UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CENTRO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS LUCIANE ROTTA DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS EM UMA COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO São Leopoldo, Julho de 2005 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CIÊNCIAS ECONÔMICAS MBA EM GESTÃO DE NEGÓCIOS LUCIANE ROTTA DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS EM UMA COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Gestão de Negócios, Ênfase em Estratégia e Competitividade pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Orientador: Prof. Cláudio Reis Gonçalo, Dr. São Leopoldo, Julho de 2005 AGRADECIMENTOS Agradeço aos amigos da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul – Banricoop - por mais uma vez acreditarem e apostarem em mim, tornando viável minha participação no MBA em Gestão de Negócios – Ênfase em Estratégia e Competitividade da Unisinos. Agradeço ainda a todos os associados que responderam à pesquisa e que tornaram possível a análise dos dados aqui apresentados. Ao meu orientador, professor Cláudio Reis Gonçalo, pelas dicas, orientações e incentivos, fundamentais para elaboração e conclusão deste trabalho. Mais uma vez, aos meus pais, responsáveis diretos pela pessoa que hoje sou, pelas metas fixadas, pelos objetivos perseguidos (nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas...aprendendo a viver!). Enfim, por terem sido capazes de me orientar e de transmitir valores realmente importantes na vida, como a amizade e o caráter. A Deus, por permitir que nesta minha passagem pela Terra, tenha muito mais a agradecer do que a pedir. RESUMO As cooperativas de crédito no Brasil precisam cumprir com sua função social, serem competitivas perante o mercado, cada vez mais agressivo e serem capazes de se auto-sustentar, além de atender as expectativas de seus donos e usuários, os associados. Pensando nisso, elaborou-se este estudo, focando as estratégias e dimensões competitivas de serviços que a atual administração da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul vem adotando e identificando quais são consideradas relevantes por seus associados. A pesquisa foi aplicada junto a 1633 funcionários do Banrisul, associados ativos da Banricoop, em todo território nacional. Através do retorno de 301 pesquisas, pode-se estimar que os itens mais valorizados pela maioria dos respondentes dizem respeito ao atendimento e a segurança das operações. Palavras-Chave: cooperativismo, serviços, estratégias, dimensões competitivas. SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................................9 1.1 Delimitação do Tema ..................................................................................................10 1.2 Definição do Problema................................................................................................10 1.3 OBJETIVOS................................................................................................................11 1.3.1 Objetivo Geral:...........................................................................................................11 1.3.2 Objetivos específicos: ................................................................................................11 1.4 Justificativas ................................................................................................................11 1.5 Delimitações .................................................................................................................12 2 COOPERATIVISMO ....................................................................................................13 2.1 Precursores do Cooperativismo .................................................................................14 2.2 Os Pioneiros de Rochdale e o Cooperativismo Moderno.........................................14 2.3 O Cooperativismo de Crédito Mútuo ........................................................................15 2.4 Características das Cooperativas Brasileiras de Economia e Crédito Mútuo .......16 2.4.1 Objetivo......................................................................................................................16 2.4.2 Funcionamento ...........................................................................................................16 2.4.3 Segmentos do crédito .................................................................................................17 2.4.4 Evolução e estrutura do segmento crédito..................................................................17 3 ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA DE SERVIÇOS.............................................20 3.1 Definição de Serviço ....................................................................................................21 6 3.2 Classificação dos Serviços...........................................................................................21 3.3 Estratégias de serviços em cooperativas....................................................................23 4 ESTRATÉGIAS E DIMENSÕES COMPETITIVAS EM SERVIÇOS....................25 5 METODO DE PESQUISA ............................................................................................29 5.1 Estudo de Caso ............................................................................................................29 5.2 Delineamento ...............................................................................................................30 5.3 Participantes da Pesquisa ...........................................................................................30 5.4 Técnica de Coleta de dados ........................................................................................30 5.5 Técnica de Análise de Dados ......................................................................................31 5.6 Limitações ....................................................................................................................32 6 ESTUDO DE CASO – COOPERATIVO DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS EMPREGADOS DO BANRISUL....................................................................................33 6.1 Breve Histórico ............................................................................................................33 6.2 Dados Atuais ................................................................................................................34 Figura 6: Principais números Banricoop. Fonte: Dados internos da cooperativa. ..............34 6.3 Negócio .........................................................................................................................34 6.4 Produtos .......................................................................................................................35 6.5 Serviços.........................................................................................................................36 7 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .............................................37 7.1 Perfil dos Respondentes ..............................................................................................37 7.2 Preocupações Estratégicas..........................................................................................38 7.3 Dimensões e Estratégias Competitivas ......................................................................39 8 CONCLUSÃO ................................................................................................................45 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................47 7 ANEXO A – Pesquisa sobre dimensões e estratégias competitivas de serviços na Cooperativa do Banrisul – Preocupações Estratégicas .............................................................................49 ANEXO B – Pesquisa sobre dimensões e estratégias competitivas de serviços na Cooperativa do Banrisul ..............................................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Evolução cooperativas de crédito................................... .....................................16 Figura 2: Diferença empresas capitalistas e cooperativistas ...............................................17 Figura 3: Matriz de processos de serviços...........................................................................22 Figura 4: Estratégias de crescimento nas cooperativas .......................................................23 Figura 5: Critérios de avaliação da qualidade do serviço....................................................26 Figura 6: Principais números Banricoop .............................................................................33 Figura 7: Perfil dos respondentes ........................................................................................37 Figura 8: Dimensões mais importantes ...............................................................................39 Figura 9: Valores médios e desvios-padrão por dimensão competitiva ..............................41 Figura 10: Maiores e menores médias.................................................................................42 INTRODUÇÃO A era da globalização trouxe consigo inúmeros benefícios para os consumidores em todo o mundo. Trouxe também uma crescente necessidade de aprimorar os serviços ofertados, como forma de manter a organização ativa e em crescimento no mercado. Atualmente, com a constante oferta de produtos, das mais diversas procedências, é possível dizer que a maioria das mercadorias vendidas está em vias de se tornar “commodities”, pois a partir da abertura do mercado brasileiro para produtos importados, passamos a viver um período em que o grande diferencial deixou de ser a marca, o preço ou o fabricante, para ser o atendimento. Os serviços prestados passaram a ter grande importância na definição dos rumos de uma organização, seja ela de que segmento for. A qualidade no atendimento pode ser fator determinante para a perpetuação ou não de uma empresa no mercado. E quando se fala em cooperativismo este conceito passa a ter um significado maior ainda, pois cooperativismo é a união de pessoas em busca de um objetivo comum. E então, falar de pessoas, da sua união e da prestação de serviços entre si sem dar atenção à qualidade dos mesmos chega a ser um contra senso. As cooperativas atualmente têm autorização do Banco Central do Brasil para ofertar aos seus associados, basicamente todos os serviços financeiros disponíveis no mercado. Este trabalho tem o intuito de identificar quais são as principais preocupações estratégicas presentes na administração da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul – Banricoop – ao mesmo tempo em que busca avaliar a 10 percepção de seus associados em relação às dimensões competitivas apresentadas, buscando alinhar estratégias e expectativas. Para tal, buscar-se-á resgatar as causas mais prováveis para o surgimento do cooperativismo moderno, passando por alguns pensadores e filósofos do cooperativismo, na Europa dos séculos XVI e XVII, até chegar ao Brasil, no início do século XX, trazido pelo padre jesuíta Theodor Amstad. Com o intuito de contextualizar o leitor, far-se-á abordagem do tema “administração estratégica de serviços”, resgatando sua natureza, apresentando sua definição e classificação, comentando a importância da estratégica e das dimensões competitivas em serviços, até que se chegue a avaliação da cooperativa objeto deste estudo. Finalmente, apresentar-se-á a metodologia utilizada para aplicação da pesquisa de campo, a análise dos dados coletados e as conclusões obtidas. 1.1 Delimitação do Tema Através das estratégias de serviços, identificar o posicionamento estratégico e os fatores competitivos existentes na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul, buscando identificar se as estratégias adotadas pela administração estão alinhadas com as expectativas dos associados. 1.2 Definição do Problema O presente estudo visa analisar quais são os fatores competitivos presentes na estratégia de serviços da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul, bem como a percepção que seus associados possuem em relação aos serviços ofertados. 11 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral: Identificar as principais preocupações estratégicas existentes na Banricoop e as percepções dos associados, buscando determinar suas relações e estabelecer diretrizes. 1.3.2 Objetivos específicos: Identificar as características que diferem as empresas cooperativas das demais empresas do mercado; Identificar elementos competitivos presentes na estrutura da Banricoop, no que diz respeito aos serviços ofertados; Identificar percepções de cooperados em relação à cooperativa; Estabelecer relação entre estratégia de crescimento adotada pela cooperativa com percepções dos associados; 1.4 Justificativas Conforme DAVID STARR JORDAN (apud OLIVEIRA, 2003, pág. 275), “Sabedoria é saber o que fazer; virtude é fazer”. Baseada nestas premissas, de saber o que fazer e de fato, fazer, é que este estudo está sendo desenvolvido, pois acredita-se ser fundamental às organizações atuais antever as necessidades de seus clientes. Como profissional do ramo cooperativista, que participa diretamente das peculiaridades existentes para seu eficiente gerenciamento e que convive diariamente com as mais diversas situações mercadológicas apresentadas, é que almeja-se unir 12 experiências práticas e conhecimentos teóricos do cooperativismo, com as técnicas e particularidades da Administração Estratégica de Serviços, como forma de auxiliar ou até mesmo promover o desenvolvimento e / ou fortalecimento do cooperativismo, mais especificamente, do segmento crédito. Levando-se em conta os argumentos anteriormente citados é que este trabalho será desenvolvido, buscando sempre aliar experiências diárias com teorias préexistentes, buscando aliar as estratégias adotadas pela atual administração e as percepções de seus associados. 1.5 Delimitações Este estudo se propõe a analisar as estratégias de serviços adotadas pela Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul, bem como a percepção de seus associados. Para tal, trabalhar-se-á com o universo de funcionários ativos do Banrisul presente em todo território nacional, pois, desta forma, acredita-se ser possível mapear com maior exatidão as percepções do público preferencial da cooperativa. Apesar de a cooperativa também possuir associados que já estão aposentados, por motivos de ordem econômica e temporal, neste momento os mesmos ficarão de fora desta análise, podendo, em uma próxima oportunidade, se objeto de novo e comparativo estudo. 2 COOPERATIVISMO Apesar das profundas transformações ocorridas no campo sócio-econômico, a Revolução Industrial evidenciou um processo contraditório. De um lado, a elevação da produtividade e do desenvolvimento da divisão do trabalho; de outro, a manifestação da miséria de trabalhadores desempregados e de mulheres, crianças e homens submetidos à jornada de até 16 horas de trabalho. A situação da classe operária teve como conseqüência a formação dos primeiros sindicatos, a elaboração do pensamento socialista e a irrupção de inúmeros movimentos, levantes e revoltas de trabalhadores, que marcaram toda a vida européia ao longo do século XIX. Nesse contexto, na década de 40 do século XIX, conhecida como a “faminta década”, época na qual desapareceu o espírito de solidariedade quase por completo, no auge do capitalismo selvagem industrial, é que surgiu o cooperativismo, “como uma reação do mundo operário e camponês à grave situação de exploração durante a primeira fase da Revolução Industrial, quando o liberalismo era contrário a qualquer forma de associação profissional que visasse à defesa dos interesses de classe.” (SCHNEIDER, 1999, p. 28). O cenário de miséria em que se encontravam as classes operárias na Inglaterra contribuiu para que 28 trabalhadores de Rochdale, em situação de greve e demissão, além de salários aviltados, tomassem a decisão de se defenderem através da sua união. Levados por estas circunstâncias, em dezembro de 1844, após cerca de um ano de preparação, os 28 pioneiros – entre eles uma mulher – criaram a primeira cooperativa de consumo, sendo considerado o marco do cooperativismo moderno. 14 2.1 Precursores do Cooperativismo Antes do surgimento do cooperativismo moderno, várias pessoas já se preocupavam com a situação em que se encontravam operários e camponeses frente a falta de solidariedade existente. Nos séculos XVI e XVII surgem na Europa vários filósofos e pensadores sociais que se mostraram críticos em relação à ordem econômica e social então vigente (SCHNEIDER, 1999). Os que mais influenciaram e contribuíram para as ações do cooperativismo moderno foram: Roberto Owen (1771 – 1858). Denominado por THENÓRIO (1999), “o pai da cooperação”, em razão de suas idéias sociais em benefício dos trabalhadores e do cooperativismo. Charles Fourier (1772 - 1837). Pretendia reformar toda sociedade através do convívio espontâneo, substituindo a competição pela colaboração. William King (1786 – 1865). Organizou em 1827 a primeira cooperativa de consumo inglesa. Philippe Buchez (1796 – 1865). Caracterizou adequadamente as cooperativas de trabalho e propôs que os associados elegessem, entre eles, os dirigentes de suas cooperativas. Charle Gide (1847 – 1932). Fundador da Escola de Nimes, na França, é autor da famosa frase utilizada no meio cooperativista que diz que “quando a cooperativa não é mais que um negócio, é sempre um mau negócio, porque nesse plano elas serão sempre derrotadas pelas empresas capitalistas.” 2.2 Os Pioneiros de Rochdale e o Cooperativismo Moderno Da união de 28 tecelões ingleses, dentre eles uma mulher -, após uma ano de discussões a respeito de possíveis soluções para seus problemas de sobrevivência e suas precárias condições econômicas, surgiu, em dezembro de 1844, a “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale” (Rochdale Society of Equitable Pioneers). 15 É consenso entre os cooperativistas modernos de que a iniciativa de se praticar cooperação para comprar em conjunto bens para sustento derivou de um conjunto de princípios que, de um modo geral, fundamentam o movimento cooperativista em todo o mundo e, por isso, são responsáveis pela imortalização dos Pioneiros de Rochdale. Com o passar do tempo, o movimento cooperativista extrapolou do sistema inicial de distribuição e consumo para os sistemas de produção, crédito, educação, serviços, entre outros, partindo da premissa enunciada por Charles Gide de que “para todo o problema econômico há uma solução cooperativa”. 2.3 O Cooperativismo de Crédito Mútuo As cooperativas de crédito mútuo surgiram na segunda metade do século XIX, como resposta às necessidades específicas oriundas da miséria que acompanhou o progresso nesta época, principalmente por iniciativa de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, na Alemanha, com a criação da primeira cooperativa de crédito mútuo, com o preceito de ser uma sociedade sem fins lucrativos. O cooperativismo de crédito sofreu influência, além dos Pioneiros de Rochdale, de experiências realizadas na Alemanha e Itália, com os seguintes destaques: Schulze-Delitzsch (1808 – 1883). Caracteriza-se por ter suas atividades voltadas para classe média urbana, recusa de qualquer espécie de auxílio do Estado ou de caráter filantrópico, sendo o auxílio mútuo entre os cooperados sua base mais importante. As sobras obtidas são distribuídas sob forma de retorno aos associados. Raiffeisen (1818 – 1888). Com o objetivo de atender as necessidades de crédito agrícola é que este tipo de cooperativa, que visava o auxílio mútuo entre agricultores necessitados, foi fundada. Luzzatti (1841 – 1927). Os empréstimos eram concedidos mediante palavra de honra e os administradores não eram remunerados, sendo exigido dos associados qualidades morais e fiscalização recíproca. Desjardins (1859 – 1932). Criadas no início do século XX, objetivavam a criação do hábito de economia através de depósitos regulares. Buscavam o 16 fortalecimento através de uma central responsável pela prestação de serviços educacionais e técnicos, que orientasse sua divulgação e promovesse sua estabilização econômica. 2.4 Características das Cooperativas Brasileiras de Economia e Crédito Mútuo O surgimento do cooperativismo de crédito no Brasil ocorreu no início do século XX, com dois movimentos distintos: um no Rio Grande do Sul, difundido pelo padre jesuíta Theodor Amstadt e outro no Rio de Janeiro, defendido por Plácido de Melo. É porém, o movimento do Rio Grande do Sul, ocorrido em 28 de dezembro de 1902, tido como o início de cooperativismo de crédito em nosso país. Apresentam as seguintes características: 2.4.1 Objetivo De acordo com a Lei 4.595 de 1964, cooperativas de crédito são instituições financeiras privadas e, como tal, somente poderão funcionar no País mediante prévia autorização do Banco Central do Brasil. São sociedades de pessoas e não de capital, cujo objetivo principal é o educativo e o econômico. Em conformidade com PINHO (1996), “as cooperativas de crédito visam à criação do hábito de economia sistemática, através de depósito periódicos e regulares de seus associados, os quais se beneficiam do auxílio mútuo, de empréstimos a juros baixos”. 2.4.2 Funcionamento Cabe ao Banco Central do Brasil conceder autorização para funcionamento das cooperativas de crédito, bem como regulá-las e fiscalizá-las. Em 2003 foi editada a Resolução nº. 3.106, que dispõe sobre os requisitos e procedimentos para a constituição, a autorização para funcionamento e alterações 17 estatutárias, bem como para o cancelamento da autorização para funcionamento de cooperativas de crédito e pode ser consultada no site do BACEN1. 2.4.3 Segmentos do crédito Existem atualmente no Brasil quatro segmentos de Cooperativas de Crédito. As Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo são constituídas por funcionários de empresas, comerciantes de uma mesma atividade e profissionais autônomos, que se organizam com objetivo de assistência financeira e prestação de serviços, buscando obter o adequado atendimento às suas necessidades de crédito. Já as Cooperativas de Crédito Rural são constituídas por pessoas físicas que desenvolvem na área de atuação da cooperativa atividade agrícola, pecuária ou extração de pescado. As Cooperativas do tipo Luzzatti, são cooperativas que não apresentam restrições para admissão de novos associados e nem limite no número de associados. Este tipo de cooperativa não pode mais ser constituída, podendo entretanto, abrir postos de atendimento. Por fim, aparecem as Cooperativas de Livre Admissão de Associados, desde que em localidades com menos de 100 mil habitantes, o que estabelece limitação na área de atuação. 2.4.4 Evolução e estrutura do segmento crédito Embora as instituições pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional tenham apresentado alguma redução nos últimos anos, o segmento das cooperativas de crédito vem apresentado crescimento contínuo, não só no número de instituições, como também em relação a sua participação de mercado. Entre os anos de 1996 e 2003, o patrimônio líquido total do segmento cooperativista cresceu 680%, as operações de crédito 678%, os ativos 1.140% e os depósitos, 2.034%. Segundo dados obtidos junto ao Banco Central do Brasil, há em nosso país cerca de 2 milhões de cooperados no segmento crédito, distribuídos nas 1.413 1 Banco Central do Brasil. Site: www.bcb.gov.br 18 cooperativas singulares. Destes, 67% pertencem ao segmento crédito mútuo, 32% pertencem ao crédito rural e apenas 1% são de livre admissão de associados. A tabela a seguir demonstra a evolução das cooperativas de crédito no período compreendido entre os anos 1995 e 2003. Cooperativas de Crédito - Evolução 1500 1400 1300 1200 1100 1000 900 800 Nº Coop 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 980 1018 1120 1198 1253 1311 1379 1430 1454 Figura 1: Evolução cooperativas de crédito.Fonte: Unicad – Banco Central do Brasil. Site: www.bcb.gov.br. Acessado em diversas datas. O aumento do número de cooperativas de crédito traz consigo uma maior oferta de serviços financeiros à disposição dos diversos segmentos econômicos e sociais existentes em nosso país, além de uma maior concorrência no sistema financeiro. O grande diferencial apresentado pelas cooperativas reside no fato de serem instituições financeiras criadas e controladas pelos associados para prestação de serviços a eles mesmos, o que torna o enfoque diferente das demais instituições financeiras, que buscam, principalmente, a maximização do lucro para os acionistas. As cooperativas se permitem, ainda, atuar em áreas de menor potencial econômico, desempenhando um papel importante no desenvolvimento social das comunidades menos favorecidas. Em paralelo ao crescimento do número de cooperativas, houve também o aumento dos princípios de controle, gestão e administração das mesmas. Medidas de maior qualificação profissional e controle das operações existentes nas cooperativas de crédito impactaram em aumento do patrimônio líquido, operações de crédito e depósitos. 19 Segundo o ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional – ACI – e atual Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, as cooperativas representam uma via de crescimento alternativa ao capitalismo, conforme demonstrado na figura 2, diferenças entre empresas capitalistas e cooperativistas. EMPRESA CAPITALISTA EMPRESA COOPERATIVISTA Sociedade estruturada no capital Sociedade de pessoa para pessoa Número limitado Adesão livre, sem número máximo limitador de sócios, respeitando-se porém, as restrições técnicas de mercado Fundada para gerar lucros Fundada para cooperação mútua e geração de sobras para os cooperados O poder de mando é do sócio majoritário (maior poder econômico) Relação de igualdade entre os cooperados Têm funcionários com vínculo trabalhista e salários mensais pré-fixados Os cooperados são sócios do empreendimento: donos, autônomos, cujos ganhos dependem de sua produtividade. Não há vínculo trabalhista.2 O sócio com maior número de ações tem direito a mais votos (poder de capital). Um cooperado, um único voto. Qualquer cooperado pode, inclusive, vir a ser o presidente da sua cooperativa. O valor está na pessoa e não no montante do seu capital Figura 2: Diferença empresas capitalistas e cooperativistas. Fonte: Manual prático do cooperado (RIOS, 1999) O quadro demonstra as principais diferenças existentes entre os dois modelos. Enquanto as empresas capitalistas estão mais voltadas para o capital e o lucro, as cooperativas, atuam através de uma gestão democrática, não tendo como objetivo final o lucro e sim a prestação de serviço para seus cooperados. 2 A cooperativa, como qualquer outra empresa, também pode ter empregados com vínculo trabalhista, portanto sujeita à mesma legislação aplicada às empresas capitalistas. Mas isto não se aplica à relação com os cooperados, desde que, óbvio, essa relação esteja em absoluta obediência aos princípios cooperativistas reconhecidos pela legislação em vigor. (RIOS, 1999). 3 ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA DE SERVIÇOS Nos últimos anos tivemos uma migração da mão de obra da área manufatureira para a prestação de serviços. Analisado sob o aspecto econômico, a importância dos serviços vem desde a Grécia Clássica, através da educação, passando pela Idade Média, com o transporte de especiarias e serviços por toda Europa, até a China. Com o advento da Revolução Industrial, os serviços perderam um pouco de sua importância, sendo retomada no início do século XX e mantida até os dias atuais, sempre seguindo uma trajetória de crescimento. O setor de serviços é responsável pela maior fatia do Produto Interno Bruto, não só do Brasil, mas também de países como Estado Unidos e Canadá, desempenhando também importante papel na geração de emprego e renda da maioria dos países, devido a grande diversidade de atividades que pode englobar. O rápido crescimento observado na prestação de serviços forçou gestores dos mais diversos tipos de organizações, a (re) pensarem suas estratégias de mercado e seus posicionamentos frente aos clientes e aos concorrentes. HAMEL e PRAHALAD (1995) consideram como arquitetura estratégica esta ação de pensar o futuro e afirmam ser da alta gerência a responsabilidade por identificar quais novos benefícios serão ofertados aos clientes, quais as competências essenciais para criar esses benefícios e de que forma se dará esta interface para que o cliente tenha acesso aos benefícios de forma mais eficaz. 21 3.1 Definição de Serviço Apesar de sua representatividade para economia das nações, algumas pessoas ainda têm dificuldade para definir serviços. LOVELOCK e WRIGHT (2002), afirmam que serviços são atividades econômicas que criam valor e fornecem benefícios para clientes em tempos e lugares específicos, como decorrência da realização de uma mudança desejada no – ou em nome do – destinatário do serviço. Já para ZEITHAML e BITNER (2003), serviços são ações, processos e atuações. Os autores, porém, lembram ainda que os serviços são apresentados aos clientes por meio de telefonemas, reuniões e relatórios. Segundo FITZSIMMONS e FITZSIMMONS (2000), uma análise da natureza dos serviços começa com a percepção de que um serviço consiste de um pacote de benefícios implícitos e explícitos, executado dentro de instalações de suporte e utilizando-se de bens facilitadores. O que significa dizer que a prestação de serviços, embora ocorra através da interação entre o fornecedor e o consumidor de determinado serviço, precisa do serviço de retaguarda, o qual não pode, sob hipótese alguma, ser relevado a segundo plano. Os serviços podem ser definidos como atos, esforços ou desempenhos. A diferença primordial entre serviços e bens, em conformidade com CZINKOTA (2001), é a propriedade de tangibilidade. 3.2 Classificação dos Serviços Tradicionalmente, os serviços são classificados conforme seu ramo de atividade, o que facilita a compreensão de sua área de atuação, muito embora nem sempre demonstrem sua verdadeira essência, uma vez que pode haver diferenças em uma mesma categoria. LOVELOCK e WRIGHT (2002) classificam os serviços da seguinte maneira: 22 • Grau de tangibilidade3 ou intangibilidade4 dos processos de serviços – identificação de qual a parcela maior de envolvimento no processo de geração do serviço; • Destinatário direto do processo de serviço – maior ou menor envolvimento entre fornecedores e clientes, de acordo como envolvimento no processo do serviço; • Tempo e lugar de entrega do serviço – identificação da necessidade de o cliente “ir até o serviço” ou recebê-lo em casa, identificação da natureza do serviço e, em alguns casos, fatores sazonais; •Grau de personalização ou padronização – decisão de ofertar a todos os mesmos serviços ou buscar adaptá-los para atender necessidade específicas; • Natureza da relação com os clientes – identificação dos serviços que requerem conhecimento e cadastro dos clientes, em comparação com outros que são ofertados indistintamente; • Medida na qual oferta e demanda estão em equilíbrio – capacidade de ajustar oferta e demanda através da implementação de estratégias de marketing, buscando equilíbrio; • Medida na qual instalações, equipamentos e pessoal participam da experiência do serviço – experiências dos clientes com a entrega dos serviços a que estão expostos. Em conformidade com FITZSIMMONS e FITZSIMMONS (2000), a diferenciação de classificação entre produtos e serviços nem sempre é simples, pois a compra de um produto é acompanhada de alguns serviços de apoio, assim como a aquisição de um serviço pode incluir alguma mercadoria. Para cada aquisição, haverá a inclusão de um conjunto de bens e serviços, em escalas que irão variar de acordo com as características de cada um. Os autores afirmam ainda que a classificação de serviços auxilia a derrubar tabus entre a indústria e os prestadores de serviços, além de propiciar a troca de conhecimentos. 3 Tangibilidade: capaz de ser tocado, segurado ou preservado em forma física no curso do tempo. 23 A matriz de processos de serviços, proposta por ROGER SCHMENNER (apud FITZSIMMONS, 2000) demonstra claramente que os problemas para gerenciamento de serviços são bastante similares, independente do ramo. Grau de Intensidade da Mão de Obra Grau de Interação e Personalização Baixo Baixo Alto Alto Indústria de Serviços Lojas de Serviços • Empresas Aéreas • Hospitais • Transporte de Cargas • Oficinas de Veículos • Hotéis • Outros serviços manutenção • Balneários, estações de recreação e lazer Serviços de Massa Serviços Profissionais • Varejistas • Médicos • Vendas em atacado • Advogados • Escolas • Contadores • Aspectos varejistas de um • Arquitetos banco comercial de Figura 3: Matriz de processos de serviços. Fonte: Administração de serviços: operações, estratégia e tecnologia da informação. (FITZSIMMONS, 2000) A figura 3 demonstra, em seu eixo horizontal, o grau de intensidade de trabalho, definido como “a proporção entre custo do trabalho e custo do capital”. Acima do eixo horizontal, estão as atividades que exigem alto investimento em instalações e equipamentos e baixo custo de mão de obra. Já o eixo vertical demonstra “o grau de interação do cliente e de personalização”, variável que demonstra a capacidade do cliente de interferir no serviço que está sendo prestado. 3.3 Estratégias de serviços em cooperativas Estabelecido o ramo de atuação da cooperativa, é necessário que se estabeleçam suas estratégias de crescimento, visando tornar atraentes seus produtos e serviços e agregar valor ao seu negócio. A figura 4, adaptada de CRUZIO (2003) demonstra as estratégias de crescimento que podem ser adotadas para determinar o crescimento das cooperativas 4 Intangibilidade: característica distinta dos serviços que impossibilita que sejam tocados ou apropriados da mesma maneira que os bens físicos. 24 Produtos / Serviços Atuais Mercados 1.Penetração de mercado: a Atuais cooperativa procura crescer aumentando a participação no Produtos / Serviços Novos 3.Desenvolvimento de produto: a cooperativa procura crescer desenvolvendo novos produtos ou mercado atual com seus produtos ou serviços em seu mercado atual. serviços atuais. Mercados 2.Desenvolvimento de mercado: a 4.Diversificação: a cooperativa Novos cooperativa procura crescer levando procura crescer penetrando em seus produtos ou serviços atuais a novos mercados com novos novos mercados. produtos ou serviços. Figura 4: Estratégias de crescimento nas cooperativas. Fonte: Marketing social e ético nas cooperativas. ( CRÚZIO, 2003) Considerando as limitações impostas pela legislação vigente, e as particularidades das cooperativas, a estratégia adota pela cooperativa objeto deste estudo está entre a estratégia de Penetração de Mercado e Desenvolvimento de Produtos, uma vez que só pode aumentar sua participação no mercado atual, ou seja, em seu mercado alvo que é o quadro funcional do Banrisul, e não deve descuidar, é claro, de incrementar ou desenvolver novos produtos, dentro de suas possibilidades legais. 4 ESTRATÉGIAS E DIMENSÕES COMPETITIVAS EM SERVIÇOS Para PORTER (1999), é necessário primeiro definir posicionamento, para depois responder o que é estratégia. PORTER (1999), considera que o posicionamento pode estar baseado em três fontes distintas, porém não excludentes. O primeiro, o posicionamento baseado na variedade, se fundamenta na escolha de variedades de produtos ou serviços e não em segmentos de clientes. Já o posicionamento baseado nas necessidades, surge quando um grupo de atividades sob medida é capaz de atender a um grupo de clientes com necessidades diferenciadas (preço, características dos produtos, informações ou suporte e serviços). Por fim, há o posicionamento baseado no acesso, que consegue segmentar os clientes em função da forma como os mesmo são capazes de acessá-los, sendo este o tipo de posicionamento menos usual. Definido posicionamento tem-se que estratégia é criar uma posição exclusiva e valiosa, que envolve um diferente conjunto de atividades compatíveis com o conjunto de atividades desenvolvido da organização. A teoria de que um conjunto de hipóteses a respeito de qual é o seu negócio, quais os seus objetivos, como ela define resultados, quem são seus clientes e a que eles dão valor e pelo que pagam, segundo DRUCKER (2001), converte a estratégia em desempenho. MINTZBERG (2000), considera que a estratégia pode tanto ser um plano (olhar para frente), quanto um padrão (analisar o comportamento passado). Apresenta quatro definições diferentes para estratégia: •Pretendida: É a estratégia formal, aquela que define “onde estamos” e “onde queremos chegar”. Normalmente expressa a vontade de seus gestores. 26 •Deliberada: Busca implantar a estratégia planejada. Como nem sempre isto ocorre, podem ser chamadas de estratégias irrealizadas. •Emergente: Surge das experiências diárias ocorridas dentro das organizações, onde um padrão realizado não era expressamente pretendido. •Realizada: Demonstra, de fato, qual a estratégia que está sendo adotada pela organização. Além das quatro definições de estratégia apresentadas, MINTZBERG (2000) sugere uma quinta, onde afirma que estratégia é um truque, ou seja, uma manobra específica para enganar o concorrente. MINTZBERG (2000) propõe ainda, os 5P’s da estratégia: • Plano: definição de ações para o futuro; • Padrão: comportamento extraído de uma análise histórica da organização; • Posição: lugar ocupado pela organização no mercado; • Perspectiva: é a teoria do negócio, ou seja, o modo de fazer as coisas; • Pantomima: um truque ou um blefe com a intenção de desencorajar ações do concorrente. Alguns autores, como LOVELOCK e WRIGHT (2002), afirmam que os clientes se utilizam de cinco dimensões amplas para avaliar a qualidade dos serviços. Para eles, estas dimensões são: confiabilidade, tangíveis, sensibilidade, segurança e empatia. Com definição bastante semelhante, ZEITHAML e BITNER (2003), afirmam que as dimensões representam o modo como os clientes organizam em suas mentes a informação sobre a qualidade de serviços e apontam as seguintes dimensões como sendo as mais representativas: confiabilidade, responsividade segurança, empatia e tangíveis. As dimensões disponibilidade, conveniência, confiabilidade, personalização, preço, qualidade, reputação, segurança e rapidez são apontadas por FITZSIMMONS e FITZSIMMONS (2000), como sendo atributos necessários para que os clientes selecionem um prestador de serviços. 27 As dimensões competitivas adotadas para este estudo estão representadas na figura 5, adaptada de Gianesi e Corrêa (1994). Custo Conformidade Flexibilidade Inovação Acesso Entrega Dimensões Competitivas em Serviços Imagem Aparência Segurança Atendimento Figura 5: Critérios de avaliação da qualidade do serviço. Fonte: administração estratégica de serviços. (GIANESI e CORRÊA, 1994) Para cada uma das dimensões escolhidas, dever-se-á adotar o seguinte significado: •Conformidade: adequação do produto ou serviço entregue, com o contratado; •Entrega: cumprimento do prazo de entrega, com manutenção da qualidade; •Flexibilidade: capacidade de adaptar os serviços ofertados de acordo com as necessidades do solicitante; •Segurança: transmissão de segurança durante o atendimento e prestação de serviço; •Atendimento: percepção de como o serviço é ofertado aos seus associados; • Aparência: aspectos visuais relacionados à estética, tanto do ambiente quanto dos atendentes; •Imagem: associação que o cliente faz em relação aos produtos, serviços e a própria cooperativa; 28 •Acesso: diversidade e facilidades de acesso aos serviços ofertados pela cooperativa; •Inovação: novidades em relação a produtos e serviços que são disponibilizadas aos associados; •Custo: esforço feito pelo associado para aquisição do produto ou serviço ofertado. Em conformidade com KAPLAN e NORTON (1997, pág. 19), “a produção em massa e os serviços e produtos padronizados devem ser substituídos pela oferta de produtos e serviços inovadores, com flexibilidade, eficácia e alta qualidade, que possam ser individualizados de acordo com segmentos de clientes-alvo”. 5 METODO DE PESQUISA 5.1 Estudo de Caso Será utilizada neste trabalho a metodologia conhecida como Estudo de Caso, devido ao fato de contribuir para a compreensão de fenômenos individuais e organizacionais, principais focos de estudo deste trabalho. Uma das grandes dúvidas que surgem em relação ao estudo de caso diz respeito ao fato de se generalizar algo a partir da observação de um único caso. Segundo YIN (2001), “os estudos de caso, da mesma forma que os experimentos, são generalizáveis a proposições teóricas, e não a populações ou universos. Neste sentido, o estudo de caso, como experimento, não representa uma ‘amostragem’, e o objetivo do pesquisador é expandir e generalizar teorias (generalização analítica) e não enumerar freqüências (generalização estatística).” Ainda segundo YIN (2001), independentemente de o estudo ser exploratório, descritivo ou explanatório, há três condições que definem mais apropriadamente a estratégia e consistem: • No tipo de pesquisa proposta; • Na extensão do controle que o pesquisador tem sobre eventos comportamentais efetivos; • No grau de enfoque em acontecimentos históricos em oposição aos acontecimentos contemporâneos. 30 Por fim, YIM (2001) afirma que um estudo de caso é uma visão empírica que “investiga um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto de vida real, podendo beneficiar-se do desenvolvimento prévio de proposições teóricas para conduzir a coleta e a análise dos dados”. 5.2 Delineamento Este estudo se propõe a analisar as diretrizes administrativas da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul, suas estratégias de serviços e a percepção de seus associados. Para tal, trabalhar-se-á com o universo de funcionários ativos do Banrisul, presente em todo território nacional, pois desta forma acredita-se ser possível mapear com maior exatidão as aspirações do público preferencial da cooperativa. 5.3 Participantes da Pesquisa Por se tratar de uma cooperativa de crédito, com atuação em todo território nacional, este estudo de caso será aplicado a todos os funcionários ativos do Banrisul, associados da Banricoop, não sendo definida uma unidade específica da organização para que ocorra o levantamento dos dados. 5.4 Técnica de Coleta de dados Os dados a serem analisados neste estudo de caso serão colhidos de duas formas. Para a dimensão estratégica, aplicar-se-á um instrumento de pesquisa junto ao Conselho Administrativo da Banricoop, composto por cinco pessoas, sendo que destas, 3 pertencem à Diretoria Executiva. Cabe salientar que todos os entrevistados participaram do processo de formulação do Planejamento Estratégico da organização e, portanto, são conhecedores das diretrizes traçadas. 31 O objetivo da aplicação destes questionários é identificar o alinhamento estratégico existente entre os membros do Conselho de Administração e também verificar em qual das perspectivas apontadas por MINTZBERG (2000) a cooperativa se encontra – Declaradas / Deliberadas ou Praticadas / Realizadas. De posse das respostas, serão feitas entrevistas qualitativas, buscando entender a classificação apresentada para as dimensões em estudo e também se as mesmas se encontram alinhadas com as práticas da cooperativa. Já as dimensões competitivas serão colhidas junto aos associados ativos da cooperativa, em todo território nacional. Os questionários serão remetidos através do sistema interno de malote do banco, de forma individualizada. A intenção com a aplicação desta pesquisa é identificar qual a percepção dos associados da cooperativa em relação aos serviços ofertados e também identificar se as estratégias adotadas pela administração da cooperativa estão alinhadas com as expectativas de seus cooperados. MALHOTRA (2001) argumenta que nos dias de hoje, num competitivo ambiente de marketing, os custos, sempre crescentes, atribuídos à tomada de decisões erradas exigem que a pesquisa forneça informações corretas. Os questionários aplicados são baseados em pesquisa sobre Organizações de Serviços no Brasil, realizada pelos professores da Unisinos, Mestres Carlos Alberto Diehl, Cláudio Reis Gonçalo e Gustavo de Ávila Martins e apresentados no IX Congresso Brasileiro de Custos – 2002. 5.5 Técnica de Análise de Dados Os dados coletados sobre a percepção dos associados em relação as Dimensões e Estratégias Competitivas de Serviços na Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul – Banricoop - foram analisados através da escala Likert, proposta por Rensis Likert em 1932. Nesta escala, além de os respondentes terem que concordar ou discordar das afirmações apresentadas, também precisam manifestar seu grau de concordância ou discordância. A cada resposta dada é atribuído um número que reflete a direção (mais 32 positiva ou negativa) da atitude do respondente em relação a cada afirmação (MATTAR, 1997). Já em relação às Preocupações Estratégicas, além do levantamento quantitativo, foram desenvolvidas questões qualitativas junto aos conselheiros de administração, como forma de validar e de justificar os resultados obtidos. 5.6 Limitações A principal limitação percebida na aplicação e desenvolvimento deste estudo diz respeito ao período de envio e recebimento dos questionários. A remessa e o recebimento dos questionários foi realizada durante o período de uma semana. Dos 1.633 questionários enviados para os associados ativos pertencentes ao quadro funcional do Banrisul, 301 foram devolvidos e tabulados. Os demais questionários, recebidos após o período necessário para tabulação dos dados não foram considerados neste estudo, mas serão objeto de avaliação por parte da administração da cooperativa e, provavelmente, objeto de estudos futuros. 6 ESTUDO DE CASO – COOPERATIVO DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS EMPREGADOS DO BANRISUL 6.1 Breve Histórico Criada no século passado, mais precisamente no dia 02 de maio de 1946, por um grupo de 23 funcionários da Agência Matriz do Banrisul, a então Cooperativa dos Bancários da Agência Matriz, nasceu com o objetivo econômico de crédito, buscando atender as necessidades de um pequeno grupo de funcionários do Banco. Na década de 1960, quando o controle das Cooperativas de Crédito passa das mãos do Ministério da Fazenda para o Banco Central do Brasil, a Cooperativa passa a ter condições de associar funcionários de Porto Alegre e municípios circunvizinhos. Mas é a partir do ano de 1980 que se dá a maior expansão da já Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul Ltda. – Banricoop. A partir desse período passa a ser possível associar funcionários de toda rede Banrisul, empresas coligadas e aposentados, o que garante um expressivo aumento no número de cooperados e conseqüentemente, no volume de negócios. Identificando necessidade de melhor atender seu público alvo, a Banricoop passa a investir em treinamentos e qualificação de pessoal, informática e no aumento da gama de produtos e serviços oferecidos aos associados, nunca perdendo de vista os ideais cooperativistas. Atualmente a Banricoop atua em todo território nacional, contando com aproximadamente 2.250 associados, ativos, aposentados ou familiares de funcionários 34 do Banco. Opera com o objetivo de atender as necessidades financeiras, culturais e educacionais dos cooperados, propiciando sua melhor qualidade de vida e o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridos. Busca ainda desenvolver ações para um contínuo aumento de seu quadro social. 6.2 Dados Atuais A Banricoop possui hoje estrutura funcional extremamente enxuta. São 5 funcionários os responsáveis pelo atendimento dos 2.250 associados que possui espalhados por todo território nacional. Boa parte das transações é encaminhada por email ou telefone, o que permite manter a qualidade dos serviços oferecidos mesmo com poucos colaboradores. Com um Patrimônio Líquido superior a R$ 4,5 milhões por ano, a cooperativa trabalha focada nos princípios do cooperativismo, tendo como premissa básica a educação, formal e informal, tanto de seus colaboradores como de seu público alvo. A figura 6 demonstra a evolução dos principais números da Banricoop. Em Reais 2002 2003 2004 Patrimônio Líquido 3.947.769 5.041.243 5.498.778 Capital Social 3.090.497 3.963.942 4.849.263 Empréstimos Concedidos 5.926.995 6.922.987 7.862.017 162.090 260.650 328.765 Aplicações Figura 6: Principais números Banricoop. Fonte: Dados internos da cooperativa. 6.3 Negócio A BANRICOOP atua como alternativa econômico-financeira, prestando serviços aos cooperados. Seu negócio é desenvolver o hábito de poupança e ajudar seus associados nos aspectos econômicos e financeiros, colaborando para o seu desenvolvimento profissional. 35 Sua Missão é “atender as necessidades financeiras, culturais e educacionais dos cooperados, propiciando sua melhor qualidade de vida e o desenvolvimento das comunidades em que estão inseridos, através da economia solidária e promoção do bem estar social”. 6.4 Produtos A cooperativa trabalha com capitalização compulsória, que é um produto em que o associado integraliza cotas de capital, formando um recurso que será a base financeira sobre a qual se dará boa parte de suas operações. É também o montante solidário de todos os cooperados, servindo como garantia para a operacionalidade dos negócios da cooperativa. A Banricoop atua com duas grandes linhas de produtos financeiros: Empréstimos e Aplicações. O equilíbrio entre estes dois universos tão distintos é o grande foco da cooperativa em suas operações diárias. Os principais produtos da carteira de empréstimo são: • Empréstimo Pessoal; • Crédito Direto ao Consumidor; • Financiamento IPVA / IPTU; • Adiantamento Imposto de Renda; • Auxílio Odontológico. A carteira de aplicações conta hoje com produtos que possibilitam aos associados o investimento de seus recursos excedentes garantindo uma melhor remuneração em relação ao mercado com os seguintes produtos: • Recibo de Depósito Cooperativo – RDC; • Depósito Programado. 36 6.5 Serviços Os serviços atualmente ofertados pela cooperativa são frutos de parcerias estabelecidas e também do constante investimento em treinamento e qualificação de seu quadro diretivo e funcional. Atualmente podem-se destacar os seguintes serviços: • Orientação Financeira; • Cursos Profissionalizantes. 7 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Para este estudo, buscou-se identificar as preocupações dos dirigentes da Cooperativa em comparação com as percepções dos associados, para que fosse possível identificar o alinhamento existente entre as práticas propostas e as expectativas geradas. Cabe salientar que as preocupações estratégicas são categorias das dimensões competitivas em serviços. 7.1 Perfil dos Respondentes Trezentos e um questionários, dos 1633 enviados, retornaram em tempo de fazer parte do resultado desta pesquisa. Cabe salientar que os demais questionários recebidos, além de não apresentarem divergências significativas e estarem fora do tempo hábil para tabulação dos dados, serão objeto de estudo desta pesquisadora e também servirão para a atual administração da Banricoop traçar suas diretrizes futuras. Tais questionários, que representam 18,43% do total enviado, permitiram traçar o perfil dos respondentes, foram agrupados e estão sendo apresentadas as respostas que obtiveram maior incidência, motivo pelo qual os percentuais não atingem 100%. A distribuição obtida está demonstrada na figura 7. Perfil Idade Sexo Perfil Percentual 41 e 45 anos 30,6% 46 e 50 anos 32,6% Masculino 61,1% Feminino 38,2% Escolaridade Superior Completo 38,2% 38 Tempo de Banco Estado Civil Número de Filhos Local de Trabalho Ensino Médio 28,6% Menos de 20 anos 42,9% Entre 26 e 30 anos 27,9% Casado 68,4% Solteiro 15,9% Dois filhos 38,5% Um filho 32,9% Direção Geral 61,8% Agências 31,6% Figura 7: Perfil dos respondentes. Fonte: Pesquisa dimensões e estratégias competitivas. 7.2 Preocupações Estratégicas A pesquisa sobre Preocupações Estratégicas aplicada ao Conselho de Administração da Banricoop apontou como sendo os principais focos de atenção às dimensões Atendimento e Segurança. Ambas foram citadas por 80% dos respondentes, aparecendo em primeiro e segundo lugares em termos de importância. Já a preocupação estratégica menos citada diz respeito à redução dos custos envolvidos na prestação dos serviços. As demais dimensões são citadas de forma dispersa, podendo ser justificado pelo pequeno número de respondentes – cinco – o que dificulta o agrupamento das respostas, embora seja possível visualizar que, apesar de dispersas, a maioria das respostas estavam agrupadas até ou após a quinta posição de maneira semelhante, ou seja, as cinco primeiras preocupações estratégicas são comuns a maioria dos respondentes. Em entrevista com dois dos dirigentes da Cooperativa, pode-se concluir que, de fato, a maior preocupação da atual administração está na qualificação dos seus funcionários, o que se reflete em termos de qualidade no atendimento e é reforçado pelo item segurança, que nesta pesquisa tem a intenção de demonstrar confiança e credibilidade em relação às informações e aos serviços prestados. Os gestores acreditam ser o atendimento o grande diferencial competitivo que a Cooperativa possui em relação às demais instituições financeiras presentes no 39 mercado, motivo pelo qual traçam suas diretrizes buscando reforçar cada vez mais esta vantagem. Os entrevistados entenderam que a última colocação, dada ao item custos, é compreendida através da análise histórica das taxas praticadas pelo mercado financeiro em comparação com as taxas e práticas existentes na cooperativa em questão, onde não é objetivo o lucro. Também o fato de a dimensão segurança ter aparecido como uma das principais preocupações da atual administração, justifica o fato de a estratégia custos não ter obtido melhor colocação pois, na visão dos entrevistados, “há a percepção de que os negócios são praticados de forma transparente”. Em comparação com outra pesquisa desenvolvida junto a organizações prestadoras de serviços, pode-se verificar que as principais preocupações são as mesmas, ou seja, atendimento e segurança. Posteriormente, para fins de comparação com as respostas obtidas junto aos associados, estas duas dimensões serão priorizadas. Através das respostas fornecidas pelos dirigentes da Banricoop, é possível afirmar que existe convergência entre as aspirações de ambas as partes. Os dirigentes e demais membros do conselho de administração apontaram o Atendimento e a Segurança como sendo os itens mais importantes. Estas afirmações, de acordo com a proposição de MINTZBERG (2000), permitem afirmar que, na Banricoop, as estratégias planejadas estão sendo, de fato, realizadas, ou seja, os trabalhos desenvolvidos buscam atingir as deliberações estratégias da administração, ao mesmo tempo em que são percebidas como importantes pela maioria dos respondentes. 7.3 Dimensões e Estratégias Competitivas Nesta etapa do trabalho foi aplicado instrumento de pesquisa, adaptado, utilizado pelos professores Carlos Alberto Diehl, Cláudio Reis Gonçalo e Gustavo de Ávila Martins, em pesquisa realizada sobre serviços e apresentada no IX Congresso Brasileiro de Custos – 2002. Partindo do questionário utilizado, foram propostos alguns ajustes terminológicos e cortes, reduzindo de 36 para 29 o número de questões apresentadas. 40 O questionário foi enviado para 1633 pessoas, todas funcionárias ativas do Banrisul e que fazem parte da Banricoop, sendo observado que dos 301 retornos, a maior parte, 61,8%, era procedente dos funcionários pertencentes à Direção Geral. Com base na Escala Likert, que varia de Discordo Plenamente (1) até Concordo Plenamente (5), as dimensões estratégicas identificadas como as mais importantes para os associados da Banricoop são, o Atendimento, com índice de concordância de 4,32, seguido da Segurança, com índice de 4,14 de concordância. As menores pontuações ficaram para os itens Imagem (3,28) e Inovação (3,26), conforme demonstrado na figura 8. Dimensões mais Importantes 5,00 4,32 4,00 4,14 3,88 3,88 3,73 3,61 3,57 3,43 3,28 3,26 3,00 2,00 1,00 At en di m en to Se gu ra nç a En tre ga Ap ar ên Fl c ia ex ib ilid Co ad e nf or m id ad e Cu st o Ac es so Im ag em In ov aç ão 0,00 Figura 8: Dimensões mais importantes. Fonte: Pesquisa dimensões e estratégias competitivas. As posições intermediárias possuem poucas variações em termos de seus resultados, sendo que, de um modo geral, pode-se perceber uma tendência à aprovação dos serviços prestados pela Banricoop, uma vez que a pior classificação é concedida ao item inovação – o quê, em uma instituição financeira não é muito comum de ocorrer devido à restrições normativas e legais – e que ainda assim apresenta classificação superior a três, sinalizando concordância por parte dos entrevistados. A figura 9 apresenta os dados obtidos com a pesquisa, enfatizando os valores médios e desvios-padrão por dimensão competitiva. Para análise dos dados, serão consideradas somente as respostas obtidas para as questões diretas, ou seja, as questões afirmativas em relação à dimensão pesquisada. Em relação às respostas dadas 41 às questões reversas, estas serão consideradas somente como elemento validador do questionário aplicado. Dimensão E) Atendimento D) Segurança B) Entrega F) Aparência C) Flexibilidade Questões propostas Média DP Quando prestamos um serviço, os nossos funcionários agem com cortesia, procurando desenvolver empatia com o associado. 4,5615 0,6736 A nossa cooperativa não possui sistemas para identificação e tratamento das necessidades e exigências de cada associado. 2,9431 0,9967 Todos os nossos funcionários estão habilitados e capacitados a prestar um atendimento padronizado e uniforme aos nossos associados. 4,0709 0,8016 O processo de seleção e qualificação de nossos funcionários considera as habilidades necessárias para o serviço que prestamos. 3,5516 0,8095 A nossa cooperativa possui sistemas de comunicação que transmitem informações e explicações detalhadas sobre nossos serviços. 4,1342 0,8697 Os nossos associados não recebem a orientação e a atenção necessárias durante a prestação do serviço. 2,0774 1,0287 Os nossos funcionários estão preparados e capacitados para fornecer todas as informações solicitadas pelos associados. 4,1464 0,7549 O nosso sistema de operações de serviços atende plenamente às exigências de prazo de nossos associados. 4,0301 0,9209 Nós, freqüentemente, realizamos pesquisas para verificar o nível de satisfação dos associados com os nossos serviços. 3,3132 0,9495 A nossa cooperativa presta o serviço ao associado na data prometida. 4,3050 0,7540 As instalações de apoio, se visitadas pelo associado, causam uma má impressão, dificultando o serviço prestado. 2,0202 0,9298 As instalações em que prestamos o nosso serviço são funcionais e agradáveis de forma a valorizá-lo perante o associado. 3,8759 0,9177 A nossa cooperativa tem um padrão de apresentação (vestuário, comportamento, etc.) para os funcionários, no sentido de causar boa impressão no associado. 3,8794 0,8926 Nós conseguimos desenvolver e entregar serviços personalizados e adaptados para cada tipo de associado. 3,4033 0,8582 Quando temos algum tipo de reclamação ou inconformidade com nossos serviços, nossos funcionários não conseguem resolver o problema do associado rapidamente. 2,4714 0,9154 Quando um associado solicita um serviço, nós temos condições de entregá-lo rapidamente. 4,0498 0,8479 42 A) Conformidade J) Custo H) Acesso G) Imagem I) Inovação Todas as áreas e setores de nossa cooperativa possuem Manuais de Operação de Serviços, onde estão documentados os fluxogramas de processos e os procedimentos operacionais da área/setor. 3,2341 0,7273 O desempenho dos serviços prestados ao nosso associado é conforme o que ele espera. 3,9822 0,7949 Nós não conseguimos entregar os nossos serviços com os padrões de atendimento desenvolvidos. 2,2536 0,9060 Oferecemos nossos serviços aos associados sempre ressaltando que o preço cobrado é o menor do mercado. 4,0066 0,9273 Nós pesquisamos, junto aos nossos associados, se o valor dos serviços prestados é condizente com os preços praticados. 3,1300 0,9324 Nossa cooperativa oferece diversos canais de acesso aos serviços, tais como internet, tele-atendimento, visitas à domicílio, filiais, parcerias com outras empresas (cartões de crédito, publicações, programas de milhagem, etc.). 3,9426 0,9058 Nós facilitamos aos nossos associados o acesso ao nosso serviço, inclusive através de dispositivos especiais para deficientes físicos, sinalização, estacionamento, etc. 2,9110 0,8297 A nossa cooperativa explora sua marca para colocar nossos serviços no mercado, através dos meios de comunicação e marketing. 3,2375 0,8902 A nossa cooperativa busca o fortalecimento de sua imagem no mercado através de um investimento em publicidade definido em orçamento. 3,3190 0,8786 A tradição dos serviços que prestamos não contribui para elevar a nossa participação no mercado. 2,4122 1,0242 Não realizamos análise das melhores práticas dos serviços prestados pelos concorrentes, nem de cooperativas líderes na sua área de atuação, para aprimorar nossos próprios processos e serviços. 2,9932 0,9066 A nossa cooperativa procura criar novos mercados através de expansão geográfica e serviços inéditos. 3,3090 0,7880 A nossa cooperativa possui mecanismos para estabelecer contato com os associados e descobrir quais serviços eles irão precisar no futuro. 3,2064 0,9412 Figura 9: Valores médios e desvios-padrão por dimensão competitiva. Fonte: Pesquisa dimensões e estratégias competitivas. A análise das respostas fornecidas demonstra que as dimensões Custo e Imagem apresentam o maior coeficiente de variação. 43 A questão “Nós pesquisamos, junto aos nossos associados, se o valor dos serviços prestados é condizente com os preços praticados.”, da dimensão Custo, é a que mais destoa das demais médias apresentadas, o que sugere que, embora seja divulgado que nossas taxas são menores que as praticadas no mercado financeiro, não há uma política de pesquisa que a confirme. Para a dimensão Imagem, a pergunta “A nossa cooperativa possui mecanismos para estabelecer contato com os associados e descobrir quais serviços eles irão precisar no futuro.”, apresentou CV de mais de 29%, o que indica não haver muita preocupação com as necessidades dos clientes, o que pode ser confirmado através da dimensão Entrega, na questão “Nós, freqüentemente, realizamos pesquisas para verificar o nível de satisfação dos associados com os nossos serviços.”, também com elevado índice de CV. As cinco maiores e menores médias percebidas nas respostas, determinam o tipo de estratégia adotada pela atual administração e percebida pelos associados, conforme demonstrado na figura 10. Dimensões com maiores médias Dimensões com menores médias Quando prestamos um serviço, os nossos funcionários agem com cortesia, procurando desenvolver empatia com o Nós facilitamos aos nossos associados o 4,5615 associado. acesso ao nosso serviço, inclusive através de dispositivos especiais para deficientes 2,9110 físicos, sinalização, estacionamento, etc. Nós pesquisamos, junto aos nossos A nossa cooperativa presta o serviço ao associado na data prometida. 4,3050 associados, se o valor dos serviços prestados é condizente com os preços 3,1303 praticados. Os nossos funcionários estão preparados A nossa cooperativa possui mecanismos e capacitados para fornecer todas as para estabelecer contato com os associados informações solicitadas pelos 4,1464 associados. informações e explicações detalhadas no futuro. cooperativa possuem Manuais de Operação 4,1342 aos nossos associados. 3,2341 procedimentos operacionais da área/setor. Todos os nossos funcionários estão atendimento padronizado e uniforme de Serviços, onde estão documentados os fluxogramas de processos e os sobre nossos serviços. habilitados e capacitados a prestar um 3,2064 Todas as áreas e setores de nossa A nossa cooperativa possui sistemas de comunicação que transmitem e descobrir quais serviços eles irão precisar A nossa cooperativa explora sua marca para 4,0709 colocar nossos serviços no mercado, através 3,2375 dos meios de comunicação e marketing. Figura 10: Maiores e menores médias. Fonte: Pesquisa dimensões e estratégias competitivas. 44 A análise das maiores e menores médias obtidas para as dimensões praticadas, demonstra uma maior preocupação por parte da atual administração da Cooperativa com as atividades de linha de frente, conhecidas como atividades de palco, em detrimento das atividades de apoio, também conhecidas como atividades de bastidores, o que pode ser comprovado pela maior média obtida: “Quando prestamos um serviço, os nossos funcionários agem com cortesia, procurando desenvolver empatia com o associado.” Já as menores médias apontam para as atividades de apoio. Os tópicos Atendimento e Segurança, por se tratarem de estratégias planejadas pela administração e também percebidas pelos associados, foram considerados merecedores de maior atenção, no intuito de buscar entender o que justifica, por parte dos usuários da Cooperativa, este destaque. No item Atendimento, 64,1% dos respondentes concordam plenamente que, na prestação de serviços da Banricoop, “os funcionários agem com cortesia, procurando desenvolver empatia com os associados.” Destes, 24,4% possuem curso superior completo e 14,4% superior incompleto ou em andamento. Em relação a “capacitação e habilidade dos funcionários em prestar um atendimento padronizado e uniforme aos associados”, 41,1% dos respondentes concordam com a afirmação e 33,7% concordam plenamente. Para 48,2% dos respondentes, há concordância de que “os funcionários estão preparados e capacitados para fornecer todas as informações solicitadas pelos associados”, sendo que para 34,3%, há concordância plena em relação a este item, o que demonstra que os cooperados se sentem seguros para efetivar suas operações com a Banricoop. Estas afirmações, na opinião desta pesquisadora, que também faz parte do quadro funcional da Cooperativa e atua na prestação de serviços, podem ser justificadas pelo fato de os atendentes procurarem sempre tratar os associados de forma única, individualizada e personalizada e não, como na maioria das instituições financeiras, como mais um CPF ou por uma máquina, além de estarem em constante busca por qualificação e aperfeiçoamento profissional, o que é incentivado pela administração da Cooperativa. 8 CONCLUSÃO Os resultados obtidos com a aplicação dos questionários junto aos associados da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do Banrisul, serviram para validar as diretrizes estratégicas estabelecidas pela atual administração. A maior atenção dispensada aos aspectos Atendimento e Segurança, demonstra claramente que atividades de linha de frente são as mais valorizadas pelos associados. Estas atividades, conhecidas como atividades de palco têm supremacia sobre atividades conhecidas como de bastidores, ou seja, àquelas atividades responsáveis pelo suporte ao atendimento, como as atividades de conformidade e inovação Algumas questões que poderiam ter grande importância em organizações com outras características, acabaram não tendo muito impacto neste estudo, como por exemplo, a dimensão acesso. Tal dimensão não é considerada muito relevante devido às diversas formas de obter os produtos ou serviços ofertados pela Banricoop. Estas formas são: correio eletrônico, fax, malote de comunicação interna do Banco. Em contrapartida à previsibilidade das dimensões melhor pontuadas pelos associados e também pela classificação estratégica dada pelos dirigentes, causou estranheza a pouca importância atribuída à imagem da organização, principalmente por parte de seus gestores. Os últimos 12 meses têm sido pontuados por iniciativas voltadas ao fortalecimento da marca Banricoop junto aos funcionários do Banco e também junto à comunidade. Parece porém, não estar encontrando aderência, nem por parte de seus idealizadores, nem por parte de seus usuários, os associados. 46 Ao mesmo tempo em que a atual administração direciona grande parte de seus investimentos em marketing, os resultados da pesquisa sinalizam que ela é pouco conhecida, o que podem ser um indicativo de que tais investimentos possam não estar sendo adequadamente direcionados ou que os esforços empreendidos não estão gerando os efeitos esperados. Tais constatações sugerem a continuidade do trabalho ora desenvolvido, buscando definir estratégias capazes de valorizar as dimensões atendimento e segurança, no sentido de reduzir o “gap” existente entre os resultados atingidos e o índice máximo de aprovação, rever as estratégias de marketing atualmente adotadas e, principalmente, através da permanência e incremento de associados, garantir a perpetuação da Cooperativa no mercado. Partindo dos resultados obtidos com esta pesquisa, fica a proposta de, periodicamente, reaplicar o instrumento de avaliação das dimensões e estratégias competitivas de serviços na Banricoop, com o intuito de alinhar práticas administrativas às percepções do seu público alvo, os associados. 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CRÚZIO, Helton de Oliveira. Marketing social e ético nas cooperativas. 1 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2003. CZINKOTA, Michael R. Marketing: as melhores práticas. Porto Alegre: Bookman, 2001. DIEHL, Carlos Alberto. GONÇALO, Cláudio Reis, MARTINS, Gustavo de Ávila. Organizações de serviços no Brasil: estratégias competitivas e aspectos de custos. CBC, 2002. DRUCKER, Peter. Desafios gerenciais para o século XXI. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2001. FITZSIMMONS, James A., FITZSIMMONS, Mona J. Administração de serviços: operações, estratégia e tecnologia da informação. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2000. GIANESI, Irineu G.N., CORRÊA, Henrique Luiz. Administração estratégica de serviços: operações para a satisfação do cliente. São Paulo: Atlas, 1996. HAMEL, Gary, PRAHALAD, C.K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995. KAPLAN, Robert S., NORTON, David P. A estratégia em ação: balanced scorecard. 10 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. LOVELOCK, Christopher, WRIGHT, Lauren. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva, 2002. MALHOTRA, Naresh K. Pesquisa de Marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman, 2001. MATTAR, F.. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 1997. 48 MINTZBERG, Henry, AHLSTRAND, Bruce, LAMPEL, Joseph. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2000. OLIVEIRA, Djama de Pinho Rebouças de. Manual de gestão das cooperativas: uma abordagem prática. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2003. PINHO, Diva Benevides. Tipologia cooperativista. Vol. 4, 3 ed. São Paulo: CNPQ, 1996. PORTER, Michael. Competição on competition: estratégias competitivas essências. Rio de Janeiro: Campus, 1999. RIOS, Luiz Oliveira. Manual prático do cooperado: o que todo cooperado precisa saber sobre o funcionamento da sua cooperativa (em conformidade com a Lei nº5764/71). São Paulo: Ômega Editora, 1999. SCHNEIDER, José Odelso. Democracia, participação e autonomia cooperativa. 2 ed. São Leopoldo: Unisinos, 1999. THENÓRIO, Luiz Dias Filho. Pelos caminhos do cooperativismo: com destino ao crédito mútuo. São Paulo: Central das Cooperativas de Crédito de São Paulo, 1999. YIN, Robert K., Estudo de caso: planejamento e métodos. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. ZEITHAML, Valarie A., BITNER, Mary Jô. Marketing de serviços: a empresa com foco no cliente. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 200 PESQUISA SOBRE DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇO NA COOPERATIVA DO BANRISUL PREOCUPAÇÕES ESTRATÉGICAS: O atual momento econômico mundial vem exigindo das organizações a definição de escolhas estratégicas para obtenção de melhores resultados financeiros e Mercadológicos. Neste sentido, gostaria de identificar suas principais "preocupações" em relação aos serviços desenvolvidos por sua cooperativa. Para tanto, identifique e priorize nas afirmações que seguem as principais intenções estratégicas de sua cooperativa neste momento. Hierarquize as afirmações (de A à J), utilizando a escala de priorização que varia do primeiro ao décimo lugar (importante observar que cada afirmação deve ocupar uma posição única). Atualmente nós estamos muito preocupados em : A) Seguir rigorosamente os padrões operacionais de serviços, com um atendimento uniforme e entregando ao associado o que ele busca. B) Fornecer serviços exatamente quando o associado desejar, efetuando um controle rigoroso na velocidade e no tempo dos processos. C) Personalizar e adaptar os serviços de acordo com as mudanças nas necessidades e características de cada associado. D) Demonstrar que conhecemos e dominamos profundamente todos os processos e informações relativos aos nossos serviços, transmitindo confiança e credibilidade aos nossos associados. E) Fornecer serviços com relacionamentos personalizados, empatia, cortesia e afetividade, primando pelo processo de comunicação e pela qualificação dos colaboradores da cooperativa. F) Oferecer os serviços em um ambiente limpo e agradável, com instalações diferenciadas e primando pela apresentação dos colaboradores. G) Construir e consolidar uma "marca", através de campanhas publicitárias, que destaque a tradição e/ou reputação da cooperativa. H) Desenvolver novas formas de contato e canais de distribuição para prestação ou entrega dos nossos serviços. I) Lançar constantemente novos serviços e criar novos mercados, utilizando tecnologia de ponta e investindo em pesquisa e desenvolvimento. J) Reduzir significativamente os custos envolvidos na prestação de serviços. 1° lugar 2° lugar 3° lugar 4° lugar 5° lugar 6° lugar 7° lugar 8° lugar 9° lugar 10° lug 1.1.1.1.1.1 PESQUISA SOBRE DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS NA COOPERATIVA DO BANRISUL Gostaríamos de identificar a sua opinião sobre o atual momento de sua cooperativa com relação aos serviços oferecidos. Os dados fornecidos serão tratados com sigilo. Dessa forma, solicitamos o preenchimento de forma isenta, procurando identificar a situação real e não aquela desejada. Para tanto utilize a escala de cinco posições, onde cinco (5 CP) significa Concordo Plenamente, quatro (4 C) Concordo, três (3 N) Não Discordo nem Concordo, dois (2 D) Discordo, um (1 DP) Discordo Plenamente e Desconheço (Desc) 4 3 2 1 Des C N D DP 9.1.1.1.1 Identifique nas questões abaixo as características de sua cooperativa, seguindo as instruções citadas. 1. A nossa cooperativa possui sistemas de comunicação que transmitem informações e explicações detalhadas sobre nossos serviços. 2. Oferecemos nossos serviços aos associados sempre ressaltando que o preço cobrado é o menor do mercado. 3. Não realizamos análise das melhores práticas dos serviços prestados pelos concorrentes, nem de cooperativas líderes na sua área de atuação, para aprimorar nossos próprios processos e serviços. 4. Nossa cooperativa oferece diversos canais de acesso aos serviços, tais como internet, tele-atendimento, parcerias com outras empresas. 5. Quando prestamos um serviço, os nossos funcionários agem com cortesia, procurando desenvolver empatia com o associado. 6. O nosso sistema de operações de serviços atende plenamente às exigências de prazo de nossos associados. 7. Todas as áreas e setores de nossa cooperativa possuem Manuais de Operação de Serviços, onde estão documentados os fluxogramas de processos e os procedimentos operacionais da área/setor. 1.1.1.1.1.1 PESQUISA SOBRE DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS NA COOPERATIVA DO BANRISUL 4 C 9.1.1.1.1 Identifique nas questões abaixo as características de sua cooperativa, seguindo as instruções citadas. 8. A nossa cooperativa explora sua marca para colocar nossos serviços no mercado, através dos meios de comunicação e marketing. 9. A nossa cooperativa procura criar novos mercados através de expansão geográfica e serviços inéditos. 10. Nós conseguimos desenvolver e entregar serviços personalizados e adaptados para cada tipo de associado. 11. A nossa cooperativa não possui sistemas para identificação e tratamento das necessidades e exigências de cada associado. 12. As instalações, se visitadas pelo associado, causam uma má impressão, dificultando o serviço prestado. 13. Nós pesquisamos, junto aos nossos associados, se o valor dos serviços prestados são condizentes com o mercado. 14. Os nossos associados não recebem a orientação e a atenção necessárias durante a prestação do serviço. 15. O desempenho dos serviços prestados ao nosso associado é conforme o que ele espera. 16. Todos os nossos funcionários estão habilitados e capacitados a prestar um atendimento padronizado e uniforme aos nossos associados. 17. A nossa cooperativa busca o fortalecimento de sua imagem no mercado através de um investimento em publicidade definido em orçamento. 3 N 2 D 1 DP Des 1.1.1.1.1.1 PESQUISA SOBRE DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS NA COOPERATIVA DO BANRISUL 4 C 9.1.1.1.1 Identifique nas questões abaixo as características de sua cooperativa, seguindo as instruções citadas. 18. Nós, freqüentemente, realizamos pesquisas para verificar o nível de satisfação dos associados com os nossos serviços. 19. As instalações em que prestamos o nosso serviço são funcionais e agradáveis de forma a valorizá-lo perante ao associado. 20. Quando temos algum tipo de reclamação ou inconformidade com nossos serviços, nossos funcionários não conseguem resolver o problema do associado rapidamente. 21. Os nossos funcionários estão preparados e capacitados para fornecer todas as informações solicitadas pelos associados 22. O processo de seleção e qualificação de nossos funcionários considera as habilidades necessárias para o serviço que prestamos. 23. Nós não conseguimos entregar os nossos serviços com os padrões de atendimento desenvolvidos. 24. Quando um associado solicita um serviço, nós temos condições de entregá-lo rapidamente. 25. A tradição dos serviços que prestamos não contribui para elevar a nossa participação no mercado. 26. Nós facilitamos aos nossos associados o acesso ao nosso serviço, inclusive através de dispositivos especiais para deficientes físicos, sinalização, estacionamento, etc. 27. A nossa cooperativa possui mecanismos para estabelecer contato com os associados e descobrir quais serviços eles irão precisar no futuro. 3 N 2 D 1 DP Des 1.1.1.1.1.1 PESQUISA SOBRE DIMENSÕES E ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS DE SERVIÇOS NA COOPERATIVA DO BANRISUL 4 C 9.1.1.1.1 Identifique nas questões abaixo as características de sua cooperativa, seguindo as instruções citadas. 28. A nossa cooperativa tem um padrão de apresentação (vestuário, comportamento, etc.) para os funcionários, no sentido de causar boa impressão no associado. 29. A nossa cooperativa presta o serviço ao associado na data prometida. 3 N 2 D 1 DP Des