Curso:Engenharia de Controle e Automação Unidade:CE/So Campus:Sorocaba Avaliador:Luiz Lebensztajn Origem:Escola Politécnica, Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica/USP Ano:2009 1. Avaliação do Ensino: Projeto Pedagógico 1. Articulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UNESP. Conceito: B - Bom 2. Articulação dos objetivos do curso com o perfil do profissional a formar. Conceito: B - Bom 3. Coerência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais. Conceito: A - Excelente 4. Dimensionamento da carga horária do curso. Conceito: B - Bom 5. Adequação e atualização das ementas e programas das unidades de estudo. Conceito: C - Regular Comentário: Ponto Forte: A Aderência do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais é muito alta. Ponto Fraco: Algumas disciplinas possuem em suas ementas referências bibiliográficas bastante antigas (superior a 15 anos). Em muitos casos isto não é um forte problema, porque o livro continua a ser editado e os alunos possuem acesso à referência. Infelizmente há casos em que o livro já se esgotou e acaba-se por utilizar apostilas próprias. Na minha opinião, não há qualquer problema em indicar o uso de apostilas na ementa. É usual que bons livros começem como apostilas de disciplinas. 2. Avaliação do Ensino: Corpo Discente 1. Evasão do curso. Conceito: A - Excelente 2. Taxa de sucesso do curso. Conceito: A - Excelente 3. Contribuição das bolsas de iniciação científica no desempenho e produção acadêmica do aluno. Conceito: B - Bom 4. Contribuição dos Programas de Bolsas de Estudo no desempenho acadêmico do aluno. Conceito: B - Bom 5. Acesso a estágios. Conceito: C - Regular 6. Satisfação dos Egressos quanto à contribuição de sua formação acadêmica para seu desempenho profissional. Conceito: B - Bom 7. Evolução do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE. Conceito: B - Bom 8. Ações para a melhoria da qualidade de ensino. Conceito: B - Bom Comentário: Pontos Fortes: A baixa evasão do Curso e sua Taxa de Sucesso. Ao se analisar que o Curso possui tipicamente 40 vagas anuais (houve ingressos alguns ingressos semestrais) trata-se de índice extremamente aceitável. Poucos Cursos de Engenharia têm índices de evasão tipicamente abaixo de 10%. O primeiro semestre de 2008 é a grande exceção. O Curso de Engenharia de Controle e Automação tem apenas três turmas formadas. Conforme dados fornecidos pela Coordenação de Curso, apontam para os seguintes números de formandos: 1º Semestre de 2008: 12 alunos 2º Semestre de 2008: 30 alunos 1º Semestre de 2009: 24 alunos Adotei para o cálculo de Taxa de Sucesso: 1- o número de 40 alunos por turma no ingresso: 2- a evasão naquele semestre, caso contrário um aluno que desistiu do curso será computado ao menos duas vezes. 1º Semestre de 2008: 12/ ( 40 -7) = 36, 4% 2º Semestre de 2008: 30 / (40- 2) = 78,9% 1º Semestre de 2009: 24 / (40 -4) = 66,6% A menos do primeiro semestre de 2008, a Taxa de Sucesso possui bons índices. É absolutamente compreensível que a primeira turma de um Curso possua Taxa de Sucesso menor. Ponto Fraco: Em conversa com alunos do Curso de Engenharia de Controle e Automação, foi possível perceber que não há um mecanismo institucional de encaminhamento do aluno ao Estágio. O motivo é bastante objetivo: o Curso situa-se em importante pólo industrial cuja demanda por mão de obra qualificada é intensa. Isto faz com que os anúncios das Empresas no Campus e a comunicação entre alunos a respeito de vagas seja suficiente para que o acesso a estágios seja alcançado de forma plena. Há estágio obrigatório, considerado no PPP como uma atividade extra-classe, que é realizado em empresa que exerce atividades de Engenharia, sob a supervisão de um professor. Há ainda um mecanismo relevante para o bom desenvolvimento de um Curso de Engenharia: somente alunos que realizaram 75% do seu Curso podem realizar o Estágio Obrigatório. Minha opinião: este não é de fato um ponto fraco importante. Eu apenas considero que o acesso a estágios deva se tornar institucional, ou seja, o mecanismo atual funciona bem, mas é informal. Em caso de um eventual aumento de número de alunos ou de retração econômica, a metodologia informal pode não funcionar e a Instituição deve ter papel junto a Empresas para que o estudante realize o seu estágio. Na opinião deste relator, trata-se de problema menor, mas que a Coordenação de Curso deve ficar atenta. 3. Avaliação do Ensino: Corpo Docente Titular = 0% Adjunto/Livre Docente = 8% Doutor = 31% Mestre = 0% Auxiliar de Ensino = 0% Substituto e/ou Bolsista = 61% 1. Qualificação do corpo docente. Conceito: D - Não Satisfatório Porcentagem: 36% 2. Regime de trabalho de dedicação integral à docência e à pesquisa. Conceito: D - Não Satisfatório 3. Compatibilidade da formação dos Docentes com a(s) disciplina(s) que ministram no curso. Conceito: B - Bom 4. Contribuição dos Docentes na produção de material didático para o curso. Conceito: C - Regular 5. Produção científica (publicação) do corpo docente relacionada ao curso. Conceito: C - Regular 6. Cumprimento efetivo das atividades previstas do projeto pedagógico do curso. Conceito: B - Bom Comentário: Ponto Forte: Os docentes possuem formação compatível com as disciplinas que ministraram na Graduação. A compatibilidade docente-disciplina aparece de forma clara seja em sua formação na Graduação , como na Pós-Graduação. As atividades de atividades de Pesquisa e Extensão também acabam por caracterizar esta ligação do docente com a disciplina. Cabe aqui apenas uma observação: verifiquei a compatibilidade dos professores em dedicação integral à docência e à pesquisa, pois há volatilidade no Quadro de Professores Substitutos e assim qualquer afirmação seria precipitada. Pontos Fracos: A porcentagem de professores em tempo integral possui um padrão no triênio 2006-2007-2008, conforme dados obtidos junto à Coordenação do Curso: a) no primeiro semestre letivo tem-se 50% dos docentes em RDIDP e 50% são professores substitutos b) no segundo semestre letivo tem-se 39% dos docentes em RDIDP e 61% são professores substitutos. Provavelmente a carga didática no segundo semestre é mais intensa, o que requer maior número de docentes. Em Cursos de natureza tecnológica, como é o caso em análise, há espaço para Professores sem dedicação exclusiva à Instituição. A função destes professores é trazer contribuições do assim denominado setor produtivo para o processo ensino-aprendizagem. Isto pode ser muito proveitoso para o Curso. O docente poderia eventualmente auxiliar em atividades de pesquisa e extensão. Conceitualmente esta é a forma pela qual o professor substituto deveria ser visto. A partir desta premissa, a relação do número de professores em tempo integral em relação ao quadro docente é muito baixa. Acaba por prejudicar a atividade de ensino do professor RDIDP, bem como as suas atividades de Pesquisa e Extensão. Para piorar o quadro: não há o menor sentido que um professor substituto realize atividades de natureza administrativa e elas serão realizadas pelo RDIDP. Fui informado que há concursos em andamento, mas, em minha opinião, a condição mínima para que o curso funcione de forma saudável seria que ao menos cerca de 70 % do professorado fosse contratado em RDIDP. Do que entendi, o professor substituto possui um contrato de seis meses renováveis por mais seis meses. Caso ele deseje continuar na Instituição deve realizar novo concurso. Esta situação, bastante instável, potencialmente piora a qualidade da aula. Em conversa com alunos da Instituição, eles se queixaram de alguns professores substitutos, sem nominá-los. 4. Avaliação do Ensino: Integração do Curso de Graduação com a Pós-graduação, a Pesquisa e a Extensão 1. Relevância da produção científica para a área de conhecimento do curso. Conceito: C - Regular 2. Relevância das atividades científicas desenvolvidas por docentes e alunos de graduação, para a região onde se encontra instalado o curso e para a sociedade em geral. Conceito: B - Bom 3. Envolvimento dos Docentes em projetos de pesquisa e em grupos institucionalizados de pesquisa. Conceito: C - Regular 4. Existência de parcerias técnico-científicas nacionais e internacionais. Conceito: C - Regular 5. Participação dos alunos nos grupos de pesquisa. Conceito: B - Bom 6. Participação do corpo discente em publicações. Conceito: C - Regular 7. Serviços técnicos de apoio para o desenvolvimento das atividades de pesquisa. Conceito: C - Regular 8. Relevância das atividades de extensão para a formação profissional dos alunos. Conceito: C - Regular 9. Relevância das atividades de extensão para a comunidade e a sociedade. Conceito: A - Excelente 10. Envolvimento dos Docentes em projetos de extensão em parcerias. Conceito: B - Bom 11. Inserção sócio-político-econômica da Unidade Universitária via projetos de extensão em parcerias locais, regionais e nacionais. Conceito: C - Regular 12. Participação dos alunos em atividades de extensão. Conceito: B - Bom 13. Diversidade das atividades de extensão oferecidas (cursos, palestras, assessorias, prestação de serviços etc). Conceito: B - Bom 14. Serviços de apoio ao desenvolvimento das atividades de extensão. Conceito: C - Regular Comentário: Pontos Fortes 1-O curso possui boa inserção regional. As empresas do entorno acabam por absorver os egressos do Curso, que normalmente realizam estágios em Sorocaba e imediações. 2-Há atividades de extensão para a comunidade e a sociedade, como por exemplo o projeto UNATI (Univesidade Aberta para a Terceira Idade) e um cursinho vestibular, que possui bom desempenho nos últimos concursos vestibulares. 3- Os alunos se integram com facilidade aos grupos de pesquisa, com ou sem bolsa. Há interesse dos grupos e dos alunos no processo, tanto em atividades de pesquisa como de extensão. 4- Na parte de extensão, nota-se que que há projetos importantes e de forte diversidade. Por exemplo: Controle Digital de Filtro Ativo de Potência (fortemente tecnológico) e a Feira de Profissões, de característica social. Ponto Fraco Na grande parte dos itens que obtiveram conceito regular no sub-item Pesquisa, houve forte dúvida entre o conceito regular e não-satisfatório. Percebi que o problema não tem origem na pesquisa, mas no perfil do corpo docente: há poucos docentes em tempo integral. Na parte de pesquisa, nota-se que a ausência da Pós-Graduação e de grupos de pesquisa bem estabelecidos acaba por limitar a relevância da produção científica para a área de conhecimento do curso. Tem-se poucos docentes em RDIDP, poucos grupos e a única Pós-Graduação estabelecida é em Materiais. O grupo de Materiais possui excelente perfil, composto por pesquisadores com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq, mas não atua em Controle e Automação. Estes professores atuam na área básica do Curso de Controle e Automação. Conseqüência: a relevância da produção científica para a área de conhecimento do Curso é baixa, embora exista produção científica relevante entre os docentes do quadro. Há recursos financeiros captados para pesquisa por docentes em órgãos como FAPESP, CNPq e FUNDUNESP, mas poucos artigos em revistas. O número de artigos em conferências é adequado. Uma observação: em relação a serviços técnicos de apoio para o desenvolvimento das atividades de pesquisa, deve-se afirmar que há uma opção declarada no sentido de privilegiar a graduação. Julgo que para um curso que está se estabelecendo, é opção correta. 5. Avaliação da Gestão Acadêmico-Administrativa 1. Ações acadêmico-administrativas em função do(s) conceito(s) da(s) participação(ões) no ENADE. Conceito: B - Bom 2. Implementação de políticas de capacitação docente e de servidores técnico-administrativos no âmbito do curso. Conceito: C - Regular 3. Distribuição de pessoal técnico administrativo em atividades de apoio ao curso. Conceito: D - Não Satisfatório 4. Ações da Coordenação e do Conselho de Curso, em consonância com a política institucional, no cumprimento de suas atribuições. Conceito: B - Bom 5. Avaliação e planejamento anual do curso pelo Conselho de Curso. Conceito: C - Regular Comentário: Ponto forte O Curso participou por duas vezes do ENADE. Somente na segunda avaliação o Curso possuía turma de concluintes. Na primeira houve apenas a avaliação de ingressantes. Nas duas avaliações o desempenho foi bom, porque em uma escala de 1 a 5, o Curso sempre se situou em 4. Cursos similares em centros importantes, por exemplo a UFMG, lograram nota máxima. O ENADE poderia apontar falha na Estrutura do Curso, mas a boa avaliação indica que são necessárias pequenas modificações, que são bem mais difíceis de serem observadas. Ponto fraco: Os servidores são em número reduzido. Há fortes problemas de distribuição de pessoal. A uma atividade corresponde um único funcionário. Isto acaba por produzir pouca flexibilidade. A simples ausência de um funcionário por um dia pode comprometer o bom andamento de um processo no Campus. 6. Avaliação da Infra-estrutura 1. Adequação de salas de aula, laboratórios didáticos, biblioteca, laboratórios de informática e equipamentos à proposta pedagógica do curso. Conceito: A - Excelente 2. Adequação dos laboratórios de pesquisa e de seus equipamentos. Conceito: B - Bom 3. Acervo de livros. Conceito: B - Bom 4. Acesso a laboratórios didáticos e uso de computadores. Conceito: A - Excelente 5. Acesso dos alunos às bibliotecas digitais. Conceito: A - Excelente 6. Serviços de apoio, manutenção e modernização da infra-estrutura. Conceito: B - Bom 7. Adequação das instalações físicas para alunos com necessidades especiais. Conceito: B - Bom Comentário: Pontos fortes Há forte aderência de salas de aula, laboratórios didáticos, biblioteca, laboratórios de informática e equipamentos à proposta pedagógica do curso. É o ponto forte do curso. Pontos fracos: 1-Quando da entrevista com alunos, houve queixa pela falta de Restaurante Universitário, item de infra-estrutura extremamente importante. Média Final: B - Bom Parecer circunstanciado e de mérito sobre o Curso e a Unidade: O Curso de Engenharia de Controle e Automação da UNESP, campus Sorocaba tem o PPP de implantação do curso datado de 2002, seguido por uma adequação do PPP devida à reestruturação curricular das engenharias da UNESP. Tanto o PPP original, como a sua adequação, são bastante aderentes ao PDI, que foi elaborado em 2009. Creio que a adequação do PPP original é ponto importante da documentação do Curso: mostra claramente a necessidade de modificações de rota entre o PPP original, quando da implementação do Curso. Algumas pequenas alterações foram extremamente importantes, como a diminuição do número de pré-requisitos e a criação de disciplinas específicas de laboratório. Foram ações simples, mas que tornaram o curso mais flexível e principalmente mais coeso. O perfil do egresso é pertinente tanto do ponto de vista regional, aqui é importante realçar a força industrial de Sorocaba, como no que se refere ao plano nacional. Neste particular, deve-se realçar a forte adequação do currículo com as Diretrizes Curriculares Nacionais. O curso possui carga horária típica da Engenharia de Controle e Automação. Creio que em um futuro próximo, com um número maior de professores em tempo integral, seria interessante que fosse incrementado o número de disciplinas optativas na parte profissionalizante do Curso. A justificativa é simples: tipicamente um profissional de Controle e Automação acaba por atuar em problemas de Engenharia Elétrica, Mecânica, Química, entre outras. Assim, ele deve conhecer com mais profundidade as demais engenharias que deverão ser controladas e automatizadas. Percebi que algumas ementas estão desatualizadas no que tange a referências bibliográficas. Em alguns casos pode ser um problema grave, pois os alunos ficam sem acesso aos seus livros de referência. A evasão e a taxa de sucesso estão em padrões excelentes para Cursos de Engenharia. Bolsas de Iniciação Científica sempre contribuem para que o discente aumente seu interesse pelo Curso, na medida em que ele passa a viver o dia-a-dia de seu Curso com maior intensidade, com uma motivação diferente: o pesquisar. Conforme dados fornecidos pela Coordenação de Curso, nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009 houve sete bolsas de iniciação científica em cada um destes anos. Trata-se de um número bom, mas julgo que deveria ser mais elevado. Os motivos são simples: 1- um aluno engajado em atividades de iniciação científica acaba por se tornar um catalisador da interação entre os docentes e discentes. 2- um aluno em iniciação científica, tipicamente está matriculado no 3º, 4º ou 5º ano. Tem-se, portanto, cerca de 120 alunos que poderiam realizar esta atividade. É certo que nem todos os alunos desejam este tipo de atividade complementar, mas seria desejável um forte aumento nas bolsas. Há alunos que realizam a Iniciação Científica, porém sem bolsa, em um cenário informal. Outro ponto que deve deixar de ser informal é o estágio. Como Sorocaba possui forte demanda de estagiários, não há um mecanismo institucional para ajudar os alunos a alcançar estágios. A UNESP-Sorocaba deve ter formas de engajar seus alunos em estágios. Em relação ao ENADE, o Curso participou por duas vezes de avaliações. Em 2005 com média dos Ingressantes: 44,4 e não havia Concluintes. Em 2008: com média dos Ingressantes: 45,7 e média dos Concluintes: 47,6. Tendo em vista que o Curso é recém implementado, todas as avaliações são bastante positivas, porque correspondem a 4 em 5. Apenas para exemplificar a UFMG, instituição bastante tradicional, que possui curso similar obteve 5 em 5. Curiosamente, o bom desempenho no ENADE acaba por fornecer poucos dados para a Coordenação de um Curso recém implementado. O motivo é simples e passa pela resposta da questões: por qual motivo a direção escolhida para o curso foi a correta? Em que pontos o Curso deve ser apromorado? O ponto mais crítico desta avaliação passa pela distribuição de docentes. O número de substitutos por vezes supera o de professores em tempo integral. Este cenário não é desejável para uma Instituição que deseja realizar Ensino, Pesquisa e Extensão. O professor substituto deve apenas realizar tarefas associadas ao ensino de graduação. Seu contrato é de no máximo um ano. Esta instabilidade provoca tipicamente situações em que somente o ensino de graduação é privilegiado. Pude observar que os alunos se queixavam dos professores substitutos. Assim, itens como pesquisa, extensão, pós-graduação, que são mencionados ao longo desta avaliação, não podem ser associados a estes docentes. Em minha opinião, enquanto o Curso de Engenharia de Controle e Automação da UNESP, campus Sorocaba tiver esta distribuição de docentes, ele deve ser analisado fundamentalmente pelo seu ensino de Graduação. Somente quando o seu corpo docente chegar a um patamar de cerca de ao menos 70% dos docentes em regime integral, então se deve realizar uma análise mais profunda das atividades de Pesquisa e Extensão. Este desequilíbrio no quadro de docentes acaba por gerar um outro ponto delicado: a produção científica do corpo docente relacionada ao curso. Levando-se em conta somente o Quadro de Professores contratados em RDIDP e verificando-se a partir da Plataforma Lattes mantida pelo CNPq, nota-se que há no corpo docente em RDIDP quatro bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq e todos eles têm forte atuação na área básica do Curso, principalmente Física e Matemática. Eles pertencem ao Grupo de Plasmas e Materiais, com atuação na Pós-Graduação em Materiais. A produção em revistas destes professores é expressiva. Evidentemente, eles publicam na área em que atuam no Curso e não em Controle e Automação. Já os professores da área profissional têm publicação correlata ao curso e o número de publicações em congressos é bom, mas o número de publicações em revista é, em geral, bem pequeno. Esta diferença de padrão entre os professores da área básica e a profissionalizante é clássica, mas mostra que a Unidade precisa, com urgência, formar grupos de pesquisa mais sólidos em Controle e Automação. Os três grupos institucionais com docentes do curso: Núcleo de Automação e Tecnologias Limpas, que possui alguns docentes da área de Engenharia Ambiental, Grupo de Automação e Sistemas Integráveis (GASI) e o Grupo de Plasmas e Materiais (GPM) devem ser institucionalmente incentivados para aumento de produção correlata ao Curso. Do ponto de vista administrativo, a implementação de uma política de capacitação dos docentes e dos servidores possui um problema intrínseco: tanto os docentes, em RDIDP, como os servidores são em número reduzidos. Isto faz com que a capacitação institucional dos docentes seja restrita a palestras e oficinas do NEPP no campus. Não há planejamento de políticas de treinamento para servidores, que são em número reduzido. Há fortes problemas de distribuição de pessoal. A uma atividade corresponde um único funcionário. Há pouca flexibilidade. A simples ausência de um funcionário por um dia pode comprometer o bom andamento da Unidade. Em relação ao apoio técnico, há uma opção no campus: a Graduação é o item mais importante. Como o Curso é recém implementado, entendo que a escolha é correta. Tive excelente impressão da infra-estrutura da UNESP-Sorocaba. Boas salas de aula, laboratórios didáticos, biblioteca, laboratórios de informática e equipamentos à proposta pedagógica do curso. É, sem sombra de dúvida, um dos pontos fortes do Curso. No entanto, quando da entrevista com alunos, houve queixa pela falta de Restaurante Universitário, item de infra-estrutura extremamente importante. Parecer sobre o Relatório Parcial elaborado pela Unidade/Curso: O Relatório Parcial descritivo foi emitido pelos Professores Elidiane C. Rangel, Nilson C. Cruz e Steven F. Durrant. Ele aponta de forma bastante fiel o status-quo do Campus Experimental de Sorocaba, em particular do Curso de Engenharia de Controle e Automação. Alguns pontos do relatório ser destacados e foram observados por mim durante minha visita à Unidade: 1- a criação das vagas previstas em Regime de Dedicação Exclusiva para o atendimento dos cursos já existentes não está sendo realizada a contento da Comunidade Universitária. Este fato compromete a qualidade de ensino, da extensão e, sobretudo, da pesquisa científica conduzida na unidade. 2- afirma-se no relatório que "o número de laboratórios didáticos e a capacidade dos mesmos para o número de alunos não foram julgados adequados. Além disto, é consenso entre os professores que faltam equipamentos em alguns dos laboratórios didáticos". Como o documento é relativo a 2005-2007, então creio que no momento este problema tenha sido sanado, apesar do Laboratório de Controle ainda não estar implementado. 3- a afirmativa "apesar do grande volume de recursos financeiros captados pelos pesquisadores junto a órgãos oficiais de fomento e empresas privadas, a infra-estrutura física e os recursos humanos são deficientes." ainda está correta. Principalmente os recursos humanos de pesquisa ainda são bastante escassos. 4- devo concordar com os professores em relação às instalações dos docentes. Elas não são adequadas porque são usualemente coletivas, em geral com mais de cinco professores, enquanto que outros são acomodados nos laboratórios. 5- a falta de servidores afeta de maneira significativa a qualidade dos serviços administrativos no campus de Sorocaba. Finalizando, os professores apontam corretamente para os problemas que impedem o crescimento da unidade e o seu estabelecimento como uma intuição forte de ensino e pesquisa: 1- o reduzido número de servidores, docentes e funcionários 2- a infraestrutura física, aqui entendida principalmente como a expansão do campus.