XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. GESTÃO PARTICIPATIVA DE PROJETOS: ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES ABORDANDO PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO RURAL Luis Ribeiro Vilela Filho (UNICAMP) [email protected] Nilson Antonio Modesto Arraes (UNICAMP) [email protected] Esta pesquisa decorreu de uma demanda apresentada pelo ITESP Instituto de Terras do Estado de São Paulo, órgão estadual que presta assistência aos assentamentos de reforma agrária sob sua responsabilidade, com base na Resolução CONAMA 3877/2006 que regulamenta o processo de licenciamento ambiental de assentamentos rurais. Esta resolução estabelece que, para fins de regularização da situação ambiental dos projetos de assentamentos em implantação ou implantados até dezembro de 2003, deve-se apresentar o PRA - Plano de Recuperação do Assentamento ou o RAS - Relatório Ambiental Simplificado, os quais devem ser elaborados por equipe multidisciplinar composta por profissionais com habilitações que envolvam os campos dos meios físico, biótico e socioeconômico, além da participação efetiva do(s) representante(s) dos assentados a serem beneficiados pelo projeto. No Estado de São Paulo existem 117 assentamentos de reforma agrária que necessitam do PRA, que deve ser elaborado por equipe multidisciplinar e com a participação dos assentados, implicando na gestão participativa do PRA e de seus programas, tanto na fase de planejamento, quanto na fase de execução e controle. No entanto, os profissionais do ITESP possuem pouca experiência na adoção destas práticas para elaboração de estudos ambientais, carecendo de metodologias participativas. Esta carência deu origem ao projeto de pesquisa “Desenvolvimento de Metodologias Participativas para a Elaboração dos Estudos requeridos nos Processos de Licenciamento de Assentamentos Rurais”. Como parte deste projeto de pesquisa, este trabalho tem o objetivo de fazer um balanço do conhecimento científico sobre gestão participativa de projetos, em especial sobre metodologias participativas aplicadas a projetos ambientais de assentamentos rurais. A pesquisa é de natureza exploratória, baseada em pesquisa bibliográfica. Sua finalidade é fazer um diagnóstico do conhecimento existente - no caso sobre metodologias participativas aplicadas a projetos ambientais de assentamentos rurais - com vistas a avaliar a necessidade (ou não) do desenvolver tal metodologia ou, caso já exista, adequá-la às demandas XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. do ITESP. Como pesquisa do “estado do conhecimento”, procura-se entender o enfoque que os pesquisadores colocam no trabalho que desenvolvem, elencando categorias distintas e criando outros enfoques que esclareçam possíveis lacunas pertinentes à produção do conhecimento. Foram analisados doze trabalhos que foram agrupados em dois subtemas: o primeiro com trabalhos que tiveram como objetivo analisar a efetividade dos métodos de planejamento utilizados em projetos de assentament Palavras-chaves: Gestão de projetos, participação, estado do conhecimento 2 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 1 – Introdução Este trabalho tem como tema a Gestão (ou gerência) de Projetos. Dentro da estrutura de áreas de conhecimento da CAPES, este tema está situado na área de Engenharia de Produção (2º nível), na sub-área de Gerência do Projeto e do Produto (3º nível). Junto às áreas de conhecimento da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO), o tema está inserido na área Gestão do Conhecimento Organizacional, sub-área Gestão de Projetos. Esta pesquisa decorreu de uma demanda apresentada pelo ITESP – Instituto de Terras do Estado de São Paulo, órgão estadual que presta assistência aos assentamentos de reforma agrária sob sua responsabilidade, a qual é contextualizada a seguir. A obrigatoriedade de obtenção de licenciamento ambiental para projetos agrícolas e criações, incluindo-se projetos de assentamentos rurais, passou a ser prevista pela Resolução CONAMA 237/97, que estabeleceu também a efetivação do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental. Em 2001, o CONAMA editou a Resolução 289 que regulamentou o processo de licenciamento ambiental de assentamentos rurais, tornando-o obrigatório e condicionando a criação dos novos assentamentos à sua obtenção (SILVA, 2008). Com o intuito de flexibilizar e agilizar o processo de obtenção de licenciamento ambiental dos assentamentos, a Resolução 289/2001 foi revisada, dando origem à Resolução CONAMA 387/2006, atualmente em vigor (INCRA, 2010). Em seu artigo 8º, esta resolução estabelece que, para os projetos em implantação ou implantados até dezembro de 2003, deve-se obter a LIO – Licença de Instalação e Operação, para fins de regularização da situação ambiental destes assentamentos, mediante a apresentação do PRA – Plano de Recuperação do Assentamento ou o RAS – Relatório Ambiental Simplificado. Conforme especificado no Anexo V da Resolução CONAMA 387/2006, a elaboração do PRA deverá contemplar os seguintes itens: 1 – Ser elaborado por equipe multidisciplinar composta por profissionais com habilitações que envolvam os campos dos meios físico, biótico e socioeconômico, além da participação efetiva do(s) representante(s) dos assentados a serem beneficiados pelo projeto; 2 – Identificação do projeto de assentamento; 3 – Diagnóstico da área de assentamento; 4 – Descrição dos impactos socioeconômicos e ambientais; 5 – Apresentação de medidas mitigadoras para o assentamento; 6 – Termo de compromisso. As medidas mitigadoras previstas no item 5 são: 5.1 – O Plano de Recuperação do Assentamento se materializa na forma de programas temáticos e/ou apresentação de ações e medidas mitigadoras, identificadas com os assentados e sintonizadas com a situação constatada no diagnóstico, bem como com um cronograma de execução (físico-financeiro, incluindo os parceiros co-responsáveis por ação). Deverão, se for o caso, serem apresentadas ações relativas à: 5.1.1 Restauração de Áreas de Preservação Permanente e Recuperação de Reserva Legal e sua averbação. 3 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 5.1.2 Conservação dos Solos e da Água e Recuperação de Áreas Degradadas. 5.1.3 Sustentabilidade dos sistemas produtivos; 5.1.4 Identificação e utilização das áreas de sensibilidade ambiental, voçorocas e áreas degradadas. A partir da vigência dessa nova legislação, o ITESP se mobilizou para criar um Grupo de Gestão Ambiental que passou a coordenar os estudos necessários para a obtenção da licença ambiental dos novos assentamentos. Para os novos assentamentos, as famílias ainda não foram assentadas, dificultando a realização dos estudos ambientais de forma participativa, e os estudos ambientais são fundamentados nas informações do Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA), tornando-os “estudos de escritório”. Porém, no Estado de São Paulo existem 117 assentamentos de reforma agrária criados até dezembro de 2003 sob responsabilidade do ITESP (PINE, 2010). Estes assentamentos resultaram num passivo ambiental para o ITESP, permanecendo irregulares, ou seja, sem licença ambiental. Para estes casos é necessária a elaboração do PRA, com equipe multidisciplinar e com a participação dos assentados, implicando na gestão participativa do PRA e de seus programas, tanto na fase de planejamento, quanto na fase de execução e controle. Especificamente na fase de planejamento, (GANDIN, 2001) destaca que a abordagem participativa possibilita a intervenção em uma dada situação a fim de transformála e construí-la a partir da distribuição do poder de decisão entre todos que participam da instituição, grupo ou movimento, envolvidos em tal situação. No entanto, os profissionais do ITESP, apesar de possuírem vasto conhecimento em práticas participativas, possuem pouca experiência na adoção destas práticas para elaboração de estudos ambientais, carecendo de metodologias participativas para a elaboração de PRA´s. Esta carência deu origem ao projeto de pesquisa “Desenvolvimento de Metodologias Participativas para a Elaboração dos Estudos requeridos nos Processos de Licenciamento de Assentamentos Rurais”. Como parte deste projeto de pesquisa, este trabalho tem o objetivo de fazer um balanço do conhecimento científico sobre gestão participativa de projetos, em especial sobre metodologias participativas aplicadas a projetos ambientais de assentamentos rurais. 2 – Revisão Bibliográfica Na ausência de outros trabalhos que tenham almejado o mesmo objetivo deste, ou seja, avaliar o estado da arte da gestão participativa de projetos, a revisão bibliográfica deste trabalho foi orientada para: (a) apresentar as intenções, as dificuldades e um breve histórico da adoção de práticas participativas em projetos de desenvolvimento rural e; (b) explicitar a estrutura de projeto, em suas fases constitutivas, para a quais se busca incorporar as práticas participativas. 2.1 – Práticas Participativas A utilização de práticas participativas como base metodológica de projetos tem sido amplamente adotada e têm crescido as publicações científicas com enfoque no desenvolvimento rural. Essa tendência se tornou mais evidente a partir das décadas de 1980 e 90 quando os métodos tradicionais de pesquisa adotados em períodos anteriores, baseados na transferência de tecnologias e na ausência de participação dos supostos beneficiários, tornaram-se pouco eficazes e deram lugar a outras estratégias, com conceitos mais participativos, visando maior 4 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. participação dos beneficiários e consequentemente maior aproximação das suas necessidades e realidades (VERDEJO, 2006). Segundo FASSAERT (2000), com as mudanças ocorridas a partir desse período, foram realizados diversos trabalhos com emprego de metodologias participativas, que variavam de nome de acordo com seus objetivos, como DRR – Diagnóstico Rural Rápido; Diagnóstico Rural com Enfoque de Gênero; Investigação-Ação Participativa, DRP – Diagnóstico Rural Participativo, entre outros, mas que apesar das diferentes nomenclaturas, todas têm em comum a participação das pessoas no processo de levantamento de suas necessidades e nas tomadas de decisões sobre as ações para enfrentá-las. Nesse sentido, Masson (2004) ressalta que quando se fala em participação como componente para o desenvolvimento da comunidade, deve-se considerar que é um processo educativo e como tal requer uma pedagogia de interferência na realidade, considerando as diferentes individualidades. Ao agente externo caberá conhecer as formas de participação expressas na realidade, servindo de interlocutor na reflexão entre o que existe na realidade para mantê-la passiva ou ativa, qualificando-a no sentido de potencializá-la para transformação. Dessa forma, a participação da comunidade será tanto mais efetiva quanto mais informada, capacitada e mobilizada estiver. No entanto, Kliksberg (1999), citado Abegão (2004), alerta para alguns aspectos relativos à participação que podem comprometer sua efetividade. Estes aspectos incluem-se no que o autor chama de “resistências às práticas participativas”. Entre eles, estão o “eficientismo curto-prazista” e o “reducionismo economicista”. Nestes casos o autor aponta que o processo participativo é encarado apenas no que diz respeito ao acréscimo nos custos e no tempo de execução, desconsiderando-se ganhos adicionais provenientes dos efeitos indiretos gerados pela participação, como a melhoria da auto-estima e a autonomia da comunidade. Outros aspectos apontados pelo autor dizem respeito à “tendência à manipulação da comunidade” e o “problema do poder”, que estão relacionados ao exercício de poder sobre as comunidades fragilizadas, que são manipuladas por este poder para que o status quo seja mantido, sendo a prática clientelista, a expressão mais comum deste abuso de poder. Por fim, Kliksberg (1999) ressalta a “subestima dos pobres” que, supostamente por apresentarem uma debilidade educativa e cultural, são incapazes de participar de processos de planejamento, gestão, acompanhamento e avaliação das ações sociais. No entanto, normalmente essas comunidades têm todos os elementos constituintes do capital social, ou seja, valores partilhados, cultura, tradições, saber acumulado, redes de solidariedade, entre outros. Para Abegão (2004), a solução ou redução destes problemas apontados por Kliksberg (1999) está relacionada à adoção de uma gestão participativa que garanta o envolvimento dos beneficiários, desde o processo de planejamento, passando pela implementação, acompanhamento, avaliação e até a autogestão dos projetos num momento futuro, isso, desde que a aplicação dessas práticas valorize a dialogicidade do processo para que as decisões sejam democráticas. Só assim a aplicação dessas técnicas e métodos participativos poderão garantir por si só que as decisões sejam realmente coletivas, caso contrário, as decisões não serão democráticas e estarão sujeitas à manipulação pelos poderes e ideologias pré-existentes. Outro aspecto que deve ser ressaltado é que, se por um lado, as técnicas participativas proporcionam a participação das pessoas no processo de levantamento dos seus problemas e na tomada de decisões sobre as ações necessárias para saná-los, por outro, pode apresentar resultados nem sempre condizentes com a proposta metodológica. 5 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Nesse sentido, Suassuna (2004) ressalta que atualmente tem ocorrido uma grande popularização no uso de metodologias participativas, mas que por vezes, são utilizadas mais por um “modismo” do que pelos seus princípios, levando muitas vezes a uma desconstrução dos princípios da metodologia. Por esta razão, a autora enfatiza que a utilização de metodologias participativas não só depende das técnicas em si, mas de uma integração, das técnicas, dos princípios e de grupos mediadores comprometidos. A relevância dos aspectos mencionados pelos autores supracitados também se reflete nas publicações de outros autores, entre eles, Klausmeyer e Ramalho (1995); Alencar e Gomes (1998); Fassaert (2000) e Pereira (2001), onde é ressaltada a importância do cumprimento dos princípios que norteiam essas metodologias para que se possam alcançar os objetivos propostos nos projetos. Um método que tem sido largamente utilizado nos projetos que adotam as técnicas participativas é o Diagnóstico Rural Participativo – DRP, nele as pessoas pensam sistematicamente em seus problemas e os compartilham com os agentes mediadores, e em conjunto, todos pensam nas possíveis opções para enfrentá-los. Esse conhecimento é gerado por meio de várias formas participativas como mapeamentos, entrevistas, diagramas, travessias, análises de gênero, entrevistas, calendários sazonais e matrizes (VERDEJO, 2006). De acordo com Chambers e Guijt (1995), o DRP pode ser descrito como um conjunto de enfoques e métodos para permitir que a população local partilhe, aperfeiçoe e analise seus conhecimentos sobre sua vida e condições, com o fim de planejar e agir, e isso lhes proporcionam uma transformação nos antigos papéis de dependência na medida em que são reconhecidos como analistas, planejadores e organizadores ativos. No Brasil, a importância da participação das comunidades locais nos levantamentos de seus problemas e soluções, assim como o impacto de programas e projetos de desenvolvimento, ganhou ainda mais notoriedade a partir da publicação, no ano de 2004, da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – PNATER, por parte da Secretaria de Agricultura Familiar – SAF, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA. Entre suas orientações metodológicas estão: “[...] a adoção de metodologias participativas e uma pedagogia construtivista e humanista, tendo como ponto de partida a realidade e o conhecimento local. Isso se traduz, na prática, pela animação e facilitação de processos coletivos capazes de resgatar a história, identificar problemas, estabelecer prioridades e planejar ações para alcançar soluções compatíveis com os interesses, necessidades e possibilidades dos protagonistas envolvidos [...] deverão ser privilegiadas atividades de pesquisa-ação participativas, investigação-ação participante e outras metodologias e técnicas que contemplem o protagonismo dos beneficiários e o papel de agricultoresexperimentadores, bem como novas estratégias de geração e socialização de conhecimentos e de mobilização comunitária que possibilitem a participação de agricultores e demais públicos da extensão como agentes do desenvolvimento rural sustentável” (BRASIL, 2004). O fato de as publicações científicas que tratam desse tema terem crescido nas últimas décadas, aliado à inclusão da participação como orientação metodológica de políticas públicas, refletem a relevância que os estudos com essa abordagem temática têm alcançado. 2.2 – Estrutura de projeto A estrutura dos projetos foi estabelecida a partir da contribuição de duas fontes: do Planejamento de Projetos Orientado por Objetivos (ZOPP), da Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e o Project Management Body of Knowledge (PMBoK) da Project Management Institute (PMI). 6 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Para o PMBoK, os processos de gerenciamento de um projeto são: de iniciação, de planejamento, de execução, de monitoramento e controle e de encerramento, conforme Figura 1. Figura 1: Processos de Gerenciamento de Projetos. (Fonte: PMI, 2004). Para o ZOOP, cujo foco é o processo de planejamento, pode-se dividir este processo em duas etapas: a etapa de análise da situação ou de diagnóstico e a etapa específica de planejamento, a qual, quando isolada do diagnóstico, também pode ser chamada de programação. A Figura 2 ilustra as etapas do método ZOOP. Figura 2: Etapas do Método ZOOP (Fonte: Minguillo, s/d) Considerados os processos do PMBoK e, no processo de planejamento, as etapas do ZOOP, destaca-se que as técnicas de DRP aplicam-se na etapa de diagnóstico, ou seja, na etapa onde a situação é problematizada, suas causas identificadas e, para saná-las, alternativas de solução são analisadas e a alternativa de solução escolhida passa a ser o objetivo do projeto. A fase de programação, na qual são estabelecidas as ações para a implementação da solução, seus tempos, recursos e custos, não é prioridade entre as técnicas de DRP. 7 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. 3 – Metodologia A pesquisa é de natureza exploratória, baseada em pesquisa bibliográfica. Sua finalidade é fazer um diagnóstico do conhecimento existente – no caso sobre metodologias participativas aplicadas a projetos ambientais de assentamentos rurais – com vistas a avaliar a necessidade (ou não) do desenvolver tal metodologia ou, caso já exista, adequá-la às demandas do ITESP. Como pesquisa do “estado do conhecimento”, procura-se entender o enfoque que os pesquisadores colocam no trabalho que desenvolvem, elencando categorias distintas e criando outros enfoques que esclareçam possíveis lacunas pertinentes à produção do conhecimento (VASCO e ZAKRZEVSKI, 2010). 3.1 – Procedimento de coleta Para o levantamento dos trabalhos relacionados com o tema, será utilizado o Gloogle Acadêmico, disponível em http://scholar.google.com.br/, conciliando-se os termos Gestão Participativa de Projetos, Licenciamento Ambiental de Assentamentos e Planejamento Participativo. Esta busca tem um caráter mais genérico, com o intuito de identificar periódicos, eventos científicos e programas de pós-graduação em que houvesse maior concentração de trabalhos de pesquisa publicados com essa temática. Identificados os eventos e os periódicos, foram analisados anais e volumes de outros anos, em busca por outros artigos. Procedimento semelhante foi adotado em relação aos programas de pós-graduação. Devido à heterogeneidade de procedência das publicações, não foi adotado um recorte temporal específico para as buscas. 3.2 – Procedimento de análise Os trabalhos selecionados foram agrupados por subtemas que guardassem alguma proximidade e dentro dos subtemas procurou-se reagrupar aqueles que guardavam semelhança quanto às comunidades onde o trabalho foi desenvolvido. Com isso buscou-se identificar semelhanças e complementaridades quanto aos objetivos e metodologias, e em decorrência, identificar possíveis lacunas e entraves teóricos/metodológicos entre estes itens, e apontar aspectos que possam carecer de estudos futuros. 4 – Resultados e Discussão A aplicação dos procedimentos de coleta possibilitaram a identificação de doze trabalhos, sendo oito publicados em eventos científicos, três em periódicos e uma dissertação. Todos os trabalhos tiveram como aspecto comum algum tipo de abordagem de práticas participativas. Dessa forma, foram agrupados em dois subtemas: o primeiro com trabalhos que tiveram como objetivo analisar a efetividade dos métodos de planejamento utilizados em projetos de assentamentos rurais, e o segundo com trabalhos que objetivaram aplicar técnicas participativas no seu desenvolvimento, resultando em três trabalhos no primeiro subtema e nove no segundo, como apresentado nas tabelas abaixo. Título Autor A utilização de metodologias de diagnóstico e planejamento participativo SOUZA, Murilo Mendonça em assentamentos rurais: o Diagnóstico Rural/Rápido Participativo (DRP) Oliveira Importância da participação nos métodos de planejamento do PEREIRA, Cloviomar Cararine; desenvolvimento de assentamentos rurais PEIXOTO, Marcus Investigação de metodologia de planejamento participativo em PATRICIO, Patrícia Cartes assentamentos de reforma agrária no Estado do Paraná Tabela 1 - Subtema: Efetividade dos métodos de planejamento utilizados em projetos de assentamentos rurais 8 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Título Planejamento participativo da produção de leite no assentamento curral de Pedra em Montevidiu do Norte - GO Uma experiência de planejamento participativo: o caso do assentamento Jerusalém/Taipu - RN Considerações preliminares acerca de uma experiência de planejamento ambiental participativo no assentamento rural Primavera – Pontal do Paranapanema/SP Diagnóstico Rápido Participativo dos sistemas de produção num assentamento de reforma agrária em região de Cerrado na bacia do Alto Xingu Seleção de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas em propriedades rurais na Amazônia Oriental:uso de abordagem participativa Planejamento participativo em projeto de pesquisa em comunidades de agricultores familiares no norte de Minas Diagnóstico Rural Participativo nos municípios de Nova Friburgo e Santa Maria Madalena, na região serrana do Rio de Janeiro A utilização do Diagnóstico Participativo na avaliação de um projeto de governo: uma análise crítica Autor CAMARGO, Mariel Fernanda; MATOS, Jorge Luiz OLIVEIRA, Edmundo Sinedino DE MACEDO, Carina Regina; BARONE, Luís Antonio; ARENALES, Amanda WEISSHEIMER, Cristiany; DE SOUSA, Osvaldo Luís; RAMOS, Maria E. P. Leite; DE ASSIS, Renato Linhares; CAMPOLIN, Adalgisa Inês; FEIDEN, Alberto SILVA E SILVA, Paula Vanessa; MATTOS; Marli Maria; BRIENZA JUNIOR, Silvio; MOREIRA, Aninha Melo CORREIA, José Roberto VILLA, Ester Bullich GOMES, Ednilson Pereira; CHAIMSOHN, Francisco Paulo; MIRANDA, Gil Maria; MIRANDA, Márcio; RIBEIRO, Maria de Fátima dos Santos Diagnóstico Rápido Participativo dos problemas ambientais da Colônia Z3 CALDERAN, Vanessa; de pescadores em Pelotas – RS OLIVEIRA, José F.; WINKLERSOSINSK; Lilian T. Tabela 2 - Subtema: Uso de técnicas participativas como metodologia de pesquisa Os três trabalhos agrupados no primeiro subtema focaram projetos de assentamentos rurais como objetos de estudo. No primeiro o autor se propôs a comparar os métodos de planejamento de desenvolvimento de assentamentos rurais, utilizados pelo INCRA, baseados nas metodologias do IICA – Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola; do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Em síntese o autor concluiu que as três metodologias apontam alguma preocupação com a participação dos assentados no processo de elaboração do diagnóstico, mas sem descrever como a participação deveria ser operacionalizada nas etapas do PDA – Plano de Desenvolvimento do Assentamento, e sugere a possibilidade da utilização de metodologias como o DRP. No entanto, não aprofunda o assunto. No segundo trabalho, a autora se propõe a identificar e avaliar elementos que propiciem a assimilação e uso de metodologias participativas de planejamento pelos agricultores assentados, que permitam reforçar uma prática científica que promova a democratização do conhecimento por meio da aplicação destas técnicas e conhecimentos científicos. Em suas conclusões, a autora ressalta que a importância do processo participativo baseia-se no entendimento de que a efetivação de um planejamento deva se dar pela apropriação dos atores envolvidos no processo de elaboração do mesmo, e para tanto, eles devem se enxergar no produto final deste planejamento e a única forma de possibilitar tal apropriação, e emancipação, é garantindo a participação efetiva destes atores em cada fase do processo. E no terceiro trabalho, o autor se propôs a compreender e analisar as técnicas de DRP utilizadas nos planos de desenvolvimento de dois assentamentos rurais. Para isso, fez uma 9 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. narrativa de como ocorreu a realização das técnicas, utilizando-se de referenciais teóricos como subsídio à narrativa. O autor conclui ressaltando que as metodologias participativas em comunidades rurais não devem ser aplicadas “de cima para baixo”, sendo importante a participação ativa das pessoas envolvidas no planejamento de sua própria existência e que, nesse sentido, as técnicas de DRP têm muito a contribuir. Entre os nove trabalhos agrupados no segundo subtema, quatro foram desenvolvidos em assentamentos rurais. Outros quatro focaram comunidades de agricultores familiares como objeto de estudo e um foi desenvolvido em uma colônia de pescadores. Dos quatro trabalhos desenvolvidos em assentamentos rurais, três deram enfoque ao desenvolvimento da produção dos assentamentos e um focou o diagnóstico ambiental. Entre os quatro trabalhos que abordaram comunidades de agricultores familiares, o enfoque foi bastante heterogêneo. Um teve como objetivo a identificação dos perfis dos agricultores e potenciais de enquadramento no PRONAF Florestal; outro objetivou o planejamento das atividades de um projeto de produção agrícola de bases ecológicas; o objetivo do terceiro foi implementar unidades de recuperação de áreas degradadas em propriedades agrícolas familiares e o último teve como objetivo a avaliação de um projeto de implantação de comunidades rurais com o intuito de subsidiar sua ampliação. Já no trabalho desenvolvido na colônia de pescadores, o objetivo foi explorar a percepção dos moradores sobre os problemas ambientais encontrados na comunidade. Com relação às metodologias, todos indicaram a adoção de metodologia participativa para alcançar os objetivos propostos. Apesar disso, houve certa variação de terminologias como uso de pesquisa participativa, uso de metodologia participativa e aplicação de DRP, prevalecendo esta última, que foi adotada em seis dos nove trabalhos. Houve grande variação entre os trabalhos quanto à adoção de técnicas como oficinas de sensibilização, aplicação de questionários, reuniões de diagnóstico, caminhadas transversais, calendário sazonal e diagrama de Venn. Porém não houve indicativos da adoção de roteiros ou procedimentos metodológicos para a aplicação destas técnicas. Quanto aos resultados, todos apontaram a obtenção de êxito em relação aos objetivos propostos, atribuídos à adoção da metodologia participativa. 5- Conclusões Partindo-se de uma demanda social baseada em projetos temáticos com base metodológica participativa, este trabalho buscou fazer uma pesquisa de base exploratória sobre este tema amparado em referenciais bibliográficos e em análises de trabalhos publicados que se propuseram a adotar esta metodologia no seu desenvolvimento. Os referenciais bibliográficos mostraram que, se por um lado a significativa difusão do uso dos enfoques participativos nas últimas décadas trouxe aspectos positivos, de outro, trouxe também aspectos negativos, em geral, associados ao descumprimento dos princípios que norteiam essas metodologias. Chambers (1994) já alertava que os rótulos de DRP estavam encobrindo práticas muito distintas, isso por que órgãos que adotavam estas metodologias caracterizavam inadequadamente seu trabalho por meio do desenvolvimento de ações inspiradas em princípios e/ou com uso de ferramentas próprias destas abordagens. É possível fazer uma analogia destes aspectos apontados por Chambers há quase duas décadas atrás, aos trabalhos desenvolvidos recentemente, como é o caso dos que foram aqui analisados, e, considerando-se a tendência ao uso preferencial do DRP como metodologia. 10 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. Levando-se em consideração que o DRP possui bases flexíveis que podem ser adaptadas às características do projeto e à realidade local, associadas às preocupações conceituais quanto às formas de participação (ABEGÃO, 2004; MASSON, 2004), tanto por parte dos facilitadores quanto por parte dos beneficiários, certamente serão grandes as chances dos resultados não serem condizentes com a proposta metodológica. Tais aspectos são perceptíveis nos trabalhos analisados que se propuseram a aplicar uma metodologia participativa para desenvolvimento da pesquisa, tanto pela variabilidade na adoção de técnicas quanto pela falta de descrição dos procedimentos metodológicos. O que se viu na realidade foi a aplicação de um conhecimento prévio, no caso uma técnica, que ao final gerou resultados, mas que não podem ser considerados como uma nova pesquisa desenvolvida, pois não geraram novos conhecimentos científicos, resultando em um projeto com caráter de consultoria, o que não condiz com a proposta metodológica. Isso limita a pensar a metodologia como a simples aplicação de métodos e técnicas. Mas, como observa Pinto (1987), ela vai mais além. Há que se ter um plano com a seqüência de procedimentos, que inclui as técnicas e instrumentos, deve-se ter uma relação com o objeto que se vai trabalhar e ainda tem que gerar conhecimento, para que assim se possam identificar as melhores técnicas para uma determinada situação. Quanto aos trabalhos que se propuseram a analisar a efetividade dos métodos de planejamento utilizados em projetos de assentamentos rurais há unanimidade nos resultados quanto à viabilidade de se aplicar técnicas participativas, desde que se garanta a efetiva participação dos atores sociais envolvidos, observação esta, compartilhada pelos autores referenciados neste trabalho. É notório que, pelo caráter analítico, estes trabalhos trazem uma contribuição relevante para as pesquisas sobre o tema, no entanto, carecem de maior aprofundamento no que tange as questões relativas às preocupações quanto à efetividade dos resultados estar vinculada a efetiva participação dos atores sociais envolvidos. Porém, a questão que se põe é: como materializar essa premissa? Segundo Abegão (2004), a consecução dessa efetiva participação, necessariamente passa por uma gestão participativa de projetos sociais que viabilize a escolha de técnicas e métodos participativos que auxiliem desde a realização de diagnóstico do contexto em questão, passando pela identificação e priorização dos possíveis problemas, pela escolha e análise das alternativas, pela programação e intervenção até a gestão e avaliação das ações. No entanto há que se ressaltar que é imprescindível que os gestores sejam suficientemente capazes de adotar as técnicas e implementar procedimentos metodológicos que permitam que cada ator social tenha claro o seu papel dentro do processo. Partido dessa premissa é possível vislumbrar um amplo horizonte com perspectivas de exploração para novas pesquisas envolvendo metodologias participativas com ênfase ao desenvolvimento de roteiros metodológicos, traduzidos na operacionalização das atividades que compõem a gestão participativa de projetos. 6 – Bibliografia ABEGÃO, L. H. A gestão participativa de projetos sociais. Revista Virtual de Gestão de iniciativas Sociais. out. 2003. ALENCAR, E. & GOMES, M. A. O. Metodologia de pesquisa social e diagnóstico participativo. Lavras: UFLA/FAEPE, 1998. BRASIL, MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Brasília, DF: SAF: DATER, 2004. 11 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. CALDERAN, V.; OLIVEIRA, J. F. & WINKLER-SOSINSK, L. T. Diagnóstico rápido participativo dos problemas ambientais da Colônia Z3 de pescadores em Pelotas, RS. XIX Congresso de Iniciação Científica; XII Encontro de Pós-Graduação Universidade Federal de Pelotas, Pelotas – RS, 2010. CAMARGO, M. F. & MATOS, J. L. Planejamento participativo da produção de leite no assentamento Curral de Pedra em Montevidiu do Norte – GO. Revista Brasileira de Agroecologia, Vol. 2 No. 2, out. 2007. CHAMBERS, R. Participatory Rural Appraisal (PRA): analysis of experience. World Development, Vol. 22, No. 9, p. 1253-1268, 1994. CHAMBERS, R. & GUITJ, I. DRP: después de cinco años, en qué estamos ahora? Bosques, Arboles y Comunidades Rurales, Ecuador, n. 26, p. 4-15, 1995. CORREIA, J. R.; FRANZ, C. A. B.; VILELA, M. F.; LIMA, H. C.; SANO, S. M.; MEDEIROS, M. B.; CARRARA, A. A.; BUSTAMANTE, P. G.; MACHADO, C. T. T.; CAVECHIA, L. A.; FERNANDES, S. G. &LIMA V. V. F. Planejamento Participativo em projeto de pesquisa em comunidades de agricultores familiares no norte de Minas. IX Simpósio Nacional Cerrado – desafios e estratégias para o equilíbrio entre sociedade,agronegócio e recursos naturais. II Simpósio Internacional Savanas Tropicais, Brasília – DF, 12 a 17 out. 2008. FASSAERT, C. Diagnósticos participativos com enfoque de gênero. Agroflorestería em las Américas, v. 7, n.25, p.33-38, 2000. GANDIN, D. A posição do planejamento participativo entre as ferramentas de intervenção na realidade. Currículo sem Fronteiras, Vol. 1, No 1, p. 81-95, jan./jun. 2001. GOMES, E. P.; CHAIMSOHN, F. P.; MIRANDA, G. M.; MIRANDA, M. & RIBEIRO, M. F. S. A utilização do diagnóstico participativo na avaliação de um projeto de governo: uma análise crítica. XXXVII Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural/First SOBER/IAAE Joint Symposium, Foz do Iguaçu – PR, 1999. INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Disponível em www.incra.gov.br. Acesso em novembro de 2010. KLAUSMEYER, A. & RAMALHO, L. Introdução a metodologias participativas: um guia prático. Recife PE: SACTES-DED, 1995. KLIKSBERG, B. Seis Teses Nã0-Convencionais sobre Participação. In: Revista de Administração Pública, FGV, Rio de Janeiro – RJ, Vol. 33, No 3, mai./jun. 1999. MACEDO, C. R.; BARONE, L. A. & ARENALES, A. Considerações preliminares acerca de uma experiência de planejamento ambiental participativo no assentamento rural Primavera – Pontal do Paranapanema/SP. IV Jornada de Estudos em Assentamentos Rurais, Campinas – SP, 2009. MASSON, I. A gestão ambiental participativa: possibilidades e limites de um processo de múltiplas relações. Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 2004. MINGUILLO, M. Método ZOPP: planejamento de projeto orientado por objetivos. Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, s/d. OLIVEIRA, E. S. Uma experiência de planejamento participativo: o caso do assentamento Jerusalém/TaipuRN. Anais da XI Semana de Humanidades. Centro de Ciências Humanas Letras e Artes-CCHLA/Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, 2003. PATRICIO, P. C. Investigação de metodologia de planejamento participativo em assentamentos de reforma agrária no Estado do Paraná. Anais do II Seminário Nacional Sociologia e Política. Universidade Federal do Paraná/UFPR – Curitiba – PR. 2009. PEREIRA, J. R. Visões mediadoras e o papel dos Diagnósticos Participativos na organização de Assentamentos Rurais. Revista de Organizações Rurais e Agroindústrias, Lavras – MG, v. 3, n. 2, jul./dez. 2001. PMI. Um guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos. Project Management Institute, 2004. PINE, M. L. Plano de recuperação de assentamentos: desenvolvimento de metodologia participativa. PIBIC– Congresso Interno de Iniciação Científica da UNICAMP, 2010. 12 XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no Cenário Econômico Mundial Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011. PINTO, J. B. Planejamento participativo: rito ou prática de classe? Revista de Cultura, Rio de Janeiro, Vol. 81, No 1, p. 71-89, 1987. SILVA, R. P.; ARRAES, N. A. M. & VILELA FILHO, L. R. O processo de licenciamento ambiental em áreas de assentamento rural. XVI PIBIC – Congresso Interno de Iniciação Científica da UNICAMP, 2008. SILVA E SILVA, P. V.; MATTOS, M. M.; BRIENZA JÚNIOR, S. & MOREIRA, A. M. Seleção de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas em propriedades rurais na Amazônia Oriental: uso de abordagem participativa. VII CONGRESSO BRASILEIRO DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS. 2009, Luziânia – GO. SOUZA, M. M. O. A utilização de metodologias de diagnóstico e planejamento participativo em assentamentos rurais: o Diagnóstico Rural/Rápido Participativo (DRP). Em Extensão, Uberlândia, v. 8, n. 1, p. 34 - 47, jan./jul. 2009. SUASSUNA, C. M. Cultura local e metodologias participativas em assentamentos rurais: o caso de Brinco de Ouro. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da Universidade Federal de Viçosa – UFV, 2004. VASCO, A. P. & ZAKRZEVSKI, S. B. B. O Estado da Arte das pesquisas sobre percepção ambiental no Brasil. Perspectiva, Erechim. v.34, n.125, p. 17-28, mar. 2010. VERDEJO, M. E. Diagnóstico Rural Participativo: guia prático DRP. Revisão e adequação de Décio Cotrim e Ladjane Ramos. Brasília: MDA, Secretaria da Agricultura Familiar, 2006. VILLA, E. B. Diagnóstico participativo e enquadramento ao PRONAF Florestal de agricultores familiares, em duas regiões da Mata Atlântica, no Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UFRRJ, 2007. WEISSHEIMER, C.; SOUSA, O. L.; RAMOS, M. E. L., ASSIS, R. L.; CAMPOLIN, A. I. & FEIDEN, A. Diagnóstico Rápido Participativo dos sistemas de produção num assentamento de reforma agrária em região de Cerrado na bacia do Alto Xingu. Revista Brasileira de Agroecologia, Vol.2 No.2, out. 2007. 13