AU TO RA L TO EI DI R DE UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES LE I PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PR OT EG ID O PE LA AVM FACULDADE INTEGRADA TRATAMENTO DO AUTISMO INFANTIL COM CRIANÇAS ENTRE 5 E 8 ANOS DO CU M EN TO A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO Por: Alessandra Trindade da Silva Orientador (a) Profa. Me Fátima Alves Rio de Janeiro 2013 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO TRATAMENTO DO AUTISMO INFANTIL COM CRIANÇAS ENTRE 5 E 8 ANOS Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Psicomotricidade. Por: Alessandra Trindade da Silva AGRADECIMENTOS Agradeço a todos aqueles que estiveram ao meu lado, me ajudando e orientando. Pais, colegas de trabalho, a meu esposo. Agradeço também a minha orientadora professora Fatima Alves. DEDICATÓRIAS Dedico este trabalho a Deus, a meu esposo e a meus pais que tornaram este momento possível. RESUMO O autismo é um transtorno do desenvolvimento, onde o portador desta síndrome tem afetada sua capacidade de falar, se comunicar, de compreender, o que dificulta sua interação social. Este estudo tem a finalidade de orientar pais e educadores sobre a importância de um tratamento adequado para o desenvolvimento do portador de autismo. Será realizado através de estudos literários e observação em locais onde são realizados trabalhos voltados não somente para portadores de autismo, mas também para outras síndromes. Visa orientar pais e educadores sobre a importância da psicomotricidade no tratamento desta síndrome, mostrando o quando pode ajudar em atividades diárias, tornando-os mais independentes. É importante que pessoas que estejam presente no convívio de portadores de autismo tenham os conhecimentos necessários sobre a síndrome, pois facilita o diagnostico rápido e mais eficaz será este tratamento. METODOLOGIA A metodologia utilizada para este estudo é teórica. O estudo será realizado através de documentos como jornais, revistas, livros e a pesquisa de campo visitando instituições onde são realizados tratamentos e estudos a respeito deste tema. Será realizada principalmente através de livros voltados para orientação de profissionais que trabalham ou pretendem trabalhar com crianças ou adolescentes autistas. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPITULO I - O que é o Autismo? 10 CAPITULO II - O que é Psicomotricidade? 16 CAPITULO III - A importância do tratamento psicomotor no tratamento do portador de autismo 24 CONCLUSÃO 29 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 32 WEBGRAFIA 33 INDICE 34 8 INTRODUÇÃO A proposta deste trabalho é fazer com que pais e educadores tenham um entendimento melhor sobre o que é psicomotricidade, o que é o autismo e quais são os benefícios que a psicomotricidade pode trazer a vida de um portador desta síndrome. Logo no primeiro capítulo pode se entender melhor como funciona a mente de uma criança autista, o que é necessário para seu desenvolvimento e ao longo do trabalho a importância da psicomotricidade em suas vidas. A psicomotricidade visa estudar e trabalhar o ser humano como um todo, levando em consideração que aspectos emocionais, motores, cognitivos e sensoriais atuam juntos. Interagindo com o meio. Autismo é um distúrbio congênito, onde o portador apresenta comprometimento no desenvolvimento que pode ser observado desde os primeiros meses de vida. Apresenta deficiência principalmente nas áreas de interação social, comunicação, funcionamento cognitivo e processamento sensorial. Até o momento ainda ocorrem discussões sobre o que é o Autismo. Um tipo de esquizofrenia? Uma Psicose? As mais variadas características dificultam a definição, por este motivo o que mais se estuda atualmente é como pode ser tratada esta síndrome, o que pode ser feito para que as dificuldades, limitações apresentadas pelos portadores da síndrome, já que não podem ser extintas que sejam ao menos trabalhadas, facilitando o convívio e a independência. Pessoas portadoras desta síndrome são julgadas como incapazes, sem futuro, o olhar psicomotor vem para retirar este rótulo e mostrar que é possível interagir com eles através de mecanismos verbais e não verbais, melhorando sua capacidade de vida e tornando-os autônomos. A aplicação da psicomotricidade nos primeiros anos de vida é importante devido auxiliar e capacitar a criança a uma melhor assimilação. Exercícios psicomotores ajudam a criança conhecer melhor o seu corpo, desta forma ajudará a criança ter uma melhor orientação espaço-temporal, auxilia no ritmo 9 e melhora habilidades motoras. Por isso é tão importante no tratamento dos portadores de autismo, pois a melhora em todas estas áreas ajuda o portador da síndrome a ter uma independência maior em suas atividades diárias. É através do lúdico, do brincar que é possível fazer com que uma criança desenvolva várias habilidades necessárias para seu amadurecimento. A psicomotricidade esta presente nos menores gestos e sendo assim é possível através do divertimento fazer com que a criança exercite, trabalhe o que está em desalinho para seu desenvolvimento. A psicomotricidade fará com que o autista tenha uma melhor percepção do corpo, fazendo com que tenha um controle maior sobre seus gestos e atos motores. O trabalho através de estímulos sensoriais faz com que tenha uma melhor interação com o mundo, já que no início é difícil através do olhar que seja pelo toque, que também é uma forma difícil de aproximação com os portadores desta síndrome. Este estudo está voltado principalmente para orientação de pais e educadores, proporcionando um melhor entendimento sobre o trabalho psicomotor, orientá-los o quanto a psicomotricidade ou a falta dela pode interferir na vida destas crianças, o quanto é interessante no tratamento de seus filhos e alunos. Orientá-los também o quanto a interação entre profissionais da área, educadores e pais deve ser continua, visando um aprendizado e desenvolvimento menos lento possível e mais satisfatório. Deve se formar um elo, estreitar laços onde fique em evidência a ajuda, compreensão, o afeto e o respeito. Os pais se sentirão mais confiantes nos trabalhos que estão sendo realizados com seus filhos e conseguirão enxergar suas capacidades. Profissionais conheceram melhor seus alunos, ou pacientes facilitando seus trabalhos. Havendo esta união, os maiores interessados, que são as crianças serão beneficiados. 10 CAPÍTULO I O QUE É O AUTISMO? Em 1906 Plouller criou o adjetivo autista a literatura psiquiátrica devido estudo que fez com crianças com diagnostico de demência precoce (esquizofrenia). Definiu o termo autista como perda de contato com a realidade. Causado pela dificuldade na relação interpessoal. Referiu-se ao autismo como transtorno básico da esquizofrenia. Leo Kanner também foi um dos primeiros psiquiatras a realizar estudos sobre o autismo, em 1943. Realizou seu estudo com um grupo de 11 crianças com características clinicas especificas que diferenciavam das características apresentadas pela literatura psiquiátrica, titulando a síndrome com “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo”. Nesta época Esquizofrenia Infantil e Psicose Infantil eram a mesma coisa, mas Kanner pode observar que as crianças que estavam estudando apresentavam características diferentes das crianças esquizofrênicas. As 11 crianças que estiveram em observação não se mostravam capazes de se relacionarem com outras pessoas e com objetos. Também apresentavam uma grande dificuldade no que se tratava de seus desenvolvimentos linguísticos. Algumas destas crianças não falavam e outras apresentavam grandes dificuldades, como, por exemplo, a ecolalia (repetição de frases ou palavras ditas por elas próprias ou por outras pessoas). Não aceitavam mudanças e apresentavam comportamentos estereotipados e repetitivos. O termo autismo foi baseado nas características de isolamento, devido à auto concentração das crianças estudadas, que apresentavam comportamentos onde criavam seus próprios mundos, se desligando da realidade exterior e a partir de uma associação com a esquizofrenia. O transtorno autista foi descrito na década de 70 por Rutter como sendo uma síndrome onde o individuo tem dificuldades de se relacionar afetivamente com outras pessoas. Rutter afirmava que o autista não possui capacidade de se relacionar com o meio e de criar relações afetivas. 11 Na década de 80 o autismo foi estudo por diversos pesquisadores que através de estudos puderam mostrar que havia uma grande distinção entre autismo e esquizofrenia. Com estes estudos Kanner reconheceu que o termo utilizado, autista, não deveria significar afastamento da realidade, que a criança autista não possui um afastamento da realidade e sim uma forma específica, particular de se relacionar com o mundo externo. Segundo Kanner o autismo ocorre de dois á cinco em cada dez nascimentos, sendo este índice com mais frequência entre meninos do que meninas. E que o autismo ao se apresentar no sexo feminino torna mais comprometedor o atraso mental do que no sexo masculino. Alguns possuem a motricidade perturbada devido a movimentos repetidos e a complexas estereotipias. Algumas características podem ser observadas desde os primeiros meses de vida, outras somente nos primeiros anos de vida, como: > Bebês que não se aninham ao colo. > Bebês que não estendem os braços quando querem colo. > Crianças que não se reconhecem pelo nome. > Criança que parece preferir o berço ao colo dos pais, e quando é colocada no berço não reclama, prefere ficar sozinha. > Crianças que não acompanham os acontecimentos a sua volta, não imitam os pais. > Quando a mãe sai ou volta do trabalho a criança não mostra interesse por ela. > A criança não interage com amamentação. a mãe durante a 12 > A criança autista costuma repetir movimentos sem nenhuma finalidade aparente, como por exemplo, separar brinquedos por tamanho ou cor. > Utiliza pessoas como instrumento, quando deseja algo leva a pessoas até aonde quer que faça algo ou pegue algo para ela sem utilizar a fala. > Pode ficar horas fazendo o mesmo movimento. > não sorri já com mais de seis meses de idade. > Reações como hipo ou hipersensibilidade a estímulos sonoros, visuais, térmicos, táteis, gustativos e olfativos. > Pouca ou nenhuma capacidade de simbolizar. > Não tenta falar ou balbuciar mesmo tendo mais de 9 meses. > Desajuste motor e na noção espacial > Hipo ou hiperatividade. > Repete movimentos com balanceio do corpo, rodopiar sobre si mesmo, andar na ponta dos pés. > Sono irregular. Através da observação se pode perceber estes sintomas e observar que o bebê ou a crianças nos seus primeiros anos de vida não respondem a estímulos que geralmente em crianças de sua mesma faixa etária já estariam desenvolvidos. A princípio em alguns casos os pais pensam no diagnostico de surdez, devido a não interação, mais logo nos primeiros exames é possível descartar esta hipótese. Muitos autistas apresentam também diagnóstico de deficiência mental, podendo ser de leve á profunda. Pode ocorrer também junto a outras 13 síndromes, como Síndrome de Down e Epilepsia. Os sintomas podem desaparecer ou mudar com o avanço da idade. Até hoje o Autismo precisa de explicações mais profundas com que diz respeito ao seu surgimento. Alguns estudiosos, como Kanner relatam a hipótese da frieza dos pais em relação aos filhos como causa do Transtorno Autista, pois na pesquisa que fez com 11 crianças pode perceber que a grande maioria destes pais eram emocionalmente distante de seus filhos e intelectualizados. Na época de seus estudos muitas mães foram acusadas de não terem dado afeto necessário para o desenvolvimento de seu filho. Mesmo sabendo o quanto é importante para o desenvolvimento de uma criança a parte afetiva, hoje esta hipótese não é mais suficiente para justificar o aparecimento deste transtorno. Hoje o que se sabe é que o autismo não é um transtorno adquirido e sim uma síndrome comportamental e que sua causa e genética ou orgânica. Estudos realizados pela Academia Americana de Neurologia, em San Diego da Califórnia, o autismo ocorre devido á exposição nas primeiras semanas de gestação a substâncias tóxicas e a combinação de defeitos genéticos interferindo na formação do sistema nervoso central do bebê. Para que seja feito o diagnóstico é necessário que a criança seja muito bem avaliada, tanto física, como também psicológica e neurologicamente. Através de exames, entrevistas com familiares e observação de comportamento. Existem alguns estudos direcionados a bioquímica, genética e cromossomas. E eletroencefalográficos direcionados e verificarem imagens cerebrais onde se fazem necessárias para o esclarecimento do quadro autístico. Hoje são vários os quadros em que podem ser englobados os distúrbios do desenvolvimento, quadros estes que devem ser bem delimitados devido à dificuldade de estabelecer diferenças entre eles, são cinco os subtipos, todos possuem anormalidade na interação social e linguagem: 14 Autismo / Distúrbio Autista: Caracteriza-se pelo comprometimento da linguagem ser mais extenso, há um prejuízo maior não apenas na linguagem de comunicação, mas também na linguagem pragmática. Geralmente o diagnostico ocorre antes dos três anos de idade. Na maioria das vezes a criança apresenta atrasos significativos em seu desenvolvimento, onde pais e educadores podem perceber logo no início, nos primeiros anos da criança. Síndrome de Asperger: Se o envolvimento deste comprometimento for apenas à linguagem pragmática, podemos considerar como Síndrome de Asperger. Caracteriza-se pelo fato de não apresentar deficiência de linguagem ou no desenvolvimento cognitivo e também não apresentar retardo mental. Pode apresentar excepcionais habilidades verbais. Também pode ser diferenciada, através da falta de brincadeiras simbólicas, e a interesses restritos. São pessoas em geral desajeitadas e as anomalias persistem na adolescência e idade adulta. Síndrome Desintegradora da Infância: é caracterizado por uma perda da comunicação e habilidades sociais em crianças entre 2 e 4 anos. É rara. Apresenta condutas como maneirismo, estereotipadas e repetitivas. Alguns casos estão relacionados a uma encefalopatia. Síndrome de Rett: Ocorrem 98% em meninas. Ocorre o desenvolvimento normal até a 1 infância. A cabeça começa a crescer lentamente e ocorre à perda de funções ou regreções, como exemplo a perda completa ou parcial da linguagem, uso das mãos e da marcha. Movimentos estereotipados e a hiperventilação são características deste transtorno. Causada por uma mutação genética. Geralmente as crianças com Síndrome de Rett, apresentam sintomas presentes no autismo clássico, além de desafios como postura e deterioração de atividades motoras. 15 Autismo Atípico / Transtornos Invasivos não Especificados: Transtorno global do desenvolvimento, ocorre após os 3 anos de idade. Geralmente ocorre em crianças que apresentam retardo mental profundo. Apresenta algumas, mas não todas as características do autismo clássico. É uma categoria de diagnóstico utilizado quando alguns destes sintomas estão presentes mais não com a qualidade que possa classificar para qualquer um dos outros 4 tipos. 16 CAPÍTULO II O QUE É PSICOMOTRICIDADE? O termo Psicomotricidade surge no início do século XIX, onde se torna necessário nomear as partes do córtex cerebral situadas mais além das regiões motoras, ou seja, o estudo da psicomotricidade surge a partir do discurso médico, mas precisamente neurológico. Foram descobertos distúrbios da atividade gestual, da atividade práxica. É a necessidade médica de encontrar áreas do cérebro que explique certos fenômenos clínicos que surge a palavra PSICOTRICIDADE. Com os estudos pode se perceber que há disfunções de leves á graves que podem ser apresentadas sem que aparentemente se verifique no cérebro lesões. Na década de 70 a psicomotricidade adquire sua especificidade e autonomia, definindo-se como uma motricidade de relação. Com a formação do GAE, Grupo de Atividades especializadas, começa-se a serem promovidos encontros nacionais e latino-americanos. Ocorre o 1º encontro nacional de psicomotricidade, realizado em 1979. O GAE é a instituição que responde pela parte clinica e ao ISPE, Instituto Superior de Psicomotricidade e educação. O ISPE é responsável pela formação de profissionais da área e se dedica ao ensino da aplicação da psicomotricidade para as áreas de educação e saúde. Em 1982, IPE se vincula a escola francesa com o intuito de lutar para a regulamentação da profissão, unir profissionais da área e contribuir para o estudo e progresso da ciência. ( Psicomotricidade: História, desenvolvimento, conceitos, definições e intervenções profissionais. <http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm>Disponivel em: 02 de junho de 2013.) “No Brasil, Antonio Branco Lefévre buscou junto às obras de Ajuriaguerra e Ozeretski, influenciado por sua formação em Paris, a organização da primeira 17 escala de avaliação neuromotora para crianças brasileiras. Dra. Helena Antipoff, assistente de Claparéde, em Genebra, no Institut JeanJacques Rosseau e auxiliar de Binet e Simon em Paris, da escola experimental "La Maison de Paris", trouxe ao Brasil sua experiência em deficiência mental, baseada na Pedagogia do interesse, derivada do conhecimento do sujeito sobre si mesmo, como via de conquista social... Em 1972, a argentina, Dra. Dalila de Costallat, estagiária do Dr. Ajuriaguerra e da Dra. Soubiran em Paris, é convidada a falar em Brasília às autoridades do Ministério da Educação, sobre seus trabalhos em deficiência mental e inicia contatos e trocas permanentes com (Psicomotricidade: a Dra. História, Antipoff no desenvolvimento, Brasil” ISPE-GAE, conceitos, intervenções 2007 definições e profissionais. <http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm>Disponivel em: 02 de junho de 2013) O corpo humano sempre foi valorizado, pode se perceber isto desde as historias gregas, onde se cultuava a excelência física. Filósofos como Platão, professavam que a essência do ser esta na cisão entre o corpo e a alma, mas que a alma é a parte mestra. Para os gregos a saúde do corpo é uma virtude, expressão de beleza da alma humana. Para Descartes o corpo tem vida própria, influenciado pelas paixões. Prevalece a teoria de que o homem é um ser livre, que tem vontades e que responde por suas paixões. A psicomotricidade vai se formando através das diferentes concepções em relação ao homem, o corpo e a alma. A psicomotricidade tem como pai Dupré, psicanalista francês, que em 1907 começa a formular a noção do que seria a psicomotricidade, através de uma linha ligada a psiquiatria e filosofia. Começasse a fazer as associações entre o motor, à inteligência e a afetividade. Faz com que sejam conhecidas e a ter vias de acesso a psicomotricidade, a neurofisiologia, a patologia cortical e a neuropsiquiatria. Morizot (1984) nos fala que na década de 30 se começou as pesquisas em relação a psicologia e psicanálise, que teve como contribuição Charcot interessado nas funções motoras. Visava fazer da função motora a base da 18 patologia psiquiátrica. Teve contribuições de Head no que diz respeito a esquema corporal. Importantes contribuições de Wallon e Gesell em relação a aspectos psicofisiológicos. (Um Pouco da História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013) Trabalhos realizados por Henri Wallon contribuíram oferecendo observações definitivas em relação ao desenvolvimento neurológico do recém-nascido e do desenvolvimento psicomotor na infantil. Wallon diz que o movimento é o primeiro instrumento do psiquismo e é a única expressão. O que difere de Dupré que relaciona à motricidade a inteligência. Esta diferença de visões faz com que Wallon relacione o movimento a emoção, ao afeto, aos hábitos e ao ambiente vivido por uma criança. Wallon acredita que o desenvolvimento da personalidade não pode ser separado das emoções. (Um Pouco da História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013.) A partir das obras de Wallon foi possível construir com a síntese de teorias e correntes uma nova técnica visando à reeducação das funções motoras perturbadas. Suas obras entusiasmaram a investigação sobre crianças obsessivas, instáveis, impulsivas, emotivas, delinquentes, em vários campos de formação com psicologia, psiquiatria e pedagogia. Wallon foi o responsável pelo nascimento do movimento da reeducação psicomotora, e mais tarde conduzido por Ajuriaguerra e Gizele Soubiran. Em 1945 Walon descreveu os estágios do desenvolvimento e os prelúdios psicomotores do pensamento. Realizou trabalhos em relação a consciência corporal e a relação intrínseca do tônus-emoção. Em 1948 R.Datkine e Ajuriaguerra provocam uma mudança na historia da psicomotricidade, apresentando as primeiras técnicas reeducativas destinadas a distúrbios psicomotores. É atualizado o conceito de psicomotricidade, o associando ao movimento. Ajuriaguerra em seus estudos sobre psiquiatria infantil delimita os transtornos psicomotores com clareza, orientando sobre a oscilação em o psiquiátrico e o neurológico. Com este conceito a psicomotricidade se diferencia das outras ciências e ganha sua autonomia. Piaget foi um dos que mais estudou sobre as inter-relações entre percepção e motricidade, através de experimentações. Considera que a inteligência tem 19 influencia da motricidade, antes da aquisição da linguagem. (Um Pouco da História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013) Ajuriaguerra, Wallon e Piaget influenciaram no curso de pensamento de outros autores no ano de 1960, permitindo que fossem redefinidos os objetivos da psicomotricidade, focando na relação entre o movimento e a emoção. Na década de 70, influenciado por trabalho de Wallon, surgem trabalhos na educação psicomotora. Le Boulch lança um livro em 1966 chamado “A Educação pelo Movimento”, que teve uma difícil aceitação devido não ser favorável a pedagogia da época, mas tinha o objetivo de sensibilizar os docentes em relação ao problema da educação psicomotora na escola. Focando na adaptação de fisioterapias e das técnicas de educação física autores trouxeram conhecimentos e estudos relacionados e psicologia no intuito de desenvolver na criança o seu autoconhecimento e do mundo que a cerca. (Um Pouco da História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013). Em 1986 Lê Camus fala sobre a opinião de Ajuriaguerra afirmando sobre eixos da psicomotricidade nos tempos modernos: domínio tônico, lateralidade, organização especial, organização temporal da gestualidade, coordenação óculo-manual, estrutura do esquema corporal e coordenação estático-dinâmica. Lê Camus comenta também sobre os relatos de Ajuriaguerra em relação a caracterizar distúrbios psicomotores de síndromes psicomotoras que não são relacionadas a lesões focais, como as que provocam síndromes clássicas neurológicas, mas sim, formas de instabilidades motoras, debilidade motoras, falta de destreza de origem emocional, desordem na laterização, tiques, gagueiras, disgrafias e outras desorganizações. (Um Pouco da História da Psicomotricidade <www.iprede.org.br>Disponível em: 02 de junho de 2013.) “A terapia psicomotora centra seu olhar, a partir da comunicação e da expressão do corpo, no intercâmbio e no vínculo corporal, na relação corporal entre a pessoa do terapeuta e a pessoa do paciente em diálogo de empatia tônica”. (Levin, 1995, pag: 42. Um pouco da história da psicomotricidade. < 20 http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervençãoprofissonal.htm > Disponível em: 02 de junho de 2013). Em 1982 a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade começou a organizar no Rio de Janeiro trabalhos, o que gerou o primeiro congresso. Nesta época surgiram as primeiras publicações na área. Em 1983 surge o primeiro curso de pós-graduação na área, na Universidade Estácio de Sá e no IBMR. Nesta época profissionais que trabalhavam na área começaram a ter a preocupação de ter a vivência, então começaram esta vivencia através de grupos de estudo já existentes. Também começam a ter a noção de que trabalhar com pessoas com necessidades especiais e com perturbações psicomotoras é difícil sendo necessário que para que realize um bom trabalho que a pessoa se autoconheça, trabalhe sua dificuldades, para que possa entender o outro. Desde os anos 80 a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade esta presente em vários estados, promovendo trabalhos científicos, cursos e pesquisas na área. Hoje a luta é pela regulamentação da profissão, por este motivo são implantados cada vez mais, cursos de especialização, graduação em diversos estados brasileiros. “Muitas dificuldades de teorização nascerão, muitos conflitos da prática se equacionarão, mas a evolução da Psicomotricidade não pode deixar de ter como orientação básica que o ser humano é único, total evolutivo, e que ela na sua essência interventiva, lhe deve facilitar o acesso a um funcionamento psíquico normal otimizado”. (Fonseca, 1988 p.98 Um pouco da história da psicomotricidade.<http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historiae-intervenção-profissonal.htm > Disponível em: 02 de junho de 2013) Psicomotricidade é uma ciência que visa o estudo do homem através de seu corpo. O corpo em relação ao mundo externo e interno. Esta relacionada ao processo de amadurecimento em relação ao que diz respeito ao afeto, o 21 intelecto e o movimento. As áreas de intervenção da psicomotricidade são: educação, reeducação e terapia psicomotora, aquática e ramain. . Tem relação com o processo de maturação. Baseia-se em uma concepção de que a pessoa é um ser único, onde inclui as interações psíquicas, sensoriomotoras e cognitivas. Constituísse por um conjunto de conhecimentos antropológico, fisiológico, psicológico e relacionais que permitem, tendo o corpo como mediador, chegar-se ao ato motor com a intenção de favorecer a integração do sujeito em relação a ele mesmo, com o mundo e outros sujeitos. Pode-se também definir a psicomotricidade como um campo interdisciplinar onde se estuda e investiga as relações das influencias motoras e psíquicas. Baseia-se em uma visão holística do ser humano, visualizando de forma integrada as funções psicolinguísticas, motoras, sensório-emocionais, simbólicas e cognitivas promovendo a capacidade de agir e ser no contexto social. Os estudos em relação à psicomotricidade saíram de consultórios de especialistas e foram em direção a educação, pois no início do século XX a proposta era uma mudança nas praticas pedagógicas na luta contra o fracasso escolar. A psicomotricidade é uma ciência encruzilhada, um conjunto de técnicas que se cruzam e se encontram múltiplos pontos de vista e que utiliza os conhecimentos de várias ciências como a biologia, psicologia, psicanálise, sociologia e linguística. (Levi, 2000. Psicomotricidade. Em: <hhttp://www.slideshare.net/Psicomotricidade/o-que-psicomotricidade9198060>Disponível em: 03 de julho de 2013) A importância da psicomotricidade para que não ocorra dificuldade na aprendizagem: Devesse haver um trabalho desde o nascimento e consequentemente na pré-escola realizado através de profissionais foram preparados e conhecem o real significado deste trabalho. Uma criança que não foi trabalhada neste período, ira apresentar dificuldades no processo. Problemas em um dos 22 elementos, como: estruturação espacial, lateralidade, orientação temporal e coordenação global, fina e óculo-manual e esquema corporal implicam em um problema na aprendizagem. A percepção que é necessária para aprendizagem se dá por meio dos órgãos dos sentidos. A criança estabelece contato com o mundo, organizando e compreendendo o que esta acontecendo. Em torno dos três anos a criança percebe o mundo através de uma união de percepções convencionadas socialmente. O que permite uma enorme aprendizagem. Por volta dos cinco anos aumenta o vocabulário, o que vai lhe da condição de trabalhar de forma abstrata ao chegar aos dez anos. Esquema corporal é a capacidade de ter noção do próprio corpo. Movimentos, postura e atitudes. É um elemento fundamental na construção do eu. Perturbações no esquema corporal pode impossibilitar que se adquiram esquemas dinâmicos que estão ligados ao habito visomotor e intervém na leitura escrita. Pode levar a problemas como dificuldade em ter contato com as pessoas que a cercam e também em relação à escrita, no que diz respeito a pontuar, limite de folhas e a formar contas. A lateralidade é definida pelo uso de um dos lados do corpo para realização de atividades. O uso preferencial refere-se aos pés, mãos e olhos. A lateralidade indefinida é sinal de que uma criança ainda não se definiu pelo uso de um dos lados do corpo. Outro pré-requisito para uma boa alfabetização é a estruturação espacial e temporal em que é imprescindível saber fazer a diferença entre a posição no espaço e relações espaciais. É a relação entre um observador e um objeto. A orientação espacial não é oriunda do nascimento da criança, é desenvolvida através da relação com os objetos que estão a sua volta. A criança que pode perceber a localização dos objetos e sua volta possui uma boa orientação espacial. Possuem uma boa discriminação espacial. Para se compreender melhor o corpo humano é necessário que se tenha noção em relação ao tempo, corpo e espaço. A coordenação global esta relacionada aos grandes músculos, é o equilíbrio do individuo. Desde cedo à criança pratica atividades que a facilita no 23 início do processo escolar, a possuir certa coordenação motora em seus movimentos. A coordenação óculo manual e a coordenação fina dizem respeito a habilidades e destreza manual que constitui aspectos da coordenação global. Ter a condição de pegar objetos e ter o controle viso motor, a visão acompanhada por gestos das mãos. Crianças que tem dificuldades em coordenar os movimentos das mãos, como o movimento ocular, terão dificuldades em realizar tarefas que envolvam a coordenação visomotora, principalmente na reprodução e produção de letras, figuras e palavras. Área de atuação da psicomotricidade: > Hospitais > Escolas > Academias > Berçários > Atendimento domiciliar > Clínica / Consultórios > Casas de Repouso > Centro de referencia do idoso > Centros de reabilitação > Escolas especiais. 24 CAPÍTULO III A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PSICOMOTOR NO TRATAMENTO DO PORTADOR DE AUTISMO O trabalho com crianças autistas deve ser através de estímulos sensoriais. O processo sensorial é o processo neurológico que é responsável por organizar e registrar informações sensórias. Informações estas que vem do mundo através dos sentidos: visão, audição, paladar, tato, olfato, proprioceptivo (consciência corporal) e sistema vestibular (equilíbrio). O sistema vestibular tem como função trazer o equilíbrio, a velocidade do corpo e a localização deste corpo no espaço. O sistema vestibular fica dentro do ouvido, recebe estímulos através dos movimentos da cabeça e estímulos dos outros sentidos, principalmente a visão. A criança autista recebe os estímulos, mas não os organiza, fazendo com que ocorra o desiquilíbrio. O sistema proprioceptivo fornece a localização do corpo no espaço. São formados por receptores sensórias que estão localizados nas capsulas articulares, tendões e nos músculos. É responsável sobre o envio de informações e sobre o deslocamento do corpo. A psicomotricidade trabalhará no portador de autismo, principalmente no corpo, para que a criança tome consciência de si. Com isso fará que tenha um melhor controle motor e na coordenação gestual, facilitando a relação com o meio em que vive. O objetivo dos trabalhos psicomotores perante os autistas é propiciar uma forma favorável de esta pessoa viver no mundo, fazer com que conheça seu corpo, tendo a compreensão do espaço que ele ocupa. Realizar trabalhos onde a criança possa sentir este corpo, incentivando a descobrir seus movimentos. O intuito não é moldar a criança, mas fazer com que descubra instrumentos que ajudem em seu desenvolvimento, através do prazer na utilização de seu corpo e nas novas relações. 25 Primeiramente deve ser fazer uma avaliação do paciente. Avaliar seus potencias cognitivos, físicos e sociais. Avaliar seu tempo de concentração, seu interesse pelas atividades, motricidade, a expressão e comunicação. Para um bom trabalho é necessário estabelecer um contato, que no primeiro momento não é fácil devido à criança autista estar mais centrada em si, dificultando o início de novas relações. Algumas crianças tomam a iniciativa através do olhar e dos gestos, mas nos casos em que este contato inicial não ocorre, alguns autores apontam a tentativa da imitação de alguns movimentos estereotipados, acreditam que imitando estes movimentos irão se fazer perceber diante da criança propiciando o início do processo. Os seres humanos se comunicam através da fala, mas também através do corpo, o corpo fala através da postura, gestos, atitudes, etc. É através do vínculo e com o ganho de confiança que se dá o início do trabalho com a criança. O contato com a criança autista através do toque ou do olhar é difícil, mas acreditasse que as experiências motoras e sensórias com a relaxação, que é proposta pela psicomotricidade, podem reforçar os limites do corpo que são mal definidas. Uma proposta prazerosa que oferece suporte as fronteiras do corpo é o rolar no chão, pois além de manter o contato de todo o corpo com o chão a criança costuma gostar muito. Este tipo de brincadeira é ótimo quando ainda é difícil o contato com o outro, ainda causa desconforto. As experiências sensório motoras são fundamentais para se estabelecer uma relação através do olhar. É através do olhar que o terapeuta terá como perceber os sinais, por mais imperceptíveis que sejam que a criança apresenta. Os sinais são importante para a percepção do estado tônico emocional da criança. O trabalho do terapeuta é observar, tentar buscar constantemente o olhar da criança para que desta forma possa tentar novas vias de contato. Pelo olhar o psicomotricista saberá o que o incomoda e o que o agrada. O trabalho psicomotor também será através do contato corporal, devendo-se explorar as diferentes variações de toque, do mais forte ao mais sutil. Dentro do trabalho psicomotor o toque tem diversas funções. As 26 variações do toque possibilitam aos poucos uma maior aceitação dos estímulos sensoriais proporcionados. Aucouturier (1984) diz que a voz é a única sensação de origem exteroceptiva que chega a criança in útero. Partindo do principio que a criança ao nascer reconhece a voz da mãe, antes de vê-la, através da melodia. Pode se dizer que um mediador importante é a voz. (Psicomotricidade e Autismo< http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2012/02/psicomotricidade-eautismo.html> Disponível em: 18 de julho de 2013) Questiona-se se a fala realmente é um vão em relação ao autista, as palavras podem não estar sendo passadas. O volume, a entonação e o ritmo são fundamentais na percepção da mensagem. Pode-se perceber a psicomotricidade nos menores gestos, em todas as atividades que uma criança participa, por este motivo podemos dizer que a psicomotricidade é um dos fatores essências no desenvolvimento uniforme e global da criança. Muito necessário para o desenvolvimento da aprendizagem. Em geral problemas na aprendizagem estão ligados a problemas no desenvolvimento psicomotor. Durante o processo de aprendizagem utilizasse elementos básicos no desenvolvimento, como esquema corporal, lateralidade, orientação temporal e espacial, logo problemas em um destes elementos pode prejudicar este processo. Na educação infantil a prioridade deve ser propiciar a criança estímulos onde possa ter uma percepção adequada de si, desta forma poderá compreender suas limitações e suas possibilidades. Deve-se lhe oferecer trabalhos onde possa aperfeiçoar novas competências motoras, se expressando melhor corporalmente. Jogos e brincadeiras são importantes, pois a criança transcende o mundo disponível e pode fantasiar. Em busca do conhecimento a criança esta sempre em busca de algo, logo a curiosidade esta presente em seus movimentos. A escola, e seus cuidadores, podem aproveitar esta fase ou simplesmente inibilos, desencorajando a criança a conhecer o meio. É em busca deste desenvolvimento que escolas e instituições que trabalham principalmente com 27 crianças portadoras de necessidades especiais, valorizam muito o trabalho psicomotor sabendo o quanto auxilia na evolução de uma criança. Uma educação psicomotora apropriada ira fazer com a criança se desenvolve corretamente até o final da infância. Tanto no aspecto neurológico, como também, nos planos espacial, rítmico, corporal e da palavra. Antes de tudo para que um profissional da educação, pais e responsáveis pelo desenvolvimento de uma criança autista é necessário que conheça como ela funciona, pois a criança autista apresenta um nível de defasagem em seu desenvolvimento, portanto deve-se adequar a brincadeira a sua realidade. Defasagens, tais como: Resistencia a mudança de rotina, resistência ao toque, não se relaciona com as outras crianças, fica irritadiça quando contrariada, se isola no ambienta educacional, não interage frente aos estímulos, apresenta ecolalia e atraso na fala e a simbolização e prejudicada. A princípio para que consiga este contato é necessário que se estude formas de aproximação com a criança, como fazer parte deste mundo em que ela se encontra e fazer com que ela te perceba, permita que o profissional brinque, interaja com ela. Facilitando o processo lúdico. É importante falar que é necessário principalmente que aguarde o tempo dela, cada criança tem seu tempo e sua forma de interação. Aos poucos através de um ambiente acolhedor e estimulador, pode-se começar a perceber sinais de comunicação, como um sorriso, um toque, um olhar lhe passando a informação que você é importante para ela. As atividades com a criança autista devem ser para propiciar o divertimento, mas também para o seu desenvolvimento. Dicas de Brincadeiras para a criança Autista: - Brincadeiras afetivas (olhar, sorrir, conversar, massagens, estimular o toque com ursos almofadas, lençóis e plumas). - Brincadeiras frente ao espelho (fazer caretas, sorrir, brincar de esconder e achar, você pode oferecer a criança figuras de EVA, incentivando-a a molhar na - água para Brincar com colocar bolinhas no de espelho). sabão; - Brincadeiras corporais (brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar e esconder 28 ) - Brincar com música e brincadeiras cantadas (dramatizando a música com o corpo, pular, dançar e interagir). - Brincar com massinha, argila e tinta (deixar a criança explorar para que perceba as sensações, se você perceber que ela tem uma resposta negativa, tentar inserir outras formas para que ela brinque com esses matérias, por exemplo adaptar o pincel.) - Brincadeiras com balões ( com música encher os balões, deixar a criança explorar, jogar, iniciando consignas simples como não poder deixar cair no chão). - Jogos (quando a criança já está inserida numa rotina você pode brincar com jogos, lembrando que sempre devemos respeitar as particularidades da criança e o nível do desenvolvimento que ela se encontra).( Brincando com a criança autista < http://borboletaazulautismo.blogspot.com.br/2012/10/brincando-comcrianca-autista.html > Disponível em: 18 de julho de 2013.) 29 CONCLUSÃO Para começar a elaborar esta pesquisa e por consequência o estudo da síndrome observou-se a influência da psicomotricidade em crianças com necessidades especiais e os benefícios atingidos. A pesquisa nos mostra como a psicomotricidade, na perspectiva da educação psicomotora, pode auxiliar as crianças em geral, não só as portadoras de necessidades especiais. Através de elementos básicos como: estruturação espacial, orientação temporal, atividades motoras, sensório motoras, a lateralidade demonstrando sua dominância lateral em termos cerebrais, o esquema corporal e sua etapas do desenvolvimento, as atividades percepto motoras que poderão ser inseridas nas salas de aula de forma lúdica divertida e diversificada. Nascimento, 1999. (Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. < http://pt.scribd.com/doc/130555647/Transtornos-Invasivosdo-Desenvolvimento-3%C2%BA-Milenio-pdf> Disponível em: 28/07/2013). Para se conhecer o mundo utiliza-se várias funções, como: linguagem percepção, formação de conceitos e desenvolvimento do pensamento. O desenvolvimento do pensamento se faz através da evolução da criança. É com a ajuda da psicomotricidade que este conhecimento é facilitado. Justifica-se a aplicação da terapia psicomotricidade no tratamento do portador de autismo devido estar ligada a afetividade e personalidade, a criança passa a utilizar a princípio seu corpo para demonstrar o que sente e aos poucos dependendo do caso através da fala. Psicomotricidade e psicopedagogia são áreas que se complementam devido sua similaridade. Portanto, apresentam pontos de interseção no atendimento aos problemas de aprendizagem. É através destes pontos que podemos chegar a uma conclusão. Ambas, a psicopedagogia e psicomotricidade tem origem na medicina, isso se deve ao fato de que os problemas que estão ligados à aprendizagem a princípio são considerados como doenças físicas ou mentais. 30 Hoje ainda encontram-se dificuldades nos diagnósticos do autismo. Muitas vezes devido à dificuldade dos pais em aceitar que o filho tenha um tipo de dificuldade por muitas vezes também por parte de profissionais da área da educação que não estão preparados para lidar comeste tipo de situação, um aluno diferente. O rótulo autista causa medo, fazendo com que muitas vezes pais a princípio prefiram ignorar a síndrome, ou certo anseio de encontrar a cura e por fim encontrar uma forma de ajudar seus filhos. Como é complicado para ambos os lados, pais e professores, é necessário que seja estuda a síndrome, entender quais são os sintomas, como a criança funciona e então tentar encontrar forma de lidar com ela em específico, nunca esquecendo que aquela criança é única, funciona de uma forma única e deve ser tratado como tal, jamais ser tratada como um objeto de estudo, e sim como um ser humano que apesar de apresentar dificuldades em relação à comunicação, tem sentimentos e desejos. Podemos perceber isto em relatos de pais de autistas e ficou claro este exemplo no Filme: Meu Filho, Meu Mundo. O quando é necessário que não somente os pais, mas toda a família se una, para a evolução de uma criança autista. A perseverança, a paciência e o amor, são os principais ingredientes para lhe dar com a síndrome, pois o processo é lento e pode até em determinados momentos regredir. Então não pode em nenhum momento ocorrer à desistência tanto por parte dos pais, quanto por parte dos profissionais. O trabalho com a criança autista é muito gratificante e fascinante, mas também muito difícil e demorado, já que no início necessita-se descobrir a melhor via de acesso que possa se comunicar. É um processo que necessita de intensa observação e muito cuidado para que não se perca pequenos sinais emitidos, e ter a percepção para não invadir um território sem permissão. É preciso nunca esquecer que por mais que estas crianças apresentem debilidades, são indivíduos. É muito gratificante quando se percebe avanços singelos, mudanças em seu comportamento, que aos poucos poderão melhorar sua qualidade de vida, os tornando mais autônomos, mais independentes. 31 O trabalho com portadores de autismo é permeado de descoberta a cada instante e várias conquistas. As respostas obtidas através de trabalhos terapêuticos dão esperança e incentivo. A interação entre a família e o terapeuta é muito importante para que possa ter um trabalho de qualidade. Orientar a família sobre a patologia e o tratamento proposto é fundamental para atuação deles. 32 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA JANINE MARTA, ERIC SPENCER, A Criança Autista: Um Estudo Psicopadagógico. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2010 KALEM ZAPPAROLI, Estratégias Lúdicas Para Ensino da Criança com Deficiência. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2012 GISLENA DE CAMPOS, Avaliação Psicomotora: À Luz da Psicologia e da Psicopedagogia. Petrópolis, Vozes Editora, 2003 JOSÉ RICARDO, MARCUS VINÍCIUS, 100 Jogos Psicomotores: Uma Prática relacional na Escola. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2011 FATIMA ALVES, Como Aplicar a Psicomotricidade, Wak Editora, Rio de Janeiro, 2011 LEE CARROL, JON TOBER, Crianças Índigo, São Paulo, Butterfly Editora, 2005 MARTA PIRES, Neurociência e Transtornos de Aprendizagem: As Múltiplas Eficiências Para Uma Educação Inclusiva. Rio de Janeiro, Wak Editora, 2011 33 WEBGRAFIA http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencaoprofissional.htm (Psicomotricidade: História, desenvolvimento, conceitos, definições e intervenções profissionais) Acesso: 02 de junho de 2013 www.iprede.org.br (Um Pouco da História da Psicomotricidade). Acesso: 02 de junho de 2013 http://ateac.org.br/tipos-de-autismo/ Quais os tipos de autismo Acesso: 21 de junho de 2013 http://www.youtube.com Autismo: Os diferentes tipo de autismo Acesso: 21 de junho de 2013 http://borboletaazulautismo.blogspot.com.br/2012/10/a-importancia-dapsicomotricidade-no.html A Importância da Psicomotricidade no Processo de Aprendizagem Acesso: 18 de julho de 2013 http://www.slideshare.net/Psicomotricidade/o-que-psicomotricidade-9198060 Psicomotricidade. Acesso: 03 de julho de 2013 http://www.slideshare.net/lbsefs/artigo-luciene-lcia-lucc. Psicomotricidade. Acesso: 03 de julho de 2013 34 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I O QUE É AUTISMO? 10 CAPÍTULO II O QUE É PSICOMOTRICIDADE? 16 CAPÍTULO III A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PSICOMOTOR NO TRATAMENTO DO PORTADOR DE AUTISMO 24 CONCLUSÃO 29 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 32 WEBGRAFIA 33 ÍNDICE 34