais entre as práticas de gerenciamento e os resultados obtidos nos projetos participantes da pesquisa, concluiu-se que, das cento e seis (106) práticas pesquisadas, trinta e quatro (34) foram correlacionadas em relação aos ótimos resultados ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. O Quadro 18 lista essas práticas e com quais resultados elas foram correlacionadas. Foram duas de Integração, uma de Escopo, oito de Tempo, uma de Comunicações, uma de RH, seis de Riscos, três de Aquisições, duas de Organização, nove de Pessoas e uma de Tecnologia. Nenhuma prática foi relacionada a todos os resultados ótimos de prazo, custo e para o negócio, e somente cinco práticas foram relacionadas a dois resultados ótimos. 122 Práticas Dimensão 1.1 Foi emitido Termo de Abertura do Projeto ou Integração % Prazo Custo Negócio 74,8 documento similar 1.2 Foi realizada uma reunião de partida (kick- Integração 78,7 off) 7.2 O Aceite final foi formalizado Escopo 59,4 9.1 O cronograma foi elaborado a partir da Tempo 60,4 Tempo 58,4 Estrutura Analítica do Projeto 9.2 O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 9.3 As dependências entre atividades / tarefas Tempo 77,2 Tempo 56,4 foram estabelecidas 9.5 Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas Tempo 20,8 10.1 O Calendário do Projeto foi definido Tempo 67,8 10.2 Os Calendários dos recursos foram Tempo 50 Tempo 47,5 9.6 O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma definidos 10.3 Foram utilizadas informações históricas para auxilio de estimativas de recursos 13 O Projeto efetuou o Monitoramento do Comunica projeto através da Técnica do Valor Agregado 15,3 ções (Earned Value Management) 16.3 Estabeleceu uma Estrutura Organizacional RH 56,9 Risco 37,6 do Projeto 20.2 Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 20.3 Foram estabelecidos os responsáveis Risco 39,1 Risco 40,1 Risco 29,2 Risco 53 pelas respostas aos riscos 20.4 Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 20.6 Foi realizada a análise quantitativa de riscos 21.2 Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 123 21.3 As respostas aos riscos planejadas foram Risco 32,2 executadas 22.3 Os processos de aquisição dos itens Aquisições 31,7 críticos constaram da EAP / Cronograma 24.1 As especificações estavam no Aquisições 44,1 detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 24.2 Realizada uma reunião de partida (kick- Aquisições 40,1 off), antes do inicio da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 26.2 A organização dá a autoridade necessária Organizapara o exercício da função do gerente de 48,5 ção projeto 27.3 A organização possui um projeto ou Organizaprograma para alcançar a maturidade em 23,3 ção gerenciamento de projetos 28.1 Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 28.2 Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 28.3 Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 28.4 O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 28.5 A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 29.2 O gerente do projeto tinha uma pós- Pessoas 57,9 Pessoas 62,4 Pessoas 63,9 Pessoas 74,8 Pessoas 21,8 Pessoas 40,6 graduação na área de gerenciamento de projetos 29.3 O gerente do projeto tinha conhecimento Pessoas 62,4 Pessoas 49,5 Pessoas 60,4 técnico acerca do escopo 29.4 O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto 30.2 O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 31.3 Foi utilizada uma ferramenta informatizada Tecnologia de gerenciamento de riscos para calcular os 11,4 resultados da análise quantitativa Quadro 18 - Práticas de gerenciamento que foram correlacionadas a um ótimo resultado ou de prazo ou de custo ou para o negócio Fonte: próprio autor 124 Em relação à análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos, a pesquisa apontou que, tanto o resultado de prazo como o de atendimento aos objetivos do negócio foram predominantemente influenciados pelas práticas de gerenciamento de “Riscos” e pela dimensão “Pessoas” (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes dos stakeholders em relação ao projeto). Já o resultado de custo teve uma correlação forte com a dimensão “Pessoas”. Quando foi analisada a correlação entre grupos de práticas e os resultados ótimos ou de prazo ou de custo ou para o negócio, foi demonstrado que, além de “Riscos” e “Pessoas”, o fator referente ao Gerenciamento de “Tempo, Escopo e Integração” influenciaram significativamente os resultados. A Análise de Regressão Logística, onde se procurou quantificar o grau de associação entre as práticas de gerenciamento de projetos (variáveis independentes) e o fato do projeto ser ou não considerado como sucesso (variáveis dependentes), confirmou a correlação positiva entre os fatores citados acima e os resultados de prazo, de custo e para o negócio. Verificou-se que os fatores “Risco” e “Pessoas” contribuíram praticamente com a mesma significância tanto para o resultado de prazo como para o resultado para o negócio. Os projetos que não utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um fracasso em relação ao resultado de prazo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. Os projetos que utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um sucesso em relação ao resultado ótimo para o negócio. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. Constatou-se também que os projetos que não utilizam as práticas do fator “Pessoas” têm maior probabilidade de ter um fracasso em relação ao resultado de custo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. Ao fazer a análise para o Resultado Global (de prazo, de custo ou para o negócio), verificou-se que os fatores “Escopo, Tempo e Integração“, “Risco” e “Pessoas” contribuem praticamente com a mesma significância, sendo a maior delas a referente ao primeiro deles. Os projetos que utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um sucesso em relação ao resultado ótimo global. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. 125 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este capítulo apresenta uma síntese dos objetivos e métodos aplicados nesta tese, as principais conclusões, limitações, e recomendações para pesquisas futuras em áreas correlatas deste estudo. 5.1 Síntese dos Objetivos e Métodos O objetivo geral deste trabalho foi identificar as práticas, nas dimensões processo, tecnologia, pessoas e organização, que levam ao sucesso no gerenciamento de projetos. Essas práticas foram associadas, no capítulo 1, à metáfora “bala de prata”, que são ações que têm uma maior eficácia na solução de um problema. Focando nessas ações, estaremos utilizando melhor os recursos da Organização. Inicialmente foi realizada, no capítulo 2, uma revisãobibliográfica para prover os fundamentos necessários para o desenvolvimento desta tese, com base nos objetivos do estudo. Do ponto de vista do método, descrito no capítulo 3, foi realizado um estudo de campo de natureza descritiva correlacional, de amostra extensiva, bivalorada e transversal. Para tanto, foi elaborado e aplicado pela Internetum questionário para coleta de dados, contemplando as variáveis deste estudo. Participaram da pesquisa 202 projetos, dos mais variados tipos de organização, categorias, orçamentos e prazos. No capítulo 4 foram apresentadas: aanálise descritiva dos dados de práticas e de resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações individuais entre as práticas e os resultados do gerenciamento de projetos; a análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos; e a análise de regressão logística identificando as possíveis práticas que poderiam elevar a probabilidade de sucesso nos projetos. 126 5.2 Principais Conclusões a) Nos projetos pesquisados, foi de médio a baixo o nível de aplicação de práticas de gerenciamento de projetos. Ressalta-se que em vários casos o percentual de não utilização da prática foi de cerca de 60% dos projetos, chegando a quase 90%em alguns deles. Como existe uma vasta literatura acerca do assunto, conclui-se que énecessáriouma melhor disseminação dessas práticas. Algumas constatações foram: i. O fato de quase 40% dos projetos não terem tido uma análise de viabilidade mostra que muitas Organizações autorizam o início de projetos sem verificar de antemão se vale à pena o investimento que será realizado. ii. Somente 30% dos projetos controlaram formalmente as mudanças no projeto. Aliado ao fato de cerca de 20% dos projetos não terem uma descrição formal do seu escopo e de quase 50% não apresentarem a descrição das entregas, mostra que existe muito a melhorar em relação à definição do escopo de projetos. iii. Há pouca utilização de informações históricas, assim como do calendário e do nivelamento de recursos. Levanta-se a hipótese de que não sejam confiáveis as estimativas utilizadas para a medição de sucesso em projetos, fazendo com que não tenha sentido o uso das mesmas nos indicadores de desempenho. Isso é corroborado com a constatação de que somente cerca de 40% dos projetos documentam as lições aprendidas. iv. As reuniões são mais utilizadas (80%) do que os relatórios de desempenho (60%) para o acompanhamento dos projetos. Isso comprova a utilização das reuniões como instrumento de relato de desempenho dos projetos, fazendo com que fiquem mais demoradas e menos objetivas. v. A constatação de que em cerca de 40% dos projetos as suas Organizações não possuem uma metodologia formal para o gerenciamento de projetos, e em cerca de 60% elas não proporcionam uma estrutura adequada para o gerenciamento de projetos, como, por exemplo, não realizando capacitações em gerenciamento de projetos e não possuindo escritório de projetos, indica haver uma oportunidade de melhoria da maturidade do gerenciamento pela 127 sistematização, de forma corporativa ou setorial, do gerenciamento de projetos. vi. É preocupante a constatação de que em 25% dos projetos o cliente não estava comprometido com o projeto, em quase 80% dos projetos, a equipe não estava comprometida, e em cerca de 40% dos projetos não houve colaboração, suporte ou um bom relacionamento da equipe com o cliente. Conclui-se pela necessidade de melhorar o gerenciamento dos stakeholders do projeto. b) As principais conclusões em relação aos resultados alcançados foram: i. Somente 26% dos projetos pesquisados tiveram um desvio de prazo de até 5% do previsto, enquanto somente cerca de 40% dos projetos tiveram uma boa previsibilidade de custos. Mais de 40% dos projetos tiveram um desvio acima de 25% tanto de prazo como de custo. Conclui-se que não houve uma boa previsibilidade de prazo e custo desses projetos. ii. Cerca de 80% dos projetos entregaram mais de 90% dos produtos e serviços previstos no escopo. Conclui-se que os projetos priorizaram o atendimento do escopo em detrimento de prazo e custo. iii. Uma pequena parcela dos respondentes avaliou que seus clientes ficaram insatisfeitos com o gerenciamento do projeto, com obtenção de notas entre 0 e 7 para 16,7% da amostra. Levanta-se a hipótese de que a satisfação do cliente não está diretamente relacionada aos resultados de prazo ou custo, que tiveram, respectivamente, como resultados ruins os percentuais de 38,7% e 37%. iv. Cerca de 30% dos projetos com resultados avaliados não atenderam totalmente aos objetivos estabelecidos para o negócio, com 73,5% dos projetos tendo êxito no resultado ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Conclui-se que existe um taxa de insucesso de cerca de 30% dos projetos pesquisados. c) Das cento e seis (106) práticas pesquisadas: i. Nove (9) práticas foram relacionadas com o resultado ótimo de prazo, sendo quatro (4) da dimensão Processo (duas da dimensão tempo, uma de comunicação, uma de risco), uma (1) da dimensão Organização, três (3) da dimensão Pessoas e uma (1) da dimensão Tecnologia, conforme ilustrado na Figura 47. 128 Figura 47- Práticas relacionadas ao resultado ótimo de prazo Fonte: próprio autor ii. Cinco (5) práticas foram associadas ao resultado ótimo de custo, sendo quatro (4) da dimensão Processos (uma de integração, uma de escopo, uma de tempo e uma de aquisições) e uma da dimensão Pessoas, conforme ilustrado na Figura 48. Figura 48 - Práticas relacionadas ao resultado ótimo de custo Fonte: próprio autor 129 iii. Vinte e cinco (25) ao resultado ótimo para o negócio, sendo dezesseis (16) da dimensão Processos (uma de integração, seis de tempo, uma de RH, seis de risco, duas de aquisição), duas (2) da dimensão Organização e sete (7) da dimensão Pessoas, conforme ilustrado na Figura 49. Figura 49 - Práticas relacionadas ao resultado ótimo para o negócio Fonte: próprio autor iv. Totalizaram trinta e quatro (34) as correlacionadas aos ótimos resultados ou de prazo, ou de custo ou para o negócio. Foram vinte e duas (22) da dimensão Processo (duas de Integração, uma de Escopo, oito de Tempo, uma de Comunicações, uma de RH, seis de Riscos etrês de Aquisições), duas (2) da dimensão Organização, nove (9) da dimensão Pessoas e uma (1) da dimensão Tecnologia, conforme ilustrado na Figura 50. 130 Figura 50 - Práticas relacionadas aos ótimos resultados ou de prazo ou de custo ou para o negócio Fonte: próprio autor v. Nenhuma prática foi relacionada a todos os resultados ótimos de prazo, custo e para o negócio, e somente cinco práticas foram relacionadas a dois resultados ótimos. Conclui-se que não existe uma prática isolada que esteja relacionada ao sucesso de um projeto, e que as práticas de gerenciamento de tempo e risco, assim como da dimensão pessoas (conhecimentos, habilidades e atitudes dos stakeholders em relação ao projeto), foram as que mais foram relacionadas aos resultados ótimos. vi. Das trinta e quatro (34) práticas associadas aos ótimos resultados ou de prazo ou de custo ou para o negócio, dezoito (listadas no Quadro 19) estiveram presentes em menos de 50% dos projetos. Conclui-se que existe a possibilidade de ganho rápido pela aplicação dessas práticas em projetos. Pela experiência do autor, quatro dessas práticas (método da cadeia crítica, técnica do valor agregado, análise quantitativa de riscos e ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa), demandarão um esforço maior em razão de serem mais complexas e haver poucas pessoas que dominem esses assuntos no mercado. Por esta razão, a relação custo-benefício será melhor se essas 131 práticas forem aplicadas em projetos de maior complexidade e valor envolvido. Utilizar o método da cadeia crítica foi para o desenvolvimento do cronograma Definir os calendários dos recursos Utilizar informações históricas para auxilio de estimativas de recursos Efetuar o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (EarnedValue Management) Elaborar o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) Estabelecer os responsáveis pelas respostas aos riscos Envolver as partes interessadas no esforço de identificação de riscos Realizar a análise quantitativa de riscos Executar as respostas aos riscos planejadas Fazer constar da EAP / Cronograma os processos de aquisição dos itens críticos Detalhar as especificações no nível adequado para o entendimento dos fornecedores Realizar uma reunião de partida (kick-off), antes do inicio da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto A organização dar a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto A organização possuir um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos A equipe do projeto estar comprometida com o projeto O gerente do projeto terfeito uma pós-graduação na área de gerenciamento de projetos O gerente do projeto ter gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto Utilizar uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa Quadro 19 - Práticas utilizadas em menos de 50% dos projetos e associadas aos ótimos resultados ou de prazo ou de custo ou para o negócio Fonte: próprio autor d) A análise das relações entre grupos de práticas de gerenciamento de projetos e os resultados obtidos apontou que, tanto o resultado de prazo como o de atendimento aos objetivos do negócio foram predominantemente influenciados pelas práticas de gerenciamento de “Riscos” e pela dimensão “Pessoas”. Já o resultado de custo teve uma correlação forte com a dimensão “Pessoas”. Conclui-se que se o foco do projeto for o resultado de prazo ou para o negócio, deve-se priorizar o investimento no gerenciamento de riscos e nos conhecimentos e habilidades do gerente do projeto, assim como influenciar as atitudes dos executivos, clientes, equipe e colaboradores do projeto, sendo a prioridade também “Pessoas” se o foco do projeto for cumprimento de custo. Quando foi analisada a correlação entre grupos 132 de práticas e os resultados ótimos ou de prazo ou de custo ou para o negócio, foi demonstrado que, além de “Riscos” e “Pessoas”, o fator referente ao Gerenciamento de “Tempo, Escopo e Integração” influenciaram significativamente os resultados. A figura 51 representa essa correlação. Figura 51 – Grupos de práticas relacionados aos ótimos resultados do projeto Fonte: próprio autor e) Os fatores “Risco” e “Pessoas” contribuíram praticamente com a mesma significância tanto para o resultado de prazo como para o resultado para o negócio. Projetos que não utilizam essas práticas têm maior probabilidade de fracasso de prazo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. Os que utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um sucesso para o negócio. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. Constatou-se também que os projetos que não utilizam as práticas do fator “Pessoas” têm maior probabilidade de ter um fracasso em relação ao resultado de custo. Porém, utilizar essas práticas, por si só, não garantem um ótimo resultado. 133 f) Para o Resultado Global (de prazo, de custo ou para o negócio), verificou-se que os fatores “Escopo, Tempo e Integração“, “Risco” e “Pessoas” contribuem praticamente com a mesma significância, sendo a maior delas a referente ao primeiro deles. Os projetos que utilizam as práticas nesses fatores têm maior probabilidade de ter um sucesso em relação ao resultado ótimo global. Porém, não utilizar essas práticas, por si só, não garantem um mau resultado. 5.3 Limitações do Estudo A amostra utilizada nesta tese foi não probabilística em razão da forma de coleta de dados ter sido via Internet, em que os convidados respondem se quiser. Desta forma, a teoria estatística pode ser aplicada com conclusões apenas quanto à amostra obtida. Em razão da quantidade de projetos da amostra (202), não foi possível estatisticamente estabelecer correlações das práticas com os resultados dos projetos de acordo com o tipo de organização, categoria do projeto, orçamento do projeto e prazo do projeto. 5.4 Recomendações para Futuros Estudos Dinsmore and Cooke-Davies (2006, p. 1) relataram que a proporção de projetos de sucesso não tem sido equivalente ao crescimento do profissionalismo no gerenciamento de projetos. Segundo eles, “a maioria das organizações falham ao entregar até mesmo metade dos benefícios que os projetos foram desenhados para prover”. Vários estudos têm identificado os fatores que contribuem para o sucesso em Projetos. Cooke-Davis (2004) propôs uma distinção em três níveis: Fazendo certo os projetos; Fazendo os projetos certos; e Fazendo certo os projetos certos. Também colocam que, embora os estudos tenham identificado alguns resultados consistentes e significantes, 134 os fatores somente explicam parcialmente o sucesso dos projetos. Concluem que essas pesquisas têm mostrado que as questões que levam ao sucesso de projetos são complexas e multifacetadas. Estatese teve o foco no “fazer certo o projeto”. Desta forma, a dinâmica de fazer os projetos certos, ou seja, de como os projetos são selecionados, e como isso influencia no sucesso, é uma possível linha de estudo. Kerzner (2005) ressalta que as falhas, muitas vezes, estão associadas às definições de objetivos não realistas, o que causa sérios danos ao desempenho e às expectativas executivas que não são atingidas. Em outras palavras: falhas no planejamento e não no desempenho. Desta forma, uma possível linha de pesquisa seria verificar se os objetivos de gerenciamento de projetos, que são utilizados normalmente para medição de sucesso, normalmente chamados de baseline (base de referência) estão sendo corretamente estabelecidos durante as propostas de projetos. O tema “Gerenciamento de Projetos” muito vem se desenvolvendo no Brasil. Porém, os resultados apresentados no Capítulo 4 mostram, claramente, a necessidade da continuidade de estudos nessa áreado conhecimento. Neste sentido, cabe aqui delinear algumas recomendações finais de estudosfuturos que versem sobre as práticas de gerenciamento que mais contribuem para o sucessode projetos: Verificar como o processo de seleção de projetos influencia nos resultados de gerenciamento; Verificar se os objetivos estabelecidos para os projetos têm sido estabelecidos de forma adequada, pois eles é que são utilizados como parâmetro de comparação com os resultados alcançados. 135 Estudar a influência das práticasno sucesso à luz de variáveis moderadoras, tais como tipo da organização, tipo, prazo e custo do projeto; Finalmente, espera-se que o tema estudado contribua para o avanço do conhecimento em Administração, e que os conceitos, resultados e recomendações apresentados possam fornecer subsídios a profissionais e pesquisadores para que estudem e compreendam melhor essa área do conhecimento, procurando formas e caminhos para atingir o sucesso no gerenciamento de projetos nas Organizações. 136 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. 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Eu gostaria da sua ajuda na resposta a uma pesquisa para a minha tese, que pretende estabelecer uma associação entre as práticas de gerenciamento de um projeto (nas dimensões Processo, Pessoas, Tecnologia e Organização) e o seu sucesso. Os resultados decorrentes da pesquisa serão divulgados posteriormente e permitirão que os profissionais direcionem o seu trabalho de forma a aumentar a chance de sucesso em seus projetos. Como eu acredito que devemos adaptar o gerenciamento ao porte e tipicidade de cada projeto, os resultados serão apresentados segmentados por alguns critérios que permitam o entendimento de que práticas devem realmente ser utilizadas em cada situação. Será possível também que você compare as suas práticas com o que vem sendo feito em projetos semelhantes. Em razão dos meus prazos para redação da tese, peço que preencha o questionário até 31 de julho de 2011. O questionário é extenso devido àscaracterísticas desta pesquisa, que pretende abranger um grande número de práticas utilizadas pela comunidade de gerenciamento de projetos. Somente poderão ser inseridas informações de projetos já concluídos ou cancelados antes de seu término previsto. Eu agradeço imensamente a sua participação, que espero estará contribuindo efetivamente para a comunidade de profissionais de gerenciamento de projetos. Como incentivo ao prenchimento do questionário, serão sorteados, ao final da pesquisa, 10 (dez) livros de gerenciamento de projetos entre os respondentes. Para conhecer mais detalhes acerca da tese, assim como fazer o preencimento do questionário, acesse http://www.magno.pensesite.com/.Caso queira entrar em contato comigo, envie e-mail para [email protected]. Obrigado desde já pela sua participação. Carlos Magno da Silva Xavier (PMP, M.Sc.) 142 INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO Este questionário foi elaborado por Carlos Magno da Silva Xavier ([email protected]), como parte de sua tese de doutorado em Administração de Empresas na Universidade Nacional de Rosário (Argentina). Depois de preenchidas, as informações deste questionário serão tratadas com sigilo, somente sendo divulgadas informações estatísticas. 1) Este questionário deve ser respondido para cada projeto individualmente, sendo composto por 60 perguntas, cada uma com subitens que permitirão uma identificação mais efetiva das práticas e resultados do projeto. A 1ª parte procura identificar as práticas de gerenciamento de projetos e é dividida nas dimensões: Processo, Organização, Pessoas e Tecnologia. A 2ª parte quer identificar os resultados obtidos pelo projeto. 2) A base teórica principal para o questionário é o OPM3® (Organizational Project Management Maturity Model), modelo do Project Management Institute (PMI) para avaliar a maturidade do gerencimento de projetos. Como o modelo tem como objetivo avaliar a maturidade Organizacional, o questionário foi adaptado, na dimensão processo, para medir a maturidade do gerenciamento de cada projeto individualmente. A associação com o modelo pode ser verificada através da codificação existente, após cada pergunta, onde BP é o número da boa prática constante da publicação. 3) O questionário deve ser respondido à luz da realidade em que o Projeto foi gerenciado. Em razão dos meus prazos para redação da tese, peço que preencha o questionário até 31 de julho de 2011. O questionário é extenso devido às características desta pesquisa, que pretende abranger um grande número de práticas utilizadas pela comunidade de gerenciamento de projetos. Somente poderão ser 143 inseridas informações de projetos já concluídos ou cancelados antes de seu término previsto. 4) Ao responder o questionáriovocê poderá salvar o seu progresso clicando em "Continuar depois" no rodapé da página do questionário e, posteriormente, continuar a respondê-lo, seguindo o link que foi enviado por e-mail. Ao salvar o projeto, poderá retomar as perguntas ou fazer o logoff no sistema fechando o seu navegador de internet. 5) Cada questão do Questionário apresenta uma orientação de Help ou Evidência que irão lhe ajudar nas respostasàs perguntas. Alguns acrônimos foram utilizados no questionário: BP – Best Practice no OPM3®; PG – Pergunta genérica; P – Pergunta específica; H – Help; e E – Evidência. 6) Os subitens das perguntas 1 a 55 deverão ser respondidos com “sim”, “não” ou “não se aplica”. A resposta “sim” indica que o projeto possui a evidência associada à pergunta correspondente. As perguntas de 56 a 60 são para registro dos resultados alcançados pelo projeto. 7) Ao final do preenchimento você poderá imprimir as suas respostas do questionário. 8) Ao final da pesquisa serão divulgadas as estatísticas por tipo de organização, categoria de projeto e porte (custo e orçamento). 9) As dúvidas referentes ao questionário devem ser enviadas para o endereço eletrônico [email protected]. As dúvidas referentes à utilização do site devem ser enviadas para o endereço eletrônico [email protected]. 144 Dados para cadastramento do projeto Nome da Organização Tipo de Organização <tabela abaixo> Localização (Estado) <tabela de estados brasileiros> Nome do projeto Categoria do Projeto <tabela abaixo> Orçamento do Projeto <tabela abaixo> Prazo do Projeto <tabela abaixo> Responsável pelas Nome: Informações E-mail: Telefone: Tipo de organização Governo – Administração direta Governo – Administração indireta Empresa da iniciativa privada Terceiro Setor CATEGORIA DO PROJETO (ARCHIBALD) Defesa, Segurança e Aeroespacial Mudanças Organizacionais e/ou Melhoria de Resultados Operacionais Sistemas de Comunicações (voz, dados e imagem) Eventos Design (projetos de engenharia, arquitetura etc) Construção & Montagem (inclui construções civis) Sistemas de Informação (software) Desenvolvimento Regional e Internacional Mídia e Entretenimento Desenvolvimento de Novos Produtos ou Serviços Pesquisa e Desenvolvimento Outras Categorias Orçamento do projeto Menor do que R$ 100.000 De R$ 100.000 a R$ 499.999 De R$ 500.000 a R$ 999.999 De R$ 1 milhão a R$ 9.999.999 De R$ 10 milhões a R$ 99.999.999 Acima ou igual à R$ 100 milhões Prazo do projeto Menor do que 1 mês De 1 mês até 3 meses De 4 meses até 6 meses De 7 meses até 12 meses De 13 meses até 24 meses Acima de 24 meses 145 Questionário BP = Best Practice; PG = Pergunta Genérica; H = Help; e E = Evidência. 1ª Parte – Práticas de Gerenciamento de Projetos Dimensão Processo # 01. Área de Conhecimento: Integração Foi utilizado um processo padronizado e documentado para os processos de Iniciação e Encerramento do projeto? (BP 1005, BP1390 e BP1540) PG 01.a Autorizado formalmente o início do projeto, sendo utilizado para tal o Termo de Abertura do Projeto (Project Charter) ou documento similar. P 01.a Termo de abertura do projeto (TAP) / Project Charter. Um documento publicado pelo iniciador ou patrocinador do projeto que autoriza formalmente a existência de um projeto e concede ao gerente de projetos a autoridade para aplicar os recursos organizacionais nas atividades do projeto (PMBOK®). H 01.a Termo de Abertura do Projeto ou outro documento similar datado do início do projeto. O documento deve conter, no mínimo, a justificativa do projeto, objetivo(s), descrição de alto nível do escopo e a designação do gerente do projeto. Deve estar assinado (eletronicamente ou fisicamente) pelo autorizador. O contrato ou autorização de início dos serviços pelo cliente não é considerado um Termo de Abertura do Projeto, que é um documento interno à empresa executante do projeto. E 01.b Realizada uma reunião de partida (kick-off) objetivando a divulgação do início do projeto para os principais stakeholders (partes interessadas). P 01.b Uma reunião de partida deve ser aberta pelo sponsor e ter como participantes as principais partes interessadas. Partes interessadas / Stakeholder - Pessoas e organizações, como clientes, patrocinadores, organizações executoras e o público, que estejam ativamente envolvidas no projeto ou cujos interesses possam ser afetados de forma positiva ou negativa pela execução ou término do projeto. Elas podem também exercer influência sobre o projeto e suas entregas (PMBOK®). H 01.b Ata ou outro documento que comprove a realização da reunião de partida do projeto e a participação dos principais stakeholders. E 01.c Realizada uma ou mais reuniões para estudar as lições aprendidas de projetos semelhantes. P 01.c Reunião para captação de lições aprendidas de outros projetos em que participem os principais stakeholders. H 01.c Ata ou outro documento que comprove a realização da reunião e os participantes. E 01.d Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto. P 01.d O encerramento de um projeto deve ser formalizado por meio de um Termo de Aceite, Termo de Encerramento ou ata de reunião, assinado pelo cliente e pelo gerente do projeto. O cancelamento do projeto, quando for o caso, também deve ser formalizado. H 01.d Apresentação do termo. E 01.e Divulgado o encerramento ou cancelamento do projeto para os principais stakeholders (partes interessadas). P 146 01.e Pode ser uma mensagem eletrônica, uma publicação de notícia na intranet ou em uma revista de circulação interna na empresa. H 01.e O documento de divulgação do encerramento. E 02. Foi desenvolvido de forma consistente um Plano de Gerenciamento do projeto? (BP 1020, BP 1310 e BP1550) 02.a Foi desenvolvido um Plano de Gerenciamento do projeto. 02.a 02.a Plano de gerenciamento do projeto / Project Management Plan é um documento formal e aprovado que define como o projeto é executado, monitorado e controlado. Ele pode ser resumido ou detalhado e pode ser formado por um ou mais planos de gerenciamento auxiliares e outros documentos de planejamento (PMBOK®). Plano de Gerenciamento do projeto ou documento similar aprovado, datado do início do projeto (no máximo até 30 dias depois da autorização). PG P H E 02.b O Plano possui todos os documentos previstos no PMBOK® para o gerenciamento das áreas de conhecimento. P 02.b O PMBOK® prevê como documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto: Declaração de Escopo, EAP, Dicionário da EAP, Plano de Gerenciamento de Escopo, Plano de Gerenciamento de Cronograma, Cronograma, Plano de Gerenciamento de Custos, Orçamento, Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos, Plano de Gerenciamento de Comunicações, Plano de Gerenciamento de Riscos, Registro de Riscos, Plano de Gerenciamento de Aquisições, Matriz de Responsabilidades, Plano de Gerenciamento da qualidade e Plano Integrado de Mudanças (PMBOK®). H 02.b Plano de Gerenciamento do projeto aprovado, datado do início do projeto, contendo os documentos previstos no help. E 02.c O plano previa uma sistemática para o controle integrado de mudanças (escopo, tempo e custo). P 02.c Deve ficar estabelecido na sistemática de controle de mudanças: quem pode pedir mudanças, quem avalia impacto e quem aprova ou não as mudanças no projeto. H 02.c Documento contendo a sistemática para o controle integrado de mudanças. E 02.d A linha de base (baseline) foi salva (no software de gerenciamento de projetos ou em algum outro meio) após a aprovação do Plano de Gerenciamento do projeto. P 02.d A Linha de base / Baseline é formada pela EAP com seu dicionário (escopo), cronograma (tempo) e orçamento (custo). H 02.d Linha de base salva em que fique comprovada a diferença entre o realizado desde o início do projeto e o planejado. E 03. 03.a 03.a O Projeto utilizou um processo consistente para o Gerenciamento da Execução do projeto? (BP1230 e BP1670) Foi utilizado um procedimento de gerenciamento da execução do trabalho prevendo a “Autorização para o Início do Trabalho” ou documento similar. Autorização do trabalho / Work Authorization. Uma permissão e uma orientação, normalmente escrita, para iniciar o trabalho em uma atividade do cronograma, pacote de trabalho ou conta de controle específica. É um método de aprovação do trabalho do projeto para garantir que o trabalho será realizado pela organização identificada, no momento certo e na seqüência adequada (PMBOK®). PG P H 147 03.a 03.b Ter os documentos de autorização para o início das atividades do projeto. Pelo menos as atividades mais importantes devem ter sido autorizadas. Uma ata de reunião pode ser utilizada como documento de autorização. Foram coletadas rotineiramente as informações sobre o andamento das atividades do projeto (avanço físico; datas de início e fim reais; e custo real). E P 03.b As informações sobre o andamento das atividades do projeto que estão sendo executadas para realizar o trabalho do projeto são coletadas rotineiramente como parte da execução do plano de gerenciamento do projeto (PMBOK®). H 03.b Apresentar, no software de gerenciamento de projetos, o registro rotineiro do avanço físico das atividades, assim como de informações reais de data de início e de fim. A periodicidade deve ser, no máximo, correspondente ao período de relato de desempenho do projeto. E 03.c Os subprojetos foram identificados e os seus gerentes conhecidos. P 03.c 03.c Subprojeto / Subproject. Uma parte menor do projeto total, criada quando um projeto é subdividido em componentes ou partes mais facilmente gerenciáveis. Um subprojeto pode ser chamado de projeto, gerenciado como um projeto e adquirido de um fornecedor (PMBOK®). Os subprojetos podem ser delegados a membros da equipe, áreas da empresa (ex.: Engenharia) ou fornecedores (no caso de contratação externa). Caso não existam subprojetos, a resposta deste item deve ser deixada em branco. Existência da lista de subprojetos ou Matriz de Responsabilidades contendo os respectivos gerentes ou coordenadores. H E 03.d Os subprojetos foram autorizados através de um documento formal. P 03.d Os subprojetos geram parte do escopo do projeto. Para que um subprojeto inicie é necessária a aprovação do responsável pelo projeto. Caso não existam subprojetos, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H 03.d Documentos que autorizaram o início dos subprojetos. Pode ser um Termo de Abertura, Autorização para Início, Acordo ou Contrato. E 04. O Projeto estabeleceu e utilizou um processo para consistentemente analisar a viabilidade e reavaliá-la ao longo do projeto? (BP2160) PG 04.a Foi realizada uma análise de viabilidade para o projeto. 04.a 04.a 04.b 04.b A análise de viabilidade de um projeto pode ser feita antes da sua autorização ou como uma das fases do projeto. Caso o projeto seja decorrente de uma contratação, a resposta deste item deve ser deixada em branco. Existência da análise de viabilidade. A análise de viabilidade foi reavaliada durante a execução do projeto. As dinâmicas de cenários e da execução do projeto demandam que, ao final de uma fase, a viabilidade do projeto seja reavaliada. Se necessário, o projeto pode ser abortado. Caso o projeto tenha tido menos de seis meses de duração, a resposta deste item pode ser deixada em branco. 04.b Análise de viabilidade reavaliada durante a execução do projeto. 05. Foi utilizada uma metodologia formal de gerenciamento, composta por processos que são entendidos e aplicáveis totalmente pela equipe? (BP 1000, BP1035, BP1460, BP2090, BP2190, BP3050 e BP 5260) 05.a O projeto utilizou uma metodologia de gerenciamento de projetos P H E P H E PG P 148 05.a 05.a Uma metodologia deve ter um passo-a-passo para a iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento do projeto, assim como templates dos documentos. Por exemplo, o PMBOK não é uma metodologia. A metodologia não precisa ser da própria organização. Ter seguido uma metodologia. H E 05.b A metodologia de gerenciamento de projetos foi customizada para atender aos requisitos do projeto P 05.b Cada projeto tem a sua tipicidade e complexidade, devendo a metodologia de gerenciamento ser adaptada às suas características. Caso não tenha seguido uma metodologia, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H 05.b Ter adaptado a metodologia às características do projeto. E 05.c 05.c 05.c # 06. 06.a O projeto fez benchmarking, verificando as práticas metodológicas de gerenciamento executadas em projetos semelhantes Práticas de outros projetos auxiliam na definição de que processos e documentos devem ser utilizados para a geração dos produtos do projeto. Ter analisado práticas de projetos semelhantes. P H E Área de Conhecimento: Escopo O Projeto utilizou processos padronizados e documentados para o planejamento do escopo? (BP 1040) PG H 06.a Elaborada a Declaração de Escopo do Projeto. A Declaração de Escopo do Projeto é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto. Declaração do escopo do projeto / Project Scope Statement - a descrição do escopo do projeto, que inclui as principais entregas, os objetivos, suposições e restrições do projeto, que fornece uma base documentada para futuras decisões do projeto e para confirmar ou desenvolver um entendimento comum do escopo do projeto entre as partes interessadas. A definição do escopo do projeto – o que precisa ser realizado (PMBOK®). O documento pode ter outro nome. Documento aprovado. 06.b Elaborada a Estrutura Analítica do Projeto (EAP). P 06.a 06.b 06.b 06.c 06.c 06.c A EAP é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto. Estrutura Analítica do Projeto (EAP) / Work Breakdown Structure (WBS) uma decomposição hierárquica orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipe do projeto para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias. Ela organiza e define o escopo total do projeto. Cada nível descendente representa uma definição cada vez mais detalhada do trabalho do projeto. A EAP é decomposta em pacotes de trabalho (entregas) - PMBOK®. A EAP (no formato gráfico ou lista) deve conter o escopo do projeto em que o projeto está concorrendo. O formato de lista pode ser no próprio software de gerenciamento de projeto utilizado (MS-Project, Primavera etc.). Elaborado o Plano de Gerenciamento do Escopo do projeto. O Plano de Gerenciamento de Escopo é um dos documentos previsto no Plano de Gerenciamento do Projeto. É o documento que descreve como o escopo do projeto será definido, desenvolvido e verificado e como a estrutura analítica do projeto será criada e definida, e que fornece orientação sobre como o escopo do projeto será gerenciado e controlado pela equipe de gerenciamento de projetos. (PMBOK®) Documento aprovado, datado do início do projeto. O documento deve conter, no mínimo: o processo para preparar a declaração do escopo do projeto e a EAP, determinando como a EAP será mantida e aprovada; o P E H E P H E 149 06.d 06.d 06.d processo que especifica como serão obtidas a verificação e a aceitação formais das entregas do projeto; e o processo para controlar como serão processadas as solicitações de mudanças do escopo do projeto. Elaborada a matriz de requisitos. Matriz de Requisitos é uma tabela que associa cada necessidade de produto, serviço ou resultado (escopo do cliente) ao stakeholder que deu origem à mesma, facilitando o acompanhamento de sua conclusão e a obtenção do aceite das entregas no processo de verificação de escopo (PMBOK®). Documento datado do início do projeto. O documento deve conter, no mínimo: uma descrição específica para o requisito; o dono (stakeholder solicitante); o status atual (ativo, cancelado, deferido, aprovado etc.); e a data do status do requisito. P H E 07. A EAP foi elaborada de forma consistente? (BP1075 e BP5170) PG 07.a Possuía as entregas (produtos e serviços) para o gerenciamento do Projeto. P 07.a Os produtos e serviços necessários ao gerenciamento do projeto demandam esforço e devem constar da o escopo do projeto, portanto, da EAP. Exemplos de produtos e serviços de gerenciamento do projeto são: Plano de Gerenciamento do projeto e seus componentes, Relatórios de Desempenho; Reuniões de acompanhamento do projeto etc. H 07.a A EAP deve conter as entregas necessárias para o gerenciamento do projeto. E 07.b Possuía todos os produtos e serviços (escopo) previstos necessários para a conclusão do projeto. P 07.b Os produtos e serviços necessários para a conclusão do projeto devem constar da EAP. As entregas que não estiverem na EAP não fazem parte do escopo do projeto. H 07.b A EAP deve conter as entregas necessárias para a conclusão do projeto. E 07.c A EAP estava consistente com a Declaração de Escopo. P 07.c A EAP deve conter as entregas necessárias para o atendimento do escopo estabelecido na Declaração de Escopo. H 07.c O escopo constante na EAP deve estar consistente com a Declaração de Escopo. Em não havendo este documento, deve estar consistente com o contrato ou outro documento que estabeleça o escopo do projeto. E Utilizou uma linguagem comum (no substantivo) para os nomes das entregas (produtos e serviços) constantes da EAP. Não devem ser utilizados nomes vagos para os elementos da WBS, que gerem dúvidas semânticas acerca do que está sendo representado. Uma boa prática é utilizar substantivos para representar os produtos e serviços. Não entregamos atividades, mas sim produtos e serviços. Não indique o processo de geração dos mesmos, mas sim o resultado desse processo. Desta forma, ao invés de “Testar o equipamento” (um serviço), utilize “Teste do equipamento”; ao invés de “Elaboração do Manual do Equipamento”, utilize “Manual do Equipamento”. Os nomes das entregas devem estar no substantivo, indicando os produtos ou serviços que devem ser produzidos pelo projeto. H 08. As especificações foram elaboradas de forma consistente? (BP 1030 e BP5170) PG 08.a Foi emitido um documento com as especificações de todos os pacotes de trabalho da EAP. P 07.d 07.d 07.d P E 150 08.a Pacote de trabalho / Work Package. Uma entrega ou componente do trabalho do projeto no nível mais baixo de cada ramo da estrutura analítica do projeto (PMBOK®). O Dicionário da EAP é um exemplo de documento que contempla as especificações das entregas. H 08.a Apresentação do documento contendo as especificações dos pacotes de trabalho. O documento deve conter, no mínimo: número do elemento da EAP referente à entrega (ex.: 1.5.3.2), nome da entrega (ex.: Manual do Equipamento) e a especificação da entrega. Neste item, para ser pontuado, devem estar especificadas também os deliverables que não serão entregues ao cliente, mas necessitam ser gerados (Ex.: seguro, contratações etc.). E 08.b As especificações foram validadas com o cliente (recebedor). P 08.b As especificações devem ser elaboradas de forma que sejam suficientes para que o responsável pela geração do produto / serviço entenda o que deve entregar, sendo aprovadas com o cliente (recebedor). H 08.b Documento contendo as especificações dos pacotes de trabalho com informações suficientes para geração dos mesmos, aprovado pelo cliente (recebedor). E 09. O Projeto estabeleceu e utilizou processo padronizado e documentado para a “Verificação do Escopo” (processo de obtenção do aceite formal da entrega dos produtos e serviços)? (BP1320) PG 09.a 09.a Existência de documento padronizado para o Aceite Formal de cada entrega para o cliente. A formalidade do aceite das entregas do projeto tem dois objetivos principais: cuidado na aceitação (a formalidade faz com que o responsável pela aceitação tenha um maior cuidado na validação dos produtos e serviços que estão sendo entregues pelo projeto); e documentação (deixar registrado quem aceitou o deliverable, permitindo a continuidade do projeto, principalmente a execução das atividades dependentes dessa aceitação). P H 09.a Apresentação do documento padronizado para a obtenção do aceite das entregas ao(s) cliente(s). E 09.b Obteve o Aceite Formal das entregas do projeto. P 09.b O documento de aceite deve conter, no mínimo, a descrição da(s) entrega(s), data, nome e assinatura do recebedor. Pode ser uma ata de reunião. H 09.b Apresentação dos documentos de aceite assinados pelo(s) cliente(s). E 10. O Projeto estabeleceu e utilizou um processo padronizado documentado para o “Controle de Alterações de Escopo”? (BP1330) 10.a Existência de documento que estabeleça os procedimentos para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações de escopo do projeto. P 10.a Mesmo que não exista o plano de gerenciamento de escopo (pergunta 2c), deve ser estabelecida para o projeto a sistemática de controle de alterações de escopo. H 10.a Sistemática existente e divulgada para os principais stakeholders. E 10.b Utilizou os procedimentos previstos na sistemática de controle de alterações de escopo. P 10.b Utilização dos processos previstos na sistemática para controlar as solicitações de mudanças do escopo do projeto. Caso não exista a sistemática, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H e PG 151 10.b # 11. 11.a 11.a 11.a Apresentação dos registros de solicitação de mudança de escopo em que tenha sido cumprido o processo de controle. E Área de Conhecimento: Tempo Foi estabelecido um processo padronizado e documentado para o gerenciamento do cronograma? (BP1060 e BP1080) Foi estabelecido um processo padronizado e documentado para Definição e Sequenciamento de atividades. O Plano de Gerenciamento do Cronograma é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto. Plano de gerenciamento do cronograma / Schedule Management Plan – o documento que estabelece os critérios e as atividades para o desenvolvimento e o controle do cronograma do projeto (PMBOK®). Definição da atividade é a identificação das atividades específicas do cronograma que precisam ser realizadas para produzir as várias entregas do projeto enquanto o Seqüenciamento de atividades é a identificação e documentação das dependências entre as atividades do cronograma (PMBOK®). Plano de Gerenciamento do Cronograma, ou documento similar, contendo processo padronizado e documentado para Definição e Sequenciamento de atividades. PG P H E 11.b Foi estabelecido um processo padronizado e documentado para a Estimativa de recursos e duração da atividade. P 11.b Estimativa de recursos é o processo de estimativa de tipos e quantidades de recursos necessários para realizar cada atividade do cronograma enquanto a Estimativa de duração é o processo de estimativa do número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar atividades do cronograma específicas. (PMBOK®) H 11.b 11.c 11.c Plano de Gerenciamento do Cronograma, ou documento similar,contendo processo padronizado e documentado para Estimativa de recursos e duração da atividade. Foi estabelecido um processo padronizado e documentado para o Desenvolvimento do Cronograma. Desenvolvimento do cronograma é o processo de análise de seqüências de atividades do cronograma, durações de atividades do cronograma, recursos necessários e restrições do cronograma para criar o cronograma do projeto (PMBOK®). E P H 11.c Plano de Gerenciamento do Cronograma, ou documento similar, contendo processo padronizado e documentado para Desenvolvimento do Cronograma . E 11.d Foi estabelecido um processo padronizado e documentado para o Controle do Cronograma. P 11.d Controle do cronograma é o processo de controle das mudanças feitas no cronograma do projeto.(PMBOK®) H 11.d Plano de Gerenciamento do Cronograma, ou documento similar, contendo processo padronizado e documentado para Controle do Cronograma. E 12. Foi utilizado um processo consistente para a definição das atividades do Projeto e suas interdependências? (BP1050, BP1060 e BP5170) PG 12.a Foi utilizada a EAP como “Entrada” (ponto de partida) para a definição das atividades do Cronograma. P 152 12.a 12.a A estrutura analítica do projeto (EAP) é uma entrada principal para a definição das atividades do cronograma. A técnica de decomposição, conforme é aplicada à definição da atividade, envolve a subdivisão dos pacotes do trabalho do projeto em componentes menores e mais facilmente gerenciáveis chamados de atividades do cronograma. (PMBOK®) Cronograma decomposto a partir da EAP. H E 12.b O nível de detalhamento das atividades do cronograma está condizente com o nível de controle requerido para o projeto. P 12.b O custo do controle não deve ser maior do que o da coisa controlada. O detalhamento das atividades deve ser suficiente para se fazer a estimativa de duração, trabalho e custo da atividade, para definir o sequenciamento de atividades e para alocação de recursos. (PMBOK®) H 12.b Cronograma decomposto até o nível de controle necessário. Por exemplo, não pode ter um item no cronograma em que o prazo estimado tenha sido maior do que 30 dias, exceto se for um subprojeto. E 12.c Foi utilizada uma linguagem comum (verbos) na descrição das atividades / marcos. P 12.c É uma boa prática utilizar substantivos para entregas, verbos no infinitivo para atividades e verbos no passado e substantivos para marcos. Ex: alvenaria / executar alvenaria /alvenaria entregue. (BARCAUI, André B; BORBA, Danubio; SILVA, Ivaldo M. da; NEVES, Rodrigo B. Gerenciamento do tempo em projetos. Rio de Janeiro: FGV, 2006.) H 12.c Cronograma com atividades representadas por verbos no infinitivo, substantivos para entregas, verbos no infinitivo para atividades e verbos no passado e substantivos para marcos. E 12.d 12.d 12.d Foi gerado o diagrama de rede do projeto e explicitado o(s) caminho(s) crítico(s). O diagrama de rede é desenhado de forma que o posicionamento e o comprimento da atividade do cronograma representem a sua duração. Trata-se basicamente de um gráfico que inclui a lógica de rede do cronograma. O caminho crítico é a seqüência de atividades do cronograma que determina a duração do projeto. Normalmente, é o caminho mais longo através do projeto. (PMBOK®) Diagrama de rede explicitando o(s) caminho(s) crítico(s) planejado(s). Os relacionamentos devem ser feitos no último nível de decomposição (quer seja entrega ou atividade) e todos os elementos devem ter predecessores e sucessores (exceção feita à primeira e última atividade, respectivamente). P H E 12.e O cronograma contempla os marcos do projeto. P 12.e Um marco é um ponto ou evento significativo no projeto. Marco do cronograma / Schedule Milestone. Um evento significativo no cronograma do projeto, como um evento que limita o trabalho futuro ou que termina uma entrega importante. Um marco do cronograma possui duração nula. Às vezes chamado de atividade-marco. (PMBOK®) H 12.e Cronograma com os marcos do projeto. E 13. Foi utilizado um processo consistente para a definição das estimativas de recursos do Projeto? (BP1080, BP 1410 e BP1115) Foi utilizado: 13.a O Calendário do Projeto foi definido. PG P 153 13.a O calendário do projeto é um calendário de dias ou turnos de trabalho, que estabelecem as datas nas quais as atividades do cronograma são trabalhadas, e de dias não trabalhados, que determinam as datas nas quais as atividades do cronograma estão ociosas. Normalmente define feriados, finais de semana e turnos. (PMBOK®) H 13.a Calendário do projeto definindo feriados, finais de semana e turnos. E 13.b Os Calendários dos recursos foram definidos. P 13.b O calendário de recurso é um calendário de dias trabalhados e não trabalhados que determina as datas nas quais cada recurso específico está ocioso ou pode estar ativo. Normalmente define feriados específicos do recurso e períodos de disponibilidade do recurso (PMBOK®). H 13.b Calendário dos recursos definindo feriados específicos do recurso e períodos de disponibilidade do recurso para aqueles que não seguirem o calendário do projeto. E 13.C Foram utilizadas informações históricas para auxílio de estimativas de recursos. P 13.C Informações históricas obtidas através de documentos e dados sobre projetos anteriores que incluem arquivos de projetos, registros, correspondências, contratos encerrados e projetos encerrados. (PMBOK®) H 13.C Estimativas de recursos definidas de acordo com as informações históricas utilizadas. E 13.d O cronograma do projeto foi aprovado pelo cliente ou patrocinador. P 13.d O Cronograma do projeto apresenta as datas planejadas para realizar as atividades do cronograma e para atingir os marcos do cronograma. (PMBOK®) H 13.d Cronograma do projeto, datado do início do projeto, de acordo com os prazos estabelecidos em contrato. E 14. Foi utilizado um processo consistente para a definição das estimativas de tempo das atividades do Projeto? (BP1070) PG 14.a Foram utilizadas informações históricas ou paramétricas disponíveis para estimativas de duração. P 14.a Informações históricas obtidas através de documentos e dados sobre projetos anteriores que incluem arquivos de projetos, registros, correspondências, contratos encerrados e projetos encerrados.(PMBOK®) H 14.a Estimativas de tempo de acordo com as informações históricas utilizadas. E 14.b 14.b Foi utilizada a estimativa de três pontos (mais provável, otimista e pessimista) para o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto. Estimativa de três pontos é uma técnica que usa três estimativas de custos ou duração para representar os cenários otimista, mais provável e pessimista. Esta técnica é aplicada para melhorar a exatidão das estimativas de custos ou duração quando não há certeza em relação à atividade subjacente ou ao componente de custo.(PMBOK®) P H 154 14.b Estimativas de três pontos foram utilizadas. E 14.c Foi considerada a estimativa de recursos físicos necessários para estimativa de tempo das atividades do projeto. P 14.c Estimativa de recursos considera o processo de estimativa de tipos e quantidades de recursos necessários para realizar cada atividade do cronograma.(PMBOK®) H 14.c Cronograma com recursos alocados. E 15. O Projeto estabeleceu e utilizou processo padronizado e documentado para o processo de Desenvolvimento e Controle do Cronograma? (BP1340 e BP1630) PG 15.a O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento / controle do cronograma. P 15.a A cadeia crítica é uma técnica de análise de rede do cronograma quemodifica o cronograma do projeto para que leve em conta recursos limitados. A cadeia crítica combina abordagens determinísticas com abordagens probabilísticas. H 15.a Atas de reunião ou relatórios de desempenho apresentando graficamente a cadeia crítica do projeto e ações necessárias para correção de desvios. E 15.b O método do nivelamento de recursos foi utilizado para desenvolvimento / controle do cronograma. P 15.b O cronograma limitado por recursos é um cronograma de projeto no qual a atividade do cronograma e as datas de início e de término agendadas refletem a disponibilidade de recursos prevista. (PMBOK®) H 15.b Planilha de recursos ou equivalente demonstrando não ter havido a superalocação de recursos. E 15.c 15.c 15.c # A linha de base (baseline) do cronograma foi atualizada apenas quando mudanças foram formalmente aprovadas pelo patrocinador. A linha de base é uma fotografia do planejamento. Representa um plano aprovado para o trabalho do projeto em relação ao qual é comparada a execução do projeto e são medidos os desvios para o controle do gerenciamento. A linha de base da medição de desempenho aqui apresentada representa o cronograma do projeto. Apresentar histórico de alteração de linhas de base do cronograma condizentes com mudanças formalmente aprovadas pelo patrocinador. P H E Área de Conhecimento: Custo 16. O Projeto utilizou processos documentados para o planejamento dos custos? (BP1100) 16.a Elaborou o Orçamento para o projeto. P 16.a O Orçamento é um dos documentos previsto no Plano de Gerenciamento do Projeto e deve apresentar a estimativa de custos aprovada para o projeto (PMBOK®). H 16.a Ter elaborado o orçamento para o projeto. E 16.b Elaborou o Fluxo de caixa para o projeto. P PG 155 16.b 16.b 16.c O fluxo de caixa do projeto permite a conciliação entre os recebimentos e os desembolsos previstos para o projeto. Apresentar o fluxo de caixa para o projeto. Elaborou o planejamento de custo baseado em sistemas de informação da empresa H E P 16.c Informações históricas de custos reais oriundas de sistemas da empresa. H 16.c Apresentar a lista de sistemas da empresa que são utilizados para a estimativa de custos. E 17. O Projeto realizou um processo consistente para a estimativa do custo das atividades? (BP1110) PG 17.a Elaborou as estimativas de custo baseadas em dados do mercado P 17.a Utilização de métricas e informações de custo publicadas. H 17.a Utilizou dados do mercado. E 17.b 17.b Levou em consideração a estimativa de recursos necessários para estimar o custo de cada atividade. Os custos de uma atividade incluem o valor monetário dos recursos necessários para realizar e terminar a atividade ou o componente ou para produzir o componente (PMBOK®). P H 17.b Os recursos foram alocados, inclusive os internos, sendo seu custo utilizado para a estimativa do custo de cada entrega do projeto. E 17.c Utilizou para as estimativas que não possuíam histórico de outros projetos as estimativas melhor, pior e mais provável (estimativa de três pontos) P 17.c Estimativa de três pontos é uma técnica que usa três estimativas de custos ou duração para representar os cenários otimista, mais provável e pessimista. Esta técnica é aplicada para melhorar a exatidão das estimativas de custos ou duração quando não há certeza em relação à atividade subjacente ou ao componente de custo. (PMBOK®) H 17.c Ter utilizada a estimativa de 3 pontos. E 18. O Projeto estabeleceu e utilizou processo padronizado e documentado para o Gerenciamento de Custos? (BP1350) PG 18.a Existência do Plano de Gerenciamento de Custos ou documento similar para estabelecer os procedimentos para o gerenciamento de custos. P 18.a 18.a O Plano de Gerenciamento de Custos é um dos componentes do Plano de Gerenciamento do Projeto e define o formato e estabelece as atividades e os critérios de planejamento, estruturação e controle dos custos do projeto. (PMBOK®). Plano de Gerenciamento de Custos, ou documento similar. H E 18.b Utilizou os procedimentos previstos no Plano de Gerenciamento de Custos (ou documento similar). P 18.b As ações de gerenciamento de custos devem ser realizadas conforme planejadas. Caso não tenha sido emitido o plano, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H 156 18.b Comparação dos procedimentos procedimentos adotados. 19. O Projeto efetuou reuniões periódicas de análise crítica dos desvios de custos identificados? (BP 2340) 19.a Realizou reuniões de controle com as principais partes interessadas P 19.a A transparência em relação à gestão de custos do projeto junto aos principais interessados é uma boa prática, pois dá mais credibilidade à gestão do projeto e permite uma ação mais comprometida dos principais interessados. H 19.a Atas de reuniões periódicas de controle com os principais stakeholders, apresentando análise crítica dos desvios de custos. E 19.b Com base no desempenho de custos do Projeto, um conjunto de ações para recuperar / minimizar os desvios foi planejado, implementado e controlado. P 19.b Monitorar permite identificar os desvios mas o controle requer ações para recuperar / minimizar os desvios identificados. H 19.b Ata de reunião ou similar contendo conjunto de ações para recuperar / minimizar os desvios de custos. E 19.c As causas dos desvios de custos foram identificadas e documentadas visando criar uma base de conhecimentos para outros projetos. P 19.c 19.c previstos no Plano com os É uma boa prática registrar as causas e soluções dos desvios de custos como lições aprendidas para servirem como informações históricas em outros projetos. Registros das causas dos desvios e suas soluções como lições aprendidas. E PG H E 20. O Projeto efetuou o controle do projeto através da Técnica do Valor Agregado? (BP 2340) 20.a Utilizou a variância de prazo e a variância de custos. P 20.a A variância de prazo e a variância de custos, definidas respectivamente como: SV = EV – PV e CV = EV – AC, onde EV é o Custo Orçado do Trabalho Realizado (Earned Value), PV é Custo Orçado do Trabalho Planejado (Planned Value) e AC é o Custo Real do Trabalho Realizado (Actual Cost) (PMBOK®) H 20.a Ata de reunião ou relatórios de desempenho apresentando a variância de prazo e de custos. E 20.b Utilizou o Índice de Performance de Prazo (Schedule Performance Index) e o Índice de Performance de Custo (Cost Performance Index). P 20.b O Índice de Performance de Prazo (Schedule Performance Index) e o Índice de Performance de Custo (Cost Performance Index), definidos respectivamente como: SPI = EV / PV e CPI = EV / AC (PMBOK®) H 20.b Ata de reunião ou relatórios de desempenho apresentando o índice de Performance de Prazo (Schedule Performance Index) e o Índice de Performance de Custo (Cost Performance Index). E 20.c Utilizou a Estimativa para Terminar ou Estimate do Complete (ETC) P PG 157 20.c O custo previsto necessário para terminar todo o trabalho restante de uma atividade do cronograma, um componente da estrutura analítica do projeto ou o projeto (PMBOK®). H 20.c Ata de reunião ou relatórios de desempenho apresentando a Estimativa para Concluir ou Estimate do Complete (ETC) E 20.d Utilizou para projetar a estimativa de gasto ao final do projeto o Estimated at Completion (EAC) - Estimativa no Término (ENT) P 20.d O custo total previsto de uma atividade do cronograma, de um componente da estrutura analítica do projeto ou do projeto, quando o escopo definido do trabalho for terminado. ENT é igual ao custo real (CR) mais a estimativa para terminar (EPT) de todo o trabalho restante. ENT = CR mais EPT. A ENT pode ser calculada com base no desempenho até a data em questão ou estimada pela equipe do projeto com base em outros fatores, caso em que é freqüentemente chamada de última estimativa revisada. H 20.d Ata de reunião ou relatórios de desempenho apresentando a estimativa de gasto ao final do projeto o Estimated at Completion (EAC) E # Área de Conhecimento: Qualidade 21. O Projeto utilizou processos padronizados e documentados para o planejamento da qualidade? (BP1130) 21.a Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade. 21.a 21.a O plano de gerenciamento da qualidade é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto e descreve como a equipe de gerenciamento de projetos implementará a política de qualidade da organização executora (PMBOK®). Plano de Gerenciamento de Qualidade contendo a metodologia de como o projeto irá Planejar, Controlar e Garantir a qualidade do projeto. O Plano de Gerenciamento da Qualidade pode fazer referência aos regulamentos e normas de qualidade da empresa ao invés de reescrevêlos. PG P H E 21.b Os deliverables (produtos e serviços) decorrentes do planejamento da qualidade foram incorporados à Estrutura Analítica o Projeto. P 21.b O Planejamento da Qualidade gera a necessidade de incorporar à EAP produtos e serviços tais como auditorias, inspeções, testes etc. H 21.b EAP contendo os deliverables de qualidade do projeto em que o projeto está concorrendo. Para pontuar neste item não é necessário ter elaborado o documento "Plano de Gerenciamento de Qualidade". E 22. O Projeto estabeleceu os objetivos e as métricas de qualidade tanto para as entregas principais como para o gerenciamento do projeto? (BP1130) PG 22.a 22.a 22.a Foram estabelecidos os objetivos e as métricas de qualidade para as entregas principais do projeto. Devem ser documentados os requisitos de qualidade desejados para as entregas principais do projeto e os métodos de medição / avaliação que serão utilizados para determinar se a qualidade é satisfatória. Documento contendo os objetivos de qualidade e os métodos de medição. P H E 158 22.b 22.b Foram estabelecidos os objetivos e as métricas de qualidade para o gerenciamento do projeto. Devem ser documentados os requisitos de qualidade desejados para o gerenciamento do projeto (por exemplo: custo; prazo; satisfação do cliente) e os métodos de medição / avaliação que serão utilizados para determinar se a qualidade é satisfatória. P H 22.b Documento contendo os objetivos de qualidade e os métodos de medição. E 23. O Projeto estabeleceu e utilizou processo padronizado e documentado para a Garantia da Qualidade? (BP1240) PG 23.a Utilizou Benchmarking para a geração dos produtos do projeto. P 23.a A garantia da qualidade é a aplicação das atividades de qualidade planejadas e sistemáticas para garantir que o projeto emprega todos os processos necessários para atender aos requisitos. O custo de prevenção de erros em geral é muito menor que o custo de corrigi-los, conforme revelado pela inspeção (PMBOK®). O benchmarking é uma das técnicas utilizadas para prevenção. H 23.a Documentos do projeto comprovando que foi utilizado o benchmarking, por exemplo, relacionando com boas práticas de outros projetos para a geração dos produtos do projeto. E 23.b Utilizou Auditorias da Qualidade. P 23.b Uma auditoria de qualidade é uma análise estruturada e independente para determinar se as atividades do projeto estão de acordo com políticas, processos e procedimentos do projeto e da empresa. O objetivo de uma auditoria de qualidade é identificar políticas, processos e procedimentos ineficientes e ineficazes em uso no projeto. As auditorias de qualidade podem ser agendadas ou aleatórias e podem ser executadas por auditores internos adequadamente treinados ou por terceiros, externos à organização executora (PMBOK®). H 23.b Documentos do projeto comprovando as auditorias da qualidade realizadas. E 24. O Projeto utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade? (BP1360) PG 24.a O projeto elaborou listas para verificação da qualidade dos produtos do projeto. P 24.a Uma lista de verificação é uma ferramenta estruturada, geralmente específica do componente, usada para verificar se foi executado um conjunto de etapas necessárias. Geralmente, são redigidas com o verbo no imperativo (“Faça isto!”) ou na forma de perguntas (“Você fez isto?”). Em algumas áreas de aplicação, as listas de verificação também estão disponíveis a partir de associações profissionais ou prestadores de serviços comerciais. (PMBOK®). H 24.a Apresentação das listas de verificação de qualidade. E 24.b O projeto aplicou as listas para verificação da qualidade dos produtos do projeto. P 159 24.b As listas de verificação são utilizadas para o controle da qualidade. Caso não tenham sido previstas as listas de verificação, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H 24.b Ter utilizado as listas de verificação. E 25. O Projeto utilizou e registrou as lições aprendidas em relação à qualidade do Projeto? PG 25.a Utilizou lições aprendidas de outros Projetos em relação à qualidade do Projeto. P 25.a As lições aprendidas representam a aprendizagem obtida no processo de realização do projeto e podem ser identificadas a qualquer momento. Também consideradas como um registro do projeto, que será incluído na base de conhecimento de lições aprendidas. (PMBOK®) H 25.a Documentos do projeto comprovando o uso de lições aprendidas de outros projetos, em relação à qualidade do Projeto. E 25.b Registrou as lições aprendidas para serem utilizadas em outros Projetos, em relação à qualidade do Projeto. P 25.b 25.b # As lições aprendidas representam a aprendizagem obtida no processo de realização do projeto e podem ser identificadas a qualquer momento. Também consideradas como um registro do projeto, que será incluído na base de conhecimento de lições aprendidas. (PMBOK®) Documentos do projeto comprovando o registro de lições aprendidas do projeto, em relação à qualidade do Projeto. H E Área de Conhecimento: Recursos Humanos 26. Foi utilizado um processo padronizado e documentado para o planejamento de recursos humanos? (BP1090, BP 1150 e BP1155) PG 26.a Estabeleceu e utilizou um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos. P 26.a 26.a O plano de gerenciamento de Recursos Humanos é um dos documentos exigidos no Plano de Gerenciamento do Projeto e descreve quando e como serão atendidos os requisitos de recursos humanos. O plano é continuamente atualizado durante o projeto para orientar o recrutamento e a seleção (ou mobilização) de membros da equipe em andamento e ações de desenvolvimento, tabela de horários, critérios de liberação, necessidades de treinamento etc (PMBOK®). Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos contendo os procedimentos de como o projeto irá planejar os recursos humanos, contratar ou mobilizar a equipe do projeto, desenvolver e gerenciar a equipe do projeto. H E 26.b Estabeleceu e utilizou uma Matriz de Responsabilidade. P 26.b A Matriz de Responsabilidades é uma estrutura que relaciona o organograma do projeto com a estrutura analítica do projeto para ajudar a garantir que cada componente do escopo de trabalho do projeto seja atribuído a uma pessoa responsável (PMBOK®). O PMBOK® sugere o modelo RACI onde os nomes das funções documentadas são: Responsável, Reporta-se, Consultoria e Informar [Responsible, Accountable, Consult, Inform, em inglês]. Ao invés de pessoa é possível relacionar as entregas com grupos ou setores. H 160 26.b Matriz de Responsabilidades do Projeto contendo as entregas / atividades e respectivas pessoas/ grau de responsabilidade (Ex:RACI). E 26.c Estabeleceu e utilizou Regras para Mobilização interna de pessoas e utilizou os procedimentos corporativos para contratação de membros externos? P 26.c As regras para a contratação / mobilização da equipe devem ser claras e transparentes para não gerarem questionamentos infundados. H 26.c Apresentação das Regras para Mobilização da equipe e de sua efetiva utilização pela equipe do projeto. E 26.d Estabeleceu e utilizou uma Estrutura Organizacional do Projeto. P 26.d A estrutura organizacional do projeto (organograma) é uma representação gráfica da equipe do projeto e suas relações hierárquicas. H 26.d Estrutura Organizacional do Projeto contemplando os diversos níveis de decisão do projeto. E 27. As regras formalmente estabelecidas para a Contratação e Mobilização da equipe foram adequadas? (BP1150 e BP1410) PG 27.a Continham as linhas básicas (guidelines) para alocação de recursos. P 27.a A alocação de recursos deve considerar: Disponibilidade. Quem está disponível e quando estará disponível? Capacidade. Quais competências as pessoas possuem? Experiência. As pessoas realizaram trabalhos semelhantes ou relacionados? (PMBOK®) H 27.a Regras para Contratação e Mobilização considerando Disponibilidade, Capacidade e Experiência dos recursos. E 27.b Continham os procedimentos para a contratação/mobilização de membros para a equipe. P 27.b O gerente de projeto deve negociar com os gerentes funcionais e de outros projetos para garantir que o projeto receberá pessoal competente no prazo necessário e que os membros da equipe do projeto conseguirão trabalhar no projeto até que as tarefas sob sua responsabilidade sejam terminadas (PMBOK®). A existência de uma regra minimiza o desgaste pela concorrência por funcionários extremamente competentes que são disputados por todas as equipes do projeto. H 27.b Regras para Contratação e Mobilização considerando critério para priorização na alocação de recursos. E 27.c Continham metas que viabilizaram o comprometimento dos membros da equipe com os objetivos do projeto. P 27.c A definição de metas transparentes e condizentes com os objetivos do projeto é fator motivador para o individuo. H 27.c Regras para Contratação e Mobilização considerando metas para comprometer os membros da equipe com os objetivos do projeto. E 28. O Projeto utilizou um sistema formal de avaliação de desempenho individual que considerasse os seus próprios resultados bem como os resultados gerais do Projeto? (BP 6120) PG 28.a Um sistema de avaliação foi formalmente estabelecido e utilizado. P 161 28.a Através da avaliação de desempenho pode-se comunicar aos membros da equipe como estão indo no seu trabalho, sugerindo quais as necessidades de mudança no comportamento, nas atitudes, habilidades ou conhecimento (Idalberto Chiavenato). H 28.a Sistema de avaliação de desempenho utilizado. E 28.b O sistema de avaliação previa avaliar os indivíduos da equipe do Projeto de acordo com os seus desempenhos no Projeto. P 28.b Podem ser considerados fatores individuais de desempenho: Conhecimento do trabalho, Qualidade/Quantidade do trabalho, Senso de economia, Assiduidade, Pontualidade, Dedicação, Confiabilidade, Autodesenvolvimento, Criatividade, Capacidade de análise, Segurança, Relacionamento, Cooperação, Flexibilidade / Adaptabilidade etc. H 28.b Sistema de avaliação contemplando pelo menos 7 dos fatores individuais de desempenho apresentados no help desta questão. E 28.c O sistema de avaliação previa avaliar os indivíduos da equipe do Projeto de acordo com os resultados gerais do Projeto. P 28.c Os resultados gerais representados pelo atingimento das metas gerais do projeto (escopo, tempo e custo) devem ser levados em consideração na avaliação de desempenho. H 28.c Sistema de avaliação utilizado contemplando fatores coletivos de desempenho. E 28.d O sistema de avaliação individual permitiu identificar possíveis causas que impedissem um melhor desempenho e recomendar ações para melhoria do desempenho. P 28.d É interessante que a avaliação individual seja um mecanismo para melhoria das competências e, como tal, que possa identificar fatores de melhoria, suas causas e gerar ações corretivas para avaliações abaixo do necessário. H 28.d Avaliações de desempenho feitas onde sejam expressas formalmente as possíveis causas e ações para melhoria do desempenho. E 28.e O gerente do projeto foi consultado na elaboração da avaliação de desempenho de membros da equipe não subordinados funcionalmente ao mesmo. P 28.e O gerente do projeto deve participar da avaliação de desempenho de todos os membros da equipe. H 28.e Ata de reunião, ou similar, apresentando que houve participação do gerente avaliação de desempenho de membros da equipe não subordinados funcionalmente ao mesmo. E 29. O Projeto teve uma adequada alocação de força de trabalho (nivelamento de recursos) de acordo com a disponibilidade e nível de competência para o papel a ser desempenhado? (BP1400, BP1410, BP1430, BP1590 e BP1670) PG 29.a Foi estabelecido o papel do gerente do Projeto P 29.a No Termo de Abertura do Projeto (ou documento similar) ou na Descrição de cargos e funções da empresa deve ser estabelecido o papel do gerente do projeto H 162 29.a Termo de Abertura do Projeto ou documento similar ou Descrição de cargos da empresa. E 29.b Foram estabelecidos os papéis e responsabilidades para os demais membros da equipe. P 29.b Documento do projeto ou descrição de cargos da empresa. H 29.b Documento estabelecendo os papéis e responsabilidades dos demais membros da equipe. E 29.c Cada membro da equipe conhecia de que forma as atividades sob sua responsabilidade contribuiriam para o resultado do projeto como um todo, principalmente para as atividades do caminho crítico. P 29.c É importante que cada membro saiba qual é a sua participação no todo e a interdependência entre as atividades do projeto. H 29.c Documento do projeto divulgando a designação de recursos ao Projeto com respectivo arquivamento dessas designações. Por exemplo: Ata de reunião, Ata de kick-off ou similar. E 30. A coordenação do Projeto propiciou o treinamento contínuo e o desenvolvimento dos recursos humanos em gerenciamento de Projetos? (BP1250, BP5200 e BP5210) PG 30.a Possui pelo menos um profissional certificado PMP (Project Management Professional) na equipe de coordenação. P 30.a O Project Management Institute possui um processo para Certificação de Profissional de gerenciamento de projetos (PMP®). H 30.a Cópia do certificado PMP emitido / revalidado pelo PMI para integrante da equipe de coordenação. E 30.b Possui mais de 51% da equipe de coordenação do Projeto que tenha participado de cursos (de pelo menos 24 horas de duração) em gerenciamento de Projetos (metodologia, processos ou ferramenta). P 30.b Serão considerados da equipe de coordenação todos aqueles que tiverem subordinados no projeto. H 30.b Convocação, lista de participantes ou certificados. E # Área de Conhecimento: Comunicações 31. O Projeto estabeleceu um processo padronizado e documentado para o planejamento das comunicações? (BP1160 e BP1260) 31.a Elaborou um Plano de Gerenciamento das Comunicações. P 31.a O Plano de Gerenciamento das Comunicações é um dos documentos previsto no Plano de Gerenciamento do Projeto. Plano de gerenciamento das comunicações - o documento que descreve: as necessidades de comunicação e as expectativas para o projeto, como e em que formato as informações serão comunicadas, quando e onde será feita cada comunicação e quem é responsável pelo fornecimento de cada tipo de comunicação (PMBOK®). H PG 163 31.a Documento aprovado, datado do início do projeto. O documento deve conter, no mínimo: as informações que serão comunicadas, inclusive o formato, conteúdo e nível de detalhes; A pessoa responsável pela comunicação das informações; as pessoas ou os grupos que receberão as informações; os métodos ou tecnologias usados para transmitir as informações; e a freqüência da comunicação. E 31.b Os deliverables (produtos e serviços) decorrentes do planejamento das comunicações foram incorporados à Estrutura Analítica o Projeto. P 31.b O Planejamento das Comunicações gera a necessidade de incorporar à EAP produtos e serviços tais como relatórios, reuniões, contratação de tecnologias de comunicação etc. H 31.b EAP contendo os deliverables de comunicação do projeto em que o projeto está concorrendo. Para pontuar neste item não é necessário ter elaborado o documento "Plano de Gerenciamento de Comunicações". E 31.c Estabeleceu e utilizou um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto. P 31.c As informações do projeto devem ser armazenadas em um repositório central que fique disponível para acesso pela equipe do projeto. As informações devem estar organizadas de forma que sejam facilmente acessadas, com controle de acesso de acordo com o perfil do usuário. H 31.c Repositório Central com acesso aos membros da equipe. E 32. O Projeto estabeleceu e utilizou processos padronizados e documentados para o Processo “Relatório de Desempenho”? (BP1300 e BP1530) 32.a Estabeleceu um formato padrão de Relatório de Desempenho. P 32.a Relatórios de desempenho - Documentos e apresentações que fornecem informações organizadas e resumidas sobre o desempenho do trabalho, cálculos e parâmetros de gerenciamento de valor agregado e análises de andamento e progresso do trabalho do projeto. Formatos comuns de relatórios de desempenho incluem gráficos de barras, curvas S, histogramas, tabelas e diagrama de rede do cronograma do projeto mostrando a situação atual do cronograma (PMBOK®). Os relatórios de desempenho devem seguir uma formatação padronizada, estabelecida no Plano de Gerenciamento de Comunicações ou informalmente caso o mesmo não tenha sido elaborado. H 32.a Relatórios de desempenho seguindo o padrão estabelecido. E 32.b 32.b 32.b 32.c Os relatórios forneciam informações sobre o andamento do projeto no nível de detalhe adequado aos stakeholders destinatários do documento. Os relatórios devem fornecer informações sobre o andamento do projeto, no nível de detalhes exigido pelas diversas partes interessadas, contendo, por exemplo: Curvas S; Atividades em Atraso; Plano de Ação para correção de desvios; Atividades concluídas no período; Atividades planejadas para o próximo período; Acompanhamento dos Riscos, Prognósticos de conclusão do projeto e de orçamento etc. Relatórios de desempenho contendo, no mínimo, o avanço físico real do projeto comparado com o planejado (base de referência), plano de ação para correção de desvios e prognósticos. Os relatórios de desempenho do projeto ficavam disponíveis na intranet para consulta. PG P H E P 164 32.c As informações de andamento dos projetos devem estar disponíveis na intranet para consulta. Essa prática diminui a necessidade de consultas ao gerente do projeto e permite que as reuniões sejam utilizadas para tomada de decisões e não para relato de desempenho, tornando-a mais produtiva. H 32.c Relatórios do projeto disponíveis na intranet com acesso à equipe do projeto. E 33. O Projeto gerenciou de forma adequada os stakeholders? (BP1195, BP 1450 e BP2035) PG 33.a Foi elaborado o registro ou mapa dos stakehoders. P 33.a Stakeholders são as partes interessadas, afetadas ou envolvidas com o projeto. H 33.a Mapa de stakeholder contendo informações relevantes. E 33.b 33.b Foi feita uma análise dos stakeholders, identificando a estratégia de gerenciamento de cada um deles Os stakeholders têm níveis diferentes de importância e impacto para o projeto. Devem ser estabelecidas estratégias de como obter o suporte dos stakeholders mais relevantes. P H 33.b Registro de stakeholders com as análises e estratégias representadas E 33.c As expectativas dos stakeholders foram gerenciadas ao longo do projeto. P 33.c Ações devem ser realizadas ao longo do projeto para que sejam atendidas as expectativas dos principais stakeholders. H 33.c As entregas que visem o gerenciamento de expectativas devem estar representadas na EAP do projeto. E 33.d O patrocinador do projeto foi identificado e atuou de forma consistente para o projeto P 33.d O sponsor (patrocinador) é peça fundamental para o sucesso de um projeto. H 33.d Patrocinador identificado e tendo atuado como tal para o projeto. E 34. A coordenação do Projeto previu uma estratégia para reter conhecimento dos recursos internos e externos? (BP3030) 34.a Foram documentadas as lições aprendidas do projeto. 34.a 34.a 34.b Lições aprendidas. A aprendizagem obtida no processo de realização do projeto. As lições aprendidas podem ser identificadas a qualquer momento. Também consideradas um registro do projeto, que será incluído na base de conhecimento de lições aprendidas (PMBOK®). Uma sessão de lições aprendidas se concentra na identificação dos sucessos e fracassos do projeto e inclui recomendações para melhorar o desempenho futuro dos projetos. Documento(s) ou base de conhecimento com o registro das lições aprendidas do projeto. Devem apontar os pontos positivos e negativos, assim como as recomendações. Foi feita a documentação periódica, durante o projeto, das lições aprendidas do projeto. PG P H E P 165 34.b Uma boa prática é não deixar para o final do projeto a documentação de lições aprendidas. Podem ser realizadas reuniões periódicas para tal e/ou utilizar o relatório de desempenho e/ou as reuniões de acompanhamento do projeto. H 34.b Atas de reuniões e relatórios com tópicos específicos de lições aprendidas. Devem apontar os pontos positivos e negativos, assim como as recomendações. E 35. Os relatórios periódicos de desempenho do Projeto ofereciam uma medição consistente? PG 35.a Os relatórios eram consistentes com o cronograma e com o orçamento do projeto. P 35.a Os relatórios, cronograma e orçamento do projeto devem estar com informações consistentes. H 35.a O cronograma e o orçamento do projeto em que o projeto está concorrento, constantes da ferramenta de gerenciamento do projeto, devem ter sido atualizados periodicamente com os dados reais de execução, com os relatórios tendo refletido essas informações. E 35.b Os relatórios apresentavam o desempenho dos prazos, comparando o realizado com o planejado. P 35.b Os relatórios de desempenho devem conter a comparação de tempo entre o trabalho realizado e o planejado, na data de emissão dos documentos. Pode ser em formato de tabela, diagrama de barras (Gantt de Controle), curva-S ou outro gráfico. H 35.b Relatórios de desempenho do projeto em que o projeto está concorrendo contendo a comparação do tempo entre o trabalho realizado e o planejado, na data de emissão dos documentos. E 35.c Os relatórios apresentavam o desempenho dos custos, comparando o realizado com o planejado. P 35.c Os relatórios de desempenho devem conter a comparação do custo real do trabalho realizado com o custo planejado do trabalho realizado, na data de emissão dos documentos.Pode ser em formato de planilha, curva-S ou outro gráfico. H 35.c Relatórios de desempenho do projeto em que o projeto está concorrendo contendo a comparação do custo real do trabalho realizado com o custo planejado do trabalho realizado, na data de emissão dos documentos. E 35.d Os relatórios apresentavam uma projeção de prazo e custo para o término do projeto. P 35.d Os relatórios de desempenho devem conter a projeção de tempo e custo para o término do projeto. Pode ser em formato de tabela, diagrama de barras (Gantt de Controle), curva-S ou outro gráfico. H 35.d # Relatórios de desempenho do projeto em que o projeto está concorrendo contendo a projeção (prognóstico) de tempo e custo para o término do projeto. Área de Conhecimento: Risco 36. Foi utilizado um processo padronizado e documentado para o gerenciamento de riscos? (BP1120 e BP1200) 36.a Foi Elaborado um Plano de Gerenciamento de Riscos. E PG P 166 36.a 36.a O Plano de Gerenciamento de Riscos é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto. O Plano de Gerenciamento de Riscos descreve como o gerenciamento de riscos do projeto será estruturado e realizado no projeto. O plano de gerenciamento de riscos é diferente do registro de riscos, que contém a lista de riscos do projeto, os resultados da análise de risco e as respostas a riscos (PMBOK®). Plano de Gerenciamento de Riscos contendo a metodologia de como o projeto irá definir os responsáveis pelo risco, identificar os riscos (registro de riscos), analisar qualitativamente os riscos (apresentando as matrizes de probabilidade e impacto além do critério de enquadramento para exposição baixa, média e alta), analisar quantitativamente o risco tanto pela perspectiva do custo quanto pela de tempo. Deverá apresentar, também, a indicação das ferramentas e técnicas a serem utilizadas, inclusive ferramentas informatizadas. H E 36.b Os procedimentos previstos no Plano de Gerenciamento de Riscos foram seguidos. P 36.b O Gerenciamento de Riscos deve estar em conformidade com o Plano de Gerenciamento de Riscos. H 36.b Comprovação do uso dos procedimentos conforme previstos no Plano de Gerenciamento de Riscos. E 36.c Foi elaborado um Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto. P 36.c O Planejamento de respostas a riscos define as opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças aos objetivos do projeto. Registro de riscos / Risk Register é o documento que contém os resultados da análise qualitativa de riscos, da análise quantitativa de riscos e do planejamento de respostas a riscos. O registro de riscos detalha todos os riscos identificados, incluindo descrição, categoria, causa, probabilidade de ocorrência, impacto(s) nos objetivos, respostas sugeridas, proprietários e andamento atual (PMBOK®). H 36.c Registro de Riscos ou documento similar contendo respostas tanto para ameaças quanto para oportunidades identificadas. O registro de riscos deve conter todos os riscos e estar priorizado. Para cada risco deve apresentar a estratégia (ou associação de estratégias) definida bem como as ações específicas para implementar essa estratégia, além de apresentar o responsável pelo risco. E 36.d Os procedimentos previstos no Planejamento de Resposta aos Riscos foram executados. P 36.d As ações preventivas fazem parte do plano de resposta aos riscos e devem ser realizadas antes do evento de risco ocorrer. As ações corretivas de resposta a risco devem ser implementadas à medida que o evento de risco acontece (PMBOK®). H 36.d As respostas aos riscos, quando impactarem em escopo, tempo e custo, devem estar refletidas na Estrutura Analítica do Projeto (EAP), Cronograma e Orçamento do projeto. E 37. Foi utilizado um processo consistente para a identificação de riscos? (BP1170) PG 37.a Foi realizada uma revisão estruturada da documentação do projeto para identificar os riscos. P 167 37.a Essa revisão estruturada pode contemplar a análise da documentação existente através de técnicas tais como análise das premissas, análise da estrutura analítica de riscos e similares (PMBOK®) H 37.a Riscos identificados a partir das premissas do projeto e dos documentos de planejamento do projeto. E 37.b Foram utilizadas técnicas padronizadas de coleta de informações para identificar riscos. P 37.b São consideradas técnicas de coleta de informações: brainstorming, delphi, entrevistas, identificação da causa-raiz e análise SWOT. H 37.b Ata de reunião, ou similar, apresentando que foi utilizada pelo menos uma das técnicas de coleta de informações. E 37.c Foi utilizada uma base de dados de riscos gerada a partir de experiências anteriores. P 37.c A identificação de riscos pode ser desenvolvida com base nas informações históricas e no conhecimento que foram acumulados a partir de projetos anteriores semelhantes e de outras fontes de informação. (PMBOK®) H 37.c Base de dados de riscos de experiências anteriores. E 37.d Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos. P 37.d Os participantes das atividades de identificação de riscos podem incluir os seguintes, quando adequado: gerente de projetos, membros da equipe do projeto, equipe de gerenciamento de riscos (se designada), especialistas no assunto de fora da equipe do projeto, clientes, usuários finais, outros gerentes de projetos, partes interessadas e especialistas em gerenciamento de riscos. Embora esse pessoal seja muitas vezes constituído pelos principais participantes da identificação de riscos, todo o pessoal do projeto deve ser incentivado a identificar riscos (PMBOK®). H 37.d Atas de reunião / relatório do workshop de identificação de riscos relacionados, cotendo a relação das partes interessadas que participaram do processo. E 38. Foi utilizado um processo consistente para a análise qualitativa de riscos? (BP1180) PG 38.a 38.a 38.a Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de análise qualitativa de riscos. Os participantes das atividades de análise de riscos podem incluir os seguintes, quando adequado: gerente de projetos, membros da equipe do projeto, equipe de gerenciamento de riscos (se designada), especialistas no assunto de fora da equipe do projeto, clientes, usuários finais, outros gerentes de projetos, partes interessadas e especialistas em gerenciamento de riscos. Embora esse pessoal seja muitas vezes constituído pelos principais participantes da identificação de riscos, todo o pessoal do projeto deve ser incentivado a identificar riscos (PMBOK®). Atas de reunião / relatório do workshop da análise qualitativa de riscos relacionadas com a relação das partes interessadas. P H E 168 38.b Foi utilizada alguma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para registrar os resultados da análise qualitativa. P 38.b Planilha eletrônica ou outra ferramenta informatizada permite uma melhor avaliação, monitoramento e controle dos riscos. H 38.b Resultado da análise qualitativa na ferramenta utilizada, que deverá pelo menos calcular a exposição ao risco (Probabilidade X Impacto) e priorizar os riscos. E 38.c A análise qualitativa efetuada permitiu a priorização dos riscos. P 38.c Análise qualitativa de riscos é o processo de priorização de riscos para análise ou ação adicional subseqüente através de avaliação e combinação de sua probabilidade de ocorrência e impacto.(PMBOK®) H 38.c Resultado da análise qualitativa dos riscos apresentando a priorização dos riscos (alto / médio / baixo). E 38.d A equipe participante da análise qualitativa foi treinada/qualificada para realizar a análise qualitativa de riscos de acordo com o plano de gerenciamento de riscos aprovado para o projeto. P 38.d A equipe participante contempla inclusive as partes interessadas externas à equipe do projeto. H 38.d Convocação / material didático utilizado no treinamento / lista de participantes / certificados. E 39. Foi utilizado um processo consistente para a análise quantitativa de riscos? (BP1190) PG 39.a Foram avaliados os impactos dos riscos no cronograma e orçamento do Projeto. P 39.a O cronograma e o orçamento do projeto devem levar em consideração o resultado da exposição ao risco do projeto. H 39.a Cronograma contendo reservas como consequencia da análise dos riscos. Em razão da confidencialidade do orçamento, não será necessária a apresentação do orçamento em caso de auditoria. E 39.b Foram envolvidas todas as partes interessadas no esforço de análise quantitativa de riscos. P 39.b Os participantes das atividades de análise de riscos podem incluir os seguintes, quando adequado: gerente de projetos, membros da equipe do projeto, equipe de gerenciamento de riscos (se designada), especialistas no assunto de fora da equipe do projeto, clientes, usuários finais, outros gerentes de projetos, partes interessadas e especialistas em gerenciamento de riscos. Embora esse pessoal seja muitas vezes constituído pelos principais participantes da identificação de riscos, todo o pessoal do projeto deve ser incentivado a identificar riscos.(PMBOK®) H 39.b Atas de reunião / relatório do workshop de análise quantitativa de riscos relacionadas com a relação das partes interessadas. E 169 39.c A equipe participante da análise quantitativa foi treinada/qualificada para realizar a análise quantitativa de riscos de acordo com o plano de gerenciamento de riscos aprovado para o projeto. P 39.c A equipe participante pode contemplar inclusive as partes interessadas externas à equipe do projeto.(PMBOK®) H 39.c Convocação / material didático utilizado no treinamento / lista de participantes / certificados. E 40. Os procedimentos previstos para o Monitoramento e Controle de Riscos, divulgados no Plano de Gerenciamento de Riscos (vide pergunta 36), foram seguidos? (BP1370) PG 40.a Foram designados explicitamente os responsáveis por monitorar e controlar os riscos prioritários. P 40.a O processo Monitoramento e controle de riscos exige a identificação de responsáveis por esse acompanhamento (PMBOK®). H 40.a Identificação de responsáveis pelo Monitoramento e Controle de dos Riscos prioritários (pelo menos os com exposição ao risco alta). E 40.b Foram feitas reuniões periódicas / workshops para avaliar a eficácia do plano de gerenciamento de riscos. P 40.b O processo de Monitoramento e controle de riscos freqüentemente exige a identificação de novos riscos e a reavaliação de riscos. As reavaliações de riscos do projeto devem ser agendadas regularmente (PMBOK®). O gerenciamento de riscos do projeto deve ser um item da pauta das reuniões de andamento da equipe do projeto. H 40.b Atas de reunião pertinentes contemplando o monitoramento e controle de riscos como sendo parte da agenda. E 40.c 40.c As respostas planejadas foram executadas no tempo previsto e seus resultados foram eficazes. As respostas a riscos planejadas precisam ser adequadas à importância do risco, econômicas ao enfrentar o desafio, rápidas, realistas dentro do contexto do projeto, acordadas por todas as partes envolvidas, e ser de propriedade de uma pessoa específica. É freqüentemente necessário selecionar a melhor resposta a riscos a partir de diversas opções. A resposta selecionada deve atender às expectativas de resultado (PMBOK®). P H 40.c Respostas planejadas / realizadas ao longo do tempo e seus resultados, para cada risco identificado. E 40.d Foram acompanhadas as reservas para contingências. P 40.d Durante toda a execução do projeto podem ocorrer alguns riscos, com impactos positivos ou negativos nas reservas para contingências do cronograma ou do orçamento. A análise das reservas compara a quantidade restante das reservas para contingências com a quantidade restante de risco em qualquer momento do projeto, para determinar se a reserva restante é adequada. As reservas para contingências dos custos ou do cronograma devem ser modificadas de acordo com os riscos do projeto (PMBOK®). H 40.d Acompanhamento das reservas (ata de reunião ou documento similar). E 170 40.e Foram feitas auditorias de risco (internas ou externas) regulares. P 40.e As auditorias de riscos examinam e documentam a eficácia das respostas a riscos no tratamento dos riscos identificados e de suas causas-raiz, e também a eficácia do processo de gerenciamento de riscos. Pode ser feita pela própria equipe do projeto ou por outras áreas (ex. PMO) / empresas (PMBOK®). H 40.e Atas de reunião ou relatório de auditoria. E # Área de Conhecimento: Aquisições 41. O Projeto utilizou processos padronizados e documentados para o planejamento das aquisições? (BP1210) 41.a Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições P 41.a O Plano de Gerenciamento de Aquisições é um dos documentos do Plano de Gerenciamento do Projeto. Plano de gerenciamento de aquisições - o documento que descreve como serão gerenciados os processos de aquisição, desde o desenvolvimento da documentação da aquisição até o encerramento do contrato (PMBOK®). O gerenciamento de aquisições também é utilizado em relação aos fornecedores internos. H 41.a Documento aprovado, datado do início do projeto. O documento deve conter, no mínimo: procedimentos para as aquisições; Itens Críticos do projeto a serem contratados; e Estratégia de contratação (por exemplo, tipos de contratos a serem usados e o plano de ação). E 41.b O Plano previa os procedimentos para a administração e o encerramento de contratos P 41.b Administração de contrato - O processo de gerenciamento do contrato e da relação entre o comprador e o fornecedor, análise e documentação do desempenho atual ou passado de um fornecedor a fim de estabelecer ações corretivas necessárias e fornecer uma base para futuras relações com o fornecedor, gerenciamento de mudanças relacionadas ao contrato e, quando adequado, gerenciamento da relação contratual com o comprador externo do (PMBOK®). Encerramento do contrato (Contract Closure) - O processo de término e liquidação do contrato, inclusive a resolução de quaisquer itens em aberto e o encerramento de cada contrato (PMBOK®). H 41.b Verificação se os procedimentos de administração e encerramento de contratos constaram do Plano de Gerenciamento de Aquisições. E 41.c Foi utilizado o Plano de Gerenciamento de Aquisições P 41.c Utilização dos procedimentos previstos no Plano para: solicitação de equipamentos e serviços; e Estratégia de contratação (por exemplo, tipos de contratos a serem usados e o plano de ação). Caso não tenha sido elaborado o plano de aquisições, a resposta deste item deve ser deixada em branco. H 41.c Verificação se os procedimentos previstos foram seguidos pela equipe do projeto. E 41.d Os deliverables (produtos e serviços) decorrentes do planejamento das aquisições foram incorporados à Estrutura Analítica do Projeto P PG 171 41.d O Planejamento das Aquisições gera a necessidade de incorporar à EAP produtos e serviços tais como especificações, solicitações de equipamentos e serviços, licitações, contratos, fiscalização etc. No caso desses deliverables não serem de responsabilidade da equipe do projeto, deve constar do cronograma os marcos ou tarefas externas representando esses deliverables. H 41.d EAP contendo os deliverables de gerenciamento de aquisições do projeto em que o projeto está concorrendo e/ou marcos ou tarefas externas no cronograma. Para pontuar neste item não é necessário ter elaborado o documento "Plano de Gerenciamento de Aquisições". E 42. O Projeto utilizou um processo consistente para a solicitação de proposta a fornecedores? (BP1270) PG 42.a As especificações estavam no entendimento dos fornecedores 42.a Especificação. Um documento que especifica, de maneira completa, precisa e verificável, requisitos, projeto, comportamento ou outras características de um sistema, componente, produto, resultado ou serviço e, com freqüência, os procedimentos para determinar se essas cláusulas foram satisfeitas (PMBOK®). H 42.a Documento contendo o detalhamento adequado das especificações para os produtos e serviços contratados. E 42.b Foram estabelecidos os critérios de aceitação para os produtos e serviços contratados P 42.b Critérios de aceitação / Acceptance Criteria. Os critérios, inclusive requisitos de desempenho e condições essenciais, que devem ser atendidos antes que as entregas do projeto sejam aceitas (PMBOK®). H 42.b Documento contendo os critérios de aceitação para os produtos e serviços contratados. E 43. O Projeto realizou um processo de identificação, análise e resposta aos riscos das contratações? PG 43.a Foi realizado um processo de identificação de riscos das contratações P 43.a A identificação de riscos pode ser desenvolvida com base nas informações históricas e no conhecimento que foram acumulados a partir de projetos anteriores semelhantes e de outras fontes de informação. (PMBOK®) H 43.a Registro de riscos do projeto que incluam os riscos das contratações mais relevantes do projeto. E 43.b Foi realizado um processo de análise qualitativa dos riscos das contratações P 43.b Análise qualitativa de riscos é o processo de priorização de riscos para análise ou ação adicional subseqüente através de avaliação e combinação de sua probabilidade de ocorrência e impacto. (PMBOK®) H 43.b Registro de riscos do projeto com o resultado da análise qualitativa dos riscos das contratações mais relevantes do projeto, apresentando a priorização dos riscos (alto / médio / baixo). E 43.c Foi realizado um processo de Planejamento das Respostas aos riscos das contratações P detalhamento adequado para o P 172 43.c Podemos responder aos riscos das contratações: nas especificações; no processo de seleção de fornecedores, utilizando pré-qualificação ou critérios de avaliação (obrigatórios e facultativos); em cláusulas contratuais que protejam os principais objetivos do projeto e os direitos daí decorrentes; e/ouna administração do contrato. H 43.c Registro de riscos do projeto com as respostas aos riscos das contratações mais relevantes do projeto, tendo sido respondidos pelo menosos riscos considerados como prioritários (exposição ao risco = alta). E 43.d Foram implementadas as Respostas aos riscos das contratações P 43.d As respostas aos riscos prioritários das contratações devem ser implementadas. H 43.d Implementação das respostas aos riscos das contratações mais relevantes. Os deliverables e atividades correspondentes devem estar refletidos na EAP do projeto. Não é necessário ter realizado um processo formal de gerenciamento de riscos da contratação para pontuar neste item. E 44. O Projeto utilizou um processo consistente para a administração de contratos com fornecedores? (BP1290) PG 44.a As comunicações relevantes entre contratante e contratado foram arquivadas P 44.a 44.a 44.b 44.b Durante a administração de um contrato são necessárias várias comunicações entre as partes envolvidas. Essas comunicações devem ser arquivadas em local estabelecido que permita acesso pela equipe de projeto e para eventuais auditorias e futuras consultas. Atenção especial deve ser dada às mensagens eletrônicas para que não fiquem armazenadas somente nas caixas postais particulares. O arquivo do Contrato deve conter: Contrato; Cronogramas; Mensagens eletrônicas; Alterações solicitadas e aprovadas; Documentações técnicas; Relatórios de desempenho; Cópias das Faturas e Resultados de fiscalizações e outras comunicações relevantes arquivadas em meio eletrônico ou em papel na pasta do projeto. Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do início da execução dos trabalhos, objetivando o alinhamento de expectativas entre cliente e fornecedor Em uma reunião de partida de um contrato devem ser abordados e definidos (ou esclarecidos) aspectos tais como: Escopo do trabalho; Papéis e Responsabilidades; Programações; Principais Produtos e Milestones; Incentivos, caso aplicável; Informações sobre o cliente e contatos principais; Posicionamento quanto à importância do projeto; Processo de comunicação; Stakeholders internos; Multas e punições, se aplicável; Plano de comunicação; Processo para gerenciamento de mudanças; Premissas e restrições; e Resolução de Reivindicações (claims). H E P H 44.b Ata ou outro documento que comprove a realização da reunião de partida do projeto e a participação dos principais stakeholders. E 44.c Os contratos previam cláusula de relato periódico e formal do desempenho por parte do fornecedor contratado P 173 44.c Relatórios de desempenho / Performance Reports. Documentos e apresentações que fornecem informações organizadas e resumidas sobre o desempenho do trabalho, cálculos e parâmetros de gerenciamento de valor agregado e análises de andamento e progresso do trabalho do projeto. Formatos comuns de relatórios de desempenho incluem gráficos de barras, curvas S, histogramas, tabelas e diagrama de rede do cronograma do projeto mostrando a situação atual do cronograma (PMBOK®). H 44.c Cláusula contratual nos contratos firmados. E 44.d Os contratos previam cláusula para o gerenciamento de mudanças no contrato P 44.d O gerenciamento de mudanças no contrato envolve processos, procedimentos e padrões que são usados para gerenciar as alterações, que devem ser consubstanciados no Contrato. Este gerenciamento garante que sejam coletadas todas as informações relacionadas aos envolvidos na alteração, além de ser realizada, para cada alteração proposta, uma avaliação de custos e benefícios. Os contratos devem conter a regra do jogo, em forma de cláusula, que estabeleça os procedimentos para o caso de necessidade de mudanças no contrato. H 44.d Cláusula contratual nos contratos firmados. E 44.e 44.e Os fornecedores foram avaliados formalmente durante a execução do contrato Durante a administração do contrato o cliente deve realizar avaliações formais de desempenho do fornecedor. Essa avaliação será útil não somente para que o fornecedor possa corrigir eventuais desvios, mas também poderá servir de subsídio no processo de seleção de fornecedores em futuras contratações. P H 44.e Avaliação periódica dos fornecedores do projeto. E 45. O Projeto utilizou um processo consistente para o encerramento dos contratos (BP1380) PG 45.a Um modelo do Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido e utilizado. P 45.a O término de um contrato deve ser formalizado por um documento que estabeleça a quitação entre as partes das obrigações do contrato, persistindo aquelas decorrentes de garantia do produto ou serviço por parte do fornecedor. H 45.a Termos de Aceite ou Recebimento Definitivo emitidos para cada contrato encerrado. E 45.b As lições aprendidas nos contratos foram registradas P 45.b Lições aprendidas / Lessons Learned. A aprendizagem obtida no processo de realização do projeto. As lições aprendidas podem ser identificadas a qualquer momento. Também consideradas um registro do projeto, que será incluído na base de conhecimento de lições aprendidas (PMBOK®). Uma sessão de lições aprendidas em contratos se concentra na identificação dos sucessos e fracassos e inclui recomendações para melhorar o desempenho futuro em contratações. H 174 45.b Documento(s) ou base de conhecimento com o registro das lições aprendidas nos contratos. Devem apontar os pontos positivos e negativos, assim como as recomendações. E 45.c O encerramento dos contratos foi devidamente comunicado às partes interessadas P 45.c As principais partes interessadas (stakeholders) devem ser comunicadas do encerramento de contratos. H 45.c Mensagem ou outro documento comunicando o encerramento de contratos do projeto. E Dimensão Organização 46. 46.a 46.a 46.a 46.b A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos? (BP 5290, BP 5390 e BP 7005) A organização integra a metodologia de gerenciamento de projetos com os seus processos estratégicos, táticos e operacionais. O gerenciamento de projetos é um dos processos organizacionais e deve estar integrado com os demais processos existentes na Organização. Ter estabelecido o processo de gerenciamento de projetos de forma integrada com os demais processos da Organização. A organização possui um framework / metodologia de gerenciamento de projetos para os tipos de projetos e suas fases, com templates e ferramentas. PG P H E P 46.b Uma metodologia de gerenciamento de projetos deve estabelecer os processos, templates e ferramentas a serem utilizados em projetos. H 46.b Possuir uma metodologia de gerenciamento de projetos aprovada para a Organização onde o projeto foi gerenciado. E 46.c A organização possui uma política para o gerenciamento de projetos. P 46.c 46.c A Organização, ao implantar uma metodologia de gerenciamento de projetos, deve emitir um documento que estabeleça a política de gerenciamento de projetos. Este documento deve ser corporativo. Documento emitido e assinado pelo responsável pelas políticas organizacionais. H E 46.d Um setor ou uma empresa independente certificou a qualidade do sistema de gerenciamento de projetos P 46.d Uma avaliação externa do sistema de gerenciamento de projetos auxilia na verificação da qualidade do processo. H 46.d Documento que comprove a certificação. E 175 47. A Organização provê os recursos, autoridade e incentivos ao desenvolvimento profissional dos gerentes de projetos e suas equipes? (BP 5220, BP5240, BP5250, BP 5490, BP 5500, BP7125 e BP7405) PG 47.a A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos P 47.a Os recursos humanos, materiais e equipamentos adequados são disponibilizados para o gerenciamento dos projetos H 47.a Opinião do preenchedor do questionário. E 47.b A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto P 47.b O gerente de projeto deve ter autoridade para dispor de recursos organizacionais para a consecução do projeto. H 47.b Opinião do preenchedor do questionário. E 47.c A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de práticas para o gerenciamento de projetos P 47.c A troca de informações com outros profissionais permite a ampliação do conhecimento em gerenciamento de projetos. H 47.c Ter uma comunidade interna estabelecida. E 47.d A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos P 47.d A troca de informações com outros profissionais permite a ampliação do conhecimento em gerenciamento de projetos. H 47.d Opinião do preenchedor do questionário. E 47.e A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos e a utiliza em todas as suas iniciativas para a implementação de seus objetivos P 47.e A valorização do gerenciamento de projetos pela Organização propicia um ambiente favorável ao gerenciamento de projetos. H 47.e Opinião do preenchedor do questionário. E A organização proporciona uma estrutura para o gerenciamento de 48. projetos? (BP5180, BP5190, BP5300, BP5620, BP6980, BP7015, BP7025, PG BP7045, BP7055, BP7065 e BP7075) 48.a A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado P 176 48.a O objetivo básico do Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO) é orientar e dar suporte aos gerentes de projetos, possibilitando à empresa desenvolver seus projetos da forma mais eficiente e eficaz possível. H 48.a Ter um escritório de projetos para a Organização ou para o setor onde o projeto foi gerenciado. E 48.b A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos P 48.b O reconhecimento da carreira de gerente (ou líder ou coordenador) de projeto permite a dedicação exclusiva e o reconhecimento pelo trabalho. H 48.b Ter no plano de cargos e salários da organização a carreira de GP. E 48.c A organização possui um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos P 48.c As iniciativas para melhoria da maturidade em gerenciamento devem ser tratadas como um projeto ou programa. H 48.c Ter um projeto ou programa em andamento com essa finalidade. E 48.d A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders. P 48.d A capacitação permite um melhor desempenho no gerenciamento de projetos. H 48.d Ter uma programação sistemática para capacitação em gerenciamento de projetos E 48.e Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto P 48.e Não é o suficiente que os profissionais das equipes de gerenciamento de projetos tenham conhecimentos acerca do assunto H 48.e Ter uma programação sistemática de palestras e cursos em gerenciamento de projetos para os executivos da organização. E Dimensão Pessoas 49. Houve uma atitude adequada, para com o projeto, das pessoas da Organização que não eram o cliente ou não faziam parte da equipe? (BP5340 e BP 5520) 49.a Os executivos da organização gerenciamento do projeto 49.a Executivos que proporcionem o patrocínio efetivo durante todo o ciclo de vida do projeto no que tange ao apoio político, direção, assistência a equipe, proteção, influência sobre as áreas na retirada de obstáculos, participações em reuniões, acompanhamento e divulgação dos resultados junto a organização-mãe. H 49.a Opinião do preenchedor do questionário. E fortemente deram suporte ao PG P 177 49.b Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto P 49.c Comprometimento dos diversos stakeholders é fundamental para o alcance dos resultados do projeto. H 49.c Opinião do preenchedor do questionário. E 50. O gerente do projeto tinha o conhecimento necessário para a execução de suas tarefas no projeto? 50.a O gerente do projeto era certificado PMP. P 50.a A certificação Project Management Professional (PMP) do é atribuída pelo PMI. H 50.a O gerente do projeto era certificado. E 50.b O gerente do projeto tinha gerenciamento de projetos. 50.b Existe no mercado uma grande quantidade de cursos de pósgraduação em gerenciamento de projetos H 50.b O gerente do projeto tem a titulação. E 50.c O gerente do projeto já gerenciou um projeto de escopo semelhante ao do projeto que está sendo avaliado P 50.c A experiência em gerenciamento de projetos anteriores auxilia nas decisões do gerente. H 50.c O gerente ter tido experiência anterior gerenciando um projeto de escopo semelhante. E 50.d O gerente do projeto já gerenciou anteriormente um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto que está sendo avaliado P 50.d A experiência em gerenciamento de projetos anteriores auxilia nas decisões do gerente. H 50.d O gerente ter tido experiência anterior gerenciando um projeto cujo escopo não era semelhante. E 50.e O gerente do projeto conhecia tecnicamente o escopo a ser gerado pelo projeto P 50.e O gerente do projeto pode conhecer tecnicamente o escopo do projeto. Por exemplo, ter sido analista de sistema e o projeto ter tido como escopo o desenvolvimento de software. H 50.e O gerente conhecia tecnicamente o escopo do projeto. E uma pós-graduação na área de PG P 178 51. O gerente do projeto teve a habilidade para gerenciar a equipe? PG (BP7105 e BP7115) 51.a O gerente do projeto teve uma visão holística do projeto P 51.a O gerente do projeto deve entender as necessidades dos stakeholders, os impactos do projeto no ambiente organizacional e utilizar a inteligência emocional para entender e explicar suas ações e atitudes H 51.a Opinião do preenchedor do questionário. E 51.b 51.b O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas O gerente do projeto deve identificar as deficiências técnicas ou gerenciais dos recursos do projeto e promover a capacitação necessária P H 51.b Opinião do respondente do questionário. E 51.c O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado P 51.c O gerente do projeto é responsável por criar as condições para que haja motivação na sua equipe H 51.c Opinião do respondente do questionário. E 51.d O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros P 51.d O gerente do projeto deve acompanhar o trabalho da sua equipe, reconhecendo e valorizando o trabalho bem executado. H 51.d Opinião do respondente do questionário. E 52. Houve uma atitude adequada, para com o projeto, por parte do cliente e da equipe? 52.a Houve um bom relacionamento entre o cliente e a equipe do projeto P 52.a Um ambiente adequado necessita ser criado no projeto para facilitar o efetivo desenvolvimento das atividades para o melhor relacionamento com o cliente e com a própria equipe. H 52.a A opinião do preenchedor do questionário. E 52.b O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto. P 52.b Comprometimento é mais do que envolvimento. A participação do cliente ao longo do ciclo de vida do projeto consiste em atuar como um patrocinador, não necessariamente neste papel, mas dando suporte eproporcionando a assistência constante para toda a equipe, interferindo nos resultados. H 52.b A opinião do preenchedor do questionário. E 52.c A equipe do projeto estava comprometida com o projeto. P PG 179 52.c Comprometimento é mais do que envolvimento. A participação da equipe ao longo do ciclo de vida do projeto consiste em atuar de forma motivada e antenada com os resultados do projeto. H 52.c A opinião do preenchedor do questionário. E Dimensão Tecnologia 53. 53.a 53.a 53.a 53.b A organização possui ferramentas e sistemas de informações orientadas ao gerenciamento de projetos integrados e disponíveis para equipe de projetos? (BP 5320 e BP7365) A organização estabeleceu o software que deve ser utilizado para o gerenciamento de Projetos. Os softwares de gerenciamento de projetos mais utilizados no mercado são: MS-Project, Primavera, SAP - Módulo PS, Project Builder e EPMMicrosoft). Algumas empresas desenvolvem software específico para as suas necessidades. Software definido pela Organização. A Organização possui as licenças necessárias de software de gerenciamento de Projetos. PG P H E P 53.b Os softwares de gerenciamento de projetos mais utilizados no mercado são: MS-Project, Primavera, SAP - Módulo PS, Project Builder e EPMMicrosoft). Algumas empresas desenvolvem software específico para as suas necessidades. H 53.b Licenças de software para todos os profissionais envolvidos em projetos. E 53.c A ferramenta de gerenciamento de Projetos funciona de forma integrada com os sistemas corporativos (de gestão) da empresa. P 53.c A falta de integração permite a existência de inconsistências entre as informações do gerenciamento do projeto com os sistemas corporativos. Uma forma de tratar o problema é a troca eletrônica periódica de informações. H 53.c Haver a troca periódica de informações, eletronicamente, entre o software de gerenciamento de projetos e o sistema de gestão. A periodicidade deve ser no máximo mensal, sendo feita nos dois sentidos. Uma forma de integração é a utilização de um software E 54. A Organização possui ferramentas complementares de apoio ao gerenciamento de projetos, não disponíveis normalmente nos softwares de gerenciamento de projetos? (BP7365) PG 54.a A organização utiliza um software para o controle das solicitações de mudanças no projeto. P 54.a 54.a 54.b Pode ser utilizada uma ferramenta informatizada em que seja implementado o processo de controle de mudanças do projeto. Nesse processo deve ter a solicitação, a análise de impacto e a aprovação ou não da mesma. Apresentação da ferramenta com as solicitações e aprovações ou não. Pode ser uma planilha, editor de textos ou outro software contendo todas as solicitações registradas. Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa. H E P 180 54.b Existem algumas ferramentas informatizadas no mercado. A simulação de Monte Carlo é uma das técnicas mais utilizadas. H 54.b Resultado da análise quantitativa de riscos na ferramenta utilizada. E 54.c Utilizou um software de gerenciamento de Projetos. P 54.c Os softwares de gerenciamento de projetos mais utilizados no mercado são: MS-Project, Primavera, SAP - Módulo PS, Project Builder e EPMMicrosoft). Algumas empresas desenvolvem software específico para as suas necessidades. H 54.c Apresentação do projeto tendo sido planejado e acompanhado no software de gerenciamento utilizado. E 54.d A equipe de gerenciamento de Projetos sabia operar de forma adequada o software de gerenciamento do projeto. P 54.d Os softwares de gerenciamento de projetos mais utilizados no mercado são: MS-Project, Primavera, SAP - Módulo PS, Project Builder e EPMMicrosoft). Algumas empresas desenvolvem software específico para as suas necessidades. H 54.d Opinião do respondente do questionário. E 55. A tecnologia existente disponibiliza informações para o planejamento, acompanhamento e controle dos projetos, suportando a tomada de decisões dos stakeholders principais? (BP7305, BP7315, BP7325 e BP7375) 55.a 55.a 55.a 55.b 55.b 55.b 55.c Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas. Base de conhecimento de lições aprendidas. Um depósito de informações históricas e lições aprendidas sobre os resultados de decisões de seleção de projetos anteriores e do desempenho de projetos anteriores (PMBOK®). Um sistema de gerenciamento da base de conhecimento deve ter os recursos de armazenamento e busca de informações. A existência de um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas com recursos de Tecnologia da Informação que permitam o armazenamento e a pesquisa das lições aprendidas. Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização A existência de um sofware que permita um acesso compartilhado melhora a comunicação no projeto e evita inconsistência de dados. O software deve ter um repositório central de dados, gerenciamento de acesso por múltiplos usuários, visão integrada e padronizada das informações, comunicação colaborativa e uma visão do fluxo de trabalho A organização tem ferramenta eletrônica para apoio às estimativas em projetos PG P H E P H E P 55.c Estimativas são mais bem realizadas se existe um banco de informações que permita um padrão desse processo. O banco deve ser atualizado com dados reais da execução dos projetos. H 55.c Ferramenta com dados históricos ou da indústria, sendo atualizada com frequência E 181 55.d A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos P 55.d A avaliação de resultados etm como objetivo verificar se os objetivos do projeto foram alcançados. Os objetivos podem ser de negócio ou de gerenciamento, neste caso associados normalmente a prazo, custo, escopo e qualidade. H 55.d Ferramenta com resultados dos projetos, sendo atualizada com freqüência E 2ª Parte - Indicadores dos resultados dos projetos 56. Qual foi o resultado do gerenciamento de Prazo do projeto, em relação ao último baseline? Opção 1 O Índice de Desempenho de Prazo foi menor do que 0,75. Opção 2 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,75 a 0,94 Opção 3 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,95 a 1,05 Opção 4 O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,06 a 1,25 Opção 5 O Índice de Desempenho de Prazo foi maior do que 1,25 Opção 6 Não há informações disponíveis para cálculo do índice PG Índice de Desempenho de Prazo (IDP) consiste na divisão do prazo real pelo prazo previsto no último baseline do projeto. A Linha de base / Baseline é formada pela EAP com seu dicionário (escopo), cronograma (tempo) e orçamento (custo). H IDP disponível. E 57. Qual foi o resultado do gerenciamento de escopo do projeto, em relação ao último baseline? Opção 1 Todos os produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues Opção 2 Nem todos os produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues O escopo do projeto consiste no conjunto de produtos e serviços a serem gerados pelo projeto Produtos e serviços entregues ao cliente 58. Qual foi o resultado do gerenciamento de Custo do projeto, em relação ao último baseline? Opção 1 O Índice de Desempenho de Custo foi menor do que 0,75. Opção 2 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,75 a 0,94 Opção 3 O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,95 a 1,05 Opção 4 O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,06 a 1,25 Opção 5 O Índice de Desempenho de Custo foi maior do que 1,25 Opção 6 Não há informações disponíveis para cálculo do índice PG H E PG 182 Índice de Desempenho de Custo (IDC) consiste na divisão do custo real pelo custo previsto no último baseline do projeto. A Linha de base / Baseline é formada pela EAP com seu dicionário (escopo), cronograma (tempo) e orçamento (custo). H IDC disponível. E 59. O cliente ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto? PG Opção 1 O cliente ficou totalmente satisfeito com o gerenciamento do projeto Opção 2 O cliente ficou parcialmente satisfeito com o gerenciamento do projeto Opção 3 O cliente não ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto Opção 4 Não há informações disponíveis A satisfação do cliente é uma das métricas de avaliação da qualidade do projeto H Pesquisa de satisfação com o cliente ou opinião do respondente do questionário. E 60. Qual foi o resultado do projeto para o negócio? Opção 1 O projeto não teve objetivos de negócio estabelecidos quando da sua autorização ou no decorrer do projeto. Opção 2 O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado. Opção 3 O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado. Opção 4 O projeto foi cancelado antes de sua conclusão. Opção 5 Ainda não foi possível mensurar os resultados do projeto para o negócio Os objetivos do projeto em relação estabelecidos quando do início do projeto ao PG negócio devem ser Medição de resultados ou opinião do respondente H E Por favor, para concluir, dê a sua opinião em relação ao questionário: 1) Quais as dificuldades que você teve para o preenchimento do questionário? 2) Que sugestões você faria para melhorar o entendimento do questionário? 3) Tem alguma prática de gerenciamento de projetos que você considera importante e que não esteja sendo abordada no questionário? Obrigado mais uma vez pela sua ajuda e paciência na resposta aos itens do questionário. 183 APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DE PROJETOS – VERSÃO JUNHO DE 2011 Prezada(o) colega da Comunidade de Gerenciamento de Projetos, Estou precisando de um grande favor. Como parte da minha tese de doutorado, estou fazendo uma pesquisa que pretende estabelecer uma associação entre as práticas de gerenciamento de um projeto e os seusresultados. Para fazer o preenchimento do questionário, acesse http://magno.questionpro.com. Se o link não funcionar, sugiro que copie e cole no seu browser. A pesquisa ficará ativa até 11/11/2011. Como incentivo ao preenchimento do questionário, serão sorteados dez (10) livros de gerenciamento de projetos entre os que responderem até aquele prazo. Para que as conclusões sejam estatisticamente corretas, preciso de um grande número de questionários preenchidos. Peço, portanto, que também divulgue essa pesquisa para os seus amigos, colegas de empresa ou de cursos, que trabalhem no gerenciamento de projetos. Esse questionário deve ser respondido para cada projeto individualmente, sendo composto por 32 perguntas acerca de práticas e 5 de resultados. Somente poderão ser inseridas informações de projetos já concluídos ou cancelados antes de seu término previsto. Você pode preenchê-lo para mais de um projeto. Procure escolher um projeto em que tenham sido avaliados os resultados de custo, prazo, escopo e satisfação do cliente. Não é obrigatório, porém, ter todas essas informações. Peço que não registre somente projetos de sucesso, o que poderia mascarar o resultado da pesquisa. Depois de preenchidas, as informações desse questionário serão tratadas com sigilo, somente sendo divulgadas informações estatísticas. As perguntas deste questionário foram elaboradas com base nas Best Practices (BP) do modelo "Organizational Project Management MaturityModel" (OPM3) do Project Management Institute (PMI). Eu agradeço imensamente a sua participação, que espero estará contribuindo efetivamente para a comunidade de profissionais de gerenciamento de projetos. Você poderá interromper a qualquer momento o preenchimento do questionário e retornar mais tarde. Caso queira entrar em contato comigo, envie e-mail para [email protected]. Obrigado desde já pela sua participação. Carlos Magno da Silva Xavier (PMP, M.Sc.) 184 Questionário: Nome da Organização Tipo de Organização 1. Governo – Administração direta 2. Governo – Administração indireta 3. Empresa da iniciativa privada 4. Terceiro Setor Nome do Projeto CATEGORIA DO PROJETO 1. Consultoria 2. Defesa, Segurança e Aeroespacial 3. Mudanças Organizacionais e/ou Melhoria de Resultados Operacionais 4. Infraestrutura de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações) 5. Eventos 6. Design (projetos de engenharia, arquitetura etc) 7. Construção & Montagem (ótica do construtor - inclui construções civis) 8. Sistemas de Informação (software) 9. Desenvolvimento Regional e Internacional (inclui projetos sociais) 10. Mídia e Entretenimento (inclui projetos culturais) 11. Desenvolvimento de Novos Produtos ou Serviços (inclui projetos de novos negócios) 12. Pesquisa e Desenvolvimento 13. Energia (inclui Petróleo e Gás - ótica do investidor e não do construtor) 14. Outra ______________________________ Orçamento do projeto 1. Menor do que R$ 100.000 2. De R$ 100.000 a R$ 499.999 3. De R$ 500.000 a R$ 999.999 4. De R$ 1 milhão a R$ 9.999.999 5. De R$ 10 milhões a R$ 99.999.999 6. Acima ou igual à R$ 100 milhões 185 Prazo do projeto 1. Menor do que 1 mês 2. De 1 mês até 3 meses 3. De 4 meses até 6 meses 4. De 7 meses até 12 meses 5. De 13 meses até 24 meses 6. Acima de 24 meses Qual foi a data de conclusão ou de cancelamento do projeto? __________ Nome do Respondente da Pesquisa Endereço de E-mail do respondente da pesquisa 1) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na Iniciação e no Encerramento do projeto: (BP 1005, BP1390 e BP1540) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi emitido um documento autorizando internamente o início do projeto (Termo de Abertura do Projeto ou documento similar) 2. Foi realizada uma reunião de partida (kick-off) 3. Foi documentado o encerramento ou cancelamento do projeto 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 2) Foi elaborado um documento denominado Plano do projeto (ou similar) e a linha de base (base de referência em um software ou em um contrato) foi estabelecida? (BP 1020, BP 1310 e BP1550) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi elaborado o Plano do projeto 2. A linha de base (baseline) foi estabelecida após a aprovação do Plano do projeto ou de um contrato 3. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 186 3) Foram coletadas e registrados, rotineiramente, as informações sobre o andamento das atividades do projeto (avanço físico; datas de início e fim reais; e custo real)? (BP1230 e BP1670) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Foi coletado e registrado o Avanço Físico 2. Foram coletadas e registradas as Datas de Início e Fim reais 3. Foram coletados e registados os Custos reais 4. Nenhuma informação acima foi coletada e registrada 4) Foi realizada uma análise de viabilidade antes ou durante a execução do projeto? (BP2160) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Sim 2. Não 5) Foi utilizada uma metodologia formal para o gerenciamento do projeto? (BP 1000, BP1035, BP1460, BP2090, BP2190, BP3050 e BP 5260) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Sim; 2. Não 6) Que documentos listados abaixo foram utilizados no Projeto para o planejamento do escopo? (BP 1040) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Declaração de Escopo (descrição do escopo do projeto) 2. Matriz de Requisitos (associação dos requisitos aos stakeholders solicitantes) 3. Estrutura Analítica do Projeto / WorkBreakdownStructure (WBS) 4. Descrição das Entregas (ex.: Dicionário da EAP) 5. Nenhum desses documentos foi utilizado 7) Como foi obtido o aceite formal das entregas do projeto? (BP1320) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Aceites intermediários foram formalizados 2. O Aceite final foi formalizado 3. Não houve formalização de aceites 187 8) Como foi feito o “Controle de Mudanças do Projeto” (escopo, tempo e custo)? (BP1330) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi estabelecido um procedimento formal para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 2. O procedimento estabelecido foi utilizado para solicitação, análise e aprovação ou não das alterações do projeto 3. Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 9) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na elaboração do cronograma? (BP1060 e BP1080) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. O cronograma foi elaborado a partir da Estrutura Analítica do Projeto 2. O nível de detalhamento das atividades do cronograma foi condizente com o nível de controle requerido para o projeto 3. As dependências entre atividades / tarefas foram estabelecidas 4. As durações das atividades / tarefas foram estabelecidas 5. Os recursos foram alocados às atividades / tarefas para a definição do esforço / duração das atividades / tarefas 6. O método da cadeia crítica foi utilizado para desenvolvimento do cronograma 7. O método do nivelamento de recursos foi utilizado para o desenvolvimento do cronograma 8. Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 10) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas na definição das estimativas de tempo e recursos (pessoas, equipamentos e materiais) do Projeto: (BP1080, BP 1410 e BP1115) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. O Calendário do Projeto foi definido 2. Os Calendários dos recursos (pessoas, equipamentos e materiais) foram definidos 3. Foram utilizadas informações históricas para auxílio de estimativas de recursos (pessoas, equipamentos e materiais) 4. Foram utilizadas informações históricas para auxílio de estimativas de tempo 5. Foi utilizada a estimativa de três pontos (mais provável, otimista e pessimista) para 188 o planejamento do esforço e/ou duração das atividades do projeto 6. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 11) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas no planejamento dos custos do projeto: (BP1100) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi elaborado o Orçamento para o projeto 2. Foi elaborado o Fluxo de caixa para o projeto 3. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 12) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para a estimativa do custo das atividades: (BP1110) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Levou em consideração a estimativa de recursos (pessoas, equipamentos e materiais) necessários 2. Utilizou o histórico de outros projetos 3. Utilizou a estimativa de três pontos (melhor, pior e mais provável) 4. Os custos dos recursos internos foram considerados na estimativa(ex.: recursos humanos) 5. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 13) O Projeto efetuou o Monitoramento do projeto através da Técnica do Valor Agregado (EarnedValue Management)? (BP 2340) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Sim; 2. Não 14) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento da qualidade? (BP1130) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi elaborado um Plano de Gerenciamento da Qualidade 2. Estabeleceu os objetivos de qualidade para as entregas do projeto 3. Estabeleceu as métricas (forma de medição)de qualidade para as entregas do projeto 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 189 15) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para a Garantia e o controle da Qualidade: (BP1240 e BP1360) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Utilizou Auditorias da Qualidade 2. Utilizou listas de verificação para o Controle da Qualidade 3. Realizou controle de qualidade interno antes de entregar algum produto ou serviço para o cliente 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 16) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento dos recursos humanos? (BP1090, BP 1150 e BP1155) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Estabeleceu um Plano de Gerenciamento de Recursos Humanos 2. Estabeleceu uma Matriz de Responsabilidades 3. Estabeleceu uma Estrutura Organizacional do Projeto 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 17) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento das comunicações? (BP1160 e BP1260) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Elaborou o Plano de Gerenciamento das Comunicações 2. Estabeleceu um Repositório Central para armazenamento das informações do Projeto 3. Elaborou o Mapa de Comunicações do Projeto 4. Elaborou o registro ou mapa dos stakeholders 5. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 18) Como foi feito o monitoramento e Controle do Projeto? (BP 1035 e BP1260) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi emitido periodicamente um Relatório de Desempenho do Projeto 2. Foi realizada periodicamente uma Reunião de Acompanhamento do Projeto 3. Nenhuma das práticas acima foi aplicada no projeto 190 19) Foram documentadas as lições aprendidas do projeto? (BP3030) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Foram documentadas as lições aprendidas somente ao final do projeto 2. Foram documentadas as lições aprendidas durante o projeto 3. Não foram documentadas as lições aprendidas do projeto 20) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o planejamento do gerenciamento de riscos? (BP1120, BP1180, BP1190 e BP1200) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Riscos (documento com o processo de gerenciamento de riscos) 2. Foi elaborado o Planejamento de Resposta aos Riscos do projeto (registro de riscos ou documento similar) 3. Foram estabelecidos os responsáveis pelas respostas aos riscos 4. Foram envolvidas as partes interessadas no esforço de identificação de riscos 5. Foi realizada a análise qualitativa de riscos 6. Foi realizada a análise quantitativa de riscos 7. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 21) Que práticas listadas abaixo foram aplicadas para o Monitoramento e Controle dos Riscos? (BP1370) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Os riscos foram monitorados nos relatórios de desempenho 2. Os riscos foram acompanhados nas reuniões periódicas do projeto 3. As respostas aos riscos planejadas foram executadas 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 22) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para o planejamento das aquisições? (BP1210) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi elaborado um Plano de Gerenciamento de Aquisições 2. Foi elaborado um Mapa das Aquisições do Projeto 3. Os processos de aquisição dos itens críticos constaram da EAP / Cronograma 191 4. Não foram necessárias aquisições para o projeto 5. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 23) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para a solicitação de proposta de fornecedores? (BP1270) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. As especificações estavam no detalhamento adequado para o entendimento dos fornecedores 2. Antes do início de um processo de aquisição importante, foi realizada a identificação, análise e resposta aos riscos dessa aquisição 3. Quando de uma aquisição importante para o projeto, foi enviado aos possíveis fornecedores um documento formal solicitando o envio de proposta 4. Não foram necessárias aquisições para o projeto 5. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 24) Que práticas citadas abaixo foram aplicadas para a administração e encerramento de contratos?(BP1290 e BP1380) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Designado um administrador / fiscal para cada um dos contratos importantes do projeto 2. Realizada uma reunião de partida (kick-off), antes do início da execução do trabalho previsto em um contrato importante do projeto 3. Os fornecedores foram avaliados formalmente durante ou após a execução do contrato 4. As lições aprendidas nos contratos foram registradas 5. Um modelo de Termo de Aceite ou de Termo de Recebimento Definitivo foi estabelecido para formalizar o encerramento dos contratos 6. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 25) A Organização possui uma metodologia estabelecida para o gerenciamento dos seus projetos? (BP5290, BP 5390 e BP 7005) Obs.: Permitido somente uma resposta 1. Sim; 2. Não 192 26) A Organização provê os recursos, autoridade e incentivos aos gerentes de projetos e suas equipes? (BP 5220, BP5240, BP5250, BP 5490, BP 5500, BP7125 e BP7405) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. A organização provê recursos adequados para o gerenciamento dos projetos 2. A organização dá a autoridade necessária para o exercício da função do gerente de projeto 3. A organização estabeleceu uma comunidade interna para a troca de práticas para o gerenciamento de projetos 4. A organização incentiva a participação em comunidades externas de gerenciamento de projetos 5. A organização reconhece o valor do gerenciamento de projetos 6. A organização utiliza em suas iniciativas o gerenciamento de projetos para a implementação de seus objetivos 7. Nenhuma das práticas acima é aplicada na organização 27) Como a organização proporciona uma estrutura para o gerenciamento de projetos? (BP5180, BP5190, BP5300, BP5620, BP6980, BP7015, BP7025, BP7045, BP7055, BP7065 e BP7075) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. A empresa possui um escritório de projetos para toda a organização ou na área onde o projeto está subordinado 2. A organização estabeleceu uma carreira para o gerente de projetos 3. A organização possui um projeto ou programa para alcançar a maturidade em gerenciamento de projetos 4. A organização propicia a capacitação em gerenciamento de projetos para equipes e principais stakeholders 5. Os executivos da organização participam de palestras ou cursos acerca do tema gerenciamento de projeto 6. Nenhuma das práticas acima é aplicada na Organização 28) Quais foram as atitudes das pessoas da Organização para com o projeto? (BP5340 e BP 5520) Obs.: Permitido mais de uma resposta 193 1. Os executivos da organização deram suporte ao gerenciamento do projeto 2. Pessoas em diferentes papéis e funções na organização colaboraram conforme necessário para com os objetivos do projeto 3. Houve um bom relacionamento entre o cliente (interno ou externo) e a equipe do projeto 4. O cliente (interno ou externo) estava comprometido com o projeto 5. A equipe do projeto estava comprometida com o projeto 6. Nenhuma das situações acima ocorreu no projeto 29) Que conhecimentos tinha o gerente do projeto para a execução de suas tarefas no projeto? (BP1400) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. O gerente do projeto era certificado PMP 2. O gerente do projeto tinha uma pós-graduação na área de gerenciamento de projetos 3. O gerente do projeto tinha conhecimento técnico acerca do escopo do produto a ser gerado pelo projeto 4. O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto de escopo semelhante ao do projeto 5. O gerente do projeto já tinha gerenciado um projeto, mas que o escopo não era semelhante ao do projeto 6. Nenhuma das respostas acima é válida para o projeto 30) Que habilidades teve o gerente do projeto para gerenciar a equipe? (BP1400) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. O gerente do projeto propiciou a capacitação dos recursos humanos do projeto para as atividades a eles alocadas 2. O gerente do projeto inspirou sua equipe e criou um ambiente propício às atividades, mantendo o pessoal motivado 3. O gerente do projeto reconhecia e valorizava um bom trabalho da equipe, comunicando tal fato para os seus membros 4. Nenhuma das respostas acima é válida para o projeto 194 31) Na Organização, quais ferramentas, orientadas ao gerenciamento de projetos, foram utilizados pela equipe do projeto? (BP 5320 e BP7365) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Foi utilizado um software de gerenciamento de Projetos que permitia, pelo menos, a elaboração do cronograma 2. A organização padronizou o software que devia ser utilizado para o gerenciamento de Projetos 3. Foi utilizada uma ferramenta informatizada de gerenciamento de riscos para calcular os resultados da análise quantitativa 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada 32) A tecnologia existente disponibiliza informações para o planejamento, acompanhamento e controle dos projetos, suportando a tomada de decisões dos stakeholders principais? (BP7305, BP7315, BP7325 e BP7375) Obs.: Permitido mais de uma resposta 1. Os principais stakeholders do projeto tinham acesso ao software, via Intranet e/ou Internet, para consulta aos dados do projeto e sua atualização 2. A organização possui um sistema de informações que permite coletar métricas de sucesso em projetos 3. Foi utilizado um Sistema de Gerenciamento da Base de conhecimento de lições aprendidas 4. Nenhuma das práticas acima foi aplicada Resultado 1) Qual foi o resultado do gerenciamento de Prazo do projeto, em relação ao último baseline? Obs.: Permitido somente uma resposta a) Índice de Desempenho de Prazo (IDP) consiste na divisão do prazo real pelo prazo previsto no últimobaseline do projeto b) Baseline ou Base de Referência é a combinação de escopo, custo e prazo feita com o cliente. 1. O Índice de Desempenho de Prazo foi menor do que 0,15 2. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,15 a 0,34 3. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,35 a 0,54 4. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,55 a 0,74 195 5. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,75 a 0,94 6. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 0,95 a 1,05 7. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,06 a 1,25 8. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,26 a 1,50 9. O Índice de Desempenho de Prazo foi de 1,51 a 1,75 10. O Índice de Desempenho de Prazo foi maior do que 1,75 11. Não há informações disponíveis para cálculo do índice Resultado 2) Qual foi o resultado do gerenciamento de escopo do projeto, em relação ao último baseline? Obs.: Permitido somente uma resposta 1. 100% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 2. De 90 a 99% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 3. De 80 a 89% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 4. De 70 a 79% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 5. De 60 a 69% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 6. De 50 a 59% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 7. De 40 a 49% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 8. De 30 a 39% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 9. Menos de 30% dos produtos e serviços previstos no escopo do projeto foram entregues 10. Não há informações disponíveis para responder a este item Resultado 3) Qual foi o resultado do gerenciamento de Custo do projeto, em relação ao último baseline? Obs.: Permitido somente uma resposta a) Índice de Desempenho de Custo (IDC) consiste na divisão do custo real pelo 196 custo previsto no último baseline do projeto b) Baseline ou Base de Referência é a combinação de escopo, custo e prazo feita com o cliente. 1. O Índice de Desempenho de Custo foi menor do que 0,15 2. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,15 a 0,34 3. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,35 a 0,54 4. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,55 a 0,74 5. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,75 a 0,94 6. O Índice de Desempenho de Custo foi de 0,95 a 1,05 7. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,06 a 1,25 8. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,26 a 1,50 9. O Índice de Desempenho de Custo foi de 1,51 a 1,75 10. O Índice de Desempenho de Custo foi maior do que 1,75 11. Não há informações disponíveis para cálculo do índice Resultado 4) O cliente ficou satisfeito com o gerenciamento do projeto? Em uma escala de zero a dez, indique o grau de satisfação do cliente. R: Resultado 5) Qual foi o resultado do projeto para o negócio? Obs.: Permitido somente uma resposta 7. O projeto não teve objetivos de negócio estabelecidos quando da sua autorização ou no decorrer do projeto 8. O projeto atendeu totalmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 9. O projeto atendeu parcialmente aos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 10. O projeto não atendeu a nenhum dos objetivos de negócio para o qual ele foi autorizado e executado 11. O projeto foi cancelado durante a sua execução 12. Ainda não foi possível mensurar os resultados do projeto para o negócio