UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DAS ANÁLISES DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA UMA ANÁLISE ECONÔMICA E FINANCEIRA Por: Mauro Carvalho de Oliveira Orientador Prof. Sérgio Majerowicz Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DAS ANÁLISES DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA UMA ANÁLISE ECONÔMICA E FINANCEIRA Apresentação de Monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção de grau de especialista em Auditoria e Controladoria. Por: Mauro Carvalho de Oliveira 3 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, por todas as graças já obtidas em minha vida. E aos meus pais e meus amigos por sempre me incentivarem ao progresso pelos estudos. 4 DEDICATÓRIA Em memória de Vanderlei Baptista, meu grande pai. Dedico a Lindoya Maria um exemplo de mãe. Cleber Lucena um grande amigo pra todas as horas. 5 RESUMO A Contabilidade como ciência da riqueza possui este aspecto de “prever” o que vai acontecer na célula social para a prevenção dos riscos e a continuidade dos negócios. Com as constantes variações de mercado, a voracidade tributária, os avanços tecnológicos, as exigências da ética, as crises políticas, as causas naturais, de maneira decisiva, que as Demonstrações Contábeis produção prognósticos sobre a situação das empresas. Dentre as principais Demonstrações, como Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração do Fluxo de Caixa, Demonstração do Valor Adicionado, devemse destacar que a análise das demonstrações contábeis é uma ferramentachave para as finanças corporativas, pois permite compreender a situação econômica e financeira das empresas e, a partir da daí, fornecer informações para a tomada de decisão dos gestores. O objetivo desta monografia é contribuir para um claro e fácil entendimento da importância das análises para um desenvolvimento continua na visão econômica e financeira das empresas. Como estudo de caso das Demonstrações Contábeis da empresa de telefonia fixa e celular da OI (Telemar Norte Leste S.A.), assim como, o que os gestores interpretariam a empresa com os dados e análises apresentados. 6 METODOLOGIA Para o desenvolvido este trabalho, foi somente executado após várias pesquisas sobre o assunto, bem como, buscando referencias bibliográficas em livros, artigos em revista, como por exemplo: Revista Brasileira de Contabilidade e a Revista Pensar Contábil. Também com auxilio das legislações vigentes e Normas, tais como Resoluções do CFC, os CPC’s e CVM. Toda pesquisa será apresenta com os dados organizados conforme o sumário na próxima página. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I 10 CAPÍTULO II 17 CAPÍTULO III 32 CAPÍTULO IV 42 CONCLUSÃO 52 BIBLIOGRAFIA 53 ÍNDICE 56 ÍNDICE DE FIGURAS 60 FOLHA DE AVALIAÇÃO 61 8 INTRODUÇÃO A Contabilidade, na qualidade de ciência aplicada, com metodologia especialmente concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas de qualquer ente, seja este pessoa física, entidade de finalidades não lucrativas, empresa, seja mesmo pessoa de Direito Público, tais como Estado, Município, União, Autarquia etc., tem um campo de atuação circunscrito às entidades supramencionadas, o que equivale dizer muito amplo (IUDÍCIBUS et al., 1998). De acordo com Resolução CFC nº 785-95 (artigo 1.1.1), a Contabilidade, na sua condição de ciência social, cujo objetivo é o patrimônio, busca, por meio da apreensão, da quantificação, da classificação, do registro, da eventual sumarização, da demonstração da análise e relato das mutações sofridas pelo patrimônio da entidade particularizada, a geração de informações quantitativas e qualitativas sobre ela, expressas tanto em termos físicos, quanto monetários. A metodologia clássica para avaliação do desempenho global da empresa é normalmente chamada de análise financeira ou análise de balanço. Através de um conjunto de procedimentos e conceitos aplicados de forma interrelacionada, obtém-se uma série de indicadores que permite fazer uma avaliação sobre a situação econômica e financeira da empresa e o retorno do investimento (PADOVEZE, 2010). Hoje em dia, estar atentos a informação sobre os negócios, mercados e etc. nas empresas, se torna mais ainda algo de grande importância quanto mais essas informações de qualidade obtiver, isso pode significar mais autonomia e mais poder para uma organização. Com isso o tema foi escolhido, para demonstrar através de uma linguagem fácil, a importância das analises 9 das demonstrações financeiras para uma análise econômica e financeira das instituições. Tornando assim um fácil gerenciamento das empresas. O objetivo deste trabalho acadêmico é mostrar que analise das demonstrações contábeis são de grande importância para uma melhor intepretação da situação econômica e financeira de uma empresa, este trabalho está organizado em 04 capítulos. No Capítulo I, “Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade”, desenvolve os aspectos básicos e conceituais, compreendendo a Contabilidade por um sistema de informação. No Capítulo II, “As Demonstrações Contábeis”, uma abordagem dos aspectos conceituais sobre a estrutura e divulgação das Demonstrações Contábeis à vista da legislação e das normas contábeis. No Capítulo III “Análises das Demonstrações Contábeis”, são apresentadas análises com seus conceitos de padronização, consolidação e fórmulas para uma boa análise e de fácil entendimento. No Capítulo IV, “Análise de Caso”, estudo de caso na busca de aplicar todo o conteúdo apresentado nesta monografia. Efetuando análise da Demonstração Contábil apresentada através de índices, cujas fórmulas já se encontram padronizadas, tornando a interpretação mais dinâmica. 10 CAPÍTULO I ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE Desde a antiguidade através da escrita, o homem estudava a riqueza e a tinha como meio fundamental para a satisfação de suas necessidades. A informação expressava a riqueza que “estava” naquela região ou naquele lugar, no entanto, o sentido principal de registrar era o de saber “o quê” e “quanto tinha” de riqueza para as necessidades humanas, principalmente para as épocas de depressão social, que poderiam vir a existir. Ação ao homem que, outrora, precisava sobreviver e, hoje, precisa garantir o seu bem-estar pelo uso adequado da riqueza (HERCKERT; SILVA, 2006). A Contabilidade é uma ciência social que estuda as alterações patrimoniais das entidades e busca compreender as causas de suas variações. O conjunto de bens, direitos e obrigações denominado como patrimônio é o objeto de estudo da Contabilidade. Porém, cada ciência possui uma definição própria para o patrimônio. Para a ciência jurídica o Patrimônio é o conjunto de objetos de direito e de obrigação. Para a ciência econômica o patrimônio é uma riqueza coletiva que pode ou deve cumprir a necessidade coletiva. O patrimônio para a Contabilidade é estudada pelos aspectos qualitativos e quantitativos. Pelo aspecto qualitativo do patrimônio entende-se como o conjunto dos bens, direitos e obrigações. Estes na verdade são apresentados em contas, a saber: caixa, máquinas, veículos, contas a receber, contas a pagar... Pelo aspecto quantitativo entende-se a expressão monetária da exposição qualitativa. Ou seja, as contas: caixa, máquinas, veículos, contas a receber... possuem saldos monetários que apresentam a posição quantitativa 11 do patrimônio. Desta forma, qualificamos e quantificamos o patrimônio de uma entidade (PINTO, 2005). 1.1 Objetivos da Contabilidade. A Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização (FIPECAFI, 2007). O objetivo principal da Contabilidade é o de permitir, a cada grupo principal de usuários, a avaliação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Em ambas as avaliações, todavia, as demonstrações contábeis constituirão elemento necessário, mas não suficiente. Sob o ponto de vista do usuário externo, quanto mais à utilização das demonstrações contábeis se referirem à exploração de tendências futuras, mais tenderá a diminuir o grau de segurança das estimativas envolvidas. Quanto mais a análise se detiver na constatação do passado e do presente, mais acrescerá e avolumar importância da demonstração contábil (FIPECADI, 2007). Os usuários da Contabilidade constituem em: • Acionistas/cotistas (pessoas interessadas primariamente na rentabilidade e segurança de seus investimentos); • Administradores (responsáveis pela tomada de decisão, daí o interesse nos dados contábeis que informam o que aconteceu no passado e o que está acontecendo no presente); • Emprestadores de dinheiro (necessitam conhecer o nível de segurança que terão com relação ao retorno de seus recursos); 12 • Governo (interesse na arrecadação dos tributos, bem como análises globais e setoriais da economia como um todo); • Mercado (investidores em potencial, através de análises globais e setoriais da economia como um todo); • Funcionários (através das representações de classe, quando, por exemplo, das reivindicações de reajustes salariais). 1.2 Cenários Contábeis Segundo Mendes (2003) a Contabilidade é uma ciência nitidamente social quanto as suas finalidades, mas, como metodologia de mensuração, abarca tanto o social quanto o quantitativo. É em parte quantitativa, em sua forma de materialização na equação patrimonial básica, que não admite desgarramentos de sua lógica formal: ATIVO = PASSIVO Ou, expandindo: ATIVO + DESPESAS + PERDAS – RETIFICAÇÕES DE ATIVO = OBRIGAÇÕES + RECEITAS + GANHOS + CAPITAL + LUCROS – RETIFICAÇÕES DE OBRIGAÇÕES Tais equações, por serem sempre satisfeitas, assumem o caráter de identidades contábeis. O mecanismo de débito e crédito nas contas (partidas dobradas) deságua, necessariamente, nas identidades supramencionadas. 1.3 Princípios Fundamentais de Contabilidade Princípios contábeis podem ser conceituados como premissas básicas acerca dos fenômenos e eventos contemplados pela Contabilidade, premissas que são a cristalização da análise e observação da realidade econômica, social e institucional (IUDÍCIBUS, 1998). 13 O campo de atuação preferencial da Contabilidade é constituído pelas entidades, sejam elas de finalidade lucrativa ou não, e procura captar e evidenciar as variações ocorridas na estrutura patrimonial e financeira, em face das decisões da administração e também das variáveis exógenas que escapam ao controle e ao poder de decisão da administração (IUDÍCIBUS, 1998). Constituem os Princípios Fundamentais de Contabilidade (P.F.C.) os enunciados pela Resolução CFC n°750 de 29 de dezembro de 1993 pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 1.3.1 Princípio da Entidade Este princípio reconhece a diferença entre o patrimônio pessoal do sócio e o patrimônio da entidade. Veja o que diz a resolução CFC 750/93: “Art. 4° - O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.” 1.3.2 Princípio da Continuidade Este princípio conceitua que a entidade tem “vida própria” e pode ser influenciada por fatores da conjuntura econômica do mercado, mudanças das políticas governamentais, problemas internos das próprias Entidades, entre 14 outros fatores que podem afetar sua continuidade. Veja o que diz a resolução CFC 750/93: “Art. 5º - A Continuidade ou não da Entidade, bem como sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas. § 1º A Continuidade influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da Entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível. § 2º - A observância do Princípio da Continuidade é indispensável à correta aplicação do Princípio da Competência, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado, e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado.” 1.3.3 Princípio da Oportunidade Este princípio responsabiliza o contabilista a registrar os fatos que dão origem a um registro contábil no momento em que os mesmos aconteçam. Para que a informação gerada pela Contabilidade seja fidedigna e utilizada pelos diversos usuários em tempo hábil é necessário que os registros sejam efetuados em tempo rápido e oportuno. Veja o que diz a resolução CFC 750/93: “Art. 6º - O Princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a 15 extensão correta, independentemente das causas que as originaram...” 1.3.4 Princípio do Registro pelo Valor Original Este princípio destaca dois aspectos importantes para a contabilização. O primeiro desta a importância do registro contábil ser efetuado de acordo com o valor de entrada e não pelo valor de saída, ou seja, qualquer compra ou aquisição deverá ser contabilizada pelo seu valor original ao invés de seu valor de saída ou de mercado. O segundo, destaca a utilização de moeda corrente do país como unidade monetária, homogeneizando o valor do patrimônio. Veja o que diz a resolução 750/93: “Art. 7º - Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da Entidade...” 1.3.5 Princípio da Atualização Monetária Este princípio reconhece a variação do poder aquisitivo da moeda nacional por um determinado período. Em tempo passados de alta inflação, a Contabilidade reconhecida e registrava os ajustes decorrentes da inflação por meios de correção monetária ou correção integral. Atualmente, estamos dispensados de correções monetárias nos balanços patrimoniais. Veja o que diz a resolução 750/93: “Art. 8º - Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros 16 contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.” 1.3.6 Princípio da Competência O princípio da competência esclarece-nos que as receitas, independente de seu recebimento e as despesas, independente de seu pagamento deverão ser computadas no exercício em que incorrem. Veja o que diz a resolução 750/93: “Art. 9º - As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento...” 1.3.7 Princípio da Prudência Este princípio reforça a necessidade da informação contábil refletir com prudência a situação econômico-financeira da entidade com valores sempre conservadores. Com isto, ao avaliar um ativo devemos utilizar o menor valor para o mesmo, ao contrário para as avaliações dos passivos, onde sempre adotaremos a maior valor. Adotando este procedimento, menores valores para os ativos e maiores valores para o passivo, teremos sempre uma evidenciação patrimonial mais prudente. Veja o que diz a resolução 750/93: “Art. 10 – O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.” 17 CAPÍTULO II AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A elaboração das demonstrações contábeis é obrigatória em todas as empresas. Algumas não precisam elaborar todas as demonstrações, mas devem no mínimo apurar o resultado do exercício elaborando a demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial (PINTO, 2005). As principais normas brasileiras que disciplinam a publicação das Demonstrações Contábeis são: • Lei n° 6.406/76 – Lei das Sociedades Anônimas (LSA); • Lei n°10.406/02 – novo Código Civil (NCC). A Lei n° 6.406/76 (Lei das Sociedades Anônimas – LSA), com a edição da Lei n° 11.638/07 e da Medida Provisória n° 449/08, posteriormente transformada na Lei n°11.941/09, sofreu profundas modificações nos artigos que dispões quanto à forma de contabilização e evidenciação dos fatos contábeis das sociedades anônimas e das sociedades de grande porte, e na estrutura das demonstrações contábeis, fazendo-as convergir para os padrões internacionais de contabilidade (SILVA, 2010). Dessa forma, foi estabelecida uma nova Estrutura Conceitual Básica para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis (framework), a qual está regulamentada pelos seguintes atos: • Resolução CFC n°1.121/08 – aprova a NBC T 1 – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, a partir do Pronunciamento Conceitual Básico do CPC, o qual faz a correlação com o 18 “Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statements” • Resolução CFC n° 1.255/09 – aprova a NBC T 19.41 – Contabilidade para recepcionando o Pequenas e “Pronunciamento Médias Empresas, Técnico PME – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas” emitido pelo CPC; • Deliberação CVM n° 539/08 – aprova o mesmo Pronunciamento Conceitual Básico do CPC citado; • Instrução CVM n° 469/08 – dispõe sobre a aplicação da Lei n° 11.638, de 28-12-2007 e altera as Instruções CVM n° 247, de 27-3-1996, e 331, de 4-4-2000; • Resolução CFC n° 1.159/09 – aprova o Comunicado Técnico CT 01 que aborda como os ajustes das novas práticas contábeis adotadas no Brasil trazidas pela Lei n° 11.638/07 e MP n° 449/08 devem ser tratados. Os Pronunciamentos Técnicos (CPC) e as Orientações Técnicas (OCPC) emitidas pelo CPC têm sido sistematicamente recepcionados pelo CFC, CVM, BACEN, SUSEP, ANEEL, ANTT e ANS. 2.1 As Demonstrações contábeis e informações obrigatórias O conceito de demonstrações contábeis no CPC 26 (tópico nove) define sua finalidade em: “As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade. O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira, do 19 desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuário em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade e sua capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados. Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informação da entidade acerca do seguinte: a) ativos; b) passivos; c) patrimônio líquido; d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles; e f) fluxos de caixa. Essas informações, com outras informações constantes das notas explicativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis na previsão dos futuros fluxos de caixa da entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração.” Segundo os artigos 176° a 177° da Lei n° 6.404/76, modificado pela Lei n° 11.638/07 e n° 11.941/09, as seguintes demonstrações contábeis serão obrigatórias ao final de cada exercício social para as Sociedades Anônimas e sociedades de grande porte: • Balanço Patrimonial (BP). • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). 20 • Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (LPA) ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). • Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC). • Demonstração do Valor Adicionado (DVA). • Notas Explicativas. • Parecer dos Auditores Independentes (pelas companhias abertas). • Relatório da administração (pelas companhias abertas). As demais empresas só estão obrigadas a elaborar as seguintes demonstrações constantes nos artigos 1.179, 1.188 e 1.189 do novo Código Civil (NCC), sem obrigatoriedade de sua publicação: • Balanço Patrimonial. • Balanço do Resultado Econômico ou Demonstração da Conta de Lucros e Perdas. 2.2 Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é o retrato da empresa num determinado momento, indicando de forma ordenada, seus bens, direitos e obrigações. A transcrição dos dados será feita com base nos controles auxiliares do Ativo e do Passivo, assim como será indicado o lucro auferido pela empresa, na Demonstração do Resultado. A única conta que não tem controle próprio é a conta de Capital Social porque está contida no controle de Caixa (SOUZA, 2008). É a demonstração que encerra a sequência dos procedimentos contábeis, apresentando de forma ordenada os três elementos componentes do patrimônio: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido (IUDÍCIBUS, 1998). 21 Uma vez bem estudada a natureza do Ativo (bens e direitos), do Patrimônio (diferença entre o Ativo e o Passivo) e as rotinas e procedimentos contábeis, muito fácil se torna entender o que é o Balanço (IUDÍCIBUS, 1998). De acordo com a Lei n° 6.404 artigo 178°, No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: Ativo Circulante; Ativo Não Circulante; Ativo Realizável a Longo Prazo; Ativo Permanente (Investimentos, Imobilizado, Intangível e Diferido). No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: Passivo Circulante; Passivo Não Circulante; Resultados de Exercícios Futuros; Patrimônio Liquido (Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de Reavaliações, Reservas de Lucros, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Prejuízos Acumulados). 2.3 Demonstração do Resultado do Exercício A Demonstração do Resultado do Exercício elabora simultaneamente com o Balanço Patrimonial, constitui no relatório sucinto das operações realizadas pela empresa durante determinado período de tempo; nele sobressai um dos valores mais importantes às pessoas nela interessadas, o resultado líquido do período, Lucro ou Prejuízo (IUDÍCIBUS, 1998). Esta demonstração é de grande importância para a análise da administração das empresas, pois o principal objetivo de uma entidade é a obtenção de lucros que permitam remunerar de forma condizente seus proprietários. A eficiência da gerencia de uma sociedade é, portanto, em grande parte evidenciada através desta Demonstração (MENDES, 2003). 22 Segundo Alcantara (2010), na determinação do resultado do exercício deverá ser observado o princípio contábil da competência para o registro das receitas e despesas. • Principio da Realização da Receita: as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e • Principio do Confronto das Despesas: os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. O Artigo 187° da Lei 6.404/76 estabelece: I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas; (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto; VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 2009) II - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. § 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: 23 a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. 2.4 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Enquanto da Demonstração do Resultado do Exercício visa à evidenciação da apuração do resultado (apuração do lucro ou prejuízo), a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados visa à distribuição do resultado (destinações do lucro ou prejuízo). Com a instituição da figura do dividendo obrigatório e, também, da faculdade de destacar parcelas do lucro do período para formação da reserva de lucros a realizar e da reserva para contingências, essa demonstração assume maior importância, pois refletirá todos os acréscimos e decréscimos que influenciam a base dos dividendos devidos (PEREZ JUNIOR; BEGALLI, 2009). Conforme o artigo 186° da Lei n° 6.404/76: “Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. 24 § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.” Lembrando eu o item I do artigo 186° foi modificado pela Lei n° 9.249/95, com a extinção da correção monetária das demonstrações contábeis, sendo o texto atual: “Art. 186, I – o saldo do inicio do período e os ajustes de exercícios anteriores” 2.5 Demonstração do Fluxo de Caixa1 Segundo Rosa e Silva (2002) eles comentam que “[...] o fluxo de caixa é apresentado como instrumento essencial para a gestão do disponível. A empresa que mantém continuamente atualizado o seu fluxo de caixa poderá dimensionar, a qualquer momento, o volume de entradas e saídas de recursos financeiros, por meio de mudanças nos prazos de recebimentos e pagamentos, bem como fixar o nível desejado de disponibilidade para o próximo período” 1 O CPC emitiu o Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa, que foi aprovado pela Resolução CFC n°1.125/08 (NBC T 3.8) e Deliberação CVM n°547/08 25 A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser obrigatória para as sociedades anônimas e empresas de grande porte a partir do exercício de 2008, apesar de que algumas empresas já faziam sua divulgação. Passou a substituir a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (artigos 176 § 6° e 188 da LSA). O pronunciamento CPC 3 define os seguintes termos: • Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. • Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. • Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. • Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento. • Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa. • Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional. Existem dois métodos de elaboração do fluxo de caixa, o método direto e o indireto. Vale lembrar que o DFC é o único demonstrativo contábil elaborado com base em regime de caixa, enquanto os demais são elaborados de acordo com o Princípio da Competência de Exercício. 26 2.6 Demonstração do Valor Adicionado Valor Adicionado ou Valor Agregado representa a riqueza criada por um entidade num determinado período de tempo (normalmente, um ano). Podemos afirmar que a soma das importâncias agregadas representa, na verdade, a soma das riquezas criadas (NEVES; VICECONTI, 2005). A DVA não tinha obrigatoriedade de elaboração no Brasil até o ano de 2007. Com o advento da Lei 11.638/07, que modificou a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76), esta demonstração passou a ser exigida legalmente, mas mesmo assim apenas para as sociedades de capital aberto e para empresas abrangidas no conceito de empresa de grande porte introduzida por aquela lei, a partir do exercício de 2008 (SANTOS; SILVA, 2009). O objetivo da DVA é demonstrar durante um período, que geralmente coincide com o exercício social, como a empresa distribuiu a riqueza — valor adicionado — que foi gerada entre os agentes que contribuíram para a criação da mesma. Valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, de forma geral medida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o valor adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e transferido à entidade (SANTOS; SILVA, 2009). Sob o enfoque da disseminação de informações sociais a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) pode ser classificada como um modelo de relatório, de natureza econômica, que traduz a criação de riquezas, através do consumo de recursos e insumos intermediários e a forma de distribuição dessa riqueza, sendo entendido como um indicador de eficiência e eficácia da gestão empresarial (FAUR et al., 2004). O aumento no nível de publicação da DVA tende a aproximar a contabilidade tradicional de um enfoque social, uma vez que aglutina informações contábeis a um modelo de mensuração do Produto Interno Bruto 27 (PIB), através do somatório de todos os resultados agregados, obtidos a partir dos resultados das empresas (FAUR et al., 2004). 2.7 Notas Explicativas As Notas Explicativas são esclarecimentos que visam complementar as Demonstrações Financeiras e informar os critérios contábeis utilizados pela empresa, a composição dos saldos de determinadas Contas, os Métodos de Depreciação, os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais etc. (RIBEIRO, 2003). A sua apresentação está disciplinada nos seguintes dispositivos: a) Resolução CCFC n° 737/92 – Aprovou a NBC T-6; b) Lei das Sociedades por Ações (LSA), artigo 176° §§ 4° e 5°; c) Pronunciamento CPC 262; d) Instrução Normativa CVM n° 475/08; e) OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP n° 01/07; f) Deliberação CVM n° 595, de 15 de setembro de 2009. O texto da LSA foi modificado pela Lei n° 11.941/09 (MP n°449/08) nas seguintes linhas (LSA, artigo 176, § 5°, incisos I a III): “I - apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos; II - divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis 2 adotadas no Brasil que não estejam Este pronunciamento foi aprovado pela Deliberação CVM n°595/09 e pela Resolução CFC n°1.185/09 (NBC T 19.27) 28 apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras; III - fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada;” As demais disposição, que permaneceram inalteradas, estabelecem que as notas explicativas devem indicar (LSA, artigo 176, § 5°, inciso IV): a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo; b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo único); c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, § 3°); d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; f) o número, espécies e classes das ações do capital social; g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante 29 sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. 2.8 Parecer dos Auditores Independentes Para uma maior segurança do usuário da contabilidade, as empresas auditadas apresentam parecer do auditor, onde ele expressa ter feito exame nas Demonstrações Financeiras, efetuado de acordo com os padrões de auditoria geralmente aceitos (IUDÍCIBUS; MARION, 2000). O auditor emite sua opinião informando se as Demonstrações Financeiras representam adequadamente a Situação Patrimonial e a Posição Financeira da data do exame. Informa se as Demonstrações Financeiras foram levantadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se há uniformidade em relação ao exercício anterior (IUDÍCIBUS; MARION, 2000). De acordo com o Perez Júnior e Begalli (2010), o modelo de parecer é padronizado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e pelo Conselho Federal de Contabilidade. Devendo conter as seguintes informações: • Destinatário do parecer: Conselho de Administração ou acionistas da empresa auditada ou de quem contratou o serviço. • Identificação das demonstrações contábeis auditadas e responsabilidade assumida pelos auditores. • Normas de auditoria aplicadas no desenvolvimento dos trabalhos de auditoria. • Ressalvas relativas à eventual limitação na execução dos trabalhos. 30 • Ressalvas relativas a eventuais não conformidades das demonstrações contábeis em relação às práticas adotadas no Brasil. • Opinião com ou sem ressalvas. • Parágrafo de ênfase destacando fatos que possam ameaçar a continuidade das atividades da empresa. 2.9 Relatório da Administração O seu objetivo é servir como complemento às demonstrações financeiras, de forma a subsidiar o leitor com informações sobre o contexto operacional da companhia, com fatos relevantes que aconteceram ao longo do exercício e com planos da mesma para os exercícios seguintes (SILVA, 2010). A leitura desse relatório deve ser feita com elevado senso crítico, pois o seu conteúdo não passa pela análise dos auditores independentes, já que é a opinião da alta administração da companhia, podendo estar, portanto, eivada de informações tendenciosas. É salutar proceder à análise de relatórios de anos anteriores e verificar se nos anos subseqüentes os fatos e previsões ali relatados se concretizaram, bem como checar informações em fontes independentes, como jornais e revistas especializadas sobre o segmento econômico da companhia sob análise (SILVA, 2010). A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), conforme seu Parecer de Orientação n° 15//87 de 28 de dezembro de 1987, estabelece as seguintes informações no item 2: “De acordo com a Lei 6.404/76, o relatório da administração deve ser publicado juntamente com as demonstrações financeiras do encerramento do exercício social precisando conter informações sobre: 31 a) aquisição de debêntures de sua própria emissão (art. 55, § 2º); b) política de reinvestimento de lucros e distribuição de dividendos constantes de acordo de acionistas (art. 118, § 5º); c) negócios sociais e principais fatos administrativos ocorridos no exercício (art. 133, inciso I); d) relação dos investimentos em sociedades coligadas e/ou controladas evidenciando as modificações ocorridas durante o exercício (art. 243).” 32 CAPÍTULO III ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A metodologia clássica para avaliação do desempenho global da empresa é normalmente chamada de análise financeira ou análise de balanço. Através de um conjunto de procedimentos e conceitos aplicados de forma interrelacionada, obtém-se uma série de indicadores que permite fazer uma avaliação sobre a situação econômica e financeira da empresa e o retorno do investimento (PADOVEZE, 2010). A avaliação sobre a empresa tem por finalidade analisar o resultado e o desempenho da empresa, detectar os pontos fortes e fracos do processo operacional e financeiro da companhia, objetivando propor alternativas de curso futuro a serem tomadas e seguidas pelos gestores da empresa (PADOVEZE, 2010). Segundo Ferreira (2010), a análise das demonstrações contábeis não é exigida por lei. Decorre da necessidade de informações aprimoradas sobre a situação do patrimônio e de suas variações por parte dos administradores, acionistas, investidores, credores. Na prática, os relatórios de análise costumam ser destinados ao público interno (controladores e administradores). Os processos mais utilizados na análise das demonstrações contábeis são: 1) Análise horizontal; 2) Análise vertical; 3) Análise por quocientes; 33 3.1 Análise Horizontal Visa o estudo da evolução dos elementos componentes das demonstrações contábeis ao longo dos exercícios sociais, através do cálculo de números índices, sendo estes obtidos a partir de um exercício social tomado como base, onde todos os itens componentes das demonstrações nesse exercício são fixados em 1 ou 100%, e , a partir daí, são determinados os demais índices referentes às demonstrações dos outros exercícios sociais, normalmente subsequentes ao exercício tomado como base (FERRARI, 2009). 3.2 Análise Vertical Denominamos de análise vertical a análise de participação percentual ou de estrutura dos elementos das Demonstrações Contábeis. Assume-se como 100% um determinado elemento patrimonial, que, em principio, deve ser o mais importante, e se faz uma relação percentual de todos os demais elementos sobre ele (PADOVEZE, 2010). A análise vertical espelha os efeitos e, em algumas demonstrações, é também possível descobrir algumas das causas primárias. Uma vez efetuado o levantamento dos percentuais, o analista focará sua análise nestes percentuais, deixando para trás os valores monetários absolutos, sendo possível verificar as tendências de forma mais objetiva. Uma análise limitada a expressões monetária, sejam elas expressas em valores históricos ou corrigidos, não permitiria uma visualização dos impactos de cada conta patrimonial ou de resultado no conjunto das respectivas demonstrações (SILVA, 2010). Também denominada análise da estrutura, a análise vertical envolve a relação entre um elemento e o grupo de que ele faz parte. Relaciona a parte com o todo (FERREIRA, 2009). 34 3.3 Análise por Quocientes Os indicadores da análise por quocientes podem ser obtidos de forma simples ou complexa. Os quocientes simples mais utilizados na análise contábil são: • Quocientes de Liquidez; • Quocientes de Endividamento; • Quocientes de Rotatividade; • Quocientes de Rentabilidade ou Lucratividade; • Quocientes Complexos. 3.3.1 Quocientes de Liquidez É determinada em função da relação existente entre os dois elementos, indicando quantas vezes um contém o outro ou a proporção de um em relação ao outro (NEVES; VICECONTI, 2005). 3.3.1.1 Liquidez Corrente É utilizado na avaliação da capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo (passivo circulante) mediante o uso dos bens e créditos circulantes (FERREIRA, 2010). LI= Ativo Circulante Passivo Circulante 3.3.1.2 Liquidez Seca Também chamado de liquidez ácida, este índice mede a capacidade da empresa pagar suas dívidas a curto prazo, utilizando os recursos aplicados no ativo circulante, sem contar com seus estoques, visto que algumas 35 empresas podem, em muitas ocasiões, ter dificuldades para realizar financeiramente seus estoques, tal como é o caso dos fabricantes de automóveis, os quais, em épocas de recessão econômica, lotam seus pátios, em função das baixas vendas baixas (FERRARI, 2009). LS= AC - Estoques Passivo Circulante 3.3.1.3 Liquidez Imediata Derivado da Liquidez Corrente e indica a capacidade de pagamento de dívidas no curto prazo, considerando a hipótese de que todo o Passivo Circulante da empresa vença no primeiro dia útil seguinte à data de encerramento do bálano. Quanto maior, melhor. LI= Disponível* Passivo Circulante *Disponível= Caixa+Bancos Conta Movimento+Aplicações Financeiras 3.3.1.4 Liquidez Geral Através deste índice é possível perceber todas a capacidade de pagamento da empresa a Longo Prazo, considerando tudo o que ela converterá em dinheiro (a Curto e a Longo Prazo), relacionando-se com tudo o que já assumiu como dívida (a Curto e a Longo Prazo) (SILVA, 2010). LG= Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo 3.3.2 Quocientes de Endividamento Também chamados de quocientes (ou índices) de estrutura de capitais, os quocientes de endividamento têm por objetivo avaliar, sobretudo, o grau de dependência da empresa em relação aos capitais de terceiros, através 36 da medição da relação entre Capitais Próprios (Patrimônio Líquido), Capitais de Terceiros (Passivo Exigível) e Capitais Aplicados (Ativo). Em outras palavras, tais quocientes revelam a política de obtenção de recursos da empresa (FERRARI, 2009). 3.3.2.1 Endividamento Total O endividamento indica o montante dos recursos de terceiros que está sendo usado, na tentativa de gerar lucros. Por isso existe grande preocupação com o grau de endividamento e com a capacidade de pagamento da empresa, pois, quanto mais endividada ela estiver maior será a possibilidade de que não consiga satisfazer às obrigações com terceiros (NEVES; VICECONTI, 2005). ET= Passivo Exigível* Ativo Total *Passivo Exigível= Passivo Circulante + Passivo Exigível a Longo Prazo 3.3.2.2 Composição do Endividamento Através desta índice é possível mensurar o volume de dívidas da empresa com vencimento no curto prazo em relação à dívida total. CE= Passivo Circulante Passivo Exigível* *Passivo Exigível= Passivo Circulante + Passivo Exigível a Longo Prazo 3.3.2.3 Garantia do Capital de Terceiros O índice de garantia do capital de terceiros traduz a garantia proporcionada ao capital de terceiros em razão da existência de recursos próprios. Quanto maior o volume de recursos próprios, maior a garantia (FERREIRA, 2010). 37 GCT= Patrimônio Líquido Passivo Exigível Porém alguns autores trabalham com a fórmula invertida: GCT= Passivo Exigível Patrimônio Líquido 3.3.3 Quocientes de Rotatividade Esses quocientes, que consideramos de alta relevância para análise de crédito, expressam a velocidade com que determinados elementos patrimoniais se renovam durante certo período de tempo. Devido a sua natureza, tais quocientes usualmente apresentam seus resultados em dias, meses ou períodos, fracionários ou múltiplos de um ano. A importância de tais quocientes é representada pelo fato de expressarem relacionamentos dinâmicos, que acabam influenciando a posição de liquidez e rentabilidade, mais adiante. Normalmente, tais quocientes abarcam ou relacionam entre si itens da Demonstração de Resultados e do Balanço Patrimonial ao mesmo tempo (IUDÍCIBUS; MARION, 2000). 3.3.3.1 Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) Este indicador mostra em quantos dias ou meses, em média, as mercadorias ou produtos acabados ficaram estocados na empresa antes de serem vendidos. Normalmente, o ideal é que a empresa tenha um alto índice de rotação de seus estoques (ou seja, gire o estoque em menos dias), desde que isso seja o reflexo de alto grau de comercialização de seus produtos, em decorrência do aumento da demanda ou mesmo da boa penetração dos mesmos no mercado (SILVA, 2010). PMRE= Estoque ou Estoque Médio (ou média dos períodos) x 360 CMV 38 3.3.3.2 Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV) Mostra o prazo médio das vendas praticado com os cliente ao longo do ano. De modo geral, quanto menor, melhor. PMRV= Média de duplicatas a receber x 360 Receita Bruta de Vendas a Prazo Na falta de maiores informações, a média de Duplicatas a Receber pode ser obtida pelo somatório dos saldo iniciais e finais da conta Duplicatas a Receber dividida por dois (PEREZ JUNIOR; BEGALLI, 2009). 3.3.3.3 Prazo Médio de Pagamentos a Fornecedores (PMPF) Esse índice indica o prazo que, em média, a companhia recebe de seus fornecedores para pagamento das compras a prazo. Quanto á apuração da média deve ser a princípio aplicada há dos 12 meses. Na sua falta, devem adotar a média correspondente aos saldos no início e no fim do exercício. Não havendo média disponível, utiliza-se o saldo final da conta de Fornecedores PMPF= Média Contas a Pagar* x 360 Compras a Prazo *Contas a Pagar= Dívidas com Fornecedores 3.3.4 Quocientes de Rentabilidade ou Lucratividade De acordo com Padoveze (2010): “Talvez deva ser considerada a melhor análise a ser extraída dos rentabilidade Demonstrativos adequada Contábeis. continuadamente Uma é, possivelmente, maior indicador da sobrevivência e sucesso da empresa. 39 Podemos separar a análise da rentabilidade em dois grandes aspectos: • Análise da geração da margem de lucro: leva em conta o desempenho operacional da empresa, através do conceito de giro do ativo, que implica maior ou menor necessidade de margem operacional sobre as venda. • Análise da destinação do lucro: leva em conta a alavancagem do capital de terceiros, para aumento da rentabilidade do capital próprio.” 3.3.4.1 Margem Bruta Calculada por produto, estabelecimento, departamento ou na política de formação de preços. Indica o percentual que o lucro bruto representa das vendas líquidas de impostos (de venda) e devoluções (PEREZ JUNIOR; BEGALLI, 2009). MB= Lucro Bruto Vendas Líquidas 3.3.4.2 Margem Líquida Indica a capacidade da empresa em gerar lucro comparativamente à receita Líquida de vendas. Também conhecido como Retorno sobre as Vendas, compara o Lucro Líquido em relação às Vendas Líquidas do período, apresentando o percentual de Lucratividade gerado. ML= Resultado Líquido do Exercício Receita Líquida de Vendas 40 3.3.4.3 Retorno (ou rentabilidade) Operacional do Ativo (ROA ou ROI) Denominado com Taxa de Retorno sobre o Ativo Total (ROA – Return on Total Assets) e também como Taxa de Retorno sobre Investimentos (ROI – Return on Investment). Conforme Silva (2010): Este indicador tem por objetivo medir a eficiência global da alta direção da empresa na geração de lucros com seus investimentos totais. Não havendo variações significativas nos saldos do Ativo, ou então optar por mediar a relação direta entre o Lucro Líquido do Exercício e o saldo do Ativo. Caso contrário, utiliza-se o Ativo Médio, que é obtido pela soma do Ativo Total do Ano anterior com Ativo Total do Ano em curso, dividido por dois. ROA= Lucro Líquido Ativo Total ou Ativo Médio 3.3.4.4 Retorno (ou rentabilidade) Capital Próprio (RCP) A importância do retorno sobre o Patrimônio Líquido reside em expressar os resultados globais auferidos pela gerência na gestão de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas. Para efeito de análise de crédito é uma segurança indireta de continuidade do empreendimento (se o quociente for adequado) e de retorno dos recursos emprestados (IUDÍCIBUS; MARION, 2000). RCP= Lucro Líquido do Exercício Patrimônio Líquido 41 3.3.5 Quocientes Complexos 3.3.5.1 Grau de Alavancagem Financeira A Alavancagem Financeira é a medida que avalia a capacidade da empresa em utilizar encargos financeiros fixos para maximizar os efeitos da variação do lucro. A força da Alavancagem Financeira pode aumentar o retorno dos investimentos dos acionistas e, frequentemente, há vantagens fiscais associadas com a obtenção de empréstimos, por conta da possibilidade de dedução no Imposto de Renda das despesas com os juros (SILVA, 2010). Basicamente, o que determina a vantagem ou desvantagem na utilização dos capitais de terceiros são os encargos financeiros (despesas financeiras). Se as taxas de juros são muito elevadas, as despesas financeiras geradas pelos empréstimos podem eliminar os ganhos correspondentes à utilização dos capitais de terceiros e até provocar prejuízos. O uso dos capitais alheios deve gerar ganho suficiente para cobrir os encargos por eles originados. Caso contrário, não haverá interesse na utilização do capital de terceiros, pois isso provocará a redução da lucratividade (FERREIRA, 2010). Lucro Líquido Patrimônio Líquido GAF= Lucro Líquido + Despesas Financeiras Ativo Total 42 CAPÍTULO IV ANÁLISE DE CASO Neste capítulo iremos apresentar de forma quantitativa e qualitativa das apresentações das Demonstrações Contábeis e as respectivas análises através dos índices. Também para levantar a importância do Contador em produzir informações úteis aos usuários da Contabilidade para a tomada de decisões. Para demonstrar a importância das análises das Demonstrações Contábeis na análise econômica e financeira, utilizando a metodologia aplicada à pesquisa bibliografia deste trabalho. Apresentamos as Demonstrações Contábeis da empresa Oi (telefonia). Informações gerais sobre a empresa: Razão: Telemar Note Leste S.A. Ramos de atividade: Serviços de telefonia fixa e celular. Capital Aberto: Sim. Principais concorrentes: Vivo, Nextel, Tim e Claro. As Demonstrações Contábeis apresentadas serão: • Balanço Patrimonial • Demonstração do Resultado do Exercício 4.1 Balanço Patrimonial Segue a Demonstração Contábil conforme a Lei 6.406/76 e suas alterações. 43 Quadro 1 – Balanço Patrimonial Balanço Consolidado em Milhões Ativo Total Ativo Circulante Disponibilidades Créditos Estoques Outros Ativo Não Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Créditos Diversos Créditos com Pessoas Ligadas Outros Ativo Permanente Investimentos Imobilizado Intangível Diferido Passivo Total Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Fornecedores Impostos, Taxas e Contribuições Dividendos a Pagar Provisões Dívidas com Pessoas Ligadas Outros Passivo Não Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Empréstimos e Financiamentos Debêntures Provisões Dívidas com Pessoas Ligadas Outros Resultados de Exercícios Futuros Participações Minoritárias Patrimônio Líquido Capital Social Realizado Reservas de Capital Reservas de Lucro Lucros/Prejuízos Acumulados 3T09 59.511,7 18.143,2 5.662,5 6.151,0 137,8 6.191,8 41.368,5 7.625,8 4.434,4 488,3 2.703,2 33.742,7 47,1 21.903,1 11.524,0 268,5 59.511,7 19.123,2 9.624,6 0,0 3.045,2 2.243,2 1.630,6 798,8 0,0 1.780,8 24.877,4 24.877,4 18.411,1 0,0 3.209,3 501,3 2.755,7 0,0 5.600,9 9.910,2 7.434,4 2.214,3 350,4 (88,9) 3T10 61.700,7 21.830,5 9.058,0 5.926,7 104,1 6.741,7 39.870,2 7.830,0 4.538,0 0,0 3.292,0 32.040,1 47,1 20.980,5 10.830,3 182,3 61.700,7 14.995,3 6.912,4 0,0 3.117,2 1.981,5 192,4 802,2 0,0 1.989,6 29.428,7 29.428,7 22.569,0 0,0 3.350,5 0,0 3.509,2 0,0 6.157,4 11.119,3 7.434,4 2.018,4 (17,4) 1.683,8 44 4.2 Demonstração do Resultado do Exercício Quadro 2 – Demonstração do Resultado do Exercício DRE no Período - Consolidado Milhões Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços Deduções da Receita Bruta Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos Resultado Bruto Despesas/Receitas Operacionais Com Vendas Gerais e Administrativas Financeiras Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais Resultado da Equivalência Patrimonial Resultado Operacional Resultado Não Operacional Resultado Antes Tributação/Participações Provisão para IR e Contribuição Social IR Diferido Participações/Contribuições Estatutárias Reversão dos Juros sobre Capital Próprio Participações Minoritárias Lucro/Prejuízo do Período 3T09 11.571,4 (4.035,6) 7.535,9 (4.590,6) 2.945,2 (2.554,5) (1.151,8) (814,2) (528,1) 299,4 (361,0) 1,3 390,8 0,0 390,8 (206,1) 31,4 0,0 0,0 (150,4) 65,8 3T10 11.384,9 (4.073,2) 7.311,7 (3.766,1) 3.545,6 (2.443,4) (1.205,2) (643,7) (489,3) 320,9 (442,9) 16,9 1.102,2 0,0 1.102,2 (109,5) (235,8) 0,0 0,0 (208,2) 548,7 4.3 Análise Comparativa 4.3.1 Análise Vertical No Balanço Patrimonial acima utilizamos a análise vertical para verificar qual a porcentagem de cada componente em relação ao Ativo Total. Então no 3° trimestre de 2009 o Ativo Circulante representa 30,49%, o Realizável a Longo Prazo 69,51%, o Ativo Permanente 56,70% representa ao Ativo Total. O Passivo Circulante corresponde a 32,13%, o Passivo Exigível à Longo Prazo 41,80% e o Patrimônio Líquido 16,65% do Passivo Total. 45 No 3° trimestre de 2009 o Ativo Circulante representa 35,4%, o Realizável à Longo Prazo representa 64,62%, o Ativo Permanente representa 51,93% do Ativo Total. O Passivo Circulante corresponde a 24,40%, O Passivo Exigível à Longo Prazo corresponde a 47,70% e Patrimônio Líquido corresponde a 18,02% do Passivo Total. Na Demonstração do Resultado do Exercício, o Lucro Líquido corresponde a 0,57% no 3° trimestre de 2009 e 4,82% no 3° trimestre de 2010 das Receita Bruta. O Lucro Bruto corresponde a 25,45% das vendas em enquanto as despesas operacionais consumem 22,08% do total de vendas no 3° trimestre de 2009 e no 3° trimestre de 2010 o Lucro Bruto corresponde a 31,14% das vendas em enquanto as despesas operacionais consumem 21,46% do total de vendas. 4.3.2 Análise Horizontal Observando que no 3° trimestre de 2010 o Ativo Circulante apresentou um aumento de 20,32%, o Ativo Realizável a Longo Prazo representou uma redução de 3,62% e o Ativo Permanente apresentou uma redução de 5,05% em relação ao 3° trimestre de 2009. No Passivo Circulante do 3° trimestre de 2010 apresentou uma redução de 21,59%, no Passivo Realizável à Longo Prazo um aumento de 18,29% e no Patrimônio Líquido um aumento de 12,20% em relação ao 3° trimestre de 2009. Referente a DRE, houve um aumento de 734,40% em comparação ao Lucro Líquido do 3° trimestre de 2009 a 3° trimestre de 2010. 4.4.1 Análise por Quocientes 4.4.1.1 Liquidez Corrente No 3° trimestre de 2009: 18.143,2/19.123,2= 0,95 46 No 3° trimestre de 2010: 21.830,5/14.995,3= 0,46 Indica que, para cada real de dívidas de custo prazo (passivo circulante) a empresa dispõe de 0,95 de bens e direitos de curto prazo (ativo circulante para pagar, faltando 0,05 centavos no 3° trimestre de 2009. No 3° trimestre de 2010, indica que, para cada real de dívidas de custo prazo (passivo circulante) a empresa dispõe de 0,95 de bens e direitos de curto prazo (ativo circulante para pagar, faltando 0,54 centavos. 4.4.1.2 Liquidez Seca No 3° trimestre de 2009: 18.143,2-137,8/19.123,2= 0,94 No 3° trimestre de 2010: 21.830,5-104,1/14.995,3= 1,45 Indica que, para cada 1,00 de dívidas de curto prazo, a empresa dispões de 0,94 de bens e direitos de curto prazo, menos estoques, para pagar no 3° trimestre de 2009 No 3° trimestre de 2010, indica que, para cada 1,00 de dívidas de curto prazo, a empresa negociaria a dívida com Ativo Circulante e sobraria 0,45, deixando livre o estoque para quitação da dívida. 4.4.1.3 Liquidez Imediata No 3° trimestre de 2009: 5.662,5/19.123,2= 0,30 No 3° trimestre de 2010: 9.058,2/14.995,3= 0,60 Indica que, para cada 1,00 de dívidas com terceiros de curto prazo, a empresa dispõe de 0,30 em dinheiro para pagar no 3° trimestre de 2009. No 3° trimestre de 2010, indica que, para cada 1,00 de dívidas com terceiros de curto prazo, a empresa dispõe de 0,60 em dinheiro para pagar 47 4.4.1.4 Liquidez Geral No 3° trimestre de 2009: 18.143,2+7.625,8/19.123,2+24877,4= 0,59 No 3° trimestre de 2010: 21.830,8+7830,0/14.995,3+29.428,7= 0,67 Indica que, para cada 1,00 de dívidas totais com terceiros, a empresa dispões de 0,59 de bens e direitos e longo pra para pagar, ou seja, pagaria os 0,59 e ainda faltariam 0,41 para quitar no 3° trimestre de 2009. Indica que, para cada 1,00 de dívidas totais com terceiros, a empresa dispões de 0,67 de bens e direitos e longo pra para pagar, ou seja, pagaria os 0,67 e ainda faltariam 0,33 para quitar no 3° trimestre de 2010. 4.4.2 Análise por Quocientes de Endividamento 4.4.2.1 Endividamento Total No 3° trimestre de 2009: 19.123,2+24877,4/59.511,7= 0,74 No 3° trimestre de 2010: 14.995,3+29.428,7/61.700,7= 0,72 Para cada 1,00 do Ativo Total, 0,74 estão presos a dívidas, logo 0,26 estão livres, ou seja, se a empresa negociar o ativo total, para cada 1,00 que receber, paga 0,74 e sobram 0,26 no 3° trimestre de 2009. Para cada 1,00 do Ativo Total, 0,72 estão presos a dívidas, logo 0,28 estão livres, ou seja, se a empresa negociar o ativo total, para cada 1,00 que receber, paga 0,72 e sobram 0,28 no 3° trimestre de 2010. 4.4.2.2 Composição do Endividamento No 3° trimestre de 2009: 19.123,2/(19.123,2+24877,4)= 0,43 No 3° trimestre de 2010: 14.995,3/(14.995,3+29.428,7)= 0,34 Indica que, para cada 1,00 de dívidas totais com terceiros, 0,34 são de curto prazo e 0,66 são de longo prazo no 3° trimestre de 2009. 48 Indica que, para cada 1,00 de dívidas totais com terceiros, 0,34 são de curto prazo e 0,66 são de longo prazo no 3° trimestre de 2010. 4.4.2.3 Garantia do Capital de Terceiros No 3° trimestre de 2009: 9.910,2/(19.123,2+24877,4)= 0,95 No 3° trimestre de 2010: 6.157,4/(14.995,3+29.428,7)= 0,25 Indica que, para cada 1,00 de capital próprio, existem 0,95 de capital de terceiros no 3° trimestre de 2009. Indica que, para cada 1,00 de capital próprio, existem 0,25 de capital de terceiros no 3° trimestre de 2010. 4.4.3 Análise por Quocientes de Rotatividade 4.4.3.1 Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) No 3° trimestre de 2009: (137,8x360)/4.590,6= 10,8 Prazo: 360/10,8= 33,33 No 3° trimestre de 2010: 6.157,4/(14.995,3+29.428,7)= 9,95 Prazo: 360/9,95= 36,18 O estoque no 3° trimestre de 2009 se renovou 10,8 vezes, o que indica que a cada 33 dias o estoque se renova completamente. O estoque no 3° trimestre de 2010 se renovou 9,95 vezes, o que indica que a cada 36 dias o estoque se renova completamente. 4.4.3.2 Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV) No 3° trimestre de 2010: 5.926,7/11.384,9= 0,52 Prazo: 360/9,95= 692,3 49 As vendas a prazo provocaram um giro de 0,52 vezes durante o 3° trimestre de 2010 e levou-se 692 dias para o recebimento total das vendas. 4.4.3.3 Prazo Médio de Pagamentos a Fornecedores (PMPF) No 3° trimestre de 2010: 3.117,2/3.081,2= 1,01 Prazo: 360/1,01= 356,43 A cada 356 dias em média a empresa efetuou um compra completa, ou seja, comprou e pagou. 4.4.4 Análise por Quocientes de Rentabilidade ou Lucratividade 4.4.4.1 Margem Bruta No 3° trimestre de 2010: 3.545,6/7.311,7= 0,48x100= 48 No 3° trimestre de 2009: 2.945,2/7.535,9= 0,39x100= 39 O Lucro Bruto 48% das vendas líquidas no 3° trimestre de 2010 e 39% no 3° trimestre de 2009. 4.4.4.2 Margem Líquida No 3° trimestre de 2010: 65,8/7.311,7= 0,00899x100= 0,89 Prazo: 360/0,89= 404 No 3° trimestre de 2009: 548,7/7.535,9= 0,07x10= 7 Prazo: 360/7= 51,42 A empresa levou 404 dias para efetuar o pagamento de todos os seus produtos e serviços prestados no 3° trimestre de 2010 e no 3° trimestre de 2009 levou 51 dias. 50 4.4.4.3 Retorno (ou rentabilidade) Operacional do Ativo (ROA ou ROI) No 3° trimestre de 2009: (65,8/59.511,7) x 100= 0,11 No 3° trimestre de 2010: (548,7/61.700,7) x 100= 0,889 Esta taxa mede o poder de ganho da empresa, ou seja, para cada 100,00 investido há um ganho de 0,11 no 3° trimestre de 2009. Esta taxa mede o poder de ganho da empresa, ou seja, para cada 100,00 investido há um ganho de 0,889 no 3° trimestre de 2010. 4.4.4.4 Retorno (ou rentabilidade) Capital Próprio (RCP) No 3° trimestre de 2009: (65,8/9.910,2) x 100= 0,66 No 3° trimestre de 2010: (548,7/11.119,3) x 100= 4,93 O retorno que os proprietários tiveram foi de 0,66% no 3° trimestre de 2009 e no 3° trimestre de 2010 o lucro líquido do exercício proporcionou aos proprietários um retorno de 4,93%. 4.4.5 Análise por Quocientes Complexos 4.4.5.1 Grau de Alavancagem Financeira No 3° trim. 2010: (548,7/10514,73)/((548,7+489,3)/60606,18)= 3,05 Sendo o GAF de 3,05, concluímos que a utilização de capital de terceiros trouxe uma rentabilidade sobre o capital próprio 205% superior àquela que seria caso todo o ativo fosse financiado por capitais próprios. Logo a alavanca financeira foi favorável. 51 CONCLUSÃO Conforme definido na introdução, que as empresa estão devem está atentas a informações de seus negócios. Assim como a Contabilidade e as Demonstrações Contábeis são de grande instrumento para auxiliar os gestores a tomar decisões, ou seja, coleta os dados econômicos, mensura-os monetariamente, registra e sumariza em forma de relatórios, que contribuem para tomada de decisão. De acordo com Ferrari (2009), as Demonstrações Contábeis têm por fim a exposição clara, sistematizada e objetiva da situação patrimonial, econômica e financeira de uma entidade. Já para Padoveze (2010), Análise de Balanço constitui-se em um processo de meditação sobre os Demonstrativos Contábeis, objetivando uma avaliação da situação de empresa em seus aspectos operacionais, econômicos, patrimoniais e financeiros. E que avaliação sobre a empresa tem por finalidade analisar o resultado e o desempenho da empresa, detectar os pontos fortes e fracos do processo operacional e financeiros da companhia, objetivando propor alternativas de curso futuro a serem tomadas e seguidas pelos gestores da empresa. Do mesmo modo Herrmann (2004) afirmava, para assegurar o êxito de qualquer administração e garantir assim a integridade patrimonial contra qualquer surpresa, é necessário colocar a atividade econômica sobre base planificada, formulando previsões econômicas, estabelecendo probabilidades e controlando as previsões mediante as técnicas da análise econômico-financeira dos balanços periódicos. De acordo com a empresa analisada, dentre algumas analises apresentadas, no que se refere ao Endividamento Total, ela apresentou uma situação razoavelmente bem nos dois períodos apresentados. E que houve um crescimento do Lucro Líquido do Exercício e que os seus resultados foram satisfatórios no 1° trimestre de 2010. 52 Esse trabalho conclui que a nosso ver, não bastar ter uma boa visão das Demonstrações Contábeis e sim saber interpretar as análises. Assim, com as análises das Demonstrações Contábeis, deve assumir também o papel de tradução dos elementos contidos nas Demonstrações Financeiras. 53 BIBLIOGRAFIA CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 785/95. Brasília: CFC, 1995. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 03. www.cpc.org.br, acesso em 11/12/2010. COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. Pronunciamento Técnico CPC 26. www.cpc.org.br, acesso em 15/10/2010. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Parecer de Orientação n°15. www.cnb.org.br, acesso em 18/10/2010. FAUR, Adriana Rodrigues et al. Balanço Relatório de Desempenho Social? Análise dos Setores Petroquímico e elétrico no Rio de Janeiro. Revista Pensar Contábil. Rio de Janeiro: CRC-RJ, Ano VI, n° 25, p. 20-25, ago./set. 2004. FERRARI, Ed Luiz. Análise de Balanços. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 316p. FERREIRA, Ricardo José. Análise das Demonstrações Contábeis: Teoria e Questões Comentadas. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Ed. 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NEVES, Silvério das e VICECONTI, Paulo Eduardo V. Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações Financeiras. 14ª. ed. São Paulo: Frase, 2005. 710p. PADOVEZE, Clóvis Luís. Controladoria Básica. 2ª Ed. São Paulo: Cengage Learning, 2010. 358p. PEREZ JUNIOR, José Hernandez e BEGALLI, Glaucos Antonio. Elaboração e Análise das Demonstrações Contábeis. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2009. 284p. RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Básica Fácil. 24ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. 368p. ROSA, Paulo Moreira da e SILVA, Almir Teles da. Fluxo de Caixa: instrumento de planejamento e controle financeiro e base de apoio ao processo decisório. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília: CFC, Ano XXXI, n°135, p. 82-96, mai./jun. 2002. PINTO, Leonardo José Seixas. Contabilidade Introdutória. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Florense, 2005. 315p. OI. Disponível em: http://v3.oi.infoinvest.com.br, acesso em 15/11/2010. SANTOS, Marcos Igor da Costa e SILVA, Manuel Soares da. 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Curitiba: Juruá, 2008. 146p. 56 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO........................................................................................... 01 AGRADECIMENTOS.........................................................................................03 DEDICATÓRIA.................................................................................................. 04 RESUMO........................................................................................................... 05 METODOLOGIA................................................................................................ 06 SUMÁRIO.......................................................................................................... 07 INDRODUÇÃO.................................................................................................. 08 CAPÍTULO I....................................................................................................... 10 A ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE....................... 10 1.1 Objetivos da Contabilidade......................................................................11 1.2 Cenários Contábeis.................................................................................12 1.3 Princípios Fundamentais de Contabilidade.............................................12 1.3.1 Princípio da Entidade....................................................................... 13 1.3.2 Princípio da Continuidade................................................................ 13 1.3.3 Princípio da Oportunidade............................................................... 14 1.3.4 Princípio do Registro pelo Valor Original......................................... 15 1.3.5 Princípio da Atualização Monetária.................................................. 15 1.3.6 Princípio da Competência................................................................ 16 1.3.7 Princípio da Prudência..................................................................... 16 CAPÍTULO II...................................................................................................... 17 AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.............................................................. 17 2.1 As Demonstrações contábeis e informações obrigatórias...................... 18 2.2 Balanço Patrimonial.................................................................................20 57 2.3 Demonstração do Resultado do Exercício..............................................21 2.4 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados..............................23 2.5 Demonstração do Fluxo de Caixa........................................................... 24 2.6 Demonstração do Valor Adicionado........................................................ 26 2.7 Notas Explicativas................................................................................... 27 2.8 Parecer dos Auditores Independentes.................................................... 29 2.9 Relatório da Administração..................................................................... 30 CAPÍTULO III..................................................................................................... 32 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS........................................... 32 3.1 Análise Horizontal....................................................................................33 3.2 Análise Vertical ..................................................................................... 33 3.3 Análise por Quocientes........................................................................... 34 3.3.1 Quocientes de Liquidez.................................................................... 34 3.3.1.1 Liquidez Corrente.......................................................................... 34 3.3.1.2 Liquidez Seca................................................................................ 34 3.3.1.3 Liquidez Imediata.......................................................................... 35 3.3.1.4 Liquidez Geral............................................................................... 35 3.3.2 Quocientes de Endividamento..............................................................35 3.3.2.1 Endividamento Total..................................................................... 36 3.3.2.2 Composição do Endividamento.................................................... 36 3.3.2.3 Garantia do Capital de Terceiros.................................................. 36 3.3.3 Quocientes de Rotatividade................................................................. 37 3.3.3.1 Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE)....................... 37 3.3.3.2 Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV)....................... 38 58 3.3.3.3 Prazo Médio de Pagamentos a Fornecedores (PMPF)................ 38 3.3.4 Quocientes de Rentabilidade ou Lucratividade.................................... 38 3.3.4.1 Margem Bruta............................................................................... 39 3.3.4.2 Margem Líquida............................................................................ 39 3.3.4.3 Retorno (ou rentabilidade) Operacional do Ativo (ROA ou ROI).. 40 3.3.4.4 Retorno (ou rentabilidade) Capital Próprio (RCP)......................... 40 3.3.5 Quocientes Complexos........................................................................ 41 3.3.5.1 Grau de Alavancagem Financeira................................................. 41 CAPÍTULO IV.................................................................................................... 42 ANÁLISE DE CASO.......................................................................................... 42 4.1 Balanço Patrimonial.................................................................................42 4.2 Demonstração do Resultado do Exercício.............................................. 44 4.3 Análise Comparativa............................................................................... 44 4.3.1 Análise Vertical................................................................................ 44 4.3.2 Análise Horizontal............................................................................ 45 4.4.1 Análise por Quocientes........................................................................ 45 4.4.1.1 Liquidez Corrente.......................................................................... 45 4.4.1.2 Liquidez Seca................................................................................ 46 4.4.1.3 Liquidez Imediata.......................................................................... 46 4.4.1.4 Liquidez Geral............................................................................... 47 4.4.2 Análise por Quocientes de Endividamento............................................... 47 4.4.2.1 Endividamento Total..................................................................... 47 4.4.2.2 Composição do Endividamento.................................................... 47 4.4.2.3 Garantia do Capital de Terceiros.................................................. 48 59 4.4.3 Análise por Quocientes de Rotatividade.............................................. 48 4.4.3.1 Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE)....................... 48 4.4.3.2 Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV)....................... 48 4.4.3.3 Prazo Médio de Pagamentos a Fornecedores (PMPF)................ 49 4.4.4 Análise por Quocientes de Rentabilidade ou Lucratividade................. 49 4.4.4.1 Margem Bruta............................................................................... 49 4.4.4.2 Margem Líquida............................................................................ 49 4.4.4.3 Retorno (ou rentabilidade) Operacional do Ativo (ROA ou ROI).. 50 4.4.4.4 Retorno (ou rentabilidade) Capital Próprio (RCP)......................... 50 4.4.5 Análise por Quocientes Complexos..................................................... 50 4.4.5.1 Grau de Alavancagem Financeira................................................. 50 BIBLIOGRAFIA.................................................................................................. 53 ÍNDICE DE FIGURAS........................................................................................60 FOLHA DE AVALIAÇÃO................................................................................... 61 60 ÍNDICE DE FIGURAS Quadro 1 – Balanço Patrimonial 43 Quadro 2 – Demonstração do Resultado do Exercício 44 61 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Título da Monografia: Autor: Data da Entrega: Avaliado por: Conceito: