ENTREVISTA: Cesar Taurion detalha como o mercado brasileiro
tem se preparado para o Big Data
channel
REVISTA INFORMATIVA DAS SOLUÇÕES POWER SYSTEMS | ANO 6 | EDIÇÃO 20 | JUNHO JULHO AGOSTO 2013 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Computadores
cognitivos são
o futuro da TI
Reinventando a TI com as novas
gerações de computadores
e soluções analitícas
USINA RUETTE melhora desempenho de seu ERP em
mais de 50% com Power Systems
CLOUD PRIVADA E BIG DATA EM POWER asseguram o sucesso
da informação em Roland Garros
IBM POWERLINUX
ESCOLHER O
MELHOR FAZ TODA
A DIFERENÇA!
QUAIS AS VANTAGENS DE CUSTO E PERFORMANCE DA POWERLINUX?
• PROCESSADOR COM CLOCK DE ATÉ 4.2GHz
Beneficiam aplicações que demandam velocidade.
• PROCESSAMENTO DE ATÉ 4 THREADS SIMULTÂNEOS POR CORE
Opera como 4 CPUs virtuais, que beneficia aplicações que demandam alto processamento paralelo.
• POSSUI CACHE L3 DE 10MB POR CORE DE PROCESSADOR
o que beneficia aplicações com uso intenso de cache e memória.
• RAS DA ARQUITETURA POWER
É um grande diferencial para um segmento que nunca teve foco em disponibilidade por plataformas concorrentes.
• CONSULTE AS OPÇÕES DE LEASING VIA BANCO IBM, EM 24, 36 OU 48 MESES. • SUJEITO A APROVAÇÃO DE CRÉDITO.
FÁBIO HENRIQUE COUTINHO
GERENTE DE PRODUTO
IBM Power Systems e zSeries
[email protected]
55 (11) 2078.4225
EDITORIAL
busca por uma zona de conforto inerente ao ser
humano, pode prejudicar o foco no crescimento
pessoal.
Mas isto não deixa de ser verdade também no mundo
corporativo, afinal, as empresas são feitas por pessoas.
Como Mendes coloca, a zona de conforto é o começo
do fim. Por que não ousarmos? Por que não inovarmos? O que nos impede em irmos em direção ao que
pode ser melhor, embora em um primeiro instante isto
possa conter um risco pelo desconhecido que, em
geral, nos causa certo desconforto?
TUDO NA VIDA É EXPERIMENTAÇÃO
E lá se foram os primeiros seis meses do ano. Entregues
ao nosso dia a dia, frequentemente nos espantamos com a
velocidade com que o tempo passa. Ficamos com aquela
sensação de que antigamente não era assim.
Na verdade, era. A medida do tempo não mudou.
Continuamos correndo em função de horas, minutos e
segundos. Então o que mudou? A ocupação mental. Hoje
com maior conectividade e atrativos, ocupamos nossas
mentes com diversos assuntos simultaneamente.
Praticamente não temos um tempinho para dar aquela
relaxada e pensarmos em assuntos simples e na vida em
geral. Por isso, nos raros momentos quando isto acontece, acabamos nos espantando em como o tempo passou.
E esta ocupação mental com os diversos afazeres do dia a
dia, acabam nos tirando o foco do que importa:
buscarmos a inovação para estarmos cada vez melhores
na busca pelos nossos objetivos. E isto exige também
refletirmos sobre mudanças que visam a melhoria. No
artigo sobre “Os perigos da zona de conforto”, de
Jerônimo Mendes, vemos como a acomodação, fruto da
Os CIOs com maior destaque já perceberam isto há
algum tempo e buscam constantemente oportunidades de obter os melhores resultados, com a adoção
de novas tecnologias. E o risco? Bem, minimizar o
risco faz parte deste trabalho e a escolha de um
parceiro com a reputação de uma IBM ajuda, em
muito, reduzir os percalços da inovação.
E Power Systems é uma das principais tecnologias que
a Big Blue oferece como parte integrante de uma
Smart Infrastructure. Assim, nesta edição, convido-os
à leitura com olhos diferentes.
Reflitam na maneira como esta tecnologia tem ajudado
os clientes a operar de forma mais eficiente e simplificada, através dos depoimentos de clientes nos casos de
sucesso apresentados nesta edição.
Reflitam em como esta tecnologia, extremamente
disponível e com excelente preço/ peformance, poderá
ajudar sua empresa a buscar a excelência nos serviços
oferecidos, interna e externamente.
E por fim, não busquem apenas o novo, mas o novo que
é o melhor!
Boa leitura!
Redação Power Channel
EXPEDIENTE
REDAÇÃO: Av. Lins de Vasconcelos, 2880, Cj 44 - 04112-002, Vila Mariana, São Paulo SP
Tel. (11) 3969-0902 - [email protected] - www.powerchannel.com.br
COORDENAÇÃO GERAL: Valdeci Junior - Officer2880 ([email protected]) | JORNALISTA RESPONSÁVEL: Cristiane Bottini - MTB Nº 25.178
([email protected]) DIRETOR DE ARTE: João Marcos Batista ([email protected]) | COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Jacob Fred,
Jerônimo Mendes, Marina Miranda e Thali Flávia Cozer | COMERCIAL: Valdeci Junior ([email protected]).
A REVISTA POWER CHANNEL é uma publicação trimestral destinada aos CIOs ligados aos produtos de hardware e software. Esta revista é distribuída gratuitamente a todos os
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ÍNDICE
CAPA
COMPUTADORES
COGNITIVOS SÃO
O FUTURO DA TI
ENTREVISTA
CEZAR TAURION
Reinventando a TI com as novas
gerações de computadores
e soluções analitícas
14
PARCEIROS
INGRAM MICRO
Unialco troca x86 por
Power para seu novo ERP
AÇÃO INFORMÁTICA
Usina Ruette ganha
produtividade ao
usar Power
CURTAS
17
SOLUÇÕES
DE NEGÓCIOS
Power traz eficiência
e disponibilidade
ao Grupo Maringá
Site da Revista Power
Channel agora roda
em PowerLinux
4 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
8
10
AVNET
PureFlex e Power
permitem à ABTRA
economia de 50%
PRODUTOS
Cloud privada em Power
assegura o sucesso
de Roland Garros
IBM cria centro para
porting de aplicações
em PowerLinux
Novo IBM FlashSystem
5
PARCEIROS
PRODUTOS
Storix é uma opção
de baixo custo para
Disaster Recovery
As inovações
e tecnologias do
mercado e a coluna
Nerdvana
O estágio atual do Big Data
no Brasil: falamos com o
especialista em novas
tecnologias na IBM, para
entender como o mercado
brasileiro tem se preparado
para o Big Data
20
21
22
Sua plataforma é
realmente segura?
IBM i comemora 25
anos de confiabilidade
e inovações
GESTÃO
ARTIGO
Os perigos da
zona de conforto
Crowdsourcing é o
caminho para sua
reputação digital
12
24
26
28
29
30
32
34
DIVULGAÇÃO
ENTREVISTA
CEZAR TAURION
O ESTÁGIO ATUAL DO
BIG DATA NO BRASIL
A globalização, a internet e a escalada do uso de dispositivos móveis geraram um
ambiente de negócios que é muito mais competitivo do que jamais visto
anteriormente. A fim de competir, ou mesmo sobreviver, as organizações precisam
se preparar para aproveitar todas as vantagens possíveis. Isso significa colher seus
próprios dados (combinados com dados de fontes externas), a fim de compreender
exatamente o que seus clientes mais valorizam, quanto vão pagar por isso e o que
querem no futuro.
O termo "Big Data" tornou-se comum em TI, designando esta necessidade de
análise de grandes volumes de dados, e, cada vez mais, as empresas começam a
construir suas infraestruturas analíticas, enquanto diversos fornecedores começam
a lançar produtos para atender a essas necessidades.
Embora a gerência executiva em empresas de todos os tamanhos estão falando
sobre como vão usar Big Data e analytics em suas organizações, a verdadeira ação
estará acontecendo em nível departamental.
Isto significa que as primeiras implementações atendem necessidades pontuais e
com soluções de baixo custo inicial, mas com grande capacidade de escalabilidade,
como a PowerLinux oferece.
Nesta entrevista, falamos com Cezar Taurion, especialista em novas tecnologias na
IBM, para entender como o mercado brasileiro tem se preparado para o Big Data.
POWERCHANNEL: Você acredita que
o Big Data já é uma realidade nas
empresas brasileiras ou ainda está em
adoção?
Cezar Taurion: O termo Big Data
está cada vez mais popular, embora
ainda esteja mal compreendido. Ainda
não existe consenso sobre o que realmente é Big Data e quais as tecnologias fundamentais que o sustentam. E
mais ainda, existem muitas dúvidas de
como tangibilizar o conceito, ou seja,
como sair do conceitual e criar soluções de negócio que agreguem valor
para as companhias. Eliminar estas
dúvidas é essencial e o primeiro passo
para as empresas se aventurarem em
projetos Big Data. Mas, Big Data já
está batendo em nossas portas. Ainda
é um tsunami em alto mar, mas que
em breve vai estar em nossas praias,
criando um novo e ainda inexplorado
território. As empresas brasileiras
estão começando a despertar para o
assunto e estão na fase de descobrir
para que serve Big Data, mas já vemos
aqui e ali experiências bem interessantes. Entretanto, ainda carecemos de
conhecimentos, experiências e mesmo
expertise profissional. Já começam a
falar em novas funções como “data
scientists”, mas é inevitável que os
CIOs tenham de colocar Big Data na
tela dos seus radares.
PC: Como está o ecossistema de soluções
oferecidas para Big Data? É uma oportunidade para software houses e integradores?
Taurion: Para colocarmos o termo em
contexto, Big Data vem chamando
atenção pela acelerada escala em que
volumes, cada vez maiores, de dados
são criados pela sociedade. Já falamos
comumente em petabytes de dados
gerados cada dia e zetabytes começam
a ser a escala real e não mais imaginária e futurista. O que era futuro há
uma década, terabytes, hoje nós já
temos nas nossas casas. As tecnologias
que sustentam Big Data podem ser
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
5
analisados sob duas óticas: as envolvidas com analytics, tendo Hadoop e
MapReduce como nomes principais,
e as tecnologias de infraestrutura,
que armazenam e processam os
petabytes de dados. Neste aspecto,
destacam-se os bancos de dados
NoSQL (No significa not only SQL).
Por que estas tecnologias? Porque
Big Data é a simples constatação
prática que o imenso volume de
dados, gerados a cada dia, excede a
capacidade das tecnologias atuais de
os tratarmos adequadamente.
Falamos que as tecnologias atuais de
tratamento de dados não são mais
adequadas. Por que? Vejamos o
modelo relacional, proposto pelo
pesquisador da IBM, Edgar F. Codd,
em 1969. Quando foi proposto a
demanda era acessar dados estruturados, gerados pelos sistemas
internos das corporações. Não foi
desenhado para dados não estruturados como os oriundos de mídias
sociais (futurologia na época) e nem
para volumes na casa dos petabytes
de dados (inimaginável na época).
Era preciso um modelo que categorizasse e normalizasse dados com facilidade. E o modelo relacional foi
muito bem-sucedido nisso, tanto que
é o modelo de dados mais usado
atualmente. Para tratar dados na
escala de volume, variedade e velocidade do Big Data precisamos de
outros modelos. Surgem os softwares de bancos de dados NoSQL,
desenhados para tratar imensos
volumes de dados estruturados e não
estruturados. Este novo campo abre
grandes oportunidades para software houses e integradores. Prova
disso é que, nos últimos anos, uma
parcela significativa dos investimentos dos VCs (Venture Capitalists) tem sido em iniciativas de Big
Data.
PC: Pode exemplificar alguns
segmentos que já utilizam fortemente a
6 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
As empresas brasileiras
estão começando a
despertar para o
assunto e estão na fase
de descobrir para que
serve Big Data,
mas já vemos aqui
e ali experiências
bem interessantes
análise de Big Data?
Taurion: Big Data ainda está no
canto da tela do radar dos executivos, mas tem o potencial de ser um
disruptor de competitividade entre
empresas. Afinal se uma empresa
puder obter insights aprofundados
sobre seus clientes, o que eles
desejam e mesmo opinam sobre a
empresa e seus produtos, têm condições de mudar o jogo. Big Data e
Analytics permitem encontrar
padrões e sentidos em uma imensa e
variada massa amorfa de dados
gerados por sistemas transacionais,
mídias sociais, sensores, etc.
Portanto, Big Data cria valor para as
empresas ao descobrir padrões e relacionamentos entre dados, que antes
estavam perdidos não apenas em
data warehouses internos, mas na
própria Web, em twitters, comentários no Facebook e mesmo vídeos no
YouTube. Todos os setores de negócios serão afetados por Big Data, em
maior ou menor grau. As empresas
que conseguirem usar Big Data
antes dos concorrentes e se mantiverem inovadores em sua utilização,
terão vantagens competitivas
sustentáveis. A diferença no seu uso
não está na tecnologia, uma vez que
ela estará disponível a todos, inclusive a pequenas e médias, uma vez
que as tecnologias de Big Data
estarão disponíveis via computação
em nuvem, permitindo criar cenários
de Big Data sem Big Servers. O diferencial estará na sofisticação e maturidade da gestão da empresa.
Entretanto, alguns setores começam
a avançar mais rapidamente como
varejo, financeiro e saúde.
PC: Quais os maiores problemas que as
empresas enfrentam para uma implementação positiva de soluções para Big
Data?
Taurion: Estamos apenas no início
das descobertas do potencial do Big
Data. Nos próximos dois a três anos
veremos as empresas começando
a entender e a explorar, embora
muitas vezes de forma bastante
embrionária, os conceitos de Big
Data. Já sentimos a evolução acontecer de forma rápida. Até 2012 a
maioria dos eventos relacionados ao
tema tentava explicar “O que é Big
Data”. Hoje vemos questionamentos
um pouco mais avançados, com
empresas buscando respostas sobre
“Como medir o ROI de projetos Big
Data” ou “como fazer Big Data acontecer na minha empresa”. É uma
clara sinalização que as organizações
já começam olhar Big Data além da
simples curiosidade. A maioria dos
projetos atuais de Big Data ainda
está na fase exploratória, sendo
considerados mais como projetos
de prova de conceito (Proof-ofconcept). Mas é indiscutível que
todos os executivos de alto nível,
particularmente os CIOs, devem ter
uma visão do potencial do Big Data
e desenhar uma estratégia adequada
para sua adoção. A falta de compreensão do que é Big Data e de seus
potenciais e limitações podem gerar
riscos para o negócio. Um investimento excessivo em tecnologias sem
uma preparação para a empresa
explorar seu potencial é jogar
dinheiro fora. Se for extremamente
conservador e esperar que o
mercado esteja bem maduro, antes
de iniciar sua jornada de Big Data,
pode acarretar perda de espaço no
mercado. Em resumo, Big Data não
pode em hipótese alguma ser ignorado. Mas um grande desafio é a
carência de profissionais capacitados.
PC: Como o Hadoop facilita a criação
destas soluções para Big Data a baixo
custo?
Taurion: O Hadoop foi criado pelo
Yahoo em 2005 e pode ser considerado um dos maiores inventos de
data management desde o modelo
relacional. Hoje é um dos projetos da
comunidade Apache e vem sendo
adotado por empresas que precisam
tratar volumes massivos de dados
não estruturados. Já existe, inclusive,
um ecossistema ao seu redor, mas
ainda vai demandar algum tempo
para se disseminar de forma mais
ampla pelo mercado. Mas o que é o
Hadoop? É, na prática, uma combinação de dois projetos separados,
que são o Hadoop MapReduce
(HMR) e o Hadoop Distributed File
System (HDFS). O HMR é um
framework para processamento paralelo e um spinoff do MapReduce,
software que o Google usa para
acelerar as pesquisas endereçadas ao
seu buscador. O HDFS é um sistema
de arquivos distribuídos, otimizado
para atuar em dados não estruturados, e é tambem baseado na tecnologia do Google, neste caso o Google
File System. Existe também o
Hadoop Common, conjunto de bibliotecas e utilitários que suportam
Big Data cria valor
para as empresas ao
descobrir padrões e
relacionamentos entre
dados, que antes
estavam perdidos não
apenas em data
warehouses internos,
mas na própria Web
os projetos Hadoop. Na prática, para
que o HMR processe os dados, eles
devem estar armazenados no HDFS.
O Hadoop é um projeto Open
Source, com licenciamento Apache e,
portanto, permite a criação de um
ecossistema de negócios baseados
em distribuições específicas. A IBM
usa intensamente o Hadoop em
diversos projetos, o integrando a
outros de seus softwares como o
Cognos, criando soluções para tratamento analítico de dados massivos e
não estruturados, como o InfoSphere
BigInsights, que agrega um
conjunto de tecnologias open source
como o próprio Hadoop, Nutch e
Pig, com as tecnologias próprias da
IBM, como InfoSphere e ManyEyes.
A IBM também desenvolveu uma
variante do HDFS, chamado de IBM
General Parallel File System
(GPFS). Hoje o Hadoop é uma das
principais soluções tecnológicas que
sustentam Big Data.
PC: Como você enxerga o posicionamento da PowerLinux para os clientes
em geral interessados em soluções de
Big Data?
Taurion: Estamos definitivamente
entrando na era do Big Data. Por
outro lado, existem muitos desafios, com novas tecnologias,
processos e capacitações. Enfim,
temos muita ação pela frente e
tanto para profissionais como estudantes de computação abre-se um
novo e desafiador campo de atuação. Como uma tecnologia emergente, sua utilização e a comprovação de valor se iniciarão em aplicações analíticas corporativas em
nível departamental. Este tipo de
processamento, provavelmente, se
tornará uma das maiores, senão a
maior, demandas de infraestrutura
nos próximos anos. Mas para ser
verdade, Big Data demanda capacidade de armazenamento e computação, a custos adequados. Com isto
em mente, a IBM tem trabalhado a
oferta PowerLinux para capitalizar
suas vantagens técnicas versus
sistemas x86 tradicionais. O
variável valor para o negócio
depende de termos sistemas que
possibilitem a implementação de
projetos Big Data com ROI
adequado, velocidade que atenda
à demanda do negócio e que sejam
amplamente escaláveis. Isso tudo
pode ser obtido com PowerLinux.
Nessa solução, a IBM realizou um
sólido trabalho, tanto no âmbito
técnico (oferecendo uma plataforma
com grande performance e confiabilidade para aplicações analíticas),
quanto no âmbito do custo de
propriedade, entregando a plataforma a preços competitivos
quando comparados a tecnologia
x86 para solução similar. Tem
trabalhado fortemente também no
aspecto do ecossistema de soluções,
fundamental para o sucesso da
plataforma.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
7
Ingram Micro
DIVULGAÇÃO
PARCEIROS
Unialco troca x86 por Power
para seu novo ERP
Usina de álcool e açúcar também economiza com licenciamento de BD ao fazer a substituição
DA REDAÇÃO
8 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
cores, 64 Gb DE RAM, seis discos de 300 15K e sistema
operacional AIX 7.1) devido à arquitetura ter alto desempenho, poder de processamento e confiabilidade.
“Por ser uma plataforma robusta, o novo ambiente
aumentou a satisfação dos
usuários com a melhora no
tempo de resposta do ERP,
nosso departamento de TI passou a economizar tempo com a
verificação do banco de dados
e ainda diminuímos em 50% o
tempo, que antes era gasto
para manutenção das rotinas
do BD”, afirma Luciano
Garcia, Gerente de TI da
Unialco.
O projeto ainda trouxe
outros dois benefícios para a
Usina: economia de 100% na
aquisição de licenças Oracle
(enquanto a solução antiga
x86 exigia a compra de duas
DIVULGAÇÃO
A Unialco, usina de moagem de cana e produção
de álcool e açúcar, precisava de um novo servidor para
rodar o upgrade de seu ERP TOTVS e substituir a
plataforma x86 em uso.
Os cerca de 200 usuários,
das duas unidades do Grupo –
LUCIANO
GARCIA,
Usina Unialco e Usina
Gerente
Alcoolvale, enfrentavam lentide TI da
Unialco
dão no acesso ao sistema e aos
relatórios para a tomada de
decisão.
Além disso, a crescente
demanda da empresa pelos
recursos de TI exigia a adoção
de uma solução confiável e que
atendesse às necessidades nos
próximos 3 anos.
Depois de avaliar máquinas
x86 rodando Linux, a Usina
decidiu partir para uma nova
plataforma em seu ambiente:
uma Power 720 (com seis
licenças, Power demanda uma) e menor tempo de downtime.
“Antes as otimizações do Banco de Dados demoravam até 2
horas, agora são feitas em apenas 30 minutos”.
Para o gestor, um ponto importante no projeto foi o
trabalho da equipe do Business Partner IBM, a Tecnomega,
em conjunto com a distribuidora Ingram Micro.
“Os profissionais da integradora são altamente qualificados e nos mostraram o caminho correto a seguir, ao aderirmos à Power. A consultoria e a implantação também
foram excelentes”, elogia Garcia.
DIVULGAÇÃO
UNIALCO
A Usina Unialco tem uma área industrial com capacidade instalada de moagem de 10.500 toneladas/dia.
Em 1996 começou a diversificação dos seus produtos,
com início da produção do Xarope de Cana, Açúcar Cristal
VHP e Álcool Anidro.
A Unialco é uma das sete Usinas do País a usar o
desidratador monoetileno-glicol no processo de fabricação, o que resulta em um produto de qualidade superior e
de baixa toxicidade.
Também faz parte do Grupo a Alcoovale, que processa a média de 1.700.000 toneladas/ano, produzindo
95 toneladas/ano de açúcar e 84.000.000 litros/ano de
etanol.
A pretensão é ampliar sua capacidade de processamento de cana de açúcar industrial para 2.500.000 toneladas/ano, contribuindo ainda de forma mais decisiva no
desenvolvimento regional e na elevação da renda média
da população.
INGRAM MICRO INC.
A Ingram Micro é o maior distribuidor mundial de tecnologia e líder
global da cadeia de suprimentos de TI, serviços para dispositivos móveis
e soluções de logística.
As vendas da Ingram Micro e a rentabilidade criam oportunidades
para fabricantes e revendedores por meio de programas de marketing
exclusivos, logística e soluções móveis, suporte técnico, serviços
financeiros e de distribuição do produto, como um elo vital na cadeia de
valor de tecnologia.
A empresa é a única distribuidora de TI que atende 145 países em
seis continentes, com o portfólio mais abrangente do mundo de produtos
de TI e serviços. No Brasil desde 1997, a Ingram Micro tem sede em São
Paulo e conta com mais de 200 associados, oferta produtos e soluções de
50 fabricantes, com estoques para pronta entrega e importação
exclusiva, análise de crédito e aprovação ágeis para apoiar os negócios
dos canais, com atendimento para todo o Brasil e e-commerce.
Para mais informações, visite o site www.ingrammicro.com.br
ou ligue para (11) 2078.4300.
TECNOMEGA
Com larga experiência em segurança e implantação de
servidores, redes, data centers, cabeamento estruturado,
fibra óptica e sistemas de armazenamento, a Tecnomega
oferece serviços profissionais de TI para todas as regiões do
País com o suporte de colaboradores certificados pelas
maiores empresas do setor: IBM, Microsoft, VMware,
Symantec e McAfee.
Para isso, analisa as reais necessidades de cada
empresa, criando soluções que otimizam o uso dos recursos
computacionais, a fim de gerar maior produtividade dos
colaboradores e garantir uma política clara de proteção das
informações.
O resultado é a diminuição de custos com
infraestrutura de TI e, é claro, a plena satisfação de seus
clientes.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
9
PARCEIROS
Ação Informática
Usina
Ruette ganha
produtividade ao usar Power
Empresa de Bioenergia substitui infraestrutura HP por Power Systems
e alavanca sua produtividade DA REDAÇÃO
10 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
para ser executado. Ou seja, 80% mais
rápido e leva menos tempo do que
dispensamos ao levantar para tomar
um café”, ressalta Reginaldo Torres,
Supervisor de TI da Usina Ruette.
O ambiente da Usina possui cerca
de 300 usuários espalhados em 200
estações de trabalho distribuídas em
dois sites, um de produção e outro de
BKP. O storage da companhia tem
cerca de 13 TB e o Database Server
cerca de 3 TB de informações trafegando pela rede da empresa.
“Escolhemos o IBM Power
Systems por ser muito confiável
e seguro. Em especial o Power 720
Express é um servidor de um soquete
que suporta até oito núcleos
POWER7 em um espaço físico otimizado para rack ou em torre em 4U.
Para nós, o desempenho, disponibilidade e a flexibilidade desse equipamento nos permitirá utilizá-lo por
mais tempo em nosso negócio com
alta performance de processamento”,
avalia Torres.
Para a TI da Usina, a solução
IBM Power 720 Express oferece uma
base tecnológica com confiabilidade e
segurança comprovadas para pequenas e médias empresas que buscam
um sistema de negócios completo e
integrado, evitando novos gastos com
infraestrutura e pessoal.
Além disso, a arquitetura da IBM
oferece o desempenho e capacidade
necessários para executar os aplicativos de negócios centrais novos e
existentes da Ruette em um único
servidor.
“O poder desse servidor Power é
fantástico para integrar e simplificar
significantemente todo nosso ambiente
de Banco de Dados”, diz Torres. “Seus
recursos nos permitiram ter a disponibilidade de aplicativos de ponta e processamento de uma carga maior de trabalho, com menos interrupção operacional para os aplicativos finais de nossos
usuários/clientes, nos proporcionando
muito mais performance nas tarefas e
maior produtividade na empresa”.
DIVULGAÇÃO
Depois de avaliar as plataformas
existentes, a Usina Ruette (que atua
no mercado de Bioenergia como produtora de açúcar, álcool anidro e produtos correlatos) substituiu a arquitetura HP pela solução IBM Power 720
Express, com IBM AIX.
O objetivo foi melhorar o desempenho de suas aplicações baseadas no
Banco de Dados Oracle SE e aumentar a produtividade de toda a empresa.
Em apenas 15 dias foi realizado
todo o processo de implementação
da nova solução pela Visual Systems,
com o apoio da distribuidora Ação
Informática, para os ambientes de
bancos de dados de Produção, Homologação e Testes. Com destaque para
as aplicações do ERP, que possui cerca
de 26 módulos, rodando aproximadamente 4.800 aplicações.
Além da melhoria na produtividade de vários departamentos da
empresa, a área de TI já consegue
mensurar que na nova infraestrutura
Power o desempenho do ERP melhorou 50%, em média.
“Todos os usuários perceberam
e comentam a melhoria significativa
que obtiveram em suas aplicações nos
processos de negócios dentro do ERP.
Por exemplo, um processo de negócio
da área de Suprimentos, que levava
cerca de 2 minutos e meio, agora
rodando em Power leva 30 segundos
REGINALDO TORRES
Supervisor de TI
da Usina Ruette
DIVULGAÇÃO
USINA RUETTE
A Usina Ruette produz álcool etílico hidratado carburante, álcool
etílico anidro carburante, álcool para outros fins, açúcar VHP e levedura seca inativa de cana de açúcar.
Iniciou suas atividades em 1988 produzindo aguardentes. Em
1992 começou a fabricar álcool hidratado. Dois anos depois atingiu a
capacidade de 90 mil litros diários. A produção de álcool anidro teve
AÇÃO DISTRIBUIDORA
A Ação Informática, a principal distribuidora IBM de valor
agregado da América Latina, foi premiada com o "Latin America
Excellence Award 2012".
O Grupo AÇÃO recebeu o prêmio "Best Latin America VAD"
(Melhor Distribuidora de Valor Agregado da América Latina). A
AÇÃO Informática recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o prêmio "Best Brazil VAD" (Melhor Distribuidora de Valor Agregado do
Brasil) e a AKTIO recebeu o prêmio "Best Spanish Speaking Area
VAD – SSA", referente aos bons resultados obtidos nas unidades
da Argentina, Colômbia e Uruguai.
A premiação ocorreu durante o IBM Partner World, realizado
em Las Vegas, durante o mês de março.
início em 1998, na ordem de 300 mil litros por dia. Em 2001 iniciou a
fabricação de açúcar VHP, com produção diária de 8 mil sacas por dia.
E em 2003 lançou a Levedura Seca Nutritive, com produção diária de
6.500 toneladas.
Atualmente, na safra 2013, a produção diária de álcool total é de
900 mil litros e a fabricação de açúcar VHP é de 800 toneladas/dia.
VISUAL SYSTEMS
Com mais de 17 anos de mercado, a Visual Systems tem as
competências e os recursos para implementar e gerenciar
serviços de TI de classe empresarial..
A Visual Systems projeta, vende, implanta e gerencia
ambientes de TI para empresas que precisam de confiança para
gerir os seus negócios e superar seus desafios.
A solução de Serviços Gerenciados de TI da Visual Systems
possui processos baseados em ITIL V3, ferramentas de classe
mundial apoiadas por uma Central de Serviços e profissionais
capacitados e certificados.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
11
PARCEIROS
Avnet
PureFlex
e Power
permitem
à ABTRA
economia
de 50%
em seu
DataCenter
Virtualização e gerenciamento
centralizado proporcionam
grande economia e aumento
de produtividade DA REDAÇÃO
Com o objetivo de ampliar em
70% a produtividade e a velocidade
de seus sistemas, a Associação
Brasileira de Terminais e Recintos
Alfandegados (ABTRA), localizada
no Porto de Santos, optou pela solução PureFlex/Power para centralizar
e virtualizar seu DataCenter.
De acordo com o Gerente de
Tecnologia da Informação da
ABTRA, Vander Serra de Abreu,
a adoção da tecnologia PureFlex já
representou uma diminuição de 50%
no investimento necessário para o
DataCenter, porque houve a centralização de todos os sistemas, o que
também acarretará em uma redução
no consumo de energia elétrica em
torno de 30%.
Hoje a associação tem, aproximadamente, 3 TB de informações.
Devido o poder de processamento,
alta disponibilidade e confiabilidade
da nova solução, a previsão é de que
esse número saltará para 14 Tera-
12 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
bytes dentro de dois anos.
“O trabalho da ABTRA visa
exatamente a integração de sistemas
portuários e logísticos, por isso, sempre pensamos em integrar nossos
ambientes, mas a gestão centralizada
só foi possível com a solução
PureFlex/Power”, afirma Abreu.
Até então, a associação tinha uma
arquitetura descentralizada, baseada
em servidores sem virtualização,
onde rodavam os dois principais sistemas desenvolvidos internamente e
utilizados pela comunidade portuária.
Ambos estavam hospedados em diferentes Data Centers, causando altos
custos com manutenção e operação.
Esses dois sistemas, agora rodando em Power, são extremamente
importantes no Porto de Santos.
Um é o DTe (Declaração de
Transferência Eletrônica), uma
aplicação baseada no BD Progress
com .net que permite controlar as
transferências de cargas do operador
portuário para o recinto alfandegado
e as informações, sobre os estoques
de cargas em regime aduaneiro dessas empresas, para as autoridades
responsáveis pela fiscalização do
comércio exterior brasileiro.
O outro sistema é o BDCC
(Banco de Dados Comum de Credenciamento), que tem como base a tecnologia de BD Oracle 11g com o
pacote weblogic. Essa aplicação contém o cadastro das empresas, pessoas
e veículos aptos a entrar em áreas
alfandegadas do Porto de Santos.
O DTe tem aproximadamente
600 usuários habilitados e o BDCC,
60 mil usuários. São três websites
suportados pelos dois BDs, sendo
dois responsáveis pelas consultas
a esses sistemas – www.dteletronica.
com.br e www.bdcc.org.br.
Matheus Miller, Secretário Executivo da ABTRA, explica que os
dois fatores determinantes na escolha
da solução PureFlex/Power, que
mentação de contêineres e carga
geral nos terminais portuários e
nos recintos alfandegados. Por isso,
a aquisição da Power prevê infraestrutura de sobra para dar continuidade à implantação de novos
sistemas.
“Nossa perspectiva é que, futuramente, os sistemas se apresentem
como uma Janela Única Portuária
(JUP), integrando as informações
necessárias aos órgãos de controle
do comércio exterior. Também prevemos a implantação dos sistemas
da ABTRA em outros portos públicos do País, em resposta à demanda
do segmento”, planeja Abreu.
DIVULGAÇÃO
substituiu a plataforma Dell x86,
foram: o roadmap do equipamento
(de aproximadamente 15 anos) e a
economia com mão de obra especializada. A solução foi implementada na
ABTRA pela integradora Mainline,
com o apoio da distribuidora Avnet.
“Com a virtualização houve uma
enorme economia e, em longo prazo,
teremos mais ganhos com o gerenciamento centralizado de todos os dispositivos de hardware e software em
um sistema único”, ressalta Miller.
A ABTRA se destaca no cenário
nacional como uma provedora de
soluções tecnológicas para os desafios operacionais e legais da movi-
VANDER SERRA DE ABREU,
Gerente de TI da ABTRA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TERMINAIS E RECINTOS ALFANDEGADOS (ABTRA)
A ABTRA representa as principais empresas brasileiras de
movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral tanto na
mediação com os poderes públicos como também no desenvolvimento
de soluções tecnológicas comunitárias destinadas a aprimorar os
serviços prestados pelos portos.
Criada em 1989, a ABTRA conta atualmente com 30 terminais
portuários e retroportuários associados, dispostos nos principais portos
públicos do País.
Tem por objetivo o desenvolvimento sustentável do setor e a defesa
de sua solidez regulatória, necessária à continuidade dos investimentos
privados em infraestrutura, equipamentos e tecnologias portuárias.
AVNET
Como distribuidora global de soluções de TI, a Avnet
Technology Solutions (AVNET-TS) colabora com seus parceiros de
negócios e fornecedores na concepção e entrega de serviços e de
soluções de hardware e software que atendam às necessidades de
negócios de seus usuários finais localmente e ao redor do mundo.
A AVNET-TS atende a parceiros e fornecedores nas Américas,
Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio e África e, no ano fiscal de
2012, gerou uma receita total de US$ 10,8 bilhões.
Na América Latina, está presente em sete países, incluindo o
Brasil. A AVNET-TS é parte integrante do grupo Avnet, Inc.
Para mais informações, visite www.avnet.com
MAINLINE
Com ampla experiência e expertise, os profissionais da Mainline
possuem foco em entender às necessidades de negócios, explorando a
estrutura atual, desafios e expectativas de crescimento das
organizações.
Por meio de especialistas capacitados e treinados nas soluções
que fazem parte do seu portfólio (servidores, storage e serviços),
realiza desde o desenho da solução até a implementação, contribuindo
para transformar os processos importantes em sucesso nos negócios.
O time de soluções da Mainline é reconhecido pelos clientes por
seu comprometimento, confiança e conhecimento. Prova desse
reconhecimento é o alto índice de satisfação de clientes alcançado
nesses oito anos de presença no Brasil.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
13
CAPA
Computadores
cognitivos são
o futuro da TI
Estamos diante de mudanças significativas. Muitos conceitos estabelecidos ao longo
de décadas estão em cheque. Sucesso, em um dado momento, pode acabar em muito
pouco tempo DA REDAÇÃO
O
mundo está mudando muito
rapidamente. As regras, limites e estrutura das indústrias
e da competição estão em
constante mudança. Olhar apenas
para seu setor restringe a visão de
inovação.
E como as empresas estão se
preparando para estas mudanças?
Quais seus aliados e como vencer
estes desafios? No recente estudo da
IBM, “CEO Study 2012”, uma das
perguntas foi “Quais as forças externas que irão impactar as organizações
nos próximos 3 a 5 anos?” A resposta
mais escolhida foi referente a fatores
tecnológicos.
Se por um lado isto demonstra
a grande importância da tecnologia
na competitividade das empresas na
era da informação, por outro, coloca
TI em uma posição de grande desafio.
A TI tradicional não poderá atender
14 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
este novo cenário.
Será necessário reinventar a TI,
com novas ferramentas voltadas para
o empowerment (delegação de poder)
dos funcionários para tarefas não
padronizadas como vendas, customer
service, inovação e marketing, uma
vez que os processos mais automatizáveis e padronizáveis como finanças,
faturamento e controle de estoque já
são suportados pela TI tradicional.
O PAPEL DE BIG DATA NA
REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA
Imagine visitar uma mercearia
para as compras semanais que reabastecerão sua despensa e, essa
mesma loja, enviar uma oferta para
o seu smartphone convidando-o
neste momento para uma degustação
de vinhos ou uma demonstração
culinária?
No outro dia, você vem para
a compra do leite e pão. A loja entende que sua visita é curta e que você
provavelmente tem pressa, então enviam para o seu dispositivo móvel um
alerta de que o caixa cinco está aberto
com a menor espera.
Em ambos os casos, o sistema
de computação cognitiva da loja
conhece o contexto da sua visita e lhe
faz ofertas que atendem seu perfil e o
seu tempo disponível. Determinar o
contexto, através da análise de grandes volumes de dados é apenas uma
das áreas na qual os servidores IBM
Power Systems são excepcionais.
Este poder da plataforma foi
evidenciado ao mundo com o supercomputador Watson no programa
televisivo “Jeopardy!”, onde derrotou
os dois maiores campeões do programa em um jogo onde o entendimento
da linguagem natural era fundamental
para o sucesso! Era a primeira mostra
do poder de profunda análise dos
computadores cognitivos, com o
processamento de milhares de informações em paralelo.
No exemplo da mercearia, fica
claro que teríamos muitas dessas
análises e ofertas acontecendo simultaneamente, que é onde a velocidade
e alta capacidade de processamento
paralelo do servidor IBM Power
entram em cena.
"Não há outra plataforma que
possa gerenciar centenas de conversas
contextuais concorrentemente",
explica Susan Confort, vice-presidente do Setor de Sistemas da IBM
e do Grupo de Tecnologia.
Varejo não é a única indústria
que pode se beneficiar do poder que
a computação cognitiva pode trazer
aos negócios. Telecomunicações,
saúde e finanças são também setores
que podem tirar grande proveito
desta inteligência analítica, com
processamento intensivo paralelo.
Soluções Big Data e empresas
de telecomunicações andam de mãos
dadas. A quantidade de informações
que as empresas têm sobre seus clientes é muito grande.
A qualquer momento, eles sabem
onde cada cliente está e em quais
atividades esta pessoa se engaja ao
usar um smartphone. Sim, um mundo
móvel, mas extremamente conectado,
permite tirar proveito de um grande
bem da atualidade: a informação.
Como analisar as preferências
do cliente em tempo real, prever seu
comportamento e oferecer-lhe serviços e ofertas que o mantenham satisfeito e evite a fuga para concorrentes?
Uma empresa de Telecom adotou
a solução IBM InfoSphere rodando
em servidores IBM Power Systems
e Storage IBM. A empresa analisa o
fluxo de dados em movimento, assim
como grandes volumes de dados, onde
é possível obter uma análise quase que
em tempo real do padrão de uso dos
clientes, por geografia e demografia.
Como resultado desta gestão
analítica da informação, o provedor de
serviços móveis obteve uma compreensão mais profunda do uso de serviços e
comportamento de seus clientes.
Desta forma, pôde oferecer novas
e mais específicas ofertas de serviços e
produtos, sendo mais efetivo e reduzindo o custo com ofertas malsucedidas.
Identificando as linhas de produtos e
clientes mais rentáveis, a empresa engenhosamente aumentou sua receita.
Compreendendo melhor o comportamento específico de cada cliente, pôde
também tomar medidas que aumentaram a retenção de clientes.
SAÚDE EM ALTA VELOCIDADE
O setor de saúde é o segmento
onde as soluções de Watson foram
mais apreciadas em função da sua
afinidade natural com os sistemas de
computação cognitiva. "Cada vez mais
os profissionais médicos estão se
concentrando em como melhorar os
diagnósticos e estão usando o “poder
da informação” para ajudá-los", diz
Susan.
A WellPoint, baseada em Indianápolis, é uma das maiores empresas
de benefícios de saúde nos EUA, com
mais de 36 milhões de associados e
cerca de 67 milhões de pessoas atendidas por meio de suas subsidiárias.
Em parceria com a IBM, utiliza
uma solução no Watson, que visa
melhorar a qualidade do diagnóstico
e o atendimento aos pacientes, o que
beneficia milhões de americanos
(veja vídeo no site da WellPoint www.wellpoint.com/index.htm).
"Há avanços extraordinários na
ciência médica e no conhecimento
clínico. No entanto, esta informação
clínica nem sempre é usada no tratamento de pacientes. Imagine que o
diagnóstico médico é feito analisando
os sintomas indicados pelo paciente
e coletados em exames, somados ao
histórico médico do próprio paciente
e familiar. Imagine agora utilizar todo
o poder analítico do Watson para rapidamente considerar todas as informações anteriores, somadas à pesquisa
no conhecimento clínico estado da
arte registrado em literaturas médicas
e as melhores práticas clínicas já
adotadas para tratamento e diagnóstico. Tudo isto para orientar o médico
no diagnóstico e conduzí-lo às melhores práticas de tratamento", disse
o Dr. Sam Nussbaum, diretor médico
da WellPoint, em comunicado à
imprensa.
As possibilidades médicas são
inimagináveis, mas Susan aponta um
exemplo que se destaca em sua mente.
No ano passado, quando ela estava
conversando com um cliente do setor
de saúde, ele mencionou que uma
determinada paciente apresentou um
conjunto diversificado de sintomas.
A equipe de médicos levou dois
anos para diagnosticar sua condição.
Quando os sintomas foram alimentados no Watson, em menos de um dia,
foi gerada uma lista de cinco possíveis
diagnósticos. E o diagnóstico da
mulher estava entre os cinco listados.
“Pense sobre isto. Mesmo que o
Watson tivesse demorado uma semana para o diagnóstico, ainda teríamos
uma redução dramática no tempo de
tratamento ao paciente. Mas foram
apenas algumas horas”, disse Susan.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
15
CAPA
FINANÇAS E BIG DATA
Na área bancária e financeira, Big
Data e soluções analíticas em Power
têm sido utilizadas para ajudar a reduzir os riscos de operações, fazendo
análises mais granulares que são benéficas tanto para o banco quanto aos
seus clientes.
Assim que um cliente executa a
compra em uma loja, o banco deve ser
capaz de, em tempo real, determinar
que a pessoa que usa o cartão é realmente o titular.
Esta identificação deve acontecer
no mesmo tempo que leva o cliente
para passar o cartão e assinar o ticket.
A operação toda leva apenas alguns
segundos e quanto maior a certeza
que o banco tem da titularidade da
pessoa que faz a compra, menor é o
risco assumido.
Estudar se o comportamento de
compras do cliente está dentro de seus
padrões normais é uma maneira de
reduzir o risco de fraudes e aumentar
a segurança para os lojistas, instituição financeira e até para o próprio
cliente.
Imagine uma vítima de sequestro,
obrigada a utilizar seus cartões para
diversas compras? A operação fora de
seu padrão normal pode gerar um alerta ao lojista sobre a condição daquela
venda.
Além disso, conhecendo melhor
seu cliente, as instituições financeiras
podem oferecer serviços mais atrativos, maximizar sua lucratividade e
reduzir a fuga para instituições
concorrentes.
Isto cria uma experiência única
por cliente e não ações de massa que
tendem a não atender às necessidades
do consumidor moderno, exigente e
extremamente informado.
VAREJO BEM INFORMADO
Poder determinar o que os clientes querem antes mesmo que queiram
é o sonho de qualquer varejista, que
poderia, desta forma, antecipar
compras e criar o estoque adequado
para a demanda. E com aplicações
analíticas em servidores Power a
IBM fez exatamente isso durante
a temporada de abastecimento para
o Natal de 2012.
Por meio da análise de mais de
meio milhão de posts publicados,
blogs, mídias sociais e outras fontes
de notícias, a IBM previu que o estilo
"steampunk" seria uma grande tendência na indústria de varejo naquele
final de ano. Um varejista prevendo
esta tendência poderia criar estoque
de mercadorias relacionadas à essa
tendência.
"Quando você é capaz de prever
corretamente o produto que terá
maior demanda, comprar corretamente nas quantidades necessárias e
determinar onde colocá-los em sua
rede de abastecimento, terá uma
operação com alta eficiência", diz
Susan. "Os varejistas estão usando
Big Data e aplicações analíticas para
determinar como comprar e distribuir
produtos com maior eficiência”.
Texto baseado nos artigos “Making Industry Smarter”
e “Powering Industry”, publicados na IBM Magazine
CONCLUSÃO
Segundo Cesar Taurion, “Tudo o que puder ser transformado em bits o
esta nova capacidade!
será. Ou seja, o futuro será cada vez mais digital.” A era de extrema informação
Com Power é possível escalar verticalmente com os servidores high end,
necessita de ferramentas efetivas para análise que transforme toda esta ava-
recursos ondemand, alta disponibilidade. E também é possível criar arquiteturas
lanche de dados em competitividade para as empresas.
com escalabilidade horizontal, como as PowerLinux rodando aplicações de Big
Altíssimo volume de transações sendo processadas paralelamente, aná-
Data baseadas em Hadoop, como os produtos InfoSphere BigInsights e Streams.
lises em tempo real, computação cognitiva e disponibilidade contínua da infor-
Reinvente sua TI, mas com a segurança de uma arquitetura flexível e con-
mação são todos pontos fortes da plataforma IBM Power Systems (como
fiável, que permite crescimento modular, com grande capacidade de processa-
demonstrado pelo supercomputador Watson) e comprovado por diversas
mento paralelo e comprovado pelas principais empresas no Brasil e no mundo.
empresas nos setores de saúde, finanças, telco e varejo. Todas capitalizando
Reinvente com Power Systems e soluções analíticas para Big Data.
16 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
CURTAS
CRESCE O MERCADO DE SOFTWARE DE GESTÃO DE OPERAÇÕES DE TI
Dados do Gartner indicam que as vendas
mundiais de software de gestão de operações em
TI (ITOM, na sigla em inglês) totalizaram US$ 18
bilhões no ano passado, o que representa uma
expansão de 4,8% comparado aos US$ 17
bilhões registrados no ano anterior.
As três empresas dominantes desse
mercado são: IBM, CA Technologies e BMC
Software.
Segundo o Gartner, apesar dos países emergentes da Ásia-Pacífico e América Latina terem
permanecido como líderes em percentual de crescimento no ano passado, nenhum foi capaz de
sustentar a alta acelerada atingida em 2011.
RECEITA TOTAL MUNDIAL DOS FORNECEDORES DE SOFTWARE (EM MILHÕES DE US$)
EMPRESA
RECEITA
2012
SHARE
2012 (%)
RECEITA
2011
IBM
3,282.9
18,2
3,256.4
0,8
CA Technologies
2,119.9
11,7
2,258.1
-0,6
BMC Software
1,921.7
10,6
1,903.3
0,9
Microsoft
1,477.7
8,2
1,271.9
16,1
HP
1,134.6
6,3
1,185.4
-4,3
CRESCIMENTO
2011-2012 (%)
Outras
8,064.3
45
7,303.1
10,4
TOTAL
18,001.1
100
17,178.2
4.8
FONTE: Gartner (Maio/2013)
IBM PURESYSTEMS
COMEMORA UM ANO
Há um ano a IBM lançou uma nova categoria
de sistemas integrados com inteligência, a família
PureSystems – a primeira a incorporar
os conhecimentos baseados em décadas de experiência da IBM na operação de sistemas.
Resultado de US$ 2 bilhões de investimentos
em P&D, aquisições realizadas pela IBM entre 2008
e 2012 e décadas de experiências conquistadas em
projetos de dezenas de milhares de clientes em 170
países, o lançamento representou um movimento
sem precedentes da IBM na busca pela completa
integração.
Hoje, um ano após o anúncio, clientes de toda
a América Latina confirmam as expectativas da
IBM, de que a família PureSystems oferece uma
BANDA LARGA MÓVEL
ULTRAPASSA 70,93 MILHÕES DE
ACESSOS
Segundo dados da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), no mês
de abril o país contabilizou 70,93 milhões
de acessos à banda larga móvel, somadas
as tecnologias WCDMA, LTE e terminais
de dados.
alternativa completa e simplificada aos atuais
modelos de computação empresarial.
A IBM integrou todas as peças-chave requeridas no DataCenter atual (rede, armazenamento,
servidor, gerenciamento e virtualização) e o resultado é um sistema pré-configurado e pronto para
uso. Cada chassi de PureSystems pode ser dividido
em milhares de máquinas virtuais – até o dobro dos
sistemas já disponíveis no mercado – resultando
em 43% de economia de energia.
Sua camada de armazenamento automatizada e altamente virtualizada pode ser abastecida
98% mais rápido, oferecendo uma economia de
45% nos custos com a administração de todo o
sistema a partir de um único ponto.
As conexões por 3G totalizaram
63,87 milhões de acessos, (24,1% do
total) e as de quarta geração (4G/LTE) chegaram a 48,45 mil acessos, 0,02%. Já
os terminais 2G, maioria ainda no Brasil,
somaram 186,16 milhões de linhas, ou
70,37% do total. E os terminais de comunicação máquina a máquina (M2M) 7,3
milhões, uma fatia de 2,79% do mercado.
Ao todo foram registradas 264,55
milhões de linhas móveis ativas, o que
representa um aumento de 0,19% na base
de assinantes, se comparado a março,
cerca de 500 mil novas linhas.
Entre as operadoras, a Vivo manteve a
liderança em acessos, com 76,2 milhões
de linhas e 28,83% de participação do
mercado. Seguido pela TIM (com 71,4
milhões de acessos e 27,01% de participação) e a Claro, com 66 milhões de acessos e 24,98% de market share. A Oi ficou
na quarta posição, com 49,6 milhões de
acessos e 18,77% de mercado.
HAJA FALHAS! MICROSOFT FEZ,
DE UMA VEZ, 12 ATUALIZAÇÕES
DE SEGURANÇA
A Microsoft anunciou, em fevereiro,
12 novas atualizações de segurança, incluindo duas para o Internet Explorer (que corrigiram um número quase recorde de 57
vulnerabilidades no browser), Windows,
Office e no software de e-mail corporativo
Exchange Server.
“Estes são alguns números graves”,
disse o diretor de operações de segurança
da nCircle, Andrew Storms, referindo-se
aos 57 erros que a Microsoft corrigiu. Esse
número é quase um recorde, chegando
perto das 64 falhas, corrigidas em Abril de
2011.
Cinco das 12 atualizações foram identificadas como “críticas” – classificação de
ameaça mais elevada da própria Microsoft,
enquanto as restantes foram rotuladas
como “importante”, um nível abaixo de
crítico.
Duas das cinco atualizações críticas
corrigiram vulnerabilidades no Windows
XP Service Pack 3 (SP3) e Windows Vista.
Entre os “updates” importantes, cinco afetavam o Windows 7, quatro o Windows 8
e três o XP SP3 e o Windows RT.
Mas o que chamou a atenção de
Storms foram as duas atualizações separadas para o Internet Explorer, ambas marcadas como “críticas” e que corrigiram as versões 6, 7, 8, 9 e (a mais recente) a 10 do
browser. “Esta é a primeira vez que os vejo
fazer isso”, disse Storms. “A menos que
tenham uma atualização fora de hora para
o browser, nunca lançaram mais de um
‘patch’ para o browser em um mês”.
FONTE: Computerworld/IDG Now!
http://www.computerworld.com.pt/2013/02/08/
microsoft-prepara-grande-update-de-segurancapara-proxima-semana/
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
17
CURTAS
patamar alto, mas que pode ser melhorado se consideradas as responsabilidades internacionais desses gestores.
Para os pesquisadores, com um
maior nível de mentalidade global os
gestores tendem a ser mais satisfeitos
no trabalho, mais comprometidos, com
melhor desempenho e mais aptos a exercer uma liderança transformadora. Ou
seja: são mais capazes de influenciar
positivamente suas equipes para atingir
desempenho superior.
Assim, a mentalidade global pode
se tornar uma vantagem competitiva
para as empresas em processo de internacionalização.
MENTALIDADE DOS GESTORES
PODE SER MELHORADA
Realizado em parceria pela Escola de
Negócios Fundação Dom Cabral e a University
of Alabama, o levantamento Gestor Global
analisou o perfil de 332 gestores brasileiros e
do exterior, de 22 empresas de setores diversos da economia.
O intuito foi avaliar o nível de mentalidade global desses gestores, que é a sensibilidade para entender outras culturas e se adaptar a elas. Em uma escala de 1 a 7, o nível
dos gestores de multinacionais presentes no
Brasil alcançou, a média, de 5,6 pontos.
Segundo a Fundação, esse é um
INOVAÇÃO É IMPORTANTE PARA A
GERAÇÃO Y
De acordo com a pesquisa Millennial, realizada pela consultoria Deloitte com mais de 5 mil profissionais da geração Y em 18 países – incluindo o
Brasil, inovação é essencial para a evolução dos
negócios para 78% desses jovens.
Cerca de 70% dos entrevistados que fazem
parte dos BRICs classificaram seus empregadores
como inovadores. No geral, quando perguntados se
consideram que suas empresas promovem inova-
ções que beneficiam a sociedade, 65% disseram
que sim, sendo que o Brasil aparece em primeiro
(com 83%), seguido pela Índia (74%) e Alemanha
(73%).
Para 26% dos jovens da geração Y, atualmente os líderes de negócios estão fazendo o suficiente para encorajar práticas que promovam a inovação. E 8% disseram que as inovações de negócios têm um impacto positivo na sociedade.
A consultoria estima que, até 2025, a geração
Y deve representar 75% da força de trabalho em
todo o mundo.
O QUE A GERAÇÃO Y ACREDITA SER PRÉ-REQUISITO PARA A INOVAÇÃO*:
50
investir em incentivos e recompensas
para novas ideias e criatividade
40
oferecer tempo livre para os funcionários
se dedicarem ao aprendizado e a criatividade
30
consideram a abertura de desafios e a liberdade
de criação como fundamentais
20
10
39%
34%
32%
42%
importante incentivar o pensamento
inovador em todos os níveis da empresa
SETORES CONSIDERADOS
MAIS INOVADORES*:
SETORES QUE MAIS
PRECISAM DE INOVAÇÃO*:
50
50
40
Tecnologia, Mídia e
Telecomunicações
30
20
10
52%
47%
37%
40
Educação
30
Bens de Consumo/
Serviços
20
Produção
10
Energia Elétrica
Governo
52%
47%
37%
(*) MÚLTIPLAS ESCOLHAS
18 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
Conforme já visto em edições anteriores, a
virtualização dos servidores POWER é extremamente segura, graças à forte criptografia e traz
grandes vantagens.
Entre elas, a maior utilização dos recursos
computacionais (que, em Power, pode chegar a
70%, o que é bem superior a x86), redução do footprint de servidores, potencial redução de licenciamento de software e redução no custo do consumo
de energia e espaço físico.
Com a adoção de uma VM (ou LPAR) para
virtualização de I/O, denominada VIO, podemos
também maximizar o uso de adaptadores físicos
de Entrada e Saída (discos, Fibre Channel,
Ethernet e DVD-RAM), reduzindo ainda mais a
configuração de hardware necessária.
O VIO Server (VIOS) é a partição lógica responsável pela virtualização de todos os recursos de
Entrada e Saída mencionados acima.
Como o acesso das VMs (ou partições) aos
recursos físicos dos servidores depende inteiramente dessa partição, é de suma importância que
o seu funcionamento ocorra bem, além é claro, de
criar uma segunda VIO para contingência.
Para monitorar a saúde do VIO Server, existe a
ferramenta Virtual I/O Server Performance Advisor
(VIOS Advisor), aplicação que roda na própria
partição do VIOS.
Ela faz uma análise do ambiente baseado em
métricas específicas de desempenho prédefinidas e, a partir daí, fornece um relatório de
saúde com sugestões de mudanças no ambiente e
áreas mais específicas a serem investigadas.
Há dois requerimentos para usar essa ferramenta. O primeiro é ter um browser para poder
acessar o relatório gerado. O segundo é ter a
versão do VIO Server no mínimo em 2.1.0.10.
É necessário fazer o download da última
versão da ferramenta (que se encontra no link no
final do artigo) e seguir o passo a passo para
instalar e rodar:
VIRTUAL I/O SERVER
PERFORMANCE ADVISOR
NERDVANA - O cantinho do técnico POR THALI FLÁVIA COZER
1. Fazer o download do arquivo vios_
advisor.zip;
2. Extrair os arquivos do .zip em um
desktop com browser que tenha acesso ao
servidor;
3. Rodar o comando #ftp vios_advisor
na partição VIOS que será monitorada e
trazer os arquivos previamente extraídos;
4. Rodar o comando #chmod +x vios
_advisor que atribui a aplicação privilégios
de execução;
5. Executar a aplicação de acordo com
o formato: vios_advisor [duração_em_minutos], como, por exemplo, #vios_advisor
45.
Assim que o tempo determinado
acabar, será gerado um arquivo .xml no
mesmo diretório em que está a aplicação.
Esse arquivo é o relatório proveniente do
teste. Veja, abaixo, algumas telas ilustrando como é o relatório final.
É importante lembrar que o objetivo
dessa ferramenta não é apenas monitorar o
ambiente para uma análise posterior, mas
já apresentar um relatório que aponte a situação atual das configurações e possíveis
melhorias.
A implementação dessa ferramenta
traz enormes benefícios, pois ajuda a
melhorar o desempenho do sistema e,
dessa forma, garantir que todos os recursos
sejam aproveitados da melhor forma, de
acordo com as melhores práticas, visando
atingir a performance máxima que o equipamento consegue prover.
Mais informações sobre o assunto podem
ser encontradas nos links do Infocenter :
http://pic.dhe.ibm.com/infocenter/
powersys/v3r1m5/index.jsp?topic=/
p7hb1/iphb1_vios_perf_adv.htm
http://pic.dhe.ibm.com/infocenter/
powersys/v3r1m5/index.jsp?topic=/
p7hb1/iphb1_vios_perf_adports.htm
THALI FLÁVIA COZER
Client Technical Sales Specialist - Power Systems
ARTIGO TRADUZIDO E ADAPTADO A PARTIR DO GUIA:
https://www.ibm.com/developerworks/community/wikis/home?lang=en#/wiki/Power%20Systems/page/VIOS%20Advisor
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
19
GOOGLE IMAGENS
PRODUTOS
Cloud
privada em
Power assegura
o sucesso de Roland Garros
Enquanto os fãs do mundo todo
acompanham a estatística do torneio e dos
jogadores, em tempo real, uma cloud Power
garante a disponibilidade da informação
DA REDAÇÃO
Considerado o mais charmoso "Grand Slam" do mundo, o Roland Garros é um torneio de tênis acompanhado pelo mundo todo. Consagrou tenistas como o lendário Björn
Borg, o espanhol Rafael Nadal e o brasileiro Guga, tricampeão do torneio.
Enquanto os tenistas servem dentro de quadra, a informação e as estatísticas do torneio e jogadores em tempo real são monitoradas por jornalistas e fãs de tênis no mundo
todo. A IBM está por trás da informação dos quatro Grand
Slams mais quentes do mundo (Australian Open, Roland
Garros, Aberto dos EUA e Wimbledon), através de uma infraestrutura em nuvem privada, baseada em Power
Systems com máquinas virtuais AIX e Linux.
Hospedada em três datacenters, toda a infraestrutura é
virtualizada e gerenciada como uma só, e cada uma é criada
com capacidade para suportar até 150% da carga prevista,
de forma que, se um dos datacenters sair de operação, os outros dois conseguem suportar todo o processamento dos
torneios.
Para os fãs mais ardorosos, a IBM utiliza avançadas
aplicações analíticas, entregando uma visão instantânea de
como o jogo está progredindo na quadra, através da sua tecnologia SlamTracker.
E relata os detalhes essenciais da partida como o total
de aces, percentuais de acerto no primeiro serviço, dupla falta, erros não forçados, etc. Estas informações podem ser
acessadas no site oficial de Roland-Garros (www.roland
garros.com/index.html) ou por meio de aplicativos móveis.
20 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
Tela de estatísticas oficiais da partida entre Rafael Nadal x David Ferrer
Enquanto entrega a informação dos principais indicadores, a IBM também mantém o monitoramamento sobre a
repercussão do torneio na imprensa e mídias sociais, através de soluções big data.
Nos bastidores, os principais benefícios e características dos servidores Power garantem a eficiência do sistema
e rápido provisionamento de novos serviços. Por exemplo,
com os recursos de mobilidade de recursos do PowerVM é
possível mover cargas de trabalho de uma máquina física
para outra em menos de quatro minutos, sem afetar as operações, e garantindo um perfeito balanceamento de carga.
Também pode colocar disponível um novo recurso ou serviço em menos de três minutos com o Tivoli Provisioning
Manager (TPM).
Procurando
por um aplicativo para backup
ou solução de baixo custo para D&R?
Utilize o Storix como uma opção de baixo custo para Disaster Recovery, criando imagens
sempre atualizadas dos servidores de produção e as restaurando em minutos POR JACOB FRED
Com o crescimento substancial do volume de dados
gerados por uma empresa, tais informações são de extremo
valor tratando-se de um mundo que não descansa, em
rotina 24x7. Qualquer indisponibilidade ou perda destes
dados podem causar danos irreparáveis para uma companhia. Solução: backup. Nenhuma novidade até aqui, certo?
Além do monitoramento de sistemas, temos que nos
preocupar com a infraestrutura onde estamos trabalhando.
E se o downtime foi causado por uma falha de hardware?
O processo de backup e restauração de um ambiente
possui alguns passos um tanto complexos como restaurar
o sistema operacional, aplicação e, por fim, as informações
e dados são essenciais para a continuação dos negócios.
Para quem domina o AIX, logo lhe vem em mente a
ferramenta mksysb, disponível para restaurar todo o sistema de maneira prática e rápida. Mas quando o ambiente é
Linux, virtual ou multiplataforma, trabalhar com uma série
de softwares de backups e criar interação entre eles é um
problema.
O Storix Backup Administrator (SBAdmin) vai além
do simples backup de arquivos e dados. SBA provê a possibilidade de reinstalar um sistema completo, em caso de
indisponibilidade, com a flexibilidade de restaurar em um
hardware diferente da origem.
Ao contrário de outras ferramentas de imagem de sistemas, o SBA interage com as configurações do sistema
operacional. Durante o processo de restauração do sistema
em um novo hardware físico ou virtual é possível customizar as configurações de file systems e de rede, evitando
conflito com o antigo sistema.
Como solução completa de backup, Storix também dispõe de ferramentas úteis. A fim de evitar paradas desnecessárias, utilize snapshot para executar um backup de um
banco de dados em produção.
Caso tenha volumes de Storage apresentados para seus
sistemas, crie uma lista de exceção do backup excluindo o
diretório apontado pelo storage. Faça backup de diretórios,
file systems, logical volumes, metadisks, volume groups
e de sistemas operacionais inteiros e restaure localmente
ou através de dispositivos de fita (libraries e autoloaders),
storages, NFS e integração com Tivoli Storage Manager
(TSM).
Execute um job de backup em mais de um sistema na
rede. Faça migrações de sistemas rodando em servidores
pSeries para os mais novos servidores Power, incluindo
PowerLinux em alguns minutos!
David Huffman, presidente da Storix Inc, dá a dica:
utilize o Storix como uma opção de baixo custo para
Disaster Recovery, criando imagens sempre atualizadas
dos servidores de produção e as restaurando em minutos.
Com recursos de gerenciamento e backups pela rede,
ative um novo servidor com as configurações exatamente
iguais ao anterior e dê continuidade aos negócios com o
mínimo de downtime.
Todas as configurações e acesso podem ser feitas através de uma console gráfica ou web interface muito intuitivas, com menus pop ups explicando cada item, clicando
com o botão direito do mouse.
Para os usuários mais avançados há também a possibilidade de utilizar o Command Line Interface. Ponto único
de gerenciamento de servidores, disponível para ambiente
x86 e Power, Bare-metal ou particionado, rodando AIX e
Linux (RedHat e SuSe).
JACOB FRED
POWER - Channel Technical Sales Specialist
[email protected]
Veja mais detalhes e inscreva-se para um dos seminários web
sobre o produto em: www.storix.com ou entre em contato com a IBM
para uma demonstração no Centro de Soluções, localizado na IBM Tutóia.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
21
PRODUTOS
Novo IBM
FlashSystem
Performance em I/O para um novo momento da tecnologia
POR MARCOS ANTONIO DA SILVA FIGUEIREDO JUNIOR
A aquisição da companhia
Texas Memory System por parte da
IBM no final do ano de 2012 leva o
portfólio de storage a um patamar
totalmente inovador. O novo IBM
FlashSystem apresenta um avanço
significativo, no sentido de tornar a
infraestrutura de TI mais rápida,
eficaz e inteligente.
IBM FlashSystem é um storage
todo Flash, o que significa que foi
desenhado especificamente para
esse tipo de tecnologia.
Diferentemente dos discos SSD,
que, apesar de também serem baseados em Flash, seguem o caminho
contrário do IBM FlashSystem.
Ou seja, os discos e storage
baseados em SSD, adaptaram a
memória Flash a uma estrutura já
existente. No caso do FlashSystem,
o storage foi concebido para ofere-
22 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
cer todo potencial desse tipo de
memória.
Até há algum tempo, o delta
no tempo de resposta entre os
processadores de servidores e as
unidades de discos era negligenciado. Hoje, a velocidade dos
processadores é medida em GHz
e o tempo de escrita em meios
magnéticos em milissegundos.
Isto significa que as unidades
de armazenamento se tornaram o
grande gargalo para um processamento intensivo.
Para driblar essa diferença,
passou-se a trabalhar com a leitura
e escrita de grandes blocos, aumentando os níveis de multiprogramação, aumentando o número de
núcleos nos servidores, o enorme
número de braços de discos, controladoras com cache cada vez maiores
e outros artifícios.
A necessidade de maior velocidade para o processamento de Big
Data, grandes bancos de dados e
ferramentas analíticas, têm levado
as empresas de tecnologia a buscar
novas soluções.
Um exemplo do esforço para
resolver essa disparidade entre o
desempenho dos processadores e de
dispositivos de armazenamento são
os chamados in-memory database,
que usam DRAM protegida por
bateria de backup para fornecer
memória persistente. Esta, no
entanto, acaba sendo uma solução
muito cara com bancos de dados
caros e que podem ter problemas
sérios de escala.
Recentemente, a IBM anunciou
um investimento de US$ 1 bilhão
destinado a melhorar o mercado
global de armazenamento Flash e
integrar armazenamento em Flash
em sua linha de servidores empresariais.
A IBM acredita que o armazenamento baseado em Flash será um
ponto de inflexão no mercado e está
prestes a se tornar largamente utilizado, graças aos ganhos de desempenho incríveis oferecidos pela
tecnologia.
Além disso, como acontece
com qualquer tecnologia, uma vez
que se aproxima de um ponto de
massa crítica, os custos gerais da
tecnologia tendem a cair e isto
certamente já está acontecendo
com memória Flash.
Há também outros benefícios
de custos significativos para armazenamento baseado em Flash, como
o consumo de energia reduzido.
Veja o whitepaper sobre os benefícios de custos da tecnologia Flash
em http://wikibon.org/wiki/v/
Flash_and_Hyperscale_Changing_
Database_and_System_Design_
Forever.
Quando o foco é IBM Flash
System estamos olhando para
um novo nível de serviço, onde
conceitos como Extrema Performance, microlatência, macro-eficiência e confiabilidade enterprise
são pontos-chave.
Graças a esse fatores, IBM
FlashSystem oferece o storage
mais rápido do mundo, com
extrema performance de 500k
IOPS, microlatência de 100/25
microsegundos para leitura/escrita
e macro-eficiência, 20TB em 1U
e 300Watt de consumo. Confiabilidade enterprise com 2D RAID
e raid VSR, permitindo que o
FlashSystem ofereça alta disponibilidade de serviço.
MARCOS ANTONIO DA SILVA FIGUEIREDO JUNIOR
IBM FlashSystem TechSales Leader,
Latin America Growth Market Unit
POWER+FLASHSYSTEM
Para utilizar toda a capacidade
que o FlashSystem pode oferecer, nenhuma
arquitetura de servidores possui melhor sinergia e
afinidade que a linha de servidores Power.
Com uma combinação entre Power+FlashSystem é possível uma
economia de cerca de 30% em licenças de bancos de dados por core, uma vez
que os cores não ficarão ociosos como acontece quando utiliza-se um sistema
de discos. É possível obter uma economia de cerca de 80% de energia e 70% de
footprint.
A combinação Power+FlashSystem também permite que novos níveis de
serviços sejam alcançados, sem que haja a necessidade de migrar as soluções
de banco de dados para Appliances complexos e que demandam um alto custo
de aquisição, gestão e licenciamento.
Com essa combinação, os ganhos de performance e latência serão consideravelmente superiores quando comparados a uma solução Appliance, bem como
um custo total de aquisição menor e um retorno de investimento sensivelmente
mais rápido.
Com essa sinergia, os bancos de dados podem crescer e tornarem-se mais
eficientes, sem a necessidade de um aprisionamento dentro de uma arquitetura
fechada, como um Appliance.
Qualquer aplicação que necessite de um número elevado de operações em
disco ou que reduza o tempo de resposta, significa uma grande melhoria aos
usuários finais. Nesses casos, nenhuma solução consegue fazer algo próximo do
que a combinação Power+ FlashSystem tem a oferecer.
DIVULGAÇÃO
COMBINAÇÃO ADEQUADA
PARA UMA MELHOR
PERFORMANCE
Não é possível melhorar a performance das infraestruturas
atuais com a simples adição de mais e mais linhas de código de software, a única
maneira de alcançar níveis significativos de melhora é através de um hardware
mais robusto e capaz de endereçar os desafios atuais de infraestrutura.
Como o IBM FlashSystem cria um novo patamar de performance, uma
performance extrema, faz-se necessário a utilização de servidores capazes de
atender esses requisitos. E, nesse sentido, servidores tão rápidos como um
Power são os ideais pela sua arquitetura voltada à alta performance com confiabilidade.
Existe uma série de novos conceitos quando falamos de storage todo
baseado em Flash, por isso para mais informações sobre esse novo milestone no
mundo storage visite a página http://www.ibm.com/storage/Flash e conheça
mais sobre esse novo e fascinante produto e tudo o que ele tem a oferecer.
Aproveite também e conheça os modelos já disponíveis e as
principais soluções que podem se beneficiar dessa tecnologia.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
23
PRODUTOS
IBM cria
centro para
porting
de aplicações
em PowerLinux
DIVULGAÇÃO
IBM Taps China’s
Engineers to Develop Linux Software
24 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
Big Blue busca rápido
impulso na criação de
um Ecossistema de
soluções ao redor
do Linux em Power
DA REDAÇÃO
“Podemos ajudá-los a testar, otimizar e demonstrar suas soluções a
clientes, tendo como base a infraestrutura PowerLinux. Utilize o nosso centro de porting e teste de soluções, crie
pacotes de valor com financiamento
de toda a solução para seus clientes.
Conheça especialistas e opere em colaboração com nossos parceiros de negócios, líderes acadêmicos, profissionais
de TI e empresários.”
Com esta chamada a IBM inaugurou recentemente o Porting Center
de Soluções para PowerLinux em
Beijin, China. É o segundo no mundo,
o primeiro está nos EUA, e existe a
expectativa de expansão para outros
países, incluindo o Brasil.
Todos os Porting Centers trabalharão cooperativamente entre si
e com os IBM Linux Technology
Center, o que garante uma grande
gama de especialistas trabalhando
juntos ao redor do mundo.
Na esteira do sucesso do supercomputador Watson, que era formado
por um cluster de servidores Power
Systems mid range rodando o Linux
Suse Enterprise, a IBM lançou os
servidores PowerLinux há pouco
mais de um ano.
São servidores de 1 ou 2 sockets,
agora baseados na poderosa arquitetura POWER7+. A chamada de mercado para o servidor tem sido a oferta
da confiabilidade e performance ini-
DIVULGAÇÃO
O supercomputador
Watson inspirando
o sucesso de muitos
outros que ainda virão
gualável da tecnologia Power
Systems, a preços similares à baixa
arquitetura.
“Quem não gostaria de contar
com uma das células do supercomputador Watson como servidor empresarial a preços similares a uma arquitetura commoditie?, diz Antonio Carlos
Navarro, Gerente de Produtos na
IBM. “É como poder andar em uma
BMW comprada ao preço de um carro
popular”.
Em termos de desempenho
SPECint_rate2006, a PowerLinux
tem cerca de 23% mais performance
do que um Xeon Sandy Bridge e o
hypervisor PowerVM é mais eficiente
do que o hypervisor VMware ESXi
em servidores x86.
Como efeito, em muitas situações
dois servidores PowerLinux 7R2 16cores, substituem até três servidores
Xeon 16-cores, o que permite uma
redução de custos de até 42% na solução total.
Graças aos 4 treads simultâneos
por core processador, um cache L3
de 80MB em um chip 8-core e maior
largura de banda de memória, a arquitetura alia a alta disponibilidade da
sua orientação a RAS (Reliability,
Availability and Serviceability - veja
na Revista Power Channel 17, pág.22)
há uma grande performance para aplicativos Java, fato comprovado pelos
últimos Benchmarks SPECjbb_2005
publicados para a PowerLinux 7R2.
Os Centros de Porting de
Soluções visam criar facilidades para
as empresas que querem homologar
suas soluções para a plataforma Linux
em Power. Onde poderão fácilmente
acessar máquinas virtuais remotamente, compilar aplicativos e contar
com o apoio da IBM para otimização
de suas soluções.
Esta colaboração pode estenderse com apoio comercial e financiamento de toda a solução via Banco
IBM. Também serão utilizados para
demonstrações a clientes, treinamentos educacionais no Linux em Power.
Segundo a IBM, existem mais de
2.600 soluções portadas para o Linux
em Power nos EUA e, com estes centros de porting, haverá ganho de
escala no número de soluções disponíveis mundialmente.
Através do Linux Technology
Center, a IBM tem incentivado muito
a comunidade Open Source a trazer
soluções para a plataforma. Um dos
destaques da solução PowerLinux
é como servidor para LAMP, Open
Stack e para Hadoop em aplicações
para Big Data.
“Muita gente ao ouvir falar
em Hadoop e Linux, imediatamente
pensa em uma infraestrutura baseada em servidores x86. Mas você
pode ter muito mais do que isto. E
o supercomputador Watson mostrou
isto! O Hadoop roda muito bem nos
servidores PowerLinux IBM, que
hoje podem ser vistos como a infraestrutura mais segura e performática
para aplicações de Big Data. E com
a escalabilidade horizontal que o
Hadoop oferece, cresce através de
cluster de servidores com baixo
custo de aquisição”, afirma Navarro.
Este crescimento de soluções
conta também com o middleware
IBM como opção. Banco de dados
DB2, WebSphere Application Server,
aplicações para Big Data InfoSphere
BigInsights e InfoSphere Streams,
são exemplos de soluções otimizadas
para a plataforma e que oferecem
resultados de desempenho na Power
Linux muito superior ao que apresentam se rodando em x86.
Com o apoio da SUSE, a IBM Brasil trabalha com
a expectativa de, em breve, inaugurar um destes
Centros de Porting de soluções localmente.
E você desenvolvedor, vai ficar fora desta?
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
25
PRODUTOS
Sua plataforma
é realmente segura?
Estudo da Solitaire Interglobal
traz uma análise quantitativa
que compara Power à outras
tecnologias de mercado
DA REDAÇÃO
Empresas gastam fortunas anualmente na segurança de seu patrimônio
e no controle de acesso físico às suas
dependências. Mas e a segurança da
informação? Mantê-la também tem
sido uma das grandes dores de cabeça
dos CIOs.
Tem se tornado mais e mais complexo garantir a segurança com a adoção de novas tecnologias como virtualização, conectividade e negócios orientados à cloud. A introdução da
arquitetura em nuvem, com a sua base
de virtualização ampla e mista, criou
novas vias de ataque.
O desafio não é apenas proteger
dados, mas também proteger a operação organizacional, evitando que um
ataque possa interrompe-la, trazendo
grande prejuízo financeiro e para a
imagem da empresa.
Embora muitas organizações
ainda enxerguem a segurança como
26 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
um acesso simples para o ativo, o
Solitaire Interglobal Ltd. (SIL) realizou um estudo tendo em vista a segurança de:
• Dados - acesso (leitura e cópia)
ou manipulação;
• Segurança do processo - capacidade de executar, dificultar e interromper;
• Arquitetura - propriedade intelectual, como, por exemplo, modelo de
negócio, estrutura de processos, etc.
DETALHES IMPORTANTES
Nessa análise, as tecnologias são
projetados para suportar as operações
de negócios. Uma das premissas do
estudo foi a análise da gestão de negócios tanto do ponto de vista executivo,
quanto da linha de negócios (LOB).
Os padrões da operação das
empresas pesquisadas foram agrupados em categorias semelhantes e,
então, comparados para identificar sua
influência sobre as métricas de negócios. As métricas analisadas foram:
• A satisfação dos clientes;
• Custo total de propriedade;
• Staff de TI;
• Níveis de intrusão.
A fim de ser significativo e abrangente a qualquer tamanho de empresa, todas as métricas foram categorizados por tamanho da organização –
médias, grande e muito grandes. A
medida padrão foi definida como
sendo a empresa de porte médio, de
modo que todas as outras métricas
são baseadas na variação em relação
ao padrão. Todas as companhias consideradas na pesquisa, obrigatóriamente, já estavam com seu ambiente
implementado em produção.
Quando avaliadas, a solução
rodando em IBM Power mostrou significativo diferencial em relação a seus
concorrentes. Foi notória a diferença
de conceito obtido pela solução IBM
Power em cada um dos quesitos pesquisados. Comprovou endereçar positivamente tanto a necessidade financeira, quanto da qualidade organizacional.
O quadro na página ao lado mostra as principais conclusões do estudo,
que demonstram razões substanciais
para que as empresas, preocupadas
com a segurança em TI, considerem
os seguintes itens:
CATEGORIA
COMENTÁRIO
VISÃO RÁPIDA
SATISFAÇÃO DOS CLIENTES
A maior satisfação do cliente é caracterizada pela
ausência de preocupações ou dores
Nos quesitos de segurança, a solução IBM Power
obteve na pesquisa satisfação de clientes
68% superior aos concorrentes
CUSTO TOTAL DE
PROPRIEDADE (TCO)
Os custos globais para implementação e manutenção
da segurança com Power foram significativamente
inferiores. Mas a grande economia real esteve no reflexo
da métrica: a solução Power apresentou um custo
32% menor por intrusões
Quando apenas os custos diretos são examinados,
o TCO pode ser até 52,87% menor do que as ofertas
da concorrência. Esta visão simplista, no entanto,
não inclui o custo substancial de invasões
STAFF DE TI
Em ambientes complexos, o nível de normalização com
a solução IBM Power foi menor do que a necessidade
com soluções concorrentes
O gerenciamento de segurança pessoal é mais
eficiente com a solução IBM Power, podendo trazer
redução de custo de até 71% na administração
de segurança pessoal
INTRUSÕES
A solução IBM Power apresentou menos de 2%
das invasões que assolam outras arquiteturas,
poupando milhões de dólares
Foi muito limitado o número de invasões relatadas
na solução IBM Power
EXPOSIÇÃO EM
ARQUITETURA CLOUD
A solução com o IBM Power apresentou menos
do que 0,3% do total de intrusões relatadas, incluindo
nuvens públicas e privadas
Nenhum provedor de serviços em nuvem
relatou qualquer ocorrência de intrusões
na IBM Power
FONTE: SIL
SOLUÇÕES DE SEGURANÇA IBM COM A PLATAFORMA POWER:
CONCLUSÃO
Compreender a segurança em TI é um desafio, devido à natureza peculiar
de avaliação de segurança. É uma métrica reflexiva, onde o sucesso foi evidenciado através da falta de impacto. A medida de segurança é a mitigação de riscos, indicando quão bem a arquitetura de segurança protegeu ativos organizacionais contra ameaças.
O estudo da SIL identificou negócios críticos e métricas de desempenho
que podem ser usados para entender os prós, os contras e as estratégias-chave
que ajudarão a organização a escolher o sistema de segurança ideal.
O estudo utilizou tanto de métricas de segurança subjetivas quanto objetivas. Do ponto de vista subjetivo, a satisfação dos clientes e a percepção de valor
oferecido pelo stack de solução de segurança do IBM Power são muito altos.
As métricas objetivas mostram que também do ponto de vista do custo
da segurança, existe uma ampla gama de benefícios com Power. Uma das
medições mais críticas é o custo de intrusões relatados, que foi o menor na
solução IBM.
Se uma organização está procurando implantar uma arquitetura com
qualidade consistente, confiável e eficiente de TI, ou ainda adotar uma arquitetura em nuvem, a escolha da estratégia de segurança é essencial. Qualquer
organização, considerando todos os fatores, verá que a solução Power e seu
stack de segurança formam uma excelente opção.
ESTE ARTIGO É BASEDO NO ESTUDO DO SOLITAIRE INTERGLOBAL LTD, DE 2013. A VERSÃO COMPLETA DA PESQUISA PODE SER ACESSADA EM
http://public.dhe.ibm.com/common/ssi/ecm/en/pol03141usen/POL03141USEN.PDF
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
27
PRODUTOS
IBM i 25 anos
de confiabilidade
e inovações
Tudo começou com uma ideia muito simples: criar
um servidor para aplicações comerciais altamente
integrado e simples de utilizar. Era Junho de 1988
e com a ajuda de estrelas do programa de televisão
MASH, a IBM lançou o servidor AS/400 DA REDAÇÃO
Na época o Sistema Operacional, OS/400, inovava ao integrar banco de dados DB2, ferramentas de gerenciamento automatizado e inovações como memória de nível único e arquitetura orientada a objetos, segurança built-in e outras características que tornavam o Sistema Operacional completo em
middleware, necessário para a completa implementação de aplicações de negócios.
Hoje, 25 anos depois, denominado IBM i e parte da família
de servidores Power Systems e Pure Systems, mantém as suas
características de integração e disponibilidade na indústria de
TI. Mas direcionado à modernidade com suporte a Cloud
Computing, mobilidade, PHP e muitas outras novidades.
Reconhecido pela sua simplicidade e alta confiabilidade,
gerou a comunidade de usuários mais apaixonada do setor,
arrastando uma grande legião de fãs ao redor do mundo.
Em 8 de abril deste ano, a IBM comemorou os 25 anos
deste Sistema Operacional, passando por grande inovação
ao longo desses anos.
A IBM vem inovando o produto através dos esforços
de colaboração de clientes, parceiros de negócios e ISVs.
“As empresas investiram em um sistema que, por meio
da integração, prometeu que seria fácil de implementar,
usar e gerenciar, oferecia um baixo custo operacional e um
excelente TCO, comparado a outras arquiteturas. Um
sistema que prometeu proteção de investimento para aplicações, mesmo com a adoção de novas tecnologias que
surgiam. Colocaram sua confiança em um sistema que
prometia níveis de segurança e resiliência entre os
melhores na indústria. Passados 25 anos de história do
IBM i, eu acredito que nós continuamos entregando todas
essas promessas aos nossos clientes”, diz Antonio Carlos
Navarro, Gerente de Produto Power Systems na IBM.
E como não poderia deixar de ser, a comemoração dos
25 anos do IBM i foi acompanhada por anúncio, em 10
de Junho, de muitas novidades para a plataforma. Entre
elas destacamos:
• Novo IBM i Access Client Solutions 5733-XJ1 para
acesso e conexão ao IBM i. Independentemente de plataforma e Microsoft, roda em qualquer estação de trabalho
com Java 6 ou superior. Substitui o XE1, parte integrante
do Client Access Family XW1;
• IBM PureFlex Solution for IBM i, uma configuração
pré-definida da arquitetura PureFlex facilitando a aquisição
para os clientes i;
• Atualização para o IBM i 7.1 TR6, lançado em fevereiro, trazendo o WebSphere Application Server - Express
V8.5, novo empacotamento para o Rational Development
9.0 e suporte a novos itens de hardware;
• Conexão Nativa para V7000, V3700 e SVC, sem
necessidade de ViO. Também a conexão aos novos Storage
FlashSystem 820 é suportada via conexão ao SVC.
Modernizado com a Virtualização PowerVM, orientado a Cloud, suporte a PHP e aplicações de mobilidade,
baseados nos modernos processadores POWER7+, suportado em servidores Power Systems ou PureFlex, e uma
série de novos recursos mostram que esta história continuará ainda a ser contada por muitos anos.
Veja também uma breve explanação do cientista Frank Soltis,
um dos criadores do AS/400, sobre a comemoração dos 25 anos
da plataforma em: www.youtube.com/watch?feature=player_
embedded&v=vkGe0szX-3s
28 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
Conheça (e curta) a história
do IBM i no Facebook:
www.facebook.com/IBMi25
Power traz
eficiência e
disponibilidade
ao Grupo Maringá
Produtor de cana, açúcar, etanol e liga de
manganês ganha competitividade ao virtualizar
seu ambiente DA REDAÇÃO
A necessidade de melhorar e otimizar o desempenho
de seus processos de TI levou o Grupo Maringá a buscar
uma plataforma robusta e virtualizada, com o objetivo de
consolidar seus distintos bancos de dados em uma única
máquina física.
Com o apoio do parceiro IBM, SafeSystem, a companhia adotou os servidores Power 740 com o sistema operacional AIX, utilizando as funcionalidades do PowerVM
para virtualização dos Bancos de Dados Progress e
Oracle.
Além de virtualizar as duas bases de dados, a nova
máquina também consolidou o servidor de backup, baseado no aplicativo da IBM Tivoli Storage Manager
(TSM), conectado ao storage com 7,2 TB de capacidade.
Como contingência, foi adquirido outro servidor Power
GRUPO MARINGÁ
O Grupo é representado pela Cia. Holding, que controla as empresas Cia.
Canavieira, de Jacarezinho e Cia Agrícola Usina Jacarezinho, do setor SucroAlcooleiro e Maringá Ferro-Liga S.A., do setor de Siderurgia. Fundadas em 1946 e
situadas nos estados do Paraná e São Paulo, as empresas do grupo são brasileiras
e produzem cana de açúcar, açúcar, etanol e liga de manganês.
conectado a outro storage.
Composta por uma rede com mais de 300 usuários
localizados em oito sites distintos e com um volume, médio,
de tráfego na rede de 700 Gb mensais, ao adotar Power
o Grupo obteve maior produtividade em vários departamentos.
“Após a migração dos sistemas e das bases de dados
para a plataforma Power, o tempo de cálculo dos processos
de fechamento, com ênfase no cálculo médio de estoque,
foi reduzido em aproximadamente 75%”, explica Humberto
Anghinoni, gestor de TI do Grupo Maringá.
A empresa também unificou na plataforma o ERP
Totvs e os sistemas voltados aos negócios (gestão agrícola,
de documentos, industrial e manutenção industrial), otimizando o acesso às informações e garantindo melhor
integração.
“A virtualização permitiu criar partições lógicas,
reduzindo pela metade a necessidade de máquinas físicas.
Assim, houve uma melhora significativa na execução dos
processos, rotinas no acesso às bases de dados dos sistemas
de gestão e negócios e no gerenciamento do ambiente, que,
virtualizado, tornou-se flexível e dinâmico”, ressalta
Marcos Rogério, gestor de TI do Grupo Maringá.
Antes, como os recursos ficavam em plataformas
distintas, a administração e a integração eram mais complexas e acarretavam em problemas de performance e
segurança em todo o ambiente de TI da empresa.
Outro entrave era que os bancos de dados eram carregados por máquinas com sistemas operacionais de menor
estabilidade. Agora, devido à alta escalabilidade, disponibilidade e poder de processamento da Power o ambiente ficou
mais robusto e seguro.
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
SOLUÇÕES DE NEGÓCIOS
HUMBERTO ANGHINONI e
MARCOS ROGÉRIO,
gestores de TI do Grupo Maringá
SAFESYSTEM
Atuando há mais de 20 anos no mercado de tecnologia, a SafeSystem
entrega produtos, serviços e ferramentas de valor agregado. Sua equipe tem
o objetivo de entregar respostas rápidas, identificar os principais desafios e
junto com seus parceiros propor soluções adequadas aos clientes.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
29
SOLUÇÕES DE NEGÓCIOS
Portal da Revista
Power Channel
Powered by
PowerLinux & SUSE
DA REDAÇÃO
Com poucos meses de vida, o
portal da Revista Power Channel
foi criado para que os leitores pudessem acessar e fazer download
de todas as edições publicadas até
o momento. No portal também é
possível visualizar os artigos com
maior destaque, informações sobre
os principais distribuidores da plataforma no Brasil, casos de referência,
ofertas e dados relevantes sobre essa
tecnologia.
“Mas faltava um ponto importante: nossa intenção era que este
portal não apenas hospedasse o
acervo da Power Channel, mas
também se tornasse um caso de
referência da própria plataforma”,
afirma Valdeci Júnior, diretor da
Officer2880, responsável pelo
conteúdo da revista online e
impressa.
A estratégia foi buscar parceiros,
como a AMM Paraná, Distribuidora
Ação Informática, a SUSE e a Built
Code, para criar o projeto de migração do portal, de um ambiente x86
para uma Power Linux 7R1.
BUILT ON POWERLINUX & SUSE
O trabalho de migração foi totalmente colaborativo, com equipes
distanciadas por mais de 500 Km –
a BuiltCode (responsável pela criação
do novo portal), a Officer2880 e a
AMM Paraná, atuando junto ao host
30 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
provider para a disponiblização do
hardware.
O portal da revista foi construído a partir de ferramentas Open
Source – Linux, Apache, MySQL e
PHP, era um caso de LAMP natural
para ser hospedado em uma Power
Linux com o sistema operacional
SUSE.
O novo ambiente foi desenvolvido utilizando um CMS (Content
Manager System), que é conhecido
e utilizado mundialmente e é 100%
aderente aos servidores Power
Linux.
“O apoio técnico da BuiltCode
e AMM Paraná excederam nossas
expectativas e hoje somos um caso
de referência real de LAMP e Web
Server em PowerLinux. Com orgulho, temos nosso portal Powered by
PowerLinux e SUSE rodando em
uma máquina de entrada, oferecendo
aos nossos leitores online maior performance, confiabilidade e um design
moderno”, diz Valdeci Júnior.
No processo de migração, uma
das preocupações foi manter as duas
versões operando e sincronizadas,
para, em seguida, desativar o servidor atual e redirecionar os endereços mapeados pelo serviço de DNS
(Domain Name System) para o novo
servidor.
“Neste momento, a segurança
e estabilidade do servidor foram
fatores decisivos para garantir alta
disponibilidade para que os leitores
da Revista Power Channel ficassem
poucos instantes sem acesso ao relevante conteúdo publicado no portal”,
explica Luciano Gaspar, diretor da
BuiltCode.
Para Mauro Ferreira, Gerente da
Unidade de Negócios IBM Hardware
da Ação Informática, o mais importante agora é que a segurança que a
arquitetura IBM Power provê está
disponível aos leitores da Revista.
“A partir dessa migração a equipe
da Power Channel pode se concentrar
em seu core business, porque o portal
está rodando em um equipamento
com alta disponibilidade. Com a
arquitetura IBM Power há ainda o
ganho de performance, porque essa
tecnologia está cada vez mais dinâmica, se comparada aos servidores
x86”, afirma Ferreira.
Quem corrobora com o executivo
da Ação é Ludisleno de Oliveira,
coordenador de projetos e suporte
da AMM Paraná.
“Comparado ao ambiente em que
rodava o portal da revista, um x86,
IBM Power tem processamento e
custo-benefício superiores, além de
alta disponibilidade e facilidade de
gerenciamento. Para os leitores,
o maior benefício é a possibilidade
de vários usuários usarem o portal
simultaneamente, sem o risco do
sistema cair”, diz Oliveira.
“A arquitetura Power é extremamente flexível, robusta e segura,
independentemente dos aplicativos
que rodam nessa máquina. No caso
da Revista Power Channel, a compatibilidade da Power com qualquer
tecnologia web e aplicativos do
mercado, significam a segurança do
investimento em longo prazo, com a
garantia de poder instalar novos aplicativos sem prejuízo da performance”,
afirma Antonio Carlos Navarro,
Gerente de Produto Power Systems
na IBM.
Para Valdeci Júnior, outro
ponto relevante no projeto foi o
baixo investimento para que todo
esse processo acontecesse, comprovando que hoje a confiabilidade e
performance de uma Power estão
acessíveis a qualquer porte de projeto e empresa.
“Convidamos todos a navegar
com frequência em nosso portal:
www.powerchannel.com.br, onde
centralizamos as informações que
publicamos sobre a plataforma Power
Systems da IBM, atualizadas e relevantes ao bom desempenho da TI”,
diz Valdeci Júnior.
REVISTA POWER CHANNEL
É uma publicação trimestral destinada aos CIOs ligados a produtos
de hardware e software. A Revista Power Channel é distribuída
gratuitamente a todos os parceiros e demais pessoas com interesse
na arquitetura Power.
Através do Portal é possível acessar a todas as edições da Revista
em arquivos digitais, bem como para dispositivos mobile da Apple,
através da AppStore.
Para acessar a revista visiteo Portal: www.powerchannel.com.br
AMM PARANÁ
A AMM Paraná, durante anos, vem investindo em seus profissionais
para oferecer sempre as melhores soluções em TI. É com essa competência e
credibilidade que a AMM Paraná conquista a confiança de seus clientes, que
se sentem seguros e tranquilos quanto à sua solução tecnológica.
A integradora é especializada em outsourcing de suporte e serviços nos
ambientes VMware, Power System (i/OS, AIX e Linux), DB2, Oracle e Cisco,
provendo profissionais de qualidade para atendimento local e "per call".
OFFICER2880
A Officer2880 é uma empresa especializada em marketing e
comunicação estratégica para companhias de TI.
Além de revistas para esse público, também possui conhecimento
para promover os maiores eventos tecnológicos e ajudar sua empresa a
se comunicar de maneira mais efetiva com o mercado e, especialmente,
vender melhor e mais rápido.
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
31
GESTÃO
Os perigos da
zona de conforto
No dia em que eu saí de
casa, minha mãe disse:
“Filho, vem cá!”
Passou a mão em meus
cabelos, olhou em meus
olhos, começou falar:
“O que é que você vai
fazer em Curitiba? Você
nem conhece direito.
Fica aqui com a
mãezinha, pois você
tem emprego, casa,
comida e roupa lavada.
Além do mais, pode
se aposentar na
mesma empresa
em que seu pai vai
se aposentar”
POR JERÔNIMO MENDES
32 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
Isso aconteceu há 30 anos e,
de fato, meu pai se aposentou depois
de anos de bons serviços prestados,
na mesma função em que foi admitido, no ano em que nasci. O fato é
que eu estava determinado a vir
para a cidade grande em busca de
algo novo, do desconhecido que
nem mesmo eu sabia o que era.
Aquela zona de conforto, representada pela tranquilidade das
pequenas cidades e pela promessa
de 35 anos de estabilidade, não
estava nos meus planos. Apesar de
tudo, reconheço o esforço do meu
pai e a sua infeliz condição de ter
sobrevivido e feito o que pôde pelos
filhos. Isso não é bom nem ruim.
É o que a história pessoal de cada
um proporciona. O que você faz
com as lições que tira de tudo isso
é o que torna a vida boa ou ruim.
Durante os meus 33 anos de
carreira profissional passei por oito
empresas diferentes. De uma forma
ou de outra, fui trilhando um caminho após o outro sempre com a
esperança de que o próximo fosse
melhor do que o anterior. Cada vez
que percebia a possibilidade de
melhorar de cargo ou de aumentar
a renda, não pensava duas vezes.
Em 1982, abandonei o emprego
no antigo Banco Bamerindus para
não desperdiçar a chance de ser
admitido na Brahma, cujo salário
era três vezes maior do que o que eu
ganhava e as perspectivas bem mais
promissoras. No meu caso específico, a zona de conforto sempre me
incomodou.
Tudo o que o ser humano em
geral mais deseja é um emprego
duradouro, benefícios de toda
ordem e uma perspectiva de mais
ou menos 35 anos de trabalho até
chegar ao que ele chama de feliz
aposentadoria. E, se não for pedir
muito, não exija muito esforço que o
descontentamento torna-se visível.
Muitas vezes isto é o que acontece com determinados funcionários
que estudaram anos para especialização e, ao ingressar em um trabalho, buscam a zona de conforto.
Acabam não se atualizando e nem
buscam a inovação. Posteriormente,
envolvem-se demasiadamente em
pequenas tarefas do dia a dia, acabam perdendo a motivação e, por
fim, ficam contando os dias para se
aposentar e livrar-se da incômoda
zona de conforto, que eles mesmos
ajudaram criar.
A zona de conforto é uma opção
particular, uma escolha pessoal que
Por que você deve sair da
zona de conforto? Poderia escrever um tratado sobre isso, mas
vou lhe dar apenas quatro razões.
Ainda que isso possa mexer com
os seus sentimentos, dificilmente
vai mudar a sua história se você
mesmo não estiver determinado
a mudá-la.
• Mais dia, menos dia, você
será obrigado a sair da zona de
conforto: as dificuldades são transitórias e como a incerteza é a única
certeza visível, quanto mais você
enfrenta os problemas, mais chances
têm de sobreviver nesse mundo que
em todo momento vai testando a
sua capacidade de superação;
São os desafios, e não apenas as
conquistas, que tornam a vida interessante;
• A zona de conforto é o começo
do fim: no dia em que você acreditar
que já fez tudo ou aprendeu tudo você
estará perdido, quem não evolui simplesmente regride, o ápice da sabedoria
ocorre nos segundos que antecedem
o exato momento de você ir embora,
porém, meu amigo, nessa hora já não
dá tempo de fazer coisa alguma.
Pense nisso e seja feliz!
• Tudo na vida é experimentação, dizia Emerson, o grande
pensador norte-americano, portanto, experimentar, arriscar de vez
em quando ou tentar coisas novas
ajudam a melhorar o nosso protótipo. E não há como melhorar algo
se você não pensa diferente nem se
esforça para isso;
• Uma vida mais interessante
e desafiadora: imagine que no dia
da sua partida alguém faça um
comentário do tipo “falecido era tão
bom!” É muito pouco para uma pessoa que tem o mundo à sua disposição para fazer algo diferente e produtivo em favor da humanidade.
DIVULGAÇÃO
não pode ser atribuída a terceiros.
Representa a sua filosofia de vida,
seu nível de ambição e de comprometimento com sua própria evolução pessoal e profissional. É o
reflexo da opção inequívoca pela
estagnação.
Embora a zona de conforto
seja quentinha e aconchegante, ela
nunca será promissora. É duro sair
da cama com menos dois graus
centígrados lá fora, mas se você
não fizer isso, o gelo não sai do
carro sozinho, a comida não chega
até a sua cama, os clientes não
aparecem com o pedido na mão ou
patrão vem à sua casa perguntar
se você está bem.
Na medida em que você permite, a zona de conforto vai atrofiando
a sua capacidade de resposta e você
torna-se tão vazio e insosso quanto
aquele seu tio ranzinza que não sabe
fazer outra coisa na vida senão ficar
reclamando do governo e da comida
da sua tia, sem se desgrudar do controle remoto.
JERÔNIMO MENDES
Administrador, coach, empreendedor, escritor
e palestrante - www.jeronimomendes.com.br
Junho Julho Agosto 2013 Power Channel
33
OPINIÃO
Crowdsourcing é
o caminho para a
sua reputação digital
CROWDSOURCING É UMA ESTRATÉGIA CADA VEZ MAIS USADA POR DIVERSAS EMPRESAS, DE DIFERENTES TAMANHOS E SEGMENTOS
QUE UTILIZAM O PODER DA MULTIDÃO PARA MELHORAR SUA ESTRUTURA, REALIZAR NOVOS PROJETOS, ETC. POR MARINA MIRANDA
34 Power Channel Junho Julho Agosto 2013
plo, é avaliado pelo proprietário depois de
sair do imóvel.
Tudo o que você faz hoje na internet
pode ajudar ou prejudicar sua reputação.
E isso tem um nome: reputation economy.
O valor da reputação não é um conceito
novo, mas agora há um elemento a mais: o
big data – um número tão grande de informações que esses dados, capturados na
web por diversos serviços digitais, podem
ser cruzados e analisados.
O seu Facebook, por exemplo, mostra
do que você gosta, o que comenta na linha
do tempo dos amigos e todas essas informações são “coladas” em você. Todos
deixamos um rastro de informações e uma
delas é se somos confiáveis ou não.
Tudo isso tem um potencial enorme
para as empresas. Os bancos são um bom
exemplo, uma vez que podem usar essas
informações para avaliar se vão te dar
crédito.
Usando ações passadas, é possível
saber qual é a probabilidade de alguém
honrar um acordo no futuro, o que pode ser
particularmente útil para a indústria de
serviços financeiros. “A reputação permite
trazer mais um pouco da história de quem
você é, não importa se é no digital ou no
mundo real”, diz Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb.
Alguns exemplos de quais atividades
são analisadas: dá para medir a conectividade social por meio de seus amigos no
Facebook, saber quem são as pessoas
conectadas em seu LinkedIn e qual sua
pontuação no Klout.
Nossa reputação digital será nosso
cartão de visitas tanto no mundo online
como fora dele.
DIVULGAÇÃO
Os executivos já perceberam que esse
tipo de ação é importante (e muito útil)
para descentralizar a inovação e, assim,
produzir resultados de diferentes formas.
Portanto, a questão não é mais se é importante ou não, as empresas já sabem o
valor do crowdsourcing.
Agora o ciclo de decisão está na fase
de como e quando fazer. Por isso, vamos
abordar outros assuntos ligados ao
crowdsourcing que é big data e reputation
economy.
Com plataformas que o core business
é crowdsourcing, cada vez mais temos um
grande número de informações muito
preciosas para as decisões na empresa.
Quando esse monte de informações está
em diversas plataformas começa a ser
agrupada, nós temos Big Data.
E o que você tem a ver com Big Data?
Reputation economy? Você já pensou que
também tem uma reputação digital e que
ela pode, um dia, afetar seu crédito em
bancos?
Ou que headhunters vão avaliar sua
participação online como um dos requisitos para sua contratação? Quem já
alugou uma casa pelo Airbnb, por exem-
MARINA MIRANDA
Responsável pela Conferência Crowdsourcing
Co-criação e colaboração
conferenciacrowdsourcing.com.br
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Power Channel Ano 6 - Nº20 Junho Julho Agosto