2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2010 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2010 1 Governador do Estado Tarso Genro Secretário de Infraestrutura e Logística Beto Albuquerque Gerente Executivo da SEINFRA Rui Dick Presidente do Grupo CEEE Sérgio Souza Dias Diretor de Planejamento e Projetos Especiais Luiz Antônio Tirello Equipe Técnica Gilberto José Capeletto Gustavo Humberto Zanchi de Moura Apoio Técnico Jaques Alberto Bensussan Regina Telli Apoio Logístico Fernando Cesar Ferreira Vieira Luiz Alberto Santos Rodrigues Natália Weber Grupo CEEE Av. Joaquim Porto Villanova, 201 91.410-400 - Bairro Jardim Carvalho Porto Alegre - RS www.ceee.com.br e-mail: [email protected] 55 51 3382 5717 55 51 3382 6525 C238b Capeletto, Gilberto José Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011: ano base 2010 / Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2011. 192p. ; il. 1. Energia - Rio Grande do Sul - 2010. 2. Recursos Energéticos Produção, Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e Internacionais. I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de CDD: 338.47671 CDU: 620.91 (816.5) Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265 R e a l i z a d o d e f e v e r e i r o a s e t e m b r o d e 2 0 1 1 . C o p y r i g h t © 2 0 1 1 G r u p o C E E E A u t o r i z a d a a r e p r o d u ç ã o d o c o n t e ú d o d e s t e d o c u m e n t o , d e s d e q u e , o b r i g a t o r i a m e n t e , c i t a d a a f o n t e . R e p r o d u ç õ e s p a r a f i n s c o m e r c i a i s s ã o r i g o r o s a m e n t e p r o i b i d a s . 2 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2010 3 Agradecimentos Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho: Alaíse Júnia Vieira Madureira, Alex Fabiane Silveira Menezes, Andreia Fantinel, Angelina Pereira Souza, Antonio Hein, Antonio Paulo Cargnin, Antonio Paulo Lima de Carvalho, Augusto Saporiti Sehnem, Ayres Melchiades Ulysséa Junior, Balala Campos, Bayard Schreiner, Camila Dahmer, Carla Tomaschewski Bartz, Carlos Berwanger Carlan, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros, Cleiton Luis Rezende Cabral, Clenir Valério Jardim, Cleonice Freitas, Clóvis Coimbra Teixeira, Cristina Volz Pereira, Cristine Anversa, Dagmar Sehn, Daniel Peraza Machado, Débora Moraes Hillig, Eder Fabiano Muller, Eduardo Bess Ferraz, Eduardo Jandt Tavares, Eduardo Knor, Eduardo Henrique Kummer, Eduardo Souto Montes, Elaine Terezinha Jantsch, Elenice Bratz, Elisa Helena Porto Gayer, Elvindo Possebon, Elvio Luis Lopes Käfer, Erika Werlang, Erivaldo Pasquali, Everson Remi Malysz, Fabiano Terres Matte, Fabio Quevedo, Fernando Dal Bello, Fernando Wendt, Flávio Girardelo, Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Gilson Mileo Carvalho, Guido Canto Alt, Hélio Weiss, Henrique Sonja Pereira Penha, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo Mastella, Israel de Castro Palma, Itamara Henrique de Oliveira, Jair dos Santos Silveira, Janine Ponte, Jenifer Galafassi, João Batista Casanova Garcia, João Batista Coronet, Jose Emilio Steffen, José Enoir Loss, José Lopes, José Wagner Maciel Kaehler, José Zordan, Juarez Tambeiro, Julio Cezar Silva, Leandro Couto Bujes, Luciano Manetti, Luis Alexandre Rodrigues, Luiz Filipe Hillesheim, Marcelo Wasem, Márcia Pabline Lazzari Klein, Marcos Prudente, Margarete Ribeiro Sinnott, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Maria de Goreti Brand , Mario Marcio Torres, Mário Pilla Rosito, Mauricio Simon, Mauro Roberto Leite Medina, Mayra Regina Neres Rocha, Natália Weber, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos Santos, Paula Marcondes Ferrari Diez, Paulo Recena Grassi, Paulo Ricardo Ribeiro Camargo, Paulo Rogério da Luz Soares, Paulo Vicente, Pedro Moraes, Roberto Ferreira Borba, Rosa Maria Amaral, Rosane Klafke Kozlowski, Rosiclei Aparecida Damião, Rui Dick, Sérgio Bordignon, Sérgio Roberto Correa Reggio, Tiago de Matos, Vanessa Marques, Wilson Lacerda Feijó Junior. 4 Apresentação O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande do Sul, reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com o apoio da Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi possível a disponibilização dos dados neste anuário. O Balanço Energético 2011 - ano base 2010 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das principais fontes de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço torna-se referência de estudo e de planejamento do setor energético gaúcho. Na 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, foi apresentada a conversão da série histórica dos balanços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional também na forma impressa. Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada no sítio do Grupo CEEE (www.ceee.com.br) em meio digital e publicada no Balanço Energético do RS 20052007. Nesta 32ª edição, disponibiliza-se no endereço eletrônico a referida conversão para a metodologia internacional devidamente corrigida. Com a padronização da série nos 31 anos, pode ser traçada a evolução da matriz energética do RS. Com isso, tem-se a possibilidade de realizar análises e comparações de forma dinâmica e prática entre os anos da série ou entre diferentes fontes de energia. No anexo D são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado, considerando as principais linhas de totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os estudos de séries históricas da evolução de energéticos. Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2010, bem como assuntos relacionados às matrizes energéticas estadual, nacional e mundial. Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os montantes de produção de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a importação e exportação (considerando-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias. A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela mínima dos energéticos produzidos e consumidos no Estado não possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e consumo de energia exige estimativas e pesquisas por amostragem desses montantes. Para as próximas publicações, serão necessárias novas pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos responsáveis para obtenção dos dados estimados nesta edição. A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que atendam aos interesses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma, usá-lo como fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina. O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - Ano Base 2010 e a série histórica na metodologia internacional revisada estão disponibilizados no sítio do Grupo CEEE. Esta publicação compõe-se de dez capítulos e de sete anexos, com o seguinte conteúdo: Capítulos: Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial, com ênfase em cenários prováveis do panorama mundial em 2035. Para elaboração deste capítulo, a equipe técnica baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy Agency - IEA). Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com base nos textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil. 5 Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária. Procura dar uma visão panorâmica do setor energético primário do Estado. Predominantemente, são apresentados os dados referentes ao petróleo, ao gás natural, ao carvão vapor e à energia hidráulica, além da eletricidade gerada a partir dos parques eólicos no Estado e a geração a partir dos diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de arroz e bagaço de cana. Capítulo 4 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária. Apresenta as fontes energéticas derivadas do petróleo, passando obviamente pela eletricidade, carvão vegetal, álcool, biodiesel e demais. Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de consumos de combustíveis entre o RS e Estados selecionados, bem como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas energias que consomem. Capítulo 5 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2011 ano base 2010, fundamentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da metodologia e conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução completa das matrizes do BERS. Capítulo 6 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda de energia por fontes primárias e secundárias. Capítulo 7 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados das tabelas dos Balanços. Capítulo 8 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de energia. Capítulo 9 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais indicadores socioeconômicos e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo Produto Interno Bruto - PIB, e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes nacionais. Traz também a espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado. Capítulo 10 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio Grande do Sul. Anexos: Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia. Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e regiões selecionados. Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço. Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas. Demonstra, por meio de tabelas, a evolução da produção, transformação e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são apresentadas em unidades originais no período de 1979 a 2009. Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível para situar o RS em âmbito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep. Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional disponível. É apresentado na unidade mil tep. Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010. Seguindo critérios internacionais de elaboração de Balanços Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2010 nas unidades originais, bilhões de kcal e mil tep. 6 Índice 1 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia 13 1.1 - Panorama Econômico Mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2007 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados . . 22 2 Panorama Energético Nacional 2.1 - Situação em 2009 dos Energéticos que Compõe a OIE do País . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.a - Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.b - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.c - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.e - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 3 - 25 28 28 29 30 30 30 31 Destaque do Brasil na Produção de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Redução da Dependência Externa de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 Balanço de Energia Útil - BEU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Setor Energético do Rio Grande do Sul 35 - Ênfase em Fontes de Energia Primária 3.1 - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 3.2 - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 3.2.d - Gás Natural Boliviano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 3.2.f - Considerações sobre o GNL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 3.3 - Carvão Vapor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 3.4 - Energia Hidráulica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 3.5.d - Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 3.6 - Produtos da Cana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56 3.7 - Lixívia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 3.8 - Casca de Arroz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 3.9 - Energia Eólica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 3.10 - Energia Solar Fotovoltaica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 7 4 Setor Energético do Rio Grande do Sul 4.1 - Óleo Diesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 - Óleo Combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 - Gasolina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3.a - Gasolina de Aviação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 - GLP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.5 - Querosene . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6 - Eletricidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS . . . . . . . . . . . . . 4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.7 - Álcool Etílico Anidro e Hidratado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8 - Biodiesel (B100) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8.b - Transesterificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10 - Biogás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.11 - Polietileno Verde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 61 - Ênfase em Fontes de Energia Secundária - Metodologia e Conceituação 5.1 - Descrição Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1.a - Processo Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 - Conceituação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.a - Energia Primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.b - Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.c - Total Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.d - Oferta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.e - Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.f - Perdas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.g - Consumo Final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.h - Ajustes Estatísticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2.i - Produção de Energia Secundária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3 - Convenção de Sinais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.4.a - Energia Primária e Secundária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.4.b - Transformação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.4.c - Consumo Final de Energia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 - ano base 2010 em tep. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.5.a - Primeira Etapa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.5.b - Segunda Etapa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2009 em kcal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.7 - Classificação Setorial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 64 65 66 66 66 67 68 68 69 70 71 74 76 77 77 78 81 82 83 85 85 85 85 86 86 86 87 87 87 88 89 89 89 89 89 90 92 92 94 96 96 8 6 Oferta e Demanda de Energia 97 6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 6.1.a - Petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 6.1.b - Gás natural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 6.1.c - Carvão Vapor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 6.1.d - Energia hidráulica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .100 6.1.e - Lenha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 6.1.f - Produtos da cana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 6.1.g - Outras fontes primárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 6.2.a - Óleo Diesel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 6.2.b - Óleo combustível. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 6.2.c - Gasolina A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 6.2.f - Nafta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 6.2.h - Eletricidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 6.2.i - Carvão vegetal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 6.2.j - Álcool etílico (anidro mais hidratado). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105 6.2.k - Biodiesel (B100). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105 6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105 6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS. . . . . . . . . . . . . . 108 7 Centros de Transformação 109 7.1 Refinarias de Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 7.4 - Destilarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 7.5 - Carvoarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 8 Consumo de Energia Setorial 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 9 - Setor Setor Setor Setor Setor Setor Setor 117 Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119 Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 119 comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119 Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120 Agropecuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 Transportes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120 Industrial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120 Energia e Sociedade 123 9.1 - Energia e Socioeconomia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128 9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .132 9 10 Recursos e Reservas Energéticas 139 10.1. - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 10.2 - Turfa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 10.3 - Xisto Betuminoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 10.4 - Potencial Hidrelétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 10.5 - Potencial Eólico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149 10.6 - Potencial Fotovoltaico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149 10.7 - Potencial de Biomassas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 10.8 - Definições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 10.8.a - Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 10.8.b - Reservas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 10.8.c - Reserva Medida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 10.8.d - Reserva Indicada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.e - Reserva Inferida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.f - Reserva Lavrável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.g - Remanescente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.h - Individualizado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.i - Inventário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 10.8.j - Viabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 10.8.l - Projeto Básico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 10.8.m - Construção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 10.8.n - Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 Anexos A 153 155 Anexo A - Capacidade Instalada Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2009 . . . . . . . . . . . . 155 Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH no RS . . . . . . . . . 158 Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS . . . . . . . . 160 Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161 Tabela A.8 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161 Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161 Tabela A.10 - Eólicas - EOL em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161 Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161 Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163 Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163 Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164 B Anexo B - Dados Mundiais de Energia Tabela Tabela Tabela Tabela Tabela B.1 B.2 B.3 B.4 B.5 - Dados Dados Dados Dados Dados Mundiais Mundiais Mundiais Mundiais Mundiais de de de de de 165 Petróleo em 2008 e 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Derivados de Petróleo em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Gás Natural em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165 Carvão Mineral em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 Eletricidade em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166 Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2007 e 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167 Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167 Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167 Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre de 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168 Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168 Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 C Anexo C - Unidades 170 Tabela C.1 - Relações entre Unidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170 Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 C.1 - Poder Calorífico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173 C.1.a - Poder Calorífico Superior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173 C.1.b - Poder Calorífico Inferior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173 Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174 D E Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionada 175 Tabela D.1 - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais no Período de 1979 a 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175 Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008 177 Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177 F Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009 178 Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178 G Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 179 Tabela G.1 - BERS 2010 em Unidades Originais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .179 Tabela G.2 - BERS 2010 em Bilhões de kcal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 Tabela G.3 - BERS 2010 em Mil Tep . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181 Relação de gráficos, tabelas, figuras e mapas 183 Referências Bilbiográficas 189 1 1 A v . P r e s i d e n t e R o o s e v e l t P o r t o A l e g r e 1 9 6 7 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 1 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 3 P l a t a f o r m a P 5 3 P e t r o b r á s R i o G r a n d e F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,947 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep (355 quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 20101 - IEO 2010. Em 2007, esse valor atingiu 12,48 bilhões de tep. Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,4% no período 2007 a 2035, podemos estimar que em 2035 o consumo mundial seja de 18,616 bilhões de tep. Isto representa um crescimento de 49,17 % no mercado mundial de energia. Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento razoável, mesmo considerando um cenário muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural. Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE2, com taxas médias de crescimento do consumo de energia de 2,2% contra uma taxa de 0,5% dos países da Organização. Estima-se que praticamente dobrará em 2035 o consumo de energia desses países (crescimento de 83,57%) em comparação com o ano de 2007. Observa-se que em 2007 o consumo de energia dos países da OCDE foi, pela primeira vez na história, ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,192 bilhões contra 6,288 bilhões de tep). O consumo dos países não pertencentes à OCDE será 63,16% maior em relação aos países da OCDE em 2035. <> Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2035 20.000 18.000 18.616 17.301 16.000 16.096 14.882 milhões de tep 14.000 13.697 12.000 9.463 10.000 8.475 8.947 8.000 6.000 11.542 10.464 12.480 7.497 6.192 5.040 6.288 6.200 6.633 6.840 2025 2030 7.074 6.406 4.000 3.906 2.000 0 1990 2007 2015 2020 2035 ano Mundo OCDE Não- OCDE F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 No gráfico 1.2, é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados (no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo). Em termos relativos, é visível que Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China. Em 2016, o consumo chinês ultrapassará o consumo americano, e em 2015, estará praticamente empatado. No ano de 2035, a China estará consumindo 58,87% a mais de energia em relação aos Estados Unidos. 1 N o I E O 2 0 1 0 u t i l i z o u s e a u n i d a d e b t u , q u e a q u i f o i c o n v e r t i d a p a r a T E P ( T o n e l a d a E q u i v a l e n t e d e P e t r ó l e o ) , c o n s i d e r a n d o s e q u e 1 t e p = 3 9 . 6 8 0 . 0 0 0 b t u , c o n f o r m e a n e x o C . M e s m o s e n d o o J o u l e a u n i d a d e d o s i s t e m a m é t r i c o i n t e r n a c i o n a l d e e n e r g i a , e m p r e g a s e e m b a l a n ç o s e n e r g é t i c o s a u n i d a d e t e p , p r o v a v e l m e n t e p o r s e r m o s a c i v i l i z a ç ã o d o p e t r ó l e o , b e m c o m o p e l o f a t o d e q u e s e e x p r e s s o s e m J o u l e o s v a l o r e s s e r i a m n u m e r i c a m e n t e m u i t o g r a n d e s . 2 F a z e m p a r t e d a O C D E 3 1 p a í s e s , a s a b e r : A l e m a n h a , A u s t r á l i a , Á u s t r i a , B é l g i c a , C a n a d á , C o r é i a d o S u l , D i n a m a r c a , E s l o v á q u i a , E s p a n h a , E s t a d o s U n i d o s , F i n l â n d i a , F r a n ç a , G r é c i a , H u n g r i a , I r l a n d a , I s l â n d i a , I t á l i a , J a p ã o , L u x e m b u r g o , M é x i c o , N o r u e g a , N o v a Z e l â n d i a , P a í s e s B a i x o s , P o l ô n i a , P o r t u g a l , R e i n o U n i d o , R e p ú b l i c a C h e c a , S u é c i a , S u í ç a , T u r q u i a e C h i l e ( t o r n o u s e m e m b r o d a o r g a n i z a ç ã o e m 7 d e m a i o d e 2 0 1 0 , m a s s u a e n t r a d a n ã o f o i c o n s i d e r a d a n a c o m p u t a ç ã o d o I E O 2 0 1 0 ) . C a p í t u l o 1 o Brasil perde terreno especialmente no cotejo com os países não pertencentes à OCDE. 1 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Já a Índia, consumia apenas 38,60% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir aproximadamente 54,73% a mais em 2035. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que tanto a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro. <> Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados 5.000 4.584 4.500 4.000 milhões de tep 3.500 3.000 2.886 2.560 2.500 2.563 2.135 2.000 2.555 1.966 1.500 1.000 500 0 993 769 774 680 471 575 512 532 239 96 194 232 1990 2007 ano 948 895 731 612 376 2015 2035 Estados Unidos Canadá México Japão Coréia do Sul Rússia China Índia África Brasil F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados País Estados Unidos China Rússia Índia Japão África Brasil Canadá Coréia do Sul México 1990 2.134,6 680,4 992,9 199,1 471,3 239,4 146,2 277,2 95,8 126,0 2007 3.117,4 1.965,7 768,6 511,6 574,6 448,6 310,0 360,4 244,5 194,1 2015 3.132,6 2.555,4 773,7 612,4 531,8 524,2 375,5 367,9 267,1 204,1 2020 3.261,1 3.059,5 796,4 710,7 551,9 567,0 425,9 388,1 294,9 226,8 2025 3.399,7 3.588,7 826,6 783,8 557,0 620,0 486,4 410,8 320,1 262,1 2030 3.533,3 4.100,3 854,3 859,4 557,0 667,8 551,9 433,5 347,8 297,4 2035 3.687,0 4.584,2 894,7 947,6 559,5 730,8 612,4 458,7 375,5 340,2 F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do PIB) C a p í t u l o 1 continuará crescendo mais intensamente nos países não pertencentes à Organização do que nos países 1 6 pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores restrições ambientais em relação aos países da OCDE. Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da OCDE. Em 2007, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 39,78%, sendo projetada para 2035 uma participação de 29,37% no consumo. A taxa média anual de crescimento do Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 consumo de energia no setor industrial é de 0,2% ao ano, contra 1,8% para os países não pertencentes à Organização no período de 2007 a 2035. Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento do consumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre eles, destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento do consumo de energia no setor residencial de 0,4% e no setor comercial de 0,9% ao ano. Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com o número de automóveis per capita. Projeta-se de 2007 a 2035 uma taxa de crescimento de 2,6% ao ano no consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,3% para os países pertencentes. O crescimento mundial será de 1,3%. <> Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de 2007 a 2035 5.000 4.660 4.294 4.500 3.952 milhões de tep 4.000 3.584 3.500 3.178 2.800 3.000 2.500 2.000 1.850 1.827 1.719 1.875 1.938 1.769 1.500 1.000 500 0 2007 2015 2020 OCDE ano 2025 2030 2035 Não-OCDE F o n t e : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 No período 2007 - 2035, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4). Espera-se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos3, gás natural e carvão) continuem suprindo a maior parte da energia consumida no mundo até 2035. Considerando um cenário do custo de combustíveis líquidos não declinantes até 2035, espera-se que a parcela de 35,28% de participação global dos combustíveis líquidos em 2007 caia para 30,27% em 2035. A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 84,8 milhões de barris de petróleo por dia em 2007 participação na matriz energética mundial caindo de 35,28% em 2007 para 30,27% em 2035 (gráfico 1.5). No setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos. Projeta-se que o setor transporte absorverá 58,14% do consumo projetado de combustíveis líquidos em 2035. Por sua vez, o setor industrial responderá por 30,5% do consumo no mesmo ano. 3 O e s t u d o d o I E O 2 0 0 7 i n c l u i d i v e r s o s c o m b u s t í v e i s l í q u i d o s c o m o o e t a n o l e o b i o d i e s e l c o m o c o m b u s t í v e i s l í q u i d o s f ó s s e i s , a r i g o r c o m b u s t í v e i s r e n o v á v e i s c o m o o e t a n o l d e v e r i a m s e r e x a m i n a d o s e m s e p a r a d o . I n c l u i s e a q u i p e t r ó l e o , d e r i v a d o s l í q u i d o s d o p e t r ó l e o , e t a n o l , b i o d i e s e l , l í q u i d o s o r i u n d o s d a l i q u e f a ç ã o d o c a r v ã o , l í q u i d o s o r i u n d o s d a l i q u e f a ç ã o d e g á s n a t u r a l , g á s n a t u r a l l i q u e f e i t o , ó l e o c o m b u s t í v e l e h i d r o g ê n i o l í q u i d o . C a p í t u l o 1 para 110,6 milhões de barris de petróleo em 2035, sendo o petróleo predominante até 2035, mas com 1 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia de 1990 a 2035 20.000 18.616 18.000 16.000 13.697 milhões de tep 14.000 12.480 12.000 10.000 8.763 8.000 5.635 6.000 4.403 4.000 2.000 0 3.337 3.437 2.248 1.898 663 514 1990 5.199 3.506 4.083 2.515 2.825 1.230 3.254 1.608 683 1.094 1.187 2007 Líquidos 4.519 Carvão 2015 ano Gás natural Outras 2035 Nuclear Total F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . <> Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2007 a 2035 120 111 milhões de barris de petróleo / dia 104 98 100 92 89 85 80 64 60 50 47 40 34 1,2 2007 C a p í t u l o 1 37 39 2,4 2,8 44 41 20 0 1 8 53 51 60 57 2015 3 2020 2025 4 4 2030 2035 ano Total OPEP Não-OPEP F o n t e : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 N o t a : N o t o t a l m u n d i a l e n o s t o t a i s p a r c i a i s d a O P E P e N ã o O P E P e s t ã o i n c l u s o s o s m o n t a n t e s d e b i o c o m b u s t í v e i s Biocombustíveis (total) Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2007 a 2035 uma taxa média anual de crescimento de 1,3%, saindo de 1,898 bilhões de tep (3,056 trilhões de metros cúbicos) em 2007 para 4,083 bilhões de tep (4,415 trilhões de metros cúbicos) em 2035. Com a recuperação da economia global, o gás será mais requisitado. Como o suprimento de gás natural origina de várias fontes, espera-se que os preços permaneçam relativamente baixos. Entre os setores usuários do gás natural como energético, destacase o setor industrial que, segundo previsões, consumirá 39,38% do total mundial em 2035. O carvão provavelmente será a fonte mundial de energia que terá a segunda maior taxa de crescimento (perdendo apenas para a taxa de crescimento dos energéticos renováveis) no período de 2007 a 2035. O consumo mundial de carvão crescerá de 3,337 trilhões de tep para 5,199 trilhões de tep em 2035, com uma taxa anual de crescimento de 1,6%. O crescimento maior do consumo de carvão ocorrerá principalmente nos países não pertencentes à OCDE, especialmente na China e na Índia. A participação do carvão na matriz energética mundial está projetada para passar de 26,74% em 2007 para 27,93% em 2035. O setor elétrico mundial será responsável por aproximadamente 43% do consumo mundial de carvão no período, e o setor industrial por cerca de 22%. A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada menos que 54,48% de todo consumo mundial de carvão mineral de 2035, em 2007 respondeu por 41,39% do consumo mundial. A geração de energia elétrica crescerá 87%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma produção mundial de 18,8 trilhões de kWh em 2007 para 35,2 trilhões de kWh em 2035. A maior parte do crescimento da geração de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê que a taxa média anual de crescimento da produção de energia elétrica será de 3,3%. Já a taxa anual média prevista para os países da OCDE é de 1,1%. Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte de energia mais importante; em segundo lugar, as fontes renováveis; e em terceiro, o gás natural. A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,6 trilhões de kWh em 2007 para 4,5 trilhões de kWh em 2035. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares, especialmente na questão da segurança, fato que retornará a pauta mundial em decorrência do recente terremoto e tsunami ocorridos no Japão, em março de 2011. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor elétrico termonuclear irá crescer de uma capacidade instalada de 380 GW em 2007 para 593 GW em 2035; mesmo prevendo-se um declínio da termoeletricidade em alguns países da OCDE (especialmente na Alemanha e na Bélgica) por questões de natureza ambiental. Já a previsão de crescimento da capacidade termonuclear instalada para os países não pertencentes à OCDE é de 4,4% ao ano e 0,6% para os países da OCDE. Espera-se que a China acrescente 1.208 GW de usinas ao seu setor elétrico considerando-se todas as fontes, a Índia 180 GW e o Brasil 109 GW. A geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas e solares) poderá crescer a taxas anuais de 3,0%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar competitiva a produção de energia elétrica renovável, como a energia eólica e outras, podendo contar com apoio governamental onde não for competitiva com a energia elétrica produzida com carvão e gás natural. hidroelétricas de médio e grande porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE, na Ásia e na América do Sul (caso das usinas a serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras) e América Central, onde existem inúmeras plantas de usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da Turquia e do Canadá, não se espera a instalação de novas usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já que os recursos hidroelétricos já foram explorados. Nos países da Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos, C a p í t u l o 1 A maior parte do crescimento da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de usinas solar, geotérmico, lixo municipal e biomassa, especialmente do etanol celulósico. 1 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2007 a 2035 40,0 35,2 35,0 31,6 30,0 28,3 trilhões de kWh 25,0 25,0 20,0 21,9 18,8 15,0 15,0 12,9 10,0 5,0 0,0 4,2 3,1 0,9 2,6 0,9 2007 2015 Nuclear 3,9 0,8 0,8 0,8 2025 2030 ano Gás natural 6,8 6,4 5,8 5,0 3,6 2020 Renováveis 8,0 7,3 6,6 5,8 5,0 3,9 3,5 11,2 9,8 8,8 7,9 4,5 4,2 0,8 Carvão 2035 Petróleo total F o n t e : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO2, o chamado efeito estufa, também foi produto de previsão para o período 2007 - 2035, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem registrado crescimento médio anual de 1,9% (média de 1990 a 2007). Essas emissões são causadas em grande parte pela ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de energia. Projeta-se que o crescimento mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 29,69 trilhões de toneladas em 2007 para 42,39 trilhões de toneladas em 2035. O maior crescimento provavelmente ocorrerá nos países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para produção de energia. Já em 2007 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes à Organização superou a emissão oriunda dos países pertencentes em 18,31%. Em 2035, a produção de gases do efeito estufa será 98,54% maior nos países não pertencentes à OCDE (gráfico 1.7). <> Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE de 1990 a 2035 45.000 40.000 milhões de toneladas C a p í t u l o 1 35.000 30.000 25.000 20.000 15.000 10.000 5.000 0 1990 2007 2015 2 0F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . 2020 ano 2025 2030 Mundo OCDE 2035 Não-OCDE Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1.1 - Panorama Econômico Mundial O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se no IEO 2010, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional, taxas de participação da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais processos), acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de mercado estabelecidos pelos governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam investimentos e crescimento a longo prazo. De 2007 a 2035, o crescimento mundial anual médio projetado foi de 3,2% (tabela 1.2). Para os países da OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,0%, enquanto que para os países não pertencentes o crescimento previsto foi de 4,4% (especialmente em função de China e Índia). Tais cenários foram traçados já levando em conta a crise econômica mundial de 2008. Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e de Países Selecionados de 1980 a 2035 Previsão - Percentagem por ano Região/País Estados Unidos Canadá México Japão Coreia do Sul Austrália / Nova Zelândia Total OCDE Rússia China Índia África Brasil Total Não-OCDE Total Mundial 1980-2005 3,1 2,8 2,5 2,3 6,8 3,3 2,7 -0,1 9,8 5,9 2,9 2,5 4,0 3,3 2005 3,1 3,1 2,8 1,9 4,2 2,7 2,6 6,4 10,4 9,2 5,2 2,9 7,5 4,9 2006 2,9 2,8 4,8 2,2 5,0 2,6 3,1 6,7 11,1 9,4 5,5 3,7 8,0 5,4 2007 2,1 2,5 3,3 2,0 4,9 3,3 2,7 7,0 11,5 9,0 6,0 4,6 8,1 5,4 2007-2035 2,4 2,1 3,5 0,5 2,9 2,6 2,0 2,7 5,8 5,0 3,6 4,1 4,4 3,2 F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 p a r a t a x a m é d i a d e c r e s c i m e n t o 2 0 0 7 2 0 3 5 . D e m a i s v a l o r e s I E O 2 0 0 8 . Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 153,66 trilhões de dólares em 2035 (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 174,76 trilhões de dólares em 2035; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 134,51 trilhões de dólares. <> Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2035 174,76 180,00 160,00 153,66 148,27 140,00 124,41 120,00 134,51 119,81 103,09 100,00 105,72 83,94 92,05 80,00 63,13 78,42 C a p í t u l o 1 em trilhões de dólares do ano 2005 com base na paridade do poder de compra 200,00 60,00 40,00 20,00 35,66 0,00 1990 2007 2015 2020 2025 2030 2035 ano Referência F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . Elevado crescimento Baixo crescimento 2 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2007 a 2035 Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0 2010 apresenta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e de baixo crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é acrescido ao cenário de referência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9). No cenário de referência em 2035 (taxa média de 3,2% de crescimento da economia mundial no período de 2007 a 2035), o mercado mundial de energia atingirá 18,62 bilhões de tep (sendo 11,55 bilhões de tep nos países não pertencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de crescimento da economia mundial de 3,7%) o mercado mundial atingirá 20,41 bilhões de tep. No cenário de baixo crescimento econômico (taxa média de crescimento da economia mundial de 2,7%), o mercado mundial atingirá 17,02 bilhões de tep. <> Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de Crescimento Econômico de 1990 a 2035 25,00 20,41 20,00 18,59 18,62 16,97 bilhões de tep 15,41 13,95 15,00 12,48 15,28 13,46 16,13 17,02 14,39 10,00 8,76 5,00 0,00 1990 2007 2015 2020 2025 2030 2035 ano Referência Elevado crescimento Baixo crescimento F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . 1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados No IEO 2010, prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 0,9%, sendo que em alguns países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é de que a população mundial de 6,65 bilhões de habitantes em 2007 chegará a 8,469 bilhões de habitantes em C a p í t u l o 1 2035. Para o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,8% (ligeiramente inferior à taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial de energia por habitante no período 1990-2035, incluindo-se regiões e países selecionados. Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros é baixo e continuará assim em 2035. Enquanto a média mundial sairá de 1,80 tep por habitante em 2007, para 2,2 em 2035, o Brasil chegará em 2035, com modestos 2,52 tep por habitante, valor muito aquém dos 5,27 tep por habitante dos países da OCDE. 2 2 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados de 1990 a 2035 Unidade: tep por habitante Região/País Estados Unidos Canadá México Japão Coréia do Sul Austrália/Nova Zelândia Total OCDE Rússia China Índia África Brasil Total Não-OCDE Total Mundial 1990 8,40 9,90 1,50 3,80 2,23 5,67 4,75 6,66 0,59 0,23 0,38 0,97 0,89 1,65 2007 8,49 10,92 1,85 4,49 5,09 7,26 5,23 5,41 1,49 0,44 0,48 1,61 1,15 1,88 2015 7,83 10,22 1,79 4,22 5,45 7,47 5,01 5,61 1,84 0,47 0,48 1,79 1,25 1,89 2020 7,71 10,21 1,89 4,45 6,02 7,38 5,06 5,90 2,15 0,52 0,47 1,94 1,34 1,96 2025 7,60 10,27 2,10 4,57 6,53 7,14 5,13 6,26 2,49 0,55 0,48 2,12 1,43 2,03 2030 7,47 10,32 2,29 4,68 7,10 7,24 5,19 6,62 2,82 0,58 0,48 2,34 1,52 2,11 2035 7,38 10,67 2,52 4,82 7,82 7,25 5,27 7,16 3,16 0,62 0,49 2,52 1,62 2,20 C a p í t u l o 1 F o n t e s : I n t e r n a t i o n a l E n e r g y O u t l o o k 2 0 1 0 . V a l o r e s d e 1 9 9 0 s ã o d o I E O 2 0 0 7 . 2 3 P o r t o A l e g r e A n t i g a F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 2 Panorama Energético Nacional Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 2 5 U s i n a H i d r o e l é t r i c a d e F o z d o C h a p e c ó F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Panorama Energético Nacional O Balanço Energético Nacional de 2010 - BEN 2010 - ano base 2009 informa que o consumo brasileiro de energia em 2009 atingiu 221,33 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2010 de um crescimento de consumo de energia de 2,4% ao ano (no período de 2007 a 2035), o País consumirá 410,06 milhões de tep em 2035. Em 2009, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,1561 tep por habitante. Os 221,33 milhões de tep consumidos pelo Brasil em 2009 correspondem a 90,74% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo um consumo 3,56 vezes superior ao verificado em 1970. <> Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2035 450,00 410,06 400,00 350,00 milhões de tep 300,00 255,18 250,00 221,33 200,00 215,57 171,95 150,00 100,00 50,00 104,38 62,11 117,08 127,60 147,70 84,09 0,00 1970 1975 1980 1985 F o n t e : A t é 2 0 0 9 B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 1990 1995 2000 2007 2009 ano 2015 2035 IEO - 2,4% No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2009 que o setor industrial foi responsável por 34,65% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 28,32%; o setor residencial por 10,49%; o setor comercial por 2,79%; e o setor agropecuário por 4,27%. Sendo que esses cinco setores somados foram responsáveis por 80,53% do consumo final (inclui consumo não energético) de energia verificado no país, em 2009. <> Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2009 100,0 90,0 80,0 Comercial 70,0 Público Agropecuário Residencial 60,0 % 50,0 Transporte 40,0 20,0 Industrial 10,0 0,0 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 ano C a p í t u l o 2 30,0 F o n t e : D a d o s a p a r t i r d e 2 0 0 0 B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 . D a d o s d e 1 9 9 1 a 1 9 9 9 B E N 2 0 0 7 . 1 V a l o r i n f o r m a d o n o B E N 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 , q u e n ã o c o i n c i d e c o m o v a l o r a p r e s e n t a d o n o I E O 2 0 1 0 . 2 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2009 que os derivados do petróleo foram responsáveis por 41,7% do consumo; a eletricidade por 16,6%; o álcool por 5,7%; e a lenha, que já teve uma participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2009 um consumo de 7,5%. Já o gás natural foi responsável por 6,9%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética, atingindo 13% em 2009. Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira é baixa, de apenas 1,3%. <> Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2009 100,0 90,0 álcool gás natural 80,0 lenha 70,0 bagaço de cana % 60,0 Eletricidade 50,0 40,0 30,0 Derivados do Petróleo 20,0 10,0 0,0 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 ano F o n t e : D a d o s a p a r t i r d e 2 0 0 0 B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 . D a d o s d e 1 9 9 1 a 1 9 9 9 B E N 2 0 0 7 . 2.1 - Situação em 2009 dos Energéticos que Compõe a OIE do País 2.1.a - Energia Elétrica Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2009. Em 2009, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 41,1 TWh, que, somada com a geração interna do País de 466,2 TWh, e subtraindo-se os 1,08 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse de 506,1 TWh (43,5 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 462 TWh, apresentando, assim, 15,83% da energia ofertada em perdas. Tabela 2.1 - Energia Elétrica C a p í t u l o 2 Twh Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE Geração de Energia Elétrica Importação líquida Consumo Final Exportação Líquida Perdas em relação a OIEE Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive autoprodutores) F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 2 8 506,1 466,2 41,1 462,0 1,080 15,83 106.215 MW milhões tep 43,5 40,1 3,5 39,7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 76,7% de usinas hidroelétricas; 6,9% de centrais termoelétricas; 2,5% de centrais nucleares; e 8,1% de importação líquida. Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica. Na estrutura mundial (tabela 2.3), 41,0% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 21,3% de centrais a gás natural; 15,9% de centrais hidroelétricas; 13,5% de centrais termonucleares; e 5,5% de centrais com derivados de petróleo. Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2009 % 76,9 6,9 8,1 2,5 0,2 5,4 Centrais hidroelétricas Centrais termoelétricas (excluidas termonucleares) Importação líquida Centrais nucleares Eólica Biomassa F o n t e : : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 . Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2008 Centrais Centrais Centrais Centrais Centrais % 41,0 21,3 15,9 13,5 5,5 a carvão mineral a gás natural hidroelétricas termonucleares com derivados de petróleo F o n t e : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s I E A 2 0 1 0 2.1.b - Petróleo Em 2009, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 1,95 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás natural liquefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 1,89 milhões bbl/d. Desse montante, a maior parcela, 47,98%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 763.300 bbl/d, ficando na segunda posição o consumo de gasolina veicular com 437.800 bbl/d, com uma fatia de 27,52%. A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2009 atingiu 2,092 milhões bbl/d. Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada Bbl / dia 1,950 milhões 1,891 milhões 1,59 milhões 437,8 mil 763,3 mil 86,2 mil 208,7 mil 2,092 milhões Bbl 12,9 bilhões C a p í t u l o 2 Produção petróleo Produção de derivados Consumo de derivados Consumo de gasolina veicular Consumo de óleo diesel rodoviário Consumo de óleo combustível Consumo de GLP residencial Capacidade instalada nominal de refino Reservas provadas de petróleo F o n t e : A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l e B i o c o m b u s t í v e i s 2 0 1 0 2 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 2.1.c - Gás Natural Em 2009, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 57,9 milhões de metros cúbicos por dia, sendo importados 23,4 milhões de m3 por dia de gás. Na matriz energética de 2009, o gás natural apareceu com 8,7% na produção de energia. A estrutura de consumo do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com 46,97%. Para o uso veicular, foi consumido 12,16% de gás natural. Em relação ao gás natural ofertado, 13,96% foi reinjetado e 11,86% queimado e perdido. Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada m3 / dia Produção Importação Uso térmico do setor energético Consumo industrial Consumo transporte Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos) Consumo na geração elétrica (centrais elétricas autoprodutoras) Uso não energético Reservas totais de gás natural Reservas provadas m3 57,9 milhões 23,4 milhões 8,0 milhões 26,3 milhões 5,8 milhões 4,9 milhões 3,1 milhões 2,2 milhões 600,3 bilhões 366,5 bilhões F o n t e s : B E N 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l e B i o c o m b u s t í v e i s 2 0 1 0 2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar Em 2009, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 449.800 bbl/d (barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 18,2% da matriz energética brasileira pelo ângulo da OIE (oferta interna de energia). Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2009 Produção de etanol (anidro mais hidratado) Produção de etanol hidratado Produção de etanol anidro Consumo final de etanol hidratado Consumo final de etanol anidro Exportação de etanol Consumo de álcool anidro – setor transporte Consumo de álcool hidratado – setor transporte Consumo de etanol em outros usos (consumo não energético) Consumo térmico de bagaço de cana Bbl / dia 449,8 mil 328,9 mil 120,8 mil 283,8 mil 109,5 mil 57,3 mil 109,4 mil 283,8 mil 24,9 mil toneladas 148,02 milhões R e n d i m e n t o d o e t a n o l d e c a n a : 8 7 , 7 l i t r o s p o r t o n e l a d a d e c a n a R e n d i m e n t o d o e t a n o l d o m e l a ç o : 3 3 9 , 1 l i t r o s p o r t o n e l a d a d e m e l a ç o F o n t e s : B E N 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l e B i o c o m b u s t í v e i s 2 0 1 0 C a p í t u l o 2 2.1.e - Carvão Mineral O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 4,7% na matriz energética brasileira em 2009, percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente. O carvão vapor (energético) é nacional e seu consumo predomina nas centrais elétricas de serviços públicos. Já o carvão metalúrgico é importado, se expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido na indústria siderúrgica. No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 13,68% do carvão produzido, e o consumo na geração de energia elétrica, 69,22%. 3 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 2.7 - Carvão Mineral Produção Importação Consumo industrial e transformação em coqueria Consumo na geração elétrica Outros consumos mais variação de estoques e perdas carvão metalúgico (toneladas) 0 12.670.000 12.627.000 0 43.000 carvão vapor (toneladas) 5.709.000 0 781.000 3.952.000 976.000 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal Em 2009, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 10,10% da matriz energética do País. O consumo de lenha foi de 31,72% em carvoarias; 30,59% no residencial; e 36,47% no agropecuário e industrial. Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal Produção de lenha Consumo em carvoarias Consumo final energético da lenha Consumo residencial da lenha Consumo de carvão vegetal toneladas 79.385.000 25.178.000 53.495.000 24.287.000 6.343.000 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia Em termos de produção de energia, o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a expressiva participação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2009, nada menos que 47,3% da Oferta de Energia Interna - OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2008, de acordo com o Key World Energy Statistcs - 2010, esse percentual foi de 12,9%, enquanto que nos países da OCDE foi de apenas 7,6%. O Brasil é o terceiro maior produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da China e do Canadá, em 2008. Na produção de etanol, o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que emprega o milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos alimentos, o que não ocorre na situação brasileira. 2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que a 2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia foi de 5,5% (gráfico 2.4). Já no período de 1980 a 1985, a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média, C a p í t u l o 2 referida dependência, em 2009, ficou em 3,8%, que representa um valor confortável. enquanto que a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período 3 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a 1997, o PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8% a OIE cresceu 2,8%. Já de 2007 para 2009 o PIB cresceu anualmente em média 2,6% e a OIE 1,1%. Analisando o período de 39 anos (de 1970 a 2009), a média anual de crescimento do PIB ficou em 3,8% e a OIE cresceu 3,4% ao ano. <> Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2009 10,0 9,0 8,6 8,0 7,0 % 6,0 5,5 4,8 5,0 3,8 3,8 4,0 3,4 2,8 2,7 3,0 1,8 2,0 2,8 2,6 1,7 1,3 1,1 1,0 0,0 1970-1980 1980-1985 1985-1993 1993-1997 PIB ano 1997-2007 2007-2009 1970-2009 OIE 1 9 7 0 2 0 0 9 T a x a m é d i a n o p e r í o d o F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 7 a n o b a s e 2 0 0 6 N o t a : C á l c u l o 1 9 7 0 2 0 0 9 e v a r i a ç ã o 2 0 0 7 2 0 0 9 e l a b o r a ç ã o B E R S 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil No período de 1970 a 2009, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,89. No caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total produzida e do PIB, a relação no mesmo período foi de 1,48. Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil C a p í t u l o 2 1970-1980 3 2 OIE/PIB Eletricidade Total/PIB Eletricidade Industrial/PIB Derivados Petróleo/PIB Biomassa/PIB Carvão mineral de aço/PIB Energia industrial/PIB* Consumo combustíveis ciclo OTTO/PIB** 1980-1985 1985-1993 1993-1997 1997-2007 1970-2007 2007-2009 1970-2009 0,64 1,39 1,54 0,95 0,06 1,23 1,01 2,11 5,64 5,59 -1,49 3,34 7,15 3,06 0,92 2,31 1,68 1,71 -0,55 1,93 0,93 1,26 1,35 0,67 1,84 0,53 0,83 1,17 1,03 1,24 1,30 0,40 1,36 0,70 1,35 0,87 1,63 1,59 0,90 0,43 1,41 1,17 1,05 0,99 0,96 1,00 0,98 0,90 0,97 0,89 1,66 1,57 0,91 0,46 0,35 1,17 0,37 0,11 2,51 2,49 0,64 0,83 1,02 1,09 * I n c l u i s e t o r e n e r g é t i c o * * I n c l u i g a s o l i n a , á l c o o l e g á s n a t u r a l F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 7 a n o b a s e 2 0 0 6 N o t a s : C á l c u l o 1 9 7 0 2 0 0 9 e v a r i a ç ã o 2 0 0 7 2 0 0 9 e l a b o r a ç ã o B E R S 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro nos anos de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo; porém, o potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de seus pontos ótimos. A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN 2009, o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%. <> Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil de 1984 a 2004 200 180 160 milhões de tep 140 120 100 80 60 40 20 0 1984 1994 2004 ano Energia Útil Potencial de Economia de Energia Energia Não- recuperável C a p í t u l o 2 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 7 a n o b a s e 2 0 0 6 3 3 C o n s t r u ç ã o d a B a r r a g e m d o S a l t o C a n e l a 1 9 5 0 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 3 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3 5 U s i n a T e r m o e l é t r i c a P r e s i d e n t e M é d i c i F a s e B C a n d i o t a F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas primárias utilizadas no Estado, sendo que o exame do setor energético secundário será apresentado no capítulo 41. A evolução do consumo final de energia no Rio Grande do Sul no período de 2005 a 2010, e a projeção de crescimento até 2035, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030 e 2035 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses: i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,4% ao ano, valor previsto para o Brasil no IEO 2010 (período 2007-2035); ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007. <> Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final de Energia no RS, no Período de 2005 a 2010, e Projeção de Crescimento até 2035 50.000 46.887 45.000 40.000 36.738 35.000 mil tep 30.000 28.785 25.000 22.554 20.000 17.671 15.000 10.000 25.051 19.762 15.589 12.657 13.325 13.930 15.361 13.825 22.250 17.552 13.846 5.000 0 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano 2015 2020 2025 Taxa de 2,4% 2030 2035 Taxa de 5% F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 No tocante à produção de energia em 2010, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 6,77 milhões foram produzidos 19.812 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público e autoprodutoras). A produção de álcool etílico hidratado nas destilarias foi de 5.800 m3, volume abaixo da potencialidade do Estado. Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação. C a p í t u l o 3 de toneladas equivalentes2 produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo ano, 1 N o s B a l a n ç o s e n e r g é t i c o s a n t e r i o r e s a a n á l i s e d o s e t o r e n e r g é t i c o g a ú c h o f o i e f e t u a d a e m u m ú n i c o c a p í t u l o . S ã o e n e r g é t i c o s d e f o n t e s p r i m á r i a s o p e t r ó l e o , o g á s n a t u r a l , o c a r v ã o v a p o r , a e n e r g i a h i d r á u l i c a , a l e n h a , o s p r o d u t o s d a c a n a e o u t r a s f o n t e s p r i m á r i a s ( e n e r g i a e ó l i c a , c a s c a d e a r r o z , l i x í v i a , ó l e o d e s o j a e o u t r o s ) . 2 O c o n c e i t o d e t o n e l a d a s e q u i v a l e n t e s e s t á d e s e n v o l v i d o n o i t e m 3 . 3 . a . 3 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil, em 2008, 2009 e 2010 unidade: mil barris Petróleo Rio de Janeiro Espírito Santo Rio Grande do Norte Bahia Sergipe Amazonas São Paulo Ceará Alagoas Paraná Rio Grande do Sul Total Brasil 2008 2009 2010 547.348 42.241 22.332 15.440 17.194 11.657 302 3.487 2.248 1.029 0 663.278 605.213 35.958 21.307 14.980 16.098 12.351 333 3.300 2.342 0 0 711.882 594.804 80.033 20.782 15.894 15.083 13.030 5.278 2.935 2.115 0 0 749.952 unidade: milhões m³ Gás Natural Rio de Janeiro Amazonas Bahia Espírito Santo Sergipe Rio Grande do Norte Alagoas São Paulo Ceará Paraná Rio Grande do Sul Total Brasil 2008 2009 2010 8.763 3.733 3.365 2.802 858 928 814 242 66 22 0 21.593 10.497 3.780 3.053 1.076 956 761 742 218 56 0 0 21.142 10.132 3.858 3.399 2.701 1.102 689 673 342 43 0 0 22.938 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 1 d a d o s d e 2 0 1 0 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados e no Brasil, em 2008 e 2009 unidade: mil m³ unidade: GWh Energia Elétrica* Paraná São Paulo Minas Gerais Pará Rio de Janeiro Bahia Mato Grosso do Sul Goiás Rio Grande do Sul Alagoas Santa Catarina Total Brasil 2008 2009 88.262 64.953 60.178 38.315 42.094 19.916 21.303 26.143 18.753 15.505 19.164 463.120 86.163 69.952 63.974 42.319 29.571 23.022 20.910 20.774 19.213 18.932 17.217 466.158 Álcool São Paulo Minas Gerais Goiás Paraná Mato Grosso do Sul Mato Grosso Alagoas Pernambuco Paraíba Espírito Santo Rio Grande do Sul Total Brasil 2008 2009 16.635 2.201 1.744 1.900 945 899 893 559 401 250 15.041 2.284 2.122 1.899 1.331 810 791 469 395 238 2 26.103 27.133 *I n c l u i g e r a ç ã o d e a u t o p r o d u t o r e s F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 0 9 A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 2 0 0 9 Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2008 e 2009 unidade: mil toneladas Carvão Vapor Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Total Brasil 2008 88 3.059 3.203 6.351 2009 93 2.522 3.094 5.709 N o t a : S o m a b r u t a e m m a s s a d o s d i f e r e n t e s t i p o s d e c a r v ã o F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos de fontes primárias, como C a p í t u l o 3 petróleo, gás natural, carvão vapor, energia hidráulica, lenha, produtos da cana e outras fontes primárias (lixívia, casca de arroz e energia eólica). 3.1 - Petróleo3 O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria Riograndense em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade total do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 10,35% da capacidade nominal de refino do País. 3 8 3 T ó p i c o s d a R e f o r m a d o S e t o r P e t r ó l e o n o B r a s i l c o n s t a m n a p á g i n a 3 5 d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R S 2 0 0 5 2 0 0 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2009 unidade: m³/dia Refinaria Riograndense REFAP Total Rio Grande do Sul Total Brasil Município Capacidade Nominal Rio Grande Canoas 2.700 30.000 32.700 316.068 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo processado no Estado foi de 10,03% do processado em âmbito nacional em 2009. Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas Refinarias do RS, em 2009 unidade: barril/dia 2008 Total Geral 2009 7.836 145.860 153.696 1.762.032 13.704 167.342 181.046 1.805.695 Refinaria Riograndense REFAP Total RS Total Brasil Petróleo Importado 2008 Petróleo Nacional 2009 2008 2009 2.741 53.167 55.908 1.333.785 3.440 73.296 76.736 1.383.912 4.562 88.485 93.047 394.224 10.263 93.234 103.497 387.572 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 8 / 0 3 / 2 0 1 0 Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em 31/12/2009 unidade: m3 Petróleo Refinaria Derivados de Petróleo e Alcool 94.800 856.555 114.824 433.959 548.783 Riograndense REFAP Total RS Total Brasil 951.355 11.236.176 5.217.349 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 2 0 0 9 As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2009 são apresentadas na tabela 3.7 a seguir: Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo e seus Derivados nos Terminais do RS, em 31/12/2009 Local e Operador Número de Tanques Petróleo Derivados (exceto GLP) Canoas Liquigás¹ - - - Canoas Supergasbrás¹ - - - Canoas Transpetro 3 Osório - Copesul Osório - Transpetro 4 16 509.000 GLP Total - - 15.656 15.656 164.000 192.159 164.000 701.159 Rio Grande - Copesul 32 36.800 Rio Grande - Granel 20 38.424 38.424 Rio Grande - Transpetro 18 61.299 61.299 Rio Grande - Ipiranga 18 7.500 Santa Clara - Copesul 5 19.000 Total RS 116 509.000 534.838 2.616 900 39.416 8.400 19.000 3.516 C a p í t u l o 3 unidade: m³ 1.047.354 1 A á r e a d e t a n c a g e m s ó c o m p r e e n d e p í e r e s d e a t r a ç ã o e d u t o s . F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 2 0 0 9 3 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Figura 3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS F o n t e : A c e r v o P e t r o b r a s 3.2 - Gás Natural No Brasil, a oferta interna bruta de gás natural em 2009 atingiu 21,6 bilhões de m³, sendo que desse montante 14,69 bilhões de m³, 68,1%, foram destinados a vendas e 24,9% ao consumo próprio. As vendas de gás natural no RS, conforme tabela 3.8, chegaram a 3,23% das vendas do País. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados que exibiram participações de 33,81% e 23,44% das vendas nacionais, respectivamente. Mais da metade do gás natural vendido no Brasil em 2009 ocorreu nesses estados. Tabela 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1998 a 2009 unidade: milhões m³ C a p í t u l o 3 1998 4 0 Região Norte Regiões e Estados Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste Paraná Rio Grande do Sul São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Total Brasil 2.015 2.774 1.202 1.161 190 4.789 1999 2.211 3.138 1.359 1.307 253 5.349 2000 2.526 3.794 262 53 134 1.668 1.559 305 6.583 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2.645 2.812 3.533 4.022 3.539 3.291 5.049 6.470 7.060 8.448 9.421 10.194 1.239 1.247 1.191 1.558 1.749 1.934 154 572 704 969 716 555 127 206 186 219 249 303 895 753 694 949 1.026 1.105 2.293 3.012 3.543 4.110 4.779 5.324 2.054 2.702 2.639 3.203 3.610 3.730 365 403 483 726 647 733 9.088 11.100 12.488 14.997 15.426 15.974 2007 2008 2009 553 475 3.393 3.376 3.388 10.619 13.965 9.443 1.652 1.564 1.350 348 105 54 363 348 293 723 637 475 5.788 6.009 4.974 3.770 6.453 3.448 616 830 531 16.012 19.563 14.710 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 N o t a : E s t ã o r e l a c i o n a d a s a p e n a s a s G r a n d e s R e g i õ e s e a l g u m a s U n i d a d e s d a F e d e r a ç ã o o n d e h o u v e v e n d a s d e g á s n a t u r a l n o p e r í o d o e s p e c i f i c a d o Pode ser verificado no gráfico 3.2 que as vendas de gás natural no RS, a partir do ano 2001, superaram as ocorridas em Minas Gerais e no Paraná, salvo no ano 2000 quando se deu o início da comercialização no Estado. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1998 a 2009 7.000 6.000 milhões m3 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 1998 1999 2000 2001 2002 2003 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 2004 2005 ano PR 2006 RS 2007 2008 SP RJ 2009 MG 3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul4 A oferta total de gás natural no RS em 2010 foi de 588 milhões de m³, o que representa uma oferta média de 1,61 milhões de m³/dia. A capacidade total de transporte do Trecho Sul do Gasbol é de 2,8 milhões de m³/dia. A demanda do Estado para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás Natural Veicular (GNV), foi de 546,5 milhões de m³ em 2010. Já para o abastecimento da usina termelétrica a gás natural de 160,57 MW da Petrobras, denominada Sepé Tiaraju e localizada em Canoas, foram consumidos 41,7 milhões de m³ em 2010. A comercialização do Gás Natural Veicular - GNV iniciou em meados de 2001, apresentando um aumento expressivo no consumo até 2008 como combustível veicular. Em 2009 houve pequena redução de 2,5% no volume total comercializado em relação a 2008. Entretanto, ações mercadológicas como o desenvolvimento do programa “SINAL Verde Corporativo5” com foco em frotas de empresas e táxis, concebido para dar continuidade ao programa “GNV: Sinal Verde para a Economia”, movimentaram o setor, aumentando a média mensal de veículos convertidos para o uso de GNV. Assim, o consumo do segmento veicular em 2010 superou em 5,2 % aquele verificado em 2009. Aliado a isso, a abertura de três postos em 2010 e o fornecimento de Gás Natural Comprimido - GNC para postos em treze cidades do interior do Estado permitiram ampliar o número de opções de abastecimento no Estado. A utilização crescente de GNV demonstra ser uma alternativa tecnicamente viável e economicamente favorável aos consumidores em comparação com os tradicionais combustíveis veiculares, em especial gasolina e álcool, esse último não produzido no RS. Entretanto, a eficiência energética da queima de gás natural em termelétricas é mais eficiente do ponto de vista termodinâmico que a utilização do gás assim como outros combustíveis em motores para o transporte veicular. natural argentino, mas o que se verifica na prática é que a Argentina não vem dispondo de gás para ofertar. No gráfico 3.3, verifica-se a evolução da Oferta Interna de Gás Natural em milhares de metros cúbicos de gás, que inicia com valor bastante modesto e, a partir de 2001, cresce significantemente, atingindo a maior oferta em 2005, quando chega a 1.007.857 mil m³ de gás canalizado ofertado ao mercado gaúcho. 4 P a r a e l a b o r a ç ã o d e s s e t ó p i c o , u t i l i z o u s e d e i n f o r m e s e l a b o r a d a s p e l o E n g º C l ó v i s C o i m b r a T e i x e i r a , d a S u l g á s . O p r o g r a m a S i n a l V e r d e C o r p o r a t i v o f o i c o n c e b i d o p a r a d a r c o n t i n u i d a d e a o p r o g r a m a “ S i n a l V e r d e ” , i n i c i a d o e m 2 0 0 9 . R e a l i z a d o d u r a n t e o s m e s e s d e a g o s t o a d e z e m b r o d e 2 0 1 0 c o m f o c o e m f r o t a s d e e m p r e s a s e t á x i s , c o n c e d e n d o c i l i n d r o s e m r e g i m e d e c o m o d a t o , c o m a f i n a l i d a d e d e e s t i m u l a r a s a d a p t a ç õ e s d e v e í c u l o s p a r a G N V n o R S . A p r o m o ç ã o r e p r e s e n t o u 4 0 % d a s c o n v e r s õ e s d o R i o G r a n d e d o S u l , d u r a n t e o p e r í o d o d e v a l i d a d e , e 1 4 % d o t o t a l d e c o n v e r s õ e s d e 2 0 1 0 . A t u a l m e n t e , o E s t a d o c o n t a c o m 4 1 . 7 1 5 v e í c u l o s a d a p t a d o s p a r a G N V . C a p í t u l o 3 Na termelétrica de Uruguaiana, há uma capacidade potencial de consumo de até 2,8 milhões de m³/dia de gás 5 4 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2010 1.100.000 1.007.857 1.000.000 893.702 901.946 900.000 863.232 800.000 723.135 715.403 mil m 3 700.000 663.390 600.000 588.229 658.748 500.000 538.290 400.000 300.000 200.000 100.000 138.129 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 1 2 0 0 4 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores Na tabela 3.9, encontra-se os preços correntes do gás natural veicular de 2001 a 2009 no Brasil, nas regiões e em estados selecionados. Tabela 3.9 - Preços Médios do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 unidade: R$ / m3 Regiões e Estados Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-Oeste Paraná Rio Grande do Sul São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Total Brasil 2001* 0,759 0,760 0,755 0,870 0,843 0,781 0,774 0,752 0,740 0,756 2002 0,832 0,812 0,943 0,945 0,933 0,781 0,823 0,873 0,822 2003 1,031 1,106 1,033 1,229 1,079 1,178 1,297 0,993 1,073 1,021 1,061 2004 - 2005 2006 2007 2008 2009 1,132 1,065 1,197 1,363 1,227 1,113 1,306 1,399 1,363 1,194 1,472 1,399 1,504 1,268 1,557 1,399 1,728 1,536 1,713 1,523 1,759 1,603 1,710 1,116 1,196 1,194 1,022 1,082 1,123 1,083 1,253 1,243 1,338 1,064 1,083 1,298 1,133 1,531 1,407 1,583 1,150 1,133 1,503 1,251 1,588 1,453 1,649 1,149 1,241 1,519 1,314 1,681 1,532 1,782 1,351 1,526 1,649 1,558 1,757 1,551 1,805 1,614 1,493 1,649 1,639 N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s *P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul6 O suprimento de gás natural para o RS ocorre por meio de dois gasodutos. Um transporta o chamado gás boliviano - Gasbol, vindo da Bolívia, conforme mostrado no mapa 3.1, limitado a 2,8 milhões m³/dia no seu Trecho Sul. A sua operação iniciou em julho de 2000 com o recebimento do gás pela extremidade sul do C a p í t u l o 3 Gasoduto Bolívia- Brasil, operado pela empresa TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.. O 4 2 outro gasoduto transporta gás argentino, que não chega a Porto Alegre em decorrência de ainda não terem sido concluídas as obras do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre7. 6 P a r a e l a b o r a ç ã o d e s s e t ó p i c o , u t i l i z o u s e d e i n f o r m e s e l a b o r a d a s p e l o E n g º C l ó v i s C o i m b r a T e i x e i r a , d a S u l g á s . 7 A A r g e n t i n a t e m a t r a v e s s a d o s u c e s s i v a s c r i s e s d e e n e r g i a e i n c l u s i v e a l g u n s r a c i o n a m e n t o s . N u m c e n á r i o d e t a l m a g n i t u d e , c o n s t a t a s e q u e s e q u e r t e m c h e g a d o g á s a r g e n t i n o n a s q u a n t i d a d e s c o n t r a t a d a s p a r a U r u g u a i a n a , e s p e c i a l m e n t e p a r a a U s i n a t é r m i c a d a A E S d e 6 4 0 M W , q u e e n c o n t r a s e d e s a t i v a d a . C o n s i d e r e s e a i n d a q u e , c o m o s p r o b l e m a s d e r u p t u r a s c o n t r a t u a i s e f e t u a d a s r e c e n t e m e n t e p e l o g o v e r n o d a B o l í v i a , m e s m o n ã o t e n d o a i n d a f a l t a d o g á s o r i u n d o d a q u e l e P a í s , o g a s o d u t o q u e a b a s t e c e o R S e s t á c o m s u a c a p a c i d a d e e s g o t a d a . E m f a c e d a e n o r m e d e p e n d ê n c i a q u e o B r a s i l t e m d e s t e i m p o r t a n t e e n e r g é t i c o , e s p e r a s e q u e o s e s f o r ç o s d a P e t r o b r a s e d e o u t r a s e m p r e s a s r e s u l t e m n a d e s c o b e r t a d e r e s e r v a s d e g á s n a t u r a l n o P a í s . E n q u a n t o t a l f a t o n ã o o c o r r e r e c o n t i n u a r e m a s d i f i c u l d a d e s e i n c e r t e z a s p r e s e n t e s , o p r o b l e m a p o d e r á s e r p a r c i a l m e n t e c o n t o r n a d o p o r m e i o d o G N L , q u e é o g á s n a t u r a l l i q u e f e i t o , c u j a b a s e l o g í s t i c a d e d i s t r i b u i ç ã o p a r a a r e g i ã o s u l , p e l a P e t r o b r a s , p o d e r á o c o r r e r n o R S . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A partir de julho de 2000, a Sulgás iniciou a distribuição do gás argentino para a termelétrica a gás natural de Uruguaiana de 639,9 MW, que vem atravessando uma situação de falta de gás, acarretando enormes prejuízos em função do não cumprimento das obrigações contratuais do Governo Argentino. Para isto, foi construído um trecho do gasoduto de Aldea Brasilera na Argentina, até Uruguaiana no Brasil, tendo sido previsto, e até agora não construído, o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre comentado anteriormente. Em 2010, a Sulgás ampliou para 515,4 quilômetros a sua malha de distribuição em aço e polietileno de alta densidade (PEAD). O gás natural foi disponibilizado para 35 municípios gaúchos, sendo que em 16 exclusivamente por rede canalizada, em 16 apenas pelo modal gás natural comprimido (GNC) e em 3 municípios por rede de dutos e GNC. Em Porto Alegre, assim como em cidades do interior, houve investimentos para aumento das redes de distribuição e conversão de clientes para o gás natural. Foram construídos aproximadamente 11 km de redes em PEAD e aço em Porto Alegre. Destaque para as obras de interligação das cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo, possibilitando o início da distribuição via tubulações para a cidade de Novo Hamburgo, até então servida por GNC distribuído ao segmento automotivo. Outra iniciativa importante foi a ampliação do abastecimento via GNC. Esse modal de transporte é utilizado para levar o gás natural sob a forma comprimida, por via rodoviária, a clientes localizados em regiões distantes do gasoduto. Dessa forma, atualmente estão sendo atendidos nove indústrias e quinze postos de GNV. Em 2010, manteve-se a comercialização do gás adquirido da Petrobras sob a forma de leilões eletrônicos destinados a escoar tanto excedentes da produção, quanto aqueles provenientes da inexistência de despachos das usinas termelétricas a gás. O volume comercializado nessa modalidade de aquisição foi de aproximadamente 22% do total de gás natural distribuído aos consumidores. C a p í t u l o 3 Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil, em 2009 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 4 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3.2.d - Gás Natural Boliviano O transporte do gás boliviano é realizado pelo Gasoduto Bolívia - Brasil, operado pela concessionária Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. - TGB, chegando ao Estado pela extremidade Sul (do referido gasoduto) que vai de Siderópolis - SC a Canoas - RS. O diâmetro desse trecho do gasoduto Brasil-Bolívia é de 16 polegadas com capacidade para transportar 2,8 milhões de m³/dia, chegando a Canoas com pressão de 63 bar. A partir daí, o gás boliviano é distribuído pela Sulgás por intermédio de redes abastecidas por “city gates” passando a ser utilizado nos setores industrial, comercial, transportes, residencial e de geração de energia elétrica. Nos “city-gates”, figura 3.2, o gás, depois de transportado pelos gasodutos em grandes quantidades e geralmente de grandes distâncias, sofre reduções de pressão e devida odorização. Além disso, nos “city-gates” são realizadas as medições e a transferência dos gasodutos para as redes de distribuição. C a p í t u l o 3 F o n t e : S u l g á s Figura 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS 4 4 F o n t e : S u l g á s No mapa 3.2, podem ser observadas as principais redes de distribuição de gás natural no Estado. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás PLANALTO FREDERICO WESTPHALEN Rede de Distribuição da Sulgás ERECHIM HORIZONTINA SÃO JOSÉ DAS MISSÕES SANTA ROSA PORTO XAVIER Passo Fundo IJUÍ Vacaria SÃO MIGUEL DAS MISSÕES CRUZ ALTA SÃO BORJA ANTÔNIO PRADO SOLEDADE SÃO JOSÉ DOS AUSENTES Cambará do Sul Bento Gonçalves SANTIAGO Caxias do Sul Carlos Barbosa Farroupilha Garibaldi GRAMADO Torres Nova São Francisco PetrópolisTrês Coroasde Paula Igrejinha Sapiranga Montenegro Campo Bom São Leopoldo Novo Hamburgo CAPÃO DA CANOA Esteio Sapucaia do Sul Triunfo Canoas Cachoeirinha Charqueadas IMBÉ Gravataí Osório Eldorado TRAMANDAÍ Pantano do Sul PORTO Viamão Grande SÃO FRANCISCO DE ASSIS Lajeado Santa Cruz do Sul U.T.E. URUGUIANA Santa Maria ALEGRETE URUGUAIANA BARRA DO QUARAÍ GUAÍBA ROSÁRIO DO SUL QUARAÍ ALEGRE SÃO GABRIEL TAPES SANTANA DO LIVRAMENTO CAMAQUÃ TAVARES BAGÉ CANDIOTA Pelotas ACEGUÁ RIO GRANDE Legenda Município atendido com gás boliviano Município atendido com gás argentino JAGUARÃO Município atendido com GNC Municípios atendidos pela Sulgás Gasoduto da Sulgás Gasoduto Bolívia-Brasil SANTA VITÓRIA DO PALMAR F o n t e : S u l g á s ( a g o s t o 2 0 1 1 ) 3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS A crise no abastecimento de gás natural da Argentina reduziu drasticamente o fornecimento do gás natural daquele País para a Usina da AES Uruguaiana e tornou mais difícil a discussão da existência de um anel no RS que interligue os gasodutos provenientes da Bolívia e Argentina. Para o fechamento do anel de gasodutos seria necessário executar o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. No momento da crise de fornecimento de gás para a termelétrica de Uruguaiana, cogita-se a instalação no RS de um terminal de gás natural liquefeito - GNL, podendo ser transportado para Uruguaiana por meio do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. Essa alternativa seria economicamente viável com o uso do GNL, com a diferença no envio do gás, que seria de Porto Alegre a Uruguaiana, sentido inverso do originalmente concebido. Adicionalmente, a própria Argentina poderia beneficiar-se dessa solução, pois precisa realizar investimentos para extração e transporte do gás natural nos próximos anos, até lá, o GNV serviria como alternativa. Trata-se de uma solução complementar, especialmente em função do GNV não ser competitivo com a forma tradicional do gás natural. 3.2.f - Considerações sobre o GNL O Brasil começou a utilizar o GNL tardiamente em relação a alguns países do mundo. O GNL nada mais é do que tornar líquido o gás natural para ser transportado em navios, e novamente transformado na sua forma original, após chegar ao seu local de destino, e injetado em gasodutos sob pressurização. Onde há condições de C a p í t u l o 3 O terminal de GNL, caso seja instalado no RS, provavelmente será instalado em Tramandaí ou em Rio Grande. abastecer-se o mercado com gás natural, transportado em gasodutos, o GNL não é empregado, por ser uma 4 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 solução mais cara. Mas, em situações de escassez, como a que vem se apresentando no Brasil e em países vizinhos, ele é empregado. No Japão, o GNL é largamente empregado pelo simples fato de não existir gás natural no território japonês para abastecer a demanda daquele País. No BERS 2010 - ano base 2009, página 66, na figura 3.3, pode ser visto uma plataforma típica de transporte de GNL, e, na figura 3.4, um croqui explicativo do processo de GNL, que consiste na produção, liquefação (via processo criogênico), transporte por navio do gás liquefeito, regaseificação (gás líquido para gás vapor) e entrega para os consumidores finais. 3.3 - Carvão Vapor8 No Rio Grande do Sul, estão localizadas as maiores reservas de carvão vapor do Brasil, conforme será visto no capítulo 10. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética - EPE, existe a possibilidade teórica de instalar um parque gerador de termoeletricidade a carvão no Estado, com potência instalada de 28.800 MW. O sistema elétrico brasileiro tem predominância hídrica; porém o potencial hidroelétrico do País e do Estado não foi plenamente explorado (maiores informações constam no capítulo 10). A energia térmica, não apenas gerada com carvão, é mais cara que a hidroelétrica. No entanto, nos períodos críticos dos reservatórios das represas das usinas hidrelétricas é necessária a utilização mais intensa da geração térmica. 3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS A produção de carvão vapor no RS é efetuada pela Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM e pela Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi. Os tipos de carvão produzido por essas empresas são diferentes quanto ao poder calorífico. As empresas trabalham com o Poder Calorífico Superior - PCS, enquanto no Balanço Energético trabalha-se com o Poder Calorífico Inferior - PCI. Como exemplo, o carvão CE 3300 tem um PCI de 3100 kcal/kg de carvão, enquanto que o PCS é de 3.300 kcal/kg. As produções por tipo de carvão no RS constam na tabela 3.10 a seguir. Tabela 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2006 a 2010 unidade: tonelada C a p í t u l o 3 Tipo de carvão 2006 Copelmi 2007 2008 CRM 2007 2009 0 0 2010 2010 2006 0 19.159 19.075 8.314 0 0 0 CE 3100 399.880 467.040 599.463 377.772 395.401 0 0 0 29.683 3.242 12.292 266 1.816.958 1.636.709 1.661.920 1.699.102 CE 3700 0 0 1.574 206 0 0 1.966.762 0 0 0 CE 3300 0 0 0 CE 4000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 4200 37.582 15.616 53.965 48.252 46.559 44.380 50.648 44.406 53.136 CE 4400 0 0 0 0 0 0 0 0 0 39.734 CE 4500 17.921 38.169 177.877 97.522 206.957 0 20.319 30.168 15.433 8.002 CE 4700 244.187 273.461 330.650 343.026 427.189 116 0 0 13.155 0 CE 5000 0 0 0 4.136 24.144 0 0 0 0 CE 5200 313.226 336.056 398.815 347.299 305.151 0 2.421 44.704 50.053 69.108 CE 5500 72.577 37.605 20.097 8.331 2.259 4.057 17.156 0 0 1.584 CE 6000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 6300 0 0 0 0 0 3.143 1.843 0 0 CE 6500 0 0 0 0 0 0 0 0 0 CE 6800 0 53 0 2.716 0 0 0 0 0 0 FINOS 0 0 0 0 0 0 0 0 20.794 0 ROM 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.015.205 Total 1.115.110 1.190.347 1.616.524 1.235.123 1.909.345 1.755.987 1.814.490 3.832.735 1.407.659 2.018.457 F o n t e : C o m p a n h i a d e P e s q u i s a s e L a v r a s M i n e r a i s C o p e l m i e C o m p a n h i a R i o g r a n d e n s e d e P r o d u ç ã o M i n e r a l C R M 4 6 2008 2009 CE 2900 8 T a m b é m d e s i g n a d o c o m o c a r v ã o m i n e r a l . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No gráfico 3.4, é apresentada a evolução da produção total de carvão no RS no período de 2005 a 2010 e produção total de carvão em unidade de massa, no mesmo período. Para obter os valores apresentados no gráfico, multiplicou-se a quantidade em toneladas de cada tipo de carvão pelo seu respectivo Poder Calorífico Inferior - PCI; após conversão, dividiu-se os valores encontrados pelo PCI do carvão ROM (2.430 kcal/kg), tendo assim o montante equivalente produzido anualmente no Estado. No caso da obtenção da produção em massa, baseou-se apenas na soma das massas dos diferentes tipos de carvão sem levar em conta seus diferentes poderes caloríficos inferiores. <> Gráfico 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no Período de 2005 a 2010 6.772.799 7.000.000 6.000.000 5.240.394 toneladas 4.931.400 5.000.000 4.501.875 4.449.644 4.454.745 4.427.563 4.000.000 3.194.310 3.372.511 3.133.567 3.099.691 3.049.614 3.000.000 2.000.000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano Produção Equivalente Produção em Massa F o n t e : C o m p a n h i a d e P e s q u i s a s e L a v r a s M i n e r a i s C o p e l m i e C o m p a n h i a R i o g r a n d e n s e d e P r o d u ç ã o M i n e r a l C R M N o t a : O c r e s c i m e n t o e m 2 0 1 0 e s t á d i r e t a m e n t e v i n c u l a d o à e n t r a d a e m o p e r a ç ã o d e d a U s i n a T é r m i c a d e C a n d i o t a I I I . 3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS A previsão de crescimento da produção de carvão baseia-se nos estudos realizados pela CRM9 (gráfico 3.5). Na região de Candiota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE é proprietária da Usina Termoelétrica Presidente Médici, composta atualmente pelas Fases A e B, com capacidade instalada de 446 MW, e da Usina Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW. Essas unidades geradoras são abastecidas com carvão vapor que a CRM produz na Mina de Candiota, explorada em sítio próximo da termoelétrica. Nos últimos anos, foram comercializadas aproximadamente 2,0 milhões de toneladas de carvão CE 3300 por ano. Para prover todo o carvão que o complexo termoelétrico absorve, a CRM expandiu a sua produção para até 5,0 milhões de toneladas brutas por ano (um crescimento de até 150 %). Outro foco decorre de solicitação externada pela CGTEE em março de 2007. A solicitação tem origem em acordo em 2005. A partir da inicialização da Fase C, a Usina Termoelétrica Presidente Médici passará a ter 796 MW, passando a consumir carvão beneficiado. Em síntese, um carvão com um menor teor de enxofre e com maior poder calorífico (ver anexo J do BERS 2005-2007). O carvão historicamente fornecido pela CRM, o CE 3300 (3.300 kcal/kg - PCS), é um carvão bruto (no estado em que é extraído da mina), tão somente britado e classificado. 9 T e x t o b a s e a d o n o d o c u m e n t o e l a b o r a d o p e l o E n g º R u i D i c k C R M C a p í t u l o 3 pactuado pela CGTEE com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA 4 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período de 2004 a 2012 4,5 milhões de toneladas 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 ano realizado projetado F o n t e : C o m p a n h i a R i o g r a n d e n s e d e P r o d u ç ã o M i n e r a l C R M A garantia de aquisição mínima de produto, que deverá ser compromissada entre a CRM e a CGTEE, é de 3,3 milhões de toneladas por ano. Consideradas rotineiras aquisições de cotas extras de carvão por parte da operadora da termoelétrica, a projeção é de que 4,05 milhões de toneladas anuais de produto deverão ser transacionadas a partir da Mina de Candiota, da CRM. Em relação à região carbonífera, em fevereiro de 2008, a CRM iniciou operações numa nova mina, a Mina São Vicente Norte, no município de Minas do Leão - RS, onde o carvão é extraído a céu aberto. Com o objetivo de dar continuidade no fornecimento de 6.500 toneladas mensais de carvão CE 4200 para a Termoelétrica de São Jerônimo, operada pela CGTEE, a CRM passou a explorar esta nova mina. Com uma produção de 35 mil toneladas brutas por mês (420 mil toneladas anuais), a CRM pretende atender a uma parcela do mercado termoelétrico que se expandiu a partir do segundo semestre de 2007 em Santa Catarina, em razão do incremento da geração de energia da Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, operada pela Tractebel. Num total que deverá consolidar-se em aproximadamente 12.000 toneladas mensais, o produto fornecido para essa geradora é o CE 4500. C a p í t u l o 3 A exportação de energia elétrica para a Argentina explica parte dessa necessidade de geração crescente. 4 8 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS Na tabela 3.11, podem ser verificados os preços médios de venda de carvão praticados pela CRM. Tabela 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS ROM Mina do Leão Finos 0,95 7,88 6,93 8,30 1,00 7,30 9,09 1,09 148,52 CE 4700 8,76 73,01 CE 5500 94,00 CE 6300 135,30 11,28 82,72 22,64 16,32 119,68 107,60 12,91 94,69 12,72 93,28 136,00 94,00 106,00 97,14 11,66 85,48 16,24 119,06 145,15 106,00 93,28 12,82 119,40 13,88 101,79 22,64 106,82 Dif. 115,67 17,82 130,70 106,00 64,25 CE 5200 119,40 8,00 CE 5200 Finos CE 4500 Preço Líquido 39,60 Dif. 119,40 Preço 5,40 Preço Líquido 45,00 99,64 119,40 ICMS Dif. Preço Preço Líquido 99,64 2009 ICMS 95,54 2008 ICMS Dif. Preço Líquido 95,54 2007 Preço CE 4200 ICMS Tipo de Carvão Preço 2006 93,28 17,42 127,63 CE 6500 CE 3300 30,92 Dif. 30,92 32,01 Dif. 32,01 37,38 Dif. 37,38 37,38 Dif. 37,98 CE 3100 35,21 4,23 30,98 35,68 4,28 31,40 42,47 5,10 37,37 42,47 5,10 37,37 3,00 0,51 2,49 3,00 0,51 2,49 Argila D i f . = D i f e r i d o : É q u a n d o n ã o i n c i d e o i m p o s t o ( I C M S ) n a e m i s s ã o d e u m a n o t a f i s c a l , p o i s o i m p o s t o s e r á c o b r a d o n a p r ó x i m a e t a p a d o p r o c e s s o p r o d u t i v o N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s N o t a : O s p r e ç o s r e f e r e n t e s a o a n o d e 2 0 0 5 e n c o n t r a m s e n o i t e m 3 . 5 . c d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 9 a n o b a s e 2 0 0 8 F o n t e : C o m p a n h i a R i o g r a n d e n s e d e P r o d u ç ã o M i n e r a l C R M 3.4 - Energia Hidráulica10 Nos balanços energéticos, em âmbito nacional e internacional, a energia hidráulica é considerada fonte primária. E a contabilização se dá pelos mega watts hora - MWh gerados nas usinas hidroelétricas. Do ponto de vista físico, porém, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional da massa d'água em energia cinética. Pois ao deslocar-se para baixo, pelo princípio da conservação da energia mecânica, a energia potencial gravitacional perdida pela água é capaz de acionar os rotores em face de sua energia cinética, que vista da física, a energia elétrica gerada em hidroelétricas não poderia ser considerada energia de fonte primária. Outro aspecto a salientar é que nos balanços energéticos as usinas hidrelétricas de fronteira são computadas com potência e energia gerada dividida por dois. No caso gaúcho (ver mapa 3.3) são usinas de fronteira Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó que 1 0 V e r A n e x o I C o m o F u n c i o n a a E l e t r i c i d a d e B E R S 2 0 0 5 / 2 0 0 6 / 2 0 0 7 C a p í t u l o 3 pelos efeitos dos fluxos eletromagnéticos variáveis gerará energia elétrica.Desta forma, do estrito ponto de 4 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 somam 4.143,00 MW (o que para o critério do BERS fica em 2.071,50 MW de potência instalada para o Rio Grande do Sul e a outra metade para Santa Catarina). Já as referidas usinas geraram 19.683.658,69 MWh em 2010 (seguindo o critério, divide-se por 2, obtendo 9.841.829,35 MWh de energia produzida no RS e a outra metade para SC). O Brasil é um dos maiores importadores de energia elétrica do mundo11. Esse fato deve-se ao caso da Usina Hídrica Binacional de Itaipu (Usina de Fronteira), onde metade da energia total é considerada de produção brasileira, e a outra de produção paraguaia. Como o consumo do Paraguai é pequeno, grande parte da produção paraguaia é exportada para o Brasil. Por essa razão o País é um grande importador de energia hídrica. No interior do território gaúcho, tem-se uma potência instalada de 2.116,74 MW de usinas hídricas, considerando usinas hidroelétricas - UHE e pequenas centrais hidroelétricas - PCH, e registraram uma produção total de 9.671.598,59 MWh, em 2010. A soma da energia produzida no RS pelo critério BERS, em 2010, foi de 19.513.427,94 MWh. Para informações mais detalhadas das usinas hídricas e térmicas, ver capítulo 4. O mapa 3.3 apresenta a localização geográfica das principais usinas hidroelétricas existentes, novas usinas em operação e usinas em construção no RS. Constam também algumas Pequenas Centrais Hidroelétricas e Centrais Geradoras Hidroelétricas selecionadas. Mapa 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS U S I N A S H I D R E L É T R I C A S ( U H E ) C a p í t u l o 3 U s i n a 5 0 P o t ê n c i a o c a l i z a ç ã o d a I n s t a l a d a L C a s a d a s M á q u i n a s ( M W ) 0 1 U H E B a r r a G r a n d e 6 9 8 , 2 5E s m e r a l d a R S 0 2 U H E B u g r e s 1 9 , 2 0 C a n e l a R S 0 3 U H E C a n a s t r a 4 4 , 8 0 C a n e l a R S 0 4 U H E C a p i g u i * 4 , 4 7 P a s s o F u n d o R S 0 5 U H E C a s t r o A l v e s 1 3 0 , 0 0N o v a R o m a d o S u l R S 0 6 U H E D o n a F r a n c i s c a 1 2 5 , 0 0N o v a P a l m a R S 0 7 U H E E r n e s t i n a * 4 , 9 6 T i o H u g o R S 0 8 U H E F o r q u i l h a * 1 , 1 2 M a x i m i l i a n o d e A l m e i d a R S 0 9 U H E F u r n a s d o S e g r e d o * 9 , 8 0 J a g u a r i R S 1 0 U H E G o v . L e o n e l M . B r i z o l a ( J a c u í )1 8 0 , 0 0S a l t o d o J a c u í R S 1 1 U H E G u a r i t a * 1 , 7 6 E r v a l S e c o R S 1 2 U H E H e r v a l * 1 , 5 2 S t a . M a r i a d o H e r v a l R S 1 3 U H E I j u i z i n h o * 1 , 1 2 E u g e n i o d e C a s t r o R S 1 4 U H E I t á 1 . 4 5 0 , 0 0C a m p o s N o v o s S C 1 5 U H E I t a ú b a 5 1 2 , 4 0P i n h a l G r a n d e R S 1 6 U H E I v a í * * 0 , 7 7 J u l h o d e C a s t i l h o s R S 1 7 U H E M a c h a d i n h o 1 . 1 4 0 , 0 0P i r a t u b a S C 1 8 U H E M o n t e C l a r o 1 3 0 , 0 0V e r a n ó p o l i s R S 1 9 U H E P a s s o d o I n f e r n o * 1 , 4 9 S ã o F r a n c i s c o d e P a u l a R S 2 0 U H E P a s s o F u n d o 2 2 6 , 0 0E n t r e R i o s d o S u l R S 2 1 U H E P a s s o R e a l 1 5 8 , 0 0S a l t o d o J a c u í R S 2 2 U H E S a n t a R o s a * 1 , 5 3 T r ê s d e M a i o R S 2 3 U H E T o c a * * 1 , 0 0 S ã o F r a n c i s c o d e P a u l a R S N O V A S U S I N A S H I D R E L É T R I C A S E M O P E R A Ç Ã O U s i n a 0 1 U H E 1 4 d e J u l h o 0 2 U H E M o n j o l i n h o 0 3 U H E F o z d o C h a p e c ó U s i n a 0 1 P a s s o S ã o J o ã o 0 2 S ã o J o s é * C o n s i d e r a d a P e q u e n a C e n t r a l H i d r e l é t r i c a P C H , c o n f o r m e c r i t é r i o d a A N E E L * * C o n s i d e r a d a C e n t r a l G e r a d o r a H i d r e l é t r i c a C G H , c o n f o r m e c r i t é r i o d a A N E E L D a d o s d i s p o n í v e i s n a t a b e l a B . 5 d o a n e x o B 1 0 0 , 0 0C o t i p o r ã R S 6 7 , 0 0 F a x i n a l z i n h o R S 8 5 5 , 0 0A l p e s t r e R S N O V A S U S I N A S H I D R E L É T R I C A S E M C O N S T R U Ç Ã O F o n t e : G r u p o C E E E e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 1 1 P o t ê n c i a o c a l i z a ç ã o d a I n s t a l a d a L C a s a d a s M á q u i n a s ( M W ) P o t ê n c i a o c a l i z a ç ã o d a I n s t a l a d a L C a s a d a s M á q u i n a s ( M W ) 7 7 , 0 0 1 6 d e N o v e m b r o R S 5 1 , 0 0 R o l a d o r R S Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3.5 - Lenha, Carvão Vegetal12 e Madeira A lenha é um energético empregado milenarmente pela humanidade. Pode ser extraído tanto da silvicultura como de florestas nativas. Do ponto de vista econômico, a lenha tem importância inferior a outros derivados da madeira, como a celulose (para produção de papel) e a madeira para produção de móveis, por exemplo. Como são inúmeros os produtores de lenha e como os registros disponíveis da movimentação desse importante energético são muito precários, a dificuldade de apropriação de dados para um Balanço Energético é considerável. No caso do RS, todos os estabelecimentos indústrias ou comerciais que comercializam, extraem ou utilizam a lenha, são obrigados a registrarem o quantitativo movimentado e o montante utilizado na Secretaria do Meio Ambiente - SEMA. Foram considerados os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE para lenha, carvão vegetal e madeira. Grandes investimentos serão efetuados no RS nos próximos anos, tanto na ampliação das florestas plantadas, como na produção de celulose. 3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados Em 2010, o RS situou-se na sexta posição (tabela 3.12) entre os estados, no tocante à área plantada de pinus e eucalipto (silvicultura13). Enquanto no Brasil a área plantada de pinus e eucalipto foi de 6.510.693 ha, no RS registrava-se um plantio de 441.997 ha, correspondendo a 6,79% do total do País. Em 2010, aproximadamente 38,23% da floresta plantada no RS foi de pinus e 61,77% de eucalipto, proporção diferente da brasileira. No Brasil, em 2010, 73,02% das florestas plantadas corresponderam ao plantio de eucalipto. Tabela 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no Brasil, no Período de 2005 a 2010 unidade: ha . Regiões e Estados Minas Gerais São Paulo Paraná Bahia Santa Catarina Rio Grande do Sul 2005 1.269.174 946.542 792.768 582.132 588.245 364.770 2006 1.327.429 1.130.332 808.361 594.992 601.333 365.623 2007 1.361.607 1.121.529 824.648 591.348 622.045 404.623 2008 1.423.212 1.142.199 857.328 622.696 628.655 450.480 2009 1.440.000 1.197.330 853.710 659.480 650.990 443.190 2010 1.536.310 1.206.818 847.931 658.034 647.992 441.997 % em 2010 23,60 18,54 13,02 10,11 9,95 6,79 Mato Grosso do Sul Espírito Santo Maranhão Pará Goiás Mato Grosso Amapá Piauí Outros* 152.341 208.933 60.745 106.182 60.872 42.460 87.929 0 31.112 147.819 212.208 93.285 115.955 64.045 46.153 78.963 0 45.582 228.384 212.912 106.802 126.387 65.107 57.158 67.874 0 46.186 284.051 214.399 111.117 136.305 72.079 58.587 64.929 0 60.346 307.760 208.510 137.360 139.720 73.140 61.540 63.690 0 74.030 392.042 207.431 151.403 148.656 70.679 61.950 49.384 37.025 53.041 6,02 3,19 2,33 2,28 1,09 0,95 0,76 0,57 0,81 5.294.205 5.632.080 5.836.610 6.126.383 6.310.450 6.510.693 100 Total Brasil De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas - ABRAF, do total de área de pinus plantada no País, em 2010, o Paraná representava 39,09% da área total; Santa Catarina 31,06%; São Paulo 9,22%; Rio Grande do Sul 9,62%; e Minas Gerais 7,76%. A soma dos demais estados na plantação de pinus foi de 3,24%. Já no caso do eucalipto Minas Gerais representou 29,45% da área plantada; São Paulo 21,98%; Bahia 13,28%; Mato Grosso do Sul 7,95%; Rio Grande do Sul 5,74%e Espírito Santo 4,29%, sendo a área dos demais estados 17,31%. C a p í t u l o 3 F o n t e : A B R A F A s s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e P r o d u t o r e s d e F l o r e s t a s A n u á r i o E s t a t í s t i c o 2 0 1 0 1 2 A p e s a r d e o c a r v ã o v e g e t a l s e r u m a f o n t e s e c u n d á r i a d e e n e r g i a , e l e e s t á a g r e g a d o a o c a p í t u l o p o r c o n v e n i ê n c i a C u l t u r a d e á r v o r e s f l o r e s t a i s p l a n t a d a s 1 3 5 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies Segundo a ABRAF em 2010, o Brasil possuía 462.390 ha de florestas plantadas de espécies como acácia (Acácia spp.), teca (Tectina grandis), seringueira (Hevia brasilienses), araucária (Araucária angustifolia), populus (Populus spp.), paricá (Schizolobium amazonicum). Predominou a área de seringueira com 159.500 ha, seguida da acácia com 127.601 e paricá com 85.470 ha de área plantada. Em todo País, o setor de florestas plantadas cresce especialmente em face da atratividade econômica. Contudo, a concentração maior desse crescimento prende-se à produção de celulose e papel, que não é considerada em termos de balanço energético. Por similaridade com os não energéticos de petróleo, a produção de madeira para fins de celulose e papel poderia constar nos balanços energéticos, mas parece que seria mais adequado que os não energéticos do petróleo também fossem retirados. A ABRAF, com base em projeções da BRACELPA (Associação brasileira de celuloso e papel) e em face do desempenho de 2010, prevê o início de um novo ciclo de expansão do setor, com previsão de investimentos da ordem de US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, na implantação dos projetos de florestas plantadas no País. No RS, a CMPC Celulose Riograndense (Aracruz Celulose) anunciou que irá investir 2,8 bilhões de reais na implantação de 500 mil hectares de florestas plantadas nos próximos anos. A evolução dos preços do carvão vegetal e do carvão metalúrgico no País pode ser observada no gráfico 3.6. Houve decréscimo do preço do carvão metalúrgico e do carvão vegetal em 2009 ao comparar com o preço médio de 2008. <> Gráfico 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal e do Carvão Metalúrgico no Brasil, no Período de 2005 a 2009 180 170,55 160 140 120,90 120 US$ 100 106,60 86,30 94,10 80 74,69 60 55,10 44,42 40 34,00 43,20 20 0 2005 2006 2007 Carvão Vegetal (US$/MDC*) ano 2008 2009 Carvão Metalúrgico (US$/t) C a p í t u l o 3 * M D C = M e t r o C ú b i c o d e C a r v ã o N o t a : 1 M D C = 1 , 3 3 m ³ d e m a d e i r a e m t o r a F o n t e s : A B R A F A s s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e P r o d u t o r e s d e F l o r e s t a s A n u á r i o E s t a t í s t i c o 2 0 0 8 d a d o s d o c a r v ã o v e g e t a l a t é 2 0 0 8 . E m 2 0 0 9 , d a d o s d a A M S A s s o c i a ç ã o M i n e i r a d e S i l v i c u l t u r a G a z e t a M e r c a n t i l C a d e r n o C P á g . 3 P a r a o p r e ç o d o c a r v ã o m e t a l ú r g i c o e m 2 0 0 8 . w w w . e i a . d o e . g o v a b r i l d e 2 0 1 0 p a r a p r e ç o d o c a r v ã o m e t a l ú r g i c o e m 2 0 0 9 O mercado de florestas plantadas tem se tornado promissor, especialmente em países solares como o Brasil. Com isso, surgiram as chamadas TIMOs - Timber Investiment Management Organizations, instrumentos financeiros de captação de recursos de investidores a serem direcionados para o plantio de florestas. Segundo a ABRAF, nos USA, em 2007, as TIMOs somaram 24 bilhões de dólares em investimentos florestais. A tese do aquecimento global vem em favor do mercado de florestas plantadas, já que em um hectare de pinus ou de eucalipto consegue-se fixar cerca de 30 toneladas de CO2 por ano. Com isso, origina-se uma receita adicional de R$ 200,00 por hectare apenas em créditos de carbono. 5 2 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A partir da tabela 3.13, depreende-se que é pequena a parcela de madeira destinada à utilização como energético, especialmente se a parcela de madeira destinada à produção do carvão vegetal utilizado na produção de aço não for retirada da contagem. Em 2010, a maior parcela de toras foi utilizada para a produção de papel e celulose, correspondendo a 37,47%; seguido da utilização da lenha com 25,16%; indústria da madeira - serrados e compensados com 19,3%; carvão vegetal com 9,11%. As outras aplicações perfazem 1,16% do total. Tabela 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada no Brasil por Segmento, no Período de 2007 a 2010 unidade: mil m3 Segmento Celulose e Papel Painéis Reconstituídos Indústria Madeireira¹ Compensados Serrados Carvão Vegetal Lenha Outros Total Silvicultura 2007 % em 2007 2008 % em 2008 52.552 8.457 31,50 5,07 57.081 8.931 32,76 5,13 6.332 33.578 22.619 38.698 4.604 3,80 20,13 13,56 23,19 2,76 100 6.276 34.270 23.298 39.472 4.894 3,60 19,67 13,37 22,66 2,81 100 166.840 174.221 2009 % em 2009 2010 % em 2010 56.996 9.356 32.825 34,62 5,68 19,93 63.378 13.183 32.649 37,47 7,79 19,30 21.385 43.228 895 164.685 12,98 26,24 0,55 100 15.401 42.556 1.959 169.126 9,11 25,16 1,16 100 F o n t e : A B R A F A n u á r i o E s t a t í s t i c o 2 0 1 1 1 A p a r t i r d e 2 0 0 9 , o s v a l o r e s d e c o m p e n s a d o s e s e r r a d o s e s t ã o s o m a d o s ; i n c l u i m a d e i r a s e r r a d a , c o m p e n s a d o ( l â m i n a s ) e P r o d u t o s d e M a i o r V a l o r A g r e g a d o ( P M V A ) ( p i s o , p o r t a , j a n e l a , m o l d u r a , f e r r a m e n t a s , E d g e G l u e d P a n e l – E G P e o u t r o s ) . A situação brasileira de florestas plantadas no cotejo com países selecionados do mundo pode ser observada na tabela 3.14. Tabela 3.14 - Áreas de Florestas Plantadas no Mundo unidade: mil ha Países Área Total do País Área Florestas Plantadas % 37.780 328.780 9.191 959.696 205.000 50.599 937.261 75.609 851.488 10.000 32.600 800 45.000 9.000 1.900 16.000 2.200 6.783 26,47 9,92 8,70 4,69 4,39 3,76 1,71 2,91 0,79 Japão Índia Portugal China Indonésia Espanha EUA Chile Brasil D a d o s d e 2 0 0 5 . P a r a o B r a s i l , d a d o s d e 2 0 0 9 F o n t e : F A O / B r a c e l p a Uma comparação da rotação e do rendimento de espécies de celulose fibra longa em países selecionados pode ser visto na tabela 3.15 a seguir. Tabela 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados Pinus spp Pinus radiata Pinus radiata Pinus elliotti Pinus oregon Picea abris Picea glauca Picea mariane F o n t e : P y s e / B r a c e l p a Países Rotação anos Brasil Chile Nova Zelândia EUA Canadá Suécia Canadá Canadá 15 25 25 25 45 70-80 55 90 Rendimento m³/ha/ano 30 22 22 10 7 4 3 2 C a p í t u l o 3 Espécies 5 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 As exportações brasileiras de produtos derivados de florestas plantadas atingiram US$ 7.537 milhões de dólares em 2010. No gráfico 3.7 a seguir, observar-se a evolução das exportações e importações brasileiras de produtos de florestas plantadas no período de 1998 a 2010. <> Gráfico 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas Plantadas no Brasil, no Período de 1998 a 2010 8.000 7.537 7.000 6.783 6.000 5.752 5.000 Milhões de US$ 5.625 5.148 4.221 4.592 4.000 3.747 3.097 3.000 2.771 2.722 2.774 2.000 2.383 2.000 1.403 1.123 1.012 1.000 854 798 613 596 918 812 1.821 1.394 1.198 0 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 ano F o n t e : A B R A F A s s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e P r o d u t o r e s d e F l o r e s t a s A n u á r i o E s t a t í s t i c o 2 0 1 1 2009 2010 Exportação Importação 3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE Na tabela 3.16, verifica-se a evolução da produção de lenha oriunda da Silvicultura no RS e em estados selecionados, no período de 2002 a 2009, segundo o IBGE. Desde 2003, o RS ficou na primeira posição de produção de lenha da Silvicultura no País, chegando a 32,46% da produção nacional em 2009. Essa situação fica inteiramente alterada em relação à lenha de extração de florestas nativas, conforme verificado na tabela 3.17. Houve uma redução expressiva na produção de lenha por extração no Rio Grande do Sul para o período de 2002 a 2009, passando de 5,99% da produção total no Brasil em 2001 para 3,32% em 2009, fato importante, já que no caso brasileiro houve também um decréscimo, mas em taxas bem menores do que a verificada no RS. Tabela 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009 unidade: m3 Estados e País Pará Bahia C a p í t u l o 3 Minas Gerais 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 16.996 20.382 286.350 69.300 73.000 80.000 84.000 - 15.798.889 1.148.789 1.017.716 1.289.340 846.485 962.404 922.636 1.081.550 2.142.735 2.120.346 2.109.016 2.212.583 2.591.908 3.326.732 5.320.782 3.733.120 Espírito Santo 383.252 372.004 393.523 311.066 295.914 365.833 391.751 230.048 Rio de Janeiro 307.873 278.474 287.221 331.997 393.707 368.710 436.552 464.891 São Paulo 6.786.113 7.226.914 6.864.453 6.812.087 7.180.608 7.407.385 6.891.066 6.504.078 Paraná 4.545.825 5.050.260 4.300.757 5.226.837 4.917.121 6.150.370 6.543.466 7.982.041 Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul 4.329.883 4.439.141 4.387.043 4.772.727 4.958.132 5.221.508 5.602.498 6.128.487 Mato Grosso Goiás Total Brasil 10.786.510 11.013.543 12.370.587 12.905.920 13.392.812 13.604.263 14.252.495 13.441.431 593.635 972.160 598.990 424.878 410.065 468.143 329.339 336.762 146.009 196.888 368.359 169.702 196.716 251.246 266.436 456.114 459.388 865.885 935.370 901.723 732.883 749.245 899.425 1.081.860 46.410.020 33.826.588 34.004.544 35.542.255 36.110.455 39.089.275 42.037.848 41.410.850 F o n t e : I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E 5 4 2009 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009 unidade: m3 Estados e País Acre Amazonas Pará Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Sergipe Bahia Minas Gerais São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Total Brasil 2004 2003 2002 530.339 562.748 505.539 2.495.152 2.432.400 2.446.335 4.044.708 3.773.187 5.100.976 843.310 870.100 832.364 2.737.504 2.967.687 2.771.607 1.591.078 1.631.718 1.583.983 4.402.328 4.567.634 4.345.897 1.626.436 1.557.480 1.713.765 681.797 681.529 739.636 1.326.155 1.307.623 1.334.856 418.375 387.643 398.085 12.923.425 12.570.313 12.131.835 2.852.409 2.383.247 2.486.747 132.987 109.509 95.791 2.784.006 2.557.277 2.774.512 2.343.835 2.208.880 2.022.836 2.495.218 2.964.359 2.646.026 536.593 575.769 687.561 1.998.759 1.946.189 2.008.416 752.732 775.391 814.397 49.502.542 47.232.026 47.168.345 2005 627.228 2.495.783 3.747.038 870.452 3.026.126 1.616.301 4.535.702 1.579.216 653.772 1.335.301 443.795 11.837.562 2.266.313 185.233 2.825.028 2.220.830 1.743.778 383.230 1.874.390 786.709 45.421.627 2008 2009 2006 2007 679.077 685.240 646.002 666.151 2.728.455 2.539.348 2.573.594 2.645.389 3.627.297 3.551.983 3.901.856 3.877.920 959.700 1.038.911 890.030 979.620 2.855.576 2.799.945 3.230.032 3.235.064 1.691.018 1.679.688 1.707.273 1.803.905 4.550.237 4.525.309 4.587.644 4.595.695 1.239.533 1.256.346 1.487.209 1.263.361 609.473 605.070 625.241 591.142 1.811.273 1.751.452 1.538.616 1.454.054 406.026 356.627 466.284 432.517 9.873.293 10.118.831 11.182.790 10.423.207 2.388.764 2.369.264 2.127.937 2.427.320 71.090 40.405 169.376 194.145 2.246.205 1.869.646 2.778.937 2.521.046 1.803.183 1.666.805 2.220.050 2.017.412 1.677.671 1.474.036 1.435.142 1.374.920 137.667 153.389 392.748 145.975 1.877.149 1.953.294 1.808.933 2.055.834 705.930 680.335 753.248 691.256 45.159.866 43.910.054 42.117.639 41.439.567 F o n t e : I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E 3.5.d - Carvão Vegetal O carvão vegetal origina-se da combustão da madeira com pouco oxigênio; não há registro de utilização na siderurgia como no Estado de Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, o energético é empregado no setor residencial e comercial, como restaurantes e churrascarias. Uma comparação da produção de carvão vegetal no RS, oriundo da silvicultura, com alguns estados selecionados é apresentada na tabela 3.18. Observa-se que a produção de carvão vegetal oriundo da silvicultura no RS é praticamente inexpressiva em relação à produção nacional. Tabela 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009 Estados e País Maranhão Bahia Minas Gerais Espírito Santo São Paulo Paraná Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Goiás Total Brasil 2002 19.751 146.015 2003 15.489 185.426 2004 72.889 188.696 2005 166.713 283.473 2006 256.685 81.420 1.484.921 15.838 71.152 15.518 33.937 157.974 1.602.774 12.883 80.322 16.799 33.748 172.192 1.642.853 24.602 78.506 26.315 31.554 61.295 1.742.502 26.727 76.837 46.288 40.479 111.162 1.975.378 21.033 74.384 45.043 41.342 72.688 45.166 2.000.266 24.419 2.154.386 20.011 2.157.652 15.941 2.526.437 2007 378.826 161.394 2008 374.603 134.667 2009 227.101 182.716 2.886.417 3.114.433 106.100 78.189 75.531 74.620 51.713 53.633 42.527 42.370 68.176 65.550 2.717.170 34.666 67.012 26.689 39.111 55.332 24.798 16.849 22.538 2.608.847 3.806.044 3.975.393 16.481 3.378.492 F o n t e : I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E Com relação ao carvão vegetal oriundo do extrativismo, verifica-se, na tabela 3.19, a ocorrência de redução na produção no RS, no período de 2002 a 2009. No Rio Grande do Sul, verifica-se um decréscimo mais acentuado em relação ao restante do Brasil. C a p í t u l o 3 unidade: tonelada 5 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2002 a 2009 unidade: tonelada 2002 2.118 4.826 754.247 1.173 259.900 18.061 11.390 3.059 2003 2.226 4.877 786.701 9.638 474.441 16.550 11.667 2.742 2004 1.743 4.965 13.145 11.533 430.651 16.563 11.696 2.561 2005 1.744 5.022 202.618 20.503 502.527 26.374 11.630 2.484 2006 1.698 5.122 216.017 20.191 477.639 41.828 11.642 2.253 Paraíba 2.547 2.074 1.714 Pernambuco Sergipe 9.333 1.094 1.792 9.053 1.111 8.746 1.120 8.590 1.126 25.468 446.902 51 852 31.160 306.281 241 1.115 230.436 434.013 1.196 1.510 89.094 86.867 9.050 1.549 154.604 8.065 150.159 1.955.377 Estados e País Acre Amazonas Pará Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Bahia Minas Gerais Espírito Santo São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Total Brasil 2007 1.736 5.362 217.668 19.106 736.979 149.232 11.571 2.165 2008 1.802 5.721 99.513 21.828 530.133 169.664 11.499 2.091 2009 1.824 2.978 99.065 22.138 474.536 55.566 11.340 2.000 1.717 1.599 1.367 1.230 9.304 1.174 10.529 1.115 9.083 1.017 8.812 916 799.230 308.354 1.021 1.802 363.135 263.664 904 1.298 55.127 419.802 5.492 777 159.402 143.531 399.278 2.636 660 282.199 279 631 136.462 151.824 148.267 186.398 169.933 25.820 8.665 1.469 213.302 9.247 8.940 1.431 516.798 13.901 8.767 1.046 558.688 35.494 7.884 984 602.158 41.824 6.874 732 428.874 40.636 4.885 692 416.712 54.701 4.386 659 290.901 76.812 246.154 2.227.206 335.715 2.185.950 320.636 2.972.405 285.793 2.505.733 227.572 158.312 2.530.425 2.221.990 133.028 1.639.779 F o n t e : I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E 3.6 - Produtos da Cana O bagaço da cana, um dos produtos da cana, é um subproduto energético originado a partir da obtenção da produção de álcool etílico anidro ou hidratado. O gráfico 3.8 apresenta a produção de bagaço de cana no Rio Grande do Sul, no período de 2005 a 2010. <> Gráfico 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2010 90.000 81.780 80.000 70.000 toneladas 60.000 48.346 50.000 40.000 38.000 33.000 C a p í t u l o 3 30.000 28.000 20.000 17.000 10.000 0 2005 2006 2007 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 5 6 2008 ano 2009 2010 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3.7 - Lixívia A lixívia é um subproduto do processo Kraft de fabricação de celulose, sendo, portanto, o efluente de fábricas de celulose (lixívia negra). Pode ser empregada como energético ou mesmo como fertilizante em função de suas propriedades alcalinas, já que os solos brasileiros em grande parte são ácidos. A evolução da produção de lixívia no Rio Grande do Sul, no período de 1995 a 2010, consta no gráfico 3.9. Em 2010, a produção gaúcha de lixívia representou 3,46% da produção brasileira que totalizou 18.141.000 toneladas. <> Gráfico 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 1995 a 2010 700.000 671.342 685.324 679.388 640.793 626.979 600.000 575.243 555.112 toneladas 544.129 500.000 417.544 404.674 400.000 383.098 379.017 391.726 385.170 348.604 300.000 289.611 200.000 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano F o n t e : : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 1 2 0 0 4 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 3.8 - Casca de Arroz O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, em torno de 55%, com 8,83 milhões de toneladas apresenta a evolução da produção da casca de arroz utilizada como energético no Estado, no período de 2005 a 2010. C a p í t u l o 3 na safra 2009/2010. A casca de arroz é utilizada como fonte energética primária, tanto para o beneficiamento de grãos no agronegócio, como na indústria cerâmica no RS, assim como na geração de energia elétrica. O gráfico 3.10 5 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS, no Período de 2005 a 2010 1.398.988 1.400.000 1.300.000 toneladas 1.279.064 1.200.000 1.186.171 1.085.855 1.100.000 1.028.592 1.000.000 990.116 900.000 2005 2006 2007 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 2008 2009 2010 ano 3.9 - Energia Eólica A energia eólica passou a ser realidade no RS a partir da inauguração do Parque Eólico na região de Osório, em abril de 2006 (gráfico 3.11). O projeto é subdividido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios, com 75 aerogeradores. Cada parque possui 25 aerogeradores, com potência nominal de 2 MW cada um. Os três parques juntos formam o maior parque eólico da América Latina, com potência instalada de 150 MW. Em 2011, entraram em operação o Parque Cidreira I com potência nominal de 70MW, o Parque de Palmares do Sul com potência nominal de 30 MW e o Parque Cerro Chato III com potência nominal de 32 MW. <> Gráfico 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2010 500.000 430.137,46 384.333,68 406.749,06 400.000 358.140,89 MWh 300.000 200.000 C a p í t u l o 3 145.095,91 100.000 0 2006 2007 2008 2009 ano F o n t e : : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 1 2 0 0 4 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 5 8 2010 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Informações sobre os leilões recentes de energia eólica no Brasil e análise comparativa do valor do MWh são encontradas nas páginas 59 e 60 do Balanço Energético 2010 - ano base 2009. O expressivo potencial eólico do Estado pode ser observado na tabela 3.20. Para ventos a 50 metros do solo, o potencial eólico fica em torno de 34.360 MW (on shore e off shore); enquanto que para ventos a 75 metros o potencial salta para 63.970 MW (on shore e off shore). Para este estudo foram considerados ventos superiores a 7m/s. Mesmo sendo considerados os baixos fatores de potência das usinas eólicas, podemos afirmar que há um grande potencial no Rio Grande do Sul. Os custos atuais de geração de eletricidade por meio de energia eólica são o principal entrave para o crescimento atual, problema que provavelmente será superado no futuro. Tabela 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros unidade: MW 50 m Local de Implantação Em solo firme (on shore) Total (on shore) Sobre a água** (off shore) Total (off shore) Total Global Velocidade do vento m/s Potência Fator de carga % 7,0 – 7,5 7,5 –8,0 8,0 – 9,0 > 7,0 7,0 – 7,5 7,5 – 8,0 8,0 – 9,0 > 7,0 > 7,0 12.290 2.990 560 15.840 9.220 8.040 1.260 18.520 34.360 >29 >34 >39 >29 >30 >35 >39 >30 >30 75 m Fator de Potência* carga % 42.320 10.120 1.990 54.430 4.610 10 4.920 9.540 63.970 >27 >32 >37 >29 >28 >33 >37 >30 >30 100 m*** Fator de Potência* carga % 82.650 27.600 4.950 115.200 1.610 10.810 7.320 19.740 134.940 >24 >28 >37 >24 >24 >29 >35 >24 >24 *P a r a a h i p ó t e s e d o u s o d e 2 0 % d a s á r e a s d i s p o n í v e i s p a r a i n s t a l a ç ã o d o s P a r q u e s E ó l i c o s ** H i p ó t e s e f o r m u l a d a s o b r e a s l a g o a s P a t o s , M i r i m e M a n g u e i r a , c o m á r e a s e x t e n s a s e p e q u e n a s p r o f u n d i d a d e s *** V a l o r e s e s t i m a d o s F o n t e s : A t l a s e ó l i c o d o R i o G r a n d e d o S u l e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 1 2 0 0 4 3.10 - Energia Solar Fotovoltaica O uso da energia solar fotovoltaica é pequeno no RS em virtude do elevado custo de implantação dos painéis de captação. Com a introdução no mercado de painéis de captação solar com custos reduzidos, os consumidores do RS farão um melhor uso dessa fonte energética, considerando que o Estado tem uma média anual de insolação diária em torno de 6 horas, índice superior a média da região norte do Brasil por exemplo. No capítulo 10, será apresentada uma estimativa do potencial de produção de energia elétrica no RS a partir do efeito fotovoltaico. No anexo E do Balanço Energético do RS 2009 - ano base 2008, é apresentado o C a p í t u l o 3 funcionamento da energia fotovoltaica. 5 9 U s i n a T e r m o e l é t r i c a d C o o m G a p s a ô n m h e i a t r F o i a t P L o u r x t o A P l o e r g t o r e A l 1 e 9 g 5 r e 9 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 4 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6 1 S u b e s t a ç ã o P o r t o A l e g r e 6 F o t o : B e t o R o d r i g u e s Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária O setor energético do Rio Grande do Sul será examinado a seguir, sendo apresentados predominantemente os dados das fontes energéticas secundárias1 utilizadas no Estado. Neste primeiro momento, serão tratados os derivados do petróleo e suas misturas. Os derivados que farão parte da análise são o óleo diesel, o óleo diesel B5 (mistura do óleo diesel com biodiesel B100), o óleo combustível, a gasolina A, a gasolina C automotiva (76,21% de gasolina A misturado com 23,79% de álcool etílico anidro, em 20102), a gasolina de aviação, o gás liquefeito do petróleo - GLP e o querosene (iluminante e de aviação). 4.1 - Óleo Diesel Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com óleo diesel, o consumidor adquire uma mistura de óleo diesel com biodiesel puro3 na proporção de 5%, chamado óleo diesel B5. Verifica-se na tabela 4.1 que em 2010 as vendas de óleo diesel no RS foram de 6,21% do verificado em âmbito nacional. Entre os Estados com PIB maior que o PIB gaúcho (gráfico 4.1), verifica-se que no Rio de Janeiro as vendas de óleo diesel foram menores ao longo de todo período de 1999 a 2010. Já o Paraná, embora com PIB menor que o do RS, apresentou vendas de óleo diesel superior ao verificado no RS. Tabela 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 unidade: mil m³ Regiões e Estados Região Sudeste 1999 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 15.568 16.542 16.782 16.303 17.156 17.395 17.542 18.740 19.840 19.534 21.568 Região Sul 6.993 7.141 7.567 7.750 7.759 8.121 7.829 7.752 8.166 8.689 8.627 9.467 Região Nordeste 5.141 5.192 5.657 5.619 5.238 5.622 5.700 5.818 6.214 7.089 6.928 7.720 Região Centro-Oeste 4.040 4.210 4.292 4.565 4.563 4.906 4.532 4.294 4.673 5.195 5.134 5.624 Região Norte 3.108 3.041 2.967 2.952 2.990 3.422 3.711 3.601 3.766 3.951 4.075 4.861 São Paulo 8.447 8.491 9.227 9.364 8.966 9.299 9.291 9.205 9.790 10.557 10.399 11.438 Minas Gerais 4.252 4.380 4.422 4.464 4.459 5.016 5.175 5.308 5.721 5.910 5.756 6.446 Paraná 2.980 3.032 3.229 3.353 3.450 3.602 3.542 3.511 3.706 3.930 3.854 4.226 Rio Grande do Sul 2.527 2.575 2.718 2.678 2.640 2.741 2.481 2.478 2.592 2.756 2.772 3.058 2.009 2.178 2.253 2.185 2.139 2.189 2.185 2.356 2.437 2.483 2.681 Rio de Janeiro 15.439 2000 2.102 Total Brasil 34.720 35.151 37.025 37.668 36.853 39.226 39.167 39.008 41.558 44.764 44.298 49.239 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 N o t a s : 1 . A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s 2 . A s v e n d a s d e B 2 m i s t u r a d e 9 8 % d e ó l e o d i e s e l e 2 % d e b i o d i e s e l p u r o ( B 1 0 0 ) e s t ã o i n c l u í d a s n a s v e n d a s d e ó l e o d i e s e l a p a r t i r d e 2 0 0 5 3 . A p a r t i r d e j u l h o d e 2 0 0 8 , a m i s t u r a d e b i o d i e s e l p u r o ( B 1 0 0 ) a o ó l e o d i e s e l , s u b i u d e 2 % p a r a 3 % . E m j u l h o d e 2 0 0 9 p a s s o u a s e r 4 % . A p a r t i r d e j a n e i r o 2 0 1 0 , o b i o d i e s e l p a s s o u a s e r a d i c i o n a d o a o ó l e o d i e s e l n a p r o p o r ç ã o d e 5 % e m v o l u m e , c o n f o r m e R e s o l u ç ã o C N P E n º 6 d e 1 6 / 0 9 / 2 0 0 9 <> Gráfico 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 14.000 12.000 10.000 6.000 4.000 2.000 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 PR RS SP RJ MG 1 S ã o c o n s i d e r a d a s f o n t e s e n e r g é t i c a s s e c u n d á r i a s a s q u e s e o r i g i n a m d e f o n t e s p r i m á r i a s p o r i n t e r m é d i o d e t r a n s f o r m a ç ã o o p e r a d a p o r u m c e n t r o d e t r a n s f o r m a ç ã o . N o c a s o d e d e r i v a d o s d e p e t r ó l e o o c e n t r o d e t r a n s f o r m a ç ã o é a r e f i n a r i a d e p e t r ó l e o . 2 O s p e r c e n t u a i s r e p r e s e n t a m a m é d i a e m 2 0 1 0 . S e g u n d o d a d o s d a A N P , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . N o s d e m a i s m e s e s , p e r m a n e c e u e m 2 5 % . 3 T r a t a s e d o B 1 0 0 e s e r á d e t a l h a d o n o i t e m 4 . 8 . C a p í t u l o 4 mil m3 8.000 6 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.2 - Óleo Combustível Após crescerem até o ano 2000, as vendas de óleo combustível no RS passaram a apresentar queda a partir de 2001. As vendas em 2007 diminuíram praticamente à metade das verificadas no ano 2000, no Brasil. Em 2010, a parcela de vendas de óleo combustível no RS correspondeu a 3,24% das vendas no País, conforme valores apresentados na tabela 4.2. O fenômeno de queda das vendas de óleo combustível ocorreu em todo Brasil nos últimos anos e teve uma pequena recuperação em 2007. Tabela 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 unidade: mil m³ Regiões e Estados Região Norte Região Sudeste Região Nordeste Região Sul Região Centro-Oeste Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Total Brasil 1999 798 6.669 1.195 1.372 676 2000 951 6.517 824 1.214 578 2001 957 5.902 655 1.063 513 2002 994 4.588 561 950 466 2003 1.078 3.316 640 792 373 2004 1.092 2.669 644 645 361 2005 1.037 2.583 641 610 365 2006 1.433 2.101 722 529 340 2007 1.815 2.010 783 538 378 2008 1.777 1.706 763 536 389 2009 2.215 1.529 595 356 309 2010 2.193 1.382 655 385 287 1.485 1.386 3.770 3.596 445 454 612 477 916 990 10.713 10.086 1.368 3.214 407 409 904 9.092 1.092 2.455 368 377 568 7.560 838 1.877 314 289 213 6.200 766 797 1.540 1.206 279 261 190 166 131 130 5.412 5.237 738 823 222 151 62 5.126 760 761 201 174 55 5.525 717 568 654 698 205 140 196 119 64 47 5.172 5.004 587 571 159 124 44 4.901 N o t a : A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 <> Gráfico 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 4.000 3.500 3.000 mil m3 2.500 2.000 1.500 1.000 C a p í t u l o 4 500 6 4 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 ano PR RS SP RJ F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 MG 2008 2009 2010 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.3 - Gasolina Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com gasolina, o consumidor adquire uma mistura de combustíveis (76,21% de gasolina A com 23,79% de álcool etílico anidro, em volume, designada gasolina C, em 20104), verifica-se na tabela 4.3 que no RS foram vendidos 8,66% do total do País em 2010. No gráfico 4.3, verificase a situação das vendas de gasolina C no RS em relação a estados selecionados no período de 1999 a 2010. Tabela 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 unidade: mil m³ Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Região Sudeste 12.996 12.097 11.916 11.914 11.169 11.486 11.686 11.862 12.092 12.047 11.853 13.620 Região Sul 4.662 4.583 4.432 4.503 4.480 4.870 4.984 5.023 4.946 5.198 5.301 6.256 Região Nordeste 3.222 3.095 2.995 3.125 3.080 3.410 3.450 3.564 3.618 3.975 4.178 5.213 Região Centro-Oeste 1.854 1.895 1.916 2.074 2.039 2.284 2.281 2.310 2.289 2.407 2.440 2.828 Região Norte 947 957 948 983 1.005 1.125 1.152 1.249 1.382 1.548 1.636 1.927 São Paulo 8.122 7.428 7.451 7.154 6.700 6.697 6.935 7.042 7.154 7.020 6.697 7.436 Minas Gerais 2.417 2.324 2.254 2.331 2.261 2.518 2.580 2.698 2.828 2.925 3.008 3.678 Rio Grande do Sul 1.957 1.913 1.859 1.885 1.815 1.964 1.907 1.898 1.967 2.122 2.246 2.583 Paraná Rio de Janeiro Total Brasil 1.621 1.581 1.473 2.033 1.848 1.772 1.435 1.480 1.581 1.724 1.646 1.639 1.700 1.972 1.765 1.848 1.739 1.661 1.635 1.616 1.604 1.886 1.637 1.867 23.681 22.627 22.207 22.599 21.772 23.174 23.553 24.008 24.325 25.175 25.409 29.844 N o t a : 1 . A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s 2 .E m 2 0 1 0 , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . F o n t e s : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 <> Gráfico 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 9.000 8.000 7.000 mil m3 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 SP RJ 2007 2008 2009 2010 PR RS MG F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 4 O s p e r c e n t u a i s r e p r e s e n t a m a m é d i a e m 2 0 1 0 . S e g u n d o d a d o s d a A N P , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . N o s d e m a i s m e s e s , p e r m a n e c e u e m 2 5 % . C a p í t u l o 4 ano 6 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.3.a - Gasolina de Aviação As vendas de gasolina de aviação dos principais estados brasileiros, no período de 1999 a 2010, constam na tabela 4.4. Em 2010, as vendas no RS representaram 10,51% das vendas nacionais e superaram as vendas efetuadas no Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, tendo ficado abaixo das vendas no Estado de São Paulo. Tabela 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 unidade: m³ Regiões e Estados Região Sudeste Região Centro-Oeste Região Sul Região Norte Região Nordeste São Paulo Rio Grande do Sul Paraná Minas Gerais Rio de Janeiro Total Brasil 1999 2006 2007 2008 2009 2010 16.626 20.324 21.197 15.087 15.779 17.636 20.056 19.278 18.583 14.268 10.731 14.898 15.648 14.880 15.726 10.734 11.586 7.113 7.404 10.877 12.575 12.830 14.453 7.696 8.131 7.434 7.206 7.894 9.971 9.923 11.021 5.722 6.502 6.324 5.724 5.989 7.037 7.214 8.300 17.153 17.602 10.708 10.757 12.397 14.753 7.307 2000 2001 2002 2003 2004 30.277 30.137 32.456 21.663 15.466 17.047 16.528 13.379 16.448 10.052 10.006 7.988 8.586 10.274 10.992 9.773 9.306 8.277 7.235 7.340 25.767 25.920 28.464 18.078 7.963 12.131 13.336 2005 5.947 6.642 5.821 5.577 4.862 5.986 3.480 3.038 5.229 6.566 6.906 2.950 2.403 1.395 2.219 5.186 5.113 3.151 3.657 4.764 4.983 4.778 5.865 3.039 2.662 2.486 2.314 2.121 2.032 2.026 2.325 2.811 3.513 3.576 4.259 1.421 1.507 1.470 1.185 1.130 1.171 1.027 1.127 1.391 1.294 1.431 874 75.613 75.940 70.831 63.342 58.897 61.427 55.464 52.262 54.744 61.010 62.483 69.555 N o t a : A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 4.4 - GLP Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, observa-se, na tabela 4.5, que no RS as vendas foram de 6,59% do total do País em 2010. Até 2004, superavam as vendas verificadas no Paraná; porém, a partir de 2005, as do Paraná superaram as do RS. O Paraná possui uma população e um PIB menor que a do RS, já nos estados com maior população e PIB, as vendas de GLP ao longo do período analisado sempre superaram as verificadas no RS. Tabela 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 1999 a 2010 unidade: mil m³ Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Região Sudeste Região Nordeste Região Sul Região Centro-Oeste Região Norte São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro Paraná Rio Grande do Sul Total Brasil 6.074 2.464 2.425 906 590 3.565 6.267 2.570 2.375 954 615 3.717 6.309 2.601 2.172 996 623 3.730 6.112 2.450 2.085 926 589 3.523 5.766 2.243 1.999 885 540 3.276 5.856 2.346 2.044 901 558 3.285 5.760 2.371 2.043 899 563 3.202 5.762 2.463 2.049 924 582 3.219 5.834 2.547 2.076 919 655 3.229 5.890 2.641 2.125 923 680 3.346 2009 5.745 2.668 2.078 2010 5.944 2.771 2.169 938 684 3.272 964 710 3.350 1.303 1.379 1.319 1.367 1.404 1.412 1.330 1.377 1.382 1.365 1.343 1.358 940 973 968 959 950 956 955 974 952 950 1.017 954 838 868 847 844 822 789 768 793 807 814 819 851 799 827 866 881 849 833 795 807 791 795 817 826 12.461 12.783 12.703 12.164 11.436 11.708 11.638 11.783 12.034 12.259 12.113 12.558 C a p í t u l o 4 N o t a : A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 4.5 - Querosene As vendas de Querosene de Aviação - QAV (combustível para turbina de aviões e helicópteros) dos principais estados brasileiros, no período de 1999 a 2010, constam na tabela 4.6. Em 2010, as vendas de QAV no RS representaram 2,62% das vendas nacionais e foram inferiores as vendas efetuadas no Paraná e em Minas Gerais, sendo, desde 2009, o estado que menos vendeu em relação aos estados com maior PIB do Brasil. 6 6 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados no Período de 1999 a 2010 unidade: mil m³ Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Região Sudeste Região Nordeste Região Centro-Oeste Região Sul Região Norte São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Paraná Rio Grande do Sul Total Brasil 2.876 708 377 303 300 2.108 622 128 141 113 4.565 2.723 3.118 629 700 390 388 324 329 265 281 1.987 2.283 611 699 105 114 152 136 109 118 4.332 4.818 2.782 703 373 299 277 2.004 636 114 132 108 4.436 2.525 602 341 241 262 1.897 519 84 100 99 3.972 2.658 662 344 259 284 1.976 575 81 102 112 4.209 2.866 659 318 300 284 2.076 653 109 126 122 4.429 2.771 763 329 308 293 1.980 637 125 128 126 4.465 3.046 790 398 326 332 2.134 740 133 129 134 4.890 3.306 809 453 332 328 2.306 793 159 135 135 5.227 3.367 873 485 378 325 2.278 851 188 161 154 5.428 3.829 1.037 562 433 389 2.566 969 240 192 164 6.250 N o t a : A t é 2 0 0 6 , i n c l u i a s v e n d a s e o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s . A p a r t i r d e 2 0 0 7 , i n c l u i a p e n a s a s v e n d a s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 4.6 - Eletricidade 5 Em 2010, o consumo final (consumo total) de Eletricidade no RS foi de 25.955.542 MWh, ou seja, de 2.232 mil tep. Esse valor representou 16,12% do consumo final no Estado. Em relação a 2009, houve um crescimento no consumo de 2,53%. A evolução do consumo final de eletricidade no Rio Grande do Sul, no período de 2005 a 2010, e a projeção de crescimento até 2035 são apresentadas no gráfico 4.4 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030 e 2035 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses: i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,4% ao ano, valor previsto para o Brasil no IEO 2010 (período 2007-2035); ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007. <> Gráfico 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período de 2005 a 2009 e Projeção de Crescimento até 2030 90.000.000 87.894.678 80.000.000 70.000.000 68.867.780 60.000.000 53.959.708 46.960.101 42.278.843 40.000.000 41.708.948 33.126.580 30.000.000 25.427.246 22.607.321 29.223.342 25.317.457 20.000.000 22.437.218 32.902.558 25.955.542 37.044.987 23.629.381 10.000.000 2005 2006 2007 2008 Taxa de 2,4% 2009 ano 2010 2015 2020 2025 2030 2035 Taxa de 5% F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 5 T ó p i c o s d a R e f o r m a d o S e t o r E l é t r i c o M u n d i a l e s e u s R e f l e x o s n o B r a s i l e n o R S c o n s t a m n a s p á g i n a s 4 3 e 4 4 d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R S 2 0 0 5 2 0 0 7 C a p í t u l o 4 MWh 50.000.000 6 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS O setor elétrico do RS apresenta complexidade maior do que a verificada na maioria dos estados brasileiros, já que dispõe de um número elevado de agentes, especialmente na área de distribuição de energia elétrica. Antes de examinar alguns aspectos gerais do sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Rio Grande do Sul, consideram-se alguns aspectos essenciais: a) O RS, sendo geograficamente o estado mais setentrional da federação, fica na ponta do sistema interligado nacional; b) O sistema elétrico do País está praticamente interligado, especialmente nas regiões sul-sudeste e nordeste, com isso os conceitos de independência energética precisam ser examinados com certo cuidado. Interessa para os consumidores que a energia elétrica esteja disponível com confiabilidade e a preços razoáveis. A localização da usina térmica ou hídrica não é o aspecto mais importante, em outras palavras, é possível que a energia elétrica consumida no RS tenha sido gerada no Paraná, e o mesmo pode acontecer com um consumidor que ligue um equipamento elétrico em outro estado; c) Quanto mais usinas estiverem disponíveis geograficamente ao longo do sistema elétrico nacional, melhor será para a confiabilidade e robustez deste; d) Além da disponibilidade de geração, a existência de um robusto sistema de transmissão de energia também é relevante para o processo de otimização do sistema interligado nacional. Desde o final da década de 70, o sistema interligado brasileiro tem sido referência mundial, apesar de algumas precariedades. Um otimizado sistema de transmissão faz com que sejam aproveitadas as diferenças de vazão e hidraulicidade das bacias hidrográficas regionais brasileiras. Futuramente, a entrada das usinas hidroelétricas na Amazônia irá aperfeiçoar ainda mais o sistema interligado. A utilização crescente de uma base térmica começa a se fazer necessária com as reservas de carvão mineral do Estado e o aproveitamento do bagaço de cana, casca de arroz, lixívia e outros subprodutos da madeira. Além desses recursos, novas formas de geração de energia serão implantadas mediante utilização de fontes de energia limpa como a eólica6 (parques já existentes em Osório, Cidreira e Palmares do Sul), fotovoltaica e outras; e) Os países desenvolvidos exploraram primeiramente seus potenciais hidroelétricos e após obrigaram-se a explorar a energia termelétrica. A razão é pelo fato da energia térmica ser mais cara que a energia hidráulica. Tanto no Brasil como no RS, existe ainda um razoável potencial hidrelétrico a ser explorado; f) Mesmo dispondo de um sistema interligado robusto, os consumidores podem eventualmente não disporem de bons serviços de energia elétrica se o sistema de distribuição não operar adequadamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul - AGERGS são os órgãos reguladores e responsáveis pela garantia do serviço público prestado pelas concessionárias de energia elétrica. 4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS No Rio Grande do Sul, estão em operação 142 empreendimentos de geração de energia elétrica, totalizando uma potência instalada de 8.585.922 kW7. Do total instalado, 68,44% correspondem a 16 usinas hidrelétricas UHE8, somando 5.876.025 kW; 23,73% correspondem a 46 usinas termelétricas - UTE, somando 2.037.597 kW; 3,26% correspondem a 8 usinas eólicas - EOL, somando 280.000 kW. As demais usinas hidrelétricas e termoelétricas são de pequeno porte e representam o restante da potência instalada no Estado, conforme tabela 4.7. A relação completa da geração existente no RS, bem como das usinas em construção e daquelas C a p í t u l o 4 com outorga e ainda não construídas consta no anexo A - Capacidade Instalada. Nesse anexo, podem ser encontradas informações detalhadas de cada usina, potência instalada, destino da energia, proprietário e localização. 6 O s d a d o s r e f e r e n t e s à e n e r g i a e ó l i c a e s t ã o n o c a p í t u l o 3 , i t e m 3 . 9 . C r i t é r i o d a A N E E L q u e n ã o c o r r e s p o n d e a o u t i l i z a d o n a m e t o d o l o g i a d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o , j á q u e n e s t a a s u s i n a s h i d r o e l é t r i c a s d e f r o n t e i r a , t a n t o a p o t ê n c i a i n s t a l a d a c o m o a e n e r g i a p r o d u z i d a s ã o d i v i d i d a s p o r 2 . 8 A e n e r g i a p r o d u z i d a p o r u s i n a s h i d r o e l é t r i c a s é c o n s i d e r a d a d e f o n t e p r i m á r i a . N o c a p í t u l o 3 , i t e m 3 . 4 é a p r e s e n t a d o o m a p a c o m a s p r i n c i p a i s u s i n a s h í d r i c a s i n s t a l a d a s n o R S . 7 6 8 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS Em Operação Em Construção N° de Usinas Potência kW % CGH - Central Geradora Hidrelétrica 36 23.165 0,70 EOL - Central Geradora Eolielétrica 8 280.000 3,26 2 60.000 PCH - Pequena Central Hidrelétrica 36 369.135 4,30 9 UHE - Usina Hidrelétrica de Energia 16 5.876.025 68,44 UTE - Usina Termelétrica de Energia 46 Total RS 142 Tipo N° de Usinas Potência kW % Outorgadas* Potência kW N° de Usinas % 7 4.344 0,18 20,71 17 456.700 19,00 136.446 47,09 6 90.070 3,75 1 77.000 26,57 1 292.000 12,15 2.037.597 23,73 2 16.325 5,63 6 1.561.028 64,93 8.585.922 100 14 289.771 100 37 2.404.142 100 * U s i n a s O u t o r g a d a s e n t r e 1 9 9 8 e 2 0 0 4 , n ã o i n i c i a r a m s u a c o n s t r u ç ã o F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r o s d a d o s f o r a m a c e s s a d o s e m 1 8 / 0 8 / 2 0 1 1 Na geração de energia elétrica, existem basicamente três grandes empresas: Tractebel, CEEE-GT e CGTEE. Existem ainda empresas de médio porte como a AES Uruguaiana e outras empresas de menor porte. Observa-se na tabela 4.8 a contribuição de cada uma dessas principais empresas na geração de energia elétrica em 2009. Tabela 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2010 Empresa Tractebel** CEEE-GT* Foz do Chapecó** BAESA** Companhia Energética Rio das Antas Dona Francisca Energética Monel - Monjolinho CGTEE AES Uruguaiana Petrobras Tractebel Natureza Energia produzida MWh Hídrica Hídrica Hídrica Hídrica Hídrica Hídrica Hídrica Térmica Térmica Térmica Térmica 8.381.285,85 5.220.268,55 263.796,59 2.144.076,16 1.094.737,63 819.436,92 428.297,45 769.409,73 0,00 380.240,79 295.781,91 Potência instalada MW*** 1.524,20 1.252,23 389,00 349,00 253,56 90,00 67,00 840,00 639,90 235,29 138,00 4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS Verifica-se no mapa 4.1 que uma parcela expressiva da energia elétrica consumida no Estado flui pelas linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional - SIN, como também acontece em outros estados da Federação. A chamada rede básica é constituída de linhas de transmissão com níveis de tensão superiores a 138 kV. C a p í t u l o 4 * C o n s i d e r a d a s a s c o t a s e m q u e a e m p r e s a t e m p a r t i c i p a ç ã o e m e n e r g i a * * 5 0 % d a p o t ê n c i a n o m i n a l e d a e n e r g i a p r o d u z i d a c o n s i d e r a d o s p a r a a s u s i n a s d e f r o n t e i r a c o m S C * * * C o n s i d e r a d a s a s c o t a s e m q u e a s e m p r e s a s t ê m p a r t i c i p a ç ã o n o R S F o n t e : A N E E L e R e l a t ó r i o A n u a l d e P r o d u ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a e l a b o r a d o p e l o G r u p o C E E E 6 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No que tange o Rio Grande do Sul, partem da Usina hidrelétrica de Itá quatro linhas de transmissão de 525 kV, tendo como destino as subestações de Santo Ângelo 2, de Caxias do Sul, de Gravataí 2, com conexão em Nova Santa Rita, e a conversora de freqüência de Garabi. Da subestação de Campos Novos, localizada em Santa Catarina, parte uma linha de transmissão de 525 kV rumo à subestação de Gravataí 2, com conexão em Caxias do Sul. Existe ainda uma importante linha de transmissão de 525 kV interligando a usina de Itá à subestação de Campos Novos, com conexão em Machadinho. Não existe ainda anel de 525 kV interligando os principais pontos das regiões Sul e Norte do Estado. Certamente, o crescimento do RS nos próximos anos, com a instalação de novas usinas termoelétricas em Candiota, com a instalação de novas usinas hidroelétricas no rio Uruguai, com o crescimento expressivo da fabricação de celulose, com o pólo naval de Rio Grande e outros investimentos na chamada metade Sul, irá impor ao SIN a necessidade de interligações no nível de tensão de 525 kV no Estado. Nas subestações de Caxias do Sul, Gravataí 2, Santo Ângelo 2 e Nova Santa Rita, as linhas de 525 kV são rebaixadas para linhas de transmissão de 230 kV. Mapa 4.1 - Sistema de Transmissão no RS9 C a p í t u l o 4 F o n t e : G r u p o C E E E 4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS No gráfico 4.5, pode ser observada a evolução da demanda máxima anual de energia elétrica e da correspondente capacidade de atendimento no período de 1999 a 2011 e a projeção da demanda máxima e da capacidade de atendimento até 2015. Conforme mostra o gráfico, a situação crítica desta série histórica ocorreu em 1999. 7 0 9 A c a p a c i d a d e d a s s u b e s t a ç õ e s e a q u i l o m e t r a g e m d a s l i n h a s d e t r a n s m i s s ã o n o R S e n c o n t r a m s e n o A n e x o A , t a b e l a A . 1 6 . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento 7.000 6.308 6.500 5.900 6.000 5.470 5.500 MW 5.000 4.500 4.000 3.500 4.100 3.800 3.545 3.945 3.783 3.400 3.957 4.075 4.216 5.470 6.066 5.634 5.100 4.900 4.615 4.615 4.600 6.169 5.900 6.079 6.450 5.832 5.547 5.268 4.367 4.517 4.814 4.697 4.823 3.000 2.500 2.000 99 000 19 2 01 20 02 20 03 20 04 005 2 20 06 20 07 20 ano 08 20 Demanda Máxima Instantânea 09 20 * ** ** ** 10 11 12 013 014 20 20 20 2 2 Capacidade de Atendimento * V a l o r d a d e m a n d a m á x i m a a p u r a d o a t é j u l h o d e 2 0 1 1 e p r o j e ç ã o r e a l i z a d a e m a g o s t o d e 2 0 1 1 . * * P r o j e ç ã o d a c a p a c i d a d e d e a t e n d i m e n t o , p a r a o s a n o s d e 2 0 1 2 a 2 0 1 4 , r e a l i z a d a e m a g o s t o d e 2 0 1 0 . F o n t e : G r u p o C E E E <> Gráfico 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a Correspondente Capacidade de Atendimento 6.500 6.000 6.079 5.900 5.500 5.029 5.000 5.023 5.446 5.303 4.838 4.952 4.515 4.526 4.735 4.500 MW 5.547 5.129 5.268 4.350 4.782 4.501 4.690 4.000 4.515 4.345 4.304 3.500 3.000 2.500 2.000 10 n/ ja 10 v/ fe 0 /1 ar m 10 r/ ab 0 /1 ai m 0 /1 jun 0 10 10 10 /1 t/ o/ t/ jul ag se ou 10 10 z/ v/ de no /11 jan 1 1 11 11 /1 /1 r/ v/ ai ar fe ab m m 11 n/ ju 1 l /1 ju mês/ano F o n t e : G r u p o C E E E Demanda Máxima Instantânea Capacidade de Atendimento 4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS10 A distribuição de energia elétrica no RS é executada por oito concessionárias de serviços públicos. As três maiores têm mais de 1 milhão de unidades consumidoras, são elas: CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição cinco são de pequeno porte: Muxfeldt (Muxfeldt, Marin & Cia Ltda.), Uhenpal (Usina Hidroelétrica Nova Palma), Eletrocar (Centrais Elétricas de Carazinho S.A.), Hidropan (Hidroelétrica Panambi) e Demei (Departamento Municipal de Energia de Ijuí). Além das concessionárias, existem 15 cooperativas de eletrificação rural: Celetro, Cerfox, Ceriluz, Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Cervale, Cooperluz, Coopernorte, Coopersul, Coprel, Cosel, Creluz e Crereal. Podem ser observadas, no mapa 3.3, as áreas de concessão das três maiores concessionárias C a p í t u l o 4 de Energia Elétrica), AES Sul (Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica) e RGE (Rio Grande Energia). As outras de distribuição e a localização das cinco de pequeno porte. 1 0 P a r a p r e ç o s d e e n e r g i a e l é t r i c a a o c o n s u m i d o r , v e r A n e x o B , t a b e l a s B . 9 , B . 1 0 , B . 1 1 e B 1 2 7 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS F o n t e : G r u p o C E E E A participação no mercado de distribuição de energia elétrica dos 23 agentes, no ano de 2010, está apresentada nas tabelas 4.9 a 4.13. A maior parte da energia distribuída aos consumidores, tanto pelas cooperativas como pelas cinco concessionárias de pequeno porte, é fornecida pelas concessionárias CEEE-D, AES Sul e RGE. Tabela 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2010 N° de Consumidores Energia Vendida MWh* Mercado % CEEE-D 1.465.879 7.728.837 30,06% AES Sul 1.181.496 7.872.512 30,62% RGE 1.272.182 8.556.502 33,28% Total Grandes Concessionárias 3.919.557 24.157.851 93,97% Total RS 4.266.860 25.707.450 100,00% Concessionárias * I n c l u i a e n e r g i a v e n d i d a p a r a o s c o n s u m i d o r e s , p a r a a s c o n c e s s i o n á r i a s d e p e q u e n o p o r t e e c o o p e r a t i v a s F o n t e : G r u p o C E E E e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 C a p í t u l o 4 Tabela 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2010 Concessionárias Residencial % Comercial % Industrial % Outros % 9,22% CEEE-D 32,97% 6,89% 25,09% 25,84% AES Sul 27,18% 16,11% 13,91% 34,14% 8,65% RGE 22,36% 8,44% 13,38% 40,85% 14,97% Total Grandes Concessionárias 27,51% 10,48% 17,46% 33,61% 10,95% F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 7 2 Rural % Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2010 Mercado % N° de Consumidores Energia Vendida MWh DEMEI 27.576 107.802 0,42% ELETROCAR 32.845 143.305 0,56% HIDROPAN 15.238 92.173 0,36% UHENPAL 14.308 57.848 0,23% MUXFELD 9.156 52.613 0,20% Concessionárias Total Pequenas Concessionárias Total RS 99.123 453.741 1,77% 4.266.860 25.707.450* 100,00% * I n c l u i a e n e r g i a v e n d i d a p a r a o s c o n s u m i d o r e s , p a r a a s c o n c e s s i o n á r i a s d e p e q u e n o p o r t e e c o o p e r a t i v a s F o n t e : G r u p o C E E E e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 Tabela 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de Energia Elétrica no RS, em 2010 Energia Gerada MWh Energia Comprada MWh Mercado % 282.552 22.231 312.057 1,10% 82.381 21.174 72.490 0,32% 19.711 63.683 21.979 50.888 0,25% CERILUZ** 12.562 82.299 92.953 96.036 0,32% COPREL** 46.520 261.834 23.911 271.027 1,02% CERFOX** 14.482 46.789 3.733 50.722 0,18% CRERAL** 6.605 24.291 7.088 21.064 0,09% CELETRO*** 21.203 74.059 0 86.544 0,29% CERTAJA*** 20.889 83.120 0 94.550 0,32% 7.354 24.764 11.693 16.177 0,10% 13.311 42.125 25.276 46.852 0,16% COOPERSUL**** 4.387 12.674 0 16.661 0,05% CERVALE*** 1.185 3.002 0 3.646 0,01% COOPERNORTE**** 4.068 9.637 0 12.468 0,04% COSEL**** 1.650 2.647 0 3.347 0,01% 248.180 1.095.858 230.038 1.154.529 4.266.860 25.707.450* 20.986.591 8.746.252 4,26% 100,00% N° de Consumidores Energia Vendida MWh CERTEL*** 50.785 CERMISSÕES** 23.468 CRELUZ** Cooperativa CERTHIL** COOPERLUZ** Total Cooperativas Total RS * I n c l u i a e n e r g i a v e n d i d a p a r a o s c o n s u m i d o r e s , p a r a a s c o n c e s s i o n á r i a s d e p e q u e n o p o r t e e c o o p e r a t i v a s * * E n e r g i a c o m p r a d a d a R G E * * * E n e r g i a c o m p r a d a d a A E S S u l * * * * E n e r g i a c o m p r a d a d o G r u p o C E E E F o n t e : F E C O E R G S F e d e r a ç ã o d a s C o o p e r a t i v a s d e E l e t r i f i c a ç ã o R u r a l d o R S Cooperativa Rural Comercial Industrial Residencial Urbano Iluminação Pública Poderes Públicos Total Distribuído Consumidores 160.003 10.325 1.322 69.934 2.647 3.949 248.180 Consumo MWh 554.796 91.163 248.729 126.890 33.058 41.221 1.095.858 Consumidores % Consumo % 64,47% 50,63% 4,16% 8,32% 0,53% 22,70% 28,18% 11,58% 1,07% 3,02% 1,59% 3,76% 100,00% 100,00% C a p í t u l o 4 Tabela 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural no RS, em 2010 F o n t e : F E C O E R G S F e d e r a ç ã o d a s C o o p e r a t i v a s d e E l e t r i f i c a ç ã o R u r a l d o R S 7 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.7 - Álcool Etílico Anidro e Hidratado O Rio Grande do Sul não produz álcool etílico anidro. Embora exista produção de álcool etílico hidratado no Estado, ela é irrelevante em comparação com a quantidade produzida de álcool etílico hidratado pelo Estado de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, por exemplo. Pela legislação brasileira, 25% em volume de álcool etílico anidro devem ser adicionados à gasolina A, porém, em 2010, entre 1° de fevereiro e 2 de maio, a proporção de álcool etílico anidro na mistura com a gasolina foi de 20%. Nos demais meses, permaneceu em 25%. O RS produziu em 2009 0,009% do álcool etílico anidro e hidratado produzidos no Brasil. Por outro lado, São Paulo, principal produtor nacional, atingiu em 2009 uma produção de 57,62% (15,04 milhões de m³) dos 26,10 milhões de m³ de álcool etílico anidro e hidratado do País. Entre os estados com maior PIB, apenas o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro apresentam baixa produção de álcool. Na tabela 4.14 e no gráfico 4.7, pode ser observada a produção gaúcha de álcool em relação aos outros estados. Tabela 4.14 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 1999 a 2009 unidade: mil m³ Regiões e Estados 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Região Sudeste 9.372 7.203 7.754 8.552 9.787 9.948 11.154 12.479 Região Centro-Oeste 1.225 1.104 1.344 1.513 1.929 1.798 2.147 2.329 2.902 3.588 4.263 Região Nordeste 1.315 1.529 1.402 1.518 1.505 1.675 1.696 1.573 1.902 2.372 2.211 Região Sul 1.050 829 937 975 1.209 1.178 996 1.308 1.923 1.906 1.901 48 56 13.589 16.635 15.041 Região Norte São Paulo 20 36 29 30 39 48 48 76 8.482 6.473 7.038 7.735 8.745 8.861 9.854 10.958 2007 2008 2009 15.782 19.212 17.676 52 Minas Gerais 645 488 522 558 785 758 919 1.271 1.791 2.201 2.284 Goiás 314 317 379 433 662 591 803 873 1.165 1.744 2.122 1.046 826 932 969 1.203 1.173 992 1.303 1.916 1.900 1.899 4 3 5 6 6 5 3 6 7 6 2 10.700 11.466 12.589 14.470 14.647 16.040 17.764 22.557 27.133 26.103 Paraná Rio Grande do Sul Brasil 12.982 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 <> Gráfico 4.7 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil, no período de 1999 a 2009 18.000 16.000 14.000 mil m 3 12.000 10.000 8.000 C a p í t u l o 4 6.000 4.000 2.000 0 1999 2000 2001 2002 2003 2005 2006 2007 ano PR RS F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 7 4 2004 SP GO MG 2008 2009 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Diferente da tabela 4.14, na tabela 4.15, são apresentados os dados de produção e consumo referentes a cada tipo de álcool, ou seja, etílico anidro e etílico hidratado, no RS. Tabela 4.15 - Produção e Consumo de Álcool Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2005 a 2010 unidade: m3 Produção álcool hidratado Produção álcool anidro 2005 2006 2007 2008 2009 2010 3.338 0 5.686 0 6.818 0 6.318 0 2.458 0 5.800 0 Consumo álcool hidratado 189.898 158.759 219.335 324.890 403.028 240.893 Consumo de álcool anidro 476.656 474.547 491.841 530.471 561.378 645.726 F o n t e s : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 Os preços médios mais elevados ao consumidor para o álcool etílico em 2009 ocorreram na região Norte, região Nordeste e Rio Grande do Sul. Enquanto a média de preço para o consumidor brasileiro do litro foi de R$ 1,520/litro em 2009, o consumidor do RS pagou R$ 1,784/litro, conforme mostra a tabela 4.16. Esse valor representa um sobrepreço de 17,36% em relação à média nacional. Em São Paulo, o consumidor pagou em média R$ 1,336/litro no mesmo ano. Tabela 4.16 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 unidade: R$ / litro Regiões e Estados 2001* 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Região Norte 1,283 1,311 1,764 1,644 2,553 2,152 1,927 1,925 1,920 Região Nordeste 1,143 1,145 1,534 1,435 2,409 1,904 1,714 1,755 1,749 Região Centro-Oeste 1,092 1,121 1,446 1,373 2,431 1,819 1,567 1,638 1,636 Região Sul 1,070 1,095 1,412 1,302 2,459 1,793 1,546 1,530 1,576 Região Sudeste 0,947 0,962 1,246 1,087 2,259 1,481 1,320 1,318 1,368 Rio Grande do Sul 1,191 1,223 1,572 1,425 1,794 2,148 1,743 1,759 1,784 Rio de Janeiro 1,035 1,065 1,404 1,281 1,534 1,834 1,641 1,648 1,683 Minas Gerais 1,053 1,061 1,435 1,333 1,536 1,875 1,642 1,592 1,621 Paraná 0,918 0,950 1,234 1,156 1,377 1,641 1,450 1,407 1,457 São Paulo 0,874 0,893 1,132 0,972 1,177 1,412 1,274 1,279 1,336 Total Brasil 1,025 1,038 1,347 1,212 1,377 1,676 1,492 1,484 1,520 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s * P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o No gráfico 4.8, pode ser verificada a situação dos preços do álcool hidratado no RS e em estados selecionados de 2001 a 2009. <> Gráfico 4.8 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 2,5 1,5 1,0 0,5 0,0 2001* 2002 2003 PR 2004 RS 2005 ano SP F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 d a d o s d e 2 0 0 1 a 2 0 0 8 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 2 9 / 0 3 / 2 0 1 0 N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o 2006 RJ 2007 2008 MG 2009 C a p í t u l o 4 R$/litro 2,0 7 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No RS, verifica-se baixa produção de álcool etílico hidratado, baixo consumo em comparação com outros Estados11 e inexiste produção de álcool etílico anidro. Fica evidenciada a necessidade da elaboração de um programa estadual de álcool combustível para alavancar, tanto a produção como o aumento do consumo desse combustível no Estado, o que só ocorrerá com um preço do litro mais convidativo ao consumidor final. Nesse sentido, faz-se uma proposta objetiva no Anexo G do Balanço Energético do RS 2005 - 2007, no qual também é analisado o etanol celulósico, chamado de segunda geração de álcool biocombustível. 4.8 - Biodiesel (B100) O biodiesel (B100) é vendido na mistura com o óleo diesel. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, a mistura de 2% de biodiesel puro (B100) com óleo diesel era facultativa, já a partir de janeiro de 2008, a mistura de 2% passou a ser obrigatória. Em julho de 2008, a mistura obrigatória subiu para 3%, e entre julho e dezembro de 2009 passou para 4%. A partir de janeiro de 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009, exceto o óleo diesel para uso aquaviário, que só deverá conter biodiesel a partir de 1° de janeiro de 2011. Na tabela 4.17, consta a evolução das vendas do óleo B100 vendido na mistura com o óleo diesel em estados selecionados e regiões do País. Em 2010, as vendas de B100 na mistura com o óleo diesel no RS foram de 6,21% do total de vendas de B100 no País. Tabela 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados, no período de 2005 a 2010 unidade: m³ Regiões e Estados 2005 2006 2007 2008 2009 2010 56 19.337 374.791 496.012 683.692 1.078.375 Região Sudeste Região Sul 0 7.437 163.321 217.228 301.959 473.350 Região Nordeste 0 10.816 124.289 177.229 242.467 385.985 Região Centro-Oeste Região Norte São Paulo Minas Gerais 6 4.298 93.450 129.867 179.704 281.175 13 3.668 75.312 98.760 142.623 243.050 9 10.349 195.808 263.933 363.981 571.898 42 4.726 114.414 147.756 201.475 322.311 Paraná 0 2.473 74.120 98.255 134.889 211.310 Rio Grande do Sul 0 2.905 51.844 68.905 97.014 152.894 3.361 44.122 65.479 86.264 136.465 4 2.933 47.116 60.925 86.899 134.068 2.496 18.364 25.588 36.972 60.472 75 45.556 831.164 1.119.096 1.150.446 2.461.950 Bahia Rio de Janeiro Pernambuco Total Brasil F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 7 d a d o s d e 2 0 0 5 a 2 0 0 6 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 7 a 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 7 / 0 5 / 2 0 1 0 N o t a s : 1 . I n c l u i o c o n s u m o p r ó p r i o d a s d i s t r i b u i d o r a s 2 . D a d o s n ã o d i s p o n í v e i s n o A n u á r i o d a A N P 2 0 0 9 3 . D a d o s c a l c u l a d o s a p a r t i r d a s v e n d a s d e ó l e o d i e s e l q u e c o n t é m o s v a l o r e s d o B 1 0 0 d e s d e 2 0 0 5 A produção de B100 no Rio Grande do Sul teve inicio em meados de 2007. Na tabela 4.18, verifica-se a expressiva participação do Estado na produção nacional, correspondendo a 11% do total em 2007, 26% em 2008 e 28% em 2009. Em 2010, a participação do RS na produção brasileira de B100 foi de 25%. Tabela 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2010 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Rio Grande do Sul 0 0 42.696 306.056 454.189 605.998 % do RS em relação ao Brasil 0 0 11 26 28 25 736 70.120 402.154 1.167.128 1.608.448 2.396.955 C a p í t u l o 4 Estado e País 7 6 unidade: m3 Total Brasil F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 2 0 0 5 a 2 0 0 9 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 1 0 f o r a m a c e s s a d o s e m 0 5 / 0 4 / 2 0 1 1 1 1 N o B r a s i l , o c o n s u m o d e á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e a n i d r o r e p r e s e n t a 4 9 , 3 7 % d o c o n s u m o t o t a l d e g a s o l i n a C e á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e m v o l u m e , e m 2 0 1 0 . N o R i o G r a n d e d o S u l , e s s e m e s m o p e r c e n t u a l r e p r e s e n t a 3 0 , 2 9 % . S e l e v a d o e m c o n s i d e r a ç ã o a c o m p a r a ç ã o n o s p o s t o s d e c o m b u s t í v e i s , 3 3 , 5 6 % e m v o l u m e d e á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o f o r a m u t i l i z a d o s c o m o c o m b u s t í v e l p e l o c o n s u m i d o r , e 6 6 , 4 4 % f o i o u s o d e g a s o l i n a C , n o B r a s i l . N o c a s o d o R i o G r a n d e d o S u l , e s s e s m e s m o s p e r c e n t u a i s s ã o d e 8 , 5 3 % p a r a o á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e 9 1 , 4 7 % d e g a s o l i n a C . A d i f e r e n ç a n o s p a r á g r a f o s a n t e r i o r e s d e v e s e a o c r i t é r i o d a s o m a d o á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e a n i d r o ( a d i c i o n a d o a g a s o l i n a ) e m c o m p a r a ç ã o c o m a g a s o l i n a A , o u e n t ã o o c r i t é r i o d a ó t i c a d o c o n s u m i d o r n a s b o m b a s d e a b a s t e c i m e n t o e m p o s t o s d e c o m b u s t í v e i s . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel O Biodiesel B100 é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido normalmente a partir de uma reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador, chamada de transesterificação12. Na produção de B100, um subproduto de nome glicerina, também com conteúdo energético, é obtido. Busca-se, desta forma, a obtenção de um combustível de origem vegetal com viscosidade mais próxima da viscosidade do óleo diesel. A produção de B100 é regida pela resolução 42/04 da ANP. Cabe registrar que os componentes predominantes dos óleos vegetais e animais são os triglicerídeos, em geral apresentam viscosidades bem acima do diesel de origem petroquímica, sendo então necessária a execução de uma reação química para obter produto energético de menor viscosidade. A alternativa seria a mudança da tecnologia dos motores a diesel, hipótese que foi descartada no Brasil e em âmbito internacional. Na reação química, o óleo vegetal ou gordura animal reage com a presença de um catalisador (normalmente uma base) com um álcool (usualmente o metanol) gerando o éster alquilíco, correspondente aos ácidos graxos do óleo vegetal utilizado (KNOTHE, 2005). Em princípio, a reação de transesterificação é uma reação reversível, no entanto na produção de biodiesel a partir de ésteres alquílicos (óleo vegetal), a reação de retorno não acontece ou não se completa devido ao glicerol formado que não é miscível ao produto formado (biodiesel), conduzindo a um sistema heterogêneo (KNOTHE, 2005). A reação de transesterificação pode ser observada a seguir: 4.8.b - Transesterificação Sendo R a mistura de várias cadeias de ácidos graxos, o álcool usado para produção de biodiesel é normalmente o metanol (R´ = CH3). Para o caso brasileiro, geralmente utiliza-se a soja para a produção de biodiesel. Porém, há alternativas bem mais rentáveis que a soja, o que se passará a mostrar. Na tabela 4.19, verifica-se a grande vantagem, tanto da produção de sementes por hectare, como da produção de óleo em comparação com a palma e semente do tabaco, com as sementes de girassol, soja e colza. A palma vence todas as outras culturas, porém, se mostra mais viável nas regiões norte e nordeste do Brasil. soja (3 a 4 ton/ha), dado relevante se for levado em conta que mais de 80% da produção de biodiesel no Brasil, hoje, provem das sementes de soja. Tal comparação fica ainda mais expressiva se for considerado que em um hectare de soja é extraído 0,375 ton de óleo para produção de biodiesel, enquanto o valor é de 2 ton de óleo de tabaco, o que representa uma vantagem superior a cinco vezes em comparação com a produção de óleo de soja. 1 2 R e a ç ã o e n t r e u m é s t e r e u m á l c o o l q u e l e v a à f o r m a ç ã o d e u m n o v o é s t e r e u m n o v o á l c o o l ; a l c o ó l i s e . C a p í t u l o 4 A produção de semente de tabaco atinge a marca de 5,7 ton/ha, praticamente o dobro do valor atingido pela 7 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 4.19 - Produção média de óleos vegetais Girassol Semente Óleo (ton/ha) (ton/ha) 2,5 - 4,0 0,800 Soja Colza Palma 3,0 - 4,0 0,580 2,5 - 3,0 1,000 10 - 20 3,600 Tabaco 5,7 2,013 N o t a : M a t e r i a l r e s i d u a l d a p r o d u ç ã o d e ó l e o d e t a b a c o d e 4 t o n / h a F o n t e : “ I c o s t i d i g e n e r a z i o n e d a f o n t i r i n n o v a b i l i ” U n i v e r s i t á d e g l i s t u d i d i P a d o v a f o r A P E R 2 0 0 7 Considerando-se a possibilidade de tornar a semente de tabaco para produção de biodiesel, uma alternativa à cultura do fumo, cabe enfrentar a comparação entre as culturas do fumo para a produção de cigarro e a produção de sementes de tabaco para a produção de biodiesel. A viabilidade de uma cultura nova em substituição à antiga, obviamente estará diretamente vinculada ao cotejo dos ganhos que terão os componentes da cadeia produtiva nas duas alternativas. A tabela 4.20 apresenta os prováveis faturamentos do setor por hectare no caso da utilização das sementes de tabaco para a produção de biocombustíveis. Tabela 4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais Girassol Soja Colza Palma Tabaco Semente (ton/ha) 2,5 - 4,0 3,0 - 4,0 2,5 - 3,0 10 - 20 5,7 Óleo (ton/ha) 0,800 0,580 1,000 3,600 2,013 R$/ha 1.932,47 1.401,04 2.415,58 8.696,10 4.862,57 Faturamento bruto biodiesel Faturamento residual da semente - biomassa Faturamento residual da glicerina R$/ha 392,33 R$/ha 140,91 N o t a s : 1 . N a l a v o u r a d e f u m o , o f a t u r a m e n t o m é d i o p o r h a n o B r a s i l , e m 2 0 0 9 , f o i d e R $ 9 . 8 0 0 , 5 4 ( I B G E ) 2 . C o n s i d e r a d o o c u s t o d e v e n d a d e b i o d i e s e l d o ú l t i m o l e i l ã o 3 . N o ú l t i m o l e i l ã o d a A N P , d e n o v e m b r o d e 2 0 1 0 , o b i o d i e s e l f o i n e g o c i a d o p o r R $ 2 . 2 4 3 , 1 1 / m ³ . N o f a t u r a m e n t o r e s i d u a l d a s e m e n t e b i o m a s s a , n ã o f o i c o n s i d e r a d a a u t i l i z a ç ã o p a r a r a ç ã o a n i m a l , a p e n a s e m p r e g o u s e , p o r c o m p a r a ç ã o , o v a l o r d e m e r c a d o d a l e n h a . 4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores Os consumidores gaúchos, de um modo geral, pagam mais caro pelos energéticos derivados do petróleo, tanto em relação à média nacional, como em comparação com os consumidores de estados brasileiros com maior PIB, ou mesmo no caso do Paraná que tem um PIB pouco menor que o do RS. Nas tabelas 4.21, 4.22 e 4.23, constam os preços médios praticados em diversos estados brasileiros e nas regiões do País. Tabela 4.21 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados no Período de 2001 a 2009 C a p í t u l o 4 unidade: R$ / litro 7 8 Regiões e Estados 2001* 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Região Norte 1,913 1,856 2,212 2,259 2,553 2,691 2,655 2,708 2,733 Região Centro-Oeste 1,758 1,748 2,122 2,180 2,431 2,655 2,626 2,598 2,644 2,622 Região Nordeste 1,769 1,750 2,096 2,133 2,409 2,670 2,632 2,629 Região Sul Região Sudeste 1,759 1,706 1,777 1,704 2,157 2,023 2,163 2,023 2,459 2,259 2,641 2,483 2,539 2,452 2,527 2,446 2,543 2,445 Rio de Janeiro 1,738 1,713 2,120 2,095 2,329 2,525 2,494 2,516 2,544 Rio Grande do Sul 1,784 1,832 2,240 2,231 2,570 2,697 2,528 2,534 2,539 Paraná 1,714 1,713 2,054 2,063 2,282 2,467 2,416 2,395 2,445 São Paulo 1,690 1,703 1,989 1,986 2,237 2,418 2,396 2,387 2,384 2,378 2,502 Minas Gerais 1,721 1,691 2,028 2,040 2,209 2,412 2,393 2,381 Total Brasil 1,741 1,735 2,072 2,082 2,312 2,541 2,504 2,501 F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 9 * P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No gráfico 4.9, verifica-se a evolução dos preços da gasolina C no RS, em estados selecionados e na média brasileira. <> Gráfico 4.9- Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 2 , 8 2 , 6 R$/litro 2 , 4 2 , 2 2 , 0 1 , 8 1 , 6 2001* 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 ano PR RS SP RJ MG BR F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 8 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 2 9 / 0 3 / 2 0 1 0 Tabela 4.22 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 Regiões e Estados 2001* Região Norte Região Centro-Oeste 2006 2007 2009 2,185 2002 2003 2004 2005 0,927 1,094 1,540 1,570 1,820 1,995 1,985 2,140 0,920 1,087 1,530 1,564 1,832 1,959 1,967 2,110 2,123 Região Sul 0,844 1,038 1,457 1,492 1,770 1,893 1,880 2,040 2,052 Região Nordeste 0,917 1,052 1,446 1,447 1,709 1,856 1,850 2,009 2,034 Região Sudeste 0,857 1,025 1,430 1,450 1,722 1,853 1,849 2,008 2,030 Rio Grande do Sul 0,835 1,045 1,492 1,532 1,839 1,953 1,937 2,099 2,107 São Paulo 0,844 1,016 1,419 1,456 1,739 1,863 1,862 2,021 2,052 2,032 Rio de Janeiro 0,845 1,005 1,420 1,438 1,689 1,814 1,802 1,987 Paraná 0,850 1,030 1,418 1,460 1,722 1,840 1,831 1,988 2,003 Minas Gerais 0,890 1,055 1,456 1,430 1,686 1,823 1,815 1,968 1,994 Total Brasil 0,876 1,041 1,452 1,471 1,731 1,864 1,858 2,018 2,042 * P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 9 C a p í t u l o 4 unidade: R$ / litro 2008 7 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No gráfico 4.10, verifica-se a evolução dos preços do óleo diesel no RS, em estados selecionados e na média brasileira. <> Gráfico 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 2,4 2,2 2,0 R$/litro 1,8 1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6 2001* 2002 2003 PR 2004 RS 2005 ano SP 2006 RJ 2007 MG 2008 2009 BR F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 8 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 2 9 / 0 3 / 2 0 1 0 Tabela 4.23 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 C a p í t u l o 4 unidade: R$ / kg 8 0 Regiões e Estados 2001* 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Região Centro-Oeste 1,541 1,951 2,376 2,394 2,379 2,573 2,662 2,611 2,925 Região Sul 1,539 1,957 2,295 2,372 2,425 2,573 2,591 2,615 2,812 2,486 2,726 Região Sudeste 1,425 1,808 2,175 2,227 2,238 2,405 2,475 Região Nordeste 1,278 1,845 2,252 2,399 2,345 2,476 2,497 2,551 2,693 Região Norte 1,282 1,846 2,387 2,408 2,367 2,456 2,585 2,599 2,662 Minas Gerais 1,390 1,785 2,179 2,258 2,306 2,531 2,643 2,660 2,927 Rio Grande do Sul 1,489 1,966 2,321 2,355 2,412 2,568 2,611 2,658 2,802 Paraná 1,540 1,881 2,227 2,359 2,319 2,436 2,420 2,413 2,665 São Paulo 1,441 1,849 2,213 2,210 2,160 2,290 2,369 2,394 2,603 Rio de Janeiro 1,412 1,714 2,059 2,203 2,246 2,348 2,403 2,424 2,591 Total Brasil 1,398 1,866 2,246 2,306 2,292 2,473 2,535 2,547 2,767 * P r e ç o s m é d i o s d e 2 0 0 1 c a l c u l a d o s c o m b a s e n o s p r e ç o s d e j u l h o e d e z e m b r o N o t a : P r e ç o s e m v a l o r e s c o r r e n t e s F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 1 0 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No gráfico 4.11, verifica-se a evolução dos preços do GLP no RS, em estados selecionados e na média brasileira. <> Gráfico 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009 3,0 2,8 2,6 R$/kg 2,4 2,2 2,0 1,8 1,6 1,4 1,2 2001* 2002 2003 PR 2004 RS 2005 ano SP 2006 RJ 2007 MG 2008 2009 BR F o n t e : A N P A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l 2 0 0 9 d a d o s d e 1 9 9 8 a 2 0 0 8 A N P s i t e w w w . a n p . g o v . b r o s d a d o s d e 2 0 0 9 f o r a m a c e s s a d o s e m 2 9 / 0 3 / 2 0 1 0 4.10 - Biogás O biogás é um combustível gasoso com conteúdo energético elevado, semelhante ao gás natural, composto principalmente por hidrocarbonetos de cadeia curta e linear. Pode ser utilizado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica. O energético não é utilizado em grande escala no RS. Em Minas do Leão está localizado um aterro sanitário a céu aberto onde é depositado o lixo orgânico de 140 municípios gaúchos. No aterro, existe um sistema de captação de lixo urbano e queima de gases gerados pelo lixo. Os gases são gerados a partir da colocação do lixo em cavas de mineração de carvão. Essa solução transformou as chamadas “crateras” da exploração de carvão a céu aberto em depósito de lixo orgânico. Com a fermentação dele origina-se a produção de Biogás, que atualmente é queimado pela Sil Soluções Ambientais, empresa do Grupo Copelmi. O gás metano queimado diariamente poderia ser utilizado como fonte energética de uma Usina Térmica estimada em 5,5 MW. Para isso acontecer, o empreendedor da referida usina teria de ter garantia do suprimento do combustível (lixo orgânico) por um período de tempo compatível com o período de concessão da ANEEL. O suprimento do lixo orgânico poderia não ser garantido pelas Prefeituras, por eventualmente entender que a sua mera utilização como combustível via processo de liquefação, por exemplo, exige providências tecnológicas mais baratas que as atualmente disponíveis. O lixo de 140 municípios é processado em uma área de 45 hectares. Diariamente são transportadas 2.200 toneladas de lixo ao local por cerca de 80 caminhões, cada carga de lixo é pesada e as prefeituras pagam para a empresa Sil Soluções. C a p í t u l o 4 poderia ser dada outra finalidade ao lixo orgânico que recolhem. Como o metanol é um gás bastante corrosivo, 8 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A empresa Sil Soluções elaborou este empreendimento após ter obtido permissão da Organização das Nações Unidas (ONU) nos termos do Protocolo de Kyoto, no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Com isso a Sil Soluções negociou com o Japon Carbon Finance - JCF a venda de créditos de carbono em função da captura de dióxido de carbono - CO2. Estima-se que o empreendimento da Sil Soluções poderá contribuir com a redução anual de 170 mil toneladas de CO2. A operação teve inicio em abril de 2007. São usadas válvulas e tubulações visando interligar os drenos de biogás para conduzí-lo até a planta de sucção e queima. O flair (tocha) é o equipamento encarregado de efetuar a queima, sendo, portanto um equipamento de controle da poluição aérea. Há ainda uma estação de tratamento de efluentes líquidos (chorume). Os maus cheiros exalados no local são bem inferiores aos que emanam dos lixões urbanos. O aterro comporta até 13 milhões de metros cúbicos de lixo e tem vida útil estimada em 17 anos. A restrição de espaço e a necessidade de atender cada vez mais às demandas de energia, água de boa qualidade e alimentos tem colocado algumas etapas a serem vencidas, que se relacionam com a questão ambiental e a com a disponibilidade de energia. Atualmente, a Sulgás está estudando o aproveitamento dos resíduos de algumas criações de animais, como suínos, e o próprio aproveitamento da fermentação do chamado lixo orgânico produzido pelas sociedades modernas. 4.11 - Polietileno Verde No RS estão previstos investimentos de R$1 bilhão até o final de 2011. Maior parte do investimento será para a unidade de polietileno verde da Braskem. O polietileno verde é fabricado a partir do etanol da cana-de-açúcar. Tal C a p í t u l o 4 unidade será implantada no pólo de Triunfo. 8 2 5 Metodologia e Conceituação Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 8 3 B a r r a g e m d o S a l t o C a n e l a F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Metodologia e Conceituação 5.1 - Descrição Geral O Balanço Energético do Rio Grande do Sul - BERS utiliza a metodologia internacional, também empregada pelo Balanço Energético Nacional - BEN. A metodologia empregada propõe uma estrutura energética geral, de forma a permitir a obtenção de adequada configuração das variáveis físicas próprias do setor energético. A matriz Balanço Energético (quadro 5.1), síntese da metodologia, expressa o balanço das diversas etapas do processo energético: produção, transformação e consumo, conforme figura e conceituação apresentados a seguir. 5.1.a - Processo Energético Consumo Final Primário Importação de Energia Primária Produção de Energia Primária Exportação de Energia Primária Oferta Total Primária Importação de Energia Secundária Oferta Interna Bruta Entradas Primárias Centro de Transformação Produção Secundária Exportação de Energia Secundária Oferta Total Secundária Oferta Interna Bruta Consumo Final Secundário Consumo Final Total Consumo Final Energético Perdas Secundárias Variações de Estoques Primários Variações de Estoques Primários Perdas Primárias Não-aproveitadas e Reinjeções Primárias Perdas de Transformação Setores de Consumo Final (inclui consumo próprio do setor energético) Consumo Final Não-Energético Não-aproveitadas Secundárias Entrada Secundária Energia Primária Transformação Energia Secundária Consumo Final Total Setor Energético 5.2 - Conceituação Conforme se observa na figura, a estrutura geral do balanço é composta por quatro partes: ? Energia Primária ? Transformação ? Energia Secundária ? Consumo Final 5.2.a - Energia Primária Produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão mineral, Colunas da Matriz Fontes de Energia Primária Outras Fontes Primárias Total de Energia Primária 1a8 9 10 Identificação Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, Carvão Metalúrgico, Urânio (U 3 O8 ), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos da Cana (Melaço, Caldo-de-Cana e Bagaço). Eólica, Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de Vapor, Calor e Outros. C a p í t u l o 5 resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica, etc. Somatório das Colunas 1 a 9. 8 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 5.2.b - Energia Secundária Produtos energéticos resultantes dos diferentes centros de transformação que tem como destino os diversos setores de consumo e eventualmente outro centro de transformação. Colunas da Matriz 11 a 23 Fontes de Energia Secundária Identificação Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (A e de Aviação), GLP, Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de Cidade e de Coqueria), Coque de Carvão Mineral, Urânio Contido no UO2 dos Elementos Combustíveis, Eletricidade, Carvão Vegetal, Álcool Etílico (Anidro e Hidratado), Biodiesel e Outras Secundárias de Petróleo (Gás de Refinaria, Coque e Outros). Produtos Não Energéticos do Petróleo 24 Derivados de Petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins (Graxas, Lubrificantes, Parafinas, Asfalto, Solventes e Outros). Alcatrão 25 Alcatrão obtido na transformação do Carvão Metalúrgico em Coque. Total de Energia Secundária 26 Somatório das Colunas 11 a 25. 5.2.c - Total Geral Consolida todas as energias produzidas, transformadas e consumidas no Estado. Colunas da Matriz Identificação 27 Somatória Algébrica das Colunas 10 a 26. Energia Total 5.2.d - Oferta Quantidade de energia que se coloca à disposição para ser transformada e/ou para consumo final. Linhas da Matriz Identificação Energia Primária que se obtém de Recursos Minerais, Produção 1 Vegetais e Animais (Biogás), Hídricos, Reservatórios Geotérmicos, Sol, Vento, Marés. Tem sinal positivo. Quantidade de Energia Primária e Secundária proveniente do Importação 2 exterior e de outros estados, que entra no RS e constitui parte da Oferta no Balanço. Tem sinal positivo. Diferença entre o Estoque Inicial e Final de cada ano. Um Variação de Estoques 3 Oferta Total 4 Exportação 5 Não-Aproveitada 6 aumento de estoques num determinado ano significa uma redução na Oferta Total. No Balanço tem sinal negativo as entradas e positivo as saídas. Produção (+) Importação (+) ou (-) Variação de Estoques. RS para outros estados e exterior. É identificada com sinal negativo. C a p í t u l o 5 Quantidade de Energia que, por condições técnicas ou caracterizada com sinal negativo. Quantidade de Gás Natural que é reinjetado nos poços de Reinjeção 7 Petróleo para uma melhor recuperação deste hidrocarboneto. Tem sinal negativo. Quantidade de Energia que se coloca à disposição do Oferta Interna Bruta 8 6 econômicas, atualmente não está sendo utilizada. É 8 Estado para ser submetida aos Processos de Transformação e/ou Consumo Final. Corresponde à soma algébrica das linhas 4 a 7. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 5.2.e - Transformação O Setor Transformação agrupa todos os centros de transformação onde a energia que entra (primária e/ou secundária) se transforma em uma ou mais formas de energia secundária com suas correspondentes perdas na transformação. Linhas da Identificação Matriz Soma das linhas 9.1 a 9.10. As quantidades colocadas nas colunas 1 a 9 e 11 a 25 representam a soma algébrica de Total Transformação 9 Energia Primária e Secundária que entra e sai do conjunto dos Centros de Transformação. Refinarias de Petróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear, Centros de Transformação 9.1 a 9.9 Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras, Carvoarias e Destilarias. Inclui os Efluentes (produtos energéticos) produzidos pela Outras Transformações indústria química, quando do processamento da Nafta e outros 9.10 produtos Não Energéticos de Petróleo. Observações importantes sobre os sinais nos centros de Transformação: a) toda energia primária e/ou secundária que entra (como insumo) no centro de transformação tem sinal negativo. b) toda energia secundária produzida nos centros de transformação tem sinal positivo. 5.2.f - Perdas Linhas da Matriz Identificação Perdas ocorridas durante as atividades de produção, transporte, distribuição e armazenamento de energia. Como Perdas na Distribuição e Armazenagem 10 exemplos, podem-se destacar: perdas em Gasodutos, Oleodutos, Linhas de Transmissão de Eletricidade, Redes de Distribuição Elétrica. Não se incluem nessa linha as perdas 5.2.g - Consumo Final Nesta parte, detalham-se os diferentes setores da atividade socioeconômica do Estado, para onde convergem as energias primária e secundária, configurando o Consumo Final de Energia. C a p í t u l o 5 nos Centros de Transformação. 8 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Linhas da Matriz Consumo Final Consumo Final Não Energético Identificação 11 Energia Primária e Secundária que se encontra disponível para ser usada por todos os setores de Consumo Final no Estado, incluindo o Consumo Final Energético e o Consumo Final Não Energético. Corresponde à soma das linhas 11.1 e 11.2. 11.1 Quantidade de Energia contida em produtos que são utilizados em diferentes setores para fins Não Energéticos. Agrega o Consumo Final dos Setores Energético, Residencial, Consumo Final Energético Comercial, Público, Agropecuário, Transporte, Industrial e 11.2 Consumo Não Identificado. É a somatória das linhas 11.2.1 a 11.2.8. Energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos Consumo Final do Setor Energético processos de extração e transporte interno de Produtos 11.2.1 Energéticos, na sua forma final. Consumo Final Residencial 11.2.2 Energia consumida no Setor Residencial, em todas as classes. Consumo Final Comercial 11.2.3 Energia consumida no Setor Comercial, em todas as classes. Consumo Final Público 11.2.4 Energia consumida no Setor Público, em todas as classes. Consumo Final Agropecuário 11.2.5 Energia total consumida nas classes Agricultura e Pecuária. Energia consumida no Setor Transportes, englobando os Consumo Transportes Total segmentos rodoviário, ferroviário, aéreo e hidroviário. É a 11.2.6 somatória das linhas 11.2.6.1 a 11.2.6.4. Energia consumida no setor industrial, englobando os segmentos cimento, ferro-gusa e aço, ferroligas, mineração e Consumo Final Industrial Total pelotização, não-ferrosos e outros da metalurgia, química, 11.2.7 alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e outros. É a somatória das linhas 11.2.7.1 a 11.2.7.11. Corresponde ao consumo que, pela natureza da informação Consumo Não Identificado compilada, não pode ser classificado num dos setores 11.2.8 anteriormente descritos. 5.2.h - Ajustes Estatísticos Ferramenta utilizada para compatibilizar os dados correspondentes à oferta e consumo de energias provenientes de fontes estatísticas diferentes. Linhas da Matriz Identificação Quantifica os déficits e superávits aparentes de cada Ajustes 12 energia, produtos de erros estatísticos, informações ou C a p í t u l o 5 medidas. 8 8 Os ajustes para cada coluna (1 a 25) são calculados da seguinte forma: AJUSTES = OFERTA INTERNA BRUTA (+) TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM (-) CONSUMO FINAL Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 O sinal de “Total Transformação” é negativo para fontes primárias e geralmente positivo para secundárias. O sinal de “Perdas na Distribuição e Armazenagem” é negativo para fontes primárias e secundárias. O ajuste é positivo se o valor absoluto da oferta interna bruta for maior que a soma dos valores absolutos das demais parcelas. O ajuste será negativo se o valor absoluto da oferta interna bruta for menor. 5.2.i - Produção de Energia Secundária Corresponde à soma dos valores positivos que aparecem nas linhas 9.1 a 9.10. 5.3 - Convenção de Sinais Nos blocos de oferta e centros de transformação, da matriz do quadro 5.1 (produção, importação, retirada de estoque, saídas dos centros de transformação), toda quantidade de energia que tende a aumentar a energia disponível no Estado é POSITIVA, enquanto que toda quantidade que tende a diminuir a energia disponível no Estado é NEGATIVA (acréscimo de estoque, exportação, não aproveitada, reinjeção, energia transformada, perdas na transformação e perdas na distribuição e armazenagem). Finalmente, todos os dados que se encontram na parte referente ao consumo final de energia são também negativos, mas por motivo de simplificação, na apresentação, aparecem como quantidades aritméticas (sem sinal). 5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético 5.4.a - Energia Primária e Secundária O fluxo energético de cada fonte primária e secundária é representado pelas seguintes equações: OFERTA TOTAL = PRODUÇÃO (+) IMPORTAÇÃO (+) OU (-) VARIAÇÃO DE ESTOQUES OFERTA INTERNA BRUTA = OFERTA TOTAL (-) EXPORTAÇÃO (-) NÃO-APROVEITADA (-) REINJEÇÃO E ainda: OFERTA INTERNA BRUTA = TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) CONSUMO FINAL (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM (+) OU (-) AJUSTE. Para essa expressão, deve ser considerado o valor absoluto de “Total Transformação” e “Perdas na Distribuição e Armazenagem”. Deve ser observado que a produção de energia secundária aparece no bloco relativo aos centros de transformação, tendo em vista ser toda ela proveniente da transformação de outras formas de energia. Assim, para evitar-se dupla contagem, a linha de “produção” da matriz fica sem informação para as fontes secundárias. considere a produção nos centros de transformação como parte da oferta. 5.4.b - Transformação Nesta parte, configurada pelos centros de transformação, é observada a seguinte operação: C a p í t u l o 5 Mesmo assim, para a energia secundária também valem as operações anteriormente descritas, desde que se 8 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 TRANSFORMAÇÃO EM ENERGIA SECUNDÁRIA = TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA (+) TRANSFORMAÇÃO SECUNDÁRIA (-) PERDAS NA TRANSFORMAÇÃO 5.4.c - Consumo Final de Energia CONSUMO FINAL = CONSUMO FINAL PRIMÁRIO (+) CONSUMO FINAL SECUNDÁRIO E ainda: C a p í t u l o 5 CONSUMO FINAL = CONSUMO NÃO ENERGÉTICO (+) CONSUMO FINAL ENERGÉTICO 9 0 Petróleo Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial Comercial Público Agropecuário Transportes - Total Rodoviário Ferroviário Aéreo Hidroviário Industrial - Total Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes C a p í t u l o 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9.1 9.2 9.3 9.4 9.5 9.6 9.7 9.8 9.9 9.10 10 11 11.1 11.2 11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4 11.2.5 11.2.6 11.2.6.1 11.2.6.2 11.2.6.3 11.2.6.4 11.2.7 11.2.7.1 11.2.7.2 11.2.7.3 11.2.7.4 11.2.7.5 11.2.7.6 11.2.7.7 11.2.7.8 11.2.7.9 11.2.7.10 11.2.7.11 11.2.8 12 FLUXO DE ENERGIA Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Querosene Produtos da cana Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Urânio contido no UO2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul unidade: mil tep Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul 9 1 Energia Total Energia Secundária Total Alcatrão Produtos Não Energéticos do Petróleo Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado* Carvão Vegetal Nafta GLP Gasolina Óleo Combustível Óleo Diesel Energia Primária Total Outras Fontes Primárias Carvão Vapor Gás Natural Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 - ano base 2010 em tep 5.5.a - Primeira Etapa Esta etapa consiste basicamente na coleta das informações dos energéticos em unidades originais e na análise de sua consistência. O lançamento dos dados é feito após o exame e o conhecimento da metodologia empregada, apresentada até o item 5.4.c. No quadro 5.2 estão lançadas as principais instituições contatadas pela equipe técnica do BERS. Trata-se de uma tarefa exaustiva, especialmente por não estarem todos os setores energéticos no mesmo padrão organizacional. Uma parcela mínima dos energéticos fica fora dos processos oficiais de contabilização, de outro lado, parte dos autoprodutores e de alguns energéticos não são contabilizados de forma padronizada. Os resultados da coleta e tratamento das informações constam na tabela G.1 do anexo G. Pode ser observado que a tabela se assemelha muito à própria tabela do BERS em mil tep (tabelas G.3), salvo pelo fato de não disporem das colunas chamadas de “Energia Primária Total”, “Energia Secundária Total” e “Energia Total”. A razão é de não haver sentido somar valores postos em unidades diferentes como MWh, m³, tonelada, e assim por diante. Além disso, a coluna “Outras Fontes Primárias”, nas tabelas em unidades originais, encontra-se aberta em três colunas, Lixívia, Casca de Arroz e Eólica, assim como, a coluna “Álcool Etílico Anidro e Hidratado*”, encontra-se aberta em três colunas, Álcool Etílico Anidro, Álcool Etílico Hidratado e Biodiesel (B100). Para o caso do petróleo e derivados, energéticos que predominam no RS, as informações primárias foram coletadas na Agência Nacional do Petróleo - ANP e nas três refinarias gaúchas - REFAP, RIOGRANDENSE e BRASKEM. No caso do gás natural, as informações primárias são provenientes da SULGÁS e da ANP. Para a energia hidráulica, energia eólica e eletricidade, as informações primárias foram buscadas nos diferentes agentes de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do Rio Grande do Sul, na Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e no Operador Nacional do Sistema Interligado - ONS. As informações referentes ao carvão vapor foram obtidas nas empresas mineradoras do Estado, Companhia Riograndense de Mineração - CRM e Copelmi. Na ANP, foram informados dados referentes ao álcool etílico anidro e hidratado, sendo que, para o bagaço de cana e complementação do hidratado, foram colhidas informações na destilaria de Porto Xavier - COOPERCANA. No caso da lixívia, as informações foram obtidas na CMPC Celulose Riograndense de Guaíba. Para alguns energéticos, como lenha e biomassa (casca de arroz), os levantamentos de campo precisaram ser complementados por cálculos estimativos e por pesquisas amostrais, já que nesses casos não se mostra economicamente viável obter-se uma informação de caráter censitário. No caso da casca de arroz, foram usadas as seguintes informações do Instituto Riograndense do Arroz - IRGA: i) volumes e toneladas colhidas nas safras 2010/2011 do RS; ii) 22% da massa de arroz colhido é casca; iii) 38% da casca produzida não são utilizadas como energético. Para a lenha, utilizou-se como referencial as pesquisas anuais do IBGE sobre a produção de madeira, lenha e toras no RS. Pelo lado do consumo, utilizaram-se os critérios: i) na maior parcela do segmento industrial, as informações foram obtidas diretamente desses setores; ii) para o segmento residencial (domicílios rurais e urbanos), dividiu-se o levantamento em área urbana e rural. Para área rural, utilizaram-se os levantamentos de população do IBGE e C a p í t u l o 5 considerou-se o consumo anual de 2,25 m3 por ano1. Além disso, aplicou-se esse valor apenas nas parcelas de população que utilizaram a lenha de forma predominante, segundo levantamento do IBGE. Para a população que a utiliza, mas não de forma predominante, considerou-se o valor de 2,25 m3 / 4, ou seja, foi considerado que o energético é consumido somente no inverno. Para determinar a parcela que não utiliza lenha, foi utilizada a pesquisa telefônica feita em 2008 com moradores da área rural do RS e constatou-se que 26% da população rural gaúcha não utilizam lenha como fonte de energia. No caso da população urbana, também foi utilizado os levantamentos do IBGE da parcela da população que usa predominantemente lenha, considerando-se 0,71 m³ por habitante / ano. Além disso, estimou-se o uso da lenha em lareiras por meio de critério econômico (população com renda familiar acima de 15 salários mínimos, sendo que, dessas famílias, cada domicílio consome 1 m³ de lenha anualmente); iii) no caso das padarias e pizzarias, os valores lançados foram calculados a partir de pesquisas amostrais efetuadas com margem de erro de 6%; iiii) para o setor agropecuário, o cálculo da lenha foi efetuado, tanto a partir de informações de consumo dos setores que efetuam a secagem de grãos, bem como por intermédio dos estudos do IRGA, da FENARROZ e do SINDIARROZ. Para o caso da secagem do arroz, tais estudos concluem que é necessário 1 m³ de lenha para secar 50 toneladas. Tomou-se o cuidado de abater das safras de arroz a quantidade secada com outros energéticos como o gás natural. 1 9 2 B a s e o u s e n o v o l u m e a p a r e n t e d e 2 , 8 4 e s t é r e o s u t i l i z a d o n o B E R S 1 9 7 9 1 9 8 2 p a r a o c o n s u m o d e l e n h a p o r h a b i t a n t e / a n o . P o r i n t e r m é d i o d a u t i l i z a ç ã o d o f a t o r d e e m p i l h a m e n t o d e 1 , 2 6 , c o n v e r t e u s e o v o l u m e e m e s t é r e o s p a r a o v o l u m e r e a l e m m ³ . O f a t o r d e e m p i l h a m e n t o é a r a z ã o e n t r e o v o l u m e a p a r e n t e ( e s t é r e o ) e o v o l u m e r e a l Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2011 - Ano Base 2010 Petróleo e derivados ANP Agência Nacional do Petróleo BRASKEM Braskem S.A. PETROBRAS Petróleo Brasileiro RIOGRANDENSE Refinaria de Petróleo Riograndense REFAP Refinaria Alberto Pasqualini Gás Natural ANP Agência Nacional do Petróleo SULGÁS Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul Carvão Mineral COPELMI Companhia de Pesquisas e Lavras minerais CRM Companhia Rio-Grandense de Mineração DNPM/MME Departamento Nacional de Produção Mineral / Ministério de Minas e Energia Carvão Metalúrgico / Coque de Carvão Mineral GERDAU AÇOMINAS Grupo Gerdau Energia Hidráulica ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica SEINFRA Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Estado do RS Lenha / Carvão Vegetal AFUBRA Associação dos Fumicultores do Brasil CAMBARÁ Celulose Cambará COCEAGRO Cooperativa Central Agroindustrial Noroeste FECOAGRO Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística LIGNOTECH LignoTech Brasil PIRATINI Piratini Energia SETA Extrativa Tanino de Acácia SINDICER Sindicato de Olaria e Cerâmica para construção no RS Produtos da Cana COOPERCANA Cooperativa dos Produtores de Cana Porto Xavier Outras Fontes Primárias CMPC CMPC Celulose Riograndense CAMIL Camil Alimentos IRGA Instituto Rio-Grandense do Arroz VENTOS DO SUL Ventos do Sul Energia AES SUL Distribuidora Gaúcha de Energia AES URUGUAIANA AES Uruguaiana Empreendimentos BAESA Energética Barra Grande S.A. CERAN Companhia Energética Rio das Antas CGTEE Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica DEMEI Departamento Municipal de Energia de Ijuí ELETROCAR Centrais Elétricas de Carazinho ELETROSUL Eletrosul Centrais Elétricas S.A. FECOERGS Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do RS GRUPO CEEE Companhia Estadual de Energia Elétrica HIDROPAN Hidroelétrica Panambi MUX Mux Energia RGE Rio Grande Energia TRACTEBEL Tractebel Energia UHENPAL Usina Hidroelétrica Nova Palma C a p í t u l o 5 Eletricidade 9 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 5.5.b - Segunda Etapa Após coleta e fechamento dos dados em unidades originais, é feita a conversão para a unidade mil tep, tabela G.3 do anexo G. A razão de converter para uma unidade comum é poder somar e subtrair valores de energéticos com unidades diferentes. Como exemplo, as concessionárias de serviços públicos de energia elétrica costumam contabilizar eletricidade gerada ou consumida em MWh, já as refinarias e a ANP costumam contabilizar derivados do petróleo como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e outros, em m³ e também em litros. Existem derivados do petróleo, como o Gás Liquefeito do Petróleo - GLP, que são comercializados em kg ou em tonelada. A seguir, será examinada a conversão de unidades originais (tabela G.1) para a unidade mil tep (tabela G.3) do anexo G. Para os energéticos primários: Petróleo: Todos os valores postos em m³ na coluna “petróleo” devem ser multiplicados por 0,887 (anexo C, tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “petróleo” do BERS 2010 (tabela G.3). Como exemplo, o valor da linha de importação de 8.147 mil tep em 2010 foi obtido por meio da multiplicação de 9.185.184 m³ por 0,887 e, para converter em mil tep, o valor deve ainda ser divido por mil. Na linha “refinarias de petróleo”, os valores de petróleo assumem o sinal negativo, significando que o energético será convertido em outros energéticos. Em todas as linhas abaixo do consumo final, o valor do petróleo é zero, significando que não é consumido diretamente por nenhuma classe de consumo. Gás natural: Multiplicam-se todos os valores lançados em mil m³ na coluna “gás natural” por 0,88 (anexo C, tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números assim obtidos geram a segunda coluna dos energéticos, “gás natural”. O gás natural é consumido tanto pelos centros de transformação, como por consumidores industriais, residenciais e comerciais. Carvão vapor: Como há diferentes tipos de carvão, o cálculo segue a conversão de cada linha da tabela 3.10 do capítulo 3. Cada tipo de carvão foi lançado individualmente em unidades originais na coluna do carvão, e em seguida precisou ser convertida em tep. Como exemplo, pode ser citado o carvão CE 3300, que possui um fator de conversão de toneladas para tep de 0,31, conforme anexo C, tabela C.10. Após conversão, obtém-se a quantidade equivalente em tep para a coluna do carvão CE 3300, em seguida faz-se a mesma operação para os demais tipos de carvão. A soma matricial dos valores das colunas, redunda na coluna equivalente. Essa coluna deve ser dividida por mil, para se ter a unidade mil tep, gerando assim a terceira coluna dos energéticos, “carvão vapor” do BERS 2010. Energia hidráulica: Na tabela em unidades originais de 2010, no anexo G, o valor em MWh que aparece na sexta coluna, “energia hidráulica”, representa a soma de toda a geração de energia hidroelétrica produzida em usinas de grande e pequeno porte no RS. Para o caso das usinas de fronteira (Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó), o valor anual gerado pelas usinas foi dividido por dois, sendo que a outra parte entra na contabilização do estado de Santa Catarina. Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Dessa forma, fica gerada a sexta coluna da tabela G.3. C a p í t u l o 5 Lenha: Os valores constantes na sétima coluna de energéticos da tabela G.1, do anexo G, deverão 9 4 primeiramente ser convertidos de metros cúbicos para toneladas, o que significa que os números das células da sétima coluna em m³ primeiramente devem ser multiplicados por 0,39, tabela C.9, do anexo C, já que a densidade média da lenha é de 390 kg/m³. Após conversão, obtém-se a quantidade em toneladas de lenha nas células da sétima coluna. Em seguida, todas as células da coluna “lenha” deverão ser multiplicadas por 0,31 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna da lenha em tep. Divididos os valores por mil, obtém-se em mil tep. Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Produtos da cana: Os valores em toneladas constantes na oitava coluna “produtos da cana” (no caso, bagaço de cana), da tabela G.1, do Anexo G, deverão ser multiplicados por 0,213 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna de “produtos da cana” em tep. Para obter a unidade de mil tep, todas as células da coluna “produtos da cana” devem ser divididas por mil. Assim, fica gerada a oitava coluna do BERS 2010. Outras Fontes Primárias: Nas tabelas em valores originais do anexo G, aparecem três colunas que darão origem a nona coluna do BERS 2010. Uma das colunas refere-se à lixívia (em toneladas), a outra à casca de arroz (em toneladas) e a outra corresponde à energia eólica (em MWh). Cada coluna deve ser convertida para tep e depois somada matricialmente. Para a coluna da lixívia, o fator multiplicador é 0,286 (anexo C, tabela C.10); da casca de arroz é 0,295; e da energia eólica 0,086. A coluna resultante dessa soma deverá ser dividida por mil para obter-se a nona coluna do BERS 2010. Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões: Óleo diesel: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo diesel” do anexo G, tabela G.1, devem ser multiplicados por 0,848 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Os números assim obtidos geram a coluna “óleo diesel” do BERS 2010, décima primeira coluna. Nota-se na linha “refinarias de petróleo”, que o valor de óleo diesel é maior que o lançado na linha “consumo final”, coerente com o fato de a parcela de diesel produzido nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. Os valores da parcela de biodiesel, misturada ao óleo diesel, estão na última coluna da tabela G.1, em unidades originais, do anexo G; bem como, na vigésima segunda coluna da tabela G.3 (álcool etílico anidro e hidratado*), do BERS 2010, em mil tep. Óleo combustível: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo combustível” devem ser multiplicados por 0,959 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “óleo combustível” do BERS 2010, décima segunda coluna da tabela G.3. Gasolina: As informações a respeito da gasolina nas refinarias constam como gasolina A, e no consumo final como gasolina C, gasolina automotiva. Nesse caso, é retirado os 23,79%2 de álcool etílico anidro da gasolina C, e lançado o resultado na coluna “gasolina” do anexo G, tabela G.1. Dessa forma, os valores constantes na coluna “gasolina” referem-se à Gasolina A. A parcela de 23,79% de álcool etílico anidro retirada da gasolina C é lançada na coluna “álcool etílico anidro e hidratado” do BERS3. Todos os valores postos em m³ na coluna “gasolina” devem ser multiplicados por 0,783 (anexo C, tabela C.10), fator de conversão correspondente à gasolina A, e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “gasolina” do BERS 2010, décima terceira coluna. Nota-se que, na linha “refinarias de petróleo”, os valores de gasolina serão maiores que os lançados na linha consumo final, coerente com o fato de a parcela da gasolina produzida nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. A gasolina automotiva utilizada nos veículos brasileiros origina-se de uma mistura da gasolina A com 23,79% (em volume) de álcool etílico anidro, em 2010. Cabe salientar que a gasolina de aviação está inclusa nessa coluna. GLP: Todos os valores postos em m³ na coluna “GLP” devem ser multiplicados por 0,611 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “GLP” do BERS 2010, décima quarta coluna, da tabela G.3, do anexo G. C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “nafta”, décima quinta coluna da tabela G.3, do anexo G. Querosene: Engloba querosene de aviação e querosene iluminante. Todos os valores postos em m³ na coluna C a p í t u l o 5 Nafta: Todos os valores postos em m³ na coluna “nafta” devem ser multiplicados por 0,765 (anexo C, tabela 2 O p e r c e n t u a l r e p r e s e n t a a m é d i a e m 2 0 1 0 . S e g u n d o d a d o s d a A N P , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . N o s d e m a i s m e s e s , p e r m a n e c e u e m 2 5 % . 3 U m a a l t e r n a t i v a a i n d a m e l h o r s e r i a d i s p o r o á l c o o l e t í l i c o a n i d r o e m u m a c o l u n a s e p a r a d a d o á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e d o b i o d i e s e l . 9 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 “querosene” devem ser multiplicados por 0,822 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “querosene” do BERS 2010, décima sexta coluna da tabela G.3, do anexo G. Eletricidade: Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, gera-se a vigésima coluna do BERS 2010. Carvão vegetal: Os valores em toneladas dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,646 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. A coluna correspondente é a vigésima primeira do BERS 2010. Álcool etílico anidro e hidratado*: Para executar a coluna em valores originais, é preciso inicialmente trabalhar em três colunas separadas, uma para o anidro, uma para o hidratado, e outra para o biodiesel. No caso do álcool etílico anidro, basta lembrar que 23,79% do volume informado da gasolina automotiva (gasolina C) é constituído por este. Para a conversão em tep, os valores em m³ da coluna do álcool etílico anidro deverão ser multiplicados por 0,534 (anexo C, tabela C.10), e os da coluna do álcool etílico hidratado por 0,51, e os da coluna do biodiesel4 por 0,756. Após, as três colunas devem ser somadas de forma matricial. Dessa forma, fica gerada a vigésima segunda coluna da tabela G.3 do BERS 2010. Outras secundárias de petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, tem-se a vigésima terceira coluna do BERS 2010. Produtos não energéticos do petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os valores correspondentes encontram-se na vigésima quarta coluna da tabela G.3 do anexo G, BERS 2010. 5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2009 em kcal Para converter os valores de mil tep, constantes na tabela G.3 do anexo G, para bilhões de kcal, basta multiplicar todas as células destas por 10. Obtém-se, assim, a tabela G.2 em bilhões de kcal. No anexo C, tabela C.1, verifica-se que 1 tep = 10 bilhões de cal, logo 1.000 tep = 10 bilhões de kcal. 5.7 - Classificação Setorial A classificação de consumo setorial utilizada no Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul segue a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos. Está em vigor desde 1° de janeiro de 2007, a nova estrutura de códigos da CNAE, conforme Resoluções Concla n°1, de 4 de setembro de 2006, e n°2, de 15 de setembro de 2006. A tabela CNAE - Fiscal 1.1, vigente em 2006, foi substituída pela tabela CNAE - versão 2.0. As classificações de atividades econômicas precisam ser periodicamente atualizadas e revisadas em função de mudanças na organização produtiva, que alteram a importância relativa das atividades econômicas e dos produtos, e também de demandas por novas abordagens analíticas. A classificação setorial C a p í t u l o 5 encontra-se em versão digital disponível no sítio do Grupo CEEE - www.ceee.com.br. 9 6 4 N o B E R S 2 0 1 1 , f o i c o n s i d e r a d o q u e p a r a c a d a 9 9 3 k g d e ó l e o d e s o j a s e o b t ê m 8 8 0 k g d e b i o d i e s e l , o u e m t e r m o s e n e r g é t i c o s , c a d a 1 , 1 9 k c a l d e ó l e o d e s o j a g e r a 1 k c a l d e b i o d i e s e l . Q u a s e t o d a p r o d u ç ã o d e b i o d i e s e l d o R S p r o v e m d o ó l e o d e s o j a . 6 Oferta e Demanda de Energia Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 9 7 P o r t o A l e g r e N o t u r n a F o t o : G u g a M a r q u e s Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Oferta e Demanda de Energia 6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias Para a análise deste tópico, recorremos aos números postos na tabela 6.1 a seguir. A tabela representa itens como produção, importação, variação de estoques e exportação, bem como consumo de energéticos primários por fontes, lançados em unidades originais. A unidade de medida original do petróleo, gás natural e lenha é o m³; do carvão vapor, produtos da cana, lixívia e casca de arroz é a tonelada; e para a energia hidráulica e eólica é o MWh. A tabela 6.1 é convertida na tabela 6.2 para unidade mil tep (poderia ser para kcal ou Joule). Cada energético primário tem um fator de conversão, como exemplo, para cada m³ de petróleo tem-se um fator de multiplicação de 0,887, e assim por diante conforme mostra a tabela C.10 do anexo C. Os energéticos lixívia, casca de arroz e energia eólica são convertidos em mil tep e os correspondentes resultados são somados, originando na tabela a coluna “outras fontes de energia”. No caso da lenha, primeiramente se utiliza a densidade média de 390 kg/m³, conforme tabela C.9, do anexo C, para depois empregar o fator de conversão do anexo C, tabela C.10. Em 2010, a Oferta Interna de Energia - OIE1 total oriunda de fontes primárias no RS, atingiu 15.160.000 tep, ou 151,60 trilhões de kcal. Em 2010, o valor da OIE sofreu acréscimo de 3,84% em relação a 2009 (14.600.000 tep). A situação da oferta e demanda de cada energético primário é descrita a seguir: 6.1.a - Petróleo Todo petróleo refinado no RS é importado. Em 2010, foi a fonte primária predominante com 8.216.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 9.263.136 m³ de petróleo (tabela 6.1), representando 54,20% da oferta de fontes primárias, segundo gráfico 6.1. No ano de 2010, o petróleo sofreu decréscimo de 10,64 % em relação ao ano anterior, onde a OIE total foi de 9.194.000 tep. Na ponta do consumo, verificou-se que no RS todo petróleo da OIE é destinado ao consumo nos chamados centros de transformação, no caso específico do Estado, nas refinarias de petróleo. 6.1.b - Gás natural Todo gás natural consumido no Estado é importado, em 2010 representou 398.000 tep. No ano, a oferta interna de energia foi de 518.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 588.229.000 m³ de gás natural (tabela 6.1). Este valor representa 3,41% da oferta das fontes primárias, como mostra o gráfico 6.1, ficando na sexta posição, atrás do petróleo, da lenha, da energia hidráulica, do carvão vapor e das “outras fontes primárias”. Em 2010, ocorreu um acréscimo de 9,28 % em relação ao ano de 2009, onde foi ofertado 474.000 tep. Em relação ao consumo, observa-se na tabela 6.2 que o gás natural foi utilizado em sua maior parcela no setor industrial, representado 52,78%, sendo de 210.000 tep; na segunda posição, no setor energético, 27,84%, sendo 111.000 tep; seguido do setor rodoviário, 17,81%, 71.000 tep; e setor comercial, 1,49%, 6.000 tep. Nos centros de transformação - com sinal negativo na tabela, foi utilizado 120.000 tep, e será melhor abordado no 6.1.c - Carvão Vapor Todo carvão vapor consumido no RS é extraído do território gaúcho. Em 2010, a OIE de carvão no RS, tabela 6.2, foi de 1.731.000 tep, ou de 7.122.145 toneladas de carvão equivalente (tabela 6.1). São diversos tipos de carvão transformados no carvão equivalente. Consta na tabela 3.10, do capítulo 3, o detalhamento da produção por tipo de C a p í t u l o 6 capítulo 7 - Centros de Transformação. carvão. No gráfico 6.1, verifica-se que o carvão vapor correspondeu a 11,42% da oferta de fontes primárias, ficando 1 N a s t a b e l a s d o a n e x o G , t a m b é m c h a m a d a d e O f e r t a I n t e r n a B r u t a O I B 9 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 na terceira posição. Em relação ao ano de 2009, onde a OIE de carvão no RS foi de 1.041.000 tep, ocorreu um expressivo acréscimo de 66,28 %. O que está diretamente vinculado a esse crescimento é a entrada em operação da Usina Térmica de Candiota III. No sistema interligado nacional, as usinas térmicas são em regra utilizadas com maior intensidade em casos de estiagens, poupando assim os reservatórios nacionais, especialmente os da região Sudeste. Pelo lado da demanda, verificou-se que a maior parcela ocorreu no setor de transformação (centrais elétricas de serviço público e centrais elétricas autoprodutoras), atingindo 1.288.000 tep (com sinal negativo na tabela 6.2), representando 74,35 % do total da OIE. O restante foi consumido pelo setor industrial, 443.000 tep, parcela de 25,59 % da OIE. 6.1.d - Energia hidráulica Como o sistema brasileiro é interligado, a energia hidráulica aqui tratada é aquela pertinente à geração anual nas hidroelétricas situadas no RS (Usinas Hidroelétricas - UHE e Pequenas Centrais Hidroelétricas – PCH), sendo que nas usinas de fronteira como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande, o valor gerado é dividido por dois. Em 2010, a OIE da energia hídrica (tabela 6.2) atingiu 1.704.000 tep, o equivalente a 19.812.209 MWh (tabela 6.1), perfazendo 11,24 % da OIE e ficando na quarta posição das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação à produção de 1.381.000 tep, em 2009, houve um aumento na Oferta em 23,39 %. Pelo lado da demanda, verificou-se em 2010 (tabela 6.2) que toda a energia hidráulica foi utilizada nos centros de transformação, sendo a maior parcela nas centrais elétricas de serviços públicos e a menor nas centrais elétricas autoprodutoras. 6.1.e - Lenha A lenha é o energético primário de mais difícil contabilização, tanto no tocante à coleta das informações como aos problemas de unidades empregadas pelos mercados produtor e consumidor do energético. Cabe registrar que os valores lançados para a lenha no BERS 2011 - ano base 2010 não são comparáveis com os valores que vinham sendo lançados no BERS até 2004. Os levantamentos e estimativas de consumo de lenha, efetuados pela equipe técnica, mostraram-se compatíveis com as pesquisas de produção de lenha efetuadas pelo IBGE no RS, e tais valores são bem menores que a contabilidade da lenha adotada anteriormente ao ano de 2005. No ano de 2010, a OIE da lenha ficou em 1.788.000 tep (tabela 6.2), representando 11,79 % das fontes primárias (gráfico 6.1). Pelo lado da demanda, verificou-se em 2010 (tabela 6.2) que o maior consumo ficou com o setor agropecuário, 946.000 tep, representando 54,33.% da OIE da lenha. Na segunda posição, aparece o setor o setor residencial com 409.000 tep (23,48%) e, na terceira posição, o setor industrial com 379.000 tep (21,77 %). 6.1.f - Produtos da cana Ao contrário do Brasil, onde a participação do bagaço de cana na composição das fontes primárias é significativa, no RS a situação é diferente. Em 2010, a participação dos produtos da cana2 registrou na OIE modestos 17.000 tep (tabela 6.2). Pela ótica da demanda, observou-se que 9.000 tep foram consumidos no setor energético, 4.000 tep como consumo C a p í t u l o 6 não-energético e 4.000 tep transformados nas destilarias. 6.1.g - Outras fontes primárias Trata-se da composição da lixívia, da casca do arroz e da energia eólica (tabela 6.1). Para calcular a quantidade de casca de arroz, utilizaram-se informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul FECOAGRO-RS. Para a safra 2010/2011, utilizaram-se os dados que 1 m³ de lenha seca 50 toneladas de arroz, 22% é casca e 38% dessa casca não é utilizada como energético. 1 0 0 2 I n c l u i o b a g a ç o d e c a n a p r o p r i a m e n t e d i t o , b e m c o m o o c a l d o d e c a n a e o u t r o s s u b p r o d u t o s d a c a n a . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Em 2010 (tabela 6.2), as “outras fontes primárias” apresentaram OIE de 1.186.000 tep, representando 7,82 % do total das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação a 2009, houve acréscimo na OIE em 101,02 %, o que se explica pelo aprimoramento de considerar o componente energético da fonte primária (oleaginosa) que se converte em biodiesel, o que não ocorreu em 2009. Pela ótica da demanda em 2010, verificou-se que 596.000 tep foram utilizados nos centros de transformação (casca de arroz utilizada em termoelétricas, geradores eólicos e energia primária de oleaginosas para produção de biodiesel - energia secundária). Em outras transformações, observa-se uma parcela expressiva do óleo de soja convertido em biodiesel. No setor industrial foram consumidos 590.000 tep, oriundos da casca de arroz e da lixívia. Tabela 6.1 - Fontes de Energia Primária unidades originais BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Importação Variação de Estoques Oferta Total Eólica MWh Casca de Arroz t Lixívia t Produtos da Cana t Lenha m3 Energia Hidráulica MWh Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico Carvão Vapor t Gás Natural mil m 3 0 0 6.772.799 0 0 19.812.209 14.778.341 81.780 685.324 1.398.989 358.141 9.185.184 590.596 0 0 0 0 0 0 0 0 0 77.952 0 502.487 0 0 0 7.051 0 0 0 0 9.263.136 590.596 7.275.287 0 0 19.812.209 14.785.392 81.780 685.324 1.398.989 358.141 Exportação 0 0 -153.141 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Não-Aproveitada 0 -2.368 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta 9.263.136 588.229 7.122.145 0 0 19.812.209 14.785.392 81.780 685.324 1.398.989 358.141 Total Transformação -9.263.136 -136.062 -5.298.572 0 0 -19.812.209 -390.149 -18.516 0 -64.704 -358.141 Refinarias de Petróleo -9.263.136 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -4.733.839 0 0 -19.578.056 -70.512 0 0 0 -358.141 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -136.062 -564.733 0 0 -234.153 -17.385 0 0 -64.704 0 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 -302.252 0 0 0 0 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -18.516 0 0 0 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Consumo Final 0 452.167 1.822.789 0 0 0 14.395.243 63.264 685.324 1.334.285 0 Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 18.979 0 0 0 Consumo Final Energético 0 452.167 1.822.789 0 0 0 44.284 685.324 1.334.285 0 Setor Energético 0 125.894 0 0 0 0 0 44.284 0 0 0 Residencial 0 381 0 0 0 0 3.379.451 0 0 0 0 Comercial 0 6.733 0 0 0 0 60.000 0 0 0 0 Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Agropecuário 0 0 0 0 0 0 7.821.407 0 0 0 0 0 80.515 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Rodoviário 0 80.515 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Hidroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Industrial - Total 0 238.644 1.822.789 0 0 0 3.134.385 0 685.324 1.334.285 0 Cimento 0 0 80.453 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferro-gusa e Aço 0 19.403 12.092 0 0 0 0 0 0 0 0 Ferroligas 0 33.694 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Mineração e Pelotização 0 0 2.071 0 0 0 0 0 0 0 0 Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 48.787 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Química 0 78.663 520.491 0 0 0 317.367 0 0 0 0 Alimentos e Bebidas 0 25.928 293.406 0 0 0 970.000 0 0 844.639 0 Têxtil 0 4.269 0 0 0 0 2.400 0 0 0 0 Papel e Celulose 0 2.731 467.562 0 0 0 619.618 0 685.324 0 0 Cerâmica 0 14.632 0 0 0 0 950.000 0 0 489.646 0 Outros 0 10.537 446.714 0 0 0 275.000 0 0 0 0 Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 785 0 0 0 0 0 0 0 0 Transportes - Total Ajustes 14.395.243 C a p í t u l o 6 Produção Petróleo m3 FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 1 0 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 6.2 - Fontes de Energia Primária unidade: mil tep BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Variação de Estoques Oferta Total Energia Primária Total Outras Fontes Primárias Produtos da cana Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico 0 0 1.646 0 0 1.704 1.787 17 1.186 6.340 8.147 520 0 0 0 0 0 0 0 8.667 69 0 122 0 0 0 1 0 0 192 8.216 520 1.768 0 0 1.704 1.788 17 1.186 15.199 Produção Importação Carvão Vapor Gás Natural Petróleo FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Exportação 0 0 -37 0 0 0 0 0 0 -37 Energia Não-Aproveitada 0 -2 0 0 0 0 0 0 0 -2 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta 8.216 518 1.731 0 0 1.704 1.788 17 1.186 15.160 Total Transformação -8.216 -120 -1.288 0 0 -1.704 -47 -4 -596 -11.975 Refinarias de Petróleo -8.216 0 0 0 0 0 0 0 0 -8.216 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -1.150 0 0 -1.684 -9 0 -31 -2.873 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -120 -137 0 0 -20 -2 0 -19 -298 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 -37 0 0 -37 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 -4 0 -4 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 -547 -547 Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Consumo Final 0 398 443 0 0 0 1.740 13 590 3.184 Consumo Final Não-Energético 0 0 0 0 0 0 0 4 0 4 Consumo Final Energético 0 398 443 0 0 0 1.740 9 590 3.180 Setor Energético 0 111 0 0 0 0 0 9 0 120 Residencial 0 0 0 0 0 0 409 0 0 409 Comercial 0 6 0 0 0 0 7 0 0 13 Público 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Agropecuário 0 0 0 0 0 0 946 0 0 946 0 71 0 0 0 0 0 0 0 71 Rodoviário 0 71 0 0 0 0 0 0 0 71 Ferroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aéreo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Hidroviário 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Industrial - Total 0 210 443 0 0 0 379 0 590 1.622 Transportes - Total Cimento 0 0 20 0 0 0 0 0 0 20 Ferro-gusa e Aço 0 17 3 0 0 0 0 0 0 20 Ferroligas 0 30 0 0 0 0 0 0 0 30 Mineração e Pelotização 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 43 0 0 0 0 0 0 0 43 Química 0 69 126 0 0 0 38 0 0 234 Alimentos e Bebidas 0 23 71 0 0 0 117 0 249 461 Têxtil 0 4 0 0 0 0 0 0 0 4 Papel e Celulose 0 2 114 0 0 0 75 0 196 387 Cerâmica 0 13 0 0 0 0 115 0 144 272 Outros 0 9 109 0 0 0 33 0 0 151 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Consumo Não-identificado Ajustes <> Gráfico 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2010 - % 60% 54,20% 50% C a p í t u l o 6 40% 1 0 2 30% 20% 11,79% 11,42% 11,24% 10% 7,82% 3,41% 0,11% 0% Petróleo Lenha Carvão Vapor Energia Hidráulica Outras Fontes Primárias Gás Natural Produtos da cana Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias Na tabela 6.4, verifica-se que o consumo final de fontes secundárias em 2010 atingiu 10.665.000 tep, tendo predominado a nafta, com 2.539.000 tep (23,81 %). Em 2010, o consumo final de fontes secundárias teve um decréscimo de 1 % em relação a 2009. Já o consumo final energético (sem considerar a nafta e outros não energéticos do petróleo) atingiu 7.601.000 tep, crescimento de 6,79% em relação a 2009. Examina-se, a seguir, a participação específica de cada fonte de energia secundária no ano de 2010. 6.2.a - Óleo Diesel Os consumidores ao abastecerem seus veículos movidos a óleo diesel no Brasil, estão utilizando o óleo diesel (oriundo do refino de petróleo) misturado ao biodiesel, em proporções crescentes. Em 2008, quando a mistura de biodiesel ao óleo diesel passou a ser obrigatória, criou-se o B2 (oriundo da mistura de 2% em volume de biodiesel ao óleo diesel), proporção realizada de janeiro a junho. Nos meses de julho de 2008 a junho de 2009, passou-se a utilizar o B3 (mistura de 3% do biodiesel ao óleo diesel). Nos meses de julho a dezembro de 2009, criou-se o B4 (mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel), e, em 2010, passou-se a utilizar o B5 (mistura de 5% em volume do biodiesel ao óleo diesel). Os valores de biodiesel em 2010 serão examinados no item 6.2.k. A seguir, examinam-se os valores refinados, exportados e consumidos de óleo diesel em 2010, bem como o valor de óleo diesel misturado no consumo final. No gráfico 6.2, que exclui nafta e outros não energéticos do petróleo, observa-se a predominância no consumo do óleo diesel em 2010 (32,41 %), vindo, em seguida, a eletricidade, com 29,37%; e, em terceiro lugar, a gasolina (gasolina A), com 20,35%. Foram consumidos no RS, tabela 6.4, o equivalente a 2.463.000 tep, ou seja, 2.904.990 m³ de óleo diesel, conforme tabela 6.3, representando um crescimento de 8,69 % em relação a 2009. Cabe registrar que no RS foram refinados 4.787.113 m³ de óleo diesel em 2010, sendo parte dessa produção exportada. Na ponta da demanda setorial, verificou-se que o maior consumo foi do setor transporte com 2.369.000 tep (96,17 %), vindo na segunda posição, o setor industrial, com 65.000 tep (2,65%). Em relação ao diesel total (B5), no ano de 2010, foram consumidos 3.057.884.m³, oriundo da mistura de 2.904.990 m³ de óleo diesel com 152.894 m³ de biodiesel. 6.2.b - Óleo combustível Em 2010, o consumo de óleo combustível no RS chegou a 122.000 tep, tabela 6.4, correspondendo a 1,61% (gráfico 6.2) do consumo de energéticos secundários, representando uma queda de 3,94% em relação a 2009. Pelo lado da demanda setorial, verificou-se em 2010, tabela 6.4, que o maior consumo de óleo combustível foi do setor industrial, 116.000 tep, representando 95,08%; na segunda posição, ficou o consumo no setor energético com 4.000 tep, e, em terceiro o consumo comercial com 2.000 tep cada. O óleo combustível utilizado no centro de transformação não é considerado como consumo. Os consumidores ao abastecerem seus automóveis no Brasil usam a gasolina C, também designada de gasolina automotiva. A gasolina C é uma mistura da gasolina A com 23,79%3 (em volume) de álcool anidro. Dessa forma, será analisada primeiramente a parcela da gasolina A que é misturada com o álcool anidro, a qual consta como “Gasolina” nas tabelas do balanço. Em 2010, o consumo de gasolina A no RS chegou a 1.546.000 tep (tabela 6.4) ou a 1.975.432 m³ (tabela 6.3), 3 O p e r c e n t u a l r e p r e s e n t a a m é d i a e m 2 0 1 0 . S e g u n d o d a d o s d a A N P , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . N o s d e m a i s m e s e s , p e r m a n e c e u e m 2 5 % . C a p í t u l o 6 6.2.c - Gasolina A 1 0 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 representando 20,35% (gráfico 6.2) da parcela do consumo final de energéticos secundários (exclui nafta e outros produtos não energéticos do petróleo). O consumo de gasolina A cresceu 16,74% em relação a 2009. Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2010 a gasolina A foi consumida no setor transportes, predominantemente no segmento rodoviário e uma pequena parcela no segmento aéreo. 6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva) É a utilizada para abastecer os veículos nos postos de combustíveis do Brasil, sendo uma mistura da gasolina A, que sai das refinarias de petróleo, com 23,79%4 (em volume) de álcool anidro. Em 2010, o consumo de gasolina C no RS atingiu 2.582.904 m³, o equivalente a 1.988.836 tep, verificando-se um acréscimo no consumo de gasolina C de 15,02% em relação a 2009. Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2010, a gasolina C foi consumida no setor transportes, segmento rodoviário. 6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP Em 2010, o consumo de GLP no RS (tabela 6.4) chegou a 507.000 tep, parcela de 6,68% (gráfico 6.2) em relação ao consumo energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo), representando um crescimento de 3,47% em relação a 2009. Pela ponta da demanda setorial em 2010, a maior parcela do consumo de GLP (tabela 6.4) ficou com o setor residencial, 81,63%, atingindo 414.000 tep; na segunda posição, ficou o consumo industrial com 66.000 tep ou uma parcela de 13,09%. 6.2.f - Nafta A nafta é empregada para a produção de plásticos e outros produtos da indústria petroquímica. Não é, portanto, empregada como energético (salvo em pequenas quantidades de nafta transformadas em gasolina e GLP). Em 2010 (tabela 6.4), foram consumidas 2.539.000 tep de nafta, o equivalente a 3.318.954 m³ de nafta (tabela 6.3), representando uma redução no consumo de 21,54% em relação a 2009. A nafta participou com 23,81% no consumo final de fontes secundárias (energéticas e não energéticas). Cabe salientar que a maior parte da nafta utilizada no RS no ano de 2010 foi importada. O montante da importação de nafta foi de 1.702.000 tep, segundo dados da tabela 6.4. 6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante) Em 2010, o RS consumiu 136.000 tep (tabela 6.4) de querosene (aviação mais iluminante), o que representa um crescimento de 6,25% em relação a 2009. Pelo lado da demanda setorial, observou-se que em 2010, a maior parcela de querosene (no caso a querosene de aviação) foi consumida no setor transportes (segmento aéreo) com 135.000 tep (98,61%). 6.2.h - Eletricidade Em 2010 (tabela 6.4), o consumo final de eletricidade no RS atingiu 2.232.000 tep ou 25.955.542 MWh (tabela 6.3), representando 29,37% (gráfico 6.2) do consumo final energético de fontes secundárias (exclui nafta e C a p í t u l o 6 outros não energéticos do petróleo). O valor apurado representa um crescimento de 2,53% em relação a 2009. Pelo lado da demanda setorial em 2010, a maior parcela do consumo ficou com o setor industrial, 35,84% do total, atingindo 800.000 tep; vindo em segundo lugar, o setor residencial, com 591.000 tep (26,49%); e na terceira posição, o setor comercial, com 376.000 tep (16,84%). 1 0 4 4 V e r n o t a d e r o d a p é a n t e r i o r . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6.2.i - Carvão vegetal O consumo final energético desta fonte secundária foi baixo em 2010, atingindo 26.000 tep, conforme pode ser observado na tabela 6.4, esse valor é praticamente o mesmo apurado em 2009. 6.2.j - Álcool etílico (anidro mais hidratado) O álcool anidro é misturado à gasolina A na proporção de 23,79%5, dando origem a gasolina C, conforme comentado anteriormente. Já o álcool hidratado é utilizado como combustível nos veículos automotores a álcool e flex - opção de uso além da gasolina C. Em 2010, o álcool etílico anidro consumido no RS atingiu 614.591 m3 e o hidratado 240.893 m3 (tabela 6.3), o que representa um crescimento de 9,48% do anidro e um decréscimo de 40,23%, respectivamente, em relação ao ano de 2009. Na ponta do consumo setorial, verifica-se que tanto o álcool hidratado como o álcool anidro foram praticamente utilizados no setor transporte (rodoviário). No gráfico 6.2, é apresentada a parcela de 7,46% referente ao consumo de álcool etílico anidro, hidratado, somado ao biodiesel, em relação ao consumo total de energéticos secundários. Se for considerada apenas a parcela de álcool etílico anidro e hidratado, o valor passa a ser de 5,86%. 6.2.k - Biodiesel (B100) Em 2010, o consumo de biodiesel chegou a 152.894 m3, tabela 6.4, correspondendo a 1,52% do consumo de energéticos secundários (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). No gráfico 6.2, essa parcela está inserida na parcela de 7,46%, junto ao consumo de álcool etílico anidro e hidratado. Cabe registrar que no RS foram produzidos 605.998 m3 de biodiesel (conforme linha ”outras transformações” da tabela 6.3), sendo a maior parcela dessa produção exportada. 6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo Inclui gás de refinaria, coque e outros. O consumo ocorre nos centros de transformação e sua abordagem será tratada no capítulo 7. 6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo Derivados de petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins, como graxas, parafinas, asfaltos, solventes e outros. O consumo de produtos não energéticos de petróleo C a p í t u l o 6 atingiu 526.000 tep em 2010, crescimento de 25,54% em relação a 2009. 5 O p e r c e n t u a l r e p r e s e n t a a m é d i a e m 2 0 1 0 . S e g u n d o d a d o s d a A N P , e n t r e 1 ° d e f e v e r e i r o e 2 d e m a i o , a m i s t u r a d e á l c o o l e t í l i c o a n i d r o n a g a s o l i n a A d i m i n u i u p a r a 2 0 % . N o s d e m a i s m e s e s , p e r m a n e c e u e m 2 5 % . 1 0 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 6.3 - Fontes de Energia Secundária unidades originais BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Biodiesel (B100) m3 0 0 0 0 8.746.252 52.611 -2.745 0 0 0 0 449.265 2.278.060 -2.745 0 0 0 8.746.252 0 0 0 0 0 -1.020.444 0 0 0 -453.104 0 -21.062 90.191 21.211 130.205 64.940 90.191 21.211 -10.858 -246.962 0 m3 0 0 0 0 Álcool Etílico Hidratado Álcool Etílico Anidro m3 Carvão Vegetal t Eletricidade MWh Urânio contido no UO2 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria 0 0 0 0 -1.918.865 -137.165 Querosene m3 Nafta m3 Gasolina m3 Óleo Combustível m3 GLP m3 0 0 0 0 0 614.591 235.093 0 0 0 0 0 614.591 235.093 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta -1.853.925 -46.974 10.353 202.303 2.278.060 -2.745 0 0 0 7.725.809 0 Total Transformação 614.591 235.093 -453.104 4.759.129 174.205 1.965.095 627.901 1.040.399 168.634 0 0 0 22.142.705 39.770 0 5.800 605.998 Refinarias de Petróleo 4.787.113 205.905 1.965.095 627.901 1.040.399 168.634 0 0 0 0 0 0 0 0 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 -31.713 0 0 0 0 0 0 0 21.051.219 0 0 0 0 -27.984 12 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 39.770 0 0 0 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.800 0 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 605.998 0 0 0 0 0 0 0 0 -3.910.849 0 0 0 0 830.448 3.318.954 166.037 0 0 0 25.955.542 39.770 614.591 240.893 152.894 Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético 0 2.904.990 0 2.904.990 127.348 1.975.432 0 0 127.348 1.975.432 0 0 0 0 0 0 0 166.037 0 0 0 25.955.542 39.770 614.591 240.893 152.894 0 3.318.954 830.448 1.091.486 0 0 4.330 0 5 0 50 0 0 0 0 0 0 0 0 0 677.916 0 703 0 0 0 6.874.536 31.816 0 0 0 Comercial 17.014 2.235 0 40.863 0 1.244 0 0 0 4.369.656 7.954 0 0 895 Público 10.902 253 0 1.145 0 0 0 0 0 1.954.887 0 0 0 574 3.343 0 0 1.609 0 0 0 0 0 3.108.056 0 0 0 176 2.793.687 0 1.975.432 202 0 163.742 0 0 0 50.527 0 614.591 240.893 147.036 Rodoviário 2.754.041 0 1.968.313 0 0 0 0 0 0 0 0 614.591 240.893 144.950 Ferroviário 33.295 0 0 0 0 5 0 0 0 50.527 0 0 0 0 0 7.119 0 0 163.737 0 0 0 0 0 0 0 0 Hidroviário 6.351 0 0 202 0 0 0 0 0 0 0 0 0 334 Industrial - Total 77.050 120.530 0 108.709 0 299 0 0 0 9.303.169 0 0 0 4.055 330 71 0 1.285 0 0 0 0 0 59.590 0 0 0 17 1.568 2.828 0 21 0 0 0 0 0 934.142 0 0 0 83 0 0 0 0 0 0 0 0 0 203.908 0 0 0 0 21.149 410 0 984 0 0 0 0 0 91.555 0 0 0 1.113 Residencial Agropecuário Transportes - Total Aéreo Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química 294.711 0 2.993 Setor Energético 158 1.752 461 349 0 3.431 0 0 0 0 0 1.382.530 0 0 0 24 3.148 5.017 0 4.752 0 249 0 0 0 1.041.736 0 0 0 166 15.627 31.826 0 16.876 0 0 0 0 0 1.982.636 0 0 0 822 Têxtil 295 6.797 0 4.331 0 0 0 0 0 165.102 0 0 0 16 Papel e Celulose 558 23.698 0 1.560 0 0 0 0 0 302.112 0 0 0 29 29 2.222 0 176 0 0 0 0 0 40.375 0 0 0 2 33.887 47.312 0 75.291 0 50 0 0 0 3.099.483 0 0 0 1.784 Alimentos e Bebidas Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes C a p í t u l o 6 0 319.060 2.225.449 0 86.002 Energia Não-Aproveitada Centrais Elétricas Autoprodutoras 1 0 6 Óleo Diesel m3 FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 214 -117 16 -245 -496 -148 0 0 0 2.122 0 0 0 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 6.4 - Fontes de Energia Secundária unidade: mil tep BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Variação de Estoques Oferta Total Energia Secundária Total Alcatrão Produtos Não Energéticos do Petróleo Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado* Carvão Vegetal Eletricidade Urânio contido no UO2 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Querosene Nafta GLP 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 73 0 0 195 1.702 0 0 0 0 752 0 442 0 189 0 3.354 -18 86 17 80 40 -2 0 0 0 0 0 0 6 0 0 209 55 86 17 275 1.743 -2 0 0 0 752 0 442 6 189 0 3.563 Produção Importação Gasolina Óleo Combustível Óleo Diesel FLUXO DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA -1.627 -132 -9 -151 0 0 0 0 0 -88 0 -337 0 0 0 -2.343 Energia Não-Aproveitada 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Reinjeção 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Oferta Interna Bruta -1.572 -45 8 124 1.743 -2 0 0 0 664 0 105 6 189 0 1.220 Total Transformação Exportação 4.036 167 1.538 384 796 139 0 0 0 1.904 26 461 -6 337 0 9.781 Refinarias de Petróleo 4.059 197 1.538 384 796 139 0 0 0 0 0 0 203 337 0 7.653 Plantas de Gás Natural 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coquerias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 -30 0 0 0 0 0 0 0 1.810 0 0 0 0 0 1.780 -24 0 0 0 0 0 0 0 0 94 0 0 0 0 0 70 Carvoarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 26 0 0 0 0 26 Destilarias 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 3 Outras Transformações 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 458 -209 0 0 249 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -336 0 0 0 0 0 -336 2.463 122 1.546 507 2.539 136 0 0 0 2.232 26 567 0 526 0 10.665 Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final 0 0 0 0 2.539 0 0 0 0 0 0 0 0 526 0 3.065 2.463 122 1.546 507 0 136 0 0 0 2.232 26 567 0 0 0 7.601 Setor Energético 3 4 0 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 0 0 32 Residencial 0 0 0 414 0 1 0 0 0 591 21 0 0 0 0 1.027 Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético 14 2 0 25 0 1 0 0 0 376 5 1 0 0 0 424 Público 9 0 0 1 0 0 0 0 0 168 0 0 0 0 0 179 Agropecuário 3 0 0 1 0 0 0 0 0 267 0 0 0 0 0 271 2.369 0 1.546 0 0 135 0 0 0 4 0 562 0 0 0 4.617 Rodoviário 2.335 0 1.541 0 0 0 0 0 0 0 0 561 0 0 0 4.437 Ferroviário 28 0 0 0 0 0 0 0 0 4 0 1 0 0 0 34 0 0 6 0 0 135 0 0 0 0 0 0 0 0 0 140 Comercial Transportes - Total Aéreo Hidroviário 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 Industrial - Total 65 116 0 66 0 0 0 0 0 800 0 3 0 0 0 1.051 Cimento 0 0 0 1 0 0 0 0 0 5 0 0 0 0 0 6 Ferro-gusa e Aço 1 3 0 0 0 0 0 0 0 80 0 0 0 0 0 84 18 0 0 0 0 0 0 0 0 0 18 0 0 0 0 0 18 0 0 1 0 0 0 0 0 8 0 1 0 0 0 28 0 0 0 2 0 0 0 0 0 119 0 0 0 0 0 122 Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos 3 5 0 3 0 0 0 0 0 90 0 0 0 0 0 100 13 31 0 10 0 0 0 0 0 171 0 1 0 0 0 225 Têxtil 0 7 0 3 0 0 0 0 0 14 0 0 0 0 0 24 Papel e Celulose 0 23 0 1 0 0 0 0 0 26 0 0 0 0 0 50 Cerâmica 0 2 0 0 0 0 0 0 0 3 0 0 0 0 0 6 29 45 0 46 0 0 0 0 0 267 0 1 0 0 0 388 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1 Química Alimentos e Bebidas Outros Consumo Não-identificado Ajustes * Inclui o Biodiesel (B100) Gráfico 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2010 - % 35% 32,41% 29,37% 30% 25% 20,35% 20% 15% 10% 7,46% 6,68% 5% 0% 1,80% Óleo Diesel Eletricidade Gasolina Álcool Etílico Anidro e Hidratado* GLP Querosene 1,61% Óleo Combustível 0,34% Carvão Vegetal C a p í t u l o 6 <> 1 0 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis6 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS Existe uma diferença significativa entre o Brasil e o Rio Grande do Sul quanto à oferta de energia renovável e não-renovável, o comparativo pode ser observado na tabela 6.5 a seguir. No caso do Brasil, observa-se um percentual superior da participação de energias renováveis na matriz energética. Já no caso do RS, a parcela da oferta de energia não renovável ainda é predominante. Nota-se que o Rio Grande do Sul não segue a tendência da OIE Nacional nesses anos. Tabela 6.5 - Oferta Interna de Energia7 no Brasil e no RS no período de 2006 a 2010 Brasil Fonte de Energia Petróleo e Derivados RS 2006 2007 2008 2009 37,80% 36,70% 36,58% 37,78% 2010 2006 37,96% 57,35% 2007 58,43% 2008 2009 2010 59,81% 57,53% 52,90% 3,16% Gás Natural 9,60% 9,30% 10,27% 8,74% 10,19% 5,29% 3,63% 3,71% 3,07% Carvão Mineral e Derivados 6,00% 6,20% 5,76% 4,80% 5,06% 7,42% 6,84% 7,26% 6,74% 10,56% Urânio e Derivados 1,60% 1,40% 1,47% 1,39% 1,44% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Energia não Renovável 55,00% 53,60% 54,08% 52,71% 54,65% 70,06% 68,90% 70,79% 67,34% 66,63% Energia Hidráulica e Eletricidade 14,80% 14,70% 14,02% 15,30% 14,14% 12,11% 13,66% 13,24% 14,88% 14,46% Lenha e Carvão Vegetal 12,70% 12,50% 11,57% 10,09% 9,64% 12,13% 11,72% 10,92% 12,42% 10,91% Produtos da Cana-de-açúcar 14,50% 16,00% 16,97% 18,09% 17,65% 2,25% 2,38% 1,61% 1,53% 0,75% 2,90% 3,10% 3,36% 3,81% 3,91% 3,44% 3,32% 3,44% 3,82% 7,24% Outros Renováveis 44,90% 46,30% 45,92% 47,29% 45,35% 29,93% 31,08% 29,21% 32,66% 33,36% Energia Renovável F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 R e s u l t a d o s P r e l i m i n a r e s , B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 a n o b a s e 2 0 0 8 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 <> Gráfico 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável no Brasil e no RS, em 2010 66,63% 70,00% 60,00% 54,65% mil tep 50,00% 45,35% 40,00% 33,36% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% Brasil RS Energia não Renovável Energia Renovável C a p í t u l o 6 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 R e s u l t a d o s P r e l i m i n a r e s e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 1 0 8 6 U t i l i z a d o o c r i t é r i o d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l . N o e n t a n t o , s e r i a m a i s c o n v e n i e n t e r e t i r a r a n a f t a n ã o e n e r g é t i c a d a s f o n t e s n ã o r e n o v á v e i s , b e m c o m o r e t i r a r a e l e t r i c i d a d e d a s f o n t e s r e n o v á v e i s . N o c a s o d o R S , c o m a u t i l i z a ç ã o d e s s e c r i t é r i o , a p a r t i c i p a ç ã o d o s r e n o v á v e i s s e r i a m a i o r e p a r a o c a s o b r a s i l e i r o s e r i a m e n o r . 7 N a s t a b e l a s d o a n e x o G , t a m b é m c h a m a d a d e O f e r t a I n t e r n a B r u t a O I B . 7 Centros de Transformação Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 0 9 U n i d a d e d e G e r a ç ã o d e H i d r o g ê n i o d a R E F A P R S F o t o : C l a i t o n A d r i a n o L e a l Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Centros de Transformação Nos chamados centros de transformação, uma modalidade de energia é convertida em outra, predominando a conversão de energia de fontes primárias em fontes secundárias. Dessa forma, refinarias de petróleo, usinas hidroelétricas, usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, usinas térmicas a carvão vapor, são centros de transformação, onde, predominantemente, a energia de uma fonte primária é convertida em energia secundária. Na sociedade atual, o petróleo predomina em termos de fonte de energia, dessa forma, as refinarias de petróleo são os centros de transformação mais importantes. Um centro de transformação pode converter um energético secundário em outro, como exemplo, usinas termelétricas a diesel ou a óleo combustível. Os principais centros de transformação do Rio Grande do Sul, referentes ao balanço de 2010, são analisados a seguir. 7.1 - Refinarias de Petróleo Na tabela 7.1, é apresentado o balanço de energia das refinarias de petróleo do RS. REFAP, RIOGRANDENSE e BRASKEM são as refinarias instaladas no Estado. Os números de refino do RS constam no anexo G nas tabelas referentes ao Balanço. Inicialmente é necessário salientar que os sinais negativos nas tabelas dos centros de transformação indicam que uma modalidade de energia está sendo consumida para gerar outra modalidade de energia, dessa forma o petróleo aparece com o sinal negativo. Em 2010, nas refinarias do RS, foram refinados 8.216.000 tep (ou 82,16 trilhões de kcal) de petróleo, representando um decréscimo de 10,63% em relação ao ano de 2009. Pode ser observado que a coluna das diferenças (última coluna da tabela 7.1) não está zerada. Isso quer dizer que nem toda a energia de petróleo (input) das refinarias foi integralmente convertida em fontes secundárias de energia (output). Verifica-se, em termos percentuais, que não foi convertido em fonte de energia secundária 563.000 tep em 2010 (6,85%). Das fontes de energia secundárias produzidas nas refinarias do RS, em 2010, o óleo diesel representa 49,40%, atingindo 4.059.000 tep; a gasolina (gasolina A) veio em seguida com 18,72%, chegando a 1.538.000 tep; ficando na terceira posição a nafta, com 796.000 tep (9,69%); e na quarta posição aparece o GLP, com 384.000 tep (4,67%). Tabela 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS 2005 -6.421 2.605 632 1.289 234 960 105 31 114 5.970 -451 2006 -6.426 2.894 526 1.360 269 703 97 71 99 6.019 -406 2007 -8.396 3.748 195 1.653 452 1.318 118 208 124 7.817 -579 2008 -7.707 3.551 476 1.538 421 874 116 282 245 7.504 -203 2009 -9.193 4.571 447 1.509 600 1.145 138 365 304 9.079 -114 2010 -8.216 4.059 197 1.538 384 796 139 203 337 7.653 -563 C a p í t u l o 7 Unidade: mil tep Fonte de Energia Petróleo Óleo Diesel Óleo Combustível Gasolina GLP Nafta Querosene Outras Secundárias de Petróleo Produtos Não Energéticos do Petróleo Energia Secundária Total do Petróleo Diferença nos Centros de Transformação 1 1 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos Na tabela 7.2 é apresentado o balanço de energia das centrais de serviços públicos do RS. São consideradas centrais elétricas de serviços públicos as usinas hidrelétricas, termelétricas (carvão e biomassas) e outras que fornecem energia elétrica para as empresas que detem concessão de distribuição. Como exemplos, são centrais elétricas de serviços públicos no Estado as usinas termoelétricas a carvão de Candiota, Charqueadas e São Jerônimo; usinas hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai, como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande; hidrelétricas da bacia do rio Jacuí, como Dona Francisca e Jacuí; e Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH. Essa energia é previamente negociada em leilões, sendo que uma parcela dessa energia pode ser vendida diretamente para os chamados consumidores livres. Em países como a Inglaterra, qualquer consumidor pode se tornar um consumidor livre, o que ainda não ocorre no Brasil. No caso de hidrelétricas de fronteira, como Itá, Machadinho e Barra Grande, os valores de MWh produzidos anualmente estão divididos por dois e lançados no BERS. Os sinais negativos que aparecem na tabela 7.2 atendem à metodologia internacional adotada pelo BERS, indicando que os centros de transformação consumiram uma modalidade de energia na entrada do processo para gerar outra modalidade de energia em sua saída. No ano de 2010, verifica-se nas centrais elétricas de serviços públicos que foram transformadas 2.873.000 tep (28,73 trilhões de kcal) de energia primária e 30.000 tep de energia secundária para a produção de 1.810.000 tep (18,10 trilhões de kcal) de eletricidade, valor 19,87% acima do total produzido de eletricidade em 2009. Em média, isso representa um rendimento anual energético de 62,35% para as unidades de geração de eletricidade. Em 2010, o consumo de energia primária nas centrais de serviços públicos cresceu 38,66%. No tocante as fontes primárias que alimentaram os centros de transformação para produção de eletricidade em 2010, a maior contribuição foi da energia hidráulica, com 58,59%, totalizando 1.684.000 tep. A segunda posição ficou com o carvão vapor, representando 40,01%, totalizando 1.150.000 tep. A energia eólica, com 1,08% do consumo de fontes primárias, representou um consumo de 31.000 tep, ficando na terceira posição. A lenha ocupou a quarta posição e representou 0,31% do consumo total. O gás natural não teve participação em 2010 em virtude da Usina Termelétrica de Uruguaiana ter ficado fora de operação. No ano de 2010, o único energético secundário utilizado para a produção de eletricidade nas centrais elétricas de serviços públicos foi o óleo combustível, sendo consumidas 30.000 tep. Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais de serviços públicos não é integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foram convertidas em eletricidade 1.093.000 tep em 2010 (38,04%). Tabela 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS C a p í t u l o 7 Unidade: mil tep 1 1 2 Fonte de Energia Gás Natural Carvão Vapor Energia Hidráulica Lenha Outras Fontes Primárias Total Consumido de Energéticos Primários Óleo Combustível Eletricidade Total Consumido de Energéticos Secundários Diferença nos Centros de Transformação 2005 -528 -829 -968 -39 0 -2.364 -19 1.369 1.350 -1.014 2006 -407 -770 -655 -40 -12 -1.884 -23 1.081 1.058 -826 2007 -143 -768 -1.149 -40 -35 -2.135 -20 1.370 1.350 -785 2008 -187 -736 -961 -44 -37 -1.965 -44 1.182 1.138 -827 2009 0 -645 -1.364 -30 -33 -2.072 -7 1.510 1.503 -569 2010 0 -1.150 -1.684 -9 -31 -2.873 -30 1.810 1.780 -1.093 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2010 Os gráficos 7.1 a 7.7 apresentam a geração de energia elétrica no período de 2000 a 2010 por tipo de fonte. <> Gráfico 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE 9.000 8.463 8.000 7.000 mil MWh 6.000 7.454 7.291 6.512 6.573 5.920 5.832 5.613 5.000 4.647 4.000 4.532 4.584 3.000 2.000 1.000 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 ano 2006 2007 2008 2009 2010 N o t a : A E n e r g i a d a s U H E d e f r o n t e i r a é c a l c u l a d a p e l o f l u x o d e e n e r g i a n o E s t a d o e n ã o e s t ã o s o m a d a s n o s v a l o r e s d o g r á f i c o . <> Gráfico 7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH1 1.400 1.209 1.200 mil MWh 1.000 907 800 600 553 400 200 76 84 72 98 2000 2001 2002 2003 134 2004 167 164 263 0 2005 2006 2007 2008 2009 2010 ano <> Gráfico 7.3 - Biomassa 60 50 50 46 41 46 36 40 28 30 28 22 20 10 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 ano 1 A s u s i n a s d e C a n a s t r a e B u g r e s e s t ã o l a n ç a d a s e m U H E c o n f o r m e c r i t é r i o u t i l i z a d o p e l a A N E E L . 2007 2008 2009 2010 C a p í t u l o 7 mil MWh 46 1 1 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 7.4 - Gás 4.000 3.557 3.500 2.894 mil MWh 3.000 2.706 2.500 2.477 2.584 2.000 1.865 1.500 1.100 1.000 500 958 528 341 325 0 2000 <> 2001 2002 2003 2005 ano 2006 2007 2008 2009 2010 Gráfico 7.5 - Carvão 2.500 2.306 1.966 2.000 mil MWh 2004 1.500 1.787 1.571 1.790 2.016 1.572 1.509 1.210 1.231 1.000 1.064 500 0 2000 <> 2001 2002 2003 2004 2005 ano 2006 2007 2008 2009 2010 Gráfico 7.6 - Óleo 290 243 240 180 mil MWh 190 144 140 99 90 39 40 56 0 -10 <> 2000 2001 2002 2003 0 0 2004 2005 ano 1 2006 6 2007 2008 2009 2010 Gráfico 7.7 - Eólica 500 450 407 400 430 384 358 mil MWh C a p í t u l o 7 350 300 250 200 145 150 100 50 0 2000 1 1 4 2001 2002 2003 2004 2005 ano 2006 2007 2008 2009 2010 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2010 <> Gráfico 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2010 - % 80% 73,57% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10,51% 9,25% 10% 2,83% 3,11% 0,49% 0,24% 0% UHE PCH CARVÃO EÓLICA GÁS ÓLEO BIOMASSA N o t a : A E n e r g i a d a s U H E d e f r o n t e i r a é c a l c u l a d a p e l o f l u x o d e e n e r g i a n o E s t a d o e n ã o e s t á s o m a d a n o s v a l o r e s d o g r á f i c o . 7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras O balanço das centrais elétricas autoprodutoras no período de 2005 a 2010 consta na tabela 7.3. No ano de 2010, o total de energia primária consumida pelos autoprodutores de energia elétrica no RS foi de 298.000 tep, já o consumo de energia secundária foi de 24.000 tep. Esse montante correspondeu a 94.000 tep de energia elétrica gerada, representado um aumento de 16,05% em relação ao ano de 2009. Em 2010, o maior consumo de fontes primárias em centrais autoprodutoras foi de carvão vapor com 137.000 tep (45,97%), seguido do consumo de gás natural, com 120.000 tep, 40,27% do consumo total e, na terceira posição, o consumo de energia hidráulica, com 20.000 tep, representando 6,71%. Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais elétricas autoprodutoras não é integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foi convertida em eletricidade 228.000 tep em 2010 (70,81%). Tabela 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS Unidade: mil tep 2005 -58 0 -23 0 0 -81 -2 41 39 -42 2006 -68 0 -20 0 0 -88 -7 41 34 -54 2007 -82 0 -24 0 0 -106 -7 50 43 -63 2008 -78 -40 -19 -2 -20 -159 -21 65 44 -115 2009 -143 -60 -17 -2 -20 -242 -32 81 49 -193 2010 -120 -137 -20 -2 -19 -298 -24 94 70 -228 7.4 - Destilarias Diferente da tendência de produção de álcool em algumas regiões do País, o Rio Grande do Sul permanece com uma pequena produção de álcool etílico hidratado. No Estado, o consumo é baixo, se comparado com São Paulo e Paraná, por exemplo. Estudos recentes demonstram condições climáticas favoráveis e de solo adequado para C a p í t u l o 7 Fonte de Energia Gás Natural Carvão Vapor Energia Hidráulica Lenha Outras Fontes Primárias Total Consumido de Energéticos Primários Óleo Diesel Eletricidade Total Consumido de Energéticos Secundários Diferença nos Centros de Transformação a plantação da cana-de-açúcar. Como grande parte do álcool consumido no Estado vem de outros estados, os 1 1 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 proprietários de automóveis flex acabam prejudicados, já que pagam preços mais elevados para abastecer seus veículos com etanol. Em Porto Xavier, há uma destilaria de álcool etílico hidratado que responde pela integralidade do balanço de centro de produção de álcool no RS. Na tabela 7.4, constam os valores de produção por ano de álcool etílico hidratado no RS. Valor abaixo das possibilidades de produção do Estado, conforme análises no Balanço Energético 2005/2006/2007, anexo G. Tabela 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS Unidade: mil tep Fonte de Energia 2005 -3 2006 -3 2007 -3 2008 -4 2009 -1 2010 -4 Energia primária total -3 -3 -3 -4 -1 -4 Álcool etílico hidratado 2 2 2 3 1 3 Energia secundária total 2 2 2 3 1 3 Energia Total -1 -1 -1 -1 0 -1 Produtos da Cana 7.5 - Carvoarias O carvão vegetal origina de inúmeras carvoarias no Estado e o balanço energético está lançado na tabela 7.5. No ano de 2010, os centros de transformação que produzem carvão consumiram 37.000 tep de lenha, energético primário, para produzir 26.000 tep de carvão vegetal, energético secundário, configurando um rendimento energético de 70%. Tabela 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS Unidade: mil tep Fonte de Energia Lenha C a p í t u l o 7 2006 -38 2007 -39 2008 -40 2009 -40 2010 -37 -37 -38 -39 -40 -40 -37 Carvão Vegetal 26 27 27 28 28 26 Total Consumido de Energéticos Secundários Diferença nos Centros de Transformação 26 27 27 28 28 26 -11 -11 -12 -12 -12 -11 Total Consumido de Energéticos Primários 1 1 6 2005 -37 8 Consumo de Energia Setorial Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 1 7 M e r c a d o P ú b l i c o d e P o r t o A l e g r e F o t o : B e t o R o d r i g u e s Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Consumo de Energia Setorial Em 2010, o consumo final energético (exclui nafta e produtos não energéticos do petróleo) foi de 10.781.000 tep. Conforme mostra o gráfico 8.1, a maior parcela de consumo foi do setor transportes com 4.688.000 tep, representando 43,48% do total, o transporte rodoviário predominou no setor. O consumo de energéticos primários e secundários do setor industrial vem em seguida, representando 24,78%, com um consumo de 2.672.000 tep (no gráfico 8.2, verifica-se o consumo por tipo de indústria). O setor residencial, com domicílios rurais inclusos, representou 13,31%, sendo consumidos 1.435.000 tep. O setor agropecuário representou 11,29%, 1.217.000 tep. Em seguida, aparece o setor comercial com 4,05%, 437.000 tep; seguidos do setor público com 1,66%, 179.000 tep; e do setor energético com 1,41%, 152.000 tep de consumo. O consumo final energético apresentou acréscimo de 6% em relação a 2009. <> Gráfico 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2010 - % 50% 45% 43,48% 40% 35% 30% 24,78% 25% 20% 13,31% 15% 11,29% 10% 4,05% 5% 1,66% 1,41% Público Setor Energético 0% Transportes Industrial Residencial Agropecuário Comercial F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 8.1 - Setor Energético A energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de produtos energéticos, na sua forma final, define o que é consumido pelo setor energético. Em 2010, predominou o consumo de gás natural, consumo de 111.000 tep. Esse montante representa 73,03% do total de 152.000 tep. O segundo energético consumido é a eletricidade, representando 16,45%, em um total de 25.000 tep. Na terceira posição vem o óleo combustível com 4.000 tep (2,63%). 8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais) Em 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor residencial foi de eletricidade, com 41,18%, 591.000 tep de energia consumida, de um total de 1.435.000 tep. Na segunda posição, ficou o consumo de GLP com 414.000 tep, representando 28,85%. Na terceira posição, ficou a lenha, com uma fatia de 28,50%, representando um consumo de 409.000 tep. Na quarta posição, ficou o consumo de carvão vegetal, com 21.000 tep, representando 1,46% do total. Houve predominância de fontes secundárias no 8.3 - Setor comercial Em 2010, a maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor comercial foi de eletricidade, com 86,04%, correspondendo a um consumo de 376.000 tep, de um total de 437.000 tep. O C a p í t u l o 8 consumo residencial chegando a 71,51%. segundo energético mais consumido foi o GLP, com uma fatia de 5,72%, correspondendo a 25.000 tep. 1 1 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Na terceira posição, ficou o óleo diesel, com 3,20%, um total de 14.000 tep. Na quarta posição, ficou a lenha, com 7.000 tep, representando 1,60%. Ocorreu predomínio do consumo de fontes de energia secundárias, com 97,03% do consumo total. 8.4 - Setor Público Em 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários do setor público foi de eletricidade, com 93,85%, chegando a 168.000 tep, de um total de 179.000 tep. Na segunda posição, ficou o óleo diesel, com uma parcela de 5,03%, atingindo 9.000 tep. Na terceira posição, ficou o GLP, com 0,56%, chegando a 1.000 tep. Ocorreu predomínio absoluto do consumo de energéticos secundários no setor público. 8.5 - Setor Agropecuário Em 2010, a fonte de energia mais consumida no setor agropecuário foi a lenha, 77,73%, chegando a 946.000 tep, de um total de 1.217.000 tep. Na segunda posição, a eletricidade, com 21,94%, totalizando 267.000 tep. Na terceira, ficou o óleo diesel, com 0,25%, chegando a 3.000 tep. As fontes de energia primárias predominaram no consumo do setor agropecuário, 77,73% do total consumido. 8.6 - Setor Transportes No ano de 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor transportes foi de óleo diesel, 50,53%, atingindo 2.369.000 tep, de um total 4.688.000 tep. Na segunda posição, a gasolina (gasolina A), com 32,98%, atingindo 1.546.000 tep (na gasolina automotiva - gasolina C, o consumo foi de 1.988.838 tep1). Na terceira posição, ficou com a parcela de biocombustíveis, soma de álcool anidro, álcool hidratado e biodiesel, com 11,99%, ou seja, 562.000 tep. Houve predominância de energéticos secundários no setor transportes, 98,49% do total. 8.7 - Setor Industrial A maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor industrial em 2010 foi de eletricidade, com 29,94%, chegando a 800.000 tep, de um total de 2.672.000 tep. Na segunda posição do consumo, aparece “outras fontes primárias” (energia eólica, casca de arroz e subprodutos da madeira como a lixívia), com 22,08%, totalizando 590.000 tep. Na terceira posição, carvão vapor, com 16,58%, chegando a 443.000 tep. Na quarta posição, a lenha, com uma parcela de 14,18%, atingindo 379.000 tep. Na quinta posição, o gás natural, com 7,86%, chegando a 210.000 tep. Na sexta posição, ficou o óleo combustível, com 4,34%, atingindo 116.000 tep. Novamente o setor industrial gaúcho registrou uma predominância de fontes primárias C a p í t u l o 8 em seu consumo, 60,70% do total. 1 2 0 1 N ú m e r o o b t i d o d a m u l t i p l i c a ç ã o d o s 2 . 5 8 2 . 9 0 4 m ³ d e g a s o l i n a C c o n s u m i d o s n o R S p e l o f a t o r d e c o n v e r s ã o 0 , 7 7 q u e c o n s t a d a t a b e l a C . 1 0 d o a n e x o C . O m e s m o c á l c u l o s e e f e t u a d o e m s e p a r a d o p a r a a s p a r c e l a s d a g a s o l i n a A e d o á l c o o l a n i d r o q u e c o m p õ e a g a s o l i n a C v a i a p r e s e n t a r l i g e i r a d i f e r e n ç a . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2010 800 Alimentos e Bebidas 700 600 mil tep 500 Outros Papel e Celulose 400 Química 300 Não-Ferrosos e Outros Metálicos Cerâmica 200 Ferro-gusa e Aço Mineração e Ferroligas Pelotização 100 Têxtil Cimento 0 Indústria C a p í t u l o 8 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 1 2 1 V i s t a P a r c i a l d a A v e n i d a I p i r a n g a P o r t o A l e g r e 1 9 6 6 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 9 Energia e Sociedade Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 2 3 P r a ç a R i o B r a n c o B a g é F o t o : B e t o R o d r i g u e s Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Energia e Sociedade 9.1 - Energia e Socioeconomia A população do Rio Grande do Sul em 2010 atingiu 10.693.929 habitantes e o Produto Interno Bruto - PIB atingiu R$ 237,859 bilhões, segundo dados do IBGE, gerando uma renda per capita de R$ 21.683,00. No mesmo ano, a população do País foi de 190.755.799 habitantes, um PIB de R$ 3,675 trilhões e uma renda per capita de R$ 19.016,00. Isso significa que a economia do RS representou 6,47% da economia brasileira em 2010, sendo o quarto PIB da Federação, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na tabela 9.1, verifica-se a evolução recente da renda per capita do Brasil e do RS em valores correntes, e as relações entre as variáveis anuais. Observa-se que a razão entre a renda per capita do RS e do Brasil passou de 1,2 em 2002 para 1,14 em 2010. Tabela 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2002 a 2010 Renda per capita RS (R$/hab) Brasil (R$/hab) Relação entre as rendas (RS/Brasil) 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 10.057,00 11.742,00 12.850,00 13.310,00 14.185,00 15.813,00 17.281,00 2009 2010 18.770,68 21.683,00 8.378,00 9.498,00 10.692,00 11.658,00 12.491,00 14.131,41 15.240 16.412,53 19.016,00 1,20 1,24 1,20 1,14 1,14 1,12 1,13 1,14 1,14 * E m v a l o r e s c o r r e n t e s F o n t e s : I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E e F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E Os valores da Oferta Interna de Energia - OIE (denominado Oferta Interna Bruta - OIB nas tabelas do anexo G do BERS 2011 - ano base 2010) e do Consumo Final de Energéticos (primários e secundários) per capita no período de 2005 a 2010 constam na tabela 9.2. É importante salientar que as estimativas do consumo de lenha, lançadas no BERS 2011 - ano base 2010, estão compatibilizadas com os levantamentos da produção de lenha no RS realizados pelo IBGE, e são mais conservativas que os valores empregados nos Balanços Energéticos Nacionais e mesmo nos Balanços Energéticos do RS anteriores a 2005. Tabela 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS Unidade: tep/hab OIE per capita do RS Consumo final per capita do RS OIB per capita do Brasil Consumo Final per capita do Brasil 2005 1,386 1,208 1,192 1,068 2006 1,425 1,266 1,220 1,094 2007 1,502 1,310 1,271 1,152 2008 1,613 1,448 1,332 1,194 2009 1,449 1,332 1,274 1,156 2010 1,532 1,295 1,419 1,276 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 e 2 0 1 1 ( R e s u l t a d o s P r e l i m i n a r e s ) B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E e F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E A intensidade energética é definida como a relação entre a energia ofertada (ou consumida) e o PIB, sendo a unidade de PIB, para este caso, tep/mil US$. Como tradicionalmente o indicador é calculado em dólar, é preciso ter Nas tabelas 9.3 e 9.4 são apresentadas as intensidades energéticas do RS e do Brasil, respectivamente. A relação utilizada é OIE / mil US$ de PIB para o período de 2005 a 2010. Tais intensidades energéticas apresentaram diferenças significativas no período, sendo as intensidades energéticas do RS melhores que a nacional. Em parte, isso ocorreu pelas diferenças de valores de conversão de reais para dólar de um caso e de outro. Constam ainda, na tabela 9.3, as intensidades energéticas na indústria e agropecuária do Estado, ou seja, o consumo da indústria no C a p í t u l o 9 cuidado para fazer comparações, devido à expressiva variação cambial no período. período dividido pelo PIB do Estado. A mesma relação define a intensidade agropecuária. 1 2 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2005 a 2010 OIE (mil tep) Consumo final (mil tep) OIE / mil US$ PIB Consumo final / mil US$ PIB Intensidade Energética da Indústria (tep / mil US$ PIB) Intensidade Energética Agropecuária (tep / mil US$ PIB) 2005 14.522 12.657 0,1424 0,1242 0,0248 0,0086 2006 15.008 13.325 0,1434 0,1273 0,0251 0,0085 2007 15.972 13.930 0,1426 0,1244 0,0230 0,0085 2008 17.121 15.368 0,1473 0,1322 0,0241 0,0086 2009 15.436 14.187 0,1338 0,1229 0,0233 0,0087 2010 16.380 13.850 0,1210 0,1020 0,0198 0,0090 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 , I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E e F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E . 1 U S $ = R $ 1 , 7 5 9 3 1 ( c â m b i o m é d i o d o d ó l a r p a r a v e n d a e m 2 0 1 0 B a n c o C e n t r a l ) Tabela 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2005 a 2009 OIE (milhões tep) Consumo final (milhões tep) OIE / mil US$ PIB Consumo final / mil US$ PIB 2005 218,66 195,91 0,161 0,144 2006 226,34 202,90 0,160 0,143 2007 237,50 215,49 0,159 0,144 2008 252,64 226,40 0,161 0,144 2009 243,93 221,33 0,155 0,141 2010 270,77 243,40 0,130 0,117 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 1 R e s u l t a d o s P r e l i m i n a r e s ( p a r a o s v a l o r e s d e 2 0 1 0 ) . Na tabela 9.5, pode ser verificado o percentual da OIE do RS em relação à OIE do Brasil no período de 2005 a 2010. Verifica-se que esses percentuais ficam muito próximos dos percentuais de participação do PIB do RS em relação ao PIB nacional. Tabela 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil OIB Brasil (mil tep) OIB RS (mil tep) % OIB RS em relação a OIB BR % PIB RS em relação PIB BR 2005 218.663 14.522 6,64 6,71 2006 225.900 15.088 6,68 6,64 2007 239.400 15.972 6,67 6,74 2008 252.374 17.121 6,78 6,67 2009 243.878 15.436 6,33 6,46 2010 270.767 16.380 6,05 6,47 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 , B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 1 R e s u l t a d o s P r e l i m i n a r e s e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 Na tabela 9.6, podem ser observadas as diferentes relações dos energéticos ofertados em relação ao PIB no RS. Tabela 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2005 a 2010 unidade: tep / mil US$ 2005 2006 2007 2008 2009 2010 (Pétroleo+Derivados) / PIB 0,0796 0,0822 0,0833 0,0868 0,0770 0,0641 (Eletricidade+Hidráulica) / PIB 0,0179 0,0174 0,0195 0,0192 0,0199 0,0175 (Carvão vapor) / PIB 0,0109 0,0106 0,0098 0,0106 0,0090 0,0128 (Lenha+Carvão Vegetal) / PIB 0,0174 0,0174 0,0167 0,0159 0,0166 0,0132 C a p í t u l o 9 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 , I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E e F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E . 1 U S $ = R $ 1 , 7 5 9 3 1 ( c â m b i o m é d i o d o d ó l a r p a r a v e n d a e m 2 0 1 0 B a n c o C e n t r a l ) Em relação à população do Rio Grande do Sul, o número de habitantes era de 7.773.837 em 1980; em 2005, passou a ser de 10.479.714; 10.530.809 em 2006; 10.575.263 em 2007; 10.613.565 em 2008; 10.652.327 em 2009 e 10.693.927 em 2010. De 1980 a 2011, o crescimento populacional foi de 37,56%. Os dados podem ser verificados na tabela 9.7 a seguir. 1 2 6 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2010 Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 N° de habitantes 7.773.837 7.888.168 8.006.821 8.129.798 8.252.643 8.379.713 8.509.658 8.639.748 8.767.542 8.892.716 Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 N° de habitantes 9.017.408 9.138.670 9.238.799 9.338.914 9.439.415 9.540.715 9.634.688 9.879.813 9.987.770 10.089.899 Ano N° de habitantes Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 10.187.798 10.260.330 10.316.752 10.371.315 10.425.735 10.479.714 10.530.809 10.575.263 10.613.565 10.652.327 2010 N° de habitantes 10.693.929 F o n t e s : F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E e I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E N o t a : P o p u l a ç ã o g a ú c h a d e 2 0 1 0 é a r e g i s t r a d a n o ú l t i m o c e n s o d o I B G E . As taxas anuais de variação do PIB per capita e os valores da renda per capita no Rio Grande do Sul e no Brasil para o período de 1981 a 2010 podem ser verificados na tabela 9.8 a seguir. Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 RS % -3,2 -1,6 -2,3 3,3 3,1 3,1 2,5 -2,7 1,9 -7,9 -3,5 7,1 9,6 4,1 -6 -0,5 3,5 -1,6 1,4 3,2 1,9 -0,1 0,5 2,3 -3,8 1,6 5,9 2,7 -1,6 7,3 Brasil % -6,3 -1,3 -4,9 3,3 5,7 5,4 1,6 -1,9 1,4 -5,9 -0,5 -2 3,4 4,3 2,8 0,6 1,8 -1,5 -1,2 2,8 -0,2 1,2 -0,3 4,2 1,7 2,3 4 4 -1,2 6,5 Renda per capita RS R$ / hab (base 2010) 15.664,32 15.417,64 15.071,00 15.568,35 16.050,97 16.548,55 16.962,26 16.516,32 16.830,13 15.597,90 15.070,43 16.140,43 17.689,91 18.415,20 17.372,83 17.286,40 17.891,42 17.609,67 17.856,20 18.427,60 18.777,73 18.758,97 18.852,76 19.286,37 18.580,32 18.877,61 19.991,39 20.531,15 20.207,83 21.683,00 Renda per capita Brasil R$ / hab (base 2010) 13.091,53 12.923,53 12.319,85 12.726,41 13.451,81 14.178,21 14.405,06 14.136,47 14.334,38 13.535,77 13.737,80 13.468,43 13.926,36 14.525,19 14.931,89 15.021,49 15.291,87 15.065,88 14.887,24 15.304,08 15.273,53 15.456,82 15.410,58 16.057,83 16.330,81 16.706,42 17.374,68 18.069,66 17.855,40 19.016,00 F o n t e s : F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E e I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a 2010. A participação do PIB do RS tem oscilado historicamente entre 6,45% e 7,52% no PIB nacional. C a p í t u l o 9 Tabela 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2010 1 2 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A economia do RS cresceu, no período de 1980 a 2010, a taxas inferiores à taxa de crescimento da economia nacional: Enquanto o RS cresceu 95,38% no período, o Brasil cresceu 113,62%. No período de 2005 a 2010, observa-se no ano de 2005, uma taxa de crescimento negativa de 2,8% no RS, sendo a taxa do Brasil de 3,2% positiva. Em 2006, o crescimento do RS foi positivo, taxa de 2,7% e abaixo do crescimento de 3,8% da economia nacional. Em 2007, a economia do RS cresceu 7%, valor acima da taxa de 5,4% da economia nacional. Em 2008, a taxa de crescimento da economia do RS ficou em 3,8% e a taxa brasileira em 5,1%. Em 2009, a taxa de crescimento do RS foi de 0,8% negativa, ficando abaixo do Brasil que obteve uma taxa de 0,2% negativa. Em 2010, o RS cresceu 7,8% e o Brasil 6,5%. 1 Tabela 9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2010 Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 RS % Brasil % PIB RS bilhões R$ (base 10) PIB Brasil bilhões R$ (base 10) -1,8 -0,1 -0,8 4,9 4,7 4,7 4,1 -1,2 3,4 -6,6 -2,2 8,3 10,8 5,2 -5,0 0,5 6,1 -0,5 3,0 4,4 3,1 1,1 1,7 3,4 -2,8 2,7 7,0 3,8 -0,8 7,8 -4,3 0,8 -2,9 5,4 7,8 7,5 3,5 -0,1 3,2 -4,3 1,0 -0,5 4,9 5,9 4,2 2,2 3,4 0,0 0,3 4,3 1,3 2,7 1,1 5,7 3,2 3,8 5,4 5,1 -0,2 7,5 121,74 119,59 119,71 118,76 124,57 130,43 136,56 142,16 140,47 145,25 136,26 133,32 144,39 159,98 168,30 160,29 161,09 170,91 170,06 175,17 182,87 188,54 190,62 193,86 200,45 194,99 200,25 214,27 222,41 220,65 237,859 1.720,32 1.649,39 1.662,59 1.615,73 1.702,98 1.835,81 1.973,50 2.042,57 2.040,53 2.105,83 2.019,01 2.039,20 2.029,06 2.128,48 2.254,06 2.348,73 2.400,40 2.482,02 2.482,02 2.489,46 2.596,51 2.630,27 2.701,28 2.731,00 2.886,66 2.979,04 3.092,24 3.259,22 3.425,44 3.418,60 3.675,00 PIB RS / PIB Brasil % 7,08 7,25 7,20 7,35 7,32 7,10 6,92 6,96 6,88 6,90 6,75 6,54 7,12 7,52 7,47 6,82 6,71 6,89 6,85 7,04 7,04 7,17 7,06 7,10 6,94 6,55 6,48 6,57 6,49 6,45 6,47 F o n t e s : F u n d a ç ã o d e E c o n o m i a e E s t a t í s t i c a F E E e I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a I B G E E l a b o r a ç ã o : B E R S c o m b a s e n o s v a l o r e s d o P I B d e 2 0 1 0 C a p í t u l o 9 9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS Nos mapas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4, constam, respectivamente, o consumo de óleo diesel, gasolina C (automotiva), GLP e energia elétrica por município do RS em 20102. Nos mapas 9.5 e 9.6 é apresentado, respectivamente, o consumo total dos principais energéticos de forma municipalizada e por Conselhos Regionais de Desenvolvimento Econômico-Social - COREDES. 1 O s v a l o r e s d o P I B c a l c u l a d o s p a r a o s a n o s a n t e r i o r e s a 2 0 1 0 b a s e i a m s e n o v a l o r d a m o e d a , q u a n d o u t i l i z a d o p e l a F E E e p e l o I B G E p a r a o c á l c u l o d o P I B d e 2 0 1 0 , e s o b r e t a i s v a l o r e s c a l c u l a n d o s e a s c o r r e s p o n d e n t e s t a x a s d e c r e s c i m e n t o a n u a i s . 1 2 82 C o m o a s p r o p o r ç õ e s r e l a t i v a s d e 2 0 1 0 s e m a n t i v e r a m a s m e s m a s d e 2 0 0 9 , o s m a p a s f o r a m r e p e t i d o s . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2010 C a p í t u l o 9 Mapa 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2010 1 2 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2010 C a p í t u l o 9 Mapa 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2010 1 3 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2010 C a p í t u l o 9 Mapa 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2010 1 3 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia O desempenho de uma sociedade não está apenas atrelado ao PIB, à renda per capita e a indicadores que relacionem a criação de riqueza com os requisitos de energia (OIE per capita e Consumo Final per capita). Indicadores da situação da saúde (como mortalidade infantil e longevidade), da situação de segurança pública (como índice de homicídio e de roubo) e da situação da escolaridade (analfabetismo, qualidade do ensino, taxa de cobertura, de reprovação e de evasão escolar) também estão relacionados, de forma indireta, com a oferta e demanda de energia na sociedade. Alguns desses indicadores são apresentados a seguir, sendo que a maior parte deles faz parte da composição do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas - IDH. Em relação ao Coeficiente de Mortalidade Infantil no RS - CMI-RS, verifica-se no gráfico 9.1, que, em 1980, para cada mil crianças nascidas vivas no Rio Grande do Sul, 39 faleciam antes de completar um ano de idade. Em 2010 este valor caiu para 11,2. <> Gráfico 9.1 - Redução da Mortalidade Infantil no RS 40 40 39,0 39,0 35 35 34,8 33,2 34,8 33,2 30 30 31,231,2 29,1 29,1 26,8 26,8 25 25 CMI CMI 24,3 20 20 24,3 22,7 21,3 22,021,321,5 19,8 19,2 22,0 18,7 21,5 19,8 19,319,2 19,2 18,3 18,718,3 17,2 19,3 19,2 22,7 15 15 15,9 10 10 17,2 15,6 15,1 15,915,1 15,715,615,915,1 15,015,1 12,8 15,7 12,7 15,9 13,613,112,8 11,2 13,6 12,7 13,1 15,0 11,5 29 2010 28 2009 27 2008 2000 20 2001 21 2002 22 2003 23 2004 24 2005 25 2006 26 2007 1998 18 1999 19 1997 17 1996 16 15 1995 14 1994 13 1993 1985 6 1986 7 1987 8 1988 9 1989 10 1990 11 1991 12 1992 1983 4 1984 5 1982 3 1981 2 0 0 1 1980 5 5 ano ano F o n t e s : S e c r e t a r i a d a S a ú d e d o R S S I N A S C 2 0 0 8 e N I S / S E S R S 2 0 1 1 C a p í t u l o 9 O gráfico 9.2 apresenta a expectativa de vida geral e por sexo para as diferentes faixas etárias no RS no período de 2006 a 2009. Pode ser verificado que ao nascer, a expectativa de vida geral foi de 76,01 anos, sendo que para pessoas do sexo feminino a média é de 80,01 anos. Se o número de óbitos no trânsito e de homicídios não fosse elevado, o RS já estaria com expectativa de vida próxima à média dos países desenvolvidos. 1 3 2 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 <> Gráfico 9.2 - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS 13,18 14,34 11,60 75 e + 15,82 17,37 13,86 Faixa Etária (anos) 70-75 18,91 20,84 16,61 65-70 22,44 24,68 19,90 60-65 76,01 80,01 72,01 0-1 0 10 20 30 40 50 60 Expectiva de Vida (anos) Geral Feminino 70 80 90 100 Masculino F o n t e : S e c r e t a r i a d a S a ú d e d o R S N ú c l e o d e I n f o r m a ç õ e s e m S a ú d e N I S / D A S / S E S / R S 2 0 1 0 O índice de homicídios por 100 mil habitantes é um indicador importante para verificar o padrão de civilidade de um país e mesmo de seus estados. Existem duas medidas que apontam para resultados distintos. Uma delas provém dos registros policiais e a outra da Secretaria Estadual da Saúde. Por exemplo, uma pessoa pode ser atingida por arma de fogo, ou as chamadas armas brancas (objeto constituído de lâmina com capacidade de perfurar ou cortar) e dar entrada no hospital com vida. Para os registros policiais não ocorreu o óbito; porém, esta mesma pessoa poderá vir a falecer no hospital ou mesmo em sua residência por decorrência de complicações pós-operatórias. Nas estatísticas policiais, geralmente esse óbito não é contabilizado, mas é registrado na Secretaria Estadual da Saúde por homicídio. No gráfico 9.3, pode ser verificada a razoável situação do RS em relação aos estados selecionados do País3, sendo situado na oitava posição. Por outro lado, a situação do RS não pode ser considerada sequer razoável em relação aos padrões de países desenvolvidos. Gráfico 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil, em 2008 SC 13,0 SP 14,9 MG 19,5 RS 21,8 PR 32,6 RJ 34,0 DF 34,1 PE 50,7 ES 56,4 Brasil 26,4 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Homicídios Dolosos / 100 mil habitantes F o n t e : M a p a d a v i o l ê n c i a 2 0 1 1 : O s j o v e n s d o B r a s i l . 3 E m 2 0 0 8 f i c a r a m e m m e l h o r p o s i ç ã o q u e o R S o s e s t a d o s d o A c r e , T o c a n t i n s , M a r a n h ã o , P i a u í , M i n a s G e r a i s , S ã o P a u l o e S a n t a C a t a r i n a . C a p í t u l o 9 <> 1 3 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Em 2010, de acordo com os relatórios SIM e SINASC4 da Secretaria da Saúde do RS, o número de homicídios foi de 2.056, sendo 88,96% referentes ao sexo masculino (o coeficiente masculino é de 34,2 homicídios por 100 mil habitantes). Os acidentes de transporte foram responsáveis por 2.210 óbitos (um coeficiente de 20,7 óbitos por 100 mil habitantes), também predominando o sexo masculino, com 78,51% dos registros (o coeficiente masculino de óbitos por 100 mil habitantes, por acidente de transporte, é de 32,5). O gráfico 9.4 apresenta os coeficientes de mortalidade por homicídios de 1990 a 2010 no RS, levantados pela Secretária da Saúde do RS. <> Gráfico 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2010 40 Homicídio / 100 mil habitantes 35 30 25 21,7 19,2 20 18,4 18,3 16,7 16,8 17,7 14,1 15 15,1 16,2 15,3 15,2 18,2 20,3 19,4 18,4 17,9 17,9 17,9 15,2 12,6 10 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 0 1990 5 ano F o n t e : S e c r e t a r i a d a S a ú d e d o R S N ú c l e o d e I n f o r m a ç õ e s e m S a ú d e N I S / D A S / S E S / R S 2 0 1 1 Em 2009, a taxa de analfabetismo do RS (pelo critério de idade igual ou maior de 15 anos) foi de 4,65% (predominando o analfabetismo na população, na faixa etária de 60 anos ou mais). Com uma fatia de 2,37% de analfabetos, ficou a população na faixa etária de 60 anos ou mais, seguida pela população na faixa etária dos 50 a 59 anos. O percentual de analfabetos no Rio Grande do Sul é bom, se comparado com a ainda elevada taxa brasileira, que foi de 9,71%, mas abaixo do ideal, se comparada com os números dos países desenvolvidos, que apresentam taxas de analfabetismo inferiores a 1% (e, em muitos casos, nulas). C a p í t u l o 9 Tabela 9.10 - Taxa de Analfabetismo por Faixa Etária, e Correspondentes Percentuais no RS Faixa etária analfabetos % 15 a 19 anos 5 463 0,06 15 a 17 anos 3 142 0,04 18 a 19 anos 2 321 0,03 20 a 24 anos 11 346 0,13 25 a 29 anos 11 711 0,14 30 a 39 anos 44 037 0,52 40 a 49 anos 46 209 0,54 50 a 59 anos 74 775 0,88 60 anos ou mais 201 694 2,37 Total de Analfabetos 395.235 4,65 8.494.948 100,00 População total com 15 anos ou mais F o n t e : I B G E P N A D 2 0 0 9 . E l a b o r a ç ã o : B E R S 2 0 1 1 a n o b a s e 2 0 1 0 1 3 4 4 D a d o s o f i c i a i s , a c e s s a d o s e m 1 1 / 0 7 / 2 0 1 1 n o s i t e w w w . s a u d e . r s . g o v . b r . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No tocante à média de tempo de estudo para pessoas acima dos 10 anos de idade, o IBGE (PNAD 2007) informou ser de 7,2 anos o tempo no Rio Grande do Sul, valor superior à média nacional, que é de 6,9 anos. Na mesma pesquisa, diversos estados da federação apresentaram desempenho melhor que o do RS: no Distrito Federal, o tempo é de 8,7 anos; no Rio de Janeiro, 7,9; em São Paulo, 7,9; em Santa Catarina, 7,4. Na tabela 9.11, verifica-se o número médio de anos de estudo das pessoas com 10 anos ou mais no RS, em estados selecionados e no Brasil. Embora em boa posição em relação ao Brasil, o RS aparece atrás de Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Tabela 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2007 anos 6,8 Estados e País Minas Gerais Rio de Janeiro 7,9 São Paulo 7,9 Paraná 7,3 Santa Catarina 7,4 Rio Grande do Sul Distrito Federal 7,2 8,7 Total Brasil 6,9 F o n t e : I B G E P N A D 2 0 0 7 Para avaliar a qualidade do ensino brasileiro, o Ministério da Educação, por intermédio do INEP, tem aplicado a mais de uma década, o instrumento Sistema de Avaliação do Ensino Básico - SAEB (no qual fazem parte, por amostragem, alunos da 4º e 8º série do ensino fundamental e 3ª série do ensino de nível médio). Além do SAEB, existe o sistema Prova Brasil, que usa metodologia semelhante ao SAEB, o Exame Nacional do Ensino médio ENEM e avaliações específicas do ensino de nível superior. Os resultados da 3ª série do ensino médio constam no gráfico 9.5. O RS encontra-se em boa situação no desempenho do ENEM, se comparado com o desempenho do Brasil e de estados selecionados, passando a ter melhor desempenho que o próprio Distrito Federal, o que não ocorreu no ENEM de 2007 e 2009. <> 5 Gráfico 9.5 - Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2009 600 580 560 Pontuação 539,98 538,47 540 529,42 525,60 524,66 517,99 520 513,51 500 480 460 RS DF RJ SC MG E l a b o r a ç ã o : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 . F o n t e : I N E P M i n i s t é r i o d a E d u c a ç ã o d o B r a s i l 5 E l a b o r a d o p o r m e i o d a m é d i a p o n d e r a d a d a s n o t a s o b t i d a s d o s a l u n o s d e c a d a e s c o l a . PR SP Brasil C a p í t u l o 9 507,72 1 3 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 No gráfico 9.6, verifica-se o desempenho do RS no SAEB6 de 2009 nas provas de língua portuguesa e matemática. Em ambas, ficou na primeira posição. <> Gráfico 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino de nível médio em 2009 278,9 285,7 DF 289,6 RS 304,8 274,8 285,7 MG 280,9 290,8 PR SC 275,2 287,0 SP 273,7 278,1 RJ 268,3 277,0 268,8 274,7 Brasil 0 50 100 150 200 250 300 350 Desempenho Português Matemática F o n t e : I N E P M i n i s t é r i o d a E d u c a ç ã o d o B r a s i l a c e s s a d o e m 2 0 / 0 7 / 2 0 1 1 N o t a : M é d i a s d e m a t e m á t i c a e p o r t u g u ê s e n g l o b a m a r e d e p ú b l i c a e a r e d e p r i v a d a . O Brasil não tem obtido bons resultados em testes internacionais, como o PISA (teste internacional da OCDE para adolescentes de 15 anos, versando sobre matemática, conhecimento da língua pátria e ciências). É válido assinalar que o RS, mesmo se destacando no cenário nacional das avaliações do MEC no tocante às provas de matemática e português, pode melhorar sua qualidade de ensino para nivelar com os padrões de países desenvolvidos. No tocante ao Ensino Superior, o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) é um indicador de qualidade de instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizado o CPC (conceito preliminar de curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). O CPC tem como base o Conceito Enade, o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado “variáveis de insumo” que considera corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico - é formado com informações do Censo da Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade. Foi calculado o CPC de cursos de graduação que fizeram o Enade em 2005, 2006 e 2007. C a p í t u l o 9 A Avaliação dos Programas de Pós-graduação realizada pela Capes compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós-graduação, SNPG. Na tabela 9.12 estão listadas as 10 universidades brasileiras melhor pontuadas, bem como todas as universidades localizadas no RS que estão na faixa 4 e 5. 1 3 6 6 N a s t a b e l a s d o I N E P , c h a m a d o d e P r o v a B r a s i l / S A E B 2 0 0 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2009) com IGC nas faixas 4 e 5 (Triênio 2007, 2008 e 2009) UNIVERSIDADES IES Federal de São Paulo Federal do Rio Grande do Sul Federal de Lavras Federal de Minas Gerais Fundação Federal de Viçosa Federal de São Carlos Fundação Federal de Ciências da Saúde de Poa Federal do Triângulo Mineiro Federal do Rio de Janeiro Federal de Itajubá Federal de Santa Maria Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul Estadual do Rio Grande do Sul do Vale do Rio dos Sinos Federal de Pelotas Fundação Federal do Rio Grande de Santa Cruz do Sul Luterana do Brasil FEEVALE Sigla UNIFESP UFRGS UFLA UFMG UFV UFSCAR UFCSPA UFTM UFRJ UNIFEI UFSM PUCRS UERGS UNISINOS UFPel FURG UNISC ULBRA FEEVALE UF (Sede) SP RS MG MG MG SP RS MG RJ MG RS RS RS RS RS RS RS RS RS Tipo* Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Privada Estadual Privada Federal Federal Privada Privada Privada Posição 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 19 25 26 34 38 44 48 52 55 IGC Contínuo Faixas 440 5 422 5 420 5 417 5 410 5 406 5 405 5 404 5 395 5 394 4 358 4 349 4 349 4 333 4 326 4 318 4 311 4 300 4 295 4 C a p í t u l o 9 F o n t e : I N E P M i n i s t é r i o d a E d u c a ç ã o d o B r a s i l ( d a d o s a c e s s a d o s e m 3 0 / 0 5 / 2 0 1 1 ) 1 3 7 R e g i ã o C e n t r a l d e P o r t o A l e g r e 1 9 6 4 U s i n a H i d r o e l é t r i c a d e E r n e s t i n a 9 2 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E 10 Recursos e Reservas Energéticas Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 3 9 V i s t a A é r e a d o P a r q u e E ó l i c o d e O s ó r i o R S F o t o : I n ê s A r i g o n i Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Recursos e Reservas Energéticas Os recursos e reservas energéticas do Rio Grande do Sul apresentados neste capítulo referem-se às fontes energéticas não-renováveis - carvão mineral, turfa e xisto betuminoso - e às fontes energéticas renováveis potencial hidroelétrico, eólico, fotovoltaico e de biomassas. 10.1. - Carvão Mineral O carvão mineral é resultado da ocorrência de soterramento e posterior “incarbonização”1 da flora de grandes florestas que existiram em diversas porções do globo terrestre, durante os períodos Carbonífero e Permiano da era Paleozóica. No carvão mineral, o elemento carbono (C) se concentra de modo abundante. As reservas de carvão mineral no Rio Grande do Sul, em estados selecionados e no Brasil constam na tabela 10.1 a seguir. Os dados foram levantados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia - DNPM/MME. Tabela 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2005 Maranhão Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina São Paulo Total Brasil Municípios do RS Alvorada Arroio dos Ratos Bagé Medida (t) % Indicada (t) % (t) 1.092.442 0,02% 1.728.582 0,02% - 0,06% 212.000 79,43% 10.098.475.668 20,46% 593.216.494 0,00% - 94,42% 6.317.050.409 96,66% 5.376.789.122 5,55% 217.069.278 3,32% 1.212.340.482 0,01% 1.262.500 0,02% 4.184.006 5.255.915.580 1.354.211.132 2.050.411 0,03% 6.617.453.571 1.111.294 Inferida 10.694.744.038 Medida % (t) 8.747.623 0,17% - % 0,02% 2.050.411 0,05% 81,52% 18,38% 0,03% 6.595.781.463 Inferida % (t) 1.092.442 3.509.006 6.535.382.187 Indicada (t) Lavrável % Lavrável (t) % (t) % 584.843 0,01% 8.747.623 0,16% 14.274.899 0,27% 677.202.000 12,59% 14.274.899 0,27% 3.503.000 0,03% - 677.202.000 12,88% 2.816.117.000 27,89% 1.194.314.000 18,91% 24.497.000 0,47% 33.003.000 0,33% 64.646.000 1,02% 24.497.000 0,46% 231.944.325 4,41% 121.543.000 1,20% 22.859.000 0,36% 231.944.325 4,31% Caçapava do Sul 1.467.000 0,03% - 1.467.000 0,03% Cachoeira do Sul 256.328.147 4,88% 411.755.859 4,08% 188.615.294 2,99% 333.909.147 6,21% Candiota 979.374.637 18,63% 632.246.085 6,26% 159.064.321 2,52% 1.183.561.267 22,01% 4,60% Barão do Triunfo Butiá - 44.467.189 0,85% 376.665.924 3,73% 290.280.308 151.864.000 2,89% 20.489.000 0,20% - 44.467.189 0,83% 38.338.000 2.758.000 0,05% 10.409.000 0,10% 3.301.000 0,71% 0,05% 2.758.000 87.158.000 1,66% 200.304.000 1,98% 0,05% 1.610.000 0,03% 87.158.000 803.568.264 15,29% 319.112.412 3,16% 1,62% 335.363.629 5,31% 803.568.264 14,95% Guaíba 97.055.000 1,85% 223.599.000 2,21% - Herval 122.687.000 2,33% 382.341.000 3,79% 89.884.000 1,67% 324.624.000 5,14% 122.687.000 Minas do Leão 351.967.322 6,70% 327.787.000 2,28% 3,25% 4.389.000 0,07% 311.770.234 83.535.578 1,59% 5,80% 404.442.025 4,00% 313.527.087 4,96% 83.535.578 5.273.575 1,55% 0,10% 106.832.025 1,06% 245.903.547 3,89% 5.273.575 Osório 0,10% 86.337.040 1,64% 595.190.000 5,89% 1.964.124.000 31,09% 86.337.040 Pinheiro Machado 1,61% 91.660.000 1,74% 1.284.040.000 12,72% 108.791.000 1,72% 91.660.000 1,70% 3.167.000 0,06% 27.867.000 0,28% 95.640.000 1,51% 3.167.000 0,06% 383.277.950 7,29% 528.395.480 5,23% 233.043.550 3,69% 383.277.950 7,13% 99.620.416 1,90% 306.721.748 3,04% 210.322.134 3,33% 99.620.416 1,85% 170.814.000 3,25% 146.091.000 1,45% 10.100.000 0,16% 170.814.000 3,18% São Sepé 16.669.000 0,32% - 16.669.000 0,31% Tramandaí 13.723.000 0,26% 101.488.000 1,00% 296.482.000 4,69% 13.723.000 0,26% Triunfo 319.631.903 6,08% 501.299.373 4,96% 143.601.496 2,27% 319.631.903 5,94% Viamão 126.845.712 2,41% 217.233.737 2,15% 105.864.200 1,68% 126.845.712 2,36% Canoas Charqueadas Encruzilhada do Sul General Câmara Gravataí Montenegro Novo Hamburgo Portão Rio Pardo Sto. Ant. da Patrulha São Jerônimo Total RS 5.255.915.580 F o n t e : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 10.098.475.668 - 6.317.050.409 5.376.789.122 N o t a : D e f i n i ç õ e s d e r e s e r v a s e n c o n t r a m s e n o i t e m 1 0 . 8 d e s t e c a p í t u l o . C a p í t u l o 1 0 Estado 1 A m a i o r p a r t e d a s p r o p r i e d a d e s d o c a r v ã o é e m f u n ç ã o d o s e u g r a u d e i n c a r b o n i z a ç ã o . E x i s t e u m a g r a d u a ç ã o c o n t í n u a e n t r e o g r a u m e n o r ( t u r f a ) e o m a i s e l e v a d o ( a n t r a c i t e ) , s e n d o a h u l h a u m c a r v ã o m i n e r a l c o m 7 0 a 9 0 % d e c a r b o n o t o t a l . A n o m e n c l a t u r a e o s p a r â m e t r o s u t i l i z a d o s p a r a e x p r e s s a r a s d i f e r e n ç a s n o g r a u d e i n c a r b o n i z a ç ã o v a r i a m i n t e r n a c i o n a l m e n t e . T e x t o a d a p t a d o d o D i c i o n á r i o d e T e r m i n o l o g i a E n e r g é t i c a W o r l d E n e r g y C o u n c i l 2 0 0 4 . 1 4 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005 F o n t e s : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 E l a b o r a ç ã o : S E P L A G / D E P L A N 0 7 / 0 9 Tabela 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2005 Estado Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Carvão Mineral Bruta Beneficiada Valor (R$) Quantidade 423.661 Quantidade Total (R$) 78.000 15.955.924 15.955.924 3.224.856 144.132.679 148.990.758 4.858.079 Valor Valor (R$) 8.980 269.425 2.467.542 335.074.339 335.343.764 432.641 5.127.504 5.770.398 495.162.942 500.290.446 2 Q u a n t i d a d e e v a l o r d a p r o d u ç ã o b r u t a ( R O M ) v e n d i d a , c o n s u m i d a o u t r a n s f e r i d a p a r a i n d u s t r i a l i z a ç ã o . F o n t e : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 10.2 - Turfa Sedimento fóssil de origem vegetal, poroso ou compacto, combustível, com elevado teor de água (até cerca de C a p í t u l o 1 0 90% no estado bruto), facilmente riscável, de cor castanha claro a castanha escuro3. Primeiro estágio de formação do carvão mineral, a turfa está presente no RS na planície costeira, mas não existem pesquisas no sentido de averiguar quantidades e qualidade. A turfa é mundialmente usada na composição de solos para agricultura, podendo também ser utilizada como recurso energético4. 2 R u n o f M i n e É m i n é r i o b r u t o , o b t i d o d i r e t a m e n t e d a m i n a , s e m s o f r e r q u a l q u e r t i p o d e b e n e f i c i a m e n t o . 3 D e a c o r d o c o m d e f i n i ç ã o d o D i c i o n á r i o d e T e r m i n o l o g i a E n e r g é t i c a d o W o r l d E n e r g y C o u n c i l 2 0 0 4 . 1 4 2 4 T e x t o b a s e a d o e m d o c u m e n t o e n v i a d o p o r R o b e r t o F . B o r b a 1 ° D S / D N P M . Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2005 Medida Estado Indicada Inferida (t) % (t) % (t) 1.223.500 1,10% 259.369 0,31% - Goiás 198.356 0,18% 219.363 0,26% 1.211 Minas Gerais 306.728 0,28% - 12.785.350 11,51% 1.366.826 Alagoas Paraná 972.421 0,88% - 55.161.000 49,64% 74.414.000 Santa Catarina 17.778.629 16,00% - São Paulo 22.699.959 20,43% 6.976.198 Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Total Brasil 111.125.943 (t) % 1.223.500 1,12% 198.356 0,18% 0,02% - 306.728 0,28% 1,64% - 12.785.350 11,67% 89,40% 7.807.000 8,38% 174.116 972.421 0,89% 97,80% 55.161.000 50,37% 16.504.838 15,07% 2,18% 22.361.406 20,42% - 83.235.756 Medida Municípios do RS Lavrável % 7.982.327 Indicada 109.513.599 Inferida Lavrável (t) % (t) % (t) % (t) % 4.370.000 7,92% 25.098.000 33,73% 5.261.000 67,39% 4.370.000 7,92% Osório 28.229.000 51,18% 25.216.000 33,89% 2.546.000 32,61% 28.229.000 51,18% Rio Pardo 13.047.000 23,65% 24.100.000 32,39% - 13.047.000 23,65% 9.515.000 17,25% - - 9.515.000 17,25% 74.414.000 7.807.000 55.161.000 Cachoeira do Sul Viamão Total RS 55.161.000 F o n t e : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 N o t a : D e f i n i ç õ e s d e r e s e r v a s e n c o n t r a m s e n o i t e m 1 0 . 8 d e s t e c a p í t u l o . Tabela 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2005 Bruta Estado Quantidade Beneficiada Valor Valor (R$) Quantidade Valor (R$) Total (R$) 5.038.052 Santa Catarina 9.912 187.118 45.039 4.850.934 São Paulo 7.229 382.917 2.244 144.581 527.497 17.141 570.035 47.283 4.995.515 5.565.549 Turfa 5 Q u a n t i d a d e e v a l o r d a p r o d u ç ã o b r u t a ( R O M ) v e n d i d a , c o n s u m i d a o u t r a n s f e r i d a p a r a i n d u s t r i a l i z a ç ã o . F o n t e : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 . 10.3 - Xisto Betuminoso Xisto betuminoso é o nome informal da rocha folhelho pirobetuminoso, uma rocha sedimentar rica em betume, abundante no RS. Pode ser encontrada na Formação Irati da Bacia do Paraná, mas ainda não existem pesquisas que quantifiquem o volume de betume presente nela. Tecnicamente é possível extrair o betume dessa rocha e aproveitá-lo como óleo, mas até o momento não foi viabilizado um processo industrial econômico para tal procedimento. A Petrobras realizou testes-piloto nesse sentido em São Mateus - Paraná6. Tabela 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2005 Rio Grande do Sul Municípios do RS Medida (t) Indicada % 232.977.000 (t) Inferida % 343.195.000 Medida (t) Lavrável % 160.456.000 Indicada (t) % 232.977.000 Inferida Lavrável (t) % (t) % (t) % (t) % Cachoeira do Sul 27.912.000 11,98% 14.020.000 4,09% 189.000 0,12% 27.912.000 11,98% Encruzilhada do Sul 25.935.000 11,13% 21.667.000 6,31% 4.370.000 2,72% 25.935.000 11,13% 6.903.000 2,96% 15.751.000 4,59% 472.000 0,29% 6.903.000 2,96% Osório 12.136.000 5,21% 81.384.000 23,71% 137.567.000 85,74% 12.136.000 5,21% Rio Pardo 29.431.000 12,63% 36.907.000 10,75% 1.327.000 0,83% 29.431.000 12,63% Viamão 130.660.000 56,08% 173.466.000 50,54% 16.531.000 10,30% 130.660.000 56,08% Total RS 232.977.000 Gravataí 343.195.000 F o n t e : D N P M / M M E A n u á r i o M i n e r a l B r a s i l e i r o 2 0 0 6 160.456.000 232.977.000 N o t a : D e f i n i ç õ e s d e r e s e r v a s e n c o n t r a m s e n o i t e m 1 0 . 8 d e s t e c a p í t u l o . C a p í t u l o 1 0 Estado 5 R u n o f M i n e É m i n é r i o b r u t o , o b t i d o d i r e t a m e n t e d a m i n a , s e m s o f r e r q u a l q u e r t i p o d e b e n e f i c i a m e n t o . 6 T e x t o b a s e a d o e m d o c u m e n t o e n v i a d o p o r R o b e r t o F . B o r b a 1 ° D S / D N P M . 1 4 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 10.4 - Potencial Hidrelétrico De acordo com o Balanço Energético Nacional 2007, entende-se por potencial hidrelétrico o potencial possível de ser técnica e economicamente aproveitado nas condições atuais de tecnologia. O potencial hidrelétrico é medido em termos de energia firme, que é a geração máxima contínua na hipótese de repetição futura do período hidrológico crítico. O potencial hidrelétrico inventariado compreende as usinas em operação ou construção e os aproveitamentos disponíveis estudados nos níveis de inventário, viabilidade e projeto básico. Tomando-se por base o inventário como etapa em que se mede com toda precisão o potencial, pode-se avaliar a precisão dos valores obtidos para o potencial estimado. De acordo com estudos de avaliação já procedidos, os valores estimados são aproximadamente 35% abaixo do valor final inventariado. Nesse sentido, conclui-se que o potencial estimado é bastante conservador. Tabela 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2010 Total Geral 10.868 17.094 2.546 0 8 0 250 2.546 0 330 330 1.580 3.013 361 25 6.860 11.838 12.168 Goiás 2.589 36 2.589 3.321 368 124 26 5.878 9.718 12.307 Minas Gerais 1.067 1.903 2.970 7.733 717 545 262 12.016 21.274 24.244 113 903 1.017 725 48 707 1 3.546 5.027 6.044 4.639 4.373 9.012 4.114 1.285 503 416 1.477 7.795 16.807 Pará 2.418 4.264 6.682 20.294 13.073 850 0 8.500 42.718 49.400 Paraná 1.216 314 1.531 3.586 2.228 823 1.076 14.871 22.585 24.115 Rondônia 1.192 4.254 5.447 500 0 3.396 3.258 291 7.444 12.891 Roraima 4.178 128 4.306 600 351 0 0 5 956 5.262 Rio Grande do Sul 491 1.391 1.882 3.236 146 277 157 4.904 8.721 10.603 Santa Catarina 254 535 790 1.972 324 430 93 3.623 6.442 7.232 São Paulo 441 375 816 925 2.162 235 83 10.900 14.304 15.120 Mato Grosso do Sul Mato Grosso Tocantins Total Brasil 19.640 157 0 157 1.890 2.304 0 11 2.312 6.518 6.674 26.464 31.297 57.761 59.043 30.424 8.599 5.606 81.929 185.601 243.362 N o t a : D e f i n i ç õ e s d o s e s t á g i o s d e d e s e n v o l v i m e n t o d o s p o t e n c i a i s e n c o n t r a m s e n o i t e m 1 0 . 8 d e s t e c a p í t u l o . F o n t e : E l e t r o b r á s S i s t e m a d e I n f o r m a ç õ e s d o P o t e n c i a l E l é t r i c o B r a s i l e i r o S I P O T D e z e m b r o d e 2 0 1 0 . A c e s s a d o e m 2 5 / 0 7 / 2 0 1 1 C a p í t u l o 1 0 Total Inventariado 6.226 Bahia Amazonas 1 4 4 Operação Construção Projeto Básico Viabilidade Inventário Total Estimado Remanecente Estado Individualizado Unidade: MW Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2009 LEGENDA A p r o v e i t a m e n t o _ U H E I n v e n t á r i o ( M W ) V i a b i l i d a d e ( M W ) P r o j e t o B á s i c o ( M W ) C o n s t r u ç ã o ( M W ) O p e r a ç ã o ( M W ) F o n t e : M a p a E l e t r o b r á s S i s t e m a d e I n f o r m a ç õ e s d o P o t e n c i a l E l é t r i c o B r a s i l e i r o S I P O T F e v e r e i r o d e 2 0 1 1 Tabela 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2010 B a c i a d o R i o U r u g u a i Total Brasil 1 2 8 1 2 824 26.464 31.297 57.761 3.958 59.043 470 30.424 337 8.599 194 5.606 Total Geral Total Inventariado Operação Construção Projeto Básico Viabilidade Inventário Total Estimado Individualizado Estado Remanecente Unidade: MW 6.525 11.484 12.308 81.929 185.601 243.362 C a p í t u l o 1 0 N o t a : D e f i n i ç õ e s d o s e s t á g i o s d e d e s e n v o l v i m e n t o d o s p o t e n c i a i s e n c o n t r a m s e n o i t e m 1 0 . 8 d e s t e c a p í t u l o . F o n t e : E l e t r o b r á s S i s t e m a d e I n f o r m a ç õ e s d o P o t e n c i a l E l é t r i c o B r a s i l e i r o S I P O T D e z e m b r o d e 2 0 1 0 A c e s s a d o e m 2 5 / 0 7 / 2 0 1 1 1 4 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai Nome da Usina Ludesa Ressaca Nova União Águas de Chapecó Pery Porto Ferreira São José Saudade Foz do Xaxim Monjolinho Passo São João Santo Antônio Passo da Cadeia Quebra Queixo Garibaldi São Roque Passo Fundo Pai Querê Barra Grande Itapiranga Irai Foz do Chapecó Campos Novos Machadinho Itapiranga Itá Garabi (Bi-Nacional)** Panambi (Bi-Nacional)** Estado SC RS SC SC SC SC RS SC SC RS RS SC SC/RS SC SC SC RS SC/RS SC/RS SC/RS RS/SC SC/RS SC/RS SC/RS SC/RS SC/RS RS/Argentina RS/Argentina Rio Chapecó Ijuí Chapecozinho Chapecó Canoas Chapecó Ijuí Chapecó Chapecó Passo Fundo Ijuí Chapecó Pelotas Chapecó Canoas Canoas Passo Fundo Pelotas Pelotas Uruguai Uruguai Uruguai Canoas Pelotas Uruguai Uruguai Uruguai Uruguai Estágio Operação Inventário Inventário Inventário Inventário Inventário Construção Inventário Inventário Operação Construção Inventário Inventário Operação Viabilidade Inventário Operação Viabilidade Operação Viabilidade Inventário Operação Operação Operação Inventário Operação Inventário Inventário Total Usinas >= 30 MW Total Usinas < 30 MW Total Bacia Rio Uruguai C a p í t u l o 1 0 * P o t ê n c i a m a i o r o u i g u a l a 3 0 M W . * C o n s i d e r a d a a p o t ê n c i a i n s t a l a d a t o t a l d a u s i n a m e s m o s a b e n d o s e q u e s o m e n t e m e t a d e d a m e s m a s e r á b r a s i l e i r a . F o n t e : E l e t r o b r á s S i s t e m a d e I n f o r m a ç õ e s d o P o t e n c i a l E l é t r i c o B r a s i l e i r o S I P O T J u l h o d e 2 0 0 8 ; A N E E L e m a p a S I P O T f e v e r e i r o d e 2 0 1 1 . 1 4 6 Potência MW* 30,00 30,00 32,40 42,00 47,00 49,30 51,00 61,40 63,20 74,00 77,00 84,30 104,00 121,50 177,90 214,00 220,00 292,00 698,25 724,60 330,00 855,00 880,00 1.140,00 1.160,00 1.450,00 1.152,00 1.048,00 11.208,85 1.099,22 12.308,07 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí Identificação do Aproveitamento Nome do Rio Nome do Aproveitamento Ijuí Ijuí Ijuí Ijuí Ijuí Ijuí Ijuí Palmeira Palmeira Fiuza Fiuza Potiribu Potiribu Ijuizinho Ijuizinho Ijuizinho Ijuizinho Ijuizinho Conceição Conceição Conceição Conceição Conceição Caxambu Piratinim Piratinim Piratinim Piratinim Piratinim Inhacapetum Inhacapetum Icamaquã Icamaquã Icamaquã Icamaquã Itacurubi Itacurubi IJ-1e - Passo São João IJ-2' - São José IJ-3g - Ressaca IJ-4a - Linha Onze IJ-5 - Linha Três IJ-6 - Ajuricaba II IJ-7 - Barra PL-1 - Palmeiras PL-2a - Condor FZ-1b - Fiúza II FZ-2' - Rincão do Fundo PT-1 - Sede II PT-2 - Andorinhas II IZ-1 - Rincão IZ-2 - Ijuizinho II IZ-3b' - Rincão de P. Alegre IZ-4 - Fazenda Grande IZ-5a - Igrejinha CC-1a - Passo da Cruz CC-2 - Antas CC-3 - São Miguel CC-4 - Tigre CC-5a - Serraria CX-1 - São Valentim PR-1c - Bonito PR-2 - Jaguassango PR-3 - Campestre PR-4b - Piratinim PR-5 - Ilha do lobo IN-1 - Inhacapetum IN-2b - Passo do Tibúrcio IC-1 - Passo Novo IC-2 - Bom Sossego IC-3 - Três Capões IC-4 - Icamaquã IT-1 - Igreja Baixa IT-2 - Estrela do Sul Total Inventariado Total Vetado FEPAM Aprovado % Características Energéticas Distância da Foz km 71,40 130,60 213,75 334,60 392,60 419,10 455,90 15,20 21,80 14,80 19,80 21,20 37,70 33,50 42,60 72,20 142,00 163,70 16,20 44,30 54,60 63,90 78,80 6,50 135,11 203,11 246,91 291,31 318,71 28,40 53,30 78,80 124,50 166,30 180,50 12,40 25,60 Potência Firme MW méd 43,90 24,00 15,80 14,10 12,90 7,90 3,50 4,10 2,40 0,60 1,20 3,60 2,90 2,80 7,10 4,80 2,80 1,40 3,80 1,70 1,10 1,10 1,10 1,60 9,70 8,50 7,40 3,20 1,50 2,90 1,20 4,00 3,60 1,60 2,50 2,00 1,70 216,00 120,60 55,83% Potência Instalada MW 81,00 45,00 30,00 26,00 24,00 14,50 6,50 7,00 4,30 1,00 2,00 7,00 5,50 5,00 13,00 8,00 5,00 2,50 6,80 3,00 2,00 2,00 2,30 3,00 18,00 15,00 13,50 5,50 2,50 5,50 2,00 7,00 6,50 4,00 4,50 3,50 3,00 396,90 221,10 55,71% Energia Firme MWh 345.054 188.640 124.188 110.826 101.394 62.094 27.510 32.226 18.864 4.716 9.432 28.296 22.794 22.008 55.806 37.728 22.008 11.004 29.868 13.362 8.646 8.646 8.646 12.576 76.242 66.810 58.164 25.152 11.790 22.794 9.432 31.440 28.296 12.576 19.650 15.720 13.362 1.697.760 947.916 55,83% Situação Atual do Aproveitamento Em construção Em construção Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Disponível Vetado FEPAM Disponível Disponível Disponível Vetado FEPAM Disponível Disponível Vetado FEPAM Disponível Disponível Vetado FEPAM Disponível Vetado FEPAM Disponível Disponível Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM Vetado FEPAM C a p í t u l o 1 0 F o n t e : G r u p o C E E E 1 4 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas C a p í t u l o 1 0 Identificação do Aproveitamento Nome do Rio Nome do Aproveitamento Antas Antas Antas Antas Antas Antas Antas Rio Prata Rio Turvo Antas Rio Prata Antas Guaporé Guaporé Ituim Antas Antas Carreiro Antas Carreiro Guaporé Carreiro Carreiro Antas Carreiro Lageado Grande Carreiro Turvo Turvo Ituim Guaporé Lageado Grande Camisas Turvo Prata Antas São Tomé Lageado Grande Santa Rita Santa Rita Prata Turvo Lageado Grande Camisas Guaporé Antas Prata Santa Rita Lageado Grande Guaporé Turvo Santana Santana Santa Rita Ituim Santa Rita Total Monte Claro o n t e : G r u p o C E E E 1 4 8F Castro Alves Muçum 14 de Julho São Marcos São Manoel Serra dos Cavalinhos Jararaca Primavera Espigão Preto Da Ilha Passo do Meio Monte Cuco Paraíso Saltinho São José São Bernardo Caçador Pezzi Linha Emília Monte Bérico Cotiporã Autódromo Quebrada Funda Boa Fé Cazuza Ferreira São Paulo Chimarrão Santa Carolina Morro Grande Pulador Palaquinho Grotão Jardim Pratinha Matemático Pião Criúva Boqueirão São Pedro Serrinha Volta Longa Matreiro Chapéu Nova Esperança Piraquete Rio Branco Entre Rios Bururi Arranca Toco Passo da Pedra Boa Vista Potreiro Vacaria Cinco Cachoeiras Lageado Bonito Municípios Bento Gonçalves e Veranópolis Nova Roma do Sul e Nova Pádua Muçum, Roca Sales e Santa Tereza Bento Gonçalves e Cotiporã São Marcos e Antônio Prado Caxias do Sul e Campestre da Serra Jaquirana e Bom Jesus Antônio Prado e Veranópolis Antônio Prado e Protásio Alves Vacaria e São Francisco de Paula Antônio Prado e Veranópolis Bom Jesus e São F. de Paula Anta Gorda Anta Gorda Vacaria São Marcos e Caxias do Sul São Marcos Casca e Nova Bassano Bom Jesus Serafina Corrêa Guaporé e Anta Gorda Serafina Corrêa Guaporé e Anta Gorda Bom Jesus Serafina Corrêa Jaquirana Serafina Corrêa Antônio Prado Antônio Prado Vacaria Guaporé e Anta Gorda Jaquirana Cambará do Sul e Jaquirana Antônio Prado Nova Prata Jaquirana e Bom Jesus Jaquirana Jaquirana Lagoa Vermelha e Vacaria Vacaria Nova Prata e Protásio Alves Lagoa Vermelha Jaquirana Cambará do Sul Marau Cambará do Sul e S. J. dos Ausentes Nova Prata e André da Rocha Vacaria São Francisco de Paula Marau Lagoa Vermelha Cambará do Sul Cambará do Sul Vacaria Vacaria Vacaria Características Energéticas Potência Potência Energia Firme Instalada Firme MW méd MW MWh 57,90 130,00 455.094 53,60 120,00 421.296 49,40 112,00 388.284 42,40 98,00 333.264 27,40 57,00 215.364 23,90 51,00 187.854 21,90 45,00 172.134 17,20 41,00 135.192 15,40 36,00 121.044 16,40 34,00 128.904 15,50 32,00 121.830 14,50 30,00 113.970 10,80 19,70 84.888 10,70 19,50 84.102 10,30 19,50 80.958 10,30 17,50 80.958 9,50 16,00 74.670 8,50 15,60 66.810 9,20 15,60 72.312 7,70 14,30 60.522 8,70 13,90 68.382 7,50 12,70 58.950 6,50 12,00 51.090 7,50 12,00 58.950 4,80 9,30 37.728 5,40 9,10 42.444 4,70 8,40 36.942 4,50 8,20 35.370 4,30 7,80 33.798 4,10 7,40 32.226 3,50 6,30 27.510 3,30 6,00 25.938 2,90 5,20 22.794 2,80 5,00 22.008 2,80 5,00 22.008 1,90 3,00 14.934 2,30 3,00 18.078 2,10 2,90 16.506 1,60 2,70 12.576 1,50 2,30 11.790 1,40 2,30 11.004 1,40 2,20 11.004 1,40 2,00 11.004 1,30 1,90 10.218 1,10 1,90 8.646 1,30 1,90 10.218 1,20 1,90 9.432 1,20 1,80 9.432 1,70 10.218 1,30 1,60 7.074 0,90 1,50 7.074 0,90 1,40 7.860 1,00 1,40 7.074 0,90 1,40 7.074 0,90 1,20 4.716 0,60 1,20 6.288 0,80 1093,20 4.187.808 532,80 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 10.5 - Potencial Eólico Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS unidade: MW 50 m Local de Implantação Em solo firme (on shore) Total (on shore) Sobre a água** (off shore) Total (off shore) Total Global Velocidade do vento m/s 75 m 100 m*** Fator de Potência* carga % Potência Fator de carga % Potência* Fator de carga % 7,0 – 7,5 7,5 –8,0 8,0 – 9,0 > 7,0 12.290 2.990 560 15.840 >29 >34 >39 >29 42.320 10.120 1.990 54.430 >27 >32 >37 >29 82.650 27.600 4.950 115.200 >24 >28 >37 >24 7,0 – 7,5 7,5 – 8,0 8,0 – 9,0 9.220 8.040 1.260 >30 >35 >39 >30 >30 4.610 10 4.920 9.540 63.970 >28 >33 >37 >30 >30 1.610 10.810 7.320 19.740 134.940 >24 >29 >35 >24 >24 > 7,0 18.520 > 7,0 34.360 * P a r a a h i p ó t e s e d o u s o d e 2 0 % d a s á r e a s d i s p o n í v e i s p a r a i n s t a l a ç ã o d o s P a r q u e s E ó l i c o s . * * H i p ó t e s e f o r m u l a d a s o b r e a s l a g o a s P a t o s , M i r i m e M a n g u e i r a , c o m á r e a s e x t e n s a s e p e q u e n a s p r o f u n d i d a d e s . * * * V a l o r e s e s t i m a d o s . F o n t e s : A t l a s E ó l i c o d o R i o G r a n d e d o S u l e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 1 2 0 0 4 10.6 - Potencial Fotovoltaico C a p í t u l o 1 0 Mapa 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil F o n t e : A t l a s S o l a r i m é t r i c o d o B r a s i l . R e c i f e : E d i t o r a U n i v e r s i t á r i a d a U F P E , 2 0 0 0 ( a d a p t a d o ) . 1 4 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS Radiação Solar Global Diária MJ/m2/dia 16 14 Região Região 1 Região 2 Total RS Radiação Solar Global Anual MJ/m 2/ano 5.840 5.110 5.353 Radiação Solar Global Anual kWh/m2/ano 1.621,77 1.419,05 1.486,62 Produção Anual de Energia Elétrica kWh/m2/ano 243,27 212,86 222,99 Produção Anual de Energia Elétrica MWh/km2/ano 6.861.586,88 6.003.888,52 6.289.787,98 N o t a s : S u p o n d o a c o n v e r s ã o d e 1 5 % d a e n e r g i a i r r a d i a d a p a r a e n e r g i a e l é t r i c a . 2 C o n s i d e r a n d o a u t i l i z a ç ã o d e 0 , 0 1 % d a á r e a t o t a l d o R S ( 2 8 2 . 0 6 2 k m ) c o m c o l e t o r e s s o l a r e s . 1 J = 2 7 7 , 7 7 * 1 0 9 k W h F o n t e : A t l a s S o l a r i m é t r i c o d o B r a s i l , R e c i f e : E d i t o r a U n i v e r s i d a d e d a U F P E , 2 0 0 0 E l a b o r a ç ã o : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 5 2 0 0 7 10.7 - Potencial de Biomassas Tabela 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no Rio Grande do Sul (Biomassa) Energético Álcool etílico 1.000.000 Total Anual mil tep 510,00 tonelada 2.800.000 596,40 tonelada 1.628.000 480,26 m 3 200.000 169,60 m 3 15.504.414 Unidade 1 m Bagaço de cana Casca de Arroz 2 3 4 Biodiesel B100 5 Lenha Total de Biomassa 3 Total anual 1.874,00 3.630,26 1 Á l c o o l e t í l i c o h i d r a t a d o e a n i d r o , s u p o n d o p l a n t a ç ã o d e 2 0 0 m i l h a d e c a n a d e a ç ú c a r . C o n s i d e r a n d o q u e 1 h e c t a r e p l a n t a d o d e c a n a d e a ç ú c a r g e r a 1 4 t o n e l a d a s d e b a g a ç o d e c a n a p o r a n o . C o m b a s e e m i n f o r m a ç õ e s d o I R G A R S d a s a f r a d e a r r o z d o R S 2 0 0 7 2 0 0 8 , e q u e 2 2 % d a m a s s a d e a r r o z é c o m p o s t a d e c a s c a . 4 C o n s i d e r a n d o e m t o r n o d e 2 0 % a c i m a d a p r o d u ç ã o p r o j e t a d a d e B i o d i e s e l B 1 0 0 e m 2 0 0 8 n o R S . 5 C o n s i d e r a n d o t o d a l e n h a o r i g i n a d a d a s i l v i c u l t u r a u s a d a p a r a p r o d u ç ã o d e e n e r g i a , c o m o p l a n t i o d e 5 1 6 . 8 1 4 h a d e f l o r e s t a s e n e r g é t i c a s , s u p o n d o p r o d u t i v i d a d e d e 3 0 m ³ / h a / a n o . E l a b o r a ç ã o : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 0 5 2 0 0 7 2 3 10.8 - Definições As definições 10.8.a a 10.8.f foram extraídas do Anuário Mineral Brasileiro - 2006 - DNPM/MME. 10.8.a - Recursos Entende-se por Recursos uma concentração do mineral, que poderá tornar-se viável, parcial ou totalmente. 10.8.b - Reservas Reservas minerais são aquelas computadas oficialmente e aprovadas pelo DNPM, isto é, as constantes nos Relatórios de Pesquisa Aprovados e nos Relatórios de Reavaliação de Reservas, subtraídas as produções ocorridas no ano base e anos anteriores. Os dados não incluem as reservas minerais lavradas sob os regimes de Licença, Extração e Permissão de Lavra Garimpeira. As reservas são classificadas como Medida, Indicada e Inferida, dependendo do grau de conhecimento da C a p í t u l o 1 0 jazida. 10.8.c - Reserva Medida Volume ou tonelagem de minério computado pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras, galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, sendo o teor determinado pelos resultados de amostragem pormenorizada, devendo os pontos de inspeção, amostragem e medida estarem tão proximamente 1 5 0 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 espacejados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma e o teor da substância mineral possam ser perfeitamente estabelecidos. A reserva computada deve ser rigorosamente determinada nos limites estabelecidos, os quais não devem apresentar variação superior a 20% da quantidade verdadeira. 10.8.d - Reserva Indicada Volume ou tonelagem de minério computado a partir de medidas e amostras específicas, ou de dados da produção, e parcialmente por extrapolação, até distância razoável, com base em evidências geológicas. As reservas computadas são as aprovadas pelo DNPM nos Relatórios de Pesquisa e/ou reavaliação de reservas. 10.8.e - Reserva Inferida Estimativa do volume ou tonelagem de minério, calculada com base no conhecimento da geologia do depósito mineral, havendo pouco trabalho de pesquisa. No Anuário do DNPM, foi introduzido o conceito de reserva lavrável no intuito de dimensionar com maior acuidade as reservas disponíveis, correspondendo à reserva técnica e economicamente aproveitável, levando-se em consideração a recuperação da lavra. 10.8.f - Reserva Lavrável É a reserva in situ estabelecida no perímetro da unidade mineira determinado pelos limites da abertura de exaustão (cava ou flanco para céu aberto e realces ou câmaras para subsolo), excluindo os pilares de segurança e as zonas de distúrbios geomecânicos. Corresponde à reserva técnica e economicamente aproveitável levando-se em consideração a recuperação da lavra, a relação estéril / minério e a diluição (contaminação do minério pelo estéril) decorrentes do método de lavra. As reservas de areia para construção civil, cascalho e rochas para produção de brita não são apresentadas, pois as reservas de areia para construção civil se localizam em grande maioria nos rios, onde são repostas, e as rochas para produção de brita são de origens variadas e abundantes. As definições a seguir relacionadas foram extraídas do Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro SIPOT - Eletrobrás - Julho de 2008. 10.8.g - Remanescente Resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento complementar, considerando um trecho do curso d'água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar o local de implantação do aproveitamento. 10.8.h - Individualizado Resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado. 10.8.i - Inventário meio da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a obter uma avaliação da energia disponível, dos impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos. C a p í t u l o 1 0 Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, por 1 5 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 10.8.j - Viabilidade Resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica, compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infraestrutura local, a definição da respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente. 10.8.l - Projeto Básico Aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade, que permita a elaboração dos documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos. 10.8.m - Construção Aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação. 10.8.n - Operação Aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em operação. Os aproveitamentos só são considerados nos estágios "inventário", "viabilidade" ou "projeto básico" se os respectivos estudos tiverem sido C a p í t u l o 1 0 aprovados pela ANEEL. 1 5 2 Anexos Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 1 5 3 I n a u g u r a ç ã o d a F a s e A C a n d i o t a 1 9 6 1 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 A Anexo A - Capacidade Instalada Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2009 do RS MW HIDRO ANO TERMO EÓLICA 1974 SP e/ou PIE 13.224 500 SP e/ou PIE 13.724 2.489 1.920 4.409 1975 15.815 501 16.316 2.436 2.216 4.652 18.251 2.717 20.968 1976 17.343 561 17.904 2.457 2.223 4.680 19.800 2.784 22.584 1977 18.835 561 19.396 2.729 2.214 4.943 21.564 2.775 24.339 1978 21.104 561 21.665 3.048 2.259 5.307 24.152 2.820 26.972 1979 23.667 568 24.235 3.573 2.411 5.984 27.240 2.979 30.219 1980 27.081 568 27.649 3.484 2.339 5.823 30.565 2.907 33.472 1981 30.596 577 31.173 3.655 2.441 6.096 34.251 3.018 37.269 1982 32.542 614 33.156 3.687 2.503 6.190 36.229 3.117 39.346 1983 33.556 622 34.178 3.641 2.547 6.188 37.197 3.169 40.366 1984 34.301 622 34.923 3.626 2.547 6.173 37.927 3.169 41.096 1985 36.453 624 37.077 3.708 2.665 6.373 657 40.818 3.289 44.107 1986 37.162 624 37.786 3.845 2.665 6.510 657 41.664 3.289 44.953 1987 39.693 636 40.329 3.910 2.665 6.575 657 44.260 3.301 47.561 1988 41.583 645 42.228 4.025 2.665 6.690 657 46.265 3.310 49.575 1989 44.172 624 44.796 4.007 2.665 6.672 657 48.836 3.289 52.125 1990 44.934 624 45.558 4.170 2.665 6.835 657 49.761 3.289 53.050 1991 45.992 624 46.616 4.203 2.665 6.868 657 50.852 3.289 54.141 1992 47.085 624 47.709 4.018 2.665 6.683 657 51.760 3.289 55.049 1993 47.967 624 48.591 4.127 2.847 6.974 657 52.751 3.471 56.222 1994 49.297 624 49.921 4.151 2.900 7.051 657 54.105 3.524 57.629 1995 50.680 687 51.367 4.197 2.900 7.097 657 55.533 3.587 59.120 1996 52.432 687 53.119 4.105 2.920 7.025 657 57.194 3.607 60.801 1997 53.987 902 54.889 4.506 2.920 7.426 657 59.150 3.822 62.972 1998 55.857 902 56.759 4.798 2.995 7.793 657 61.312 3.897 65.209 1999 58.085 912 58.997 5.217 3.309 8.526 657 63.960 4.221 68.181 2000 60.095 968 61.063 6.567 4.075 10.642 2.007 68.669 5.043 73.712 2001 61.551 972 62.523 7.559 4.166 11.725 2.007 71.117 5.138 76.255 2002 64.146 1.165 65.311 10.654 4.486 15.140 2.007 76.807 5.651 82.458 2003 66.587 1.206 67.793 11.693 5.012 16.705 2.007 80.287 6.218 86.505 2004 67.572 1.427 68.999 14.529 5.198 19.727 2.007 84.108 6.625 90.733 2005 69.274 1.583 70.858 14.992 5.272 20.293 27 2 29 2.007 86.300 6.858 93.158 2006 71.767 1.666 73.434 14.285 6.672 20.957 235 2 237 2.007 88.294 8.340 96.634 2007 73.622 3.249 76871 14.270 7.055 21.324 245 2 247 2.007 90.144 10.305 100.499 2008 74.546 3.742 78288 15.291 7.961 23.252 413 1 414 2.007 92.257 11.706 103.962 2009 75.501 3.790 79291 15.611 8.704 24.315 600 2 602 2.007 93.719 12.496 106.215 APE TOTAL APE TOTAL SP e/ou PIE NUCLEAR TOTAIS SP e/ou SP e/ou TOTAL APE PIE PIE 15.713 2.420 APE TOTAL 18.133 A N E X O A A P E A u t o p r o d u t o r P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e S P S e r v i ç o P ú b l i c o I n c l u i m e t a d e d a U s i n a d e I t a i p u A s u s i n a s P I E e S P d a A N E E L , c o m p a r c e l a s d e A P E , e s t ã o c l a s s i f i c a d a s e m S P e / o u P I E A s u s i n a s P I E d a A N E E L , t r a d i c i o n a l m e n t e A P E , e s t ã o c l a s s i f i c a d a s e m A P E F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 1 5 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS Usina Barra Grande Potência Destino da (kW) Energia 855.000 PIE 100% para Foz do Chapecó Energia S/A 1.450.000 PIE 60,5% para Itá Energética S/A 39,5% para Tractebel Energia S/A 512.400 SP Bugres 11.120 SP Canastra 42.500 SP Castro Alves 130.845 PIE Dona Francisca 125.000 PIE Itaúba Rio SP PIE Itá Município Anita Garibaldi SC Esmeralda Pelotas RS 100% para Companhia Estadual de Geração e Canela Santa Cruz Transmissão de Energia Elétrica RS 100% para Companhia Estadual de Geração e Canela Santa Maria Transmissão de Energia Elétrica RS 100 % para Companhia Energética Rio das Antas Nova Pádua RS das Antas Nova Roma do Sul RS 5% para Companhia Estadual de Geração e Agudo RS Jacuí Transmissão de Energia Elétrica 95% para Dona Francisca Energética S/A Nova Palma RS 698.250 Foz do Chapecó Proprietário 100% para Energética Barra Grande S/A. 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Águas de Chapecó SC Alpestre RS Uruguai Itá SC Aratiba RS Uruguai Itá RS Jacuí Pinhal Grande RS Leonel de Moura Brizola (Ex. Jacuí) Machadinho 180.000 SP 1.140.000 APE-COM SP Monjolinho 74.000 PIE Monte Claro 130.000 PIE Passo Fundo 226.000 PIE Passo Real 158.000 SP 77.000 PIE 100.710 PIE São José 14 de Julho Total: 16 usinas 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica A N E X O A Jacuí 25,74% para Alcoa Alumínio S/A Maximiliano de Almeida RS Pelotas 5,27% para Camargo Corrêa Cimentos S/A Piratuba SC 27,52% para Companhia Brasileira de Alumínio 5,53% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 2,73% para Departamento Municipal de Eletricidade de Poços de Caldas 19,28% para Tractebel Energia S/A 8,29% para Valesul Alumínio S/A 5,62% para Votorantim Cimentos Brasil Ltda. Faxinalzinho RS Passo Fundo 100% para Monel Monjolinho Energética S/A Nonoai RS Bento Gonçalves RS 100 % para Companhia Energética Rio das Antas das Antas Veranópolis RS Entre Rios do Sul 100% para Tractebel Energia S/A Passo Fundo RS 100% para Companhia Estadual de Geração e Salto do Jacuí Jacuí Transmissão de Energia Elétrica RS Rolador RS 100% para Ijuí Energia S/A Ijuí Salvador das Missões RS Bento Gonçalves RS 100 % para Companhia Energética Rio das Antas das Antas Cotiporã RS 5.910.825 APE - Autoprodutor APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente PIE - Produtor Independente SP - Serviço Público Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 12/04/2011 1 5 6 Salto do Jacuí RS Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS Aeroporto de Bagé Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional Salgado Filho Alegrete Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Associação PróEnsino Novo Hamburgo Baldo S.A. Comércio Indústria e Exportação Bimbo Camil Alimentos Camaquã Candiota III Central Termelétrica de Geração (Forjasul) Charqueadas Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Classe Combustível 100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária Bagé RS Óleo Diesel Fóssil 128 REG 100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária Pelotas RS Óleo Diesel Fóssil 2.704 REG 100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária Porto Alegre RS Óleo Diesel Fóssil 66.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A Alegrete RS Guaíba RS Óleo Combustível Lixívia (Licor Negro) Novo Hamburgo RS Óleo Diesel Fóssil Encantado RS Óleo Diesel Fóssil Gravataí RS Óleo Diesel Fóssil 47.000 APE-COM 100% para Aracruz Celulose S/A 1.944 REG 100% para Associação Pró-Ensino Novo Hamburgo 730 REG 100% para Vaz Oliveira e Cruz Ltda 1.016 REG 100% para Bimbo do Brasil Ltda. 4.000 REG 100% para Camil Alimentos S.A. 350.000 PIE 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica 1.800 REG 100% para Forjasul Encruzilhada Indústria de Madeiras Ltda 72.000 PIE 100% para Tractebel Energia S/A 1.334 REG 100% para Condomínio Canoas Shopping Center Coopersul 1.440 REG 100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira do Sul Ltda 74.400 PIE 100% para Braskem S/A 1.296 REG 100% para Fuga Couros S.A. Fuga Couros Combustível REG 54 Condomínio Canoas Shopping Center Copesul Município Itaqui Casca de Arroz RS Candiota Carvão Mineral RS Encruzilhada do Sul RS Charqueadas RS Canoas RS Capão do Leão RS GEEA Alegrete 5.000 REG Gedore 2.200 REG 100% Ferramentas Gedore do Brasil S.A. 208 REG 100% para Importadora e Exportadora de Bento Gonçalves Cereais S/A. RS Inject Campo Bom 1.296 REG Inject Indústria de Injetados 496 REG Itaqui 4.200 PIE 100% para Kappesberg 1.440 REG 100% para Marfrig 1.820 REG 100% para Importadora e Exportadora de Cereais Maxxi Novo Hamburgo 720 REG Maxxi Santo Ângelo 450 REG Nutepa 24.000 SP Peruzzo 232 REG Piratini Presidente Médici AeB 10.000 446.000 100% para Peruzzo Supermercados Ltda. PIE 100% para Piratini Energia S/A SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica REFAP 74.720 APE-COM 100% para Refinaria Alberto Pasqualini São Jerônimo 20.000 SP 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica 160.573 PIE 100% para Petróleo Brasileiro S/A 4.440 REG 100% para Condomínio do Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Sepé Tiaraju (ExCanoas) Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Souza Cruz Cachoeirinha 2.952 REG 100% para Souza Cruz S/A Stepie Ulb 3.300 REG 100% para Stepie Ulb S/A Texon Urbano São Gabriel Uruguaiana Weatherford Ximango Total: 41 Usinas Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Campo Bom Óleo Diesel RS Candelária Óleo Diesel RS Itaqui Camil Alimentos S/A Casca de Arroz RS Tupandi Moveis Kappesberg Ltda. Óleo Diesel RS São Gabriel Marfrig Alimentos S.A. Óleo Diesel RS WMS Supermercados do Brasil Novo Hamburgo Óleo Diesel RS WMS Supermercados do Brasil Santo Ângelo RS Óleo Diesel 648 REG 100% para Indústria Farmacêutica Texon Ltda. 2.220 REG 100% para Urbano Agroindustrial Ltda 639.900 PIE 334 REG 134 REG 100% para AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda 100% para Weatherford Indústria e Comércio Ltda 100% para Ximango Indústria de ErvaMate Ltda Porto Alegre RS Bagé RS Piratini RS Candiota RS Canoas RS São Jerônimo RS Canoas RS Porto Alegre RS Outros Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Fóssil Óleo Diesel Fóssil Resíduos de Madeira Biomassa Carvão Mineral Fóssil Óleo Combustível Fóssil Carvão Mineral Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Cachoeirinha Gás Natural RS Canoas Gás Natural RS Viamão Óleo Diesel RS São Gabriel Casca de Arroz RS Uruguaiana Gás Natural RS Caxias do Sul Gás Natural RS Ilópolis Fóssil Biomassa 100% para Inject Indústria de Injetados Ltda 100% para Inject Indústria de Injetados Ltda 100% para Ltda. 100% para Ltda. 100% para Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Biomassa Resíduos de Madeira Triunfo Gás de RS Processo Marau Óleo Diesel RS Alegrete Casca de Arroz RS São Leopoldo Óleo Diesel RS 100% para Geradora de Energia Elétrica Alegrete Ltda Fóssil Biomassa Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil 2.033.129 F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 A P E C O M A u t o p r o d u t o r c o m c o m e r c i a l i z a ç ã o d o e x c e d e n t e P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e R E G R e g i s t r o S P S e r v i ç o P ú b l i c o A N E X O A Usina 1 5 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH no RS Usina Município 3.000 PIE 100% para Rio do Lobo Energia S/A Buricá 1.360 APE 100% para Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Entre Rios Ltda Caçador 22.500 PIE 100% para Caçador Energética S/A Capigui 3.760 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Carlos Gonzatto 9.000 PIE 100% para CN Energia S/A Colorado 1.120 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A Cotiporã 19.500 PIE 100% para Cotiporã Energética S/A 3.340 PIE 100% para Coprel - Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural Ltda Criúva 23.949 PIE 100% para Criúva Energética S/A Da Ilha 26.000 PIE 100% para Da Ilha Energética S/A 17.470 PIE 100% para Rincão do Ivaí Energia S.A. 13.000 PIE 100% para Capão da Convenção Energia S.A Ernestina 4.800 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Esmeralda 22.200 PIE 100% para Esmeralda S/A Ferradura 9.200 PIE 100% para BT Geradora de Energia Elétrica S/A Forquilha 1.000 SP 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Furnas do Segredo 9.800 PIE 100% para Jaguari Energética S/A Galópolis 1.500 PIE 100% para Galópolis Energia S.A. Guarita 1.760 SP Herval 1.440 SP Ijuizinho 1.000 SP Ijuizinho 3.600 APE Jararaca 28.000 PIE 100% para Veneto Energética S/A José Barasuol (Ex. Linha 3 Leste) 14.335 APE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Ltda Linha Emília 19.500 PIE 100% para Linha Emília Energética S/A Mata Cobra 2.880 SP 100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A. Ouro 16.000 PIE 100% para Ouro Energética S/A Palanquinho 24.165 PIE 100% para Serrana Energética S/A Passo de Ajuricaba 3.400 SP Passo do Inferno 1.332 SP Passo do Meio 30.000 PIE Rio São Marcos 2.200 PIE Salto Forqueta 6.124 PIE Santa Rosa 1.400 SP Santo Antônio 4.500 PIE 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento - Cooperluz Geração São Bernardo 15.000 PIE 100% para CJ Energética Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian A N E X O A Proprietário Albano Machado Cotovelo do Jacuí Total: 36 Usinas 1 5 8 Potência Destino da (kW) Energia 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 100% para Cooperativa de Distribuição e Geração de Energia das Missões Ltda. 100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica 100% para Energética Campos de Cima da Serra Ltda. 100% para Hidrelétrica Rio São Marcos Ltda. 100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Ltda. 100% para Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica Rio Lajeado do Nonoai RS Lobo Trindade do Sul RS Independência RS Buricá Inhacorá RS Nova Bassano RS Carreiro Serafina Corrêa RS Passo Fundo Capigui RS Campo Novo Turvo RS Tapera Puitã RS Cotiporã Carreiro RS Victor Graeff Jacuí RS Caxias do Sul RS Lajeado Grande São Francisco de Paula RS Antonio Prado RS Prata Veranópolis RS Júlio de Castilhos RS Ivaí Salto do Jacuí RS Júlio de Castilhos RS Ivaí Salto do Jacuí RS Ernestina Jacuí RS Barracão RS Bernardo José Pinhal RS Erval Seco RS Guarita Redentora RS Maximiliano de Almeida Forquilha RS Jaguari Jaguari RS Caxias do Sul Arroio Pinhal RS Erval Seco Guarita Santa Maria do Herval Cadeia RS Eugênio de Castro Ijuizinho RS Entre-Ijuís Ijuizinho RS Nova Roma RS Prata Veranópolis RS Ijuí Ijuí RS Dois Lajeados Carreiro RS Carazinho da Várzea RS Barracão Marmeleiro RS Caxias do Sul RS Lajeado Grande São Francisco de Paula RS Ijuí Ijuí RS São Francisco de Paula Santa Cruz RS Bom Jesus RS Rio das Antas São Francisco de Paula RS Caxias do Sul RS São Marcos São Marcos RS Putinga RS Forqueta São José do Herval RS Três de Maio Santa Rosa RS Santa Rosa RS Três de Maio RS Santa Rosa Barracão RS Bernardo José Esmeralda RS 369.135 F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 A P E A u t o p r o d u t o rP I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e S P S e r v i ç o P ú b l i c o Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Parque Elebrás Cidreira I 70.000 PIE 100 % para Elebrás Projetos S.A. Parque Eólico de Osório 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Parque Eólico Sangradouro 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Parque Eólico de Palmares 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Parque Eólico dos Índios 50.000 PIE 100% para Ventos do Sul Energia S/A Fazenda Rosário 3 14.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Fazenda Rosário 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Cerro Chato III (Ex. Coxilha Negra VI) 2.000 PIE 100% para Eólica Cerro Chato III S.A. Cerro Chato III (Ex. Coxilha Negra VII) 30.000 PIE Total: 9 Usinas Município Tramandaí RS Osório RS Osório RS Palmares do Sul RS Osório RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Santana do Livramento RS Santana do Livramento RS 282.000 A N E X O A P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 4 / 0 9 / 2 0 1 1 1 5 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas CGH no RS Usina Abaúna 720 REG Proprietário 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Águas Termais da Cascata Nazzari 144 REG 100% para Nelcy Nazarri Andorinhas 512 REG 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda 1.000 REG 100% para Muxfeldt Marin & Cia. Ltda Boa Vista 700 REG 100% para Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia Cafundó 986 REG 100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda. Camargo 200 REG 100% para Hidroelétrica Camargo S/A 953 REG 100% para Cooperativa Distribuidora de Energia Fronteira Noroeste Ltda 680 REG 100% para Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí Ltda 528 PIE Avante Caraguatá Nilo Bonfante (Ex.Cascata do Buricá) Cascata do Pinheirinho Catibiro 900 REG Caxambu 760 APE Claudino Fernando Picolli 350 REG Das Cobras 900 REG Dona Maria Piana 990 REG Dona Mirian 632 REG Estancado 700 REG 144 REG 1.000 REG Guaporé 667 REG Ivaí 700 SP REG 1.000 REG Nova Palma 306 REG Picada 48 240 REG Pirapó 756 REG Rio Alegre 760 REG Rio Fortaleza 880 REG Rio Palmeira 740 SP Saltinho 800 REG Sede (Ijuí) 500 SP Soledade 882 APE Fazenda Santa Sofia Frederico João Cerutti Linha Granja Velha Toca A N E X O A Potência Destino da (kW) Energia 1.000 SP 70 REG Usina do Maringá 125 REG Usina do Parque 160 REG Usina do Posto 780 REG Turvo Total: 36 Usinas 100% para COPREL Cooperativa de Energia e Desenvolvimento 100% para Enor Geração e Comércio de Energia Ltda. Rio Floriano Peixoto RS Abaúna Erechim RS Gaurama RS Ijuí RS Ibiaçá RS Poritibu Estrela RS Arroio Boa Vista Júlio de Castilhos RS Nova Palma RS Camargo RS Campina das Missões RS Salvador das Missões RS Campo Ligeiro Soturno Taquari Comandai Chiapeta RS Buricá Ibirubá RS Pinheirinho Nova Prata Arroio RS Chimarrão Panambi 100% para Fockink Participações Ltda Caxambu RS 100% para Cooperativa Regional de Eletrificação Giruá RS Comandai Rural Ltda Santo Angelo RS Erval Seco RS 100% para Bragante & Cia. Ltda Guarita Redentora RS 100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste Flores da Cunha Herval Ltda RS Capão Bonito do Sul Lajeado 100% para Consultoria Agropecuária Magrin Ltda. RS dos Ivos Rio Grande Arroio 100% para Piaia Energética Ltda. RS Estancado Áurea RS Arroio 100% para Nelcy Nazarri Getúlio Vargas RS Toldo Seberi 100% para Hidroelétrica Frederico João Cerutti S/A Fortaleza RS Guaporé 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Guaporé RS 100% para Companhia Estadual de Geração e Júlio de Castilhos Ivaí Transmissão de Energia Elétrica RS 100% para Cooperativa de Distribuição de Energia Erval Seco RS Fortaleza CRELUZ-D Taquaruçu do Sul RS Júlio de Castilhos RS 100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda Soturno Nova Palma RS 100% para Firma de Mergulho Engenharia Dois Irmãos Arroio Comércio e Serviços Ltda. RS Feitoria Roque Gonzales 100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda Ijuí RS Condor 100% para Hidroelétrica Panambi S/A Alegre RS 100% para Cooperativa de Distribuição de Energia Erval Seco RS Fortaleza CRELUZ-D Seberi RS Panambi 100% para Hidroelétrica Panambi S/A. Palmeira RS Muitos Capões 100% para CPFL Sul Central Elétricas Ltda. Saltinho RS 100% para Departamento Municipal de Energia de Ijuí Potiribu Ijuí RS Arroio 100% para Cooperativa de Geração e Distribuição Fontoura Xavier Fão de Energia Fontoura Xavier Ltda. RS Santa 100% para Companhia Estadual de Geração e São Francisco de Paula Cruz Transmissão de Energia Elétrica RS 100% para Maria de Lourdes Lando (espólio de Campo Novo RS Turvo Wolfang Low) Coronel Bicaco RS Santo Antônio da Palma RS Arroio Jordão 100% para Irmãos Zanetti & Cia Ltda. Vila Maria RS Nova Prata RS Prata 100% para Terraplenagem Salvador Ltda Protásio Alves RS Ibiaçá RS 100% para COPREL Cooperativa de Energia Forquilha Lagoa Vermelha RS 23.165 F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 e G r u p o C E E E 1 6 0 Município A P E A u t o p r o d u t o rC O M C o m e r c i a l i z a d o r R E G R e g i s t r oS P S e r v i ç o P ú b l i c o Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Passo São João 77.000 Total: 1 Usina 77.000 PIE Proprietário 100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A Município Rio Dezesseis de Novembro RS Roque Gonzales RS Ijuí P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 Tabela A.8 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário 3.825 PIE 100% para Cooperativa Agroindustrial Alegrete Ltda São Borja 12.500 PIE 100% para São Borja Bioenergética S/A Total: 2 Usinas 16.325 CAAL Município Combustível Classe Combustível Alegrete RS Casca de Arroz Biomassa São Borja RS Casca de Arroz Biomassa P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Município Autódromo 24.000 PIE 100% para Autódromo Energética S.A. Boa Fé 24.000 PIE 100% para Boa Fé Energética S/A Marco Baldo 16.000 PIE 100% para Sociedade de Propósito Específico Turvo S.A. Moinho 13.700 PIE 100% para Moinho S.A. São Paulo 16.000 PIE 100% para São Paulo Energética S.A. 8.806 PIE 100% para Tambaú Energética S.A. Tambaú Total: 6 Usinas Guaporé RS Vista Alegre do Prata RS Nova Bassano RS Serafino Corrêa RS Braga RS Campo Novo RS Barracão RS Pinhal RS Guaporé RS Nova Bassano RS Erval Seco RS Redentora RS Rio Carreiro Carreiro Turvo Bernardo José Carreiro Guarita 102.506 P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 Tabela A.10 - Eólicas - EOL em Construção no RS Potência Destino da (kW) Energia Usina Cerro Chato I (Ex. Coxilha Negra V) 30.000 Total: 1 Usinas 30.000 PIE Proprietário 100% para Eólica Cerro Chato I S.A Município Santana do Livramento RS P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 4 / 0 9 / 2 0 1 1 Usina Potência Destino da (kW) Energia Pai Querê 292.000 Total: 1 Usina 292.000 PIE Proprietário 15,4% Alcoa Alumínio S/A 4,5% DME Energética S.A 80,1% Votorantim Cimentos S.A. Município Bom Jesus RS Lages SC Rio Pelotas A N E X O A Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 1 6 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia CTSUL 650.000 PIE Jacuí 350.200 PIE Josapar 8.000 PIE S.A.V. - Unisinos 4.600 REG 542.000 PIE Seival Total: 5 Usinas Proprietário Município Combustível Cachoeira do Carvão Mineral Sul RS Charqueadas Carvão 100% para Elétrica Jacuí S/A RS Mineral 100% para Josapar Joaquim Oliveira S/A Pelotas Casca de Participações RS Arroz São Leopoldo Gás 100% para Associação Antônio Vieira RS Natural Candiota Carvão 100% para Usina Termelétrica Seival Ltda RS Mineral 100% para Central Termoelétrica Sul S/A Classe Combustível Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil 1.554.800 PIE - Produtor Independente REG - Registro Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 12/04/2011 Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário 4.800 PIE 100% para Cooperativa Regional de Energia Taquari Jacuí Encruzilhada do Sul RS Abranjo Karl Kuhlemann 1.750 PIE 100% para Hydro Kuhlemann Geração Ltda Getúlio Vargas RS Krauel 30.000 PIE 2.250 PIE Pezzi 20.000 PIE Primavera do Rio Turvo 30.000 PIE 100% para Hidrotérmica S/A Quebrada Funda 16.000 PIE 100% para Hidrotérmica S/A Rastro de Auto 6.960 PIE 100% para Certel Rastro de Auto Geração de Energia S/A Rio dos Índios 8.000 PIE 100% para Casa de Pedra Energia Ltda. Serra dos Cavalinhos II 29.000 PIE 100% para Brookfield Energia Renovável S/A Toca do Tigre 12.000 PIE 100% para CJ Hydro - Geração de Energia S.A Morrinhos Total: 11 Usinas 100% para PCH Performance Centrais Hidrelétricas Ltda 100% para Certaja Morrinhos Geração e Comércio de Energia Elétrica Ltda 100% para Energética Campos de Cima da Serra Ltda 160.760 P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 A N E X O A Rio Abranjo I Monte Cuco 1 6 2 Município Anta Gorda RS Guaporé RS Barão do Triunfo RS São Jerônimo RS Bom Jesus RS Jaquirana RS Ipê RS Protásio Alves RS Bom Jesus RS Jaquirana RS Putinga RS São José do Herval RS Nonoai RS Monte Alegre dos Campos RS São Francisco de Paula RS Braga RS Campo Novo RS Guaporé Arrorio dos Cachorros Antas Turvo Antas Forqueta Dos Índios Das Antas Turvo Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS Usina Potência Destino da (kW) Energia Proprietário Atlântica I 30.000 PIE 100% para Atlântica I Parque Eólico S/A Atlântica II 30.000 PIE 100% para Atlântica II Parque Eólico S/A Atlântica IV 30.000 PIE 100% para Atlântica IV Parque Eólico S/A Atlântica V 30.000 PIE 100% para Atlântica V Parque Eólico S/A 8.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Fazenda Rosário 2 20.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. Fazenda Rosário 3 14.000 PIE 100% para Parques Eólicos Palmares S.A. 126.000 PIE 100% para Elebrás Projetos S.A 11.050 PIE 100% para Ecoprojeto Ltda 9.350 PIE 100% para Ecoprojeto Ltda 6.000 PIE 100% para Energia Regenerativa Brasil Ltda 24.000 PIE 100% para Ventos do Litoral Energia Eólica S.A. 26.000 PIE 100% para Ventos do Litoral Energia Eólica S.A. Fazenda Rosário Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Xangri-lá II Parque Eólico Osório 2 Parque Eólico Osório 3 Piloto de Rio Grande Município Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Palmares do Sul RS Santa Vitória do Palmar RS Giruá RS Palmares do Sul RS Capão da Canoa RS Porto Alegre RS Osório RS 4.500 REG 100% para Petróleo Brasileiro S/A Rio Grande RS Pontal 2 B 10.800 PIE 100% para Forças dos Ventos Energia Eólica S/A Viamão RS REB Cassino I 24.000 PIE REB Cassino II 21.000 PIE REB Cassino III 24.000 PIE 100% para REB Empreendimentos e Administradora de Bens S/A 100% para REB Empreendimentos e Administradora de Bens S/A 100% para REB Empreendimentos e Administradora de Bens S/A Rio Grande RS Rio Grande RS Rio Grande RS Sangradouro 2 26.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S.A Osório RS Sangradouro 3 24.000 PIE 100% para Ventos da Lagoa S.A Osório RS Total: 20 Usinas 498.700 P I E P r o d u t o r I n d e p e n d e n t e R E G R e g i s t r o F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS Barracão Braga Caa-Yari Carlos Bevilácqua Potência Destino da (kW) Energia 934 520 REG 100% para Clínica Respiratus Sociedade Simples REG 100% para Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento 1.000 REG 800 REG Cascata do Barreiro 280 REG Galópolis 540 REG Moinho 270 REG Total: 7 Usinas Proprietário 100% para J.H.M. Geração Elétrica Ltda 100% para CRELUZ-D 100% para CRELUZ-D 100% para Ltda 100% para CRELUZ-D 4.344 R E G R e g i s t r o F o n t e : A N E E L s i t e w w w . a n e e l . g o v . b r A c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 Cooperativa de Distribuição de Energia Cooperativa de Distribuição de Energia Pro Bios Consultoria e Participações Cooperativa de Distribuição de Energia Município Bento Gonçalves RS Cristal do Sul RS Crissiumal RS Tiradentes do Sul RS Seberi RS Novo Barreiro RS Palmeira das Misssões RS Caxias do Sul RS Novo Tiradentes RS Rio Burati Braga Lajeado Grande Fortaleza Lajeado Grande Arroio Pinhal Jaboticaba A N E X O A Usina 1 6 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS CEEE-GT* N° de LTs km LTs N° de LTs 69 kV 15 232,73 - - 138kV 15 760,05 1 12,50 A N E X O A km LTs 230kV 81 5.062,72 19 1.150,91 500 kV - - 6 1.121,26 Total 111 6.055,50 26 2.284,67 F o n t e s : G r u p o C E E E D a d o s d e 1 5 / 0 8 / 2 0 1 1 E l e t r o s u l D a d o s d e 2 2 / 0 8 / 1 1 * E s t ã o c o n t a b i l i z a d a s a s L T s q u e s ã o p r o p r i e d a d e + O & M O b s : A s l i n h a s p e r t e n c e n t e s à s d i s t r i b u i d o r a s n ã o e s t ã o c o n t e m p l a d a s n a t a b e l a . 1 6 4 Eletrosul Tensão Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 B Anexo B - Dados Mundiais de Energia Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2008 e 2009 Produtores Rússia Arábia Saudita Estados Unidos Irã China Canadá México Venezuela Kuwait Emirados Árabes Demais Países Mundo 106 t 494 452 320 206 194 152 146 126 124 120 1.509 3.843 Mundial 12,9% 11,8% 8,3% 5,4% 5,0% 4,0% 3,8% 3,3% 3,2% 3,1% 39,2% 100% Exportadores (1) Arábia Saudita Rússia Irã Emirados Árabes Nigeria Angola Noruega Kuwait Iraque Venezuela Demais Países Mundo 106 t 355 241 120 108 102 92 90 89 88 74 593 1.952 Importadores (2) Estados Unidos Japão China Índia Coreia do Sul Alemanha Itália França Espanha Países Baixos Demais Países Mundo 106 t 564 199 175 128 116 105 88 83 61 57 514 2.090 Consumidores* Estados Unidos China Japão India Rússia Arábia Saudita Alemanha Brasil Coréia do Sul Canadá Demais Países Mundo 106 t 931 430 219 159 134 130 121 120 116 109 1769 4187 * B P S t a t i s t i c a l R e v i e w 2 0 1 0 F o n t e s : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 N o t a : P r o d u t o r e s e C o n s u m i d o r e s , a n o 2 0 0 9 . E x p o r t a d o r e s e I m p o r t a d o r e s , a n o 2 0 0 8 . ( 1 ) C o n s i d e r a d o s o m e n t e p a í s e s c o m e x p o r t a ç õ e s l í q u i d a s p o s i t i v a s . ( 2 ) C o n s i d e r a d o s o m e n t e p a í s e s c o m i m p o r t a ç õ e s l í q u i d a s p o s i t i v a s . Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2008 106 t 835 328 231 189 162 120 116 100 99 95 1.562 3.837 Produtores Estados Unidos China Rússia Japão Índia Coreia Alemanha Arábia Saudita Canadá Brasil Demais Países Mundial Mundial 21,8% 8,5% 6,0% 4,9% 4,2% 3,1% 3,0% 2,6% 2,6% 2,5% 40,8% 100% 106 t 98 48 32 30 19 19 17 15 13 11 109 411 Exportadores Rússia Arábia Saudita Kuwait Venezuela India Coreia do Sul Argélia Itália Belarus Noruega Demais Países Mundial Importadores China Japão México Espanha Hong Kong Indonésia Vietnam Austrália Alemanha Paquistão Demais Países Mundial 106 t 26 22 20 16 15 14 13 13 9 9 176 333 F o n t e : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 Produtores Estados Unidos Rússia Canadá Irã Noruega China Catar Argélia Países Baixos Indonésia Demais Países Mundo 109m 3 594 589 159 144 106 90 89 81 79 76 1.094 3.101 Mundial 19,2% 19,0% 5,1% 4,6% 3,4% 2,9% 2,9% 2,6% 2,5% 2,5% 35,3% 100% * B P S t a t i s t i c a l R e v i e w 2 0 1 0 F o n t e s : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 Exportadores Rússia Noruega Canadá Catar Argélia Indonésia Países Baixos Turcomenistão Malasia Trinidad Tobago Demais Países Mundo 109m 3 160 100 76 67 55 36 30 27 24 21 140 736 Importadores Japão Alemanha Estados Unidos Itália França Ucrânia Turquia Espanha Coréia do Sul Reino Unido Demais Países Mundo 109m 3 93 83 76 69 45 38 35 34 33 29 214 749 Consumidores* Estados Unidos Rússia Irã Canadá China Japão Reino Unido Alemanha Arábia Saudita Itália Demais Países Mundo 109m 3 646,6 389,7 131,7 94,7 88,7 87,4 86,5 78,0 77,5 71,6 1.188,1 2.940,4 A N E X O B Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2009 1 6 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2009 Produtores China 1 Estados Unidos Índia Austrália Indonesia África do Sul Rússia Cazaquistão Polônia Colômbia Demais Países Mundo 10 6 t Carvão Metalúrgico* 2.971 919 526 335 263 247 229 96 78 73 253 5.990 10 6 t Carvão Vapor ** 66 35 64 38 0 68 5 57 0 580 913 Exportadores Austrália Indonésia Rússia Colômbia África do Sul Estados Unidos Vietnam Cazaquistão Canadá República Checa Demais Países Mundo 10 6 t Carvão Metalúrgico 262 230 93 69 67 33 25 22 20 4 11 836 Importadores Japão China Coréia do Sul Índia Taipé Chinesa Alemanha Reino Unido Turquia Itália Espanha Demais Países Mundo 10 6 t Carvão Metalúrgico 165 114 103 66 60 38 38 20 19 16 180 819 Consumidores* China Estados Unidos Índia Alemanha Rússia Japão África do Sul Austrália Polônia Coréia do Sul Demais Países Mundo 10 6 t Carvão Mineral (total) 3.475 1.000 686 250 223 181 199 150 141 113 929 7.346 Milhões ton óleo equivalente 1.402 565 231 81 101 129 103 51 59 66 511 3.278 F o n t e s : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 * B P S t a t i s t i c a l R e v i e w – 2 0 1 0 E I A – I n t e r n a t i o n a l E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 ( w w w . d o e . g o v a c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 ) 1 I n c l u i H o n g K o n g * I n c l u i c a r v ã o r e c u p e r a d o ( r e c o v e r e d c o a l ) . D a d o s d e c a r v ã o m i n e r a l e m t o n e l a d a s d a E I A 2 0 1 0 . D a d o s d e c a r v ã o e m ó l e o e q u i v a l e n t e d a B P S t a t i s t c s R e v i e w 2 0 1 0 . * * I n c l u s o n o c a r v ã o m i n e r a l . Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2008 Produtores Estados Unidos China Japão Rússia Índia Canadá Alemanha França Brasil Coréia do Sul Demais Países Mundo TWh 4.344 3.457 1.075 1.038 830 651 631 570 463 444 6.678 20.181 Mundial 21,5% 17,1% 5,3% 5,1% 4,1% 3,2% 3,1% 2,8% 2,3% 2,2% 33,3% 100% Exportadores França Paraguai Canadá Alemanha Rússia Noruega China República Checa Espanha Ucrânia Demais Países Mundo TWh 48 46 32 20 18 14 13 11 11 7 49 269 Importadores Brasil Itália Estados Unidos Países Baixos Finlândia Reino Unido Bélgica Portugal Índia Hong Kong (China) Demais Países Mundo TWh 42 40 33 16 13 11 11 9 9 8 75 267 Consumidores¹* Estados Unidos China Japão Rússia Índia Canadá Alemanha França Brasil Reino Unido Demais Países Mundo TWh 4.402 3.444 1.082 1.023 839 619 617 527 506 400 6.800 20.259 F o n t e s : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s – 2 0 1 0 I n c l u i p e r d a s * w w w . i e a . o r g / s t a t i s t i c s / e l e t r i c i t y d a t a a c e s s a d o e m 1 2 / 0 4 / 2 0 1 1 1 Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2008 A N E X O B Produtores Estados Unidos França Japão Rússia Coréia Alemanha Canadá Ucrânia China Suécia Demais Países Mundial TWh Mundial 838 439 258 163 151 148 94 90 68 64 418 2.731 30,7% 16,1% 9,4% 6,0% 5,5% 5,4% 3,4% 3,3% 2,5% 2,3% 15,4% 100% F o n t e s : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 N o t a s : * E x c l u e p a í s e s s e m p r o d u ç ã o n u c l e a r . * * P e r c e n t u a l n a g e r a ç ã o i n t e r n a t o t a l . * * * E x c l u i p a í s e s q u e n ã o u t i l i z a m e n e r g i a n u c l e a r . 1 6 6 Capacidade Instalada GW País (10 maiores produtores mundiais) * Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia do Sul Canadá Ucrânia Reino Unido Suécia Demais Países Mundial 101 63 48 23 20 18 13 13 11 9 53 372 França Ucrânia Suécia Coréia do Sul Japão Alemanha Estados Unidos Rússia Canadá China Demais Países *** Mundial % Energia Nuclear no Total de geração do País ** 77,1 46,7 42,6 34,0 24,0 23,5 19,3 15,7 14,4 2,0 11,9 13,5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2007 e 2008 2008 Produtores China Canadá Brasil Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia Demais Países Mundial TWh 585 383 370 282 167 141 114 87 83 69 1.007 3.288 Mundial 17,8% 11,5% 11,2% 8,6% 5,1% 4,3% 3,5% 2,6% 2,5% 2,1% 30,8% 100% 2007 2008 Capacidade Instalada* GW País ** China Estados Unidos Brasil Canadá Japão Rússia Índia Noruega França Itália Demais Países Mundial 149 100 77 73 47 47 36 29 25 21 320 924 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia China Rússia India Japão Estados Unidos Demais Países **** Mundial Hidro*** 98,5% 79,8% 72,8% 58,7% 46,1% 16,9% 16,0% 13,8% 7,7% 6,5% 13,6% 16,2% F o n t e : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 N o t a s : * B a s e a d a n a p r o d u ç ã o . * * B a s e a d o n o s 1 0 m a i o r e s p r o d u t o r e s m u n d i a i s . * * * P e r c e n t u a l n a g e r a ç ã o i n t e r n a t o t a l . * * * * E x c l u i p a í s e s s e m g e r a ç ã o h i d r e l é t r i c a . Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2008 Carvão China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coreia do Sul Polonia Demais Países Mundial TWh 2.733 2.133 569 291 288 241 198 197 192 143 1.278 8.263 Petróleo Japão Arábia Saudita Estados Unidos México Indonésia Iraque Kuwait Irã Índia Paquistão Demais Países Mundial TWh 139 116 58 49 43 36 36 36 34 32 532 1.111 Gás Natural Estados Unidos Rússia Japão Reino Unido Irã Itália México Espanha Tailândia Turquia Demais Países Mundial TWh 911 495 283 177 173 173 131 122 102 99 1.635 4.301 F o n t e : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina em 2009 Gasolina Óleo diesel Argentina Barbados Bolívia Brasil Colômbia Costa Rica Cuba Chile Equador El Salvador Grenada Guatemala Guyana Haiti Honduras Jamaica México Nicarágua Panama Paraguai Peru Rep. Dominicana Suriname Trinidade Y Tobago Uruguai Venezuela 3,57 2,57 2,00 4,77 3,64 3,37 1,70 3,64 1,28 3,24 3,48 2,93 2,58 4,93 3,55 1,86 2,51 3,35 2,64 3,58 3,82 3,82 2,11 1,93 4,88 n/d 2,70 2,02 1,99 3,87 2,70 2,93 1,21 2,86 0,92 2,60 3,46 2,47 2,38 3,26 3,03 1,55 2,13 2,85 2,23 3,26 3,23 2,80 1,55 0,89 n/d n/d F o n t e : O L A D E E n e r g i a e m C i f r a s V e r s ã o n º 2 0 , O c t u b r e , 2 0 1 0 N o t a s : U m b a r r i l = 4 2 g a l õ e s a m e r i c a n o s / 1 b a r r i l = 1 5 9 , 9 8 l i t r o s . n / d = d a d o n ã o d i s p o n í v e l Óleo Combustível 1,32 0,67 n/d 1,39 1,40 1,54 0,67 1,39 0,69 n/d n/d 1,70 1,71 n/d 2,92 0,76 1,07 1,72 0,00 0,00 0,00 1,95 0,25 n/d 1,83 n/d Eletricidade Preços em Centavos US$ / kWh GLP (US$/kg) Residencial Comercial Industrial 0,43 1,24 0,32 1,37 0,48 0,99 0,24 1,33 0,11 n/d 1,49 0,95 1,29 n/d 0,89 0,63 0,76 0,83 0,95 1,16 1,12 0,82 0,72 0,36 0,95 n/d 2,92 17,60 7,65 20,10 13,61 11,34 22,59 21,29 8,99 20,38 31,00 16,59 25,00 30,00 10,89 25,56 7,89 14,94 16,44 7,00 11,93 17,75 17,10 4,40 22,10 n/d 8,16 18,40 10,59 18,09 12,87 14,46 11,49 22,50 7,77 16,10 32,82 16,59 34,00 38,80 17,85 23,63 15,25 25,21 17,98 7,00 9,70 15,50 17,30 5,97 17,20 n/d 4,80 18,30 5,33 15,58 13,16 11,45 10,31 15,71 6,43 16,10 26,37 17,69 29,00 38,69 15,57 19,07 8,55 19,48 15,86 5,10 6,09 25,92 13,10 2,30 11,80 n/d A N E X O B País Petróleo Preços em US$ por Galão CombusQuerotível de sene aviação 2,71 n/d 1,19 n/d 1,46 n/d n/d n/d 2,03 n/d 2,59 n/d 0,32 n/d 3,13 n/d 0,92 n/d n/d n/d 3,15 n/d 2,72 n/d 1,91 n/d 3,10 n/d 2,36 n/d 1,46 n/d n/d n/d 3,25 n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d n/d 3,31 n/d n/d n/d 1 6 7 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre de 2010 Eletricidade Preços em Centavos US$ / kWh Derivados do Petróleo Preços em US$ por litro País Óleo Combustível industrial** Gasolina Óleo diesel França 1,817 1,261 0,542 Itália 1,834 1,337 0,574 Coreia do Sul 1,463 nd Brasil*** 1,255 México Óleo Combustível residencial Residencial Industrial 0,930 0,159 0,107 1,561 0,284 0,276 0,620 0,908 0,077 0,058 1,025 0,469 nd 0,201 0,141 0,614 0,556 0,423 nd 0,079 0,085 Noruega 2,131 1,559 nd 1,344 0,137 0,059 Portugal 1,842 1,383 0,670 1,037 0,215 0,127 Espanha 1,547 1,202 0,549 0,878 nd nd Suiça 1,533 1,343 0,614 0,776 0,164 0,094 Turquia 2,437 2,015 0,931 1,599 0,165 0,138 Reino Unido 1,762 1,518 nd 0,797 0,206 0,135 Estados Unidos* 0,716 0,753 0,484 0,760 0,116 0,068 Austria 1,570 0,862 0,598 0,965 0,262 nd Nova Zelândia 1,228 0,697 0,622 nd 0,152 nd Polonia 1,513 1,133 0,590 0,933 0,167 0,120 Alemanha 1,907 1,355 0,515 0,822 nd nd F o n t e : K e y W o r l d E n e r g y S t a t i s t c s 2 0 1 0 N o t a : P r e ç o s d e 2 0 0 9 , d ó l a r m é d i o v e n d a d e 2 0 0 9 B a n c o C e n t r a l R $ 1 , 9 9 7 6 . P r e ç o s d e 2 0 1 0 , d ó l a r m é d i o d e v e n d a B a n c o C e n t r a l 1 , 7 6 * P r e ç o s d e e l e t r i c i d a d e e s t ã o s e m i m p o s t o s . * * C o n s i d e r a n d o s e 1 0 0 0 k g p o r m ³ a d e n s i d a d e d o ó l e o c o m b u s t í v e l . * * * P a r a D e r i v a d o s d e P e t r ó l e o e e l e t r i c i d a d e d a d o s d o B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l d e 2 0 1 0 . Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2009 Preço da Eletricidade ao Consumidor no Brasil por mil kWh Unidade Federativa B1 - Imposto arrecadado por mil kWh 105,79 Tarifa média Industrial por mil kWh 178,01 Residencial B1 sem impostos Paraná 391,83 286,04 Minas Gerais 538,91 377,24 161,67 247,36 Rio Grande do Sul 464,14 324,90 139,24 219,56 São Paulo 399,63 299,72 99,91 220,11 Rio de Janeiro 492,16 344,51 147,65 256,45 Maranhão 558,03 418,52 139,51 289,52 Tocantins 547,43 410,57 136,86 311,89 Ceará 520,03 379,62 140,41 190,42 Alagoas 516,03 387,02 129,01 221,64 Acre 494,41 370,81 123,60 366,90 Piauí 484,04 387,23 96,81 207,55 Rondônia 478,83 397,43 81,40 310,02 Bahia 447,34 326,56 120,78 193,02 Pernambuco 430,76 323,07 107,69 216,06 Amazonas 428,18 321,14 107,05 308,53 Sergipe 429,72 313,70 116,02 194,32 Rio Grande do Norte 398,36 298,77 99,59 178,34 Pará 425,74 319,31 106,44 219,73 Distrito Federal 324,55 243,41 81,14 174,61 Amapá 237,70 197,29 40,41 192,22 Goiás 398,71 295,05 103,66 164,03 Paraíba 520,24 379,78 140,46 218,80 Mato Grosso 519,03 363,32 155,71 248,77 Santa Catarina 374,02 280,52 93,51 220,30 Roraima 426,33 353,85 72,48 376,23 Espírito Santo 415,96 311,97 103,99 244,83 Mato Grosso do Sul 525,26 367,68 157,58 BRASIL 450,37 A N E X O B Residencial B1 com impostos F o n t e s : A g ê n c i a N a c i o n a l d e E n e r g i a E l é t r i c a A N E E L j u n h o d e 2 0 0 9 e I n f o r m a t i v o T a r i f á r i o M M E / S E E / D S G E j u n h o d e 2 0 0 9 E l a b o r a ç ã o : B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R S 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 1 6 8 267,61 223,18 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia US$/Unidade Física 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 360,2 338,8 355,3 477,5 502,8 712,3 852,3 951,0 1.098,4 1.024,7 Óleo Combustível 217,5 192,2 182,2 234,8 260,4 351,8 415,7 447,8 527,4 469,1 t Gasolina¹ 827,7 705,7 591,9 681,9 711,7 957,2 1.165,6 1.256,5 1.361,6 1.255,2 m³ Etanol Hidratado¹ 540,1 435,8 354,1 443,4 414,3 566,7 768,7 872,4 924,8 827,8 m³ GLP¹ 804,0 592,6 636,8 739,0 788,3 943,2 1.134,2 1.294,0 1.386,6 1.388,2 t Gás Natural² 162,9 143,9 140,3 143,9 175,8 243,4 321,3 402,5 446,3 411,1 10³m³ Óleo Diesel¹ 4 2009 Unidade m³ 47,7 43,2 40,6 46,4 58,4 99,2 122,0 141,4 144,5 141,8 MWh 112,0 97,7 91,2 100,5 118,2 168,3 188,5 209,4 210,2 200,8 MWh Carvão Vapor ² 28,4 24,1 22,9 24,7 33,2 40,8 46,8 56,6 59,7 55,0 t Carvão Vegetal ² 12,2 13,6 17,5 16,7 22,1 34,1 43,7 51,3 66,6 58,9 m³ Lenha (Extrativismo) ² 8,5 8,0 5,7 6,6 8,6 5,6 7,3 7,7 9,4 8,6 m³ Lenha (Silvicultura) ² 9,3 8,8 nd nd nd nd nd nd nd nd 1,83 2,35 2,93 3,04 2,93 2,43 2,18 1,95 1,84 1,99 m³ Moeda BR/US$ Eletricidade Industrial³ Eletricidade Residencial³ Dolar/venda (media do ano) N o t a s : ¹ C o t a ç õ e s d o R i o d e J a n e i r o , a t é 2 0 0 4 . M é d i a B r a s i l a p a r t i r d e 2 0 0 5 ² C o t a ç õ e s d e i n d ú s t r i a s d e v á r i o s e s t a d o s . ³ P r e ç o s m é d i o s n a c i o n a i s . O s v a l o r e s d e 2 0 0 7 e 2 0 0 8 f o r a m r e v i s a d o s . 4 P r e ç o m é d i o n o R i o d e J a n e i r o . Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia US$¹/bep² 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Petróleo Importado 29,9 26,1 24,7 30,6 41,2 49,3 68,6 75,3 109,5 64,4 Petróleo Importado¹ 37,3 31,6 29,5 35,7 46,8 54,2 73,0 77,9 109,1 64,4 Óleo Diesel 58,9 55,4 58,1 78,1 82,2 116,5 139,4 155,5 179,6 167,5 32,2 28,4 27,0 34,8 38,5 52,1 61,5 66,3 78,1 69,4 Gasolina 148,8 126,9 106,4 122,6 128,0 172,1 209,6 226,0 244,9 225,7 Álcool 151,0 121,8 99,0 124,0 115,8 158,4 214,9 243,9 258,5 231,4 GLP 102,4 75,5 81,1 94,1 100,4 120,1 144,4 164,8 176,6 176,8 Gás Natural 26,4 23,3 22,7 23,3 28,4 39,4 52,0 65,1 72,2 66,5 Eletricidade Industrial 83,0 75,3 70,6 80,7 101,7 172,7 212,5 238,6 251,6 246,8 195,0 170,1 158,8 175,0 205,8 293,1 328,3 354,0 365,9 349,6 9,8 8,3 7,9 8,5 11,400 14,100 16,100 19,500 20,6 19,0 10,7 12,0 15,4 14,7 19,5 30,1 38,4 45,2 58,7 51,9 9,8 9,3 6,6 7,7 10,0 6,5 8,5 8,9 10,9 10,0 10,8 10,3 nd nd nd nd nd nd nd nd Óleo Combustível Eletricidade Residencial Carvão Vapor Carvão Vegetal Lenha (Extrativismo) Lenha (Silvicultura) A N E X O B N o t a : ¹ D ó l a r c o r r e n t e c o n v e r t i d o a d ó l a r c o n s t a n t e d e 2 0 0 8 p e l o I P C ( C P I U ) d o s E s t a d o s U n i d o s ² C o m o f o r m a d e m a n t e r a s é r i e h i s t ó r i c a é a d o t a d o b e p b a s e a d o n o p o d e r c a l o r í f i c o s u p e r i o r d a f o n t e . 1 6 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 C Anexo C - Unidades Tabela C.1 - Relações entre Unidades Exponenciais (k) kilo = 10³ Equivalências 1 m³ = 6,28981 barris 1 barril = 0,158987 m³ 1 joule = 0,239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m³ de petróleo = 0,872 t (em 1994) 1 tep = 10000 Mcal (M) mega = 106 (G) giga = 10 9 (T) tera = 1012 (P) peta = 1015 (E) exa = 1018 Relações práticas 1 1 1 1 tep ano = 7,2 bep ano bep ano = 0,14 tep ano tep ano = 0,02 bep dia bep dia = 50 tep ano t e p t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o b e p b a r r i l e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica Unidade física Óleo combustível (m³) Óleo combustível (m³) Gás natural seco (1000 m³) Carvão Mineral 5200 (t) GLP (m³) Lenha (t) Carvão vegetal (t) 1 0,92 0,52 0,64 0,33 0,67 Gás natural seco (mil m³) Carvão Mineral 5200 (t) 1,09 1 0,56 0,7 0,36 0,73 GLP (m³) 1,94 1,78 1 1,25 0,63 1,31 1,56 1,43 0,8 1 0,51 1,05 Lenha (t) 3,06 2,8 1,58 1,97 1 2,06 Carvão vegetal (t) 1,48 1,36 0,76 0,95 0,49 1 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa kg 1 1000 1016 907,2 0,454 Quilograma (kg) Tonelada métrica (t) Tonelada longa (tl) Tonelada curta (tc) Libra (lb) t 0,001 1 1,016 0,9072 0,000454 tl 0,000984 0,984 1 0,893 0,000446 tc 0,001102 1,1023 1,12 1 0,0005 lb 2,2046 2204,6 2240 2000 1 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume metros cúblicos (m³) litros (l) galões (EUA) galões (RU) barris (bbl) pés cúbicos (pé³) m³ 1 0,001 0,0038 0,0045 0,159 0,0283 l 1000 1 3,785 4,546 159 28,3 gal (EUA) 264,2 0,2642 1 1,201 42 7,48 gal (RU) 220 0,22 0,8327 1 34,97 6,229 bbl 6,289 0,0063 0,02381 0,02859 1 0,1781 pé³ 35,3147 0,0353 0,1337 0,1605 5,615 1 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 A N E X O C Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia Joule (J) British Thermal Unit (BTU) Caloria (cal) Quilowatt-hora (kWh) Ton. equivalente de petróleo (tep) Barril equivalente de petróleo (bep) F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 1 7 0 J 1 1,055 x 10³ 4,1868 6 3,6 x 10 41,87 x 109 5,95 x 109 BTU 3,968 x 10 -3 3412 cal 0,23884 252 1 860 x 10³ 39,68 x 106 5,63 x 106 10 x 10 9 1,42 x 109 947,8 x 10-6 1 kWh 277,7 x 10-9 293,07 x 10-6 1,163 x 10-6 1 11,63 x 10³ 1,65 x 10³ Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos Mil Metros Cúbicos Gás Gás Gás Gás Gás natural úmido natural seco de coqueria canalizado Rio de Janeiro canalizado São Paulo giga-caloria 9,93 8,8 4,3 3,8 4,5 tep (10000 kcal/kg) 0,993 0,88 0,43 0,38 0,45 bep 6,99 6,2 3,03 2,68 3,17 tec (7000 kcal/kg) 1,419 1,257 0,614 0,543 0,643 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 giga-joule milhões BTU 41,58 36,84 18 15,91 18,84 39,4 34,92 17,06 15,08 17,86 megawatthora (860 kcal/kWh) 11,55 10,23 5 4,42 5,23 t e c t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e c a r v ã o m i n e r a l t e p t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o b e p b a r r i l e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos Toneladas giga caloria Petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina automotiva Gasolina de aviação GLP Nafta Querosene iluminante Querosene de aviação Álcool etílico anidro Álcool etílico hidratado Gás de refinaria Coque de petróleo Outros energéticos de petróleo Asfaltos Lubrificantes Solventes Outros não energéticos de petróleo 8,90 8,48 9,59 7,70 7,63 6,11 7,65 8,22 8,22 5,34 5,01 6,55 8,73 8,90 10,18 8,91 7,81 8,90 tep (10000 kcal/kg) 0,89 0,85 0,96 0,77 0,76 0,61 0,77 0,82 0,82 0,53 0,51 0,66 0,87 0,89 1,02 0,89 0,78 0,89 bep 6,27 5,97 6,75 5,42 5,37 4,30 5,39 5,79 5,79 3,76 3,59 4,61 6,15 6,27 7,17 6,27 5,50 6,27 tec (7000 kcal/kg) 1,27 1,21 1,37 1,10 1,09 0,87 1,09 1,17 1,17 0,76 0,73 0,94 1,25 1,27 1,46 1,27 1,12 1,27 giga joule milhões BTU 37,25 35,52 40,15 32,22 31,95 25,56 32,05 34,40 34,40 22,35 21,34 27,43 36,53 37,25 42,63 37,29 32,69 37,25 35,30 33,66 38,05 30,54 30,28 24,22 30,37 32,60 32,60 21,19 20,22 26,00 34,62 35,30 40,40 35,34 30,98 35,30 megawatthora (860 kcal/kWh) 10,35 9,87 11,15 8,95 8,88 7,10 8,90 9,56 9,56 6,21 5,93 7,62 10,15 10,35 11,84 10,36 9,08 10,35 t e c t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e c a r v ã o m i n e r a l t e p t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o b e p b a r r i l e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 Toneladas giga caloria Carvão vapor 3100 kcal/kg Carvão vapor 3300 kcal/kg Carvão vapor 3700 kcal/kg Carvão vapor 4200 kcal/kg Carvão vapor 4500 kcal/kg Carvão vapor 4700 kcal/kg Carvão vapor 5200 kcal/kg Carvão vapor 5900 kcal/kg Carvão vapor 6000 kcal/kg Carvão vapor sem especificação Carvão metalúrgico nacional Carvão metalúrgico importado Lenha Caldo de cana Melaço Bagaço de cana Lixívia Coque de carvão mineral Carvão vegetal Alcatrão F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 2,95 3,10 3,50 4,00 4,25 4,45 4,90 5,60 5,70 2,85 6,42 7,40 3,10 0,62 1,85 2,13 2,86 6,90 6,46 8,55 tep (10000 kcal/kg) 0,30 0,31 0,35 0,40 0,43 0,45 0,49 0,56 0,57 0,29 0,64 0,74 0,31 0,06 0,19 0,21 0,29 0,69 0,65 0,86 bep 2,08 2,18 2,46 2,82 2,99 3,13 3,45 3,94 4,01 2,01 4,52 5,21 2,18 0,44 1,30 1,50 2,01 4,86 4,55 6,02 tec (7000 kcal/kg) 0,42 0,44 0,50 0,57 0,61 0,64 0,70 0,80 0,81 0,41 0,92 1,06 0,44 0,09 0,26 0,30 0,41 0,99 0,92 1,22 giga joule milhões BTU 12,35 12,98 14,65 16,75 17,79 18,63 20,52 23,45 23,86 11,93 26,88 30,98 12,98 2,61 7,75 8,92 11,97 28,89 27,05 35,80 11,70 12,30 13,89 15,87 16,86 17,66 19,44 22,22 22,62 11,31 25,47 29,36 12,30 2,47 7,34 8,45 11,35 27,38 25,63 33,93 megawatthora (860 kcal/kWh) 3,43 3,61 4,07 4,65 4,94 5,18 5,70 6,51 6,63 3,31 7,47 8,61 3,61 0,72 2,15 2,48 3,33 8,02 7,51 9,94 t e c t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e c a r v ã o m i n e r a l t e p t o n e l a d a e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o b e p b a r r i l e q u i v a l e n t e d e p e t r ó l e o A N E X O C Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos 1 7 1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores Fontes Poder Calorífico Inferior kcal/kg Fontes 1.000 8.550 Carvão Vapor sem Especificação Álcool Etílico Anidro 791 6.750 Carvão Vegetal Álcool Etílico Hidratado 809 6.300 Coque de Carvão Mineral 1.040 9.790 Coque de Petróleo - 2.130 880 9.000 Caldo de Cana - 623 Carvão Metalúrgico Importado - 7.400 Carvão Metalúrgico Nacional - Carvão Vapor 2900 Kcal/kg Alcatrão Poder Calorífico Inferior kcal/kg 2.850 250 6.460 - 6.900 1.041 8.390 Eletricidade (3) - 860 Energia Hidráulica (3) - 860 Gás de Coqueria (2) - 4.300 Gás de Refinaria 780 8.400 6.420 Gás Liquefeito de Petróleo 550 11.100 - 2.793 Gás Natural Seco (2) - 8.800 Carvão Vapor 3100 Kcal/kg - 2.950 Gás Natural Úmido (2) - 9.930 Carvão Vapor 3300 Kcal/kg - 3.100 Gasolina A (5) 742 10.550 Carvão Vapor 3700 Kcal/kg - 3.500 Gasolina Automotiva 740 10.400 Carvão Vapor 4000 Kcal/kg - 3.800 Gasolina de Aviação 720 10.600 Carvão Vapor 4200 Kcal/kg - 4.000 Lenha Catada 300 3.100 Carvão Vapor 4400 Kcal/kg - 4.141 Lenha Comercial 390 3.100 Carvão Vapor 4500 Kcal/kg - 4.250 Lixívia - 2.860 Carvão Vapor 4700 Kcal/kg - 4.450 Lubrificantes 880 10.120 Carvão Vapor 5000 Kcal/kg - 4.712 Melaço - 1.850 Carvão Vapor 5200 Kcal/kg - 4.900 Nafta 720 10.630 Carvão Vapor 5500 Kcal/kg - 5.200 Óleo Combustível 1.000 9.590 Carvão Vapor 5900 Kcal/kg - 5.600 Óleo Diesel 840 10.100 Carvão Vapor 6000 Kcal/kg - 5.700 Outros Energéticos de Petróleo 872 10.200 873 10.200 Bagaço de Cana (4) Biodiesel (B100) Carvão Vapor 6300 Kcal/kg - 6.110 Outros Não-energéticos de Petróleo Carvão Vapor 6500 Kcal/kg - 6.200 Petróleo 870 10.200 Carvão Vapor 6800 Kcal/kg - 6.400 Querosene de Avião 790 10.400 FINOS - 2.570 Querosene Iluminante 790 10.400 ROM - 2.430 Solventes 740 10.550 F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 ( 1 ) À t e m p e r a t u r a d e 2 0 ° C , p a r a d e r i v a d o s d e p e t r ó l e o e d e g á s n a t u r a l . ( 2 ) k c a l / m ³ ( 3 ) k c a l / k W h ( 4 ) B a g a ç o c o m 5 0 % d e u m i d a d e ( 5 ) F o n t e : A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d o P e t r ó l e o e d o G á s N a t u r a l 2 0 0 9 A N P O s c o n t e ú d o s d e c a l d o d e c a n a e m e l a ç o s ã o d e t e r m i n a d o s e m f u n ç ã o d o s r e s p e c t i v o s c o m p o n e n t e s , s a c a r o s e e o u t r o s 1 7 2 Densidade kg/m³ (1) - Asfalto A N E X O C Densidade kg/m³ (1) Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 C.1 - Poder Calorífico Define-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que, quanto mais alto for o poder calorífico, maior será a energia contida. Um combustível é constituído, sobretudo, de hidrogênio e carbono, tendo o hidrogênio o poder calorífico de 28.700 kcal/kg, enquanto que o carbono é de 8.140 kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o combustível, maior será o seu poder calorífico. Há dois tipos de poder calorífico: poder calorífico superior - PCS poder calorífico inferior - PCI C.1.a - Poder Calorífico Superior É a quantidade de calor produzido por 1 kg de combustível quando este entra em combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados, de modo que o vapor d'água neles seja condensado. C.1.b - Poder Calorífico Inferior É a quantidade de calor que pode produzir 1 kg de combustível, quando este entra em combustão com excesso de ar, e gases da descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a água contida na combustão seja condensada. Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico inferior e não o superior. Fórmulas para determinar o poder calorífico inferior de alguns combustíveis: Combustível Cálculo de PCI Gasolina PCI = (PCS - 780) kcal/kg Benzol PCI = (PCS - 415) kcal/kg Álcool etílico PCI = (PCS - 700) kcal/kg Óleo diesel PCI = (PCS - 730) kcal/kg Álcool metílico PCI = (PCS - 675) kcal/kg PCI = Poder Calorífico Inferior A N E X O C PCS = Poder Calorífico Superior 1 7 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio A N E X O C Álcool Etílico Anidro Álcool Etílico Hidratado Asfalto Bagaço de Cana Biodiesel (B100) Caldo de Cana Carvão Metalúrgico Importado Carvão Metalúrgico Nacional Carvão Vapor 2900 kcal/kg Carvão Vapor 3100 kcal/kg Carvão Vapor 3300 kcal/kg Carvão Vapor 3700 kcal/kg Carvão Vapor 4000 kcal/kg Carvão Vapor 4100 kcal/kg Carvão Vapor 4200 kcal/kg Carvão Vapor 4400 kcal/kg Carvão Vapor 4500 kcal/kg Carvão Vapor 4700 kcal/kg Carvão Vapor 5000 kcal/kg Carvão Vapor 5200 kcal/kg Carvão Vapor 5500 kcal/kg Carvão Vapor 5900 kcal/kg Carvão Vapor 6000 kcal/kg Carvão Vapor 6300 kcal/kg Carvão Vapor 6500 kcal/kg Carvão Vapor 6800 kcal/kg Carvão Vapor FINOS kcal/kg Carvão Vapor ROM kcal/kg Carvão Vapor sem Especificação Carvão Vegetal Casca de Arroz Coque de Carvão Mineral Coque de Petróleo Eletricidade Gás de Coqueria Gás de Refinaria Gás Liquefeito de Petróleo Gás Natural Seco Gás Natural Úmido Gasolina A Gasolina C (Gasolina Automotiva) Gasolina de Aviação Hidráulica Lenha Comercial Lixívia Lubrificantes Melaço Nafta Óleo Combustível Médio Óleo Diesel Outras Renováveis Outras Secundárias - Alcatrão Outros Energéticos de Petróleo Outros Não-Energéticos de Petróleo Petróleo Querosene de Aviação Querosene Iluminante Solventes Urânio contido no UO2 Urânio U3O 8 Unidade m3 m3 m3 t m3 t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t t m3 MWh 103 m3 103 m3 m3 3 10 m3 103 m3 m3 m3 m3 MWh t t m3 t m3 m3 m3 tep m3 m3 m3 m3 m3 m3 m3 kg kg 2005 0,534 0,510 1,018 0,213 0,062 0,740 0,642 0,279 0,295 0,310 0,350 0,380 0,390 0,400 0,414 0,425 0,445 0,490 0,520 0,560 0,570 0,611 0,620 0,640 0,257 0,243 0,285 0,646 0,295 0,690 0,873 0,086 0,430 0,655 0,611 0,880 0,993 0,783 0,770 0,763 0,086 0,310 0,286 0,891 0,185 0,765 0,959 0,848 1,000 0,855 0,890 0,890 0,887 0,822 0,822 0,781 3,908 0,139 2006 0,534 0,510 1,018 0,213 0,062 0,740 0,642 0,279 0,295 0,310 0,350 0,380 0,390 0,400 0,414 0,425 0,445 0,490 0,520 0,560 0,570 0,611 0,620 0,640 0,257 0,243 0,285 0,646 0,295 0,690 0,873 0,086 0,430 0,655 0,611 0,880 0,993 0,783 0,770 0,763 0,086 0,310 0,286 0,891 0,185 0,765 0,959 0,848 1,000 0,855 0,890 0,890 0,887 0,822 0,822 0,781 3,908 0,139 F o n t e s : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 0 9 A n o B a s e 2 0 0 8 , A n u á r i o E s t a t í s t i c o B r a s i l e i r o d o P e t r ó l e o e d o G á s N a t u r a l 2 0 0 8 A N P e B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l 2 0 1 0 A n o B a s e 2 0 0 9 1 7 4 2007 0,534 0,510 1,018 0,213 0,062 0,740 0,642 0,279 0,295 0,310 0,350 0,380 0,390 0,400 0,414 0,425 0,445 0,490 0,520 0,560 0,570 0,611 0,620 0,640 0,257 0,243 0,285 0,646 0,295 0,690 0,873 0,086 0,430 0,655 0,611 0,880 0,993 0,783 0,770 0,763 0,086 0,310 0,286 0,891 0,185 0,765 0,959 0,848 1,000 0,855 0,890 0,890 0,887 0,822 0,822 0,781 3,908 0,139 2008 0,534 0,510 1,018 0,213 0,756 0,062 0,740 0,642 0,279 0,295 0,310 0,350 0,380 0,390 0,400 0,414 0,425 0,445 0,490 0,520 0,560 0,570 0,611 0,620 0,640 0,257 0,243 0,285 0,646 0,295 0,690 0,873 0,086 0,430 0,655 0,611 0,880 0,993 0,783 0,770 0,763 0,086 0,310 0,286 0,891 0,185 0,765 0,959 0,848 1,000 0,855 0,890 0,890 0,887 0,822 0,822 0,781 3,908 0,139 2009 0,534 0,510 1,018 0,213 0,756 0,062 0,740 0,642 0,279 0,295 0,310 0,350 0,380 0,390 0,400 0,414 0,425 0,445 0,471 0,490 0,520 0,560 0,570 0,611 0,620 0,640 0,257 0,243 0,285 0,646 0,295 0,690 0,873 0,086 0,430 0,655 0,611 0,880 0,993 0,783 0,770 0,763 0,086 0,310 0,286 0,891 0,185 0,765 0,959 0,848 1,000 0,855 0,890 0,890 0,887 0,822 0,822 0,781 3,908 0,139 1981 0 0 0 0 0 0 0 1982 0 0 0 0 0 0 0 1983 0 0 0 0 0 0 0 1984 0 0 0 0 0 0 0 1985 0 0 0 0 0 0 0 1986 0 0 0 0 0 0 0 1987 0 0 0 0 0 0 0 1988 0 0 0 0 0 0 0 1989 0 0 0 0 0 0 0 1990 0 0 0 0 0 0 0 1991 0 0 0 0 0 0 0 1992 0 0 0 0 0 0 0 1993 0 0 0 0 0 0 0 1994 0 0 0 0 0 0 0 1995 0 0 0 0 0 0 0 1996 0 0 0 0 0 0 0 1997 0 0 0 0 0 0 0 1998 0 0 0 0 0 0 0 1999 0 0 0 0 0 0 0 2000 2001 0 0 138 893 0 0 0 0 138 893 106 738 32 155 2002 0 723 0 0 723 536 187 2003 0 665 0 0 665 373 292 2004 0 865 0 0 865 511 354 2005 0 1.009 0 0 1.008 -665 342 1985 14.882 0 0 0 14.882 1.095 12.362 1986 15.591 0 0 0 15.591 1.254 12.691 1987 15.713 0 0 0 15.713 1.218 12.855 1988 16.538 0 0 0 16.538 1.256 12.982 1989 15.875 0 0 0 15.875 1.229 13.007 1990 15.676 0 0 0 15.676 1.236 12.973 1991 15.962 0 0 0 15.962 1.310 13.185 1992 16.463 0 0 0 16.463 1.209 13.791 1993 19.665 0 0 0 19.665 1.270 16.229 1994 15.256 0 0 0 15.256 1.005 12.283 1995 15.321 0 0 0 15.321 1.080 12.572 1996 15.055 0 0 0 15.055 1.041 12.366 1997 16.202 0 0 0 16.202 1.055 13.287 1998 15.424 0 0 0 15.424 1.101 12.564 1999 16.483 0 0 0 16.483 1.096 13.597 2000 16.638 0 0 0 16.638 1.099 13.585 2001 15.454 0 0 0 15.454 988 12.595 2002 15.980 0 0 0 15.980 936 13.105 2003 16.040 0 0 0 16.040 1.292 12.728 2003 12.996 0 0 0 12.996 12.996 0 2004 17.678 0 0 0 17.678 1.295 14.207 2004 12.036 0 0 0 12.036 12.036 0 2007 4.440 0 136 -76 4.499 -3.159 1.340 2007 0 663 0 0 659 -256 402 2008 5.363 0 -100 -216 5.047 -3.194 1.853 2008 0 715 0 0 712 -301 411 2009 4.676 0 -223 -170 4.283 -2.901 1.383 2009 0 542 0 0 538 -162 376 2007 2008 2009 0 0 0 9.418 8.713 10.396 47 -24 -31 0 0 0 9.466 8.689 10.365 -9.466 -8.689 -10.364 0 0 0 2007 0 1 39 -1.868 -1.827 4.411 2.584 2008 2009 0 0 0 0 -65 -76 -1.367 -2.605 -1.432 -2.681 4.162 5.352 2.730 2.672 2005* 2006* 2007* 2008* 2009* 14.650 15.070 15.503 15.299 15.900 0 0 0 0 0 0 0 0 -36 -21 0 0 0 0 0 14.650 15.070 15.503 15.262 15.879 -626 -644 -653 -707 -596 14.024 14.427 14.850 14.555 15.283 2005 2006 2007 2008 2009 11.523 7.845 13.634 11.397 16.055 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11.523 7.845 13.634 11.397 16.055 -11.523 -7.845 -13.634 -11.397 -16.055 0 0 0 0 0 2006 4.453 0 149 -21 4.581 -3.170 1.412 2006 0 903 0 0 902 -540 362 2006 0 7.272 -27 0 7.244 -7.244 0 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 59 0 0 105 0 0 197 58 304 259 129 286 114 63 0 0 0 103 134 0 35 29 0 0 105 0 57 10 -74 2 75 -22 2 22 -26 -2 10 1 -28 43 -11 -5 -50 20 -1 -8 37 19 -29 13 -14 35 -49 24 -3 0 -33 -10 -254 -160 -91 -98 -50 -51 -44 0 0 0 0 0 -157 -355 -675 -522 -615 -400 -378 -320 -351 -405 -481 -615 -1.134 10 -48 -8 -179 -76 -89 -75 121 4 269 259 101 328 103 58 -208 -335 -677 -427 -445 -381 -372 -277 -365 -370 -425 -591 -1.080 1.497 1.589 1.527 1.667 1.604 1.586 1.589 1.516 1.739 1.560 1.942 1.824 1.480 1.906 1.888 2.160 2.275 2.666 2.501 2.654 2.730 2.766 2.857 2.905 2.869 3.029 3.070 3.405 1.618 1.626 1.571 1.574 1.492 1.459 1.468 1.627 1.697 1.760 2.202 1.924 1.809 2.009 1.946 1.952 1.941 1.990 2.074 2.209 2.349 2.394 2.580 2.540 2.499 2.604 2.479 2.324 A N E X O D Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final Óleo Diesel (mil m3) * V a l o r e s c o m p a t i b i l z a d o s c o m o s d a d o s d o I B G E . Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 1984 14.745 0 0 0 14.745 1.080 12.234 1979 1980 1981 1982 11.207 11.696 11.262 12.118 0 0 0 404 0 0 0 0 231 0 0 0 11.439 11.696 11.262 12.522 555 730 758 673 8.649 9.157 8.533 9.415 Lenha (mil m3) 1983 14.777 0 0 0 14.777 837 11.920 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 5.235 5.661 4.288 4.615 6.421 6.536 6.608 5.491 6.803 4.888 5.611 6.692 3.592 6.301 6.702 7.821 5.463 5.850 5.527 8.675 5.100 5.919 7.973 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.235 5.661 4.288 4.615 6.421 6.536 6.608 5.491 6.803 4.888 5.611 6.692 3.592 6.301 6.702 7.821 5.463 5.850 5.527 8.675 5.100 5.919 7.973 5.235 5.661 4.288 4.615 6.421 6.538 6.608 5.491 6.803 4.888 5.611 6.692 3.592 6.301 6.702 7.821 5.463 5.850 5.527 8.675 5.100 5.919 7.973 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final Energia Hidráulica (mil MWh) * R e f e r e s e a o c a r v ã o e q u i v a l e n t e R O M V e r i t e m 3 . 5 . a Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 2002 13.535 0 0 0 13.535 13.535 0 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 1.817 2.550 2.849 3.294 4.725 4.731 4.677 4.823 4.377 4.286 4.499 4.073 4.168 3.962 3.619 4.089 4.261 4.159 4.460 3.815 5.069 5.100 4.297 4.195 3.732 3.972 4.503 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 140 -27 22 -241 121 0 14 -256 110 -15 -63 10 25 -55 4 -5 28 24 -2 -24 3 1 -5 -1 0 0 92 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -2 1.957 2.522 2.870 3.053 4.845 4.731 4.691 4.567 4.488 4.271 4.436 4.083 4.193 3.906 3.624 4.084 4.290 4.183 4.457 3.791 5.072 5.101 4.292 4.194 3.732 3.972 4.593 1.921 2.523 2.810 2.991 4.816 4.731 4.691 4.567 4.488 4.270 4.436 4.083 4.380 3.906 3.624 4.084 4.290 4.183 4.457 3.791 5.072 5.101 4.292 4.194 3.732 3.972 -3.411 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.182 1980 0 0 0 0 0 0 0 Carvão Vapor* (mil t) Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 1979 0 0 0 0 0 0 0 3 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.359 4.751 3.792 4.090 4.145 4.097 4.439 4.157 4.612 4.362 4.521 4.368 3.891 4.882 5.300 5.852 6.060 7.393 6.870 6.988 7.838 7.974 7.380 6.821 6.874 6.651 7.256 382 -256 294 106 -112 108 -196 240 -101 -133 119 -15 -22 55 -187 57 186 -119 28 56 -128 51 38 33 14 -62 -17 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 4.741 4.495 4.086 4.197 4.034 4.205 4.243 4.398 4.510 4.228 4.640 4.353 3.869 4.937 5.113 5.909 6.246 7.274 6.898 7.044 7.710 8.025 7.418 6.854 6.887 6.589 7.239 4.709 4.491 3.994 4.198 4.034 4.205 4.243 4.398 4.510 4.228 4.640 4.353 3.869 4.937 5.113 5.909 6.246 7.274 6.898 7.044 7.710 8.025 7.418 6.854 6.887 6.589 -7.239 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Gás Natural (milhões m ) Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final D Petróleo (mil m3) Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Anexo D - Série Histórica de Fonte de Energia Selecionada Tabela D.1 - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais no Período de 1979 a 2009 1 7 5 1 7 6 1984 0 28 2 -78 -48 548 489 1985 0 0 -1 -57 -58 565 486 1986 0 61 0 -39 23 532 554 1987 1988 0 0 131 200 7 -3 -39 -42 99 155 464 456 561 606 1989 0 205 4 -43 166 450 615 1990 0 223 -4 -44 175 457 632 1990 0 370 1 0 370 510 880 1991 0 223 2 -45 180 438 618 1991 0 355 7 0 362 594 956 1992 0 188 0 -47 141 554 695 1992 0 114 5 0 119 874 993 1993 0 108 4 -49 62 643 705 1994 0 140 -1 -51 89 637 725 Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 1980 0 0 0 0 0 1 1 1981 0 23 -2 0 21 2 23 1982 0 211 -16 0 195 1 197 1983 0 162 0 0 162 2 164 1984 0 275 0 0 275 0 276 1985 0 371 0 0 371 0 371 1986 0 494 0 0 494 0 495 1987 1988 0 0 532 567 0 0 0 0 532 567 2 3 534 570 1989 0 709 0 0 709 4 713 1990 0 592 0 0 592 3 595 1991 0 553 0 0 553 3 556 1992 0 565 0 0 565 3 568 1993 0 552 0 0 552 3 555 1994 0 541 0 0 541 3 544 1995 0 532 0 0 532 3 535 1995 0 11.737 0 0 11.737 6.845 16.453 1995 0 179 -1 -54 125 645 770 1996 0 498 0 0 498 3 501 1996 0 12.262 0 0 12.262 7.004 16.950 1996 0 192 -1 -57 134 677 811 1997 0 368 0 0 368 3 371 1997 0 13.372 0 0 13.372 6.719 18.162 1997 0 283 0 -57 226 571 797 1998 0 259 0 0 259 4 263 1998 0 11.281 0 0 11.281 9.221 18.513 1998 0 405 3 -60 349 502 851 1999 0 211 0 0 211 3 215 1999 0 14.994 0 0 14.994 7.068 19.941 1999 0 411 2 -61 352 515 867 2002 0 555 -8 -174 373 460 833 2003 0 316 2 0 318 477 795 2004 0 395 8 0 403 406 809 2005 0 406 2 0 407 383 791 2006 0 350 4 0 354 441 795 2006 0 55 15 -380 -310 1.736 1.426 2007 0 79 2 0 80 740 820 2007 0 10 11 -652 -630 2.111 1.480 0 0 -3 0 -3 182 180 2007 2008 0 139 0 0 139 689 829 2008 0 0 6 -373 -367 1.964 1.597 0 2 6 -300 -292 451 160 2008 2002 0 164 0 0 164 6 170 2003 0 139 0 0 139 6 145 2004 0 179 0 0 179 5 183 2005 0 667 0 0 667 4 671 2006 0 634 0 0 634 4 638 2007 0 711 0 0 711 4 715 2008 0 851 0 0 851 6 857 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 0 0 0 0 0 0 0 0 10.049 6.993 8.598 9.700 9.702 13.295 11.745 14.724 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -126 10.049 6.993 8.598 9.700 9.702 13.295 11.745 14.598 12.668 16.031 14.870 15.186 16.401 13.055 16.511 14.493 20.496 20.687 21.167 22.101 22.437 22.607 23.629 25.427 2000 2001 0 0 187 151 0 0 0 0 187 151 3 5 190 157 2000 0 14.968 0 0 14.968 8.587 21.442 2000 2001 0 0 480 381 -5 3 -62 0 413 385 465 466 879 850 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 165 286 345 517 900 976 732 590 22 9 0 84 0 -2 -1 6 -17 9 -11 5 16 4 15 4 -7 -26 0 0 0 0 -145 -154 -183 -359 -5 0 -104 -166 -186 163 285 350 500 764 811 554 247 21 25 -100 -89 -212 878 837 933 962 817 879 966 1.176 1.486 1.328 1.515 1.675 1.646 1.041 1.122 1.284 1.462 1.581 1.689 1.520 1.424 1.507 1.352 1.416 1.586 1.433 1979 0 0 0 0 0 0 0 1983 0 16 -7 -72 -64 545 467 1989 0 323 11 -45 290 575 864 Álcool (mil m3) 1982 0 141 2 0 143 320 449 1987 1988 0 0 0 0 11 -7 -83 -95 -72 -103 860 792 775 644 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 275 1.069 2.593 2.579 2.129 2.824 3.526 4.083 4.518 6.478 6.106 5.815 9.289 7.538 8.860 8.582 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -25 -34 -164 -20 -16 -11 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 250 1.035 2.429 2.559 2.113 2.813 3.526 4.083 4.518 6.478 6.106 5.815 9.289 7.538 8.860 8.582 5.778 5.854 4.951 5.329 6.672 6.753 7.113 6.689 7.260 5.849 7.033 7.643 5.021 7.187 7.520 8.766 5.300 6.178 6.656 7.008 7.851 8.706 9.562 9.663 10.453 10.830 11.587 12.013 12.762 13.103 14.636 15.370 1981 0 47 5 0 51 362 405 1986 0 0 -9 -21 -30 787 755 Eletricidade (mil MWh ) 1980 0 0 -1 0 -1 382 371 1985 0 0 27 -189 -162 851 670 1979 0 1 -5 0 -4 359 355 3 Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 1984 0 0 16 -150 -134 825 696 GLP (mil m ) Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final 1983 0 0 -14 -56 -69 825 767 1979 1980 1981 1982 0 0 0 0 0 0 0 0 5 -34 30 24 -32 0 -51 -24 -27 -34 -21 1 1.341 1.181 1.123 976 1.245 1.091 1.007 863 Gasolina A (mil m ) 3 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 147 238 0 0 0 0 0 0 4 17 -9 9 -12 21 -3 -13 1 5 7 -23 34 -13 24 -16 18 -17 23 -53 55 -43 1 20 3 16 -21 -12 -226 -253 -95 -244 -254 -280 -180 -116 -175 -136 -180 -129 -156 -177 -63 -8 -30 -61 -77 -181 -385 -364 -375 -242 -361 -339 -382 -318 -222 -237 -104 -235 -251 -259 -183 -130 -174 -131 -173 -152 -122 -189 -39 -24 -12 -78 -54 -235 -182 -169 -373 -222 -358 -323 -404 -330 1.117 1.023 636 778 686 626 548 712 693 617 749 660 541 679 609 584 585 649 598 813 783 675 756 598 683 620 640 524 882 755 559 519 395 334 351 563 532 462 576 508 419 490 570 560 573 571 544 578 600 506 383 376 325 297 237 193 Produção Importação Variação de Estoques Exportação Oferta Interna Bruta Total Transformação Consumo Final Óleo Combustível (mil m ) 3 A N E X O D 2009 0 962 0 -515 447 658 1.104 2009 0 10.716 0 -56 10.660 18.500 25.317 2009 0 133 -68 -247 -181 983 802 2009 0 0 28 -264 -237 1.927 1.690 0 0 -10 -316 -326 459 133 2009 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 E Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008 Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2008 BALANÇO ENERGÉTICO MUNDIAL 2008 Outros* Combustíveis Renováveis e Lixo 4.041,34 0,00 2.608,17 712,18 275,88 1.225,49 90,24 591,76 2.332,71 995,62 782,77 0,00 0,00 8,49 52,84 4.764,20 Exportação -631,03 -2.200,43 -1.074,56 -777,77 0,00 0,00 -9,32 -53,00 -4.746,11 Variação de Estoque -62,21 -28,78 -6,72 -22,10 0,00 0,00 0,15 0,00 -119,66 Oferta Interna Bruta 3.314,18 Produção Transferências Diferenças Estatísticas Centrais Elétricas Centrais de Calor e Eletricidade (cogeração) Centrais de calor Alto-forno metalúrgico Centrais de gás Refinarias de petróleo Plantas petroquímicas Total Hídrica 3.415,66 Importação FLUXO DE ENERGIA Carvão Nuclear Gás Natural Derivados do Petróleo Petróleo unidade: milhões de tep 12.368,95 4.144,84 -85,66 2.591,07 712,18 275,88 1.224,81 0,00 -133,75 153,95 0,00 0,00 0,00 0,08 0,00 20,28 -6,00 -23,21 -13,25 -3,22 0,00 0,00 -0,22 0,46 -45,25 -1.891,00 -24,29 -213,08 -630,36 -275,88 -50,19 1.491,11 -2.299,34 -181,07 -0,01 -21,85 -296,04 -6,52 0,00 -28,55 315,32 -218,71 -96,27 -0,73 -11,52 -88,83 0,00 0,00 -7,78 170,14 -34,99 -157,09 0,00 -1,21 -0,11 0,00 0,00 0,00 0,00 -158,41 -705,66 90,08 12.267,38 -12,85 0,00 -3,28 9,03 0,00 0,00 -0,01 0,00 -7,12 0,00 -3.967,04 3.929,15 -0,57 0,00 0,00 0,00 0,00 -38,47 0,00 29,90 -30,21 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 -0,31 Transformação de carvão/petróleo (em coque) -43,46 0,00 -2,01 -0,04 0,00 0,00 0,00 0,00 -45,52 Liquefação -19,93 9,01 0,00 -6,73 0,00 0,00 0,00 0,00 -17,64 0,00 0,19 -0,92 -2,05 0,00 0,00 -54,17 -0,33 -81,30 -10,89 -217,66 -232,59 0,00 0,00 -13,70 Outras transformações Uso próprio Perdas de distribuição Consumo Final Setor industrial Setor transporte** Outros setores Usos não energéticos*** -2,13 -3,91 -0,39 -26,14 0,00 0,00 -0,21 823,09 20,10 3.482,06 1.313,42 0,00 0,00 1.070,27 645,80 5,74 326,18 460,24 0,00 0,00 190,76 -182,82 -57,28 -738,95 -164,48 -197,27 1.719,47 8.428,41 716,34 2.345,07 3,45 0,02 2.149,82 77,41 0,00 0,00 45,45 23,22 2.299,37 136,42 0,23 452,87 633,44 0,00 0,00 834,05 979,91 3.036,92 37,42 14,11 553,19 142,32 0,00 0,00 0,01 0,00 747,05 F o n t e : K e y E n e r g y W o r l d S t a t i s t i s c s 2 0 1 0 * O u t r o s i n c l u i s o l a r , g e o t é r m i c a , e ó l i c a , e t c * * I n c l u i c o m b u s t í v e i s u s a d o s p o r n a v i o s i n t e r n a c i o n a i s A N E X O E * * * I n c l u i m a t é r i a p r i m a d a p e t r o q u í m i c a 1 7 7 Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial Comercial Público Agropecuário Transportes - Total Rodoviário Ferroviário Aéreo Hidroviário Industrial - Total Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes FLUXO DE ENERGIA Petróleo F o n t e : B a l a n ç o E n e r g é t i c o N a c i o n a l 2 0 1 0 a n o b a s e 2 0 0 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -33 0 101.033 19.368 -1.113 119.288 -27.148 0 0 92.141 -92.107 -92.107 Carvão Vapor Gás Natural 20.987 2.239 7.518 0 0 -354 28.505 1.886 0 0 -3.380 0 -3.980 0 21.145 1.886 -5.831 -1.523 0 0 -2.656 0 0 0 0 0 0 0 -1.574 -1.480 -1.067 -43 0 0 0 0 -535 0 -120 0 363 15.245 700 0 363 14.545 5.112 8 238 0 176 0 4 0 2 0 1.853 0 1.853 0 0 0 0 0 0 0 7.161 354 15 20 866 2 2 0 239 0 659 0 1.762 66 559 47 287 0 609 84 1.000 1 1.163 134 0 0 51 0 Outras Fontes Primárias Produtos da cana Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O 8 Carvão Metalúrgico 0 4.117 33.625 24.609 45252 9.237 9.376 30 0 0 0 0 0 -277 0 0 0 0 9.376 3.871 33.625 24.609 45.252 9.237 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 9.376 3.871 33.625 24.609 45.252 9.237 -6.749 -3.871 -33.625 -8.026 -16.415 -3.666 0 0 0 0 0 -1.454 0 0 0 0 0 975 0 0 0 0 0 0 -6.749 0 0 0 0 0 0 -3.871 0 0 0 0 0 0 -31.964 0 0 -151 0 0 -1.661 -221 -2.687 -2.151 0 0 0 -7.805 0 0 0 0 0 0 -13.728 0 0 0 0 -885 0 0 -26 0 0 0 0 0 2.595 0 0 16.583 28.837 5.571 0 0 0 0 0 0 2.595 0 0 16.583 28.837 5.571 0 0 0 0 12.546 0 0 0 0 0 7.529 0 0 0 0 80 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.411 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.595 0 0 6.563 16.292 5.571 37 0 0 0 0 259 2.046 0 0 0 0 0 0 0 0 79 0 0 381 0 0 0 0 0 35 0 0 0 0 0 0 0 0 45 0 84 0 0 0 2.039 16.253 10 0 0 0 88 0 0 0 0 0 1.449 39 5.162 0 0 0 2.081 0 53 96 0 0 783 0 3 0 0 0 0 0 0 -6 0 0 0 0 0 Energia Primária Total 241.100 36.291 -1.743 275.648 -27.148 -3.380 -3.980 241.141 -171.812 -93.561 -1.681 0 -6.749 -3.871 -35.168 -7.829 -7.805 -13.728 -1.420 -146 69.194 700 68.495 17.667 7.767 256 4 2.413 1.853 1.853 0 0 0 38.536 330 2.915 80 621 693 1.956 18.908 375 7.342 3.136 2.179 0 12 Óleo Diesel 0 2.981 -28 2.952 -1.704 0 0 1.248 35.655 35.993 0 0 0 0 -1.361 -340 0 0 1.364 -8 36.911 0 36.911 166 0 57 97 5.515 30.369 29.364 633 0 373 707 42 14 0 224 0 136 82 3 68 8 129 0 15 Óleo Combustível 0 10 -65 -56 -7.166 0 0 -7.222 13.380 14.520 0 0 0 0 -840 -300 0 0 0 -20 5.986 0 5.986 995 0 122 87 68 986 0 0 0 986 3.727 29 114 67 351 987 476 467 106 499 322 310 0 -152 Gasolina 0 10 -61 -51 -1.940 0 0 -1.991 16.697 15.266 586 0 0 0 0 0 0 0 845 0 14.722 0 14.722 0 0 0 0 0 14.722 14.674 0 48 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 15 GLP 0 1.562 -10 1.552 -12 0 0 1.540 5.910 4.817 846 0 0 0 0 0 0 0 247 -31 7.423 0 7.423 37 6.115 135 373 23 0 0 0 0 0 739 14 77 0 17 79 60 104 10 31 162 186 0 3 Nafta 0 3.958 153 4.111 -39 0 0 4.073 3.296 6.428 0 0 0 0 0 0 0 0 -3.132 -31 7.389 7.389 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 51 Querosene 0 1.044 -42 1.001 -1.673 0 0 -672 3.620 3.620 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -16 2.847 7 2.839 0 8 0 0 0 2.828 0 0 2.828 0 3 0 1 0 2 0 0 0 0 0 0 1 0 -85 0 0 0 0 0 0 0 0 1.200 0 0 0 1.530 0 0 -331 0 0 0 0 1.200 0 1.200 188 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.011 0 1.011 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Gás de Cidade e de Coqueria FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 300 10 310 0 0 0 310 5.009 0 0 0 5.009 0 0 0 0 0 0 -10 5.309 0 5.309 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.309 62 4.969 92 49 138 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 0 3.707 -4.144 -437 0 0 0 -437 437 0 0 0 0 3.812 -3.375 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Urânio contido no UO2 BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL 2009 0 3.531 0 3.531 -93 0 0 3.439 40.090 0 0 0 0 0 35.187 4.903 0 0 0 -6.890 36.638 0 36.638 1.613 8.753 5.532 3.156 1.428 137 0 137 0 0 16.020 407 1.279 579 706 3.106 1.991 2.020 663 1.571 300 3.398 0 0 Eletricidade 1 7 8 Carvão Vegetal 0 1 0 1 0 0 0 1 4.089 0 0 0 0 0 0 -9 4.098 0 0 -119 3.970 0 3.970 0 584 78 0 7 0 0 0 0 0 3.301 55 2.724 485 0 8 18 0 0 0 0 11 0 0 Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado 0 0 0 2.869 910 4 910 2.873 -1.715 -216 0 0 0 0 -805 2.657 13.481 8.651 0 6.982 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -367 0 0 13.481 0 2.036 0 -124 -132 12.543 11.134 751 98 11.792 11.035 3.747 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11.792 0 11.792 0 0 0 0 0 0 0 0 7.288 0 2.736 0 489 0 143 0 437 0 590 0 2.170 0 77 0 0 0 0 0 179 0 467 0 0 0 -51 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 984 142 1.125 -478 0 0 647 5.484 5.403 198 0 0 0 0 0 0 0 -116 -117 5.882 5.882 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -132 Alcatrão 0 0 0 0 0 0 0 0 188 0 0 0 192 0 0 -5 0 0 0 0 187 143 44 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 44 0 44 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1 unidade: mil tep 0 20.956 -3.131 17.825 -15.036 0 0 2.789 157.185 93.028 1.629 0 6.732 3.812 29.611 3.551 4.098 13.481 1.244 -7.498 152.140 14.271 137.869 6.747 15.460 5.924 3.713 7.041 60.833 55.830 769 2.875 1.359 38.151 3.344 10.721 1.365 1.786 4.908 4.852 2.750 782 2.169 971 4.502 0 -336 Energia Secundária Total 241.100 57.248 -4.874 293.474 -42.184 -3.380 -3.980 243.930 -14.627 -533 -51 0 -18 -58 -5.558 -4.279 -3.707 -247 -176 -7.644 221.334 14.971 206.364 24.414 23.227 6.179 3.717 9.453 62.687 57.683 769 2.875 1.359 76.686 3.675 13.636 1.446 2.407 5.601 6.808 21.658 1.157 9.511 4.107 6.680 0 -324 F Energia Total A N E X O F Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009 Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2009 0 9.185.184 77.952 9.263.136 0 0 0 9.263.136 -9.263.136 -9.263.136 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Petróleo m3 A N E X O G Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial Comercial Público Agropecuário Transportes - Total Rodoviário Ferroviário Aéreo Hidroviário Industrial - Total Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes FLUXO DE ENERGIA Gás Natural mil m3 0 590.596 0 590.596 0 -2.368 0 588.229 -136.062 0 0 0 0 0 0 -136.062 0 0 0 0 452.167 0 452.167 125.894 381 6.733 0 0 80.515 80.515 0 0 0 238.644 0 19.403 33.694 0 48.787 78.663 25.928 4.269 2.731 14.632 10.537 0 0 Carvão Vapor t 6.772.799 0 502.487 7.275.287 -153.141 0 0 7.122.145 -5.298.572 0 0 0 0 0 -4.733.839 -564.733 0 0 0 0 1.822.789 0 1.822.789 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.822.789 80.453 12.092 0 2.071 0 520.491 293.406 0 467.562 0 446.714 0 785 Carvão Metalúrgico 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Hidráulica MWh Urânio U3O8 0 19.812.209 0 0 0 0 0 19.812.209 0 0 0 0 0 0 0 19.812.209 0 -19.812.209 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -19.578.056 0 -234.153 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Lenha m3 14.778.341 0 7.051 14.785.392 0 0 0 14.785.392 -390.149 0 0 0 0 0 -70.512 -17.385 -302.252 0 0 0 14.395.243 0 14.395.243 0 3.379.451 60.000 0 7.821.407 0 0 0 0 0 3.134.385 0 0 0 0 0 317.367 970.000 2.400 619.618 950.000 275.000 0 0 Produtos da Cana t 81.780 0 0 81.780 0 0 0 81.780 -18.516 0 0 0 0 0 0 0 0 -18.516 0 0 63.264 18.979 44.284 44.284 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Lixívia t 685.324 0 0 685.324 0 0 0 685.324 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 685.324 0 685.324 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 685.324 0 0 0 0 0 0 0 0 685.324 0 0 0 0 Casca de Arroz t 1.398.989 0 0 1.398.989 0 0 0 1.398.989 -64.704 0 0 0 0 0 0 -64.704 0 0 0 0 1.334.285 0 1.334.285 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.334.285 0 0 0 0 0 0 844.639 0 0 489.646 0 0 0 Eólica MWh 358.141 0 0 358.141 0 0 0 358.141 -358.141 0 0 0 0 0 -358.141 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Óleo Diesel m3 0 86.002 -21.062 64.940 -1.918.865 0 0 -1.853.925 4.759.129 4.787.113 0 0 0 0 0 -27.984 0 0 0 0 2.904.990 0 2.904.990 2.993 0 17.014 10.902 3.343 2.793.687 2.754.041 33.295 0 6.351 77.050 330 1.568 0 21.149 461 3.148 15.627 295 558 29 33.887 0 214 Óleo Combustível m3 0 0 90.191 90.191 -137.165 0 0 -46.974 174.205 205.905 0 0 0 0 -31.713 12 0 0 0 0 127.348 0 127.348 4.330 0 2.235 253 0 0 0 0 0 0 120.530 71 2.828 0 410 349 5.017 31.826 6.797 23.698 2.222 47.312 0 -117 Gasolina m3 0 0 21.211 21.211 -10.858 0 0 10.353 1.965.095 1.965.095 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.975.432 0 1.975.432 0 0 0 0 0 1.975.432 1.968.313 0 7.119 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16 GLP m3 0 319.060 130.205 449.265 -246.962 0 0 202.303 627.901 627.901 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 830.448 0 830.448 5 677.916 40.863 1.145 1.609 202 0 0 0 202 108.709 1.285 21 0 984 3.431 4.752 16.876 4.331 1.560 176 75.291 0 -245 Nafta m3 0 2.225.449 52.611 2.278.060 0 0 0 2.278.060 1.040.399 1.040.399 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.318.954 3.318.954 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -496 Querosene m3 0 0 -2.745 -2.745 0 0 0 -2.745 168.634 168.634 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 166.037 0 166.037 50 703 1.244 0 0 163.742 0 5 163.737 0 299 0 0 0 0 0 249 0 0 0 0 50 0 -148 Gás de Cidade e de Coqueria 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Urânio contido no UO2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA Eletricidade MWh 0 8.746.252 0 8.746.252 -1.020.444 0 0 7.725.809 22.142.705 0 0 0 0 0 21.051.219 1.091.486 0 0 0 -3.910.849 25.955.542 0 25.955.542 294.711 6.874.536 4.369.656 1.954.887 3.108.056 50.527 0 50.527 0 0 9.303.169 59.590 934.142 203.908 91.555 1.382.530 1.041.736 1.982.636 165.102 302.112 40.375 3.099.483 0 2.122 Carvão Vegetal t 0 0 0 0 0 0 0 0 39.770 0 0 0 0 0 0 0 39.770 0 0 0 39.770 0 39.770 0 31.816 7.954 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 unidades originais Álcool Etílico Hidratado m3 Álcool Etílico Anidro m3 0 0 614.591 235.093 0 0 614.591 235.093 0 0 0 0 0 0 614.591 235.093 0 5.800 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.800 0 0 0 0 614.591 240.893 0 0 614.591 240.893 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 614.591 240.893 614.591 240.893 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -453.104 0 0 -453.104 605.998 0 0 0 0 0 0 0 0 0 605.998 0 152.894 0 152.894 158 0 895 574 176 147.036 144.950 1.752 0 334 4.055 17 83 0 1.113 24 166 822 16 29 2 1.784 0 0 Biodiesel (B100) m3 G BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010 Tabela G.1 - BERS 2010 em Unidades Originais 1 7 9 Carvão Vapor Gás Natural Petróleo Produção 0 0 16.458 Importação 81.473 5.197 0 Variação de Estoques 691 0 1.221 Oferta Total 82.164 5.197 17.679 Exportação 0 0 -372 Energia Não-Aproveitada 0 -21 0 Reinjeção 0 0 0 Oferta Interna Bruta 82.164 5.176 17.307 Total Transformação -82.164 -1.197 -12.876 Refinarias de Petróleo -82.164 0 0 Plantas de Gás Natural 0 0 0 Usinas de Gaseificação 0 0 0 Coquerias 0 0 0 Ciclo Combustível Nuclear 0 0 0 Centrais Elétricas de Serviços Públicos 0 0 -11.503 Centrais Elétricas Autoprodutoras 0 -1.197 -1.372 Carvoarias 0 0 0 Destilarias 0 0 0 Outras Transformações 0 0 0 Perdas na Distribuição e Armazenagem 0 0 0 Consumo Final 0 3.979 4.429 Consumo Final Não-Energético 0 0 0 Consumo Final Energético 0 3.979 4.429 Setor Energético 0 1.108 0 Residencial 0 3 0 Comercial 0 59 0 Público 0 0 0 Agropecuário 0 0 0 Transportes - Total 0 709 0 Rodoviário 0 709 0 Ferroviário 0 0 0 Aéreo 0 0 0 Hidroviário 0 0 0 Industrial - Total 0 2.100 4.429 Cimento 0 0 196 Ferro-gusa e Aço 0 171 29 Ferroligas 0 297 0 Mineração e Pelotização 0 0 5 Não-Ferrosos e Outros Metálicos 0 429 0 Química 0 692 1.265 Alimentos e Bebidas 0 228 713 Têxtil 0 38 0 Papel e Celulose 0 24 1.136 Cerâmica 0 129 0 Outros 0 93 1.086 Consumo Não-identificado 0 0 0 0 0 2 Ajustes FLUXO DE ENERGIA Carvão Metalúrgico 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Lenha Energia Hidráulica Urânio U3O8 0 17.038 17.867 0 0 0 0 0 9 0 17.038 17.876 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.038 17.876 0 -17.038 -472 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -16.837 -85 0 -201 -21 0 0 -365 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 17.404 0 0 0 0 0 17.404 0 0 0 0 0 4.086 0 0 73 0 0 0 0 0 9.456 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3.789 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 384 0 0 1.173 0 0 3 0 0 749 0 0 1.149 0 0 332 0 0 0 0 0 0 Gasolina Óleo Combustível Óleo Diesel Energia Primária Total Outras Fontes Primárias Produtos da cana 174 11.861 0 0 0 63.398 0 0 729 0 0 86.670 0 0 -179 865 166 1.921 174 11.861 151.989 551 865 166 0 0 -85 -372 -16.272 -1.315 0 0 0 0 0 -21 0 0 0 0 0 0 174 11.861 151.596 -15.721 -450 81 -39 -5.964 -119.751 40.357 1.671 15.383 0 0 -82.164 40.595 1.975 15.383 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -308 -28.734 0 -304 0 0 -191 -237 0 0 -2.983 0 0 0 0 0 -365 -39 0 0 0 0 -39 0 -5.466 0 0 0 -5.466 0 0 0 0 0 0 135 5.896 31.843 24.634 1.225 15.464 40 0 0 0 0 40 94 5.896 31.803 24.634 1.225 15.464 94 0 25 42 0 1.202 0 0 0 0 0 4.089 0 0 144 21 0 132 0 0 92 2 0 0 0 0 28 0 0 9.456 0 0 3 15.464 709 23.690 0 0 3 15.408 709 23.354 0 0 282 0 0 0 0 0 0 0 56 0 0 0 54 0 0 0 0 5.896 653 1.156 0 16.215 0 0 3 1 0 196 0 0 13 27 0 200 0 0 0 0 0 297 0 0 179 4 0 5 0 0 4 3 0 429 0 0 27 48 0 2.341 0 2.492 133 305 0 4.606 0 0 2 65 0 40 0 1.960 5 227 0 3.869 0 1.444 0 21 0 2.722 0 0 287 454 0 1.511 0 0 0 0 0 0 0 0 2 -4 0 2 Nafta GLP 0 0 1.949 17.025 796 402 2.745 17.427 -1.509 0 0 0 0 0 1.236 17.427 3.836 7.959 3.836 7.959 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.074 25.390 0 25.390 5.074 0 0 0 4.142 0 250 0 7 0 10 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 664 0 8 0 0 0 0 0 6 0 21 0 29 0 103 0 26 0 10 0 1 0 460 0 0 0 -1 -4 Querosene 0 0 -23 -23 0 0 0 -23 1.386 1.386 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.365 0 1.365 0 6 10 0 0 1.346 0 0 1.346 0 2 0 0 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 -1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Urânio contido no UO2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 0 7.522 0 7.522 -878 0 0 6.644 19.043 0 0 0 0 0 18.104 939 0 0 0 -3.363 22.322 0 22.322 253 5.912 3.758 1.681 2.673 43 0 43 0 0 8.001 51 803 175 79 1.189 896 1.705 142 260 35 2.666 0 2 Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Outras Secundárias de Petróleo Álcool Etílico Anidro e Hidratado* Carvão Vegetal 0 0 0 0 4.421 0 0 0 64 0 4.421 64 0 -3.370 0 0 0 0 0 0 0 0 1.051 64 257 4.611 -64 0 0 2.026 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 257 0 0 0 30 0 0 4.581 -2.090 0 0 0 257 5.666 0 0 0 0 257 5.666 0 0 1 0 206 0 0 51 7 0 0 4 0 0 1 0 0 5.622 0 0 5.606 0 0 13 0 0 0 0 0 3 0 0 31 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 8 0 0 0 0 0 1 0 0 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 13 0 0 0 0 0 -5 0 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 1.890 0 1.890 0 0 0 1.890 3.367 3.367 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5.256 5.256 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 unidade: bilhões kcal 0 33.536 2.092 35.628 -23.429 0 0 12.199 97.806 76.526 0 0 0 0 17.800 701 257 30 2.491 -3.363 106.653 30.646 76.007 322 10.265 4.242 1.787 2.712 46.170 44.372 339 1.402 58 10.507 63 845 175 276 1.217 1.003 2.252 236 502 57 3.881 0 -12 Energia Secundária Total 1 8 0 63.398 120.206 4.013 187.617 -23.801 -21 0 163.795 -21.945 -5.638 0 0 0 0 -10.934 -2.281 -109 -10 -2.974 -3.363 138.496 30.687 107.809 1.524 14.355 4.373 1.787 12.169 46.879 45.081 339 1.402 58 26.722 258 1.045 472 281 1.647 3.344 6.858 277 4.371 2.779 5.391 0 -10 Energia Total A N E X O G Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela G.2 - BERS 2010 em Bilhões de kcal Alcatrão A N E X O G Produção Importação Variação de Estoques Oferta Total Exportação Energia Não-Aproveitada Reinjeção Oferta Interna Bruta Total Transformação Refinarias de Petróleo Plantas de Gás Natural Usinas de Gaseificação Coquerias Ciclo Combustível Nuclear Centrais Elétricas de Serviços Públicos Centrais Elétricas Autoprodutoras Carvoarias Destilarias Outras Transformações Perdas na Distribuição e Armazenagem Consumo Final Consumo Final Não-Energético Consumo Final Energético Setor Energético Residencial Comercial Público Agropecuário Transportes - Total Rodoviário Ferroviário Aéreo Hidroviário Industrial - Total Cimento Ferro-gusa e Aço Ferroligas Mineração e Pelotização Não-Ferrosos e Outros Metálicos Química Alimentos e Bebidas Têxtil Papel e Celulose Cerâmica Outros Consumo Não-identificado Ajustes FLUXO DE ENERGIA Petróleo 0 8.147 69 8.216 0 0 0 8.216 -8.216 -8.216 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Carvão Vapor Gás Natural 0 1.646 520 0 0 122 520 1.768 0 -37 -2 0 0 0 518 1.731 -120 -1.288 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.150 -120 -137 0 0 0 0 0 0 0 0 398 443 0 0 398 443 111 0 0 0 6 0 0 0 0 0 71 0 71 0 0 0 0 0 0 0 210 443 0 20 17 3 30 0 0 1 43 0 69 126 23 71 4 0 2 114 13 0 9 109 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Hidráulica 0 1.704 0 0 0 0 0 1.704 0 0 0 0 0 0 0 1.704 0 -1.704 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -1.684 0 -20 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Lenha 1.787 0 1 1.788 0 0 0 1.788 -47 0 0 0 0 0 -9 -2 -37 0 0 0 1.740 0 1.740 0 409 7 0 946 0 0 0 0 0 379 0 0 0 0 0 38 117 0 75 115 33 0 0 Produtos da cana 17 0 0 17 0 0 0 17 -4 0 0 0 0 0 0 0 0 -4 0 0 13 4 9 9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Energia Primária Total Outras Fontes Primárias 1.186 6.340 0 8.667 0 192 1.186 15.199 0 -37 0 -2 0 0 1.186 15.160 -596 -11.975 0 -8.216 0 0 0 0 0 0 0 0 -31 -2.873 -19 -298 0 -37 0 -4 -547 -547 0 0 590 3.184 0 4 590 3.180 0 120 0 409 0 13 0 0 0 946 0 71 0 71 0 0 0 0 0 0 590 1.622 0 20 0 20 0 30 0 1 0 43 0 234 249 461 0 4 196 387 144 272 0 151 0 0 0 0 Óleo Diesel 0 73 -18 55 -1.627 0 0 -1.572 4.036 4.059 0 0 0 0 0 -24 0 0 0 0 2.463 0 2.463 3 0 14 9 3 2.369 2.335 28 0 5 65 0 1 0 18 0 3 13 0 0 0 29 0 0 Óleo Combustível 0 0 86 86 -132 0 0 -45 167 197 0 0 0 0 -30 0 0 0 0 0 122 0 122 4 0 2 0 0 0 0 0 0 0 116 0 3 0 0 0 5 31 7 23 2 45 0 0 Gasolina 0 0 17 17 -9 0 0 8 1.538 1.538 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.546 0 1.546 0 0 0 0 0 1.546 1.541 0 6 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 GLP 0 195 80 275 -151 0 0 124 384 384 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 507 0 507 0 414 25 1 1 0 0 0 0 0 66 1 0 0 1 2 3 10 3 1 0 46 0 0 Nafta 0 1.702 40 1.743 0 0 0 1.743 796 796 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2.539 2.539 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Querosene 0 0 -2 -2 0 0 0 -2 139 139 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 136 0 136 0 1 1 0 0 135 0 0 135 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Coque de Carvão Mineral Gás de Cidade e de Coqueria Urânio U3O8 Carvão Metalúrgico 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA Urânio contido no UO2 FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA 0 752 0 752 -88 0 0 664 1.904 0 0 0 0 0 1.810 94 0 0 0 -336 2.232 0 2.232 25 591 376 168 267 4 0 4 0 0 800 5 80 18 8 119 90 171 14 26 3 267 0 0 Eletricidade BALANÇO ENERGÉTICO 2010 do Rio Grande do Sul Carvão Vegetal 0 0 0 0 0 0 0 0 26 0 0 0 0 0 0 0 26 0 0 0 26 0 26 0 21 5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Álcool Etílico Anidro e Hidratado* 0 442 0 442 -337 0 0 105 461 0 0 0 0 0 0 0 0 3 458 0 567 0 567 0 0 1 0 0 562 561 1 0 0 3 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 Outras Secundárias de Petróleo 0 0 6 6 0 0 0 6 -6 203 0 0 0 0 0 0 0 0 -209 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Produtos Não Energéticos do Petróleo 0 189 0 189 0 0 0 189 337 337 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 526 526 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 unidade: mil tep Energia Secundária Total 0 3.354 209 3.563 -2.343 0 0 1.220 9.781 7.653 0 0 0 0 1.780 70 26 3 249 -336 10.665 3.065 7.601 32 1.027 424 179 271 4.617 4.437 34 140 6 1.051 6 84 18 28 122 100 225 24 50 6 388 0 -1 Energia Total 6.340 12.021 401 18.762 -2.380 -2 0 16.380 -2.195 -564 0 0 0 0 -1.093 -228 -11 -1 -297 -336 13.850 3.069 10.781 152 1.435 437 179 1.217 4.688 4.508 34 140 6 2.672 26 104 47 28 165 334 686 28 437 278 539 0 -1 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Tabela G.3 - BERS 2010 em Mil Tep 1 8 1 Alcatrão M a n u t e n ç ã o d e T u r b i n a e m U s i n a E l é t r i c a F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Relação de Gráficos, Tabelas, Figuras e Mapas Gráfico 1 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 . 1 M e r c a d o M u n d i a l d e C o n s u m o d e E n e r g i a d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 6 1 . 2 E v o l u ç ã o d o C o n s u m o d e E n e r g i a e m P a í s e s S e l e c i o n a d o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 7 1 . 3 C o n s u m o d e E n e r g i a I n d u s t r i a l n o s P a í s e s d a O C D E e n ã o O C D E d e 2 0 0 7 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 8 1 . 4 U t i l i z a ç ã o p o r T i p o d e C o m b u s t í v e l n o M e r c a d o M u n d i a l d e E n e r g i a d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 8 1 . 5 P r o d u ç ã o M u n d i a l d e E n e r g é t i c o s L í q u i d o s d e 2 0 0 7 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 0 1 . 6 G e r a ç ã o M u n d i a l d e E l e t r i c i d a d e p o r T i p o d e C o m b u s t í v e l d e 2 0 0 7 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 0 1 . 7 E m i s s ã o M u n d i a l d e D i ó x i d o d e C a r b o n o O C D E e n ã o O C D E d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1 1 . 8 C r e s c i m e n t o d o P I B M u n d i a l p a r a o s C e n á r i o s d e R e f e r ê n c i a , d e E l e v a d o C r e s c i m e n t o e d e B a i x o C r e s c i m e n t o d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 2 1 . 9 M e r c a d o M u n d i a l d e C o n s u m o d e E n e r g i a e m T r ê s C e n á r i o s d e C r e s c i m e n t o E c o n ô m i c o d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 7 2 . 1 C o n s u m o F i n a l d e E n e r g i a n o B r a s i l d e 1 9 7 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 7 2 . 2 E v o l u ç ã o d o C o n s u m o F i n a l d e E n e r g i a n o B r a s i l p o r S e t o r d e 1 9 9 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 8 2 . 3 . E v o l u ç ã o d o C o n s u m o F i n a l d e E n e r g i a n o B r a s i l p o r F o n t e d e 1 9 9 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 2 2 . 4 T a x a s M é d i a s d e C r e s c i m e n t o d o P I B e O I E n o B r a s i l d e 1 9 7 0 a 2 0 0 8 ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 3 2 . 5 V a r i a ç ã o d a E n e r g i a Ú t i l , F i n a l e E c o n o m i a d e E n e r g i a n o B r a s i l d e 1 9 8 4 a 2 0 0 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 7 3 . 1 V a l o r e s V e r i f i c a d o s d o C o n s u m o F i n a l d e E n e r g i a n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 , e P r o j e ç ã o d e C r e s c i m e n t o a t é 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 1 3 . 2 V e n d a s d e G á s N a t u r a l e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 8 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2 3 . 3 E v o l u ç ã o d a O f e r t a d e G á s N a t u r a l n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 0 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 7 3 . 4 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o E q u i v a l e n t e e e m M a s s a d e C a r v ã o n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 8 3 . 5 V e n d a s e m M i l h õ e s d e T o n e l a d a s d a M i n a d e C a n d i o t a , n o P e r í o d o d e 2 0 0 4 a 2 0 1 2 ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2 3 . 6 P r e ç o s M é d i o s d o C a r v ã o V e g e t a l e d o C a r v ã o M e t a l ú r g i c o n o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 4 3 . 7 E v o l u ç ã o d a B a l a n ç a C o m e r c i a l d e P r o d u t o s O r i u n d o s d e F l o r e s t a s P l a n t a d a s n o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 1 9 9 8 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 6 3 . 8 P r o d u ç ã o d e B a g a ç o d e C a n a n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 7 3 . 9 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e L i x í v i a n o R S , n o P e r í o d o d e 1 9 9 5 a 2 0 1 0 ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 8 3 . 1 0 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e C a s c a d e A r r o z U t i l i z a d a c o m o E n e r g é t i c o n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 8 3 . 1 1 G e r a ç ã o d e E n e r g i a E ó l i c a n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 6 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 3 4 . 1 V e n d a s d e Ó l e o D i e s e l p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 4 4 . 2 V e n d a s d e Ó l e o C o m b u s t í v e l p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 5 4 . 3 V e n d a s d e G a s o l i n a C p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 7 4 . 4 V a l o r e s V e r i f i c a d o s d o C o n s u m o F i n a l d e E l e t r i c i d a d e n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 0 9 e P r o j e ç ã o d e C r e s c i m e n t o a t é 2 0 3 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 1 4 . 5 E v o l u ç ã o d a D e m a n d a M á x i m a d o S i s t e m a d e T r a n s m i s s ã o n o R S e a C o r r e s p o n d e n t e C a p a c i d a d e d e A t e n d i m e n t o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 1 4 . 6 D e m a n d a M á x i m a M e n s a l d o S i s t e m a d e T r a n s m i s s ã o n o R S e a C o r r e s p o n d e n t e C a p a c i d a d e d e A t e n d i m e n t o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 4 4 . 7 P r o d u ç ã o d e Á l c o o l E t í l i c o A n i d r o e H i d r a t a d o e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 5 4 . 8 P r e ç o M é d i o d o Á l c o o l E t í l i c o H i d r a t a d o a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 9 4 . 9 P r e ç o M é d i o d a G a s o l i n a C a o C o n s u m i d o r e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 0 4 . 1 0 P r e ç o M é d i o d o Ó l e o D i e s e l a o C o n s u m i d o r e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1 4 . 1 1 P r e ç o M é d i o d o G L P a o C o n s u m i d o r e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 1 8 3 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6 . 1 O f e r t a I n t e r n a B r u t a d e F o n t e s P r i m á r i a s n o R S , e m 2 0 1 0 % 1 0 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ? 6 . 2 C o n s u m o F i n a l E n e r g é t i c o d e F o n t e s S e c u n d á r i a s n o R S , e m 2 0 1 0 % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 7 ? 6 . 3 C o m p a r a ç ã o e n t r e a O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g i a R e n o v á v e l e n ã o R e n o v á v e l n o B r a s i l e n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 8 7 . 1 U s i n a s H i d r o e l é t r i c a s U H E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 3 7 . 2 P e q u e n a s C e n t r a i s H i d r o e l é t r i c a s P C H . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 3 7 . 3 B i o m a s s a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 3 7 . 4 G á s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 4 7 . 5 C a r v ã o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 4 7 . 6 Ó l e o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 4 7 . 7 E ó l i c a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 4 7 . 8 G e r a ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a e m 2 0 1 0 % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 5 8 . 1 C o n s u m o E n e r g é t i c o S e t o r i a l e m 2 0 1 0 % . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 9 8 . 2 C o n s u m o E n e r g é t i c o n a I n d ú s t r i a e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 1 9 . 1 R e d u ç ã o d a M o r t a l i d a d e I n f a n t i l n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 2 9 . 2 E x p e c t a t i v a d e V i d a G e r a l e p o r S e x o p a r a F a i x a s E t á r i a s S e l e c i o n a d a s n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 3 9 . 3 Í n d i c e d e H o m i c í d i o s D o l o s o s n o R S , e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , e m 2 0 0 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 3 9 . 4 C o e f i c i e n t e s d e M o r t a l i d a d e p o r H o m i c í d i o s n o R S , n o P e r í o d o d e 1 9 9 0 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 4 9 . 5 D e s e m p e n h o d o R S n o E N E M e d e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e m 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 5 9 . 6 N o t a s n o S A E B d o R S , d e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e d o B r a s i l p a r a o e n s i n o d e n í v e l m é d i o e m 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 6 Tabela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 6 1 . 1 E v o l u ç ã o d o C o n s u m o d e E n e r g i a e m P a í s e s S e l e c i o n a d o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1 1 . 2 T a x a d e C r e s c i m e n t o M é d i o A n u a l p a r a o P I B d o M u n d o , d e R e g i õ e s e d e P a í s e s S e l e c i o n a d o s d e 1 9 8 0 a 2 0 3 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 3 1 . 3 C o n s u m o d e E n e r g i a p o r H a b i t a n t e n o M u n d o , e m R e g i õ e s e e m P a í s e s S e l e c i o n a d o s d e 1 9 9 0 a 2 0 3 5 ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 8 2 . 1 E n e r g i a E l é t r i c a ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 9 2 . 2 E s t r u t u r a d e O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g i a E l é t r i c a n o B r a s i l e m 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 9 2 . 3 E s t r u t u r a d e O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g i a E l é t r i c a n o M u n d o e m 2 0 0 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 9 2 . 4 P r o d u ç ã o , I m p o r t a ç ã o L í q u i d a , C o n s u m o , R e s e r v a s e C a p a c i d a d e I n s t a l a d a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 0 2 . 5 P r o d u ç ã o , I m p o r t a ç ã o , C o n s u m o , R e s e r v a s e C a p a c i d a d e I n s t a l a d a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 0 2 . 6 P r o d u t o s d a c a n a d e a ç ú c a r n o B r a s i l e m 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1 2 . 7 C a r v ã o M i n e r a l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1 2 . 8 L e n h a e C a r v ã o V e g e t a l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 2 2 . 9 E l a s t i c i d a d e R e n d a d o C o n s u m o d e E n e r g i a n o B r a s i l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 8 3 . 1 P r o d u ç ã o d e P e t r ó l e o e G á s N a t u r a l e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , e m 2 0 0 8 , 2 0 0 9 e 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 8 3 . 2 G e r a ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a e P r o d u ç ã o d e Á l c o o l e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , e m 2 0 0 8 e 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 8 3 . 3 P r o d u ç ã o d e C a r v ã o V a p o r n a R e g i ã o S u l e n o B r a s i l , e m 2 0 0 8 e 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 9 3 . 4 C a p a c i d a d e d a s R e f i n a r i a s d e P e t r ó l e o d o R S , e m 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 9 3 . 5 V o l u m e d e C a r g a P r o c e s s a d a p o r O r i g e m ( N a c i o n a l e I m p o r t a d a ) n a s R e f i n a r i a s d o R S , e m 2 0 0 9 1 8 4 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 3 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 . 6 C a p a c i d a d e d e A r m a z e n a g e m p o r P r o d u t o n a s R e f i n a r i a s d o R S , e m 3 1 / 1 2 / 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 9 3 . 7 C a p a c i d a d e d e A r m a z e n a m e n t o d e P e t r ó l e o e s e u s D e r i v a d o s n o s T e r m i n a i s d o R S , e m 3 1 / 1 2 / 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 0 3 . 8 V e n d a s d e G á s N a t u r a l e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 8 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2 3 . 9 P r e ç o s M é d i o s d o G N V a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 6 3 . 1 0 P r o d u ç ã o d e C a r v ã o V a p o r n o R S p o r T i p o , n o P e r í o d o d e 2 0 0 6 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 9 3 . 1 1 P r e ç o s M é d i o s A n u a i s d e V e n d a d e C a r v ã o P r a t i c a d o s n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 1 3 . 1 2 F l o r e s t a s P l a n t a d a s d e P i n u s e E u c a l i p t o e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 3 3 . 1 3 C o n s u m o I n d u s t r i a l d e M a d e i r a e m T o r a s O r i u n d a s d e F l o r e s t a P l a n t a d a n o B r a s i l p o r S e g m e n t o , n o P e r í o d o d e 2 0 0 7 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 3 3 . 1 4 Á r e a s d e F l o r e s t a s P l a n t a d a s n o M u n d o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 3 3 . 1 5 R e n d i m e n t o d e E s p é c i e s p a r a C e l u l o s e e m P a í s e s S e l e c i o n a d o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 4 3 . 1 6 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e L e n h a O r i g i n a d a d a S i l v i c u l t u r a n o B r a s i l e e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 2 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 5 3 . 1 7 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e L e n h a O r i g i n a d a d a E x t r a ç ã o n o B r a s i l e e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 2 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . 5 5 3 . 1 8 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e C a r v ã o V e g e t a l O r i g i n a d o d a S i l v i c u l t u r a n o B r a s i l e e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 2 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . 5 6 3 . 1 9 E v o l u ç ã o d a P r o d u ç ã o d e C a r v ã o V e g e t a l O r i g i n a d o d o E x t r a t i v i s m o n o B r a s i l e e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s n o P e r í o d o d e 2 0 0 2 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 9 3 . 2 0 P o t e n c i a l E ó l i c o d o R i o G r a n d e d o S u l p a r a A l t u r a s d e 5 0 , 7 5 e 1 0 0 M e t r o s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 3 4 . 1 V e n d a s d e Ó l e o D i e s e l p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 4 4 . 2 V e n d a s d e Ó l e o C o m b u s t í v e l p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 5 4 . 3 V e n d a s d e G a s o l i n a C p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 6 4 . 4 V e n d a s d e G a s o l i n a d e A v i a ç ã o p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 6 4 . 5 V e n d a s d e G L P p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 4 . 6 V e n d a s d e Q A V p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s n o P e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 7 4 . 7 T o t a l d e U s i n a s e m O p e r a ç ã o , e m C o n s t r u ç ã o e c o m O u t o r g a n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 9 4 . 8 G e r a ç ã o e P o t ê n c i a d e E n e r g i a E l é t r i c a n o R S d o s P r i n c i p a i s O p e r a d o r e s , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 9 4 . 9 P a r t i c i p a ç ã o d a s G r a n d e s C o n c e s s i o n á r i a s n o M e r c a d o d e D i s t r i b u i ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2 4 . 1 0 C o n s u m o d e E n e r g i a E l é t r i c a S e t o r i a l p o r C o n c e s s i o n á r i a n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2 4 . 1 1 P a r t i c i p a ç ã o d a s P e q u e n a s C o n c e s s i o n á r i a s n o M e r c a d o d e D i s t r i b u i ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3 4 . 1 2 P a r t i c i p a ç ã o d a s C o o p e r a t i v a s d e E l e t r i f i c a ç ã o R u r a l n o M e r c a d o d e D i s t r i b u i ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3 4 . 1 3 C o n s u m o d e E n e r g i a E l é t r i c a S e t o r i a l d a s C o o p e r a t i v a s d e E l e t r i f i c a ç ã o R u r a l n o R S , e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3 4 . 1 4 P r o d u ç ã o d e Á l c o o l E t í l i c o A n i d r o e H i d r a t a d o e m E s t a d o s S e l e c i o n a d o s e n o B r a s i l , n o p e r í o d o d e 1 9 9 9 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 4 4 . 1 5 P r o d u ç ã o e C o n s u m o d e Á l c o o l A n i d r o e H i d r a t a d o n o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 5 4 . 1 6 P r e ç o M é d i o d o Á l c o o l E t í l i c o H i d r a t a d o a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 5 4 . 1 7 B 1 0 0 m i s t u r a d o n a v e n d a d e ó l e o d i e s e l p e l a s D i s t r i b u i d o r a s e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o p e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . 7 6 4 . 1 8 P r o d u ç ã o d e B 1 0 0 n o R S e n o B r a s i l n o p e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 6 4 . 1 9 P r o d u ç ã o m é d i a d e ó l e o s v e g e t a i s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 8 4 . 2 0 F a t u r a m e n t o M é d i o e m R $ / h a n a P r o d u ç ã o d e Ó l e o s V e g e t a i s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 8 4 . 2 1 P r e ç o M é d i o d a G a s o l i n a C a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 8 ? 4 . 2 2 P r e ç o M é d i o d o Ó l e o D i e s e l a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 9 4 . 2 3 P r e ç o M é d i o d o G L P a o C o n s u m i d o r e m R e g i õ e s e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s , n o P e r í o d o d e 2 0 0 1 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 0 6 . 1 – F o n t e s d e E n e r g i a P r i m á r i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 1 1 8 5 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 6 . 2 – F o n t e s d e E n e r g i a P r i m á r i a 1 0 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ? 6 . 3 – F o n t e s d e E n e r g i a S e c u n d á r i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 6 6 . 4 – F o n t e s d e E n e r g i a S e c u n d á r i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 7 6 . 5 O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g i a n o B r a s i l e n o R S n o p e r í o d o d e 2 0 0 6 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 0 8 ? 7 . 1 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d a s R e f i n a r i a s d e P e t r ó l e o d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 1 7 . 2 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d a s C e n t r a i s E l é t r i c a s d e S e r v i ç o s P ú b l i c o s d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 2 ? 7 . 3 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d a s C e n t r a i s E l é t r i c a s A u t o p r o d u t o r a s d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 5 7 . 4 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d a s D e s t i l a r i a s d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 6 7 . 5 B a l a n ç o E n e r g é t i c o d a s C a r v o a r i a s d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 6 9 . 1 R e n d a p e r C a p i t a d o B r a s i l e d o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 2 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 5 9 . 2 O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g i a p e r C a p i t a d o B r a s i l e d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 5 9 . 3 I n t e n s i d a d e E n e r g é t i c a d o R S , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 6 9 . 4 I n t e n s i d a d e E n e r g é t i c a d o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 6 9 . 5 R e l a ç ã o p e r c e n t u a l d a O I B d o R S c o m a O I B d o B r a s i l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 6 9 . 6 O f e r t a I n t e r n a d e E n e r g é t i c o s p e l o P I B n o R S , n o p e r í o d o d e 2 0 0 5 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 6 9 . 7 P o p u l a ç ã o d o R i o G r a n d e d o S u l , n o P e r í o d o d e 1 9 8 0 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 7 9 . 8 V a r i a ç õ e s d o P I B p e r C a p i t a d o R S e d o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 1 9 8 1 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 7 9 . 9 V a r i a ç õ e s d o P I B d o R S e d o B r a s i l , n o P e r í o d o d e 1 9 8 0 a 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 8 9 . 1 0 T a x a d e A n a l f a b e t i s m o p o r F a i x a E t á r i a , e C o r r e s p o n d e n t e s P e r c e n t u a i s n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 4 9 . 1 1 N ú m e r o M é d i o d e A n o s d e E s t u d o d a s P e s s o a s c o m 1 0 a n o s o u m a i s e m 2 0 0 7 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 5 ? 9 . 1 2 Í n d i c e G e r a l d e C u r s o s ( I G C 2 0 0 9 ) c o m I G C n a s f a i x a s 4 e 5 ( T r i ê n i o 2 0 0 7 , 2 0 0 8 e 2 0 0 9 ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 7 1 0 . 1 R e s e r v a s M i n e r a i s d e C a r v ã o e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 1 1 0 . 2 Q u a n t i d a d e e V a l o r d a P r o d u ç ã o M i n e r a l d e C a r v ã o C o m e r c i a l i z a d a e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 2 1 0 . 3 R e s e r v a s M i n e r a i s d e T u r f a e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 3 1 0 . 4 Q u a n t i d a d e e V a l o r d a P r o d u ç ã o M i n e r a l d e T u r f a C o m e r c i a l i z a d a e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 3 1 0 . 5 R e s e r v a s M i n e r a i s d e X i s t o e O u t r a s R o c h a s B e t u m i n o s a s e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 3 1 0 . 6 P o t e n c i a l H i d r e l é t r i c o d o R S e d e E s t a d o s S e l e c i o n a d o s D e z e m b r o 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 4 ? ? 1 0 . 7 P o t e n c i a l H i d r o e l é t r i c o d a B a c i a d o R i o U r u g u a i D e z e m b r o 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 5 1 0 . 8 I n v e n t á r i o H i d r o e l é t r i c o d a B a c i a d o R i o U r u g u a i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 6 ? 1 0 . 9 I n v e n t á r i o H i d r o e l é t r i c o d a S u b b a c i a 7 5 R i o I j u í . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 7 1 0 . 1 0 I n v e n t á r i o H i d r o e l é t r i c o D o R i o T a q u a r i A n t a s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 8 1 0 . 1 1 P o t e n c i a l E ó l i c o d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 9 1 0 . 1 2 P o t e n c i a l F o t o v o l t a i c o d o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5 0 1 0 . 1 3 P o t e n c i a l d e P r o d u ç ã o A n u a l d e E n e r g é t i c o s R e n o v á v e i s n o R i o G r a n d e d o S u l ( B i o m a s s a ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5 0 Figura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 0 3 . 1 N a v i o P e t r o l e i r o e T e r m i n a l d e R e c e b i m e n t o e m T r a m a n d a í R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 4 3 . 2 C i t y G a t e l o c a l i z a d o e m C a n o a s R S 1 8 6 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Mapa 3 . 1 I n f r a e s t r u t u r a d e P r o d u ç ã o e M o v i m e n t a ç ã o d e G á s N a t u r a l n o B r a s i l , e m 2 0 0 8 4 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ? 3 . 2 R e d e s d e D i s t r i b u i ç ã o d a S u l g á s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 5 3 . 3 P r i n c i p a i s U s i n a s H i d r o e l é t r i c a s n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 0 4 . 1 S i s t e m a d e T r a n s m i s s ã o n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 0 4 . 2 C o n c e s s i o n á r i a s d e D i s t r i b u i ç ã o d e E n e r g i a E l é t r i c a n o R S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2 9 . 1 C o n s u m o d e Ó l e o D i e s e l p o r M u n i c í p i o d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 9 9 . 2 C o n s u m o d e G a s o l i n a C ( a u t o m o t i v a ) p o r M u n i c í p i o d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2 9 9 . 3 C o n s u m o d e G L P p o r M u n i c í p i o d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 0 9 . 4 C o n s u m o d e E n e r g i a E l é t r i c a p o r M u n i c í p i o d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 0 9 . 5 C o n s u m o T o t a l d o s p r i n c i p a i s e n e r g é t i c o s p o r M u n i c í p i o d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 1 9 . 6 C o n s u m o T o t a l d o s p r i n c i p a i s e n e r g é t i c o s p o r C O R E D E S d o R S e m 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 1 ? 1 0 . 1 L o c a l i z a ç ã o d a s R e s e r v a s M i n e r a i s d e C a r v ã o n o R S , e m 2 0 0 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 2 1 0 . 2 P o t e n c i a l H i d r e l é t r i c o d o R S 2 0 0 9 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 5 ? 1 0 . 3 S o l a r i m é t r i c o d o B r a s i l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4 9 Quadro 5 . 1 M a t r i z B a l a n ç o E n e r g é t i c o d o R i o G r a n d e d o S u l . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 1 5 . 2 R e l a ç ã o d a s I n s t i t u i ç õ e s i n f o r m a n t e s d o B E R S 2 0 1 1 A n o B a s e 2 0 1 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 3 1 8 7 M a n u t e n ç ã o e m R e d e d e D i s t r i b u i ç ã o I m b é 1 9 7 6 F o t o : A r q u i v o G r u p o C E E E Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 Referências Bibliográficas AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Disponível em: <http//www.aneel.gov.br>. Acesso em: 18 jul. 2011. AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO. Disponível em: <http//www.anp.gov.br>. Acesso em: 07 abr. 2011. ANUÁRIO Estatístico da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas 2009. Brasília, D.F.: ABRAF, 2008. 120p. ANNUAL Energy Outlook 2010 - DOE/EIA - july 2010. Disponível em: <http//www.eia.doe.gov>. Acesso em: 04 mai. 2011. ANUÁRIO Mineral Brasileiro 2006. Departamento Nacional de Produção Mineral. Disponível em: <http//www.mme.gov.br>. Acesso em: 30 set. 2008. ATLAS Solarimétrico do Brasil. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2000. 1 atlas. Escalas variam. ATLAS Eólico do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: SEMC, 2003. BP Statistical Review of World Energy, june 2010. Disponível em: <http//www.bp.com/statisticalreview>. Acesso em: 12 abr. 2011. BRASIL. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural. Rio de Janeiro: ANP, 2010. 227p. BRASIL. Ministério da Educação do Brasil. Sistema de Avaliação da Educação Básica - SAEB e Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais: INEP, 2011. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional 2010: Ano base 2009. Rio de Janeiro: EPE, 2010. 271p. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço Energético Nacional 2010 - Resultados Preliminares: Ano base 2009. Rio de Janeiro: EPE, 2010. 58p. CENERGS. A Lenha e seus Derivados no Balanço Energético do Rio Grande do Sul. 1984. (Cartilha). ELETROBRÁS. Sistema de Informação do Potencial Hidrelétrico Brasileiro – SIPOT. Disponível em: <http//www.eletrobras.com.br>. Acesso em: 25 jul. 2011. FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA DO RIO GRANDE DO SUL - FEE. Disponível em: <http// www.fee.gov.br>. Acesso em: 25 maio. 2011. GRUPO CEEE. Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul 2005/2007. Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2008. 240p. ______. Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul 2009 - Ano base 2008. Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2009. 200p. ______. Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul 2010 - Ano base 2009. Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Rio Grande do Sul, 2010. 240p. 1 8 9 Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010 INFORMATIVO TARIFÁRIO DE ENERGIA ELÉTRICA. Brasília, D.F.: Departamento de Gestão do Setor Elétrico. Secretaria de Energia Elétrica. Ministério de Minas e Energia, n.4, jun. 2009. INTERNATIONAL ENERGY AGENCY. Key World Energy Statistics 2010. Paris, 2010. Disponível em: <http//www.eia.doe.gov>. Acesso em: 04 maio 2011. INTERNATIONAL ENERGY OUTLOOK 2010. Disponível em: <http//www.eia.doe.gov>. Acesso em: 30 mar. 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Censo 2010. Disponível em: <http// www.ibge.gov.br>. Acesso em: 24 maio. 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. PNAD 2007. Disponível em: <http// www.ibge.gov.br>. Acesso em: 27 mai. 2011. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. PNAD 2008. Disponível em: <http// www.ibge.gov.br>. Acesso em: 27. maio. 2011. ORGANIZAÇÃO LATINO-AMERICANA DE ENERGIA – OLADE. Energia em Cifras: Versão n. 20, Quito 2010. Disponível em: <http// www.olade.org>.Acesso em 14. abr. 2011. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Sistema de Informações de Saúde - 2006 - 2010. <http//www.saude.rs.gov.br>. Acesso em: 11. jul. 2011. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Energia, Minas e Comunicações. Balanço Energético Consolidado do Estado do Rio Grande do Sul 1979/1982. Porto Alegre, 1984. 281p. ______. Balanço Energético Consolidado do Estado do Rio Grande do Sul 1983/1988. Porto Alegre, 1993. 228p. ______. Balanço Energético Consolidado do Estado do Rio Grande do Sul 1989/1996. Porto Alegre, 1998. 376p. ______. Balanço Energético Consolidado do Estado do Rio Grande do Sul 1999/2000. Porto Alegre, 2003. 266p. ______. Balanço Energético Consolidado do Estado do Rio Grande do Sul 2001/2004. Porto Alegre, 2006. 274p. WAISELFISZ, Julio Jacob. Mapa da Violência 2011 - Brasília, DF: Ministério da Justiça, 2011. Disponível em: <http// www.mapadaviolencia.org.br>. Acesso em 19. jul. 2011. WORLD ENERGY COUNCIL. Dicionário de Terminologia Energética. 4. ed. Furnas Centrais Elétricas: Rio de Janeiro, 2004. 1 9 0 R e v o a d a d e p á s s a r o s C a p i v a r i d o S u l F o t o : J o ã o L u í s C o l l a r Coordenação Gustavo Humberto Zanchi de Moura Projeto Gráfico Open Marketing Gustavo Humberto Zanchi de Moura Diagramação Open Marketing Revisão Gilberto José Capeletto Gustavo Humberto Zanchi de Moura Natália Weber Texto composto na fonte Dax Miolo impresso em Couche Matte 115g/m² Capa impressa em Supremo Due 350g/m² Novembro de 2011 1 9 2 2011 Balanço Energético do Rio Grande do Sul ano base 2010 2 1 0