AS - Informação e Análise Apreciação Semanal GL Consultoria Ltda. Publicação elaborada para os clientes de GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] Responsável: Getulio Lamartine de Paula Fonseca Ano XXI Número 10 9 de Março de 2010 Sumário 1. Notícias do Setor Energético 2. Presidentes das Comissões Técnicas da Câmara dos Deputados 3. Investimento em Infraestrutura 4. Notícias Sobre a População Brasileira 5. Custo dos Legislativos 6. Legislação e Normas do Setor Elétrico 7. Atos Administrativos do Setor Elétrico Página 1 4 5 8 9 10 10 NOTÍCIAS DO SETOR ENERGÉTICO 1. Consumo de Energia Elétrica – O consumo de energia elétrica em 2009 caiu 1,1%, se comparado com o realizado em 2008. A maior queda foi no setor industrial, que sofreu uma redução de 8%, tendo atingido o parque industrial o padrão de consumo verificado em 2006. O desempenho no setor industrial só não foi pior graças ao bom nível de consumo do mercado doméstico. Quanto ao consumo residencial, houve um crescimento de 6,2%, devido à expansão do mercado de eletrodomésticos e ao incentivo à ligação de consumidores rurais. O consumo comercial acompanhou o setor residencial, crescendo 6,2% em 2009. Em dezembro de 2009, o consumo de energia elétrica cresceu 8,4% em relação ao mesmo mês de 2008. Já em janeiro e fevereiro, o crescimento sobre os mesmos períodos do ano passado foi de 5,6% no primeiro mês e 8,2% no segundo, devido especialmente ao forte calor observado no período, que levou ao aumento do uso de ar condicionado e ventiladores em larga escala. O Governo, com vistas no intenso investimento que o grande consumo de energia elétrica irá exigir, está pensando em criar estímulos para o menor uso do produto. O Diretor Edvaldo Santana, da ANEEL, mencionou, em palestra feita em São Paulo, duas medidas que vai colocar em debate. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] A primeira delas é a possibilidade de criar um “prêmio para a empresa que aceitar ter seu fornecimento reduzido quando subir o preço da energia no mercado de curto prazo, o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD”. “A empresa que quiser ter um desconto de 5% no preço de sua tarifa aceitaria que, se o PLD atingisse R$ 200.000,00, ela seria obrigada a reduzir o seu consumo em 4%. Se ela não fizesse essa redução, seria penalizada.” A segunda medida de redução proposta é o chamado “custo evitado”, “que seria a possibilidade de aquisição, pelo ONS ou pela CCEE, da energia não consumida quando o preço estivesse alto. Ou seja, quando o consumo de energia estivesse muito elevado, o governo poderia recomprar energia de empresas que aceitassem reduzir o consumo”. 2. Falha em Itaipu – Como foi dito, o nível de consumo de energia elétrica está atingindo níveis jamais alcançados no país. No mês de fevereiro, o recorde de demanda foi quebrado quatro vezes, em virtude especialmente do forte calor, mas também da recuperação observada no setor industrial, tendo o pico superado 70.400 MW. Surpreendentemente, a maior demanda está ocorrendo em torno das 14 horas, diferentemente do período considerado propício, que seria das 17 às 22 horas. O aumento não previsto da demanda em tais níveis, na época do ano em que não é comum ocorrer (geralmente é em outubro), levou o ONS a promover a ligação das usinas térmicas e a reduzir a geração de Itaipu, num momento em que os reservatórios do rio Paraná e tributários estão em nível máximo. Itaipu não está produzindo em toda sua capacidade e está jogando água fora, pelo temor dos operadores de que o uso com toda a carga poderia levar a um novo desligamento do sistema, semelhante ao ocorrido há alguns meses. A ligação das térmicas indica deficiências na manutenção das linhas de transmissão de Itaipu, o que leva o ONS a tornar a energia mais cara pelo uso das térmicas para não correr o risco de outro desligamento. Logo após o desligamento ocorrido em 2009, foi dado início a um intenso trabalho de troca e reforço dos isoladores que ligam Itaipu aos centros de carga. Enquanto isso, a usina, com capacidade instalada de 14.000 MW, e que estava operando com potência de 11.000 MW quando do apagão, opera hoje com 8.000 MW, para tirar o risco do apagão. E o consumidor paga mais. 3. Belo Monte – A usina de Monte Belo deverá ser a fio d’água, como é Itaipu. Mas esta usina tem um fluxo de água quase constante ao longo do ano, o que lhe permite operar em alta capacidade o ano todo, Para ter tal fluxo de água o ano todo, Itaipu tem toda a água reservada nas usinas hoje existentes nos rios Grande, Paranaíba, Paraná, Tietê, Paranapanema e outros afluentes, o que lhe permite operar sem grandes variações. Já Belo Monte não tem, nem terá, outra usina a montante e irá operar com água de fluxo natural. Assim, apesar de sua capacidade instalada de 11.000 2 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] MW, em parte do ano deverá baixar muito a potência operativa, caindo a cerca de 5 a 6 mil MW. As características de Itaipu levam esta usina a ser a maior do mundo em geração, apesar de Três Gargantas, na China, ter uma potência de 22.500 MW. A comparação entre a área inundada e a capacidade instalada de algumas usinas brasileiras é mostrada abaixo. Comparação entre capacidade da usina e área alagada Usina Estágio Área reservada (km²) Capacidade instalada (MW) Ipueiras Serra da Mesa Sinop Tupiratins Estreito Marabá Serra Quebrada Tucuruí Torixoréu Itaipu Foz do Chapecó Santo Antônio Jirau Teles Pires Belo Monte Construção Operação Viabilidade Viabilidade Construção Viabilidade Viabilidade Operação Viabilidade Operação Construção Construção Construção Viabilidade Viabilidade 934 1.784 330 370 590 1.115 386 2.430 55 1.460 80 271 258 123 516 480 1.275 461 620 1.087 2.160 1.328 8.370 408 14.000 855 3.168 3.326 1.820 11.233 Reservatório / Capacidade (km²/MW) 1,95 1,40 0,72 0,60 0,54 0,52 0,29 0,29 0,14 0,10 0,09 0,09 0,08 0,07 0,05 Fonte: Eletrobrás Percebe-se que tanto Itaipu quanto Belo Monte têm uma relação de reservatório/capacidade muito baixos. Mas a primeira tem a bacia cheia de reservatórios de outras usinas, que Belo Monte não terá, pois uma das condições acertadas é que o rio Xingu não terá nenhuma outra usina. 4. Cemig – A Andrade Gutierrez comprou 32,96% do capital votante da Cemig – Centrais Elétricas de Minas Gerais, passando assim a ser o segundo maior participante no controle da empresa, depois do governo de Minas Gerais. Tal parcela foi comprada da Southern Electric Brasil, empresa que pertence à AES. A empresa compradora passou a arcar com a dívida de R$ 2,1 bilhões que a SEB tem com o BNDES. A parcela que detinha na Cemig não entrou no acordo que a AES fez com o BNDES, que envolveu apenas ativos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. No fim de 2009 a Andrade Gutierrez havia vendido para a Cemig sua participação na Light, empresa na qual a segunda passou a ser o maior acionista, com 26% do capital. A venda dos 32,96%, ora comprados no capital votante da Cemig, deu-se ainda no período em que se estava privatizando setores da área elétrica no 3 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] Brasil. A Cemig, por meio de hasta pública, escolheu o Grupo AES para comprar a parcela que ora é vendida à Andrade Gutierrez. Mas, de acordo com a lei de criação da empresa, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais teria que aprovar a venda da parcela da empresa. Foi feita a aprovação da venda, mas não foi submetido à Assembleia o acordo de acionistas com a AES. O acordo de acionistas, que dava à arrematante uma série de poderes, inclusive o direito de dar sua aprovação a qualquer operação que superasse 100.000 reais, através de sua presença no Conselho de Administração, uma vez que o seu voto era decisivo para o índice de aprovação. A AES se tornou então o poder de fato dentro da Cemig. Quando Itamar Franco foi eleito Governador, discordou dos termos do acordo de acionista e entrou na justiça, com vitória certa e fácil, que passou novamente para o Governo de Minas Gerais o controle de direito de fato da empresa. PRESIDENTES DAS COMISSÕES TÉCNICAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS • Agricultura – Com 30 votos, o deputado Abelardo Lupion (DEMPR) foi eleito presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Foram eleitos também 1º o e 2º vice-presidentes, deputados Vitor Penido (DEM-MG) e Beto Faro (PT-PA), respectivamente. Abelardo Lupion tem 57 anos, nasceu em Curitiba e está em seu quinto mandato como deputado. Agropecuarista e empresário, ele já presidiu a comissão entre 2006 e 2007. • Amazônia – A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional elegeu o deputado Marcelo Serafim (PSB-AM) para presidente. Marcelo Serafim disse que, no caso da Amazônia, a comissão vai debater temas como aviação regional, telefonia móvel, liberação dos cassinos, energia e acesso à internet banda larga. A deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) foi eleita para a 1ª vicepresidência, o deputado Natan Donadon (PMDB/RO) para a 2ª vice-presidência e o deputado Sérgio Petecão (PMN-AC) para a 3ª vice-presidência. • Ciência e Tecnologia – O deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi eleito presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) será o 1º vice-presidente, a deputada Solange Amaral (DEM-RJ) a 2ª vice, e o deputado Bilac Pinto (PR-MG) o 3º vice. Eunício Oliveira disse que este ano vai ser marcado pela apresentação do Plano Nacional de Banda Larga, e a comissão deverá debater as medidas relativas ao plano mesmo antes que qualquer projeto seja enviado ao Congresso. Aos 57 anos, 4 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] o agropecuarista Eunício Oliveira está em seu terceiro mandato como deputado federal, sempre pelo PMDB, partido ao qual é filiado desde 1972. • Constituição e Justiça – O deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O deputado disse que, por causa das eleições de outubro, a CCJ deverá ter um ritmo de trabalho intenso até julho. Entre os temas que ele pretende discutir na comissão, estão o orçamento impositivo e a possibilidade de a CCJ analisar a constitucionalidade de projetos aprovados em comissões especiais. Para a terceira vice-presidência foi eleito o deputado Efraim Filho (DEM-PB). Não houve votação para a 1ª e 2ª vice-presidências. • Defesa do Consumidor – A Comissão de Defesa do Consumidor elegeu o deputado Claudio Cajado (DEM-BA) para presidente. Nascido em Salvador (BA), Cajado é formado em Direito. Ele está em seu quarto mandato como deputado federal. Antes, foi vereador no município de Dias D’Ávila (BA). • Desenvolvimento Econômico – Dr. Ubiali (PSB-SP) foi eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Os três vice-presidentes ainda não foram escolhidos. Dr. Ubiali tem 60 anos, é médico neurocirurgião, contador e professor universitário. Comanda a Frente Parlamentar em Defesa do Programa Nuclear Brasileiro. • Desenvolvimento Urbano – Eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, o deputado Humberto Souto (PPS-MG) informou que pretende dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado no colegiado. Souto está no sétimo mandato como deputado federal e participou da Constituinte de 1988. Ele tem 73 anos, é advogado e contador. De 1995 a 2004, foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão do qual foi presidente entre 2001 e 2002. • Direitos Humanos e Minorias – A Comissão de Direitos Humanos e Minorias elegeu a deputada Iriny Lopes (PT-ES) para presidente. A parlamentar, em seu segundo mandato na Câmara, vai comandar a comissão pela segunda vez. Em 2005, foi a primeira mulher a ocupar o cargo. Ela foi relatora do projeto que originou a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), instrumento legal para a punição da violência doméstica. • Educação e Cultura – O deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) foi eleito presidente da Comissão de Educação e Cultura. O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) foi eleito 1º vice-presidente e o deputado Antônio Carlos Chamariz (PTB-AL) o 2º vice. O 3º vice ainda não foi escolhido. Ângelo Vanhoni, 54 anos, bancário, é formado em Letras. Está no primeiro mandato como deputado federal, já foi vereador e deputado estadual no Paraná. Finanças • Finanças e Tributação – Eleito presidente da Comissão de e Tributação, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) prometeu 5 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] responsabilidade na apreciação de projetos que possam gerar ônus para o orçamento da União. Pepe Vargas é médico. Foi vereador, deputado estadual, prefeito de Caxias do Sul por duas vezes e exerce o seu primeiro mandato como deputado federal. • Fiscalização Financeira – Eleito com 15 votos, o deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ) comandará a Comissão de Fiscalização e Controle neste ano. O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) será o 1º vice da comissão e Cleber Verde (PRBMA) foi eleito o 2º vice-presidente. O 3º vice ainda não foi eleito. Advogado e empresário, Bornier nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1950. • Legislação Participativa – A Comissão de Legislação Participativa elegeu o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) para presidente. Será 1º vice-presidente o deputado Roberto Britto (PP-BA). Nascido em Santa Maria (RS), Paulo Pimenta é jornalista e técnico agrícola. Ele está em seu segundo mandato como deputado federal. • Meio Ambiente – A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável elegeu o deputado Jorge Khoury (DEM-BA) para presidente. O deputado afirmou que pretende trabalhar para construir um entendimento entre ambientalistas e ruralistas, pois considera que não dá como separar os temas ambientais dos assuntos econômicos. Segundo ele, outra proposta a ser debatida é a que cria uma política nacional de pagamento por serviços ambientais. Khoury está em seu quinto mandato consecutivo na Câmara. A comissão escolheu o deputado João Oliveira (DEM-TO) para 1º vicepresidente e o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) para 3º vice-presidente. O 2º vicepresidente ainda não foi eleito. • Minas e Energia – Eleito presidente da Comissão de Minas e Energia, o deputado Mário Negromonte (PP-BA) disse que pretende elaborar uma pauta enxuta neste ano, por ser um ano eleitoral. Mário Negromonte, 59 anos, está no quarto mandato de deputado federal. Ele é advogado, empresário da construção civil e já foi secretário municipal de transportes de Salvador. • Relações Exteriores – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional elegeu ontem o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) para presidente. Segundo ele, a pauta da comissão é sobrecarregada por acordos internacionais, que precisam ser votados rapidamente para permitir a discussão de outras propostas. O deputado disse ainda que a comissão vai se empenhar para garantir a troca dos equipamentos das Forças Armadas. Emanuel Fernandes é engenheiro aeronáutico, tem 53 anos e está em seu segundo mandato como deputado federal. 6 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] • Segurança Pública – A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado elegeu o deputado Laerte Bessa (PSC-DF) para presidente. Laerte Bessa é bacharel em Direito e delegado da Polícia Civil do Distrito Federal. Está no primeiro mandato como deputado federal. • Seguridade Social – Eleito presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) disse que o principal desafio de sua gestão será fazer com que a Constituição seja cumprida em relação ao direito à saúde. Ele é promotor de justiça e exerce seu primeiro mandato como deputado federal. • Trabalho – O deputado Alex Canziani (PTB-PR) foi eleito presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Segundo ele, a comissão estará aberta para os movimentos de trabalhadores que vêm à Câmara, como o que reivindica a carga horária máxima semanal de 40 horas. Alex Canziani, 45 anos, é bacharel em Direito e está no terceiro mandato consecutivo como deputado federal. A deputada Gorete Pereira (PR-CE) foi eleita 1ª vice-presidente, o deputado Vicentinho (PT-SP) 2º vice-presidente e o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM) 3º vice-presidente. • Turismo e Desporto – A Comissão de Turismo e Desporto elegeu a deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO) para presidente. Ela lembrou que, nos próximos anos, o país sediará eventos esportivos (Copa do Mundo e Jogos Olímpicos) que terão impacto direto no turismo. Por conta disso, ressaltou a necessidade de iniciar imediatamente a discussão sobre a infraestrutura turística e a formação de profissionais do setor e de jovens atletas. A comissão escolheu o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) para 1º vice-presidente e o deputado Marcelo Teixeira (PMDB-CE) para 2º vicepresidente. Ainda não foi definido o 3º vice. • Viação e Transportes – O deputado Milton Monti (PR-SP) foi eleito presidente da Comissão de Viação e Transportes. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) foi escolhido 1º vice-presidente, Cláudio Dias (PSDB-RS) 2º vice e Osvaldo Reis (PMDB-TO) 3º vice. Milton Monti, 48 anos, é economista e empresário. 7 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] NOTÍCIAS SOBRE A POPULAÇÃO BRASILEIRA 1. População – Milhões de habitantes 1980 – 118,56 2020 – 207,14* 1990 – 146,59 2030 – 216,41* 2000 – 171,28 2040 – 219,07* 2010 – 193,25* 2050 – 215,29* (* Previsão) 2. Taxas brutas de natalidade – Nascimentos por mil habitantes 1980 – 32,13 2020 – 12,29* 1990 – 24,21 2030 – 10,59* 2000 – 21,13 2040 – 8,91* 2010 – 15,20* 2050 – 8,10* (* Previsão) 3. Esperança de vida ao nascer – Número de anos 1980 – 62,60 2020 – 76,06* 1990 – 66,57 2030 – 78,23* 2000 – 70,43 2040 – 79,95 * 2010 – 73,40* 2050 – 81,29* (* Previsão) 4. Pessoas com 60 anos e mais – Em % 1980 – 6,07 2020 – 13,67* 1990 – 6,75 2030 – 18,70* 2000 – 8,12 2040 – 23,76 * 2010 – 9,98* 2050 – 29,75* (* Previsão) 5. Alguns Recenseamentos do Brasil 1872 – 9,93 milhões 1890 – 14,33 milhões 1900 – 17,43 milhões 1940 – 41,23 milhões 1980 – 118,50 milhões 1990 – 146,59 milhões 2000 – 171,28 milhões 6. População Urbana 1940 – 30,24% 1950 – 36,16% 1970 – 55,94% 2000 – 81,23% 7. Taxa de Fecundidade (número de filhos por mulher) 1940 – 6,16 8 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] 1970 – 5,76 2000 – 2,38 8. Taxa de Crescimento da População 1940/1950 – 2,39% 1970/1980 – 2,48% 1991/2000 – 1,64% (Fonte: IBGE.) CUSTO DOS LEGISLATIVOS O Distrito Federal tem a Casa Legislativa mais cara do país, quando considerado o valor gasto com cada deputado distrital. Segue tabela comparativa: Unidade Orçamento (R$ milhões)* RR AP DF AC RO MS TO SE RN MT SC PI GO PB AM MG AL ES RJ RS PE PA CE PR MA BA SP 109,1 147,8 336 82,7 131,6 181,6 93,4 139,3 175,8 166,3 329,7 162 304,2 168,1 138,7 797,1 113,4 117,4 530,4 343 267,3 221,8 254,8 287,8 147,1 266,3 680 * Orçamento dividido por número de deputados. Custo de cada deputado ao ano (R$ milhões) 4,5 6,1 14 3,4 5,4 7,5 3,8 5,8 7,3 6,9 8,2 5,4 7,2 4,6 5,7 10,3 4,2 3,7 7,5 6,2 5,4 5,4 5,4 5,3 3,5 4,2 7,2 Custo para cada habitante ao ano (R$) 258,93 235,9 128,8 119,66 87,56 76,94 72,35 69,01 56,05 55,42 53,89 51,51 51,34 44,59 40,90 39,79 35,93 33,67 33,13 31,44 30,35 29,85 29,81 26,94 23,12 18,20 16,43 Fonte: Governos Estaduais e Assembléias Legislativas 9 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] LEGISLAÇÃO E NORMAS DO SETOR ELÉTRICO 1. Portaria nº 77, de 03/03/2010, do Ministro de Minas e Energia. Publicada no DOU de 04/03/2010. Divulga para consulta pública a anexa minuta de Portaria que estabelece a metodologia para revisão dos montantes de garantia física de energia das usinas termelétricas inflexíveis com Custo Variável Unitário – CVU nulo, em decorrência do acréscimo de disponibilidade de combustível e/ou de capacidade de produção de energia elétrica, cujos documentos pertinentes podem ser obtidos na rede mundial de computadores no sítio www.mme.gov.br. O prazo para envio da contribuição é de 15 dias a contar de 04/03/2010. 2. Portaria nº 78, de 03/03/2010, do Ministro de Minas e Energia. Publicada no DOU de 04/03/2010. Aprova a sistemática para o Leilão destinado à Contratação de Energia Elétrica e Potência Associada nos Sistemas Isolados, específicos para fonte biomassa, de que trata a Portaria MME nº 56, de 04/03/2010, definida na forma do Anexo à presente Portaria. 3. Portaria nº 79, de 03/03/2010, do Ministro de Minas e Energia. Publicada no DOU de 04/03/2010. Modifica o art. 3º da Portaria MME nº 55, de 04/02/2010. (Prorroga prazo para cadastro e habilitação de projetos para o Leilão para Contratação de Energia de Reserva de 2010 e para entrega das licenças ambientais de projetos cadastrados no Leilão de Biomassa dos Sistemas Isolados.) 4. Resolução Homologatória nº 945, de 02/03/2010, do Diretor-Geral da ANEEL. Publicada no DOU de 05/03/2010. Estabelece, nos termos das Leis nº 12.111, de 09/12/2009 e nº 12.212, de 20/01/2010, condições provisórias para a aplicação da Tarifa Social de Energia Elétrica – TSEE à Subclasse Residencial Baixa Renda e homologa a Tarifa Social de Energia Elétrica para as concessionárias e permissionárias que especifica. 5. Resolução Normativa nº 396, de 23/02/2010, do Diretor-Geral da ANEEL. Publicada no DOU de 08/03/2010. Institui a Contabilidade Regulatória e aprova alterações no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico, instituído pela Resolução ANEEL nº 444, DE 26/10/2001. ATOS ADMINISTRATIVOS DO SETOR ELÉTRICO 1. Despachos 1.1. Despachos de 26/02/2010 do Superintendente de Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL, publicados no DOU de 01/03/2010: - Nº 473 – Libera as unidades geradoras UG1 a UG60, de 2.500 kW cada, total de 150.000 kW, da UTE Camaçari Pólo de Apoio I, em Camaçari – BA, propriedade de Arembepe Energia S.A. 10 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] - Nº 474 – Libera a unidade geradora UG1, de 28.000 kW, da UTE Biolins, em Lins – SP, propriedade de Biolins Energia Ltda. 1.2. Despacho nº 472, de 01/03/2010, do Superintendente de Gestão e Estudos Hidroenergéticos da ANEEL. Publicado no DOU de 01/03/2010. Homologa os parâmetros do Projeto Básico Consolidado da PCH Marco Baldo, com 16,00 MW, no rio Turvo, bacia do rio Uruguai, em Campo Novo – RS, titularidade de Cesbe S.A Engenharia e Empreendimentos. 1.3. Despachos de 26/02/2010 do Superintendente de Regulação Econômica da ANEEL, publicados no DOU de 01/03/2010: - Nº 476 – Publica os valores relativos à diferença entre os critérios de classificação do Consumidor Residencial Baixa Renda, antes e depois da Lei nº 10.438/2002, referentes a setembro e outubro de 2009 e janeiro de 2010. - Nº 477 – Publica os valores relativos à diferença entre os critérios de classificação do Consumidor Residencial Baixa Renda, antes e depois da Lei nº 10.438/2002, referentes aos meses de setembro de 2008 e de julho a dezembro de 2009. 1.4. Despachos de 01/03/2010 do Superintendente de Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL, publicados no DOU de 02/03/2010: - Nº 485 – Libera a unidade geradora UG2, de 12.500 kW, da PCH Angelina, em Angelina – SC, titularidade de Lumbrás Energética S.A. - Nº 486 – Libera a unidade geradora GE001, de 51.000 kW, da UTE Euzébio Rocha, em Cubatão – SP, propriedade da Petrobras. - Nº 488 – Libera as unidades geradoras UG1 e UG2, de 9.900 kW cada, da PCH Areia Branca, em Caratinga e Ipanema – MG, titularidade de Hidrelétrica Areia Branca S.A. - Nº 489 – Libera a unidade geradora UG3, de 35.000 kW, da UHE Baguari, em Minas Gerais, concedida ao Consórcio UHE Baguari, sob a liderança de Baguari I Geração de Energia Elétrica S.A. 1.5. Despacho nº 478, de 01/03/2010, do Superintendente de Gestão e Estudos Hidroenergéticos da ANEEL. Publicado no DOU de 03/03/2010. Aprova o Estudo de Inventário Hidrelétrico do rio Fruteiras, afluente do rio Castelo, bacia Atlântico Leste, estado do Espírito Santo, apresentado por GS Extração e Comércio de Areia Ltda. Identificado potencial de 22,9 MW, com quatro aproveitamentos: Taquaruçu, com 3,5 MW; Córrego Alto, com 6,0 MW; Prosperidade, com 2,2 MW; e Fruteiras, com 11,2 MW (este com aproveitamento existente de 8,736 MW, concedido à Escelsa). 1.6. Despachos de 02/03/2010 do Superintendente de Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL, publicados no DOU de 03/03/2010: - Nº 497 – Libera a unidade geradora Turbo Expansora TG – 22001, de 23.000 kW, da Refinaria Henrique Lage – Revap, em São José dos Campos – SP, propriedade da Petrobras. 11 AS - Informação e Análise – GL Consultoria Ltda. e-mail: [email protected] - Nº 498 – Libera as unidades geradoras UG1 e UG2, de 10.000 kW cada, da PCH Paiol, em Frei Inocêncio – MG, titularidade de SPE Paiol Energia S.A. - Nº 500 – Libera a unidade geradora UG1, de 41.000 kW, da UHE Retiro Baixo, em Curvelo e Pompéu – MG, concedida a Retiro Baixo Energética S.A. 1.7. Despacho nº 509, de 03/03/2010, do Superintendente de Fiscalização dos Serviços de Geração da ANEEL. Publicado no DOU de 04/03/2010. Libera as unidades geradoras UG01 e UG03, totalizando 4.950 kW, da EOL Gravatá Fruitrade, em Gravatá – PE, titularidade de Eólica Gravatá Geradora de Energia S.A. 1.8. Despacho nº 516, de 05/03/2010, do Diretor-Geral da ANEEL. Publicado no DOU de 05/03/2010. Libera a unidade geradora UG2, com 7.560 kW, da PCH Anhanguera, em Guará – SP, titularidade de Central Elétrica Anhanguera S.A. 1.9. Despacho nº 523, de 04/03/2010, do Superintendente de Gestão e Estudos Hidroenergéticos da ANEEL. Publicado no DOU de 05/03/2010. Aprova o Projeto Básico de ampliação do AHE Brito, com 23 MW, no rio Piranga, bacia Atlântico Leste, em Ponte Nova – MG, titularidade de Novellis do Brasil Ltda. 1.10. Despacho nº 515, de 04/03/2010, do Superintendente de Regulação Econômica da ANEEL. Publicado no DOU de 05/03/2010. Fixa os valores das quotas de custeio referentes ao Proinfa, para o mês de abril de 2010, relativos às concessionárias de transmissão que atendam consumidor livre e/ou autoprodutor com unidade de consumo conectada à Rede Básica do SIN. 12