RELATÓRIO DE ACTIVIDADES – 2009 INTRODUÇÃO: Este ano de 2009 pode ser considerado como de forte consolidação da Rosto Solidário. O funcionamento e eficiência dos serviços que prestamos e as iniciativas promovidas vai-nos tornando uma referência de credibilidade no âmbito social em que nos situamos. Sinal disto são as referências que nos chegam, os serviços que nos são solicitados e o crescente apoio que vamos sentindo, nomeadamente o apoio económico e alimentar. Se quisesse apontar os factos mais marcantes deste ano, apontaria: 1. A entrada ao serviço do Dr. Paulo Costa, o nosso Economista que está a conduzir-nos por um caminho progressivamente menos amador e mais profissional, no sentido positivo… Profundamente rodado nestas lides associativas, especialmente no que se refere à Educação e Cooperação para o Desenvolvimento, portador de uma grande capacidade de trabalho e criatividade, está a ser o líder e mentor do nosso caminhar. A sua presença na Rosto Solidário tem sido verdadeiramente uma mais-valia inestimável. 2. Com a chegada do Dr. Paulo Costa e aproveitando a sua clarividência quanto ao funcionamento das ONGD‟s, apercebemo-nos rapidamente de que urgia remodelarmos a nossa estrutura funcional e criar as seguintes figuras operacionais: Um grupo de trabalho a que se chamou Direcção executiva, constituída pelo Presidente, Vice-Presidente e os Coordenadores de cada Sector. Um Assistente Administrativo e de Tesouraria, funções que eu mesmo vou desempenhando, mas espero que esta situação seja necessariamente passageira. Um Coordenador da Intervenção Social, neste momento gerido pela nossa Assistente Social, a Dra. Ana Sofia, que será o elo de ligação com a Direcção e deverá gerir os Gabinetes de Serviço Social, de Encaminhamento Jurídico e clínico, de Psicologia, o Banco de Recursos e o Voluntariado. Um Coordenador da ED e Comunicação, ficando a seu cargo todas as acções deste sector vital da Rosto Solidário que é a Educação para o Desenvolvimento e gerirá a imagem e o relacionamento da Associação com o público. Neste Momento, está informalmente à frente desta tarefa a Dra. Elisabete Monteiro. O trabalho deste Coordenador já foi iniciado, em colaboração com o Dr. Paulo costa, passando, neste momento por: Rever a expressão pública da Associação no que se refere a: Objectivos, Missão, Visão, valores, Áreas de Intervenção, etc. Revisão dos conteúdos do Site. Reflexão sobre as peças de comunicação com o exterior e sua coerência Acompanhamento da Edição do Livro “Mãos de Seda, Fada e Princesa” e de todos os passos que o mesmo exige como sejam: Designers, Ilustração, Revisão e outros. A responsabilidade de um Programa na Rádio Local “Águia Azul”, com uma hora semanal, que assumido como empenhamento na Educação para o Desenvolvimento. Um Coordenador da Cooperação para o Desenvolvimento, papel vital desta ONGD, com a coordenação do Dr. Paulo Costa. o Iniciou já o seu trabalho específico com a apresentação e aprovação de um projecto de Educação Para o Desenvolvimento à PORTICUS, uma ONGD Espanhola. Enviou igualmente outro projecto ao IPAD, esperamos que seja aprovado, este também na área da ED. No seu regresso de Angola, trará, em fase adiantada de elaboração, outro projecto da área da Cooperação para o Desenvolvimento a apresentar ao IPAD até finais de Abril. 3. A consecução, junto do Ministério da Finanças, do 0.5 % da consignação fiscal do IRS das pessoas que indicarem a Rosto Solidário como destinatária dessa verba, no preenchimento da sua declaração. É uma ajuda que apenas se tornará visível a médio prazo, mas que muito poderá ajudar à sustentabilidade da Associação. 1 4. A aprovação pela PÓRTICUS, uma ONGD Espanhola, da nossa primeira candidatura a um projecto de Educação Para o Desenvolvimento a realizar nas escolas do Concelho. Foi um momento especialmente feliz para nós. 5. A concretização de algumas obras de beneficiação da nossa sede, que ficou equipada com mais dois espaços, duas salas, de capital importância. Tentamos maximizar os espaços, já demasiado estreitos da sede que inicialmente nos parecia enorme. Não é justo ignorar aqui o trabalho empenhado do Sr. Vitorino Gomes da Cruz, um ilustre associado da Rosto Solidário cuja dedicação não tem limites. Só nestas obras de beneficiação, ele ofereceu mais de 230 horas de trabalho árduo e perfeccionista. Qualquer dia, a esposa manda-o viver para a sede da Associação… Seria injusta a ausência da referência a este grande homem, já reformado, mas que ama aquilo que faz e tem brio em que fique perfeito. 6. A saída do Gabinete de Psicologia para o exterior: Está por nossa conta o Colégio Estrela Guia, em S. João da Madeira. Neste apoio incluem-se não só os alunos mas também os respectivos agregados familiares. De notar que o Gabinete de Psicologia conheceu mais solicitações, especialmente da área escolar, mas não foi possível chegar a acordo. Isso significaria aumentar o número de Técnicos a quem temos de pagar mensalmente, e as solicitações não eram acompanhadas de qualquer contrapartida… Ainda somos demasiado pequenos para nos tornarmos benfeitores do Ministério da Educação. A única solução possível foi a de atendermos os casos que nos cheguem, independentemente da sua procedência. 7. Na área da Educação para o Desenvolvimento merece especial destaque o trabalho realizado nas EB1 do Concelho, uma acção de forte impacto, pelo que nos foi dado ver ao final desse percurso no dia 17 de Outubro, Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Os eventos desse dia foram, quase exclusivamente, projecto da Rosto Solidário com a colaboração logística e organizacional do Município. Pena é que, oficialmente, a realidade seja completamente invertida, vá-se lá saber porquê… Pelo que consta das versões oficiais, foram recolhidos nesse dia cerca de cinco toneladas de alimentos, sem que a Rosto solidário tenha sido chamada a definir o seu destino, atitude que teria sido “simpática” até porque a ideia, que agora está felizmente a tornar-se moda, integrava exclusivamente o “nosso” projecto de actividades para esse dia. 8. De conformidade com os dados a seguir enunciados, todas as áreas de atendimento sofreram um forte aumento de procura que ultrapassa largamente os 100%. Este sumário de referências não quer insinuar que tudo esteja a funcionar na perfeição, longe disso, quer dizer apenas que estamos no bom caminho e que a aprendizagem se faz percorrendo caminho. Os livros podem ajudar, mas é sobre a experiência que se edifica a sabedoria da vida. Depois deste preâmbulo, vamos passar à análise sectorial de cada um dos campos de acção da Rosto Solidário. COMO É SABIDO, A NOSSA ACÇÃO ESTÁ FOCALIZADA EM DUAS FRENTES: 1. Apoio Integral à Família 2. Educação e Cooperação Para o Desenvolvimento 1. APOIO INTEGRAL À FAMÍLIA, que integra as Seguintes Valências: A. Sector Social Acaso tenha interesse recordar que a filosofia com que vemos a família não nos permite olhar para os seus problemas com uma visão compartimentada e estanque. Os problemas económicos e sociais entrelaçam-se com os dinamismos do relacionamento familiar e viceversa, criando estas interacções uma gestão difícil da vida com normalidade e harmonia. É do conhecimento geral, e cada dia o vamos constatando com mais acuidade, que muitos problemas familiares nascem de situações económicas inadequadas e muitos problemas da economia familiar são fruto de relacionamentos instáveis ou deteriorados. 2 Ao falarmos acima dos problemas económicos e sociais, poderemos ser tentados a fazer uma leitura reducionista segundo a qual, económico e social, seriam quase sinónimos. Para nós, a palavra “social”, vai muito além da conotação com o económico: o “social” é tudo o que, a partir do mundo envolvente, da sociedade, interage com a família e a coloca em interacção com o ambiente em que se insere. Esta a razão de enquadrarmos no mesmo sector social o atendimento social/económico, o apoio Psicológico, o apoio Jurídico e de redireccionamento Clínico e/ou Psiquiátrico. Este sector é coordenado por uma Assistente Social que tem Três funções básicas: Coordenação da Acção Social e Triagem Atendimento Social Gestão do Banco de Recursos e do Voluntariado a. Coordenação da Acção Social e Triagem: Toda a nossa acção social - no sentido acima definido -, é coordenado por esta profissional que funciona como charneira do sistema e orienta cada situação para o tratamento oportuno. Cada situação reveste-se das suas peculiaridades e é assim apreendida e tratada por cada técnico. Mas a experiência vai-nos ensinando que a solução de muitas situações não passa apenas por um técnico específico, exigindo a envolvência de várias valências. De aqui a iniludível urgência de que, salvaguardadas a regras da ética e do sigilo profissional, haja a comunicação indispensável entre os técnicos envolvidos para que o trabalho em equipa possibilite a solução que uma acção individual, de laboratório, desencarnada da globalidade da situação, não conseguiria atingir. É um caminho estreito e sinuoso que se move entre duas fortes estruturas, a da Ética Profissional e a da procura de eficiência na solução dos problemas. Mas é um caminho possível e inadiável se queremos proporcionar uma resposta válida às situações de sofrimento que nos batem à porta. Vai assim tomando corpo esta forma de actuar entre os técnicos de que dispomos, que facilmente compreendem a inutilidade de eternizar as situações de sofrimento e o desperdício de recursos humanos que ficam sem disponibilidade para apoiarem novas situações. b. Atendimento Social: Dos 172 Atendimentos realizados no ano transacto, passámos este ano para os 472, complementadas com 76 visitas domiciliárias. Como resultado destes atendimentos foram disponibilizados 496 apoios alimentares (normalmente abundantes), 26 de Mobiliário e electrodomésticos e 89 de roupas, o que perfaz a soma 615 apoios do Banco de Recursos e 691 acções do Serviço Social. Não é contabilizado aqui o enorme volume de roupas que a Rosto Solidário teve de processar: fazer a triagem, tratamento de limpeza quando necessário e acondicionamento, que foi reencaminhado para outras instituições: como seja a APPCDM de Coimbra, que foi beneficiada com uma grande remessa de roupas de cama, a CERCIFEIRA com roupas de cama, vestuário, louças e artefacto de cozinha, assim como outras instituições que actuam em Angola, Moçambique e Guiné. Não estão igualmente contabilizadas outras dezenas de entregas de roupa a particulares e/ou a pessoas sensíveis à solidariedade com as necessidades que vão encontrando. 3 Além disto, conseguimos realojar uma família que se encontrava em condições extremamente precárias e caras (quase poderíamos denominar de explorada), o que supôs da nossa parte encontrar uma residência a custos económicos, equipamentos para ela e a colocação de piso novo num dos quartos da nova habitação e que foi oferta de uma firma generosa. As situações que nos chegam para atendimento têm normalmente duas procedências: As que nos são direccionados pelas instituições/organizações sociais da autarquia; As que nos procuram directamente. As primeiras, são acolhidas numa atitude de plena cooperação e partilha de recursos; As segundas são igualmente atendidas com a diferença de que: se algum dos sectores da Rede Social tem a incumbência e dispõe dos instrumentos e meios para a solução do problema, o caso é redireccionado para esse sector. Compete-nos, a partir deste momento, permanecer atentos e urgir a concretização da resposta adequada. Elencarei sumariamente as Instituições com quem temos estado a trabalhar, numa articulação que, pela nossa parte, temos a consciência de ter sido perfeita e total: Segurança Social; Hospital de S. Sebastião (Feira); Divisão Social da Autarquia; Comissão de Protecção de Crianças e Jovens; Projecto Direitos e desafios; Projecto Cegonha; Associação de Alcoólicos Recuperados da Feira Cerci Feira; CAT; Castis – Sanguedo Associação Pelo Prazer de Viver; Centro Social de Escapães; Centro Social de Souto; Centro Social de Fornos; Centro Social o Abrigo; Centro Social de Lourosa; Centro Social Paroquial P. José Coelho de Fiães Conferências Vicentinas do Concelho. Tudo isto para além das situações que nos chegam directamente. A colaboração e articulação com estas instituições passa pela: Identificação Documentação Sinalização Resposta adequada, sempre que possível imediata. c. Gestão do Banco de Recursos e do Voluntariado À medida que vamos caminhando e tomando contacto com as realidades, vamo-nos apercebendo da urgência de algumas alterações no sistema de gestão. Assim, toda a área social é agora coordenada pela Assistente Social, desde o atendimento e procura de solução para os problemas emergentes, à gestão do Banco de Recursos, do voluntariado e ao relacionamento com as entidades exteriores da área Social que são nossas parceiras ou que simplesmente solicitam os nossos serviços. 4 A maior procura do nosso serviço social é, na generalidade, constituída por: Desempregados; Beneficiários do RSI; Famílias desestruturadas; Idosos; Vítimas de maus-tratos; E os pedidos mais frequentes são: Géneros Alimentares; Roupa; Calçado; Fraldas; Têxteis Lar; Móveis; Electrodomésticos. Ao terminar esta referência ao Banco de Recursos, não posso esquecer o Grupo de Voluntariado da Associação que tem sido de uma generosidade e dedicação inexcedíveis. Especialmente nos sectores alimentar e do tratamento de roupas, são inúmeras as horas, os dias entregues na simplicidade e no silêncio. A recepção, triagem, tratamento, classificação, acondicionamento e distribuição das roupas implica um trabalho ingente, continuado e persistente. Bem-haja pela vossa atitude solidária e que o tempo oferecido se vos transforme em sorrisos da vida. B. Sector de Psicologia Desde a lógica preconizada pela Rosto Solidário de Apoio Integral à Família, o gabinete de Psicologia tem um papel fulcral. As relações familiares, parentais ou conjugais, com a agravante das situações económicas reinantes, constituem um imenso espaço de dificuldades, conflitos, relacionamentos difíceis. Também neste âmbito, a progressão entre 2008 e 2009 foi notável, das 396 consultas de 2008, passámos para 1.988 neste ano. Há nestes números um pormenor que julgo oportuno elucidar: a diferença entre as consultas marcadas, 2.202, e as que foram realmente efectuadas, 1.988, é de 214 consultas, que foram marcadas mas não se efectuaram, por falta de comparência ou cuja ausência foi justificada à última hora, não deixando, por isso, de ocupar o tempo às nossas técnicas, pelo que julgo deverem ser contabilizadas na avaliação final do gabinete que contabilizaria então as 2.202 Consultas. Sentimos ser necessário fazer algo que elimine este desperdício de 214 horas de técnicas a quem temos de pagar ao fim do mês. Possivelmente teremos de estabelecer uma penalização a quem não comunique a falta de comparência com tempo suficiente para as técnicas alterarem as suas agendas. COLÉGIO ESTRELA GUIA: Como afirmado acima, foi-nos solicitado por este Colégio de São João da Madeira, a totalidade do serviço de Psicologia, incluída a presença nas reuniões de avaliação e programação. Tem sido uma experiência nova com grande interesse mas também com um acréscimo de trabalho das nossas técnicas. Passam toda a manhã de terça-feira e uma parte da tarde nesse estabelecimento, trabalhando ora com as crianças ora com os pais. Para além da usa presença nas reuniões, somam já 101 as consultas proporcionadas. 5 WORKSHOPS: Foram realizados, durante este ano, 4 WorkShops: 3 com casais, que implicaram 15 pares durante 4 Sessões e 1 com Jovens/Adolescentes com a participação de 20 indivíduos durante 7 sessões. É uma aposta que se revelou altamente eficaz e que é de continuar sem qualquer sombra de dúvida. Grupo de apoio Psicológico a jovens adolescente através do teatro, do jogo e da música, visando resolver questões colocadas pela adolescência e deficit de auto-estima. Este trabalho está a ser realizado por uma Psicóloga em regime de Voluntariado. Concomitantemente com o Gabinete de Psicologia, tem estado a funcionar o serviço de Apoio Familiar. Este serviço estabelece a ligação e a triagem entre a procura de apoio e o gabinete de Psicologia, de apoio jurídico ou psiquiátrico, estes dois últimos a funcionar em regime de voluntariado e mediante solicitação específica. O serviço de Apoio Conjugal/Familiar contabilizou neste ano, 300 Consultas, umas em casal e outras individuais. A actuação do gabinete de Psicologia tem perseguido os seguintes objectivos: Apoio psicológico às famílias mais carenciadas e não só; Diagnosticar e intervir nas diferentes problemáticas que surgem; Ajudar na melhoria da qualidade de vida das pessoas individuais, casais e famílias, com especial atenção aos mais carenciados; Promover competências parentais; Promover a melhoria do relacionamento conjugal e familiar; Promover hábitos saudáveis (nível biopsicosocial) Criar competências de procura activa de trabalho. Fica aqui o elenco das situações problemáticas que têm desfilado pelo gabinete de Psicologia: Ansiedade fóbica; Abuso sexual; Abandono escolar; Comportamentos de risco (consumo de substâncias alienantes) Depressão Dificuldades de aprendizagem; Dificuldades em lidar com a doença; Enurese Hipocondria; Luto; Perturbações de ansiedade; Perturbação Bipolar; Problemas conjugais; Problemas familiares Stress O serviço de Apoio Jurídico, e o reencaminhamento para serviços psiquiátricos tiveram apenas algumas intervenções esporádicas. 6 Em jeito de Síntese: De conformidade com os números que fui apresentando, poderemos contabilizar assim o trabalho de Apoio Integral à Família durante 2009: 3.305 Acções de apoio à família. Deste universo, acaso tenha interesse concretizar alguns dados: o número de pessoas individuais directamente atingidas foi de 1.347, o número de casais directamente implicados foi 208 e o número de famílias 378. 2. EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO: A. Sector de ED Este ano de 2009 foi especialmente intenso nesta área da Educação Para o Desenvolvimento. O Projecto “Vamos Plantar a Mudança”, centrado nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), por nós concebido e concretizado nas escolas EB1 do Concelho, congregou vontades e esforços quase até ao limite. Um grupo de Jovens Voluntários, alguns ainda a frequentar os seus estudos Universitários, outros que, terminado o seu Curso Universitário, aguardam a oportunidade de entrar no mundo do trabalho, foram de uma dedicação, uma generosidade e um empenhamento absolutamente notáveis. “Vamos plantar a mudança” é uma Acção Educativa, integrada no processo de Educação para o Desenvolvimento, lançada nas Escolas do 1º Ciclo do Concelho de Santa Maria da Feira. Esta Acção, teve como parceiros a Câmara Municipal de Stª. Maria da Feira (Projecto „Enlaces‟), Fundação Evangelização e Cultura (FEC) e a Fundação Gonçalo da Silveira que promove a Campanha Educativa “M-igual? Igualdade não é indiferença, é oportunidade”. 1. Finalidades da Acção: 2. Dar a conhecer o compromisso que os líderes mundiais fizeram no ano 2000, na ONU; Explicar em que consistem os 8 Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM); Fomentar a reflexão visando alteração de situações/comportamentos que provocam injustiças/desequilíbrios a nível individual e colectivo; Promover valores e atitudes de solidariedade e justiça que devem caracterizar uma cidadania global responsável; Criar uma mentalidade crítica e capacidade de denúncia das injustiças sociais; Apelar a uma participação activa nas causas humanitárias; Promover a mudança de comportamentos no meio escolar e familiar; Envolver, nesta acção, os alunos, os professores, os auxiliares da acção educativa e os pais/encarregados de educação. Projecto/desenvolvimento da Acção: Uma equipa de formadores conduziu esta Acção em todas as escolas EB1 do Concelho de Sta Maria da Feira: o Passou por todas as turmas, do 1º ao 4º ano, durante o terceiro período escolar de 2008/2009; o Foi portadora de materiais vários entre os quais uma pequena exposição elucidativa do tema: Catió (Guiné-Bissau) e Uíje (Angola); o Ofereceu a cada escola: 7 o 3. Materiais da Campanha Educativa „M-Igual?‟ (DVD, cadernos, e outros); O Guião do Professor „Vamos plantar a mudança‟ destinado aos docentes, às crianças e aos pais/encarregados de educação, no âmbito dos ODM e da Educação para o Desenvolvimento; Cada aluno recebeu um marcador de livros, ilustrativo de 1 dos ODM; Cada Escola recebeu um conjunto dos 8 marcadores evocativos dos ODM‟s; Apresentou aos alunos a explicação do tema durante 45 minutos/1 hora. Esta formação comportou um momento pedagógico (de esclarecimento sobre a origem e o conteúdo dos ODM) e outro lúdico (um jogo de memorização e proposta de trabalho a realizar por cada turma: Solicitou-se, como compromisso, a elaboração de um cartaz onde se reflectisse a problemática relacionada com os ODM. Os cartazes foram recolhidos na última semana de aulas entre os dias 17-19 de Junho. RECURSOS HUMANOS Para a divulgação dos ODM junto da comunidade escolar, o projecto “Vamos Plantar a Mudança”, nesta primeira fase, contou com 8 elementos, 3 colaboradores da ROSTO SOLIDÁRIO e 5 voluntários. Formaram equipas de 4 elementos (1 colaborador da RS + 3 Voluntários ou 2 colaboradores da RS + 2 voluntários), dois por turma. Os formadores encontraram grande receptividade por parte da comunidade escolar e predisposição para desenvolver o projecto que consideraram ideal para abordar os temas propostos e a educação para a cidadania. Deve salientar-se a atitude empática que se estabeleceu entre uns e outros e a forma como os professores contribuíram com as suas opiniões para uma melhor sistematização e esclarecimento dos conteúdos apresentados. 4. MATRIZ / PONTO DE SITUAÇÃO – Trabalho Realizado: Agrupamento Argoncilhe Escolas Argoncilhe N. Regedoura Sanguedo Total de Turmas Visitadas Arrifana/Escapães Turmas feitas Turmas em falta 4 4 8 Outeiro Carvalhosa Bairro Manhouce Igreja Nadais S.to António Total de Turmas Visitadas Canedo 3 4 2 2 4 2 2 19 Framil 1 8 Mirante Monte São Roque Mosteirô Vilares Presinha Lomba Total de Turmas Visitadas Ferreira de Aldeia Total de Turmas Visitadas Fiães 3 3 7 4 4 6 4 4 29 Azevedo Caldelas Avenida Barroca Chão do Rio Soutelo Vendas Novas Total de Turmas Visitadas Milheirós de Poiares 2 5 5 4 6 3 4 24 Igreja Pigeiros Carvalhal Goim Igreja Total de Turmas Visitadas Total de Turmas Visitadas 4 18 Farinheiro Ribeiro Cavaco Aldeia Beire Gesteira S. Bento Souto Redondo Paços de Brandão 6 2 2 3 4 7 3 1 4 5 20 Igreja (Paços de Brandão) Portela Póvoa Outeiro (Rio Meão) S. António Igreja (Oleiros) Lamas nº1 Lamas nº2 Lamas nº3 4 2 4 4 5 8 2 3 6 39 9 Corga Fernando Pessoa Lourosa Total de Turmas a Visitar Total de Turmas Feitas 0 0 0 30 55 40 140 157 5. PROJECTO “VAMOS PLANTAR A MUDANÇA” - 2ª FASE A segunda fase arrancou com o início oficial do 1º período lectivo 2009-2010. Na concretização desta segunda fase, estiveram envolvidos 8 Voluntários distribuídos por 4 Equipas que executaram o trabalho 14 e 25 de Setembro Não tendo sido possível, na primeira fase, a passagem por todas as turmas, as equipas de formadores regressam às escolas para ministrar a formação às restantes 140 Turmas, aproveitando para iniciar também a 2ª Fase da Campanha que apresentava a seguinte configuração: Produzir uma flor com 8 pétalas (uma para cada ODM com a cor oficial do mesmo), e a unir as pétalas será colada uma peça central com o texto “Vamos Plantar a Mudança”. Cada pétala deve ser preenchida com as iniciativas que a turma está a pôr em prática para alcançar cada Objectivo. A flor deve ser plastificada – para a proteger das intempéries, porque será plantada ao ar livre – e finalmente deverá colocar-se um caule (uma barra cilíndrica de madeira com 50 cm), ornamentado a gosto. A elaboração de uma Caixa Postal por turma. Nessa Caixa foram colocados os postais que os alunos endereçaram às entidades governamentais, autárquicas e/ou particulares, chamando a atenção sobre todos ou algum ODM concreto, pedindo a resolução dos problemas apontados. O caule de madeira para a flor foi fornecido pela Rosto Solidário e todas as informações exactas para a produção destes trabalhos se encontram no CD distribuído. Para a concretização destas actividades foi fulcral a cooperação dos professores e alunos das 297 turmas dos Agrupamentos do Concelho de Santa Maria da Feira. Para que o resultado destas acções extravasasse o âmbito escolar, de forma a envolver todos os agentes educativos, foi solicitado que a produção do Postal fosse realizada em família, fruto da colaboração entre alunos e pais. 6. DIA MUNDIAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA a. Entre os dias 9 a 16 de Outubro, o Serviço de Transportes Públicos do Município transportaram dois alunos em representação de cada Turma, de todos os Agrupamentos escolares, ao Rossio (Junto à casa do Moinho), onde foram acolhidos pelo Jardineiro dos ODM, e procederam à “Plantação da Mudança” das Flores realizadas nas escolas. Foi uma semana extremamente importante, não só pela alegria das crianças envolvidas nesta dinâmica mas também para a população que, em grande número, passa ou frequenta este excelente espaço público. Foram muitas as pessoas alertadas para os ODM e muitas não se pouparam ao trabalho de ler e contemplar o trabalho das crianças. 10 b. No dia 17 de Outubro, das 14 às 17 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, realizaram-se as “Jornadas Solidárias”. O tema central “Cooperação para o Desenvolvimento - a Centralidade da Pessoa Humana e a concretização do impossível”, foi abordado pelo Sr. Dr. Fernando Nobre, Presidente da AMI e o Sr. D. Manuel Martins – Bispo Emérito de Setúbal. No painel que se seguiu, partilharam as suas experiências de Cooperação para o Desenvolvimento no terreno, a Dra. Teresa Paiva Couceiro (FGS), Dr. Paulo Costa (Leigos para o Desenvolvimento), a Dra. Diana Costa (Associação Viver 100 Fronteiras) e a Dra. Mónica Pacheco (da Gaz África). c. É necessária aqui uma nota explicativa das dinâmicas que aconteceram neste fim de tarde e que estiveram como pano de fundo do trabalho nas escolas: A fada a que se faz alusão e que vai estando presente nos diversos eventos, é a personagem do livro “História de Mãos de Seda, Fada e Princesa”, agora editado pela Rosto Solidário. É o intento de aproximar as crianças dos ODM servindo-se da magia, do misterioso que se esconde nas capacidades de cada um para alterar o rumo da vida e da historia. d. Pelas 20 horas, começou a concentração para a “Marcha Branca” que percorreria as ruas do Município. O Convite, veiculado pelos meios de comunicação social e não só, solicitava a presença da população, e com especial insistência, durante as passagens pelas escolas, solicitámos a presença de um docente de cada escola que se faria portador dos Postais a entregar à fada, a encarregada da sua expedição… Solicitou-se igualmente que os pais acompanhassem os seus filhos nesta jornada que era especialmente deles. Foi impressionante o número de postais recebidos e a clarividência dos seus pedidos de atenção para a solução dos problemas que são objecto dos ODM. Enquanto o público se reunia, o ambiente era animado por música apropriada e projecção de filmes e diaporamas que criavam o ambiente oportuno. e. Pelas 21 horas, iniciava-se a “Marcha Branca”, sabendo as pessoas, antecipadamente que, na medida do possível, todos viessem vestidos com uma peça de roupa branca. f. No final da Marcha, houve um momento de música e bailado a cargo dos “All About Dance”, que enquadraram perfeitamente o momento mágico em que a Fada apareceu e recolheu os postais de mensagem. 7. PROPOSTA DE ACÇÃO EDUCATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO 2009 A 2015 – ENSINO BÁSICO Em ordem a dar seguimento a esta Acção Educativa sobre os ODM, a ROSTO SOLIDÁRIO propôs, ao Pelouro da Cultura da Autarquia, que esta experiência se prolongue até 2015 integrando os ODM no Plano Educativo do Concelho. Na programação de cada ano será escolhido um ou dois Objectivos a ser aprofundados durante o ano lectivo. Neste Sentido foi já assinado um Protocolo de cooperação com a Presidência da Autarquia. Em cada ano podemos contar com dois momentos altos: O 1º na “Semana de Acção Global pela Educação que acontece de 19-25 de Abril, este momento a ser vivido no âmbito de cada Agrupamento Escolar. O 2º a culminar com o 17 de Outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Como sugestão propomos o seguinte cronograma: Ano Lectivo ODM 11 2009 – 2010 2010 – 2011 2011 – 2012 2012 – 2013 2013 – 2014 2014 - 2015 8º Objectivo 1º Objectivo 2º Objectivo 3º Objectivo 4º / 5º / 6º Objectivo 7º Objectivo A ROSTO SOLIDÁRIO compromete-se a disponibilizar os guias de trabalho e a formação necessária aos docentes. Apesar da formação e informação que prestaremos aos Srs. Professores, nada impede que eles procurem outras vias para complementar informações e enriquecer o seu trabalho com pesquisas e testemunhos que possam ser válidos no contexto. HISTÓRIA DE MÃOS DE SEDA, FADA E PRINCESA, é o nome de um livro, por nós editado, que esperamos venha a produzir abundantes frutos da área da Educação Para o Desenvolvimento. É uma história de fadas, centrado nos ODM, no intento de introduzir as nossas escolas na dinâmica destes Objectivos, criando uma mentalidade propícia à mudança no sentido de uma consciência de cidadania global responsável. A obra foi oferta da nossa associada Professora Maria Gracinda Coelho de Sousa e foi apresentada publicamente no dia 6 de Março de 2010, no Salão Nobre do Orfeão da Feira. B. SECTOR DE COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO Para melhor compreensão, discriminarei as acções de Cooperação para o Desenvolvimento, durante este ano de 2009, segundo as regiões em que actuámos: 1. 2. 3. 4. Roménia Guiné Haiti Angola 1. ROMÉNIA: Temos estado a colaborar com a Fundação João Calábria, que se encontra também sedeada neste país. Esta fundação vai criando várias obras sociais, especialmente de apoio e socorro a crianças em situação de risco. Decorre, neste momento, a consolidação de mais um deste centros de apoio a crianças, para o qual encaminhámos 3.950 € que recolhemos com essa finalidade. A transferência desta verba aconteceu a 03-09-2009. É nosso propósito levar mais longe esta cooperação, num país onde as carências são inconcebíveis, especialmente por se tratar de um país Europeu. 2. GUINÉ: A nossa Cooperação com este país de expressão Portuguesa tem-se concretizado através de outras ONGD‟S que operam no terreno, nomeadamente a “Viver 100 Fronteiras”. Este ano foi enviado um enorme volume de roupa, calçado, brinquedos, material médico, roupa hospitalar, tecidos e uma máquina de costura, para confeccionar mais. 3. HAITI: A tragédia do Haiti motivou uma enorme onda de solidariedade pelo mundo. Felizmente que o sentir solidário do ser humano ainda se mantém vivo. A Rosto Solidário não poderia ficar indiferente a tanto sofrimento humano e, logo desde a primeira hora iniciou uma campanha de recolha de fundos. Foram muitos os que se fizeram 12 eco do nosso apelo, e no dia 17-03-2010 seguia para o Haiti a primeira transferência bancária no valor de 45.000€. Esperamos que esta tenha sido de facto a primeira transferência, a Conta permanece aberta e, ainda que mais lentamente, os donativos vão continuando a somar-se. 4. ANGOLA: Por uma questão de coerência na exposição, abordarei a actuação em Angola duas frentes: a. Viana b. Uíge a. VIANA: A acção da Rosto Solidário, como face visível e executora da Solidariedade Passionista, passa, em Angola, por um novo desafio: a abertura de uma nova frente de trabalho na periferia de Luanda, Viana. É uma enorme área onde nascerá uma nova Luanda, a Luanda dos Ricos. Neste momento, para além de grandes projectos em fermentação, existem apenas os Zangos, imensos aglomerados populacionais de trabalhadores que vivem em condições extremamente precárias. É verdadeiramente um desfio ingente. Está-se ainda na fase de reconhecimento do local, das suas gentes e das suas necessidades mais marcantes, que nem sempre são as mais visíveis. Só depois deste levantamento da situação será possível avançar com projectos válidos e eficazes na solução das verdadeiras carências em presença. Foram já destacados para o terreno três Missionários que funcionarão como charneira e parceiros locais na actuação da Rosto Solidário, e que, neste momento, para além da prospecção a fazer, procuram um local aceitável para se estabelecerem e servem as populações que acorrem ao Santuário de São José de Calumbo, um Santuário que congrega verdadeira multidões, é a Fátima lá do sítio. Com o intuito de estudar localmente as situações, tanto em Viana como em Uíge, deslocou-se a Angola o Dr. Paulo Costa, o responsável pelo sector de Cooperação para o Desenvolvimento da Rosto Solidário. Aí, em conjunto com os parceiros locais a actuar no terreno, irá estabelecer as prioridades e estratégias de actuação, os projectos a incrementar, a forma de maximizar a utilização das estruturas já criadas, e terminar “in loco” a formulação de um projecto a apresentar, ainda este ano, ao IPAD. b. UÍGE: O Centro Social Santa Cruz é, neste momento, uma enorme mais-valia para as populações locais e está prenhe de enormes possibilidades. Um passo importante para trazer à luz essas possibilidades foi o refrescamento do pessoal Missionário aí em serviço: São agora três elementos que formam um grupo muito jovem, cheio de ideias e vontade de trabalhar. Estes três Missionários Passionistas são ao mesmo tempo parceiros e extensão da Rosto Solidário no terreno, num reforço notável da nossa parceria com os Leigos Para o Desenvolvimento também aí presentes. Durante o Ano de 2009 foi levada a cabo a terceira fase do Centro Social, com a edificação de 3 Salas e as instalações para a formação feminina – Costura e Culinária, cujo investimento global rondou os 50.000 € Ainda durante 2009, foram consolidas algumas obras como seja o Centro de Formação e outros departamentos cuja finalização de obras e a dotação dos equipamentos adequados estava a urgir. 13 Foram enviadas três remessas de equipamento, a passar dos 65 metros cúbicos de volume e as verbas investidas nessa consolidação e equipamentos ultrapassaram os 25.000 €. Contas feitas, o investimento total no Centro Social anda pelos 75.000 €. Penso ser indispensável uma explicação sobre estas verbas cujo reflexo não aparece nos Balanços Contabilísticos: São Verbas que passaram directamente dos doadores, Nacionais ou Internacionais, para o Centro Social Santa Cruz, sem que tenham passado pela contabilidade da Associação. De entre os serviços em funcionamento, tem interesse destacar os mais emblemáticos: A Biblioteca: Apresenta uma média de 12 utilizadores diários, o que perfaz uns bons milhares de utentes deste serviço anualmente. Pertence ao nosso horizonte próximo dotar esta estrutura com novas obras, especialmente da cultura e literatura Angolana. Livraria/Centro de Cópias: Espaço destinado à venda/cedência, conforme os casos, de material escolar, fotocópias, plastificações etc. É um serviço extremamente importante, até como apoio à biblioteca e ocupação escolar de tempos livres. Ludoteca/Espaço Infantil: A média de ocupação deste espaço, reservado a crianças entre os 5 e os 10 anos, ronda as 18 crianças/dia. Cursos de informática: Foram realizados, em 2009, 8 cursos de 10 alunos cada um. É uma acção a revelar-se de extrema importância como capacitação e integração, especialmente das camadas jovens, no mundo do trabalho, e a familiarização com a Internet pode ser um instrumento de valor incalculável para o acesso à cultura e à sociedade de informação. Cursos de Culinária e Costura: Passaram já por esta área formativa 65 pessoas. PERSPECTIVAS DE FUTURO EM UÍGE: Entrarão brevemente em funcionamento: Um Espaço Juvenil, com Internet, capacidades multimédia, visionamento de filmes e audição de música. Um Gabinete de Aconselhamento, para mães solteiras, apoio em situações de violência doméstica, VIH/Sida e outras áreas que se manifestem necessárias. Uma Sala Multiusos, destinada a reuniões e formação. Está em avançado grau de elaboração e deverá ser apresentado, ainda este ano, ao IPAD um projecto para o Papelão. De passagem não quero deixar de referir que o produto da venda do livro “História de mãos de seda” será destinado a uma Biblioteca no Papelão. A razão desta opção deve-se não só ao facto de ser um bairro importante na geografia da Missão mas também porque nele existe um lar para crianças rejeitadas pela população que, devido a crenças ancestrais, os acusa de bruxaria. São crianças marginalizadas com uma imensa necessidade de apoio. 14 Foi já assumida a decisão de avançar com a construção de um ringue polivalente que dê para futebol de salão, basquetebol e voleibol. Nesta infra-estrutura deverão ser investidos entre 10 e 15.000 €. Escusado será comentar a importância deste equipamento para os jovens locais. NO HORIZONTE DO FUTURO De todo este extenso relatório, não constam as alegrias e tristezas, os trabalhos e os cansaços que diariamente vamos vivendo com alegria e generosidade iluminados por um projecto em que acreditamos. À medida que vamos fazendo caminho, mais horizontes se abrem e mais exigências se nos colocam. Neste momento, a nossa maior preocupação é a sustentabilidade económica deste barco que vai crescendo, e crescimento significa multiplicação de custos. Vamos aproveitando todas as oportunidades de angariar meios, não para aumentar a conta bancária mas para podermos dar resposta às exigências decorrentes. Durante 2009, Realizaram-se: Dois espectáculos: um de teatro com o Grupo “Os Velhos” de Milheirós de Poiares e um concerto com os Antigos TUNOS da Universidade de Coimbra. Duas Feirinhas, nas que vendemos materiais que nos são oferecidos para o efeito, especialmente com o Stock Off de algumas empresas. Participámos na Viagem Medieval com a venda de doces conventuais. Já que estou a falar de sustentabilidade económica, não posso deixar de fazer um desafio aos sócios: se cada um conseguir arranjar outro, as coisas melhoram significativamente. Continuaremos com a Jornadas solidária assim como com todas as iniciativas em curso. Iniciaremos o trabalho de Educação para o Desenvolvimento nas escolas de outros Concelhos, de acordo com as expectativas que nos vão chegando. Está em trabalho de parto a edição de outro livro infantil “Viagens com Sentido”, ainda oferta da Prof. Maria Gracinda Coelho. Também esta obra se orienta claramente para a criação de uma consciência de cidadania global nas nossas crianças. O produto da venda desta obra será destinado ao Orfanato de S. Damião, no Haiti. Queiram desculpar a extensão desta informação, mas não há nada como estar bem informados. Santa Maria da Feira, 22 de Março de 2010 Manuel Caridade Pires Presidente da Rosto Solidário 15