AS BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DISSEMINADAS NO TERCEIRO SETOR: HÁ VARIÁVEIS QUE CONTRIBUEM PARA SUSTENTABILIDADE DAS ENTIDADES FILANTRÓPICAS? Sergio Daminelli Gabriel [email protected] Coordenador de Projetos no MBC – Movimento Brasil Competitivo. Do Artigo de TCC Pós-Graduação MBA em Gestão de Projetos, pela Universidade Católica de Brasília – UCB, com participações* Este artigo apresenta e analisa concepções e tendências inovadoras de gestão organizacional aplicadas ao Terceiro Setor pela demanda por melhoria contínua de processos, alcance de bons resultados e sustentabilidade social e financeira. Adotouse por metodologia e ferramentas de pesquisa o “filtro” bibliográfico, a sondagem de opinião e a aplicação de questionário de diagnóstico. Palavras Chave: Gestão, Excelência, Estratégias, Sustentabilidade, Processos e Ferramentas. INTRODUÇÃO O Terceiro Setor é composto por organizações da sociedade civil, de origem privada, sem fins lucrativos, sendo que a principal característica deste segmento é não visar lucros. Os recursos financeiros adquiridos – com serviços, doações, convênios – são aplicados para subsidiar despesas com as atividades e serviços da organização, e como meio de garantir a sustentabilidade, qualidade e ampliação dos serviços. Pesquisas recentes vêm mostrando o terceiro setor como o segmento que mais cresce no mundo, correspondendo, só no Brasil, a cerca de 5 bilhões de reais do nosso PIB (1,5%). Segundo pesquisa da GIFE, de 2002, existem no Brasil em torno de 278 mil Organizações Não-Governamental (ONG`s). Este fenômeno de crescimento tem merecido atenção especial das universidades e instituições de pesquisa, que vêm desenvolvendo estudos sistemáticos sobre a temática. Mas qual é o “negócio” do terceiro setor? Verifica-se uma pluralidade de áreas de atuação destas organizações, como a saúde, educação, cultura, desenvolvimento comunitário, ambientalismo, entre outras. Seu foco é a promoção humana e cidadã, com programas, projetos e serviços voltados prioritariamente à população de vulnerabilidade social e pessoal. Considerando o universo de concepções e aplicação de ferramentas de gestão da “moderna administração” no terceiro setor, partimos do pressuposto de que as boas práticas de gestão – onde um conjunto consistente de melhores práticas constitui o núcleo de uma abordagem gerencial bem-sucedida - , devidamente qualificadas por padrões de excelência de performance, se apresentam como ferramentas inovadoras, viáveis, competitivas e eficazes de gerenciamento das organizações voltadas estrategicamente para resultados. De modo que nos permite analisar: a) Em que medida este referencial conceitual de modelos de gestão para qualidade, competitividade e sustentabilidade, fortemente disseminados no 1.º e 2.º setor, se aplica de forma efetiva nas organizações filantrópicas desafiadas por fortes restrições financeiras, entre outras de cunho gerencial; 1 b) Sondando a percepção da alta direção destas entidades e diagnosticando práticas de gestão adotadas, identificar e analisar, ainda que propedeuticamente, em que medida estas conhecem e aplicam conceitos e ferramentas inovadoras na perspectiva por bons resultados. Neste contexto, o objetivo fundamental deste trabalho é apresentar fundamentos técnicos teórico-práticos de padrões, aplicabilidade e viabilidade que assimilam boas práticas de gestão a bons resultados. 1. CONTEXTUALIZANDO A GESTÃO NO TERCEIRO SETOR Uma das definições de terceiro setor mais conhecida é a de Salomom (1994 apud FERNANDES, 1994, p.19): [...]constitui o conjunto de atividades das organizações da sociedade civil, portanto organizações criadas por iniciativas de cidadãos, que tem como objetivo a prestação de serviços ao público em áreas como saúde, educação, cultura, direitos civis, moradia, proteção ao meio ambiente, desenvolvimento do ser humano. Das áreas que integram as atividades do terceiro setor, a assistência social, com significativo investimento do capital público e privado, toma significado de eficiência de gestão cada vez mais complexo e desafiador sob a perspectiva da autosustentabilidade social e financeira. Muito além da cultura da benemerência, a boa prática de gestão das organizações sem fins lucrativos provém de um processo de mudança que leva à inclusão da execução da estratégia entre as competências essenciais da organização, alinhando seus recursos e competências para atender às demandas do ambiente interno e externo. Um olhar mais de perto revela que a resistência à adoção de ferramentas e técnicas gerenciais inovadoras predomina a cultura das entidades sociais, o que justifica, entre outros fatores, a falta de posicionamento estratégico frente ao cenário externo a estas organizações. Fundamentadas em modelos tradicionais de gestão, temem a perda da identidade filantrópica no cumprimento da missão expresso nos princípios estatutários. 1 Outrora diziam Teodósio & Brum (2000:16): [...]algumas práticas vinculadas a performance, desempenho e profissionalização das relações são vistas como ameaças à coerência ideológica dessas organizações, sendo, portanto, rejeitadas. Somado a isto, o amadorismo e a informalidade – em muitos casos o desconhecimento da aplicabilidade de novas estruturas gerenciais – decorrem nos conflitos de tomada de decisão e a má execução dos processos. Conseqüentemente, não alcançam os resultados esperados, sem ainda considerar o risco de retrabalho e acúmulo de experiências mal sucedidas, que fortemente impactarão a sustentabilidade da organização. 2 Muitas entidades sociais, desprovidas de um modelo sistematizado de visão estratégica e avaliação de performance gerencial e operacional, convivem com a cultura do “achismos”, da mera intuição, do resguardo da boa votante pela causa ou de receitas emergenciais de modismos. Desse modo, o entendimento de estratégia e profissionalismo passa a problematizar a gestão organizacional das entidades sociais cuja missão, em sua capilaridade, é o combate à pobreza e exclusão social. O próprio termo “gestão” – na tradicional concepção de administração – se apropria dos princípios da excelência, da produtividade, da eficácia e do empreendedorismo no gerenciamento de processos, pessoas e ferramentas. Para melhor ilustrar esta tendência de percepção gerencial inovadora, citamos Falconer, que situa a gestão no terceiro setor sob quatro princípios: accoutability (transparência nas ações), sustentabilidade financeira (captação de recursos), qualidade nos serviços (uso eficiente dos recursos) e articulação de redes (parcerias intercâmbio de informação). e Falconer (1999). Nos escritos, o autor justifica que para validar essas idéias no segmento do terceiro setor, outros elementos de no que tange a 2 capilaridade das organizações sociais devam ser profundamente estudados e compreendidos. Tomando por parecer este preâmbulo, podemos aferir que o sucesso organizacional – autosustentabilidade social e financeira – das ações desenvolvidas pelo terceiro setor na busca por bons resultados, está diretamente relacionado ao modelo de gestão e investimentos em inovação de excelência de processos e governança coorporativa. Além dos princípios de modelos de gestão inovadora sob o aspecto estratégicooperacional, é fator de sucesso a composição de uma equipe gerencial fortemente comprometida e ativa. Estudos revelam que um grande número de organizações filantrópicas, em particular às compreendidas estruturalmente e financeiramente “pequenas”, se depara com fortes restrições para manutenção de seus serviços e a própria sobrevivência. Tem ocorrido que estas, não alcançando os resultados esperados por períodos sucessivos, se vêem obrigadas a diminuir o pacote de serviços, e em muitos casos, o fechamento das portas. Em suma, o terceiro setor é desafiado por práticas de gestão que concebam sistematicamente a rotina de: gerenciamento de riscos, planejamento estratégico, monitoramento dos processos, análise de cenário, governança corporativa, parcerias estratégicas, gestão de pessoas, priorização de projetos, transparência das ações, processos planejados de melhoria continuada, práticas de benchmarking de avaliação e medição de indicadores de desempenho. Enfim, de medidas de gestão que façam com que os ativos organizacionais promovam a cultura da excelência e do empreendedorismo social. 2. PERSPECTIVAS DE PRÁTICAS DE GESTÃO ORIENTADAS POR ESTRATÉGIAS E FOCADAS EM BONS RESULTADOS. Neste tópico abordaremos os entendimentos conceituais da temática sob a lógica da eficácia gerencial como procedimentos formais de gestão de pessoas, processos e ferramentas, oriundos de um panorama macro-sistêmico competitivo da dinâmica de mercado. No momento seguinte, nosso propósito será de conflitar e visualizar em que aspectos práticos – pelas pesquisas desenvolvidas – as tendências e competências gerenciais avançadas (inovadoras) se aplicam na rotina de gestão das organizações sociais. Sobre o entendimento de disseminação das boas práticas de gestão, nos permite afirmar que uma gestão voltada para bons resultados exige um conjunto consistente de práticas gerenciais bem sucedidas que: a) mobilize a mudança; b) tornem todos - em particular a “alta liderança” - esclarecidos e fortemente comprometidos da visão e da estratégia; c) se defina indicadores claros de metas e resultados; d) promova um organizacional eficaz; alinhamento e) oriente as diretrizes organizacionais na perspectiva da gestão voltada para melhoria continuada; f) haja contínuo monitoramento da priorização de projetos em relação aos recursos disponíveis e suas variáveis de restrições (inclusive de motivação de força de trabalho); g) se valha das inovações e lições aprendidas para um processo contínuo da melhoria, entre outros. Esta abordagem diferenciada compreende uma gestão estratégica integrada com a mudança, embora ainda tão resistente na cultura das organizações sociais. Apresenta-se como um dos principais pontos críticos a se considerar na implantação e ampliação das competências gerenciais neste segmento. Pela classificação dos itens acima, partimos da análise de um indicador básico na forma de indagação: em que aspecto e medida as organizações sociais buscam e conseguem alinhar recursos e competências para atender às demandas do ambiente? Compreendem-se estas demandas de sustentabilidade desafiadas por três verbos: planejar, medir e gerenciar. Toda organização social deva se perguntar: qual é nossa intenção estratégica a curto, médio e longo prazo (visão)? As metas de longo prazo são usadas para desafiar a organização? A rotina 3 de medidas gerenciais adotadas contribui para sinergia potencial da organização? Os investimentos estratégicos (se adotados) estão produzindo os resultados almejados? Se não, que investimentos gerarão maior impacto: em processos, ferramentas ou pessoas (força de trabalho)? A gestão de processos pode transformar-se em componente de destaque da análise de gestão estratégica, mas é de fundamental importância o “investimento” da gestão de pessoas (capital intelectual), que se volta ao desenvolvimento de competências necessárias a um efetivo fazer acontecer. A premissa aqui é de que ter boa vontade não basta, cabendo aos líderes a competência de saber delegar funções e de prover suporte para que, estrategicamente, os projetos operacionais mereçam atenção e esforço de investimento diferente dos estratégicos/complexos. É parte importante das responsabilidades das lideranças e dos gestores, a criação de um clima apropriado para inovações que motive a equipe a fazer a diferença e a participar efetivamente do processo de fazer com que tudo que percebem — problemas e oportunidades — receba a energia necessária para excelência em solução. Chamamos isso de gestão para resultados. Como afirmou Larry Bossidy, ex-presidente da Honeywell, à revista Fortune: [...]a maioria das estratégias falha porque não são bem executadas... menos de 10% das estratégias efetivamente formuladas são efetivamente executadas. É sabido que a cultura da gestão no terceiro setor – bem ou mal - acaba se diferenciando da realidade privada e pública, porém, competências, transparência e inovação devem estar presentes em qualquer organização. Essas premissas ganham valor de importância nas organizações sociais fortemente desafiadas pelo cumprimento da missão e sustentabilidade em tempos de ameaças contínuas de cenário interno/externo. O entendimento de “competência” é aqui entendido pelo desenvolvimento contínuo de capacidades gerenciais que em termos práticos são vistos pela flexibilidade de delegação de tarefas, tomadas de decisão acertadas, gerenciamento da governança, de resultados, de riscos e oportunidades. Ora, já há muito se diz por ai que estamos na era do conhecimento, pela razão que muitas organizações vêm investindo pesado em programas de treinamento e capacitação. Porém, isso é uma prática distante das organizações sociais, onde, em geral, lidam constantemente com dificuldades relacionadas à alocação de pessoas tecnicamente competentes para desempenho de tarefas nos projetos. Atribui-se, além da falta de um plano de gestão de pessoas, a escassez de recursos (política de salários e capacitação), a cultura da “boa intenção”, ao paradigma do voluntariado e a falta de “profissionais vocacionados” para vivência dos princípios, diretrizes e missão da organização. Quando as medidas gerenciais adotadas não se ajustam à cultura da organização, implica-se na necessidade de redução de custos, redução do pacote de serviços e medidas por improvisos. Este quadro confirma o entendimento de que práticas formais de gestão de pessoas não é um processo simples, mas que se torna ainda mais difícil quando as entidades sociais resistem à adoção de processos mais estruturados, refletindo a imaturidade administrativa e gerencial dessas organizações. Analisando o que já fora exposto, entendemos que a gestão de pessoas passa a gerar melhores resultados quando o desenvolvimento das potencialidades profissionais individuais e setoriais se alinha à estratégia da organização. Também é verdadeiro que na cultura das organizações sociais, os resultados se sustentam por princípios de participação nas decisões, por identidade com a causa (missão) da organização, e por reconhecimento social e financeiro (remuneração). Para ilustrar e confirmar o panorama gerencial das organizações do terceiro setor, expomos alguns elementos de pesquisa. Afim de obter as informações necessárias para adaptação das práticas em gerenciamento de projetos ao terceiro setor, o PMI-Rio (Project Management Institute) realizou uma pesquisa organizacional com entidades ligadas à Abong que atuam nas áreas de assistência social, desenvolvimento socioeconômico, meio ambiente, caridade e financiamento na área social. Dentre os resultados mais relevantes, destaca-se a tendência das organizações em optar pela condução de suas iniciativas sob a forma de projetos, justificando o 4 desenvolvimento e a adaptação das práticas de gestão para o segmento. A quantidade de projetos executados simultaneamente pelas organizações sugere a adoção de técnicas que agilizem o processo de gerenciamento e contribuam para a obtenção dos resultados esperados. A pesquisa também indicou que 57% das organizações utilizam algum tipo de metodologia para acompanhar a execução dos projetos. Porém, somente 43% dizem elaborar um cronograma de controle. 17% afirmam que usam algum software de gerenciamento de projetos. 85% das entidades estão abertas ao desenvolvimento de melhores práticas na área de gerência de projeto, este último paradoxal às percepções de inovação já referidas. Todos essses dados sugerem que o uso disseminados de instrumentos técnicos inovadores poderá contribuir para a diminuição dos riscos relacionados aos resultados esperados. O PMI-Rio elaborou uma proposta de roteiro com métodos e procedimentos derivados do PMBOK® (Project Management Body of Knowedge), um guia do conjunto de conhecimentos do gerenciamento de projetos, que atende-se as demandas de mecanismos de gestão do setor social. Nos preocupamos em apresentar algumas ferramentas e mecanismos de gestão que, se adequada a capilaridade cultural, estrutural e administrativa das organizações sociais, será de grande valia para alcance de bons resultados pelos processos planejados, como formalmente vem sendo utilizado na iniciativa privada. Vejamos alguns: BSC® (Balanced Score Card): mapa de visualização do processo de comunicação estratégica que alinha atividades, objetivos e metas. Quando implementado em torno de um conjunto de práticas, leva a níveis de sucesso mais altos. Benchmarking: instrumento que monitora o desempenho de fatores de riscos que afetam a competitividade e sucesso organizacional. Possibilita a busca sistemática das melhores referências para comparação a processos, produtos e serviços da organização, com a disseminação de experiências bem sucedidas que permitirá as instituições melhorarem sua performance. Gestão do conhecimento: memória intelectual da organização - facilita e incentiva a aprendizagem e inovação como fortalecimento contínuo de processos internos, melhorando os serviços e produtos oferecidos aos beneficiários. Plano de captação de recursos: captar recursos está diretamente relacionado ao sucesso de bem administrar a organização, inclusive do ponto de vista da boa gestão financeira. Planejamento da comunicação (marketing): através da comunicação uma entidade conquista espaço na mente dos colaboradores pela credibilidade. Ferramentas: mídia impressa - folhetos institucionais, relatórios informativos, boletins, revistas, jornais, e cartazes; Mídia eletrônica - Vídeos institucionais para apresentações públicas são muito funcionais, vídeos de capacitação para funcionários, apresentações multimídia, home pages, email, rádio e TV. Análise de SWOT: é tradicionalmente conhecida por “FOFA” – Forças, Oportunidade, Fraquezas e Ameaças. É uma ferramenta importante de diagnóstico do cenário interno e externo à organização frente ao seu plano estratégico de resultados. Uma organização que perceba que o ambiente externo está mudando e que tenha agilidade para se adaptar a esta mudança, aproveitará melhor as oportunidades e sofrerá menos as conseqüências das ameaças. Matriz do Marco lógico: é o mapa estratégico do terceiro setor. Utilizado para compor a estrutura macro dos projetos que, alinhados, oferece uma sucessão de passos lógicos que fazem os tornam bem estruturados nas relações de causa e efeito. Utiliza-se a matriz lógica do método ZOPP (Planejamento de Projetos Orientados por Objetivos) Escritório de projetos – PMO Project Management Office: é uma estrutura organizacional criada para auxiliar a coordenação do gerenciamento de portifolio de programas/projetos na instituição. Gerenciamento de projetos – ferramenta: PMBOK® – Project Management Body of Knowledge: guia internacional de conjunto de conhecimentos do gerenciamento de projetos. O “escopo do projeto” é o trabalho que deve ser realizado para se obter um produto ou serviço com determinadas características e recursos. Todos os envolvidos no projeto são os "stakeholders”. As práticas subsidiam a elaboração de resoluções e instruções normativas que 5 viabilizam o arcabouço legal de execução das práticas. A monitoração de riscos se preocupa em avaliar a probabilidade de ocorrência de um risco, qual o seu impacto no andamento do projeto e como contornálo. Enfim, considerando os princípios básicos da administração das entidades filantrópicas, se define que o fortalecimento do setor social depende, entre outros fatores supracitados, da sinergia institucional, onde a precedência do social ao econômico é, ao mesmo tempo, o que diferencia e o que assemelha um empreendedor social de um empresário. Pelo caminho percorrido dos referenciais de modelos de gestão, é fato e emergente a necessidade de viabilizar a aplicação destes “princípios e processos gerenciais” nas organizações filantrópicas. Nesta acepção do termo, fazer a boa gestão é implantar processos administrativos capazes de responder aos desafios impostos pelo cenário externo e interno, com suas restrições e potencialidades para alcance da autosustentabilidade financeira e social. O estudo da aplicabilidade dos padrões de gestão começa pela identificação de fatores comuns a qualquer natureza de organização, seja ela com ou sem fins lucrativos, visto: a) a exigência das fontes apoiadoras (financiadoras) por propostas e prestações de contas consistentes e melhores resultados dos projetos; b) a limitação dos recursos disponíveis e permanente necessidade de otimizar a utilização dos recursos físicos, financeiros e humanos alocados aos projetos; c) a quantidade de projetos – portifolio – e suas demandas por adoção de técnicas gerenciais inovadoras, modernas e eficazes. Os administradores de organizações sociais devem manter um controle que atinja com eficácia as finalidades da instituição, onde a gestão para excelência volta-se para o cumprimento da missão. Neste item, cabe a alta direção das entidades e seu corpo de força de trabalho conhecer com profundidade, não só os documentos (estatuto social e diretrizes), mas o posicionamento estratégico da organização diante de sua missão e visão. É de igual importância de valor que o gestor desenvolva ações estratégicas que garantam a saúde financeira e patrimonial desta, otimizando os ativos organizacionais e evitando qualquer situação de desperdício ou má aplicação/alocação de recursos. Para tanto, o administrador deve trabalhar sob planejamento, com previsão orçamentária de sua administração e no efetivo cumprimento desta. Enfim, é necessário que o gestor mantenha todo o tipo de controle e comunicação do conhecimento, de modo que assegure o cumprimento das finalidades institucionais. O uso de auditorias contábeis internas e externas também é importante, de acordo com o volume de recursos e bens a serem administrados. Dito isto, passamos a etapa seguinte e conclusiva do trabalho, que chamamos de “pesquisa aplicada”. Esta ferramenta permite que sejam averiguadas e contextualizadas as premissas hipotéticas do artigo em suas considerações conceituais. 3. SONDAGEM DE OPINIÃO E DIGANÓSTICO Pesquisa aplicada metodologicamente para fins de sondagem e análise de dados isolados, sem intencionalidade de proporcionalidade por amostragem. Os dados foram coletados por meio de dois instrumentos de pesquisa: n.1 sondagem de opinião com 04 gestores de entidades sociais; n.2 aplicação de questionário de diagnóstico em 04 entidades filantrópicas. Para o instrumento n.1 será observada na análise dos dados coletados a perspectiva de percepção conceitual para: 1.1 O entendimento por “boas práticas de gestão” frente ao desafio da sustentabilidade das entidades filantrópicas; 1.2 O entendimento “causa-efeito” por falhas e dificuldades de gestão das entidades filantrópicas. O instrumento foi aplicado via email, resguardando o nome do respondente e autorizada a divulgação da organização. Tomado por critério de escolha ser o respondente um gestor da alta direção da organização e com expressividade de reconhecimento pela função que exerce. 6 Para o instrumento n.2 será observado na análise dos dados coletados o cenário organizacional pelos indicadores: 2.1 Conhecimento e aplicabilidade de ferramentas e prática de processos de gestão; 2.2 Pontos-chaves de gestão; 2.3 Fundamentos de boas práticas de gestão (questão aberta) O instrumento foi aplicado via email, sendo resguardado o nome do respondente e autorizada a divulgação do nome da organização. Tomado por critério ser o respondente um gestor da alta direção da organização e esta uma entidade de cunho filantrópico. 4. AMOSTRAGEM E ANÁLISE DOS DADOS Representa os principais fatores que caracterizam limitações gerenciais, e conseqüentemente, fatores críticos de sucesso por bons resultados, diagnosticado pelo instrumental n.1: Considerando as peculiaridades que caracterizam essas entidades e biografia dos gestores, a pesquisa objetivou visualizar a performance da cultura gerencial da organização. Para responder ao item “b” - da introdução -, tomamos por base metodológica de que seria necessário identificar elementos empíricos do cenário destas organizações, pela percepção de seus gestores, e contextualizar a luz das teorias modernas e inovadoras de gestão. Da amostragem de entendimentos pela percepção dos gestores da UCB, IESB, FUNIVERSA, ANEC; e do cenário organizacional da Cáritas Brasileira, Núcleo Social Santo Anibal, Instituto Migrações e Direitos e Humanos – IMDH, Centro de Referência para Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes – CECRIA, apresentamos uma síntese descritiva de aspectos preponderantes dos instrumentos referenciados nas tabelas 1 e 2. Representa os principais fatores que traduzem boas práticas em bons resultados (sustentabilidade), pelo diagnosticado no instrumental n.1: Transparência na prestação de contas e exigências legais Praticar governança corporativa Bom planejamento estratégico Planejamento com objetividade Metas bem definidas Boa equipe de assessoria Dispor de recursos financeiros Buscar parcerias e socializar experiências e dificuldades Buscar resultados satisfatórios Cumprir a missão como resultado organizacional Gestão compartilhada Ter diretrizes de gestão Alinhar recursos disponíveis com os resultados pretendidos Seguir padrões técnicos estabelecidos para cada processo Práticas incorporadas à dinâmica da organização Estabelecer prioridades Crescer (se sustentar) sempre com pequenos passos Não há transparência nos processos internos e visibilidade dos resultados obtidos Não ter um modelo definido de gestão Falta clareza da missão institucional a ser cumprida Conflitos na busca por resultados e objetivos comuns Pulverização das ações e muitas exigências externas Desconhecimento da identidade da organização Escassez de recursos financeiros Falta espírito de pertença e tarefas coletivizadas Desatualização do conhecimento Falta criatividade e há pouco diálogo entre gestores e executores Decisões não compartilhadas (idéias e experiências) Gestores se tornam maiores que a própria organização Ausência de profissionalismo Falta de visão estratégica Falta investimos em processo e formação das pessoas e tecnologias Dificuldade de revisão (avaliação) dos processos Falta inovação Não cumprimento de metas planejadas Pressa por resultados, sem critérios de planejamento Desvio de finalidades Representa o cenário macro das organizações destas organizações consultadas em termos de fatores críticos de sucesso por bons resultados pelas práticas gerenciais, diagnosticados pelo instrumental n.2: 7 a) Da percepção de gestão aplicada as entidades pesquisadas, na tentativa de obter bons resultaos, revela que: Tabela 1 - Sobre a Gestão aplicada na Entidade Estatístico em % 2 1 “aplica-se na minha gestão/entidade” “não se aplica na minha gestão/entida de” 3 “desconheço tal assunto/questão” Indicadores Prática da governança corporativa Transparência na prestação de contas e exigências legais de funcionamento Planejamento estratégico Priorização de projetos (atividades) Metas bem definidas Boa equipe de assessoria Superavit de receita Parcerias estratégicas Resultados que assegurem o cumprimento da missão da entidade Medidas de sustentabilidade Gestão compartilhada (decentralizada) Diretrizes de gestão Recursos disponíveis com os resultados pretendidos Padrões técnicos estabelecidos para cada processo Práticas incorporadas à dinâmica da organização Autosustentabilidade Incentivo/promoção do voluntariado Gestão por competências: formação/capacitação de profissional Avaliação de desempenho na gestão de pessoas Metodologias e técnicas de gerenciamento de projetos Registro das lições aprendidas Visibilidade social (marketing) Plano de captação de recursos Gestão do conhecimento Aplicação do rigor da legislação do setor Organização de um escritório de projetos Planejamento fundamentado pela análise de SWOT (forças, fraquezas, ameaça e oportunidades) Aplicação de indicadores de desempenho utilizando técnicas de BSC Prática de Benchmarking Aplicação das melhores práticas contidas no PMBOK Utilização de software de gerenciamento de projetos Lições aprendidas nos projetos anteriores Referência das boas práticas de gestão e suas técnicas 1 0 100 2 0 0 3 100 0 100 75 50 50 25 50 100 0 25 50 50 25 50 0 0 0 0 0 50 0 0 75 50 75 25 25 50 25 75 0 0 0 0 25 50 25 25 50 25 50 100 25 50 0 75 0 0 0 25 50 25 25 50 25 50 75 50 25 100 0 25 25 25 50 50 0 50 0 25 0 0 25 0 50 75 0 25 75 25 0 25 50 50 50 50 50 0 25 50 25 50 50 0 I) estas não associam – de expressão quantitativa – bons resultados a: prática de gestão corporativa, superávit de receita, escritório de projetos, análise de cenários, práticas de benchmarking, e aplicação de ferramentas modernas de gestão, entre outros; II) estas – até conhecem – mas não aplicam nos seus modelos de gestão, pelos fatores diversos: gestão de recursos com vista a resultados, gestão por competência e capacitação da força de trabalho, plano de captação de recursos, metas e estratégias; Tabela 2 - “pontos-chaves de gestão que devem ser bem gerenciados para se obter bons resultados” Estatístico em % por níveis de prioridade de 1 a 5 respectivamente do maior para o menor. PRIORIDADES 1 2 3 4 5 Gráfico 1 – amostragem de indicadores mais evidentes/relevantes por módulos de respostas tabuladas. 3 3 3 1 2 3 3 1 Benc hmark ing 2 3 1 2 1 BSC 2 Planejamento SWO T FOFA 1 Es c ritório de projetos G ov ernança corporativa 1 2 2 PMBO K 1 2 3 Indicadores Transparência nos processos internos e visibilidade dos resultados obtidos Modelos indefinidos de gestão (capacidade de articulação) Cultura organizacional Clareza da missão institucional a ser cumprida Resolução de conflitos na busca por resultados e objetivos comuns Pulverização das ações e muitas exigências externas Desconhecimento da identidade da organização por parte dos executores das atividades Escassez de recursos financeiros para os projetos (autosustentabilidade) Falta de compromisso com a missão da organização Falta de conhecimento de ferramentas e técnicas de gestão Pouca criatividade e pouco diálogo entre gestores e executores Decisões não compartilhadas (idéias e experiências) Falta de visão estratégica Ameaças e oportunidades no/do cenário externo (tendências) Investimos em processo e formação das pessoas e tecnologias sociais Dificuldade de revisão (avaliação) dos processos e resultados Melhoria continuada (qualidade dos serviços) Inovação (resistência ao novo, ao desafio) Cumprimento de metas planejadas Pressa por resultados, sem critérios de planejamento Desvio de finalidades das atividades executadas/planejadas Gerenciamento de riscos Cultura de palpites e idéias 1 50 2 0 3 25 4 0 5 0 0 25 0 0 25 0 25 0 0 0 25 0 25 0 0 0 0 0 50 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 25 25 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 0 0 0 0 0 25 0 0 0 0 0 0 25 0 25 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 irresponsáveis Cultura de queixas e lamentações Cultura do ceticismo e negativismo Cultura das receitas e modismos Empreendedorismo social 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Gráfico 2 – amostragem de indicadores evidentes/relevantes por níveis de prioridade. 0 0 0 0 - A ação-foco, na diversidade das atividades, se concentram em torno da promoção da cidadania e defesa dos direitos humanos. 0 0 0 0 mais 1.º 2.º 3.º 4.º D es v io de finalidades ... Es c as s ez de rec urs os ... R es oluç ão de c onflitos ... C larez a da m is s ão... M odelos indefinidos de ges tão T rans parênc ia... 5.º III) Valorizam a transparência dos processos internos, no cumprimento da missão e finalidade institucional, da gestão dos recursos, entre outros. Porém, desprezam outros fatores determinantes por bons resultados, como visão estratégica, empreendedorismo, avaliação e planejamento de metas, visão sistêmica de cenário interno e externo, gerenciamento de riscos e a cultura da melhoria continuada, entre outros. Item 3 – Fundamentos atribuídos a Boas Práticas de Gestão (questão aberta), síntese: - Conhecimento da missão, Clareza das finalidades da instituição, Transparência, Registro das atividades e resultados alcançados; Participação democrática e coordenação colegiada. Outros dados pesquisadas: coletados das entidades - 75% das entidades informaram superávit nos balanços dos últimos três anos; - Na fonte de receita, prevalecem os recursos de doações, subvenções, convênios, sendo pouco expressivo recursos oriundos de prestação de serviços; - Sua totalidade desenvolve atividades de nível nacional, tendo um número expressivo de beneficiados em relação a estrutura da física da entidade e seu porte de ativos organizacionais; - A maioria conta com força de trabalho de voluntariado. - A maioria expressiva não informou ou não soube informar a visão da organização; A cerca dos princípios da “boa” gestão como melhores práticas, dos fatores empíricos pesquisados e das bases conceituais da teoria moderna de gestão, nos permite considerar alguns pontos de análise, a saber: b) A crescente amplitude e a complexidade de nossos desafios sociais e econômicos estão refreando as capacidades institucionais e econômicas das organizações sociais – filantrópicas - de lidar com eles. Neste cenário, as instituições não sobreviverão se tiverem visões que não extrapolem seus muros, devendo, para alcançar bons resultados de sustentabilidade, saber priorizar as ações, definir foco e qualificar técnicas de gestão de pessoas e processos que correspondam às novas necessidades institucionais e sociais; c) Vivemos numa era de competitividade social. A abordagem tradicional de gestão, somado ao amadorismo, gera custos e falta de credibilidade social. É preciso desenvolver modelos de gestão capazes de garantir resultados sustentáveis, numa concepção de redes (parcerias), fazendo a gestão das ações e dos recursos com qualidade, inovação e eficiência; d) É emergente entender que a estratégia, como um conjunto de decisões que leva a organização ao alcance de resultados esperados, só é possível quando alinhada a todos os processos de planos de trabalho com base na cultura, missão, visão e princípios da organização. É preciso pensar estrategicamente, gerindo a instituição de forma responsável e organizada, para que ela possa ter a estrutura adequada, alicerçada por um plano de sustentabilidade e melhoria continuada; e) Do universo de 50 entidades consultadas a responder o instrumental da tabela 2, somente 04 (9%) retornaram, o que nos permite pensar de modo dedutivo na relação otimista-pessimista-real: 9 - O elemento “disseminação” de boas práticas precisa ser fortemente fomentado na cultura das organizações sociais, de modo a compreender o valoragregado pelas práticas de benchmarking. Ao fato de comunicarmos a disponibilidade do trabalho final ao retorno do questionário, percebeu-se baixo interesse pela aprendizagem organizacional; - Pelo contexto a cerca da regulação do “marco legal da filantropia”, as entidades se comportaram de forma receosa em disponibilizar informações que tratavam o questionário, em particular sobre dados financeiros; - Denota “ruídos” de comunicação interna e dificuldades de gerenciamento de processos, quando o email, endereçado a um determinado setor, não chegou à pessoa interessada; As lideranças gestoras estão mergulhadas em rotinas de trabalho nos limites do ativismo, denotando falta de planejamento e gestão do tempo; - A linguagem ou nível técnico das questões formuladas não são de compreensão teórico-prática, gerando uma postura reativa negativa pelo temor em expor as fragilidades de percepção e rotina de gestão da organização. CONCLUSÃO Chegado ao término dos ensaios provocativos e conhecimento adquirido, não se esgotam os esforços acadêmicos de pesquisa sobre a temática, impulsionado pela velocidade da mudança da informação. Os desafios de sustentabilidade e proeficiência na gestão dos projetos sociais que asseguram o compromisso da missão das entidades demandam novas e complexas medidas estratégicas de fortalecimento do segmento. Pelos aspectos administrativo e financeiro, as organizações do terceiro setor vêm enfrentando desafios que aumentam a complexidade de sua gestão de processos e desempenhos. Além disso, essas instituições, embora não se definam pelo caráter econômico, convivem com variáveis e tendências de mercado que impactam o sucesso de suas estratégias por bons resultados. A maioria das iniciativas das organizações sociais é implementada sob a forma de projetos, sendo necessário otimizar seus processos de gerenciamento. É preciso desenvolver a capacidade gerencial destes, e, responder a esses desafios, exige competência e maturidade organizacional capaz de transformar estratégias em resultados pelas boas práticas de gestão de processos e ferramentas. Devido a sua importância estas questões não podem continuar sendo administradas apenas pela boa vontade. É necessário adquirir habilidades e metodologias atualizadas na fronteira do conhecimento, para que o desempenho superior seja alcançado. As entidades devem estar atentas à necessidade de utilizar todas as ferramentas inovadoras de gestão para não se perder em processos administrativos burocráticos e muitas vezes ineficientes. A sustentabilidade das organizações sociais passa hoje pela demanda de romper paradigmas conservadores de gestão ancorados pela prática da boa vontade e benemerência. O caminho das boas práticas de gestão aponta para novos modelos de gestão que possibilitem às entidades adquirir a flexibilidade e desempenho profissional no cumprimento de sua missão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBI, Fernando C. Planejamento Estratégico e Gestão do Conhecimento. Disponível na internet: www.advancemarketing.com.br. Acesso em 10 abr. 2008. CABRERA, Luis Carlos. A Importância da Gestão de Pessoas no Terceiro Setor. Disponível na internet: http://evelyneleandro.wordpress.com. Acesso em 25 abr. 2008. CADASTRO de organizações associadas ao Grupo de Institutos e Fundações Empresariais. Disponível na internet: www.gife.org.br. Acesso em 10 abr. 2008. EVELY, Leandro. Gestão Social. Disponível na internet: http://evelyneleandro.wordpress.com. Acesso em 25 abr. 2008. FALCONER, Andrés P. A Promessa do Terceiro Setor Um Estudo sobre a Construção do Papel das Organizações sem fins Lucrativos e do seu Campo de Gestão, São Paulo, Dissertação (Mestrado) - FEA/USP, 1999. 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BIOGRAFIA: Sergio Daminelli Gabriel, Natural de Santa Catarina, é formado em Filosofia pela Universidade São Francisco – USF/SP, com Especialização em Administração Escolar pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Presta consultoria ao Terceiro Setor em Entidades de Assistência Social em Gerenciamento e Elaboração de Projetos. Atualmente é coordenador de projetos no MBC – Movimento Brasil Competitivo, atuando em projetos de gestão. Participações* (créditos de co-autoria) Atribui-se os devidos créditos de colaboração parcial da pesquisa à: Erivânia da Silva Florêncio Atua na Universidade Católica de Brasília como Assistente Administrativo na Diretoria de Programas de Pós-Graduação Lato Sensu. Eloisa de Sousa Cantuária Atua na Universidade Católica de Brasília como Assistente Social no Programa de Serviço Social. Orientador: Prof. Fernando Dantas 11