UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA Juliane Souza dos Passos Marisa Nogueira dos Santos CORRELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSAS INDEPENDENTES BELÉM 2010 JULIANE SOUZA DOS PASSOS MARISA NOGUEIRA DOS SANTOS CORRELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSAS INDEPENDENTES Trabalho de conclusão de Curso de Fisioterapia apresentada a Universidade da Amazônia como pré-requisito para obtenção da graduação em bacharel em fisioterapia. Orientador: Prof. Paulo Ávila BELÉM 2010 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca da FEAPA – Belém – Pa – Brasil P2681c Passos, Juliane Souza dos Correlação da atividade física e o risco de quedas em idosas independentes / Julinana Souza dos Passos; Marisa Nogueira dos Santos, Orientador Prof. Paulo Avila - Belém: UNAMA, 2010. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade da Amazônia. Curso de Bacharelado Fisoterapia. 1. Atividade Física. 2. Risco de Queda. 3. Idosas Independentes. I. Santos, Marisa Nogueira dos. II. Avila, Paulo. III. Título. CDD 615.8 JULIANE SOUZA DOS PASSOS MARISA NOGUEIRA DOS SANTOS CORRELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E O RISCO DE QUEDAS EM IDOSAS INDEPENDENTES. Trabalho de conclusão de Curso de Fisioterapia apresentada a Universidade da Amazônia como pré-requisito para obtenção da graduação em bacharel em fisioterapia. Orientador: Prof. Paulo Ávila ___________________________________________________ Prof. Esp. Paulo Ávila (Universidade da Amazônia) Orientador ____________________________________________ Labibe Menezes(Universidade da Amazônia) Examinador externo ____________________________________________ Rozi Almeida(Universidade Estadual do Pará) Examinador interno Apresentado em: _____ / _____ / _____ Conceito __________ Belém 2010 Dedicamos essa monografia a Deus. A nossa família, nossos amores e a todos que contribuíram com nosso trabalho direta ou indiretamente. AGRADECIMENTOS Agradecemos em primeiro lugar a Deus que iluminou o nosso caminho durante toda esta caminhada. Agradecemos também aos nossos pais, Maria da Conceição Souza dos Passos, Carlos Afonso Barros do Passos e Maria das Graças N. dos Santos e Raimundo Rodrigues dos Santos, que de forma especial e carinhosa nos deram força e coragem, nos apoiando nos momentos de dificuldades, queremos agradecer também, aos nossos companheiros Paulo André dos Santos e Silva e Saul Josias Cunha Barros e aos nossos amados filhos Esaú Daniel Nogueira Barros e Raquel Lima de oliveira que embora não tivessem conhecimento disto, mas iluminaram de maneira especial os nossos pensamentos nos levando a buscar mais conhecimentos. Aos nossos amigos e familiares em especial a Adriane Souza dos Passos, Lucival Silva de Sena, Flávio Roberto Silva de Souza, ao Casal Silvana Cristina Costa Vieira e Roberto Costa Viera, Laura Kelly Silva de Souza Batista, Naraisa Caroline, Natalia Clívia, Nelverton Cleiton e a Nossa tão querida tia Inesquecível (tia Inês). Em memori Guajarina Souza da silva e Maisa Cristina. E não deixando de agradecer de forma grata e Grandiosa a nossa professora Carla Serrão por toda paciência e dedicação ao longo desta caminhada, e ao professor Paulo Ávila nosso ilustre orientador que nos ajudou com toda sua experiência e boa vontade a concluir nosso trabalho. “Ama-se mais o que se conquista com esforço.” Benjamin Disraeli RESUMO INTRODUÇÃO: A instabilidade falta de equilíbrio acarreta o risco de quedas em pessoas da terceira idade devido às conseqüências acumuladas de diversos fatores etiológicos, reduzindo progressivamente o limiar de instabilidade do idoso. A queixa de dificuldade de equilíbrio e marcha, assim como as histórias prévias de quedas têm sido apontadas como fatores de risco para idosos. Diversos são os fatores que podem ta contribuindo para a ocorrência de uma queda: fatores intrínsecos (alterações normais do envelhecimento, uso de medicamentos ou ainda diversas patologias, como hipotensão, Parkinson, demência, depressão, comprometimentos visuais, neuropatia diabética, deformidades dos pés, artrose) fatores extrínsecos (insegurança no banheiro, objetos no chão, iluminação inadequada) e ainda fatores sociodemográficos, como é o caso da institucionalização. A atividade física tem sido compara como fator de melhora á saúde do idoso, oferecendo ao idoso maior segurança em suas atividades de vida diária. Atividade Física na Terceira Idade tem como objetivo melhorar ou manter um nível de aptidão física funcional que fundamente a independência e autonomia do idoso visando uma melhor qualidade de vida.OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo correlacionar à atividade física e risco de queda em idosas.METODOLOGIA: Foi realizado um estudo de pesquisa de campo, através de uma avaliação global, questionário de atividade física (UMEDA modificado) e teste de equilíbrio de berg, realizado na paróquia Nossa Senhora de Fátima do bairro de Icoaraci, em Belém do Pará, de janeiro á abril de 2010, em idosas com faixa etária de 60 á 80 anos independentes e com nível cognitivo satisfatório RESULTADOS: A maior parte dos indivíduos foi classificada em Ativos 46% e a média dos escores de equilíbrio de Berg (EEB) foi 52,42, riscos de queda. As idosas classificadas como insuficientemente ativas podem obter escores na escala de Berg superiores às das idosas classificadas como sedentárias, logo as sedentárias podem ter escores inferiores e serem mais propensas a quedas CONCLUSÃO: De acordo com os resultados obtidos na presente pesquisa a correlação entre atividade física e risco de queda de idosas é altamente significante. Na medida em que a classificação de atividade física vai sendo elevada para insuficientemente ativo, ativo e muito ativo, maiores são as medianas dos escores na escala de Berg obtidos pelas idosas. Idosas sedentárias e insuficientemente ativas possuem menor mobilidade e maior propensão a quedas quando comparados a idosos ativas e muito ativas. Palavras – chave: Atividade física. Risco de queda. Iidosas independentes. ABSTRACT INTRODUCTION: The instability balance lack causes the risk of falls people of the third age due to the accumulated consequences of diverse etiológicos factors, gradually reducing the threshold of instability of the aged one. The complaint of balance difficulty and marches, as well as previous histories of falls has been pointed as risk factors with respect to aged. Diverse they are the factors that can you contributing for the occurrence of a fall: intrinsic factors (normal alterations of the aging, medicine use or still diverse patologias, as visual hipotensão, Parkinson, dementia, depression, comprometimentos, diabetic neuropatia, deformities of the feet, artrose) extrinsic factors (unreliability in the bathroom, objects in the soil, inadequate illumination) and still sociodemográficos factors, as it is the case of the institutionalization. The physical activity has been compares as improvement factor the health of the aged one, offering to the aged greater security in its activities of daily life. Physical activity in the Third Age has as objective to improve or to keep a level of functional physical aptitude that bases the independence and autonomy of the aged one aiming at one better quality of vida. OBJECTIVE: This study it has as objective to correlate to the physical activity and risk of fall in idosas. METHODOLOGY: A study of field research was carried through, through a global evaluation, questionnaire of physical activity (UMEDA modified) and test of balance of berg, carried through in the parish Ours Mrs. of Fátima of the quarter of Icoaraci, in Belém of Pará, of January the April of 2010, in aged with etária band of 60 the 80 independent years and with satisfactory cognitivo level RESULTS: Most of the individuals was classified in Asset 46% and the average you prop up of them of balance of Berg (EEB) was 52,42, fall risks. Aged classified as the insufficiently active ones can get prop up in the scale of Berg superior to the ones of aged classified as the sedentary ones, then the sedentary ones can have prop up inferiors and to be more inclined the falls CONCLUSION: In accordance with the results gotten in the present one search the correlation between physical activity and risk of fall of aged is highly significant. In the measure where the classification of physical activity insufficiently goes being high for active, active and active, very bigger they are the medium ones you prop up of them in the scale of Berg gotten by the aged ones. Aged sedentary and insufficiently active they possess minor mobility and greater propensity the falls when compared the aged very active active and. Words - key: Physical activity. Risk of fall. Iidosas independent. LISTA DE FIGURAS Figura 01: Alterações do Organismo com envelhecimento...................................................... 19 Figura02: Alterações do Espessamento dos Vasos por Envelhecimento ................................. 20 Figura 03:Diminuição de fibras cardíacas por perda miofibrilas.............................................21 Figura 04: O sistema nervoso amadurecido, com diminuição dos impulsos nervosos ............ 22 Figura 05: Osso normal a direita e com perda de massa óssea a esquerda............................... 23 Figura 06: Alterações músculo-esquelético vista lateral .......................................................... 24 Figura 07 Atividade em Grupo ................................................................................................. 27 Figura 08: Exercício aeróbico de caminhada ........................................................................... 30 Figura 09: Exercício resistido com halteres ............................................................................. 31 Figura 10: Dança de salão ........................................................................................................ 32 Figura 11: Transferência de sedestação para Bipedestação.......................................................39 Figura 12: Coordenação motora de tratos finos.........................................................................39 Figura 13: Verificação da FC e FR .......................................................................................... 41 Figura 14: verificação da Pressão Arterial ............................................................................... 41 Figura 15: Aplicação do Questionário de Atividade Física ...................................................... 43 Figura 16: Apoiar o pé em um degrau .................................................................................... 44 Figura 17: Apoio Unipodal ....................................................................................................... 44 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 01 – Distribuição por ocupação das idosas, de 60 a 85 anos, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima................................................................................ 48 Tabela 01- Distribuição de freqüências dos indivíduos por classificação de atividade física. ................................................................................................................... 48 Gráfico 02 – Distribuição de freqüências dos indivíduos por classificação de atividade física. ................................................................................................................... 49 Tabela 02- Estatísticas descritivas dos escores da escala de Berg e do número de quedas nos últimos 12 meses. .......................................................................................... 51 Gráfico 03 – Histogramas da primeira e segunda avaliação .................................................... 49 Gráfico 04 – Distribuições amostrais da primeira e segunda avaliação ................................... 50 Gráfico 05 – Distribuição de freqüências do número de queda nos últimos 12 meses ............ 52 Tabela 03- Matriz de Coeficientes de Correlação de Spearman ........................................... 53 Gráfico 06 – Escores na escala de equilíbrio de Berg agrupados por classificação de atividade física ......................................................................................................................................... 54 Tabela 04- Estatísticas dos escores na escala de Berg agrupadas por classificação de prática de atividade física. ................................................................................... 56 Tabela 05 - Teste de Kruskal-Wallis para diferenças das médias de EEB dos grupos de prática de atividade física. ................................................................................... 57 Tabela 06 - Comparação múltipla entre pares das amostras de categorias de fundos. ........... 57 Tabela 07- Matriz de Coeficientes de Determinação. ........................................................... 58 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 13 1.1. OBJETIVOS ..................................................................................................................... 14 1.1.1Geral ................................................................................................................................ 14 1.1.2Específicos ....................................................................................................................... 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................................ 15 2.1 ENVELHECIMENTO..................................................................................................... 15 2.1.1 Envelhecimento biológico ............................................................................................. 16 2.1.2 Envelhecimento psicológico ......................................................................................... 17 2.1.3 Alterações fisiológicas.................................................................................................... 18 2.1.4. Sistema cardiovascular ................................................................................................ 19 2.1.5 Sistema Nervoso ............................................................................................................ 21 2.1.6 Sistema Músculo-esquelético ....................................................................................... 22 2.1.7 Sistema Cognitivo .......................................................................................................... 24 2.1.8 Idosos .............................................................................................................................. 25 2.2 RISCOS DE QUEDAS.................................................................................................... 27 2.3 ATIVIDADE FÍSICA ..................................................................................................... 29 2.4 CAPACIDADE FUNCIONAL ....................................................................................... 33 3 METODOLOGIA ......................................................................................................... 35 3.1 TIPOS DE ESTUDO E ABORDAGEM DA PESQUISA .............................................. 35 3.2 LOCAL ............................................................................................................................ 36 3.3 AMOSTRA...................................................................................................................... 36 3.4 PERÍODO ....................................................................................................................... 36 3.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO ......................................................................................... 36 3.6 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO ........................................................................................ 36 3.7 RISCOS E BENEFÍCIOS ................................................................................................ 37 3.7.1 Riscos .............................................................................................................................. 37 3.7.2 Benefícios ........................................................................................................................ 37 3.8 COLETAS DE DADOS: ETAPAS TÉCNICAS E INSTRUMENTOS ........................ 38 3.8.1 Técnica de pesquisa ....................................................................................................... 38 3.8.2 Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) ................................................. 38 3.8.3 Procedimentos para coleta de dados ............................................................................ 38 3.8.4 Instrumentos para coleta de dados .............................................................................. 39 3.8.5 Índice de Katz (ANEXO I)............................................................................................ 39 3.8.6 Exame do Mini-mental (ANEXO II)............................................................................ 40 3.8.7 Ficha de Avaliação (APENDICE D) ............................................................................ 41 3.8.8 Verificação: PA, FC, FR. .............................................................................................. 41 3.8.9 Ficha de Avaliação de Atividade de Física (UMEDA) (ANEXO III) ....................... 42 3.9 ESCALA DE BERG (ANEXO IV) ................................................................................. 43 3.9.1 Tratamento dos dados ................................................................................................... 44 4 RESULTADOS E DISCUSSÂO .................................................................................. 48 5 CONCLUSÃO................................................................................................................ 59 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 60 APÊNDICE A – CERTIFICDO DE APROVAÇÃO DO PROJETO PELO COMITÊ DE ÉTICA E PESQUISA........................................................................... 66 APÊNDICE B – OFICIO À PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (ICOARACI)..................................................................................................................67 APÊNDICE C –TERMO DE CONSIENTIMENTO ESCLARECIDO LIVRE.....68 APÊNDICE D – FICHA DE AVALIAÇÃO...............................................................70 APÊNDICE E-- DADOS SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E RISCO DE QUEDA DE IDOSAS, DE 60 A 85 ANOS, DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, DE JANEIRO A MAIO DE 2010. ............................................................. 71 ANEXO I- INDICÊ DE KATZ .................................................................................... 72 ANEXO II- MINI-MENTAL........................................................................................ 73 ANEXO III- QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADE FÍSICA...74 ANEXO IV - TESTE DE BERG .................................................................................. 76 13 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo continuo, onde ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos. Esse processo é um evento complexo, onde as condições biológicas e sócio-culturais estão estritamente relacionadas. Não existe uma maneira padrão de envelhecimento, sendo este, próprio de cada indivíduo, independente da sua idade cronológica, mas diretamente liga ao seu estilo de vida. As alterações do envelhecimento tornam o idoso mais fragilizado e susceptível a acidentes, entre eles as quedas, um problema que pode causar eventos incapacitantes, que causam serias conseqüências como a deficiência física ou até morte do idoso. A queixa de dificuldade de equilíbrio e marcha, assim como as histórias prévias de quedas têm sido apontadas como fatores de risco para idosos. Eles têm etiologia multifatorial, ocorrendo devido à combinação de fatores intrínsecos (idade, déficit cognitivo, fraqueza muscular, hipotensão postural, deficiência visual, déficits do sistema vestibular, anormalidades da marcha e equilíbrio, problemas nos pés e medicações) e extrínsecos (comportamentos e atividades do indivíduo e seu meio-ambiente). Lesões causadas por acidentes estão em quinto lugar como causa de óbito em pessoas idosas, sendo que as quedas representam cerca de dois terços desses acidentes, tornando-se um dos principais previsores de morbimortalidade entre essa população. As quedas são tratadas como fator de grande relevância epidemiológica, social e econômica em todo o mundo, pois é o tipo mais comum de acidente entre os idosos. As suas complicações lideram as causas de mortes em pessoas acima de 65 anos e promove deficiência física, psicológica e social, pois leva à dependência e à redução das atividades diárias e da confiança, alterando o estilo de vida desses idosos. A prática de atividade física regular promove o aumento dos níveis de aptidão física e de autoconfiança na realização de tarefas do dia a dia, particularmente nos idosos com maior grau de incapacidade. A falta de atividade física contribui ainda, mas para o sedentarismo, por acelerar o curso do envelhecimento, pois algumas modificações fisiológicas, psicológicas observadas no idoso podem ser em parte atribuídas ao estilo de vida sedentário. 14 1.1. OBJETIVOS 1.1.1 Geral Correlacionar a atividade física e o risco de queda em idosas. 1.1.2 Específicos Aplicar teste de independência. Aplicar exame do Mini-Metal. Aplicar ficha de avaliação global. Aplicar questionário de atividade física. Aplicar questionário de equilíbrio, a Escala de Berg. Analisar as informações dos questionários e informar as idosas sobre o resultado. Avaliar o risco de queda na população estudada. 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 ENVELHECIMENTO Barreto (2006) relata que por se tratar de um processo comum a praticamente todos os seres vivos, o envelhecimento deveria ter suas bases fisiológicas melhor conhecidas, portanto pode ser compreendido como um processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos, o que, em condições normais, não costuma provocar qualquer problema, no entanto, em condições de sobrecarga como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, podem ocasionar uma condição patológica que requeira assistência. Ele acrescenta que quando o organismo atinge o seu máximo, começa a observar-se a diminuição progressiva das aptidões e capacidades, tanto física como mentais que poderá ser chamada involução humana. Christofoletti (2006) relata que certas alterações decorrentes do processo de envelhecimento poderão ter seus efeitos minimizados pela assimilação de um estilo de vida mais ativo. Já Cancela (2007) afirma que o envelhecimento do ponto de vista fisiológico depende significativamente do estilo de vida que a pessoa assume desde a infância ou adolescência. Afirma também que o organismo envelhece como um todo, enquanto que seus órgãos, tecidos, células, e estruturas sub-celulares tem envelhecimento diferenciado. Para B. Filho (1999) o envelhecimento é progressivo e degenerativo, caracterizado por menor eficiência funcional, com enfraquecimento dos mecanismos de defesa; diminuição da cognição, das respostas reflexas e do estado de alerta, além de enfraquecimento da estrutura óssea e diminuição da função e da massa muscular. Nesse contexto o autor acima afirma que o declínio da atividade celular observada a partir da terceira idade promove significativas alterações na estrutura e na função dos órgãos, conseqüentemente, observam-se progressivas corrosões das reservas funcionais associada à maior vulnerabilidade do organismo aos distúrbios metabólicos, ao estresse, e aos processos patológicos. Apesar da velocidade e a intensidade dessas alterações elas são moduladas por fatores individuais, como a genética, doenças associadas e estilo de vida sedentária. 16 O envelhecimento da população é um dos maiores desafios da última década e embora a velhice não seja sinônima de doença, o avançar da idade aumenta o risco de comprometimento funcional e da perda da qualidade de vida e a avaliação funcional de indivíduos idosos deve ser feito com acompanhamento do profissional de Fisioterapia, que torna-se essencial para se estabelecer um diagnóstico, um prognóstico e também um julgamento clínico adequado que subsidiarão as decisões sobre os tratamentos e cuidados necessários com o idoso (CINCIARULO et al, 2002 Apud COELHO et al, 2007 ). Enquanto que Machado (2009) relata que apesar do envelhecimento humano ser um processo gradual, irreversível e incontrolável de declínio das funções fisiológicas, não resulta, necessariamente, em incapacidade funcional. Já Felten et al. (2005) acredita que a medida que o indivíduo envelhece, as chances de sofrer lesões provocadas por acidentes aumentam progressivamente. Para Meireles et al. (2008) uma das características marcantes no processo de envelhecimento é o declínio da capacidade funcional, como a força, o equilíbrio, a flexibilidade, agilidade e coordenação motora que acaba por comprometer o funcionamento neuromuscular do individuo, muitas vezes evidenciado por paresia, incoordenação motora, lentidão e fadiga muscular, que constitui um aspecto marcante neste processo6. Felten (2005) considera que as principais alterações anatômicas e funcionais, relacionadas com o processo de envelhecimento ligadas à ocorrência de quedas são as alterações na composição e forma do corpo, como a diminuição da estatura, a distribuição centrípeta da gordura corporal, a perda de massa muscular, a diminuição da massa óssea e o declínio nas aptidões psicomotoras, que, em conjunto, podem provocar a instabilidade postural ou a incapacidade de manutenção do equilíbrio, em situações de sobrecarga funcional. 2.1.1 Envelhecimento biológico Para Guccione (2006) as alterações associadas à idade que envolvem as estruturas físicas e o funcionamento do organismo que afetam a capacidade funcionamento ou sobrevivência da pessoa são chamadas de envelhecimento biológico. 17 Ele acrescenta que o envelhecimento biológico dos diferentes sistemas orgânicos do corpo humana ocorre em ritmos específicos, esses ritmos são regulados por duas características gerais: - Componente genético, que determina uma capacidade especifica para a espécie de levar adiante os processos biológicos básicos necessários para a vida e para a reprodução. - Componentes ambientais do estilo de vida, que se sobrepõem à concepção genética intrínseca e podem influenciar o ritmo global do envelhecimento e de susceptibilidade às doenças.” Para Valentini, (2003), envelhecer é um processo geralmente considerado de maneira extremamente desagradável, pois o indivíduo começa a sentir que, em muitas habilidades biológicas e sociais, não consegue se desenvolver como costumava ser, devido a isso, chegase a pensar a velhice como sinônimo de doença, fraqueza e improdutividade, invalidez, no entanto ele pode ser tratado como um processo natural do desenvolvimento humano, numa perspectiva de que cada fase da vida implica transformações, adaptações, aceitação e construção. Guccione (2006) afirma que, uma vez que os tecidos e os órgãos já não correspondem à atividade validada na etapa anterior, implicará no desempenho humano, pois ocorre aqui um desgaste e sobrecarga; adaptação, porque as mudanças não permitem que as ações sejam desenvolvidas segundo normas e costumes estabelecidos em fases anteriores, há que se habituar às condições agora presentes. 2.1.2 Envelhecimento psicológico Acredita-se que a condição limitante do envelhecimento leva o paciente idoso a compreender que está se tornando cada vez mais dependente, chegando a uma certa obediência aos cuidadores como filhos ou membros da geração abaixo, os planos para o futuro geralmente são modestos, atentando-se para procurar ter utilidade na sociedade, para que não seja um estorvo, desse modo é de suma importância o conhecimento do idoso e a busca de seu respeito, promovendo seu bem-estar e qualidade de vida.(FAJARDO E GRECCO, 2003 Apud MARTINS SILVA, E.M., et al, 2007). 18 Um dos pontos de maior impacto na qualidade de vida do idoso é o quadro depressivo, geralmente multifatorial e de difícil determinação clínica e de tratamento também. (STOPPE, 1997 apud MARTINS SILVA, E.M., et al, 2007). As mudanças psicológicas mais visíveis com o avanço da idade são: dificuldade de adaptação a novos papéis; desmotivação e dificuldade de planejar o futuro; necessidade de trabalhar perdas e adaptar-se a mudanças; alterações psíquicas, depressão, hipocondria, somatização, paranóia, suicídios e, por fim, baixa auto-estima e auto-imagem. (GUITE ZIMERMAN, 2000 apud VALENTINI,2003) Dentro de sua insegurança, geralmente o idoso tende a provar a si e aos outros que é aceito, que é útil, que existe e que essa existência pressupõe desejos e aspirações em relação ao futuro; essa posição geralmente gera extrema ansiedade da qual decorrem problemas afetivos de ordem mais complexa e a perda de ideais da juventude, a falta de sintonização com a mentalidade do seu tempo, o desinteresse pelo cotidiano nacional e internacional, o humor irritadiço são, entre outros aspectos, que caracteriza a velhice. (OLIVEIRA,1999 apud VALENTINI,2003). De acordo com a experiência geral e com a observação empírica, a pratica de exercício contribui para aumentar a auto-estima do individuo da terceira idade, sua segurança, sua rede de relações sociais e sua sensação de bem-estar. (GITLIN E COLS, 1992 apud PICKLES et al,2003) 2.1.3 Alterações fisiológicas Gomes (2007) nos mostra que estudos afirmam que todas as funções e todos os órgãos não envelhecem no mesmo ritmo, dentre as principais modificações fisiológica, decorrentes do processo de envelhecimento, nos sistemas funcionais, pode-se destacar as seguintes alterações: Sistema cardiovascular, Sistema Nervos, Sistema Músculo-esquelético, sistema cognitivo. 19 Figura 01:Alterações do Organismo com envelhecimento Fonte:www.palavrademedico.kit.net/tema17.html...ANO, 2010. Já para Ribeiro (2008) muitas das alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento resultam de uma perda gradual. Essas perdas podem começar no inicio da vida adulta, mas devido à composição redundante dos sistemas orgânicos, essas perdas não se tornam importantes e funcionalmente significativa até que o declínio seja extenso. 2.1.4. Sistema cardiovascular Abreu (2007) Considera que as alterações cardiovasculares, como a diminuição das reservas cardíacas, ocasionam uma queda no desempenho cardíaco,onde ocorre também uma diminuição no consumo máximo de O2 (VO2 máximo), que tem sido associado a uma queda da freqüência cardíaca máxima e volume de ejeção, resultando em um decréscimo do débito cardíaco máximo 20 Figura02: Alterações do Espessamento dos Vasos por Envelhecimento Fonte: virtual01.lncc.br/monografia/.../node16.html...,ANO,2010. Segundo Guccione, (2006) há algumas alteração progressiva das estruturas cardíaca com o envelhecimento, perda da elasticidade, alterações fibróticas das valvas do coração e infiltração amilóide. Além das alterações da musculatura cardíaca em si, há efeitos do envelhecimento sobre as artérias que causam um comprometimento adicional da capacidade do sistema de distribuição do sangue para os tecidos ativos. Figura 03:Diminuição de fibras cardíacas por perda miofibrilas. Fonte: biobioenvelhecimento.blogspot.com/2008_06_01_..., ANO 2010. Já Costa(2008) acredita que um dos declínio no débito cardíaco relacionado com a idade ocorre durante exercícios, o coração não consegue responder tão rapidamente ou com tanta força à carga aumentada do coração em exercício e os esforços, movimentos súbitos e mudanças na posição podem causar uma diminuição no débito cardíaco, resultando em vertigem e perda de equilíbrio (quedas). Ele acrescenta que as diversas mudanças estruturais no coração contribuem para a resposta a exercícios diminuída: o másculo cardíaco perde elasticidade e fica mais rígido, as 21 valvas cardíacas ficam mais espessas e mais rígidas, o número de células marca-passo diminui e as células cardíacas envelhecidas diminuem sua capacidade de utilizar ar oxigênio. Segundo Abreu (2007) a vasculatura periférica fornece um sistema de distribuição pelo qual o sangue bombeado pelo coração alcança os vários tecidos orgânicos e, portanto, as alterações dos vasos sanguíneos relacionados a idade podem limitar a perfusão máxima desses tecidos e afetar também o desempenho cardíaco e a diminuição da elasticidade das artérias devido o seu envelhecimento pode resultar em aumento crônico ou residual do diâmetro e da rigidez da parede vascular o que compromete a sua função. Para Guccione (2006) as alterações associadas à díade também ocorrem nos vasos mais periféricos (artérias e capilares) e têm uma influencia significativa na capacidade de propulsão do sangue para os capilares e os tecidos ativos. 2.1.5 Sistema Nervoso Costa, (2008) descreve que com a idade ocorre uma diminuição da sensibilidade e do números de receptores sensoriais e dos neurônios, resultando em uma atenuação dos sentidos. O autor acima ainda afirma que existe uma perda gradual do olfato e do paladar que se inicia por volta dos 50 anos de idade, lesões cumulativas das células pilosas do órgão espiral após os 60 anos de idade, perda da capacidade de ouvir sons agudos e as consoantes , vinte e cinco por cento dos idosos possuem a audição prejudicada, ocorre diminuição da visão, por volta dos 70 anos de idade, principalmente em razão de um decréscimo na quantidade de luz que alcança a retina e de uma diminuição da focalização da luz sobre a mesma. Abreu (2007) Relata observadas alterações como a diminuição do volume e peso do cérebro, ocorrendo certo grau de atrofia cerebral, os neurotransmissores diminuem sua liberação durante as sinapses, há uma diminuição da sensibilidade dos barorreceptores, que estão localizados principalmente nas paredes da aorta e artéria carotídeas, ocorrendo o mesmo com os quimiorreceptores, e os neurônios mostram uma perda contínua, principalmente no córtex dos giros pré-centrais, giros temporais e córtex do cerebelo. Costa (2008) acredita que com a idade, a velocidade de condução do impulso diminui ao longo de um axônio; quantidades de neurotransmissores são reduzidas; o número de locais receptores diminui nas sinapses. Sendo que essas alterações resultam em uma 22 progressivo prejuízo do processamento da informação no SN, caracterizado principalmente por uma lentidão das respostas e dos reflexos. Figura 04: O sistema nervoso amadurecido, com diminuição dos impulsos nervosos. Fonte: http:/Adam.sertaoggi.com.br....ANO 2010. Segundo Araújo (2006) embora eventos precedentes ocorram com o envelhecimento, parece que parte do declínio do desempenho motor do idoso, inclusive do controle postural, pode estar mais ligada a uma diminuição da atividade física por parte do idoso. Portanto este processo pode ser amenizado e diminuído com a prática de uma atividade física regular e bem orientada, auxiliando assim nas degenerações e transformações do organismo. 2.1.6 Sistema Músculo-esquelético Para uma abordagem sobre o envelhecimento do sistema músculo-esquelético é necessário compreender o que engloba o sistema, como os ossos, músculos e as articulações. O osso é essencialmente um tecido conjuntivo mineralizado, altamente vascularizado, vivo e em constante transformação e é singular pela sua dureza, resistência, por seus mecanismos característicos de crescimento, e por sua capacidade de regeneração. (FREITAS et al, 2002 apud COELHO et al 2007). Para Coelho et al (2007) uma alteração comum no envelhecimento é a perda de massa óssea que é caracterizada pelo desequilíbrio no processo de modelagem e 23 remodelagem. Esse desequilíbrio pode ocorrer pelo aumento da atividade dos osteoclastos ou por diminuição da atividade dos osteoblastos, ou até mesmo pela combinação de ambos. Figura5:Osso normal a direita e com perda de massa óssea a esquerda(Osteoporose). Fonte: www.palavrademedico.kit.net/tema17.html Já Pickles (2003)acredita queas alterações nessas células podem ocasionar uma grande perda de massa óssea contínua, que é mais conhecida como osteoporose, que está associada ao aumento de fragilidade e com maior risco de fratura após mínimo trauma. Esta diminuição gradual de massa óssea e resistência do tecido ósseo pode ser modulada em função do tipo de alimentação aos hábitos de atividade física, e não deixa de citar que alterações no metabolismo e mudanças dos níveis hormonais podem contribuir com esse declínio. (MORIGUCHI & JECKEL NETO, 2003 apud COELHO et al 2007). Segundo Shephard (1997) Morfologicamente há uma redução de volume muscular e massa magra e um aumento da massa gorda e peso corporal. A perda de massa magra é verificada quando o peso do músculo diminui, bem como da sua secção. Para Coelho et al. (2007) a musculatura do idoso apresenta fibras hipertrofiadas e em degeneração de ambos os tipos. A redução da massa muscular é a primeira causa para a perda da capacidade muscular com a idade, essa redução deve-se a 2 fatores: perda de fibras musculares e diminuição do seu volume com especial ênfase para a atrofia das fibras do tipo II. Ele ainda afirma que as fibras de contração rápida podem ser perdidas simplesmente porque pessoas idosas raramente exercem contrações musculares fortes contra alguma resistência. Shephard (1997) relata que os resultados dos estudos científicos demonstram que uma diminuição da altura ou estatura pode ser geralmente esperada em decorrência da senescência. As alterações da densidade óssea ligadas à idade diferem de um local para outro do corpo. 24 Essas alterações ósseas durante o envelhecimento acontecem em um período mas precoce na coluna vertebral do que nos membros. Figura 06: Alterações músculo-esquelético vista lateral Fonte: Rev. Fisiologia Humana, ANO Já Guccione (2006), acredita que o músculo esquelético passa por adaptações estruturais e funcionais importantes em respostas à inatividade física, portanto a redução da massa muscular relacionada a idade é uma causa direta do declínio da força muscular com o envelhecimento. Ele ainda acrescenta que essa redução da força muscular é uma causa importante da incapacidade do idoso, uma vez que a força e a potencia são componentes importantes da marcha, do equilíbrio e da capacidade de deambular. 2.1.7 Sistema Cognitivo Segundo Antunes et al (2006), grande parte das funções cognitiva são afetadas negativamente pela idade, pois a partir da terceira década de vida ocorre perda de neurônios com concomitante declínio da performance cognitiva, porém os processos baseados em habilidades fluidas, tais como tarefas aprendidas, mas não executadas, sofrem declínio. 25 Perracini et. al. (2002) afirma que as funções cognitivas, como atenção e planejamento podem afetar tanto a memória como a compreensão de linguagem, e outros fatores de ordem biológica (alimentação inadequada) ou psicológica (estado de humor positivo) influenciam na manutenção das funções cognitivas. Colcombre et.al. (2005), revela que encontraram declínios importantes na densidade dos tecidos neurais em função do envelhecimento no córtex frontal, parietal, e temporal, isso pode ser justificado em razão de uma quebra do equilíbrio entre a lesão e o reparo neuronal. Ele acrescenta que cérebro é sensível a inúmeros fatores que resultam em danos às redes neurais, de forma similar aos outros tecidos, ele possui a capacidade de autoreparação/auto-adaptação, ou mesmo uma compensação pela perda de neurônios e interrupção na arquitetura neural e quando ocorre um desequilíbrio entre lesão neural e reparação, essa capacidade de plasticidade neuronal é prejudicada estabelecendo-se então o envelhecimento cerebral e a demência. Abreu (2007) nos mostra que ao longo da ultima década foram identificados alguns fatores de risco que podem aumentar a predisposição de um individuo ao prejuízo cognitivo e dentre esses fatores destacam-se a idade, gênero, histórico familiar, trauma craniano, nível educacional, tabagismo, etilismo, estresse mental, aspectos nutricionais e socialização. O autor acima afirma que recentemente fatores que podem ser revertidos ou atenuados pelo exercício físico, tais como a doenças crônico-degenerativas, hipercolesterolemia e aumento na concentração plasmática de fibrinogênio e o sedentarismo, estão sendo associados ao maior risco de declínio cognitivo. Perracini e Ramos (2002) mostram que a leitura envolve algumas habilidades cognitivas específicas como a atenção e a concentração, sendo que a atenção é um fator importante na manutenção do equilíbrio. 2.1.8 Idosos Para Guccione (2006) está claro que um idoso não é idêntico a outro idoso. Entendese por idoso ou pessoa da terceira idade, indivíduos com mais de 60 anos de idade, instituído pelo estatuto do idoso. 26 Pelos baixos níveis de saúde na velhice associam-se com altos níveis de depressão e angústia e com baixos níveis de satisfação de vida e bem estar, e também afirma que as dificuldades do idoso em realizar as atividades da vida diária, devido a problemas físicos, ocasionam dificuldades nas relações sociais e na manutenção da autonomia, trazendo prejuízos à sua saúde emocional. (NERI, 2001 apud FRANCHI et a, 2005). Franchini et al (2005) Conceitua envelhecer com sucesso, o englobar de três diferentes domínios multidimensionais como: evitar as doenças e incapacidades; manter uma alta função física e cognitiva; e engajar-se de forma sustentada em atividades sociais e produtivas. Segundo Valentini et al 2003, A idade avançada incita transformações biopsicossociais na rotina do ser humano, além do desgaste progressivo de tecidos, órgãos e da capacidade física e cognitiva, há um acentuado processo de perdas que desencadeia turbulências emocionais e psíquicas que ocasionam profunda infelicidade e diminuem a qualidade de vida de maneira agressiva. Já Barreto (2006) acredita que o envelhecimento vem aumentando consideravelmente, o que se atribui a um aumento da expectativa de vida, a diminuição da taxa de natalidade, a um melhor controle de doenças infecto-contagiosas (imunização) e crônico-degenerativas. Para Valentini (2003), hoje 70% das pessoas acima de 60 anos no Brasil são sedentárias e esta estatística é assustadora se considerar as conseqüências deste sedentarismo, que variam desde o risco de infracto do miocárdio até acidentes vasculares e o câncer. Ele acrescenta que este problema se agrava nas pessoas de terceira idade, pois nesta fase de o organismo já não é mais como antes e seus corpos não são mais tão flexíveis, seus movimentos não são mais ágeis, as articulações perdem mobilidade e elasticidade, as lesões degenerativas como a osteoporose transforma o osso de um estado consistente para esponjoso deformado-o às vezes. Já para Barreto (2006), o idoso tem perda de até 5% da capacidade física a cada 10 anos e pode recuperar 10% através de atividades físicas adequadas, e estas atividades também atuam como antidepressivos, melhorando, o convívio social, a relação em grupo, condicionamento físico, e sendo benéficos para a recuperação da alto estima das idosas. 27 Figura 07: Atividade em Grupo Fonte: www.efdeportes.com/efd120/pratica-de-danca-de, ANO 2.2 RISCOS DE QUEDAS Queda pode ser definida como um evento não intencional que tem como resultado a mudança e posição do indivíduo para um nível mais baixo, em relação a sua posição inicial, que se dá em decorrência da perda total do equilíbrio postural, podendo estar relacionada à insuficiência súbita dos mecanismos neurais e osteoarticulares envolvidos na manutenção da postura.( CUNHA & GUIMARÂES, 1989, p. 141-54 apud FABRÌCIO C, 2002, p. 94) Alguns autores referem-se à queda como uma síndrome geriátrica por ser considerado um evento multifatorial e heterogêneo. (CARVALHES et. al, 1998, p. 5-18 apud FABRÌCIO C, 2002, p. 94 ) Diversos são os fatores que podem esta contribuindo para a ocorrência de uma queda: fatores intrínsecos (alterações normais do envelhecimento, uso de medicamentos ou ainda diversas patologias, como hipotensão, Parkinson, demência, depressão, comprometimentos visuais, neuropatia diabética, deformidades dos pés, artrose) fatores extrínsecos (insegurança no banheiro, objetos no chão, iluminação inadequada) e ainda fatores sociodemográficos, como é o caso da institucionalização. (CAMPBELL J, 1995, P.520-523 apud SOARES V, 2003, p. 13-17) 28 Os idosos mais susceptíveis a quedas são aqueles que apresentam alguma enfermidade, especialmente as que levam a alterações da mobilidade, equilíbrio e controle postural, sendo a ocorrência de quedas diretamente proporcional ao grau de incapacidade funciona.( SOARES et. al , 2003, p. 54-63 apud GUIMARÂES 2004, p.69 ) Um estudo cientifico listou como fatores de risco determinantes de quedas em idosos de comunidades, idade sendo igual ou maior a 75 anos, sexo feminino, inatividade física, fraqueza muscular, distúrbios do equilíbrio corporal, marcha ou de mobilidade, história prévia de acidente vascular cerebral, de quedas anteriores e de fraturas, comprometimento na capacidade de realizar atividades de vida diária e o uso de várias medicações concomitantes.( PERRACINI MR, 2002, p.709-725 apud BORGES, L. 2009, p.53-60) Silva (2007) que também pesquisou estudos relacionados a fatores de riscos de quedas em idosos, verificou que um estudo realizado com 50 idosos atendidos em duas unidades de um hospital público que a maioria das quedas ocorreu em idosos do sexo feminino, no próprio lar (66%), e foram relacionadas, principalmente, ao ambiente físico inadequado (54%), seguido por doenças neurológicas (14%) e cardiovasculares (10%). Para Soares (2003) As quedas representam uma importante preocupação para indivíduos idosos, pois podem acarretar lesões de gravidades variáveis e quanto maior a idade torna-se mais significativo o risco para as quedas, em virtude de o envelhecimento encontrarse em estágios mais avançados. As lesões causadas por acidentes estão em quinto lugar como causa de óbito em pessoas idosas, sendo que as quedas representam cerca de dois terços desses acidentes, tornando-se um dos principais previsores de morbimortalidade entre essa população(FELTEN BS, 2005, p. 515-521 apud MACHADO et al. 2009, p.32-38 ), apesar de sua grande maioria ser evitável. As quedas são tratadas como fator de grande relevância epidemiológica, social e econômica em todo o mundo, pois é o tipo mais comum de acidente entre os idosos, e as suas complicações lideram as causas de mortes em pessoas acima de 65 anos e promove deficiência física, psicológica e social, pois leva à dependência e à redução das atividades diárias e da confiança, alterando o estilo de vida desses idosos.( SILSUPADOL P,2006, P. 269-281 apud REBELATTO R. 2008, p. 70-75 ) Um estudo realizado na Cataluña mostra que 17,9% das pessoas acima de 65 anos sofreram pelo menos uma queda nos 12 meses anteriores à entrevista e que essa freqüência aumenta com a idade. (PERRACINNI MC,2002, p. 709-716 apud SIQUEIRA, 2007, P.746756). 29 Para Siqueira (2007) as quedas de idosos são atualmente uma preocupação muito relevante, devido a sua grande freqüência e pelas conseqüências em relação à qualidade de vida desse grupo. 2.3 ATIVIDADE FÍSICA Jacob (2006) conceitua a atividade física para idosos como o fenômeno biológico que envolve a contração muscular, enfatizando este aspecto para descaracterizar uma freqüente identidade entre exercício e movimento. Já para Rogatto (2009), a atividade física pode ser definida como qualquer movimento corporal voluntário, realizado pela musculatura esquelética que resultara em um gasto de energia corporal acima dos níveis de repouso. Ele acrescenta ainda que praticar atividades físicas não é somente se engajar em exercícios ou esportes, mas executar atividades cotidianas como caminhar, subir escadas ou aquelas feitas em casa como varrer, lava etc... Jacob (2006) relata que em qualquer idade, mas principalmente entre os idosos os movimentos poderão ser limitados (por paralisia e/ ou por dor), o que não contra-indica a realização de contrações isométricas que, além de prevenir a atrofia muscular da imobilidade, também pode ser uma estratégia terapêutica da própria etiologia. Uma grande porcentagem de pessoas acima de 60 anos tem dificuldade ou incapacidade de realizar as atividades cotidianas (ANDREOTTI, 1999 apud RAMOS, 2003). Segundo Gobbi (1997) o objetivo principal da Atividade Física na Terceira Idade é melhorar ou manter um nível de aptidão física funcional que fundamente a independência e autonomia do idoso visando uma melhor qualidade de vida, implementando atividades que contribuam para que esse idoso desenvolva um nível adequado de aptidão física que a torne independente para realizar suas atividades diárias. Matsudo (2001) considera a aptidão física, não como um comportamento, mas uma característica que o indivíduo possui ou atinge, como a potência aeróbica, endurance muscular, força muscular, composição corporal e flexibilidade. Jacob (2006) acredita que preservação ou desenvolvimento da capacidade motora do individuo que envelhece é de fundamental importância para a manutenção de suas atividades 30 físicas diárias, devido a diminuição de flexibilidade e força que são as maiores limitações para as atividades da vida diária. As atividades da vida diária (AVD) são referidas como: tomar banho, vestir-se, levantar-se e sentar-se, caminhar a uma pequena distância; ou seja, atividades de cuidados pessoais básicos e, as atividades instrumentais da vida diária (AIVD) como: cozinhar, limpar a casa, fazer compras, jardinagem; ou seja atividades mais complexas da vida cotidiana (MATSUDO, 2001 apud FRANCHI, 2005). Grande parte do declínio da capacidade física dos idosos é devido ao tédio, a inatividade e expectativa de enfermagem (OKUMA, 1998 apud RAMOS, 2003), sendo que 50% desse declínio são provocados pela atrofia por desuso resultante do sedentarismo (SPIRDUSO,1989; MATSUDO, 1997; KLEINE, 1999 apud RAMOS, 2003) Dos motivos que levam a não adesão a um programa de atividade física por parte dos idosos, são: condição de saúde, falta de equipamento apropriado, falta de habilidade motora, de tempo, de oportunidade e de conhecimentos sobre a pratica de atividade física. (OKUMA, 2002 apud RAMOS, 2003). Pickles (2000) relata que as pessoas da terceira idade praticam atividades físicas que variam desde a jardinagem a dança, e os motivos que levam á adesão de determinadas atividades também variam e é dever do fisioterapeuta esforçar-se para identificar e programar exercícios e atividades que atendam as necessidades físicas, sociais e psíquicas dos seus clientes da terceira idade. Segundo Matsudo (2001) as atividades mais comumente realizadas entre mulheres idosas são a caminhada 75% e a jardinagem 35%. O tipo de exercício físico, mas recomendado para idosos no passado foi por muito tempo o aeróbio, pelos seus efeitos no sistema cardiovascular e controle destas doenças, além dos benefícios psicológicos. (BLUMENTHAL, 1982 apud FRANCHI, 2005) Figura 08: exercício aeróbico de caminhada Fonte: www.agenciauva.com.br/?p=197, ANO 31 Jacob (2006) acrescenta que durante muito tempo, os exercícios aeróbicos foram predominantemente mas indicados para o grupo da terceira idade, o que resultou num longo período em que predominou a idéia de que apenas estes poderiam ser benéficos ao idoso, principalmente quando portador de ampla comorbidade. Matsuda (2001) considera que se a atividade aeróbica for à escolida a ser realizada, é recomendada a prescrição de atividades de baixo impacto, como a caminhada, o ciclismo ou pedalar na bicicleta, a natação, a hidroginástica, o remo, subir escadas, dançar, ioga, tai chi chuan e dança aeróbica de baixo impacto. Atualmente, estudos mostram a importância dos exercícios envolvendo força e flexibilidade, pela melhora e manutenção da capacidade funcional e autonomia do idoso. (Matsudo & Nahas 2001 apud FRANCHI, 2005 ). Se apenas uma forma de exercício tiver que ser escolhida para promover melhoria na capacidade funcional de idosos, o treinamento com peso parece à melhor opção, se comparada aos exercícios aeróbios, essa opção se fundamenta na observação de que as principais atividades cotidianas, presentes na vida de idosos, envolvem capacidades que são aprimoradas durante a prática do treinamento com peso. (Hunter, 2004 apud DIAS, 2006) Figura 09: Exercício resistido com halteres Fonte: extremefitco.blogspot.com/2009/10/importancia, ANO. Para Franchi (2005) um programa de exercícios físicos bem direcionados e eficientes para esta idade deve ter como meta a melhora da capacidade física do indivíduo, diminuindo a deterioração das variáveis de aptidão física como resistência cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio, o aumento do contato social e a redução de problemas psicológicos com a ansiedade e a depressão. A implantação da prática de exercícios regularmente e de programas de incentivo à prática de atividades de reabilitação junto a terceira idade, é um direito garantido ao idoso 32 pela legislação (decreto Nº 1.948, de 03 de Julho de l996) que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso. Mas que tipo de atividade física é mais apropriada para pessoas de terceira idade? (Vários autores afirmam que melhor atividade para pessoas idosas é caminhada com duração de 30 minutos por dia, três a cinco vazes por semana MATSUDO & MATSUDO, 1992; SHARKEY; 1998; NIEMAN, 1999 apud Salvador, 2008) A melhor opção para pessoas de terceira idade são as atividades em grupo como a dança, que facilitam a integração e o fortalecimento de amizades, superação de limites físicos, ocupação do tempo em prol de si mesma, livrando-se das angústias, incertezas, inseguranças e medos. (OKUMA, 1998 apud SALVADOR 2008) A dança entre as atividades aeróbicas é a mais alegre, onde todos podem participar, desde o mais lento até o mais agitado. Quanto mais ativa for a pessoa mais capacidade cardiorrespiratório ela terá, mas só se tem um vigor físico se intercalar os afazeres domésticos com a atividade física. As pessoas sedentárias também podem iniciar sua atividade física, desde que seja ela gradativa e adequada. Os exercícios trazem benefícios a saúde enquanto se pratica, não é acumulativo e deve sim ser contínuo. Fazer exercícios de respiração profunda fortifica a respiração pulmonar e oxigena o sangue. (OTTO,1987 apud SALVADOR 2008) Figura 10: Dança de salão Fonte:www.cm-sintra.pt/NoticiaDisplay.aspx?ID=3458, ANO. A atividade física regular incrementa o pico de massa óssea, ajudando na manutenção da massa óssea existente e diminuindo sua perda associada ao envelhecimento. Problemas nas articulações, rigidez e perda da elasticidade podem gerar dor, problemas esses ocasionados pela falta de atividade física. A atividade física melhora a elasticidade dos músculos, melhora a circulação sanguínea e o movimento das articulações.( OKUMA,1998 apud SALVADOR 2008 33 2.4 CAPACIDADE FUNCIONAL Um dos elementos que determinam a expectativa de vida ativa ou saudável é a independência para realização das AVD’s, na velhice a capacidade de realizar AVD’s pode sofrer alterações na atuação do indivíduo com meio em que vive, tanto nas ações motoras mais específicas, como nas mais genéricas, ainda pode-se observar um especial comprometimento no comportamento de parte da população idosa. (TINETTI et al 1986 apud ANDREOTTI 1999) A capacidade funcional surge, como um novo paradigma de saúde, particularmente um valor ideal para que o idoso possa viver independente, sendo esta a capacidade do indivíduo realizar suas atividades físicas e mentais necessárias para manutenção de suas atividades básicas e instrumentais, ou seja: tomar banho, vestir-se, realizar higiene pessoal, transferir-se, alimentar-se, manter a continência, preparar refeições, controle financeiro, tomar remédios, arrumar a casa, fazer compras, usar transporte coletivo, usar telefone e caminhar uma certa distância.( RAMOS LR,2003 apud GUIMARÂES et al. 2004) Franchi et al (2009) acredita que a capacidade funcional é um novo componente do modelo de saúde dos idosos, particularmente útil no contexto do envelhecimento, envelhecer mantendo todas as funções não significa problema para o individuo ou sociedade,o problema se inicia quando as funções começam a deteriorar. Para Rosa et al. (2003) a capacidade funcional é influenciada por fatores demográficos, socioeconômicos, culturais e psicossociais e que devido a esse fato nota-se a inclusão de comportamentos relacionados ao estilo de vida como fumar, beber, comer excessivamente, fazer exercícios, estresse psicossocial agudo ou crônico, ter senso de autoeficácia e controle, manter relações sociais e de apoio como potenciais fatores explicativos da capacidade funcional. Andreotti e Okuma (1999) Considera o envelhecimento como um processo multidimensional e singular e identifica cinco categorias hierárquicas que detectam os diferentes níveis de capacidade funcional em idosos como: -Fisicamente dependentes: pessoas que não podem executar atividades básicas da vida diária (como vestir-se, tomar banho, comer) e que dependem de outros para suprir as necessidades diárias; 34 -Fisicamente frágeis: indivíduos que conseguem executar atividades básicas da vida diária, mas não todas as atividades instrumentais da vida diária; -Fisicamente independentes: podem realizar todas as atividades básicas e instrumentais da vida diária, mas são geralmente sedentários; -Fisicamente ativos: realizam exercícios regularmente e aparentam ser mais jovens que sua idade cronológica; -Atletas: correspondem a pequena porcentagem da população, pessoas engajadas em atividades competitivas. A capacidade funcional, especialmente a dimensão motora, é um dos importantes marcadores de um envelhecimento bem sucedido e da qualidade de vida dos idosos, a perda dessa capacidade, está associada a predição de fragilidade, dependência, institucionalização, risco aumentado de quedas, morte e problemas de mobilidade, trazendo complicações ao longo do tempo, e gerando cuidados de longa permanência e alto custo.( CORDEIRO, RC 2002 apud GUIMARÂES et al. 2004) Para Andrade (2009) a perda de função nas pessoas idosas é a principal manifestação de doença, correspondendo habitualmente a cada tipo de doença, um tipo de perda funcional específico, afetando um grupo específico de atividades de vida diária. Franchi et al (2009) define incapacidade funcional como a inabilidade ou a dificuldade de realizar tarefas que fazem parte do cotidiano do ser humano e que normalmente são indispensáveis para uma vida independente na comunidade, já a capacidade funcional se refere a potencialidade para desempenhar as atividades de vida diária ou para realizar determinado ato sem necessidade de ajuda, imprescindíveis para proporcionar uma melhor qualidade de vida. Araújo (2006) voltado para percepções sobre independência focou predominantemente sobre as habilidades funcionais que dispensam ajuda, o desempenho das atividades de vida diária é considerado um parâmetro aceito e legítimo para firmar essa avaliação, sendo utilizado pelos profissionais da área de saúde, para avaliar graus de dependência de pessoas idosas. Apesar de parte dos indivíduos idosos (pelo menos aqueles não institucionalizados) apresentarem diminuição de desempenho na realização de atividades motoras do cotidiano, no que se refere à velocidade de execução da tarefa, ao padrão motor e à freqüência com que são realizadas, grande parte dos idosos das comunidades ainda apresenta independência para execução das AVD em geral (Spirduso, 1995 apud Andreotti, R.A. & Okuma, S.S., 1999). 35 3 METODOLOGIA 3.1 TIPOS DE ESTUDO E ABORDAGEM DA PESQUISA Todos os indivíduos da presente pesquisa foram estudados segundo preceitos da declaração de Helsinque e do Código de Nuremberg, respeitada as normas de pesquisa envolvendo seres humanos (Res. CNS 196\96) do conselho nacional de saúde após a submissão e aprovação do projeto pelo comitê de Ética e Pesquisa (Apendicê A), autorizado pelo responsável da paróquia Nossa Senhora de Fátima (Apêndice B) e pelos responsáveis legais, por meio da assinatura do termo consentimento livre e esclarecido (Apêndice C). Para a classificação do presente estudo, utilizou-se a tipologia proposta por Marconi e Lakatos (2005) na qual as autoras distinguem o método de abordagem dos métodos de procedimentos. O primeiro se caracteriza por uma abordagem mais ampla e nível de abstração mais elevada dos fenômenos estudados. Já os métodos de procedimentos são definidos como etapas mais concretas de investigação. Quanto ao método de abordagem, o estudo pode ser classificado como hipotéticodedutivo, uma vez que parte da identificação de um problema, que é a necessidade de verificação empírica da existência de correlação entre atividade física com o risco de queda em idosas independentes, seguindo da proposição de hipóteses que devem ser submetidas a testes de falseamento. Quanto aos métodos de procedimento, classifica-se como método estatístico, pois serão utilizados processos estatísticos para, quantitativamente, testar a hipótese proposta de existência de correlação entre atividade física com o risco de queda em idosas independentes. O estudo pode ser ainda classificado como qualitativo, transversal, analítico descritivo. 36 3.2 LOCAL O Estudo foi realizado na paróquia Nossa Senhora de Fátima no distrito de Icoaraci, na cidade de Belém do Pará (Apendicê B), as terças-feiras, quartas-feiras e aos sábados no horário das 8 á 12 horas. 3.3 AMOSTRA Foram avaliadas 50 idosas provenientes da paróquia Nossa senhora de Fátima. 3.4 PERÍODO A pesquisa será realizada no período janeiro a março de 2010. 3.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO Idosas da faixa etária de 60 á 80 anos, idosas independentes, que aceitem assinar o TCLE e com nível cognitivo satisfatório. 3.6 CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Todas as idosas que não se adequarem nos critérios de inclusão e aos que apresentam sintomas de labirintopatias. 37 3.7 RISCOS E BENEFÍCIOS 3.7.1 Riscos O presente trabalho não impõe riscos graves às participantes da pesquisa, que serão solicitadas durante a aplicação do teste de escala de equilíbrio de Berg a realizar movimentos , porém as avaliadoras estarão ao lado da idosa para evitar qualquer acidente, caso a mesma apresente desequilíbrios. Entretanto, caso ocorra algum acidentes com as idosas participantes, no momento da aplicação do teste, a mesma será encaminhada imediatamente ao posto de saúde mais próximo, ou ao atendimento médico particular se possuir. Serão também submetidas a questionários, caso haja esquecimento das idosas com relação às respostas dos questionários, as avaliadoras farão um estimulo de sua memória através de cuidadosas repetições das perguntas. 3.7.2 Benefícios Os dados encontrados poderão contribuir para acrescentar à literatura dos resultados referentes ao tema. Verificar a correlação da atividade física com o rico de quedas em idosas independentes. Detectar as idosas com maior probabilidade de chances de quedas e informá-las. Estimular e conscientiza as idosas dos efeitos benéficos da atividade física. Prevenir quedas em idosas. 38 3.8 COLETAS DE DADOS: ETAPAS TÉCNICAS E INSTRUMENTOS 3.8.1 Técnica de pesquisa Relativamente à técnica, optou-se pela observação direta e extensiva, mais especificamente, a técnica de formulário, definida por Marconi e Lakatos (2005) como um roteiro de perguntas enunciadas pelo entrevistador e preenchidas por ele com as respostas do pesquisado. 3.8.2 Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) Antes de qualquer etapa da pesquisa, será aplicado um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), no qual terá todas as informações do estudo e não acarretará nenhum ônus ao participante (Apêndice C). 3.8.3 Procedimentos para coleta de dados Primeiramente, foi feito um levantamento do número de idosas cadastradas na paróquia Nossa Senhora de Fátima, na mesma são cadastras 100 idosas, que participam de diversas atividades como: pintura, dançar, hidroginástica, grupo de oração, e um grupo de coordenadoras que coordenam todas as atividades feitas pelas as idosas. Foram selecionadas 50 idosas por conveniência. e submetidas ao teste Katz, exame do mini-mental, ficha de avaliação global, ficha de avaliação da atividade física e a escala de equilíbrio de Berg respectivamente. 39 3.8.4 Instrumentos para coleta de dados Na coleta de dados, serão utilizados teste Katz, exame do mini-mental, ficha de avaliação global, ficha de avaliação da atividade física e a Escala de equilíbrio de Berg. 3.8.5 Índice de Katz (ANEXO I) Muitos são os instrumentos utilizados para avaliação funcional em gerontologia. O Índex de Independência nas Atividades de Vida Diária desenvolvido por Sidney Katz é, ainda hoje, um dos instrumentos mais utilizados nos estudos gerontológicos nacionais e internacionais, embora tenha sido publicado pela primeira vez em 1963.( Katz S, 1963 apud Duarte et. al, 2007) O índice de Katz foi aplicado nas idosas, para avaliar o nível de independência, devido ser um critério de inclusão, idosas independentes. Foi utilizado para avaliação das AVDs relacionadas com os cuidados pessoais. O índex de Katz foi escolhido em função da sua grande utilização e vasta aplicabilidade para um número extenso de pacientes geriátricos, além do mesmo possibilitar a análise das alterações ocorridas ao longo dos anos (SATO et al., 2002, apud Carvalho, 2007) O índice classifica a adequação do desempenho nas seis funções de tomar banho, vestir, ir ao banheiro, transferência, continência e alimentação. As idosas são pontuadas sim ou não para a independência de cada uma das seis funções. A pontuação de 6 indica a função total, 4 indica insuficiência moderada e 2 ou menos indica comprometimento funcional grave. Foram incluídas na pesquisa somente aquelas que obtiveram pontuação máxima. Figura 11: Transferência de sedestação para Bipedestação Fonte: do autor, 2010. Figura 12: Coordenação motora de tratos finos Fonte: do autor, ano 2010. 40 3.8.6 Exame do Mini-mental (ANEXO II) O exame do mini-metal foi aplicado nas idosas, para avaliar a cognição, devido ser um critério de inclusão, idosas com o cognitivo satisfatório. É o instrumento mais utilizado mundialmente, inclui 11 itens, dividido em 2 seções. A primeira exige respostas verbais a questões de orientação, memória e atenção, a segunda, leitura e escrita, habilidades de nomeação, seguir comandos verbais , escrever uma frase e copiar um desenho (polígono). (Folstein MF,1975 apud Chaves 2008). Fornece informações sobre diferentes parâmetros cognitivos, contendo questões agrupadas em sete categorias, cada uma delas planejada com o objetivo de avaliar "funções" cognitivas especificas como a orientação temporal (5 pontos), orientação espacial (5 pontos), registro de três palavras (3 pontos), atenção e calculo (5 pontos), recordação das três palavras (3 pontos), linguagem (8 pontos) e capacidade construtiva visual (1 ponto). O escore do MEEM pode variar de um mínimo de 0 pontos, o qual indica o maior grau de comprometimento cognitivo dos indivíduos , ate um total Maximo de 30 pontos, o qual, por sua vez, corresponde a melhor capacidade cognitiva. O ponto de corte mais freqüentemente utilizado para indicar comprometimento cognitivo que merece investigação posterior é 24. Alguns autores sugerem 25 para aumentar a sensibilidade e para demência leve 14. O ponto de corte e freqüentemente ajustado para o nível educacional, porque um único corte pode perder casos entre pessoas de educação mais alta e gerar falsos positivos entre aqueles menos educados. Alguns autores já sugeriram que o corte 24 mostrou-se excelente para pessoas com escolaridade acima de 9 anos, enquanto o corte 17 foi ótimo para aqueles com menor escolaridade (Murden RA, McRae TD,1991 apud Chaves 2008). Foram incluídas no trabalho as idosas com escolaridades acima de 9 anos que alcançaram no mínimo 24 pontos e idosas com escolaridade abaixo de 9 anos que alcançaram no mínimo 17 pontos. 41 3.8.7 Ficha de Avaliação (APENDICE D) Após a idosa ser submetida ao teste de Katz e ao exame do mini-metal, e se enquadrar nos critérios de inclusão da pesquisa, foi aplicada uma ficha de avaliação onde foram coletados dados como: nome, idade, escolaridade, ocupação, data de nascimento, histórico familiar, doenças neurológicas, queda nos últimos 12 meses, quantas vezes, qual o intervalo entre uma queda e outra, quais as conseqüências das quedas, uso de dispositivo auxiliar de macha, Pressão Arterial, Freqüência Cardíaca, Freqüência respiratória. 3.8.8 Verificação: PA, FC, FR. Os Sinais vitais foram avaliados, durante a realização da ficha de avaliação global. Foram aferidos os níveis de pressão arterial (PA), freqüência respiratória (FR) e Freqüência cardíaca (FC). A PA foi verificada através de estetoscópio e um esfigmomanômetro da marca Premium tipo anaróide. A freqüência cardíaca foi verificada pelo frequencímentro da marca Polar T31 e a freqüência respiratória pela visualização da expansibilidade torácica. As idosas avaliadas permanecerão em repouso por 5 minutos, sentadas em uma cadeira com apoio para as costas. Ao final de cinco minutos, a avaliadora posicionou o braço esquerdo da idosa em uma mesa fixando o esfigmomanômetro ao mesmo, capturando em seguida, os valores da PA em repouso, através da ausculta do pulso da artéria braquial, na face Antero-medial do antebraço esquerdo. Em seguida o estetoscópio foi acoplado na altura da região pré-cordial, imediatamente abaixo do processo xifóide, para obter os valores da FC de forma direta. A freqüência respiratória foi verificada também através do uso estetoscópio na região do terço superior do hemitórax esquerdo, pela ausculta do numero de expiração em 1 minuto. Figura 13: Verificação da FC e FR Fonte: do autor, 2010. Figura 14: verificação da Pressão Arterial Fonte: do autor, 2010. 42 3.8.9 Ficha de Avaliação de Atividade de Física (UMEDA) (ANEXO III) As perguntas estão relacionadas ao tempo em que o individuo gastou fazendo atividade física na última semana. As perguntas incluem as atividades que faz no trabalho, para ir de um lugar a outro, por lazer, por esportes, por exercício ou como parte das suas atividades em casa ou no jardim. Para responder as perguntas somente nas atividades em que o idoso realiza por pelo menos 10 minutos contínuos de cada vez como: quantos dias e na semana ele caminha? Em atividade em casa ou no trabalho, para ir de um lugar para outro, por lazer, por prazer ou como forma de exercício. O tempo total que caminha por dia? quantos dias da última semana o individuo realizou atividades como, pedalar leve na bicicleta, nadar, dançar, fazer ginástica aeróbica leve, jogar vôlei recreativo, carregar pesos leves, fazer serviços domésticos na casa, no quintal ou no jardim como varrer, aspirar, cuidar do jardim ou qualquer atividade que fez aumentar moderadamente sua respiração ou batimento do coração? Nos dias em que fez essas atividades moderada por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total gastou fazendo essas atividades por dias? Em quantos dias da última semana o idoso realizou atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos, como correr, fazer ginástica aeróbica, jogar futebol, pedalar rápido na bicicleta, jogar basquete, fazer serviço doméstico pesados em casa no quintal ou cuidar do jardim, carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar muito sua respiração ou batimento do coração? Os dias em que os indivíduos fizeram essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total gastaram fazendo essas atividades por dia? Aparti dessas perguntas os idosos serão classificados em sedentários, insuficientemente ativo, ativo, muito ativo. São classificadas como sedentárias aquelas que não realizaram nenhuma atividade física por pelo menos 10 minutos contínuos durante a semana. Insuficientemente ativa aquelas que realizaram atividade física por pelo menos 10 minutos por semana, porém insuficiente para ser classificado como ativo. Pode ser dividido em dois grupos: -As que Atingiram pelo menos um dos critérios da recomendação, com no mínimo de Freqüência: 5 dias/semanal ou Duração: 50 min./semanal. -Não atingiu nenhum dos critérios da recomendação 43 Para realizar essa classificação somam-se a freqüência e a duração dos diferentes tipos de atividade (caminhada + moderada + vigorosa). Ativas são aquelas que cumpriram as recomendações e realizaram atividades vigorosas: > 3 dias / semanal e > 20minutos por sessão. aquelas que realizaram atividades moderada ou caminhada: > 5 dias/ sem e 30minutos por sessão ou as realizaram qualquer atividade somada: > 5 dias/sem e > 150minutos/sem (caminhada + moderada + vigorosa). Muito ativas são as que Cumpriram as recomendações e realizaram atividades vigorosas: > 5 dias/sem e > 30 minutos por sessão ou atividades vigorosa: > 3 dias/ sem e > 20 minutos por sessão mais atividade moderada e ou caminhada: > 5 dias/sem e > 30minutos por sessão. Figura 15: Aplicação do Questionário de Atividade Física Fonte: do autor, 2010 3.9 Escala de Berg (ANEXO IV) A idosa foi submetida à escala de Berg para testarmos seu equilíbrio funcional. Essa escala permite uma correlação entre a intensidade dos sintomas classificados em categoria e uma graduação numérica, desenhada para guarda proporcionalidade com a intensidade do esforço (MARTINIZ, et AL 2004). O que pode ajudar na prevenção é a triagem da população com probabilidade de cair. Isso é possível a partir da utilização de teste que averiguam o equilíbrio. A Escala avalia 14 itens comuns à vida diária. O máximo escore que pode ser alcançado é 56 e cada item possui (ou apontam) cinco alternativas que variam de 0-4. O teste é simples, fácil de administrar (leva cerca de 15minutos) e seguro para a avaliação de 44 pacientes idosos. Para a execução do teste serão necessário duas cadeiras: uma com braço e outra sem braço, ambas de material semelhantes; uma banqueta; um cronômetro e duas réguas. Sendo considerada a escala mais completa, pois avalia o equilíbrio nas situações de vida diária. Este instrumento mostra excelente confiabilidade (0.96) e de moderada para boa correlação com outros instrumentos de avaliação funcional do equilíbrio. As idosas foram submetidas a duas avaliações. As duas avaliações foram executadas consecutivamente no mesmo dia por uma única observadora, em um intervalo de aproximadamente 15 minutos. Segundo Shumway-Cook (2003) e colaboradores, a escala de equilíbrio de Berg foi a que melhor preveniu o status de quedas. O declínio nas pontuações dessa escala foi associado a um nível elevado de queda, no entanto, essa relação não é linear. Na amplitude de 56 – 54 cada ponto a menos foi associado ao aumento de 3% a 4% na chance de quedas. Na amplitude de 54 – 46, a alteração de um ponto foi associada ao aumento de 6% a 8% no risco de quedas. Pontuação a baixo de 36 levam chances perto de 100% de cair. Figura 16: Apoiar o pé em um degrau Fonte: do autor, 2010 Figura 17: Apoio Unipodal Fonte: do autor, 2010 3.9.1 Tratamento dos dados PACOTE COMPUTACIONAL Os cálculos estatísticos foram realizados no programa computacional R versão 2.11.0. O R pode ser definido como um sistema de análise estatística, matemática e gráfica (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2010). É distribuído gratuitamente, sob os termos da GNU General Public License, no sítio http://www.r-project.org/ e seu desenvolvimento e 45 distribuição são conduzidos por muitos estatísticos e colaboradores conhecido como R Development Core Team (Time de desenvolvimento de R). DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS Na definição das variáveis, incluiu-se a classificação de seu nível de mensuração, por ser uma característica determinante no seu tratamento estatístico. As variáveis estudadas, nesta monografia, foram classificadas em dois níveis de mensuração1: o ordinal e o intervalar. O nível de mensuração ordinal proporciona informação sobre a ordenação da categoria, mas não indica a magnitude de diferenças entre os números. Dada uma escala nominal, se a relação de “esta é maior do que aquela” e essa relação vale para as demais classes, tem-se uma escala ordinal. Já o nível de mensuração intervalar indica a ordenação e a distância entre as categorias (SIEGEl, 1975; LEVIN e FOX, 2004). A classificação do nível de atividade física dos indivíduos (CAF) é uma variável de nível de mensuração ordinal. O risco de queda é medido pelo escore da escala de equilíbrio de Berg (EEB) que é uma variável de nível de mensuração intervalar. Inclui-se também, no estudo, o número de quedas (NQ) nos últimos 12 meses que é uma variável de nível de mensuração intervalar. DETERMINAÇÃO DO TAMANHO DA AMOSTRA Para determinação do tamanho da amostra foram seguidas as orientações de Levine et al. (2005). Como o nível de mensuração de uma das variáveis de interesse, a variável CAF, é ordinal, utilizou-se a fórmula para determinação do tamanho da amostra para uma proporção abaixo: Z 2 p (1 − p ) n= e2 (Nº) onde n é o tamanho da amostra; Z é uma variável normal padronizada correspondente ao grau de confiança desejado; e é o erro de amostragem, que corresponde á margem de erro 1 Há ainda o nível de mensuração nominal que é o caso da ocupação dos indivíduos estudados, no entanto, essa variável não foi objeto de testes estatísticos, sendo uma variável apenas descritiva no contexto desta pesquisa, não contribuindo para o teste da hipótese nula, nem para conclusões adicionais. 46 máximo de estimativa, identificando a diferença entre a proporção amostral e a verdadeira proporção; p é a proporção de indivíduos que pertence a categoria que estamos interessados em estudar, q é a proporção populacional de indivíduos que não pertencem à categoria que estamos interessados em estudar (q = 1-p). MEDIDAS DE CORRELAÇÃO Para medir a associação entre a atividade física e o risco de queda, utilizou-se o coeficiente de correlação de Spearman, um teste não-paramétrico, uma vez que a variável de classificação de atividades física (CAF) é uma variável de nível de mensuração ordinal, já que classifica os indivíduos e níveis de atividade física (em ordem crescente: sedentário, insuficientemente ativo, ativo e muito ativo) e, segundo Siegel (1975), os clássicos testes paramétricos2 exigem que as variáveis sejam de escala de mensuração intervalar; portanto, a alternativa não paramétrica é a recomendada neste estudo pelo fato de uma das variáveis não possuir o nível de mensuração exigida pelos testes paramétricos. Siegel (1975) explica que o coeficiente de correlação de Spearman (rs) mede o nível da relação linear entre duas variáveis. O seu valor varia entre -1 e 1. Um coeficiente de correlação igual a -1 indica correlação linear negativa perfeita. Um coeficiente de correlação igual a 1 indica correlação linear positiva perfeita. Quando seu valor é zero, indica total ausência de relação linear. Sendo calculado por meio da seguinte equação: n rs = 6∑ di2 i =1 3 n −n (Nº) onde n é o número de observações e ∑di2 é a soma dos quadrados das diferenças entre os postos. Calculou-se também o coeficiente de determinação (r2) entre as variáveis pelo fato dessa medida de associação ser expressa em termos percentuais, o que facilita o entendimento da correlação entra as variáveis do estudo. O coeficiente de determinação é calculado por meio da seguinte equação. r 2 = (rs ) 2 2 (Nº) A medida de associação paramétrica entre duas variáveis é o coeficiente de correlação de Pearson (SIEGEL, 1975). 47 onde rs é coeficiente de correlação de Spearman anteriormente calculado. No intuito de verificar formalmente hipótese nula de NÃO existência de correlação entre a atividade física e o risco de queda, os valores de rs calculados foram comprovados, conforme orienta Siegel (1975), por meio da seguinte prova: t = rs n−2 1 − rs2 (Nº) onde rs é coeficiente de correlação de Spearman e n é o número de observações. Para um número de observações maior do que 10, a fórmula Nº tem uma distribuição t de Student com n-2 graus de liberdade. Os valores reportados nos resultados são os valores-p dos coeficientes de correlação. Os valores-p são conhecidos como “o nível de significância, que representa o menor nível a partir do qual H0 pode ser rejeitada para um determinado conjunto de dados” (LEVINE et. al., 2005, p.317). Se o valor-p or maior ou igual ao nível de significância (α), a hipótese nula não é rejeitada. Se o valor-p for menor do que o nível de significância (α), a hipótese nula é rejeitada (LEVINE et. al., 2005, p.317; LEVIN e FOX, 2004, p. 234). O nível de significância adotado nesta pesquisa foi de 5%. Para validação das medidas de EEQ, os indivíduos foram avaliados duas vezes. A fim de verificar se as distribuições de escores de EEB sofreram alterações de primeira para a segunda avaliação, utilizou-se o teste de Wilcoxon para dados dependentes. Siegel (1975) e Fávero et al. (2009) apresentam o teste de Wilcoxon como uma alternativa ao teste t para comparar amostras dependentes ,ou relacionadas, na qual comparam-se resultados de observações em indivíduos em dois momentos diferentes, ou seja, o indivíduos é controle dele próprio. Esse é o caso de medidas de EEB em duas avaliações consecutivas. Quando o número de observações N > 25, Siegel (1975) explica que a estatística tem distribuição praticamente normal, podendo ser calculada pela equação a seguir: N ( N + 1) 4 N ( N + 1)(2 N + 1) 24 T− z onde T é menor soma de postos de mesmo sinal. 48 4 RESULTADOS E DISCUSSÂO Foram entrevistadas 50 idosas, de 60 a 85 anos, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. No gráfico 01, é exibida a distribuição da amostra estudada por ocupação. Gráfico 1 – Distribuição por ocupação das idosas, de 60 a 85 anos, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Fonte: do autor Entre as idosas entrevistadas, a maioria se dedica às tarefas do lar, ou seja, 37 de 50 idosas, correspondendo a 74% da amostra que se dedica a atividades domésticas. Em menor número, há também oito artesãs (16%), duas professoras e duas administradoras (ambas com 4%) e uma secretária (2%). A Tabela 1 e o Gráfico 2 apresentam a distribuição de freqüências de classificações de atividade física das idosas da amostra. A maior parte dos indivíduos foi classificada em Ativos 46% e Insuficientemente Ativos 44%. Quatro indivíduos foram classificados como Sedentários (8%). O único indivíduo classificado como Muito Ativo (2%) é uma professora de 60 anos. Tabela 1- Distribuição de freqüências dos indivíduos por classificação de atividade física. Classificação fa % Sedentário 4 8,0 Insuficientemente ativo 22 44,0 Ativo 23 46,0 Muito ativo 1 2,0 Total 50 100,0 Fonte: Pesquisa de campo. 49 Gráfico 2 – Distribuição de freqüências dos indivíduos por classificação de atividade física. Fonte:do autor Benedetti et al. (2008) detectou que a maioria (59,3%) das idosas de Florianópolis foram considerada não sedentária.O domínio das atividades domésticas foi o que mais contribuiu para o nível ativo. Segundo ele, esses dados devem estar influenciados por questões culturais, devido às mulheres serem atribuídas aos afazeres domésticos e cuidados com a família. A presente pesquisa concorda com o autor acima, onde pode-se constatar que 46% das idosas ativas têm como ocupação atividade doméstica de vida diária. Os gráficos 3 e 4 indicam que aparentemente não houve fortes modificações dos das 20 15 10 Frequência 10 5 5 0 0 Frequência 15 distribuições de escores da primeira para a segunda avaliação. 44 46 48 50 52 54 56 EEB Gráfico 3 – Histogramas da primeira Fonte:do aoutor 42 44 46 48 50 EEB2 e segunda avaliação 52 54 56 50 O 4 gráfico exibe uma ligeira diferença entre as duas distribuições, com a segunda apresentando escores levemente mais elevados. A fim de verificar se as distribuições de escores de EEB sofreram alterações de primeira para a segunda avaliação, utilizou-se o teste de Wilcoxon para dados dependentes, já que os resultados das estatísticas Ws das distribuições são altamente significativas, indicando que EEB (W=0,8622) e EEB2 (W=0,8298) não são normalmente distribuídas. O valor da estatística de Wilcoxon (z = 153) não é estatisticamente significantes (valor-p= 0,1514), logo podemos concluir que os valores 42 44 46 48 EEB 50 52 54 56 de EEB da primeira avaliação não difere da segunda. 1a avaliação 2a avaliação Avaliações Gráfico 4 – Distribuições amostrais da primeira e segunda avaliação. Como não houve diferença estatística significante entre as avaliações optou-se utilizar os resultados dos escores da primeira avaliação para serem agrupados por classificação de atividade física e assim verificar a correlação do equilíbrio de Berg através dos escores obtidos e pela sua classificação no questionário de atividade física. As estatísticas descritivas dos escores da escala de Berg e do número de quedas nos últimos 12 meses são apresentadas na Tabela 2. A média dos escores de equilíbrio de Berg (EEB) foi 52,42. Considerando um intervalo de confiança de 95%, pode-se afirmar que o escore médio populacional se situa entre 51,41 e 53,43. O escore mínimo registrado foi 42 e o escore máximo foi de 56. A mediana de EEB é 53, indicando que metade dos escores das idosas pesquisadas se situa abaixo desse valor (e a outra metade acima). 51 Tabela 2- Estatísticas descritivas dos escores da escala de Berg e do número de quedas nos últimos 12 meses. Média Desvio-Padrão Mediana Mínimo Máximo EEB 52,42 3,56 53,00 42,00 56,00 NQ 0,82 1,04 0,00 0,00 3,00 Nota: EEB é o escore na escala de equilíbrio de Berg e NQ é o número de quedas nos últimos 12 meses. Fonte: Pesquisa de campo. Bomfim et al.(2008) em sua pesquisa cientifica obteve resultados onde as pontuações obtidas através da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) encontraram-se entre 42 e 56 pontos com média de 52 pontos. Na amplitude de 56-54, cada ponto a menos é associado a um aumento de 3 a 4% no risco de quedas, de 54-46 a alteração de um ponto é associada a um aumento de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o risco de quedas é quase 100%. Ele acrescenta ainda que Frágil, incapaz e dependente são alguns dos principais adjetivos atribuídos ao idoso, esta concepção advém dos inúmeros estudos que relatam a incidência de doenças nesta fase da vida, alem de incapacidades e limitações. No entanto, o envelhecimento pode ser visto de modo mais otimista, não só como um período de degradações, mas de ganhos potenciais dependendo do estilo de vida adotado. O que justifica a alta média de pontuação na EEB da população estuda na presente pesquisa, em que 48% das idosas que obtiveram na amplitude de 54-56 escores, 42% obtiveram escores na amplitude de 54-46 e somente 10% obtiveram resultado inferiores a 46 pontos. A literatura atual relativa à EEB não definiu uma pontuação crítica de risco de queda, mas sim um intervalo situado entre 36 e 45 pontos. No intervalo de pontuação inferior a 36 pontos o risco de queda é de 100% e no intervalo situado entre 36 e 45 pontos o risco de queda é alto necessitando-se de intervenção fisioterápica (PEREIRA, et al., 2007 apud AGUIAR et al. 2008 ). Na presente pesquisa apenas 5 idosas obtiveram EEB igual a 44 na primeira avaliação,na segunda avaliação 2 obtiveram EEB igual a 45, outras duas 44 e o que as enquadra em um intervalo critico de risco de queda necessitando de intervenção fisioterapeutica. Estudiosos sugerem que indivíduos que apresentam reduzidos níveis de equilíbrio apresentam uma elevada preocupação com a ocorrência de quedas e pouca confiança no seu 52 próprio equilíbrio, limitando, por conseqüência, as suas atividades. (Brouwer et al apud CARVALHO et al , 2006) Aguiar et al. (2009) na avaliação do equilíbrio de idosas através escala de berg , observou-se que 4 (44,4%) dos idosos apresentaram uma pontuação abaixo de 36 pontos variando entre 25 á 39 pontos que é considerado pela escala como risco de quedas de 100% e 5 (55,6%) dos pacientes estavam com risco alto de ocorrência de possibilidade de quedas entre 40 á 47 pontos e nenhum dos avaliados conseguiram pontuação necessária para se enquadrarem no grupo de baixo risco. Estudos mostram que com a idade há uma diminuição no controle postural. (TEIXEIRA, CS, 2007 apud MANN et al., 2008). Mann (2008) acrescenta que essas considerações ficam evidenciadas no estudo de Manfio, Muniz e Rabello, que encontraram maiores valores de excursão do centro de pressão no grupo de idosos, quando comparados a indivíduos adultos com olhos abertos. O mesmo ocorreu no estudo de Silva et al., que verificou que jovens apresentaram maior estabilidade postural quando comparados aos idosos em relação à amplitude ântero-posterior e velocidade de deslocamento do centro de pressão, comprovando que este é maior com o avançar da idade. No tocante ao número de quedas nos últimos 12 meses, as idosas relataram que, em média, caíram 0,82 vezes, sendo que 27 relataram não terem caído, 10 relataram ter caído uma vez, 8 relataram duas quedas e cinco idosas relataram terem caído três vezes. Gráfico 5 – Distribuição de freqüências do número de queda nos últimos 12 meses. Fonte:do autor 53 Benedetti (2008) detectou em seus dados de pesquisa que os idosos mais acometidos por quedas se encontram na faixa etária de 70 a 79 anos de idade. No entanto, idosos acima de 80 anos tendem a sofrer mais quedas do que idosos de faixas etárias inferiores, apresentando risco relativo de 1.7 de ocorrência de quedas e este número crescente de quedas com o aumento da idade é consistente com a literatura. Segundo MAZO GZ et. al. (2007) as quedas e suas conseqüências se fazem presentes em todas as épocas da vida, porém são encaradas mais explicitamente como um problema na idade mais avançada e são mais freqüentes nessa faixa etária, e os indivíduos idosos, quando caem, correm mais riscos de lesões. Na tabela 3, é apresentada a matriz de coeficientes de correlação de Spearman entre a atividade física, escore na de equilíbrio de Berg e o número de quedas nos últimos 12 meses. Tabela 3- Matriz de Coeficientes de Correlação de Spearman. CAF EEB 1,0000 CAF EEB 0,5843* NQ 1,0000 (0,0000) NQ -0,4779* -0,4459* 1,0000 (0,0004) (0,0012) Nota: CAF é a classificação do nível de atividade física, EEB é a o escore na Escala de Equilíbrio de Berg e NQ é o número de quedas nos últimos 12 meses. Os valores entre os parênteses são os valores P e o asterisco indica que o coeficiente de correlação é significante. Fonte: Dados da pesquisa. Ao examinar a matriz, constata-se imediatamente a existência de associação entre as variáveis de estudo com níveis de significância elevados (P<1%). Observa-se que a existência de correlação positiva (rs = 0,5843), moderada e significativa (P<0,1%) entre a atividade física (CAF) e o escore na escala de equilíbrio de Berg (EEB), ou seja, quanto maior o nível de prática atividade física da idosa maior o seu escore na escala de Berg, sugerido que a atividade física contribui para a diminuição do risco de queda. O gráfico 5 exibe com maior clareza a associação positiva entre a atividade física e escore na escala de Berg. As idosas classificadas como insuficientemente ativas podem obter escores na escala de Berg superiores às das idosas classificadas como sedentárias, logo as sedentárias podem ter escores inferiores e serem mais propensas a quedas. Na medida em que 54 a classificação de atividade física vai sendo elevada para insuficientemente ativo, ativo e muito ativo, maiores parecem ser as medianas dos escores na escala de Berg obtidos pelas 54 52 50 48 46 44 Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) 56 idosas e menores seus respectivos riscos de queda. Sedentário Ins. ativo Ativo Muito ativo Classificação de Prática de Atividade Física Gráfico 6 – Escores na escala de equilíbrio de Berg agrupados por classificação de atividade física. Fonte: Dados da pesquisa. Um estudo utilizando-se do mesmo critério para avaliação do equilíbrio que este trabalho, a escala de equilíbrio de berg, obteve em seu estudo uma diminuição significativa do índice de equilíbrio de idosos, após participarem de um programa de atividade física, que constava apenas de caminhada e alongamentos. (CAROMANO,1998 apud AVEIRO et al., 2004 ) Através de um estudo científico Mazo GZ et. al (2007) , realizou a análise entre o nível de atividade física (AF) e a incidência de quedas com as condições de saúde dos idosos, constatou-se haver nível de significância entre algumas variáveis (nível de AF “pouco ativo”, “quedas”, “estado de saúde ruim”, “saúde dificulta a prática de AF” e “insatisfação com a saúde”); o que pode corroborar a importância de manter um alto nível da atividade física a fim de minimizar a incidência de quedas e melhorar a saúde geral. Afirma ainda que segundo a American College of Sports Medicine, atualmente, está comprovado que quanto mais ativa é uma pessoa, menos limitações físicas ela tem. 55 Silva et al. (2008) detectou que um programa de exercícios de força em idosas pode melhorar as suas capacidades funcionais como a do equilíbrio, da coordenação e da agilidade, além de minimizar os fatores de risco de quedas. Através de pesquisas de campo estudiosos observaram uma melhora significativa do equilíbrio e da força muscular em mulheres osteoporóticas após treinamento físico de fortalecimento muscular e conclui que esta melhora, provavelmente, resulta num menor número de quedas.( MITCHELL ET AL, 1999 apud AVEIRO et al., 2005) Os resultados da presente pesquisa vão de encontro aos resultados de outros autores, os quais relataram que exercícios como a caminhada para mulheres idosas ocasionam uma melhora da resistência muscular e da funcionalidade (RUBENSTEIN et al., apud SILVA et al. 2008) A presente pesquisa através de seus resultados, aonde à medida que a classificação de atividade física vai sendo elevada para insuficientemente ativo, ativo e muito ativo, maiores parecem ser as medianas dos escores na escala de Berg obtidos pelas idosas e menores seus respectivos riscos de queda, concordando assim com os autores acima, de que atividade física influência a melhora do equilíbrio e conseqüentemente prevenindo episódios de queda. Pesquisa sobre o efeito benéfico de um programa de atividade física baseado no Tai Chi em mulheres idosas obteve resultados de aumento do equilíbrio e uma diminuição do medo de cair . (TAGGART HM, 2002 apud CARVALHO et al , 2006) A atividade física é considerada uma modalidade terapêutica que melhora a mobilidade física e a estabilidade postural, que estão diretamente relacionadas com a diminuição de quedas, muitos estudos tem examinado os efeitos do exercício físico sobre a estabilidade postural, porém poucos investigadores têm continuado a examinar os subseqüentes efeitos sobre a freqüência de quedas na vida diária.( THOMAS, S.G., 2000 apud GUIMARÃES et al., 2005) Estudos demonstram, que um programa simples com exercícios de resistência e ou caminhar, pode melhorar a resistência do músculo e a mobilidade funcional em pessoas idosas, além disso, este estudo fornece uma evidência nova no relacionamento complexo entre a atividade física e as pessoas propensas a sofrerem quedas, os participantes do exercício aumentaram significativamente a sua atividade física, embora tenha sofrido poucas quedas em virtude da sua atividade. O benefício físico em curto prazo mais notável associado a este programa parece ser uma melhoria total das resistências física e funcional. (RUBENSTEIN et al., 200 apud SILVA, 2007) 56 Segundo Aveiro et al. (2004) as limitações para realizar as atividades de vida diária podem estar relacionadas a medo de quedas e dificuldade para equilibrar-se, ou mesmo a falta de incentivo, assim, com o programa de exercícios as mulheres podem sentir-se mais seguras e confiantes durante suas tarefas. Para MAZO GZ et al. (2007) os benefícios provocados pela prática de exercícios físicos pelas pessoas idosas têm sido estudados pela comunidade científica, destacando aqueles que atuam na melhora da capacidade funcional, equilíbrio, força, coordenação e velocidade de movimento, contribuindo para uma maior segurança e prevenção de quedas entre as pessoas idosas. A Tabela 4 apresenta as estatísticas de escores de EEB dos indivíduos estudados agrupados por classificação de prática de atividade física. Aparentemente os valores médios e medianos confirmam o resultado do teste de correlação de que quanto maior o CAF, maior os escores de EEB obtidos pelos indivíduos. Tabela 4- Estatísticas dos escores na escala de Berg agrupadas por classificação de prática de atividade física. Sedentário Insuficientemente ativo Ativo Muito ativo Média 49,00 50,86 54,35 56,00 Desvio-Padrão 3,37 3,86 1,87 -- Mediana 49,00 52,00 55,00 56,00 Nota: O grupo Muito ativo possui somente um indivíduo, assim não possui desvio-padrão. Fonte: Pesquisa de campo. A fim de testar formalmente se os escores de EEB dos quatro grupos de prática de atividade física são diferentes de fato, utilizou-se estatística não-paramétrica de KruskalWallis, que testa a hipótese nula de que as médias das distribuições de EEB das diferentes classificações de atividade física são iguais. O resultado do teste (H = 16,7873), apresentado na Tabela 4, indica que há, pelo menos, uma média de EEB diferente das demais entre os grupos de CAF. O resultado encontrado torna necessária a localização das diferenças encontradas através de um teste de comparação múltipla apresentado na Tabela X. 57 Tabela 5 - Teste de Kruskal-Wallis para diferenças das médias de EEB dos grupos de prática de atividade física. Estatística teste H: 16,7873 Valor-p (0,0008) gl:3 Nota: Dados da pesquisa. Os testes comparação múltipla testam as diferenças entre os escores de EEB entre os níveis de CAF par a par, no intuito de localizar a média, ou médias, que se destacam entre os grupos de CAF. Os resultados indicam que o escore médio de EEB dos indivíduos ativos é estatisticamente diferente das médias dos indivíduos sedentários e insuficientemente ativos, ao nível de significância de 5%. Em suma, indivíduos classificados como ativos possuem EEB maiores e menor propensão a quedas do que os indivíduos sedentários ou insuficientemente ativos, confirmando o teste de correlação entre EEB e CAF. Tabela 6 - Comparação múltipla entre pares das amostras de categorias de fundos. Pares Diferença Diferença Decisão observada crítica Sedentário-Ins. ativo 7,3296 20.9046 Falso Sedentário-Ativo 21,7446 20.8346 Verdadeiro Sedentário-Muito ativo 32,3750 42.9983 Falso Ins. ativo-Ativo 14,4151 11.4691 Verdadeiro Ins. ativo-Muito ativo 25,0455 39.3232 Falso Ativo-Muito ativo 10,6304 39.2861 Falso Nota: Realizado no programa R, pacote pgirmess, função kruskallmc, ao nível de significância de 5%. Fonte: Dados da pesquisa. Curiosamente a média da classificação muito ativa não se destacou das demais como esperado. Isso se deve provavelmente ao fato que somente um indivíduo ter sido enquadrado nessa classificação, o que afetou o seu desempenho na comparação estatística entre as médias dos grupos de classificação; contudo, não invalida o resultado do teste de correlação positiva entre EEB e CAF nem a comparação entre as médias dos demais grupos de classificação. Analisou-se também a relação entre a prática de atividade física (CAF) e o número de quedas (NQ) nos últimos 12 meses entre as idosas pesquisadas. Observa-se que a existência de correlação negativa moderada (rs = -0,4779) e significativa (P<1%) entre a atividade física e o número de quedas ou seja, quanto maior o nível de prática atividade física 58 da idosa menor o número de quedas relatada, sugerido que a atividade física contribui para a diminuição número de quedas. A correlação observada entre EEB e NQ (rs = -0,4459) também é negativa, moderada e significativa (P<1%), ou seja, quanto maior o EEB, menor o número de quedas relatada, sugerido que a escala de Berg realmente é um instrumento capaz de determinar os risco de queda entre os idosos estudados. Na Tabela 7, é apresentada a matriz com os coeficientes de determinação entre as variáveis do estudo. Pode-se constatar que 34,15% das variações na escala de Berg podem ser explicadas pelas variações no nível de atividade física dos indivíduos da amostra, os demais 65,85% são atribuídos a fatores não considerados na pesquisa. 22,84% das variações no número de quedas podem ser explicadas pelas variações no nível de atividade física e 19,88% das variações nos números de quedas podem ser explicadas pelo escore de Berg. Tabela 7- Matriz de Coeficientes de Determinação. CAF EEB NQ CAF 100,00 34,15 22,84 EEB NQ 100,00 19,88 100,00 Nota: CAF é a classificação do nível de atividade física, EEB é a o escore na Escala de Equilíbrio de Berg e NQ é o número de quedas nos últimos 12 meses. Fonte: Dados da pesquisa. A correlação entre atividade física e risco de queda em idosas independentes é altamente significante, pode-se rejeitar a hipótese nula de não existência de correlação, associação entre atividade física e o risco de queda existe, é positiva, moderada, que 34,84% das variações no risco de queda, rejeitando-se a hipótese nula de não existência de correlação. 59 5 CONCLUSÃO De acordo com os resultados obtidos pelo questionário de atividade física e a escala de equilíbrio de Berg a correlação entre atividade física e risco de queda de idosas, de 60 a 85 anos, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, é altamente significante, pode-se rejeitar a hipótese nula de não existência de correlação. Assim, concluir que a associação entre atividade física e o risco de queda existe, é positiva, moderada, que 34,84% das variações no risco de queda, pode ser explicada pelo nível de atividade física e que os escores médios na escala de equilíbrio de Berg dos indivíduos ativos são maiores do que os escores dos indivíduos sedentários e insuficientemente ativos. Na medida em que a classificação de atividade física vai sendo elevada, maiores são as medianas dos escores na escala de Berg obtidos pelas idosas. Os resultados e conclusões descritos no presente trabalho confirmam as expectativas de diversos autores que sugerem a melhora do equilíbrio e conseqüentemente a diminuição da possibilidade de sofrer quedas, com a aplicação de atividade física, sendo esta uma forma de prevenir quedas em pessoas idosas, concluindo que idosos sedentários possuem menor mobilidade e maior propensão a quedas quando comparados a idosos ativos que praticam algum tipo atividade físicos. Este estudo permitiu concluir que a atividade física exerce uma relação benéfica nas condições de saúde da população idosa e pode contribuir para uma menor incidência de quedas nessa população. Apesar de já ser comprovado por inúmeros estudos que a atividade física minimiza os declínios do envelhecimento, o sedentarismo tem aumentado muito na atualidade, contribuindo para acelerar as perdas funcionais no idoso.Neste estudo, foram observadas maior mobilidade e menor propensão a quedas em idosos que possuem um nível mais alto de atividade física. 60 REFERÊNCIAS ABREU, F. Fisioterapia Geriátrica. Rio de Janeiro: Shape, 2007. AGUIAR,N., ALMEIDA, M. Institucionalizados após programa de exercícios fisioterapêuticos. Revista Digital - Buenos Aires – v.13 n8 p.119-129 - Abril de 2008. Disponivél em: http://www.efdeportes.com Acesso em:28.04.2010 ANDRADE, M. O Cuidado Informal à Pessoa Idosa Dependente em Contexto Domiciliário: Necessidades Educativas do Cuidador Principal.2009. 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Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 66 APÊNDICE A- CERTIFICDO DE APROVAÇÃO DO PROJETO PELO COMITÊ DE ÉTICA E PESQUISA 67 APÊNDICE B – OFICIO À PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (ICOARACI) Belém, 16 de outubro de 2009. À Sr.: Pe. George Genner Evangelista França Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima Solicitamos a autorização para a realização do trabalho de conclusão de curso, das alunas do 7º semestre Juliane Souza dos Passos (0521901421) e Marisa Carla Nogueira dos Santos (0521901491) do curso de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA, dentro do ambiente e com a participação das idosas independentes da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, com intuito de obter informações para pesquisa, com o seguinte tema: “CORELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E RISCO DE QUEDA EM IDOSAS INDEPENDENTES”, para o trabalho de conclusão de curso, Orientado pela prof. Paulo Ávila da UNAMA. Solicitamos a permissão para realização da pesquisa durante o período de Novembro de 2009 até Fevereiro de 2010. OBS.: Segue uma copia do Pré – Projeto referente à pesquisa. Atenciosamente: __________________________________________________________ Paulo Ávila __________________________________________________________ Juliane Souza dos Passos __________________________________________________________ Marisa Carla Nogueira dos Santos 68 APÊNDICE C – TERMO DE CONSIENTIMENTO ESCLARECIDO LIVRE CORELAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E DO RISCO DE QUEDA EM INDIVIDUOS IDOSOS Este termo de consentimento tem finalidade de pedir sua autorização para participar de uma pesquisa que será realizada na comunidade de Nossa Senhora de Fátima em Icoaraci. Este estudo tem por objetivo verificar a correlação da atividade física com o risco de quedas em idosos. Para isso será necessário à aplicação de cinco avaliações. As pergunta incluem as atividades que você faz no trabalho,para ir de um lugar para o outro, por lazer, Por esporte, por exercício, ou como parte de suas atividades em casa ou no jardim. Caso você queria participar deste estudo, você precisa autorizar sua participação assinando esse Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Este estudo não trará risco a saúde, assim como qualquer ônus. Entretanto, caso ocorra algum acidentes com os idosos participantes, no momento da aplicação do teste de equilíbrio de Berg, o idoso será encaminhado imediatamente ao posto de saúde mais próximo, ou ao atendimento médico particular se o mesmo possuir plano de saúde. Os resultados deste estudo podem, no futuro, nos ajudar a entender se existe a correlação da atividade física o risco de queda em indivíduos idosos. Sua participação é voluntária. Você não tem qualquer obrigação de participar desta pesquisa e, se você não quiser mais participar dela, poderá retirar-se do estudo a qualquer momento. Todas as informações serão em confidencialidade. Os dados obtidos neste estudo serão armazenados em um banco de dados onde será mantido total sigilo, o seu nome não aparecerá em nenhuma publicação e os dados serão utilizados apenas pelos pesquisadores desta pesquisa. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa da universidade da Amazônia (UNAMA), cuja função é de avaliar e aprovar os estudos envolvendo seres humanos. Por favor, sinta-se a vontade para discutir qualquer aspecto referente a esta pesquisa com pesquisadores, acadêmica Juliane Souza dos Passos 3227-0897, Acadêmica Marisa Carla Nogueira dos Santos 3227-4386/82520180, e o Fisioterapeuta Paulo Àvila (responsável pela pesquisa) 9941-9463. Li e compreendi esse termo de consentimento e todas as minhas dúvidas foram sanadas. Recebi explicações sobre o objetivo da pesquisa, os procedimentos do estudo a que serei submetido e os possíveis riscos e desconfortos e os benefícios que posso apresentar. Estou ciente que receberei os resultados destas avaliações. Portanto aceito participar voluntariamente desta pesquisa, sabendo que as informações aqui colhidas serão guardadas e usadas no futuro para pesquisa em envelhecimento humano desde que aprovadas pelo CEP institucional. Para o avaliador assinar: Nome (Avaliador): _________________________________________________________________ Data:____\_____\_____ Hora:______:______ Nome da investigadora: Juliane Souza dos Passos Endereço: Travessa Itabora N-1146\Icoaraci Bairro: Ponta Grossa. Belém- PA 69 Tel.: 3227-0897 Nome da investigadora: Maria Carla Nogueira dos Santos Endereço: Travessa Souza Franco N-927\Icoaraci Bairro: Ponta Grossa. Belém- PA Tel.: 3227-4386\ Cel.: 82520180 Nome da orientadora: Paulo Ávila Endereço: Trav. Alcindo cacela N-396 Bairro: Alcindo cacela. Belém- PA Tel.: 3233-8367\ cel.: 9941-9463 70 APÊNDICE D – FICHA DE AVALIAÇÃO 1. Identificação Nome: Idade: Ocupação: Escolaridade: 2. Anamnese a) Histórico familiar b) Outras doenças Diabetes: SIM( ) NÃO ( ) Hipertensão Arterial: SIM( ) NÃO ( ) Alterações Visuais: SIM ( ) NÃO ( ) Sintomas de labirintopatia: SIM ( ) NÃO ( ) Quais:______________________________________ c) Caiu nos últimos 12 meses? SIM ( ) NÃO( d) Quantas vezes? e) Qual o intervalo entre uma queda e outra? f) Qual as conseqüências das quedas? g) Numero de fraturas? h) Faz uso de dispositivo auxiliar para marcha? 3. Exame físico a) Pressão Arterial b) Freqüência Cardíaca c) Freqüência respiratória ) 71 APÊNDICE E – Dados sobre atividade física e risco de queda de idosas, de 60 a 85 anos, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, de Janeiro a maio de 2010. I IDADE OCUP CAF EEB EEB2 NQ 1 60 Do lar Ativo 56 56 0 2 60 Administradora Ins. ativo 56 56 0 3 74 Do lar Ativo 56 56 0 4 60 Professora Ins. ativo 56 56 1 5 60 Professora Muito ativo 56 56 0 6 64 Do lar Ativo 56 56 0 7 60 Artesã Ativo 56 56 0 8 65 Do lar Ins. ativo 56 56 1 9 79 Do lar Ativo 52 53 3 10 64 Do lar Ativo 54 53 2 11 77 Do lar Sedentário 48 48 2 12 72 Do lar Sedentário 50 52 2 13 77 Do lar Ins. ativo 52 53 1 14 64 Do lar Sedentário 53 52 3 15 64 Do lar Ativo 54 52 2 16 65 Do lar Ativo 56 56 1 17 68 Do lar Ins. ativo 53 54 2 18 66 Do lar Ins. ativo 53 52 1 19 67 Do lar Ativo 56 56 0 20 80 Do lar Ins. ativo 44 42 3 21 68 Do lar Ativo 50 52 0 22 68 Do lar Ativo 54 56 0 23 69 Do lar Ativo 53 51 0 24 73 Do lar Ativo 52 54 0 25 74 Do lar Ins. ativo 50 52 0 26 65 Do lar Ativo 55 56 0 27 64 Do lar Ativo 56 56 0 28 72 Do lar Ins. ativo 50 50 2 29 73 Do lar Ins. ativo 53 53 1 30 76 Artesã Ins. ativo 49 49 1 31 60 Artesã Ins. ativo 52 54 0 32 71 Artesã Ins. ativo 52 52 0 33 72 Artesã Ativo 56 56 0 34 60 Artesã Ativo 54 56 0 35 74 Do lar Ins. ativo 49 50 3 36 63 Do lar Ativo 55 56 1 37 68 Do lar Ins. ativo 52 50 0 38 72 Do lar Ativo 50 49 0 39 78 Do lar Ins. ativo 51 52 0 40 60 Do lar Ativo 54 55 0 41 64 Do lar Ativo 55 56 0 42 60 Artesã Ins. ativo 54 53 0 43 60 Artesã Ins. ativo 44 44 0 44 80 Do lar Ins. ativo 45 45 2 45 75 Do lar Ins. ativo 49 49 2 46 63 Secretária Ins. ativo 55 56 0 47 80 Do lar Ins. ativo 44 45 1 48 76 Do lar Ativo 54 55 1 49 69 Administradora Ativo 56 56 0 50 79 Do lar Sedentário 45 44 3 Nota: OCUP é a ocupação do indivíduo, CAF é a classificação do nível de atividade física, EEB é a Escala de Equilíbrio de Berg da 1° avliação e o EEB2 da 2° avaliação e NQ é o número de quedas nos últimos 12 meses. Fonte: Pesquisa de campo 72 ANEXO I- INDICÊ DE KATZ 73 ANEXO II- MINI-MENTAL MNI – MENTAL ORIENTAÇÃO TEMPORAL (05 pontos) ORIENTAÇÃO ESPACIAL (05 pontos) REGISTRO (03 pontos) ATENÇÃO E CÁLCULO (05 pontos) MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO (03 pontos) NOMEAR DOIS OBJETOS (02 pontos) REPETIR (01 pontos) COMANDO DE ESTÁGIOS (03 pontos) ESCREVER UMA FRASE COMPLETA COPIAR DIAGRAMA (01 ponto Ano Mês Dia do mês Dia da semana Semestre Estado Cidade Bairro Local Geral Local Específico Repetir: GELO, LEÃO e PLANTA. Subtrair 100 – 7=93 – 7= 86 – 7= 79 – 7= 72 – 7 = 65 Quais os três objetos perguntados anteriormente? Relógio e Caneta “NEM AQUI. NEM ALI, NEM LÁ” “Apanhe esta folha de papel com a mão direita, dobre – a ao meio e coloque – a no chão” Copiar dois pentágonos com interseção 74 ANEXO III QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADE FÍSICA Nome _________________________________________________________________ Data: _____/_______/_______ Sexo: F ( ) M ( ) As perguntas estão relacionadas ao tempo que você gastou fazendo atividade física na ÚLTIMA SEMANA. As perguntas incluem as atividades que você faz no trabalho, para ir de um lugar a outro, por lazer, por esportes, por exercício ou como parte das suas atividades em casa ou no jardim. Para responder as perguntas pense somente nas atividades que você realiza por pelo menos 10 minutos contínuos de cada vez: 1a. Em quantos dias da última semana você caminhou por pelo menos 10min. Contínuos em casa ou trabalho, para ir de um lugar para outro, por lazer, por prazer ou como forma de exercício? Dias _____ por SEMANA ( ) Nenhum 1b. Nos em que você caminhou por pelo menos 10 minutos contínuos, quantos tempo no total você gastou caminhando por dia? Horas: ______ minutos: ______ 2a. Em quantos dias da última semana você realizou atividades MODERADAS por pelo menos10 minutos contínuos, com pedalar leve na bicicleta, nadar, dançar, fazer ginástica aeróbica leve, jogar vôlei recreativo, carregar pesos leves, fazer serviços domésticos na casa, no quintal ou no jardim como varrer, aspirar, cuidar do jardim ou qualquer atividade que fez aumentar moderadamente sua respiração ou batimento do coração (por favor não inclua caminhada)? Dias ______ por Semana ( )Nenhum 2b. Nos dias em que você fez essas atividades moderada por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dias? Horas:_______ minutos:______ 3a. Em quantos dias da última semana você realizou atividades VIGOROSAS por pelo menos 10 minutos contínuos, como correr, fazer ginástica aeróbica, jogar futebol, pedalar rápido na bicicleta, jogar basquete, fazer serviço doméstico pesados 75 em casa no quintal ou cuidar do jardim, carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar MUITO sua respiração ou batimento do coração. Dias:______ por SEMANA ( ) Nenhum 3b. Nos dias em você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? Horas:______ minutos:_______ CLASSIFICAÇÃO DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA IPAQ (adaptado de 45) SEDENTÀRIO________________________________________________________ Não realizou nenhuma atividade física por pelo menos 10 minutos contínuos durante a semana. INSUFICIENTEMENTE ATIVO_________________________________________ Realiza atividade física por pelo menos 10 minutos por semana, porém insuficiente para ser classificado como ativo. Pode ser dividido em dois grupos: a) Atinge pelo menos um dos critérios da recomendação a) Freqüência: 5 dias/semana OU b) Duração: 50 min./semana b) Não atingiu nenhum dos critérios da recomendação Obs: Para realizar essa classificação somam-se a freqüência e a duração dos diferentes tipos de atividade (CAMINHADA + MODERADA + VIGOROSA) ATIVO______________________________________________________________ _ Cumpriu as recomendações a)VIGOROSA: > 3 dias / sem e > 20minutos por sessão b)MODERADA ou CAMINHADA: > 5 dias/ sem e 30minutos por sessão c)qualquer atividade somada: > 5 dias/sem e > 150minutos/sem (CAMINHADA + MODERADA + VOGOROSA) MUITO ATIVO________________________________________________________ Cumpriu as recomendações e: a) VIGOROSA: > 5 dias/sem e > 30 minutos por sessão OU b) VIGOROSA: > 3 dias/ sem e > 20 minutos por sessão + MODERADA e/ou CAMINHADA: > 5 dias/sem e > 30minutos por sessão 76 ANEXO IV - TESTE DE BERG 1.Sentado para de Pé Instrução: use uma cadeira com braços. Estando p paciente sentado, peça para que se levante e fique em pé. Se ele se levantar usando os braços da cadeira, peça que tente levantar-se sem usar as mãos se possível. Pontuação: (4) Capaz de ficar de pé, não usa mãos e a estabilidade é independente (3) Capaz de ficar em pé independentemente, usando as mãos. (2) Capaz de ficar em pé usando as mãos depois de varias tentativas (1) precisa de uma mínima ajuda para ficar em pé ou se estabilizar (0) precisa de ajuda máxima ou moderada para ficar de pé. 2. Ficar de pé sem se apoiar. Instruções: Peça ao paciente ficar de pé durante 2 minutos, sem se segurar em nenhum apoio externo. (4) Capaz de ficar em pé com segurança por 2 minutos. (3) Capaz de ficar em pé por 2 minutos com supervisão. (2) Capaz de ficar em pé por 30 segundos sem se apoiar. (1) precisa de Várias tentativas para ficar em pé por 30n segundos sem se apoiar. (0) Incapaz de ficar de pé por 30 segundos sem ajuda. 3. Ficar sentado sem se apoiar, pés no chão. Instruções: peça ao paciente sentar-se com os braços cruzados durante 2 minutos. (4) Capaz de ficar sentado com segurança por 2 minutos. (3) Capaz de ficar sentado por 2 minutos com supervisão. (2) Capaz de ficar sentado por 30 segundos (1) Capaz de ficar sentado por 10 segundos (0) Incapaz de ficar sentado de ficar sentado sem apoiar-se por 10 segundos 4. Ficar em pé e depois sentar Instruções: Peça ao paciente sentar-se (4) Sentar-se com segurança, com o uso mínimo das mãos (3) Controla a descida usando as mãos 77 (2) Usa a parte posterior das pernas contra a cadeira para controlar a descida (1) Senta-se independentemente, mas com uma descida descontrolada. (0) Precisa de ajuda para sentar. 5.Transferência Instruções: Peça ao paciente andar de uma cadeira (use uma cadeira com braço) para outra (sem braço) e depois voltar. (4) capaz de transferir-se com segurança com uso mínimo das mãos (3) capaz de transferir-se com segurança com o uso das mãos (2) capaz de transferir-se seguindo orientações verbais c/ou supervisão (1) necessita de uma pessoa para ajudar (0) necessita de duas pessoas para ajudar ou supervisionar para realizar a tarefa com segurança 6. Permanecer em pé sem apoio com os olhos fechados Instruções: Por favor, fique em pé e feche os olhos por 10 segundos. (4) capaz de permanecer em pé por 10 segundos com segurança (3) capaz de permanecer em pé por 10 segundos com supervisão (2) capaz de permanecer em pé por 3 segundos (1) incapaz de permanecer com os olhos fechados durante 3 segundos, mas mantém-se em pé ( 0 ) necessita de ajuda para não cair 7. Permanecer em pé sem apoio com os pés juntos Instruções: Junte seus pés e fique em pé sem se apoiar. (4) capaz de posicionar os pés juntos independentemente e permanecer por l minuto com segurança (3) capaz de posicionar os pés juntos independentemente e permanecer por l minuto com supervisão (2) capaz de posicionar os pés juntos independentemente e permanecer por 30 segundos (1) necessita de ajuda para posicionar-se, mas é capaz de permanecer com os pés juntos durante 15 segundos (0) necessita de ajuda para posicionar-se e é incapaz de permanecer nessa posição por 15 segundos 78 8. Alcançar a frente com o braço entendido permanecendo em pé Instruções: Levante o braço a 90o. Estique os dedos e tente alcançar a frente o mais longe possível. (O examinador posiciona a régua no fim da ponta dos dedos quando o braço estiver a 90o. Ao serem esticados para frente, os dedos não devem tocar a régua. A medida a ser registrada é a distância que os dedos conseguem alcançar quando o paciente se inclina para frente o máximo que ele consegue. Quando possível peça ao paciente para usar ambos os braços para evitar rotação do tronco). (4) pode avançar à frente mais que 25 cm com segurança (3) pode avançar à frente mais que 12,5 cm com segurança (2) pode avançar à frente mais que 5 cm com segurança (1) pode avançar à frente, mas necessita de supervisão (0) perde o equilíbrio na tentativa, ou necessita de apoio externo 9. Pegar um objeto do chão a partir de uma posição em pé Instruções: Pegue o sapato/chinelo que está na frente dos seus pés. (4) capaz de pegar o chinelo com facilidade e segurança (3) capaz de pegar o chinelo, mas necessita de supervisão (2) incapaz de pegá-lo, mas se estica até ficar a 2-5 cm do chinelo e mantém o equilíbrio independentemente (1) incapaz de pegá-lo, necessitando de supervisão enquanto está tentando (0) incapaz de tentar, ou necessita de ajuda para não perder o equilíbrio ou cair 10. Virar-se e olhar para trás por cima dos ombros direito e esquerdo enquanto permanece em pé Instruções: Vire-se para olhar diretamente atrás de você por cima, do seu ombro esquerdo sem tirar os pés do chão. Faça o mesmo por cima do ombro direito. O examinador poderá pegar um objeto e posicioná-lo diretamente atrás do paciente para estimular o movimento. (4) olha para trás de ambos os lados com uma boa distribuição do peso (3) olha para trás somente de um lado o lado contrário demonstra menor distribuição do peso (2) vira somente para os lados, mas mantém o equilíbrio (1) necessita de supervisão para virar (0) necessita de ajuda para não perder o equilíbrio ou cair 11. Girar 360 graus Instruções: Gire-se completamente ao redor de si mesmo. Pausa. Gire-se completamente ao redor de si mesmo em sentido contrário. 79 (4) capaz de girar 360 graus com segurança em 4 segundos ou mãos (3) capaz de girar 360 graus com segurança somente para um lado em 4 segundos ou menos (2) capaz de girar 360 graus com segurança, mas lentamente (1) necessita de supervisão próxima ou orientações verbais (0) necessita de ajuda enquanto gira 12. Posicionar os pés alternadamente ao degrau ou banquinho enquanto permanece em pé sem apoio Instruções: Toque cada pé alternadamente no degrau/banquinho. Continue até que cada pé tenha tocado o degrau/banquinho quatro vezes. (4) capaz de permanecer em pé independentemente e com segurança, completando 8 movimentos em 20 segundos (3) capaz de permanecer em pé independentemente e completar 8 movimentos em mais que 20 segundos (2) capaz de completar 4 movimentos sem ajuda (1) capaz de completar mais que 2 movimentos com o mínimo de ajuda (0) incapaz de tentar, ou necessita de ajuda para não cair 13. Permanecer em pé sem apoio com um pé à frente Instruções: (demonstre para o paciente) Coloque um pé diretamente á frente do outro mesma linha se você achar que não irá conseguir, coloque o pé um pouco mais à frente do outro pé e levemente para o lado. (4) capaz de colocar um pé imediatamente à frente do outro, independentemente, e permanecer por 30 segundos (3) capaz de colocar um pé um pouco mais à frente do outro e levemente para o lado. Independentemente e permanecer por 30 segundos (2) capaz de dar um pequeno passo, independentemente. e permanecer por 30 segundos (1) necessita de ajuda para dar o passo, porém permanece por 15 segundos (0) perde o equilíbrio ao tentar dar um passo ou ficar de pé 14. Permanecer em pé sobre uma perna Instruções: Fique em pé sobre uma perna o máximo que você puder sem se segurar. (4) capaz de levantar uma perna independentemente e permanecer por mais que 10 segundos (3) capaz de levantar uma perna independentemente e permanecer por 5-10 segundos (2) capaz de levantar uma perna independentemente e permanecer por 3 ou 4 segundos 80 (1) tenta levantar uma perna, mas é incapaz de permanecer por 3 segundos, embora permaneça em pé independentemente (0) incapaz de tentar, ou necessita de ajuda para não cair