2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2010
2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2010
1
Governador do Estado
Tarso Genro
Secretário de Infraestrutura e Logística
Beto Albuquerque
Gerente Executivo da SEINFRA
Rui Dick
Presidente do Grupo CEEE
Sérgio Souza Dias
Diretor de Planejamento e Projetos Especiais
Luiz Antônio Tirello
Equipe Técnica
Gilberto José Capeletto
Gustavo Humberto Zanchi de Moura
Apoio Técnico
Jaques Alberto Bensussan
Regina Telli
Apoio Logístico
Fernando Cesar Ferreira Vieira
Luiz Alberto Santos Rodrigues
Natália Weber
Grupo CEEE
Av. Joaquim Porto Villanova, 201
91.410-400 - Bairro Jardim Carvalho
Porto Alegre - RS
www.ceee.com.br
e-mail: [email protected]
55 51 3382 5717
55 51 3382 6525
C238b Capeletto, Gilberto José
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011: ano base 2010 /
Gilberto José Capeletto e Gustavo Humberto Zanchi de Moura. Porto Alegre, Grupo CEEE / Secretaria de Infra-Estrutura e Logística
do Rio Grande do Sul, 2011.
192p. ; il.
1. Energia - Rio Grande do Sul - 2010. 2. Recursos Energéticos Produção, Transformação e Consumo. 3. Energia - Dados Nacionais e
Internacionais. I. Título II. Moura, Gustavo Humberto Zanchi de
CDD: 338.47671
CDU: 620.91 (816.5)
Bibliotecária responsável: Cristina Volz Pereira - CRB 10/1265
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2011
Balanço Energético do Rio Grande do Sul
ano base 2010
3
Agradecimentos
Nossos agradecimentos aos profissionais que contribuíram na realização deste trabalho:
Alaíse Júnia Vieira Madureira, Alex Fabiane Silveira Menezes, Andreia Fantinel, Angelina Pereira Souza, Antonio
Hein, Antonio Paulo Cargnin, Antonio Paulo Lima de Carvalho, Augusto Saporiti Sehnem, Ayres Melchiades
Ulysséa Junior, Balala Campos, Bayard Schreiner, Camila Dahmer, Carla Tomaschewski Bartz, Carlos Berwanger
Carlan, Carlos Daniel Gazzana, Carlos Roberto Martins Silva, Cláudio Joel de Quadros, Cleiton Luis Rezende
Cabral, Clenir Valério Jardim, Cleonice Freitas, Clóvis Coimbra Teixeira, Cristina Volz Pereira, Cristine Anversa,
Dagmar Sehn, Daniel Peraza Machado, Débora Moraes Hillig, Eder Fabiano Muller, Eduardo Bess Ferraz, Eduardo
Jandt Tavares, Eduardo Knor, Eduardo Henrique Kummer, Eduardo Souto Montes, Elaine Terezinha Jantsch,
Elenice Bratz, Elisa Helena Porto Gayer, Elvindo Possebon, Elvio Luis Lopes Käfer, Erika Werlang, Erivaldo
Pasquali, Everson Remi Malysz, Fabiano Terres Matte, Fabio Quevedo, Fernando Dal Bello, Fernando Wendt,
Flávio Girardelo, Flavio Roberto Soares Pereira da Silva, Gilberto Wageck Amato, Gildo Bratz, Gilson Mileo
Carvalho, Guido Canto Alt, Hélio Weiss, Henrique Sonja Pereira Penha, Humberto Luis Alves Batista, Idelmo
Mastella, Israel de Castro Palma, Itamara Henrique de Oliveira, Jair dos Santos Silveira, Janine Ponte, Jenifer
Galafassi, João Batista Casanova Garcia, João Batista Coronet, Jose Emilio Steffen, José Enoir Loss, José Lopes,
José Wagner Maciel Kaehler, José Zordan, Juarez Tambeiro, Julio Cezar Silva, Leandro Couto Bujes, Luciano
Manetti, Luis Alexandre Rodrigues, Luiz Filipe Hillesheim, Marcelo Wasem, Márcia Pabline Lazzari Klein, Marcos
Prudente, Margarete Ribeiro Sinnott, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich, Maria de Goreti Brand , Mario
Marcio Torres, Mário Pilla Rosito, Mauricio Simon, Mauro Roberto Leite Medina, Mayra Regina Neres Rocha,
Natália Weber, Oni Luiz Montagner, Otemar Alencastro dos Santos, Paula Marcondes Ferrari Diez, Paulo Recena
Grassi, Paulo Ricardo Ribeiro Camargo, Paulo Rogério da Luz Soares, Paulo Vicente, Pedro Moraes, Roberto
Ferreira Borba, Rosa Maria Amaral, Rosane Klafke Kozlowski, Rosiclei Aparecida Damião, Rui Dick, Sérgio
Bordignon, Sérgio Roberto Correa Reggio, Tiago de Matos, Vanessa Marques, Wilson Lacerda Feijó Junior.
4
Apresentação
O Grupo CEEE tem a grata satisfação de apresentar mais esta publicação do Balanço Energético do Rio Grande
do Sul, reiterando o compromisso de sua publicação anual. Com o apoio da Secretaria de Infra-Estrutura e
Logística do Rio Grande do Sul, SEINFRA, e das instituições envolvidas na matriz energética estadual, foi
possível a disponibilização dos dados neste anuário.
O Balanço Energético 2011 - ano base 2010 traz a contabilização da oferta e consumo de energia e é uma das
principais fontes de consulta de dados referente ao Estado do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Balanço
torna-se referência de estudo e de planejamento do setor energético gaúcho.
Na 31ª edição do Balanço Energético consolidado do Rio Grande do Sul, foi apresentada a conversão da série
histórica dos balanços energéticos, de 1979 a 2004, para a metodologia internacional também na forma
impressa. Anteriormente, a série histórica de 1979 a 2004 era apresentada na metodologia RS, disponibilizada
no sítio do Grupo CEEE (www.ceee.com.br) em meio digital e publicada no Balanço Energético do RS 20052007. Nesta 32ª edição, disponibiliza-se no endereço eletrônico a referida conversão para a metodologia
internacional devidamente corrigida. Com a padronização da série nos 31 anos, pode ser traçada a evolução da
matriz energética do RS. Com isso, tem-se a possibilidade de realizar análises e comparações de forma
dinâmica e prática entre os anos da série ou entre diferentes fontes de energia.
No anexo D são apresentados os dados dos principais energéticos produzidos e consumidos no Estado,
considerando as principais linhas de totalização do Balanço em unidades originais. O objetivo é facilitar os
estudos de séries históricas da evolução de energéticos.
Nesta edição, é apresentado o Balanço Energético referente ao ano de 2010, bem como assuntos relacionados
às matrizes energéticas estadual, nacional e mundial.
Com a realização de pesquisas em empresas, órgãos, instituições e entidades setoriais, são levantados os
montantes de produção de recursos energéticos primários, sua transformação em fontes secundárias, a
importação e exportação (considerando-se a fronteira estadual) e o uso final dessas energias.
A pesquisa realizada para a consolidação dos dados é extensa e uma parcela mínima dos energéticos
produzidos e consumidos no Estado não possui contabilização oficial, ou seja, uma parcela da produção e
consumo de energia exige estimativas e pesquisas por amostragem desses montantes. Para as próximas
publicações, serão necessárias novas pesquisas direcionadas e uma maior colaboração de órgãos
responsáveis para obtenção dos dados estimados nesta edição.
A apresentação procura trazer uma linguagem agradável, gráficos, fotos, ilustrações e outros recursos que
atendam aos interesses dos técnicos do setor, bem como de outros segmentos que possam, de alguma forma,
usá-lo como fonte de informação e pesquisa, ampliando o público ao qual se destina.
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - Ano Base 2010 e a série histórica na metodologia
internacional revisada estão disponibilizados no sítio do Grupo CEEE.
Esta publicação compõe-se de dez capítulos e de sete anexos, com o seguinte conteúdo:
Capítulos:
Capítulo 1 - Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia. Examina a situação energética mundial,
com ênfase em cenários prováveis do panorama mundial em 2035. Para elaboração deste capítulo, a equipe
técnica baseou-se principalmente nos estudos da Agência Internacional de Energia (International Energy
Agency - IEA).
Capítulo 2 - Panorama Energético Nacional. Apresenta um panorama nacional da situação energética, com
base nos textos da Empresa de Pesquisa Energética - EPE e nas projeções efetuadas pela IEA para o Brasil.
5
Capítulo 3 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária. Procura dar uma
visão panorâmica do setor energético primário do Estado. Predominantemente, são apresentados os dados
referentes ao petróleo, ao gás natural, ao carvão vapor e à energia hidráulica, além da eletricidade gerada a
partir dos parques eólicos no Estado e a geração a partir dos diferentes tipos de biomassa, como lenha, casca de
arroz e bagaço de cana.
Capítulo 4 - Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária. Apresenta as
fontes energéticas derivadas do petróleo, passando obviamente pela eletricidade, carvão vegetal, álcool,
biodiesel e demais. Neste capítulo, o leitor encontrará comparações de consumos de combustíveis entre o RS e
Estados selecionados, bem como poderá examinar os preços médios pagos pelos consumidores gaúchos pelas
energias que consomem.
Capítulo 5 - Metodologia e Conceituação. Apresenta a metodologia e conceitos empregados no BERS 2011 ano base 2010, fundamentados na metodologia internacional, também utilizada pelo BEN. Além da
metodologia e conceituação, efetuam-se as explanações sobre as operações que redundam na execução
completa das matrizes do BERS.
Capítulo 6 - Oferta e Demanda de Energia. Com base nos Balanços Energéticos, examina-se a oferta e demanda
de energia por fontes primárias e secundárias.
Capítulo 7 - Centros de Transformação. Analisa a energia nos centros de transformação, com base nos dados
das tabelas dos Balanços.
Capítulo 8 - Consumo de Energia Setorial. Demonstra o consumo de energia por setor das diferentes fontes de
energia.
Capítulo 9 - Energia e Sociedade. Aborda, de forma resumida, a situação do RS em relação aos principais
indicadores socioeconômicos e de relacionamento do consumo de energia per capita e de energia pelo
Produto Interno Bruto - PIB, e faz comparação dos principais indicadores do Estado com os correspondentes
nacionais. Traz também a espacialização de consumos de energéticos nos municípios do Estado.
Capítulo 10 - Recursos e Reservas Energéticas. Apresenta os recursos e reservas de energias disponíveis no Rio
Grande do Sul.
Anexos:
Anexo A - Capacidade Instalada. Encontra-se a capacidade instalada no Brasil e no RS das fontes de energia.
Anexo B - Dados Mundiais de Energia. Apresenta dados econômicos e energéticos de diferentes países e
regiões selecionados.
Anexo C - Unidades. São apresentadas tabelas de unidades de conversão utilizadas no Balanço.
Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas. Demonstra, por meio de tabelas, a evolução da
produção, transformação e consumo das principais fontes de energia no Estado. As séries são apresentadas em
unidades originais no período de 1979 a 2009.
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008. Apresenta o mais recente Balanço Energético mundial disponível
para situar o RS em âmbito mundial. É apresentado na unidade milhões de tep.
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009. Para situar o RS no Brasil, é apresentado o último Balanço Nacional
disponível. É apresentado na unidade mil tep.
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010. Seguindo critérios internacionais de elaboração de
Balanços Energéticos, é apresentado o BERS referente ao ano de 2010 nas unidades originais, bilhões de kcal e
mil tep.
6
Índice
1
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia
13
1.1 - Panorama Econômico Mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2007 a 2035 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados . . 22
2
Panorama Energético Nacional
2.1 - Situação em 2009 dos Energéticos que Compõe a OIE do País . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.a - Energia Elétrica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.b - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.c - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.e - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
3
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30
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31
Destaque do Brasil na Produção de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Redução da Dependência Externa de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Balanço de Energia Útil - BEU . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Setor Energético do Rio Grande do Sul
35
- Ênfase em Fontes de Energia Primária 3.1 - Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
3.2 - Gás Natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3.2.d - Gás Natural Boliviano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3.2.f - Considerações sobre o GNL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3.3 - Carvão Vapor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
3.4 - Energia Hidráulica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal e Madeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
3.5.d - Carvão Vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
3.6 - Produtos da Cana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
3.7 - Lixívia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
3.8 - Casca de Arroz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
3.9 - Energia Eólica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
3.10 - Energia Solar Fotovoltaica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
7
4
Setor Energético do Rio Grande do Sul
4.1 - Óleo Diesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 - Óleo Combustível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 - Gasolina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3.a - Gasolina de Aviação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 - GLP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 - Querosene . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 - Eletricidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS . . . . . . . . . . . . .
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 - Álcool Etílico Anidro e Hidratado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 - Biodiesel (B100) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8.b - Transesterificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 - Biogás . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 - Polietileno Verde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5
61
- Ênfase em Fontes de Energia Secundária -
Metodologia e Conceituação
5.1 - Descrição Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.1.a - Processo Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2 - Conceituação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.a - Energia Primária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.b - Energia Secundária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.c - Total Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.d - Oferta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.e - Transformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.f - Perdas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.g - Consumo Final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.h - Ajustes Estatísticos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.i - Produção de Energia Secundária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.3 - Convenção de Sinais. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.a - Energia Primária e Secundária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.b - Transformação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4.c - Consumo Final de Energia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 - ano base 2010 em tep. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5.a - Primeira Etapa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5.b - Segunda Etapa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2009 em kcal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.7 - Classificação Setorial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
63
64
65
66
66
66
67
68
68
69
70
71
74
76
77
77
78
81
82
83
85
85
85
85
86
86
86
87
87
87
88
89
89
89
89
89
90
92
92
94
96
96
8
6
Oferta e Demanda de Energia
97
6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
6.1.a - Petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
6.1.b - Gás natural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
6.1.c - Carvão Vapor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
6.1.d - Energia hidráulica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .100
6.1.e - Lenha. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
6.1.f - Produtos da cana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
6.1.g - Outras fontes primárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
6.2.a - Óleo Diesel. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
6.2.b - Óleo combustível. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
6.2.c - Gasolina A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6.2.f - Nafta. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6.2.h - Eletricidade. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
6.2.i - Carvão vegetal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
6.2.j - Álcool etílico (anidro mais hidratado). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105
6.2.k - Biodiesel (B100). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .105
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS. . . . . . . . . . . . . . 108
7
Centros de Transformação
109
7.1 Refinarias de Petróleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
7.4 - Destilarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
7.5 - Carvoarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
8
Consumo de Energia Setorial
8.1
8.2
8.3
8.4
8.5
8.6
8.7
9
-
Setor
Setor
Setor
Setor
Setor
Setor
Setor
117
Energético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119
Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 119
comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119
Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120
Agropecuário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
Transportes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120
Industrial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .120
Energia e Sociedade
123
9.1 - Energia e Socioeconomia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125
9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .132
9
10
Recursos e Reservas Energéticas
139
10.1. - Carvão Mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141
10.2 - Turfa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
10.3 - Xisto Betuminoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
10.4 - Potencial Hidrelétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144
10.5 - Potencial Eólico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
10.6 - Potencial Fotovoltaico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
10.7 - Potencial de Biomassas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
10.8 - Definições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
10.8.a - Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
10.8.b - Reservas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
10.8.c - Reserva Medida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150
10.8.d - Reserva Indicada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.e - Reserva Inferida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.f - Reserva Lavrável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.g - Remanescente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.h - Individualizado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.i - Inventário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
10.8.j - Viabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
10.8.l - Projeto Básico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
10.8.m - Construção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
10.8.n - Operação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
Anexos
A
153
155
Anexo A - Capacidade Instalada
Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a 2009 . . . . . . . . . . . . 155
Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH no RS . . . . . . . . . 158
Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH no RS . . . . . . . . 160
Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
Tabela A.8 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
Tabela A.10 - Eólicas - EOL em Construção no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161
Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162
Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162
Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164
B
Anexo B - Dados Mundiais de Energia
Tabela
Tabela
Tabela
Tabela
Tabela
B.1
B.2
B.3
B.4
B.5
-
Dados
Dados
Dados
Dados
Dados
Mundiais
Mundiais
Mundiais
Mundiais
Mundiais
de
de
de
de
de
165
Petróleo em 2008 e 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
Derivados de Petróleo em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
Gás Natural em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
Carvão Mineral em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
Eletricidade em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2007 e 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da América Latina
em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no Primeiro trimestre
de 2010 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168
Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
C
Anexo C - Unidades
170
Tabela C.1 - Relações entre Unidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
C.1 - Poder Calorífico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
C.1.a - Poder Calorífico Superior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
C.1.b - Poder Calorífico Inferior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174
D
E
Anexo D - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionada
175
Tabela D.1 - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais no Período de
1979 a 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
175
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008
177
Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
F
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009
178
Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2009 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178
G
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010
179
Tabela G.1 - BERS 2010 em Unidades Originais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .179
Tabela G.2 - BERS 2010 em Bilhões de kcal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
Tabela G.3 - BERS 2010 em Mil Tep . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
Relação de gráficos, tabelas, figuras e mapas
183
Referências Bilbiográficas
189
1
1
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Panorama e Tendência Mundial
do Consumo de Energia
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Panorama e Tendência Mundial do Consumo de Energia
O consumo mundial de energia em 1990 foi de 8,947 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo - tep (355
quadrilhões de Btu) conforme o International Energy Outlook 20101 - IEO 2010. Em 2007, esse valor atingiu
12,48 bilhões de tep. Considerando-se uma taxa de crescimento média de 1,4% no período 2007 a 2035,
podemos estimar que em 2035 o consumo mundial seja de 18,616 bilhões de tep. Isto representa um
crescimento de 49,17 % no mercado mundial de energia.
Podemos observar no gráfico 1.1 que se trata de um crescimento razoável, mesmo considerando um cenário
muito provável de preços altos dos combustíveis derivados do petróleo e do gás natural.
Prevê-se que o crescimento mais significativo no consumo de energia se dará nos países não pertencentes à
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE2, com taxas médias de crescimento do
consumo de energia de 2,2% contra uma taxa de 0,5% dos países da Organização. Estima-se que
praticamente dobrará em 2035 o consumo de energia desses países (crescimento de 83,57%) em
comparação com o ano de 2007. Observa-se que em 2007 o consumo de energia dos países da OCDE foi, pela
primeira vez na história, ligeiramente ultrapassado pelos países não pertencentes (6,192 bilhões contra 6,288
bilhões de tep). O consumo dos países não pertencentes à OCDE será 63,16% maior em relação aos países da
OCDE em 2035.
<>
Gráfico 1.1 - Mercado Mundial de Consumo de Energia de 1990 a 2035
20.000
18.000
18.616
17.301
16.000
16.096
14.882
milhões de tep
14.000
13.697
12.000
9.463
10.000
8.475
8.947
8.000
6.000
11.542
10.464
12.480
7.497
6.192
5.040
6.288
6.200
6.633
6.840
2025
2030
7.074
6.406
4.000
3.906
2.000
0
1990
2007
2015
2020
2035
ano
Mundo
OCDE
Não- OCDE
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No gráfico 1.2, é apresentada a situação de evolução dos consumos de energia de alguns países selecionados
(no caso do continente africano, considerou-se o continente como um todo). Em termos relativos, é visível que
Pode-se observar o enorme salto de crescimento do consumo de energia na China. Em 2016, o consumo
chinês ultrapassará o consumo americano, e em 2015, estará praticamente empatado. No ano de 2035, a
China estará consumindo 58,87% a mais de energia em relação aos Estados Unidos.
1
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1
o Brasil perde terreno especialmente no cotejo com os países não pertencentes à OCDE.
1
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Já a Índia, consumia apenas 38,60% a mais de energia que o Brasil em 1990, e passará a consumir
aproximadamente 54,73% a mais em 2035. Obviamente, tais projeções baseiam-se na expectativa de que
tanto a Índia como a China continuarão a ter taxas elevadas em relação ao PIB brasileiro.
<>
Gráfico 1.2 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
5.000
4.584
4.500
4.000
milhões de tep
3.500
3.000
2.886
2.560
2.500
2.563
2.135
2.000
2.555
1.966
1.500
1.000
500
0
993
769
774
680
471
575
512
532
239
96
194
232
1990
2007
ano
948
895
731
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2015
2035
Estados Unidos
Canadá
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Japão
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China
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Tabela 1.1 - Evolução do Consumo de Energia em Países Selecionados
País
Estados Unidos
China
Rússia
Índia
Japão
África
Brasil
Canadá
Coréia do Sul
México
1990
2.134,6
680,4
992,9
199,1
471,3
239,4
146,2
277,2
95,8
126,0
2007
3.117,4
1.965,7
768,6
511,6
574,6
448,6
310,0
360,4
244,5
194,1
2015
3.132,6
2.555,4
773,7
612,4
531,8
524,2
375,5
367,9
267,1
204,1
2020
3.261,1
3.059,5
796,4
710,7
551,9
567,0
425,9
388,1
294,9
226,8
2025
3.399,7
3.588,7
826,6
783,8
557,0
620,0
486,4
410,8
320,1
262,1
2030
3.533,3
4.100,3
854,3
859,4
557,0
667,8
551,9
433,5
347,8
297,4
2035
3.687,0
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Se considerarmos o setor de utilização de energia, a predominância poderá variar de forma significativa no
tempo entre os países da OCDE e países não pertencentes. No caso específico do setor industrial, a intensidade
energética (relação entre taxa de crescimento do consumo de energia e a taxa de crescimento do PIB)
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1
continuará crescendo mais intensamente nos países não pertencentes à Organização do que nos países
1
6
pertencentes (conforme gráfico 1.3), já que os investidores serão atraídos por menores custos e menores
restrições ambientais em relação aos países da OCDE.
Em 1980, 52% de toda energia industrial mundialmente consumida ocorria no setor industrial dos países da
OCDE. Em 2007, a parcela de participação do consumo industrial destes países caiu para 39,78%, sendo
projetada para 2035 uma participação de 29,37% no consumo. A taxa média anual de crescimento do
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
consumo de energia no setor industrial é de 0,2% ao ano, contra 1,8% para os países não pertencentes à
Organização no período de 2007 a 2035.
Da mesma forma nos setores comercial, residencial e de transportes projeta-se um crescimento mais lento do
consumo de energia nos países pertencentes à Organização. Tal fato prende-se a vários fatores, entre eles,
destaca-se a redução populacional ou o pequeno crescimento desses países. Prevê-se um crescimento do
consumo de energia no setor residencial de 0,4% e no setor comercial de 0,9% ao ano.
Historicamente, o crescimento do setor transportes tem uma forte correlação com a renda per capita e com o
número de automóveis per capita. Projeta-se de 2007 a 2035 uma taxa de crescimento de 2,6% ao ano no
consumo de energia para o setor transportes das nações não pertencentes à OCDE, e de 0,3% para os países
pertencentes. O crescimento mundial será de 1,3%.
<>
Gráfico 1.3 - Consumo de Energia Industrial nos Países da OCDE e não-OCDE de
2007 a 2035
5.000
4.660
4.294
4.500
3.952
milhões de tep
4.000
3.584
3.500
3.178
2.800
3.000
2.500
2.000
1.850
1.827
1.719
1.875
1.938
1.769
1.500
1.000
500
0
2007
2015
2020
OCDE
ano
2025
2030
2035
Não-OCDE
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No período 2007 - 2035, prevê-se um crescimento do consumo de todas as fontes de energia (gráfico 1.4).
Espera-se que os combustíveis fósseis (petróleo e outros combustíveis líquidos3, gás natural e carvão)
continuem suprindo a maior parte da energia consumida no mundo até 2035. Considerando um cenário do
custo de combustíveis líquidos não declinantes até 2035, espera-se que a parcela de 35,28% de participação
global dos combustíveis líquidos em 2007 caia para 30,27% em 2035.
A produção mundial de combustíveis líquidos crescerá de 84,8 milhões de barris de petróleo por dia em 2007
participação na matriz energética mundial caindo de 35,28% em 2007 para 30,27% em 2035 (gráfico 1.5). No
setor transportes, ainda existem poucas alternativas econômicas para substituir os combustíveis líquidos.
Projeta-se que o setor transporte absorverá 58,14% do consumo projetado de combustíveis líquidos em 2035.
Por sua vez, o setor industrial responderá por 30,5% do consumo no mesmo ano.
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para 110,6 milhões de barris de petróleo em 2035, sendo o petróleo predominante até 2035, mas com
1
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 1.4 - Utilização por Tipo de Combustível no Mercado Mundial de Energia
de 1990 a 2035
20.000
18.616
18.000
16.000
13.697
milhões de tep
14.000
12.480
12.000
10.000
8.763
8.000
5.635
6.000
4.403
4.000
2.000
0
3.337
3.437
2.248
1.898
663
514
1990
5.199
3.506
4.083
2.515
2.825
1.230
3.254
1.608
683
1.094
1.187
2007
Líquidos
4.519
Carvão
2015
ano
Gás natural
Outras
2035
Nuclear
Total
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Gráfico 1.5 - Produção Mundial de Energéticos Líquidos de 2007 a 2035
120
111
milhões de barris de petróleo / dia
104
98
100
92
89
85
80
64
60
50
47
40
34
1,2
2007
C
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1
37
39
2,4
2,8
44
41
20
0
1
8
53
51
60
57
2015
3
2020
2025
4
4
2030
2035
ano
Total
OPEP
Não-OPEP
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Biocombustíveis (total)
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No tocante ao consumo mundial de gás natural, projeta-se para o período de 2007 a 2035 uma taxa média
anual de crescimento de 1,3%, saindo de 1,898 bilhões de tep (3,056 trilhões de metros cúbicos) em 2007
para 4,083 bilhões de tep (4,415 trilhões de metros cúbicos) em 2035. Com a recuperação da economia global,
o gás será mais requisitado. Como o suprimento de gás natural origina de várias fontes, espera-se que os
preços permaneçam relativamente baixos. Entre os setores usuários do gás natural como energético, destacase o setor industrial que, segundo previsões, consumirá 39,38% do total mundial em 2035.
O carvão provavelmente será a fonte mundial de energia que terá a segunda maior taxa de crescimento
(perdendo apenas para a taxa de crescimento dos energéticos renováveis) no período de 2007 a 2035. O
consumo mundial de carvão crescerá de 3,337 trilhões de tep para 5,199 trilhões de tep em 2035, com uma
taxa anual de crescimento de 1,6%. O crescimento maior do consumo de carvão ocorrerá principalmente nos
países não pertencentes à OCDE, especialmente na China e na Índia. A participação do carvão na matriz
energética mundial está projetada para passar de 26,74% em 2007 para 27,93% em 2035.
O setor elétrico mundial será responsável por aproximadamente 43% do consumo mundial de carvão no
período, e o setor industrial por cerca de 22%. A China tem abundantes recursos de carvão e absorverá nada
menos que 54,48% de todo consumo mundial de carvão mineral de 2035, em 2007 respondeu por 41,39% do
consumo mundial. A geração de energia elétrica crescerá 87%, conforme mostra o gráfico 1.6, saindo de uma
produção mundial de 18,8 trilhões de kWh em 2007 para 35,2 trilhões de kWh em 2035. A maior parte do
crescimento da geração de energia elétrica acontecerá nos países não pertencentes à OCDE, onde se prevê
que a taxa média anual de crescimento da produção de energia elétrica será de 3,3%. Já a taxa anual média
prevista para os países da OCDE é de 1,1%. Para a produção de eletricidade, o carvão continuará sendo a fonte
de energia mais importante; em segundo lugar, as fontes renováveis; e em terceiro, o gás natural.
A energia elétrica gerada em usinas termonucleares crescerá de 2,6 trilhões de kWh em 2007 para 4,5 trilhões
de kWh em 2035. Espera-se que haja avanços tecnológicos nas centrais termonucleares, especialmente na
questão da segurança, fato que retornará a pauta mundial em decorrência do recente terremoto e tsunami
ocorridos no Japão, em março de 2011. Em face a tais aspectos, projeta-se que o setor elétrico termonuclear irá
crescer de uma capacidade instalada de 380 GW em 2007 para 593 GW em 2035; mesmo prevendo-se um
declínio da termoeletricidade em alguns países da OCDE (especialmente na Alemanha e na Bélgica) por
questões de natureza ambiental. Já a previsão de crescimento da capacidade termonuclear instalada para os
países não pertencentes à OCDE é de 4,4% ao ano e 0,6% para os países da OCDE.
Espera-se que a China acrescente 1.208 GW de usinas ao seu setor elétrico considerando-se todas as fontes, a
Índia 180 GW e o Brasil 109 GW. A geração de eletricidade renovável (hidroelétricas, eólicas e solares) poderá
crescer a taxas anuais de 3,0%. O crescimento do preço do gás natural poderá tornar competitiva a produção
de energia elétrica renovável, como a energia eólica e outras, podendo contar com apoio governamental onde
não for competitiva com a energia elétrica produzida com carvão e gás natural.
hidroelétricas de médio e grande porte a serem construídas em países não pertencentes à OCDE, na Ásia e na
América do Sul (caso das usinas a serem construídas nos Rios Madeira, Tocantins e outras) e América Central,
onde existem inúmeras plantas de usinas hidroelétricas projetadas. Com exceção da Turquia e do Canadá, não
se espera a instalação de novas usinas hidroelétricas nos países da OCDE, já que os recursos hidroelétricos já
foram explorados. Nos países da Organização, a energia elétrica renovável virá de aproveitamentos eólicos,
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A maior parte do crescimento da produção de energia elétrica renovável provavelmente virá de usinas
solar, geotérmico, lixo municipal e biomassa, especialmente do etanol celulósico.
1
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 1.6 - Geração Mundial de Eletricidade por Tipo de Combustível de 2007 a 2035
40,0
35,2
35,0
31,6
30,0
28,3
trilhões de kWh
25,0
25,0
20,0
21,9
18,8
15,0
15,0
12,9
10,0
5,0
0,0
4,2
3,1
0,9
2,6
0,9
2007
2015
Nuclear
3,9
0,8
0,8
0,8
2025
2030
ano
Gás natural
6,8
6,4
5,8
5,0
3,6
2020
Renováveis
8,0
7,3
6,6
5,8
5,0
3,9
3,5
11,2
9,8
8,8
7,9
4,5
4,2
0,8
Carvão
2035
Petróleo
total
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A preocupação mundial com a emissão de gases como o CO2, o chamado efeito estufa, também foi produto de
previsão para o período 2007 - 2035, especialmente se levando em conta que a emissão desses gases tem
registrado crescimento médio anual de 1,9% (média de 1990 a 2007). Essas emissões são causadas em
grande parte pela ação do homem, especialmente na produção das mais diferentes formas de energia.
Projeta-se que o crescimento mundial de emissões de gases do efeito estufa saltará de 29,69 trilhões de
toneladas em 2007 para 42,39 trilhões de toneladas em 2035. O maior crescimento provavelmente ocorrerá
nos países não pertencentes à OCDE, em particular em face ao elevado crescimento do carvão para produção
de energia. Já em 2007 a emissão de gases do efeito estufa pelos países não pertencentes à Organização
superou a emissão oriunda dos países pertencentes em 18,31%. Em 2035, a produção de gases do efeito
estufa será 98,54% maior nos países não pertencentes à OCDE (gráfico 1.7).
<>
Gráfico 1.7 - Emissão Mundial de Dióxido de Carbono OCDE e não-OCDE de
1990 a 2035
45.000
40.000
milhões de toneladas
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35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
1990
2007
2015
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2020
ano
2025
2030
Mundo
OCDE
2035
Não-OCDE
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
1.1 - Panorama Econômico Mundial
O crescimento econômico tem um relevante papel no crescimento da demanda de energia. Considerou-se no
IEO 2010, para projeção de taxas de crescimento econômico, tópicos como: crescimento populacional, taxas de
participação da força de trabalho na renda, crescimento da produtividade (via tecnologia e demais processos),
acumulação de capital, bem como o desenvolvimento da infraestrutura e os mecanismos regulatórios de
mercado estabelecidos pelos governos, especialmente na criação de regras estáveis que permitam
investimentos e crescimento a longo prazo. De 2007 a 2035, o crescimento mundial anual médio projetado foi
de 3,2% (tabela 1.2). Para os países da OCDE, o crescimento anual previsto foi de 2,0%, enquanto que para os
países não pertencentes o crescimento previsto foi de 4,4% (especialmente em função de China e Índia). Tais
cenários foram traçados já levando em conta a crise econômica mundial de 2008.
Tabela 1.2 - Taxa de Crescimento Médio Anual para o PIB do Mundo, de Regiões e
de Países Selecionados de 1980 a 2035
Previsão - Percentagem por ano
Região/País
Estados Unidos
Canadá
México
Japão
Coreia do Sul
Austrália / Nova Zelândia
Total OCDE
Rússia
China
Índia
África
Brasil
Total Não-OCDE
Total Mundial
1980-2005
3,1
2,8
2,5
2,3
6,8
3,3
2,7
-0,1
9,8
5,9
2,9
2,5
4,0
3,3
2005
3,1
3,1
2,8
1,9
4,2
2,7
2,6
6,4
10,4
9,2
5,2
2,9
7,5
4,9
2006
2,9
2,8
4,8
2,2
5,0
2,6
3,1
6,7
11,1
9,4
5,5
3,7
8,0
5,4
2007
2,1
2,5
3,3
2,0
4,9
3,3
2,7
7,0
11,5
9,0
6,0
4,6
8,1
5,4
2007-2035
2,4
2,1
3,5
0,5
2,9
2,6
2,0
2,7
5,8
5,0
3,6
4,1
4,4
3,2
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Com relação ao PIB mundial, o cenário de referência projeta que o PIB mundial será de 153,66 trilhões de dólares
em 2035 (gráfico 1.8). Já no cenário de alto crescimento econômico, o valor atingirá 174,76 trilhões de dólares em
2035; enquanto que no cenário de baixo crescimento econômico será de 134,51 trilhões de dólares.
<>
Gráfico 1.8 - Crescimento do PIB Mundial para os Cenários de Referência, de Elevado
Crescimento e de Baixo Crescimento de 1990 a 2035
174,76
180,00
160,00
153,66
148,27
140,00
124,41
120,00
134,51
119,81
103,09
100,00
105,72
83,94
92,05
80,00
63,13
78,42
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em trilhões de dólares do ano 2005 com
base na paridade do poder de compra
200,00
60,00
40,00
20,00
35,66
0,00
1990
2007
2015
2020
2025
2030
2035
ano
Referência
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9
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Elevado crescimento
Baixo crescimento
2
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
1.2 - Cenários Alternativos de Crescimento Econômico Mundial de 2007 a 2035
Em face das incertezas de projetarem-se taxas de crescimentos futuros para a economia mundial, o IE0 2010
apresenta, além do cenário de referência, as hipóteses de elevado crescimento econômico mundial e de baixo
crescimento econômico mundial. No caso de crescimento elevado, 0,5% de taxa de crescimento é acrescido ao
cenário de referência; e, no caso de baixo crescimento, 0,5% é subtraído (gráfico 1.9).
No cenário de referência em 2035 (taxa média de 3,2% de crescimento da economia mundial no período de
2007 a 2035), o mercado mundial de energia atingirá 18,62 bilhões de tep (sendo 11,55 bilhões de tep nos
países não pertencentes à OCDE). Já no cenário de elevado crescimento econômico (taxa média anual de
crescimento da economia mundial de 3,7%) o mercado mundial atingirá 20,41 bilhões de tep. No cenário de
baixo crescimento econômico (taxa média de crescimento da economia mundial de 2,7%), o mercado mundial
atingirá 17,02 bilhões de tep.
<> Gráfico 1.9 - Mercado Mundial de Consumo de Energia em Três Cenários de
Crescimento Econômico de 1990 a 2035
25,00
20,41
20,00
18,59
18,62
16,97
bilhões de tep
15,41
13,95
15,00
12,48
15,28
13,46
16,13
17,02
14,39
10,00
8,76
5,00
0,00
1990
2007
2015
2020
2025
2030
2035
ano
Referência
Elevado crescimento
Baixo crescimento
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7
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1.3 - Evolução do Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e em Países Selecionados
No IEO 2010, prevê-se uma taxa de crescimento anual da população mundial de 0,9%, sendo que em alguns
países, como Japão e Rússia, espera-se inclusive um decréscimo da população. Isto significa que a previsão é de
que a população mundial de 6,65 bilhões de habitantes em 2007 chegará a 8,469 bilhões de habitantes em
C
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1
2035. Para o Brasil, a previsão é de uma taxa de crescimento populacional anual de 0,8% (ligeiramente inferior
à taxa média anual de crescimento da população mundial). A tabela 1.3 apresenta o consumo mundial de
energia por habitante no período 1990-2035, incluindo-se regiões e países selecionados.
Fica claro, na comparação com os países desenvolvidos, que o consumo per capita de energia dos brasileiros é
baixo e continuará assim em 2035. Enquanto a média mundial sairá de 1,80 tep por habitante em 2007, para 2,2
em 2035, o Brasil chegará em 2035, com modestos 2,52 tep por habitante, valor muito aquém dos 5,27 tep por
habitante dos países da OCDE.
2
2
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 1.3 - Consumo de Energia por Habitante no Mundo, em Regiões e
em Países Selecionados de 1990 a 2035
Unidade: tep por habitante
Região/País
Estados Unidos
Canadá
México
Japão
Coréia do Sul
Austrália/Nova Zelândia
Total OCDE
Rússia
China
Índia
África
Brasil
Total Não-OCDE
Total Mundial
1990
8,40
9,90
1,50
3,80
2,23
5,67
4,75
6,66
0,59
0,23
0,38
0,97
0,89
1,65
2007
8,49
10,92
1,85
4,49
5,09
7,26
5,23
5,41
1,49
0,44
0,48
1,61
1,15
1,88
2015
7,83
10,22
1,79
4,22
5,45
7,47
5,01
5,61
1,84
0,47
0,48
1,79
1,25
1,89
2020
7,71
10,21
1,89
4,45
6,02
7,38
5,06
5,90
2,15
0,52
0,47
1,94
1,34
1,96
2025
7,60
10,27
2,10
4,57
6,53
7,14
5,13
6,26
2,49
0,55
0,48
2,12
1,43
2,03
2030
7,47
10,32
2,29
4,68
7,10
7,24
5,19
6,62
2,82
0,58
0,48
2,34
1,52
2,11
2035
7,38
10,67
2,52
4,82
7,82
7,25
5,27
7,16
3,16
0,62
0,49
2,52
1,62
2,20
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Panorama Energético Nacional
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Panorama Energético Nacional
O Balanço Energético Nacional de 2010 - BEN 2010 - ano base 2009 informa que o consumo brasileiro de energia em
2009 atingiu 221,33 milhões de tep (gráfico 2.1). Considerando-se as projeções do IEO 2010 de um crescimento de
consumo de energia de 2,4% ao ano (no período de 2007 a 2035), o País consumirá 410,06 milhões de tep em 2035.
Em 2009, o consumo de energia por habitante no Brasil foi de 1,1561 tep por habitante. Os 221,33 milhões de tep
consumidos pelo Brasil em 2009 correspondem a 90,74% da Oferta Interna de Energia - OIE, sendo um consumo 3,56
vezes superior ao verificado em 1970.
<>
Gráfico 2.1 - Consumo Final de Energia no Brasil de 1970 a 2035
450,00
410,06
400,00
350,00
milhões de tep
300,00
255,18
250,00
221,33
200,00
215,57
171,95
150,00
100,00
50,00
104,38
62,11
117,08
127,60
147,70
84,09
0,00
1970
1975
1980
1985
F
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1
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0
0
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1990
1995
2000
2007
2009
ano
2015
2035
IEO - 2,4%
No tocante à matriz energética de consumo (gráfico 2.2), observou-se em 2009 que o setor industrial foi responsável
por 34,65% do consumo; enquanto que o setor transporte foi responsável por 28,32%; o setor residencial por 10,49%;
o setor comercial por 2,79%; e o setor agropecuário por 4,27%. Sendo que esses cinco setores somados foram
responsáveis por 80,53% do consumo final (inclui consumo não energético) de energia verificado no país, em 2009.
<>
Gráfico 2.2 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Setor de 1991 a 2009
100,0
90,0
80,0
Comercial
70,0
Público
Agropecuário
Residencial
60,0
%
50,0
Transporte
40,0
20,0
Industrial
10,0
0,0
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
ano
C
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30,0
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1
0
.
2
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Do ponto de vista das fontes (gráfico 2.3), observou-se em 2009 que os derivados do petróleo foram
responsáveis por 41,7% do consumo; a eletricidade por 16,6%; o álcool por 5,7%; e a lenha, que já teve uma
participação de 11,8% em 1991, apresentou em 2009 um consumo de 7,5%. Já o gás natural foi responsável
por 6,9%, valor que era de 2,4% em 1991. A participação do bagaço de cana é expressiva na matriz energética,
atingindo 13% em 2009.
Ao contrário de países como China e Índia, a participação do carvão mineral na matriz energética brasileira é
baixa, de apenas 1,3%.
<>
Gráfico 2.3 - Evolução do Consumo Final de Energia no Brasil por Fonte de 1991 a 2009
100,0
90,0
álcool
gás natural
80,0
lenha
70,0
bagaço de cana
%
60,0
Eletricidade
50,0
40,0
30,0
Derivados do Petróleo
20,0
10,0
0,0
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
ano
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7
.
2.1 - Situação em 2009 dos Energéticos que Compõe a OIE do País
2.1.a - Energia Elétrica
Na tabela 2.1, pode-se verificar a Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE, a Geração Interna de Energia Elétrica e
o Consumo Final das principais fontes para o caso brasileiro em 2009.
Em 2009, as importações brasileiras de energia elétrica atingiram 41,1 TWh, que, somada com a geração
interna do País de 466,2 TWh, e subtraindo-se os 1,08 TWh de exportação, fizeram com que a OIEE fosse de
506,1 TWh (43,5 milhões de tep). O consumo final de energia elétrica foi de 462 TWh, apresentando, assim,
15,83% da energia ofertada em perdas.
Tabela 2.1 - Energia Elétrica
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2
Twh
Oferta Interna de Energia Elétrica - OIEE
Geração de Energia Elétrica
Importação líquida
Consumo Final
Exportação Líquida
Perdas em relação a OIEE
Capacidade instalada das centrais de geração de energia elétrica (inclusive
autoprodutores)
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1
0
a
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0
0
9
2
8
506,1
466,2
41,1
462,0
1,080
15,83
106.215 MW
milhões tep
43,5
40,1
3,5
39,7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A estrutura da oferta de energia elétrica brasileira (tabela 2.2) foi proveniente em 76,7% de usinas
hidroelétricas; 6,9% de centrais termoelétricas; 2,5% de centrais nucleares; e 8,1% de importação líquida.
Há uma diferença significativa entre a estrutura brasileira e a estrutura média mundial de energia elétrica. Na
estrutura mundial (tabela 2.3), 41,0% da energia elétrica provem de centrais a carvão mineral; 21,3% de
centrais a gás natural; 15,9% de centrais hidroelétricas; 13,5% de centrais termonucleares; e 5,5% de centrais
com derivados de petróleo.
Tabela 2.2 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Brasil em 2009
%
76,9
6,9
8,1
2,5
0,2
5,4
Centrais hidroelétricas
Centrais termoelétricas (excluidas termonucleares)
Importação líquida
Centrais nucleares
Eólica
Biomassa
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0
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.
Tabela 2.3 - Estrutura de Oferta Interna de Energia Elétrica no Mundo em 2008
Centrais
Centrais
Centrais
Centrais
Centrais
%
41,0
21,3
15,9
13,5
5,5
a carvão mineral
a gás natural
hidroelétricas
termonucleares
com derivados de petróleo
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2.1.b - Petróleo
Em 2009, foram produzidos no Brasil (tabela 2.4) 1,95 milhões de barris por dia - bbl/d de petróleo e gás natural
liquefeito - LGN. O consumo final de derivados energéticos do petróleo chegou a 1,89 milhões bbl/d. Desse
montante, a maior parcela, 47,98%, foi o consumo de óleo diesel rodoviário com 763.300 bbl/d, ficando na
segunda posição o consumo de gasolina veicular com 437.800 bbl/d, com uma fatia de 27,52%.
A capacidade nominal instalada de refino de derivados do petróleo em 2009 atingiu 2,092 milhões bbl/d.
Tabela 2.4 - Produção, Importação Líquida, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada
Bbl / dia
1,950 milhões
1,891 milhões
1,59 milhões
437,8 mil
763,3 mil
86,2 mil
208,7 mil
2,092 milhões
Bbl
12,9 bilhões
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2
Produção petróleo
Produção de derivados
Consumo de derivados
Consumo de gasolina veicular
Consumo de óleo diesel rodoviário
Consumo de óleo combustível
Consumo de GLP residencial
Capacidade instalada nominal de refino
Reservas provadas de petróleo
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
2.1.c - Gás Natural
Em 2009, a produção brasileira de gás natural (tabela 2.5) atingiu 57,9 milhões de metros cúbicos por dia, sendo
importados 23,4 milhões de m3 por dia de gás. Na matriz energética de 2009, o gás natural apareceu com 8,7%
na produção de energia.
A estrutura de consumo do gás natural apresentou a predominância do consumo industrial com 46,97%. Para o
uso veicular, foi consumido 12,16% de gás natural. Em relação ao gás natural ofertado, 13,96% foi reinjetado e
11,86% queimado e perdido.
Tabela 2.5 - Produção, Importação, Consumo, Reservas e Capacidade Instalada
m3 / dia
Produção
Importação
Uso térmico do setor energético
Consumo industrial
Consumo transporte
Consumo geração elétrica (Centrais elétricas de serviços públicos)
Consumo na geração elétrica (centrais elétricas autoprodutoras)
Uso não energético
Reservas totais de gás natural
Reservas provadas
m3
57,9 milhões
23,4 milhões
8,0 milhões
26,3 milhões
5,8 milhões
4,9 milhões
3,1 milhões
2,2 milhões
600,3 bilhões
366,5 bilhões
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2.1.d - Produtos da Cana-de-Açúcar
Em 2009, a produção brasileira de etanol (soma de anidro e hidratado), tabela 2.6, atingiu 449.800 bbl/d
(barris/dia). Os produtos energéticos resultantes da cana representaram 18,2% da matriz energética brasileira
pelo ângulo da OIE (oferta interna de energia).
Tabela 2.6 - Produtos da cana-de-açúcar no Brasil em 2009
Produção de etanol (anidro mais hidratado)
Produção de etanol hidratado
Produção de etanol anidro
Consumo final de etanol hidratado
Consumo final de etanol anidro
Exportação de etanol
Consumo de álcool anidro – setor transporte
Consumo de álcool hidratado – setor transporte
Consumo de etanol em outros usos (consumo não energético)
Consumo térmico de bagaço de cana
Bbl / dia
449,8 mil
328,9 mil
120,8 mil
283,8 mil
109,5 mil
57,3 mil
109,4 mil
283,8 mil
24,9 mil
toneladas
148,02 milhões
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1
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2
2.1.e - Carvão Mineral
O carvão mineral e seus derivados apresentaram uma participação de 4,7% na matriz energética brasileira em
2009, percentual muito abaixo do que se verifica mundialmente.
O carvão vapor (energético) é nacional e seu consumo predomina nas centrais elétricas de serviços públicos. Já
o carvão metalúrgico é importado, se expande quando ocorre combustão incompleta e é consumido na
indústria siderúrgica. No tocante ao carvão vapor, o consumo industrial representou uma parcela de 13,68% do
carvão produzido, e o consumo na geração de energia elétrica, 69,22%.
3
0
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 2.7 - Carvão Mineral
Produção
Importação
Consumo industrial e transformação em coqueria
Consumo na geração elétrica
Outros consumos mais variação de estoques e perdas
carvão metalúgico
(toneladas)
0
12.670.000
12.627.000
0
43.000
carvão vapor
(toneladas)
5.709.000
0
781.000
3.952.000
976.000
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0
9
2.1.f - Lenha e Carvão Vegetal
Em 2009, a lenha e o carvão vegetal (tabela 2.8) corresponderam a 10,10% da matriz energética do País. O
consumo de lenha foi de 31,72% em carvoarias; 30,59% no residencial; e 36,47% no agropecuário e industrial.
Tabela 2.8 - Lenha e Carvão Vegetal
Produção de lenha
Consumo em carvoarias
Consumo final energético da lenha
Consumo residencial da lenha
Consumo de carvão vegetal
toneladas
79.385.000
25.178.000
53.495.000
24.287.000
6.343.000
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0
9
2.2 - Destaque do Brasil na Produção de Energia
Em termos de produção de energia, o grande destaque do Brasil no cenário internacional continua sendo a
expressiva participação de energia renovável na matriz energética do País. Em 2009, nada menos que 47,3%
da Oferta de Energia Interna - OIE do País foi originária de fontes renováveis. No âmbito mundial, em 2008, de
acordo com o Key World Energy Statistcs - 2010, esse percentual foi de 12,9%, enquanto que nos países da
OCDE foi de apenas 7,6%. O Brasil é o terceiro maior produtor de hidroeletricidade do mundo, atrás da China e
do Canadá, em 2008. Na produção de etanol, o Brasil disputa a liderança mundial com os Estados Unidos, que
emprega o milho para produzir o álcool, acarretando sérios problemas de elevação nos preços mundiais dos
alimentos, o que não ocorre na situação brasileira.
2.3 - Redução da Dependência Externa de Energia
A maior dependência externa de energia no caso brasileiro ocorreu em meados da década de 70, sendo que a
2.4 - Crescimento do PIB Brasileiro e da Oferta Interna de Energia - OIE
De 1970 a 1980, o PIB brasileiro cresceu em média 8,6%, enquanto o crescimento da oferta interna de energia
foi de 5,5% (gráfico 2.4).
Já no período de 1980 a 1985, a taxa de crescimento do PIB brasileiro foi de apenas 1,3% ao ano em média,
C
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2
referida dependência, em 2009, ficou em 3,8%, que representa um valor confortável.
enquanto que a taxa de crescimento da OIE foi de 2,7%, uma situação bem pior que a verificada no período
3
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
anterior. No período de 1985 a 1993, enquanto o PIB cresceu 1,8% ao ano, a OIE cresceu 1,7%. De 1993 a 1997,
o PIB cresceu 3,8% e a OIE 4,8%, enquanto que de 1997 a 2007 para um crescimento do PIB de 2,8% a OIE
cresceu 2,8%. Já de 2007 para 2009 o PIB cresceu anualmente em média 2,6% e a OIE 1,1%.
Analisando o período de 39 anos (de 1970 a 2009), a média anual de crescimento do PIB ficou em 3,8% e a OIE
cresceu 3,4% ao ano.
<>
Gráfico 2.4 - Taxas Médias de Crescimento do PIB e OIE no Brasil de 1970 a 2009
10,0
9,0
8,6
8,0
7,0
%
6,0
5,5
4,8
5,0
3,8
3,8
4,0
3,4
2,8
2,7
3,0
1,8
2,0
2,8
2,6
1,7
1,3
1,1
1,0
0,0
1970-1980
1980-1985
1985-1993
1993-1997
PIB
ano
1997-2007
2007-2009
1970-2009
OIE
1
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0
2
0
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2.5 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
No período de 1970 a 2009, a relação entre a variação da taxa OIE e do PIB do Brasil (tabela 2.9) foi de 0,89. No
caso da relação entre a variação da taxa de eletricidade total produzida e do PIB, a relação no mesmo período
foi de 1,48.
Tabela 2.9 - Elasticidade Renda do Consumo de Energia no Brasil
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1970-1980
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2
OIE/PIB
Eletricidade Total/PIB
Eletricidade Industrial/PIB
Derivados Petróleo/PIB
Biomassa/PIB
Carvão mineral de aço/PIB
Energia industrial/PIB*
Consumo combustíveis
ciclo OTTO/PIB**
1980-1985
1985-1993
1993-1997 1997-2007
1970-2007
2007-2009 1970-2009
0,64
1,39
1,54
0,95
0,06
1,23
1,01
2,11
5,64
5,59
-1,49
3,34
7,15
3,06
0,92
2,31
1,68
1,71
-0,55
1,93
0,93
1,26
1,35
0,67
1,84
0,53
0,83
1,17
1,03
1,24
1,30
0,40
1,36
0,70
1,35
0,87
1,63
1,59
0,90
0,43
1,41
1,17
1,05
0,99
0,96
1,00
0,98
0,90
0,97
0,89
1,66
1,57
0,91
0,46
0,35
1,17
0,37
0,11
2,51
2,49
0,64
0,83
1,02
1,09
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
2.6 - Balanço de Energia Útil - BEU
No gráfico 2.5, observa-se a variação da energia final, útil e economia de energia para o caso brasileiro nos anos
de 1984, 1994 e 2004. Observa-se que a energia final e a útil aumentaram ao longo do tempo; porém, o
potencial de economia de energia diminui à medida que os rendimentos vão se aproximando de seus pontos
ótimos.
A relação entre a energia final e a útil tem a dimensão de rendimento energético. Pelos números do BEN 2009,
o rendimento energético do País em 1984 foi de 46,9%, em 1994 de 53,9% e em 2004 de 57,5%.
<>
Gráfico 2.5 - Variação da Energia Útil, Final e Economia de Energia no Brasil
de 1984 a 2004
200
180
160
milhões de tep
140
120
100
80
60
40
20
0
1984
1994
2004
ano
Energia Útil
Potencial de Economia de Energia
Energia Não- recuperável
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Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Primária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Primária
Neste capítulo, será examinado o setor energético do Rio Grande do Sul, sendo apresentados
predominantemente os dados das fontes energéticas primárias utilizadas no Estado, sendo que o exame do
setor energético secundário será apresentado no capítulo 41.
A evolução do consumo final de energia no Rio Grande do Sul no período de 2005 a 2010, e a projeção de
crescimento até 2035, é apresentada no Gráfico 3.1 a seguir. Para os anos de 2015, 2020, 2025, 2030 e 2035
foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,4% ao ano, valor previsto para o
Brasil no IEO 2010 (período 2007-2035);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário
otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007.
<>
Gráfico 3.1 - Valores Verificados do Consumo Final de Energia no RS, no Período de
2005 a 2010, e Projeção de Crescimento até 2035
50.000
46.887
45.000
40.000
36.738
35.000
mil tep
30.000
28.785
25.000
22.554
20.000
17.671
15.000
10.000
25.051
19.762
15.589
12.657
13.325
13.930
15.361
13.825
22.250
17.552
13.846
5.000
0
2005
2006
2007
2008
2009
2010
ano
2015
2020
2025
Taxa de 2,4%
2030
2035
Taxa de 5%
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No tocante à produção de energia em 2010, o RS destacou-se na produção de carvão vapor: foram 6,77 milhões
foram produzidos 19.812 GWh de energia elétrica no Estado (centrais elétricas de serviço público e
autoprodutoras). A produção de álcool etílico hidratado nas destilarias foi de 5.800 m3, volume abaixo da
potencialidade do Estado.
Nas tabelas 3.1, 3.2 e 3.3, apresentam-se a produção de cada energético por Estado da federação.
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de toneladas equivalentes2 produzidas, ficando na primeira posição no cenário nacional. Nesse mesmo ano,
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 3.1 - Produção de Petróleo e Gás Natural em Estados Selecionados e no Brasil,
em 2008, 2009 e 2010
unidade: mil barris
Petróleo
Rio de Janeiro
Espírito Santo
Rio Grande do Norte
Bahia
Sergipe
Amazonas
São Paulo
Ceará
Alagoas
Paraná
Rio Grande do Sul
Total Brasil
2008
2009
2010
547.348
42.241
22.332
15.440
17.194
11.657
302
3.487
2.248
1.029
0
663.278
605.213
35.958
21.307
14.980
16.098
12.351
333
3.300
2.342
0
0
711.882
594.804
80.033
20.782
15.894
15.083
13.030
5.278
2.935
2.115
0
0
749.952
unidade: milhões m³
Gás Natural
Rio de Janeiro
Amazonas
Bahia
Espírito Santo
Sergipe
Rio Grande do Norte
Alagoas
São Paulo
Ceará
Paraná
Rio Grande do Sul
Total Brasil
2008
2009
2010
8.763
3.733
3.365
2.802
858
928
814
242
66
22
0
21.593
10.497
3.780
3.053
1.076
956
761
742
218
56
0
0
21.142
10.132
3.858
3.399
2.701
1.102
689
673
342
43
0
0
22.938
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Tabela 3.2 - Geração de Energia Elétrica e Produção de Álcool em Estados Selecionados
e no Brasil, em 2008 e 2009
unidade: mil m³
unidade: GWh
Energia Elétrica*
Paraná
São Paulo
Minas Gerais
Pará
Rio de Janeiro
Bahia
Mato Grosso do Sul
Goiás
Rio Grande do Sul
Alagoas
Santa Catarina
Total Brasil
2008
2009
88.262
64.953
60.178
38.315
42.094
19.916
21.303
26.143
18.753
15.505
19.164
463.120
86.163
69.952
63.974
42.319
29.571
23.022
20.910
20.774
19.213
18.932
17.217
466.158
Álcool
São Paulo
Minas Gerais
Goiás
Paraná
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Alagoas
Pernambuco
Paraíba
Espírito Santo
Rio Grande do Sul
Total Brasil
2008
2009
16.635
2.201
1.744
1.900
945
899
893
559
401
250
15.041
2.284
2.122
1.899
1.331
810
791
469
395
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Tabela 3.3 - Produção de Carvão Vapor na Região Sul e no Brasil, em 2008 e 2009
unidade: mil toneladas
Carvão Vapor
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Total Brasil
2008
88
3.059
3.203
6.351
2009
93
2.522
3.094
5.709
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Cabe examinar, de forma mais detalhada, a configuração dos principais energéticos de fontes primárias, como
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3
petróleo, gás natural, carvão vapor, energia hidráulica, lenha, produtos da cana e outras fontes primárias (lixívia,
casca de arroz e energia eólica).
3.1 - Petróleo3
O petróleo que chega ao Estado é refinado na Refinaria Alberto Pasqualini em Canoas e na Refinaria
Riograndense em Rio Grande. Na tabela 3.4, consta a capacidade de refino das duas refinarias e a capacidade
total do País. Observa-se que a capacidade nominal de refino de petróleo total do RS corresponde a 10,35% da
capacidade nominal de refino do País.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 3.4 - Capacidade das Refinarias de Petróleo do RS, em 2009
unidade: m³/dia
Refinaria
Riograndense
REFAP
Total Rio Grande do Sul
Total Brasil
Município
Capacidade Nominal
Rio Grande
Canoas
2.700
30.000
32.700
316.068
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9
Nas tabelas 3.5 e 3.6, são apresentados o volume de carga nas refinarias do RS e a capacidade de
armazenamento nas refinarias por produto, respectivamente. Observa-se que o volume total de petróleo
processado no Estado foi de 10,03% do processado em âmbito nacional em 2009.
Tabela 3.5 - Volume de Carga Processada por Origem (Nacional e Importada) nas
Refinarias do RS, em 2009
unidade: barril/dia
2008
Total Geral
2009
7.836
145.860
153.696
1.762.032
13.704
167.342
181.046
1.805.695
Refinaria
Riograndense
REFAP
Total RS
Total Brasil
Petróleo Importado
2008
Petróleo Nacional
2009
2008
2009
2.741
53.167
55.908
1.333.785
3.440
73.296
76.736
1.383.912
4.562
88.485
93.047
394.224
10.263
93.234
103.497
387.572
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Tabela 3.6 - Capacidade de Armazenagem por Produto nas Refinarias do RS, em
31/12/2009
unidade: m3
Petróleo
Refinaria
Derivados de Petróleo e Alcool
94.800
856.555
114.824
433.959
548.783
Riograndense
REFAP
Total RS
Total Brasil
951.355
11.236.176
5.217.349
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9
As capacidades de armazenamento de petróleo e seus derivados no RS no ano de 2009 são apresentadas
na tabela 3.7 a seguir:
Tabela 3.7 - Capacidade de Armazenamento de Petróleo e seus Derivados nos Terminais
do RS, em 31/12/2009
Local e Operador
Número de Tanques
Petróleo
Derivados
(exceto GLP)
Canoas Liquigás¹
-
-
-
Canoas Supergasbrás¹
-
-
-
Canoas Transpetro
3
Osório - Copesul
Osório - Transpetro
4
16
509.000
GLP
Total
-
-
15.656
15.656
164.000
192.159
164.000
701.159
Rio Grande - Copesul
32
36.800
Rio Grande - Granel
20
38.424
38.424
Rio Grande - Transpetro
18
61.299
61.299
Rio Grande - Ipiranga
18
7.500
Santa Clara - Copesul
5
19.000
Total RS
116
509.000
534.838
2.616
900
39.416
8.400
19.000
3.516
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unidade: m³
1.047.354
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Figura 3.1 - Navio Petroleiro e Terminal de Recebimento em Tramandaí - RS
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3.2 - Gás Natural
No Brasil, a oferta interna bruta de gás natural em 2009 atingiu 21,6 bilhões de m³, sendo que desse montante
14,69 bilhões de m³, 68,1%, foram destinados a vendas e 24,9% ao consumo próprio. As vendas de gás natural
no RS, conforme tabela 3.8, chegaram a 3,23% das vendas do País. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados
que exibiram participações de 33,81% e 23,44% das vendas nacionais, respectivamente. Mais da metade do
gás natural vendido no Brasil em 2009 ocorreu nesses estados.
Tabela 3.8 - Vendas de Gás Natural em Regiões e Estados Selecionados, no Período de
1998 a 2009
unidade: milhões m³
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Região
Norte
Regiões
e Estados
Região Nordeste
Região Sudeste
Região Sul
Região Centro-Oeste
Paraná
Rio Grande do Sul
São Paulo
Rio de Janeiro
Minas Gerais
Total Brasil
2.015
2.774
1.202
1.161
190
4.789
1999
2.211
3.138
1.359
1.307
253
5.349
2000
2.526
3.794
262
53
134
1.668
1.559
305
6.583
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2.645 2.812 3.533 4.022 3.539 3.291
5.049 6.470 7.060 8.448 9.421 10.194
1.239 1.247 1.191 1.558 1.749 1.934
154
572
704
969
716
555
127
206
186
219
249
303
895
753
694
949 1.026 1.105
2.293 3.012 3.543 4.110 4.779 5.324
2.054 2.702 2.639 3.203 3.610 3.730
365
403
483
726
647
733
9.088 11.100 12.488 14.997 15.426 15.974
2007
2008
2009
553
475
3.393
3.376
3.388
10.619 13.965
9.443
1.652
1.564
1.350
348
105
54
363
348
293
723
637
475
5.788
6.009
4.974
3.770
6.453
3.448
616
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531
16.012 19.563 14.710
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Pode ser verificado no gráfico 3.2 que as vendas de gás natural no RS, a partir do ano 2001, superaram as
ocorridas em Minas Gerais e no Paraná, salvo no ano 2000 quando se deu o início da comercialização no Estado.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 3.2 - Vendas de Gás Natural em Estados Selecionados, no Período de 1998
a 2009
7.000
6.000
milhões m3
5.000
4.000
3.000
2.000
1.000
0
1998
1999
2000
2001
2002
2003
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2005
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PR
2006
RS
2007
2008
SP
RJ
2009
MG
3.2.a - Demanda e Oferta de Gás Natural no Rio Grande do Sul4
A oferta total de gás natural no RS em 2010 foi de 588 milhões de m³, o que representa uma oferta média de
1,61 milhões de m³/dia.
A capacidade total de transporte do Trecho Sul do Gasbol é de 2,8 milhões de m³/dia. A demanda do Estado
para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás
Natural Veicular (GNV), foi de 546,5 milhões de m³ em 2010. Já para o abastecimento da usina termelétrica a
gás natural de 160,57 MW da Petrobras, denominada Sepé Tiaraju e localizada em Canoas, foram consumidos
41,7 milhões de m³ em 2010.
A comercialização do Gás Natural Veicular - GNV iniciou em meados de 2001, apresentando um aumento
expressivo no consumo até 2008 como combustível veicular. Em 2009 houve pequena redução de 2,5% no
volume total comercializado em relação a 2008. Entretanto, ações mercadológicas como o desenvolvimento do
programa “SINAL Verde Corporativo5” com foco em frotas de empresas e táxis, concebido para dar continuidade
ao programa “GNV: Sinal Verde para a Economia”, movimentaram o setor, aumentando a média mensal de
veículos convertidos para o uso de GNV. Assim, o consumo do segmento veicular em 2010 superou em 5,2 %
aquele verificado em 2009.
Aliado a isso, a abertura de três postos em 2010 e o fornecimento de Gás Natural Comprimido - GNC para postos
em treze cidades do interior do Estado permitiram ampliar o número de opções de abastecimento no Estado.
A utilização crescente de GNV demonstra ser uma alternativa tecnicamente viável e economicamente
favorável aos consumidores em comparação com os tradicionais combustíveis veiculares, em especial gasolina
e álcool, esse último não produzido no RS. Entretanto, a eficiência energética da queima de gás natural em
termelétricas é mais eficiente do ponto de vista termodinâmico que a utilização do gás assim como outros
combustíveis em motores para o transporte veicular.
natural argentino, mas o que se verifica na prática é que a Argentina não vem dispondo de gás para ofertar.
No gráfico 3.3, verifica-se a evolução da Oferta Interna de Gás Natural em milhares de metros cúbicos de gás,
que inicia com valor bastante modesto e, a partir de 2001, cresce significantemente, atingindo a maior oferta
em 2005, quando chega a 1.007.857 mil m³ de gás canalizado ofertado ao mercado gaúcho.
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Na termelétrica de Uruguaiana, há uma capacidade potencial de consumo de até 2,8 milhões de m³/dia de gás
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1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 3.3 - Evolução da Oferta de Gás Natural no RS, no Período de 2000 a 2010
1.100.000
1.007.857
1.000.000
893.702
901.946
900.000
863.232
800.000
723.135
715.403
mil m
3
700.000
663.390
600.000
588.229
658.748
500.000
538.290
400.000
300.000
200.000
100.000
138.129
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
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2009
2010
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3.2.b - Preços Médios do GNV aos Consumidores
Na tabela 3.9, encontra-se os preços correntes do gás natural veicular de 2001 a 2009 no Brasil, nas regiões e
em estados selecionados.
Tabela 3.9 - Preços Médios do GNV ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
unidade: R$ / m3
Regiões e Estados
Região Norte
Região Nordeste
Região Sudeste
Região Sul
Região Centro-Oeste
Paraná
Rio Grande do Sul
São Paulo
Rio de Janeiro
Minas Gerais
Total Brasil
2001*
0,759
0,760
0,755
0,870
0,843
0,781
0,774
0,752
0,740
0,756
2002
0,832
0,812
0,943
0,945
0,933
0,781
0,823
0,873
0,822
2003
1,031
1,106
1,033
1,229
1,079
1,178
1,297
0,993
1,073
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2004
-
2005
2006
2007
2008
2009
1,132
1,065
1,197
1,363
1,227
1,113
1,306
1,399
1,363
1,194
1,472
1,399
1,504
1,268
1,557
1,399
1,728
1,536
1,713
1,523
1,759
1,603
1,710
1,116
1,196
1,194
1,022
1,082
1,123
1,083
1,253
1,243
1,338
1,064
1,083
1,298
1,133
1,531
1,407
1,583
1,150
1,133
1,503
1,251
1,588
1,453
1,649
1,149
1,241
1,519
1,314
1,681
1,532
1,782
1,351
1,526
1,649
1,558
1,757
1,551
1,805
1,614
1,493
1,649
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3.2.c - Suprimento do Gás Natural para o Rio Grande do Sul6
O suprimento de gás natural para o RS ocorre por meio de dois gasodutos. Um transporta o chamado gás
boliviano - Gasbol, vindo da Bolívia, conforme mostrado no mapa 3.1, limitado a 2,8 milhões m³/dia no seu
Trecho Sul. A sua operação iniciou em julho de 2000 com o recebimento do gás pela extremidade sul do
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Gasoduto Bolívia- Brasil, operado pela empresa TBG - Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.. O
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outro gasoduto transporta gás argentino, que não chega a Porto Alegre em decorrência de ainda não terem sido
concluídas as obras do gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre7.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A partir de julho de 2000, a Sulgás iniciou a distribuição do gás argentino para a termelétrica a gás natural de
Uruguaiana de 639,9 MW, que vem atravessando uma situação de falta de gás, acarretando enormes prejuízos
em função do não cumprimento das obrigações contratuais do Governo Argentino. Para isto, foi construído um
trecho do gasoduto de Aldea Brasilera na Argentina, até Uruguaiana no Brasil, tendo sido previsto, e até agora
não construído, o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre comentado anteriormente.
Em 2010, a Sulgás ampliou para 515,4 quilômetros a sua malha de distribuição em aço e polietileno de alta
densidade (PEAD). O gás natural foi disponibilizado para 35 municípios gaúchos, sendo que em 16
exclusivamente por rede canalizada, em 16 apenas pelo modal gás natural comprimido (GNC) e em 3
municípios por rede de dutos e GNC. Em Porto Alegre, assim como em cidades do interior, houve investimentos
para aumento das redes de distribuição e conversão de clientes para o gás natural. Foram construídos
aproximadamente 11 km de redes em PEAD e aço em Porto Alegre. Destaque para as obras de interligação das
cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo, possibilitando o início da distribuição via tubulações para a cidade
de Novo Hamburgo, até então servida por GNC distribuído ao segmento automotivo.
Outra iniciativa importante foi a ampliação do abastecimento via GNC. Esse modal de transporte é utilizado para
levar o gás natural sob a forma comprimida, por via rodoviária, a clientes localizados em regiões distantes do
gasoduto. Dessa forma, atualmente estão sendo atendidos nove indústrias e quinze postos de GNV.
Em 2010, manteve-se a comercialização do gás adquirido da Petrobras sob a forma de leilões eletrônicos
destinados a escoar tanto excedentes da produção, quanto aqueles provenientes da inexistência de despachos
das usinas termelétricas a gás. O volume comercializado nessa modalidade de aquisição foi de
aproximadamente 22% do total de gás natural distribuído aos consumidores.
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Mapa 3.1 - Infraestrutura de Produção e Movimentação de Gás Natural no Brasil,
em 2009
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
3.2.d - Gás Natural Boliviano
O transporte do gás boliviano é realizado pelo Gasoduto Bolívia - Brasil, operado pela concessionária
Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. - TGB, chegando ao Estado pela extremidade Sul (do
referido gasoduto) que vai de Siderópolis - SC a Canoas - RS. O diâmetro desse trecho do gasoduto Brasil-Bolívia
é de 16 polegadas com capacidade para transportar 2,8 milhões de m³/dia, chegando a Canoas com pressão de
63 bar.
A partir daí, o gás boliviano é distribuído pela Sulgás por intermédio de redes abastecidas por “city gates”
passando a ser utilizado nos setores industrial, comercial, transportes, residencial e de geração de energia
elétrica.
Nos “city-gates”, figura 3.2, o gás, depois de transportado pelos gasodutos em grandes quantidades e
geralmente de grandes distâncias, sofre reduções de pressão e devida odorização. Além disso, nos “city-gates”
são realizadas as medições e a transferência dos gasodutos para as redes de distribuição.
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Figura 3.2 - City Gate localizado em Canoas - RS
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No mapa 3.2, podem ser observadas as principais redes de distribuição de gás natural no Estado.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 3.2 - Redes de Distribuição da Sulgás
PLANALTO
FREDERICO
WESTPHALEN
Rede de Distribuição
da Sulgás
ERECHIM
HORIZONTINA
SÃO JOSÉ
DAS MISSÕES
SANTA ROSA
PORTO
XAVIER
Passo Fundo
IJUÍ
Vacaria
SÃO MIGUEL
DAS MISSÕES
CRUZ ALTA
SÃO BORJA
ANTÔNIO
PRADO
SOLEDADE
SÃO JOSÉ
DOS AUSENTES
Cambará do Sul
Bento Gonçalves
SANTIAGO
Caxias do Sul
Carlos Barbosa
Farroupilha
Garibaldi
GRAMADO
Torres
Nova
São Francisco
PetrópolisTrês Coroasde Paula
Igrejinha
Sapiranga
Montenegro
Campo Bom
São Leopoldo Novo Hamburgo
CAPÃO DA CANOA
Esteio Sapucaia do Sul
Triunfo
Canoas
Cachoeirinha
Charqueadas
IMBÉ
Gravataí Osório
Eldorado
TRAMANDAÍ
Pantano
do Sul PORTO Viamão
Grande
SÃO FRANCISCO
DE ASSIS
Lajeado
Santa
Cruz
do Sul
U.T.E.
URUGUIANA
Santa
Maria
ALEGRETE
URUGUAIANA
BARRA DO
QUARAÍ
GUAÍBA
ROSÁRIO
DO SUL
QUARAÍ
ALEGRE
SÃO GABRIEL
TAPES
SANTANA DO
LIVRAMENTO
CAMAQUÃ
TAVARES
BAGÉ
CANDIOTA
Pelotas
ACEGUÁ
RIO GRANDE
Legenda
Município atendido com gás boliviano
Município atendido com gás argentino
JAGUARÃO
Município atendido com GNC
Municípios atendidos pela Sulgás
Gasoduto da Sulgás
Gasoduto Bolívia-Brasil
SANTA VITÓRIA
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3.2.e - A Importância de um Anel de Gasodutos no RS
A crise no abastecimento de gás natural da Argentina reduziu drasticamente o fornecimento do gás natural
daquele País para a Usina da AES Uruguaiana e tornou mais difícil a discussão da existência de um anel no RS que
interligue os gasodutos provenientes da Bolívia e Argentina. Para o fechamento do anel de gasodutos seria
necessário executar o gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre.
No momento da crise de fornecimento de gás para a termelétrica de Uruguaiana, cogita-se a instalação no RS
de um terminal de gás natural liquefeito - GNL, podendo ser transportado para Uruguaiana por meio do
gasoduto Uruguaiana - Porto Alegre. Essa alternativa seria economicamente viável com o uso do GNL, com a
diferença no envio do gás, que seria de Porto Alegre a Uruguaiana, sentido inverso do originalmente concebido.
Adicionalmente, a própria Argentina poderia beneficiar-se dessa solução, pois precisa realizar investimentos
para extração e transporte do gás natural nos próximos anos, até lá, o GNV serviria como alternativa. Trata-se de
uma solução complementar, especialmente em função do GNV não ser competitivo com a forma tradicional do
gás natural.
3.2.f - Considerações sobre o GNL
O Brasil começou a utilizar o GNL tardiamente em relação a alguns países do mundo. O GNL nada mais é do que
tornar líquido o gás natural para ser transportado em navios, e novamente transformado na sua forma original,
após chegar ao seu local de destino, e injetado em gasodutos sob pressurização. Onde há condições de
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3
O terminal de GNL, caso seja instalado no RS, provavelmente será instalado em Tramandaí ou em Rio Grande.
abastecer-se o mercado com gás natural, transportado em gasodutos, o GNL não é empregado, por ser uma
4
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
solução mais cara. Mas, em situações de escassez, como a que vem se apresentando no Brasil e em países
vizinhos, ele é empregado. No Japão, o GNL é largamente empregado pelo simples fato de não existir gás
natural no território japonês para abastecer a demanda daquele País.
No BERS 2010 - ano base 2009, página 66, na figura 3.3, pode ser visto uma plataforma típica de transporte de
GNL, e, na figura 3.4, um croqui explicativo do processo de GNL, que consiste na produção, liquefação (via
processo criogênico), transporte por navio do gás liquefeito, regaseificação (gás líquido para gás vapor) e
entrega para os consumidores finais.
3.3 - Carvão Vapor8
No Rio Grande do Sul, estão localizadas as maiores reservas de carvão vapor do Brasil, conforme será visto no
capítulo 10. Segundo as estimativas da Empresa de Pesquisa Energética - EPE, existe a possibilidade teórica de
instalar um parque gerador de termoeletricidade a carvão no Estado, com potência instalada de 28.800 MW. O
sistema elétrico brasileiro tem predominância hídrica; porém o potencial hidroelétrico do País e do Estado não
foi plenamente explorado (maiores informações constam no capítulo 10).
A energia térmica, não apenas gerada com carvão, é mais cara que a hidroelétrica. No entanto, nos períodos
críticos dos reservatórios das represas das usinas hidrelétricas é necessária a utilização mais intensa da geração
térmica.
3.3.a - A Produção de Carvão Vapor do RS
A produção de carvão vapor no RS é efetuada pela Companhia Riograndense de Produção Mineral - CRM e pela
Companhia de Pesquisas e Lavras Minerais - Copelmi. Os tipos de carvão produzido por essas empresas são
diferentes quanto ao poder calorífico. As empresas trabalham com o Poder Calorífico Superior - PCS, enquanto
no Balanço Energético trabalha-se com o Poder Calorífico Inferior - PCI. Como exemplo, o carvão CE 3300 tem
um PCI de 3100 kcal/kg de carvão, enquanto que o PCS é de 3.300 kcal/kg. As produções por tipo de carvão no
RS constam na tabela 3.10 a seguir.
Tabela 3.10 - Produção de Carvão Vapor no RS por Tipo, no Período de 2006 a 2010
unidade: tonelada
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3
Tipo
de carvão
2006
Copelmi
2007
2008
CRM
2007
2009
0
0
2010
2010
2006
0
19.159
19.075
8.314
0
0
0
CE 3100
399.880
467.040
599.463
377.772
395.401
0
0
0
29.683
3.242
12.292
266
1.816.958
1.636.709
1.661.920
1.699.102
CE 3700
0
0
1.574
206
0
0 1.966.762
0
0
0
CE 3300
0
0
0
CE 4000
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 4200
37.582
15.616
53.965
48.252
46.559
44.380
50.648
44.406
53.136
CE 4400
0
0
0
0
0
0
0
0
0
39.734
CE 4500
17.921
38.169
177.877
97.522
206.957
0
20.319
30.168
15.433
8.002
CE 4700
244.187
273.461
330.650
343.026
427.189
116
0
0
13.155
0
CE 5000
0
0
0
4.136
24.144
0
0
0
0
CE 5200
313.226
336.056
398.815
347.299
305.151
0
2.421
44.704
50.053
69.108
CE 5500
72.577
37.605
20.097
8.331
2.259
4.057
17.156
0
0
1.584
CE 6000
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 6300
0
0
0
0
0
3.143
1.843
0
0
CE 6500
0
0
0
0
0
0
0
0
0
CE 6800
0
53
0
2.716
0
0
0
0
0
0
FINOS
0
0
0
0
0
0
0
0
20.794
0
ROM
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.015.205
Total
1.115.110
1.190.347
1.616.524
1.235.123
1.909.345 1.755.987 1.814.490
3.832.735
1.407.659 2.018.457
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4
6
2008
2009
CE 2900
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.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No gráfico 3.4, é apresentada a evolução da produção total de carvão no RS no período de 2005 a 2010 e
produção total de carvão em unidade de massa, no mesmo período. Para obter os valores apresentados no
gráfico, multiplicou-se a quantidade em toneladas de cada tipo de carvão pelo seu respectivo Poder Calorífico
Inferior - PCI; após conversão, dividiu-se os valores encontrados pelo PCI do carvão ROM (2.430 kcal/kg), tendo
assim o montante equivalente produzido anualmente no Estado. No caso da obtenção da produção em massa,
baseou-se apenas na soma das massas dos diferentes tipos de carvão sem levar em conta seus diferentes
poderes caloríficos inferiores.
<>
Gráfico 3.4 - Evolução da Produção Equivalente e em Massa de Carvão no RS, no
Período de 2005 a 2010
6.772.799
7.000.000
6.000.000
5.240.394
toneladas
4.931.400
5.000.000
4.501.875
4.449.644
4.454.745
4.427.563
4.000.000
3.194.310
3.372.511
3.133.567
3.099.691
3.049.614
3.000.000
2.000.000
2005
2006
2007
2008
2009
2010
ano
Produção Equivalente
Produção em Massa
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3.3.b - Previsão de Crescimento da Produção de Carvão no RS
A previsão de crescimento da produção de carvão baseia-se nos estudos realizados pela CRM9 (gráfico 3.5).
Na região de Candiota, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE é proprietária da Usina
Termoelétrica Presidente Médici, composta atualmente pelas Fases A e B, com capacidade instalada de 446
MW, e da Usina Candiota III, com capacidade instalada de 350 MW. Essas unidades geradoras são abastecidas
com carvão vapor que a CRM produz na Mina de Candiota, explorada em sítio próximo da termoelétrica. Nos
últimos anos, foram comercializadas aproximadamente 2,0 milhões de toneladas de carvão CE 3300 por ano.
Para prover todo o carvão que o complexo termoelétrico absorve, a CRM expandiu a sua produção para até 5,0
milhões de toneladas brutas por ano (um crescimento de até 150 %).
Outro foco decorre de solicitação externada pela CGTEE em março de 2007. A solicitação tem origem em acordo
em 2005. A partir da inicialização da Fase C, a Usina Termoelétrica Presidente Médici passará a ter 796 MW,
passando a consumir carvão beneficiado. Em síntese, um carvão com um menor teor de enxofre e com maior
poder calorífico (ver anexo J do BERS 2005-2007). O carvão historicamente fornecido pela CRM, o CE 3300
(3.300 kcal/kg - PCS), é um carvão bruto (no estado em que é extraído da mina), tão somente britado e
classificado.
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pactuado pela CGTEE com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA
4
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 3.5 - Vendas em Milhões de Toneladas da Mina de Candiota, no Período
de 2004 a 2012
4,5
milhões de toneladas
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
ano
realizado
projetado
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A garantia de aquisição mínima de produto, que deverá ser compromissada entre a CRM e a CGTEE, é de 3,3
milhões de toneladas por ano. Consideradas rotineiras aquisições de cotas extras de carvão por parte da
operadora da termoelétrica, a projeção é de que 4,05 milhões de toneladas anuais de produto deverão ser
transacionadas a partir da Mina de Candiota, da CRM.
Em relação à região carbonífera, em fevereiro de 2008, a CRM iniciou operações numa nova mina, a Mina São
Vicente Norte, no município de Minas do Leão - RS, onde o carvão é extraído a céu aberto. Com o objetivo de dar
continuidade no fornecimento de 6.500 toneladas mensais de carvão CE 4200 para a Termoelétrica de São
Jerônimo, operada pela CGTEE, a CRM passou a explorar esta nova mina. Com uma produção de 35 mil toneladas
brutas por mês (420 mil toneladas anuais), a CRM pretende atender a uma parcela do mercado termoelétrico
que se expandiu a partir do segundo semestre de 2007 em Santa Catarina, em razão do incremento da geração
de energia da Usina Termoelétrica Jorge Lacerda, operada pela Tractebel. Num total que deverá consolidar-se
em aproximadamente 12.000 toneladas mensais, o produto fornecido para essa geradora é o CE 4500.
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A exportação de energia elétrica para a Argentina explica parte dessa necessidade de geração crescente.
4
8
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
3.3.c - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
Na tabela 3.11, podem ser verificados os preços médios de venda de carvão praticados pela CRM.
Tabela 3.11 - Preços Médios Anuais de Venda de Carvão Praticados no RS
ROM
Mina do Leão
Finos
0,95
7,88
6,93
8,30
1,00
7,30
9,09
1,09
148,52
CE 4700
8,76
73,01
CE 5500
94,00
CE 6300
135,30
11,28
82,72
22,64
16,32 119,68
107,60
12,91
94,69
12,72
93,28
136,00
94,00 106,00
97,14
11,66
85,48
16,24 119,06 145,15
106,00
93,28
12,82
119,40
13,88 101,79
22,64
106,82
Dif.
115,67
17,82 130,70 106,00
64,25
CE 5200
119,40
8,00
CE 5200
Finos
CE 4500
Preço
Líquido
39,60
Dif. 119,40
Preço
5,40
Preço
Líquido
45,00
99,64 119,40
ICMS
Dif.
Preço
Preço
Líquido
99,64
2009
ICMS
95,54
2008
ICMS
Dif.
Preço
Líquido
95,54
2007
Preço
CE 4200
ICMS
Tipo de Carvão
Preço
2006
93,28
17,42 127,63
CE 6500
CE 3300
30,92
Dif.
30,92
32,01
Dif.
32,01
37,38
Dif.
37,38
37,38
Dif.
37,98
CE 3100
35,21
4,23
30,98
35,68
4,28
31,40
42,47
5,10
37,37
42,47
5,10
37,37
3,00
0,51
2,49
3,00
0,51
2,49
Argila
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3.4 - Energia Hidráulica10
Nos balanços energéticos, em âmbito nacional e internacional, a energia hidráulica é considerada fonte
primária. E a contabilização se dá pelos mega watts hora - MWh gerados nas usinas hidroelétricas.
Do ponto de vista físico, porém, ocorre uma conversão de energia potencial gravitacional da massa d'água em
energia cinética. Pois ao deslocar-se para baixo, pelo princípio da conservação da energia mecânica, a energia
potencial gravitacional perdida pela água é capaz de acionar os rotores em face de sua energia cinética, que
vista da física, a energia elétrica gerada em hidroelétricas não poderia ser considerada energia de fonte
primária.
Outro aspecto a salientar é que nos balanços energéticos as usinas hidrelétricas de fronteira são computadas
com potência e energia gerada dividida por dois.
No caso gaúcho (ver mapa 3.3) são usinas de fronteira Itá, Machadinho, Barra Grande e Foz do Chapecó que
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pelos efeitos dos fluxos eletromagnéticos variáveis gerará energia elétrica.Desta forma, do estrito ponto de
4
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
somam 4.143,00 MW (o que para o critério do BERS fica em 2.071,50 MW de potência instalada para o Rio
Grande do Sul e a outra metade para Santa Catarina). Já as referidas usinas geraram 19.683.658,69 MWh em
2010 (seguindo o critério, divide-se por 2, obtendo 9.841.829,35 MWh de energia produzida no RS e a outra
metade para SC).
O Brasil é um dos maiores importadores de energia elétrica do mundo11. Esse fato deve-se ao caso da Usina
Hídrica Binacional de Itaipu (Usina de Fronteira), onde metade da energia total é considerada de produção
brasileira, e a outra de produção paraguaia. Como o consumo do Paraguai é pequeno, grande parte da produção
paraguaia é exportada para o Brasil. Por essa razão o País é um grande importador de energia hídrica.
No interior do território gaúcho, tem-se uma potência instalada de 2.116,74 MW de usinas hídricas,
considerando usinas hidroelétricas - UHE e pequenas centrais hidroelétricas - PCH, e registraram uma produção
total de 9.671.598,59 MWh, em 2010.
A soma da energia produzida no RS pelo critério BERS, em 2010, foi de 19.513.427,94 MWh. Para informações
mais detalhadas das usinas hídricas e térmicas, ver capítulo 4.
O mapa 3.3 apresenta a localização geográfica das principais usinas hidroelétricas existentes, novas usinas em
operação e usinas em construção no RS. Constam também algumas Pequenas Centrais Hidroelétricas e Centrais
Geradoras Hidroelétricas selecionadas.
Mapa 3.3 - Principais Usinas Hidroelétricas no RS
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
3.5 - Lenha, Carvão Vegetal12 e Madeira
A lenha é um energético empregado milenarmente pela humanidade. Pode ser extraído tanto da silvicultura
como de florestas nativas. Do ponto de vista econômico, a lenha tem importância inferior a outros derivados da
madeira, como a celulose (para produção de papel) e a madeira para produção de móveis, por exemplo. Como são
inúmeros os produtores de lenha e como os registros disponíveis da movimentação desse importante energético
são muito precários, a dificuldade de apropriação de dados para um Balanço Energético é considerável.
No caso do RS, todos os estabelecimentos indústrias ou comerciais que comercializam, extraem ou utilizam a
lenha, são obrigados a registrarem o quantitativo movimentado e o montante utilizado na Secretaria do Meio
Ambiente - SEMA.
Foram considerados os dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE para lenha,
carvão vegetal e madeira. Grandes investimentos serão efetuados no RS nos próximos anos, tanto na ampliação
das florestas plantadas, como na produção de celulose.
3.5.a - Silvicultura no RS e em Estados Brasileiros Selecionados
Em 2010, o RS situou-se na sexta posição (tabela 3.12) entre os estados, no tocante à área plantada de pinus e
eucalipto (silvicultura13). Enquanto no Brasil a área plantada de pinus e eucalipto foi de 6.510.693 ha, no RS
registrava-se um plantio de 441.997 ha, correspondendo a 6,79% do total do País.
Em 2010, aproximadamente 38,23% da floresta plantada no RS foi de pinus e 61,77% de eucalipto, proporção
diferente da brasileira. No Brasil, em 2010, 73,02% das florestas plantadas corresponderam ao plantio de
eucalipto.
Tabela 3.12 - Florestas Plantadas de Pinus e Eucalipto em Estados Selecionados e no
Brasil, no Período de 2005 a 2010
unidade: ha
.
Regiões e Estados
Minas Gerais
São Paulo
Paraná
Bahia
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
2005
1.269.174
946.542
792.768
582.132
588.245
364.770
2006
1.327.429
1.130.332
808.361
594.992
601.333
365.623
2007
1.361.607
1.121.529
824.648
591.348
622.045
404.623
2008
1.423.212
1.142.199
857.328
622.696
628.655
450.480
2009
1.440.000
1.197.330
853.710
659.480
650.990
443.190
2010
1.536.310
1.206.818
847.931
658.034
647.992
441.997
% em 2010
23,60
18,54
13,02
10,11
9,95
6,79
Mato Grosso do Sul
Espírito Santo
Maranhão
Pará
Goiás
Mato Grosso
Amapá
Piauí
Outros*
152.341
208.933
60.745
106.182
60.872
42.460
87.929
0
31.112
147.819
212.208
93.285
115.955
64.045
46.153
78.963
0
45.582
228.384
212.912
106.802
126.387
65.107
57.158
67.874
0
46.186
284.051
214.399
111.117
136.305
72.079
58.587
64.929
0
60.346
307.760
208.510
137.360
139.720
73.140
61.540
63.690
0
74.030
392.042
207.431
151.403
148.656
70.679
61.950
49.384
37.025
53.041
6,02
3,19
2,33
2,28
1,09
0,95
0,76
0,57
0,81
5.294.205
5.632.080
5.836.610
6.126.383
6.310.450
6.510.693
100
Total Brasil
De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas - ABRAF, do total de área de pinus plantada no
País, em 2010, o Paraná representava 39,09% da área total; Santa Catarina 31,06%; São Paulo 9,22%; Rio Grande
do Sul 9,62%; e Minas Gerais 7,76%. A soma dos demais estados na plantação de pinus foi de 3,24%. Já no caso do
eucalipto Minas Gerais representou 29,45% da área plantada; São Paulo 21,98%; Bahia 13,28%; Mato Grosso do
Sul 7,95%; Rio Grande do Sul 5,74%e Espírito Santo 4,29%, sendo a área dos demais estados 17,31%.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
3.5.b - Florestas Plantadas com Outras Espécies
Segundo a ABRAF em 2010, o Brasil possuía 462.390 ha de florestas plantadas de espécies como acácia (Acácia
spp.), teca (Tectina grandis), seringueira (Hevia brasilienses), araucária (Araucária angustifolia), populus
(Populus spp.), paricá (Schizolobium amazonicum). Predominou a área de seringueira com 159.500 ha, seguida
da acácia com 127.601 e paricá com 85.470 ha de área plantada.
Em todo País, o setor de florestas plantadas cresce especialmente em face da atratividade econômica. Contudo,
a concentração maior desse crescimento prende-se à produção de celulose e papel, que não é considerada em
termos de balanço energético. Por similaridade com os não energéticos de petróleo, a produção de madeira
para fins de celulose e papel poderia constar nos balanços energéticos, mas parece que seria mais adequado
que os não energéticos do petróleo também fossem retirados.
A ABRAF, com base em projeções da BRACELPA (Associação brasileira de celuloso e papel) e em face do
desempenho de 2010, prevê o início de um novo ciclo de expansão do setor, com previsão de investimentos da
ordem de US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, na implantação dos projetos de florestas plantadas no País. No
RS, a CMPC Celulose Riograndense (Aracruz Celulose) anunciou que irá investir 2,8 bilhões de reais na
implantação de 500 mil hectares de florestas plantadas nos próximos anos.
A evolução dos preços do carvão vegetal e do carvão metalúrgico no País pode ser observada no gráfico 3.6.
Houve decréscimo do preço do carvão metalúrgico e do carvão vegetal em 2009 ao comparar com o preço
médio de 2008.
<>
Gráfico 3.6 - Preços Médios do Carvão Vegetal e do Carvão Metalúrgico no Brasil,
no Período de 2005 a 2009
180
170,55
160
140
120,90
120
US$
100
106,60
86,30
94,10
80
74,69
60
55,10
44,42
40
34,00
43,20
20
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2005
2006
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Carvão Vegetal (US$/MDC*)
ano
2008
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9
O mercado de florestas plantadas tem se tornado promissor, especialmente em países solares como o Brasil.
Com isso, surgiram as chamadas TIMOs - Timber Investiment Management Organizations, instrumentos
financeiros de captação de recursos de investidores a serem direcionados para o plantio de florestas. Segundo a
ABRAF, nos USA, em 2007, as TIMOs somaram 24 bilhões de dólares em investimentos florestais. A tese do
aquecimento global vem em favor do mercado de florestas plantadas, já que em um hectare de pinus ou de
eucalipto consegue-se fixar cerca de 30 toneladas de CO2 por ano. Com isso, origina-se uma receita adicional de
R$ 200,00 por hectare apenas em créditos de carbono.
5
2
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A partir da tabela 3.13, depreende-se que é pequena a parcela de madeira destinada à utilização como energético,
especialmente se a parcela de madeira destinada à produção do carvão vegetal utilizado na produção de aço não
for retirada da contagem. Em 2010, a maior parcela de toras foi utilizada para a produção de papel e celulose,
correspondendo a 37,47%; seguido da utilização da lenha com 25,16%; indústria da madeira - serrados e
compensados com 19,3%; carvão vegetal com 9,11%. As outras aplicações perfazem 1,16% do total.
Tabela 3.13 - Consumo Industrial de Madeira em Toras Oriundas de Floresta Plantada
no Brasil por Segmento, no Período de 2007 a 2010
unidade: mil m3
Segmento
Celulose e Papel
Painéis Reconstituídos
Indústria Madeireira¹
Compensados
Serrados
Carvão Vegetal
Lenha
Outros
Total Silvicultura
2007
% em
2007
2008
% em
2008
52.552
8.457
31,50
5,07
57.081
8.931
32,76
5,13
6.332
33.578
22.619
38.698
4.604
3,80
20,13
13,56
23,19
2,76
100
6.276
34.270
23.298
39.472
4.894
3,60
19,67
13,37
22,66
2,81
100
166.840
174.221
2009
% em
2009
2010
% em
2010
56.996
9.356
32.825
34,62
5,68
19,93
63.378
13.183
32.649
37,47
7,79
19,30
21.385
43.228
895
164.685
12,98
26,24
0,55
100
15.401
42.556
1.959
169.126
9,11
25,16
1,16
100
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A situação brasileira de florestas plantadas no cotejo com países selecionados do mundo pode ser observada
na tabela 3.14.
Tabela 3.14 - Áreas de Florestas Plantadas no Mundo
unidade: mil ha
Países
Área Total do País
Área Florestas Plantadas
%
37.780
328.780
9.191
959.696
205.000
50.599
937.261
75.609
851.488
10.000
32.600
800
45.000
9.000
1.900
16.000
2.200
6.783
26,47
9,92
8,70
4,69
4,39
3,76
1,71
2,91
0,79
Japão
Índia
Portugal
China
Indonésia
Espanha
EUA
Chile
Brasil
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Uma comparação da rotação e do rendimento de espécies de celulose fibra longa em países selecionados
pode ser visto na tabela 3.15 a seguir.
Tabela 3.15 - Rendimento de Espécies para Celulose em Países Selecionados
Pinus spp
Pinus radiata
Pinus radiata
Pinus elliotti
Pinus oregon
Picea abris
Picea glauca
Picea mariane
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Países
Rotação
anos
Brasil
Chile
Nova Zelândia
EUA
Canadá
Suécia
Canadá
Canadá
15
25
25
25
45
70-80
55
90
Rendimento
m³/ha/ano
30
22
22
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3
Espécies
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3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
As exportações brasileiras de produtos derivados de florestas plantadas atingiram US$ 7.537 milhões de
dólares em 2010. No gráfico 3.7 a seguir, observar-se a evolução das exportações e importações brasileiras de
produtos de florestas plantadas no período de 1998 a 2010.
<>
Gráfico 3.7 - Evolução da Balança Comercial de Produtos Oriundos de Florestas
Plantadas no Brasil, no Período de 1998 a 2010
8.000
7.537
7.000
6.783
6.000
5.752
5.000
Milhões de US$
5.625
5.148
4.221
4.592
4.000
3.747
3.097
3.000
2.771
2.722
2.774
2.000
2.383
2.000
1.403
1.123
1.012
1.000
854
798
613
596
918
812
1.821
1.394
1.198
0
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
ano
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2009
2010
Exportação
Importação
3.5.c - Produção de Lenha e Carvão Vegetal Segundo o IBGE
Na tabela 3.16, verifica-se a evolução da produção de lenha oriunda da Silvicultura no RS e em estados
selecionados, no período de 2002 a 2009, segundo o IBGE. Desde 2003, o RS ficou na primeira posição de
produção de lenha da Silvicultura no País, chegando a 32,46% da produção nacional em 2009. Essa situação fica
inteiramente alterada em relação à lenha de extração de florestas nativas, conforme verificado na tabela 3.17.
Houve uma redução expressiva na produção de lenha por extração no Rio Grande do Sul para o período de 2002
a 2009, passando de 5,99% da produção total no Brasil em 2001 para 3,32% em 2009, fato importante, já que
no caso brasileiro houve também um decréscimo, mas em taxas bem menores do que a verificada no RS.
Tabela 3.16 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Silvicultura no Brasil e em
Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009
unidade: m3
Estados e País
Pará
Bahia
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Minas Gerais
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
16.996
20.382
286.350
69.300
73.000
80.000
84.000
-
15.798.889
1.148.789
1.017.716
1.289.340
846.485
962.404
922.636
1.081.550
2.142.735
2.120.346
2.109.016
2.212.583
2.591.908
3.326.732
5.320.782
3.733.120
Espírito Santo
383.252
372.004
393.523
311.066
295.914
365.833
391.751
230.048
Rio de Janeiro
307.873
278.474
287.221
331.997
393.707
368.710
436.552
464.891
São Paulo
6.786.113
7.226.914
6.864.453
6.812.087
7.180.608
7.407.385
6.891.066
6.504.078
Paraná
4.545.825
5.050.260
4.300.757
5.226.837
4.917.121
6.150.370
6.543.466
7.982.041
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Mato Grosso do Sul
4.329.883
4.439.141
4.387.043
4.772.727
4.958.132
5.221.508
5.602.498
6.128.487
Mato Grosso
Goiás
Total Brasil
10.786.510 11.013.543 12.370.587 12.905.920 13.392.812 13.604.263 14.252.495 13.441.431
593.635
972.160
598.990
424.878
410.065
468.143
329.339
336.762
146.009
196.888
368.359
169.702
196.716
251.246
266.436
456.114
459.388
865.885
935.370
901.723
732.883
749.245
899.425
1.081.860
46.410.020 33.826.588 34.004.544 35.542.255 36.110.455 39.089.275 42.037.848 41.410.850
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2009
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 3.17 - Evolução da Produção de Lenha Originada da Extração no Brasil e em
Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009
unidade: m3
Estados e País
Acre
Amazonas
Pará
Tocantins
Maranhão
Piauí
Ceará
Rio Grande do Norte
Paraíba
Pernambuco
Sergipe
Bahia
Minas Gerais
São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Goiás
Total Brasil
2004
2003
2002
530.339
562.748
505.539
2.495.152
2.432.400
2.446.335
4.044.708
3.773.187
5.100.976
843.310
870.100
832.364
2.737.504
2.967.687
2.771.607
1.591.078
1.631.718
1.583.983
4.402.328
4.567.634
4.345.897
1.626.436
1.557.480
1.713.765
681.797
681.529
739.636
1.326.155
1.307.623
1.334.856
418.375
387.643
398.085
12.923.425 12.570.313 12.131.835
2.852.409
2.383.247
2.486.747
132.987
109.509
95.791
2.784.006
2.557.277
2.774.512
2.343.835
2.208.880
2.022.836
2.495.218
2.964.359 2.646.026
536.593
575.769
687.561
1.998.759
1.946.189
2.008.416
752.732
775.391
814.397
49.502.542 47.232.026 47.168.345
2005
627.228
2.495.783
3.747.038
870.452
3.026.126
1.616.301
4.535.702
1.579.216
653.772
1.335.301
443.795
11.837.562
2.266.313
185.233
2.825.028
2.220.830
1.743.778
383.230
1.874.390
786.709
45.421.627
2008
2009
2006
2007
679.077
685.240
646.002
666.151
2.728.455
2.539.348
2.573.594
2.645.389
3.627.297
3.551.983
3.901.856
3.877.920
959.700
1.038.911
890.030
979.620
2.855.576
2.799.945
3.230.032
3.235.064
1.691.018
1.679.688
1.707.273
1.803.905
4.550.237
4.525.309
4.587.644
4.595.695
1.239.533
1.256.346
1.487.209
1.263.361
609.473
605.070
625.241
591.142
1.811.273
1.751.452
1.538.616
1.454.054
406.026
356.627
466.284
432.517
9.873.293 10.118.831
11.182.790 10.423.207
2.388.764
2.369.264
2.127.937
2.427.320
71.090
40.405
169.376
194.145
2.246.205
1.869.646
2.778.937
2.521.046
1.803.183
1.666.805
2.220.050
2.017.412
1.677.671 1.474.036 1.435.142 1.374.920
137.667
153.389
392.748
145.975
1.877.149
1.953.294
1.808.933
2.055.834
705.930
680.335
753.248
691.256
45.159.866 43.910.054 42.117.639 41.439.567
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3.5.d - Carvão Vegetal
O carvão vegetal origina-se da combustão da madeira com pouco oxigênio; não há registro de utilização
na siderurgia como no Estado de Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, o energético é empregado no setor
residencial e comercial, como restaurantes e churrascarias. Uma comparação da produção de carvão
vegetal no RS, oriundo da silvicultura, com alguns estados selecionados é apresentada na tabela 3.18.
Observa-se que a produção de carvão vegetal oriundo da silvicultura no RS é praticamente inexpressiva
em relação à produção nacional.
Tabela 3.18 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado da Silvicultura
no Brasil e em Estados Selecionados, no Período de 2002 a 2009
Estados e País
Maranhão
Bahia
Minas Gerais
Espírito Santo
São Paulo
Paraná
Rio Grande do Sul
Mato Grosso do Sul
Goiás
Total Brasil
2002
19.751
146.015
2003
15.489
185.426
2004
72.889
188.696
2005
166.713
283.473
2006
256.685
81.420
1.484.921
15.838
71.152
15.518
33.937
157.974
1.602.774
12.883
80.322
16.799
33.748
172.192
1.642.853
24.602
78.506
26.315
31.554
61.295
1.742.502
26.727
76.837
46.288
40.479
111.162
1.975.378
21.033
74.384
45.043
41.342
72.688
45.166
2.000.266
24.419
2.154.386
20.011
2.157.652
15.941
2.526.437
2007
378.826
161.394
2008
374.603
134.667
2009
227.101
182.716
2.886.417 3.114.433
106.100
78.189
75.531
74.620
51.713
53.633
42.527
42.370
68.176
65.550
2.717.170
34.666
67.012
26.689
39.111
55.332
24.798
16.849
22.538
2.608.847 3.806.044 3.975.393
16.481
3.378.492
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E
Com relação ao carvão vegetal oriundo do extrativismo, verifica-se, na tabela 3.19, a ocorrência de redução na
produção no RS, no período de 2002 a 2009. No Rio Grande do Sul, verifica-se um decréscimo mais acentuado
em relação ao restante do Brasil.
C
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unidade: tonelada
5
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 3.19 - Evolução da Produção de Carvão Vegetal Originado do Extrativismo
no Brasil e em Estados Selecionados no Período de 2002 a 2009
unidade: tonelada
2002
2.118
4.826
754.247
1.173
259.900
18.061
11.390
3.059
2003
2.226
4.877
786.701
9.638
474.441
16.550
11.667
2.742
2004
1.743
4.965
13.145
11.533
430.651
16.563
11.696
2.561
2005
1.744
5.022
202.618
20.503
502.527
26.374
11.630
2.484
2006
1.698
5.122
216.017
20.191
477.639
41.828
11.642
2.253
Paraíba
2.547
2.074
1.714
Pernambuco
Sergipe
9.333
1.094
1.792
9.053
1.111
8.746
1.120
8.590
1.126
25.468
446.902
51
852
31.160
306.281
241
1.115
230.436
434.013
1.196
1.510
89.094
86.867
9.050
1.549
154.604
8.065
150.159
1.955.377
Estados e País
Acre
Amazonas
Pará
Tocantins
Maranhão
Piauí
Ceará
Rio Grande do Norte
Bahia
Minas Gerais
Espírito Santo
São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Goiás
Total Brasil
2007
1.736
5.362
217.668
19.106
736.979
149.232
11.571
2.165
2008
1.802
5.721
99.513
21.828
530.133
169.664
11.499
2.091
2009
1.824
2.978
99.065
22.138
474.536
55.566
11.340
2.000
1.717
1.599
1.367
1.230
9.304
1.174
10.529
1.115
9.083
1.017
8.812
916
799.230
308.354
1.021
1.802
363.135
263.664
904
1.298
55.127
419.802
5.492
777
159.402
143.531
399.278
2.636
660
282.199
279
631
136.462
151.824
148.267
186.398
169.933
25.820
8.665
1.469
213.302
9.247
8.940
1.431
516.798
13.901
8.767
1.046
558.688
35.494
7.884
984
602.158
41.824
6.874
732
428.874
40.636
4.885
692
416.712
54.701
4.386
659
290.901
76.812
246.154
2.227.206
335.715
2.185.950
320.636
2.972.405
285.793
2.505.733
227.572
158.312
2.530.425 2.221.990
133.028
1.639.779
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3.6 - Produtos da Cana
O bagaço da cana, um dos produtos da cana, é um subproduto energético originado a partir da obtenção da
produção de álcool etílico anidro ou hidratado. O gráfico 3.8 apresenta a produção de bagaço de cana no Rio
Grande do Sul, no período de 2005 a 2010.
<>
Gráfico 3.8 - Produção de Bagaço de Cana no RS, no Período de 2005 a 2010
90.000
81.780
80.000
70.000
toneladas
60.000
48.346
50.000
40.000
38.000
33.000
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30.000
28.000
20.000
17.000
10.000
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2005
2006
2007
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2008
ano
2009
2010
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
3.7 - Lixívia
A lixívia é um subproduto do processo Kraft de fabricação de celulose, sendo, portanto, o efluente de fábricas de
celulose (lixívia negra). Pode ser empregada como energético ou mesmo como fertilizante em função de suas
propriedades alcalinas, já que os solos brasileiros em grande parte são ácidos.
A evolução da produção de lixívia no Rio Grande do Sul, no período de 1995 a 2010, consta no gráfico 3.9. Em 2010, a
produção gaúcha de lixívia representou 3,46% da produção brasileira que totalizou 18.141.000 toneladas.
<>
Gráfico 3.9 - Evolução da Produção de Lixívia no RS, no Período de 1995 a 2010
700.000
671.342
685.324
679.388
640.793
626.979
600.000
575.243
555.112
toneladas
544.129
500.000
417.544
404.674
400.000
383.098
379.017
391.726
385.170
348.604
300.000
289.611
200.000
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
ano
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3.8 - Casca de Arroz
O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, em torno de 55%, com 8,83 milhões de toneladas
apresenta a evolução da produção da casca de arroz utilizada como energético no Estado, no período de 2005 a 2010.
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na safra 2009/2010. A casca de arroz é utilizada como fonte energética primária, tanto para o beneficiamento de
grãos no agronegócio, como na indústria cerâmica no RS, assim como na geração de energia elétrica. O gráfico 3.10
5
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 3.10 - Evolução da Produção de Casca de Arroz Utilizada como Energético no RS,
no Período de 2005 a 2010
1.398.988
1.400.000
1.300.000
toneladas
1.279.064
1.200.000
1.186.171
1.085.855
1.100.000
1.028.592
1.000.000
990.116
900.000
2005
2006
2007
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2008
2009
2010
ano
3.9 - Energia Eólica
A energia eólica passou a ser realidade no RS a partir da inauguração do Parque Eólico na região de Osório, em abril de
2006 (gráfico 3.11). O projeto é subdividido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios, com 75 aerogeradores.
Cada parque possui 25 aerogeradores, com potência nominal de 2 MW cada um. Os três parques juntos formam o
maior parque eólico da América Latina, com potência instalada de 150 MW. Em 2011, entraram em operação o
Parque Cidreira I com potência nominal de 70MW, o Parque de Palmares do Sul com potência nominal de 30 MW e o
Parque Cerro Chato III com potência nominal de 32 MW.
<>
Gráfico 3.11 - Geração de Energia Eólica no RS, no Período de 2006 a 2010
500.000
430.137,46
384.333,68
406.749,06
400.000
358.140,89
MWh
300.000
200.000
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145.095,91
100.000
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2006
2007
2008
2009
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2010
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Informações sobre os leilões recentes de energia eólica no Brasil e análise comparativa do valor do MWh são
encontradas nas páginas 59 e 60 do Balanço Energético 2010 - ano base 2009.
O expressivo potencial eólico do Estado pode ser observado na tabela 3.20. Para ventos a 50 metros do solo, o
potencial eólico fica em torno de 34.360 MW (on shore e off shore); enquanto que para ventos a 75 metros o
potencial salta para 63.970 MW (on shore e off shore). Para este estudo foram considerados ventos superiores
a 7m/s. Mesmo sendo considerados os baixos fatores de potência das usinas eólicas, podemos afirmar que há
um grande potencial no Rio Grande do Sul. Os custos atuais de geração de eletricidade por meio de energia
eólica são o principal entrave para o crescimento atual, problema que provavelmente será superado no futuro.
Tabela 3.20 - Potencial Eólico do Rio Grande do Sul para Alturas de 50, 75 e 100 Metros
unidade: MW
50 m
Local de
Implantação
Em solo firme
(on shore)
Total (on shore)
Sobre a água**
(off shore)
Total (off shore)
Total Global
Velocidade
do vento m/s
Potência
Fator de
carga %
7,0 – 7,5
7,5 –8,0
8,0 – 9,0
> 7,0
7,0 – 7,5
7,5 – 8,0
8,0 – 9,0
> 7,0
> 7,0
12.290
2.990
560
15.840
9.220
8.040
1.260
18.520
34.360
>29
>34
>39
>29
>30
>35
>39
>30
>30
75 m
Fator de
Potência*
carga %
42.320
10.120
1.990
54.430
4.610
10
4.920
9.540
63.970
>27
>32
>37
>29
>28
>33
>37
>30
>30
100 m***
Fator de
Potência*
carga %
82.650
27.600
4.950
115.200
1.610
10.810
7.320
19.740
134.940
>24
>28
>37
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>29
>35
>24
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3.10 - Energia Solar Fotovoltaica
O uso da energia solar fotovoltaica é pequeno no RS em virtude do elevado custo de implantação dos painéis de
captação. Com a introdução no mercado de painéis de captação solar com custos reduzidos, os consumidores
do RS farão um melhor uso dessa fonte energética, considerando que o Estado tem uma média anual de
insolação diária em torno de 6 horas, índice superior a média da região norte do Brasil por exemplo.
No capítulo 10, será apresentada uma estimativa do potencial de produção de energia elétrica no RS a partir do
efeito fotovoltaico. No anexo E do Balanço Energético do RS 2009 - ano base 2008, é apresentado o
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funcionamento da energia fotovoltaica.
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Setor Energético do Rio Grande do Sul
- Ênfase em Fontes de Energia Secundária Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Setor Energético do Rio Grande do Sul - Ênfase em Fontes de Energia Secundária
O setor energético do Rio Grande do Sul será examinado a seguir, sendo apresentados predominantemente os dados
das fontes energéticas secundárias1 utilizadas no Estado.
Neste primeiro momento, serão tratados os derivados do petróleo e suas misturas. Os derivados que farão parte da
análise são o óleo diesel, o óleo diesel B5 (mistura do óleo diesel com biodiesel B100), o óleo combustível, a gasolina
A, a gasolina C automotiva (76,21% de gasolina A misturado com 23,79% de álcool etílico anidro, em 20102), a
gasolina de aviação, o gás liquefeito do petróleo - GLP e o querosene (iluminante e de aviação).
4.1 - Óleo Diesel
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com óleo diesel, o consumidor adquire uma mistura de óleo diesel
com biodiesel puro3 na proporção de 5%, chamado óleo diesel B5. Verifica-se na tabela 4.1 que em 2010 as vendas
de óleo diesel no RS foram de 6,21% do verificado em âmbito nacional. Entre os Estados com PIB maior que o PIB
gaúcho (gráfico 4.1), verifica-se que no Rio de Janeiro as vendas de óleo diesel foram menores ao longo de todo
período de 1999 a 2010. Já o Paraná, embora com PIB menor que o do RS, apresentou vendas de óleo diesel superior
ao verificado no RS.
Tabela 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 1999 a 2010
unidade: mil m³
Regiões e Estados
Região Sudeste
1999
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
15.568 16.542
16.782
16.303
17.156
17.395
17.542
18.740
19.840
19.534
21.568
Região Sul
6.993
7.141
7.567
7.750
7.759
8.121
7.829
7.752
8.166
8.689
8.627
9.467
Região Nordeste
5.141
5.192
5.657
5.619
5.238
5.622
5.700
5.818
6.214
7.089
6.928
7.720
Região Centro-Oeste
4.040
4.210
4.292
4.565
4.563
4.906
4.532
4.294
4.673
5.195
5.134
5.624
Região Norte
3.108
3.041
2.967
2.952
2.990
3.422
3.711
3.601
3.766
3.951
4.075
4.861
São Paulo
8.447
8.491
9.227
9.364
8.966
9.299
9.291
9.205
9.790
10.557
10.399
11.438
Minas Gerais
4.252
4.380
4.422
4.464
4.459
5.016
5.175
5.308
5.721
5.910
5.756
6.446
Paraná
2.980
3.032
3.229
3.353
3.450
3.602
3.542
3.511
3.706
3.930
3.854
4.226
Rio Grande do Sul
2.527
2.575
2.718
2.678
2.640
2.741
2.481
2.478
2.592
2.756
2.772
3.058
2.009
2.178
2.253
2.185
2.139
2.189
2.185
2.356
2.437
2.483
2.681
Rio de Janeiro
15.439
2000
2.102
Total Brasil
34.720
35.151 37.025 37.668 36.853 39.226 39.167 39.008 41.558 44.764 44.298 49.239
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Gráfico 4.1 - Vendas de Óleo Diesel pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2010
14.000
12.000
10.000
6.000
4.000
2.000
0
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.2 - Óleo Combustível
Após crescerem até o ano 2000, as vendas de óleo combustível no RS passaram a apresentar queda a partir de
2001. As vendas em 2007 diminuíram praticamente à metade das verificadas no ano 2000, no Brasil. Em 2010,
a parcela de vendas de óleo combustível no RS correspondeu a 3,24% das vendas no País, conforme valores
apresentados na tabela 4.2. O fenômeno de queda das vendas de óleo combustível ocorreu em todo Brasil nos
últimos anos e teve uma pequena recuperação em 2007.
Tabela 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 1999 a 2010
unidade: mil m³
Regiões e Estados
Região Norte
Região Sudeste
Região Nordeste
Região Sul
Região Centro-Oeste
Minas Gerais
São Paulo
Rio Grande do Sul
Paraná
Rio de Janeiro
Total Brasil
1999
798
6.669
1.195
1.372
676
2000
951
6.517
824
1.214
578
2001
957
5.902
655
1.063
513
2002
994
4.588
561
950
466
2003
1.078
3.316
640
792
373
2004
1.092
2.669
644
645
361
2005
1.037
2.583
641
610
365
2006
1.433
2.101
722
529
340
2007
1.815
2.010
783
538
378
2008
1.777
1.706
763
536
389
2009
2.215
1.529
595
356
309
2010
2.193
1.382
655
385
287
1.485 1.386
3.770 3.596
445
454
612
477
916
990
10.713 10.086
1.368
3.214
407
409
904
9.092
1.092
2.455
368
377
568
7.560
838
1.877
314
289
213
6.200
766
797
1.540 1.206
279
261
190
166
131
130
5.412 5.237
738
823
222
151
62
5.126
760
761
201
174
55
5.525
717
568
654
698
205
140
196
119
64
47
5.172 5.004
587
571
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Gráfico 4.2 - Vendas de Óleo Combustível pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2010
4.000
3.500
3.000
mil m3
2.500
2.000
1.500
1.000
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MG
2008
2009
2010
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.3 - Gasolina
Ao abastecer veículos nos postos de combustíveis com gasolina, o consumidor adquire uma mistura de
combustíveis (76,21% de gasolina A com 23,79% de álcool etílico anidro, em volume, designada gasolina C, em
20104), verifica-se na tabela 4.3 que no RS foram vendidos 8,66% do total do País em 2010. No gráfico 4.3, verificase a situação das vendas de gasolina C no RS em relação a estados selecionados no período de 1999 a 2010.
Tabela 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2010
unidade: mil m³
Regiões e Estados
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
2009 2010
Região Sudeste
12.996 12.097 11.916 11.914 11.169 11.486 11.686 11.862 12.092 12.047 11.853 13.620
Região Sul
4.662 4.583 4.432
4.503 4.480 4.870 4.984 5.023 4.946 5.198
5.301 6.256
Região Nordeste
3.222 3.095 2.995
3.125 3.080 3.410 3.450 3.564 3.618 3.975
4.178 5.213
Região Centro-Oeste 1.854 1.895 1.916
2.074 2.039 2.284
2.281 2.310 2.289 2.407
2.440 2.828
Região Norte
947
957
948
983 1.005 1.125 1.152 1.249 1.382 1.548
1.636 1.927
São Paulo
8.122 7.428 7.451 7.154 6.700 6.697 6.935 7.042 7.154 7.020
6.697 7.436
Minas Gerais
2.417 2.324 2.254
2.331 2.261 2.518 2.580 2.698 2.828 2.925
3.008 3.678
Rio Grande do Sul
1.957 1.913 1.859 1.885 1.815 1.964 1.907 1.898 1.967 2.122
2.246 2.583
Paraná
Rio de Janeiro
Total Brasil
1.621 1.581 1.473
2.033 1.848 1.772
1.435 1.480 1.581 1.724 1.646 1.639 1.700
1.972 1.765 1.848 1.739 1.661 1.635 1.616
1.604 1.886
1.637 1.867
23.681 22.627 22.207 22.599 21.772 23.174 23.553 24.008 24.325 25.175
25.409 29.844
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Gráfico 4.3 - Vendas de Gasolina C pelas Distribuidoras em Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2010
9.000
8.000
7.000
mil m3
6.000
5.000
4.000
3.000
2.000
1.000
0
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
SP
RJ
2007
2008
2009
2010
PR
RS
MG
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.3.a - Gasolina de Aviação
As vendas de gasolina de aviação dos principais estados brasileiros, no período de 1999 a 2010, constam na
tabela 4.4. Em 2010, as vendas no RS representaram 10,51% das vendas nacionais e superaram as vendas
efetuadas no Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, tendo ficado abaixo das vendas no Estado de São Paulo.
Tabela 4.4 - Vendas de Gasolina de Aviação pelas Distribuidoras em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 1999 a 2010
unidade: m³
Regiões e Estados
Região Sudeste
Região Centro-Oeste
Região Sul
Região Norte
Região Nordeste
São Paulo
Rio Grande do Sul
Paraná
Minas Gerais
Rio de Janeiro
Total Brasil
1999
2006
2007
2008
2009
2010
16.626
20.324 21.197
15.087
15.779
17.636
20.056
19.278
18.583
14.268
10.731 14.898
15.648
14.880
15.726
10.734
11.586
7.113
7.404
10.877
12.575
12.830
14.453
7.696
8.131
7.434
7.206
7.894
9.971
9.923
11.021
5.722
6.502
6.324
5.724
5.989
7.037
7.214
8.300
17.153 17.602
10.708
10.757
12.397
14.753
7.307
2000
2001
2002
2003
2004
30.277 30.137
32.456
21.663
15.466
17.047 16.528
13.379
16.448
10.052 10.006
7.988
8.586
10.274 10.992
9.773
9.306
8.277
7.235
7.340
25.767 25.920
28.464
18.078
7.963
12.131 13.336
2005
5.947
6.642
5.821
5.577
4.862
5.986
3.480
3.038
5.229
6.566
6.906
2.950
2.403
1.395
2.219
5.186
5.113
3.151
3.657
4.764
4.983
4.778
5.865
3.039
2.662
2.486
2.314
2.121
2.032
2.026
2.325
2.811
3.513
3.576
4.259
1.421
1.507
1.470
1.185
1.130
1.171
1.027
1.127
1.391
1.294
1.431
874
75.613 75.940 70.831 63.342 58.897 61.427 55.464 52.262 54.744 61.010 62.483 69.555
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4.4 - GLP
Em relação ao Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, observa-se, na tabela 4.5, que no RS as vendas foram de 6,59%
do total do País em 2010. Até 2004, superavam as vendas verificadas no Paraná; porém, a partir de 2005, as do
Paraná superaram as do RS. O Paraná possui uma população e um PIB menor que a do RS, já nos estados com
maior população e PIB, as vendas de GLP ao longo do período analisado sempre superaram as verificadas no RS.
Tabela 4.5 - Vendas de GLP pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 1999 a 2010
unidade: mil m³
Regiões e Estados
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
Região Sudeste
Região Nordeste
Região Sul
Região Centro-Oeste
Região Norte
São Paulo
Minas Gerais
Rio de Janeiro
Paraná
Rio Grande do Sul
Total Brasil
6.074
2.464
2.425
906
590
3.565
6.267
2.570
2.375
954
615
3.717
6.309
2.601
2.172
996
623
3.730
6.112
2.450
2.085
926
589
3.523
5.766
2.243
1.999
885
540
3.276
5.856
2.346
2.044
901
558
3.285
5.760
2.371
2.043
899
563
3.202
5.762
2.463
2.049
924
582
3.219
5.834
2.547
2.076
919
655
3.229
5.890
2.641
2.125
923
680
3.346
2009
5.745
2.668
2.078
2010
5.944
2.771
2.169
938
684
3.272
964
710
3.350
1.303 1.379
1.319 1.367 1.404
1.412 1.330 1.377 1.382 1.365 1.343 1.358
940
973
968
959
950
956
955
974
952
950 1.017
954
838
868
847
844
822
789
768
793
807
814
819
851
799
827
866
881
849
833
795
807
791
795
817
826
12.461 12.783 12.703 12.164 11.436 11.708 11.638 11.783 12.034 12.259 12.113 12.558
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4.5 - Querosene
As vendas de Querosene de Aviação - QAV (combustível para turbina de aviões e helicópteros) dos principais
estados brasileiros, no período de 1999 a 2010, constam na tabela 4.6. Em 2010, as vendas de QAV no RS
representaram 2,62% das vendas nacionais e foram inferiores as vendas efetuadas no Paraná e em Minas
Gerais, sendo, desde 2009, o estado que menos vendeu em relação aos estados com maior PIB do Brasil.
6
6
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 4.6 - Vendas de QAV pelas Distribuidoras em Regiões e Estados Selecionados
no Período de 1999 a 2010
unidade: mil m³
Regiões e Estados
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Região Sudeste
Região Nordeste
Região Centro-Oeste
Região Sul
Região Norte
São Paulo
Rio de Janeiro
Minas Gerais
Paraná
Rio Grande do Sul
Total Brasil
2.876
708
377
303
300
2.108
622
128
141
113
4.565
2.723 3.118
629
700
390
388
324
329
265
281
1.987 2.283
611
699
105
114
152
136
109
118
4.332 4.818
2.782
703
373
299
277
2.004
636
114
132
108
4.436
2.525
602
341
241
262
1.897
519
84
100
99
3.972
2.658
662
344
259
284
1.976
575
81
102
112
4.209
2.866
659
318
300
284
2.076
653
109
126
122
4.429
2.771
763
329
308
293
1.980
637
125
128
126
4.465
3.046
790
398
326
332
2.134
740
133
129
134
4.890
3.306
809
453
332
328
2.306
793
159
135
135
5.227
3.367
873
485
378
325
2.278
851
188
161
154
5.428
3.829
1.037
562
433
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4.6 - Eletricidade 5
Em 2010, o consumo final (consumo total) de Eletricidade no RS foi de 25.955.542 MWh, ou seja, de 2.232 mil
tep. Esse valor representou 16,12% do consumo final no Estado. Em relação a 2009, houve um crescimento no
consumo de 2,53%. A evolução do consumo final de eletricidade no Rio Grande do Sul, no período de 2005 a
2010, e a projeção de crescimento até 2035 são apresentadas no gráfico 4.4 a seguir. Para os anos de 2015,
2020, 2025, 2030 e 2035 foram estabelecidas projeções nas seguintes hipóteses:
i) O RS terá a mesma taxa de crescimento no consumo final de energia de 2,4% ao ano, valor previsto para o
Brasil no IEO 2010 (período 2007-2035);
ii) O RS terá uma taxa de crescimento no consumo final de energia de 5% ao ano, considerando um cenário
otimista, conforme valores apurados no BERS 2005-2006-2007.
<>
Gráfico 4.4 - Valores Verificados do Consumo Final de Eletricidade no RS, no Período
de 2005 a 2009 e Projeção de Crescimento até 2030
90.000.000
87.894.678
80.000.000
70.000.000
68.867.780
60.000.000
53.959.708
46.960.101
42.278.843
40.000.000
41.708.948
33.126.580
30.000.000
25.427.246
22.607.321
29.223.342
25.317.457
20.000.000 22.437.218
32.902.558
25.955.542
37.044.987
23.629.381
10.000.000
2005
2006
2007
2008
Taxa de 2,4%
2009
ano
2010
2015
2020
2025
2030
2035
Taxa de 5%
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MWh
50.000.000
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.6.a - Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica no RS
O setor elétrico do RS apresenta complexidade maior do que a verificada na maioria dos estados brasileiros, já
que dispõe de um número elevado de agentes, especialmente na área de distribuição de energia elétrica. Antes
de examinar alguns aspectos gerais do sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Rio
Grande do Sul, consideram-se alguns aspectos essenciais: a) O RS, sendo geograficamente o estado mais
setentrional da federação, fica na ponta do sistema interligado nacional; b) O sistema elétrico do País está
praticamente interligado, especialmente nas regiões sul-sudeste e nordeste, com isso os conceitos de
independência energética precisam ser examinados com certo cuidado. Interessa para os consumidores que a
energia elétrica esteja disponível com confiabilidade e a preços razoáveis. A localização da usina térmica ou
hídrica não é o aspecto mais importante, em outras palavras, é possível que a energia elétrica consumida no RS
tenha sido gerada no Paraná, e o mesmo pode acontecer com um consumidor que ligue um equipamento
elétrico em outro estado; c) Quanto mais usinas estiverem disponíveis geograficamente ao longo do sistema
elétrico nacional, melhor será para a confiabilidade e robustez deste; d) Além da disponibilidade de geração, a
existência de um robusto sistema de transmissão de energia também é relevante para o processo de
otimização do sistema interligado nacional. Desde o final da década de 70, o sistema interligado brasileiro tem
sido referência mundial, apesar de algumas precariedades. Um otimizado sistema de transmissão faz com que
sejam aproveitadas as diferenças de vazão e hidraulicidade das bacias hidrográficas regionais brasileiras.
Futuramente, a entrada das usinas hidroelétricas na Amazônia irá aperfeiçoar ainda mais o sistema interligado.
A utilização crescente de uma base térmica começa a se fazer necessária com as reservas de carvão mineral do
Estado e o aproveitamento do bagaço de cana, casca de arroz, lixívia e outros subprodutos da madeira. Além
desses recursos, novas formas de geração de energia serão implantadas mediante utilização de fontes de
energia limpa como a eólica6 (parques já existentes em Osório, Cidreira e Palmares do Sul), fotovoltaica e outras;
e) Os países desenvolvidos exploraram primeiramente seus potenciais hidroelétricos e após obrigaram-se a
explorar a energia termelétrica. A razão é pelo fato da energia térmica ser mais cara que a energia hidráulica.
Tanto no Brasil como no RS, existe ainda um razoável potencial hidrelétrico a ser explorado; f) Mesmo dispondo
de um sistema interligado robusto, os consumidores podem eventualmente não disporem de bons serviços de
energia elétrica se o sistema de distribuição não operar adequadamente. A Agência Nacional de Energia Elétrica
- ANEEL e a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul - AGERGS são
os órgãos reguladores e responsáveis pela garantia do serviço público prestado pelas concessionárias de
energia elétrica.
4.6.b - Setor de Geração de Energia Elétrica no RS
No Rio Grande do Sul, estão em operação 142 empreendimentos de geração de energia elétrica, totalizando
uma potência instalada de 8.585.922 kW7. Do total instalado, 68,44% correspondem a 16 usinas hidrelétricas UHE8, somando 5.876.025 kW; 23,73% correspondem a 46 usinas termelétricas - UTE, somando 2.037.597 kW;
3,26% correspondem a 8 usinas eólicas - EOL, somando 280.000 kW. As demais usinas hidrelétricas e
termoelétricas são de pequeno porte e representam o restante da potência instalada no Estado, conforme
tabela 4.7. A relação completa da geração existente no RS, bem como das usinas em construção e daquelas
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com outorga e ainda não construídas consta no anexo A - Capacidade Instalada. Nesse anexo, podem ser
encontradas informações detalhadas de cada usina, potência instalada, destino da energia, proprietário e
localização.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 4.7 - Total de Usinas em Operação, em Construção e com Outorga no RS
Em Operação
Em Construção
N° de
Usinas
Potência
kW
%
CGH - Central
Geradora
Hidrelétrica
36
23.165
0,70
EOL - Central
Geradora
Eolielétrica
8
280.000
3,26
2
60.000
PCH - Pequena
Central
Hidrelétrica
36
369.135
4,30
9
UHE - Usina
Hidrelétrica de
Energia
16
5.876.025 68,44
UTE - Usina
Termelétrica de
Energia
46
Total RS
142
Tipo
N° de
Usinas
Potência
kW
%
Outorgadas*
Potência
kW
N° de
Usinas
%
7
4.344
0,18
20,71
17
456.700
19,00
136.446
47,09
6
90.070
3,75
1
77.000
26,57
1
292.000
12,15
2.037.597 23,73
2
16.325
5,63
6
1.561.028
64,93
8.585.922 100
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289.771
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Na geração de energia elétrica, existem basicamente três grandes empresas: Tractebel, CEEE-GT e CGTEE. Existem
ainda empresas de médio porte como a AES Uruguaiana e outras empresas de menor porte. Observa-se na tabela
4.8 a contribuição de cada uma dessas principais empresas na geração de energia elétrica em 2009.
Tabela 4.8 - Geração e Potência de Energia Elétrica no RS dos Principais Operadores, em 2010
Empresa
Tractebel**
CEEE-GT*
Foz do Chapecó**
BAESA**
Companhia Energética Rio das Antas
Dona Francisca Energética
Monel - Monjolinho
CGTEE
AES Uruguaiana
Petrobras
Tractebel
Natureza
Energia produzida
MWh
Hídrica
Hídrica
Hídrica
Hídrica
Hídrica
Hídrica
Hídrica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
8.381.285,85
5.220.268,55
263.796,59
2.144.076,16
1.094.737,63
819.436,92
428.297,45
769.409,73
0,00
380.240,79
295.781,91
Potência instalada
MW***
1.524,20
1.252,23
389,00
349,00
253,56
90,00
67,00
840,00
639,90
235,29
138,00
4.6.c - Setor de Transmissão de Energia Elétrica no RS
Verifica-se no mapa 4.1 que uma parcela expressiva da energia elétrica consumida no Estado flui pelas linhas de
transmissão do Sistema Interligado Nacional - SIN, como também acontece em outros estados da Federação.
A chamada rede básica é constituída de linhas de transmissão com níveis de tensão superiores a 138 kV.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No que tange o Rio Grande do Sul, partem da Usina hidrelétrica de Itá quatro linhas de transmissão de 525 kV,
tendo como destino as subestações de Santo Ângelo 2, de Caxias do Sul, de Gravataí 2, com conexão em Nova
Santa Rita, e a conversora de freqüência de Garabi. Da subestação de Campos Novos, localizada em Santa
Catarina, parte uma linha de transmissão de 525 kV rumo à subestação de Gravataí 2, com conexão em Caxias
do Sul. Existe ainda uma importante linha de transmissão de 525 kV interligando a usina de Itá à subestação de
Campos Novos, com conexão em Machadinho.
Não existe ainda anel de 525 kV interligando os principais pontos das regiões Sul e Norte do Estado. Certamente,
o crescimento do RS nos próximos anos, com a instalação de novas usinas termoelétricas em Candiota, com a
instalação de novas usinas hidroelétricas no rio Uruguai, com o crescimento expressivo da fabricação de
celulose, com o pólo naval de Rio Grande e outros investimentos na chamada metade Sul, irá impor ao SIN a
necessidade de interligações no nível de tensão de 525 kV no Estado.
Nas subestações de Caxias do Sul, Gravataí 2, Santo Ângelo 2 e Nova Santa Rita, as linhas de 525 kV são
rebaixadas para linhas de transmissão de 230 kV.
Mapa 4.1 - Sistema de Transmissão no RS9
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4.6.d - Evolução das Demandas Máximas e da Capacidade de Atendimento no RS
No gráfico 4.5, pode ser observada a evolução da demanda máxima anual de energia elétrica e da
correspondente capacidade de atendimento no período de 1999 a 2011 e a projeção da demanda máxima e da
capacidade de atendimento até 2015. Conforme mostra o gráfico, a situação crítica desta série histórica ocorreu
em 1999.
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1
6
.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 4.5 - Evolução da Demanda Máxima do Sistema de Transmissão no RS e a
Correspondente Capacidade de Atendimento
7.000
6.308
6.500
5.900
6.000
5.470
5.500
MW
5.000
4.500
4.000
3.500
4.100
3.800
3.545
3.945
3.783
3.400
3.957
4.075
4.216
5.470
6.066
5.634
5.100
4.900
4.615 4.615
4.600
6.169
5.900 6.079
6.450
5.832
5.547
5.268
4.367
4.517
4.814
4.697 4.823
3.000
2.500
2.000
99 000
19
2
01
20
02
20
03
20
04 005
2
20
06
20
07
20
ano
08
20
Demanda Máxima Instantânea
09
20
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**
**
**
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20
20
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Capacidade de Atendimento
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Gráfico 4.6 - Demanda Máxima Mensal do Sistema de Transmissão no RS e a
Correspondente Capacidade de Atendimento
6.500
6.000
6.079
5.900
5.500
5.029
5.000
5.023
5.446
5.303
4.838
4.952
4.515 4.526
4.735
4.500
MW
5.547
5.129
5.268
4.350
4.782
4.501
4.690
4.000
4.515
4.345
4.304
3.500
3.000
2.500
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Demanda Máxima Instantânea
Capacidade de Atendimento
4.6.e - Setor de Distribuição de Energia Elétrica no RS10
A distribuição de energia elétrica no RS é executada por oito concessionárias de serviços públicos. As três
maiores têm mais de 1 milhão de unidades consumidoras, são elas: CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição
cinco são de pequeno porte: Muxfeldt (Muxfeldt, Marin & Cia Ltda.), Uhenpal (Usina Hidroelétrica Nova Palma),
Eletrocar (Centrais Elétricas de Carazinho S.A.), Hidropan (Hidroelétrica Panambi) e Demei (Departamento
Municipal de Energia de Ijuí). Além das concessionárias, existem 15 cooperativas de eletrificação rural: Celetro,
Cerfox, Ceriluz, Cermissões, Certaja, Certel, Certhil, Cervale, Cooperluz, Coopernorte, Coopersul, Coprel, Cosel,
Creluz e Crereal. Podem ser observadas, no mapa 3.3, as áreas de concessão das três maiores concessionárias
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de Energia Elétrica), AES Sul (Distribuidora Gaúcha de Energia Elétrica) e RGE (Rio Grande Energia). As outras
de distribuição e a localização das cinco de pequeno porte.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 4.2 - Concessionárias de Distribuição de Energia Elétrica no RS
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A participação no mercado de distribuição de energia elétrica dos 23 agentes, no ano de 2010, está apresentada nas
tabelas 4.9 a 4.13. A maior parte da energia distribuída aos consumidores, tanto pelas cooperativas como pelas cinco
concessionárias de pequeno porte, é fornecida pelas concessionárias CEEE-D, AES Sul e RGE.
Tabela 4.9 - Participação das Grandes Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia
Elétrica no RS, em 2010
N° de
Consumidores
Energia Vendida
MWh*
Mercado
%
CEEE-D
1.465.879
7.728.837
30,06%
AES Sul
1.181.496
7.872.512
30,62%
RGE
1.272.182
8.556.502
33,28%
Total Grandes Concessionárias
3.919.557
24.157.851
93,97%
Total RS
4.266.860
25.707.450
100,00%
Concessionárias
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Tabela 4.10 - Consumo de Energia Elétrica Setorial por Concessionária no RS, em 2010
Concessionárias
Residencial
%
Comercial
%
Industrial
%
Outros
%
9,22%
CEEE-D
32,97%
6,89%
25,09%
25,84%
AES Sul
27,18%
16,11%
13,91%
34,14%
8,65%
RGE
22,36%
8,44%
13,38%
40,85%
14,97%
Total Grandes Concessionárias
27,51%
10,48%
17,46%
33,61%
10,95%
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2
Rural
%
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 4.11 - Participação das Pequenas Concessionárias no Mercado de Distribuição de Energia
Elétrica no RS, em 2010
Mercado
%
N° de
Consumidores
Energia Vendida
MWh
DEMEI
27.576
107.802
0,42%
ELETROCAR
32.845
143.305
0,56%
HIDROPAN
15.238
92.173
0,36%
UHENPAL
14.308
57.848
0,23%
MUXFELD
9.156
52.613
0,20%
Concessionárias
Total Pequenas Concessionárias
Total RS
99.123
453.741
1,77%
4.266.860
25.707.450*
100,00%
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Tabela 4.12 - Participação das Cooperativas de Eletrificação Rural no Mercado de Distribuição de
Energia Elétrica no RS, em 2010
Energia
Gerada
MWh
Energia
Comprada
MWh
Mercado
%
282.552
22.231
312.057
1,10%
82.381
21.174
72.490
0,32%
19.711
63.683
21.979
50.888
0,25%
CERILUZ**
12.562
82.299
92.953
96.036
0,32%
COPREL**
46.520
261.834
23.911
271.027
1,02%
CERFOX**
14.482
46.789
3.733
50.722
0,18%
CRERAL**
6.605
24.291
7.088
21.064
0,09%
CELETRO***
21.203
74.059
0
86.544
0,29%
CERTAJA***
20.889
83.120
0
94.550
0,32%
7.354
24.764
11.693
16.177
0,10%
13.311
42.125
25.276
46.852
0,16%
COOPERSUL****
4.387
12.674
0
16.661
0,05%
CERVALE***
1.185
3.002
0
3.646
0,01%
COOPERNORTE****
4.068
9.637
0
12.468
0,04%
COSEL****
1.650
2.647
0
3.347
0,01%
248.180
1.095.858
230.038
1.154.529
4.266.860
25.707.450*
20.986.591
8.746.252
4,26%
100,00%
N° de
Consumidores
Energia Vendida
MWh
CERTEL***
50.785
CERMISSÕES**
23.468
CRELUZ**
Cooperativa
CERTHIL**
COOPERLUZ**
Total Cooperativas
Total RS
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Cooperativa
Rural
Comercial
Industrial
Residencial
Urbano
Iluminação
Pública
Poderes
Públicos
Total
Distribuído
Consumidores
160.003
10.325
1.322
69.934
2.647
3.949
248.180
Consumo MWh
554.796
91.163
248.729
126.890
33.058
41.221
1.095.858
Consumidores %
Consumo %
64,47%
50,63%
4,16%
8,32%
0,53%
22,70%
28,18%
11,58%
1,07%
3,02%
1,59%
3,76%
100,00%
100,00%
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Tabela 4.13 - Consumo de Energia Elétrica Setorial das Cooperativas de Eletrificação Rural
no RS, em 2010
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3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.7 - Álcool Etílico Anidro e Hidratado
O Rio Grande do Sul não produz álcool etílico anidro. Embora exista produção de álcool etílico hidratado no
Estado, ela é irrelevante em comparação com a quantidade produzida de álcool etílico hidratado pelo Estado de
São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, por exemplo. Pela legislação brasileira, 25% em volume de álcool
etílico anidro devem ser adicionados à gasolina A, porém, em 2010, entre 1° de fevereiro e 2 de maio, a
proporção de álcool etílico anidro na mistura com a gasolina foi de 20%. Nos demais meses, permaneceu em
25%.
O RS produziu em 2009 0,009% do álcool etílico anidro e hidratado produzidos no Brasil. Por outro lado, São
Paulo, principal produtor nacional, atingiu em 2009 uma produção de 57,62% (15,04 milhões de m³) dos 26,10
milhões de m³ de álcool etílico anidro e hidratado do País. Entre os estados com maior PIB, apenas o Rio Grande
do Sul e o Rio de Janeiro apresentam baixa produção de álcool. Na tabela 4.14 e no gráfico 4.7, pode ser
observada a produção gaúcha de álcool em relação aos outros estados.
Tabela 4.14 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados e no Brasil,
no período de 1999 a 2009
unidade: mil m³
Regiões e Estados
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Região Sudeste
9.372
7.203
7.754
8.552
9.787
9.948
11.154
12.479
Região Centro-Oeste
1.225
1.104
1.344
1.513
1.929
1.798
2.147
2.329
2.902
3.588
4.263
Região Nordeste
1.315
1.529
1.402
1.518
1.505
1.675
1.696
1.573
1.902
2.372
2.211
Região Sul
1.050
829
937
975
1.209
1.178
996
1.308
1.923
1.906
1.901
48
56
13.589 16.635
15.041
Região Norte
São Paulo
20
36
29
30
39
48
48
76
8.482
6.473
7.038
7.735
8.745
8.861
9.854
10.958
2007
2008
2009
15.782 19.212
17.676
52
Minas Gerais
645
488
522
558
785
758
919
1.271
1.791
2.201
2.284
Goiás
314
317
379
433
662
591
803
873
1.165
1.744
2.122
1.046
826
932
969
1.203
1.173
992
1.303
1.916
1.900
1.899
4
3
5
6
6
5
3
6
7
6
2
10.700 11.466
12.589
14.470
14.647
16.040
17.764
22.557 27.133
26.103
Paraná
Rio Grande do Sul
Brasil
12.982
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Gráfico 4.7 - Produção de Álcool Etílico Anidro e Hidratado em Estados Selecionados
e no Brasil, no período de 1999 a 2009
18.000
16.000
14.000
mil m
3
12.000
10.000
8.000
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6.000
4.000
2.000
0
1999
2000
2001
2002
2003
2005
2006
2007
ano
PR
RS
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2004
SP
GO
MG
2008
2009
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Diferente da tabela 4.14, na tabela 4.15, são apresentados os dados de produção e consumo referentes a
cada tipo de álcool, ou seja, etílico anidro e etílico hidratado, no RS.
Tabela 4.15 - Produção e Consumo de Álcool Anidro e Hidratado no RS, no Período de 2005 a 2010
unidade: m3
Produção álcool hidratado
Produção álcool anidro
2005
2006
2007
2008
2009
2010
3.338
0
5.686
0
6.818
0
6.318
0
2.458
0
5.800
0
Consumo álcool hidratado
189.898
158.759
219.335
324.890
403.028
240.893
Consumo de álcool anidro
476.656
474.547
491.841
530.471
561.378
645.726
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Os preços médios mais elevados ao consumidor para o álcool etílico em 2009 ocorreram na região Norte, região
Nordeste e Rio Grande do Sul. Enquanto a média de preço para o consumidor brasileiro do litro foi de R$
1,520/litro em 2009, o consumidor do RS pagou R$ 1,784/litro, conforme mostra a tabela 4.16. Esse valor
representa um sobrepreço de 17,36% em relação à média nacional. Em São Paulo, o consumidor pagou em
média R$ 1,336/litro no mesmo ano.
Tabela 4.16 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e Estados
Selecionados, no Período de 2001 a 2009
unidade: R$ / litro
Regiões e Estados
2001*
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Região Norte
1,283
1,311
1,764
1,644
2,553
2,152
1,927
1,925
1,920
Região Nordeste
1,143
1,145
1,534
1,435
2,409
1,904
1,714
1,755
1,749
Região Centro-Oeste
1,092
1,121
1,446
1,373
2,431
1,819
1,567
1,638
1,636
Região Sul
1,070
1,095
1,412
1,302
2,459
1,793
1,546
1,530
1,576
Região Sudeste
0,947
0,962
1,246
1,087
2,259
1,481
1,320
1,318
1,368
Rio Grande do Sul
1,191
1,223
1,572
1,425
1,794
2,148
1,743
1,759
1,784
Rio de Janeiro
1,035
1,065
1,404
1,281
1,534
1,834
1,641
1,648
1,683
Minas Gerais
1,053
1,061
1,435
1,333
1,536
1,875
1,642
1,592
1,621
Paraná
0,918
0,950
1,234
1,156
1,377
1,641
1,450
1,407
1,457
São Paulo
0,874
0,893
1,132
0,972
1,177
1,412
1,274
1,279
1,336
Total Brasil
1,025
1,038
1,347
1,212
1,377
1,676
1,492
1,484
1,520
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No gráfico 4.8, pode ser verificada a situação dos preços do álcool hidratado no RS e em estados selecionados
de 2001 a 2009.
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Gráfico 4.8 - Preço Médio do Álcool Etílico Hidratado ao Consumidor em Regiões e
Estados Selecionados, no Período de 2001 a 2009
2,5
1,5
1,0
0,5
0,0
2001*
2002
2003
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2004
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2006
RJ
2007
2008
MG
2009
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R$/litro
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No RS, verifica-se baixa produção de álcool etílico hidratado, baixo consumo em comparação com outros
Estados11 e inexiste produção de álcool etílico anidro. Fica evidenciada a necessidade da elaboração de um
programa estadual de álcool combustível para alavancar, tanto a produção como o aumento do consumo desse
combustível no Estado, o que só ocorrerá com um preço do litro mais convidativo ao consumidor final. Nesse
sentido, faz-se uma proposta objetiva no Anexo G do Balanço Energético do RS 2005 - 2007, no qual também é
analisado o etanol celulósico, chamado de segunda geração de álcool biocombustível.
4.8 - Biodiesel (B100)
O biodiesel (B100) é vendido na mistura com o óleo diesel. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, a mistura de 2% de
biodiesel puro (B100) com óleo diesel era facultativa, já a partir de janeiro de 2008, a mistura de 2% passou a ser
obrigatória. Em julho de 2008, a mistura obrigatória subiu para 3%, e entre julho e dezembro de 2009 passou
para 4%. A partir de janeiro de 2010, o biodiesel passou a ser adicionado ao óleo diesel na proporção de 5% em
volume, conforme Resolução CNPE nº 6 de 16/09/2009, exceto o óleo diesel para uso aquaviário, que só deverá
conter biodiesel a partir de 1° de janeiro de 2011.
Na tabela 4.17, consta a evolução das vendas do óleo B100 vendido na mistura com o óleo diesel em estados
selecionados e regiões do País. Em 2010, as vendas de B100 na mistura com o óleo diesel no RS foram de 6,21%
do total de vendas de B100 no País.
Tabela 4.17 - B100 misturado na venda de óleo diesel pelas Distribuidoras em Regiões e
Estados Selecionados, no período de 2005 a 2010
unidade: m³
Regiões e Estados
2005
2006
2007
2008
2009
2010
56
19.337
374.791
496.012
683.692
1.078.375
Região Sudeste
Região Sul
0
7.437
163.321
217.228
301.959
473.350
Região Nordeste
0
10.816
124.289
177.229
242.467
385.985
Região Centro-Oeste
Região Norte
São Paulo
Minas Gerais
6
4.298
93.450
129.867
179.704
281.175
13
3.668
75.312
98.760
142.623
243.050
9
10.349
195.808
263.933
363.981
571.898
42
4.726
114.414
147.756
201.475
322.311
Paraná
0
2.473
74.120
98.255
134.889
211.310
Rio Grande do Sul
0
2.905
51.844
68.905
97.014
152.894
3.361
44.122
65.479
86.264
136.465
4
2.933
47.116
60.925
86.899
134.068
2.496
18.364
25.588
36.972
60.472
75
45.556
831.164
1.119.096
1.150.446
2.461.950
Bahia
Rio de Janeiro
Pernambuco
Total Brasil
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A produção de B100 no Rio Grande do Sul teve inicio em meados de 2007. Na tabela 4.18, verifica-se a
expressiva participação do Estado na produção nacional, correspondendo a 11% do total em 2007, 26% em
2008 e 28% em 2009. Em 2010, a participação do RS na produção brasileira de B100 foi de 25%.
Tabela 4.18 - Produção de B100 no RS e no Brasil no período de 2005 a 2010
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Rio Grande do Sul
0
0
42.696
306.056
454.189
605.998
% do RS em relação ao Brasil
0
0
11
26
28
25
736
70.120
402.154
1.167.128
1.608.448
2.396.955
C
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Estado e País
7
6
unidade: m3
Total Brasil
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
4.8.a - Considerações sobre o Biodiesel
O Biodiesel B100 é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido normalmente a partir de uma
reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador,
chamada de transesterificação12. Na produção de B100, um subproduto de nome glicerina, também com conteúdo
energético, é obtido. Busca-se, desta forma, a obtenção de um combustível de origem vegetal com viscosidade
mais próxima da viscosidade do óleo diesel. A produção de B100 é regida pela resolução 42/04 da ANP.
Cabe registrar que os componentes predominantes dos óleos vegetais e animais são os triglicerídeos, em geral
apresentam viscosidades bem acima do diesel de origem petroquímica, sendo então necessária a execução de
uma reação química para obter produto energético de menor viscosidade. A alternativa seria a mudança da
tecnologia dos motores a diesel, hipótese que foi descartada no Brasil e em âmbito internacional.
Na reação química, o óleo vegetal ou gordura animal reage com a presença de um catalisador (normalmente uma
base) com um álcool (usualmente o metanol) gerando o éster alquilíco, correspondente aos ácidos graxos do óleo
vegetal utilizado (KNOTHE, 2005). Em princípio, a reação de transesterificação é uma reação reversível, no entanto
na produção de biodiesel a partir de ésteres alquílicos (óleo vegetal), a reação de retorno não acontece ou não se
completa devido ao glicerol formado que não é miscível ao produto formado (biodiesel), conduzindo a um sistema
heterogêneo (KNOTHE, 2005). A reação de transesterificação pode ser observada a seguir:
4.8.b - Transesterificação
Sendo R a mistura de várias cadeias de ácidos graxos, o álcool usado para produção de biodiesel é normalmente
o metanol (R´ = CH3).
Para o caso brasileiro, geralmente utiliza-se a soja para a produção de biodiesel. Porém, há alternativas bem
mais rentáveis que a soja, o que se passará a mostrar. Na tabela 4.19, verifica-se a grande vantagem, tanto da
produção de sementes por hectare, como da produção de óleo em comparação com a palma e semente do
tabaco, com as sementes de girassol, soja e colza. A palma vence todas as outras culturas, porém, se mostra
mais viável nas regiões norte e nordeste do Brasil.
soja (3 a 4 ton/ha), dado relevante se for levado em conta que mais de 80% da produção de biodiesel no Brasil,
hoje, provem das sementes de soja. Tal comparação fica ainda mais expressiva se for considerado que em um
hectare de soja é extraído 0,375 ton de óleo para produção de biodiesel, enquanto o valor é de 2 ton de óleo de
tabaco, o que representa uma vantagem superior a cinco vezes em comparação com a produção de óleo de
soja.
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4
A produção de semente de tabaco atinge a marca de 5,7 ton/ha, praticamente o dobro do valor atingido pela
7
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 4.19 - Produção média de óleos vegetais
Girassol
Semente
Óleo
(ton/ha)
(ton/ha)
2,5 - 4,0
0,800
Soja
Colza
Palma
3,0 - 4,0
0,580
2,5 - 3,0
1,000
10 - 20
3,600
Tabaco
5,7
2,013
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Considerando-se a possibilidade de tornar a semente de tabaco para produção de biodiesel, uma alternativa à
cultura do fumo, cabe enfrentar a comparação entre as culturas do fumo para a produção de cigarro e a
produção de sementes de tabaco para a produção de biodiesel. A viabilidade de uma cultura nova em
substituição à antiga, obviamente estará diretamente vinculada ao cotejo dos ganhos que terão os
componentes da cadeia produtiva nas duas alternativas. A tabela 4.20 apresenta os prováveis faturamentos do
setor por hectare no caso da utilização das sementes de tabaco para a produção de biocombustíveis.
Tabela 4.20 - Faturamento Médio em R$/ha na Produção de Óleos Vegetais
Girassol
Soja
Colza
Palma
Tabaco
Semente
(ton/ha)
2,5 - 4,0
3,0 - 4,0
2,5 - 3,0
10 - 20
5,7
Óleo
(ton/ha)
0,800
0,580
1,000
3,600
2,013
R$/ha
1.932,47
1.401,04
2.415,58
8.696,10
4.862,57
Faturamento bruto biodiesel
Faturamento residual da
semente - biomassa
Faturamento residual da
glicerina
R$/ha
392,33
R$/ha
140,91
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4.9 - Preços Médios dos Derivados do Petróleo aos Consumidores
Os consumidores gaúchos, de um modo geral, pagam mais caro pelos energéticos derivados do petróleo, tanto
em relação à média nacional, como em comparação com os consumidores de estados brasileiros com maior PIB,
ou mesmo no caso do Paraná que tem um PIB pouco menor que o do RS. Nas tabelas 4.21, 4.22 e 4.23, constam
os preços médios praticados em diversos estados brasileiros e nas regiões do País.
Tabela 4.21 - Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados
no Período de 2001 a 2009
C
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unidade: R$ / litro
7
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Regiões e Estados
2001*
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Região Norte
1,913
1,856
2,212
2,259
2,553
2,691
2,655
2,708
2,733
Região Centro-Oeste
1,758
1,748
2,122
2,180
2,431
2,655
2,626
2,598
2,644
2,622
Região Nordeste
1,769
1,750
2,096
2,133
2,409
2,670
2,632
2,629
Região Sul
Região Sudeste
1,759
1,706
1,777
1,704
2,157
2,023
2,163
2,023
2,459
2,259
2,641
2,483
2,539
2,452
2,527
2,446
2,543
2,445
Rio de Janeiro
1,738
1,713
2,120
2,095
2,329
2,525
2,494
2,516
2,544
Rio Grande do Sul
1,784
1,832
2,240
2,231
2,570
2,697
2,528
2,534
2,539
Paraná
1,714
1,713
2,054
2,063
2,282
2,467
2,416
2,395
2,445
São Paulo
1,690
1,703
1,989
1,986
2,237
2,418
2,396
2,387
2,384
2,378
2,502
Minas Gerais
1,721
1,691
2,028
2,040
2,209
2,412
2,393
2,381
Total Brasil
1,741
1,735
2,072
2,082
2,312
2,541
2,504
2,501
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No gráfico 4.9, verifica-se a evolução dos preços da gasolina C no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
<>
Gráfico 4.9- Preço Médio da Gasolina C ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
2
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R$/litro
2
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2
2
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1
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2001*
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
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Tabela 4.22 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
Regiões e Estados
2001*
Região Norte
Região Centro-Oeste
2006
2007
2009
2,185
2002
2003
2004
2005
0,927
1,094
1,540
1,570
1,820
1,995
1,985
2,140
0,920
1,087
1,530
1,564
1,832
1,959
1,967
2,110
2,123
Região Sul
0,844
1,038
1,457
1,492
1,770
1,893
1,880
2,040
2,052
Região Nordeste
0,917
1,052
1,446
1,447
1,709
1,856
1,850
2,009
2,034
Região Sudeste
0,857
1,025
1,430
1,450
1,722
1,853
1,849
2,008
2,030
Rio Grande do Sul
0,835
1,045
1,492
1,532
1,839
1,953
1,937
2,099
2,107
São Paulo
0,844
1,016
1,419
1,456
1,739
1,863
1,862
2,021
2,052
2,032
Rio de Janeiro
0,845
1,005
1,420
1,438
1,689
1,814
1,802
1,987
Paraná
0,850
1,030
1,418
1,460
1,722
1,840
1,831
1,988
2,003
Minas Gerais
0,890
1,055
1,456
1,430
1,686
1,823
1,815
1,968
1,994
Total Brasil
0,876
1,041
1,452
1,471
1,731
1,864
1,858
2,018
2,042
*
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9
C
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4
unidade: R$ / litro
2008
7
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No gráfico 4.10, verifica-se a evolução dos preços do óleo diesel no RS, em estados selecionados e na média
brasileira.
<>
Gráfico 4.10 - Preço Médio do Óleo Diesel ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
2,4
2,2
2,0
R$/litro
1,8
1,6
1,4
1,2
1,0
0,8
0,6
2001*
2002
2003
PR
2004
RS
2005
ano
SP
2006
RJ
2007
MG
2008
2009
BR
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9
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2
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1
0
Tabela 4.23 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Regiões e Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
C
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p
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4
unidade: R$ / kg
8
0
Regiões e Estados
2001*
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Região Centro-Oeste
1,541
1,951
2,376
2,394
2,379
2,573
2,662
2,611
2,925
Região Sul
1,539
1,957
2,295
2,372
2,425
2,573
2,591
2,615
2,812
2,486
2,726
Região Sudeste
1,425
1,808
2,175
2,227
2,238
2,405
2,475
Região Nordeste
1,278
1,845
2,252
2,399
2,345
2,476
2,497
2,551
2,693
Região Norte
1,282
1,846
2,387
2,408
2,367
2,456
2,585
2,599
2,662
Minas Gerais
1,390
1,785
2,179
2,258
2,306
2,531
2,643
2,660
2,927
Rio Grande do Sul
1,489
1,966
2,321
2,355
2,412
2,568
2,611
2,658
2,802
Paraná
1,540
1,881
2,227
2,359
2,319
2,436
2,420
2,413
2,665
São Paulo
1,441
1,849
2,213
2,210
2,160
2,290
2,369
2,394
2,603
Rio de Janeiro
1,412
1,714
2,059
2,203
2,246
2,348
2,403
2,424
2,591
Total Brasil
1,398
1,866
2,246
2,306
2,292
2,473
2,535
2,547
2,767
*
P
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No gráfico 4.11, verifica-se a evolução dos preços do GLP no RS, em estados selecionados e na média brasileira.
<>
Gráfico 4.11 - Preço Médio do GLP ao Consumidor em Estados Selecionados,
no Período de 2001 a 2009
3,0
2,8
2,6
R$/kg
2,4
2,2
2,0
1,8
1,6
1,4
1,2
2001*
2002
2003
PR
2004
RS
2005
ano
SP
2006
RJ
2007
MG
2008
2009
BR
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3
/
2
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1
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4.10 - Biogás
O biogás é um combustível gasoso com conteúdo energético elevado, semelhante ao gás natural, composto
principalmente por hidrocarbonetos de cadeia curta e linear. Pode ser utilizado para geração de energia elétrica,
térmica ou mecânica.
O energético não é utilizado em grande escala no RS. Em Minas do Leão está localizado um aterro sanitário a céu
aberto onde é depositado o lixo orgânico de 140 municípios gaúchos. No aterro, existe um sistema de captação
de lixo urbano e queima de gases gerados pelo lixo. Os gases são gerados a partir da colocação do lixo em cavas
de mineração de carvão.
Essa solução transformou as chamadas “crateras” da exploração de carvão a céu aberto em depósito de lixo
orgânico. Com a fermentação dele origina-se a produção de Biogás, que atualmente é queimado pela Sil
Soluções Ambientais, empresa do Grupo Copelmi.
O gás metano queimado diariamente poderia ser utilizado como fonte energética de uma Usina Térmica
estimada em 5,5 MW. Para isso acontecer, o empreendedor da referida usina teria de ter garantia do
suprimento do combustível (lixo orgânico) por um período de tempo compatível com o período de concessão
da ANEEL.
O suprimento do lixo orgânico poderia não ser garantido pelas Prefeituras, por eventualmente entender que
a sua mera utilização como combustível via processo de liquefação, por exemplo, exige providências
tecnológicas mais baratas que as atualmente disponíveis.
O lixo de 140 municípios é processado em uma área de 45 hectares. Diariamente são transportadas 2.200
toneladas de lixo ao local por cerca de 80 caminhões, cada carga de lixo é pesada e as prefeituras pagam para a
empresa Sil Soluções.
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poderia ser dada outra finalidade ao lixo orgânico que recolhem. Como o metanol é um gás bastante corrosivo,
8
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A empresa Sil Soluções elaborou este empreendimento após ter obtido permissão da Organização das Nações
Unidas (ONU) nos termos do Protocolo de Kyoto, no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Com isso a
Sil Soluções negociou com o Japon Carbon Finance - JCF a venda de créditos de carbono em função da captura de
dióxido de carbono - CO2.
Estima-se que o empreendimento da Sil Soluções poderá contribuir com a redução anual de 170 mil toneladas de
CO2. A operação teve inicio em abril de 2007.
São usadas válvulas e tubulações visando interligar os drenos de biogás para conduzí-lo até a planta de sucção e
queima. O flair (tocha) é o equipamento encarregado de efetuar a queima, sendo, portanto um equipamento de
controle da poluição aérea. Há ainda uma estação de tratamento de efluentes líquidos (chorume). Os maus
cheiros exalados no local são bem inferiores aos que emanam dos lixões urbanos.
O aterro comporta até 13 milhões de metros cúbicos de lixo e tem vida útil estimada em 17 anos.
A restrição de espaço e a necessidade de atender cada vez mais às demandas de energia, água de boa qualidade e
alimentos tem colocado algumas etapas a serem vencidas, que se relacionam com a questão ambiental e a com a
disponibilidade de energia.
Atualmente, a Sulgás está estudando o aproveitamento dos resíduos de algumas criações de animais, como
suínos, e o próprio aproveitamento da fermentação do chamado lixo orgânico produzido pelas sociedades
modernas.
4.11 - Polietileno Verde
No RS estão previstos investimentos de R$1 bilhão até o final de 2011. Maior parte do investimento será para a
unidade de polietileno verde da Braskem. O polietileno verde é fabricado a partir do etanol da cana-de-açúcar. Tal
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unidade será implantada no pólo de Triunfo.
8
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5
Metodologia e Conceituação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Metodologia e Conceituação
5.1 - Descrição Geral
O Balanço Energético do Rio Grande do Sul - BERS utiliza a metodologia internacional, também empregada pelo
Balanço Energético Nacional - BEN. A metodologia empregada propõe uma estrutura energética geral, de forma
a permitir a obtenção de adequada configuração das variáveis físicas próprias do setor energético.
A matriz Balanço Energético (quadro 5.1), síntese da metodologia, expressa o balanço das diversas etapas do
processo energético: produção, transformação e consumo, conforme figura e conceituação apresentados a
seguir.
5.1.a - Processo Energético
Consumo Final Primário
Importação
de Energia
Primária
Produção
de Energia
Primária
Exportação
de Energia
Primária
Oferta
Total
Primária
Importação
de Energia
Secundária
Oferta
Interna
Bruta
Entradas
Primárias
Centro de
Transformação
Produção
Secundária
Exportação
de Energia
Secundária
Oferta
Total
Secundária
Oferta
Interna
Bruta
Consumo
Final
Secundário
Consumo
Final Total
Consumo
Final
Energético
Perdas
Secundárias
Variações
de Estoques
Primários
Variações
de Estoques
Primários
Perdas
Primárias
Não-aproveitadas
e Reinjeções
Primárias
Perdas de
Transformação
Setores de
Consumo
Final (inclui
consumo
próprio do
setor
energético)
Consumo Final
Não-Energético
Não-aproveitadas
Secundárias
Entrada Secundária
Energia Primária
Transformação
Energia Secundária
Consumo Final Total
Setor Energético
5.2 - Conceituação
Conforme se observa na figura, a estrutura geral do balanço é composta por quatro partes:
?
Energia Primária
?
Transformação
?
Energia Secundária
?
Consumo Final
5.2.a - Energia Primária
Produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como petróleo, gás natural, carvão mineral,
Colunas da
Matriz
Fontes de Energia Primária
Outras Fontes Primárias
Total de Energia Primária
1a8
9
10
Identificação
Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, Carvão Metalúrgico,
Urânio (U 3 O8 ), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos da Cana
(Melaço, Caldo-de-Cana e Bagaço).
Eólica, Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de
Vapor, Calor e Outros.
C
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5
resíduos vegetais e animais, energia solar, eólica, etc.
Somatório das Colunas 1 a 9.
8
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
5.2.b - Energia Secundária
Produtos energéticos resultantes dos diferentes centros de transformação que tem como destino os
diversos setores de consumo e eventualmente outro centro de transformação.
Colunas da
Matriz
11 a 23
Fontes de Energia Secundária
Identificação
Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (A e de Aviação),
GLP, Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de
Cidade e de Coqueria), Coque de Carvão Mineral, Urânio
Contido no UO2 dos Elementos Combustíveis, Eletricidade,
Carvão Vegetal, Álcool Etílico (Anidro e Hidratado), Biodiesel e
Outras Secundárias de Petróleo (Gás de Refinaria, Coque e
Outros).
Produtos Não Energéticos do Petróleo
24
Derivados de Petróleo que, mesmo tendo significativo
conteúdo energético, são utilizados para outros fins (Graxas,
Lubrificantes, Parafinas, Asfalto, Solventes e Outros).
Alcatrão
25
Alcatrão obtido na transformação do Carvão Metalúrgico em
Coque.
Total de Energia Secundária
26
Somatório das Colunas 11 a 25.
5.2.c - Total Geral
Consolida todas as energias produzidas, transformadas e consumidas no Estado.
Colunas da
Matriz
Identificação
27
Somatória Algébrica das Colunas 10 a 26.
Energia Total
5.2.d - Oferta
Quantidade de energia que se coloca à disposição para ser transformada e/ou para consumo final.
Linhas da
Matriz
Identificação
Energia Primária que se obtém de Recursos Minerais,
Produção
1
Vegetais e Animais (Biogás), Hídricos, Reservatórios
Geotérmicos, Sol, Vento, Marés. Tem sinal positivo.
Quantidade de Energia Primária e Secundária proveniente do
Importação
2
exterior e de outros estados, que entra no RS e constitui parte
da Oferta no Balanço. Tem sinal positivo.
Diferença entre o Estoque Inicial e Final de cada ano. Um
Variação de Estoques
3
Oferta Total
4
Exportação
5
Não-Aproveitada
6
aumento de estoques num determinado ano significa uma
redução na Oferta Total. No Balanço tem sinal negativo as
entradas e positivo as saídas.
Produção (+) Importação (+) ou (-) Variação de Estoques.
RS para outros estados e exterior. É identificada com sinal
negativo.
C
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5
Quantidade de Energia que, por condições técnicas ou
caracterizada com sinal negativo.
Quantidade de Gás Natural que é reinjetado nos poços de
Reinjeção
7
Petróleo para uma melhor recuperação deste hidrocarboneto.
Tem sinal negativo.
Quantidade de Energia que se coloca à disposição do
Oferta Interna Bruta
8
6
econômicas, atualmente não está sendo utilizada. É
8
Estado para ser submetida aos Processos de
Transformação e/ou Consumo Final. Corresponde à soma
algébrica das linhas 4 a 7.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
5.2.e - Transformação
O Setor Transformação agrupa todos os centros de transformação onde a energia que entra (primária
e/ou secundária) se transforma em uma ou mais formas de energia secundária com suas
correspondentes perdas na transformação.
Linhas da
Identificação
Matriz
Soma das linhas 9.1 a 9.10. As quantidades colocadas nas
colunas 1 a 9 e 11 a 25 representam a soma algébrica de
Total Transformação
9
Energia Primária e Secundária que entra e sai do conjunto
dos Centros de Transformação.
Refinarias de Petróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de
Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear,
Centros de Transformação
9.1 a 9.9
Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras,
Carvoarias e Destilarias.
Inclui os Efluentes (produtos energéticos) produzidos pela
Outras Transformações
indústria química, quando do processamento da Nafta e outros
9.10
produtos Não Energéticos de Petróleo.
Observações importantes sobre os sinais nos centros de Transformação:
a) toda energia primária e/ou secundária que entra (como insumo) no centro de transformação tem sinal
negativo.
b) toda energia secundária produzida nos centros de transformação tem sinal positivo.
5.2.f - Perdas
Linhas da
Matriz
Identificação
Perdas ocorridas durante as atividades de produção,
transporte, distribuição e armazenamento de energia. Como
Perdas na Distribuição e Armazenagem
10
exemplos, podem-se destacar: perdas em Gasodutos,
Oleodutos, Linhas de Transmissão de Eletricidade, Redes de
Distribuição Elétrica. Não se incluem nessa linha as perdas
5.2.g - Consumo Final
Nesta parte, detalham-se os diferentes setores da atividade socioeconômica do Estado, para onde
convergem as energias primária e secundária, configurando o Consumo Final de Energia.
C
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5
nos Centros de Transformação.
8
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Linhas da
Matriz
Consumo Final
Consumo Final Não Energético
Identificação
11
Energia Primária e Secundária que se encontra disponível
para ser usada por todos os setores de Consumo Final no
Estado, incluindo o Consumo Final Energético e o
Consumo Final Não Energético. Corresponde à soma das
linhas 11.1 e 11.2.
11.1
Quantidade de Energia contida em produtos que são utilizados
em diferentes setores para fins Não Energéticos.
Agrega o Consumo Final dos Setores Energético, Residencial,
Consumo Final Energético
Comercial, Público, Agropecuário, Transporte, Industrial e
11.2
Consumo Não Identificado. É a somatória das linhas 11.2.1 a
11.2.8.
Energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos
Consumo Final do Setor Energético
processos de extração e transporte interno de Produtos
11.2.1
Energéticos, na sua forma final.
Consumo Final Residencial
11.2.2
Energia consumida no Setor Residencial, em todas as classes.
Consumo Final Comercial
11.2.3
Energia consumida no Setor Comercial, em todas as classes.
Consumo Final Público
11.2.4
Energia consumida no Setor Público, em todas as classes.
Consumo Final Agropecuário
11.2.5
Energia total consumida nas classes Agricultura e Pecuária.
Energia consumida no Setor Transportes, englobando os
Consumo Transportes Total
segmentos rodoviário, ferroviário, aéreo e hidroviário. É a
11.2.6
somatória das linhas 11.2.6.1 a 11.2.6.4.
Energia consumida no setor industrial, englobando os
segmentos cimento, ferro-gusa e aço, ferroligas, mineração e
Consumo Final Industrial Total
pelotização, não-ferrosos e outros da metalurgia, química,
11.2.7
alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e
outros. É a somatória das linhas 11.2.7.1 a 11.2.7.11.
Corresponde ao consumo que, pela natureza da informação
Consumo Não Identificado
compilada, não pode ser classificado num dos setores
11.2.8
anteriormente descritos.
5.2.h - Ajustes Estatísticos
Ferramenta utilizada para compatibilizar os dados correspondentes à oferta e consumo de energias
provenientes de fontes estatísticas diferentes.
Linhas da
Matriz
Identificação
Quantifica os déficits e superávits aparentes de cada
Ajustes
12
energia, produtos de erros estatísticos, informações ou
C
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o
5
medidas.
8
8
Os ajustes para cada coluna (1 a 25) são calculados da seguinte forma:
AJUSTES = OFERTA INTERNA BRUTA (+) TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
ARMAZENAGEM (-) CONSUMO FINAL
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
O sinal de “Total Transformação” é negativo para fontes primárias e geralmente positivo para secundárias.
O sinal de “Perdas na Distribuição e Armazenagem” é negativo para fontes primárias e secundárias.
O ajuste é positivo se o valor absoluto da oferta interna bruta for maior que a soma dos valores absolutos
das demais parcelas. O ajuste será negativo se o valor absoluto da oferta interna bruta for menor.
5.2.i - Produção de Energia Secundária
Corresponde à soma dos valores positivos que aparecem nas linhas 9.1 a 9.10.
5.3 - Convenção de Sinais
Nos blocos de oferta e centros de transformação, da matriz do quadro 5.1 (produção, importação, retirada de
estoque, saídas dos centros de transformação), toda quantidade de energia que tende a aumentar a energia
disponível no Estado é POSITIVA, enquanto que toda quantidade que tende a diminuir a energia disponível no
Estado é NEGATIVA (acréscimo de estoque, exportação, não aproveitada, reinjeção, energia transformada,
perdas na transformação e perdas na distribuição e armazenagem).
Finalmente, todos os dados que se encontram na parte referente ao consumo final de energia são também
negativos, mas por motivo de simplificação, na apresentação, aparecem como quantidades aritméticas (sem
sinal).
5.4 - Operações Básicas da Matriz Balanço Energético
5.4.a - Energia Primária e Secundária
O fluxo energético de cada fonte primária e secundária é representado pelas seguintes equações:
OFERTA TOTAL = PRODUÇÃO (+) IMPORTAÇÃO (+) OU (-) VARIAÇÃO DE ESTOQUES
OFERTA INTERNA BRUTA = OFERTA TOTAL (-) EXPORTAÇÃO (-) NÃO-APROVEITADA (-) REINJEÇÃO
E ainda:
OFERTA INTERNA BRUTA = TOTAL TRANSFORMAÇÃO (+) CONSUMO FINAL (+) PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO E
ARMAZENAGEM (+) OU (-) AJUSTE.
Para essa expressão, deve ser considerado o valor absoluto de “Total Transformação” e “Perdas na Distribuição
e Armazenagem”.
Deve ser observado que a produção de energia secundária aparece no bloco relativo aos centros de
transformação, tendo em vista ser toda ela proveniente da transformação de outras formas de energia. Assim,
para evitar-se dupla contagem, a linha de “produção” da matriz fica sem informação para as fontes secundárias.
considere a produção nos centros de transformação como parte da oferta.
5.4.b - Transformação
Nesta parte, configurada pelos centros de transformação, é observada a seguinte operação:
C
a
p
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t
u
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o
5
Mesmo assim, para a energia secundária também valem as operações anteriormente descritas, desde que se
8
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
TRANSFORMAÇÃO EM ENERGIA SECUNDÁRIA = TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA (+) TRANSFORMAÇÃO
SECUNDÁRIA (-) PERDAS NA TRANSFORMAÇÃO
5.4.c - Consumo Final de Energia
CONSUMO FINAL = CONSUMO FINAL PRIMÁRIO (+) CONSUMO FINAL SECUNDÁRIO
E ainda:
C
a
p
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o
5
CONSUMO FINAL = CONSUMO NÃO ENERGÉTICO (+) CONSUMO FINAL ENERGÉTICO
9
0
Petróleo
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
Comercial
Público
Agropecuário
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
C
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5
1
2
3
4
5
6
7
8
9
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5
9.6
9.7
9.8
9.9
9.10
10
11
11.1
11.2
11.2.1
11.2.2
11.2.3
11.2.4
11.2.5
11.2.6
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11.2.7.10
11.2.7.11
11.2.8
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FLUXO DE ENERGIA
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
Querosene
Produtos
da cana
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Urânio
contido no UO2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
unidade: mil tep
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Quadro 5.1 - Matriz Balanço Energético do Rio Grande do Sul
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Energia Total
Energia Secundária
Total
Alcatrão
Produtos Não
Energéticos do Petróleo
Outras Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
Carvão
Vegetal
Nafta
GLP
Gasolina
Óleo
Combustível
Óleo Diesel
Energia Primária
Total
Outras
Fontes Primárias
Carvão Vapor
Gás Natural
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
5.5 - Execução na Prática do Balanço Energético 2011 - ano base 2010 em tep
5.5.a - Primeira Etapa
Esta etapa consiste basicamente na coleta das informações dos energéticos em unidades originais e na análise de
sua consistência. O lançamento dos dados é feito após o exame e o conhecimento da metodologia empregada,
apresentada até o item 5.4.c. No quadro 5.2 estão lançadas as principais instituições contatadas pela equipe
técnica do BERS. Trata-se de uma tarefa exaustiva, especialmente por não estarem todos os setores energéticos
no mesmo padrão organizacional. Uma parcela mínima dos energéticos fica fora dos processos oficiais de
contabilização, de outro lado, parte dos autoprodutores e de alguns energéticos não são contabilizados de forma
padronizada. Os resultados da coleta e tratamento das informações constam na tabela G.1 do anexo G. Pode ser
observado que a tabela se assemelha muito à própria tabela do BERS em mil tep (tabelas G.3), salvo pelo fato de
não disporem das colunas chamadas de “Energia Primária Total”, “Energia Secundária Total” e “Energia Total”. A
razão é de não haver sentido somar valores postos em unidades diferentes como MWh, m³, tonelada, e assim por
diante. Além disso, a coluna “Outras Fontes Primárias”, nas tabelas em unidades originais, encontra-se aberta em
três colunas, Lixívia, Casca de Arroz e Eólica, assim como, a coluna “Álcool Etílico Anidro e Hidratado*”, encontra-se
aberta em três colunas, Álcool Etílico Anidro, Álcool Etílico Hidratado e Biodiesel (B100).
Para o caso do petróleo e derivados, energéticos que predominam no RS, as informações primárias foram
coletadas na Agência Nacional do Petróleo - ANP e nas três refinarias gaúchas - REFAP, RIOGRANDENSE e
BRASKEM. No caso do gás natural, as informações primárias são provenientes da SULGÁS e da ANP. Para a energia
hidráulica, energia eólica e eletricidade, as informações primárias foram buscadas nos diferentes agentes de
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do Rio Grande do Sul, na Agência Nacional de Energia
Elétrica - ANEEL e no Operador Nacional do Sistema Interligado - ONS. As informações referentes ao carvão vapor
foram obtidas nas empresas mineradoras do Estado, Companhia Riograndense de Mineração - CRM e Copelmi. Na
ANP, foram informados dados referentes ao álcool etílico anidro e hidratado, sendo que, para o bagaço de cana e
complementação do hidratado, foram colhidas informações na destilaria de Porto Xavier - COOPERCANA. No caso
da lixívia, as informações foram obtidas na CMPC Celulose Riograndense de Guaíba.
Para alguns energéticos, como lenha e biomassa (casca de arroz), os levantamentos de campo precisaram ser
complementados por cálculos estimativos e por pesquisas amostrais, já que nesses casos não se mostra
economicamente viável obter-se uma informação de caráter censitário.
No caso da casca de arroz, foram usadas as seguintes informações do Instituto Riograndense do Arroz - IRGA: i)
volumes e toneladas colhidas nas safras 2010/2011 do RS; ii) 22% da massa de arroz colhido é casca; iii) 38% da
casca produzida não são utilizadas como energético.
Para a lenha, utilizou-se como referencial as pesquisas anuais do IBGE sobre a produção de madeira, lenha e toras
no RS. Pelo lado do consumo, utilizaram-se os critérios: i) na maior parcela do segmento industrial, as informações
foram obtidas diretamente desses setores; ii) para o segmento residencial (domicílios rurais e urbanos), dividiu-se
o levantamento em área urbana e rural. Para área rural, utilizaram-se os levantamentos de população do IBGE e
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considerou-se o consumo anual de 2,25 m3 por ano1. Além disso, aplicou-se esse valor apenas nas parcelas de
população que utilizaram a lenha de forma predominante, segundo levantamento do IBGE. Para a população que a
utiliza, mas não de forma predominante, considerou-se o valor de 2,25 m3 / 4, ou seja, foi considerado que o
energético é consumido somente no inverno. Para determinar a parcela que não utiliza lenha, foi utilizada a
pesquisa telefônica feita em 2008 com moradores da área rural do RS e constatou-se que 26% da população rural
gaúcha não utilizam lenha como fonte de energia. No caso da população urbana, também foi utilizado os
levantamentos do IBGE da parcela da população que usa predominantemente lenha, considerando-se 0,71 m³ por
habitante / ano. Além disso, estimou-se o uso da lenha em lareiras por meio de critério econômico (população
com renda familiar acima de 15 salários mínimos, sendo que, dessas famílias, cada domicílio consome 1 m³ de
lenha anualmente); iii) no caso das padarias e pizzarias, os valores lançados foram calculados a partir de pesquisas
amostrais efetuadas com margem de erro de 6%; iiii) para o setor agropecuário, o cálculo da lenha foi efetuado,
tanto a partir de informações de consumo dos setores que efetuam a secagem de grãos, bem como por
intermédio dos estudos do IRGA, da FENARROZ e do SINDIARROZ. Para o caso da secagem do arroz, tais estudos
concluem que é necessário 1 m³ de lenha para secar 50 toneladas. Tomou-se o cuidado de abater das safras de
arroz a quantidade secada com outros energéticos como o gás natural.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Quadro 5.2 - Relação das Instituições informantes do BERS 2011 - Ano Base 2010
Petróleo e derivados
ANP
Agência Nacional do Petróleo
BRASKEM
Braskem S.A.
PETROBRAS
Petróleo Brasileiro
RIOGRANDENSE
Refinaria de Petróleo Riograndense
REFAP
Refinaria Alberto Pasqualini
Gás Natural
ANP
Agência Nacional do Petróleo
SULGÁS
Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul
Carvão Mineral
COPELMI
Companhia de Pesquisas e Lavras minerais
CRM
Companhia Rio-Grandense de Mineração
DNPM/MME
Departamento Nacional de Produção Mineral / Ministério de
Minas e Energia
Carvão Metalúrgico / Coque de Carvão Mineral
GERDAU AÇOMINAS
Grupo Gerdau
Energia Hidráulica
ANEEL
Agência Nacional de Energia Elétrica
SEINFRA
Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do Estado do RS
Lenha / Carvão Vegetal
AFUBRA
Associação dos Fumicultores do Brasil
CAMBARÁ
Celulose Cambará
COCEAGRO
Cooperativa Central Agroindustrial Noroeste
FECOAGRO
Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
LIGNOTECH
LignoTech Brasil
PIRATINI
Piratini Energia
SETA
Extrativa Tanino de Acácia
SINDICER
Sindicato de Olaria e Cerâmica para construção no RS
Produtos da Cana
COOPERCANA
Cooperativa dos Produtores de Cana Porto Xavier
Outras Fontes Primárias
CMPC
CMPC Celulose Riograndense
CAMIL
Camil Alimentos
IRGA
Instituto Rio-Grandense do Arroz
VENTOS DO SUL
Ventos do Sul Energia
AES SUL
Distribuidora Gaúcha de Energia
AES URUGUAIANA
AES Uruguaiana Empreendimentos
BAESA
Energética Barra Grande S.A.
CERAN
Companhia Energética Rio das Antas
CGTEE
Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica
DEMEI
Departamento Municipal de Energia de Ijuí
ELETROCAR
Centrais Elétricas de Carazinho
ELETROSUL
Eletrosul Centrais Elétricas S.A.
FECOERGS
Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e
Desenvolvimento Rural do RS
GRUPO CEEE
Companhia Estadual de Energia Elétrica
HIDROPAN
Hidroelétrica Panambi
MUX
Mux Energia
RGE
Rio Grande Energia
TRACTEBEL
Tractebel Energia
UHENPAL
Usina Hidroelétrica Nova Palma
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Eletricidade
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
5.5.b - Segunda Etapa
Após coleta e fechamento dos dados em unidades originais, é feita a conversão para a unidade mil tep, tabela
G.3 do anexo G. A razão de converter para uma unidade comum é poder somar e subtrair valores de energéticos
com unidades diferentes. Como exemplo, as concessionárias de serviços públicos de energia elétrica costumam
contabilizar eletricidade gerada ou consumida em MWh, já as refinarias e a ANP costumam contabilizar
derivados do petróleo como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e outros, em m³ e também em litros.
Existem derivados do petróleo, como o Gás Liquefeito do Petróleo - GLP, que são comercializados em kg ou em
tonelada.
A seguir, será examinada a conversão de unidades originais (tabela G.1) para a unidade mil tep (tabela G.3) do
anexo G.
Para os energéticos primários:
Petróleo: Todos os valores postos em m³ na coluna “petróleo” devem ser multiplicados por 0,887 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “petróleo” do
BERS 2010 (tabela G.3). Como exemplo, o valor da linha de importação de 8.147 mil tep em 2010 foi obtido por
meio da multiplicação de 9.185.184 m³ por 0,887 e, para converter em mil tep, o valor deve ainda ser divido por
mil. Na linha “refinarias de petróleo”, os valores de petróleo assumem o sinal negativo, significando que o
energético será convertido em outros energéticos. Em todas as linhas abaixo do consumo final, o valor do
petróleo é zero, significando que não é consumido diretamente por nenhuma classe de consumo.
Gás natural: Multiplicam-se todos os valores lançados em mil m³ na coluna “gás natural” por 0,88 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados devem ser divididos por mil. Os números assim obtidos geram a segunda coluna
dos energéticos, “gás natural”. O gás natural é consumido tanto pelos centros de transformação, como por
consumidores industriais, residenciais e comerciais.
Carvão vapor: Como há diferentes tipos de carvão, o cálculo segue a conversão de cada linha da tabela 3.10 do
capítulo 3. Cada tipo de carvão foi lançado individualmente em unidades originais na coluna do carvão, e em
seguida precisou ser convertida em tep. Como exemplo, pode ser citado o carvão CE 3300, que possui um fator
de conversão de toneladas para tep de 0,31, conforme anexo C, tabela C.10. Após conversão, obtém-se a
quantidade equivalente em tep para a coluna do carvão CE 3300, em seguida faz-se a mesma operação para os
demais tipos de carvão. A soma matricial dos valores das colunas, redunda na coluna equivalente. Essa coluna
deve ser dividida por mil, para se ter a unidade mil tep, gerando assim a terceira coluna dos energéticos, “carvão
vapor” do BERS 2010.
Energia hidráulica: Na tabela em unidades originais de 2010, no anexo G, o valor em MWh que aparece na
sexta coluna, “energia hidráulica”, representa a soma de toda a geração de energia hidroelétrica produzida em
usinas de grande e pequeno porte no RS. Para o caso das usinas de fronteira (Itá, Machadinho, Barra Grande e
Foz do Chapecó), o valor anual gerado pelas usinas foi dividido por dois, sendo que a outra parte entra na
contabilização do estado de Santa Catarina. Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por
0,086 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Dessa forma, fica
gerada a sexta coluna da tabela G.3.
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Lenha: Os valores constantes na sétima coluna de energéticos da tabela G.1, do anexo G, deverão
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primeiramente ser convertidos de metros cúbicos para toneladas, o que significa que os números das células da
sétima coluna em m³ primeiramente devem ser multiplicados por 0,39, tabela C.9, do anexo C, já que a
densidade média da lenha é de 390 kg/m³. Após conversão, obtém-se a quantidade em toneladas de lenha nas
células da sétima coluna. Em seguida, todas as células da coluna “lenha” deverão ser multiplicadas por 0,31
(anexo C, tabela C.10), obtendo-se a coluna da lenha em tep. Divididos os valores por mil, obtém-se em mil tep.
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Produtos da cana: Os valores em toneladas constantes na oitava coluna “produtos da cana” (no caso, bagaço
de cana), da tabela G.1, do Anexo G, deverão ser multiplicados por 0,213 (anexo C, tabela C.10), obtendo-se a
coluna de “produtos da cana” em tep. Para obter a unidade de mil tep, todas as células da coluna “produtos da
cana” devem ser divididas por mil. Assim, fica gerada a oitava coluna do BERS 2010.
Outras Fontes Primárias: Nas tabelas em valores originais do anexo G, aparecem três colunas que darão
origem a nona coluna do BERS 2010. Uma das colunas refere-se à lixívia (em toneladas), a outra à casca de arroz
(em toneladas) e a outra corresponde à energia eólica (em MWh). Cada coluna deve ser convertida para tep e
depois somada matricialmente. Para a coluna da lixívia, o fator multiplicador é 0,286 (anexo C, tabela C.10); da
casca de arroz é 0,295; e da energia eólica 0,086. A coluna resultante dessa soma deverá ser dividida por mil
para obter-se a nona coluna do BERS 2010.
Para os energéticos secundários, consideram-se as seguintes conversões:
Óleo diesel: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo diesel” do anexo G, tabela G.1, devem ser
multiplicados por 0,848 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil para se ter a unidade mil tep. Os
números assim obtidos geram a coluna “óleo diesel” do BERS 2010, décima primeira coluna. Nota-se na linha
“refinarias de petróleo”, que o valor de óleo diesel é maior que o lançado na linha “consumo final”, coerente
com o fato de a parcela de diesel produzido nas refinarias gaúchas ser exportada para outros estados. Os valores
da parcela de biodiesel, misturada ao óleo diesel, estão na última coluna da tabela G.1, em unidades originais,
do anexo G; bem como, na vigésima segunda coluna da tabela G.3 (álcool etílico anidro e hidratado*), do BERS
2010, em mil tep.
Óleo combustível: Todos os valores postos em m³ na coluna “óleo combustível” devem ser multiplicados por
0,959 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “óleo
combustível” do BERS 2010, décima segunda coluna da tabela G.3.
Gasolina: As informações a respeito da gasolina nas refinarias constam como gasolina A, e no consumo final
como gasolina C, gasolina automotiva. Nesse caso, é retirado os 23,79%2 de álcool etílico anidro da gasolina C, e
lançado o resultado na coluna “gasolina” do anexo G, tabela G.1. Dessa forma, os valores constantes na coluna
“gasolina” referem-se à Gasolina A. A parcela de 23,79% de álcool etílico anidro retirada da gasolina C é lançada
na coluna “álcool etílico anidro e hidratado” do BERS3. Todos os valores postos em m³ na coluna “gasolina”
devem ser multiplicados por 0,783 (anexo C, tabela C.10), fator de conversão correspondente à gasolina A, e os
resultados divididos por mil. Os números assim obtidos geram a coluna “gasolina” do BERS 2010, décima
terceira coluna. Nota-se que, na linha “refinarias de petróleo”, os valores de gasolina serão maiores que os
lançados na linha consumo final, coerente com o fato de a parcela da gasolina produzida nas refinarias gaúchas
ser exportada para outros estados. A gasolina automotiva utilizada nos veículos brasileiros origina-se de uma
mistura da gasolina A com 23,79% (em volume) de álcool etílico anidro, em 2010. Cabe salientar que a gasolina
de aviação está inclusa nessa coluna.
GLP: Todos os valores postos em m³ na coluna “GLP” devem ser multiplicados por 0,611 (anexo C, tabela C.10) e
os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “GLP” do BERS 2010, décima quarta coluna,
da tabela G.3, do anexo G.
C.10) e os resultados divididos por mil. Os números obtidos geram a coluna “nafta”, décima quinta coluna da
tabela G.3, do anexo G.
Querosene: Engloba querosene de aviação e querosene iluminante. Todos os valores postos em m³ na coluna
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Nafta: Todos os valores postos em m³ na coluna “nafta” devem ser multiplicados por 0,765 (anexo C, tabela
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
“querosene” devem ser multiplicados por 0,822 (anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os
números obtidos geram a coluna “querosene” do BERS 2010, décima sexta coluna da tabela G.3, do anexo G.
Eletricidade: Os valores em MWh dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,086 (anexo C, tabela C.10) e os
resultados divididos por mil. Dessa forma, gera-se a vigésima coluna do BERS 2010.
Carvão vegetal: Os valores em toneladas dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,646 (anexo C, tabela
C.10) e os resultados divididos por mil. A coluna correspondente é a vigésima primeira do BERS 2010.
Álcool etílico anidro e hidratado*: Para executar a coluna em valores originais, é preciso inicialmente
trabalhar em três colunas separadas, uma para o anidro, uma para o hidratado, e outra para o biodiesel. No caso
do álcool etílico anidro, basta lembrar que 23,79% do volume informado da gasolina automotiva (gasolina C) é
constituído por este. Para a conversão em tep, os valores em m³ da coluna do álcool etílico anidro deverão ser
multiplicados por 0,534 (anexo C, tabela C.10), e os da coluna do álcool etílico hidratado por 0,51, e os da coluna
do biodiesel4 por 0,756. Após, as três colunas devem ser somadas de forma matricial. Dessa forma, fica gerada a
vigésima segunda coluna da tabela G.3 do BERS 2010.
Outras secundárias de petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89 (anexo C,
tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Dessa forma, tem-se a vigésima terceira coluna do BERS 2010.
Produtos não energéticos do petróleo: Os valores em m³ dessa coluna deverão ser multiplicados por 0,89
(anexo C, tabela C.10) e os resultados divididos por mil. Os valores correspondentes encontram-se na vigésima
quarta coluna da tabela G.3 do anexo G, BERS 2010.
5.6 - Execução na Prática do Balanço Energético 2009 em kcal
Para converter os valores de mil tep, constantes na tabela G.3 do anexo G, para bilhões de kcal, basta multiplicar
todas as células destas por 10. Obtém-se, assim, a tabela G.2 em bilhões de kcal.
No anexo C, tabela C.1, verifica-se que 1 tep = 10 bilhões de cal, logo 1.000 tep = 10 bilhões de kcal.
5.7 - Classificação Setorial
A classificação de consumo setorial utilizada no Balanço Energético do Estado do Rio Grande do Sul segue a
Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, classificação oficialmente adotada pelo Sistema
Estatístico Nacional e pelos órgãos federais gestores de registros administrativos. Está em vigor desde 1° de
janeiro de 2007, a nova estrutura de códigos da CNAE, conforme Resoluções Concla n°1, de 4 de setembro de
2006, e n°2, de 15 de setembro de 2006. A tabela CNAE - Fiscal 1.1, vigente em 2006, foi substituída pela tabela
CNAE - versão 2.0. As classificações de atividades econômicas precisam ser periodicamente atualizadas e
revisadas em função de mudanças na organização produtiva, que alteram a importância relativa das atividades
econômicas e dos produtos, e também de demandas por novas abordagens analíticas. A classificação setorial
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encontra-se em versão digital disponível no sítio do Grupo CEEE - www.ceee.com.br.
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Oferta e Demanda de Energia
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Oferta e Demanda de Energia
6.1 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Primárias
Para a análise deste tópico, recorremos aos números postos na tabela 6.1 a seguir. A tabela representa itens
como produção, importação, variação de estoques e exportação, bem como consumo de energéticos primários
por fontes, lançados em unidades originais. A unidade de medida original do petróleo, gás natural e lenha é o
m³; do carvão vapor, produtos da cana, lixívia e casca de arroz é a tonelada; e para a energia hidráulica e eólica é
o MWh.
A tabela 6.1 é convertida na tabela 6.2 para unidade mil tep (poderia ser para kcal ou Joule). Cada energético
primário tem um fator de conversão, como exemplo, para cada m³ de petróleo tem-se um fator de
multiplicação de 0,887, e assim por diante conforme mostra a tabela C.10 do anexo C. Os energéticos lixívia,
casca de arroz e energia eólica são convertidos em mil tep e os correspondentes resultados são somados,
originando na tabela a coluna “outras fontes de energia”. No caso da lenha, primeiramente se utiliza a
densidade média de 390 kg/m³, conforme tabela C.9, do anexo C, para depois empregar o fator de conversão
do anexo C, tabela C.10.
Em 2010, a Oferta Interna de Energia - OIE1 total oriunda de fontes primárias no RS, atingiu 15.160.000 tep, ou
151,60 trilhões de kcal. Em 2010, o valor da OIE sofreu acréscimo de 3,84% em relação a 2009 (14.600.000 tep).
A situação da oferta e demanda de cada energético primário é descrita a seguir:
6.1.a - Petróleo
Todo petróleo refinado no RS é importado. Em 2010, foi a fonte primária predominante com 8.216.000 tep
(tabela 6.2), correspondendo a 9.263.136 m³ de petróleo (tabela 6.1), representando 54,20% da oferta de
fontes primárias, segundo gráfico 6.1. No ano de 2010, o petróleo sofreu decréscimo de 10,64 % em relação ao
ano anterior, onde a OIE total foi de 9.194.000 tep.
Na ponta do consumo, verificou-se que no RS todo petróleo da OIE é destinado ao consumo nos chamados
centros de transformação, no caso específico do Estado, nas refinarias de petróleo.
6.1.b - Gás natural
Todo gás natural consumido no Estado é importado, em 2010 representou 398.000 tep. No ano, a oferta interna
de energia foi de 518.000 tep (tabela 6.2), correspondendo a 588.229.000 m³ de gás natural (tabela 6.1). Este
valor representa 3,41% da oferta das fontes primárias, como mostra o gráfico 6.1, ficando na sexta posição,
atrás do petróleo, da lenha, da energia hidráulica, do carvão vapor e das “outras fontes primárias”. Em 2010,
ocorreu um acréscimo de 9,28 % em relação ao ano de 2009, onde foi ofertado 474.000 tep.
Em relação ao consumo, observa-se na tabela 6.2 que o gás natural foi utilizado em sua maior parcela no setor
industrial, representado 52,78%, sendo de 210.000 tep; na segunda posição, no setor energético, 27,84%,
sendo 111.000 tep; seguido do setor rodoviário, 17,81%, 71.000 tep; e setor comercial, 1,49%, 6.000 tep. Nos
centros de transformação - com sinal negativo na tabela, foi utilizado 120.000 tep, e será melhor abordado no
6.1.c - Carvão Vapor
Todo carvão vapor consumido no RS é extraído do território gaúcho. Em 2010, a OIE de carvão no RS, tabela 6.2, foi de
1.731.000 tep, ou de 7.122.145 toneladas de carvão equivalente (tabela 6.1). São diversos tipos de carvão
transformados no carvão equivalente. Consta na tabela 3.10, do capítulo 3, o detalhamento da produção por tipo de
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capítulo 7 - Centros de Transformação.
carvão. No gráfico 6.1, verifica-se que o carvão vapor correspondeu a 11,42% da oferta de fontes primárias, ficando
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
na terceira posição. Em relação ao ano de 2009, onde a OIE de carvão no RS foi de 1.041.000 tep, ocorreu um
expressivo acréscimo de 66,28 %. O que está diretamente vinculado a esse crescimento é a entrada em operação da
Usina Térmica de Candiota III. No sistema interligado nacional, as usinas térmicas são em regra utilizadas com maior
intensidade em casos de estiagens, poupando assim os reservatórios nacionais, especialmente os da região Sudeste.
Pelo lado da demanda, verificou-se que a maior parcela ocorreu no setor de transformação (centrais elétricas de
serviço público e centrais elétricas autoprodutoras), atingindo 1.288.000 tep (com sinal negativo na tabela 6.2),
representando 74,35 % do total da OIE. O restante foi consumido pelo setor industrial, 443.000 tep, parcela de 25,59
% da OIE.
6.1.d - Energia hidráulica
Como o sistema brasileiro é interligado, a energia hidráulica aqui tratada é aquela pertinente à geração anual nas
hidroelétricas situadas no RS (Usinas Hidroelétricas - UHE e Pequenas Centrais Hidroelétricas – PCH), sendo que nas
usinas de fronteira como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra Grande, o valor gerado é dividido por dois. Em
2010, a OIE da energia hídrica (tabela 6.2) atingiu 1.704.000 tep, o equivalente a 19.812.209 MWh (tabela 6.1),
perfazendo 11,24 % da OIE e ficando na quarta posição das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação à produção de
1.381.000 tep, em 2009, houve um aumento na Oferta em 23,39 %.
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2010 (tabela 6.2) que toda a energia hidráulica foi utilizada nos centros de
transformação, sendo a maior parcela nas centrais elétricas de serviços públicos e a menor nas centrais elétricas
autoprodutoras.
6.1.e - Lenha
A lenha é o energético primário de mais difícil contabilização, tanto no tocante à coleta das informações como aos
problemas de unidades empregadas pelos mercados produtor e consumidor do energético. Cabe registrar que os
valores lançados para a lenha no BERS 2011 - ano base 2010 não são comparáveis com os valores que vinham sendo
lançados no BERS até 2004. Os levantamentos e estimativas de consumo de lenha, efetuados pela equipe técnica,
mostraram-se compatíveis com as pesquisas de produção de lenha efetuadas pelo IBGE no RS, e tais valores são
bem menores que a contabilidade da lenha adotada anteriormente ao ano de 2005.
No ano de 2010, a OIE da lenha ficou em 1.788.000 tep (tabela 6.2), representando 11,79 % das fontes primárias
(gráfico 6.1).
Pelo lado da demanda, verificou-se em 2010 (tabela 6.2) que o maior consumo ficou com o setor agropecuário,
946.000 tep, representando 54,33.% da OIE da lenha. Na segunda posição, aparece o setor o setor residencial com
409.000 tep (23,48%) e, na terceira posição, o setor industrial com 379.000 tep (21,77 %).
6.1.f - Produtos da cana
Ao contrário do Brasil, onde a participação do bagaço de cana na composição das fontes primárias é significativa, no
RS a situação é diferente. Em 2010, a participação dos produtos da cana2 registrou na OIE modestos 17.000 tep
(tabela 6.2).
Pela ótica da demanda, observou-se que 9.000 tep foram consumidos no setor energético, 4.000 tep como consumo
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não-energético e 4.000 tep transformados nas destilarias.
6.1.g - Outras fontes primárias
Trata-se da composição da lixívia, da casca do arroz e da energia eólica (tabela 6.1). Para calcular a quantidade de
casca de arroz, utilizaram-se informações da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul FECOAGRO-RS. Para a safra 2010/2011, utilizaram-se os dados que 1 m³ de lenha seca 50 toneladas de arroz, 22% é
casca e 38% dessa casca não é utilizada como energético.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Em 2010 (tabela 6.2), as “outras fontes primárias” apresentaram OIE de 1.186.000 tep, representando 7,82 % do
total das fontes primárias (gráfico 6.1). Em relação a 2009, houve acréscimo na OIE em 101,02 %, o que se explica
pelo aprimoramento de considerar o componente energético da fonte primária (oleaginosa) que se converte em
biodiesel, o que não ocorreu em 2009.
Pela ótica da demanda em 2010, verificou-se que 596.000 tep foram utilizados nos centros de transformação (casca
de arroz utilizada em termoelétricas, geradores eólicos e energia primária de oleaginosas para produção de biodiesel
- energia secundária). Em outras transformações, observa-se uma parcela expressiva do óleo de soja convertido em
biodiesel. No setor industrial foram consumidos 590.000 tep, oriundos da casca de arroz e da lixívia.
Tabela 6.1 - Fontes de Energia Primária
unidades originais
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Eólica
MWh
Casca de Arroz
t
Lixívia
t
Produtos da Cana
t
Lenha
m3
Energia Hidráulica
MWh
Urânio U3O8
Carvão Metalúrgico
Carvão Vapor
t
Gás Natural
mil m 3
0
0
6.772.799
0
0
19.812.209
14.778.341
81.780
685.324
1.398.989
358.141
9.185.184
590.596
0
0
0
0
0
0
0
0
0
77.952
0
502.487
0
0
0
7.051
0
0
0
0
9.263.136
590.596
7.275.287
0
0
19.812.209
14.785.392
81.780
685.324
1.398.989
358.141
Exportação
0
0
-153.141
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia Não-Aproveitada
0
-2.368
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
9.263.136
588.229
7.122.145
0
0
19.812.209
14.785.392
81.780
685.324
1.398.989
358.141
Total Transformação
-9.263.136
-136.062
-5.298.572
0
0
-19.812.209
-390.149
-18.516
0
-64.704
-358.141
Refinarias de Petróleo
-9.263.136
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0 -4.733.839
0
0
-19.578.056
-70.512
0
0
0
-358.141
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0
-136.062
-564.733
0
0
-234.153
-17.385
0
0
-64.704
0
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
-302.252
0
0
0
0
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
-18.516
0
0
0
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Consumo Final
0
452.167
1.822.789
0
0
0
14.395.243
63.264
685.324
1.334.285
0
Consumo Final Não-Energético
0
0
0
0
0
0
0
18.979
0
0
0
Consumo Final Energético
0
452.167
1.822.789
0
0
0
44.284
685.324
1.334.285
0
Setor Energético
0
125.894
0
0
0
0
0
44.284
0
0
0
Residencial
0
381
0
0
0
0
3.379.451
0
0
0
0
Comercial
0
6.733
0
0
0
0
60.000
0
0
0
0
Público
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Agropecuário
0
0
0
0
0
0
7.821.407
0
0
0
0
0
80.515
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Rodoviário
0
80.515
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Aéreo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hidroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Industrial - Total
0
238.644
1.822.789
0
0
0
3.134.385
0
685.324
1.334.285
0
Cimento
0
0
80.453
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferro-gusa e Aço
0
19.403
12.092
0
0
0
0
0
0
0
0
Ferroligas
0
33.694
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Mineração e Pelotização
0
0
2.071
0
0
0
0
0
0
0
0
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
0
48.787
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Química
0
78.663
520.491
0
0
0
317.367
0
0
0
0
Alimentos e Bebidas
0
25.928
293.406
0
0
0
970.000
0
0
844.639
0
Têxtil
0
4.269
0
0
0
0
2.400
0
0
0
0
Papel e Celulose
0
2.731
467.562
0
0
0
619.618
0
685.324
0
0
Cerâmica
0
14.632
0
0
0
0
950.000
0
0
489.646
0
Outros
0
10.537
446.714
0
0
0
275.000
0
0
0
0
Consumo Não-identificado
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
785
0
0
0
0
0
0
0
0
Transportes - Total
Ajustes
14.395.243
C
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6
Produção
Petróleo
m3
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
1
0
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 6.2 - Fontes de Energia Primária
unidade: mil tep
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Variação de Estoques
Oferta Total
Energia Primária
Total
Outras
Fontes Primárias
Produtos
da cana
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
0
0
1.646
0
0
1.704
1.787
17
1.186
6.340
8.147
520
0
0
0
0
0
0
0
8.667
69
0
122
0
0
0
1
0
0
192
8.216
520
1.768
0
0
1.704
1.788
17
1.186
15.199
Produção
Importação
Carvão Vapor
Gás Natural
Petróleo
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Exportação
0
0
-37
0
0
0
0
0
0
-37
Energia Não-Aproveitada
0
-2
0
0
0
0
0
0
0
-2
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
8.216
518
1.731
0
0
1.704
1.788
17
1.186
15.160
Total Transformação
-8.216
-120
-1.288
0
0
-1.704
-47
-4
-596
-11.975
Refinarias de Petróleo
-8.216
0
0
0
0
0
0
0
0
-8.216
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0
-1.150
0
0
-1.684
-9
0
-31
-2.873
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0
-120
-137
0
0
-20
-2
0
-19
-298
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
-37
0
0
-37
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
-4
0
-4
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
-547
-547
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Consumo Final
0
398
443
0
0
0
1.740
13
590
3.184
Consumo Final Não-Energético
0
0
0
0
0
0
0
4
0
4
Consumo Final Energético
0
398
443
0
0
0
1.740
9
590
3.180
Setor Energético
0
111
0
0
0
0
0
9
0
120
Residencial
0
0
0
0
0
0
409
0
0
409
Comercial
0
6
0
0
0
0
7
0
0
13
Público
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Agropecuário
0
0
0
0
0
0
946
0
0
946
0
71
0
0
0
0
0
0
0
71
Rodoviário
0
71
0
0
0
0
0
0
0
71
Ferroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Aéreo
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Hidroviário
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Industrial - Total
0
210
443
0
0
0
379
0
590
1.622
Transportes - Total
Cimento
0
0
20
0
0
0
0
0
0
20
Ferro-gusa e Aço
0
17
3
0
0
0
0
0
0
20
Ferroligas
0
30
0
0
0
0
0
0
0
30
Mineração e Pelotização
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
0
43
0
0
0
0
0
0
0
43
Química
0
69
126
0
0
0
38
0
0
234
Alimentos e Bebidas
0
23
71
0
0
0
117
0
249
461
Têxtil
0
4
0
0
0
0
0
0
0
4
Papel e Celulose
0
2
114
0
0
0
75
0
196
387
Cerâmica
0
13
0
0
0
0
115
0
144
272
Outros
0
9
109
0
0
0
33
0
0
151
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Consumo Não-identificado
Ajustes
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Gráfico 6.1 - Oferta Interna Bruta de Fontes Primárias no RS, em 2010 - %
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54,20%
50%
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40%
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30%
20%
11,79%
11,42%
11,24%
10%
7,82%
3,41%
0,11%
0%
Petróleo
Lenha
Carvão
Vapor
Energia
Hidráulica
Outras Fontes
Primárias
Gás
Natural
Produtos da
cana
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
6.2 - Oferta e Demanda de Energia por Fontes Secundárias
Na tabela 6.4, verifica-se que o consumo final de fontes secundárias em 2010 atingiu 10.665.000 tep, tendo
predominado a nafta, com 2.539.000 tep (23,81 %). Em 2010, o consumo final de fontes secundárias teve um
decréscimo de 1 % em relação a 2009. Já o consumo final energético (sem considerar a nafta e outros não
energéticos do petróleo) atingiu 7.601.000 tep, crescimento de 6,79% em relação a 2009. Examina-se, a seguir,
a participação específica de cada fonte de energia secundária no ano de 2010.
6.2.a - Óleo Diesel
Os consumidores ao abastecerem seus veículos movidos a óleo diesel no Brasil, estão utilizando o óleo diesel
(oriundo do refino de petróleo) misturado ao biodiesel, em proporções crescentes. Em 2008, quando a mistura
de biodiesel ao óleo diesel passou a ser obrigatória, criou-se o B2 (oriundo da mistura de 2% em volume de
biodiesel ao óleo diesel), proporção realizada de janeiro a junho. Nos meses de julho de 2008 a junho de 2009,
passou-se a utilizar o B3 (mistura de 3% do biodiesel ao óleo diesel). Nos meses de julho a dezembro de 2009,
criou-se o B4 (mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel), e, em 2010, passou-se a utilizar o B5 (mistura de 5%
em volume do biodiesel ao óleo diesel).
Os valores de biodiesel em 2010 serão examinados no item 6.2.k.
A seguir, examinam-se os valores refinados, exportados e consumidos de óleo diesel em 2010, bem como o
valor de óleo diesel misturado no consumo final.
No gráfico 6.2, que exclui nafta e outros não energéticos do petróleo, observa-se a predominância no consumo
do óleo diesel em 2010 (32,41 %), vindo, em seguida, a eletricidade, com 29,37%; e, em terceiro lugar, a
gasolina (gasolina A), com 20,35%.
Foram consumidos no RS, tabela 6.4, o equivalente a 2.463.000 tep, ou seja, 2.904.990 m³ de óleo diesel,
conforme tabela 6.3, representando um crescimento de 8,69 % em relação a 2009. Cabe registrar que no RS
foram refinados 4.787.113 m³ de óleo diesel em 2010, sendo parte dessa produção exportada.
Na ponta da demanda setorial, verificou-se que o maior consumo foi do setor transporte com 2.369.000 tep
(96,17 %), vindo na segunda posição, o setor industrial, com 65.000 tep (2,65%).
Em relação ao diesel total (B5), no ano de 2010, foram consumidos 3.057.884.m³, oriundo da mistura de
2.904.990 m³ de óleo diesel com 152.894 m³ de biodiesel.
6.2.b - Óleo combustível
Em 2010, o consumo de óleo combustível no RS chegou a 122.000 tep, tabela 6.4, correspondendo a 1,61%
(gráfico 6.2) do consumo de energéticos secundários, representando uma queda de 3,94% em relação a 2009.
Pelo lado da demanda setorial, verificou-se em 2010, tabela 6.4, que o maior consumo de óleo combustível foi
do setor industrial, 116.000 tep, representando 95,08%; na segunda posição, ficou o consumo no setor
energético com 4.000 tep, e, em terceiro o consumo comercial com 2.000 tep cada. O óleo combustível utilizado
no centro de transformação não é considerado como consumo.
Os consumidores ao abastecerem seus automóveis no Brasil usam a gasolina C, também designada de gasolina
automotiva. A gasolina C é uma mistura da gasolina A com 23,79%3 (em volume) de álcool anidro. Dessa forma,
será analisada primeiramente a parcela da gasolina A que é misturada com o álcool anidro, a qual consta como
“Gasolina” nas tabelas do balanço.
Em 2010, o consumo de gasolina A no RS chegou a 1.546.000 tep (tabela 6.4) ou a 1.975.432 m³ (tabela 6.3),
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6.2.c - Gasolina A
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
representando 20,35% (gráfico 6.2) da parcela do consumo final de energéticos secundários (exclui nafta e
outros produtos não energéticos do petróleo). O consumo de gasolina A cresceu 16,74% em relação a 2009.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2010 a gasolina A foi consumida no setor transportes,
predominantemente no segmento rodoviário e uma pequena parcela no segmento aéreo.
6.2.d - Gasolina C (gasolina automotiva)
É a utilizada para abastecer os veículos nos postos de combustíveis do Brasil, sendo uma mistura da gasolina A,
que sai das refinarias de petróleo, com 23,79%4 (em volume) de álcool anidro.
Em 2010, o consumo de gasolina C no RS atingiu 2.582.904 m³, o equivalente a 1.988.836 tep, verificando-se
um acréscimo no consumo de gasolina C de 15,02% em relação a 2009.
Pelo ângulo do consumo setorial, verificou-se que em 2010, a gasolina C foi consumida no setor transportes,
segmento rodoviário.
6.2.e - Gás Liquefeito do Petróleo - GLP
Em 2010, o consumo de GLP no RS (tabela 6.4) chegou a 507.000 tep, parcela de 6,68% (gráfico 6.2) em relação
ao consumo energético de fontes secundárias (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo),
representando um crescimento de 3,47% em relação a 2009.
Pela ponta da demanda setorial em 2010, a maior parcela do consumo de GLP (tabela 6.4) ficou com o setor
residencial, 81,63%, atingindo 414.000 tep; na segunda posição, ficou o consumo industrial com 66.000 tep ou
uma parcela de 13,09%.
6.2.f - Nafta
A nafta é empregada para a produção de plásticos e outros produtos da indústria petroquímica. Não é, portanto,
empregada como energético (salvo em pequenas quantidades de nafta transformadas em gasolina e GLP). Em
2010 (tabela 6.4), foram consumidas 2.539.000 tep de nafta, o equivalente a 3.318.954 m³ de nafta (tabela
6.3), representando uma redução no consumo de 21,54% em relação a 2009. A nafta participou com 23,81%
no consumo final de fontes secundárias (energéticas e não energéticas).
Cabe salientar que a maior parte da nafta utilizada no RS no ano de 2010 foi importada. O montante da
importação de nafta foi de 1.702.000 tep, segundo dados da tabela 6.4.
6.2.g - Querosene (de aviação e iluminante)
Em 2010, o RS consumiu 136.000 tep (tabela 6.4) de querosene (aviação mais iluminante), o que representa
um crescimento de 6,25% em relação a 2009.
Pelo lado da demanda setorial, observou-se que em 2010, a maior parcela de querosene (no caso a querosene
de aviação) foi consumida no setor transportes (segmento aéreo) com 135.000 tep (98,61%).
6.2.h - Eletricidade
Em 2010 (tabela 6.4), o consumo final de eletricidade no RS atingiu 2.232.000 tep ou 25.955.542 MWh (tabela
6.3), representando 29,37% (gráfico 6.2) do consumo final energético de fontes secundárias (exclui nafta e
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outros não energéticos do petróleo). O valor apurado representa um crescimento de 2,53% em relação a 2009.
Pelo lado da demanda setorial em 2010, a maior parcela do consumo ficou com o setor industrial, 35,84% do
total, atingindo 800.000 tep; vindo em segundo lugar, o setor residencial, com 591.000 tep (26,49%); e na
terceira posição, o setor comercial, com 376.000 tep (16,84%).
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
6.2.i - Carvão vegetal
O consumo final energético desta fonte secundária foi baixo em 2010, atingindo 26.000 tep, conforme pode ser
observado na tabela 6.4, esse valor é praticamente o mesmo apurado em 2009.
6.2.j - Álcool etílico (anidro mais hidratado)
O álcool anidro é misturado à gasolina A na proporção de 23,79%5, dando origem a gasolina C, conforme
comentado anteriormente. Já o álcool hidratado é utilizado como combustível nos veículos automotores a
álcool e flex - opção de uso além da gasolina C.
Em 2010, o álcool etílico anidro consumido no RS atingiu 614.591 m3 e o hidratado 240.893 m3 (tabela 6.3), o
que representa um crescimento de 9,48% do anidro e um decréscimo de 40,23%, respectivamente, em relação
ao ano de 2009.
Na ponta do consumo setorial, verifica-se que tanto o álcool hidratado como o álcool anidro foram
praticamente utilizados no setor transporte (rodoviário).
No gráfico 6.2, é apresentada a parcela de 7,46% referente ao consumo de álcool etílico anidro, hidratado,
somado ao biodiesel, em relação ao consumo total de energéticos secundários. Se for considerada apenas a
parcela de álcool etílico anidro e hidratado, o valor passa a ser de 5,86%.
6.2.k - Biodiesel (B100)
Em 2010, o consumo de biodiesel chegou a 152.894 m3, tabela 6.4, correspondendo a 1,52% do consumo de
energéticos secundários (exclui nafta e outros não energéticos do petróleo). No gráfico 6.2, essa parcela está
inserida na parcela de 7,46%, junto ao consumo de álcool etílico anidro e hidratado.
Cabe registrar que no RS foram produzidos 605.998 m3 de biodiesel (conforme linha ”outras transformações”
da tabela 6.3), sendo a maior parcela dessa produção exportada.
6.2.l - Outras fontes secundárias do petróleo
Inclui gás de refinaria, coque e outros. O consumo ocorre nos centros de transformação e sua abordagem será
tratada no capítulo 7.
6.2.m - Produtos não energéticos do petróleo
Derivados de petróleo que, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins,
como graxas, parafinas, asfaltos, solventes e outros. O consumo de produtos não energéticos de petróleo
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atingiu 526.000 tep em 2010, crescimento de 25,54% em relação a 2009.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 6.3 - Fontes de Energia Secundária
unidades originais
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Biodiesel (B100)
m3
0
0
0
0
8.746.252
52.611
-2.745
0
0
0
0
449.265 2.278.060
-2.745
0
0
0
8.746.252
0
0
0
0
0
-1.020.444
0
0
0 -453.104
0
-21.062
90.191
21.211
130.205
64.940
90.191
21.211
-10.858 -246.962
0
m3
0
0
0
0
Álcool Etílico Hidratado
Álcool Etílico Anidro
m3
Carvão Vegetal
t
Eletricidade
MWh
Urânio
contido no UO2
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
0
0
0
0
-1.918.865 -137.165
Querosene
m3
Nafta
m3
Gasolina
m3
Óleo Combustível
m3
GLP
m3
0
0
0
0
0 614.591 235.093
0
0
0
0
0 614.591 235.093
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
-1.853.925
-46.974
10.353
202.303 2.278.060
-2.745
0
0
0
7.725.809
0
Total Transformação
614.591 235.093 -453.104
4.759.129
174.205 1.965.095
627.901 1.040.399 168.634
0
0
0
22.142.705 39.770
0
5.800
605.998
Refinarias de Petróleo
4.787.113
205.905 1.965.095
627.901 1.040.399 168.634
0
0
0
0
0
0
0
0
Plantas de Gás Natural
0
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0
0
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0
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0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
-31.713
0
0
0
0
0
0
0 21.051.219
0
0
0
0
-27.984
12
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 39.770
0
0
0
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5.800
0
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
605.998
0
0
0
0
0
0
0
0
-3.910.849
0
0
0
0
830.448 3.318.954 166.037
0
0
0
25.955.542 39.770 614.591 240.893
152.894
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
0
2.904.990
0
2.904.990
127.348 1.975.432
0
0
127.348 1.975.432
0
0
0
0
0
0
0 166.037
0
0
0 25.955.542 39.770 614.591 240.893
152.894
0 3.318.954
830.448
1.091.486
0
0
4.330
0
5
0
50
0
0
0
0
0
0
0
0
0
677.916
0
703
0
0
0
6.874.536 31.816
0
0
0
Comercial
17.014
2.235
0
40.863
0
1.244
0
0
0
4.369.656
7.954
0
0
895
Público
10.902
253
0
1.145
0
0
0
0
0
1.954.887
0
0
0
574
3.343
0
0
1.609
0
0
0
0
0
3.108.056
0
0
0
176
2.793.687
0 1.975.432
202
0 163.742
0
0
0
50.527
0 614.591 240.893
147.036
Rodoviário
2.754.041
0 1.968.313
0
0
0
0
0
0
0
0 614.591 240.893
144.950
Ferroviário
33.295
0
0
0
0
5
0
0
0
50.527
0
0
0
0
0
7.119
0
0 163.737
0
0
0
0
0
0
0
0
Hidroviário
6.351
0
0
202
0
0
0
0
0
0
0
0
0
334
Industrial - Total
77.050
120.530
0
108.709
0
299
0
0
0
9.303.169
0
0
0
4.055
330
71
0
1.285
0
0
0
0
0
59.590
0
0
0
17
1.568
2.828
0
21
0
0
0
0
0
934.142
0
0
0
83
0
0
0
0
0
0
0
0
0
203.908
0
0
0
0
21.149
410
0
984
0
0
0
0
0
91.555
0
0
0
1.113
Residencial
Agropecuário
Transportes - Total
Aéreo
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
294.711
0
2.993
Setor Energético
158
1.752
461
349
0
3.431
0
0
0
0
0
1.382.530
0
0
0
24
3.148
5.017
0
4.752
0
249
0
0
0
1.041.736
0
0
0
166
15.627
31.826
0
16.876
0
0
0
0
0
1.982.636
0
0
0
822
Têxtil
295
6.797
0
4.331
0
0
0
0
0
165.102
0
0
0
16
Papel e Celulose
558
23.698
0
1.560
0
0
0
0
0
302.112
0
0
0
29
29
2.222
0
176
0
0
0
0
0
40.375
0
0
0
2
33.887
47.312
0
75.291
0
50
0
0
0
3.099.483
0
0
0
1.784
Alimentos e Bebidas
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
C
a
p
í
t
u
l
o
6
0
319.060 2.225.449
0
86.002
Energia Não-Aproveitada
Centrais Elétricas Autoprodutoras
1
0
6
Óleo Diesel
m3
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
214
-117
16
-245
-496
-148
0
0
0
2.122
0
0
0
0
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 6.4 - Fontes de Energia Secundária
unidade: mil tep
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Variação de Estoques
Oferta Total
Energia Secundária
Total
Alcatrão
Produtos Não Energéticos
do Petróleo
Outras Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
Carvão
Vegetal
Eletricidade
Urânio
contido no UO2
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
Querosene
Nafta
GLP
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
73
0
0
195
1.702
0
0
0
0
752
0
442
0
189
0
3.354
-18
86
17
80
40
-2
0
0
0
0
0
0
6
0
0
209
55
86
17
275
1.743
-2
0
0
0
752
0
442
6
189
0
3.563
Produção
Importação
Gasolina
Óleo
Combustível
Óleo Diesel
FLUXO DE ENERGIA
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
-1.627
-132
-9
-151
0
0
0
0
0
-88
0
-337
0
0
0
-2.343
Energia Não-Aproveitada
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Reinjeção
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Oferta Interna Bruta
-1.572
-45
8
124
1.743
-2
0
0
0
664
0
105
6
189
0
1.220
Total Transformação
Exportação
4.036
167
1.538
384
796
139
0
0
0
1.904
26
461
-6
337
0
9.781
Refinarias de Petróleo
4.059
197
1.538
384
796
139
0
0
0
0
0
0
203
337
0
7.653
Plantas de Gás Natural
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coquerias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
-30
0
0
0
0
0
0
0
1.810
0
0
0
0
0
1.780
-24
0
0
0
0
0
0
0
0
94
0
0
0
0
0
70
Carvoarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
26
0
0
0
0
26
Destilarias
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
3
Outras Transformações
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
458
-209
0
0
249
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-336
0
0
0
0
0
-336
2.463
122
1.546
507
2.539
136
0
0
0
2.232
26
567
0
526
0
10.665
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
0
0
0
0
2.539
0
0
0
0
0
0
0
0
526
0
3.065
2.463
122
1.546
507
0
136
0
0
0
2.232
26
567
0
0
0
7.601
Setor Energético
3
4
0
0
0
0
0
0
0
25
0
0
0
0
0
32
Residencial
0
0
0
414
0
1
0
0
0
591
21
0
0
0
0
1.027
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
14
2
0
25
0
1
0
0
0
376
5
1
0
0
0
424
Público
9
0
0
1
0
0
0
0
0
168
0
0
0
0
0
179
Agropecuário
3
0
0
1
0
0
0
0
0
267
0
0
0
0
0
271
2.369
0
1.546
0
0
135
0
0
0
4
0
562
0
0
0
4.617
Rodoviário
2.335
0
1.541
0
0
0
0
0
0
0
0
561
0
0
0
4.437
Ferroviário
28
0
0
0
0
0
0
0
0
4
0
1
0
0
0
34
0
0
6
0
0
135
0
0
0
0
0
0
0
0
0
140
Comercial
Transportes - Total
Aéreo
Hidroviário
5
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6
Industrial - Total
65
116
0
66
0
0
0
0
0
800
0
3
0
0
0
1.051
Cimento
0
0
0
1
0
0
0
0
0
5
0
0
0
0
0
6
Ferro-gusa e Aço
1
3
0
0
0
0
0
0
0
80
0
0
0
0
0
84
18
0
0
0
0
0
0
0
0
0
18
0
0
0
0
0
18
0
0
1
0
0
0
0
0
8
0
1
0
0
0
28
0
0
0
2
0
0
0
0
0
119
0
0
0
0
0
122
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
3
5
0
3
0
0
0
0
0
90
0
0
0
0
0
100
13
31
0
10
0
0
0
0
0
171
0
1
0
0
0
225
Têxtil
0
7
0
3
0
0
0
0
0
14
0
0
0
0
0
24
Papel e Celulose
0
23
0
1
0
0
0
0
0
26
0
0
0
0
0
50
Cerâmica
0
2
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
6
29
45
0
46
0
0
0
0
0
267
0
1
0
0
0
388
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-1
Química
Alimentos e Bebidas
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
* Inclui o Biodiesel (B100)
Gráfico 6.2 - Consumo Final Energético de Fontes Secundárias no RS, em 2010 - %
35%
32,41%
29,37%
30%
25%
20,35%
20%
15%
10%
7,46%
6,68%
5%
0%
1,80%
Óleo Diesel
Eletricidade
Gasolina
Álcool Etílico
Anidro
e Hidratado*
GLP
Querosene
1,61%
Óleo
Combustível
0,34%
Carvão
Vegetal
C
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u
l
o
6
<>
1
0
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
6.3 - Energias Renováveis e não-Renováveis6 - Oferta Interna de Energia no Brasil e no RS
Existe uma diferença significativa entre o Brasil e o Rio Grande do Sul quanto à oferta de energia renovável e
não-renovável, o comparativo pode ser observado na tabela 6.5 a seguir. No caso do Brasil, observa-se um
percentual superior da participação de energias renováveis na matriz energética. Já no caso do RS, a parcela da
oferta de energia não renovável ainda é predominante. Nota-se que o Rio Grande do Sul não segue a tendência
da OIE Nacional nesses anos.
Tabela 6.5 - Oferta Interna de Energia7 no Brasil e no RS no período de 2006 a 2010
Brasil
Fonte de Energia
Petróleo e Derivados
RS
2006
2007
2008
2009
37,80%
36,70%
36,58%
37,78%
2010
2006
37,96% 57,35%
2007
58,43%
2008
2009
2010
59,81% 57,53%
52,90%
3,16%
Gás Natural
9,60%
9,30% 10,27%
8,74% 10,19%
5,29%
3,63%
3,71%
3,07%
Carvão Mineral e Derivados
6,00%
6,20%
5,76%
4,80%
5,06%
7,42%
6,84%
7,26%
6,74% 10,56%
Urânio e Derivados
1,60%
1,40%
1,47%
1,39%
1,44%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
0,00%
Energia não Renovável
55,00% 53,60% 54,08% 52,71% 54,65% 70,06% 68,90% 70,79% 67,34% 66,63%
Energia Hidráulica e Eletricidade
14,80%
14,70%
14,02%
15,30%
14,14% 12,11%
13,66%
13,24% 14,88%
14,46%
Lenha e Carvão Vegetal
12,70%
12,50%
11,57%
10,09%
9,64% 12,13%
11,72%
10,92% 12,42%
10,91%
Produtos da Cana-de-açúcar
14,50%
16,00%
16,97%
18,09%
17,65%
2,25%
2,38%
1,61%
1,53%
0,75%
2,90%
3,10%
3,36%
3,81%
3,91%
3,44%
3,32%
3,44%
3,82%
7,24%
Outros Renováveis
44,90% 46,30% 45,92% 47,29% 45,35% 29,93% 31,08% 29,21% 32,66% 33,36%
Energia Renovável
F
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1
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0
1
0
<>
Gráfico 6.3 - Comparação entre a Oferta Interna de Energia Renovável e não Renovável
no Brasil e no RS, em 2010
66,63%
70,00%
60,00%
54,65%
mil tep
50,00%
45,35%
40,00%
33,36%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
Brasil
RS
Energia não Renovável
Energia Renovável
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7
Centros de Transformação
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
1
0
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Centros de Transformação
Nos chamados centros de transformação, uma modalidade de energia é convertida em outra, predominando a
conversão de energia de fontes primárias em fontes secundárias.
Dessa forma, refinarias de petróleo, usinas hidroelétricas, usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, usinas térmicas a
carvão vapor, são centros de transformação, onde, predominantemente, a energia de uma fonte primária é
convertida em energia secundária. Na sociedade atual, o petróleo predomina em termos de fonte de energia,
dessa forma, as refinarias de petróleo são os centros de transformação mais importantes.
Um centro de transformação pode converter um energético secundário em outro, como exemplo, usinas
termelétricas a diesel ou a óleo combustível.
Os principais centros de transformação do Rio Grande do Sul, referentes ao balanço de 2010, são analisados a
seguir.
7.1 - Refinarias de Petróleo
Na tabela 7.1, é apresentado o balanço de energia das refinarias de petróleo do RS. REFAP, RIOGRANDENSE e
BRASKEM são as refinarias instaladas no Estado. Os números de refino do RS constam no anexo G nas tabelas
referentes ao Balanço. Inicialmente é necessário salientar que os sinais negativos nas tabelas dos centros de
transformação indicam que uma modalidade de energia está sendo consumida para gerar outra modalidade de
energia, dessa forma o petróleo aparece com o sinal negativo.
Em 2010, nas refinarias do RS, foram refinados 8.216.000 tep (ou 82,16 trilhões de kcal) de petróleo,
representando um decréscimo de 10,63% em relação ao ano de 2009.
Pode ser observado que a coluna das diferenças (última coluna da tabela 7.1) não está zerada. Isso quer dizer
que nem toda a energia de petróleo (input) das refinarias foi integralmente convertida em fontes secundárias
de energia (output). Verifica-se, em termos percentuais, que não foi convertido em fonte de energia secundária
563.000 tep em 2010 (6,85%).
Das fontes de energia secundárias produzidas nas refinarias do RS, em 2010, o óleo diesel representa 49,40%,
atingindo 4.059.000 tep; a gasolina (gasolina A) veio em seguida com 18,72%, chegando a 1.538.000 tep;
ficando na terceira posição a nafta, com 796.000 tep (9,69%); e na quarta posição aparece o GLP, com 384.000
tep (4,67%).
Tabela 7.1 - Balanço Energético das Refinarias de Petróleo do RS
2005
-6.421
2.605
632
1.289
234
960
105
31
114
5.970
-451
2006
-6.426
2.894
526
1.360
269
703
97
71
99
6.019
-406
2007
-8.396
3.748
195
1.653
452
1.318
118
208
124
7.817
-579
2008
-7.707
3.551
476
1.538
421
874
116
282
245
7.504
-203
2009
-9.193
4.571
447
1.509
600
1.145
138
365
304
9.079
-114
2010
-8.216
4.059
197
1.538
384
796
139
203
337
7.653
-563
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7
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
Petróleo
Óleo Diesel
Óleo Combustível
Gasolina
GLP
Nafta
Querosene
Outras Secundárias de Petróleo
Produtos Não Energéticos do Petróleo
Energia Secundária Total do Petróleo
Diferença nos Centros de Transformação
1
1
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
7.2 - Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Na tabela 7.2 é apresentado o balanço de energia das centrais de serviços públicos do RS. São consideradas
centrais elétricas de serviços públicos as usinas hidrelétricas, termelétricas (carvão e biomassas) e outras que
fornecem energia elétrica para as empresas que detem concessão de distribuição. Como exemplos, são
centrais elétricas de serviços públicos no Estado as usinas termoelétricas a carvão de Candiota, Charqueadas e
São Jerônimo; usinas hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai, como Itá, Machadinho, Foz do Chapecó e Barra
Grande; hidrelétricas da bacia do rio Jacuí, como Dona Francisca e Jacuí; e Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCH.
Essa energia é previamente negociada em leilões, sendo que uma parcela dessa energia pode ser vendida
diretamente para os chamados consumidores livres. Em países como a Inglaterra, qualquer consumidor pode se
tornar um consumidor livre, o que ainda não ocorre no Brasil.
No caso de hidrelétricas de fronteira, como Itá, Machadinho e Barra Grande, os valores de MWh produzidos
anualmente estão divididos por dois e lançados no BERS.
Os sinais negativos que aparecem na tabela 7.2 atendem à metodologia internacional adotada pelo BERS,
indicando que os centros de transformação consumiram uma modalidade de energia na entrada do processo
para gerar outra modalidade de energia em sua saída.
No ano de 2010, verifica-se nas centrais elétricas de serviços públicos que foram transformadas 2.873.000 tep
(28,73 trilhões de kcal) de energia primária e 30.000 tep de energia secundária para a produção de 1.810.000
tep (18,10 trilhões de kcal) de eletricidade, valor 19,87% acima do total produzido de eletricidade em 2009. Em
média, isso representa um rendimento anual energético de 62,35% para as unidades de geração de
eletricidade. Em 2010, o consumo de energia primária nas centrais de serviços públicos cresceu 38,66%.
No tocante as fontes primárias que alimentaram os centros de transformação para produção de eletricidade em
2010, a maior contribuição foi da energia hidráulica, com 58,59%, totalizando 1.684.000 tep. A segunda posição
ficou com o carvão vapor, representando 40,01%, totalizando 1.150.000 tep. A energia eólica, com 1,08% do
consumo de fontes primárias, representou um consumo de 31.000 tep, ficando na terceira posição. A lenha
ocupou a quarta posição e representou 0,31% do consumo total. O gás natural não teve participação em 2010
em virtude da Usina Termelétrica de Uruguaiana ter ficado fora de operação.
No ano de 2010, o único energético secundário utilizado para a produção de eletricidade nas centrais elétricas
de serviços públicos foi o óleo combustível, sendo consumidas 30.000 tep.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes
fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais de serviços públicos não é
integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foram convertidas em
eletricidade 1.093.000 tep em 2010 (38,04%).
Tabela 7.2 - Balanço Energético das Centrais Elétricas de Serviços Públicos do RS
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7
Unidade: mil tep
1
1
2
Fonte de Energia
Gás Natural
Carvão Vapor
Energia Hidráulica
Lenha
Outras Fontes Primárias
Total Consumido de Energéticos Primários
Óleo Combustível
Eletricidade
Total Consumido de Energéticos Secundários
Diferença nos Centros de Transformação
2005
-528
-829
-968
-39
0
-2.364
-19
1.369
1.350
-1.014
2006
-407
-770
-655
-40
-12
-1.884
-23
1.081
1.058
-826
2007
-143
-768
-1.149
-40
-35
-2.135
-20
1.370
1.350
-785
2008
-187
-736
-961
-44
-37
-1.965
-44
1.182
1.138
-827
2009
0
-645
-1.364
-30
-33
-2.072
-7
1.510
1.503
-569
2010
0
-1.150
-1.684
-9
-31
-2.873
-30
1.810
1.780
-1.093
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
7.2.a - Geração em MWh no Rio Grande do Sul no período de 2000 a 2010
Os gráficos 7.1 a 7.7 apresentam a geração de energia elétrica no período de 2000 a 2010 por tipo de fonte.
<>
Gráfico 7.1 - Usinas Hidroelétricas - UHE
9.000
8.463
8.000
7.000
mil MWh
6.000
7.454
7.291
6.512
6.573
5.920
5.832
5.613
5.000
4.647
4.000
4.532
4.584
3.000
2.000
1.000
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
ano
2006
2007
2008
2009
2010
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c
o
.
<>
Gráfico 7.2 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH1
1.400
1.209
1.200
mil MWh
1.000
907
800
600
553
400
200
76
84
72
98
2000
2001
2002
2003
134
2004
167
164
263
0
2005
2006
2007
2008
2009
2010
ano
<>
Gráfico 7.3 - Biomassa
60
50
50
46
41
46
36
40
28
30
28
22
20
10
0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
ano
1
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2007
2008
2009
2010
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7
mil MWh
46
1
1
3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 7.4 - Gás
4.000
3.557
3.500
2.894
mil MWh
3.000
2.706
2.500
2.477
2.584
2.000
1.865
1.500
1.100
1.000
500
958
528
341
325
0
2000
<>
2001
2002
2003
2005
ano
2006
2007
2008
2009
2010
Gráfico 7.5 - Carvão
2.500
2.306
1.966
2.000
mil MWh
2004
1.500
1.787
1.571
1.790
2.016
1.572
1.509
1.210
1.231
1.000
1.064
500
0
2000
<>
2001
2002
2003
2004
2005
ano
2006
2007
2008
2009
2010
Gráfico 7.6 - Óleo
290
243
240
180
mil MWh
190
144
140
99
90
39
40
56
0
-10
<>
2000
2001
2002
2003
0
0
2004
2005
ano
1
2006
6
2007
2008
2009
2010
Gráfico 7.7 - Eólica
500
450
407
400
430
384
358
mil MWh
C
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7
350
300
250
200
145
150
100
50
0
2000
1
1
4
2001
2002
2003
2004
2005
ano
2006
2007
2008
2009
2010
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
7.2.b - Geração Proporcional por Fontes no Rio Grande do Sul em 2010
<>
Gráfico 7.8 - Geração de Energia Elétrica em 2010 - %
80%
73,57%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10,51%
9,25%
10%
2,83%
3,11%
0,49%
0,24%
0%
UHE
PCH
CARVÃO
EÓLICA
GÁS
ÓLEO
BIOMASSA
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.
7.3 - Centrais Elétricas Autoprodutoras
O balanço das centrais elétricas autoprodutoras no período de 2005 a 2010 consta na tabela 7.3.
No ano de 2010, o total de energia primária consumida pelos autoprodutores de energia elétrica no RS foi de
298.000 tep, já o consumo de energia secundária foi de 24.000 tep. Esse montante correspondeu a 94.000 tep
de energia elétrica gerada, representado um aumento de 16,05% em relação ao ano de 2009.
Em 2010, o maior consumo de fontes primárias em centrais autoprodutoras foi de carvão vapor com 137.000
tep (45,97%), seguido do consumo de gás natural, com 120.000 tep, 40,27% do consumo total e, na terceira
posição, o consumo de energia hidráulica, com 20.000 tep, representando 6,71%.
Devido ao baixo rendimento de alguns energéticos e às perdas nos processos de transformação das diferentes
fontes de energia primária e secundária, a energia consumida nas centrais elétricas autoprodutoras não é
integralmente convertida em eletricidade. Verifica-se, em termos percentuais, que não foi convertida em
eletricidade 228.000 tep em 2010 (70,81%).
Tabela 7.3 - Balanço Energético das Centrais Elétricas Autoprodutoras do RS
Unidade: mil tep
2005
-58
0
-23
0
0
-81
-2
41
39
-42
2006
-68
0
-20
0
0
-88
-7
41
34
-54
2007
-82
0
-24
0
0
-106
-7
50
43
-63
2008
-78
-40
-19
-2
-20
-159
-21
65
44
-115
2009
-143
-60
-17
-2
-20
-242
-32
81
49
-193
2010
-120
-137
-20
-2
-19
-298
-24
94
70
-228
7.4 - Destilarias
Diferente da tendência de produção de álcool em algumas regiões do País, o Rio Grande do Sul permanece com
uma pequena produção de álcool etílico hidratado. No Estado, o consumo é baixo, se comparado com São Paulo
e Paraná, por exemplo. Estudos recentes demonstram condições climáticas favoráveis e de solo adequado para
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7
Fonte de Energia
Gás Natural
Carvão Vapor
Energia Hidráulica
Lenha
Outras Fontes Primárias
Total Consumido de Energéticos Primários
Óleo Diesel
Eletricidade
Total Consumido de Energéticos Secundários
Diferença nos Centros de Transformação
a plantação da cana-de-açúcar. Como grande parte do álcool consumido no Estado vem de outros estados, os
1
1
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
proprietários de automóveis flex acabam prejudicados, já que pagam preços mais elevados para abastecer seus
veículos com etanol. Em Porto Xavier, há uma destilaria de álcool etílico hidratado que responde pela
integralidade do balanço de centro de produção de álcool no RS.
Na tabela 7.4, constam os valores de produção por ano de álcool etílico hidratado no RS. Valor abaixo das
possibilidades de produção do Estado, conforme análises no Balanço Energético 2005/2006/2007, anexo G.
Tabela 7.4 - Balanço Energético das Destilarias do RS
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
2005
-3
2006
-3
2007
-3
2008
-4
2009
-1
2010
-4
Energia primária total
-3
-3
-3
-4
-1
-4
Álcool etílico hidratado
2
2
2
3
1
3
Energia secundária total
2
2
2
3
1
3
Energia Total
-1
-1
-1
-1
0
-1
Produtos da Cana
7.5 - Carvoarias
O carvão vegetal origina de inúmeras carvoarias no Estado e o balanço energético está lançado na tabela 7.5.
No ano de 2010, os centros de transformação que produzem carvão consumiram 37.000 tep de lenha,
energético primário, para produzir 26.000 tep de carvão vegetal, energético secundário, configurando um
rendimento energético de 70%.
Tabela 7.5 - Balanço Energético das Carvoarias do RS
Unidade: mil tep
Fonte de Energia
Lenha
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2006
-38
2007
-39
2008
-40
2009
-40
2010
-37
-37
-38
-39
-40
-40
-37
Carvão Vegetal
26
27
27
28
28
26
Total Consumido de Energéticos Secundários
Diferença nos Centros de Transformação
26
27
27
28
28
26
-11
-11
-12
-12
-12
-11
Total Consumido de Energéticos Primários
1
1
6
2005
-37
8
Consumo de Energia Setorial
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Consumo de Energia Setorial
Em 2010, o consumo final energético (exclui nafta e produtos não energéticos do petróleo) foi de 10.781.000
tep. Conforme mostra o gráfico 8.1, a maior parcela de consumo foi do setor transportes com 4.688.000 tep,
representando 43,48% do total, o transporte rodoviário predominou no setor. O consumo de energéticos
primários e secundários do setor industrial vem em seguida, representando 24,78%, com um consumo de
2.672.000 tep (no gráfico 8.2, verifica-se o consumo por tipo de indústria). O setor residencial, com domicílios
rurais inclusos, representou 13,31%, sendo consumidos 1.435.000 tep. O setor agropecuário representou
11,29%, 1.217.000 tep. Em seguida, aparece o setor comercial com 4,05%, 437.000 tep; seguidos do setor
público com 1,66%, 179.000 tep; e do setor energético com 1,41%, 152.000 tep de consumo. O consumo final
energético apresentou acréscimo de 6% em relação a 2009.
<>
Gráfico 8.1 - Consumo Energético Setorial em 2010 - %
50%
45%
43,48%
40%
35%
30%
24,78%
25%
20%
13,31%
15%
11,29%
10%
4,05%
5%
1,66%
1,41%
Público
Setor Energético
0%
Transportes
Industrial
Residencial
Agropecuário
Comercial
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1
0
8.1 - Setor Energético
A energia consumida nos Centros de Transformação e/ou nos processos de extração e transporte interno de
produtos energéticos, na sua forma final, define o que é consumido pelo setor energético.
Em 2010, predominou o consumo de gás natural, consumo de 111.000 tep. Esse montante representa 73,03%
do total de 152.000 tep. O segundo energético consumido é a eletricidade, representando 16,45%, em um total
de 25.000 tep. Na terceira posição vem o óleo combustível com 4.000 tep (2,63%).
8.2 - Setor Residencial (Inclui os domicílios urbanos e rurais)
Em 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor residencial foi de
eletricidade, com 41,18%, 591.000 tep de energia consumida, de um total de 1.435.000 tep. Na segunda
posição, ficou o consumo de GLP com 414.000 tep, representando 28,85%. Na terceira posição, ficou a lenha,
com uma fatia de 28,50%, representando um consumo de 409.000 tep. Na quarta posição, ficou o consumo de
carvão vegetal, com 21.000 tep, representando 1,46% do total. Houve predominância de fontes secundárias no
8.3 - Setor comercial
Em 2010, a maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor comercial foi de
eletricidade, com 86,04%, correspondendo a um consumo de 376.000 tep, de um total de 437.000 tep. O
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consumo residencial chegando a 71,51%.
segundo energético mais consumido foi o GLP, com uma fatia de 5,72%, correspondendo a 25.000 tep.
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1
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Na terceira posição, ficou o óleo diesel, com 3,20%, um total de 14.000 tep. Na quarta posição, ficou a lenha,
com 7.000 tep, representando 1,60%. Ocorreu predomínio do consumo de fontes de energia secundárias, com
97,03% do consumo total.
8.4 - Setor Público
Em 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários do setor público foi de
eletricidade, com 93,85%, chegando a 168.000 tep, de um total de 179.000 tep. Na segunda posição, ficou o
óleo diesel, com uma parcela de 5,03%, atingindo 9.000 tep. Na terceira posição, ficou o GLP, com 0,56%,
chegando a 1.000 tep. Ocorreu predomínio absoluto do consumo de energéticos secundários no setor público.
8.5 - Setor Agropecuário
Em 2010, a fonte de energia mais consumida no setor agropecuário foi a lenha, 77,73%, chegando a 946.000
tep, de um total de 1.217.000 tep. Na segunda posição, a eletricidade, com 21,94%, totalizando 267.000 tep. Na
terceira, ficou o óleo diesel, com 0,25%, chegando a 3.000 tep. As fontes de energia primárias predominaram
no consumo do setor agropecuário, 77,73% do total consumido.
8.6 - Setor Transportes
No ano de 2010, a maior parcela do consumo de energéticos primários e secundários no setor transportes foi de
óleo diesel, 50,53%, atingindo 2.369.000 tep, de um total 4.688.000 tep. Na segunda posição, a gasolina
(gasolina A), com 32,98%, atingindo 1.546.000 tep (na gasolina automotiva - gasolina C, o consumo foi de
1.988.838 tep1). Na terceira posição, ficou com a parcela de biocombustíveis, soma de álcool anidro, álcool
hidratado e biodiesel, com 11,99%, ou seja, 562.000 tep. Houve predominância de energéticos secundários no
setor transportes, 98,49% do total.
8.7 - Setor Industrial
A maior parcela de consumo de energéticos primários e secundários no setor industrial em 2010 foi de
eletricidade, com 29,94%, chegando a 800.000 tep, de um total de 2.672.000 tep. Na segunda posição do
consumo, aparece “outras fontes primárias” (energia eólica, casca de arroz e subprodutos da madeira como a
lixívia), com 22,08%, totalizando 590.000 tep. Na terceira posição, carvão vapor, com 16,58%, chegando a
443.000 tep. Na quarta posição, a lenha, com uma parcela de 14,18%, atingindo 379.000 tep. Na quinta posição,
o gás natural, com 7,86%, chegando a 210.000 tep. Na sexta posição, ficou o óleo combustível, com 4,34%,
atingindo 116.000 tep. Novamente o setor industrial gaúcho registrou uma predominância de fontes primárias
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em seu consumo, 60,70% do total.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 8.2 - Consumo Energético na Indústria em 2010
800
Alimentos e
Bebidas
700
600
mil tep
500
Outros
Papel e
Celulose
400
Química
300
Não-Ferrosos
e
Outros
Metálicos
Cerâmica
200
Ferro-gusa
e Aço
Mineração e
Ferroligas Pelotização
100
Têxtil
Cimento
0
Indústria
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Energia e Sociedade
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Energia e Sociedade
9.1 - Energia e Socioeconomia
A população do Rio Grande do Sul em 2010 atingiu 10.693.929 habitantes e o Produto Interno Bruto - PIB atingiu
R$ 237,859 bilhões, segundo dados do IBGE, gerando uma renda per capita de R$ 21.683,00. No mesmo ano, a
população do País foi de 190.755.799 habitantes, um PIB de R$ 3,675 trilhões e uma renda per capita de R$
19.016,00. Isso significa que a economia do RS representou 6,47% da economia brasileira em 2010, sendo o
quarto PIB da Federação, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Na tabela 9.1, verifica-se a evolução recente da renda per capita do Brasil e do RS em valores correntes, e as
relações entre as variáveis anuais. Observa-se que a razão entre a renda per capita do RS e do Brasil passou de
1,2 em 2002 para 1,14 em 2010.
Tabela 9.1 - Renda* per Capita do Brasil e do RS, no Período de 2002 a 2010
Renda per capita
RS (R$/hab)
Brasil (R$/hab)
Relação entre as
rendas (RS/Brasil)
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
10.057,00 11.742,00 12.850,00 13.310,00 14.185,00 15.813,00 17.281,00
2009
2010
18.770,68 21.683,00
8.378,00
9.498,00
10.692,00
11.658,00
12.491,00
14.131,41
15.240
16.412,53
19.016,00
1,20
1,24
1,20
1,14
1,14
1,12
1,13
1,14
1,14
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Os valores da Oferta Interna de Energia - OIE (denominado Oferta Interna Bruta - OIB nas tabelas do anexo G do
BERS 2011 - ano base 2010) e do Consumo Final de Energéticos (primários e secundários) per capita no período
de 2005 a 2010 constam na tabela 9.2. É importante salientar que as estimativas do consumo de lenha,
lançadas no BERS 2011 - ano base 2010, estão compatibilizadas com os levantamentos da produção de lenha
no RS realizados pelo IBGE, e são mais conservativas que os valores empregados nos Balanços Energéticos
Nacionais e mesmo nos Balanços Energéticos do RS anteriores a 2005.
Tabela 9.2 - Oferta Interna de Energia per Capita do Brasil e do RS
Unidade: tep/hab
OIE per capita do RS
Consumo final per capita do RS
OIB per capita do Brasil
Consumo Final per capita do Brasil
2005
1,386
1,208
1,192
1,068
2006
1,425
1,266
1,220
1,094
2007
1,502
1,310
1,271
1,152
2008
1,613
1,448
1,332
1,194
2009
1,449
1,332
1,274
1,156
2010
1,532
1,295
1,419
1,276
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A intensidade energética é definida como a relação entre a energia ofertada (ou consumida) e o PIB, sendo a
unidade de PIB, para este caso, tep/mil US$. Como tradicionalmente o indicador é calculado em dólar, é preciso ter
Nas tabelas 9.3 e 9.4 são apresentadas as intensidades energéticas do RS e do Brasil, respectivamente. A relação
utilizada é OIE / mil US$ de PIB para o período de 2005 a 2010. Tais intensidades energéticas apresentaram
diferenças significativas no período, sendo as intensidades energéticas do RS melhores que a nacional. Em parte,
isso ocorreu pelas diferenças de valores de conversão de reais para dólar de um caso e de outro. Constam ainda, na
tabela 9.3, as intensidades energéticas na indústria e agropecuária do Estado, ou seja, o consumo da indústria no
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cuidado para fazer comparações, devido à expressiva variação cambial no período.
período dividido pelo PIB do Estado. A mesma relação define a intensidade agropecuária.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 9.3 - Intensidade Energética do RS, no Período de 2005 a 2010
OIE (mil tep)
Consumo final (mil tep)
OIE / mil US$ PIB
Consumo final / mil US$ PIB
Intensidade Energética da Indústria (tep / mil US$ PIB)
Intensidade Energética Agropecuária (tep / mil US$ PIB)
2005
14.522
12.657
0,1424
0,1242
0,0248
0,0086
2006
15.008
13.325
0,1434
0,1273
0,0251
0,0085
2007
15.972
13.930
0,1426
0,1244
0,0230
0,0085
2008
17.121
15.368
0,1473
0,1322
0,0241
0,0086
2009
15.436
14.187
0,1338
0,1229
0,0233
0,0087
2010
16.380
13.850
0,1210
0,1020
0,0198
0,0090
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Tabela 9.4 - Intensidade Energética do Brasil, no Período de 2005 a 2009
OIE (milhões tep)
Consumo final (milhões tep)
OIE / mil US$ PIB
Consumo final / mil US$ PIB
2005
218,66
195,91
0,161
0,144
2006
226,34
202,90
0,160
0,143
2007
237,50
215,49
0,159
0,144
2008
252,64
226,40
0,161
0,144
2009
243,93
221,33
0,155
0,141
2010
270,77
243,40
0,130
0,117
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0
)
.
Na tabela 9.5, pode ser verificado o percentual da OIE do RS em relação à OIE do Brasil no período de 2005 a
2010. Verifica-se que esses percentuais ficam muito próximos dos percentuais de participação do PIB do RS em
relação ao PIB nacional.
Tabela 9.5 - Relação percentual da OIB do RS com a OIB do Brasil
OIB Brasil (mil tep)
OIB RS (mil tep)
% OIB RS em relação a OIB BR
% PIB RS em relação PIB BR
2005
218.663
14.522
6,64
6,71
2006
225.900
15.088
6,68
6,64
2007
239.400
15.972
6,67
6,74
2008
252.374
17.121
6,78
6,67
2009
243.878
15.436
6,33
6,46
2010
270.767
16.380
6,05
6,47
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1
0
Na tabela 9.6, podem ser observadas as diferentes relações dos energéticos ofertados em relação ao PIB no RS.
Tabela 9.6 - Oferta Interna de Energéticos pelo PIB no RS, no período de 2005 a 2010
unidade: tep / mil US$
2005
2006
2007
2008
2009
2010
(Pétroleo+Derivados) / PIB
0,0796
0,0822
0,0833
0,0868
0,0770
0,0641
(Eletricidade+Hidráulica) / PIB
0,0179
0,0174
0,0195
0,0192
0,0199
0,0175
(Carvão vapor) / PIB
0,0109
0,0106
0,0098
0,0106
0,0090
0,0128
(Lenha+Carvão Vegetal) / PIB
0,0174
0,0174
0,0167
0,0159
0,0166
0,0132
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Em relação à população do Rio Grande do Sul, o número de habitantes era de 7.773.837 em 1980; em 2005,
passou a ser de 10.479.714; 10.530.809 em 2006; 10.575.263 em 2007; 10.613.565 em 2008; 10.652.327 em
2009 e 10.693.927 em 2010. De 1980 a 2011, o crescimento populacional foi de 37,56%. Os dados podem ser
verificados na tabela 9.7 a seguir.
1
2
6
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 9.7 - População do Rio Grande do Sul, no Período de 1980 a 2010
Ano
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
N° de
habitantes
7.773.837
7.888.168
8.006.821
8.129.798
8.252.643
8.379.713
8.509.658
8.639.748
8.767.542
8.892.716
Ano
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
N° de
habitantes
9.017.408
9.138.670
9.238.799
9.338.914
9.439.415
9.540.715
9.634.688
9.879.813
9.987.770
10.089.899
Ano
N° de habitantes
Ano
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
10.187.798
10.260.330
10.316.752
10.371.315
10.425.735
10.479.714
10.530.809
10.575.263
10.613.565
10.652.327
2010
N° de
habitantes
10.693.929
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As taxas anuais de variação do PIB per capita e os valores da renda per capita no Rio Grande do Sul e no Brasil
para o período de 1981 a 2010 podem ser verificados na tabela 9.8 a seguir.
Ano
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
RS
%
-3,2
-1,6
-2,3
3,3
3,1
3,1
2,5
-2,7
1,9
-7,9
-3,5
7,1
9,6
4,1
-6
-0,5
3,5
-1,6
1,4
3,2
1,9
-0,1
0,5
2,3
-3,8
1,6
5,9
2,7
-1,6
7,3
Brasil
%
-6,3
-1,3
-4,9
3,3
5,7
5,4
1,6
-1,9
1,4
-5,9
-0,5
-2
3,4
4,3
2,8
0,6
1,8
-1,5
-1,2
2,8
-0,2
1,2
-0,3
4,2
1,7
2,3
4
4
-1,2
6,5
Renda per capita RS
R$ / hab (base 2010)
15.664,32
15.417,64
15.071,00
15.568,35
16.050,97
16.548,55
16.962,26
16.516,32
16.830,13
15.597,90
15.070,43
16.140,43
17.689,91
18.415,20
17.372,83
17.286,40
17.891,42
17.609,67
17.856,20
18.427,60
18.777,73
18.758,97
18.852,76
19.286,37
18.580,32
18.877,61
19.991,39
20.531,15
20.207,83
21.683,00
Renda per capita Brasil
R$ / hab (base 2010)
13.091,53
12.923,53
12.319,85
12.726,41
13.451,81
14.178,21
14.405,06
14.136,47
14.334,38
13.535,77
13.737,80
13.468,43
13.926,36
14.525,19
14.931,89
15.021,49
15.291,87
15.065,88
14.887,24
15.304,08
15.273,53
15.456,82
15.410,58
16.057,83
16.330,81
16.706,42
17.374,68
18.069,66
17.855,40
19.016,00
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Na tabela 9.9, verificam-se as taxas de crescimento do PIB do Rio Grande do Sul e do Brasil no período de 1981 a
2010. A participação do PIB do RS tem oscilado historicamente entre 6,45% e 7,52% no PIB nacional.
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Tabela 9.8 - Variações do PIB per Capita do RS e do Brasil, no Período de 1981 a 2010
1
2
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A economia do RS cresceu, no período de 1980 a 2010, a taxas inferiores à taxa de crescimento da economia
nacional: Enquanto o RS cresceu 95,38% no período, o Brasil cresceu 113,62%. No período de 2005 a 2010,
observa-se no ano de 2005, uma taxa de crescimento negativa de 2,8% no RS, sendo a taxa do Brasil de 3,2%
positiva. Em 2006, o crescimento do RS foi positivo, taxa de 2,7% e abaixo do crescimento de 3,8% da economia
nacional. Em 2007, a economia do RS cresceu 7%, valor acima da taxa de 5,4% da economia nacional. Em 2008,
a taxa de crescimento da economia do RS ficou em 3,8% e a taxa brasileira em 5,1%. Em 2009, a taxa de
crescimento do RS foi de 0,8% negativa, ficando abaixo do Brasil que obteve uma taxa de 0,2% negativa. Em
2010, o RS cresceu 7,8% e o Brasil 6,5%.
1
Tabela 9.9 - Variações do PIB do RS e do Brasil, no Período de 1980 a 2010
Ano
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
RS
%
Brasil
%
PIB RS
bilhões R$ (base 10)
PIB Brasil
bilhões R$ (base 10)
-1,8
-0,1
-0,8
4,9
4,7
4,7
4,1
-1,2
3,4
-6,6
-2,2
8,3
10,8
5,2
-5,0
0,5
6,1
-0,5
3,0
4,4
3,1
1,1
1,7
3,4
-2,8
2,7
7,0
3,8
-0,8
7,8
-4,3
0,8
-2,9
5,4
7,8
7,5
3,5
-0,1
3,2
-4,3
1,0
-0,5
4,9
5,9
4,2
2,2
3,4
0,0
0,3
4,3
1,3
2,7
1,1
5,7
3,2
3,8
5,4
5,1
-0,2
7,5
121,74
119,59
119,71
118,76
124,57
130,43
136,56
142,16
140,47
145,25
136,26
133,32
144,39
159,98
168,30
160,29
161,09
170,91
170,06
175,17
182,87
188,54
190,62
193,86
200,45
194,99
200,25
214,27
222,41
220,65
237,859
1.720,32
1.649,39
1.662,59
1.615,73
1.702,98
1.835,81
1.973,50
2.042,57
2.040,53
2.105,83
2.019,01
2.039,20
2.029,06
2.128,48
2.254,06
2.348,73
2.400,40
2.482,02
2.482,02
2.489,46
2.596,51
2.630,27
2.701,28
2.731,00
2.886,66
2.979,04
3.092,24
3.259,22
3.425,44
3.418,60
3.675,00
PIB RS / PIB Brasil
%
7,08
7,25
7,20
7,35
7,32
7,10
6,92
6,96
6,88
6,90
6,75
6,54
7,12
7,52
7,47
6,82
6,71
6,89
6,85
7,04
7,04
7,17
7,06
7,10
6,94
6,55
6,48
6,57
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9.2 - Espacialização do Consumo dos Principais Energéticos no RS
Nos mapas 9.1, 9.2, 9.3 e 9.4, constam, respectivamente, o consumo de óleo diesel, gasolina C (automotiva),
GLP e energia elétrica por município do RS em 20102. Nos mapas 9.5 e 9.6 é apresentado, respectivamente, o
consumo total dos principais energéticos de forma municipalizada e por Conselhos Regionais de
Desenvolvimento Econômico-Social - COREDES.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 9.1 - Consumo de Óleo Diesel por Município do RS em 2010
C
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9
Mapa 9.2 - Consumo de Gasolina C (automotiva) por Município do RS em 2010
1
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 9.3 - Consumo de GLP por Município do RS em 2010
C
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9
Mapa 9.4 - Consumo de Energia Elétrica por Município do RS em 2010
1
3
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 9.5 - Consumo Total dos principais energéticos por Município do RS em 2010
C
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Mapa 9.6 - Consumo Total dos principais energéticos por COREDES do RS em 2010
1
3
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
9.3 - Indicadores Sociais do RS Indiretamente Relacionados com a Energia
O desempenho de uma sociedade não está apenas atrelado ao PIB, à renda per capita e a indicadores que
relacionem a criação de riqueza com os requisitos de energia (OIE per capita e Consumo Final per capita).
Indicadores da situação da saúde (como mortalidade infantil e longevidade), da situação de segurança pública
(como índice de homicídio e de roubo) e da situação da escolaridade (analfabetismo, qualidade do ensino, taxa
de cobertura, de reprovação e de evasão escolar) também estão relacionados, de forma indireta, com a oferta e
demanda de energia na sociedade. Alguns desses indicadores são apresentados a seguir, sendo que a maior
parte deles faz parte da composição do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas
- IDH.
Em relação ao Coeficiente de Mortalidade Infantil no RS - CMI-RS, verifica-se no gráfico 9.1, que, em 1980, para
cada mil crianças nascidas vivas no Rio Grande do Sul, 39 faleciam antes de completar um ano de idade. Em
2010 este valor caiu para 11,2.
<>
Gráfico 9.1 - Redução da Mortalidade Infantil no RS
40
40
39,0
39,0
35
35
34,8
33,2
34,8
33,2
30
30
31,231,2
29,1
29,1
26,8
26,8
25
25
CMI
CMI
24,3
20
20
24,3
22,7
21,3
22,021,321,5
19,8
19,2
22,0
18,7
21,5
19,8
19,319,2
19,2
18,3
18,718,3
17,2
19,3
19,2
22,7
15
15
15,9
10
10
17,2 15,6
15,1
15,915,1
15,715,615,915,1
15,015,1
12,8
15,7
12,7
15,9
13,613,112,8
11,2
13,6
12,7
13,1
15,0
11,5
29
2010
28
2009
27
2008
2000
20
2001
21
2002
22
2003
23
2004
24
2005
25
2006
26
2007
1998
18
1999
19
1997
17
1996
16
15
1995
14
1994
13
1993
1985
6
1986
7
1987
8
1988
9
1989
10
1990
11
1991
12
1992
1983
4
1984
5
1982
3
1981
2
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ano
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O gráfico 9.2 apresenta a expectativa de vida geral e por sexo para as diferentes faixas etárias no RS no período
de 2006 a 2009. Pode ser verificado que ao nascer, a expectativa de vida geral foi de 76,01 anos, sendo que para
pessoas do sexo feminino a média é de 80,01 anos. Se o número de óbitos no trânsito e de homicídios não fosse
elevado, o RS já estaria com expectativa de vida próxima à média dos países desenvolvidos.
1
3
2
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
<>
Gráfico 9.2 - Expectativa de Vida Geral e por Sexo para Faixas Etárias Selecionadas no RS
13,18
14,34
11,60
75 e +
15,82
17,37
13,86
Faixa Etária (anos)
70-75
18,91
20,84
16,61
65-70
22,44
24,68
19,90
60-65
76,01
80,01
72,01
0-1
0
10
20
30
40
50
60
Expectiva de Vida (anos)
Geral
Feminino
70
80
90
100
Masculino
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O índice de homicídios por 100 mil habitantes é um indicador importante para verificar o padrão de civilidade de
um país e mesmo de seus estados. Existem duas medidas que apontam para resultados distintos. Uma delas
provém dos registros policiais e a outra da Secretaria Estadual da Saúde. Por exemplo, uma pessoa pode ser
atingida por arma de fogo, ou as chamadas armas brancas (objeto constituído de lâmina com capacidade de
perfurar ou cortar) e dar entrada no hospital com vida. Para os registros policiais não ocorreu o óbito; porém,
esta mesma pessoa poderá vir a falecer no hospital ou mesmo em sua residência por decorrência de
complicações pós-operatórias. Nas estatísticas policiais, geralmente esse óbito não é contabilizado, mas é
registrado na Secretaria Estadual da Saúde por homicídio. No gráfico 9.3, pode ser verificada a razoável situação
do RS em relação aos estados selecionados do País3, sendo situado na oitava posição. Por outro lado, a situação
do RS não pode ser considerada sequer razoável em relação aos padrões de países desenvolvidos.
Gráfico 9.3 - Índice de Homicídios Dolosos no RS, em Estados Selecionados e no Brasil,
em 2008
SC
13,0
SP
14,9
MG
19,5
RS
21,8
PR
32,6
RJ
34,0
DF
34,1
PE
50,7
ES
56,4
Brasil
26,4
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Homicídios Dolosos / 100 mil habitantes
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Em 2010, de acordo com os relatórios SIM e SINASC4 da Secretaria da Saúde do RS, o número de homicídios foi
de 2.056, sendo 88,96% referentes ao sexo masculino (o coeficiente masculino é de 34,2 homicídios por 100
mil habitantes). Os acidentes de transporte foram responsáveis por 2.210 óbitos (um coeficiente de 20,7
óbitos por 100 mil habitantes), também predominando o sexo masculino, com 78,51% dos registros (o
coeficiente masculino de óbitos por 100 mil habitantes, por acidente de transporte, é de 32,5).
O gráfico 9.4 apresenta os coeficientes de mortalidade por homicídios de 1990 a 2010 no RS, levantados pela
Secretária da Saúde do RS.
<>
Gráfico 9.4 - Coeficientes de Mortalidade por Homicídios no RS, no Período de 1990 a 2010
40
Homicídio / 100 mil habitantes
35
30
25
21,7
19,2
20
18,4
18,3
16,7
16,8
17,7
14,1
15
15,1
16,2
15,3
15,2
18,2
20,3
19,4
18,4
17,9
17,9
17,9
15,2
12,6
10
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
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Em 2009, a taxa de analfabetismo do RS (pelo critério de idade igual ou maior de 15 anos) foi de 4,65%
(predominando o analfabetismo na população, na faixa etária de 60 anos ou mais). Com uma fatia de 2,37% de
analfabetos, ficou a população na faixa etária de 60 anos ou mais, seguida pela população na faixa etária dos 50
a 59 anos. O percentual de analfabetos no Rio Grande do Sul é bom, se comparado com a ainda elevada taxa
brasileira, que foi de 9,71%, mas abaixo do ideal, se comparada com os números dos países desenvolvidos, que
apresentam taxas de analfabetismo inferiores a 1% (e, em muitos casos, nulas).
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Tabela 9.10 - Taxa de Analfabetismo por Faixa Etária, e Correspondentes Percentuais no RS
Faixa etária
analfabetos
%
15 a 19 anos
5 463
0,06
15 a 17 anos
3 142
0,04
18 a 19 anos
2 321
0,03
20 a 24 anos
11 346
0,13
25 a 29 anos
11 711
0,14
30 a 39 anos
44 037
0,52
40 a 49 anos
46 209
0,54
50 a 59 anos
74 775
0,88
60 anos ou mais
201 694
2,37
Total de Analfabetos
395.235
4,65
8.494.948
100,00
População total com 15 anos ou mais
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No tocante à média de tempo de estudo para pessoas acima dos 10 anos de idade, o IBGE (PNAD 2007)
informou ser de 7,2 anos o tempo no Rio Grande do Sul, valor superior à média nacional, que é de 6,9 anos. Na
mesma pesquisa, diversos estados da federação apresentaram desempenho melhor que o do RS: no Distrito
Federal, o tempo é de 8,7 anos; no Rio de Janeiro, 7,9; em São Paulo, 7,9; em Santa Catarina, 7,4.
Na tabela 9.11, verifica-se o número médio de anos de estudo das pessoas com 10 anos ou mais no RS, em
estados selecionados e no Brasil. Embora em boa posição em relação ao Brasil, o RS aparece atrás de Santa
Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Tabela 9.11 - Número Médio de Anos de Estudo das Pessoas com 10 anos ou mais em 2007
anos
6,8
Estados e País
Minas Gerais
Rio de Janeiro
7,9
São Paulo
7,9
Paraná
7,3
Santa Catarina
7,4
Rio Grande do Sul
Distrito Federal
7,2
8,7
Total Brasil
6,9
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Para avaliar a qualidade do ensino brasileiro, o Ministério da Educação, por intermédio do INEP, tem aplicado a
mais de uma década, o instrumento Sistema de Avaliação do Ensino Básico - SAEB (no qual fazem parte, por
amostragem, alunos da 4º e 8º série do ensino fundamental e 3ª série do ensino de nível médio). Além do SAEB,
existe o sistema Prova Brasil, que usa metodologia semelhante ao SAEB, o Exame Nacional do Ensino médio ENEM e avaliações específicas do ensino de nível superior.
Os resultados da 3ª série do ensino médio constam no gráfico 9.5. O RS encontra-se em boa situação no
desempenho do ENEM, se comparado com o desempenho do Brasil e de estados selecionados, passando a ter
melhor desempenho que o próprio Distrito Federal, o que não ocorreu no ENEM de 2007 e 2009.
<>
5
Gráfico 9.5 - Desempenho do RS no ENEM e de Estados Selecionados em 2009
600
580
560
Pontuação
539,98
538,47
540
529,42
525,60
524,66
517,99
520
513,51
500
480
460
RS
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
No gráfico 9.6, verifica-se o desempenho do RS no SAEB6 de 2009 nas provas de língua portuguesa e
matemática. Em ambas, ficou na primeira posição.
<>
Gráfico 9.6 - Notas no SAEB do RS, de Estados Selecionados e do Brasil para o ensino de
nível médio em 2009
278,9
285,7
DF
289,6
RS
304,8
274,8
285,7
MG
280,9
290,8
PR
SC
275,2
287,0
SP
273,7
278,1
RJ
268,3
277,0
268,8
274,7
Brasil
0
50
100
150
200
250
300
350
Desempenho
Português
Matemática
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O Brasil não tem obtido bons resultados em testes internacionais, como o PISA (teste internacional da OCDE
para adolescentes de 15 anos, versando sobre matemática, conhecimento da língua pátria e ciências). É válido
assinalar que o RS, mesmo se destacando no cenário nacional das avaliações do MEC no tocante às provas de
matemática e português, pode melhorar sua qualidade de ensino para nivelar com os padrões de países
desenvolvidos.
No tocante ao Ensino Superior, o Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) é um indicador de qualidade de
instituições de educação superior, que considera, em sua composição, a qualidade dos cursos de graduação e de
pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizado o CPC (conceito preliminar de
curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. O resultado final está em valores contínuos
(que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).
O CPC tem como base o Conceito Enade, o Conceito IDD e as variáveis de insumo. O dado “variáveis de insumo” que considera corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico - é formado com informações do Censo da
Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade. Foi calculado o CPC de cursos de
graduação que fizeram o Enade em 2005, 2006 e 2007.
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A Avaliação dos Programas de Pós-graduação realizada pela Capes compreende a realização do
acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o
Sistema Nacional de Pós-graduação, SNPG.
Na tabela 9.12 estão listadas as 10 universidades brasileiras melhor pontuadas, bem como todas as
universidades localizadas no RS que estão na faixa 4 e 5.
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0
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 9.12 - Índice Geral de Cursos (IGC 2009) com IGC nas faixas 4 e 5 (Triênio 2007,
2008 e 2009)
UNIVERSIDADES
IES
Federal de São Paulo
Federal do Rio Grande do Sul
Federal de Lavras
Federal de Minas Gerais
Fundação Federal de Viçosa
Federal de São Carlos
Fundação Federal de Ciências da Saúde de Poa
Federal do Triângulo Mineiro
Federal do Rio de Janeiro
Federal de Itajubá
Federal de Santa Maria
Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul
Estadual do Rio Grande do Sul
do Vale do Rio dos Sinos
Federal de Pelotas
Fundação Federal do Rio Grande
de Santa Cruz do Sul
Luterana do Brasil
FEEVALE
Sigla
UNIFESP
UFRGS
UFLA
UFMG
UFV
UFSCAR
UFCSPA
UFTM
UFRJ
UNIFEI
UFSM
PUCRS
UERGS
UNISINOS
UFPel
FURG
UNISC
ULBRA
FEEVALE
UF
(Sede)
SP
RS
MG
MG
MG
SP
RS
MG
RJ
MG
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
Tipo*
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Federal
Privada
Estadual
Privada
Federal
Federal
Privada
Privada
Privada
Posição
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
19
25
26
34
38
44
48
52
55
IGC
Contínuo Faixas
440
5
422
5
420
5
417
5
410
5
406
5
405
5
404
5
395
5
394
4
358
4
349
4
349
4
333
4
326
4
318
4
311
4
300
4
295
4
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Recursos e Reservas Energéticas
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Recursos e Reservas Energéticas
Os recursos e reservas energéticas do Rio Grande do Sul apresentados neste capítulo referem-se às fontes
energéticas não-renováveis - carvão mineral, turfa e xisto betuminoso - e às fontes energéticas renováveis potencial hidroelétrico, eólico, fotovoltaico e de biomassas.
10.1. - Carvão Mineral
O carvão mineral é resultado da ocorrência de soterramento e posterior “incarbonização”1 da flora de grandes
florestas que existiram em diversas porções do globo terrestre, durante os períodos Carbonífero e Permiano da
era Paleozóica. No carvão mineral, o elemento carbono (C) se concentra de modo abundante.
As reservas de carvão mineral no Rio Grande do Sul, em estados selecionados e no Brasil constam na tabela 10.1
a seguir. Os dados foram levantados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e
Energia - DNPM/MME.
Tabela 10.1 - Reservas Minerais de Carvão em 2005
Maranhão
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
São Paulo
Total Brasil
Municípios do RS
Alvorada
Arroio dos Ratos
Bagé
Medida
(t)
%
Indicada
(t)
%
(t)
1.092.442
0,02%
1.728.582
0,02%
-
0,06%
212.000
79,43% 10.098.475.668
20,46%
593.216.494
0,00%
-
94,42%
6.317.050.409
96,66%
5.376.789.122
5,55%
217.069.278
3,32%
1.212.340.482
0,01%
1.262.500
0,02%
4.184.006
5.255.915.580
1.354.211.132
2.050.411
0,03%
6.617.453.571
1.111.294
Inferida
10.694.744.038
Medida
%
(t)
8.747.623
0,17%
-
%
0,02%
2.050.411
0,05%
81,52%
18,38%
0,03%
6.595.781.463
Inferida
%
(t)
1.092.442
3.509.006
6.535.382.187
Indicada
(t)
Lavrável
%
Lavrável
(t)
%
(t)
%
584.843
0,01%
8.747.623
0,16%
14.274.899
0,27%
677.202.000
12,59%
14.274.899
0,27%
3.503.000
0,03%
-
677.202.000
12,88%
2.816.117.000
27,89%
1.194.314.000
18,91%
24.497.000
0,47%
33.003.000
0,33%
64.646.000
1,02%
24.497.000
0,46%
231.944.325
4,41%
121.543.000
1,20%
22.859.000
0,36%
231.944.325
4,31%
Caçapava do Sul
1.467.000
0,03%
-
1.467.000
0,03%
Cachoeira do Sul
256.328.147
4,88%
411.755.859
4,08%
188.615.294
2,99%
333.909.147
6,21%
Candiota
979.374.637
18,63%
632.246.085
6,26%
159.064.321
2,52%
1.183.561.267
22,01%
4,60%
Barão do Triunfo
Butiá
-
44.467.189
0,85%
376.665.924
3,73%
290.280.308
151.864.000
2,89%
20.489.000
0,20%
-
44.467.189
0,83%
38.338.000
2.758.000
0,05%
10.409.000
0,10%
3.301.000
0,71%
0,05%
2.758.000
87.158.000
1,66%
200.304.000
1,98%
0,05%
1.610.000
0,03%
87.158.000
803.568.264
15,29%
319.112.412
3,16%
1,62%
335.363.629
5,31%
803.568.264
14,95%
Guaíba
97.055.000
1,85%
223.599.000
2,21%
-
Herval
122.687.000
2,33%
382.341.000
3,79%
89.884.000
1,67%
324.624.000
5,14%
122.687.000
Minas do Leão
351.967.322
6,70%
327.787.000
2,28%
3,25%
4.389.000
0,07%
311.770.234
83.535.578
1,59%
5,80%
404.442.025
4,00%
313.527.087
4,96%
83.535.578
5.273.575
1,55%
0,10%
106.832.025
1,06%
245.903.547
3,89%
5.273.575
Osório
0,10%
86.337.040
1,64%
595.190.000
5,89%
1.964.124.000
31,09%
86.337.040
Pinheiro Machado
1,61%
91.660.000
1,74%
1.284.040.000
12,72%
108.791.000
1,72%
91.660.000
1,70%
3.167.000
0,06%
27.867.000
0,28%
95.640.000
1,51%
3.167.000
0,06%
383.277.950
7,29%
528.395.480
5,23%
233.043.550
3,69%
383.277.950
7,13%
99.620.416
1,90%
306.721.748
3,04%
210.322.134
3,33%
99.620.416
1,85%
170.814.000
3,25%
146.091.000
1,45%
10.100.000
0,16%
170.814.000
3,18%
São Sepé
16.669.000
0,32%
-
16.669.000
0,31%
Tramandaí
13.723.000
0,26%
101.488.000
1,00%
296.482.000
4,69%
13.723.000
0,26%
Triunfo
319.631.903
6,08%
501.299.373
4,96%
143.601.496
2,27%
319.631.903
5,94%
Viamão
126.845.712
2,41%
217.233.737
2,15%
105.864.200
1,68%
126.845.712
2,36%
Canoas
Charqueadas
Encruzilhada do Sul
General Câmara
Gravataí
Montenegro
Novo Hamburgo
Portão
Rio Pardo
Sto. Ant. da Patrulha
São Jerônimo
Total RS
5.255.915.580
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 10.1 - Localização das Reservas Minerais de Carvão no RS, em 2005
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Tabela 10.2 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Carvão Comercializada em 2005
Estado
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Carvão Mineral
Bruta
Beneficiada
Valor (R$)
Quantidade
423.661
Quantidade
Total (R$)
78.000
15.955.924
15.955.924
3.224.856
144.132.679
148.990.758
4.858.079
Valor
Valor (R$)
8.980
269.425
2.467.542
335.074.339
335.343.764
432.641
5.127.504
5.770.398
495.162.942
500.290.446
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10.2 - Turfa
Sedimento fóssil de origem vegetal, poroso ou compacto, combustível, com elevado teor de água (até cerca de
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90% no estado bruto), facilmente riscável, de cor castanha claro a castanha escuro3. Primeiro estágio de
formação do carvão mineral, a turfa está presente no RS na planície costeira, mas não existem pesquisas no
sentido de averiguar quantidades e qualidade. A turfa é mundialmente usada na composição de solos para
agricultura, podendo também ser utilizada como recurso energético4.
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 10.3 - Reservas Minerais de Turfa em 2005
Medida
Estado
Indicada
Inferida
(t)
%
(t)
%
(t)
1.223.500
1,10%
259.369
0,31%
-
Goiás
198.356
0,18%
219.363
0,26%
1.211
Minas Gerais
306.728
0,28%
-
12.785.350
11,51%
1.366.826
Alagoas
Paraná
972.421
0,88%
-
55.161.000
49,64%
74.414.000
Santa Catarina
17.778.629
16,00%
-
São Paulo
22.699.959
20,43%
6.976.198
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Total Brasil
111.125.943
(t)
%
1.223.500
1,12%
198.356
0,18%
0,02%
-
306.728
0,28%
1,64%
-
12.785.350
11,67%
89,40%
7.807.000
8,38%
174.116
972.421
0,89%
97,80%
55.161.000
50,37%
16.504.838
15,07%
2,18%
22.361.406
20,42%
-
83.235.756
Medida
Municípios do RS
Lavrável
%
7.982.327
Indicada
109.513.599
Inferida
Lavrável
(t)
%
(t)
%
(t)
%
(t)
%
4.370.000
7,92%
25.098.000
33,73%
5.261.000
67,39%
4.370.000
7,92%
Osório
28.229.000
51,18%
25.216.000
33,89%
2.546.000
32,61%
28.229.000
51,18%
Rio Pardo
13.047.000
23,65%
24.100.000
32,39%
-
13.047.000
23,65%
9.515.000
17,25%
-
-
9.515.000
17,25%
74.414.000
7.807.000
55.161.000
Cachoeira do Sul
Viamão
Total RS
55.161.000
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Tabela 10.4 - Quantidade e Valor da Produção Mineral de Turfa Comercializada em 2005
Bruta
Estado
Quantidade
Beneficiada
Valor
Valor (R$)
Quantidade
Valor (R$)
Total (R$)
5.038.052
Santa Catarina
9.912
187.118
45.039
4.850.934
São Paulo
7.229
382.917
2.244
144.581
527.497
17.141
570.035
47.283
4.995.515
5.565.549
Turfa
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10.3 - Xisto Betuminoso
Xisto betuminoso é o nome informal da rocha folhelho pirobetuminoso, uma rocha sedimentar rica em betume,
abundante no RS. Pode ser encontrada na Formação Irati da Bacia do Paraná, mas ainda não existem pesquisas
que quantifiquem o volume de betume presente nela. Tecnicamente é possível extrair o betume dessa rocha e
aproveitá-lo como óleo, mas até o momento não foi viabilizado um processo industrial econômico para tal
procedimento. A Petrobras realizou testes-piloto nesse sentido em São Mateus - Paraná6.
Tabela 10.5 - Reservas Minerais de Xisto e Outras Rochas Betuminosas em 2005
Rio Grande do Sul
Municípios do RS
Medida
(t)
Indicada
%
232.977.000
(t)
Inferida
%
343.195.000
Medida
(t)
Lavrável
%
160.456.000
Indicada
(t)
%
232.977.000
Inferida
Lavrável
(t)
%
(t)
%
(t)
%
(t)
%
Cachoeira do Sul
27.912.000
11,98%
14.020.000
4,09%
189.000
0,12%
27.912.000
11,98%
Encruzilhada do Sul
25.935.000
11,13%
21.667.000
6,31%
4.370.000
2,72%
25.935.000
11,13%
6.903.000
2,96%
15.751.000
4,59%
472.000
0,29%
6.903.000
2,96%
Osório
12.136.000
5,21%
81.384.000
23,71%
137.567.000
85,74%
12.136.000
5,21%
Rio Pardo
29.431.000
12,63%
36.907.000
10,75%
1.327.000
0,83%
29.431.000
12,63%
Viamão
130.660.000
56,08%
173.466.000
50,54%
16.531.000
10,30%
130.660.000
56,08%
Total RS
232.977.000
Gravataí
343.195.000
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160.456.000
232.977.000
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
10.4 - Potencial Hidrelétrico
De acordo com o Balanço Energético Nacional 2007, entende-se por potencial hidrelétrico o potencial possível
de ser técnica e economicamente aproveitado nas condições atuais de tecnologia.
O potencial hidrelétrico é medido em termos de energia firme, que é a geração máxima contínua na hipótese
de repetição futura do período hidrológico crítico.
O potencial hidrelétrico inventariado compreende as usinas em operação ou construção e os aproveitamentos
disponíveis estudados nos níveis de inventário, viabilidade e projeto básico.
Tomando-se por base o inventário como etapa em que se mede com toda precisão o potencial, pode-se avaliar
a precisão dos valores obtidos para o potencial estimado.
De acordo com estudos de avaliação já procedidos, os valores estimados são aproximadamente 35% abaixo do
valor final inventariado. Nesse sentido, conclui-se que o potencial estimado é bastante conservador.
Tabela 10.6 - Potencial Hidrelétrico do RS e de Estados Selecionados - Dezembro 2010
Total
Geral
10.868
17.094
2.546
0
8
0
250
2.546
0
330
330
1.580
3.013
361
25
6.860
11.838
12.168
Goiás
2.589
36
2.589
3.321
368
124
26
5.878
9.718
12.307
Minas Gerais
1.067
1.903
2.970
7.733
717
545
262
12.016
21.274
24.244
113
903
1.017
725
48
707
1
3.546
5.027
6.044
4.639
4.373
9.012
4.114
1.285
503
416
1.477
7.795
16.807
Pará
2.418
4.264
6.682
20.294
13.073
850
0
8.500
42.718
49.400
Paraná
1.216
314
1.531
3.586
2.228
823
1.076
14.871
22.585
24.115
Rondônia
1.192
4.254
5.447
500
0
3.396
3.258
291
7.444
12.891
Roraima
4.178
128
4.306
600
351
0
0
5
956
5.262
Rio Grande do Sul
491
1.391
1.882
3.236
146
277
157
4.904
8.721
10.603
Santa Catarina
254
535
790
1.972
324
430
93
3.623
6.442
7.232
São Paulo
441
375
816
925
2.162
235
83
10.900
14.304
15.120
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Tocantins
Total Brasil
19.640
157
0
157
1.890
2.304
0
11
2.312
6.518
6.674
26.464
31.297
57.761
59.043
30.424
8.599
5.606
81.929
185.601
243.362
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Total
Inventariado
6.226
Bahia
Amazonas
1
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4
Operação
Construção
Projeto
Básico
Viabilidade
Inventário
Total
Estimado
Remanecente
Estado
Individualizado
Unidade: MW
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Mapa 10.2 - Potencial Hidrelétrico do RS - 2009
LEGENDA
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Tabela 10.7 - Potencial Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai - Dezembro 2010
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Total Brasil
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2 8
1
2 824
26.464 31.297
57.761
3.958
59.043
470
30.424
337
8.599
194
5.606
Total
Geral
Total
Inventariado
Operação
Construção
Projeto
Básico
Viabilidade
Inventário
Total
Estimado
Individualizado
Estado
Remanecente
Unidade: MW
6.525 11.484
12.308
81.929 185.601 243.362
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 10.8 - Inventário Hidroelétrico da Bacia do Rio Uruguai
Nome da Usina
Ludesa
Ressaca
Nova União
Águas de Chapecó
Pery
Porto Ferreira
São José
Saudade
Foz do Xaxim
Monjolinho
Passo São João
Santo Antônio
Passo da Cadeia
Quebra Queixo
Garibaldi
São Roque
Passo Fundo
Pai Querê
Barra Grande
Itapiranga
Irai
Foz do Chapecó
Campos Novos
Machadinho
Itapiranga
Itá
Garabi (Bi-Nacional)**
Panambi (Bi-Nacional)**
Estado
SC
RS
SC
SC
SC
SC
RS
SC
SC
RS
RS
SC
SC/RS
SC
SC
SC
RS
SC/RS
SC/RS
SC/RS
RS/SC
SC/RS
SC/RS
SC/RS
SC/RS
SC/RS
RS/Argentina
RS/Argentina
Rio
Chapecó
Ijuí
Chapecozinho
Chapecó
Canoas
Chapecó
Ijuí
Chapecó
Chapecó
Passo Fundo
Ijuí
Chapecó
Pelotas
Chapecó
Canoas
Canoas
Passo Fundo
Pelotas
Pelotas
Uruguai
Uruguai
Uruguai
Canoas
Pelotas
Uruguai
Uruguai
Uruguai
Uruguai
Estágio
Operação
Inventário
Inventário
Inventário
Inventário
Inventário
Construção
Inventário
Inventário
Operação
Construção
Inventário
Inventário
Operação
Viabilidade
Inventário
Operação
Viabilidade
Operação
Viabilidade
Inventário
Operação
Operação
Operação
Inventário
Operação
Inventário
Inventário
Total Usinas >= 30 MW
Total Usinas < 30 MW
Total Bacia Rio Uruguai
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1
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1
1
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1
4
6
Potência MW*
30,00
30,00
32,40
42,00
47,00
49,30
51,00
61,40
63,20
74,00
77,00
84,30
104,00
121,50
177,90
214,00
220,00
292,00
698,25
724,60
330,00
855,00
880,00
1.140,00
1.160,00
1.450,00
1.152,00
1.048,00
11.208,85
1.099,22
12.308,07
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 10.9 - Inventário Hidroelétrico da Sub-bacia 75 - Rio Ijuí
Identificação do Aproveitamento
Nome do
Rio
Nome do
Aproveitamento
Ijuí
Ijuí
Ijuí
Ijuí
Ijuí
Ijuí
Ijuí
Palmeira
Palmeira
Fiuza
Fiuza
Potiribu
Potiribu
Ijuizinho
Ijuizinho
Ijuizinho
Ijuizinho
Ijuizinho
Conceição
Conceição
Conceição
Conceição
Conceição
Caxambu
Piratinim
Piratinim
Piratinim
Piratinim
Piratinim
Inhacapetum
Inhacapetum
Icamaquã
Icamaquã
Icamaquã
Icamaquã
Itacurubi
Itacurubi
IJ-1e - Passo São João
IJ-2' - São José
IJ-3g - Ressaca
IJ-4a - Linha Onze
IJ-5 - Linha Três
IJ-6 - Ajuricaba II
IJ-7 - Barra
PL-1 - Palmeiras
PL-2a - Condor
FZ-1b - Fiúza II
FZ-2' - Rincão do Fundo
PT-1 - Sede II
PT-2 - Andorinhas II
IZ-1 - Rincão
IZ-2 - Ijuizinho II
IZ-3b' - Rincão de P. Alegre
IZ-4 - Fazenda Grande
IZ-5a - Igrejinha
CC-1a - Passo da Cruz
CC-2 - Antas
CC-3 - São Miguel
CC-4 - Tigre
CC-5a - Serraria
CX-1 - São Valentim
PR-1c - Bonito
PR-2 - Jaguassango
PR-3 - Campestre
PR-4b - Piratinim
PR-5 - Ilha do lobo
IN-1 - Inhacapetum
IN-2b - Passo do Tibúrcio
IC-1 - Passo Novo
IC-2 - Bom Sossego
IC-3 - Três Capões
IC-4 - Icamaquã
IT-1 - Igreja Baixa
IT-2 - Estrela do Sul
Total Inventariado
Total Vetado FEPAM
Aprovado %
Características Energéticas
Distância
da Foz
km
71,40
130,60
213,75
334,60
392,60
419,10
455,90
15,20
21,80
14,80
19,80
21,20
37,70
33,50
42,60
72,20
142,00
163,70
16,20
44,30
54,60
63,90
78,80
6,50
135,11
203,11
246,91
291,31
318,71
28,40
53,30
78,80
124,50
166,30
180,50
12,40
25,60
Potência
Firme
MW méd
43,90
24,00
15,80
14,10
12,90
7,90
3,50
4,10
2,40
0,60
1,20
3,60
2,90
2,80
7,10
4,80
2,80
1,40
3,80
1,70
1,10
1,10
1,10
1,60
9,70
8,50
7,40
3,20
1,50
2,90
1,20
4,00
3,60
1,60
2,50
2,00
1,70
216,00
120,60
55,83%
Potência
Instalada
MW
81,00
45,00
30,00
26,00
24,00
14,50
6,50
7,00
4,30
1,00
2,00
7,00
5,50
5,00
13,00
8,00
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2,50
6,80
3,00
2,00
2,00
2,30
3,00
18,00
15,00
13,50
5,50
2,50
5,50
2,00
7,00
6,50
4,00
4,50
3,50
3,00
396,90
221,10
55,71%
Energia
Firme
MWh
345.054
188.640
124.188
110.826
101.394
62.094
27.510
32.226
18.864
4.716
9.432
28.296
22.794
22.008
55.806
37.728
22.008
11.004
29.868
13.362
8.646
8.646
8.646
12.576
76.242
66.810
58.164
25.152
11.790
22.794
9.432
31.440
28.296
12.576
19.650
15.720
13.362
1.697.760
947.916
55,83%
Situação
Atual do
Aproveitamento
Em construção
Em construção
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Disponível
Vetado FEPAM
Disponível
Disponível
Disponível
Vetado FEPAM
Disponível
Disponível
Vetado FEPAM
Disponível
Disponível
Vetado FEPAM
Disponível
Vetado FEPAM
Disponível
Disponível
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
Vetado FEPAM
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 10.10 - Inventário Hidroelétrico Do Rio Taquari Antas
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Identificação do Aproveitamento
Nome do
Rio
Nome do
Aproveitamento
Antas
Antas
Antas
Antas
Antas
Antas
Antas
Rio Prata
Rio Turvo
Antas
Rio Prata
Antas
Guaporé
Guaporé
Ituim
Antas
Antas
Carreiro
Antas
Carreiro
Guaporé
Carreiro
Carreiro
Antas
Carreiro
Lageado Grande
Carreiro
Turvo
Turvo
Ituim
Guaporé
Lageado Grande
Camisas
Turvo
Prata
Antas
São Tomé
Lageado Grande
Santa Rita
Santa Rita
Prata
Turvo
Lageado Grande
Camisas
Guaporé
Antas
Prata
Santa Rita
Lageado Grande
Guaporé
Turvo
Santana
Santana
Santa Rita
Ituim
Santa Rita
Total
Monte Claro
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Castro Alves
Muçum
14 de Julho
São Marcos
São Manoel
Serra dos Cavalinhos
Jararaca
Primavera
Espigão Preto
Da Ilha
Passo do Meio
Monte Cuco
Paraíso
Saltinho
São José
São Bernardo
Caçador
Pezzi
Linha Emília
Monte Bérico
Cotiporã
Autódromo
Quebrada Funda
Boa Fé
Cazuza Ferreira
São Paulo
Chimarrão
Santa Carolina
Morro Grande
Pulador
Palaquinho
Grotão
Jardim
Pratinha
Matemático
Pião
Criúva
Boqueirão
São Pedro
Serrinha
Volta Longa
Matreiro
Chapéu
Nova Esperança
Piraquete
Rio Branco
Entre Rios
Bururi
Arranca Toco
Passo da Pedra
Boa Vista
Potreiro
Vacaria
Cinco Cachoeiras
Lageado Bonito
Municípios
Bento Gonçalves e Veranópolis
Nova Roma do Sul e Nova Pádua
Muçum, Roca Sales e Santa Tereza
Bento Gonçalves e Cotiporã
São Marcos e Antônio Prado
Caxias do Sul e Campestre da Serra
Jaquirana e Bom Jesus
Antônio Prado e Veranópolis
Antônio Prado e Protásio Alves
Vacaria e São Francisco de Paula
Antônio Prado e Veranópolis
Bom Jesus e São F. de Paula
Anta Gorda
Anta Gorda
Vacaria
São Marcos e Caxias do Sul
São Marcos
Casca e Nova Bassano
Bom Jesus
Serafina Corrêa
Guaporé e Anta Gorda
Serafina Corrêa
Guaporé e Anta Gorda
Bom Jesus
Serafina Corrêa
Jaquirana
Serafina Corrêa
Antônio Prado
Antônio Prado
Vacaria
Guaporé e Anta Gorda
Jaquirana
Cambará do Sul e Jaquirana
Antônio Prado
Nova Prata
Jaquirana e Bom Jesus
Jaquirana
Jaquirana
Lagoa Vermelha e Vacaria
Vacaria
Nova Prata e Protásio Alves
Lagoa Vermelha
Jaquirana
Cambará do Sul
Marau
Cambará do Sul e S. J. dos Ausentes
Nova Prata e André da Rocha
Vacaria
São Francisco de Paula
Marau
Lagoa Vermelha
Cambará do Sul
Cambará do Sul
Vacaria
Vacaria
Vacaria
Características Energéticas
Potência
Potência
Energia
Firme Instalada
Firme
MW méd
MW
MWh
57,90
130,00
455.094
53,60
120,00
421.296
49,40
112,00
388.284
42,40
98,00
333.264
27,40
57,00
215.364
23,90
51,00
187.854
21,90
45,00
172.134
17,20
41,00
135.192
15,40
36,00
121.044
16,40
34,00
128.904
15,50
32,00
121.830
14,50
30,00
113.970
10,80
19,70
84.888
10,70
19,50
84.102
10,30
19,50
80.958
10,30
17,50
80.958
9,50
16,00
74.670
8,50
15,60
66.810
9,20
15,60
72.312
7,70
14,30
60.522
8,70
13,90
68.382
7,50
12,70
58.950
6,50
12,00
51.090
7,50
12,00
58.950
4,80
9,30
37.728
5,40
9,10
42.444
4,70
8,40
36.942
4,50
8,20
35.370
4,30
7,80
33.798
4,10
7,40
32.226
3,50
6,30
27.510
3,30
6,00
25.938
2,90
5,20
22.794
2,80
5,00
22.008
2,80
5,00
22.008
1,90
3,00
14.934
2,30
3,00
18.078
2,10
2,90
16.506
1,60
2,70
12.576
1,50
2,30
11.790
1,40
2,30
11.004
1,40
2,20
11.004
1,40
2,00
11.004
1,30
1,90
10.218
1,10
1,90
8.646
1,30
1,90
10.218
1,20
1,90
9.432
1,20
1,80
9.432
1,70
10.218
1,30
1,60
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0,90
1,50
7.074
0,90
1,40
7.860
1,00
1,40
7.074
0,90
1,40
7.074
0,90
1,20
4.716
0,60
1,20
6.288
0,80
1093,20 4.187.808
532,80
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
10.5 - Potencial Eólico
Tabela 10.11 - Potencial Eólico do RS
unidade: MW
50 m
Local de
Implantação
Em solo firme
(on shore)
Total (on shore)
Sobre a água**
(off shore)
Total (off shore)
Total Global
Velocidade
do vento m/s
75 m
100 m***
Fator de
Potência*
carga %
Potência
Fator de
carga %
Potência*
Fator de
carga %
7,0 – 7,5
7,5 –8,0
8,0 – 9,0
> 7,0
12.290
2.990
560
15.840
>29
>34
>39
>29
42.320
10.120
1.990
54.430
>27
>32
>37
>29
82.650
27.600
4.950
115.200
>24
>28
>37
>24
7,0 – 7,5
7,5 – 8,0
8,0 – 9,0
9.220
8.040
1.260
>30
>35
>39
>30
>30
4.610
10
4.920
9.540
63.970
>28
>33
>37
>30
>30
1.610
10.810
7.320
19.740
134.940
>24
>29
>35
>24
>24
> 7,0
18.520
> 7,0
34.360
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10.6 - Potencial Fotovoltaico
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Mapa 10.3 - Mapa Solarimétrico do Brasil
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela 10.12 - Potencial Fotovoltaico do RS
Radiação Solar
Global Diária
MJ/m2/dia
16
14
Região
Região 1
Região 2
Total RS
Radiação Solar
Global Anual
MJ/m 2/ano
5.840
5.110
5.353
Radiação Solar
Global Anual
kWh/m2/ano
1.621,77
1.419,05
1.486,62
Produção Anual
de Energia Elétrica
kWh/m2/ano
243,27
212,86
222,99
Produção Anual
de Energia Elétrica
MWh/km2/ano
6.861.586,88
6.003.888,52
6.289.787,98
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10.7 - Potencial de Biomassas
Tabela 10.13 - Potencial de Produção Anual de Energéticos Renováveis no
Rio Grande do Sul (Biomassa)
Energético
Álcool etílico
1.000.000
Total Anual
mil tep
510,00
tonelada
2.800.000
596,40
tonelada
1.628.000
480,26
m
3
200.000
169,60
m
3
15.504.414
Unidade
1
m
Bagaço de cana
Casca de Arroz
2
3
4
Biodiesel B100
5
Lenha
Total de Biomassa
3
Total anual
1.874,00
3.630,26
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10.8 - Definições
As definições 10.8.a a 10.8.f foram extraídas do Anuário Mineral Brasileiro - 2006 - DNPM/MME.
10.8.a - Recursos
Entende-se por Recursos uma concentração do mineral, que poderá tornar-se viável, parcial ou totalmente.
10.8.b - Reservas
Reservas minerais são aquelas computadas oficialmente e aprovadas pelo DNPM, isto é, as constantes nos
Relatórios de Pesquisa Aprovados e nos Relatórios de Reavaliação de Reservas, subtraídas as produções
ocorridas no ano base e anos anteriores.
Os dados não incluem as reservas minerais lavradas sob os regimes de Licença, Extração e Permissão de Lavra
Garimpeira.
As reservas são classificadas como Medida, Indicada e Inferida, dependendo do grau de conhecimento da
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jazida.
10.8.c - Reserva Medida
Volume ou tonelagem de minério computado pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras,
galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, sendo o teor determinado pelos resultados de amostragem
pormenorizada, devendo os pontos de inspeção, amostragem e medida estarem tão proximamente
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
espacejados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma e o teor da substância mineral
possam ser perfeitamente estabelecidos. A reserva computada deve ser rigorosamente determinada nos
limites estabelecidos, os quais não devem apresentar variação superior a 20% da quantidade verdadeira.
10.8.d - Reserva Indicada
Volume ou tonelagem de minério computado a partir de medidas e amostras específicas, ou de dados da
produção, e parcialmente por extrapolação, até distância razoável, com base em evidências geológicas. As
reservas computadas são as aprovadas pelo DNPM nos Relatórios de Pesquisa e/ou reavaliação de reservas.
10.8.e - Reserva Inferida
Estimativa do volume ou tonelagem de minério, calculada com base no conhecimento da geologia do depósito
mineral, havendo pouco trabalho de pesquisa. No Anuário do DNPM, foi introduzido o conceito de reserva
lavrável no intuito de dimensionar com maior acuidade as reservas disponíveis, correspondendo à reserva
técnica e economicamente aproveitável, levando-se em consideração a recuperação da lavra.
10.8.f - Reserva Lavrável
É a reserva in situ estabelecida no perímetro da unidade mineira determinado pelos limites da abertura de
exaustão (cava ou flanco para céu aberto e realces ou câmaras para subsolo), excluindo os pilares de
segurança e as zonas de distúrbios geomecânicos. Corresponde à reserva técnica e economicamente
aproveitável levando-se em consideração a recuperação da lavra, a relação estéril / minério e a diluição
(contaminação do minério pelo estéril) decorrentes do método de lavra.
As reservas de areia para construção civil, cascalho e rochas para produção de brita não são apresentadas, pois
as reservas de areia para construção civil se localizam em grande maioria nos rios, onde são repostas, e as
rochas para produção de brita são de origens variadas e abundantes.
As definições a seguir relacionadas foram extraídas do Sistema de Informações do Potencial Elétrico Brasileiro SIPOT - Eletrobrás - Julho de 2008.
10.8.g - Remanescente
Resultado de estimativa realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem qualquer levantamento
complementar, considerando um trecho do curso d'água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar o
local de implantação do aproveitamento.
10.8.h - Individualizado
Resultado de estimativa realizada em escritório para um determinado local, a partir de dados existentes ou
levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento detalhado.
10.8.i - Inventário
meio da escolha da melhor alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto de aproveitamentos
compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos, de forma a obter uma avaliação da energia disponível, dos
impactos ambientais e dos custos de implantação dos empreendimentos.
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Resultado de estudo da bacia hidrográfica, realizado para a determinação do seu potencial hidrelétrico, por
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
10.8.j - Viabilidade
Resultado da concepção global do aproveitamento, considerando sua otimização técnico-econômica,
compreendendo o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infraestrutura local, a definição da
respectiva área de influência, do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio ambiente.
10.8.l - Projeto Básico
Aproveitamento detalhado, com orçamento definido, em profundidade, que permita a elaboração dos
documentos de licitação das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos.
10.8.m - Construção
Aproveitamento que teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação.
10.8.n - Operação
Aproveitamento que dispõe de pelo menos uma unidade geradora em operação. Os aproveitamentos só são
considerados nos estágios "inventário", "viabilidade" ou "projeto básico" se os respectivos estudos tiverem sido
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aprovados pela ANEEL.
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Anexos
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
A
Anexo A - Capacidade Instalada
Tabela A.1 - Capacidade Instalada de Geração Elétrica no Brasil no Período de 1974 a
2009 do RS
MW
HIDRO
ANO
TERMO
EÓLICA
1974
SP e/ou
PIE
13.224
500
SP e/ou
PIE
13.724
2.489
1.920
4.409
1975
15.815
501
16.316
2.436
2.216
4.652
18.251
2.717
20.968
1976
17.343
561
17.904
2.457
2.223
4.680
19.800
2.784
22.584
1977
18.835
561
19.396
2.729
2.214
4.943
21.564
2.775
24.339
1978
21.104
561
21.665
3.048
2.259
5.307
24.152
2.820
26.972
1979
23.667
568
24.235
3.573
2.411
5.984
27.240
2.979
30.219
1980
27.081
568
27.649
3.484
2.339
5.823
30.565
2.907
33.472
1981
30.596
577
31.173
3.655
2.441
6.096
34.251
3.018
37.269
1982
32.542
614
33.156
3.687
2.503
6.190
36.229
3.117
39.346
1983
33.556
622
34.178
3.641
2.547
6.188
37.197
3.169
40.366
1984
34.301
622
34.923
3.626
2.547
6.173
37.927
3.169
41.096
1985
36.453
624
37.077
3.708
2.665
6.373
657
40.818
3.289
44.107
1986
37.162
624
37.786
3.845
2.665
6.510
657
41.664
3.289
44.953
1987
39.693
636
40.329
3.910
2.665
6.575
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44.260
3.301
47.561
1988
41.583
645
42.228
4.025
2.665
6.690
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46.265
3.310
49.575
1989
44.172
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44.796
4.007
2.665
6.672
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48.836
3.289
52.125
1990
44.934
624
45.558
4.170
2.665
6.835
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49.761
3.289
53.050
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45.992
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46.616
4.203
2.665
6.868
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3.289
54.141
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47.085
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47.709
4.018
2.665
6.683
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51.760
3.289
55.049
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48.591
4.127
2.847
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52.751
3.471
56.222
1994
49.297
624
49.921
4.151
2.900
7.051
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54.105
3.524
57.629
1995
50.680
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51.367
4.197
2.900
7.097
657
55.533
3.587
59.120
1996
52.432
687
53.119
4.105
2.920
7.025
657
57.194
3.607
60.801
1997
53.987
902
54.889
4.506
2.920
7.426
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59.150
3.822
62.972
1998
55.857
902
56.759
4.798
2.995
7.793
657
61.312
3.897
65.209
1999
58.085
912
58.997
5.217
3.309
8.526
657
63.960
4.221
68.181
2000
60.095
968
61.063
6.567
4.075
10.642
2.007
68.669
5.043
73.712
2001
61.551
972
62.523
7.559
4.166
11.725
2.007
71.117
5.138
76.255
2002
64.146
1.165
65.311
10.654
4.486
15.140
2.007
76.807
5.651
82.458
2003
66.587
1.206
67.793
11.693
5.012
16.705
2.007
80.287
6.218
86.505
2004
67.572
1.427
68.999
14.529
5.198
19.727
2.007
84.108
6.625
90.733
2005
69.274
1.583
70.858
14.992
5.272
20.293
27
2
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2.007
86.300
6.858
93.158
2006
71.767
1.666
73.434
14.285
6.672
20.957
235
2
237
2.007
88.294
8.340
96.634
2007
73.622
3.249
76871
14.270
7.055
21.324
245
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247
2.007
90.144
10.305 100.499
2008
74.546
3.742
78288
15.291
7.961
23.252
413
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414
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92.257
11.706 103.962
2009
75.501
3.790
79291
15.611
8.704
24.315
600
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602
2.007
93.719
12.496 106.215
APE
TOTAL
APE
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SP e/ou
PIE
NUCLEAR
TOTAIS
SP e/ou SP e/ou
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APE
PIE
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15.713
2.420
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TOTAL
18.133
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.2 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Hidroelétricas - UHE no RS
Usina
Barra Grande
Potência Destino da
(kW) Energia
855.000
PIE
100% para Foz do Chapecó Energia S/A
1.450.000
PIE
60,5% para Itá Energética S/A
39,5% para Tractebel Energia S/A
512.400
SP
Bugres
11.120
SP
Canastra
42.500
SP
Castro Alves
130.845
PIE
Dona Francisca
125.000
PIE
Itaúba
Rio
SP
PIE
Itá
Município
Anita Garibaldi SC Esmeralda
Pelotas
RS
100% para Companhia Estadual de Geração e
Canela
Santa Cruz
Transmissão de Energia Elétrica
RS
100% para Companhia Estadual de Geração e
Canela
Santa Maria
Transmissão de Energia Elétrica
RS
100 % para Companhia Energética Rio das Antas
Nova Pádua RS
das Antas
Nova Roma do Sul RS
5% para Companhia Estadual de Geração e
Agudo RS
Jacuí
Transmissão de Energia Elétrica
95% para Dona Francisca Energética S/A
Nova Palma RS
698.250
Foz do Chapecó
Proprietário
100% para Energética Barra Grande S/A.
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Águas de Chapecó SC
Alpestre RS
Uruguai
Itá SC
Aratiba RS
Uruguai
Itá RS
Jacuí
Pinhal Grande RS
Leonel de Moura
Brizola (Ex. Jacuí)
Machadinho
180.000
SP
1.140.000 APE-COM
SP
Monjolinho
74.000
PIE
Monte Claro
130.000
PIE
Passo Fundo
226.000
PIE
Passo Real
158.000
SP
77.000
PIE
100.710
PIE
São José
14 de Julho
Total: 16 usinas
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
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A
Jacuí
25,74% para Alcoa Alumínio S/A
Maximiliano de Almeida RS
Pelotas
5,27% para Camargo Corrêa Cimentos S/A
Piratuba SC
27,52% para Companhia Brasileira de Alumínio
5,53% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
2,73% para Departamento Municipal de Eletricidade
de Poços de Caldas
19,28% para Tractebel Energia S/A
8,29% para Valesul Alumínio S/A
5,62% para Votorantim Cimentos Brasil Ltda.
Faxinalzinho RS Passo Fundo
100% para Monel Monjolinho Energética S/A
Nonoai RS
Bento Gonçalves RS
100 % para Companhia Energética Rio das Antas
das Antas
Veranópolis RS
Entre Rios do Sul
100% para Tractebel Energia S/A
Passo Fundo
RS
100% para Companhia Estadual de Geração e
Salto do Jacuí
Jacuí
Transmissão de Energia Elétrica
RS
Rolador RS
100% para Ijuí Energia S/A
Ijuí
Salvador das Missões RS
Bento Gonçalves RS
100 % para Companhia Energética Rio das Antas
das Antas
Cotiporã RS
5.910.825
APE - Autoprodutor
APE-COM - Autoprodutor com comercialização do excedente
PIE - Produtor Independente
SP - Serviço Público
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 12/04/2011
1
5
6
Salto do Jacuí RS
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.3 - Capacidade Instalada de Geração em Usinas Termoelétricas - UTE no RS
Aeroporto de Bagé
Aeroporto
Internacional de
Pelotas
Aeroporto
Internacional Salgado
Filho
Alegrete
Aracruz Unidade
Guaíba (Riocell)
Associação PróEnsino Novo
Hamburgo
Baldo S.A. Comércio
Indústria e
Exportação
Bimbo
Camil Alimentos Camaquã
Candiota III
Central Termelétrica
de Geração (Forjasul)
Charqueadas
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Classe
Combustível
100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária
Bagé
RS
Óleo Diesel
Fóssil
128
REG
100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária
Pelotas
RS
Óleo Diesel
Fóssil
2.704
REG
100% para Empresa Brasileira de InfraEstrutura Aeroportuária
Porto Alegre
RS
Óleo Diesel
Fóssil
66.000
PIE
100% para Tractebel Energia S/A
Alegrete
RS
Guaíba
RS
Óleo
Combustível
Lixívia (Licor
Negro)
Novo Hamburgo
RS
Óleo Diesel
Fóssil
Encantado RS
Óleo Diesel
Fóssil
Gravataí RS
Óleo Diesel
Fóssil
47.000 APE-COM
100% para Aracruz Celulose S/A
1.944
REG
100% para Associação Pró-Ensino Novo
Hamburgo
730
REG
100% para Vaz Oliveira e Cruz Ltda
1.016
REG
100% para Bimbo do Brasil Ltda.
4.000
REG
100% para Camil Alimentos S.A.
350.000
PIE
100% para Companhia de Geração
Térmica de Energia Elétrica
1.800
REG
100% para Forjasul Encruzilhada Indústria
de Madeiras Ltda
72.000
PIE
100% para Tractebel Energia S/A
1.334
REG
100% para Condomínio Canoas Shopping
Center
Coopersul
1.440
REG
100% para Cooperativa Regional de
Eletrificação Rural Fronteira do Sul Ltda
74.400
PIE
100% para Braskem S/A
1.296
REG
100% para Fuga Couros S.A.
Fuga Couros
Combustível
REG
54
Condomínio Canoas
Shopping Center
Copesul
Município
Itaqui
Casca de Arroz
RS
Candiota
Carvão Mineral
RS
Encruzilhada
do Sul RS
Charqueadas
RS
Canoas
RS
Capão do Leão
RS
GEEA Alegrete
5.000
REG
Gedore
2.200
REG
100% Ferramentas Gedore do Brasil S.A.
208
REG
100% para Importadora e Exportadora de Bento Gonçalves
Cereais S/A.
RS
Inject Campo Bom
1.296
REG
Inject Indústria de
Injetados
496
REG
Itaqui
4.200
PIE
100% para
Kappesberg
1.440
REG
100% para
Marfrig
1.820
REG
100% para
Importadora e
Exportadora de
Cereais
Maxxi Novo
Hamburgo
720
REG
Maxxi Santo Ângelo
450
REG
Nutepa
24.000
SP
Peruzzo
232
REG
Piratini
Presidente Médici
AeB
10.000
446.000
100% para Peruzzo Supermercados Ltda.
PIE
100% para Piratini Energia S/A
SP
100% para Companhia de Geração
Térmica de Energia Elétrica
REFAP
74.720 APE-COM
100% para Refinaria Alberto Pasqualini
São Jerônimo
20.000
SP
100% para Companhia de Geração
Térmica de Energia Elétrica
160.573
PIE
100% para Petróleo Brasileiro S/A
4.440
REG
100% para Condomínio do Shopping
Center Iguatemi Porto Alegre
Sepé Tiaraju (ExCanoas)
Shopping Center
Iguatemi Porto Alegre
Souza Cruz
Cachoeirinha
2.952
REG
100% para Souza Cruz S/A
Stepie Ulb
3.300
REG
100% para Stepie Ulb S/A
Texon
Urbano São Gabriel
Uruguaiana
Weatherford
Ximango
Total: 41 Usinas
Carvão Mineral
Fóssil
Óleo Diesel
Fóssil
Óleo Diesel
Fóssil
Óleo Diesel
Campo Bom
Óleo Diesel
RS
Candelária
Óleo Diesel
RS
Itaqui
Camil Alimentos S/A
Casca de Arroz
RS
Tupandi
Moveis Kappesberg Ltda.
Óleo Diesel
RS
São Gabriel
Marfrig Alimentos S.A.
Óleo Diesel
RS
WMS Supermercados do Brasil Novo Hamburgo
Óleo Diesel
RS
WMS Supermercados do Brasil
Santo Ângelo RS
Óleo Diesel
648
REG
100% para Indústria Farmacêutica Texon
Ltda.
2.220
REG
100% para Urbano Agroindustrial Ltda
639.900
PIE
334
REG
134
REG
100% para AES Uruguaiana
Empreendimentos Ltda
100% para Weatherford Indústria e
Comércio Ltda
100% para Ximango Indústria de ErvaMate Ltda
Porto Alegre
RS
Bagé
RS
Piratini
RS
Candiota
RS
Canoas
RS
São Jerônimo
RS
Canoas
RS
Porto Alegre
RS
Outros
Fóssil
Biomassa
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Biomassa
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Óleo
Combustível
Fóssil
Óleo Diesel
Fóssil
Resíduos de
Madeira
Biomassa
Carvão Mineral
Fóssil
Óleo
Combustível
Fóssil
Carvão Mineral
Fóssil
Gás Natural
Fóssil
Óleo Diesel
Fóssil
Cachoeirinha
Gás Natural
RS
Canoas
Gás Natural
RS
Viamão
Óleo Diesel
RS
São Gabriel
Casca de Arroz
RS
Uruguaiana
Gás Natural
RS
Caxias do Sul
Gás Natural
RS
Ilópolis
Fóssil
Biomassa
100% para Inject Indústria de Injetados
Ltda
100% para Inject Indústria de Injetados
Ltda
100% para
Ltda.
100% para
Ltda.
100% para Companhia de Geração
Térmica de Energia Elétrica
Biomassa
Resíduos de
Madeira
Triunfo
Gás de
RS
Processo
Marau
Óleo Diesel
RS
Alegrete
Casca de Arroz
RS
São Leopoldo
Óleo Diesel
RS
100% para Geradora de Energia Elétrica
Alegrete Ltda
Fóssil
Biomassa
Óleo Diesel
Fóssil
Fóssil
Fóssil
Biomassa
Fóssil
Fóssil
Fóssil
2.033.129
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Usina
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.4 - Capacidade Instalada de Geração em Pequenas Centrais Hidrelétricas PCH no RS
Usina
Município
3.000
PIE
100% para Rio do Lobo Energia S/A
Buricá
1.360
APE
100% para Cooperativa de Energia e
Desenvolvimento Rural Entre Rios Ltda
Caçador
22.500
PIE
100% para Caçador Energética S/A
Capigui
3.760
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Carlos Gonzatto
9.000
PIE
100% para CN Energia S/A
Colorado
1.120
SP
100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A
Cotiporã
19.500
PIE
100% para Cotiporã Energética S/A
3.340
PIE
100% para Coprel - Cooperativa de Energia e
Desenvolvimento Rural Ltda
Criúva
23.949
PIE
100% para Criúva Energética S/A
Da Ilha
26.000
PIE
100% para Da Ilha Energética S/A
17.470
PIE
100% para Rincão do Ivaí Energia S.A.
13.000
PIE
100% para Capão da Convenção Energia S.A
Ernestina
4.800
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Esmeralda
22.200
PIE
100% para Esmeralda S/A
Ferradura
9.200
PIE
100% para BT Geradora de Energia Elétrica S/A
Forquilha
1.000
SP
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Furnas do Segredo
9.800
PIE
100% para Jaguari Energética S/A
Galópolis
1.500
PIE
100% para Galópolis Energia S.A.
Guarita
1.760
SP
Herval
1.440
SP
Ijuizinho
1.000
SP
Ijuizinho
3.600
APE
Jararaca
28.000
PIE
100% para Veneto Energética S/A
José Barasuol (Ex.
Linha 3 Leste)
14.335
APE
100% para Cooperativa de Geração de Energia
e Desenvolvimento Ltda
Linha Emília
19.500
PIE
100% para Linha Emília Energética S/A
Mata Cobra
2.880
SP
100% para Centrais Elétricas de Carazinho S/A.
Ouro
16.000
PIE
100% para Ouro Energética S/A
Palanquinho
24.165
PIE
100% para Serrana Energética S/A
Passo de Ajuricaba
3.400
SP
Passo do Inferno
1.332
SP
Passo do Meio
30.000
PIE
Rio São Marcos
2.200
PIE
Salto Forqueta
6.124
PIE
Santa Rosa
1.400
SP
Santo Antônio
4.500
PIE
100% para Cooperativa de Geração de Energia
e Desenvolvimento - Cooperluz Geração
São Bernardo
15.000
PIE
100% para CJ Energética
Engenheiro Ernesto
Jorge Dreher
Engenheiro Henrique
Kotzian
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Proprietário
Albano Machado
Cotovelo do Jacuí
Total: 36 Usinas
1
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Potência Destino da
(kW) Energia
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
100% para Cooperativa de Distribuição e
Geração de Energia das Missões Ltda.
100% para Departamento Municipal de Energia
de Ijuí
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
100% para Energética Campos de Cima da
Serra Ltda.
100% para Hidrelétrica Rio São Marcos Ltda.
100% para Cooperativa Regional de
Desenvolvimento Teutônia Ltda.
100% para Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica
Rio
Lajeado do
Nonoai RS
Lobo
Trindade do Sul RS
Independência RS
Buricá
Inhacorá RS
Nova Bassano RS
Carreiro
Serafina Corrêa RS
Passo Fundo
Capigui
RS
Campo Novo
Turvo
RS
Tapera
Puitã
RS
Cotiporã
Carreiro
RS
Victor Graeff
Jacuí
RS
Caxias do Sul RS
Lajeado Grande
São Francisco de Paula RS
Antonio Prado RS
Prata
Veranópolis RS
Júlio de Castilhos RS
Ivaí
Salto do Jacuí RS
Júlio de Castilhos RS
Ivaí
Salto do Jacuí RS
Ernestina
Jacuí
RS
Barracão RS
Bernardo José
Pinhal RS
Erval Seco RS
Guarita
Redentora RS
Maximiliano de Almeida
Forquilha
RS
Jaguari
Jaguari
RS
Caxias do Sul
Arroio Pinhal
RS
Erval Seco
Guarita
Santa Maria do Herval
Cadeia
RS
Eugênio de Castro
Ijuizinho
RS
Entre-Ijuís
Ijuizinho
RS
Nova Roma RS
Prata
Veranópolis RS
Ijuí
Ijuí
RS
Dois Lajeados
Carreiro
RS
Carazinho
da Várzea
RS
Barracão
Marmeleiro
RS
Caxias do Sul RS
Lajeado Grande
São Francisco de Paula RS
Ijuí
Ijuí
RS
São Francisco de Paula
Santa Cruz
RS
Bom Jesus RS
Rio das Antas
São Francisco de Paula RS
Caxias do Sul RS
São Marcos
São Marcos RS
Putinga RS
Forqueta
São José do Herval RS
Três de Maio
Santa Rosa
RS
Santa Rosa RS
Três de Maio RS
Santa Rosa
Barracão RS
Bernardo José
Esmeralda RS
369.135
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.5 - Capacidade Instalada de Geração de Energia Eólica - EOL no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Parque Elebrás Cidreira I
70.000
PIE
100 % para Elebrás Projetos S.A.
Parque Eólico de Osório
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Parque Eólico Sangradouro
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Parque Eólico de Palmares
8.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Parque Eólico dos Índios
50.000
PIE
100% para Ventos do Sul Energia S/A
Fazenda Rosário 3
14.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Fazenda Rosário
8.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Cerro Chato III (Ex. Coxilha Negra VI)
2.000
PIE
100% para Eólica Cerro Chato III S.A.
Cerro Chato III (Ex. Coxilha Negra VII)
30.000
PIE
Total: 9 Usinas
Município
Tramandaí
RS
Osório
RS
Osório
RS
Palmares do Sul
RS
Osório
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Santana do Livramento
RS
Santana do Livramento
RS
282.000
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.6 - Capacidade Instalada de Geração em Centrais Geradoras Hidroelétricas CGH no RS
Usina
Abaúna
720
REG
Proprietário
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento
Águas Termais da
Cascata Nazzari
144
REG
100% para Nelcy Nazarri
Andorinhas
512
REG
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
1.000
REG
100% para Muxfeldt Marin & Cia. Ltda
Boa Vista
700
REG
100% para Cooperativa Regional de
Desenvolvimento Teutônia
Cafundó
986
REG
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda.
Camargo
200
REG
100% para Hidroelétrica Camargo S/A
953
REG
100% para Cooperativa Distribuidora de Energia
Fronteira Noroeste Ltda
680
REG
100% para Cooperativa Regional de Energia e
Desenvolvimento Ijuí Ltda
528
PIE
Avante
Caraguatá
Nilo Bonfante
(Ex.Cascata do
Buricá)
Cascata do
Pinheirinho
Catibiro
900
REG
Caxambu
760
APE
Claudino Fernando
Picolli
350
REG
Das Cobras
900
REG
Dona Maria Piana
990
REG
Dona Mirian
632
REG
Estancado
700
REG
144
REG
1.000
REG
Guaporé
667
REG
Ivaí
700
SP
REG
1.000
REG
Nova Palma
306
REG
Picada 48
240
REG
Pirapó
756
REG
Rio Alegre
760
REG
Rio Fortaleza
880
REG
Rio Palmeira
740
SP
Saltinho
800
REG
Sede (Ijuí)
500
SP
Soledade
882
APE
Fazenda Santa
Sofia
Frederico João
Cerutti
Linha Granja Velha
Toca
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A
Potência Destino da
(kW) Energia
1.000
SP
70
REG
Usina do Maringá
125
REG
Usina do Parque
160
REG
Usina do Posto
780
REG
Turvo
Total: 36 Usinas
100% para COPREL Cooperativa de Energia e
Desenvolvimento
100% para Enor Geração e Comércio de Energia
Ltda.
Rio
Floriano Peixoto RS
Abaúna
Erechim RS
Gaurama RS
Ijuí
RS
Ibiaçá
RS
Poritibu
Estrela RS
Arroio Boa
Vista
Júlio de Castilhos RS
Nova Palma RS
Camargo
RS
Campina das Missões RS
Salvador das Missões RS
Campo
Ligeiro
Soturno
Taquari
Comandai
Chiapeta
RS
Buricá
Ibirubá RS
Pinheirinho
Nova Prata
Arroio
RS
Chimarrão
Panambi
100% para Fockink Participações Ltda
Caxambu
RS
100% para Cooperativa Regional de Eletrificação
Giruá RS
Comandai
Rural Ltda
Santo Angelo RS
Erval Seco RS
100% para Bragante & Cia. Ltda
Guarita
Redentora RS
100% para Cervejaria Petrópolis do Centro Oeste
Flores da Cunha
Herval
Ltda
RS
Capão Bonito do Sul
Lajeado
100% para Consultoria Agropecuária Magrin Ltda.
RS
dos Ivos
Rio Grande
Arroio
100% para Piaia Energética Ltda.
RS
Estancado
Áurea RS
Arroio
100% para Nelcy Nazarri
Getúlio Vargas RS
Toldo
Seberi
100% para Hidroelétrica Frederico João Cerutti S/A
Fortaleza
RS
Guaporé
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
Guaporé
RS
100% para Companhia Estadual de Geração e
Júlio de Castilhos
Ivaí
Transmissão de Energia Elétrica
RS
100% para Cooperativa de Distribuição de Energia
Erval Seco RS
Fortaleza
CRELUZ-D
Taquaruçu do Sul RS
Júlio de Castilhos RS
100% para Usina Hidroelétrica Nova Palma Ltda
Soturno
Nova Palma RS
100% para Firma de Mergulho Engenharia
Dois Irmãos
Arroio
Comércio e Serviços Ltda.
RS
Feitoria
Roque Gonzales
100% para CPFL Sul Centrais Elétricas Ltda
Ijuí
RS
Condor
100% para Hidroelétrica Panambi S/A
Alegre
RS
100% para Cooperativa de Distribuição de Energia
Erval Seco RS
Fortaleza
CRELUZ-D
Seberi RS
Panambi
100% para Hidroelétrica Panambi S/A.
Palmeira
RS
Muitos Capões
100% para CPFL Sul Central Elétricas Ltda.
Saltinho
RS
100% para Departamento Municipal de Energia de
Ijuí
Potiribu
Ijuí
RS
Arroio
100% para Cooperativa de Geração e Distribuição
Fontoura Xavier
Fão
de Energia Fontoura Xavier Ltda.
RS
Santa
100% para Companhia Estadual de Geração e
São Francisco de Paula
Cruz
Transmissão de Energia Elétrica
RS
100% para Maria de Lourdes Lando (espólio de
Campo Novo RS
Turvo
Wolfang Low)
Coronel Bicaco RS
Santo Antônio da Palma RS
Arroio Jordão
100% para Irmãos Zanetti & Cia Ltda.
Vila Maria RS
Nova Prata RS
Prata
100% para Terraplenagem Salvador Ltda
Protásio Alves RS
Ibiaçá RS
100% para COPREL Cooperativa de Energia
Forquilha
Lagoa Vermelha RS
23.165
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Município
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.7 - Usinas Hidrelétricas - UHE em Construção no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Passo São João
77.000
Total: 1 Usina
77.000
PIE
Proprietário
100% para Eletrosul Centrais Elétricas S/A
Município
Rio
Dezesseis de Novembro RS
Roque Gonzales RS
Ijuí
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Tabela A.8 - Usinas Termoelétricas - UTE em Construção no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
3.825
PIE
100% para Cooperativa Agroindustrial
Alegrete Ltda
São Borja
12.500
PIE
100% para São Borja Bioenergética S/A
Total: 2 Usinas
16.325
CAAL
Município
Combustível
Classe
Combustível
Alegrete
RS
Casca de Arroz
Biomassa
São Borja
RS
Casca de Arroz
Biomassa
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Tabela A.9 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH em Construção no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Município
Autódromo
24.000
PIE
100% para Autódromo Energética S.A.
Boa Fé
24.000
PIE
100% para Boa Fé Energética S/A
Marco Baldo
16.000
PIE
100% para Sociedade de Propósito Específico
Turvo S.A.
Moinho
13.700
PIE
100% para Moinho S.A.
São Paulo
16.000
PIE
100% para São Paulo Energética S.A.
8.806
PIE
100% para Tambaú Energética S.A.
Tambaú
Total: 6 Usinas
Guaporé RS
Vista Alegre do Prata RS
Nova Bassano RS
Serafino Corrêa RS
Braga RS
Campo Novo RS
Barracão RS
Pinhal RS
Guaporé RS
Nova Bassano RS
Erval Seco RS
Redentora RS
Rio
Carreiro
Carreiro
Turvo
Bernardo
José
Carreiro
Guarita
102.506
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Tabela A.10 - Eólicas - EOL em Construção no RS
Potência Destino da
(kW) Energia
Usina
Cerro Chato I (Ex. Coxilha Negra V)
30.000
Total: 1 Usinas
30.000
PIE
Proprietário
100% para Eólica Cerro Chato I S.A
Município
Santana do Livramento
RS
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1
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Pai Querê
292.000
Total: 1 Usina
292.000
PIE
Proprietário
15,4% Alcoa Alumínio S/A
4,5% DME Energética S.A
80,1% Votorantim Cimentos S.A.
Município
Bom Jesus RS
Lages SC
Rio
Pelotas
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Tabela A.11 - Usinas Hidroelétricas - UHE Outorgadas no RS
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.12 - Usinas Termoelétricas - UTE Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
CTSUL
650.000
PIE
Jacuí
350.200
PIE
Josapar
8.000
PIE
S.A.V. - Unisinos
4.600
REG
542.000
PIE
Seival
Total: 5 Usinas
Proprietário
Município
Combustível
Cachoeira do
Carvão Mineral
Sul RS
Charqueadas
Carvão
100% para Elétrica Jacuí S/A
RS
Mineral
100% para Josapar Joaquim Oliveira S/A
Pelotas
Casca de
Participações
RS
Arroz
São Leopoldo
Gás
100% para Associação Antônio Vieira
RS
Natural
Candiota
Carvão
100% para Usina Termelétrica Seival Ltda
RS
Mineral
100% para Central Termoelétrica Sul S/A
Classe
Combustível
Fóssil
Fóssil
Biomassa
Fóssil
Fóssil
1.554.800
PIE - Produtor Independente
REG - Registro
Fonte: ANEEL - site www.aneel.gov.br - Acessado em 12/04/2011
Tabela A.13 - Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
4.800
PIE
100% para Cooperativa Regional de Energia
Taquari Jacuí
Encruzilhada do Sul RS
Abranjo
Karl Kuhlemann
1.750
PIE
100% para Hydro Kuhlemann Geração Ltda
Getúlio Vargas RS
Krauel
30.000
PIE
2.250
PIE
Pezzi
20.000
PIE
Primavera do Rio
Turvo
30.000
PIE
100% para Hidrotérmica S/A
Quebrada Funda
16.000
PIE
100% para Hidrotérmica S/A
Rastro de Auto
6.960
PIE
100% para Certel Rastro de Auto Geração de
Energia S/A
Rio dos Índios
8.000
PIE
100% para Casa de Pedra Energia Ltda.
Serra dos
Cavalinhos II
29.000
PIE
100% para Brookfield Energia Renovável S/A
Toca do Tigre
12.000
PIE
100% para CJ Hydro - Geração de Energia S.A
Morrinhos
Total: 11 Usinas
100% para PCH Performance Centrais Hidrelétricas
Ltda
100% para Certaja Morrinhos Geração e Comércio
de Energia Elétrica Ltda
100% para Energética Campos de Cima da Serra
Ltda
160.760
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Rio
Abranjo I
Monte Cuco
1
6
2
Município
Anta Gorda RS
Guaporé RS
Barão do Triunfo RS
São Jerônimo RS
Bom Jesus RS
Jaquirana RS
Ipê RS
Protásio Alves RS
Bom Jesus RS
Jaquirana RS
Putinga RS
São José do Herval RS
Nonoai
RS
Monte Alegre dos Campos
RS
São Francisco de Paula RS
Braga RS
Campo Novo RS
Guaporé
Arrorio dos
Cachorros
Antas
Turvo
Antas
Forqueta
Dos Índios
Das Antas
Turvo
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.14 - Usinas Eólicas - EOL Outorgadas no RS
Usina
Potência Destino da
(kW) Energia
Proprietário
Atlântica I
30.000
PIE
100% para Atlântica I Parque Eólico S/A
Atlântica II
30.000
PIE
100% para Atlântica II Parque Eólico S/A
Atlântica IV
30.000
PIE
100% para Atlântica IV Parque Eólico S/A
Atlântica V
30.000
PIE
100% para Atlântica V Parque Eólico S/A
8.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Fazenda Rosário 2
20.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
Fazenda Rosário 3
14.000
PIE
100% para Parques Eólicos Palmares S.A.
126.000
PIE
100% para Elebrás Projetos S.A
11.050
PIE
100% para Ecoprojeto Ltda
9.350
PIE
100% para Ecoprojeto Ltda
6.000
PIE
100% para Energia Regenerativa Brasil Ltda
24.000
PIE
100% para Ventos do Litoral Energia Eólica S.A.
26.000
PIE
100% para Ventos do Litoral Energia Eólica S.A.
Fazenda Rosário
Parque Eólico
Elebrás Santa
Vitória
do Palmar 1
Parque Eólico
Giruá
Parque Eólico
Pinhal
Parque Eólico
Xangri-lá II
Parque Eólico
Osório 2
Parque Eólico
Osório 3
Piloto de Rio
Grande
Município
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Palmares do Sul
RS
Santa Vitória do Palmar
RS
Giruá
RS
Palmares do Sul
RS
Capão da Canoa
RS
Porto Alegre RS
Osório RS
4.500
REG
100% para Petróleo Brasileiro S/A
Rio Grande
RS
Pontal 2 B
10.800
PIE
100% para Forças dos Ventos Energia Eólica S/A
Viamão RS
REB Cassino I
24.000
PIE
REB Cassino II
21.000
PIE
REB Cassino III
24.000
PIE
100% para REB Empreendimentos e
Administradora de Bens S/A
100% para REB Empreendimentos e
Administradora de Bens S/A
100% para REB Empreendimentos e
Administradora de Bens S/A
Rio Grande
RS
Rio Grande
RS
Rio Grande
RS
Sangradouro 2
26.000
PIE
100% para Ventos da Lagoa S.A
Osório RS
Sangradouro 3
24.000
PIE
100% para Ventos da Lagoa S.A
Osório RS
Total: 20 Usinas
498.700
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Tabela A.15 - Centrais Geradoras Hidroelétricas - CGH Outorgadas no RS
Barracão
Braga
Caa-Yari
Carlos Bevilácqua
Potência Destino da
(kW) Energia
934
520
REG
100% para Clínica Respiratus Sociedade Simples
REG
100% para Cooperativa de Geração de Energia e
Desenvolvimento
1.000
REG
800
REG
Cascata do Barreiro
280
REG
Galópolis
540
REG
Moinho
270
REG
Total: 7 Usinas
Proprietário
100% para J.H.M. Geração Elétrica Ltda
100% para
CRELUZ-D
100% para
CRELUZ-D
100% para
Ltda
100% para
CRELUZ-D
4.344
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Cooperativa de Distribuição de Energia
Cooperativa de Distribuição de Energia
Pro Bios Consultoria e Participações
Cooperativa de Distribuição de Energia
Município
Bento Gonçalves
RS
Cristal do Sul
RS
Crissiumal RS
Tiradentes do Sul RS
Seberi
RS
Novo Barreiro RS
Palmeira das Misssões RS
Caxias do Sul
RS
Novo Tiradentes
RS
Rio
Burati
Braga
Lajeado
Grande
Fortaleza
Lajeado
Grande
Arroio
Pinhal
Jaboticaba
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Usina
1
6
3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela A.16 - Linhas de Transmissão no RS
CEEE-GT*
N° de LTs
km LTs
N° de LTs
69 kV
15
232,73
-
-
138kV
15
760,05
1
12,50
A
N
E
X
O
A
km LTs
230kV
81
5.062,72
19
1.150,91
500 kV
-
-
6
1.121,26
Total
111
6.055,50
26
2.284,67
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1
6
4
Eletrosul
Tensão
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
B
Anexo B - Dados Mundiais de Energia
Tabela B.1 - Dados Mundiais de Petróleo em 2008 e 2009
Produtores
Rússia
Arábia Saudita
Estados Unidos
Irã
China
Canadá
México
Venezuela
Kuwait
Emirados Árabes
Demais Países
Mundo
106 t
494
452
320
206
194
152
146
126
124
120
1.509
3.843
Mundial
12,9%
11,8%
8,3%
5,4%
5,0%
4,0%
3,8%
3,3%
3,2%
3,1%
39,2%
100%
Exportadores (1)
Arábia Saudita
Rússia
Irã
Emirados Árabes
Nigeria
Angola
Noruega
Kuwait
Iraque
Venezuela
Demais Países
Mundo
106 t
355
241
120
108
102
92
90
89
88
74
593
1.952
Importadores (2)
Estados Unidos
Japão
China
Índia
Coreia do Sul
Alemanha
Itália
França
Espanha
Países Baixos
Demais Países
Mundo
106 t
564
199
175
128
116
105
88
83
61
57
514
2.090
Consumidores*
Estados Unidos
China
Japão
India
Rússia
Arábia Saudita
Alemanha
Brasil
Coréia do Sul
Canadá
Demais Países
Mundo
106 t
931
430
219
159
134
130
121
120
116
109
1769
4187
*
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.
Tabela B.2 - Dados Mundiais de Derivados de Petróleo em 2008
106 t
835
328
231
189
162
120
116
100
99
95
1.562
3.837
Produtores
Estados Unidos
China
Rússia
Japão
Índia
Coreia
Alemanha
Arábia Saudita
Canadá
Brasil
Demais Países
Mundial
Mundial
21,8%
8,5%
6,0%
4,9%
4,2%
3,1%
3,0%
2,6%
2,6%
2,5%
40,8%
100%
106 t
98
48
32
30
19
19
17
15
13
11
109
411
Exportadores
Rússia
Arábia Saudita
Kuwait
Venezuela
India
Coreia do Sul
Argélia
Itália
Belarus
Noruega
Demais Países
Mundial
Importadores
China
Japão
México
Espanha
Hong Kong
Indonésia
Vietnam
Austrália
Alemanha
Paquistão
Demais Países
Mundial
106 t
26
22
20
16
15
14
13
13
9
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176
333
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2
0
1
0
Produtores
Estados Unidos
Rússia
Canadá
Irã
Noruega
China
Catar
Argélia
Países Baixos
Indonésia
Demais Países
Mundo
109m 3
594
589
159
144
106
90
89
81
79
76
1.094
3.101
Mundial
19,2%
19,0%
5,1%
4,6%
3,4%
2,9%
2,9%
2,6%
2,5%
2,5%
35,3%
100%
*
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2
0
1
0
Exportadores
Rússia
Noruega
Canadá
Catar
Argélia
Indonésia
Países Baixos
Turcomenistão
Malasia
Trinidad Tobago
Demais Países
Mundo
109m 3
160
100
76
67
55
36
30
27
24
21
140
736
Importadores
Japão
Alemanha
Estados Unidos
Itália
França
Ucrânia
Turquia
Espanha
Coréia do Sul
Reino Unido
Demais Países
Mundo
109m 3
93
83
76
69
45
38
35
34
33
29
214
749
Consumidores*
Estados Unidos
Rússia
Irã
Canadá
China
Japão
Reino Unido
Alemanha
Arábia Saudita
Itália
Demais Países
Mundo
109m 3
646,6
389,7
131,7
94,7
88,7
87,4
86,5
78,0
77,5
71,6
1.188,1
2.940,4
A
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B
Tabela B.3 - Dados Mundiais de Gás Natural em 2009
1
6
5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela B.4 - Dados Mundiais de Carvão Mineral em 2009
Produtores
China 1
Estados Unidos
Índia
Austrália
Indonesia
África do Sul
Rússia
Cazaquistão
Polônia
Colômbia
Demais Países
Mundo
10 6 t
Carvão
Metalúrgico*
2.971
919
526
335
263
247
229
96
78
73
253
5.990
10 6 t
Carvão
Vapor
**
66
35
64
38
0
68
5
57
0
580
913
Exportadores
Austrália
Indonésia
Rússia
Colômbia
África do Sul
Estados Unidos
Vietnam
Cazaquistão
Canadá
República Checa
Demais Países
Mundo
10 6 t
Carvão
Metalúrgico
262
230
93
69
67
33
25
22
20
4
11
836
Importadores
Japão
China
Coréia do Sul
Índia
Taipé Chinesa
Alemanha
Reino Unido
Turquia
Itália
Espanha
Demais Países
Mundo
10 6 t
Carvão
Metalúrgico
165
114
103
66
60
38
38
20
19
16
180
819
Consumidores*
China
Estados Unidos
Índia
Alemanha
Rússia
Japão
África do Sul
Austrália
Polônia
Coréia do Sul
Demais Países
Mundo
10 6 t
Carvão
Mineral
(total)
3.475
1.000
686
250
223
181
199
150
141
113
929
7.346
Milhões ton
óleo
equivalente
1.402
565
231
81
101
129
103
51
59
66
511
3.278
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Tabela B.5 - Dados Mundiais de Eletricidade em 2008
Produtores
Estados Unidos
China
Japão
Rússia
Índia
Canadá
Alemanha
França
Brasil
Coréia do Sul
Demais Países
Mundo
TWh
4.344
3.457
1.075
1.038
830
651
631
570
463
444
6.678
20.181
Mundial
21,5%
17,1%
5,3%
5,1%
4,1%
3,2%
3,1%
2,8%
2,3%
2,2%
33,3%
100%
Exportadores
França
Paraguai
Canadá
Alemanha
Rússia
Noruega
China
República Checa
Espanha
Ucrânia
Demais Países
Mundo
TWh
48
46
32
20
18
14
13
11
11
7
49
269
Importadores
Brasil
Itália
Estados Unidos
Países Baixos
Finlândia
Reino Unido
Bélgica
Portugal
Índia
Hong Kong (China)
Demais Países
Mundo
TWh
42
40
33
16
13
11
11
9
9
8
75
267
Consumidores¹*
Estados Unidos
China
Japão
Rússia
Índia
Canadá
Alemanha
França
Brasil
Reino Unido
Demais Países
Mundo
TWh
4.402
3.444
1.082
1.023
839
619
617
527
506
400
6.800
20.259
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1
1
1
Tabela B.6 - Dados Mundiais de Energia Nuclear em 2008
A
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B
Produtores
Estados Unidos
França
Japão
Rússia
Coréia
Alemanha
Canadá
Ucrânia
China
Suécia
Demais Países
Mundial
TWh
Mundial
838
439
258
163
151
148
94
90
68
64
418
2.731
30,7%
16,1%
9,4%
6,0%
5,5%
5,4%
3,4%
3,3%
2,5%
2,3%
15,4%
100%
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6
6
Capacidade
Instalada
GW
País (10 maiores
produtores mundiais) *
Estados Unidos
França
Japão
Rússia
Alemanha
Coréia do Sul
Canadá
Ucrânia
Reino Unido
Suécia
Demais Países
Mundial
101
63
48
23
20
18
13
13
11
9
53
372
França
Ucrânia
Suécia
Coréia do Sul
Japão
Alemanha
Estados Unidos
Rússia
Canadá
China
Demais Países ***
Mundial
% Energia
Nuclear no
Total de
geração do
País **
77,1
46,7
42,6
34,0
24,0
23,5
19,3
15,7
14,4
2,0
11,9
13,5
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela B.7 - Dados Mundiais de Geração Hidroelétrica em 2007 e 2008
2008
Produtores
China
Canadá
Brasil
Estados Unidos
Rússia
Noruega
Índia
Venezuela
Japão
Suécia
Demais Países
Mundial
TWh
585
383
370
282
167
141
114
87
83
69
1.007
3.288
Mundial
17,8%
11,5%
11,2%
8,6%
5,1%
4,3%
3,5%
2,6%
2,5%
2,1%
30,8%
100%
2007
2008
Capacidade
Instalada*
GW
País **
China
Estados Unidos
Brasil
Canadá
Japão
Rússia
Índia
Noruega
França
Itália
Demais Países
Mundial
149
100
77
73
47
47
36
29
25
21
320
924
Noruega
Brasil
Venezuela
Canadá
Suécia
China
Rússia
India
Japão
Estados Unidos
Demais Países ****
Mundial
Hidro***
98,5%
79,8%
72,8%
58,7%
46,1%
16,9%
16,0%
13,8%
7,7%
6,5%
13,6%
16,2%
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Tabela B.8 - Dados Mundiais de Geração com Combustíveis Fósseis em 2008
Carvão
China
Estados Unidos
Índia
Alemanha
Japão
África do Sul
Austrália
Rússia
Coreia do Sul
Polonia
Demais Países
Mundial
TWh
2.733
2.133
569
291
288
241
198
197
192
143
1.278
8.263
Petróleo
Japão
Arábia Saudita
Estados Unidos
México
Indonésia
Iraque
Kuwait
Irã
Índia
Paquistão
Demais Países
Mundial
TWh
139
116
58
49
43
36
36
36
34
32
532
1.111
Gás Natural
Estados Unidos
Rússia
Japão
Reino Unido
Irã
Itália
México
Espanha
Tailândia
Turquia
Demais Países
Mundial
TWh
911
495
283
177
173
173
131
122
102
99
1.635
4.301
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Tabela B.9 - Preços Médios Internos ao Consumidor de Alguns Energéticos nos Países da
América Latina em 2009
Gasolina Óleo diesel
Argentina
Barbados
Bolívia
Brasil
Colômbia
Costa Rica
Cuba
Chile
Equador
El Salvador
Grenada
Guatemala
Guyana
Haiti
Honduras
Jamaica
México
Nicarágua
Panama
Paraguai
Peru
Rep. Dominicana
Suriname
Trinidade Y Tobago
Uruguai
Venezuela
3,57
2,57
2,00
4,77
3,64
3,37
1,70
3,64
1,28
3,24
3,48
2,93
2,58
4,93
3,55
1,86
2,51
3,35
2,64
3,58
3,82
3,82
2,11
1,93
4,88
n/d
2,70
2,02
1,99
3,87
2,70
2,93
1,21
2,86
0,92
2,60
3,46
2,47
2,38
3,26
3,03
1,55
2,13
2,85
2,23
3,26
3,23
2,80
1,55
0,89
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l
Óleo
Combustível
1,32
0,67
n/d
1,39
1,40
1,54
0,67
1,39
0,69
n/d
n/d
1,70
1,71
n/d
2,92
0,76
1,07
1,72
0,00
0,00
0,00
1,95
0,25
n/d
1,83
n/d
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh
GLP
(US$/kg)
Residencial
Comercial
Industrial
0,43
1,24
0,32
1,37
0,48
0,99
0,24
1,33
0,11
n/d
1,49
0,95
1,29
n/d
0,89
0,63
0,76
0,83
0,95
1,16
1,12
0,82
0,72
0,36
0,95
n/d
2,92
17,60
7,65
20,10
13,61
11,34
22,59
21,29
8,99
20,38
31,00
16,59
25,00
30,00
10,89
25,56
7,89
14,94
16,44
7,00
11,93
17,75
17,10
4,40
22,10
n/d
8,16
18,40
10,59
18,09
12,87
14,46
11,49
22,50
7,77
16,10
32,82
16,59
34,00
38,80
17,85
23,63
15,25
25,21
17,98
7,00
9,70
15,50
17,30
5,97
17,20
n/d
4,80
18,30
5,33
15,58
13,16
11,45
10,31
15,71
6,43
16,10
26,37
17,69
29,00
38,69
15,57
19,07
8,55
19,48
15,86
5,10
6,09
25,92
13,10
2,30
11,80
n/d
A
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B
País
Petróleo
Preços em US$ por Galão
CombusQuerotível de
sene
aviação
2,71
n/d
1,19
n/d
1,46
n/d
n/d
n/d
2,03
n/d
2,59
n/d
0,32
n/d
3,13
n/d
0,92
n/d
n/d
n/d
3,15
n/d
2,72
n/d
1,91
n/d
3,10
n/d
2,36
n/d
1,46
n/d
n/d
n/d
3,25
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
n/d
3,31
n/d
n/d
n/d
1
6
7
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela B.10 - Preços ao Consumidor de Alguns Energéticos em Países Selecionados no
Primeiro trimestre de 2010
Eletricidade
Preços em Centavos US$ / kWh
Derivados do Petróleo
Preços em US$ por litro
País
Óleo Combustível industrial**
Gasolina
Óleo diesel
França
1,817
1,261
0,542
Itália
1,834
1,337
0,574
Coreia do Sul
1,463
nd
Brasil***
1,255
México
Óleo Combustível residencial
Residencial
Industrial
0,930
0,159
0,107
1,561
0,284
0,276
0,620
0,908
0,077
0,058
1,025
0,469
nd
0,201
0,141
0,614
0,556
0,423
nd
0,079
0,085
Noruega
2,131
1,559
nd
1,344
0,137
0,059
Portugal
1,842
1,383
0,670
1,037
0,215
0,127
Espanha
1,547
1,202
0,549
0,878
nd
nd
Suiça
1,533
1,343
0,614
0,776
0,164
0,094
Turquia
2,437
2,015
0,931
1,599
0,165
0,138
Reino Unido
1,762
1,518
nd
0,797
0,206
0,135
Estados Unidos*
0,716
0,753
0,484
0,760
0,116
0,068
Austria
1,570
0,862
0,598
0,965
0,262
nd
Nova Zelândia
1,228
0,697
0,622
nd
0,152
nd
Polonia
1,513
1,133
0,590
0,933
0,167
0,120
Alemanha
1,907
1,355
0,515
0,822
nd
nd
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Tabela B.11 - Preços ao Consumidor de Eletricidade em Estados Selecionados em 2009
Preço da Eletricidade ao Consumidor no Brasil por mil kWh
Unidade Federativa
B1 - Imposto
arrecadado por
mil kWh
105,79
Tarifa média
Industrial por
mil kWh
178,01
Residencial B1
sem impostos
Paraná
391,83
286,04
Minas Gerais
538,91
377,24
161,67
247,36
Rio Grande do Sul
464,14
324,90
139,24
219,56
São Paulo
399,63
299,72
99,91
220,11
Rio de Janeiro
492,16
344,51
147,65
256,45
Maranhão
558,03
418,52
139,51
289,52
Tocantins
547,43
410,57
136,86
311,89
Ceará
520,03
379,62
140,41
190,42
Alagoas
516,03
387,02
129,01
221,64
Acre
494,41
370,81
123,60
366,90
Piauí
484,04
387,23
96,81
207,55
Rondônia
478,83
397,43
81,40
310,02
Bahia
447,34
326,56
120,78
193,02
Pernambuco
430,76
323,07
107,69
216,06
Amazonas
428,18
321,14
107,05
308,53
Sergipe
429,72
313,70
116,02
194,32
Rio Grande do Norte
398,36
298,77
99,59
178,34
Pará
425,74
319,31
106,44
219,73
Distrito Federal
324,55
243,41
81,14
174,61
Amapá
237,70
197,29
40,41
192,22
Goiás
398,71
295,05
103,66
164,03
Paraíba
520,24
379,78
140,46
218,80
Mato Grosso
519,03
363,32
155,71
248,77
Santa Catarina
374,02
280,52
93,51
220,30
Roraima
426,33
353,85
72,48
376,23
Espírito Santo
415,96
311,97
103,99
244,83
Mato Grosso do Sul
525,26
367,68
157,58
BRASIL
450,37
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Residencial B1
com impostos
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1
6
8
267,61
223,18
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela B.12 - Preços Correntes de Fontes de Energia
US$/Unidade Física
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
360,2
338,8
355,3
477,5
502,8
712,3
852,3
951,0
1.098,4
1.024,7
Óleo Combustível
217,5
192,2
182,2
234,8
260,4
351,8
415,7
447,8
527,4
469,1
t
Gasolina¹
827,7
705,7
591,9
681,9
711,7
957,2
1.165,6
1.256,5
1.361,6
1.255,2
m³
Etanol Hidratado¹
540,1
435,8
354,1
443,4
414,3
566,7
768,7
872,4
924,8
827,8
m³
GLP¹
804,0
592,6
636,8
739,0
788,3
943,2
1.134,2
1.294,0
1.386,6
1.388,2
t
Gás Natural²
162,9
143,9
140,3
143,9
175,8
243,4
321,3
402,5
446,3
411,1
10³m³
Óleo Diesel¹
4
2009 Unidade
m³
47,7
43,2
40,6
46,4
58,4
99,2
122,0
141,4
144,5
141,8
MWh
112,0
97,7
91,2
100,5
118,2
168,3
188,5
209,4
210,2
200,8
MWh
Carvão Vapor ²
28,4
24,1
22,9
24,7
33,2
40,8
46,8
56,6
59,7
55,0
t
Carvão Vegetal ²
12,2
13,6
17,5
16,7
22,1
34,1
43,7
51,3
66,6
58,9
m³
Lenha (Extrativismo) ²
8,5
8,0
5,7
6,6
8,6
5,6
7,3
7,7
9,4
8,6
m³
Lenha (Silvicultura) ²
9,3
8,8
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
1,83
2,35
2,93
3,04
2,93
2,43
2,18
1,95
1,84
1,99
m³
Moeda
BR/US$
Eletricidade Industrial³
Eletricidade Residencial³
Dolar/venda (media do ano)
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Tabela B.13 - Preços Correntes de Fontes de Energia
US$¹/bep²
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Petróleo Importado
29,9
26,1
24,7
30,6
41,2
49,3
68,6
75,3
109,5
64,4
Petróleo Importado¹
37,3
31,6
29,5
35,7
46,8
54,2
73,0
77,9
109,1
64,4
Óleo Diesel
58,9
55,4
58,1
78,1
82,2
116,5
139,4
155,5
179,6
167,5
32,2
28,4
27,0
34,8
38,5
52,1
61,5
66,3
78,1
69,4
Gasolina
148,8
126,9
106,4
122,6
128,0
172,1
209,6
226,0
244,9
225,7
Álcool
151,0
121,8
99,0
124,0
115,8
158,4
214,9
243,9
258,5
231,4
GLP
102,4
75,5
81,1
94,1
100,4
120,1
144,4
164,8
176,6
176,8
Gás Natural
26,4
23,3
22,7
23,3
28,4
39,4
52,0
65,1
72,2
66,5
Eletricidade Industrial
83,0
75,3
70,6
80,7
101,7
172,7
212,5
238,6
251,6
246,8
195,0
170,1
158,8
175,0
205,8
293,1
328,3
354,0
365,9
349,6
9,8
8,3
7,9
8,5
11,400
14,100
16,100
19,500
20,6
19,0
10,7
12,0
15,4
14,7
19,5
30,1
38,4
45,2
58,7
51,9
9,8
9,3
6,6
7,7
10,0
6,5
8,5
8,9
10,9
10,0
10,8
10,3
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
nd
Óleo Combustível
Eletricidade Residencial
Carvão Vapor
Carvão Vegetal
Lenha (Extrativismo)
Lenha (Silvicultura)
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s
t
ó
r
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c
a
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a
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p
b
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e
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n
t
e
.
1
6
9
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
C
Anexo C - Unidades
Tabela C.1 - Relações entre Unidades
Exponenciais
(k) kilo = 10³
Equivalências
1 m³ = 6,28981 barris
1 barril = 0,158987 m³
1 joule = 0,239 cal
1 Btu = 252 cal
1 m³ de petróleo = 0,872 t (em 1994)
1 tep = 10000 Mcal
(M) mega = 106
(G) giga = 10 9
(T) tera = 1012
(P) peta = 1015
(E) exa = 1018
Relações práticas
1
1
1
1
tep ano = 7,2 bep ano
bep ano = 0,14 tep ano
tep ano = 0,02 bep dia
bep dia = 50 tep ano
t
e
p
t
o
n
e
l
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q
u
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l
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n
t
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b
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p
b
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r
r
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l
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q
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t
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t
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B
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2
0
0
9
A
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o
B
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s
e
2
0
0
8
Tabela C.2 - Coeficientes de Equivalência Calórica
Unidade física
Óleo
combustível (m³)
Óleo combustível (m³)
Gás natural seco (1000 m³)
Carvão Mineral 5200 (t)
GLP (m³)
Lenha (t)
Carvão vegetal (t)
1
0,92
0,52
0,64
0,33
0,67
Gás natural
seco (mil m³)
Carvão Mineral
5200 (t)
1,09
1
0,56
0,7
0,36
0,73
GLP
(m³)
1,94
1,78
1
1,25
0,63
1,31
1,56
1,43
0,8
1
0,51
1,05
Lenha
(t)
3,06
2,8
1,58
1,97
1
2,06
Carvão vegetal
(t)
1,48
1,36
0,76
0,95
0,49
1
F
o
n
t
e
:
B
a
l
a
n
ç
o
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e
r
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t
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c
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c
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a
l
2
0
0
9
A
n
o
B
a
s
e
2
0
0
8
Tabela C.3 - Fatores de Conversão para Massa
kg
1
1000
1016
907,2
0,454
Quilograma (kg)
Tonelada métrica (t)
Tonelada longa (tl)
Tonelada curta (tc)
Libra (lb)
t
0,001
1
1,016
0,9072
0,000454
tl
0,000984
0,984
1
0,893
0,000446
tc
0,001102
1,1023
1,12
1
0,0005
lb
2,2046
2204,6
2240
2000
1
F
o
n
t
e
:
B
a
l
a
n
ç
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c
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l
2
0
0
9
A
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B
a
s
e
2
0
0
8
Tabela C.4 - Fatores de Conversão para Volume
metros cúblicos (m³)
litros (l)
galões (EUA)
galões (RU)
barris (bbl)
pés cúbicos (pé³)
m³
1
0,001
0,0038
0,0045
0,159
0,0283
l
1000
1
3,785
4,546
159
28,3
gal (EUA)
264,2
0,2642
1
1,201
42
7,48
gal (RU)
220
0,22
0,8327
1
34,97
6,229
bbl
6,289
0,0063
0,02381
0,02859
1
0,1781
pé³
35,3147
0,0353
0,1337
0,1605
5,615
1
F
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n
t
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:
B
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l
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2
0
0
9
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B
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s
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2
0
0
8
A
N
E
X
O
C
Tabela C.5 - Fatores de Conversão para Energia
Joule (J)
British Thermal Unit (BTU)
Caloria (cal)
Quilowatt-hora (kWh)
Ton. equivalente de petróleo (tep)
Barril equivalente de petróleo (bep)
F
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:
B
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c
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l
2
0
0
9
A
n
o
B
a
s
e
2
0
0
8
1
7
0
J
1
1,055 x 10³
4,1868
6
3,6 x 10
41,87 x 109
5,95 x 109
BTU
3,968 x 10 -3
3412
cal
0,23884
252
1
860 x 10³
39,68 x 106
5,63 x 106
10 x 10 9
1,42 x 109
947,8 x 10-6
1
kWh
277,7 x 10-9
293,07 x 10-6
1,163 x 10-6
1
11,63 x 10³
1,65 x 10³
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela C.6 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Gasosos
Mil Metros Cúbicos
Gás
Gás
Gás
Gás
Gás
natural úmido
natural seco
de coqueria
canalizado Rio de Janeiro
canalizado São Paulo
giga-caloria
9,93
8,8
4,3
3,8
4,5
tep
(10000
kcal/kg)
0,993
0,88
0,43
0,38
0,45
bep
6,99
6,2
3,03
2,68
3,17
tec
(7000
kcal/kg)
1,419
1,257
0,614
0,543
0,643
F
o
n
t
e
:
B
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0
0
9
A
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B
a
s
e
2
0
0
8
giga-joule
milhões
BTU
41,58
36,84
18
15,91
18,84
39,4
34,92
17,06
15,08
17,86
megawatthora
(860
kcal/kWh)
11,55
10,23
5
4,42
5,23
t
e
c
t
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n
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o
Tabela C.7 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Líquidos
Toneladas
giga
caloria
Petróleo
Óleo diesel
Óleo combustível
Gasolina automotiva
Gasolina de aviação
GLP
Nafta
Querosene iluminante
Querosene de aviação
Álcool etílico anidro
Álcool etílico hidratado
Gás de refinaria
Coque de petróleo
Outros energéticos de petróleo
Asfaltos
Lubrificantes
Solventes
Outros não energéticos de petróleo
8,90
8,48
9,59
7,70
7,63
6,11
7,65
8,22
8,22
5,34
5,01
6,55
8,73
8,90
10,18
8,91
7,81
8,90
tep
(10000
kcal/kg)
0,89
0,85
0,96
0,77
0,76
0,61
0,77
0,82
0,82
0,53
0,51
0,66
0,87
0,89
1,02
0,89
0,78
0,89
bep
6,27
5,97
6,75
5,42
5,37
4,30
5,39
5,79
5,79
3,76
3,59
4,61
6,15
6,27
7,17
6,27
5,50
6,27
tec
(7000
kcal/kg)
1,27
1,21
1,37
1,10
1,09
0,87
1,09
1,17
1,17
0,76
0,73
0,94
1,25
1,27
1,46
1,27
1,12
1,27
giga
joule
milhões
BTU
37,25
35,52
40,15
32,22
31,95
25,56
32,05
34,40
34,40
22,35
21,34
27,43
36,53
37,25
42,63
37,29
32,69
37,25
35,30
33,66
38,05
30,54
30,28
24,22
30,37
32,60
32,60
21,19
20,22
26,00
34,62
35,30
40,40
35,34
30,98
35,30
megawatthora
(860
kcal/kWh)
10,35
9,87
11,15
8,95
8,88
7,10
8,90
9,56
9,56
6,21
5,93
7,62
10,15
10,35
11,84
10,36
9,08
10,35
t
e
c
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0
0
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0
0
8
Toneladas
giga
caloria
Carvão vapor 3100 kcal/kg
Carvão vapor 3300 kcal/kg
Carvão vapor 3700 kcal/kg
Carvão vapor 4200 kcal/kg
Carvão vapor 4500 kcal/kg
Carvão vapor 4700 kcal/kg
Carvão vapor 5200 kcal/kg
Carvão vapor 5900 kcal/kg
Carvão vapor 6000 kcal/kg
Carvão vapor sem especificação
Carvão metalúrgico nacional
Carvão metalúrgico importado
Lenha
Caldo de cana
Melaço
Bagaço de cana
Lixívia
Coque de carvão mineral
Carvão vegetal
Alcatrão
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0
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A
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2
0
0
8
2,95
3,10
3,50
4,00
4,25
4,45
4,90
5,60
5,70
2,85
6,42
7,40
3,10
0,62
1,85
2,13
2,86
6,90
6,46
8,55
tep
(10000
kcal/kg)
0,30
0,31
0,35
0,40
0,43
0,45
0,49
0,56
0,57
0,29
0,64
0,74
0,31
0,06
0,19
0,21
0,29
0,69
0,65
0,86
bep
2,08
2,18
2,46
2,82
2,99
3,13
3,45
3,94
4,01
2,01
4,52
5,21
2,18
0,44
1,30
1,50
2,01
4,86
4,55
6,02
tec
(7000
kcal/kg)
0,42
0,44
0,50
0,57
0,61
0,64
0,70
0,80
0,81
0,41
0,92
1,06
0,44
0,09
0,26
0,30
0,41
0,99
0,92
1,22
giga
joule
milhões
BTU
12,35
12,98
14,65
16,75
17,79
18,63
20,52
23,45
23,86
11,93
26,88
30,98
12,98
2,61
7,75
8,92
11,97
28,89
27,05
35,80
11,70
12,30
13,89
15,87
16,86
17,66
19,44
22,22
22,62
11,31
25,47
29,36
12,30
2,47
7,34
8,45
11,35
27,38
25,63
33,93
megawatthora
(860
kcal/kWh)
3,43
3,61
4,07
4,65
4,94
5,18
5,70
6,51
6,63
3,31
7,47
8,61
3,61
0,72
2,15
2,48
3,33
8,02
7,51
9,94
t
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A
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X
O
C
Tabela C.8 - Coeficientes de Equivalência Médios para os Combustíveis Sólidos
1
7
1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela C.9 - Densidades e Poderes Caloríficos Inferiores
Fontes
Poder
Calorífico
Inferior
kcal/kg
Fontes
1.000
8.550
Carvão Vapor sem
Especificação
Álcool Etílico Anidro
791
6.750
Carvão Vegetal
Álcool Etílico Hidratado
809
6.300
Coque de Carvão Mineral
1.040
9.790
Coque de Petróleo
-
2.130
880
9.000
Caldo de Cana
-
623
Carvão Metalúrgico Importado
-
7.400
Carvão Metalúrgico Nacional
-
Carvão Vapor 2900 Kcal/kg
Alcatrão
Poder
Calorífico
Inferior
kcal/kg
2.850
250
6.460
-
6.900
1.041
8.390
Eletricidade (3)
-
860
Energia Hidráulica (3)
-
860
Gás de Coqueria (2)
-
4.300
Gás de Refinaria
780
8.400
6.420
Gás Liquefeito de Petróleo
550
11.100
-
2.793
Gás Natural Seco (2)
-
8.800
Carvão Vapor 3100 Kcal/kg
-
2.950
Gás Natural Úmido (2)
-
9.930
Carvão Vapor 3300 Kcal/kg
-
3.100
Gasolina A (5)
742
10.550
Carvão Vapor 3700 Kcal/kg
-
3.500
Gasolina Automotiva
740
10.400
Carvão Vapor 4000 Kcal/kg
-
3.800
Gasolina de Aviação
720
10.600
Carvão Vapor 4200 Kcal/kg
-
4.000
Lenha Catada
300
3.100
Carvão Vapor 4400 Kcal/kg
-
4.141
Lenha Comercial
390
3.100
Carvão Vapor 4500 Kcal/kg
-
4.250
Lixívia
-
2.860
Carvão Vapor 4700 Kcal/kg
-
4.450
Lubrificantes
880
10.120
Carvão Vapor 5000 Kcal/kg
-
4.712
Melaço
-
1.850
Carvão Vapor 5200 Kcal/kg
-
4.900
Nafta
720
10.630
Carvão Vapor 5500 Kcal/kg
-
5.200
Óleo Combustível
1.000
9.590
Carvão Vapor 5900 Kcal/kg
-
5.600
Óleo Diesel
840
10.100
Carvão Vapor 6000 Kcal/kg
-
5.700
Outros Energéticos de Petróleo
872
10.200
873
10.200
Bagaço de Cana (4)
Biodiesel (B100)
Carvão Vapor 6300 Kcal/kg
-
6.110
Outros Não-energéticos de
Petróleo
Carvão Vapor 6500 Kcal/kg
-
6.200
Petróleo
870
10.200
Carvão Vapor 6800 Kcal/kg
-
6.400
Querosene de Avião
790
10.400
FINOS
-
2.570
Querosene Iluminante
790
10.400
ROM
-
2.430
Solventes
740
10.550
F
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7
2
Densidade
kg/m³ (1)
-
Asfalto
A
N
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X
O
C
Densidade
kg/m³ (1)
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
C.1 - Poder Calorífico
Define-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que, quanto mais alto for o
poder calorífico, maior será a energia contida.
Um combustível é constituído, sobretudo, de hidrogênio e carbono, tendo o hidrogênio o poder calorífico de
28.700 kcal/kg, enquanto que o carbono é de 8.140 kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o
combustível, maior será o seu poder calorífico.
Há dois tipos de poder calorífico:
poder calorífico superior - PCS
poder calorífico inferior - PCI
C.1.a - Poder Calorífico Superior
É a quantidade de calor produzido por 1 kg de combustível quando este entra em combustão, em excesso
de ar, e os gases da descarga são resfriados, de modo que o vapor d'água neles seja condensado.
C.1.b - Poder Calorífico Inferior
É a quantidade de calor que pode produzir 1 kg de combustível, quando este entra em combustão com
excesso de ar, e gases da descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a
água contida na combustão seja condensada.
Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida
neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico
inferior e não o superior.
Fórmulas para determinar o poder calorífico inferior de alguns combustíveis:
Combustível
Cálculo de PCI
Gasolina
PCI = (PCS - 780) kcal/kg
Benzol
PCI = (PCS - 415) kcal/kg
Álcool etílico
PCI = (PCS - 700) kcal/kg
Óleo diesel
PCI = (PCS - 730) kcal/kg
Álcool metílico
PCI = (PCS - 675) kcal/kg
PCI = Poder Calorífico Inferior
A
N
E
X
O
C
PCS = Poder Calorífico Superior
1
7
3
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela C.10 - Fatores de Conversão para Tep Médio
A
N
E
X
O
C
Álcool Etílico Anidro
Álcool Etílico Hidratado
Asfalto
Bagaço de Cana
Biodiesel (B100)
Caldo de Cana
Carvão Metalúrgico Importado
Carvão Metalúrgico Nacional
Carvão Vapor 2900 kcal/kg
Carvão Vapor 3100 kcal/kg
Carvão Vapor 3300 kcal/kg
Carvão Vapor 3700 kcal/kg
Carvão Vapor 4000 kcal/kg
Carvão Vapor 4100 kcal/kg
Carvão Vapor 4200 kcal/kg
Carvão Vapor 4400 kcal/kg
Carvão Vapor 4500 kcal/kg
Carvão Vapor 4700 kcal/kg
Carvão Vapor 5000 kcal/kg
Carvão Vapor 5200 kcal/kg
Carvão Vapor 5500 kcal/kg
Carvão Vapor 5900 kcal/kg
Carvão Vapor 6000 kcal/kg
Carvão Vapor 6300 kcal/kg
Carvão Vapor 6500 kcal/kg
Carvão Vapor 6800 kcal/kg
Carvão Vapor FINOS kcal/kg
Carvão Vapor ROM kcal/kg
Carvão Vapor sem Especificação
Carvão Vegetal
Casca de Arroz
Coque de Carvão Mineral
Coque de Petróleo
Eletricidade
Gás de Coqueria
Gás de Refinaria
Gás Liquefeito de Petróleo
Gás Natural Seco
Gás Natural Úmido
Gasolina A
Gasolina C (Gasolina Automotiva)
Gasolina de Aviação
Hidráulica
Lenha Comercial
Lixívia
Lubrificantes
Melaço
Nafta
Óleo Combustível Médio
Óleo Diesel
Outras Renováveis
Outras Secundárias - Alcatrão
Outros Energéticos de Petróleo
Outros Não-Energéticos de Petróleo
Petróleo
Querosene de Aviação
Querosene Iluminante
Solventes
Urânio contido no UO2
Urânio U3O 8
Unidade
m3
m3
m3
t
m3
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t
t
t
t
t
t
t
t
t
t
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t
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t
t
t
t
t
t
t
t
m3
MWh
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103 m3
m3
3
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103 m3
m3
m3
m3
MWh
t
t
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t
m3
m3
m3
tep
m3
m3
m3
m3
m3
m3
m3
kg
kg
2005
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0,295
0,310
0,350
0,380
0,390
0,400
0,414
0,425
0,445
0,490
0,520
0,560
0,570
0,611
0,620
0,640
0,257
0,243
0,285
0,646
0,295
0,690
0,873
0,086
0,430
0,655
0,611
0,880
0,993
0,783
0,770
0,763
0,086
0,310
0,286
0,891
0,185
0,765
0,959
0,848
1,000
0,855
0,890
0,890
0,887
0,822
0,822
0,781
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0,139
2006
0,534
0,510
1,018
0,213
0,062
0,740
0,642
0,279
0,295
0,310
0,350
0,380
0,390
0,400
0,414
0,425
0,445
0,490
0,520
0,560
0,570
0,611
0,620
0,640
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0,611
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0,350
0,380
0,390
0,400
0,414
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0,445
0,490
0,520
0,560
0,570
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0,620
0,640
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0,243
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0,655
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0,822
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3,908
0,139
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0,213
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0,642
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0,350
0,380
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0,400
0,414
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0,445
0,490
0,520
0,560
0,570
0,611
0,620
0,640
0,257
0,243
0,285
0,646
0,295
0,690
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0,655
0,611
0,880
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0,822
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2009
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0,570
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0,620
0,640
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0,611
0,880
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0,763
0,086
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0,185
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0,822
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32
155
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187
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292
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511
354
2005
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1.009
0
0
1.008
-665
342
1985
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14.882
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1986
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12.036
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2007
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4.499
-3.159
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2007
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-256
402
2008
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-100
-216
5.047
-3.194
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-301
411
2009
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-170
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-2.901
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376
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2008
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-31
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-1.827
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-65
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-1.432 -2.681
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-644
-653
-707
-596
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2005
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2007
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2009
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11.523 7.845 13.634 11.397 16.055
-11.523 -7.845 -13.634 -11.397 -16.055
0
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2006
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0
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-21
4.581
-3.170
1.412
2006
0
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0
0
902
-540
362
2006
0
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-27
0
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-7.244
0
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000 2001
2002
2003
2004
2005
2006
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0
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0
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29
0
0
105
0
57
10
-74
2
75
-22
2
22
-26
-2
10
1
-28
43
-11
-5
-50
20
-1
-8
37
19
-29
13
-14
35
-49
24
-3
0
-33
-10
-254
-160
-91
-98
-50
-51
-44
0
0
0
0
0
-157
-355
-675
-522
-615
-400
-378
-320
-351
-405
-481
-615 -1.134
10
-48
-8
-179
-76
-89
-75
121
4
269
259
101
328
103
58
-208
-335
-677
-427
-445
-381
-372
-277
-365
-370
-425
-591 -1.080
1.497 1.589 1.527 1.667 1.604 1.586 1.589 1.516 1.739 1.560 1.942 1.824 1.480 1.906 1.888 2.160 2.275 2.666 2.501 2.654 2.730 2.766 2.857 2.905 2.869 3.029 3.070 3.405
1.618 1.626 1.571 1.574 1.492 1.459 1.468 1.627 1.697 1.760 2.202 1.924 1.809 2.009 1.946 1.952 1.941 1.990 2.074 2.209 2.349 2.394 2.580 2.540 2.499 2.604 2.479 2.324
A
N
E
X
O
D
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
Óleo Diesel (mil m3)
*
V
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l
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r
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s
c
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o
s
d
o
I
B
G
E
.
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
1984
14.745
0
0
0
14.745
1.080
12.234
1979
1980
1981
1982
11.207 11.696 11.262 12.118
0
0
0
404
0
0
0
0
231
0
0
0
11.439 11.696 11.262 12.522
555
730
758
673
8.649 9.157 8.533 9.415
Lenha (mil m3)
1983
14.777
0
0
0
14.777
837
11.920
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000 2001
5.235
5.661
4.288
4.615
6.421
6.536
6.608
5.491
6.803
4.888
5.611
6.692
3.592
6.301
6.702
7.821
5.463
5.850
5.527
8.675
5.100
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5.235 5.661 4.288 4.615 6.421 6.538 6.608 5.491 6.803 4.888 5.611 6.692 3.592 6.301 6.702 7.821 5.463 5.850 5.527 8.675 5.100 5.919 7.973
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Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
Energia Hidráulica (mil MWh)
*
R
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3
.
5
.
a
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
2002
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0
0
0
13.535
13.535
0
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000 2001
2002
2003
2004
2005
1.817
2.550
2.849
3.294
4.725
4.731
4.677
4.823
4.377
4.286
4.499
4.073
4.168
3.962
3.619
4.089
4.261
4.159
4.460
3.815
5.069
5.100 4.297
4.195
3.732
3.972
4.503
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140
-27
22
-241
121
0
14
-256
110
-15
-63
10
25
-55
4
-5
28
24
-2
-24
3
1
-5
-1
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92
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-2
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1.921 2.523 2.810 2.991 4.816 4.731 4.691 4.567 4.488 4.270 4.436 4.083 4.380 3.906 3.624 4.084 4.290 4.183 4.457 3.791 5.072 5.101 4.292 4.194 3.732 3.972 -3.411
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0
0
0
0
0 1.182
1980
0
0
0
0
0
0
0
Carvão Vapor* (mil t)
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
1979
0
0
0
0
0
0
0
3
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000 2001
2002
2003
2004
2005
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4.359
4.751
3.792
4.090
4.145
4.097
4.439
4.157
4.612
4.362
4.521
4.368
3.891
4.882
5.300
5.852
6.060
7.393
6.870
6.988
7.838
7.974 7.380
6.821
6.874
6.651
7.256
382
-256
294
106
-112
108
-196
240
-101
-133
119
-15
-22
55
-187
57
186
-119
28
56
-128
51
38
33
14
-62
-17
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
0
0
0
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0
0
0
0
0
0
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4.709 4.491 3.994 4.198 4.034 4.205 4.243 4.398 4.510 4.228 4.640 4.353 3.869 4.937 5.113 5.909 6.246 7.274 6.898 7.044 7.710 8.025 7.418 6.854 6.887 6.589 -7.239
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0
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0
0
0
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0
0
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0
0
0
0
0
0
Gás Natural (milhões m )
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
D
Petróleo (mil m3)
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Anexo D - Série Histórica de Fonte de Energia Selecionada
Tabela D.1 - Série Histórica de Fontes de Energia Selecionadas em Unidades Originais no
Período de 1979 a 2009
1
7
5
1
7
6
1984
0
28
2
-78
-48
548
489
1985
0
0
-1
-57
-58
565
486
1986
0
61
0
-39
23
532
554
1987
1988
0
0
131
200
7
-3
-39
-42
99
155
464
456
561
606
1989
0
205
4
-43
166
450
615
1990
0
223
-4
-44
175
457
632
1990
0
370
1
0
370
510
880
1991
0
223
2
-45
180
438
618
1991
0
355
7
0
362
594
956
1992
0
188
0
-47
141
554
695
1992
0
114
5
0
119
874
993
1993
0
108
4
-49
62
643
705
1994
0
140
-1
-51
89
637
725
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
1980
0
0
0
0
0
1
1
1981
0
23
-2
0
21
2
23
1982
0
211
-16
0
195
1
197
1983
0
162
0
0
162
2
164
1984
0
275
0
0
275
0
276
1985
0
371
0
0
371
0
371
1986
0
494
0
0
494
0
495
1987
1988
0
0
532
567
0
0
0
0
532
567
2
3
534
570
1989
0
709
0
0
709
4
713
1990
0
592
0
0
592
3
595
1991
0
553
0
0
553
3
556
1992
0
565
0
0
565
3
568
1993
0
552
0
0
552
3
555
1994
0
541
0
0
541
3
544
1995
0
532
0
0
532
3
535
1995
0
11.737
0
0
11.737
6.845
16.453
1995
0
179
-1
-54
125
645
770
1996
0
498
0
0
498
3
501
1996
0
12.262
0
0
12.262
7.004
16.950
1996
0
192
-1
-57
134
677
811
1997
0
368
0
0
368
3
371
1997
0
13.372
0
0
13.372
6.719
18.162
1997
0
283
0
-57
226
571
797
1998
0
259
0
0
259
4
263
1998
0
11.281
0
0
11.281
9.221
18.513
1998
0
405
3
-60
349
502
851
1999
0
211
0
0
211
3
215
1999
0
14.994
0
0
14.994
7.068
19.941
1999
0
411
2
-61
352
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2002
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-174
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833
2003
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2
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477
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2004
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403
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2005
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2
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383
791
2006
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350
4
0
354
441
795
2006
0
55
15
-380
-310
1.736
1.426
2007
0
79
2
0
80
740
820
2007
0
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11
-652
-630
2.111
1.480
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-3
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-3
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180
2007
2008
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139
689
829
2008
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-373
-367
1.964
1.597
0
2
6
-300
-292
451
160
2008
2002
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2006
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2007
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2008
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-126
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2001
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3
-62
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385
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466
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850
1993
1994
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-166
-186
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500
764
811
554
247
21
25
-100
-89
-212
878
837
933
962
817
879
966
1.176 1.486 1.328 1.515 1.675 1.646
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1979
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1983
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-7
-72
-64
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1989
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-45
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864
Álcool (mil m3)
1982
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1987
1988
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-7
-83
-95
-72
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775
644
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
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4.518
6.478
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5.778 5.854 4.951 5.329 6.672 6.753 7.113 6.689 7.260 5.849 7.033 7.643 5.021 7.187 7.520 8.766
5.300 6.178 6.656 7.008 7.851 8.706 9.562 9.663 10.453 10.830 11.587 12.013 12.762 13.103 14.636 15.370
1981
0
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5
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405
1986
0
0
-9
-21
-30
787
755
Eletricidade (mil MWh )
1980
0
0
-1
0
-1
382
371
1985
0
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-189
-162
851
670
1979
0
1
-5
0
-4
359
355
3
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
1984
0
0
16
-150
-134
825
696
GLP (mil m )
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
1983
0
0
-14
-56
-69
825
767
1979
1980
1981
1982
0
0
0
0
0
0
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0
5
-34
30
24
-32
0
-51
-24
-27
-34
-21
1
1.341 1.181 1.123
976
1.245 1.091 1.007
863
Gasolina A (mil m )
3
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
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2000 2001
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1
5
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24
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18
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23
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55
-43
1
20
3
16
-21
-12
-226
-253
-95
-244
-254
-280
-180
-116
-175
-136
-180
-129
-156
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-63
-8
-30
-61
-77
-181
-385
-364
-375
-242
-361
-339
-382
-318
-222
-237
-104
-235
-251
-259
-183
-130
-174
-131
-173
-152
-122
-189
-39
-24
-12
-78
-54
-235
-182
-169
-373
-222
-358
-323
-404
-330
1.117 1.023
636
778
686
626
548
712
693
617
749
660
541
679
609
584
585
649
598
813
783
675
756
598
683
620
640
524
882
755
559
519
395
334
351
563
532
462
576
508
419
490
570
560
573
571
544
578
600
506
383
376
325
297
237
193
Produção
Importação
Variação de Estoques
Exportação
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Consumo Final
Óleo Combustível (mil m )
3
A
N
E
X
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2009
0
962
0
-515
447
658
1.104
2009
0
10.716
0
-56
10.660
18.500
25.317
2009
0
133
-68
-247
-181
983
802
2009
0
0
28
-264
-237
1.927
1.690
0
0
-10
-316
-326
459
133
2009
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
E
Anexo E - Balanço Energético Mundial 2008
Tabela E.1 - Balanço Energético Mundial 2008
BALANÇO ENERGÉTICO MUNDIAL
2008
Outros*
Combustíveis
Renováveis e Lixo
4.041,34
0,00
2.608,17
712,18
275,88
1.225,49
90,24
591,76
2.332,71
995,62
782,77
0,00
0,00
8,49
52,84
4.764,20
Exportação
-631,03
-2.200,43
-1.074,56
-777,77
0,00
0,00
-9,32
-53,00
-4.746,11
Variação de Estoque
-62,21
-28,78
-6,72
-22,10
0,00
0,00
0,15
0,00
-119,66
Oferta Interna Bruta
3.314,18
Produção
Transferências
Diferenças Estatísticas
Centrais Elétricas
Centrais de Calor e Eletricidade (cogeração)
Centrais de calor
Alto-forno metalúrgico
Centrais de gás
Refinarias de petróleo
Plantas petroquímicas
Total
Hídrica
3.415,66
Importação
FLUXO DE ENERGIA
Carvão
Nuclear
Gás Natural
Derivados
do Petróleo
Petróleo
unidade: milhões de tep
12.368,95
4.144,84
-85,66
2.591,07
712,18
275,88
1.224,81
0,00
-133,75
153,95
0,00
0,00
0,00
0,08
0,00
20,28
-6,00
-23,21
-13,25
-3,22
0,00
0,00
-0,22
0,46
-45,25
-1.891,00
-24,29
-213,08
-630,36
-275,88
-50,19
1.491,11
-2.299,34
-181,07
-0,01
-21,85
-296,04
-6,52
0,00
-28,55
315,32
-218,71
-96,27
-0,73
-11,52
-88,83
0,00
0,00
-7,78
170,14
-34,99
-157,09
0,00
-1,21
-0,11
0,00
0,00
0,00
0,00
-158,41
-705,66
90,08 12.267,38
-12,85
0,00
-3,28
9,03
0,00
0,00
-0,01
0,00
-7,12
0,00
-3.967,04
3.929,15
-0,57
0,00
0,00
0,00
0,00
-38,47
0,00
29,90
-30,21
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-0,31
Transformação de carvão/petróleo (em coque)
-43,46
0,00
-2,01
-0,04
0,00
0,00
0,00
0,00
-45,52
Liquefação
-19,93
9,01
0,00
-6,73
0,00
0,00
0,00
0,00
-17,64
0,00
0,19
-0,92
-2,05
0,00
0,00
-54,17
-0,33
-81,30
-10,89
-217,66
-232,59
0,00
0,00
-13,70
Outras transformações
Uso próprio
Perdas de distribuição
Consumo Final
Setor industrial
Setor transporte**
Outros setores
Usos não energéticos***
-2,13
-3,91
-0,39
-26,14
0,00
0,00
-0,21
823,09
20,10
3.482,06
1.313,42
0,00
0,00
1.070,27
645,80
5,74
326,18
460,24
0,00
0,00
190,76
-182,82
-57,28
-738,95
-164,48
-197,27
1.719,47
8.428,41
716,34
2.345,07
3,45
0,02
2.149,82
77,41
0,00
0,00
45,45
23,22
2.299,37
136,42
0,23
452,87
633,44
0,00
0,00
834,05
979,91
3.036,92
37,42
14,11
553,19
142,32
0,00
0,00
0,01
0,00
747,05
F
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1
7
7
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
Comercial
Público
Agropecuário
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
FLUXO DE ENERGIA
Petróleo
F
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-33
0
101.033
19.368
-1.113
119.288
-27.148
0
0
92.141
-92.107
-92.107
Carvão Vapor
Gás Natural
20.987
2.239
7.518
0
0
-354
28.505
1.886
0
0
-3.380
0
-3.980
0
21.145 1.886
-5.831 -1.523
0
0
-2.656
0
0
0
0
0
0
0
-1.574 -1.480
-1.067
-43
0
0
0
0
-535
0
-120
0
363
15.245
700
0
363
14.545
5.112
8
238
0
176
0
4
0
2
0
1.853
0
1.853
0
0
0
0
0
0
0
7.161
354
15
20
866
2
2
0
239
0
659
0
1.762
66
559
47
287
0
609
84
1.000
1
1.163
134
0
0
51
0
Outras
Fontes Primárias
Produtos
da cana
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O 8
Carvão
Metalúrgico
0
4.117 33.625 24.609 45252
9.237
9.376
30
0
0
0
0
0
-277
0
0
0
0
9.376
3.871 33.625 24.609 45.252
9.237
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
9.376 3.871 33.625 24.609 45.252 9.237
-6.749 -3.871 -33.625 -8.026 -16.415 -3.666
0
0
0
0
0 -1.454
0
0
0
0
0
975
0
0
0
0
0
0
-6.749
0
0
0
0
0
0 -3.871
0
0
0
0
0
0 -31.964
0
0
-151
0
0 -1.661
-221 -2.687 -2.151
0
0
0 -7.805
0
0
0
0
0
0 -13.728
0
0
0
0
-885
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0
-26
0
0
0
0
0
2.595
0
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0
0
0
0
0
0
2.595
0
0 16.583 28.837
5.571
0
0
0
0 12.546
0
0
0
0
0
7.529
0
0
0
0
80
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.411
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.595
0
0
6.563 16.292
5.571
37
0
0
0
0
259
2.046
0
0
0
0
0
0
0
0
79
0
0
381
0
0
0
0
0
35
0
0
0
0
0
0
0
0
45
0
84
0
0
0
2.039 16.253
10
0
0
0
88
0
0
0
0
0
1.449
39
5.162
0
0
0
2.081
0
53
96
0
0
783
0
3
0
0
0
0
0
0
-6
0
0
0
0
0
Energia Primária
Total
241.100
36.291
-1.743
275.648
-27.148
-3.380
-3.980
241.141
-171.812
-93.561
-1.681
0
-6.749
-3.871
-35.168
-7.829
-7.805
-13.728
-1.420
-146
69.194
700
68.495
17.667
7.767
256
4
2.413
1.853
1.853
0
0
0
38.536
330
2.915
80
621
693
1.956
18.908
375
7.342
3.136
2.179
0
12
Óleo Diesel
0
2.981
-28
2.952
-1.704
0
0
1.248
35.655
35.993
0
0
0
0
-1.361
-340
0
0
1.364
-8
36.911
0
36.911
166
0
57
97
5.515
30.369
29.364
633
0
373
707
42
14
0
224
0
136
82
3
68
8
129
0
15
Óleo
Combustível
0
10
-65
-56
-7.166
0
0
-7.222
13.380
14.520
0
0
0
0
-840
-300
0
0
0
-20
5.986
0
5.986
995
0
122
87
68
986
0
0
0
986
3.727
29
114
67
351
987
476
467
106
499
322
310
0
-152
Gasolina
0
10
-61
-51
-1.940
0
0
-1.991
16.697
15.266
586
0
0
0
0
0
0
0
845
0
14.722
0
14.722
0
0
0
0
0
14.722
14.674
0
48
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
15
GLP
0
1.562
-10
1.552
-12
0
0
1.540
5.910
4.817
846
0
0
0
0
0
0
0
247
-31
7.423
0
7.423
37
6.115
135
373
23
0
0
0
0
0
739
14
77
0
17
79
60
104
10
31
162
186
0
3
Nafta
0
3.958
153
4.111
-39
0
0
4.073
3.296
6.428
0
0
0
0
0
0
0
0
-3.132
-31
7.389
7.389
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
51
Querosene
0
1.044
-42
1.001
-1.673
0
0
-672
3.620
3.620
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-16
2.847
7
2.839
0
8
0
0
0
2.828
0
0
2.828
0
3
0
1
0
2
0
0
0
0
0
0
1
0
-85
0
0
0
0
0
0
0
0
1.200
0
0
0
1.530
0
0
-331
0
0
0
0
1.200
0
1.200
188
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.011
0
1.011
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Gás de Cidade
e de Coqueria
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
300
10
310
0
0
0
310
5.009
0
0
0
5.009
0
0
0
0
0
0
-10
5.309
0
5.309
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5.309
62
4.969
92
49
138
0
0
0
0
0
0
0
0
Coque de
Carvão Mineral
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
0
3.707
-4.144
-437
0
0
0
-437
437
0
0
0
0
3.812
-3.375
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Urânio
contido no UO2
BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL
2009
0
3.531
0
3.531
-93
0
0
3.439
40.090
0
0
0
0
0
35.187
4.903
0
0
0
-6.890
36.638
0
36.638
1.613
8.753
5.532
3.156
1.428
137
0
137
0
0
16.020
407
1.279
579
706
3.106
1.991
2.020
663
1.571
300
3.398
0
0
Eletricidade
1
7
8
Carvão
Vegetal
0
1
0
1
0
0
0
1
4.089
0
0
0
0
0
0
-9
4.098
0
0
-119
3.970
0
3.970
0
584
78
0
7
0
0
0
0
0
3.301
55
2.724
485
0
8
18
0
0
0
0
11
0
0
Outras Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado
0
0
0
2.869
910
4
910
2.873
-1.715
-216
0
0
0
0
-805 2.657
13.481 8.651
0
6.982
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-367
0
0
13.481
0
2.036
0
-124
-132
12.543 11.134
751
98
11.792 11.035
3.747
0
0
0
0
0
0
0
0
0
11.792
0
11.792
0
0
0
0
0
0
0
0
7.288
0
2.736
0
489
0
143
0
437
0
590
0
2.170
0
77
0
0
0
0
0
179
0
467
0
0
0
-51
Produtos Não
Energéticos do Petróleo
0
984
142
1.125
-478
0
0
647
5.484
5.403
198
0
0
0
0
0
0
0
-116
-117
5.882
5.882
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-132
Alcatrão
0
0
0
0
0
0
0
0
188
0
0
0
192
0
0
-5
0
0
0
0
187
143
44
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
44
0
44
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-1
unidade: mil tep
0
20.956
-3.131
17.825
-15.036
0
0
2.789
157.185
93.028
1.629
0
6.732
3.812
29.611
3.551
4.098
13.481
1.244
-7.498
152.140
14.271
137.869
6.747
15.460
5.924
3.713
7.041
60.833
55.830
769
2.875
1.359
38.151
3.344
10.721
1.365
1.786
4.908
4.852
2.750
782
2.169
971
4.502
0
-336
Energia Secundária
Total
241.100
57.248
-4.874
293.474
-42.184
-3.380
-3.980
243.930
-14.627
-533
-51
0
-18
-58
-5.558
-4.279
-3.707
-247
-176
-7.644
221.334
14.971
206.364
24.414
23.227
6.179
3.717
9.453
62.687
57.683
769
2.875
1.359
76.686
3.675
13.636
1.446
2.407
5.601
6.808
21.658
1.157
9.511
4.107
6.680
0
-324
F
Energia Total
A
N
E
X
O
F
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Anexo F - Balanço Energético Nacional 2009
Tabela F.1 - Balanço Energético Nacional 2009
0
9.185.184
77.952
9.263.136
0
0
0
9.263.136
-9.263.136
-9.263.136
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Petróleo
m3
A
N
E
X
O
G
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
Comercial
Público
Agropecuário
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
FLUXO DE ENERGIA
Gás Natural
mil m3
0
590.596
0
590.596
0
-2.368
0
588.229
-136.062
0
0
0
0
0
0
-136.062
0
0
0
0
452.167
0
452.167
125.894
381
6.733
0
0
80.515
80.515
0
0
0
238.644
0
19.403
33.694
0
48.787
78.663
25.928
4.269
2.731
14.632
10.537
0
0
Carvão Vapor
t
6.772.799
0
502.487
7.275.287
-153.141
0
0
7.122.145
-5.298.572
0
0
0
0
0
-4.733.839
-564.733
0
0
0
0
1.822.789
0
1.822.789
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.822.789
80.453
12.092
0
2.071
0
520.491
293.406
0
467.562
0
446.714
0
785
Carvão Metalúrgico
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia Hidráulica
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Urânio U3O8
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0
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0
0
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0
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0
0
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0
0 19.812.209
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0
0
0
0
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-234.153
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0
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0
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0
0
Lenha
m3
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0
0
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0
0
0
0
-70.512
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0
0
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0
14.395.243
0
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0
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0
0
0
0
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0
0
0
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970.000
2.400
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950.000
275.000
0
0
Produtos da Cana
t
81.780
0
0
81.780
0
0
0
81.780
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0
0
0
0
0
0
0
0
-18.516
0
0
63.264
18.979
44.284
44.284
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Lixívia
t
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0
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685.324
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0
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0
685.324
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0
0
0
0
685.324
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0
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Casca de Arroz
t
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1.398.989
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0
-64.704
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0
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1.334.285
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0
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0
0
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0
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Eólica
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358.141
-358.141
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-358.141
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0
0
0
0
0
0
0
0
Óleo Diesel
m3
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-1.918.865
0
0
-1.853.925
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0
0
0
0
0
-27.984
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0
0
0
2.904.990
0
2.904.990
2.993
0
17.014
10.902
3.343
2.793.687
2.754.041
33.295
0
6.351
77.050
330
1.568
0
21.149
461
3.148
15.627
295
558
29
33.887
0
214
Óleo Combustível
m3
0
0
90.191
90.191
-137.165
0
0
-46.974
174.205
205.905
0
0
0
0
-31.713
12
0
0
0
0
127.348
0
127.348
4.330
0
2.235
253
0
0
0
0
0
0
120.530
71
2.828
0
410
349
5.017
31.826
6.797
23.698
2.222
47.312
0
-117
Gasolina
m3
0
0
21.211
21.211
-10.858
0
0
10.353
1.965.095
1.965.095
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.975.432
0
1.975.432
0
0
0
0
0
1.975.432
1.968.313
0
7.119
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
16
GLP
m3
0
319.060
130.205
449.265
-246.962
0
0
202.303
627.901
627.901
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
830.448
0
830.448
5
677.916
40.863
1.145
1.609
202
0
0
0
202
108.709
1.285
21
0
984
3.431
4.752
16.876
4.331
1.560
176
75.291
0
-245
Nafta
m3
0
2.225.449
52.611
2.278.060
0
0
0
2.278.060
1.040.399
1.040.399
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3.318.954
3.318.954
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-496
Querosene
m3
0
0
-2.745
-2.745
0
0
0
-2.745
168.634
168.634
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
166.037
0
166.037
50
703
1.244
0
0
163.742
0
5
163.737
0
299
0
0
0
0
0
249
0
0
0
0
50
0
-148
Gás de Cidade
e de Coqueria
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coque de
Carvão Mineral
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Urânio
contido no UO2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
Eletricidade
MWh
0
8.746.252
0
8.746.252
-1.020.444
0
0
7.725.809
22.142.705
0
0
0
0
0
21.051.219
1.091.486
0
0
0
-3.910.849
25.955.542
0
25.955.542
294.711
6.874.536
4.369.656
1.954.887
3.108.056
50.527
0
50.527
0
0
9.303.169
59.590
934.142
203.908
91.555
1.382.530
1.041.736
1.982.636
165.102
302.112
40.375
3.099.483
0
2.122
Carvão Vegetal
t
0
0
0
0
0
0
0
0
39.770
0
0
0
0
0
0
0
39.770
0
0
0
39.770
0
39.770
0
31.816
7.954
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
unidades originais
Álcool Etílico Hidratado
m3
Álcool Etílico Anidro
m3
0
0
614.591 235.093
0
0
614.591 235.093
0
0
0
0
0
0
614.591 235.093
0
5.800
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5.800
0
0
0
0
614.591 240.893
0
0
614.591 240.893
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
614.591 240.893
614.591 240.893
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-453.104
0
0
-453.104
605.998
0
0
0
0
0
0
0
0
0
605.998
0
152.894
0
152.894
158
0
895
574
176
147.036
144.950
1.752
0
334
4.055
17
83
0
1.113
24
166
822
16
29
2
1.784
0
0
Biodiesel (B100)
m3
G
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Anexo G - Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2010
Tabela G.1 - BERS 2010 em Unidades Originais
1
7
9
Carvão Vapor
Gás Natural
Petróleo
Produção
0
0 16.458
Importação
81.473 5.197
0
Variação de Estoques
691
0
1.221
Oferta Total
82.164 5.197 17.679
Exportação
0
0
-372
Energia Não-Aproveitada
0
-21
0
Reinjeção
0
0
0
Oferta Interna Bruta
82.164 5.176 17.307
Total Transformação
-82.164 -1.197 -12.876
Refinarias de Petróleo
-82.164
0
0
Plantas de Gás Natural
0
0
0
Usinas de Gaseificação
0
0
0
Coquerias
0
0
0
Ciclo Combustível Nuclear
0
0
0
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
0
0 -11.503
Centrais Elétricas Autoprodutoras
0 -1.197 -1.372
Carvoarias
0
0
0
Destilarias
0
0
0
Outras Transformações
0
0
0
Perdas na Distribuição e Armazenagem
0
0
0
Consumo Final
0 3.979 4.429
Consumo Final Não-Energético
0
0
0
Consumo Final Energético
0 3.979 4.429
Setor Energético
0 1.108
0
Residencial
0
3
0
Comercial
0
59
0
Público
0
0
0
Agropecuário
0
0
0
Transportes - Total
0
709
0
Rodoviário
0
709
0
Ferroviário
0
0
0
Aéreo
0
0
0
Hidroviário
0
0
0
Industrial - Total
0 2.100 4.429
Cimento
0
0
196
Ferro-gusa e Aço
0
171
29
Ferroligas
0
297
0
Mineração e Pelotização
0
0
5
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
0
429
0
Química
0
692 1.265
Alimentos e Bebidas
0
228
713
Têxtil
0
38
0
Papel e Celulose
0
24 1.136
Cerâmica
0
129
0
Outros
0
93 1.086
Consumo Não-identificado
0
0
0
0
0
2
Ajustes
FLUXO DE ENERGIA
Carvão
Metalúrgico
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Lenha
Energia
Hidráulica
Urânio
U3O8
0 17.038 17.867
0
0
0
0
0
9
0 17.038 17.876
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 17.038 17.876
0 -17.038 -472
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -16.837
-85
0
-201
-21
0
0
-365
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 17.404
0
0
0
0
0 17.404
0
0
0
0
0 4.086
0
0
73
0
0
0
0
0 9.456
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 3.789
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
384
0
0 1.173
0
0
3
0
0
749
0
0 1.149
0
0
332
0
0
0
0
0
0
Gasolina
Óleo
Combustível
Óleo Diesel
Energia Primária
Total
Outras
Fontes Primárias
Produtos
da cana
174 11.861
0
0
0
63.398
0
0
729
0
0
86.670
0
0
-179
865
166
1.921
174 11.861 151.989
551
865
166
0
0
-85
-372 -16.272 -1.315
0
0
0
0
0
-21
0
0
0
0
0
0
174 11.861 151.596 -15.721 -450
81
-39 -5.964 -119.751 40.357 1.671 15.383
0
0 -82.164 40.595 1.975 15.383
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
-308 -28.734
0
-304
0
0
-191
-237
0
0
-2.983
0
0
0
0
0
-365
-39
0
0
0
0
-39
0 -5.466
0
0
0
-5.466
0
0
0
0
0
0
135 5.896
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40
0
0
0
0
40
94 5.896
31.803 24.634 1.225 15.464
94
0
25
42
0
1.202
0
0
0
0
0
4.089
0
0
144
21
0
132
0
0
92
2
0
0
0
0
28
0
0
9.456
0
0
3 15.464
709 23.690
0
0
3 15.408
709 23.354
0
0
282
0
0
0
0
0
0
0
56
0
0
0
54
0
0
0
0 5.896
653 1.156
0
16.215
0
0
3
1
0
196
0
0
13
27
0
200
0
0
0
0
0
297
0
0
179
4
0
5
0
0
4
3
0
429
0
0
27
48
0
2.341
0
2.492
133
305
0
4.606
0
0
2
65
0
40
0 1.960
5
227
0
3.869
0 1.444
0
21
0
2.722
0
0
287
454
0
1.511
0
0
0
0
0
0
0
0
2
-4
0
2
Nafta
GLP
0
0
1.949 17.025
796
402
2.745 17.427
-1.509
0
0
0
0
0
1.236 17.427
3.836 7.959
3.836 7.959
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0 25.390
5.074
0
0
0
4.142
0
250
0
7
0
10
0
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
664
0
8
0
0
0
0
0
6
0
21
0
29
0
103
0
26
0
10
0
1
0
460
0
0
0
-1
-4
Querosene
0
0
-23
-23
0
0
0
-23
1.386
1.386
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.365
0
1.365
0
6
10
0
0
1.346
0
0
1.346
0
2
0
0
0
0
0
2
0
0
0
0
0
0
-1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
0
0
0
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0
0
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
0
0
0
0
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
0
0
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Urânio
contido no UO2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
0
7.522
0
7.522
-878
0
0
6.644
19.043
0
0
0
0
0
18.104
939
0
0
0
-3.363
22.322
0
22.322
253
5.912
3.758
1.681
2.673
43
0
43
0
0
8.001
51
803
175
79
1.189
896
1.705
142
260
35
2.666
0
2
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Outras Secundárias
de Petróleo
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
Carvão
Vegetal
0
0
0
0 4.421
0
0
0
64
0 4.421
64
0 -3.370
0
0
0
0
0
0
0
0 1.051
64
257 4.611
-64
0
0 2.026
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
257
0
0
0
30
0
0 4.581 -2.090
0
0
0
257 5.666
0
0
0
0
257 5.666
0
0
1
0
206
0
0
51
7
0
0
4
0
0
1
0
0 5.622
0
0 5.606
0
0
13
0
0
0
0
0
3
0
0
31
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
8
0
0
0
0
0
1
0
0
6
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
13
0
0
0
0
0
-5
0
Produtos Não Energéticos
do Petróleo
0
1.890
0
1.890
0
0
0
1.890
3.367
3.367
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
5.256
5.256
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
unidade: bilhões kcal
0
33.536
2.092
35.628
-23.429
0
0
12.199
97.806
76.526
0
0
0
0
17.800
701
257
30
2.491
-3.363
106.653
30.646
76.007
322
10.265
4.242
1.787
2.712
46.170
44.372
339
1.402
58
10.507
63
845
175
276
1.217
1.003
2.252
236
502
57
3.881
0
-12
Energia Secundária
Total
1
8
0
63.398
120.206
4.013
187.617
-23.801
-21
0
163.795
-21.945
-5.638
0
0
0
0
-10.934
-2.281
-109
-10
-2.974
-3.363
138.496
30.687
107.809
1.524
14.355
4.373
1.787
12.169
46.879
45.081
339
1.402
58
26.722
258
1.045
472
281
1.647
3.344
6.858
277
4.371
2.779
5.391
0
-10
Energia Total
A
N
E
X
O
G
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela G.2 - BERS 2010 em Bilhões de kcal
Alcatrão
A
N
E
X
O
G
Produção
Importação
Variação de Estoques
Oferta Total
Exportação
Energia Não-Aproveitada
Reinjeção
Oferta Interna Bruta
Total Transformação
Refinarias de Petróleo
Plantas de Gás Natural
Usinas de Gaseificação
Coquerias
Ciclo Combustível Nuclear
Centrais Elétricas de Serviços Públicos
Centrais Elétricas Autoprodutoras
Carvoarias
Destilarias
Outras Transformações
Perdas na Distribuição e Armazenagem
Consumo Final
Consumo Final Não-Energético
Consumo Final Energético
Setor Energético
Residencial
Comercial
Público
Agropecuário
Transportes - Total
Rodoviário
Ferroviário
Aéreo
Hidroviário
Industrial - Total
Cimento
Ferro-gusa e Aço
Ferroligas
Mineração e Pelotização
Não-Ferrosos e Outros Metálicos
Química
Alimentos e Bebidas
Têxtil
Papel e Celulose
Cerâmica
Outros
Consumo Não-identificado
Ajustes
FLUXO DE ENERGIA
Petróleo
0
8.147
69
8.216
0
0
0
8.216
-8.216
-8.216
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Carvão Vapor
Gás Natural
0 1.646
520
0
0
122
520 1.768
0
-37
-2
0
0
0
518 1.731
-120 -1.288
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -1.150
-120
-137
0
0
0
0
0
0
0
0
398
443
0
0
398
443
111
0
0
0
6
0
0
0
0
0
71
0
71
0
0
0
0
0
0
0
210
443
0
20
17
3
30
0
0
1
43
0
69
126
23
71
4
0
2
114
13
0
9
109
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia
Hidráulica
0 1.704
0
0
0
0
0 1.704
0
0
0
0
0
0
0 1.704
0 -1.704
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0 -1.684
0
-20
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Lenha
1.787
0
1
1.788
0
0
0
1.788
-47
0
0
0
0
0
-9
-2
-37
0
0
0
1.740
0
1.740
0
409
7
0
946
0
0
0
0
0
379
0
0
0
0
0
38
117
0
75
115
33
0
0
Produtos
da cana
17
0
0
17
0
0
0
17
-4
0
0
0
0
0
0
0
0
-4
0
0
13
4
9
9
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Energia Primária
Total
Outras
Fontes Primárias
1.186
6.340
0
8.667
0
192
1.186 15.199
0
-37
0
-2
0
0
1.186 15.160
-596 -11.975
0 -8.216
0
0
0
0
0
0
0
0
-31 -2.873
-19
-298
0
-37
0
-4
-547
-547
0
0
590
3.184
0
4
590
3.180
0
120
0
409
0
13
0
0
0
946
0
71
0
71
0
0
0
0
0
0
590
1.622
0
20
0
20
0
30
0
1
0
43
0
234
249
461
0
4
196
387
144
272
0
151
0
0
0
0
Óleo Diesel
0
73
-18
55
-1.627
0
0
-1.572
4.036
4.059
0
0
0
0
0
-24
0
0
0
0
2.463
0
2.463
3
0
14
9
3
2.369
2.335
28
0
5
65
0
1
0
18
0
3
13
0
0
0
29
0
0
Óleo
Combustível
0
0
86
86
-132
0
0
-45
167
197
0
0
0
0
-30
0
0
0
0
0
122
0
122
4
0
2
0
0
0
0
0
0
0
116
0
3
0
0
0
5
31
7
23
2
45
0
0
Gasolina
0
0
17
17
-9
0
0
8
1.538
1.538
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1.546
0
1.546
0
0
0
0
0
1.546
1.541
0
6
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
GLP
0
195
80
275
-151
0
0
124
384
384
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
507
0
507
0
414
25
1
1
0
0
0
0
0
66
1
0
0
1
2
3
10
3
1
0
46
0
0
Nafta
0
1.702
40
1.743
0
0
0
1.743
796
796
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.539
2.539
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Querosene
0
0
-2
-2
0
0
0
-2
139
139
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
136
0
136
0
1
1
0
0
135
0
0
135
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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Coque de
Carvão Mineral
Gás de Cidade
e de Coqueria
Urânio
U3O8
Carvão
Metalúrgico
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0
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0
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FONTES DE ENERGIA SECUNDÁRIA
Urânio
contido no UO2
FONTES DE ENERGIA PRIMÁRIA
0
752
0
752
-88
0
0
664
1.904
0
0
0
0
0
1.810
94
0
0
0
-336
2.232
0
2.232
25
591
376
168
267
4
0
4
0
0
800
5
80
18
8
119
90
171
14
26
3
267
0
0
Eletricidade
BALANÇO ENERGÉTICO 2010
do Rio Grande do Sul
Carvão
Vegetal
0
0
0
0
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0
0
0
26
0
0
0
0
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0
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26
0
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21
5
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Álcool Etílico Anidro
e Hidratado*
0
442
0
442
-337
0
0
105
461
0
0
0
0
0
0
0
0
3
458
0
567
0
567
0
0
1
0
0
562
561
1
0
0
3
0
0
0
1
0
0
1
0
0
0
1
0
0
Outras Secundárias
de Petróleo
0
0
6
6
0
0
0
6
-6
203
0
0
0
0
0
0
0
0
-209
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
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0
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0
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0
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Produtos Não Energéticos
do Petróleo
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0
189
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189
337
337
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0
0
0
0
0
0
0
0
0
526
526
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0
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0
0
0
unidade: mil tep
Energia Secundária
Total
0
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209
3.563
-2.343
0
0
1.220
9.781
7.653
0
0
0
0
1.780
70
26
3
249
-336
10.665
3.065
7.601
32
1.027
424
179
271
4.617
4.437
34
140
6
1.051
6
84
18
28
122
100
225
24
50
6
388
0
-1
Energia Total
6.340
12.021
401
18.762
-2.380
-2
0
16.380
-2.195
-564
0
0
0
0
-1.093
-228
-11
-1
-297
-336
13.850
3.069
10.781
152
1.435
437
179
1.217
4.688
4.508
34
140
6
2.672
26
104
47
28
165
334
686
28
437
278
539
0
-1
Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Tabela G.3 - BERS 2010 em Mil Tep
1
8
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Alcatrão
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Balanço Energético do Rio Grande do Sul 2011 - ano base 2010
Relação de Gráficos, Tabelas, Figuras e Mapas
Gráfico
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Natália Weber
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