ESCOLA SECUNDÁRIA C/3.º CEB DO
FUNDÃO
FUNDÃO
Datas da visita: 15 e 16 de Março de 2007
Relatório de Avaliação Externa
I – Introdução
A Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação
pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a auto-avaliação e para a
avaliação externa. Por sua vez, o programa do XVII Governo Constitucional estabelece o lançamento de um
“programa nacional de avaliação das escolas básicas e secundárias que considere as dimensões fundamentais
do seu trabalho”.
Após a realização de uma fase piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho conjunto n.º
370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educação incumbiu a Inspecção-Geral da Educação de
acolher e dar continuidade ao processo de avaliação externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no
modelo construído e na experiência adquirida durante a fase piloto, a IGE está a desenvolver esta actividade.
O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa da Escola Secundária c/3.º CEB do Fundão
realizada pela equipa de avaliação que visitou a Escola nos dias 15 e 16 de Março de 2007.
Os diversos capítulos do relatório – caracterização da unidade de gestão, conclusões da avaliação, avaliação
por domínio-chave e considerações finais – decorrem da análise dos documentos fundamentais da Escola, da
apresentação de si mesma e da realização de múltiplas entrevistas em painel.
Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de
melhoria para a Escola, constituindo este relatório um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao
identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades de desenvolvimento e constrangimentos, a
avaliação externa oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de
desenvolvimento de cada escola/agrupamento, em articulação com a administração educativa e com a
comunidade em que se insere.
A equipa de avaliação congratula-se com a atitude de colaboração demonstrada pelas pessoas com quem
interagiu na preparação e no decurso da avaliação.
O texto integral deste relatório, bem como um eventual contraditório apresentado pela Escola, será
oportunamente disponibilizado no sítio internet da IGE (www.ige.min-edu.pt).
Escala de avaliação utilizada – níveis de classificação dos cinco domínios
Muito Bom - A escola revela predominantemente pontos fortes, isto é, o seu desempenho é mobilizador e evidencia uma
acção intencional sistemática, com base em procedimentos bem definidos que lhe dão um carácter sustentado e sustentável
no tempo. Alguns aspectos menos conseguidos não afectam a mobilização para o aperfeiçoamento contínuo.
Bom - A escola revela bastantes pontos fortes, isto é, o seu desempenho denota uma acção intencional frequente,
relativamente à qual foram recolhidos elementos de controlo e regulação. Alguns dos pontos fracos têm impacto nas vivências
dos intervenientes. As actuações positivas são a norma, mas decorrem frequentemente do empenho e iniciativa individuais.
Suficiente - A escola revela situações em que os pontos fortes e os pontos fracos se contrabalançam, mostrando
frequentemente uma acção com alguns aspectos positivos, mas pouco determinada e sistemática. As vivências dos alunos e
demais intervenientes são empobrecidas pela existência dos pontos fracos e as actuações positivas são erráticas e
dependentes do eventual empenho de algumas pessoas. As acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do
tempo.
Insuficiente - A escola revela situações em que os pontos fracos ultrapassam os pontos fortes e as vivências dos vários
intervenientes são generalizadamente pobres. A atenção prestada a normas e regras tem um carácter essencialmente formal,
sem conseguir desenvolver uma atitude e acções positivas e comuns. A capacidade interna de melhoria é muito limitada,
podendo existir alguns aspectos positivos, mas pouco consistentes ou relevantes para o desempenho global.
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II – Caracterização da Unidade de Gestão
A Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico do Fundão é a única escola pública do concelho,
recebendo alunos de todas as freguesias, com excepção de uma (Mata da Rainha), e ainda 14 alunos oriundos
de dois concelhos vizinhos. No presente ano lectivo a Escola integra 1000 alunos, 115 docentes e 59 não
docentes, existindo 9 turmas no 3.º ciclo e 27 no ensino secundário, sendo 7 relativas a cursos tecnológicos.
Para além destas turmas, há ainda a considerar a existência de 5 turmas de Cursos de Educação e Formação
e ainda 9 turmas do Ensino Recorrente.
O sistema de transportes escolares, que serve também outros públicos, leva a que muitos alunos demorem
mais de uma hora para chegar à Escola, levantando-se muito cedo e chegando tarde a casa (por volta das
20.00h). Decorrente deste facto, a Escola tem que abrir as suas instalações às 7.30h e o bufete às 8.10 h,
para acolher os alunos que moram nas freguesias mais longínquas e que são os que chegam mais cedo ao
Fundão. Para minimizar estas desvantagens, a Escola tem tentado criar algumas condições a nível interno,
nomeadamente, através do ajuste dos seus horários aos dos transportes públicos, da adaptação dos horários
de alguns serviços (bufete, biblioteca) e do funcionamento de uma sala de apoio, com a presença de
professores para auxiliar os alunos no estudo. Do total dos alunos, 36% utiliza os transportes escolares.
Destes, 33 % provém de cinco freguesias que fazem fronteira com a cidade e 67% das restantes freguesias
do concelho.
De um modo geral, a qualidade das instalações é boa, embora existam algumas deficiências no pavilhão
oficinal, com fissuras e com grandes clarabóias em acrílico, que potenciam elevadas amplitudes térmicas no
interior do edifício. Verifica-se ainda o problema de segurança na arrecadação laboratorial, onde são
armazenados os reagentes químicos, sendo instalações inadequadas e com uma ventilação insuficiente. É
ainda de referir a inexistência de meios que permitam o acesso de pessoas com mobilidade condicionada à
biblioteca, aos laboratórios e ao bufete dos alunos, assim como a dificuldade nos acessos ao pavilhão
gimnodesportivo. A Escola dispõe de espaços de trabalho para todos os departamentos curriculares e os
espaços específicos correspondem às necessidades da oferta educativa.
O quadro habilitacional dos pais é desigual (mais de 20% tem apenas, como habilitação, o 4.º ano de
escolaridade e cerca de 20% tem mais do que o 12.º ano).
Mais de 90% do pessoal docente tem um vínculo estável à Escola e apenas 8% dos docentes são colocados
para satisfazer necessidades transitórias. Também a experiência profissional é elevada, tendo 4/5 dos
docentes mais de 15 anos de serviço. Os 59 funcionários não docentes afiguram-se suficientes.
III – Conclusões da avaliação
1. Resultados
Bom
Apesar da Escola estar inserida num concelho em que o índice de desenvolvimento social (I.D.S.) é médiobaixo (situando-se no nível dois numa escala de quatro), os resultados académicos dos alunos do 3.º ciclo
têm vindo a melhorar, de forma sustentada, ao longo dos últimos anos, sendo a taxa de sucesso, em
2005/2006, superior a 90%. Por sua vez, a taxa de sucesso do ensino secundário nos últimos três anos, nos
10.º e 11.º anos, situa-se próxima dos 80% e, no 12.º ano, perto dos 50%. Contudo, no ano lectivo
2005/2006, a taxa de aprovação dos alunos do 12.º ano baixou para 41%.
Em 2005/2006, os resultados obtidos pela Escola nos exames nacionais do 9.º ano são superiores à média
nacional em cerca de meio ponto, tanto na disciplina de Língua Portuguesa como na disciplina de Matemática.
É ainda de salientar que, dos 45 alunos que realizaram estes exames, 26,6% obteve uma classificação
superior ao nível 3 na disciplina de Língua Portuguesa e 20% na disciplina de Matemática. Também os
resultados dos exames nacionais ao nível do ensino secundário têm sido superiores à média nacional, na
generalidade das disciplinas.
No entanto, a Escola considera ser possível atingir melhores resultados, propondo-se reduzir o insucesso
escolar em 10% no triénio 2006/2009.
Da análise efectuada aos resultados, verifica-se que os alunos revelam maiores dificuldades nas disciplinas de
Matemática e Inglês, tanto no 3.º ciclo como no ensino secundário. Para a sua superação, a Escola
implementou aulas de apoio, uma sala de apoio (sala APA), o tempo semanal de oferta de escola foi entregue
às ciências, no 7.º ano, e às línguas, no 8.º ano, e candidatou-se ao Plano de Acção da Matemática, cujo
projecto foi aprovado e está a ser desenvolvido no presente ano lectivo.
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Quanto à taxa de abandono escolar, verifica-se que é inferior à média nacional nos dois ciclos de estudos
existentes. Mesmo assim, nos últimos três anos a média de abandonos rondou os 4% no 3.º ciclo e os 20%
no ensino secundário.
Os alunos conhecem as prioridades da Escola e são empenhados nas actividades que lhes são dirigidas. Ao
longo do ano lectivo são feitas, de modo regular, reuniões entre os delegados e subdelegados de turma e
elementos do Conselho Executivo. Nessas reuniões os alunos são consultados sobre assuntos do seu
interesse. Os alunos têm em geral um comportamento disciplinado e reconhecem a autoridade. A questão da
indisciplina não levanta grandes preocupações aos responsáveis da Escola, havendo, no entanto, alguns casos
pontuais de comportamentos inadequados que são devidamente monitorizados pelo órgão de gestão e
respectivos directores de turma.
Existem algumas iniciativas para reconhecer e premiar o mérito, nomeadamente através de concursos e da
visibilidade dada aos projectos desenvolvidos pelos alunos, utilizando os meios de comunicação locais.
2. Prestação do serviço educativo
Bom
A coordenação pedagógica ao nível de cada disciplina é feita nas reuniões convocadas para o efeito, cuja
ordem de trabalhos é acertada entre os coordenadores, e nos contactos informais que são facilitados pela
existência de gabinetes de trabalho ou de espaços próprios atribuídos a cada departamento.
Não existem evidências de uma acção intencional com vista ao desenvolvimento da articulação curricular
interdepartamental. A articulação realizada é incipiente, não havendo, ainda, a definição de metas e
objectivos ao nível dos processos e dos resultados. Relativamente à sequencialidade das aprendizagens entre
os diferentes ciclos de estudo, apenas foram realizados pela Escola alguns contactos no sentido de solicitar um
perfil do aluno ao estabelecimento de ensino anteriormente frequentado.
Não existe também uma acção planeada e sistemática de acompanhamento e supervisão da prática lectiva. A
coordenação pedagógica, ao nível de cada disciplina, é feita apenas de modo informal, através da partilha de
materiais pedagógicos e de alguns testes, fundamentalmente entre os docentes que leccionam o mesmo ano
de escolaridade. Para promover o trabalho em equipa, foi criada, quando possível, uma hora comum nos
horários dos docentes para a realização de reuniões.
Existem 25 alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado. No presente ano lectivo
entrou em funcionamento um pólo da Unidade de Surdos que apoia 5 alunos. O trabalho de encaminhamento
para os devidos regimes educativos é realizado com a colaboração das docentes do ensino especial e da
psicóloga da Escola. Os apoios, na maioria dos casos, são prestados na sala específica do ensino especial e
fora do horário das actividades obrigatórias.
A Escola preocupa-se em oferecer aos alunos um conjunto alargado de cursos e percursos educativos. Deste
modo, tem em funcionamento quatro cursos científico-humanísticos (ciências e tecnologias, ciências socioeconómicas, ciências sociais e humanas e artes visuais), três cursos tecnológicos (electrotecnia e electrónica,
informática e acção social), cinco cursos de educação e formação (três de tipo 2, um de tipo 5 e um de tipo 6)
e ensino recorrente (3.º ciclo e secundário).
3. Organização e gestão escolar
Muito Bom
O planeamento vai de encontro às linhas orientadoras do projecto educativo. Existe a preocupação em
articular o plano de actividades com o projecto educativo da Escola. As várias estruturas internas fazem
propostas de actividades de acordo com as directrizes previamente definidas.
A afectação dos profissionais a diversas tarefas e responsabilidades tem em conta os seus perfis, alguns deles
formalmente enunciados. Para a distribuição do serviço lectivo e não lectivo, o órgão de gestão da Escola tem
em conta o perfil dos professores, as suas competências pessoais e profissionais. O Estudo Acompanhado foi
atribuído, sempre que possível, a um professor de Língua Portuguesa ou a um professor de Matemática. Existe
a preocupação em formar equipas pedagógicas, procurando que os professores tenham em comum, sempre
que possível, pelo menos duas turmas.
Ao nível do pessoal auxiliar foi introduzida a lógica da rotatividade de funções, para colmatar, nomeadamente,
eventuais ausências.
De modo geral, os espaços e equipamentos da Escola são adequados, permitindo o desenvolvimento das
várias actividades previstas no currículo. Os espaços específicos existentes para as actividades de formação
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artística, tecnológica, laboratorial e de educação física são em bom número e estão devidamente
apetrechados.
O refeitório está bem organizado, servindo cerca de 300 refeições diárias aos alunos e funcionários da Escola
e da EB2,3, localizada no mesmo campus escolar.
A biblioteca, integrada na rede nacional de bibliotecas escolares, constitui-se como um recurso importante da
Escola, sendo responsável pelo desenvolvimento de diversas actividades ao longo do ano lectivo, que contam
com a participação dos alunos e da restante comunidade escolar.
Todas as estruturas dispõem de um espaço de trabalho próprio. Todavia, a sala dos directores de turma não
tem as condições desejáveis para atender os pais com alguma privacidade.
Os pais participam nos órgãos da Escola e nas comissões para que são solicitados, como seja, por exemplo,
na comissão que acompanha o desenvolvimento dos projectos de empreendedorismo. No entanto, não
estiveram representados no grupo de trabalho que elaborou o projecto educativo.
A acção desenvolvida pela Escola tem em atenção a sua população, procurando responder às solicitações dos
alunos e dos pais.
4. Liderança
Muito Bom
Os órgãos de gestão tiveram a preocupação de estabelecer metas e objectivos claros no projecto educativo e
definiram as suas prioridades, tais como: reduzir em 10% o insucesso escolar dos alunos da Escola;
proporcionar alternativas curriculares; promover o envolvimento da comunidade educativa na Escola;
melhorar a aplicação do regime de autonomia e gestão; promover a segurança e preservar o património
escolar; promover uma cultura de avaliação interna e externa sistematizada.
Todos os elementos da comunidade educativa conhecem os seus papéis e responsabilidades. A sua motivação
e empenho são visíveis na quantidade e variedade de acções propostas, na sua execução e avaliação.
Existe abertura à inovação e há capacidade para mobilizar os apoios necessários. Nos últimos anos foram
lançados vários projectos que acrescentaram valor à oferta curricular da Escola, tendo como protagonistas
várias estruturas.
Através da participação em eventos desportivos, culturais e científicos, realizados em Portugal e no
estrangeiro, a Escola tem ganho vários prémios, publicitando-os nos seus documentos organizativos. Desta
forma, a Escola assume-se como uma importante e prestigiada instituição do concelho. As parcerias
celebradas com outras entidades têm permitido aumentar a abrangência dos currículos, possibilitando
concretizar várias actividades na área da saúde, do ambiente, do social, da segurança e bem-estar e da
investigação científica. Também por via destas ligações foram realizados estágios, encontros, espectáculos e
intercâmbios que fazem da Escola uma parceira importante na vida do concelho.
5. Capacidade de auto-regulação e progresso da escola
Bom
Nos últimos anos a Escola tem monitorizado e avaliado a suas actividade através de relatórios elaborados
pelas várias estruturas e coordenações (departamentos, coordenadores de directores de turma, coordenador
da Biblioteca, responsáveis por projectos e clubes), ao longo e no final de cada ano lectivo, procurando
conhecer os resultados do seu trabalho e as alterações a introduzir nos procedimentos e nas estratégias.
Existe uma boa percepção dos pontos fracos, que foram integrados em três grandes dimensões – curricular;
social, comunitária e ecológica; organizacional e logística –, saindo daí os grandes objectivos referenciados no
projecto educativo da Escola para o próximo triénio: reduzir em 10% o insucesso escolar dos alunos da
Escola; proporcionar alternativas curriculares; promover o envolvimento da comunidade educativa na Escola;
melhorar a aplicação do regime de autonomia e gestão; promover a segurança e preservar o património
escolar; promover uma cultura de avaliação interna e externa sistematizada.
Apesar do actual projecto educativo pretender superar alguns dos pontos fracos do desempenho da Escola, a
avaliação interna não contempla as áreas relacionadas com os processos de ensino e aprendizagem e as
propostas de melhoria a implementar.
No entanto, a Escola mostra capacidade para mobilizar os seus recursos de forma a melhorar a qualidade do
seu desempenho.
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IV – Avaliação por domínio-chave
1. Resultados
1.1 Sucesso académico
Os resultados académicos dos alunos do 3.º ciclo têm evoluído positivamente ao longo dos últimos anos,
situando-se acima da média nacional. A evolução havida desde 1997/1998, data a partir da qual a Escola
estuda os resultados, demonstra que os mesmos têm vindo a melhorar de forma sustentada, sendo a taxa de
sucesso, em 2005/2006, superior a 90%.
No ensino secundário verifica-se que os resultados atingidos nos últimos três anos se situam, nos 10.º e 11.º
anos, próximos dos 80% e, no 12.º ano, perto dos 50% de aprovação. No entanto, no ano lectivo anterior,
2005/2006, a taxa de aprovação no 12.º ano baixou para 41%.
No ano lectivo de 2005/2006, os resultados obtidos pela Escola nos exames nacionais do 9.º ano são
superiores à média nacional em cerca de meio ponto, tanto na disciplina de Língua Portuguesa como na
disciplina de Matemática. É ainda de salientar que, dos 45 alunos que realizaram estes exames, 26,6%
conseguiu uma classificação superior ao nível três na disciplina de Língua Portuguesa e 20% na disciplina de
Matemática.
Também os resultados dos exames nacionais ao nível do ensino secundário têm sido superiores à média
nacional na generalidade das disciplinas. Relativamente aos alunos colocados no ensino superior (84%), 52%
foram colocados na sua 1.ª opção e 25% na 2.ª.
As maiores dificuldades verificam-se nas disciplinas de Matemática e Inglês, tanto no 3.º ciclo do ensino
básico como no ensino secundário. Para a sua superação, a Escola implementou aulas de apoio, uma sala de
apoio (sala APA), o tempo semanal de oferta de escola foi entregue às ciências no 7.º ano e às línguas no 8.º
ano e foi efectivada a candidatura ao Plano de Acção da Matemática, cujo projecto foi aprovado e está a ser
desenvolvido no presente ano lectivo.
A Escola compara os resultados escolares dos seus alunos com os de outras escolas, a partir dos dados de
referência que a Inspecção-Geral da Educação disponibiliza no seu sítio da Internet e também através dos
resultados dos exames nacionais do 12.º ano.
A Escola considera que os seus resultados são bons, quando comparados com escolas semelhantes, embora
refira ser possível vir a atingir maior sucesso. Daí propor-se reduzir em 10% o insucesso escolar, sendo esta
uma das prioridades apontadas no Projecto Educativo elaborado para o triénio de 2006/2009.
Os pais mostram-se satisfeitos com os resultados escolares dos seus educandos, considerando que a Escola
tem um nível elevado de exigência e que prepara bem os alunos.
Apesar do abandono escolar verificado ao nível do 3.º ciclo ser inferior à média nacional, é de realçar que, em
2005/2006, saíram da Escola cerca de 4% dos alunos, sem que tenham realizado com sucesso o 9.º ano de
escolaridade. Relativamente ao ensino secundário não existem dados globais de todo o ciclo, sendo que a
Escola monitoriza o movimento dos alunos durante o ano escolar em termos de exclusão por faltas e anulação
de matrículas. Da análise feita verifica-se que, apesar da taxa de abandono escolar no ensino secundário ser
inferior à média nacional, a mesma se situa perto dos 20%.
Com o objectivo de manter na Escola os alunos com um percurso escolar mais irregular, foram criados, no
presente ano lectivo, cinco Cursos de Educação e Formação, dois dos quais de tipo 2.
1.2 Participação e desenvolvimento cívico
Os alunos conhecem o projecto educativo, tendo estado representados na comissão responsável pela sua
elaboração. Participam na programação das actividades da Escola com propostas suas, pelas quais se
responsabilizam. São disso exemplo, os colóquios juvenis de História da Arte, as actividades desportivas
organizadas pela associação de estudantes, as actividades de final de período, o programa na rádio local
“Cova da Beira” e também a participação na comissão de acompanhamento dos dez projectos de
empreendedorismo implementados na Escola.
Ao longo do ano lectivo são feitas, de modo regular, reuniões entre os delegados e subdelegados de turma e
elementos do Conselho Executivo, sendo os alunos consultados sobre assuntos do seu interesse.
Em resultado da avaliação feita sobre o impacto da Formação Cívica no 3.º Ciclo, foi atribuída uma hora
semanal, ao nível da componente não lectiva, aos directores de turma do ensino secundário, para reunirem
com os alunos.
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1.3 Comportamento e disciplina
Os alunos têm em geral um comportamento disciplinado e reconhecem a autoridade. O relacionamento entre
alunos, professores e funcionários é amigável e de apoio mútuo. Foram estabelecidas regras para o
comportamento e a disciplina, que os alunos conhecem. Assim, o fenómeno da indisciplina não constitui uma
preocupação principal da Escola, havendo, no entanto, alguns casos pontuais de comportamento inadequado.
No ano lectivo de 2005/2006 registaram-se três processos disciplinares e, no presente ano lectivo, já se
verificaram dois, que estão a ser devidamente acompanhadas pelo órgão de gestão e pelos directores de
turma.
Os directores de turma são olhados com confiança pelos alunos e também pelos pais, sendo considerados
como os elementos mais importantes da organização educativa.
1.4 Valorização e impacto das aprendizagens
Existem algumas iniciativas para reconhecer e premiar o mérito, nomeadamente, através de concursos e da
visibilidade dada aos projectos desenvolvidos pelos alunos. Para isso são usadas diversas estratégias, que
passam pela página da Escola na Internet, pelo jornal escolar, pela publicitação nos órgãos de comunicação
locais e pelo desenvolvimentos de eventos no estabelecimento de ensino, onde acorrem numerosas pessoas
da comunidade.
Os pais valorizam a Escola e o impacto das aprendizagens e têm uma imagem muito positiva do
estabelecimento de ensino, reconhecendo grande dedicação e profissionalismo aos que ali trabalham. Os
alunos têm já objectivos bem definidos, considerando que as múltiplas actividades que desenvolvem na Escola
lhes são muito úteis no prosseguimento dos seus estudos.
Existe um trabalho realizado pela Escola para promover a importância das aprendizagens escolares junto dos
pais e da comunidade local (caso das Mostras de Ciência, o projecto Educação para o Empreendedorismo,
Fórum Orientação Vocacional e Profissional, exposições e colóquios), complementado, agora, com a
visibilidade dada pelo novo programa radiofónico semanal que, de forma rotativa, é da responsabilidade dos
departamentos curriculares.
2. Prestação do serviço educativo
2.1 Articulação e sequencialidade
Dos dez departamentos curriculares existentes na Escola, cinco integram apenas um grupo disciplinar. Assim,
a coordenação pedagógica ao nível de cada disciplina é feita, pelos coordenadores ou pelos delegados de
grupo, em reuniões convocadas para o efeito, cuja ordem de trabalhos é acertada entre os coordenadores.
Também é realizada nos contactos informais, que são facilitados pela existência de gabinetes de trabalho ou
de espaços próprios atribuídos a cada departamento. Os departamentos, no final do ano lectivo, elaboram um
relatório de avaliação onde referem as actividades desenvolvidas e o cumprimento de programas.
A Escola não possui uma estratégia intencional para o desenvolvimento da articulação curricular
interdepartamental, não tendo sido definidas metas e objectivos ao nível dos processos e dos resultados.
Relativamente à sequencialidade entre os ciclos de estudos, apenas se efectuaram pela Escola alguns
contactos com os estabelecimentos de ensino anteriormente frequentados pelos alunos, visando a obtenção
de informação sócio-educativa.
Os serviços de psicologia e orientação (SPO), em colaboração com todos os departamentos curriculares,
organiza, desde há três anos, o Fórum Orientação Vocacional e Profissional, destinado a alunos do 9.º ano e
respectivos encarregados de educação, e para o qual também são convidadas as outras escolas do concelho.
O trabalho de orientação junto dos alunos do ensino secundário é realizado pelos SPO, mediante solicitação
dos próprios, não havendo capacidade destes serviços para darem resposta a todos os pedidos.
2.2 Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula
Não existe uma acção planeada e sistemática para o acompanhamento e a supervisão da prática lectiva.
Nas reuniões dos departamentos é efectuado um balanço no que se refere ao número de aulas dadas e ao
nível de concretização dos programas. Tem sido realizado um reforço de aulas suplementares, quando se
verifica que determinadas unidades programáticas não foram leccionadas.
A coordenação pedagógica, ao nível de cada disciplina, é feita sobretudo informalmente, mediante a partilha
de materiais pedagógicos e de alguns testes, entre os docentes que leccionam o mesmo ano de escolaridade.
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Sempre que possível, a Escola criou uma hora comum nos horários dos docentes para a realização de
reuniões.
Ao nível da turma, o acompanhamento dos alunos é feito, essencialmente, nas reuniões intercalares e nas
reuniões de final de período, onde os professores disponibilizam informações sobre os resultados da avaliação
realizada, ficando disponíveis no respectivo dossier. São utilizados pela Escola, como referentes na avaliação
interna, os resultados obtidos pelos alunos nos exames nacionais dos 9.º e 12.º anos.
A Escola tem vindo a propor acções de formação, em função das necessidades e das propostas recebidas dos
departamentos, ao Centro de Formação Concelhio do Fundão, ao qual está associada. Internamente, têm sido
realizadas algumas acções neste âmbito, da iniciativa dos departamentos e dos núcleos de estágio, dando
destaque às didácticas específicas.
2.3 Diferenciação e apoios
Existem 25 alunos com necessidades especiais de carácter prolongado. No presente ano, entrou em
funcionamento um pólo da Unidade de Surdos que apoia 5 alunos. O trabalho de sinalização, com o
encaminhamento para os devidos regimes educativos, é realizado com a colaboração das docentes do ensino
especial e da psicóloga. Há, ainda, alunos que chegam à Escola sem que tenham sido sinalizados. A título de
exemplo, refira-se que, no presente ano, foram identificados 45 alunos com necessidades educativas
especiais. Os apoios, na maioria dos casos, são prestados na sala específica do ensino especial e sempre para
lá das horas previstas no currículo nacional. Algumas actividades são desenvolvidas em apoio directo aos
alunos com necessidades educativas especiais, havendo também um apoio indirecto através da ajuda
facultada aos professores do ensino regular na planificação e na orientação de actividades diferenciadas.
Para os alunos do ensino básico com mais dificuldades – não integrados em medidas educativas especiais –,
são elaborados planos de recuperação, havendo duas turmas, uma do 8.º e outra do 9.º ano de escolaridade,
em que cerca de 50% dos alunos usufruem destes planos.
Na Escola não existem planos de desenvolvimento para os alunos com níveis de desempenho elevados.
A adesão ao Plano de Acção da Matemática permitiu que os alunos das turmas do 8.º ano usufruíssem de
maior atenção, através da implementação de uma modalidade de docência coadjuvada, situação em que o
segundo professor utiliza as suas horas da componente não lectiva para apoiar o titular de turma na sala de
aula.
2.4 Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem
Como único estabelecimento público do concelho, a Escola tem procurado oferecer aos alunos um conjunto
alargado de cursos e percursos educativos. Tem em funcionamento quatro cursos científico-humanísticos
(ciências e tecnologias, ciências socio-económicas, ciências sociais e humanas e artes visuais), três cursos
tecnológicos (electrotecnia e electrónica, informática e acção social), cinco cursos de educação e formação
(três de tipo 2, um de tipo 5 e um de tipo 6) e ainda o ensino recorrente (3.º ciclo e secundário).
No 3.º ciclo os alunos têm acesso a duas novas disciplinas da área artística – Expressão Plástica e Oficina de
Teatro.
A Escola dispõe de várias actividades de enriquecimento curricular, desde as desportivas até aos clubes (física
e química, clássicos, teatro, jornal escolar, artes e ciência viva).
As actividades experimentais são uma prática habitual na sala de aula, tanto no ensino secundário como no
3.º ciclo, assim como nas acções em que a Escola se envolve, destacando-se, neste ano lectivo, os projectos
de empreendedorismo.
Os cursos de educação e formação (CEF) surgem como uma forma de prevenir o abandono escolar e de
facilitar a integração dos alunos no mundo do trabalho. A Escola pretende, para o próximo ano lectivo,
oferecer também cursos profissionais, em complementaridade com a Escola Profissional do Fundão.
3. Organização e gestão escolar
3.1 Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade
O planeamento vai de encontro às linhas orientadoras do projecto educativo. Existe a preocupação em
articular o plano de actividades com o projecto educativo, tendo aquele instrumento sido organizado em seis
grandes áreas – actividades curriculares, actividades de complemento curricular, actividades extracurriculares, visitas de estudo e intercâmbios, clima e segurança de escola e actividades de orientação e
formação. São dadas directrizes às várias estruturas internas para apresentarem propostas de actividades.
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Os horários dos diversos serviços foram organizados por forma a se adequarem às necessidades dos utentes.
Neste âmbito, é de salientar o funcionamento alargado: da biblioteca, que se encontra aberta desde as 8h20
até às 22h00; da sala APA, que funciona desde as 8h20 até às 18h00; do bar dos alunos, que se encontra
aberto entre as 8h10 e as 18h00 e entre as 18h30 e as 22h30; da secretaria, que tem um horário de
atendimento das 9h30 às 16h30 e das 19h00 às 21h00.
A afectação das várias responsabilidades e tarefas tem em conta os perfis dos profissionais, alguns deles
formalmente enunciados. O Estudo Acompanhado foi atribuído, sempre que possível, a um professor de
Língua Portuguesa ou a um professor de Matemática.
Existe a preocupação em formar equipas pedagógicas, procurando que os professores tenham em comum,
sempre que possível, pelo menos duas turmas.
3.2 Gestão dos recursos humanos
O órgão de gestão atende às competências pessoais e profissionais dos docentes, aquando da distribuição do
serviço lectivo e não lectivo. Para colmatar, nomeadamente, ausências do pessoal auxiliar, foi introduzida uma
lógica de alguma rotatividade de funções.
O bom ambiente de trabalho é destacado pelos vários actores como sendo um ponto forte da Escola.
O plano de actividades prevê a realização de acções de formação destinadas a alunos e professores nas áreas
de comportamentos de risco, orientação vocacional e informática (excel, criação de páginas web, moodle). A
acção dos auxiliares de acção educativa é valorizada, sendo perceptível a aposta na sua formação, tanto em
algumas áreas de apoio pedagógico, bem como no domínio da higiene e segurança alimentar. Do discurso dos
diversos interlocutores, subsiste a ideia de que seria necessária mais formação no âmbito do relacionamento
interpessoal.
Os serviços administrativos dão resposta adequada às necessidades da Escola, sendo que a informatização
total dos vários sectores tem possibilitado aos seus profissionais acções de formação nesta área.
3.3 Gestão dos recursos materiais e financeiros
Na generalidade, os espaços e equipamentos da Escola são adequados, permitindo o desenvolvimento das
várias actividades previstas no currículo. Os espaços específicos existentes, para as actividades de formação
artística, tecnológica, laboratorial e de educação física, são em bom número e estão devidamente
apetrechados. Existe cuidado com a manutenção dos espaços interiores e exteriores, bem como com as
condições de salubridade.
Os espaços estão vedados, não sendo de notar problemas de segurança significativos. No entanto, o acesso a
viaturas de bombeiros apresenta alguns constrangimentos que a Escola está a procurar ultrapassar, em
parceria com a Administração Educativa. A ventilação da arrecadação, onde se encontram armazenados os
reagentes dos laboratórios de química, revela-se insuficiente, apesar dos trabalhos já realizados para resolver
o problema. A Escola não dispõe, ainda, de meios que permitam o acesso a alguns dos espaços escolares por
parte de pessoas com mobilidade condicionada.
As aulas de Educação Física são realizadas num bom pavilhão gimnodesportivo, propriedade da Câmara
Municipal, e também nos campos exteriores da Escola. Quando as actividades são realizadas nos campos
exteriores, os alunos não dispõem de balneários de apoio, tendo que utilizar os daquele pavilhão.
O refeitório está bem organizado, servindo cerca de 300 refeições diárias aos alunos e funcionários da Escola
e da EB2,3 localizada no mesmo campus escolar.
A biblioteca, integrada na rede nacional de bibliotecas escolares, constitui-se como um recurso importante da
Escola, sendo um espaço onde se organizam, e decorrem ao longo do ano lectivo, diversas actividades com a
participação dos alunos e da restante comunidade escolar.
O órgão de gestão tem feito um esforço no sentido de disponibilizar os equipamentos informáticos, de forma a
que respondam às necessidades de toda a Escola. No entanto, existem algumas situações, nomeadamente ao
nível das salas dos cursos tecnológicos de informática, que necessitam de mais alguns equipamentos e de
uma melhor rede informática.
Todas as estruturas dispõem de um espaço de trabalho próprio. Contudo, a sala dos directores de turma não
possui as condições desejáveis para atender os pais com alguma privacidade.
Os recursos financeiros próprios, num montante próximo de um terço do total de receitas, provêm, sobretudo,
da candidatura a projectos, das receitas dos bares e da reprografia, bem como da celebração de algumas
parcerias com a autarquia local. Estes recursos são canalizados para a aquisição de material informático e
manutenção e adaptação de espaços, bem como para a aquisição de materiais e equipamentos educativos,
acervo da biblioteca e realização de visitas de estudo.
Escola Secundária C/ 3.º CEB do Fundão
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Relatório de Avaliação Externa
3.4 Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa
A avaliação feita pelos directores de turma refere que a quase totalidade dos pais vai à Escola, mais do que
uma vez por período lectivo, havendo, ainda, situações em que os contactos são feitos pelo telefone. Contudo,
há ainda uma pequena franja de encarregados de educação que não se deslocam ao estabelecimento de
ensino, nomeadamente alguns que vivem em localidades mais distantes da cidade do Fundão. Existe um
representante dos pais em todas as turmas. Os pais participam nos órgãos da Escola e nas comissões para
que são solicitados, como seja a comissão de acompanhamento dos projectos de empreendedorismo. No
entanto, não estiveram representados no grupo de trabalho que elaborou o projecto educativo.
A Escola desenvolve várias actividades de elevada qualidade, sendo estas abertas à participação da
comunidade, nomeadamente as mostras de ciências, o fórum vocacional, as palestras e os vários colóquios.
Algumas destas actividades ganharam já um estatuto no concelho, estando consolidadas e merecendo
prestígio por parte da comunidade local.
3.5 Equidade e justiça
A acção desenvolvida pela Escola tem em atenção a sua população, procurando responder às solicitações dos
alunos e dos pais. Neste sentido, no final do ano, desenvolve actividades de apoio aos alunos para preparação
dos exames nacionais e foi criada a figura de professor tutor para o acompanhamento de casos mais
problemáticos.
A Escola procura apoiar todos os alunos com necessidades socio-económicas. Quando estes não se
enquadram nos parâmetros e nas regras dos Serviços da Acção Social Escolar (SASE), são apoiados, através
das receitas próprias da Escola, sendo explícita a preocupação com o desenvolvimento dos “afectos”.
4. Liderança
4.1 Visão e estratégia
Os órgãos de gestão estabeleceram metas e objectivos claros no projecto educativo, definindo prioridades:
reduzir em 10% o insucesso escolar dos alunos da Escola; proporcionar alternativas curriculares; promover o
envolvimento da comunidade educativa na Escola; melhorar a aplicação do regime de autonomia e gestão;
promover a segurança e preservar o património escolar; promover uma cultura de avaliação interna e externa
sistematizada.
As propostas de criação de cursos de educação e formação, a funcionar no presente ano lectivo, e o seu
alargamento a novas áreas para o próximo ano lectivo, para além da criação de cursos profissionais,
envolveram as diversas estruturas da Escola e os seus órgãos de topo. A Assembleia de Escola teve um papel
fundamental nesta discussão, pelo facto de estarem aí representados diversos interesses locais. A oferta
educativa é desenhada de acordo com as necessidades sentidas localmente. Neste sentido a Associação
Comercial e Industrial do concelho, representada na Assembleia de Escola, propõe-se comunicar ao
estabelecimento de ensino os resultados dos inquéritos aplicados aos seus associados sobre necessidades de
formação, tendo em vista fornecer indicações sobre o caminho a seguir quanto a ofertas educativas.
A abertura da Escola à comunidade, com algumas das suas actividades, tem gerado reconhecimento, que é
facilitador da realização de outras actividades e do estabelecimento de parcerias.
Por outro lado, é afirmado que a Escola é procurada por docentes e funcionários não docentes, por ser uma
referência de qualidade, não tendo quaisquer problemas em fixar os seus recursos humanos.
4.2 Motivação e empenho
Todos os elementos da comunidade educativa conhecem os seus papéis e responsabilidades. A motivação e o
empenho são visíveis na quantidade e diversidade de acções propostas, em sede de plano anual de
actividades, na sua execução e avaliação.
Os pais e os alunos afirmam que os professores e o pessoal auxiliar estão sempre disponíveis, bem como
referem que o ambiente escolar é bom e a Escola prepara bem os seus discentes.
Não existem problemas significativos relacionados com o absentismo dos docentes, pois as actividades de
substituição rondam apenas os 2%.
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Relatório de Avaliação Externa
4.3 Abertura à inovação
Existe abertura à inovação e há capacidade para mobilizar os apoios necessários. Nos últimos anos foram
lançados vários projectos, tendo como protagonistas várias estruturas educativas, contribuindo, deste modo,
para a qualidade da oferta curricular disponibilizada pela Escola. A Escola desenvolve também um conjunto
alargado de projectos, procurando, com isso, facultar aos alunos novas oportunidades de aprendizagem
dentro e fora da sala de aula. A título de exemplo, referem-se os projectos Ciência Viva, reciclagem dos
“lixos”, educação para o empreendedorismo, a I e a II Mostras de Ciência (em parceria com a autarquia local,
em 2003 e 2005), as comemorações do Ano Mundial da Física em 2005, os Colóquios Juvenis de História da
Arte e também o Plano de Acção para a Matemática.
A Escola publicita nos seus documentos organizativos os prémios ganhos em eventos desportivos, culturais e
científicos, realizados em Portugal e no estrangeiro.
A página da Escola na Internet constitui-se como um veículo de divulgação das suas actividades e de
comunicação com toda a comunidade escolar, havendo departamentos/disciplinas que têm a sua própria
página. O Jornal escolar “Olho Vivo” e os programas radiofónicos semanais também dão eco às actividades
realizadas.
A Escola procura soluções para alguns dos seus problemas, nomeadamente, no que se refere aos alunos com
um percurso irregular ou em risco de abandono. Para estes casos foram lançados, no presente ano lectivo,
cinco Cursos de Educação e Formação.
4.4 Parcerias, protocolos e projectos
A Escola assume-se como uma importante e prestigiada instituição do concelho, mantendo relações com
várias instituições. Celebrou parcerias e protocolos com: autarquias locais; Universidade da Beira Interior;
Instituto Politécnico de Castelo Branco; Instituto Politécnico de Bragança; Universidade de Aveiro; Escola
Profissional do Fundão; Academia de Música do Fundão; Biblioteca Municipal; empresas Business Inovation
Center, Central Bussiness e Pinus Verde; Associação Comercial e Industrial do Fundão; unidades de saúde
locais; delegação do Instituto Português da Juventude; Abrigo de S. José; Confraria do Azeite; vários órgãos
de comunicação social; Governo Civil de Castelo Branco; Associação Astronómica do Fundão; Associação
Juvenil da Ciência.
As parcerias celebradas têm permitido aumentar a abrangência dos currículos, possibilitando concretizar
várias actividades na área da saúde, do ambiente, do social, da segurança e bem-estar e da investigação
científica.
Também, por via destas ligações, foram realizados estágios, encontros, espectáculos e intercâmbios, que
fazem da Escola uma parceira importante na vida do concelho.
5. Capacidade de auto-regulação e progresso da escola
5.1 Auto-avaliação
A Escola tem monitorizado e avaliado a sua actividade, através de relatórios elaborados pelas várias
estruturas e coordenações educativas (departamentos, coordenadores de directores de turma, coordenador da
biblioteca, responsáveis por projectos e clubes), ao longo e no final de cada ano. A partir destes relatórios e
de outros documentos internos, o Conselho Executivo produz um relatório final, contemplando a análise da
execução do plano anual de actividades e dos resultados escolares dos alunos, bem como a identificação de
problemas e constrangimentos. Com este processo, a Escola pretende conhecer os resultados do seu trabalho
e as alterações a introduzir nos procedimentos e nas estratégias. Contudo, não são abrangidas as áreas
relacionadas com os processos de ensino e aprendizagem e as propostas de melhoria a implementar na
prestação do serviço educativo, apesar do actual projecto educativo procurar superar alguns pontos fracos do
desempenho escolar identificados na avaliação do anterior projecto.
5.2 Sustentabilidade do progresso
Existem sinais positivos para a sustentabilidade do progresso da Escola, tendo em conta a capacidade de
mobilização de recursos, o bom clima interno e a predisposição dos órgãos de gestão para aprofundar a
avaliação interna.
Existe também uma boa percepção dos pontos fracos do desempenho da Escola – integrados em três grandes
dimensões: curricular; social, comunitária e ecológica; organizacional e logística –, a partir dos quais foram
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Relatório de Avaliação Externa
definidos os objectivos do projecto educativo para o próximo triénio: reduzir em 10% o insucesso escolar dos
alunos da Escola; proporcionar alternativas curriculares; promover o envolvimento da comunidade educativa
na Escola; melhorar a aplicação do regime de autonomia e gestão; promover a segurança e preservar o
património escolar; promover uma cultura de avaliação interna e externa sistematizada.
V – Considerações finais
A Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico do Fundão apresenta vários pontos fortes, de que se
destacam:
•
Acolhimento das iniciativas dos alunos;
•
Oferta alargada de actividades de enriquecimento curricular;
•
Dinamismo das actividades experimentais e valorização da cultura científica;
•
Desenvolvimento de projectos e parcerias que trazem recursos adicionais e promovem a inovação;
•
Clima e ambiente favoráveis ao desenvolvimento profissional;
•
Prestígio e reconhecimento alcançados no seio da comunidade local.
Constituem debilidades da Escola:
•
Incipientes processos de articulação e sequencialidade das aprendizagens;
•
Inexistência de acompanhamento e supervisão da prática lectiva.
Oportunidades de desenvolvimento que constituem desafios para a melhoria da Escola:
•
Continuidade do esforço de auto-avaliação, através da implicação de toda a comunidade educativa no
acompanhamento e na avaliação da implementação de melhorias;
•
•
Alargamento das alternativas de formação, de modo a dar resposta às necessidades dos alunos;
Valorização da interacção estabelecida com a comunidade local, no sentido de aprofundar a
implementação de projectos de inovação pedagógica.
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Relatório - Inspecção Geral da Educação e Ciência