Recebido em: 11/7/2011
Emitido parece em: 15/7/2011
Artigo original
PERCEPÇÃO DA IMAGEM CORPORAL E O ESTADO NUTRICIONAL EM ESCOLARES DO
SEXO FEMININO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DA CIDADE DE CRATO - CE
1,2
1,2
1
Jenifer Kelly Pinheiro ; Eliney Diliany da Silva ; Cícero Anderson Cabral de Lima ;
1,2
1.2
Joamira Pereira de Araújo ; Ialuska Guerra
RESUMO
A auto percepção da imagem corporal e a satisfação com a mesma, é uma problemática frequente na
vida de adolescentes na atualidade, e percebe-se presença desses aspectos com ênfase em
adolescentes do sexo feminino. Estes fatores são indispensáveis no que diz respeito à autoaceitação do
adolescente, podendo gerar desconforto e afetar no desenvolvimento dos indivíduos. Essa pesquisa teve
como objetivo analisar e relacionar o estado nutricional com a imagem corporal que o adolescente tem
de si próprio. A pesquisa é de caráter descritivo exploratório, possuindo uma amostra de 42 estudantes
do gênero feminino com faixa etária variante de 15 a 18 anos de idade. As informações do índice de
massa corporal (IMC) foram obtidas por dados antropométricos para classificar o estado nutricional. Para
a Imagem Corporal utilizou-se o questionário silhuetas padronizadas para avaliar a auto percepção da
imagem. Em seguida, foi feito o comparativo das respostas do questionário e a classificação do IMC. Os
resultados demonstram que cerca de 45% das adolescentes possuem uma Percepção e Mensuração
Semelhante, porém mais da metade, com 55% distorcem suas imagens corporais, com maior
prevalência na superestimação. Constatou-se ainda, que meninas com faixa etária de 14 a 15 anos de
idade são mais insatisfeitas com o seu corpo do que as com faixa etária superiores. Levar conhecimento
aos adolescentes a cerca dos riscos causados pela busca do corpo perfeito, é uma maneira eficaz para
que doenças relacionadas ao estado nutricional não prejudiquem sua saúde.
Palavras-chave: IMC, imagem corporal, adolescentes.
PERCEPTION OF BODY IMAGE AND NUTRITIONAL STATUS IN FEMALE STUDENTS OF
A PUBLIC SCHOOL IN THE CITY OF CRATO - CE
ABSTRACT
Self perception of body image and its satisfaction is a problem in teenagers lives nowadays, and it’s
perceived the presence of these aspects with emphasis in females teens. These factors are
indispensable related to the teen self acceptation , it could cause discomfort and affect on individuals
development. This research aimed to analyze and connect nutritional status with body image that teens
have about themselves. The research is descriptive, exploratory, with a sample of 42 female students
with age between 15 and 18 years old. Information about body mass index (BMI) were obtained by
anthropometric data to classify the nutritional status. To body image it was used a questionnaire of
standardized silhouettes to assess the self perception of image. After, it was make a comparative of the
answers of the questionnaire and BMI classification. The results demonstrated about 45% of the
teenagers have similar perception and measurement, but more than half, with 55%, distort their body
images, with major prevalence on overestimation, it was also found, that girls between 14 and 15 years
old are more dissatisfied with their body than older ones. Inform teens about the risks caused by the
search of a perfect body, is an effective way so that diseases related to nutritional status do not harm
their health.
keyword: BMI, body image, teenagers.
INTRODUÇÃO
Todo adolescente tem em sua mente um corpo idealizado, e quanto mais este corpo se
distanciar do real, maior será a possibilidade de conflito, comprometendo sua autoestima
(CHIPKEVITCH, 1987). As adolescentes, mesmo quando estão no peso adequado ou abaixo do peso
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ideal, costumam se sentir gordas ou desproporcionais, o que se denomina de distorção da imagem
corporal (FLEITLICH et al., 2000). No sexo feminino, com o aumento da idade, há a tendência em querer
perder peso; inversamente, no sexo masculino, essa vontade diminui, prevalecendo o desejo de ganhar
peso num porte atlético (VILELA et al., 2001).
Verifica-se na atualidade uma forte influência sociocultural no que diz respeito a distorção da
imagem corporal, ambientes escolares e a própria mídia são vertentes preponderantes para modificar a
visão do seu próprio corpo.
O ambiente escolar é abrigo de um mal do século, o bulling, um fantasma que aflige muitos
jovens, compreendendo em sua maioria agressões físicas, verbais ou psicológicas causadas por
pessoas mal intencionadas que acabam transtornando e alterando o psicológico de quem é vítima
desses atos.
Segundo as Faculdades da Fundação de Ensino de Mococa-FaFEM, 2008:
A definição universal de bulling é compreendida como um subconjunto de
comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que ocorrem sem motivação
evidente, adotado por um ou mais aluno contra outro (a), causando dor, angústia e
sofrimento.
A mídia é um árduo atuante no que diz respeito às distorções de imagem corporal, pois impõe
seu próprio modelo de aparência física, transformando os perfis de corpo perfeito dissociados da
realidade de muitos adolescentes, acarretando uma insatisfação para quem não segue esse padrão de
corpo ideal que a mídia atribui à sociedade.
De acordo com Camargo e Hoff (2002):
O corpo veiculado nos meios de comunicação de massa não é o corpo de natureza,
nem exatamente o de cultura na sua dimensão de expressão de corpo humano: é
imagem, texto não -verbal que representa um ideal. É o que denominamos corpomídia:
construído na mídia para significar e ganhar significados nas relações midiáticas.
Os adolescentes se preocupam com o peso e a aparência corporal, entretanto a insatisfação
com a imagem corporal tem início em idades mais jovens e é fortemente influenciada por aspectos
socioculturais (CORSEUIL et al., 2009). Todo adolescente tem em sua mente um corpo idealizado, e
quanto mais este corpo se distanciar do real maior será a possibilidade de confusão, comprometendo
sua autoestima (BRANCO et al., 2006).
De acordo com Costa et al., (2007) a imagem corporal é a forma que o ser humano tem de seu
próprio corpo, sendo formada em sua mente e envolve três componentes: o perceptivo, relacionado com
a percepção do corpo e a uma estimativa do tamanho corporal e do peso; o subjetivo, referente à
satisfação com a aparência, juntamente com a ansiedade e a preocupação relacionados a ela; e o
comportamental, que consiste em situações evitadas devido ao desconforto causado pela feição
corporal.
Fatores extrínsecos modelam o indivíduo a fim de relacionar-se com seu corpo satisfatório ou
insatisfatoriamente. Fatores estes que afeiçoam a forma de enxergar seu próprio corpo. O principal fator
colaborador é o padrão cultural de beleza imposto pela sociedade.
O interesse na insatisfação corporal vem crescendo, motivado, em grande parte, pelo
reconhecimento crescente dos transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia)
como um dos principais problemas de saúde mental entre adolescentes e adultas jovens
(SOCIETY FOR ADOLESCENT MEDICINE, 1995). Os transtornos alimentares, como a
anorexia, bulimia e excesso de dietas, podem levar a consequências em longo prazo na
saúde física e mental e são hoje uma das doenças mais comum em jovens (PAXTON,
1995).
Em se tratar de imagem corporal em adolescentes o risco de insatisfação é significante, pois a
adolescência é um período crítico de formação de identidade, assim, o indivíduo é submetido a
mudanças emocionais, psicológica, comportamental e a preocupação com o corpo, deste modo,
podendo ocasionar transtornos psicológicos. Em muitos fatos os transtornos envolvendo imagem
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corporal relacionada a hábitos alimentares se manifestam em meninas, por se tratar da insatisfação da
imagem, e tendem seguir o padrão de beleza que a sociedade impõe.
A imagem corporal parece ser uma marca feminina, sobretudo na adolescência, quando o corpo
estabelece seu formato. Como os meninos não sofrem tanta pressão social, apresentam uma melhor
aceitação (GRAHAM et al., 2000).
Movidos por essa discussão, o objetivo desse estudo foi relacionar a percepção da imagem
corporal que as discentes têm de si próprio com seu estado nutricional real, identificando o Índice de
Massa Corporal (IMC) de escolares do sexo feminino, verificando a avaliação da Imagem Corporal, e
classificando assim, a imagem corporal de acordo com o IMC.
MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa (realizada no mês de maio de 2011) caracteriza-se como sendo do tipo descritivo
exploratório, realizada na Escola Estadual Wilson Gonçalves na Cidade de Crato-CE.
Para a seleção da amostra adotou-se o critério de amostra casual simples (GUEDES e
GUEDES, 1988). A população da pesquisa foi compreendida por adolescentes regularmente
matriculadas na escola, abrangendo jovens do 1º ao 3º ano do ensino médio, a amostra envolvida é de
42 estudantes do sexo feminino com idades variantes de 15 a 18 anos de idade.
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram o Questionário de Avaliação da Imagem
Corporal- QAIC estruturado de acordo com o estudo de Tritschler (2003). A percepção da imagem
corporal foi obtida por autoavaliação, com o uso de uma escala de silhuetas corporais (1 a 9) em que se
estabelecem categorias: baixo peso (1), eutrofia (2 a 5), sobrepeso (6 e 7), e obesidade (8 e 9)
(MADRIGAL-FRITSCH et. al., 1999).versão para verificar a percepção corporal comparada com os níveis
de composição corporal apresentadas pelo público-alvo.
Para a avaliação do estado nutricional (IMC- Índice de Massa Corporal), foram analisados as
medidas antropométricas (peso e estatura) com a utilização de uma balança antropométrica e um
estadiômetro, a realização da classificação do IMC foi proposta pela Organização Mundial da Saúde
(WHO, 1995), em que o indivíduo a partir do resultado do IMC é categorizado como baixo peso, normal,
sobrepeso, obesidade I, obesidade II e obesidade mórbida.
A priori, fez-se um levantamento do público-alvo a participar da pesquisa, após selecionar a
amostra foi entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido(TCLE) de pesquisa envolvendo
seres humanos segundo as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres
Humanos (Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996) do Conselho Nacional de Saúde, para a captura
da assinatura dos pais e responsáveis, esclarecendo o tipo de pesquisa a ser feita. Após a autorização
dos pais ou responsáveis foi realizada a primeira parte da coleta de dados com a aplicação do
Questionário de Avaliação da Imagem Corporal.
A segunda etapa da coleta compreendeu na mensuração das variáveis antropométricas de peso
e estatura. A partir dos resultados das mensurações calculou-se o IMC (peso/estatura²), para a
classificação do indivíduo de acordo com a tabela abaixo:
Tabela 1. Valores referenciais para o IMC.
Classificação
2
Classe de obesidade
IMC (Kg/m )
Baixo peso
< 18,5
Normal
18,5 - 24,9
Sobrepeso
25,0 - 29,9
Obesidade
Obesidade mórbida
I
30,0 - 34,9
II
35,0 - 39,9
III
> 40
Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2005 apud Sousa, 2008.
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Os valores da tabela 01 foram comparados com os resultados do Questionário de Avaliação da
Imagem Corporal, a categorização utilizada foi à desenvolvida por Sousa (2008). Assim, pudemos
determinar se a percepção e a mensuração do individuo é semelhante, se a percepção é maior e a
mensuração menor ou se a percepção é menor e a mensuração maior.
Após os registros dos dados obtidos na coleta, realizou-se uma tabulação desses resultados em
um banco estatístico do Microsoft Office Excel 2007 para a mensuração do estado nutricional e para
correlação com a percepção de imagem corporal, e o SPSS (Statistical Package for the Social Science)
versão16.0. for Windows para a analisar os índices de insatisfação corporal entre as idades, assim
obtendo os percentuais de classificação dos indivíduos.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A figura 01 demonstra os percentuais por categoria da ocorrência do estado nutricional de alunas do
ensino médio da Escola Estadual Wilson Gonçalves.
Figura 1. Percentual do estado nutricional das discentes da Escola Estadual Wilson Gonçalves através
do IMC.
Na amostra foram encontradas 67% de alunas com o seu IMC “normal”, 19% com “abaixo peso”,
7% com “sobre peso”, apenas 5% com obesidade tipo I, 0% de “obesidade tipo II” e 2% de “obesidade
mórbida”. De modo geral podemos afirmar a partir dessa figura que cerca de 33% das alunas possuem
um estado nutricional acima ou abaixo dos níveis de saúde.
A falta de uma alimentação adequada pode de certa forma, comprometer o estado nutricional
dos adolescentes, causando sérios problemas a saúde quando principalmente se está nas classificações
consideradas de risco, desnutrição e obesidade.
Sabe-se que hábitos alimentares inadequados na infância e adolescência podem ser fatores de
risco para doenças crônicas e obesidade. (ANDERSON, 1991).
A figura 02 desenha a imagem corporal das alunas, as respostas desse questionário foram
comparadas ao IMC de cada uma, com o objetivo de conhecer e diagnosticar uma possível distorção de
suas imagens corporais.
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Figura 2. Avaliação da imagem corporal.
Como pode ser visto na figura 02, cerca de 45% das adolescentes possuem uma Percepção e
Mensuração Semelhante, já 43% possuem uma Percepção Menor e Mensuração Maior, e apenas 12%
possuem uma Percepção Maior e Mensuração Menor. Com isso podemos afirmar que cerca de 55%,
mais da metade das alunas, distorcem suas imagens, ou para mais ou para menos, mesmo quando a
maioria possui um IMC Normal.
Quanto à satisfação com a imagem corporal, em nosso estudo, 45% das adolescentes
analisadas possui satisfação com o seu corpo constatando também que a Imagem Corporal condiz com
seu estado nutricional, porém, 55% têm algum tipo de insatisfação corporal. Os dados analisados são
correspondentes aos encontrados no estudo de Ferrando et al., (2002), com 480 adolescentes
secundaristas de 14 a 19 anos na cidade de Girona (Itália), dos quais apenas 57% estavam em eutrofia
e 56% referiram insatisfação com a imagem corporal, independentemente do estado nutricional.
Em resumo, na relação entre o estado nutricional e a auto percepção da imagem corporal, a
maioria das adolescentes apresentou uma auto percepção não condizente com seu estado nutricional
real e mostram algum sentimento de insatisfação com a imagem corporal.
Estudos como o de Cash e Green (1986), com 36 adolescentes do sexo feminino, mostram que
houve significância de superestimação em relação às variáveis da percepção corporal e peso atual,
principalmente em adolescentes de baixo, acima e peso normal.
A tabela 2 demonstra a ocorrência da distorção dentro das classificações do IMC.
Tabela 2. Percepção da imagem corporal comparada com a mensuração do IMC.
Normais
Baixo peso
Sobrepeso
Obesidade I
Obesidade II
Obesidade III
Mórbida
Percepção e
mensuração
semelhante
N
%
13
46,4
4
50
0
0
1
50
0
0
1
100
Percepção maior
e mensuração
menor
N
%
13
46,4
4
50
2
33,3
0
0
0
0
0
0
Percepção menor
e mensuração
maior
N
%
2
7,1
0
0
1
66,7
1
50
0
0
0
0
Coleção Pesquisa em Educação Física - Vol.10, n.5, 2011 - ISSN: 1981-4313
Total
N
28
8
3
2
0
1
%
66,67
19,05
7,14
4,76
0
2,38
115
Analisando a tabela 02 pode-se observar que nesse grupo, a predominância de distorção de
imagem corporal está presente nos grupos das normais com 53,5% e com maiores estatísticas o grupo
de sobrepeso com 100% de distorção de imagem, porém deve-se levar em conta o total de participantes
com classificação sobrepeso que é de 7%. Estes resultados se assemelham aos estudos de Cuadrado et
al., (2000), quando compara a imagem corporal dos adolescentes espanhóis a suas respectivas
insatisfações com o corpo. Concluiu-se da pesquisa que 63% das meninas que se encontravam
estróficas tenderam a não estarem satisfeita com sua imagem corpórea.
Um estudo realizado em Porto Alegre-RS, em 2003, constatou que somente um terço das
mulheres entre 12 e 29 anos que desejavam pesar menos tinha índice de massa corporal (IMC)
compatível com sobrepeso/obesidade (NUNES et al., 2003).
A tabela 3 demonstra a incidência de distorção de imagem corporal nas faixas etárias.
Classificação da imagem corporal
Percepção e
mensuração
semelhante
14 - 15 anos
16 - 17 anos
18 - 19 anos
N
2
10
5
%
28,6
43,5
45,5
N
0
3
2
Percepção
maior e
mensuração
menor
%
0
13
18,2
Percepção
menor e
mensuração
maior
N
%
5
71,4
10
43,5
4
36,4
Total
N
7
23
11
%
17,1
56,1
26,8
R
0,512
Percebe-se na tabela 03 em relação às adolescentes com faixa etária de 14 a 15 que houve uma
forte predominância quanto à distorção de imagem corporal, onde 71,4% destas, superestimam o próprio
corpo. Entre as meninas com faixa etária de 16 aos 17 anos, houve um equilíbrio entre as variáveis de
“percepção e mensuração semelhante” e “percepção maior e mensuração menor”, ambos com 43,5%.
Quanto às de 18 e 19 anos, houve predominância no quesito “percepção e mensuração semelhante”.
Porém não houve diferença significativa entre as idades e a percepção da imagem corporal.
Pode-se verificar a partir desta tabela que as adolescentes com menor faixa etária, no inicio da
adolescência, se preocupam mais com o corpo perfeito do que as de mais idade. Isso condiz com
estudos realizados por Rierdan e Koff (1980), onde estudaram a relação entre a imagem corporal e a
satisfação de meninas, usando como procedimento figuras humana, representando o corpo feminino.
Dividindo as meninas em dois grupos pré e pós menarca, sendo o primeiro grupo composto por 153
meninas e no segundo 95. Os resultados sugerem que meninas no inicio da adolescência são em
maioria mais insatisfeitas com o corpo, do que as meninas na adolescência mais madura. Ainda segundo
o autor essa insatisfação está atrelada as modificações ocorrentes no corpo feminino no inicio da
adolescência, como o ganho de peso, principalmente nas coxas e abdome.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No que diz respeito à análise do IMC, menos da metade das adolescentes estavam com seus
padrões de normalidade. Porém mais da metade das investigadas estavam ou abaixo ou acima de seus
pesos ideais. É fundamental transmitir para essas adolescentes e famílias a importância de uma boa
nutrição e de hábitos saudáveis para uma qualidade de vida.
Quando comparados à percepção de imagem corporal ao estado nutricional das adolescentes
envolvidas na pesquisa, percebemos uma constante distorção de imagem corporal. Essa insatisfação
ocorreu praticamente em todas as classificações, porém foi na classificação das normais e sobrepeso
que essa predominância foi mais acentuada.
O grupo das adolescentes de 14 e 15 anos, possuem maiores possibilidades de desenvolverem
problemas psicológicos relacionados a sua imagem corpora, como pode ser visto é nessa faixa etária
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que ocorre muitas mudanças corporais, tais podem prejudicar o desenvolvimento, tanto social quanto
causar problemas em sua saúde.
A interferência e o conhecimento dos pais a cerca de hábitos saudáveis, a expansão de
conhecimentos voltados para os problemas relacionados ao estado nutricional, ainda é o meio mais
eficaz de evitar problemas mais severos, colocando em risco a vida de toda a população futura.
Dados como estes servem de alerta para que os meios de comunicação e até mesmo o
profissional de Educação Física possam interferir no padrão de beleza corporal, levando principalmente
a busca por qualidade de vida através de hábitos saudáveis.
É preciso se refletir, sobre que tipo de valor está sendo passado para essas adolescentes, que
tão cedo buscam padrões de beleza que poucos poderão ter, deixando muitas vezes de lado a busca
pela qualidade de vida.
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Rua Doutor Antonio Tavares Bezerra, 1512
São Miguel
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