Reagindo à Globalização de Educação nas Américas - Estrategias para Apoiar a
Educação Pública
Larry Kuehn, Diretor de Pesquisas e Tecnologia, Federação de Professores de British Columbia
A educação pública deve desempenhar um papel central em qualquer sociedade que valoriza a
democracia e a justiça social. Assim o apoio da educação pública deve ser um elemento chave da
programa de grupos que têm compromisso para construir suas sociedades mais democráticas e iguais.
A globalização, tal como está desenvolvendo atualmente, ameaça os valores de democracia e igualdade
social e os sistemas de educaçao pública que refletem e apoiam aquêles valores.
Êste análise do impacto de globalização sob educação tem seis partes:
A natureza neo-liberal do processo de globalização;
Globalização neo-liberal e educação;
Como estão sendo realizadas as políticas neo-liberais na educação;
Como acordos internacionais de comércio e inversão, tratados e blocos comerciais estão
relacionados com as políticas de educação;
O processo da Área de Comércio Livre das Américas e a Programa de Educação InterAmericano; e
Sugestões de estrategias trans-nacionais para a defesa da educação pública.
1. A natureza neo-liberal do processo de globalização.
É possível conceber uma globalização que seja amigável com a democracia, igualdade social e um
ambiente meio saudável. De fato, sucessos de uma "globalização de abaixo" podem ser identificados.
Por exemplo Greenpeace tem influenciada as políticas de corporações através de suas campanhas com
respeito a variados assuntos relacionados com o ambiente meio. Algumas setores do movimento
trabalhista têm dado apoio solidário aos trabalhadores em luta em outros paises. Às vezes isto tem
dado a força adicional necessário para ganhar uma vitória para os direitos trabalhistas. Uma coalição
internacional de ONGs, ocupando o Internet para disseminar informação e crítica, tomou um papel
chave na paralização das negociações do Acordo Multilateral de Investimentos (MAI) dentro das
instituções da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD).
Entretanto, a maioria do que está chamada globalização não é amigável com o ambiente meio, os
direitos dos trabalhadores, nem a quem apoia a intervenção do governo na causa de justiça social.
Como um exemplo do sentido e poder da maioria dos esforços para a globalização, basta ver os
princípios atrás do MAI. Mesmo que as negociações para impôr êstes princípios foram bloqueados pela
OECD, os mesmos estão sendo posto na mesa para a tal chamado "millenium round" de negociações da
Organização Mundial de Comércio programadas para novembro de 1999 no Seattle nos Estados Unidos.
As políticas neo-liberais são caracterizadas pela "mercadização" de atividade toda. Neo-liberais querem
que serviços públicos que antes existiram para o bem estar social agora sejam privatizados. No lugar de
sendo gratuito para todos, independente do nível econômico de cada um, tarifas seriam cobradas a
quem usa o serviço.
Educação pública gratuita tem um efeito igualizador nas sociedades. Garantiza que as crianças podem
ser formadas independente dos recursos econômicos de suas famílias e assim contribue à igualdade
social. A perda de educação pública universal sempre causa mais desigualidade nas sociedades.
A globalização neo-liberal não só diminue gastos públicos nem transforma pelo mercado programas que
antigamente foram organizadas pelo governo e pagado com impostos. Também é requisito que os
governos abram suas economias à concorrência extrangeira, eliminando tarifas e outros impedimentos
às corporaçoes trans-nacionais para tomar controle dos mercados locais.
O impacto da globalização não limite-se ao comércio e produção nem aos serviços que até agora têm
sido públicos, tal como a educação. Também impacta na cultura, freqüêntemente esmagando a cultura
local com um produto cultural trans-nacional e homogêneo, descrito por Peter McLarean como a
"cultura global de diversão." A eliminação dos impedimentos legais à chegada da cultura trans-nacional
e comercial é um fator no esmagação da cultura local. Ainda outro fator é o desenvolvimento de
tecnologias que em si mesmas acabam com fronteiras.
As novas tecnologias de informação podem ser usadas como instrumento para combater neoliberalismo bem como a campanha contra o MAI usou o Internet para organizar internacionalmente.
Portanto, mesmo que os instrumentos das teconologias de informação e comunicação são importantes
para os que opone a globalização neo-liberal, só tem significação mínima quando comparado à
habilidade de um punhado de corporações de midia trans-nacionais para inundar o mundo com
televisão, video, filme, agências de notícias e música. O impacto destas corporaçoes de midia global
está descrito por Waters como controle pelos multi-nacionais da cultura e suas normas para a produção,
intercâmbio e a expressão de signos e símbolos - significações, crenças e preferências, gostos e valores
(Waters, 1995).
Todos êstes sentidos da globalização neo-liberal têm um impacto importante na educação. Afeitam
quem escolha o currículo, de que maneira a educação está entregada, quem tem acesso à educação e a
quanto, e como o que acontece nas escolas tem importância nas experiências culturais de quem está
sendo formado. Algums dêstes assuntos estão tratados por Carlos Lopez em um estudo do impacto de
15 anos de neo-liberalismo na educação.
2. Educação e a Globalização Neo-Liberal.
A educação é uma área grande de gastos govermentais e assim potencialmente é um alvo significativo
para privatizações. Tem importância no projeto neo-liberal por causa do tamanho do mercado que
representa, a importância central da educação à economia, e o possível ameaça à globalização pelos
corporações se a educação consiga produzir uma cidadania crítica em favor de uma sociedade
democrática.
Enquanto a educação básica está financiada principalmente pelo estado na maioria de paises, os custos
altos aos governos fazem que a educação torna-se um alvo atrativo para cortes aos gastos. Nos paises
menos desenvolvidos, cortes estão dirigidos por programas de ajustes estructurais (PAE) impostos pelo
FMI. Cortes aos gastos têm resultado na limitação dos salários dos professores, criando piores
condições para ensinar e em alguns casos a imposição de tarifas de usuário. Nos paises desenvolvidos
cortes semelhantes estão justificados com a necessidade de cortar impostos no nome de "concorrencia
global" e assim os recursos diponiveis para os serviços públicos. Enquanto os mecanismos usados
variam entre países mais e menos desenvolvidos, têm resultados semelhantes na educação pública.
Isto, com freqüência, está acompanhado pelo crescimento da educação privada para quem tem
recursos, e assim a criação de uma educação de dois níveis.
A enormidade de educação está ensinada por Education International, a secretariado internacional para
sindicatos de educação. Diz, "Gastos na educação pública global estão em cima de um trilião de
dólares. Êste número representa os custos de mais do que 50 milhões de profesores, um bilião de
alunos, e centos de milhares de establecimentos educacionais através do mundo." Êste é a última
grande área para ser explorado pelo setor privado se o setor pública possa ser substuido pelo menos em
parte pela educação pública.
De acordo com o Background Note on Education Services da Oraganizção Mundial de Comércio, muita
da educação básica atualmente não está dentro do regime comercial porque está "fornecido nem no
comércio, nem na concorrência." Também observe que uma quantidade de paises crescente favorece
participação privada que caberia dentro das regras do comércio internacional.
A Organização Mundial de Comércio identifica crescimento significativo no intercâmbio internacional de
educação no nível pos-secundário. As formas de intercâmbio incluem alunos estudando no exterior,
marketing internacional de currícula e programas acadêmicas, o establicimento de franquias e branch
campuses junto com educação por distância.
O desenvolvimento de educação por distância oferece a chegada mais fácil para projetos de educação
trans-nacionais. Levados através de frontieras pelas novas tecnologias, podem ser oferecidos com
menos custo no base trans-nacional do que qualquer outra forma de educação. As vantagems para
lucro nesta área são semelhantes às de filme e de televisão. Cursos podem ser desenvolvidos para um
mercado e a maioria dos custos para desenvolver-os podem ser resgatados. Com muita pouca inversão
adicional êstes cursos podem ser oferecidos para outros paises a um preço baixo providenciando mais
lucros. Assim quem desenvolve cursos locais tem desvantagem real porque não pode produzir cursos
aos mesmos preços oferecidos pelos trans-nacionais. Assim não está surpreendente que a educação por
distância está sendo promovido como uma forma de educação nêste contexto global.
Por longe os Estados Unidos é o exportador maior da educação por distância em um contexto de
comércio internacional. Assim não é surpreendente que foram os Estados Unidos que impôs a redução
de impedimentos ao crescimento de exportação da educação para outros paises, ambos mais e menos
desenvolvidos, na agenda da Organização Mundial de Comércio. Além de ser um mercado para ser
explorado, a educação também está central para a produção econômica. A expansão de tecnologia está
reduzindo no nível global a quantidade de produção que precisa de mão de obra, mesmo no caso das
economias que estão baseados principalmente na exportação de matéria prima. Também, produtos
locais tradicionalmente feitos com muitos trabalhadores que têm pouco treinamento estão forçado fora
do mercado, substituidos por produtos importados. Os governos têm perdido o poder para usar a lei
para proteger esta produção local.
Cada vez mais, o setor privado está interessado em definir as características de educação para que saim
trabalhadores que serve as necessidades do setor privado. Quando educação está vista mais no
interesse público do que no privado, mais provavelmente inclue uma variedade de objetivos sociais e
culturais junto com os econômicos. Quando torna-se privada e parte do mercado, preocupações sociais
e culturais perdem sua importância, a menos que também podem ser vistas como parte do sistema do
mercado.
A maior ameaça às politícas neo-liberais é uma cidadania que está formada com a expectativa que sua
sociedade seja democrática e que serva os interesses da sociedade, senão os interesses da capital
global. Eliminando educação pública, e as expectativas socias que implica quando está funcionando ao
seu melhor, diminue a probabilidade que a população exigiria que o governo dá prioridade mais alta
para proteger os interesses sociais e culturais do seu povo.
3. Como estão sendo realizadas as políticas neo-liberais na educação?
Existe três instrumentos principais para disseminar as políticas neo-liberais na educação: ideologia,
acordos e tratados internacionais de comércio e inversão e agências internacionais, em especial os do
FMI e o Banco Mundial.
Predominância da ideologia neo-liberal.
A ideologia tem um papel importante na criação de aberturas para uma mudança institucional. A
predominância de ideologia neo-liberal foi construido através de varias décadas. Começou com
intelectuais dedicados ao individualismo em cima de qualquer manifestação de interesses e ações
coletivas. Cresceu nas insituções tal como a Universidade de Chicago e outros falcudades de economia
nas universidades. Foi introduzido na política governmental do Chile após do golpe de 1973 e dominou
os governos de Inglaterra e dos Estados Unidos nos anos 80s. Ao mesmo tempo, as alternativas da
isquerda perderam sua predominância na maioria de paises. A ideologia do mercado, agora
predominante, tem criado o que alguns chama uma ideologia de "monocultura." Quando as políticas
neo-liberais estão criticadas, uma resposta comum é que "nao existe outra alternativa."
Tratados de comércio e investimento.
A clima ideologica cria terreno fecundo para os interesses de capital global a transformar-se em políticas
governmentais em todo lugar. No caso de tratados internacionais de comércio e investimento os
governos entram voluntariamente nos acordos que limitarão sua capacidade de atuar por parte de sua
cidadania e isso está apresentado como uma mudança positiva. Quando o NAFTA estava sendo
debatido no Canadá, um núcleo de pesquisas neo-liberal dizia que uma das vantagems seria que
proibiria que os governos ceder em frente das exigências de seus eleitores.
Dois acordos internacionais estão no processo de formação nêste momento, e devem ser de
preocupação especial tanto para ser entendido como para lutar em contra: Um e o Acordo Geral no
Intercâmbio nos Serviços (GATS) o qual estará na negociação do millenium round na reunião de
novembro da Organização Mundial de Comércio. O outro é a Área de Comércio Livre nas Américas, o
que está sendo desenvolvida através de uma série de Cumes das Américas. O próximo dêstes cumes é
programado na Cidade de Quebec no Canadá no 2001.
Enquanto a maioria pensa no mercadoria quando oussa a palavra comércio, os acordos atualmente sob
consideração realmente focalizam muito mais nos investimentos e intercâmbio de serviços do que na
mercadoria. A economia mundial está cada vez mais uma de serviços, e tradicionalmente servicos tem
sido feito por trabalhadores locais em uma economia local. Esta situação está mudando rapidamente,
especialmente porque a tecnologia faz possível que serviços sejam providenciados em qualquer lugar do
mundo - por exemplo, centros telefônicas no Caribe para servir clientes canadenses e procesimento de
dados feito nos Filipinos e transmitidos por satelite para uma companhia nos Estados Unidos.
David Korten ensina que, "O motivo real daqueles que promovem êstes acordos comerciais não e para
eliminar fronteiras, senão reajustar-os para establecer que o que uma vez pertenecia à comunidade e
que estava compartilhada pelos moradores, agora pertenece às corporações para o lucro de seus
dirigentes e acionistas."
Acordo Geral no Intercâmbio nos Serviços (GATS) e a Organização Mundial de Comércio.
A Organização Mundial de Comércio, (pagina electrónica
<http://www.wto.org/wto/services/services.htm>, descreve o GATS na maneira seguinte:
"O GATS é o primeiro acordo multilateral para providenciar direitos com a força da lei ao intercâmbio de
todos os serviços. Tem compromisso intrínseco que o processo de liberalização continua através de
negociações periódicas. Também é o primeiro acordo multilateral de investimento do mundo, desde
que trata-se não só de comércio trans-fronteira mas de todos os meios possíveis de providenciar um
serviço, inclusive o direito de establecer uma presença comercial no mercado de exportação."
Um representante de comércio para os Estados Unidos tem indicado que os Estados Unidos quer que
todos os serviços - explicitamente inclusive a saúde e a educação - sejam incluidos nas negociações que
vem no GATS. Isto aumenta os interesses em jogo para quem acredita que a educação pública deve ser
protegida de tornar-se apenas um produto e ser retirado de qualquer chance de controle democrático.
Os canadenses já tem visto o impacto de colocando serviços dentro da NAFTA (Área de Comércio Livre
da América do Norte), efeitos que seriam replicados em um GATS amplificado para incluir a educação.
Um aspecto tem sido chamado o "efeito roquete" porque permite que as mudanças andam em um
sentido só - até retirar cada vez mais do setor público, nunca permitindo o retorno de qualquer serviço
privatizado até o setor público.
A maneira de abordar que está proposta no GATS tornariam-se automaticamente todos os serviços
sujeitos às regras de comércio, tal como "tratamento nacional." "Tratamento nacional" significa que
qualquer investidor do extrangeiro deve receber tratamento no mínimo tal favorável como qualquer
fornecedor nacional do serviço. Se, por exemplo, alunos têm direito a um subsídio a uma universidade,
então alunos de qualquer universidade dos Estados Unidos que oferece programas no Canadá também
tería direito ao subsídio. Dá para perceber que estas medidas reduziriam bastante a capacidade do
governo a controlar sua política social para servir os interesses de sua própria cidadania.
Mesmo se o serviço - tal como a educação - for declarado isento das medidas de GATS, havería pressão
continua para desistir daquele isenção. Uma vez que a isenção do serviço fosse eliminado, sería
impossível na prática a retomar-o - o roquete só permite a entrada, e nunca a saída, de categorias baixo
dos termos dos acordos.
Quem acredita que a educação deve ser preservada como sistema público devem juntar-se com outros
para expressar sua oposição ao concordância de seus governos com a ideia de incluir as propostas
derrotadas do MAI nas negociações do GATS.
A Área de Comércio Livre nas Américas (FTAA).
Uma série de cumes dos chefes de estado das Américas (sendo Cuba excluida) tem tido como objetivo a
criação de uma área de comércio livre nas Américas. O processo começou no 1994 com a conclusão das
negociações prevista para 2005. Os governos dos paises involucrados no NAFTA estão procurando uma
política de ampliar os provisões no NAFTA para o hemisfério todo. O governo canadense descreve isto
como a criação de "regras comunes através do hemisfério, tornando-se mais fácil e menos burocrática a
realização de negócios e desincentivando a corrupação."
Um elemento do processo FTAA é diferente daquêles de outros acordos de comércio. Na NAFTA, GATS
e APEC (Cooperação Econoômica Asia Pacifica), educação está colocado completamente dentro do
contexto econômico. A educação está visto como um fator contribuente ao desenvolvimento
econômico, ou como um serviço que deve ser visto como um produto sujeito a comércio e as regras do
mesmo. Isto está aparente especialmente no caso de APEC, o que tem dois comitês que trata-se de
educação - o Núcleo de Recursos Humanos e um Foro da Educação. A agenda de ambos e a educação
como um produtor de capital humana para a economia.
Por outro lado, o processo do Cume das Américas considera educação afora dos assuntos comercias
sendo negociados. O alcance da programa de educação também é diferente, sendo preocupado com os
objetivos sociais da educação e não só os objetivos econômicos.
É um departamento do OEA e não negociadores de comércio que foram dado a responsibilidade para as
iniciativas da educação. A agenda para as atividades na educação pelo processo hemisférico está
chamado a "Programa Inter-Americano da Educação." (O texto da programa encontra-se no web site da
OEA: http://www.oas.org/udse/IntPrED.htm)
5.
A Programa Inter-Americana da Educação.
A Programa Inter-Americana da Educação é diversa e complexa. Alguns elementos - pelo menos na sua
retórica - são potencialmente progressistas, fornecendo espaço e a possibilidade de participação direita,
focalizando nos direitos humanos e o desenvolvimento democrático. Outros partes são provavelmente
regressivos, debilitando o base de influência pública e promovendo uma agenda neo-liberal e procorporação. A programa também fica muda em relação à influência grande do FMI, o Banco Mundial e
seu parceiro regional, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, nos rumos tomados.
Vários objetivos potencialmente progressistas estão colocados na Programa Inter-Americana da
Educação:
Apoio para medidas que "torna-se universal o acesso a educação de alta qualidade para todos
os setores da população, com atenção especial para grupos de risco."
Estímulo para as programas que apoiam "meninas, meninos, a juventude e adultos que estão
socio-economicamente vulneraveis."
Estímulo para as medidas educacionais que contemplam direitos humanos, educação pela paz e
valores democráticos, oportunidade e direitos iguais para homens e mulheres, e eqüidade de
genero.
Estímulo para a colaboração de instituções com compromisso ao desenvolvimento educacional
relacionado com a cidadania, para as sociedades multi-culturais e o desenvolvimento
sustentável.
Estímulo para a consolidação e colaboração de instituções com compromisso com a educação
indígena.
Fornecimento de apoio pelo desenvolvimento de sistemas de educação dos países em
circunstâncias econômicas especialmente dificeis.
Todos dêstes objetivos, obviamente, estão abertos a interpretação. Os quais recursos estão fornecidos
e o quem realiza as atividades e como as intenções estão intendidas afeitarão muito se a potencial
progressista está realizada. Qualquer ou todos dêstes poderiam ser realizados em maneiras que, apesar
das aparências, reforçam estruturas de poder desiguais. Entretanto, a retórica das declarações pelo
menos deixam espaço para propôr programas positivas da perspectiva da justiça social e
desenvolvimento democrático.
Outros objetivos são mais problematicos. Por exemplo, "Estimular a implementação cada vez mais de
medidas confiaveis pela educação eficaz" provavelmente implica mais programas de exames
uniformizados com o objetivo de tirar um análise de custo/benefício que somente um contador pode
acreditar realmente representa o que acontece de verdade em uma situação educacional. Semelhante,
"a difusão de inovações bem sucedidas de educação para trabalho" podería significar a preparação da
juventude para ser trabalhadores complacentes. Promovendo o uso de tecnologia de informação para
melhorar or treinamento de professores podería ser nada mais do que um jeito para o estado
abandonar sua responsibilidade de fornecer treinamento bom para professores, deixando o
treinamento deles pelo video e comunicação em base de computador só.
Talvez o aspecto mais problemático de todos na Programa Inter-Americana da Educação da OEA é sua
falta de até mencionar o FMI, o Banco Mundial e o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento. Alguns
dos problemas identificados são resultados direitos das políticas de mudanças estructurais do FMI.
Cortes de gastos govermentais com freqüência significam reduções nos recursos disponiveis pela
educação pública e a introdução de tarifas de usuário. Êstes têm o efeito de tornar-se impossível a
educação universal, e deixar poucos recursos para promover educação indígena, igualdade de gênero e
educação pela paz e valores democráticos.
As exigências impostas nos paises do sul pelo Banco Mundial e o BID para cumprir as condições dos
empréstimos são freqüentemente em conflito com os objetivos positivos expressados na Programa
Inter-Americana da Educação. Muitas vezes chamam pela decentralização da direção de escolas, por
exemplo. Isto é enquadrado como promovendo eficácia e dando poder às comunidades. De fato, um
efeito comum e possivelmente a intenção, é reduzir a capacidade dos professores ou as comunidades a
ter um impacto verdadeiro na política de educação. Em vez de ganhar o poder de grupos grandes de
professores e pais de alunos trabalhando juntos, estão divididos em unidades pequenas de fato sem
poder e sem influência política para obter recursos e condições para conseguir educação para todos,
igualdade e qualidade.
6. Estrategias trans-nacionais pela defesa da educação pública nas Américas.
Grupos de pessoas com um compromisso trabalhando persistentemente na causa comum de justiça
social podem fazer uma diferença. Êste trabalho precisa de organização e coordinação, e requer
coalições entre sindicatos, ONGs e outras organizações com um base social. Algumas estrategias pela
consideração de quem tem compromisso a defender a educação pública nas Américas são os seguintes.
1. Defender a educação pública aos níveis locais e nacionais com uma estrategia que leva em conta o
contexto global. Informar e mobilizar os professores para participar nesta defesa.
Mesmo que muita da açao na defesa da educação pública sucederá ao nível local, é importante
entender que o contexto global está delimitando as políticas nacionais e locais. Todos nós podemos
aprender um do outro sobre táticas bem sucedidas, compartilhando nossas estrategias e juntando
nossas ações.
Dia Mundial dos Professores todo 5 de outubro é um exemplo de atividade global, o
que consiste de
ações nacionais e locais. No 1999 a Educação Internacional (EI) tem identificada como tema
"Professores, uma força para mudança social."
2. Enfrentar ideologia neo-liberal com uma programa alternativa pela educação pública nacional e
internacional.
Parte da força estratégica do neo-liberalismo é que não tem alternativa. Um elemento chave da
estrategia de IDEA - Iniciativas para Educação Democrática nas Américas - é propor e debater
alternativas que apoiam a educação pública como direito de todos.
3. Realizar pesquisas e análises e compartilhar-as com outros organizações nas Américas.
Muitos intelectuais e escritores, financiados por corporações e entidades internacionais, estão
produzindo materiais que apoiam atitiudes neo-liberais. É fundamental que os sindicatos e outros
grupos que têm uma agenda alternativa produzem obras intellecutais que apoiam as alternativas ao
neo-liberalismo.
4. Construir ligações de comunicação entre organizaçães com conferências e o uso do internet.
A campanha vitoriosa dos ONGs para bloquear a negociação do MAI ao OECD mostra a que ponto é
preciso usar as redes de comunicação para manter ligações entre grupos e compartilhar informação,
estrategias e sucessos.
5. Trabalhar nas organizações internacionais e regionais de professores e trabalhadores (por exemplo,
Educação Internacional, CEA, FOMCA, CUT, ORIT) para desenvolver entendimentos e estrategias
comunes.
Organizações internacionais de sindicatos de trabalhadores têm um papel chave. Têm redes existentes e
mais recursos do que os grupos da sociedade civil, os quais podem ser utilizados para construir ligações
através de fronteiras. Podem refletir o interesse público, inclusive os interesses de trabalhadores, a
entidades internacionais onde os governos estão criando e ampliando as estruturas neo-liberais globais.
6. Participar na construção de uma rede social global que tem como objetivo um ambiente meio
saudável e a justiça social, inclusive a educação pública. Utilizar êstes grupos para influir as decisões de
organizações internacionais tal como a Organização Mundial de Comércio, o Cume das Américas e a
OEA.
Organizações regionais e globais da sociedade civil estão fazendo ligações entre varios ONGs para
pesquisar os assuntos, promovendo atitudes progressistas e desenvolvendo campanhas comunes. Êstes
grupos estão intervendo para que suas vozes estão ouvidos, organizando cumes alternativos e reunindo
com os oficias do governo para plantear uma agenda que reflete uma preocupação com o ambiente
meio e direitos sociais, econômicos e trabalhistas.
O governo canadense declara que tem compromisso de ouvir os pontos de vista da sociedade civil como
parte do processo de negoiciação relacionado com a reunião do Cume das Américas no Canadá. O
Plano Inter-Americano da Educação da OEA menciona as consultações com grupos que representam
intellectuais e organizações de professores. Ministros de educação das Américas reunem duas vezes por
ano para discutir os desenvolvimentos do Plano Inter-Americano da Educação.
Atividades tal como a conferência IDEA (Iniciativas para uma Educação Democrática nas Américas) no
setembro/outubro no Quito, Ecuador, têm como objetivo asegurar que existe uma programa bem
pensada e com apoio amplio para plantear a estas entidades internacionais sobre os assuntos que tem
importância pela educação pública nas Américas.
A Aliança Social Continental é outra organização da sociedade civil que tem o objetivo de juntar grupos
de trabalhadores, do ambiente meio e de ação social contra a agenda de globalização neo-liberal nas
Américas.
Para que êstes esforços internacionais terem um efeito tem que ter um base social de ativistas que
entendem a natureza do projeto neo-liberal e que apoiam uma sociedade global alternativa descrito por
alguns como "globalização de abaixo."
7) Participar em campanhas interncionais com o objetivo de conseguir direitos sociais, inclusive o direito
a educação e o direito de trabalhadores formar organizações que fornecem proteção.
O sucesso da campanha "Jubilee 2000" para aliviar as dívidas das nações mais endividadas do Sul mostra
que é possível para uma campanha internacional chegar a colocar um assunto na agenda global. O
modelo desta campanha deve ser estudado para desenvolver campanhas para lutar para direitos sociais,
econômicos e trabalhistas como um parte da resposta às negociações globais e regionais de comércio.
A campanha para "cláusulas sociais" a ser incluidas nos acordos de comércio é uma meta sendo usada
pela ICFTU (Confederação Internacional dos Sindicatos Livres) e pela Educação Internacional.
8) Desafiar constantemente o "culto do inevitavel" - a ideia que não existe alternativa às políticas neoliberais.
Aquêles promovendo a agenda neo-liberal têm o objetivo de derrubar oposição com a ideia que não
tem alternativa que não seja eliminação dos direitos sociais, econômicas e trabalhistas assim tornandose mais "flexiveis" as economias. Eles argumentem que a transferência de cada vez mais poder às
corporações e aumentando cada vez mais a desigualdade nas sociedades todas são nada mais do que
efeitos collaterais inevitaveis.
A apresentação de alternativas práticas, junto com exemplos de campanhas bem sucedidas tal como a
de "Jubilee 2000" e a oposição ao MAI, é essencial se vamos motivar resistência continua aos prejuizos
feitos pelos acordos de comércio e investimento e a globalização neo-liberal.
Download

Reagindo à Globalização de Educação nas Américas