Nº 55 - abr./maio/jun. de 2011 - ANO XII
Associação de Deficientes Visuais e Amigos
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Energia solar:
uma fonte que
não se esgota
Profissão p. 10
Bruno Covas:
um parceiro público
Parceiros p. 6
Pedro Calado
Pedro só não pode
dirigir um carro
Arquivo pessoal
Ecoconvivência p. 9
É assim que me sinto face aos
acontecimentos que envolvem a
Lei de Cotas e a contratação de
pessoas com deficiência. Idealizada
e criada para dar a essas pessoas a
oportunidade de acesso ao trabalho
e, consequentemente, à plena
cidadania, a Lei Federal nº 8.213/91
tem sido manipulada, tornando-se
instrumento de acomodação.
De um lado, alguns empresários,
que não acreditam na capacidade
produtiva de pessoas com
deficiência, contratam, remuneram,
mas não exigem o efetivo trabalho.
De outro lado, aproveitando-se
desse privilégio, pessoas com
deficiência que se sujeitam a tal
situação e não lutam pelo direito
de mostrar sua competência profissional, passando uma imagem que
apenas contribui para acentuar a
descrença dos empregadores.
Emprestar o nome a diversas
empresas em troca de um salário-mínimo pago por cada uma delas
pode ser momentaneamente
que tem se mostrado eficaz e
extremamente importante para
alavancar a contratação de pessoas
com deficiência, fazendo voltar o
feitiço contra o feiticeiro.
Em contrapartida, deve-se
parabenizar os empregadores e
empregados que estão cumprindo,
de forma digna e honesta, a Lei
de Cotas. Merecem elogios,
merecem ser imitados, merecem
ser conhecidos e anunciados aos
quatro ventos.
A ADEVA conta com a
colaboração deles para que orientem
e alertem os demais sobre a
necessidade do cumprimento correto
da Lei de Cotas, o que, com certeza,
trará ganhos efetivos para toda a
sociedade.
Arquivo pessoal
Angustiado,
preocupado,
envergonhado...
vantajoso, mas não é
correto nem benéfico.
Ao contrário, pode munir
de forma perigosa todos
os que, desde o início,
esperam que a Lei seja
ignorada, ou até mesmo
revogada.
Sabemos que existem
exemplos de pessoas com deficiência
que conseguiram um lugar no
mercado de trabalho, lá nos anos
1960 e 1970, quando não se pensava
em qualquer ação incentivando o
aproveitamento dessa mão de obra,
e que ainda permanecem atuando
com êxito.
Esse honroso contingente
também se sente atropelado por
atitudes que só fazem jogar fora
os frutos que germinaram com
esforço, dedicação e competência
por acreditarem na importância do
trabalho para o ser humano.
É preciso, e urgentemente,
conscientizar a todos que a
conquista do respeito e da
admiração da sociedade só
acontecerá se pensamentos e
atitudes forem mudados, evitando
o “querer levar vantagem em
tudo”, utilizando-se para isso
até da própria deficiência. Essas
vantagens passageiras podem
colocar em risco todo um trabalho
Por Francisco Carlos Alves Batista,
coordenador dos cursos de
informática da ADEVA
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Lei de Cotas: bem ou mal?
“Sem dúvida, foi por meio dela que pude
mostrar que sou capaz de trabalhar e ser uma
profissional como qualquer outra pessoa, mas não
sou totalmente a favor. Gostaria que todos tivessem
as mesmas chances no mercado de trabalho e que
as pessoas ocupassem uma vaga de trabalho não
por sua condição física, nem por sua cor, etc.,
mas por seu preparo e capacidade para exercer
uma função. E que as empresas se envolvessem
mais no processo. Às vezes, a primeira iniciativa
delas é apenas cumprir a Lei; a preocupação com
a infraestrutura e as ferramentas necessárias para
o desempenho adequado da função vem só depois
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da contratação e, em algumas, essas providências
nem sequer são tomadas posteriormente. Em 2006,
fui contratada pela CPM Braxis, multinacional de
Tecnologia da Informação (TI), após um período de
capacitação na ADEVA. Muitas portas se abriram,
adquiri experiência e conhecimento. Novas oportunidades no mercado de TI surgiram e, para melhorar
minha capacidade produtiva, busquei formação
acadêmica e cursos de especialização voltados para
essa área. Hoje, atuo como programadora júnior
em uma das maiores empresas financeiras do país.”
Marianna Maester Oliveira (22)
é formada em análise e desenvolvimento
de sistemas da informação
Um talento e 1001 proveitos
Arquivo pessoal
Reynaldo atua de técnico de futebol a presidente se o negócio é solidariedade
Preparar as pessoas com deficiência para a sociedade e fazer com que a
sociedade entendesse essas pessoas foi o que motivou o químico e administrador de empresas Reynaldo Aversa Barsuglia a se aproximar da ADEVA.
“Conheci a Sandra Maciel, fundadora e atual vice-presidente da entidade,
por meio de amigos comuns e me apaixonei por ela e pelo ideal da Associação.
Então, começamos a trabalhar juntos. Nos primeiros anos, as pessoas com
deficiência visual chegavam até nós pela propaganda boca a boca. Muitos
tinham pouca ou nenhuma instrução formal e as famílias, desconhecendo
suas possibilidades, os mantinham totalmente alheios ao que acontecia
fora de casa”, lembra. “Então, começamos a prepará-los para a escola, para
o esporte, o trabalho e para o mundo”. O resultado foi gratificante. Vários
completaram o ensino superior, aprenderam outros idiomas e alguns se
tornaram empresários.
Nessa época, Reynaldo era o que fosse preciso – o administrador, o
contador, o diretor, o promotor de eventos. Ao lado da Marizia, sua esposa,
organizou bingos e jantares para arrecadação de fundos, que permitiram
até a compra de um apartamento na rua Brigadeiro Tobias, centro de São
Paulo, incorporado ao patrimônio da ADEVA.
A paixão pelo futebol desde a infância, que o fez torcedor do São Paulo,
traçou seu caminho até o Centro de Apoio ao Deficiente Visual (Cadevi),
outra entidade onde trabalhou. Foi técnico de futebol de salão, numa época
(anos 1980) em que esse esporte estava começando a ser praticado por
pessoas cegas. “Não participamos nem vencemos grandes torneios, mas
aprendemos muito e tivemos momentos inesquecíveis de alegria, lazer e
companheirismo”, relembra.
Com a Marizia, Reynaldo se dedica também ao Lar São José, uma creche para
crianças carentes, no bairro do Jabaquara, fundado há 53 anos. “Trabalhamos
lá há 35 anos e, atualmente, sou o presidente.”
Toda essa disponibilidade para ajudar aprendeu com os pais, Armando
Barsuglia e Stela Aversa Barsuglia, já falecidos. “Lá no Jabaquara, onde fui
criado, um bairro que estava se formando, sempre se estava pronto para
oferecer o primeiro almoço, disponibilizar energia elétrica ou água para um
novo morador”, relata. Nascido na capital paulista, em 7 de
março de 1942, Reynaldo e Marizia têm dois filhos, o Reynaldo
Júnior e o Fábio, duas noras, a Maria Lúcia e a Paula, e quatro
netos, a Marcela, o Renato, a Isabela e a Ana.
Hoje, mesmo afastado, “deixei a ADEVA no momento
em que ela já estava perfeitamente estruturada, com
grandes conquistas e com pessoas maravilhosas, como o
Markiano”, sempre que podem, a esposa e ele participam
das atividades promovidas pela entidade. “O tempo de
convívio com pessoas com deficiência visual foi de
aprendizado, principalmente pela capacidade que
eles demonstram para superar obstáculos.”
Por Lúcia Nascimento,
jornalista
Jogo rápido com
Reynaldo Aversa
Barsuglia
Signo: Peixes.
Cor: Azul.
Hobby: Futebol.
Um filme: Um Homem,
Uma Mulher (1966, do
diretor Claude Lelouch).
Um livro: 1984, de
George Orwell.
Um estilo de música: Samba.
Uma música: Till, de
Tom Jones, tocada
pelo Ray Conniff.
Cantora preferida: Alcione.
Cantor: Roberto Carlos.
Sobre a deficiência: Superação.
Religião: Católico.
Deus: A vida.
Amigos: Tudo de bom.
Amor: O mais puro
dos sentimentos.
Esporte preferido: Futebol.
Time de coração:
São Paulo Futebol Clube.
Família: O caminho mais
certo para a realização.
Um sonho: Tudo o
que eu crio, eu acabo realizando.
O que fazer para viver
melhor? Ter saúde.
Uma frase: Adorei
ser entrevistado
para o Conviva.
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Um espetáculo
O grupo ComoCanto, formado por 13 cantores acompanhados de flauta e violão, se
apresentou para os alunos, funcionários e convidados da ADEVA no último dia 25 de
março. O espetáculo “1958, uma manhã brasileira” uniu canto e o gesto cênico, marca
registrada desse grupo, que já atua há 15 anos tendo a música popular brasileira como
fonte inspiradora das suas montagens.
Uma gincana
Nos próximos meses de agosto,
setembro e outubro, acontece a
Primeira Gincana Cultural Louis Braille,
promovida pela Sociedade Amigos da
Biblioteca Braille, do Centro Cultural
São Paulo.
Os envelopes com as provas para
cada equipe inscrita serão entregues
dia 30 de julho e o evento se encerra
dia 29 de outubro.
A ADEVA, representada pela equipe
Golfinhos, é uma das entidades participantes.
Acompanhe a ADEVA!
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Um jantar
Reserve esta data – 23 de
novembro de 2011, 19h30,
Bar Brahma, av. São João, 677,
Centro. Jantar em comemoração
aos 33 anos da ADEVA, com
show de Jair Rodrigues.
Shutterstock
Sistema
insuperável
Pontos de Luz
Uma sovela, uma simples brincadeira...
Da longa estrada, fecha-se a porteira!
Trevas e espinhos circundam sonhos,
mãos inocentes roçam olhos tristonhos.
Ver, não ver... conviver e remover
para que todos possam renascer!
Deve haver uma brecha, uma sobra!
Crava os pés no chão, a alma se redobra!
Medir montanhas... Nunca! Escalar!
Assim, deixa o menino o doce lar!
Os sonhos ditam a dança dos dedinhos,
pontos reluzem, abrindo caminhos.
Seis pontinhos multiplicam cultura,
bendito Braille, celestial criatura!
Pão repartido, pontos de luz,
brilha, ressalta a força de Jesus.
Luz, Louis Braille, baile
para sempre o braille,
para que a pessoa cega não se cale.
A luz de Braille nos deu a solução!
Louis Braille, duzentos anos de inclusão!
Homenagem ao criador do sistema
braille, comemorado em todo o
território nacional no dia 8 de abril.
Zenaide Elias (2009)
A leitura tátil possibilita
uma experiência pessoal
e única de apreensão do mundo
Em 1825, Louis Braille presenteou o mundo com um
sistema de escrita e leitura tátil que utiliza 6 pontos
em relevo e possibilita a formação de 63 símbolos
diferentes que representam as letras do alfabeto, as
vogais acentuadas, os sinais de pontuação, os numerais,
símbolos matemáticos, químicos, de informática e as
notas musicais.
O sistema braille foi adotado no Brasil a partir de
1854, graças aos esforços de José Álvares de Azevedo,
um jovem cego brasileiro que o havia aprendido na
França. Para homenageá-lo, comemora-se o Dia Nacional
do Braille no dia 8 de abril, data do seu nascimento.
Apesar do progresso tecnológico da informática,
que permite às pessoas com deficiência visual acesso
rápido e atualizado à informação, o sistema braille ainda
representa recurso indispensável para sua formação
educacional, cultural e profissional.
Isso porque “ouvir não alfabetiza” e apenas a
leitura, seja tátil ou visual, favorece a compreensão
do conteúdo intrínseco e subliminar das palavras,
das sentenças, dos parágrafos.
Estudo da Federação Nacional de Cegos, dos EUA,
reproduzido em blog da revista Super Interessante
(27 mar. 2009), constata que pessoas que aprendem
e utilizam o braille acabam por ter uma formação
acadêmica avançada, enquanto as outras param mais
cedo de estudar e têm mais dificuldade de encontrar
um emprego.
A ADEVA oferece cursos de braille em seu Centro
de Treinamento, à rua São Samuel, 174, Vila Mariana.
Para mais informações, ligue: 5084-6695 / 6693.
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O mesmo caminho do avô,
mas com estilo próprio
Deputado Bruno Covas pratica uma política voltada também para as minorias
Charan Filho, foram se estreitando e possibilitando o
conhecimento e a compreensão sobre o trabalho sensível,
responsável e bem conduzido que pratica, de extrema
importância para a sociedade, ao colaborar para a inclusão
do deficiente visual no mercado de trabalho, preparando-o
para o pleno exercício da cidadania”.
Pedro Calado
Bruno Covas, secretário estadual do Meio Ambiente,
nasceu em Santos. Veio para São Paulo para cursar o ensino
médio e morou no Palácio dos Bandeirantes de 1995 até a
morte do seu avô, o ex-governador Mário Covas, em 2001.
Desde cedo, estava claro o caminho a seguir. A decisão de
se tornar político foi um desejo, uma escolha pessoal. “Claro
que ser neto de Mário Covas me fez gostar e conhecer a
política, que considero uma luta diária, uma busca constante
para diminuir as diferenças sociais, um projeto de vida”,
destaca Bruno Covas.
Já no primeiro mandato destacou-se como parlamentar e
liderança jovem. À época, tinha 26 anos. E o reconhecimento
público resultou em reeleição e na expressiva votação que
teve – 239.150 votos – no pleito de 2010. Foi ainda escolhido
como o parlamentar mais atuante nos últimos quatro anos,
segundo a ONG Voto Consciente, e assumiu a Secretaria
do Meio Ambiente no atual governo de Geraldo Alckmin.
Seu desempenho no legislativo paulista se caracteriza por
um mandato participativo com a presença da população. Em
seu currículo, entre muitas outras iniciativas, está a lei que
estendeu a Virada Cultural a todo o estado de São Paulo.
Em 2009, o deputado Bruno Covas apresentou projeto
de lei que resultou, para a ADEVA, no título de utilidade
pública estadual. O contato inicial com a associação aconteceu
ainda na campanha para o primeiro mandato, em fevereiro
de 2006, e deu continuidade ao apoio que, por diversas
vezes, Mário Covas manifestou à ADEVA.
Segundo ele, desde então, “as relações com a ADEVA,
brilhantemente representada por seu presidente, Markiano
Covas é o
secretário mais
jovem no atual
governo paulista
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Porque navegar é preciso
Para ganhar os usuários, navegadores ajustam-se aos padrões do W3C
Muito provavelmente, os jovens
vem ganhando mercado rapidamente.
É nessa corrida pelo usuário de
internautas não imaginam que a
navegação pela internet foi feita, um
computador que, em março deste
dia, por programas muito simples, que
ano, a Microsoft lançou a versão 9.0
mostravam somente textos, sem ser
do Internet Explorer. Para não ficar para
possível visualizar imagens, gráficos,
trás, a Mozilla também lançou a versão
fotos e muito menos vídeos.
4.0 do seu não menos popular Firefox
Naqueles primórdios, usava-se o
e promete que ele será um ponto de
navegador (também conhecido como
referência. As versões seguintes, que
browser) Lynx, que rodava no Unix,
devem ser lançadas a cada quatro meses,
um sistema operacional semelhante
seguirão sua estrutura. Essa estratégia
ao MS-DOS, ou seja, os comandos
pretende fazer face ao Google Chrome
são digitados em uma
que,
rapidamente,
linha de comando
vem
roubando
quota
Quem dá mais?
(prompt). Digo “são” Internet Explorer, de mercado. Já a
porque o Unix, embora
Microsoft, ano após
Mozilla Firefox,
já não seja tão usado,
ano, vem perdendo
Opera,
Safari
ou
ainda não morreu para
mercado para seus
muitos administradores
Google Chrome? c o n c o r r e n t e s ,
de internet.
especialmente para
Foi em setembro de
o Firefox e para o
1993 que o navegador NCSA Mosaic
Chrome. Em 2004, o navegador da
chegou para marcar uma nova era.
Microsoft reinava absoluto, presente
Embora tenha surgido para o Unix,
em 95% dos computadores do planeta.
tornou-se popular na plataforma
Passados sete anos, roda em meros
Windows, sendo o primeiro browser
45% das máquinas.
gráfico a se popularizar. Logo em
Certamente, nossos leitores estarão
seguida, seu idealizador deixou a NCSA
perguntando: quais as diferenças entre
e fundou a Netscape Communications
eles? Qual é o melhor?
Corporation, que, em outubro de
É muito difícil responder a essas e
1994, lançou um dos mais famosos
a outras perguntas. O que se busca
navegadores da internet, o Navigator,
em um browser é desempenho na
popularmente chamado de Netscape.
navegação e facilidade no uso
Não demorou a Microsoft perceber
das ferramentas que, de
que estava ficando para trás nesse
certo modo, não
mercado. Então, às pressas, comprou
diferem
da Splyglass o navegador que se
muito
transformou no programa mais usado,
o Internet Explorer, dando início assim
à guerra dos browsers, que tem se
acirrado cada vez mais.
Como o Internet Explorer foi
embutido no Windows, não foi difícil
superar a Netscape, que, sem outra
saída, abriu seu código em 1998,
lançando as bases do que viria a ser o
maior concorrente do Internet Explorer,
o Mozilla Firefox, da Mozilla Foundation,
em 2004. Muitos outros browsers foram
lançados, como o Opera, da Opera
Software, o Safari, da Apple, e, mais
recentemente, o Google Chrome, que
de um produto para outro. Uma das
grandes brigas está na velocidade de
carregamento das páginas. O Internet
Explorer sempre foi considerado o mais
lento, fator que melhorou significativamente na última versão. Contudo,
o Firefox 4 é cerca de três vezes mais
rápido que a versão anterior. Suporta
HTML5, CSS3, filmes em HD, está
preparado para a tecnologia touch,
dentre outros recursos moderníssimos.
Já o novo navegador da Microsoft
trouxe implementações que, se
não são percebidas pelos usuários
comuns, podem, no futuro, trazer
inúmeras facilidades para os leitores
de tela. Páginas de internet que
seguem os padrões do World Wide
Web Consortium (W3C), entidade
responsável por disseminar melhores
práticas de criação de websites, inclusive
as recomendações de acessibilidade,
são mais facilmente encontradas por
mecanismos de busca, mais leves,
economizam tráfego na rede, exigem
menos manutenção, além de serem
acessíveis às tecnologias assistivas.
Contudo, para usufruírem desses
benefícios, precisam ser “lidas” por
navegadores também estruturados
segundo padrões do W3C. Não era o
caso do Internet Explorer até a versão
8. A nova versão somente roda no
Vista e no Windows7, deixando uma
gente que ainda prefere o XP a “ver
navios”. De qualquer maneira, o grande
beneficiado com toda essa disputa são
os usuários que, cada vez mais, veem
as alternativas serem aumentadas.
Por Laercio Sant’Anna,
analista de sistemas da Prodam
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http://comaudiodescricao.blogspot.com
Filmes, programas e comerciais de TV, peças de teatro, espetáculos de dança e outras produções brasileiras com audiodescrição
podem ser encontrados neste blog. A produção das listas é
colaborativa e constantemente atualizada. Para participar, envie
sua contribuição para o e-mail: [email protected]
www.arede.inf.br/inclusao
A revista mensal ARede desvenda, desde 2005, o mundo digital
em favor da inclusão social. É distribuída gratuitamente a centros
de acesso coletivo, como telecentros, infocentros, bibliotecas
e escolas, e na página inicial do site que a hospeda traz uma
agenda nacional de eventos e notícias sempre atualizadíssimos.
http://sustentabilidadedevida.
blogspot.com
Compartilhar ideias, ações e projetos favoráveis à preservação
de atitudes e comportamentos, que promovam uma vida solidária e pacífica entre os homens. Esta é a proposta de Cláudia
Martin, responsável por este blog, um ambiente criado para a
reflexão sobre a condição humana atual.
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ERRATA: Na edição 54, informamos [...] que os veículos de
hoje, com motor a combustão interna, possuem o mesmo
tipo de propulsão dos modelos desenvolvidos no século 18.
O correto é [...] dos modelos desenvolvidos no século 19.
O sol é para todos
A energia solar é limpa, renovável e se difunde democraticamente pelo planeta
camente. Já o aproveitamento da
energia fotovoltaica ainda é caro e
pouco competitivo com as demais
fontes de energia. Ainda assim, nas
últimas duas décadas, seu uso teve
um crescimento anual mundial entre
20% e 25%, graças a incentivos
governamentais, aumento da
eficiência dos painéis solares (células
fotoelétricas), economia de escala
e a consequente queda no preço
dos painéis e dos demais equipamentos. Os arquitetos também
podem contribuir para consolidar o
uso da energia solar criando projetos
que valorizem a luz do sol e que
aproveitem mais os raios solares
para a calefação.
Projetos Inovadores
Na Espanha, uma grande usina
solar usa uma tecnologia interessante.
Grandes espelhos direcionam a luz
do sol para aquecer a água, que se
transforma em vapor e move turbinas,
gerando energia elétrica.
O suíço Bertrand Piccard idealizou
e já testou o Solar Impulse, um
avião movido exclusivamente a
energia solar. Piccard pretende
fazer uma viagem ao redor do
mundo em 2012. Outra volta ao
mundo acontecerá ainda em 2011,
em um barco solar desenvolvido
na Alemanha, um catamarã de 30
metros de comprimento, o maior
barco movido a energia fotovoltaica
do mundo.
Aliás, Amyr Klink, na sua primeira
travessia do oceano Atlântico, a
bordo do Parati, precisou apenas de
dois grupos de baterias, que eram
carregadas por painéis solares, para
fazer funcionar durante 100 dias seus
equipamentos eletroeletrônicos:
radiotransmissor,
calculadora,
gravador, receptor, dois carregadores
para os rádios VHF, iluminação da
bússola e luzes de emergência.
“Mesmo nos dias nublados, o
rendimento, com a simples claridade
do dia, era surpreendente, e,
sobretudo, quando havia mormaço,
acompanhava pelo miliamperímetro
o incrível aumento de rendimento.
Estava com dois painéis, quando, na
verdade, necessitaria apenas de meio
para suprir minhas necessidades”,
Klink registrou no livro Cem dias
entre céu e mar.
Com as usinas nucleares em
cheque devido ao acidente no Japão e
com a crescente demanda por energia
limpa e renovável, investir nessa área
é um excelente negócio. Os chineses,
atentos a essa tendência, se tornaram
os maiores fabricantes de placas
solares e de turbinas eólicas.
Será uma péssima decisão
estratégica se o Brasil desconsiderar
todo esse potencial existente aqui.
Por Sidney Tobias de Souza,
analista de sistemas da Prodam
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9
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Moramos em um país tropical,
abençoado por Deus, bonito
por natureza e onde o sol brilha
intensamente o ano inteiro. Tanto
é que um estudo do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe) e da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC) concluiu que o
valor da irradiação solar média no país
é de 5,0 kWh/m²dia, praticamente
igual ao valor máximo observado
na Europa, ou seja, a nossa média
é igual ao melhor dia de sol deles.
Não é à toa que dizem em Londres:
“Tomara que o verão deste ano seja
como o do ano passado que caiu
num domingo”.
Mas, infelizmente, o Brasil não
faz pleno uso desse recurso natural.
Eu me recordo que, alguns anos
atrás, em férias, na cidade baiana de
Porto Seguro, houve um apagão. Na
pousada onde eu estava nada mudou,
pois eles dispunham de células
fotovoltaicas, que transformam a
energia solar em energia elétrica,
iluminando os apartamentos,
aquecendo a água dos chuveiros etc.
Usando esse tipo de células,
nossas casas podem ser, não só
consumidoras, mas produtoras de
eletricidade. Imagine produção de
energia sem ruídos, descentralizada
e, por isso, menos vulnerável aos
apagões. Ótimo, não acham?
A tecnologia para um aquecedor
solar é simples e viável economi-
Ser mecânico de
carros é possível
Primeiro, o espanto;
depois, a surpresa;
e, finalmente, a satisfação
Pedro também
usa as mãos como
ferramenta
É assim que muitos clientes reagem ao entregarem seus carros aos
cuidados de Pedro Fernando Melchert de Carvalho e Silva, mecânico
há 27 anos. Isso porque ele é cego. Para Pedro, o que para muitos
pode parecer difícil, é totalmente possível. Como sempre gostou
de carros, ele afirma que nunca teve dificuldades. “A parte que eu
mais gosto é do motor, mas da mecânica de um carro eu faço tudo:
suspensão, transmissão, embreagem e tenho noção da parte elétrica”,
conta. “Muitas vezes, os colegas utilizam uma lâmpada para encontrar
defeitos que não dá para ver. Com a mão, eu encontro”, explica. “Minha
única limitação é que não posso testar os carros. Se pudesse, talvez
descobrisse um barulho estranho de maneira mais fácil”, lamenta.
Na oficina onde trabalha ele não tem um espaço ou ferramentas
adaptados, “mas as que eu uso são só minhas”, ele esclarece. E também
não tem nenhuma imunidade – é cobrado como todo e qualquer
funcionário.
Aprendendo na prática
Pedro trabalha na Zelão Car Serviços Automotivos, na Vila Mariana,
centro de São Paulo. Começou em 1984, em uma oficina no bairro
do Sumaré, onde recebeu as primeiras noções sobre mecânica “do
senhor Jefferson, o dono”. “Logo de início, peguei um motor de um
Fusca para tirar um vazamento de óleo, que eu pensava que era fácil,
mas foi a coisa mais difícil do mundo. Por mais que eu arrumasse,
sempre vazava de novo”, lembra. “O sr. Jefferson desmontou todo o
motor e me mostrou peça por peça, além de explicar, com detalhes,
para que elas serviam. Se não vazar em três meses, você fez direito, ele
me disse.” Com o passar do tempo, foi assumindo serviços maiores
e mais responsabilidades, como a de conferir e organizar todas as
ferramentas no final do dia. “Nós só íamos embora quando estivesse
tudo arrumado”, recorda.
Daí em diante, trabalhou em outras oficinas, até em uma autorizada
da Volkswagen, onde fez vários cursos de especialização.
Entre a história e a mecãnica
Nascido em São Paulo, em 28 de janeiro de 1960, Pedro tem seis
irmãos, dois deles com deficiência visual. Perdeu a visão aos três
anos vítima de um glaucoma congênito. Com 7 anos, na tentativa
de consertar um radinho de pilha, desmontou, ou melhor, destruiu
o aparelho! A experiência, embora mal-sucedida, foi um aprendizado
para outras com gravadores e fitas cassetes, além de lhe ter dado
a oportunidade de trabalhar na fábrica do irmão, onde montava
caixas de som.
Pedro estudou em escolas regulares da rede pública por opção da
mãe, mas aprendeu a ler e escrever em Braille. Começou a faculdade
de História na Universidade de São Paulo (USP), mas não terminou
o curso. A paixão pelos carros falou mais alto e ele decidiu seguir a
carreira de mecânico.
O que mais lhe fascina nessa profissão é solucionar os problemas
dos carros que ninguém consegue resolver. “Me sinto realizado na
profissão que escolhi, e sou muito caprichoso em tudo o que faço.”
Para as pessoas com deficiência visual que desejam vencer profissionalmente como ele uma dica: “se você gosta do que faz, não tenha
medo de errar, mas procure sempre fazer perfeito”.
Por Lúcia Nascimento,
jornalista
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Clube escolar paraolímpico
www.portuguesa.com.br/galeria
Projetos de iniciação esportiva miram a Paraolimpíada de 2016
Clube Escolar oferece iniciação esportiva a partir dos 6 anos
Nas edições anteriores, esta seção
tem informado sobre o contexto
histórico e funcional de algumas
modalidades paraolímpicas praticadas
por pessoas com deficiência visual.
Neste número, fazemos uma pausa
nesse tema para falarmos sobre o Clube
Escolar Paraolímpico, projeto criado
pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
(CPB) em 2010, com o objetivo de
promover o desenvolvimento e dar
apoio a entidades que trabalham com
iniciação esportiva para crianças e jovens
estudantes deficientes físicos, visuais
ou intelectuais, na faixa etária de 6 a
20 anos.
Na 1ª edição, foram contemplados 19
projetos, com a oferta de R$ 60.000,00
para cada um, provenientes da Lei
nº 10.264/2001, a Lei Agnelo Piva,
que serviram para a contratação de
profissionais, a aquisição de materiais
e divulgação, entre outras ações.
Em 2011, o número de projetos
contemplados aumentou para 21, os
valores disponibilizados foram mantidos
e a expectativa é que a quantidade de
jovens a serem atendidos seja duplicada.
O CPB espera que o Clube Escolar
atinja 1.300 crianças e jovens. Foram
renovados 12 projetos do ano anterior
e mais nove iniciantes.
São Paulo foi o estado que teve o
maior número de projetos aprovados
(sete no total), com destaque para o
Cesec, da Capital, e a Apadv, de São
Bernardo do Campo, que são novos e
desenvolvem treinamentos esportivos
para pessoas com deficiência visual.
Segundo o Coordenador de Projetos
da Apadv, Renato Robertes, a associação
é pioneira na região do Grande ABC
e trabalha com modalidades paradesportivas e paraolímpicas desde 2007.
A entidade ainda tem vagas disponíveis
no seu Clube Escolar, nas seguintes
modalidades: atletismo, futebol de cinco,
goalball e natação. Mais informações
estão disponíveis no site <www.
apadvsbc.org.br>.
O grande foco para a criação do
Clube Escolar Paraolímpico são as
Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em
2016. Mas essa ação já tem efeitos
extremamente positivos. Nos Jogos
Escolares Paraolímpicos, realizados
em 2010, na cidade de São Paulo, 800
pessoas participaram e, para este ano,
acredita-se que essa quantidade possa
ser duplicada. Os jogos acontecem de
26 a 31 de agosto, novamente em São
Paulo, e espera-se a participação de
todos os estados do Brasil. Em 2010,
21 estados, mais o Distrito Federal,
estavam representados.
Por Ivan de Oliveira Freitas,
professor da Universidade de Guarulhos
e campeão mundial, tricampeão da
Copa América e tricampeão LatinoAmericano de futebol de cinco
Aqui tem um Clube Escolar
1. Centro de Treinamento Limeira
Paraolímpico (CTLP/SP);
2. Centro de Treinamento de Educação
Física Especial (Cetefe-Brasília/DF);
3. Instituto Benjamin Constant (Rio de
Janeiro/RJ);
4. Associação Niteroiense dos Deficientes
Físicos (Andf-Niterói/RJ);
5. Centro Esportivo para Pessoas Especiais
(Cepe-Joinville/SC);
6. Associação dos Deficientes Físicos de
Uberaba (Adefu-Uberaba/MG);
7. Associação dos Deficientes Físicos do
Paraná (ADFP-Curitiba/PR);
8. Associação Paraolímpica de Paranaguá
(APP-Paranaguá/PR);
9. Club de Regatas Vasco da Gama (CRVGRio de Janeiro/RJ);
10. Clube Regatas Bandeirante (CRB-São
Paulo/SP);
11. Rondônia Clube Paraolímpico (RCPPorto Velho/RO);
12. Associação de Equoterapia do Estado
do Rio de Janeiro (Aeterj-Rio de Janeiro/RJ);
13. Jundiaí Clube (Jundiaí/SP);
14. Centro de Emancipação Social e
Esportiva de Cegos (Cesec-São Paulo/SP);
15. Clube de Regatas Aldo Luz (CralFlorianópolis/SC);
16. Fundação Orsa (FO-Barueri/SP);
17. Associação dos Deficientes Físicos de
Santos (Adfisa-Santos/SP);
18. Sociedade Amigos do Deficiente Físico
do Rio Grande do Norte (Sadef-Natal/RN);
19. Associação Capixaba Paraolímpica de
Desporto (ACPD-Vitória/ES);
20. Clube Desportivo para Deficientes
de Uberlândia (CDDU-Uberlândia/MG);
21. Associação de Pais, Amigos e
Deficientes Visuais de São Bernardo do
Campo (Apadv-SBC/SP).
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11
Um dedo de trova
Ser Mãe
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.
A origem fica explicada:
nasceu tão pequeno, tão...
que a mãe dele, horrorizada,
Ao vê-lo gritou: “Ah, não!”
Elton Carvalho
Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!
Ser mãe - é zombar da fome,
nos olhos mantendo o brilho,
ao ver o pão que não come
matando a fome do filho!
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
luz que lhe põe nos olhos novo brilho!
Pedro Ornelas
Eu vi minha mãe rezando
aos pés da Virgem Maria.
Era uma santa escutando
o que outra santa dizia.
Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!
Barreto Coutinho
Coelho Neto
O SOBERANO
estilo.uol.com.br
Divulgação
Por Lothar Antenor Bazanella, analista de sistemas da Prodam
Documentário nacional que conta as vitórias
do São Paulo Futebol Clube no Campeonato
Brasileiro de 1977, 1986, 1991, 2006, 2007
e 2008. Tem depoimentos emocionados e
apaixonados de ex-técnicos – Rubens Minelli
e Muricy Ramalho – e de craques, como
Careca, Raí e Rogério Ceni. Direção: Maurício
Arruda e Carlos Nader. DVD para locação.
ESPAÇO PERFUME
Este museu, mantido pelo Boticário, tem um
acervo que percorre mais de cinco mil anos de
história do perfume, com núcleos interativos
que permitem sentir aromas, escutar jingles e
assistir a vídeos sobre o universo da perfumaria.
Localizado à r. Dr. Emílio Ribas, 110, Perdizes, tem
elevador e banheiro adaptados, piso podotátil,
mapa tátil, legendas em braille e audioguia com
audiodescrição. Terça, quarta e sábado, das
10h às 18h; quinta, das 10h às 20h; e
domingo, das 12h às 18h. Grátis.
O MUNDO MÁGICO DE ESCHER
O artista gráfico Maurits Cornelis Escher (18981972) brinca com nossas certezas visuais em suas
gravuras e desenhos. Perspectiva, ilusão de ótica,
as três dimensões são recursos que ele usa para
mostrar o mundo de uma forma diferente da que se
está acostumado a ver. Centro Cultural Banco
do Brasil (CCBB), à r. Álvares Penteado, 112,
Centro. Até 17 de julho, das 9h às 20h, de
terça a domingo. Grátis.
ultimosegundo.ig.com.br
EXPEDIENTE: Jornalista responsável: Liane Constantino (MTb 15.185). Colaboradores: Celso de Oliveira, Ivan de Oliveira Freitas, Laercio Sant’Anna,
Lothar Antenor Bazanella, Lúcia Nascimento (MTb 29.273), Markiano Charan Filho, Sandra Maciel, Sidney Tobias de Souza. Correspondência:
rua Brig. Tobias, 247, cj. 1.116, Santa Ifigênia, CEP 01032-000 - São Paulo (SP) - telefones: 11 5084-6693 / 5084-6695 - fax: 11 5084-6298 - e-mail:
[email protected] - site: /www.adeva.org.br. Editoração: Fernanda Lorenzo. Revisão: Célia Aparecida Ferreira. Fotolitos e Impressão: cortesia
Garilli Artes Gráficas Ltda. - tel.: 11 2696-3288 - e-mail: [email protected] Tiragem: 1.000 exemplares. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA.
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Energia solar: uma fonte que não se esgota - Adeva