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CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO DE MOSSORÓ/RN SOBRE BEMESTAR ANIMAL
Population of knowledge of Mossoró/RN about animal welfare
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JHÉSSICA LUARA ALVES DE LIMA1, NILZA DUTRA ALVES2,
MARCELO FARIAS CAVALCANTE1, FRANCISCO MARLON
CARNEIRO FEIJÓ2, DOMINGOS ANDRADE NETO3, STHENIA DOS
SANTOS ALBANO AMORA2
Discente do Mestrado em Ambiente, Tecnologia e Sociedade da Universidade Federal Rural do
Semi-árido (UFERSA).
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Docente do Programa de Pós-Graduação em Ambiente, Tecnologia e Sociedade da UFERSA.
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Discente do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA).
RESUMO
O bem-estar animal é considerado uma ferramenta que permite avaliar a
qualidade de vida dos animais e o impacto do homem sobre eles. O
objetivo do trabalho foi avaliar o conhecimento da população de
Mossoró/RN sobre o bem estar animal. Para atingir o objetivo foi
realizada uma pesquisa de campo com a aplicação de questionários,
que envolveu 1.000 (mil) participantes, maiores de dezoito anos,
residentes no Município de Mossoró/RN. Constatou-se que 67% dos
pesquisados afirmaram saber do que se trata, enquanto que 33% não
souberam o que seria tal conceituação. Conclui-se que embora a
população pesquisada apresente algum conhecimento sobre bem-estar
animal, e suas ações pouco correspondem às necessidades que
deverão ser garantidas aos animais.
Palavras-chave: Direitos dos Animais, Consciência, Seres Sencientes.
ABSTRACT
The animal welfare is considered a tool to assess the quality of life of
animals and man's impact on them. The objective was to evaluate the
knowledge of the population of Mossoró/RN on animal welfare. To
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achieve the goal was conducted a field survey with questionnaires, which
involved one thousand (1.000) participants, over eighteen years living in
the municipality of Mossoró/RN. It was found that 67% of respondents
said they know what it is, while 33% did not know what would such a
concept. We conclude that although the studied population has some
knowledge about animal welfare, and their actions just match the needs
that must be guaranteed to animals.
Keywords: Animal Welfare, Consciousness, Sentient Beings.
INTRODUÇÃO
A ciência do Bem-estar animal é considerada uma ferramenta
que permite avaliar a qualidade de vida dos animais e o impacto do
homem sobre eles (SOUZA, 2008). Para tanto, é preciso que a
sociedade seja consciente de seu papel de garantir o bem-estar dos
animais, efetivando todas as condições necessárias para que estes
possuam seus direitos respeitados. Não cuidar bem dos animais pode
ocasionar o crime de maus-tratos e estão previstos na Lei dos Crimes
Ambientais (Lei n.º 9.605/98). Esse crime é praticado pelo ser humano
em relação aos animais domésticos ou silvestres, o que o fazem por
motivos de ordem cultural, social e psicológica, ato praticado, em muitos
casos, sem a consciência de que se trata de um crime que viola os
direitos dos animais, como se somente ao homem fossem concedidos
direitos e dignidade. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225,
§1º, inciso VII, reconhece que os animais são seres sencientes, impondo
a sociedade e ao Estado o dever de proteção. Dessa forma, cabe aos
seres humanos proverem condições adequadas às necessidades do
animal e igualmente a integração do mesmo à espécie e ao meio que o
cerca. Constitui-se bem-estar dos animais os hábitos adequados à
manutenção e preservação da vida e saúde destes.
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O enorme número de animais domésticos, especialmente cães e
gatos, todavia, passou a constituir um funesto problema de saúde
pública tornando-os indesejados, sobretudo relacionados a aspectos
estéticos e ambientais (MEDITSCH, 2006). Isso se dá devido a falta de
entendimento sobre o bem-estar animal, fazendo com que muitas
pessoas abandonem esses animais à própria sorte. Sendo assim,
conhecer o que seria bem-estar animal é essencial para que os direitos
dos animais sejam respeitados, evitando a necessidade de intervenção
do Poder Público ou do Judiciário para fazer cumprir as normas de
proteção aos direitos dos animais. Assim sendo, o trabalho objetiva
demonstrar o conhecimento da população de Mossoró/RN acerca do
bem-estar dos animais.
MATERIAL E MÉTODOS
O método utilizado para o desenvolvimento do trabalho foi uma
pesquisa de campo, que envolveu 1.000 (mil) participantes, maiores de
dezoito anos, residentes no Município de Mossoró, Estado do Rio
Grande do Norte. O trabalho utilizou-se de questionário estruturado com
perguntas fechadas acerca do bem-estar animal. Os participantes foram
selecionados de maneira aleatória, proporcionalmente ao total de 67.234
domicílios (IBGE, 2010) distribuídos nos 27 bairros existentes no
Município de Mossoró/RN. O cálculo amostral levou em consideração
um poder do teste (1 – β) de 80%, um nível de significância (α) e um
erro da estimativa (δ) de 5% e a proporção (π11) de 50% dos
pesquisados com uma resposta afirmativa sobre o conhecimento das
legislações de proteção aos animais, segundo Andrade e Ogliari (2007):
n = (zα/2 + zβ)²[π11(1 – π11) + (π11 -δ)(1 – π11 + δ)]/δ2. A análise dos
resultados foi realiza com tabelas de contingência, utilizando o teste
exato de Fisher e o teste de Qui Quadrado com a respectiva análise dos
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resíduos com nível de 5% de significância. Esse trabalho foi aprovado
pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Estadual do Rio
Grande do Norte, com parecer nº 40506515.4.0000.5294, de 13 de abril
de 2015.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Da pesquisa realizada, constatou-se que 67% dos pesquisados
afirmaram saber do que se trata bem estar animal, enquanto que 33%
não souberam o que seria tal conceituação, confundindo-se, inclusive
com a profissão de guarda municipal. Preocupantes os dados obtidos,
pois mesmo a maior parte dos pesquisados conhecendo o que seria
bem-estar animal, parcela significativa de 33% não sabem sequer o que
significa. O não conhecimento do bem-estar pode estar atrelado às
práticas de maus-tratos aos animais, colocando em risco a vida e saúde
destes. O bem-estar dos animais reflete no bem-estar dos seres
humanos, pois ambos possuem íntima relação (STEWART, 1999).
Assim, é preciso que o conceito e a prática do bem-estar animal sejam
discutidos e levados a efeito. Das atitudes adotadas para manter o bemestar animal, constatou-se que 5,8% dos participantes castram seus
animais. 16% dos participantes vermifugam seus animais. Nessa
mesma linha, apenas 36% vacinam seus animais, sendo este ato muito
importante para o bem-estar e saúde do animal, devendo ser aplicada
pelo Médico Veterinário (GONÇALVEZ, 2015). Todavia, apenas 16,3%
levam seus animais ao Médico Veterinário quando este adoece,
enquanto que um percentual, ainda menor, 9,5% consultam seus
animais com frequência. Dos pesquisados, apenas 0,6% possuem
animais de tração e os colocam para trabalhar, em uma jornada que
varia de 30 minutos a 06 horas diárias, respeitando assim a legislação
ambiental.
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CONCLUSÃO
Conclui-se que embora a população pesquisada apresente
algum conhecimento sobre bem-estar animal, e suas ações pouco
correspondem às necessidades que deverão ser garantidas aos animais
para manutenção do bem estar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, D,F; OGLIARI, P.J. Estatística para as Ciências Agrárias
e Biológicas. Editora da UFSC, Florianópolis, 2007.
______. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Brasília: Senado
Federal, 1998. Diário Oficial da República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, 13 fev. 1998.
GONÇALVEZ,
A.
A.
P.
Vacinação.
Disponível
em:
<http://www.saudeanimal.com.br/artigo89.htm>. Acesso em: 10 jun.
2015.
MEDITSCH, R.G.M. O médico veterinário na construção da saúde
pública: um estudo sobre o papel do profissional da clínica de pequenos
animais em Florianópolis, Santa Catarina. Revista do Conselho
Federal de Medicina Veterinária, v. 12, n.38, p. 45-55, 2006.
SOUZA, M. F. de A. e. Bioética e Bem-Estar Animal: novos paradigmas
para a Medicina Veterinária. Revista do Conselho Federal de
Medicina Veterinária, v. 14, n. 43, p. 57-61, 2008.
STEWART, M. F. Companion animal death: a practical and
comprehensive guide for veterinary practice. United Kingdom:
Elsevier Health Sciences, 1999. p. 188.
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