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AVALIAÇÃO DOS ÍNDICES DE DIPLOMAÇÃO, RETENÇÃO E EVASÃO NOS
CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA
CATARINA – UDESC
Gestão das Informações para o Planejamento Institucional
Delsi Fries Davok1
Joelma Souza Pain2
Rosilane Pontes Bernard3
RESUMO: A pesquisa teve o objetivo de avaliar o panorama da movimentação dos alunos
de graduação ao que se refere à diplomação, retenção e evasão nos cursos de graduação
da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Trata-se de uma pesquisa social
aplicada, exploratória, de abordagem quali-quantitativa, caracterizada como pesquisa de
avaliação. A pesquisa foi delimitada ao período 2008-2010, envolvendo 25 cursos. A coleta
de dados limitou-se aos registros acadêmicos dos alunos ingressantes nos cursos da
UDESC, via vestibular, e à literatura para a contextualização e identificação de causas do
fenômeno de evasão e retenção. O tema foi abordado na ótica da gestão da informação,
com o propósito de sistematizar dados e gerar informações para o planejamento institucional
e a formulação de políticas de permanência do aluno na universidade. Os resultados
apontaram altos índices de evasão na maioria dos cursos analisados, com destaque para o
curso de Licenciatura em Física que registrou 83,24% de evasão. O menor índice de evasão
ocorreu no curso de Medicina Veterinária que apresentou 7,5% de evasão. Os índices de
diplomação, por sua vez, são o contraponto do índice de evasão, de acordo com a fórmula
de cálculo utilizada pelo REUNI denominada Taxa de Conclusão dos Cursos de Graduação
(TCG): relação entre o total de diplomados nos cursos de graduação presenciais num
determinado ano e o total de vagas de ingresso oferecidas pela instituição cinco anos antes.
Por fim, o índice médio de retenção de alunos no período foi de 1,96%.
Palavras-chave: Evasão – Cursos de Graduação, Gestão da Informação Acadêmica,
Avaliação Institucional.
1 INTRODUÇÃO
Parte do debate atual da educação superior gira em torno da permanência do
aluno na universidade. Observa-se, antes disso, acirrada discussão e o
estabelecimento de políticas de inclusão para possibilitar o acesso à universidade.
Assim também o governo brasileiro instituiu programas de avaliação e de
Professora orientadora – Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação (PPGInfo),
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – [email protected]
1
Acadêmica do Curso de Biblioteconomia – Habilitação em Gestão da Informação, Universidade do
Estado de Santa Catarina (UDESC), bolsista de iniciação científica PROBITI/UDESC.
2
Técnica Universitária de Desenvolvimento – Coordenadoria de Avaliação Institucional (COAI),
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
3
2
democratização da educação superior, como o Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM), o Sistema de Seleção Unificada (SISU) e o Programa Universidade para
Todos (ProUni). Todavia, facilitar o acesso à universidade por meio de políticas de
inclusão ou de diferentes processos seletivos não garante a permanência do jovem
na universidade.
Acerca do tratamento dado ao tema, percebe-se uma lacuna no que diz
respeito à sistematização de informações sobre as condições do aluno para
permanecer na universidade ao ingressar, e sobre a evasão e retenção em relação à
diplomação. As informações sobre esses aspectos, às vezes, não são percebidas
pelos gestores da educação superior como ferramenta estratégica para subsidiar a
formulação de políticas de permanência efetivas e para o planejamento institucional,
embora se tenha indícios de que a evasão e a retenção são um dos grandes
gargalos de consumo da receita da universidade pública e que, numa perspectiva de
custo-benefício (para a sociedade), a evasão talvez seja o maior “vilão”.
A identificação das possíveis causas da evasão e da retenção, bem como a
gestão de informações sobre esse panorama é imprescindível para a formulação de
políticas de permanência e o planejamento institucional. Aliás, essas informações
estruturadas são necessárias em todos os ambientes acadêmicos, pois são insumos
básicos para a tomada de decisão no que diz respeito às atividades fim da
universidade: ensino, pesquisa e extensão.
Dado o exposto, presentou-se como questões centrais de pesquisa as
seguintes perguntas:
 Em que áreas do conhecimento ocorrem os maiores índices de retenção e
evasão nos cursos de graduação da UDESC?
 A que se pode atribuir tais índices?
O tema foi abordado na ótica da gestão da informação, com o propósito de
sistematizar e organizar dados sobre a movimentação dos estudantes dos cursos de
graduação da UDESC, a fim de gerar informações sobre a diplomação, retenção e
evasão, para subsidiar o planejamento institucional e a formulação de políticas de
permanência do aluno na universidade.
Para tal, definiu-se o objetivo geral de avaliar o panorama da movimentação
dos alunos de graduação na Universidade do Estado de Santa Catarina ao que se
refere à diplomação, retenção e evasão, em relação à área do conhecimento.
3
Nessa linha, foram aferidos: os índices de transferências internas e externas
(para outros cursos da UDESC e para outras instituições), por curso; os índices de
abandonos, por curso; os índices de diplomação, por curso. Ademais, a luz da
literatura, foram identificados fatores motivadores da retenção e da evasão e
sistematizadas informações para a definição de políticas institucionais com vistas à
permanência do aluno no curso e na Universidade.
O interesse pelo tema abordado na pesquisa foi despertado pela percepção
da quantidade de vagas ociosas nos cursos de graduação da UDESC, decorrentes
dos altos índices de evasão.
Os resultados podem suprir necessidades de informação da Coordenadoria
de Avaliação Institucional (COAI) ao que se refere à sistematização de informações
institucionais, que deverão ser disponibilizadas aos gestores para subsídios às
decisões acerca da problemática desta pesquisa. Logo, esta pesquisa tem
relevância teórico-prática sob a ótica da gestão da informação, pois apresenta
informações para a formulação de políticas de permanência e para o planejamento
institucional, por exemplo.
Ao mesmo tempo, esta pesquisa, tendo em vista seu caráter exploratório,
poderá subsidiar pesquisas posteriores, para investigação direta das causas de
retenção e evasão na UDESC, por meio de entrevistas e questionários aos sujeitos.
2 ACESSO E PERMANÊNCIA À EDUCAÇÃO SUPERIOR
As universidades têm importante papel ao que se refere à produção do
conhecimento nas diversas áreas. As Universidades públicas, em especial, têm
também um forte papel social, ou seja, cabe a elas contribuírem para o
desenvolvimento cultural e educacional, a fim de diminuir a desigualdade social.
Para tal, ela deve atingir todas as classes sociais.
Segundo Giles (1987, p. 292)
O ensino universitário tem como finalidade: elevar o nível da cultura
geral; estimular a investigação científica em quaisquer domínios de
conhecimentos humanos; habilitar ao exercício de atividades que
requerem preparo técnico e cientifico superior; concorre enfim, para a
educação do indivíduo e da coletividade, para harmonia de objetivos
entre professores e estudantes e para o aproveitamento de todas as
4
atividades universitárias, a grandeza da Nação e o aperfeiçoamento
da humanidade.
Desde seu surgimento as universidades vêm se adaptando ao contexto em
que atuam. Esse contexto muda frequentemente e, atualmente, essas mudanças
são mais aceleradas devido à globalização de todos os setores, propiciada pelas
tecnologias de informação e comunicação (TIC). Isso acarreta muitas dificuldades,
principalmente para as universidades públicas, que precisam se adaptar às
necessidades da sociedade, de onde advém a oferta e a procura por educação
superior, e atender a essa demanda às vezes se torna difícil. Por essa razão, as
universidades públicas vêm investindo em estudos para avaliar seu ambiente interno
e externo, a fim de acompanhar as mudanças. Acerca dessa problemática, Costa e
Rauber (2009, p. 250) argumentam:
Na atualidade, mais que uma fonte de conhecimento, as
universidades tomaram caráter comercial, vendo-se na necessidade
de atender a um mercado capitalista cada vez mais exigente, sendo
esse, um dos principais fatores da busca pela formação superior.
Talvez o principal objetivo das universidades, que é produzir e
transmitir conhecimento para promover o desenvolvimento do
“homem” e consequentemente da sociedade, esteja ficando em
segundo plano, passando o conhecimento a integrar um processo
propenso a desregulamentação e mercantilização nesses tempos de
globalização.
No atual contexto é difícil avaliar as mudanças interpostas pela globalização
da economia, da informação e da educação e suas consequências. Por isso, as
universidades públicas procuram, por diversos meios, se adequar a esse panorama,
buscando cumprir o seu papel com eficácia e eficiência, a fim de facilitar e promover
o acesso à educação superior com igualdade.
Todavia, o acesso ao Ensino Superior no Brasil é uma realidade ainda
distante para grande parcela da população, apesar de o governo e as universidades
virem desenvolvendo ações para mudar esse cenário. Até recentemente o vestibular
era a única forma de acesso ao ensino superior e não havia políticas públicas para
manter o aluno da universidade. Hoje já existem formas de acesso e políticas
diversas para garantir o acesso e a permanência, como: (i) Exame Nacional do
Ensino Médio (ENEM); (ii) Sistema de Seleção Unificada (Sisu); (iii) Programa
Universidade para Todos (ProUni); (iv) Fundo de Financiamento ao Estudante do
5
Ensino Superior (FIES) e (v) Plano de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI)4.
O ENEM foi criado, em 1998, com o objetivo de avaliar o desempenho dos
alunos ao fim da escolaridade básica. Com a criação do ProUni, em 2004, a nota da
prova do ENEM passou a ser o critério de seleção para a concessão de bolsas aos
estudantes do ensino superior privado.
O Sisu, por sua vez, foi implantado em 2009 como forma de ingresso às
instituições públicas que utilizam a nota do Enem como critério único para seleção.
As instituições, os seus respectivos cursos participantes e as vagas disponíveis são
divulgados no sítio do MEC e a seleção é feita com base na nota que o candidato
obteve no ENEM. Diversas universidades privadas também utilizam os resultados do
ENEM, total ou parcialmente, como critério de seleção para o ingresso nos cursos de
graduação.
O ProUni, criado pela Lei nº 11.096/2005, tem como principal objetivo
democratizar o acesso à educação superior e investir na qualidade do ensino,
concedendo isenção de tributos às instituições privadas de ensino superior que
concederem bolsas de estudos integrais e/ou parciais aos estudantes de cursos de
graduação e de cursos sequenciais.
O FIES é um programa de financiamento destinado a estudantes
regularmente matriculados em cursos de graduação não gratuitos. Via Caixa
Econômica Federal (CEF), o estudante pode financiar o valor de que necessita para
pagar seus encargos educacionais à universidade.
A Política de Ações Afirmativas ou Política de Cotas é outra ação que tem
como objetivo contribuir para o acesso ao ensino superior gratuito. Para Tessler
(2006), quando uma instituição de ensino promove ações para garantir que
mulheres, homens, portadores de necessidades especiais e público em geral,
brancos e negros, pobres e ricos possam ter as mesmas oportunidades de obter
educação, ela está botando em prática uma política de ação afirmativa.
Complementando, Cotins (1996, p. 209) salienta que “[...] a ação afirmativa tem
como função especifica a promoção de oportunidades iguais para pessoas vitimadas
por discriminação”.
4
Mais informações acerca desses programas estão disponíveis no Portal do MEC:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=205&Itemid=298&msg=1
6
A política de ações afirmativas ou de cotas está inserida na maioria das
universidades públicas e tem contribuído para o acesso ao ensino superior público
das classes menos favorecidas.
O REUNI tem como objetivo:
Criar condições para a ampliação do acesso e permanência na
educação superior, no nível de graduação, para o aumento da
qualidade dos cursos e pelo melhor aproveitamento da estrutura
física e de recursos humanos existentes nas universidades federais,
respeitadas as características particulares de cada instituição e
estimulada à diversidade do sistema de ensino superior (REUNI,
2007, p. 10).
O foco principal do REUNI, portanto, é ampliar o acesso e a permanência no
ensino superior, e ocupação das vagas ociosas. Para tal, segundo Dias Sobrinho
(2010, p. 1236), “Utiliza, basicamente, a seguinte fórmula: a universidade elabora um
projeto de desenvolvimento institucional, recebe os recursos do MEC e amplia as
vagas de acordo com os critérios aprovados”.
2.1 Diplomação
Segundo a Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades
Públicas Brasileiras (BRASIL, 1996, p. 32), diplomado é o “Aluno que concluiu o
curso de graduação dentro do prazo máximo de integralização curricular, fixado pelo
CFE, contado a partir do ano/período-base de ingresso”. Logo, diplomado é o aluno
concluinte do ensino superior.
Pereira (2003, p. 43), a partir de análise de dados do INEP sobre as taxas de
diplomação no Brasil, concluiu que “[...] a partir da década de 80, tem-se que em
média 64% dos alunos que ingressaram no curso superior conseguiram concluí-lo
após cinco anos de estudo”.
Estudo realizado por Freixo e Santos Junior (2010, p. 25), na Universidade
Federal da Bahia, especificamente no curso de arquivologia no período de 2002 a
2004, constatou que:
Do total de 105 estudantes concluintes das gerações 2002-2004,
50% obtiveram a diplomação no prazo de 5 anos, apenas 5,8% se
diplomaram em 4 anos e os demais permaneciam retidos em 2008,
com a possibilidade de diplomação em prazo superior a 6 anos,
correspondendo a 43,87%.
7
O Portal de Estudos e Pesquisas em Educação5, citando o relatório do
Education at a Glance 2010, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), revela o percentual de concluintes do ensino superior no Brasil,
por área de formação, em relação ao total de diplomados, incluindo pós-graduação:
Saúde e Bem-Estar – 15,6%; Ciências da Vida, Ciências Físicas e Agricultura –
4,9%; Matemática e Ciências da Computação – 2,7%; Humanidades, Artes e
Educação – 29,3%; Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços – 37,1%; e
Engenharia, Indústria e Construção – 4,6%.
No Chile, as áreas com maior percentual de diplomação em relação ao total
de diplomados são: em primeiro a área de Ciências Sociais, Negócios, Direito e
Serviços, com 34,2%; seguido pela área de Humanidades, Artes e Educação, com
29,9%; e em terceiro lugar encontra-se a área da Saúde e Bem-Estar, com 14,5%.
Nos Estados Unidos a realidade não é muito diferente: em primeiro lugar aparecem
as áreas de Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços, com 45,5%; em segundo
Humanidades, Artes e Educação, com 27,8%; e em terceiro lugar a área de Saúde e
Bem-Estar, com um percentual de 10,8% de diplomados em relação ao número de
concluintes do ensino superior. Nota-se que nos três países o maior número de
diplomados ocorre nas áreas de Ciências Sociais, Negócios, Direito e Serviços.
Pesquisa de Nunes e Carvalho (2004) revela dados acerca de ingressantes e
concluintes, no ensino superior público, por curso, no Brasil, em 2002, conforme
Quadro 1.
QUADRO 1 – Ingressantes e Concluintes do Ensino Superior, em instituições
públicas brasileiras, por curso – 2002
IES PÚBLICAS
Curso
Direito
Administração
Pedagogia
Engenharias
Com. Social
Contábeis
Psicologia
Letras
Economia
Odontologia
Arquitetura
Medicina
5
Ingressos
13.848
16.078
21.039
29.554
4.409
9.018
3.246
5.944
9.018
3.874
5.944
Concluintes
8.424
7.639
14.207
10.967
2.181
4.835
2.054
2.322
3.033
2.974
1.553
Concl./Ingres.
0,6
0,5
0,7
0,4
0,5
0,5
0,6
0,4
0,4
0,8
0,6
5.822
4.938
0,8
http://estudandoeducacao.files.wordpress.com/2011/04/concluintes-superior.pdf
8
Adaptado de: NUNES; CARVALHO (2004, p. 13).
(*) Total de Ingressos = processos seletivos e outras formas de ingresso (transferências,
portadores de diplomas, acordos internacionais, etc.).
Nesse demonstrativo as engenharias têm o maior número de ingressantes,
seguidas pela Pedagogia e da administração. Todavia, se considerado a proporção
de concluintes em relação aos ingressantes, no ano de 2002, os cursos de
Odontologia e Medicina apresentam o índice mais alto, 0,8% de diplomados.
Estudos mais recentes, como os números do Senso da Educação Superior, revelam
a quantidade de matrículas, de ingressos e de concluintes em cursos de graduação
presenciais, no período 1991-2009, como registrado no Quadro 2.
QUADRO 2 – Matrículas, Ingressantes e Concluintes em Cursos de Graduação
Presenciais, Públicos e Privados, no Período 1991-2009
Ano
Matrículas
Ingressos
Concluintes
Concl./Ingres
1991
1.565.056
447.929
236.410
0,53
1992
1.535.788
433.047
234.288
0,54
1993
1.594.668
463.604
240.269
0,52
1994
1.661.034
492.924
245.887
0,50
1995
1.759.703
533.688
254.401
0,48
1996
1.868.529
539.975
260.224
0,48
1997
1.945.615
658.337
274.384
0,42
1998
2.125.958
728.442
300.761
0,41
1999
2.369.945
866.608
324.734
0,37
2000
2.694.245
1.035.750
352.305
0,34
2001
3.030.754
1.206.273
395.988
0,33
2002
3.479.913
1.411.208
466.260
0,33
2003
3.887.022
1.540.431
528.223
0,34
2004
4.163.733
1.621.408
626.617
0,39
2005
4.453.156
1.678.088
717.858
0,43
2006
4.676.646
1.753.068
736.829
0,42
2007
4.880.381
1.808.970
756.799
0,42
2008
5.080.056
1.873.806
800.318
0,43
2009
5.115.896
1.732.613
826.928
0,48
Total
57.888.098
20.826.169
8.579.483
0,41
Fonte: BRASIL. MEC. INEP, [2011]. Disponível em:
<http://download.inep.gov.br/informacoes_estatisticas/2011/indicadores_educacionais/histori
co/municipio_org_dep_1991_2009.zip>.
(*) Total de Ingressos = processos seletivos e outras formas de ingresso (transferências,
portadores de diplomas, acordos internacionais, etc.).
9
Observe-se que esses índices de diplomação não são muito animadores,
todavia, tais números merecem análise contextualizada para se chegar a
informações confiáveis.
2.2 Retenção: causas e consequências
A Comissão Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas
(1996, p. 32) considerou aluno retido aquele que, mesmo depois de esgotado o
prazo máximo de integralização, fixado pelo Conselho Federal de Educação, ainda
não concluiu o curso, mas continua matriculado na universidade. Alguns autores
como Corrêa, Viana e Miura (2004), Diaz (1999), Farias (2010) e Nassar (2008)
definem retenção como a permanência prolongada do aluno na instituição,
simplesmente.
Dentre as principais causas da retenção, segundo a Comissão Especial
(1996) estão: (i) a simultaneidade de mais de uma habilitação adiando a diplomação;
(ii) o encadeamento rígido de pré-requisitos; (iii) regime seriado, no qual o aluno que
não consegue acompanhar o fluxo normal da grade curricular retarda no mínimo um
semestre letivo; (iv) exigência de trabalho final de curso; (v) flexibilidade nas
instituições públicas quanto aos prazos de integralização dos cursos; (vi) cursos em
que algumas disciplinas de exatas, já nas fases iniciais, causam um alto índice de
reprovação.
Estudo realizado por Corrêa, Viana e Miura (2004, p. 10), na Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEARP),
Campus de Ribeirão Preto, indicou como principais fatores responsáveis pela
permanência prolongada no curso a realização de intercâmbio (59,70%) e a
reprovação de disciplinas (47,70%). Para o abandono de disciplinas, o principal
motivo levantado foi a necessidade de emprego formal. Em relação ao trancamento,
60% dos alunos que já trancaram o curso citaram o intercâmbio como motivo
relevante e 30% citaram o trabalho.
Segundo Nassar et al (2008, p. 3), “A permanência prolongada em um curso
de graduação ocorre quando o estudante, por várias razões, leva um tempo maior
para completar o curso do que aquele planejado no respectivo currículo ou projeto
pedagógico”.
10
Em estudo realizado por Diaz (1999), na Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA), Campus de
Ribeirão Preto, foi constatado que um dos fatores que influenciam na permanência
prolongada no curso é a ajuda financeira que a família dá ao aluno, ou seja, com a
família cobrindo os seus custos ele tende a não se preocupar em terminar o curso no
tempo mínimo.
Alguns dos fatores ligados à instituição de educação superior, que influenciam
para a permanência prolongada do aluno, são as possibilidades que ele tem de
mudar de curso, trancar matrícula, cursar poucas ou uma única disciplina por
período letivo, apenas para manter a matrícula.
A mudança de curso se dá muitas vezes porque o aluno não está satisfeito
com o curso escolhido, ou porque outro curso está mais evidente no mercado de
trabalho. Já o trancamento pode ocorrer por razões financeiras, de saúde ou de
incompatibilidade de horário.
Diaz
(1996)
conclui
que
a
permanência
prolongada
causa
danos
consideráveis à instituição, e esses danos são ainda maiores para a sociedade, pois
a demora na conclusão do curso beneficia uma minoria que tem condições
financeiras para sua manutenção na universidade, em especial quando se trata de
universidade pública.
Logo, a permanência prolongada é um problema que pode causar prejuízos
tanto de cunho financeiro quanto social e pode ser causada tanto por fatores ligados
à instituição quanto por fatores que dizem respeito ao aluno, como também pode ser
a junção dos dois.
2.3 Evasão: causas e consequências
A evasão é um problema que aflige as instituições de ensino superior, tanto
públicas quanto privadas, e passou a ser uma preocupação das autoridades ainda
na década de 1990. Assim, em 1995, a Secretaria de Educação Superior (SESu), do
Ministério da Educação (MEC), instituiu a Comissão Especial de Estudos sobre a
Evasão nas Universidades Públicas Brasileira para analisar o fenômeno com o
intuito de contribuir para a melhoria das políticas de planejamento da educação
superior (BRASIL, 1996). A proposição dessa Comissão surgiu no Seminário sobre
11
Evasão nas Universidades Brasileiras, organizado pela SESU/MEC, em fevereiro de
1995, na sede do CRUB (BRASIL, 1996).
A evasão nos cursos de graduação também foi uma preocupação da
avaliação das instituições de ensino superior, manifestada pelo Programa de
Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), instituído em 1994.
Para Martins (2007, p. 29) “[...], considera-se evasão a saída do aluno de uma
IES ou de um de seus cursos de forma temporária ou definitiva por qualquer motivo,
exceto a diplomação”.
Segundo a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC, 1997), a
evasão ocorre quando: (i) o aluno abandona o curso, não efetuando matrícula no
tempo devido; (ii) o aluno cancela oficialmente a matrícula; (iii) o aluno se transfere
para outro curso dentro da mesma instituição; (iv) o aluno se transfere para curso de
outra instituição; (v) o aluno se transfere ex offício; (vi) o aluno é excluído do curso
por não atendimento às normas e regimentos.
As causas do fenômeno da evasão podem estar tanto no ambiente interno
quanto no ambiente externo das instituições, como também pode estar relacionado a
questões pessoais do aluno. Segundo Biazus (2004, p. 79),
As causas internas são referentes aos recursos humanos, a aspectos
didático-pedagógicos e à infraestrutura. Já as causas externas são
ligadas a aspectos sócio-político-econômicos e as causas
relacionadas ao aluno são aquelas referentes à vocação e a outros
problemas de ordem pessoal.
Autores como Silva Filho et al (2007), Gaioso (2005), Biazus (2004), Martins
(2007), apontam como causas internas da evasão o ambiente desfavorável ao
aprendizado, professores desqualificados e a falta de assistência socioeducacional.
Os fatores referentes ao ambiente dizem respeito à estrutura física da
Instituição, cujos ambientes para o ensino não são favoráveis, como a falta de
bibliotecas com acervo estruturado e laboratórios especializados, salas de aulas com
móveis inadequados e sistema de ventilação precário.
Quanto aos professores, alguns dos problemas apontados são a falta de
formação pedagógica, que influencia no seu contato com o aluno, o sistema de
avaliação inadequado, e o não reconhecimento das dificuldades de aprendizagem
do aluno.
O fator assistência socioeducacional é de ordem econômica e diz respeito à
política de permanência e às ações da IES para manter o aluno na universidade,
12
como o oferecimento de bolsas de pesquisa, extensão, monitoria e apoio discente,
visando auxiliar economicamente o aluno.
Quanto aos aspectos externos, os autores apontam as condições sóciopolítico-econômicas e pessoais do aluno como principais causas da evasão. O fator
financeiro, ou seja, a falta de recursos do aluno para manter-se na IES, e/ou a
incompatibilidade do horário de trabalho com o horário das aulas são fatores que
dificultam a permanência do aluno. Nessa linha, o mundo do trabalho, em
consequência das mudanças que ocorrem na economia do país e que interferem
diretamente na valorização ou desvalorização de algumas profissões, também
contribui diretamente na decisão do aluno em mudar de curso.
Quanto aos fatores de ordem pessoal do aluno os autores apontam como
causas da evasão a falta de vocação e causas de ordem pessoal e familiar. A falta
de vocação se refere a erro na escolha do curso, incompatibilidade com a profissão
escolhida, prestação de outro vestibular para mudança de curso. Já as causas de
ordem pessoal dizem respeito a problemas de saúde, problemas de adaptação ao
ambiente Universitário, e casamento e gravidez não planejados, que atinge mais as
mulheres.
Souza (1999), em estudo realizado na Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), constatou que as principais causas da evasão relacionadas a
fatores de ordem pessoal são: (i) mudança de interesse, opção de vida e/ou
indecisão profissional (39%); insatisfação com o curso (36%); aprovação em outro
vestibular (23%); e estar cursando paralelamente outro curso superior de maior
interesse (23%). Estudo realizado por Adachi (2009), na Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG), por sua vez, mostrou que os fatores que mais influenciam na
evasão são socioeconômicos e culturais.
Porém, em todos esses estudos a conclusão unânime é que a evasão causa
diversos problemas para as instituições e sucessivamente para a sociedade, pois
vagas ficam ociosas e profissionais deixam de ser formados para o mundo do
trabalho. Logo, a evasão nos cursos de graduação é uma fonte de desperdício de
recursos econômicos e sociais.
Nessa linha, Silva Filho et al, (2007) argumenta que a evasão é uma fonte de
desperdício do dinheiro público por deixar ociosos funcionários, professores,
equipamentos e espaço físico, afetando diretamente o resultado dos sistemas
educacionais.
13
Para Pereira (2003) a evasão de alunos das instituições de ensino superior
gera custos sociais e privados para o País. Por um lado os trabalhadores continuam
com baixa qualificação, enquanto as instituições de ensino públicas deixam de
capacitar esses trabalhadores, pois a possibilidade de ingressar no ensino superior
público e gratuito se torna mais difícil porque vagas ficam ociosas por pelo menos
dois semestres letivos aumentando o tempo de acesso à capacitação profissional.
Gaioso (2005, p. 69) complementa:
Embora a evasão ocasione prejuízos aos cofres públicos; ao
conceito da IES que sofre com as perdas de prestígio internas e
externas e com o risco de manutenção das condições de
sobrevivência financeira; onere o orçamento doméstico de muitas
famílias que arcam com as altas mensalidades das instituições
privadas; à sociedade com investimentos mal aproveitados uma vez
que os alunos ocupam as vagas nas instituições públicas e não se
titulem, esses prejuízos não são percebidos pelos estudantes.
Para Mazzetto e Carneiro (2002) a evasão é um grande problema que tem
sido negligenciado tanto pelas autoridades governamentais e universitárias, como
por professores, que tendem a ver como foco do problema somente o aluno, quando
este está relacionado também a todo um contexto que o rodeia. Já estudo de
Prudente e Barbosa (2010), realizado com alunos do Curso de Pedagogia da
Universidade Estadual de Alagoas, turma 2007, identificou cinco causas da evasão
ocorrida nessa turma: falta de identificação com as metodologias utilizadas pelos
professores; o curso não alcançou as suas expectativas e falta de identificação com
o curso; problemas com as obrigações com a família e trabalho foram priorizadas;
problemas de ordem financeira; e choque de horário do curso com o horário de
trabalho.
A evasão causa diversos problemas para as instituições e sucessivamente
para a sociedade, pois vagas ficam ociosas e novos profissionais para o mercado de
trabalho deixam de ser formados. Para Silva Filho et al, (2007) a evasão é uma fonte
de desperdício do dinheiro público por deixar ociosos funcionários, professores,
equipamentos e espaço físico, afetando diretamente o resultado dos sistemas
educacionais.
Para Tinto (1982), as instituições são parcialmente responsáveis pelo
abandono de seus próprios estudantes. Silva Filho et al. (2007) aponta que, no
período entre 2000 e 2005, a evasão média nas instituições de educação superior
brasileiras foi de 22%, atingindo 12% nas públicas e 26% nas instituições
14
particulares. Salienta que são poucas as IES que possuem um programa
institucional regular de combate à evasão, com planejamento de ações,
acompanhamento de resultados e coleta de experiências bem sucedidas.
No que se refere à evasão por curso e área do conhecimento, estudo
realizado por Silva Filho et.al. (2007), a partir da análise de dados publicados pelo
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), no período de 2001
a 2005, concluiu que as áreas de Agricultura, Veterinária, Educação e de Saúde e
Bem-Estar Social apresentam as menores taxas de evasão anual média.
Pesquisa de Gaioso (2005), a partir de entrevistas realizadas com dirigentes
de 21 IES (8 públicas e 13 privadas), sobre a evasão nos cursos de Direito, Medicina
e Engenharia Civil de IES Privadas e Públicas, no período de 2000 a 2003, concluiu
que o Curso de Engenharia Civil apresenta índices elevados e oscilantes de evasão.
Pesquisa de Machado (2005), realizada no curso de Bacharelado em
Ciências da Computação da Universidade Estadual de Londrina, no período de 1999
a 2004, concluiu que a taxa de evasão no período da pesquisa variou em torno de
60%. Essa taxa é considerada preocupante pelo autor.
Martins (2007) realizou uma pesquisa nas Faculdades Integradas Pedro
Leopoldo com o intuito de identificar as taxas de evasão nos cursos de
Administração, Direito, Serviço Social e Sistemas da Informação, no período de 2002
a 2006. Os resultados revelaram as seguintes taxas de evasão, por curso:
Administração 38,05%; Direito 35,79%; Serviço social 22,08; e Sistemas da
Informação 41,65%.
Estudo de Prudente e Barbosa (2010), realizado no Curso de Pedagogia, com
alunos da turma de 2007, da Universidade Estadual de Alagoas, identificou uma taxa
de evasão de 14%.
Pesquisa de Gomes et al. (2010), realizada na Universidade Federal do
Espírito Santo, especificamente nos cursos do Centro de Ciências da Saúde, no
período de 2002/1 e 2007/1, revelou um índice de evasão de 2,0% no curso de
Enfermagem.
Tendo em vista esse panorama, o REUNI (2007, p. 4), em suas diretrizes
gerais propôs “[...] como meta global a elevação gradual da taxa de conclusão média
dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento [...]”. Assim, entendeu
que a taxa máxima de evasão admitida seria de 10%. Contudo, os índices revelados
pela literatura são muito superiores a isso.
15
Percebe-se, portanto, que a evasão é um problema interno das IES que tem
repercussão social. Cabe aos órgãos competentes e às IES, em particular,
buscarem soluções, implantando políticas institucionais para garantir a permanência
do aluno na universidade e a sua diplomação dentro do prazo de integralização
previsto no Projeto Pedagógico do Curso (PPC).
2.4 Políticas institucionais para a permanência do estudante na
universidade
As instituições de educação superior (IES), sejam públicas ou privadas,
existem para atender a necessidades da sociedade: garantir o acesso ao
conhecimento e à formação profissional. Nas palavras de Biazus (2004), é obrigação
social das IES contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, por
meio da efetivação de suas funções de ensino, pesquisa e extensão, que constituem
o tripé da educação superior. Para efetivar tal obrigação, no entanto, é preciso
garantir o acesso e a permanência no sistema educacional. Nesse sentido,
Rodrigues (2006, p. 215) pondera:
[...] as normas educacionais, de forma geral, devem ser interpretadas
no sentido de garantir o acesso (ingresso inicial e reingresso) e, uma
vez assegurado esse acesso, garantir a permanência do aluno no
sistema, e mesmo sua reintegração, até que possa concluir o curso.
Moraes e Theóphilo (2006), em estudo realizado no curso de Ciências
Contábeis da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), fazem
recomendações para a universidade garantir a permanência do aluno na instituição:
analisar periodicamente a matriz curricular, acompanhar assiduamente a frequência
e o desempenho dos alunos, oferecer monitorias, destinar, principalmente nas
primeiras fases, professores que tenham mais facilidades para lidar com o aluno,
buscando sua integração no curso.
Estudo de Cunha, Tunes e Silva (2001), realizado na Universidade de
Brasília, sugere, para diminuir as taxas de evasão, revisão curricular, mudança na
metodologia do ensino e implementação de um sistema eficaz de orientação
acadêmica ao aluno.
Nota-se que as ações devem sempre focar o aluno, pois ele é o principal
cliente das Instituições de Ensino Superior. Nessa linha, Pereira (2003, p. 49)
enfatiza que, “[...] as ações para diminuir as taxas de evasão podem e devem ser
16
implantadas pelas IES como forma de prevenir a saída temporária ou definitiva do
aluno, reduzindo os custos de perda do cliente”. Biazus (2004, p. 182) complementa:
A qualidade para as instituições de ensino opõe-se frontalmente a
toda a forma de desperdício que, evidentemente, deve ser eliminada.
Esta eliminação tem como solução a instituição saber ouvir seus
CLIENTES (alunos), dando-lhes respostas, reagindo com fatos que
os satisfaçam em suas ansiedades e angústias. Como resultado, a
instituição não só terá seu futuro assegurado, como será respeitada
por estar sendo fiel à sua missão. Caso a instituição não responda ao
apelo da qualidade, ficará no final da fila, apenas assistindo o
sucesso de outras instituições.
Logo, a avaliação das ações dos cursos, sob a ótica dos alunos e
professores, é meio para identificar as necessidades e expectativas relacionadas ao
processo de ensino-aprendizagem. Nessa linha, Baggi e Lopes (2009, p. 8)
ponderam que a avaliação institucional também pode contribuir para a permanência
do aluno na instituição, considerando que:
Dentre as várias razões para a ocorrência da evasão escolar, uma
delas, pode estar relacionada diretamente à má qualidade de ensino
oferecida pelas IES, provocando a perda definitiva do aluno. Para
que haja melhoria nesse processo, podemos utilizar a avaliação
institucional, ampliar as atividades ainda associadas aos campos de
currículos dos cursos e de desempenhos dos docentes e discentes.
Portanto, cremos na necessidade de se fortalecer as articulações
entre avaliação institucional, evasão e qualidade de ensino, no
sentido de haver uma maior explicitação e visibilidade do problema
tanto em relação às discussões acadêmicas como em relação às
políticas públicas educacionais.
A avaliação institucional visa aferir a qualidade. A partir dos resultados são
planejadas ações para as melhorias necessárias, e isso implica também garantir a
permanência do aluno na instituição e diminuir os índices de evasão.
Desta forma, a avaliação institucional passa a ser um processo formativo,
como preconiza o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (INEP,
2009, p. 102), e deve “[...] assegurar a integração, a participação, a globalidade, a
relevância científica e social, a articulação da regulação com a emancipação, do
institucional com o sistêmico”, bem como incorporar aos processos de avaliação “[...]
todos os agentes, todas as dimensões e instâncias das IES, respeitados os papéis
específicos dos participantes, a identidade e a missão de cada uma delas”.
O SINAES foi legalmente instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004,
e seu documento base, ampliado, analisa o valor e o mérito da avaliação
institucional e apresenta os processos de avaliação (INE, 2009). Os principais
17
processos de avaliação do SINAES são três: (i) a Avaliação Institucional, subdividida
em Autoavaliação, realizada de forma permanente, e Avaliação Externa, realizada
para fins de credenciamento e recredenciamento das IES e de verificar se as
instituições estão realizando a autoavaliação seguindo o roteiro mínimo e os
princípios definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior
(CONAES); (ii) a Avaliação dos Cursos de Graduação (ACG), realizada para o
reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos; e (iii) o Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (ENADE), que se constitui de provas padronizadas
aplicadas aos alunos no final do primeiro e último ano do curso, para verificar o
desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas
diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Esses processos de avaliação,
coordenados
e
supervisionados
pela
CONAES,
em
nível
nacional,
são
operacionalizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais
Anísio Teixeira (INEP).
No estado de Santa Catarina o sistema de avaliação das IES e dos cursos é
coordenado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/SC), que firmou acordo de
cooperação técnica com o INEP e a CONAES, objetivando a operacionalização dos
instrumentos e critérios de avaliação definidos para o SINAES. A UDESC, por
integrar o Sistema de Ensino de Santa Catarina, portanto, é regulada pelo CEE/SC
também ao que se refere à avaliação institucional.
2.5 Gestão da informação para a formulação de políticas e o
planejamento institucional
Segundo Choo (2004, p. 282),
Experimentar necessidades de informação pode levar a sua busca.
Isto lembra um processo de tomada de decisão ou de solução de
problemas. Um indivíduo identifica possíveis fontes seleciona quais
utilizar ou faz contato e interage com elas para obter a informação
desejada.
Isso consiste em definir as informações prioritárias para a instituição, definir o
plano de ação para captar a informação e identificar a importância da informação em
consonância com os objetivos da organização. Logo, a informação é insumo para a
tomada de decisão. Nas universidades, as informações obtidas em vários contextos,
devem orientar as estratégias para o melhoramento dos processos pedagógicos e
18
de gestão institucional. Evans (2004, p. 49) salienta que “A informação costumava
ser uma disciplina funcional, mas agora está se tornando o sustentáculo da
estratégia”.
Ao que se refere a cursos de graduação, Biazus (2004, p. 19) pondera que
“[...] a implantação de um sistema de informação facilitaria ao curso e ao colegiado
do curso revisar e detectar os aspectos falhos eventualmente existentes na busca da
melhoria do seu planejamento pedagógico e para o processo de ensino
aprendizagem”.
A informação pode estar em vários locais e formatos. Davenport (1998)
aponta quatro abordagens de controle ou fluxos de informação em uma organização:
(i) informação não estruturada; (ii) capital intelectual ou conhecimento; (iii)
informação estruturada em papel; e (iv) informação estruturada em computadores.
Informações não estruturadas encontram-se nos documentos da instituição,
relatórios, e-mails e na memória das pessoas, por exemplo, porém não estão
adequadamente organizadas em sistemas de informação para possibilitar a rápida
localização e manipulação. Davenport (1998, p. 28) enfatiza a ação do bibliotecário
como organizador e disseminador desse tipo de informação:
Os fornecedores de informação não estruturada, como os
bibliotecários, têm habilidades específicas e exclusivas de sua
profissão. Conhecem melhor os conteúdos e estão mais perto
(embora muitas vezes não o bastante) do usuário do que qualquer
outro fornecedor. Às vezes eles adicionam valor às informações que
coletam – sintetizando-as, interpretando-as e fazendo com que
sirvam aos objetivos de quem as solicita.
Assim, também para a universidade, o bibliotecário é profissional indicado
para identificar, coletar, filtrar e disponibilizar as informações necessárias para os
processos decisórios.
O capital intelectual ou conhecimento diz respeito à informação que provém
do conhecimento dos indivíduos. No caso da universidade, seria a informação que
viria daquele funcionário que detém o conhecimento dos processos institucionais.
Informação estruturada em papel ou em computadores são aquelas informações que
estão registradas em papeis ou armazenadas em computadores e que devem ser
gerenciadas e tratadas.
Esses
tipos
de
informações
são
gerados
abundantemente
pelas
universidades e, quando adequadamente identificadas e disponibilizadas, subsidiam
19
a formulação de políticas e o planejamento institucional. A esse respeito Assis (2008,
p. 23) argumenta:
A identificação das necessidades de informação da organização e
dos usuários é fundamental para que possam ser desenvolvidos
produtos de informação e/ou na formação do acervo de interesse. E
esse é o primeiro passo para que a informação seja útil para a
organização e os usuários tenham a oportunidade de aplicá-la em
benefício dessa organização.
A implantação da gestão da informação acadêmica na universidade é,
portanto, imprescindível para assegurar que a informação seja um recurso para a
gestão e o planejamento institucional.
Nessa linha, os resultados desta pesquisa
serão encaminhados à
Coordenadoria de Avaliação Institucional (COAI) para que sejam disponibilizados
sistematicamente aos gestores (reitor, pró-reitores, diretores de centro, chefes de
departamento e Núcleos Docentes Estruturantes), a fim de servirem de subsídios
aos processos decisórios que envolvem a evasão dos cursos de graduação da
UDESC, a formulação de políticas de permanência e o planejamento institucional
para a solução do problema.
3 METODOLOGIA DA PESQUISA
Esta pesquisa, de abordagem quali-quantitativa, é caracteriza como pesquisa
de avaliação, que se difere das outras formas de pesquisa, não por seus métodos,
mas por seus objetivos. Trata-se de uma pesquisa social aplicada, exploratória,
elaborada para avaliar, em especial, o fenômeno da evasão nos cursos de
graduação da UDESC.
Pesquisas exploratórias são realizadas com o objetivo de “[...] desenvolver,
esclarecer e modificar conceitos e ideias, com vistas na formulação de problemas
mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores” (GIL, 1995, p.
44).
A pesquisa de avaliação, por sua vez, é um tipo especial de pesquisa
elaborada para avaliar programas educacionais, que nesta pesquisa são os cursos
de graduação da UDESC. As informações produzidas por esse tipo de avaliação são
usadas, por exemplo, para decidir se as políticas, estratégias e objetivos devem ser
20
revistos, se os programas devem continuar ou não, se requerem mais ou menos
recursos ou se estes devem ser redirecionados, se é preciso investir na contratação
ou na capacitação de professores para que os objetivos sejam atingidos (SELLTIZ;
WRIGHTSMAN; COOK, 1987).
A pesquisa de avaliação pode ser somativa ou formativa. As pesquisas
somativas visam à avaliação de resultados e as pesquisas formativas centram-se na
avaliação de processos. Segundo Davok (2006), avaliações somativas tratam de
análises retrospectivas e visam produzir informações sobre o desempenho de
programas já terminados. As avaliações formativas, por sua vez, são realizadas para
assegurar a qualidade e para colher informações a fim de melhorar a qualidade de
um programa e são realizas no decurso do programa, requerendo informações sobre
o funcionamento interno deste.
Ao se tratar de avaliação educacional, as definições têm uma conceituação
mais ampla e associam o estudo sistemático do objeto em si, a juízos de valor e
mérito. Nessa linha, Scriven (1991) afirma que a avaliação educacional é a
determinação sistemática e objetiva do valor e mérito de um produto, de um
processo, ou ainda, do próprio pessoal ligado à educação. Stufflebeam (2000)
considera que a avaliação educacional é um instrumento para fornecer informações
a quem toma decisões. Assim sendo, ela é o planejamento e condução de um
estudo para auxiliar os stakeholders a julgarem o valor e o mérito de um objeto
educacional e a tomarem medidas para aperfeiçoá-lo. Esta pesquisa trata dessa
última abordagem de avaliação.
3.1 Delimitação e Procedimentos de Coleta de Dados
Para cumprir a trajetória da investigação da diplomação, evasão e retenção
nos cursos de graduação da UDESC, a pesquisa foi delimitada à literatura, para a
contextualização e identificação de causas do fenômeno, e aos registros
acadêmicos dos alunos ingressantes nos cursos da UDESC, no período 2008 a
2010.
A metodologia seguida, portanto, utilizou dos métodos de procedimentos das
pesquisas documental e bibliográfica. Assim, os dados são originados de fontes
secundárias, sendo obtidos mediante leitura e análise de documentos internos
21
coletados por meio do sistema acadêmico Sigmaweb, e de pesquisas antecedentes
sobre o tema.
As pesquisas documentais se valem de “[...] materiais que não receberam
ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com
os objetivos da pesquisa” (GIL, 1995, p. 73).
A análise documental permite a seleção e obtenção dos documentos.
Segundo Richardson (1999), esse tipo de análise trabalha sobre os documentos, é
essencialmente temática e objetiva a determinação fiel dos fenômenos sociais.
Ademais, documentos constituem fonte rica e estável de dados e subsistem ao longo
do tempo, sendo por isso a mais importante fonte de dados para pesquisas
históricas.
A pesquisa documental deu-se junto ao Sistema Acadêmico da UDESC, de
onde foram coletados os dados sobre a evasão, a retenção e a diplomação, por
curso, na população de alunos ingressantes no período 2008 a 2010. De posse das
informações acerca da diplomação, retenção e evasão, foram calculados os índices,
por área do conhecimento e por curso.
Conforme Gil (1995, p. 73), a pesquisa documental assemelha-se à pesquisa
bibliográfica, apresentado diferença apenas na natureza das fontes:
[...] a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das
contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto, a
pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda
um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de
acordo com os objetivos da pesquisa.
A pesquisa bibliográfica visa discutir conceitos e levantar antecedentes na
literatura para focalizar e contextualizar o tema e fundamentar a análise dos dados
desta pesquisa (BARROS; LEHFELD, 2000). Isso requereu um levantamento dos
temas, tipos de abordagens apontados e trabalhados em outros estudos, para
assimilar conceitos e explorar aspectos já pesquisados sobre o tema.
Assim, nesta pesquisa foram trabalhados com dois tipos de dados:
documentais e bibliográficos.
3.2 Interpretação e análise dos dados
Esta pesquisa aborda o tema sob a ótica da sistematização e gestão da
informação com vistas ao planejamento institucional. Nessa linha, os índices de
22
evasão nos cursos de graduação UDESC foram contextualizados com causas e
fatores identificados na literatura.
Para os fins desta pesquisa considerou-se que ocorre evasão quando: (i) o
aluno abandona o curso, não efetuando matrícula no tempo devido; (ii) o aluno
cancela oficialmente a matrícula; (iii) o aluno se transfere para outro curso dentro da
mesma instituição; (iv) o aluno se transfere para curso de outra instituição; (v) o
aluno se transfere ex offício; (vi) o aluno é excluído do curso por infringir normas e
regimentos (UDESC, 1997).
Quanto à retenção, entende-se como aluno retido aquele que mesmo
esgotado o prazo máximo de integralização do curso, conforme fixado no Projeto
Pedagógico do Curso (PPC), ainda não tenha concluído o curso, mas continua
matriculado na universidade. Na prática, para fins de coleta de dados no Sistema
Acadêmico, considerou-se como aluno retido aquele que solicitou prorrogação de
prazo para conclusão do curso.
Os dados foram analisados sob a ótica de pressupostos de outros estudos
sobre o tema, que objetivaram o entendimento de fatores motivacionais da evasão,
em especial. A exemplo, pesquisa realizada pela Comissão Especial de Estudos
sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras, instituída pela Secretaria de
Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), publicada em 1996.
Essa pesquisa já revelou altos índices de evasão nos cursos de graduação das
universidades públicas no inicio da década de 1990, constatando hipoteticamente
que as causas desse fenômeno seriam decorrentes de fatores referentes a
características individuais do estudante e de fatores internos e externos às
instituições.
Alinhada a uma política nacional de pesquisa da evasão na educação
superior, a fórmula utilizada nessa pesquisa para o cálculo do índice de evasão é
preconizada pelo MEC, Edital MEC/SESU nº 08/2007–REUNI, e estabelece uma
relação entre o número de concluintes e ingressantes de uma determinada turma,
considerando o tempo de integralização do curso, conforme fórmula abaixo, que
corresponde a um curso de quatro anos.
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐸𝑣𝑎𝑠ã𝑜 = 1 −
Onde:
C10 = Concluintes (em 2010)
I7 = Ingressantes (em 2007)
𝐶10
𝐼7
23
4 RESULTADOS DA PESQUISA
A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), universo desta
pesquisa, está presente nas mesorregiões do estado de Santa Catarina com doze
Centros de Ensino distribuídos em seis Campi. Os cursos de graduação oferecidos
na UDESC são na modalidade presencial e à distância, com regime didático na
forma de créditos, estruturados em um sistema de disciplinas hierarquizadas,
definido pelos projetos pedagógicos.
Os resultados são apresentados primeiramente por Centro de Ensino e em
seguida por área de conhecimento.
4.1 Resultados por Centro de Ensino
O universo desta pesquisa foram os cursos presenciais ativos com
concluintes no período 2008-2010. Considerando tal delimitação, a pesquisa
abarcou 25 cursos de graduação de sete Centros de Ensino da UDESC: Centro de
Ciências Agroveterinárias (CAV); Centro de Ciências Tecnológicas (CCT); Centro de
Artes (CEART); Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID); Centro de
Ensino do Oeste (CEO); Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas
(ESAG); e Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED). Os resultados são
apresentados a seguir.
4.1.1 Centro de Ciências Agroveterinárias – CAV
O CAV localiza-se no Campus III, UDESC Planalto Serrano, na Cidade de
Lages, e oferece os cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Engenharia
Ambiental e Engenharia Florestal. O curso de Engenharia Ambiental não foi incluído
na pesquisa por se tratar de um curso novo, que ainda não tinha concluintes no
período analisado.
24
O Quadro 3 apresenta um apanhado geral dos índices de evasão nos cursos
do Centro de Ciências Agroveterinárias.
QUADRO 3 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CAV – período
2008-2010
Entrada
Curso
2003/2
2004/1
Agronomia
Medicina
Veterinária
Engenharia
Florestal
Índice
de
2008/1 Evasão
2008
2008/2
Saída
Entrada
2004/2
2005/1
Índice
de
2009/1 Evasão
2009
2009/2
Saída
Entrada
2005/2
2006/1
Saída
Índice de
Evasão
2010/1
2010
2010/2
Índice de
Evasão
do
Período
2008-2010
80
77
3,75
83
69
16,87
80
76
5,00
8,54
160
138
13,75
160
146
8,75
160
160
0,00
7,50
0
0
0,00
80
54
32,50
80
59
26,25
29,38
Fonte: Sigmaweb (2011)
O curso de agronomia da UDESC apresentou um índice médio de evasão de
8,5%, no período de 2008-2010. Este índice é mais baixo que o índice de 10%
sugerido pelo MEC. Em 2008 o índice de evasão foi de 3,75%. Em 2009 o índice de
evasão chegou a 16,87%, o que representa um aumento de 13,12% se comparado
ao período anterior. Porém, no ano de 2010 observa-se novamente uma retração na
evasão, apresentando um índice de 5%, como mostra o Gráfico 1.
GRÁFICO 1 – Índices de evasão no curso de Agronomia – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
16,87%
5%
3,75%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O Curso de Medicina Veterinária apresenta um índice de evasão de 7,5% no
período analisado. Observe-se no Gráfico 2 que no ano de 2008 a taxa de evasão
foi de 13,75%, e no ano de 2009 caiu para 8,75%, o que representa uma queda de
25
5%. O ano de 2010 foi excelente, considerando que não foi registrado índice de
evasão.
GRÁFICO 2 – Índices de evasão no curso de Medicina Veterinária – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
13,75%
8,75%
0%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Evasão zero representa uma situação bastante peculiar, não localizada na
literatura revista. O mais aproximado foi relatado por Gomes et al. (2010), em
pesquisa realizada na Universidade Federal do Espírito Santo, que identificou um
índice de evasão 0,35% no curso de Medicina.
O Curso de Engenharia Florestal, no período de 2009-2010, apresentou um
índice médio de evasão de 29,38%. Em 2008 o curso ainda não tinha concluintes,
por isso não entrou no computo.
GRÁFICO 3 – Índices de evasão no curso de Engenharia Florestal – período
2009-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
32,5%
2009
Fonte: Elaborado pelo autor.
26,25%
2010
26
Como mostra o Gráfico 3, o índice de evasão no curso de Engenharia
Florestal, em 2009, foi de 32,5%. Esse índice diminui em 2010, passando para
26,25%, o que representa uma queda de 6,25%.
Nos cursos oferecidos pelo CAV, o menor índice médio de evasão, no período
de 2008-2010, foi registrado no Curso de Medicina Veterinária (7,5%), seguido pelo
Curso de Agronomia (8,45%) e, por último, o Curso de Engenharia Florestal
(29,38%). O Gráfico 4 apresenta esse panorama.
GRÁFICO 4 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CAV – período
2009-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Agronomia
Engenharia
Florestal
Medicina
Veterinária
32,5%
26,25%
13,75%
16,87%
8,75%
3,75%
2008
5%
0%
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Observe-se que no período de 2008-2010 o curso do CAV que apresentou a
melhor variação no índice de evasão é o de Medicina Veterinária: em 2008 a evasão
foi de 13,75%, no ano seguinte caiu quase pela metade e em 2010 não houve
evasão. A segunda melhor variação no período ocorreu no Curso de Agronomia: em
2008 teve uma evasão bem baixa (3,75%), no ano seguinte teve um aumento
considerável, mas em 2010 voltou a cair. Os baixos índices de evasão identificados
nesses dois cursos condizem com os encontrados na literatura. Estudo de Silva
Filho et.al. (2007) constatou que as áreas de Agricultura e Veterinária apresentaram
as menores taxas de evasão anual média.
27
4.1.2 Centro de Ciências Tecnológicas – CCT
O CCT situa-se no Campus II, UDESC Norte Catarinense, na cidade de
Joinville, e oferece cursos nas áreas de Engenharia, Computação, Sistemas de
Informação e licenciaturas em Física, Química e Matemática.
Esta pesquisa apresenta informações sobre a evasão nos cursos de
Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de
Produção e Sistemas, Bacharelado em Ciências da Computação, Tecnologia em
Sistemas de Informação e Licenciatura em Física. Os cursos mais recentes do
Centro não foram contemplados neste estudo por não possuírem concluintes no
período pesquisado.
O Quadro 4 apresenta um apanhado geral dos índices de evasão nos cursos
do Centro de Ciências Tecnológicas.
QUADRO 4 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CCT – período
2008-2010
Entrada
Curso
Engenharia Civil
Engenharia
Elétrica
Engenharia
Mecânica
Engenharia de
Produção e
Sistemas
2003/2
2004/1
Bacharelado em
Ciência da
Computação
Tecnologia em
Sistemas de
Informação
Entrada
2005/2
2006/1
Saída
Índice de
Evasão
2010/1
2010
2010/2
Índice de
Evasão do
Período
2008-2010
36
55,00
80
35
56,25
80
40
50,00
53,75
80
58
27,50
80
40
50,00
80
47
41,25
39,58
80
34
57,50
80
44
45,00
80
51
36,25
46,25
80
58
27,50
80
59
26,25
80
64
20,00
24,58
Índice
de
Evasão
2009
Entrada
Saída
46,84
80
24
Índice
de
Evasão
2009
Entrada
Saída
41,25
80
2004/2
2005/1
80
Entrada
Curso
Índice
de
Evasão
2009
80
Entrada
Curso
Índice
Entrada Saída
de
2008/1 Evasão 2004/2 2009/1
2008
2008/2
2005/1 2009/2
Saída
2005/2
2006/1
80
Índice Entrada Saída
de
2008/1 Evasão 2005/2 2009/1
2008
2008/2
2006/1 2009/2
Saída
32
60,00
79
42
Índice Entrada Saída
de
2008/1 Evasão 2006/2 2009/1
2008
2008/2
2007/1 2009/2
Saída
61
23,75
80
47
2006/2
2007/1
2007/2
2008/1
Índice de
Evasão
2010/1
2010
2010/2
70,00
Índice de
Evasão
2010/1
2010
2010/2
50
37,50
Índice de
Evasão do
Período
2008-2010
58,95
Índice de
Evasão do
Período
2008-2010
34,17
28
Entrada
Curso
2005/1
2005/2
Licenciatura em
Física
Índice Entrada Saída
de
2008/1 Evasão 2006/1 2009/1
2008
2008/2
2006/2 2009/2
Saída
80
14
82,50
79
18
Índice
de
Evasão
2009
Entrada
77,22
80
2007/1
2007/2
Saída
Índice de
Evasão
2010/1
2010
2010/2
8
90,00
Índice de
Evasão do
Período
2008-2010
83,24
Fonte: Sigmaweb (2011)
Entre os cursos de Engenharia do CAV, o curso de Engenharia Civil
apresenta o maior índice de evasão, com uma média de 53% no período avaliado. O
Gráfico 5 apresenta os dados.
GRÁFICO 5 – Índices de evasão no curso de Engenharia Civil – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
55%
2008
56,25%
2009
50%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de Engenharia Elétrica apresentou um índice médio de evasão no
período analisado de 40%, que, embora inferior ao da Engenharia Civil, é bastante
alto. O Gráfico 6 apresenta os dados.
29
GRÁFICO 6 – Índices de evasão no curso de Engenharia Elétrica – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
50%
41,25%
27,5%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Observe-se que no ano de 2008 o índice de evasão no curso de Engenharia
Elétrica foi de 27,5%, dobrando praticamente no ano de 2009 (50%) e apresentando
leve queda (8,75%) em 2010.
O curso de Engenharia Mecânica, no período analisado, também apresentou
um elevado índice de evasão (46,25%), embora possa ser observada uma queda
gradual de um ano para outro, como mostra o Gráfico 7.
GRÁFICO 7 – Índices de evasão no curso de Engenharia Mecânica – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
57,5%
45%
36,25%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No ano de 2008 o índice de evasão ficou em 57,5%, no ano seguinte o índice
sofreu uma queda de 12,5%, atingindo um índice de 45% de evasão e, em 2010,
diminuiu mais 8,75%, atingindo o menor percentual do período (36,25%).
30
Os menores índices de evasão nos cursos do CCT são do curso de
Engenharia de Produção e Sistemas, conforme demonstrado no Gráfico 8.
GRÁFICO 8 – Índices de evasão no curso de Engenharia de Produção e
Sistemas – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
27,5%
2008
26,25%
2009
20%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No ano de 2008 o índice de evasão no curso de Engenharia de Produção e
Sistemas era de 27,5%. Em 2009 apresentou uma discreta redução de 1,25 pontos
percentuais, atingindo o índice de 26,5% e em 2010 manteve a tendência de queda
alcançando o índice de 20%. Esse é um índice de evasão significativamente positivo
quando comparado aos demais cursos da área das engenharias analisados.
Além dos cursos de Engenharia, também foram pesquisados os cursos de
Ciência da Computação, Tecnologia em Sistemas de Informação e Licenciatura em
Física do CCT.
O Gráfico 9 apresenta os índices de evasão no curso de Ciência da
Computação.
31
GRÁFICO 9 – Índices de evasão no curso de Ciência da Computação – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
70%
60%
46,84%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No período avaliado o curso de Ciência da Computação apresentou um índice
médio de evasão de 58,95%. Em 2008 o índice foi de 60%, apresentando uma
queda de 13,16% no ano seguinte, porém, voltando a crescer em 2010 quando
apresentou um índice de 70% de evasão. Resultados semelhantes são identificados
na pesquisa feita por Machado (2005) no curso de Ciência da Computação da
Universidade Estadual de Londrina, onde a taxa de evasão no período da pesquisa
gira em torno de 60%, o que o autor da pesquisa define como sendo uma taxa
preocupante.
O curso de Tecnologia em Sistemas de Informação, por sua vez, durante o
período avaliado, também apresentou altos índices de evasão, como demonstra o
Gráfico 10.
GRÁFICO 10 – Índices de evasão no curso de Tecnologia em Sistemas de
Informação – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
41,25%
37,5%
23,75%
2008
2009
Fonte: Elaborado pelo autor.
2010
32
Percebe-se uma média de evasão de 34,17% no período 2008-2010. Porém,
em 2008, o índice era de 23,75% e saltou para 41,25% em 2009, mantendo-se
próximo deste índice, 37,5%, em 2010. Esses índices são próximos aos encontrados
na literatura revista, como por exemplo, no estudo de Martins (2007), realizado nas
Faculdades Integradas Pedro Leopoldo, que revelou uma taxa de evasão de 41,65%
no curso de Tecnologia em Sistemas de Informação.
Por último, o curso de licenciatura em Física do CCT apresenta os índices de
evasão mais altos do Centro. A evasão média do curso no período 2008-2010 foi de
83,24%, como aponta o Gráfico 11.
GRÁFICO 11 – Índices de evasão no curso de licenciatura em Física – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
90%
82,5%
2008
77,22%
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No ano de 2008 o índice de evasão apresentado no curso de licenciatura em
Física foi de 82,5%. No ano seguinte passou para 77,22% e em 2010 novamente
aumentou, atingindo o índice de 90%, o que representa que de cada 10 ingressantes
apenas um completou o curso.
O Gráfico 12 apresenta um panorama geral da evasão nos cursos de
graduação do CCT, no período 2008-2010.
33
GRÁFICO 12 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CCT – período
2008-2010
Ciência da
Computação
100
90%
90
70%
Eng. Elétrica
Eng. Mecânica
20%
37,5%
41,25%
36,25%
0
2008
Engenharia Civil
50%
41,25%
26,25%
10
23,75%
27,5%
20
27,5%
30
56,25%
50%
45%
46,84%
40
57%
50
55%
60
60%
70
77,22%
82,5%
80
2009
2010
Eng. de Produção e
Sistemas
Lic. Física
Tec. em Sistemas de
Informação
Fonte: Elaborado pelo autor.
O Gráfico 12 reitera a posição do curso de licenciatura em Física
apresentando o maior índice de evasão dos cursos do CCT nos três anos da
pesquisa, seguido pelo curso de Ciência da Computação. O curso que se destaca
positivamente, apresentando os menores índices de evasão, é o curso de
Engenharia de Produção e Sistemas.
4.1.3 Centro de Artes – CEART
O Centro de Artes (CEART), localizado no Campus 1, em Florianópolis,
oferece os curso de licenciatura em Teatro, bacharelado em Artes Visuais,
licenciatura em Artes Visuais, Design de Moda, Design Industrial, Design Gráfico,
licenciatura em Música, bacharelado em Música (Piano) e bacharelado em Música
(violão, violino, viola e violoncelo). Porém, tendo em vista os critérios da pesquisa, e
devido as recentes reformulações curriculares, apenas os cursos de Design Gráfico,
Design Industrial, licenciatura em Música e bacharelado em Música fizeram parte da
pesquisa.
Os índices de evasão nos cursos de graduação do CEART estão
apresentados no Quadro 5.
34
QUADRO 5 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEART – período
2008-2010
Curso
Design
Industrial
Design
Gráfico
Bacharelado
em Música
Licenciatura
em Música
Entrada
Saída
2008/1
2008/2
Índice
de
Evasão
2008
Entrada
Saída
2009/1
2009/2
Índice
de
Evasão
2009
2006/1
2006/2
2007/1
2007/2
21
15
28,57
20
13
35,00
20
9
55,00
18
16
8
6
25,00
14
30
6
80,00
28
Entrada
Saída
2005/1
2005/2
2010/1
2010/2
Índice
de
Evasão
2010
Índice de
Evasão do
Período
2008-2010
20
10
50,00
37,86
11,11
20
19
5,00
23,70
8
42,86
13
7
46,15
38,00
9
67,86
29
12
58,62
68,83
Fonte: Sigmaweb (2011)
No período avaliado de 2008-2010 o índice médio de evasão no curso de
Design Industrial foi de 37,86%. Em 2008 o índice de evasão foi de 28,57%. Em
2009 subiu para 35%, e em 2010 passou para 50%. Ou seja, aumentou 21,43 % de
2008 para 2010, como mostra o Gráfico 13.
GRÁFICO 13 – Índices de evasão no curso de Design Industrial – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
50%
35%
28,57%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de Design Gráfico segue caminho inverso ao curso de Design
Industrial quanto aos índices de evasão no período avaliado. Em 2008 o curso
apresentou um índice de evasão de 55%, que diminuiu consideravelmente,
passando para 11% em 2009 e 5% em 2010, como apresentando no Gráfico 14.
35
GRÁFICO 14 – Índices de evasão no curso de Design Gráfico – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
55%
11,11%
2008
2009
5%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de bacharelado em Música, por sua vez, oferece 17 vagas anuais,
distribuídas nas habilitações Violão, Violino e Violoncelo e Piano. Nesta pesquisa,
considerando o número reduzido de ingressantes em cada habilitação, os dados
foram agrupados, obtendo-se os resultados apresentados no Gráfico 15.
GRÁFICO 15 – Índices de evasão no curso de bacharelado em Música –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
42,86%
46,15%
2009
2010
25%
2008
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de licenciatura em Música, apesar de ter praticamente o dobro de
vagas anuais que o curso de bacharelado em Música, teve praticamente o mesmo
número absoluto de formados que o bacharelado. Isso também refletiu nos índices
de evasão. Observe-se no Gráfico 16 que, em 2008, o índice de evasão no Curso foi
de 80%, em 2009 de 67,86% e em 2010 de 58,62%.
36
GRÁFICO 16 – Índices de evasão nos cursos de licenciatura em Música –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
80%
67,86%
58,62%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O panorama geral do índice de evasão nos cursos do Centro de Artes
(CEART) é apresentado no Gráfico 17.
GRÁFICO 17 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEART –
período 2008-2010
100
90
80%
80
67,86%
70
60
50
50%
46,15%
42,86%
35%
40
30
Bacharelado em
Música
Licenciatura em
Música
Design industrial
58,62%
55%
25%
28,57%
20
11,11%
5%
10
0
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O Gráfico 17 mostra a variação dos índices de evasão nos cursos do CEART.
Observe-se que o curso de Design Gráfico apresenta o menor índice médio de
evasão dos cursos analisados, com uma queda de 50 pontos percentuais entre 2008
e 2010. O destaque preocupante são os índices de evasão no curso de Licenciatura
em Música, que apresentou uma evasão média próxima a 70% no período
analisado.
37
4.1.4 Centro de Ciências da Saúde e do Esporte – CEFID
O Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID) funciona em uma
unidade descentralizada do Campus 1, de Florianópolis, e oferece os cursos de
bacharelado em Educação Física, licenciatura em Educação Física, e Fisioterapia.
Durante o período estudado, o bacharelado e a licenciatura eram habilitações do
curso de Educação Física, e hoje são dois cursos distintos. Os dados da evasão
nesses cursos, referentes ao período 2008-2010, constam no Quadro 6.
QUADRO 6 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEFID – período
2008-2010
Entrada
Curso
Educação
Física –
Licenciatura e
Bacharelado
2004/2
2005/1
109
Entrada
Curso
Fisioterapia
Índice de
Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída
Índice de
Evasão
de
de
Evasão
do
2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1
2010
Período
2009
2008/2 2008
2006/1 2009/2
2007/1 2010/2
2008-2010
Saída
2003/2
2004/1
71
34,86
120
119
0,83
120
78
35,00
23,57
Índice de
Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída
Índice de
Evasão
de
de
Evasão
do
2008/1 Evasão 2004/2 2009/1 Evasão 2005/2 2010/1
2010
Período
2009
2008/2 2008
2005/1 2009/2
2006/1 2010/2
2008-2010
Saída
58
36
37,93
60
54
10,00
60
52
13,33
20,42
Fonte: Sigmaweb (2011)
No período de 2008-2010 o curso de Educação Física apresentou um índice
de evasão de 23,57%. No ano de 2008 a evasão chegou a 34,86%, passando para
0,83% em 2009, o que representou uma queda 34,3%. Todavia, em 2010 subiu para
35,00%, equiparando-se novamente ao índice de 2008. Os fatores que reduziram a
evasão para menos de 1% em 2009 merecem ser identificados.
A variação dos índices de evasão no período é apresentada no Gráfico 18.
38
GRÁFICO 18 – Índices de evasão no curso de bacharelado e licenciatura em
Educação Física – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
34,86
35,00
0,83
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Conforme o Gráfico 19, o curso de Fisioterapia do CEFID apresentou um
índice médio de evasão de 20,42% entre 2008-2010. Em 2008 a evasão foi de
37,93%. Em 2009 esse índice decresceu em 27,9 pontos percentuais, atingindo o
índice de 10%. Essa tendência manteve-se no ano seguinte, quando a evasão ficou
em 13,33%.
GRÁFICO 19 – Índices de evasão no curso de Fisioterapia – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
37,93%
10%
2008
2009
13,33%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
A análise dos cursos do CEFID demonstra uma variação considerável nos
índices de evasão em ambos os cursos no período avaliado, como mostra o Gráfico
20.
39
GRÁFICO 20 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEFID – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Fisioterapia
37,93%
35%
34,86%
Educação Física
13,33%
10%
0,83%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Como mostra o gráfico, tanto o curso de Educação Física quanto o curso de
Fisioterapia, em 2008, apresentaram um índice de evasão superior a 30%. No ano
de 2009 essa tendência se reverteu para ambos os cursos, porém, apenas o curso
de Fisioterapia manteve seu índice de evasão próximo aos 10 pontos percentuais no
ano seguinte. Sugere-se identificar a causa da diminuição da evasão em 2009.
4.1.5 Centro de Ensino do Oeste – CEO
O Centro de Educação Superior do Oeste (CEO) é um Centro multicampi e
localiza-se nas cidades de Chapecó, Pinhalzinho e Palmitos. O CEO oferece os
cursos de Engenharia de Alimentos, Zootecnia e Enfermagem.
O curso de Engenharia de Alimentos teve início no ano 2004 e a primeira
turma se diplomou em 2008. O Quadro 7 mostra os índices de evasão no período
pesquisado.
40
QUADRO 7 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEO – período
2008-2010
2010/1
2010/2
Índice
de
Evasão
2010
Índice de
Evasão
do
Período
2008-2010
92
51
44,57
66,06
Entrada
Saída
2009/1
2009/2
Índice
de
Evasão
2009
2006/2
2007/1
2010/1
2010/2
Índice
de
Evasão
2010
Índice de
Evasão
do
Período
2008-2010
89
40
55,06
90
46
48,89
Entrada
Saída
Saída
2005/1
2005/2
2009/1
2009/2
Índice
de
Evasão
2009
Entrada
2008/1
2008/2
Índice
de
Evasão
2008
2006/1
2006/2
2010/1
2010/2
Índice
de
Evasão
2010
Índice de
Evasão
do
Período
2008-2010
71
11,25
90
75
16,67
92
77
16,30
14,74
Entrada
Saída
2008/2
Índice
de
Evasão
2008
Entrada
Saída
2009/1
2009/2
Índice
de
Evasão
2009
2004/2
2005/1
2005/2
2006/1
39
8
79,49
85
22
74,12
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2008/1
2008/2
Índice
de
Evasão
2008
2004/2
2005/1
2005/2
2006/1
84
31
63,10
Entrada
Saída
2004/1
2004/2
80
Entrada
Saída
2004/1
Curso
Engenharia de
Alimentos
Curso
Zootecnia
Curso
Enfermagem
55,68
Fonte: Sigmaweb (2011)
O curso de Engenharia de Alimentos, no período 2008-2010, apresenta um
índice médio de evasão de 66,06%. Em 2008 esse índice foi de 79,49% ao se
considerar que dos 39 alunos matriculados em 2004 apenas oito se formaram dez
semestres depois. O índice de evasão no ano de 2009 apresentou uma discreta
redução de cinco pontos percentuais, atingindo 74,12%. Porém, em 2010, se
comparado com 2009, houve uma redução de 30% da evasão, atingindo o índice de
44,57%.
O Gráfico 21 mostra o índice de evasão no curso de Engenharia de alimentos
nos três anos avaliados.
41
GRÁFICO 21 – Índices de evasão no curso de Engenharia de Alimentos –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
79,49%
74,12%
44,57%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de Zootecnia, em 2008, apresentou o maior índice de evasão no
período, atingindo 63,1%. Em 2009 apresentou 55,06%, e em 2010 teve mais um
leve decréscimo, atingindo 48,89%, como demonstra o Gráfico 22.
GRÁFICO 22 – Índices de evasão no curso de Zootecnia – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
63,1%
55,06%
2008
2009
48,89%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de Enfermagem, por sua vez, apresenta índices de evasão
consideravelmente mais baixos se comparados aos demais cursos do Centro. Em
2008 apresentou um índice de 11,25%, em 2009 aumentou para 16,67% e, em
2010, houve pouca variação, apresentando uma evasão de 16,30%, como apontado
no Gráfico 23.
42
GRÁFICO 23 – Índices de evasão no Curso de Enfermagem – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
11,25%
16,67%
16,3%
2009
2010
2008
Fonte: Elaborado pelo autor.
A evasão no curso de Enfermagem se aproxima ao relatado na literatura, que
aponta que os menores índices de evasão ocorrem em cursos da área da saúde. A
exemplo, estudo de Gomes et al. (2010) na Universidade Federal do Espírito Santo,
aferiu um índice de evasão de 2% no curso de Enfermagem daquela instituição.
O panorama geral da evasão nos cursos de graduação do CEO é
apresentado no Gráfico 24.
GRÁFICO 24 – Índices de evasão nos cursos de graduação do CEO – período
2008-2010
100
90
79,49%
74,12%
80
70
63,1%
55,06%
60
48,89%
44,57%
50
Enfermagem
40
30
20
Engenharia de
alimentos
16,67%
16,3%
11,25%
10
0
2008
Fonte: Elaborado pelo autor.
2009
2010
Zootecnia
43
Como mostra o gráfico, o curso de Engenharia de Alimentos apresenta os
maiores índices de evasão no período analisado, seguido pelo curso de Zootecnia.
O curso de Enfermagem, no período, apresentou um índice médio de evasão de
14,74%.
4.1.6 Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – ESAG
O Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (ESAG) oferece
os seguintes cursos de graduação: curso de Administração Empresarial, em
Florianópolis; curso de Administração Pública, em Florianópolis e Balneário
Camboriú; e curso de Ciências Econômicas, em Florianópolis. O curso de Ciências
Econômicas não fez parte desta pesquisa porque ainda não tinha concluintes no
período pesquisado. O Quadro 6 apresenta os dados da pesquisa referentes a
esses cursos.
QUADRO 8 – Índices de evasão nos cursos de graduação em Administração
Empresarial – período 2008-2010
Índice de
Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída
Índice de
Evasão
de
de
Evasão
do
2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1
2010
Período
2008
2009
2008/2
2006/1 2009/2
2007/1 2010/2
2008-2010
Entrada Saída
Curso
2004/2
2005/1
Administração
Empresarial
(noturno/vespertino)
Administração
Pública (Balneário
Camboriú)
Administração
Pública
(Florianópolis)
160
187
-
160
109
31,88
160
126
21,25
26,56
81
32
60,49
80
30
62,50
79
42
46,84
56,61
79
24
69,62
80
63
21,25
80
51
36,25
42,37
Fonte: Sigmaweb (2011)
Os dados dos formandos do curso de Administração Empresarial no ano de
2008 são peculiares em virtude de alteração curricular ocorrida no primeiro semestre
de 2008. No currículo anterior o curso era composto por nove fases, com a alteração
curricular os alunos puderam solicitar a equivalência para o novo currículo de oito
fases, o que ocasionou um número maior de concluintes do que de ingressantes no
período. Por essa razão, o índice de evasão referente ao ano de 2008 não foi
44
calculado. Nos anos subsequentes os dados voltaram à normalidade, fechando um
índice de evasão de 26,56% no período 2009-2010.
Como aponta o Gráfico 25, em 2009 o índice de evasão no curso de
Administração Empresarial foi de 31,88% e em 2010 o índice diminuiu para 21,25%.
Esses índices são menores que aquele aferido por Martins (2007) em pesquisa
realizada no curso de Administração das Faculdades Integradas Pedro Leopoldo,
que indicou uma evasão de 38,05%.
GRÁFICO 25 – Índices de evasão no curso de Administração Empresarial –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
31,88
21,25
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
O curso de Administração Pública apresentou um índice médio de evasão
superior ao índice do curso de Administração Empresarial.
Entre os cursos da ESAG, o curso de Administração Pública, oferecido em
Balneário Camboriú, apresenta o maior índice de evasão médio no período,
atingindo um percentual de 56,61%. O Gráfico 26 mostra os índices de evasão do
curso nos três anos avaliados.
45
GRÁFICO 26 – Índices de evasão no curso de Administração Pública, Balneário
Camboriú – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
62,5%
60,49%
46,84%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Observa-se que o menor índice de evasão no curso de Administração
Pública, em Balneário Camboriú, foi de 46,84% em 2010.
O curso de Administração Pública, em Florianópolis, apresenta uma variação
relevante nos índices de evasão no período, como se verifica no Gráfico 27.
GRÁFICO 27 – Índices de evasão no curso de Administração Pública,
Florianópolis – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
69,62%
36,25%
21,25%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No ano de 2008 o índice de evasão no curso de Administração Pública, em
Florianópolis, foi de 69,62%. Surpreendentemente, em 2009 a evasão caiu para
21,25%. Porém, voltou a subir em 2010, sendo registrada uma evasão de 36,25%.
Um panorama geral da evasão nos cursos de graduação da ESAG é
apresentado no Gráfico 28.
46
GRÁFICO 28 – Índice de evasão nos Cursos de Graduação da ESAG – período
2008-2010
100
90
80
70
69,62%
Administração Empresarial
62,50%
60,49%
60
46,84%
50
36,25%
40
31,88%
30
21,25% 21,25%
Administração Pública
(Camboriú)
Administração Pública
(Fpolis)
20
10
0
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Observe-se que o curso de Administração Empresarial é o curso da ESAG
que apresenta o menor índice de evasão. Administração Pública, em Balneário
Camboriú e Florianópolis, apresentou índices de evasão superiores a 60%. No ano
de 2009 o curso de Administração Pública, em Balneário Camboriú, apresentou uma
evasão de 62,5% de evasão, mas, no curso de Administração Pública, em
Florianópolis, a evasão reduziu para 21,25%, o que corresponde a uma queda de
49% em relação ao ano anterior. Em 2010, a evasão no curso de Administração
Pública, em Balneário Camboriú, reduziu para 46,84%, enquanto que em
Florianópolis subiu para 36,25%.
Essas variações nos índices de evasão sugerem a necessidade de análises
por um período maior para que seja possível identificar qualquer tendência.
4.1.7 Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED
O Centro de Ciências e da Educação (FAED) está localizado no Campus 1,
em Florianópolis, e oferece os cursos de Biblioteconomia – Habilitação em Gestão
47
da Informação, Geografia, História e Pedagogia. Todos os cursos do Centro foram
contemplados neste estudo, como exposto no Quadro 9.
QUADRO 9 – Índices de evasão nos cursos de graduação da FAED – período
2008-2010
Entrada Saída
Curso
Biblioteconomia –
Habilitação Gestão da
Informação
Geografia
(vespertino/noturno)
História
(vespertino/noturno)
Pedagogia
(matutino/noturno)
2004/2
2005/1
Índice Entrada Saída Índice Entrada Saída
Índice de
de
de
Evasão
2008/1 Evasão 2005/2 2009/1 Evasão 2006/2 2010/1
2010
2008
2009
2008/2
2006/1 2009/2
2007/1 2010/2
Índice de
Evasão
do
Período
20082010
38
22
42,11
39
31
20,51
38
25
34,21
32,28
39
18
53,85
40
19
52,50
39
23
41,03
49,15
39
18
53,85
40
27
32,50
38
27
28,95
38,46
74
67
9,46
78
61
21,79
77
72
6,49
12,78
Fonte: Elaborado pelo autor.
Como indica o Gráfico 29, no curso de Biblioteconomia – Habilitação Gestão
da Informação, em 2008 ocorreu uma evasão de 42,11%, em 2009 de 20,51%, o
que representou uma queda de 21,6%, porém voltou a subir para 34,21% em 2010.
GRÁFICO 29 – Índice de evasão no Curso de Biblioteconomia – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
42,11%
34,21%
20,51%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Quanto ao curso de Geografia, o índice médio de evasão no período de 20082010 foi de 49,15%, ou seja, praticamente metade dos alunos que ingressaram não
concluíram o Curso no tempo médio de quatro anos. Porém, durante o período
analisado é possível perceber uma melhora gradual nesse índice. Em 2008 houve
48
uma evasão de 53,85%, em 2009 de 52,5%, e em 2010 de 41,03%, o que
representa um melhora de 12,82% do primeiro para o último ano. Mesmo assim, o
índice de evasão do Curso é preocupante (Gráfico 30).
GRÁFICO 30 – Índice de evasão no curso de Geografia – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
53,85%
52,5%
41,03%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
No curso de História, em 2008 o índice de evasão foi de 53,85%; em 2009 a
situação teve um melhora significativa, caindo para 32,5%, o que representou uma
queda de 21,35%; e em 2010 diminuiu mais 3,55%, apresentando uma evasão de
28,95%. Percebe-se, portanto, que a evasão diminuiu em 24,9% de 2008 a 2010,
como apresentado no Gráfico 31.
GRÁFICO 31 – Índice de evasão no curso de História – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
53,85%
32,5%
2008
2009
28,95%
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Como apresenta o Gráfico 32, em 2009 a evasão no curso de Pedagogia foi
de 9,46%, em 2009 de 21,79% e em 2010 diminuiu 6,49%, passando para 28,95%.
A evasão do Curso está abaixo daquela relatada por Prudente e Barbosa (2010) em
49
pesquisa realizada no Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Alagoas em
2007, que apresentou um índice de evasão de 14%.
GRÁFICO 32 – Índice de evasão no curso de Pedagogia – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
21,79%
9,46%
6,49%
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
A comparação dos dados levantados sobre a evasão nos cursos da FAED é
apresentada no Gráfico 33.
GRÁFICO 33 – Índice de evasão nos Cursos da FAED – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
Biblioteconomia
53,85%
53,85%
52,5%
Geografia
42,11%
41,03%
40
32,5%
30
28,95%
21,79%
20,51%
20
História
34,21%
9,46%
Pedagogia
6,49%
10
0
2008
2009
2010
Fonte: Elaborado pelo autor.
Conforme o Gráfico 33, o curso da FAED que apresentou os menores índices
de evasão é o de Pedagogia, apresentando uma evasão média no período de 20082010 de 12,78%. Esse índice está próximo à meta do MEC, estabelecida nas
50
diretrizes gerais do REUNI, de alcançar uma taxa de conclusão média de noventa
por cento nos cursos de graduação presenciais ao final de cinco anos (BRASIL,
2007).
A segunda menor evasão ocorreu no curso de Biblioteconomia – Habilitação
Gestão da Informação, que registrou o índice médio de 32,17% de evasão no
período analisado. O Curso de História registrou uma evasão média de 38,46%. E,
por último, o Curso de Geografia que apresentou o maior índice de evasão,
registrando uma evasão média de 49,15%, isto é, quase a metade dos alunos
ingressantes se evadiu do Curso.
O Quadro 10 mostra os índices gerais de evasão nos Centros de Ensino.
Merece destaque o CAV, que apresentou a menor evasão (15,14%) no período
analisado. Esse índice se deve, principalmente, aos cursos de Agronomia e
Medicina Veterinária que apresentaram, respectivamente, 8,54% e 7,5% de evasão.
Esses índices podem ser considerados baixos se comparados aos demais cursos de
graduação da UDESC.
QUADRO 10 – Índice geral de evasão nos Centros de Ensino da UDESC –
2008-2012
CAV
CCT
CEART
CEFID
CEO
ESAG
FAED
UDESC
15,14%
48,65%
42,09%
21,99%
45,49%
41,85%
33,17%
40,17%
Fonte: Elaborado pelo autor.
O Centro que registrou o maior índice médio de evasão foi o CCT (48,65%). É
importante considerar que esse é o Centro de Ensino da UDESC que oferece o
maior número de cursos, todos das áreas de Engenharia e Ciências Exatas e que o
índice médio de evasão foi puxado para cima pelo curso de Licenciatura em Física,
que apresenta uma evasão média superior a 80%.
4.2 Resultados por Área de Conhecimento
As áreas de conhecimento do escopo da pesquisa são: Ciências da Saúde;
Ciências Sociais aplicadas; Ciências Exatas e da Terra; Engenharia; Ciências
Agrárias; Ciências Humanas; e Artes. Um quadro com os índices de evasão nos
51
cursos de graduação da UDESC por área de conhecimento encontra-se no
Apêndice A.
4.2.1 Ciências Exatas e da Terra
Os cursos da área de Ciências Exatas e da Terra analisados nesta pesquisa
são Tecnologia em Sistemas de Informação, Licenciatura em Física e Ciência da
Computação, apresentados no Gráfico 34. Nessa área foi registrado um índice
médio de evasão de 58,79% no período 2008-2010.
GRÁFICO 34 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Exatas e da
Terra – período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Tecnologia em
Sistemas de
Informação
83,24%
58,95%
Licenciatura em Física
34,17%
Bacharelado em
Ciências da
Computação
Fonte: Elaborado pelo autor.
4.2.2 Engenharias
Como mostra o Gráfico 35, os cursos da área de Engenharias analisados são:
Engenharia Mecânica; Engenharia Elétrica; Engenharia Civil e Engenharia de
Produção e Sistemas. Nesta área registrou-se uma evasão média de 41,04%.
52
GRÁFICO 35 – Índice de evasão nos cursos da área de Engenharias – período
2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Engenharia Mecânica
Engenharia Elétrica
53,75%
46,25%
39,58%
Engenharia Civil
24,58%
Engenharia de
Produção e Sistemas
Fonte: Elaborado pelo autor.
4.2.3 Ciências da Saúde
Nessa área de conhecimento, a evasão média no período 2008-2010 foi de
19,58%. O Gráfico 36 apresenta os índices de evasão individuais nos cursos da
área.
GRÁFICO 36 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências da Saúde –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Educação Física
(Licenciatura e
Bacharelado)
Fisioterapia
23,57%
20,42%
Fonte: Elaborado pelo autor.
14,74%
Enfermagem
53
4.2.4 Ciências Agrárias
Na área de conhecimento de Ciências Agrárias foram pesquisados os cursos
de Zootecnia, Agronomia, Medicina Veterinária, Engenharia de Alimentos e
Engenharia Florestal (Gráfico 37), que apresentaram um índice médio de evasão de
33,43%.
GRÁFICO 37 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Agrárias –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Zootecnia
Agronomia
66,06%
55,68%
Medicina Veterinária
29,38%
8,54%
Engenharia de
Alimentos
Engenharia Florestal
7,5%
Fonte: Elaborado pelo autor.
Observe-se que os resultados demostram dois extremos: o curso de
Engenharia de Alimentos apresenta um índice médio de evasão de 66,06%,
enquanto que o curso de Medicina Veterinária apresenta o menor índice da
Instituição, registrando uma média de 7,5% de evasão no período 2008-2010.
4.2.5 Ciências Sociais Aplicadas
Os cursos da área de Ciências Sociais Aplicadas participantes desta pesquisa
são: Administração Pública (Camboriú); Administração Pública (Florianópolis);
Administração Empresarial; Biblioteconomia – Habilitação Gestão da Informação.
Nesta área a evasão média ocorrida no período analisado foi de 35,90%. O Gráfico
38 apresenta os índices de evasão, por curso.
54
GRÁFICO 38 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Sociais
Aplicadas – período 2008-2010
Administração
Pública (Balneário
Camboriú)
100
Administração
Pública (Florianópolis)
80
56,61%
60
42,37%
32,28%
40
26,6%
Administração
Empresarial
(noturno/vespertino)
Biblioteconomia
20
0
Fonte: Elaborado pelo autor.
4.2.6 Ciências Humanas
Os cursos da área de conhecimento de Ciências Humanas registraram uma
evasão média de 33,40% no período2008-2010. No Gráfico 39 são apresentados os
índices médios de evasão por curso.
GRÁFICO 39 – Índice de evasão nos cursos da área de Ciências Humanas –
período 2008-2010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Geografia
(vespertino/noturno)
49,15%
História
(vespertino/noturno)
38,46 %
Fonte: Elaborado pelo autor.
12,58%
Pedagogia
(matutino/noturno)
55
4.2.7 Artes
Nos cursos da área de Artes, apresentados no Gráfico 40, ocorreu uma
evasão média de 45,90% no período 2008-2010.
GRÁFICO 40 – Índice de evasão nos cursos da área de Artes – período 20082010
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Bacharelado em
Música
68,83%
Licenciatura em
Música
38%
30,88%
Bacharelado em
Design Industrial e
Design Gráfico
Fonte: Elaborado pelo autor.
No Quadro 11 são apresentados os índices de evasão nos cursos de
graduação da UDESC por área do conhecimento, no período 2008-2010.
QUADRO 11 – Índices de evasão nos cursos de graduação da UDESC por área
de conhecimento – período 2008-2010
Área do Conhecimento
Ciências Exatas e da Terra
Engenharias
Ciências da Saúde
Ciências Agrárias
Ciências Sociais Aplicadas
Ciências Humanas
Artes
UDESC
2008-2010
Índices de Evasão
58,79%
41,04%
19,58%
33,43%
39,46%
33,40%
45,90%
38,29%
Fonte: Elaborado pelo autor.
Numa análise geral é possível verificar que os cursos da área de Ciências da
Saúde são os que apresentaram os menores índices médios de evasão no período.
56
Os cursos das áreas de Ciências Exatas e da Terra, Artes e Engenharias também
apresentam evasão acima da média da Instituição.
4.3 Índices de Retenção nos Cursos de Graduação da UDESC
Esta pesquisa considerou como retido aquele aluno que mesmo depois de
esgotado o prazo máximo de integralização do curso ainda continua matriculado na
Universidade. Todavia, encontrou-se grande dificuldade para levantar dados
fidedignos, uma vez que o Sistema Acadêmico não disponibiliza informação
sistematizada acerca da retenção. Em função disso, contabilizou-se como aluno
retido aquele que solicitou prorrogação para integralizar o curso, no período de
2008-2010, conforme apresentado no Quadro 14. Assim, utilizou-se a seguinte
equação para o cálculo do índice de retenção: total de alunos concluintes que
solicitaram prorrogação, dividido pelo número de concluintes, no semestre.
De acordo com os critérios desta pesquisa, conforme aponta o Quadro 12, a
maioria dos cursos de graduação na UDESC registra índices de retenção abaixo de
10% no período avaliado. Alguns cursos, eventualmente, mostram índices
superiores, como os cursos de: Design Industrial – 12,5% (2008/2 e 2009/1).
Bacharelado em Música – 50% (2008/2); Licenciatura em Música – 33,3% (2009/2);
Administração Empresarial (noturno) – 11,8% (2008/1 e 2010/2); Administração
Empresarial (vespertino) – 14,3% (2009/2).
Sem maiores análises, é possível depreender dos dados apresentados no
Quadro 12, que a retenção não é um problema comum nos cursos de graduação da
UDESC, assim como é o fenômeno da evasão.
57
QUADRO 12 – Índices de retenção nos cursos de graduação da UDESC – período 2008-2010
CEO
CEFID
CEART
CCT
CAV
CURSOS
Agronomia
Medicina Veterinária
Engenharia Florestal
Engenharia Civil
Engenharia Elétrica
Engenharia
Mecânica
Engenharia de
Produção e Sistemas
Bacharelado em
Ciência da
Computação
Tecnologia em
Sistemas de
Informação
Licenciatura em
Física
Design Industrial
Design Gráfico
Bacharelado em
Música
Licenciatura em
Música
Educação Física Licenciatura e
Bacharelado
Fisioterapia
Engenharia de
Alimentos
Zootecnia
Enfermagem
C
39
43
20
27
2008.1
R
%
3
7,7
-
C
38
45
16
31
2008.2
R
%
3
7,9
3
6,7
1
6,3
-
C
33
37
19
23
19
Índice de Retenção
2009.1
2009.2
R
%
C
R
36
34
35
12
1
5,3
21
-
%
-
C
42
40
28
27
28
2010.1
R
%
4
9,5
2
7,1
C
34
44
31
13
18
2010.2
R
%
1
2,9
1
2,3
1
5,6
21
2
9,5
13
-
-
20
1
5,0
24
-
8,3
22
-
-
29
-
-
36
-
-
22
-
-
36
-
-
23
2
-
24
-
-
40
1
2,5
10
-
-
22
-
-
24
-
-
18
-
-
11
-
-
13
-
-
36
-
-
25
-
-
20
1
5,0
27
-
-
25
1
4,0
25
-
-
4
-
-
10
1
2,3
7
-
-
11
-
1,6
4
-
-
4
2
4,1
11
7
-
-
24
9
3
-
12,5
-
8
7
1
-
12,5
-
21
9
1
-
-
8
5
-
-
21
14
-
-
1
-
-
4
2
50,0
-
-
-
1
-
-
2
-
-
2
-
-
-
-
-
6
-
-
3
-
-
6
-
33,3
3
-
-
9
-
-
27
-
-
44
-
-
57
-
-
62
2
-
29
-
-
49
-
-
22
-
-
14
-
-
18
-
-
36
-
-
30
-
-
22
-
-
-
-
-
8
-
-
8
-
-
14
-
-
19
-
-
32
-
-
15
34
-
-
16
37
-
-
18
35
-
-
22
40
-
-
27
29
-
-
19
48
-
-
FAED
ESAG
58
Administração
Empresarial
(noturno)
Administração
Empresarial
(vespertino)
Administração
Pública (Balneário
Camboriú)
Administração
Pública
(Florianópolis)
Biblioteconomia –
Habilitação Gestão
da Informação
Geografia
(vespertino/noturno)
História
(vespertino/noturno)
Pedagogia
(matutino/noturno)
Fonte: Elaborado pelo autor.
34
4
11,8
67
1
1,5
34
1
2,9
22
-
-
36
2
5,6
34
4
11,8
50
3
6,0
36
1
2,8
25
-
-
28
-
14,3
23
1
4,3
33
-
-
18
-
-
14
-
-
18
-
-
12
4
8,3
20
1
5,0
22
1
4,5
17
-
-
7
-
-
25
-
-
38
1
-
31
2
6,8
20
-
-
0
-
-
26
-
-
0
-
-
31
-
-
2
-
-
24
1
4,2
1
-
-
21
-
-
1
-
-
18
1
8,3
2
-
-
21
-
-
18
-
-
6
-
-
20
1
5,0
7
-
-
19
-
-
8
-
-
32
-
-
35
1
2,9
29
-
-
32
-
-
40
2
5,0
32
-
-
59
4.4 – Índices de Diplomação nos Cursos de Graduação da UDESC –
período 2008-2010
O índice de diplomação nesta pesquisa traz o contraponto do índice de
evasão, calculado a partir da fórmula do REUNI denominada taxa de conclusão dos
cursos de graduação (TCG): relação entre o total de diplomados nos cursos de
graduação presenciais (DIP) num determinado ano e o total de vagas de ingresso
oferecidas pela instituição (ING4) quatro anos antes, para curso de quatro anos, por
exemplo.
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐷𝑖𝑝𝑙𝑜𝑚𝑎çã𝑜 =
𝐷𝐼𝑃
𝐼𝑁𝐺4
Onde:
DIP = Concluintes de determinado ano
ING4 = Ingressantes (quatro anos antes)
Os resultados dos índices de diplomação dos cursos de graduação da
UDESC, no período 2008-2010, são apresentados no Quadro 13.
QUADRO 13 – Índices de diplomação dos cursos de graduação da UDESC –
período 2008-2010
Curso
Índice de
Índice de
Índice de
Índice de
Entrada Saída Diplomação Entrada Saída Diplomação Entrada Saída Diplomação Diplomação
2008
2008
2010
2008-2010
80
77
96,3%
83
69
83,1%
80
76
95,0%
91,5%
160
138
86,3%
160
146
91,3%
160
160
100,0%
92,5%
0
0
0,0%
80
54
67,5%
80
59
73,8%
47,1%
Engenharia Civil
80
36
45,0%
80
35
43,8%
80
40
50,0%
46,3%
Engenharia Elétrica
80
58
72,5%
80
40
50,0%
80
47
58,8%
60,4%
80
34
42,5%
80
44
55,0%
80
51
63,8%
53,8%
80
58
72,5%
80
59
73,8%
80
64
80,0%
75,4%
80
61
76,3%
80
47
58,8%
80
50
62,5%
65,8%
80
14
17,5%
79
18
22,8%
80
8
10,0%
16,8%
Design Industrial
21
15
71,4%
20
13
65,0%
20
10
50,0%
62,1%
Design Gráfico
20
9
45,0%
18
16
88,9%
20
19
95,0%
76,3%
Agronomia
Medicina
Veterinária
Engenharia
Florestal
Engenharia
Mecânica
Engenharia de
Produção e
Sistemas
Tecnologia em
Sistemas de
Informação
Licenciatura em
Física
60
Bacharelado em
Música
Licenciatura em
Música
Educação Física –
Licenciatura e
Bacharelado
8
6
75,0%
14
8
57,1%
13
7
53,8%
62,0%
30
6
20,0%
28
9
32,1%
29
12
41,4%
31,2%
109
71
65,1%
120
119
99,2%
120
78
65,0%
76,4%
Fisioterapia
58
36
62,1%
60
54
90,0%
60
52
86,7%
79,6%
Engenharia de
Alimentos
39
8
20,5%
85
22
25,9%
92
51
55,4%
33,9%
44,9%
90
46
51,1%
44,3%
85,3%
Zootecnia
84
Enfermagem
Administração
Empresarial
(noturno)
Administração
Empresarial
(vespertino)
Administração
Empresarial
(noturno/vespertino)
Administração
Pública (Balneário
Camboriú)
Administração
Pública
(Florianópolis)
Biblioteconomia –
Habilitação Gestão
da Informação
Geografia
(vespertino/noturno)
História
(vespertino/noturno)
Pedagogia
(matutino/noturno)
31
36,9%
89
40
80
71
88,8%
90
75
83,3%
92
77
83,7%
-
-
-
80
56
70,0%
80
70
87,5%
-
-
-
80
53
66,3%
80
56
70,0%
68,15
160
187
116,9%
160
109
68,1%
160
126
78,8%
87,9%
81
32
39,5%
80
30
37,5%
79
42
53,2%
43,4%
79
24
30,4%
80
63
78,8%
80
51
63,8%
57,6%
38
22
57,9%
39
31
79,5%
38
25
65,8%
67,7%
39
18
46,2%
40
19
47,5%
39
23
59,0%
50,9%
39
18
46,2%
40
27
67,5%
38
27
71,1%
61,6%
74
67
90,5%
78
61
78,2%
77
72
93,5%
87,4%
78,7%
Fonte: Elaborado pelo autor.
Destaca-se do Quadro 13 os cursos Agronomia e Medicina Veterinária, com
índices de diplomação acima de 90%, e os cursos de Engenharia Florestal,
Engenharia Civil, Licenciatura em Física, Licenciatura em Música, Engenharia de
Alimentos, Zootecnia e Administração Pública (Balneário Camboriú), com índices de
diplomação abaixo de 50% no período 2008-2010.
61
5 CONCLUSÃO
Esta
pesquisa,
com
recorte
de
três
anos
(2008-2010),
avaliou
a
movimentação dos estudantes nos cursos de graduação da UDESC com o propósito
de sistematizar informações enfatizando os índices de evasão, retenção e
diplomação nos cursos. Os índices de evasão e diplomação foram calculados de
acordo com a metodologia adotada pelo REUNI, e os índices de evasão,
complementarmente, foram levantados em relação ao número de diplomados.
Ao término deste relatório de pesquisa, são apresentadas considerações
finais acerca dos objetivos da pesquisa e sobre estudos futuros, salientando
aspectos nos quais os dados levantados merecem análises e interpretações mais
apuradas.
Quanto aos objetivos, ressalta-se que a contribuição desta pesquisa foi além
da avaliação do panorama da movimentação dos alunos de graduação da UDESC,
no período 2008 a 2010, aferindo os índices de diplomação, retenção e evasão, a
fim de gerar informações para o planejamento institucional e a formulação de
políticas de permanência do aluno na universidade, pois possibilitou também
demarcar o corte temporal das discussões, situando o problema para incentivar um
debate a fim de encontrar uma explicação para a evasão nos cursos da UDESC.
Quanto à realização de estudos futuros, no que tange aos dados levantados,
cumpre destacar que estes merecem interpretação e análise contextualizada, não
podendo este relatório ser considerado como algo fechado e concluído, mas como
um conjunto de informações que merece ainda um grande refinamento. Isso poderia
ser realizado pelos Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs) dos cursos que fizeram
parte da pesquisa.
Os índices aferidos devem ser entendidos tão somente como passo inicial de
análises que devem buscar identificar e compreender os fatores que levam à
evasão. Conforme a literatura revista, tais fatores podem ser de caráter interno às
instituições e aos cursos ou externos a eles, relacionados a variáveis econômicas,
sociais, culturais ou individuais, que interferem na permanência do estudante na
universidade. Nessa linha, a avaliação dos índices de evasão dos cursos de
graduação da UDESC se integra a pesquisa, a ser realizada no período 2012-2013,
abordando as Causas da Evasão no Curso de Biblioteconomia – Habilitação em
Gestão da Informação da UDESC, que levará em conta a associação possível da
62
multiplicidade de fatores que seguramente interferem na evasão por meio da
observação empírica de casos de estudantes evadidos.
Salienta-se a necessidade de empreender um debate acadêmico sobre o
tema, instigando estudos analíticos de explicação para o fenômeno da evasão da
UDESC. Neste ponto caberia o estudo de teorias socioculturais e econômicas como
instrumentos para clarear e alçar o problema em novos níveis de debate. Assim,
poderia ser amenizada parte da lacuna teórica, já preconizada pela Comissão
Especial de Estudos sobre a Evasão nas Universidades Públicas Brasileiras
(BRASIL, 1996).
Outra possibilidade de pesquisa, cujos resultados podem servir para a
afirmação de políticas institucionais de permanência dos alunos, pode ser o
estabelecimento de comparações entre a integração institucional dos alunos
assistidos pelo Programa de Auxílio Permanência Estudantil (PRAPE) e os alunos
não assistidos e que possuem nível socioeconômico próximo à linha de corte da
Instituição.
Outra forte possibilidade de pesquisa futura seria verificar o impacto político e
social que a evasão pode provocar no contexto catarinense. Contudo, esta é uma
perspectiva ainda bastante distante, devido às dificuldades operacionais de um
estudo dessa natureza, em especial devido a inexistência de um sistema integrado
de procedimentos e cadastros relativos ao destino dos evadidos dos diferentes
cursos nas distintas instituições de ensino superior de Santa Catarina.
Finalmente, vale lembrar que o esforço apresentado se destaca pelo seu
caráter seminal de sistematização e problematização da evasão, com tentativas
incipientes de traçar o perfil dos evadidos da UDESC. Todavia, devido os limites da
análise efetuada, diversas questões não apresentaram versão conclusiva e se
mostram carentes de maiores explicações, embora a pesquisa tenha possibilitado a
sistematização de outros estudos já feitos, colocando-os em possibilidade de diálogo
para buscar neles uma explicação para a evasão nos cursos de graduação.
Todavia, salienta-se que uma das medidas institucionais que poderia ser
tomada para garantir a permanência do aluno na universidade, adicional ao PRAPE
é a criação de um serviço de orientação ao estudante, que funcionaria como canal
de informação, apoio e orientação ao aluno quando este tem problemas de
permanência ou de ajustamento ao ambiente universitário.
63
6 REFERÊNCIAS
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graduação da Universidade Federal de Minas Gerais. 2009. 214 f, Dissertação
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analisar e transformar em conhecimento informações captadas no ambiente de
negócios: exemplos práticos. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. 182 p.
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Superior: um Desafio para a Avaliação Institucional?. In: COLÓQUIO
INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO UNIVERSITÁRIA NA AMÉRICA LATINA, 9,
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APÊNCICE A – ÍNDICES DE EVASÃO POR ÁREA DO CONHECIMENTO
Entrada
Saída
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
109
71
34,86
120
119
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2003/2
2004/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2004/2
2005/1
2009/1
2009/2
58
36
37,93
60
54
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2004/1
2004/2
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2004/2
2005/1
2009/1
2009/2
80
71
11,25
90
75
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2004/2
2005/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
Administração Pública
(Balneário Camboriú)
81
32
60,49
80
30
62,50
79
Administração Pública
(Florianópolis)
79
24
69,62
80
63
21,25
Administração
(noturno/vespertino)
161
187
-16,15
160
109
Biblioteconomia
38
22
42,11
39
31
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2005/2
2006/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2006/2
2007/1
2009/1
2009/2
80
61
23,75
80
47
CURSO
Ciências da Saúde
Educação Física
(Licenciatura e
Bacharelado)
CURSO
Fisioterapia
CURSO
Ciências Exatas e
da Terra
Ciências Sociais aplicadas
Enfermagem
CURSO
CURSO
Tecnologia em Sistemas
de Informação
Entrada
Saída
2004/2
2005/1
Entrada
Índice de
Evasão
2006/2 2007/1
2009
Saída
2010/1
2010/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão no
Período 2008-2010
78
35,00
23,57
Saída
2010/1
2010/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão no
Período 2008-2010
52
13,33
20,42
2010/1
2010/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão no
Período 2008-2010
77
16,30
14,74
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
42
46,84
56,61
80
51
36,25
42,37
31,88
160
126
21,25
12,33
20,51
38
25
34,21
32,28
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
37,50
34,17
0,83
120
Entrada
Índice de
Evasão
2005/2 2006/1
2009
10,00
60
Entrada
Índice de
Evasão
2005/2 2006/1
2009
16,67
92
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2006/2 2007/1
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2007/2 2008/1
41,25
80
Saída
2010/1
2010/2
2010/1
2010/2
50
69
Índice de
Evasão
2008
Entrada
Saída
2006/1
2006/2
2009/1
2009/2
14
82,50
79
18
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2004/2
2005/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
80
32
60,00
79
42
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2003/2
2004/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2004/2
2005/1
2009/1
2009/2
Engenharia Mecânica
80
34
57,50
80
44
45,00
80
Engenharia Elétrica
80
58
27,50
80
40
50,00
Engenharia Civil
80
36
55,00
80
35
Engenharia de Produção
e Sistemas
80
58
27,50
80
59
Entrada
2004/2
2005/1
Saída
Índice de
Evasão
2008
Entrada
Saída
CURSO
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
CURSO
Licenciatura em Física
CURSO
Bacharelado em
Ciências da Computação
Ciências Agrárias
Engenharias
CURSO
Zootecnia
Entrada
Saída
2005/1
2005/2
2008/1
2008/2
80
2008/1
2008/2
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2007/1 2007/2
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
8
90,00
83,24
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
24
70,00
58,95
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
51
36,25
46,25
80
47
41,25
39,58
56,25
80
40
50,00
53,75
26,25
80
64
20,00
24,58
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
46
48,89
55,68
Saída
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
77,22
80
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2006/2 2007/1
46,84
80
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2005/2 2006/1
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2006/2 2007/1
90
2010/1
2010/2
2010/1
2010/2
2010/1
2010/2
84
31
63,10
89
40
Entrada
Saída
Entrada
Saída
2003/2
2004/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2004/2
2005/1
2009/1
2009/2
Agronomia
80
77
3,75
83
69
16,87
80
76
5,00
8,54
Medicina Veterinária
160
138
13,75
160
146
8,75
160
160
0,00
7,50
CURSO
55,06
2010/1
2010/2
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2005/2 2006/1
2010/1
2010/2
Ciências Humanas
70
Engenharia de Alimentos
39
8
79,49
85
22
74,12
92
51
44,57
66,06
Engenharia Florestal
0
0
0,00
80
54
32,50
80
59
26,25
29,38
Entrada
Saída
Entrada
Saída
Saída
2004/2
2005/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
Geografia
(vespertino/noturno)
39
18
53,85
40
19
52,50
39
23
41,03
49,15
História
(vespertino/noturno)
39
18
53,85
40
27
32,50
38
27
28,95
38,46
Pedagogia
(matutino/noturno)
74
67
9,46
78
61
21,79
77
72
6,49
12,58
Entrada
Saída
Entrada
Saída
Saída
2005/1
2005/2
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2006/1
2006/2
2009/1
2009/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
Bacharelado em Música
8
6
25,00
14
8
42,86
13
7
46,15
38,00
Licenciatura em Música
(LEM)
30
6
80,00
28
9
67,86
29
12
58,62
68,83
Entrada
Saída
Entrada
Saída
Saída
2004/2
2005/1
2008/1
2008/2
Índice de
Evasão
2008
2005/2
2006/1
2009/1
2009/2
Índice de
Evasão
2010
Índice de Evasão do
Período 2008-2010
41
24
41,46
38
29
27,50
30,88
CURSO
Artes
CURSO
CURSO
Bacharelado em Design
Industrial e Design
Gráfico
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2006/2 2007/1
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2007/1 2007/2
Entrada
Índice de
Evasão
2009
2006/2 2007/1
23,68
40
2010/1
2010/2
2010/1
2010/2
2010/1
2010/2
29
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avaliação dos índices de diplomação, retenção e - Faed