CIÊNCIA DOS MATERIAIS Engenharia de Produção – 4° Período Profª.: Andiara Paulina de Assis [email protected] Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 1 UNIDADE 2 ESTRUTURA ATÔMICA DOS MATERIAIS ESTRUTURA ATÔMICA DOS MATERIAIS Cap. 2 - CALLISTER Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 2 ESTRUTURA ATÔMICA Macroestrutura pode ser visto a olho nu Microestrutura sujeita a observação por microscópio Estrutura atômica organização dos átomos ou moléculas Estrutura subatômica elétrons e interações com seus núcleos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 3 ESTRUTURA ATÔMICA Conceitos Fundamentais NÚCLEO Prótons Nêutrons ÁTOMO ELETROSFERA Elétrons PARTÍCULA SUBATÔMICAS MASSA CARGA Próton 1 (1,67x10-27 Kg) +1 (1,60x10-19 C) Nêutron 1 (1,67x10-27 Kg) 0 Elétron 1 / 1.836 x (1,67x10-27 Kg) -1 (1,60x10-19 C) Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 4 ESTRUTURA ATÔMICA Conceitos Fundamentais Cada elemento químico é caracterizado pelo número de prótons (P) de seu núcleo, ou seja, seu número atômico (Z). Átomo neutro ou completo Número de prótons = Número de elétrons ÍONS Número de prótons ≠ Número de elétrons A massa atômica (A) de um átomo específico pode ser expressa como a soma das massas dos prótons (P ou Z) e nêutrons (N) presentes em seu núcleo. A≈Z+N *Embora o número de prótons seja o mesmo para átomos de um mesmo elemento o número de nêutrons pode variar. Átomo com mesmo número de prótons e diferentes números de neutros, e portanto com massas diferentes, são chamados isótopos. Representação de elementos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 A Z X carga 5 Estrutura Atômica MODELO DE BOHR Orbital eletrônico N = número quântico principal Núcleo: Z = número de prótons Massa atômica: A ≈ Z + N * Os elétrons circulam ao redor do núcleo atômico em orbitais discretos e a posição de qualquer elétron específico está mais ou menos bem definida em termos do seu orbital. * A energia do elétron é quantizada; isto é, aos elétrons só são permitidos valores específicos de energia. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 6 CONCEITOS FUNDAMENTAIS Como os elétrons se distribuem nos átomos? s p d f (Q) n=7 (P) n=6 (O) n=5 (N) n=4 (M) n=3 (L) n=2 * Os elétrons tendem a ocupar os níveis mais baixos de energia. (K) n=1 Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 7 CONCEITOS FUNDAMENTAIS Camada de valência CAMADA DE VALÊNCIA: É a camada mais externa ocupada pelos elétrons de um átomo. Os elétrons que ocupam essa camada são chamados de elétrons de valência. Eles são extremamente importantes, pois participam da ligação entre átomos para formarem aglomerados atômicos e moléculas. Além disso muitas propriedades físicas e químicas dos 8 sólidos estão são baseadas nesses elétrons de valência. TABELA PERIÓDICA Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 9 ESTRUTURA ATÔMICA DOS MATERIAIS Ligações Por que estudar as ligações dos materiais? A estrutura do sólido é caracterizada pelo tipo de ligação que mantêm os átomo ou moléculas que o formam unidos, e por seus arranjos geométricos. Assim, o tipo de ligação interatômica ou molecular nos permite explicar algumas propriedades importantes de um material. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 10 Porque estudar a estrutura dos materiais? Diamante Grafita • Material mais duro conhecido • Baixa condutividade elétrica • Transparente • Usado para triturar e cortar outros materiais (por exemplo, vidro) • Baixa dureza • Boa condutividade elétrica em algumas direções • Opaco • Elevada resistência e boa estabilidade química em altas temperaturas Composição química: Carbono Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 11 Estrutura atômica e ligações dos materiais Porque dois materiais com a mesma composição química apresentam propriedades tão diferentes? 1. Estruturas cristalinas diferentes 2. Ligações químicas diferentes Somente ligações covalentes Diamante Fulerenos Ligações covalentes e Van der Waals Grafita Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 Nanotubos 12 LIGAÇÃO ATÔMICA NOS SÓLIDOS Forças e energia de ligação A energia de ligação para dois átomos ou moléculas, representa a energia que seria necessária para separar dois átomos até uma distância de separação infinita. Existem três tipo diferentes de ligações química (ou ligações primárias) em materiais sólidos... IÔNICA COVALENTE METÁLICA Também existe as forças e energias de interação física (ou ligações secundária). Essas são mais fracas do que as ligações primárias... DIPOLO INDUZIDO DIPOLO PERMANENTE Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 13 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Busca por uma configuração estável... CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA ESTÁVEL: Configuração dos gases nobres Camada de valência estável com oito elétrons (exceção: H, He...). Alguns átomos dos elementos que não possuem a camada de valência completos (8 elétrons) assumem configuração eletrônica estável pelo ganho ou perda de elétrons (formação de íons), ou então pelo compartilhamento de elétrons com outro átomo. Esta é a base de algumas reações químicas e também algumas ligações atômicas nos sólidos. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 14 Elementos eletropositivos: doam elétrons para ser tornarem íons positivos (cátions) Inerte Recebe 1e- Recebe 2e- Recebe 3e- Doa 3e- Doa 2e- Doa 1e- Eletronegatividade Elementos eletronegativos: recebem elétrons para se tornarem íons negativos (ânions) Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 15 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Ligação Iônica • Requer transferência de elétrons. • Requer grandes diferenças de eletronegatividade • Exemplo: NaCl Não metal (Cl) Não estável Metal (Na) Não estável ELÉTRON Cátion (Na+) Estável Ânion (Cl-) Estável Atração de Coulomb Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 Metal + Ametal 16 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Ligação Iônica - Exemplos * Os materiais com esse tipo de ligação são caracteristicamente duros e frágeis e, além disso, isolantes térmicos e elétricos. NaCl MgO CaF2 CsCl H 2.1 Li 1.0 Be 1.5 Na 0.9 Mg 1.2 K 0.8 Ca 1.0 Rb 0.8 He O F 3.5 4.0 Ne - Cl 3.0 Ar - Br 2.8 Kr - Sr 1.0 I 2.5 Xe - Cs 0.7 Ba 0.9 At 2.2 Rn - Fr 0.7 Ra 0.9 Ti 1.5 Cr 1.6 Elementos eletropositivos Fe 1.8 Ni 1.8 Zn 1.8 As 2.0 Elementos eletronegativos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 17 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Ligações Covalentes • Requer compartilhamento de elétrons • Exemplo: Metano (CH4) C: tem 4 elétrons de valência e precisa de mais 4 H: tem 1 elétrons de valência e precisa de mais 1 Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 Ametal + Ametal 18 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Ligações Covalentes - Exemplos H2 H 2.1 Li 1.0 Be 1.5 Na 0.9 K 0.8 Mg 1.2 Ca 1.0 Rb 0.8 Sr 1.0 Cs 0.7 Ba 0.9 Fr 0.7 Ra 0.9 column IVA H2O C(diamond) SiC Ti 1.5 Cr 1.6 Fe 1.8 F2 He - O 2.0 C 2.5 Ni 1.8 Zn 1.8 Ga 1.6 Si 1.8 Ge 1.8 As 2.0 Sn 1.8 Pb 1.8 F 4.0 Ne - Cl 3.0 Br 2.8 Ar Kr - I 2.5 Xe - At 2.2 Rn - Cl2 GaAs * O número de ligações covalentes possíveis é determinada pelo número de valência do átomo (quantos faltem para completar 8 elétrons de valência)... Esse tipo de ligação pode ser muito forte ou fraca. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 19 LIGAÇÃO PRIMÁRIA Ligações Metálicas • Os materiais metálicos possuem 1, 2 ou no máximo 3 elétrons de valência. Esses elétrons não estão ligados particularmente a qualquer átomo, e se encontram livres para se movimentar por todo metal (nuvem de elétrons). Eles funcionam como uma “cola” entre os átomos. Metal + Metal Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 20 LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS São ligações fracas em comparação às ligações primárias ou químicas. As forças de ligação (ou interação) surgem a partir de dipolos atômicos ou moleculares. Através da atração dos polos com cargas elétricas opostas desses dipolo. O que são dipolos? Os dipolos surgem sempre que há alguma separação entre as partes positivas e negativas de um átomo ou molécula. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 21 LIGAÇÕES SECUNDÁRIAS Dipolo permanente HCl Ocorre entre moléculas ou átomos polares. Ligação de hidrogênio Ocorre entre moléculas polares, especificamente entre o hidrogênio e os átomos mais eletronegativos da tabela periódica (F, O e N); Tipo de ligação secundária mais forte. Dipolo Induzido Única interação entre molécula apolares; Tipo de interação mais fraca; Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 22 Exercício de fixação 1. Sabendo que um átomo de cálcio (Ca) possui número atômico igual a 20 e número de nêutrons igual a 21, responda: a) Qual a massa atômica de um átomo de Ca? b) Quantos elétrons ele possui? c) Faça a distribuição eletrônica de um átomo de Ca neutro. d) Quantos elétrons de valência o átomo de Ca possui? e) O que seria necessário para esse átomo alcançar a estabilidade? f) Forneça a distribuição eletrônica do Ca2+ . 2. Qual a camada de valência dos elementos a seguir? 22Ti, 8O, 12Mg, 6C, 17Cl Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 23 Exercício de fixação 3.Quais as principais características das ligações iônica, covalente e metálica? 4.Qual (ou quais) o tipo de ligação esperada nos materiais abaixo? Latão (liga Cobre-Zinco) Sulfeto de Bário Cloreto de Sódio Bronze (liga Cobre-Estanho) 5. Qual a relação entre a intensidade das forças intermoleculares (ligações secundária) e o estado físico da matéria? Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 24 MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO Gás Condensação Líquido Fusão Sublimação Solidificação Energia do sistema Vaporização Sólido Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 25 MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO Fatores importantes: Temperatura • Fornece energia para que as moléculas se afastem Pressão • Exerce força que influencia na proximidade das moléculas Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 26 INFLUÊNCIA DA PRESSÃO NO ESTADO FÍSICO DA MATÉRIA Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 * Temperatura constante 27 DIAGRAMA DE FASES Fusão Condensação Vaporização Solidificação Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 28 DIAGRAMA DE FASES Diagrama de fases da água: Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 29 INFLUÊNCIA DA PRESSÃO NO ESTADO FÍSICO DA MATÉRIA ↑ Pressão ↑ Proximidade entre as moléculas Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 30 DIAGRAMA DE FASES Diagrama de fases do CO2: Pressão (atm) CO2 (l) CO2 (s) 5 CO2 (g) 1 - 78 - 56 Temperatura (°C) Engenharia de Produção - Química Geral UNIDADE DE ENSINO 1 31 Exercícios de fixação 06 - Considerando o diagrama de fases do CO2 responda: a) Qual o estado físico do CO2 a uma temperatura de - 60 °C e pressão de 1 atm? b) Acima de qual pressão é possível obter o CO2 líquido? c) Considerando a pressão de 73 atm, qual seria a temperatura mínima (aproximada) para que o CO2 estivesse sob a forma Eng. de líquida? Produção - Ciência dos Materiais 32 UNIDADE DE ENSINO 2 MATERIAIS SÓLIDOS Os materiais sólido podem ser classificados quanto predominância de ligações que mantêm seus átomos, íons ou moléculas unidas... Sólidos Metálicos: formados por cátions unidos por um “mar” de elétrons. Sólidos Iônicos: construídos pela atração mútua de cátions e ânions. Sólidos Moleculares: conjunto de moléculas discretas mantidas unidas por forças intermoleculares. Sólidos Reticulares: formados por átomos ligados a seus vizinhos por covalência. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 33 SÓLIDOS IÔNICOS A força de ligação iônica depende muito da carga do íon formado Exemplo: - NaCl → íons de carga +1 e -1 – Tf → 80 °C - MgO → íons de carga +2 e -2 – Tf → 2.852 °C CÉLULAS UNITÁRIAS DE NaCl - Rígidos, quebradiços, elevados ponto de fusão e ebulição *Típico de materiais cerâmicos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 34 SÓLIDOS RETICULARES LIGAÇÃO COVALENTE FORMA CRISTALINA DO QUARTZO - Duros, rígidos, quebradiços, elevados pontos de fusão e ebulição *Típico de materiais e cerâmicos e alguns poliméricos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 35 SÓLIDOS METÁLICOS Nos metais: a força de ligação aumenta a medida que o número de elétrons disponíveis para a ligação aumenta Propriedades físicas variam Sódio Na Pf = 98 °C Cromo Cr Pf = 1890 °C Tungstênio W Pf = 3400 °C - São geralmente: maleáveis, dúcteis, lustrosos, condutores térmicos e elétricos *Metais de transição (subníveis d semipreenchidos): ligações covalentes complementares (além da ligação metálica) Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 36 SÓLIDOS MOLECULARES Gelo H2O(l) ↔ H2O(s) Parafina (sólido amorfo) - Baixos pontos de fusão e ebulição *Típico de materiais poliméricos Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 37 ESTRUTURA DE MATERIAIS SÓLIDOS Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 38 ESTRUTURAS ATÔMICAS Classificação de materiais sólidos quanto à regularidade segundo a qual os átomos ou íons se arranjam uns em relação aos outros: CRISTALINO NÃO-CRISTALINO A organização ou arranjo dos átomos formam um padrão repetitivo ao longo de grandes distâncias atômicas Não possuem arranjos atômicos regular e sistemático ao longo de grandes distâncias atômicas. Também chamado de amorfos. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 39 ARRANJO ATÔMICO Materiais cristalinos... • átomos se organizam em arranjos periódicos • típicos de: -Metais -Muitas cerâmicas -Alguns polímeros SiO2 cristalina Quartzo Materiais não-cristalinos... • átomos não se organizam em arranjos periódicos • ocorrem em: -Algumas cerâmicas -Polímeros •Pode ser consequência de: - resfriamento rápido - presença de impurezas "Amorfo" = não-cristalino Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 SiO2 não-cristalino Vidro de quartzo 40 ESTRUTURA CRISTALINA Existe um número extremamente grande de estruturas cristalinas diferentes, todas elas possuindo uma ordenação atômica MODELO ATÔMICO DA ESFERA RÍGIDA Os átomos (ou íons) são considerados esferas sólidas com diâmetro bem definido CÉLULA UNITÁRIA Pequenas entidades que se repetem Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 41 ESTRUTURA CRISTALINA Célula Unitária menor subdivisão da estrutura cristalina, que se repetem segundo um padrão. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 42 Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 43 Estrutura cristalina SISTEMA CRISTALINO Cúbica a=b=c, α=β=γ=90° Tetragonal a=b≠c, α=β=γ=90° Hexagonal* a=b≠c, α=β=90°,γ=120° Ortorrômbica a≠b≠c, α=β=γ=90° Monoclínica a≠b≠c, α=γ=90°≠ β Romboédrica a=b=c, α=β=γ≠90° Triclínica a≠b≠c, α≠β≠γ≠90° Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 44 Estrutura cristalina REDES DE BRAVAIS Os sistemas cristalinos são apenas entidades geométricas. Quando posicionamos átomos dentro destes sistemas formamos redes (ou estruturas) cristalinas. Existem apenas 14 redes que permitem preencher o espaço 3D. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 45 Estrutura cristalina Estruturas Cúbicas Cúbica Simples (CS) contêm 8 x 1/8 = 1 átomo/célula Cúbica de Corpo Centrado (CCC) contêm (8 x 1/8) + 1 = 2 átomos/célula Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 Cúbica de Face Centrada (CFC) contêm (8 x 1/8 ) + (6 x 1/2) = 4 átomos/célula 46 ALOTROPIA E POLIMORFISMO Diversos elementos, bem como compostos químicos apresentam mais de uma forma cristalina, dependendo de condições como pressão e temperatura envolvidas. *Geralmente as transformações polimorficas são acompanhadas de mudanças na densidade e mudanças de outras propriedades físicas. Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 47 ALOTROPIA E POLIMORFISMO CCC Estanho (Sn) CFC CCC TCC CCC Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 48 MASSA ESPECÍFICA TEÓRICA Conhecendo a estrutura cristalina de um sólido é possível calcular sua massa específica (densidade)... ρ = massa específica n = número de átomos associados a cada célula unitária A = peso atômico Vc = volume da célula unitária NA = número de Avogadro (6,023 x 1023 átomos/mol) Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 49 MASSA ESPECÍFICA TEÓRICA Exemplo Estrutura cristalina do Cobre • Estrutura = CFC: 4 átomos/célula • Peso atômico = 63.55 g/mol • Vc = 4.75 x 10-23 cm 3 Resultado: teórico Comparado ao real: r Cu = 8.88 g/cm 3 r Cu = 8.94 g/cm 3 ρ = massa específica n = número de átomos associados a cada célula unitária A = peso atômico Vc = volume da célula unitária Eng. de Produção - Ciência dos Materiais NA = número de Avogadro (6,023 x 1023UNIDADE átomos/mol) DE ENSINO 2 50 Exercícios de fixação 07 – Qual é a diferença entre uma estrutura cristalina e uma estrutura amorfa? 08 – Cite dois fatores que podem influenciar a formação de uma estrutura amorfa. 09 – O que é uma célula unitária? 10 – Quais as classificações dos materiais sólidos quanto a predominância de ligações que os mantêm unidos? Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 51 Exercícios de fixação 11 – Sabendo que o volume de uma célula unitária de um material cristalino qualquer é 1,99 x 10-23 cm3 e seu peso atômico 55,85 g/mol. Diga em qual estrutura cristalina abaixo ele seria mais denso. CS CCC Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 CFC 52 Exercícios de fixação 12 – Dados as respectivas informações sobre cada material, ordene-os em ordem crescente de densidade. Material A Vc = 1,48 x 10-22 cm3 A = 22,99 g/mol Estrutura: CCC Material C Vc = 2,73 x 10-23 cm3 A = 194,09 g/mol Estrutura: CS Material B Vc = 7,46 x 10-23 cm3 A = 6,94 g/mol Estrutura: CFC Material D Vc = 9,13 x 10-21 cm3 A = 58,93 g/mol Estrutura: CFC Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 53 Bibliografia • ATKINS, P.; JONES, L.; CARACELLI, I. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. (Capítulo 5) • BOWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J.R. Química – A ciência central. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. (Capítulo 11) • CALLISTER, W. D. Ciências e engenharia de materiais: uma introdução. Rio de Janeiro: LTE, 2002. (Capítulo 3) • VAN WLACK, L. H. Princípios de ciências de materiais. 4 ed. Rio de Janeiro: Campus. 1984. (Capítulo 3) • SMITH, W. F. Princípios de ciências e engenharia de materiais. Lisboa - Portugal: MacGraw-Hill, 1998. (Capítulo 3) Eng. de Produção - Ciência dos Materiais UNIDADE DE ENSINO 2 54