ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
PARA EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM AMBIENTE VIRTUAL DE
APRENDIZAGEM
TSUKAMOTO, Neide Mitiyo Shimazaki – PUCPR
[email protected]
ROMANOWSKI, Joana Paulin – PUCPR
[email protected]
Área Temática: Diversidade e Inclusão
Agência financiadora: não contou com financiamento
Resumo
Esta pesquisa tem o propósito de apresentar o estado da arte sobre a formação de professores
na educação inclusiva em ambiente virtual de aprendizagem, com orientações e indicativos
das fontes de pesquisas de uma universidade particular de grande porte, na cidade de Curitiba,
Paraná, vinculada ao tema proposto para a investigação na elaboração da dissertação do curso
de especialização “Stricto Sensu”. Nesse contexto, foram analisados os 180.000 (cento e
oitenta mil) trabalhos inscritos nos bancos de pesquisas da Scielo (Cientific Eletronic Library
Online). Essa biblioteca virtual disponibiliza as referências selecionadas em periódicos
científicos brasileiros, as revistas pesquisadas correspondem à área de Ciências Humanas que
permite acesso às publicações do Caderno da Cedes, do Caderno de pesquisa, na revista
Educação & Sociedade, Educação e Pesquisa e na Revista da Faculdade de Educação; além
dos periódicos da ANPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
– Revista Brasileira de Educação; do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) –
publicações a partir de 1999 – e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior), na perspectiva do procedimento metodológico estado da arte. Essa
metodologia, investigativa e descritiva, permite mapear os temas existentes e que subsidia o
pesquisador na elaboração de dados conclusivos para confirmar a autenticidade dos
propósitos da pesquisa e dos processos gerados. Os resultados foram poucos significativos,
obtidos a partir das palavras-chaves, da visão global para o refinamento específico do tema,
que constatou assuntos similares a partir do ano de 2007. Em vista da necessidade de formar
professores, seja para atender as determinações legais, seja para satisfazer os organismos
internacionais, a educação inclusiva já é uma realidade presente em todas as escolas
brasileiras, assim, o tema “a formação de professores para a educação inclusiva em ambientes
virtuais de aprendizagem” revela-se como área promissora de investigações.
6546
Palavras-chave: Formação de Professores; Estado da Arte; Ambientes virtuais de
aprendizagem; Educação Inclusiva.
Introdução
No cenário da sociedade mundial destaca-se um novo ideário: a busca de promover e
garantir a plena inclusão social das pessoas com deficiências, conduzida pelo crivo ética da
diversidade que exige uma ampla revisão dos elementos que regem a democracia.
Em meio a posicionamentos políticos que confrontam com representantes de
instituições educacionais alavanca-se um rol de propostas que constitui pauta, quase que
obrigatória, nas discussões políticas internacionais e, no Brasil, no que tange a educação.
Na retomada da trajetória da educação brasileira constata-se a marca de segregação
aos que fogem dos padrões de um ensino uniforme e conservador. Para reverter o impacto
dessa herança discriminatória da história da educação, o “Brasil tornou-se signatário de
documentos internacionais que definem a inserção incondicional de pessoas com deficiência
na sociedade” originando a chamada inclusão (VIVARTA, 2003, p. 18).
Além de ser o precursor, o Brasil expressa na Constituição Federal de 1988, a
eliminação de todas as formas de discriminação contra as pessoas com deficiência, e nos
meios educacionais essa intenção se ratifica na Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96, que
oficializa os princípios da educação inclusiva no Capítulo V, que diz respeito às pessoas com
necessidades educacionais especiais, representando a linha condutora à universalização do
acesso à escola pública gratuita a todos em todos os níveis e modalidades de ensino do
Sistema Brasileiro de Ensino (BRASIL, 1996).
Todavia, a força da legislação não tem sido suficiente para que a inclusão ocorra
conforme idealizada. A esse respeito, Mendes (2006, p.1) que defende
a tese de que temos de enfrentar o desafio de lidar com a contradição de uma
ideologia importada que representa um alinhamento ao modismo, mas que ao
mesmo tempo é um imperativo moral que pode ser uma das estratégias para
superar problemas crônicos da educação especial no país.
6547
Nesse sentido, um dos maiores impactos advém da escola do ensino regular, onde
todos os alunos com necessidades educacionais especiais estão inseridos, provocando
polêmica e polarização, sendo um dos argumentos recorrentes a proposição de que a se trata
de um novo paradigma que deverá alterar radicalmente a educação de crianças e jovens com
necessidades educacionais especiais na realidade brasileira
Bueno (2001, p: 23) comenta que o termo necessidades especiais educacionais
especiais abrange a todas as crianças, “independentemente de suas condições físicas,
emocionais, lingüísticas ou outras” e a escola deve acolher a todas.
Para tanto, o respeito à diversidade social e cultural dos alunos constitui um direito
legalmente estabelecido e a inclusão escolar ocorre ladeado de desafios para que a inclusão
se constitua numa realidade de fato.
Um dos desafios refere-se ao protagonista das questões educacionais: o professor.
Concebe-se que se o aluno tem direito a educação de qualidade é necessário que exista o
educador preparado para recebê-lo. Sob égide da legalidade demandam-se, de forma intensa,
pesquisas, discussões e críticas por parte dos estudiosos e pesquisadores educacionais, a fim
de esclarecer e apontar soluções para a baixa qualidade de ensino nos cursos de formação em
educação, as respostas oferecidas pelas as Universidades têm sido quase sempre ambíguas,
reticentes, insatisfatórias (DINIZ FERREIRA; MARTINS, 2002).
A educação inclusiva exige a formação de professores para essa perspectiva, capacitar
o professor do ensino regular para fazer frente à inclusão. Por este viés, Masetto (2002, p. 23)
afirma que
O professor, ao entrar na sala de aula para ensinar uma disciplina, não deixa de ser
um cidadão, alguém que faz parte de um povo, de uma nação [...] Ele tem uma
visão de homem, de mundo, de sociedade, de cultura e de educação que dirige suas
opções e suas ações mais ou menos conscientemente. Ele é um cidadão, um
“político”, alguém comprometido com seu tempo, sua civilização e sua
comunidade, e isso não desprega de sua pele no instante em que ele entra em sala
de aula. Pode até querer omitir esse aspecto em nome da ciência que deve
transmitir, e que, talvez ingenuamente, ainda entenda que possa fazê-lo de forma
neutra. Mas o professor continua cidadão e político e, como profissional da
docência, não poderá deixar de sê-lo.
6548
Para tanto, a presente pesquisa se propõe a estudar a formação do educador para
educação inclusiva, que consiste no processo educativo dos alunos com necessidades
educativas especiais e com deficiência na escola inclusiva desenvolvida em um ambiente
virtual de aprendizagem, fazendo um recorte das pesquisas publicadas nas revistas e sítios de
qualificação destacada, como Scielo: Caderno da Cedes, Caderno de pesquisa, Educação &
Sociedade, Educação e Pesquisa e Revista da Faculdade de Educação; ANPEd: Revista
Brasileira de Educação; Inep e Capes.
Sacardo e Sousa (2008, p.24) comentam que “a produção científica em qualquer área
de conhecimento, principalmente por meio de periódicos, possibilita identificar seu
desenvolvimento, evolução e impacto perante a comunidade científica”. De forma que as
produções científicas na área de educação especial constituem fontes de compreensão dos
impactos da proposta da educação inclusiva oficializada por meio da Lei de Diretrizes e Bases
(LDB) nº 9.394 de 1996.
Todavia, é importante considerar que os autores acima se referem a uma revista
específica da educação especial, que constituíram as bases das suas investigações e reflexões,
que não consta no ementário de fontes pesquisadas desse estudo, que considera a
determinação da LDB (9394/96) que entende a educação especial como uma modalidade da
educação em todos os níveis e modalidades de ensino do Sistema Brasileiro de Ensino
(BRASIL, 1996), portanto investigam-se os periódicos publicados em educação, com
finalidade de comprovar a originalidade da pesquisa proposta.
Considerações sobre a educação inclusiva e a formação de professores
A educação inclusiva é uma realidade presente no sistema de ensino público brasileiro.
Entretanto, a dificuldade crucial de se estabelecer a eficácia da Educação Inclusiva aponta
para o contexto do sistema educacional em acolher as diferenças e atender a diversidade
cultural.
Jannuzzi (2004) comenta que as dificuldades diante das diferenças são resultados de
processo histórico de segregação e discriminação que as pessoas perpetuam nos dias atuais,
mesmo com a modernização social, o que veio a diversificar mais a população escolar.
No caso do professor, alinhava-se à sua formação a escassez de informações e
conexões com os problemas advindos das desigualdades econômicas, sociais e culturais e um
6549
direcionamento de postura a superar as posições de resistências pessoais impostas pelos
paradigmas históricos, posições estudadas por Mendes (2006), Goés e Lacerda (2000), Pietro
(2003), entre outros.
Os desafios que se apresentam são contundentes quando se refere à necessidade de
facultar os conhecimentos que possam desencadear novas atitudes por partes dos professores,
para que estes possam desempenhar, responsável e satisfatoriamente, seu papel de agente
transformador da educação, no sentido proposto por Nóvoa (1992, p.109):
Educar significa instituir a integração dos educandos como agente em seu lugar
designado num conjunto social, do qual nem eles, nem seus educadores, têm
controle. Significa assegurar ao mesmo tempo a promoção desses mesmos
educandos e, portanto, de seus educadores, em atores de sua própria História
individual e da História coletiva em curso (NÓVOA, 1992, p.109).
Nesse contexto defende-se que o professor deve dar sentido e significado à sua ação.
No entanto, considera-se que o docente deve estar preparado
[...] para assumir novas perspectivas filosóficas, que contemplem visões inovadoras
de ensino e escola, aproveitando-se das amplas possibilidades comunicativas e
informativas das novas tecnologias, para a concretização de um ensino crítico e
transformador de qualidade. (KENSKI, 2006, p. 73)
Em conseqüência, aborda-se a escola dentro de uma perspectiva crítica e investigativa,
contemplada de forma a permitir a criação, a expressão de valores e conhecimentos.
Para tanto, as discussões de elementos circundantes a esse respeito, em destaque a
atuação do professor frente à nova abordagem da “escola para todos”, fato que denota a
análise das questões de formação docente que está condicionada à qualidade dos cursos de
formação inicial ou continuada.
Nesta pesquisa, optou-se investigar a formação continuada em ambiente virtual de
aprendizagem na apropriarão dos princípios norteadores da educação especial em contexto da
educação inclusiva, no âmbito do ensino regular, de forma que signifiquem, aos alunos com
necessidades educacionais especiais, avanços no processo de ensino e aprendizagem.
6550
O trabalho de qualificação dos professores, a princípio, cabe constitucionalmente ao
Ministério da Educação subsidiar e capacitar os gestores da educação nos municípios para a
implementação da educação inclusiva. A responsabilidade pelo projeto pedagógico é dos
estados e municípios, que consiste na fundamentação filosófica e técnico-científica, difusão
de conhecimento sobre a educação inclusiva e disseminação da política inclusiva.
Entretanto, os recursos da União não suprem a implementação da educação inclusiva,
em universo escolar marcado por múltiplas carências de recursos materiais (DUTRA APUD
VIVARTA, 2003: p. 64). O desafio maior consiste na revisão dos conceitos, de forma a
privilegiar a questão da diferença no processo de ensino aprendizagem.
Sartoretto (2003, p. 65) comenta a respeito à boa escola como aquela que cabem todos
os alunos com e sem deficiência e continua
[...] O papel do professor, como mediador é fundamental. Por isso, receitas de como
trabalhar numa turma que inclua alunos com deficiência não dão certo. São as
intervenções do professor, no momento correto, ora dando pistas [...] que irão
propiciar um verdadeiro aprendizado. Sem falar no acreditar nas possibilidades de
cada um [...] é o acreditar que faz com que o professor invista naquele aluno [...].
Nesse viés, numa escola inclusiva suscita a superação dos paradigmas da escola
tradicional e fazer silêncio é substituído pela interação e trocas; o trabalho individual pelo
trabalho em grupo e a atenção ao professor pela realização de tarefas.
Nessa perspectiva, consagrou-se a visão da educação inclusiva, colocadas como
desafio para processar as transformações necessárias e efetivar as dimensões de uma educação
crítica, no sentido de atribuir a educação pública a constituição de valores capazes de formar
sujeitos voltados para a construção de projetos emancipatórios para a sociedade.
Para tanto, este estudo tem a finalidade de apresentar uma amostragem de produção,
dentro do procedimento do estado da arte, sobre a formação do professor para a educação
inclusiva em ambientes virtuais de aprendizagem, constituindo fonte de dados para a
aproximação das pesquisas desenvolvidas, para subsidiar a formação dos docentes e a
produção para possibilitar as transformações necessárias para a construção da escola proposta.
Tanto a busca quanto o delineamento das necessidades de conhecimentos mais
consistentes são orientados por concepções teóricas construtivistas indispensáveis para
6551
orientar o complexo sistema de inovações frente às possibilidades abertas pelas tecnologias de
informação e comunicação.
O procedimento do estado da arte
A metodologia adotada na realização desse estudo se caracteriza como estado da arte,
que constitui um procedimento que permite mapear os temas existentes sobre um determinado
assunto, fornecendo subsídios aos investigadores se o tema e o propósito da pesquisa vão
gerar processos autênticos ou não (ANDRÉ, 2000).
Esse processo envolve um conjunto de ações investigativas sobre as produções
científicas publicadas em periódicos fidedignas na comunidade educacional. A pesquisa
inicia-se o âmbito geral, a partir de um dado que pode ser autor, título, palavras-chaves, entre
outro. Os resultados permitem uma visão geral que avança para a disseminação das partes e
até atingir as especificidades de um tema, que resulta em dados descritivos e analíticos.
A esse respeito Romanowski e Ens (2006), comentam que
A realização destes balanços possibilita contribuir com a organização e análise na
definição de um campo, uma área, além de indicar possíveis contribuições da
pesquisa para com rupturas sociais. A análise do campo investigativo é
fundamental neste tempo de intensas mudanças associadas aos avanços crescentes
da ciência e da tecnologia (ROMANOSWSKI E ENS, 2006, p.39).
A necessidade de processar esse balanço sobre um determinado assunto torna-se a
imprescindível na fundamentação teórica de pesquisa, quando se busca consistência, para
desencadear um processo de análise autêntica dos estudos produzidos nas diferentes áreas do
conhecimento.
Acompanhando as orientações feitas pelas autoras Romanowski e Ens (2006, p. 43), a
realização desse estudo se processou em etapas expressas nos próximos parágrafos.
O primeiro procedimento para a realização do estado da arte tem como o ponto de
partida da proposta de dissertação de Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação,
constituindo um requisito para a sua conclusão. O tema escolhido pela primeira autora desse
estudo é "A formação de professores na educação inclusiva em ambiente virtual de
aprendizagem”.
6552
A pesquisa tem o propósito de oferecer referenciais que subsidiem as reflexões e a
compreensão sobre a inclusão social das pessoas com necessidades educacionais especiais
com acesso aos direitos sociais, à cidadania e principalmente educacional, durante o processo
de formação do docente, tanto na formação inicial quanto na continuada.
Considera-se, também nesse estudo, que a inclusão remete às diferentes dimensões da
problemática educacional, seja na sua socialização, seja no processo de escolarização, para
tanto, torna-se necessário a percepção a cerca das experiências sociais e pedagógicas vividas e
devidamente registradas para o acesso a essa informação.
O tema vincula-se ao uso de ambiente informatizado para processamento das
informações a cerca da Educação Inclusiva para esses profissionais, mais especificamente, no
ambiente virtual de aprendizagem denominado de EUREKA.
A outra etapa consistiu em localizar os bancos de pesquisas e examinadas por meio de
endereços virtuais de postagem de pesquisa consideradas científicas, dentro da relação de
publicações, comprovadas pela qualidade científica, propostas pela disciplina relacionada à
formação de professor do curso de especialização de uma universidade particular de grande de
Curitiba, Paraná.
A pesquisa iniciou-se a partir do Scielo, tendo referências de pesquisas o Caderno da
Cedes, Caderno de pesquisa, Educação & Sociedade, Educação e Pesquisa e Revista da
Faculdade de Educação; ANPEd – Revista Brasileira de Educação; Inep (1999-2002) e Capes.
A pesquisa partiu das palavras-chaves, apesar dos sítios oferecerem outras opções
nos campos seletivos, como: nome do autor; título da pesquisa; ano de defesa; entre outras
opções.
Primeiramente foi digitado o título da pesquisa proposta “A formação de professores
para a educação inclusiva em ambiente virtual de aprendizagem”. Esse processo se repetiu em
todas as páginas virtuais sugeridas, totalizando o levantamento a partir de 180.000 (cento e
cinquenta mil) publicações.
A pesquisa possibilitou uma visão global dos temas. Após as visualizações das
relações de trabalhos postados os títulos, resumos, o autor, a data e o número de trabalhos
foram selecionados, lidos, analisados e descritos
Nos sites pesquisados a partir das palavras chaves do título da pesquisa “a formação de
professores na educação inclusiva em ambiente virtual de aprendizagem”, mostraram que não
há nenhum trabalho registrado com esse título e conteúdo expresso nos resumos, somente a
6553
partir do ano de 2003 há registros de pesquisas relacionadas a educação a distância e sobre a
educação especial e / ou inclusiva há registros de trabalhos com temas correlatos a partir do
ano de 2007, como mostra a seguir:
Sítios
pesquisados
Caderno da CEDES
Cadernos de
pesquisa
Educação &
Sociedade
Educação e
Pesquisa
Revista
da
Faculdade
de
Educação
Revista Brasileira
de
Estudos
Pedagógicos
Anped
Capes
Inep
Total
Formação de
professores para
educação inclusiva
em ambientes
virtuais de
aprendizagem
0
0
Formação de
professores
na educação
especial
Ambientes
virtuais de
aprendizagem
Educação
inclusiva e
especial
Tecnologia
educacional
Imagem
0
28
0
3
7
1
0
0
0
0
0
0
0
68
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2
0
0
0
0
0
962
27
1017
366
1
373
4670
0
4748
1144
1
1145
245
1
246
Tabela 1 – Resultados da pesquisa
Fonte: ENDEREÇOS ELETRÔNICOS: http://www.scielo.br/;http://www.anped.org.br;
http://www.publicacoes.inep.gov.br/; http://www.capes.gov.br/ . Acesso: 19 ago. 2008.
Assim, as palavras-chaves utilizadas foram: formação de professores para educação
inclusiva; formação de professores na educação especial; ambientes virtual de aprendizagem;
educação especial e inclusiva e tecnologia educacional.
Na opção “refinar” ofertada nas páginas dos sítios de pesquisas, foi possível encontrar
estudos a partir das palavras-chaves que se caracterizam outras categorias de pesquisa e
enfoques, constituindo temas distintos e com alguns elementos correlatos.
Como sugerem Romanowski e Ens (2006, p. 45), “é importante a realização de
consulta a outros estudos semelhantes de modo a aproximar e harmonizar as novas categorias
com as anteriores”. Diante dessa tentativa, consta um resultado modesto de 1,05%
correspondem a “formação de professores para educação especial”. Quando há um
refinamento no tema “educação especial e/ou inclusiva” o resultado é de 1,18% das pesquisas.
Nas investigações, encontrou-se o tema “a formação de professores para o uso de
informática no processo de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais
6554
especiais em classe comum”, no banco de dados da Capes foram encontrados estudos com
alguns dados similares, como é o caso da pesquisa “A formação de professores para o uso de
informática no processo de ensino e aprendizagem de alunos com necessidades educacionais
especiais em classe comum”, Hummel (2007);
“Educação inclusiva em cursos de
licenciatura: um estudo sobre possibilidades e limitações da Educação a Distancia (EaD) para
a formação de professores”, Silva (2006); “A Formação Inicial do Professor e a Educação
Inclusiva: um olhar sobre os projetos políticos pedagógicos dos cursos de licenciatura da
UFPA”, Mesquita (2007) e de Branco (2007): “Educação Inclusiva: concepções, formação e
prática docentes”. Na leitura dos resumos desses trabalhos indicam a preocupação em
priorizar uma formação específica, análises das práticas existem, análise teórica e de pesquisa
bibliográfica, mas nenhuma aborda a estrutura temática pretendida.
Em vários sítios pesquisados, como mostra a Tabela 1, ao inserir as palavras-chave
relacionadas às questões de tecnologias, os resultados tornam-se cada vez mais raros, que
constitui 0,063% da totalidade a partir da palavras-chaves “Tecnologias educacionais”;
0,027% sobre a imagem; ambiente virtual de aprendizagem apresenta um índice de 0,020%
das pesquisas e no refinamento das palavras para imagens digitais no uso pedagógico e/ou
palavras similares, nada constam. As pesquisas que apontam alguns elementos do tema
proposto intituladas como: “A formação de comunidades de aprendizagem em contextos de
prática: análise de experiência de um curso virtual para docentes universitários”, Andrade
(2003) e “Educação a distância e formação do professor: redimensionando concepções de
aprendizagem”, Prado (2003).
Resultados e considerações
Os resultados mostram que os estudos são poucos relevantes quando se refere à
educação no contexto da educação inclusiva diante do conjunto de instrumentos normativos
(leis, pareceres, decretos), nos últimos anos, aparecem com grande ênfase nas discussões e
poucas pesquisas à garantia de educação igual para todos, constituindo uma das metas do
milênio estabelecidas pela Organização das Nações Unidas, assinalando-se a importância
fundamental para o desenvolvimento e a preservação da dignidade dos seres humanos
(BRASIL, 2001).
6555
Nesse cenário, a sociedade brasileira transmuta na incorporação do conceito de
diversidade cultural, na superação da discriminação dos indivíduos ou grupos que apresentam
diferenças significativas para a construção de uma sociedade de contextos inclusivos, que
ainda mostram-se recentes, com reflexos opacos na, para, de e sobre escolas.
Os resultados iniciais têm demonstrado que a escola ainda não tem processado a
inclusão de forma preconizada na legalidade. O debate acerca da formação de professores
para atuação no sistema regular com alunos com necessidades educacionais especiais tem
gerado polêmica, contradições e omissões. Torna-se imprescindível focalizar este tema na
revisão dos cursos de Pedagogia e nas demais licenciaturas, para que não fique restrito ao
campo da especialização, como sugere a Resolução CNE/CP nº 01/2006 (Brasil, 2006), o que
denota a necessidade de maior investimento na formação docente e incentivo a estudos
investigativos que permitam ofertar uma educação a todos os alunos, inclusive com
deficiências sensoriais (auditiva, mental, visual e neuromotora), legitimando a educação
realmente inclusiva.
Também, requer a superação dos preconceitos em relação a pessoas com necessidades
educacionais especiais e com deficiência viabilizando as adaptações curriculares necessárias,
envolvendo o domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação. Para tanto, os
referenciais teóricos constituem fontes de fundamentações científicas, como principal se não a
única, representados por estudos e pesquisas científicos.
Nesse sentido, torna-se pertinente a pretensão de investigar sobre "A formação de
professores na educação inclusiva em ambiente virtual de aprendizagem”, formalizando em
um curso da distância, com objetivo principal de formar profissionais para atuarem na
educação especial no que se refere a educação, frente às exigência da sociedade atual,
subsidiando a formulação e a implementação, apropriando-se dos fundamentos, da política,
das possibilidades e os limites da proposta de formação de educadores para a educação
inclusiva, disponibilizando no ambiente virtual de aprendizagem para os profissionais que se
encontram na formação inicial e / ou continuada.
É certo que os resultados do estado da arte a cerca do tema "A formação de
professores na educação inclusiva em ambiente virtual de aprendizagem” se caracterizam
como sendo inédita e valida a previsão de constituir um investimento nos movimentos que
fomentem uma alternativa de formação docente e a reflexão das práticas pedagógicas em
diversos ambientes de aprendizagens interativas, e que, sobretudo, deponham a favor no
6556
potencial docente, como aquele que ampliam os caminhos para ensinar e aprender no século
XXI, no estudo de caso que se firma.
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