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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
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I
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
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AVM FACULDADE INTEGRADA
TRATAMENTO DO AUTISMO INFANTIL COM
CRIANÇAS ENTRE 5 E 8 ANOS
DO
CU
M
EN
TO
A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO
Por: Alessandra Trindade da Silva
Orientador (a)
Profa. Me Fátima Alves
Rio de Janeiro
2013
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO
TRATAMENTO DO AUTISMO INFANTIL COM
CRIANÇAS ENTRE 5 E 8 ANOS
Apresentação de monografia à AVM Faculdade
Integrada como requisito parcial para obtenção do
grau de especialista em Psicomotricidade.
Por: Alessandra Trindade da Silva
AGRADECIMENTOS
Agradeço
a
todos
aqueles
que
estiveram ao meu lado, me ajudando e
orientando. Pais, colegas de trabalho, a
meu esposo.
Agradeço também a minha orientadora
professora Fatima Alves.
DEDICATÓRIAS
Dedico este trabalho a Deus, a meu
esposo e a meus pais que tornaram
este momento possível.
RESUMO
O autismo é um transtorno do desenvolvimento, onde o portador desta
síndrome tem afetada sua capacidade de falar, se comunicar, de compreender,
o que dificulta sua interação social. Este estudo tem a finalidade de orientar
pais e educadores sobre a importância de um tratamento adequado para o
desenvolvimento do portador de autismo. Será realizado através de estudos
literários e observação em locais onde são realizados trabalhos voltados não
somente para portadores de autismo, mas também para outras síndromes.
Visa orientar pais e educadores sobre a importância da psicomotricidade no
tratamento desta síndrome, mostrando o quando pode ajudar em atividades
diárias, tornando-os mais independentes. É importante que pessoas que
estejam presente no convívio de portadores de autismo tenham os
conhecimentos necessários sobre a síndrome, pois facilita o diagnostico rápido
e mais eficaz será este tratamento.
METODOLOGIA
A metodologia utilizada para este estudo é teórica. O estudo será realizado
através de documentos como jornais, revistas, livros e a pesquisa de campo
visitando instituições onde são realizados tratamentos e estudos a respeito
deste tema. Será realizada principalmente através de livros voltados para
orientação de profissionais que trabalham ou pretendem trabalhar com crianças
ou adolescentes autistas.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPITULO I - O que é o Autismo?
10
CAPITULO II - O que é Psicomotricidade?
16
CAPITULO III - A importância do tratamento psicomotor no tratamento do
portador de autismo
24
CONCLUSÃO
29
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
32
WEBGRAFIA
33
INDICE
34
8
INTRODUÇÃO
A proposta deste trabalho é fazer com que pais e educadores tenham um
entendimento melhor sobre o que é psicomotricidade, o que é o autismo e
quais são os benefícios que a psicomotricidade pode trazer a vida de um
portador desta síndrome. Logo no primeiro capítulo pode se entender melhor
como funciona a mente de uma criança autista, o que é necessário para seu
desenvolvimento e ao longo do trabalho a importância da psicomotricidade em
suas vidas.
A psicomotricidade visa estudar e trabalhar o ser humano como um todo,
levando em consideração que aspectos emocionais, motores, cognitivos e
sensoriais atuam juntos. Interagindo com o meio.
Autismo
é
um
distúrbio
congênito,
onde
o
portador
apresenta
comprometimento no desenvolvimento que pode ser observado desde os
primeiros meses de vida. Apresenta deficiência principalmente nas áreas de
interação social, comunicação, funcionamento cognitivo e processamento
sensorial. Até o momento ainda ocorrem discussões sobre o que é o Autismo.
Um tipo de esquizofrenia? Uma Psicose? As mais variadas características
dificultam a definição, por este motivo o que mais se estuda atualmente é como
pode ser tratada esta síndrome, o que pode ser feito para que as dificuldades,
limitações apresentadas pelos portadores da síndrome, já que não podem ser
extintas que sejam ao menos trabalhadas, facilitando o convívio e a
independência.
Pessoas portadoras desta síndrome são julgadas como incapazes, sem
futuro, o olhar psicomotor vem para retirar este rótulo e mostrar que é possível
interagir com eles através de mecanismos verbais e não verbais, melhorando
sua capacidade de vida e tornando-os autônomos.
A aplicação da psicomotricidade nos primeiros anos de vida é importante
devido auxiliar e capacitar a criança a uma melhor assimilação. Exercícios
psicomotores ajudam a criança conhecer melhor o seu corpo, desta forma
ajudará a criança ter uma melhor orientação espaço-temporal, auxilia no ritmo
9
e melhora habilidades motoras. Por isso é tão importante no tratamento dos
portadores de autismo, pois a melhora em todas estas áreas ajuda o portador
da síndrome a ter uma independência maior em suas atividades diárias.
É através do lúdico, do brincar que é possível fazer com que uma criança
desenvolva várias habilidades necessárias para seu amadurecimento. A
psicomotricidade esta presente nos menores gestos e sendo assim é possível
através do divertimento fazer com que a criança exercite, trabalhe o que está
em desalinho para seu desenvolvimento.
A psicomotricidade fará com que o autista tenha uma melhor percepção
do corpo, fazendo com que tenha um controle maior sobre seus gestos e atos
motores. O trabalho através de estímulos sensoriais faz com que tenha uma
melhor interação com o mundo, já que no início é difícil através do olhar que
seja pelo toque, que também é uma forma difícil de aproximação com os
portadores desta síndrome.
Este estudo está voltado principalmente para orientação de pais e
educadores, proporcionando um melhor entendimento sobre o trabalho
psicomotor, orientá-los o quanto a psicomotricidade ou a falta dela pode
interferir na vida destas crianças, o quanto é interessante no tratamento de
seus filhos e alunos. Orientá-los também o quanto a interação entre
profissionais da área, educadores e pais deve ser continua, visando um
aprendizado e desenvolvimento menos lento possível e mais satisfatório. Deve
se formar um elo, estreitar laços onde fique em evidência a ajuda,
compreensão, o afeto e o respeito. Os pais se sentirão mais confiantes nos
trabalhos que estão sendo realizados com seus filhos e conseguirão enxergar
suas capacidades. Profissionais conheceram melhor seus alunos, ou pacientes
facilitando seus trabalhos. Havendo esta união, os maiores interessados, que
são as crianças serão beneficiados.
10
CAPÍTULO I
O QUE É O AUTISMO?
Em 1906 Plouller criou o adjetivo autista a literatura psiquiátrica devido
estudo que fez com crianças com diagnostico de demência precoce
(esquizofrenia). Definiu o termo autista como perda de contato com a realidade.
Causado pela dificuldade na relação interpessoal. Referiu-se ao autismo como
transtorno básico da esquizofrenia.
Leo Kanner também foi um dos primeiros psiquiatras a realizar estudos
sobre o autismo, em 1943. Realizou seu estudo com um grupo de 11 crianças
com características clinicas especificas que diferenciavam das características
apresentadas pela literatura psiquiátrica, titulando a síndrome com “Distúrbios
Autísticos do Contato Afetivo”. Nesta época Esquizofrenia Infantil e Psicose
Infantil eram a mesma coisa, mas Kanner pode observar que as crianças que
estavam estudando apresentavam características diferentes das crianças
esquizofrênicas. As 11 crianças que estiveram em observação não se
mostravam capazes de se relacionarem com outras pessoas e com objetos.
Também apresentavam uma grande dificuldade no que se tratava de seus
desenvolvimentos linguísticos. Algumas destas crianças não falavam e outras
apresentavam grandes dificuldades, como, por exemplo, a ecolalia (repetição
de frases ou palavras ditas por elas próprias ou por outras pessoas). Não
aceitavam mudanças e apresentavam comportamentos estereotipados e
repetitivos.
O termo autismo foi baseado nas características de isolamento, devido à
auto
concentração
das
crianças
estudadas,
que
apresentavam
comportamentos onde criavam seus próprios mundos, se desligando da
realidade exterior e a partir de uma associação com a esquizofrenia.
O transtorno autista foi descrito na década de 70 por Rutter como sendo
uma síndrome onde o individuo tem dificuldades de se relacionar afetivamente
com outras pessoas. Rutter afirmava que o autista não possui capacidade de
se relacionar com o meio e de criar relações afetivas.
11
Na década de 80 o autismo foi estudo por diversos pesquisadores que
através de estudos puderam mostrar que havia uma grande distinção entre
autismo e esquizofrenia. Com estes estudos Kanner reconheceu que o termo
utilizado, autista, não deveria significar afastamento da realidade, que a criança
autista não possui um afastamento da realidade e sim uma forma específica,
particular de se relacionar com o mundo externo.
Segundo Kanner o autismo ocorre de dois á cinco em cada dez
nascimentos, sendo este índice com mais frequência entre meninos do que
meninas. E que o autismo ao se apresentar no sexo feminino torna mais
comprometedor o atraso mental do que no sexo masculino. Alguns possuem a
motricidade perturbada devido a movimentos repetidos e a complexas
estereotipias.
Algumas características podem ser observadas desde os primeiros meses
de vida, outras somente nos primeiros anos de vida, como:
> Bebês que não se aninham ao colo.
> Bebês que não estendem os braços quando querem colo.
> Crianças que não se reconhecem pelo nome.
> Criança que parece preferir o berço ao colo dos pais, e
quando é colocada no berço não reclama, prefere ficar sozinha.
> Crianças que não acompanham os acontecimentos a sua
volta, não imitam os pais.
> Quando a mãe sai ou volta do trabalho a criança não
mostra interesse por ela.
>
A criança não interage com
amamentação.
a mãe durante a
12
> A criança autista costuma repetir movimentos sem
nenhuma finalidade aparente, como por exemplo, separar
brinquedos por tamanho ou cor.
> Utiliza pessoas como instrumento, quando deseja algo
leva a pessoas até aonde quer que faça algo ou pegue algo
para ela sem utilizar a fala.
> Pode ficar horas fazendo o mesmo movimento.
> não sorri já com mais de seis meses de idade.
> Reações como hipo ou hipersensibilidade a estímulos
sonoros, visuais, térmicos, táteis, gustativos e olfativos.
> Pouca ou nenhuma capacidade de simbolizar.
> Não tenta falar ou balbuciar mesmo tendo mais de 9
meses.
> Desajuste motor e na noção espacial
> Hipo ou hiperatividade.
> Repete movimentos com balanceio do corpo, rodopiar
sobre si mesmo, andar na ponta dos pés.
> Sono irregular.
Através da observação se pode perceber estes sintomas e observar que o
bebê ou a crianças nos seus primeiros anos de vida não respondem a
estímulos que geralmente em crianças de sua mesma faixa etária já estariam
desenvolvidos. A princípio em alguns casos os pais pensam no diagnostico de
surdez, devido a não interação, mais logo nos primeiros exames é possível
descartar esta hipótese.
Muitos autistas apresentam também diagnóstico de deficiência mental,
podendo ser de leve á profunda. Pode ocorrer também junto a outras
13
síndromes, como Síndrome de Down e Epilepsia. Os sintomas podem
desaparecer ou mudar com o avanço da idade.
Até hoje o Autismo precisa de explicações mais profundas com que diz
respeito ao seu surgimento. Alguns estudiosos, como Kanner relatam a
hipótese da frieza dos pais em relação aos filhos como causa do Transtorno
Autista, pois na pesquisa que fez com 11 crianças pode perceber que a grande
maioria destes pais eram emocionalmente distante de seus filhos e
intelectualizados. Na época de seus estudos muitas mães foram acusadas de
não terem dado afeto necessário para o desenvolvimento de seu filho.
Mesmo sabendo o quanto é importante para o desenvolvimento de uma
criança a parte afetiva, hoje esta hipótese não é mais suficiente para justificar o
aparecimento deste transtorno. Hoje o que se sabe é que o autismo não é um
transtorno adquirido e sim uma síndrome comportamental e que sua causa e
genética ou orgânica.
Estudos realizados pela Academia Americana de Neurologia, em San
Diego da Califórnia, o autismo ocorre devido á exposição nas primeiras
semanas de gestação a substâncias tóxicas e a combinação de defeitos
genéticos interferindo na formação do sistema nervoso central do bebê.
Para que seja feito o diagnóstico é necessário que a criança seja muito
bem avaliada, tanto física, como também psicológica e neurologicamente.
Através
de
exames,
entrevistas
com
familiares
e
observação
de
comportamento. Existem alguns estudos direcionados a bioquímica, genética e
cromossomas. E eletroencefalográficos direcionados e verificarem imagens
cerebrais onde se fazem necessárias para o esclarecimento do quadro
autístico.
Hoje são vários os quadros em que podem ser englobados os distúrbios
do desenvolvimento, quadros estes que devem ser bem delimitados devido à
dificuldade de estabelecer diferenças entre eles, são cinco os subtipos, todos
possuem anormalidade na interação social e linguagem:
14
Autismo / Distúrbio Autista: Caracteriza-se pelo comprometimento
da linguagem ser mais extenso, há um prejuízo maior não apenas na
linguagem
de
comunicação,
mas
também
na
linguagem
pragmática.
Geralmente o diagnostico ocorre antes dos três anos de idade. Na maioria das
vezes a criança apresenta atrasos significativos em seu desenvolvimento, onde
pais e educadores podem perceber logo no início, nos primeiros anos da
criança.
Síndrome de Asperger: Se o envolvimento deste comprometimento
for apenas à linguagem pragmática, podemos considerar como Síndrome de
Asperger. Caracteriza-se pelo fato de não apresentar deficiência de linguagem
ou no desenvolvimento cognitivo e também não apresentar retardo mental.
Pode apresentar excepcionais habilidades verbais. Também pode ser
diferenciada, através da falta de brincadeiras simbólicas, e a interesses
restritos. São pessoas em geral desajeitadas e as anomalias persistem na
adolescência e idade adulta.
Síndrome Desintegradora da Infância: é caracterizado por uma
perda da comunicação e habilidades sociais em crianças entre 2 e 4 anos. É
rara. Apresenta condutas como maneirismo, estereotipadas e repetitivas.
Alguns casos estão relacionados a uma encefalopatia.
Síndrome de Rett: Ocorrem 98% em meninas. Ocorre o
desenvolvimento normal até a 1 infância. A cabeça começa a crescer
lentamente e ocorre à perda de funções ou regreções, como exemplo a perda
completa ou parcial da linguagem, uso das mãos e da marcha. Movimentos
estereotipados e a hiperventilação são características deste transtorno.
Causada por uma mutação genética. Geralmente as crianças com Síndrome de
Rett, apresentam sintomas presentes no autismo clássico, além de desafios
como postura e deterioração de atividades motoras.
15
Autismo
Atípico
/
Transtornos
Invasivos
não
Especificados: Transtorno global do desenvolvimento, ocorre após os 3
anos de idade. Geralmente ocorre em crianças que apresentam retardo mental
profundo. Apresenta algumas, mas não todas as características do autismo
clássico. É uma categoria de diagnóstico utilizado quando alguns destes
sintomas estão presentes mais não com a qualidade que possa classificar para
qualquer um dos outros 4 tipos.
16
CAPÍTULO II
O QUE É PSICOMOTRICIDADE?
O termo Psicomotricidade surge no início do século XIX, onde se torna
necessário nomear as partes do córtex cerebral situadas mais além das
regiões motoras, ou seja, o estudo da psicomotricidade surge a partir do
discurso médico, mas precisamente neurológico. Foram descobertos distúrbios
da atividade gestual, da atividade práxica. É a necessidade médica de
encontrar áreas do cérebro que explique certos fenômenos clínicos que surge a
palavra PSICOTRICIDADE.
Com os estudos pode se perceber que há disfunções de leves á graves
que podem ser apresentadas sem que aparentemente se verifique no cérebro
lesões.
Na década de 70 a psicomotricidade adquire sua especificidade e autonomia,
definindo-se como uma motricidade de relação. Com a formação do GAE,
Grupo de Atividades especializadas, começa-se a serem promovidos encontros
nacionais
e
latino-americanos.
Ocorre
o
1º
encontro
nacional
de
psicomotricidade, realizado em 1979. O GAE é a instituição que responde pela
parte clinica e ao ISPE, Instituto Superior de Psicomotricidade e educação. O
ISPE é responsável pela formação de profissionais da área e se dedica ao
ensino da aplicação da psicomotricidade para as áreas de educação e saúde.
Em 1982, IPE se vincula a escola francesa com o intuito de lutar para a
regulamentação da profissão, unir profissionais da área e contribuir para o
estudo e progresso da ciência. ( Psicomotricidade: História, desenvolvimento,
conceitos,
definições
e
intervenções
profissionais.
<http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm>Disponivel em: 02 de junho de 2013.)
“No Brasil, Antonio Branco Lefévre buscou junto às obras de Ajuriaguerra e
Ozeretski, influenciado por sua formação em Paris, a organização da primeira
17
escala
de
avaliação
neuromotora
para
crianças
brasileiras.
Dra. Helena Antipoff, assistente de Claparéde, em Genebra, no Institut JeanJacques Rosseau e auxiliar de Binet e Simon em Paris, da escola experimental
"La Maison de Paris", trouxe ao Brasil sua experiência em deficiência mental,
baseada na Pedagogia do interesse, derivada do conhecimento do sujeito
sobre si mesmo, como via de conquista social... Em 1972, a argentina, Dra.
Dalila de Costallat, estagiária do Dr. Ajuriaguerra e da Dra. Soubiran em Paris,
é convidada a falar em Brasília às autoridades do Ministério da Educação,
sobre seus trabalhos em deficiência mental e inicia contatos e trocas
permanentes
com
(Psicomotricidade:
a
Dra.
História,
Antipoff
no
desenvolvimento,
Brasil”
ISPE-GAE,
conceitos,
intervenções
2007
definições
e
profissionais.
<http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm>Disponivel em: 02 de junho de 2013)
O corpo humano sempre foi valorizado, pode se perceber isto desde as
historias gregas, onde se cultuava a excelência física. Filósofos como Platão,
professavam que a essência do ser esta na cisão entre o corpo e a alma, mas
que a alma é a parte mestra. Para os gregos a saúde do corpo é uma virtude,
expressão de beleza da alma humana.
Para Descartes o corpo tem vida própria, influenciado pelas paixões.
Prevalece a teoria de que o homem é um ser livre, que tem vontades e que
responde por suas paixões. A psicomotricidade vai se formando através das
diferentes concepções em relação ao homem, o corpo e a alma.
A psicomotricidade tem como pai Dupré, psicanalista francês, que em
1907 começa a formular a noção do que seria a psicomotricidade, através de
uma linha ligada a psiquiatria e filosofia. Começasse a fazer as associações
entre o motor, à inteligência e a afetividade. Faz com que sejam conhecidas e a
ter vias de acesso a psicomotricidade, a neurofisiologia, a patologia cortical e a
neuropsiquiatria.
Morizot (1984) nos fala que na década de 30 se começou as pesquisas em
relação a psicologia e psicanálise, que teve como contribuição Charcot
interessado nas funções motoras. Visava fazer da função motora a base da
18
patologia psiquiátrica. Teve contribuições de Head no que diz respeito a
esquema corporal. Importantes contribuições de Wallon e Gesell em relação a
aspectos psicofisiológicos. (Um Pouco da História da Psicomotricidade
<www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013)
Trabalhos realizados por Henri Wallon contribuíram oferecendo observações
definitivas em relação ao desenvolvimento neurológico do recém-nascido e do
desenvolvimento psicomotor na infantil. Wallon diz que o movimento é o
primeiro instrumento do psiquismo e é a única expressão. O que difere de
Dupré que relaciona à motricidade a inteligência. Esta diferença de visões faz
com que Wallon relacione o movimento a emoção, ao afeto, aos hábitos e ao
ambiente vivido por uma criança. Wallon acredita que o desenvolvimento da
personalidade não pode ser separado das emoções. (Um Pouco da História da
Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013.)
A partir das obras de Wallon foi possível construir com a síntese de
teorias e correntes uma nova técnica visando à reeducação das funções
motoras perturbadas. Suas obras entusiasmaram a investigação sobre crianças
obsessivas, instáveis, impulsivas, emotivas, delinquentes, em vários campos
de formação com psicologia, psiquiatria e pedagogia. Wallon foi o responsável
pelo nascimento do movimento da reeducação psicomotora, e mais tarde
conduzido por Ajuriaguerra e Gizele Soubiran. Em 1945 Walon descreveu os
estágios do desenvolvimento e os prelúdios psicomotores do pensamento.
Realizou trabalhos em relação a consciência corporal e a relação intrínseca do
tônus-emoção.
Em 1948 R.Datkine e Ajuriaguerra provocam uma mudança na historia da
psicomotricidade, apresentando as primeiras técnicas reeducativas destinadas
a distúrbios psicomotores. É atualizado o conceito de psicomotricidade, o
associando ao movimento. Ajuriaguerra em seus estudos sobre psiquiatria
infantil delimita os transtornos psicomotores com clareza, orientando sobre a
oscilação em o psiquiátrico e o neurológico. Com este conceito a
psicomotricidade se diferencia das outras ciências e ganha sua autonomia.
Piaget foi um dos que mais estudou sobre as inter-relações entre percepção e
motricidade, através de experimentações. Considera que a inteligência tem
19
influencia da motricidade, antes da aquisição da linguagem. (Um Pouco da
História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho
de 2013)
Ajuriaguerra, Wallon e Piaget influenciaram no curso de pensamento de
outros autores no ano de 1960, permitindo que fossem redefinidos os objetivos
da psicomotricidade, focando na relação entre o movimento e a emoção.
Na década de 70, influenciado por trabalho de Wallon, surgem trabalhos na
educação psicomotora. Le Boulch lança um livro em 1966 chamado “A
Educação pelo Movimento”, que teve uma difícil aceitação devido não ser
favorável a pedagogia da época, mas tinha o objetivo de sensibilizar os
docentes em relação ao problema da educação psicomotora na escola.
Focando na adaptação de fisioterapias e das técnicas de educação física
autores trouxeram conhecimentos e estudos relacionados e psicologia no
intuito de desenvolver na criança o seu autoconhecimento e do mundo que a
cerca.
(Um
Pouco
da
História
da
Psicomotricidade
<www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013).
Em 1986 Lê Camus fala sobre a opinião de Ajuriaguerra afirmando sobre eixos
da psicomotricidade nos tempos modernos: domínio tônico, lateralidade,
organização especial, organização temporal da gestualidade, coordenação
óculo-manual, estrutura do esquema corporal e coordenação estático-dinâmica.
Lê Camus comenta também sobre os relatos de Ajuriaguerra em relação a
caracterizar distúrbios psicomotores de síndromes psicomotoras que não são
relacionadas a lesões focais, como as que provocam síndromes clássicas
neurológicas, mas sim, formas de instabilidades motoras, debilidade motoras,
falta de destreza de origem emocional, desordem na laterização, tiques,
gagueiras, disgrafias e outras desorganizações. (Um Pouco da História da
Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013.)
“A terapia psicomotora centra seu olhar, a partir da comunicação e da
expressão do corpo, no intercâmbio e no vínculo corporal, na relação corporal
entre a pessoa do terapeuta e a pessoa do paciente em diálogo de empatia
tônica”. (Levin, 1995, pag: 42. Um pouco da história da psicomotricidade. <
20
http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervençãoprofissonal.htm > Disponível em: 02 de junho de 2013).
Em 1982 a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade começou a
organizar no Rio de Janeiro trabalhos, o que gerou o primeiro congresso. Nesta
época surgiram as primeiras publicações na área.
Em 1983 surge o primeiro curso de pós-graduação na área, na
Universidade Estácio de Sá e no IBMR. Nesta época profissionais que
trabalhavam na área começaram a ter a preocupação de ter a vivência, então
começaram esta vivencia através de grupos de estudo já existentes. Também
começam a ter a noção de que trabalhar com pessoas com necessidades
especiais e com perturbações psicomotoras é difícil sendo necessário que para
que realize um bom trabalho que a pessoa se autoconheça, trabalhe sua
dificuldades, para que possa entender o outro.
Desde os anos 80 a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade esta
presente em vários estados, promovendo trabalhos científicos, cursos e
pesquisas na área.
Hoje a luta é pela regulamentação da profissão, por este motivo são
implantados cada vez mais, cursos de especialização, graduação em diversos
estados brasileiros.
“Muitas dificuldades de teorização nascerão, muitos conflitos da prática se
equacionarão, mas a evolução da Psicomotricidade não pode deixar de ter
como orientação básica que o ser humano é único, total evolutivo, e que ela na
sua essência interventiva, lhe deve facilitar o acesso a um funcionamento
psíquico normal otimizado”. (Fonseca, 1988 p.98 Um pouco da história da
psicomotricidade.<http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historiae-intervenção-profissonal.htm > Disponível em: 02 de junho de 2013)
Psicomotricidade é uma ciência que visa o estudo do homem através de
seu corpo. O corpo em relação ao mundo externo e interno. Esta relacionada
ao processo de amadurecimento em relação ao que diz respeito ao afeto, o
21
intelecto e o movimento. As áreas de intervenção da psicomotricidade são:
educação, reeducação e terapia psicomotora, aquática e ramain. . Tem relação
com o processo de maturação. Baseia-se em uma concepção de que a pessoa
é um ser único, onde inclui as interações psíquicas, sensoriomotoras e
cognitivas. Constituísse por um conjunto de conhecimentos antropológico,
fisiológico, psicológico e relacionais que permitem, tendo o corpo como
mediador, chegar-se ao ato motor com a intenção de favorecer a integração do
sujeito em relação a ele mesmo, com o mundo e outros sujeitos. Pode-se
também definir a psicomotricidade como um campo interdisciplinar onde se
estuda e investiga as relações das influencias motoras e psíquicas. Baseia-se
em uma visão holística do ser humano, visualizando de forma integrada as
funções
psicolinguísticas,
motoras,
sensório-emocionais,
simbólicas
e
cognitivas promovendo a capacidade de agir e ser no contexto social.
Os estudos em relação à psicomotricidade saíram de consultórios de
especialistas e foram em direção a educação, pois no início do século XX a
proposta era uma mudança nas praticas pedagógicas na luta contra o fracasso
escolar.
A psicomotricidade é uma ciência encruzilhada, um conjunto de técnicas
que se cruzam e se encontram múltiplos pontos de vista e que utiliza os
conhecimentos de várias ciências como a biologia, psicologia, psicanálise,
sociologia
e
linguística.
(Levi,
2000.
Psicomotricidade.
Em:
<hhttp://www.slideshare.net/Psicomotricidade/o-que-psicomotricidade9198060>Disponível em: 03 de julho de 2013)
A importância da psicomotricidade para que não ocorra
dificuldade na aprendizagem:
Devesse haver um trabalho desde o nascimento e consequentemente na
pré-escola realizado através de profissionais foram preparados e conhecem o
real significado deste trabalho. Uma criança que não foi trabalhada neste
período, ira apresentar dificuldades no processo. Problemas em um dos
22
elementos, como: estruturação espacial, lateralidade, orientação temporal e
coordenação global, fina e óculo-manual e esquema corporal implicam em um
problema na aprendizagem.
A percepção que é necessária para aprendizagem se dá por meio dos
órgãos dos sentidos. A criança estabelece contato com o mundo, organizando
e compreendendo o que esta acontecendo. Em torno dos três anos a criança
percebe o mundo através de uma união de percepções convencionadas
socialmente. O que permite uma enorme aprendizagem. Por volta dos cinco
anos aumenta o vocabulário, o que vai lhe da condição de trabalhar de forma
abstrata ao chegar aos dez anos.
Esquema corporal é a capacidade de ter noção do próprio corpo.
Movimentos, postura e atitudes. É um elemento fundamental na construção do
eu. Perturbações no esquema corporal pode impossibilitar que se adquiram
esquemas dinâmicos que estão ligados ao habito visomotor e intervém na
leitura escrita. Pode levar a problemas como dificuldade em ter contato com as
pessoas que a cercam e também em relação à escrita, no que diz respeito a
pontuar, limite de folhas e a formar contas.
A lateralidade é definida pelo uso de um dos lados do corpo para
realização de atividades. O uso preferencial refere-se aos pés, mãos e olhos. A
lateralidade indefinida é sinal de que uma criança ainda não se definiu pelo uso
de um dos lados do corpo.
Outro pré-requisito para uma boa alfabetização é a estruturação espacial
e temporal em que é imprescindível saber fazer a diferença entre a posição no
espaço e relações espaciais. É a relação entre um observador e um objeto. A
orientação espacial não é oriunda do nascimento da criança, é desenvolvida
através da relação com os objetos que estão a sua volta. A criança que pode
perceber a localização dos objetos e sua volta possui uma boa orientação
espacial. Possuem uma boa discriminação espacial. Para se compreender
melhor o corpo humano é necessário que se tenha noção em relação ao
tempo, corpo e espaço.
A coordenação global esta relacionada aos grandes músculos, é o
equilíbrio do individuo. Desde cedo à criança pratica atividades que a facilita no
23
início do processo escolar, a possuir certa coordenação motora em seus
movimentos. A coordenação óculo manual e a coordenação fina dizem respeito
a habilidades e destreza manual que constitui aspectos da coordenação global.
Ter a condição de pegar objetos e ter o controle viso motor, a visão
acompanhada por gestos das mãos. Crianças que tem dificuldades em
coordenar os movimentos das mãos, como o movimento ocular, terão
dificuldades em realizar tarefas que envolvam a coordenação visomotora,
principalmente na reprodução e produção de letras, figuras e palavras.
Área de atuação da psicomotricidade:
> Hospitais
> Escolas
> Academias
> Berçários
> Atendimento domiciliar
> Clínica / Consultórios
> Casas de Repouso
> Centro de referencia do idoso
> Centros de reabilitação
> Escolas especiais.
24
CAPÍTULO III
A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PSICOMOTOR
NO TRATAMENTO DO PORTADOR DE AUTISMO
O trabalho com crianças autistas deve ser através de estímulos
sensoriais. O processo sensorial é o processo neurológico que é responsável
por organizar e registrar informações sensórias. Informações estas que vem do
mundo através dos sentidos: visão, audição, paladar, tato, olfato, proprioceptivo
(consciência corporal) e sistema vestibular (equilíbrio).
O sistema vestibular tem como função trazer o equilíbrio, a velocidade do
corpo e a localização deste corpo no espaço. O sistema vestibular fica dentro
do ouvido, recebe estímulos através dos movimentos da cabeça e estímulos
dos outros sentidos, principalmente a visão. A criança autista recebe os
estímulos, mas não os organiza, fazendo com que ocorra o desiquilíbrio.
O sistema proprioceptivo fornece a localização do corpo no espaço. São
formados por receptores sensórias que estão localizados nas capsulas
articulares, tendões e nos músculos. É responsável sobre o envio de
informações e sobre o deslocamento do corpo.
A psicomotricidade trabalhará no portador de autismo, principalmente no
corpo, para que a criança tome consciência de si. Com isso fará que tenha um
melhor controle motor e na coordenação gestual, facilitando a relação com o
meio em que vive.
O objetivo dos trabalhos psicomotores perante os autistas é propiciar uma
forma favorável de esta pessoa viver no mundo, fazer com que conheça seu
corpo, tendo a compreensão do espaço que ele ocupa. Realizar trabalhos onde
a criança possa sentir este corpo, incentivando a descobrir seus movimentos.
O intuito não é moldar a criança, mas fazer com que descubra instrumentos
que ajudem em seu desenvolvimento, através do prazer na utilização de seu
corpo e nas novas relações.
25
Primeiramente deve ser fazer uma avaliação do paciente. Avaliar seus
potencias cognitivos, físicos e sociais. Avaliar seu tempo de concentração, seu
interesse pelas atividades, motricidade, a expressão e comunicação.
Para um bom trabalho é necessário estabelecer um contato, que no
primeiro momento não é fácil devido à criança autista estar mais centrada em
si, dificultando o início de novas relações.
Algumas crianças tomam a iniciativa através do olhar e dos gestos, mas
nos casos em que este contato inicial não ocorre, alguns autores apontam a
tentativa da imitação de alguns movimentos estereotipados, acreditam que
imitando estes movimentos irão se fazer perceber diante da criança
propiciando o início do processo.
Os seres humanos se comunicam através da fala, mas também através
do corpo, o corpo fala através da postura, gestos, atitudes, etc. É através do
vínculo e com o ganho de confiança que se dá o início do trabalho com a
criança. O contato com a criança autista através do toque ou do olhar é difícil,
mas acreditasse que as experiências motoras e sensórias com a relaxação,
que é proposta pela psicomotricidade, podem reforçar os limites do corpo que
são mal definidas.
Uma proposta prazerosa que oferece suporte as fronteiras do corpo é o
rolar no chão, pois além de manter o contato de todo o corpo com o chão a
criança costuma gostar muito. Este tipo de brincadeira é ótimo quando ainda é
difícil o contato com o outro, ainda causa desconforto. As experiências sensório
motoras são fundamentais para se estabelecer uma relação através do olhar. É
através do olhar que o terapeuta terá como perceber os sinais, por mais
imperceptíveis que sejam que a criança apresenta. Os sinais são importante
para a percepção do estado tônico emocional da criança. O trabalho do
terapeuta é observar, tentar buscar constantemente o olhar da criança para
que desta forma possa tentar novas vias de contato. Pelo olhar o
psicomotricista saberá o que o incomoda e o que o agrada.
O trabalho psicomotor também será através do contato corporal,
devendo-se explorar as diferentes variações de toque, do mais forte ao mais
sutil.
Dentro do trabalho psicomotor o toque tem diversas funções. As
26
variações do toque possibilitam aos poucos uma maior aceitação dos estímulos
sensoriais proporcionados.
Aucouturier (1984) diz que a voz é a única sensação de origem
exteroceptiva que chega a criança in útero. Partindo do principio que a criança
ao nascer reconhece a voz da mãe, antes de vê-la, através da melodia. Pode
se dizer que um mediador importante é a voz. (Psicomotricidade e Autismo<
http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2012/02/psicomotricidade-eautismo.html> Disponível em: 18 de julho de 2013)
Questiona-se se a fala realmente é um vão em relação ao autista, as
palavras podem não estar sendo passadas. O volume, a entonação e o ritmo
são fundamentais na percepção da mensagem.
Pode-se perceber a psicomotricidade nos menores gestos, em todas as
atividades que uma criança participa, por este motivo podemos dizer que a
psicomotricidade é um dos fatores essências no desenvolvimento uniforme e
global da criança. Muito necessário para o desenvolvimento da aprendizagem.
Em geral problemas na aprendizagem estão ligados a problemas no
desenvolvimento psicomotor.
Durante o processo de aprendizagem utilizasse elementos básicos no
desenvolvimento, como esquema corporal, lateralidade, orientação temporal e
espacial, logo problemas em um destes elementos pode prejudicar este
processo.
Na educação infantil a prioridade deve ser propiciar a criança estímulos
onde possa ter uma percepção adequada de si, desta forma poderá
compreender suas limitações e suas possibilidades. Deve-se lhe oferecer
trabalhos
onde
possa
aperfeiçoar
novas
competências
motoras,
se
expressando melhor corporalmente.
Jogos e brincadeiras são importantes, pois a criança transcende o mundo
disponível e pode fantasiar. Em busca do conhecimento a criança esta sempre
em busca de algo, logo a curiosidade esta presente em seus movimentos. A
escola, e seus cuidadores, podem aproveitar esta fase ou simplesmente inibilos, desencorajando a criança a conhecer o meio. É em busca deste
desenvolvimento que escolas e instituições que trabalham principalmente com
27
crianças portadoras de necessidades especiais, valorizam muito o trabalho
psicomotor sabendo o quanto auxilia na evolução de uma criança. Uma
educação psicomotora apropriada ira fazer com a criança se desenvolve
corretamente até o final da infância. Tanto no aspecto neurológico, como
também, nos planos espacial, rítmico, corporal e da palavra.
Antes de tudo para que um profissional da educação, pais e responsáveis
pelo desenvolvimento de uma criança autista é necessário que conheça como
ela funciona, pois a criança autista apresenta um nível de defasagem em seu
desenvolvimento, portanto deve-se adequar a brincadeira a sua realidade.
Defasagens, tais como: Resistencia a mudança de rotina, resistência ao toque,
não se relaciona com as outras crianças, fica irritadiça quando contrariada, se
isola no ambienta educacional, não interage frente aos estímulos, apresenta
ecolalia e atraso na fala e a simbolização e prejudicada. A princípio para que
consiga este contato é necessário que se estude formas de aproximação com a
criança, como fazer parte deste mundo em que ela se encontra e fazer com
que ela te perceba, permita que o profissional brinque, interaja com ela.
Facilitando o processo lúdico. É importante falar que é necessário
principalmente que aguarde o tempo dela, cada criança tem seu tempo e sua
forma de interação. Aos poucos através de um ambiente acolhedor e
estimulador, pode-se começar a perceber sinais de comunicação, como um
sorriso, um toque, um olhar lhe passando a informação que você é importante
para ela. As atividades com a criança autista devem ser para propiciar o
divertimento, mas também para o seu desenvolvimento.
Dicas
de
Brincadeiras
para
a
criança
Autista:
- Brincadeiras afetivas (olhar, sorrir, conversar, massagens, estimular o toque
com
ursos
almofadas,
lençóis
e
plumas).
- Brincadeiras frente ao espelho (fazer caretas, sorrir, brincar de esconder e
achar, você pode oferecer a criança figuras de EVA, incentivando-a a molhar
na
-
água
para
Brincar
com
colocar
bolinhas
no
de
espelho).
sabão;
- Brincadeiras corporais (brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar e esconder
28
)
- Brincar com música e brincadeiras cantadas (dramatizando a música com o
corpo,
pular,
dançar
e
interagir).
- Brincar com massinha, argila e tinta (deixar a criança explorar para que
perceba as sensações, se você perceber que ela tem uma resposta negativa,
tentar inserir outras formas para que ela brinque com esses matérias, por
exemplo
adaptar
o
pincel.)
- Brincadeiras com balões ( com música encher os balões, deixar a criança
explorar, jogar, iniciando consignas simples como não poder deixar cair no
chão).
- Jogos (quando a criança já está inserida numa rotina você pode brincar com
jogos, lembrando que sempre devemos respeitar as particularidades da criança
e o nível do desenvolvimento que ela se encontra).( Brincando com a criança
autista < http://borboletaazulautismo.blogspot.com.br/2012/10/brincando-comcrianca-autista.html > Disponível em: 18 de julho de 2013.)
29
CONCLUSÃO
Para começar a elaborar esta pesquisa e por consequência o estudo da
síndrome observou-se a influência da psicomotricidade em crianças com
necessidades especiais e os benefícios atingidos.
A pesquisa nos mostra como a psicomotricidade, na perspectiva da
educação psicomotora, pode auxiliar as crianças em geral, não só as
portadoras de necessidades especiais. Através de elementos básicos como:
estruturação espacial, orientação temporal, atividades motoras, sensório
motoras, a lateralidade demonstrando sua dominância lateral em termos
cerebrais, o esquema corporal e sua etapas do desenvolvimento, as atividades
percepto motoras que poderão ser inseridas nas salas de aula de forma lúdica
divertida e diversificada. Nascimento, 1999. (Transtornos Invasivos do
Desenvolvimento. < http://pt.scribd.com/doc/130555647/Transtornos-Invasivosdo-Desenvolvimento-3%C2%BA-Milenio-pdf> Disponível em: 28/07/2013).
Para se conhecer o mundo utiliza-se várias funções, como: linguagem
percepção, formação de conceitos e desenvolvimento do pensamento. O
desenvolvimento do pensamento se faz através da evolução da criança. É com
a ajuda da psicomotricidade que este conhecimento é facilitado.
Justifica-se a aplicação da terapia psicomotricidade no tratamento do
portador de autismo devido estar ligada a afetividade e personalidade, a
criança passa a utilizar a princípio seu corpo para demonstrar o que sente e
aos poucos dependendo do caso através da fala.
Psicomotricidade e psicopedagogia são áreas que se complementam
devido sua similaridade. Portanto, apresentam pontos de interseção no
atendimento aos problemas de aprendizagem. É através destes pontos que
podemos chegar a uma conclusão.
Ambas, a psicopedagogia e psicomotricidade tem origem na medicina,
isso se deve ao fato de que os problemas que estão ligados à aprendizagem a
princípio são considerados como doenças físicas ou mentais.
30
Hoje ainda encontram-se dificuldades nos diagnósticos do autismo.
Muitas vezes devido à dificuldade dos pais em aceitar que o filho tenha um tipo
de dificuldade por muitas vezes também por parte de profissionais da área da
educação que não estão preparados para lidar comeste tipo de situação, um
aluno diferente.
O rótulo autista causa medo, fazendo com que muitas vezes pais a
princípio prefiram ignorar a síndrome, ou certo anseio de encontrar a cura e por
fim encontrar uma forma de ajudar seus filhos.
Como é complicado para ambos os lados, pais e professores, é
necessário que seja estuda a síndrome, entender quais são os sintomas, como
a criança funciona e então tentar encontrar forma de lidar com ela em
específico, nunca esquecendo que aquela criança é única, funciona de uma
forma única e deve ser tratado como tal, jamais ser tratada como um objeto de
estudo, e sim como um ser humano que apesar de apresentar dificuldades em
relação à comunicação, tem sentimentos e desejos.
Podemos perceber isto em relatos de pais de autistas e ficou claro este
exemplo no Filme: Meu Filho, Meu Mundo. O quando é necessário que não
somente os pais, mas toda a família se una, para a evolução de uma criança
autista. A perseverança, a paciência e o amor, são os principais ingredientes
para lhe dar com a síndrome, pois o processo é lento e pode até em
determinados momentos regredir. Então não pode em nenhum momento
ocorrer à desistência tanto por parte dos pais, quanto por parte dos
profissionais.
O trabalho com a criança autista é muito gratificante e fascinante, mas
também muito difícil e demorado, já que no início necessita-se descobrir a
melhor via de acesso que possa se comunicar. É um processo que necessita
de intensa observação e muito cuidado para que não se perca pequenos sinais
emitidos, e ter a percepção para não invadir um território sem permissão. É
preciso nunca esquecer que por mais que estas crianças apresentem
debilidades, são indivíduos. É muito gratificante quando se percebe avanços
singelos, mudanças em seu comportamento, que aos poucos poderão melhorar
sua qualidade de vida, os tornando mais autônomos, mais independentes.
31
O trabalho com portadores de autismo é permeado de descoberta a cada
instante e várias conquistas. As respostas obtidas através de trabalhos
terapêuticos dão esperança e incentivo. A interação entre a família e o
terapeuta é muito importante para que possa ter um trabalho de qualidade.
Orientar a família sobre a patologia e o tratamento proposto é fundamental para
atuação deles.
32
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
JANINE
MARTA,
ERIC
SPENCER,
A
Criança
Autista:
Um
Estudo
Psicopadagógico. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2010
KALEM ZAPPAROLI, Estratégias Lúdicas Para Ensino da Criança com
Deficiência. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2012
GISLENA DE CAMPOS, Avaliação Psicomotora: À Luz da Psicologia e da
Psicopedagogia. Petrópolis, Vozes Editora, 2003
JOSÉ RICARDO, MARCUS VINÍCIUS, 100 Jogos Psicomotores: Uma Prática
relacional na Escola. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2011
FATIMA ALVES, Como Aplicar a Psicomotricidade, Wak Editora, Rio de
Janeiro, 2011
LEE CARROL, JON TOBER, Crianças Índigo, São Paulo, Butterfly Editora,
2005
MARTA PIRES, Neurociência e Transtornos de Aprendizagem: As Múltiplas
Eficiências Para Uma Educação Inclusiva. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2011
33
WEBGRAFIA
http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm (Psicomotricidade: História, desenvolvimento, conceitos,
definições e intervenções profissionais) Acesso: 02 de junho de 2013
www.iprede.org.br (Um Pouco da História da Psicomotricidade). Acesso: 02 de
junho de 2013
http://ateac.org.br/tipos-de-autismo/ Quais os tipos de autismo Acesso: 21 de
junho de 2013
http://www.youtube.com Autismo: Os diferentes tipo de autismo Acesso: 21 de
junho de 2013
http://borboletaazulautismo.blogspot.com.br/2012/10/a-importancia-dapsicomotricidade-no.html A Importância da Psicomotricidade no Processo de
Aprendizagem Acesso: 18 de julho de 2013
http://www.slideshare.net/Psicomotricidade/o-que-psicomotricidade-9198060
Psicomotricidade. Acesso: 03 de julho de 2013
http://www.slideshare.net/lbsefs/artigo-luciene-lcia-lucc. Psicomotricidade.
Acesso: 03 de julho de 2013
34
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
2
AGRADECIMENTO
3
DEDICATÓRIA
4
RESUMO
5
METODOLOGIA
6
SUMÁRIO
7
INTRODUÇÃO
8
CAPÍTULO I O QUE É AUTISMO?
10
CAPÍTULO II O QUE É PSICOMOTRICIDADE?
16
CAPÍTULO III A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PSICOMOTOR NO
TRATAMENTO DO PORTADOR DE AUTISMO
24
CONCLUSÃO
29
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
32
WEBGRAFIA
33
ÍNDICE
34
Download

Alessandra Trindade da Silva