1 AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES DE DIPLOMAÇÃO, RETENÇÃO E EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC Gestão das Informações para o Planejamento Institucional Delsi Fries Davok1 Joelma Souza Pain2 Rosilane Pontes Bernard3 RESUMO: A pesquisa teve o objetivo de avaliar o panorama da movimentação dos alunos de graduação ao que se refere à diplomação, retenção e evasão nos cursos de graduação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Trata-se de uma pesquisa social aplicada, exploratória, de abordagem quali-quantitativa, caracterizada como pesquisa de avaliação. A pesquisa foi delimitada ao período 2008-2010, envolvendo 25 cursos. A coleta de dados limitou-se aos registros acadêmicos dos alunos ingressantes nos cursos da UDESC, via vestibular, e à literatura para a contextualização e identificação de causas do fenômeno de evasão e retenção. O tema foi abordado na ótica da gestão da informação, com o propósito de sistematizar dados e gerar informações para o planejamento institucional e a formulação de políticas de permanência do aluno na universidade. Os resultados apontaram altos índices de evasão na maioria dos cursos analisados, com destaque para o curso de Licenciatura em Física que registrou 83,24% de evasão. O menor índice de evasão ocorreu no curso de Medicina Veterinária que apresentou 7,5% de evasão. Os índices de diplomação, por sua vez, são o contraponto do índice de evasão, de acordo com a fórmula de cálculo utilizada pelo REUNI denominada Taxa de Conclusão dos Cursos de Graduação (TCG): relação entre o total de diplomados nos cursos de graduação presenciais num determinado ano e o total de vagas de ingresso oferecidas pela instituição cinco anos antes. Por fim, o índice médio de retenção de alunos no período foi de 1,96%. Palavras-chave: Evasão – Cursos de Graduação, Gestão da Informação Acadêmica, Avaliação Institucional. 1 INTRODUÇÃO Parte do debate atual da educação superior gira em torno da permanência do aluno na universidade. Observa-se, antes disso, acirrada discussão e o estabelecimento de políticas de inclusão para possibilitar o acesso à universidade. Assim também o governo brasileiro instituiu programas de avaliação e de Professora orientadora – Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – [email protected] 1 Acadêmica do Curso de Biblioteconomia – Habilitação em Gestão da Informação, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), bolsista de iniciação científica PROBITI/UDESC. 2 Técnica Universitária de Desenvolvimento – Coordenadoria de Avaliação Institucional (COAI), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). 3 2 democratização da educação superior, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). Todavia, facilitar o acesso à universidade por meio de políticas de inclusão ou de diferentes processos seletivos não garante a permanência do jovem na universidade. Acerca do tratamento dado ao tema, percebe-se uma lacuna no que diz respeito à sistematização de informações sobre as condições do aluno para permanecer na universidade ao ingressar, e sobre a evasão e retenção em relação à diplomação. As informações sobre esses aspectos, às vezes, não são percebidas pelos gestores da educação superior como ferramenta estratégica para subsidiar a formulação de políticas de permanência efetivas e para o planejamento institucional, embora se tenha indícios de que a evasão e a retenção são um dos grandes gargalos de consumo da receita da universidade pública e que, numa perspectiva de custo-benefício (para a sociedade), a evasão talvez seja o maior “vilão”. A identificação das possíveis causas da evasão e da retenção, bem como a gestão de informações sobre esse panorama é imprescindível para a formulação de políticas de permanência e o planejamento institucional. Aliás, essas informações estruturadas são necessárias em todos os ambientes acadêmicos, pois são insumos básicos para a tomada de decisão no que diz respeito às atividades fim da universidade: ensino, pesquisa e extensão. Dado o exposto, presentou-se como questões centrais de pesquisa as seguintes perguntas: Em que áreas do conhecimento ocorrem os maiores índices de retenção e evasão nos cursos de graduação da UDESC? A que se pode atribuir tais índices? O tema foi abordado na ótica da gestão da informação, com o propósito de sistematizar e organizar dados sobre a movimentação dos estudantes dos cursos de graduação da UDESC, a fim de gerar informações sobre a diplomação, retenção e evasão, para subsidiar o planejamento institucional e a formulação de políticas de permanência do aluno na universidade. Para tal, definiu-se o objetivo geral de avaliar o panorama da movimentação dos alunos de graduação na Universidade do Estado de Santa Catarina ao que se refere à diplomação, retenção e evasão, em relação à área do conhecimento. 3 Nessa linha, foram aferidos: os índices de transferências internas e externas (para outros cursos da UDESC e para outras instituições), por curso; os índices de abandonos, por curso; os índices de diplomação, por curso. Ademais, a luz da literatura, foram identificados fatores motivadores da retenção e da evasão e sistematizadas informações para a definição de políticas institucionais com vistas à permanência do aluno no curso e na Universidade. O interesse pelo tema abordado na pesquisa foi despertado pela percepção da quantidade de vagas ociosas nos cursos de graduação da UDESC, decorrentes dos altos índices de evasão. Os resultados podem suprir necessidades de informação da Coordenadoria de Avaliação Institucional (COAI) ao que se refere à sistematização de informações institucionais, que deverão ser disponibilizadas aos gestores para subsídios às decisões acerca da problemática desta pesquisa. Logo, esta pesquisa tem relevância teórico-prática sob a ótica da gestão da informação, pois apresenta informações para a formulação de políticas de permanência e para o planejamento institucional, por exemplo. Ao mesmo tempo, esta pesquisa, tendo em vista seu caráter exploratório, poderá subsidiar pesquisas posteriores, para investigação direta das causas de retenção e evasão na UDESC, por meio de entrevistas e questionários aos sujeitos. 2 ACESSO E PERMANÊNCIA À EDUCAÇÃO SUPERIOR As universidades têm importante papel ao que se refere à produção do conhecimento nas diversas áreas. As Universidades públicas, em especial, têm também um forte papel social, ou seja, cabe a elas contribuírem para o desenvolvimento cultural e educacional, a fim de diminuir a desigualdade social. Para tal, ela deve atingir todas as classes sociais. Segundo Giles (1987, p. 292) O ensino universitário tem como finalidade: elevar o nível da cultura geral; estimular a investigação científica em quaisquer domínios de conhecimentos humanos; habilitar ao exercício de atividades que requerem preparo técnico e cientifico superior; concorre enfim, para a educação do indivíduo e da coletividade, para harmonia de objetivos entre professores e estudantes e para o aproveitamento de todas as 4 atividades universitárias, a grandeza da Nação e o aperfeiçoamento da humanidade. Desde seu surgimento as universidades vêm se adaptando ao contexto em que atuam. Esse contexto muda frequentemente e, atualmente, essas mudanças são mais aceleradas devido à globalização de todos os setores, propiciada pelas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Isso acarreta muitas dificuldades, principalmente para as universidades públicas, que precisam se adaptar às necessidades da sociedade, de onde advém a oferta e a procura por educação superior, e atender a essa demanda às vezes se torna difícil. Por essa razão, as universidades públicas vêm investindo em estudos para avaliar seu ambiente interno e externo, a fim de acompanhar as mudanças. Acerca dessa problemática, Costa e Rauber (2009, p. 250) argumentam: Na atualidade, mais que uma fonte de conhecimento, as universidades tomaram caráter comercial, vendo-se na necessidade de atender a um mercado capitalista cada vez mais exigente, sendo esse, um dos principais fatores da busca pela formação superior. Talvez o principal objetivo das universidades, que é produzir e transmitir conhecimento para promover o desenvolvimento do “homem” e consequentemente da sociedade, esteja ficando em segundo plano, passando o conhecimento a integrar um processo propenso a desregulamentação e mercantilização nesses tempos de globalização. No atual contexto é difícil avaliar as mudanças interpostas pela globalização da economia, da informação e da educação e suas consequências. Por isso, as universidades públicas procuram, por diversos meios, se adequar a esse panorama, buscando cumprir o seu papel com eficácia e eficiência, a fim de facilitar e promover o acesso à educação superior com igualdade. Todavia, o acesso ao Ensino Superior no Brasil é uma realidade ainda distante para grande parcela da população, apesar de o governo e as universidades virem desenvolvendo ações para mudar esse cenário. Até recentemente o vestibular era a única forma de acesso ao ensino superior e não havia políticas públicas para manter o aluno da universidade. Hoje já existem formas de acesso e políticas diversas para garantir o acesso e a permanência, como: (i) Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM); (ii) Sistema de Seleção Unificada (Sisu); (iii) Programa Universidade para Todos (ProUni); (iv) Fundo de Financiamento ao Estudante do 5 Ensino Superior (FIES) e (v) Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI)4. O ENEM foi criado, em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho dos alunos ao fim da escolaridade básica. Com a criação do ProUni, em 2004, a nota da prova do ENEM passou a ser o critério de seleção para a concessão de bolsas aos estudantes do ensino superior privado. O Sisu, por sua vez, foi implantado em 2009 como forma de ingresso às instituições públicas que utilizam a nota do Enem como critério único para seleção. As instituições, os seus respectivos cursos participantes e as vagas disponíveis são divulgados no sítio do MEC e a seleção é feita com base na nota que o candidato obteve no ENEM. Diversas universidades privadas também utilizam os resultados do ENEM, total ou parcialmente, como critério de seleção para o ingresso nos cursos de graduação. O ProUni, criado pela Lei nº 11.096/2005, tem como principal objetivo democratizar o acesso à educação superior e investir na qualidade do ensino, concedendo isenção de tributos às instituições privadas de ensino superior que concederem bolsas de estudos integrais e/ou parciais aos estudantes de cursos de graduação e de cursos sequenciais. O FIES é um programa de financiamento destinado a estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação não gratuitos. Via Caixa Econômica Federal (CEF), o estudante pode financiar o valor de que necessita para pagar seus encargos educacionais à universidade. A Política de Ações Afirmativas ou Política de Cotas é outra ação que tem como objetivo contribuir para o acesso ao ensino superior gratuito. Para Tessler (2006), quando uma instituição de ensino promove ações para garantir que mulheres, homens, portadores de necessidades especiais e público em geral, brancos e negros, pobres e ricos possam ter as mesmas oportunidades de obter educação, ela está botando em prática uma política de ação afirmativa. Complementando, Cotins (1996, p. 209) salienta que “[...] a ação afirmativa tem como função especifica a promoção de oportunidades iguais para pessoas vitimadas por discriminação”. 4 Mais informações acerca desses programas estão disponíveis no Portal do MEC: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=205&Itemid=298&msg=1 6 A política de ações afirmativas ou de cotas está inserida na maioria das universidades públicas e tem contribuído para o acesso ao ensino superior público das classes menos favorecidas. O REUNI tem como objetivo: Criar condições para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, no nível de graduação, para o aumento da qualidade dos cursos e pelo melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas universidades federais, respeitadas as características particulares de cada instituição e estimulada à diversidade do sistema de ensino superior (REUNI, 2007, p. 10). O foco principal do REUNI, portanto, é ampliar o acesso e a permanência no ensino superior, e ocupação das vagas ociosas. Para tal, segundo Dias Sobrinho (2010, p. 1236), “Utiliza, basicamente, a seguinte fórmula: a universidade elabora um projeto de desenvolvimento institucional, recebe os recursos do MEC e amplia as vagas de acordo com os critérios aprovados”. 2.1 Diplomação Segundo a Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras (BRASIL, 1996, p. 32), diplomado é o “Aluno que concluiu o curso de graduação dentro do prazo máximo de integralização curricular, fixado pelo CFE, contado a partir do ano/período-base de ingresso”. Logo, diplomado é o aluno concluinte do ensino superior. Pereira (2003, p. 43), a partir de análise de dados do INEP sobre as taxas de diplomação no Brasil, concluiu que “[...] a partir da década de 80, tem-se que em média 64% dos alunos que ingressaram no curso superior conseguiram concluí-lo após cinco anos de estudo”. Estudo realizado por Freixo e Santos Junior (2010, p. 25), na Universidade Federal da Bahia, especificamente no curso de arquivologia no período de 2002 a 2004, constatou que: Do total de 105 estudantes concluintes das gerações 2002-2004, 50% obtiveram a diplomação no prazo de 5 anos, apenas 5,8% se diplomaram em 4 anos e os demais permaneciam retidos em 2008, com a possibilidade de diplomação em prazo superior a 6 anos, correspondendo a 43,87%. 7 O Portal de Estudos e Pesquisas em Educação5, citando o relatório do Education at a Glance 2010, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revela o percentual de concluintes do ensino superior no Brasil, por área de formação, em relação ao total de diplomados, incluindo pós-graduação: Saúde e Bem-Estar – 15,6%; Ciências da Vida, Ciências Físicas e Agricultura – 4,9%; Matemática e Ciências da Computação – 2,7%; Humanidades, Artes e Educação – 29,3%; Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços – 37,1%; e Engenharia, Indústria e Construção – 4,6%. No Chile, as áreas com maior percentual de diplomação em relação ao total de diplomados são: em primeiro a área de Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços, com 34,2%; seguido pela área de Humanidades, Artes e Educação, com 29,9%; e em terceiro lugar encontra-se a área da Saúde e Bem-Estar, com 14,5%. Nos Estados Unidos a realidade não é muito diferente: em primeiro lugar aparecem as áreas de Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços, com 45,5%; em segundo Humanidades, Artes e Educação, com 27,8%; e em terceiro lugar a área de Saúde e Bem-Estar, com um percentual de 10,8% de diplomados em relação ao número de concluintes do ensino superior. Nota-se que nos três países o maior número de diplomados ocorre nas áreas de Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços. Pesquisa de Nunes e Carvalho (2004) revela dados acerca de ingressantes e concluintes, no ensino superior público, por curso, no Brasil, em 2002, conforme Quadro 1. QUADRO 1 – Ingressantes e Concluintes do Ensino Superior, em instituições públicas brasileiras, por curso – 2002 IES PÚBLICAS Curso Direito Administração Pedagogia Engenharias Com. Social Contábeis Psicologia Letras Economia Odontologia Arquitetura Medicina 5 Ingressos 13.848 16.078 21.039 29.554 4.409 9.018 3.246 5.944 9.018 3.874 5.944 Concluintes 8.424 7.639 14.207 10.967 2.181 4.835 2.054 2.322 3.033 2.974 1.553 Concl./Ingres. 0,6 0,5 0,7 0,4 0,5 0,5 0,6 0,4 0,4 0,8 0,6 5.822 4.938 0,8 http://estudandoeducacao.files.wordpress.com/2011/04/concluintes-superior.pdf 8 Adaptado de: NUNES; CARVALHO (2004, p. 13). (*) Total de Ingressos = processos seletivos e outras formas de ingresso (transferências, portadores de diplomas, acordos internacionais, etc.). Nesse demonstrativo as engenharias têm o maior número de ingressantes, seguidas pela Pedagogia e da administração. Todavia, se considerado a proporção de concluintes em relação aos ingressantes, no ano de 2002, os cursos de Odontologia e Medicina apresentam o índice mais alto, 0,8% de diplomados. Estudos mais recentes, como os números do Senso da Educação Superior, revelam a quantidade de matrículas, de ingressos e de concluintes em cursos de graduação presenciais, no período 1991-2009, como registrado no Quadro 2. QUADRO 2 – Matrículas, Ingressantes e Concluintes em Cursos de Graduação Presenciais, Públicos e Privados, no Período 1991-2009 Ano Matrículas Ingressos Concluintes Concl./Ingres 1991 1.565.056 447.929 236.410 0,53 1992 1.535.788 433.047 234.288 0,54 1993 1.594.668 463.604 240.269 0,52 1994 1.661.034 492.924 245.887 0,50 1995 1.759.703 533.688 254.401 0,48 1996 1.868.529 539.975 260.224 0,48 1997 1.945.615 658.337 274.384 0,42 1998 2.125.958 728.442 300.761 0,41 1999 2.369.945 866.608 324.734 0,37 2000 2.694.245 1.035.750 352.305 0,34 2001 3.030.754 1.206.273 395.988 0,33 2002 3.479.913 1.411.208 466.260 0,33 2003 3.887.022 1.540.431 528.223 0,34 2004 4.163.733 1.621.408 626.617 0,39 2005 4.453.156 1.678.088 717.858 0,43 2006 4.676.646 1.753.068 736.829 0,42 2007 4.880.381 1.808.970 756.799 0,42 2008 5.080.056 1.873.806 800.318 0,43 2009 5.115.896 1.732.613 826.928 0,48 Total 57.888.098 20.826.169 8.579.483 0,41 Fonte: BRASIL. MEC. INEP, [2011]. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/informacoes_estatisticas/2011/indicadores_educacionais/histori co/municipio_org_dep_1991_2009.zip>. (*) Total de Ingressos = processos seletivos e outras formas de ingresso (transferências, portadores de diplomas, acordos internacionais, etc.). 9 Observe-se que esses índices de diplomação não são muito animadores, todavia, tais números merecem análise contextualizada para se chegar a informações confiáveis. 2.2 Retenção: causas e consequências A Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas (1996, p. 32) considerou aluno retido aquele que, mesmo depois de esgotado o prazo máximo de integralização, fixado pelo Conselho Federal de Educação, ainda não concluiu o curso, mas continua matriculado na universidade. Alguns autores como Corrêa, Viana e Miura (2004), Diaz (1999), Farias (2010) e Nassar (2008) definem retenção como a permanência prolongada do aluno na instituição, simplesmente. Dentre as principais causas da retenção, segundo a Comissão Especial (1996) estão: (i) a simultaneidade de mais de uma habilitação adiando a diplomação; (ii) o encadeamento rígido de pré-requisitos; (iii) regime seriado, no qual o aluno que não consegue acompanhar o fluxo normal da grade curricular retarda no mínimo um semestre letivo; (iv) exigência de trabalho final de curso; (v) flexibilidade nas instituições públicas quanto aos prazos de integralização dos cursos; (vi) cursos em que algumas disciplinas de exatas, já nas fases iniciais, causam um alto índice de reprovação. Estudo realizado por Corrêa, Viana e Miura (2004, p. 10), na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEARP), Campus de Ribeirão Preto, indicou como principais fatores responsáveis pela permanência prolongada no curso a realização de intercâmbio (59,70%) e a reprovação de disciplinas (47,70%). Para o abandono de disciplinas, o principal motivo levantado foi a necessidade de emprego formal. Em relação ao trancamento, 60% dos alunos que já trancaram o curso citaram o intercâmbio como motivo relevante e 30% citaram o trabalho. Segundo Nassar et al (2008, p. 3), “A permanência prolongada em um curso de graduação ocorre quando o estudante, por várias razões, leva um tempo maior para completar o curso do que aquele planejado no respectivo currículo ou projeto pedagógico”. 10 Em estudo realizado por Diaz (1999), na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA), Campus de Ribeirão Preto, foi constatado que um dos fatores que influenciam na permanência prolongada no curso é a ajuda financeira que a família dá ao aluno, ou seja, com a família cobrindo os seus custos ele tende a não se preocupar em terminar o curso no tempo mínimo. Alguns dos fatores ligados à instituição de educação superior, que influenciam para a permanência prolongada do aluno, são as possibilidades que ele tem de mudar de curso, trancar matrícula, cursar poucas ou uma única disciplina por período letivo, apenas para manter a matrícula. A mudança de curso se dá muitas vezes porque o aluno não está satisfeito com o curso escolhido, ou porque outro curso está mais evidente no mercado de trabalho. Já o trancamento pode ocorrer por razões financeiras, de saúde ou de incompatibilidade de horário. Diaz (1996) conclui que a permanência prolongada causa danos consideráveis à instituição, e esses danos são ainda maiores para a sociedade, pois a demora na conclusão do curso beneficia uma minoria que tem condições financeiras para sua manutenção na universidade, em especial quando se trata de universidade pública. Logo, a permanência prolongada é um problema que pode causar prejuízos tanto de cunho financeiro quanto social e pode ser causada tanto por fatores ligados à instituição quanto por fatores que dizem respeito ao aluno, como também pode ser a junção dos dois. 2.3 Evasão: causas e consequências A evasão é um problema que aflige as instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas, e passou a ser uma preocupação das autoridades ainda na década de 1990. Assim, em 1995, a Secretaria de Educação Superior (SESu), do Ministério da Educação (MEC), instituiu a Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileira para analisar o fenômeno com o intuito de contribuir para a melhoria das políticas de planejamento da educação superior (BRASIL, 1996). A proposição dessa Comissão surgiu no Seminário sobre 11 Evasão nas Universidades Brasileiras, organizado pela SESU/MEC, em fevereiro de 1995, na sede do CRUB (BRASIL, 1996). A evasão nos cursos de graduação também foi uma preocupação da avaliação das instituições de ensino superior, manifestada pelo Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), instituído em 1994. Para Martins (2007, p. 29) “[...], considera-se evasão a saída do aluno de uma IES ou de um de seus cursos de forma temporária ou definitiva por qualquer motivo, exceto a diplomação”. Segundo a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC, 1997), a evasão ocorre quando: (i) o aluno abandona o curso, não efetuando matrícula no tempo devido; (ii) o aluno cancela oficialmente a matrícula; (iii) o aluno se transfere para outro curso dentro da mesma instituição; (iv) o aluno se transfere para curso de outra instituição; (v) o aluno se transfere ex offício; (vi) o aluno é excluído do curso por não atendimento às normas e regimentos. As causas do fenômeno da evasão podem estar tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo das instituições, como também pode estar relacionado a questões pessoais do aluno. Segundo Biazus (2004, p. 79), As causas internas são referentes aos recursos humanos, a aspectos didático-pedagógicos e à infraestrutura. Já as causas externas são ligadas a aspectos sócio-político-econômicos e as causas relacionadas ao aluno são aquelas referentes à vocação e a outros problemas de ordem pessoal. Autores como Silva Filho et al (2007), Gaioso (2005), Biazus (2004), Martins (2007), apontam como causas internas da evasão o ambiente desfavorável ao aprendizado, professores desqualificados e a falta de assistência socioeducacional. Os fatores referentes ao ambiente dizem respeito à estrutura física da Instituição, cujos ambientes para o ensino não são favoráveis, como a falta de bibliotecas com acervo estruturado e laboratórios especializados, salas de aulas com móveis inadequados e sistema de ventilação precário. Quanto aos professores, alguns dos problemas apontados são a falta de formação pedagógica, que influencia no seu contato com o aluno, o sistema de avaliação inadequado, e o não reconhecimento das dificuldades de aprendizagem do aluno. O fator assistência socioeducacional é de ordem econômica e diz respeito à política de permanência e às ações da IES para manter o aluno na universidade, 12 como o oferecimento de bolsas de pesquisa, extensão, monitoria e apoio discente, visando auxiliar economicamente o aluno. Quanto aos aspectos externos, os autores apontam as condições sóciopolítico-econômicas e pessoais do aluno como principais causas da evasão. O fator financeiro, ou seja, a falta de recursos do aluno para manter-se na IES, e/ou a incompatibilidade do horário de trabalho com o horário das aulas são fatores que dificultam a permanência do aluno. Nessa linha, o mundo do trabalho, em consequência das mudanças que ocorrem na economia do país e que interferem diretamente na valorização ou desvalorização de algumas profissões, também contribui diretamente na decisão do aluno em mudar de curso. Quanto aos fatores de ordem pessoal do aluno os autores apontam como causas da evasão a falta de vocação e causas de ordem pessoal e familiar. A falta de vocação se refere a erro na escolha do curso, incompatibilidade com a profissão escolhida, prestação de outro vestibular para mudança de curso. Já as causas de ordem pessoal dizem respeito a problemas de saúde, problemas de adaptação ao ambiente Universitário, e casamento e gravidez não planejados, que atinge mais as mulheres. Souza (1999), em estudo realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), constatou que as principais causas da evasão relacionadas a fatores de ordem pessoal são: (i) mudança de interesse, opção de vida e/ou indecisão profissional (39%); insatisfação com o curso (36%); aprovação em outro vestibular (23%); e estar cursando paralelamente outro curso superior de maior interesse (23%). Estudo realizado por Adachi (2009), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por sua vez, mostrou que os fatores que mais influenciam na evasão são socioeconômicos e culturais. Porém, em todos esses estudos a conclusão unânime é que a evasão causa diversos problemas para as instituições e sucessivamente para a sociedade, pois vagas ficam ociosas e profissionais deixam de ser formados para o mundo do trabalho. Logo, a evasão nos cursos de graduação é uma fonte de desperdício de recursos econômicos e sociais. Nessa linha, Silva Filho et al, (2007) argumenta que a evasão é uma fonte de desperdício do dinheiro público por deixar ociosos funcionários, professores, equipamentos e espaço físico, afetando diretamente o resultado dos sistemas educacionais. 13 Para Pereira (2003) a evasão de alunos das instituições de ensino superior gera custos sociais e privados para o País. Por um lado os trabalhadores continuam com baixa qualificação, enquanto as instituições de ensino públicas deixam de capacitar esses trabalhadores, pois a possibilidade de ingressar no ensino superior público e gratuito se torna mais difícil porque vagas ficam ociosas por pelo menos dois semestres letivos aumentando o tempo de acesso à capacitação profissional. Gaioso (2005, p. 69) complementa: Embora a evasão ocasione prejuízos aos cofres públicos; ao conceito da IES que sofre com as perdas de prestígio internas e externas e com o risco de manutenção das condições de sobrevivência financeira; onere o orçamento doméstico de muitas famílias que arcam com as altas mensalidades das instituições privadas; à sociedade com investimentos mal aproveitados uma vez que os alunos ocupam as vagas nas instituições públicas e não se titulem, esses prejuízos não são percebidos pelos estudantes. Para Mazzetto e Carneiro (2002) a evasão é um grande problema que tem sido negligenciado tanto pelas autoridades governamentais e universitárias, como por professores, que tendem a ver como foco do problema somente o aluno, quando este está relacionado também a todo um contexto que o rodeia. Já estudo de Prudente e Barbosa (2010), realizado com alunos do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Alagoas, turma 2007, identificou cinco causas da evasão ocorrida nessa turma: falta de identificação com as metodologias utilizadas pelos professores; o curso não alcançou as suas expectativas e falta de identificação com o curso; problemas com as obrigações com a família e trabalho foram priorizadas; problemas de ordem financeira; e choque de horário do curso com o horário de trabalho. A evasão causa diversos problemas para as instituições e sucessivamente para a sociedade, pois vagas ficam ociosas e novos profissionais para o mercado de trabalho deixam de ser formados. Para Silva Filho et al, (2007) a evasão é uma fonte de desperdício do dinheiro público por deixar ociosos funcionários, professores, equipamentos e espaço físico, afetando diretamente o resultado dos sistemas educacionais. Para Tinto (1982), as instituições são parcialmente responsáveis pelo abandono de seus próprios estudantes. Silva Filho et al. (2007) aponta que, no período entre 2000 e 2005, a evasão média nas instituições de educação superior brasileiras foi de 22%, atingindo 12% nas públicas e 26% nas instituições 14 particulares. Salienta que são poucas as IES que possuem um programa institucional regular de combate à evasão, com planejamento de ações, acompanhamento de resultados e coleta de experiências bem sucedidas. No que se refere à evasão por curso e área do conhecimento, estudo realizado por Silva Filho et.al. (2007), a partir da análise de dados publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), no período de 2001 a 2005, concluiu que as áreas de Agricultura, Veterinária, Educação e de Saúde e Bem-Estar Social apresentam as menores taxas de evasão anual média. Pesquisa de Gaioso (2005), a partir de entrevistas realizadas com dirigentes de 21 IES (8 públicas e 13 privadas), sobre a evasão nos cursos de Direito, Medicina e Engenharia Civil de IES Privadas e Públicas, no período de 2000 a 2003, concluiu que o Curso de Engenharia Civil apresenta índices elevados e oscilantes de evasão. Pesquisa de Machado (2005), realizada no curso de Bacharelado em Ciências da Computação da Universidade Estadual de Londrina, no período de 1999 a 2004, concluiu que a taxa de evasão no período da pesquisa variou em torno de 60%. Essa taxa é considerada preocupante pelo autor. Martins (2007) realizou uma pesquisa nas Faculdades Integradas Pedro Leopoldo com o intuito de identificar as taxas de evasão nos cursos de Administração, Direito, Serviço Social e Sistemas da Informação, no período de 2002 a 2006. Os resultados revelaram as seguintes taxas de evasão, por curso: Administração 38,05%; Direito 35,79%; Serviço social 22,08; e Sistemas da Informação 41,65%. Estudo de Prudente e Barbosa (2010), realizado no Curso de Pedagogia, com alunos da turma de 2007, da Universidade Estadual de Alagoas, identificou uma taxa de evasão de 14%. Pesquisa de Gomes et al. (2010), realizada na Universidade Federal do Espírito Santo, especificamente nos cursos do Centro de Ciências da Saúde, no período de 2002/1 e 2007/1, revelou um índice de evasão de 2,0% no curso de Enfermagem. Tendo em vista esse panorama, o REUNI (2007, p. 4), em suas diretrizes gerais propôs “[...] como meta global a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento [...]”. Assim, entendeu que a taxa máxima de evasão admitida seria de 10%. Contudo, os índices revelados pela literatura são muito superiores a isso. 15 Percebe-se, portanto, que a evasão é um problema interno das IES que tem repercussão social. Cabe aos órgãos competentes e às IES, em particular, buscarem soluções, implantando políticas institucionais para garantir a permanência do aluno na universidade e a sua diplomação dentro do prazo de integralização previsto no Projeto Pedagógico do Curso (PPC). 2.4 Políticas institucionais para a permanência do estudante na universidade As instituições de educação superior (IES), sejam públicas ou privadas, existem para atender a necessidades da sociedade: garantir o acesso ao conhecimento e à formação profissional. Nas palavras de Biazus (2004), é obrigação social das IES contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, por meio da efetivação de suas funções de ensino, pesquisa e extensão, que constituem o tripé da educação superior. Para efetivar tal obrigação, no entanto, é preciso garantir o acesso e a permanência no sistema educacional. Nesse sentido, Rodrigues (2006, p. 215) pondera: [...] as normas educacionais, de forma geral, devem ser interpretadas no sentido de garantir o acesso (ingresso inicial e reingresso) e, uma vez assegurado esse acesso, garantir a permanência do aluno no sistema, e mesmo sua reintegração, até que possa concluir o curso. Moraes e Theóphilo (2006), em estudo realizado no curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), fazem recomendações para a universidade garantir a permanência do aluno na instituição: analisar periodicamente a matriz curricular, acompanhar assiduamente a frequência e o desempenho dos alunos, oferecer monitorias, destinar, principalmente nas primeiras fases, professores que tenham mais facilidades para lidar com o aluno, buscando sua integração no curso. Estudo de Cunha, Tunes e Silva (2001), realizado na Universidade de Brasília, sugere, para diminuir as taxas de evasão, revisão curricular, mudança na metodologia do ensino e implementação de um sistema eficaz de orientação acadêmica ao aluno. Nota-se que as ações devem sempre focar o aluno, pois ele é o principal cliente das Instituições de Ensino Superior. Nessa linha, Pereira (2003, p. 49) enfatiza que, “[...] as ações para diminuir as taxas de evasão podem e devem ser 16 implantadas pelas IES como forma de prevenir a saída temporária ou definitiva do aluno, reduzindo os custos de perda do cliente”. Biazus (2004, p. 182) complementa: A qualidade para as instituições de ensino opõe-se frontalmente a toda a forma de desperdício que, evidentemente, deve ser eliminada. Esta eliminação tem como solução a instituição saber ouvir seus CLIENTES (alunos), dando-lhes respostas, reagindo com fatos que os satisfaçam em suas ansiedades e angústias. Como resultado, a instituição não só terá seu futuro assegurado, como será respeitada por estar sendo fiel à sua missão. Caso a instituição não responda ao apelo da qualidade, ficará no final da fila, apenas assistindo o sucesso de outras instituições. Logo, a avaliação das ações dos cursos, sob a ótica dos alunos e professores, é meio para identificar as necessidades e expectativas relacionadas ao processo de ensino-aprendizagem. Nessa linha, Baggi e Lopes (2009, p. 8) ponderam que a avaliação institucional também pode contribuir para a permanência do aluno na instituição, considerando que: Dentre as várias razões para a ocorrência da evasão escolar, uma delas, pode estar relacionada diretamente à má qualidade de ensino oferecida pelas IES, provocando a perda definitiva do aluno. Para que haja melhoria nesse processo, podemos utilizar a avaliação institucional, ampliar as atividades ainda associadas aos campos de currículos dos cursos e de desempenhos dos docentes e discentes. Portanto, cremos na necessidade de se fortalecer as articulações entre avaliação institucional, evasão e qualidade de ensino, no sentido de haver uma maior explicitação e visibilidade do problema tanto em relação às discussões acadêmicas como em relação às políticas públicas educacionais. A avaliação institucional visa aferir a qualidade. A partir dos resultados são planejadas ações para as melhorias necessárias, e isso implica também garantir a permanência do aluno na instituição e diminuir os índices de evasão. Desta forma, a avaliação institucional passa a ser um processo formativo, como preconiza o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (INEP, 2009, p. 102), e deve “[...] assegurar a integração, a participação, a globalidade, a relevância científica e social, a articulação da regulação com a emancipação, do institucional com o sistêmico”, bem como incorporar aos processos de avaliação “[...] todos os agentes, todas as dimensões e instâncias das IES, respeitados os papéis específicos dos participantes, a identidade e a missão de cada uma delas”. O SINAES foi legalmente instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, e seu documento base, ampliado, analisa o valor e o mérito da avaliação institucional e apresenta os processos de avaliação (INE, 2009). Os principais 17 processos de avaliação do SINAES são três: (i) a Avaliação Institucional, subdividida em Autoavaliação, realizada de forma permanente, e Avaliação Externa, realizada para fins de credenciamento e recredenciamento das IES e de verificar se as instituições estão realizando a autoavaliação seguindo o roteiro mínimo e os princípios definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES); (ii) a Avaliação dos Cursos de Graduação (ACG), realizada para o reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos; e (iii) o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), que se constitui de provas padronizadas aplicadas aos alunos no final do primeiro e último ano do curso, para verificar o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Esses processos de avaliação, coordenados e supervisionados pela CONAES, em nível nacional, são operacionalizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (INEP). No estado de Santa Catarina o sistema de avaliação das IES e dos cursos é coordenado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/SC), que firmou acordo de cooperação técnica com o INEP e a CONAES, objetivando a operacionalização dos instrumentos e critérios de avaliação definidos para o SINAES. A UDESC, por integrar o Sistema de Ensino de Santa Catarina, portanto, é regulada pelo CEE/SC também ao que se refere à avaliação institucional. 2.5 Gestão da informação para a formulação de políticas e o planejamento institucional Segundo Choo (2004, p. 282), Experimentar necessidades de informação pode levar a sua busca. Isto lembra um processo de tomada de decisão ou de solução de problemas. Um indivíduo identifica possíveis fontes seleciona quais utilizar ou faz contato e interage com elas para obter a informação desejada. Isso consiste em definir as informações prioritárias para a instituição, definir o plano de ação para captar a informação e identificar a importância da informação em consonância com os objetivos da organização. Logo, a informação é insumo para a tomada de decisão. Nas universidades, as informações obtidas em vários contextos, devem orientar as estratégias para o melhoramento dos processos pedagógicos e 18 de gestão institucional. Evans (2004, p. 49) salienta que “A informação costumava ser uma disciplina funcional, mas agora está se tornando o sustentáculo da estratégia”. Ao que se refere a cursos de graduação, Biazus (2004, p. 19) pondera que “[...] a implantação de um sistema de informação facilitaria ao curso e ao colegiado do curso revisar e detectar os aspectos falhos eventualmente existentes na busca da melhoria do seu planejamento pedagógico e para o processo de ensino aprendizagem”. A informação pode estar em vários locais e formatos. Davenport (1998) aponta quatro abordagens de controle ou fluxos de informação em uma organização: (i) informação não estruturada; (ii) capital intelectual ou conhecimento; (iii) informação estruturada em papel; e (iv) informação estruturada em computadores. Informações não estruturadas encontram-se nos documentos da instituição, relatórios, e-mails e na memória das pessoas, por exemplo, porém não estão adequadamente organizadas em sistemas de informação para possibilitar a rápida localização e manipulação. Davenport (1998, p. 28) enfatiza a ação do bibliotecário como organizador e disseminador desse tipo de informação: Os fornecedores de informação não estruturada, como os bibliotecários, têm habilidades específicas e exclusivas de sua profissão. Conhecem melhor os conteúdos e estão mais perto (embora muitas vezes não o bastante) do usuário do que qualquer outro fornecedor. Às vezes eles adicionam valor às informações que coletam – sintetizando-as, interpretando-as e fazendo com que sirvam aos objetivos de quem as solicita. Assim, também para a universidade, o bibliotecário é profissional indicado para identificar, coletar, filtrar e disponibilizar as informações necessárias para os processos decisórios. O capital intelectual ou conhecimento diz respeito à informação que provém do conhecimento dos indivíduos. No caso da universidade, seria a informação que viria daquele funcionário que detém o conhecimento dos processos institucionais. Informação estruturada em papel ou em computadores são aquelas informações que estão registradas em papeis ou armazenadas em computadores e que devem ser gerenciadas e tratadas. Esses tipos de informações são gerados abundantemente pelas universidades e, quando adequadamente identificadas e disponibilizadas, subsidiam 19 a formulação de políticas e o planejamento institucional. A esse respeito Assis (2008, p. 23) argumenta: A identificação das necessidades de informação da organização e dos usuários é fundamental para que possam ser desenvolvidos produtos de informação e/ou na formação do acervo de interesse. E esse é o primeiro passo para que a informação seja útil para a organização e os usuários tenham a oportunidade de aplicá-la em benefício dessa organização. A implantação da gestão da informação acadêmica na universidade é, portanto, imprescindível para assegurar que a informação seja um recurso para a gestão e o planejamento institucional. Nessa linha, os resultados desta pesquisa serão encaminhados à Coordenadoria de Avaliação Institucional (COAI) para que sejam disponibilizados sistematicamente aos gestores (reitor, pró-reitores, diretores de centro, chefes de departamento e Núcleos Docentes Estruturantes), a fim de servirem de subsídios aos processos decisórios que envolvem a evasão dos cursos de graduação da UDESC, a formulação de políticas de permanência e o planejamento institucional para a solução do problema. 3 METODOLOGIA DA PESQUISA Esta pesquisa, de abordagem quali-quantitativa, é caracteriza como pesquisa de avaliação, que se difere das outras formas de pesquisa, não por seus métodos, mas por seus objetivos. Trata-se de uma pesquisa social aplicada, exploratória, elaborada para avaliar, em especial, o fenômeno da evasão nos cursos de graduação da UDESC. Pesquisas exploratórias são realizadas com o objetivo de “[...] desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, com vistas na formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores” (GIL, 1995, p. 44). A pesquisa de avaliação, por sua vez, é um tipo especial de pesquisa elaborada para avaliar programas educacionais, que nesta pesquisa são os cursos de graduação da UDESC. As informações produzidas por esse tipo de avaliação são usadas, por exemplo, para decidir se as políticas, estratégias e objetivos devem ser 20 revistos, se os programas devem continuar ou não, se requerem mais ou menos recursos ou se estes devem ser redirecionados, se é preciso investir na contratação ou na capacitação de professores para que os objetivos sejam atingidos (SELLTIZ; WRIGHTSMAN; COOK, 1987). A pesquisa de avaliação pode ser somativa ou formativa. As pesquisas somativas visam à avaliação de resultados e as pesquisas formativas centram-se na avaliação de processos. Segundo Davok (2006), avaliações somativas tratam de análises retrospectivas e visam produzir informações sobre o desempenho de programas já terminados. As avaliações formativas, por sua vez, são realizadas para assegurar a qualidade e para colher informações a fim de melhorar a qualidade de um programa e são realizas no decurso do programa, requerendo informações sobre o funcionamento interno deste. Ao se tratar de avaliação educacional, as definições têm uma conceituação mais ampla e associam o estudo sistemático do objeto em si, a juízos de valor e mérito. Nessa linha, Scriven (1991) afirma que a avaliação educacional é a determinação sistemática e objetiva do valor e mérito de um produto, de um processo, ou ainda, do próprio pessoal ligado à educação. Stufflebeam (2000) considera que a avaliação educacional é um instrumento para fornecer informações a quem toma decisões. Assim sendo, ela é o planejamento e condução de um estudo para auxiliar os stakeholders a julgarem o valor e o mérito de um objeto educacional e a tomarem medidas para aperfeiçoá-lo. Esta pesquisa trata dessa última abordagem de avaliação. 3.1 Delimitação e Procedimentos de Coleta de Dados Para cumprir a trajetória da investigação da diplomação, evasão e retenção nos cursos de graduação da UDESC, a pesquisa foi delimitada à literatura, para a contextualização e identificação de causas do fenômeno, e aos registros acadêmicos dos alunos ingressantes nos cursos da UDESC, no período 2008 a 2010. A metodologia seguida, portanto, utilizou dos métodos de procedimentos das pesquisas documental e bibliográfica. Assim, os dados são originados de fontes secundárias, sendo obtidos mediante leitura e análise de documentos internos 21 coletados por meio do sistema acadêmico Sigmaweb, e de pesquisas antecedentes sobre o tema. As pesquisas documentais se valem de “[...] materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa” (GIL, 1995, p. 73). A análise documental permite a seleção e obtenção dos documentos. Segundo Richardson (1999), esse tipo de análise trabalha sobre os documentos, é essencialmente temática e objetiva a determinação fiel dos fenômenos sociais. Ademais, documentos constituem fonte rica e estável de dados e subsistem ao longo do tempo, sendo por isso a mais importante fonte de dados para pesquisas históricas. A pesquisa documental deu-se junto ao Sistema Acadêmico da UDESC, de onde foram coletados os dados sobre a evasão, a retenção e a diplomação, por curso, na população de alunos ingressantes no período 2008 a 2010. De posse das informações acerca da diplomação, retenção e evasão, foram calculados os índices, por área do conhecimento e por curso. Conforme Gil (1995, p. 73), a pesquisa documental assemelha-se à pesquisa bibliográfica, apresentado diferença apenas na natureza das fontes: [...] a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa. A pesquisa bibliográfica visa discutir conceitos e levantar antecedentes na literatura para focalizar e contextualizar o tema e fundamentar a análise dos dados desta pesquisa (BARROS; LEHFELD, 2000). Isso requereu um levantamento dos temas, tipos de abordagens apontados e trabalhados em outros estudos, para assimilar conceitos e explorar aspectos já pesquisados sobre o tema. Assim, nesta pesquisa foram trabalhados com dois tipos de dados: documentais e bibliográficos. 3.2 Interpretação e análise dos dados Esta pesquisa aborda o tema sob a ótica da sistematização e gestão da informação com vistas ao planejamento institucional. Nessa linha, os índices de 22 evasão nos cursos de graduação UDESC foram contextualizados com causas e fatores identificados na literatura. Para os fins desta pesquisa considerou-se que ocorre evasão quando: (i) o aluno abandona o curso, não efetuando matrícula no tempo devido; (ii) o aluno cancela oficialmente a matrícula; (iii) o aluno se transfere para outro curso dentro da mesma instituição; (iv) o aluno se transfere para curso de outra instituição; (v) o aluno se transfere ex offício; (vi) o aluno é excluído do curso por infringir normas e regimentos (UDESC, 1997). Quanto à retenção, entende-se como aluno retido aquele que mesmo esgotado o prazo máximo de integralização do curso, conforme fixado no Projeto Pedagógico do Curso (PPC), ainda não tenha concluído o curso, mas continua matriculado na universidade. Na prática, para fins de coleta de dados no Sistema Acadêmico, considerou-se como aluno retido aquele que solicitou prorrogação de prazo para conclusão do curso. Os dados foram analisados sob a ótica de pressupostos de outros estudos sobre o tema, que objetivaram o entendimento de fatores motivacionais da evasão, em especial. A exemplo, pesquisa realizada pela Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras, instituída pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), publicada em 1996. Essa pesquisa já revelou altos índices de evasão nos cursos de graduação das universidades públicas no inicio da década de 1990, constatando hipoteticamente que as causas desse fenômeno seriam decorrentes de fatores referentes a características individuais do estudante e de fatores internos e externos às instituições. Alinhada a uma política nacional de pesquisa da evasão na educação superior, a fórmula utilizada nessa pesquisa para o cálculo do índice de evasão é preconizada pelo MEC, Edital MEC/SESU nº 08/2007–REUNI, e estabelece uma relação entre o número de concluintes e ingressantes de uma determinada turma, considerando o tempo de integralização do curso, conforme fórmula abaixo, que corresponde a um curso de quatro anos. 𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐸𝑣𝑎𝑠ã𝑜 = 1 − Onde: C10 = Concluintes (em 2010) I7 = Ingressantes (em 2007) 𝐶10 𝐼7 23 4 RESULTADOS DA PESQUISA A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), universo desta pesquisa, está presente nas mesorregiões do estado de Santa Catarina com doze Centros de Ensino distribuídos em seis Campi. Os cursos de graduação oferecidos na UDESC são na modalidade presencial e à distância, com regime didático na forma de créditos, estruturados em um sistema de disciplinas hierarquizadas, definido pelos projetos pedagógicos. Os resultados são apresentados primeiramente por Centro de Ensino e em seguida por área de conhecimento. 4.1 Resultados por Centro de Ensino O universo desta pesquisa foram os cursos presenciais ativos com concluintes no período 2008-2010. Considerando tal delimitação, a pesquisa abarcou 25 cursos de graduação de sete Centros de Ensino da UDESC: Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV); Centro de Ciências Tecnológicas (CCT); Centro de Artes (CEART); Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID); Centro de Ensino do Oeste (CEO); Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG); e Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED). Os resultados são apresentados a seguir. 4.1.1 Centro de Ciências Agroveterinárias – CAV O CAV localiza-se no Campus III, UDESC Planalto Serrano, na Cidade de Lages, e oferece os cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Engenharia Ambiental e Engenharia Florestal. O curso de Engenharia Ambiental não foi incluído na pesquisa por se tratar de um curso novo, que ainda não tinha concluintes no período analisado. 24 O Quadro 3 apresenta um apanhado geral dos índices de evasão nos cursos do Centro de Ciências Agroveterinárias. QUADRO 3 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CAV – período 2008-2010 Entrada Curso 2003/2 2004/1 Agronomia Medicina Veterinária Engenharia Florestal Índice de 2008/1 Evasão 2008 2008/2 Saída Entrada 2004/2 2005/1 Índice de 2009/1 Evasão 2009 2009/2 Saída Entrada 2005/2 2006/1 Saída Índice de Evasão 2010/1 2010 2010/2 Índice de Evasão do Período 2008-2010 80 77 3,75 83 69 16,87 80 76 5,00 8,54 160 138 13,75 160 146 8,75 160 160 0,00 7,50 0 0 0,00 80 54 32,50 80 59 26,25 29,38 Fonte: Sigmaweb (2011) O curso de agronomia da UDESC apresentou um índice médio de evasão de 8,5%, no período de 2008-2010. Este índice é mais baixo que o índice de 10% sugerido pelo MEC. Em 2008 o índice de evasão foi de 3,75%. Em 2009 o índice de evasão chegou a 16,87%, o que representa um aumento de 13,12% se comparado ao período anterior. Porém, no ano de 2010 observa-se novamente uma retração na evasão, apresentando um índice de 5%, como mostra o Gráfico 1. GRÁFICO 1 – Índices de evasão no curso de Agronomia – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 16,87% 5% 3,75% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O Curso de Medicina Veterinária apresenta um índice de evasão de 7,5% no período analisado. Observe-se no Gráfico 2 que no ano de 2008 a taxa de evasão foi de 13,75%, e no ano de 2009 caiu para 8,75%, o que representa uma queda de 25 5%. O ano de 2010 foi excelente, considerando que não foi registrado índice de evasão. GRÁFICO 2 – Índices de evasão no curso de Medicina Veterinária – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 13,75% 8,75% 0% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Evasão zero representa uma situação bastante peculiar, não localizada na literatura revista. O mais aproximado foi relatado por Gomes et al. (2010), em pesquisa realizada na Universidade Federal do Espírito Santo, que identificou um índice de evasão 0,35% no curso de Medicina. O Curso de Engenharia Florestal, no período de 2009-2010, apresentou um índice médio de evasão de 29,38%. Em 2008 o curso ainda não tinha concluintes, por isso não entrou no computo. GRÁFICO 3 – Índices de evasão no curso de Engenharia Florestal – período 2009-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 32,5% 2009 Fonte: Elaborado pelo autor. 26,25% 2010 26 Como mostra o Gráfico 3, o índice de evasão no curso de Engenharia Florestal, em 2009, foi de 32,5%. Esse índice diminui em 2010, passando para 26,25%, o que representa uma queda de 6,25%. Nos cursos oferecidos pelo CAV, o menor índice médio de evasão, no período de 2008-2010, foi registrado no Curso de Medicina Veterinária (7,5%), seguido pelo Curso de Agronomia (8,45%) e, por último, o Curso de Engenharia Florestal (29,38%). O Gráfico 4 apresenta esse panorama. GRÁFICO 4 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CAV – período 2009-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Agronomia Engenharia Florestal Medicina Veterinária 32,5% 26,25% 13,75% 16,87% 8,75% 3,75% 2008 5% 0% 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Observe-se que no período de 2008-2010 o curso do CAV que apresentou a melhor variação no índice de evasão é o de Medicina Veterinária: em 2008 a evasão foi de 13,75%, no ano seguinte caiu quase pela metade e em 2010 não houve evasão. A segunda melhor variação no período ocorreu no Curso de Agronomia: em 2008 teve uma evasão bem baixa (3,75%), no ano seguinte teve um aumento considerável, mas em 2010 voltou a cair. Os baixos índices de evasão identificados nesses dois cursos condizem com os encontrados na literatura. Estudo de Silva Filho et.al. (2007) constatou que as áreas de Agricultura e Veterinária apresentaram as menores taxas de evasão anual média. 27 4.1.2 Centro de Ciências Tecnológicas – CCT O CCT situa-se no Campus II, UDESC Norte Catarinense, na cidade de Joinville, e oferece cursos nas áreas de Engenharia, Computação, Sistemas de Informação e licenciaturas em Física, Química e Matemática. Esta pesquisa apresenta informações sobre a evasão nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção e Sistemas, Bacharelado em Ciências da Computação, Tecnologia em Sistemas de Informação e Licenciatura em Física. Os cursos mais recentes do Centro não foram contemplados neste estudo por não possuírem concluintes no período pesquisado. O Quadro 4 apresenta um apanhado geral dos índices de evasão nos cursos do Centro de Ciências Tecnológicas. QUADRO 4 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CCT – período 2008-2010 Entrada Curso Engenharia Civil Engenharia Elétrica Engenharia Mecânica Engenharia de Produção e Sistemas 2003/2 2004/1 Bacharelado em Ciência da Computação Tecnologia em Sistemas de Informação Entrada 2005/2 2006/1 Saída Índice de Evasão 2010/1 2010 2010/2 Índice de Evasão do Período 2008-2010 36 55,00 80 35 56,25 80 40 50,00 53,75 80 58 27,50 80 40 50,00 80 47 41,25 39,58 80 34 57,50 80 44 45,00 80 51 36,25 46,25 80 58 27,50 80 59 26,25 80 64 20,00 24,58 Índice de Evasão 2009 Entrada Saída 46,84 80 24 Índice de Evasão 2009 Entrada Saída 41,25 80 2004/2 2005/1 80 Entrada Curso Índice de Evasão 2009 80 Entrada Curso Índice Entrada Saída de 2008/1 Evasão 2004/2 2009/1 2008 2008/2 2005/1 2009/2 Saída 2005/2 2006/1 80 Índice Entrada Saída de 2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 2008 2008/2 2006/1 2009/2 Saída 32 60,00 79 42 Índice Entrada Saída de 2008/1 Evasão 2006/2 2009/1 2008 2008/2 2007/1 2009/2 Saída 61 23,75 80 47 2006/2 2007/1 2007/2 2008/1 Índice de Evasão 2010/1 2010 2010/2 70,00 Índice de Evasão 2010/1 2010 2010/2 50 37,50 Índice de Evasão do Período 2008-2010 58,95 Índice de Evasão do Período 2008-2010 34,17 28 Entrada Curso 2005/1 2005/2 Licenciatura em Física Índice Entrada Saída de 2008/1 Evasão 2006/1 2009/1 2008 2008/2 2006/2 2009/2 Saída 80 14 82,50 79 18 Índice de Evasão 2009 Entrada 77,22 80 2007/1 2007/2 Saída Índice de Evasão 2010/1 2010 2010/2 8 90,00 Índice de Evasão do Período 2008-2010 83,24 Fonte: Sigmaweb (2011) Entre os cursos de Engenharia do CAV, o curso de Engenharia Civil apresenta o maior índice de evasão, com uma média de 53% no período avaliado. O Gráfico 5 apresenta os dados. GRÁFICO 5 – Índices de evasão no curso de Engenharia Civil – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 55% 2008 56,25% 2009 50% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de Engenharia Elétrica apresentou um índice médio de evasão no período analisado de 40%, que, embora inferior ao da Engenharia Civil, é bastante alto. O Gráfico 6 apresenta os dados. 29 GRÁFICO 6 – Índices de evasão no curso de Engenharia Elétrica – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 50% 41,25% 27,5% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Observe-se que no ano de 2008 o índice de evasão no curso de Engenharia Elétrica foi de 27,5%, dobrando praticamente no ano de 2009 (50%) e apresentando leve queda (8,75%) em 2010. O curso de Engenharia Mecânica, no período analisado, também apresentou um elevado índice de evasão (46,25%), embora possa ser observada uma queda gradual de um ano para outro, como mostra o Gráfico 7. GRÁFICO 7 – Índices de evasão no curso de Engenharia Mecânica – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 57,5% 45% 36,25% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No ano de 2008 o índice de evasão ficou em 57,5%, no ano seguinte o índice sofreu uma queda de 12,5%, atingindo um índice de 45% de evasão e, em 2010, diminuiu mais 8,75%, atingindo o menor percentual do período (36,25%). 30 Os menores índices de evasão nos cursos do CCT são do curso de Engenharia de Produção e Sistemas, conforme demonstrado no Gráfico 8. GRÁFICO 8 – Índices de evasão no curso de Engenharia de Produção e Sistemas – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 27,5% 2008 26,25% 2009 20% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No ano de 2008 o índice de evasão no curso de Engenharia de Produção e Sistemas era de 27,5%. Em 2009 apresentou uma discreta redução de 1,25 pontos percentuais, atingindo o índice de 26,5% e em 2010 manteve a tendência de queda alcançando o índice de 20%. Esse é um índice de evasão significativamente positivo quando comparado aos demais cursos da área das engenharias analisados. Além dos cursos de Engenharia, também foram pesquisados os cursos de Ciência da Computação, Tecnologia em Sistemas de Informação e Licenciatura em Física do CCT. O Gráfico 9 apresenta os índices de evasão no curso de Ciência da Computação. 31 GRÁFICO 9 – Índices de evasão no curso de Ciência da Computação – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 70% 60% 46,84% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No período avaliado o curso de Ciência da Computação apresentou um índice médio de evasão de 58,95%. Em 2008 o índice foi de 60%, apresentando uma queda de 13,16% no ano seguinte, porém, voltando a crescer em 2010 quando apresentou um índice de 70% de evasão. Resultados semelhantes são identificados na pesquisa feita por Machado (2005) no curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Londrina, onde a taxa de evasão no período da pesquisa gira em torno de 60%, o que o autor da pesquisa define como sendo uma taxa preocupante. O curso de Tecnologia em Sistemas de Informação, por sua vez, durante o período avaliado, também apresentou altos índices de evasão, como demonstra o Gráfico 10. GRÁFICO 10 – Índices de evasão no curso de Tecnologia em Sistemas de Informação – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 41,25% 37,5% 23,75% 2008 2009 Fonte: Elaborado pelo autor. 2010 32 Percebe-se uma média de evasão de 34,17% no período 2008-2010. Porém, em 2008, o índice era de 23,75% e saltou para 41,25% em 2009, mantendo-se próximo deste índice, 37,5%, em 2010. Esses índices são próximos aos encontrados na literatura revista, como por exemplo, no estudo de Martins (2007), realizado nas Faculdades Integradas Pedro Leopoldo, que revelou uma taxa de evasão de 41,65% no curso de Tecnologia em Sistemas de Informação. Por último, o curso de licenciatura em Física do CCT apresenta os índices de evasão mais altos do Centro. A evasão média do curso no período 2008-2010 foi de 83,24%, como aponta o Gráfico 11. GRÁFICO 11 – Índices de evasão no curso de licenciatura em Física – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 90% 82,5% 2008 77,22% 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No ano de 2008 o índice de evasão apresentado no curso de licenciatura em Física foi de 82,5%. No ano seguinte passou para 77,22% e em 2010 novamente aumentou, atingindo o índice de 90%, o que representa que de cada 10 ingressantes apenas um completou o curso. O Gráfico 12 apresenta um panorama geral da evasão nos cursos de graduação do CCT, no período 2008-2010. 33 GRÁFICO 12 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CCT – período 2008-2010 Ciência da Computação 100 90% 90 70% Eng. Elétrica Eng. Mecânica 20% 37,5% 41,25% 36,25% 0 2008 Engenharia Civil 50% 41,25% 26,25% 10 23,75% 27,5% 20 27,5% 30 56,25% 50% 45% 46,84% 40 57% 50 55% 60 60% 70 77,22% 82,5% 80 2009 2010 Eng. de Produção e Sistemas Lic. Física Tec. em Sistemas de Informação Fonte: Elaborado pelo autor. O Gráfico 12 reitera a posição do curso de licenciatura em Física apresentando o maior índice de evasão dos cursos do CCT nos três anos da pesquisa, seguido pelo curso de Ciência da Computação. O curso que se destaca positivamente, apresentando os menores índices de evasão, é o curso de Engenharia de Produção e Sistemas. 4.1.3 Centro de Artes – CEART O Centro de Artes (CEART), localizado no Campus 1, em Florianópolis, oferece os curso de licenciatura em Teatro, bacharelado em Artes Visuais, licenciatura em Artes Visuais, Design de Moda, Design Industrial, Design Gráfico, licenciatura em Música, bacharelado em Música (Piano) e bacharelado em Música (violão, violino, viola e violoncelo). Porém, tendo em vista os critérios da pesquisa, e devido as recentes reformulações curriculares, apenas os cursos de Design Gráfico, Design Industrial, licenciatura em Música e bacharelado em Música fizeram parte da pesquisa. Os índices de evasão nos cursos de graduação do CEART estão apresentados no Quadro 5. 34 QUADRO 5 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEART – período 2008-2010 Curso Design Industrial Design Gráfico Bacharelado em Música Licenciatura em Música Entrada Saída 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 Entrada Saída 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2009 2006/1 2006/2 2007/1 2007/2 21 15 28,57 20 13 35,00 20 9 55,00 18 16 8 6 25,00 14 30 6 80,00 28 Entrada Saída 2005/1 2005/2 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 20 10 50,00 37,86 11,11 20 19 5,00 23,70 8 42,86 13 7 46,15 38,00 9 67,86 29 12 58,62 68,83 Fonte: Sigmaweb (2011) No período avaliado de 2008-2010 o índice médio de evasão no curso de Design Industrial foi de 37,86%. Em 2008 o índice de evasão foi de 28,57%. Em 2009 subiu para 35%, e em 2010 passou para 50%. Ou seja, aumentou 21,43 % de 2008 para 2010, como mostra o Gráfico 13. GRÁFICO 13 – Índices de evasão no curso de Design Industrial – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 50% 35% 28,57% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de Design Gráfico segue caminho inverso ao curso de Design Industrial quanto aos índices de evasão no período avaliado. Em 2008 o curso apresentou um índice de evasão de 55%, que diminuiu consideravelmente, passando para 11% em 2009 e 5% em 2010, como apresentando no Gráfico 14. 35 GRÁFICO 14 – Índices de evasão no curso de Design Gráfico – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 55% 11,11% 2008 2009 5% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de bacharelado em Música, por sua vez, oferece 17 vagas anuais, distribuídas nas habilitações Violão, Violino e Violoncelo e Piano. Nesta pesquisa, considerando o número reduzido de ingressantes em cada habilitação, os dados foram agrupados, obtendo-se os resultados apresentados no Gráfico 15. GRÁFICO 15 – Índices de evasão no curso de bacharelado em Música – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 42,86% 46,15% 2009 2010 25% 2008 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de licenciatura em Música, apesar de ter praticamente o dobro de vagas anuais que o curso de bacharelado em Música, teve praticamente o mesmo número absoluto de formados que o bacharelado. Isso também refletiu nos índices de evasão. Observe-se no Gráfico 16 que, em 2008, o índice de evasão no Curso foi de 80%, em 2009 de 67,86% e em 2010 de 58,62%. 36 GRÁFICO 16 – Índices de evasão nos cursos de licenciatura em Música – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 80% 67,86% 58,62% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O panorama geral do índice de evasão nos cursos do Centro de Artes (CEART) é apresentado no Gráfico 17. GRÁFICO 17 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEART – período 2008-2010 100 90 80% 80 67,86% 70 60 50 50% 46,15% 42,86% 35% 40 30 Bacharelado em Música Licenciatura em Música Design industrial 58,62% 55% 25% 28,57% 20 11,11% 5% 10 0 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O Gráfico 17 mostra a variação dos índices de evasão nos cursos do CEART. Observe-se que o curso de Design Gráfico apresenta o menor índice médio de evasão dos cursos analisados, com uma queda de 50 pontos percentuais entre 2008 e 2010. O destaque preocupante são os índices de evasão no curso de Licenciatura em Música, que apresentou uma evasão média próxima a 70% no período analisado. 37 4.1.4 Centro de Ciências da Saúde e do Esporte – CEFID O Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID) funciona em uma unidade descentralizada do Campus 1, de Florianópolis, e oferece os cursos de bacharelado em Educação Física, licenciatura em Educação Física, e Fisioterapia. Durante o período estudado, o bacharelado e a licenciatura eram habilitações do curso de Educação Física, e hoje são dois cursos distintos. Os dados da evasão nesses cursos, referentes ao período 2008-2010, constam no Quadro 6. QUADRO 6 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEFID – período 2008-2010 Entrada Curso Educação Física – Licenciatura e Bacharelado 2004/2 2005/1 109 Entrada Curso Fisioterapia Índice de Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída Índice de Evasão de de Evasão do 2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1 2010 Período 2009 2008/2 2008 2006/1 2009/2 2007/1 2010/2 2008-2010 Saída 2003/2 2004/1 71 34,86 120 119 0,83 120 78 35,00 23,57 Índice de Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída Índice de Evasão de de Evasão do 2008/1 Evasão 2004/2 2009/1 Evasão 2005/2 2010/1 2010 Período 2009 2008/2 2008 2005/1 2009/2 2006/1 2010/2 2008-2010 Saída 58 36 37,93 60 54 10,00 60 52 13,33 20,42 Fonte: Sigmaweb (2011) No período de 2008-2010 o curso de Educação Física apresentou um índice de evasão de 23,57%. No ano de 2008 a evasão chegou a 34,86%, passando para 0,83% em 2009, o que representou uma queda 34,3%. Todavia, em 2010 subiu para 35,00%, equiparando-se novamente ao índice de 2008. Os fatores que reduziram a evasão para menos de 1% em 2009 merecem ser identificados. A variação dos índices de evasão no período é apresentada no Gráfico 18. 38 GRÁFICO 18 – Índices de evasão no curso de bacharelado e licenciatura em Educação Física – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 34,86 35,00 0,83 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Conforme o Gráfico 19, o curso de Fisioterapia do CEFID apresentou um índice médio de evasão de 20,42% entre 2008-2010. Em 2008 a evasão foi de 37,93%. Em 2009 esse índice decresceu em 27,9 pontos percentuais, atingindo o índice de 10%. Essa tendência manteve-se no ano seguinte, quando a evasão ficou em 13,33%. GRÁFICO 19 – Índices de evasão no curso de Fisioterapia – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 37,93% 10% 2008 2009 13,33% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. A análise dos cursos do CEFID demonstra uma variação considerável nos índices de evasão em ambos os cursos no período avaliado, como mostra o Gráfico 20. 39 GRÁFICO 20 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEFID – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Fisioterapia 37,93% 35% 34,86% Educação Física 13,33% 10% 0,83% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Como mostra o gráfico, tanto o curso de Educação Física quanto o curso de Fisioterapia, em 2008, apresentaram um índice de evasão superior a 30%. No ano de 2009 essa tendência se reverteu para ambos os cursos, porém, apenas o curso de Fisioterapia manteve seu índice de evasão próximo aos 10 pontos percentuais no ano seguinte. Sugere-se identificar a causa da diminuição da evasão em 2009. 4.1.5 Centro de Ensino do Oeste – CEO O Centro de Educação Superior do Oeste (CEO) é um Centro multicampi e localiza-se nas cidades de Chapecó, Pinhalzinho e Palmitos. O CEO oferece os cursos de Engenharia de Alimentos, Zootecnia e Enfermagem. O curso de Engenharia de Alimentos teve início no ano 2004 e a primeira turma se diplomou em 2008. O Quadro 7 mostra os índices de evasão no período pesquisado. 40 QUADRO 7 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEO – período 2008-2010 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 92 51 44,57 66,06 Entrada Saída 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 89 40 55,06 90 46 48,89 Entrada Saída Saída 2005/1 2005/2 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2009 Entrada 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2006/1 2006/2 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 71 11,25 90 75 16,67 92 77 16,30 14,74 Entrada Saída 2008/2 Índice de Evasão 2008 Entrada Saída 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2009 2004/2 2005/1 2005/2 2006/1 39 8 79,49 85 22 74,12 Entrada Saída Entrada Saída 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2004/2 2005/1 2005/2 2006/1 84 31 63,10 Entrada Saída 2004/1 2004/2 80 Entrada Saída 2004/1 Curso Engenharia de Alimentos Curso Zootecnia Curso Enfermagem 55,68 Fonte: Sigmaweb (2011) O curso de Engenharia de Alimentos, no período 2008-2010, apresenta um índice médio de evasão de 66,06%. Em 2008 esse índice foi de 79,49% ao se considerar que dos 39 alunos matriculados em 2004 apenas oito se formaram dez semestres depois. O índice de evasão no ano de 2009 apresentou uma discreta redução de cinco pontos percentuais, atingindo 74,12%. Porém, em 2010, se comparado com 2009, houve uma redução de 30% da evasão, atingindo o índice de 44,57%. O Gráfico 21 mostra o índice de evasão no curso de Engenharia de alimentos nos três anos avaliados. 41 GRÁFICO 21 – Índices de evasão no curso de Engenharia de Alimentos – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 79,49% 74,12% 44,57% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de Zootecnia, em 2008, apresentou o maior índice de evasão no período, atingindo 63,1%. Em 2009 apresentou 55,06%, e em 2010 teve mais um leve decréscimo, atingindo 48,89%, como demonstra o Gráfico 22. GRÁFICO 22 – Índices de evasão no curso de Zootecnia – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 63,1% 55,06% 2008 2009 48,89% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de Enfermagem, por sua vez, apresenta índices de evasão consideravelmente mais baixos se comparados aos demais cursos do Centro. Em 2008 apresentou um índice de 11,25%, em 2009 aumentou para 16,67% e, em 2010, houve pouca variação, apresentando uma evasão de 16,30%, como apontado no Gráfico 23. 42 GRÁFICO 23 – Índices de evasão no Curso de Enfermagem – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 11,25% 16,67% 16,3% 2009 2010 2008 Fonte: Elaborado pelo autor. A evasão no curso de Enfermagem se aproxima ao relatado na literatura, que aponta que os menores índices de evasão ocorrem em cursos da área da saúde. A exemplo, estudo de Gomes et al. (2010) na Universidade Federal do Espírito Santo, aferiu um índice de evasão de 2% no curso de Enfermagem daquela instituição. O panorama geral da evasão nos cursos de graduação do CEO é apresentado no Gráfico 24. GRÁFICO 24 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEO – período 2008-2010 100 90 79,49% 74,12% 80 70 63,1% 55,06% 60 48,89% 44,57% 50 Enfermagem 40 30 20 Engenharia de alimentos 16,67% 16,3% 11,25% 10 0 2008 Fonte: Elaborado pelo autor. 2009 2010 Zootecnia 43 Como mostra o gráfico, o curso de Engenharia de Alimentos apresenta os maiores índices de evasão no período analisado, seguido pelo curso de Zootecnia. O curso de Enfermagem, no período, apresentou um índice médio de evasão de 14,74%. 4.1.6 Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – ESAG O Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) oferece os seguintes cursos de graduação: curso de Administração Empresarial, em Florianópolis; curso de Administração Pública, em Florianópolis e Balneário Camboriú; e curso de Ciências Econômicas, em Florianópolis. O curso de Ciências Econômicas não fez parte desta pesquisa porque ainda não tinha concluintes no período pesquisado. O Quadro 6 apresenta os dados da pesquisa referentes a esses cursos. QUADRO 8 – Índices de evasão nos cursos de graduação em Administração Empresarial – período 2008-2010 Índice de Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída Índice de Evasão de de Evasão do 2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1 2010 Período 2008 2009 2008/2 2006/1 2009/2 2007/1 2010/2 2008-2010 Entrada Saída Curso 2004/2 2005/1 Administração Empresarial (noturno/vespertino) Administração Pública (Balneário Camboriú) Administração Pública (Florianópolis) 160 187 - 160 109 31,88 160 126 21,25 26,56 81 32 60,49 80 30 62,50 79 42 46,84 56,61 79 24 69,62 80 63 21,25 80 51 36,25 42,37 Fonte: Sigmaweb (2011) Os dados dos formandos do curso de Administração Empresarial no ano de 2008 são peculiares em virtude de alteração curricular ocorrida no primeiro semestre de 2008. No currículo anterior o curso era composto por nove fases, com a alteração curricular os alunos puderam solicitar a equivalência para o novo currículo de oito fases, o que ocasionou um número maior de concluintes do que de ingressantes no período. Por essa razão, o índice de evasão referente ao ano de 2008 não foi 44 calculado. Nos anos subsequentes os dados voltaram à normalidade, fechando um índice de evasão de 26,56% no período 2009-2010. Como aponta o Gráfico 25, em 2009 o índice de evasão no curso de Administração Empresarial foi de 31,88% e em 2010 o índice diminuiu para 21,25%. Esses índices são menores que aquele aferido por Martins (2007) em pesquisa realizada no curso de Administração das Faculdades Integradas Pedro Leopoldo, que indicou uma evasão de 38,05%. GRÁFICO 25 – Índices de evasão no curso de Administração Empresarial – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 31,88 21,25 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. O curso de Administração Pública apresentou um índice médio de evasão superior ao índice do curso de Administração Empresarial. Entre os cursos da ESAG, o curso de Administração Pública, oferecido em Balneário Camboriú, apresenta o maior índice de evasão médio no período, atingindo um percentual de 56,61%. O Gráfico 26 mostra os índices de evasão do curso nos três anos avaliados. 45 GRÁFICO 26 – Índices de evasão no curso de Administração Pública, Balneário Camboriú – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 62,5% 60,49% 46,84% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Observa-se que o menor índice de evasão no curso de Administração Pública, em Balneário Camboriú, foi de 46,84% em 2010. O curso de Administração Pública, em Florianópolis, apresenta uma variação relevante nos índices de evasão no período, como se verifica no Gráfico 27. GRÁFICO 27 – Índices de evasão no curso de Administração Pública, Florianópolis – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 69,62% 36,25% 21,25% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No ano de 2008 o índice de evasão no curso de Administração Pública, em Florianópolis, foi de 69,62%. Surpreendentemente, em 2009 a evasão caiu para 21,25%. Porém, voltou a subir em 2010, sendo registrada uma evasão de 36,25%. Um panorama geral da evasão nos cursos de graduação da ESAG é apresentado no Gráfico 28. 46 GRÁFICO 28 – Índice de evasão nos Cursos de Graduação da ESAG – período 2008-2010 100 90 80 70 69,62% Administração Empresarial 62,50% 60,49% 60 46,84% 50 36,25% 40 31,88% 30 21,25% 21,25% Administração Pública (Camboriú) Administração Pública (Fpolis) 20 10 0 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Observe-se que o curso de Administração Empresarial é o curso da ESAG que apresenta o menor índice de evasão. Administração Pública, em Balneário Camboriú e Florianópolis, apresentou índices de evasão superiores a 60%. No ano de 2009 o curso de Administração Pública, em Balneário Camboriú, apresentou uma evasão de 62,5% de evasão, mas, no curso de Administração Pública, em Florianópolis, a evasão reduziu para 21,25%, o que corresponde a uma queda de 49% em relação ao ano anterior. Em 2010, a evasão no curso de Administração Pública, em Balneário Camboriú, reduziu para 46,84%, enquanto que em Florianópolis subiu para 36,25%. Essas variações nos índices de evasão sugerem a necessidade de análises por um período maior para que seja possível identificar qualquer tendência. 4.1.7 Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED O Centro de Ciências e da Educação (FAED) está localizado no Campus 1, em Florianópolis, e oferece os cursos de Biblioteconomia – Habilitação em Gestão 47 da Informação, Geografia, História e Pedagogia. Todos os cursos do Centro foram contemplados neste estudo, como exposto no Quadro 9. QUADRO 9 – Índices de evasão nos cursos de graduação da FAED – período 2008-2010 Entrada Saída Curso Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação Geografia (vespertino/noturno) História (vespertino/noturno) Pedagogia (matutino/noturno) 2004/2 2005/1 Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída Índice de de de Evasão 2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1 2010 2008 2009 2008/2 2006/1 2009/2 2007/1 2010/2 Índice de Evasão do Período 20082010 38 22 42,11 39 31 20,51 38 25 34,21 32,28 39 18 53,85 40 19 52,50 39 23 41,03 49,15 39 18 53,85 40 27 32,50 38 27 28,95 38,46 74 67 9,46 78 61 21,79 77 72 6,49 12,78 Fonte: Elaborado pelo autor. Como indica o Gráfico 29, no curso de Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação, em 2008 ocorreu uma evasão de 42,11%, em 2009 de 20,51%, o que representou uma queda de 21,6%, porém voltou a subir para 34,21% em 2010. GRÁFICO 29 – Índice de evasão no Curso de Biblioteconomia – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 42,11% 34,21% 20,51% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Quanto ao curso de Geografia, o índice médio de evasão no período de 20082010 foi de 49,15%, ou seja, praticamente metade dos alunos que ingressaram não concluíram o Curso no tempo médio de quatro anos. Porém, durante o período analisado é possível perceber uma melhora gradual nesse índice. Em 2008 houve 48 uma evasão de 53,85%, em 2009 de 52,5%, e em 2010 de 41,03%, o que representa um melhora de 12,82% do primeiro para o último ano. Mesmo assim, o índice de evasão do Curso é preocupante (Gráfico 30). GRÁFICO 30 – Índice de evasão no curso de Geografia – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 53,85% 52,5% 41,03% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. No curso de História, em 2008 o índice de evasão foi de 53,85%; em 2009 a situação teve um melhora significativa, caindo para 32,5%, o que representou uma queda de 21,35%; e em 2010 diminuiu mais 3,55%, apresentando uma evasão de 28,95%. Percebe-se, portanto, que a evasão diminuiu em 24,9% de 2008 a 2010, como apresentado no Gráfico 31. GRÁFICO 31 – Índice de evasão no curso de História – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 53,85% 32,5% 2008 2009 28,95% 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Como apresenta o Gráfico 32, em 2009 a evasão no curso de Pedagogia foi de 9,46%, em 2009 de 21,79% e em 2010 diminuiu 6,49%, passando para 28,95%. A evasão do Curso está abaixo daquela relatada por Prudente e Barbosa (2010) em 49 pesquisa realizada no Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Alagoas em 2007, que apresentou um índice de evasão de 14%. GRÁFICO 32 – Índice de evasão no curso de Pedagogia – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 21,79% 9,46% 6,49% 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. A comparação dos dados levantados sobre a evasão nos cursos da FAED é apresentada no Gráfico 33. GRÁFICO 33 – Índice de evasão nos Cursos da FAED – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 Biblioteconomia 53,85% 53,85% 52,5% Geografia 42,11% 41,03% 40 32,5% 30 28,95% 21,79% 20,51% 20 História 34,21% 9,46% Pedagogia 6,49% 10 0 2008 2009 2010 Fonte: Elaborado pelo autor. Conforme o Gráfico 33, o curso da FAED que apresentou os menores índices de evasão é o de Pedagogia, apresentando uma evasão média no período de 20082010 de 12,78%. Esse índice está próximo à meta do MEC, estabelecida nas 50 diretrizes gerais do REUNI, de alcançar uma taxa de conclusão média de noventa por cento nos cursos de graduação presenciais ao final de cinco anos (BRASIL, 2007). A segunda menor evasão ocorreu no curso de Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação, que registrou o índice médio de 32,17% de evasão no período analisado. O Curso de História registrou uma evasão média de 38,46%. E, por último, o Curso de Geografia que apresentou o maior índice de evasão, registrando uma evasão média de 49,15%, isto é, quase a metade dos alunos ingressantes se evadiu do Curso. O Quadro 10 mostra os índices gerais de evasão nos Centros de Ensino. Merece destaque o CAV, que apresentou a menor evasão (15,14%) no período analisado. Esse índice se deve, principalmente, aos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária que apresentaram, respectivamente, 8,54% e 7,5% de evasão. Esses índices podem ser considerados baixos se comparados aos demais cursos de graduação da UDESC. QUADRO 10 – Índice geral de evasão nos Centros de Ensino da UDESC – 2008-2012 CAV CCT CEART CEFID CEO ESAG FAED UDESC 15,14% 48,65% 42,09% 21,99% 45,49% 41,85% 33,17% 40,17% Fonte: Elaborado pelo autor. O Centro que registrou o maior índice médio de evasão foi o CCT (48,65%). É importante considerar que esse é o Centro de Ensino da UDESC que oferece o maior número de cursos, todos das áreas de Engenharia e Ciências Exatas e que o índice médio de evasão foi puxado para cima pelo curso de Licenciatura em Física, que apresenta uma evasão média superior a 80%. 4.2 Resultados por Área de Conhecimento As áreas de conhecimento do escopo da pesquisa são: Ciências da Saúde; Ciências Sociais aplicadas; Ciências Exatas e da Terra; Engenharia; Ciências Agrárias; Ciências Humanas; e Artes. Um quadro com os índices de evasão nos 51 cursos de graduação da UDESC por área de conhecimento encontra-se no Apêndice A. 4.2.1 Ciências Exatas e da Terra Os cursos da área de Ciências Exatas e da Terra analisados nesta pesquisa são Tecnologia em Sistemas de Informação, Licenciatura em Física e Ciência da Computação, apresentados no Gráfico 34. Nessa área foi registrado um índice médio de evasão de 58,79% no período 2008-2010. GRÁFICO 34 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Exatas e da Terra – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Tecnologia em Sistemas de Informação 83,24% 58,95% Licenciatura em Física 34,17% Bacharelado em Ciências da Computação Fonte: Elaborado pelo autor. 4.2.2 Engenharias Como mostra o Gráfico 35, os cursos da área de Engenharias analisados são: Engenharia Mecânica; Engenharia Elétrica; Engenharia Civil e Engenharia de Produção e Sistemas. Nesta área registrou-se uma evasão média de 41,04%. 52 GRÁFICO 35 – Índice de evasão nos cursos da área de Engenharias – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Engenharia Mecânica Engenharia Elétrica 53,75% 46,25% 39,58% Engenharia Civil 24,58% Engenharia de Produção e Sistemas Fonte: Elaborado pelo autor. 4.2.3 Ciências da Saúde Nessa área de conhecimento, a evasão média no período 2008-2010 foi de 19,58%. O Gráfico 36 apresenta os índices de evasão individuais nos cursos da área. GRÁFICO 36 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências da Saúde – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Educação Física (Licenciatura e Bacharelado) Fisioterapia 23,57% 20,42% Fonte: Elaborado pelo autor. 14,74% Enfermagem 53 4.2.4 Ciências Agrárias Na área de conhecimento de Ciências Agrárias foram pesquisados os cursos de Zootecnia, Agronomia, Medicina Veterinária, Engenharia de Alimentos e Engenharia Florestal (Gráfico 37), que apresentaram um índice médio de evasão de 33,43%. GRÁFICO 37 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Agrárias – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Zootecnia Agronomia 66,06% 55,68% Medicina Veterinária 29,38% 8,54% Engenharia de Alimentos Engenharia Florestal 7,5% Fonte: Elaborado pelo autor. Observe-se que os resultados demostram dois extremos: o curso de Engenharia de Alimentos apresenta um índice médio de evasão de 66,06%, enquanto que o curso de Medicina Veterinária apresenta o menor índice da Instituição, registrando uma média de 7,5% de evasão no período 2008-2010. 4.2.5 Ciências Sociais Aplicadas Os cursos da área de Ciências Sociais Aplicadas participantes desta pesquisa são: Administração Pública (Camboriú); Administração Pública (Florianópolis); Administração Empresarial; Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação. Nesta área a evasão média ocorrida no período analisado foi de 35,90%. O Gráfico 38 apresenta os índices de evasão, por curso. 54 GRÁFICO 38 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Sociais Aplicadas – período 2008-2010 Administração Pública (Balneário Camboriú) 100 Administração Pública (Florianópolis) 80 56,61% 60 42,37% 32,28% 40 26,6% Administração Empresarial (noturno/vespertino) Biblioteconomia 20 0 Fonte: Elaborado pelo autor. 4.2.6 Ciências Humanas Os cursos da área de conhecimento de Ciências Humanas registraram uma evasão média de 33,40% no período2008-2010. No Gráfico 39 são apresentados os índices médios de evasão por curso. GRÁFICO 39 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Humanas – período 2008-2010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Geografia (vespertino/noturno) 49,15% História (vespertino/noturno) 38,46 % Fonte: Elaborado pelo autor. 12,58% Pedagogia (matutino/noturno) 55 4.2.7 Artes Nos cursos da área de Artes, apresentados no Gráfico 40, ocorreu uma evasão média de 45,90% no período 2008-2010. GRÁFICO 40 – Índice de evasão nos cursos da área de Artes – período 20082010 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Bacharelado em Música 68,83% Licenciatura em Música 38% 30,88% Bacharelado em Design Industrial e Design Gráfico Fonte: Elaborado pelo autor. No Quadro 11 são apresentados os índices de evasão nos cursos de graduação da UDESC por área do conhecimento, no período 2008-2010. QUADRO 11 – Índices de evasão nos cursos de graduação da UDESC por área de conhecimento – período 2008-2010 Área do Conhecimento Ciências Exatas e da Terra Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Artes UDESC 2008-2010 Índices de Evasão 58,79% 41,04% 19,58% 33,43% 39,46% 33,40% 45,90% 38,29% Fonte: Elaborado pelo autor. Numa análise geral é possível verificar que os cursos da área de Ciências da Saúde são os que apresentaram os menores índices médios de evasão no período. 56 Os cursos das áreas de Ciências Exatas e da Terra, Artes e Engenharias também apresentam evasão acima da média da Instituição. 4.3 Índices de Retenção nos Cursos de Graduação da UDESC Esta pesquisa considerou como retido aquele aluno que mesmo depois de esgotado o prazo máximo de integralização do curso ainda continua matriculado na Universidade. Todavia, encontrou-se grande dificuldade para levantar dados fidedignos, uma vez que o Sistema Acadêmico não disponibiliza informação sistematizada acerca da retenção. Em função disso, contabilizou-se como aluno retido aquele que solicitou prorrogação para integralizar o curso, no período de 2008-2010, conforme apresentado no Quadro 14. Assim, utilizou-se a seguinte equação para o cálculo do índice de retenção: total de alunos concluintes que solicitaram prorrogação, dividido pelo número de concluintes, no semestre. De acordo com os critérios desta pesquisa, conforme aponta o Quadro 12, a maioria dos cursos de graduação na UDESC registra índices de retenção abaixo de 10% no período avaliado. Alguns cursos, eventualmente, mostram índices superiores, como os cursos de: Design Industrial – 12,5% (2008/2 e 2009/1). Bacharelado em Música – 50% (2008/2); Licenciatura em Música – 33,3% (2009/2); Administração Empresarial (noturno) – 11,8% (2008/1 e 2010/2); Administração Empresarial (vespertino) – 14,3% (2009/2). Sem maiores análises, é possível depreender dos dados apresentados no Quadro 12, que a retenção não é um problema comum nos cursos de graduação da UDESC, assim como é o fenômeno da evasão. 57 QUADRO 12 – Índices de retenção nos cursos de graduação da UDESC – período 2008-2010 CEO CEFID CEART CCT CAV CURSOS Agronomia Medicina Veterinária Engenharia Florestal Engenharia Civil Engenharia Elétrica Engenharia Mecânica Engenharia de Produção e Sistemas Bacharelado em Ciência da Computação Tecnologia em Sistemas de Informação Licenciatura em Física Design Industrial Design Gráfico Bacharelado em Música Licenciatura em Música Educação Física Licenciatura e Bacharelado Fisioterapia Engenharia de Alimentos Zootecnia Enfermagem C 39 43 20 27 2008.1 R % 3 7,7 - C 38 45 16 31 2008.2 R % 3 7,9 3 6,7 1 6,3 - C 33 37 19 23 19 Índice de Retenção 2009.1 2009.2 R % C R 36 34 35 12 1 5,3 21 - % - C 42 40 28 27 28 2010.1 R % 4 9,5 2 7,1 C 34 44 31 13 18 2010.2 R % 1 2,9 1 2,3 1 5,6 21 2 9,5 13 - - 20 1 5,0 24 - 8,3 22 - - 29 - - 36 - - 22 - - 36 - - 23 2 - 24 - - 40 1 2,5 10 - - 22 - - 24 - - 18 - - 11 - - 13 - - 36 - - 25 - - 20 1 5,0 27 - - 25 1 4,0 25 - - 4 - - 10 1 2,3 7 - - 11 - 1,6 4 - - 4 2 4,1 11 7 - - 24 9 3 - 12,5 - 8 7 1 - 12,5 - 21 9 1 - - 8 5 - - 21 14 - - 1 - - 4 2 50,0 - - - 1 - - 2 - - 2 - - - - - 6 - - 3 - - 6 - 33,3 3 - - 9 - - 27 - - 44 - - 57 - - 62 2 - 29 - - 49 - - 22 - - 14 - - 18 - - 36 - - 30 - - 22 - - - - - 8 - - 8 - - 14 - - 19 - - 32 - - 15 34 - - 16 37 - - 18 35 - - 22 40 - - 27 29 - - 19 48 - - FAED ESAG 58 Administração Empresarial (noturno) Administração Empresarial (vespertino) Administração Pública (Balneário Camboriú) Administração Pública (Florianópolis) Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação Geografia (vespertino/noturno) História (vespertino/noturno) Pedagogia (matutino/noturno) Fonte: Elaborado pelo autor. 34 4 11,8 67 1 1,5 34 1 2,9 22 - - 36 2 5,6 34 4 11,8 50 3 6,0 36 1 2,8 25 - - 28 - 14,3 23 1 4,3 33 - - 18 - - 14 - - 18 - - 12 4 8,3 20 1 5,0 22 1 4,5 17 - - 7 - - 25 - - 38 1 - 31 2 6,8 20 - - 0 - - 26 - - 0 - - 31 - - 2 - - 24 1 4,2 1 - - 21 - - 1 - - 18 1 8,3 2 - - 21 - - 18 - - 6 - - 20 1 5,0 7 - - 19 - - 8 - - 32 - - 35 1 2,9 29 - - 32 - - 40 2 5,0 32 - - 59 4.4 – Índices de Diplomação nos Cursos de Graduação da UDESC – período 2008-2010 O índice de diplomação nesta pesquisa traz o contraponto do índice de evasão, calculado a partir da fórmula do REUNI denominada taxa de conclusão dos cursos de graduação (TCG): relação entre o total de diplomados nos cursos de graduação presenciais (DIP) num determinado ano e o total de vagas de ingresso oferecidas pela instituição (ING4) quatro anos antes, para curso de quatro anos, por exemplo. 𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐷𝑖𝑝𝑙𝑜𝑚𝑎çã𝑜 = 𝐷𝐼𝑃 𝐼𝑁𝐺4 Onde: DIP = Concluintes de determinado ano ING4 = Ingressantes (quatro anos antes) Os resultados dos índices de diplomação dos cursos de graduação da UDESC, no período 2008-2010, são apresentados no Quadro 13. QUADRO 13 – Índices de diplomação dos cursos de graduação da UDESC – período 2008-2010 Curso Índice de Índice de Índice de Índice de Entrada Saída Diplomação Entrada Saída Diplomação Entrada Saída Diplomação Diplomação 2008 2008 2010 2008-2010 80 77 96,3% 83 69 83,1% 80 76 95,0% 91,5% 160 138 86,3% 160 146 91,3% 160 160 100,0% 92,5% 0 0 0,0% 80 54 67,5% 80 59 73,8% 47,1% Engenharia Civil 80 36 45,0% 80 35 43,8% 80 40 50,0% 46,3% Engenharia Elétrica 80 58 72,5% 80 40 50,0% 80 47 58,8% 60,4% 80 34 42,5% 80 44 55,0% 80 51 63,8% 53,8% 80 58 72,5% 80 59 73,8% 80 64 80,0% 75,4% 80 61 76,3% 80 47 58,8% 80 50 62,5% 65,8% 80 14 17,5% 79 18 22,8% 80 8 10,0% 16,8% Design Industrial 21 15 71,4% 20 13 65,0% 20 10 50,0% 62,1% Design Gráfico 20 9 45,0% 18 16 88,9% 20 19 95,0% 76,3% Agronomia Medicina Veterinária Engenharia Florestal Engenharia Mecânica Engenharia de Produção e Sistemas Tecnologia em Sistemas de Informação Licenciatura em Física 60 Bacharelado em Música Licenciatura em Música Educação Física – Licenciatura e Bacharelado 8 6 75,0% 14 8 57,1% 13 7 53,8% 62,0% 30 6 20,0% 28 9 32,1% 29 12 41,4% 31,2% 109 71 65,1% 120 119 99,2% 120 78 65,0% 76,4% Fisioterapia 58 36 62,1% 60 54 90,0% 60 52 86,7% 79,6% Engenharia de Alimentos 39 8 20,5% 85 22 25,9% 92 51 55,4% 33,9% 44,9% 90 46 51,1% 44,3% 85,3% Zootecnia 84 Enfermagem Administração Empresarial (noturno) Administração Empresarial (vespertino) Administração Empresarial (noturno/vespertino) Administração Pública (Balneário Camboriú) Administração Pública (Florianópolis) Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação Geografia (vespertino/noturno) História (vespertino/noturno) Pedagogia (matutino/noturno) 31 36,9% 89 40 80 71 88,8% 90 75 83,3% 92 77 83,7% - - - 80 56 70,0% 80 70 87,5% - - - 80 53 66,3% 80 56 70,0% 68,15 160 187 116,9% 160 109 68,1% 160 126 78,8% 87,9% 81 32 39,5% 80 30 37,5% 79 42 53,2% 43,4% 79 24 30,4% 80 63 78,8% 80 51 63,8% 57,6% 38 22 57,9% 39 31 79,5% 38 25 65,8% 67,7% 39 18 46,2% 40 19 47,5% 39 23 59,0% 50,9% 39 18 46,2% 40 27 67,5% 38 27 71,1% 61,6% 74 67 90,5% 78 61 78,2% 77 72 93,5% 87,4% 78,7% Fonte: Elaborado pelo autor. Destaca-se do Quadro 13 os cursos Agronomia e Medicina Veterinária, com índices de diplomação acima de 90%, e os cursos de Engenharia Florestal, Engenharia Civil, Licenciatura em Física, Licenciatura em Música, Engenharia de Alimentos, Zootecnia e Administração Pública (Balneário Camboriú), com índices de diplomação abaixo de 50% no período 2008-2010. 61 5 CONCLUSÃO Esta pesquisa, com recorte de três anos (2008-2010), avaliou a movimentação dos estudantes nos cursos de graduação da UDESC com o propósito de sistematizar informações enfatizando os índices de evasão, retenção e diplomação nos cursos. Os índices de evasão e diplomação foram calculados de acordo com a metodologia adotada pelo REUNI, e os índices de evasão, complementarmente, foram levantados em relação ao número de diplomados. Ao término deste relatório de pesquisa, são apresentadas considerações finais acerca dos objetivos da pesquisa e sobre estudos futuros, salientando aspectos nos quais os dados levantados merecem análises e interpretações mais apuradas. Quanto aos objetivos, ressalta-se que a contribuição desta pesquisa foi além da avaliação do panorama da movimentação dos alunos de graduação da UDESC, no período 2008 a 2010, aferindo os índices de diplomação, retenção e evasão, a fim de gerar informações para o planejamento institucional e a formulação de políticas de permanência do aluno na universidade, pois possibilitou também demarcar o corte temporal das discussões, situando o problema para incentivar um debate a fim de encontrar uma explicação para a evasão nos cursos da UDESC. Quanto à realização de estudos futuros, no que tange aos dados levantados, cumpre destacar que estes merecem interpretação e análise contextualizada, não podendo este relatório ser considerado como algo fechado e concluído, mas como um conjunto de informações que merece ainda um grande refinamento. Isso poderia ser realizado pelos Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs) dos cursos que fizeram parte da pesquisa. Os índices aferidos devem ser entendidos tão somente como passo inicial de análises que devem buscar identificar e compreender os fatores que levam à evasão. Conforme a literatura revista, tais fatores podem ser de caráter interno às instituições e aos cursos ou externos a eles, relacionados a variáveis econômicas, sociais, culturais ou individuais, que interferem na permanência do estudante na universidade. Nessa linha, a avaliação dos índices de evasão dos cursos de graduação da UDESC se integra a pesquisa, a ser realizada no período 2012-2013, abordando as Causas da Evasão no Curso de Biblioteconomia – Habilitação em Gestão da Informação da UDESC, que levará em conta a associação possível da 62 multiplicidade de fatores que seguramente interferem na evasão por meio da observação empírica de casos de estudantes evadidos. Salienta-se a necessidade de empreender um debate acadêmico sobre o tema, instigando estudos analíticos de explicação para o fenômeno da evasão da UDESC. Neste ponto caberia o estudo de teorias socioculturais e econômicas como instrumentos para clarear e alçar o problema em novos níveis de debate. Assim, poderia ser amenizada parte da lacuna teórica, já preconizada pela Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras (BRASIL, 1996). Outra possibilidade de pesquisa, cujos resultados podem servir para a afirmação de políticas institucionais de permanência dos alunos, pode ser o estabelecimento de comparações entre a integração institucional dos alunos assistidos pelo Programa de Auxílio Permanência Estudantil (PRAPE) e os alunos não assistidos e que possuem nível socioeconômico próximo à linha de corte da Instituição. Outra forte possibilidade de pesquisa futura seria verificar o impacto político e social que a evasão pode provocar no contexto catarinense. Contudo, esta é uma perspectiva ainda bastante distante, devido às dificuldades operacionais de um estudo dessa natureza, em especial devido a inexistência de um sistema integrado de procedimentos e cadastros relativos ao destino dos evadidos dos diferentes cursos nas distintas instituições de ensino superior de Santa Catarina. Finalmente, vale lembrar que o esforço apresentado se destaca pelo seu caráter seminal de sistematização e problematização da evasão, com tentativas incipientes de traçar o perfil dos evadidos da UDESC. Todavia, devido os limites da análise efetuada, diversas questões não apresentaram versão conclusiva e se mostram carentes de maiores explicações, embora a pesquisa tenha possibilitado a sistematização de outros estudos já feitos, colocando-os em possibilidade de diálogo para buscar neles uma explicação para a evasão nos cursos de graduação. Todavia, salienta-se que uma das medidas institucionais que poderia ser tomada para garantir a permanência do aluno na universidade, adicional ao PRAPE é a criação de um serviço de orientação ao estudante, que funcionaria como canal de informação, apoio e orientação ao aluno quando este tem problemas de permanência ou de ajustamento ao ambiente universitário. 63 6 REFERÊNCIAS ADACHI, Ana Amélia Chaves Teixeira. 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Florianópolis, 1997. 68 APÊNCICE A – ÍNDICES DE EVASÃO POR ÁREA DO CONHECIMENTO Entrada Saída 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 109 71 34,86 120 119 Entrada Saída Entrada Saída 2003/2 2004/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2004/2 2005/1 2009/1 2009/2 58 36 37,93 60 54 Entrada Saída Entrada Saída 2004/1 2004/2 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2004/2 2005/1 2009/1 2009/2 80 71 11,25 90 75 Entrada Saída Entrada Saída 2004/2 2005/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 Administração Pública (Balneário Camboriú) 81 32 60,49 80 30 62,50 79 Administração Pública (Florianópolis) 79 24 69,62 80 63 21,25 Administração (noturno/vespertino) 161 187 -16,15 160 109 Biblioteconomia 38 22 42,11 39 31 Entrada Saída Entrada Saída 2005/2 2006/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2006/2 2007/1 2009/1 2009/2 80 61 23,75 80 47 CURSO Ciências da Saúde Educação Física (Licenciatura e Bacharelado) CURSO Fisioterapia CURSO Ciências Exatas e da Terra Ciências Sociais aplicadas Enfermagem CURSO CURSO Tecnologia em Sistemas de Informação Entrada Saída 2004/2 2005/1 Entrada Índice de Evasão 2006/2 2007/1 2009 Saída 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão no Período 2008-2010 78 35,00 23,57 Saída 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão no Período 2008-2010 52 13,33 20,42 2010/1 2010/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão no Período 2008-2010 77 16,30 14,74 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 42 46,84 56,61 80 51 36,25 42,37 31,88 160 126 21,25 12,33 20,51 38 25 34,21 32,28 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 37,50 34,17 0,83 120 Entrada Índice de Evasão 2005/2 2006/1 2009 10,00 60 Entrada Índice de Evasão 2005/2 2006/1 2009 16,67 92 Entrada Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 Entrada Índice de Evasão 2009 2007/2 2008/1 41,25 80 Saída 2010/1 2010/2 2010/1 2010/2 50 69 Índice de Evasão 2008 Entrada Saída 2006/1 2006/2 2009/1 2009/2 14 82,50 79 18 Entrada Saída Entrada Saída 2004/2 2005/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 80 32 60,00 79 42 Entrada Saída Entrada Saída 2003/2 2004/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2004/2 2005/1 2009/1 2009/2 Engenharia Mecânica 80 34 57,50 80 44 45,00 80 Engenharia Elétrica 80 58 27,50 80 40 50,00 Engenharia Civil 80 36 55,00 80 35 Engenharia de Produção e Sistemas 80 58 27,50 80 59 Entrada 2004/2 2005/1 Saída Índice de Evasão 2008 Entrada Saída CURSO 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 CURSO Licenciatura em Física CURSO Bacharelado em Ciências da Computação Ciências Agrárias Engenharias CURSO Zootecnia Entrada Saída 2005/1 2005/2 2008/1 2008/2 80 2008/1 2008/2 Entrada Índice de Evasão 2009 2007/1 2007/2 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 8 90,00 83,24 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 24 70,00 58,95 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 51 36,25 46,25 80 47 41,25 39,58 56,25 80 40 50,00 53,75 26,25 80 64 20,00 24,58 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 46 48,89 55,68 Saída Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 77,22 80 Entrada Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 46,84 80 Entrada Índice de Evasão 2009 2005/2 2006/1 Entrada Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 90 2010/1 2010/2 2010/1 2010/2 2010/1 2010/2 84 31 63,10 89 40 Entrada Saída Entrada Saída 2003/2 2004/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2004/2 2005/1 2009/1 2009/2 Agronomia 80 77 3,75 83 69 16,87 80 76 5,00 8,54 Medicina Veterinária 160 138 13,75 160 146 8,75 160 160 0,00 7,50 CURSO 55,06 2010/1 2010/2 Entrada Índice de Evasão 2009 2005/2 2006/1 2010/1 2010/2 Ciências Humanas 70 Engenharia de Alimentos 39 8 79,49 85 22 74,12 92 51 44,57 66,06 Engenharia Florestal 0 0 0,00 80 54 32,50 80 59 26,25 29,38 Entrada Saída Entrada Saída Saída 2004/2 2005/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 Geografia (vespertino/noturno) 39 18 53,85 40 19 52,50 39 23 41,03 49,15 História (vespertino/noturno) 39 18 53,85 40 27 32,50 38 27 28,95 38,46 Pedagogia (matutino/noturno) 74 67 9,46 78 61 21,79 77 72 6,49 12,58 Entrada Saída Entrada Saída Saída 2005/1 2005/2 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2006/1 2006/2 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 Bacharelado em Música 8 6 25,00 14 8 42,86 13 7 46,15 38,00 Licenciatura em Música (LEM) 30 6 80,00 28 9 67,86 29 12 58,62 68,83 Entrada Saída Entrada Saída Saída 2004/2 2005/1 2008/1 2008/2 Índice de Evasão 2008 2005/2 2006/1 2009/1 2009/2 Índice de Evasão 2010 Índice de Evasão do Período 2008-2010 41 24 41,46 38 29 27,50 30,88 CURSO Artes CURSO CURSO Bacharelado em Design Industrial e Design Gráfico Entrada Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 Entrada Índice de Evasão 2009 2007/1 2007/2 Entrada Índice de Evasão 2009 2006/2 2007/1 23,68 40 2010/1 2010/2 2010/1 2010/2 2010/1 2010/2 29