UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
A IMPORTÂNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS
INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS NO BRASIL
Por: Fernanda Maria do Nascimento Ribeiro
Orientador
Prof. Mario Luiz
Rio de Janeiro
2015
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
A IMPORTÂNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS
INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS NO BRASIL
Apresentação de monografia à AVM Faculdade
Integrada como requisito parcial para obtenção do
grau de especialista em Gestão Pública
Por:
Fernanda
Maria
do
Nascimento
Ribeiro
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar a Deus, que
sempre me protege e me guia.
A
minha
mãe,
por
ter
me
deixado como herança o exemplo de
diplomacia no trato com as pessoas, a
retidão, a hombridade e o bom caráter.
Por ser exemplo de ser humano
bondoso e sereno diante de tantas
atribulações, sem nunca se esquecer
de Deus, agradecendo-O por suas
misericórdias.
A meu pai, por sua luta e batalha
para ver seus filhos bem educados não
só no aspecto moral, mas também
para que, apesar das dificuldades,
pudessem ter uma boa educação. Por
ser, exemplo de homem bondoso e
amoroso para com todos os seus
filhos.
Ao meu esposo, que todo o dia
me incentiva e demonstra todos os dias
o seu orgulho pelas minhas conquistas.
Por fim, gostaria de agradecer a
toda a equipe da AVM, que se dedica a
prestar
excelente
atendimento.
DEDICATÓRIA
Dedico
a
todos
que
sempre
me
incentivaram a buscar os meus sonhos,
em especial ao meu pai, meu esposo e
minha sogra que sempre estiveram do
meu lado.
RESUMO
No cenário atual, a importância de uma nova consciência e tomada de
decisão se faz necessária nas organizações. Nesse contexto, as instituições
bancárias possuem um papel importante por serem influentes na economia, e
diante desse contexto é que se cria uma grande preocupação com a área
social.
Neste trabalho, abordaremos os conceitos da Responsabilidade Social,
e sobre quais os possíveis motivos pelos quais as instituições bancárias
investem e praticam a responsabilidade social. Transcorreremos sobre o
Balanço Social e a atuação do IBASE para a difusão do Balanço Social no
meio empresarial, bem como sobre o papel da FEBRABAN na disseminação
das práticas de responsabilidade no setor bancário. Conheceremos as
instituições abordadas neste trabalho, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E
BANCO DO BRASIL, com o intuito de analisarmos se suas premissas
(Histórico, Missão, Visão, Valores estão diretamente ligadas às práticas sociais
que atualmente vêm desenvolvendo. Qual é o real alcance das suas ações?
Por fim, abordaremos sobre a importância de ser um banco socialmente
responsável para a sociedade. Qual é a relação da postura social do banco
com a sociedade?
Conclui-se que essas instituições bancárias têm mantido esforços no
sentido de serem agentes de mudança, contribuindo com recursos humanos,
financeiros e materiais e agindo em parceria com o poder público.
METODOLOGIA
O presente estudo tem sua sustentação baseadas em pesquisas
bibliográficas em livros, artigos acadêmicos, teses, dissertações e sites como
base para fundamentação teórica da pesquisa, como: Letícia Helena Medeiros
VELOSO, João Eduardo Prudência TINOCO, Zairo CHEIBUB, Antonio Cesar
Amaru MAXIMIANO e Richard LOCKE, entre outros.
O objetivo é pesquisar este assunto nas instituições públicas atuantes
no setor bancário do Brasil.
A escolha do setor bancário justifica-se por ser um setor com estrutura
organizacional bem definida e por existir um forte compromisso do setor com
as práticas sociais. A escolha ainda levou em conta, as instituições financeiras
que tivessem uma participação forte, coerente e respeitada nos aspectos
sociais, que fossem realmente engajadas na Responsabilidade Social, além de
possuir uma forte campanha publicitária que mostrasse esses projetos.
Considerando o critério de escolha, este estudo focou nas duas
maiores instituições bancárias “públicas” Federais do Brasil que são a Caixa
Econômica Federal e Banco do Brasil, que vêm se destacando de forma mais
abrangente, por estarem presentes em todos os Estados do país, como
importantes elos do Sistema Financeiro Nacional no provimento de crédito à
população. O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) têm
sido importantes instrumentos do governo na inclusão bancária da população.
No caso específico do BB, o banco vem atuando de forma marcante no
agronegócio nacional, como principal instituição de financiamento das
exportações agrícolas, e ainda no financiamento de pequenas e médias
empresas.
A Caixa Econômica Federal atende não somente os seus clientes
bancários ela é também um importante braço do Estado para a execução de
políticas sociais, como a assistência ao trabalhador formal, por meio do
pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Programa
de Integração Social (PIS) e seguro-desemprego, benefícios de programas
sociais – como o PBF, por exemplo. A Caixa Econômica Federal é também a
instituição centralizadora das operações referentes a financiamento de
habitação popular, saneamento público básico de estados e municípios, entre
outras. Desde 2009, quando foi lançado o programa Minha Casa, Minha Vida,
a atuação da Caixa Econômica Federal foi intensificada na área da habitação
popular. (IPEA on line1).
Nesse
aspecto,
a
questão
da
Responsabilidade
Social
está
diretamente ligada a questão da ética, da parceria e da cooperação junto ao
Estado. A análise sobre as questões legais que unem os bancos públicos ao
Poder Público nos níveis: Federal, Estadual e Municipal, como o recebimento
de tributos e o repasse de recursos; necessitará de um estudo mais
aprofundado e detalhado.
Buscaremos com esse estudo conhecer tais práticas e os impactos
dessas ações no cenário organizacional brasileiro e na sociedade.
Considerando o método utilizado para este trabalho, ele foi definido
como exploratório, ressaltando-se que o objetivo principal não é estabelecer
um ranking entre as instituições (mais ética x mais socialmente responsável),
mas explorar o tema de modo a trazer para uma maior reflexão sobre o que é
feito e sobre o que ainda pode ser feito pelas instituições, enfatizando ao final
deste trabalho a importância e o compromisso histórico dessas instituições
com o desenvolvimento de toda a sociedade brasileira.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
10
CAPÍTULO I - A importância de ser socialmente responsável
13
1.1 Responsabilidades Social
1.2 Ética
1.3 IBASE e Balanço Social
1.4 Papel da FEBRABAN no contexto da Responsabilidade Social
16
18
20
22
CAPÍTULO II - O que está sendo praticado hoje?
25
2.1 Caixa Econômica Federal
26
2.1.1 Histórico
2.1.2 Missão
2.1.3 Valores
2.1.4 Organograma
2.1.5 Projetos e Programas
26
28
29
29
31
2.2 Banco do Brasil
34
2.2.1 Histórico
2.2.2 Missão
2.2.3 Valores
2.2.4 Organograma
2.2.5 Projetos e Programas
34
35
35
36
37
2.3 Aspectos relevantes da Responsabilidade Socioempresarial
40
CAPÍTULO III – A importância de um banco com RS para a sociedade
50
CONCLUSÃO
54
BIBLIOGRAFIA
56
WEBGRAFIA
59
ÍNDICE
62
10
INTRODUÇÃO
O tema Responsabilidade Social já é um dos assuntos mais discutidos
no mundo coorporativo, e também tem sido tema recorrente nas mídias e
motivo de grandes investimentos por parte das empresas, porém é bem
recente a tomada de consciência das empresas quanto à importância de se
investir de forma estratégica em Responsabilidade Social, seja para melhorar
sua imagem perante a sociedade, seja como estratégia de mercado ou como
fonte de incentivos fiscais.
Este é um tema de grande relevância, pois no cenário atual as
instituições bancárias “públicas” além de atuar na promoção da cidadania e no
desenvolvimento
das
políticas
públicas
esses
bancos
também
vêm
estabelecendo novas formas de gestão na realização de negócios,
incorporando considerações de cunho social em seus valores e missão, bem
como em seus processos decisórios. Com isso, demonstram as suas
responsabilidades (accountability) pelos impactos que causam com as suas
decisões na sociedade e no meio ambiente.
Este estudo tem como objetivo principal conhecer e analisar as
práticas de Responsabilidade Social nas duas maiores instituições bancárias
“públicas” federais do Brasil, especificamente Caixa Econômica Federal, a
partir daqui denominada CEF e Banco do Brasil, a partir daqui denominada BB,
estando estas entre os cinco maiores bancos da América Latina (UOL on line1).
Pode-se notar que a abordagem deste trabalho para com as duas
instituições “públicas” se dá entre aspas, pois a natureza jurídica de um delas
não se enquadra como empresa pública propriamente dita.
O BB é uma sociedade de economia mista que tem personalidade
jurídica de direito privado. Embora seja uma sociedade empresária estatal o
BB tem forma de uma sociedade anônima na qual o Estado tem a maior
participação, porém parte do seu capital é aberto para investidores privados.
Portanto, não é empresa pública.
11
Já a CEF, ainda é, de acordo com que o art. 1º, decreto 7.973/2013,
Estatuto da CEF, dispõe, uma instituição financeira sob a forma de empresa
pública, criada nos termos do Decreto-Lei nº 759, de 12 de agosto de 1969,
vinculada ao Ministério da Fazenda. A CEF, portanto, na estrutura
administrativa brasileira, enquadra-se como empresa pública.
As empresas públicas, ao lado das sociedades de economia mista e
fundações privadas, são pessoas privadas, criadas pelo Estado, com recursos
essencialmente públicos, para a execução e exploração de serviços públicos
ou para a intervenção na atividade econômica.
Voltando a questão da responsabilidade social, a expectativa em torno
deste tema está voltada cada vez mais para uma participação mais direta da
sociedade e está muito além das ações sociais praticadas na região em que se
está inserida e na diminuição de possíveis danos ambientais resultantes da
atividade que exerce; essas iniciativas não são mais suficientes para atribuir a
uma empresa a condição de socialmente responsável. É essencial que se
invista no bem estar dos seus funcionários e dependentes, num ambiente de
trabalho saudável, além de adotar posturas transparentes, éticas perante a
sociedade, atuar na prática de relacionamento ético com seus fornecedores e
garantir a satisfação dos seus clientes e consumidores.
Neste trabalho acadêmico, o capítulo I inicia-se com um breve histórico
do tema e com os fundamentos da responsabilidade social, em que serão
apresentadas as possíveis razões para o desenvolvimento da responsabilidade
social empresarial e os possíveis motivos pelos quais as empresas investem e
praticam a responsabilidade social. Em seguida, serão expostos como os
aspectos éticos e morais são importantes para o desenvolvimento de uma
postura empresarial pautada pelos valores morais e pela conduta transparente,
Abordaremos uma breve exposição sobre o Balanço Social e o histórico e a
atuação do IBASE para a difusão do Balanço Social no meio empresarial. Essa
primeira parte termina com o papel da FEBRABAN na disseminação das
práticas de responsabilidade no setor.
12
Em segundo momento, intitulado como “Capítulo II”, conheceremos as
instituições abordadas neste trabalho, com o intuito de analisarmos se suas
premissas (Histórico, Missão, Visão, Valores estão diretamente ligadas às
práticas sociais que atualmente vêm desenvolvendo. Qual é o real alcance das
suas ações?
O terceiro capítulo abordará de forma mais abrangente a importância
de ser um banco socialmente responsável para a sociedade. Qual é a relação
da postura social do banco com o cotidiano da sociedade?
Na visão de CHEIBUB e LOCKE (2002), as ações de responsabilidade
social empresarial não têm conseqüências somente para a própria empresa ou
para seus beneficiários diretos, mas para a sociedade como um todo, pois
podem influir na distribuição de poder político na própria sociedade. Devendo
considerar a dimensão pública e política dessas ações.
Ser um banco socialmente sustentável importa tanto para consolidar a
sua imagem e as suas ações em práticas e políticas voltadas para a
preservação do interesse comum, como para consolidar os seus valores para
as futuras gerações e ser sempre lembrado como agente de desenvolvimento
e de transformação para o país.
Não se pretende neste estudo, realizar um aprofundamento dos
pensamentos, dos conceitos e das diversas teorias existentes sobre o tema.
Nem tão pouco, se tem a pretensão de analisar a necessidade de ajustes nos
projetos já difundidos pelas instituições (CEF e BB).
Buscamos aqui conhecer e entender melhor o que está sendo
praticado hoje pelas instituições bancárias e alcançar o reflexo dessas ações
na sociedade.
13
CAPÍTULO I
A IMPORTÂNCIA DE SER SOCIALMENTE
RESPONSÁVEL
A Responsabilidade Social surge no momento em que a sociedade
assume uma atitude de cobrança de uma postura de diálogo e de participação,
entre os três setores: Sociedade, Governo e Empresa.
A partir da metade do século XX, com as crises econômicas e sociais,
com o desenvolvimento da democracia, com o aperfeiçoamento das relações
de trabalho, e a preocupação com a preservação dos recursos naturais e com
o desenvolvimento sustentável, têm mudado a forma de gestão das empresas.
As empresas têm sofrido transformações importantes na forma de
administrar os seus negócios, sendo uma delas a que diz respeito ao emprego
de uma dupla lógica – a do lucro e da responsabilidade social. Recentemente
ainda se pensava que, para a organização ser bem sucedida, bastava
apresentar o resultado econômico e lucratividade, não interessava os meios
utilizados para alcançar os seus objetivos. Esse conceito mudou.
Responsabilidade Social por CARDOSO e ASHLEY (2002, p. 7) pode
ser definida como o compromisso que uma organização deve ter para com a
sociedade, expresso por meios de atos e atitudes que a afetem positivamente,
de modo amplo, ou a alguma comunidade de modo específico, agindo
proativamente, e coerentemente no que tange o seu papel específico na
sociedade e a sua prestação de contas para com ela.
A preocupação com atitudes éticas e moralmente corretas que afetem
todos os públicos, stakeholders envolvidos (entendidos de maneira mais ampla
possível); a promoção de valores e comportamentos morais que respeitem os
padrões universais de direitos humanos e de cidadania e participação na
sociedade;
o
respeito
ao
meio
ambiente
e
contribuição
para
sua
14
sustentabilidade em todo o mundo; o maior envolvimento nas comunidades em
que se insere a organização, contribuindo para o desenvolvimento econômico
e humano dos indivíduos ou até atuando diretamente na área social, em
parceria com governos ou isoladamente, são para VELOSO (2002, p. 53)
atitudes e atividades que as organizações necessitam desenvolver com vistas
a atingir a Responsabilidade Social.
Com
isso,
podemos
dizer
que
os
principais
setores
da
responsabilidade social de uma empresa são: o apoio ao desenvolvimento da
comunidade onde atua; preservação do meio ambiente; garantia ao bem estar
dos funcionários e dependentes num ambiente de trabalho agradável;
promoção de um sistema de comunicação transparente; retorno aos
acionistas; sinergia com seus parceiros e interessados; e a garantia da
satisfação dos seus clientes internos e externos.
Se por um lado, percebe-se que os bancos normalmente têm grandes
lucros em suas atividades, por outro, também procuram conscientizar-se da
necessidade de desenvolver a responsabilidade social.
Embora
existam
empresas
empenhadas
no
processo
de
desenvolvimento do país e na melhoria das condições de nossa sociedade,
alguns motivos para a prática da responsabilidade social apresentam-se mais
condizentes com a perspectiva de lucro e, portanto, as mais alinhadas com
qualquer estratégia de competitividade e melhoria institucional da imagem.
Conforme apontado por MACHADO e LAGE (2002), são três os principais
motivos que levam as empresas a agirem no campo social:

melhorar a sua imagem perante os clientes, a partir de
uma percepção mais responsável;

Fomentar o desenvolvimento de um mercado
consumidor por meio do aumento de poder aquisitivo
das classes sociais menos favorecidas;

Reduzir a carga tributária investindo nas áreas de seu
interesse (seu público consumidor).
Já para SCHOMMER (2000) os motivos podem estar à obtenção de
vantagens competitivas, a fundamentação religiosa ou moral, a promoção de
15
valores de solidariedade interna, a identificação e desenvolvimento de
lideranças entre os funcionários. Pode ser para o aproveitamento de incentivos
oferecidos pelo governo ou por outras organizações, por diretriz da sede das
empresas.
Diferentes motivações e interesses podem levar as organizações a ser
socialmente responsáveis. VENTURA (1999) aponta que estes podem variar
desde a percepção da responsabilidade social como investimento até sua
percepção como uma questão de cidadania. Porém, deve-se ter em mente que
um fator não exclui necessariamente o outro, pois, muito embora a
organização possa utilizar-se da responsabilidade social como uma estratégia
de ação, ao transformá-la em oportunidade, ainda assim, resulta em benefícios
para a sociedade.
CHERQUES (2003) aponta que os principais fatores que têm levado as
empresas a praticarem a responsabilidade social são:
“[...] a busca de uma imagem comercialmente conveniente, a procura
de vantagens competitivas em ambiente de concorrência incivil, e os
reclamos decorrentes dos danos sociais provocados por suas
atividades. (CHERQUES 2003. p. 41)”
Para
MELO
NETO
(2001b,
p.
85-89),
quando
se
fala
da
Responsabilidade Social, é notabilizado que o Marketing Social está inserido
no contexto. Contudo, criar um marketing social, apoiando o desenvolvimento
da comunidade não é suficiente para atribuir a uma empresa a condição de
socialmente responsável.
A Responsabilidade Social está diretamente ligada a um desempenho
empresarial ético, correto e o desempenho ambiental adequado da empresa,
na melhoria da qualidade de vida dos funcionários e dependentes, buscar
utilizar de seu poder de convencimento na relação da empresa com seus
fornecedores
e
concorrentes
para
mobilizá-los
a
serem
socialmente
responsáveis, implementar normas de respeito ao consumidor e mobilizá-los
para atos de solidariedade.
16
PAOLI (2002, p. 376) busca esclarecer o contexto da reflexão e do
reconhecimento de valores no qual surgiu a proposta de ação social
responsável das empresas, em um contexto mais amplo, relacionando-o às
noções de cidadania e direitos.
“Sua relevância certamente vem do modo como intervém no debate
público sobre os agudos níveis de exclusão social e política do país,
vinculando-se, desde sua (re)descoberta naquela década, como
parâmetro crítico de uma dupla transformação pela qual o país passa
desde então". (PAOLI 2002, p. 376)
Origem do termo cidadania, por FUNARI (2003):
“Quanto à origem do termo, para os romanos, cidadania, deriva da
palavra ciuis. “Em latim, a palavra ciuis gerou ciuitas, “cidadania”,
“cidade”, “Estado”.
Cidadania é uma abstração derivada da junção dos cidadãos. Ciuis é
o ser humano livre e, por isso, ciuitas carrega a noção de liberdade
em seu centro” (FUNARI 2003, p. 49)
A palavra cidadania remete a civilidade e integração social. Na
sociedade essa palavra gera uma demanda por responsabilidade que
inicialmente foi dirigida aos governos, porém com o passar do tempo foi mais
amplamente abrindo espaço para a o ativismo social da população voltado
para o “benefício público”.
1.1 Responsabilidade Social
O conceito teórico de responsabilidade social originou-se na década
de 1950, quando a literatura formal sobre o tema surgiu nos Estados Unidos e
na Europa. A preocupação dos pesquisadores daquela década era com a
excessiva autonomia dos negócios e o poder destes na sociedade, sem a
devida responsabilidade pelas consequências negativas de suas atividades.
Visando a compensação de possíveis impactos negativos da atuação
das empresas, no que se refere à degradação ambiental, a exploração do
trabalho, o abuso econômico e a concorrência desleal, empresários se
envolveram em atividades sociais para beneficiar a comunidade, fora do
âmbito dos negócios das empresas, essas ações foram encaradas como uma
obrigação moral.
17
Essas ações que originaram as ações de Responsabilidade Social
atualmente tão difundidas, não devem ser confundidas com as ações de
filantropia ou da simples assistência social. A palavra Filantropia (philos/amor e
antropos/homem) é de origem grega e significa amor ao outro, amor à
humanidade ou caridade. Como salientam Melo & Fróes (2001a, p. 28), o
conceito de responsabilidade social implica num modelo de gestão que vai
além da simples filantropia. A filantropia esteve associada, historicamente, a
atividades beneficentes, com conotação paternalista. A responsabilidade social
difere da filantropia porque reflete consciência social e dever cívico.
As
diferenças
entre
filantropia
e
responsabilidade
social
são
apresentadas abaixo, segundo MELO NETO & FRÓES, (2001a, p. 28):
Filantropia
Ação individual e voluntária
Responsabilidade Social
Ação Coletiva
Fomento da caridade
Fomento da cidadania
Base assistencialista
Base estratégica
Restrita a empresários filantrópicos e abnegados
Extensiva a todos
Prescinde de gerenciamento
Demanda gerenciamento
Decisão individual
Decisão consensual
Nesse contexto, podemos entender que para MELO NETO e FROES a
definição da responsabilidade social é muito mais que um conceito. É um valor
pessoal e institucional que reflete nas atitudes das empresas, dos empresários
e de todos os seus funcionários e parceiros.
Para muitos a Responsabilidade Social Empresarial caracteriza-se
como uma questão estratégica que não se resume apenas a dar dinheiro a
quem precisa. Responsabilidade Social é a soma das ações internas e
externas de uma companhia, o produto daquilo que é feito dentro e fora dos
portões da companhia. TOLOVI (Exame 1999, p. 38).
18
Para CHERQUES (2008, p. 178), a responsabilidade é o que nos faz
sujeitos e objetos da ética, do direito, das ideologias e se quisermos, da fé. É o
que nos torna passíveis de sanção, de castigo, reprovação e culpa.
É fato que os conceitos de responsabilidade social são amplos,
referem-se à ética como princípio balizador das ações e das relações com
todos os setores públicos com os quais a empresa interage: acionistas,
funcionários, consumidores, rede de fornecedores, meio-ambiente, governo,
mercado e comunidade. Porém Tais ações são acompanhadas pela adoção de
uma mudança comportamental e de gestão que envolve maior transparência,
ética e valores na relação com seus parceiros.
A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura
legal da empresa, da prática de apoio à comunidade. Significa mudança de
atitude, numa perspectiva de gestão empresarial, com foco na qualidade das
relações e na geração de valor para todos.
1.2 Ética
A Ética é um campo de reflexão, uma disciplina teórica, comumente
confundida com o seu objeto de estudo: a moral. Moral é o conjunto de regras
aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas
regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus
julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau. A
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional,
fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
A palavra ética possui dois significados principais: disciplina da ciência
da Filosofia e conjunto de regras, segundo MOREIRA (2002, p. 21) a “... Ética
é o estudo das avaliações do ser humano em relação às suas condutas ou às
dos outros. Essas avaliações são feitas sob a ótica do bem e do mal, de
acordo com um critério que geralmente é ditado pela moral. Como conjunto de
regras, a ética é o rol dos conhecimentos aplicáveis às ações humanas, que
fazem delas atitudes compatíveis com a concepção do bem e da moral.”
19
Ética e padrões de comportamento compatíveis com princípios éticos e
de responsabilidade social são fundamentais na administração bancária
moderna. Quando uma instituição financeira, assim como qualquer outra,
assume uma postura ética, consequentemente sua conduta é amplamente
divulgada e disseminada. Essa publicidade torna, de certa forma a instituição
mais competitiva e traz naturalmente uma visão mais estratégica, pois sua
imagem social estabelece um relacionamento diferenciado junto ao mercado,
agregando valor. Essa postura deve ser adotada perante todos os seus
stakeholders.
Nesse contexto FERREL, FRAEDRICH e FERREL (2001, p. 52)
afirmam que os stakeholders são os públicos com os quais a empresa ou
instituição interage e que desempenham importante papel para ela. Nesse
contexto, entende-se que em geral, os stakeholders são formados por clientes,
fornecedores, governo, mídia, funcionários, acionistas, comunidade.
Em que pese a direção estratégica que se dá ao tema
Responsabilidade Social, abrangendo os diversos públicos de interesse da
organização, importa tanto para a imagem institucional quanto para a
sociedade ter postura ética.
Dessa forma, segundo KARKOTLI (2002, p. 25), uma empresa tem
que ser percebida pelo seu compromisso e responsabilidade que ela deva ter
com a sociedade como um todo, onde o relacionamento da organização com
todas as partes interessadas necessita se desenvolver com base num
comportamento ético, de maneira que isso resulte em reciprocidade no
tratamento. Esse princípio se aplica a todos os aspectos de negociação e
relacionamento com clientes e fornecedores. Ele também é aplicável no que
diz respeito aos funcionários. O respeito à sua individualidade e ao sentimento
coletivo, inclusive quanto à representação sindical, vem a ser uma regra
básica. O mesmo valor se aplica à comunidade e a qualquer entidade ou
indivíduo que mantenha contato com a organização.
MAXIMIANO alerta para a Ética na administração, que tem sua origem
na opinião de que as organizações têm a obrigação de agir no melhor
20
interesse da sociedade. Essa precaução representa uma idéia muito mais
ampla da responsabilidade social dos indivíduos, vez que a ética trata
principalmente das relações humanas e do desprendimento com o próximo.
Segundo MAXIMIANO (2006, p. 440), se cada um deve tratar os outros como
gostaria de ser tratado, o mesmo vale para as organizações. Ética, portanto, é
uma questão de qualidade das relações humanas e indicador do estágio de
desenvolvimento social.
Trata-se de postura, seja ela perante os seus, ou seja perante a
sociedade, pois além de suas responsabilidades jurídicas, temos que ter
responsabilidades prescritas pela moral, assim são com as empresas.
(DUARTE e DIAS, 1986, p. 58-59).
KANUK e SCHIFFMAN (2000, p.12) dizem que "a maioria das
empresas reconhece que atividades socialmente responsáveis melhoram suas
imagens junto aos consumidores, acionistas, comunidade financeira e outros
públicos relevantes. A imagem institucional é um ativo intangível para a
empresa, é um bem que significa a aceitação pública de sua atuação, a sua
identidade”.
Os bancos, de um modo geral, por trabalharem com o dinheiro alheio,
precisam ter sua imagem institucional preservada, precisam ter uma reputação
que preserve sua honestidade e integridade.
Nesse contexto, torna-se imprescindível que as orientações definidas
na direção da gestão permitam à adoção de padrões de comportamento ético
e que estes, estejam em consonância com a possibilidade da empresa se
manter dentro de um mercado que se apresenta cada vez mais competitivo.
1.3 IBASE e Balanço Social
O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) é uma
organização da sociedade civil fundada em 1981 por, entre outros, o sociólogo
Herbert de Souza, o Betinho. Na década de 1990, ele tornou-se símbolo de
cidadania no Brasil ao liderar a campanha contra a fome que mobilizou a
21
sociedade brasileira para enfrentar a pobreza e as desigualdades. Hemofílico,
morreu de AIDS em 09 de agosto de 1997, deixando um exemplo de
solidariedade e de luta pela transformação social.(IBASE on line 1).
O IBASE tem como objetivo a diminuição da pobreza e das injustiças
sociais, através do aprimoramento da cidadania empresarial, procurando
desenvolver uma responsabilidade social nos empresários e nas empresas,
com o intuito de proporcionar um desenvolvimento humano, social e
ambiental.(IBASE on line2).
A
missão
do
IBASE
é
construir a democracia, combatendo
desigualdades e estimulando a participação cidadã. Por isso, apóia e integra
iniciativas voltadas para a defesa e a promoção dos direitos humanos.
Entre as atribuições do IBASE está a análise dos balanços sociais
publicados, no modelo proposto pela instituição, e o desenvolvimento de
indicadores
qualitativos
e
quantitativos
sobre
responsabilidade
social
corporativa.
Nesse contexto surge o balanço social como forma de nutrir ou
complementar carências que o próprio governo não consegue suprir, assim
como o evidenciar às empresas para a divulgação da “ferramenta balanço
social”, de modo que os concorrentes, consumidores e a própria comunidade
saibam como e de que forma a empresa está investindo o seu capital na
sociedade em que está instalada.
O balanço social é um demonstrativo publicado anualmente pelas
empresas reunindo um conjunto de informações sobre os projetos, benefícios
e ações sociais dirigidas aos empregados, investidores, analistas de mercado,
acionistas e à comunidade.
Sua função principal é tornar pública a responsabilidade social
empresarial, construindo maiores vínculos entre a empresa, a sociedade e o
meio ambiente. Como citado por MELO NETO e FROES (2001b), o Balanço
Social é a expressão mais evidente e inequívoca da cidadania empresarial
22
Para TORRES (1998), a função principal do balanço social é tornar
pública a responsabilidade social da empresa.
Por TINOCO e KRAEMER (2004, p.87) o Balanço Social é
caracterizado como um instrumento de gestão e informação que visa
evidenciar, de forma mais transparente possível, informações contábeis,
econômicas, ambientais e sociais, do desempenho das entidades, aos mais
diferenciados usuários.
Citações de Betinho – Balanço Social (2014).
- "A idéia do Balanço Social é demonstrar quantitativamente e
qualitativamente o papel desempenhado pelas empresas no
plano social, tanto internamente quanto na sua atuação na
comunidade. Os itens dessa verificação são vários educação,
saúde, atenção à mulher, atuação na preservação do meio
ambiente, melhoria na qualidade de vida e de trabalho de seus
empregados, apoio a projetos comunitários visando a
erradicação da pobreza, geração de renda e de novos postos
de trabalho.”
- "Realizar o Balanço Social significa uma grande contribuição
para consolidação de uma sociedade verdadeiramente
democrática"
1.4 Papel da FEBRABAN no contexto da Responsabilidade
Social Bancária
No setor bancário, a FEBRABAN, é a principal entidade representativa
do setor, também e tem papel importante na institucionalização da
Responsabilidade Social, é um ator-chave no processo de institucionalização
da Responsabilidade Social no setor bancário. É considerada pioneira na
divulgação de Balanços Sociais, para todo o setor bancário, desde 1993.
Fundada em 09 de novembro de 1967, opera em âmbito nacional
conta com 121 associados que representam 93% do patrimônio líquido e 97%
dos ativos totais do sistema bancário brasileiro, o que lhe fornece um potencial
disseminador da RSE e do balanço social. (FEBRABAN on line1).
Assim como sua missão, os valores da FEBRABAN são: valorizar as
pessoas; promover valores éticos, morais e legais; incentivar práticas de
cidadania e responsabilidade social; defender o livre mercado e a livre
23
concorrência; atuar com profissionalismo e transparência; e valorizar a
diversidade – sinalizam uma cultura alinhada ao movimento pela RSE no
Brasil.
O papel da FEBRABAN junto a seus associados, reforça seu lugar de
ator-chave na institucionalização da RSE e do balanço social, uma vez que,
como representante dos bancos, exerce papel de direcionamento e
disseminação das práticas e dos discursos em relação à SER.
Em uma pesquisa realizada por CAPPELLIN (2002), sobre as atitudes
empresariais com relação à responsabilidade social, em 1999, a FEBRABAN já
aparecia na análise dos resultados da referida pesquisa inserida na categoria
de entidade que considera que a responsabilidade social “é uma opção
pessoal”. Estar nessa categoria indica o reconhecimento da importância e da
pertinência das questões relativas ao tema.
Nesse contexto, a gestão socialmente responsável pode ser entendida
como um caminho encontrado pelas empresas para estreitar os laços com os
diversos públicos de interesse que compõem o leque de relacionamento da
companhia. Sua prática implica na construção de um planejamento que se
adéqüe a um cenário marcado por intensa competitividade entre as
corporações, pressões decorrentes de setores organizados da sociedade e
pelas dificuldades em produzir mais e mais, ao mesmo tempo, atender
legislações cada vez mais duras nesse sentido.
Importante atentar para se definir uma linha de atuação, estruturada na
realidade do nosso país e atento ainda ao cenário político-social que norteia a
sociedade.
É primordial, sobretudo, que as organizações estabeleçam as suas
relações pautadas nos princípios da ética e transparência, aliando com esses
princípios o crescimento econômico, a inclusão social e a conservação do meio
ambiente.
24
Criar identidade social, estabelecer vínculo social, ser um agente
transformador no desenvolvimento da sociedade são alguns fatores que
retratam a importância de ser socialmente responsável.
25
CAPÍTULO II
O QUE ESTÁ SENDO PRATICADO HOJE?
A sociedade tem levado mais a sério as ações relacionadas com a
Responsabilidade Social, e as empresas perceberam que essas questões se
tornaram essenciais para a sobrevivência empresarial e para estratégias
financeiras, quando pensadas em longo prazo, tornando as relações mais
transparentes e ajudando no desenvolvimento da sociedade.
A preocupação com aspectos sociais e ambientais já faz parte dos
negócios. As instituições bancárias buscam incorporar em suas práticas
institucionais princípios e valores relacionados às questões sociais, como: a
eliminação do trabalho infantil; ou ambientais, a redução de seus resíduos
sólidos, entre outros. Porém, alguns desafios naturais aparecem: Como esses
princípios e valores se manifestam na prática? Como serão incorporados nas
organizações?
Princípios e valores devem estar alinhados à cultura organizacional, e
serem construídos de forma participativa. Em muitos casos, são apresentados
na forma de declaração de princípios e código de conduta. Orientar para essas
questões tem sido o objetivo de alguns instrumentos de mercado, como: ANBT
NBR ISO 26000 – Diretrizes sobre RSE e os Indicadores Ethos de
Responsabilidade Social Empresarial.
Tendo a RS como forma de gestão pautada pela relação ética e
transparência,
pelo
estabelecimento
de
metas
compatíveis
com
o
desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos naturais e
culturais para gerações futuras, pelo respeito a diversidade e promoção da
redução das desigualdades sociais, a CEF e o BB desde sua origem vem
praticando a RS em suas governanças coorporativas, incorporando em sua
missão e em seus valores, princípios éticos e socialmente responsáveis.
26
2.1 Caixa Econômica Federal (CEF on line1)
2.1.1 Histórico
Histórico dos Logotipos da CEF
27
A CEF foi criada em 12 Janeiro de 1861, quando Dom Pedro II assinou
o Decreto n° 2.723, que fundou a Caixa Econômica da Corte, O objetivo
principal era o de competir com as outras fontes financeiras e oferecer
serviços/produtos com juros mais baixos com garantias efetivas aos
depositantes.
A CEF é entidade da Administração Pública Indireta, no âmbito federal,
constituída sob a forma de empresa pública, com capital fechado e
integralmente público. Integra o Sistema Financeiro Nacional, submete-se à
fiscalização do Banco Central. Suas contas e operações são julgadas pelo
Tribunal de Contas da União e da Secretaria Federal de Controle do Ministério
da Fazenda.
Definição de empresa pública – Decreto – Lei nº 900 de 1969
Art. 5º Para os fins desta lei considera-se:
II - Empresa Pública - a entidade dotada de personalidade
jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital
exclusivo da União, criado por lei para a exploração de
atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por
força de contingência ou de conveniência administrativa
podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em
direito.
A partir de 1981 a CEF assumiu o Banco de Nacional de Habitação
(BNH), tornando-se a maior instituição de financiamento do desenvolvimento
urbano e de casas próprias.
A CEF é o maior banco público da América Latina, os seus produtos e
serviços estão focados nas grandes operações comercias (como depósitos,
contas correntes, poupança,etc.). Com um diferencial de um lado social muito
forte, a CEF se mantém hoje como centralizadora de operações como o Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o Programa de Integração
Social (PIS) e a Habitação Popular (Programa de Arrendamento Residencial PAR, Carta de Crédito, entre outros). A rede da CEF é composta de:

4 mil pontos agencias espalhadas pelo país;

20 mil correspondentes CAIXA AQUI;

01 Agência barco;

24 mil terminais de autoatendimento em todo país
28

12 mil casas lotéricas
A CEF é a principal instituição federal de fomento de políticas públicas
do Governo nas áreas de desenvolvimento urbano, habitacional, de
infraestrutura e saneamento, além das políticas sociais, como: pagamento de
aposentadorias e Bolsa Família, patrocinadora de esportes e outros programas
de interesse do Governo.
É também o órgão responsável pelas operações dos jogos
lotéricos no Brasil, que foi delegada à Caixa em 1962, sendo a responsável por
sua exploração e repasse ao Governo os valores destinados aos beneficiários
legais. As Loterias CAIXA constituem uma importante fonte de recursos para o
desenvolvimento social. Em 2013, mais de R$ 5,38 bilhões tiveram essa
destinação. Veja como ficou a distribuição: (CEF on line3).

R$ 764,43 milhões foram destinados ao Ministério do Esporte
e aos Comitês Olímpicos e Paraolímpicos Brasileiros;

A Seguridade Social recebeu R$ 1,92 bilhão para garantir
benefícios previdenciários aos cidadãos;

O Programa de Financiamento Estudantil (FIES) recebeu R$
1,06 bilhão para possibilitar aos estudantes de baixa renda a
oportunidade de fazer um curso superior.

Ao Fundo Nacional de Cultura (FNC) foi enviado R$ 320,01
milhões.

O Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) recebeu R$
342,94 milhões para investir na segurança dos cidadãos.

O Fundo Nacional de Saúde (FNS) recebeu R$ 7,56 milhões
para prover, em caráter supletivo, os programas de trabalho
relacionados com a saúde individual e coletivo coordenados
ou desenvolvidos pelo Ministério da Saúde.
A CEF pratica responsabilidade social desde sempre, embora de
maneira não sistematizada. Hoje a responsabilidade social faz parte de sua
governança coorporativa e está presente em sua missão e nos desafios
estratégicos da empresa.
2.1.2 Missão
29
Atuar na promoção da cidadania e desenvolvimento sustentável do
país, como instituição financeira, agente de políticas públicas e parceira
estratégica do Estado Brasileiro.
2.1.3 Valores







Nosso trabalho é importante para a sociedade
Temos orgulho de trabalhar na CAIXA
Juntos podemos mais
Nossas atividades são pautadas pela ética
Respeitamos as ideias, as opções e as diferenças de toda a
sociedade
A liderança se faz pelo exemplo
Somos inovadores no que fazemos
A CEF exerce papel fundamental na promoção do desenvolvimento
urbano e da justiça social do país, contribuindo, sobremaneira para melhoria
da qualidade de vida das pessoas, principalmente as de baixa renda. A
responsabilidade social na CEF se faz presente em diversos relacionamentos
da empresa, sendo ele com empregados, clientes, fornecedores, governo e
sociedade, comunidade e meio ambiente. (CEF on line2).
2.1.4 Organograma
A CEF tem a sua sede em Brasília – DF e com atuação em todo o
território nacional. Vinculada ao Ministério da Fazenda, submete-se às
decisões e disciplina normativa do Banco Central e às normas do Conselho
Monetário Nacional. A Empresa integra o Sistema Financeiro Nacional - SFN; o
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE; e a Associação
Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança - ABECIP.
Membro do Comitê de Instituições Financeiras Federais - COMIF, suas
contas e operações estão sujeitas ao exame e julgamento do Tribunal de
Contas da União e da Secretaria de Controle Interno do Ministério da Fazenda.
Sua estrutura é composta pelos seguintes órgãos:

Conselho de Administração; Órgão superior que define as
políticas da CEF. Composto por 07 membros sendo, 05
30
membros indicados pelo Ministro de Estado da Fazenda,
dentre eles o presidente do Conselho; o presidente da CEF,
que exercerá a vice-presidência do Conselho; e 01 membro
indicado pelo Ministro de Estado do Orçamento e Gestão.

Conselho Fiscal; Integrado por 05 membros efetivos e
respectivos suplentes.

Diretoria Colegiada; Órgão executivo das atividades da CEF.
É composto pelo presidente e 06 diretores da Instituição, sem
designação
especial,
e
pelo
diretor
responsável
exclusivamente pela Gestão e Supervisão de Recursos de
Terceiros.
A CEF acaba de atingir a marca de 100 mil empregados distribuídos
entre Matriz, Superintendências Regionais, Gerências de Filiais e Agências.
Manifestação do então atual presidente da CEF, sobre a ampliação do
quadro funcional, Jorge Hereda: (CEF on line4).
“É o retrato do papel que a CAIXA adquiriu no mercado, como
um player financeiro importante, e como executor de políticas
do governo federal”, afirmou.
Com isso a CEF vem passando por uma série de reestruturações com
o objetivo de tornar-se mais ágil, moderna e competitiva.
Importante trazer à luz desse trabalho a repercussão das novas ações
do Governo sobre a CEF. Entre tantas medidas, estas ditas "impopulares",
uma das que mais repercutiu foi a de promover a abertura do capital da CEF.
Portanto, para realizar a abertura do capital da CEF, o Governo
Federal deverá alterar a sua natureza jurídica, mediante Projeto de Lei, nos
termos da alínea “e”, do parágrafo 1º do Art. 61 da Constituição Federal e
caberá ao Congresso Nacional, debater os prós e contras da medida, tendo
em vista o interesse público. O que gerará muitos debates e protestos.
“Art. 61 - A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe
a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente
da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos,
na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as
leis que:
(...)
31
II - disponham sobre:
(...)
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração
pública, observado o disposto no art. 84, VI;
Art. 84 – Compete privativamente ao Presidente da República:
(...)
VI – dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal,
quando não implicar aumento de despesa nem criação ou
1
extinção de órgãos públicos; “(Pesquisa ON LINE - 2014 )
2.1.5 Projetos e Programas Sociais CEF (on line5)
Em parceria com alguns órgãos públicos e entidades privadas a CEF
através do Fundo Socioambiental CAIXA (FSC), apóia desde janeiro de 2010
projetos socioambientais voltados ao desenvolvimento integrado e sustentável
para a população de baixa renda, desde que estejam alinhados às diretrizes da
CAIXA e do FSC. Suas fontes de recursos são:




Até 2% do lucro líquido efetivo ajustado da Caixa;
Doações e transferências efetuadas à Caixa para o Fundo;
Repasses de fundos externos, públicos e privados, nacionais
e internacionais;
Rendimentos de qualquer natureza, decorrentes de aplicações
da parcela de suas disponibilidades sujeita à remuneração;
Os projetos apoiados devem estar voltados aos programas e ações da
CEF, principalmente nas áreas de: habitação de interesse social, saneamento
ambiental, geração de trabalho e renda, gestão ambiental, saúde, educação,
esporte, cultura, justiça, alimentação, desenvolvimento rural e demais ações
que beneficiem a população de baixa renda.
De acordo com relatório de Sustentabilidade da CAIXA 2013 o FSA
conta com orçamento de R$ 123,6 milhões, dos quais R$ 48,9 milhões estão
aplicados em 110 projetos, em desenvolvimento desde 2011 em diferentes
eixos de atuação, biomas e regiões brasileiras. Desse total, 47% (R$ 22,9
milhões) foram comprometidos a partir dos 18 novos acordos de cooperação
financeira firmados pelo FSA CAIXA em 2013.
32
A distribuição dos recursos é definida anualmente através do Plano de
Aplicação e é executado através de seleção pública, de apoio a políticas
internas e incentivo financeiro a negócios sustentáveis.
Seguem alguns projetos apoiados:
- Turismo ecocultural com base comunitária no Mosaico Sertão VeredasPeruaçu - capacitações nas áreas de empreendedorismo relacionadas a
hospedagem e alimentação, guiagem de turistas, desenvolvimento de roteiros
ecoculturais, operadores locais de turismo, noções de turismo e melhoria da
infraestrutura por meio da implementação de três pousadas comunitárias.
Investimento (2013) - R$1.560.444,50 do FSA CAIXA
- Extrativismo vegetal sustentável - em parceria com as associações locais;
e o fortalecimento da organização comunitária, criando condições para a
formação de grupos de extrativistas e artesãos, entre outras ações. Com
finalização em 2014, o projeto capacitou 291 famílias.
Investimento (2013) - R$ 1.105.297,84 do FSC CAIXA
- Parques fluviais no Rio São Francisco – Conservação e preservação
ambiental por meio de ações que promovam o uso sustentável dos recursos
naturais, a melhoria das condições socioambientais e o aumento da
disponibilidade hídrica de boa qualidade na bacia do São Francisco, com a
construção dos Parques e de ações de educação ambiental. Iniciativas
desenvolvidas nos municípios de Pirapora (MG), Januária (MG), Juazeiro (BA)
e Petrolina (PE),
Investimento (2013) - R$ 12,5 milhões
- Iniciativa Cidades Emergentes Sustentáveis - Em 2013, por meio de uma
parceria firmada com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o
FSA CAIXA destinou R$ 4 milhões para a Iniciativa Cidades Emergentes
Sustentáveis em quatro cidades brasileiras: João Pessoa (PB), Florianópolis
(SC), Vitória (ES) e Palmas (TO).
33
- Geração de renda e energia no semiárido nordestino - A iniciativa é
voltada à geração de receita para os condomínios e famílias de baixa renda
por meio da instalação de sistemas de microgeração eólica e solar em
unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. Com vistas
também a incentivar o associativismo e o cooperativismo entre os
participantes, o projeto recebeu investimento de R$ 6,2 milhões e vem
beneficiando cerca de mil famílias.
- Recuperação de nascentes - Para os parques fluviais do rio São Francisco,
quatro projetos, executados nos municípios de Pirapora (MG), Petrolina (PE),
Juazeiro (BA) e Januária (BA), vão promover a revitalização da bacia do rio
São Francisco, com a recuperação de Áreas de Preservação Permanente em
torno dos cursos d'água que integram a região. As ações dos projetos incluem
a criação de parques fluviais urbanos, com adequação paisagística e plantio de
mudas de espécies nativas, e educação ambiental. Os recursos para os quatro
projetos alcançam R$ 13,3 milhões, com impacto positivo sobre mais de 615
mil
pessoas.
Esses
projetos
conjugam
a
melhoria
das
condições
socioambientais e o manejo adequado dos recursos hídricos, para ofertar água
em maior quantidade e melhor qualidade
Dentre os diversos projetos, programas e incentivos sociais que a CEF
atua em parceria com o Governo Federal, como agência principal de políticas
sociais, a CEF está como parceira nos programas: Bolsa Família, Minha Casa
Minha Vida, FIES, Minha Casa Melhor, PRONASCI, Bolsa Atleta, e demais
programas que auxiliam a população de baixa renda.
34
2.2 Banco do Brasil (BB on line1)
2.2.1 Histórico
Histórico dos Logotipos do BB
Banco do Brasil S. A
O BB foi criado em 1809, durante o período monárquico, quando o
Brasil ainda era uma colônia Portuguesa. O BB financiou integralmente a
primeira bolsa de valores do país e também foi o responsável pela emissão da
moeda nacional de 1893 a 1897, quando o Tesouro Nacional assumiu essa
responsabilidade.
O Banco do Brasil tem sua natureza jurídica como pessoa jurídica de
direito privado, sociedade anônima aberta, de economia mista, organizado sob
a forma de banco múltiplo.
Definição Sociedade de Economia Mista – Decreto – Lei nº 900 de 1969
Art. 5º Para os fins desta lei considera-se:
III - Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a
exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua
maioria à União ou a entidade da Administração Indireta".
35
O Banco do Brasil foi o primeiro banco a operar no País e, hoje, é a
maior instituição financeira do Brasil. O BB detém a maior rede própria de
atendimento no País entre as instituições financeiras:



19.143 pontos de atendimento
presente em 99,9% dos municípios brasileiros.
totaliza 67,6 mil pontos de atendimento no Brasil
(adicionando a rede de correspondentes Mais BB e o
Banco Postal)
No exterior, a rede é composta por 49 pontos próprios, localizados em
24
países,
e mais 1,2 mil bancos conveniados que atuam como
correspondentes em 134.
Na América Latina é a maior instituição financeira em ativos, alcançando
R$ 1,3 trilhão em 2013, o BB oferece soluções, serviços e produtos nos
segmentos bancário, de investimento, gestão de recursos, previdência e
capitalização, meios de pagamento, entre outros, a seus 61,4 milhões de
clientes.
O BB vem atuando de forma marcante no agronegócio nacional, ele
representa um elo entre o governo e o produtor rural, atuando como o maior
financiador do agronegócio brasileiro em todos os segmentos e etapas da
cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes empresas agro-industriais.
2.2.2 Missão
Ser um banco competitivo e rentável, promovendo o desenvolvimento
sustentável do Brasil e cumprindo sua função pública com eficiência.
2.2.3. Valores







Ética e transparência;
Compromisso com o desenvolvimento das comunidades e do
País;
Responsabilidade socioambiental;
Respeito ao consumidor;
Excelência e especialização no relacionamento com o cliente;
Gestão participativa, decisão colegiada e trabalho em equipe;
Ascensão profissional baseada no mérito;
36





Marca como diferencial competitivo;
Proatividade na gestão de riscos;
Comprometimento com solidez, rentabilidade,
inovação;
Respeito à diversidade;
Compromisso com os acionistas e a sociedade.
eficiência
e
A postura de responsabilidade socioambiental do BB é um processo
contínuo e compromisso de todas as áreas do BB. Os programas: Qualidade
de Vida no Trabalho, Programa de Reconhecimento dos Funcionários, Crédito
Responsável, Programa de Ecoeficiência, são iniciativas que retratam as
2
políticas do banco. BB (on line )
O BB apóia atividades produtivas rurais e urbanas, identificadas como
vocações e potencialidades da região em que se insere, deseja ser foco
irradiador de uma postura empresarial social e ambientalmente responsável,
bem com se utilizar de sua relevância e abrangência nacional para se tornar
referência em responsabilidade socioambiental. BB (on line3).
2.2.4 Organograma
O BB tem sua matriz sediada na Capital Federal e tem suas filiais nas
cidades mais representativas no cenário econômico do Brasil.
Embora esteja institucionalmente associado ao Ministério da Fazenda, o
Banco do Brasil também atua de forma integrada com outros entes públicos,
como a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), de quem recebe delegação
para executar serviços em comércio exterior, e a Agência de Promoção de
Exportações e Investimentos (APEX-BRASIL) – ambas vinculadas ao
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) –, no
intuito de fortalecer o comércio exterior brasileiro. BB (on line4)
Sua
estrutura
organizacional
é
composta
pelo
Conselho
de
Administração (CA), o mais alto órgão de governança da empresa, que
desempenha atribuições estratégicas, eletivas e fiscalizadoras, como aprovar
políticas, estratégias e planos corporativos. Cabe ao Governo Federal, como
acionista majoritário, a indicação dos membros do Conselho de Administração.
37
É composto por 8 membros, assessorado pelos Comitês de Auditoria e de
remuneração e pela Auditoria Interna, e a Diretoria Executiva, composta pelo
Conselho Diretor (Presidente e 9 Vice-Presidentes) e por 27 Diretores
Estatutários. O BB mantém ainda, em caráter permanente, um Conselho Fiscal
composto por 5 membros titulares e 5 suplentes
Atualmente, o Banco conta com mais de 112 mil funcionários e destacase no segmento por um conjunto de diferenciais competitivos.
2.2.5 Projetos e Programas Sociais
Em 1985 foi criada a Fundação Banco do Brasil, instituição sem fins
lucrativos que apóia e patrocina ações em diversos campos, como o cultural,
social e esportivo, entre outros.
A Fundação Banco do Brasil atua de forma a identificar e mobilizar
diferentes atores sociais na busca por soluções efetivas para aspectos
fundamentais do desenvolvimento sustentável de comunidades brasileiras.
Em 2014, a Fundação BB realizou R$ 255 milhões de investimentos
sociais
para
promover
o
desenvolvimento
sustentável
e
a
inclusão
socioprodutiva de comunidades brasileiras de agricultores familiares, catadores
de
materiais
recicláveis,
indígenas,
assentados
da
reforma
agrária,
quilombolas, jovens, além de crianças e adolescentes. BB (on line9)
Foram
desenvolvidos
689
projetos,
transformando
a
vida
de
aproximadamente 226,6 mil pessoas em comunidades rurais ou urbanas, em
656 municípios. A estratégia da Fundação para a alocação dos recursos não
reembolsáveis foi priorizar a utilização de mecanismos de seleção pública, em
cinco eixos prioritários: água, agroecologia, agroindústria, resíduos sólidos e
educação BB (on line9):
- Água: concentra ações voltadas à universalização do acesso à água para
consumo e produção, como as ações inseridas no âmbito do Projeto Água
para Todos, do Programa Água Brasil e no convênio Água para Inclusão, além
38
de tecnologias sociais nas áreas de recursos hídricos e saneamento como as
Barraginhas, as Cisternas de Placa, as Fossas Sépticas Biodigestoras.
O vetor Água teve o maior investimento social da Fundação BB, totalizando R$
148,5 milhões. A maior parte dos recursos foi aplicada em ações para a
universalização do acesso à água no semiárido brasileiro, em alinhamento com
a política pública Água Para Todos, do Governo Federal.
- Resíduos Sólidos: concentra ações executadas no âmbito do eixo urbano.
Em que pese às iniciativas desta cadeia estarem concentradas no Projeto
Cataforte, a Fundação BB também atua em parceria com o Banco do Brasil,
Agência Nacional das Águas (ANA) e WWF-Brasil no Programa Água Brasil.
Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, o antigo lixão de Gramacho
recebeu investimentos sociais de R$ 575 mil em 2013 e se tornou o primeiro
Polo de Reciclagem do País. Outro exemplo da atuação da Fundação BB com
Resíduos Sólidos é a Cooperativa de Catadores Agentes Ecológicos de
Canabrava (CAEC), cooperativa integrante da Rede Catabahia (BA).
Considerada modelo e uma das referências nacionais na disseminação da
formação de cooperativas e inclusão social de catadores.
- Agroecologia: A Fundação Banco do Brasil apóia a reaplicação da
tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) com
investimentos sociais que possibilitam aos agricultores familiares ampliar a
variedade de suas hortas, o que contribui para uma alimentação saudável,
evita desgastes no solo e possibilita a comercialização de produtos excedentes
no mercado. Somente em 2013, foram apoiados convênios para implantação
de 886 novos PAIS em propriedades rurais de agricultores familiares, com
investimentos sociais de R$ 11,2 milhões.
- Agroindústria: Tem como base a organização dos agricultores em
cooperativas
e
associações,
de
modo
a
fortalecer
a
produção,
o
beneficiamento da matéria-prima e a comercialização. É uma das alternativas
econômicas para a permanência dos agricultores familiares no meio rural,
fortalecendo as cadeias produtivas, especialmente em apicultura, cajucultura e
mandiocultura. Em 2013, o investimento social para produção, beneficiamento
39
e comercialização dessas cadeias totalizou R$ 1,9 milhão atendendo a cerca
de 5,8 mil pessoas. Nesse contexto a Fundação BB a participar é a
responsável pela elaboração do Programa de Agroindustrialização em
Assentamentos da Reforma Agrária – TERRA FORTE.
- Educação: A Fundação Banco do Brasil atua na área de educação como
eixo transversal a todas as suas iniciativas, tendo como fio condutor da
inclusão socioprodutiva. Ao todo, foram R$ 16,4 milhões de investimentos
sociais em educação no ano de 2013, distribuídos entre os seguintes
Programas: AABB Comunidade, Inclusão Digital e Projeto Memória. Deste
investimento, 88% foi destinado para a realização de atividades culturais e de
capacitação de adolescentes e crianças pelo Programa AABB Comunidade,
oferecendo complementação escolar para alunos da rede pública de ensino,
com idade entre 6 e 18 anos incompletos.
Para realizar sua missão, a Fundação Banco do Brasil tem como
objetivos estratégicos promover a inclusão socioprodutiva com qualidade,
potencializar a integração, os investimentos sociais e a disseminação de
tecnologias sociais, bem como ampliar a sinergia com parceiros estratégicos e
5
com políticas públicas. BB (on line )
Dentre os diversos projetos, programas e incentivos sociais que o BB
atua em parceria com o Governo Federal, o BB tem grande representatividade
nos
programas:
CRESCER
(Programa
Nacional
de
Microcrédito),
Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR (Minha Casa Minha Vida
Rural), Programa de Construção e Ampliação de Armazéns – Apoio ao
Agronegócio Brasileiro, entre outros.
40
2.3
Aspectos
relevantes
da
Responsabilidade
Socioempresarial:
Abordaremos a seguir as questões mais relevantes que caracterizam a
Responsabilidade Social nas instituições bancárias abordadas, considerando a
natureza de sua atividade e o relacionamento com seu público interno e
externo.
A) Governança Coorporativa
Definição,
segundo
IBCG
(Instituto
Brasileiro
de
Governança
Coorporativa)
“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as
organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas,
envolvendo as práticas e os relacionamentos entre
proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de
controle. As boas práticas de Governança Corporativa
convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando
interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da
organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo
1
para a sua longevidade.” IBGC (on line )
- CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“A CEF tem a Governança Coorporativa como o conjunto de
práticas de gestão adotadas pela empresa com o objetivo de
aperfeiçoar o desempenho e proteger os direitos de todas as
partes interessadas. Assim, para a CEF, a governança envolve
os relacionamentos entre acionistas ou quotistas, conselheiros
de administração e fiscal, diretoria e auditoria independente,
6
entre outros. CEF (on line )
- BANCO DO BRASIL:
“O Banco do Brasil (BB) adota as melhores práticas em
governança corporativa, que asseguram a transparência da
gestão, o equilíbrio de direitos entre acionistas, a prestação de
contas aos investidores e à sociedade, a ética no trato com os
diversos públicos e a sustentabilidade dos negócios.” BB (on
6
line )
B) Ética e Transparência
- CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“A Empresa continuou sua busca em se tornar referência em
práticas de governança corporativa, seja pelo modelo de gestão
vigente, que tem a governança corporativa como uma de suas
vertentes, seja pela adoção de práticas de gestão alinhadas a
princípios como transparência, equidade, prestação de contas,
41
responsabilidade social empresarial, conformidade, gestão
estratégica de riscos e sustentabilidade, os quais se
concretizam em instrumentos variados de gestão, como o
Código de Ética e as Políticas de Atuação da CAIXA.” CEF (on
7
line )
- BANCO DO BRASIL:
“O BB Tem a ética como compromisso e o respeito como
atitude nos relacionamentos com os públicos de interesse e
com o meio ambiente. Com o objetivo de internalizar a cultura
de sustentabilidade econômica, social e ambiental nas práticas
administrativas e negociais do Conglomerado, foi elaborada a
Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental do
Banco do Brasil. Demonstra que sua Administração se
compromete com a transparência, a prestação de contas, a
eqüidade e responsabilidade socioambiental, suportadas pela
utilização de ferramentas de monitoramento que alinham o
comportamento dos executivos ao interesse dos acionistas e da
7
Sociedade. “BB (on line )
C) Demonstrações Contábeis e Financeiras
- CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“Por ter sua atuação toda norteada por princípios como a
Transparência, a CAIXA divulga, periodicamente, balanços e
demonstrativos para tornar público seu desempenho nas áreas
8
social, financeira e administrativa.” CEF (on line )
- BANCO DO BRASIL:
“Pratica ampla e oportuna divulgação de
financeiras e não financeiras sobre o seu
permitindo que os interessados acompanhem e
forma inequívoca os fundamentos econômicos e
8
da empresa.” BB (on line )
informações
desempenho,
entendam de
os resultados
D) Conduta
CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“Por sua natureza jurídica, a CAIXA obedece às diretrizes do
Código de Conduta da Alta Administração Federal – que
preconiza o elevado padrão de comportamento ético nas
tomadas de decisão, práticas gerenciais e relacionamentos
mantidos com os públicos interno e externo. Em 2013, foi
publicado o Código de Conduta dos Empregados e Dirigentes
da CAIXA – um conjunto abrangente de regras que disciplinam
o comportamento dos profissionais da Empresa.
O Código, disponível a todos os empregados, também é
anexado aos contratos de prestação de serviços, de forma a
garantir as melhores práticas entre os profissionais
terceirizados.
Entre os benefícios proporcionados pelo documento estão o
alinhamento das relações estabelecidas com órgãos
42
controladores internos e externos e a proteção dos interesses
9
públicos e dos profissionais da Empresa.” CEF (on line )
BANCO DO BRASIL:
“Na orientação da conduta dos funcionários do Banco do Brasil,
utilizam-se como referenciais os princípios que permeiam os
documentos Políticas Gerais e Políticas Específicas, aprovados
pelo Conselho Administração, bem como o Código de Ética.
Além destes referenciais, os membros da Diretoria Executiva e
do Conselho de Administração também se submetem ao
contido no Código de Conduta da Alta Administração Federal.”
8
BB (on line )
E) Relação com os trabalhadores e colaboradores terceirizados:
As
entidades
sindicais
que
representam
o
setor
financeiro,
frequentemente criticam o discurso dos bancos, em geral, sobre a
responsabilidade social e são muito comuns os relatos de descumprimento das
leis trabalhistas dos bancos, como:




Precariedade das condições de trabalho;
Aumento do assédio moral;
Desrespeito a carga horária;
Desvio de funções; entre outras.
Quanto à relação com seus trabalhadores, assim se manifestam os
bancos:
CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“As políticas e ações voltadas ao público interno da CAIXA
visam à promoção de um ambiente equânime no trabalho e à
incorporação da Responsabilidade Social na organização,
trazendo-a para a prática dos seus empregados.” CEF (on
10
line )
BANCO DO BRASIL:
“1.2.1 Zelamos pelo estabelecimento de um ambiente de
trabalho digno e saudável, pautando as relações entre
superiores hierárquicos, subordinados, pares e colaboradores
pelo respeito e pela cordialidade.
(...)
1.2.3. Respeitamos a liberdade de associação sindical e
buscamos conciliar os interesses da Empresa com os
interesses dos funcionários e suas entidades representativas de
forma transparente, tendo a negociação como prática
permanente.
1.2.4. Asseguramos a cada funcionário o acesso às
informações pertinentes à sua privacidade, bem como o sigilo
destas informações, ressalvados os casos previstos em lei.
43
1.2.5. Reconhecemos, aceitamos e respeitamos a diversidade
do conjunto de pessoas que compõem o Conglomerado.”
10
BB (on line )
Nas últimas décadas o setor bancário passou a delegar muitas de suas
atividades, antes realizadas pelo seu corpo funcional, para empresas
especializadas na prestação de serviços. Essa prática é chamada de
terceirização. Essa prática gerou impactos relevantes sobre as relações
trabalhistas, como a redução salarial e dificuldades na representação sindical.
Nesse contexto, em 2006 foi criada a Contra-Cuf – Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, com o objetivo principal de
representar as diversas categorias prestadoras de serviços no setor financeiro
e que se encontram às margens da Convenção Coletiva de Trabalho dos
Bancários.
Quanto à relação com seus colaboradores, assim se manifestam os
bancos:
CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“Ser transparente é um dos pilares da sustentação da CAIXA, o
qual é percebido na parceria com o Governo federal, no
comprometimento com a sociedade, empregados, clientes,
parceiros, colaboradores e fornecedores, e na busca pelo
12
tratamento igualitário e justo nas relações.” CEF (on line )
BANCO DO BRASIL:
“1.2.7. Orientamos os profissionais contratados a pautarem
seus comportamentos pelos princípios éticos do BB.
1.2.8. Valorizamos o diálogo com funcionários e colaboradores,
mantendo canais aptos a recepcionar e processar dúvidas,
denúncias, reclamações e sugestões, bem como garantimos o
10
anonimato, quando solicitado.” BB (on line )
F) Relação com os clientes
CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“Construir relações saudáveis e duradouras, pautadas na ética
e na transparência, é um compromisso das empresas
socialmente
responsáveis.
Pensando
nisso,
a
Responsabilidade Social Empresarial se faz presente nos
diversos relacionamentos da CAIXA, sendo eles com
empregados, fornecedores, clientes, governo e sociedade,
10
comunidade e meio ambiente.” CEF (on line )
44
Em 2013, a CEF lançou um Portal de Educação Financeira aberto a
todos os públicos, incluindo pessoas físicas e jurídicas, com conteúdos de fácil
compreensão que incluem vídeos, textos explicativos, dicas sobre como e
quando investir e ferramentas para gestão das finanças. Todo o conteúdo é
disponibilizado também a todos os funcionários através do sistema da
Universidade Coorporativa da CAIXA. O BB também implantou a oficina Saúde
Financeira não Tem Preço, com vistas a auxiliar clientes e sociedade nas
questões financeiras de seu dia a dia e demonstrar a importância do
planejamento financeiro e do uso consciente do crédito.
Essa iniciativa é de grande importância, pois enfatiza a preocupação das
instituições com a educação de toda a sociedade, enxergando a todos como
clientes em potencial.
BANCO DO BRASIL:
“1.1.1. Oferecemos produtos, serviços e informações para o
atendimento das necessidades de clientes de cada segmento
de mercado, com inovação, qualidade e segurança.
1.1.2. Oferecemos tratamento digno e cortês, respeitando os
interesses e os direitos do consumidor.
1.1.3. Oferecemos orientações e informações claras, confiáveis
e oportunas, para permitir aos clientes a melhor decisão nos
negócios.
1.1.4. Estimulamos a comunicação dos clientes com a Empresa
e consideramos suas manifestações no desenvolvimento e
melhoria das soluções em produtos, serviços e relacionamento.
1.1.5. Asseguramos o sigilo das informações bancárias,
10
ressalvados os casos previstos em lei.” BB (on line )
G) Relação com fornecedores
Ambas as instituições bancárias, demonstram comprometimento com a
restrição a fornecedores que utilizam práticas de trabalho degradantes. Tanto a
CEF como o BB exigem das empresas prestadoras de serviços e demais
fornecedores a não utilização de trabalho escravo, a não utilização de trabalho
infantil. A CEF, especificamente, exige das empresas contratadas, para o caso
de obras, o planejamento para descarte de resíduos sólidos da construção civil
e a certificação florestal para as madeiras utilizadas nos serviços de
engenharia.
45
Com o intuito de reduzir o impacto com o volume de impressão de
papel, dadas as características dos negócios da CAIXA, a empresa só adquire
papel com selo FSC – Manejo Florestal Responsável.
CAIXA ECONOMICA FEDERAL
“Alinhada aos princípios de Responsabilidade Social
Empresarial, a CAIXA aprovou a Política de Relacionamento
com Fornecedores em 2007, para aquisição de produtos e
serviços com adicionais socioambientais. Ao estabelecer a
sustentabilidade como critério de compra, a CAIXA influencia
positivamente toda a cadeia produtiva e fortalece o
10
relacionamento com os fornecedores.” CEF (on line )
BANCO DO BRASIL
“1.3.1. Adotamos, de forma imparcial e transparente, critérios
de seleção, contratação e avaliação, que permitam pluralidade
e concorrência entre fornecedores, que confirmem a idoneidade
das empresas e que zelem pela qualidade e melhor preço dos
produtos e serviços contratados.
1.3.2. Requeremos, no relacionamento com fornecedores, o
cumprimento da legislação trabalhista, previdenciária e fiscal,
bem como a não utilização de trabalho infantil ou escravo e a
adoção de boas práticas de preservação ambiental,
resguardadas as limitações legais.
1.3.3. Requeremos das empresas fornecedoras de serviços
que seus empregados, enquanto prestarem serviços para o BB
sejam orientados a respeitar as diretrizes deste Código de
10
Ética.” BB (on line )
H) Diversidade
CAIXA ECONOMICA FEDERAL
“Alinhada às diretrizes governamentais, às tendências
empresariais e, sobretudo consoantes com princípios
universais de direitos humanos, as ações desenvolvidas por
meio do Programa se refletem no Planejamento Estratégico
CAIXA, que tem como premissas a gestão participativa, a
valorização da responsabilidade social, a sustentabilidade
empresarial e o respeito às idéias, as opções e as diferenças
10
de toda sociedade.” CEF (on line )
Abaixo quadro comparativo da diversidade de funcionários entre 2012 e
2013:
46
“A CAIXA valoriza a experiência de seus empregados. Em 2013, quase a metade de seu
quadro era de profissionais com idade superior a 40 anos, dos quais 49% têm mais de 50.”
Fonte: Relatório Anual 2013
BANCO DO BRASIL
“As políticas e ações de promoção da diversidade são voltadas
para a valorização dos direitos humanos e da equidade nas
relações internas e a eliminação de todas as formas de
preconceito existentes. Um dos focos de atuação do Banco é a
igualdade entre gêneros no ambiente de trabalho e na
sociedade. Por isso, o BB participa do Programa FEBRABAN
de Valorização da Diversidade, que incentiva organizações do
setor bancário a promover ações nesse tema em processos de
recrutamento e seleção, desenvolvimento e gestão de pessoas.
O Banco aderiu em 2010 aos Princípios de Empoderamento
das Mulheres, iniciativa desenvolvida pela Organização das
Nações Unidas (ONU), e também ao Programa Pró-Equidade
de Gênero e Raça, coordenado pela Secretaria de Políticas
6
para as Mulheres (SPM).” BB (on line )
Abaixo quadro comparativo da diversidade de funcionários entre 2012 e
2013:
47
Fonte: Relatório Anual 2013
I) Acessibilidade
CAIXA ECONOMICA FEDERAL
“A CAIXA promove diversas ações voltadas para as pessoas
com deficiência. Essas ações estão alinhadas com as diretrizes
governamentais, as tendências empresariais e com os
princípios universais de direitos humanos. Também fazem parte
do planejamento estratégico, que tem como um dos valores:
“Respeitamos as idéias, as opções e as diferenças de toda
sociedade”. Entre as principais ações pode-se citar:










BANCO DO BRASIL
Capacitação de empregados (as) em LIBRAS (Língua
Brasileira de Sinais);
Sensibilização e instrução de empregados (as) para o
relacionamento e atendimento de pessoas com
deficiência;
Elaboração de seu Plano de Acessibilidade em 2013, a
fim de garantir as adaptações arquitetônicas nos
prédios e Unidades;
Adequação de editais de contratação com a inclusão de
obrigações que visam à capacitação de colaboradores
para o atendimento a pessoas com deficiência ou com
mobilidade reduzida, garantindo-lhes o pleno exercício
de seus direitos sociais e individuais;
Adequação do portal do Internet Banking CAIXA para o
acesso por portadores de deficiência visual;
Adaptação da infraestrutura das agências e Postos de
Atendimento Bancário para pessoas com deficiência;
Adaptação da Central de Atendimento (0800 726 2492)
em âmbito nacional, para atendimento a pessoas com
deficiência auditiva;
Cartões de débito e crédito em alto relevo e kit Braille;
Adequações das salas de autoatendimento / ATM;
11
Disponibilização de extratos em Braille.” CEF (on line )
48
“A inclusão da pessoa com deficiência no BB integra um
conjunto de ações já que vem consolidar a política propositiva
da Empresa na promoção da igualdade de direitos e de
cidadania. Atualmente 4.696 agências do Banco do Brasil
(93,9%) estão com estruturas adaptadas à acessibilidade e
aproximadamente 97% dos terminais de autoatendimento de
11
saque do BB são acessíveis.” BB (on line )
J) Responsabilidade Socioambiental
Considerando o conceito da Responsabilidade Social, já amplamente
citado, é possível identificar que apenas, empregar pessoas, oferecer serviços
com vantagem de preço/tarifas, manter relacionamento estreito com a
comunidade oferecendo assistência entre outras ações, por si só não dão o
título de empresa socialmente responsável a nenhuma empresa. Conhecendo
os caminhos a serem trilhados os bancos estudados já consolidam as práticas
de responsabilidade social de maneira mais sólida e assim se posicionam:
CAIXA ECONOMICA FEDERAL:
“O modelo de gestão que prega apenas a lucratividade
financeira do negócio vai contra as perspectivas atuais do
mercado, que hoje pede empresas que pautem suas relações
em princípios éticos, aliando crescimento econômico, inclusão
social e a conservação do meio ambiente.
Essa forma de gestão é consolidada nos princípios da
Responsabilidade Social Empresarial (RSE), que visa garantir
metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento
sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e
culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e
promovendo a redução das desigualdades sociais. A CAIXA,
desde sempre, pratica modelo de gestão RSE, embora de
maneira não-sistematizada. Hoje, a RSE faz parte de sua
governança corporativa e está presente na missão e nos
12
desafios estratégicos da empresa. ”CEF (on line )
BANCO DO BRASIL:
“A governança da responsabilidade socioambiental é praticada
pelo Banco do Brasil há mais de uma década e vem sendo
aprimorada ao longo do tempo. O código de Ética, a Carta de
Princípios de RSA e o Plano de Sustentabilidade Agenda 21 BB
são exemplos dessa evolução, bem como os diversos pactos e
compromissos públicos voluntários dos quais o BB é signatário.
Esses compromissos permeiam estratégias, políticas e
instruções normativas que orientam as rotinas do Banco. Em
linha com sua estratégia de gerar resultados sustentáveis, o
Banco do Brasil direciona esforços para a eficiência e
produtividade dos negócios, a excelência nos relacionamentos
6
e o uso consciente de recursos naturais.” BB (on line )
49
Atualmente,
as
empresas
são
protagonistas
fundamentais
no
desenvolvimento social das nações. Na medida em que se envolvem, elas
contribuem para criar uma sociedade mais justa.
Há uma diversidade de protocolos e acordos internacionais e nacionais
que relacionam o setor financeiro às práticas socioambientais responsáveis.
Abaixo uma pequena relação destes com a respectiva demonstração da
Agenda 21
Programa Brasileiro GHG
Protocolo
Ações voltadas ao desenvolvimento sustentável dos negócios
Programa
gases
x
x
Brasileiro para o gerenciamento da emissão de
x
Pacto Global
Fomento à comunidade empresarial internacional para a
promoção de valores fundamentais nas áreas de direitos
humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
x
x
Princípios do Equador
Conjunto de políticas e diretrizes a serem observadas na
análise, no âmbito da proteção a habitats naturais;
gerenciamento de pragas; segurança de barragens;
populações indígenas; reassentamento involuntário de
populações; propriedade cultural; trabalho infantil, forçado ou
escravo; projetos em águas internacionais e saúde e
segurança no trabalho. de projetos de investimento de valor
igual ou superior a US$ 10 milhões.
x
x
x
x
x
x
Compromisso Corporativo no
Enfretamento da Violência
Combate ao trabalho infantil e ações de apoio às crianças e
adolescentes brasileiras.
Sexual contra Crianças e
Adolescentes
Acordo para incrementar esforços visando dignificar e
modernizar as relações de trabalho nas cadeias produtivas
Pacto pelo Combate ao
dos setores comprometidos no “Cadastro de empregadores
Trabalho Escravo
Portaria MTE 540/2004” que tenham mantido trabalhadores
em condições análogas à escravidão.
Relatório de Informações
sobre Emissão de Carbono
Caring for Climate
Empresas pelo Clima
Abertura de informações sobre a emissão de gases de efeito
estufa
Protocolo Verde
x
Plataforma adicional de compromissos do Pacto Global,
lançada em parceria com o Programa das Nações Unidas para
o Meio Ambiente e o Conselho Empresarial Mundial para o
Desenvolvimento Sustentável, para participantes que queiram
avançar em soluções sobre mudanças climáticas
Acordo pelo equilíbrio Climático
Fórum Amazônia Sustentável Grupo composto por diversas entidades governamentais,
empresariais e não-governamentais que discute os caminhos
para o desenvolvimento sustentável no bioma Amazônia.
Desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas
Pró-Equidade de Gênero
e cultura organizacional para alcançar a equidade de gênero
no mundo do trabalho.
.
BB
Compromissos Públicos
CEF
associação dos bancos pesquisados:
Carta de princípios para o desenvolvimento sustentável
x
x
x
x
x
x
x
50
CAPÍTULO III
A IMPORTÂNCIA DE UM BANCO COM
RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA A SOCIEDADE
O setor bancário, por estar presente em praticamente todos os
municípios brasileiros, pode disseminar a prática da responsabilidade social no
Brasil, tanto pelo exemplo como pela influência que exerce junto aos clientes
em suas relações econômicas e sociais. Dessa forma, as instituições
financeiras têm atentado para o ambiente social em que se inserem.
As instituições bancárias estão assumindo novos papéis na sociedade,
contribuindo para o desenvolvimento econômico, político e social do País. Na
prática da RS, os bancos, além de contribuírem na melhoria da qualidade vida
da sociedade também objetivam uma posição de liderança no mercado.
Porém, é certo que a relação entre os bancos e a sociedade baseia-se num
contrato social que evolui, conforme as mudanças sociais e as expectativas da
sociedade.
Com o avanço das sociedades, estas instituições se tornaram vitais,
pois estas são fundamentais para qualquer economia, pois oferecem serviços
financeiros, de crédito, facilitam transações de pagamento e gerenciam o
dinheiro, beneficiando assim o comércio e a indústria.
Segundo Karkotli (2006, p.143 apud FERREIRA, 2008, p.36):
“O modelo bancário introduzido no Brasil foi o Europeu, pelo qual se
entendiam como atividades cruciais as operações de depósitos e
empréstimos [...] Aos poucos foram sendo criados novos serviços e
houve expansão nos negócios.”
Por outro lado os consumidores estão cada vez mais cientes do seu
poder de transformação social e começam a demandar mais responsabilidade
das empresas no que se refere às questões sociais e ambientais.
51
Para as empresas a busca pelo lucro não perdeu a sua importância,
mas a busca pelo lucro, por si só, já não mais satisfaz os anseios da
sociedade.
Para o setor bancário, assim como para qualquer organização, a
importância da RS para a sociedade está diretamente ligada à expectativa de:
melhoria de qualidade de vida, de redução dos problemas sociais, da evolução
da sociedade como um todo. Tais indicadores, como: melhoria de qualidade de
vida, redução dos problemas sociais e a evolução da sociedade, poderão ser
mais bem medidos em estudos futuros, dada a recente abordagem do tema,
porém a sociedade atual já reconhece a RS como valor permanente. Hoje há
vários estudos que demonstram que consomem mais marcas e produtos
envolvidos em algum tipo de ação social. O reconhecimento destes fatores
pelos consumidores, e o apoio de seus colaboradores faz com que se criem
vantagens competitivas e, conseqüentemente, atinja níveis de sucesso
expressivo.
Nesse contexto, as exigências do mercado, cada vez mais competitivo
e da sociedade têm levado cada vez mais empresas a buscarem um
diferencial, mas que de certa forma esse diferencial seja impregnado a sua
identidade, para que o seu cliente consumidor e seu cliente em potencial o
perceba quanto à qualidade, segurança e saúde ocupacional, gestão ambiental
e responsabilidade social do seu produto e/ou serviço.
Ser um banco socialmente responsável vai além da preocupação em
construir uma imagem positiva de sua marca é ser preocupado e ativo em
minimizar a emissão de resíduos, é promover ações sociais, é promover o
apoio à educação, à cultura e aos esportes, permanecer na busca de atender
as expectativas da sociedade no âmbito de todas as suas responsabilidades,
conforme CARROL (1999) os negócios existem para servir a sociedade; seu
futuro dependerá da qualidade da gestão em responder as mudanças de
expectativas do público.
52
As responsabilidades básicas das organizações refletem as expectativas
da sociedade perante as ações das empresas e consequentemente
representam a importância das boas práticas sociais para com a sociedade.
São elas:

Responsabilidade
econômica:
as
empresas
têm
uma
responsabilidade de natureza econômica, onde produz bens e
serviços que a sociedade deseja e os vende para obter lucro
sendo isto a base do funcionamento do sistema capitalista.
Nesse âmbito da responsabilidade econômica o que a
sociedade espera é que os negócios realizem lucros.

Responsabilidade
Legal:
a
sociedade
espera
que
as
empresas realizem sua missão econômica dentro dos
requisitos estabelecidos pelo sistema legal. Obedecer à lei é
uma das condições para a existência dos negócios. Esperase que os negócios ofereçam produtos que tenham padrões
de segurança e obedeçam às regulamentações ambientais
estabelecidas pelo governo.

Responsabilidade
Ética:
a
sociedade
espera
que
as
empresas tenham um comportamento ético em relação aos
negócios e espera que as empresas atuem além dos
requerimentos legais.

Responsabilidades discricionárias: são as ações tomadas
pelas organizações e representam os papéis voluntários que
as empresas assumem onde a sociedade não provê uma
expectativa clara e precisa como nos outros componentes.
Essas expectativas são dirigidas pelas normas sociais e ficam
por conta do julgamento individual dos gestores e da
corporação. São guiadas pelo desejo das corporações em se
engajar em papéis sociais não legalmente obrigatórios e que
53
não são expectativas no senso ético, mas estão se tornando
cada vez mais estratégicas.
Para a sociedade, a importância de um banco socialmente responsável
é ter a imagem institucional do banco associada às boas práticas, é ver nesse
diferencial competitivo a alternativa de consumo dos produtos e/ou serviços
oferecidos.
54
CONCLUSÃO
Tendo em vista a importância dos bancos para a economia, faz-se
necessário analisar o quanto as instituições desse setor têm praticado de
Responsabilidade Social assim como o alcance destas ações na sociedade.
Da mesma forma que qualquer outra empresa, os bancos têm a
responsabilidade pelos impactos sociais e ambientais de suas atividades de
negócios esse é um importante passo na direção da responsabilidade social.
Analisando as ações sociais praticadas pelos bancos pesquisados e
considerando o impacto que essas ações repercutem na sociedade à qual está
inserida, este trabalho revelou, que estes bancos tem envidado grandes
esforços no sentido de serem agentes de mudança, contribuindo com o que for
necessário, inclusive em parceria com o poder público.
O resgate da cidadania foi evidenciado nos projetos e ações sociais
desenvolvidos pelos Bancos e isso atinge diretamente a qualidade de vida de
toda a sociedade, pois mais e mais pessoas têm mais acesso as áreas de
educação, esporte, cultura entre outras áreas.
O título de empresa socialmente responsável vai além da obrigação de
respeitar as leis, pagar impostos e observar as condições adequadas de
segurança e saúde para os trabalhadores. Esse engajamento deve acontece
por que acreditam que assim será uma empresa melhor e estará contribuindo
para a construção de uma sociedade mais justa, agregando também alto valor
à sua imagem.
O progresso que os bancos venham a alcançar neste campo,
entretanto, será medido não apenas por boas intenções ou por políticas
oficialmente adotadas no papel. Para promover avanços na sustentabilidade,
os bancos devem procurar melhor desempenho e resultados no âmbito social
e ambiental.
55
Desta forma, pode ser observado que a Instituição bancária que
corresponde ao social tem realizado seu trabalho de forma consciente e
consistente, não apenas como estratégia de marketing social, mas como
estratégias de relacionamento fundamental para o envolvimento dos diversos
públicos, em busca da maturação do negócio e da imagem da organização.
Nesse contexto a responsabilidade social nas instituições bancárias é um novo
olhar que deve ser lançada ao desenvolvimento econômico alinhado ao social.
56
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62
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
2
AGRADECIMENTO
3
DEDICATÓRIA
4
RESUMO
5
METODOLOGIA
6
SUMÁRIO
8
INTRODUÇÃO
10
CAPÍTULO I - A importância de ser socialmente responsável
1.1 Responsabilidades Social
1.2 Ética
1.3 IBASE e Balanço Social
1.4 Papel da FEBRABAN no contexto da Responsabilidade Social
13
16
18
20
22
CAPÍTULO II - O que está sendo praticado hoje?
2.1 Caixa Econômica Federal
2.1.1 Histórico
2.1.2 Missão
2.1.3 Valores
2.1.4 Organograma
2.1.5 Projetos e Programas
25
26
26
28
29
29
31
2.2 Banco do Brasil
2.2.1 Histórico
2.2.2 Missão
2.2.3 Valores
2.2.4 Organograma
2.2.5 Projetos e Programas
34
34
35
35
36
37
2.3 Aspectos relevantes da Responsabilidade Socioempresarial
40
CAPÍTULO III – A importância de um banco com RS para a sociedade
50
CONCLUSÃO
54
BIBLIOGRAFIA
56
WEBGRAFIA
59
ÍNDICE
62
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Fernanda Maria do Nascimento Ribeiro