RELATÓRIO DE ACTIVIDADES – 2009
INTRODUÇÃO:
Este ano de 2009 pode ser considerado como de forte consolidação da Rosto Solidário. O
funcionamento e eficiência dos serviços que prestamos e as iniciativas promovidas vai-nos tornando uma
referência de credibilidade no âmbito social em que nos situamos.
Sinal disto são as referências que nos chegam, os serviços que nos são solicitados e o crescente apoio
que vamos sentindo, nomeadamente o apoio económico e alimentar.
Se quisesse apontar os factos mais marcantes deste ano, apontaria:
1. A entrada ao serviço do Dr. Paulo Costa, o nosso Economista que está a conduzir-nos por um
caminho progressivamente menos amador e mais profissional, no sentido positivo…
Profundamente rodado nestas lides associativas, especialmente no que se refere à Educação e
Cooperação para o Desenvolvimento, portador de uma grande capacidade de trabalho e
criatividade, está a ser o líder e mentor do nosso caminhar. A sua presença na Rosto Solidário
tem sido verdadeiramente uma mais-valia inestimável.
2. Com a chegada do Dr. Paulo Costa e aproveitando a sua clarividência quanto ao funcionamento
das ONGD‟s, apercebemo-nos rapidamente de que urgia remodelarmos a nossa estrutura
funcional e criar as seguintes figuras operacionais:
 Um grupo de trabalho a que se chamou Direcção executiva, constituída pelo Presidente,
Vice-Presidente e os Coordenadores de cada Sector.
 Um Assistente Administrativo e de Tesouraria, funções que eu mesmo vou
desempenhando, mas espero que esta situação seja necessariamente passageira.
 Um Coordenador da Intervenção Social, neste momento gerido pela nossa Assistente
Social, a Dra. Ana Sofia, que será o elo de ligação com a Direcção e deverá gerir os
Gabinetes de Serviço Social, de Encaminhamento Jurídico e clínico, de Psicologia, o Banco
de Recursos e o Voluntariado.
 Um Coordenador da ED e Comunicação, ficando a seu cargo todas as acções deste
sector vital da Rosto Solidário que é a Educação para o Desenvolvimento e gerirá a imagem
e o relacionamento da Associação com o público. Neste Momento, está informalmente à
frente desta tarefa a Dra. Elisabete Monteiro.
O trabalho deste Coordenador já foi iniciado, em colaboração com o Dr. Paulo costa,
passando, neste momento por:
 Rever a expressão pública da Associação no que se refere a: Objectivos, Missão, Visão,
valores, Áreas de Intervenção, etc.
 Revisão dos conteúdos do Site.
 Reflexão sobre as peças de comunicação com o exterior e sua coerência
 Acompanhamento da Edição do Livro “Mãos de Seda, Fada e Princesa” e de todos os
passos que o mesmo exige como sejam: Designers, Ilustração, Revisão e outros.
 A responsabilidade de um Programa na Rádio Local “Águia Azul”, com uma hora
semanal, que assumido como empenhamento na Educação para o Desenvolvimento.
 Um Coordenador da Cooperação para o Desenvolvimento, papel vital desta ONGD, com
a coordenação do Dr. Paulo Costa.
o Iniciou já o seu trabalho específico com a apresentação e aprovação de um projecto de
Educação Para o Desenvolvimento à PORTICUS, uma ONGD Espanhola.
Enviou igualmente outro projecto ao IPAD, esperamos que seja aprovado, este também
na área da ED.
No seu regresso de Angola, trará, em fase adiantada de elaboração, outro projecto da
área da Cooperação para o Desenvolvimento a apresentar ao IPAD até finais de Abril.
3. A consecução, junto do Ministério da Finanças, do 0.5 % da consignação fiscal do IRS das
pessoas que indicarem a Rosto Solidário como destinatária dessa verba, no preenchimento da
sua declaração. É uma ajuda que apenas se tornará visível a médio prazo, mas que muito
poderá ajudar à sustentabilidade da Associação.
1
4. A aprovação pela PÓRTICUS, uma ONGD Espanhola, da nossa primeira candidatura a um
projecto de Educação Para o Desenvolvimento a realizar nas escolas do Concelho. Foi um
momento especialmente feliz para nós.
5. A concretização de algumas obras de beneficiação da nossa sede, que ficou equipada com mais
dois espaços, duas salas, de capital importância. Tentamos maximizar os espaços, já demasiado
estreitos da sede que inicialmente nos parecia enorme.
Não é justo ignorar aqui o trabalho empenhado do Sr. Vitorino Gomes da Cruz, um ilustre
associado da Rosto Solidário cuja dedicação não tem limites. Só nestas obras de beneficiação,
ele ofereceu mais de 230 horas de trabalho árduo e perfeccionista. Qualquer dia, a esposa
manda-o viver para a sede da Associação… Seria injusta a ausência da referência a este grande
homem, já reformado, mas que ama aquilo que faz e tem brio em que fique perfeito.
6. A saída do Gabinete de Psicologia para o exterior: Está por nossa conta o Colégio Estrela Guia,
em S. João da Madeira. Neste apoio incluem-se não só os alunos mas também os respectivos
agregados familiares.
De notar que o Gabinete de Psicologia conheceu mais solicitações, especialmente da área
escolar, mas não foi possível chegar a acordo. Isso significaria aumentar o número de Técnicos
a quem temos de pagar mensalmente, e as solicitações não eram acompanhadas de qualquer
contrapartida… Ainda somos demasiado pequenos para nos tornarmos benfeitores do Ministério
da Educação.
A única solução possível foi a de atendermos os casos que nos cheguem, independentemente
da sua procedência.
7. Na área da Educação para o Desenvolvimento merece especial destaque o trabalho realizado
nas EB1 do Concelho, uma acção de forte impacto, pelo que nos foi dado ver ao final desse
percurso no dia 17 de Outubro, Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Os eventos desse
dia foram, quase exclusivamente, projecto da Rosto Solidário com a colaboração logística e
organizacional do Município. Pena é que, oficialmente, a realidade seja completamente invertida,
vá-se lá saber porquê…
Pelo que consta das versões oficiais, foram recolhidos nesse dia cerca de cinco toneladas de
alimentos, sem que a Rosto solidário tenha sido chamada a definir o seu destino, atitude que
teria sido “simpática” até porque a ideia, que agora está felizmente a tornar-se moda, integrava
exclusivamente o “nosso” projecto de actividades para esse dia.
8. De conformidade com os dados a seguir enunciados, todas as áreas de atendimento sofreram
um forte aumento de procura que ultrapassa largamente os 100%.
Este sumário de referências não quer insinuar que tudo esteja a funcionar na perfeição, longe disso, quer
dizer apenas que estamos no bom caminho e que a aprendizagem se faz percorrendo caminho. Os livros
podem ajudar, mas é sobre a experiência que se edifica a sabedoria da vida.
Depois deste preâmbulo, vamos passar à análise sectorial de cada um dos campos de acção da Rosto
Solidário.
COMO É SABIDO, A NOSSA ACÇÃO ESTÁ FOCALIZADA EM DUAS FRENTES:
1. Apoio Integral à Família
2. Educação e Cooperação Para o Desenvolvimento
1. APOIO INTEGRAL À FAMÍLIA, que integra as Seguintes Valências:
A. Sector Social
Acaso tenha interesse recordar que a filosofia com que vemos a família não nos permite olhar
para os seus problemas com uma visão compartimentada e estanque. Os problemas
económicos e sociais entrelaçam-se com os dinamismos do relacionamento familiar e viceversa, criando estas interacções uma gestão difícil da vida com normalidade e harmonia. É do
conhecimento geral, e cada dia o vamos constatando com mais acuidade, que muitos problemas
familiares nascem de situações económicas inadequadas e muitos problemas da economia
familiar são fruto de relacionamentos instáveis ou deteriorados.
2
Ao falarmos acima dos problemas económicos e sociais, poderemos ser tentados a fazer uma
leitura reducionista segundo a qual, económico e social, seriam quase sinónimos. Para nós, a
palavra “social”, vai muito além da conotação com o económico: o “social” é tudo o que, a partir
do mundo envolvente, da sociedade, interage com a família e a coloca em interacção com o
ambiente em que se insere.
Esta a razão de enquadrarmos no mesmo sector social o atendimento social/económico, o apoio
Psicológico, o apoio Jurídico e de redireccionamento Clínico e/ou Psiquiátrico.
Este sector é coordenado por uma Assistente Social que tem Três funções básicas:



Coordenação da Acção Social e Triagem
Atendimento Social
Gestão do Banco de Recursos e do Voluntariado
a. Coordenação da Acção Social e Triagem:
Toda a nossa acção social - no sentido acima definido -, é coordenado por esta
profissional que funciona como charneira do sistema e orienta cada situação para o
tratamento oportuno.
Cada situação reveste-se das suas peculiaridades e é assim apreendida e tratada por
cada técnico. Mas a experiência vai-nos ensinando que a solução de muitas situações
não passa apenas por um técnico específico, exigindo a envolvência de várias valências.
De aqui a iniludível urgência de que, salvaguardadas a regras da ética e do sigilo
profissional, haja a comunicação indispensável entre os técnicos envolvidos para que o
trabalho em equipa possibilite a solução que uma acção individual, de laboratório,
desencarnada da globalidade da situação, não conseguiria atingir.
É um caminho estreito e sinuoso que se move entre duas fortes estruturas, a da Ética
Profissional e a da procura de eficiência na solução dos problemas. Mas é um caminho
possível e inadiável se queremos proporcionar uma resposta válida às situações de
sofrimento que nos batem à porta.
Vai assim tomando corpo esta forma de actuar entre os técnicos de que dispomos, que
facilmente compreendem a inutilidade de eternizar as situações de sofrimento e o
desperdício de recursos humanos que ficam sem disponibilidade para apoiarem novas
situações.
b. Atendimento Social:
Dos 172 Atendimentos realizados no ano transacto, passámos este ano para os 472,
complementadas com 76 visitas domiciliárias. Como resultado destes atendimentos
foram disponibilizados 496 apoios alimentares (normalmente abundantes), 26 de
Mobiliário e electrodomésticos e 89 de roupas, o que perfaz a soma 615 apoios do
Banco de Recursos e 691 acções do Serviço Social.
Não é contabilizado aqui o enorme volume de roupas que a Rosto Solidário teve de
processar: fazer a triagem, tratamento de limpeza quando necessário e
acondicionamento, que foi reencaminhado para outras instituições: como seja a
APPCDM de Coimbra, que foi beneficiada com uma grande remessa de roupas de
cama, a CERCIFEIRA com roupas de cama, vestuário, louças e artefacto de cozinha,
assim como outras instituições que actuam em Angola, Moçambique e Guiné.
Não estão igualmente contabilizadas outras dezenas de entregas de roupa a particulares
e/ou a pessoas sensíveis à solidariedade com as necessidades que vão encontrando.
3
Além disto, conseguimos realojar uma família que se encontrava em condições
extremamente precárias e caras (quase poderíamos denominar de explorada), o que
supôs da nossa parte encontrar uma residência a custos económicos, equipamentos
para ela e a colocação de piso novo num dos quartos da nova habitação e que foi oferta
de uma firma generosa.
As situações que nos chegam para atendimento têm normalmente duas procedências:
 As que nos são direccionados pelas instituições/organizações sociais da
autarquia;
 As que nos procuram directamente.
As primeiras, são acolhidas numa atitude de plena cooperação e partilha de
recursos;
As segundas são igualmente atendidas com a diferença de que: se algum dos
sectores da Rede Social tem a incumbência e dispõe dos instrumentos e meios
para a solução do problema, o caso é redireccionado para esse sector.
Compete-nos, a partir deste momento, permanecer atentos e urgir a
concretização da resposta adequada.
Elencarei sumariamente as Instituições com quem temos estado a trabalhar, numa
articulação que, pela nossa parte, temos a consciência de ter sido perfeita e total:
 Segurança Social;
 Hospital de S. Sebastião (Feira);
 Divisão Social da Autarquia;
 Comissão de Protecção de Crianças e Jovens;
 Projecto Direitos e desafios;
 Projecto Cegonha;
 Associação de Alcoólicos Recuperados da Feira
 Cerci Feira;
 CAT;
 Castis – Sanguedo
 Associação Pelo Prazer de Viver;
 Centro Social de Escapães;
 Centro Social de Souto;
 Centro Social de Fornos;
 Centro Social o Abrigo;
 Centro Social de Lourosa;
 Centro Social Paroquial P. José Coelho de Fiães
 Conferências Vicentinas do Concelho.
Tudo isto para além das situações que nos chegam directamente.
A colaboração e articulação com estas instituições passa pela:
 Identificação
 Documentação
 Sinalização
 Resposta adequada, sempre que possível imediata.
c. Gestão do Banco de Recursos e do Voluntariado
À medida que vamos caminhando e tomando contacto com as realidades, vamo-nos
apercebendo da urgência de algumas alterações no sistema de gestão. Assim, toda a
área social é agora coordenada pela Assistente Social, desde o atendimento e procura
de solução para os problemas emergentes, à gestão do Banco de Recursos, do
voluntariado e ao relacionamento com as entidades exteriores da área Social que são
nossas parceiras ou que simplesmente solicitam os nossos serviços.
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A maior procura do nosso serviço social é, na generalidade, constituída por:





Desempregados;
Beneficiários do RSI;
Famílias desestruturadas;
Idosos;
Vítimas de maus-tratos;
E os pedidos mais frequentes são:







Géneros Alimentares;
Roupa;
Calçado;
Fraldas;
Têxteis Lar;
Móveis;
Electrodomésticos.
Ao terminar esta referência ao Banco de Recursos, não posso esquecer o Grupo de
Voluntariado da Associação que tem sido de uma generosidade e dedicação
inexcedíveis.
Especialmente nos sectores alimentar e do tratamento de roupas, são inúmeras as
horas, os dias entregues na simplicidade e no silêncio. A recepção, triagem, tratamento,
classificação, acondicionamento e distribuição das roupas implica um trabalho ingente,
continuado e persistente.
Bem-haja pela vossa atitude solidária e que o tempo oferecido se vos transforme em
sorrisos da vida.
B. Sector de Psicologia
Desde a lógica preconizada pela Rosto Solidário de Apoio Integral à Família, o gabinete de
Psicologia tem um papel fulcral. As relações familiares, parentais ou conjugais, com a agravante
das situações económicas reinantes, constituem um imenso espaço de dificuldades, conflitos,
relacionamentos difíceis.
Também neste âmbito, a progressão entre 2008 e 2009 foi notável, das 396 consultas de 2008,
passámos para 1.988 neste ano. Há nestes números um pormenor que julgo oportuno elucidar:
a diferença entre as consultas marcadas, 2.202, e as que foram realmente efectuadas, 1.988, é
de 214 consultas, que foram marcadas mas não se efectuaram, por falta de comparência ou cuja
ausência foi justificada à última hora, não deixando, por isso, de ocupar o tempo às nossas
técnicas, pelo que julgo deverem ser contabilizadas na avaliação final do gabinete que
contabilizaria então as 2.202 Consultas.
Sentimos ser necessário fazer algo que elimine este desperdício de 214 horas de técnicas a
quem temos de pagar ao fim do mês. Possivelmente teremos de estabelecer uma penalização a
quem não comunique a falta de comparência com tempo suficiente para as técnicas alterarem as
suas agendas.
COLÉGIO ESTRELA GUIA:
Como afirmado acima, foi-nos solicitado por este Colégio de São João da Madeira, a totalidade
do serviço de Psicologia, incluída a presença nas reuniões de avaliação e programação. Tem
sido uma experiência nova com grande interesse mas também com um acréscimo de trabalho
das nossas técnicas. Passam toda a manhã de terça-feira e uma parte da tarde nesse
estabelecimento, trabalhando ora com as crianças ora com os pais.
Para além da usa presença nas reuniões, somam já 101 as consultas proporcionadas.
5
WORKSHOPS:
Foram realizados, durante este ano, 4 WorkShops: 3 com casais, que implicaram 15 pares
durante 4 Sessões e 1 com Jovens/Adolescentes com a participação de 20 indivíduos durante 7
sessões.
É uma aposta que se revelou altamente eficaz e que é de continuar sem qualquer sombra de
dúvida.
Grupo de apoio Psicológico a jovens adolescente através do teatro, do jogo e da música,
visando resolver questões colocadas pela adolescência e deficit de auto-estima. Este trabalho
está a ser realizado por uma Psicóloga em regime de Voluntariado.
Concomitantemente com o Gabinete de Psicologia, tem estado a funcionar o serviço de Apoio
Familiar.
Este serviço estabelece a ligação e a triagem entre a procura de apoio e o gabinete de
Psicologia, de apoio jurídico ou psiquiátrico, estes dois últimos a funcionar em regime de
voluntariado e mediante solicitação específica.
O serviço de Apoio Conjugal/Familiar contabilizou neste ano, 300 Consultas, umas em casal e
outras individuais.
A actuação do gabinete de Psicologia tem perseguido os seguintes objectivos:







Apoio psicológico às famílias mais carenciadas e não só;
Diagnosticar e intervir nas diferentes problemáticas que surgem;
Ajudar na melhoria da qualidade de vida das pessoas individuais, casais e famílias, com
especial atenção aos mais carenciados;
Promover competências parentais;
Promover a melhoria do relacionamento conjugal e familiar;
Promover hábitos saudáveis (nível biopsicosocial)
Criar competências de procura activa de trabalho.
Fica aqui o elenco das situações problemáticas que têm desfilado pelo gabinete de Psicologia:















Ansiedade fóbica;
Abuso sexual;
Abandono escolar;
Comportamentos de risco (consumo de substâncias alienantes)
Depressão
Dificuldades de aprendizagem;
Dificuldades em lidar com a doença;
Enurese
Hipocondria;
Luto;
Perturbações de ansiedade;
Perturbação Bipolar;
Problemas conjugais;
Problemas familiares
Stress
O serviço de Apoio Jurídico, e o reencaminhamento para serviços psiquiátricos tiveram
apenas algumas intervenções esporádicas.
6
Em jeito de Síntese:
De conformidade com os números que fui apresentando, poderemos contabilizar assim o trabalho de
Apoio Integral à Família durante 2009:
3.305 Acções de apoio à família.
Deste universo, acaso tenha interesse concretizar alguns dados: o número de pessoas
individuais directamente atingidas foi de 1.347, o número de casais directamente implicados
foi 208 e o número de famílias 378.
2. EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO:
A. Sector de ED
Este ano de 2009 foi especialmente intenso nesta área da Educação Para o Desenvolvimento. O
Projecto “Vamos Plantar a Mudança”, centrado nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
(ODM), por nós concebido e concretizado nas escolas EB1 do Concelho, congregou vontades e
esforços quase até ao limite.
Um grupo de Jovens Voluntários, alguns ainda a frequentar os seus estudos Universitários,
outros que, terminado o seu Curso Universitário, aguardam a oportunidade de entrar no mundo
do trabalho, foram de uma dedicação, uma generosidade e um empenhamento absolutamente
notáveis.
“Vamos plantar a mudança” é uma Acção Educativa, integrada no processo de Educação para o
Desenvolvimento, lançada nas Escolas do 1º Ciclo do Concelho de Santa Maria da Feira.
Esta Acção, teve como parceiros a Câmara Municipal de Stª. Maria da Feira (Projecto „Enlaces‟),
Fundação Evangelização e Cultura (FEC) e a Fundação Gonçalo da Silveira que promove a
Campanha Educativa “M-igual? Igualdade não é indiferença, é oportunidade”.
1.
Finalidades da Acção:








2.
Dar a conhecer o compromisso que os líderes mundiais fizeram no ano 2000, na ONU;
Explicar em que consistem os 8 Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM);
Fomentar a reflexão visando alteração de situações/comportamentos que provocam
injustiças/desequilíbrios a nível individual e colectivo;
Promover valores e atitudes de solidariedade e justiça que devem caracterizar uma
cidadania global responsável;
Criar uma mentalidade crítica e capacidade de denúncia das injustiças sociais;
Apelar a uma participação activa nas causas humanitárias;
Promover a mudança de comportamentos no meio escolar e familiar;
Envolver, nesta acção, os alunos, os professores, os auxiliares da acção educativa e os
pais/encarregados de educação.
Projecto/desenvolvimento da Acção:

Uma equipa de formadores conduziu esta Acção em todas as escolas EB1 do Concelho
de Sta Maria da Feira:
o Passou por todas as turmas, do 1º ao 4º ano, durante o terceiro período escolar
de 2008/2009;
o Foi portadora de materiais vários entre os quais uma pequena exposição
elucidativa do tema: Catió (Guiné-Bissau) e Uíje (Angola);
o Ofereceu a cada escola:
7


o
3.
Materiais da Campanha Educativa „M-Igual?‟ (DVD, cadernos, e outros);
O Guião do Professor „Vamos plantar a mudança‟ destinado aos
docentes, às crianças e aos pais/encarregados de educação, no âmbito
dos ODM e da Educação para o Desenvolvimento;
 Cada aluno recebeu um marcador de livros, ilustrativo de 1 dos ODM;
 Cada Escola recebeu um conjunto dos 8 marcadores evocativos dos
ODM‟s;
Apresentou aos alunos a explicação do tema durante 45 minutos/1 hora. Esta
formação comportou um momento pedagógico (de esclarecimento sobre a
origem e o conteúdo dos ODM) e outro lúdico (um jogo de memorização e
proposta de trabalho a realizar por cada turma:
 Solicitou-se, como compromisso, a elaboração de um cartaz onde se
reflectisse a problemática relacionada com os ODM. Os cartazes foram
recolhidos na última semana de aulas entre os dias 17-19 de Junho.
RECURSOS HUMANOS
Para a divulgação dos ODM junto da comunidade escolar, o projecto “Vamos Plantar a
Mudança”, nesta primeira fase, contou com 8 elementos, 3 colaboradores da ROSTO
SOLIDÁRIO e 5 voluntários.
Formaram equipas de 4 elementos (1 colaborador da RS + 3 Voluntários ou 2 colaboradores
da RS + 2 voluntários), dois por turma.
Os formadores encontraram grande receptividade por parte da comunidade escolar e
predisposição para desenvolver o projecto que consideraram ideal para abordar os temas
propostos e a educação para a cidadania. Deve salientar-se a atitude empática que se
estabeleceu entre uns e outros e a forma como os professores contribuíram com as suas
opiniões para uma melhor sistematização e esclarecimento dos conteúdos apresentados.
4. MATRIZ / PONTO DE SITUAÇÃO – Trabalho Realizado:
Agrupamento
Argoncilhe
Escolas
Argoncilhe
N. Regedoura
Sanguedo
Total de Turmas
Visitadas
Arrifana/Escapães
Turmas feitas
Turmas em falta
4
4
8
Outeiro
Carvalhosa
Bairro
Manhouce
Igreja
Nadais
S.to António
Total de Turmas
Visitadas
Canedo
3
4
2
2
4
2
2
19
Framil
1
8
Mirante
Monte São Roque
Mosteirô
Vilares
Presinha
Lomba
Total de Turmas
Visitadas
Ferreira de Aldeia
Total de Turmas
Visitadas
Fiães
3
3
7
4
4
6
4
4
29
Azevedo
Caldelas
Avenida
Barroca
Chão do Rio
Soutelo
Vendas Novas
Total de Turmas
Visitadas
Milheirós de
Poiares
2
5
5
4
6
3
4
24
Igreja
Pigeiros
Carvalhal
Goim
Igreja
Total de Turmas
Visitadas
Total de Turmas
Visitadas
4
18
Farinheiro
Ribeiro
Cavaco
Aldeia
Beire
Gesteira
S. Bento
Souto Redondo
Paços de Brandão
6
2
2
3
4
7
3
1
4
5
20
Igreja (Paços de
Brandão)
Portela
Póvoa
Outeiro (Rio Meão)
S. António
Igreja (Oleiros)
Lamas nº1
Lamas nº2
Lamas nº3
4
2
4
4
5
8
2
3
6
39
9
Corga
Fernando Pessoa
Lourosa
Total de Turmas a
Visitar
Total de Turmas
Feitas
0
0
0
30
55
40
140
157
5. PROJECTO “VAMOS PLANTAR A MUDANÇA” - 2ª FASE
A segunda fase arrancou com o início oficial do 1º período lectivo 2009-2010.
Na concretização desta segunda fase, estiveram envolvidos 8 Voluntários distribuídos por 4
Equipas que executaram o trabalho 14 e 25 de Setembro
Não tendo sido possível, na primeira fase, a passagem por todas as turmas, as equipas de
formadores regressam às escolas para ministrar a formação às restantes 140 Turmas,
aproveitando para iniciar também a 2ª Fase da Campanha que apresentava a seguinte
configuração:
 Produzir uma flor com 8 pétalas (uma para cada ODM com a cor oficial do mesmo), e a unir
as pétalas será colada uma peça central com o texto “Vamos Plantar a Mudança”.
 Cada pétala deve ser preenchida com as iniciativas que a turma está a pôr em prática para
alcançar cada Objectivo.
 A flor deve ser plastificada – para a proteger das intempéries, porque será plantada ao ar
livre – e finalmente deverá colocar-se um caule (uma barra cilíndrica de madeira com 50
cm), ornamentado a gosto.
 A elaboração de uma Caixa Postal por turma. Nessa Caixa foram colocados os postais que
os alunos endereçaram às entidades governamentais, autárquicas e/ou particulares,
chamando a atenção sobre todos ou algum ODM concreto, pedindo a resolução dos
problemas apontados.
 O caule de madeira para a flor foi fornecido pela Rosto Solidário e todas as informações
exactas para a produção destes trabalhos se encontram no CD distribuído.
 Para a concretização destas actividades foi fulcral a cooperação dos professores e alunos
das 297 turmas dos Agrupamentos do Concelho de Santa Maria da Feira.
 Para que o resultado destas acções extravasasse o âmbito escolar, de forma a envolver
todos os agentes educativos, foi solicitado que a produção do Postal fosse realizada em
família, fruto da colaboração entre alunos e pais.
6.
DIA MUNDIAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA
a. Entre os dias 9 a 16 de Outubro, o Serviço de Transportes Públicos do Município transportaram
dois alunos em representação de cada Turma, de todos os Agrupamentos escolares, ao Rossio
(Junto à casa do Moinho), onde foram acolhidos pelo Jardineiro dos ODM, e procederam à
“Plantação da Mudança” das Flores realizadas nas escolas.
Foi uma semana extremamente importante, não só pela alegria das crianças envolvidas nesta
dinâmica mas também para a população que, em grande número, passa ou frequenta este
excelente espaço público. Foram muitas as pessoas alertadas para os ODM e muitas não se
pouparam ao trabalho de ler e contemplar o trabalho das crianças.
10
b. No dia 17 de Outubro, das 14 às 17 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria
da Feira, realizaram-se as “Jornadas Solidárias”.
O tema central “Cooperação para o Desenvolvimento - a Centralidade da Pessoa Humana e a
concretização do impossível”, foi abordado pelo Sr. Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI e o
Sr. D. Manuel Martins – Bispo Emérito de Setúbal.
No painel que se seguiu, partilharam as suas experiências de Cooperação para o
Desenvolvimento no terreno, a Dra. Teresa Paiva Couceiro (FGS), Dr. Paulo Costa (Leigos para
o Desenvolvimento), a Dra. Diana Costa (Associação Viver 100 Fronteiras) e a Dra. Mónica
Pacheco (da Gaz África).
c. É necessária aqui uma nota explicativa das dinâmicas que aconteceram neste fim de tarde e que
estiveram como pano de fundo do trabalho nas escolas: A fada a que se faz alusão e que vai
estando presente nos diversos eventos, é a personagem do livro “História de Mãos de Seda,
Fada e Princesa”, agora editado pela Rosto Solidário. É o intento de aproximar as crianças dos
ODM servindo-se da magia, do misterioso que se esconde nas capacidades de cada um para
alterar o rumo da vida e da historia.
d. Pelas 20 horas, começou a concentração para a “Marcha Branca” que percorreria as ruas do
Município.
O Convite, veiculado pelos meios de comunicação social e não só, solicitava a presença da
população, e com especial insistência, durante as passagens pelas escolas, solicitámos a
presença de um docente de cada escola que se faria portador dos Postais a entregar à fada, a
encarregada da sua expedição… Solicitou-se igualmente que os pais acompanhassem os seus
filhos nesta jornada que era especialmente deles.
Foi impressionante o número de postais recebidos e a clarividência dos seus pedidos de atenção
para a solução dos problemas que são objecto dos ODM.
Enquanto o público se reunia, o ambiente era animado por música apropriada e projecção de
filmes e diaporamas que criavam o ambiente oportuno.
e. Pelas 21 horas, iniciava-se a “Marcha Branca”, sabendo as pessoas, antecipadamente que, na
medida do possível, todos viessem vestidos com uma peça de roupa branca.
f. No final da Marcha, houve um momento de música e bailado a cargo dos “All About Dance”, que
enquadraram perfeitamente o momento mágico em que a Fada apareceu e recolheu os postais
de mensagem.
7. PROPOSTA DE ACÇÃO EDUCATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO 2009 A 2015 – ENSINO
BÁSICO
Em ordem a dar seguimento a esta Acção Educativa sobre os ODM, a ROSTO SOLIDÁRIO propôs,
ao Pelouro da Cultura da Autarquia, que esta experiência se prolongue até 2015 integrando os ODM
no Plano Educativo do Concelho. Na programação de cada ano será escolhido um ou dois
Objectivos a ser aprofundados durante o ano lectivo.
Neste Sentido foi já assinado um Protocolo de cooperação com a Presidência da Autarquia.
Em cada ano podemos contar com dois momentos altos:
 O 1º na “Semana de Acção Global pela Educação que acontece de 19-25 de Abril, este
momento a ser vivido no âmbito de cada Agrupamento Escolar.
 O 2º a culminar com o 17 de Outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Como sugestão propomos o seguinte cronograma:
Ano Lectivo
ODM
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2009 – 2010
2010 – 2011
2011 – 2012
2012 – 2013
2013 – 2014
2014 - 2015
8º Objectivo
1º Objectivo
2º Objectivo
3º Objectivo
4º / 5º / 6º Objectivo
7º Objectivo
A ROSTO SOLIDÁRIO compromete-se a disponibilizar os guias de trabalho e a formação
necessária aos docentes.
Apesar da formação e informação que prestaremos aos Srs. Professores, nada impede que
eles procurem outras vias para complementar informações e enriquecer o seu trabalho com
pesquisas e testemunhos que possam ser válidos no contexto.
HISTÓRIA DE MÃOS DE SEDA, FADA E PRINCESA, é o nome de um livro, por nós
editado, que esperamos venha a produzir abundantes frutos da área da Educação Para o
Desenvolvimento. É uma história de fadas, centrado nos ODM, no intento de introduzir as
nossas escolas na dinâmica destes Objectivos, criando uma mentalidade propícia à
mudança no sentido de uma consciência de cidadania global responsável.
A obra foi oferta da nossa associada Professora Maria Gracinda Coelho de Sousa e foi
apresentada publicamente no dia 6 de Março de 2010, no Salão Nobre do Orfeão da Feira.
B. SECTOR DE COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
Para melhor compreensão, discriminarei as acções de Cooperação para o Desenvolvimento,
durante este ano de 2009, segundo as regiões em que actuámos:
1.
2.
3.
4.
Roménia
Guiné
Haiti
Angola
1. ROMÉNIA:
Temos estado a colaborar com a Fundação João Calábria, que se encontra também
sedeada neste país. Esta fundação vai criando várias obras sociais, especialmente de apoio
e socorro a crianças em situação de risco. Decorre, neste momento, a consolidação de mais
um deste centros de apoio a crianças, para o qual encaminhámos 3.950 € que recolhemos
com essa finalidade. A transferência desta verba aconteceu a 03-09-2009.
É nosso propósito levar mais longe esta cooperação, num país onde as carências são
inconcebíveis, especialmente por se tratar de um país Europeu.
2. GUINÉ:
A nossa Cooperação com este país de expressão Portuguesa tem-se concretizado através
de outras ONGD‟S que operam no terreno, nomeadamente a “Viver 100 Fronteiras”.
Este ano foi enviado um enorme volume de roupa, calçado, brinquedos, material médico,
roupa hospitalar, tecidos e uma máquina de costura, para confeccionar mais.
3. HAITI:
A tragédia do Haiti motivou uma enorme onda de solidariedade pelo mundo. Felizmente que
o sentir solidário do ser humano ainda se mantém vivo.
A Rosto Solidário não poderia ficar indiferente a tanto sofrimento humano e, logo desde a
primeira hora iniciou uma campanha de recolha de fundos. Foram muitos os que se fizeram
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eco do nosso apelo, e no dia 17-03-2010 seguia para o Haiti a primeira transferência
bancária no valor de 45.000€.
Esperamos que esta tenha sido de facto a primeira transferência, a Conta permanece aberta
e, ainda que mais lentamente, os donativos vão continuando a somar-se.
4. ANGOLA:
Por uma questão de coerência na exposição, abordarei a actuação em Angola duas frentes:
a. Viana
b. Uíge
a. VIANA:
A acção da Rosto Solidário, como face visível e executora da Solidariedade Passionista,
passa, em Angola, por um novo desafio: a abertura de uma nova frente de trabalho na
periferia de Luanda, Viana.
É uma enorme área onde nascerá uma nova Luanda, a Luanda dos Ricos. Neste
momento, para além de grandes projectos em fermentação, existem apenas os Zangos,
imensos aglomerados populacionais de trabalhadores que vivem em condições
extremamente precárias. É verdadeiramente um desfio ingente.
Está-se ainda na fase de reconhecimento do local, das suas gentes e das suas
necessidades mais marcantes, que nem sempre são as mais visíveis. Só depois deste
levantamento da situação será possível avançar com projectos válidos e eficazes na
solução das verdadeiras carências em presença.
Foram já destacados para o terreno três Missionários que funcionarão como charneira e
parceiros locais na actuação da Rosto Solidário, e que, neste momento, para além da
prospecção a fazer, procuram um local aceitável para se estabelecerem e servem as
populações que acorrem ao Santuário de São José de Calumbo, um Santuário que
congrega verdadeira multidões, é a Fátima lá do sítio.
Com o intuito de estudar localmente as situações, tanto em Viana como em Uíge,
deslocou-se a Angola o Dr. Paulo Costa, o responsável pelo sector de Cooperação para
o Desenvolvimento da Rosto Solidário. Aí, em conjunto com os parceiros locais a actuar
no terreno, irá estabelecer as prioridades e estratégias de actuação, os projectos a
incrementar, a forma de maximizar a utilização das estruturas já criadas, e terminar “in
loco” a formulação de um projecto a apresentar, ainda este ano, ao IPAD.
b. UÍGE:
O Centro Social Santa Cruz é, neste momento, uma enorme mais-valia para as
populações locais e está prenhe de enormes possibilidades.
Um passo importante para trazer à luz essas possibilidades foi o refrescamento do
pessoal Missionário aí em serviço: São agora três elementos que formam um grupo
muito jovem, cheio de ideias e vontade de trabalhar. Estes três Missionários
Passionistas são ao mesmo tempo parceiros e extensão da Rosto Solidário no terreno,
num reforço notável da nossa parceria com os Leigos Para o Desenvolvimento também
aí presentes.
Durante o Ano de 2009 foi levada a cabo a terceira fase do Centro Social, com a
edificação de 3 Salas e as instalações para a formação feminina – Costura e Culinária,
cujo investimento global rondou os 50.000 €
Ainda durante 2009, foram consolidas algumas obras como seja o Centro de Formação
e outros departamentos cuja finalização de obras e a dotação dos equipamentos
adequados estava a urgir.
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Foram enviadas três remessas de equipamento, a passar dos 65 metros cúbicos de
volume e as verbas investidas nessa consolidação e equipamentos ultrapassaram os
25.000 €.

Contas feitas, o investimento total no Centro Social anda pelos 75.000 €. Penso ser
indispensável uma explicação sobre estas verbas cujo reflexo não aparece nos
Balanços Contabilísticos: São Verbas que passaram directamente dos doadores,
Nacionais ou Internacionais, para o Centro Social Santa Cruz, sem que tenham
passado pela contabilidade da Associação.
De entre os serviços em funcionamento, tem interesse destacar os mais
emblemáticos:

A Biblioteca: Apresenta uma média de 12 utilizadores diários, o que perfaz uns
bons milhares de utentes deste serviço anualmente.
Pertence ao nosso horizonte próximo dotar esta estrutura com novas obras,
especialmente da cultura e literatura Angolana.

Livraria/Centro de Cópias: Espaço destinado à venda/cedência, conforme os
casos, de material escolar, fotocópias, plastificações etc. É um serviço
extremamente importante, até como apoio à biblioteca e ocupação escolar de
tempos livres.

Ludoteca/Espaço Infantil: A média de ocupação deste espaço, reservado a
crianças entre os 5 e os 10 anos, ronda as 18 crianças/dia.

Cursos de informática: Foram realizados, em 2009, 8 cursos de 10 alunos cada
um. É uma acção a revelar-se de extrema importância como capacitação e
integração, especialmente das camadas jovens, no mundo do trabalho, e a
familiarização com a Internet pode ser um instrumento de valor incalculável para o
acesso à cultura e à sociedade de informação.

Cursos de Culinária e Costura: Passaram já por esta área formativa 65 pessoas.
PERSPECTIVAS DE FUTURO EM UÍGE:
Entrarão brevemente em funcionamento:

Um Espaço Juvenil, com Internet, capacidades multimédia, visionamento de filmes
e audição de música.

Um Gabinete de Aconselhamento, para mães solteiras, apoio em situações de
violência doméstica, VIH/Sida e outras áreas que se manifestem necessárias.

Uma Sala Multiusos, destinada a reuniões e formação.

Está em avançado grau de elaboração e deverá ser apresentado, ainda este ano, ao
IPAD um projecto para o Papelão. De passagem não quero deixar de referir que o
produto da venda do livro “História de mãos de seda” será destinado a uma
Biblioteca no Papelão.
A razão desta opção deve-se não só ao facto de ser um bairro importante na
geografia da Missão mas também porque nele existe um lar para crianças rejeitadas
pela população que, devido a crenças ancestrais, os acusa de bruxaria. São
crianças marginalizadas com uma imensa necessidade de apoio.

14

Foi já assumida a decisão de avançar com a construção de um ringue polivalente
que dê para futebol de salão, basquetebol e voleibol. Nesta infra-estrutura deverão
ser investidos entre 10 e 15.000 €. Escusado será comentar a importância deste
equipamento para os jovens locais.
NO HORIZONTE DO FUTURO
De todo este extenso relatório, não constam as alegrias e tristezas, os trabalhos e os cansaços que
diariamente vamos vivendo com alegria e generosidade iluminados por um projecto em que acreditamos.
À medida que vamos fazendo caminho, mais horizontes se abrem e mais exigências se nos colocam.
Neste momento, a nossa maior preocupação é a sustentabilidade económica deste barco que vai
crescendo, e crescimento significa multiplicação de custos.
Vamos aproveitando todas as oportunidades de angariar meios, não para aumentar a conta bancária
mas para podermos dar resposta às exigências decorrentes. Durante 2009, Realizaram-se:
 Dois espectáculos: um de teatro com o Grupo “Os Velhos” de Milheirós de Poiares e um
concerto com os Antigos TUNOS da Universidade de Coimbra.
 Duas Feirinhas, nas que vendemos materiais que nos são oferecidos para o efeito,
especialmente com o Stock Off de algumas empresas.
 Participámos na Viagem Medieval com a venda de doces conventuais.
Já que estou a falar de sustentabilidade económica, não posso deixar de fazer um desafio aos sócios: se
cada um conseguir arranjar outro, as coisas melhoram significativamente.
Continuaremos com a Jornadas solidária assim como com todas as iniciativas em curso.
Iniciaremos o trabalho de Educação para o Desenvolvimento nas escolas de outros Concelhos, de
acordo com as expectativas que nos vão chegando.
Está em trabalho de parto a edição de outro livro infantil “Viagens com Sentido”, ainda oferta da Prof.
Maria Gracinda Coelho. Também esta obra se orienta claramente para a criação de uma consciência de
cidadania global nas nossas crianças.
O produto da venda desta obra será destinado ao Orfanato de S. Damião, no Haiti.
Queiram desculpar a extensão desta informação, mas não há nada como estar bem informados.
Santa Maria da Feira, 22 de Março de 2010
Manuel Caridade Pires
Presidente da Rosto Solidário
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1 RELATÓRIO DE ACTIVIDADES – 2009 INTRODUÇÃO: Este ano