Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Projecto Educativo: 2010/2013
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Índice
Índice........................................................................................................................................................... 1 Capítulo I .................................................................................................................................................... 4 1. Introdução ........................................................................................................................................ 4 1.1. Localização e Caracterização da Comunidade Local ............................................................... 5 1.2. Enquadramento Legal ............................................................................................................... 8 1.3. Patrono ...................................................................................................................................... 9 1.4. Constituição do Agrupamento .................................................................................................. 9 1.5. As Nossas Escolas .................................................................................................................... 9 1.6. Metodologia ............................................................................................................................ 11 Capítulo II ................................................................................................................................................. 13 2. Política Educativa do Agrupamento .............................................................................................. 13 2.1. Concepção de Saber................................................................................................................ 13 2.2. Concepção de Aprendizagem ................................................................................................. 13 2.3. O Aluno .................................................................................................................................. 14 2.4. Papel do Professor .................................................................................................................. 14 2.5. Relacionamento com a comunidade ....................................................................................... 15 3. Caracterização do Agrupamento .................................................................................................... 17 3.1. Frequência .............................................................................................................................. 17 3.2. Sucesso Escolar ...................................................................................................................... 20 3.3. Abandono Escolar................................................................................................................... 29 Projecto Educativo 2010-2013
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3.1. Absentismo Escolar ................................................................................................................ 30 3.2. Disciplina ................................................................................................................................ 31 3.3. Acção Social Escolar .............................................................................................................. 32 3.4. Recursos Humanos ................................................................................................................. 33 Capítulo III ................................................................................................................................................ 34 4. Objectivos/Metas ........................................................................................................................... 34 5. Operacionalização .......................................................................................................................... 35 5.1. Plano de Acção ....................................................................................................................... 35 5.2. Plano Anual de Actividades ................................................................................................... 35 5.3. Orientações para a elaboração do Projecto Curricular do Agrupamento ............................... 36 5.4. Formação Contínua de Pessoal Docente e Não Docente ........................................................ 38 5.5. Orientações para o Relacionamento Escola/Família .............................................................. 39 5.6. Critérios para a Constituição de Grupo e Turmas .................................................................. 40 Capítulo IV................................................................................................................................................ 42 6. Avaliação/Divulgação do Projecto Educativo ............................................................................... 42 6.1. Métodos e Modalidades de Avaliação .................................................................................... 42 6.2. Divulgação do Projecto .......................................................................................................... 42 Anexos ...................................................................................................................................................... 44 Anexo I...................................................................................................................................................... 45 7. Plano de Acção .............................................................................................................................. 45 Acção 1 – Ser + Competente ............................................................................................................ 45 Projecto Educativo 2010-2013
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Acção 2 – Ser + Responsável............................................................................................................ 51 Acção 3 – Ser + Saudável ................................................................................................................. 55 Anexo II .................................................................................................................................................... 58 8. Plano Anual de Actividades (modelo de grelha) ........................................................................... 58 Projecto Educativo 2010-2013
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Capítulo I
1. Introdução
As múltiplas visões da política nacional têm produzido uma necessidade sistemática de reequacionar as
funções da escola a partir de uma construção social cujos desafios sendo complexos nem sempre se
ultrapassam a partir de respostas convencionais.
O Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo apresenta hoje um nível de desenvolvimento e
estabilidade consolidada a partir de uma cultura de procura sistemática de resolução dos problemas com
que se depara, transformando-os em desafios cuja meta se constrói a partir de uma visão de qualidade
das respostas educativas nas suas mais diversas dimensões.
Neste quadro, importa recorrer a uma pedagogia social e cívica para dinamizar um vasto leque de acções
que se constroem a partir de uma visão de conjunto de todos os actores educativos, que constituem a
Comunidade Educativa.
Assim, a inovação torna-se, sem dúvida, o mote da acção educativa e a democratização dos saberes o
objectivo último dessa acção. Democratização essa que não se esgota na frequência da escola, mas antes
na apropriação efectiva dos saberes e competências que fazem do homem de hoje um cidadão activo e
construtivo da sociedade.
Este Projecto Educativo como elemento agregador das vontades e percepções da comunidade escolar,
projecta ainda a ideia da escola inclusiva, destacando a necessidade de conjugação de esforços múltiplos
dos actores educativos em torno de uma política educativa comum que será por si só determinante para a
sua concretização, sem excluir a necessidade da intervenção criativa e individual de cada um de nós.
Nesta acção simultaneamente colectiva e individual, propõe-se que cada um de nós seja capaz de
acrescentar algo a um todo coerente em que “ser +” represente esse “valor acrescentado” com que
contribuiremos para que os nossos alunos sejam:
 Competentes
 Responsáveis
 Saudáveis
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 Activos
 Solidários
 Alegres
 Criativos
 Respeitadores
 Sociáveis…
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1.1.
LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE LOCAL
“Embora constituída como bairro planeado nos anos 60 do séc. XX e habitado a partir da década
seguinte, Mira Sintra surge como freguesia do concelho de Sintra apenas em 2001, numa área que ronda
1 Km2, contando em finais de 2004 com cerca de 6700 habitantes. Tem uma densidade de construção
inferior à da maior parte dos bairros urbanos do concelho e uma localização relativamente favorável,
num enclave entre importantes vias de comunicação: IC19 e Linha de Sintra, por um lado, e Linha do
Oeste, por outro, com possibilidades de optimizar as ligações a Lisboa, a Sintra, ao continuum urbano
da chamada “Linha de Sintra” e ainda às freguesias mais rurais do município.
A análise da situação de partida para o Programa K’CIDADE implicou considerar a divisão do
Bairro/Freguesia em duas partes socialmente distintas: uma que designamos por Bairro Antigo
(abreviado como Bº Antigo), de tecido consolidado até aos anos setenta do século passado, e o Bairro da
Fundação D. Pedro IV (abrev. Bº DPIV), construído em 2000. No entanto, para certos objectivos,
considera-se também o Bairro das Bandas (Bº Bandas), uma secção do Bº Antigo – de morfologia
urbana dissonante em relação ao conjunto – que se estende ao longo da Av. dos Bombeiros Voluntários e
em ruas adjacentes, no sul da freguesia.
O bairro de Mira Sintra organiza-se principalmente em torno de um eixo, a Avenida 25 de Abril, que
serpenteia, subindo progressivamente de Sul para Norte e respeitando a topografia algo acidentada.
Embora o planeamento urbanístico efectuado tenha favorecido uma boa qualidade paisagística e criado
algumas alternativas para a transposição dos declives (ruas, rampas e escadarias), não pôde evitar
naturais limitações à mobilidade pedonal. Por isso, adultos e idosos percorrem a distância entre os
extremos utilizando sobretudo transportes públicos ou o automóvel, enquanto instituições como o
Centro de Apoio à Criança (CAC) ou o Centro de Educação para a Criança Deficiente (CECD), com
instalações dispersas, necessitam de transportes próprios para fazer o acompanhamento das várias
valências e para deslocar pessoas e materiais.
Desde os anos setenta e oitenta do século passado, vários actores institucionais têm tido um papel
relevante na resposta a necessidades sociais: diferentes associações que se constituíram, escolas,
Paróquia, Centro de Saúde, GNR, a autarquia municipal, clubes desportivos, culturais e recreativos, etc.
(vide análise do tecido institucional). No entanto, a criação da freguesia de Mira Sintra, em 2001, deu
sequência a um novo tipo de protagonismo, liderado pelo actual presidente da Junta de Freguesia, num
acréscimo qualificado em relação aos importantes resultados da anterior auto-organização da
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comunidade, com base em pequenos grupos de moradores. Com o novo poder administrativo e de gestão
local de recursos, politicamente legitimado, tem-se verificado uma acentuada dinamização da sociedade
e do território, valendo o concurso de diferentes instrumentos recentes (autárquicos, do Programa Rede
Social, de organismos estatais de diferentes tutelas, do próprio K’CIDADE, em fase preliminar, etc.).
Uma das associações locais tem demonstrado incontornável influência junto da população realojada no
Bº DPIV, principalmente cabo-verdianos, provenientes de alguns bairros de barracas do concelho,
entretanto desmantelados. Trata-se da Casa Seis, cujo nome detém forte carga de simbolismo identitário,
já que corresponde ao número / nome da barraca onde se iniciaram as actividades que deram
continuidade à prestação de apoio em diferentes valências, para além de outras entretanto surgidas,
muitas vezes em parceria e destinadas a diferentes segmentos da população.
As principais características sociodemográficas de Mira Sintra traduzem-se na existência de uma
população envelhecida no Bº Antigo – a que corresponde sobretudo pessoas de origem nacional, com
9,5% de estrangeiros – em contraste com a do Bº DPIV, em que quase um terço da população (32%) é
estrangeira e com “superavit masculino”. Os não-nacionais são sobretudo cabo-verdianos (3,7% no Bº
Antigo e 32% no DPIV), seguindo-se – com menor expressão e essencialmente presentes no Bº Antigo –
os angolanos, guineenses e outros. Alguns dos portugueses têm etnia cigana e residem nos edifícios de
realojamento e nos fundos vazados do Bº DPIV (em roulottes) e/ou em casas precárias de apoio na área
não urbanizada, que inclui hortas. No Bº Antigo, a proporção de moradores com menos de 15 anos
representa menos de metade da do Bº DPIV, ao passo que os idosos (≥ 65 anos) do primeiro têm um
peso percentual 3,5 vezes maior que os do segundo.
Nos anos mais recentes, a chegada ao Bº Antigo (incluindo “as Bandas”) de vários moradores de origem
africana tem contribuído para atenuar um pouco a tendência de envelhecimento da população desta área
da freguesia. Compraram casas de dimensão atractiva (sobretudo em prédios sem elevadores, a maioria)
a pessoas que quiseram regressar às suas terras, depois da reforma. Esta população recém-chegada é
ainda mais jovem que a do Bº DPIV e diz respeito a famílias de dimensão superior à média3,
constituindo um grupo de activos com elevado dinamismo potencial.
Existe hoje uma clivagem socioeconómica entre o Bº Antigo e o Bº DPIV, mas tal acontecia também há
25-30 anos entre outras partes do bairro. A mobilidade social ascendente de grande parte dos residentes
mais antigos permitiu-lhes o investimento na educação dos filhos (que saíram, na sua maioria:
mobilidade socioprofissional entre gerações, associada à mudança de residência para fora do bairro), na
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compra de bens e, por vezes, na construção de uma casa na terra, alcançando algum nível de bem-estar.
Não obstante, ainda se referem casos de «pobreza envergonhada» entre os idosos. Da comparação com o
concelho de Sintra e com a média nacional sobressai uma percentagem menor de pessoas a viver de
rendimentos do trabalho e uma proporção mais elevada de habitantes a viver de reformas, bem como
maior dependência do subsídio de desemprego, do rendimento social de inserção e de outras formas de
apoio social.
A situação económica geral envolve disparidades merecedoras de atenção: entre os activos residentes,
associam-se baixos níveis de instrução formal, actividades de reduzida qualificação e baixos salários,
sobretudo entre a população realojada, mas não de forma exclusiva. As perspectivas de futuro obrigam a
considerar especialmente preocupante o fraco acesso às novas tecnologias de informação e comunicação
(computador e internet, em particular), verificado em toda a freguesia, o que indicia “iliteracia
tecnológica”, um obstáculo ao aumento dos níveis de empregabilidade e de redução do desemprego, cuja
taxa em Mira Sintra (15,1%) se verifica superior à do concelho, da região (Lisboa e Vale do Tejo) e do
país. Este facto (que inclui o desemprego de longa duração) tem particular expressão no Bº DPIV (27%
dos activos 15 anos), entre a população masculina, nos jovens de 15-24 anos e na população estrangeira
(neste caso, cerca de 20% dos indivíduos pertencentes a famílias de origem étnica dos PALOP). Parte do
desemprego não é oficial e esconde trabalho precário e informal.
Mais de ¼ das famílias e 29,3% da população de Mira Sintra tinham em finais de 2004 rendimentos
monetários (por adulto equivalente) inferiores aos da linha de pobreza (< 300 € mensais), situação de
desvantagem em relação ao conjunto do país (20%) e à média da UE (15%). No Bº DPIV a situação era
mais acentuada, referindo-se a 56% dos agregados familiares e 63% dos residentes, ficando o Bº das
Bandas numa posição intermédia (1/3 das famílias) entre a urbanização mais recente e o Bº Antigo da
primeira fase.
Não obstante um quadro de vulnerabilidade económica e social, existe um sistema local e de nível
meso que integra várias respostas, não apenas assistenciais (saúde, solidariedade social) mas também
educativas, formativas e de fomento da empregabilidade, face às necessidades mais prementes. Esta
incidência social tem permitido que, apesar das disparidades e condições de exclusão, tenha
permanecido a percepção da área como globalmente segura. Têm faltado até 2004, todavia, condições de
enquadramento para superar as atitudes tradicionais em relação a questões como a saúde, o crime, a
educação, etc., assim como para melhorar a pró-actividade, o espírito empreendedor e as aspirações da
população (relativamente limitadas), tanto ao nível pessoal como para o bairro.
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Em termos de comércio, serviços e equipamentos, a freguesia encontra-se relativamente bem servida –
especialmente em relação às necessidades básicas e aos bens / serviços mais banais – mas tanto as
pessoas de maior mobilidade como as mais idosas (as mais afectadas por problemas de saúde e por
carências de assistência diversa) colocam desafios ao empresariado local e aos serviços locais de
proximidade. Por um lado, várias ofertas exteriores concorrem com as locais, havendo necessidade de
adaptação do terciário público e privado da área a novas exigências e necessidades de diferentes
segmentos da população: jovens, idosos, população activa, mulheres, etc. Por outro, verificaram-se
alguns desencontros entre as condições das instituições do Terceiro Sector (com algumas dificuldades) e
as necessidades5 das crianças, mães / famílias (ex: listas de espera), mais por razões culturais e de
imperfeições no entrosamento inter-institucional que por incapacidade absoluta das IPSS ou de outras
entidades com serviços de proximidade.
Não obstante, o recente processo de densificação de colaborações e estabelecimento de parcerias
estratégicas (CSF / Rede Social, K´CIDADE, entre outras), parecem favorecer o potencial de
intervenção autárquica e da sociedade civil, abrindo perspectivas para uma regulação permanente,
dialogada, interactiva, sinérgica e de criatividade multiparticipada, que leva à conjugação das acções
para a ultrapassagem dos problemas. Conclua-se que um dos fundamentais se refere à qualificação
integrada do Bairro, para que a tendência de progressivo envelhecimento da população se compense
com a mobilização do potencial de atracção de mais moradores e de adequado acolhimento e
envolvimento (humano / institucional) dos mesmos.”
IN: “Mira Sintra – Análise da Situação de Partida”, Centro de Estudos Geográficos, Universidade de
Lisboa, Março 2006 - Revisão: Maria João Marques, Pedro Cunha - Edição: K’CIDADE;
1.2.
ENQUADRAMENTO LEGAL
De acordo com o n.º 1, do artigo 8º, do Decreto-Lei n.º75/2008 “A autonomia é a faculdade reconhecida
ao agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar
decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos
humanos, da acção social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no
quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos.”
Sendo que o projecto educativo se constituem enquanto um dos instrumentos do exercício dessa
autonomia, uma vez que é “o documento que consagra a orientação educativa do agrupamento de
escolas ou da escola não agrupada, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão
para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias
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segundo os quais o agrupamento de escolas ou escola não agrupada se propõe cumprir a sua função
educativa.
1.3.
PATRONO
D. Domingos Jardo foi nomeado clérigo e conselheiro do rei D. Afonso III e preceptor do Infante D.
Dinis. Foi notável a sua acção no fomento da cultura da época e consta que foi o próprio que sugeriu a
D. Dinis a criação da Universidade de Lisboa. D. Domingos Jardo, foi, sem dúvida, um destacado
representante da nova classe de letrados e legistas. Dada a importância do bispo, a Junta de Freguesia
(Agualva/Cacém), em 29 de Agosto de 1989, deliberou que no brasão da vila aparecesse a mitra em
grande plano central, referência, clara e inequívoca, ao bispo natural desta localidade.
1.4.
CONSTITUIÇÃO DO AGRUPAMENTO
Após várias iniciativas da administração central para se dar cumprimento à constituição dos
Agrupamentos de escolas, em 2004 torna-se obrigatório concluir este processo a nível nacional.
Após um período de intensas reuniões começa a tomar forma aquele que é hoje o Agrupamento de
Escolas D. Domingos Jardo.
Numa primeira fase, a sua constituição previa, além das escolas que hoje o constituem, a inclusão da
EB1/JI de Colaride, da EB1 n.º4 de Agualva e da EB1 das Lopas. No entanto, dada a dispersão
geográfica das escolas, bem como o número total de alunos, que tornaria esta organização educativa
numa das maiores do país na área da educação, tal não se concretizou.
Em Fevereiro de 2004, foi enviada para a Direcção Regional de Educação de Lisboa a proposta de
constituição deste Agrupamento, de que fazem parte a EB1 da Baratã, a EB1 de Meleças, a EB1/JI de
Mira-Sintra, a EB1 N.º2 de Mira-Sintra e a EB2,3 D. Domingos Jardo (escola sede).
Em Março do mesmo ano, com a homologação por parte do Director Regional de Educação de Lisboa
da constituição do Agrupamento, deu-se início a uma nova fase de construção educativa.
Em Agosto de 2010, pela aplicação da Resolução do Conselho de Ministros N.º 44/2010, a EB1 da
Baratã foi extinta, uma vez que apenas tinha 9 alunos matriculados.
1.5.
AS NOSSAS ESCOLAS
1.5.1. EB1 de Meleças
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Situa-se na freguesia de Belas, é constituída por 4 pavilhões pré fabricados, tem 3 salas de aula e 1 sala
polivalente. Encontra-se localizada dentro da Quinta da Boa Vista, tendo desta forma uma área
envolvente privilegiada.
Tem uma capacidade máxima para 3 turmas, 72 alunos em regime normal. No entanto, tem funcionado
em regime duplo com 6 turmas e aproximadamente 110 alunos.
1.5.2. EB1/JI de Mira-Sintra
Situa-se na freguesia de Mira-Sintra, de tipologia nórdica, tem 7 salas de aula, 2 para jardim-de-infância
e 5 para o 1º ciclo, 1 Centro de Recursos Educativo e polivalente onde também funciona o refeitório.
Tem uma capacidade máxima para 2 salas de Pré-Escolar (48 alunos) e 5 turmas de 1º ciclo, 120 alunos
em regime normal. No entanto, tem funcionado em regime duplo.
1.5.3. EB1 n.º2 de Mira-Sintra
Situa-se na freguesia de Mira-Sintra, de tipologia nórdica, tem 6 salas de aula, 1 Centro de Recursos
Educativo e polivalente onde também funciona o refeitório.
Tem uma capacidade máxima para 6 turmas, 144 alunos em regime normal. No entanto, tem funcionado
em regime duplo.
1.5.4. EB2,3 D. Domingos Jardo
Situa-se na freguesia de Mira-Sintra, é constituída por 7 pavilhões e um campo de jogos exterior, tem
uma capacidade máxima para 28 turmas, em regime normal. No entanto, tem funcionado em regime
duplo (45 turmas).
Pavilhão Central
 Direcção,
 Sala de Professores,
 Sala de Directores de
Turma,
 Secretaria,
 Reprografia,
 Papelaria,
 Sala de Pessoal Não
Docente,
 Bar professores,
 Bar alunos,
 Refeitório,
Polidesportivo
 Gabinete de Professores de
Educação Física,
 Sala do Pessoal Auxiliar,
 Balneários,
 Campo de Jogos.
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Pavilhão A
 1 Sala de Matemática,
 1 Biblioteca
 1 Sala de Estudo,
 1 Gabinete de Apoio ao
Aluno
 1 Sala de Actividades
Educativas Funcionais,
 1 Sala de Ciências FísicoQuímicas
 3 salas de aula
Pavilhão B
 1 Sala de Ciências
Naturais,
 1 Sala de Educação
Tecnológica,
 1 Sala TIC
 5 Salas de aula
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



Sala TIC,
Auditório,
Recepção,
Arquivo Geral.
Pavilhão C
 2 salas de Música,
 1 sala de aula
 1 sala de apoio aos Professores
1.6.
Pavilhão D
 7 salas de aula
 2 salas de Educação Visual e
Tecnológica
Pavilhão E
 7 salas de aula
 1 sala Educação Visual e Tecnológica
 1 sala de Educação Visual
METODOLOGIA
Um documento com o impacto e nível de importância que o Projecto Educativo deve assumir na
definição estratégica da vida de um Agrupamento, tem que ser desenvolvido a partir de uma visão
conjunta da comunidade, sem se limitar a uma única fonte de recolha de dados sob pena de não cumprir
os seus objectivos.
Assim, para a elaboração deste projecto foram tidos em conta os seguintes documentos:
 Relatório da Auto-Avaliação do Agrupamento de Escolas;
 Relatório final de execução do Projecto Educativo;
 Projecto “Desafios – Inovação e Desenvolvimento Curricular” - TEIP2;
 Relatório do 1º ano de execução do Projecto “Desafios – Inovação e Desenvolvimento
Curricular” - TEIP2;
 Plano de Acção do Director do Agrupamento, aquando da candidatura ao cargo;
 Título: “Mira Sintra – Análise da Situação de Partida”, Centro de Estudos Geográficos,
Universidade de Lisboa, Março 2006 - Revisão: Maria João Marques, Pedro Cunha - Edição:
K’CIDADE;
 Dados estatísticos da avaliação interna e externa e respectivos relatórios.
Para além da análise dos documentos supracitados foi elaborado um questionário para cada grupo
(Alunos, Pessoal Docente, Pessoal Não Docente, Pais e Encarregados de Educação), com o objectivo de
aferir a opinião dos diferentes actores escolares em relação à definição de prioridades e linhas de
orientação educativa. Salienta-se que o questionário não tinha por finalidade proceder-se ao diagnóstico
do Agrupamento e da qualidade dos seus serviços, mas sim a definição da visão dos actores educativos
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em relação ao serviço educativo que agora se projecta, uma vez que se considerou para o diagnóstico do
ponto de partida o relatório da auto-avaliação.
Numa fase posterior, procedeu-se à discussão do documento final, com especial ênfase, do plano de
acção e das políticas educativas ao nível dos órgãos de gestão da escola.
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Capítulo II
2. Política Educativa do Agrupamento
2.1.
CONCEPÇÃO DE SABER
“Através do saber a vida deixa de ser apenas o chão sobre o qual se constrói o edifício educativo.
Passando a ser um universo experimental, singular e plurifacetado sobre o qual a reflexão pessoal
acrescenta valor e confere sabedoria à existência.”
In, Carneiro, R., Pedro, M., Caraça, J. (2000). “O Futuro da Educação em Portugal: Tendências e Oportunidades”, Edição digital.
Aprender é pois uma das respostas necessárias às permanentes mudanças que o mundo actual nos
apresenta diariamente, decorrentes da globalização, multi e interculturalidade crescentes, reformulação
de padrões de civilização, crenças e novas tecnologias. Torna-se assim necessário reunir esforços e
reformular estratégias para que aprender seja viver com sentido, seja uma experiência de construção face
aos desafios da evolução.
Da análise feita aos questionários resulta um claro consenso em volta da dinamização de actividades
práticas, que solicitem a participação activa dos alunos com o objectivo claro de consolidação do saber
enquanto elemento central da actividade educativa a partir de uma construção partilhada pelo aluno, ao
invés de uma participação passiva destes.
Deve ainda salientar-se a necessidade de centrar o processo ensino-aprendizagem nas competências
essenciais, de modo a contribuírem para a aprendizagem ao longo da vida e serem definidas a pensar
num quadro europeu.
2.2.
CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM
A Comissão Internacional de Educação considera quatro pilares do novo conceito de aprender:
aprender a ser; aprender a conhecer; aprender a fazer e aprender a viver juntos.
Assim, ensinar e aprender ocorrem numa permanente interacção social, numa participação activa de
formação no mundo. A dimensão social da aprendizagem aliada a uma componente experimental
conduzirá ao acesso de novos saberes e à construção do conhecimento.
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Ser +
A aprendizagem actualmente depende de soluções não convencionais recorrendo à criatividade, das
quais se destacam:

A promoção de um sistema aberto de saberes;

A evolução para tecnologias de aprendizagem ao invés da persistência em meras tecnologias de
ensino;

A capacidade de catapultar cada estudante para a condição de “ investigador”;

A plena disseminação de avaliações e testes interactivos pela Internet, com possibilidade de
personalização em tempo real;

A formação de novas redes distributivas compreendendo o potencial de dinamização de
comunidades virtuais de aprendizagem;

A oportunidade para a aprendizagem intergeracional coligando pais e filhos em torno de
objectivos comuns de progresso e de realização de uma nova dimensão solidária da
aprendizagem inclusiva.
2.3.
O ALUNO
A importância da Escola na vida dos alunos surge da necessidade de se despertar no aluno uma atitude
cívica, uma preparação para a vida prática, onde sentimentos de tolerância e solidariedade têm
significado. É assim que o aluno deve registar as suas aprendizagens qualitativas e quantitativas.
A escola deve ser um espaço onde se colocam permanentes desafios com reais oportunidades de
realização de escolhas num contexto de responsabilização e conhecimento crítico.
Deve, igualmente, tratar de problemas como a inserção socioprofissional de forma a ajudar os alunos,
promovendo a sua integração através de aprendizagens que o ajudem no seu desenvolvimento, ou seja,
promovam a capacidade de aprender ao longo da vida numa perspectiva de auto-aprendizagem.
2.4.
PAPEL DO PROFESSOR
Nos dias de hoje, a escola já não deve ser encarada como um espaço fechado, mas sim como um lugar
de prazer e de aprendizagem. Para tal, o contributo do professor é fundamental. O papel deste não se
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resume à transmissão de teorias, mas em estar aberto à imprevisibilidade e às constantes mutações sócioculturais.
Desta forma, o papel do professor não poderá limitar-se a uma comunicação unilateral com os seus
alunos. Terá de ser activo e criativo, para que a educação decorra numa acção cooperativa e onde haja
espaço para a criatividade de alunos e professores.
Uma verdadeira integração dos meios audiovisuais no ensino é indispensável na escola, ela deve ser o
resultado de uma perfeita tomada de consciência do papel que estes meios devem desempenhar no seio
do processo educativo, sem ultrapassar nem reduzir o papel do professor.
À crescente importância dos media no processo de ensino/aprendizagem, impõe-se uma redefinição do
papel do professor e das estratégias que devem adoptar-se junto dos alunos.
Para tal é necessário que o educador veja o aluno já não como um ouvinte que apenas deve transcrever e
memorizar as mensagens, mas sim como um aprendiz que, utilizando todos os meios disponíveis,
contribui para a sua própria aprendizagem.
Cabe ao professor o papel principal em criar e estimular o ambiente educativo. Neste novo perfil de
escola, o ensino tem de se processar ao nível da coordenação e acompanhamento das informações
devendo fornecer os contextos e o conhecimento base que promova uma verdadeira autonomia.
Neste sentido, deve igualmente haver uma preocupação em colocar os alunos face a problemas que
exijam experimentação. Aprender enquanto ensinam, ensinar enquanto aprendem, é o repto que é
lançado por este Projecto Educativo ao conjunto dos educadores que têm consciência dos desafios da
mudança e consolidação que a escola enfrenta nas próximas décadas.
2.5.
RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE
Nos próximos anos vai ter de se operar uma modificação neste entendimento estático em que é
percepcionada a participação da comunidade nas escolas.
“A escola como entidade aprendente tem que cultivar um leque de relações internas e externas, sabendo
celebrar o valor primacial da condição comunitária e o dom da diversidade, deles retirando valor
acrescentado para as suas estratégias educativas de futuro.”
In, Carneiro, R., Pedro, M., Caraça, J. (2000). “O Futuro da Educação em Portugal: Tendências e Oportunidades”, Edição digital.
Projecto Educativo 2010-2013
15
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
As representações externas devem cada vez mais estar presentes e inseridas na realidade escolar, não só
através da participação em actividades ou órgãos representativos formais, mas também através de
representações informais e incondicionalmente ligadas à promoção e persecução de metas comuns.
No preâmbulo do associativismo, a freguesia de Mira-Sintra tem uma riqueza muito elevada que se
encontra em amplo desenvolvimento com a participação conjunta em vários projectos e comissões de
trabalho, cuja finalidade tem servido os interesses da comunidade, de onde se destaca a Rede Social de
Freguesia, através do seu Núcleo Executivo e da Comissão de Apoio à Família, onde o Agrupamento de
Escolas está representado.
Neste sentido a participação da escola em projectos de interesse local serve não só os seus objectivos
como compreende uma das suas obrigações sociais.
Criar condições para que todos acreditem no projecto da escola é, em si mesmo, um grande desafio
cultural. É necessário comunicar o projecto com sabedoria, mas também com eficácia, delineando
nitidamente as estratégias.
Projecto Educativo 2010-2013
16
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
3. Caracterização do Agrupamento
3.1.
FREQUÊNCIA
Pré-Escolar
Idade
Nº alunos
Total
E. Básico
Escola
EB1 Baratã
EB1 Meleças
EB1/JI MS
EB1 N.º2 MS
T. 1º Ciclo
DDJ – 2º Ciclo
DDJ – 3º Ciclo
DDJ - EFA
T. DDJ
T. Agr.
3 anos
2007/2008
4 anos
5 anos
5
19
20
44
2007/2008
Nº Turmas
Nº Alunos
1
17
6
109
10
187
9
182
26
495
28
352
15
660
1
11
44
1023
70
1518
3 anos
1
2008/2009
4 anos
5 anos
14
31
46
2008/2009
Nº Turmas
Nº Alunos
1
13
6
116
8
187
9
157
24
473
28
672
16
385
0
0
44
1057
68
1530
3 anos
2009/2010
4 anos
5 anos
0
12
29
41
2009/2010
Nº Turmas
Nº Alunos
1
11
6
113
8
163
8
172
23
459
30
713
15
339
0
0
45
1052
68
1511
A população escolar do Agrupamento tem-se mantido relativamente estável ao longo dos últimos 3
anos, havendo uma redução ao nível do 1º ciclo, o que tem originado um acréscimo do n.º de turmas a
funcionar em regime Normal. Esta redução tem sido compensada ao nível do 2º e 3º ciclos o que teve
como consequência o respectivo aumento do n.º de turmas, o que numa escola já sobrelotada (17 turmas
a mais em relação à sua real capacidade) produz, constrangimentos significativos na elaboração de
horários e prestação do serviço educativo.
Esta realidade, incontornável, na rede escolar do Concelho de Sintra só poderá ser altera pela construção
de novas escolas, ou por uma eventual redução do n.º de alunos, que apesar de referenciada nas reuniões
de rede há vários anos não se fez sentir.
Torna-se assim, indispensável uma atenção redobrada na elaboração dos horários dos alunos e da oferta
educativa do Agrupamento, nomeadamente através da priorização de critérios, de índole pedagógica, a
observar na sua elaboração.
Projecto Educativo 2010-2013
17
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Nacionalidade dos Alunos
Ano Lectivo
Cabo Verde
2007/2008
95
2008/2009
103
2009/2010
92
S. Tomé
9
7
8
Guiné
35
35
37
Angola
32
24
22
Moçambique
5
2
0
Brasil
19
28
25
Roménia
0
0
2
Ucrânia
2
2
2
Japão
0
0
1
Senegal
4
4
3
Moldávia
1
1
2
Suiça
0
1
1
França
3
3
1
Guiné – Conacri
0
0
3
Chile
0
1
0
Espanha
1
0
0
Timor
1
0
0
Total
207 211 199 Relativamente a este capítulo, tem-se verificado uma estabilização do n.º de alunos estrangeiros
representando em 2009/2010, 13,2% da população escolar. Estes números reflectem o facto de muitos
alunos pertencerem já à segunda/terceira geração de emigrantes.
Saliente-se que nos últimos anos não houve problemas associados à discriminação de alunos em
ambiente escolar, não tendo havido apresentação de participações, nem aplicação de medidas
disciplinares por este facto.
No entanto, com uma percentagem tão representativa de alunos oriundos de países estrangeiros, têm que
estar sempre presentes, na definição de objectivos da escola, os princípios subjacentes à integração e
multiculturalidade.
Projecto Educativo 2010-2013
18
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Nível
A1
A2
B1
B2
C1
C2
Total
Alunos com Português Língua Não Materna
2007/2008
2008/2009
5
19
23
22
27
18
4
3
0
4
0
0
59
66
2009/2010
21
27
19
8
1
0
76
O quadro relativo aos alunos com Português Língua Não Materna, é de alguma forma divergente dos
n.ºs apresentados relativamente ao n.º de alunos com nacionalidade não Portuguesa, tal facto deve-se ao
desenvolvimento dos procedimentos relativos à sinalização, avaliação e apoio destes alunos, que antes
de 2007 eram ainda incipientes, ou seja, houve uma aposta na organização de uma metodologia de
sinalização, avaliação e apoio destes alunos, nomeadamente através do acompanhamento de um
consultor externo para esta área e da formação dos docentes que trabalham directamente com estes
alunos.
Ciclo
PRE
1º Ciclo
2º Ciclo
3º Ciclo
Total
Alunos com Necessidades Educativas Especiais
2007/2008
2008/2009
2009/2010
1
2
38
17
24
15
14
12
77
46
Com a aplicação do Decreto-Lei n.º 3/2008, houve a necessidade de se proceder a
2
15
21
20
58
uma reavaliação
criteriosa dos seus princípios, o que justifica a redução que se verificou em 2008/2009, tendo
posteriormente aumentado em função da integração dos alunos com dislexia e hiperactividade, excluídos
na 1ª fase da reavaliação já mencionada.
A crescente procura de alunos com NEE, nomeadamente de alunos com Currículo Específico Individual,
ditou a candidatura da escola, em 2010, à implementação de uma Unidade de Ensino Estruturado.
Projecto Educativo 2010-2013
19
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
3.2.
SUCESSO ESCOLAR
Nº de Alunos que Integrou o Quadro de Honra
(alunos com média superior a 4,4 na avaliação interna final de todas as disciplinas)
2007/2008
2008/2009
2009/2010*
Total de Alunos
%
Total de Alunos
%
Total de Alunos
%
89
9,1
72
7.1
78
7,9
* Neste ano houve a integração dos alunos do 1º ciclo no quadro de honra.
Iniciamos a análise dos dados do sucesso escolar do Agrupamento a partir da estatística dos alunos que
foram incluídos no Quadro de Honra, nos últimos 3 anos, como forma de valorizar a excelência o
empenho dos alunos no seu percurso escolar.
A este propósito realça-se que houve uma diminuição bastante significativa, no ano 2008/2009, tendo no
ano seguinte havido uma recuperação, estando ainda longe dos valores apresentados em 2007/2008.
Tendo por base esta realidade, em 2009/2010, o Conselho Pedagógico aprovou uma orientação dirigida
aos Conselhos de Docentes/Turma sobre a aplicação dos Planos de Desenvolvimento, previstos no
Despacho n.º 50/2005, bem como foi feita a inclusão de alunos do 1º Ciclo.
Neste momento, considera-se necessário aprofundar a aplicação dos planos referidos no parágrafo
anterior de forma a consolidar as práticas de valorização da excelência.
3.2.1. 1º Ciclo
No ano lectivo 2009/2010 os dados estatísticos passaram a ser feitos tendo em conta as apreciações
inferiores a satisfaz, em substituição do registo de alunos com dificuldades de aprendizagem, pelo que
os quadros comparativos partem de critérios diferentes.
Salienta-se também, que tem havido um esforço significativo na aplicação harmoniosa dos critérios de
avaliação e respectiva aplicação uniforme nas diferentes escolas do Agrupamento.
Taxa (%) de Retenção/Não Aprovação por Escola
Baratã
1º Ciclo
EB1 de Meleças
EB1/JI de Mira Sintra
EB1 nº2 de Mira
Sintra
2007/2008
2008/2009
2009/2010
2007/2008
2008/2009
2009/2010
2007/2008
2008/2009
2009/2010
2007/2008
2008/2009
2009/2010
1º
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
6,9
2,9
2º
0
0
100
0
0
5,5
7.5
9,5
0
11.6
20,4
16,3
3º
0
66,7
0
0
0
6
7.5
0
5,4
17.0
5,4
5,3
4º
0
0
0
0
4,5
0
0
2,7
15,4
4.1
8,2
2,8
Projecto Educativo 2010-2013
20
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Total Geral 1º Ciclo
(%)
2007/2008
2008/2009
2009/2010
1º ano
1,7
2,9
1,0
2º ano
11,0
10,9
9,3
3º ano
6,7
3,6
5,3
4º ano
6,0
5,5
8,3
Como se pode verificar houve uma evolução positiva dos resultados no 1º e 2º ano de escolaridade,
salientando-se o impacto positivo que o Clube de Leitura e Escrita teve neste anos de escolaridade (este
projecto teve início em 2008/2009, na EB1/JI de Mira-Sintra, com o apoio do Programa Kcidade e foi
ampliado à EB1 N.º 2 de Mira-Sintra, com a entrada em funcionamento do projecto “Desafios –
TEIP2”), que se caracteriza por uma intervenção precoce com incidência nos alunos, cujas
características socioculturais apresentam uma maior incidência de insucesso escolar. Salienta-se que as
retenções ao nível do 1º ano de escolaridade estão associadas, exclusivamente, à falta de assiduidade dos
alunos.
Já relativamente ao 3º e 4º ano de escolaridade houve uma evolução negativa das taxas de insucesso
escolar que tem por origem os alunos da EB1/JI de Mira-Sintra, salientando-se no caso do 3º ano, desta
escola, que apesar da % verificada em 2009/2010 há uma evolução dos mesmos alunos relativamente à
sua avaliação no 2º ano de escolaridade. Em relação ao 4º ano de escolaridade, também desta escola,
estão incluídos 2 alunos em situação de abandono escolar (foram residir para o estrangeiro sem
definirem a sua situação a nível administrativo na escola) pelo que a taxa real se situa no 12%. Quando
comparamos esta taxa com os resultados da avaliação externa (LP – 4.5%, Mat – 13.3% de insuesso),
constacta-se que a este nível os alunos apresentam melhores resultados do que na avaliação interna, que
terá origem numa aplicação rigorosa dos critério de avaliação, o que é reforçado quando comparados
com as médias nacionais da avaliação externa (LP – 8.4%, Mat – 11.1% de insuesso), sendo que ao nível
da LP o desvio é positivo.
Quando se procede a uma análise por “castas de alunos” os dados revelam uma evolução positiva dos
mesmos ao longo do seu percurso escolar, com excepção dos alunos que iniciaram a sua escolaridade
em 07/08, na EB1/JI MS e 08/09, na EB1 N.º2 MS.
Por último, salienta-se que no 3º e 4º ano de escolaridade encontravam-se matriculados alguns alunos
que, muito embora estajam matriculados nestes anos de escolaridade, desenvolveram competências de
anos de escolaridade anteriores.
Projecto Educativo 2010-2013
21
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Evolução do Insucesso por Disciplina (%)
LP
2006-2007
2007-2008
2008-2009
2009-2010
1º
18,52
3,54
13,21
11,76
2º
10,89
8,33
10,77
10,28
3º
6,5
10,31
8,93
5,88
4º
11,65
6,35
3,57
8,85
Analisando-se separadamente a disciplina de LP verifica-se que nos três primeiros anos de escolaridade
há uma diminuição do insucesso, sendo mais significativa no 3º ano. No 4º ano verificou-se um aumento
do insucesso, o que mais uma vez não tem coincidência ao nível da avaliação externa, em que os
mesmos alunos tiveram desempenhos superiores à média nacional, exceptuando-se a EB1 de Meleças,
que não tendo retenções tem uma taxa de insucesso elevada na avaliação externa.
MAT
2006-2007
2007-2008
2008-2009
2009-2010
1º
12,96
6,19
12,26
3,92
2º
10,89
4,63
10,77
10,28
3º
6,5
9,28
9,82
11,54
4º
14,56
5,56
4,46
8,85
Ao nível de Matemática, houve uma diminuição do insucesso no 1º e 2º ano, sendo muito significativa
no 1º ano. No 3º e 4º ano esta situação foi inversa, aumentando o insucesso. Estes dados não são
corroborados pela avaliação externa, pelo que se reforça o que foi referido na análise geral do insucesso
escolar.
EM
2006-2007
2007-2008
2008-2009
2009-2010
1º
3,7
0
1,89
0,98
2º
1,98
0,93
3,08
7,48
3º
5,69
2,06
0
3,85
4º
10,68
3,97
0,89
4,42
O Estudo do Meio apresentou uma diminuição do insucesso ao nível do 1º ano e um aumento nos
restantes anos, sem que os dados apresentados sejam muito significativos. No entanto, deverá ser
equacionada a introdução desta área no projecto TIC 1º ciclo, uma vez que actualmente só incide sobre a
Língua Portuguesa e a Matemática.
Esta área, cujo relevo na avaliação nem sempre é significativo, tem vindo a sofrer algumas alterações ao
nível da sua prática, nomeadamente pela aplicação das práticas inerentes ao programa das ciências
experimentais para o 1º ciclo e o Despacho n.º 19 575/2006.
Projecto Educativo 2010-2013
22
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Provas de Aferição – 4º ano
EB1
Meleças
2007/2008
Resultados
Nacionais
2008/2009
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
2009/2010
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
Nível
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
A
5,6%
15,4%
3,7%
7,4%
7,0%
16,0%
9,5%
14,3%
11,3%
18,0%
0,0%
5,3%
B
33,3%
34,5%
29,6% 44,5%
36,0%
30,0%
38,1%
38,1%
32,8%
29,5%
26,3%
10,5%
C
50,6%
40,9%
48,2% 37,1%
48,0%
43,0%
47,6%
42,9%
47,5%
41,4%
47,4%
57,9%
D
9,8%
8,4%
18,5% 11,0%
8,0%
10,0%
4,8%
4,7%
8,0%
10,6%
26,3%
26,3%
E
0,8%
0,4%
0,0%
0,0%
1,0%
1,0%
0,0%
0,0%
0,4%
0,5%
0,0%
0,0%
-7.9
-2.2
4.2
6.3
-17.9
-15.2
Afastamento
à média
Nacional
---
EB1/JI
MS
Nível
---
2007/2008
Resultados
Nacionais
---
2008/2009
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
2009/2010
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
A
5,6%
15,4%
4,3%
14,9%
7,0%
16,0%
8,3%
13,9%
11,3%
18,0%
0,0%
11,1%
B
33,3%
34,5%
25,5% 17,0%
36,0%
30,0%
38,9% 22,2%
32,8%
29,5%
31,8%
26,7%
C
50,6%
40,9%
55,3% 53,2%
48,0%
43,0%
50,0% 52,8%
47,5%
41,4%
63,6%
48,9%
D
9,8%
8,4%
10,6% 14,9%
8,0%
10,0%
2,8%
11,1%
8,0%
10,6%
4,5%
13,3%
E
0,8%
0,4%
4,3%
0,0%
1,0%
1,0%
0,0%
0,0%
0,4%
0,5%
0,0%
0,0%
-4.3
-6.1
6.2
0.1
3.9
-2.2
Afastamento
à média
Nacional
---
EB1 N.º2
MS
---
2007/2008
Resultados
Nacionais
---
2008/2009
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
2009/2010
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
Nível
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
A
5,6%
15,4%
2,5%
5,0%
7,0%
16,0%
0,0%
0,0%
11,3%
18,0%
0,0%
0,0%
B
33,3%
34,5%
20,0% 35,0%
36,0%
30,0%
20,0%
7,3%
32,8%
29,5%
17,2%
6,9%
C
50,6%
40,9%
57,5% 50,0%
48,0%
43,0%
55,0% 68,3%
47,5%
41,4%
72,4%
86,2%
D
9,8%
8,4%
17,5%
7,5%
8,0%
10,0%
25,0% 19,5%
8,0%
10,6%
10,4%
6,9%
E
0,8%
0,4%
2,5%
2,5%
1,0%
1,0%
0,0%
4,9%
0,4%
0,5%
0,0%
0,0%
-8.9
-1.2
-16
-13.4
-2
4.2
Afastamento
à média
Nacional
---
---
-16
De um modo geral a taxa de sucesso obtida a Língua Portuguesa e a Matemática (2009/2010) na
avaliação externa é bastante satisfatória tendo em consideração as característica da população escolar,
com excepção da EB1 de Meleças, onde se registou um desempenho menos satisfatório quando
comparado com a média nacional com o ano lectivo anterior e com os resultados da avaliação interna.
Projecto Educativo 2010-2013
23
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Torna-se assim necessário tomar algumas diligências para superar esta situação, tais como: rever as
planificações de ano/área disciplinar no sentido de se dar maior ênfase aos domínios cujos resultados
foram menos positivos periodizando áreas de intervenção e reforçar as actividades desenvolvidas, no
âmbito do apoio ao estudo; inclusão dos alunos de Meleças no âmbito do Proj, TIC no 1º ciclo, embora
com algumas alterações em função da inexistência de uma sala com o n.º de PC necessários a um
trabalho mais individualizado.
Por outro lado, é de realçar a aproximação, e até mesmo superação, às médias nacionais verificada pelas
EB1/JI de Mira Sintra e pela EB1 n.º 2 de Miar Sintra a Língua Portuguesa e Matemática,
respectivamente, o que relativamente à 1ª escola já se verificou no ano lectivo passado.
A comparação dos dados entre a avaliação interna e externa sugere a necessidade de uma consolidação
da aplicação mais harmoniosa dos critérios de avaliação, bem como a sua reformulação em alguns casos
e ainda uma maior articulação ao nível dos conselhos de ano.
Em sintese, pelos dados apresentados pode-se verificar que o 1º ano de escolaridade é em geral o ano
que apresenta maiores percentagem de insucesso/dificuldades de aprendizagem o que revela, à partida,
uma falta de pré-requisitos dos alunos, seja pela ausência de frequência da Educação Pré-Escolar, seja
por uma frequência pouco consolidada e articulada com o 1º ciclo. Nesta matéria a baixa resposta do
Agrupamento na educação pré-escolar (2 salas) poderá ser um dos factores a ter em atenção.
Realça-se uma estabelização do insucesso do 4º ano abaixo dos 10%, meta preconizada no projecto
educativo em vigor até final do ano lectivo 2009/2010.
3.2.2. 2º e 3º Ciclo
Taxa (%) de Retenção
ANO de ESCOLARIDADE
ANOS
ESCOLARIDADE
2007/2008
2008/2009
2009/2010
5º
11,0
11,0
9,0
6º
13,0
12,0
8,0
7º
14,0
14,0
26,3
8º
9,0
12,0
20,0
9º
16,0
16,0
11,1
Como se pode verificar, nos últimos anos lectivos, houve uma evolução positiva dos resultados no 2º
ciclo. Já nos 7º e 8º anos, a tendência tem sido inversa, com excepção do 9º ano de escolaridade.
Projecto Educativo 2010-2013
24
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Realça-se que numa análise mais aprofundada o apuramento dos resultados ao nível do 7º ano de
escolaridade estão associados ao desempenho de uma única turma cuja elevada instabilidade do grupo,
com várias transferências (entradas e saídas) desde o início do ano lectivo levou à constituição de um
grupo desequilibrado do ponto de vista dos grupos socioculturais, sexo e idades dos alunos.
É também de salientar que foi ao nível do 2º ciclo que se fez a maior aposta ao nível dos recursos
disponibilizados pelo TEIP2, situação que foi revista no final do ano lectivo 2009/2010.
Insucesso por disciplina
DISCIPLINAS
2007/2008
LÍNGUA PORTUGUESA (2º)
LÍNGUA PORTUGUESA (3º)
INGLÊS (2º)
INGLÊS (3º)
HISTÓRIA E GEOG. DE PORT.
HISTÓRIA
GEOGRAFIA
CIÊNCIAS DA NATUREZA (2º)
CIÊNCIAS NATURAIS (3º)
CIÊNCIAS FÍSICO-QUÍMICAS
MATEMÁTICA (2º)
MATEMÁTICA (3º)
FRANCÊS
EVT
ED. VISUAL
ED. MUSICAL
ED. TECNOLÓGICA
ARTE TÊXTIL
EMRC (2º)
EMRC (3º)
ED. FÍSICA (2º)
ED. FÍSICA (3º)
TIC (3º)
ÁREA DE PROJECTO (2º)
ÁREA DE PROJECTO (3º)
É a Inglês (3º ciclo), Geografia, Ciências Naturais,
2008/2009
28,6
20,6
15,5
29,4
13,3
20,2
8,9
10,7
9,2
16,8
26,8
39,4
13,5
7,1
2,5
7,1
3,6
1,9
2,5
1,8
7,1
3,0
1,0
6,9
1,5
Matemática (2º e
2009/2010
22,4
22,0
26,6
29,8
15,9
19,7
13,8
10,8
11,0
12,4
33,1
36,3
15,6
10,0
2,3
10,1
2,9
3,1
1,1
0,0
8,8
3,6
2,0
8,5
2,8
3º ciclo) onde se
14,4
18,5
19,8
32,0
16,6
18,9
21,9
9,9
20,8
19,9
20,4
32,1
16,9
4,6
4,8
11,1
3,0
3,0
0,5
2,9
4,0
4,8
1,0
5,8
6,2
verifica um
insucesso mais elevado, agravado pelo facto de a tendência destas disciplinas, nos últimos anos ser de
uma evolução negativa, de onde se exceptua a Matemática (2º e 3º ciclo) que tem vindo a ter resultados
menos negativos.
Projecto Educativo 2010-2013
25
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Pela análise feita, terá que se considerar um reforço das medidas pedagógicas às disciplinas referidas
sem, no entanto, reduzir o esforço que tem vindo a ser feito ao nível da LP e da Matemática, uma vez
que os resultados embora insipientes têm evoluido positivamente.
Evolução do Insucesso (%) na Disciplina de Língua Portuguesa
Nos últimos três anos lectivos, na disciplina de Língua Portuguesa, verificou-se uma melhoria
significativa no 5º, 6º e 9º ano de escolaridade e um aumento do insucesso no 7º e 8º ano, mais
acentuado no 7ºano, no último ano lectivo.
Evolução do Insucesso (%) na Disciplina de Matemática
Já ao nível da Matemática os resultados escolares apresentam uma evolução positiva em todos os anos
de escolaridade, com excepção do 9º ano. Ao nível do acompanhamento dos mesmos alunos durante a
sua escolaridade, verifica-se uma evolução positiva dos mesmos que em alguns casos é muito
significativa.
Nos resultados apresentados, ao nível do 2º e 3ºciclos, estão incluídos, no insucesso, os alunos em
situação de abandono escolar.
Projecto Educativo 2010-2013
26
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Provas de Aferição - 6º ano
DDJ
2007/2008
Resultados
Nacionais
2008/2009
Resultados
Escola
Resultados
Nacionais
2009/2010
Resultados
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados
Escola
Níveis
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
LP
MAT
A
4,6%
8,9%
2,8%
4,1%
8,0%
7,0%
6,6%
5,1%
4,0%
8,5%
1,4%
3,6%
B
34,2%
24,0%
34,7%
16,7%
29,0%
20,0%
24,4%
19,8%
26,0%
20,8%
20,0%
12,2%
C
54,6%
48,9%
51,9%
52,0%
53,0%
52,0%
53,1%
47,5%
58,2%
47,7%
62,9%
47,1%
D
6,1%
16,5%
8,4%
24,0%
10,0%
19,0%
15,1%
25,7%
10,9%
21,7%
14,6%
36,0%
E
0,4%
1,8%
2,2%
3,2%
1,0%
1,0%
0,8%
1,9%
0,7%
1,3%
1,1%
1,1%
-4.1
-8.9
-4.9
-7.6
-4.1
-14.1
Afastamento
---
---
---
A taxa de sucesso a Língua Portuguesa ficou abaixo da média nacional em cerca de 4,1%, ao nível do 6º
ano de escolaridade. Esta taxa que apresenta alguma estabilidade ao longo dos últimos 3 anos, registou
uma pequena subida dos níveis positivos (0.2%), no último ano.
No que se refere aos resultados obtidos a Matemática, estes ficaram 14.1% abaixo da média nacional
tendo-se registado também uma regressão face aos resultados anteriores. Os professores de matemática
apontam como factor a mudança verificada no corpo docente que dificultou a integração e transmissão
das orientações metodológicas, o desinteresse dos alunos pela realização das tarefas/actividades
escolares, ausência de autonomia na realização de tarefas propostas e a reduzida cooperação famíliaescola.
Realça-se que os resultados obtidos foram também afectados pela calendarização das provas, demasiado
cedo, que tem como consequência a não leccionação de todos os conteúdos previstos, o que terá
significados diferentes de escola para escola.
Projecto Educativo 2010-2013
27
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Exame Nacional de 9º ano - Língua Portuguesa
Nível
2007/2008
2008/2009
2009/2010
Nº de alunos admitidos a
exame: 90
Nº de alunos admitidos a
exame: 91
Nº de alunos admitidos a
exame: 90
Resultados
Nacionais
Resultados
Nacionais
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
Resultados da
Escola
Resultados da
Escola
0.2%
0%
0.6%
0%
0,6%
2,2%
1
14.9%
22%
27.7%
27.5%
29,1%
44,4%
2
47.3%
53%
47.9%
56%
46,6%
42,2%
3
33.3%
23%
21.7%
15.4%
21,3%
11,1%
4
4.3%
2%
2.1%
1.2%
2,4%
0,0%
5
84,9
78
71,7
72,6
70,3
53,3
% Positivas
15,1
22
28,3
27,5
29,7
46,6
% Negativas
- 6.9%
+ 0.8%
- 16.9%
Afastamento
Na disciplina de Língua Portuguesa, a percentagem de níveis inferiores a três tem vindo a aumentar, nos
três últimos anos lectivos, tanto a nível interno, como a nível nacional. Destaca-se, pela negativa, a taxa
de insucesso no final do ano lectivo 2009/2010. No entanto, salienta-se que no ano lectivo 2008/2009, os
resultados obtidos estão acima da média nacional o que aconteceu pela primeira vez, tendo a taxa de
sucesso ficado 0.8% acima da média nacional. Em 2009/2010 houve um afastamento elevado em relação
à média nacional, sobretudo derivada à dificuldade que os alunos apresentam na interpretação de textos
poéticos, na explicitação de conteúdos gramaticais relacionando-os com o texto e ainda na produção de
um discurso organizado e correcto, nos diferentes planos, áreas em que a aposta da escola é
relativamente diminuta, situação que se pretende inverter nos próximos anos lectivos.
Exame Nacional de 9º ano – Matemática
Nível
2007/2008
2008/2009
2009/2010
Nº de alunos admitidos a
exame: 90
Nº de alunos admitidos a
exame: 91
Nº de alunos admitidos a
exame: 91
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
Resultados
Nacionais
Resultados da
Escola
2.8%
6%
3.4%
11%
9,5%
17,6%
39.9%
64%
30.7%
37.4%
39,2%
49,5%
26.3%
16%
32.3%
36.3%
26,9%
23,0%
22.4%
12%
26.1%
12.1%
19,0%
9,9%
8.7%
2%
7.5%
3.3 %
5,4%
0,0%
57,4
30
65,9
51,7
51,3
32,9
70
34,1
48,4
48,7
1
2
3
4
5
% Positivas
% Negativas
Afastamento
Projecto Educativo 2010-2013
42,7
- 27.3%
- 14.3%
67,1
- 18.4%
28
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Na disciplina de Matemática, de 2007/2008 para 2008/2009, houve um aumento significativo da % de
resultados positivos, tendo esta situação regredido no ano lectivo 2009/2010. Esta regressão tem como
principal causa a estrutura do exame, que apresentou um grau de dificuldade superior, conforme
relatórios da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Associação de Professores de Matemática, tendo
reflexos negativos a nível nacional o que se acentuou a nível interno.
Por outro lado, foram também apontadas como causas mais relevantes na origem do insucesso obtido, a
falta de persistência dos alunos, limitações na utilização de raciocínios demonstrativos, de visualização
no espaço, bem como no cálculo e articulação de conhecimentos, áreas que deverão ser alvo de maior
ênfase na planificação das actividades lectivas.
3.3.
ABANDONO ESCOLAR
EB1 de Meleças
1º Ciclo (%)
EB1/JI de Mira Sintra
EB1 nº2 de Mira Sintra
06/07
07/08
08/09
09/10
06/07
07/08
08/09
09/10
06/07
07/08
08/09
09/10
1º
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2º
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3º
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
2.5
4º
0
0
0
0
3.2
2.7
2.0
3.8
3.5
4.6
2.0
0
2º e 3º Ciclos
(%)
EB2,3 D. Domingos Jardo
5º
6º
7º
8º
9º
2º Ciclo
06/07
0
1
1
3
1
0.5
07/08
1
1
2
0
2
1
08/09
1
1
1
0
0
1
09/10
1,2
0,6
1,3
2,2
1
0,9
3º Ciclo
1.7
1.3
0.3
1,5
Total
1.1
1.2
0.65
1,2
Relativamente ao 1º ciclo, as taxas oficias (apresentadas) não correspondem à taxa efectiva de abandono
escolar uma vez que os alunos considerados estão a residir no estrangeiro e não procederam à respectiva
regularização da situação, exceptuando um aluno de etnia cigana.
No 2º e 3º ciclos a situação é igual à referida para o 1º ciclo, ou seja, dos 11 alunos considerados
oficialmente em abandono escolar, apenas dois alunos do 5º ano, um dos quais de etnia cigana, estavam
efectivamente nesta situação.
Projecto Educativo 2010-2013
29
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Assim, a taxa efectiva de abandono escolar no Agrupamento é actualmente de 0,20%.
3.1.
Ciclo 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Total ABSENTISMO ESCOLAR
Faltas Injust. 361 15551 5580 21492 Total Faltas 1804 32433 12495 46732 2009/2010 Horas Lectivas N.º alunos 180 459 2304 713 3708 339 6192 1511 % T. Faltas 2,18 1,97 0,99 0,50 % F. Injust. 0,44 0,95 0,44 0,23 Foi considerada a seguinte formula de Cálculo:
(% faltas) = (n.º de Faltas)/((Horas Lectivas)x(N.º Alunos))
1º Ciclo – Horas lectivas corresponde à multiplicação do n.º de semanas (36) pelo n.º de horas lectivas semanais(5).
2º Ciclo – Horas lectivas corresponde à multiplicação do n.º de semanas (36) pelo n.º de horas lectivas semanais(32).
3º Ciclo – Horas lectivas corresponde à multiplicação do n.º de semanas (36) pelo n.º de horas lectivas semanais(34 ou 35 9ºano).
O absentismo escolar não tem vindo a ser indicador de análise por parte do Agrupamento, no entanto, no
ano lectivo passado, em função das eventuais consequências da Gripe A neste indicador e nos resultados
escolares dos alunos, foi solicitado pelo Conselho Pedagógico, que os Departamentos se debruçassem
sobre este aspecto.
Assim, considerando a relevância e o impacto que o absentismo pode ter no processo ensino
aprendizagem, passará a ser mais um dos indicadores de referência a ter em conta na análise estatística
que é feita periodicamente pelos órgãos e estruturas da escola.
Pelo quadro apresentado pode verificar-se que apesar da % em si não ser significativa, representa para
alguns alunos um elevado n.º de aulas não assistidas, salientando-se a necessidade de responsabilização
dos pais e encarregados de educação tendo também em consideração que 54% das faltas dadas não
foram justificadas.
Projecto Educativo 2010-2013
30
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
3.2.
DISCIPLINA
2007/2008
2008/2009
2009/2010
Ano de
escolaridade
Saídas
cautelares
de sala de
aula
Medidas
discip.
Processos
discip.
Saídas
cautelares
de sala de
aula
Medidas
Correctivas
Processos
discip.
Saídas
cautelares
de sala de
aula
Medidas
Correctivas
Processos
discip.
5º
374
29
10
196
14
9
165
10
4
6º
233
18
8
325
18
14
152
9
16
7º
35
0
0
31
1
0
49
3
2
8º
36
0
0
11
0
0
39
8
2
9º
20
0
0
20
5
0
6
3
0
2º Ciclo
607
47
18
521
32
23
317
19
20
3º Ciclo
91
0
0
62
6
0
94
14
4
Total
698
47
18
583
38
23
411
33
24
Quanto ao 2º e 3ºciclos tem-se verificado uma redução significativa do número de medidas cautelares de
saída de sala de aula, em comparação com os anos lectivos anteriores.
É no 2º ciclo que continua a haver uma maior incidência de comportamentos desviantes, no entanto, no
7º e 8º anos constatou-se um aumento de casos no ano lectivo 2009/2010, situação esta que se veio a
reflectir nos resultados escolares destes alunos.
Os motivos mais frequentes para a aplicação desta medida foram: as atitudes inadequadas/provocatórias,
a desestabilização propositada e a recusa em colaborar.
Apesar dos resultados positivos é necessário dar continuidade ao trabalho efectuado, uma vez que se
consideram ainda longe do adequado.
Medidas Disciplinares
Relativamente às medidas disciplinares aplicadas a alunos do 2º e 3ºciclos, tem-se verificado, de um
modo geral, uma diminuição destas medidas ao longo dos três últimos anos lectivos. Registou-se uma
redução na aplicação de medidas correctivas e, pelo contrário, um ligeiro aumento no número de
medidas disciplinares sancionatórias, muito embora se tenha tentado privilegiar as actividades de
integração e a responsabilização dos alunos face aos seus comportamentos.
Os procedimentos disciplinares em 2009/2010 tiveram como motivos: o furto (7), ameaça e extorsão de
dinheiro (1), ameaça física/verbal (6), danificação de veículos na via pública (1), provocação de conflito
Projecto Educativo 2010-2013
31
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
(1), comportamento incorrecto com professores (4), porte de arma branca (2), prática de cenas
inadequadas (1) e filmagem em recinto escolar (1).
3.3.
ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR
3.3.1. Alunos Apoiados
Escalão
A
B
C
Total
Meleças
MS1
MS2
DDJ
Total
09/10
Nº (%)
7 (6,2)
09/10
Nº (%)
48 (30,4)
09/10
Nº (%)
63 (42)
09/10
Nº (%)
315 (31,8)
09/10
Nº (%)
433 (28,7)
14 (12,4)
27 (17)
26 (17,3)
195 (19,7)
262 (17,3)
0 (0)
0 (0)
0 (0)
0 (0)
0 (0)
21 (18,6)
75 (47,5)
89 (59,3)
510 (51,5)
695 (45,9)
* Só foram considerados os dados de 09/10 uma vez que o método de atribuição dos subsídios foi alteado o que não permite comparação de dados
relativamente aos anos anteriores.
Neste quadro ressalta o facto de quase 50% dos alunos do Agrupamento estarem abrangidos pelas
medidas da Acção Social Escolar, o que retrata as dificuldades socioeconómicas da população escolar,
tornando assim, indispensável o desenvolvimento de políticas de apoio social, para além das atribuídas
pela Acção Social Escolar, nomeadamente através do aprofundamento do trabalho de apoio ao aluno e à
família em rede com as entidades locais da freguesia.
3.3.2. Outros dados da Acção Social Escolar
Refeitório
Sector
Acidentes Escolares
Total de refeições/ano
Média ref. servidas/dia
2007/2008
164
24617
2008/2009
151
28022
2009/2010
159
37542
145
165
220
14.2
15.6
20.9
% de alunos
Relativamente aos acidentes escolares mantêm um n.º sem alterações significativas nos últimos anos. È
de salientar que é nas aulas de Educação Física que existem mais ocorrências, mas também existe um
grande contributo de quedas no logradouro para estes dados.
No que se refere à utilização do refeitório, tem tido um crescimento constante nos últimos anos, com
especial incidência no ano lectivo transacto. Salienta-se que foi um dos sectores em que a aposta da
escola foi mais elevada (tanto ao nível da alteração dos consumos no bar como das condições físicas) e
com resultados, tal como já se referiu, bastante satisfatórios.
Projecto Educativo 2010-2013
32
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Relativamente ao 1º ciclo, torna-se necessário fazer um acompanhamento desta oferta, que apesar de
estar na alçada da EDUCA,EM, não deve deixar de estar sobre monitorização da escola.
3.4.
RECURSOS HUMANOS
Carreira
A. Operacionais1
A. Técnicos1
Outros Não Doc.
Educadores
Prof. 1º Ciclo
Prof. 2º Ciclo
Prof. 3º Ciclo
Outros
Docentes3
Total
2007/2008
Q
QZP
20
5
Cont.
9
3
5
1
19
43
41
1
12
5
1
134
15
1
4
29
6
57
2008/2009
%
Cont.
Q
31,0
37,5
100
0,0
17,4
40,3
12,8
1
19
24
40
0,0
5
29,8
110
QZP
Cont.
21
6
11
4
6
1
10
1
1
13
2009/2010
%
Cont.
QE
QZP
Cont.
%
Cont.
43,2
33,0
100
50,0
32,4
61,1
31,3
25
6
1
32
7
34,4
40,0
100
0,0
5,0
57,1
14,9
1
23
28
33
19
3
5
1
11
44
15
2
28,6
4
6
60,0
59
34,9
114
101
47,0
0
1
Foram consideradas no QE/QA as assistentes com Contrato de Trabalho por Tempo Indeterminado.
2
Inclui 6 contratos de Emprego e inserção.
3
Inclui os docentes do Grupo de Recrutamento 910 e outros técnicos especiais (Psicólogos, Animadores, Terapeutas)
A área dos recursos humanos constitui um dos principais constrangimentos do Agrupamento de Escolas,
considerando que as políticas educativas aplicadas nos últimos dois anos criaram uma situação de forte
instabilidade do corpo Docente, bem como ditaram o afastamento da competência para o recrutamento
do Pessoal Não Docente dos Órgão de Gestão do Agrupamento.
Se por um lado a transferência de competências para a autarquia ditou uma maior estabilidade do corpo
do Pessoal não docente, por outro lado, não existe neste momento a possibilidade de recrutamento tendo
em consideração necessidades específicas em função de um perfil definido pelo agrupamento, em
função do seu projecto, o que dá maior ênfase à necessidade de elaboração de um plano de formação
construído a partir das necessidades diagnosticadas.
Já relativamente ao Pessoal Docente, o 2º ciclo é onde se verifica uma maior necessidade de intervir no
sentido de se consolidar a estabilidade deste corpo. Não obstante, as iniciativas que têm vindo a ser
levadas a cabo relativamente á sensibilização da Tutela, torna-se necessário salvaguardar critérios de
selecção de docentes que permitam minorar o impacto desta situação, bem como adoptar medidas
organizativas que permitam uma rápida consolidação da apropriação da cultura de escola.
Projecto Educativo 2010-2013
33
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Capítulo III
4. Objectivos/Metas
Os objectivos do presente projecto estão estruturados a partir de 3 áreas chave de actuação,
correspondendo cada uma delas a uma Acção, e foram construídos a partir de uma análise profunda das
características do Agrupamento, das suas necessidades e dos objectivos preconizados pela Lei de Bases
do Sistema Educativo.
Acção 1 – Ser + Competente
Objectivos
Metas
1.1 Promover uma cultura de escolaridade prolongada e
qualificante.
a) Redução do insucesso escolar para níveis inferiores a:
i. 1º Ciclo – 4%
i.i. 2º Ciclo - 7,5%
i.i.i. 3º Ciclo – 14%
i.v. Adultos – Certificação de 40 adultos através
Cursos EFA e UFCD.
b) Manutenção da taxa de abandono escolar em níveis
inferiores a 0,5%
1.2 Promover a cultura como forma activa do saber.
c) 20 % dos alunos participarem em eventos culturais.
1.3 Valorizar o mérito e a excelência.
d) Aumento em 5% do n.º de alunos integrados em
quadro de Honra.
1.4 Promover a articulação, a sequencialidade e a gestão
pedagógica e curricular com elementos centrais da
actividade docente.
e) Aumento do n.º de medidas de diferenciação
pedagógica e da articulação entre os ciclos e entre as
diferentes disciplinas.
Acção 2 – Ser + Responsável
Objectivos
Metas
2.1 Promover a formação pessoal e social dos alunos e a
educação para a cidadania.
2.2 Promover a responsabilização dos pais/encarregados
de educação pela vida escolar dos seus educandos.
2.3 Desenvolver os princípios da solidariedade e da
cidadania como elementos centrais da construção do ser
humano e da sua identidade.
f) Diminuição do n.º de ocorrências disciplinares em
20%.
g) Aumento da participação dos Encarregados de
Educação em 10%.
h) Aumento em 10% dos alunos que participam em
acções de apoio social.
Acção 3 – Ser + Saudável
Objectivos
3.1 Educar para a saúde e para o ambiente.
3.2 Melhorar a qualidade do ambiente escolar.
Projecto Educativo 2010-2013
Metas
i) Aumento em 20 % dos hábitos de vida saudáveis.
j) Aumento em 15% do nível de satisfação dos diferentes
actores escolares em relação à avaliação global do
Agrupamento.
34
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
5. Operacionalização
5.1.
PLANO DE ACÇÃO
O Plano de Acção foi estruturado em função das acções, dos objectivos e metas já enunciados e
articulado com os problemas/áreas de intervenção definidas a partir do quadro conceptual e da
caracterização do Agrupamento, obtida não só através dos dados apresentados, como também do
relatório final do processo de auto-avaliação da escola.
As necessidades identificadas pelos alunos nas reuniões com a Direcção, durante o ano lectivo
2009/2010, foram também centrais na construção deste instrumento que pretende operacionalizar as
opções estratégicas e princípios orientadores da acção educativa para o próximo triénio.
De forma a tornar o Plano de Acção um documento de utilização quotidiana foi incluído como anexo 1
ao presente Projecto Educativo fazendo dele parte integrante.
5.2.
PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES
O Plano Anual de Actividades é por excelência o documento de planeamento, que define, em função do
projecto educativo, os objectivos, as formas de organização e de programação das actividades e que
procedem à identificação dos recursos necessários à sua execução.
Desta forma, a sua articulação com o Projecto Educativo é factor condicionante da sua
operacionalização. Não obstante outros que venham a ser definidos, a elaboração do PAA deve obedecer
aos seguintes princípios:
1. Articulação com os objectivos e as metas do Projecto Educativo e o Projecto Curricular de
Agrupamento;
2. Promoção de actividades que envolvam múltiplos sectores/estruturas de orientação educativa do
Agrupamento;
3. Promoção de actividades com a participação de múltiplos ciclos de ensino;
4. Promoção de actividades em que os destinatários são externos à escola;
5. Gestão eficaz e eficiente dos recursos humanos, materiais e financeiros existentes;
Projecto Educativo 2010-2013
35
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
6. Relação entre custo e benefício de cada actividade;
No Plano Anual de Actividades devem constar, sectorialmente, as acções das seguintes
estruturas/domínios:

Conselho Geral

Direcção Executiva

Departamentos Curriculares

Outras Estruturas de Orientação Educativa

Biblioteca escolar;

Educação para a Saúde;

Plano Tecnológico da Educação;

Associações de Pais e Encarregados de Educação;

Actividades de Enriquecimento Curricular;

Visitas de Estudo.
5.3.
ORIENTAÇÕES
PARA A ELABORAÇÃO DO
PROJECTO CURRICULAR
DO
AGRUPAMENTO
“Por gestão flexível do currículo entende-se a possibilidade de cada escola organizar e gerir
autonomamente o processo de ensino/aprendizagem, tomando como referência os saberes e as
competências nucleares a desenvolver pelos alunos no final de cada ciclo e no final da escolaridade
básica, adequando-o às necessidades diferenciadas de cada contexto escolar e podendo contemplar a
introdução no Currículo de componentes locais e regionais.”
In, Despacho n.º 9590/99, de 14 de Maio
De acordo com o Decreto-Lei nº 6/2001, de 18 de Janeiro, a organização e a gestão do currículo
subordinam-se aos seguintes princípios orientadores:
Projecto Educativo 2010-2013
36
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
1. Coerência e sequencialidade entre os três ciclos do ensino básico e articulação destes com o
ensino secundário;
2. Integração do currículo e da avaliação, assegurando que esta constitua o elemento regulador do
ensino e da aprendizagem;
3. Existência de áreas curriculares disciplinares e não disciplinares, visando a realização de
aprendizagens significativas e a formação integral dos alunos, através da articulação e da
contextualização dos saberes;
4. Integração, com carácter transversal, da educação para a cidadania em todas as áreas
curriculares;
5. Valorização das aprendizagens experimentais nas diferentes áreas e disciplinas, em particular, e
com carácter obrigatório, no ensino das ciências, promovendo a integração das dimensões teórica
e prática;
6. Racionalização da carga horária lectiva semanal dos alunos;
7. Reconhecimento da autonomia da escola no sentido da definição de um projecto de
desenvolvimento do currículo adequado ao seu contexto e integrado no respectivo Projecto
Educativo;
8. Valorização da diversidade de metodologias e estratégias de ensino e actividades de
aprendizagem, em particular com recurso a tecnologias de informação e comunicação, visando
favorecer o desenvolvimento de competências numa perspectiva de formação ao longo da vida;
9. Diversidade de ofertas educativas, tomando em consideração as necessidades dos alunos, de
forma a assegurar que todos possam desenvolver as competências essenciais e estruturantes
definidas para cada um dos ciclos e concluir a escolaridade obrigatória.
Tendo como ponto de partida a política educativa, bem como os objectivos e metas definidos no
presente Projecto, na elaboração do Projecto Curricular de Agrupamento, deve também ser
salvaguardados as seguintes orientações:
 Valorização da escola, enquanto lugar de aprendizagens significativas nos domínios: aprender a
ser; aprender a conhecer; aprender a fazer e aprender a viver juntos;
Projecto Educativo 2010-2013
37
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
 Prevenção do risco de abandono e insucesso escolares, providenciando respostas diversificadas,
percursos alternativos e orientações que possibilitem a certificação escolar, bem como o
prosseguimento de estudos;
 Reforço da ligação escola-comunidade local, através de uma maior co-responsabilização dos
Encarregados de Educação/Famílias no acompanhamento dos seus educandos e, por outro lado,
estabelecendo uma circulação mais eficaz da informação;
 Promoção da articulação de saberes das diversas áreas curriculares, através de metodologias
transversais aos vários campos de aprendizagem, bem como da articulação pedagógica entre os
diferentes níveis de ensino e disciplinas.
5.4.
FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE
O plano de formação a ser elaborado, deve consolidar um conjunto coordenado e coerente de acções
diversificadas em função das metas preestabelecidas e das necessidades de formação identificadas na
Avaliação de Desempenho, que se traduzem na conjugação e reforço mútuo das seguintes modalidades
formativas: desenvolvimento de projectos, processos de ajuda mútua, produção de materiais, situações
de autoformação, cursos, organização de comunicação interna.
5.4.1. Formação Interna
Através das estruturas de orientação educativa devem ser privilegiadas as seguintes áreas:
 A importância estratégica dos documentos orientadores como planos de acção.
 Os documentos orientadores do Agrupamento (Projecto Educativo do Agrupamento; Projecto
Curricular do Agrupamento, Plano Anual de Actividades, Projectos Curriculares de Turma) no
contexto actual do sistema educativo.
 Pressupostos e condições para a sua construção/reajustamento.
 Os princípios orientadores e os problemas a que se pretende responder.
 Do Projecto Educativo do Agrupamento ao Projecto Curricular de Turma – conceitos e processos
práticos de construção/reajustamento, operacionalização e implementação.
Projecto Educativo 2010-2013
38
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
 Desenvolvimento de competências e gestão dos projectos/acções/actividades: conceitos e
práticas.
5.4.2. Áreas prioritárias de formação do pessoal docente (formação externa):

Nas respectivas áreas disciplinares;

Gestão de Conflitos;

Relação Pedagógica;

Tecnologias de Informação e Comunicação;

Educação para a Saúde e Sexualidade (Prevenção de Comportamentos de Risco);

Integração de alunos com NEE em contexto de sala de aula (estratégias de
intervenção);

Avaliação do Desempenho Docente;

Liderança e Gestão Escolar.
5.4.3. Áreas prioritárias de formação do pessoal não docente (formação externa):
5.5.

Nas áreas técnicas relacionadas com as funções atribuídas;

Papel do Pessoal Não Docente no contexto educativo actual;

Relacionamento interpessoal;

Gestão de Conflitos (alunos);

Higiene e segurança no trabalho;

Atendimento ao público;

Primeiros Socorros;

Utilização de recursos TIC.
ORIENTAÇÕES PARA O RELACIONAMENTO ESCOLA/FAMÍLIA
5.5.1. Promover
a
divulgação
de
informação
actualizada
sobre
o
processo
ensino/aprendizagem aos Encarregados de Educação;
5.5.2. Desenvolver múltiplas formas de contacto (presenciais, boletins informativos, sms,
telefone, e-mail…);
Projecto Educativo 2010-2013
39
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
5.5.3. Facilitar o acesso a informações relevantes sobre os seus educandos;
5.5.4. Criar mecanismos de interacção entre os Directores de Turma, os Professores
Titulares de Turma e os Encarregados de Educação.
5.6.
CRITÉRIOS PARA A CONSTITUIÇÃO DE GRUPO E TURMAS
A constituição de turmas é uma dimensão organizacional muito importante atendendo aos
reflexos pedagógicos que dela advêm.
5.6.1. Educação pré-escolar
5.6.1.1.
A composição etária do grupo deve depender de uma opção pedagógica, tendo
em conta os benefícios que podem advir de um grupo com idades próximas ou
diversas. Dentro do possível, será estabelecido um equilíbrio entre o número de
alunos do sexo masculino e feminino bem como um equilíbrio na diversidade
cultural (etnias, nacionalidades, …)
5.6.2. 1º ciclo
Respeitando o estabelecido na legislação em vigor, aplicam-se os seguintes critérios:
5.6.2.1.
Manutenção da constituição do grupo/turma (salvo aplicação do disposto no
art.56, do Despacho Normativo 1/2005);
5.6.2.2.
A constituição das turmas reger-se-á, em qualquer ano de escolaridade, por
um critério de homogeneidade;
5.6.2.3.
Dentro do possível, será estabelecido um equilíbrio entre o número de alunos
do sexo masculino e feminino;
5.6.2.4.
Equilíbrio na diversidade cultural (etnias, nacionalidades, …);
5.6.2.5.
Respeito pela uniformidade dos escalões etários dos alunos;
5.6.2.6.
Os alunos retidos devem ser distribuídos equitativamente pelas turmas;
5.6.2.7.
Atender aos pedidos formulados pelos E.E. desde que devidamente
fundamentados e entregues no acto de matrícula.
Projecto Educativo 2010-2013
40
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
5.6.3. 2º e 3º Ciclos
Respeitando o estabelecido na legislação em vigor, aplicam-se os seguintes critérios:
5.6.3.1.
Manutenção da constituição do grupo/turma (salvo indicações do Conselho de
Docentes ou do Conselho de Turma);
5.6.3.2.
A constituição das turmas reger-se-á, em qualquer ano de escolaridade, por
um critério de homogeneidade:
5.6.3.2.1. Dentro do possível, será estabelecido um equilíbrio entre o número de
alunos do sexo masculino e feminino;
5.6.3.2.2. Equilíbrio na diversidade cultural (etnias, nacionalidades, …);
5.6.3.2.3. Respeito pela uniformidade dos escalões etários dos alunos;
5.6.3.2.4. Atender às propostas dos Conselhos de Turma insertas nas actas de
avaliação do 3° período;
5.6.3.2.5. Os alunos retidos devem ser distribuídos equitativamente pelas turmas;
5.6.3.2.6. Respeitar, sempre que possível, as opções dos alunos (9º ano);
5.6.3.2.7. Atender aos pedidos formulados pelos E.E. desde que devidamente
fundamentados e entregues no acto de matrícula;
5.6.3.2.8. As declarações de prática desportiva serão atendidas desde que não
impliquem o isolamento do aluno em relação ao grupo de referência.
Projecto Educativo 2010-2013
41
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Capítulo IV
6. Avaliação/Divulgação do Projecto Educativo
6.1.
MÉTODOS E MODALIDADES DE AVALIAÇÃO
Tendo em consideração as metas propostas para o próximo triénio, será necessária a recolha de dados
qualitativos que fornecerão indicadores sobre o grau de satisfação dos actores educativos os quais serão
recolhidos através de inquéritos à satisfação, relatórios de actividade, entre outros. No entanto, os dados
quantitativos relativos ao sucesso, às participações disciplinares, abandono escolar… também terão
uma preponderância sobre o processo de avaliação deste projecto.
Anualmente deverá ser feita uma análise cuidada aos diferentes indicadores de avaliação propostos, de
forma a confirmar resultados intermédios e averiguar possíveis desvios em relação às metas fixadas e
ainda verificar a necessidade de proceder a alterações no plano de acção.
A continuidade da aplicação do modelo de Auto-Avaliação será também um elemento de elevada
importância para aferir a qualidade dos serviços prestados pelo Agrupamento.
6.2.
DIVULGAÇÃO DO PROJECTO
A capacidade de divulgar o projecto junto de todos os actores educativos, tornando-o num documento de
trabalho diário ditará em grande parte o seu nível de execução e a vinculação de todos a uma ideia
comum de actuação em prol das metas definidas.
Desta forma, o presente projecto deverá passar pelas seguintes formas de Divulgação:
6.2.1. Anualmente nos órgãos e estruturas intermédias do Agrupamento;
6.2.2. Apresentação à Comunidade:
6.2.2.1.
Em plenário da Comissão Social de Freguesia;
6.2.2.2.
Nas reuniões iniciais de ano com os Encarregados de Educação;
6.2.2.3.
No boletim da freguesia (resumo/sumário executivo);
6.2.3. Possibilidade de consulta em todas as Escolas do Agrupamento;
6.2.4. Página Electrónica do Agrupamento (resumo e versão completa);
Projecto Educativo 2010-2013
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Ser +
6.2.5. O plano de acção deve ter local de destaque em todas as Escolas do Agrupamento.
Projecto Educativo 2010-2013
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Ser +
Anexos
Projecto Educativo 2010-2013
44
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Anexo I
7. Plano de Acção
ACÇÃO 1 – SER + COMPETENTE
Problema(s)/Área(s) de
Intervenção:
- Insucesso escolar;
- Abandono escolar;
- % de alunos que transitam com níveis inferiores a 3;
- Desadequação da oferta educativa às necessidades e interesses dos alunos;
- Infoexclusão/analfabetismo digital.
OBJECTIVOS
ACTIVIDADES/PROJECTOS
1. Divulgação da oferta de pré-escolar e da Componente de
Apoio à Família em todas as Instituições de carácter social
da Freguesia, nomeadamente na rede social da Freguesia de
Mira Sintra.
METAS
1.
2.
1.1. Promover
uma
cultura
de
escolaridade
prolongada
e
qualificante.
2. Articulação horizontal e vertical do currículo/orientações
curriculares entre o Departamento da Educação Pré-Escolar,
o Departamento do 1º ciclo do Agrupamento e as
instituições locais (públicas e privadas) com oferta de
educação Pré-Escolar.
3. Divulgação das actividades, projectos e oferta educativa do
Agrupamento à comunidade através de Internet, jornal de
escola, folhetos informativos de forma a valorizar a escola,
o conhecimento e a aprendizagem.
Projecto Educativo 2010-2013
3.
4.
5.
Frequência de pelo menos
um ano no ensino préescolar de 90% das crianças
matriculadas no 1º ano no
Agrupamento;
Frequência de pelo menos
dois anos no ensino préescolar de 50% das crianças
matriculadas no 1º ano no
Agrupamento;
Manutenção em níveis
inferiores a 9% do n.º de
alunos com dificuldades de
aprendizagem no 1º ano de
escolaridade.
Divulgação/actualização
mensal
do
site
do
Agrupamento;
Criação de um boletim
INDICADORES DE
AVALIAÇÃO
Calendarização
/Ano
1º
2º
3º
 Número
de
alunos
matriculados no 1º ciclo
com frequência de pelo
menos 1 ano de Ed. PréEscolar.
 %
de
alunos
com
dificuldades
de
aprendizagem no 1º ano de
escolaridade
 % de EE que estão
presentes nas reuniões
convocadas pela escola.
45
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
4. Inclusão na Escola de Pais de temáticas que evoquem a
importância do papel da escola na vida futura dos
educandos;
5. Diversificação da oferta educativa do Agrupamento em
função da sinalização de alunos por parte dos conselhos de
docentes/turma e do Gabinete de Apoio ao Aluno e à
Família (GAAF), nomeadamente através da criação de:
5.1. Turmas de Percursos Curriculares Alternativos;
5.2. Cursos de Educação e Formação;
5.3. Unidade de Ensino Estruturado para alunos com espectro
do autismo;
5.4. Cursos de Educação e Formação de Adultos, UFCD.
6. Orientação escolar de alunos em risco de abandono,
situação de insucesso escolar repetido, que terminam o 9º
ano, ou a escolaridade obrigatória, no sentido da sua
integração em outras ofertas educativas ou para
prosseguimento dos estudos.
7. Realização da Feira das Profissões em parceria com as
instituições locais da Freguesia.
8. Criação de um “pólo” de formação profissional nas
instalações da EB1 da Baratã em parceria com uma escola
de formação profissional e a C. M. Sintra.
9. Equipa de tutores, com formação nesta área, que irá intervir
junto de alunos em risco, sem suporte familiar (tutoria
social), ou com dificuldades de aprendizagem (tutoria
escolar).
Projecto Educativo 2010-2013
6.
7.
8.
9.
electrónico
informativo
mensal;
Aumento em 10% do
envolvimento
e
acompanhamento
dos
Encarregados de Educação
na vida escolar dos seus
educandos;
6% do total de alunos da
escola frequentarem outras
ofertas educativas tais
como Cursos de Educação e
Formação (CEF), Percursos
Curriculares Alternativos
(PCA)…
Certificação de 40 adultos
na
modalidade
(EFA/UFCD).
Prosseguimento/encaminha
mento de 100% de alunos
que concluem o 9º ano.
10. Taxa de alunos que
abandonam a escolaridade
antes de terminar o 9º ano
inferior a 0,5%.
 N.º
de
atendimentos
efectuados
pelos
Educadores/Prof. Titulares
de Turma/Directores de
Turma ao E. Ed.
 Grau de participação dos
Encarregados de Educação
nas actividades do PAA.
 % de alunos matriculados
nas diferentes modalidades
formativas.
 N.º de alunos
encaminhados para ofertas
educativas externas à
escola.
 N.º de ofertas educativas
em funcionamento na
escola.
 % alunos que não
continuam os estudos após
9º ano.
 % de alunos que
abandonam a escola sem
concluir o 9º ano.
 N.º
de
instituições
participantes.
 N.º de visitantes da Feira
das Profissões
 Opinião dos visitantes
sobre a pertinência,
qualidade e diversidade da
informação recolhida.
 N.º de alunos Tutorados.
 % de alunos em situação de
abandono escolar.
46
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
 N.º de processos na CAF
que abrangem famílias,
com
alunos
do
Agrupamento.
 N.º de acções conjuntas
com as instituições da Rede
Social de Freguesia.
10. Participação da Assistente Social nas reuniões do Núcleo
Executivo da Comissão Social de Freguesia, da Comissão
Apoio à Família (CAF), e articulação do trabalho executado
com a Comissão de Protecção de Criança e Jovens.
11. Desenvolvimento de projectos específicos:
11.1. Projecto TICTIC e as Ciências – exploração de
conteúdos relativos à área das ciências com apoio das TIC;
11.2. Proj. Aprender Mais (ampliação a mais disciplinas);
11.3. Proj. Magia da Matemática – parceria pedagógica 45’
semanais para desenvolvimento de actividades
lúdicas/experimentais na sala da matemática, no 6º e 7º em
tempo lectivo e nos restantes anos em regime de AEC.
11.4. Proj. TIC no 1º ciclo – utilização das Novas
Tecnologias na AEC - Apoio ao Estudo, para intervenção
nas dificuldades de aprendizagem diagnosticadas nos
alunos em contexto de sala de aula.
11.5. Proj. Clube de Leitura e Escrita: Baseia-se em sessões
diárias para grupos de 5 crianças referenciadas pelos
professores como estando em risco de insucesso, com uma
rotina pré-estabelecida, que propicia um clima favorável
ao diálogo e à exploração lúdica do universo da literacia,
num formato de Clube, muito distinto do período lectivo
regular.
11.6. Proj. SOS English: Parceria pedagógica 45’ semanais
para apoio aos alunos com dificuldades em todas as
turmas (2º ciclo e 7º ano de escolaridade) em contexto de
sala de aula.
12. Actividades de Apoio Curricular (AAC): Hora das Palavras,
RAFA, Espaço Matemático, outras AAC para disciplinas
que essa necessidade em função das % de insucesso dos
alunos, em regime de apoio educativo para alunos com
planos de acompanhamento, ou outros sinalizados pelos
respectivos Professores Titulares/Conselhos de Turma.
13. Introdução do domínio “transversalidade da LP” nos
critérios de avaliação de todas as disciplinas, exceptuando
Projecto Educativo 2010-2013
11. Implementação de projectos
pedagógicos
específicos
para as disciplinas LP,
Mat., Inglês, e todas as que
apresentarem níveis de
insucesso superiores a 20%;
12. Redução das taxas de
retenção:
12.1. 1ºCiclo - redução para
níveis inferiores a 4
%;
12.2. 2ºCiclo - redução para
níveis inferiores a 7,5
%;
12.3. 3ºCiclo - redução para
níveis inferiores a
14%.
13. Redução da taxa de alunos
que transitam para o 2º
ciclo com dificuldades a
Língua Portuguesa e a
Matemática para níveis
inferiores a 6.5 %;
14. Afastamento
entre
os
resultados da escola e os
resultados nacionais na
avaliação externa inferior a:
14.1. 1º Ciclo - LP -2%;
Mat. -2,5%
14.2. 2º Ciclo - LP -3%;
Mat. -10%
 Taxas de insucesso escolar:
 Por ano;
 Ciclo;
 Disciplina;
 Turma;
 Acompanhamento
dos alunos ao longo
do seu percurso
escolar.
 Resultados da avaliação
externa.
 Eficácia dos Planos de
Acompanhamento,
Desenvolvimento e de
Recuperação.
 Resultados escolares nas
turmas de PCA, CEF…
 Resultados escolares dos
alunos com NEE.
 Resultados da avaliação dos
Programas Educativos
Individuais.
 Resultados escolares dos
alunos abrangidos pelos
diferentes projectos.
 Impacto nos resultados da
47
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
as línguas;
14. Reforço da valorização dos domínios conhecimentos e
capacidades/competências ao nível dos critérios de
avaliação;
15. Proj. “Incluir +” - Sala de Actividades Educativas
Funcionais para alunos com CEI, onde se faz um trabalho
individualizado ou pequeno grupo de carácter funcional e
orientado para promover a autonomia destes alunos.
16. Desenvolvimento de parcerias com instituições de carácter
social ou particular com oferta de vias profissionalizantes
ou CAO para alunos com CEI.
1.2. Promover
cultura
a
como
14.3. 3º Ciclo - LP -11%;
Mat. -16%
15. Desenvolvimento
da
autonomia
em
espaço
escolar de pelo menos 75%
doa alunos.
16. Encaminhamento de 70%
dos alunos com Currículo
Específico
Individual
(CEI), quando terminam a
escolaridade
obrigatória,
para
vias
profissionalizantes, Centros
de
Actividades
Ocupacionais (CAO), ou
outras ofertas.
17. Promoção de acções de formação no âmbito das Novas
Tecnologias da Comunicação e Informação para
Professores e E.E.
18. Promover a utilização das TIC em Área de Projecto.
19. Introdução do domínio das TIC nos critérios de avaliação
de Área de Projecto.
17. Aumento em 10% da
utilização das TIC em
contextos
de
ensinoaprendizagem.
18. 50% das actividades de
Área de Projecto sejam
feitas com recurso às TIC.
20. Desenvolvimento do projecto da Biblioteca Escolar,
aumentando seu âmbito ao 1º ciclo, e divulgação a toda a
19. Aumento em 20% do
empréstimo domiciliário de
Projecto Educativo 2010-2013
disciplina
de
Língua
Portuguesa.
 Percepção dos docentes
relativamente à aplicação
deste critério.
 % de alunos com CEI
encaminhados para vias
profissionalizantes
ou
CAO.
 N.º de requisições de
portáteis;
 Taxa de utilização das salas
TIC.
 N.º de docentes que
utilizam
os
Quadros
interactivos.
 % de utilização dos
Videoprojectores.
 N.º de docentes que
utilizam as TIC em
contexto de sala de aula.
 N.º de aulas em que os
alunos utilizaram as TIC
directamente.
 Nº de EE que participam na
Acção de Formação
 Taxa
de
empréstimo
domiciliário.
48
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
forma activa do
saber.
1.3. Valorizar
excelência.
a
1.4.
Promover
a
articulação,
a
sequencialidade e a
gestão pedagógica e
curricular
com
elementos centrais da
actividade docente.
 Taxa de frequência da
biblioteca.
 N. de visitas de estudos
realizadas a locais/eventos
culturais.
 N.º de AEC realizadas no
âmbito da área cultural.
26. Atribuição de prémios aos alunos pertencentes ao Quadro
de Honra, bem como publicitar a sua constituição em todos
os meios de comunicação da escola.
livros.
20. Aumento em 20% da
frequência da biblioteca
escolar.
21. Realização de, pelo menos
uma visita de estudo a um
local/evento cultural, por
turma/ano de escolaridade.
22. Desenvolvimento de pelo
menos uma AEC na área
cultural.
23. Participação de 80% dos
alunos numa actividade
cultural durante o seu
percurso escolar.
24. Aumento em 5% do nº de
alunos
integrados
em
Quadro de Honra.
27. Aplicação de Planos de Desenvolvimento aos alunos que se
enquadrem nas orientações definidas pelo Conselho
Pedagógico.
25. Aumento em 100% do nº de
alunos com Planos de
Desenvolvimento.
 N.º total de alunos com
aplicação de plano de
desenvolvimento e sua
eficácia.
28. Apoio ao desenvolvimento de projectos apresentados pelos
alunos, nomeadamente de carácter social.
26. Apoiar a realização de pelo
menos
2
actividades
propostas pelos alunos.
 Nº de actividades do PAA
realizadas pelos alunos.
29. Realização de reuniões entre os Coordenadores das
diferentes estruturas de orientação educativa, para
abordagem das seguintes temática;
29.1. Articulação vertical das competências essenciais;
29.2. Gestão/articulação das planificações das diferentes
disciplinas;
29.3. Promoção da realização de actividades conjuntas no
âmbito do PAA;
27. Realização de reuniões
onde
se
abordam
a
totalidade das temáticas
indicadas.
 N.º de reuniões realizadas
entre diferentes estruturas
de orientação educativa.
 N.º de temáticas abordadas.
 N.º
de
competências
previstas no Reg. Interno
que foram exercidas pelos
respectivos órgãos.
30. Aplicação de instrumentos de diagnóstico dos alunos, na
transição de ciclo, incluindo das escolas não pertencentes ao
Agrupamento.
28. 80% dos processos dos
alunos que ingressam no 2º
ciclo deste Agrupamento,
apresentarem a ficha de
transição
de
ciclo
 %
de
alunos
que
apresentarem a ficha de
transição
de
ciclo
devidamente preenchida.
comunidade educativa.
21. Realização de Visitas de Estudo a locais/eventos culturais.
22. Publicitação mensal de eventos culturais no site do
Agrupamento.
23. Promoção e divulgação do programa da Casa da Cultura de
Mira Sintra à comunidade educativa.
24. Realização de eventos culturais dinamizados por
entidades/pessoas externas à escola.
25. Realização de intercâmbios com instituições locais para
desenvolvimento de actividades fora do ambiente escolar.
Projecto Educativo 2010-2013
 % de alunos que integram o
Quadro de Honra.
49
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
31. Priorização da aprovação de projectos/actividades no
âmbito do PAA, que traduzam uma efectiva
interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade.
32. Promoção de actividades que envolvam mais do que um
ciclo de ensino.
33. Realização da actividade “Bem vindos à DDJ” – os alunos
do 4º ano de escolaridade fazem um conjunto de 4 visitas à
E2,3, durante o ano lectivo de transição.
Projecto Educativo 2010-2013
devidamente preenchida.
29. Aprovação anual de pelo
menos 4 projectos de
natureza interdisciplinar ou
transdisciplinar.
30. Existência de pelo menos 5
actividades por ano, em que
participam 3 ou mais ciclos
de ensino.
31. Envolver todas as turmas
do 4º ano das Escolas do
Agrupamento.
 Nº de projectos aprovados.
 Nº de actividades realizadas
com participação de 3 ou
mais ciclos.
 Opinião
dos
EE
relativamente
a
esta
actividade.
 Opinião
dos
alunos
relativamente
a
esta
actividade.
 Opinião
dos
docentes
envolvidos na actividade.
50
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
ACÇÃO 2 – SER + RESPONSÁVEL
Problema(s)/Área(s) de
Intervenção:
- Indisciplina;
- Taxa de absentismo e pontualidade;
- Baixa participação dos pais/encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos;
- Integração/inclusão dos alunos na comunidade escolar;
- Interacção social.
OBJECTIVOS
2.1.
Promover
formação pessoal
social dos alunos e
educação
para
cidadania.
ACTIVIDADES/PROJECTOS
a
e
a
a
33. Implementação de Assembleia de Turma para turmas com
maior incidência de comportamentos desviantes.
34. Divulgação e aplicação do Regulamento Interno de forma
criteriosa e uniforme por parte de todos os elementos da
comunidade escolar.
35. Divulgação dos Direitos e deveres dos alunos nos múltiplos
espaços da escola, nomeadamente nas salas de aula.
36. Inclusão, no regulamento interno, de normas específicas
para a participação em Actividades de Enriquecimento
Curricular, onde se inclui igualmente o Desporto Escolar,
que visem os resultados académicos e as participações
disciplinares.
37. Gabinete de Apoio ao Aluno - Estrutura de apoio para
encaminhamento de alunos alvo da medida correctiva “saída
da sala de aula”.
38. Projecto Fair Play, penalização dos alunos com
comportamentos desviantes nos torneios inter turmas.
39. Desenvolvimento de actividades lúdicas, desportivas,
musicais… de ocupação dos alunos nos tempos sem
actividade lectiva, nomeadamente nos intervalos e horário
de almoço.
40. Empréstimo de materiais lúdicos e didácticos aos alunos,
durante os tempos sem actividades lectivas.
41. Organização de apresentações musicais, coreográficas,
teatrais e desportivas.
Projecto Educativo 2010-2013
METAS
INDICADORES DE
AVALIAÇÃO
32. Participação dos alunos em
decisões relativas à sua vida
escolar, em 100% das
turmas.
33. Redução em 20% do n.º
medidas correctivas de
saídas de sala.
34. Redução em 20% do n.º de
participações disciplinares.
35. Redução em 5% de alunos
reincidentes
em
comportamentos
desviantes.
 N.º de turmas em que os
alunos participaram em
momentos de decisão.
 Frequência do GAA.
 N.º
de
participações
disciplinares.
 Nº
de
Medidas
Disciplinares correctivas e
sancionatórias aplicadas e
sua gravidade.
 Nº de reuniões e/ou
assembleias
de
turma
realizadas;
36. Redução em 10% do nº de
participações disciplinares
resultantes
de
actos
praticados fora da sala de
aula.
37. Aumentar
para
níveis
superiores a 95% os níveis
de confiança dos alunos em
 Nº
de
participações
disciplinares resultantes de
actos praticados fora da
sala de aula.
 Percepção dos Delegados e
Subdelegados relativamente
à segurança na escola.
Calendarização
/Ano
1º
2º
3º
51
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
42. Supervisão dos alunos durante os intervalos, por parte de 2
animadores, com apoio e articulação com os vigilantes do
ME.
43. Uniformização do domínio das atitudes e valores ao nível
dos critérios de avaliação;
44. Acompanhamento e intervenção de alunos em situação de
reincidência de comportamentos desviantes, risco de
marginalização, exclusão ou abandono escolar, baixa autoestima, falta de expectativas relativamente à aprendizagem,
famílias desestruturadas, por uma equipa multidisciplinar
composta por professores, técnico de acção social e
psicólogos (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família);
45. Realização de uma reunião trimestral entre os Delegados e
Subdelegados de Turma e a Direcção da Escola, para
promover a sua participação nas decisões sobre a escola,
bem como aferir a opinião dos mesmos relativamente ao
ambiente e funcionamento da escola.
46. Provedoria do aluno - estrutura de orientação educativa que
irá acompanhar e analisar eventuais participações de alunos
que não sejam de âmbito disciplinar, promovendo a sua
participação na vida da escola, e servindo de mediador em
relação a situações de conflito.
47. Articulação dos organizadores de actividades com a equipa
de Educação Especial para a adequação das actividades do
PAA aos alunos com CEI.
2.2.
Promover
a
responsabilização dos
pais/encarregados de
educação pela vida
escolar
dos
seus
educandos.
48. Introdução de uma norma no Regulamento Interno que torne
obrigatória a verificação semanal da Caderneta do Aluno,
por parte do E.E.
49. Promoção de contactos regulares com a família por
diferentes formas: e-mail, telefone, disponibilização através
de plataforma informática de todos os dados relativos à vida
escolar dos alunos…
50. Adequação do horário das reuniões com os
Projecto Educativo 2010-2013
relação à segurança no
espaço escolar.
38. Redução da taxa de
absentismo escolar em 2%;
39. Participação de alunos com
NEE nas actividades do
PAA, de carácter geral, de
acordo com o seu perfil de
funcionalidade e ano de
escolaridade.
40. Aumento
do
acompanhamento dos pais e
encarregados de educação
em relação à vida escolar
dos alunos.
41. Aumento em 10% do nº de
Encarregados de Educação
participantes nas reuniões
com
Educadores/Professores
 Percepção dos Pais e
Encarregados de Educação
relativamente à segurança
na escola.
 Taxa de absentismo;
 Taxa de inclusão
alunos com NEE
actividades do PAA;
 Avaliação dos PEI;
dos
nas
 N.º de informação por esta
via sem resposta por parte
do EE.
 Nº de atendimentos aos
Encarregados de Educação
realizados
pelos
Educadores/Professores
52
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
pais/encarregados de educação às suas necessidades e tornar
a assiduidade dos mesmos, a essas reuniões, como critério
para a inscrição dos alunos em actividades da escola.
42.
51. Co-responsabilização dos Pais/Encarregados de Educação
pelos comportamentos desviantes dos seus educandos,
nomeadamente pela obrigatoriedade de acompanhamento
dos mesmos no cumprimento de medidas de actividades de
integração. (medida a articular no âmbito do Regulamento
Interno);
52. Desenvolvimento do projecto da Escola de Pais, promovido
pelo GAAF, inserindo sessões explicativas do Regulamento
Interno;
43.
44.
53. Criação de uma secção, na Biblioteca Escolar, dirigida aos
pais/encarregados de educação com bibliografia relacionada
com os problemas educativos contemporâneos;
54. Participação dos pais e encarregados de educação nas
actividades lectivas (ex. PNL) e em outras actividades do
PAA.
2.3. Desenvolver os
princípios
da
solidariedade e da
cidadania
como
elementos centrais da
construção
do
ser
humano e da sua
identidade.
55. Desenvolvimento de projectos de recolha de bens de
primeira necessidade e participação em iniciativas de âmbito
nacional realizadas neste domínio.
56. Integração em Área Projecto da obrigatoriedade de
realização de projectos de índole prática ligados à
solidariedade e acção social.
45.
Titulares
de
Turma/Directores
de
Turma.
Aumento em 10% do nº de
encarregados de Educação
que se deslocam à escola no
horário de atendimento dos
Educadores/Professores
Titulares
de
Turma/Directores
de
Turma.
Aumento em 20% do nº de
pais inscritos na “Escola de
Pais”.
5% dos pais/encarregados
de
educação
do
Agrupamento
utilizarem
pelo menos 1 vez a
Biblioteca Escolar.
Aumento em 20% do
envolvimento
das
Associações de Pais nas
actividades do PAA.
46. Realização
de
dois
momentos de recolha de
bens, por ano lectivo, nas
escolas do Agrupamento.
57. Revitalização do funcionamento do Quadro de Mérito
através da revisão do respectivo regulamento, bem como a
sua divulgação no início do ano lectivo a todos os actores da
comunidade escolar.
47. Atribuição da distinção do
Quadro de Mérito a pelo
menos 1 alunos em cada
ano lectivo.
58. Organização de actividades por parte de alunos com NEE,
48. Dinamização
Projecto Educativo 2010-2013
de
dois
Titulares
de
Turma/Directores
de
Turma;
 % de Encarregados de
Educação participantes nas
reuniões da respectiva
turma.
 N.º de EE inscritos na
Escola de Pais e respectiva
assiduidade às sessões.
 Nº
de
empréstimos
domiciliários de livros da
Biblioteca Escolar aos
pais/encarregados
de
educação.
 Nº de actividades do PAA
que
envolveram
os
pais/encarregados
de
educação.
 N.º de recolhas de bens
realizadas.
 Produto das recolhas e dos
projectos realizados.
 Conhecimento
da
comunidade
escolar
relativamente
a
este
projecto.
 Reconhecimento
deste
projecto como uma maisvalia
por
parte
da
comunidade escolar.
 N.º
de
actividades
53
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
para a comunidade educativa, de forma a reconhecer e a
valorizar as suas capacidades e o desenvolvimento de uma
atitude positiva perante estes alunos/cidadãos.
momentos
organizados
pelos alunos com NEE para
a comunidade educativa.
59. Priorização da aprovação de actividades que visem a
multiculturalidade por parte dos órgãos de gestão do
Agrupamento.
49. Existência de pelo menos 1
actividade no âmbito da
multiculturalidade.
50. 50%
das
medidas
disciplinares sancionatórias
de
suspensão,
serem
substituídas por trabalho a
favor da comunidade.
60. Implementação do trabalho a favor da comunidade como
medida alternativa à aplicação de medida disciplinar
sancionatória de suspensão até 10 dias.
Projecto Educativo 2010-2013
promovidas pela Equipa da
Educação Especial, com
participação activa por
parte dos alunos com NEE.
 N.º de AEC existentes no
âmbito
de
diferentes
culturas.
 Taxa de alunos com medida
disciplinar
sancionatória
substituída por trabalho a
favor da comunidade.
54
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
ACÇÃO 3 – SER + SAUDÁVEL
Problema(s)/Área(s) de
Intervenção:
OBJECTIVOS
3.1. Educar para a
saúde
e
para
o
ambiente.
- Falta de hábitos de vida saudáveis;
- Obesidade;
- Sedentarismo;
- Instalações com deficiências ao nível da funcionalidade e segurança.
- Instalações pouco atractivas e funcionais (falta de climatização das salas de aula, falta de gabinetes de trabalho para professores, falta de
espaços para dinamização de AEC);
- Segurança no espaço escolar e nos seus espaços limítrofes
Calendarização
INDICADORES DE
/Ano
ACTIVIDADES/PROJECTOS
METAS
AVALIAÇÃO
1º
2º
3º
51. Aumento do nível de
conhecimento dos alunos  Avaliação dos alunos em
no âmbito de: prevenção de
AP
nas
temáticas
comportamentos de risco ao
mencionadas;
nível
da
sexualidade,
 Número
de
alunos
61. Elaboração do Projecto de Educação para a Saúde e para o
promoção de hábitos de
envolvidos nos projectos
Ambiente que inclua:
higiene, consumos nocivos,
61.1. Gabinete de Educação Para a Saúde e Sexualidade com
 Quantidade/tipo
de
alimentação saudável, …
horário de funcionamento alargado;
alimentos
saudáveis
52. Aumento em 20% do
61.2. Clube do Exercício e Nutrição;
vendidos no Bar;
consumo
de
produtos
61.3. Acções de sensibilização para todos os actores

Número de alunos que
alimentares mais saudáveis
educativos.
tomam banho após as
no bar da escola.
62. Criação de zonas de banho individualizados.
actividades de Educação
53. Aumento em 20% dos
Física e do Desporto
alunos que utilizam o
Escolar;
refeitório escolar.

Nº de refeições servidas;
54. 50% dos alunos tomarem
banho na escola;
55. Manutenção da bandeira
verde por parte de todas as
escolas do Agrupamento.
 N.º de bandeiras Eco
63. Participação nos projectos Eco Escolas.
56. Criação/colocação de um
Escolas do Agrupamento.
ecoponto
e
de
um
recolector águas pluviais
Projecto Educativo 2010-2013
55
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
64. Ampliação do Programa Fitnessgram ao 1º ciclo e sua
articulação com a equipa da Educação para a saúde, os
alunos com IMC acima das taxas recomendadas serão
acompanhados pela equipa de educação para a saúde e
encaminhados para o Clube do exercício.
65. Desenvolvimento do Projecto do Desporto Escolar.
66. Remoção de barreiras arquitectónicas e sinalização de locais
de maior risco.
67. Construção de espaços cobertos nos recreios das diferentes
escolas do Agrupamento.
3.2.
Melhorar
a
qualidade do ambiente
escolar.
68. Solicitar às entidades competentes a remodelação dos
logradouros das EB1’s.
69. Criação de gabinetes de trabalho para professores.
Projecto Educativo 2010-2013
em cada pavilhão;
57. Aplicação do programa de
Fitnessgram no 1º ciclo.
58. Redução em 3% do nº de
alunos com excesso de
peso.
59. Aumento em 5% do
número de alunos na zona
saudável da aptidão física.
 Número de alunos fora da
zona saudável.
 N.º de alunos com excesso
de peso.
60. Criação de mais dois
grupos/equipa
e
manutenção dos torneios
inter-turmas existentes.
61. Participação em todas as
competições externas dos
grupos equipas existentes.
 N.º de grupos equipa.
 N.º de alunos inscritos no
Desporto Escolar.
 N.º de modalidades com
torneio
inter-turmas
e
respectivo n.º de alunos
inscritos/participantes.
 N.º de participações em
competições externas.
62. Redução em 5% do número
de acidentes no recinto
escolar;
63. Construção de um espaço
coberto em cada uma das
escolas do Agrupamento.
64. Construção de coberturas
junto da entrada de 30%
das salas de aulas da EB2,3.
65. Remodelação
do
logradouro de duas escolas
do
1º
ciclo
do
Agrupamento,
com
a
colocação de equipamento
lúdicos, nomeadamente no
espaço exterior do Jardim
de Infância.
66. Criação de um gabinete de
trabalho
para
cada
departamento curricular.
 N.º de inquéritos do seguro
escolar.
 N.º
de
efectuadas
construções
 N.º
de
remodelados.
logradouros
 N.º de gabinetes criados.
56
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
70. Isolamento de portas e janelas e colocação de aquecimento
nas salas de aula.
67. 30% das salas de aula
estarem equipadas com
aquecimento.
71. Divulgação das normas de segurança e realização de
simulacros em todas as escolas do Agrupamento.
68. Realização de 2 simulacros
de segurança por ano, em
cada
escola
do
Agrupamento.
72. Implementação do sistema de videovigilância previsto no
âmbito do Plano Tecnológico da Educação.
73. Articular com a Polícia de Segurança Pública a intervenção
no espaço adjacente às escolas do Agrupamento e a
participação desta formação em actividades do PAA.
Projecto Educativo 2010-2013
69. Implementação do sistema
de Videovigilância até ao
final de 2011.
70. Reforço do patrulhamento
das zonas adjacentes às
escolas do Agrupamento.
71. Participação da PSP em
pelo menos uma actividade
do PAA.
 N.º de salas de aula com
equipamentos
de
aquecimento instalados.
 Nível de conhecimento das
normas de segurança do
Agrupamento por parte da
comunidade escolar.
 N.º
de
simulacros
realizados.
 Data
de
início
de
funcionamento do projecto.
 Percepção da comunidade
educativa relativamente à
acção policial e à segurança
fora do recinto escolar.
57
Agrupamento de Escolas D. Domingos Jardo
Ser +
Anexo II
8. Plano Anual de Actividades (modelo de grelha)
Órgão/Actividade
Objectivos Específicos
Meta de
Departamento
Estrutura (s)
Responsável(eis)
Destinatários
Descrição
Meta (s)
Objectivo (s)
Actividade
Articulação com o
P. Educativo
Indicadores de
Avaliação
Recursos Humanos
Recursos Materiais
Recursos
Financeiros
Organização
Outros
Intervenientes
N.º Actividade
1
2
3
4
5
Meses
09
10
11
12
01
02
03
04
05
06
07
08
1
2
3
4
5
Projecto Educativo 2010-2013
58
Download

Projeto Educativo